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O documento discute a Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS). Ele resume os principais pontos da convenção, incluindo seu objetivo de estabelecer regras uniformes para salvaguardar vidas no mar, as obrigações dos governos signatários, e os processos para emendas à convenção.
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O documento discute a Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS). Ele resume os principais pontos da convenção, incluindo seu objetivo de estabelecer regras uniformes para salvaguardar vidas no mar, as obrigações dos governos signatários, e os processos para emendas à convenção.
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CENTRO DE INSTRUO [Link] DE AGUIAR- CIABA. DISCIPLINA :LEGILAO MARTIMA - SOLAS. PROF.

CLC BARRETO

CONVENO INTERNACIONAL PARA SALVAGUARDA DA HUMANA NO MAR- S O L A S Artigos da Conveno Internacional para Salvaguarda

VIDA

OS GOVERNOS CONTRATANTES DESEJANDO estabelecer, de comum acordo, princpios e regras uniformes para salvaguarda da vida humana no mar, e, CONSIDERANDO que o modo mais eficaz de lograr tal propsito a concluso de uma Conveno destinada a substituir a Conveno Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1960, levando em conta as mudanas ocorridas desde que foi ela estabelecida. CONVIERAM no seguinte: Artigo I (a) Obrigaes gerais contradas em virtude da Conveno

Os Governos Contratantes se comprometem a tornar efetivas as disposies da presente Conveno e do seu anexo, o qual ser considerado como parte integrante da presente Conveno. Toda referncia presente Conveno implica ao mesmo tempo em uma referncia ao anexo. (b) Os Governos Contratantes se comprometem a promulgar todas as leis, decretos, ordens e regulamentos e a tomar todas as medidas necessrias para dar Conveno pleno e completo efeito, a fim de garantir que, do ponto de vista da salvaguarda da vida humana, um navio esteja apto para o servio a que destinado. Artigo II Aplicao

A presente Conveno aplicar-se- aos navios autorizados a arvorar a bandeira dos Estados cujos Governos sejam Governos Contratantes. Artigo III Leis e regulamentos

Os Governos Contratantes se comprometem a comunicar e depositar junto ao Secretrio-Geral da Organizao Martima Internacional (doravante denominada a Organizao): a) uma lista dos organismos no governamentais que so autorizados a agir em seu nome na aplicao das medidas relativas salvaguarda da vida humana no mar, a fim de ser distribuda aos Governos Contratantes, para conhecimento de seus funcionrios;

(b) o texto das leis, decretos, ordens e regulamentos que forem promulgados sobre as diferentes matrias que se enquadram na esfera da presente Conveno; e (c) um nmero suficiente de modelos de certificados emitidos de conformidade com as disposies da presente Conveno, a serem transmitidos aos Governos Contratantes para conhecimento de seus funcionrios. Artigo IV Casos de fora maior

(a) Um navio que no esteja sujeito, no momento de sua partida para uma viagem qualquer,s disposies da presente Conveno, no deve ficar submetido a essas disposies por motivo de qualquer desvio da derrota no decorrer da viagem projetada, se esse desvio de derrota for provocado por mau tempo ou por qualquer outra causa de fora maior. (c) As pessoas que se encontrem a bordo de um navio por motivo de fora maior ou em conseqncia da obrigao imposta ao Comandante de transportar nufragos ou outras pessoas,no sero levadas em conta quando se tratar de verificar a aplicao, ao navio, de qualquer prescrio da presente Conveno. Artigo V Transporte de pessoas em caso de emergncia

a) Para assegurar a evacuao de pessoas com o propsito de evitar uma ameaa segurana de suas vidas, um Governo Contratante pode autorizar o transporte, em seus navios, de um nmero de pessoas superior ao permitido, em outras circunstncias, pela presente Conveno. (b) Uma autorizao dessa natureza no priva os demais Governos Contratantes dos direitos de fiscalizao que lhes correspondam sobre tais navios, nos termos da presente Conveno,quando os mesmos se encontrem em seus portos. (c) O Governo Contratante que conceder qualquer autorizao dessa natureza dever enviar ao Secretrio-Geral da Organizao a notificao correspondente, acompanhada de um relatrio sobre as circunstncias do fato. Artigo VI Tratados e convenes anteriores

(a) A presente Conveno substitui e anula, entre os Governos Contratantes, a Conveno Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar, assinada em Londres, em 17 de Junho de 1960. (b) Todos os demais tratados, convenes ou acordos concernentes salvaguarda da vida humana no mar ou s questes que lhe so relacionadas e que esto atualmente em vigor entre os Governos partes da presente Conveno, continuaro a produzir pleno e inteiro efeito nosrespectivos prazos de vigncia, no que diz respeito: ci) aos navios aos quais a presente Conveno no aplicvel; e
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(ii) aos navios aos quais a presente Conveno se aplica, no que concerne aos pontos que no constituem objetos das determinaes por ela expressa. d) Nos casos, entretanto, de conflito entre aqueles tratados, convenes ou acordos e as disposies da presente Conveno, devem prevalecer as disposies desta ltima. e) Todos os pontos que no constituem objeto das determinaes expressas na presente Conveno ficam submetidos legislao dos Governos Contratantes. Artigo VII Regras especiais resultantes de acordos

Quando, em conformidade com a presente Conveno, forem estabelecidas regras especiais por acordo entre todos ou alguns dos Governos Contratantes, tais regras devem ser comunicadas ao Secretrio-Geral da Organizao, com vistas sua distribuio entre todos os Governos Contratantes. Artigo VIII Emendas

(a) A presente Conveno poder ser emendada por qualquer dos procedimentos especificados nos pargrafos seguintes. (b) Emendas aps considerao por parte da Organizao: c) Toda emenda proposta por um Governo Contratante ser submetida ao Secretrio-Geral da Organizao e distribuda por este a todos os Membros da Organizao e a todos os Governos Contratantes, com uma antecedncia mnima de seis meses antes de ser considerada pela Organizao. d) Toda emenda proposta e distribuda, como acima indicado, ser encaminhada ao Comit de Segurana Martima da Organizao para que este a examine. e) Os Governos Contratantes de Estados, quer sejam ou no Membros da Organizao, tero direito a participar das deliberaes do Comit de Segurana Martima para o exame e adoo das emendas. f) As emendas sero adotadas por uma maioria de dois teros dos Governos Contratantes presentes e votantes no comit de Segurana Martima, ampliado segundo a alnea (iii) do presente pargrafo (e que daqui por diante ser chamado de Comit de Segurana Martima ampliado), com a condio de que, pelo menos, um tero dos Governos Contratantes esteja presente votao. g) As emendas adotadas de acordo com a alnea (iv) do presente pargrafo sero comunicadas pelo Secretrio-Geral da Organizao a todos os Governos Contratantes, para fins de aceitao.

(1) Uma emenda a um artigo da Conveno ou ao Captulo I do anexo ser considerada aceita na data em que tiver sido aceita por dois teros dos Governos Contratantes. (2) Uma emenda ao anexo da Conveno, que no seja ao Captulo I, ser considerada como tendo sido aceita :(aa) ao trmino dos dois anos seguintes data em que foi comunicada aos Governos Contratantes para fins de aceitao; ou (bb) ao trmino de um perodo diferente, que no ser inferior a um ano, se assim for determinado na ocasio de sua adoo por uma maioria de dois teros dos Governos Contratantes presentes e votantes no Comit de Segurana Martima [Link], se dentro de perodo fixado, mais de um tero dos Governos Contratantes ou Governos Contratantes cujas frotas mercantes combinadas representem um mnimo de cinqenta por cento da arqueao bruta da frota mercante mundial, notificarem o Secretrio-Geral da Organizao de que acusam a emenda, esta ser considerada como no aceita. (1) Uma emenda a um artigo da Conveno ou ao Captulo I do anexo entrar em vigor, no que diz respeito aos Governos Contratantes que a tenham aceito, seis meses aps a data em que foi considerada como tendo sido aceita e, com respeito a cada Governo Contratante que a aceite aps essa data, seis meses aps a data de aceitao por esse Governo Contratante; e (2) Uma emenda ao anexo, que no seja ao Captulo I, entrar em vigor com respeito a todos os Governos Contratantes, excetuados aqueles que a tenham recusado de acordo com a alnea (vi)(2) do presente pargrafo e que no tenham retirado suas recusas, seis meses aps a data em que foi considerada como tendo sido aceita. Entretanto, antes da data fixada para a entrada em vigor de uma emenda, qualquer Governo Contratante pode notificar o Secretrio-Geral da Organizao de que se eximir de coloc-la em execuo durante um perodo no superior a um ano, contado a partir da data de entrada em vigor da emenda, ou durante um perodo superior ao anteriormente mencionado, que seja fixado por uma maioria de dois teros dos Governos Contratantes presentes e votantes no Comit de Segurana Martima ampliado, na ocasio da adoo da emenda. (c) Emenda por uma Conferncia: Por solicitao de qualquer Governo Contratante, sempre que com ele concorde pelo menos um tero dos Governos Contratantes, a Organizao convocar uma Conferncia de Governos Contratantes para estudar emendas presente Conveno.

(ii) Toda emenda adotada em tal Conferncia por uma maioria de dois teros dos Governos Contratantes presentes e votantes ser comunicada pelo Secretrio-Geral da Organizao a todos os Governos Contratantes para fins de aceitao.

(iii) Salvo se a Conferncia decidir de modo diverso, a emenda ser considerada como tendo sido aceita e entrar em vigor de acordo com os procedimentos especificados nas alneas (b) (vi) e (b) (vii), respectivamente, do presente artigo, sendo que as referncias feitas nessas alneas ao Comit de Segurana Martima ampliado sero entendidas como referncias feitas Conferncia. (d) (i) Um Governo Contratante que tiver aceito uma emenda ao anexo, a qual j tenha entrado em vigor, no ficar obrigado a tornar os benefcios da presente Conveno extensivos aos certificados emitidos para um navio autorizado a arvorar a bandeira de um Estado cujo Governo, recorrendo s disposies da alnea (b) (vi) (2) do presente Artigo, tenha recusado a emenda e no haja retirado a sua recusa, mas somente na medida em que tais certificados se referirem a assuntos abrangidos pela emenda em questo. (ii) Um Governo Contratante que tiver aceito uma emenda ao anexo, a qual j tenha entrado em vigor, tornar os benefcios da presente Conveno extensivos aos certificados emitidos para um navio autorizado a arvorar a bandeira de um Estado cujo Governo, recorrendo s disposies da alnea (b) (vii) (2) do presente artigo,tenha notificado o Secretrio-Geral da Organizao de que se exime da obrigao de pr em execuo a dita emenda. (e) Salvo indicao expressa em contrrio, toda emenda presente Conveno efetuada de acordo com o disposto neste artigo, que se refira estrutura de um navio, ser aplicvel somente a navios cujas quilhas tenham sido batidas ou que se encontrem em estgio similar de construo na data de entrada em vigor dessa emenda, ou aps essa data. (f) Toda declarao de aceitao ou de recusa de uma emenda, ou qualquer das notificaes comunicadas em virtude da alnea (b) (vii) (2) do presente artigo, dever ser submetida por escrito ao Secretrio-Geral da Organizao, o qual informar a todos os Governos Contratantes sobre qualquer dessas comunicaes e a data de seu recebimento. (g) O Secretrio-Geral da Organizao informar a todos os Governos Contratantes sobre quaisquer emendas que entrem em vigor de acordo com este artigo, assim como a data de entrada em vigor de cada uma delas. Artigo IX Assinatura, ratificao, aceitao, aprovao e adeso

(a) A presente Conveno estar aberta assinatura, na sede da Organizao, a partir de 1 de Novembro de 1974 at 1o de Julho de 1975 e, depois desse prazo, permanecer aberta a adeses. Os Estados podero constituir-se partes da presente Conveno mediante: (i) Assinatura sem reserva quanto ratificao, aceitao ou aprovao; ou (ii) Assinatura com reserva de ratificao, aceitao ou aprovao, seguida de ratificao, aceitao ou aprovao; ou (iii) Adeso.

(b) A ratificao, aceitao, aprovao ou adeso sero efetuadas mediante depsito do instrumento competente junto ao Secretrio-Geral da Organizao. (c) O Secretrio-Geral da Organizao informar aos Governos de todos os Estados que tenham assinado a presente Conveno, ou que a ela tenham aderido, sobre qualquer assinatura ou depsito de instrumento de ratificao, aceitao, aprovao ou adeso e a data de sua ocorrncia. Artigo X Entrada em vigor

(a) A presente Conveno entrar em vigor doze meses aps a data em que pelo menos vinte e cinco Estados, cujas frotas mercantes combinadas representem no menos do que cinqenta por cento da arqueao bruta da marinha mercante mundial, tenham se tornado partes da mesma de acordo com o disposto no Artigo IX. (b) Todo instrumento de ratificao, aceitao, aprovao ou adeso, depositado aps a data de entrada em vigor da presente Conveno, passar a ter efeito trs meses aps a data em que tiver sido depositado. (c) Todo instrumento de ratificao, aceitao, aprovao ou adeso, que seja depositado aps a data em que uma emenda presente Conveno seja considerada como tendo sido aceita, de acordo com o artigo VIII, ser considerado como referindo-se Conveno com seu textoemendado. Artigo XI Denncia

(a) A presente Conveno pode ser denunciada por qualquer Governo Contratante, em qualquer momento posterior expirao de um prazo de cinco anos, a contar da data em que a Conveno tenha entrado em vigor para esse Governo. (b) A denncia ser efetuada mediante o depsito de um instrumento de denncia ao Secretrio-Geral da Organizao, o qual notificar todos os outros Governos Contratantes sobre o recebimento de qualquer instrumento de denncia e a data do seu recebimento, bem como a data em que tal denncia surtir efeito. (c) A denncia surtir efeito transcorrido o prazo de um ano de recebimento, pelo Secretrio-Geral da Organizao, do instrumento de denncia, ou ao expirar qualquer outro prazo maior que pode ser estipulado no referido instrumento. Artigo XII Depsito e registro

(a) A presente Conveno ser depositada junto ao Secretrio-Geral da Organizao, o qual remeter cpias autenticadas da mesma para os Governos de todos os Estados que a tenham assinado ou a ela aderido.

(b) To logo a presente Conveno entre em vigor, o Secretrio-Geral da Organizao remeter o texto da mesma ao Secretrio-Geral das Naes Unidas, para fins de registro e publicao, de acordo com o artigo 102 da Carta das Naes Unidas. Artigo XIII Idiomas

A presente Conveno est redigida em um s exemplar, nos idiomas chins, espanhol, francs, ingls e russo, sendo cada texto igualmente autntico. Farse-o tradues oficiais nos idiomas alemo, rabe, e italiano, as quais sero depositadas junto ao original assinado. EM F DO QUE os abaixo assinados, devidamente autorizados por seus respectivos Governos para esse fim, assinaram a presente Conveno. FEITA EM LONDRES, no primeiro dia de Novembro de mil novecentos e setenta e quatro.

Texto Consolidado do Anexo Conveno SOLAS de 1974


CAPTULO I REQUISITOS GERAIS Regra 1 PARTE A APLICAES, DEFINIES, ETC.

Aplicao

(a) Salvo disposio expressa em contrrio, as presentes regras s se aplicam a navios que efetuem viagens internacionais. (b) Cada um dos captulos define com mais preciso os tipos de navios a que se aplicam, bem como o campo das disposies que lhes so aplicveis. Regra 2 Definies

Para fins de aplicao das presentes regras, salvo disposio expressa em contrrio: (a) Regras significa as regras contidas no anexo presente Conveno; (b) Administrao significa o Governo do Estado cuja bandeira o navio est autorizado a arvorar; (c) Aprovado significa aprovado pela Administrao; (d) Viagem internacional significa uma viagem desde um pas ao qual se aplica a presente Conveno at um porto situado fora desse pas, ou vice-versa; (e) Passageiro toda pessoa que no seja: (i) o Comandante e os membros da tripulao ou outras pessoas empregadas ou ocupadas, sob qualquer forma, a bordo do navio, em servios que a este digam respeito; e
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(ii) criana de menos de um ano de idade. (f) Navio de passageiro um navio que transporta mais de doze passageiros; (g) Navio de carga todo navio que no seja de passageiros; (h)Navio-tanque um navio de carga construdo ou adaptado para o transporte a granel de cargas lquidas de natureza inflamvel; (i) Navio de pesca um navio utilizado para a captura de peixes, baleias, focas, morsas ou outros recursos vivos do mar; (j) Navio nuclear um navio provido de uma instalao de energia nuclear; (k) Navio novo significa um navio cuja quilha tenha sido batida, ou que esteja num estgio de construo semelhante em 25 de Maio de 1980 ou depois. (l) Navio existente significa um navio que no um navio novo; (m) Uma milha equivalente a 1.852 metros ou 6.080 ps; e (n) Data de aniversrio significa o dia e o ms de cada ano que correspondem data do trmino do perodo de validade do certificado pertinente. Regra 3 Excees

(a) As presentes regras, salvo disposio expressa em contrrio, no so aplicveis a: (i) navios de guerra e de transporte de tropas; (ii) navios de carga de arqueao bruta menor que 500; (iii) navios sem meios de propulso mecnica; (iv) navios de madeira, de construo primitiva; (v) iates de recreio no empenhados em trfego comercial; e (vi) navios de pesca. (b) Salvo as disposies expressas no Captulo V, nada do que figura nas presentes regras se aplica aos navios que naveguem exclusivamente nos Grandes Lagos da Amrica do Norte e no Rio So Loureno, nas guas limitadas a leste por uma linha reta que vai do Cabo des Rosiers West Point da Ilha Anticosti e, ao norte da Ilha Anticosti, pelo meridiano de 63. Regra 4 Isenes

(a) Pode ser isento pela Administrao de algumas das prescries das presentes regras um navio que, embora no seja empregado usualmente em viagens internacionais, tenha de empreender, por circunstncias excepcionais, uma nica viagem internacional, desde que satisfaa as disposies sobre segurana que, na opinio da Administrao, sejam suficientes para a viagem que pretende empreender. (b) A Administrao pode isentar qualquer navio que apresente caractersticas de um novo tipo, de quaisquer disposies dos Captulos II-1, II-2, III e IV destas regras, cuja aplicao possa impedir seriamente pesquisas para o desenvolvimento de tais caractersticas e sua incorporao nos navios engajados em viagens internacionais. Todos esses navios devem, contudo, obedecer s exigncias de segurana que, na opinio da Administrao, sejam adequadas ao servio para o qual se destinam e que sejam tais que garantam a segurana geral do navio e sejam aceitveis pelos Governos dos Estados a serem visitados pelo navio. A Administrao que conceder tal iseno deve comunicar Organizao os detalhes da mesma e seus motivos, os quais a Organizao far circular para informao dos Governos Contratantes. Regra 5 Equivalncias

(a) Quando as presentes regras prescrevem que sejam instalados ou existam a bordo certas instalaes, materiais, dispositivos ou aparelhos, ou determinados tipos dos mesmos, ou que se tomem certas disposies particulares, a Administrao pode consentir que sejam instalados ou existam a bordo quaisquer outras instalaes, materiais, dispositivos ou aparelhos, outipos diversos, ou se tomem disposies diversas, se provar por experincias ou de outra forma, que tais instalaes, materiais, dispositivos ou aparelhos, seus tipos ou disposies, tm eficcia pelo menos igual que exigida pelas presentes regras. (b) Qualquer Administrao que autorize nesses termos a substituio de uma instalao,material, dispositivo ou aparelho, ou dos seus tipos de disposies deve comunicar as suas caractersticas Organizao, com um relatrio das experincias que tiverem sido feitas, e a Organizao dar disso conhecimento aos outros Governos contratantes para informao dos seus funcionrios.

PARTE B Regra 6

VISTORIAS E CERTIFICADOS Inspeo e Vistoria

(a) As inspees e as vistorias de navios, no que diz respeito exigncia do cumprimento dos dispositivos das presentes regras e concesso de dispensas destas regras, devero ser realizadas por funcionrios da Administrao. A Administrao poder, entretanto, confiar as inspees e vistorias a vistoriadores designados com esta finalidade, ou a organizaes reconhecidas por ela.

(b) Uma Administrao que nomeie vistoriadores, ou que reconhea organizaes para realizar inspees e vistorias como disposto no pargrafo (a), dever dar poderes a qualquer vistoriador designado, ou a qualquer organizao reconhecida, para, no mnimo: (i) exigir que sejam realizados reparos num navio; (ii) realizar inspees e vistorias, se solicitado pelas autoridades competentes de um Estado do Porto. A Administrao dever informar Organizao as atribuies e as condies especficas da autoridade delegada aos vistoriadores designados ou s organizaes reconhecidas. (c) Quando um vistoriador designado ou uma organizao reconhecida verificar que as condies do navio ou dos seus equipamentos no correspondem de maneira significativa aos detalhes constantes do certificado, ou que so tais que o navio no tenha condies de ir para o mar sem que haja perigo para o navio, ou para as pessoas a bordo, este vistoriador ou esta organizao dever assegurar que sejam tomadas imediatamente medidas corretivas e dever, no momento devido, informar Administrao. Se estas medidas corretivas no forem tomadas, o certificado pertinente deve ser cancelado e a Administrao dever ser informada imediatamente e, se o navio estiver no porto de uma outra Parte, as autoridades competentes do Estado do Porto tambm devero ser informadas imediatamente. Quando um funcionrio da Administrao, um vistoriador designado ou uma organizao reconhecida tiver informado s autoridades competentes do Estado do Porto, o Governo do Estado do Porto envolvido dever dar a este funcionrio, a este vistoriador ou a esta organizao qualquer ajuda necessria para que desempenhem as suas funes com base nesta regra. Quando for aplicvel, o Governo do Estado do Porto envolvido dever assegurar que o navio no suspenda at que possa ir para o mar, ou deixar o porto com a finalidade de demandar o estaleiro adequado, sem que haja perigo para o navio ou para as pessoas a bordo. (d) Em todos os casos, a Administrao dever assegurar plenamente a total realizao da inspeo e da vistoria, bem como a sua eficincia, e dever empenhar-se para assegurar que sejam tomadas as medidas necessrias para atender a esta obrigao. Regra 7 Vistoria de navios de passageiros

(a) Um navio de passageiros dever ser submetido s vistorias abaixo especificadas: (i) uma vistoria inicial antes do navio ser posto em atividade; (ii) uma vistoria de renovao a cada 12 meses, exceto quando for aplicvel a Regra 14(b), (e), (f) e (g); (iii) vistorias adicionais, medida que surgir a ocasio.

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(b) As vistorias acima mencionadas devero ser realizadas da seguinte maneira: (i) a vistoria inicial dever abranger uma inspeo completa da estrutura, das mquinas e dos equipamentos do navio, inclusive da parte externa do fundo do navio e das partes internas e externas das caldeiras. Esta vistoria dever ser feita de modo a assegurar que a disposio, os materiais e o escantilho da estrutura, as caldeiras e outros recipientes de presso e seus acessrios, as mquinas principais e auxiliares, a instalao eltrica, as instalaes de rdio, inclusive as utilizadas nos equipamentos salva-vidas, os sistemas e equipamentos de proteo contra incndio e de segurana contra incndio, os equipamentos e dispositivos salva-vidas, os equipamentos de navegao de bordo, as publicaes nuticas, os meios de embarque para os prticos e outros equipamentos atendam plenamente s exigncias das presentes regras, bem como das leis, decretos, ordens e regulamentos promulgados pela Administrao em decorrncia destas regras. A vistoria dever ser realizada tambm de modo a assegurar que o trabalho de construo de todas as partes do navio e dos seus equipamentos esteja satisfatrio sob todos os aspectos, e que o navio possua as luzes, marcas e meios de emitir sinais sonoros e sinais de perigo como exigido pelo disposto nas presentes regras e no Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar em vigor; (ii) a vistoria de renovao dever abranger uma inspeo da estrutura, das caldeiras e de outros recipientes de presso, das mquinas e equipamentos, inclusive da parte externa do fundo do navio. A vistoria dever ser feita de modo a assegurar que o navio, no que se refere estrutura, s caldeiras e a outros recipientes de presso e seus acessrios, s mquinas principais e auxiliares, instalao eltrica, s instalaes de rdio, inclusive as utilizadas nos equipamentos salva-vidas, aos sistemas e equipamentos de proteo contra incndio e de segurana contra incndio, aos equipamentos e dispositivos salva-vidas, aos equipamentos de navegao de bordo, s publicaes nuticas, aos meios de embarque para os prticos e a outros equipamentos, esteja em condies satisfatrias e apto para a atividade a que se destina, e que atenda s exigncias das presentes regras, bem como das leis, decretos, ordens e regulamentos promulgados pela Administrao em decorrncia destas regras. As luzes, marcas e meios de emitir sinais sonoros e sinais de perigo existentes no navio tambm devero ser submetidos vistoria acima mencionada, com a finalidade de verificar se atendem s exigncias das presentes regras e do Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar em vigor;

(iii) dever ser realizada uma vistoria adicional, seja ela geral ou parcial de acordo com a situao, aps o trmino dos reparos realizados em decorrncia das inspees prescritas na Regra 11, ou sempre que forem realizados quaisquer reparos ou remodelaes importantes. A vistoria dever ser realizada de modo a verificar se os reparos ou as remodelaes necessrias foram adequadamente realizadas, que o material e o trabalho realizado nestes reparos ou remodelaes esto sob todos os aspectos satisfatrios, e que o navio atende sob todos os aspectos ao disposto nas
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presentes regras e no Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar em vigor e nas leis, decretos, ordens e regulamentos promulgados pela Administrao em decorrncia destas regras; (d) (i) as leis, decretos, ordens e regulamentos mencionados no pargrafo (b) desta regra devero ser tais que assegurem, sob todos os aspectos, que do ponto de vista da salvaguarda da vida humana o navio est apto para desempenhar a atividade a que se destina; (ii) eles devero estabelecer, entre outras coisas, as exigncias a serem cumpridas com relao aos testes iniciais e aos testes hidrulicos alternativos posteriores, ou a outros testes aceitveis aos quais devero ser submetidas as caldeiras principais e auxiliares, as conexes, as redes de vapor, os recipientes de alta presso e os tanques de combustvel das mquinas de combusto interna, inclusive os procedimentos de teste a serem seguidos e os intervalos entre dois testes consecutivos. Regra 8 Vistorias dos equipamentos salva-vidas e de outros equipamentos dos navios de carga (a) Os equipamentos salva-vidas e outros equipamentos dos navios de carga de arqueao bruta igual a 500 ou mais, como mencionados no pargrafo (b)(i), devero ser submetidos s vistorias abaixo especificadas: (i) uma vistoria inicial antes do navio ser posto em atividade; (ii) uma vistoria de renovao a intervalos estabelecidos pela Administrao, mas no superiores a 5 anos, exceto quando for aplicvel a Regra 14(b), (e), (f) e (g); (iii) uma vistoria peridica at trs meses antes ou trs meses depois da data do segundo aniversrio, ou at trs meses antes ou trs meses depois da data do terceiro aniversrio do Certificado de Segurana dos Equipamentos de Navio de Carga, que dever ser realizada em lugar de uma das vistorias anuais especificadas no pargrafo (a)(iv); (iv) uma vistoria anual at trs meses antes ou trs meses depois de cada data de aniversrio do Certificado de Segurana dos Equipamentos de Navio de Carga; (v) uma vistoria adicional, como estabelecido na Regra 7(b)(iii) para os navios de passageiros. (c) As vistorias mencionadas no pargrafo (a) devero ser realizadas da seguinte maneira: (i) a vistoria inicial dever abranger uma inspeo completa nos sistemas e equipamentos de segurana contra incndio, nos equipamentos e dispositivos salva vidas, exceto nas instalaes

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de rdio, nos equipamentos de navegao de bordo, nos meios de embarque para os prticos e em outros equipamentos aos quais se apliquem os Captulos II-1, II-2, III e V, para assegurar que atendam s exigncias das presentes regras, que estejam em condies satisfatrias e aptos para a atividade para a qual se destina o navio. Os planos de controle de incndio, as publicaes nuticas, as luzes, marcas e meios de emitir sinais sonoros e sinais de perigo tambm devero ser submetidos vistoria acima mencionada, com a finalidade de verificar se atendem s exigncias das presentes regras e, quando for aplicvel, do Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar em vigor; (ii)

(iii)

a vistoria de renovao e as vistorias peridicas devero abranger uma inspeo dos equipamentos mencionados no pargrafo (b)(i), para assegurar que atendam s exigncias pertinentes das presentes regras e do Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar em vigor, que estejam em condies satisfatrias e aptos para a atividade para a qual se destina o navio;

(iii) a vistoria anual dever abranger uma inspeo geral dos equipamentos mencionados no pargrafo (b)(i), para assegurar que tenham sido mantidos de acordo com a Regra 11(a) e que continuem satisfatrios para a atividade para a qual se destina o navio. (c) As vistorias peridicas e anuais mencionadas nos pargrafos (a)(iii) e (a)(iv) devero ser endossadas no Certificado de Segurana dos Equipamentos de Navio de Carga. Regra 9 Vistorias das instalaes de rdio dos navios de carga

(a) As instalaes rdio, inclusive as utilizadas nos equipamentos salva-vidas, dos navios de carga aos quais se aplicam os Captulos III e IV devero ser submetidas s vistorias abaixo especificadas: (i) uma vistoria inicial antes do navio ser posto em atividade; (ii) uma vistoria de renovao a intervalos estabelecidos pela Administrao, mas no superiores a cinco anos, exceto quando for aplicvel a Regra 14(b), (e), (f) e (g); (iii) uma vistoria peridica, at trs meses antes ou trs meses depois de cada data de aniversrio do Certificado de Segurana dos Equipamentos de Navio de Carga; (vi) uma vistoria adicional, como estabelecido na Regra 7(b)(iii) para os navios de passageiros.
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(b) As vistorias mencionadas no pargrafo (a) devero ser realizadas da seguinte maneira: (i) a vistoria inicial dever abranger uma inspeo completa das instalaes rdio dos navios de carga, inclusive nas utilizadas nos equipamentos salva-vidas, para assegurar que atendam s exigncias das presentes regras; (ii) a vistoria de renovao e as vistorias peridicas devero abranger uma inspeo das instalaes rdio dos navios de carga, inclusive das utilizadas nos equipamentos salva-vidas, para assegurar que atendam s exigncias pertinentes das presentes regras. (c) As vistorias peridicas e anuais mencionadas no pargrafo (a)(iii) devero ser endossadas no Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga. Regra 10 Vistorias da estrutura, das mquinas e dos equipamentos dos navios de carga (a) A estrutura, as mquinas e os equipamentos (que no os itens com relao aos quais so emitidos um Certificado de Segurana dos Equipamentos de Navio de Carga e um Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga) de um navio de carga devero ser submetidos, como mencionado no pargrafo (b)(i), s vistorias e inspees abaixo especificadas: (i) uma vistoria inicial, inclusive uma inspeo da parte externa do fundo do navio,antes do navio ser posto em atividade; (ii) uma vistoria de renovao a intervalos estabelecidos pela Administrao, mas no superiores a 5 anos, exceto quando for aplicvel a Regra 14(b), (e), (f) e (g); (iii) uma vistoria intermediria, at trs meses antes ou trs meses depois da data do segundo aniversrio, ou at trs meses antes ou trs meses depois da data do terceiro aniversrio do Certificado de Segurana da Construo de Navio de Carga,que dever ser realizada em lugar das vistorias anuais especificadas no pargrafo (a)(iv); (iv) uma vistoria anual, at trs meses antes ou trs meses depois de cada data de aniversrio do Certificado de Segurana da Construo de Navio de Carga; (v) no mnimo duas inspees da parte externa do fundo do navio durante qualquer perodo de cinco anos, exceto quando for aplicvel a Regra 14(e) ou (f). Quando for aplicvel a Regra 14(e) ou (f), este perodo de cinco anos poder ser prorrogado para coincidir com o perodo de validade prorrogado do certificado. Em todos os casos, o intervalo entre qualquer destas duas inspees no dever ser superior a 36meses;

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(vi) uma vistoria adicional, como estabelecido na Regra 7(b)(iii) para os navios de passageiros. (b) As vistorias mencionadas no pargrafo (a) devero ser realizadas da seguinte maneira: (i) a vistoria inicial dever abranger uma inspeo completa da estrutura, das mquinas e dos equipamentos. Esta vistoria dever ser feita de modo a assegurar que a disposio, os materiais, o escantilho e a construo da estrutura, das caldeiras e de outros recipientes de presso e dos seus acessrios, das mquinas principais e auxiliares, inclusive da mquina do leme e dos sistemas de controle relacionados com ela, da instalao eltrica e de outros equipamentos, atendam s exigncias das presentes regras, estejam em condies satisfatrias e aptos para desempenhar a atividade a que se destina o navio, e que existam informaes sobre a [Link] caso de petroleiros, esta vistoria dever conter tambm uma inspeo dos compartimentos das bombas de carga, dos sistemas de redes de carga, de combustvel para o consumo do navio e de ventilao, bem como dos dispositivos de segurana relacionados com estes sistemas; (ii) a vistoria de renovao dever abranger uma inspeo da estrutura, das mquinas e dos equipamentos mencionados no pargrafo (b)(i), para assegurar que atendam s exigncias das presentes regras, estejam em condies satisfatrias e aptos para desempenhar a atividade a que se destina o navio; (iii) a vistoria intermediria dever abranger uma inspeo da estrutura, das caldeiras e de outros recipientes de presso, das mquinas e dos equipamentos, da mquina do leme e dos sistemas de controle relacionados com ela e da instalao eltrica, para assegurar que continuem em condies satisfatrias para desempenhar a atividade a que se destina o navio. No caso de navios-tanque, esta vistoria dever conter tambm uma inspeo dos compartimentos das bombas de carga, dos sistemas de redes de carga, de combustvel para o consumo do navio e de ventilao, bem como dos dispositivos de segurana relacionados com estes sistemas e o teste da resistncia de isolamento da instalao eltrica em zonas perigosas; (iv) a vistoria anual dever abranger uma inspeo geral da estrutura, das mquinas e equipamentos mencionados no pargrafo (b)(i), para assegurar que tenham sido mantidos de acordo com a Regra 11 (a) e que continuem em condies satisfatrias para desempenhar a atividade a que se destina o navio; (v) a inspeo da parte externa do fundo do navio e a vistoria dos itens relacionados com ele e que so inspecionados no mesmo momento devero ser realizadas de modo a assegurar que estes itens continuem em condies satisfatrias para desempenhar a atividade a que se destina o navio.

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(c) As vistorias intermedirias e anuais e as inspees da parte externa do fundo do navio mencionadas nos pargrafos (a)(iii), (a)(iv) e (a)(v) devero ser endossadas no Certificado de Segurana da Construo dos Navios de Carga. Regra 11 Manuteno das condies aps uma vistoria

(a) As condies do navio e dos seus equipamentos devero ser mantidas de acordo com o disposto nas presentes regras, para assegurar que o navio continue, sob todos os aspectos, apto para ir para o mar sem oferecer perigo para ele mesmo ou para as pessoas a bordo. (b) Aps ter sido concluda qualquer vistoria realizada no navio com base nas Regras 7, 8, 9 ou 10, no dever ser feita qualquer alterao na disposio estrutural, nas mquinas, nos equipamentos ou nos outros itens abrangidos pela vistoria, sem a aprovao da Administrao. (c) Sempre que um navio sofrer um acidente, ou que for encontrado um defeito que afete a segurana do navio ou a eficincia ou a inteireza dos seus equipamentos salva-vidas, ou de outros equipamentos, o comandante ou o proprietrio do navio dever informar na primeira oportunidade Administrao, ao vistoriador designado ou organizao reconhecida responsvel por emitir o certificado pertinente, que dever fazer com que sejam iniciadas as investigaes para verificar se preciso realizar uma vistoria, como exigida pelas Regras 7, 8, 9ou 10. Se o navio estiver num porto de um outro Estado Contratante, o comandante ou o proprietrio dever informar tambm imediatamente s autoridades competentes do Estado do Porto, e o vistoriador designado ou a organizao reconhecida dever verificar se esta informao foi enviada. Regra 12 Emisso ou endosso de certificados

(a) (i) aps uma vistoria inicial ou de renovao, dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Segurana de Navio de Passageiros, para um navio de passageiros que atender s exigncias pertinentes dos Captulos II-1, II-2, III, IV e V e a quaisquer outras exigncias pertinentes das presentes regras; (ii) aps uma vistoria inicial ou de renovao, dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Segurana de Construo de Navio de Carga, para um navio de carga que atender s exigncias pertinentes dos Captulos II-1 e II-2 (que no as relativas aos sistemas e equipamentos de segurana contra incndio e aos planos de controle de incndio) e a quaisquer outras exigncias pertinentes das presentes regras; (iii) aps uma vistoria inicial ou de renovao, dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Segurana de Equipamentos de Navio de Carga, para um navio de carga que atender s exigncias pertinentes dos Captulos II-1, II-2, III,e V e a quaisquer outras exigncias pertinentes das presentes regras;

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(iv) aps uma vistoria inicial ou de renovao, dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga, para um navio de carga que atender s exigncias pertinentes do Captulo IV e a quaisquer outras exigncias pertinentes das presentes regras; (v) (1) aps uma vistoria inicial ou de renovao, dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Segurana de Navio de Carga, para um navio de carga que atender s exigncias pertinentes dos Captulos II-1, II-, III, IV e V e a quaisquer outras exigncias pertinentes das presentes regras,como uma alternativa aos certificados mencionados no pargrafo (a)(ii), (a)(iii) e (a)(iv); (2) sempre que for feita referncia neste captulo a um Certificado de Segurana de Construo de Navio de Carga, Certificado de Segurana de Equipamentos de Navio de Carga ou Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga,esta referncia dever ser aplicada a um Certificado de Segurana de Navio de Carga, se for utilizado como uma alternativa a estes certificados. (vi) o Certificado de Segurana de Navio de Passageiros, o Certificado de Segurana de Equipamentos de Navio de Carga, o Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga e o Certificado de Segurana de Navio de Carga mencionados nos pargrafos (i), (iii), (iv) e (v) devero ser suplementados por um Registro de Equipamentos; (vii) quando for concedida uma iseno a um navio com base no disposto nas presentes regras, e de acordo com estas regras, alm do certificado prescrito neste pargrafo dever ser emitido um certificado denominado Certificado de Iseno; (viii) os certificados mencionados nesta regra devero ser emitidos ou endossados pela Administrao ou por qualquer pessoa ou organizao autorizada por ela. Em todos os casos, aquela Administrao assume toda a responsabilidade pelos certificados. (b) Um Governo Contratante no dever emitir certificados com base no disposto na Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1960, 1948 ou 1929, e de acordo com aquela Conveno, aps a data em que passar a vigorar a aceitao daquele Governo presente Conveno. Regra 13 Emisso ou endosso de certificados por outro Governo

Um Governo Contratante poder, mediante solicitao da Administrao, fazer com que um navio seja vistoriado e, se estiver convencido de que as exigncias das presentes regras foram atendidas, dever emitir ou autorizar a emisso de certificados para o navio e, quando for adequado, endossar ou autorizar o endosso dos certificados existentes no navio de acordo com as presentes regras. Qualquer certificado assim emitido dever conter uma declarao afirmando que ele foi emitido mediante solicitao do Governo do Estado da bandeira que o navio est autorizado a arvorar, e dever ter o mesmo valor e receber o mesmo reconhecimento que o dado a um certificado emitido com base na Regra 12.
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Regra 14

Durao e validade dos certificados

(a) Um Certificado de Segurana de Navio de Passageiro dever ser emitido para um perodo no superior a 12 meses. Um Certificado de Segurana da Construo de Navio de Carga, um Certificado de Segurana de Equipamentos de Navio de Carga e um Certificado de Segurana Rdio de Navio de Carga devero ser emitidos para um perodo estabelecido pela Administrao, que no dever ser superior a cinco anos. Um Certificado de Iseno no dever ter um perodo de validade superior ao perodo de validade do certificado a que se refere. (b) (i) apesar das prescries do pargrafo (a), quando a vistoria de renovao for concluda at trs meses antes da data de trmino da validade do certificado existente, o novo certificado dever ser vlido a partir da data do trmino da vistoria de renovao, at: (1) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da validade do certificado existente; (2) para um navio de carga, uma data no posterior a cinco anos a partir da data do trmino da validade do certificado existente; (ii) quando a vistoria de renovao for concluda aps a data de trmino da validade do certificado existente, o novo certificado dever ser vlido a partir da data do trmino da vistoria de renovao, at: (1) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da validade do certificado existente; (2) para um navio de carga, uma data no posterior a cinco anos a partir da data do trmino da validade do certificado existente. (iii) quando a vistoria de renovao for concluda mais de trs meses antes da data de trmino da validade do certificado existente, o novo certificado dever ser vlido a partir da data do trmino da vistoria de renovao, at: (1) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da vistoria de renovao; (2) para um navio de carga, uma data no posterior a cinco anos a partir da data do trmino da vistoria de renovao. (c) Se outro certificado que no um Certificado de Segurana de Navio de Passageiro for emitido por um perodo inferior a cinco anos, a Administrao poder prorrogar a validade daquele certificado para uma data alm da data do trmino do perodo de validade mximo estabelecido no pargrafo (a), desde que as vistorias mencionadas nas Regras 8, 9 e 10, aplicveis quando um certificado emitido para um perodo de 5 anos, sejam realizadas comofor adequado.

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(d) Se tiver sido realizada uma vistoria de renovao, e um novo certificado no puder ser emitido ou colocado a bordo antes da data do trmino da validade do certificado existente, a pessoa ou a organizao autorizada pela Administrao poder endossar o certificado existente, e este certificado dever ser aceito como vlido por um outro perodo que no dever ser superior a 5 meses a partir da data do trmino da sua validade. (e) Se no momento em que expirar a validade de um certificado, um navio no estiver num porto em que ser vistoriado, a Administrao poder prorrogar o perodo de validade do certificado, mas esta prorrogao s dever ser concedida com a finalidade de permitir que o navio termine a sua viagem para o porto em que ser vistoriado e, alm disto, somente nos casos em que isto parecer ser adequado e razovel. Nenhum certificado dever ter a sua validade prorrogada por um perodo superior a trs meses, e um navio a que for concedida uma prorrogao no dever, por ocasio da sua chegada ao porto em que ser vistoriado, ser autorizado em virtude desta prorrogao a deixar o porto sem possuir um novo [Link] for concluda a vistoria de renovao, o novo certificado ser vlido at: (i) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da validade do certificado existente, antes de ter sido concedida a prorrogao; (ii) para um navio de carga, uma data no posterior a cinco anos a partir da data do trmino da validade do certificado existente, antes de ter sido concedida a prorrogao. (f) Um certificado emitido para um navio empregado em viagens curtas, que no tenha sido prorrogado com base nos dispositivos anteriores desta regra, poder ser prorrogado pela Administrao por um perodo de graa de at um ms a partir da data do trmino da sua validade declarada naquele certificado. Quando for concluda a vistoria de renovao, o novo certificado ser vlido at: (i) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da validade do certificado existente, antes de ter sido concedida a prorrogao; (ii) para um navio de carga, uma data no posterior a 5 anos a partir da data do trmino da validade do certificado existente, antes de ter sido concedida a prorrogao. (g) Em situaes especiais, como determinado pela Administrao, um novo certificado no precisar ser datado a partir da data do trmino da validade do certificado existente, como exigido pelos pargrafos (b)(ii), (e) ou ( f ) nestas situaes especiais, o novo certificado servlido at: (i) para um navio de passageiros, uma data no posterior a 12 meses a partir da data do trmino da vistoria de renovao;

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(ii) para um navio de carga, uma data no posterior a cinco anos a partir da data do trmino da vistoria de renovao. (h) Se a vistoria anual, intermediria ou peridica for concluda antes do perodo estabelecido nas regras pertinentes: (i) a data de aniversrio indicada no certificado pertinente dever ser alterada atravs de um endosso, para uma data que no dever ser posterior a trs meses depois da data em que foi concluda a vistoria; (ii) a vistoria anual, intermediria ou peridica seguinte, exigida pelas regras pertinentes, dever estar concluda nos intervalos estabelecidos nestas regras,utilizando a nova data de aniversrio; (iii) a data de trmino da validade poder permanecer inalterada, desde que sejam realizadas uma ou mais vistorias anuais, intermedirias ou peridicas, como for adequado, de modo que no sejam ultrapassados os intervalos mximos entre as vistorias estabelecidos nas regras pertinentes. (i) Um certificado emitido com base na Regra 12 ou 13 perder a sua validade em qualquer dos seguintes casos: (i) se as vistorias e inspees pertinentes no forem concludas dentro dos perodos estabelecidos com base nas Regras 7(a), 8(a), 9(a) e 10(a); (ii) se o certificado no for endossado de acordo com as presentes regras: (iii) por ocasio da transferncia do navio para a bandeira de um outro Estado. S dever ser emitido um novo certificado quando o Governo emitente deste novo certificado estiver plenamente convencido de que o navio atende s exigncias da Regra 11(a) e (b). No caso de uma transferncia entre Governos Contratantes, se for solicitado at trs meses depois de ter sido realizada a transferncia, o Governo do Estado cuja bandeira o navio estava formalmente autorizado a arvorar dever, logo que possvel, transmitir Administrao cpias dos certificados existentes no navio antes da transferncia, e, se existirem, cpias dos relatrios das vistorias pertinentes. Regra 15 Modelo dos certificados e dos registros de equipamentos

Os certificados e os registros de equipamentos devero ser redigidos na forma correspondente aos modelos apresentados no apndice do Anexo da presente Conveno. Se o idioma utilizado no for o ingls nem o francs, o texto dever conter uma traduo para um destes idiomas. Regra 16 Disponibilidade dos certificados Os certificados emitidos com base nas Regras 12 e 13 devero estar sempre prontamente disponveis a bordo para inspeo.

Regra 17
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Aceitao dos Certificados

Os certificados emitidos sob a autoridade de um Governo Contratante devem ser aceitos pelos demais Governos Contratantes como tendo o mesmo valor que os certificados por eles emitidos,para todos os efeitos previstos nesta Conveno. Regra 18 Declarao anexada ao Certificado

(a) Se no decurso de determinada viagem um navio tem a bordo um nmero de pessoas inferior ao nmero total indicado no Certificado de Segurana para Navio de Passageiros e pode,em conseqncia disso, de acordo com as disposies das presentes regras, ser equipado com um nmero de embarcaes salva-vidas e outros equipamentos salva-vidas inferior ao mencionado no Certificado, uma declarao a tal respeito pode ser emitida pelo Governo, pessoa ou organismo mencionado nas Regras 12 e 13 do presente captulo. (b) Essa declarao deve mencionar que, nas circunstncias existentes, no so infringidas as disposies das presentes regras. A declarao deve ser anexada ao Certificado e o substitu no que concerne ao equipamento salvavidas. A declarao s ser vlida para a viagem determinada em vista da qual foi emitida. Regra 19 Controle

(a) Todo navio, quando estiver num porto de um outro Governo Contratante, estar sujeito ao controle dos funcionrios devidamente autorizados por aquele Governo, na medida em que este controle seja exercido no sentido de verificar se os certificados emitidos com base na Regra 12,ou na Regra 13, so vlidos. (b) Estes certificados, se estiverem vlidos, devero ser aceitos, a menos que haja motivos claros para acreditar que as condies do navio ou dos seus equipamentos no correspondem consideravelmente aos detalhes fornecidos por quaisquer certificados, ou que o navio e os seus equipamentos no esto de acordo com o disposto ma Regra 11(a) e (b). (c) Na situao apresentada no pargrafo (b), ou quando o perodo de validade de um certificado tiver expirado, ou o certificado tiver perdido a sua validade, o funcionrio que estiver exercendo o controle dever tomar as medidas necessrias para assegurar que o navio no suspenda at que possa ir para o mar, ou deixar o porto com a finalidade de dirigir-se ao estaleiro adequado, sem que haja perigo para o navio ou para as pessoas a bordo. (d) Na eventualidade deste controle dar origem a uma interveno de qualquer tipo, o funcionrio que estiver exercendo o controle dever informar imediatamente, por escrito, ao Cnsul ou, na sua ausncia, ao representante diplomtico mais prximo do Estado cuja bandeira o navio estiver autorizado a arvorar, todas as circunstncias em que a interveno foi considerada necessria. Alm disto, os vistoriadores nomeados ou as organizaes reconhecidas responsveis pela emisso dos certificados tambm devero ser

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informados. Os fatos relativos interveno devero ser informados Organizao. (e) A autoridade do Estado do porto envolvido dever transmitir todas as informaes pertinentes ao navio s autoridades do prximo porto de escala, alm das partes mencionadas no pargrafo (b), se no puder tomar as medidas necessrias como estabelecido nos pargrafos (c) e (d), ou se o navio tiver sido autorizado a seguir para o prximo porto de escala. (f) Ao exercer o controle com base nesta regra, devero ser envidados todos os esforos para evitar que o navio no seja retido ou retardado indevidamente. Se um navio for indevidamente retido ou retardado deste modo, ele far jus a uma compensao por qualquer prejuzo ou dano sofrido. Regra 20 Privilgios da Conveno

Os privilgios da presente Conveno no podem ser reivindicados em favor de qualquer navio que no possua os certificados exigidos e vlidos. PARTE C Regra 21 Acidentes Acidentes

(a) Cada Administrao se compromete a realizar um inqurito sobre qualquer acidente ocorrido a qualquer dos seus navios sujeitos s disposies da presente Conveno, quando julgue que esse inqurito pode ajudar a determinar quais as modificaes que seriam desejveis introduzir nas presentes regras. (b) Cada Governo Contratante se compromete a fornecer Organizao todas as informaes pertinentes s concluses de tais inquritos. Nenhum relatrio ou recomendao da Organizao, baseado nessas informaes, deve revelar a identidade ou nacionalidade dos navios a que diz respeito, ou, de qualquer modo, imputar a responsabilidade desse acidente a um navio ou pessoa, ou deixar presumir a sua responsabilidade.

CAPTULO III
EQUIPAMENTOS SALVA-VIDAS E OUTROS DISPOSITIVOS
PARTE B PRESCRIES RELATIVAS AOS NAVIOS E AOS EQUIPAMENTOS SALVA-VIDAS SEO I NAVIOS DE PASSAGEIROS E NAVIOS DE CARGA Regra 6 Comunicaes

1 O pargrafo 2 se aplica a todos os navios de passageiros e navios de carga de arqueao bruta igual a 300, ou mais. 2 Dispositivos rdio dos equipamentos salva-vidas.
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2.1 Aparelhos transceptores VHF. 2.1.1 Todos os navios de passageiros e todos os navios de carga de arqueao bruta igual a 500 ou mais, devero ser dotados de pelo menos trs transceptores de VHF. Todos os navios de carga de arqueao bruta igual 300, mas de arqueao bruta menor que 500, devero ser dotados de pelo menos dois transceptores de VHF. Esses aparelhos devero atender a padres de desempenho no inferiores aos adotados pela Organizao. Se houver um transceptor de VHF, instalado em uma embarcao de sobrevivncia, ele dever atender a padres de desempenho no inferiores aos adotados pela Organizao. 2.1.2 Os transceptores de VHF, instalados a bordo de navios antes de 1o de Fevereiro de 1992 e que no atendam totalmente aos padres de desempenho adotados pela Organizao, podero ser aceitos pela Administrao at 1o de Fevereiro de 1999, desde que a Administrao esteja convencida de que eles so compatveis com os transceptores de VHF, aprovados. 2.2 Dispositivos de localizao para busca e salvamento Pelo menos um dispositivo de localizao para busca e salvamento dever ser levado em cada bordo de todo navio de passageiros e de todo navio de carga com uma arqueao bruta igual a 500 ou mais. Pelo menos um dispositivo de localizao para busca e salvamento dever ser levado em todo navio de carga com uma arqueao bruta igual a 300 ou mais, mas de arqueao bruta inferior a 500. Os dispositivos de localizao para busca e salvamento devero possuir os padres de desempenho aplicveis, no inferiores aos adotados pela Organizao. Os dispositivos de localizao para busca e salvamento devero ser acondicionados em locais tais que permitam que possam ser colocados rapidamente em qualquer embarcao de sobrevivncia, com exceo da balsa, ou balsas, salva-vidas exigidas pela Regra 31.1.4. Alternativamente, em cada embarcao de sobrevivncia, com exceo daquelas exigidas pela regra 3l.l.4, dever ser acondicionado um dispositivo de localizao para busca e salvamento. Nos navios que levam Consultar a Recomendao sobre os padres de desempenho para transpondedores radar de embarcaes de sobrevivncia para uso em operaes de busca e salvamento, adotada pela Organizao atravs da Resoluo MSC.247(83) (A.802(19), como emendada) e a Recomendao sobre os padres de desempenho para o transmissor de Busca e Salvamento AIS (AIS SART) para embarcaes de sobrevivncia, adotada pela Organizao atravs da Resoluo MSC.246(83). Um desses dispositivos de localizao para busca e salvamento pode ser o dispositivo de localizao para busca e salvamento exigido pela Regra IV/7.1.3.

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pelo menos dois dispositivos de localizao para busca e salvamento e que so dotados de embarcaes salva-vidas de queda livre, um desses dispositivos de localizao para busca e salvamento dever ser acondicionado numa embarcao salva-vidas de queda livre e o outro dever estar localizado nas proximidades do passadio, de modo que possa ser utilizado a bordo e estar pronto para ser transferido para qualquer das outras embarcaes de sobrevivncia. 3 Foguetes iluminativos de perigo No mnimo 12 foguetes iluminativos com pra quedas, atendendo ao disposto na Seo 3.1 do Cdigo, devero ser levados a bordo e guardados no passadio, ou prximo a ele. 4 Sistemas de comunicaes interiores e de alarme 4.1 Dever haver a bordo um sistema de emergncia constitudo de equipamentos fixos ou portteis, ou ambos, para comunicao bilateral entre as estaes de controle em emergncia, os postos de reunio, os postos de embarque e outras posies estratgicas existentes a bordo. 4.2 Dever haver um sistema de alarme geral de emergncia, atendendo ao disposto no pargrafo 7.2.l do Cdigo, que dever ser utilizado para chamar os passageiros e a guarnio para os postos de reunio e para iniciar as aes indicadas na tabela de postos. O sistema dever ser suplementado por um sistema de alto-falantes que atenda s prescries do pargrafo 7.2.2 do Cdigo, ou por qualquer outro meio de comunicao adequado. Os sistemas de som para recreao devero ser desligados automaticamente quando for acionado o sistema de alarme geral de emergncia. 4.3 O sistema de alarme geral de emergncia dever ser audvel em todas os alojamentos e compartimentos normais de trabalho da tripulao. Em navios de passageiros, o sistema dever ser audvel tambm em todos os conveses abertos. 4.4 Nos navios dotados de sistemas de evacuao martima, dever ser assegurada a comunicao entre o posto de embarque e a plataforma da embarcao de sobrevivncia. 5 Sistemas de alto-falantes em navios de passageiros 5.1 Alm das prescries da Regra II-2/40.5, ou da Regra II-2/41.2, como for apropriado, e do pargrafo 4.2, todos os navios de passageiros devero ser dotados de um sistema de alto falantes. Com relao aos navios de passageiros construdos antes de 1o de Julho de 1997, as prescries dos pargrafos 5.2 e 5.4, sujeito s disposies do pargrafo 5.5, devero ser atendidas o mais tardar na data da primeira vistoria peridica a ser realizada aps 1o de Julho de 1997. 5.2 Os sistemas de alto-falantes devero ser claramente audveis acima dos rudos ambientais, em todos os compartimentos prescritos no pargrafo [Link]
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do Cdigo e devero ser dotados de uma funo sobrepor, controlada de um local do passadio e de outros locais a bordo que a Administrao julgar necessrios, de modo que todas as mensagens de emergncia possam ser divulgadas se algum alto-falante localizado nos compartimentos acima mencionados tiver sido desligado, se o seu volume tiver reduzido, ou se o sistema de alto-falantes estiver sendo utilizado com outras finalidades. 5.3 Nos navios de passageiros construdos em 1o de Julho de 1997, ou depois: .1 o sistema de alto-falantes dever ter pelo menos dois circuitos, os quais devero estar suficientemente afastados ao longo de todo o seu comprimento, e possuir amplificadores independentes; e .2 o sistema de alto-falantes e seus padres de desempenho devero ser aprovados pela Administrao, tendo em vista as recomendaes adotadas pela Organizao. 5.4 O sistema de alto-falantes dever ser ligado fonte de suprimento de energia eltrica de emergncia, exigida pela Regra II-1/42.2.2. 5.5 Os navios construdos antes de 1o de Julho de 1997, nos quais j tenha sido instalado um sistema de alto-falantes aprovado pela Administrao e que atenda significativamente s prescries exigidas pelas sees 5.2 e 5.4 e pelo pargrafo [Link] do Cdigo, no precisaro substituir o seu sistema. Regra 7 Equipamentos Salva-Vidas Individuais

1 Bias salva-vidas 1.1 As bias salva-vidas que atendam ao disposto no pargrafo 2.1.1 do Cdigo devero ser: .1 distribudas de modo a que estejam rapidamente disponveis, em ambos os bordos do navio e, na medida do possvel, em todos os conveses abertos que se estendam at a borda do navio; pelo menos uma bia salva-vidas dever ser colocada nas proximidades da popa; . 2 estivadas de modo a que possam ser soltas rapidamente e, de maneira alguma, devero ser presas permanentemente. 1.2 Pelo menos uma bia salva-vidas de cada bordo do navio dever ser dotada de um cabo de segurana flutuante que atenda ao disposto no pargrafo 2.1.4 do Cdigo, com um comprimento no menor do que duas vezes a altura em que estiver estivada, acima da linha de flutuao, com o navio na condio de viagem mais leve, ou de 30 m, o que for maior. 1.3 Pelo menos a metade do nmero total de bias salva-vidas dever ser dotada de luzes de acendimento automtico para bias salva-vidas, que atendam ao disposto no pargrafo 2.1.2 do Cdigo; pelo menos duas dessas bias salva-vidas devero ser tambm dotadas de sinais fumgenos de ativao automtica para bias salva-vidas, que atendam ao disposto no pargrafo

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2.1.3 do Cdigo, e que sejam capazes de ser lanadas rapidamente do passadio; as bias salva vidas dotadas de luzes e as dotadas de luzes e sinais fumgenos devero ser distribudas igualmente pelos dois bordos do navio e no devero ser aquelas dotadas de cabo de segurana mencionadas no pargrafo 1.2. 1.4 Cada bia salva-vidas dever ser marcada com letras romanas maisculas, com o nome e o porto de registro do navio em que se encontra. 2 Coletes salva-vidas 2.1 Para cada pessoa a bordo do navio, dever existir um colete salva-vidas que atenda ao disposto no pargrafo 2.2.1, ou 2.2.2, do Cdigo e, alm disso: .1 dever existir um nmero de coletes salva-vidas adequado para crianas, igual a pelo menos 10% do nmero de passageiros a bordo, ou um nmero maior, como for necessrio, de modo que haja um colete salva-vidas para cada criana; e .2 dever haver um nmero suficiente de coletes salva-vidas para o pessoal de servio e para uso nos postos de embarcaes de sobrevivncia mais distantes. Os coletes salva-vidas para uso do pessoal de servio devero ser guardados no passadio, na sala de controle das mquinas e em qualquer outro posto guarnecido. 2.2 Os coletes salva-vidas devero ser colocados de modo a que fiquem prontamente acessveis e a sua localizao dever ser claramente indicada. Quando, devido ao arranjo especfico do navio, os coletes salva-vidas providos em atendimento ao disposto no pargrafo 2.1, puderem ficar inacessveis, devero ser tomadas medidas alternativas julgadas satisfatrias pela Administrao, as quais podero incluir um aumento do nmero de coletes salva-vidas existentes a bordo. 2.3 Os coletes salva-vidas utilizados em embarcaes salva-vidas totalmente fechados, com exceo das embarcaes salva-vidas de queda livre, no devero impedir que as pessoas entrem, se sentem e utilizem os cintos de segurana na embarcao. 2.4 Os coletes salva-vidas selecionados para as embarcaes salva-vidas de queda livre, bem como a maneira pela qual eles so carregados e usados, no devero interferir com a entrada na embarcao, com a segurana dos seus ocupantes, nem com a operao da embarcao salvavidas. 3 Roupas de imerso e roupas anti-exposio Para cada pessoa que fizer parte da tripulao da embarcao de salvamento, ou designada para uma equipe do sistema de evacuao martima, dever existir uma roupa de imerso que atenda s prescries da Seo 2.3 do Cdigo, ou uma roupa anti-exposio que atenda ao disposto na Seo 2.4 do Cdigo, de tamanho apropriado. Se o navio for empregado em locais de clima
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quente, nos quais, na opinio da Administrao, seja desnecessria uma proteo trmica, essa roupa protetora no precisar ser levada a bordo. Regra 19 Adestramento e Exerccios de Emergncia

1 Esta regra se aplica a todos os navios. 2 Familiarizao com as instalaes de segurana e adestramento de chamadas 2.1 Todos os membros da tripulao, designados para tarefas de emergncia, devero estar familiarizados com essas tarefas, antes do incio da viagem. 2.2 Em um navio empregado em uma viagem na qual esteja programado que os passageiros devam permanecer a bordo por mais de 24 horas, devero ser realizadas chamadas de passageiros nas 24 horas seguintes ao seu embarque. Os passageiros devero ser instrudos quanto ao uso de coletes salva-vidas e ao modo de agir em uma emergncia. 2.3 Sempre que embarcarem novos passageiros, devero ser dadas instrues aos passageiros antes, ou imediatamente aps, o navio suspender. Essas instrues devero incluir as prescritas nas Regras 8.2 e 8.4 e devero ser dadas por meio de um anncio, em um ou mais idiomas que possam ser compreendidos pelos passageiros. Esse anncio dever ser dado atravs do sistema de alto-falantes do navio, ou por qualquer outro meio equivalente que possa ser ouvido, pelo menos pelos passageiros que ainda no o tenham ouvido durante a viagem. Essas instrues podero ser dadas durante a chamada prescrita no pargrafo 2.2, se essa chamada for realizada imediatamente aps o navio suspender. Podero ser utilizados cartes, cartazes, ou programas de vdeo exibidos nas apresentaes de vdeo do navio, para suplementar as instrues, mas esses recursos no podero ser utilizados em substituio ao aviso. 3 Exerccios 3.1 Os exerccios devero ser realizados, na medida do possvel, como se fosse uma situao real de emergncia. 3.2 Todos os membros da tripulao devero participar, pelo menos, de um exerccio de abandono do navio e de um exerccio de incndio, por ms. Os exerccios da tripulao devero ser realizados nas 24 horas anteriores sada do navio do porto, se mais de 25% da tripulao no tiver participado de um exerccio de abandono do navio, ou de incndio, a bordo daquele navio, no ms anterior. Quando um navio entrar em servio pela primeira vez, aps haver sofrido uma alterao de vulto, ou quando embarcar uma nova tripulao, esses exerccios devero ser realizados antes do navio suspender. A Administrao poder aceitar outros esquemas, que sejam pelo menos equivalentes, para aquelas classes de navios em que este seja impraticvel. 3.3 Exerccio de abandono do navio
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3.3.1 Cada exerccio de abandono do navio dever incluir: .1 uma convocao dos passageiros e da tripulao para os postos de reunio, por meio do alarme prescrito na Regra 6.4.2, seguido de um anncio do exerccio, dado atravs do sistema de alto-falantes, ou outro sistema de comunicaes, assegurando que eles estejam cientes da ordem de abandonar o navio; . 2 a apresentao aos postos e a preparao para as tarefas descritas na tabela de postos; .3 a verificao de que os passageiros e a tripulao esto adequadamente vestidos; . 4 a verificao de que os coletes salva-vidas esto corretamente colocados; .5 o arriamento de pelo menos uma embarcao salva-vidas, aps terem sido realizados quaisquer preparativos necessrios ao lanamento; . 6 a partida e o funcionamento do motor da embarcao salva-vidas; .7 a operao dos turcos utilizados para lanar as balsas salva-vidas; 8 uma simulao da busca e salvamento de passageiros presos em suas acomodaes; e .9 instrues sobre a utilizao do rdio dos equipamentos salva-vidas. 3.3.2 Em exerccios sucessivos, na medida do possvel, devero ser arriados, em atendimento ao disposto no pargrafo [Link], embarcaes salva-vidas diferentes. 3.3.3 Exceto como disposto nos pargrafos 3.3.4 e 3.3.5, toda embarcao salva-vidas dever ser lanada e manobrada na gua pela sua tripulao designada para oper-la, pelo menos uma vez a cada trs meses durante um exerccio de abandono do navio. 3.3.4 No caso de uma embarcao salva-vidas disposta para lanamento por queda livre, pelo menos uma vez a cada trs meses durante um exerccio de abandono do navio a tripulao deve embarcar na embarcao salva-vidas, se prender devidamente aos seus assentos e dar incio aos procedimentos para lanamento at a liberao real da embarcao salva-vidas, mas no incluindo esta liberao (isto , o gato de liberao no deve ser liberado). A embarcao salvavidas dever ento ser lanada por queda livre, somente com a tripulao exigida para a sua operao a bordo, ou ser arriada na gua por meio dos meios secundrios de lanamento, com ou embarcao salvavidas dever ser manobrada na gua pela tripulao que a opera. A intervalos no superiores a seis meses, a embarcao salva-vidas dever ser lanada por queda livre somente com a tripulao que a opera a bordo, ou dever ser feito
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um lanamento simulado de acordo com as diretrizes elaboradas pela Organizao1. 3.3.5 A Administrao pode autorizar aos navios operando em viagens internacionais curtas no lanar as embarcaes salva-vidas em um dos bordos se os arranjos dos cais de atracao nos portos e sua movimentao de carga no permitir lanar a embarcao naquele bordo. Entretanto, todas essas embarcaes devero ser arriadas pelo menos 1 vez a cada 3 meses e lanadas pelo menos anualmente. 3.3.6 Na medida do razovel e do possvel, as embarcaes de salvamento, que no as embarcaes salva-vidas que tambm so empregadas como embarcaes de salvamento, devero ser lanadas todos os meses com a sua tripulao a bordo e manobradas na gua. Em todos os casos, essas prescries devero ser atendidas pelo menos a cada 3 meses. 3.3.7 Se os exerccios de lanamento das embarcaes salva-vidas e de salvamento forem realizados com o navio com seguimento, esses exerccios devero, devido aos perigos envolvidos, ser realizados em guas abrigadas e somente sob a superviso de um oficial experiente nesse tipo de exerccio. 3.3.8 Se um navio for dotado de um sistema de evacuao martima, os exerccios devero incluir a realizao dos procedimentos necessrios para ativar esse sistema, at o ponto imediatamente anterior ativao real do sistema. Este aspecto do exerccio dever ser complementado por meio de instrues regulares, utilizando os acessrios de ensino prescritos na Regra 3.5.4. Alm disso, todos os membros das equipes componentes do sistema devero, na medida do possvel, ser adestrados atravs da participao na ativao completa, na gua, de um sistema semelhante, a bordo do navio ou em terra, a intervalos no superiores a 2 anos e, em nenhuma circunstncia, superior a 3 anos. Esse adestramento poder ser realizado juntamente com o acionamento prescrito na Regra 20.8.2. 1 Refere-se as Medidas para prevenir acidentes com embarcaes salva-vidas (MSC.1/Circ. 1206). 3.3.9 A iluminao de emergncia para a reunio e o abandono dever ser testada em todos os exerccios de abandono do navio. 3.4 Exerccios de incndio 3.4.1 Os exerccios de incndio devero ser planejados de modo a que se tenha em mente um adestramento regular nos diversos tipos de emergncia que podero ocorrer, dependendo do tipo do navio e da carga. 3.4.2 Cada exerccio de incndio dever conter: . 1 a apresentao aos postos e a preparao para as tarefas prescritas na Regra 8 e descritas na tabela de postos.

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.2 a partida de uma bomba de incndio, utilizando pelo menos os dois jatos de gua exigidos, para demonstrar que o sistema est em bom estado de funcionamento; .3 a verificao dos equipamentos da equipe de combate a incndio e dos demais equipamentos de salvamento; .4 a verificao dos equipamentos de comunicaes pertinentes; .5 a verificao do funcionamento das portas estanques, portas de incndio, abafadores de incndio e admisses e descargas dos sistemas de ventilao existentes na rea do exerccio; e . 6 a verificao das medidas necessria ao subsequente abandono do navio. 3.4.3 Os equipamentos utilizados durante os exerccios devero ser imediatamente colocados novamente em plenas condies de funcionamento e quaisquer falhas ou defeitos descobertos durante os exerccios devero ser corrigidos logo que possvel. 4 Adestramento e instrues realizadas a bordo 4.1 O adestramento realizado a bordo, relativo utilizao dos equipamentos salva-vidas, inclusive dos equipamentos das embarcaes de sobrevivncia, e utilizao dos equipamentos de combate a incndio do navio, dever ser realizado o mais cedo possvel, mas no depois de 2 semanas que um membro da tripulao tenha se juntado ao navio haver se apresentado a bordo. Entretanto, se o membro da tripulao estiver em um sistema de rotatividade programado, no que se refere sua apresentao a bordo, esse adestramento dever ser realizado at 2 semanas aps o momento da primeira apresentao ao navio. A instruo relativa utilizao dos equipamentos de combate a incndio do navio, dos equipamentos salva-vidas e sobrevivncia no mar, dever ser ministrada no mesmo intervalo dos exerccios. A instruo individual poder abordar diversas partes dos equipamentos salva-vidas e de combate a incndio do navio, mas todos esses equipamentos devero ser abordados dentro de qualquer perodo de 2 meses. 1.2 Todos os membros da tripulao devero receber instrues, que devero incluir os seguintes aspectos, mas no necessariamente se limitar a eles: .1 operao das balsas salva-vidas inflveis; .2 problemas de hipotermia, tratamento de primeiros socorros hipotermia e outros procedimentos de primeiros socorros apropriados; .3 instrues especiais necessrias quanto utilizao dos equipamentos salva-vidas do navio em condies de mau tempo e de mar grosso; e .4 operao e utilizao dos equipamentos de combate a incndio. 4.3 O adestramento realizado a bordo, relativo utilizao das balsas salvavidas lanadas por meio de turcos, dever ser realizado a intervalos no superiores a 4 meses, em todos os navios dotados desses equipamentos. Sempre que possvel, esse adestramento dever incluir as operaes de inflar e arriar uma balsa salva-vidas. Essa balsa salva-vidas dever ser destinada apenas ao adestramento, no fazendo parte do equipamento salva-vidas do navio; essa balsa salva-vidas especial dever ser marcada de uma maneira bem visvel.
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5 Registros As datas em que forem realizadas as chamadas, os detalhes dos exerccios de abandono do navio e de incndio e dos exerccios relativos a outros equipamentos salva-vidas, bem como o adestramento realizado a bordo, devero ser registradas nos livros de registro que possam ser determinados pela Administrao. Se uma chamada, exerccio ou sesso de adestramento no for realizada na hora marcada, dever ser feito um lanamento no livro de registro, relatando as circunstncias e a durao da chamada, exerccio ou sesso de adestramento realizada. Regra 20 Disponibilidade Operativa, Manuteno e Inspees

1 Esta regra se aplica a todos os navios. As prescries dos pargrafos 3.2, 3.3 e 6.2 devero ser atendidas, na medida do possvel, pelos navios construdos antes de 1o de Julho de1986. 2 Disponibilidade operativa Antes do navio deixar o porto e a qualquer momento durante a viagem, todos os equipamentos salva-vidas devero estar em boas condies e prontos para utilizao imediata. 3 Manuteno 3.1 A manuteno, os testes e as inspees dos equipamentos salva-vidas devero ser realizados com base nas diretrizes elaboradas pela Organizao e de uma maneira que leve na devida considerao a necessidade de assegurar a confiabilidade destes equipamentos. 3.2 Devero ser fornecidas instrues para a manuteno de bordo dos equipamentos salvavidas, concordes com a Regra 36, e a manuteno dever ser feita de acordo com estas instrues. 3.3 A Administrao poder aceitar, de acordo com as prescries do pargrafo 3.2, um programa de manuteno programada para ser realizada a bordo, que contenha as exigncias da Regra 36. 4 Manuteno dos tiradores das talhas 4.1 Os tiradores das talhas utilizadas para lanamento devero ser inspecionadas periodicamente1 especialmente com relao s reas que passam atravs das roldanas, e substitudos quando necessrio devido deteriorao dos tiradores, ou a intervalos no superiores a 5 anos, o que ocorrer mais cedo. 5 Sobressalentes e equipamentos de reparos Dever haver sobressalentes e equipamentos de reparos para os equipamentos salva-vidas e seus componentes que estiverem sujeitos a um

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desgaste ou consumo excessivo e que necessitem ser substitudos regularmente. 6 Inspees semanais Os seguintes testes e inspees devero ser realizados semanalmente, e um relatrio da inspeo dever ser lanado no livro registro: . 1 todas as embarcaes de sobrevivncia, embarcaes de salvamento e dispositivos de lanamento devero ser inspecionados visualmente para assegurar que estejam prontos para serem utilizados. A inspeo dever incluir os itens a seguir, mas no est restrita a eles: verificao das condies dos gatos, da sua fixao embarcao salva-vidas e se o dispositivo de liberao com carga est adequado e totalmente rearmado; . 2 todos os motores das embarcaes salva-vidas e das embarcaes de salvamento devero ser postos em funcionamento por um perodo total no inferior a 3 minutos, desde que a temperatura ambiente esteja acima da temperatura mnima exigida para dar partida no motor e para o seu funcionamento. Durante este perodo de tempo, deve ser verificado se a caixa de engrenagens e a sua transmisso esto engrenando de maneira satisfatria. Se as caractersticas especficas de um motor de popa instalado numa embarcao de salvamento no permitirem que ele seja posto em funcionamento por um perodo de 3 minutos, a no ser que o seu hlice esteja submerso, pode ser providenciado um suprimento adequado de gua. Em casos especiais, a Administrao poder dispensar esta exigncia para os navios construdos antes de 1o de Julho de 1986; . 3 as embarcaes salva-vidas, exceto as de queda livre, existentes nos navios de carga devero ser retiradas da posio em que ficam apoiadas, sem qualquer pessoa a bordo, deslocando-as distncia necessria para demonstrar o funcionamento satisfatrio dos dispositivos de lanamento, se as condies do tempo e o estado do mar permitirem; e .4 o alarme geral de emergncia dever ser testado. 1 Consultar as Medidas para prevenir acidentes com embarcaes salvavidas (MSC.1/Circ. 1206). 7 Inspees mensais 7.1 Todas as embarcaes salva-vidas, exceto as de queda livre, devero ser retiradas da posio em que ficam apoiadas, sem qualquer pessoa a bordo, se as condies do tempo e o estado do mar permitirem. 7.2 As inspees dos equipamentos salva-vidas, inclusive dos equipamentos das embarcaes salva-vidas, devero ser realizadas mensalmente, utilizandose a lista de verificao prescrita na Regra 36.1, para verificar se esto completos e em boas condies. Um relatrio sobre a inspeo dever ser lanado no Livro de Quarto.
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8 Manuteno de balsas salva-vidas inflveis, coletes salva-vidas inflveis e sistemas de evacuao martima, e manuteno e reparo de embarcaes de salvamento inflveis. 8.1 Todas as balsas salva-vidas inflveis, todos os coletes salva-vidas inflveis e todos os sistemas de evacuao martima devero sofrer uma manuteno: .1 a intervalos no superiores a 12 meses. Quando isto for impossvel, a Administrao poder estender esse perodo para 17 meses. .2 em um posto de manuteno aprovado, que seja capaz de realizar a manuteno, que disponha de instalaes de manuteno prprias e utilize apenas pessoal habilitado. 8.2 Testes dos sistemas de evacuao martima em sistema rodzio Alm, ou de acordo com os intervalos entre manutenes dos sistemas de evacuao martima prescritos no pargrafo 8.1, cada sistema de evacuao martima dever ser testado fora do navio, num sistema rotativo, a intervalos a serem aprovados pela Administrao, desde que cada sistema seja testado, pelo menos, uma vez a cada seis anos. 8.3 Uma Administrao que aprove dispositivos recm adquiridos, ou dispositivos novos para as balsas salva-vidas inflveis, de acordo com a Regra 4, poder estender os intervalos entre manutenes, dentro das seguintes condies: 8.3.1 Os dispositivos recm adquiridos e os dispositivos novos para as balsas salva-vidas tenham provado que mantm o mesmo padro, como prescrito no procedimento de teste, durante prolongados intervalos entre manutenes. 8.3.2 O sistema da balsas salva-vidas dever ser verificado a bordo por pessoal habilitado, de acordo com o pargrafo 8.1.1. 8.3.3 As manutenes realizadas a intervalos no superiores a 5 anos devero ser efetuadas de acordo com as recomendaes da Organizao. 8.4 Todos os reparos e manutenes realizados nas embarcaes de salvamento inflveis devero ser efetuados de acordo com as instrues do fabricante. Os reparos de emergncia devero ser realizados a bordo do navio; entretanto, os reparos de natureza permanente devero ser realizados por um posto de manuteno aprovado. 8.5 Uma Administrao que permita a extenso dos intervalos entre manutenes, de acordo com o pargrafo 8.3, dever informar essa permisso Organizao, de acordo com a Regra I/5(b). 9 Manutenes peridicas das unidades de liberao hidrostticas

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As unidades de liberao hidrostticas, que no as descartveis, devero sofrer manutenes: 1 a intervalos no superiores a 12 meses. Entretanto, em qualquer circunstncia em que isso seja impossvel, a Administrao poder estender esse perodo para 17 meses; .2 num posto de manuteno aprovado, que seja capaz de realizar a manuteno, que disponha de instalaes de manuteno prprias e utilize apenas pessoal habilitado. 10 Marcao dos locais de estivagem Os contineres, braadeiras, prateleiras e outros locais de estivagem semelhantes para os equipamentos salva-vidas, devero ser marcados com smbolos, de acordo com as recomendaes da Organizao, indicando os dispositivos destinados aquele fim, estivados naquele local. Se houver mais de um dispositivo estivado naquele local, tambm dever ser indicado o nmero de dispositivos. 11 Manuteno peridica dos dispositivos de lanamento e de liberao com carga 11.1 Os dispositivos de lanamento devero ser: .1 mantidos de acordo com as instrues relativas manuteno de bordo, como exigido pela Regra 36; . 2 submetidos a uma inspeo rigorosa nas vistorias anuais exigidas pelas Regras I/7 ou I/8, como for aplicvel; e .3 ao trmino da inspeo mencionada no item .2, submetidos a um teste dinmico do freio do guincho, na velocidade mxima para arriar a embarcao. A carga a ser aplicada dever ser a massa da embarcao de sobrevivncia, ou da embarcao de salvamento, sem pessoas a bordo, exceto que, a intervalos no superiores a cinco anos, o teste dever ser feito com uma carga de prova igual a 1,1 vezes o peso da embarcao de sobrevivncia, ou da embarcao de salvamento, e de toda a sua lotao de pessoas e de toda a sua dotao de equipamentos.. 11.2 O mecanismo de liberao com carga das embarcaes salva-vidas, ou das embarcaes de salvamento, inclusive os sistemas de liberao das embarcaes salva-vidas de queda livre, devero ser: . 1 mantidos de acordo com as instrues relativas manuteno de bordo, como exigido pela Regra 36; .2 submetidos a uma inspeo rigorosa e a um teste de funcionamento durante as vistorias anuais exigidas pelas Regras I/7 ou I/8, realizados por pessoas adequadamente treinadas e que estejam familiarizadas com o sistema; e .3 submetidos a um teste de funcionamento com uma carga equivalente a 1,1 vezes o peso da embarcao com toda a sua lotao de pessoas e com toda a sua dotao de equipamentos, sempre que o dispositivo de liberao sofrer uma reviso. Este funcionamento com excesso de carga e este teste devero ser realizados pelo menos uma vez a cada cinco anos.

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11.3 Os gatos de liberao automtica das balsas salva-vidas lanadas por turcos devero ser: .1 mantidos de acordo com as instrues para a manuteno a bordo, como exigido pela Regra 36; .2 submetidos a um exame minucioso e a um teste de funcionamento durante as vistorias anuais exigidas pelas Regras I/7 e I/8, por pessoas adequadamente treinadas e que estejam familiarizadas com o sistema; e 3 testados quanto ao seu funcionamento, submetidos a uma carga de 1,1 vezes a massa total da balsa salva-vidas quando carregada com toda a sua lotao de pessoas e com toda a sua dotao de equipamentos, sempre que o gato de liberao automtica sofrer uma reviso. Esta manuteno e este teste devero ser feitos pelo menos uma vez a cada cinco anos.1 1 Consultar as Recomendaes sobre teste de equipamentos salvavidas, como adotadas pela Organizao atravs da Resoluo A.689(17). Para equipamentos salva-vidas instalados a bordo em 1 de Julho de 1999 ou depois, consultar as Recomendaes Revisadas sobre testes de equipamentos salva-vidas, como adotadas pelo Comit de Segurana Martima da Organizao atravs da Resoluo MSC.81(70).

CAPTULO IV
PARTE A Regra 1 GERAL

RADIOCOMUNICAES

Aplicao

1 A menos que expressamente disposto em contrrio, este captulo se aplica a todos os navios visados pelas presentes regras e aos navios de carga de arqueao bruta igual a 300 ou mais. 2 Este captulo no se aplica aos navios, aos quais as presentes regras de outro modo seriam aplicveis, quando tais navios estiverem operando nos Grandes Lagos da Amrica do Norte e nas guas que fazem sua ligao e nos seus afluentes at o limite deste constitudo pela sada inferior da eclusa St. Lambert Lock, em Montreal, na Provncia de Quebec, Canad. 3 Nenhuma disposio deste captulo impedir o uso, por qualquer navio, embarcao salva-vidas ou pessoa, de quaisquer meios a sua disposio para atrair ateno, tornar conhecida sua posio e obter auxlio. Regra 2 Termos e Definies

1 Para o propsito deste captulo, os seguintes termos tero os significados abaixo definidos: . 1 Comunicaes passadio a passadio significam comunicaes seguras entre navios, do local de onde os navios so normalmente manobrados.
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.2 Escuta contnua significa que a escuta rdio em questo no pode ser interrompida a no ser durante breves intervalos, quando a capacidade de recepo do navio prejudicada ou bloqueada por suas prprias comunicaes, ou quando as instalaes encontram-se sob manuteno peridica ou testes. 3 Chamada seletiva digital (DSC) significa uma tcnica que, usando cdigos digitais, permite que uma estao rdio estabelea contato com outra estao rdio ou grupo de estaes ou transfira informaes e cumpra com as recomendaes pertinentes do Comit Consultivo Internacional de Rdio (CCIR) (ou ITU-R). .4 Telegrafia de impresso-direta significa tcnicas de telegrafia automtica que cumprem com as recomendaes pertinentes do Comit Consultivo Internacional de Rdio (CCIR) (ou ITU-R). . 5 Radiocomunicaes gerais significa trfego de correspondncia pblica e operativa, que no sejam mensagens de socorro, de urgncia e de segurana conduzidas por rdio. .6 INMARSAT significa a Organizao criada pela Conveno sobre a Organizao do Satlite Martimo Internacional (INMARSAT) adotada em 03 de Setembro de 1976. . 7 Servio NAVTEX Internacional significa a transmisso coordenada e a recepo automtica, em 518 KHz, de informaes sobre segurana martima (MSI), por meio de telegrafia em faixa estreita e impresso direta (NBDP) usando a lngua inglesa. .8 Localizao significa a determinao da posio de navios, aeronaves, unidades ou pessoas em perigo. . 9 Informao sobre segurana martima significa avisos meteorolgicos e de navegao, previses meteorolgicas e outras mensagens urgentes relativas a segurana transmitidas para os navios. . 10 Servio de satlite de rbita polar significa um servio que se baseia em satlites de rbita polar que recebem e retransmitem avisos de socorro provenientes de EPIRBs por satlite e fornecem sua posio. 11 Regulamento sobre Radiocomunicaes significa as regras sobre Rdio anexas, ou consideradas como tendo sido anexas, mais recente Conveno Internacional sobre Telecomunicaes que estiver em vigor na ocasio. .12 rea martima A-1 significa uma rea dentro da cobertura radiotelefnica de pelo menos uma estao costeira de VHF que disponha de um alerta contnuo DSC, como possa ser definido por um Governo Contratante.

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.13 rea martima A-2 significa uma rea, excluindo a rea martima A-1, dentro da cobertura radiotelefnica de pelo menos uma estao costeira de MF que disponha de um alerta contnuo DSC, como possa ser definido por um Governo Contratante. . 14 rea martima A-3 significa uma rea, excluindo as reas martimas A-1 e A-2, dentro da cobertura de um satlite geoestacionrio INMARSAT, que disponha de um alerta contnuo. .15 rea martima A-4 significa uma rea fora das reas A-1, A-2 e A-3. .16 Identidades do Sistema Martimo Global de Socorro e Salvamento (GMDSS) significa a identidade dos servios mveis martimos, o indicativo de chamada do navio, as identidades do INMARSAT e a identidade do nmero de srie, que podem ser transmitidas pelos equipamentos de bordo. 2 Todos os outros termos e abreviaturas utilizados neste captulo e que so definidos no Regulamento Rdio e na Conveno Internacional sobre Busca e Salvamento Martimos (SAR), 1979, como possa vir a ser emendada, devero ter o seu significado como estabelecido naquele Regulamento e na Conveno SAR. Regra3 Equipamento Rdio: Generalidades 1 Todo navio deve dispor de: .1 uma instalao rdio de VHF capaz de transmitir e receber: .1.1 DSC na freqncia de 156,525 MHz (canal 70). Deve ser possvel o incio da transmisso de pedidos de socorro pelo canal 70 da posio da qual o navio normalmente manobrado; e l.2 radiotelefonia nas freqncias 156,300 MHz (canal 6), 156,650 MHz (canal 13) e 156,800 MHz (canal 16); .2 uma instalao rdio capaz de manter um servio contnuo de escuta DSC no canal 70 de VHF que pode ser separado do, ou combinado com, o requisito do subpargrafo .1.1; .3 um dispositivo de localizao para busca e salvamento capaz de funcionar na faixa de 9 GHz ou em frequncias exclusivas para AIS, que: . 3.1 deve ser disposto de modo que possa ser facilmente utilizado; e .3.2 pode ser um daqueles exigidos pela Regra III/6.2.2 para uma embarcao de sobrevivncia. . 4 um receptor capaz de receber o servio de transmisso NAVTEX Internacional, se o navio estiver empregado em viagens em qualquer rea na qual exista um NAVTEX Internacional;

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.5 um servio rdio para recepo de informaes sobre segurana martima pelo sistema de chamada intensificada de grupo (EGC) INMARSAT, se o navio estiver empregado em viagens em alguma rea sob cobertura INMARSAT, mas na qual no existe um servio NAVTEX Internacional. No entanto, os navios empregados exclusivamente em viagens por reas onde existe um servio de informao de segurana martima por telegrafia em impresso direta em alta freqncia (HP-NBDP) e dotados de equipamento capaz de receber tal servio podem ser dispensados deste requisito. .6 sujeito s prescries da Regra 8.3, um Rdio baliza indicadora de posio em emergncia por satlite (EPIRB satlite) por que dever ser: .6.1 capaz de transmitir um sinal de socorro seja por meio do servio de satlite em rbita polar na faixa de MHz, seja se o navio for empregado somente em viagens dentro da cobertura INMARSAT, por meio do servio de satlite geoestacionrio INMARSAT, operando na faixa de 1,6 GHz; . 6.2 instalado em um local facilmente acessvel; .6.3 pronto a ser solto manualmente e capaz de ser transportado por um homem para uma embarcao de sobrevivncia; .6.4 capaz de flutuar livremente se o navio naufragar e de ser ativado automaticamente ao flutuar; e 6.5 capaz de ser ativado manualmente. 2 Todos os navios de passageiros devero ser dotados de meios de radiocomunicaes duplex na cena, vias, para fins de busca e salvamento, utilizando as freqncias de aeronutica de 121,5 MHz e 123,1 MHz, a partir da posio em que o navio navegava normalmente.
SAFETY OF LIFE AT SEA- S O LA S CAPTULO V Regra 1 SEGURANA DA NAVEGAO Aplicao

1 A menos que seja expressamente disposto em contrrio, este captulo dever ser aplicado a todos os navios, em todas as viagens, exceto: . 1 navios de guerra, navios auxiliares das Marinhas e outros navios de propriedade de um Governo Contratante, ou operados por ele e utilizados apenas em atividades no comerciais do governo; e .2 navios que s navegam nos Grandes Lagos da Amrica do Norte e nas guas que os interligam e nos seus afluentes, para leste at sada inferior da eclusa de St. Lambert, em Montreal, na Provncia de Quebec, Canad. No entanto, os navios de guerra, navios auxiliares das Marinhas ou outros navios de propriedade de um Governo Contratante, ou operados por ele e utilizados apenas em atividades no comerciais do governo, so incentivados a agir de uma maneira compatvel, na medida do que for razovel e possvel, com o disposto neste captulo. 2 A Administrao poder decidir at que ponto este captulo dever ser aplicado aos navios que s operam nas guas localizadas entre as linhas de referncia que forem estabelecidas de acordo com a legislao internacional e a terra.

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3 Para os efeitos deste captulo, uma unidade composta, rigidamente ligada, constituda de uma embarcao empurradora e uma embarcao empurrada a ela associada, quando projetadas para formar uma combinao dedicada e integrada de um rebocador e uma barcaa, dever ser considerada como se fosse um nico navio. 4 A Administrao dever estabelecer at que ponto o disposto nas Regras 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 no se aplicam s seguintes categorias de navios: . 1 navios de arqueao bruta menor que 150, empregados em qualquer viagem; . 2 navios de arqueao bruta menor que 500, no empregados em viagens internacionais; e .3 embarcaes de pesca. Regra 2 Para os efeitos deste captulo: 1 Construdo, com relao a um navio, significa um estgio da construo em que: .1 a quilha tenha sido batida; ou .2 tenha tido incio a construo de um navio especfico, passvel de ser identificada, ou .3 tenha tido incio a montagem do navio, compreendendo pelo menos 50 toneladas ou 1% da massa estimada de todo o material estrutural, o que for menor. 2 Carta nutica ou publicao nutica um mapa ou um livro de emprego especfico, ou um banco de dados especialmente compilado a partir do qual tem origem este mapa ou livro, que publicado oficialmente por um Governo, ou sob a sua autoridade, por um Departamento Hidrogrfico autorizado ou por outra instituio pertinente do governo e que se destina a atender s necessidades da navegao martima. 3 Todos os navios significa qualquer navio ou embarcao, independente do seu tipo e da sua finalidade. 4 Comprimento de um navio significa o seu comprimento total. 5 Servio de busca e salvamento. O desempenho das funes de monitoramento dos pedidos de socorro, de comunicaes, de coordenao e de busca e salvamento, inclusive a prestao de assessoria mdica, assistncia mdica inicial ou evacuao mdica, atravs da utilizao de recursos pblicos e privados, incluindo a cooperao de aeronaves, navios, embarcaes e outras embarcaes e instalaes. 6 Embarcao de alta velocidade significa uma embarcao como definida na Regra X/1.3. 7 Unidade mvel de perfurao off-shore significa uma unidade mvel de perfurao off-shore como definida na Regra XI-2/1.1.5. Regra 3 Isenes e equivalncias Definies

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1 A Administrao poder conceder isenes gerais das exigncias das Regras 15, 17, 18, 19 (exceto [Link]), 20, 22, 24, 25, 27 e 28 aos navios no dotados de propulso mecnica. 2 A Administrao poder conceder isenes ou equivalncias, de natureza parcial ou condicional, a determinados navios, quando qualquer navio destes estiver sendo empregado em uma viagem em que a sua distncia mxima para terra, a extenso e a natureza da viagem, a ausncia de perigos navegao e outras condies que afetem a sua segurana sejam tais que tornem no razovel ou desnecessria a aplicao total deste captulo, desde que a Administrao tenha levado em conta o efeito que estas isenes ou equivalncias possa ter sobre a segurana de todos os outros navios. 3 Cada Administrao dever submeter Organizao, logo que possvel depois de 1o de Janeiro de cada ano, um relatrio resumindo todas as novas isenes ou equivalncias concedidas com base no pargrafo 2 desta regra durante o ano anterior e informando os motivos para a concesso destas isenes ou equivalncias. A Organizao dever encaminhar estes pormenores aos outros Governos Contratantes para a sua informao. Regra 4 Avisos relativos navegao

Todo Governo Contratante dever tomar todas as medidas necessrias para assegurar que, quando tiver recebido informaes de qualquer fonte confivel, estas informaes sejam prontamente levadas ao conhecimento dos interessados e transmitidas a outros Governos interessados. Regra 5 Servios e avisos meteorolgicos

1 Os Governos Contratantes se comprometem a incentivar a coleta de dados meteorolgicos pelos navios que estiverem no mar e providenciar a sua anlise, disseminao e intercmbio da maneira mais adequada com o propsito de auxiliar a navegao. A Administrao dever incentivar a utilizao de instrumentos meteorolgicos que tenham um elevado grau de preciso, e dever facilitar a aferio destes equipamentos mediante solicitao. Podero ser tomadas medidas pelos servios meteorolgicos nacionais apropriados para que esta aferio seja realizada gratuitamente para o navio. 2 Em especial, os Governos Contratantes se comprometem a tomar, em cooperao uns com os outros, as seguintes medidas meteorolgicas: .1 avisar aos navios a ocorrncia de ventos de alta intensidade, tempestades e ciclones tropicais, atravs da divulgao da informao em texto e, na medida do possvel, numa forma grfica, utilizando as instalaes adequadas em terra para os servios de radiocomunicaes terrestres e espaciais. .2 divulgar, pelo menos duas vezes por dia, atravs dos servios de radiocomunicaes terrestres e espaciais, como for adequado, informaes sobre as condies do tempo que sejam adequadas para a navegao, contendo dados , anlises, avisos e previses do tempo, de vagas e de gelo. Estas informaes devero ser transmitidas em texto e, na medida do possvel, numa forma grfica contendo uma anlise meteorolgica e cartas de prognstico transmitidas por facsmile ou sob a forma digital, para serem reconstitudas a bordo pelo sistema de processamento de dados do navio.

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.3 elaborar e divulgar estas publicaes, como possa ser necessrio para a realizao eficiente do trabalho meteorolgico no mar e providenciar, se possvel, a publicao e a disponibilizao de cartas dirias sobre as condies do tempo para informao dos navios que estiverem suspendendo. .4 providenciar para que navios selecionados sejam equipados com instrumentos meteorolgicos martimos testados (tais como um barmetro, um bargrafo, um psicrmetro e aparelhos adequados para medir a temperatura da gua do mar), para serem utilizados neste servio, e para realizar, registrar e transmitir observaes meteorolgicas nos principais horrios padro para as observaes sinpticas de superfcie (isto , pelo menos quatro vezes por dia, sempre que as condies permitirem) e incentivar outros navios a realizar, registrar e transmitir observaes numa forma modificada, especialmente quando estiverem em reas em que o trfego martimo seja escasso. . 5 incentivar as companhias a envolver o maior nmero possvel dos seus navios na realizao e no registro das observaes das condies do tempo. Estas observaes devem ser transmitidas utilizando as instalaes de radiocomunicaes terrestres ou espaciais do navio, em proveito dos diversos servios meteorolgicos nacionais. . 6 a transmisso destas observaes das condies do tempo gratuita para os navios envolvidos. . 7 quando estiverem prximos de um ciclone tropical, ou quando houver suspeita da ocorrncia de um ciclone tropical, os navios devem ser incentivados a fazer e transmitir as suas observaes sempre que possvel a intervalos mais freqentes, tendo em mente as preocupaes dos oficiais do navio com a navegao durante condies de tempestade. . 8 providenciar a recepo e a transmisso das mensagens sobre as condies do tempo, dos navios e para os navios, utilizando as instalaes adequadas em terra para os servios de radiocomunicaes terrestres e espaciais. .9 incentivar os comandantes a informar aos navios que estiverem em suas proximidades, e tambm s estaes de terra, sempre que verificarem a ocorrncia de ventos com 50 ns ou mais de intensidade (fora 10 na escala Beaufort). . 10 empenhar-se para obter um procedimento uniforme com relao aos servios meteorolgicos internacionais j mencionados e, na medida do possvel, adequar-se s regras e recomendaes tcnicas feitas pela Organizao Meteorolgica Mundial, que os Governos Contratantes podero consultar para estudos e assessoria sobre qualquer questo meteorolgica que possa surgir ao cumprir a presente Conveno. As informaes de que trata esta regra devero ser fornecidas sob a forma de transmisses e transmitidas na ordem de prioridade estabelecida pelo Regulamento Rdio. Durante a transmisso das informaes, previses e avisos meteorolgicos para todas as estaes, todas as estaes devero adaptar-se ao Regulamento Rdio. As previses, avisos, descries sinpticas e outros dados meteorolgicos destinados aos navios devero ser expedidos e disseminados pelo servio meteorolgico nacional que estiver em melhores condies para servir s vrias reas costeiras e martimas, de acordo com o Sistema da Organizao Meteorolgica 41

Mundial para a Elaborao e a Disseminao de Previses e Avisos Meteorolgicos para o Alto Mar, de acordo com o Sistema Martimo Global de Socorro e Salvamento (GMDSS). Regra 6 Servio de Patrulha do Gelo

1 O Servio de Patrulha do Gelo contribui para a salvaguarda da vida humana no mar, para a segurana e para a eficincia da navegao e para a proteo do meio ambiente marinho no Atlntico Norte. Os navios que navegam na regio em que existem icebergs, vigiada pela Patrulha do Gelo durante a estao dos gelos, devem utilizar os servios prestados pela Patrulha do Gelo. 2 Os Governos Contratantes comprometem-se a dar prosseguimento a uma patrulha do gelo e a um servio para estudo e observao das condies dos gelos no Atlntico Norte. Durante toda a estao dos gelos, isto , do perodo que vai de 15 de Fevereiro at 1o de Julho de cada ano, os limites sudeste, sul e sudoeste da regio dos icebergs nas proximidades dos Grandes Bancos da Terra Nova devero ser vigiados com a finalidade de informar aos navios em trnsito a extenso desta regio perigosa; para estudo das condies dos gelos em geral; e com o propsito de proporcionar ajuda aos navios e s tripulaes que precisem de auxlio dentro dos limites de operao dos navios e aeronaves da patrulha. Durante o resto do ano, o estudo e a observao das condies dos gelos devero ser mantidos como for recomendvel. 3 Podero ser atribudas outras tarefas aos navios e s aeronaves utilizados no servio da patrulha do gelo e para o estudo e observao das condies dos gelos, desde que estas outras tarefas no interfiram com o propsito principal nem aumentem os custos deste servio. 4 O Governo dos Estados Unidos da Amrica concorda em continuar realizando a administrao geral do servio da patrulha do gelo e do estudo e observao das condies dos gelos, inclusive a disseminao das informaes relativas a estes estudos e a estas observaes. 5 Os termos e as condies que regem a administrao, a operao e o financiamento da Patrulha do Gelo esto apresentadas nas Regras para a administrao, operao e financiamento da Patrulha do Gelo do Atlntico Norte, anexadas a este captulo, que devero fazer parte integrante deste captulo. 6 Se, a qualquer momento, o Governo dos Estados Unidos e/ou Canadense desejarem deixar de prestar estes servio, podero fazer isto e os Governos Contratantes devero resolver a questo de prosseguir com estes servios de acordo com os seus interesses mtuos. Antes de deixar de prestar estes servios, os Governos dos Estados Unidos e/ou Canadense devero dar um aviso prvio por escrito, com uma antecedncia de 18 meses, a todos os Governos Contratantes cujos navios autorizados a arvorar a sua bandeira, e cujos navios registrados nos territrios aos quais aqueles Governos Contratantes tenham estendido esta regra, se beneficiem destes servios. Regra 7 Servios de busca e salvamento

1 Todos os Governos Contratantes comprometem-se a assegurar que sejam tomadas as medidas necessrias relativas s comunicaes e coordenao do socorro em sua rea de responsabilidade, e ao salvamento de pessoas em perigo no 42

mar nas proximidades de suas costas. Estas medidas devero incluir a criao e a manuteno destas instalaes de busca e salvamento na medida em que sejam consideradas necessrias, levando em considerao a densidade do trfego martimo e os perigos navegao e devero, na medida do possvel, proporcionar os meios adequados para localizar e resgatar estas pessoas. 2 Todos os Governos Contratantes comprometem-se a disponibilizar para a Organizao as informaes relativas aos servios de busca e salvamento existentes e aos planos para realizar mudanas, se houver algum. 3 Os navios de passageiros aos quais se aplica o Captulo I devero ter a bordo um plano para a cooperao com os servios de busca e salvamento adequados em caso de uma emergncia. O plano dever ser elaborado em conjunto pelo navio, pela companhia, como definida na Regra IX/1, e pelos servios de busca e salvamento. O plano dever conter disposies para a realizao peridica de exerccios para testar a sua eficcia. O plano dever ser elaborado com base nas diretrizes elaboradas pela Organizao. Regra 8 Sinais de salvamento

Os Governos Contratantes comprometem-se a tomar medidas para que sejam utilizados os sinais de salvamento pelos servios de busca e salvamento empenhados em operaes de busca e salvamento, quando estiverem se comunicando com navios ou pessoas em perigo. Regra 9 Servios hidrogrficos

1 Os Governos Contratantes comprometem-se a tomar medidas para a obteno e a compilao de dados hidrogrficos e para a publicao, divulgao e atualizao at esta data de todas as informaes nuticas necessrias para uma navegao segura. 2 Em especial, os Governos Contratantes comprometem-se a cooperar na realizao, na medida do possvel, dos seguintes servios nuticos e hidrogrficos, da maneira que for mais adequada, com a finalidade de auxiliar a navegao: .1 assegurar que sejam realizados levantamentos hidrogrficos adequados, na medida do possvel, s necessidades de uma navegao segura; 2 confeccionar e publicar cartas nuticas, roteiros, listas de faris, tabelas de mars e outras publicaes nuticas, quando for aplicvel, que atendam s necessidades da navegao; .3 promulgar avisos aos navegantes para que as cartas e as publicaes nuticas sejam mantidas, na medida do possvel, atualizadas; e .4 proporcionar medidas para o gerenciamento de dados para apoiar estes servios. 3 Os Governos Contratantes comprometem-se a assegurar a maior uniformidade possvel nas cartas e nas publicaes nuticas e levar em conta, sempre que possvel, as resolues e recomendaes internacionais pertinentes. 4 Os Governos Contratantes comprometem-se a coordenar o mais possvel as suas atividades para assegurar que as informaes hidrogrficas e nuticas estejam

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disponveis numa escala mundial, da maneira mais oportuna, confivel e inequvoca possvel. Regra 10 Estabelecimento de rotas para os navios

1 Os sistemas de estabelecimento de rotas para os navios contribuem para a salvaguarda da vida humana no mar, para a segurana e a eficincia da navegao e/ou para a proteo do meio ambiente marinho. recomendada a utilizao dos sistemas de estabelecimento de rotas para os navios, e estes sistemas podero tornar-se obrigatrios para todos os navios, para determinadas categorias de navios ou para navios que transportam determinadas cargas, quando adotados e implementados de acordo com as diretrizes e critrios elaborados pela Organizao. 2 A Organizao reconhecida como sendo o nico organismo internacional para a elaborao de diretrizes, critrios e regras, em um nvel internacional, para os sistemas de estabelecimento de rotas para os navios. Os Governos Contratantes devero encaminhar Organizao as suas propostas para a adoo de sistemas de estabelecimento de rotas para os navios. A Organizao examinar e divulgar aos Governos Contratantes todas as informaes pertinentes com relao a quaisquer sistemas de estabelecimento de rotas para os navios que tenham sido adotados. 3 O incio das aes para a criao de um sistema de estabelecimento de rotas para os navios de responsabilidade do Governo ou dos Governos interessados. Ao criar estes sistemas para adoo pela Organizao, devero ser levados em considerao as diretrizes e os critrios elaborados pela Organizao. 4 Os sistemas de estabelecimento de rotas para os navios devem ser submetidos Organizao para a sua adoo. No entanto, um Governo ou Governos que estiverem implementando sistemas de estabelecimento de rotas para os navios no destinados a serem submetidos Organizao para adoo, ou que no tenham sido adotados pela Organizao, so incentivados a levar em conta, sempre que possvel, as diretrizes e os critrios elaborados pela Organizao. 5 Quando dois ou mais Governos tiverem um interesse comum numa determinada rea, devem formular propostas conjuntas para o delineamento e a utilizao de um sistema de estabelecimento de rotas com relao quela rea, com base num acordo estabelecido entre [Link] receber esta proposta, e antes de realizar a sua anlise para adoo, a Organizao dever assegurar que os detalhes da proposta sejam divulgados para os Governos que tenham um interesse comum naquela rea, inclusive aos pases localizados nas proximidades do sistema de estabelecimento de rotas para os navios que foi proposto. 6 Os Governos Contratantes devero aderir s medidas adotadas pela Organizao com relao ao sistema de estabelecimento de rotas para os navios. Eles devero promulgar todas as informaes necessrias para a utilizao segura e eficaz dos sistemas de estabelecimento de rotas para os navios adotados. Um Governo ou Governos interessados podero monitorar o trfego nestes sistemas. Os Governos Contratantes devero fazer tudo que estiver ao seu alcance para assegurar a utilizao adequada dos sistemas de estabelecimento de rotas para os navios adotados pela Organizao. 7 Um navio dever utilizar um sistema obrigatrio de estabelecimento de rotas para navios adotado pela Organizao, como for exigido para a sua categoria ou para a carga transportada de acordo com as disposies pertinentes em vigor, a menos que haja motivos imperiosos para no utilizar um determinado sistema de estabelecimento 44

de rotas para os navios. Qualquer motivo destes dever ser registrado no livro de quarto do navio. 8 Os sistemas obrigatrios de estabelecimento de rotas para os navios devero ser examinados pelo Governo ou Governos Contratantes interessados, de acordo com as diretrizes e critrios elaborados pela Organizao. 9 Todos os sistemas de estabelecimento de rotas para os navios e todas as aes realizadas para exigir o cumprimento destes sistemas devero ser compatveis com a legislao internacional, inclusive com as disposies pertinentes da Conveno de 1982 das Naes Unidas sobre Direito do Mar. 10 Nada do disposto nesta regra, nem nas diretrizes e critrios relacionados com ela, dever prejudicar os direitos e os deveres dos Governos submetidos legislao internacional ou aos regimes jurdicos dos estreitos, utilizados para a navegao internacional e para as vias martimas dos arquiplagos. Regra 11 Sistemas de informaes a serem enviadas pelos navios

1 Os sistemas de informaes a serem enviadas pelos navios contribuem para a salvaguarda da vida humana no mar, para a segurana e a eficincia da navegao e/ou para a proteo do meio ambiente marinho. Um sistema de informaes a serem enviadas pelos navios, quando adotado e executado de acordo com as diretrizes e critrios elaborados pela Organizao, de conformidade com esta regra, dever ser utilizado por todos os navios, ou por determinadas categorias de navios que transportam certas cargas, de acordo com as disposies de cada sistema dotado. 2 A Organizao reconhecida como sendo o nico organismo internacional para a elaborao, no plano internacional, de diretrizes, critrios e regras, para os sistemas de informaes a serem enviadas pelos navios. Os Governos Contratantes devero submeter Organizao as propostas para a adoo de sistemas de informaes a serem enviados pelos navios. A Organizao examinar e disseminar aos Governos Contratantes todas as informaes pertinentes relativas a qualquer sistema de informaes a serem enviadas pelos navios que tenha sido adotado. 3 O incio das aes destinadas criao de um sistema de informaes a serem enviadas pelos navios responsabilidade do Governo ou Governos interessados. Ao criar estes sistemas,dever ser levado em considerao o disposto nas diretrizes e nos critrios elaborados pela Organizao. 4 Os sistemas de informaes a serem enviados pelos navios que no forem submetidos Organizao para a sua adoo no precisam necessariamente obedecer a esta regra. No entanto, os Governos que implementarem esses sistemas so instados a seguir, sempre que possvel, as diretrizes e os critrios elaborados pela Organizao. Os Governos Contratantes podero submeter esses sistemas Organizao para reconhecimento. 5 Quando dois ou mais Governos tiverem um interesse comum em uma determinada rea, devero formular suas propostas para um sistema coordenado de informaes a serem enviadas pelos navios, com base num acordo estabelecido entre eles. Antes de dar andamento a uma proposta para a adoo de um sistema de informaes a serem enviadas pelos navios, a Organizao dever disseminar os detalhes da proposta aos Governos que tiverem um interesse comum na rea a ser coberta pelo sistema proposto. Quando for adotado e estabelecido um sistema coordenado de informaes

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para serem enviadas pelos navios, ele dever conter procedimentos e normas de operao uniformes. 6 Aps a adoo de um sistema de informaes a serem enviadas pelos navios de acordo com esta regra, o Governo ou Governos envolvidos devero tomar todas as medidas necessrias para a divulgao de quaisquer informaes necessrias a uma utilizao eficiente e eficaz do sistema. Qualquer sistema de informaes a serem enviadas pelos navios que seja adotado dever ter capacidade de interao e a faculdade de auxiliar os navios quando for necessrio. Esses sistemas devero ser operados de acordo com as diretrizes e os critrios elaborados pela Organizao de acordo com esta regra. 7 O comandante de um navio dever cumprir as exigncias do sistema de informaes a serem enviadas pelos navios que tiver sido adotado, e enviar autoridade competente todas as informaes necessrias, de acordo com as disposies de cada sistema. 8 Todos os sistemas de informaes a serem enviadas pelos navios que forem adotados, bem como todas as aes destinadas a impor o seu cumprimento, devero ser compatveis com a legislao internacional, inclusive com os dispositivos pertinentes da Conveno das Naes Unidas sobre o Direito do Mar. 9 Nada do disposto nesta regra, ou nas diretrizes e critrios relacionados com ela, dever prejudicar os direitos e os deveres dos Governos estabelecidos na legislao internacional, ou o regime jurdico dos estreitos utilizados para a navegao internacional e as vias martimas dos arquiplagos. 10 A participao dos navios de acordo com o disposto nos sistemas de informaes a serem enviadas pelos navios que tiverem sido adotados dever ser gratuita para os navios envolvidos. 11 A Organizao dever assegurar que os sistemas de informaes a serem enviados pelos navios, que forem adotados, sejam revistos de acordo com as diretrizes e os critrios elaborados por ela. Regra 12 Servios de trfego de navios

1 Os servios de trfego de navios (VTS) contribuem para a salvaguarda da vida humana no mar, para a segurana e a eficincia da navegao e para a proteo do meio ambiente marinho, das reas costeiras adjacentes, dos stios de trabalho e das instalaes ao largo (offshore) contra possveis efeitos adversos do trfego martimo. 2 Os Governos Contratantes comprometem-se a providenciar a criao de VTS quando, na sua opinio, o volume do trfego ou o grau de risco justificar a existncia destes servios. 3 Ao planejar e executar os VTS, os Governos Contratantes devero, sempre que possvel, seguir as diretrizes elaboradas pela Organizao. A utilizao de VTS s poder ser obrigatria nas reas martimas localizadas nas guas territoriais de um Estado costeiro. 4 Os Governos Contratantes devero se empenhar para assegurar a participao dos navios autorizados a arvorar a sua bandeira nos servios de trfego de navios e o cumprimento das disposies daqueles servios.

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5 Nada do disposto nesta regra ou nas diretrizes adotadas pela Organizao dever prejudicar os direitos e os deveres dos Governos estabelecidos na legislao internacional, ou o regime jurdico dos estreitos utilizados para a navegao internacional e as vias martimas dos arquiplagos. Regra 13 Criao e operao de auxlios navegao

1 Todos os Governos Contratantes comprometem-se a prover, na medida em que considerarem possvel e necessrio, seja individualmente ou em cooperao com outros Governos Contratantes, estes auxlios navegao, medida em que o volume do trfego o justifique e o grau de risco o exija. 2 Para obter a maior uniformidade possvel em termos de auxlios navegao, os Governos Contratantes comprometem-se a levar em considerao, ao criar estes auxlios, as recomendaes e as diretrizes internacionais. 3 Os Governos Contratantes comprometem-se a tomar medidas para que as informaes relativas aos auxlios navegao sejam disponibilizadas para todos os interessados. As alteraes ocorridas nas transmisses dos sistemas de determinao de posio que possam afetar de maneira adversa o desempenho dos receptores instalados nos navios devero ser evitadas na medida do possvel, e s serem realizadas aps ter sido divulgado, de maneira oportuna e adequada, um aviso sobre estas alteraes. Regra 14 Conduo dos navios

1 Os Governos Contratantes comprometem-se, cada um deles com relao aos seus navios, a manter ou, se for necessrio, a adotar medidas com a finalidade de assegurar que, do ponto de vista da salvaguarda da vida humana no mar, todos os navios sejam suficiente e eficientemente conduzidos. 2 Todo navio ao qual se aplique o Captulo I dever ser dotado de um documento de conduo de segurana, ou equivalente, emitido pela Administrao como prova da existncia de conduo de segurana mnima considerada necessria para atender ao disposto no pargrafo 1. 3 Dever ser estabelecido em todos os navios, e registrado no seu livro de quarto adequado, um idioma de trabalho para assegurar um desempenho eficaz da tripulao nas questes relativas segurana. A companhia, como definida na Regra IX/1, ou o comandante, como for adequado, dever estabelecer o idioma de trabalho adequado. Todo martimo dever entender e, quando for adequado, dar ordens e instrues e transmitir informaes de volta naquele idioma. Se o idioma de trabalho no for um idioma oficial do Estado cuja bandeira o navio est autorizado a arvorar, todos os planos e listas cuja afixao exigida, devero conter uma traduo para o idioma de trabalho. 4 Nos navios aos quais se aplique o Captulo I, o ingls ser utilizado como idioma de trabalho no passadio, para as comunicaes de segurana passadio-passadio e do passadio para a terra, bem como para as comunicaes a bordo entre o prtico e o pessoal de servio no passadio, a menos que as pessoas diretamente envolvidas nas comunicaes falem um idioma comum que no seja o ingls. Regra 15 Princpios relativos ao projeto do passadio, ao projeto e disposio dos sistemas de navegao e aos equipamentos e procedimentos no passadio 47

Todas as decises que forem tomadas com o propsito de aplicar as exigncias das Regras 19, 22, 24, 25, 27 e 28 e que afetem o projeto do passadio, o projeto e a disposio dos sistemas de navegao, os equipamentos existentes no passadio e os procedimentos no passadio devero ser tomadas com o propsito de: . 1 facilitar as tarefas a serem desempenhadas pela equipe do passadio e pelo prtico na avaliao total da situao e para conduzir o navio com segurana em todas as condies de operao; 2 promover uma utilizao eficaz e segura do passadio; .3 permitir que o pessoal que d servio no passadio e o prtico tenham um acesso conveniente e constante a informaes essenciais, que sejam apresentadas de uma maneira clara e inequvoca, utilizando smbolos padronizados e sistemas de codificao para controles e mostradores; .4 indicar a situao operacional das funes automatizadas e dos componentes, sistemas e/ou subsistemas integrados; . 5 permitir um processamento das informaes e tomada de decises de maneira rpida, constante e eficaz pelo pessoal que da servio no passadio e pelo prtico; .6 impedir ou minimizar o trabalho excessivo ou desnecessrio e a existncia de quaisquer situaes ou distraes no passadio que possam causar fadiga ou interferir com a vigilncia do pessoal que d servio no passadio e do prtico; e .7 minimizar o risco da ocorrncia de erros humanos e detectar estes erros, se ocorrerem, atravs dos sistemas de monitoramento e alarme, a tempo para que o pessoal que d servio no passadio e o prtico possam tomar as medidas adequadas. Regra 16 Manuteno dos equipamentos

1 A Administrao dever estar convencida de que esto sendo tomadas medidas adequadas para assegurar que seja mantido o desempenho dos equipamentos. 2 Exceto como disposto nas Regras I/7(b)(ii), I/8 e I/9, embora devam ser tomadas todas as medidas razoveis para manter os equipamentos exigidos por este captulo em condies de funcionamento eficientes, os defeitos apresentados nestes equipamentos no devero ser considerados como tornando o navio sem condies de navegar, ou como um motivo para retardar o navio nos portos em que as instalaes de reparo no estejam rapidamente disponveis, desde que o comandante tome as medidas adequadas para levar em conta os equipamentos inoperantes ou as informaes no disponveis ao planejar e executar uma viagem segura para um porto em que possam ser realizados os reparos. Regra 17 Compatibilidade eletromagntica

1 As Administraes devero assegurar que todos os equipamentos eltricos e eletrnicos existentes no passadio, ou nas proximidades do passadio, nos navios construdos em 1o de Julho de 2002 ou depois, tenham a sua compatibilidade eletromagntica testada, levando em considerao as recomendaes elaboradas pela Organizao.

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2 Os equipamentos eltricos e eletrnicos devero ser instalados de modo que a interferncia eletromagntica no afete o funcionamento correto dos sistemas e equipamentos de navegao. 3 No devero ser operados equipamentos eltricos e eletrnicos portteis no passadio se eles puderem afetar o funcionamento correto dos sistemas e equipamentos de navegao. Regra 18 Aprovao, vistorias e padres de desempenho dos sistemas e equipamentos de navegao e do registrador de dados da viagem 1 Os sistemas e equipamentos necessrios para atender s exigncias das Regras 19 e 20 devero ser de um tipo aprovado pela Administrao. 2 Os sistemas, equipamentos e arranjos reservas, inclusive as medidas de apoio relacionadas com eles, quando for aplicvel, instalados em 1o de Julho de 2002 ou depois, para cumprir as exigncias funcionais das Regras 19 e 20 devero estar de acordo com os padres de desempenho adequados, no inferiores aos adotados pela Organizao. 3 Quando forem substitudos ou acrescentados sistemas e equipamentos nos navios construdos antes de 1o de Julho de 2002, estes sistemas e equipamentos devero atender, na medida do que for razovel e possvel, s exigncias do pargrafo 2. 4 Os sistemas e equipamentos instalados antes da adoo pela Organizao dos padres de desempenho, podero ser posteriormente dispensados, a critrio da Administrao, de cumprir totalmente estes padres, levando na devida considerao os critrios recomendados, adotados pela Organizao. No entanto, para que um sistema de apresentao de cartas eletrnicas e informaes (ECDIS) seja aceito como estando atendendo s exigncias da Regra [Link] relativas existncia de cartas a bordo, aquele sistema dever atender aos padres de desempenho pertinentes, no inferiores aos adotados pela Organizao e que estiverem em vigor na data da instalao ou, para os sistemas instalados antes de 1o de Janeiro de 1999, no inferiores aos padres de desempenho adotados pela Organizao em 23 de Novembro de 1995. 5 A Administrao dever exigir que os fabricantes tenham um sistema de controle de qualidade que seja verificado por uma autoridade competente, para assegurar que esteja constantemente de acordo com as condies de aprovao do tipo de equipamento produzido. Alternativamente, a Administrao poder utilizar os procedimentos de verificao do produto final, quando a conformidade com o certificado de aprovao do tipo de equipamento for verificada por uma autoridade competente antes do produto ser instalado a bordo dos navios. 6 Antes de dar a sua aprovao a sistemas ou equipamentos que incorporem novas caractersticas no abrangidas por este captulo, a Administrao dever assegurar que estas caractersticas permitam o desempenho de funes pelo menos to eficazes quanto as exigidas por este captulo. 7 Quando, alm dos equipamentos exigidos pelas Regras 19 e 20, houver a bordo dos navios equipamentos para os quais a Organizao tenha criado padres de desempenho, estes equipamentos estaro sujeitos aprovao e devero atender, na medida do possvel, a padres de desempenho no inferiores aos adotados pela Organizao.

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8 O sistema registrador de dados da viagem, inclusive todos os sensores, estaro sujeitos a um teste anual de desempenho. O teste dever ser realizado por uma instalao de testes ou de manuteno aprovada, para verificar a preciso, a durao e a capacidade de recuperao dos dados registrados. Alm disto, devero ser realizados testes e inspees para verificar a resistncia de todos os invlucros de proteo e dos dispositivos existentes para auxiliar a sua localizao. Uma cpia do certificado de conformidade emitido pela instalao de teste,declarando a data da conformidade e os padres de desempenho aplicveis, dever ser mantida a bordo do navio. Regra 19 Prescries para a existncia a bordo de sistemas e equipamentos de bordo para navegao 1 Aplicao e prescries Sujeito ao disposto na Regra 1.4:

1.1 Os navios construdos em 1o de Julho de 2002 ou depois, devero ser dotados de sistemas e equipamentos de navegao que atendam plenamente s exigncias estabelecidas nos pargrafos 2.1 a 2.9. 1.2 Os navios construdos antes de 1o de Julho de 2002 devero: 1 sujeito ao disposto nos pargrafos 1.2.2 e 1.2.3, a menos que atendam plenamente a esta regra, continuar a ser dotados de equipamentos que atendam s exigncias prescritas nas Regras V/11, V/12 e V/20 da Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974, em vigor antes de 1o de Julho de 2002; . 2 ser dotados dos equipamentos ou sistemas exigidos no pargrafo 2,1,6, no mximo at a primeira vistoria realizada depois de 1o de Julho de 2002, quando no ser mais necessrio o equipamento de rdio-gonimetro mencionado na Regra V/12 (p) da Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974, em vigor antes de 1o de Julho de 2002; e 3 ser dotados dos sistemas exigidos no pargrafo 2.4, no mximo at as datas estabelecidas nos pargrafos 2.4.2 e 2.4.3. 2 Equipamentos e sistemas de navegao de bordo 2.1 Todos os navios, independente do seu porte, devero ter: .1 uma agulha magntica adequadamente compensada, ou outro meio, que seja independente de qualquer suprimento de energia, para determinar a proa do navio e apresentar a indicao no rumo do local em que se encontra o sistema de governo principal; .2 um peloro ou um dispositivo para fazer marcaes utilizando uma agulha, ou outro meio, que seja independente de qualquer suprimento de energia, para fazer marcaes ao longo de um arco de 360 do horizonte; . 3 um meio de corrigir sempre a proa e as marcaes magnticas para verdadeiras; . 4 cartas e publicaes nuticas para planejar e apresentar a derrota do navio para a viagem pretendida e para plotar e monitorar as posies durante toda a viagem; poder ser aceito um sistema de apresentao de cartas eletrnicas e de Informaes (ECDIS) como atendendo as exigncias deste subpargrafo com relao existncia de cartas a bordo; 50

. 5 dispositivos de reserva para atender aos requisitos funcionais do subpargrafo .4, se esta funo for desempenhada atravs de meios eletrnicos; . 6 um receptor para um sistema global de navegao por satlites, ou para um sistema terrestre de navegao rdio, ou outro meio, adequado para ser utilizado o tempo todo durante toda a viagem pretendida para determinar e atualizar a posio do navio atravs de meios automticos; . 7 se tiver arqueao bruta menor que 150, e se for possvel, um refletor radar, ou outro meio, para permitir a deteco por navios que estiverem navegando por radares, tanto de 9 como de 3 GHz; 8 quando o passadio do navio for totalmente fechado, e a menos que a Administrao estabelea em contrrio, um sistema de recepo de som, ou outro meio, para permitir que o oficial de servio no passadio oua os sinais sonoros e determine a sua direo; . 9 um telefone, ou outro meio, para transmitir as informaes relativas ao rumo estao de governo de emergncia, se houver. 2.2 Todos os navios de arqueao bruta igual a 150 ou mais e todos os navios de passageiros, independente do seu porte, devero ser dotados, alm das exigncias do pargrafo 2.1, de: .1 uma agulha magntica de reserva, que seja intercambivel com a agulha magntica mencionada no pargrafo 2.1.1, ou outro meio para desempenhar as funes mencionadas no pargrafo 2.1.1 atravs da substituio ou da duplicao do equipamento; .2 uma lmpada de sinalizao diurna, ou outro meio de se comunicar por meio da luz durante os perodos diurno e noturno, utilizando uma fonte de energia eltrica que no dependa unicamente do suprimento de energia do navio. 2.3 Todos os navios de arqueao bruta igual a 300 ou mais e todos os navios de passageiros, independente do seu porte, devero ser dotados, alm das exigncias do pargrafo 2.2, de: .1 um ecobatmetro, ou outro meio eletrnico, para medir e apresentar a profundidade existente da gua; .2 um radar de 9 GHz, ou outro meio para determinar e apresentar a distncia e a marcao de transpondedores radar e de outras embarcaes de superfcie, obstrues, bias, linhas da costa e sinais de navegao, para auxiliar a navegao e a evitar abalroamento e coliso; . 3 um auxlio para plotagem eletrnica, ou outro meio de plotar eletronicamente a distncia e a marcao de alvos, para verificar o risco de abalroamento; .4 um dispositivo para medir velocidade e distncia, ou outro meio para indicar a velocidade e a distncia percorrida na gua; . 5 um dispositivo transmissor de rumo adequadamente ajustado, ou outro meio de transmitir informaes relativas ao rumo para serem introduzidas nos equipamentos mencionados nos pargrafos 2.3.2, 2.3.3 e 2.4. 51

2.4 Todos os navios arqueao bruta igual a 300 ou mais empregados em viagens internacionais, todos os navios de carga de arqueao bruta igual a 500 ou mais, no empregados em viagens internacionais e todos os navios de passageiros, independente do seu porte, devero ser dotados de um sistema automtico de identificao (AIS), da seguinte maneira: .1 todos os navios construdos em 1o de Julho de 2002, ou depois; . 2 todos os navios empregados em viagens internacionais e construdos antes de 1 de Julho de 2002: .2.1 no caso de navios de passageiros, no mximo at 1o de Julho de 2003; .2.2 no caso de navios-tanque no mximo at a primeira vistoria nos equipamentos de segurana realizada em 1o de Julho de 2003, ou depois; . 2.3 no caso de outros navios que no navios de passageiros e navios tanque, de arqueao bruta igual a 50.000 ou mais, no mximo at 1o de Julho de 2004; 2.4 no caso de navios outros que no de passageiros ou navios-tanque, de arqueao bruta igual a 300 ou mais, mas de arqueao bruta menor que 50.000, at a primeira vistoria de segurana de equipamento aps 1o de Julho de 2004 ou at 31 de Dezembro de 2004, o que ocorrer primeiro; e .3 os navios no empregados em viagens internacionais, construdos antes de 1o de Julho de 2002, no mximo at 1o de Julho de 2008; .4 a Administrao poder dispensar determinados navios do cumprimento das exigncias deste pargrafo, quando estes navios forem ser desativados permanentemente dentro de dois anos aps a data de cumprimento estabelecida nos subpargrafos .2 e .3; . 5 o AIS dever: .5.1 fornecer automaticamente, para estaes de terra adequadamente equipadas, outros navios e aeronaves, informaes contendo a identidade, o tipo, a posio, o rumo, a velocidade, a situao da navegao do navio e outras informaes relacionadas com a segurana; .5.2 receber estas informaes automaticamente, transmitidas por navios semelhantemente equipados; .5.3 monitorar e acompanhar navios; .5.4 trocar dados com instalaes de terra; .6 as exigncias do pargrafo 2.4.5 no devero ser aplicadas nos casos em que acordos, regras ou normas internacionais disponham sobre a proteo das informaes relativas navegao; e .7 o AIS dever ser operado levando em considerao as diretrizes adotadas pela Organizao. Navios dotados de AIS devero manter o AIS permanentemente em operao, exceto quando acordos internacionais, regras ou normas proporcionem informaes de proteo da navegao. 52

Todos os navios de arqueao bruta igual a 500 ou mais, alm de atender s exigncias do pargrafo 2.3, com exceo dos pargrafos 2.3.3 e 2.3.5, e s exigncias do pargrafo 2.4, devero ter: .1 uma agulha giroscpica, ou outro meio, para determinar e apresentar o seu rumo atravs de meios no magnticos de bordo, sendo facilmente legvel pelo timoneiro na posio de governo principal. Estes meios devero transmitir tambm informaes relativas ao rumo para serem introduzidas nos equipamentos mencionados nos pargrafos 2.3.2, 2.4 e 2.5.5; .2 uma repetidora de rumo da agulha giroscpica, ou outro meio, para fornecer informao visual na estao de governo de emergncia, se houver; . 3 uma repetidora de rumo da agulha giroscpica, ou outro meio, para fazer marcaes ao longo de um arco de 360 do horizonte, utilizando a agulha giroscpica ou outros meios mencionados no subpargrafo .1. No entanto, os navios com arqueao bruta menor que 1.600 devero ser dotados destes meios, na medida do possvel ; .4 indicadores de ngulo do leme, da impulso, do passo e do modo de funcionamento da hlice, ou outros meios para determinar e apresentar o ngulo do leme, o nmero de rotaes da hlice, a fora e a direo da impulso e, se for aplicvel, a fora e a direo da impulso lateral, o passo e o modo de operao, tudo isto capaz de ser lido no passadio; e .5 um auxlio de acompanhamento automtico, ou outro meio, para plotar automaticamente a distncia e a marcao de outros alvos, para verificar o risco de abalroamento. 2.6 Em todos os navios de arqueao bruta igual a 500 ou mais, uma avaria num equipamento no deve reduzir a capacidade do navio de atender s exigncias dos pargrafos 2.1.1, 2.1.2 e 2.1.4. 2.7 Todos os navios de arqueao bruta igual a 3.000 ou mais devero, alm de atender s exigncias do pargrafo 2.5, ter: .1 um radar de 3 GHz ou, quando for considerado adequado pela Administrao, um segundo radar de 9 GHz, ou outro meio para determinar e apresentar a distncia e a marcao de outras embarcaes de superfcie, obstrues, bias, linhas da costa esinais de navegao, para auxiliar a navegao e evitar abalroamento e coliso, que sejam funcionalmente independentes dos mencionados no pargrafo 2.3.2; e .2 um segundo auxlio para acompanhamento automtico, ou outro meio de plotar automaticamente a distncia e a marcao de outros alvos para verificar o risco de abalroamento, que seja funcionalmente independente dos mencionados no pargrafo 2.5.5. 2.8 Todos os navios com arqueao bruta igual a 10.000 ou mais devero, alm de atender s exigncias do pargrafo 2.7, com exceo do pargrafo 2.7.2, ter: .1 um auxlio de plotagem radar automtica, ou outro meio, para plotar automaticamente a distncia e a marcao de pelo menos 20 outros alvos, ligado a um dispositivo para indicar a velocidade e a distncia percorrida na gua, para verificar a existncia de riscos de abalroamento e simular uma manobra tentativa; e

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.2 um sistema de controle do rumo ou da trajetria, ou outro meio, para controlar e manter automaticamente o rumo e/ou uma trajetria exata. 2.9 Todos os navios com arqueao bruta igual a 50.000 ou mais, alm de atender s exigncias do pargrafo 2.8, devero ter: .1 um indicador de razo da guinada, ou outro meio, para determinar e apresentar a razo da guinada; e 2 um dispositivo para medir a velocidade e a distncia, ou outro meio, para indicar a velocidade e a distncia percorrida no fundo, para vante e transversalmente. 3 Quando forem permitidos outros meios com base nesta regra, estes meios devero ser aprovados pela Administrao de acordo com a Regra 18. 4 Os equipamentos e sistemas de navegao mencionados nesta regra devero ser instalados e mantidos de modo a minimizar a ocorrncia de avarias. 5 Os equipamentos e sistemas de navegao que ofeream modos de funcionamento alternativos devero indicar o modo que est realmente sendo utilizado. 6 Os sistemas integrados do passadio devero ser dispostos de tal modo que uma avaria num subsistema seja levada imediatamente ateno do oficial de servio atravs de alarmes sonoros e visuais, e no provoque avarias em qualquer outro subsistema. No caso de avaria numa parte de um sistema de navegao integrado, dever ser possvel operar separadamente todos os outros equipamentos ou partes do sistema. Regra 19-1 Identificao e acompanhamento de navios a longa distncia

1 Nada do contido nesta regra, nem o disposto nos padres de desempenho e nos requisitos funcionais adotados pela Organizao1 com relao identificao e ao acompanhamento de navios a longa distancia dever prejudicar os direitos, a jurisdio ou as obrigaes dos Estados com base na legislao internacional, em especial, os regimes jurdicos do alto-mar, da zona econmica exclusiva, da zona contgua, dos mares territoriais ou dos estreitos utilizados para a navegao internacional e das rotas martimas que passam por arquiplagos. 2.1 Sujeito ao disposto nos pargrafos 4.1 e 4.2, esta regra dever se aplicar aos seguintes tipos de navios empregados em viagens internacionais: .1 navios de passageiros, inclusive embarcaes de alta velocidade para passageiros; .2 navios de carga, inclusive embarcaes de alta velocidade, com arqueao bruta de 300 ou mais2; e . 3 unidades mveis de perfurao off-shore. 2.2 O termo navio, quando usado nos pargrafos 3 a 11.2, abrange os navios de passageiros e de carga, as embarcaes de alta velocidade e as unidades mveis de perfurao martima que esto sujeitos ao disposto nesta regra. 3 Esta regra estabelece dispositivos para permitir que os Governos Contratantes faam a identificao e o acompanhamento de navios a longa distncia. 54

4.1 Os navios devero ser dotados de um sistema que transmita automaticamente as informaes especificadas no pargrafo 5, da seguinte maneira: . 1 navios construdos em 31 de Dezembro de 2008 ou depois; .2 navios construdos antes de 31 de Dezembro de 2008 e certificados para operar: .2.1 nas reas martimas A1 e A2, como definidas na Regra IV/2.1.12 e IV/2.1.13; ou 1 Resol. MSC.210(81). 2 A arqueao bruta a ser utilizada para determinar se um navio de carga ou uma embarcao de alta velocidade precisa cumpriro disposto nesta regra dever ser aquela determinada com base no disposto na Conveno Internacional de Medio da Tonelagem de Navios, 1969, independentemente da data em que o navio ou a embarcao de alta velocidade tiver sido, ou estiver sendo, construdo. .2.2 nas reas martimas A1, A2 e A3, como definidas nas Regras IV/2.1.12, IV/2.1.13 e IV/2.1.14; no depois da primeira vistoria da instalao rdio realizada depois de 31 de Dezembro de 2008; .3 navios construdos antes de 31 de Dezembro de 2008 e certificados para operar nas reas martimas A1, A2, A3 e A4, como definidas nas Regras IV/2.1.12, IV/2.1.13, IV/2.1.14 e IV/2.1.15, no depois da primeira vistoria da instalao rdio realizada depois de 1 de Julho de 2009. No entanto, estes navios devero atender ao disposto no subpargrafo .2 acima enquanto estiverem operando nas reas martimas A1, A2 e A3. 4.2 Independentemente da data da sua construo, no dever ser exigido dos navios, dotados de um sistema automtico de identificao (AIS), como definido na Regra 19.2.4, e operando exclusivamente no interior da rea martima A1, como definida na Regra IV/2.1.12, que cumpram o disposto nesta regra. 5 Sujeito ao disposto no pargrafo 4.1, os navios devero transmitir automaticamente as seguintes informaes sobre a identificao e o acompanhamento a longa distncia: . 1 a identidade do navio; .2 a posio do navio (latitude e longitude); e . 3 a data e a hora da posio fornecida. 6 Os sistemas e equipamentos utilizados para atender s exigncias desta regra devero estar de acordo com padres de desempenho e com requisitos funcionais no inferiores aos adotados pela Organizao.1 Qualquer equipamento de bordo dever ser de um tipo aprovado pela Administrao. 7 Os sistemas e equipamentos utilizados para atender s exigncias desta regra devero poder ser desligados a bordo ou cessar a disseminao das informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia:

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.1 quando os acordos, as regras ou as normas internacionais dispuserem sobre a proteo das informaes relativas navegao; ou .2 em circunstncias excepcionais, e pelo menor tempo possvel, quando for considerado pelo comandante que o seu funcionamento est comprometendo a segurana do navio. Neste caso, o comandante dever informar Administrao, sem uma demora indevida, e fazer um lanamento no registro das atividades da navegao e dos incidentes, mantido de acordo com a Regra 28, informando as razes para a deciso e indicando o perodo no qual o sistema ou o equipamento ficou desligado. 8.1 Sujeito ao disposto nos pargrafos 8.2 a 11.2, os Governos Contratantes devero poder receber informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia sobre os 1 Resol. MSC.210(81). navios, para fins de segurana e para outras finalidades, como acordado pela Organizao, da seguinte maneira: . 1 a Administrao dever ter o direito de receber estas informaes sobre os navios autorizados a arvorar a sua bandeira, independentemente de onde possam estar esses navios; .2 um Governo Contratante dever ter o direito de receber estas informaes sobre os navios que tenham revelado a sua inteno de entrar numa instalao porturia, como definida na Regra XI-2/1.1.9, ou num local sob a jurisdio daquele Governo Contratante, independentemente de onde aquele navio possa estar, desde que no esteja em guas de um outro Governo Contratante entre as linhas de base, estabelecidas de acordo com a legislao internacional, e a terra; e .3 um Governo Contratante dever ter o direito de receber estas informaes sobre navios autorizados a arvorar a bandeira de outros Governos Contratantes e que no pretendem entrar numa instalao porturia nem num local sob a jurisdio daquele Governo Contratante, e que estejam navegando a uma distncia no superior a 1.000 milhas nuticas da sua costa, desde que aqueles navios no estejam dentro das guas de um outro Governo Contratante entre as linhas de base, estabelecidas de acordo com a legislao internacional, e a terra; e o subpargrafo .3, estas informaes sobre um navio que esteja no mar territorial do Governo Contratante cuja bandeira o navio estiver autorizado a arvorar. 8.2 Os Governos Contratantes devero especificar e informar Organizao os detalhes pertinentes, levando em considerao os padres de desempenho e os requisitos funcionais adotados pela Organizao,1 para permitir que as informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia sejam tornadas disponveis de acordo com o disposto no pargrafo 8.1. O Governo Contratante envolvido pode, a qualquer momento da em diante, alterar ou retirar estas informaes. Ao receber estas informaes, juntamente com os detalhes relativos a elas, a Organizao dever informar a todos os Governos Contratantes. 9.1 Apesar do disposto no pargrafo 8.1.3, a Administrao dever ter o direito, para atender segurana ou a outros interesses, de decidir, a qualquer momento, que informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia de navios autorizados a arvorar a sua bandeira no devero ser fornecidas aos Governos Contratantes de acordo com o disposto no pargrafo 8.1.3. A Administrao envolvida pode, a qualquer momento da em diante, alterar, suspender ou anular estas decises.

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9.2 A Administrao envolvida dever comunicar estas decises Organizao de acordo com o pargrafo 9.1. Ao receber esta comunicao, a Organizao dever informar a todos os Governos Contratantes, juntamente com os detalhes relativos quelas decises. 9.3 Os direitos e as obrigaes, de acordo com a legislao internacional, dos navios cuja Administrao tiver invocado o disposto no pargrafo 9.1 no devero ser prejudicados em decorrncia destas decises. 1 Resol. MSC.210(81). 10 Os Governos Contratantes devero sempre: .1 reconhecer a importncia das informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia; .2 reconhecer e respeitar o sigilo comercial e a sensibilidade de qualquer informao relativa identificao e ao acompanhamento a longa distncia que possam receber; .3 proteger as informaes que possam receber contra acessos ou divulgaes no autorizados; e .4 utilizar as informaes que possam receber de uma maneira compatvel com a legislao internacional. 11.1 Os Governos Contratantes devero arcar com todos os custos relacionados com qualquer informao relativa identificao e ao acompanhamento a longa distncia que possam solicitar e receber. Apesar do disposto no pargrafo 11.2, os Governos Contratantes no devero impor quaisquer nus aos navios em relao s informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia que possam procurar obter. 11.2 A menos que a legislao da Administrao disponha em contrrio, os navios autorizados a arvorar a sua bandeira no devero arcar com qualquer nus para transmitir informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia em cumprimento ao disposto nesta regra. 12 Apesar do disposto no pargrafo 8.1, os servios de busca e salvamento dos Governos Contratantes devero ter o direito de receber, livre de qualquer nus, informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia relativas busca e ao salvamento de pessoas em perigo no mar. 13 Os Governos Contratantes podem informar Organizao qualquer caso em que eles considerem que o disposto nesta regra, ou em quaisquer outras exigncias relacionadas com ela e estabelecidas pela Organizao, no tenham sido, ou no estejam sendo cumpridas. 14 O Comit de Segurana Martima dever estabelecer os critrios, os procedimentos e as medidas para o estabelecimento, o exame e a verificao do fornecimento de informaes relativas identificao e ao acompanhamento a longa distncia aos Governos Contratantes, de acordo com o disposto nesta regra. Regra 20 Registradores de dados de viagem

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1 Para auxiliar a investigao de acidentes, os navios, quando empregados em viagens internacionais e sujeitos ao disposto na Regra 1.4, devero ser dotados de um registrador dedados de viagem (VDR), da seguinte maneira: .1 todos os navios de passageiros construdos em 1o de Julho de 2002, ou depois; . 2 todos os navios ro-ro de passageiros construdos antes de 1o de Julho de 2002, no mximo at a primeira vistoria realizada em 1o de Julho de 2002, ou depois; .3 outros navios de passageiros que no os navios ro-ro de passageiros, construdos antes de 1o de Julho de 2002, no mximo at 1o de Janeiro de 2004; e .4 outros navios que no os navios de passageiros, com arqueao bruta igual a 3.000 ou mais, construdos em 1o de Julho de 2002, ou depois. para auxiliar a investigao de acidentes, os navios de carga, quando empregados em viagens internacionais, devero ser dotados de um VDR, que poder ser um registrador de dados de viagem simplificado (S-VDR), da seguinte maneira: .1 no caso de navios de carga de 20.000 de arqueao bruta ou mais, construdos antes de 1o de Julho de 2002, na primeira docagem programada realizada depois de 1o de Julho de 2006, mas no depois de 1o de Julho de 2009; .2 no caso de navios de carga de 3.000 de arqueao bruta ou mais, mas com menos de 20.000 de arqueao bruta, construdos antes de 1o de Julho de 2002, na primeira docagem programada realizada depois de 1o de Julho de 2007, mas no depois de 1 de Julho de 2010; e .3 a Administrao poder dispensar navios de carga da aplicao das exigncias dos subpargrafos .1 e .2, quando estes navios forem ser retirados permanentemente de servio dentro de dois anos aps a data de implementao especificada nos subpargrafos .1 e .2 [Link] Administraes podero dispensar os navios, que no navios ro-ro de passageiros, construdos antes de 1o de Julho de 2002 de serem dotados de um VDR, quando ficar demonstrado que no razovel, nem praticvel, estabelecer a interface de um VDR com os equipamentos existentes no navio. Regra 21 Cdigo Internacional de Sinais e Manual IAMSAR

1 Todos os navios que, de acordo com a presente Conveno, forem obrigados a ter a bordo uma instalao rdio, devero ter a bordo o Cdigo Internacional de Sinais, como possa vir a ser emendado pela Organizao. O Cdigo dever ser levado a bordo de qualquer outro navio que, na opinio da Administrao, tenha necessidade de [Link] os navios devem ser dotados de uma cpia atualizada do volume III do Manual Internacional Martimo e Aeronutico de Busca e Salvamento (IAMSAR). Regra 22 Visibilidade do passadio

1 Os navios com um comprimento no inferior a 55 m, como definido na Regra 2.4, construdos em 1 de Julho de 1998, ou depois, devero atender s seguintes exigncias: .1 A viso da superfcie do mar de um observador localizado na posio do oficial de servio no dever ser obstruda at uma distncia equivalente a duas vezes o

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comprimento do navio, ou 500 m, o que for menor, adiante da proa, at 10 para cada bordo, em todas as condies de calado, de trim e de cargas no convs; 2 Nenhum setor cego causado pela carga, pelos equipamentos de manuseio da carga ou por quaisquer outras obstrues existentes fora do passadio por ante a vante do travs, que obstruam a viso da superfcie do mar de um observador localizado na posio do oficial de servio, dever ser maior do que 10. O arco total dos setores cegos no dever ser maior que 20. Os setores livres existentes entre os setores cegos devero ser de pelo menos 5. No entanto, na viso descrita em .1, cada setor cego no dever ser maior do que 5; .3 O campo de viso horizontal de um observador localizado na posio do oficial de servio dever se estender ao longo de um arco no inferior a 225, isto , de um ponto localizado exatamente na proa do navio at no menos que 22.5 para r do travs, em cada bordo do navio; . 4 De cada asa do passadio, o campo de viso horizontal dever se estender ao longo de um arco de pelo menos 225, isto , de pelo menos 45 da bochecha oposta at exatamente a proa e, em seguida, exatamente da proa at a popa, num arco de 180 no mesmo bordo do navio; .5 Do local do governo principal do navio, o campo de viso horizontal dever se estender ao longo de um arco que vai exatamente da proa at 60 para cada bordo do navio; .6 O costado do navio dever ser visvel da asa do passadio; .7 A altura da aresta inferior das janelas de vante do passadio acima do piso do passadio dever ser mantida a mais baixa possvel. Em hiptese alguma a aresta inferior poder apresentar uma obstruo viso para vante, como descrita nesta regra; .8 A aresta superior das janelas de vante do passadio devero proporcionar uma viso do horizonte para vante, para uma pessoa com uma altura do olho de 1.800 mm acima do piso do passadio no local do oficial de servio, quando o navio estiver arfando em condies de mar agitado. A Administrao, se estiver convencida de que uma altura do olho de 1.800 mm no razovel nem praticvel, poder permitir uma reduo desta altura do olho, mas no para menos de 1.600 mm; 9 As janelas devero atender s seguintes exigncias: .9.1 Para ajudar a evitar reflexos, as janelas de vante do passadio devero ser inclinadas em relao ao plano vertical, com a parte superior para fora, num ngulo no inferior a 10 e no superior a 25. 9.2 A estrutura existente entre as janelas do passadio dever ser mantida a mnima possvel, e no dever ser instalada imediatamente na frente de qualquer posto de servio. .9.3 No devero ser instaladas janelas polarizadas ou coloridas. .9.4 Dever haver uma viso desimpedida atravs de pelo menos duas das janelas de vante do passadio e, dependendo da configurao do passadio, dever haver uma quantidade adicional de janelas que tenham o tempo todo uma viso desimpedida, independentemente das condies do tempo. Os navios construdos 59

antes de 1o de Julho de 1998 devero, quando praticvel, atender s exigncias dos pargrafos 1.1 e 1.2. No entanto, no precisam ser exigidas alteraes estruturais nem equipamentos adicionais. Nos navios de projeto no convencional que, na opinio da Administrao, no puderem cumprir esta regra, devero ser tomadas medidas para que seja obtido um nvel de visibilidade que seja o mais prximo possvel do estabelecido nesta regra. Regra 23 1 Aplicao 1.1 Os navios empregados em viagens durante as quais provavelmente sero utilizados prticos devero ser dotados de dispositivos para a transferncia do prtico. 1.2 Os equipamentos e os dispositivos utilizados para a transferncia do prtico que tenham sido instalados em 1o de Janeiro de 1994, ou depois, devero atender s exigncias desta regra, devendo ser dada a devida ateno s normas adotadas pela Organizao. 1.3 Os equipamentos e os dispositivos utilizados para a transferncia do prtico que tenham sido instalados nos navios antes de 1o de Janeiro de 1994 devero atender, pelo menos, s exigncias da Regra 17 da Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974, que estavam em vigor antes daquela data, e dever ser dada a devida ateno s normas adotadas pela Organizao antes daquela data. 1.4 Os equipamentos e dispositivos que forem substitudos depois de 1o de Janeiro de 1994 devero atender, na medida do razovel e do praticvel, s exigncias desta regra. 2 Generalidades 2.1 Todos os dispositivos utilizados para a transferncia do prtico devero atender de maneira eficiente sua finalidade de permitir que os prticos embarquem e desembarquem com segurana. Os equipamentos devero ser mantidos limpos, adequadamente mantidos e acondicionados e devero ser inspecionados regularmente para assegurar que estejam em condies de serem utilizados com segurana. Eles s devero ser utilizados para o embarque e o desembarque de pessoas. 2.2 O guarnecimento dos dispositivos para a transferncia do prtico e o embarque de um prtico devero ser supervisionados por um oficial responsvel que disponha de meios de comunicao com o passadio e que providencie, tambm, o acompanhamento do prtico por um caminho seguro para o passadio, e proveniente do passadio. O pessoal envolvido no guarnecimento e na operao de qualquer equipamento mecnico dever ser instrudo sobre os procedimentos de segurana a serem adotados, e os equipamentos devero ser testados antes de serem utilizados. 3 Medidas para a transferncia 3.1 Devero ser tomadas medidas para permitir que o prtico embarque e desembarque com,segurana por qualquer bordo do navio. 3.2 Nos navios em que a distncia do nvel do mar at o ponto de acesso ao navio, ou de sada do navio, for maior do que 9 m, e quando se pretender embarcar e 60 Dispositivos para a transferncia do prtico

desembarcar prticos por meio da escada de portal, ou de elevadores mecnicos para o prtico, ou de outro meio igualmente seguro e conveniente, juntamente com uma escada de prtico, o navio dever dispor destes equipamentos em ambos os bordos, a menos que os equipamentos possam ser transferidos para serem utilizados em qualquer bordo. 3.3 Dever haver um acesso ao navio, e uma sada do navio, que sejam seguros e convenientes seja por meio de: .1 uma escada de prtico que exija uma subida no inferior a 1,5 m e no superior a 9 m acima da superfcie da gua, instalada e fixada de modo que: .1.1 esteja afastada de quaisquer possveis descargas provenientes do navio: .1.2 esteja dentro do comprimento do navio, medido paralelamente ao longo do plano das balizas e, na medida do praticvel, dentro da metade do navio que contm a meia nau; . 1.3 cada degrau se apoie firmemente no costado do navio; quando certos detalhes de construo, como faixas antiderrapantes, impedirem o cumprimento deste dispositivo, devero ser tomadas medidas especiais, aprovadas pela Administrao, para assegurar que as pessoas possam embarcar e desembarcar com segurana; .1.4 o comprimento da escada de prtico possa chegar at a gua, desde o ponto de acesso ou de sada do navio, dando-se uma margem de segurana devida para todas as condies de carregamento e de trim do navio, e para uma inclinao adversa de 15. O ponto de apoio para a fixao da escada, as manilhas e os cabos de fixao devero ser pelo menos to resistentes quanto os cabos laterais; .2 uma escada de portal, juntamente com uma escada de prtico, ou outro meio igualmente seguro e conveniente, sempre que a distncia da superfcie da gua at o ponto de acesso ao navio for maior que 9 m. A escada de portal dever ser colocada voltada para r. Quando estiver sendo utilizada, a extremidade inferior da escada de portal dever se apoiar firmemente no costado do navio, dentro do comprimento do navio, medido paralelamente ao longo do plano das balizas e, na medida do praticvel, dentro da metade do comprimento do navio que contm a meia nau e afastada de todas as descargas; ou . 3 um elevador mecnico para o prtico, localizado de modo que esteja, na medida do praticvel, dentro do comprimento do navio, medido paralelamente ao longo do plano das balizas e, na medida do praticvel, dentro da metade do comprimento do navio que contm a meia nau e afastada de todas as descargas. 4 Acesso ao convs do navio Dever haver meios para assegurar uma passagem segura, conveniente e desobstruda, para qualquer pessoa que embarque ou desembarque do navio, entre o topo da escada de prtico, ou de qualquer escada de portal ou de qualquer outro equipamento, e o convs do navio. Quando esta passagem for feita atravs de: .1 uma passagem existente na balaustrada ou na borda falsa, dever haver apoios adequados para as mos;

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.2 uma escada colocada na borda falsa, dois balastres rigidamente fixados estrutura do navio, na base, ou perto dela, nos pontos mais elevados. Essa escada na borda falsa dever estar firmemente fixada ao navio para evitar que vire. Portas no costado do navio As portas existentes no costado do navio e utilizadas para a transferncia do prtico no devero abrir para fora. 6 Elevadores mecnicos para o prtico 6.1 O elevador mecnico para o prtico e os seus equipamentos auxiliares devero ser de um tipo aprovado pela Administrao. O elevador para o prtico dever ser projetado para funcionar como uma escada mvel para elevar e baixar uma pessoa no costado do navio, ou como uma plataforma para elevar e baixar uma ou mais pessoas no costado do navio. Dever ter uma construo e um projeto que assegurem que o prtico possa ser embarcado e desembarcado de uma maneira segura, assegurando inclusive um acesso seguro do elevador ao convs e viceversa. Este acesso dever ser obtido diretamente atravs de uma plataforma protegida por corrimos. 6.2 Dever haver um mecanismo manual eficiente para arriar ou resgatar a pessoa ou as pessoas transportadas, e ser mantido pronto para ser utilizado em caso de falta de energia. 6.3 O elevador dever ser firmemente fixado estrutura do navio. A fixao no dever ser feita unicamente por meio da balaustrada do navio. Dever haver em cada bordo do navio pontos de fixao adequados e resistentes para elevadores do tipo porttil. 6.4 Se houver um verdugo no caminho da posio do elevador, este verdugo dever ser desbastado suficientemente para permitir que o elevador funcione junto ao costado do navio. 6.5 Dever ser guarnecida uma escada de prtico ao lado do elevador, e dever estar disponvel para utilizao imediata, de modo que em qualquer ponto do trajeto do elevador seja possvel o acesso a ela proveniente do elevador. A escada de prtico dever ser capaz de atingir o nvel do mar a partir do seu ponto de acesso ao navio. 6.6 Dever ser indicada a posio no costado do navio em que o elevador ser arriado. 6.7 Dever haver um local adequado e protegido para o acondicionamento do elevador porttil. Em climas muito frios, para evitar o perigo da formao de gelo, o elevador porttil no dever ser guarnecido at que a sua utilizao seja iminente. 7- Equipamentos associados 7.1 Os seguintes equipamentos associados devero ser mantidos mo e prontos para utilizao imediata quando pessoas estiverem sendo transferidas: . 1 dois cabos de segurana com um dimetro no inferior a 28 mm, adequadamente fixados ao navio, se forem solicitados pelo prtico; .2 uma bia salva-vidas dotada de uma luz de acendimento automtico;

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.3 uma retinida. 7.2 Quando for exigido pelo pargrafo 4, dever haver balastres e escadas na borda falsa. 8 Iluminao Dever haver uma iluminao adequada para iluminar os dispositivos de transferncia instalados no costado, o local no convs em que uma pessoa embarca ou desembarca e os controles do elevador mecnico para o prtico. Regra 24 Utilizao dos sistemas de controle do rumo e/ou da trajetria

1 Em reas de alta densidade de trfego, em condies de visibilidade restrita e em todas as outras situaes de perigo navegao, quando estiverem sendo utilizados sistemas de controle do rumo e/ou da trajetria, dever ser possvel estabelecer imediatamente o controle manual do governo do navio. 2 Nas situaes acima, o oficial de servio no passadio dever ter sua disposio, sem demora, os servios de um timoneiro qualificado, que dever estar o tempo todo pronto para assumir o controle do governo do navio. 3 A transferncia do governo automtico para o manual, e vice-versa, dever ser feita pelo oficial responsvel, ou sob a sua superviso. 4 O governo manual dever ser testado aps uma utilizao prolongada dos sistemas de controle do rumo e/ou da trajetria, e antes de entrar em reas em que a navegao exija uma ateno especial. Regra 25 Operao da mquina do leme

Nas reas em que a navegao exigir uma ateno especial, os navios devero ter em funcionamento mais de uma unidade de alimentao da mquina do leme, quando estas unidades puderem funcionar simultaneamente. Regra 26 Mquina do leme: testes e exerccios

1 At 12 horas antes de suspender, a mquina do leme do navio dever ser verificada e testada pela tripulao do navio. O procedimento de teste dever incluir, quando for aplicvel, o funcionamento dos seguintes itens .1 a mquina do leme principal; .2 a mquina do leme auxiliar; .3 os sistemas de controle remoto da mquina do leme; .4 os locais de governo existentes no passadio; . 5 o suprimento de energia de emergncia; .6 os indicadores do ngulo do leme em relao verdadeira posio do leme; .7 os alarmes de falta de energia no sistema de controle remoto da mquina do leme;

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.8 os alarmes de avaria na unidade de fora da mquina do leme; e . 9 dispositivos automticos de isolamento e outros equipamentos automticos. As verificaes e testes devero incluir: . 1 o movimento completo do leme, de acordo com as possibilidades exigidas da mquina do leme; .2 uma inspeo visual da mquina do leme e das suas ligaes e articulaes; e .3 o funcionamento dos meios de comunicao entre o passadio e o compartimento da mquina do leme. 3.1 Devero estar afixadas permanentemente no passadio e no compartimento da mquina do leme instrues de funcionamento simples, com um diagrama de bloco, mostrando os procedimentos de transferncia para os sistemas de controle remoto e as unidades de fora da mquina do leme. 3.2 Todos os oficiais do navio envolvidos na operao e/ou na manuteno da mquina do leme devero conhecer bem a operao dos sistemas de governo existentes no navio e os procedimentos para passar de um sistema para outro. 4 Alm das verificaes e dos testes de rotina estabelecidos nos pargrafos 1 e 2, devero ser realizados exerccios de governo em emergncia, pelo menos uma vez a cada trs meses, para praticar os procedimentos de governo em emergncia. Estes exerccios devero incluir o controle direto no compartimento da mquina do leme, os procedimentos de comunicao com o passadio e, quando for aplicvel, o funcionamento de suprimentos alternativos de energia. 5 A Administrao poder dispensar a exigncia de realizar as verificaes e os testes estabelecidos nos pargrafos 1 e 2 para os navios empregados regularmente em viagens de curta durao. Estes navios devero realizar estas verificaes e testes pelo menos uma vez por semana. 6 A data em que forem realizadas as verificaes e os testes estabelecidos nos pargrafos 1 e 2 e a data e os detalhes relativos aos exerccios de governo em emergncia realizados de acordo com o pargrafo 4 devero ser registrados. Regra 27 Cartas e publicaes nuticas

As cartas e publicaes nuticas, como roteiro, lista de faris, avisos aos navegantes, tbuas de mars e todas as outras publicaes nuticas necessrias para a viagem pretendida, devero ser adequadas e estar atualizadas. Regra 28 Registro das atividades de navegao e envio dirio de informaes

1 Todos os navios empregados em viagens internacionais devero manter a bordo um registro das atividades e incidentes relacionados com a navegao que forem de importncia para a segurana da navegao, e que devem conter detalhes suficientes para restabelecer um registro completo da viagem, levando em conta as recomendaes adotadas pela Organizao. Quando estas informaes no forem mantidas no livro de quarto do navio, devero ser mantidas de uma outra forma aprovada pela Administrao. 64

2 Todo navio de arqueao bruta igual a 500 ou mais, empregado em viagens internacionais com durao superior a 48 horas, dever enviar um relatrio dirio sua companhia, como definida na Regra IX/1, que dever mant-lo, bem como os relatrios dirios posteriores, durante toda a durao da viagem. Os relatrios dirios podero ser transmitidos atravs de qualquer meio, desde que sejam transmitidos companhia logo que possvel aps a determinao da posio mencionada no relatrio. Podero ser utilizados sistemas automatizados de envio de informaes, desde que contenham um recurso para gravao da sua transmisso e que estes recursos e as suas interfaces com os equipamentos de determinao da posio sejam submetidos a uma verificao regular, realizada pelo Comandante do navio. O relatrio dever conter o seguinte: . 1 posio do navio; . 2 rumo e velocidade do navio; e . 3 detalhes relativos a quaisquer condies externas ou internas que estejam afetando a viagem do navio, ou a operao normal e segura do navio. Regra 29 Sinais de salvamento a serem utilizados por navios, aeronaves ou pessoas em perigo Dever haver uma tabela ilustrada, prontamente disponvel para o oficial de servio de todo navio ao qual se aplica este captulo, descrevendo os sinais de salvamento. Os sinais devero ser utilizados por navios ou pessoas em perigo ao se comunicarem com as estaes de salvamento, unidades de salvamento martimo e aeronaves empenhadas em operaes de busca e as Regra 30 Limitaes operacionais

1 Esta regra se aplica a todos os navios de passageiros aos quais se aplica o Captulo I. 2 Antes do navio ser posto em atividade, dever ser elaborada uma lista de todas as limitaes relativas operao de um navio de passageiros, contendo dispensas de quaisquer destas regras, restries em determinadas reas de operaes, restries relativas s condies do tempo, restries relativas ao estado do mar, restries relativas aos carregamentos, trim e velocidade permitidos, e quaisquer outras limitaes, sejam elas impostas pela Administrao ou estabelecidas durante os estgios de projeto ou de construo. A lista, juntamente com quaisquer esclarecimentos necessrios, dever estar documentada de uma forma que seja aceitvel para a Administrao, e dever ser mantida a bordo num local facilmente acessvel ao comandante. A lista dever ser mantida atualizada. Se o idioma utilizado no for o ingls ou o francs, a lista dever ser fornecida num destes dois idiomas. Regra 31 Mensagens de perigo

1 O comandante de todo navio que encontrar gelos perigosos, um derrelito perigoso ou qualquer outro perigo direto navegao, ou uma tempestade tropical, ou encontrar temperaturas do ar abaixo do ponto de congelamento associadas a ventos com intensidade muito forte, causando uma severa formao de gelo nas superestruturas, ou ventos com fora 10 ou mais na escala Beaufort, sobre os quais no tenha sido recebido qualquer aviso, obrigado a transmitir esta informao atravs de todos os meios de que dispuser aos navios que estiverem nas 65

proximidades e, tambm, s autoridades competentes. A forma pela qual a informao enviada no obrigatria. Ela pode ser transmitida em linguagem clara (de preferncia em ingls) ou atravs do Cdigo Internacional de Sinais. Todo Governo Contratante tomar todas as medidas necessrias para assegurar que, quando for recebida qualquer informao sobre qualquer dos perigos especificados no pargrafo 1, esta informao seja prontamente levada ao conhecimento das pessoas interessadas e transmitida a outros Governos interessados. 3 A transmisso das mensagens relativas aos perigos especificados isenta de custos para os navios envolvidos. 4 Todas as mensagens rdio transmitidas de acordo com o pargrafo 1 devero ser antecedidas do sinal de segurana, utilizando o procedimento estabelecido no Regulamento Rdio, como definido na Regra IV/2. Regra 32 Informaes exigidas nas mensagens de perigo

So requeridas as seguintes informaes nas mensagens de perigo: 1 Gelo, derrelitos e outros perigos diretos navegao: .1 O tipo de gelo, de derrelito ou de perigo observado. .2 A posio do gelo, do derrelito ou do perigo quando foi observado pela ltima vez. . 3 A hora e a data (Hora Universal Coordenada) em que o perigo foi observado pela ltima vez. 2 Ciclones tropicais (tempestades) : .1 Uma declarao de que foi encontrado um ciclone tropical. Esta obrigao deve ser interpretada de uma maneira ampla, e a informao deve ser transmitida sempre que o comandante tiver bons motivos para acreditar que esteja se formando ou que exista um ciclone tropical nas proximidades. .2 A hora, a data (Hora Universal Coordenada) e a posio do navio quando foi feita a observao. .3 A maior quantidade possvel das seguintes informaes dever estar contida na mensagem: presso baromtrica, de preferncia corrigida (informando se est expressa e milibares, em milmetros ou em polegadas, e se foi ou no corrigida); tendncia baromtrica (a alterao da presso baromtrica durante as ltimas trs horas); a direo do vento verdadeiro; a intensidade do vento (escala Beaufort); - o estado do mar (calmo, moderado, grosso, alto); - vagas (pequena, moderada e grande amplitude) e a direo verdadeira de onde elas vm. O perodo ou o comprimento das vagas (curtas, mdias, longas) tambm seria de valor; e o rumo verdadeiro e a velocidade do navio. Observaes posteriores

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3 Quando um comandante tiver informado a existncia de um ciclone tropical ou de outra tempestade perigosa, desejvel, mas no obrigatrio, que sejam feitas outras observaes e transmitidas de hora em hora, se possvel, mas de qualquer modo a intervalos no superiores a 3 horas, enquanto o navio continuar sob os efeitos da tempestade. 4 Ventos de fora 10 ou mais na escala Beaufort, para os quais no tenha sido recebido qualquer aviso de tempestade. Isto destina-se a lidar com outras tempestades que no os ciclones tropicais mencionados no pargrafo 2. Quando for encontrada uma tempestade destas, a mensagem deve conter informaes semelhantes s relacionadas no pargrafo, mas excluindo os detalhes relativos ao estado do mar e s vagas. 5 Temperaturas do ar abaixo do ponto de congelamento associadas a ventos com intensidade de vendaval, causando uma grave formao de gelo nas superestruturas: . 1 Hora e data (Hora Universal Coordenada). .2 Temperatura do ar. .3 Temperatura da gua do mar (se possvel). .4 Direo e intensidade do vento. Exemplos Gelo TTT GELO. GRANDE ICEBERG AVISTADO EM 4506 N, 4410 W, S 0800 UTC, 15 DE MAIO. Derrelitos TTT DERELITO. OBSERVADO DERELITO QUASE SUBMERSO EM 4006 N, 1243 W, S 1630 UTC, 21 DE ABRIL. Perigo navegao TTT NAVEGAO. BARCA FAROL ALFA FORA DE POSIO. 1800 TUC. 3 DE JANEIRO Ciclone tropical TTT TEMPESTADE. 0030 UTC. 18 DE AGOSTO. 2004 N, 11354 E. BARMETRO CORRIGIDO 994 MILIBARES, TENDNCIA DE BAIXA 6 MILIBARES. VENTO DE NW, FORA 9, RAJADAS INTENSAS, GRANDES VAGAS EM DIREO A LESTE. RUMO 067, 5 NS. TTT TEMPESTADE. APARNCIAS INDICAM APROXIMAO DE FURACO. 1300 UTC. 14 DE SETEMBRO. 2200 N, 7236 W. BARMETRO CORRIGIDO EM 29,64 POLEGADAS. TENDNCIA 0,015 POLEGADAS PARA BAIXO. VENTO DE NE, FORA 8, PANCADAS DE CHUVA FREQENTES. RUMO 035, 9 NS. TTT TEMPESTADE. AS CONDIES INDICAM QUE FORMOU-SE UM INTENSO CICLONE. 0200 UTC. 4 DE MAIO. 1620 N, 9203 E. BARMETRO NO CORRIGIDO 753 MILMETROS, TENDNCIA DE 5 MILMETROS PARA BAIXO. VENTOS DE SW, FORA 5. RUMO 300, 8 NS.

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TTT TEMPESTADE. TUFO A SUDESTE. 0300 UTC. 12 DE JUNHO. 1812 N, 12605 E. BARMETRO CAINDO RAPIDAMENTE. VENTOS AUMENTANDO VINDOS DO N. TTT TEMPESTADE. FORA DO VENTO 11, NENHUM AVISO DE TEMPESTADE RECEBIDO. 0300 UTC. 4 DE MAIO. 4830 N, 30 W. BARMETRO CORRIGIDO 983 MILIBARES. TENDNCIA 4 MILIBARES PARA BAIXO. VENTO SW, FORA 11, MUDANDO DE DIREO. RUMO 260, 6 NS. Formao de gelo TTT SOFRENDO INTENSA FORMAO DE GELO. 1400 UTC. 2 DE MARO. 69 N, 10 W. TEMPERATURA DO AR 18F (-7,8C). TEMPERATURA DA GUA DO MAR 29F (- 1,7C). VENTO DE NE, FORA 8. Regra 33 Situaes de perigo: obrigaes e procedimentos

1 O comandante de um navio no mar que estiver em condies de prestar ajuda ao receber informao de qualquer origem, informando que h pessoas em perigo no mar, obrigado a dirigir-se a toda velocidade em seu socorro, se possvel informando a estas pessoas ou ao servio de busca e salvamento que o navio est fazendo isto. Esta obrigao de prestar socorro deve ser aplicada independentemente da nacionalidade ou da condio social destas pessoas, ou das circunstncias em que elas forem encontradas. Se o navio que receber o aviso de perigo no puder ou, na situao especfica do caso, no considerar razovel nem necessrio dirigir-se para prestar socorro, o comandante deve registrar no livro de quarto os motivos para deixar de prestar socorro s pessoas em perigo, levando em conta a recomendao da Organizao, para informar devidamente ao servio de busca e salvamento adequado. 1.1 Os Governos Contratantes devero coordenar e cooperar para assegurar que os comandantes de navios que estiverem prestando socorro atravs do embarque de pessoas em perigo no mar sejam dispensados das suas obrigaes de modo que a viagem programada para o navio sofra um desvio mnimo, desde que a liberao do comandante do navio com base nesta regra no comprometa ainda mais a salvaguarda da vida humana no mar. O Governo Contratante responsvel pela regio de busca e salvamento em que estiver sendo prestado socorro dever ser o principal responsvel por assegurar que esta coordenao e esta cooperao ocorram, de modo que os sobreviventes socorridos sejam desembarcados do navio que prestou o socorro e levados para um local de segurana, levando em considerao as circunstncias especficas do caso e as Contratantes pertinentes devero providenciar para que este desembarque seja realizado o mais cedo possvel, dentro do que for razovel. 2 O comandante de um navio em perigo, ou o servio de busca e salvamento envolvido, aps consultar na medida do possvel os comandantes dos navios que responderam ao aviso de perigo, tem o direito de requisitar um ou mais destes navios que o comandante do navio em perigo, ou o servio de busca e salvamento considerar que so os mais capazes para prestar socorro, e ser dever do comandante ou dos comandantes do navio ou dos navios requisitados atenderem requisio, continuando a demandar a toda velocidade para prestar socorro s pessoas em perigo. 3 Os comandantes dos navios devero ser liberados da obrigao imposta pelo pargrafo 1 ao tomarem conhecimento de que os seus navios no foram requisitados e que um ou mais navios foram e esto atendendo requisio. Esta deciso dever ser comunicada, se possvel, aos outros navios equisitados e ao servio de busca e salvamento.

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4 O comandante do navio dever ser liberado da obrigao imposta pelo pargrafo 1 e, se o seu navio tiver sido requisitado, da obrigao imposta pelo pargrafo 2, ao ser informado pelas pessoas em perigo, ou pelo servio de busca e salvamento, ou pelo comandante de um outro navio que tiver chegado at aquelas pessoas, de que o socorro no mais necessrio. 5 As disposies desta regra no prejudicam a Conveno para a Unificao de Determinadas Regras da Legislao Relativa ao Socorro e ao Salvamento no Mar, assinada em Bruxelas em 23 de Setembro de 1910, especialmente a obrigao de prestar socorro imposta pelo artigo 11 daquela Conveno. 6 Os comandantes de navios que tiverem embarcado pessoas que encontravam-se em perigo no mar devero trat-las com humanidade, dentro das possibilidades e das limitaes do navio. Regra 34 Navegao segura e medidas para evitar situaes perigosas

1 Antes de ir para o mar, o comandante dever se assegurar de que a viagem foi planejada utilizando as cartas e publicaes nuticas adequadas para a rea em questo, levando em conta as diretrizes e as recomendaes elaboradas pela Organizao. 2 O plano da viagem dever estabelecer uma derrota que: .1 leve em conta quaisquer sistemas de estabelecimento de rotas para navios que sejam pertinentes; 2 assegure que haja espao suficiente para a passagem do navio com segurana durante toda a viagem; .3 preveja todos os perigos navegao conhecidos e as condies de tempo adversas; e .4 leve em considerao as medidas de proteo ao meio ambiente marinho que sejam aplicveis, e evite, na medida do possvel, aes e atividades que possam causar danos ao meio ambiente. Regra 34-1 Critrio do comandante O armador, o afretador, a companhia que estiver operando o navio, como definidos na Regra IX/1, ou qualquer outra pessoa, no dever impedir nem apresentar restries para que o comandante do navio tome ou execute qualquer deciso que, na avaliao profissional do comandante, seja necessria para a salvaguarda da vida humana no mar e para a proteo do meio ambiente marinho. Regra 35 Utilizao indevida dos sinais de perigo proibida a utilizao de um sinal internacional de perigo, exceto com a finalidade de indicar que uma pessoa ou pessoas esto em perigo, e a utilizao de qualquer sinal que possa ser confundido com um sinal internacional de perigo. 69

APNDICE AO CAPTULO V REGRAS PARA A ADMINISTRAO, A OPERAO E O FINANCIAMENTO DA PATRULHA DO GELO DO ATLNTICO NORTE 1 Nestas Regras: 1 Estao dos gelos significa o perodo anual entre 15 de Fevereiro e 1o de Julho. .2 Regio de icebergs vigiada pela patrulha do gelo significa os limites sudeste, sul e sudoeste da regio de icebergs existente nas proximidades dos Grandes Bancos da Terra Nova. .3 Rotas que passam atravs das regies de icebergs vigiada pela Patrulha do Gelo significa: . 3.1 rotas entre os portos da costa do Atlntico do Canad (inclusive os portos internos aos quais o acesso obtido vindo do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Canso e dos Estreitos Cabot) e os portos da Europa, sia ou frica com acesso proveniente do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Gibraltar ou ao norte daquele estreito, (exceto as rotas que passam ao sul dos limites extremos da regio de gelos de todos os tipos. .3.2 rotas que passam pelo Cabo Race, na Terra Nova, entre os portos da costa do Atlntico do Canad (inclusive os portos internos aos quais o acesso obtido vindo do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Canso e dos Estreitos Cabot) a leste do Cabo Race, na Terra Nova, e os portos da costa do Atlntico do Canad ao norte do Cabo Race, na Terra Nova. . 3.3 rotas entre os portos dos Estados Unidos na costa do Atlntico e no Golfo (inclusive os portos internos aos quais o acesso obtido vindo do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Canso e dos Estreitos Cabot) e os portos da Europa, sia ou frica com acesso proveniente do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Gibraltar ou ao norte daquele estreito, (exceto as rotas que passam ao sul dos limites extremos da regio de gelos de todos os tipos. . 3.4 rotas que passam pelo Cabo Race, na Terra Nova, entre os portos dos Estados Unidos na costa do Atlntico e do Golfo (inclusive os portos internos aos quais o acesso obtido vindo do Atlntico Norte, passando atravs do Estreito de Canso e dos Estreitos Cabot) e os portos da costa do Atlntico do Canad ao norte do Cabo Race, na Terra Nova. .4 Limites extremos dos gelos de todos os tipos no Atlntico Norte so definidos como uma linha que ligue os seguintes pontos: A - 42 23`.00N, 59 25`.00W 00`.00W J - 39 49`.00N, 41 B - 41 23`.00N, 57 00`.00W 00`. 00W K - 40 39`.00N, 39 C - 40 47`.00N, 55 00`.00W 00`. 00W L - 41 19`.00N, 38 D - 40 07`.00N, 53 00`.00W 27`.00W M - 43 00`.00N, 37 E - 39 18`.00N, 49 39`.00W 29`.00W N - 44 00`.00N, 37 F - 38 00`.00N, 47 35`.00W 55`.00W O - 46 00`.00N, 37 G - 37 41`.00N, 46 40`.00W 28`.00W P - 48 00`.00N, 38 H - 38 00`.00N, 45 33`.00W 07`.00W Q - 50 00`.00N, 39 I - 39 05`.00N, 43 00`.00W 45`.00W R - 51 25`.00N, 39 70

.5 Administrar e operar significa manter, administrar e operar a Patrulha do Gelo, inclusive a disseminao das informaes recebidas daquela patrulha. .6 1-Governo Contribuinte significa um Governo Contratante que se comprometeu a contribuir para arcar com os custos do servio de patrulha do gelo de acordo com estas Regras. 2 Todo Estado Contratante especificamente interessado nestes servios, cujos navios passam pela regio dos icebergs durante a estao dos gelos, compromete-se a contribuir para a administrao e a operao do servio de patrulha do gelo. A contribuio do Governo dos Estados Unidos da Amrica dever se basear na razo existente entre a arqueao bruta mdia anual dos navios daquele Governo contribuinte que passaram pela regio dos icebergs vigiada pela Patrulha do Gelo durante as trs estaes dos gelos anteriores e a arqueao bruta mdia anual reunida de todos os navios que passaram pela regio dos icebergs vigiada pela Patrulha do Gelo durante as trs estaes dos gelos anteriores. 3 Todas as contribuies devero ser calculadas multiplicando-se a razo mencionada no pargrafo 2 pela mdia anual dos custos reais arcados pelos Governos dos Estados Unidos da Amrica e do Canad na administrao e na operao dos servios da patrulha do gelo durante os trs anos anteriores. A razo ser calculada anualmente, e dever ser expressa em termos de uma taxa equivalente a uma soma total por ano. 4 Todo Governo contribuinte tem o direito de alterar ou de interromper a sua contribuio, e os outros Governos interessados podero se comprometer a contribuir para arcar com as despesas. O Governo contribuinte que se valer deste direito continuar a ser responsvel pela sua contribuio atual at o dia 1o de Setembro seguinte data em que tiver avisado a sua inteno de alterar ou interromper a sua contribuio. Para beneficiar-se do mencionado direito, ele deve avisar ao Governo administrador pelo menos seis meses antes do mencionado 1o de Setembro. 5 Todo Governo contribuinte dever informar o seu compromisso assumido de acordo com o pargrafo 2 ao Secretrio-Geral, que dever informar a todos os Governos Contratantes. 6 O Governo dos Estados Unidos da Amrica dever fornecer anualmente a cada Governo contribuinte uma declarao do custo total arcado pelos Governos dos Estados e do Canad naquele ano na administrao e na operao da Patrulha do Gelo, e a quota mdia de participao de cada Governo contribuinte referente aos trs anos anteriores. 7 O Governo administrador dever publicar as contas anuais, inclusive uma declarao dos custos arcados pelos governos que prestaram os servios referentes aos trs anos anteriores e a arqueao bruta total que utilizou os servios nos trs anos anteriores. As contas devero estar publicamente disponveis. At trs meses depois de ter recebido a declarao de custos, os Governos contribuintes podero solicitar informaes mais detalhadas com relao aos custos decorrentes da administrao e da operao da Patrulha do Gelo. 8 Estas Regras devero estar em vigor no incio da estao dos gelos de 2002.

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CAPTULO IX
GERENCIAMENTO PARA A OPERAO SEGURA DE NAVIOS
Regra 1 Definies Para os efeitos deste captulo, a menos que expresso em contrrio: 1 Cdigo Internacional de Gerenciamento de Segurana (ISM) significa o Cdigo Internacional de Gerenciamento para a Operao Segura de Navios e para a Preveno da Poluio, adotado pela Organizao pela Resoluo A.741(18), como possa vir a ser emendado pela Organizao, desde que tais emendas sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com o disposto no Artigo VIII da presente Conveno, relativo ao procedimento para emendas aplicvel a outro anexo, que no o Captulo I. 2 Companhia significa o proprietrio do navio ou qualquer outra organizao ou pessoa,tais como o operador ou o afretador a casco nu, que tenha assumido do proprietrio do navio a responsabilidade pela operao do navio e que, ao assumir tal responsabilidade, tenha concordado em aceitar todas as obrigaes e responsabilidades impostas pelo Cdigo Internacional de Gerenciamento de Segurana. 3 Petroleiro significa um navio-tanque que transporta petrleo, como definido na Regra II- 1/2.22. 4 Navio de Produtos Qumicos significa um navio que transporta produtos qumicos, como definido na Regra VII-/8.2. 5 Navio Transportador de Gs significa um navio que transporta gs, como definido na Regra VII-/11.2. 6 Graneleiro significa um navio que construdo geralmente com um convs nico,tanques laterais elevados e tanques laterais inferiores nos espaos de carga, e destinado primordialmente ao transporte de carga seca a granel, e inclui tipos como os transportadores de minrio e combinados. 7 Unidade Mvel de Perfurao Martima (MODU) significa um navio capaz de se engajar em operaes de perfurao para a explorao ou a explotao de recursos abaixo do leito martimo, tais como hidrocarbonetos lquidos ou gasosos, enxofre ou sal. 8 Embarcao de Alta Velocidade significa uma embarcao como definida na Regra X/1. Regra 2 Aplicao
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1 Este captulo aplica-se a navios, independentemente da data da sua construo, da seguinte maneira: . 1 navios de passageiros, inclusive embarcaes de passageiros de alta velocidade, no mais tarde que 1o de Julho de 1998; .2 petroleiros, navios de produtos qumicos, navios transportadores de gs, graneleiros e embarcaes de transporte de carga de alta velocidade, de arqueao bruta igual 500 ou mais, no mais tarde que 1o de Julho de 1998; e .3 outros navios de carga e unidades mveis de perfurao martima com arqueao bruta igual 500 ou mais, no mais tarde que1o de Julho de 2002. 2 Este captulo no se aplica a navios operados por governos, utilizados para fins no comerciais.

Regra 3 Requisitos para o Gerenciamento de Segurana 1 A companhia e o navio devero cumprir as exigncias do Cdigo Internacional de Gerenciamento de Segurana. Para o propsito dessa regra, os requisitos do Cdigo devero ser tratados como obrigatrios. 2 O navio dever ser operado por uma companhia que possua um Documento de Conformidade, como mencionado na Regra 4. Regra 4 Certificao 1 Dever ser emitido um Documento de Conformidade para toda companhia que cumprir as exigncias do Cdigo Internacional de Gerenciamento de Segurana. Este documento dever ser emitido pela Administrao, por uma organizao reconhecida pela Administrao ou, mediante solicitao da Administrao, por outro Governo Contratante. 2 Dever ser mantida a bordo do navio uma cpia do Documento de Conformidade de modo que o comandante possa exibi-la, quanto solicitado para verificao. 3 Ser emitido para cada navio, pela Administrao ou por uma organizao reconhecida pela Administrao, um Certificado denominado Certificado de Gerenciamento de Segurana. Antes de emitir o Certificado de Gerenciamento de Segurana, a Administrao ou a organizao reconhecida por ela verificar se a companhia e seu gerenciamento de bordo trabalham de acordo com o sistema de gerenciamento de segurana aprovado.

Regra 5
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Manuteno de condies O sistema de gerenciamento de segurana dever ser mantido de acordo com o disposto no Cdigo Internacional de Gerenciamento de Segurana. Regra 6 Verificao e Controle 1 A Administrao, outro Governo Contratante mediante solicitao da Administrao ou uma organizao reconhecida pela Administrao dever verificar periodicamente o funcionamento apropriado do sistema de gerenciamento de segurana do navio. 2 Um navio que deva possuir um certificado emitido com base no disposto na Regra 4.3 dever estar sujeito a um controle, de acordo com o disposto na Regra XI-4. Para este propsito, tal certificado dever ser tratado como um certificado emitido com base na Regra I/12 ou I/13.

CAPTULO XI 1
MEDIDAS ESPECIAIS SEGURANA MARTIMA
Regra 1 Autorizao de Organizaes Reconhecidas As organizaes mencionadas na Regra I/6 devero obedecer s Diretrizes adotadas pela Organizao atravs da Resoluo 739(18), como possam vir a ser emendadas pela Organizao, e s Especificaes adotadas pela Organizao atravs da Resoluo 789(18), como possam vir a ser emendadas pela Organizao, desde que as emendas sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com o disposto no Artigo VIII da presente Conveno, relativo ao procedimento para emendas aplicvel ao anexo, com exceo do Captulo I. Regra 2 Vistorias Intensificadas Os graneleiros, como definidos na Regra IX/1.6, e os petroleiros, como definidos na Regra II- 1/2.22, estaro sujeitos a um programa de inspees intensificadas, de acordo com as diretrizes adotadas pela Assemblia da Organizao atravs da Resoluo 744(18), como possam vir a ser emendadas pela Organizao, desde que as emendas sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com o disposto no Artigo VIII da presente
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PARA

INTENSIFICAR

Conveno, relativo ao procedimento para emendas, aplicvel ao anexo, com exceo do Captulo I. Regra 3 Nmero de Identificao do Navio (Os pargrafos 4 e 5 so aplicveis a todos os navios aos quais esta regra se aplique. Para navios construdos antes de 1o de Julho de 2004, os requisitos dos pargrafos 4 e 5 devem ser cumpridos at primeira docagem prevista para o navio, aps 1o de Julho de 2004). 9 Esta regra aplica-se a todos os navios de passageiros de 100 toneladas de arqueao bruta ou mais, e a todos os navios de carga de 300 toneladas de arqueao bruta ou mais. 10 Todo navio receber um nmero de identificao em conformidade com o esquema de nmero de identificao de navios da IMO, adotado pela Organizao. 11 O nmero de identificao do navio ser inserido nos certificados e em suas cpias autenticadas, emitidos de acordo com a Regra I/12, ou com a Regra I/13. 12 O nmero de identificao do navio deve ser permanentemente marcado: .1 um local visvel na popa do navio ou no costado, nos dois bordos, a meio navio a bombordo e a boreste, acima da linha de carga mais profunda designada, ou nos dois bordos da superestrutura, a bombordo e a boreste, ou na frente da superestrutura ou, no caso de navios de passageiros, numa superfcie horizontal que seja visvel do ar; e .2 num local facilmente acessvel na antepara transversal mais de vante ou mais de r da praa de mquinas, como definida na Regra II-2/3.30, ou numa das escotilhas ou, no caso de petroleiros, no compartimento das bombas ou, no caso de navios dotados de espaos ro-ro, como definidos na Regra II2/3.41, na antepara transversal mais de vante ou mais de r dos compartimentos ro-ro. 13 As marcas permanentes devero ser claramente visveis, estar afastadas de quaisquer outras marcas existentes no casco e devero ser pintadas numa cor que faa contraste. 14 As marcas permanentes mencionadas no pargrafo 4.1 no devero ter uma altura inferior a 200 mm. As marcas permanentes mencionadas no pargrafo 4.2 no devero ter uma altura inferior a 100 mm. A largura das marcas dever ser proporcional sua altura. 15 As marcas permanentes podero ser feitas com letras em alto relevo, entalhadas ou marcadas com puno, ou por qualquer outro mtodo equivalente utilizado para marcar o nmero de identificao do navio que garanta que a marca no desaparea facilmente.
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5.4 Nos navios construdos de outro material que no o ao ou metal, a Administrao dever aprovar o mtodo a ser utilizado na marcao do nmero de identificao do navio. Regra 3-1 Nmero de identificao da companhia e do armador registrado 16 Esta regra se aplica s Companhias e aos armadores registrados do navio ao qual se aplica o Captulo I. 17 Para os efeitos desta regra, armador registrado dever ser como especificado pela Administrao e Companhia como definido da Regra IX/1. 18 Dever ser fornecido a toda Companhia e a todo armador registrado um nmero de identificao que esteja de acordo com o Esquema nico de Nmero de Identificao da Companhia e do Armador Registrado, da IMO, adotado pela Organizao.1 19 O nmero de Identificao da Companhia dever ser lanado nos certificados e nas cpias autenticadas daquele certificado emitido com base na Regra IX/4 e na seo A/19.2 ou A/19.4 do Cdigo ISPS. 20 Esta regra dever surtir efeito quando os certificados mencionados no pargrafo 4 forem emitidos ou renovados em 1 de Janeiro de 2009 ou depois. 1 Consultar a Resoluo MSC.160(78), intitulada Adoo do Esquema nico de Nmero de Identificao da Companhia e do Armador Registrado.

Regra 4 Controle pelo Estado do Porto com Relao aos Requisitos Operacionais 21 Quando o navio estiver no porto de outro Governo Contratante, estar sujeito a um controle exercido por funcionrios devidamente autorizados por aquele Governo, no que diz respeito aos requisitos operacionais relativos segurana do navio, quando houver claros motivos para acreditar que o comandante ou a tripulao no estejam familiarizados com os procedimentos bsicos de bordo ligados segurana do navio. 22 Nas circunstncias mencionadas no pargrafo 1 desta regra, o Governo Contratante que exerce o controle tomar as providncias necessrias para assegurar que o navio no deixe o porto at que a situao tenha sido corrigida de acordo com as prescries da presente Conveno. 23 Os procedimentos relativos ao Controle do Estado do Porto, estabelecidos na Regra I/19, se aplicaro a esta regra.
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24 Nada do disposto na presente regra dever ser interpretado como restringindo os direitos e as obrigaes de um Governo Contratante de exercer um controle sobre os requisitos operacionais especificamente dispostos nas regras.

CAPTULO XI-2
MEDIDAS ESPECIAIS PARA INTENSIFICAR A PROTEO MARTIMA
Regra 1 Definies 1 Para os efeitos deste captulo, a menos que expressamente disposto em contrrio: .1 Graneleiro significa um graneleiro como definido na Regra IX/1.6. .2 Navio de Produtos Qumicos significa um navio que transporta produtos qumicos como definido na Regra VII/8.2. . 3 Navio Transportador de Gs significa um navio que transporta gs, como definido na Regra VII-/11.2. .4 Embarcao de Alta Velocidade significa uma embarcao como definido na Regra X/1.2. .5 Unidade Mvel de Perfurao Martima significa uma unidade mvel de perfurao offshore com propulso mecnica, como definida na Regra IX/1, que no esteja posicionada no seu local de operao. .6 Petroleiro significa um petroleiro, como definido na Regra II-1/2.22. .7 Companhia significa uma Companhia, como definido na Regra IX/1. .8 Interface navio/porto significa as interaes que ocorrem quando um navio afetado direta e imediatamente por aes que envolvam a movimentao de pessoas ou de mercadorias para o navio ou proveniente do navio, ou a prestao de servios porturios ao navio. 9 Instalao porturia um local, como estabelecido pelo Governo Contratante ou pela Autoridade Designada, em que ocorre a interface navio/porto. Isto abrange reas como fundeadouros, fundeadouros de espera e vias de acesso provenientes do mar, como for adequado.

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.10 Atividade de navio para navio significa qualquer atividade no relacionada com uma instalao porturia, que envolva a transferncia de mercadorias ou de pessoas de um navio para outro. .11 Autoridade designada significa a(s) organizao(es) ou a(s)administrao(es), existente(s) no Governo Contratante, identificada(s) como sendo a(s) responsvel(veis) por assegurar a execuo do disposto neste captulo com relao proteo das instalaes porturias e interface navio/porto,do ponto de vista da instalao porturia. .12 Cdigo Internacional de Proteo de Navios e de Instalaes Porturias (ISPS) significa o Cdigo Internacional para a Proteo de Navios e de Instalaes Porturias, constitudo da Parte A (dispositivos que devem ser considerados obrigatrios) e da Parte B (dispositivos que devem ser considerados recomendaes), como adotado em 12 de Dezembro de 2002, atravs da Resoluo 2 da Conferncia de Governos Contratantes da Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974, como possa vir a ser emendada pela Organizao, desde que: .1 as emendas Parte A do Cdigo sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com o disposto no Artigo VIII da presente Conveno, relativo ao procedimento para emendas, aplicvel ao Anexo, com exceo do Captulo I; e .2 as emendas Parte B do Cdigo sejam adotadas pelo Comit de Segurana Martima de acordo com as suas regras de Procedimento. .13 Incidente de proteo significa qualquer ato suspeito ou situao que ameace a proteo de um navio, inclusive de uma unidade mvel de perfurao offshore e de uma embarcao de alta velocidade, ou de uma instalao porturia, ou de qualquer interface navio/porto, ou de qualquer atividade de navio para navio. .14 Nvel de proteo significa a classificao do grau de risco de que um incidente de proteo seja tentado, ou que v ocorrer. 15 Declarao de proteo significa um acordo celebrado entre um navio e uma instalao porturia, ou um outro navio, com o qual ele constitua uma interface, especificando as medidas de proteo que cada um deles executar. . 16 Organizao de Proteo Reconhecida significa uma organizao que possua o conhecimento especializado adequado em questes de proteo, e um conhecimento adequado das operaes do navio e do porto, e que esteja autorizada e realizar uma avaliao, ou uma verificao, ou a aprovao de uma atividade de certificao exigida por este captulo ou pela Parte A do Cdigo ISPS.

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2 O termo navio, quando empregado nas Regras 3 a 13, abrange as unidades mveis de perfurao offshore e as embarcaes de alta velocidade. 3 O termo todos os navios, quando empregado neste cap tulo, significa qualquer navio ao qual se aplique este captulo. 4 O termo Governo Contratante, quando empregado nas Regras 3, 4, 7 e 10 a 13, contm uma referncia Autoridade Designada.

Regra 2 Aplicao 1 Este captulo aplica-se: .1 aos seguintes tipos de navios empregados em viagens internacionais: .1.1 navios de passageiros, inclusive embarcaes de passageiros de alta velocidade; . 1.2 navios de carga, inclusive embarcaes de alta velocidade, de 500 toneladas de arqueao bruta ou mais; e . 1.3 unidades mveis de perfurao offshore; e .2 instalaes porturias servindo queles navios empregados em viagens internacionais. .. Apesar do disposto no pargrafo 1.2. os Governos Contratantes devero decidir com relao extenso da aplicao deste captulo e das sees pertinentes da Parte A do Cdigo ISPS s instalaes porturias existentes em seu territrio que, embora sejam utilizadas primordialmente por navios no empregados em viagens internacionais, precisam atender,ocasionalmente, a navios que chegam de uma viagem internacional, ou que partem para uma. 2.1 Os Governos Contratantes devero basear as suas decises, a serem tomadas, de acordo com o pargrafo 2, numa avaliao da proteo da instalao porturia realizada de acordo com o disposto na Parte A do Cdigo ISPS. 2.2 Qualquer deciso que venha a ser tomada por um Governo Contratante, com base no pargrafo 2, no dever comprometer o nvel de proteo que este captulo ou a Parte A do Cdigo ISPS pretendem obter. 3 Este captulo no se aplica a navios de guerra, a navios auxiliares das Marinhas de Guerra ou a outros navios de propriedade de um Governo Contratante ou operados por ele, e utilizados apenas em servios no comerciais do Governo.
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4 Nada do disposto neste captulo dever prejudicar os direitos ou as obrigaes dos Estados, estabelecidos pela legislao internacional.

Regra 3 Obrigaes dos Governos Contratantes com Relao Proteo 1 A Administrao dever estabelecer os nveis de proteo e assegurar o fornecimento aos navios autorizados a arvorar a sua bandeira, de informaes relativas queles nveis de proteo. Quando ocorrerem mudanas no nvel de proteo, as informaes relativas ao nvel de proteo devero ser atualizadas como a situao exigir. 2 Os Governos Contratantes devero estabelecer os nveis de proteo e assegurar o fornecimento s instalaes porturias localizadas em seu territrio e aos navios, antes de entrarem num porto, ou enquanto estiverem num porto localizado em seu territrio, de informaes relativas queles nveis de proteo. Quando ocorrerem mudanas no nvel de proteo, as informaes relativas ao nvel de proteo devem ser atualizadas como a situao exigir.

Regra 4 Prescries para as Companhias e para os navios 1 As Companhias devero cumprir as prescries pertinentes deste captulo e da Parte A do Cdigo ISPS, levando em conta as diretrizes contidas na Parte B do Cdigo ISPS. 2 Os navios devero cumprir as prescries pertinentes deste captulo e da Parte A do Cdigo ISPS, levando em conta as diretrizes contidas na Parte B do Cdigo ISPS, e este cumprimento dever ser verificado e certificado como disposto na Parte A do Cdigo ISPS. 3 Antes de entrar num porto, ou enquanto estiver num porto localizado no territrio de um Governo Contratante, um navio dever cumprir as exigncias relativas ao nvel de proteo estabelecido por aquele Governo Contratante, se aquele nvel de proteo for mais elevado do que o estabelecido pela Administrao para aquele navio. 4 Os navios devero atender, sem uma demora indevida, a qualquer mudana para um nvel de proteo mais elevado. 5 Quando um navio no estiver cumprindo as exigncias deste captulo ou da Parte A do Cdigo ISPS, ou quando no puder cumprir as exigncias relativas ao nvel de proteo estabelecido pela Administrao ou por outro Governo Contratante e que sejam aplicveis quele navio, dever informar autoridade competente antes de realizar qualquer atividade que constitua uma interface navio/porto, ou antes de entrar no porto, o que ocorrer primeiro.
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CAPTULO XII
MEDIDAS ADICIONAIS DE SEGURANA PARA GRANELEIROS
Regra 1 Definies Para os efeitos deste captulo: 1 Graneleiro significa um navio destinado primordialmente a transportar carga seca a granel, inclusive aqueles tipos que so transportadores de minrio ou mnero-petroleiros.1 2 Graneleiro de casco singelo significa um graneleiro, como definido no pargrafo 1, em que: .1 qualquer parte de um poro de carga seja delimitada pelas chapas do costado; ou .2 em que um ou mais pores de carga sejam delimitados por um casco duplo, cujo espaamento seja inferior a 760 mm em graneleiros construdos antes de 1o de Janeiro de 2000, e inferior a 1.000 mm em graneleiros construdos em 1o de Janeiro de 2002 ou depois, mas antes de 1o de Julho de 2006, sendo a distncia medida perpendicularmente ao costado. Estes navios incluem os mnero-petroleiros em que parte de um poro de carga delimitada pelo costado. 3 Graneleiro de casco duplo significa um graneleiro, como definido no pargrafo 1, em que todos os pores de carga so delimitados por um casco duplo, exceto os definidos no pargrafo 2.2. 4 Casco duplo significa uma configurao em que cada costado do navio constitudo pelo costado e por uma antepara longitudinal ligando o duplo fundo e o convs. Os tanques laterais em funil (hopper) e os tanques laterais superiores podem, quando existirem, fazer parte integrante da configurao de casco duplo. 1 feita referncia a: .1 Para navios construdos antes de 1o de Julho de 2006, Resoluo 6, Interpretao da definio de graneleiro, como apresentada no Captulo IX da SOLAS 1974, como emendada em 1994, adotada pela Conferncia da SOLAS de 1997. .2 A interpretao dos dispositivos do Captulo XII da SOLAS sobre Medidas de segurana adicionais para graneleiros, adotadas pelo Comit de Segurana Martima da Organizao atravs da Resoluo MSC.79(70). .3 Os dispositivos de aplicao do Anexo 1 Interpretao dos dispositivos do Captulo XII da SOLAS sobre Medidas de segurana adicionais para graneleiros, adotadas pelo Comit de Segurana Martima da Organizao atravs da Resoluo MSC.89(71).
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5 Comprimento de um graneleiro significa o comprimento como definido na Conveno Internacional sobre Linhas de Carga em vigor. 6 Carga slida a granel significa qualquer material, que no seja lquido ou gs, que consista de uma combinao de partculas, grnulos, ou quaisquer pedaos maiores de material, normalmente de composio uniforme, que seja carregado diretamente nos compartimentos de carga de um navio, sem qualquer forma intermediria de conteno. 7 Normas relativas resistncia das anteparas e dos duplos-fundos dos graneleiros significa as Normas para a avaliao dos escantilhes das anteparas estanques transversais corrugadas verticalmente, localizadas ente os dois pores de carga mais de vante e para a determinao da quantidade de carga permissvel no poro de carga mais de vante, adotadas pela Resoluo 4 da Conferncia dos Governos Contratantes da Conveno Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, 1974, em 27 de novembro de 1997, como possa vir a ser emendada pela Organizao, desde que essas emendas sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com as disposies do Artigo VIII da presente Conveno, referente aos procedimentos para emendas aplicveis ao anexo, com exceo do Captulo 1. 8 Graneleiros construdos significa graneleiros cujas quilhas tenham sido batidas, ou que estejam num estgio de construo semelhante. 9 Um estgio de construo semelhante significa o estgio em que: .1 tem incio a construo que pode ser identificada com um determinado navio; e .2 tem incio a montagem daquele navio, compreendendo pelo menos 50 toneladas ou um por cento da massa estimada de todo o material estrutural, o que for menor. 10 Boca (B) de um graneleiro significa a boca como definida na Conveno Internacional sobre Linhas de Carga em vigor.

Regra 2 Aplicao Os graneleiros devero cumprir as prescries deste captulo, alm das prescries aplicveis de outros captulos.

Regra 3 Cronograma de implementao Os graneleiros construdos antes de 1o de Julho de 1999 aos quais se aplicam as Regras 4 ou 6 devero atender ao disposto nessas regras de acordo com o
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seguinte cronograma, com referncia ao programa intensificado de inspees exigido pela Regra XI-I/2: . 1 os graneleiros que estiverem com 20 anos de idade ou mais em 1o de Julho de 1999, at a data da primeira vistoria intermediria, ou da primeira vistoria peridica realizada aps 1o de Julho de 1999, a que ocorrer primeiro; .2 os graneleiros que estiverem com 15 anos de idade ou mais, mas com menos de 20 anos de idade em 1o de Julho de 1999, at a data da primeira vistoria peridica realizada aps 1o de Julho de 1999, mas antes de 1o de Julho de 2002; e . 3 os graneleiros que estiverem com menos de 15 anos de idade em 1o de Julho de 1999, at a data da primeira vistoria peridica realizada aps a data em que o navio completar 15 anos de idade, mas antes da data em que o navio atinge 17 anos de idade.

Regra 4 Requisitos de estabilidade em avaria aplicveis aos graneleiros 1 Os graneleiros de casco singelo com 150 m de comprimento ou mais, projetados para transportar cargas slidas a granel com uma densidade de 1.000 kg/m3 ou mais, construdos em 1o de Julho de 1999, ou depois, devero, quando carregados at a linha de carga de vero, ser capazes de suportar um alagamento em qualquer poro de carga em todas as condies de carregamento e permanecer flutuando em condies de equilbrio satisfatrias, como especificado no pargrafo 4. 2 Os graneleiros de casco duplo com 150 m de comprimento ou mais, nos quais qualquer parte da antepara longitudinal estiver localizada at uma distncia de B/5 ou 11,5 m, a que for menor, do costado do navio em direo linha de centro, formando um ngulo reto com a linha de centro na linha de carga de vero designada, projetados para transportar cargas slidas a granel com uma densidade de 1.000 kg/m3 ou mais, construdos em de 1o de Julho de 2006 ou depois, devero, quando carregados at a linha de carga de vero, ser capazes de suportar um alagamento em qualquer poro de carga em todas as condies de carregamento e permanecer flutuando em condies de equilbrio satisfatrias, como especificado no pargrafo 4. 3 Os graneleiros de casco singelo, com 150 m de comprimento ou mais, projetados para transportar cargas slidas a granel com uma densidade de 1.780 kg/m3 ou mais, construdos antes de 1o de Julho de 1999, devero, quando carregados at a linha de carga de vero, ser capazes de suportar um alagamento no poro de carga mais de vante, em todas as condies de carregamento, e permanecer flutuando em condies de equilbrio satisfatrios, como especificado no pargrafo 4. Esta exigncia dever ser atendida de acordo com o cronograma de implementao especificado na Regra 3. 4 Sujeito s disposies do pargrafo 7, a condio de equilbrio aps o alagamento dever satisfazer condio de equilbrio apresentada no anexo da Resoluo A.320(IX) Regra equivalente Regra 27 da Conveno
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Internacional sobre Linhas de Carga, 1966, como emendada pela Resoluo A.514(13). O alagamento assumido s precisar levar em considerao o alagamento do espao do poro de carga at o nvel da gua fora do navio naquela condio de alagado. A permeabilidade de um poro carregado dever ser assumida como sendo de 0,9 e a permeabilidade de um poro vazio dever ser assumida como sendo de 0,95, a menos que seja assumida uma permeabilidade pertinente a uma carga especfica para o volume de um poro alagado e ocupado por carga, e assumida uma permeabilidade de 0,95 para a parte ainda vazia do poro. 5 Os graneleiros construdos antes de 1o de Julho de 1999, para os quais tenha sido determinada uma borda livre reduzida, em atendimento Regra 27(7) da Conveno Internacional sobre Linhas de Carga, 1966, como adotada em 5 de abril de 1966, podero ser considerados como atendendo ao disposto no pargrafo 3 desta regra. 6 Os graneleiros para os quais tenha sido determinada uma borda livre reduzida, em atendimento s disposies do pargrafo (8) da regra equivalente Regra 27 da Conveno Internacional sobre Linhas de Carga, 1966, adotada pela Resoluo A 320(IX), como emendada pela Resoluo A.514(13), podero ser considerados como atendendo ao disposto nos pargrafos1 ou 2, como apropriado. 7 Nos graneleiros para os quais tenha sido determinada uma borda livre reduzida em atendimento s disposies da Regra 27(8) do anexo B do Protocolo de 1988 relativo Conveno Internacional sobre Linhas de Carga, 1966, a condio de equilbrio aps o alagamento dever satisfazer s prescries pertinentes daquele Protocolo. Regra 5 Resistncia estrutural dos graneleiros 1 Os graneleiros de casco singelo com 150 m de comprimento ou mais, projetados para transportar cargas slidas a granel com uma densidade de 1.000 kg/m3 ou mais, construdos em 1o de Julho de 1999 ou depois, devero ter uma resistncia suficiente para suportar um alagamento em qualquer poro de carga at o nvel da gua fora do navio naquela condio de alagamento, em todas as condies de carregamento e de lastro, levando tambm em considerao os efeitos dinmicos resultantes da presena de gua no poro, e levando em considerao as recomendaes adotadas pela Organizao.1 2 Os graneleiros de casco duplo com 150 m de comprimento ou mais, nos quais qualquerparte da antepara longitudinal estiver localizada at uma distncia de B/5 ou 11,5 m, a que for menor, do costado do navio em direo linha de centro, formando um ngulo reto com a linha de centro na linha de carga de vero designada, projetados para transportar cargas slidas a granel com uma densidade de 1.000 kg/m3 ou mais, construdos em 1o de Julho de 2006 ou depois, devero atender s disposies do pargrafo 1 relativas resistncia.
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Regra 6 Requisitos estruturais e outros, para graneleiros 1 Os graneleiros de casco singelo com 150 m de comprimento ou mais, que transportam cargas slidas a granel com uma densidade de 1.780 kg/m3 ou mais, construdos antes de 1o de Julho de 1999, devero atender s seguintes exigncias, de acordo com o cronograma de implementao especificada na Regra 3: . 1 A antepara transversal estanque localizada entre os dois pores de carga mais de vante e o duplo-fundo do poro de carga mais de vante devero ter uma resistncia suficiente para resistir ao alagamento do poro de carga mais de vante, levando em considerao os efeitos dinmicos resultantes da presena da gua no poro, em 1 Consultar a Resoluo 3, Recomendao sobre o atendimento Regra XII/5 da SOLAS, adotada pela Conferncia da SOLAS de 1977. atendimento s normas relativas resistncia das anteparas e dos duplos-fundos de graneleiros. Para os efeitos desta regra, as normas relativas resistncia das anteparas e dos duplos-fundos de graneleiros devero ser consideradas como sendo de cumprimento obrigatrio. .2 Ao considerar a necessidade de reforar a antepara transversal estanque gua ou o duplo-fundo para atender s exigncias de 1.1, e a extenso desse reforo, as seguintes restries podero ser levadas em considerao: . 1 restries relativas distribuio do peso total da carga entre os pores de carga; e .2 restries relativas mxima tonelagem de porte bruto. .3 Para os graneleiros que estiverem adotando qualquer das restries apresentadas nos pargrafos 1.2.1 e 1.2.2 acima, ou ambas, com o propsito de atender s exigncias do pargrafo 1.1, essas restries devero ser cumpridas sempre que estiverem sendo transportadas cargas a granel com uma densidade de 1.780 kg/m3 ou mais. 2 Os graneleiros com 150 m de comprimento ou mais, construdos em 1o de Julho de 2006 ou depois, em todas as reas em que tiverem um casco duplo devero atender s seguintes exigncias: .1 As principais estruturas de reforo do casco duplo no devero estar localizadas no interior do poro de carga. .2 Sujeito ao disposto abaixo, a distncia entre o casco externo e o casco interno, em qualquer seo transversal, no dever ser inferior a 1.000 mm, medida perpendicularmente ao costado. A construo do casco duplo dever ser tal que permita o acesso para inspeo, como disposto na Regra II1/3-6 e nas Disposies Tcnicas referentes quela regra. .2.1 As folgas abaixo no precisam ser mantidas no que se refere s peas de amarrao transversais, s cantoneiras extremas superiores e inferiores das estruturas transversais, ou s cantoneiras extremas das estruturas longitudinais.
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.2.2 O espaamento mnimo da passagem livre atravs do espao do casco duplo, no que se refere a obstrues tais como canalizaes ou escadas verticais, no dever ser inferior a 600 mm. .2.3 Quando os cascos internos e/ou externos tiverem uma estrutura transversal, a folga mnima entre as superfcies internas das estruturas no dever ser inferior a 600 mm. .2.4 Quando os cascos interno e externo tiverem uma estrutura longitudinal, a folga mnima entre as superfcies internas das estruturas no dever ser inferior a 800 mm. Fora da parte paralela do comprimento do poro de carga, esta folga poder ser reduzida onde for necessrio devido configurao estrutural, mas, em nenhuma circunstncia, dever ser inferior a 600 mm. .2.5 A folga mnima mencionada acima ser a menor distncia medida entre linhas imaginrias unindo as superfcies internas das estruturas existentes no casco interno ou externo. 3 Os espaos entre cascos duplos, com a exceo dos tanques laterais superiores, se houver, no devero ser utilizados para o transporte de carga. 4 Em graneleiros com 150 m de comprimento ou mais, que transportam cargas slidas a granel com uma densidade de 1.000 kg/m3 ou mais, construdos em 1o de Julho de 2006 ou depois: . 1 a estrutura dos pores de carga dever ser tal que todas as cargas contempladas possam ser carregadas e descarregadas atravs de equipamentos e procedimentos padro de carregamento/descarregamento sem causar danos que comprometam a segurana da estrutura; .2 dever ser assegurada uma boa continuidade entre a estrutura do costado e a estrutura do resto do casco; e .3 a estrutura das reas de carga dever ser tal que uma falha num nico componente estrutural no leve a uma falha decorrente imediata de outros itens estruturais, levando possivelmente ao desmoronamento de todos os painis reforados.

Regra 7 Vistoria e manuteno de graneleiros 1 Os graneleiros de casco singelo com 150 m de comprimento ou mais, construdos de 1 de Julho de 1999, com 10 anos de idade ou mais, no devero transportar carga slidas a granel que tenham uma densidade igual a 1.780 kg/m3 ou mais, a menos que tenham sido submetidos de maneira satisfatria a: .1 uma vistoria peridica, de acordo com o programa intensificado de inspees, durante as vistorias exigidas pela Regra XI-1/2; ou .2 uma vistoria de todos os pores de carga, da mesma forma como requerido para as vistorias peridicas do programa intensificado de inspees, durante as vistorias exigidas pela Regra XI-1/2. 2 Os graneleiros devero atender s exigncias relativas manuteno dispostas na Regra II-1/3-1 e nas Normas para a inspeo e manuteno
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realizadas por armadores nas tampas das escotilhas de graneleiros, adotadas pela Organizao atravs da Resoluo MSC.169(79), como possa vir a ser emendada pela Organizao, desde que estas emendas sejam adotadas, postas em vigor e surtam efeito de acordo com o disposto no Artigo VIII da presente Conveno, relativo aos procedimentos para emendas aplicveis ao Anexo, exceto ao Captulo I.

Regra 8 Informao sobre o atendimento s prescries relativas aos graneleiros 1 O folheto exigido pela Regra VI/7.2 dever ser endossado pela Administrao, ou em seu nome, para indicar que foram atendidas as Regras 4, 5, 6 e 7, como apropriado. 2 Quaisquer restries impostas ao transporte de cargas slidas a granel que tenham uma densidade de 1.780 kg/m3 ou mais, de acordo com as exigncias das Regras 6 e 14, devero ser identificadas e registradas no folheto mencionado no pargrafo 1. 3 Um graneleiro ao qual se aplique o pargrafo 2 dever ser marcado de maneira permanente no seu costado a meia nau, a bombordo e a boreste, com um tringulo eqiltero slido, tendo 500 mm de lado e com o seu vrtice superior 300 mm abaixo da linha do convs epintado de uma cor que contraste com a do casco.

Regra 9 Prescries relativas a graneleiros impossibilitados de atender ao disposto na Regra 4.3 devido configurao de projeto dos seus pores de carga Para graneleiros construdos antes de 1o de Julho de 1999 que estejam dentro dos limites para a aplicao da Regra 4.3, que tenham sido construdos com um nmero insuficiente de anteparas transversais estanques para atender ao disposto naquela regra, a Administrao poder permitir um abrandamento da aplicao das Regras 4.3 e 6, com a condio de que atendam s seguintes exigncias: .1 para o poro de carga mais de vante, as inspees prescritas para a vistoria anual no programa intensificado de vistorias exigida pela Regra XI-1/2 devero ser substitudas pelas inspees prescritas naquele programa para a vistoria intermediria dos pores de carga; .2 devero ser dotados de alarmes de nvel alto de gua no poo do poro em todos os pores de carga, ou nos tneis dos transportadores de carga, como apropriado, dando um alarme sonoro e visual no passadio, como aprovado pela Administrao ou por uma organizao reconhecida por ela, de acordo com o disposto na Regra XI-1/1; e

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.3 devero dispor de informaes detalhadas sobre os cenrios especficos de alagamento no poro de carga. Essas informaes devero ser acompanhadas de instrues detalhadas sobre a preparao para a evacuao, de acordo com o disposto na seo 8 do Cdigo Internacional de Gerenciamento da Segurana (ISM), e devero ser utilizadas como base para o treinamento e para os exerccios a serem realizados pela tripulao.

Regra 10 Declarao da densidade da carga slida a granel 1 Antes de carregar uma carga a granel em graneleiros com 150 m de comprimento ou mais, o embarcador dever declarar a densidade dessa carga, alm de fornecer as informaes relativas carga exigidas pela Regra VI/2. 2 Para graneleiros aos quais se aplique a Regra 6, a menos que tais graneleiros atendam a todos os requisitos pertinentes deste captulo, aplicveis ao transporte de carga slida a granel com densidade igual ou superior a 1.780 kg/m3, qualquer carga para a qual for declarada uma densidade na faixa de 1.250 kg/m3 a 1.780 kg/m3 dever ter esta densidade verificada por uma organizao de testes reconhecida.

Regra 11 Instrumento de carregamento (A menos que expressamente disposto em contrrio, esta regra se aplica a todos os graneleiros, independentemente da data da sua construo). 1 Os graneleiros com 150 m de comprimento ou mais devero ser dotados de um instrumento de carregamento capaz de fornecer informaes relativas aos esforos de cisalhamento e aos momentos fletores a que estiverem sendo submetidas as longarinas do casco, levando em conta a recomendao adotada pela Organizao. 2 Os graneleiros com 150 m de comprimento ou mais, construdos antes de 1o de Julho de 1999, devero atender aos requisitos do pargrafo 1 no depois da data da primeira vistoria intermediria ou peridica do navio a ser efetuada aps 1o de Julho de 1999. 3 Os Graneleiros com menos de 150 m de comprimento, construdos em 1o de Julho de2006 ou depois, devero ser dotados de um instrumento de carregamento capaz de fornecer informaes sobre a estabilidade do navio na condio de intacto. O Software do computador dever ser aprovado pela Administrao para a realizao de clculos de estabilidade e dever ser dotado das condies padro para fins de testes relativos s informaes aprovadas sobreestabilidade. ***

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FINAL

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Common questions

Com tecnologia de IA

Graneleiros de casco singelo com mais de 150 m, projetados para transportar cargas sólidas a granel com densidade de 1000 kg/m³ ou mais, devem ter resistência suficiente para suportar alagamento em qualquer porão de carga, considerando os efeitos dinâmicos de água no porão. As regras exigem também que os graneleiros de casco duplo atendam às disposições relativas à resistência estrutural, em conformidade com as recomendações adotadas pela Organização .

SOLAS 1974 substitui e anula a Convenção Internacional para Salvaguarda da Vida Humana no Mar de 1960 entre os Governos Contratantes. No entanto, todos os outros tratados, convenções ou acordos que não estão em conflito com as disposições de SOLAS 1974 e que tratam da salvaguarda da vida humana no mar permanecerão em efeito. Se houver conflito, as disposições de SOLAS 1974 prevalecem. Questões não cobertas explicitamente pela convenção estão sujeitas às legislações dos Governos Contratantes .

As inspeções verificam se os equipamentos salva-vidas atendem aos requisitos das regras em vigor e ao Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar. As inspeções iniciais incluem uma vistoria completa do sistema de segurança contra incêndio, equipamentos salva-vidas, exceção feita às instalações de rádio e equipamentos de navegação, para garantir que estão em condições satisfatórias e aptos para a atividade destinada. Inspeções de renovação, periódicas e anuais asseguram que os equipamentos continuam a atender às exigências e operam efetivamente na atividade destinada .

As instalações de rádio dos navios de carga, incluindo aquelas dos equipamentos salva-vidas, devem passar por uma vistoria inicial antes da entrada em operação. Devem também passar por vistorias de renovação a cada cinco anos, e vistorias periódicas em torno das datas de aniversário do Certificado de Segurança dos Equipamentos de Navio de Carga. Estas vistorias asseguram que as instalações atendem às regras em vigor .

As exigências incluem a obrigatoriedade de que todos os equipamentos salva-vidas estejam em boas condições e prontos para uso imediato antes do navio deixar o porto e a qualquer momento durante a viagem. A manutenção, os testes, e as inspeções dos equipamentos salva-vidas devem seguir diretrizes elaboradas pela Organização, garantindo confiabilidade. Além disso, devem ser executados testes e inspeções semanais com um relatório registrado .

Os procedimentos recomendados incluem a realização de testes iniciais e testes hidráulicos alternativos ou outros testes aceitáveis para caldeiras principais e auxiliares, conexões, redes de vapor, recipientes de alta pressão e tanques de combustível de máquinas de combustão interna. As leis, decretos, ordens, e regulamentos devem assegurar que esses equipamentos, do ponto de vista da salvaguarda da vida humana, estejam aptos para suas funções, estabelecendo intervalos entre os testes .

Emendas à Convenção SOLAS podem ser propostas por qualquer Governo Contratante e devem ser submetidas ao Secretário-Geral da Organização, que as distribui aos Membros da Organização e aos Governos Contratantes seis meses antes de serem consideradas. As emendas são examinadas pelo Comitê de Segurança Marítima, ampliado com direito a participação de Governos Contratantes, e adotadas por uma maioria de dois terços dos Governos presentes e votantes .

A SOLAS 1974 permite que, em situações de emergência para evacuação de pessoas com o propósito de evitar uma ameaça à segurança de suas vidas, um Governo Contratante autorize o transporte em seus navios de um número de pessoas superior ao permitido em circunstâncias normais pela convenção. Esta autorização, entretanto, não priva outros Governos Contratantes dos direitos de fiscalização sobre tais navios quando estes se encontrarem em seus portos. Além disso, o Governo que conceder tal autorização deve notificar o Secretário-Geral da Organização com um relatório sobre as circunstâncias .

Os Governos Contratantes devem criar e manter instalações de busca e salvamento conforme necessário, considerando a densidade do tráfego marítimo e os perigos à navegação. Devem disponibilizar à Organização informações sobre os serviços de busca e salvamento existentes e planos de mudanças. Navios de passageiros devem ter planos cooperativos com os serviços de busca e salvamento, incluindo a realização de exercícios periódicos para testar sua eficácia. Estas disposições devem seguir as diretrizes da Organização .

Os Governos Contratantes devem tomar medidas para a obtenção, compilação, publicação, e atualização de dados hidrográficos e náuticos para assegurar uma navegação segura. Devem cooperar em serviços hidrográficos, realizar levantamentos, confeccionar e publicar materiais como cartas náuticas e tabelas de maré, e promulgar avisos aos navegantes. Devem assegurar a uniformidade nas publicações náuticas e coordenar atividades para disponibilizar informações em escala mundial .

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