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Livro 4G

O documento descreve a tecnologia celular 4G LTE. Ele aborda a evolução dos sistemas celulares desde a 1G até o 3G, a evolução das tecnologias 3GPP a partir do 3G, incluindo os requisitos para o sistema LTE. O documento também apresenta detalhes sobre a arquitetura do sistema LTE/SAE, dividindo-a em rede de acesso de rádio e núcleo de rede.

Enviado por

Eduardo Santana
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento descreve a tecnologia celular 4G LTE. Ele aborda a evolução dos sistemas celulares desde a 1G até o 3G, a evolução das tecnologias 3GPP a partir do 3G, incluindo os requisitos para o sistema LTE. O documento também apresenta detalhes sobre a arquitetura do sistema LTE/SAE, dividindo-a em rede de acesso de rádio e núcleo de rede.

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Tecnologia celular 4G LTE

Reproduo proibida. Art. 184 do Cdigo Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados Fundao Instituto Nacional de Telecomunicaes Finatel

Tecnologia celular 4G LTE

Equipe Multidisciplinar
Prof. MsC. Carlos Augusto Rocha Pr-diretor de desenvolvimento de tecnologias e inovao Prof. Rinaldo Duarte Teixeira Gerente da Educao Continuada Eng. Mrio Ferreira Gerente Tcnico Prof. Rosimara Salgado Coordenadora NEaD e Designer Instrucional Prof. MsC. Guilherme Pedro Aquino Autor Eng. Francine Cssia de Oliveira Professora-tutora Douglas Rosa Webmaster e Suporte Tcnico Paulo B. de Oliveira Jr. Designer Grfico e Diagramador Juliano Incio Produtor de vdeos Prof. Jos Renato Silva Revisor Gramatical Amanda Bernardes Almeida Secretria

2013

Boas-vindas!
Prezado(a) Aluno(a): Este livro digital foi desenvolvido pelo Inatel a fim de que voc possa realizar as leituras do contedo didtico com maior conforto, alm de ter acesso a uma srie de recursos importantes para o seu processo de aprendizagem. A verso PDF permite que voc salve e imprima a apostila. Ao final do curso, voc ter um rico material de consulta para ser usado ao longo de sua vida. A estrutura do livro PDF permite que voc tenha acesso Lista de Ilustraes, Lista de Tabelas, Lista de Siglas e Abreviaes, bem como ao Sumrio, os quais contm hiperlinks que do acesso direto s suas partes. Ao final de cada pgina da apostila, h um espao exclusivo para se realizar anotaes, onde suas reflexes e dvidas podero escritas para posterior interao com o professor e com os seus colegas nos fruns e bate papos. Eventualmente, no texto aparecero termos tcnicos obscuros e esses so esclarecidos e apresentados no glossrio. A verso PDF, tambm, proporciona acesso s vdeo-aulas e s animaes (quando houver), bem como traz exerccios de fixao na forma de quizzes para serem respondidos na apostila. O gabarito se encontra no final desse arquivo.

Bons estudos!

Lista de Ilustraes
Figura 1 Evoluo dos padres de telefonia mvel 3GPP Figura 2 Linha de evoluo 3GPP Figura 3 Diviso lgica da rede mvel em rede de acesso e ncleo de rede Figura 4 Redes de Acesso GERAN, UTRAN e E-UTRAN Figura 5 Diagrama em blocos das funes desempenhadas pelo eNodeB Figura 6 Diagrama em blocos do ncleo de rede das tecnologias 3GPP 13 19 24 25 27 28

Lista de Tabelas
Tabela 1 Resumo dos requisitos de desempenho para o sistema LTE Tabela 2 Categoria do terminal mvel 19 21

Lista de Siglas e Abreviaes


1G - 1st Generation Primeira Gerao. 2,5G - Second and Half Generation Segunda Gerao e Meia. 2G - 2nd Generation Segunda Gerao. 3G - 3rd Generation Terceira Gerao. 3GPP - 3rd Generation Partnership Project Projeto de Parceria do 3G. 4G - 4th Generation Quarta Gerao. AMC - Adaptive Modulation and Coding Modulao e Codificao Adaptativa. ARQ - Automatic Repeat Request Solicitao de Repetio Automtica. AuC - Authentication Center Centro de Autenticao. BPSK - Binary Phase Shift Keying Chaveamento Binrio por Deslocamento de Fase. BSC - Base Station Controller Controlador de Estao Base. BTS - Base Transceiver Station Transceptor da Estao Base. CDMA - Code Division Multiple Access Acesso Mltiplo por Diviso de Cdigo. CN - Core Network Ncleo da Rede. CQI - Channel Quality Indicator Indicador de Qualidade de Canal. CS - Circuit Switch Comutao de Circuito. D-AMPS - Digital Advanced Mobile Phone System Sistema Avanado de Telefonia Mvel Digital. DHCP - Dynamic Host Configuration Protocol Protocolo de Configurao Dinmica de Host. DL - Downlink Link de Descida. DS-SS - Direct Sequence Spread Specrtum Espalhamento Espectral por Sequncia Direta. E-DCH - Enhanced Dedicated Channel Canal Dedicado Aprimorado. EDGE - Enhanced Data rates for GSM Evolution Taxa de Dados Aprimorada para Evoluo GSM. EIR - Equipment Identity Register Registrador de Identidade Equipamento. eNB - Evolved NodeB NodeB Evoluda. EPC - Evolved Packet Core Pacote de Ncleo Evoludo. EPS - Evolved Packet System Pacote do Sistema Evoludo. ERB - Radio Base Station Estao Rdio Base. E-UTRAN - Evolved Universal Terrestrial Radio Access Network Rede de Acesso Universal Evoluda para Radio Terrestre. FDD - Frequency Division Duplex Duplex por Diviso de Frequncia. FEC - Forward Error Correction Correo de Erro para Frente. Gbps - Giga bit por segundo. GERAN - GSM EDGE Radio Access Network Rede de Acesso para Rdio GSM EDGE. GMSC - Gateway Mobile Switching Center Gateway do Centro de Chaveamento Mvel. GPRS - General Packet Radio Services Servios Gerais de Pacote de Rdio. GSM - Global System for Mobile Communications Sistema Global para Comunicaes Mveis. HARQ - Hybrid Automatic Repeat Request Requisio de Repetio Hbrida Automtica. HHO - Hard-Handover. HLR - Home Location Register Registrador de Local Inicial. HSDPA - High Speed Downlink Packet Access Acesso de Pacote de Downlink em Alta Velocidade. HSPA - High Speed Packet Access Acesso de Pacote em Alta Velocidade. HS-PDSCH - High Speed Physical Downlink Shared Channel Canal Fsico Compartilhado para Downlink de Alta Velocidade. HSS - Home Subscriber Server Servidor Local de Assinante. HSUPA - High Speed Uplink Packet Access Acesso de Pacote de Uplink em Alta Velocidade. IMEI - International Mobile Equipment Identity Identidade Internacional de Equipamento Mvel. IMS - IP Multimedia Subsystem Subsistema de Multimdia IP . IMSI - International Mobile Subscribe Identifier Identificador Internacional de Assinante Mvel. IMT-Advanced - International Mobile Telecommunications - Advanced Telecomunicaes Mveis Internacionais Avanado. IP - Internet Protocol Protocolo de Internet. IRC - Interference Rejection Combining Combinao de Rejeio por Interferncia. IS-136 - Interim Standard 136 Padro Internacional 136. IS-95 - Interim Standard 95 Padro Internacional 95. ITU-R - International Telecommunication Union - Radiocommunication Sector Setor de Radiocomunicao - Unio Internacional de Telecomunicaes. Kbps - Kilo bit por segundo LTE - Long Term Evolution Evoluo de Longo Termo. MAC - Medium Access Control Camada de Acesso ao Meio. MAI - Multiple Access Interference Interferncia de Mltiplos Acessos. MIMO - Multiple-Input and Multiple-Output Mltiplas entradas e mltiplas sadas. MME - Mobility Management Entity Entidade de Gerenciamento de Mobilidade.

MS - Mobile Station Estao Mvel. MSC - Mobile Switching Center Centro de Comutao da rede Mvel. NAT - Network Address Translation Translao de Endereo de Rede. OFDM - Orthogonal Frequency Division Multiplexing Multiplexao Ortogonal por Diviso de Frequncia. OFDMA - Orthogonal Frequency Division Multiple Access Acesso Mltiplo por Diviso de Frequncia Ortogonal. OVSF - Orthogonal Variable Spreading Factor Fator de Espalhamento Ortogonal Varivel. PCRF - Policy and Charging Rules Function Funo de Poltica e Regras. PDCP - Packet Data Convergence Protocol Protocolo de Convergncia para Pacotes de Dados. PDN - Packet Data Network Rede de Pacotes de Dados. P-GW - Public Data Network (PDN) SAE Gateway. PLMN - Public Land Mobile Network Rede Mvel Pblica. PSTN - Public Switched Telephone Network Rede Telefnica Pblica Chaveada. QAM - Quadrature Amplitude Modulation Modulao por Amplitude de Quadratura. QoS - Quality of Service Qualidade de Servio. QPSK - Quadrature Phase Shift Keying Chaveamento por Deslocamento de Fase em Quadratura. R10 - Release 10 Verso 10. R5 - Release 5 Verso 5. R6 - Release 6 Verso 6. R7 - Release 7 Verso 7. R8 - Release 8 Verso 8. R9 - Release 9 Verso 9. R99 - Release 99 Verso 99. RAN - Radio Access Network Rede de Acesso por Rdio. RB - Radio Bearer Portadora Rdio. RF - Radio Frequency Rdio Frequncia. RLC - Radio Link Control Controle do Link de Rdio. RNC - Radio Network Controller Controlador da Rede Rdio. RR - Radio Resources Recursos de Rdio. RRC - Radio Resource Control Controle de Recurso de Rdio. RRM - Radio Resource Management Gerenciamento de Recurso de Rdio. SAE - System Architecture Evolution Evoluo da Arquitetura do Sistema. SC-FDMA - Single Carrier Frequency Division Multiple Access Mltiplo Acesso por Diviso de Frequncia de Portadora nica. S-GW - Serving SAE Gateway Gateway de Servidor SAE. SHO - Soft-Handover. SMS - Short Message Service Servio de Mensagem Curta. SNR - Signal-to-Noise Ratio Relao Sinal-Rudo. TBS - Transport Block Size Tamanho de Quadro de Transporte. TDMA - Time Division Multiple Access Acesso Mltiplo por Diviso de Tempo. TDD - Time Division Duplexing Duplexao por Diviso no Tempo. TF - Transport Format Formato de Transporte. TTI - Transmission Time Interval Intervalo de Tempo de Transmisso. UE - User Equipment Equipamento de Usurio. UL - Uplink Link de Descida. UMTS - Universal Mobile Telecommunication System Sistema Universal de Telecomunicao Mvel. UTRAN - Universal Terrestrial Radio Access Network Rede de Acesso Universal de Rdio Terrestre. VLR - Visitor Location Register Registro Local de Visitante. WCDMA - Wideband Code Division Multiple Access Mltiplo Acesso por Diviso de Cdigo em Banda Larga.

Lista de Smbolos
- Eficincia espectral. Bw - Largura de banda. R - Taxa de codificao. Rb- Taxa de bit. TBS - Tamanho do bloco de transporte. TTI - Intervalo de tempo de transmisso.

Sumrio
Captulo 1 - Introduo Captulo 2 - Evoluo dos Sistemas Celulares at o 3G Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE Qu iz 1 4.1 Arquitetura do Sistema LTE/SAE 4.1.1 Rede de Acesso de Rdio 4.1.2 Ncleo de Rede Vdeo 1 Arquitetura do Sistema LTE/SAE Vdeo 2 Reviso Qu iz 2 Gabarito - Quiz 11 12 14 18 22 24 24 27 31 31 32 34

Captulo 1 - Introduo

11

Captulo 1 - Introduo

No cenrio atual das telecomunicaes, visvel o crescimento acelerado das comunicaes mveis. Vrias tecnologias tm surgido para suprir a demanda dos usurios por servios mveis sempre com taxas de transmisso de dados cada vez maiores [1]. As tecnologias de 2,5G (Second and a half generation) e 3G (3rd Generation) utilizadas pelas operadoras brasileiras no conseguem oferecer servios de qualidade aos clientes em funo das limitaes de taxa de transferncia de dados. O LTE (Long Term Evolution), que uma evoluo das atuais redes 3G, vem se tornando uma das tecnologias mais promissoras para atender a crescente demanda do mercado consumidor.

Anotaes

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Captulo 2 - Evoluo dos Sistemas Celulares at o 3G

Captulo 2 - Evoluo dos Sistemas Celulares at o 3G

A demanda por largura de banda em sistemas mveis crescente. Isso ocorre pela combinao de dois fatores: (i) dispositivos mveis com maior capacidade de transmisso, (ii) maiores expectativas de servios de boa qualidade por parte dos usurios. Consequentemente, h a necessidade de constantes inovaes em tecnologias de transmisso de dados sem fio que possam gerar maior capacidade e maior qualidade aos servios mveis. As tecnologias baseadas no 3GPP (3rd Generation Partnership Project) vm evoluindo desde o GSM (Global System for Mobile communications) at o LTE-Advanced para, justamente, melhorar a experincia do usurio de comunicaes mveis. A Figura 1 mostra, a partir do UMTS-R99 (Release 99), um grfico da evoluo das tecnologias 3GPP durante os anos. Glossrio
Largura de banda: Uma das faixas no espectro de frequncias que ocupada pelo sinal.

Anotaes

Captulo 2 - Evoluo dos Sistemas Celulares at o 3G

13

R99

R4

R5

R6

R7

R8

R9

R10

2000 UMTS

2001

2002 HSPA DL IMS

2003

2004

2005 HSPA UL

2006

2007 HSPA+

2008 LTE

2009

2010

2011 LTE ADV

EPC

Figura 1 Evoluo dos padres de telefonia mvel 3GPP

Os sistemas celulares analgicos so, em geral, classificados como sendo os sistemas de primeira gerao (1G 1st Generation). J o Sistema Global para comunicaes mveis (GSM), padro Europeu, introduziu um sistema digital combinado com o acesso mltiplo por diviso no tempo (TDMA Time Division Multiple Access) para oferecer trfego de voz atravs de uma rede de telefonia mvel. Alm do GSM, outros sistemas digitais so referidos como sendo sistemas de segunda gerao das comunicaes mveis (2G 2nd Generation). o caso dos padres, IS-95 (CdmaOne) e IS-136 (D-AMPS Digital Advanced Mobile Phone Service). Estes sistemas foram desenvolvidos para suportar comunicaes de voz, porm, possvel tambm enviar pequenas mensagens de texto (SMS Short Message Service) entre os dispositivos da rede. Os sistemas 2G evoluram para suportar trfego baseado em pacotes, e dessa maneira, permitir que os usurios acessassem a Internet a partir de seus aparelhos. Estes sistemas ficaram conhecidos como sistemas de segunda gerao e meia (2,5G). Dentre os sistemas 2,5G, destacamse o GPRS (General Packet Radio Services) e o EDGE (Enhanced Data rates for GSM Evolution), ambos so evolues do GSM.

No GPRS, um usurio alcana uma taxa de pico, para transmisso de dados, de 140 Kbps quando todos os slots de tempo (timeslot) de uma frequncia esto alocados para ele. J a tecnologia EDGE aumenta esta taxa de pico para 384 Kbps. Este aumento conseguido usando um esquema de modulao e codificao adaptativa (AMC Adaptive Modulation and Coding). Ou seja, o AMC seleciona a melhor modulao e codificao de canal de acordo com a relao sinal-rudo (SNR Signal-to-Noise Ratio) instantnea do usurio mvel.

Glossrio
Time slot: Intervalo de tempo em que subdividido um quadro e reservado para uma fonte de informao. AMC (Adaptive Modulation and Coding): So adaptaes na modulao e na taxa de cdigo efetiva do canal de cada terminal. SNR (Signal-to-noise ratio): a relao entre a potncia do sinal e a potncia do rudo no canal de comunicao. Geralmente expressa em dB.

Anotaes

14

Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G

Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G

O sistema de comunicaes mvel universal (UMTS Universal Mobile Telecommunications System) foi apresentado na Release-99 (R99) do 3GPP , publicada no ano de 2000. O UMTS considerado um sistema de terceira gerao (3G), tem como base o acesso mltiplo em banda larga por diviso no cdigo (WCDMA Wideband Code Division Multiple Access), e a evoluo das redes GPRS e EDGE.

Anotaes

Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G

15

O padro R99 oferece melhorias nos servios de voz e dados. A portadora do sistema ocupa uma largura de faixa de 5 MHz. Com esta largura de faixa e, utilizando cdigos de espalhamento espectral varivel (OVSF Orthogonal Variable Spreading Factor) [2], possvel atingir uma taxa de transmisso de pico, no downlink (DL), da ordem de 384 Kbps em ambientes externos (outdoor), e at 2 Mbps em ambientes internos (indoor) [3]. A modulao empregada no link de descida (DL) a QPSK (Quadrature Phase Shift Keying), enquanto que, para o link de subida (UL Uplink) a BPSK (Binary Phase Shift Keying). O cdigo corretor de erro (FEC Forward Error Correction) utilizado pode ser do tipo Convolucional R=1/2 e R=1/3, e cdigo Turbo R=1/3[2]. Onde, R representa a taxa de codificao [4]. O fato de utilizar taxas de codificao e modulaes de baixa ordem limita a taxa de transferncia de dados na R99. Com o rpido avano do UMTS, iniciou-se a prxima fase da evoluo, a chamada Release-2005 ou R5. Esta verso oferece um aumento na velocidade de transmisso de pacotes para o DL. Desta forma, o sistema tambm recebeu o nome de High Speed Downlink Packet Access (HSDPA). O HSDPA permite uma modulao de maior ordem, 16-QAM (Quadrature Amplitude Modulation). Alm disso, implementa taxas de codificao entre R=1/3 e R=1 [5]. No HSDPA, a modulao e a codificao so adaptadas de acordo com a condio de canal. Portanto, o mvel (UE User Equipment) reporta a todo instante para a estao rdio-base (NodeB) a condio de canal instantnea. Esta informao conhecida como CQI (Channel Quality Indicator) e serve para que o NodeB faa o agendamento de pacotes e a priorizao dos usurios de DL. Este agendamento (Fast Scheduling) necessrio, pois, o canal de comunicao compartilhado entre todos os usurios HSDPA que estiverem utilizando o sistema naquele momento. Quatro novos canais so descritos na R5. Entre eles, o canal HS-PDSCH (High Speed Physical Downlink Shared Channel) responsvel por carregar as

informaes teis dos usurios HSDPA. Este canal compartilhado capaz de transmitir informaes de vrios usurios em mltiplos cdigos utilizando uma combinao de multiplexao no cdigo e no tempo [5]. A taxa de pico deste canal de 14,4 Mbps, e compartilhada entre os usurios HSDPA que esto utilizando o sistema no mesmo momento. Outro aspecto chave do HSDPA que o UE guarda as informaes de um pacote que tenha sido decodificado de maneira errada, para depois, combinar com o pacote retransmitido futuramente, e assim, recuperar a informao distorcida pelo canal. Este processo conhecido como HARQ (Hybrid Automatic Repeat Request).

Glossrio
Cdigos OVSF (Orthogonal Variable Spreading Factor): So cdigos empregados como canalizao em um sistema CDMA. Transmisso de descida: Transmisso que ocorre no sentido da torre para o mvel. QPSK (Quadrature Phase Shift Keying): Tcnica de modulao digital. A cada dois bits de entrada so convertidos de srie para paralelo e mapeados em fase e quadratura. Transmisso de subida: Transmisso que ocorre no sentido do mvel para a torre. BPSK (Binary Phase Shift Keying): Tcnica de modulao digital. A fase variada entre os nveis 0 e 1, sendo que durante cada intervalo de bit esta permanece constante. FEC (Forward Error Correction): Fator de correo de erros. Bits redundantes so inseridos informao e permitem que erros sejam corrigidos na decodificao. 16-QAM (16ary Quadrature Amplitude Modulation): Tcnica de modulao QAM. Transmite 4 bits por smbolo. Agendamento de pacotes: Determina qual canal de transmisso compartilhado deve ser direcionado ao equipamento do usurio (UE). HARQ (Hybrid automatic repeat request): uma arquitetura que faz a retransmisso de pacotes com erros, em diferentes codificaes, estas ortogonais entre si.

Anotaes

16

Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G

Este procedimento a combinao do FEC com o sistema ARQ (Automatic Repeat Request) [6], e resulta em uma tcnica que permite aumentar a robustez da codificao de canal, ativando a transmisso de apenas algumas informaes codificadas [5]. A tcnica HARQ utilizada no LTE. Esta tcnica ser melhor explicada na subseo da camada de acesso ao meio do LTE. Como visto, o HSDPA melhorou as condies de transmisso de dados somente para o DL. O Enhanced Uplink, tambm conhecido como HSUPA (High Speed Uplink Packet Access), foi introduzido na verso 6 (R6 Release 6) da evoluo da famlia 3GPP [7]. Esta verso prov um melhoramento no UL do WCDMA R99. Esta melhoria consiste em um maior desempenho em termos de taxa de dados, baixa latncia, e aumento da capacidade do sistema. Juntos, HSDPA e HSUPA so comumente referidos como HSPA (High Speed Packet Access). No centro do HSUPA esto duas tecnologias que so utilizadas tambm no HSDPA. So elas: o agendamento rpido e a HARQ com combinao suave (Soft Combining). Estas modificaes so implementadas em um novo canal, denominado E-DCH (Enhanced Dedicated Channel). Apesar das mesmas tecnologias serem usadas no HSDPA e no HSUPA, existem diferenas fundamentais entre elas. Por exemplo, no HSDPA, os recursos de potncia e de banda de transmisso so compartilhados entre os usurios. Por outro lado, no HSUPA, cada usurio tem seu prprio canal dedicado, onde o limitante da capacidade do UL a interferncia mltipla causada entre os usurios (MAI Multiple Access Interference) [8]. Isto uma consequncia da no-ortogonalidade entre os cdigos de transmisso de UL. Desta forma, imprescindvel que o UL tenha um controle de potncia efetivo. Quanto menor for a potncia de transmisso de um usurio, menor a interferncia que ele causa na clula. No HSDPA no existe esta necessidade de controle de potncia.

Quando um usurio HSDPA possui uma potncia de recepo relativamente alta, o sistema aumenta a taxa de transmisso deste usurio aumentando a ordem de modulao e alterando a codificao de canal. Portanto, correto dizer que o HSDPA prioriza a eficincia espectral do sistema, ao invs de, priorizar a eficincia energtica. A situao no HSUPA diferente. Ao contrrio do HSDPA, na R6 no existe uma modulao de alta ordem. Um sistema AMC e, portanto, uma modulao de alta ordem para UL, somente foram introduzidas na verso 7 (R7 Release 7) da evoluo das tecnologias da famlia 3GPP . Esta evoluo ficou conhecida como HSPA+ (HSPA plus). Um aspecto interessante presente na R99 e tambm na R6 o soft-handover (SHO) [2] que a capacidade do UE de enviar e receber dados em mltiplas clulas, promovendo assim, um ganho de diversidade ao sistema. O HSDPA no implementa o soft-handover. Portanto, os usurios em conexo HSDPA somente faro a troca de clula pelo processo Break-Before-Make, tambm conhecido como hard-handover (HHO) [2]. Como apresentado anteriormente, a evoluo do HSPA veio com a R7. O HSPA+ consiste da introduo de novos recursos tecnolgicos como, MIMO (Multiple-Input Multiple-Output) e modulaes de alta ordem, e muitas outras pequenas melhorias na estrutura existente que, quando tomadas em conjunto, representam um aumento no desempenho do sistema e suas capacidades. Uma das maiores caractersticas da R7 a implementao do MIMO para o DL (HSDPAMIMO). De modo geral, MIMO denota o uso de mltiplas antenas de transmisso (MultipleInput) e, mltiplas antenas de recepo (MultipleOutput). Pode ser usado para obter um ganho de diversidade e, assim, aumentar o desempenho do sistema de recepo. Contudo, o termo MIMO comumente usado para denotar a transmisso de mltiplos quadros de dados, aumentando assim a taxa de transmisso do usurio do sistema [9].

Anotaes

Captulo 3 - Evoluo das Tecnologias 3GPP a partir do 3G

17

A tcnica MIMO tambm utilizada pelo LTE e ser abordada com mais detalhes nas subsees posteriores. Alm da tcnica MIMO, a R7 tambm introduz novas modulaes, tanto para DL, quanto para o UL. No DL introduzida a modulao 64QAM, enquanto que, para o UL introduzida a modulao 16-QAM. O processo de escolha da modulao feito pelo algoritmo AMC. Com estas alteraes na camada fsica da rede, possvel conseguir taxas de pico igual a 42 Mbps para DL (64-QAM e MIMO), e 11 Mbps para UL (16-QAM). As especificaes da verso 8 (R8 Release 8) da evoluo das tecnologias da famlia 3GPP , comumente chamada de LTE, incluem melhorias para o HSPA+. Na R8 introduzido o EPC (Evolved Packet Core), que consiste de um ncleo de rede todo baseado no protocolo IP (Internet Protocol). Esta verso tambm apresenta uma nova rede de acesso, chamada de E-UTRAN (Evolved Universal Terrestrial Radio Access). Trata-se de uma nova concepo para a rede de acesso para a famlia de tecnologias 3GPP . Entre outras coisas, esta nova rede tem como base o uso do mltiplo acesso por diviso em frequncias ortogonais (OFDMA Orthogonal Frequency Division Multiple Access) para o DL, enquanto que, para o UL, o acesso mltiplo baseado no SC-FDMA (Single Carrier Frequency Division Multiple Access). Juntos, EPC e E-UTRAN, formam o EPS (Evolved Packet System). A taxa de transmisso de pico de 100 Mbps para DL e 50 Mbps para UL, quando o sistema opera com uma alocao de espectro de 20 MHz com uso da tcnica MIMO.

Enquanto a R8 estava sendo concluda, iniciaramse os trabalhos para o planejamento da verso 9 (R9 Release 9) da evoluo 3GPP . Alm de outras melhorias para o HSPA+, a R9 tem seu foco em melhorias para o EPC [10]. Ao mesmo tempo em que as melhorias da R9 eram desenvolvidas, o 3GPP reconheceu a necessidade de desenvolver uma soluo para submeter ao ITU-R (International Telecommunication Union - Radiocommunication Sector) para cumprir os requerimentos do IMT-Advanced (International Mobile Telecommunications - Advanced) [11]. Basicamente, o IMT-Advanced um conjunto de requerimentos que define os sistemas de quarta gerao da telefonia mvel (4G 4th Generation). Dentre os vrios requerimentos, o sistema 4G deve apresentar uma interface de transferncia de dados com taxa de 1 Gbps para usurios que estiverem relativamente estticos [11]. Portanto, o 3GPP trabalhou em um estudo chamado de LTEAdvanced, que define a maior parte do contedo da verso 10 (R10 Release 10) da evoluo das tecnologias 3GPP . A R10 inclui novas melhorias tecnolgicas para o EPS, que visam cumprir os requerimentos do IMT-Advanced. O objetivo deste documento tratar as caractersticas fundamentais do LTE (R8) e LTE-Advanced (R10). No Mdulo IV, existe uma descrio da rede de acesso E-UTRAN (R8) e o Mdulo V traz as caractersticas do ncleo de rede EPC (R8). Por fim, o Mdulo VI trata de caractersticas fundamentais do LTE-Advanced.

Anotaes

18

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

Paralelamente ao desenvolvimento do HSPA, o 3GPP especificou uma nova tecnologia para acesso sem fio, denominada Long Term Evolution. Por se tratar de um novo conceito para as redes de telefonia da famlia 3GPP , o LTE passa a ter sua prpria linha de evoluo, se diferenciando da linha de evoluo R99-R7. A Figura 2 ilustra este conceito. Nela, possvel identificar duas linhas de evoluo. A primeira, que comea na R99 e se estende at a R7 e uma segunda linha que se inicia com a R8. Esta diferenciao no exclui a interoperabilidade entre os sistemas.

Anotaes

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

19

R99
WCDMA

Rel4

Rel5
HSDPA

Rel6
HSPA

Rel7

Rel8
HSPA evolution

LTE

Figura 2 Linha de evoluo 3GPP

No ano de 2005, o 3GPP estipulou os objetivos, requerimentos e metas para o LTE (R8). Estes requerimentos esto documentados na recomendao 3GPP TR 25.913 [12]. Neste documento existem algumas recomendaes que visam, principalmente: Estabelecer uma rede otimizada para comutao por pacotes para qualquer servio (conceito All-IP), no existindo mais a necessidade de suportar servios de comutao por circuitos.

Reduzir a latncia dos servios da rede. Aumentar a taxa de dados dos usurios. Aumentar a eficincia espectral do sistema. Simplificar a arquitetura da rede. Para conseguir atingir estes requerimentos, o sistema LTE apresenta mudanas tanto na interface de rdio, quanto na arquitetura da rede. Na R8 apresentada uma srie de requisitos para melhoria no desempenho do sistema. A Tabela 1 apresenta um resumo dos requisitos que devem ser atendidos pelo LTE [13].

Tabela 1 Resumo dos requisitos de desempenho para o sistema LTE

Anotaes

20

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

Para fins comerciais, o primeiro parmetro de comparao entre tecnologias de acesso sem fio a taxa de transferncia de pico. Esta taxa pode ser definida como a mxima vazo conseguida por um nico usurio quando toda a banda disponvel est alocada somente para ele. Assume-se tambm que este usurio usa a maior ordem de modulao e codificao, e o mximo nmero de diversidade de antenas. A meta para a mxima taxa de transferncia de dados do sistema LTE de 100 Mbps para DL e 50 Mbps para UL, considerando um canal de 20 MHz FDD (Frequency Division Duplexing), ou seja, alocado um canal com banda de 20 MHz para o DL, e outro canal com banda de 20 MHz para UL. Deste modo, caracteriza-se uma eficincia espectral de 5 bps/Hz para DL, e 2,5 bps/Hz para o UL. A eficincia espectral () definida como a relao entre a taxa de transferncia de dados (bps) e a largura de banda do canal efetivamente utilizada (Hz) [15]. Logo, a eficincia espectral de um sistema pode ser calculada por: (1) onde, Rb a taxa de transferncia de dados e Bw denota a largura de banda efetiva do sistema. As mximas taxas de transferncias so atingidas utilizando modulao 64-QAM e 16-QAM para DL e UL, respectivamente. Deve-se assumir o uso do MIMO 2x2 para DL, ou seja, existe um esquema de diversidade que utiliza duas antenas de transmisso (na estao rdio-base) e duas antenas de recepo (no mvel). Os valores mximos para a eficincia espectral s so atingidos em uma condio excepcionalmente boa para o canal de comunicao. Os usurios que esto na borda da clula no tero a capacidade de ter tais eficincias to altas. Portanto, interessante mostrar que em mdia, o sistema ter uma eficincia espectral variando entre 1,6 e 2,1 bps/Hz para o DL, se o sistema utilizar IRC (Interference Rejection Combining) [16].

Assumindo um valor mdio de 1,85 bps/Hz para o DL, e ainda, um sistema operando com largura de banda do canal de 20 MHz, a taxa de transferncia mdia deste sistema ser de 37 Mbps. Fazendo as mesmas observaes para o UL e admitindo uma eficincia espectral mdia de 0,83 bps/Hz, a taxa de transmisso mdia do UL ser de 16,6 Mbps. interessante observar que o sistema LTE pode trabalhar com uma banda de canal escalonvel. Em outras palavras, a banda do canal pode assumir valores iguais a 1,4 / 3 / 5 / 10 / 15 / 20 Mhz. Para sistemas operando com largura de faixa menor que 20 MHz, a taxa de pico pode ser calculada por (1) assumindo a mxima eficincia espectral. Alm da taxa de transmisso, outro ponto importante para avaliar o desempenho de um sistema de comunicaes a latncia da rede. Basicamente, a latncia do plano de usurio o tempo em que um pacote de dados de pequeno tamanho leva para ser transmitido de um terminal mvel a um n da rede de acesso, e vice-versa. No LTE, este tempo de transmisso unidirecional no dever exceder 5 milissegundos em uma rede no congestionada. A medida de latncia do plano de usurio leva em considerao que o usurio j esteja conectado rede. Quando o usurio est em um estado ocioso (Idle state), este no possui uma conexo de transferncia de dados estabelecida com a rede. Portanto, deve-se levar em considerao o tempo de sinalizao necessrio para levar o usurio ocioso para um estado ativo (Active state). Este tempo de conexo deve ser menor que 100 milissegundos. O procedimento de sinalizao de conexo chamado de RRC conection setup (RRC Radio Resource Control), e ser melhor explicado no Mdulo IV. O sistema LTE apresenta algumas implementaes opcionais para se alcanar uma maior taxa de transferncia de dados no sistema. Trata-se da implementao de um sistema MIMO 4x4 no DL e modulao 64-QAM para UL. Nestes casos, podem-se atingir taxas de pico da ordem de 300 Mbps no DL e 75 Mbps no UL. A Tabela 2 apresenta um resumo das taxas de transmisso de pico que alguns terminais mveis podem atingir [17]. Os terminais so divididos em categorias, nas quais cada uma tem suas prprias caractersticas.

Anotaes

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE Tabela 2 Categoria do terminal mvel

21

A quantidade de informao que transmitida por um usurio em cada bloco de transporte tambm define a taxa de transferncia de dados do terminal mvel. Cada bloco de transporte possui um formato de transporte (TF Transport Format). O TF define como a informao do usurio ser transmitida pela interface de rdio. Pode-se calcular a taxa de transmisso de um usurio da seguinte forma [3] (2) onde, TBS (Transport Block Size) o tamanho do bloco de transporte, e TTI (Transmission Time Interval) o intervalo de tempo de transmisso de um quadro de camada fsica do LTE. Estes dois assuntos sero explorados com mais detalhes no

Mdulo IV. O tamanho do bloco de transporte um parmetro de QoS (Quality of Service) definido para cada usurio pelo sistema de agendamento da camada de acesso ao meio MAC (Medium Access Control) [13]. O valor padro para o TTI no LTE sempre constante e igual a 1 milissegundo [18]. Portanto, um terminal mvel de categoria 1 pode, no mximo, receber um TBS de 10296 bits em um subquadro de 1 milissegundo. Desta forma, calcula-se que a mxima taxa de DL deste terminal de, aproximadamente, 10 Mbps. Sendo assim, conclui-se que a taxa de transmisso de dados de um determinado usurio depender de trs fatores: (i) largura de banda alocada, (ii) ordem de modulao e taxa de codificao, e (iii) tamanho do bloco de transporte (TBS).

Anotaes

Qu iz 1
Chegou a hora de fazer um pequeno teste para avaliar o que voc aprendeu. Responda as questes abaixo e confira as respostas corretas no final do livro.
Este questionrio no avaliativo, mas sim para fixao do contedo.

1. Qual foi a tcnica de mltiplo acesso introduzida pelo GSM?

a. CDMA

b. FDMA

c. TDMA

d. OFDMA

2. Qual a taxa de pico alcanada pelo padro EDGE?

a. 140kbps

b. 384kbps

c. 9,6kbps

d. 300kbps

3. Qual a modulao empregada no link de descida do WCDMA?

a. BPSK

b. 16 QAM

c. 64 QAM

d. QPSK

4. Qual o nome do padro utilizado na Release 5?

a. HSUPA

b. HSDPA

c. WCDMA

d. HSPA+

5. Que nome passa a ter o ncleo da rede na Release 8?

a. EPS

b. EUTRAN

c. EPC

d. UTRAN

6. So caractersticas do sistema LTE/SAE:

c. Altas taxas de a. Altas taxas de d. Baixas taxas de b. Altas taxas de transmisso, baixa transmisso, alta eficincia transmisso, alta eficincia transmisso, alta eficincia espectral e baixa latncia. espectral e baixa latncia. eficincia espectral e baixa espectral e alta latncia. latncia.

7. Qual a meta para a mxima taxa de transferncia de dados do sistema LTE para DL e UL respectivamente? a. 100 Mbps e 50 Mbps b. 50Mbps e 100Mbps c. 100Mbps e 20Mbps d. 20Mbps e 100Mbps

8. Aponte as modulaes de DL e UL empregadas no sistema LTE/SAE:

a. BPSK, 16QAM e 128QAM.

b. M-PSK, 16QAM e 64QAM.

c. QPSK, 16QAM e 64QAM.

d. 16QAM, GMSK e 64QAM.

9. Assinale qual dos valores abaixo possvel de ser assumido como valor da banda de canal:

a. 4MHz

b. 1,4MHz

c. 6MHz

d. 7MHz

10. Qual a melhor definio para a latncia do plano de usurio?

a. tempo em que um pacote de dados de pequeno tamanho leva para ser transmitido de um terminal mvel a um n da rede de acesso, e viceversa.

b. tempo em que um pacote de dados de grande tamanho leva para ser transmitido de um terminal mvel a um n da rede de acesso, e viceversa.

c. tempo em que um pacote de dados de pequeno tamanho leva para ser transmitido de um terminal mvel a um n da rede de acesso.

d. tempo em que um pacote de dados de pequeno tamanho leva para ser transmitido de um n da rede de acesso a um terminal mvel.

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Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

4.1 Arquitetura do Sistema LTE/SAE

Esta seo traz um resumo sobre a arquitetura de rede do LTE/SAE. feito tambm um paralelo com a arquitetura da rede WCDMA/HSPA para mostrar as principais mudanas que ocorreram na arquitetura da rede. A arquitetura da rede descreve as funes lgicas de cada n da rede, e mostra as interfaces entre estes elementos da rede. Em uma rede de comunicao mvel existem funes que devem ser implementadas para garantir o acesso sem fio de um determinado usurio em um ambiente mvel. Porm, existem funes que garantem a conexo fim-a-fim deste usurio com outras redes de telecomunicaes. Portanto, pode-se fazer uma diviso lgica da rede mvel em duas redes com funes dessemelhantes. A primeira, que garante o acesso sem fio, chamada de rede de acesso de rdio (RAN Radio Access Network), enquanto que a segunda, que garante a conexo fim-a-fim, chamada de ncleo de rede (CN Core Network).

A Figura 3 ilustra esta diferena.

Ncleo da Rede

Rede de Acesso

Figura 3 Diviso lgica da rede mvel em rede de acesso e ncleo de rede

4.1.1 Rede de Acesso de Rdio

A especificao do LTE utiliza o termo Evolved Universal Terrestrial Radio Access Network (E-UTRAN) para se referir rede de acesso sem fio. Este termo utilizado por fazer uma aluso melhoria feita na rede de acesso das verses anteriores das tecnologias da famlia 3GPP (R99-R7). A rede de acesso do WCDMA/HSPA era chamada somente de UTRAN (Universal Terrestrial Radio Access Network). Existem algumas diferenas substanciais entre as duas redes de acesso. Por exemplo, na camada fsica do WCDMA/HSPA

especificado um sistema de acesso baseado em espalhamento espectral por sequncia direta (DSSS Direct Sequence Spread Specrtum). Sendo assim, o acesso de mltiplos usurios feito por diviso no cdigo (CDMA Code Division Multiple Access) [2]. Na camada fsica do LTE especificado um sistema de acesso baseado em OFDM. E o acesso de mltiplos usurios baseado no OFDMA (Orthogonal Frequency Division Multiple Access). Os processos de camada fsica do LTE sero detalhados no Mdulo IV.

Anotaes

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

25

A Figura 4 permite fazer uma comparao com as arquiteturas das redes de acesso das tecnologias 3GPP . Pode-se ver que existem trs redes de acesso distintas, GERAN (GSM EDGE Radio Access Network), UTRAN e E-UTRAN. A GERAN define os elementos da rede de acesso para as tecnologias GSM, GPRS e EDGE. possvel notar a presena de dois elementos que compem esta rede, BTS (Base Transceiver Station) e BSC (Base Station Controller). O terminal mvel, tambm chamado

de estao mvel (MS Mobile Station), conectase BTS por uma interface de rdio chamada de Um. Esta interface, baseada em TDMA, prov servios de voz e/ou dados para os usurios do sistema. A BTS a estao radio-base (ERB) do sistema. Basicamente, desempenha funes de amplificao de sinal RF (Rdio Frequncia), modulao e codificao, e multiplexao/ demultiplexao das informaes dos usurios.

BTS
Um

Abis

BSC BTS
Abis

GERAN

A/Gb

NodeB

Iub

RNC
Iub Uu

Iu

NodeB
Iur

Ncleo de Rede

Iu

RNC
UTRAN

Uu

eNodeB S1
X2

S1 eNodeB
E-UTRAN
Figura 4 Redes de Acesso GERAN, UTRAN e E-UTRAN

Ncleo de Rede

Anotaes

26

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

A BTS se conecta BSC por uma interface denominada Abis. A BSC tem a possibilidade de controlar vrias BTS. Essencialmente, a BSC tem a responsabilidade de gerenciar os recursos de rdio (RR Radio Resources) alocados para as MS. Alm disso, tambm funo da BSC, administrar o uso das frequncias de uma BTS, e gerenciar o Handover dos usurios que se deslocam de uma BTS para outra. De maneira geral, existem duas interfaces conectando uma BSC ao ncleo da rede, interface A e interface Gb. A interface A conecta a BSC central de comutao por circuito (CS Circuit Switch), enquanto que, a interface Gb conecta a BSC central de comutao de pacotes (PS Packet Switch). A UTRAN a rede de acesso especificada para os sistemas WCDMA/HSPA. De forma muito semelhante GERAN, a UTRAN tambm possui dois elementos que compe esta rede, NodeB e RNC (Radio Network Controller). O terminal mvel, referido como equipamento do usurio (UE), se conecta ao NodeB por meio da interface de rdio, denominada Uu. Esta interface baseada em CDMA e proporciona o trfego de voz e/ou dados do usurio. Da mesma forma que a BTS, o NodeB a ERB do sistema. Portanto, exerce as mesmas funes que a BTS desempenha para a GERAN. Para as redes HSPA, o NodeB implementa tambm as funes de HARQ e agendamento rpido. O NodeB se conecta RNC por meio da interface Iub. A RNC a controladora da rede de acesso, e possui as funes de gerenciamento RR, e tambm, gerenciamento da mobilidade dos usurios em Handover. Basicamente, as funes da RNC so iguais s funes da BSC. Um ponto interessante que deve ser observado o fato de existir uma interface entre duas RNCs. Esta interface, denominada Iur, permite que haja Soft-Handover entre clulas que pertencem RNCs diferentes. De maneira geral, isto aumenta a eficincia de Handover na rede, aumentando a capacidade de reter as chamadas em curso na rede [2].

Como pode ser observado na Figura 4, existem duas interfaces conectando uma RNC ao ncleo da rede, interface Iu-CS e interface Iu-PS. Como a prpria sigla sugere, a interface Iu-CS conecta a RNC ao domnio CS do ncleo, enquanto que, a interface Iu-PS conecta a RNC ao domnio PS do ncleo da rede. A E-UTRAN caracterizada, basicamente, por dois requisitos: (i) suporte apenas para comutao de pacotes, (ii) baixa latncia. Para atingir estes objetivos, a arquitetura da rede de acesso teve de ser desenvolvida contendo menos elementos que as redes UTRAN e GERAN. Isto importante, pois, quanto menor o nmero de elementos na rede, menor ser o processamento com relao aos protocolos de rede, menor o custo com testes e interfaces. Por meio de fuses entre protocolos e usando menos protocolos de sinalizao, consegue-se reduzir o tempo de estabelecimento das conexes e a latncia fim-a-fim. Pode-se ver, pela Figura 4, que a E-UTRAN composta apenas pelo eNodeB (eNB evolved NodeB) e pelo UE. De maneira geral, o eNodeB incorpora as funes do NodeB e RNC que compem a UTRAN. A Figura 5 ilustra este conceito mostrando o diagrama em blocos das funcionalidades de um eNodeB [19]. Portanto, funo do eNB prover os recursos de camada fsica (PHY), e tambm, fazer a gerncia dos recursos de rdio (feito antes pelo RNC). O UE se conecta ao eNodeB por meio da interface de rdio Uu. Esta interface baseada em OFDMA para DL e SC-FDMA para UL. A interface X2 conecta dois eNodeBs, e prov comunicao entre as ERBs quando o usurio est em processo de Handover. A interface S1 utilizada para conectar o eNodeB ao ncleo da rede. Diferentemente dos sistemas GERAN e UTRAN, a interface S1 somente prov conexo com um domnio PS. No existindo ento um domnio CS no ncleo de rede.

Anotaes

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

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EUTRAN
RB Control Radio Admission Control Dynamic Resource Allocation (Sheduler) RRC RLC MAC PHY eNode B
Figura 5 Diagrama em blocos das funes desempenhadas pelo eNodeB

Inter Cell RRM Connection Mobility Cont. eNB Mesurement Configuration & Provision PDCP

S1

Ncleo da Rede

Atravs da Figura 5, nota-se que o eNB responsvel por tratar as informaes do plano do usurio e do plano de controle da E-UTRAN. O plano do usurio responsvel por assegurar o transporte dos dados teis dos usurios da rede. Enquanto que, o plano de controle responsvel por estabelecer, manter e liberar as conexes destes usurios. As funcionalidades do plano do usurio so PDCP (Packet Data Convergence Protocol), RLC (Radio Link Control), MAC e PHY (Controles de camada fsica). As funcionalidades

do plano de controle so baseadas no protocolo RRC. Como resultado, as funes RRM (Radio Resource Management) so providas pela eNB. Isto inclui o controle dos Radio Bearer (RB Control), Controle de admisso de novos usurios (Radio Admission Control), controle de mobilidade dos usurios conectados (Connection Mobility Control) e alocao dinmica de recursos de rdio (Dynamic Resource Allocation). Estas funcionalidades sero descritas com maiores detalhes no Mdulo IV.

4.1.2 Ncleo de Rede

Como j observado anteriormente, a rede de acesso prov o acesso sem fio ao usurio da rede mvel, enquanto que, o ncleo da rede garante uma conexo fim-a-fim entre os usurios da mesma

rede, ou at mesmo, de redes diferentes. A Figura 6 ilustra o diagrama em blocos das redes mveis da famlia 3GPP , e foca na arquitetura do ncleo destas redes.

Anotaes

28

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

MSC

G-MSC

PSTN / PLMN

GERAN

Gb

VLR

EIR

HLR

AuC

UTRAN

Iu-CS Iu-PS

SGSN

Gn

CGSN

Gi

Rede IP Externa

Ncleo de Rede

Gp

Outras PLMN

S6a

HSS
SGi

Rede IP Externa

S1-MME

MME P-GW

E-UTRAN
S1-U

SGi

IMS

S-GW
Ncleo de Rede (SAE)

S5

S7

PCRF

PSTN

Figura 6 Diagrama em blocos do ncleo de rede das tecnologias 3GPP

interessante observar que existe um ncleo de rede comum s tecnologias GSM/EDGE e WCDMA/ HSPA. Ou seja, tanto a GERAN quanto a UTRAN so ligadas ao mesmo CN. Neste ncleo existem dois domnios, um de comutao de circuitos, e outro de comutao de pacotes. No domnio CS destaca-se a MSC (Mobile Switching Center), que a central de comutao por circuitos da rede.

Dentre as funes da MSC, pode-se destacar a comutao das chamadas de voz, gerncia de mobilidade dos usurios em Idle Mode, sinalizao de conexo, entre outras. A MSC se conecta a uma rede de telefonia pblica comutada (PSTN Public Switched Telephone Network), e/ou a uma rede pblica de telecomunicao mvel (PLMN Public Land Mobile Network) por meio de um gateway de rede, denominado GMSC (Gateway Mobile Switching Center). Desta forma, possvel fazer ligaes de uma rede de telefonia fixa para uma rede de telefonia mvel, e vice-versa.

Anotaes

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

29

No domnio PS existem dois elementos, SGSN e GGSN. Estes dois elementos servem para prover servios de dados comutados por pacotes rede de telefonia mvel. De forma resumida, o SGSN um roteador da rede interna da operadora de telefonia. Sendo assim, desempenha funes de controle de acesso, ou seja, o SGSN responsvel por controlar os usurios que esto acessando o domnio PS do CN. Outra funo do SGSN est relacionada gerncia de mobilidade dos usurios que usam servios de dados. O SGSN tambm responsvel por manter uma rota entre o GGSN e cada terminal mvel. Em outras palavras, o SGSN faz o roteamento de todos os pacotes de dados entre usurios e GGSN. A interface Gn conecta um SGSN a um GGSN na rede. Enquanto que a interface Gp conecta um SGSN de uma PLMN a outro SGSN de outra PLMN, permitindo a interconexo do CN de duas redes de operadoras diferentes. O GGSN serve como interface entre o domnio PS do CN e qualquer outra rede baseada em comutao de pacotes (internet, intranet, entre outras). Qualquer pacote de uma rede externa que seja endereado a qualquer usurio da PLMN ser enviado primeiramente para um GGSN atravs da interface Gi. Este ir encaminhar os pacotes ao seu destino final. O GGSN tambm pode implementar funes de NAT (Network Address Translation), DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), Firewall, entre outras [20].

Existem alguns elementos do CN que so comuns aos dois domnios apresentados. Primeiramente, o VLR (Visitor Location Register) um banco de dados que contm todas as informaes para a manipulao das chamadas de um assinante, e para a gerncia da mobilidade destes usurios mveis que esto localizados na rea controlada pelo VLR. De forma geral, tanto a MSC, quanto o SGSN, precisam consultar o VLR para saber a localizao do usurio mvel na rede. O HLR (Home Location Register) um banco de dados que armazena informaes permanentes de um usurio. Isto inclui, basicamente, as identidades do usurio (IMSI, MSISDN, IMEI) [21] e informaes sobre o pacote de servios contratado por este usurio. O centro de autenticao (AuC Authentication Center) uma entidade lgica que mantm informaes necessrias para que a rede autentique cada usurio. Alm disso, ele gera as chaves de criptografia que sero usadas para a comunicao segura na interface de rdio. O AuC acessado via HLR. Isto elimina a necessidade de definir uma interface individual entre o AuC e cada elemento da rede que precise acess-lo. Por fim, o EIR (Equipment Identity Register) um banco de dados que mantm a identificao de equipamento (IMEI International Mobile Equipment Identity) dos usurios da rede. Este registro serve para bloquear aparelhos que foram listados como roubados, ou cuja operao ir afetar de forma negativa o funcionamento da rede.

Glossrio
NAT (Network Address Translation): NAT um protocolo que faz a traduo dos endereos IP e portas TCP da rede local para a Internet. DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol): um protocolo utilizado em redes de computadores que permite s mquinas obterem um endereo IP automaticamente.

Anotaes

30

Captulo 4 - Requerimentos para o Sistema LTE

Algumas informaes sobre interfaces e funes de elementos foram negligenciadas por no fazerem parte do escopo deste documento. Mais informaes sobre o CN apresentado podem ser encontradas em [2] e [20]. Para o LTE, o CN sofreu uma reestruturao na R8. Esta mudana pode ser vista na Figura 6. Este novo ncleo de rede foi denominado de SAE (System Architecture Evolution) ou EPC (Evolved Packet Core). O ncleo SAE dividido em dois planos: controle e usurio. O plano de controle responsvel pela sinalizao das conexes dos usurios, enquanto que, o plano de usurio responsvel por tratar os dados teis destes usurios. A entidade SAE responsvel pelo plano de controle o MME (Mobility Management Entity), que possui funes relacionadas sinalizao, gerncia da mobilidade e manipulao de informaes para usurios em idle-mode. A interface que conecta o MME ao eNodeB chamada de S1-MME. Por ela passa informaes relacionadas ao plano de controle da rede. No plano de usurio existem dois elementos, S-GW (Serving SAE Gateway) e o Packet Data Network (PDN) SAE Gateway (P-GW). De maneira geral, as funes do S-GW so semelhantes s funes do SGSN, enquanto que o P-GW se assemelha ao GGSN. A interface que conecta estas duas entidades denominada S5, enquanto que, a interface que conecta o plano de controle (MME) ao plano de usurio (S-GW) chamada

de S11. A interface que conecta o eNB ao S-GW denominada S1-U. Esta interface similar interface Iu-PS. As duas interfaces (S1-U e Iu-PS) utilizam transporte de dados baseados em tneis IP [20]. Portanto, os pacotes IP dos usurios LTE so transportados por tneis IP que interligam o EPC ao eNodeB. Junto ao EPC existe tambm o HSS (Home Subscriber Server), este um banco de dados que guarda os registros dos usurios da rede. Sua funcionalidade equivalente s funes do HLR, alm de guardar, por exemplo, informaes sobre prioridades e taxa de transferncia de dados de usurios especficos. O PCRF (Policy and Charging Rules Function) possui funes relacionadas s polticas de conformidade do contrato de QoS, bem como, funes relacionadas aplicao das regras de bilhetagem aos usurios. As interfaces de conexo entre os dois CNs apresentados sero abordadas no Mdulo V. Neste mesmo Mdulo sero tambm discutidos os processos de gerenciamento de mobilidade, paging, handover entre sistemas, entre outras funcionalidades do EPC. interessante observar que no existe um domnio CS no SAE. Desta forma, a conexo com a rede de telefonia fixa PSTN feita atravs de um ncleo IMS (IP Multimedia Subsystem). O IMS um ncleo comum de convergncia de servios multimdia, e pode ser melhor compreendido em [22].

Anotaes

Vdeo 1 Arquitetura do Sistema LTE/SAE

Vdeo 2 Reviso

Qu iz 2
Chegou a hora de fazer um pequeno teste para avaliar o que voc aprendeu. Responda as questes abaixo e confira as respostas corretas no final do livro.
Este questionrio no avaliativo, mas sim para fixao do contedo.

1. Qual o nome dado rede de acesso na quarta gerao de telefonia mvel?

a. GERAN

b. EUTRAN

c. UTRAN

d. EPS

2. So componentes da rede de acesso do 4G:

a. eNodeB e Ue.

b. NodeB, RNC e Ue

c. eNodeB, BTS e Ue

d. NodeB, BTS, BSC e Ue.

3. A eNodeB incorpora a funo de qual dos elementos abaixo?

a. RNC

b. ERB

c. BTS

d. Ue

4. A interface que Uu conecta o Eu ao eNodeB baseada em tcnicas de mltiplo acesso. Quais so estas tcnicas para DL e UL respectivamente? a. TDMA / SC-FDMA b. CDMA / CDMA c. OFDMA e SC-FDMA d. OFDMA / WCDMA

5. Qual interface conecta dois eNodeBs?

a. S1

b. Abis

c. Iu

d. X2

6. Qual a responsabilidade do plano de usurio na rede?

a. Assegurar o transporte dos dados teis dos usurios da rede.

b. Estabelecer, manter e liberar as conexes dos usurios.

c. Assegurar a conexo dos usurios na rede.

d. Controla a admisso de novos usurios.

7. Qual nome o ncleo da rede recebeu na Release 8?

a. LTE

b. EUTRAN

c. SAE

d. EPS

8. Qual o nome da interface que conecta o MME ao EnodeB?

a. S5 - MME

b. X1 MME

c. S11 - MME

d. S1 - MME

9. So componentes da rede core do quarta gerao de telefonia mvel:

a. eNodeB e Ue.

b. MME, PDN SAE GW e Serving SAE GW.

c. PDN SAE GW e GGSN.

d. Serving SAE GW, MSC e Ue.

10. funo de PCRF (Policy and Charging Rules Function):

a. Funo de registro

b. Funo de paging

c. Funcionalidades referentes qualidade do servio e tarifao

d. Funo de localizao

Gabarito - Quiz
Quiz 1
Questo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Alternativa c b d b c c a c b a Questo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Quiz 2
Alternativa b a a c d a c d b c

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