CONDUTOS
LIVRES
Hidrulica
PREMISSAS
Tambm conhecidos como canais apresentam superficie
livre atuao direta da presso.
Abertos/Fechados*;
Semi- Preenchidos;
Trapezoidal*
Gravidade;
Conduto Livre
P = Patm
Conduto forado
P > Patm
Conduto forado
P = Patm
Condutos Livres Definio
- Cursos de guas naturais;
- Canais de irrigao;
- Sulcos de irrigao por infiltrao;
- Drenos abertos;
- Drenos fechados ou enterrados;
- Terraos;
- Bueiros;
- Galerias pluviais;
- Aquedutos livres;
- Coletores de esgoto.
Condutos Livres Exemplos
ZONA RURAL
Conduo e distribuio de gua
Conduzem gua da fonte de captao at o
local de uso. O nvel da gua no canal deve estar
numa cota que permita:
DISTRIBUIO DE GUA POR
GRAVIDADE;
Exemplos de uso: irrigao, conduo de gua
para tanques de criao de peixes, distribuio de
resduos, etc.
Condutos Livres Utilizaes
CANAL DE IRRIGAO ELEVADO
Condutos Livres Utilizaes Zona Rural
CANAL DE IRRIGAO ELEVADO
Condutos Livres Utilizaes Zona Rural
Drenagem
Recolhe gua de escoamento superficial
ou utilizada em alguma atividade e conduz a
um dreno natural. O nvel da gua no canal
dever estar numa cota menor que a cota do
local de uso.
Exemplos de uso: drenagem de superfcie
(terraos), de quadras de arroz, de tanques e
audes, etc.
Condutos Livres Utilizaes Zona Rural
CANAIS DE DRENAGEM
Condutos Livres Utilizaes Zona Rural
Condutos Livres Geometria
Elementos geomtricos do canal:
Seo Transversal do canal
Os canais artificiais devem ter forma geomtrica
definida. As mais comuns so:
a) Retangular: canais revestidos, canais escavados, em rochas.
P
atm
Condutos Livres Geometria
Os canais artificiais devem ter forma geomtrica
definida. As mais comuns so:
b) Trapezoidal: canais de terra e drenos abertos.
P
atm
Condutos Livres Geometria
Os canais artificiais devem ter forma geomtrica
definida. As mais comuns so:
c) Circular: pequenos aquedutos, drenos circulares,
esgotos, bueiros, Etc.
P
atm
At 70% da seo total
Condutos Livres Geometria
Os canais artificiais devem ter forma geomtrica
definida. As mais comuns so:
d) Semicirculares ou Parablica: terraos.
P
atm
Condutos Livres Geometria
1. Seo transversal (S) e rea molhada (A)
b
A
Altura de
gua h
Borda livre ou
folga
B
A seo transversal S engloba toda a rea de escavao para
construo do canal (definida pela linha verde);
A seo molhada A aquela ocupada pela gua durante o
escoamento e pode variar de acordo coma vazo do canal.
Condutos Livres Caracterizao
2. Permetro molhado (P)
a linha que limita a seo molhada junto
s paredes e ao fundo do canal (a linha dgua no
conta como permetro molhado).
Nas figuras acima o permetro molhado do canal
trapezoidal e do canal retangular esto definidos pela
linha vinho.
Condutos Livres Caracterizao
Equao utilizada para obteno do permetro
molhado/rea de um canal trapezoidal
1 * 2
2
+ + = m h b P
Quanto maior o permetro molhado de um canal,
maior ser a superfcie de contato entre a gua que
escoa e as paredes; o atrito ocasionado por este contato
contribui para reduzir a velocidade mdia do
escoamento.
Condutos Livres Caracterizao
) ( mh b h A + =
6.3. Raio hidrulico (Rh)
Raio hidrulico a relao entre a seo
molhada (A) e o permetro molhado (P) de um canal.
P
A
Rh=
Condutos Livres Caracterizao
a) SEO RETANGULAR:
( ) b h
h b
R
h
+
=
2
h b A =
h b h P + + =
h
b
Condutos Livres Caracterizao
b) SEO TRAPEZOIDAL:
( )
( ) b
h
b B
R
+
+
=
2
2
( )
h
b B
A
+
=
2
2 + = + + = b b P
h
b
B
l
Condutos Livres Caracterizao
c) SEO PARABLICA:
B
h
B
h B
R
2
3
8
3
2
+
=
h B S =
3
2
B
h
B P
2
3
8
+ =
B
h
Condutos Livres Caracterizao
Na prtica no podemos usar as frmulas geomtricas
apresentadas para seo trapezoidal.
= O
horizontal proj
vertical proj
tg
.
.
1 . 2
2
+ + = h b P
) ( my b y A + =
P
A
R
h
=
m
vertical proj
horizontal proj
g = = O
.
.
cot
y
b
B
f = folga
1
m
P
r
o
j
.
v
e
r
t
i
c
a
l
Condutos Livres Caracterizao
CANAL TRAPEZOIDAL ESCAVADO EM TERRA
Condutos Livres Geometria
CANAL TRAPEZOIDAL REVESTIDO
Condutos Livres Geometria
CALHAS SEMICIRCULARES EM POLIETILENO
PARA CANAIS
Condutos Livres Geometria
CALHAS SEMICIRCULARES EM POLIETILENO
PARA CANAIS
Condutos Livres Geometria
CALHAS EM POLIETILENO PARA COSNTRUO
DE CANAIS
Condutos Livres Geometria
Objetivos:
Reduzir perdas por infiltrao durante a conduo
de
gua
Evitar o crescimento de vegetao
Evitar o desmoronamento das paredes do canal
Materiais para revestimento:
Concreto;
Lona plstica, manta de borracha;
Alvenaria de tijolos ou pedras;
Compactao, solo-cimento;
Uso de pr-moldados: Telhas de cimento amianto,
canaletas de concreto, plstico, etc.
Condutos Livres Revestimento
DESMORONAMENTO E CRESCIMENTO DE
VEGETAO EM CANAIS
Condutos Livres Revestimento
Condutos Livres Revestimento
Condutos Livres Revestimento
EM ALVENARIA DE TIJOLOS
Condutos Livres Revestimento
Parmetros adimensionais
Condutos Livres Escoamento
Nmero de Reynolds (Re)
u
h
R V.
Re =
Re = nmero de Reynolds
v = velocidade de escoamento (m/s);
R
h
= raio hidrulico (m);
u = viscosidade cinemtica (m
2
/s)
Baseado na velocidade, no dimetro e na viscosidade
cinemtica do fludo:
Re s 500 Regime laminar
Re > 2.000 Regime Turbulento
500<Re>2.000 Regime de transio (instvel).
Parmetros:
Parmetros adimensionais
Condutos Livres Escoamento
Nmero de Froude (NF)
h
F
y g
V
N
.
=
N
F
= nmero de Froude
v = velocidade de escoamento (m/s);
y
h
= profundidade hidrulica (m);
g= acelerao da gravidades (m/s)
Relaciona as foras inerciais e as gravitacionais:
N
F
= 1 Fluxo Crtico
Parmetros:
N
F
> 1 Fluxo Supercrtico
N
F
< 1 Fluxo Subcrtico
B
A
y
h
=
Condutos Livres Tipos de escoamento
Os conceitos de linha de carga similar aos forados;
A superfcie da gua a linha piezomtrica;
Embora similares a soluo de problemas hidrulicos so
mais complicadas;
A dificuldade a incerteza quanto ao valor do coeficiente de
rugosidade dos canais
Variao das sees transversais dos canais;
Condutos Livres Tipos de escoamento
- Classificao em relao ao tempo:
Permanente (velocidade constante);
No permanente (velocidade alternada)
- Classificao em relao ao trajeto (espao):
Uniforme (Vel. Constante/linhas paralelas;
No Uniforme.
Para canais de drenagem, irrigao e
aquedutos, o regime normalmente o
Permanente Uniforme.
Condutos Livres Tipos de escoamento
Condutos Livres Tipos de escoamento
Escoamento Permanente:
No h variao do fluxo em qualquer seo do canal.
Ex. Canais revestidos
Escoamento No-Permanente:
H variao do fluxo em qualquer seo do canal.
Ex. Onda de cheia no rio
Escoamento Uniforme:
A velocidade no varia ao longo do canal.
Ex. Canais de irrigao
Escoamento No-Uniforme:
A velocidade varia ao longo do canal (seo).
Ex. Entrada de canais maior declividade
Condutos Livres Exerccios
Fixao fazer no quadro!
Resumo:
Visa dimensionar um canal condutor de vazo ( R
H
;
P; A); sendo a vazo e a velocidade compatvel ao
deslocamento desse fludo nas superfcies das paredes
e do fludo do canal.
A inclinao necessria para que um canal com uma
rea determinada conduza uma determinada vazo de
fludo;
Determinar e comparar a velocidade de deslocamento
do fludo em um canal com rea e inclinao pr
definida.
Condutos Livres Dimensionamento
V = velocidade de deslocamento do fludo (cm/s);
C = coeficiente de Chezy (fator resistncia ao fluxo)
R
H
= raio hidrulico;
i = declividade do fundo do canal (m/m);
Equaes (regime permanente uniforme):
i R C V
h
. . =
Condutos Livres Dimensionamento
Chezy (1775): Uma das primeiras a surgir
Usa-se a declividade do fundo do canal no clculo
da sua velocidade de escoamento.
v = velocidade de deslocamento do fludo (cm/s);
R
H
= raio hidrulico;
i = declividade do fundo do canal (m/m);
n = coeficiente de rugosidade
Equaes (regime permanente uniforme):
n
i R
v
H
2 / 1 3 / 2
.
=
Condutos Livres Dimensionamento
Manning (1889): Extenso de Bazin
n: Interpretao pessoal
Relao inversa entre V/n - menor V = maior
dimenso do canal
n
i R
A Q
H
2 / 1 3 / 2
.
=
Q = vazo (m
3
/s);
A = rea molhada (m
2
);
R
H
= raio hidrulico;
i = declividade do fundo do canal (m/m);
n = coeficiente de rugosidade.
Condutos Livres Dimensionamento
Combinando Manning x Continuidade:
Vazo com Manning Alternativa:
3
2
2
1
3
5
.
.
H
R n
i A
Q =
Q = vazo (m
3
/s);
A = rea molhada (m
2
);
R
H
= raio hidrulico;
i = declividade do fundo do canal (m/m);
n = coeficiente de rugosidade.
6 / 1
. 8
H
R
g
f
n =
Sendo f o fator da equao de Darcy
Condutos Livres Dimensionamento
Clculo do n de Manning via Darcy-Weisbach:
Como Manning - fluxo turbulento completo:
13 6
10 10 , 1 . .
> x i R n
H
f independe de Re
Chin (2000)
PARA INCLINAO:
|
|
.
|
\
|
=
2
3 / 2
H
R A
n Q
i
2
3 / 2
|
|
.
|
\
|
=
H
R
n v
i
: ento
A
Q
v v A Q como = =
i = inclinao (m/m);
v = velocidade de deslocamento do fludo (cm/s);
R
H
= raio hidrulico;
n= coeficiente de rugosidade (natureza das paredes).
Condutos Livres Dimensionamento
Definio:
Condutos Livres Seo hidrulica
Para uma dada declividade do canal (fixada rea molhada) a
V
esc
. mxima se o raio hidrulico o for, o que so ocorre
quando o permetro molhado mnimo.
Valores tabelados, que relacionam os parametros hidrulicos
dos canais emfuno da geometria do mesmo.
Os canais devem sempre obedecer esta seo de
mxima eficincia?
Qual seria a melhor seo de canal?
Adota-se Vmdia, uma vez que na seo molhada,
a mesma varia com a posio e com a profundidade
considerada.
Nas margens/fundo do canal, o atrito da gua
contra essas superfcies slidas, reduz a
velocidade.
No centro do canal, um pouco abaixo da
superfcie (devido resistncia oferecida pelo ar
na superfcie), a velocidade ser mxima.
Condutos Livres Velocidade
Parametro definidor do custo do canal: > Vel. <
canal;
Inconvenientes:
Altas Velocidades/Baixas Velocidades
Condutos Livres Velocidade
Velocidade Mnima:
Deve evitar a deposio de materiais em suspenso
no fundo do canal. Evitar plantas aquticas.
Material fino: 0,25 0,30 m/s
Areia fina: 0,45 0,50 m/s
Velocidade Mxima:
Deve evitar danos e eroso ao canal.
Varia de:
0,45 (gua limpa/areia fina) 1,80 para gua
comsedimentos (cascalho)
Condutos Livres Velocidade
Condutos Livres Velocidade
VELOCIDADES MDIAS MXIMAS RECOMENDADAS
PARA QUE NO OCORRA EROSO NO CANAL.
Tipo de solo Velocidade mdia mxima
recomendada (m/s)
Arenoso 0,3 a 0,7
Barro-arenoso 0,5 a 0,7
Barro-argiloso 0,6 a 0,9
Argiloso 0,9 a 1,5
cascalho 0,9 a 1,5
Rocha 1,2 a 1,8
Condutos Livres Velocidade
Declividade do terreno determinante para a do canal (I)
u tan = =
X
Y
I
u
X
Y
Fundo do canal
Nvel da gua
A declividade I define a inclinao do fundo do canal em relao
ao plano horizontal.
Condutos Livres Declividade
| decl. - |vel. - |Q - |eroso
O uso tambmdefine a declividade do canal;
Para canais de irrigao e de drenagem de
pequenas dimenses, os valores usuais de I variam
entre 0,1 e 0,4%, ou seja:
0,001 m de desnvel por metro de comprimento de
canal at,
0,004 m de desnvel por metro de comprimento de
canal.
Condutos Livres Declividade
Curvas podem ser
necessrias para adaptao
ao relevo do terreno.
Degraus podem ser
necessrios para manter a
declividade.
Condutos Livres Declividade
Juntamente com o material a ser utilizado, afeta
diretamente a estabilidade do canal.
Canais trapezoidais
1
m
Condutos Livres Inclinao
Devem ser construdos o mais ngreme possvel;
Tipo de solo M (H:V)
Arenoso 3:1
Barro-arenoso 2 a 2,5:1
Barro-argiloso 1,5 a 2:1
Argiloso 1 a 2:1
Cascalho 1 a 1,5:1
Rocha 0,25 a 1:1
Condutos Livres Inclinao
Recomendao da inclinao de taludes em funo
do material construtivo do canal.
EXEMPLOS:
2
3 / 2
|
|
.
|
\
|
=
H
R A
m Q
i
Calcular a declividade mdia de um canal revestido de concreto (m=0,015),
de seo retangular, com 80cm de base e 40cm de lmina de gua, para
transportar uma vazo de 150 l/s.
2
32 , 0 4 , 0 8 , 0 m m m h b A = = =
=
Permetro
rea
R
H
( ) = + = + = m m m b h P 6 , 1 8 , 0 4 , 0 2 2
m R
m
m
R
H H
2 , 0
6 , 1
32 , 0
2
= =
|
.
|
\
|
=
|
|
.
|
\
|
=
2
2
3 / 2
1106 , 0
00225 , 0
2 , 0 32 , 0
015 , 0 15 , 0
i
m m i / 1227 , 0 =
0,4m
0,8m
Obrigado