Dobragem e Enrolamento
Quinagem - Dobragem na Quinadora
O que ?
O que ?
Aplicaes
Balces frigorficos Mobilirio metlico Chassis Painis.
Aplicaes
Caractersticas do processo
Permite o fabrico de peas de chapa (ou barra de pequena espessura) com superfcies planificveis Campo de aplicao diversificado Aplica-se, geralmente, a pequenas sries Baixa taxa de produo As quinadoras possuem, geralmente, tabelas de quinagem que permitem calcular a fora de quinagem por metro de chapa a quinar, a aba mnima, o raio mnimo de quinagem, a abertura da matriz, etc.
Classificao dos processos de quinagem
Quinagem no ar
O ngulo entre as abas da chapa definido pela penetrao do cunho na matriz (profundidade de quinagem). As foras envolvidas so baixas Preciso dimensional limitada devido recuperao elstica
Quinagem em V
O ngulo entre as abas da chapa definido pela geometria das ferramentas A folga entre cunho e matriz igual espessura da chapa. Tem maior preciso dimensional que a quinagem no ar Geralmente, utilizada para quinar chapas com ngulos de 90 ou ligeiramente inferiores, com espessuras entre os 0.5 e os 25 mm
Classificao dos processos de quinagem
Quinagem em U
Existem 2 eixos de dobragem paralelos Normalmente, utiliza-se um encostador para evitar defeitos de forma no fundo da pea A fora de quinagem tem um acrscimo de cerca de 30 a 40% devido ao encostador
Quinagem a fundo (com quebra do nervo)
A chapa esmagada entre o cunho e a matriz no final da operao e a folga entre cunho e matriz inferior espessura da chapa. Geralmente, utilizada para chapas finas (espessura inferior a 3 mm) Permite reduzir ou at mesmo eliminar a recuperao elstica A fora necessria consideravelmente superior da quinagem no ar; 3 a 5 vezes maior
Classificao dos processos de quinagem
Quinagem de flange com cunho de arraste
Uma das abas fixada por um encostador, enquanto que a outra dobrada a 90 pela aco do cunho Com a variao do curso, possvel alterar com facilidade o ngulo de dobragem
Quinagem rotativa
Recorre-se a uma matriz rotativa para enformar a chapa No necessrio utilizar encostador As foras requeridas so baixas O efeito de mola pode ser compensado diminuindo o ngulo de dobragem
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Classificao dos processos de quinagem
Vantagens da quinagem no ar relativamente quinagem a fundo
A quinagem pode ser efectuada em mquinas-ferramenta de menor capacidade, pois a fora e energia necessrias so menores O desgaste e o perigo de inutilizao das ferramentas menor O mesmo conjunto cunho/matriz pode ser utilizado para efectuar dobragens de diferentes ngulos, reduzindo-se os custos de preparao e montagem das ferramentas
Vantagens da quinagem a fundo relativamente quinagem no ar
Peas mais precisas, podendo ser enformadas com raios de quinagem inferiores espessura da chapa Reduo ou mesmo eliminao do fenmeno de recuperao elstica
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Quinagem no ar
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Clculo da dimenso da estampa plana
Noo de fibra neutra
Por aco do cunho a zona em deformao fica solicitada por um momento flector M e uma fora axial F de traco. Para chapas finas, pode admitir-se que as seces rectas se mantm planas durante a deformao e que convergem no centro de curvatura. Considera-se que as direces principais das tenses e das extenses coincidem com as direces radial, tangencial e segundo a largura. Fibra neutra a linha cujo comprimento no varia aps a deformao da pea e cuja posio depende fundamentalmente da espessura da chapa e do tipo de solicitao introduzida pelas ferramentas.
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Clculo da dimenso da estampa plana
Para se determinar as dimenses da estampa plana necessrio conhecer o comprimento da fibra neutra, l. Segundo a norma DIN 6935, o comprimento da estampa plana ser dado por:
a, b - comprimentos das abas l factor de compensao (pode ser positivo ou negativo) - ngulo de abertura das abas h - espessura da chapa ri - raio interior de dobragem k - factor de correco para a linha/fibra neutra
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Clculo da dimenso da estampa plana
Abertura das abas entre 0 e 90
Abertura das abas entre 90 e 165
Abertura das abas entre 165 e 180 (l pequeno e desprezvel)
K=1
linha neutra coincide com a linha mdia
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Raio mnimo de quinagem
Raio mnimo de quinagem, rmin, o raio para o qual surgem fissuras na superfcie exterior da chapa (cunho com raio muito pequeno extenses tangenciais muito elevadas que podem originar fissuras ou fractura) Pode ser determinado por dois tipos de mtodos:
Mtodo baseado nas propriedades mecnicas do material Mtodos de natureza emprica
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Raio mnimo de quinagem
Mtodo baseado nas propriedades mecnicas do material
A extenso tangencial, e, para uma fibra distncia y da linha mdia com um raio de curvatura rm e um ngulo de dobragem dada por:
Em que l0 o comprimento inicial da fibra. Sendo o ngulo de dobragem, = l0/rm, ento a extenso tangencial para a fibra exterior dada por:
Considerando que na flexo em domnio plstico a extenso verdadeira na fibra exterior para a qual a fractura ocorre igual extenso verdadeira na fractura no ensaio de traco uniaxial vem:
Relao entre o raio mnimo de quinagem, rmin, a espessura da chapa, h, e o coeficiente de estrico ou coeficiente de reduo de rea aps fractura, q:
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Raio mnimo de quinagem
Mtodo baseado nas propriedades mecnicas do material
Verificou-se experimentalmente que a determinao do rmin atravs da expresso anterior era precisa para valores de q inferiores a 0,2, mas no para valores de q superiores a 0,2.
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Raio mnimo de quinagem
Mtodos de natureza emprica
Outra forma de determinar o raio mnimo de quinagem pode ser a partir de bacos ou tabelas construdos com base em ensaios experimentais.
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Raio mnimo de quinagem
Mtodos de natureza emprica
Norma DIN 6935
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Raio mnimo de quinagem
Mtodos de natureza emprica
Por vezes o raio mnimo de quinagem definido em funo da abertura da matriz, v, utilizada na operao (adoptado por muitos fabricantes para a construo das tabelas de quinagem fixas quinadora)
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Raio mnimo de quinagem
A implantao das peas na chapa deve fazer-se, sempre que possvel, de modo a que a direco de quinagem se desenvolva perpendicularmente direco de laminagem. Quando no for possvel, deve-se aumentar os raios de dobragem para evitar a fractura.
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Abertura da matriz
Do valor da abertura da matriz dependem a fora de quinagem, o raio mnimo de quinagem e a dimenso mnima da aba. A deformao da chapa para se atingir o mesmo ngulo de abertura entre abas, depende significativamente da abertura da matriz, sendo superior no caso de matrizes de menor abertura. Com base em resultados experimentais temos:
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Dimenso mnima da aba
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Recuperao elstica
O fenmeno de recuperao elstica ou efeito de mola, acontece sempre que a solicitao exterior que originou a flexo retirada. Assim, tanto o ngulo de dobragem, como o raio de curvatura aumentam, modificando-se a geometria da pea. Uma das principais dificuldades da quinagem no ar reside no controlo deste fenmeno.
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Recuperao elstica
A estimativa do ngulo de recuperao elstica necessria para que as ferramentas ou o processo possam ser corrigidas na fase de projecto ou de operao, respectivamente, e a flexo possa ser compensada.
O valor aumenta nos materiais com maior tenso limite de elasticidade ou com maior propenso ao encruamento. O valor aumenta com o trabalho a frio Tambm as caractersticas geomtricas da operao influenciam a recuperao elstica, como o raio interior de quinagem, a abertura da matriz e a espessura da chapa.
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Recuperao elstica
Estimativa do ngulo de recuperao elstica
Em que dle o comprimento recuperado pela fibra exterior Considerando a definio de extenso e notando que a recuperao se d em domnio elstico (lei de Hooke) vem:
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Recuperao elstica
Factor de recuperao elstica
Alternativamente existem tabelas com dados empricos que permitem quantificar a recuperao elstica da operao. habitual admitir-se que a recuperao elstica se faz em torno da linha mdia, obtendo-se:
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Recuperao elstica
Mtodos de minimizao ou eliminao da recuperao elstica
Correco ou compensao dos ngulos das ferramentas durante o seu projecto, para as quinageens em V e a fundo Correco do valor de profundidade de quinagem com o valor correspondente ao da recuperao elstica, para quinagem no ar Dobragem com foras de traco. Como o momento necessrio deformao reduzido, tambm a recuperao elstica ser menor Substituio da quinagem no ar pela quinagem a fundo Realizao das operaes a temperaturas elevadas, j que a recuperao elstica vem reduzida com a diminuio da tenso limite de elasticidade
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Profundidade de quinagem
Uma das vantagens da operao de quinagem no ar reside na possibilidade de se poderem efectuar quinagens com ngulos diferentes, utilizando o mesmo conjunto cunho/matriz. Assim, para a preparao das quinagens ser necessrio relacionar o ngulo de abertura das abas, , com a penetrao do cunho na matriz. Profundidade de quinagem, em funo do ngulo da zona de dobragem, :
Profundidade de quinagem, em funo do ngulo de abertura das abas, :
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Posicionamento dos esbarros da quinadora
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Posicionamento dos esbarros da quinadora
Na preparao de trabalho de peas com quinagens mltiplas o projectista deve definir a sequncia de quinagens procurando cumprir dois requisitos fundamentais:
que o tempo de operao seja o mnimo que a pea seja exequvel na quinadora, ou seja, que no existam interferncias com os elementos da quinadora
Os esbarros (posicionadores da chapa) podem ser anteriores ou posteriores, consoante se situam na frente ou na traseira da quinadora. Nas quinadoras sem comando numrico, dependendo do nmero de peas a quinar, os esbarros so posicionados manualmente de modo a tornar a operao mais cmoda, mais precisa e mais econmica. As quinadoras com comando numrico permitem definir a sequncia de quinagem, posicionando automaticamente os esbarros em cada quinagem, rentabilizando o tempo de operao.
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Defeitos de quinagem
Esbeiamento (deformao lateral) e efeito de sela
O esbeiamento deve-se deformao segundo a largura da chapa, b, das fibras exteriores que sofrem contraces e das interiores que sofrem distenes O efeito de sela provocado pela variao da extenso radial ao longo das superfcies exterior e interior A zona dos bordos est sujeita a um estado de tenso plano, em oposio ao que se verifica na zona central da chapa, onde o estado de deformao pode ser considerado plano.
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Defeitos de quinagem
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Defeitos de quinagem
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Fora e trabalho de quinagem
Fora de quinagem no ar (DIN 6935): em que K um factor de correco dado por:
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Fora e trabalho de quinagem
O trabalho de quinagem dado pela rea delimitada pela curva da fora de quinagem num grfico F versus deslocamento do cunho.
em que Qw um coeficiente que depende do tipo de evoluo que a fora de quinagem tem com o curso do cunho, variando geralmente entre 0,5 e 0,8.
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Quinagem a fundo ou quinagem com quebra do nervo
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Quinagem a fundo
Principais inconvenientes so a reduo local de espessura e a necessidade de foras elevadas Deve ser utilizada, apenas, quando a preciso requerida for elevada ou para a obteno de cantos muito vivos (pequenos raios de quinagem)
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Quinagem a fundo
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Quinagem em U
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Quinagem em U
rcm = (2 a 6)h
rm = rc + (1,2 a 1,25)h
Fe = (0,25 a 0,3) FU
FU = (kU R b h2) / (rcm + j + rc) em que kU um factor correctivo variando entre 0,4 e 1 42
Quinagem de flanges com cunho de arraste
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Quinagem de flanges com cunho de arraste
Faba = (ka R b h2) / 4(rcm + j + rc) em que ka um factor correctivo variando entre 1,5 e 2
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Quinagem com borracha
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Flexo de chapas planas
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Diagrama de quinagem
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Calandragem Enrolamento na Calandra
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O que ?
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O que ?
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Aplicaes
Reservatrios, caldeiras, bides Contentores e camies cisterna Tubagens de grande seco e transies entre seces Silos, tanques, tremonhas de moinhos e ciclones Estruturas e perfis curvos para edifcios, veculos e equipamentos
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Aplicaes
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Aplicaes
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Aplicaes
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Formas tpicas
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Calandras
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Calandras de trs rolos sem dispositivo para enformao das abas
Rolos inferiores, fixos, com igual dimetro, mas menores (10 a 50%) que o superior Calandras de maior capacidade Rolos de maior dimetro e maior entre-eixo nos rolos inferiores Menor fora de flexo Utilizao de rolos inferiores de suporte para reduzir a deformao em calandras de comprimento elevado (geralmente > 3m) O ajuste do rolo superior, livre, define o dimetro da calandragem Fora de calandragem suficiente para arrastar por atrito o rolo superior. Difcil para chapa fina de grande dimetro Rolo superior motorizado Os extremos da chapa (abas) permanecem direitos
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Calandras de trs rolos com dispositivo para enformao das abas
A dobragem das abas nunca total (zona direita = (0,5 a 2)h; h - espessura da chapa) Existem diferentes tipos de concepo (no essencial, diferentes movimentos dos rolos)
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Calandras de quatro rolos
Rolos centrais motores Os rolos laterais, livres, controlam o raio da calandragem e a dobragem das abas
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Calandras de quatro rolos
Vantagens das calandras de 4 rolos:
O posicionamento apertado da chapa entre os rolos motores facilita bastante a operao, designadamente o manuseamento da chapa que, em muitos casos, pode ser feito por um nico operador. A dobragem das abas efectua-se sem necessidade de voltar a chapa. A calandragem das superfcies cnicas pode efectuar-se continuamente. A calibragem das virolas, por exemplo aps soldadura das extremidades, facilitada pela existncia dos dois rolos livres, os quais devem estar ambos actuados neste tipo de operaes.
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Calandragem cilndrica
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Descrio do processo
O rolo superior, geralmente, com um dimetro (ds) maior que o dimetro dos rolos inferiores (di), convenientemente posicionado para se obter o raio de curvatura exterior (Re) requerido para a virola Admitindo que as reaces nos rolos inferiores so verticais (aproximao), pode considerar-se que a distribuio de momento flector triangular, com o valor mximo na zona mdia do entre-eixo
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Descrio do processo
Os rolos inferiores transmitem a energia necessria deformao da chapa atravs das foras de atrito entre a chapa e os rolos A capacidade de enformao limitada pelo trabalho que possvel realizar com as foras de atrito Para aumentar a capacidade de enformao 3 rolos motores velocidade de rotao do rolo superior diferente da dos rolos inferiores para a chapa no escorregar calandras com sistemas de regulao da velocidade sofisticados e dispendiosos 2 rolos (inferiores) motores
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Geometria, dimenses e preparao do planificado
As formas obtidas so planificveis e tanto os raios de curvatura, como o comprimento de calandragem so, geralmente, muito superiores espessura da chapa As dimenses do planificado de uma virola cilndrica sero obtidas considerando que a largura de calandragem no varia (deformao plana) e que a largura do planificado igual ao permetro da circunferncia que passa na linha mdia da chapa (raio de curvatura >> espessura linha neutra coincide com a linha mdia). Outras formas Mtodos de planificao de superfcies Chanfrar os bordos das chapas para evitar a formao de fissuras (especialmente para espessuras acima dos 25 mm)
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Entre-eixo e profundidade de calandragem
Relao entre a distncia de contacto, v, e o entre-eixo, a
Profundidade de calandragem
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Deformao mxima em cada passagem
Em que R0 o raio de curvatura inicial e Re o raio de curvatura final
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Fora e potncia de calandragem
Fora de calandragem para Re > 100h
Solicitao do tipo elasto-plstica emax 0,005
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Fora e potncia de calandragem
Fora de calandragem para Re < 100h
Solicitao do tipo plstica
Equao para compensar as aproximaes
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Fora e potncia de calandragem
Potncia de calandragem
em que vR a velocidade perifrica dos rolos motores (3 a 7 m/min na calandragem a frio) e o coeficiente de atrito entre a chapa e os rolos
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Recuperao elstica
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Nmero de passos de calandragem
Condio de calandragem para uma passagem
em que Rf0 o raio inicial da virola
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Calandragem a frio e a quente
A calandragem a frio prefervel calandragem a quente (menos dispendiosa e problemtica) Para calandragens a frio, e em especial para passos mltiplos, deve ter-se em ateno a deformao mxima que a chapa sofre. usual o tratamento quando:
emax > 5% para aos de baixa liga emax > 3% para aos ferrticos temperados e revenidos A capacidade de calandragem da mquina for ultrapassada em resultado do encruamento do material
A calandragem a quente dever ser usada quando:
A capacidade de calandragem for insuficiente para realizar o trabalho a frio No se conseguir produzir peas com o dimetro desejado sem que ocorra fissurao Os tratamentos trmicos necessrios calandragem a frio tornam a calandragem a quente mais econmica.
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Calandragem de superfcies cnicas
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Procedimentos e operao
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Procedimentos e operao
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Determinao da geometria e das dimenses da estampa plana
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Clculo do ngulo de inclinao dos rolos
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Dobragem das abas
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Dobragem das abas
Um dos problemas principais da calandragem o da enformao das abas do planificado com o raio de curvatura desejado para a virola
O valor do momento flector decresce linearmente, desde um valor mximo na seco B, at se anular na seco A A deformao vai evoluindo de totalmente plstica para elstica, com zonas elastoplsticas intermdias Raio de curvatura cada vez maior Deixa de existir curvatura a partir da seco em que a deformao totalmente recuperada pelo efeito de mola
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Dobragem das abas
Solues para o problema da dobragem das abas:
1. Numa calandra sem capacidade para enformar abas a dobragem das abas poder ser executada prvia ou posteriormente calandragem por quinagem ou por martelagem. 2. Calandrar uma virola com um comprimento superior ao pretendido e cortar as abas direitas. 3. Dobrar as abas na calandra com o auxlio de um gabari, tambm conhecido por bero, fabricado previamente em chapa espessa. 4. Utilizar calandras preparadas para a dobragem das abas, as quais permitem deslocamento dos rolos inferiores ou do superior. 5. Efectuar a operao numa calandra de 4 rolos
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Dobragem das abas
O deslocamento relativo entre os rolos inferiores e o rolo superior permite aproximar o mximo do momento flector do rolo sobre o qual se pretende enformar a aba
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Dobragem das abas
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Dobragem de Tubos e Perfis
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O que ?
A dobragem de tubos e perfis um processo de deformao plstica que permite fabricar peas com geometrias complexas a partir de tubos e perfis estruturais mantendo a sua seco original
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O que ?
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O que ?
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O que ?
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Aplicaes
Tubos de escape, tubos para transporte de fluidos e peas estruturais de veculos Tubagens para caldeiras, permutadores de calor e diversas instalaes industriais das indstrias de processo Mobilirio, e peas decorativas Peas arquitectnicas e equipamentos para a construo civil
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Aplicaes
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Mquinas-ferramenta e ferramentas para dobragem de tubos e perfis
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Tipos de processos para dobragem de tubos e perfis
Dobragem por movimento axial de um cunho mvel
A geometria do cunho mvel e dos apoios apenas permite a dobragem de um determinado raio de curvatura para uma gama limitada de dimetros exteriores. muito utilizado na dobragem de tubos com areia. Poder dispensar-se o enchimento dos tubos quando o guiamento efectuado pelas abas do cunho mvel conseguir evitar a deformao da seco
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Tipos de processos para dobragem de tubos e perfis
muitas vezes utilizada para calibrar a geometria final das peas que tenham sido dobradas atravs de outros processos tecnolgicos. Baixa cadncia de produo Utilizado, essencialmente, em trabalhos de manuteno e reparao de serralharia civil e mecnica. Variantes deste processo
Dobragem com aplicao de fora axial de traco nas extremidades da pea (axial1,1 e) Dobragem realizada com a pea fixa nas extremidades
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Tipos de processos para dobragem de tubos e perfis
Dobragem por intermdio de rolos (calandragem)
As mquinas-ferramenta so constitudas por trs rolos montados em pirmide e dois rolos deflectores que asseguram o guiamento durante a dobragem de perfis de seco assimtrica de modo a evitarem tores e outros modos indesejveis de deformao. A dobragem efectuada de forma progressiva medida que aumenta a profundidade de calandragem possvel realizar diferentes raios de curvatura atravs da variao da distncia entre o rolo superior e os rolos inferiores Grande flexibilidade do processo A variao da geometria dos rolos permite processar a generalidade dos perfis
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Tipos de processos para dobragem de tubos e perfis
Dobragem por compresso
A ferramenta mvel (habitualmente designada por cunho mvel) dobra a pea durante o seu movimento de rotao em torno de um molde fixo O cunho mvel e o molde fixo apenas permitem a dobragem de um determinado tipo e geometria de perfis
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Tipos de processos para dobragem de tubos e perfis
Dobragem por estiramento
O perfil a dobrar fixo por intermdio de um dispositivo de fixao a um molde mvel que executa um movimento de rotao em torno de um eixo.
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Defeitos e formas de os evitar
Deformao da seco (ovalizao no caso dos tubos) e o engelhamento da zona em compresso (junto ao raio interior). Este tipo de defeitos pode ser evitado de vrias formas:
1. Nos tubos, enchendo o seu interior com um material incompressvel que no se oponha deformao plstica por flexo. Contudo, este procedimento ineficaz para os casos em que a seco pode deformar-se com aumento do volume interno Material solto no interior do perfil Deixa de ser assegurada a transmisso das tenses r entre as paredes em traco e compresso longitudinal. 2. Utilizando mandris que colocados no interior dos tubos, na zona submetida flexo, impeam a ovalizao. 3. Recorrendo a guiamentos exteriores que impeam o alargamento da seco evitando a ovalizao (tubos).
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Defeitos e formas de os evitar
Material para enchimento de tubos para dobragem
Areia 3 A areia lavada e bem compactada no interior do tubo, o qual tapado de modo a no permitir qualquer tipo de reduo da compactao durante a dobragem. 3 No aconselhado para tubos que possam vir a ser utilizados em aplicaes em que a existncia de gros de areia no removidos possa constituir um risco muito grave (ex.: tubagens de sistemas de lubrificao ou afins). 3 No aconselhado para a dobragem de tubos de ligas leves (ex.: ligas de cobre e de alumnio) por ser grande o risco de incrustao de gros de areia nas paredes dos tubos. Este problema tanto mais grave quanto menor for a espessura das paredes. O enchimento dos tubos pode ainda ser efectuado com materiais que possuam um baixo ponto de fuso (ex.: resinas e termoplsticos).
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Defeitos e formas de os evitar
Mandris
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Defeitos e formas de os evitar
Mandris rgidos
No conseguem acompanhar a totalidade do permetro de curvatura dos tubos No permitem eliminar totalmente o risco de ovalizao. A regulao da posio dos mandris rgidos crtica O mau posicionamento, ou no evita a ovalizao ou pode danificar o tubo. Geralmente, so torneados, rectificados e polidos Excelente acabamento superficial. Podem ser fabricados em metal (geralmente, ao temperado) ou em plstico (geralmente, polietileno). Os mandris de plstico so fceis de introduzir e de remover devido ao baixo coeficiente de atrito e podem ser dobrados em simultneo com a pea. Os mandris de plstico so versteis mas apresentam algumas desvantagens, tais como, a propenso para o desgaste e para a distoro da seco resistente. Em termos de utilizao industrial pode afirmar-se que este tipo de mandris tem um tempo de vida mdio da ordem das 200 dobragens.
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Defeitos e formas de os evitar
Mandris articulados
So formados por elementos esfricos (geralmente, um, dois ou trs elementos) que se encaixam uns nos outros ou que se encontram ligados entre si atravs de um cabo flexvel de ao. Geralmente, so fabricadas em ao temperado e possuem um acabamento superficial de muito boa qualidade. Conseguem acompanhar a curvatura do tubo de uma forma mais eficaz Permitem a realizao de dobragens que originariam a ovalizao no caso de se utilizarem mandris rgidos. Podem no eliminar totalmente os defeitos associados dobragem nas zonas correspondentes aos espaos compreendidos entre os elementos esfricos. Contudo, este tipo de defeitos frequentemente eliminado na extraco do mandril (operao de calibrao). So difceis de fabricar e caros.
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Defeitos e formas de os evitar
Mandris flexveis
So constitudos por lminas metlicas ou por camadas de PVC ou nylon. Utilizam-se principalmente na dobragem de tubos com seco transversal rectangular. As lminas apenas se deformam elasticamente. As lminas encontram-se fixas, apenas, numa das extremidades do mandril Origina movimentos relativos entre elas durante as operaes de dobragem. Apresentam dificuldade para serem introduzidos e removidos do interior das peas, sendo muitas vezes a sua aplicao incompatvel com a utilizao de sistemas de alimentao automticos.
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Tenses e deformaes
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Tenses e deformaes
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Tenses e deformaes
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Tenses e deformaes
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Projecto
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Projecto
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Projecto
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