CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI APRESENTAO Bem-vindos aula demonstrativa de Lngua Portuguesa.
sa. Por se tratar de uma turma terica, como praticamente TODOS os concursos exigem essa disciplina (a exceo fica por conta de alguns certames jurdicos), nosso estudo no ser dirigido a uma nica banca, mas a maior parte delas, de modo que o aluno esteja preparado para prestar qualquer prova e obter um timo desempenho. Claro que isso vai depender, principalmente, de sua dedicao, acompanhando as aulas, resolvendo os exerccios de fixao e participando ativamente do frum. Estaremos sempre disposio para qualquer esclarecimento. No tenha inibio em expor suas dvidas, pois s as tem quem estuda, no mesmo? Nos exerccios de fixao, o aluno ser apresentado s questes de prova das principais bancas examinadoras do pas (Cespe/UnB, ESAF, Fundao Carlos Chagas, Vunesp etc.) e ter a oportunidade de conhecer a forma como elas costumam explorar os conceitos da disciplina. Quem acha que estudar Portugus besteira, que d pra fazer a prova s com o que j sabe, se esquece que, alm do conhecimento, o que a banca busca no candidato agilidade em resolver a prova. Recebo muitas mensagens com dvidas sobre como se preparar para um concurso pblico, especialmente os da rea fiscal. Minha resposta costuma ser a mesma. So dois os elementos fundamentais para a preparao de qualquer candidato a concursos pblicos: DEDICAO e HUMILDADE. Normalmente, aquele que chega de salto alto, achando que no preciso estudar a disciplina X ou Y, certamente ter dificuldades exatamente nessa matria. Quem j est nessa estrada sabe que no so poucos os exemplos de candidato que, na hora da prova, no consegue tempo suficiente para resolver todas as questes e acaba tendo de contar com a sorte. Ou ento, erra questes fceis simplesmente porque perdeu tempo tentando resolver uma questo mais complicada. Quando se trata de prova de Lngua Portuguesa, ento, textos longos e questes de interpretao complexas so suficientes para arruinar qualquer cronograma de prova e aniquilar a estabilidade emocional do sujeito. A ESAF, por exemplo, procura eliminar o candidato pelo cansao, com textos longos e complexos. J a Fundao Carlos Chagas segue um padro de prova constante, apresentando, como principal
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI dificuldade, a falta de indicao de linhas dos longos textos, o que acaba fazendo com que o candidato perca muito tempo brincando de caapalavras, ao procurar a passagem ou palavra mencionada na questo. Saber o contedo fundamental, sem dvida. Mas tambm o saber fazer prova. Por isso, divido a preparao em trs fases: reconhecimento do terreno, em que o aluno apresentado s matrias e recolhe o material necessrio ao estudo; fixao do conhecimento, quando fundamental fazer muitos exerccios, ler comentrios de provas e identificar a metodologia da banca examinadora; e, finalmente, identificao das necessidades, em que o candidato, a partir de seu desempenho na etapa anterior, percebe quais as disciplinas ou pontos do programa que necessitam de maior ateno. Nessa ltima fase, fazer simulados com questes inditas vai ajud-lo na fixao do conhecimento e na administrao do tempo, fator esse decisivo para sua aprovao Se o seu interesse for especfico, ou seja, se estiver se preparando para um determinado concurso, importantssimo que faa provas anteriores da instituio responsvel por esse certame. Tudo isso, como se nota, envolve dedicao. No so poucos os obstculos. Quem, alm de estudar, ainda perde tempo trabalhando, enfrenta o cansao e o parco tempo de que dispe para a famlia. O concurseiro profissional, ou seja, o que se dedica exclusivamente aos estudos, enfrenta o desafio de se organizar, de no perder tempo estudando o que no interessa e, principalmente, de no cair na tentao da internet, da Sesso da Tarde, do telefone. Isso sem falar naquela vizinha fofoqueira que fica falando por a que o sujeito um vagabundo porque no trabalha...rs... Nadar contra a mar no fcil. Por isso, estudar em momentos como esses tarefa rdua aos que se preparam para ocupar um cargo pblico e exatamente nesse momento que se define um(a) vencedor(a). Tudo tem o seu tempo h tempo de descansar (ningum de ferro e o repouso ajuda no aproveitamento do estudo, sem dvida!), mas tambm deve haver o tempo de estudar sem ele, no h material, curso ou professor que d jeito. O diferencial, sem dvida, a dedicao do candidato em casa mesmo. E onde entra a tal da humildade? Em saber identificar seus pontos fracos (faz parte da fase de identificao das necessidades) e ter a humildade de comear do zero. Posso falar por experincia prpria. O meu maior calo era Matemtica. Sempre odiei essa matria. S que, se quisesse garantir minha aprovao, teria de encarar esse desafio. Ento, como poderia me aventurar a estudar Matemtica Financeira se
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI tinha dvidas bsicas. O passo se d de acordo com o tamanho das pernas. O que fiz? Matriculei-me em um curso terico para Tcnico do Tesouro Nacional (por idos de 1996) com o brilhante professor Godinho (RJ). Fui relembrar conceitos fundamentais necessrios para, mais adiante, estar apta a encarar pontos mais avanados da disciplina. Gastei toneladas de papel com exerccios (muitas rvores foram derrubadas para que eu me preparasse!!! rs...). Resultado: gabaritei a prova de Matemtica Financeira no concurso de 2001! Nosso objetivo auxiliar os que aqui chegam na busca de um melhor desempenho em Lngua Portuguesa. Se alguns pontos iniciais do programa de Portugus parecerem um tanto quanto bsicos demais, lembre-se do que falei sobre humildade. Leia, estude, resolva os exerccios de fixao, ou seja DEDIQUE-SE, mesmo que voc ache que j sabe tudo. Pode ter certeza de que alguma coisinha voc sempre acaba aproveitando. Mais adiante, esse conhecimento pode ser fundamental para aprender outro assunto. Por fim, vire um chato corrija (mentalmente, se no quiser acumular inimigos) o que escuta e l por a, traga para o seu cotidiano as lies que veremos aqui, procure incorporar os conhecimentos de Portugus ao seu dia-a-dia. Afinal, no assim que se faz quando se aprende uma lngua estrangeira? Desarme-se, livre-se dos traumas que carrega at hoje e receba as lies de corao aberto. Grande abrao a todos e bons estudos. AULA 0 ORTOGRAFIA E SEMNTICA Ortografia a parte da gramtica que estabelece normas para a correta grafia das palavras. Nas palavras de Pasquale Cipro Neto, no h quem, vez ou outra, no depare com uma dvida de grafia. bem verdade que precisamos, em boa parte dos casos, conhecer a etimologia das palavras, mas existe um nmero considervel de situaes em que h sistematizao. O professor afirma tambm que quanto mais se l e quanto mais se escreve, mais se obtm familiaridade com as palavras e sua grafia. preciso, tambm, aceitar de peito aberto que no demrito desconhecer a grafia de vocbulos pouco usados. Nessas horas, basta consultar um dicionrio. Como primeira regra, devemos ter em mente que uma palavra derivada mantm a grafia da palavra primitiva, como acontece com a palavra moada, derivada de moo, e princesinha, derivada de princesa. [Link]
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Parece simples, no ? Ento, por que tanta gente tem dificuldade em escrever o nome do profissional que cuida do cabelo das pessoas? Algum arrisca um palpite a? Vamos seguir o raciocnio de PALAVRA ORIGINRIA / PALAVRA DERIVADA. A partir da palavra originria cabelo, formam-se as demais. O conjunto de cabelos da cabea chamado de cabeleira (CABEL + -EIRA, sufixo latino que indica, dentre outras coisas, o conjunto ou acmulo de elementos). O profissional que cuida da cabeleira de algum cabeleireiro (CABELEIR + o mesmo sufixo EIRO, desta vez indicando o praticante de certo ofcio, profisso ou atividade). Agora, d uma volta no seu bairro e perceba a quantidade de cabelereiro ou cabeleleiro que h por a. Um profissional zeloso, na dvida, escreve salo de beleza. S no deve cometer o deslize de colocar na porta de seu estabelecimento uma placa com os seguintes dizeres: Corto cabelo e pinto (como vi em uma mensagem virtual), pois a ambigidade pode afastar eventuais clientes. Algumas regras ajudam a entender o processo de formao de algumas palavras, mas o que ajuda mesmo a fixar a grafia a memria visual. Quem tem filho pequeno j percebeu como faz uma criana que acabou de ser alfabetizada: ela tem sede de ler tudo o que passa na sua frente, de out-door a embalagem de biscoito. Vai juntando slaba por slaba at identificar a palavra e a ela liga o significado. Com o tempo, nos acostumamos a ler o conjunto, a figura que a palavra forma. Identificamos a grafia de uma palavra em seu todo, no lemos mais letra por letra, slaba por slaba, a no ser que a palavra seja totalmente desconhecida para ns. Voc capaz de ler rapidamente as palavras que j conhece, ao passo que, as demais, precisa ler com mais cuidado. Desafio: leia INEXPUGNABILIDADE. Confesse: voc leu de primeira ou teve de juntar as letrinhas? Mais outra: INEXTINGUIBILIDADE (essa tive de digitar aos poucos pra no errar... e voc, ao ler, pronunciou ou no o u do dgrafo gui ? Viu algum trema ali? Daqui a pouco veremos se voc leu certinho...). Por que esse bl-bl-bl todo? Para que voc no caia nas pegadinhas tradicionais de algumas bancas. Elas omitem acentos (especialmente na letra i), trocam as letras, colocam uma palavra parecida ou at inventada, desde que com o mesmo som (subexistir, no lugar de subsistir, em uma questo da ESAF). Ao ler com pressa, o crebro identifica a palavra correta e seu significado, sem que perceba a alterao feita pelo examinador. Por isso, nas questes em que a banca pede para marcar o nmero de erros de ortografia, necessrio ler diversas vezes o texto at identificar TODOS os erros. O estudo da ORTOGRAFIA abrange: [Link]
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/s/ss; j/g; izar/isar; etc); 2 - ACENTUAO GRFICA; 3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRTICOS (principalmente o HFEN e o TREMA). EMPREGO DE LETRAS O alfabeto da lngua portuguesa compe-se de 23 letras. Alm dessas, existem o K, o W e o Y, que no pertencem ao nosso alfabeto, e s se empregam nos seguintes casos: a) em abreviaturas e como smbolos de uso internacional: Km (quilmetro). b) em palavras estrangeiras, no aportuguesadas: Know-how, show. c) em nomes byroniano. prprios estrangeiros e seus derivados: Byron,
A letra h usada apenas: a) no incio, quando etimolgico: herbvoro (derivada de herba = erva). b) nos dgrafos CH, LH, NH: chave, malha, minha. c) no final, em interjeies: ah! ih! d) quando o segundo elemento, iniciado por h, se une ao primeiro (prefixo) por meio de hfen: anti-higinico. Palavras com prefixo sem hfen perdem o h desonesto, desabitado. A seguir, vamos apresentar alguns empregos especficos de letras, que podem auxiliar o aluno na identificao da grafia correta. O USO DO... - s/- esa e - ez/- eza - s/esa: vocbulo que indica naturalidade, procedncia. Exemplos: campons, holands, princesa, inglesa, calabresa (Calbria), milanesa (Milo) - ez/eza: substantivos abstratos derivados de adjetivos. Exemplos: acidez (cido), polidez (polido), moleza (mole). Por isso, a partir de agora, escolha o restaurante a partir do cardpio. Se uma das opes for pizza CALABREZA, voc poder ter uma indigesto vocabular!
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI - isar/ - izar Nesses casos, segue a regra da PALAVRA ORIGINRIA / PALAVRA DERIVADA. Se o vocbulo j apresenta a letra s, essa letra mantida no sufixo. isar: pesquisa/pesquisar; improviso/improvisar. anlise/analisar; paralisia/paralisar;
Se no havia a letra s na palavra originria, o sufixo recebe a letra z. izar: ameno/amenizar; concreto/concretizar. A nica exceo fica por conta da palavra: catequizar, que derivada de catequese. s: a) nos sufixos nominais -OSO(A) (indicativo de cheio de, relativo a ou que provoca algo) e -ISA (gnero feminino): gostoso, apetitoso, afetuoso, papisa, poetisa; b) verbos formados de vocbulos terminados em s, em decorrncia da regra PALAVRA ORIGINRIA / PALAVRA DERIVADA: pesquisa/pesquisar; anlise/analisar. c) aps ditongo: coisa, deusa. d) nos adjetivos ptrios terminados em S: regra j mencionada no item a: ingls, francs. e) nas flexes dos verbos PR e QUERER e seus derivados: quiser, pus, quis. f) quando a um verbo com a letra d no infinitivo corresponder um substantivo com som de /z/: iludir/iluso; defender/defesa; aludir/aluso x: a) depois de ditongo: feixe, peixe, frouxo. b) geralmente depois da slaba inicial EN (exceto nos casos em que se aplica a regra PALAVRA ORIGINRIA / PALAVRA DERIVADA ver o prximo caso): enxugar, enxovalhar, enxoval, enxofre. c) em palavras de origem indgena ou africana: abacaxi; d) aps slaba inicial me- (exceo: mecha): mexerica, mexer.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI ch: aps slaba inicial en- + palavra iniciada por ch: encher (cheio), encharcado (charco) : a) substantivos e verbos relacionados a adjetivos e substantivos que tm to no final: direto /direo; exceto /exceo; correto /correo; b) Substantivos e adjetivos relacionados ao verbo TER (e derivados): deteno (deter), reteno (reter), conteno (conter); Esses dois ltimos casos nos levam apresentao da regra do paradigma (que funciona na maior parte das vezes). Na dvida com relao grafia de uma palavra que sofreu algum processo de transformao (substantivo derivado de verbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outra palavra conhecida sua (que servir de paradigma), tomando o cuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquilo que aconteceu com uma ir acontecer com a outra tambm. Veja os exemplos. compreender -> compreenso / pretender -> pretenso permitir -> permisso / emitir -> emisso conceder -> concesso / retroceder -> retrocesso Cuidado!!! EXCEO derivado de EXCETUAR e no de EXCEDER. Deve ser esse o motivo de tanta gente fazer confuso. EMPREGO DO HFEN Usa-se o hfen: 1. nas palavras compostas em que os elementos da composio tm acentuao prpria e formam uma unidade significativa: guardaroupa, beija-flor, bem-te-vi; 2. com a partcula denotativa eis seguida de pronome pessoal tono: eis-me, eis-vos, eis-nos, ei-lo (com a queda do s); 3. nos adjetivos compostos: surdo-mudo, afro-brasileiro, sino-lusobrasileiro; 4. em vocbulos formados por prefixos que tm acentuao: prhistria, ps-operatrio, pr-socialista;
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 5. com os prefixos do quadro abaixo (mas observe que haver hfen diante de determinadas letras). Quem estiver se preparando para provas da ESAF, no deve se preocupar com essa tabela de hfen, pois raramente a banca explora esses conhecimentos. uma questo de custo-benefcio. Leia a tabela e suas observaes, mas no se preocupe em decor-la. Prefixos auto, contra, extra, intra, infra, neo, proto, pseudo, semi, supra, ultra Diante de vogal, h, r e s Exemplos: auto-escola, Obs.
Fugindo regra (ai, ai, ai...), a contra-ordem, palavra extra-oficial, extraordinrio escreve-se sem intra-renal, hfen (esta infra-som, foi aglutinao neo-republicano, consagrada pelo uso). protorevolucionrio, pseudorevelao, semi-selvagem, supra-humano, ultra-som
ante, anti, arqui, sobre
h, r e s
ante-histrico, anti-rbico, ante-sala, anti-higinico, arqui-rabino, sobre-solar, inter-regional, sub-raa
O prefixo sobre apresenta algumas excees (ai, ai, ai de novo...). Exemplos: sobressair, sobressalto, sobressalente, etc.
hiper, super, inter
her
Super-heri, hiper-realista, inter-regional
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Sub circum, pan, mal ber vogal e h sub-bosque, sub-regio circumadjacente, pan-americano, mal-educado, mal-humorado ad, ab, sob alm, aqum, recm, sem, sota, soto, vice, ex(= anterioridade) Observaes: a) Nos compostos com o prefixo bem, usa-se hfen quando o segundo elemento tem vida autnoma ou quando a pronncia assim o exigir. Exemplos: bem-vindo, bem-estar, bem-aventurado, etc. Alguns adjetivos so formados a partir da contrao do MAL/BEM com o adjetivo no particpio. A unio dos elementos, em alguns casos, to ntida que se emprega o hfen; em outros casos, no (bem-humorado, bem-nascido, bem vestido). Em todos esses casos, se o adjetivo estiver precedido do advrbio mais, a norma culta no admite a transformao destes em melhor ou pior, mantendo-os separados (mais bem, mais mal): Ele o mais bem-vestido da seo. qualquer palavra R ad-renal, ab-rogar, sob-roda alm-mar, aqum-mar, recm-casado, sem-terras, soto-capito, ex-aluno
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Ronaldinho Gacho o jogador mais bem pago da atualidade. Os candidatos mais mal preparados so divertimento garantido no horrio eleitoral. No uso coloquial, contudo, notam-se muitos registros dessa contrao: O time que for melhor colocado na competio disputar a Libertadores da Amrica.. O lingista Celso Pedro Luft distingue essas duas estruturas em: (1) (2) mais + bem + particpio; mais + [bem+particpio].
No primeiro caso, o advrbio MAIS modifica o advrbio BEM, que, junto com o primeiro, pode modificar o adjetivo participial. Admitem-se, pois, as duas formas. Havendo a contrao, os dois advrbios modificam o adjetivo (casas melhor construdas); mantendo-os separados, o advrbio bem modifica o adjetivo, enquanto que o advrbio mais modifica o outro advrbio (bem): casas mais bem construdas. J na segunda estrutura, o advrbio BEM forma uma unidade semntica com o particpio, a ponto de, em alguns casos, estarem ligados por hfen. Neste caso, o advrbio MAIS no pode se contrair com o outro advrbio, devendo permanecer fora da locuo: mais bem-humorado. Infelizmente o uso do hfen no regular o bastante para nos trazer tranqilidade. Parece que ouvi algum gritando do outro lado do computador: Socorro, Claudia!!! O que eu devo fazer na hora da prova????. Na prova, todo cuidado pouco. Primeiramente, observe se o enunciado faz meno a norma culta, caso em que devemos manter os vocbulos separados (mais bem). Caso negativo, verifique se h outra opo que atenda de forma mais adequada ao que se pede. S em ltimo caso, considere incorretas construes como melhor colocado ou melhor preparado. b) O prefixo co seguido de hfen quando tem o sentido de "a par" ou "juntamente" (ou seja, unio) e o segundo elemento tem vida autnoma. Exemplos: co-aluno, co-autor, co-proprietrio. c) Quando o no funciona como prefixo, equivalendo a in ou des, ligase ao substantivo por hfen. Entende-se, inclusive, que neste caso o no um elemento de composio do vocbulo e no um advrbio. Exemplos: no-conformismo, no-pagamento. [Link] 10
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) Em vrios casos, a palavra forma, com hfen, uma nova unidade de sentido: Exemplos: dia a dia = locuo adverbial que significa diariamente: Ela, dia a dia, conserva a chama da paixo acesa.; dia-a-dia = cotidiano: No fcil o dia-a-dia da mulher moderna. H palavras que, devido ao uso, mantiveram o seu sentido mais comum sem o sinal: ponto de vista, no sentido de opinio, originalmente era registrada com hfen (ponto-de-vista). ACENTUAO GRFICA Enquanto que, nos primeiros pontos do estudo da Ortografia (Emprego de Letras e Hfen), ns no pudemos fugir muito da decoreba, agora, em Acentuao Grfica, vamos dar o pulo do gato! Ser apresentado um esquema que ajuda (e muito!) a identificar qualquer erro na acentuao das palavras. De uma maneira geral, a regra ACENTUAR O MNIMO DE PALAVRAS. Ento, acentua-se o que h em menor nmero. Se buscarmos nos dicionrios, bem menor a quantidade de proparoxtonas. A maior parte das palavras da lngua portuguesa composta de paroxtonas e oxtonas (neste ltimo caso, por exemplo, classificam-se todos os verbos no infinitivo impessoal fazer, comer, estabelecer, etc.). Por isso, uma das regras de acentuao : T O D A S AS P R O P A R O X T O N A S S O A C E N T U A D A S (como so poucas, pe acento em todas elas). Por sua vez, pequeno o nmero de oxtonas que terminam em A / E / O / EM, e seus respectivos plurais. Por isso, essas sero acentuadas. De acordo com essa regra, as oxtonas terminadas por R ficaram de fora e, com isso, todos os verbos no infinitivo impessoal. Mas o que , afinal, uma slaba tnica??? a slaba da palavra pronunciada com maior intensidade, com mais fora. Todas as palavras com duas ou mais slabas apresentam slaba tnica e outra(s) tona(s). J os monosslabos (uma slaba) podem ser: a) tonos: no possuem acentuao prpria, isto , so pronunciados com pouca intensidade. Normalmente, so pronomes oblquos (quase todos os monosslabos), preposies e conjunes monossilbicas: o, e, se, a, de. [Link] 11
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) tnicos: possuem acentuao prpria, isto , so pronunciados com muita intensidade: l, p, mim, ps, tu, l. Os vocbulos tonos NUNCA so acentuados. J os tnicos podem receber acento ou dispens-los. Vejamos, agora, os casos em que os vocbulos, sendo tnicos, so acentuados. Vou deixar por sua conta o preenchimento dessas lacunas. Ao fim do material, esto algumas sugestes. a) Monosslabos tnicos - so acentuados os terminados em - A(S), E(S), - O(S). Exemplos:______________________________________. b) Oxtonos - so acentuados os terminados em - A(S), - E(S), - O(S), - EM (-ENS). Exemplos:_____________________________________. c) Paroxtonos - acentuam-se os que NO terminam em -A(S), - E(S), - O(S), - EM (- ENS) exceto ditongos crescentes e palavras terminadas em -o e -o Exemplos:______________________________________. d) Proparoxtonos - todos so acentuados. Exemplos:______________________________________. e) Grupos voclicos : Hiatos - I e U, 2 vogal tnica aps hiato, sozinhos na slaba ou com -S, desde que no seguidos de -NH ou outra letra, na mesma slaba, que no o s. Exemplo:______________________________________. Se as vogais forem iguais, no haver acento. (essa eu quero ver se algum vai conseguir lembrar um exemplo!) Exemplo:______________________________________. Ditongos - so acentuados os orais abertos tnicos -I, -U, -I: Exemplo:______________________________________. Conserva-se, por clareza grfica, o acento circunflexo da 3 pessoa do plural dos verbos LER, CRER, VER e DAR, e seus derivados (lem, crem, vem, dem).
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI IMPORTANTE! O Vocabulrio Ortogrfico da Lngua Portuguesa (que foi editado pela Academia Brasileira de Letras e tem fora de lei - Lei 5.765/71) inclui os monosslabos na mesma regra dos oxtonos e os vocbulos terminados em ditongo crescente (srie, tnue), na regra dos proparoxtonos. Nesse ponto, algumas bancas, como a Fundao Carlos Chagas, j deixaram claro seu posicionamento, a partir de questes de prova, como veremos nos exerccios de fixao. Outras ainda no. Por isso, antes de afirmar que Cludia paroxtona terminada em ditongo crescente ou proparoxtona, o candidato deve verificar as demais opes. Para consulta sobre a grafia de qualquer palavra, acesse o stio da Academia Brasileira de Letras ([Link]), Vocabulrio Ortogrfico Sistema de Buscas. Nessa pgina, voc poder verificar a existncia de qualquer vocbulo da lngua portuguesa, sua grafia e a classe gramatical correspondente. Essas lies podem ser resumidas no seguinte esquema.
SO ACENTUADOS: Proparoxtonos TODAS Paroxtonos NO terminados em A(S) E(S) O(S) EM(ENS) E terminados em: . ditongo crescente; . -o; . -o; Encontros voclicos: - hiato as vogais i e u, como segunda vogal do hiato, sozinhas na slaba ou acompanhadas da letra s, recebem acento agudo. - ditongo aberto i, u ou i - s lembrar que, sem o acento, escrevem-se a interjeio ei (Ei, voc a,...), o pronome eu e a interjeio oi (Oi, tudo bem?). Oxtonos Terminados em A(S) E(S) O(S) EM(ENS) Monosslabos tnicos Terminados em A(S) E(S) O(S)
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI DICA IMPORTANTSSIMA Todas essas regras de acentuao devem ser aplicadas, inclusive, nas formas verbais, quando houver a colocao de pronomes oblquos. A anlise para a acentuao recai exclusivamente na forma verbal. Por exemplo: em analis-las-ei, como tonicidade recai na ltima slaba de analisa, h necessidade de ser acentuada a vogal para essa indicao. Outro exemplo mais cabeludo: contrabande-las-amos (= iramos contrabandear as mercadorias) - na primeira parte do vocbulo, acentua-se pela mesma regra do exemplo anterior (oxtona terminada em A); a segunda parte cai na regra das proparoxtonas; mais um exemplo: distribu-lo o i fica sozinho na slaba; logo, acentuado. Perceba, com esse exemplo, que cada pedacinho do verbo, dividido pela colocao pronominal, deve ser analisado isoladamente, como se houvesse dois vocbulos independentes. ACENTOS DIFERENCIAIS - DE TIMBRE: vogal aberta ou fechada - pde ([Link]) / pode ([Link]) - DE INTENSIDADE OU TONICIDADE - vogal tona ou tnica: ca (verbo e substantivo), para diferenciar de coa (contrao); pr (verbo), para diferenciar de por (preposio); pra (verbo), para diferenciar de para (preposio); plo (substantivo), para diferenciar de pelo (contrao); plo (do verbo pelar), para diferenciar de pelo (contrao); plo (substantivo), para diferenciar de polo (contrao de por+o); plo (substantivo = filhote de gavio), para diferenciar de polo (contrao de por+o); pra (substantivo), para diferenciar de pra (preposio antiga). - DE NMERO - Alguns gramticos classificam o acento circunflexo dos verbos ter e vir (e derivados) na 3 pessoa do plural (tm, vm, contm, entretm, detm, retm etc.) como ACENTO DIFERENCIAL DE NMERO. As formas verbais singulares tem e vem so monosslabos tnicos e, por isso, dispensariam a acentuao (a regra acentuar somente os monosslabos tnicos terminados em A / E / O). A conjugao na 3 pessoa do singular dos verbos derivados recebe acentuao (detm, contm, entretm etc.) em atendimento regra dos oxtonos terminados por EM. Esses gramticos consideram, ento, que o acento circunflexo (tm, vm, detm, contm, entretm) serve to-somente para indicar que o verbo est no plural.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Dessa forma, a regra de acentuao, segundo eles, : tm (acento diferencial de nmero) vm (acento diferencial de nmero) detm (oxtona terminada em EM) detm (acento diferencial de nmero c/c oxtona terminada em EM). TREMA Recebe o trema o U dos grupos QUE, QUI, GUE, GUI quando for pronunciado e tono. Ex.:_________________________________________. Quando o U for tnico, recebe acento agudo. Ex.:________________________________________. Algumas palavras tm o emprego do trema facultativo: Ex.:_________________________________________. CUIDADO: os verbos DISTINGUIR, EXTINGUIR, ADQUIRIR pronncia do U e por isso so grafados sem trema. no registram a
Voc ainda se lembra da INEXTINGUIBILIDADE? Pois ... por ser uma palavra derivada de EXTINGUIR, no leva o sinal de trema e, conseqentemente, no se registra a pronncia do u do dgrafo gui. RESUMO DE TREMA Deve ser usado sempre que se escreverem palavras cujo U do grupo [que, qui, gue, gui] seja tono e pronunciado. Em outros casos, quando o U no pronunciado (guerra, quinto) ou quando sempre pronunciado (quadro, longnquo, gua, desguo), no haver trema. Antes de passarmos para os exerccios de fixao, vamos falar um pouco sobre Semntica, assunto que tem uma grande relao com Ortografia. SEMNTICA o estudo do sentido das palavras de uma lngua. Estuda basicamente os seguintes aspectos: sinonmia, paronmia, antonmia, homonmia, polissemia, conotao e denotao. [Link] 15
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Sinonmia a relao que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes - SINNIMOS. Ex.: Cmico - engraado Dbil - fraco, frgil Distante - afastado, remoto Antonmia a relao que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrrios - ANTNIMOS. Ex.: economizar / gastar; bem / mal; bom / ruim nesse ponto HOMONMIA E PARONMIA que verificamos a importncia da ortografia a depender do significado, a grafia da palavra pode ser alterada. Homonmia a relao entre duas ou mais palavras que, apesar de possurem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonolgica HOMNIMOS. As homnimas podem ser: Homgrafas heterofnicas (ou homgrafas) - so as palavras iguais na escrita e diferentes na pronncia. Ex.: gosto (substantivo) - gosto (1 pess. sing. pres. ind. - verbo gostar) Conserto (substantivo) conserto (1 pess. sing. pres. ind. - verbo consertar) Homfonas heterogrficas (ou homfonas) - so as palavras iguais na pronncia e diferentes na escrita. Ex.: cela (substantivo) - sela (verbo) Cesso (substantivo) sesso (substantivo) Cerrar (verbo) - serrar (verbo) Homfonas homogrficas (ou homnimos perfeitos) - so as palavras iguais na pronncia e na escrita. Ex.: cura (verbo) - cura (substantivo) Vero (verbo) - vero (substantivo) Cedo (verbo) - cedo (advrbio) [Link] 16
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Paronmia a relao que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas so muito parecidas na pronncia e na escrita - PARNIMOS. Ex.: cavaleiro - cavalheiro Absolver - absorver Comprimento cumprimento Abaixo, apresentamos uma relao com alguns parnimos, acompanhados de seus significados. homnimos e
A nossa inteno, ao apresentar essa lista, mostrar as diferentes formas de grafia, a depender do sentido do vocbulo. No quero ver ningum decorando a lista na frente do espelho. O aluno deve ter cincia da existncia dessas palavras e, na medida do possvel, incorpor-las ao seu prprio vocabulrio. Esse o melhor mtodo de memorizao. ACENDER: iluminar; por fogo em; ASCENDER: subir; ASCENDENTE). elevar (da: ASCENSO, ASCENSORISTA,
ACIDENTE: ocorrncia casual grave; INCIDENTE: episdio casual sem gravidade, sem importncia. AFERIR: conferir ("Ele aferiu o relgio de luz."); AUFERIR: colher, obter ("Ele auferiu bons resultados"). AMORAL: ausncia de moral, que ignora um conjunto de princpios; IMORAL: Que contrrio, que desobedece a um conjunto de princpios. REA: dimenso, espao; RIA: pea musical para uma s voz. ARREAR: colocar arreios em; ARRIAR: abaixar. ACTICO: relativo ao vinagre; ASCTICO: relativo ao Ascetismo; ASSPTICO: relativo assepsia. BROCHA: prego curto, de cabea larga e chata; BROXA: tipo de pincel. [Link] 17
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CAAR: perseguir, capturar a caa; CASSAR: anular. CAICHOLA: cabea; CAIXOLA: caixa pequena. CEGAR: tirar a viso de; SEGAR: seifar, cortar. CELA: aposento de religiosos ou de prisioneiros; SELA: arreio de cavalo, 3 p. s., pres. ind., v. selar. CENSO: recenseamento; SENSO: juzo claro. C(P)TICO: que ou quem duvida; S(P)TICO: que causa infeco. CERRAR: fechar; SERRAR: cortar. CERVO: veado; SERVO: servente, escravo. CESTA: utenslio geralmente de palha para se guardar coisas; SESTA: hora de descanso, normalmente aps o almoo; SEXTA: ordinal feminino de seis. COMPRIDO: longo; CUMPRIDO: particpio passado do verbo CUMPRIR. COMPRIMENTO: uma das medidas de extenso (largura e altura); CUMPRIMENTO: ato de cumprimentar algum, saudao, ou de cumprir algo. CONCERTAR: harmonizar, conciliar. CONSERTAR: pr em boa ordem; dar melhor disposio a; arrumar, arranjar". CONCERTO: apresentao ou obra musical; CONSERTO: ato ou efeito de consertar, reparar algo. CORINGA: tipo de vela que se coloca em algumas embarcaes; CURINGA: carta de baralho.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI COSER: costurar; COZER: cozinhar. DEFERIMENTO: concesso, atendimento; DIFERIMENTO: adiamento; (Assim tambm: DEFERIR = CONCEDER; DIFERIR = ADIAR, DIVERGIR) DELATAR: denunciar (delao); DILATAR: retardar, adiar (dilao). DESCRIO: ato de descrever, tipo de redao, exposio; DISCRIO: qualidade daquele que discreto. DESCRIMINAR: inocentar, absolver (DESCRIMINAO); DISCRIMINAR: distinguir, diferenciar, separar (DISCRIMINAO). DESMITIFICAR: fazer cessar a mitificao, ou seja, a converso em mito de alguma coisa ou algum; DESMISTIFICAR: livrar ou tirar da mistificao, que significa burla, engano, abuso de credulidade. DESPENSA: compartimento para se guardar alimentos; DISPENSA: demisso. DESTRATAR: insultar; DISTRATAR: romper um trato, desfazer um contrato. EMINENTE: que se destaca, excelente, notvel; IMINENTE: que est prestes a ocorrer, pendente. EMITIR: expedir, emanar, enunciar, lanar fora de si; IMITIR: fazer entrar, investir. EMPOAR: formar poa; EMPOSSAR: dar posse a algum. ESPECTADOR: aquele que v, que assiste a alguma coisa; EXPECTADOR: o que est na expectativa de, espera de algo. ESPIAR: espreitar, olhar; EXPIAR: redimir-se, pagar uma culpa. ESPRIMIDO: particpio do verbo ESPREMER; EXPRIMIDO: particpio do verbo EXPRIMIR (tambm EXPRESSO).
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI FLAGRANTE: evidente, fato que se observa no momento em que ocorre; FRAGRANTE: que exala cheiro agradvel, aromtico (fragrncia). FLUIR: correr (lquido), passar (tempo); FRUIR: desfrutar, gozar. INCIPIENTE: iniciante, inexperiente; INSIPIENTE: ignorante. INFLAO: ato de inflar, aumento de preos; INFRAO: desobedincia, violao, transgresso. INFLIGIR: aplicar ou determinar uma punio, um castigo; INFRINGIR: desobedecer, violar, transgredir. MEAR: dividir ao meio; MIAR: dar mios (voz dos gatos). RATIFICAR: confirmar, corroborar; RETIFICAR: alterar, corrigir. RUO: grisalho, desbotado (gria: "difcil"); RUSSO: relativo Rssia. SEO (ou SECO): parte, diviso, departamento, ato de seccionar; SESSO: espao de tempo, programa; CESSO: doao, ato de ceder. SOAR: emitir determinado som; SUAR: transpirar. SORTIR: abastecer, prover; SURTIR: ter como conseqncia, produzir, alcanar efeito. TACHAR: censurar, acusar, botar defeito em; s pode ser empregado em idias pejorativas; TAXAR: estabelecer um preo, um imposto, tributar; estipular o preo, o valor de algo - acaba, por analogia, significando tambm "avaliar, julgar". Pode, por isso, ser usado tanto para os atributos bons como para os ruins. VESTIRIO: local para trocar de roupa em clubes, colgios, etc; VESTURIO: o traje, a indumentria, as roupas que usamos.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI VULTOSO: de grande vulto, nobre, volumoso; VULTUOSO: sofre de inchao, especialmente na face e nos lbios. USURIO: o que desfruta o direito de usar alguma coisa; USURRIO: o que pratica a usura ou agiotagem. Conotao e Denotao Conotao o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Ex.: Voc tem um corao de pedra. Denotao o uso da palavra com o seu sentido original. Ex.: Pedra um corpo duro e slido, da natureza das rochas. Polissemia a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vrios significados. Ex.: Ele ocupa um alto posto na empresa. Abasteci meu carro no posto da esquina. ..................................................................................................... Resolva, agora, as questes abaixo. Elas servem tanto para fixar os conceitos como para voc observar como as bancas exploram esses conhecimentos. Felizmente, h farto material sobre o assunto e pudemos selecionar 25 questes. O mesmo pode no acontecer com determinados pontos do programa. Nessa parte, voc encontrar dois tipos de questo: as reproduzidas na ntegra, caso em que voc dever indicar a letra referente opo correta; e as adaptadas, em que apenas um ou alguns itens foram selecionados nesses casos, voc dever analisar a correo gramatical da passagem (item correto ou incorreto). O gabarito est no fim do material. Bons estudos e at a prxima. QUESTES DE FIXAO 1 - (Fundao Carlos Chagas / TRT 24 Regio Analista Judicirio / 2004) [Link]
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Todas as palavras esto corretamente grafadas na frase: (A) A obsolecncia das instituies constitue um dos grandes desafios dos legisladores, cuja funo reconhecer as solicitaes de sua contemporaneidade. (B) Ao se denigrirem as boas reputaes, desmoralizam-se os bons valores que devem reger uma sociedade. (C) A banalisao dos atos anti-sociais um sintoma da doena do nosso tempo, quando a barbrie dissimula-se em rotina. (D) Quando, numa mesma ao, converjem defeitos e mritos, confundimo-nos, na tentativa de discrimin-los. (E)) Os hbitos que medeiam as relaes sociais so louvveis, quando eticamente institudos, e odiosos, quando ensejam privilgios. 2 - (Fundao Carlos Chagas /Assistente de Defesa Agropecuria MA / Maro 2004) H palavras escritas de modo INCORRETO na frase: (A) A expanso da fronteira agrcola no pas mobiliza interesses conflitantes entre o necessrio aumento da produo e a preservao dos recursos naturais. (B)) A crecente colaborao entre rgos do governo e entidades privadas pode garantir o hsito de aes diversas contra doenas na agricultura. (C) Vrios cientistas dedicam-se a pesquisar formas eficazes de controlar a disseminao de pragas em lavouras espalhadas por todas as regies. (D) essencial, na busca de excelncia do agronegcio, a transmisso de conhecimento ao homem do campo, alm do uso intensivo de tecnologia. (E) A exploso do contingente populacional em todo o planeta exige produo cada vez maior de alimentos, o que justifica investimentos e pesquisas. 3 - (Fundao Carlos Chagas /TRT 8 Regio Tcnico Judicirio / Dezembro 2004) H palavras escritas de maneira INCORRETA na frase: (A) Recursos cientficos e tecnolgicos devem oferecer possibilidade de insero social populao carente e desassistida das grandes cidades. [Link]
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (B)) Um regime de crescente colaborao entre governo, instituies privadas e sociedade garantir o hsito de diversos programas direcionados a adolecentes mais pobres. (C) Ao atribuir excessivo valor ao consumo de bens suprfluos, a sociedade passa a exigir que as pessoas aparentem poder econmico, mesmo falso. (D) Em vrias regies, o inchao urbano, resultante do intenso xodo rural, responsvel pelo crescimento desmedido do nmero de favelados. (E) Extensas reas, em todo o mundo, encontram-se ocupadas por populaes que vivem em situao de misria, destitudas dos direitos bsicos da cidadania. 4 (Fundao Carlos Chagas / Analista TRT [Link] / Outubro 2004) A mesma regra que justifica a acentuao no vocbulo incio aplica-se em (A) tcnica. (B) idia. (C) possvel. (D) jurdica. (E) vrios. 5 - (Fundao Carlos Chagas /TRT 3 Regio Tcnico Judicirio / Janeiro 2005) As palavras do texto que recebem acento grfico pela mesma razo que o justifica nas palavras ofcio e idias, respectivamente, so (A) nico e histria. (B) salrios e Nger. (C) inteligncias e notvel. (D) perodo e memria. (E)) agncia e hericas. 6 - (CESPE UnB /PCDF/ 1998) Assinale a opo correta.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (a) Uma mesma regra oriente a acentuao de l, Tamandu, a e atravs. (b) Os vocbulos notaramos, estirvamos e supnhamos recebem acento grfico por serem formas verbais na primeira pessoa do plural. (c) Uma nica regra justifica o acento grfico dos vocbulos lenis e rseo. (d) O ditongo nasal /w/ pode ser escrito am, como em perturbam, ou o", como em levaro: com a primeira grafia escrevem-se slabas tonas; com a segunda, slabas tnicas ou tonas, a exemplo do que ocorre em rfo. 7 - (Fundao Getlio Vargas SP/ Fiscal MS/ 2000) Assinale a alternativa em que todas as palavras esto corretamente acentuadas. (a) juzes, propr, acrdo (b) varo, desgua, carter (c) papis, hfen, debnture (d) polcia, gratuto, sava 8 - (ESAF / IPEA/ 2004 -adaptada) Em relao ao texto, julgue a assertiva abaixo. a) A palavra esteretipos acentuada pela mesma regra gramatical que exige acento em metfora e em cientfica. 9 - (ESAF / TTN/ 1997 -adaptada) Julgue a correo gramatical dos itens abaixo. I - As palavras genrica, pblicos e excludos so acentuadas com base na mesma regra gramatical. II - Acentuam-se as palavras precrios, previdencirias, tributrios porque so paroxtonas terminadas em ditongo crescente. III - Em A perda de receita fiscal (l.11), admite-se como lngua padro escrita tambm a forma erudita perca. Est (o) correto(s): a) I e II, somente. [Link] 24
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI b) II, somente. c) III, somente. d) II e III, somente. e) todos os itens.
10 - (ESAF / TTN/ 1998 -adaptada) Analise a seguinte afirmao. d) "perca" uma variante da palavra "perda" na norma culta. 11 - (FUNDEC / TRT RJ / 2003) Assim como os verbos amenizar (linha 3), sinalizar (linha 36) e protagonizar (linha 12), escrevem-se com a letra Z todos os relacionados abaixo, porque so derivados com o sufixo -izar. Numa das relaes, entretanto, h um verbo com erro de grafia, pois pelas normas ortogrficas deve ser escrito com S. Este verbo encontra-se na opo: A) minimizar / politizar / pulverizar / catequizar; B) amortizar / arborizar / hipnotizar / preconizar; C) avalizar / cotizar / indenizar / exorcizar; D) enfatizar / polemizar / paralizar / arcaizar; E) contemporizar / fiscalizar / sintonizar / entronizar. 12 - (Fundao Carlos Chagas /Procurador BACEN/ Janeiro 2006 adaptada) Julgue os itens: (I) incipiente tem o mesmo significado da palavra anloga insipiente. (II) ganhos mais vultosos o adjetivo grifado admite a forma variante vultuosos. 13 - (VUNESP/ BACEN/ 1998) Assinale a alternativa em que a palavra grifada escreve-se de acordo com o significado expresso pelo contexto geral da frase. (A) Aqui por estas paragens encantadoras, os bons momentos fluem como as guas cristalinas de um riacho. [Link] 25
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (B) No me parece muito prudente a estadia das meninas, por muito tempo, naquele hotel mais do que suspeito. (C) Era fragrante sua inteno de disputar nas prximas eleies a presidncia do clube. (D) Vultuosa soma de dinheiro di desviada dos cofres pblicos, na ltima campanha municipal. 14 - (CESPE UnB /Cmara dos Deputados / 2002) Julgue o item abaixo. - Na lngua portuguesa brasileira atual, a palavra estadia tem seu emprego como uma opo correta para o contexto de estada, pois ambas se equivalem semanticamente, assim como as formas melhora e melhoria, morada e moradia. 15 - (ESAF / AFRF / 2003) Indique o item em que todas as palavras esto corretamente empregadas e grafadas. a) A pirmide carcerria assegura um contexto em que o poder de infringir punies legais a cidados aparece livre de qualquer excesso e violncia. b) Nos presdios, os chefes e subchefes no devem ser exatamente nem juzes, nem professores, nem contramestres, nem suboficiais, nem pais, porm avocam a si um pouco de tudo isso, num modo de interveno especfico. c) O carcerrio, ao homogeinizar o poder legal de punir e o poder tcnico de disciplinar, ilide o que possa haver de violento em um e de arbitrrio no outro, atenuando os efeitos de revolta que ambos possam suscitar. d) No singular poder de punir, nada mais lembra o antigo poder do soberano iminente que vingava sua autoridade sobre o corpo dos supliciados. e) A existncia de uma proibio legal cria em torno dela um campo de prticas ilegais, sob o qual se chega a exercer controle e aferir lucro ilcito, mas que se torna manejvel por sua organizao em delinqncia. (Itens adaptados de Michel Foucault) 16 (Fundao Carlos Chagas / Auditor Fiscal Paraba / 2006) [Link]
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Nas frases I. O mau julgamento poltico de suas aes no preocupa os deputados corruptos. Para eles, o mal est na mdia impressa ou televisiva. II. No h nenhum mau na utilizao do Caixa 2. Os recursos no contabilizados no so um mau, porque todos os polticos o utilizam. III. mau apenas lamentar a atitude dos polticos. O povo poder puni-los com o voto nas eleies que se aproximam. Nesse momento, como diz o ditado popular, eles estaro em mal lenis. o emprego dos termos mal e mau est correto APENAS em (A)) I. (B) I e II. (C) II. (D) III. (E) I e III. 17 - (ESAF /AFRF /2002-1 - adaptada) Analise se ambos os perodos esto gramaticalmente corretos. d) O incitamento discriminao no afasta a possibilidade de cometimento tambm de injria, motivada pela discriminao ou qualquer outro crime contra a honra, previsto no CPB ou mesmo na Lei de Imprensa. / O incitamento descriminao no afasta a possibilidade de cometimento tambm de injria, motivado pela descriminao ou quaisquer outro crime contra a honra, previsto no CPB ou mesmo na Lei de Imprensa. 18 - (AFC/CGU 2003/2004) Assinale a opo que corresponde a palavra ou expresso do texto que contraria a prescrio gramatical. No sculo XX, a arte cinematogrfica introduziu um novo conceito de tempo. No mais o conceito linear, histrico, que perspassa(1) a Bblia e, tambm, as pinturas de Fra Angelico ou o Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. No filme, predomina a simultaneidade(2). Suprimem-se(3) as barreiras entre tempo e espao. O tempo adquire carter espacial, e o espao, carter temporal. No filme, o olhar da cmara e do
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI espectador(4) passa, com toda a liberdade, do presente para o passado e, desse, para o futuro. No h continuidade ininterrupta(5). (Adaptado de Frei Betto) a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 19 - (CESPE UnB / Cmara dos Deputados / 2002) A maioria dos primeiros textos que foram escritos para descrever terra e homem da nova regio levam a assinatura de portugueses. Respondem s prprias perguntas que colocam, umas atrs das outras, em termos de violentas afirmaes eurocntricas. A curiosidade dos primeiros colonizadores menos uma instigao ao saber do que a repetio das regras de um jogo cujo resultado previsvel. Os nativos eram de carne-e-osso, mas no existiam como seres civilizados, assemelhavamse a animais. Na Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita a el-rei D. Manuel, observam-se melhor as obsesses dos portugueses, intrusos assustados e visitantes temerosos, que desembarcam de inusitadas casas flutuantes, do que as preocupaes dos indgenas, descritos como meros espectadores passivos do grande feito e do grande evento que a cerimnia religiosa da missa, realizada em terra. No , pois, por casualidade que a primeira metfora para descrever a condio do indgena recm-visto a tbula rasa, ou o papel branco. Eis uma boa descodificao das metforas: eles no possuem valores culturais ou religiosos prprios e ns, europeus civilizados, os possumos; no possuem escrita e eu, portugus que escrevo, possuo. Mas da tbula rasa e do papel branco trazia o selvagem, ainda dentro do raciocnio etnocntrico, a inocncia e a virtude paradisacas, indicando que, no futuro, aceitariam de bom grado a voz catequtica do missionrio jesuta que, ao imp-los em lngua portuguesa, estaria ao mesmo tempo impondo os muitos valores que nela circulam em transparncia. - A palavra espectadores (l.12), em relao forma expectadores, exemplifica, em lngua portuguesa, um dos casos em que h flutuao ortogrfica, com formas homnimas que podem se alternar no mesmo contexto e com o mesmo significado.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI 20 - (ESAF / TCU / 2006 - adaptada) Em relao ao texto, analise as assertivas abaixo. As barreiras regulatrias vo da dificuldade burocrtica de abrir um empreendimento ao custo tributrio de mant-lo em funcionamento. No Brasil, representam 11% da muralha antidesenvolvimento e resultam, na maioria das vezes, da mo pesada do Estado criador de labirintos burocrticos, de onerosa e complexa teia de impostos e de barreiras comerciais. (Adaptado de Revista Veja, 7 de dezembro de 2005.) d) A expresso mo pesada (l. 5) est sendo empregada em sentido conotativo. e) A expresso teia (l. 6) est empregada em sentido denotativo. 21 - (VUNESP/ BACEN/ 1998) Assinale a alternativa conotativamente. que contm palavras empregadas
(A) A filosofia desce finalmente da torre de marfim em direo praa pblica. (B) Filosofia se diz de muitas maneiras: um livro de especialista, uma tese de doutorado, um texto didtico. (C) Atitudes excntricas do filsofo acabaram por popularizar suas idias. (D) O sucesso de debates garante a manuteno dos programas de estudos filosficos. (E) Passagens dos escritos dos filsofos, apesar de arbitrrios, so responsveis pelo entusiasmo dos debatedores. 22 - (ESAF / IPEA/ 2004 - adaptada) Depois da Independncia, o Brasil e os demais pases latinoamericanos se transformaram, no sculo XIX, nos primeiros estados nacionais nascidos fora da Europa. Uma exceo notvel, no momento em que alguns pases europeus comeavam sua segunda e veloz expanso colonial, na frica e na sia. Naquele momento, entretanto, esses estados eram centros de poder muito frgeis e no tinham capacidade de exercer suas soberanias, dentro e fora dos seus territrios. Alm disso, no dispunham de [Link] 29
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI economias ou mercados nacionais. Por isso, a Amrica Latina ficou marginalizada dentro do sistema interestatal de competio entre as Grandes Potncias, e pde ser transformada em um laboratrio de experimentao do "imperialismo de livre-comrcio", defendido por Adam Smith, e praticado pela Inglaterra, na primeira metade do sculo XIX. (Adaptado de Jos L. Fiori Brasil: Insero Mundial e Desenvolvimento) Julgue a seguinte afirmao: a) Seria gramaticalmente correta, sem necessidade de outras alteraes no texto, a substituio de latino-americanos por latinoamericanos. 23 - (ESAF/Analista Comrcio Exterior/2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando , sem dvida, um dos mais srios, sobretudo porque dele decorrem inmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando j faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comrcio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilcitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que esto sujeitas, favorecem e intensificam a formao de verdadeiras quadrilhas, at mesmo com participao de empresas estrangeiras. So organizaes de carter empresarial, estruturadas para promover tais prticas nos mais variados ramos de atividade. (Adaptado de [Link], 30/10/2000) Com base no texto acima, julgue a afirmao que segue. d) A expresso dia-a-dia(l.3) corresponde idia de o viver cotidiano, e dia a dia corresponde idia de passagem do tempo, ou seja, dia aps dia. 24 - (ESAF / IPEA/ 2004) Assinale a opo que apresenta erro de morfologia, grafia das palavras ou emprego de vocabulrio inadequado. a) possvel gerar desenvolvimento em curto prazo. O ganho real de salrios aumenta o consumo. Logo, o comrcio cresce e gera empregos. A indstria, reativada, gera mais empregos. Os servios aumentam e criam empregos. b) Novos empregos geram consumo e, ento, est formada a aspiral desenvolvimentista do crescimento sustentado. O reverso da medalha
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI que o achatamento salarial representa uma queda brutal na economia do pas. c) Uma das estratgias do neoliberalismo manter alto o nvel de desemprego para que os trabalhadores percam, entre outros, o poder de presso e de negociao, os salrios baixem e o lucro das empresas aumente. d) Achatar salrios significa concentrar renda. O Brasil hoje um dos pases mais injustos e de maior concentrao de renda do mundo. e) O achatamento salarial beneficia fortemente as corporaes transnacionais. Elas conseguem pagar cada vez menores salrios, lucrar cada vez mais e remeter mais lucros para o exterior, empobrecendo o nosso Pas dia a dia. (Fernando Siqueira, Para Gerar Emprego e Desenvolvimento) 25 - (ESAF /AFC /2002 - adaptada) Julgue a correo gramatical do segmento abaixo. b) Nem os primeiros merecem inteiramente o epteto de apocalpticos, pois no so em geral niilistas ou utpicos, nem os ltimos fazem juz designao de integrados, posto que proclamam querer reagir contra o pior da "desordem estabelecida". Agora que voc resolveu todas as questes (espero...), veja o gabarito e leia os comentrios. Se houver dvidas, estarei disposio no frum. Abrao, bons estudos e at a prxima. Sugesto de exemplos: ACENTUAO GRFICA Monosslabos tnicos terminados em - A(S), - E(S), - O(S): f, p, rs, p, ns Oxtonos terminados em - A(S), - E(S), - O(S), - EM (-ENS): caf, chamin, Par, domin, fregus, vintm, tambm, refns Paroxtonos que NO terminam em - A(S), - E(S), - O(S), - EM (ENS): fcil, carter, trax, rgo, bnus, txi, m (note que foneticamente esse vocbulo termina com am, o que justifica a acentuao)
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Paroxtonos terminados em ditongo crescente: Cludia, glria, imundcie, histria, congruncia Paroxtonos terminados em o: abeno, vo, enjo Paroxtonos terminados em o: bno, rfo Proparoxtonos oxtona, Matemtica, crtico Hiatos - I e U, 2 vogal tnica aps hiato, sozinhos na slaba ou com -S, desde que no seguidos de NH vivo, razes, veculo, ba, contra-la, Ita, fasca, campainha, Raul, ainda, ruim Hiatos - I e U - se as vogais forem iguais, no h acento sucuuba, xiita, niilismo Ditongos orais abertos tnicos -I, -U, -I chapu, apio, destris, idia, rus TREMA Recebe o trema o U dos grupos QUE, QUI, GUE, GUI quando for pronunciado e tono cinqenta, lingia, averigei, tranqilo, qinqelnge, qiproqu Quando o U for tnico, recebe acento agudo argi, averige Algumas palavras tm o emprego do trema facultativo (todos os derivados de lquido, inclusive este) liquidao/liqidao; antiguidade/antigidade; (todos os derivados de sangue) sanguinrio/sanguinrio; retorquir/retorqir. GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1E Os erros de ortografia das demais opes so: (A) obsolescncia (com sc) e constitui (veremos na aula sobre verbos a forma de conjugao verbal dos verbos terminados em uir). (B) O vocbulo denegrir derivado da palavra negro, mantendo a grafia do original, com a letra e. (C) O que significa banalizar? Tornar algo banal. Perceba que o adjetivo no apresenta a letra s, devendo o sufixo formador do verbo ser grafado com a letra z (izar). O substantivo correspondente guarda a mesma forma do verbo: banalizao. Est correta a grafia de anti-social. Veja na tabela que anti exige o hfen antes de vocbulos iniciados por h, r e s, como social.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (D) O verbo convergir, bem como seus derivados convergente, convergncia, so grafados com g. Essa consoante mantida na conjugao antes das vogais e (convergem) e i (convergimos). A alterao grfica s se d nas formas irregulares, antes das vogais a (convirja) e o (convirjo), para que seja mantido o fonema /j/, (como em jarro). 2B Os erros esto presentes nos vocbulos: crescente (com sc) e xito. Est correta a grafia de agronegcio (D), vocbulo formado a partir da unio do radical agro (equivalente a agri, de agricultura) com negcio, assim como acontece em agronomia, agroindstria, agroecologia. 3-B Note como as questes se repetem. Mais uma vez, a Fundao Carlos Chagas apresentou erro na ortografia da palavra xito e omitiu o dgrafo de adolescentes. 4-E Desta vez, a banca deixou claro que segue a mesma linha de classificao da maioria dos gramticos - apresentou incio e a ela associou o vocbulo vrios, segundo o gabarito. Se classificasse esses vocbulos na regra das palavras proparoxtonas (seguindo a posio do V.O.L.P.), a questo seria anulada, pois haveria trs respostas igualmente vlidas alm de vrios, tambm tcnica e jurdica, que, indubitavelmente, so proparoxtonas. Ento, ATENO!!! A partir dessa questo, podemos identificar o posicionamento da banca da FCC para esta polmica incio e vrios so paroxtonas terminadas em ditongo crescente. Assim, se voc estiver se preparando para algum concurso a ser realizado por essa instituio, pode ficar tranqilo pelo menos, essa resposta voc poder marcar de olhos fechados. As demais palavras so acentuadas de acordo com as seguintes regras: (A) tcnica proparoxtona (B) idia ditongo aberto (i) (C) possvel paroxtona no terminada em a(s), e(s), o(s) e em(ens) [Link]
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI (D) jurdica - proparoxtona 5-E Ofcio segue a mesma regra de acentuao que histria (A), salrios (B), inteligncias (C), memria (D) e agncia (E). J idias acentuado por se tratar de um ditongo aberto (u/ i / i), o mesmo ocorrendo em hericas. Por isso, a resposta a letra E. As demais palavras so acentuadas de acordo com as seguintes regras: - nico e perodo proparoxtonas; - Nger e notvel paroxtonas no terminadas em a(s), e(s), o(s) e em(ens). 6-D A opo que foi o gabarito da questo uma verdadeira aula sobre acentuao. Tanto am quanto o" formam o fonema /w/. Os vocbulos terminados por o" so oxtonos (corao, paixo), o mesmo no ocorrendo com os que terminam por am (cantam, destrancaram). Os primeiros s deixam de ser oxtonos em virtude de acentuao, como ocorre em rfo, acrdo, por exemplo. Por isso, est correta a afirmao de que as slabas que registram am so tonas (a tonicidade recai em outra slaba), enquanto que as em que se apresenta a forma o" podem ser tnicas (regra) ou tonas (exceo veja no quadro das paroxtonas). Alguns exemplos facilitam a compreenso deste conceito: acordam (presente do indicativo do verbo acordar slaba tnica: cor) acrdo (deciso de um colegiado slaba tnica: cr em virtude do acento agudo, que, se no fosse empregado, formaria acordo) acordaro (futuro do presente do indicativo do verbo acordar slaba tnica: ro) cordo (corrente que se leva no pescoo slaba tnica: do) As incorrees das demais opes so: (a) l monosslabo tnico; tamandu e atravs so oxtonas terminadas em a(s), e(s), o(s) ou em(ens); a recai na regra de acentuao do hiato a letra i, como segunda vogal de um hiato, sozinha na slaba ou acompanhada da letra s recebe acento agudo. [Link] 34
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Portanto, no h uma nica regra para a acentuao grfica desses vocbulos. (b) no existe essa regra de acentuao (formas verbais de primeira pessoa do plural). Tais vocbulos so acentuados por serem proparoxtonos. (c) lenis recebe o acento agudo por ser um ditongo aberto; j rsea um dos casos de paroxtona terminada em ditongo crescente (ou, segundo o V.O.L.P., proparoxtona). 7-C Esto corretas as formas dos trs vocbulos desta opo. Papis recebe acento agudo em decorrncia do ditongo aberto i. Hfen termina com uma paroxtona no duas formas plurais (sem acento, por ser en, e no em, o que justifica o acento por ser terminada em a(s), e(s), o(s) ou em(ens). J as possveis so: hfenes (proparoxtona) ou hifens uma paroxtona terminada em ens).
Os erros das demais opes so: a) O acento diferencial do verbo pr no alcana as formas derivadas desse verbo. Assim, est incorreto o emprego do acento circunflexo em propor. Esto corretas as formas: juzes (regra do hiato) e acrdo (paroxtona terminada em o) b) A palavra avaro paroxtona, recaindo a slaba tnica em va. A forma apresentada na questo constitui um erro de pronncia, chamado silabada, como ocorre em formas diferentes de rubrica (rbrica est errado!), cateter (catter est errado!) e necropsia (no necrpsia!!!). Esto corretas: desgua (paroxtona terminada em ditongo crescente) e carter (paroxtona no terminada em a/e/o/em). d) A palavra gratuito forma um ditongo em ui. A pronncia dela se assemelha de muito. H, nesses casos, uma vogal (u) e uma semivogal (i). A fora tnica recai na vogal (gratuito, muito). Por isso, no existe acento agudo na letra i. Est correta a acentuao grfica em: polcia (paroxtona terminada em ditongo crescente) e sava (regra do hiato). 8 ITEM CORRETO
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Algum a achou que no caa esse assunto nas provas da ESAF? Quem pensou assim est redondamente enganado. Os trs vocbulos so acentuados por serem proparoxtonas e, como vimos, todas as proparoxtonas recebem acento. 9-B Somente a assertiva II est correta. Os erros dos demais itens so os seguintes: I Enquanto que genrica e pblicos so proparoxtonas, excludos acentuado segundo a regra do hiato letra i, como segunda vogal de um hiato, sozinha na slaba ou acompanhada da letra s recebe acento. III No h registro formal do substantivo perca. Essa forma s admitida como conjugao do verbo perder no modo subjuntivo (Tomara que voc perca pontos.). 10 ITEM INCORRETO Como visto na questo anterior, no existe registro dessa forma como substantivo equivalente a perda. 11 - D PARALISAR deriva de paralisia, que j apresenta a letra s. As demais palavras apresentam a seguinte origem ou formao: A) minimizar (mnimo) / politizar (poltica)/ pulverizar (A formao desse verbo deriva da juno do radical latino pulver-, que significa p, poeira, com o sufixo izar) / catequizar (catequese vimos que a exceo); B) amortizar (que, por incrvel que possa ser, deriva de morte) / arborizar (radical latino arbor(i), relativo a rvore, que d origem a palavras como arbusto, acrescido do sufixo izar) / hipnotizar (hipnose) / preconizar (conserva a grafia da forma latina praeconizare); C) avalizar (aval) / cotizar (cota) / indenizar (indene, adjetivo que significa o que no sofreu prejuzo, acrescido do sufixo izar) / exorcizar (equivalente a exorcismar, de exorcismo ou exorcista); D) enfatizar (enftico) / polemizar (polmica) / arcaizar (arcaico);
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI E) contemporizar (tempo) / fiscalizar (fiscal) / sintonizar (sintonia) / entronizar (trono). 12 ITENS INCORRETOS O assunto a partir de agora homnimos e parnimos. Enquanto que incipiente (com c) significa iniciante ou principiante, insipiente (com s) tem o sentido de ignorante, no sapiente (sapincia sabedoria). Uma boa dica para memorizar lembrar que incipiente tem a letra C de comeo. A segunda dupla de parnimos vultoso, assim grafado por derivar de vulto, e vultuoso (o que apresenta a face vermelha e os olhos salientes). Assim, no so vocbulos equivalentes. 13 - A O verbo fluir quer dizer correr em estado fluido, e exatamente esse o significado apropriado ao contexto. Seu parnimo fruir (com r) equivale a gozar, desfrutar, tirar proveito ou possuir. (B) O registro formal de estadia de permanncia de um navio em um porto. O dicionrio Aurlio indica, como outra acepo, o mesmo sentido de estada, permanncia, com o seguinte comentrio: Muitos condenam o uso, freqentssimo, da palavra nesta ltima acepo. (C) O adjetivo fragrante deriva de fragrncia (perfume). No texto, deveria ser empregado o vocbulo flagrante, que, na acepo utilizada, significa evidente, patente, manifesta. (D) Como se refere a uma soma de grande vulto, o adjetivo adequado seria vultoso. O significado de vultuoso j foi apresentado na questo anterior. 14 ITEM CORRETO A banca tomou o cuidado de deixar clara a referncia linguagem atualmente em vigor, ou seja, a forma como se usa nos dias de hoje. Como vimos, freqente o uso da palavra estadia no sentido de estada. Apresentamos essa questo para que voc perceba como diferentes bancas podem adotar posicionamentos opostos em relao a um mesmo
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI assunto, o que refora a necessidade de se fazer provas anteriores da entidade responsvel pelo concurso para o qual se prepara o candidato. 15 - B Nessa questo, foi a vez da ESAF testar o conhecimento de alguns parnimos. Esto incorretas: a) INFRINGIR cometer infrao / INFLIGIR (correto) aplicar uma pena c) Est incorreta a grafia da palavra HOMOGENEIZAR (HOMOGNEO + IZAR). Sobe esse processo de formao da palavra, reveja as observaes iniciais deste ponto. d) IMINENTE prestes a acontecer / EMINENTE (correto) importante e) AFERIR medir / AUFERIR (correto) ganhar, obter. 16 - A Essa prova foi aplicada em maio de 2006, ou seja, est fresquinha, fresquinha... Mau adjetivo antnimo de bom. Mal advrbio (Eu dirijo mal), substantivo (No h mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe.) ou conjuno (Mal botou os ps para fora da casa, comeou a chover.). Nos dois primeiros casos, antnimo de bem. I O mau julgamento poltico... pode ser substitudo por O bom julgamento poltico... mesmo um adjetivo e est corretamente empregado. Na seqncia, em o mal est na mdia..., est sendo usado o substantivo, tanto que o acompanha um artigo definido masculino. II As duas ocorrncias de mau devem ser substitudas pelo substantivo mal. Note que em ambas as passagens, o vocbulo vem acompanhado de um determinante primeiramente um pronome indefinido (nenhum) e, adiante, por um artigo indefinido (um). III A primeira orao est correta. Responda como ficaria melhor: isso bom ou isso bem? Acredito que voc tenha escolhido a primeira forma. Logo, na ordem direta, a orao lamentar a atitude dos polticos MAU.. J na seqncia, o vocbulo acompanha o substantivo lenis, indicando se tratar de um adjetivo. Assim, eles estaro em maus lenis..
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI d) Mandato a autorizao que se concede a algum para que este represente o outorgante. No isso exatamente o que ocorre em uma eleio? Aurlio define mandato como o poder poltico outorgado pelo povo a um cidado, por meio de voto, para que governe a nao, estado ou municpio, ou o represente nas respectivas assemblias legislativas. Mas tambm apresenta a acepo de procurao, misso ou incumbncia. J mandado de segurana voc j viu em Direito Constitucional, no mesmo? 17 ITEM INCORRETO Enquanto que discriminao, no texto, significa o ato ou efeito de discriminar, distinguir ou segregar, descriminao o ato ou efeito de descriminar, excluir a criminalidade. Est correta somente a primeira construo. Alm disso, no segundo perodo o pronome quaisquer, que est no plural, acompanha outro pronome e um substantivo no singular, causando prejuzo gramatical. Deve ser substitudo por qualquer. Curiosidade: qualquer a nica palavra da lngua portuguesa que se flexiona no meio, e no no fim, em funo de sua formao (qual + quer / quais + quer). 18 - A Aurlio define o verbo perpassar (olha a grafia), como transitivo direto, com o sentido de postergar, preterir. Talvez, a inteno da banca tenha sido promover uma contaminao desse verbo com outros mais comuns, com o transpassar, ou at com os substantivos perspectiva, perspiccia. A grafia desse vocbulo foi objeto de questo da mesma banca na prova para o MPOG, em 2003. Item (2) registra a forma correta do substantivo derivado de simultneo. Se houvesse dvida com relao sua grafia, o candidato poderia buscar uma outra palavra parecida (ou seja, um paradigma) que tivesse passado pelo mesmo processo: IDNEO -> IDONEIDADE ESPONTNEO -> ESPONTANEIDADE SIMULTNEO -> SIMULTANEIDADE
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI O item (3) explora conceitos de sintaxe de concordncia, assunto a ser estudado posteriormente. Por ora, vamos afirmar que essa construo est correta, uma vez que o sujeito da forma verbal as barreiras. S isso, est bem? Item (4) - Espectador o que v ou testemunha, enquanto que seu parnimo expectador o que est na expectativa. O uso daquele vocbulo est certinho de acordo com o contexto. Por fim, est correta a forma ininterrupta (item 5), com o prefixo de negao in antecedendo o adjetivo correspondente a interrupo. 19 ITEM INCORRETO. Viu s? Novamente foi explorado o emprego dos parnimos expectador e espectador, dessa vez pela CESPE UnB. Relembrando: - expectador o que est em expectativa (esperana fundada em supostos direitos, probabilidades ou promessas, segundo Aurlio). A grafia idntica ambas com a letra x. - espectador o que v ou testemunha. So parnimos e, ao contrrio do que se afirma na opo, no podem se alternar sem que haja prejuzo ao texto.
20 D) ITEM CORRETO E) ITEM INCORRETO Essa uma das mais recentes provas aplicadas pela ESAF. Continuamos no campo da Semntica, agora falando sobre o sentido das palavras. bem fcil memorizar: DENOTATIVO, com D de Dicionrio, o sentido literal das palavras. O outro, conotativo, o sentido figurado. Guarde o significado do primeiro e lembre do outro por lgica o oposto daquele. O item d est CORRETO sentido conotativo. Est sendo usada uma expresso figurada, equivalente a afirmao de que Estado rgido, extremamente exigente no que se refere aos trmites na regularizao de empresas e manuteno de suas atividades.
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CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI J o item e est ERRADO teia, em sentido denotativo, ou seja, no sentido do dicionrio, significa emaranhado de fios, trama. No texto, equivalente a conjunto. Por isso, seu emprego tambm conotativo. 21 - A Outra banca (desta vez, a VUNESP) a exigir o mesmo conhecimento. J percebeu como esse ponto importante, no ? O que se deseja afirmar com a frase da letra A que a filosofia se tornou popular. Usou-se, assim, a linguagem figurada de descer da torre de marfim (privilgio de alguns) em direo praa pblica (domnio pblico). 22 ITEM INCORRETO Em latino-americano, h dois adjetivos que se unem formando um s. Contudo, houve a manuteno da unidade grfica e fontica de cada um deles, a partir do emprego do hfen. Nesse caso, como em qualquer adjetivo composto, somente o ltimo elemento varia. Uma caracterstica dos adjetivos ptrios que o menor deles deve iniciar a construo (anglo-hispnico, sino-coreano). Nesses casos, somente o segundo elemento ir se flexionar em gnero e nmero com o substantivo correspondente (pases latino-americanos / cidades latino-americanas). 23 ITEM CORRETO Dia-a-dia, com hfen, um substantivo equivalente a cotidiano, enquanto que dia a dia, sem hfen, uma locuo adverbial que significa diariamente. Percebe-se, assim, a alterao semntica em virtude do emprego desse sinal diacrtico. 24 - B As ltimas questes exploram consequentemente, ortografia. um pouco de vocabulrio e,
No existe o vocbulo aspiral, mas espiral, termo empregado conotativamente no texto que, sob aspecto econmico, significa um processo cumulativo em que novos empregos levam a um aumento de [Link] 41
CURSOS ON-LINE PORTUGUS CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI consumo, que, por sua vez, faz aumentar os preos e, conseqentemente, uma demanda de reajuste salarial, realizando, assim, um processo sob a forma espiral. 25 ITEM INCORRETO O erro est na grafia do substantivo jus, proveniente do latim jus, cujo significado direito. Assim, fazer jus a algo equivale a ser merecedor de algo. Em tempo: niilista significa o que tudo nega, detm descrena absoluta.
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TERMOS DA ORAO E ANLISE SINTTICA Quando buscamos o significado do verbo ANALISAR no Dicionrio Aurlio, nos deparamos com a seguinte definio: 1. Decompor (um todo) em suas partes componentes; fazer a anlise de.
1
(3)
Esse anlise 1 (3) indica a terceira acepo do primeiro significado da palavra anlise, qual seja: 3. Exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas propores, suas funes, suas relaes, etc. Pois exatamente isso que a anlise sinttica faz em relao estrutura do perodo: decompe, examina e divide o perodo composto; classifica as oraes que constituem o perodo; e, em cada orao, verifica a funo sinttica de cada um dos elementos (termos) constitutivos. como se fossem realizadas duas anlises simultaneamente: uma anlise macro O PERODO COMPOSTO E SUAS ORAES; e uma anlise micro OS TERMOS QUE COMPEM CADA ORAO. Vamos relembrar alguns conceitos apresentados anteriormente: - FRASE todo enunciado capaz de transmitir uma mensagem. Pode se apresentar sob forma sucinta (No!) ou complexa (De acordo com a ltima estimativa, havia mais de cem pessoas no comcio.). Em resumo, podemos dizer que, em uma frase, pode haver ou no um verbo. A primeira (sem verbo) no se presta anlise sinttica somente a frase oracional, por apresentar estrutura completa. - ORAO estrutura que se forma a partir do conjunto SUJEITO + PREDICADO. Como veremos, h casos de inexistncia do sujeito (Orao sem Sujeito), mas o predicado deve sempre existir. O verbo, algumas vezes, pode estar elptico, ou seja, foi omitido, mas pode perfeitamente ser subentendido. A orao pode encerrar: a) uma declarao (orao declarativa); b) uma pergunta ou dvida (orao interrogativa); c) uma ordem, desejo, splica, pedido (orao imperativa, imprecativa ou optativa, com entoao exclamativa); so optativas as oraes que exprimem um desejo intenso (Bons ventos o levem!) e imprecativas, as que expressam uma praga (Maldito seja aquele homem!); d) um estado ou reao emocional (orao exclamativa). - PERODO pode se apresentar como simples (uma orao, apenas) ou composto (duas ou mais oraes). Um perodo se encerra com uma pausa bem definida (ponto, ponto de interrogao, ponto de exclamao, reticncias).
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Vimos, na aula passada, que um perodo composto pode ser formado com oraes independentes (perodo composto por coordenao) ou dependentes (perodo composto por subordinao). Em princpio, cada orao coordenada pode formar um perodo simples por si basta, para isso, que se retire a conjuno e se faa a pontuao adequada. J a orao subordinada exerce funo sinttica em outra orao, perdendo o sentido se estiver separada desta. ANLISE SINTTICA E ANLISE SEMNTICA Na troca de informaes e idias, tm papel fundamental a situao e o contexto. Por situao, entende-se o ambiente fsico, cultural e social em que se fala; por contexto, o ambiente lingstico em que se encontra a orao. Muitas vezes, para realizarmos uma correta anlise sinttica, precisamos compreender, tambm com perfeio, o contexto em que a orao est inserida. Por isso, costumamos dizer que a anlise sinttica deve se realizar em conjunto com a anlise semntica (= significado, sentido). Ao construir as oraes, o autor (interlocutor ou escritor) deve seguir certos padres estruturais, de modo que atenda aos requisitos de coeso e coerncia. Assim, as estruturas oracionais devem observar alguns preceitos (bastante familiares para voc, que chegou a esse ponto do estudo): - associao entre vocbulos de acordo com sua funo sinttica (sintaxe de regncia); - harmonia entre os vocbulos de acordo com os princpios gramaticais (sintaxe de concordncia); - ordem dos vocbulos de acordo com sua funo sinttica e importncia para a formulao das idias (sintaxe de colocao). TERMOS DA ORAO A partir de agora, iremos realizar aquela anlise micro, ou seja, examinar os elementos que compem uma orao. Eles se dividem em ESSENCIAIS, INTEGRANTES e ACESSRIOS. 1 - ESSENCIAIS Os termos essenciais da orao so SUJEITO e PREDICADO. O sujeito o ser sobre o qual se faz uma declarao. Tem seu ncleo (palavra ou termo central, principal) representado por um substantivo ou um pronome substantivo. Em torno deste ncleo, podem estar presentes outros elementos, em funes acessrias. A funo de sujeito tambm pode ser exercida, em um perodo composto por subordinao, por uma orao subordinada substantiva (estudado exausto na aula passada). O predicado o termo que efetivamente apresenta a mensagem. Ordinariamente, podemos dizer que o que se declara sobre o sujeito. Com exceo do vocativo
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(funo a ser analisada parte), tudo o que no for sujeito, ou no estiver ligado ao ncleo do sujeito, pertence ao predicado. Contudo, nem sempre o sujeito e o predicado vm expressos. Em Andei lguas., o sujeito identificado pela desinncia verbal (EU andei). J em Linda cidade, Rio de Janeiro., a forma verbal est subentendida. Elipse , pois, a omisso em uma frase de um termo facilmente identificvel. Chamam-se ELPTICAS as oraes a que falta um termo essencial, e, conforme o caso, diz-se que o SUJEITO ou o PREDICADO est ELPTICO. 1.1 - TIPOS DE SUJEITO
Alguns desses conceitos j foram apresentados na aula sobre Concordncia (Aula 3). SIMPLES - Representado por apenas um ncleo. Falaram na sesso todos os oradores inscritos. SUJEITO: Todos os oradores inscritos NCLEO DO SUJEITO: oradores Atrs de meus olhos dorme uma lagoa profunda. SUJEITO: Uma lagoa profunda NCLEO DO SUJEITO: lagoa O culto dos deuses africanos abrange diferentes ritos. SUJEITO: O culto dos deuses africanos NCLEO DO SUJEITO: culto Viajamos cedo. SUJEITO (e NCLEO): Ns (elptico, identificado pela desinncia verbal) COMPOSTO - Representado por dois ou mais ncleos. Aplicam-se, neste caso, as regras de concordncia verbal j estudadas. Uma lagoa profunda e o cu dormem atrs de meus olhos. SUJEITO: Uma lagoa profunda e o cu NCLEOS DO SUJEITO (COMPOSTO): lagoa / cu Dormem / Dorme uma lagoa profunda e o cu atrs de meus olhos. (concordncia gramatical e ideolgica, respectivamente)
INDETERMINADO Pode ser representado de duas maneiras: a) verbo na 3 pessoa do plural. Falaram mal de voc.
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Bateram na porta. Dizem por a que tu andas novamente de novo amor, nova paixo, todo contente. b) verbo na 3 pessoa do singular + SE (ndice ou partcula de indeterminao do sujeito). Precisa-se de moas com experincia. Nunca se feliz. Fala-se muito mas pouco se faz.
ORAO SEM SUJEITO - Verbos impessoais (= 3 pessoa do singular) a) Verbos que indicam fenmenos da natureza: Chove muito. Anoiteceu rapidamente. b) Verbo HAVER (com sentido de existir): Nunca houve tantos interessados. Devia haver muitos interessados. c) Verbos com idia de tempo decorrido: Faz seis meses e sua partida. Vai para dez anos de sua partida. H trs semanas no a vejo. Amanh vai fazer dez meses de sua partida. d) Verbo SER nas expresses de horas, datas ou distncias: De um extremo ao outro so dez metros. Era uma hora e vinte.
1.2
- TIPOS DE PREDICADO
O Predicado pode ser classificado de trs formas: verbal, nominal e verbo-nominal. VERBAL Quando o predicado enuncia o que o sujeito faz ou sofre, cabe ao verbo apresentar a informao mais relevante da orao. Assim, o predicado se chama verbal, pois seu ncleo o verbo. o nico dos trs que no contm predicativo. Entraram em campo os atletas.
NOMINAL Neste predicado, o elemento mais importante est sob a forma de um nome (adjetivo, substantivo, pronome substantivo). O verbo tem a simples funo de ligar o sujeito a este nome (palavra ou expresso que encerra a declarao). Por isso, a palavra principal (ncleo) se encontra no predicativo do sujeito e o predicado chamado de nominal.
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Eles estavam contentes.
VERBO-NOMINAL Simultaneamente, apresenta a ao praticada e o estado referente ao sujeito (predicativo do sujeito) ou ao complemento verbal (predicativo do objeto). Por isso, possui dois ncleos: o verbo e o nome (que exerce a funo de predicativo). Os atletas entraram em campo confiantes. (predicativo do sujeito) Achei-a simptica. (predicativo do objeto direto)
PREDICAO VERBAL o modo como o verbo se apresenta no predicado (regncia verbal). Como qualquer outra palavra, a classificao de um verbo s pode ser definida na frase. O verbo, a depender do sentido que possua no contexto, pode ser classificado como: a) INTRANSITIVO (I) : O verbo j possui o sentido completo, podendo estar acompanhado de termos acessrios (adjunto adverbial) ou integrantes (predicativo), que venham somente pormenorizar as circunstncias da ao ou estado. b) TRANSITIVO: Neste caso, o verbo, sem um complemento, tem o seu sentido ou alcance prejudicado. Subdivide-se em: DIRETO (TD) o complemento se liga ao verbo de forma direta, ou seja, sem preposio obrigatria. Dentre os transitivos diretos, devemos destacar os verbos transobjetivos, que so os que exigem uma informao adicional a respeito do objeto direto. Essa informao vem sob a funo sinttica de predicativo do objeto direto. INDIRETO (TI) o complemento se liga ao verbo obrigatoriamente por meio de uma preposio. O nico verbo transitivo indireto que pode ser transobjetivo o verbo CHAMAR (Veja a aula sobre Regncia). DIRETO E INDIRETO (TDI) - tambm chamado de bitransitivo, apresenta dois complementos, um direto e outro indireto, concomitantemente.
c) DE LIGAO (VL) Serve para ligar o predicativo do sujeito (ncleo do predicado nominal) ao sujeito. Seria um erro afirmar que no possui significado, pois, a depender do verbo escolhido, podem ser expressos diversos aspectos: Ele feliz. estado permanente / Ele est feliz. estado transitrio Ele parece feliz. aparncia / Ele anda feliz. estado passageiro
2 INTEGRANTES O prprio nome j indica a sua funo na estrutura oracional. Esses termos integram (ou seja, completam, inteiram) a significao do verbo transitivo ou de um nome. So eles: OBJETO DIRETO, OBJETO INDIRETO, PREDICATIVO (DO SUJEITO e DO OBJETO), COMPLEMENTO NOMINAL E AGENTE DA PASSIVA.
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2.1 - OBJETO DIRETO - complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, termo que vem ligado ao verbo sem preposio (obrigatria) e indica o ser para o qual se dirige a ao verbal. Vais encontrar o mundo (= Vais encontr-lo) Admiro a todos. Aguardavam-me desde cedo. O objeto direto preposicionado costuma ser usado: a) com verbos que indicam sentimento: Ama ao prximo com a ti mesmo. b) para evitar ambigidade: Feriu ao animal o caador. c) quando vem antecipado, como em alguns provrbios: A homem pobre ningum roube. d) em associao a pronomes pessoais oblquos tnicos (mim, si, ti, ns, vs, ele, ela eles, elas), certos pronomes indefinidos e junto ao pronome relativo quem: Depois de vrias doses, ele esqueceu a mulher, a filha e at a si. (ESQUECER TD) O remorso atingiu a todos. (ATINGIR TD) Ele tem uma mulher a quem considera uma rainha. (CONSIDERAR TD) e) com o numeral ambos na funo de objeto direto: Ele contratou a ambos. (CONTRATAR TD) f) em certas construes enfticas, quando se atribui ao um valor diferente do tradicional: Provou do prprio veneno (PROVAR TD). Todos ficaram pasmos quando souberam do caso. (SABER TD). O objeto direto pleonstico usado quando se quer chamar a ateno para o OBJETO DIRETO que precede o verbo. Tambm pode ser constitudo de um pronome tono e de uma forma pronominal tnica preposicionada. Esse carro, comprei-o hoje. A mim, ningum me espera em casa.
2.2 - OBJETO INDIRETO - complemento de um verbo transitivo indireto, isto , o termo que se liga ao verbo por meio de preposio. No vem precedido de preposio o objeto indireto representado pelos pronomes pessoais oblquos me, te, lhe, nos vos, lhes e pelo reflexivo se. Ele s pensa na prova. Falou aos filhos.
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Como ousas desobedecer-me?
Para saber identificar se esses pronomes (me, te, se, nos, vos, se) exercem a funo sinttica de objeto direto ou indireto (j que se prestam s duas funes), no podemos simplesmente trocar por a mim, pois, como vimos no item 2.1 d, os pronomes oblquos tnicos so sempre regidos por preposio. Para resolver esse mistrio, basta trocar o pronome por um nome: Como ousas desobedecer-me? Como ousa desobedecer a seu pai? A regncia do verbo DESOBEDECER exige preposio a. O objeto indireto pleonstico tem a mesma funo do objeto direto pleonstico: realce. Neste caso, uma das formas obrigatoriamente um pronome pessoal tono. A outra pode ser um substantivo ou um pronome oblquo tnico antecedido de preposio. Ao pobre, no lhe devo nada. A mim, ensinou-me tudo.
2.3 - PREDICATIVO 2.3.1 - DO SUJEITO Termo que, mesmo distante, se refere ao sujeito. Pode ser representado por: a) um substantivo ou expresso substantivada. O boato um vcio detestvel. b) um adjetivo ou locuo adjetiva. A praia estava deserta. Esta linha de morte. c) um pronome. O mito o nada que tudo. d) um numeral. Ns ramos cinco e brigvamos muito. e) por orao substantiva predicativa. A verdade que nunca me importei com ele.
Quando se deseja dar nfase ao predicativo, costuma-se repeti-lo: Feliz, j no o sou mais.
2.3.2 - DO OBJETO Refere-se ao complemento verbal, que pode ser tanto o objeto direto como o indireto.
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O Predicativo do Objeto s aparece em predicado verbo-nominal e pode ser expresso: a) por substantivo: Chamo-me Cludia. b) por adjetivo: Os moradores do castelo julgavam-no assombrado. O predicativo do objeto pode vir, facultativamente, antecedido de preposio ou do conectivo como: O sujeito explicou porque o tratavam por doutor. Considero-o como meu irmo. Somente com o verbo CHAMAR pode ocorrer o Predicativo do Objeto Indireto: Chamam-lhe de hipcrita por toda a parte. Chamam ao rapaz de hipcrita por toda a parte. Com os demais verbos transobjetivos (crer, eleger, encontrar, estimar, fazer, julgar, nomear, proclamar etc.), ele sempre PREDICATIVO DO OBJETO DIRETO. 2.4 - COMPLEMENTO NOMINAL - pode completar um substantivo abstrato, um adjetivo ou advrbios (derivados de adjetivos). Vem regido por preposio e o termo preposicionado tem valor paciente. No permitida a colocao de cartazes. A deciso foi favorvel aos alunos. O deputado discursou favoravelmente ao projeto. Mais adiante, veremos a distino entre COMPLEMENTO NOMINAL e ADJUNTO ADNOMINAL. 2.5 - AGENTE DA PASSIVA Termo que exerce a ao verbal na voz passiva. Este complemento normalmente introduzido pela preposio por. Ela est sendo conquistada por mim.
3 ACESSRIOS So chamados ACESSRIOS os termos que se juntam a um nome ou a um verbo para precisar-lhes o significado. Embora tragam um dado novo orao, no so eles indispensveis ao entendimento do enunciado. So termos acessrios: ADJUNTO ADNOMINAL, ADJUNTO ADVERBIAL, APOSTO. 3.1 - ADJUNTO ADNOMINAL o termo que delimita, especifica a significao do substantivo, qualquer que seja a funo deste. O mesmo substantivo pode estar
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acompanhado de mais de um adjunto adnominal, ou seja, essa funo pode ser exercida por um adjetivo, uma locuo adjetiva, um artigo (definido ou indefinido), um pronome adjetivo, um numeral ou at mesmo uma orao adjetiva. Nos exemplos abaixo, so apresentados em negrito os adjuntos adnominais e sublinhados os ncleos (substantivos). Esta segregao social precisa de uma grande volta. Tinha uma memria de prodgio. O mar um mistrio para os sonhadores. A minha dona a solido. Venho cumprir uma misso do sacerdcio que abracei.
Adjunto Adnominal x Complemento Nominal A diferena entre as funes sintticas de ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL, em alguns casos, sutil, quando o termo regido por preposio. Se estiver preso a um ADJETIVO ou a um ADVRBIO, ser COMPLEMENTO NOMINAL. A sala est cheia de armamento pesado. Discursei favoravelmente ao projeto. Se completar um SUBSTANTIVO CONCRETO, ser ADJUNTO ADNOMINAL. A porta de ferro est enferrujada. Quando estiver junto a um SUBSTANTIVO ABSTRATO, preciso verificar o termo preposicionado. Se o termo for PACIENTE, um complemento nominal: A construo do prdio foi embargada. A venda de armas foi proibida. Se o termo for AGENTE, um adjunto adnominal: A conquista dos brasileiros foi reconhecida por todos. A invaso dos soldados foi rpida e eficaz. Essa distino fica explcita com o exemplo que nos apresenta Adriano da Gama Kury (Novas Lies de Anlise Sinttica). A lembrana de meu pai alegrou-me. Fora do contexto, no podemos afirmar se o elemento em destaque exerce funo ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento nominal). Se a ao foi praticada pela filha (ela lembrou-se de seu pai e, com isso, alegrou-se), o valor passivo (o pai foi lembrado SOFREU A AO VERBAL) e a expresso exerce funo de complemento nominal.
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J se ao foi praticada pelo pai (ele se lembrou, fato que alegrou a filha), o valor da expresso ativo (o pai lembrou PRATICOU A AO VERBAL) e a funo exercida pela expresso adjunto adnominal.
Podemos ilustrar essa distino com o seguinte grfico:
- ADJETIVO SUBST. ABSTRATO - ADVRBIO - SUBSTANTIVO CONCRETO
COMPLEMENTO NOMINAL Com idia passiva = COMPLEMENTO NOMINAL
ADJUNTO ADNOMINAL Com idia ativa = ADJUNTO ADNOMINAL
Em resumo: - ADJETIVO, ADVRBIO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDIA PASSIVA COMPLEMENTO NOMINAL - SUBSTANTIVO CONCRETO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDIA ATIVA ADJUNTO ADNOMINAL O nico elemento da interseo o SUBSTANTIVO ABSTRATO. Quer um timo mtodo de memorizao? Ento, anote a: tudo com A = substantivo Abstrato com idia Ativa funo de Adjunto Adnominal. 3.2 - Adjunto Adverbial - , como o nome indica, o termo de valor adverbial que denota alguma circunstncia do fato expresso pelo verbo, ou intensifica o sentido deste, de um adjetivo ou de um advrbio. Pode vir expresso por um advrbio, uma locuo ou expresso adverbial ou uma orao adverbial. So inmeras as circunstncia atribudas por um adjunto adverbial. Sem a pretenso de esgotar os exemplos, podemos destacar: a) de causa - Por que no foste ao concerto?
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b) de companhia - Vivi com Daniel. c) de dvida - Talvez Nina tivesse razo. d) de fim - Fazia isso por penitncia. e) de instrumento - Dou-te com o chicote! f) de intensidade - Gosto muito de ti. g) de lugar - Levou-os para casa. h) de matria - Era um adeus com raiva e lgrimas. i) de meio- Viajava de trem por toda a Europa. j) de modo - Vagarosamente, recolhemos os frutos. l) de negao - No partas cheio de ressentimento. m) de tempo - Ele sentava-se cedo a essa mesa de trabalho e nunca reclamou de sua funo. Em um perodo composto, a funo de ADJUNTO ADVERBIAL pode ser exercida por uma ORAO SUBORDINADA ADVERBIAL, atribuindo-se uma das circunstncias enumeradas na aula passada (causal, condicional, concessiva, temporal, proporcional final, conformativa, consecutiva, concessiva, comparativa, locativa ou modal). Tambm merecem destaque os Advrbios Interrogativos: causa (por que), lugar (onde, aonde, donde), de modo (como), de tempo (quando), presentes nas oraes interrogativas. No confunda esses advrbios com os pronomes relativos, que devem se referir a algum termo antecedente. Adjetivos adverbializados so os adjetivos que se usam no lugar do advrbio e, por isso, no variam. Eles falam alto. A cerveja que desce redondo.
3.2.1 - PALAVRAS DENOTATIVAS Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, certas palavras, por vezes enquadradas indevidamente entre os advrbios, denotam circunstncias, sem que, como estes ltimos, modifiquem verbo, adjetivo ou outro advrbio. a) INCLUSO: at, inclusive, mesmo, tambm etc. Ele roubou diversas pessoas, at sua me. Mesmo os inocentes pagam. b) EXCLUSO: apenas, salvo, seno, s, somente etc. Da famlia s duas prestavam. c) DESIGNAO: eis Eis os livros de que te falei. d) RETIFICAO: alis, isto , ou melhor etc.
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Sinto que ele me escapa, ou melhor, que nunca me pertenceu. Corremos, isto , voamos at o trabalho. e) EXPLICAO: por exemplo, a saber, isto etc. Estivemos nesta casa, isto , na sala, no quarto.
f) SITUAO: afinal, ento, agora, mas etc. Afinal, o que fazes por aqui? Mas, porque nunca me disse isso? g) REALCE : c, l, que, que, s etc. Eles que deveriam ter vindo aqui. Eu s queria agradar voc. Isso l jeito de falar com a sua me?
3.3 APOSTO - o termo de natureza substantiva que se refere, na maioria das vezes a um substantivo, a um pronome ou a um equivalente, a ttulo de explicao ou de apreciao. O aposto tem o mesmo valor sinttico do termo a que se refere e, por meio dele, atribui-se a um substantivo (termo referente) alguma propriedade. Os dois termos designam sempre o mesmo ser, o mesmo objeto, a mesma idia ou o mesmo fato. Entre o aposto e o termo a que ele se refere h em geral uma pausa, marcada na escrita por uma vrgula. Eles, os pobres desesperados, tinham uma euforia de fantoches. Pode tambm no haver pausa entre o aposto e a palavra principal, quando esta um termo genrico, especificado ou individualizado pelo aposto. A cidade de Lisboa linda. No ms de maio vemos florir o jardim. Estes apostos equivalem a nomes, ttulose so chamados de aposto de especificao. No devem ser confundidos com adjuntos adnominais, que so atributos, termos de natureza adjetiva. O clima de Lisboa muito agradvel nesta poca. As festas de maio homenageiam as mes.
Tipos de aposto a) Explicativo: Maria, a estudante, chegou. b) Enumerativo: Comprei dois livros: o de Qumica e o de Fsica. c) Resumitivo ou Recapitulativo: Fortunas, prazeres, sossego, nada o satisfazia. d) Distributivo: Eram dois bons alunos um em Portugus e outro em Histria.
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e) Especificativo: Rio Amazonas / Praa da Repblica f) Em referncia a uma orao: Ele no compareceu, o que nos deixou tristes. O aposto no deve ser confundido com o adjetivo que, em funo de predicativo, costuma vir separado do substantivo que modifica por uma pausa sensvel (geralmente na escrita indicada por vrgula). Veja o seguinte exemplo: A noite vai descendo muda e calma. Esta orao poderia ser enunciada: A noite, muda e calma, vai descendo. Nas duas oraes, muda e calma exercem a funo sinttica de predicativo do sujeito e designam o estado em que se encontrava o agente (noite) ao praticar a ao (descer). Faz parte, portanto, de um predicado verbo-nominal. O adjetivo, usado na sua funo prpria (como a de predicativo do sujeito), no pode exercer a funo de aposto, porque designa uma caracterstica do ser ou da coisa, e no o prprio ser ou a prpria coisa, como o aposto o faz. Maria, irm de Carlos, mudou-se para o Acre. Agora, temos um exemplo de expresso que exerce a funo de aposto. Irm de Carlos tem valor substantivo e se refere ao elemento j enunciado (Maria). VOCATIVO parte do sujeito e do predicado, so termos de entoao exclamativa que, sem estarem subordinados a nenhum outro termo da frase, apenas servem para invocar, chamar ou nomear, com nfase maior ou menor, a pessoa ou coisa personificada. Jos, venha falar comigo. Pode ser antecedida por uma interjeio: Evo, Carlos! Encerramos, aqui, a aula de hoje. Em nossa prxima aula, falaremos sobre PONTUAO e muitos dos conceitos at ento apresentados sero fundamentais para que possamos seguir com firmeza em nosso estudo. Grande abrao e at l! QUESTES DE FIXAO (FGV / Ministrio da Cultura /2006) Foto dos Sonhos O engenheiro colombiano Joaqun Sarmiento trabalhava em Nova York e se sentia, muitas vezes, solitrio. Era mais um daqueles imigrantes nostlgicos. Para ocupar as horas vagas, decidiu aprender fotografia. Estava, nesse momento, descobrindo um
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novo ngulo para a sua vida, sem volta. A vontade de se aventurar pela Amrica Latina tirando fotos fez com que ele deixasse para sempre a paisagem novaiorquina, aposentasse sua carreira de engenheiro e transformasse Paraispolis, uma das maiores favelas paulistanas, em seu cenrio cotidiano. "Estou ficando sem dinheiro, mas uma bela aventura." Depois de trs anos nos Estados Unidos, voltou para Bogot, planejando trabalhar em obras de infra-estrutura. Mudou de idia. Com 26 anos, percebeu que o hobby que tinha adquirido em Nova York se convertera em paixo. No final de 2004, veio com sua famlia para duas semanas de frias em So Paulo. "Como sempre tive muito interesse em estudar a Amrica Latina, fui ficando." Soube ento de uma experincia desenvolvida pelo colgio Miguel de Cervantes, criado por espanhis, na vizinha Paraispolis. L, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barraco dos Sonhos", no qual se misturam ritmos afros e ibricos. Desse encontro nasceu, por exemplo, a estranha mistura dos ritmos e bailados flamencos com o samba. "Resolvi registrar esse convvio e, aos poucos, ia me embrenhando na favela para conhecer seus personagens." O que era, inicialmente, para ser um cenrio fotogrfico virou uma espcie de laboratrio pessoal. Joaqun sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia a jovens e crianas de Paraispolis. "Descobri mais um ngulo das fotos: o ngulo de ensinar a olhar." Lentamente, naquele espao, temido por muitos, Joaqun ia se sentindo em casa. "H um jeito muito similar de acolhimento dos latino-americanos, apesar de toda a violncia." Sem saber ainda direito como vai sobreviver "as reservas que acumulei em Nova York esto indo embora" , ele planeja as prximas paradas pela Amrica do Sul. Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposio sobre o seu olhar pelo Brasil. At l, est aproveitando a internet ([Link]) para mostrar algumas das imagens fotogrficas que documentam seus trajetos. (Gilberto Dimenstein. Folha de So Paulo, 12/04/2006) Com base no texto acima, responda s perguntas 1 a 3. 1 - Assinale a alternativa que no exera a mesma funo sinttica que as demais. (A) as horas vagas (ls.2-3) (B) muito interesse (l.13) (C) ritmos afros e ibricos (l.17) (D) como vai sobreviver (l.27) (E) que (l.27) 2 - Assinale a alternativa em que, respectivamente, a funo sinttica dos termos Paraispolis (L.6), na vizinha Paraispolis (L.15) e de Paraispolis (L.23) esteja corretamente indicada. (A) sujeito adjunto adnominal adjunto adnominal (B) objeto direto adjunto adverbial adjunto adnominal (C) adjunto adnominal adjunto adnominal adjunto adverbial
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(D) objeto direto complemento nominal adjunto adverbial (E) sujeito adjunto adverbial complemento nominal 3 - Assinale a alternativa em que o termo do texto no atribua, para a orao de que faz parte, circunstncia temporal. (A) nesse momento (L.3) (B) Depois de trs anos nos Estados Unidos (L.9) (C) No final de 2004 (L.12) (D) para duas semanas de frias em So Paulo (Ls.12-13) (E) antes de se despedir (L.29) 4 - (BESC / ADVOGADO/ 2004) Assinale a alternativa em que o termo destacado exera a mesma funo sinttica que o termo grifado na seguinte frase: "Os bancos ganharam antes e, sinaliza o governo, vo continuar ganhando.". (A) "Est claro que a reduo esperada e projetada da taxa-Selic diminuiu a rentabilidade dos bancos..." (B) "...j que posterga a corrida certa dos bancos em busca da rentabilidade perdida." (C) "E o risco de emprestar sempre o de no receber." (D) "Buscam-se regras e leis para tornar menos 'paternalista' a deciso dos juzes..." (E) "Ou seja, h uma possibilidade, no desprezvel, de o pas perder, mais uma vez, uma janela de oportunidade." 5 - (FGV / [Link]/ 2001) Assinale a alternativa na qual que tem a mesma funo sinttica que em: A flor que ontem desabrochou j est murcha. A. Ela tem um qu de mistrio. B. Sofreu muito com as chuvas que caram. C. Veio to rpido que nos surpreendeu. D. Venha, que ela est aqui. 6 - (NCE UFRJ / TRE RJ Tcnico Judicirio Adm/ 2001) ... exige mudana profunda no enfoque da administrao dos problemas sociais pelos governos federal, estadual e municipal... O comentrio correto a respeito desse segmento do texto : a) o termo da administrao corresponde a um adjunto adnominal; b) o termo dos problemas sociais corresponde a um objeto indireto;
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c) federal, estadual e municipal so apresentados numa ordem crescente de importncia; d) o substantivo governos se prende aos adjetivos federal, estadual e municipal; e) o adjetivo profunda se refere aos substantivos mudana e administrao.
7 (FGV/ATE MS/2006 com adaptao) Tenho medo de abrir! Vai que evapora!. Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, a correta funo sinttica de medo e de abrir. (A) adjunto adverbial objeto indireto (B) predicativo do sujeito complemento nominal (C) predicativo do sujeito adjunto adnominal (D) objeto direto adjunto adnominal (E) objeto direto complemento nominal 8 - (NCE UFRJ / Eletronorte / 2006) A alternativa em que o elemento sublinhado indica o agente e no o paciente do termo anterior : (A) a utilizao de qualquer um deles; (B) a queima do petrleo; (C) inundao de vastas reas; (D) a fauna aqutica dos rios; (E) construo de barragens. 9 - (NCE UFRJ / BNDES/ 2005) Os adjetivos mostram qualidades, caractersticas ou especificaes dos substantivos; a alternativa abaixo em que o termo em negrito NO funciona como adjetivo : (A) difcil aprendizado; (B) sensao de dificuldade; (C) trabalho que difcil; (D) tarefa dificlima; (E) acesso difcil.
10 - (FGV / ICMS MS ATI / 2006) Voc nunca teve iluses sobre a humanidade.
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O termo destacado no perodo acima tem a funo sinttica de: (A) adjunto adnominal. (B) adjunto adverbial. (C) complemento nominal. (D) objeto indireto. (E) predicativo do objeto.
11 - (UnB CESPE / Cmara dos Deputados / 2002 com adaptao) Nabuco parte para Londres no ms de fevereiro de 1882, permanecendo como correspondente do Jornal do Comrcio at 1884. Ele no passar como outrora o tempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como vrios outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no exlio, torna-se freqentador assduo do Museu Britnico. Reflete e l acerca de vrios assuntos na biblioteca do Museu. O Museu Britnico fonte de muitas obras importantes das cincias sociais. Ali, Karl Marx escreve O Capital e outros ensaios. Tambm ali Nabuco absorve as lies que so a base de um dos textos fundamentais das cincias sociais brasileiras. A atividade principal da sua mais recente temporada londrina a familiarizao com a bibliografia a respeito do escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um livro da qualidade de O Abolicionismo a reflexo mais coerente, profunda e completa j feita no Brasil acerca do assunto. Trata-se de um monumento de erudio, pleno de conhecimento de histria, poltica, sociologia, direito e de tudo quanto se refere escravido negra. Pelo alto nvel do contedo e a excelncia da forma um dos livros mais importantes das cincias sociais jamais escritos no Brasil. Ocupa, por isso, um lugar de destaque na bibliografia especfica que, na poca, era muito restrita. Hoje, mais de cem anos depois da sua primeira edio, quando as cincias sociais se desenvolveram tanto no mundo e no Brasil, o livro ainda consultado e visto como exemplo, seja pelo volume de informaes, seja pelos variados enfoques alguns extremamente originais , seja ainda pela forma superior. Por tudo isso julgado como empresa notvel. Bastava a redao de O Abolicionismo para justificar a proveitosa estada de Nabuco por dois anos na Inglaterra. Francisco Iglsias. Idem, p.13 (com adaptaes). Analise as proposies a seguir, indicando V para as verdadeiras e F para as falsas. Em seguida, marque a opo que indica a ordem correta. I - Nas formas verbais Dedica-se (l.3) e torna-se (l.5), o pronome encltico exerce funes sintticas diferentes. II - No trecho Isso lhe permite escrever (l.11), o pronome sublinhado exerce a funo de objeto indireto e poderia ser substitudo pela expresso a ele. a) V V b) V F c) F V
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d) F - F 12 (UnB CESPE/SMF Macei/2003) A devassa por decreto No de hoje que se propaga entre ns fenmeno raro a demandar anlise criteriosa. Pode ser resumido em poucas palavras. Enquanto a milenar presuno de inocncia acompanha o acusado at sua condenao, ainda que o delito a ele imputado seja dos mais graves e comprometedoras as provas apuradas, a presuno muda de face, embora no se diga, em se tratando de fato envolvendo o fisco; facilmente se aceita como verdadeira a imputao feita a algum. Suponho que esse fenmeno derive do fato, generalizado, de estabelecer-se sinonmia entre contribuinte e sonegador. No preciso dizer que o tributo, entre outras razes, por ser obrigao legal, deve ser satisfeito na forma e no prazo de lei. De resto, as sanes criadas para forar essa observncia chegam a ser draconianas. Se elas fossem pactuadas entre particulares, dificilmente seriam aceitas como lcitas na esfera dos tribunais; em favor do fisco, no entanto, so aceitas sem reparos. Fao a observao apenas para salientar o aparato coercitivo que acompanha o direito, por vezes o suposto direito do errio. Mas, volto a dizer, ultimamente, os excessos legislados via de regra por medidas provisrias so chocantes, a comear por sua imoderao; assim, no tm faltado alteraes insignes no processo fiscal, a ponto de convert-lo em simulacro processual. Paulo Brossard. adaptaes). In: Correio Braziliense, 22/12/2002. Coluna Opinio (com
Com base no texto acima, julgue a assertiva que se segue. Com relao representao do sujeito da orao, no segmento em se tratando de fato (l.5), o sujeito indeterminado, diferentemente do que ocorre no segmento estabelecer-se sinonmia (ls.7-8), em que o sujeito sinonmia.
13 - (CESPE UnB / MPU/ 1996) Maria Berlini no mentira quando dissera que no trabalhava, nem estudava. Mas trabalhara pouco depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar para o teatro fracassara. Havia s promessas. No era fcil como pensara. Mesmo no tinha a menor experincia. Fora estrela estudantil em Guar. Isso, porm, era menos que nada! Acabado o dinheiro, no podia viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, caixeira de perfumaria, manicura, para se sustentar. Como chapeleira, no agentara dois meses, que era duro!, das oito da manh s oito da noite, e quantas vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. No era possvel! As ambies teatrais no haviam esmorecido, e cad tempo? Conseguira o lugar de balconista numa perfumaria com ordenado e comisso. Tinha jeito para vender, sabia empurrar mercadoria no fregus. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas tambm l passara pouco tempo. O horrio era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais suave - nunca imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! Contudo continuava numa priso. No nascera para prises. Mesmo como seria
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possvel se encarreirar no teatro, amarrada num balco todo o santo dia? Precisava dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito perfumaria fazer compras e que se engraara com ela. Dava conta do recado mal e porcamente, mas os homens no so exigentes com um palmo de cara bonita. Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de gente, era muito convidada para almoos, jantares, danas e passeios, e tinha folgas - uf , tinha folgas! Quando cismava, nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de mar, fazer compras, ficava dormindo... O primeiro perodo do texto constitudo por (A) duas oraes coordenadas. somente. (B) duas oraes subordinadas, somente. (C) trs oraes, sendo duas subordinadas e uma coordenada. (D) trs oraes, sendo duas coordenadas e uma subordinada. (E) quatro oraes; entre elas, duas subordinadas e uma coordenada e subordinada, ao mesmo tempo. (CESPE UnB / MPU/ 1996) Com base no texto a seguir, responda s questes 14 e 15. Tal como a chuva cada Fecunda a terra no estio Para fecundar a vida, O trabalho se inventou. Feliz quem pode orgulhoso Dizer: - Nunca fui vadio E se hoje sou venturoso, Devo ao trabalho o que sou. Olavo Bilac, O trabalho.
14 - (CESPE UnB / MPU/ 1996) Considerando a sentena contida nos versos 5 e 6, quanto morfossintaxe, assinale a opo incorreta. (A) O adjetivo ''orgulhoso'' est exercendo a funo de predicativo do objeto. (B) "Feliz'' e "vadio" so adjetivos que exercem as funes de predicativos de seus sujeitos. (C) "Nunca" um advrbio que atualiza as circunstncias de tempo e de negao, simultaneamente. (D) Na locuo verbal "pode ... Dizer", o primeiro verbo auxiliar e o segundo o principal. (E) Reescrevendo a sentena na ordem direta, em discurso indireto, tem-se: Quem
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pode dizer orgulhoso que nunca foi vadio feliz. 15 - (CESPE UnB / MPU/ 1996) Em "E se hoje sou venturoso/ Devo ao trabalho o que sou." (v.7-8), h apenas (A) (B) (C) (D) (E) duas vezes o sujeito eu. um pronome pessoal do caso oblquo. um pronome relativo e um pronome demonstrativo. dois predicados verbais. trs predicados nominais.
16 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL/ 2006) A alternativa em que a construo com o pronome SE diferente das demais : (A) desfez-se o regime de segregao racial; (B) solidificou-se a viso de que (....) o homem tinha direito a uma vida digna; (C) justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher; (D) Lutou-se pela idia de que todos os homens merecem a liberdade; (E) respeitar-se o sinal vermelho.
17 - (ESAF/TRF/2006) Assinale a opo correta em relao funo do se. Embora a recuperao da confiana tenha sido modesta em setembro, possvel que a tendncia positiva se(1) acentue no final do ano, se(2) a queda do juro bsico se(3) transferir para o crdito ao consumo e se(4) os salrios reais continuarem a se(5) recuperar devido conteno da inflao, que eleva o poder aquisitivo. (O Estado de S. Paulo, 04/10/2005, Editorial) a) 1 conjuno condicional b) 2 pronome reflexivo c) 3 ndice de indeterminao do sujeito d) 4 conjuno condicional e) 5 palavra expletiva ou de realce 18 - (CESPE UnB / MPU/ 1996) Analise o emprego dos conectivos que sublinhados no fragmento a seguir: "o impassvel gigante que os contemplava com desprezo, imperturbvel a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito". Assinale a opo correta.
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(A) Nas trs ocorrncias, o que pronome relativo. (B) Na primeira ocorrncia, o que sujeito da orao seguinte. (C) Na segunda ocorrncia, o que expletivo, podendo ser retirado da sentena sem prejuzo do sentido. (D) Na terceira ocorrncia, o que o objeto direto do verbo deixar. (E) Nas duas ltimas ocorrncias, o que conjuno subordinativa integrante, no exercendo funo sinttica.
GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1C Vamos analisar, uma a uma, a funo sinttica dos elementos destacados. a) Para ocupar as horas vagas, decidiu aprender fotografia. A expresso as horas vagas o complemento do verbo ocupar. Como se liga ao verbo sem preposio, sua funo objeto direto. b) "Como sempre tive muito interesse em estudar a Amrica Latina, fui ficando." Algum tem alguma coisa. A expresso muito interesse exerce a funo de complemento do verbo ter. , pois, seu objeto direto. c) L, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barraco dos Sonhos", no qual se misturam ritmos afros e ibricos. A princpio, poderamos pensar: o verbo misturar transitivo direto, o que nos levaria ao erro de considerar ritmos afro e ibricos como objeto direto. Seria um erro, uma vez que o verbo est acompanhado do pronome SE. Vamos, ento, analisar o VALOR desse pronome: se misturam ritmos afros e ibricos. Assim, podemos afirmar que ritmos afros e ibricos so misturados. Existe, a, uma idia passiva. Trata-se, assim, de uma construo de voz passiva, em que o elemento ritmos afros e ibricos exerce a funo sinttica de SUJEITO. Essa a resposta para a questo. a nica opo em que a funo sinttica difere das demais. Olha a pegadinha a, gente! Verbos transitivos diretos acompanhados de pronome SE, com idia passiva, formam VOZ PASSIVA, e o termo que seria o objeto direto da voz ativa exerce a funo de SUJEITO da voz passiva. Na dvida, volte a estudar os pontos sobre VOZ PASSIVA das aulas sobre VERBOS e sobre CONCORDNCIA. d) Sem saber ainda direito como vai sobreviver Sem saber ISSO a orao como vai sobreviver, iniciada pelo advrbio como, tem a funo sinttica de complementar o verbo saber. , portanto, uma orao subordinada substantiva objetiva direta exerce a funo de objeto direto. e) "as reservas que acumulei em Nova York esto indo embora"
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Agora, podemos praticar a anlise da funo sinttica exercida por um pronome relativo (item 2.1 da Aula 9 Perodos). O pronome relativo se refere ao substantivo reservas. Trocando o pronome relativo pelo nome correspondente, teramos: Acumulei as reservas. Assim, fica clara a funo sinttica exercida pelo pronome objeto direto do verbo acumular. 2B O examinador pede que se indique a funo sinttica das expresses em destaque. A vontade de se aventurar pela Amrica Latina tirando fotos fez com que ele deixasse para sempre a paisagem nova-iorquina, aposentasse sua carreira de engenheiro e transformasse Paraispolis, uma das maiores favelas paulistanas, em seu cenrio cotidiano. Na passagem, o verbo transformar Paraispolis em seu cenrio cotidiano. transobjetivo (ele) transformou
O vocbulo Paraispolis exerce a funo de objeto direto, enquanto que em seu cenrio cotidiano possui a funo de complementar esse nome predicativo do objeto direto. Note a expresso uma das maiores favelas paulistanas. A funo exercida por essa expresso (que tem valor substantivo) a de aposto. Soube ento de uma experincia desenvolvida pelo colgio Miguel de Cervantes, criado por espanhis, na vizinha Paraispolis. A expresso na vizinha Paraispolis indica o local em que se localizava o colgio onde tal experincia era desenvolvida tem valor circunstancial e exerce a funo sinttica de adjunto adverbial.
Joaqun sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia a jovens e crianas de Paraispolis. A expresso de Paraispolis, agora, tem valor adjetivo. Se fosse uma cidade, poderia at ser substituda por um adjetivo correspondente: paraisopolitanas (Nossa! Que coisa feia!). Por isso, a expresso exerce a funo de adjunto adnominal. J em a favela de Paraispolis (isso poderia ter sido explorado pelo examinador. Viu como ele foi bonzinho?), em que o termo exerce a funo de aposto especificativo, indicando o nome da favela. As funes sintticas so, portanto: OBJETO DIRETO, ADJUNTO ADVERBIAL E ADJUNTO ADNOMINAL. 3D Todas as expresses destacadas apresentam valor circunstancial. Teremos de identificar qual delas no apresenta indicao de tempo, momento.
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a) Estava, nesse momento, descobrindo um novo ngulo para a sua vida, sem volta. Essa expresso indica o momento em que tal fato (descobrir um novo ngulo para a sua vida) ocorria (fcil essa, no ?). b) Depois de trs anos nos Estados Unidos, voltou para Bogot, planejando trabalhar em obras de infra-estrutura. Essa expresso tambm indica o momento em que o engenheiro voltou para Bogot. c) No final de 2004, veio com sua famlia Mais uma vez, h indicao de momento. d) No final de 2004, veio com sua famlia para duas semanas de frias em So Paulo. Essa expresso, ao contrrio das demais, indica a finalidade da vinda do engenheiro e sua famlia: gozar frias de duas semanas em So Paulo. Essa a resposta! e) Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposio sobre o seu olhar pelo Brasil. Quando ele pretende fazer uma exposio sobre seu olhar pelo Brasil? Resposta: antes de se despedir, ou seja, antes de ir embora do Brasil. H, portanto, indicao de momento. 4-C No seria preciso reproduzir o texto, pois podemos realizar a anlise sinttica a partir dos segmentos apresentados em cada opo. Em "Os bancos ganharam antes e, sinaliza o governo, vo continuar ganhando.", a expresso em negrito exerce a funo sinttica de sujeito: o governo sinaliza. a) J em a reduo esperada e projetada da taxa SELIC diminuiu a rentabilidade dos bancos...", o termo em destaque o objeto direto do verbo diminuir, enquanto que o sujeito est representado por a reduo esperada e projetada da taxa SELIC, cujo ncleo reduo. b) A expresso a corrida certa dos bancos exerce a funo sinttica de objeto direto do verbo postergar (= adiar). c) Em o risco de emprestar sempre o de no receber, a expresso em relevo exerce a funo sinttica de sujeito do verbo de ligao ser. Essa a resposta certa. d) O verbo tornar , na construo, transobjetivo e apresenta, como objeto direto, a expresso a deciso dos juzes e, como predicativo do objeto direto, a expresso menos `paternalista. Cuidado! A expresso regras e leis exerce a funo sinttica de SUJEITO da forma verbal transitiva direta Buscam, que est acompanhada do pronome apassivador SE (Buscam-se regras e leis = Regras e leis so buscadas).
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e) de o pas perder (...) uma janela de oportunidades O sujeito do verbo PERDER pas. A expresso uma janela de oportunidades, por sua vez, exerce a funo sinttica de OBJETO DIRETO. Note a forma com que a preposio se mantm separada do artigo que acompanha o substantivo pas, sujeito do verbo PERDER. Essa a recomendao da norma culta. Contudo, modernamente j se aceita a contrao da preposio com o artigo (possibilidade do pas perder...). 5-B Vamos dividir o perodo em oraes: A flor que ontem desabrochou j est murcha. Orao principal A flor j est murcha Orao subordinada que ontem desabrochou A palavra que substitui a palavra flor, presente na orao principal. , portanto, um pronome relativo, que inicia uma orao subordinada adjetiva. Por no haver pausa (indicada pela vrgula) entre as duas oraes, essa uma orao subordinada adjetiva restritiva. O pronome relativo ser trocado pelo nome, para melhor anlise de sua funo sinttica: A flor ontem desabrochou. O pronome relativo, que est no lugar de a flor, exerce, portanto, a funo sinttica de SUJEITO. Vamos procurar uma outra ocorrncia do relativo que na funo de SUJEITO. a) Ela tem um qu de mistrio esse qu um substantivo, tanto que est acompanhado de um artigo indefinido (um qu). Esse vocbulo exerce a funo sinttica de objeto direto do verbo ter. b) So duas as oraes que compem o perodo composto: Sofreu muito com as chuvas que caram. Orao principal Sofreu muito com as chuvas Orao subordinada que caram O pronome que substitui a palavra chuvas. Ele tambm exerce a funo sinttica de sujeito da orao subordinada adjetiva restritiva (As chuvas caram = que caram). Essa , portanto, a resposta correta. c) Veio to rpido que nos surpreendeu. Esse perodo composto por subordinao tambm possui duas oraes: - orao principal Veio to rpido - orao subordinada que nos surpreendeu. H entre essas duas oraes uma relao de causa e conseqncia, sendo essa segunda circunstncia apresentada pela orao subordinada. Ela , pois, uma orao subordinada adverbial consecutiva, e o vocbulo que uma conjuno adverbial consecutiva.
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Note a presena do vocbulo to na orao principal, uma caracterstica desse tipo de construo. d) Venha, que ela est aqui. Vimos, em aulas anteriores, que uma das formas de distinguir a conjuno causal da conjuno explicativa que esta ltima pode estar em uma construo de verbo no imperativo. Esse um bom exemplo. Em Venha, que ela est aqui, a conjuno explicativa d incio orao em que se apresenta a justificativa para a ordem presente na primeira orao (Venha). So oraes coordenadas, sendo a segunda classificada como orao coordenada sindtica explicativa. 6D a) A expresso da administrao se associa palavra enfoque, substantivo abstrato derivada do verbo enfocar. Como apresenta idia passiva (a administrao ser enfocada), o termo que complementa o substantivo abstrato exerce a funo sinttica de COMPLEMENTO NOMINAL, e no de adjunto adnominal. b) A expresso dos problemas sociais complementa o substantivo abstrato administrao. Logo, no poderia exercer a funo de objeto indireto (complemento verbal). Tambm h nessa expresso valor passivo (os problemas sociais sero administrados). Assim, a funo sinttica , mais uma vez, COMPLEMENTO NOMINAL. c) No h entre federal, estadual e municipal nenhuma ordem crescente de importncia. Voc j deve ter aprendido em Direito Constitucional que no h entre os entes federativos nenhum tipo de subordinao. Por isso, a assertiva est incorreta. d) Exatamente por possuir trs adjetivos a ele relacionados, o substantivo governos se flexionou no plural. Essa a resposta correta. e) O que deve ser profunda? Resposta: a mudana, e no a administrao. 7E Vamos relembrar a diferena entre ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO NOMINAL, em relao aos termos que complementam substantivos abstratos. SUBSTANTIVOS CONCRETOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDIA ATIVA = ADJUNTO ADNOMINAL (Lembre-se daquela dica: tudo com A: Substantivo Abstrato com idia Ativa Adjunto Adnominal.) ADJETIVOS, ADVRBIOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDIA PASSIVA = COMPLEMENTO NOMINAL Assim, quando o termo regente for um substantivo abstrato, deve-se analisar o valor que o termo regido apresenta em relao ao termo regente. Se for ativo, a funo de adjunto adnominal (tudo com a). Se for passivo, complemento nominal. Agora, mostraremos mais algumas formas de distino. 1 dica: exceo da preposio DE (que serve s duas funes), os complementos introduzidos por qualquer outra preposio (a, em, por) ser um complemento
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nominal (chegada ao espao, resistncia em surgir, dedicao ao povo, amor por algum). 2 dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal so complementos nominais por apresentarem essa idia passiva. Exemplos: osso duro de roer = a idia duro de ser rodo idia passiva complemento nominal Medo de cair = a idia de sofrer uma queda idia passiva complemento nominal Essa notcia difcil de acreditar = a idia difcil de ser acreditada idia passiva complemento nominal.
Vamos analisar, agora, a questo da prova. O primeiro elemento no deve ter gerado dvidas. Trata-se de um complemento verbal direto. Assim, a funo exercida por medo, em tenho medo objeto direto. Teramos duas opes vlidas d e e (50% de chances!!) O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio de preposio (medo de abrir). O termo regente medo = SUBSTANTIVO ABSTRATO. Precisamos definir se a funo do termo regido (de abrir) ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento nominal). Para isso, verificaremos o valor da expresso no contexto: Tenho medo de abrir! Vai que evapora! A idia : Tenho medo de que, sendo aberto, evapore idia passiva (o envelope no vai abrir, mas ser aberto) complemento nominal. A vontade de indicar a idia ativa grande. Afinal, a lgica induz que o sujeito vai abrir o envelope, ou seja, praticar a ao. Essa tendncia se justifica pela proximidade com o verbo de ter (ter medo ao praticada pelo sujeito). Contudo, preciso fazer a seguinte distino: o que est relacionado a abrir no o verbo ter, mas a idia da abertura idia passiva: o envelope ser aberto. 8D O examinador busca o termo cujo complemento apresenta idia ativa, ou seja, aquele cuja funo sinttica seja a de adjunto adnominal. A resposta : a fauna aqutica dos rios. Os rios possuem a fauna aqutica. a) a utilizao de qualquer um deles qualquer um deles ser utilizado idia passiva b) a queima do petrleo o petrleo ser queimado idia passiva c) a inundao de vastas reas vastas reas sero inundadas idia passiva e) a construo de barragens as barragens sero construdas idia passiva 9B
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Em sensao de dificuldade, a expresso em negrito complementa um substantivo abstrato. Para saber se a funo sinttica a de adjunto adnominal ou a de complemento nominal, temos de analisar o valor que ela atribui: sensao de dificuldade dificuldade sentida idia passiva complemento nominal. Todas as demais ocorrncias apresentam termos que possuem valor adjetivo (na letra c, temos uma orao subordinada adjetiva restritiva) e exercem a funo sinttica de adjunto adnominal. 10 C Como iluses humanidade. um substantivo abstrato, devemos analisar o valor de
a humanidade que tem iluses (idia ativa) ou sobre ela que voc tem iluses (passiva)? Certamente a segunda opo. Assim, o termo, por complementar um substantivo abstrato com idia passiva, exerce a funo sinttica de COMPLEMENTO NOMINAL. 11 C Para responder primeira assertiva, devemos analisar o seguinte segmento: Nabuco parte para Londres no ms de fevereiro de 1882, permanecendo como correspondente do Jornal do Comrcio at 1884. Ele no passar como outrora o tempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como vrios outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e vivendo no exlio, torna-se freqentador assduo do Museu Britnico. Podemos notar que, nas duas ocorrncias do pronome se, h um valor reflexivo. - ele se dedica ao trabalho e ao estudo = ele dedica a si mesmo ao trabalho e ao estudo - ele se torna freqentador assduo do Museu Britnico = ele torna a si mesmo freqentador assduo do Museu Britnico. Para identificar a funo sinttica, no basta trocar o SE pelo A SI. Devemos, sim, trocar por um nome. Para isso, precisamos alterar a estrutura oracional: - ele dedica seu tempo ao trabalho e ao estudo. - ele torna seu filho freqentador assduo. Nas duas construes, a funo objeto direto, ou seja, complemento verbal sem preposio obrigatria. Por isso, est FALSA a afirmao de que o pronome exerce funes diferentes. Em ambas, a funo a de objeto direto. A segunda proposio est CORRETA. Em Isso lhe permite escrever, o verbo permitir apresenta dois complementos: um direto, sob a forma oracional no infinitivo (escrever), e outro indireto, representado pelo pronome oblquo lhe. Esse pronome poderia ser substitudo com correo pela forma a ele. 12 Item CORRETO
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O examinador apresentou a distino entre sujeito indeterminado e construo de voz passiva, ambas as estruturas com o pronome SE. Na primeira, em se tratando de fato, temos um dos casos clssicos de indeterminao do sujeito com verbo transitivo indireto TRATAR-SE DE. So muito comuns questes de prova em que o verbo dessa construo esteja flexionado. Por isso, olho vivo! Apareceu um tratam-se de, pode marcar como ERRADA! Por ser sujeito indeterminado, deve o verbo permanecer na 3 pessoa do singular trata-se de. J na segunda estrutura, o verbo ESTABELECER transitivo direto e est acompanhado do pronome SE (apassivador). Por isso, o sujeito dessa forma verbal SINONMIA (estabelecer-se sinonmia = sinonmia ser estabelecida). Construo de voz passiva. A proposio est correta. 13 E No me diga que voc leu esse texto todinho??? Pode me dizer por qu??? Nem sempre passa em um concurso o candidato que sabe mais passa o que sabe resolver a prova com maior destreza e correo. Saber fazer prova um dos fatores decisivos para a aprovao e o tempo um dos inimigos do candidato. Por isso, em uma prova com textos longos (como esse), verifique, em primeiro lugar, se h questes de interpretao (que iro exigir uma leitura atenta). Caso contrrio, ou seja, se houver somente questes (ou a maior parte delas) que explorem o aspecto gramatical, muitas vezes ler apenas um trecho ou um pargrafo pode ser suficiente. Primeira providncia: identificar o primeiro perodo do texto. O perodo se encerra com uma pausa bem marcada (normalmente por um ponto). Assim, o primeiro perodo do texto : Maria Berlini no mentira quando dissera que no trabalhava, nem estudava. Vamos dissecar esse perodo em oraes: 1 orao: Maria Berlini no mentira 2 orao: quando dissera 3 orao: que no trabalhava 4 orao: nem estudava .......................................... 1 orao: orao principal. A ela ir ligar-se a segunda orao, que indica o momento em que tal fato (expresso na principal) ocorre. 2 orao: orao subordinada adverbial temporal 3 orao: orao subordinada substantiva objetiva direta. Serve de complemento ao verbo dizer, presente na 2 orao (que, em relao 3, considerada principal) quando dissera ISSO. 4 orao: orao coordenada sindtica aditiva. Esta orao se liga por coordenao segunda. A conjuno nem tem valor aditivo, equivalendo a e no. Esta orao tambm complementa o sentido do verbo da 2 orao = dissera: 1) que no trabalhava; 2) nem estudava (= e que no estudava).
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Por isso, est certssima a afirmativa presente na opo e. No perodo, h duas oraes subordinadas (2 orao subordinada adverbial temporal; e 3 orao subordinada substantiva objetiva direta) e uma coordenada (4 = orao coordenada sindtica aditiva) e, ao mesmo tempo, subordinada ( segunda orao, em que est presente a forma verbal disseram, cujo sentido complementa). Excelente questo de prova! No toa que a banca da CESPE UnB considerada uma das melhores do Brasil.
14 A Os versos em anlise so: Feliz quem pode orgulhoso Dizer: - Nunca fui vadio No se assuste com a nomenclatura. Morfossintaxe nada mais do que o estudo das categorias das palavras considerando a morfologia e a sintaxe. Esses conceitos foram apresentados l na nossa primeira aula. No me diga que voc j os esqueceu??? No me decepcione assim... Morfologia estuda a palavra em si, quer em relao forma, quer em relao idia que ela encerra (classes das palavras, flexes, elementos mrficos, terminao, grafia). Esse o assunto da aula de hoje. Sintaxe o estudo da palavra com relao s outras que se acham na mesma orao (concordncia, regncia, colocao).
Assim, uma anlise morfossinttica a que abrange elementos da palavra em si (classe gramatical, conjugao verbal, ortografia) e de sua relao com as demais na orao (sintaxe de concordncia, regncia, colocao). Viu como no nenhum bicho-de-sete-cabeas? O erro est na opo a. Vamos analisar a funo sinttica exercida pelo adjetivo orgulhoso: Feliz quem pode orgulhoso dizer... o adjetivo se refere ao sujeito da forma verbal dizer. Assim, predicativo, mas do sujeito, representado pelo pronome indefinido quem, expressando a forma como o sujeito (quem) se encontra ao praticar a ao (dizer) predicado verbo-nominal. A assertiva est incorreta e o gabarito da questo. Para a anlise do perodo composto, vamos dividi-lo em suas oraes: - Quem pode dizer orgulhoso orao subordinada substantiva subjetiva ( o sujeito oracional do verbo SER) - que nunca foi vadio orao subordinada substantiva objetiva direta (iniciada por uma conjuno integrante quem pode dizer ISSO = que nunca foi vadio , vem complementar o sentido do verbo dizer de forma direta)
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- feliz orao principal, formada por um predicado nominal. Em relao s demais opes, cabem os seguintes comentrios. B) Da mesma forma que o adjetivo orgulhoso, o adjetivo feliz tambm se refere ao pronome indefinido quem, sujeito da orao. Note que possvel subentender o verbo ser: () feliz quem pode orgulhoso dizer.... Na ordem direta, em discurso indireto, a estrutura seria: Quem pode dizer orgulhoso que nunca foi vadio feliz.. Essa foi, inclusive, a assertiva da opo e. Em Nunca fui vadio, o adjetivo se refere ao pronome pessoal (oculto) eu, identificado a partir da desinncia verbal. Sua funo sinttica tambm a de predicativo do sujeito. Est, portanto, correta tal afirmao. C) Essa afirmao nos d a chance de analisar a circunstncia que o advrbio NUNCA atribui. Esse advrbio atribui, simultaneamente, valores de negao e tempo equivalente a em tempo algum. Est certa a assertiva. D) A locuo verbal pode dizer foi intercalada pelo adjetivo que, como vimos, exerce a funo de predicativo do sujeito (orgulhoso). Para se certificar de que se trata mesmo de uma locuo verbal, veja que o verbo principal poderia estar sozinho na orao, sem prejuzo gramatical (apenas havendo alterao semntica): Feliz quem orgulhoso diz (= pode dizer).... E) Est correta a afirmao, como vimos no comentrio opo b. O discurso indireto o meio pelo qual o autor reproduz o discurso alheio, no como foi dito, mas com suas prprias palavras, usando uma orao subordinada. Isso se verifica na passagem quem pode dizer que nunca foi vadio. 15 C Para comear, vamos dividir o perodo: 1 orao E se hoje sou venturoso 2 orao Devo ao trabalho o 3 orao que sou. A primeira orao iniciada pela conjuno E, que a coordena com a orao anterior. A conjuno se inicia uma orao subordinada condicional. Ela, semanticamente, se repete na expresso que se segue: o que sou. Esta orao (o que sou) exerce a funo de objeto direto do verbo dever: Ele deve ISSO (= o que sou = SOU VENTUROSO) ao trabalho. Assim, toda a orao o que sou (em que o o pronome demonstrativo) est no lugar de toda a orao se hoje sou venturoso. Ele um termo vicrio, ou seja, substitui algo que j foi mencionado anteriormente. Analise, agora, a segunda orao: Eu devo ao trabalho o (= aquilo, isso) O verbo dever tem dois complementos: objeto direto = o / objeto indireto = ao trabalho.
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A terceira orao vem restringir o alcance do pronome demonstrativo (objeto direto da orao anterior). Tem valor adjetivo e iniciada por um pronome relativo que. Feita a anlise sinttica, vamos s opes. a) Quantas vezes aparece o pronome eu (explcito ou subentendido)? TRS. E se hoje (EU) sou venturoso/ (EU) devo ao trabalho o que (EU) sou. b) No h registro de emprego de pronome pessoal oblquo na passagem. c) No segmento o que sou, h um pronome demonstrativo (o = aquilo) e um pronome relativo (que), que retoma esse antecedente, o demonstrativo (= aquilo que sou = sou aquilo). Est correta a afirmao. d) e e) H, no perodo, um predicado verbal, cujo ncleo o verbo dever (Devo ao trabalho o), e dois predicados nominais (Eu sou venturoso e que sou), cujos ncleos so, respectivamente, venturoso e (cuidado agora!!!) o pronome relativo que. Nessa orao subordinada adjetiva, o pronome relativo, que substitui o pronome demonstrativo o (= aquilo), o elemento que efetivamente exerce a funo de predicativo do sujeito. 16 D O vocbulo SE pode ser: - conjuno integrante inicia uma orao substantiva. Quero saber se voc est gostando da aula. = Quero saber ISSO. ORAO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA (complemento do verbo SABER). - conjuno adverbial - pode apresentar o valor condicional (Se ela dana, eu dano.). Como sabemos, o valor de uma conjuno adverbial s pode ser identificada na construo. - pronome pessoal oblquo, com valor reflexivo (Ela se cortou com a faca.) ou recproco (Os namorados se beijavam no cinema.) - parte integrante do verbo nesses casos, ainda que apresente uma idia reflexiva, o verbo no existe sem o pronome (Ele se queixa muito da sogra. Muito se arrepende de ter casado.). No existem os verbos QUEIXAR e ARREPENDER; s QUEIXAR-SE e ARREPENDER-SE. Por isso, o pronome parte integrante do verbo. - partcula de realce (ou expletiva) nenhuma funo exerce na orao. Tem valor, apenas, de realce, podendo ser retirada sem prejuzo gramatical ou semntico para a orao. Ele se foi embora e levou meu corao. (= Ele foi embora). - partcula apassivadora presente nas construes de voz passiva sinttica (tambm chamada de voz passiva pronominal). Coisas bonitas se vem por aqui (= coisas bonitas so vistas). - ndice de indeterminao do sujeito presente nas construes de sujeito indeterminado, em que o verbo (transitivo indireto, intransitivo ou de ligao) fica na 3 pessoa do singular. Precisa-se de sossego por aqui. Nessa questo, devemos diferenciar os casos em que o pronome apassivador (verbo TD ou TDI + SE) ou indeterminador do sujeito. A) O verbo desfazer TRANSITIVO DIRETO (Ele desfez o contrato.). Como est acompanhado do SE, forma voz passiva, em que o sujeito o regime de segregao racial.
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B) O verbo solidificar tambm TD (Ele solidificou a relao com os clientes.). Est, portanto, em voz passiva = A viso foi solidificada solidificou-se a viso. C) O verbo justificar TD (Ele justificou sua resposta.). tambm um pronome apassivador (o direito era justificado = justificava-se o direito). D) Finalmente, um verbo que no TD. O verbo lutar, na construo, TRANSITIVO INDIRETO, regendo a preposio por. Assim, o pronome SE tem a funo de indeterminar o sujeito da ao verbal. E) O verbo respeitar TD, e o pronome SE partcula apassivadora (o sinal vermelho ser respeitado respeitar-se o sinal vermelho). 17 - D O pronome se : a) um pronome apassivador. Acentuar um verbo transitivo direto e h idia passiva ... possvel que a tendncia positiva seja acentuada...; b) uma conjuno condicional se a queda do juro bsico se transferir... equivale a caso a queda do juro bsico se transfira...; c) um pronome apassivador. Transferir um verbo transitivo direto e h idia passiva se a queda do juro bsico for transferida para o crdito ao consumo...; d) uma conjuno condicional (gabarito da questo) se os salrios reais continuarem... equivale a caso os salrios reais continuem...; e) pronome apassivador. Recuperar um verbo transitivo direto e h idia passiva - se os salrios reais continuarem a ser recuperados... . No poderia ser um pronome reflexivo, pois o sujeito salrios paciente, sofre a ao e, dado o contexto, no poderia agir por conta prpria. 18 B Agora, veremos as classificaes do QUE: - conjuno integrante INICIA UMA ORAO SUBSTANTIVA Eu quero que tudo v pro inferno. Eu quero ISSO. A conjuno serve apenas para ligar termos ou oraes, no exerce funo sinttica nenhuma. - pronome relativo INICIA UMA ORAO ADJETIVA Eu quero o prmio a que tenho direito. Eu tenho direito ao prmio. Nesse caso, o pronome que substitui algum elemento mencionado anteriormente (no caso, a palavra prmio). Pode, assim, exercer qualquer das funes sintticas estudadas na aula sobre conectivos. - partcula de realce (ou expletiva) pode vir acompanhada do verbo ser, formando a expresso que. Como tambm j vimos, pode ser suprimida sem prejuzo gramatical para o perodo. Ns que deveramos reclamar (= Ns deveramos reclamar.). - conjuno adverbial (coordenativa ou subordinativa) pode apresentar diversas circunstncias (causal, consecutiva, comparativa, explicativa, concessiva, final, etc.), a depender do contexto em que seja empregada.
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- pronome interrogativo se vier no fim da orao (tnico), recebe um acento circunflexo (Voc tem fome de qu?). - substantivo - com acento circunflexo, equivale a algo Ele tem um qu de intelectual. - advrbio equivalente a quo, normalmente usado em interjeies: Que (= Quo) louco eu fui! - preposio acidental equivalente preposio de. Ele tem que entender isso (= tem de entender). - interjeio - (com acento circunflexo) Qu! No acredito nisso! So tantas que posso ter me esquecido de alguma. Aguardo sugestes pelo frum ou e-mail, caso isso tenha ocorrido. Desgraa pouca bobagem!!! Sabe quantas acepes da palavra que (com e sem acento) so registradas pelo Aurlio: s quinze! Vamos analisar as ocorrncias do que no texto da questo. Para isso, teremos de ter em mente o seguinte: se estiver substituindo um antecedente, pronome relativo; se puder ser substitudo (junto com o restante da orao) pelo pronome ISSO, conjuno integrante. o impassvel gigante que os contemplava com desprezo substitui gigante (o gigante os contemplava com desprezo) = pronome relativo na funo de sujeito do verbo contemplar; imperturbvel a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso substitui as palavras golpes e tiros (desfechavam golpes e tiros no dorso) = pronome relativo na funo de objeto direto do verbo desfechar; deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito CUIDADO!!! Esse que no substitui gemido. Quem d essa dica a forma verbal abrissem, que, por estar flexionada no plural, indica que no poderia ser um pronome relativo com antecedente no singular (gemido). Ele inicia uma orao. Faa a anlise a partir do contexto: o gigante deixava que lhe abrissem as entranhas de granito sem um gemido O gigante deixava ISSO sem um gemido. Melhor seria que a expresso sem um gemido estivesse isolada por vrgulas, por ser adverbial, mas essa pontuao facultativa, como veremos na prxima aula. Como inicia uma orao que exerce a funo sinttica de objeto direto (deixava que lhe abrissem as entranhas), esse que uma conjuno integrante.
Vamos s opes: a) ERRADA. A terceira ocorrncia uma conjuno integrante, enquanto que as outras duas so pronomes relativos. b) CERTA. Como vimos, o pronome relativo (primeira ocorrncia) exerce a funo de sujeito do verbo contemplar. c) ERRADA. No poderamos retirar esse que, pois ele um pronome relativo que retoma os substantivos golpes e tiros. d) ERRADA. Essa foi capciosa. O que, por ser uma conjuno integrante, no exerce funo sinttica nenhuma. Serve apenas como conectivo. Quem
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exerce a funo sinttica do verbo deixar toda a orao iniciada pela conjuno (que lhe abrissem as entranhas de granito). Maldade, hem? e) Somente na ltima ocorrncia, o que uma conjuno integrante. Por hoje s. Grande abrao e bons estudos.
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PONTUAO Na comunicao oral, o falante lana mo de certos recursos da linguagem, como a entoao da voz, os gestos e as expresses faciais para denotar dvida, hesitao, surpresa, incerteza etc. Quando se constri a comunicao por meio da escrita, quem passa a ter essa incumbncia a pontuao. Por isso, tanta gente associa indevidamente o emprego de vrgula a uma pausa da respirao. Isso no tem sentido. Se assim o fosse, tnhamos de colocar vrgula a cada palavra escrita. Ou voc, por acaso, fica sem ar ao escrever uma orao sem vrgulas? J pensou...rs... Afinal, qual a utilidade de colocarmos sinais de pontuao no texto? Alm de estabelecer na escrita aquelas denotaes expostas acima, tambm se digna a eliminar ambigidades que poderiam surgir em um texto sem pontuao ou a destacar certas palavras, expresses ou frases. O texto que reproduzimos abaixo, cuja autoria desconhecida, j foi usado recentemente at por Ana Maria Braga (acredite!) e exemplifica bem as funes da pontuao. Para quem no assistiu ao programa (espero, pois deveria estar estudando), segue o material. Um homem rico estava muito mal, pediu papel e pena. Escreveu assim: Deixo meus bens minha irm no a meu sobrinho jamais ser paga a conta do alfaiate nada aos pobres. Morreu antes de fazer a pontuao (at parece que isso seria possvel...). A quem ele deixou a fortuna? Eram quatro concorrentes. 1) O sobrinho fez a seguinte pontuao: Deixo meus bens minha irm? No! A meu sobrinho. Jamais ser paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres. 2) A irm chegou em seguida. Pontuou assim o escrito: Deixo meus bens minha irm. No a meu sobrinho. Jamais ser paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres. 3) O alfaiate pediu cpia do original. Puxou a brasa para a sardinha dele: Deixo meus bens minha irm? No! A meu sobrinho? Jamais! Ser paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres. 4) Chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta pontuao: Deixo meus bens minha irm? No! A meu sobrinho? Jamais! Ser paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres. Cabe a ns, redatores, empregar a pontuao de modo que a mensagem por ns escrita chegue ao leitor no sentido exato que gostaramos de transmitir. Para fazer isso com correo, devemos conhecer suas regras. A pontuao depende da estrutura sinttica da orao. Para comear, interessante notar que a ordem direta das oraes a seguinte:
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SUJEITO + VERBO + COMPLEMENTOS + ADJUNTOS Para colocar a orao nessa ordem direta, devemos partir do verbo (e no do sujeito, como alguns podem pensar), perguntando a ele quem o comanda, ou seja, quem o seu sujeito. A partir da, sabendo o sujeito e o verbo, identificaremos os complementos verbais (predicativos, objetos). Por adjuntos, entendem-se as condies em que a ao expressa pelo verbo se estabelece tempo, lugar, modo, intensidade, dvida, negao. Essas circunstncias so apresentadas pelos advrbios. lgico que, se uma dessas circunstncias (como a de negao) estiver acompanhando um termo especfico (como, por exemplo, um verbo), o advrbio ir se posicionar prximo ao esse termo, e no no fim da orao (Eu no sairei daqui). Os complementos, alm de verbais, podem ser nominais, quando completam o sentido de um nome: necessidade de carinho. Tambm aos nomes ligam-se elementos para restringi-los ou design-los (adjuntos adnominais). Esses termos regidos devem ficar prximos de seus termos regentes, onde quer que estejam (seja no sujeito, seja no predicado). Seu amor ptria era imenso. O nome AMOR faz parte do sujeito ( o seu ncleo), bem como os complementos SEU (pronome possessivo) e PTRIA (complemento nominal = idia passiva = a ptria amada). No h necessidade de chorar. O nome DE CHORAR faz parte do predicado. Esses conceitos so fundamentais para compreendermos alguns casos de proibio. Os sinais de pontuao so: ponto, ponto-e-vrgula, vrgula, ponto de exclamao, ponto de interrogao, travesso, parnteses, aspas, reticncias. Eles indicam entoao ou pausa. Nas palavras de Celso Cunha (Nova Gramtica do Portugus Contemporneo), esta distino, didaticamente cmoda, no , porm, rigorosa. Em geral, os sinais de pontuao indicam, ao mesmo tempo, a pausa e a melodia.. O sinal mais explorado em questes de prova , sem dvida, a vrgula. Por isso, comearemos por ela. Para fins didticos, iremos estudar o assunto a partir das proibies e das situaes especiais para o seu emprego. VRGULA CASOS PROIBIDOS: 1 - Separar por vrgula elementos inseparveis na ordem direta: 1.1 sujeito do verbo; 1.2 verbo do complemento verbal; 1.3 termo regente do termo regido (complemento nominal, adjunto adnominal); 1.4 verbos que compem uma locuo verbal;
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A maior parte dos erros de pontuao das provas envolve casos de proibio. Por isso, fique atento apareceu uma vrgula separando elementos inseparveis, xis nele!!! POLMICA: Alguns autores admitem, modernamente, a separao do sujeito do verbo em certas construes, como em adgios. Por exemplo, Quem avisa, amigo . o sujeito do verbo ser a orao Quem avisa. Contudo, isso se justifica, segundo eles, somente em casos especiais, normalmente por questo de estilo, j que, na fala, costumamos pausar aps o verbo (Quem avisa pausa amigo .). Se observarmos a norma culta, iremos eliminar esse sinal de pontuao (Quem avisa amigo .). Observe que, se a orao no estiver na ordem direta, o deslocamento dos complementos dever ser indicado por vrgulas, sem que isso constitua erro: Dos seus conselhos , no preciso mais. Se surgir uma vrgula aps um desses elementos inseparveis, verifique se no se trata de alguma intercalao de elementos. Nesse caso, para a correo do perodo, deve haver duas vrgulas nessa intercalao, uma abrindo o perodo e outra, fechando, e no apenas uma. o que se v no prximo item. 2 Colocar apenas uma das duas vrgulas obrigatrias para isolar termos ou expresses deslocados de sua posio original na orao (exceto, obviamente, se estiver no incio do perodo). Desse jeito, o perodo deslocado fica capenga, faltando uma das vrgulas. Se abriu, tem que fechar. Portanto, so necessrias duas vrgulas, mesmo que alguma delas esteja exercendo dupla funo (por exemplo, no caso de DOIS ou mais termos deslocados e adjacentes). Hoje, s duas horas da tarde, prximo ao supermercado, houve um grave acidente. Temos, nesse exemplo, trs elementos circunstanciais dois de tempo (Hoje, s duas horas da tarde) e um de local (prximo ao supermercado). As duas primeiras ocorrncias de vrgula separam elementos de mesma funo sinttica (adjuntos adverbiais). J a vrgula aps supermercado, serve tanto para encerrar essa enumerao, quanto para indicar o deslocamento desses elementos adverbiais. SITUAES ESPECIAIS - elipse de algum termo pode ser indicada por uma vrgula, como em : Fui festa levando muitos presentes; Joo, somente a boca. adjuntos adverbiais deslocados, desde que PEQUENOS E DE FCIL ENTENDIMENTO, dispensam a vrgula. Caso contrrio, longos, em oraes adverbiais extensas, ou, mesmo curtos, para dar nfase ao adjunto, devem ser isolados por vrgula. Hoje (,) irei embora. Embora tenha me mantido distante das negociaes, precisarei comparecer reunio de acionistas. Infelizmente (,) no poderei aceitar o convite. - em relao a algumas conjunes, a vrgula tem tratamento especial:
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conjuno coordenativa aditiva e a regra a dispensa da vrgula antes da conjuno aditiva e. Somente admitida em situaes especiais: 1) quando apresenta sujeitos diferentes e seu emprego tem por objetivo a clareza textual; 2) quando faz parte de uma figura de linguagem chamada polissndeto (poli = vrios + sndeto = elemento de ligao vrios elementos de ligao. O conceito de sndeto j foi objeto de comentrio na aula sobre CONECTIVOS CONJUNO). O uso excessivo de vrgulas e de conjunes tem a funo estilstica de fazer supor um fim que nunca chega com isso, enfatiza-se cada orao introduzida pela conjuno e: Soneto da Fidelidade Vincius de Moraes De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Tambm por clareza textual, possvel uma vrgula anteceder a conjuno e mesmo que as oraes apresentem o mesmo sujeito. Verifica-se isso, por exemplo, quando a primeira orao do perodo for to extensa que exija a retomada do sujeito. Isso feito a partir da pausa, indicada com a vrgula. conjunes coordenativas adversativas a conjuno mas faculta a vrgula antes de si e no admite outra posio que no seja a de incio da orao sindtica: A vida dura(,) mas nada me tira a vontade de viver. As demais conjunes (porm, entretanto, contudo, etc.) devem ser antecedidas por vrgula e, se deslocadas para o meio da orao, ficam, neste caso, isoladas por duas vrgulas ou, no fim do perodo, entre a vrgula e o ponto final: A vida dura, nada me tira, porm, a vontade de viver. A vida dura, nada me tira a vontade de viver, porm. (* veja observao acerca do ponto-e-vrgula) Caso tenha havido entre as duas oraes uma ruptura do perodo (indicada pelo ponto), a vrgula pode vir aps a conjuno: A vida dura. Entretanto, nada me tira a vontade de viver. conjunes coordenativas conclusivas a conjuno pois dever sempre vir posposta a um termo da orao sindtica a que pertence e isolada por vrgulas: Ela no respeita ningum. , pois, uma rebelde. As demais conjunes conclusivas (logo, portanto, por conseguinte) podem iniciar a orao ou vir no meio dela. Do mesmo modo que as adversativas, so escritas, respectivamente, com uma vrgula anteposta ou entre vrgulas. Ela no respeita ningum, , portanto, uma rebelde. (* veja observao acerca do ponto-e-vrgula)
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Caso entre as duas oraes tenha havido uma ruptura do perodo (ponto), a vrgula pode vir aps a conjuno. Ela no respeita ningum. Portanto, uma rebelde. conjunes coordenativas explicativas a conjuno pois, quando explicativa, deve iniciar a orao sindtica. As demais seguem a mesma regra das conjunes conclusivas e adversativas no que tange colocao de vrgula de acordo com a posio na orao. comum uma vrgula ser colocada antes da conjuno explicativa, para representar a pausa que normalmente se d na fala. Essa uma das caractersticas que diferenciam a conjuno coordenativa explicativa porque da subordinativa causal homnima. Consideram-na uma rebelde, pois no respeita ningum. Veja uma questo de prova. (FGV/[Link]/2001) A alternativa correta quanto pontuao A. O aspirador, que no funciona, este. B. Alice nossa amiga, parece feliz. C. Creio, porm, que estava adormecido. D. O livro, disse o autor ilustrado. Est correto o emprego da conjuno porm entre vrgulas, j que est no meio da orao. Tanto na opo b quanto na d, a vrgula separa o sujeito (Alice / o livro, respectivamente) do verbo correspondente (parece / ) CASO DE PROIBIO. Na opo a, a orao adjetiva que no funciona tem valor restritivo, e no explicativo. No pode haver vrgulas. Essa explicao vir a seguir. - expresses denotativas ou de realce, como ainda, mesmo assim, por exemplo, isto , que servem para introduzir argumentos, retificaes ou desenvolvimento do assunto a ser explorado, ficam isoladas por vrgulas. - oraes subordinadas adjetivas podem ser restritivas ou explicativas: restritivas - como o nome sugere, restringem o conceito dos substantivos e, a exemplo do que ocorre com adjetivos simples, no podero ser separadas dos substantivos a que se refiram. Vou pintar meu quarto com a cor azul. CASO 1.3 DAS PROIBIES - no se separa o termo regido (azul) do termo regente (cor), j que o valor do adjetivo restritivo (no qualquer cor, mas somente a cor azul). Por isso, se, em vez de um adjetivo simples, houver uma orao adjetiva restritiva, ela tambm no poder ser separada do substantivo por vrgula: Vou pintar o meu quarto com a cor de que eu gosto. Ento, em oraes adjetivas restritivas, a vrgula PROIBIDA!
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Os polticos que se envolveram no escndalo do mensalo deveriam ser expulsos da vida pblica. Quem deveria ser expulso da vida pblica: todos os polticos ou somente os que se envolveram no escndalo de corrupo (por favor, atenha-se ao texto...rs...)? Segundo a orao, somente aqueles envolvidos no escndalo. E, com base nesse ltimo exemplo, se colocssemos a orao adjetiva entre vrgulas, o que aconteceria? Ela passaria a ser explicativa. explicativas sua funo somente explicar; por isso, como qualquer elemento de funo meramente explicativa, devero ser colocadas entre vrgulas. Se aps a orao houver o encerramento do perodo, em vez de colocar a segunda vrgula, coloca-se o ponto final.
A vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que foi o responsvel pela mudana da sede da capital para Braslia, foi contada na srie JK. Essa orao sublinhada tem valor explicativo e, por isso, foi colocada entre vrgulas. Ento, em oraes adjetivas explicativas, a vrgula OBRIGATRIA! De volta quele exemplo do mensalo, segundo a construo Os polticos, que se envolveram no escndalo do mensalo, deveriam ser expulsos da vida pblica., todos os polticos (provavelmente j enumerados anteriormente no texto) deveriam ser expulsos da vida pblica, pois agora a orao adjetiva explicativa. Mais um teste para fixao desse conceito: indique a pontuao adequada nas duas estruturas abaixo: O presidente do BACEN ( ) Henrique Meirelles ( ) e o ministro do STF ( Pertence ( ) compareceram cerimnia. ) Seplveda
Se a vrgula obrigatria em termos e oraes de valor explicativo e proibida em termos e oraes de valor restritivo, primeiro vamos definir o que explicativo e o que restritivo. Quantos presidentes o BACEN possui? Somente um. Quando se diz o presidente do BACEN, uma pessoa informada j sabe quem , pois s existe UM! Ento, o termo tem valor explicativo O presidente do BACEN, Henrique Meirelles, e.... Com vrgulas. Quantos ministros o STF possui? Onze! Ento, o termo tem valor restritivo ... e o ministro do STF Seplveda Pertence compareceu cerimnia.. Sem vrgulas. Agora voc percebe por que no foram colocadas vrgulas em ex-presidente Juscelino Kubitschek? Porque so vrios os ex-presidentes da Repblica. E qual o caso de vrgula facultativa em oraes adjetivas? Resposta: NENHUM!!!!! Ou a vrgula proibida (oraes adjetivas restritivas), ou a vrgula obrigatria (oraes adjetivas explicativas). Veja, agora, uma questo de prova que abordou esse tema. (FUNDEC / TRT 2 Regio / 2003)
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A governadora eleita, Rosinha Matheus, que recebeu um voto de esperana nesses bolses de carncia e pobreza, pode iniciar por a um programa de governo que recoloque nos trilhos os servios essenciais populao. No ltimo perodo do texto (acima transcrito), h duas oraes subordinadas de idntico valor sinttico as quais receberam distinta forma de redao: a primeira est separada por vrgulas e a segunda no. Essa diferena na forma de redao justificase por: A) ter a primeira sentido restritivo e a segunda, explicativo; B) ter a primeira um sentido explicativo e a segunda, restritivo; C) ser a primeira um aposto e a segunda, um adjunto adnominal; D) estar a primeira iniciada por pronome relativo e a segunda, por conjuno integrante; E) ter a primeira verbo no modo indicativo e a segunda, no modo subjuntivo. O gabarito a opo b. As virgulas so obrigatrias em oraes adjetivas explicativas, enquanto que nas oraes adjetivas restritivas so proibidas. A primeira orao adjetiva est isolada por vrgulas dado seu carter explicativo, ao passo que a seguinte, por ter funo restritiva, ou seja, por definir o programa de governo (um programa de governo que coloque nos trilhos os servios essenciais), no admite tal pontuao. PONTO a pausa mxima. Representa a ruptura do perodo, seja ele composto ou simples (orao absoluta). Quando os perodos se sucedem nas idias que expressam, o ponto simples usado para separ-los. Quando a ruptura maior, representando, inclusive, a mudana de um grupo de idias a outro, marca-se essa transposio maior com o ponto-pargrafo. O ponto tambm usado em abreviaturas ([Link]./ [Link]/etc.). Quando o ponto abreviativo coincide com o fim de um perodo, emprega-se somente um, que passa a acumular as duas funes: Ele foi feira e comprou verduras, frutas, legumes etc. Em relao vrgula antes do etc., encontramos divergncias no tratamento. H os que buscam na etimologia motivo para dispens-la, uma vez estar presente, em seu significado, a conjuno e (etc. = et cetera = e as demais coisas.). H os que a justificam como mais um elemento da enumerao, o que legitima essa pontuao. Por isso, dificilmente isso seria objeto de questo de prova. Se alguma banca vier a adotar um desses posicionamentos, dever receber uma enxurrada de recursos com argumentao consistente para a anulao da questo. PONTO-E-VRGULA Dizer que um sinal intermedirio entre o ponto e a vrgula no ajuda muito, no ? Mas essa a melhor definio para o ponto-e-vrgula. Trata-se de uma pausa de durao suficiente para denotar que o perodo no se encontra encerrado totalmente mas que, tambm, no pertence orao anterior.
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Basicamente, usa-se o ponto e vrgula, a depender do contexto, para atribuir clareza ao texto. Por exemplo, quando, na orao, j existem elementos entre vrgulas, o ponto-e-vrgula usado para subdividir os perodos:
OBSERVAO: (*) Agora, compare com as formas apresentadas anteriormente e veja como estas ficaram bem mais claras. A vida dura; nada me tira, porm, a vontade de viver. Ela no respeita ningum; , portanto, uma rebelde. Transcrevemos, a seguir, uma questo de prova (tima!) em que foi exigido conhecimento acerca do emprego desse sinal de pontuao. Para isso, faz-se necessria a transcrio tambm do texto em que se baseia a questo. (CESPE UNB / AGU / 2002) O que a escravido representa para o Brasil, j o sabemos. Moralmente, a destruio de todos os princpios e fundamentos da moralidade religiosa ou positiva a famlia, a propriedade, a solidariedade social, a aspirao humanitria; politicamente, o servilismo, a desagregao do povo, a doena do funcionalismo, o enfraquecimento do amor ptria, a diviso do interior em feudos, cada um com seu regime penal, o seu sistema de provas, a sua inviolabilidade perante a polcia e a justia; econmica e socialmente, o bem-estar transitrio de uma classe nica, e essa, decadente e sempre renovada; a eliminao do capital produzido pela compra de escravos; a paralisao de cada energia individual para o trabalho na populao nacional; o fechamento dos nossos portos aos imigrantes que buscam a Amrica do Sul; a valorizao social do dinheiro, qualquer que seja a forma como for adquirido; o desprezo por todos os que, por escrpulos, se inutilizam ou atrasam em uma luta de ambies materiais; a venda dos ttulos de nobreza; a desmoralizao da autoridade, desde a mais alta at mais baixa. Observamos a impossibilidade de surgirem individualidades dignas de dirigir o pas para melhores destinos, porque o pas, no meio de todo esse rebaixamento do carter, do trabalho honrado, das virtudes obscuras, da pobreza que procura elevar-se honestamente, est, como se disse, apaixonado por sua prpria vergonha. A minha firme convico que, se no fizermos todos os dias novos e maiores esforos para tornar o nosso solo perfeitamente livre, se no tivermos sempre presente a idia de que a escravido a causa principal de todos os nossos vcios, defeitos, perigos e fraquezas nacionais, o prazo que ainda tem de durao legal calculadas todas as influncias que lhe esto precipitando o desfecho ser assinalado por sintomas crescentes de dissoluo social. Joaquim Nabuco. O abolicionismo. In: Intrpretes do Brasil, v. I. Nova Aguilar, 2000, p. 148-51 (com adaptaes). Julgue o item que se segue. O texto exemplifica que as estruturas sintticas construdas a partir de enumerao exigem sinais de ponto-e-vrgula quando no interior de alguns itens existem vrgulas.
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Essa afirmao est correta. a prpria definio de um dos empregos do ponto-evrgula. Quando j houver vrgulas no perodo, o sinal de ponto-e-vrgula deve ser usado principalmente para que haja clareza textual. Isso pode ser observado na passagem do texto a seguir reproduzida: nos segmentos, apresentado o que a escravido representa para o Brasil (primeira orao).
1 segmento: Moralmente, a destruio de todos os princpios e fundamentos da moralidade religiosa ou positiva a famlia, a propriedade, a solidariedade social, a aspirao humanitria; No primeiro segmento, apresentam-se, a partir do travesso, os princpios e fundamentos que foram aviltados sob o aspecto moral pela escravido. Como na seqncia sero apresentados outros aspectos, em continuidade argumentao, optouse pelo ponto-e-vrgula, que emprega uma pausa maior que a vrgula (permitindo uma ruptura branda) e menor que o ponto (que encerraria o perodo desnecessariamente). 2 segmento: politicamente, o servilismo, a desagregao do povo, a doena do funcionalismo, o enfraquecimento do amor ptria, a diviso do interior em feudos, cada um com seu regime penal, o seu sistema de provas, a sua inviolabilidade perante a polcia e a justia; No segundo segmento, enfoca-se o problema sob enfoque poltico. Note que o autor ir prosseguir na argumentao, apresentando os aspectos econmicos e sociais (3 segmento). 3 segmento: econmica e socialmente, o bem-estar transitrio de uma classe nica, e essa, decadente e sempre renovada; Todos esses segmentos, por constiturem um s argumento, pertencem ao mesmo perodo, devendo ser separados por ponto-e-vrgula, para a clareza do texto. essa a funo desse sinal de pontuao bastante desprezado ou maltratado por a, coitado. ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Tambm usado o ponto-e-vrgula para separar itens enunciativos de textos legislativos (leis, decretos, regulamentos) e acepes de uma palavra em dicionrios: Art. 4 O interessado, pessoa fsica ou jurdica, somente poder exercer atividades relacionadas com o despacho aduaneiro: I - por intermdio do despachante aduaneiro; II - pessoalmente, se pessoa fsica ou jurdica. Veja uma questo do NCE UFRJ, aplicada em 2002: Polcia Vigilncia exercida pela autoridade competente para manter a ordem e o bem-estar pblicos em todos os ramos dos servios do Estado e em todas as partes ou localidades; corporao que engloba os rgos e instituies incumbidos de fazer
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respeitar essas leis ou regras e de reprimir e perseguir o crime. (Pequeno dicionrio jurdico) No texto do dicionrio acima h dois segmentos, separados por um ponto-evrgula(;); em relao a esses dois segmentos podemos dizer que: a) o segundo explica o primeiro; b) apresentam dois sentidos diferentes do termo polcia; c) o primeiro a causa do segundo; d) o segundo contradiz o primeiro; e) mostram que a polcia atua na preveno do crime. A funo do ponto-e-vrgula nessa construo apresentar as diferentes acepes da palavra POLCIA, presentes no Pequeno Dicionrio Jurdico. Por isso, a resposta foi opo b. DOIS PONTOS Esse sinal marca, na escrita, a suspenso de uma frase no concluda. Emprega-se, pois, para anunciar: - uma citao: s margens do Ipiranga, gritou [Link] I: - Independncia ou Morte! - uma enumerao: Aps o levantamento do inventrio, devemos tomar as seguintes providncias: encerrar o balano patrimonial, convocar uma reunio extraordinria, providenciar uma auditoria nas contas. (Esses elementos tambm poderiam estar separados por pontos-e-vrgulas, para maior clareza.) - um esclarecimento, um comentrio, uma sntese ou uma conseqncia do que foi enunciado: A razo clara: achava a sua conversa menos cansativa que a dos outros homens. Observe a questo de prova que abordou o assunto. (FUNDAO JOO GOULART/ SMF ANALISTA PLANEJAMENTO / 2005) Texto 2 Nunca as condies foram to favorveis para a adoo em grande escala do gs natural como propulsor dos nibus que circulam pelas grandes cidades brasileiras. Do ponto de vista ambiental, j eram conhecidas as vantagens desse combustvel em relao ao diesel, que predomina entre os veculos pesados. Esses benefcios motivaram diversas experincias anteriores de nibus a gs, que desde os anos 80 circulam em capitais brasileiras como So Paulo, Rio e Recife. No entanto, os nibus a gs mostraram pouca competitividade econmica e operacional, quando comparados com os movidos a diesel. Agora, o cenrio poltico e
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econmico outro, bem mais favorvel: as reservas brasileiras de gs simplesmente triplicaram em 2003 (hoje so 600 milhes de m3). Alm disso, o Brasil firmou um acordo no qual se compromete a comprar parte da produo da Bolvia, aumentando ainda mais a oferta de gs no mercado interno. A disponibilidade do combustvel, no entanto, no basta: a operao dos nibus a diesel continua sendo mais econmica. Para contornar esse obstculo, a Petrobras entrou em ao e, numa opo clara pelo meio ambiente, decidiu subsidiar o gs natural. Nos prximos dez anos, as empresas de nibus podero adquirir o gs nas distribuidoras a um preo fixado em 55% do valor do diesel, garante Paulo Barreiros, coordenador do Programa Tecnolgico de Gs Natural (Progas) do Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes). Conforme o uso desse combustvel comece a crescer, a fabricao de nibus a gs em grande escala deve tratar de diminuir a diferena de preo que existe na sua produo, operao e manuteno. Outro estmulo para as empresas de nibus adotarem o gs natural a melhoria da rede de distribuio desse combustvel no Brasil. A infra-estrutura de abastecimento evoluiu muito em relao aos anos 80, e isso pode facilitar a revenda dos nibus a gs para a renovao da frota, o que nem sempre era fcil no passado. Aproveitando o cenrio favorvel, a Petrobrs quer medir na ponta do lpis o desempenho de um nibus movido a gs natural em comparao com nibus a diesel, para melhor avaliar sua performance em condies reais de trnsito. (A hora e a vez do gs natural. Superinteressante. Abril de 2004, p. 10.) A disponibilidade do combustvel, no entanto, no basta: a operao dos nibus a diesel continua sendo mais econmica. Os dois-pontos empregados nesse trecho exercem a mesma funo dos que esto presentes em: A) Tnhamos decerto trs preocupaes: produo, distribuio e eficincia. B) Dentre as vantagens desse produto, uma inegvel: o baixo custo de produo. C) Aumentar a produo era primordial: esta providncia inibiria o aumento de preos. D) Nenhum teste adicional foi feito antes de pormos o produto no mercado: um erro indesculpvel. O gabarito foi letra C. A orao que vem aps o sinal de dois pontos tem carter explicativo, da mesma forma que o trecho em destaque (funo de aposto explicativo). Nesta, informa-se o motivo de no bastar somente a disponibilidade do gs a economia que se obtm com o uso de diesel na frota de nibus maior. J no segmento da opo c, informa-se por que o aumento da produo era principal: haveria inibio do aumento de preos. Nas opes a e c, os apostos tm funo enumerativa (trs preocupaes: produo, distribuio e eficincia / Dentre as vantagens ..., uma inegvel: o baixo custo de produo). J na opo e, faz-se um comentrio acerca da informao da orao anterior. TRAVESSO
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Segundo o Formulrio Ortogrfico, emprega-se o travesso, e no o hfen, para ligar palavras ou grupos de palavras que formam, por assim dizer, uma cadeia na frase: O trajeto MauCascadura. A esse conceito, Evanildo Bechara (Moderna Gramtica Portuguesa) acrescentou que o travesso pode substituir os parnteses para assinalar uma expresso intercalada.
Assim, uma expresso explicativa ou simplesmente acessria apresentada entre vrgulas, entre travesses ou entre parnteses.
pode
ser
Veja como isso foi apresentado em prova. (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002) Julgue o item que se segue A substituio de todos os travesses do texto por vrgulas respeitaria as regras dos sinais de pontuao da norma culta e manteria a funo de isolar, em um contexto, palavras ou frases. Est correta a afirmao. Podemos substituir os travesses por vrgulas, pois ambos tm a funo de isolar elementos de natureza explicativa. Contudo, a recproca no verdadeira. Nem sempre a vrgula pode ser substituda por travesso. Ela pode, na orao, indicar um deslocamento, caso em que no cabe outro sinal de pontuao. E se o perodo se encerrar com uma expresso explicativa iniciada por um travesso: posso fazer isso com um ponto final sem usar o segundo travesso? Sim, se o perodo se encerra juntamente com essa expresso explicativa (iniciada por vrgula ou travesso), o segundo travesso ou a segunda vrgula pode ser substituda pelo ponto final. No horrio eleitoral, podemos ver inmeros parlamentares denunciados por corrupo tentando a reeleio o que s depende de voc, eleitor. Se a expresso indicada entre os travesses estiver dentro de uma outra construo indicada entre vrgulas, no constitui erro a indicao do segundo travesso e, em seguida, a vrgula que encerra o deslocamento. Apesar de seu tamanho, que causava terror a todos os que no o conheciam, a sua ndole era de uma criana inocente. Nesse exemplo, alm do deslocamento de uma orao adverbial (Apesar de seu tamanho), elemento suficiente e necessrio para o emprego de uma vrgula, ainda h uma orao de natureza explicativa (a respeito do tamanho), que poderia ser isolada por vrgulas, travesses ou parnteses (optou-se pelas vrgulas). A segunda vrgula, aps conheciam, tem dupla funo encerrar a orao explicativa e indicar o fim do deslocamento da orao adverbial. E se a orao explicativa viesse isolada por travesses como ficaria? Haveria duas possibilidades a primeira, manter os dois sinais (o travesso encerra a orao explicativa, enquanto que a vrgula indica o fim do deslocamento): Apesar de seu tamanho que causava terror a todos os que no o conheciam , a sua ndole era de uma criana inocente.
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Ou, a segunda, apenas a vrgula, que, nesse caso, continuaria em dupla jornada de trabalho ao mesmo tempo, encerra a explicao e o deslocamento: Apesar de seu tamanho que causava terror a todos os que no o conheciam, a sua ndole era de uma criana inocente. Veja um bom exemplo do emprego dessa pontuao em uma questo de prova. (FGV / Ministrio da Cultura /2006) Sem saber ainda direito como vai sobreviver "as reservas que acumulei em Nova York esto indo embora" , ele planeja as prximas paradas pela Amrica do Sul. O trecho entre travesses indica: (A) uma contradio. (B) uma exemplificao. (C) uma explicao. (D) uma explicitao. (E) um questionamento. Resposta: C O perodo isolado por travesses tem carter explicativo. Reproduz literalmente (por isso, as aspas em: "as reservas que acumulei em Nova York esto indo embora") as palavras do sujeito em que se baseia a afirmao da orao anterior (Sem saber direito como vai sobreviver). Note como houve o emprego do segundo travesso, indicando o fim da explicao, para, aps isso, ser empregada tambm a vrgula que finaliza o deslocamento da orao reduzida de infinitivo, formando [ ,]. ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Finalmente, o travesso tambm pode ser usado no lugar dos dois pontos, quando representa a sntese do que se vinha dizendo, dando maior realce a essa concluso (recurso estilstico): Deixai-me chorar mais e beber mais Perseguir doidamente os meus ideais E ter f e sonhar encher a alma. ([Link])
PARNTESES So usados sempre em dupla e servem para intercalar qualquer informao acessria, como uma explicao, uma circunstncia, uma reflexo, uma nota do autor. Em relao aos sinais de pontuao, indica o Formulrio Ortogrfico: Quando uma pausa coincide com o incio da construo parenttica [entre parnteses], o respectivo sinal de pontuao deve ficar depois dos parnteses mas, estando a proposio ou a frase inteira encerrada pelos parnteses, dentro deles se pe a competente notao..
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No, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que seja, convosco, este suavssimo nome); no: o corao no to frvolo, to exterior, to carnal, quanto se cuida. (Rui Barbosa) O ponto-e-vrgula permaneceu aps o fim da construo entre os parnteses, por pertencer orao que se antecedia a construo parenttica. A imprensa (quem a contesta?) o mais poderoso meio que se tem inventado para a divulgao do pensamento. (Carlos Laet) O ponto de interrogao pertence orao entre parnteses e l deve ser empregado. Quer uma questo de prova? Ento, a est ela! (CESPE UNB/DEFENSORIA DA UNIO/2002) Pensar o corpo apenas como mquina ou, no limite, a sua substituio por mquinas inteligentes'' o mesmo que ver sem perceber. A mquina funciona, o homem vive, isto , estrutura seu mundo, seus valores e seu corpo. O que acontece quando se pensa que as mquinas so equivalentes a seres vivos? Um pensamento artificialista (segundo o qual preciso tudo refazer pelo artifcio humano) levado at um ponto em que o prprio pensamento desaparece. Os cultores do artificialismo no distinguem, por exemplo, crebro e mente. Ao desvendarem certos mecanismos do crebro, pensam ter descoberto o segredo do pensamento. certo que a vida mental muito mais complexa. Adaulo Novaes. A mquina do homem e da cincia. In: 0 homem e a mquina - ciclo de conferncias. Rio e Braslia: CCBB (com adaptaes). Julgue o item que se segue. Por constituir uma explicao do termo anterior, a orao entre parnteses (l.56) admite ter os parnteses substitudos por travesses ou por vrgulas. Essa questo serve como um reforo de tudo o que vimos sobre o emprego de vrgulas, travesses e parnteses. Podemos substituir parnteses por travesses ou por vrgulas. Tambm podemos substituir os travesses por parnteses ou por vrgulas. Esse troca-troca vlido para isolar elementos de natureza explicativa. Contudo (j vimos), nem sempre a recproca verdadeira (trocar as vrgulas pelos demais). Este sinal (vrgula) possui outras funes alm de isolar explicao serve para isolar conjunes, indicar deslocamento etc. ASPAS Usam-se aspas para indicar uma citao (em todas as nossas aulas, h exemplos desse emprego, inclusive aqui), para destacar uma expresso ou palavra a que se queira dar relevo na construo, ou realar ironicamente alguma palavra ou expresso. A isso eu chamo de hipocrisia burra. Esse o pas do jeitinho. Celso Cunha alerta para o emprego da pontuao no emprego de aspas: Quando a pausa coincide com o final da expresso ou sentena que se acha entre aspas, coloca-se o competente sinal de pontuao depois delas, se encerram apenas uma parte
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da proposio. Quando, porm, as aspas abrangem todo o perodo, sentena, frase ou expresso, a respectiva notao fica abrangida por elas. Ou seja, o mesmo tratamento dispensado pelo Formulrio Ortogrfico aos parnteses. PONTO DE INTERROGAO O ponto de interrogao empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta no exija resposta.
PONTO DE EXCLAMAO O ponto de exclamao empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonao exclamativa, que normalmente exprime admirao, surpresa, assombro, indignao etc. O ponto de exclamao tambm usado com interjeies e locues interjetivas: Oh! Valha-me Deus! O ponto de exclamao, nesses casos, somente acompanha a interjeio, no valendo como o fim da frase. Por isso, ele acumula a funo de vrgula: Ai! que saudade da Bahia. Perceba que a vrgula foi dispensada, porque a exclamao a substituiu. Note tambm que o sinal de pontuao no encerrou a frase; simplesmente acompanhou a interjeio. Se quiser usar inicial maiscula aps esse ponto, tudo bem. Mais erudito, porm, no us-lo. RETICNCIAS As reticncias so empregadas para marcar a interrupo da frase: a) para assinalar interrupo do pensamento ou hesitao em enunci-lo: - Bem; eu retiro-me, que sou prudente. Levo a conscincia de que fiz o meu dever. Mas o mundo saber... (Jlio Dinis) b) para indicar, numa narrativa, certas inflexes de natureza emocional (de alegria, de tristeza, de raiva): Mgoa de o ter perdido, amor ainda. dio por ele? No... no vale a pena... (Florbela Espanca) c) como forma de realar uma palavra ou expresso, colocando-se as reticncias antes dela: E teve um fim trgico... pobrezinho...j to novo com tanta responsabilidade!
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Como sinal meldico, indica uma pausa maior quando associado a outros sinais, como a vrgula, o ponto de interrogao ou de exclamao. Passai, vagas..., mas passai de manso! ([Link]) Certas pessoas merecem punio severa! ... esbravejou a vtima. Muitos gramticos recomendam o uso de reticncias (inclusive entre parnteses), no incio, no meio ou no fim de uma citao, para indicar supresso no trecho transcrito, em cada uma dessas partes. Do mesmo modo que a frase no uma simples seqncia de palavras, o texto no uma simples sucesso de frases. So elos transfrsicos, (...), que fazem do texto um conjunto de informaes. (Elisa Guimares, A Articulao do Texto) Celso Cunha, no entanto, faz distino entre as reticncias, como sinal meldico de pontuao, e os trs pontos que marcam a supresso de palavras, expresses ou trechos de um texto. "Modernamente, continua o professor, para evitar qualquer dvida, tende a generalizar-se o uso de quatro pontos para marcar tais supresses, ficando os trs pontos como sinal exclusivo de reticncias."
isso. Vamos praticar um pouco. QUESTES DE FIXAO 1 - (NCE UFRJ/ ANTT / 2005) Assinale a letra que corresponde melhor redao, considerando correo, clareza e conciso. (A) Alguns sabem que certas coisas no tm preo; (B) Sabem alguns, que certas coisas no tem preo; (C) Certas coisas no tem preo, o que sabem alguns; (D) Sabem alguns que certas coisas no tem preo; (E) Alguns sabem que, certas coisas no tm preo. 2 - (FUNDAO JOO GOULART / ENGENHEIRO CIVIL / 2004) Nos doentes mentais, as iluses so devidas perturbao da ateno, a influncias emocionais e a alteraes da conscincia. Reescreve-se essa frase do texto em cada alternativa abaixo. A que est mal construda no que diz respeito pontuao : A) As iluses so devidas perturbao da ateno, a influncias emocionais e a alteraes da conscincia nos doentes mentais. B) As iluses nos doentes mentais, so devidas perturbao da ateno, a influncias emocionais e a alteraes da conscincia. C) Perturbao da ateno, influncias emocionais e alteraes da conscincia: a tais fatos so devidas as iluses nos doentes mentais.
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D) Nos doentes mentais, as iluses so devidas aos seguintes fatos: perturbao da ateno, influncias emocionais e alteraes da conscincia. 3 - (ESAF/AFC SFC/2000) Assinale a opo em que a afirmao a respeito da pontuao adequada para o texto est incorreta. Para medir o efeito de uma nova tecnologia preciso avaliar em que medida ela d mais eficincia aos processos de produo das empresas. A era do vapor deslocou a produo do lar para a fbrica(1) com a eletricidade(2) surge a linha de montagem. Agora(3) com computadores e Internet(4) a possibilidade de as empresas reformularem(5) seus processos surpreendente(6) da aquisio de insumos descentralizao e terceirizao. a) b) c) d) e) correto colocar um sinal de ponto e vrgula em (1). Em (2), (3) e (4) correto colocar vrgulas. Pode-se optar por travesses, parnteses ou vrgulas em (3) e (4). Em (5) h exigncia do uso de vrgula. Pode-se colocar vrgula ou travesso em (6).
4 - (NCE UFRJ / ANALISTA FINEP / 2006) Daqui a mais ou menos 1 bilho de anos, a Terra no ser mais habitvel; o emprego da vrgula nesse caso se justifica porque se trata: (A) de um aposto; (B) de um vocativo; (C) de um termo em ordem inversa; (D) de uma necessidade de evitar-se ambigidade; (E) de uma orao antecipada. 5 - (BESC / ADVOGADO/ 2004) "Esse lapso, bvio, tambm ser preenchido, esperam o governo e os prprios bancos, com a adoo de medidas que tornem essa travessia menos arriscada." (L.19-21) Assinale a alternativa em que, alterando-se a pontuao, no se altere o sentido da frase acima. (A) Esse lapso bvio, tambm ser preenchido, esperam o governo e os prprios bancos com a adoo de medidas que tornem essa travessia menos arriscada. (B) Esse lapso - bvio - tambm ser preenchido - esperam o governo e os prprios bancos, com a adoo de medidas que tornem essa travessia menos arriscada. (C) Esse lapso, bvio, tambm ser preenchido - esperam o governo e os prprios bancos - com a adoo de medidas que tornem essa travessia menos arriscada. (D) Esse lapso, bvio - tambm ser preenchido, esperam o governo e os prprios bancos - com a adoo de medidas que tornem essa travessia menos arriscada.
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(E) Esse lapso, bvio, tambm ser preenchido, esperam o governo e os prprios bancos, com a adoo de medidas, que tornem essa travessia menos arriscada. 6 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006) O modo de produo capitalista no tem vocao suicida, e nada indica que ele esteja a ponto de morrer de morte natural. No trecho acima, utilizou-se corretamente a vrgula antes da conjuno e. Assinale a alternativa em que isso no tenha ocorrido. (A) Voc deve sair antes de anoitecer, e antes de acenderem as luzes, e antes de fecharem o comrcio. (B) Ele muito se esforou para a realizao daquele projeto, e acabou no sendo bemsucedido. (C) Os irmos compreendiam-se mutuamente, e, portanto, respeitavam-se. (D) A expedio encontrou um grupo perdido, e todos voltaram juntos. (E) A maioria dos estudantes aprovou a proposta, e seus pais acataram a deciso. 7 - (FGV / ICMS MS ATI / 2006) Os olhos empapuados so os mesmos mas o cabelo se foi e a barriga s parou de crescer porque no havia mais lugar atrs do balco. Assinale a alternativa que oferea pontuao igualmente correta para o trecho acima. (A) Os olhos empapuados so os mesmos, mas o cabelo se foi, e a barriga s parou de crescer porque no havia mais lugar atrs do balco. (B) Os olhos empapuados, so os mesmos mas o cabelo se foi e a barriga s parou de crescer, porque no havia mais lugar atrs do balco. (C) Os olhos empapuados so os mesmos, mas o cabelo, se foi, e a barriga s parou de crescer porque no havia mais lugar, atrs do balco. (D) Os olhos empapuados so os mesmos mas, o cabelo, se foi e a barriga, s parou de crescer, porque no havia mais lugar atrs do balco. (E) Os olhos empapuados so os mesmos, mas o cabelo se foi, e a barriga, s parou de crescer porque no havia mais lugar, atrs do balco. 8 - (CESGRANRIO / [Link] / 2004) Assinale a opo em que a retirada da(s) vrgula(s) NO modifica o sentido da sentena. (A) Joo, desenha uma ave no caderno. (B) No dia 5 de outubro, comemora-se o Dia da Ave. (C) Chamei a menina, que estava sentada, e ela no se mexeu. (D) Ela falava sem parar da festa, do fim de semana e das frias de vero. (E) A secretria, organizada, no deixa trabalho para o dia seguinte.
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9 - (UnB CESPE/Banco do Brasil/2002) A indstria armamentista movimenta anualmente cerca de 800 bilhes de dlares. uma quantia equivalente a 2,5% do PIB mundial. Com um investimento de apenas 8 bilhes de dlares menos do que quatro dias de gastos militares mundiais , todas as crianas do planeta que hoje esto fora da escola poderiam freqentar uma sala de aula. Alis, a fabricao de um nico tanque de guerra consome o equivalente construo de 520 salas de aula, e o custo de um avio de caa supersnico daria para equipar 40 mil consultrios mdicos. O desperdcio da indstria da guerra. In: Famlia Crist, ano 68, n./ 795, mar./2002, p. 12 (com adaptaes). Julgue o item a seguir. Na linha 4, a ausncia de vrgulas para isolar a orao que hoje esto fora da escola indica que ela constitui restrio a crianas do planeta.
10 - (FCC / INSS MEDICO / 2006) A fragmentao dos objetivos intelectuais em compartimentos cada vez mais estreitos provocou, na nossa poca, uma verdadeira confuso de idiomas. Julgue a correo do item que se segue, em relao pontuao. No perodo acima, a eliso da vrgula aposta a provocou no prejudica a correo da frase, considerada a norma culta da lngua.
11 - (FCC / BANCO DO BRASIL / 2006) Est plenamente correta a pontuao do seguinte segmento: (A) Pode viver um homem sem acesso civilizao. No pode: embora haja muitos que pensem o contrrio. O que no evidentemente, o caso do cronista. (B)) O poeta lvares de Azevedo, no sculo XIX, parecia alimentar a mesma convico do cronista. Embora fosse um romntico, o poeta ridicularizava os idealistas que, tendenciosamente, omitiam as agruras da vida natural. (C) O cronista um dos maiores humoristas nossos, sem receio de ofender pontos de vista alheios, costuma atacar o senso comum; no que este tem de vicioso e sobretudo, artificial. (D) Provavelmente se sentiro hostilizados, aqueles que defendem as delcias da vida natural. Em compensao: os que relutam em aceit-la, muito se divertiro com essa crnica. (E) No se privaria o cronista, do conforto que oferecem instalaes sanitrias, em nome de uma vida mais pura e mais rstica. Por que haveramos de renunciar aos ganhos da civilizao, pergunta-se ele? 12 - (ESAF/AFRF/2002.1) A revoluo da informao, o fim da guerra fria com a decorrente hegemonia de uma superpotncia nica e a internacionalizao da economia impuseram um novo equilbrio de foras nas relaes humanas e sociais que parece jogar por terra as antigas
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aspiraes de solidariedade e justia distributiva entre os homens, to presentes nos sonhos, utopias e projetos polticos nos ltimos dois sculos. Ao contrrio: o novo modelo cuja arrogncia chegou ao extremo de considerar-se o ponto final, seno culminante, da histria promove uma brutal concentrao de renda em mbito mundial, multiplicando a desigualdade e banalizando de maneira assustadora a perverso social. Julgue se os itens a respeito do emprego dos sinais de pontuao no texto so falsos (F) ou verdadeiros (V) para, em seguida, assinalar a opo correta. ( ( ( ( ) ) ) ) As duas ocorrncias de duplo travesso demarcam intercalaes e desempenham funo anloga dos parnteses. As vrgulas que se seguem a homens(l.4) e sonhos(l.5) destacam uma explicativa restritiva e, por isso, seu emprego opcional. O emprego de dois-pontos aps contrrio(l.5) justifica-se por introduzir um esclarecimento sobre o que foi dito no perodo anterior. A funo das vrgulas que isolam a expresso seno culminante(l.6-7) a de destac-la sintaticamente e dar-lhe relevo estilstico.
A ordem correta dos itens a) V F V F b) F F V F c) V F F V d) V F V V e) F V V V 13 - (ESAF/Fiscal do Trabalho/2003) A sociedade baseada na liberdade contratual ser sempre, em grande parte, uma sociedade de classes, cuja estrutura defendida em vantagem dos ricos. Cumpre associar o indivduo no processo de autoridade, isto , o trabalhador no poder industrial. A excluso de algum de uma parcela do poder , forosamente, a excluso daquele dos benefcios deste. Todos deviam e devem, portanto, ter direito a uma parte dos resultados da vida social. E as diferenas devem existir somente quando necessrias ao bem comum. Impe-se, pois, uma igualdade econmica maior, porque os benefcios que um homem pode obter do processo social esto aproximadamente em funo de seu poder de consumo, o que resulta do seu poder de propriedade. Assim os privilgios econmicos so contrrios verdadeira sociedade democrtica. O prprio conceito de liberdade redefine-se atravs dos sculos, de acordo com as circunstncias histricas e o desenvolvimento das foras econmicas. E a liberdade, no mundo atual, s existir de fato quando assentada na segurana e em funo da igualdade. que a verdadeira democracia, j o disse Turner, o direito do indivduo de compartilhar as decises que respeitam a sua vida e da ao necessria execuo de tais decises. Para que a liberdade realmente exista, preciso que a sociedade se estruture sobre cooperao e no sobre a explorao. E assim os homens sero livres. (Joo Mangabeira, Orao do Paraninfo, proferida em Salvador, BA, em 8/12/1944, com adaptaes) Analise as seguintes afirmaes a respeito do uso dos sinais de pontuao no texto.
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I. O emprego da vrgula depois de classes (l.2) opcional e, por isso, sua retirada no causa prejuzo gramatical ao texto. II. Devido ao valor explicativo do perodo iniciado por A excluso(l.4), as regras gramaticais permitem trocar o ponto final que o antecede pelo sinal de dois pontos, desde que se empregue o artigo com letra minscula. III. Apesar de no ser obrigatrio o emprego da vrgula depois de Assim(l.9), o valor conclusivo do advrbio recomenda que a seja inserida. IV. Por se tratar de uma citao, as regras gramaticais admitem que o perodo entre aspas (l.14-15) seja precedido do sinal de dois pontos, em lugar de vrgula; e, nesse caso, as aspas podem ser retiradas. a) todos os itens esto corretos. b) nenhum item est correto. c) apenas o item II est correto. d) apenas os itens II e III esto corretos. e) apenas os itens II, III e IV esto corretos. 14 - (ESAF/Tcnico ANEEL /2006) Apesar das dificuldades, o Programa de Metas foi executado e seus resultados manifestam-se na transformao da estrutura produtiva nacional. O governo JK, que soube mobilizar com maestria a herana de Vargas e elevar a auto-estima do povo brasileiro, realizou-se em condies democrticas, com liberdade de imprensa e tolerncia poltica. A taxa de inflao, que em 1956 foi de 12,5%, no final do governo JK, elevou-se para o patamar de 30,5%. A Nao, por sua vez, obteve um crescimento econmico mdio de 8,1% ao ano. Apesar das presses do Fundo Monetrio Internacional (FMI), que j advogava o equilbrio fiscal e o Estado mnimo para o Brasil, e de setores conservadores da vida brasileira, JK conseguiu elevar o PIB nacional em cerca de 143%. E tudo isto ocorreu em um contexto marcado por um dficit de transaes correntes que atingiu 20% das exportaes em 1957 e 37% em 1960, o que ampliava a fragilidade externa e fazia declinar a condio de solvncia da economia brasileira. No entanto, foi graas ao controle do cmbio e ao regime de incentivos criados que as importaes de bens de consumo durveis foram contidas. (Rodrigo L. Medeiros, com adaptaes) Em relao ao texto, julgue a assertiva. As vrgulas aps JK (l.2) e aps brasileiro(l.4) isolam orao de natureza restritiva.
15 - (FCC/TRE MG /2005) A supresso da(s) vrgula(s) implicar alterao de sentido na frase: (A) Ao longo das ltimas dcadas, as obras de Umberto Eco vm ganhando mais e mais respeitabilidade. (B) Umberto Eco fundamentalista. homenageia os cientistas, que combatem o obscurantismo
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(C) O grande pensador italiano, Umberto Eco, homenageia em seu texto a atitude de um grande cientista. (D) Na atitude de Stephen Hawking, h uma grandeza que todo cientista deveria imitar. (E) No h como deixar de reconhecer, no texto de Humberto Eco, uma homenagem a Stephen Hawking. 16 - (FCC/TRE MG/2005) Atente para as seguintes frases: I. A preocupao do autor com os jornalistas, cuja liberdade de expresso se encontra ameaada. II. Os jornalistas, que costumam cuidar de seus prprios interesses, no preservam sua independncia. III. O direito livre informao dos jornalistas e, tambm, da sociedade como um todo. A supresso da(s) vrgula(s) altera o sentido APENAS do que est em (A) I. (B) II. (C) III. (D) I e II. (E) II e III. GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1A Vimos que a vrgula no pode separar elementos inseparveis, que so: sujeito do verbo, verbo do complemento, termo regido do termo regente, conjuno ou pronome relativo da orao correspondente. Se houver uma intercalao separando-os, deve haver DUAS VRGULAS e no apenas uma. A orao totalmente correta est na letra a. As demais apresentam os seguintes erros. b) O verbo saber est separado de seu complemento oracional (que certas coisas no tm preo) por uma vrgula aps o termo que exerce a funo de sujeito (alguns). Alm disso, houve um erro de concordncia verbal (tem no lugar de tm, que possui o substantivo coisas como ncleo do sujeito). c) Que coisa feia essa de tem??? Cruzes! d) Olha essa feira a de novo!!! Ser que a banca imaginou que algum ia marcar uma coisa dessas como CERTA?!?!?! SOCORRO! e) Nessa opo, a conjuno que est separada indevidamente do restante da orao a que pertence. 2B
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Busca-se a opo em que se verifica erro de pontuao. Vejamos a construo da opo b: As iluses nos doentes mentais, so devidas perturbao da ateno, a influncias emocionais e a alteraes da conscincia. Houve uma indevida separao do sujeito (As iluses) do verbo correspondente (so) por meio de uma vrgula isolada. H duas formas de correo: elimina-se a vrgula (As iluses nos doentes mentais so devidas...) ou coloca-se uma outra vrgula, isolando a expresso nos doentes mentais (As iluses, nos doentes mentais, so devidas...). 3D Em a possibilidade de as empresas reformularem (5) seus processos, a vrgula no pode ser colocada nesse ponto, pois estaria separando o verbo reformular de seu complemento verbal seus processos um dos casos de proibio. Vamos analisar cada uma das demais propostas: a) Correta. Encerra-se a primeira passagem, mas o perodo seguinte segue a mesma linha argumentativa. Por isso, o melhor sinal o ponto-e-vrgula: A era do vapor deslocou a produo do lar para a fbrica; com a eletricidade [uma nova era].... b) Correta. Em (2), indica-se, com a vrgula, o deslocamento da expresso adverbial com a eletricidade para o incio da orao. Por sua vez, a expresso com computadores e Internet, de valor adverbial, deve ser isolada por vrgulas em (3) e (4). c) Correta. Com o emprego de vrgulas, travesses ou parnteses, destaca-se o valor explicativo da expresso adverbial com computadores e Internet. e) Correta. Tambm de valor explicativo (justifica-se o fato de ser considerado surpreendente), indicada a vrgula ou o travesso. Tendo em vista o fim do perodo com a expresso explicativa, no lugar do segundo sinal (que faria a dobradinha com o primeiro) colocado o ponto que encerra todo o perodo. 4C O deslocamento da expresso circunstancial Daqui a mais ou menos 1 bilho de anos (adjunto adverbial de tempo), por no ser curto, exige o emprego de vrgula. um termo deslocado ou, nas palavras do examinador, em ordem inversa. Na ordem direta, a construo seria A Terra no ser mais habitvel daqui a mais ou menos 1 bilho de anos.. 5C Expresses ou oraes intercaladas, que apresentem comentrios ou explicaes, devem ser isoladas por vrgulas, de modo a no interferir no restante da estrutura oracional. Note que na opo a houve uma alterao de sentido da expresso bvio, somente com a retirada de uma das vrgulas que deveriam isol-la. De acordo com a nova apresentao, o que bvio no mais o preenchimento do lapso (Esse lapso,
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bvio, tambm ser preenchido), mas o prprio lapso: Esse lapso bvio, tambm ser preenchido. Em outra construo igualmente errada (opo d), houve a separao do sujeito lapso da forma verbal passiva correspondente ser preenchido, por meio de travesso. Outra expresso que deveria se manter isolada: esperam o governo e os prprios bancos. Contudo, isso no foi respeitado nas construes das opes a e d (abriu com travesso e fechou com vrgula um samba do crioulo doido...rs...). O erro da opo e foi separar uma orao adjetiva restritiva de seu antecedente por vrgula (medidas que tornem essa travessia menos arriscada).
6C No est errado empregar uma vrgula antes da conjuno e. O problema como fazer isso para no errar. O autor do texto fez com perfeio, j que os sujeitos das oraes coordenadas so diferentes (o primeiro o modo de produo capitalista, e o segundo, nada). Quando o sujeito das duas oraes for o mesmo, isso no ser possvel, a no ser em casos muito especiais, por questes de clareza textual (quando, por exemplo, a primeira orao for muito longa e houver a necessidade de se retomar o sujeito distante). Muita gente deve ter achado estranha a primeira construo (opo a). Contudo, em aula, vimos os casos de polissndeto, em que podemos repetir a conjuno para dar nfase aos elementos (lembra do poema de Vincius?). Ento, estaria correta a construo. Refora-se, com a repetio, a necessidade de se sair cedo antes de anoitecer, antes de acenderem as luzes, antes de fecharem o comrcio. Na opo b, a conjuno e tem valor adversativo. Vimos na aula sobre conectivos que s podemos afirmar o valor da conjuno no perodo, lembra? Ento, h entre a primeira e a segunda orao idias contrrias muito esforo na realizao do projeto projeto mal-sucedido. Por isso, est correta a pontuao. No perodo da opo d, os sujeitos so distintos, assim como o fez o autor do texto. Na primeira orao, o sujeito A expedio, enquanto que, na segunda, o pronome todos. Por fim, tambm so diferentes os sujeitos do ltimo perodo: a maioria dos estudantes e seus pais. Assim, possvel o emprego de vrgula antes da conjuno aditiva e.
7A Temos, nessa questo, vrios dos casos de proibio. Vamos enumerar alguns deles.
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b) vrgula separando sujeito do verbo: Os olhos empapuados(,) so os mesmos; vrgula antes de conjuno causal ( possvel antes de conjuno explicativa): a barriga s parou de crescer (conseqncia)(,) porque (causa) no havia mais lugar.... c) vrgula separando sujeito do verbo: o cabelo (,) se foi; a expresso atrs do balco j est no fim do perodo, no havendo justificativa para uma pausa (indicada por vrgula). d) vrgula aps a conjuno adversativa mas (seria possvel ANTES e no DEPOIS) + vrgula separando sujeito do verbo: mas(,) o cabelo, se foi e a barriga(,) s parou de crescer; vrgula antes de conjuno causal ( possvel antes de conjuno explicativa). e) vrgula separando sujeito do verbo: a barriga(,) s parou de crescer; vrgula desnecessria antes de atrs do balco.
8B Agora, a pontuao que envolve oraes adjetivas. Lembre-se: no existe caso FACULTATIVO de vrgula com orao adjetiva. OU A VRGULA PROIBIDA (ORAO ADJETIVA RESTRITIVA), OU A VRGULA OBRIGATRIA (ORAO ADJETIVA EXPLICATIVA). Vejamos caso a caso: a) Joo, desenha uma ave no caderno. Com a vrgula, isola-se um vocativo (Joo). Sua retirada tornaria esta uma orao afirmativa (Joo desenha uma ave no caderno.). Ocorre, pois, alterao semntica. b) No dia 5 de outubro, comemora-se o Dia da Ave. A vrgula isola um elemento deslocado. Na ordem direta, seria: Comemora-se o Dia da Ave no dia 5 de outubro.. Como o elemento curto e de fcil entendimento, no haveria prejuzo algum o deslocamento sem vrgula: No dia 5 de outubro comemora-se o Dia da Ave. Assim, com a retirada da vrgula, no ocorre nenhuma mudana de sentido da frase. Esta a resposta correta. c) Chamei a menina, que estava sentada, e ela no se mexeu. A orao adjetiva, por estar isolada por vrgulas, tem valor explicativo. Com a retirada da vrgula, ela se tornaria uma orao adjetiva restritiva. Haveria, assim, mudana semntica na construo. d) Ela falava sem parar da festa, do fim de semana e das frias de vero. Com a vrgula, pode-se entender que so trs os temas de que ela falava: da festa, do fim de semana e das frias de vero. Com a ausncia da vrgula, a expresso do fim de semana deixa de ser um complemento verbal (ela falava do fim de semana) e passa a ser um complemento nominal, em relao a festa (a festa do fim de semana). Tambm ocorre a alterao de sentido. e) A secretria, organizada, no deixa trabalho para o dia seguinte. Da mesma forma que na construo da opo c, haveria a transformao de valor do termo isolado por vrgula: de explicativo (A secretria, por ser organizada, no deixa
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trabalho para o dia seguinte.), passaria a ser restritivo (Aquela secretria que organizada no deixa trabalho para o dia seguinte.). 9 - Item CORRETO exatamente essa a caracterstica da orao subordinada restritiva est ligada ao termo antecedente de forma direta, sem vrgula. 10 Item INCORRETO A retirada da vrgula aps provocou provocaria uma separao entre esse verbo e seu complemento, representado por uma verdadeira confuso de idiomas, em virtude da manuteno da vrgula aps a palavra poca. 11 - B As demais opes apresentam os seguintes erros. (A) O primeiro perodo, na verdade, deveria ser interrogativo (Pode viver um homem sem acesso civilizao?), apresentando-se a resposta no segundo perodo (No pode). A partir da, uma vrgula o separa da orao subordinada concessiva (No pode, embora haja muitos que pensem o contrrio). Os dois pontos esto empregados de forma incorreta. Ademais, o verbo ser foi separado indevidamente de seu complemento o caso do cronista por uma vrgula, e a expresso adverbial evidentemente deveria vir isolada por DUAS vrgulas ou sem nenhuma delas, por ser um termo curto e de fcil entendimento. Somente uma vrgula implica erro de pontuao para o perodo. (C) O primeiro perodo se encerra em nossos. Deve ser indicada essa interrupo por um ponto. A seguir, est indevidamente empregado o ponto-e-vrgula, que separa o verbo atacar de seu complemento (atacar no que este tem ...). Por fim, faltou a primeira vrgula da srie que isola o vocbulo sobretudo (e, sobretudo, artificial.). (D) O sujeito do verbo sentir aqueles. Na ordem direta, isso fica mais claro (Aqueles [que defendem as delcias da vida natural] se sentiro hostilizados provavelmente.). Uma vrgula separa o sujeito (aqueles) do verbo correspondente, devendo ser retirada. No perodo seguinte, a expresso introdutria Em compensao deve ser seguida por uma vrgula, e no pelo sinal de dois pontos. Em seguida, mais uma vez a vrgula separa o sujeito, representado pelo pronome demonstrativo os (em os [que relutam em aceit-la]), do predicado muito se divertiro, incorrendo em um dos casos de proibio (separar sujeito do verbo). (E) O complemento indireto do verbo bitransitivo privar foi separado deste por uma indevida vrgula (No se [objeto direto] privaria o cronista [sujeito] do conforto [objeto indireto]). 12 D A ordem V/F/V/V. 1 item) VERDADEIRO
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Vimos que os travesses se prestam para, assim como os parnteses, apresentar expresses acessrias, como no caso das construes destacadas. 2 item) FALSO Que doideira essa explicativa restritiva?! As oraes adjetivas podem ser explicativas (com vrgula obrigatria) ou restritivas (com vrgula proibida). No existe caso de vrgula opcional em oraes adjetivas. A primeira, antes de to presentes..., introduz construo adjetiva em relao a antigas aspiraes; a segunda separa itens de mesma funo sinttica em uma enumerao to presentes em sonhos, utopias e projetos polticos. Percebe-se, assim, que elas no tm relao entre si. 3 item) VERDADEIRO exatamente essa a funo dos dois pontos, podendo tambm ser usada a vrgula, que estabelece uma pausa mais breve. Se a inteno for de maior destaque, usa-se o ponto (Ao contrrio. O novo modelo...). 4 item) VERDADEIRO Em lugar das vrgulas, poderiam tambm ser usados travesses ou parnteses. 13 - E Est incorreto apenas o item I. Como j vimos, a vrgula em oraes adjetivas ou obrigatria (explicativa) ou proibida (restritiva). No h caso de vrgula opcional. Essa vrgula tem a funo de iniciar uma orao subordinada adjetiva explicativa, em relao a sociedade de classes. Esto corretos os itens: II - A associao proposta na orao anterior ser apresentada na orao iniciada por A excluso. Portanto, est correta a sugesto. III Por ser curto o advrbio, houve a dispensa da vrgula. Contudo, devido ao seu valor conclusivo, melhor seria mant-la aps Assim. IV As aspas servem para indicar que as palavras no pertencem ao autor do texto, mas quela pessoa mencionada por ele. A partir da colocao do sinal de dois pontos, essa distino fica clara, passando o emprego das aspas a ser facultativo. 14 - Item INCORRETO. Como vimos no incio do nosso estudo e ao longo dessa aula, as oraes adjetivas restritivas NO PODEM SER ISOLADAS POR VRGULAS. O valor do segmento destacado explicativo, o que justifica a pontuao empregada.
15 - B Cuidado com o enunciado. O examinador no busca a opo em que haver prejuzo gramatical com a retirada da vrgula, mas a em que haver alterao semntica (sentido na frase). Observamos que essa alterao ocorre com a retirada da vrgula que inicia a orao subordinada adjetiva explicativa. Do modo com apresentada na construo, a orao
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que combatem o obscurantismo fundamentalista indica essa prtica por todos os cientistas a quem Umberto Eco presta homenagem. A partir da retirada do sinal de pontuao, haveria mais de uma espcie de cientista, e s aos cientistas que combatem o obscurantismo fundamentalista o pensador italiano s renderia homenagens. 16 - D Na orao I, com a vrgula, afirma-se que o autor se preocupa com todos os jornalistas, pois eles (todos eles!) tm sua liberdade de expresso ameaada. Aps a retirada do sinal, a orao deixa de ter valor explicativo e passa a ser restritiva. Assim, de todos os jornalistas existentes no planeta, a preocupao do autor em relao queles cuja liberdade de expresso se encontra ameaada. H, portanto, alterao semntica com a retirada da vrgula. O mesmo acontece na orao II aps a retirada da vrgula, afirma-se que, do universo de jornalistas, aqueles que costumam cuidar de seus prprios interesses no preservam sua independncia. J na orao III, a retirada da vrgula no provoca nenhuma alterao no sentido da frase. A expresso tambm admite ser colocada diretamente na orao, sem pausas: O direito livre informao dos jornalistas e tambm da sociedade como um todo. Assim, houve alterao somente nas oraes dos itens I e II. Bons estudos e at a prxima - ltima aula chegando a, pessoal! No prximo encontro, veremos alguns casos que envolvem interpretao de textos e ordenao textual, questo de prova tpica da ESAF. Abrao e at l.
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INTERPRETAO E ORDENAO TEXTUAL Hoje o encerramento do nosso curso. Espero que, aps esses nossos encontros, eu possa ter trazido pelo menos um novo ensinamento, uma dica proveitosa, ou, no mnimo, um sorriso a partir de uma das minhas brincadeiras. Espero que tenha conseguido, tambm, semear o prazer no estudo de nossa Lngua Portuguesa, a nica disciplina, alis, que tem aplicao diria e imediata. Alguns alunos tm solicitado questes que versem sobre interpretao de textos. Esse ponto do programa exigiria um curso completo e, mesmo assim, ao seu trmino, ficaramos com a sensao de que algo ficou faltando. Isso porque interpretao uma questo extremamente subjetiva. Seria o mesmo que um curso de natao por correspondncia. Somente a prtica pode levar perfeio ou, pelo menos, melhoria do rendimento em questes que explorem interpretao. Faam provas anteriores (so muitas as questes disponveis), treinem muito, no se contentem apenas com a resposta procurem entender o que h de errado na opo que foi considerada incorreta. A dificuldade que reside em questes desse tipo que, alm do texto inteiro, h necessidade de ler TODAS as opes. Sim, porque uma pode estar boazinha, mas a seguinte pode ser ainda melhor, mais completa. Isso demanda tempo de prova e seria um CRIME ler as opes sem ter lido o texto voc pode acabar sendo convencido por algum argumento invlido do examinador. Por isso, o treino fundamental. como tocar um instrumento musical, como o piano. No incio, dedilhamos. Depois de muitos exerccios, a msica flui e os dedos acompanham a melodia. Na interpretao, medida que lemos, aumentamos nosso vocabulrio, a facilidade em compreender e, a partir da, interpretar a mensagem. COMPREENSO E INTERPRETAO DE TEXTOS Sim, existe diferena entre COMPREENSO e INTERPRETAO de um texto. No processo de recepo textual, o leitor, primeiramente, reconhece o sentido das palavras e, em funo da coeso e coerncia, os argumentos apresentados pelo autor. Esse o processo de compreenso textual. Em seguida, tomando por base outros elementos, como os conhecimentos que possui acerca do tema (chamado de conhecimento do mundo, em que pesam suas experincias pessoais, profissionais, ou seja, de vida), mede a verossimilhana do discurso e, a partir da, pode extrair inferncias do texto. Esse o processo de interpretao textual. Inferir algo tirar por concluso, deduzir por raciocnio (segundo Aurlio), ou seja, o processo de raciocnio que leva a uma concluso a partir do que se apresentou no texto, no necessariamente com as mesmas palavras do autor, mas com base na mesma idia. Uma boa dica para obter sucesso em COMPREENSO E INTERPRETAO DE TEXTOS mergulhar no texto, ou seja, l-lo com gosto e boa-vontade. Afinal, no exatamente isso que fazemos ao ler um livro de cujo autor gostamos? Esquecemos da vida e at perdemos a hora (conheo gente que perdeu a estao do metr em que iria sair e acabou tendo de fazer todo o trajeto de volta...rs...). Quando lemos um texto interessante, que prende a nossa ateno e, sobretudo, cujo assunto dominamos, conseguimos compreend-lo e interpret-lo corretamente. Isso, contudo, no acontece ao lermos um texto sobre um assunto estranho, ao qual no estamos acostumados (no meu caso, textos sobre filosofia, informtica...). Com isso, criamos uma resistncia que deve ser quebrada. Mesmo que no compreenda exatamente todos os conceitos ou palavras, procure identificar elementos com os quais as opes tenham relao. Decomponha o texto em partes e extraia de cada trecho (um pargrafo ou parte dele) as idias bsicas.
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Entenda os argumentos utilizados pelo autor para fundamentar sua tese. Entender um texto saber acompanhar o percurso argumentativo que o autor trilha. Identifique e grife ou escreva palavras-chave. Isso ajuda a eliminar as opes incorretas. Assim, mesmo sem compreender totalmente o texto (afinal, ele foge ao seu domnio), voc ter instrumentos para resolver a questo de prova. Algumas bancas costumam usar textos interessantes, ainda que longos e sem indicao de linhas ( o caso da Fundao Carlos Chagas, a banca da moda). Outras lanam mo de textos complicados, densos, repletos de linguagem tcnica ou simplesmente alheia ao padro comum. Esse o caso da ESAF e da CESPE. Em relao a esta ltima, outro elemento dificultoso so as prprias questes, em que se deve assinalar CERTO ou ERRADO. As questes podem apresentar argumentos que extrapolam ou contradizem (s vezes, usando as mesmas palavras, para complicar ainda mais) a tese do autor. Muitas vezes, os candidatos no se limitam ao texto e buscam nas respostas sua opinio sobre o tema. Com isso, acabam errando, e, nesse tipo de prova, um erro implica perda de ponto ganho em outra questo. cruel demais! Por isso, deixe a sua opinio sobre o tema para o barzinho com os amigos, na hora do chope com batatinha. Na hora da prova, atenha-se ao que o autor apresenta e, a partir do texto (e somente com base nele), analise as opes da prova. Algumas dicas podem ajud-lo nessa tarefa. 1 Leia o texto com calma, ateno, buscando extrair as idias principais e ter uma viso geral do assunto. 2 Se houver palavras desconhecidas, no se desespere prossiga a leitura. Muitas vezes, possvel inferir o seu significado a partir do contexto. 3 Volte ao texto e releia quantas vezes forem necessrias. Se no compreender algum trecho ou pargrafo, prossiga para ver se consegue faz-lo com os demais argumentos do autor. Caso contrrio, volte e releia, at conseguir extrair aquela idia-chave. 4 Para melhor compreenso, especialmente se o texto for longo, divida-o em segmentos (frases, perodos, pargrafos) e, se for preciso, sublinhe ou escreva ao lado palavras-chave. 5 Se for um texto dissertativo, procure identificar o posicionamento do autor e anote-o, para no confundi-lo com a sua prpria opinio. 6 Por fim, somente aps a leitura completa e bem feita, v s opes. Leia-as com a mesma calma que usou na leitura do texto. 7 Se o enunciado exigir correo gramatical, elimine antecipadamente as que apresentem erros como de sintaxe de concordncia, de regncia, ortografia, pontuao etc. Assim, aumentam as suas chances de gabaritar. 8 Se o enunciado buscar o trecho que COMPLETA o sentido, faa os mesmos passos acima (idia-ncleo, palavras-chave) em relao s opes, eliminando as que se distanciam da direo argumentativa do autor. por essas e outras que as provas apresentam textos (cada vez mais) longos e/ou complexos. O candidato que deixa a prova de Lngua Portuguesa para o fim, chega a ela cansado, esgotado, com pressa, e fica impedido de compreender o texto com perfeio. Acaba errando questes simples ou perde um tempo precioso em releituras que no seriam necessrias se estivesse com a mente descansada. Como j afirmamos em aulas anteriores, as bancas no buscam os candidatos que sabem mais; elas procuram os mais objetivos (e isso comea j na preparao), os que usam sua inteligncia a seu favor, sabendo explorar seus pontos fortes e sanar os pontos fracos.
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COESO E COERNCIA TEXTUAL O que falar sobre as questes que envolvem coeso e coerncia textuais? Bem, preciso, para comear, dominar certos conceitos. Na construo de um texto, usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreenso do que se l. Para isso, importante o bom uso tanto da pontuao (Aula 11) e de mecanismos lingsticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito (referentes textuais, tratados nas aulas sobre Pronomes e Conectivos Conjunes e Preposies). Esses referentes buscam garantir a coeso textual para que, como conseqncia, haja coerncia, tanto entre os elementos que compem a orao, como tambm entre a seqncia de oraes dentro do texto. Essa coeso tambm pode muitas vezes se dar de modo implcito, baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo tenham com o tema (o tal conhecimento do mundo). por isso que, como vimos, alguns textos, por tratarem de assuntos alheios ao conhecimento do candidato, so considerados desagradveis e de difcil compreenso. Costumamos usar uma linguagem figurada para apresentar os conceitos de coeso e coerncia. A coeso uma linha imaginria - composta de termos e expresses - que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relaes de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetio, substituio, associao), sejam gramaticais (emprego de pronomes, conjunes, numerais, elipses), constroem-se frases, oraes, perodos, que iro apresentar o contexto decorre da a coerncia textual. Um texto incoerente o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditria. Muitas vezes essa incoerncia resultado do mau uso daqueles elementos de coeso textual (uma conjuno inapropriada, um pronome mal empregado). Por isso, na organizao de perodos e de pargrafos, um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construdo com os elementos corretos, confere-se a ele uma unidade formal. Se o examinador pedir ao candidato que aponte a assertiva que, alm dos aspectos de coeso e coerncia, apresente CORREO GRAMATICAL, uma boa dica (e somente nesse caso) , antes mesmo de ler o texto, verificar a correo gramatical das opes, descartando as que apresentarem erros de concordncia, regncia, pontuao, ortografia, etc. Assim, eliminam-se opes invlidas, aumentando, por conseguinte, as chances de identificar a correta. Em seguida, restando dois ou mais itens, a leitura do texto passa a ser fundamental. Na ltima prova para o TCU, a questo apontada como correta apresentava um erro de concordncia verbal. Vamos analis-la.
11- Indique a opo que pode anteceder o pargrafo transcrito abaixo, sem ferir os princpios de coerncia textual e desenvolvimento lgico das idias. Muito contribuiu para afirmaes desse tipo a divulgao da teoria de Cesare Lombroso (1835-1909), criminalista italiano, que procurou correlacionar aparncia fsica com tendncia para comportamentos criminosos. Por mais absurda que nos possa parecer, a teoria de Lombroso encontrou grande receptividade popular e, at recentemente, era ministrada em alguns cursos de direito, como verdade cientfica. Em nossos dias, o mau uso da sociobiologia tem exercido o mesmo papel. (Roque de Barros Laraia, Cultura um conceito antropolgico.)
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a) O perigo da crena nas qualidades (positivas ou negativas) adquiridas graas transmisso gentica que facilmente elas podem vir associadas a padres discriminatrios, sejam raciais, sejam sociais, na tentativa de justificar as diferenas sociais. b) Os dados cientficos de que dispomos atualmente no confirmam a teoria segundo a qual as diferenas genticas hereditrias constituiriam um fator de importncia primordial entre as causas das diferenas que se manifestam entre as culturas e as obras das civilizaes dos diversos povos ou grupos tnicos. c) Os grupos humanos diferem uns dos outros pelos traos psicologicamente inatos, quer se trate de inteligncia, quer de temperamento. O desenvolvimento das aptides mentais se explicam, antes de tudo, pelo aparato inato de que vem dotado cada ser humano apangio do que se designa por espcie humana. d) As diferenas existentes entre os homens no podem ser explicadas em termos das limitaes que lhes so impostas pelo seu aparato biolgico ou pelo seu meio ambiente. A grande qualidade da espcie humana foi ter rompido com suas prprias limitaes: um animal frgil dominou toda a natureza e se transformou no mais temvel dos predadores. e) Um jovem lobo, separado de seus semelhantes no momento do nascimento, saber uivar quando necessrio; saber distinguir, entre muitos odores, o cheiro de uma fmea no cio e distinguir, entre numerosas espcies animais, aquelas que lhe so amistosas ou adversrias. Do mesmo modo, um cachorrinho criado com uma ninhada de gatinhos nem mesmo experimentar miar latir e rosnar a primeira vez que lhe pisarem a pata.
O trecho a ser indicado como correto deveria anteceder o segmento apresentado no enunciado. O item-chave o pronome demonstrativo da primeira orao: Muito contribuiu para afirmaes desse tipo.... Que afirmao foi essa? A de que grupos humanos diferem uns dos outros pelos traos psicologicamente inatos e que o aparato congnito de que vem dotado o ser humano justifica o desenvolvimento de certas aptides mentais. Esse tipo de argumentao embasou a polmica tese do criminalista italiano em que se correlaciona aparncia fsica com comportamento criminoso (resposta presente na opo c). No entanto, essa opo c, indicada como correta, apresenta ERRO DE SINTAXE DE CONCORDNCIA. Na passagem O desenvolvimento das aptides mentais se explicam ... o verbo explicar deve concordar com o substantivo que exerce a funo sinttica de ncleo do sujeito desenvolvimento , sendo a forma correta: O desenvolvimento das aptides mentais se explica.... O problema que o enunciado no exigia a correo gramatical do segmento, somente respeito aos princpios de coerncia textual e desenvolvimento lgico das idias. Ainda assim, a questo foi passvel de recurso, pois, para que haja coerncia, os aspectos gramaticais devem ser respeitados. A ESAF no teve outra sada e anulou a questo. ORDENAO TEXTUAL Em questes que envolvem ordenao textual (questes tpicas da ESAF, mas que podero estar presentes em provas de outras bancas, como j ocorreu com a FCC), a identificao dos referentes textuais ajuda (e como!) a eliminao de muitas opes. Quando isso no for suficiente, a sim, a leitura e interpretao so necessrias para identificao da ordem correta.
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Deveremos eliminar, primeiramente, as opes que no poderiam ser o primeiro pargrafo do texto. Essas opes apresentam termos ou expresses que dependem de indicaes antecedentes (pronomes, conjunes etc.). s vezes, isso basta para encontrarmos a resposta correta. Na maior parte, ficamos com apenas duas ou trs opes. A, devemos analisar cada uma das ordens propostas e verificar a que melhor respeita a coeso e coerncia textuais. Vamos analisar uma dessas questes. 07- (TRF 2003) Os trechos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Ordeneos nos parnteses e, em seguida, assinale a seqncia correspondente. ( ) As operaes de compra de imveis pelas off shores tambm esto sendo monitoradas pela Receita. Os dados sero comparados com as declaraes de Imposto de Renda dos residentes no Brasil e at com o cadastro de imveis das prefeituras. ( ) Sem identificao dos donos, cujos nomes so mantidos em sigilo pela legislao dos pases onde esto registradas, muitas dessas empresas fazem negcios no Brasil, como a participao em empreendimentos comerciais ou industriais, compra e aluguel de imveis. ( ) Alm de no saber quem so os proprietrios dessas off shores, pois no h mecanismos legais que permitem acesso aos verdadeiros donos, o governo tambm no tem conhecimento da origem desse dinheiro aplicado no Pas, sem o recolhimento dos impostos devidos. ( ) A Receita Federal est fechando o cerco contra as empresas estrangeiras sediadas em parasos fiscais que atuam no Brasil, conhecidas como off shores. ( ) Para reduzir essa evaso fiscal, a Receita est identificando as pessoas fsicas que alugam imveis de luxo pertencentes a pessoas jurdicas ou mesmo fsicas que atuam em parasos fiscais. Toda remessa de aluguel tributada. (Adaptado de Ana D'Angelo, Andrea Cordeiro e Vicente Nunes, Correio Braziliense, 08/09/2003) a) 1,2,4,3,5 b) 2,3,5,4,1 c) 5,2,3,1,4 d) 1,5,4,3,2 e) 3,2,1,5,4
Veremos que a banca apresenta esse tipo de questo de diversas formas. Nessa, devemos colocar os numerais ordinais nos parnteses. Primeiramente, vamos eliminar as opes que apontam, como primeiro pargrafo do texto (1), segmentos que apresentam palavras ou expresses dependentes de informaes anteriores, quer gramaticalmente (emprego de pronomes com funo anafrica - essas, suas, que exigem referncia textual anterior, conjuno relacionando oraes de trechos diferentes, oraes cujo sujeito j deveria ter sido mencionado, etc.), quer semanticamente (no faz o menor sentido, faltam informaes). Eliminamos da primeira posio os seguintes segmentos: 1) As operaes ... tambm esto sendo monitoradas pela Receita. o vocbulo tambm indica a necessidade de ter sido mencionada outra operao que esteja sendo monitorada pela
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Receita Federal. Alm disso, eu s sei que a Receita Federal por ter lido as demais opes. Em um texto, deve-se indicar inicialmente o nome do rgo de maneira completa. A indicao de parte desse nome Receita implica erro de coeso textual e prejudica a compreenso, pois o leitor no tem como saber que Receita essa (estadual, municipal, federal?). 2) Sem identificao dos donos, cujos nomes... donos de qu? muitas dessas empresas quais empresas? 3) Alm de no saber quem so os proprietrios dessas off shores... que off shores so essas??? O que isso?? 5) Para reduzir essa evaso fiscal ... que evaso??? S poderamos comear pelo quarto segmento: A Receita Federal (nome do rgo completinho agora, sim!) est fechando o cerco contra as empresas sediadas em parasos fiscais que atuam no Brasil, conhecidas como off shores. (tambm se apresentou o conceito de off shores que pode ser desconhecido do grande pblico). Agora, sim. Todas as informaes necessrias foram apresentadas. Vamos s opes: eliminam-se as letras a, b, d, e. RESPOSTA: C Incrvel que somente essa providncia levou ao gabarito! Mas no fique muito animadinho(a), hem? Nem sempre funciona desse jeito mole, mole... Se houver tempo, verifique a ordem e comprove que essa mesmo a resposta correta. Caso contrrio, marque o X e corra pro abrao...rs... Bem, espero que essas dicas o ajudem a resolver, daqui pra frente, as questes que envolvem esse assunto. Por fim, apresentamos, para o seu deleite, a poesia de Ricardo Alberty, extrada do livro homnimo ilustrado por Eliana Brando ([Link]). Temos a oportunidade de fazer algumas anlises que envolvem a compreenso do texto (alm de absorver a lio de grande valia que ela nos traz). A casa feita de sonho Leve como uma pluma, Alta como uma torre, Quente como um ninho E doce com o mel. Assim imaginei desde pequeno a minha casa... Mais tarde, quando me encontrei s no mundo, como no tinha dinheiro, resolvi constru-la com as prprias mos. Fiz primeiro a minha casa de papel, que um material barato. E assim que ficou pronta, vieram todos os ventos da Terra e levaram a minha casa de papel, leve como uma pluma... Fiquei sem casa, mas no desisti. E fiz a minha casa beira-mar, com areia da praia, que um material barato. Mal estava pronta, vieram todas as mars do mundo e levaram a minha casa de areia, alta como uma torre...
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Tive vontade de desistir, mas eu precisava de uma casa, e sobretudo no podia abandonar o meu sonho. E resolvi fazer a minha casa de madeira, que um material barato. Cortei-a dos bosques, com as prprias mos! Ficou linda!... Escondida entre a folhagem... Mas ainda mal a tinha acabado, vieram todos os fogos do cu e queimaram a minha casa de madeira, quente como um ninho... Chorei sobre as cinzas, como se chora uma pessoa querida que morreu. Mas, mesmo assim, no desisti. E resolvi fazer a minha casa de acar... Mas o acar no um material barato! No . Mas eu precisava de uma casa, e sobretudo no podia abandonar o meu sonho... Trabalhei, lutei, passei fome, para juntar o acar suficiente... E quando a minha casa estava pronta eram de acar as paredes, o cho, o teto, os mveis, as portas e as janelas - vieram todos os bichos da Terra e devoraram a minha casa de acar, doce como o mel... Fiquei sem casa. E desisti de constru-la com as prprias mos... Perguntaram-me onde moro... Onde moro eu? Sei l!... Vou pelo mundo, aqui, alm, no bosque, beira-mar... Perguntam-me se no tenho casa... Tenho, sim! Eu podia l abandonar o meu sonho!... Resolvi imagin-la. Num lugar onde no chega o vento, nem o mar, nem o fogo, nem os bichos da Terra. Fiz a minha casa com o meu prprio sonho. Ficou linda! Leve como uma pluma, Alta como uma torre, Quente como um ninho E doce como o mel... Ainda que de origem portuguesa, o autor capaz de relacionar vrias caractersticas comuns ao povo brasileiro: a busca incessante pela casa prpria, a perseverana na luta por seus ideais, a falta de condies financeiras (procura materiais baratos e usa sua prpria fora de trabalho para a construo) etc.
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Podemos perceber que, medida que enfrenta as adversidades, o personagem se abate, sim, cada vez mais (chega a chorar, em uma delas), mas no o suficiente para desistir de alcanar seu ideal. A leveza (da pluma), a imponncia (representada pela torre), a firmeza (da madeira) e a doura (do acar) sucumbiram, mas no o nosso heri. Seu ideal foi mais forte e o levou a construir, finalmente, sua prpria casa dessa vez de forma que adversidade alguma seria capaz de destru-la: com seu prprio sonho, mantendo-a em sua prpria imaginao. Faa sua prpria interpretao do texto e tenha em mente que s no vence aquele que desiste. Agora, chega de conversa. Vamos treinar um pouco. Na primeira parte, apresentamos algumas questes de prova que tratam de coeso e coerncia textuais. Na segunda, falaremos sobre ordenao de texto. Apresentaremos algumas dicas para eliminar opes e, com isso, resolver a questo ou, no mnimo, aumentar as chances de acerto. QUESTES DE FIXAO 1- (ESAF/AFRF/2002.1) Marque, em cada item, o perodo que inicia o respectivo texto de forma coesa e coerente. Depois, escolha a seqncia correta. I ......................................................................... O abandono da tematizao do capitalismo, do imperialismo, das relaes centro-periferia, de conceitos como explorao, alienao, dominao, abriu caminho para o triunfo do liberalismo. (X) O socialismo, em conseqncia desses fatores, desapareceu do horizonte histrico, em virtude de ter ganho atualidade poltica com a vitria da Revoluo Sovitica de 1917. (Y) O triunfo do neoliberalismo se consolidou quando o pensamento social passou a ser dominado por teses conservadoras. II .............................................................. Compravam um passaporte para o camarote dos vencedores. Mas, como h uma dignidade que o vencedor no pode alcanar, como dizia Borges, o que ganharam em prestgio perderam em capacidade de anlise. (X) Os que abandonaram Marx com soltura de corpo e com alvio, como se se desvencilhassem de um peso, na verdade no trocavam um autor por outro, mas uma classe por outra. (Y) Eles substituram a explorao de classes e de pases pela temtica do totalitarismo, aperfeioando suas anlises polticas ao vincul-las dimenso social. III ........................................................................ No mundo contemporneo, tais modos nos permitem compreender a etapa atual do capitalismo, em sua fase de hegemonia poltica norte-americana. (X) Para atender a atualidade, so necessrios modos de compreenso frteis, capazes de dar conta das relaes entre a objetividade e a subjetividade, entre os homens como produtores e como produtos da histria.
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(Y) Trata-se de uma compreenso mope, que ignora componentes essenciais ao fenmeno do capitalismo que estamos vivendo. IV ......................................................................... Quem pode entender a poltica militarista dos EUA e do seu complexo militar-industrial sem a atualizao da noo de imperialismo? (X) Quem pode entender hoje a crise econmica superproduo, essencial ao capitalismo? internacional fora dos esquemas da
(Y) Portanto, a unipolaridade vigente h uma dcada que busca impor a dicotomia livre mercado/protecionismo. V ........................................................................... Nunca as relaes mercantis tiveram tanta universalidade, seja dentro de cada pas, seja nas novas fronteiras do capitalismo. (X) O capitalismo d mostras de enfrentar forte declnio, que leva os especialistas a preverem profunda fragmentao na ordem econmica interna de cada nao. (Y) Assiste-se ao capitalismo em plena fase imperialista consolidada, em que as formas de dominao se multiplicam. (Itens baseados em Emir Sader) a) X,X,Y,Y,X b) Y,X,X,X,Y c) Y,Y,X,X,Y d) X,Y,Y,X,Y e) X,Y,Y,X,X 2 - (ESAF/AFC SFC/2002) - Assinale, entre as opes propostas, aquela que se desvia, ainda que parcialmente, do conceito e da direo argumentativa expressos no perodo abaixo. Dizia o socilogo norte-americano, Robert Merton, que o que h de mais relevante e espantoso com as profecias que elas se auto-realizam, como um vaticnio, um augrio. a) Ao serem concebidas pela imaginao ilimitada dos homens, as profecias potencializam a chance de se transformarem em realidade, projetando e fortalecendo um desejo ou temor coletivo. b) Pelo simples fato de que foram inventadas por algum, com ousadia e eficcia simblica, ganham existncia real, criando a probabilidade de serem incorporadas vida social em futuro imediato ou distante. c) Quando uma grande (ou pequena) idia se cristaliza, sua fora transformadora entra em ao com os mesmos poderes que comandam as leis da Fsica. d) Acima de profetas e messias, est o imprio da histria, que constri o futuro com seus prprios vetores e foras internas atuando revelia do desiderato e do fado humanos. e) A histria da humanidade registra fatos que provam a existncia de uma simbiose natural entre os grandes sonhos e as grandes mudanas, fruto da magia pessoal e de uma vontade inabalvel.
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(Com base em artigo de Aspsia Camargo) 3 - (ESAF/AFRE MG/2005) Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores do catolicismo, uniu a teologia filosofia. Sua contribuio para o estudo das taxas de juros, ainda que involuntria, foi tremenda. Em suas Confisses, o bispo de Hipona, filho de Santa Mnica, conta que, ainda adolescente, clamou a Deus que lhe concedesse a castidade e a continncia e fez uma ressalva ansiava por essa graa, mas no de imediato. Ele admitiu que receava perder a concupiscncia natural da puberdade. A atitude de Santo Agostinho traduz impecavelmente a urgncia do ser humano em viver o aqui e agora. Essa atitude alia-se ao desejo de adiar quanto puder a dor e arcar com as conseqncias do desfrute presente sejam elas de ordem financeira ou de sade. justamente essa urgncia que explica a predisposio das pessoas, empresas e pases a pagar altas taxas de juros para usufruir o mais rpido possvel seu objeto de desejo. (Viver agora, pagar depois, (Fragmento). In: Economia e Negcios, Revista Veja, 30/03/2005, p.90) Assinale a opo correta com base no que se depreende do texto. a) Na adolescncia, o bispo de Hipona foi concupiscente. b) O clamor de Santo Agostinho a Deus inclua o adiamento dos prazeres libidinosos. c) A predisposio para o pagamento de altas taxas de juros causa da urgncia de se querer viver intensamente o momento presente. d) A atitude tomada pelo filsofo catlico, na adolescncia, diferenciava-o dos demais homens e prenunciava a santificao futura. e) O telogo e filsofo do catolicismo contribuiu significativamente para a formulao do conceito das taxas de juros, ainda que fosse contrrio matria. 4 - (ESAF/AFC STN/2002) Relacione cada pargrafo correspondente pergunta constante da relao proposta e, depois, marque a seqncia correta. ( ) Mercados so pessoas! Pessoas com necessidades e problemas demandando solues; pessoas com informaes e conhecimento ofertando solues. gente falando com gente o tempo todo. Negcios so relacionamentos. At a pode parecer bvio. Mas pare para pensar! Compare com o que acontece na vida real: uma enorme deturpao do que verdadeiramente seja o entendimento de mercado e de negcio. Na fbrica, as mquinas, os equipamentos e as instalaes valem mais do que os funcionrios; no estabelecimento comercial, a loja, as prateleiras e os estoques valem mais do que os funcionrios. Ironicamente, os recursos fsicos e tcnicos valem mais do que as pessoas. Os meios se sobrepem aos fins. Na fbrica, as mquinas e os equipamentos recebem manuteno preventiva e corretiva, sistematicamente. Existe at a conta manuteno e conservao, que prev gastos voltados atualizao desses ativos. Existem tambm os gastos com segurana patrimonial,destinados a preservar o patrimnio composto dos ativos fixos e imobilizados. No pouco o que se gasta para preservar recursos fsicos e tcnicos. Crises econmicas mostram a pouca convico que existe no que se refere formao de
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equipes e capacitao de pessoas. As pessoas no tm o privilgio das mquinas, eis a grande distoro. No existe a conta de aumento intelectual. (Baseado em Roberto Tranjan) 1. Quais as conseqncias nefastas da negligncia com a capacitao dos recursos humanos? 2. Qual a natureza dos mercados? 3. Consolidaram-se distores quanto a conceitos chave na economia de mercado? 4. Qual a prioridade na preservao do patrimnio no setor secundrio do sistema de produo? 5. Os recursos humanos nas diversas atividades produtivas esto subestimados? a) 2, 3, 5, 4, 1 b) 3, 1, 4, 5, 2 c) 2, 4, 3, 5, 1 d) 4, 5, 2, 1, 3 e) 5, 2, 1, 4, 3 5 - (ESAF/AFPS/2002) A entrada dos anos 2000 tm trazido a reverso das expectativas de que haveria a inaugurao de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Os resultados das cpulas mundiais alimentaram esperanas que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os nveis. Contudo, o movimento que se observa em nvel mundial sinaliza perdas que ainda no podemos avaliar. O recrudescimento do conservadorismo e de prticas autoritrias, efetivadas sombra do medo, tem representado fonte de frustrao dos ideais historicamente buscados. (Roseli Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptaes) Se cada perodo sinttico do texto for representado, respectivamente, pelas letras X, Y, W e Z, as relaes semnticas que se estabelecem no trecho correspondem s idias expressas pelos seguintes conectivos: a) X e Y mas W e Z. b) X porque Y porm W logo Z. c) X mas Y e W porque Z. d) No s X mas tambm Y porque W e Z. e) Tanto X como Y e W embora Z. 6 - (ESAF/AFRE MG/2005) Os tericos, ao dizerem que os indivduos so cronicamente insatisfeitos porque so consumistas, no esto constatando um fato, mas emitindo um julgamento moral, isto , a satisfao psicolgica obtida com a compra de objetos interpretada como insatisfao, porque seria um tipo de realizao emocional esprio. Em outras palavras, supe-se que existe uma forma mais nobre de satisfao emocional que se perderia no contato com o mundo dos artefatos, ou ento, como nos autores de orientao marxista, que a insatisfao inevitvel quando o sujeito expropriado do
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que ele prprio produz e coagido a comprar os objetos produzidos pelos proprietrios do capital. Em suma, pode existir satisfao com os objetos de uso, mas, no, com os de troca, ou seja, com a mercadoria. (Texto adaptado de Jurandir Freire Costa. "O vestgio e a aura: corpo e consumismo na moral do espetculo", p.203) Assinale a afirmativa que est de acordo com o que argumenta o autor do texto. a) Na anlise do ser humano e de sua conduta pessoal e social, deve haver mais rigor, para que no prevaleam as crenas e os fatos sejam examinados com objetividade. b) Aqueles que criticam as leis de mercado, como os marxistas, por exemplo, elaboram anlises equivocadas a respeito dos estados psicolgicos do ser humano. c) verdadeiro o pressuposto de que espria a satisfao emocional resultante da compra de objetos, mas a relao de causa e efeito entre esses dois fatos falsa. d) A mercadoria, vil da satisfao plena do indivduo, referida por grande parte dos tericos como a forma mais nobre de satisfao emocional. e) Os tericos no estariam emitindo julgamento de valor se, ao contrrio do que afirmam sobre a insatisfao crnica dos indivduos, declarassem que, apesar de insatisfeitos, os indivduos continuam consumistas. (FCC / AFTE PB / 2006) Com base no texto a seguir, responde s questes 7 a 9. Os nmeros do relatrio da CPI dedicada originalmente aos Correios so expressivos, dos milhares de pginas de texto e documentos aos mais de cem acusados. o tempo do espanto. Um oceano nos separa, contudo, do resultado concreto, o das absolvies e o das punies. Os dois momentos do mar imenso entre relatrio e resultado esto no julgamento final, cuja tendncia pessimista, a contar de exemplos recentes. No deveria ser. No deveria ser pela natureza mesma das comisses parlamentares de inqurito, cujo nome raramente objeto de meditao at pelos operrios do direito. "Comisso", alm do significado mercantil (depreciativo, no caso do Parlamento), do dinheiro pago em remunerao de servio, tambm o do grupamento encarregado de realizar tarefa de interesse comum. Interesse comum? No. De interesses conflituosos pela prpria natureza poltica de seu trabalho, pois o vocbulo "parlamentares" as afirma integradas por componentes de uma das casas do Congresso ou mistas, funcionando segundo seus regimentos internos. (...) "As comisses so teis ou necessrias?", perguntar o leitor. Sem a menor dvida e vigorosamente, respondo sim. H abusos. So lamentveis, mas inerentes vida parlamentar, no Brasil e em qualquer pas onde haja comisses parlamentares. Se os legisladores devem ser a expresso mdia de seu povo, fica manifesto que os parlamentos sejam compostos por homens e mulheres de bem, dedicados e honestos, mas tambm por pilantras, patifes, cachaceiros, delinqentes e assim por diante. (...) Seria ideal que o povo escolhesse melhor seus representantes, dizem as elites, mas sem razo. O povo vota sob influncia do poder econmico, aps seleo dos favoritos de chefes partidrios, para excluso dos que assumam linha independente da adotada pelas lideranas e assim por diante. Voltando CPI dos Correios, cabe esclarecer por que h um oceano entre o relatrio e o resultado. "Inqurito" trabalho de apurao. Se bem feito, propicia bom material aos julgadores. Se malfeito, facilita a "pizza", essa maravilhosa inveno atribuda aos italianos em geral, mas que
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vem do sul da Itlia. "Pizza" transformada em cambalacho e tapeao? No necessariamente. Muitas vezes o defeito da distncia entre a apurao e o julgamento est naquela, e no neste, principalmente se for judicial. O mal do julgamento poltico est em que no considera seu efeito paralelo do desprestgio para o Parlamento como um todo. No caso atual, porm, no se pode negar que j houve resultados apreciveis. Para o relatrio lido nesta semana cabe esperar pela travessia do oceano e torcer para que chegue a bom porto. (W. Ceneviva. Folha de S. Paulo. 01/04/2006, C2) Os dois momentos do mar imenso entre o relatrio e o resultado esto no julgamento final, cuja tendncia pessimista, a contar de exemplos recentes. De acordo com o texto, esse trecho significa (A) uma impressionante identidade entre relatrio e julgamento. (B) um julgamento pessimista, embora o relatrio seja um mar de otimismo. (C) um julgamento tendencioso que reflete o mar de ilcitos que constam do relatrio. (D) um desacordo considervel entre o resultado do julgamento e o relatrio. (E) um oceano de ilcitos, embora o relatrio seja tendencioso. 8 - De acordo com o texto, Pizza transformada em cambalacho e tapeao pode ser o resultado de (A) um julgamento em desacordo com as regras institucionais. (B) um relatrio que resulta de um inqurito que no apurou adequadamente os fatos. (C) uma maravilhosa inveno gastronmica, mas ruim por seu efeito paralelo. (D) um julgamento que no condiz com os fatos apurados. (E) uma Comisso Parlamentar de Inqurito dedicada a cambalachos e tapeao. 9 - As expresses travessia do oceano e bom porto podem ser substitudas, sem alterao de sentido, respectivamente por (A) apurao e bom julgamento. (B) julgamento e boa ncora. (C) relatrio e boa ncora. (D) relatrio e bom julgamento. (E) julgamento e bom termo. 10 (CESPE/BB/2002) Terminou mais um round na luta entre palestinos e israelenses. E pode-se dizer que h um empate tcnico. Feridos, os dois duelistas Ariel Sharon e Yasser Arafat seguem para seus cantos do ringue a fim de avaliar os danos. Arafat deixou seu isolamento forado de cinco meses mas ser que venceu? Sharon aparentemente se curvou s presses americanas mas tambm no se pode dizer que o premier israelense tenha sido derrotado, na opinio de analistas. Douglas McMillan. Round empatado. In: Jornal do Brasil, 2/5/2002, p. 7 (com adaptaes).
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Julgue o item que se segue. Infere-se do texto que a complexidade da questo do Oriente Mdio de tal ordem que, no momento, no h certeza absoluta acerca de quem venceu o episdio entre palestinos e israelenses mencionado no texto.
11- (ESAF/TRF/2003) Os trechos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Ordene-os nos parnteses e, em seguida, assinale a seqncia correspondente. ( ) As operaes de compra de imveis pelas off shores tambm esto sendo monitoradas pela Receita. Os dados sero comparados com as declaraes de Imposto de Renda dos residentes no Brasil e at com o cadastro de imveis das prefeituras. Sem identificao dos donos, cujos nomes so mantidos em sigilo pela legislao dos pases onde esto registradas, muitas dessas empresas fazem negcios no Brasil, como a participao em empreendimentos comerciais ou industriais, compra e aluguel de imveis. Alm de no saber quem so os proprietrios dessas off shores, pois no h mecanismos legais que permitem acesso aos verdadeiros donos, o governo tambm no tem conhecimento da origem desse dinheiro aplicado no Pas, sem o recolhimento dos impostos devidos. A Receita Federal est fechando o cerco contra as empresas estrangeiras sediadas em parasos fiscais que atuam no Brasil, conhecidas como off shores. Para reduzir essa evaso fiscal, a Receita est identificando as pessoas fsicas que alugam imveis de luxo pertencentes a pessoas jurdicas ou mesmo fsicas que atuam em parasos fiscais. Toda remessa de aluguel tributada. (Adaptado de Ana D'Angelo, Andrea Cordeiro e Vicente Nunes, Correio Braziliense, 08/09/2003) a) 1,2,4,3,5 b) 2,3,5,4,1 c) 5,2,3,1,4 d) 1,5,4,3,2 e) 3,2,1,5,4 12 - (ESAF/TRF/2003) Os trechos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Ordeneos nos parnteses e, em seguida, assinale a seqncia correspondente. ( ) Em geral, esta firma constituda apenas para atuar como subsidiria da estrangeira, intermediando seus negcios. Caso a empresa compre imvel no Brasil, tem que haver registro, tem que existir um responsvel, com CPF, o que permite o controle. O investidor estrangeiro entra no Brasil via Bolsa de Valores, fundos de investimentos ou como scio de uma empresa brasileira. O secretrio da Receita admite, no entanto, que no h mecanismos para controlar a
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atuao de brasileiros que mandam dinheiro ilcito para os parasos fiscais e o repatriam por meio de negcios realizados em nome das off shores. ( ) E tambm a contabilidade da empresa, em tais pases, no precisa ser auditada. Os donos dos recursos podem movimentar dinheiro ou constituir empresas por vrios meios que omitem seus nomes, como o sistema de aes ao portador. Esses pases conhecidos como parasos fiscais tm como principais atrativos a legislao tributria branda, com direito at a iseno de impostos, e garantia de sigilo bancrio, comercial e societrio. (Adaptado de Ana D'Angelo, Andrea Cordeiro e Vicente Nunes, Correio Braziliense, 08/09/2003) a) 1,2,4,3,5 b) 2,1,3,5,4 c) 3,2,1,5,4 d) 1,5,4,3,2 e) 5,2,3,1,4 13 - (ESAF/TRF/2000) Os fragmentos abaixo constituem um texto, mas esto desordenados. Ordene-os de forma coesa e coerente e assinale a resposta correta. A. Na sede da entidade, a Receita recolheu para anlise dezenas de notas fiscais, comprovantes de pagamentos e livros contbeis. Com base nos documentos, o rgo federal espera esclarecer a questo. O movimento financeiro durante os dez dias da festa avaliado pelo Sebrae da cidade em R$ 278 milhes. Segundo sua anlise, o evento rene 1 milho de pessoas, com uma mdia de R$ 278 gastos por freqentador. Desses R$ 278 milhes, a mdia de arrecadao de 3%. Segundo informaes obtidas pela Receita, metade desse percentual estaria sendo sonegado - ou seja, R$ 4,17 milhes. Alm do clube, devem ser fiscalizados hotis, restaurantes e a empresa que vende os anncios da festa. A suspeita de sonegao surgiu porque o recolhimento dos tributos por parte de comerciantes e empresrios da regio, no perodo da festa, o mesmo dos outros meses do ano. "Todo mundo diz que o faturamento dobra ou triplica no perodo da festa, mas o total arrecadado em impostos fica igual", diz o delegado da Receita. O primeiro alvo dos auditores na cidade foi o clube Os Independentes, instituio responsvel pela organizao da Festa do Peo de Boiadeiro. A Receita Federal de Franca est apurando a sonegao de impostos praticada pelas empresas e associaes que atuam na Festa do Peo de Boiadeiro de Barretos. (Rogrio Pagnan, Folha de S. Paulo, 15/08/2000, p. F2, com adaptaes) a) C, A, B, D b) D, C, A, B c) A, B, C, D d) D, B, C, A
B.
C.
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e) B, C, D, A 14 - (FCC/Procurador BACEN/Janeiro 2006) Para responder a esta questo, considere os pargrafos que seguem. I. Essa situao prevaleceu ao menos durante os primeiros tempos da colnia. II. Vinte e sete anos mais tarde renova-se essa proibio, que s com a Restaurao seria parcialmente revogada, em favor de ingleses e holandeses. III. Com tudo isso, a administrao portuguesa parece, em alguns pontos, relativamente mais liberal do que a das possesses espanholas. Assim que, ao contrrio do que sucedia nessas, foi admitida aqui a livre entrada de estrangeiros que se dispusessem a vir trabalhar. Inmeros foram os espanhis, italianos, flamengos, ingleses, irlandeses, alemes que para c vieram, aproveitando-se dessa tolerncia. IV. S mudou em 1600, quando Felipe II ordenou fossem terminantemente excludos todos os estrangeiros do Brasil. Proibiu-se ento seu emprego como administradores de propriedades agrcolas, determinou-se fosse realizado o recenseamento de seu nmero, domiclio e cabedais, e em certos lugares como em Pernambuco deu-se-lhes ordem de embarque para os seus pases de origem. V. Aos estrangeiros era permitido, alm disso, percorrerem as costas brasileiras na qualidade de mercadores, desde que se obrigassem a pagar dez por cento do valor de suas mercadorias, como imposto de importao, e desde que no traficassem com os indgenas. Os pargrafos acima constituem um texto organizado, extrado do livro Razes do Brasil, de Srgio Buarque de Holanda (So Paulo: Jos Olympio, 1948, p. 153-4) cujos pargrafos foram transcritos de forma aleatria. A seqncia que reproduz a ordem original, garantindo clareza e coeso, : (A)) III, V, I, IV, II. (B) III, II, I, V, IV. (C) I, III, V, II, IV. (D) IV, V, I, III, II. (E) IV, I, V, II, III. 15 (ESAF/TRF/2006) Abaixo esto os segmentos inicial e final de uma correspondncia oficial. preciso complet-la nos espaos pontilhados, ordenando os pargrafos na ordem em que devem constar no documento. Numere os parnteses, obedecendo aos princpios de coeso, coerncia e encadeamento de idias. Assinale, a seguir, a opo que reproduz a ordem correta. E.M. n. 122 /Interministerial MF CGU-PR Braslia, 26 de setembro de 2005. Excelentssimo Senhor Presidente da Repblica ......................................................................................... ......................................................................................... ......................................................................................
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Respeitosamente, MURILO PORTUGAL FILHO Ministro de Estado da Fazenda Interino WALDIR PIRES Ministro de Estado do Controle e da Transparncia (....) Com o objetivo de dar fiel cumprimento quela determinao legal, cuja finalidade precpua consiste na preservao do princpio constitucional da publicidade, submetemos a Vossa Excelncia o incluso Relatrio de Gesto Fiscal do Poder Executivo Federal, referente ao perodo de janeiro a agosto do exerccio de 2005. (....) O referido Relatrio dever ser objeto de encaminhamento ao Congresso Nacional e ao Tribunal de Contas da Unio, conforme dispe o art. 116 da Lei n. 10.934, de 11 de agosto de 2004. (....) O Relatrio de Gesto Fiscal, consoante determina a supracitada Lei, deve conter informaes relativas despesa total com pessoal, dvida consolidada, concesso de garantias e operaes de crdito, devendo, no ltimo quadrimestre, ser acrescido de demonstrativos referentes ao montante das disponibilidades de caixa em 31 de dezembro, de cada exerccio e das inscries em restos a pagar. (....) Determina a mesma Lei que o Relatrio dever ser publicado e disponibilizado ao acesso pblico at trinta dias aps o encerramento do perodo a que corresponder, prazo esse que, para o segundo quadrimestre de 2005, se encerra em 30 de setembro do corrente. (....) A Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000, que estabelece normas de finanas pblicas voltadas para a responsabilidade na gesto fiscal, exige, em seu art. 54, a emisso, ao final de cada quadrimestre, pelos titulares dos Poderes e rgos referidos no art. 20, do Relatrio de Gesto Fiscal assinado pelo respectivo Chefe e pelas autoridades responsveis pela administrao financeira e pelo controle interno, bem como por outras autoridades que vierem a ser definidas por ato prprio de cada Poder ou rgo. ([Link] adaptaes) A seqncia correta : a) 5 4 1 3 2 b) 4 5 2 3 1 c) 5 2 4 3 1 d) 1 3 2 4 5 e) 1 2 4 3 5 GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1-B Essa foi a primeira questo do concurso de AFRF 2002.1, elaborada pela ESAF. A banca, obviamente, tentou desestabilizar o candidato. Essa questo tomava toda a primeira folha da prova 1, que se realizou no sbado primeiro dia de provas. Isso significa que essa foi a primeira questo de todo o concurso!!! [Link], com
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Se o candidato conseguisse manter a calma, veria que essa questo poderia ser solucionada respondendo apenas aos dois primeiros trechos. Se eu estivesse l, certamente teria deixado essa questo para depois, pois o tempo despendido com ela, para ganhar apenas 1 ponto, poderia ser gasto resolvendo vrias outras questes simples e rpidas (garantindo mais do que 1, com certeza), mas isso vai de cada um. Todos os segmentos constituem um texto e, por isso, a partir do segundo (II), pode haver referncias a termos expressos em trechos anteriores. Bem, no segmento I, de sada, j eliminamos o perodo X, que faz referncia a certos fatores ainda no apresentados no texto. Assim, I-Y. Vamos s opes: eliminam-se as letras a, d, e (opa, j tenho 50% de chances de acertar!). No segmento II, o pargrafo comea indicando uma ao praticada por algum ainda no identificado (Compravam um passaporte para o camarote dos vencedores temos de identificar o sujeito da forma compravam). Como, no segmento I, no houve indicao de pessoa alguma, provavelmente essa meno se encontra no trecho omitido. O perodo X apresenta um candidato a sujeito: Os que abandonaram Marx, ou seja, aquelas pessoas que abandonaram Marx. J o perodo Y apresenta apenas um pronome pessoal reto Eles, tambm sem meno a seu referente, o que, se colocado no incio do pargrafo, prejudicaria a coeso textual. Assim, o segmento I deve ser preenchido pelo trecho X. At agora, temos Y X; vamos s opes: a resposta a letra b (a nica a apresentar essa disposio). A partir da, se o candidato for do tipo So Tom, pode confirmar que as demais sugestes de preenchimento atendem s exigncias textuais. III No pargrafo, h meno a determinados modos (tais modos), presentes no trecho X Para atender a atualidade, so necessrios modos de compreenso frteis, capazes de dar conta das relaes entre a objetividade e a subjetividade... - X IV H uma sucesso de questionamentos, iniciando-se pelo segmento X, dando continuidade com o trecho j apresentado e se encerram com uma concluso, apresentada pelo segmento Y, que seria colocado aps o trecho IV. Assim, a disposio seria: Introduo pelo segmento X: (X) Quem pode entender hoje a crise econmica superproduo, essencial ao capitalismo? internacional fora dos esquemas da
Quem pode entender a poltica militarista dos EUA e do seu complexo militar-industrial sem a atualizao da noo de imperialismo? E, na seqncia, o segmento Y: (Y) Portanto, a unipolaridade vigente h uma dcada que busca impor a dicotomia livre mercado/protecionismo. Assim, a lacuna seria preenchida por X. V Por fim, a expresso as formas de dominao se multiplicam, presente em Y, estabelece uma relao semntica com Nunca as relaes mercantis tiveram tanta universalidade Y. A ordem, portanto, Y X X X Y.
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2-D Por direo argumentativa, entende-se a linha de raciocnio do autor. Vamos resumir em algumas palavras o pargrafo em destaque: PROFECIAS SE REALIZAM. essa a idia principal. A partir da, leia cada uma das opes e identifique a que no apresenta essa idia. Em cada item, justifica-se de uma forma diferente a tese de que PROFECIAS SE REALIZAM, exceto na opo d: Acima de profetas e messias, est o imprio da histria, que constri o futuro com seus prprios vetores e foras internas atuando revelia do desiderato e do fado humanos. Neste caso, segundo o autor, a histria, com seus prprios vetores e foras internas, constri o futuro, revelia do desejo e da sorte e acima de profetas e messias (os que fazem as profecias). Ou seja, PROFECIAS NO SE REALIZAM. 3-A Em suas Confisses, (...) clamou a Deus que lhe concedesse a castidade e a continncia (...) mas no de imediato. Ele admitiu que receava perder a concupiscncia natural da puberdade. A partir dessa passagem, percebe-se que Santo Agostinho teria sido concupiscente (esse palavro significa aquele que deseja intensamente bens ou gozos materiais, inclusive em seu aspecto sexual). b) Segundo o trecho acima destacado, o que Santo Agostinho clamava era que fossem adiadas as graas da castidade e da continncia, e no os prazeres libidinosos, de que gostaria de fruir ainda na adolescncia. c) O autor utiliza o exemplo de Santo Agostinho para traar um paralelo com a predisposio das pessoas, empresas e pases a pagar altas taxas de juros na urgncia de usufruir o aqui e agora. Verifica-se, ento, que esta relao tem por CAUSA o viver intensamente e por CONSEQNCIA a disposio em arcar com esse nus to alto, e no o inverso como sugerido na opo. d) No h, no texto, nenhuma passagem que d respaldo a essa afirmao. e) Conforme comentrio da opo C, o que o autor fez foi traar um paralelo entre a atitude do bispo de Hipona e a dos seres humanos, empresas e governos, estes com relao s taxas de juros, no que tange urgncia em viver o aqui e o agora. 4-A Esse tipo de questo, se mal formulada, pode ser uma cilada para o candidato. Isto porque, numa entrevista, nem sempre a resposta condiz com a pergunta que foi formulada. s vezes, o entrevistado se entrega a devaneios e foge do assunto. Por isso, devemos buscar o que chamo de perguntas-chave. So perguntas simples, diretas, de preferncia que apresentem como resposta sim ou no. A pergunta-chave para resolver esse dilema a de n 2 Qual a natureza dos mercados?. Das respostas apresentadas, a nica que atende segmento). O mercado so pessoas! (primeiro
Vamos s opes: eliminamos trs opes: b, d, e (no acredito, de novo com 50%!!!). Em seguida, a pergunta 5 exige uma resposta afirmativa ou negativa: Os recursos humanos nas diversas atividades produtivas esto subestimados ?. A resposta, apresentada de forma indireta, est presente no terceiro segmento: Na fbrica, as mquinas, os equipamentos e as instalaes valem mais do que os funcionrios. A resposta, portanto, sim.
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Desse modo, a primeira lacuna preenchida com (2) e a terceira com (5) resposta: letra a. 5-A Para comear, o erro de concordncia do primeiro perodo foi objeto de questionamento em outro item e por isso ser mantido em nossos comentrios. Devemos, para iniciar a anlise em relao interpretao, identificar cada um dos perodos que compem o texto. Lembre-se de que o perodo se encerra com o ponto final, de interrogao ou de exclamao (s vezes, tambm com reticncias, mas nem sempre, pois estas podem indicar uma pausa no mesmo perodo, conforme lio da aula passada). X - A entrada dos anos 2000 tm trazido a reverso das expectativas de que haveria a inaugurao de tempos de fraternidade, harmonia e entendimento da humanidade. Y - Os resultados das cpulas mundiais alimentaram esperanas que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os nveis. W - Contudo, o movimento que se observa em nvel mundial sinaliza perdas que ainda no podemos avaliar. Z - O recrudescimento do conservadorismo e de prticas autoritrias, efetivadas sombra do medo, tem representado fonte de frustrao dos ideais historicamente buscados. Entre o segundo (Y) e o terceiro (W) perodos do texto, observamos a presena de uma conjuno adversativa: contudo. Por isso, eliminamos as opes c e d (apresentam a conjuno porque). Eliminamos, tambm, a opo e, pois indica o incio da adversativa no quarto perodo, em vez de no terceiro. Com quantas opes ficamos? Duas a, b (50% de novo!!!) A relao entre o primeiro e o segundo perodos de coordenao, servindo o segundo para adicionar informaes ao primeiro. O mesmo ocorre entre o terceiro e o quarto perodos. No se observa, entre eles, relao conclusiva. Por isso, a resposta que atende ao enunciado a de letra a X e Y mas W e Z. 6-A O autor j expe sua anlise crtica na primeira passagem do texto, ao afirmar que os tericos no esto constatando um fato, mas emitindo um julgamento moral. Por isso, a afirmao deste item corrobora a posio adotada pelo autor a de que deve haver maior objetividade na anlise do comportamento humano. Em relao s demais opes, cabe-nos comentar. b) No se afirma que os marxistas critiquem as leis do mercado segundo o texto, os autores de orientao marxista analisam o reflexo da expropriao da produo prpria em prol dos bens produzidos pelos detentores do capital. c) O autor apresenta essa argumentao de forma crtica, logo no poderia ser considerado verdadeiro esse pressuposto. d) Pelo contrrio. Segundo esses autores, supe-se que existam formas mais nobres de satisfao emocional do que a obtida a partir da compra de objetos. e) Ainda assim, sob essa argumentao, haveria emisso de juzo de valor por parte dos autores.
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7-D A partir dessa questo, voc poder perceber a diferena entre as questes da ESAF e da FCC em relao a interpretao de textos. Enquanto a ESAF apresenta textos curtos e densos, a FCC utiliza textos longos e de agradvel leitura. A dificuldade reside na falta de indicao de linhas, exigindo do candidato cuidado em lembrar qual a passagem do texto em referncia no enunciado da questo. O segmento em anlise foi extrado do primeiro pargrafo, reproduzido a seguir. Os nmeros do relatrio da CPI dedicada originalmente aos Correios so expressivos, dos milhares de pginas de texto e documentos aos mais de cem acusados. o tempo do espanto. Um oceano nos separa, contudo, do resultado concreto, o das absolvies e o das punies. Os dois momentos do mar imenso entre relatrio e resultado esto no julgamento final, cuja tendncia pessimista, a contar de exemplos recentes. No deveria ser. O que corrobora a resposta (opo D) o trecho que tem incio no segundo perodo ( o tempo do espanto). Nessa frase, o autor prepara o leitor para a observao que vir: Os dois momentos do mar imenso entre relatrio e resultado esto no julgamento final, cuja tendncia pessimista, a contar de exemplos recentes. V-se, assim, que h uma grande discrepncia (representada pela metfora mar imenso) entre relatrio e resultado. A afirmao que reproduz esse fato um desacordo considervel entre o resultado do julgamento e o relatrio.. 8-B Novamente, o autor se vale de expresses como oceano para retratar a disparidade entre o que se apura no processo (indicado no relatrio) e o resultado prtico dessa apurao. O autor contrape a afirmao de que Inqurito trabalho de apurao. Se bem feito, propicia bom material aos julgadores com Se malfeito, facilita a pizza... para subsidiar a argumentao seguinte: ...o defeito da distncia entre a apurao e o julgamento est naquela [apurao] e no neste [julgamento].... Assim, pode-se inferir que um julgamento ineficaz resultado de um relatrio em cujo inqurito no houve a apurao adequada dos fatos (opo b). 9-E Partindo do pressuposto de que o relatrio j foi lido (Para o relatrio lido nesta semana...), infere-se que j houve a apurao dos fatos e a elaborao do relatrio. Os passos que deveriam se seguir seriam: o julgamento e o resultado final (aplicao da pena, se houver). Por isso, a expresso travessia do oceano reproduz o julgamento (prximo passo), enquanto que bom porto a que se chega retrata o resultado desse julgamento (bom porto = bom termo = bom fim = bom resultado). 10 Item CORRETO A incerteza acerca do vencedor do embate entre palestinos e israelenses fica clara nas seguintes passagens: Arafat deixou seu isolamento (...) mas ser que venceu? (...) Sharom
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aparentemente se curvou s presses americanas, mas tambm no se pode dizer que o premier israelense tenha sido derrotado .... 11- C Veremos que essa banca (ESAF) apresenta esse tipo de questo de diversas formas. Nessa, devemos colocar os numerais ordinais nos parnteses. Primeiramente, vamos eliminar as opes que apontam, como primeiro pargrafo do texto (1), segmentos que apresentam palavras ou expresses dependentes de informaes anteriores, quer gramaticalmente (emprego de pronomes com funo anafrica - essas, suas, que exigem referncia textual anterior, conjuno relacionando oraes de trechos diferentes, oraes cujo sujeito j deveria ter sido mencionado, etc.), quer semanticamente (no faz o menor sentido, faltam informaes). Eliminamos da primeira posio os seguintes segmentos: 1) As operaes ... tambm esto sendo monitoradas... depende da existncia / meno a outra operao que esteja sendo monitorada pela Receita Federal (a indicao de parte do nome do rgo Receita - tambm indica que j houve meno a ele, caso contrrio haveria prejuzo da compreenso textual que Receita - estadual, municipal, federal?); 2) Sem identificao dos donos, cujos nomes... donos de qu? muitas dessas empresas que empresas? 3) Alm de no saber quem so os proprietrios dessas off shores... que off shores??? O que isso?? 5) Para reduzir essa evaso fiscal ... que evaso??? S poderamos comear pelo quarto segmento A Receita Federal est fechando o cerco contra as empresas sediadas em parasos fiscais que atuam no Brasil, conhecidas como off shores. Agora, sim, houve meno a empresas off shores. Vamos s opes: eliminam-se as letras a, b, d, e. RESPOSTA: C Incrvel que somente essa providncia levou ao gabarito! Mas no se anime muito, hem? Nem sempre funciona desse jeito mole, mole... Agora, se houver tempo, verifique a ordem e comprove que essa mesmo a resposta correta (no tenho dvidas). 12 - B J comearemos riscando o que no pode ser o 1 pargrafo do texto. Eliminaremos os seguintes segmentos: 1) Em geral, esta firma... que firma??? 3) O secretrio da Receita admite, no entanto, ... uma orao que depende da existncia de outra anteriormente apresentada no texto, a fim de estabelecer uma relao adversativa com ela. 4) E tambm a contabilidade da empresa... posso??? No. 5) Esses pases conhecidos como parasos fiscais ... que pases?? Bem, s podemos comear pelo segundo segmento (O investidor estrangeiro entra no Brasil via Bolsa de Valores, fundos de investimento ou como scio de uma empresa brasileira.).
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Vamos s opes: eliminam-se as letras a, c, d, e. RESPOSTA: B Isso o que se chama de ganhar um ponto fcil, hem?? No fique acostumado com essa boa vida ela vai acabar j, j... 13 - B Pronto. Agora, comeou a mudar o estilo. Em vez de indicar a ordem em ordinais (1, 2 etc.), devemos dizer qual a ordem dos segmentos. CUIDADO, pois j vi muita gente boa e inteligente fazendo confuso. Voc dever dizer, agora, qual o primeiro segmento: A, B, C ou D. Eliminamos da primeira posio os seguintes segmentos: A Na sede da entidade,... qual a entidade? No houve meno a ela, ainda, ento no tenho como adivinhar. No posso comear o texto com esse pargrafo. B Segundo sua anlise... anlise de quem ??? Vou chamar a Me Dinah para responder isso... C A suspeita de sonegao surgiu porque... sonegao do qu? ...por parte de comerciantes e empresrios da regio,... de qual regio? Bem, s podemos iniciar pelo trecho D: A Receita Federal de Franca est apurando a sonegao de impostos praticada pelas empresas e associaes que atuam na Festa do Peo de Boiadeiro de Barretos.. Vamos s opes. Acabou a moleza, viu? Agora s podemos eliminar os segmentos das letras a, c, e. Mesmo assim, voc j tem 50% de chances de acertar (de novo!!!). No trecho B, h meno a um determinado clube Alm do clube, devem ser fiscalizados hotis, restaurantes e a empresa que vende os anncios da festa. mas que clube esse? o clube citado no trecho C O primeiro alvo dos auditores na cidade foi o clube Os Independentes, instituio responsvel pela organizao da Festa do Peo de Boiadeiro.. Logo, esse trecho C dever anteceder o trecho B. Assim, as opes seriam: D, C, B, A (no existe essa opo) ou D, C, A, B. RESPOSTA: B 14 - A Vimos que, especialmente nas questes da ESAF, podemos eliminar itens pelo fato de eles apresentarem referncias textuais. Infelizmente, isso no seria possvel nessa questo. TODOS os segmentos apresentam referncias textuais. Veja s: I - Essa situao... que situao? II ...renova-se essa proibio... que proibio? III Com tudo isso... - isso o qu? IV S mudou em 1600,... o que mudou em 1600? V - Aos estrangeiros era permitido, alm disso...- alm do qu? Como no podemos seguir aquele caminho, iremos, ento, usar outra estratgia.
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Vamos buscar, em cada trecho, uma relao com outro, estabelecendo, assim, uma ordem entre eles. Note que existe um nexo entre o que est sendo apresentado no trecho I e a informao acerca da mudana ocorrida em 1600 (IV): I - Essa situao prevaleceu ao menos durante os primeiros tempos da colnia; IV - S mudou em 1600, quando Felipe II ordenou fossem terminantemente excludos todos os estrangeiros do Brasil. Proibiu-se ento seu emprego como administradores de propriedades agrcolas, Em resposta pergunta o que mudou em 1600?, temos uma resposta, ainda que incompleta: a situao dos estrangeiros no pas. Mas que situao essa? Encontramos resposta para essa outra pergunta no trecho V Aos estrangeiros era permitido, alm disso, percorrerem as costas brasileiras na qualidade de mercadores... . Percebemos, portanto, que o trecho V deve anteceder os demais (I e IV). Alm disso, o trecho V apresenta um elemento de conexo: alm disso, que se refere ao trabalho dos estrangeiros, presente no trecho III (foi admitida aqui a livre entrada de estrangeiros que se dispusessem a vir trabalhar.). Esses dois pargrafos (III e V, nessa ordem) devem ser apresentados logo no incio do texto; depois vir o trecho I e, finalmente, o trecho IV (III - V I IV). Finalmente, como encerramento, o segmento II faz referncia a essa proibio (Vinte e sete anos mais tarde renova-se essa proibio ...), proibio presente no segmento IV ( Proibiu-se ento seu emprego como administradores de propriedades agrcolas...). Constatamos, pois, que a ordem [III, V, I, IV, II] forma um texto coeso e coerente, sendo correta a resposta (A).
15 - B Como j falamos, primeiramente, devemos eliminar da primeira posio do texto (indicao com o n 1) os segmentos que apresentam elementos de coeso textual que dependem de informaes antecedentes. So eles: 1 segmento Com o objetivo de dar fiel cumprimento quela determinao legal... 2 segmento O referido Relatrio... 3 segmento O Relatrio de Gesto Fiscal, consoante determina a supracitada Lei... 4 segmento - Determina a mesma Lei... Diante disso, conclumos que o texto s poderia comear com o 5 segmento (A Lei Complementar n. 101...). O que deveria, ento, fazer o candidato, de acordo com o enunciado? Colocar o n 1 nos parnteses que antecedem o quinto segmento. Assim, na quinta posio da enumerao, estaria o n 1. Quais so as opes que apresentam essa disposio? As letras b e c.
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Nossa, professora, voc falou TRS VEZES que era para colocar o n 1 entre parnteses!!! Eu j entendi!!!. Sim, falei e repito, porque foi nesse ponto que muitos candidatos se confundiram. Equivocadamente, em virtude da pressa ou do cansao ou at de ambos leram somente uma parte do enunciado (Numere os parnteses...) e saram numerando seqencialmente os segmentos (indicaram o n 1 para Com o objetivo de dar...; o n 2 para O referido Relatrio... e assim por diante). Aps essa providncia, indicaram a ordem de acordo com o nmero que apuseram nos parnteses. A, consideraram que o texto comearia com o trecho de n 5 (o ltimo segmento). Como conseqncia, no encontraram a ordem correta e, como forma de arranjar uma resposta, mudaram a ordem adequada ao texto, indicando uma outra ordem apresentada pela opo a ou c. CUIDADO! NO FOI ESSA A DETERMINAO DO ENUNCIADO! Vejamos o que foi solicitado: Abaixo esto os segmentos inicial e final de uma correspondncia oficial. preciso complet-la nos espaos pontilhados, ordenando os pargrafos na ordem em que devem constar no documento. Numere os parnteses, obedecendo aos princpios de coeso, coerncia e encadeamento de idias. Assinale, a seguir, a opo que reproduz a ordem correta.. Nos parnteses deve ser indicado o nmero da posio que o segmento ocupar no texto (1 = 1 pargrafo; 2 = 2 pargrafo; e assim sucessivamente). A banca exige que se numere os parnteses, obedecendo aos princpios de coeso, coerncia e encadeamento de idias. Numerar de forma sucessiva, como muitos fizeram, prejudica os aspectos textuais exigidos pelo examinador. Voltando ordenao, vimos que o quinto segmento ocuparia a posio n 1 (A Lei Complementar n. 101, de 04 de maio de 2000, que estabelece normas de finanas pblicas voltadas para a responsabilidade na gesto fiscal, exige...).. Nele, faz-se meno, pela primeira vez, ao Relatrio de Gesto Fiscal (exige ... a emisso ... do Relatrio de Gesto Fiscal ...). Na seqncia, apresentar-se-o as informaes que devem constar desse relatrio, informaes essas presentes no TERCEIRO segmento, que receber, ento, nos parnteses, o n 2, quais sejam: O Relatrio de Gesto Fiscal, consoante determina a supracitada Lei, deve conter informaes relativas despesa total com pessoal, dvida consolidada, concesso de garantias e operaes de crdito. Alm disso, a expresso supracitada lei remete Lei n 101, mencionada na introduo do texto (quinto segmento posio 1), o que confirma a ordem at ento apresentada. No terceiro pargrafo do texto (ou seja, posio n 3), deve ser apresentado o QUARTO segmento, que trata da publicao do referido relatrio (Determina a mesma Lei que o Relatrio dever ser publicado e disponibilizado ao acesso pblico...). Em seguida, vir o PRIMEIRO segmento, que, por apresentar a expresso quela determinao legal, indica que este trecho se encontra distante do primeiro pargrafo (pronome demonstrativo aquela usado em referncia anafrica). Receber, portanto, o n 4. Finalmente, vir o SEGUNDO segmento, que encerra o texto indicando o encaminhamento que deve ser dado ao relatrio (O referido Relatrio dever ser objeto de encaminhamento ao Congresso Nacional e ao Tribunal de Contas da Unio ...) e, por isso, receber o n 5. Destarte, a ordenao dos segmentos seria: [ 4 5 2 3 1 ], opo do item b.
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:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Desejo a vocs muito sucesso nessa empreitada e a plena realizao de seus projetos. Continuarei, sempre, disposio para quaisquer dvidas, crticas, elogios e convites de comemorao (rs...). Grande abrao e bons estudos, sempre.
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AULA 1 - ESTRUTURA, FORMAO E CLASSE DAS PALAVRAS Ol, pessoal Algumas questes de provas utilizam a expresso anlise morfossinttica em seus enunciados, o que leva muita gente ao desespero: Nossa, eu no estudei isso!!!. Calma, povo! Em nosso estudo de hoje, abordaremos esses conceitos e saberemos que, ao fim do curso, voc ter sido apresentado aos elementos que possibilitam essa bendita anlise. A gramtica se divide basicamente em: FONTICA, MORFOLOGIA, SINTAXE, SEMNTICA e ESTILSTICA. Fontica estuda os sons e fonemas lingsticos. Neste ponto, estudam-se, inclusive, tonicidade, classificao da palavra segundo a slaba tnica, encontros voclicos ou consonantais etc. Parte disso j foi objeto de comentrio na aula anterior. Felizmente, no precisamos nos aprofundar, pois somente os aspectos relativos ortografia costumam fazer parte dos programas de concursos pblicos. Morfologia estuda a palavra em si, quer em relao forma, quer em relao idia que ela encerra (classes das palavras, flexes, elementos mrficos, terminao, grafia). Esse o assunto da aula de hoje. Sintaxe o estudo da palavra com relao s outras que se acham na mesma orao (concordncia, regncia, colocao). Semntica estuda os sentidos das palavras (j vimos na aula anterior) e Estilstica investiga o sistema expressivo que o idioma apresenta (figuras de estilo, de linguagem etc.). Assim, a anlise morfolgica considera a palavra, sua formao, sua classe, a possibilidade de emprego, suas flexes, enquanto que a anlise sinttica trata da relao dessa palavra com as demais numa estrutura oracional. Em suma, uma anlise morfossinttica aborda todos estes aspectos a palavra em si e sua relao com as demais da orao. Viu como no nenhum bicho-de-sete-cabeas??? Na Morfologia, um dos pontos a ser estudado a estrutura das palavras, isto , as unidades que as compem. ESTRUTURA DAS PALAVRAS Recentemente, esse ponto do programa vem sendo explorado em concursos pblicos, principalmente pela Fundao Getlio Vargas. Para conhecer a estrutura das palavras, iremos dissec-las, identificando cada uma de suas pequenas partes. As palavras so constitudas de morfemas, que so unidades mnimas indivisveis da palavra (equivalem s clulas do corpo). Esses morfemas apresentam significados, que podem ser de natureza lexical (conceitos e sentidos da lngua; lxico o conjunto de palavras de uma lngua, ou seja, vocabulrio) ou de natureza gramatical (gnero, nmero, modo, tempo). Vamos a um exemplo. Na palavra CUS, podemos distinguir dois morfemas o primeiro, que carrega a significao, forma, por si, um vocbulo: cu; o segundo no tem autonomia vocabular, serve para identificar o nmero: s. Ao primeiro, d-se
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o nome de morfema lexical (significado), e, ao segundo, o nome de morfema gramatical (define o nmero). Os morfemas podem ser divididos em: - elementos bsicos e significativos: raiz, radical e tema; - elementos modificadores de significao: afixos, desinncias e vogal temtica; - elementos de ligao: vogais ou consoantes, tambm chamados de infixos. Raiz o elemento mnimo, primitivo, carregado do ncleo significativo que se conserva atravs do tempo, comum s palavras cognatas, ou seja, da mesma famlia. objeto de estudo da Etimologia, parte da gramtica que estuda a origem das palavras. A ttulo de exemplo, as palavras estar (em latim, stare) e constar (em latim, constare) possuem a mesma raiz: st. Radical o elemento comum das palavras cognatas. responsvel pelo significado bsico da palavra. Ex.: Em terra, terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre e aterrar, o radical comum a todos terr-. s vezes, pode sofrer alteraes. Ex.: dormir, durmo; querer, quis As palavras que possuem mais de um radical so chamadas de compostas. Ex.: passatempo Ao radical, juntam-se os demais elementos, como desinncias, sufixos, prefixos, infixos, vogais temticas, de forma a compor novas palavras. Nos verbos, o radical o que resta aps eliminar a terminao AR, ER, IR: CANTAR = radical CANT BEBER = radical BEB PARTIR = radical PART A partir da mesma raiz, formam-se vrios vocbulos: so cognatos os vocbulos corao, cardaco, cordial, cardiologista. Uma curiosidade: a expresso de cor, usada em saber de cor, tambm cognata de corao. Isso porque os antigos consideravam o corao como sede no s da sensibilidade (amor), mas tambm da inteligncia. Ento saber de cor liga-se idia de saber de corao. Vamos ver alguns exemplos da formao das palavras cognatas. Ao radical CARDI (do grego kardia = corao) podem ligar-se: a) O (vogal de ligao) + LOG (logos = tratado) + IA (sufixo) = CARDIOLOGIA b) O (vogal de ligao) + PAT (path a raiz de pscho = sofrer) + IA = CARDIOPATIA Afixos
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So partculas que se anexam ao radical para formar outras palavras. Existem dois tipos de afixos: Prefixos: colocados antes do radical. Ex.: desleal, ilegal Sufixos: colocados depois do radical. Ex: felizmente, igualdade, confeitaria Infixos Os infixos, tambm chamados de vogais ou consoantes de ligao, no so significativos e, por isso, no so considerados morfemas. Entram na formao das palavras para facilitar a pronncia. Ex.: caf (radical) + T + eira (sufixo) = cafeteira capim(radical) + Z + al (sufixo) =capinzal rod (radical) + O + via (radical) = rodovia Vogal Temtica Vogal Temtica (VT) se junta ao radical para receber outros elementos. Pode existir vogal temtica tanto em verbos quanto em nomes. Ex.: beber, rosa, sala. Nos nomes, as vogais temticas podem ser a, e, o. Nos verbos, tambm so trs as vogais temticas a, e, i e estas indicam a conjugao a que pertencem os verbos (1, 2 ou 3 conjugao, respectivamente). Ex.: partir (PART + I + R) - verbo de 3 conjugao sonhando (SONH + A + NDO) verbo de [Link] Eu disse pode existir porque nem todas as palavras possuem vogal temtica. H formas verbais e nomes sem vogal temtica. Isso pode ocorrer nos nomes terminados em consoante (rapaz, fcil) ou em vogal tnica (saci, f) casos em que o radical se confunde com o tema (resultado da unio do radical com a vogal temtica), ou em algumas conjugaes verbais. Em resumo, se um nome terminar por outra letra que no o a, e ou o, chamado de atemtico (sem tema). CUIDADO: no confunda vogal temtica com desinncia, que marca a flexo da palavra. Em palavras que no se flexionam em gnero, esse a, e ou o finais so o tema, e a desinncia de gnero indicada pelo smbolo : radical sala pinto livros estudantes sal pint livr estudant VT a o o e s s desinncia gnero desinncia nmero
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Quando o nome se flexiona, o a ser desinncia de gnero (feminino) e o, a desinncia no masculino. Esse o posicionamento de Celso Cunha e Lindley Cintra, em sua obra Nova Gramtica do Portugus Contemporneo.
radical aluno bela algumas menino meninas alun bel algum menin menin
desinncia gnero o a a o a
desinncia nmero
s s
OBSERVAO: Outros autores apontam como a indicao do gnero masculino, considerando que o morfema o seria a vogal temtica (menino = radical: menin + VT: o). Em nosso material, adotamos o posicionamento de Cunha e Cintra, por ser majoritrio. Acredito serem remotas as chances dessa classificao ser objeto de prova, mas, de qualquer forma, fica registrada a ressalva. Lembramos mais uma vez que algumas formas verbais podem no apresentar vogal temtica. Por exemplo: eu mato ([Link] do singular do presente do indicativo do verbo matar) mat o radical e o uma desinncia. Tema a unio do radical com a vogal temtica. Ex.: cantaremos = cant (radical) + a (VT) = canta (tema) mala = mal (radical) + a (VT) = mala Desinncias So morfemas colocados no fim das palavras para indicar flexes verbais ou nominais. Podem ser: 1) Nominais: indicam gnero (feminino ou masculino) e nmero (singular ou plural) dos nomes (substantivos, adjetivos, alguns pronomes e numerais). masculino.............. feminino................ singular................. plural.................... o a (ausncia de desinncia) s
GNERO NMERO
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2) Verbais: existem dois tipos de desinncias verbais: desinncia modo-temporal (DMT) e desinncia nmero-pessoal (DNP). Seus nomes j dizem tudo, no ? DMT indica o modo e o tempo (presente do indicativo, pretrito imperfeito do subjuntivo) DNP indica o nmero e pessoa ([Link] do singular, [Link] do plural) 2.1) Verbo-nominais (VN): indica as formas nominais dos verbos (infinitivo, gerndio e particpio). Ex.: beber, correndo, partido Exemplos TEMPO/MODO/ FORMA NOMINAL CANTAVA CANTVAMOS COMPRARAMOS COMPRANDO COMPRAS AMASSE AMSSEMOS [Link] [Link] [Link] Indic. Gerndio Presente Indicativo [Link]. [Link]. TEMA RADICAL CANT CANT COMPR COMPR COMPR AM AM VT A A A A A A SSE SSE MOS S DMT VA VA RA MOS MOS NDO DNP VN
PROCESSOS DE FORMAO DE PALAVRAS J conhecemos as partes das palavras - morfemas. Agora, veremos a maneira como os morfemas se organizam para formar novas palavras. PRIMITIVA Carne DERIVADA Encarnar Desencarnar Desencarnado Carnvoro
Os principais processos de formao so: Derivao, Composio, Hibridismo, Onomatopia, Sigla e Abreviao. Os principais so os dois primeiros. 1. Derivao Processo de formar palavras no qual a nova palavra derivada de outra chamada de primitiva. Os processos de derivao so:
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Derivao Prefixal A derivao prefixal um processo de formar palavras no qual um prefixo ou mais so acrescentados palavra primitiva. Ex.: pr (primitiva) / compor (prefixo + primitiva) / recompor (dois prefixos + primitiva) Derivao Sufixal A derivao sufixal um processo de formar palavras no qual um sufixo ou mais so acrescentados palavra primitiva. Ex.: real (primitiva) / realmente (primitiva + sufixo) Derivao Prefixal e Sufixal A derivao prefixal e sufixal existe quando um prefixo e um sufixo so acrescentados palavra primitiva de forma independente, ou seja, sem a presena de um dos afixos a palavra continua tendo significado. Ex.: deslealmente (prefixo: des + sufixo: -mente) - tambm existem os vocbulos: desleal / lealmente Alguns autores, todavia, no aceitam essa classificao. Julgam que houve, primeirament, um dos processos para, ento, ocorrer o outro. Por exemplo: graa desgraa (prefixao) desgraado (sufixao) Derivao Parassinttica A derivao parassinttica ocorre quando um prefixo e um sufixo so simultaneamente acrescentados palavra primitiva de forma dependente, ou seja, os dois afixos no podem se separar, devem ser usados ao mesmo tempo, pois sem um deles a palavra no se reveste de nenhum significado. Ex.: anoitecer (prefixo: a + sufixo: -ecer) - no existem anoite nem noitecer. desperdiar (prefixo: des + sufixo: -iar) no existem desperd(a) nem perdiar. engordar (prefixo: en + sufixo: -ar) no existem engord(a) nem gordar. Maria Nazar Laroca, no Manual de Morfologia do Portugus, observa que h uma grande produtividade deste processo de formao das palavras, sobretudo, com bases substantivas: PREFIXO EN" + en + en + en + Derivao Regressiva SUBSTANTIVO caderno terra cabea + SUFIXO AR + ar + ar + ar DERIVADA encadernar enterrar encabear
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Normalmente, as palavras derivadas so maiores que as primitivas. No processo de derivao regressiva ocorre o inverso a derivada menor que a primitiva. Ocorre perda vocabular. SARAMPO SARAMPO
Chama-se deverbal quando, a partir desse processo, um verbo (geralmente indicativo de ao) d origem a um substantivo abstrato. COMPRAR COMPRA VENDER VENDA ATACAR ATAQUE Derivao Imprpria A derivao imprpria, tambm intitulada de mudana de classe ou converso, ocorre quando palavra comumente usada como pertencente a uma classe usada na funo de outra, mantendo inalterada sua forma. A cerveja que desce redondo. (originalmente adjetivo, usado como advrbio). Comcio monstro (substantivo usado como adjetivo) SACAR SAQUE COMBATER COMBATE CASTIGAR CASTIGO
2. Composio Consiste na criao de uma nova palavra a partir da juno de dois ou mais radicais (palavra composta). Pode ocorrer de duas formas: - aglutinao - ocorre alterao na forma ou na acentuao dos radicais originrios. fidalgo (filho + de +algo) aguardente (gua + ardente) embora (em + boa + hora) pernalta (perna + alta)
- justaposio seu prprio nome j indica o processo. Os radicais so mantidos da forma original, podendo ser ligados diretamente ou por hfen. beija-flor malmequer bem-me-quer segunda-feira
Curiosidade: algumas palavras que, em portugus, apresentam forma simples, em sua origem eram compostas: aleluia provm do hebraico hallelu Yah (= louvai ao Senhor); oxal deriva do rabe wa as llh (= e queira Deus). (Fonte: Cunha, C. e Cintra, L., [Link]., p.108) 3. Hibridismo Consiste na formao de palavras pela juno de radicais de lnguas diferentes auto/mvel (grego + latim) 4. Onomatopia bio/dana (grego + portugus)
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Consiste na formao de palavras pela imitao de sons e rudos. pingue-pongue 5. Sigla Consiste na reduo de nomes ou expresses empregando a primeira letra ou slaba de cada palavra. UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica Uma vez vulgarizada, a sigla passa a ser considerada como primitiva, podendo formar derivadas: deputados petistas (PT), empregados celetistas (regidos pela CLT), pacientes aidticos (portadores de AIDS). 6. Abreviao ou reduo Consiste na reduo de parte de palavras com objetivo de simplificao. moto (motocicleta) gel (gelatina) cine (cinema) extra (extraordinria). bu miau tiquetaque zunzum
CLASSES GRAMATICAIS A Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) enumera em dez as classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral, verbo, advrbio, preposio, conjuno e interjeio. Tomamos a liberdade de incluir mais uma, apresentada sem denominao na NGB, mas reconhecida por gramticos consagrados: palavras denotativas. Para fins didticos, separamo-las em duas categorias: variveis e invariveis: CLASSES DE PALAVRAS VARIVEIS Substantivo Adjetivo Artigo Pronome Numeral Verbo Cada uma delas ser analisada isoladamente. INVARIVEIS Advrbio Palavra Denotativa Preposio Conjuno Interjeio
1. SUBSTANTIVO Palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral. Primitivos Do origem a outras palavras. Ex.: terra, casa Derivados So criados a partir de outras palavras. Ex.: terreiro, aterrar; casebre, casinha
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Simples Formados por apenas um radical. Ex.: cabra, tempo Comuns Designao genrica, referente qualquer ser de uma espcie. Ex.: rua, praa, mulher Obs. Os dias da semana, como os meses do ano ou as estaes do ano, no so nomes prprios designam fraes do tempo. Concretos Nomeiam objetos, lugares, pessoas, animais, ou seja, coisas que tm subsistncia prpria. Entram nessa espcie os fictcios e coisas hipoteticamente existentes. Ex.: Carmem, mesa, urso, fada, Jpiter, mula-sem-cabea Coletivos a
Compostos Formados por mais de um radical. Ex.: cabra-cega, passatempo Prprios Um ser especfico da espcie. Ex.: rua Rio de Janeiro, praa Duque de Caxias, Isabela
Abstratos Nomeiam aes, estados, sentimentos, qualidades, noes, ou seja, coisas que s existem em funo de outras. Ex.:alegria, tristeza, realizao, modo, viagem, colheita, delicadeza, rispidez.
Os substantivos coletivos transmitem a noo de plural, embora sejam grafados no singular. Nomeiam um agrupamento de seres da mesma espcie. Ex.: matilha, multido, rebanho, freguesia. 1.1) Flexo em nmero Como vimos, os substantivos so palavras variveis, alterando-se em funo do nmero e do gnero. a) Formao do plural nos substantivos simples - Regra geral: o plural formado pelo acrscimo da desinncia -s. mapa mapas degrau degraus
- Substantivos terminados em -o: a regra a forma plural -es, mas tambm h casos em que formam -es ou -os. Todos os paroxtonos e alguns oxtonos terminados em o formam o plural os.
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questo questes irmo irmos capito capites rfo rfos
Alguns substantivos apresentam mais de uma forma: ano anes, anos aldeo aldeos, aldees, aldees
charlato charlates, charlates; etc. - Substantivos terminados em -r, -z: acrscimo de -es. bar bares raiz razes vez vezes jnior juniores
gravidez gravidezes
(estranhou, por qu? Significa mais de uma gestao)
- Substantivos terminados em -s: acrscimo de -es quando forem oxtonos; invariveis quando no forem oxtonos. pas pases lpis lpis nibus nibus
- Substantivos terminados em -l: substitui-se o -l por is; em alguns poucos casos, acrescenta o es. anel anis lcool lcoois mal males cnsul cnsules
- Substantivos diminutivos: segundo a norma culta, o plural de diminutivos obedece seguinte regra: do vocbulo original no plural, retirada a letra s, que ir para o fim da palavra, aps o sufixo que indica essa flexo em grau. faris faroizinhos bares barezinhos flores florezinhas
b) Formao do plural nos substantivos compostos A flexo de nmero dos substantivos compostos segue o quadro abaixo: Condio Substantivo composto sem hfen Palavras repetidas ou onomatopias Verbo ou palavra invarivel + substantivo ou adjetivo Dois substantivos ou substantivo + adjetivo (qualquer ordem) Varia o .... elemento 1. ltimo todos nenhum Exemplos pontaps, planaltos, aguardentes, vaivns tico-ticos, reco-recos sempre-vivas, vaga-lumes, pra-quedistas, abaixo-assinados guarda-roupas (idia de guardar)
X X
X
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guardas-noturnos, couves-flores, secretriosexecutivos
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Substantivos compostos ligados por preposio Verbo + advrbio Verbos antnimos Dois substantivos, quando o 2. indicar finalidade ou semelhana, limitando o sentido do 1 (flexo predominante). Modernamente, j se aceita a flexo dos dois elementos.
X X X
Ps-de-moleque, copos-de-leite, mulas-sem-cabea Os fala-mansa Os leva-e-traz
(X)
Pombos-correio(s), carros-bomba(s), salrios-famlia(s), navios-escola(s), peixes-boi(s)
1.2) Flexo em gnero Quanto ao gnero, os substantivos podem ser: a) Biformes: possuem duas formas, uma para o feminino e outra para o masculino. Pombo pomba prncipe princesa ator atriz pastor - pastora
b) Uniformes: possuem apenas uma forma para os dois gneros. Os substantivos uniformes se subdividem em: Epicenos: uma s forma para os dois gneros, a distino feita pelas palavras macho e fmea. a mosca a baleia o besouro a cobra o crocodilo (macho / fmea)
Comuns de dois gneros: uma s forma para os dois gneros, a distino feita pelo determinante (artigo, pronome, adjetivo...). a pianista / o pianista belo colega/ bela colega o intrprete / a interprete
Sobrecomuns: uma s forma para os dois gneros, no possvel fazer a distino pelos determinantes. A distino pode ser feita pela expresso: do sexo masculino/ do sexo feminino. a pessoa a criana o cnjuge a testemunha o dolo (no tem feminino)
* O gnero de alguns substantivos podem causar dvida: a alface o champanha o d (tanto compaixo como a nota musical)
E personagem, afinal? masculino ou feminino? Modernamente, esse um dos casos de comum de dois, ou seja, aceita o artigo feminino ou masculino: o/a personagem. * Certos substantivos, ao mudar de gnero, mudam tambm de significado: A cabea / o cabea o caixa / a caixa o moral (auto-estima)/ a moral (tica)
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Para distrair: No filme Carandiru, em sua participao especial, Rita Caddilac (lembra-se da figura?) cantava uma msica cujo refro era : bom para o moral / bom para o moral.... Pelo menos, acertou no gnero... rs....
O mesmo acontece em relao ao nmero de alguns: Fria (renda) x frias (dias de descanso, mesmo que seja s um) Bem (benefcio) x bens (riquezas, propriedades) Haver (verbo) x haveres (riquezas, bens) Cuidado com esses: culo (uma espcie de luneta instrumento que permite boa visibilidade distncia) x culos (lentes encaixadas em uma armao) J ouvi muita gente boa falando perdi o meu culos...ui!! Nesse sentido, sempre plural Perdi os meus culos. Outros so empregados apenas no plural: psames npcias vveres alvssaras (prmio ou recompensa)
1.3) Flexo em Grau a possibilidade de indicar o tamanho do ser que nomeia. Os substantivos podem estar em trs graus: normal , aumentativo e diminutivo. As variaes de grau podem ser feitas de duas formas: Analtica: acrscimo de um adjetivo: casa pequena/grande, p pequeno/grande Sinttica: acrscimo de um sufixo: casinha, casebre, pezinho, pezo
2. ADJETIVO Palavra varivel modificadora de substantivo ou palavra substantivada, exprimindo qualidade, estado ou propriedade. Pode tambm atribuir uma relao, como tempo (recebimento mensal), provenincia (vinho chileno) etc. A esses d-se o nome de adjetivos relacionais. Locuo adjetiva uma expresso que equivale a um adjetivo. Geralmente constituda de preposio e substantivo ou preposio e advrbio. mesa de madeira casa da frente
Cuidado! S podemos analisar e classificar os vocbulos a partir do contexto. Por exemplo, domstica, a princpio, seria um adjetivo. Contudo, em As domsticas no tm muitos de seus direitos reconhecidos, essa palavra um substantivo. Alis, muito estreita a relao entre o substantivo e o adjetivo. Muitas vezes, a posio desses elementos na orao implica alterao de sua morfologia.
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Por exemplo: negro jogador / jogador negro no primeiro, negro um substantivo e sua qualidade jogador (assim como em negro pintor ou negro lutador). Isso se inverte no segundo exemplo, em que negro uma caracterstica do jogador. A palavra-ncleo o substantivo, e o adjetivo o caracteriza. Essa possibilidade de alterao morfolgica e/ou semntica dos adjetivos, em funo de sua colocao na frase vem sendo objeto de questes dos mais recentes concursos pblicos. Como o adjetivo concorda sempre com o substantivo, sofrer as mesmas flexes que ele: gnero, nmero e grau. 2.1) Flexo de Gnero Os adjetivos podem ser: a) Biformes- possuem duas formas, uma para indicar cada gnero. Que garoto bonito! Que garota bonita! b) Uniformes - possuem apenas uma forma para indicar os dois gneros (feminino e masculino). Muitos deles terminam em ar/or (exemplar, maior), z (audaz, feliz), os paroxtonos terminados em s (simples), l (fcil, infiel), m (comum, virgem) etc. aluno ou aluna: inteligente, capaz, simples, amvel, mpar, ruim
CURIOSIDADE: Alguns adjetivos terminados em u, s e or no se flexionam em gnero. a mulher hindu a menina corts a remessa anterior a pior deciso
Nos adjetivos compostos, somente o gnero do ltimo elemento varia. interveno mdico-cirrgica sandlia azul-clara literatura latino-americana
Uma caracterstica em relao aos adjetivos ptrios: o menor inicia a locuo. acordo nipo-itlico 2.2) Flexo de Nmero Os adjetivos simples seguem as mesmas regras dos substantivos simples para flexionarem em nmero. til teis feroz ferozes mercadoria sino-japonesa
Adjetivo composto formado por dois adjetivos: s o segundo elemento varia. sapato marrom-escuro sapatos marrom-escuros camisa azul-clara camisas azul-claras Exceo: azul-marinho e azul-celeste todos os elementos so adjetivos, mas esses adjetivos no se flexionam. camisas azul-marinho / azul-celeste. OBS: No adjetivo composto surdo-mudo, variam os dois elementos:
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surdos-mudos / surda-muda Em relao a esse ponto, veja a assertiva INCORRETA presente em uma questo de prova da ESAF (AFC 2002): O plural do adjetivo composto poltico-institucional se faz adicionando a desinncia de plural aos dois elementos.. falsa essa afirmao, pois, como vimos, nesse caso, varia apenas o ltimo elemento: poltico-institucionais. Adjetivo composto formado por um adjetivo e um substantivo: permanecer invarivel. Uniformes verde-oliva sofs marrom-caf.
Isso tambm acontece em adjetivos simples indicativos de cores que derivam de substantivos. Vestidos cinza bons laranja carros prata anis turquesa
Luiz Antnio Sacconi (em Gramtica Bsica) destaca que o adjetivo infravermelho varivel (raios infravermelhos), enquanto que ultravioleta invarivel (raios ultravioleta). 2.3) Flexo de Grau A flexo de grau corresponde variao em intensidade da qualidade expressa pelo adjetivo. a) Grau comparativo Indica que um ser possui uma qualidade igual, inferior ou superior a outro. Este co to feroz quanto aquele. Este co menos feroz que aquele. Este co mais feroz que aquele. Tambm, em relao ao mesmo ser, pode determinar se uma qualidade que ele possua igual, inferior ou superior a outra. Ele to inteligente quanto bonito. Ele mais inteligente que bonito. Ele menos inteligente que bonito. b) Grau superlativo Absoluto o ser apresenta elevado grau em certa qualidade Sinttico expresso em uma s palavra. Ex.: Este co ferocssimo. Analtico formado com mais de uma palavra, normalmente um advrbio (muito, bastante, imensamente) . Ex.: Este co muito feroz. Relativo o ser se sobressai em relao aos demais seres que possuem a mesma qualidade. Superioridade. Ex.: Este co o mais feroz do bairro.
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Inferioridade. Ex.: Este co o menos feroz do bairro Alguns adjetivos possuem formas especiais para o comparativo e o superlativo sintticos. Observe: Adjetivo bom mau grande pequeno Comparativo melhor pior maior menor Superlativo absoluto timo pssimo mximo mnimo relativo o melhor o pior o maior o menor
Quando se comparam duas qualidades, a proximidade dos adjetivos bom, mau, grande e pequeno com mais ou menos no os transforma em melhor, pior, menor ou maior. Ele mais bom do que bonito. Ele mais pequeno que gordo.
3. ARTIGO Classe varivel que define ou indefine um substantivo. Gosto de brincar dizendo que o artigo igual a arroz s serve para acompanhar. Nunca vem isolado ou longe de um substantivo. Pertencem classe de palavras variveis, flexionando-se em gnero e nmero. Podem ser: Definidos: o/a, os/as Indefinidos : um/uma, uns/umas Servem para: - substantivar uma palavra que geralmente usada como pertencente a outra classe. cala verde (adjetivo) / o verde (substantivo) da camisa no quero (advrbio) / Deu um no (substantivo) como resposta. - evidenciar o gnero do substantivo comum-de-dois. o colega / a colega o personagem / a personagem o pianista / a pianista
4. PRONOME a palavra que acompanha (determina) ou substitui um nome. Ana disse para sua irm:
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- Eu preciso do meu livro de matemtica. Voc no o encontrou? Ele estava aqui em cima da mesa. 1. sua acompanha irm e se refere a Ana; 2. eu substitui "Ana"; 3. meu acompanha "livro de matemtica"; 4. o substitui " livro de matemtica"; 5. ele substitui " livro de matemtica" Assim, os pronomes podem ser: ADJETIVOS acompanham o nome, determinando-o exemplos 1 e 3; SUBSTANTIVOS substituem o nome exemplos 2, 4 e 5. Os pronomes tambm identificam as trs pessoas do discurso: - primeira pessoa: a que fala; - segunda pessoa: com quem se fala; - terceira pessoa: de quem se fala. CLASSIFICAO DOS PRONOMES Os pronomes classificam-se em: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. Como o assunto muito extenso, por ora apresentamos somente alguns conceitos, deixando para a aula especfica o aprofundamento do assunto.
5. NUMERAL Classe que expressa quantidade exata, ordem de sucesso, organizao. Os numerais podem ser: 5.1) Cardinais Indicam uma quantidade exata. Ambos, que substitui o cardinal os dois, numeral e se flexiona em gnero. Os cardinais um, dois e as centenas a partir de duzentos tambm variam em gnero (uma, duas, trezentas). J outros cardinais, inclusive o mil, so invariveis. 5.2) Ordinais Indicam uma posio exata e variam em gnero e nmero segundo 5.3) Multiplicativos So invariveis quando apresentam valor substantivo. dcimo primeiras
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Ele tem o dobro da idade de sua mulher. Empregados com valor adjetivo, flexionam-se em nmero e gnero. 5.4) Fracionrios Concordam com os cardinais que indicam o nmero das partes. um quarto INFORMAES IMPORTANTES: - Milho, bilho (ou bilio), trilho comportam-se como substantivos e variam em nmero. - Milhar pode ser precedido por um artigo de gnero masculino: os milhares de crianas que estiveram aqui.... dois dcimos metade
6. VERBO Conceito Palavra varivel (pessoa, tempo, nmero e modo) que exprime uma ao, um estado, um fenmeno. Sua importncia no estudo da gramtica to grande que teremos uma aula dedicada exclusivamente a ele. Passemos, agora, para as classes invariveis.
7. ADVRBIO Classe invarivel que expressa circunstncias. Os advrbios se ligam a verbos, adjetivos, outros advrbios ou at mesmo a oraes ou enunciaes inteiras. Ele corre tanto. Aquele piloto dirige muito mal. Ana Hickman to alta! Infelizmente, no poderei comparecer.
Tal como foi demonstrado, o problema grave. So algumas circunstncias expressas pelos advrbios: Tempo (sempre, amanh...) Lugar (aqui, ali...) Modo (amavelmente, rapidamente...) Intensidade (to, muito...) Uma caracterstica dos advrbios chamados nominais que eles podem se formar a partir da forma feminina dos adjetivos (quando a possuem) com o acrscimo de mente: Afirmao (sim, realmente...) Negao (nem, no...) Dvida (provavelmente, talvez...)
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rapidamente provisoriamente corretamente precariamente adequadamente certamente
Na enumerao de vrios advrbios nominais em seqncia, pode-se omitir o sufixo mente, mantendo apenas o do ltimo vocbulo. Sua repetio causaria o indesejvel efeito de eco: Ela danava linda, leve, encantadora e brilhantemente. Locuo adverbial - Duas ou mais palavras com valor de advrbio. Rubens estava morrendo de medo. ([Link] expressa a circunstncia de causa) A bela mulher apareceu na porta. ([Link] expressa a circunstncia de lugar) As locues adverbiais mais comuns so: com certeza, sem dvida, de longe, de perto, s vezes etc. Sobre o emprego dos advrbios bem e mal, acompanhados de bem e antes de adjetivos particpios, j falamos na aula zero. Prefere-se a no-juno: um dos jogadores mais bem pagos do mundo. No h necessidade (nem condio) de decorar listas de advrbios ou locues adverbiais. Voc ir identificar a classe gramatical a partir da relao que a palavra estabelece com as demais. Veja: a palavra meio pode ser advrbio, mas nem sempre o ser. Vamos aos exemplos: 1 - "Estava meio atrasada." 2 - "Resolvi dar meia volta." 3 - "O meio universitrio era favorvel para a disseminao daquelas idias." Voc notou que no exemplo 1, mesmo ao lado de um adjetivo feminino, o vocbulo permaneceu inalterado? Isso comprova que essa palavra um advrbio invarivel e modifica um adjetivo. J a segunda forma se flexionou em gnero, concordando com a palavra volta um numeral, classe de palavra varivel. No exemplo 3, o vocbulo est acompanhado de um artigo, o que o classifica como um substantivo. Tambm poderia se flexionar: Os meios acadmicos.... Tambm merecem destaque os advrbios interrogativos: onde, aonde, donde, como, que fazem parte de oraes interrogativas e no devem ser confundidos com os pronomes relativos homgrafos. Estes possuem antecedentes aos quais se referem, enquanto que os advrbios interrogativos so independentes e se referem a circunstncias como tempo, modo, causa ou lugar. Podem estar em construo interrogativa direta ou indireta. No sei como voc agenta esse homem! Aonde voc vai? (o verbo ir exige a preposio a, que a ele se liga: a + onde)
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Quero saber onde voc vai almoar. (quando o verbo exigir a preposio em, basta o onde.) Donde voc veio? (o verbo vir exige a preposio de, que se liga ao advrbio: de + onde)
8. PALAVRAS DENOTATIVAS Na lngua portuguesa, h algumas palavras e locues no definidas pela N.G.B. em qualquer das classes de palavras. So as palavras denotativas, que apresentam certa semelhana com os advrbios mas que, devido a algumas caractersticas peculiares, com eles no se confundem. A principal caracterstica que as distinguem dos advrbios o fato de estes se referirem a certos vocbulos (verbos, adjetivos, advrbios), enquanto que as palavras denotativas podem se referir a qualquer vocbulo ou at mesmo a nenhum diretamente. As palavras ou expresses denotativas mais comuns so: - de excluso exceto, salvo, apenas etc. Todos, menos Lula, sabiam do mensalo. - de incluso at, inclusive, mesmo, tambm etc. At Deus duvida disso! - de explicao isto , ou melhor, ainda, por exemplo, a saber etc. Este ato arbitrrio, ou seja, no respeita leis ou regras. - de retificao isto , ou melhor (a diferena entre esta e a anterior depende do contexto). Eu preciso de dois laudos, ou melhor, de trs. - de realce que, l, s, c, mas etc. Ele l sabe alguma coisa sobre isso? - de designao eis. Eis o vencedor da competio. - de situao ento, mas, afinal etc. Mas, afinal, o que voc queria?
9. PREPOSIO Classe invarivel que liga termos de uma orao de tal modo que o significado do primeiro (antecedente termo regente) explicado ou delimitado pelo segundo (conseqente - termo regido). Ex.: O professor gosta de trabalhos noturnos. No h necessidade de trabalharmos noite.
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So exemplos das preposies simples mais comuns, chamadas de essenciais: a, ante, aps, at, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem sob, sobre, trs Algumas palavras, cujo sentido original de outra classe gramatical, podem ser usadas como preposies so chamadas de preposies acidentais. Eu a considero como uma irm. Voc ter que fazer a prova amanh.
As locues prepositivas se caracterizam por apresentar, como ltimo vocbulo, uma preposio essencial: Abaixo de apesar de graas a por entre junto a embaixo de
10. CONJUNO Classe invarivel que liga oraes, s vezes, liga termos coordenados de uma orao. Ex.: Os pais viajaram e estudaram. (liga oraes) Os pais viajaram para Orlando e Paris. (liga termos dentro de uma orao) As conjunes podem ser: Coordenadas relacionam elementos de mesma funo gramatical. Subordinadas ligam duas oraes, sendo que uma complementa, determina ou restringe o sentido de outra. Locuo conjuntiva Formada por mais de um vocbulo, sendo que, normalmente, o ltimo uma conjuno. j que se bem que a fim de que
11. INTERJEIO Classe invarivel que expressa emoes, sensaes, sentimentos ou representa um chamamento. alvio (Ufa!) dor (Ai!) espanto (Qu!) medo (Credo!)
satisfao (Viva!)
chamamento (Oxal!)
saudao (Alvssaras!)
Locuo interjeitiva o conjunto de duas ou mais palavras com valor de interjeio. Que horror! Queira Deus! Ai de mim!
Na escrita, a interjeio vem acompanhada do sinal de exclamao, com exceo do de apelo ( menino, no faa isso), que no deve ser confundido com Oh, de admirao.
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Sobre Vivam os campees!, nosso mestre Evanildo Bechara observa, em seu Lies de Portugus pela Anlise Sinttica, que o emprego quase interjeitivo da orao e a proximidade com a interjeio (invarivel, portanto) Salve os campees! levam forma Viva os campees!, com evidente erro de concordncia. Contudo, ressalta o mestre: Apesar de correr vitoriosa na linguagem coloquial, esta concordncia no singular deve ser cuidadosamente evitada na lngua padro. ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: Algumas dessas classes gramaticais merecero destaque em nossos encontros. Por ora, vamos resolver algumas questes de prova para fixar todos esses conceitos. Abraos e at a prxima. QUESTES DE FIXAO 1 - (FGV / Ministrio da Cultura /2006) Assinale a alternativa que no apresente a classificao correta de um dos elementos mrficos do vocbulo deixasse (A) deix- = radical (B) -e = desinncia nmero-pessoal (C) -a = vogal temtica verbal (D) deixa = tema (E) -sse = desinncia modo-temporal 2 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006) Assinale a alternativa em que um dos elementos mrficos da palavra contribuiu (L.65) no esteja corretamente analisado. (A) contribuiu = prefixo (B) contribuiu = raiz (C) contribuiu = desinncia modo-temporal (D) contribuiu = tema (E) contribuiu = vogal temtica 3 -(CESGRANRIO / INSPETOR DE POLCIA / 2001) Inmeros, ilcita, impropriedade tm em comum: a) o prefixo negativo; b) a classe gramatical; c) o gnero; d) o nmero; e) a forma grfica.
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4 - (FUNDEC / TRT [Link] / 2003) Os prefixos das palavras entressafra (linha 15) e internacional so sinnimos. Idntica relao semntica pode ser depreendida entre os prefixos das palavras: A) anti-higinico e suboficial; B) co-redator e contra-regra; C) arquiinimigo e hiper-humano; D) vice-diretor e sobreloja; E) ante-histrico e recm-chegado. 5 - (FGV / ALESP / 2002) Assinale a alternativa em que todas as palavras tm prefixo indicativo de negao: A. imoral - imprudente. B. imoral - deslocar. C. aderente - amoral. D. aderente - subterrneo. 6 - (FGV / Ministrio da Cultura /2006) Assinale a alternativa em que o prefixo tenha o mesmo sentido que o de imigrantes. (A) imberbe (B) imergir (C) incru (D) inquo (E) invlido 7 - (FGV / ICMS MS /2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pelo mesmo processo que entrevejo. (A) joalheria (B) serenidade (C) decodifica (D) acompanhando (E) perfumadas 8 - (FGV / ALESP / 2002) Assinale a alternativa que apresenta um prefixo indicando posio superior: A. Transatlntico. B. Permetro.
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C. Epiderme. D. Sublocar. 9 - (FGV / BESC ADVOGADO/ 2004) Assinale a alternativa em que o vocbulo NO seja formado pelo mesmo processo que "crescimento" (A) financeiro (B) rentabilidade (C) falta (D) prancheta (E) executveis 10 - (FUNDEC / PRODERJ / 2002) Os prefixos das palavras supercomputador e contra-informao so sinnimos, respectivamente, dos prefixos das palavras: A) hiperinflao e megainvestidor; B) politraumatizado e desnecessrio; C) ultraleve e hemisfrio; D) alm-fronteira e endotrmico; E) arquimilionrio e antiinflacionrio. 11 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judicirio / 2001) O vocbulo perdo, presente no texto, tem como plural perdes; o item abaixo em que todos os vocbulos podem fazer o plural do mesmo modo : a) cidado, vulco, capelo; b) escrivo, aldeo, razo; c) capelo, situao, alazo; d) corrimo, cidado, escrivo; e) vulco, aldeo, alazo. 12 - (NCE UFRJ / Corregedoria Geral da Justia RJ ) Hibernao est para inverno, considerados os vrios aspectos de sua formao, como: (A) crescimento est para crescer; (B) diminuio est para diminuir; (C) mensal est para ms; (D) liberdade est para livre; (E) animao est para alma.
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13 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL/ 2006) A alternativa que mostra inadequao entre cognatos : (A) terra / aterrorizar; (B) lei / legalizar; (C) acordo / acordar; (D) temor / atemorizar; (E) homem / humanizar. 14 - (NCE UFRJ / CVM / 2005) A relao ERRADA entre verbo e substantivo : (A) ceder / cesso; (B) estender / extenso; (C) exceder / exceo; (D) ascender / ascenso; (E) pretender / pretenso. 15 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005) Agrrio se refere a campo; o vocbulo abaixo em que esse radical tem significado diferente : (A) agricultor; (B) agridoce; (C) agrimensor; (D) agreste; (E) agrcola. 16 - (FGV / ICMS MS TTI / 2006) Assinale a alternativa em que o prefixo tenha valor distinto do de incompetentes. (A) irrespondvel (B) agnsticos (C) ateus (D) incorrer (E) inafianvel 17 - (FGV / ICMS MS Fiscal de Rendas / 2006) Assinale a alternativa em que a palavra tenha sido formada pelo mesmo processo que acompanhamos.
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(A) rapidssimos (B) encanada (C) utilizamos (D) represso (E) intermedirias 18 - (CESGRANRIO / BNDES ADVOGADO / 2004) No ttulo do artigo A tal da demanda social, a classe de palavra de tal : (A) pronome. (B) adjetivo. (C) advrbio. (D) substantivo. (E) preposio. 19 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006) Tal como est organizada, a sociedade gira em torno do mercado, de acordo com um sistema que alguns chamam de "economia de mercado", e outros, de "capitalismo". At hoje, no surgiu nenhum sistema to capaz de fazer crescer a economia. As experincias feitas em nome do socialismo no manifestaram fora prpria suficiente para competir, no plano do crescimento econmico, com o capitalismo. A palavra Tal classifica-se como: (A) adjetivo. (B) advrbio. (C) conjuno. (D) pronome demonstrativo. (E) pronome relativo. 20 - (CESGRANRIO / MPE RO / 2005) Dentre os plurais dos nomes compostos, o nico flexionado de modo adequado : (A) guarda-chuvas. (B) olhos azuis-turquezas. (C) escolas-modelos. (D) surdo-mudos. (E) pores-dos-sis. 21 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005) matrias-primas faz plural da mesma forma que:
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(A) porta-voz; (B) guarda-comida; (C) bem-te-vi; (D) aluno-mestre; (E) pisca-pisca. 22 - (FGV / [Link] / 2002) O plural dos adjetivos compostos est correto em A. Faltava sempre s segundas-feiras. B. Recebeu dois salrios-famlias. C. Houve alguns quebras-quebras na cidade. D. Gostava de sopa de gro-de-bicos. 23 - (FGV / ICMS MS / 2006) Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camels. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. No trecho acima, a inverso das palavras grifadas no provocou alterao de sentido. Assinale a alternativa em que a inverso dos termos provoca alterao gramatical e semntica. (A) novos papis / papis novos (B) vrias idias / idias vrias (C) lcidas lembranas / lembranas lcidas (D) tristes dias / dias tristes (E) poucas oportunidades / oportunidades poucas 24 - (UnB CESPE / Banco do Brasil / 2002) Passa quase despercebido para o mercado que, na guerra dos bancos pela carteira dos brasileiros, o Banco do Brasil S.A. (BB) est mais ativo do que nunca. Foi a casa que mais conquistou novos clientes em 2001, saltando de 10,5 milhes de correntistas pessoa fsica para 12 milhes. Na rea das empresas, o crescimento tambm foi robusto. Com a criao de uma diviso de corporate, sua carteira empresarial saltou de 767 mil para 900 mil clientes. O BB ainda tem um amplo terreno para conquistar clientes menos endinheirados por intermdio das concesses de crdito. A instituio, mesmo com 24,6% de todos os ativos do sistema financeiro nacional, no tinha agilidade suficiente para fazer isso, por conta do estoque de crditos ruins que a ancora. Depois do ajuste patrimonial, ganhou flego. QUESTO Acerca de aspectos estruturais e das idias do texto acima, julgue o seguinte item.
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No primeiro pargrafo do texto, as duas ocorrncias do advrbio mais intensificando ativo (l.3) e conquistou (l.3) comprovam que advrbios podem modificar tanto verbos como adjetivos.
25 - (FGV / BESC ADVOGADO/ 2004) Assinale a alternativa em que o termo grifado seja artigo definido. (A) "...o que os empurra a dar crdito para o setor privado e para as pessoas fsicas." (B) "O que se faz?" (C) "O que est ocorrendo que os interesses que prevaleceram..." (D) "...agora, o que se est fazendo buscar "acalmar" os que temem perder lucros na fase de transio." (E) "Ou seja, h uma possibilidade, no desprezvel, de o pas perder, mais uma vez, uma janela de oportunidade." GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1 B - A forma verbal deixasse no possui desinncia nmero-pessoal: TEMA Radical DEIX Vogal tem. A DMT SSE DNP
2 C - O morfema u desinncia nmero-pessoal. TEMA Radical CON TRIBU Vogal tem. I U
PREFIXO
DMT
DNP
raiz trib unem-se os prefixos que formam os radicais dos verbos: retribuir, contribuir. O mesmo ocorre nos seguintes verbos: (raiz = preend) compreender, apreender, repreender; (raiz = vert) reverter, perverter, inverter, converter; (raiz = fer) preferir, conferir, deferir, inferir, desferir;
Esse so alguns exemplos de verbos formados a partir da unio de prefixos raiz. 3 A Os trs vocbulos apresentam prefixos negativos: inmeros, ilcita, impropriedade.
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4 Os prefixos latinos entre e inter designam posio intermediria. Os prefixos gregos da opo C tambm so sinnimos: arqui e hiper indicam superioridade. a) anti - prefixo grego = oposio / sub - prefixo latino = posio inferior b) co latino = companhia ou contigidade / contra latino = oposio d) vice latino = em lugar de / sobre latino = posio superior e) ante latino = anterioridade / recm latino = recente 5A b) i = negao / des = separao c) a em amoral = negao / a em aderente = separao d) a em aderente = separao / sub = posio inferior 6 B O prefixo i em imergir indica o movimento para dentro (como em imigrar). 7 E - O vocbulo entrevejo passou pelo processo de derivao prefixal, com a colocao do prefixo entre (posio intermediria). A esse mesmo processo se submeteu o vocbulo perfumadas, com o prefixo per (movimento atravs) a) derivao sufixal (jia + lh + eria) b) originalmente francesa, sofreu derivao sufixal com eria ou aria, que indicam atividade de, ramo de negcio. c) derivao prefixal e sufixal d) derivao parassinttica 8 C epiderme a camada mais superficial da pele (prefixo grego epi + radical grego derme) a) trans- latino = passar alm de. b) peri- grego = em torno de. d) sub- grego = posio abaixo. 9 C O vocbulo falta o prprio tema (radical falt + VT a). 10 E Os prefixos super, extra, ultra (latinos), mega, hiper e arqui (gregos) so equivalentes e indicam superioridade. J os prefixos contra-, ob-, o-, des- (latinos) e anti- e para- (gregos) denotam oposio. Os demais apresentam os seguintes significados: - hemi grego = metade; - poli grego = muitos; - endo grego = posio interna; - alm latino = adiante
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11 E - vulces; aldees ou aldees; alazes e alazes. a) cidados; vulces ; capeles. b) escrives; aldeos, aldees ou aldees; razes. c) capeles; situaes; alazes e alazes. d) corrimos; cidados; escrives. 12 E - Essa questo exigia bastante percepo do candidato. A dica para solucion-la estava na expresso considerados os vrios aspectos de sua formao. Assim como hibernao buscou em sua origem latina a forma que significa inverno (hiber), a palavra animao tem em sua raiz (nima) o sentido de alma. 13 A - A palavra aterrorizar tem relao com terror e no terra. 14 C O aluno que se lembrou da aula sobre Ortografia no errou essa questo. No material, mencionamos que exceo no deriva de EXCEDER, mas de EXCETUAR. 15 B - O elemento de composio em agridoce latino e significa acre, cido, azedo. J em agricultura, agrimensor, agreste e agrcola est presente o prefixo agri, tambm latino, que se refere a campo. 16 D O prefixo latino in em incorrer significa movimento para dentro. Os demais tm valor de negao. 17 B - O processo de acompanhamos o mesmo de encanada derivao parassinttica. a) rapidssimos - sufixao c) utilizamos - sufixao d) represso - prefixao e) intermedirias prefixao e sufixao (mediar intermediar intermediria) 18 A No nos cansamos de repetir a anlise morfolgica de uma palavra s pode ser feita de acordo com o contexto. Na orao A tal da demanda social, o vocbulo tal est sendo usado para indicar. Por isso, um pronome demonstrativo. Esse pronome faz parte da expresso O(a) tal de, usado na linguagem com desdm. No confunda com o tal, substantivo coloquial brasileiro de dois gneros usado para designar a pessoa que julga ser mais importante do que : Ela se acha o tal. Veja na prxima questo um outro emprego de tal.
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19 B - Muita gente boa, de cara, deve ter marcado "pronome demonstrativo" (D), e no foi toa que essa questo est nesta posio. Em Tal como est organizada, a sociedade gira em torno do mercado, esse "tal" indica MODO - circunstncia. Troque por "assim" ou "do modo" e continuar fazendo sentido. Assim, notamos que no pronome demonstrativo, mas ADVRBIO - opo B. 20 A b) olhos azul-turquesa note que turquesa (com s) um mineral azul ou esverdeado. Como o segundo elemento do adjetivo composto um substantivo, permanecer invarivel. c) escolas-modelo(s) atualmente, esta questo estaria sujeita a recursos, pois o enunciado no menciona a norma culta e modernamente j se aceita a flexo dos dois vocbulos, mesmo o segundo indicando finalidade. d) surdos-mudos os dois se flexionam. e) pores-do-sol s o primeiro elemento varia. 21 D - Matria-prima um substantivo composto formado por um substantivo e um adjetivo. No plural, os dois elementos variam. O mesmo acontece com alunosmestres. a) porta-voz porta-vozes (verbo + substantivo) b) guarda-comida guarda-comidas (idia de guardar no varia) c) bem-te-vi bem-te-vis e) pisca-pisca pisca-piscas
22 A Em segunda-feira, os dois elementos se flexionam: segundas-feiras (numeral e substantivo). Da mesma forma que a questo 20, esta seria passvel de anulao, em virtude da possibilidade de se flexionar os dois elementos do item B salrios-famlia(s). Assim, haveria duas respostas igualmente vlidas A e B. As demais opes, devidamente corrigidas, seriam: c) Houve alguns quebra-quebras na cidade. d) Gostava de sopa de gros-de-bico.
23 B A mudana da colocao do vocbulo vrias altera seu aspecto semntico e morfolgico. Em vrias idias, um pronome indefinido. J em idias vrias, tem valor adjetivo com o sentido de variadas. No h alterao morfolgica nem semntica entre os elementos das opes a, c e d (novos, lcidas e tristes, que mantm em qualquer das oraes o sentido e a classificao morfolgica adjetivo).
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A "pegadinha" do enunciado em relao opo E a exigncia de alterao SEMNTICA E GRAMATICAL: poucas oportunidade (pronome indefinido) e oportunidades poucas (adjetivo) H alterao gramatical. O Dicionrio Eletrnico Aurlio indica as seguintes acepes do vocbulo "pouco": Adjetivo. [Link] pequena quantidade; escasso, reduzido. [Superl. abs. sint.: pouqussimo.] Pronome indefinido. [Link] (coisa ou indivduo) em quantidade ou em grau menor do que o habitual ou o esperado. Contudo, mesmo que haja alterao gramatical (um pronome indefinido e o outro, adjetivo), no h alterao semntica. Em qualquer das duas construes, a idia que so oportunidades em quantidade pequena ou menor do que o esperado. Por isso, no foi esse o gabarito. Pura maldade! 24 Item correto Essa uma tima oportunidade de vermos o emprego do advrbio. Com funo de intensidade, modifica tanto um adjetivo (o Banco do Brasil S.A. (BB) est mais ativo do que nunca) quanto um verbo (Foi a casa que mais conquistou novos clientes em 2001). 25 E Como vimos, o artigo estar sempre acompanhando um nome. A nica ocorrncia deste vocbulo na opo E, em que acompanha o substantivo pas. a) "...o que os empurra ..." pronome oblquo b) "O que se faz? pronome demonstrativo junto do pronome interrogativo que. c) "O que est ocorrendo..." - pronome demonstrativo junto do pronome interrogativo que. d) "...agora, o que se est fazendo buscar "acalmar" os que temem ..." pronome demonstrativo (aqueles) ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
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AULA 2 - VERBO Ol, amigos Hoje nossa aula vai tratar do corao da unidade oracional o VERBO. No toa que esse assunto vem logo aps vermos os processos de formao das palavras e antes de qualquer outro. O verbo tambm far parte das prximas aulas concordncia (nominal e verbal), regncia (nominal e verbal) e at mesmo crase. Nesta aula, veremos a classificao dos verbos, sua forma de conjugao (que um calo para muita gente), as flexes que o verbo pode sofrer (nmero, pessoa, tempo, modo e voz), a relao que os verbos tm em uma estrutura oracional e como manter essa relao harmnica, dentre tantas outras coisas. Bem, essa palavrinha muito especial. O verbo no tem sintaticamente uma funo que lhe seja privativa, pois, como veremos, o substantivo e o adjetivo tambm podem ser ncleos do predicado (veremos no mdulo 10 - Termos da Orao). Sua nica funo na estrutura oracional a de participar do predicado. CONSTRUO DOS VERBOS Todas as formas do verbo se irmanam pelo RADICAL, a parte invarivel que lhes d a base comum de significao. So aceitas as seguintes flexes: de nmero (singular e plural), pessoa (1, 2 ou 3), modo, tempo ou vozes. Celso Cunha identifica uma outra flexo: aspecto, que, em suas palavras, manifesta o ponto de vista do qual o locutor considera a ao expressa pelo verbo, por exemplo: pontual (acabo de chegar) ou durativa (fico a esperar), contnua (vou andando pelas ruas) ou descontnua (voltei a fumar) etc. Em relao ao processo de formao, como vimos, ao radical junta-se a terminao: vogal temtica (define as trs conjugaes), desinncias modo-temporal e nmeropessoal. Alguns conceitos so importantes: Formas rizotnicas o elemento de composio grego riz(o)- significa raiz. Assim, nas formas RIZOTNICAS, a slaba tnica (a que fomos apresentados em nosso primeiro encontro) recai no radical. verbo RECLAMAR radical RECLAM eu reclamo Como a slaba tnica recai no radical, essa forma chama-se rizotnica. Formas arrizotnicas - quando a slaba tnica recai fora do radical. Verbo CONSERVAR radical CONSERV ns conservaremos Como a slaba tnica recai fora do radical, essa forma chama-se arrizotnica.
CLASSIFICAO DOS VERBOS Os verbos classificam-se em regulares, irregulares, anmalos, defectivos e abundantes. 1. REGULARES - conservam o mesmo radical.
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eu canto, tu cantas, ns cantvamos, eles cantariam, ele cantasse 2. IRREGULARES - apresentam variao no radical ou nas desinncias. SABER (eu sei, ele soube) PERDER (perco) FAZER (fiz, fao)
Alguns autores consideram que alterao exclusivamente grfica (PROTEGER PROTEJO), em funo da ortografia, no poderia levar indicao de irregularidade verbal. Assim, segundo eles, so considerados irregulares somente os verbos que apresentam alterao GRFICA E FONTICA. Se no houver alterao fontica (como no exemplo: g/j), no se classifica como verbo irregular, sendo chamado por alguns autores de aparentemente irregular. 3. ANMALO so verbos irregulares que, por apresentarem profundas variaes, recebem classificao autnoma. So s dois: SER e IR. Curiosidade: Esses dois verbos so idnticos na conjugao dos seguintes tempos: pretrito perfeito do indicativo (fui, foste, ...), pretrito mais-que-perfeito do indicativo (fora, foras...), pretrito imperfeito do subjuntivo (fosse, fosses...) e futuro do subjuntivo (for, fores...). S d para identificar se est sendo usado um ou outro a partir do contexto. 4. ABUNDANTE - apresentam duas ou trs formas em certos tempos, modos, pessoas ou particpio. Por exemplo, no imperativo afirmativo, os verbos terminados em zer, como o verbo fazer, na 2 pessoa do singular, aceitam duas formas faze e faz. 5. DEFECTIVOS - apresentam defeito, ou seja, no se conjugam em todas as formas (tempo, pessoas, modos). Sempre que se falar em defeito verbal, estamos nos referindo conjugao do PRESENTE DO INDICATIVO e aos tempos dele derivados (Presente do Subjuntivo e Imperativo). O defeito existe apenas no presente, no existe no passado nem no futuro. Por isso, mesmo defectivo, o verbo poder ser conjugado inteiramente nos outros tempos e modos verbais, como, por exemplo, no Pretrito do Perfeito do Indicativo, no Pretrito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo etc. H dois tipos de defeitos: 1) o verbo no possui a 1 pessoa do singular, apenas. (explodir, abolir, colorir, delinqir); 2) o verbo s apresenta as conjugaes da 1 e 2 pessoas do plural (adequar, reaver). Alguns autores definem como defectivos tambm os verbos que, de acordo com o seu emprego, s podem ser conjugados nas terceiras pessoas, como URGIR (ter urgncia), DOER (no sentido de sentir dor - alguma coisa di) e os unipessoais, que representam vozes de animais ou fenmenos da natureza, quando utilizados no sentido original (sentido denotativo, com d de dicionrio; seu oposto o sentido conotativo, tambm chamado de figurado, quando a palavra usada em um significado diferente do original). FLEXES DOS VERBOS NMERO Como as outras palavras variveis, o verbo admite dois nmeros: o singular e o plural. Dizemos que um verbo est no singular quando ele se refere a uma s pessoa ou coisa e, no plural, quando tem por sujeito mais de uma pessoa ou coisa.
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PESSOA a variao de forma que indica a pessoa do discurso a que se refere a ao verbal. 1 pessoa - aquela que fala. Corresponde aos pronomes pessoais eu (singular) e ns (plural). 2 pessoa - aquela a quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais tu (singular) e vs (plural). 3 pessoa - aquela de quem se fala. Corresponde aos pronomes pessoais ele/ela (singular) e eles/elas (plural). MODO, TEMPO e VOZES Essas modalidades de flexo merecem uma anlise mais aprofundada. MODOS E TEMPOS VERBAIS A classificao dos verbos nos MODOS VERBAIS depende da relao que o falante tem com aquilo que enuncia se constata um fato (indicativo); se apresenta uma hiptese, uma suposio (subjuntivo); se faz um pedido ou d uma ordem (imperativo). Em outras palavras, depende do modo com que enuncia a ao verbal (percebeu? modo verbal). So trs modos verbais: INDICATIVO - como sugere o nome, indica um fato real, que pode pertencer ao presente, ao passado ou ao futuro. SUBJUNTIVO - enuncia um fato hipottico, duvidoso, provvel ou possvel. IMPERATIVO - expressa idias de ordem, pedido, desejo, convite.
Enquanto que o modo INDICATIVO situa o fato no plano da realidade, da certeza, o SUBJUNTIVO coloca o fato no plano do que provvel, hipottico, possvel, sem a certeza apresentada pelo modo indicativo. O modo SUBJUNTIVO tambm bastante usado com determinadas conjunes (embora, caso, que etc.) Perceba a diferena entre as duas oraes abaixo. O sujeito vai farmcia e diz ao balconista: Eu quero um remdio que acaba com a minha dor de cabea. Eu quero um remdio que acabe com a minha dor de cabea. Na primeira, o sujeito j sabe qual o medicamento que vai pedir e produzir resultado. J teve dor de cabea outras vezes e sabe qual o remdio que surte efeito. O fato situase no plano da CERTEZA modo INDICATIVO. Na segunda, o sujeito no tem certeza de qual medicamento poderia surtir efeito. Certamente est pedindo uma indicao ao balconista. O resultado que o remdio trar (acabar com a dor de cabea) ainda est no plano da hiptese. Por isso, est no modo SUBJUNTIVO. IMPERATIVO Sobre a conjugao no imperativo, em vez de memorizar vrias regras, vamos guardar apenas a exceo. A REGRA: Em se tratando de imperativo, emprega-se o presente do subjuntivo. So conjugados pelo presente do subjuntivo os verbos em todas as pessoas (2 do singular e do plural, 3 do singular e do plural e 1 do plural) no imperativo negativo, e nas 3
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pessoas (singular e plural) e 1 pessoa do plural no imperativo afirmativo. Essa a regra. 1 - Venha para a Caixa voc tambm 3 pessoa do singular (O comercial estava errado e voc no vai nem acreditar: uma banca examinadora explorou exatamente esse fato em prova!!! Veremos nos exerccios de fixao.). 2 - No nos deixeis cair em tentao 2 pessoa do plural (Ao se dirigir ao Pai, usa-se vs.) Agora veremos a exceo, que deve ser memorizada por ser em menor nmero. A exceo fica por conta das segundas pessoas (tu e vs) no imperativo afirmativo. Nessa conjugao, usa-se o presente do indicativo, sem o s final. RESUMO: No imperativo afirmativo, as 2s pessoas (singular e plural) buscam a conjugao do presente do indicativo e tiram a letra s. Todo o restante tem origem no presente do subjuntivo. Exemplo: 1 - Dize-me com quem andas, que eu te direi quem s. - A forma dize a reduo do presente do indicativo da 2 pessoa do singular (dizes [s] = dize). Esse verbo, alis, abundante. Aceita as formas dize e diz, no imperativo afirmativo. 2 Fazei de mim um instrumento de vossa paz. A forma fazei a conjugao no presente do indicativo da 2 pessoa do plural (vs fazeis), sem o s. Os quadros abaixo resumem as conjugaes dos verbos no modo imperativo. PRESENTE DO SUBJUNTIVO eu fale tu fales ele fale ns falemos vs faleis eles falem PRESENTE DO INCATIVO eu falo tu falas ele fala ns falamos vs falais eles falam IMPERATIVO NEGATIVO no fales (tu) no fale (voc) (*) no falemos (ns) no faleis (vs) no falem (vocs) (*) PRESENTE DO SUBJUNTIVO eu fale tu fales ele fale ns falemos vs faleis eles falem
IMPERATIVO AFIRMATIVO fala (tu) fale (voc) (*) falemos (ns) falai (vs) falem (vocs) (*)
(*) Como o imperativo o modo em que se determina ou pede algo pessoa a quem se dirige (2 pessoa), as terceiras pessoas se referem a voc / vocs, e no a eles (3 pessoa).
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Os TEMPOS VERBAIS tm a funo de indicar o momento em que so enunciados os fatos. No modo INDICATIVO, os tempos so: PRESENTE fato ocorre no momento em que se fala (Ouo rudos na cozinha.); - fato que comum de ocorrer (Eu morro de inveja dele. / Chove todos os dias em Belm.); - apresenta um princpio, um conceito ou um dado (Todos os anos, muitas crianas morrem de desnutrio no Brasil.) PRETRITO PERFEITO fato ocorrido e perfeitamente concludo antes do momento em que se fala (Todos souberam do assassinato de Celso Daniel.) PRETRITO PERFEITO COMPOSTO denota repetio de um ato ou sua continuidade, com incio no passado, chegando ao momento presente, em que falamos (Eu tenho cometido muitos erros na escolha dos meus namorados. / Eu tenho lutado contra vrios preconceitos.); PRETRITO IMPERFEITO fato realizado e no concludo ou que apresenta certa durao (Ele buscava a perfeio antes de morrer./ O tempo corria sem que ningum notasse.); indica, entre aes simultneas, a que ocorria no momento em que sobreveio a outra (Ele andava pela rua quando foi abordado pelos ladres.); denota ao passada habitual ou repetida (imperfeito freqentativo) (Sempre que eu chegava, ela saa do recinto.) PRETRITO MAIS-QUE-PERFEITO fato realizado antes de outro fato tambm no passado (Antes de sua morte, ele pedira o perdo aos filhos.) PRETRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO forma mais comum de expressar o fato realizado antes de outro fato tambm no passado (Antes de sua morte, ele tinha pedido perdo aos filhos.) FUTURO DO PRESENTE fato posterior certo de ocorrer no futuro (Doarei todo o material de estudo aps a minha aprovao.); afirmao de valor categrico (De todas as mulheres do mundo, voc ser a mais bela o que se afirma que certamente voc a mais bela). FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO denota futura ocorrncia de um fato que se iniciou no presente (At o prximo ano, terei acumulado quase um milho de reais em dvidas.)
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- indica uma ao futura que estar consumada antes de outra tambm no futuro (Amanh, quando voc chegar, eu j terei assinado o contrato.) - denota incerteza sobre fatos passados (Ter Joo sabido da traio?) FUTURO DO PRETRITO fato posterior a um fato passado (Voc me garantiu [FATO PASSADO] que o nosso amor no morreria [FATO FUTURO EM RELAO AO FATO PASSADO].); fato no chegou a se realizar (Eu iria sua casa, mas tive um problema.); pode denotar incerteza (Acharam um corpo que seria do chefe do trfico.) hiptese relacionada a uma condio (Se voc tivesse comprado o carro [CONDIO], no teria perdido o dinheiro no jogo [HIPTESE].) polidez (Voc poderia me passar o sal?). FUTURO DO PRETRITO COMPOSTO o mesmo que o Futuro do Pretrito com relao aos trs primeiros aspectos. FORMAS NOMINAIS Denominam-se formas nominais as palavras, de origem verbal, que tambm podem ser empregadas nas funes prprias de adjetivos, substantivos ou advrbios. So elas: INFINITIVO, GERNDIO E PARTICPIO. INFINITIVO: Ele precisa pr os nomes nos livros. (verbo) O pr-do-sol lindo nessa poca do ano. (substantivo) Causa-me agonia o seu ranger de dentes. (substantivo) Precisamos colocar leo na porta que est a ranger.(verbo) O infinitivo divide-se em impessoal e pessoal. O infinitivo impessoal no tem sujeito (pessoa) e, por isso, no se flexiona. usado em sentido genrico (o ato de). Amar se aprende amando. J o infinitivo pessoal tem sujeito e pode flexionar-se ou no. Os casos em que o infinitivo pode, deve ou no pode se flexionar ser objeto de estudo na aula sobre CONCORDNCIA. GERNDIO: O presidente fica persistindo na argumentao de que nada sabia. (verbo) Persistindo os sintomas, o mdico dever ser consultado (advrbio de condio = Caso persistam os sintomas...)
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PARTICPIO: Ele havia lavado o cho da casa antes do temporal. (verbo) O uniforme lavado ficou todo sujo aps o vendaval. (adjetivo)
O particpio tem grande importncia na construo de LOCUES VERBAIS. Emprega-se com os auxiliares TER e HAVER para a formao de tempos compostos (Temos feito grande progresso., Nunca havia visitado este lugar antes.), com o verbo SER para formar os tempos da voz passiva de ao (O trabalho foi feito por todos ns.) e com o verbo ESTAR nos tempos de voz passiva de estado (Estou chocada com essa notcia.). No particpio, a maior parte dos verbos s apresenta a forma regular (terminadas por ado / ido). Contudo, existem algumas excees: alguns verbos apresentam mais de uma forma: a regular (ado / ido), usada com os verbos ter e haver (tempo composto) e a irregular, ligada aos verbos ser e estar (voz passiva). Dentre os irregulares, esto: ACEITAR (ter/haver) aceitado; (ser/estar) aceito ELEGER (ter/haver) elegido; (ser/estar) eleito ENTREGAR - (ter/haver) entregado; (ser/estar) entregue IMPRIMIR - (ter/haver) imprimido; (ser/estar) impresso SALVAR (ter/haver) salvado; (ser/estar) salvo SUSPENDIDO (ter/haver) suspendido; (ser/estar) suspenso Outras curiosidades: Apresentam somente a forma irregular do particpio os verbos abrir (aberto), cobrir (coberto), dizer (dito), escrever (escrito), fazer (feito), pr (posto), ver (visto), vir (vindo) e seus derivados. Observe que, neste ltimo (vir), a forma participial igual ao gerndio, o mesmo ocorrendo com os verbos dele derivados (intervir intervindo). Essa peculiaridade costuma ser objeto de questes de prova. Alguns verbos aceitam ambas as formas (regular e irregular) para qualquer dois verbos auxiliares ou seja, no tem como errar - com qualquer verbo auxiliar pode-se usar qualquer forma participial. Segundo a maioria dos gramticos, so quatro os verbos: pagar, pegar, ganhar e gastar (para memoriz-las, imagine a seguinte situao: no dia do pagamento, voc ganha o salrio e, no supermercado, pega o produto, paga por ele e gasta o dinheiro gostou do mtodo mnemnico?). O particpio do verbo CHEGAR um s o regular CHEGADO. A forma chego a conjugao de 1 pessoa do singular do presente do indicativo (Eu chego). No existe a forma de particpio irregular para esse verbo. Ento: Eu tinha chegado ao escritrio bem cedo..
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CONJUGAO VERBAL Para ajudar a resolver questes de conjugao verbal, uma boa dica a tcnica do PARADIGMA. Como funciona isso? Na dvida com relao conjugao de determinado verbo regular (geralmente o examinador busca um verbo pouco utilizado no seu dia-a-dia), basta observar a conjugao dos paradigmas clssicos (FALAR 1 conjugao, BEBER 2 conjugao, PARTIR 3 conjugao). Extraia o radical, que o que sobra do verbo aps retirar a terminao ar, er ou ir do infinitivo (exemplo: FAL(AR) = radical FAL-), e empregue as desinncias, que so idnticas nos demais verbos regulares de mesma conjugao: Por exemplo: CONSUMAR (verbo regular de 1 conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) CONSUMIR (verbo regular de 3 conjug.): Presente do Indicativo: Eu consum.... (???) Presente do Subjuntivo: (que) eu consum... (???) E a, como voc preencheu? Vamos buscar a desinncia dos verbos paradigmas. Infinitivo Falar Consumar Partir Consumir [Link] Eu falo Eu consumo Eu parto Eu consumo (igual) [Link] (que) eu fale (que) eu consume (que) eu parta (que) eu consuma
Se o verbo for irregular, ou seja, apresenta alterao no radical em determinadas conjugaes, procure outro verbo, tambm irregular, de mesma construo. Por exemplo: COMPETIR (3 conjugao) Eu comp.... (???) Esse verbo irregular, ou seja, no mantm o radical nas conjugaes. Normalmente no conjugamos esse verbo (pelo menos, no com convico) fora de uma locuo verbal. Mas usamos bastante outro verbo de idntica estrutura. J sabe qual ??? REPETIR. Ento, como fica a conjugao desse paradigma? Eu repito Eu compito E ADERIR? Como voc conjugaria a primeira pessoa do singular do Presente do Indicativo? Est com dvida? Busque um paradigma. Aceito sugestes.... Lembrou de algum? Eu conheo um FERIR. Como fica a conjugao do paradigma? Eu firo Eu adiro
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A ttulo de exemplo, observe o seguinte item de uma questo de prova da ESAF (TCU/2002): O fato do patrimnio gerar empregos e receitas por meio do turismo no abule o paradoxo de que nativos e visitantes se distanciam do fenmeno cultural tanto quanto pessoas que, longe daquelas paragens, pouco valor atribuem a heranas destitudas de familiaridade. Essa opo est errada. Voc percebeu qual o erro? O que significa abule? O contexto indica tratar-se do verbo ABOLIR. Se no tivermos certeza da conjugao desse verbo, vamos fazer o qu??? Buscamos o paradigma. Um verbo que apresenta a mesma forma de conjugao o verbo ENGOLIR. Na passagem, o verbo abolir est na terceira pessoa do singular, no presente do indicativo (O fato ... no abule...). O verbo engolir ficaria Ele engole. Logo, a conjugao correta abole (O fato ... no abole...). IMPORTANTE: Guarde esse dica do PARADIGMA. Ela pode ser de grande valia em uma questo de prova. LOCUES VERBAIS Sempre que se fala locuo, significa mais de uma palavra formando uma unidade. Assim, em locues verbais, mais de um verbo (ligados ou no por uma preposio) formam um conjunto. Formam-se locues verbais em: tempos compostos, com os verbos auxiliares TER e HAVER; construes de voz passiva, principalmente com os verbos auxiliares SER e ESTAR; construes com auxiliares modais, que determinam com mais rigor o modo como se realiza ou deixa de se realizar a ao verbal. Expressam circunstncias de: incio ou fim (comecei a estudar, acabei de acordar), continuidade (vai andando), obrigao (tive de entregar), possibilidade (posso escrever), dvida (parece gostar), tentativa (procura entender) e outras tantas.
Como num escritrio, onde quem manda o chefe e quem trabalha o empregado (ou voc j viu algum chefe trabalhando???), na locuo verbal, quem exerce a funo de chefe o verbo principal ele fica parado, s mandando, e o pobre do auxiliar se flexiona de acordo com as suas ordens. TEMPO COMPOSTO o tempo constitudo por um verbo auxiliar flexionado, seguido do verbo principal no particpio. Forma-se com os auxiliares TER e HAVER. Para simplificar, usamos nos exemplos somente o verbo auxiliar TER.
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1) Modo Indicativo TEMPO VERBAL presente perfeito pretrito imperfeito mais-que-perfeito simples composto simples simples composto do presente futuro do pretrito simples composto simples composto
falo falei tenho falado falava falara tinha falado falarei terei falado falaria teria falado
EXEMPLO
bebo bebi tenho bebido bebia bebera tinha bebido beberei terei bebido beberia teria bebido parto parti tenho partido partia partira tinha partido partirei terei partido partiria teria partido
VEJA S: Os tempos PRESENTE e PRETRITO IMPERFEITO no se subdividem, ou seja, s apresentam a forma verbal simples. Salvo nos futuros, em que os auxiliares ficam nos tempos correspondentes, os auxiliares dos demais tempos verbais compostos buscam a conjugao do tempo imediatamente anterior (segundo a ordem apresentada no nosso quadro): - no PRETRITO PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no presente do indicativo: tenho falado - no PRETRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO, o auxiliar fica no pretrito imperfeito do indicativo: tinha falado
2) Modo Subjuntivo TEMPO VERBAL presente pretrito perfeito composto imperfeito mais-que-perfeito composto futuro simples composto
fale tenha falado falasse tivesse falado falar tiver falado
EXEMPLO
beba tenha bebido bebesse tivesse bebido beber tiver bebido parta tenha partido partisse tivesse partido partir tiver partido
No subjuntivo, assim como ocorre no modo indicativo, os tempos PRESENTE e PRETRITO IMPERFEITO no se subdividem. S apresentam a forma simples.
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Agora, surgem outros dois tempos compostos PRETRITO PERFEITO COMPOSTO e PRETRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO. . Salvo no caso do futuro composto, em que o auxiliar tambm se apresenta no futuro do subjuntivo, os auxiliares dos tempos compostos buscam o tempo verbal imediatamente anterior. Ou seja, o raciocnio em relao conjugao do auxiliar o mesmo, s os nomes dos tempos verbais se modificam - no pretrito perfeito composto, o auxiliar fica no presente do subjuntivo: tenha falado; - no pretrito mais-que-perfeito composto, o auxiliar fica no pretrito imperfeito do subjuntivo: tivesse falado.
O quadro a seguir visa facilitar a compreenso e memorizao das conjugaes dos verbos regulares.
Trata-se de um quadro resumo com todas as desinncias regulares dos tempos simples.
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MODOS INDICATIVO Tempos 1 o as a amos ais am ava avas ava vamos veis avam ei aste ou amos astes aram ara aras ara ramos reis aram arei ars ar aremos areis aro aria arias aria aramos areis ariam 2 o es e emos eis em ia ias ia amos eis iam i este eu emos estes eram era eras era ramos reis eram erei ers er eremos reis ero eria erias eria eramos ereis eriam 3 o es e imos is em ia ias ia amos eis iam i iste iu imos istes iram ira iras ira ramos reis iram irei irs ir iremos ireis ir iria irias iria iramos ireis iriam IMPERATIVO AFIRMATIVO e a e emos ai em a e a amos ai am a e a amos i am e es e emos eis em NEGATIVO a as a amos ais am a as a amos ais am 1 e es e emos eis em asse asses asse ssemos sseis assem 2 a as a amos ais am esse esses esse ssemos sseis essem 3 a as a amos ais am isse isses isse ssemos sseis issem SUBJUNTIVO
Presente
Pret. Imperfeito
Pret. Perfeito
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Futuro do presente
ar ares ar armos ardes arem
er eres er ermos erdes erem
ir ires ir irmos irdes irem
Futuro do pretrito
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DERIVAO VERBAL Voc j deve ter se deparado com dvidas como: em quando eu ..... o professor, passarei o seu recado, devemos usar ver ou vir? Para compreendermos a conjugao de alguns verbos, principalmente dos irregulares, necessrio conhecer a formao de alguns tempos derivados. Abaixo, segue um quadro com a indicao das formas primitivas e das derivadas. Salvo algumas poucas excees (como o verbo SER, SABER e outros), basta que se mantenha o radical das formas primitivas e a ele se acrescentem as desinncias correspondentes.
FORMA PRIMITIVA VERBO VER presente do indicativo 1 pessoa do singular
FORMAS DERIVADAS
eu vejo
presente do subjuntivo
eu veja tu vejas ele veja ns vejamos vs vejais eles vejam no no no no no veja (tu) vejas (voc) vejamos (ns) vejais (vs) vejam (vocs)
presente do subjuntivo
eu veja tu vejas ele veja ns vejamos vs vejais eles vejam
imperativo negativo
pret. perfeito do indicativo 3 pessoa do plural
eles viram
pretrito mais-queperfeito do indicativo
eu vira tu viras ele vira ns vramos vs vreis eles viram eu visse tu visses ele visse ns vssemos vs vsseis eles vissem
pretrito imperfeito do subjuntivo
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futuro do subjuntivo eu vir tu vires ele vir ns virmos vs virdes eles virem
VERBO CABER Infinitivo impessoal caber Futuro do presente do indicativo caberei cabers caber caberemos cabereis cabero caberia caberias caberia caberamos cabereis caberiam Caber Caberes Caber Cabermos Caberdes caberem cabendo Cabido (nos verbos de [Link], a vogal temtica passou de e para i, por influncia da vogal temtica da [Link] - IR)
Futuro do pretrito do indicativo
Infinito pessoal
Gerndio Partcipio
Agora, experimente com outros verbos irregulares, como os verbos trazer, vir, fazer, pedir, caber e outros. TRAZER VIR FAZER PEDIR TRAGO TRAGA TROUXERAM TROUXERA /TROUXESSE /TROUXER VEJO VEJA VIERAM VIERA /VIESSE / VIER FAO FAA FIZERAM FIZERA / FIZESSE / FIZER PEO PEA
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PEDIRAM PEDIRA / PEDISSE / PEDIR CABER CAIBO CAIBA COUBERAM COUBERA / COUBESSE / COUBER CUIDADO COM A CONJUGAO DE ALGUNS VERBOS!!! VERBOS PERIGOSOS - REQUERER - no derivado do QUERER. No presente do indicativo: requeiro, requeres, requer... e no presente do subjuntivo: requeira, requeiras, requeira... Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER. - PRECAVER-SE - no derivado do VER. defectivo. No presente do indicativo, s se conjuga nas 1 e 2 pessoas do plural: precavemos, precaveis. Conseqentemente, por no haver a 1 pessoa do singular do presente do indicativo, no h presente do subjuntivo. Os demais tempos seguem o modelo do paradigma BEBER. - REAVER - derivado do HAVER, mas s se conjuga quando houver a letra V na conjugao do haver. Assim, no presente do indicativo, s existem as formas da 1 e 2 pessoas do plural: reavemos, reaveis. Como no possui a 1 pessoa do singular do presente do indicativo, no apresenta presente do subjuntivo. No pretrito perfeito, conjuga-se: reouvestes, reouveram reouve, reouveste, reouve, reouvemos,
- PROVER - No derivado do VER, apesar de coincidir na 1 pessoa do singular do presente do indicativo e do subjuntivo. [Link]: provejo, provs, prov,... [Link]: proveja, provejas, proveja,... Pret. perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram - VIGER defectivo. No possui, no [Link], a 1 pessoa do singular. Logo, no h [Link] nem Imperativo. Nas demais, conjuga-se como BEBER. Vamos analisar outras conjugaes especiais. 1. VERBOS TERMINADOS EM HIATO: UIR, exceto no caso dos defectivos (verbos que no possuem todas as formas de conjugao, como ruir), os verbos terminados em UIR apresentam duas formas de conjugao: 1) O paradigma ser POSSUIR (o radical possu) De acordo com esta regra, classificam-se praticamente todos os verbos com essa terminao. Nas 2 e 3 do singular trocam a letra e da conjugao regular (como em partir) pela letra i. Mantm as demais conjugaes inalteradas em relao conjugao do verbo paradigma partir: possuo, possuis, possui, possumos, possus, possuem. Dessa forma, conjugam verbos como OBSTRUIR, AFLUIR, INFLUIR, ANUIR, ARGUIR (respeitada a acentuao), CONCLUIR, DISTRIBUIR, INCLUIR 2) CONSTRUIR (o radical constru) e DESTRUIR (o radical destru) So verbos abundantes. Alm da forma regular de conjugao (igual do verbo POSSUIR: construo,
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construis, construi, construmos, construs, construem), mais comum em Portugal, apresenta tambm a conjugao irregular, bastante usada no Brasil, em que as 2 e 3 pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto i": construo, constris, constri, construimos, construs, constroem, da mesma forma que os verbos terminados em -OER. OER: As 2 e 3 pessoas do singular do Presente do Indicativo formam o ditongo aberto i. As demais pessoas, em todos os outros tempos verbais seguem o paradigma beber, respeitadas as devidas acentuaes tnicas. Na hora de escolher um exemplo, lembrem que DOER (sentir dor) e SOER (costumar, ter hbito de) so defectivos e s se conjugam nas terceiras pessoas. Exemplos: MOER (o radical MO-): mo, mis, mi, moemos, moeis, moem EAR: recebem a letra i nas formas rizotnicas (slaba tnica no radical). Nas demais, segue o paradigma falar. Exemplo: pentear (radical PENTE-). A slaba tnica foi sublinhada. [Link] - penteio, penteia, penteia, penteamos, penteais, penteiam [Link] penteie, penteies, penteie, penteemos, penteeis, penteiem [Link]: penteei, penteaste, penteou, penteamos, penteastes, pentearam IAR: os verbos dessa terminao so regulares, ou seja, seguem a conjugao do paradigma falar. Exemplos: ADIAR (radical ADI-) [Link]: adio, adias, adia, adiamos, adiais, adiam VARIAR (radical VARI-) - [Link].: vario, varias, varia, variamos, variais, variam Dessa mesma forma, conjugam-se os verbos ARRIAR, MAQUIAR, VICIAR. Por isso, nada de VAREIA, seno VICEIA!!! Como vimos, esses verbos so REGULARES. Mas, ento, por que ser que tanta gente se engana? Porque ocorre uma contaminao com os verbos terminados em EAR, como pentear, apresentado acima. No entanto, h cinco verbos terminados em -IAR que recebem a letra e nas formas rizotnicas (formas em que a slaba tnica recai no radical), como no presente do indicativo e presente do subjuntivo. Suas iniciais formam o anagrama M-A-R-I-O: Mediar (e derivados, como intermediar), Ansiar, Remediar, Incendiar, Odiar [Link]: intermedeio, intermedeia, intermedeia, intermediamos, intermediais, intermedeiam Para facilitar, lembre-se da conjugao do verbo ODIAR, o mais comum deles. 2. VERBOS DERIVADOS DE GUA DESAGUAR, ENXAGUAR - mantm a acentuao de gua na conjugao. [Link]: desguo, desguas, desguas, desaguamos, desaguais, desguam
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[Link]: desge, desges, desge, desagemos, desageis, desgem No presente do subjuntivo, como o u pronunciado de forma fraca (tona), recebe o trema. 3. AVERIGUAR, APAZIGUAR - No seguem a regra dos derivados de gua. Tm a acentuao tnica nas formas rizotnicas (no radical). O radical de averiguar [averigu-] e segue o paradigma falar, ressalvada a acentuao grfica (especialmente no [Link]). [Link]: averiguo, averiguas, averigua, averiguamos, averiguais, averiguam [Link]: averige, averiges, averige, averigemos, averigeis, averigem Antes da vogal e, quando o u pronunciado sem intensidade, recebe trema; com intensidade, leva acento agudo. VOZES DO VERBO Voz ativa Sujeito pratica a ao expressa pelo verbo: sujeito agente (ativo). O presidente decretou a reforma econmica. Voz passiva O verbo principal deve ser transitivo direto ou transitivo direto e indireto. Sujeito recebe (sofre) a ao expressa pelo verbo: sujeito paciente (passivo). A voz passiva pode ser: a) Analtica: (anlise uma coisa demorada, longa, comprida...) construda com verbo auxiliar (ser, estar) + particpio do verbo principal. Por ser longa (analtica), possui locuo verbal (que pode ser formada com dois ou at mesmo trs verbos) e pode apresentar o agente da passiva, elemento que efetivamente pratica a ao verbal. Voc notou como essa construo grande?! Basta comparar com a seguinte a voz passiva sinttica. A reforma econmica foi decretada pelo presidente. b) Sinttica: (sntese uma coisa breve, resumida) construda com verbo principal + SE (pronome apassivador ou partcula apassivadora). Note que essa construo to resumida que emprega somente UM verbo e dispensa o agente da passiva. Decretou-se a reforma econmica. Como veremos na aula de concordncia, so muitas as questes de prova que exploram a concordncia verbal em voz passiva sinttica. Voz reflexiva Construda com o verbo e um pronome reflexivo. O sujeito agente e paciente ao mesmo tempo. A jovem vaidosa olhava-se no espelho a todo momento. Voz recproca (destaque feito por Evanildo Bechara)
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Construda com verbo e um pronome recproco. Os sujeitos so agentes e pacientes, ao mesmo tempo. Me e filho fitavam-se carinhosamente. TRANSPOSIO DE VOZES VERBAIS So muitas as questes de provas que abordam a transposio da voz ativa para a passiva, ou vice-versa. Por isso, vamos verificar o procedimento necessrio para essa transformao. O termo que exercia a funo sinttica de objeto direto na voz ativa ser o sujeito da voz passiva. No lugar de um verbo (ou uma locuo verbal), teremos uma locuo verbal com idia de passividade (incluso do verbo SER/ESTAR). O elemento que exercia a funo de sujeito da voz ativa ser, na voz passiva analtica, o agente da passiva. No h alterao nos demais complementos, como objeto direto, predicativo do objeto ou complementos adverbiais, que continuaro a exercer as mesmas funes. Veja o esquema abaixo: O professor VOZ ATIVA SUJEITO (AGENTE) deu VERBO o livro OBJETO DIRETO ao aluno. OBJETO INDIRETO
VOZ PASSIVA ANALTICA VOZ PASSIVA SINTTICA
O livro SUJEITO (PACIENTE) O livro
foi dado LOCUO VERBAL deu-se
pelo professor AGENTE PASSIVA DA
ao aluno. OBJETO INDIRETO ao aluno.
Na passiva analtica, normalmente o verbo antecede o sujeito, formando: Deu-se o livro ao aluno.
Cuidados que devem ser tomados na transposio: - identificar corretamente o objeto direto da voz ativa, elemento que exercer a funo de sujeito da voz passiva e com o qual o verbo ir concordar; - realizar a concordncia verbal corretamente; - manter a conjugao do verbo auxiliar da locuo passiva no mesmo tempo e modo do verbo apresentado na voz ativa. Veja, agora, uma questo de prova em que a ESAF explorou brilhantemente esse assunto:
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(ESAF / ACE / 2002) Entre os males que afligem a sociedade brasileira o contrabando , sem dvida, um dos mais srios, sobretudo porque dele decorrem inmeros outros. Observa-se, no dia-a-dia, que o contrabando j faz parte da rotina das cidades, tanto nas atividades informais quanto no suprimento da rede formal de comrcio, tomando o lugar de produtos legalmente comercializados. Os altos lucros que essas atividades ilcitas proporcionam, aliados ao baixo risco a que esto sujeitas, favorecem e intensificam a formao de verdadeiras quadrilhas, at mesmo com participao de empresas estrangeiras. So organizaes de carter empresarial, estruturadas para promover tais prticas nos mais variados ramos de atividade. (Adaptado de [Link], 30/10/2000) c) A estrutura Observa-se(l.2) corresponde, semanticamente, a Foi observado. Este item estava INCORRETO, pois o verbo originalmente, na voz passiva pronominal, apresentava-se no presente do indicativo (Observa-se), e na voz passiva analtica foi empregado no pretrito perfeito do indicativo (Foi observado). Erro na transposio da voz passiva sinttica para a analtica, em virtude da alterao do tempo verbal. DIFERENA ENTRE VERBOS REFLEXIVOS E VERBOS PRONOMINAIS Os verbos reflexivos indicam que o sujeito ao mesmo tempo pratica e sofre a ao verbal. O pronome exerce a funo sinttica de complemento verbal (objeto direto ou indireto). Eu me cortei com a faca. Ele se veste muito bem.
Esses verbos podem ser usados sem o valor reflexivo, com outro objeto que no o pronome: Eu cortei o brao com a faca. Ele vestiu o seu filho muito bem.
J os verbos pronominais apresentam o pronome como parte integrante do verbo. Esses verbos no admitem conjugao com outro objeto que no o pronome. Eu me queixei do tratamento que recebi. Ele sempre se arrepende do que faz.
Os pronomes que acompanham esses verbos no exercem nenhuma funo sinttica na orao.
CORRELAO VERBAL CORRELAO VERBAL consiste na articulao entre as formas verbais no perodo. Os verbos estabelecem, assim, uma correspondncia entre si. Esse tipo de questo, normalmente, o candidato consegue acertar usando o ouvido. Observe que alguma coisa parece estar errada na construo: Se voc se acomodasse com a situao, ela se tornar efetiva.. Isso acontece porque no houve correlao entre a forma verbal da primeira orao (acomodasse) que indica hiptese, possibilidade - com a da segunda (tornar) que indica certeza.
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A ttulo de curiosidade (e somente com esse propsito nada de ficar decorando listas), seguem alguns exemplos de construes corretas sob o aspecto de correlao verbal: a) Exijo que me diga a verdade. - presente do indicativo + presente do subjuntivo b) Exigi que me [Link]. dissesse feito a verdade. uma boa [Link] presente +
c) Espero que ele tenha [Link]. d) Gostaria que ele [Link] tivesse
prova.
indic.+
vindo.
[Link].+
[Link]-que-
e) Se voc quiser o material, eu o trarei. futuro do subjuntivo + [Link] indicativo f) Se voc quisesse o livro, eu o traria. indicativo [Link].+ [Link] do
Mais um exemplo de correlao entre os verbos. Veremos na aula sobre concordncia os casos em que o verbo haver impessoal. Um deles: indicao do tempo decorrido. Isso significa que o verbo ficar na terceira pessoa do singular, qualquer que seja o seu complemento (plural ou singular). Esse verbo deve estar em harmonia temporal com os demais do perodo, isto , se a estrutura oracional aponta para um fato passado, o verbo haver tambm dever ser conjugado no passado. Na edio da revista Veja sobre a morte de Cssia Eller, a manchete foi: A polcia suspeita que um coquetel de droga, lcool e remdios matou a cantora, que havia dois anos lutava para se livrar da dependncia de cocana Na poca, houve uma enxurrada de perguntas (inclusive para a redao da revista) sobre a correo dessa forma do verbo haver. Est CORRETSSIMA! Note que a afirmao se refere a um fato passado (afinal, infelizmente ela j no estava mais viva naquele momento). Assim, o tempo decorrido se encontrava concludo no passado, o que justifica o emprego de havia, da mesma forma que a forma lutava. Se a afirmao se referisse a um fato ainda atual: Fulano h dois anos luta para se livrar das drogas., todos os verbos se conjugariam no mesmo tempo verbal presente do indicativo. Vamos s questes de fixao. Mais uma vez, lembramos que so questes aplicadas nos mais diversos concursos pblicos do pas. Bons estudos a todos. QUESTES DE FIXAO (NCE UFRJ/ADMINISTRADOR PIAU/2006) TEXTO - A SADE E O FUTURO Druzio Varella Reflexes para o futuro Ficaremos sobrecarregados, pagando caro pela ignorncia e irresponsabilidade do passado. Acharemos inacreditvel no havermos percebido em tempo, por exemplo, que
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o vrus da Aids, presente na seringa usada pelo adolescente da periferia para viajar ao paraso por alguns instantes, infecta as mocinhas da favela, os travestis da cadeia, as garotas da boate, o menino esperto, a menininha ingnua, o senhor enrustido, a me de famlia e se espalha para a multido de gente pobre, sem instruo e higiene. Haver milhes de pessoas com Aids, dependendo de tratamentos caros e assistncia permanente. Seus sistemas imunolgicos deprimidos se tornaro presas fceis aos bacilos da tuberculose, que, por via area, iro parar nos pulmes dos que passarem por perto, fazendo ressurgir a tuberculose epidmica do tempo dos nossos avs. Sfilis, hepatite B, herpes, papilomavrus e outras doenas sexualmente transmissveis atacaro os incautos e daro origem ao avesso da revoluo sexual entre os sensatos. No caldo urbano da misria/sujeira/ignorncia crescero essas pragas modernas e outras imergiro inesperadas. Estar claro, ento, que o perigo ser muito mais imprevisvel do que aquele representado pelas antigas endemias rurais: doena de Chagas, malria, esquistossomose, passveis de controle com inseticidas, casas de tijolos, gua limpa e farta. Assustada, a sociedade brasileira tomar, enfim, conscincia do horror que ser pr filhos em um mundo to inspito. Nessas condies provvel que se organize para acabar com as causas dessas epidemias urbanas. Modernos hospitais sem fins lucrativos, dirigidos por fundaes privadas e mantidos com o esforo e a vigilncia das comunidades locais, podero democratizar o atendimento pblico. Eficientes programas de preveno, aplicados em parceria com instituies internacionais, diminuiro o nmero de pessoas doentes. Ento vir a fase em que surgiro novos rebeldes sonhadores, para enfrentar o desafio de estender a revoluo dos genes para melhorar a qualidade de vida dos que morarem na periferia das grandes cidades ou na imensido dos campos brasileiros. 1 - Como o texto tem um tom de profecia, a construo dessas previses se apia fundamentalmente: (A) no emprego do futuro do presente; (B) na abordagem de temas ainda desconhecidos; (C) na anteviso de um futuro sombrio; (D) na condenao do atraso social e cultural; (E) na utilizao de expresses de dvida. 2 - (NCE UFRJ / INPI - ANALISTA MARCAS / 2005) ... desses mesmos sentimentos que tm levado o Brasil beira do abismo,...; a forma verbal tm levado indica uma ao: (A) que j terminou; (B) anterior a outra ao passada; (C) habitual no passado; (D) iniciada no passado que continua no presente; (E) iniciada no presente que continua no futuro. 3 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polcia / 2001) TEXTO - DROGAS: A MDIA EST DENTRO
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Eugnio Bucci H poucos dias, assistindo a um desses debates universitrios que a gente pensa que no vo dar em nada, ouvi um raciocnio que no me saiu mais da cabea. Ouvi-o de um professor um professor brilhante, bom que se diga. Ele se saa muito bem, tecendo consideraes crticas sobre o provo. Alis, o debate era sobre o provo, mas isso no vem ao caso. O que me interessou foi um comentrio marginal que ele fez e o exemplo que escolheu para ilustrar seu comentrio. Primeiro, ele disse que a publicidade no pode tudo, ou melhor, que nem todas as atitudes humanas so ditadas pela propaganda. Sim, a tese bvia, ningum discorda disso, mas o mais interessante veio depois. Para corroborar sua constatao, o professor lembrou que muita gente cheira cocana e, no entanto, no h propaganda de cocana na TV. Qual a concluso lgica? Isso mesmo: nem todo hbito de consumo ditado pela publicidade. A favor da mesma tese, poderamos dizer que, muitas vezes, a publicidade tenta e no consegue mudar os hbitos do pblico. Inmeros esforos publicitrios no resultam em nada. Continuemos no campo das substncias ilcitas. Existem insistentes campanhas antidrogas nos meios de comunicao, algumas um tanto soporferas, outras mais terroristas, e todas fracassam. Moral da histria? Nem que seja para consumir produtos qumicos ilegais, ainda somos minimamente livres diante do poder da mdia. Temos alguma autonomia para formar nossas decises. Tudo certo? Creio que no. Concordo que a mdia no pode tudo, concordo que as pessoas conseguem guardar alguma independncia em sua relao com a publicidade, mas acho que o professor cometeu duas impropriedades: anunciou uma tese fcil demais e, para demonstr-la, escolheu um exemplo ingnuo demais. Embora no vejamos um comercial promovendo explicitamente o consumo de cocana, ou de maconha, ou de herona, ou de crack, a verdade que os meios de comunicao nos bombardeiam, durante 24 horas por dia, com a propaganda no de drogas, mas do efeito das drogas. A publicidade, nesse sentido, no refreia, mas refora o desejo pelo efeito das drogas. Por favor, no se pode culpar os publicitrios por isso eles, assim como todo mundo, no sabem o que fazem. A favor da mesma tese, PODERAMOS dizer que...; o uso do futuro do pretrito, nesse segmento, indica: a) uma hiptese; b) uma forma polida de presente; c) uma possibilidade no realizada; d) ao posterior ao tempo em que se fala; e) incerteza sobre fatos passados. 4 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001) TEXTO - RACISMO O Globo, 13/7/01 A imprensa brasileira vem noticiando uma proposta milionria do Lazio da Itlia, que pretende adquirir o passe do zagueiro Juan por 10 milhes de dlares.
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Este o time cuja torcida j agrediu o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, e perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estdio. Aqui fica uma sugesto a este jovem negro, atleta brasileiro de 22 anos, com um brilhante futuro profissional: recuse o convite e no troque o Brasil pela Itlia, pois moedas no resgatam a dignidade. Diga no aos xenfobos e racistas. Considerando que a ao de agredir o jogador brasileiro Antonio Carlos ocorreu antes de o Lazio perder o mando do campo, ao tambm passada, o verbo agredir deveria estar no: a) mais-que-perfeito do indicativo; b) imperfeito do indicativo; c) futuro do pretrito; d) imperfeito do subjuntivo; e) presente do subjuntivo. 5 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL Agente Adm ./2006) TEXTO - Racismo, discriminao, preconceito... Colocando os pingos nos is Maria Aparecida da Silva Recentemente assisti ao programa esportivo Carto Verde, da TV Cultura, no qual se discutia, de maneira tmida, a discriminao racial que um jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros, Rincn (Corinthians) e Wagner (So Paulo), em momentos distintos. Havia controvrsias quanto veracidade dos fatos, quanto sinceridade dos protagonistas, quanto oportunidade ou oportunismo das denncias. Mas o que de fato despertou minha ateno foi a relativizao do racismo presente no futebol brasileiro. Os cronistas utilizavam a todo tempo a expresso preconceito, quando as situaes em foco constituam, na verdade, prticas de discriminao racial. A autora no afirma com segurana, no primeiro pargrafo, que o jogador Paulo Nunes cometeu um ato discriminatrio; o meio lingstico empregado para relativizar essa afirmao : (A) a adjetivao de tmida, dada discusso; (B) o emprego do futuro do pretrito composto teria praticado; (C) o discurso indireto; (D) a inverso dos termos da frase; (E) a utilizao dos parnteses. 6 - (FUNDEC / PRODERJ / 2002) ESBOO DE UMA CASA Casa fria, de apartamento. Paredes muito brancas, de uma aspereza em que no d gosto passar a mo. A moram quatro pessoas, com a criada, sendo que uma das pessoas passa o dia fora, menina de colgio.
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Plantas, s as que podem caber num interior to longe da terra (estamos em um dcimo andar), e apenas corrigem a aridez das janelas. L embaixo, a fita interminvel de asfalto, onde deslizam automveis e bicicletas. E ao longo da fita, uma coisa enorme e estranha, a que se convencionou dar o apelido de mar, naturalmente falta de expresso sinttica para tudo o que h nele de salgado, de revoltoso, de boi triste, de cadveres, de reflexos e de palpitao submarina. Do dcimo andar rua, seria a vertigem, se chegssemos muito janela, se nos debrussemos. Mas adquire-se o costume de olhar s para a frente ou mais para cima ainda. Ento aparecem montanhas, uma esttua de pedra que s vezes cortada pelo nevoeiro, casas absurdas danando - ou imveis, aps a dana - sobre precipcios. H tambm um coqueiro irreal, sem nenhum coco, despojado e batido de vento (que se diria um vento bbedo), no alto do morro, quase ao nvel da casa. (ANDRADE, C. Drummond de. Confisses de Minas. In Poesia e Prosa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 959.) Na correlao entre os dois verbos sublinhados no trecho Do dcimo andar rua, seria a vertigem, se chegssemos muito janela... (linhas 15-16), o enunciador manifesta uma atitude de: A) certeza, pois sabe que o fato no pode acontecer; B) subjetividade, pois no sabe se o fato tem possibilidade de acontecer; C) dvida quanto possibilidade de um fato acontecer, pois no h hiptese de o outro tambm acontecer; D) certeza quanto possibilidade de um fato acontecer, na condio de tambm o outro acontecer; E) descrena sobre a realizao do fato, pois est condicionado realizao de outro fato. 7 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005) A forma envoltas, em envoltas num cambiante vu de nuvens, corresponde ao particpio irregular do verbo envolver, que tambm possui a forma envolvido. O verbo abaixo que NO admite duplo particpio : (A) morrer; (B) escrever; (C) matar; (D) pegar; (E) eleger. 8 - (NCE UFRJ / MPE RJ / 2001) Noticiando forma do gerndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbal destacada pode NO estar no gerndio : a) As notcias esto chegando da Itlia cada vez mais rapidamente; b) Transformando-se o dio em amor, acabam-se as guerras;
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c) Vindo o resultado, os clientes comearam a protestar; d) Os jogadores italianos esto reclamando dos estrangeiros; e) O atleta viajou, completando sua misso.
9 - (FGV/[Link]/2001) O emprego do particpio verbal est errado em A. O menino tinha matado a fome. B. O diretor havia suspendido alguns auxiliares. C. O nibus tinha chego atrasado. D. As pessoas estavam salvas.
10 - (CETRO / TCM SP / 2006) Milton Friedman, agora com 92 anos de idade, um daqueles economistas que no pode ser acusado de simpatias esquerdistas. Suas credenciais conservadoras incluem o ttulo de papa do neoliberalismo, ferrenho defensor do mercado livre, republicano, membro do Instituto Hoover e o Prmio Nobel de Economia de 1985. com essas qualificaes que Friedman tem defendido a polmica proposta de legalizao de todas as drogas. Em entrevista exclusiva Folha, o economista voltou a sustentar que, se h algo que deve ser eliminado, no so as drogas, mas o programa antidrogas dos EUA. Com base num estudo recm-divulgado pela Universidade Harvard, segundo o qual os EUA economizariam US$ 14 bilhes por ano se a maconha fosse legalizada (menos US$ 7,7 bilhes de despesas com policiamento e mais US$ 6,2 bilhes com impostos), Friedman e outros 499 economistas enviaram a George W. Bush e ao Congresso norteamericano uma carta na qual pedem a liberao dessa droga. Em termos filosficos, a posio liberal do venerando economista sustentvel. Se acreditamos que a liberdade um valor a respeitar e cultivar e cremos nisso , ento a deciso sobre utilizar drogas, desde que tomada conscientemente, deveria ser estritamente pessoal e intransfervel. Se o Estado tem algum papel a exercer seria o de regulamentar o comrcio e zelar para que as pessoas recebam toda a informao disponvel a respeito dos perigos do consumo. (...) Sobre o terceiro pargrafo do texto acima, levando-se em considerao recomendaes da gramtica normativa tradicional, JULGUE a afirmao que segue. as
(A) no primeiro perodo, o termo venerando forma verbal de gerndio do verbo venerar e faz parte, no texto, de uma orao subordinada reduzida de gerndio. 11 - (ESAF/AFC SFC/2002) Assinale a opo gramaticalmente correta.
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a) Sob a tica de um Estado em particular a despeito de a Guerra Fiscal do ICMS ser prejudicial nao , h ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjuntural de receita para o Estado. b) Se todos os Estados parassem de conceder incentivos, todos ganhariam; mas se um Estado se abstesse de tal poltica e os demais continuassem a pratic-la, esse perderia. c) Tendo em vista a anlise histrica da Guerra Fiscal, alguns autores propuseram uma diviso de perodos que comeam com a criao do ICM e chegam at a atualidade. d) No primeiro perodo, o Governo Central tirou dos Estados a competncia de instituir e aumentar alquotas dos impostos, e ficou estabelecido que couberiam tais atribuies somente ao Senado. e) Pressionado pelas disputas inter-regionais, o Governo Federal interviu no incipiente mecanismo de concesso de incentivos, e, por meio de lei complementar, criou o CONFAZ. (Com base em artigo de Andr Eduardo da S. Fernandes & Nlio L. Wanderlei)
12 - (NCE UFRJ / ELETROBRS - Assistente Tcnico Administrativo /2005) E tantas vezes vim aqui...; a frase abaixo que apresenta uma forma INADEQUADA do verbo VIR : (A) Hoje vimos aqui para visitar a velha casa; (B) Amanh viro outros a visitar a mesma casa antiga; (C) Quando virem outros, a casa no ser a mesma; (D) Antigamente vinha muito a esta casa; (E) Eles no tm vindo a esta casa. 13 - (NCE UFRJ / CVM / 2005) Se ele trabalhar, eu tambm trabalharei!; a alternativa que tem uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA : (A) Se ele for, eu tambm irei; (B) Se ele ver, eu tambm verei; (C) Se ele quiser, eu tambm quererei; (D) Se ele requerer, eu tambm requererei; (E) Se ele couber, eu tambm caberei. 14 (NCE UFRJ / CVM / 2005) Se ele lesse, eu tambm leria; a alternativa que apresenta uma frase com essa mesma estrutura, mas com forma verbal EQUIVOCADA : (A) Se ele trouxesse, eu tambm traria; (B) Se ele aprovasse, eu tambm aprovaria;
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(C) Se ele pusesse, eu tambm poria; (D) Se ele viesse, eu tambm viria; (E) Se ele mantesse, eu tambm manteria. 15 - (NCE UFRJ/ ANTT / 2005) Do segmento onde havia estado anteriormente e morara algum tempo, se quisssemos substituir a primeira forma verbal sublinhada a fim de que tivesse a mesma forma simples da segunda, deveramos escrever: (A) estava; (B) estaria; (C) esteve; (D) estivera; (E) tinha estado.
16 - (FCC / TRE AP - Tcnico Judicirio/ 2006) Est corretamente flexionada a forma verbal sublinhada na frase: (A) Se algum propor medidas para economia de energia, que seja ouvido com ateno. (B) Caso uma represa contenhe pouco volume de gua, as turbinas da usina desligamse. (C) Seria preciso que refizssemos os clculos da energia que estamos gastando. (D) S damos valor s coisas quando elas j escasseiaram. (E) Se no determos os desperdcios, pagaremos cada vez mais caro por eles. 17 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002) E agora passemos a outro programa; se nesta frase empregssemos o verbo PASSEAR em lugar do verbo PASSAR, a forma equivalente seria: a) passeiemos; b) passeamos; c) passeiamos; d) passeemos; e) passeiam. 18 - (FGV/[Link]/2001) O verbo "despedir-se" apresenta erro grfico em: A. Despedir-se-o aps o jantar. B. Pedem que se despessam logo.
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C. No nos despediriam nessas circunstncias. D. Despeo-me de todos amanh. 19 - (Fundao Jos Pelcio Ferreira / ICMS RO / 2006) H erro de conjugao verbal em: a) Nas intervenes, sempre se apunham comentrios maliciosos ao meu depoimento. b) Trata-se de uma lei que vigiu na Primeira Repblica e hoje revela-se anacrnica. c) Encontrou-se ontem com a pessoa que delatara polcia h dois meses. d) No se pode admitir que o Direito sobresteja o curso dos fatos sociais. e) Disse-me ele que eu s vezes pretiro os limites do bom senso. 20 - (CESGRANRIO / BNDES ADVOGADO / 2004) Marque a opo em que a lacuna pode ser adequadamente preenchida com uma forma simples flexionada do verbo entre parnteses. (A) provvel que muitas empresas _____ com as novas medidas econmicas. (falir) (B) Atualmente, todos se _____ contra as oscilaes decorrentes de planos mal sucedidos. (precaver) (C) Ns _____ todos os documentos e contrato perdidos durante a mudana, na semana passada. (reaver) (D) uma pena que o vice-presidente da empresa _____ por causa de pequenos problemas. (explodir) (E) Os funcionrios ficaro mais bem dispostos caso a firma _____ as salas de cores claras. (colorir) 21 - (FUNDEC / TJ MG / 2002) Tendo em conta a flexo verbal, CORRETO afirmar que as formas PROVM, PROVEM, PROVEM E PROVM referem-se, respectivamente, aos seguintes verbos: a) prover, provir, provar e provir b) provir, provar, prover e provir c) provar, prover, provir e prover d) provir, provar, provir e prover 22 - (FUNDEC / TJ MG / 2002) Assinale a alternativa que complete CORRETAMENTE as lacunas das sentenas abaixo. Caso haja qualquer irregularidade, __________ as eleies. (impugnar) O condenado foi __________________ diante de uma multido. (decapitar) O governo quer que se _______________ as causas do acidente. (averiguar)
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a) impgno decaptado averige b) impugno decapitado averigem c) impuguino decapitado avergem d) impugno decaptado averigem.
23 (NCE UFRJ / INCRA / 2005) Na frase Vem pra CAIXA voc tambm h um erro gramatical que j foi bastante comentado; o desvio da norma culta, neste caso, est: (A) no uso de pra em lugar de para; (B) na grafia em maisculas do vocbulo CAIXA; (C) no tratamento ntimo voc em lugar de o senhor; (D) o uso do imperativo, com um tom inadequado de ordem; (E) a mistura de tratamentos.
24 - (FUNDEC / TRT [Link] / 2003) Considere a flexo do verbo sublinhado no trecho "Os trabalhadores se submetem a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho..." (linhas 12-14) e, em seguida, analise o mesmo verbo flexionado nas frases abaixo. Pode-se afirmar que o referido verbo est flexionado de forma INCORRETA na opo: A) Trabalhador, jamais te submeta a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho. B) Trabalhadores, no se submetam a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho. C) No somos trabalhadores que nos submetamos a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho. D) Jamais como trabalhador se submetera a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho. E) Constantemente submetemo-nos a formas mais ou menos intensas de desvalorizao da fora de trabalho.
25 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006) Passando a fala "Adivinhe" para a forma de tratamento vs, obtm-se: (A) Adivinhais. (B) Adivinhai. (C) Adivinheis. (D) Adivinhei.
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(E) Adivinde. 26 - (NCE UFRJ / PCRJ / 2002) Se a forma verbal Tenha estivesse na forma negativa da mesma pessoa do imperativo, sua forma correta seria: a) no tem; b) no tenhas; c) no tende; d) no tenha; e) no tens. 27 - (FGV / ICMS MS TTI / 2006) Aqui h plantas que do duas, trs safras por ano. Substituindo-se a forma verbal do trecho acima por outra, s no se respeitou a norma culta em: (A) Aqui existem plantas que do duas, trs safras por ano. (B) Aqui deve haver plantas que do duas, trs safras por ano. (C) Aqui podem existir plantas que do duas, trs safras por ano. (D) Aqui h de existir plantas que do duas, trs safras por ano. (E) Aqui pode haver plantas que do duas, trs safras por ano. 28 - (ESAF / ACE / 1998) A diplomacia econmica dos Estados Unidos consagrou a idia de grandes mercados emergentes (Big Emerging Markets). Pases como a China, o Brasil, a ndia, a Coria do Sul ou a Indonsia, os maiores entre os grandes, reuniram oportunidades e vantagens excepcionais. Deveriam tornarem-se(A) alvos de uma diplomacia econmica ofensiva e insistente cujos(B) objetivos incluiriam a abertura comercial e o aumento do investimento estrangeiro. Entre os grandes, a ndia dos maiores. H previses de crescimento populacional que colocam(C) os indianos frente(D) dos chineses em um horizonte(E) de 25 anos. (Baseado em Gilson Schwartz, Folha de So Paulo, 8/03/1998) a) A b) B c) C d) D e) E 29 - (FCC / TRE AP - Tcnico Judicirio/ 2006) Transpondo-se para a voz passiva a frase Ele gasta dinheiro que nem gua, a forma verbal resultante ser
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(A) ser gasta. (B) foi gasta. (C) est sendo gasto. (D) ser gasto. (E)) gasto. 30 - (FUNDEC / TRT 2 Regio / 2003) Passando-se para a voz ativa e mantendo-se o sentido original, a orao Com verba do Estado, 18 composies j esto sendo reformadas (linhas 5-6) deve ter a forma expressa na opo: A) J esto reformando 18 composies com recursos do tesouro estadual. B) O Estado, com recursos prprios, j est reformando 18 composies. C) J esto sendo reformadas pelo Estado, com recursos do tesouro, 18 composies. D) 18 composies j esto sendo reformadas com recursos prprios do Estado. E) Atravs da verba do Estado esto reformando 18 composies.
31 - (FUNDAO JOO GOULART/PGM RJ/2004) O martelo de percusso confundido com um instrumento ameaador. Em voz ativa, essa frase do texto seria escrita da seguinte maneira: A) Confunde-se o martelo de percusso com um instrumento ameaador. B) Um instrumento ameaador confundiu-se com o martelo de percusso. C) Confundem o martelo de percusso com um instrumento ameaador. D) Um instrumento ameaador confundido com o martelo de percusso. 32 - (NCE UFRJ / Inspetor de Polcia / 2001) nem todo hbito de consumo ditado pela publicidade.; colocando-se esse segmento do texto na voz ativa, temos como forma adequada: a) a publicidade no dita todo hbito de consumo; b) a publicidade dita todo hbito de consumo; c) o hbito de consumo dita a publicidade; d) o hbito de consumo no dita a publicidade; e) nem toda publicidade dita todo hbito de consumo. 33 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judicirio / 2001) Na voz passiva, a forma correta da frase o lenhador quebrou o silncio : a) quebraram o silncio; b) quebrou-se o silncio;
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c) quebrou-se o silncio pelo lenhador; d) o silncio foi quebrado pelo lenhador; e) o silncio era quebrado pelo lenhador. 34 - (NCE UFRJ / INCRA / 2005) Se voc assalariado... tem crdito; a alternativa abaixo que mostra uma concordncia INADEQUADA entre os tempos verbais : (A) Se voc fosse assalariado... teria crdito; (B) Se voc for assalariado... ter credito; (C) Se voc foi assalariado... teve crdito; (D) Se voc tivesse sido assalariado... teria tido crdito; (E) Se voc seja assalariado... tem crdito. 35 - (NCE UFRJ / CVM / 2005) NO h a devida correlao temporal das formas verbais em: (A) Seria conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversrio; (B) conveniente que o time ficaria sem saber quem o adversrio; (C) Era conveniente que o time ficasse sem saber quem foi o adversrio; (D) Ser conveniente que o time fique sem saber quem o adversrio; (E) Foi conveniente que o time ficasse sem saber quem era o adversrio. 36 - (ESAF / AFC SFC / 2000) Assinale a opo em que a correlao entre tempos e modos verbais constitui erro de sintaxe. a) H pelo menos dois sculos, desde que Adam Smith inaugurou a profisso, os economistas consomem boa parte de seu tempo, enaltecendo os benefcios do livre comrcio e pregando a liberdade econmica. b) O mundo perfeito, garantem, aquele em que no h nenhum tipo de obstculo ao fluxo de mercadorias, pessoas e idias. c) Deixada sem amarras, a economia funcionaria de maneira harmoniosa, regida por uma mo invisvel que a fazia viver sempre em equilbrio. d) Presa, seria como uma mquina com areia nas engrenagens, cujo atrito traria desperdcio de energia e empobreceria os cidados. e) A virada do milnio reservou um paradoxo e tanto para os seguidores do economista escocs. Nunca como agora o mundo aderiu com tanta garra a suas teses. (Adaptado de Exame, 1/11/2000, p.135) 37 - (ESAF/AFT/2006)
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No atual estgio da sociedade brasileira, se se deseja um regime democrtico, no basta abolir a necessidade de bens bsicos. necessrio que o processo produtivo seja capaz de continuar, com eficincia, a produo e a oferta de bens considerados suprfluos. Em se tratando de um compromisso democrtico, uma hierarquia de prioridades deve colocar o bsico sobre o suprfluo. O que deve servir como incentivo para a proposta de casar democracia, fim da apartao e eficincia econmica em geral o fato de que o potencial econmico do pas permite otimismo quanto possibilidade de atender todas essas necessidades, dentro de uma estratgia em que o tempo no ser muito longo. (Adaptado de Cristovam Buarque, Da modernidade tcnica modernidade tica, p.29) Julgue o item a seguir. - Substituir o conectivo de valor condicional se (l.1) por caso, resultando em: caso se. 38 - (CESPE UNB / AGU / 2002) A minha firme convico que, se no fizermos todos os dias novos e maiores esforos para tornar o nosso solo perfeitamente livre, se no tivermos sempre presente a idia de que a escravido a causa principal de todos os nossos vcios, defeitos, perigos e fraquezas nacionais, o prazo que ainda tem de durao legal calculadas todas as influncias que lhe esto precipitando o desfecho ser assinalado por sintomas crescentes de dissoluo social. Joaquim Nabuco. O abolicionismo. In: Intrpretes do Brasil, v. I. Nova Aguilar, 2000, p. 148-51 (com adaptaes). Julgue a assertiva abaixo. - As estruturas condicionais se no fizermos (l.1) e se no tivermos (l.2) podem ser substitudas, respectivamente, por caso no faamos e caso no tenhamos, sem prejuzo para a correo gramatical do texto. 39 - (NCE UFRJ / ANALISTA FINEP / 2006) Na frase O autor do texto pensa que a Terra se tornar invivel, criada a partir do tema do texto, a correspondncia de tempos verbais INADEQUADA correspondente, respectivamente, a pensa e se tornar : (A) pensou / se tornaria; (B) tinha pensado / se tornaria; (C) pensava / tornar; (D) pensar / se tornar; (E) teria pensado / se tornaria. 40 - (NCE UFRJ / MPE RJ AUXILIAR / 2001) Se houvesse uma lei que proibisse...; se, em lugar de SE, escrevssemos QUANDO, as formas verbais sublinhadas deveriam ser, respectivamente:
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a) houver / proba; b) haver / proibisse; c) haja / proibindo; d) haver / proba; e) houver / probisse.
GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTES DE FIXAO 1A A expresso um tom de profecia, no enunciado, j d a deixa para a resposta certa. A partir do ttulo da matria (Reflexes sobre o futuro) se verifica que o autor apresentar fatos que podero ocorrer no futuro. Por isso, o texto se constri basicamente com verbos no futuro do presente do indicativo, apresentando um certo ar de previso. 2D O pretrito perfeito composto (tem levado) retrata fatos iniciados no passado que apresentam durao at o momento presente (o que justifica a conjugao do verbo auxiliar nesse tempo verbal). Essa questo vem afirmar o conceito desse tempo verbal composto. 3B Precisamos ler o texto para perceber o intuito no emprego do tempo verbal em questo. Em vez do futuro do pretrito, o verbo poderia se apresentar no presente do indicativo: A favor da mesma tese, PODEMOS dizer que.... Contudo, o autor optou por uma forma mais educada, polida de se dirigir ao leitor: PODERAMOS. Perceba que a banca explorou tambm algumas outras possibilidades de emprego do futuro do pretrito (hiptese, incerteza sobre fatos passados), motivo pelo qual tornouse necessria a transcrio do texto. 4A O tempo que indica um fato passado ocorrido antes de outro fato tambm no passado o pretrito mais-que-perfeito do indicativo. Uma possibilidade de construo do perodo : A torcida do Lazio j agredira (ou a forma composta tinha agredido) o jogador brasileiro Antonio Carlos, do Roma, quando o time perdeu o mando de campo por incitamento racista em pleno estdio. 5B Quando no se tem convico acerca do que ser pronunciado, pode-se usar o futuro do pretrito simples ou composto.
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Essa foi a forma utilizada pela autora do texto ao empregar: a discriminao racial que um jogador branco do Palmeiras (Paulo Nunes) teria praticado contra dois jogadores negros. Note que essa incerteza confirmada no perodo seguinte: Havia controvrsias quanto veracidade dos fatos, quanto sinceridade dos protagonistas, quanto oportunidade ou oportunismo das denncias.. Para no afirmar categoricamente a ocorrncia de um crime, a autora usa a forma verbal do futuro do pretrito composto e se mantm margem de qualquer acusao, apenas relatando os fatos. 6D sempre bem-vinda a oportunidade de ler Drummond. Nessa questo, a banca foi extremamente inteligente ao jogar com as palavras certeza e condio. Uma das possibilidades de emprego do futuro do pretrito do indicativo estabelecer uma hiptese (certeza de ocorrncia) relacionada a uma condio (incerteza de ocorrncia). Desse modo, estabelece-se a relao entre o modo indicativo e subjuntivo. A indicao apresentada no futuro do pretrito (modo indicativo) apresenta uma certa incerteza, haja vista necessidade de a condio se realizar (modo subjuntivo). No trecho Do dcimo andar rua, seria a vertigem, se chegssemos muito janela..., afirma-se que, se chegssemos junto janela [CONDIO], teramos vertigem [HIPTESE]. O que define como correta a afirmao do item D (e no a opo E) a certeza da ocorrncia do fato (ter vertigem) uma vez concretizada a condio (chegar junto janela). 7B Abordaremos, agora, as formas nominais. Como vimos, alguns verbos possuem mais de uma forma vlida para o particpio: regular e irregular. Dentre os verbos apresentados na questo, o nico que possui somente uma forma (irregular) o verbo escrever. Alis, fizemos meno a ele na nossa aula. As formas participiais dos demais verbos so: - MORRER morrido (regular) e morto (irregular) - MATAR matado (regular) e morto (irregular) [CURIOSIDADE: o particpio irregular morto tanto pode se referir ao verbo matar como ao verbo morrer.] - PEGAR pegado (regular) e pego (irregular) - ELEGER elegido (regular) e eleito (irregular) Lembrando que os particpios regulares so empregados nos tempos compostos com os verbos TER e HAVER, enquanto que os particpios irregulares so usados nas locues verbais de voz passiva, com os verbos SER e ESTAR.
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Os nicos verbos que admitem emprego indistinto (auxiliares TER, HAVER, SER ou ESTAR) de qualquer forma participial (regular ou irregular) so GANHAR, GASTAR, PEGAR E PAGAR (dois com P e dois com G). 8C Como vimos em nossa aula, o verbo VIR (e seus derivados) apresentam uma nica forma tanto para o gerndio quanto para o particpio: VINDO (intervindo, convindo, advindo). Por isso, a forma Vindo o resultado tanto pode estar no gerndio como no particpio. Note essa dupla possibilidade a partir da troca do verbo VIR por outro, como o RECEBER: Recebido o resultado, os clientes comearam a protestar. orao reduzida de particpio Recebendo o resultado, os clientes comearam a protestar. orao reduzida de gerndio As demais formas apresentam-se no gerndio e possuem forma participial distinta: chegando (chegado), transformando (transformado), reclamando (reclamado), completando (completado). 9C Essa questo para os que acharam um absurdo nosso comentrio sobre a forma do particpio do verbo CHEGAR. No sei em relao s demais regies do Brasil, mas aqui no Sul do pas muito comum ouvir: Ele no tinha chego ainda.. Tanto isso deve ser comum que a banca da Fundao Getlio Vargas, uma das melhores do pas, explorou esse conceito. Repetimos a lio: o verbo chegar apresenta uma NICA forma de particpio: o regular CHEGADO. Por isso, a forma correta da opo C seria: O nibus tinha chegado atrasado. 10 ITEM INCORRETO verdade que a forma venerando o particpio do verbo venerar. Contudo, no texto (que transcrevemos apenas parcialmente), esse vocbulo tem valor adjetivo, equivalente a venervel, respeitvel. por esse motivo que gerndio, particpio e infinitivo so chamadas FORMAS NOMINAIS. Derivam de verbos, mas podem ser usadas como adjetivos, advrbios ou substantivos. 11 C A partir de agora, nosso assunto passou a ser CONJUGAO VERBAL. Est correta a conjugao do verbo PROPOR em alguns autores propuseram, pois esse verbo derivado do verbo PR e se conjuga por ele: eles puseram / eles propuseram.
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Esto incorretas as formas verbais em: a) h ganhos a serem obtidos se ouvesse um aumento conjuntural pretrito imperfeito do subjuntivo do verbo HAVER. houvesse,
b) mas se um Estado se abstesse de tal poltica o verbo ABSTER derivado do verbo TER e se conjuga como ele: se tivesse se abstivesse. d) ficou estabelecido que couberiam tais atribuies somente ao Senado o verbo CABER se conjuga, no futuro do pretrito do indicativo, caberiam. Alis, essa a diferena entre o futuro do subjuntivo (couber) e o infinitivo pessoal (caber): o primeiro deriva da 3 pessoa do plural do pretrito perfeito do indicativo (couberam), formando quando eles couberem; j o segundo, deriva do infinitivo impessoal: para eles caberem. Na maior parte das vezes, especialmente nos verbos regulares, essas formas so grafadas de modo idntico: quando eles chegarem ([Link]); para eles chegarem(infinitivo pessoal). Em outras, as formas so diferentes: TRAZER (quando eles trouxerem / para eles trazerem), VER (quando eles virem / para eles verem), dentre tantas outras. Essa distino muito importante, pois muitas vezes, na linguagem do dia-a-dia, nos verbos irregulares, acaba-se trocando uma pela outra. e) o Governo Federal interviu o verbo intervir derivado do vir e se conjuga como seu paradigma: ele veio / ele interveio. 12 C Dando seqncia ao estudo das formas verbais primitivas e derivadas, vamos analisar outra questo sobre o tpico. Est em foco, agora, o verbo VIR. A forma verbal da opo C o futuro do subjuntivo. Como revimos na questo anterior, esse tempo verbal deriva da [Link] do plural do pretrito perfeito do indicativo (eles vieram). Assim, a forma correta seria: Quando vierem outros, a casa no ser a mesma.. Em caso de dvidas, reveja o quadro de formas primitivas / formas derivadas. A opo a, que pode ter deixado muita gente em dvida, apresenta a 1. pessoa do singular do presente do indicativo: ns vimos, tempo indicado pelo advrbio hoje. No confundam com o pretrito perfeito desse verbo (viemos). 13 B O futuro do subjuntivo deriva da 3. pessoa do plural do pretrito perfeito do indicativo. Assim, no verbo VER, a forma primitiva ser (eles) viram. Por isso, no futuro do subjuntivo, a forma correta Se ele vir, eu tambm verei.. Veja como esto corretas as demais construes verbais:
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VERBO IR QUERER REQUERER CABER FORMA PRIMITIVA [Link] plural [Link] ELES FORAM ELES QUISERAM ELES REQUERERAM ELES COUBERAM FORMA DERIVADA futuro do subjuntivo SE ELE FOR SE ELE QUISER SE ELE REQUERER SE ELE COUBER
14 E Essa questo idntica anterior. A diferena est no tempo verbal a ser analisado. Agora, ser o pretrito imperfeito do subjuntivo. Como vimos, esse tempo tambm deriva da 3. pessoa do plural do pretrito perfeito, assim como o futuro do subjuntivo (visto anteriormente). Ento, vamos ao quadro. FORMA PRIMITIVA VERBO TRAZER APROVAR PR VIR MANTER 15 - D O tempo verbal da locuo verbal havia estado nada mais do que o pretrito maisque-perfeito composto, construo em que o verbo auxiliar se conjuga no pretrito imperfeito. Assim, esto em perfeita correlao os verbos das duas oraes. O que o examinador sugere, em suma, que se substitua a forma composta pela simples: estivera. 16 C Para no errar questes de conjugao verbal, devemos ter em mente sempre a dica do PARADIGMA. Um verbo normalmente se conjuga como um outro parecido. Assim, na dvida, busque outro verbo (mais comum ao seu linguajar) cuja conjugao voc conhea e aplique a desinncia no verbo desconhecido. Vamos prtica: a) O verbo PROPOR se conjuga como o verbo PR. Assim: se algum puser leva a se algum propuser. b) O verbo CONTER se conjuga como o verbo TER. Por isso: caso uma represa tenha leva a caso uma represa contenha. d) O verbo ESCASSEAR (que dificilmente usamos) se conjuga como o verbo PASSEAR. Lembre-se de que esses verbos terminados em EAR s recebem a letra i nas formas [Link] plural [Link] ELES TROUXERAM ELES APROVARAM ELES PUSERAM ELES VIERAM ELES MANTIVERAM FORMA DERIVADA pretrito imperfeito do subjuntivo SE ELE TROUXESSE SE ELE APROVASSE SE ELE PUSESSE SE ELE VIESSE SE ELE MANTIVESSE
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rizotnicas, ou seja, quando a slaba tnica recaia no radical. Bem, ento: elas j passearam leva a elas j escassearam. Note que o radical do verbo ESCASSEAR ESCASSE-, e a slaba tnica recai fora do radical (escassearam), no devendo receber a letra i. e) O verbo DETER se conjuga como o verbo TER (novamente). Assim: se no tivermos leva a se no detivermos. Viu s como essa regra do paradigma uma mo na roda? 17 D J falamos sobre a conjugao dos verbos terminados em EAR na questo anterior, mas no custa nada repetir. Afinal, esses exerccios so de FIXAO. As formas rizotnicas (slaba tnica no radical) dos verbos terminados em EAR recebem a letra i. Por isso: eu passeio, tu passeias, ele passeia, ns passeamos, vs passeais, eles passeiam. Vimos tambm que o presente do subjuntivo um tempo verbal que busca o radical da [Link] do singular do presente do indicativo. Assim, o radical passe de eu passeio forma todo o presente do subjuntivo. No se esquea de que continua valendo a regra da letra i nas formas rizotnicas. A conjugao do verbo PASSEAR no presente do subjuntivo ser: passeie / passeie / passeie / passeemos / passeeis / passeiem
18 B Sabe aquela regrinha do paradigma? Veja s como ela ajuda em questes como essa, de conjugao verbal. O verbo DESPEDIR lembra muito um outro verbo. Com certeza voc j adivinhou... o verbo PEDIR. Ento, sua conjugao segue a do seu paradigma: que peam leva a que despeam. E olha l na opo D uma dica dessa forma: o presente do subjuntivo (despeam) deriva de qual forma mesmo??? Deriva da 1. pessoa do singular do presente do indicativo: DESPEO. Bela ajuda que a banca deu para que voc no errasse essa questo, no ? 19 B Muita gente nunca deve ter ouvido falar dessa banca examinadora (eu, pelo menos, s a conheci agora). Ela foi a responsvel pela prova para o ICMS de Rondnia, recentemente aplicada. Essa questo o nosso mote para comearmos a falar sobre VERBOS DEFECTIVOS.
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Lembrando: esses verbos apresentam defeito, ou seja, no possuem todas as formas de conjugao. Esse defeito s aparece na conjugao do presente do indicativo e nas formas dele derivadas (presente do subjuntivo, imperativo). Na opo B, h erro na conjugao do verbo viger, que defectivo. Este verbo no possui a 1. pessoa do singular do presente do indicativo. Nas demais formas, se conjuga como o verbo paradigma BEBER (ele bebeu / ele vigeu). Assim, a forma correta seria: Trata-se de uma lei que vigeu .... As demais formas, que esto CORRETAS, so: a) o pretrito imperfeito do indicativo do verbo APOR, que derivado do verbo PR: sempre se punham leva a sempre se apunham. Provavelmente voc achou HORROROSA essa forma PUNHAM, talvez at nunca tenha-a usado. Mas est correta e deve fazer parte do seu cotidiano a partir de hoje. Afinal, no assim que as crianas fazem? Quando elas aprendem uma palavrinha nova, ficam-na usando constantemente. Saia por a falando punham pra l, apunham pra c... c) A forma delatara o pretrito mais-que-perfeito do verbo DELATAR. d) O verbo sobrestar, que, no contexto, apresenta o sentido de impedir, sustar, retardar, derivado do verbo ESTAR. Assim, no se pode admitir que o Direito esteja leva a no se pode admitir que o Direito sobresteja. e) Essa opo enganou muita gente. Os que se lembraram da dica do paradigma certamente acertaram. A forma pretiro, que causou estranheza a muita gente, a conjugao do verbo PRETERIR (deixar de lado), que se conjuga como seu paradigma PREFERIR eu prefiro eu pretiro. 20 C O verbo reaver conjugado no presente do indicativo nas formas em que o verbo HAVER apresenta a letra v. Vejamos, inicialmente, a conjugao do verbo HAVER, no presente do indicativo: Eu hei / tu hs / ele h / ns havemos / vs haveis / eles ho. Assim, o verbo HAVER s apresenta conjugao, no presente do indicativo, nas 1. e [Link] do plural. O emprego do pronome ns na opo C fez com que essa fosse a resposta correta. Ns reavemos todos os documentos e contrato perdidos durante a mudana.... Vamos analisar as demais opes: a) O verbo falir defectivo e, assim como o verbo REAVER, no presente do indicativo, s se conjuga com os pronomes NS e VS (ns falimos / vs falis). b) O mesmo acontece com o verbo PRECAVER. S existem as formas ns nos precavemos e vs vos precaveis. d) O verbo EXPLODIR no possui a 1. pessoa do singular do presente do indicativo. Consequentemente, no possui nenhuma das formas do presente do subjuntivo. Assim, no possvel preencher a lacuna dessa opo com a forma simples do verbo, pois seria necessrio conjug-lo no presente do subjuntivo. Para confirmar isso, vamos trocar o verbo EXPLODIR por outro, como ABORRECER-SE: uma pena que o vice-presidente da empresa SE ABORREA por cauda de pequenos problemas.
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e) O verbo COLORIR tambm defectivo, no apresentando a [Link] do singular do presente do indicativo. Por isso, no possui tambm o presente do subjuntivo, tempo em que seria conjugado na construo da opo e. Poderia ser substitudo por seu correspondente COLORAR, que regular e apresenta todas as formas verbais, ou mesmo pelo verbo PINTAR: Os funcionrios ficaro mais bem dispostos caso a firma COLORE / PINTE as salas de cores claras. 21 B Essa questo deve ter dado um n na cabea de muita gente boa. Isso porque explora a conjugao de verbos parecidos PROVAR, PROVER e PROVIR. Para solucionar essa questo, entra em jogo a maravilhosa dica do paradigma. Vamos comear pelo verbo PROVAR, que regular e se conjuga como o paradigma FALAR. O radical de FALAR FAL-, e o de PROVAR PROV-. A esses radicais, devemos acrescentar a terminao, que comum nos dois verbos. Que eles falem leva a que eles provem., cuja slaba tnica pro. Assim, a segunda forma do enunciado do verbo PROVAR. Com isso, j eliminamos as opes A e C (j temos 50% de chances de ganhar o ponto). Agora, vejamos a conjugao do verbo PROVER, cujo significado pode ser: - tomar providncias, providenciar (O sndico prover tudo.); - nomear (O governo proveu vrios cargos.); - tomar providncias; - a acepo mais comum, abastecer (Ele proveu a despensa com o que h de melhor.). Como vimos no tpico Verbos Perigosos e de acordo com os significados que esse verbo pode apresentar, vemos que ele no derivado do verbo VER, apesar de apresentar algumas formas de conjugao idnticas: provejo, provejas, provejas, prover, proveria etc. Uma dessas formas em que a conjugao de PROVER segue do VER na 3 pessoa do plural do presente do indicativo: PROVEM. A partir dessa resposta, vemos que est correta a opo B. O verbo PROVIR derivado do verbo VIR e como este se conjuga. Por isso, apresenta duas das formas indicadas no enunciado: PROVM (3 pessoa do singular no presente do indicativo) e PROVM (3 pessoa do plural do presente do indicativo). A primeira pode ter causado surpresa, mas no se esquea que as palavras oxtonas terminadas em A(s), E(s), O(s) e EM(ens) devem ser acentuadas. Exemplos: PROVM, tambm, mantm, convm. A conjugao do verbo VIR na [Link] do singular do presente do indicativo no recebe acento por ser um monosslabo terminado em EM. Exemplos: VEM, tem, cem, sem. J na 3 pessoa do plural, a regra de acentuao do verbo PROVIR segue o que falamos sobre o ACENTO DIFERENCIAL DE NMERO (Aula demonstrativa pg.14).
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Por ser uma palavra oxtona terminada em EM, deve receber acento tanto a forma da 3 pessoa do singular como a do plural. O que diferencia o plural do singular que este recebe acento agudo (provm), enquanto aquele recebe o acento circunflexo (provm). Por isso, o acento desta ltima costuma ser chamado de diferencial de nmero. Considero esta uma excelente questo de prova. Parabns para a banca examinadora. 22 B 1 lacuna: O verbo impugnar regular, devendo o g permanecer sempre mudo: eu impugno, tu impugnas, ele impugna etc. Como a forma impugno uma paroxtona terminada em o, dispensa acentuao. 2 lacuna: Primeiramente, cabe esclarecer que no h consoante muda em decapitar. Este verbo apresenta, em sua etimologia, a palavra capita, como na expresso per capita, que grosso modo significa por cabea. Assim, decapitar literalmente tirar a cabea. um verbo regular e se conjuga pelo paradigma FALAR: eu decapito (Cuidado, no decapto!!! paroxtona, ou seja, a slaba tnica recai no pi), tu decapitas, ele decapita etc. Assim, o particpio decapitado. 3 lacuna: O verbo averiguar um daqueles perigosos. Por isso, devemos sempre lembrar as regras de formao dos verbos para no errar a conjugao verbal. A construo indica que o verbo da lacuna est no presente do subjuntivo. Este tempo verbal deriva da forma da 1 pessoa do singular do presente do indicativo: eu averiguo, em que a slaba tnica gu. Como est diante da vogal o, dispensa o acento. As formas do presente do subjuntivo so:
eu averige tu averiges ele averige ns averigemos vs averigeis
Do mesmo modo que a forma original (averiguo), nessas trs primeiras pessoas, a slaba tnica recai no u, o que justifica o acento agudo, pois agora est diante da vogal e. Nessas duas formas do plural, a fora recai no e, devendo o u ser pronunciado de forma fraca (com trema).
eles averigem A slaba tnica volta a recair no u, o que acaba levando a uma confuso. Note que a proximidade com o averigemos e averigeis acaba levando ao erro de construir a ltima forma verbal do mesmo modo. Por isso, CUIDADO!!!! A slaba tnica da 3 pessoa do plural volta para o u, registrando-se o acento agudo. A forma correta averigem. 23 E O assunto agora conjugao verbal no imperativo.
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O objetivo de uma propaganda se aproximar ao mximo de seu pblico-alvo. Assim, a comunicao deve ser direta e rpida. Muitas vezes, para se aproximar da linguagem coloquial, passa por cima de certas normas gramaticais. No comercial da Caixa Econmica Federal, houve uma mistura de tratamentos. Ao mesmo tempo em que flexiona o verbo como VEM, indicando o tratamento de segunda pessoa do singular (no imperativo tu vens s = vem tu), usa o pronome VOC, que leva o verbo para a 3 pessoa (no imperativo que ele venha = venha voc). Ainda que se alegue uma impropriedade no uso de pra em lugar de para, essa forma j encontra registro nos mais consagrados dicionrios. Alm disso, como indica o enunciado, o que mais se comentou em relao ao texto do comercial no foi o uso do pra, mas o emprego incorreto do verbo no imperativo. Por isso, a resposta foi letra E. 24 - A Na opo a, houve o emprego do verbo submeter no imperativo afirmativo. Como o tratamento usado de segunda pessoa (te), a regra indica que o verbo deve ser conjugado pelo presente do indicativo, sem a letra s ([Link]: tu te submetes imperativo: submete [tu]). Assim, a forma correta seria: Trabalhador, jamais te submete a formas .... Certamente, algum deve estar se perguntando: mas essa construo no est no negativo, o que levaria o verbo para o imperativo negativo e, consequentemente, para a conjugao do presente do subjuntivo? Essa foi uma maldade da banca: o advrbio jamais, ainda que apresente uma idia negativa, considerado um advrbio de tempo, equivalente a em tempo algum, devendo o verbo ser conjugado no imperativo afirmativo. b) Note que, nesta opo, emprega-se o tratamento de terceira pessoa (no se submetam). Ainda que o tratamento fosse de segunda pessoa, a conjugao do verbo seria no imperativo negativo, em virtude da presena do no e seguiria o presente do subjuntivo (Trabalhadores, no te submetam a formas...). c) Est correto o emprego do verbo SUBMETER no presente do subjuntivo, j que indica uma situao hipottica (No somos trabalhadores que nos submetamos...). d) O verbo nessa opo est no pretrito mais-que-perfeito do indicativo, indicando a ocorrncia de um fato anterior a outro fato tambm passado. e) Essa questo seria passvel de anulao em virtude de uma colocao pronominal indevida. Na aula apropriada (Pronomes), veremos que um advrbio antes do verbo sem pausa (como uma vrgula) atrai o pronome. Nessa construo, para que estivesse correta a colocao pronominal, deveria haver uma vrgula aps Constantemente (Constantemente, submetemo-nos...) ou o pronome deveria vir antes do verbo (Constantemente nos submetemos...). Como nosso assunto hoje VERBO, vamos analisar a questo somente sob este aspecto. Quando os pronomes tonos nos e vos so empregados aps uma forma verbal terminada em s, essa letra cai: submetemo-nos / submetei-vos. Por isso, em relao forma verbal, est correta a opo. Contudo, Napoleo Mendes de Almeida (Gramtica Metdica da Lngua Portuguesa) justifica essa opo pela eliminao do s como hbito ou facilidade da pronncia, afirmando que no se pode considerar errada a forma queixamos-nos.
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Alis, vamos aproveitar para explorar um pouco mais esse assunto. Quando os pronomes o, a, os, as so empregados aps o verbo cuja terminao seja r, s, z, ao pronome agregada ao pronome a letra L (lo, la, los, las) e o r, s, z caem. Exemplo: Comprei o jornal para procurar emprego. = para procur-lo. Em relao acentuao, j comentamos na aula de ortografia que este verbo entendido como um vocbulo independente, devendo obedecer s regras: procur = oxtona terminada em a. Se o pronome dividir o verbo em duas partes, cada parte ser analisada, para fins de acentuao, como se um nico vocbulo formasse. Exemplo: Ns distribuiramos o medicamento. Em mesclise: DISTRIBUIRAMOS + O = DISTRIBUIR + O + AMOS A letra r cai e o pronome o vira lo = distribu-lo-amos. Agora, vamos acentuao: No pedacinho distribui , a slaba tnica recai no i. Como segunda vogal do hiato, deve ser acentuada = distribu (com acento agudo no i) O outro pedao amos recebe acento por ser uma proparoxtona. Assim, a forma verbal correta : distribu-lo-amos. Quando o verbo termina de forma nasal (-m, -o, -e), aos pronomes o, a, os, as acrescentada a letra n. Exemplo: Nossos destinos tomaram caminhos diversos. = TOMARAM + OS = tomaram-nos Os caridosos do o po aos que tm fome. DO + O = do-no Tem calma e pe a tua cabea no lugar PE + A = pe-na no lugar (Observe, nesse ltimo exemplo, o emprego do imperativo em construo de segunda pessoa tu) Mais sobre o assunto ser objeto da aula sobre PRONOMES. Vamos, agora, ver mais algumas questes que envolvem conjugao do imperativo para relembrar as regras. 25 B No imperativo afirmativo, a regra o emprego do presente do subjuntivo. As nicas excees (que, por ser em menor nmero, devem ser memorizadas) ficam por conta das segundas pessoas TU e VS, que buscam a conjugao do presente do indicativo sem a letra s. Assim, o verbo ADIVINHAR, na 2 pessoa do plural (vs) no presente do indicativo adivinhais. Sem a letra s, o imperativo adivinhai. 26 D Agora, vamos relembrar a conjugao do imperativo negativo. Essa mais fcil ainda. Todas seguem a conjugao do presente do subjuntivo.
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Por isso, o verbo TER, na 3 pessoa do singular (Tenha), fica no imperativo negativo: no tenha. No houve alterao pelo fato de o verbo, no imperativo afirmativo, ser conjugado pelo presente do subjuntivo. S h diferena entre as formas afirmativa e negativa para as segundas pessoas (tu e vs). 27 D Agora nosso assunto ser locuo verbal. Em uma locuo verbal, pode haver um ou mais verbos auxiliares e s um verbo principal. Quem manda o principal, mas quem se flexiona o primeiro (ou nico) auxiliar, d