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Estudo do Equilíbrio Sólido-Líquido

Este relatório apresenta os resultados de experimentos realizados para estudar o equilíbrio sólido-líquido de sais. Foram determinadas as solubilidades dos sistemas binários água-cloreto de sódio e água-cloreto de potássio a diferentes temperaturas. Também foi determinado o diagrama de fases de uma mistura ternária de cloreto de potássio, cloreto de sódio e água à temperatura ambiente, usando a técnica da termometria quasi-isotérmica.
Direitos autorais
© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
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Estudo do Equilíbrio Sólido-Líquido

Este relatório apresenta os resultados de experimentos realizados para estudar o equilíbrio sólido-líquido de sais. Foram determinadas as solubilidades dos sistemas binários água-cloreto de sódio e água-cloreto de potássio a diferentes temperaturas. Também foi determinado o diagrama de fases de uma mistura ternária de cloreto de potássio, cloreto de sódio e água à temperatura ambiente, usando a técnica da termometria quasi-isotérmica.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
DISCIPLINA DE TERMODINMICA EXPERIMENTAL
DOCENTE: CARLSON PEREIRA DE SOUZA







ESTUDO DO EQUILBRIO SLIDO-LQUIDO



Candice Raquel dos Santos Barreto
Hellenny Oliveira Sabino
Patrcia Maria Rocha
Tssia Rayane Nascimento Fernades





Natal-RN
2011
2








Candice Raquel dos Santos Barreto
Hellenny Oliveira Sabino
Patrcia Maria Rocha
Tssia Rayane Nascimento Fernades





Relatrio referente aos experimentos
realizados nos dias 15 e 29 de
agosto de 2011, no laboratrio de
Termodinmica e Reatores
Catalticos, da disciplina de
Termodinmica Experimental,
ministrada pelo professor Dr.
Carlson Pereira de Souza, e sob
monitoria de Anglica Belchior Vital.




Natal-RN
2011
3

SUMRIO

1. INTRODUO...........................................................................................................4
2. OBJETIVO.................................................................................................................5
3. FUNDAMENTAO TERICA.................................................................................6
3.1. EQUILBRIO SLIDO-LQUIDO E SOLUBILIDADE DE SAIS.......................6
3.2. SOLUBILIDADE DE SLIDOS EM LIQUDOS..............................................7
3.3. MTODO DE TERMOMETRIA QUASI-ISOTRMICA...................................9
3.4. DIAGRAMA TERNRIO................................................................................10
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL.......................................................................12
4.1. MATERIAL UTILIZADO.................................................................................12
4.2. METODOLOGIA............................................................................................12
4.2.1. SISTEMAS BINRIOS.............................................................................12
4.2.2. SISTEMAS TERNRIOS.........................................................................13
5. ANLISE DOS DADOS...........................................................................................14
5.1. SISTEMAS BINRIOS..................................................................................15
5.2. SISTEMAS TERNRIOS..............................................................................20
6. CONSIDERAES FINAIS.....................................................................................26
7. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.........................................................................27















4

1. INTRODUO
A termodinmica desempenha um papel fundamental no projeto e operao do
equipamento utilizado nos processos de separao. A termodinmica permite estabelecer
e desenvolver as ferramentas apropriadas ao clculo dos balanos mssicos e
energticos, das densidades e das composies das fases em equilbrio. A aplicao
prtica destas equaes exige o conhecimento de variadas propriedades termofsicas
como o caso da presso e da temperatura de equilbrio das fases em presena, da
composio das fases, da densidade, da entalpia, da capacidade calorfica, da
viscosidade, etc.
O estudo do equilbrio de fases de misturas ajuda a minimizar os custos das
indstrias de processos, sendo um assunto fundamental para o projeto de unidades de
separao, onde juntamente com os reatores so responsveis pela viabilidade ou no da
fabricao de um produto.
Para desenvolver e aprimorar os processos de separao necessrio ter
informaes sobre as propriedades das matrias primas e dos produtos que constituem
os sistemas de interesse que, em princpio, podem ser obtidos atravs da Termodinmica
do Equilbrio de Fases. Os modelos fornecidos pela Termodinmica podero ser
empregados diretamente na modelagem e/ou aperfeioamento dos processos de
separao.
No desenvolvimento de uma modelagem adequada destes processos faz-se uso,
na maioria das vezes, de dados experimentais nas condies de interesse. Estes dados
necessitam ser precisos e confiveis para que possam ser empregados na elaborao,
desenvolvimento e validao dos modelos propostos.
O objetivo principal das buscas por tecnologias inovadoras mais avanadas para
a separao e purificao de sais permitir o estabelecimento de critrios no somente
relativos viabilidade tcnica, como tambm econmica.
O equilbrio de fases acontece quando as fases presentes em algum sistema
apresentam potenciais qumicos iguais, j que a variao da Energia livre de Gibbs igual
a zero. Alm disso, pode-se dizer tambm que todas as fases apresentam a mesma
fugacidade.
Os clculos de equilbrio slido-lquido so tambm importantes para o projeto e a
operao de cristalizadores industriais e para os processos onde a precipitao deve ser
evitada. Atravs da aplicao da tcnica de Termometria Quasi-Isotrmica (TTQ)
possvel obter um conjunto de informaes que permite a construo de diagramas de
fases.
5

2. OBJETIVO
O presente trabalho tem como objetivo determinar a solubilidade dos sistemas
binrios gua (H
2
O) e cloreto de sdio (NaCl), e gua (H
2
O) e cloreto de potssio (KCl)
diferentes temperaturas, a partir da anlise dos grficos de temperatura versus tempo,
obtidos em cada experimento, e ainda, determinar o diagrama de fases de uma mistura
ternria de cloreto de potssio (KCl), cloreto de sdio (NaCl) e gua (H
2
O) temperatura
ambiente (aproximadamente 25C), utilizando a tcnica da termometria quasi-isotrmica.






















6

3. FUNDAMENTAO TERICA

3.1. EQUILBRIO SLIDO-LQUIDO E SOLUBILIDADE DE SAIS
A maioria dos processos de separao baseia-se no fato de que diferentes fases
possuem diferentes composies no equilbrio. Portanto, a construo de diagramas de
fases de grande importncia para tais processos, uma vez que, atravs dele, obtm-se
os limites de solubilidade entre os sais envolvidos e as condies de precipitao ou
separao.
A existncia de fases distintas (slida e lquida) em contato facilmente entendida
com o exemplo do sal de cozinha. A adio de sal a um copo de gua ilustra bem o fato.
Com o tempo a soluo atingir uma concentrao limite tal que ser impossvel a
dissoluo de mais uma quantidade do sal. Esta concentrao chamada de solubilidade
e neste ponto a soluo dita saturada. Qualquer poro de sal adicionado ser
depositada, ou seja, ocorrer o aparecimento de outra fase e o sistema passa a ser
heterogneo.
A fase slida pode conter mais de um sal, no caso de a mistura global possuir
mais de um componente. Nestes termos, o lquido saturado possui os sais dissolvidos. A
solubilidade de um afetada pela presena do outro e a soluo dita ser saturada nos n
sais presentes.
Na figura abaixo so apresentadas as curvas de solubilidade de alguns sais
inorgnicos em gua em funo da temperatura (g de sal/100g de H
2
O):













Figura 1. Solubilidade de sais em funo da temperatura.
7

O equilbrio slido-lquido, identificado pela coexistncia de n fases com
propriedades termodinmicas idnticas de grande importncia por ser base dos
processos de cristalizao, evaporao, secagem, etc.
O diagrama de equilbrio de fases uma representao das relaes entre vrios
estados de uma dada substncia e os efeitos que as variaes de P, V, T exercem sobre
elas. No equilbrio slido-lquido, muito freqente a existncia de sistemas do tipo
euttico (Figura 2).

Figura 2. Diagrama de fases no equilbrio slido-lquido.
Como o prprio nome indica, neste tipo de diagramas existe o chamado ponto
euttico, onde a fase lquida est em equilbrio com a fase slida. A temperatura euttica
a temperatura mais baixa na qual pode existir lquido.
Para a determinao deste tipo de diagramas comum utilizar as curvas de
resfriamento, que so curvas de temperatura em funo do tempo, referentes a uma
determinada composio do sistema.

3.2. SOLUBILIDADE DE SLIDOS EM LQUIDOS
A solubilidade definida como a relao entre foras intermoleculares do soluto
e do solvente. Considerando um slido em equilbrio termodinmico com o lquido, e
aplicando a condio de equilbrio de fases ao soluto genrico i, tem-se:
l
i
s
i
f f = para todo i
onde a uniformidade T e P subtendida. Assim como no equilbrio lquido-lquido,
eliminamos cada fugacidade em favor de um coeficiente de atividade. Assim:
s
i
s
i i
l
i
l
i i
f z f x =
8

Se
0
i i i
s
i
f z f =
Ento:
i i
s
i
i
f
f
z

=
0

Onde
i
z a frao molar do componente i na fase slida e
0
i
f a fugacidade no
estado de referncia, que no pode ser determinado ao acaso. Neste sentido considera-
se
l
i i
f f =
0
, ou seja, a fugacidade de referncia igual fugacidade do componente i na
fase lquida, a uma determinada presso e temperatura.
Esta presso extrapolada do diagrama PT referente ao soluto (note-se que esta
extrapolao s ser vlida se T
soluo
for aproximadamente T
triplo
). Desta equao verifica-
se ainda que a solubilidade depende no s do coeficiente de atividade do soluto (
i
), mas
tambm da fugacidade do slido puro
s
i
f .
Podemos fazer algumas simplificaes:
- Admitindo que as presses de vapor do slido puro e do lquido subarrefecido so
baixas, as presses de vapor podem ser substitudas pelas fugacidades, sem com
isto cometer-se um grande erro. Neste caso tem-se:
l
i
l
i
P f = e
s
i
s
i
P f = .
- Se a natureza do solvente for semelhante do soluto, pode-se aceitar que

1 =
i
.
Aplicando as duas simplificaes, obtm-se:
l
i
s
i
i
P
P
z =
que representa a solubilidade ideal do componente i.
Se, por outro lado, T
soluo
no for prxima de T
triplo
, define-se a solubilidade da
seguinte forma:
i
l
i
s
i
i
f
f
z

=
Onde:
T
T
R
C
T
T
R
C
T
T
T R
H
f
f
triplo p triplo p triplo
triplo
s
s
i
l
i
ln 1 1 ln
A
+
|
|
.
|

\
|

A

|
|
.
|

\
|

A
=
s
p
l
p p
C C C = A
Rearranjando essas equaes obtemos a expresso final genrica:
9

T
T
R
C
T
T
R
C
T
T
T R
H
x
triplo p triplo p triplo
triplo
s
i
ln 1 1
1
ln
A
+
|
|
.
|

\
|

|
|
.
|

\
|

A
=
Esta equao nos d uma estimativa razovel da solubilidade de slidos em
lquidos quando a natureza qumica do soluto semelhante do solvente.
Com esta ltima equao, duas concluses sobre solubilidade de slidos em
lquidos podem ser retiradas:
- Para um sistema slido/solvente, a solubilidade diminui com o aumento da
temperatura. A variao aproximadamente proporcional entalpia de fuso, e,
numa primeira aproximao, no depende do ponto de fuso;
- Para um solvente e uma temperatura fixa, se dois slidos tm entalpias de fuso
semelhantes, o slido com o ponto de fuso mais baixo tem maior solubilidade; de
igual modo, se dois slidos tm o mesmo ponto de fuso, aquele que tiver maior
entalpia de fuso ter a maior solubilidade.
A solubilidade do slido num lquido ento propriedade no apenas das foras
intermoleculares entre soluto e solvente, mas tambm do ponto de fuso e entalpia de
fuso do soluto.

3.3. MTODO DE TERMOMETRIA QUASI-ISOTRMICA
O mtodo quasi-isotrmica consiste em analisar os efeitos trmicos feitos por um
sistema mediante o surgimento ou no de uma fase. Sendo assim, a composio global
da mistura varia com a adio contnua de outro componente (solvente). O mtodo
caracterizado como sinttico, ou seja, no se preocupa com a natureza da fase que surge
ou desaparece. Seu nico propsito acompanhar a variao de uma propriedade fsica
durante a operao.
Slido e lquido so denominados fases condensadas e seu equilbrio, com
excluso do vapor, s pode ser atingido presso superior do ponto triplo. Esta
presso no , portanto, uma presso de vapor, mas uma presso hidrosttica igual
presso externa.
Sob uma dada presso externa, o equilbrio slido-lquido pode ser atingido por
aquecimento do slido (fuso) ou por resfriamento do lquido (solidificao). Nestas
condies, o sistema em equilbrio monovariante. Isto significa que, fixada a presso, o
equilbrio s possvel numa nica e determinada temperatura, chamada temperatura de
fuso (ou de solidificao).
10

A solubilidade pode ser expressa em termos de frao molar. Para eletrlitos ou
sais a frao molar calculada em relao base ionizada, em virtude dos compostos
utilizados serem agregados inicos, apresentando-se em soluo em forma de ons.
Dessa forma, a frao molar de um sal definida como a soma das fraes molares de
suas espcies constituintes.

3.4. DIAGRAMA TERNRIO
Os diagramas de fases consistem em representaes prticas de sistemas em
equilbrio. Dentre os estados em equilbrio presentes em processos industriais, encontra-
se o equilbrio slido-lquido, recurso termodinmico fundamental para o entendimento de
operaes unitrias como cristalizao, evaporao e secagem de alimentos, por
exemplo.
A composio de um sistema ternrio fica determinada quando se d a frao
mssica ou frao molar de dois componentes apenas, uma vez que a soma das trs
fraes sempre igual unidade (1) ou igual a cem (100), quando as fraes so
expressas em percentagem. Assim, havendo trs componentes A, B e C:
X
A
+ X
B
+ X
C
= 1
Aplicada a um sistema de trs componentes quimicamente inertes (que no
reagem entre si), a regra de fases nos d:
L= c + 2 = 5
Portanto, o nmero mximo de variveis independentes de um sistema ternrio
quatro, porque todo sistema deve ter no mnimo uma fase. Assim, podemos trabalhar com
as variveis de temperatura, presso e duas variveis de composio so necessrias
para descrever um estado de equilbrio de um sistema ternrio homogneo.
Para se representar os sistemas utilizamos diagramas planos com formato
triangular cujos pontos representam estados de equilbrio isobricos e isotrmicos, porm
de diferente composio.
Os trs vrtices do tringulo representam, respectivamente, os componentes A, B e
C puros. Os lados do tringulo representam sistemas binrios, enquanto os pontos
internos representam sistemas ternrios.
11


Figura 3. Esboo geral de um diagrama ternrio.





















A B
C
12

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

4.1. MATERIAL UTILIZADO
O conjunto experimental que permite obter as curvas de variao de temperatura da fase
lquida completamente automatizado e consiste essencialmente de:

Figura 4. Representao do sistema completo
4.2. METODOLOGIA

4.2.1. SISTEMAS BINRIOS
Foram preparadas quatro misturas em clulas de vidro conforme especificado na
Tabela 1.
Tabela 1. Composio das misturas para o ESL
NaCl KCl H
2
O Vazo (ml de gua/min)
Mistura 1 NaCl(%):35
Massa:2,8139g
KCl(%):0
Massa:0g
H
2
O (%):65
Massa:5,1968g
3,5
Mistura 2 NaCl(%):0
Massa:0g
KCl(%):35
Massa:2,8064g
H
2
O (%):65
Massa:5,2316g
0,8
Mistura 3 NaCl(%):0
Massa:0g
KCl(%):35
Massa:2,8038g
H
2
O (%):65
Massa:5,2004g
0,8
Mistura 4 NaCl(%):0
Massa:0g
KCl(%):35
Massa:2,8020g
H
2
O(%):65
Massa:5,2067g
0,8

Cada soluo, devidamente pesada e preparada, foi colocada no reator de
mistura juntamente com o agitador magntico e o sensor de temperatura. A soluo foi
agitada at que a temperatura se estabilizasse em temperatura pr-determinada para o
13

experimento. A partir de ento, iniciou-se a adio de gua feita por uma bureta
automtica programada para injetar uma vazo constante de gua, podendo a mistura
liberar ou absorver calor. A variao de temperatura uma resposta a essa perturbao,
e foi medida a cada 10 segundos, contados a partir do incio da adio de gua, por um
sensor apropriado, at que a temperatura retornasse a inicial.

4.2.2. SISTEMAS TERNRIOS
Foram preparadas seis misturas em clulas de vidro conforme especificado na
Tabela 2.
Tabela 2. Composio das misturas para o ESL
NaCl KCl H
2
O Vazo (ml de gua/min)
Mistura 1 NaCl(%):0
Massa:0g
KCl(%):35
Massa:2,8064g
H
2
O(%):65
Massa:5,2316g
0,8
Mistura 2 NaCl(%):10
Massa:0,8g
KCl(%):25
Massa:1,9982g
H
2
O(%):65
Massa:5,2162g
0,5
Mistura 3 NaCl(%):15
Massa:1,2098g
KCl(%):20
Massa:1,6047g
H
2
O(%):65
Massa:5,2655g
1
Mistura 4 NaCl(%):25
Massa:2,0160g
KCl(%):10
Massa:0,8689g
H
2
O(%):65
Massa:5,3044g
1
Mistura 5 NaCl(%):30
Massa:2,4155g
KCl(%):5
Massa:0,3855g
H
2
O(%):65
Massa:5,2211g
3
Mistura 6 NaCl(%):35
Massa:2,8139g
KCl(%):0
Massa:0g
H
2
O(%):65
Massa: 5,1968g
3,5

Adicionou-se aproximadamente 5 ml de gua destilada na camisa do reator para
certificao do controle termosttico e inseriu-se a clula de vidro no reator junto com o
agitador magntico e o sensor de temperatura.
Esperou-se que o sensor indicasse uma temperatura constante de 25C e iniciou-
se a adio de gua feita por uma bureta automtica programada para injetar uma vazo
constante de gua, podendo a mistura liberar ou absorver calor. A variao de
temperatura foi medida a cada 10 segundos, contados a partir do incio da adio de
gua, por um sensor apropriado, at que a temperatura retornasse a 25C (temperatura
inicial).
No momento da adio de gua mistura, pode-se observar um efeito
endotrmico ou exotrmico, e a oscilao da temperatura mostrada no sensor uma
conseqncia dessa perturbao.


14

5. ANLISE DOS DADOS

5.1. SISTEMAS BINRIOS
A partir da curva temperatura versus tempo, obtida do processo de dissoluo a
uma taxa constante de gua adicionada, determina-se o ponto de solubilidade. Pode-se
notar que a temperatura cresce ou decresce at um determinado valor onde ir
permanecer constante at tornar a descer ou subir novamente retornando ao valor da
temperatura inicial. O ltimo ponto antes de a curva tornar-se decrescente ou crescente
representa o ponto de solubilidade.
Com base nos valores do tempo para o ponto de solubilidade, da taxa de adio
de gua, da densidade da gua e massas iniciais dos sais e da gua, pode-se calcular a
solubilidade em percentagem mssica.
A solubilidade do sal em gua a uma determinada temperatura ser dada pela
razo entre a massa inicial de sal pela massa final de gua.


Grfico 1. Cloreto de sdio (NaCl) com gua (H
2
O) a temperatura inicial de 25C.
Na preparao da Mistura 1, foram adicionadas 2,8139g de cloreto de sdio
(NaCl) e 5,1968g de gua (H
2
O) a clula, que, ao colocar esses produtos em contato, foi
possvel constatar o aquecimento da clula de vidro, tratando-se de um fenmeno
exotrmico a dissoluo deste sal em meio aquoso.
Partindo da temperatura inicial de 25C, foi adicionada gua a uma vazo
constante de 3,5ml de gua/minutos.
y = 0,0039x + 24,95

y = -0,0024x + 25,856

24.8
24.9
25
25.1
25.2
25.3
25.4
25.5
25.6
25.7
0 50 100 150 200 250 300 350 400
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 1
15

Com esses dados, podemos encontrar o tempo necessrio de adio de gua ao
sistema para a mistura (NaCl-H
2
0) alcanar o ESL e s ento encontrarmos a solubilidade
de NaCl em gua 25C.
Pode-se encontrar visualmente no grfico a posio aproximada do ltimo ponto
antes do grfico mudar o seu crescimento, passando a ter crescimento negativo e,
portanto, ocorrendo um decrscimo de temperatura.
Esse ponto est localizado aproximadamente no tempo igual a 160 segundos.
Portanto, foram necessrios 160 segundos (2,67 minutos) de adio de gua a uma
vazo de 3,5ml de gua/minutos para a mistura inicial alcanar o equilbrio slido-lquido.
A massa especfica da gua pode ser considerada igual a 1g/ml para esse
experimento, portanto, a vazo mssica da gua ser de 1g/min. Em 160 segundos houve
uma entrada de 2,67g de gua, aproximadamente.
A solubilidade de NaCl em gua, inicialmente formando uma mistura heterognea
com gua, ser igual a:
Solubilidade do NaCl= Massa inicial de NaCl / Massa final de gua =
Solubilidade do NaCl= 2,8139g / (5,1968+2,67)g = 35,76g de NaCl dissolvidos
para cada 100g de H
2
O adicionada.
Esse equilbrio foi alcanado a 25,5C. Portanto, como a temperatura no ponto de
saturao foi acima da temperatura inicial do processo, o processo de dissoluo de NaCl
em gua at alcanar o ponto de saturao caracterizado como um processo
exotrmico.
A composio mssica no instante de dissoluo foi calculada a seguir:
m
T
=m
H2O
+m
NaCl
=(7,8668+2,8139)g=10,6807g
X
H2O
=(7,8668/10,6807)x100%=73,65%
X
NaCl
=(2,8139/10,6807)x100%=26,34%

16


Grfico 2. Cloreto de potssio (KCl) com gua (H
2
O) a temperatura inicial de 25C.
Na preparao da Mistura 2, foram adicionadas 2,8064g de cloreto de potssio
(KCl) e 5,2316g de gua (H
2
O) a clula, que, ao colocar esses produtos em contato, foi
possvel constatar o resfriamento da clula de vidro, tratando-se de um fenmeno
endotrmico a dissoluo deste sal em meio aquoso.
Estando essa mistura inicialmente a uma temperatura de 25C, foi adicionada
gua a uma vazo constante de 0,8ml de gua/minutos.
Com esses dados, podemos encontrar o tempo necessrio de adio de gua ao
sistema para a mistura (KCl-H
2
0) alcanar o ESL e s ento encontrarmos a solubilidade
de KCl em gua 25C.
Pode-se encontrar visualmente no grfico a posio aproximada do ltimo ponto
antes do grfico mudar o seu crescimento, passando a ter crescimento positivo e,
portanto, ocorrendo um acrscimo de temperatura.
Esse ponto est localizado aproximadamente no tempo igual a 210 segundos.
Portanto, foram necessrios 210 segundos (3,5 minutos) de adio de gua a uma vazo
de 0,8ml de gua/minutos para a mistura inicial alcanar o equilbrio slido-lquido.
A massa especfica da gua pode ser considerada igual a 1g/ml para esse
experimento, portanto, a vazo mssica da gua ser de 1g/min. Em 210 segundos houve
uma entrada de 3,5g de gua, aproximadamente.
A solubilidade de KCl em gua, inicialmente formando uma mistura heterognea
com gua, ser igual a:
Solubilidade do KCl= Massa inicial de KCl / Massa final de gua =
Solubilidade do KCl= 2,8065g / (5,2316+3,5)g = 32,14g de KCl dissolvidos para
cada 100g de H
2
O adicionada.
y = 0,0046x + 22,954

y = -0,0051x + 24,531

23.2
23.4
23.6
23.8
24
24.2
24.4
24.6
24.8
25
25.2
25.4
0 100 200 300 400 500 600
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 2
17

Esse equilbrio foi alcanado a 23,7 C. Portanto, como a temperatura no ponto de
saturao foi abaixo da temperatura inicial do processo, o processo de dissoluo do KCl
em gua at alcanar o ponto de saturao caracterizado como um processo
endotrmico.
A composio mssica no instante de dissoluo foi calculada a seguir:
m
T
=m
H2O
+m
KCl
=(8,7316+2,8065)g=11,5381g
X
H2O
=(8,7316/11,5381)x100%=75,67%
X
KCl
=(2,8065/11,5381)x100%=24,32%


Grfico 3. Cloreto de potssio (KCl) com gua (H
2
O) a temperatura inicial de 30C.
Na preparao da Mistura 3, foram adicionadas 2,8038g de cloreto de potssio
(KCl) e 5,2004g de gua (H
2
O) a clula, partindo da temperatura inicial de 30C. A gua
foi adicionada a uma vazo constante de 0,8ml de gua/minutos.
Estando essa mistura inicialmente a uma temperatura de 30C, foi adicionada
gua a uma vazo constante de 0,8ml de gua/minutos.
A posio aproximada do ltimo ponto antes do grfico mudar o seu crescimento,
passando a ter crescimento positivo e, portanto, ocorrendo um acrscimo de temperatura,
est localizado aproximadamente no tempo igual a 190 segundos. Portanto, foram
necessrios 190 segundos (3,2 minutos) de adio de gua a uma vazo de 0,8ml de
gua/minutos para a mistura inicial alcanar o equilbrio slido-lquido.
A massa especfica da gua pode ser considerada igual a 1g/ml para esse
experimento, portanto, a vazo mssica da gua ser de 1g/min. Em 190 segundos houve
uma entrada de 3,2g de gua, aproximadamente.
y = -0,0076x + 29,658

y = 0,0048x + 27,773
28
28.2
28.4
28.6
28.8
29
29.2
29.4
29.6
29.8
30
30.2
0 100 200 300 400 500
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 3
18

A solubilidade de KCl em gua, inicialmente formando uma mistura heterognea
com gua, ser igual a:
Solubilidade do KCl= Massa inicial de KCl / Massa final de gua =
Solubilidade do KCl= 2,8038g / (5,2004 + 3,2)g = 33,37g de KCl dissolvidos para
cada 100g de H
2
O adicionada.
Esse equilbrio foi alcanado a 28,5 C. Portanto, como a temperatura no ponto de
saturao foi abaixo da temperatura inicial do processo, o processo de dissoluo do KCl
em gua at alcanar o ponto de saturao caracterizado como um processo
endotrmico.
A composio mssica no instante de dissoluo foi calculada a seguir:
m
T
=m
H2O
+m
KCl
=(8,4004+2,8038)g=11,2042g
X
H2O
=(8,4004/11,2042)x100%=74,97%
X
KCl
=(2,8038/11,2042)x100%=25,02%


Grfico 4. Cloreto de potssio (KCl) com gua (H
2
O) a temperatura inicial de 35C.
Na preparao da Mistura 4, foram adicionadas 2,8020g de cloreto de potssio
(KCl) e 5,2067g de gua (H
2
O) a clula, partindo da temperatura inicial de 35C. A gua
foi adicionada a uma vazo constante de 0,8ml de gua/minutos.
Estando essa mistura inicialmente a uma temperatura de 35C, foi adicionada
gua a uma vazo constante de 0,8ml de gua/minutos.
A posio aproximada do ltimo ponto antes do grfico mudar o seu crescimento,
passando a ter crescimento positivo e, portanto, ocorrendo um acrscimo de temperatura,
est localizado aproximadamente no tempo igual a 160 segundos. Portanto, foram
y = -0,0094x + 33,89
y = 0,0071x + 31,468
32.2
32.4
32.6
32.8
33
33.2
33.4
33.6
33.8
34
0 50 100 150 200 250 300 350
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 4
19

necessrios 160 segundos (2,67 minutos) de adio de gua a uma vazo de 0,8ml de
gua/minutos para a mistura inicial alcanar o equilbrio slido-lquido.
A massa especfica da gua pode ser considerada igual a 1g/ml para esse
experimento, portanto, a vazo mssica da gua ser de 1g/min. Em 160 segundos houve
uma entrada de 2,67g de gua, aproximadamente.
A solubilidade de KCl em gua, inicialmente formando uma mistura heterognea
com gua, ser igual a:
Solubilidade do KCl= Massa inicial de KCl / Massa final de gua =
Solubilidade do KCl= 2,8020g / (5,2067 + 2,67)g = 35,57g de KCl dissolvidos
para cada 100g de H
2
O adicionada.
Esse equilbrio foi alcanado a 32,6 C. Portanto, como a temperatura no ponto de
saturao foi abaixo da temperatura inicial do processo, o processo de dissoluo do KCl
em gua at alcanar o ponto de saturao caracterizado como um processo
endotrmico.
A composio mssica no instante de dissoluo foi calculada a seguir:
m
T
=m
H2O
+m
KCl
=(7,8767+2,8020)g=10,6787g
X
H2O
=(7,8767/10,6787)x100%=73,76%
X
KCl
=(2,8020/10,6787)x100%=26,23%

Para o sal cloreto de sdio (NaCl) no foi possvel executar o experimento em
outras temperaturas (30C e 35C), pois o mesmo no estava em condies favorveis a
reao.
Para o cloreto de potssio (KCl), foi possvel verificar a influncia da temperatura
sobre a solubilidade do sal. O sal teve a solubilidade aumentada com o aumento da
temperatura, como mostra o grfico abaixo obtido a partir dos dados calculados acima.









20


Grfico 5. Solubilidade versus temperatura para o cloreto de potssio (KCl)

A curva de solubilidade do cloreto de potssio uma curva ascendente, cujo
coeficiente de solubilidade aumenta com a temperatura. O sal se dissolveu com absoro
de calor, ou seja, a dissoluo endotrmica.
Se compararmos a curva obtida no experimento acima com a curva de
solubilidade do KCl mostrada na Figura 1, veremos que h coerncia nos dados
experimentais, uma vez que ambas as curvas so ascendentes e os valores de
solubilidade a uma dada temperatura so bem prximos.
Se tivesse sido possvel realizar o experimento com o cloreto de sdio a
diferentes temperaturas, poderamos observar que a solubilidade do sal pouco afetada
pelo aumento da temperatura, como mostra a Figura1.
O efeito da temperatura na solubilidade dos compostos inorgnicos varia muito.
Enquanto muitos tm a solubilidade aumentada com um aumento de temperatura, alguns
tem quase a solubilidade diminuda, e outros, como o NaCl, a solubilidade quase no
afetada.

5.2. SISTEMAS TERNRIOS
Para cada mistura, plotou-se um grfico da temperatura versus tempo. A
linearizao dos pontos resultou em duas retas: uma caracterizando a curva de
dissoluo do sal medida que a gua ia sendo acrescentada e outra correspondendo
curva de diluio da soluo. A interseo dessas retas consiste no ponto onde o slido
foi totalmente dissolvido. Assim o tempo em que ocorre esta mudana calculado atravs
da igualdade das equaes das linhas de tendncia que se cruzam no diagrama.
30
31
32
33
34
35
36
25 30 35
S
o
l
u
b
i
l
i
d
a
d
e

(
g
/
1
0
0
g

d
e

H
2
O
)

Temperatura (C)
KCl
21

Este procedimento foi realizado em uma planilha Excel e os resultados obtidos
esto ilustrados nos grficos seguintes:

Grfico 6. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 1.




Grfico 7. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 2.

y = 0,0046x + 22,954

y = -0,0051x + 24,531

23.2
23.4
23.6
23.8
24
24.2
24.4
24.6
24.8
25
25.2
25.4
0 100 200 300 400 500 600
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 1
y = -0,0037x + 25,165

y = 0,0025x + 23,906

24
24.2
24.4
24.6
24.8
25
25.2
25.4
25.6
0 100 200 300 400 500 600 700
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 2
22


Grfico 8. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 3.




Grfico 9. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 4.








y = -0,0068x + 24,931

y = 0,0061x + 23,492

23.8
24
24.2
24.4
24.6
24.8
25
25.2
0 50 100 150 200 250 300
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 3
y = 0,0014x + 24,823

y = -0,0015x + 25,708

24.8
24.9
25
25.1
25.2
25.3
25.4
0 100 200 300 400 500
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 4
23


Grfico 10. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 5.



Grfico 11. Relao Temperatura versus Tempo para mistura 6.

Para o inicio dos experimentos todas as misturas tinham um total de 8g cada
(m
NaCl
, m
KCl
, m
H2O
), sendo acrescentado apenas gua para a dissoluo dos sais.
Na preparao da mistura 1, foi constatado o resfriamento da clula de vidro
quando posto o KCl em contato com a gua, tratando-se de um fenmeno endotrmico a
dissoluo deste sal em meio aquoso. A quantidade de gua adicionada para ocorrer a
diluio dada pelo produto da vazo volumtrica (0,8mL/min) pelo tempo de dissoluo
determinado (t = 2,71min), sendo igual a aproximadamente 2,168mL (ou 2,168g, uma vez
que a massa especfica da gua de 1g/mL).
y = 0,0028x + 25,268

25
25.2
25.4
25.6
25.8
26
26.2
0 50 100 150 200 250 300
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 5
y = 0,0039x + 24,95

y = -0,0024x + 25,856

24.8
24.9
25
25.1
25.2
25.3
25.4
25.5
25.6
25.7
0 50 100 150 200 250 300 350 400
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

(

C
)

Tempo (s)
Mistura 6
24

Durante todo o processo s foi acrescentado gua soluo inicial. A massa do
sal, portanto, no foi alterada, permitindo, assim, o clculo da sua composio no instante
de solubilidade do mesmo.


0 2 2
) ( m adicional m m
O H O H
+ =



Na mistura 2, temos uma vazo de 0,5mL/min que multiplicada pelo tempo t =
3,38min nos d um volume de 1,6922mL ou 1,6922g de gua adicionada clula. Assim
calculamos a composio mssica no instante de dissoluo:



Na mistura 3, temos uma vazo de 1mL/min que multiplicada pelo tempo t =
1,86min nos d um volume de 1,86mL de gua (ou 1,86g de gua) adicionada clula.
Assim calculamos a composio mssica no instante de dissoluo:



25

Na Mistura 4, temos uma vazo de 1mL/min que multiplicada pelo tempo t =
5,08min nos d um volume de 5,08mL de gua (ou 5,08g de gua) adicionada clula.
Assim calculamos a composio mssica no instante de dissoluo:



Na Mistura 5, a vazo elevada ocasionou o consumo dos reagentes, gerando
assim um grfico temperatura versus tempo linear.

Na Mistura 6, temos uma vazo de 3,5mL/min que multiplicada pelo tempo t =
2,40min nos d um volume de 8,4mL de gua (ou 8,4g de gua) adicionada clula.
Assim calculamos a composio mssica no instante de dissoluo:



Os dados de solubilidade esto organizados da Tabela 3 a seguir:
t(min) m
H2O
(adicional)
(%)
NaCl
x

(%)
2O H
x

(%)
KCl
x

Mistura 1 2,71 7,39 g
0 72,5 27,5
Mistura 2 3,38 6,90 g
8,24 71,17 20,59
Mistura 3 1,86 7,12 g
12,17 71,69 16,14
Mistura 4 5,08 10,38 g
15,19 78,26 6,55
Mistura 6 2,40 13,59 g
17,15 82,85 0

26

Tabela 3. Dados de Solubilidade para o ESL
Os dados da Tabela 3 foram tratados no software Origin e foi obtido o diagrama de
solubilidade abaixo para o sistema NaCl KCl H
2
O a 1 atm e 25C:

Figura 5. Diagrama de solubilidade.

Atravs do diagrama de solubilidade pode-se visualizar uma regio trifsica (I)
considervel, duas regies bifsicas medianas (II e IV) e uma pequena regio monofsica
(III).

6. CONSIDERAES FINAIS
Nesse experimento, pode-se observar a partir da curva temperatura versus tempo,
obtida do processo de dissoluo a uma taxa constante de gua adicionada, que o
processo de dissoluo do cloreto de sdio (NaCl) em gua at alcanar o ponto de
saturao um processo exotrmico, pois a temperatura no ponto de saturao foi acima
da temperatura inicial do processo. J o processo de dissoluo do cloreto de potssio
(KCl), em gua at alcanar o ponto de saturao um processo endotrmico, pois a
temperatura no ponto de saturao foi abaixo da temperatura inicial do processo, e que a
solubilidade desse sal em gua aumenta a medida em que a temperatura inicial aumenta
Observou-se tambm que a construo de um diagrama ternrio de fases a uma
dada temperatura est relacionada solubilidade dos sais estudados no solvente
desejado, a gua. O aumento da taxa constante deste solvente consistiu o ponto de
27

partida para a determinao da solubilidade do cloreto de sdio (NaCl) e do cloreto de
potssio (KCl), sendo, portanto, fundamental para a determinao do equilbrio ternrio a
25C.
Ainda pode-se verificar que solubilidades dos sais so semelhantes e que o
aumento da concentrao de um dos sais diminui a solubilidade do outro. Como no
experimento utilizaram-se dois sais que possuem um on em comum (o cloreto Cl-), a
solubilidade de um reduzida pela adio do outro e que, a proporo diferente dos sais
utilizados pode ter ocasionado uma pequena deformao no grfico de solubilidade.
Os diagramas de fases consistem em representaes prticas de sistemas em
equilbrio. Dentre os estados em equilbrio presentes em processos industriais, encontra-
se o equilbrio slido-lquido, recurso termodinmico fundamental para o entendimento de
operaes unitrias como cristalizao, evaporao e secagem de alimentos, por
exemplo.
Este processo de extrema importncia, pois alm de deduzir a solubilidade do
sal, tambm possvel saber em quais condies de concentraes se obter certas
fases isoladas.
Com isso, este referido diagrama pode ser utilizado para separao de fases em
alguns processos, como, por exemplo, cristalizao, concentrao de solues etc.
Comprova-se a importncia do diagrama ternrio, pois se pode prever a separao de
fase em uma dada concentrao a ser utilizada no processo.

7. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

- SMITH, J. M., H. C. VAN NESS, e M. M. ABBOTT. Introduo Termodinmica
da Engenharia Qumica, Ed. 7. Rio de Janeiro, LTC 2007.

- CASTELLAN, G. Fundamentos de fsico-qumica. Rio de Janeiro: Livros tcnicos e
cientficos, 1999.
- EQUILBRIO SLIDO-LQUIDO. Disponvel em:
< [Link] Acesso em 9 de Setembro de 2011.



28

- ESTUDO DO DIAGRAMA DE FASES. Disponvel em:
<[Link] >. Acesso em 9 de Setembro de
2011.

- ESTUDO DO DIAGRAMA DE FASES. Disponvel em:
<[Link]
Acesso em 9 de Setembro de 2011.

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