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- PROCEDIMENTO DE CONTROLE DIMENSIONAL TUBULAES
ENGENHARIA
Os comentrios e sugestes referentes a este documento devem ser encaminhados ao SEQUI, indicando o item a ser revisado, a proposta e a justificativa.
SL
SERVIOS E LOGSTICA
Este documento normativo tem a validade de 2 (dois) anos a partir da sua edio, prazo mximo para a realizao da prxima reviso. Este prazo poder ser alterado em razo de requisitos operacionais, ou alteraes em requisitos dos SNQCs ou Sistema Petrobras.
SEQUI
CERTIFICAO QUALIFICAO E INSPEO
NDICE 1. OBJETIVO 2. DOCUMENTOS DE REFERNCIA 3. TERMINOLOGIA 4. INSTRUMENTOS 5. DIMENSES A SEREM VERIFICADAS 6. PROCESSOS EMPREGADOS
Apresentao Este procedimento visa descrever os instrumentos e processos de Controle Dimensional na verificao de pr-fabricados de tubulaes.
GESTOR: SL/SEQUI CI
APROVADOR: SL/SEQUI - CI
UMBERTO EZIO ENRICO TOMASI Matrcula 610277-1
JOS ANTONIO DUARTE Matrcula 572212-6
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16 pginas
A IMPRESSO E REPRODUO DESTE DOCUMENTO TORNA A CPIA NO CONTROLADA
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CONTROLE DE REVISES REV. 0 A B C Emisso original Alteraes nos itens 4 e 5 Reviso Geral Reviso Geral DESCRIO
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DATA 10/01/2005 11/04/2005 20/04/2007 01/04/2008
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1 OBJETIVO
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Este procedimento tem por objetivo descrever os instrumentos e processos de controle dimensional empregados na verificao de pr-fabricados (spool) de tubulaes. 2 DOCUMENTOS DE REFERNCIA PI-25-SL/SEQUI-001 - Plano de Gesto Integrada do SEQUI. N-115 Fabricao e montagem de Tubulaes Industriais 3 TERMINOLOGIA So adotadas as definies constantes do Plano de Gesto Integrada do SEQUI - PI-25SL/SEQUI-001, alm da seguinte: Spool - trecho de uma linha de tubulao fabricado em oficina para ser unido no campo a outros trechos pr-fabricados. 4 INSTRUMENTOS - Nvel de bolha metlica - Prumo de ao - Esquadro graduado de ao com pernas de 0,5 m - Rgua graduada de ao de 1 m menor diviso de 0,5 mm - Trena metlica graduada em 3 m, 5 m, menor diviso 1 mm - Clinmetro resoluo de 1 min - Paqumetro resoluo de 0,05 mm - Gonimetro resoluo de 10 min - Fio de nylon de pesca 0,5 a 1,0 mm - Mangueira dgua interno mnimo 10 mm Os instrumentos a serem empregados devem estar calibrados. 5 DIMENSES A SEREM VERIFICADAS Os desvios e dimenses a serem controlados so: comprimento de trechos retos distncia entre derivaes distncia entre centros de flanges e conexes ngulo entre trechos de tubulaes paralelismo, perpendicularismo ou alinhamento das linhas de centro de tubulaes e flanges 3
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excentricidade das linhas de centro de flanges e linhas de centro de tubulaes alinhamento de trechos retos de tubulaes rotao das faces de flanges
6 PROCESSOS EMPREGADOS O primeiro passo para se executar o controle dimensional de um spool nivelar dois trechos retos de tubulao do spool, de preferncia que formem ngulo reto e que estejam no mesmo plano. Estes trechos serviro de referncia para se medir os desvios e dimenses de outros trechos e conexes do spool. O spool deve ser nivelado com auxlio de suportes regulveis, conforme Fig. 1.
T R E C H O S N IV E L A D O S
F ig . 1 - S p o o l n iv e la d o s o b r e s u p o r te .
Depois do spool nivelado devem ser traadas as geratrizes dos trechos retos de tubulao. O traado das geratrizes deve ser feito conforme fig. 2 e fig. 3.
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nvel de bolha
ponto mdiogeratriz superior
esquadro com rgua milimetrada
Fig. 2 - Traado das geratrizes superior e inferior
Ponto mdio geratriz lateral
Fig. 3 - Traado das geratrizes laterais.
Na figura 2 depois de colocado o esquadro no nvel marca-se meio dimetro a partir do esquadro, este ser um ponto da geratriz superior, outros pontos da geratriz superior sero obtidos da mesma forma. Os pontos da geratriz laterais e inferior podero ser obtidos a , e do permetro a partir da geratriz superior ou conforme a fig. 3. Nivelado o spool e traadas as geratrizes procede-se ao transporte para os flanges dos pontos correspondentes as geratrizes traadas no tubo gerando os eixos x-x e y-y conforme figs. 4 e 5.
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a) Tubo horizontal com flange horizontal uso de nvel.
b) Tubo horizontal com flange horizontal uso de prumo.
c) Tubo horizontal com flange (derivao) uso de nvel.
d) Tubo horizontal com flange horizontal uso de nvel.
e) Tubo horizontal com derivao vertical e flange inclinado..
f) Tubo horizontal com derivao vertical e flange inclinado - uso de nvel.
Fig. 4 - Marcao nos flanges dos pontos correspondentes geratrizes dos tubos.
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Ponto "X"
Ponto "X"
Ponto "y"
Fig. 5 Obteno dos pontos Y a partir dos pontos X , correspondentes s geratrizes do tubo. Depois de concluda a execuo das referncias passa-se a executar as verificaes. 6.1 VERIFICAO DA ROTAO DOS FLANGES Determinar, na face do flange, pelo menos um eixo de simetria da furao (eixo s-s da figura 6). Determinar o ngulo da rotao do flange atravs da medio do ngulo ss - xx ou ento, determinar o deslocamento da furao (m-n 2), conforme Fig. 7.
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Fig. 6 - Determinao da rotao do flange atravs do ngulo..
Fig. 7 - Determinao da rotao do flange atravs do deslocamento da furao.
6.2 VERIFICAO DO PARALELISMO DA FACE E PROJEO DO FLANGE Tanto para flange com a face horizontal como vertical, determinar a distncia da geratriz do tubo ao ponto x marcado em dois extremos do flange, conforme figuras 8a e 8b. Para a direo perpendicular indicada, utilizar nvel de bolha passando pelos pontos y. A verificao do perpendicularismo e concentricidade deve ser feita em duas posies ortogonais (eixos x-x e y-y), de acordo com esquema da figura 9a. A figura 9b apresenta uma alternativa quando houver possibilidade de girar de 90 o tubo com flange, para verificao somente do perpendicularismo. PROPRIEDADE DA PETROBRAS 8
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Para concentricidade devem ser feitas 4 medidas defasada de 90 cada e comparar os valores obtidos.
Rgua graduada
Pontos"X" nvel
Geratriz superior
Fig. 8 a Verificao do paralelismo e projeo do flange em derivao
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Rgua graduada Nvel
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Ponto "Y" Rgua metlica
Ponto "X" Geratrz
Ponto "X"
b ) Verificao do paralelismo e projeo do flange na continuidade do tubo. Fig. 8b - Verificao do paralelismo do flange .
6.3 VERIFICAO DO PERPENDICULARISMO DA FACE DO FLANGE E CONCENTRICIDADE ENTRE FLANGE E TUBO.
Ponto "X"
Geratrz superior
Geratrz lateral
Fig. 9a ) - Uso do esquadro e rgua.
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Ponto "X" ( aps o giro : ponto "Y")
Geratrz
Tubo nivelado
b ) uso de nvel.
Nvel de bolha
Fig. 9 - Verificao do perpendicularismo.
6.4 VERIFICAO DO DESLOCAMENTO TRANSVERSAL AO EIXO DO TUBO DO FLANGE NA DIREO
Com o auxlio de nvel e rgua metlica graduada medir o afastamento mximo entre a borda do flange e a geratriz do tubo, em ambos os lados, conforme figura 10, sendo a, b, c para flange horizontal e d e e para flange vertical. O deslocamento na projeo do flange dado pela metade da diferena entre os valores obtidos (m-n 2).
Ponto "X" Ponto "Y" Ponto "Y" Ponto "X" Ponto "Y" Ponto "Y"
a ) Dimetro da face do flange menor que o dimetro do tubo.
b ) Dimetro da face do flange maior que o dimetro do tubo (ver alternativa na fig. 10c)
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Prumo
Geratrz
Geratrz
c ) Alternativa da fig. 8b
Rgua Ponto "Y" Geratrz Ponto "Y"
Rgua
Nvel
Nvel
Ponto "Y" d ) Dimetro da face do flange menor que o dimetro do tubo.
Ponto "Y" d ) Dimetro da face do flange menor que o dimetro do tubo.
Fig. 10 - Deslocamento do flange na direo transversal.
6.5 VERIFICAO DE DISTNCIAS LONGITUDINAIS E LOCAO Devem ser efetuadas de acordo com a fig. 11, conforme o caso aplicvel.
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Rgua Ponto"Y"
d
Pontos "Y"
Geratrz superior
Ponto "Y"
a) Distncia face a face
Ponto "Y"
b) Distncia face a centro
Rgua metlica Pontos "Y" Rgua Geratrz
c) Distncia centro a centro entre flanges. d) Distncia centro a centro entre tubos.
Fig. 11 Verificao de distncias longitudinais e locao 6.6 VERIFICAO DE NGULO DE DERIVAO Efetuar conforme a figura 12, nivelando o eixo principal e posicionado e a derivao em plano vertical.
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Pontos "Y"
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Gonimetro ou clinmetro
Geratriz superior
Geratriz superior
prumo Geratriz superior b) Derivao inclinada verificao com clinmetro. a) Derivao ortogonal verificao c/ prumo ou nvel. Tubo nivelado
Gonimetro ou clinmetro
Trena
Esquadro
= arc tg b a
Geratriz
c) Medio do ngulo de derivao por meio de clculo. Fig. 12 Verificao de ngulo de derivaes. 6.7 VERIFICAO DE DESLOCAMENTO TRANSVERSAL DE DERIVAES Efetuar conforme figura 13, nivelando o eixo principal e posicionando a derivao em plano vertical.
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m Geratrz latera
Fig. 13 - Deslocamento transversal de derivaes.
6.8 VERIFICAO DERIVAES
DA
DISTNCIA
LONGITUDINAL
LOCAO
DE
Efetuar conforme a figura 14. Para o caso b a pea indicada em plano horizontal.
a) Derivao contidas num mesmo plano.
b) Derivao contidas em planos perpendiculares.
Fig. 14 - Verificao da distncia longitudinal e locao das derivaes.
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6.9 TOLERNCIAS
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As verificaes e dimenses executadas devem ser analisadas de acordo com os critrios das tolerncias de montagem da N-115, apresentados na seqncia.
1 - TOLERNCIAS PARA DISTNCIA FACE A FACE, CENTRO A CENTRO: 3mm 2- ALINHAMENTO DA JUNO; 1,5mm 3 - AFASTAMENTO MXIMO DO FLANGE DA POSIO INDICADA NO PROJETO: 1,5mm 5 4 - DESALINHAMENTO DOS FUROS POR ROTAO DO FLANGE EM RELAO POSIO CORRETA: 1,5mm, MEDINDO DA MANEIRA INDICADA NA FIGURA. 5 - DESLOCAMENTO DO FLANGE OU DERIVAES DA POSIO INDICADA NO PROJETO: 1,5mm 6 - EM TUBOS CURVADOS A DIFERNA ENTRE O MXIMO E O MNIMO DIMETRO (ACHATAMENTO) NO PODE SER MAIOR QUE 8 % DO DIMETRO EXTERNO, COM PRESSO INTERNA, E 3 % COM PRESSO EXTERNA. 7 - NGULO DE INCLINAO DO FLANGE EM RELAO A LINHA DE CENTRO DA TUBULAO: 90 +/_ 0,5.
4 5
2 Notas: 1) - INCLINAO ENTRE TRECHOS SOLDADOS DE UMA MESMA LINHA: 2 mm em 1m. 2) - AS TOLERNCIAS NO SO CUMULATIVAS.
FIGURA 1 - TOLERNCIAS DIMENSIONAIS
Outros critrios podem e devem ser empregados quando uma outra Norma especificada.
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