COMPACTAÇÃO
COMPACTAÇÃO
LAVRAS – MG
2004
RESUMO
Estudos do processo de compactação do solo tem demonstrado que diferentes tipos de solos apresentam
comportamentos distintos quando submetidos ao processo de compactação, devido a vários fatores, tais como:
energia de compactação, textura, matéria orgânica, densidade máxima e umidade.
Os objetivos deste estudo foram avaliar o comportamento de solos da região do Maranhão, Tocantins e Goiás
onde passa o traçado da Ferrovia Norte-Sul.
Este documento define a sistemática empregada na execução da camada do solo utilizada na construção de
ferrovias e rodovias. Para tanto, são apresentados os requisitos concernentes a materiais, equipamentos,
execução e controle da qualidade dos materiais empregados e da execução, além dos critérios para aceitação e
rejeição dos serviços.
SUMMARY
Studies of the soil compaction process have been demonstrated that different types of soils present different
behaviors when submitted to the compacting process, due to several factors, such as: compacting energy,
particle size distribution, organic matter, maximum density and moisture content.
The objectives of this study was to evaluate the behavior of the soils of the Maranhão, Tocantins and Goiás area
where it passes North-south Railroad.
This document defines the systematics used in the execution of the soil layer used in the construction of
railroads and highways. For so much, the concerning requirements are presented to materials, equipment,
execution and control of the quality of the employed materials and the execution, besides the criteria for
acceptance and rejection of the services.
1- INTRODUÇÃO
A necessidade do homem trabalhar com os solos, encontra sua origem nos tempos remotos, podendo-se
mesmo afirmar ser tão antiga quanto a civilização.
Somente em 1925, data em que o professor Karl Terzaghi publicou o seu famoso livro Erdbaumechanih (1),
constitui um marco decisivo na nova orientação a ser seguida no estudo do comportamento dos solos. Naquela
data, nascia a mecânica dos solos.
A escolha do tema compactação de Solos em Rodovias e Ferrovias, teve origem a partir de observações feitas
nas obras de construções de terraplenagem da Ferrovia Norte-Sul e acessos Rodoviários dos Pátios Multimodais
de Porto Franco - MA e Aguiarnópolis - TO.
Para que Rodovias e Ferrovias sejam bem executadas é necessário o controle dos ensaios de compactação de
solos. Os ensaios de compactação estão normalizados por métodos de ensaios comuns ao DNIT (antigo DNER)
e vários DER’s brasileiros e organismos internacionais.
Os objetivos deste estudo foram avaliar o comportamento dos solos, quando submetidos ao processo de
compactação, devido a vários fatores, tais como energia de compactação, textura, densidade máxima e
umidade ótima de compactação. O estudo foi conduzido utilizando-se solos argilosos, arenosos, siltes argilosos
e arenosos, solos expansivos e solos saprolíticos, das regiões do Maranhão, Tocantins e Goiás.
2 - COMPACTAÇÃO
Chama-se compactação de um solo, o processo manual ou mecânico que visa reduzir o volume de seus vazios
e, assim, aumentar sua resistência, tornando-o mais estável.
No estudo da compactação do solo, um outro ensaio pode ser usado é o proctor normal (Dias Junior, 1996;
Dias Junior, 2000 a), proposta por Ralph R. Proctor, em 1933, para controle da compactação em barragens de
terra. Neste ensaio, para uma mesma energia de compactação, a densidade do solo depende de sua umidade
no momento da compactação (Vargas, 1977). Plotando-se os valores de umidade versus densidade do solo,
obtêm-se a curva de compactação, da qual no seu ponto de máximo obtém-se a densidade do solo máximo e a
umidade ótima ou crítica de compactação correspondente.
O ensaio de Proctor normal, consiste basicamente em compactar um corpo de prova constituído de 3 camadas,
em um cilindro de volume conhecido 1000 m³, usando para isso um soquete de peso conhecido de 2,5 Kgf, as
quais recebem 25 golpes deste soquete caindo de uma altura de 30 cm correspondendo a uma energia de
compactação de 6 Kgf cm cm¯³ (Stancati et al; 1981). Outros níveis de compactação podem ser usados neste
tipo de ensaio bastando para isso utilizar a expressão Ec= (P. L. N. n) /V onde: Ec= energia de compactação
(Kgf cm cm¯³), P= peso do soquete (Kgf), L= altura de queda do soquete (cm), N= número de golpes por
camada, n= número de camadas e V= volume do cilindro (cm³) (Stancati et al; 1981).
A compactação de um solo do ponto de vista de engenharia tem como objetivo melhorar suas características,
não só quanto à resistência, mas também em relação a permeabilidade, compressibilidade e absorção de água.
Quando se realiza a compactação de um solo, sob diferentes condições de umidade e para uma determinada
energia de compactação, a curva variação dos pesos específicos g , em função da umidade h, tem o aspecto
indicado na figura 1. Esta curva nos mostra que há um determinado ponto para qual g s e máximo. A umidade
correspondente a este ponto de peso específico aparente máximo (g s máx.) é denominada umidade ótima de
compactação (hot). Para cada solo, sob uma dada energia de compactação, existem, então, uma umidade
ótima e um peso específico máximo.
A curva de compactação depende de vários outros fatores, tais como: energia de compactação, textura e
matéria orgânica do solo (Ekwue & Stone, 1997; Silva et al; 1986; ohu et al; 1986).
A energia de compactação utilizada na realização do ensaio de Proctor normal é equivalente a um rolo tipo "pé
de carneiro" leve (5a 7t), passando cerca de 12 vezes sobre uma camada de solo com 0,30 m de espessura
(Vargas, 1977). Já na agricultura, a energia de compactação representa aproximadamente 15 passadas de um
trator com 0,727 t na roda (pressão de 140 KPa) em solo franco arenoso (Raghavan et al, 1976).
O comportamento da curva de compactação pode ser explicado pelo fato de que a medida que a umidade
aumenta a massa específica do solo aumenta até atingir um valor máximo e a seguir diminui devido a baixa
compressibilidade da água.
Para o traçado da curva de compactação é conveniente a determinação de uns cinco pontos, procurando-se
fazer com que dois deles se encontre no ramo seco (ramo da esquerda da curva), um próximo à umidade ótima
e os outros dois no ramo úmido (ramo da direita da curva).
Para execução do corpo de aterro o Ensaio de Proctor utilizado é o normal com grau de compactação iqual ou
maior que 95% e desvio de umidade ótima de mais ou menos 3%. Não devemos utilizar no corpo de aterro
material com densidade inferior a 1300 kg/m³. No subslatro e sub-base o Ensaio de Proctor utilizado é o
intermediário com grau de compactação igual ou maior que 100% e desvio de umidade ótima de mais ou
menos 2%.
No campo, a compactação é feita após espalhar o material, uniformemente, em camadas mais ou menos
horizontais, utilizando-se rolos compactadores, além de carros pipa munidos de barra de distribuição para
irrigação.
Dependendo do solo empregam-se rolos lisos, rolos pé de carneiro e pata curta ou rolos pneumáticos. Para
solos arenosos utiliza-se rolo liso e para solos argilosos rolo pé de carneiro e pata curta, sendo que os rolos
pneumáticos são adaptáveis a quase todos os tipos de terreno.
A quantidade de água a ser adicionada ao solo é calculada em função da descarga da barra de distribuição e da
velocidade do carro pipa. A espessura das camadas de solo solto é de 0,30 m e o número de passadas do
equipamento de compactação, podem ser determinados controlando-se os resultados obtidos em um trecho
experimental escolhido.
O grau de compactação do corpo de aterro é iqual ou maior que 95% do proctor normal, desvio de úmidade
ótima mais ou menos 3%, CBR igual ou maior que 2% e expansão igual ou menor que 4%.
Na camada final o grau de compactação deverá ser igual ou maior que 100% do proctor normal, desvio de
umidade ótima mais ou menos de 2%, CBR igual ou maior que 8% e expansão igual ou menor que 2%.
A seguir são apresentado alguns resultados relativos a compactação de algumas obras de terra..
OBSERVAÇÃO
UMIDADE CAMPO
UMIDADE DE LABORATÓRIO
GRAU DE COMPACTAÇÃO
2031
1991
10,0
11,1
102,0
2067
1911
11,1
11,1
103,8
2086
1991
11,1
11,1
104,8
1684
1700
21,0
19,0
99,1
1676
1700
21,0
20,5
98,6
1722
1700
21,0
19,0
101,3
1734
1700
21,0
19,0
102,0
1726
1700
21,0
19,7
101,5
Para comprovar se a compactação está sendo feita devidamente, deve-se determinar sistematicamente a
umidade e o peso específico aparente do material. Para esse controle pode ser utilizado o "speed" na
determinação da umidade, e o processo frasco de areia na determinação do peso específico.
O grau de compactação como sendo o quociente do peso específico aparente obtido no campo, pelo peso
específico máximo obtido no ensaio de proctor normal no laboratório. Assim, o grau de compactação é
calculado pela expressão:
Gc = g s (campo) . x 100
g s máx. (laboratório)
Para que o aterro seja aprovado o grau de compactação deve atender as especificações do projeto, anexo 4.
Caso contrario à compactação deve ser refeita.
3- APLICAÇÕES
Definições
Aterros são seguimentos de rodovia cuja implantação requer depósito de materiais provenientes de
corte e/ou de empréstimos no interior dos limites das seções de projeto que definem o corpo estradal.
Corpo do aterro é a parte do aterro situado entre o terreno natural até 0,60 m abaixo da cota
correspondente ao greide da terraplenagem.
Camada final é a parte do aterro constituído de material nobre, compreendido, entre o greide da
terraplenagem e o corpo do aterro.
Os procedimentos a serem estudados: no controle dos materiais empregados em rodovias estão listados a
seguir
Um ensaio de compactação 95% do proctor normal para cada 1.000 m3 de material do corpo do
aterro;
Um ensaio de granulometria, limite de liquidez e limite de plasticidade para cada 1.000 m 3 de material
do corpo do aterro;
Um ensaio do índice de suporte califórnia (CBR), com energia do proctor normal para cada 5.000 m 3
do material proveniente do corte ou empréstimo;
Classificação HRB para cada 5.000 m3 do material proveniente do corte ou empréstimo.
A determinação no campo de massa específica aparente In situ, é feita pelo método do frasco de areia,
utilizando-se um frasco no qual se adapta um funil munido de um registro, obedecendo o seguinte critério: eixo
– bordo direito – bordo esquerdo, sendo que a distância do furo dos bordos é de 0,60 m.
Para pistas de extensões limitadas, com volume de no máximo 1.200 m3 no corpo do aterro, deverão ser feitas
pelo menos cinco determinações para o cálculo do grau de compactação. As determinações do grau de
compactação serão realizadas utilizando-se os valores da massa específica aparente seca máxima de
laboratório e da massa específica aparente obtida no campo. Para aceitação da pista executada, deverão ser
obedecidos os limites seguintes:
A prática tem mostrado que para uma boa uniformização do grau de compactação do corpo de aterro, o
resultado de ensaio de proctor normal deverá ficar compreendido entre 95% e 105% do proctor normal. Caso o
resultado exceda ao limite de 105%, o tecnologista fará uma inspeção visual, para aceitação ou rejeição do
ensaio. Se houver desagregação do solo onde foi realizado o ensaio a pista não será liberada.
Para as camadas finais do aterro o grau de compactação deverá ser no mínimo 100% e no máximo 110% do
proctor normal. Caso o limite venha exceder a 110%, devemos fazer uma inspeção para aceitação ou rejeição
do ensaio efetuado. Se houver desagregação do solo onde foi realizado o ensaio a pista não será aprovada.
3.3.1- Material
3.3.2- Equipamento
A execução dos aterros deverá prever a utilização racional de equipamento apropriado, atendidas as
condições locais e a produtividade exigida.
- Poderá ser empregado trator de lâmina, moto-scraper, pá mecânica, escavadeira, caminhão
basculante, carro pipa, grade de discos, patrol, rolo liso, rolo de pneu, rolo pé-de-carneiro e pata
curta, estático ou vibratório.
3.3.3- Execução
3.3.4- Aceitação
Os valores máximos e mínimos decorrentes da amostragem, a serem confrontados com os especificados, serão
calculados pelas seguintes fórmulas:
Onde:
= Média da amostra
N = Número de ensaios
= Coeficiente
No caso da não aceitação dos serviços pela análise estatística, o trecho considerado será subdividido em
subtrechos, fazendo-se um ensaio com o material coletado em cada um deles.
Os subtrechos serão dados como aceitos, tendo em vista os resultados dos ensaios face aos valores exigidos
pelas especificações.
Aguiarnopolis-TO
Resultado do controle estatístico do grau de compactação do corpo do aterro, obtendo Xmáx. calculado 102,54
e Xmín. calculado 95,33.
Como Xmáx. calculado é menor que Xmáx. especificado e Xmín. calculado é maior que Xmín. especificado,
conclui-se que a pista foi bem trabalhada. Caso contrario a pista foi mal trabalhada e será reprovada.
Regularização do subleito de rodovias é a operação destinada a conformar o leito estradal, quando necessário,
tranversal e longitudinalmente, compreendendo cortes e aterros até 0,20 m de espessura e de acordo com os
perfis transversais e longitudinais indicados no projeto.
4.1- Condições Gerais
4.2.1- Material
Os materiais empregados na regularização do subleito, deverão ser provenientes de materiais nobres com
índice suporte califórnia (CBR) igual ou maior do que 8% e expansão igual ou menor do que 2%.
4.2.2- Equipamento
Não será permitida a execução dos serviços, objeto desta norma, em dias de chuva.
5.2.1- Material
Os materiais constituintes são solos, mistura de solos, mistura de solos e materiais britados, escória
ou produtos totais de britagem.
Os materiais destinados à confecção da sub-base devem apresentar as características seguintes:
5.2.2- Equipamento
São indicados os seguintes equipamentos para a execução de sub-base granular: patrol com escarificador,
carro pipa distribuidor de água, rolos compactadores tipo pé-de-carneiro, liso vibratório e pneumático, grade de
disco, pulvimisturador e central de mistura.
5.2.3- Execução
6.2.1- Material
6.2.2- Equipamento
6.2.3- Execução
Quando houver necessidade de se executar camada de base com espessura final superior a 0,20 m, estas serão
subdivididas em camadas parciais. A espessura mínima de qualquer camada de base será 0,10 m, após a
compactação.
Aterros são segmentos de ferrovia, cuja implantação requer o depósito de materiais, quer provenientes de
cortes, quer de empréstimos, no interior dos limites das seções de projeto, que define o corpo estradal.
Os aterros constituem-se de corpo de aterro e camada final. Corpo de aterro é a parte do aterro situado entre o
terreno natural até 0,60 m abaixo da cota correspondente ao greide de terraplenagem. Camada final é a parte
do aterro constituído de material selecionado, compreendido, entre o greide da terraplenagem e o corpo de
aterro.
7.2.1- Materiais
7.2.2- Equipamento
A execução dos aterros deverá prever a utilização racional de equipamento apropriado, atendidas as
condições locais e a produtividade exigida.
Poderão ser empregados tratores de lâmina, moto-scraper, pá mecânica, caminhões basculantes,
carro pipa, patrol, grade de disco, rolos lisos, de pneus, pé-de-carneiro, estáticos ou vibratórios.
7.2.3- Execução
O lançamento do material para a construção dos aterros deve ser feito em camadas sucessivas, em toda a
largura da seção transversal, e em extensões tais que permitam seu umedecimento e compactação de acordo
com as especificações de serviço.
Para a camada inferior do aterro, a espessura da camada compactada não deverá ultrapassar a espessura de
0,30 m. Para os 0,60 m finais da camada superior do aterro as camadas de solo compactada não deverão ter
espessura superior a 0,20 m.
Para as camadas inferiores dos aterros, o grau de compactação deve ser iqual a 95%. Para as camadas
superiores, isto é 0,60 m finais, o grau de compactação deve ser iqual a 100%. Os segmentos que não
atingirem as condições mínimas de compactação deverão ser escarificados, homogeneizados, levados a
umidade ótima e novamente compactados, de acordo com o grau de compactação exigida.
A inclinação dos taludes de aterros, tendo em vista a natureza dos solos e as condições locais, será fornecida
pelo projeto.
8.1.1- Materiais
Os materiais empregados na regularização do subleito serão os do próprio subleito. No caso de substituição ou
adição de material, estes deverão ser provenientes de ocorrências de materiais indicados no projeto.
8.1.2- Equipamentos
A execução da regularização do subleito deverá prever equipamento adequado que permita a racionalização da
execução do serviço.
8.1.3- Execução
Após a execução de cortes e adição de material necessário para atingir o greide de projeto, proceder-
se-á a uma escarificação geral na profundidade de 0,20 m, seguida de pulverização, umedecimento ou
aeração, compactação e acabamento.
Os aterros, além dos 0,20 m máximo previstos, serão executados de acordo com as especificações de
terraplenagem.
8.2- Controle
8.2.1.1- Ensaios
Serão procedidos:
Determinação de massa específica aparente, In situ, com espaçamento máximo de 100 m de pista,
nos pontos onde foram coletados as amostras para os ensaios de compactação.
Um ensaio de compactação, segundo o método proctor normal para determinação da massa específica
aparente seca máxima, com espaçamento máximo de 100 m de pista, com amostras coletadas em
pontos obedecendo sempre a ordem: bordo direito, eixo, bordo esquerdo, eixo, bordo direito etc, a
0,60 m do bordo.
O número de ensaios de compactação poderá ser reduzido, desde que se verifique a homogeneidade do
material.
8.2.1.2- Aceitação
Os valores máximos e mínimos decorrentes da amostragem a serem confrontados com os especificados, serão
calculados pelas seguintes fórmulas:
Onde:
= Média da amostra
N = Número de ensaios
= Coeficiente
A seguir é apresentado um exemplo de controle estatístico da camada final, anexo 5.
Aguiarnópolis-TO
Resultado do controle estatístico do grau de compactação camada final, obtendo Xmáx. calculado 106,22 e
Xmín. calculado 100,10.
Como Xmáx. calculado é menor que Xmáx. especificado e Xmín. calculado é maior que Xmín. especificado,
conclui-se que a pista foi bem trabalhada, caso contrario a pista mal trabalhada e será reprovada.
9- SUBLASTRO DE FERROVIAS
Sublastro é a camada de material que completa a plataforma ferroviária e que recebe o lastro.
A função do sublastro é a de absorver os esforços transmitidos pelo lastro e transferi-los para o terreno
subjacente, na taxa adequada e capacidade de suporte do referido terreno.
Aguiarnópolis -TO
Seixo in naturo
Sublastro 1995 2027 11,3 11,1 101,6
Aguiarnópolis -TO
Seixo in naturo
O material empregado no sublastro da Ferrovia Norte-Sul, sub-trecho Aguiarnópolis – Mosquito – TO, foi seixo
arenoso in naturo com densidade máxima acima de 1900 kg/m³.
O proctor utilizado para sublastro é o intermediário. Para aceitação da pista o grau de compactação é igual ou
maior que 100%, desvio de umidade ótima mais ou menos 2%, CBR igual ou maior que 20% e expansão igual
ou menor que 1%. Caso contrario a pista será rejeitada.
9.1.1- Materiais
materiais em usina ou na pista, de modo que o produto resultante tenha sempre as seguintes características:
A granulometria do material deverá se enquadrar numa das faixas A, B, C, D e/ou F da AASHO.
A capacidade de suporte deverá ser medida pelo ensaio de CBR, com a energia de compactação do
proctor intermediário (26 golpes). O CBR para sublastro é igual ou superior a 20% e expansão
máxima de 1%.
O índice de grupo (IG) deverá ser igual a zero.
No caso de solos lateríticos a expansão máxima admitida será de 0,5% no ensaio de CBR. A fração
que passa na peneira número quarenta deverá ter limite de liquidez inferior ou igual a 40% e índice
de plasticidade inferior ou igual a 15%.
9.1.2- Equipamentos
A execução do sublastro deverá prever equipamento adequado que permita a racionalização da execução do
serviço.
9.1.3- Execução
O grau de compactação deverá ser no mínimo igual a 100% do proctor intermediário, em relação a massa
específica aparente seca máxima, obtida no ensaio DNER-ME-48-64.
A umidade deverá ser a umidade ótima, do ensaio acima especificado, com variação de mais ou menos 2%.
A declividade transversal da camada de sublastro concluída deverá ser de 3%, devendo a superfície se
apresentar lisa, sem sulco ou depressão.
9.2- Controle
9.2.2- Ensaios
Determinação da massa específica aparente, In situ, com espaçamento de 100 m de pista, nos pontos
onde foram coletados as amostras para os ensaios de compactação.
0,60 m do bordo. O número de ensaios de compactação poderá ser reduzido, desde que se verifique a
homogeneidade do material.
9.3- Aceitação
Os valores máximos e mínimos decorrentes da amostragem, a serem confrontados com os especificados, serão
calculados pelas seguintes fórmulas:
Onde:
N = Número de ensaios
= Coeficiente
Aguiarnópolis-TO
Resultado do controle estatístico do grau de compactação do sublastro obtendo Xmáx. calculado 105,21 e
Xmín. calculado 100,46.
Como Xmáx. calculado é menor que Xmáx. especificado e Xmín. calculado é maior que Xmín. especificado,
conclui-se que a pista foi bem trabalhada, caso contrario a pista foi mal trabalhada e será reprovada.
CONCLUSÃO
Nesta monografia discutiu-se a utilização do ensaio de proctor para o controle da compactação de aterros, bem
como o controle de qualidade do aterro através do grau de compactação, o qual fornece subsídios para
aceitação e rejeição da camada compactada.
Para os aterros serem aprovados o grau de compactação do corpo do aterro Gc 95% do proctor normal e
para camada final Gc 100% do proctor normal.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
STANCATI, G.; NOGUEIRA, J.B. & VILAR, O. M. Compactação do solo. São Paulo, Universidade de São Paulo,
1981. p. 81-93. (Ensaios de laboratório em mecânica dos solos, 7).
EKWUE, E.J. & STONE, R.J. Organic matter effects on strength properties of compacted agricultural soils. Trans.
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EKWUE, E.J. & STONE, R.J. Density-moisture relations of some Trinidadian soils incorporated with sewage
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SILVA, A.P. da; LIBARDI, P.L. & CAMARGO, O.A. Influência da compactação nas propriedades físicas de dois
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STONE, J.A. & EKWUE, E.I. Maximum bulk density achieved during soil compaction as affected by the
incorporation of three organic materials. Trans. Am. soc. Agric. Eng., 36:1713-1719, 1993.
CAPUTO, Homero Pinto. Mecânica dos Solos e suas Aplicações. 6. ed. São Paulo.
ANEXOS
Ensaio de compactação
ANEXO 3 – Compactação no campo (densidade in situ)
Furo de densidade
Grade de disco
Rolo compactador
ANEXO 4 – Controle de compactação no campo
ANEXO 5 – Controle estatístico de compactação