TOLERNCIA
Klebber S Nascimento
14.02.2010
A nossa Sublime Ordem exige de seus iniciados o cumprimento de srios deveres e enormes sacrifcios. A
Maonaria proclama em seus Princpios Gerais que os homens so livres e iguais em direitos e que a tolerncia
constitui o princpio cardeal nas relaes humanas, para que sejam respeitadas as convices e a dignidade de
cada um. A nossa Sublime Ordem proclama a TOLERNCIA entre os seus iniciados.
O vocbulo TOLERAR no significa apenas ser indulgente, ser condescendente, ser transigente, ser permissivo,
mas acima de tudo significa suportar. No mundo atual, praticar a tolerncia a cada dia exige muito de ns, pois a
conturbao social e a presso psicolgica exercida sobre o homem, torna-o mais que nunca exigente,
imprudente, agressivo e at mesmo inconseqente. nesse contexto que tolerar assume importncia
fundamental entre os homens. Todos os homens, sejam eles maons ou no.
Se o profano sente-se desobrigado de praticar a tolerncia, para o maom o mesmo tolerar um dever. Este
princpio est intrinsecamente ligado a um dos fins supremos da nossa Ordem: A fraternidade. O Salmo 133 da
Bblia Sagrada o elogio da concrdia e unio fraterna, quando diz: quo bom e quo suave viverem os
Irmos em unio! como o perfume derramado na cabea, que desce sobre a barba de Aaro, que desce sobre
a orla de suas vestes. como o orvalho do Hermon, que desce sobre o Monte Sio, porque o Senhor derramou
ali a sua bno e a vida para sempre. A Cada dia, os maons tem por obrigao exercitar a prtica da
tolerncia, o que facilita sobremaneira todo o relacionamento entre os irmos, ampliando o esprito
fraterno que existe no seio da nossa entidade milenar.
A partir da Iniciao, o Maom, uma pessoa diferenciada, porque se lhe abrem as portas da verdadeira
amizade. A fraternidade que passa a existir entre os irmos a exteriorizao mais concreta da felicidade de ser
maom. A tolerncia do maom no pode se limitar apenas ao relacionamento com o prximo. H que ser
tambm pacincia no desenvolvimento das etapas, que permite o crescimento e o progresso individual em todos
os seus aspectos. No fcil ser maom. Se relacionar exige pacincia e tolerncia, fazer progresso na
Maonaria exige muito mais. Ingressar na Maonaria um fato, fazer progressos na Ordem outra coisa.
Manter-se motivado fundamental para o crescimento interior do obreiro, o que lhe d um prazer
imensurvel de ser maom.
No raro, Iniciados deixam a Instituio logo aps o seu ingresso. A verdade que esses Irmos no buscam a
Luz, assim, no conseguem ver o seu brilho, tampouco, descobrem a sua direo. Para os que buscam o
crescimento, o caminho longo, contnuo e s vezes spero, preciso saber perseverar. No seio da Sublime
Ordem, necessrio querer progredir, tolerar, estudar, buscar a verdade para que haja a transformao do
homem que renasceu para o mundo.
O homem no-iniciado perde-se nas solicitaes mundanas. O consumismo, a falta de interiorizao deixa-o
esquecido de si mesmo. Sua convivncia com os vcios acaba por faz-lo infeliz. Nessa alienao passa a
buscar a felicidade fora de si mesmo, nas drogas, no fanatismo religioso e em tudo o mais que exterior a sua
prpria pessoa. A Maonaria o oposto de tudo isso, da a dificuldade de se buscar o crescimento no seu seio. A
Iniciao de novos valores fortalece cada vez mais a nossa Instituio, porque vm somar foras para a
construo de sua grande obra: o bem da humanidade.
Ir.. Alcides Luiz de Siqueira
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ltima atualizao em Dom, 14 de Fevereiro de 2010 20:24
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