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Resumo do filme "Dá pra fazer"

O filme retrata a história de uma cooperativa na Itália formada após o fechamento de hospitais psiquiátricos. A cooperativa trata os pacientes como sócios, dando-lhes voz e responsabilidades de acordo com suas habilidades. Um paciente se apaixona, mas comete suicídio após ser humilhado. Isso leva a uma retomada do modelo manicomial, até que um psiquiatra percebe os benefícios da abordagem anterior.

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Resumo do filme "Dá pra fazer"

O filme retrata a história de uma cooperativa na Itália formada após o fechamento de hospitais psiquiátricos. A cooperativa trata os pacientes como sócios, dando-lhes voz e responsabilidades de acordo com suas habilidades. Um paciente se apaixona, mas comete suicídio após ser humilhado. Isso leva a uma retomada do modelo manicomial, até que um psiquiatra percebe os benefícios da abordagem anterior.

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GRUPO 01 | Resumo filme: D pra fazer (Si Puo fare) Psicologia Social II

Acadmicos de Psicologia UNIVAG 2012/2


M.e. do curso de Psicologia do UNIVAG
1

D pra fazer (Si Puo fare),filme Italiano de 2008, dirigido por Giulio Manfredonia
J honatan Santana
Mayara Fernandes
Naiara Pereira
Neusa Germano
Zlia Borges
Paula M. dos Anjos
Baseado em fatos reais, o filme retrata a historia de uma pequena cooperativa que surgiu na Itlia, aps o
movimento de luta antimanicomial iniciada por Franco Basaglia e o fechamento de hospitais psicolgicos.
D-se de forma clara a percepo da fora que a institucionalizao exerce e interfere na vida dos pacientes e
dos profissionais que trabalham neste tipo de ambiente. Pacientes sonolentos e sem foras para realizarem
atividades devido ao excesso de medicamentos, ressaltam essa constatao no filme.
A cooperativa 1.8.0 (um, oito, zero), faz um movimento que traz um considerado processo de mudana
dentro desta instituio. Com a chegada de um novo diretor, o sindicalista Nello, passa-se a considerar seus
trabalhadores como scios, onde contribuem e opinam com idias para melhorias no mbito de trabalho.
Apesar de umas serem consideradas estranhas e at incomuns entre tantos, todas so ouvidas a partir de
assemblias realizadas, e ento se iniciam os trabalhos com PARQUET.
O diretor da cooperativa percebe nos pacientes/trabalhadores alguma habilidade e prope que desempenhem
funes que se adeque com a capacidade de cada um. O paciente de sade mental deixa de ser um
doente/paciente, para ser um sujeito com potencialidades, direitos e deveres, controlando sua vida e
aprendendo a manipular e utilizar seu dinheiro. Sem a necessidade de medicalizao e a reduo da
dosagem, traz conseqentemente, a reduo dos efeitos medicamentosos nestes pacientes. A socializao que
estabelecem com o meio instaura-se, iniciando relacionamentos amorosos, sadas para festas, etc.
Sergio, um dos pacientes, se apaixona por uma moa. Os dois saem para o cinema e aps a sesso, se beijam.
Algum tempo depois, em certa ocasio, a moa o convida para uma festa em sua casa. Durante a festa, os
amigos da moa comeam a caoar de Sergio. Um dos convidados da festa aumenta a violncia de suas
brincadeiras com Sergio, que bate neste rapaz. Todos so direcionados delegacia. A moa pede ao delegado
que no leve Sergio de volta ao manicmio, que ele um coitado doente, e que a culpa foi dela. Sergio ouve
tudo isso. Essas palavras soam profundamente nele, que no dia seguinte aps a liberao da delegacia,
encontrado morto. Sergio havia cometido suicdio.
Percebemos como as palavras e aes trazem diferentes significaes e diretrizes simbolgicas para cada
um. Ao (inter) ferir este sujeito, matamos simbolicamente sua condio de um individuo de capacidades.
Estes sujeitos passaram por condies genticas e ou sociais, que acarretaram o desenvolvimento destes
distrbios mentais. Os limitam de alguma forma, verdade, mas no os incapacitam em relao ao outro
e o meio.
Aps a morte de Sergio, alguns dos pacientes entram em crise. O diretor do manicmio se sente culpado
por ter incentivado a liberdade aos pacientes. Eles retomam a instituio com cunho manicomial e voltam a
medicar seus pacientes. Um psiquiatra da instituio percebe a diferena que o antigo diretor havia
proporcionado aos pacientes, e entra em contanto com ele para que volte ao trabalho no manicmio. Mesmo
ainda se sentindo culpado, ele retorna, e inicia uma nova etapa na cooperativa 1.8.0.
Percebemos quo capazes so os pacientes de sade mental. Colocando-os como sujeitos de potencialidades,
melhoramos seu quadro clinico, e como estes enfrentam os desafios que a vida e sua psicopatologia impem.

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