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Servio Social da Indstria

Departamento Regional da Bahia

Legislao Comentada:
NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO)

Salvador-Bahia 2008

Legislao Comentada:
NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO)

FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DA BAHIA Presidente Jorge Lins Freire SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA. DEPARTAMENTO REGIONAL DA BAHIA Diretor Regional Jos Cabral Ferreira Superintendente Manoelito dos Santos Souza Coordenador da Assessoria de Desenvolvimento Aroldo Valente Barbosa Assessora de Sade Lvia Maria Arago de Almeida Lacerda Gerente do Ncleo de Sade e Segurana no Trabalho - NSST George Batista Cmara Coordenadora de Projetos NSST Kari McMillan Campos Consultor Tcnico Giovanni Moraes Coordenao da Reviso Tcnica Maria Fernanda Torres Lins Reviso Tcnica Renata Lopes de Brito Ana Cristina Fechine Reviso de Texto Arlete Castro Apoio Jos Arlindo Lima da Silva Jnior

Servio Social da Indstria


Departamento Regional da Bahia

Legislao Comentada:
NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO)

Salvador-Bahia 2008

2008 SESI. Departamento Regional da Bahia autorizada a reproduo total ou parcial desta publicao, desde que citada a fonte. Publicao em verso eletrnica disponvel para download no Centro de Documentao dos Servios Virtuais de SST do SESI no: [Link]/sesi/sv

Normalizao Biblioteca Sede/ Sistema FIEB biblioteca@[Link]

Ficha Catalogrfica
363.11 S493l Servio Social da Indstria - SESI. Departamento Regional da Bahia. Legislao comentada: NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO) / Servio Social da Indstria - SESI. Departamento Regional da Bahia. _ Salvador, 2008. 16 p. 1. Sade - legislao. 2. Segurana do trabalho legislao. 3. Medicina do trabalho - legislao. 4. Brasil. I. Ttulo.

SESI. Departamento Regional da Bahia Rua Edstio Pond, 342 (Stiep) Salvador/BA CEP: 41770-395 Telefone: (71) 3205-1893 Fax: (71) 3205-1885 Homepage: [Link] E-mail: kari@[Link]

SUMRIO APRESENTAO 1 1.1 1.2 1.3 NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO) DOCUMENTOS COMPLEMENTARES PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS COMENTRIOS REFERNCIAS 9 9 10 13 14

APRESENTAO Com o objetivo de identificar necessidades de informao sobre Segurana do Trabalho e Sade do Trabalhador (SST), o Servio Social da Indstria Departamento Regional da Bahia (SESI-DR/BA) realizou um estudo com empresrios de pequenas e mdias empresas industriais dos setores de Construo Civil, Metal Mecnico, Alimentos e Bebidas. Neste estudo, os empresrios baianos participantes apontaram a informao em relao s exigncias legais em SST como sua maior necessidade, destacando as dificuldades enfrentadas em relao legislao que vo do seu acesso interpretao da mesma. Com vistas a facilitar o entendimento da legislao em SST, e conseqentemente sua aplicao em empresas industriais, o SESI-DR/BA elaborou o presente documento que apresenta numa linguagem comentada algumas das principais questes da Norma Regulamentadora (NR) 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO). Alm de apresentar esta norma no formato de perguntas e respostas, o texto inclui uma lista de documentos complementares e comentrios gerais em relao a sua aplicao. Vale destacar que o presente texto um captulo de outra publicao que aborda diversas NRs de forma comentada. A publicao original pode ser localizada em [Link]/sesi/sv.

1 NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO) A Norma Regulamentadora 7, cujo ttulo Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional (PCMSO), estabelece a obrigatoriedade de elaborao e implantao do PCMSO, por parte de todos os empregadores e instituies, com o objetivo de monitorar, individualmente, aqueles trabalhadores expostos aos agentes qumicos, fsicos e biolgicos definidos pela NR 9 - Programa de Preveno de Riscos Ambientais (PPRA). 1.1 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Captulo V do Ttulo II da Consolidao das Leis do Trabalho (CLT) Refere-se Segurana e Medicina do Trabalho. Conveno OIT 161, de 07/06/85 - Decreto no 127, de 22/05/91 - Servios de Sade do Trabalho. Instruo Normativa INSS/DC no 98, de 05/12/03 - Aprova Norma Tcnica sobre Leses por Esforos Repetitivos (LER) ou Distrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) em substituio Ordem de Servio INSS/DC n 606/98. Instruo Normativa INSS/DC no 118, de 14/04/05 - Apresenta o novo modelo para preenchimento da Comunicao de Acidente de Trabalho (CAT). Portaria MTb/SSST no 08, de 08/05/96 - Traz os aspectos levantados no acordo tripartite alterando e incluindo novos itens na NR 7. Portaria MTb/SSST no 19, de 09/04/98 - Altera o Quadro II (Parmetros para monitorao da exposio ocupacional a alguns riscos sade) e inclui o Anexo I - Quadro II (Diretrizes e parmetros mnimos para avaliao e acompanhamento da audio em trabalhadores expostos a nveis de presso sonora elevados). Portaria MTb/SSST no 24, de 29/12/94 - D nova redao NR 07 e cria a obrigatoriedade da elaborao e implementao, por parte de todos os empregadores, do PCMSO.

Portaria MTE/SIT/DSST no 34, de 20/12/01 - Protocolo para a Utilizao de Indicador Biolgico da Exposio Ocupacional ao Benzeno. Ordem de Servio INSS/DSS no 607, de 05/08/98 - Aprova Norma Tcnica sobre Intoxicao Ocupacional pelo Benzeno.

Ordem de Servio INSS/DSS no 608, de 05/08/98 - Aprova Norma Tcnica sobre Perda Auditiva Neurossensorial por Exposio Continuada a Nveis Elevados de Presso Sonora. Ordem de Servio INSS/DSS no 609, de 05/08/98 - Aprova Norma Tcnica sobre Pneumoconioses. Resoluo CFM no 1.529, de 28/08/1998 - Conselho Federal de Medicina - Dirio Oficial da Unio no 170 (04/09/98) - Estabelece a Normatizao da Atividade Mdica na rea da Urgncia-Emergncia na sua Fase Prhospitalar. Resoluo INSS/DC no 15, de 03/02/00 - Aprova a Norma Tcnica sobre Saturnismo. Resoluo CREMERJ no 116/97 - Dispe sobre as condies de transporte de pacientes em ambulncias e aeronaves de transporte mdico. 1.2 PERGUNTAS E RESPOSTAS COMENTADAS 1.2.1 - Na confeco do PCMSO, quais os principais cuidados com o preenchimento do Atestado de Sade Ocupacional (ASO)? Deve-se fazer constar todos os itens previstos na NR 7, com ateno para: nome, nmero de identidade, funo, riscos ocupacionais especficos, tipos de exames que foram realizados com data, nome do mdico coordenador e n de registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), definio apto/inapto, nome do mdico examinador e forma de contato ou endereo, data e assinatura. Dever conter espao para a assinatura do trabalhador comprovando o recebimento de uma segunda via do atestado.

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1.2.2 - Existem profisses sem riscos ocupacionais? No, todas as atividades possuem riscos que devem constar no ASO, por exemplo, riscos mecnicos, ergonmicos, entre outros inerentes atividade. 1.2.3 - recomendado fazer uma lista de exames complementares que devem ser solicitados naquelas profisses mais encontradas nas empresas? No, esta no seria uma boa prtica profissional uma vez que os riscos a que realmente est exposto um trabalhador dependem do ambiente em que o mesmo trabalha e no somente de sua profisso. Como exemplo, pode haver dois pedreiros: um que trabalha em ambiente ruidoso e outro no. Um dever ser submetido audiometria e o outro no. 1.2.4 - Deve-se registrar os riscos existentes, mesmo quando no h exames complementares especficos? Sim, desde que haja um risco ocupacional especfico. 1.2.5 - As microempresas esto obrigadas a manter o PCMSO? Sim, a NR 7 no exclui nenhuma empresa que admita trabalhadores como empregados de implementar o PCMSO. 1.2.6 - Qual o critrio usado pela NR 7 para dispensar algumas empresas, dependendo do nmero de empregados, de terem um Mdico Coordenador do PCMSO? Empresas de grau de risco 1 e 2 com at 25 empregados e empresas de grau de risco 3 e 4 com at 10 (dez) empregados esto desobrigadas de ter mdico coordenador. Isto, porm, no as dispensa de ter o programa. Esto dispensadas do Relatrio Anual que deve ser feito a cada aniversrio do mesmo.

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1.2.7 - Quais os exames complementares obrigatrios para motoristas de nibus (admissional, peridico, demissional)? Os exames mdicos admissionais devem ser realizados para todos os funcionrios, assim como os demissionais. No caso especfico dos motoristas de nibus, para funcionrios de at 45 anos, estes exames devem ser anuais e os demais bienais. Os exames complementares para esta atividade aconselham que se deva dar ateno para o sistema visual e auditivo, porm, no existe obrigatoriedade em fazlos.

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1.3 COMENTRIOS O PCMSO pode ser alterado, a qualquer momento, em seu todo ou em parte, sempre que o mdico detecte mudanas em riscos ocupacionais, decorrentes das alteraes nos processos de trabalho; novas descobertas da cincia mdica, em relao a efeitos de riscos existentes; mudana de critrios de interpretao dos exames; ou, ainda, reavaliaes do reconhecimento dos riscos. O PCMSO um documento que no necessita ser homologado ou registrado nas Delegacias Regionais do Trabalho. Ele arquivado no estabelecimento disposio da fiscalizao. Para fazer um PCMSO adequado, os seguintes aspectos prticos devem ser considerados: 1. Conhecer a empresa, ou seja, visit-la; 2. Entrevistar pessoal tcnico e operacional; 3. Avaliar o PPRA e identificar os agentes ambientais a que o trabalhador se encontra exposto; 4. Conversar com os profissionais dos Servios Especializados em Segurana e em Medicina do Trabalho (SESMT) responsveis pela elaborao e/ou aprovao do PPRA; 5. Fazer um levantamento qualitativo terico do PCMSO; 6. Conhecer o plano de sade da empresa para os exames complementares e/ou opinies de especialistas; 7. Examinar os trabalhadores identificando os exames especficos necessrios aos trabalhadores expostos aos agentes ambientais nocivos; 8. Preparar relatrio e planejamento das aes; 9. Planejar acompanhamento das aes.

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REFERNCIAS BRASIL. Ministrio do Trabalho. Secretaria de Segurana e Sade do Trabalho. Portaria n 08, de 08 de maio de 1996. Altera a Norma Regulamentadora NR 7Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional - PCMSO. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 13 maio 1996. Seo 1, p. 8.202. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. ______. Portaria n 19, de 09 de abril de 1998. Altera o quadro II - Parmetros para Monitorao da Exposio Ocupacional a Alguns Riscos Sade, da NR 7 Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 22 abr. 1998. Seo 1, p. 64-66. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. ______. Portaria n 24, de 29 de dezembro de 1994. Aprova nova redao da Norma Regulamentadora n 7. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 30 dez. 1994. Seo 1, p. 21.278-21.280. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. BRASIL. Ministrio do Trabalho e Emprego. 2007. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 17 set. 2007. ______. NR 7 - Programa de Controle Mdico de Sade Ocupacional. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. BRASIL. Ministrio do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeo do Trabalho. Departamento de Segurana e Sade no Trabalho. Portaria n 34, de 20 de dezembro de 2001. Protocolo para a utilizao de indicador biolgico da exposio ocupacional ao benzeno. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho (2. Regio). CLT Dinmica: Consolidao das Leis do Trabalho. Decreto-Lei n 5.452, de 1 de maio de 1943. Desenvolvimento e atualizao realizados pelo Servio de Jurisprudncia e Divulgao do Tribunal Regional do Trabalho da 2 Regio. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. 14

CONFERNCIA GERAL DA ORGANIZAO INTERNACIONAL DO TRABALHO, 71., 7 jun. 1985, Genebra. Conveno 161: conveno sobre os servios de sade no trabalho. Genebra: OIT, 1985. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Braslia, DF). Resoluo CFM n 1.529, de 28 de agosto de 1998. Normatiza a atividade mdica na rea da UrgnciaEmergncia na fase de atendimento pr-hospitalar. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 4 set. 1998. Seo 1, p. 69. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Resoluo CREMERJ n 116/97. Dispe sobre as condies de transporte de pacientes em ambulncias e aeronaves de transporte mdico. Disponvel em: <http//[Link]/[Link]?page=legislacao/[Link]>. Acesso em: 26 set. 2007. INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Diretoria Colegiada. Instruo normativa INSS/DC n 98, de 05 de dezembro de 2003. Aprova norma tcnica sobre Leses por Esforos Repetitivos - LER ou Distrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho - DORT. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 10 dez. 2003. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. ______. Instruo normativa INSS/DC n 118, de 14 de abril de 2005. Estabelece critrios a serem adotados pela rea de Benefcio. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 18 abr. 2005. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. ______. Resoluo INSS/DC n 15, de 3 de fevereiro de 2000. Aprova norma tcnica sobre saturnismo. Dirio Oficial [da] Repblica Federativa do Brasil, Braslia, DF, 8 fev. 2000. Disponvel em: <[Link] Acesso em: 10 set. 2007. INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Diretoria do Seguro Social. Ordem de servio n 607, de 05 de agosto de 1998. Aprova norma tcnica sobre intoxicao ocupacional pelo benzeno. Lex: coletnea de legislao e jurisprudncia, So Paulo, ano 62, p. 3972, ago. 1998.

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INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL. Diretoria do Seguro Social. Ordem de servio n 608, de 05 de agosto de 1998. Aprova norma tcnica sobre perda auditiva neurossensorial por exposio continuada a nveis elevados de presso sonora de origem ocupacional. Lex: coletnea de legislao e jurisprudncia, So Paulo, ano 62, p. 3993, ago. 1998. ______. Ordem de servio n 609, de 05 de agosto de 1998. Aprova norma tcnica sobre pneumoconioses. Lex: coletnea de legislao e jurisprudncia, So Paulo, ano 62, p. 4025, ago. 1998.

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