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Taag

1) A situação da companhia aérea angolana Taag gera perplexidade devido à necessidade de gestão das empresas públicas seguirem princípios de gestão privada. 2) A Taag investiu em novos aviões Boeing, mas foi posteriormente proibida de voar no espaço aéreo europeu, comprometendo a viabilidade do investimento e prejudicando Angola. 3) As reais motivações por trás do veto europeu à Taag são questionadas, levantando suspeitas de favorecimento a companhias europeias.

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1) A situação da companhia aérea angolana Taag gera perplexidade devido à necessidade de gestão das empresas públicas seguirem princípios de gestão privada. 2) A Taag investiu em novos aviões Boeing, mas foi posteriormente proibida de voar no espaço aéreo europeu, comprometendo a viabilidade do investimento e prejudicando Angola. 3) As reais motivações por trás do veto europeu à Taag são questionadas, levantando suspeitas de favorecimento a companhias europeias.

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Taag, um retrato de Angola.

Miguel Blasco | Pseudnimo A situao da Taag geradora de perplexidade e demonstra como urgente que as empresas pblicas sejam geridas de acordo com os princpios da gesto privada, onde os seus gestores so intimamente responsabilizados pela obteno de resultados, com o incremento da performance das organizaes onde actuam com o fim ltimo de criar valor para o accionista, neste caso, Estado e por inerncia todos os cidados angolanos, seno existir est viso as empresas pblicas estaro condenadas a ser verdadeiras fontes de desperdcios que consomem fundos pblicos com prejuzo para toda a nao angolana, nesse sentido, penso que seria importante que o Governo pauta-se a sua aco numa lgica de pura estratgia empresarial. Vejamos, a Taag decidiu realizar um investimento macio na aquisio de uma nova frota area com o intuito de reforar a sua capacidade operacional, nomeadamente, melhorar a sua capacidade, a qualidade do seu servio prestado e desta forma incrementar o seu volume de negcios num dos seus mercados mais estratgicos, nesse sentido apostou pela aquisio da marca Boieng, curiosamente, aps alguns meses, as expectativas da Taag e do Governo Angolano foram amputadas com uma deciso da comisso europeia em interditar a companhia de sobrevoar o seu espao areo. Uma deciso nefasta para a Taag, porque no s ps em causa a viabilidade econmica e financeira da deciso de investimento tomada, como pressups uma destruio objectiva de valor da Taag, assim como um embarao internacional para Angola, porque no mundo dos negcios no existe nada mais inglrio do que efectuar um investimento que depois no gera cash-flows (dinheiro). Para mim o cerne da questo perceber a verdadeira motivao do veto da comisso europeia que ostracizou Angola, numa primeira fase, comentou-se que o problema se devia a uns ditos manuais, um argumento nada plausvel, depois colocou-se a questo a nvel da tripulao, um argumento facilmente resolvel, com formao dos actuais pilotos ou com a contratao de pilotos capacitados, depois argumentou-se que o veto residia ao nvel da falta de segurana da infra-estrutura, ou seja, do aeroporto, mas sendo assim, se o aeroporto no confere segurana, ento a deciso lgica e correcta seria vetar no s a Taag mas tambm todas as outras operadoras que utilizam o Aeroporto de Luanda. Supostamente os mercados so livres, inspirados pelo liberalismo econmico, uma assumpo um pouco falaciosa, porque nos mercados existem lobbies e eu questiono-me se os responsveis angolanos tivessem decidido comprar uma frota da Airbus este veto teria existido? Muito provavelmente no, por essa razo penso que todas as decises de um Estado devem basearse numa lgica de pura estratgia empresarial, no sentido de encontrar sempre a soluo mais eficiente, mais eficaz e com mais sinergias. Obviamente, se eu pretendo explorar o mercado europeu faz mais sentido apostar por uma marca europeia porque as barreiras a entrada so muito menor, alm disso existe toda uma infra-estrutura j constituda nesse mercado que serve de apoio ao cliente, sem mencionar todo o peso que a empresa tem nesse mercado e confere uma grande vantagem competitiva para quem compra a sua marca, neste caso Airbus. A questo fundamental saber o que pode Angola fazer perante esta situao da Taag quando a fundamentao do veto no nada clara, curiosamente, h muitos anos atrs um famoso banqueiro norte-americano de seu nome JP Morgan disse que existiam dois tipos de verdades, uma verdade explicita, que consiste em induzir os outros a acreditar na razo que mais nos convm; e uma verdade implcita, que consiste na verdadeira razo pela qual fazemos as coisas, portanto se no sabemos a verdadeira razo da interdio da Taag, faz todo o sentido, sabendo que o mercado areo angolano tem um valor econmico importante e este bolo neste momento esta a ser dividido exclusivamente pelas transportadoras estrangeiras, seria totalmente justo incrementar as taxas de utilizao do Aeroporto de Luanda para essas mesmas transportadoras como uma forma de compensao. Provavelmente se isso for feito as transportadoras incrementaram o preo no consumidor final, mas existe um limite, que ser atingido quando voar nestas companhias deixar de ser competitivo e for prefervel voar com a Taag em parceria com outra companhia at Europa. A melhor soluo deste problema poderia ser a aquisio de uma frota Airbus com a garantia da supresso da interdio dos voos da Taag para a comunidade europeia e a cesso total ou parcial da nova frota Boieng, a outra companhia, por exemplo, num regime de leasing, se bem que este tipo de condicionamento seja

imoral.

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