
Os fatos que decorreram nos últimos dias traz a tona a cultura de morte imperante no país e também a hipocrisia dos meios manipuladores da opinião pública como a Rede Globo de TV e o panfleto liberal Estadão e Folha de São Paulo que defendem as feministas que bradam o “direito” à morte de um inocente. “É coisa de fêmea e macho não deve se intrometer” dizem. É a lei do “meu corpo, minhas regras”, embora isso não valha para o nascituro que está no ventre da mesma. Gritam palavras de ordem como se matar um indefeso fosse uma obra imprescindível para a construção de um civilização. Eis a civilização da morte, tão contraposta à Civilização do Amor de São Paulo VI. Assim como a Igreja agiu para levar a derrocada os sistemas bolcheviques da Europa Oriental devemos agir para um combate firme contra a ideologia liberal no Ocidente.
Pentecostes inaugurou a civilização do amor e da paz. A civilização possui um significado de um progresso de estado de vida para outro, mais evoluído, de respeito, de dedicação, de doação, de vida e de amor. Todas as instituições deveriam evoluir para algo melhor, surgindo novos pensamentos, novas culturas em vista de uma convivência fraterna, de amor, de uma cultura de defesa da vida.
Espanta-me a hipocrisia de tantos “católicos”, que de católicos não tem nada, em defender a morte de um inocente com tanta naturalidade. Não custa recordar que estamos em meio a uma pandemia, que temos profissionais de saúde lutando para preservar vidas até a exaustão física e mental, até a um verdadeiro martírio. Mas a troça “progressista”, é assim que eles agora preferem ser chamados, são os mesmos comunistas, feministas, liberais e outros seres abjetos que tentam impor a cultura de morte no país e que devem ser combatidos até a total extinção. Sim, pseudo-católicos abortistas surgem aos quatro cantos. O Catecismo da Igreja Católica assim afirma no seu número 2272. “A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canônica da excomunhão este delito contra a vida humana. ‘Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito (‘effectu secuto’) incorre em excomunhão latae sententiae, isto é, ‘pelo facto mesmo de se cometer o delito’ e nas condições previstas pelo Direito. A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade”.
A dignidade da pessoa humana não é uma questão religiosa, é uma questão de humanidade. Toda vida humana deve ser defendida e protegida desde a sua concepção até o seu ocaso. Tentar reduzir a questão como se fosse um simples procedimento é reduzir a vida a mero produto. Não me espanta as centenas de milhares de mortes por Covid-19 pois estamos numa cultura de morte. A direita grita: “matem os pobres, os inválidos, os doentes e os velhos” e a esquerda grita: “matem os bebês, destruamos a família, sim ao aborto e à ideologia de gênero”.
Uma vez que deve ser tratado como pessoa desde a concepção, o embrião terá de ser defendido na sua integridade, tratado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano. A menina vitima do estupro deve ter todo apoio e cuidado médico e psicológico. Para o estuprador todo rigor da lei. As leis civis devem proteger a vida e quando estas são contrárias a vida temos a obrigação moral de descumpri-las. Rebelemo-nos com as leis e instituições injustas e de morte.
Por Cristo e pela Nação! Anauê!




