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Lei Do Estatuto

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Portal de Legislação da Câmara Municipal de Itápolis / SP

LEI MUNICIPAL Nº 700, DE 24/09/1974


DISPÕE SOBRE INSTITUIÇÃO DOS ESTATUTOS DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DO MUNICÍPIO DE ITÁPOLIS.

Dr. Carlos Antonio Dultra, Prefeito Municipal de Itápolis, Estado de São Paulo.

Faz saber que a Câmara Municipal decretou, e ele sanciona e promulga, a seguinte Lei:

Art. 1º Esta Lei institui o Regime Jurídico dos Funcionários do Município de Itápolis.

Art. 2º Para os efeitos deste Estatuto, Funcionário é a pessoa legalmente investida em cargo público.

Art. 3º Cargo Público é o conjunto de deveres, atribuições e responsabilidades cometidas ao funcionário.

Art. 4º Os Cargos Públicos serão criados por lei, que fixará sua denominação, padrão ou referência de vencimentos, e
os recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes.

Art. 5º Os Cargos Públicos são considerados de Carreira, Isolados de Provimento Efetivo ou em Comissão.
§ 1º São de Carreira, os que se integram em classes e correspondem à profissão, ou atividades com denominação
própria.
§ 2º São Isolados os que não se podem integrar em classes e correspondem a certa e determinada função e em
comissão os que assim foram determinados por lei.

Art. 6º Classe é o agrupamento de cargos, que por lei, tenham idêntica denominação, o mesmo conjunto de atribuições
e responsabilidade e o mesmo padrão de vencimento.
§ 1º As atribuições e responsabilidades pertinentes a cada classe serão descritas em regulamento, incluindo, entre
outras as seguintes indicações: denominação, código, descrição sintética, exemplos típicos de tarefas, qualificação
mínima pra o exercício do cargo, e, se for o caso, requisito legal ou especial.
§ 2º Respeitada essa regulamentação, aos funcionários da mesma careira podem ser cometidas as atribuições de
suas diferentes classes.

Art. 7º Os Cargos de Carreira serão de Provimento Efetivo. Os Isolados serão de Provimento Efetivo ou em Comissão,
segundo a lei que os criar.

Art. 8º Carreira é a série de classes, escalonadas segundo nível de complexidade das atribuições e grau de
responsabilidade.

Art. 9º Não haverá equivalência entre as diferentes carreiras, quanto às atribuições funcionais.
§ 1º É vedada a vinculação ou equiparação de qualquer natureza para efeito de remuneração do pessoal do Serviço
Público Municipal, bem como a participação de funcionários no produto de arrecadação inclusive da Dívida Ativa.
§ 2º Haverá igualdade de denominação dos cargos equivalentes e paridade de vencimentos e vantagens entre os
funcionários da Prefeitura e da Câmara Municipal.

Art. 10. Quadro é o conjunto de Carreiras, de Cargos Isolados, em Comissão e de Funções Gratificadas.

LIVRO I - DA INVESTIDURA, DO EXERCÍCIO E DA VACÂNCIA DOS CARGOS PÚBLICOS


TÍTULO I - DO PROVIMENTO
CAPÍTULO I - DAS FORMAS E DOS REQUISITOS DO PROVIMENTO

Art. 11. Os Cargos Públicos serão providos por:


I - nomeação;
II - promoção;
III - acesso;
IV - transferências;
V - reintegração;
VI - readmissão;
VII - reversão;
VIII - aproveitamento; e,
IX - comissão.
Parágrafo único. O provimento dos Cargos Públicos da Prefeitura é de competência privativa do Prefeito.

Art. 12. Só poderá ser investido em Cargo Público Municipal quem satisfazer os seguintes requisitos:
I - ser brasileiro;
II - ter completado 18 (dezoito) anos de idade;
III - estar no gozo dos direitos políticos;
IV - estar quite com as obrigações militares;
V - ter boa conduta;
VI - gozar boa saúde comprovada em exame médico;
VII - possuir aptidão para o exercício da função;
VIII - ter-se habilitado previamente em Concurso, ressalvadas as exceções previstas em lei;
IX - ter atendido às condições especiais prescritas em lei ou regulamento para determinados cargos ou carreiras.

CAPÍTULO II - DA NOMEAÇÃO
Secção I - Das Formas de Nomeação

Art. 13. A nomeação será feita:


I - em caráter efetivo, para Estágio Probatório, quando se tratar de Cargo de Carreira, Isolado ou de Provimento
Efetivo, na primeira investidura através de Concurso Público;
II - em caráter Efetivo, quando se tratar de Cargo de Provimento Efetivo, e o candidato for ocupante de Cargo Público
com Estágio Probatório completo;
III - em Comissão, quando se tratar de Cargo Isolado que, em virtude de lei, assim deva ser provido, sendo de livre
nomeação e exoneração do Prefeito Municipal.

Secção II - Do Concurso

Art. 14. A nomeação, para cargo que deva ser provido em caráter efetivo, depende de habilitação prévia em Concurso
Público de Provas ou de Provas e Títulos, respeitada a ordem de classificação dos candidatos aprovados e vedadas
quaisquer vantagens entre os concorrentes.

Art. 15. Os concursos serão regidos por instruções especiais, a serem expedidas pelo Prefeito Municipal.

Art. 16. As instruções especiais determinarão na função da natureza do cargo:


I - se o concurso será de provas ou de provas e títulos;
II - as condições para provimento de cargo, referentes à:
a) diplomas ou experiência de trabalho;
b) capacidade física;
c) limites de idade.
III - o tipo de conteúdo das provas e categoria de títulos;
IV - a forma de julgamento das provas e dos títulos;
V - os critérios de habilitação e de classificação;
VI - O prazo de validade do Concurso.

Art. 17. Encerradas as inscrições, legalmente processadas para o Concurso à investidura em qualquer cargo, não se
abrirão novas, antes de sua realização.

Art. 18. Os Concursos serão julgados por Comissão em que pelo menos um dos membros seja estranho ao Serviço
Público Municipal.
Art. 19. O Concurso deverá estar homologado pelo Prefeito em 90 (noventa) dias, a contar de encerramento das
inscrições.

Secção III - Do estágio Probatório

Art. 20. O funcionário nomeado em caráter efetivo, concursado ou não, fica sujeito ao Estágio Probatório de dois anos
de exercício ininterrupto, em que serão apurados os seguintes requisitos:
I - eficiência;
II - Idoneidade moral;
III - aptidão;
IV - Disciplina;
V - Assiduidade;
VI - Dedicação ao serviço.
§ 1º Os Diretores de Diretorias em que sirvam funcionários sujeitos a Estágio Probatório, quatro meses antes do
término deste, informarão, reservadamente ao Órgão de Pessoal competente, sobre os requisitos previstos neste
artigo.
§ 2º Em seguida, o Órgão de Pessoal formulará parecer escrito, opinando sobre o merecimento do estagiário, em
relação a cada um dos requisitos, concluindo a favor ou contra a confirmação do funcionário.
§ 3º Desse parecer, se contrário à confirmação, será dado vista ao estagiário pelo prazo de 10 (dez) dias.
§ 4º Julgando o parecer e a defesa, o Prefeito decretará a exoneração do funcionário, se achar aconselhável ou o
confirmará, se sua decisão for favorável à permanência do funcionário.
§ 5º Para efeito do Estágio Probatório é contado o tempo de serviço em cargo interino ou função de extranumerário,
porventura prestado ao Município antes de ser nomeado efetivamente, necessariamente atendido ao preceituado neste
artigo e parágrafos, relativamente ao exercício de funções anteriores.

Art. 21. A apuração dos requisitos, de que trata o artigo anterior, deverá processar-se de modo que a exoneração do
funcionário posa ser feita antes de fundo o período do estágio.
Parágrafo único. Findo o estágio com ou sem pronunciamento, o funcionário retornará, digo, se tornará estável.

CAPÍTULO III - DAS PROMOÇÕES

Art. 22. As Promoções far-se-ão de classe para classe, obedecido o critério de antiguidade e de merecimento,
alternadamente.
§ 1º O merecimento apurar-se-á pela concorrência dos seguintes requisitos:
I - eficiência;
II - dedicação ao serviço;
III - assiduidade;
IV - títulos e os comprovantes de conclusão ou frequência de cursos, seminários, simpósios, relacionados com a
administração municipal;
V - trabalhos e obras publicadas.
§ 2º Quando ocorrer empate na classificação por antiguidade na classe, terá preferência o funcionário de maior tempo
de serviço no Município de Itápolis, havendo ainda, empate, o de maior tempo de serviço público, o de maior prole e o
mais idoso, sucessivamente.

Art. 23. Para os encargos de família serão computados, por filho menor de 21 anos, 2 (dois) pontos.

Art. 24. Pela idade serão atribuídos pontos à razão de 0,2 (dois décimos) por ano de idade que exceder a 18 (dezoito)
anos.
Parágrafo único. A fração igual ou superior a 3 (três) meses será computada como semestre completo e a inferior
desprezada.

Art. 25. O funcionário em exercício de Mandato Eletivo Federal ou Estadual ou de mandato de Prefeito somente poderá
ser promovido por antiguidade.

Art. 26. Não serão promovidos por merecimento, ainda que classificados dentro dos limites estabelecidos, os
funcionários que tiverem sofrido qualquer penalidade nos dois anos anteriores a data da vigência da Promoção.
Art. 27. O merecimento do funcionário é adquirido na classe.
§ 1º Havendo fusão de classes, a antiguidade abrangerá o efetivo exercício na classe anterior.

Art. 28. O tempo no cargo será o de efetivo exercício, contado na seguinte conformidade:
I - a partir da data em que o funcionário assumir o exercício do cargo nos casos de nomeação, transferência a pedido,
reversão e aproveitamento;
II - como se o funcionário estivesse em exercício, no caso de reintegração;
III - a partir da data em que o funcionário assumir o exercício do cargo reclassificado ou transformado.

Art. 29. As promoções serão realizadas anualmente, havendo vagas.


§ 1º Para todos os efeitos, será considerado promovido o funcionário que vier a falecer, sem que tenha sido
decretada no prazo legal, a promoção que lhe cabia por antiguidade.
§ 2º Ao funcionário afastado para tratar de interesse particular, somente se abonarão as vantagens decorrentes da
promoção a partir da data da reassunção.

Art. 30. Será declarada sem efeito a promoção indevida e, no caso, promovido quem de direito.
§ 1º Os efeitos desta promoção retroagirão à data que for anulada.
§ 2º O funcionário, promovido, não ficam obrigado à restituição, salvo hipótese de dolo ou má-fé do interessado.
§ 3º O funcionário submetido a processo administrativo poderá ser promovido, ficando, porém, sem efeito, a
promoção por merecimento no caso de o processo resultar em penalidade.

Art. 31. Não concorrerão à promoção, funcionários que não tiverem, pelo menos, um ano de efetivo exercício na
classe, salvo se nenhum preencher essa exigência.
Parágrafo único. Em nenhum caso será promovido o funcionário em Estágio Probatório.

Art. 32. Ao funcionário é assegurado o direito de recorrer das promoções, quando entender que tenha sido preterido.

Art. 33. As promoções serão processadas pelo Prefeito, mediante apresentação por escrito dos Diretores das
Diretorias.
Parágrafo único. Ao Órgão do Pessoal da Prefeitura, caberá apurar o tempo no cargo e o tempo de serviço público,
bem como os encargos de família e a idade dos concorrentes às promoções.

Art. 34. No processamento de dados, digo, das promoções, cabem as seguintes reclamações:
I - de avaliação do mérito;
II - da classificação final.
§ 1º Da avaliação do mérito podem ser interposto pedidos de reconsideração e recursos e, da classificação final,
apenas recurso.
§ 2º Serão efeito suspensivo as reclamações relativas à avaliação do mérito.

CAPÍTULO IV - DAS TRANSFERÊNCIAS

Art. 35. O funcionário pode ser transferido de uma carreira para outra da mesma denominação, ou de um cargo isolado
para outra da mesma natureza.
§ 1º As transferências far-se-ão:
I - atendidas as conveniências do serviço;
II - no interesse de administração, respeitando sempre a habilitação funcional;
III - de uma carreira para outra, de denominação diversa;
IV - de um cargo de carreira para um cargo isolado;
V - de um cargo isolado para um cargo de carreira.

Art. 36. As transferências que trata o artigo 35, parágrafo 1º, far-se-ão para cargo de igual vencimento e remuneração,
em qualquer setor da administração municipal inclusive os que eventualmente venham a ser criados com o intuito de
descentralização administrativa. (NR) (caput com redação estabelecida pelo art. 1º da Lei Municipal nº 843, de
23.12.1977)
Parágrafo único. Nesse caso, a transferência para cargo de carreira obedecerá as seguintes condições:
I - se for a pedido, só poderá ser feita para vaga a ser provida por merecimento;
II - não poderá exceder de um terço de cada classe;
III - só poderá efetivar-se no mês seguinte ao das promoções.

Art. 36. As transferências que tratam o art. 35, parágrafo 1º, far-se-ão para cargo de igual vencimento ou
remuneração e somente serão concedidas ao funcionário que contar no mínimo um ano de efetivo exercício na
classe ou no cargo isolado. (redação original)

CAPÍTULO V - DO ACESSO

Art. 37. O acesso far-se-á da última referência de uma série de classes para a primeira da série de classe superiores,
observada a correlação de atribuições e adotados os mesmos critérios estabelecidos para as promoções.

CAPÍTULO VI - DA REINTEGRAÇÃO

Art. 38. A reintegração que decorrerá de decisão judicial passada em julgado, é o reingresso no serviço público, com
ressarcimento das vantagens atinentes ao cargo.

Art. 39. A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado; se este houver sido transformado, no cargo
resultante da transformação e, se extinto, em cargo de vencimento ou remuneração e funções equivalentes à
habilitação profissional.
Parágrafo único. Não sendo possível ao disposto neste artigo, ficará o reintegrado em disponibilidade, aplicando-se
os arts. 101 e 102.

Art. 40. O funcionário que estiver ocupando o cargo objeto de reintegração será exonerado, ou, se ocupava outro cargo
municipal, a este reconduzido, sem direito a indenização.

Art. 41. Transitada em julgado a sentença, será expedida a Portaria de reintegração no prazo máximo 30 (trinta) dias.

Art. 42. O funcionário reintegrado será submetido a exame médico e aposentado quando incapaz.

CAPÍTULO VII - DA READMISSÃO

Art. 43. Readmissão é o reingresso do funcionário demitido ou exonerado no Serviço Público Municipal, sem direito a
ressarcimento de prejuízo.
§ 1º A readmissão se fará por ato administrativo e dependerá de prova de capacidade, mediante exame médico.
§ 2º O readmitido contará o tempo de serviço público anterior para efeito de disponibilidade e aposentadoria e demais
vantagens.

Art. 44. Respeitada a habilitação profissional, a readmissão far-se-á na primeira vaga a ser provida por merecimento.
Parágrafo único. A readmissão far-se-á, de preferência, no cargo anteriormente ocupado ou em outro de atribuições
análogas e de vencimentos ou remuneração equivalente ou inferior.

CAPÍTULO VIII - DA REVERSÃO

Art. 45. Reversão é o reingresso de aposentado no Serviço Público Municipal, após verificação, em processo, de que
não subsistem os motivos determinantes da aposentadoria.
§ 1º A reversão far-se-á a pedido ou de ofício, atendido sempre o interesse público. A reverão "ex-officio" será feita
quando insubsistirem as razões que determinam a aposentadoria por invalidez.
§ 2º A reversão depende de exame médico, em que fique provada a capacidade para o exercício da função.
§ 3º Será tornada sem efeito a reversão e cassada a aposentadoria do funcionário, que não tornar posse ou não
entrar em exercício nos prazos previstos nos arts. 69 e 75.
§ 4º Não poderá reverter à atividade o aposentado que contar mais de 60 (sessenta) anos de idade.
§ 5º No caso de reversão "ex-officio", será permitido o reingresso além do limite previsto no parágrafo anterior, desde
que haja anuência expressa do aprosentado.

Art. 46. Respeitada a habilitação profissional, a reversão far-se-á, de preferência, no mesmo cargo anteriormente
ocupado ou em outro de atribuições análogas.
§ 1º A reversão de ofício nunca poderá ser feita para cargo de vencimento ou remuneração inferior ao provento do
revertido.
§ 2º A reversão, a pedido, somente poderá ser feita o mesmo cargo ou em cargo a ser provido por merecimento.

Art. 47. A reversão não dará direito, para nova aposentadoria e disponibilidade, à contagem do tempo em que o
funcionário esteve aposentado.

CAPÍTULO IX - DO APROVEITAMENTO

Art. 48. Aproveitamento é o reingresso no serviço público do funcionário em disponibilidade (art. 101).
§ 1º O aproveitamento dependerá de prova de capacidade, mediante exame médico.
§ 2º Aprovada, em exame médico, a incapacidade definitiva, será decretada a aposentadoria do funcionário no cargo
em que foi posto em disponibilidade.
§ 3º Quando o laudo médico não for favorável, poderá ser procedida nova inspeção de saúde, para o mesmo fim,
decorridos pelo menos 90 (noventa) dias.

Art. 49. Se, dentro dos prazos legais, o funcionário não tomar posse ou não entrar em exercício no cargo em que
houver sido aproveitado, será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade, com perda de todos os
direitos de sua anterior situação.

Art. 50. Havendo mais de um concorrente à mesma vaga, terá preferência o de maior tempo de disponibilidade e, no
caso de empate, o de maior tempo de serviço público.

CAPÍTULO X - DAS MUTAÇÕES FUNCIONAIS


Secção I - Da Função Gratificada

Art. 51. A Função Gratificada será exercida por funcionários do Município, a critério da administração.

Art. 52. Pelo exercício da Função Gratificada, o servidor receberá a diferença entre o vencimento de seu cargo efetivo
e o valor da função; aplicando-se para sua percepção integral ou com descontos, as mesmas normas estabelecidas
para os vencimentos.

Art. 53. Não perderá a gratificação de função o funcionário que tiver afastamento considerado de efetivo exercício ou
em licença para tratamento de sua saúde, devidamente comprovada com laudo médico, ficando-lhe assegurado, após
10 (dez) anos de exercício, em qualquer Função Gratificada, contados dede a sua instituição, a integração no seu
patrimônio para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade, a vantagem pecuniária a ela correspondente.

Secção II - Da Substituição

Art. 54. Haverá substituição, no impedimento legal temporário do ocupante de cargo isolado, seja ou não de chefia ou
direção, bem como de Função Gratificada.

Art. 55. Ocorrendo vacância de uma Função Gratificada, o substituto em exercício, passará a responder pelo
expediente da unidade ou órgão correspondente até o preenchimento da mesma.

Art. 56. A substituição, que cairá sempre em funcionário do Município, quando não for automática, dependerá da
expedição do Ato do Prefeito.

Art. 57. O substituto exercerá o cargo enquanto durar o impedimento do respectivo ocupante.

Art. 58. O substituto, durante o tempo em que exercer a substituição, terá direito a perceber o valor de função e mais as
vantagens pessoais a que fizer jus.

Secção III - Da Readaptação


Art. 59. Readaptação é a colocação estável em cargo de atribuições compatíveis com a sua capacidade psíquica e
somática e habilitação profissional.
§ 1º A readaptação dependerá sempre de exame médico procedido por órgão oficial.
§ 2º O readaptando será submetido à prova de habilitação, observadas as matérias, ??? ao exercício do novo cargo.

Art. 60. A readaptação não acarretará diminuição, nem aumento de vencimento ou remuneração e será feita mediante
transferência.

Secção IV - Da Remoção e Da Permuta

Art. 61. A remoção, a pedido ou de ofício far-se-á:


I - de um para outro setor, serviço, secção ou diretoria.
§ 1º A remoção será feita por ato do Prefeito;
§ 2º A remoção somente poderá ser feita respeitada a lotação de cada órgão, setor, serviço, secção ou diretoria.

Art. 62. A permuta será processada a pedido escrito de ambos os interessados, respeitados os requisitos de remoção.

Secção V - Da Lotação e Da Relotação

Art. 63. Entende-se por lotação o número de funcionário de cada carreira e de Cargos Isolados que devem ter exercício
em cada órgão, setor, secção ou diretoria.

Art. 64. Relotação é a transferência do cargo de carreira ou isolado, de uma repartição para outra.

TÍTULO II - DA POSSE E DO EXERCÍCIO


CAPÍTULO I - DA POSSE

Art. 65. Posse é a investidura do cidadão em cargo público, ou em Função Gratificada.

Art. 66. A posse verificar-se-á mediante assinatura, pela autoridade competente e pelo funcionário, de um termo em
que este se compromete e cumprir fielmente os deveres e atribuições do Cargo ou da Função Gratificada, e as
exigências deste Estatuto.

Art. 67. São competentes para dar posse:


I - o Prefeito, aos Diretores das Diretorias;
II - os Diretores das Diretorias, aos encarregados de serviço e chefes de secção;
III - o Diretor de Administração, através da Secção de Pessoal, aos funcionários.

Art. 68. A autoridade que der posse deverá verificar, sob pena de responsabilidade, se foram satisfeitas as condições
estabelecidas em lei para investidura no cargo.

Art. 69. A posse deverá verificar-se dentro de 30 (trinta) dias, contados da data da publicação do ato de provimento.
§ 1º Esse prazo poderá ser prorrogado por mais 30 (trinta) dias, por solicitação escrita de interessado e mediante ato
fundamentado da autoridade competente para dar posse.
§ 2º O prazo inicial de posse para o funcionário em férias ou licenciado, exceto em caso de licença para tratar de
interesse particular, será o da data em que voltar ao serviço.
§ 3º Os habilitados em concurso e nomeados, quando chamados à prestação de Serviço Militar e incorporados à
tropa, terão o prazo de posse prorrogado, mediante requerimento, até 30 (trinta) dias contados da data de
desincorporação.

Art. 70. O ato de provimento será tornado sem efeito por Decreto, se a posse não se der dentro do prazo inicial ou de
prorrogação, na forma prevista no artigo anterior.

Art. 71. O funcionário declarará, por ocasião da posse, se já exerce ou não outro cargo de função pública da União,
Estado, Município, entidades autárquicas paraestatais.
Art. 72. O funcionário nomeado para cargo ou função, cujo provimento dependa de fiança, não poderá entrar em
exercício sem prévia satisfação desta exigência.
§ 1º Será sempre exigida fiança de funcionário que tenha dinheiro público sob sua guarda ou responsabilidade.
§ 2º A fiança poderá ser prestada:
I - em dinheiro;
II - em títulos da Dívida Pública;
III - em apólices de seguro de fidelidade funcional, emitidas por instituto oficial ou empresa legalmente autorizada;
IV - através de carta, fornecida por pessoa física ou jurídica idônea, a critério do Sr. Prefeito Municipal, devidamente
inscrita no registro imobiliário da Comarca de Itápolis.
§ 3º Não se admitirá o levantamento de fiança antes de tomadas as contas de funcionário.
§ 4º O funcionário responsável por alcance ou desvio não ficará isento de responsabilidade administrativa, ainda que
o valor da fiança cubra os prejuízos verificados.

CAPÍTULO II - DO EXERCÍCIO
Secção I - do Exercício em Geral

Art. 73. O exercício é a prática de atos próprios do cargo ou da função pública.


Parágrafo único. O início, e a interrupção e o reinício de exercício serão registrados no assentimento individual do
funcionário.

Art. 74. O exercício deve ser dado pelo chefe da repartição para qual for designado e funcionário.

Art. 75. O exercício terá início no prazo de 30 (trinta) dias, contados:


I - da data da publicação oficial do ato, no caso de reintegração e de designação para o desempenho de Função
Gratificada;
II - da data da posse, nos demais casos.
§ 1º A promoção não interrompe o exercício, que será contado na mesma classe, a partir da data da publicação do
Ato que promover o funcionário.
§ 2º O funcionário transferido ou removido, quando legalmente afastado, terá o prazo para entrar em exercício
contado a partir do término do impedimento.
§ 3º Os prazos deste artigo poderão ser prorrogados por mais 30 (trinta) dias, a requerimento do interessado.

Art. 76. Nenhum funcionário poderá ter exercício em serviço ou repartição diferente daquela em que estiver lotado,
salvo os casos expressos neste Estatutos, mediante autorização do Prefeito.

Art. 77. Ao entrar em exercício, o funcionário apresentará ao órgão competente os elementos necessários ao
assentamento individual.

Art. 78. O funcionário que não entrar em exercício dentro do prazo estabelecido neste Estatuto, será exonerado do
cargo ou dispensado da Função Gratificada.

Secção II - Dos Afastamentos

Art. 79. Os afastamentos do funcionário de sua repartição para ter exercício em outra, por qualquer motivo, só se
verificará nos casos previstos neste Estatuto.
Parágrafo único. Só em casos excepcionais e de comprovada necessidade, poderá ser concedido afastamento a
funcionário do Município para servir, com ou sem prejuízo de vencimentos, perante órgãos federais ou estaduais.

Art. 80. O funcionário não poderá ausentar-se do Município para estudo ou missão especial, sem autorização do
Prefeito.
§ 1º A ausência não excederá de dois anos, e, finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período será
permitido novo afastamento.
§ 2º O prazo previsto no parágrafo anterior poderá ser concedido até 4 (quatro anos), se o estudo ou missão for
estrangeiro.
§ 3º Em qualquer caso, previsto neste artigo, fica o funcionário, obrigado a provar que se utilizou do afastamento para
o fim a que foi autorizado.
Art. 81. Será considerado afastado do exercício, até decisão final passada em julgado, o funcionário:
I - preso em flagrante ou preventivamente;
II - pronunciado ou condenado por crime inafiançável;
III - denunciado por crime funcional, desde o recebimento da denúncia.
§ 1º Durante o afastamento, o funcionário perceberá 1/3 (um terço) do vencimento, tendo direito à diferença, se afinal
não for condenado.
§ 2º No caso de condenação, e se esta não for de natureza que determine a demissão do funcionário, continuará ele
afastado, na forma deste artigo, até o cumprimento total da pena, com direito apenas, a 1/3 (um terço) do vencimento e
vantagens.
§ 3º Desde a posse, ficarão suspensos o exercício e os vencimentos do funcionário que assumiu qualquer Mandato
Eletivo Federal ou Estadual ou de Prefeito e Vice-Prefeito, quando remunerado, sob pena, de responsabilidade do
funcionário que efetuar o pagamento.
§ 4º O funcionário somente poderá reassumir seu cargo se renunciar ao Mandato Eletivo.
§ 5º O tempo em que o servidor executar qualquer daqueles Mandatos, será considerado como de efetivo exercício
para todos os efeitos legais, exceto para percepção de vencimentos.

Secção III - Do Regime de Trabalho

Art. 82. O Prefeito determinará:


I - para a repartição, o período de trabalho diário;
II - para cada função, o número de horas diárias de trabalho;
III - para uma ou outra, o regime de trabalho em turnos consecutivos, quando for aconselhado, indicando o número
certo de horas de trabalho exigível por mês.

Art. 83. (Revogado pelo art. 1º da Lei Municipal nº 710, de 24.12.1974).

Art. 83. Salvo exceções previstas em lei especial, nenhum funcionário municipal poderá prestar menos de 40
(quarenta) horas semanais de trabalho.
Parágrafo único. Em casos especiais e desde que não haja prejuízo dos serviços, as que trata este artigo,
poderão ter seu número reduzido, a juízo da administração, procedidos os descontos proporcionais. (redação
original)

Art. 84. O período de trabalho, nos casos de comprovada necessidade, poderá ser antecipado ou prorrogado pelos
Diretores das Diretorias.
Parágrafo único. No caso de antecipação ou prorrogação deste período, será remunerado o trabalho extraordinário,
na forma prevista neste Estatuto.

Art. 85. Nos dias úteis só por determinação do Prefeito poderão deixar de funcionar as repartições ou ser suspenso o
expediente.

Art. 86. Todo funcionário ficará sujeito ao ponto, que é o registro pelo qual se verificará, diariamente, a entrada e a
saída do funcionário em serviço, com exceção dos cargos de direção e outros cuja natureza da função recomenda a
dispensa, por despacho expresso do Prefeito.
§ 1º Nos registros de ponto deverão ser lançados todos os elementos necessários à apuração da frequência.
§ 2º Para os registros de ponto, serão usados, de preferência, meios mecânicos.

Art. 87. O funcionário que comprovar sua contribuição para Banco de Sangue mantido por órgão público ou para
entidade com a qual o Poder Público mantenha Convênio, fica dispensado de comparecer ao serviço no dia da doação.

Art. 88. Para o funcionário estudante, poderão se estabelecer normas especiais quanto à frequência ao serviço,
observadas as conveniências do serviço, ouvido o chefe imediato do funcionário, quanto à reposição do tempo ou
desconto nos vencimentos.

Secção IV - Das Faltas ao Serviço

Art. 89. Nenhum funcionário poderá faltar ao serviço sem causa justificada.
Parágrafo único. Considera-se causa justificada, o fato que, por sua natureza e circunstância, principalmente pelas
consequências no círculo familiar, possa sensivelmente constituir escusa do não comparecimento.

Art. 90. O funcionário que faltar ao serviço fica obrigado a comunicar, por escrito, a seu chefe imediato, no primeiro dia
da falta, sob pena de sujeitar-se a todas as consequências da ausência.
§ 1º Não poderão ser justificadas as faltas que excederem a 24 (vinte e quatro) por ano, até duas por mês.
§ 2º A Diretoria de Administração, através da Secção do Pessoal, decidirá, após as informações, sobre a justificação
das faltas até o máximo de doze por ano; a justificação das que excederem a esse número, até o máximo previsto no §
1º.
§ 3º Para justificação da falta, poderá ser exigida prova do motivo alegado pelo funcionário.
§ 4º A autoridade competente decidirá sobre a justificação no prazo de 5 (cinco) dias, cabendo recurso para a
autoridade superior, quando indeferido o pedido.
§ 5º Decidido o pedido de justificação da falta, será o requerimento encaminhado ao órgão do pessoal para as
devidas anotações.
§ 6º As faltas ao serviço, até o máximo de 10 (dez) por ano, não excedendo a uma em cada mês, poderão ser
abonadas por motivo justo, ou por moléstia comprovada. O pedido de abono deverá ser feito em requerimento escrito à
Diretoria de Administração, que decidirá, após as informações necessárias.
§ 7º No caso de faltas sucessivas, justificadas ou injustificadas, os dias intercalados - domingos, feriados e aqueles
em que não haja expediente - serão computadas exclusivamente para efeito de desconto do vencimento.

TÍTULO III - DA VACÂNCIA

Art. 91. A vacância do cargo decorrerá de:


I - exoneração;
II - demissão;
III - promoção;
IV - acesso;
V - transferência;
VI - aposentadoria;
VII - falecimento.
§ 1º Dar-se-á a exoneração:
I - A pedido do funcionário;
II - De ofício:
a) quando se tratar de cargo em comissão;
b) quando não satisfeitas as condições do Estágio Probatório;
c) quando o funcionário não entrar em exercício no prazo legal (art. 78).
§ 2º A demissão será aplicada como penalidade.

Art. 92. A vacância da Função Gratificada decorrerá de:


I - dispensa a pedido do funcionário;
II - dispensa, a critério da autoridade;
III - dispensa, por não haver o funcionário designado assumido o exercício no prazo legal;
IV - destituição.
Parágrafo único. A destituição será aplicada como penalidade, nos casos previstos neste Estatuto.

Art. 93. A exoneração e a dispensa, a pedido, devem ser concedidas pelo Prefeito Municipal.

LIVRO II - DAS PRERROGATIVAS, DOS DIRETOS E DAS VANTAGENS


TÍTULO I - DAS PRERROGATIVAS
CAPÍTULO I - DO TEMPO DE SERVIÇO

Art. 94. Serão computados os dias de serviço, digo, de efetivo exercício à vista do registro de frequência ou da Folha
de Pagamento.
Parágrafo único. O número de dias será convertido em anos, considerados de 365 dias.

Art. 95. Será considerado de efetivo exercício para todos os efeitos, o afastamento em virtude de:
I - férias;
II - casamento, até 8 (oito) dias;
III - luto até 8 (oito) dias, por falecimento de cônjuge, pais, padrastos, madrasta, descendentes, irmãos e 3 (três) dias
por falecimento de sogros;
IV - luto, de até 2 (dois) dias por falecimento de tios, cunhados, genro e nora;
V - exercício de outro cargo municipal de Provimento em Comissão;
VI - convocação para o Serviço Militar;
VII - júri e outros serviços e obrigatórios por lei;
VIII - desempenho de função legislativa federal, estadual ou municipal;
IX - Licença-Prêmio;
X - licença a funcionária gestante;
XI - licença a funcionário acidentado em serviço ou atacado de doença profissional ou moléstia enumerada no artigo
135;
XII - missão ou estudo noutros pontos do território nacional ou no estrangeiro, quando o afastamento houver sido
expressamente autorizado pelo Prefeito;
XIII - provas de competições esportivas e culturais oficiais, quando o afastamento for autorizado pelo Prefeito;
XIV - afastamento por Processo Administrativo, se o funcionário for declarado inocente ou se a pena imposta for de
repreensão ou multa.

Art. 96. Para efeito de aposentadoria e disponibilidade, computar-se-á integralmente:


I - o tempo de serviço público federal, estadual e municipal;
II - o período de serviço ativo nas Forças Armadas, contando-se em dobro o tempo em operações de guerra;
III - o tempo de serviço prestado em autarquias municipais, estaduais e federais;
IV - o tempo em que o funcionário esteja em disponibilidade;
V - o tempo de Licença-Prêmio contada em dobro, desistida de acordo com este Estatuto.
Parágrafo único. O tempo de mandato eletivo estadual ou federal, será para fins de aposentadoria e de promoção
por antiguidade.

Art. 97. É vedada a acumulação de tempo de serviços prestado concomitantemente em dois ou mais cargos ou
funções públicas ou em entidades e paraestatais.

CAPÍTULO II - DA ESTABILIDADE

Art. 98. O funcionário nomeado em caráter efetivo adquire estabilidade após 2 (dois) anos de efetivo exercício.
§ 1º Ninguém pode ser efetivado ou adquirir estabilidade se não prestou Concurso Público.
§ 2º A estabilidade diz respeito ao serviço público e não ao cargo.

Art. 99. O funcionário perderá o cargo:


I - quando estável, em virtude de sentença judiciária passada em julgado ou mediante processo administrativo, em
que se lhe tenha assegurado ampla defesa;
II - quando em Estágio Probatório, somente após observância do artigo 20 e seus parágrafos ou mediante inquérito
administrativo, quando este se impuser, antes de concluído o estágio, assegurado, neste caso, defesa ao interessado.

CAPÍTULO III - DA DISPONIBILIDADE

Art. 100. Extinto o cargo ou declarado pelo Poder Executivo a sua desnecessidade, o funcionário estável ficará em
disponibilidade remunerada, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. (NR) (redação estabelecida pelo art.
1º da Lei Municipal nº 807, de 23.05.1977)

Art. 100. Extinguindo-se o cargo, o funcionário estável ficará em disponibilidade com provento igual ao vencimento
ou remuneração, até seu aproveitamento em outro cargo equivalente (arts. 47 a 49).
Parágrafo único. Restabelecido o cargo, ainda que modificada sua denominação, será obrigatoriamente
aproveitado nele o funcionário posto em disponibilidade, quando de sua extinção. (redação original)

Art. 101. O funcionário em disponibilidade poderá ser aposentado (art. 45, § 2º) ou posto a disposição de outro órgão, a
seu pedido.

CAPÍTULO IV - DA REINTEGRAÇÃO
Art. 102. Invalidada a demissão do funcionário por sentença judicial, será ele reintegrado e quem lhe ocupava o lugar
será exonerado ou, se ocupava outro cargo, a este reconduzido, sem direito a indenização.
§ 1º A reintegração importa no ressarcimento de todos os prejuízos do funcionário reintegrado.
§ 2º O pagamento desses prejuízos deverá ser liquidado no prazo máximo de 60 (sessenta) dias da data da
reassunção do cargo ou da data da aposentadoria.

CAPÍTULO V - DA APOSENTADORIA

Art. 103. O funcionário será aposentado:


I - compulsoriamente, aos 70 anos de idade, com vencimentos integrais, desde que o servidor conte no mínimo 35
(trinta e cinco)anos de serviço se for homem e 30 (trinta) anos se mulher e proporcional se tiver menos tempo;;
II - a pedido, após 35 (trinta e cinco) anos de efetivo exercício;
III - por invalidez.
§ 1º No caso do item II, o tempo de serviço será reduzido à 30 (trinta anos), para as mulheres.
§ 2º Ao civil, ex-combatente de Guerra Mundial, que tenha participado efetivamente em Operações Bélicas da F.E.B.
da Marinha, da Força Aérea Brasileira, da Marinha-Mercante da Força do Exército, é assegurada a aposentadoria
integral aos 25 (vinte e cinco) anos de serviço.

Art. 104. O provento da aposentadoria será integral quando:


I - o funcionário contar 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se do sexo masculino, ou 30 (trinta) anos se do sexo
feminino.
II - o funcionário se aposentar por invalidez, provada a incapacidade física, para o desempenho da função, decorrido
o prazo previsto no artigo seguinte.

Art. 105. O funcionário que se incapacitar para o exercício de qualquer função pública, será licenciado no cargo com
todos os vencimentos, por período não excedente de 5 (cinco) anos, findo esse prazo, se perdurar a incapacidade total,
será aposentado, qualquer que seja o tempo de serviço, possibilitada a reversão a qualquer tempo, mediante inspeção
médica oficial.

Art. 106. Os proventos da inatividade serão revistos sempre que houver modificações geral de vencimentos ou
remuneração e na mesma proporção dos funcionários em atividade.
Parágrafo único. Em caso algum as referências ou padrões de vencimento do inativo exceder as referências ou
padrões de vencimentos do funcionário em atividade.

Art. 107. A aposentadoria dependente de exame médico por entidade oficial só será decretada depois de verificada a
impossibilidade de readaptação do funcionário.

Art. 108. É automática a aposentadoria compulsória.


Parágrafo único. O retardamento do Decreto que declarar a aposentadoria compulsória não impedirá que o
funcionário se afaste do exercício no dia imediato ao que atingir a idade limite.

CAPÍTULO VI - DAS PENSÕES ÀS VIÚVAS E DEPENDENTE DOS FUNCIONÁRIOS MUNICIPAIS

Art. 109. Às viúvas e dependentes dos funcionários municipais que não foram filiados a instituições previdenciárias até
a data do seu falecimento, a Prefeitura Municipal concederá uma pensão calculada na seguinte forma: 50% (cinquenta
por cento) do valor da aposentadoria que o funcionário percebia ou à que teria direito na data do seu falecimento, a
título de parcela familiar, mais tantas parcelas individuais iguais, cada uma, a 10% (dez por cento) do valor da mesma
aposentadoria, até o máximo de cinco parcelas, quantos forem os dependentes do funcionário, arredondado o total
obtido para a unidade de cruzeiros, imediatamente superior.
Parágrafo único. Respeitada a proporcionalidade prevista no caput, fica estabelecido que em nenhuma hipótese a
pensão será inferior ou superior ao que percebia o funcionário falecido. (AC) (parágrafo acrescentado pelo art. 1º da Lei
Municipal nº 1.762, de 12.11.1997)

Art. 110. São dependentes do funcionário, para os efeitos do artigo anterior: a esposa, o marido inválido, a
companheira mantida há mais de cinco anos, os filhos de qualquer condição, menores de dezoito anos ou inválidos e
as filhas menores, digo, e as filhas de qualquer condição, menores de 21 anos ou inválidas.
§ 1º Equiparam-se aos filhos mediante manifestação por escrito do funcionário:
I - o enteado;
II - o menor que por determinação judicial se ache sob sua guarda;
III - o menor que se ache sob sua tutela e não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação.
§ 2º Será considerada companheira nos termos deste artigo, aquela que, designada por escrito pelo funcionário,
esteja na época do evento, sob sua dependência econômica, por prazo superior a cinco anos, devidamente
comprovados.

Art. 111. A designação é ato de vontade do segurado e não pode ser suprida.

Art. 112. São provas de vida em comum, para efeito do disposto no art. 110, § 2º, o mesmo domicílio, as contas
bancárias conjuntas, as procurações ou fianças reciprocamente outorgadas, os encargos domésticos, os registros
constantes de associações de qualquer natureza, onde figure a companheira como dependente ou quaisquer outras
que possam formar elementos de convicção.

Art. 113. Equipara-se à companheira, para os efeitos do disposto nos artigo 110 e 112, a pessoa com quem o
funcionário tenha se casado segundo rito religioso, presumindo-se feita a designação no artigo 111.

Art. 114. A perda da qualidade de dependente ocorrerá:


I - para cônjuge, pelo desquite, quando não haja sido assegurada a percepção de alimentos, ou pela anulação do
casamento;
II - para a esposa que voluntariamente tiver abandonado o lar há mais de cinco anos, em que, mesmo por tempo
inferior, tiver abandonado sem justo motivo a habitação conjugal e a este tenha recusado a voltar, desde que
reconhecidas essas situações por sentença judicial;
III - para a companheira, ao ser cancelada a designação pelo funcionário ou quando desaparecerem as condições
inerentes à qualidade de dependente;
IV - para os filhos e os a eles equiparados pelo § 1º do artigo 110, ao completarem 21
(vinte e um) anos de idade, salvo se inválidos;
V - para as filhas e as a elas equiparadas, ao completarem 21 (vinte e um) anos de idade, salvo se inválidas;
VI - para os dependentes inválidos, em geral;
VII - para os dependentes do sexo feminino em geral, pelo matrimônio;
VIII - para os dependentes em geral, pelo falecimento.

TÍTULO II - DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS EM GERAL


CAPÍTULO I - DAS FÉRIAS

Art. 115. O funcionário terá direito ao gozo de 30 (trinta) dias consecutivos de férias por ano, de acordo com a escala
organizada pelo chefe da repartição, após cada período de 12 (doze) meses de trabalho.
§ 1º Não terá direito a férias o funcionário que, durante o período de sua aquisição, permanecer em gozo de licença
para tratar de interesse particular.
§ 2º É proibido levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.

Art. 116. Em casos excepcionais, a critério da Administração, poderão as férias ser concedidas em dois períodos,
nenhum dos quais poderá ser inferior a 10 (dez) dias. (Vide LM 753/1975)
§ 1º Os membros de uma família de funcionários do Município terão direito de gozar férias no mesmo período, se
assim o desejarem e se disto não resultar prejuízos para o serviço.
§ 2º As férias não gozadas até a promulgação deste Estatuto, poderão ser, a requerimento do interessado, contadas
em dobro para os efeitos legais, ou gozadas oportunamente, a critério da Administração.

Art. 117. Caberá aos Diretores das Diretorias organizarem nomes de novembro, a escala de férias para o ano seguinte.

Art. 118. Em caso de exoneração ou demissão do funcionário, ser-lhe-á paga a remuneração correspondente ao
período de férias cujo direito tenha adquirido.

Art. 119. É facultado ao funcionário gozar férias onde lhe convier cumprindo-lhe no entanto, comunicar, por escrito, ao
seu chefe imediato, seu endereço.
Art. 120. O funcionário promovido, transferido ou removido, durante as férias, não será obrigado a apresentar-se antes
de terminá-las.

Art. 121. O período de férias, será reduzido para 20 (vinte) dias corridos, se o funcionário, no exercício anterior, tiver
cometido mais de 10 (dez) faltas, sob qualquer condição; para 15 (quinze) dias se essas faltas ultrapassarem a 15
(quinze) e para 10 (dez) dias se as faltas forem mais de 20 (vinte).

CAPÍTULO II - DAS LICENÇAS


Secção I - Das Disposições Preliminares

Art. 122. Conceder-se-á licença ao funcionário:


I - para tratamento de saúde;
II - por motivo de doença em pessoa da família;
III - para repouso à gestante;
IV - para prestar Serviço Militar obrigatório;
V - por motivo de afastamento do cônjuge militar;
VI - para tratar de interesses particulares;
VII - como prêmio à assiduidade;
VIII - para o desempenho de mandato eletivo.
Parágrafo único. Ao ocupante de Cargo de Provimento em Comissão não se deferirá, nessa qualidade, licença para
tratar de interesse particular.

Art. 123. A licença dependente de exame médico será concedida pelo prazo indicado no laudo ou atestado.
Parágrafo único. Findo o prazo, poderá haver novo exame e o atestado médico concluirá pela volta ao serviço, pela
prorrogação da licença ou pela aposentadoria.

Art. 124. Terminada a licença, o funcionário reassumirá imediatamente o exercício, ressalvado o disposto no parágrafo
único do artigo 126.
Parágrafo único. A infração deste artigo, importará numa perda total do vencimento correspondente ao período de
ausência, e, se esta exceder a 30 (trinta) dias, ficará o funcionário sujeito a pena de demissão por abandono de cargo.

Art. 125. O funcionário licenciado nos termos dos itens I e II do artigo 122, é obrigado a reassumir o exercício se for
considerado apto em inspeção de saúde, digo, médica, realizada "ex-officio" ou se não subsistir a doença em pessoa
da sua família.

Art. 126. A licença poderá ser prorrogada de ofício ou a pedido.


Parágrafo único. O pedido deverá ser apresentado pelo menos 5 (cinco) dias antes de findo o prazo de licença; se
indeferido, contar-se-á como licença o período compreendido entre a data do término e a do conhecimento oficial do
despacho.

Art. 127. As licenças concedidas dentro de 60 (sessenta) dias, contados do término da anterior, serão consideradas em
prorrogação.
Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, somente serão levadas em consideração as licenças da mesma
espécie.

Art. 128. O funcionário não poderá permanecer em licença, por moléstia, por prazo superior a 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos funcionários em comissão.

Art. 129. Decorrido o prazo estabelecido no artigo anterior, o funcionário será submetido a exame e aposentado, se for
considerado definitivamente inválido, na forma do art. 105.

Art. 130. O funcionário em gozo de licença comunicará ao chefe imediato o local onde poderá ser encontrado.

Secção II - Da Licença Para Tratamento De Saúde

Art. 131. A licença para tratamento de saúde será a pedido ou de ofício.


§ 1º Num e noutro caso, é indispensável exame médico.
§ 2º O funcionário licenciado para tratamento de saúde não poderá dedicar-se a qualquer atividade remunerada, sob
pena de ter cassada a licença.

Art. 132. Sempre que possível, o exame, para concessão de licença para tratamento de saúde, será feito por médico
oficial do Município, do Estado ou da União.
§ 1º O atestado ou laudo passado por médico ou junta médica particular, só produzirá efeitos no caso de licença por
prazo não superior a 30 (trinta) dias, reservando-se à Prefeitura o direito de exigir a homologação por órgão médico
oficial.
§ 2º As licenças superiores a 30 (trinta) dias, dependerá de exame do funcionário através de órgão oficial.

Art. 133. Será punido disciplinarmente, com suspensão de 30 (trinta) dias, o funcionário que recusar a submeter-se a
exame médico, cessando os efeitos da penalidade, logo que se verifique o exame.

Art. 134. Considerado apto em exame médico, o funcionário reassumirá o exercício, sob pena, de se apurarem, como
faltas injustificadas, os dias de ausência.
Parágrafo único. No curso da licença, poderá o funcionário requerer exame médico, caso se julgue em condições de
reassumir o exercício.

Art. 135. A licença a funcionário atacado de tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra,
paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante,
nefropoatia grave ou estados avançados de Paget (osteíte deformante), será concedida, quando o exame médico não
concluir pela concessão imediata da aposentadoria.

Art. 136. Será integral o vencimento ou remuneração do funcionário licenciado para tratamento de saúde, acidentado
em serviço, atacado de doença profissional ou das moléstias indicadas no artigo anterior.

Art. 137. Entende-se por doença profissional, a que se deva atribuir com relação de efeito e causa às condições
inerentes ao serviço ou aos fatos nele ocorridos.

Art. 138. Acidente é o evento danoso que tenha como causa imediata ou mediata, o exercício das atribuições inerentes
ao cargo.
§ 1º Considera-se também como acidente a agressão sofrida e não provocada pelo funcionário no exercício de suas
atribuições.
§ 2º A comprovação do acidente, indispensável para a concessão da licença deverá ser feita em processo regular, no
prazo máximo de 8 (oito) dias.

Seção III - Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família

Art. 139. O funcionário poderá obter licença por motivo de doença de ascendente, descendente, irmão, cônjuge, não
separado legalmente, provando ser indispensável sua assistência pessoal permanente, não podendo estar ser prestada
simultaneamente com o exercício do cargo.
§ 1º Provar-se-á doença mediante exame médico, na forma prevista no art. 131, parágrafos 1º e 2º.
§ 2º A licença de que trata este artigo será concedida com vencimento ou remuneração integral até um mês e com
dois terços do vencimento ou remuneração, excedendo esse prazo e até 6 (seis) meses e sem vencimento ou
remuneração, do 7º ao 24º mês.
§ 3º Quando a pessoa da família do funcionário se encontrar em tratamento fora do Município, permitir-se-á o exame
por profissionais pertencentes ao Quadro de Servidores Federais, Estaduais ou Municipais da localidade.

Seção IV - Da Licença à Gestante

Art. 140. À funcionária gestante será concedida, mediante exame médico, licença até 4 (quatro) meses, com
vencimento ou remuneração.
§ 1º Salvo prescrição médica em contrário, a licença será concedida a partir do oitavo mês de gestação.
§ 2º Uma vez ocorrido o parto, sem que tenha sido requerida a licença, esta será concedida, por inteiro, a contar do
dia do evento, desde que pleiteada sua concessão até 15 (quinze) dias após.

Secção V - Da Licença para Serviço Militar


Art. 141. Ao funcionário que for convocado para o Serviço Militar e outros encargos de Segurança Nacional, que não os
mencionados no parágrafo 4º deste artigo, será concedida licença sem vencimento ou remuneração integral, garantindo
o seu retorno aos serviços, conforme o § 3º.
§ 1º A licença será concedida à vista de documento oficial que comprove a incorporação.
§ 2º A licença de que trata este artigo será também concedida ao funcionário que houver feito curso para ser admitido
como Oficial da Reserva das Forças Armadas, durante os estágios prescritos pelos Regulamentos Militares.
§ 3º Ao funcionário desincorporado conceder-se-á prazo não excedente de 30 (trinta) dias, para que reassuma o
exercício, sem perda do vencimento ou remuneração.
§ 4º Quando se tratar de incorporação por motivo de convocação para manobras, exercícios, manutenção da ordem
interna ou guerra, terá garantido o direito à percepção de 2/3 (dois terços) da respectiva remuneração durante o tempo
em que permanecer incorporado, perdendo esse direito o incorporado que obtiver engajamento.

Seção VI - Da Licença à Funcionária Casada com Militar

Art. 142. A funcionária casada com militar terá direito à licença, sem vencimento ou remuneração, quando o marido for
mandado servir fora do Município.
Parágrafo único. A licença será concedida mediante pedido devidamente instruído e vigorará por tempo que durar a
nova função do marido.

Secção VII - Da Licença para Tratar de Interesses Particulares

Art. 143. Ao funcionário com no mínimo de 2 (dois) anos de serviço, poderá ser deferida por tempo nunca excedente de
dois anos, sem vencimento ou remuneração, para tratar de interesses particulares.
§ 1º A licença será negada quando o afastamento do funcionário for inconveniente ao interesse público.
§ 2º O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da licença.

Art. 144. Não será concedida licença para tratar de interesses particulares ao funcionário nomeado, removido ou
transferido, antes de assumir o cargo, digo, exercício.

Art. 145. A autoridade, que deferiu a licença, poderá cassá-la e determinar que o licenciado reassuma o exercício, se o
exigir o interesse do serviço municipal.
Parágrafo único. O funcionário poderá, a qualquer tempo, reassumir o exercício, desistindo da licença.

Art. 146. Outra licença para tratar de interesses particulares só poderá ser concedida ao mesmo funcionário, após
transcorridos 2 (dois) anos do término da anterior.

Secção VIII - Da Licença-Prêmio (Vide LM 756/1976)

Art. 147. Ao funcionário que requerer será concedida a Licença-Prêmio de 3 (três) meses com todos os direitos e
vantagens de seu cargo, após cada quinquênio ininterrupto de exercício prestado ao Município de Itápolis.
Parágrafo único. O período de 5 (cinco) anos de exercício ininterrupto de que trata este artigo, para efeito de
obtenção de Licença-Prêmio, será contado a partir do dia seguinte em que o funcionário tiver completado as 30 (trinta)
faltas, previstas no item II do artigo 146, exceto as penalidades que inutilizarão o quinquênio.

Art. 148. Não terá direito a Licença-Prêmio o funcionário que, no período de sua aquisição, houver:
I - sofrido pena de suspensão ou repreensão por escrito;
II - faltado ao serviço, a qualquer título, por mais de 30 (trinta) dias, salvo as faltas previstas no artigo 95, itens I, II, III,
IV, V, VII, X, XI, XII e XIII.

Art. 149. O pedido de Licença-Prêmio será instruído com certidão de tempo de serviço, expedida pelo órgão municipal
competente.

Art. 150. A Licença-Prêmio, a pedido do funcionário, poderá ser gozada por inteiro ou parceladamente, não inferior a 15
(quinze) dias.

Art. 151. A Licença-Prêmio será despachada pelo Prefeito Municipal, após as informações necessárias.
Art. 152. O funcionário deverá aguardar em exercício a concessão da Licença-Prêmio.

Art. 153. A concessão de Licença-Prêmio dependerá de novo ato quando o funcionário não iniciar o seu gozo dentro de
30 (trinta) dias, contados da publicação daquele que a deferiu.

Art. 154. Depois de 10 (dez) anos de serviço efetivo prestado exclusivamente ao Município, o funcionário, mediante
expressa e irretratável declaração, poderá optar:
a) pelo gozo de metade da Licença-Prêmio a que fizer jus;
b) pela contagem em dobro, no todo ou em parte, do período não gozado, para efeito de vantagens, aposentadoria e
disponibilidade.

Art. 155. No interesse da Administração a Licença-Prêmio poderá ser sobrestada a qualquer tempo, mediante Ato
Administrativo, ficando o saldo restante a ser oportunamente usufruído.

Secção IX - Da Licença para o Desempenho do Mandato Eletivo

Art. 156. Será considerado em licença o funcionário público municipal que for eleito para o desempenho de mandato
eletivo.
§ 1º A licença prevista neste artigo, se não for concedida antes, considerar-se-á automática com a posse do mandato
eletivo.
§ 2º O tempo de serviço do funcionário afastado nos termos deste artigo, só poderá ser, digo, será contado para fins
de promoção por antiguidade e aposentadoria.
§ 3º O funcionário municipal, afastado nos termos deste artigo, só poderá reassumir o exercício do cargo, após o
término ou renúncia do mandato.

Art. 157. O funcionário ocupante de Cargo em Comissão será exonerado, a pedido, deste Cargo com posse no
mandato eletivo.
Parágrafo único. Se o ocupante do Cargo em Comissão for também titular de um Cargo de Provimento Efetivo,
ficará exonerado daquele e licenciado deste, na forma prevista no artigo anterior.

Art. 158. O funcionário municipal deverá licenciar-se pelo menos 30 (trinta) dias antes das eleições a que concorrer.

Art. 159. O servidor municipal quando no exercício do mandato de Prefeito, deverá afastar-se de seu Cargo ou Função,
por todo o período do mandato, podendo optar pelos vencimentos sem prejuízo da Verba de Representação.

Art. 160. O servidor municipal eleito Vice-Prefeito, somente será obrigado a afastar-se de seu Cargo ou Função,
quando substituir o Prefeito, podendo optar pelos vencimentos sem prejuízos da Verba de Representação.

Art. 161. O servidor municipal, digo, no exercício do mandato de Vereador do Município, ficará sujeito às seguintes
normas:
I - quando a Vereança for remunerada, deverá afastar-se do Cargo ou Função e optar pelos vencimentos ou
subsídios, digo, ou pelo subsídio, contando-se-lhe tempo de serviço público singela e exclusivamente, para fins de
aposentadoria, reforma e promoção por antiguidade;
II - quando a Vereança for gratuita, havendo incompatibilidade de horário, afastar-se-á do serviço no dia da sessão,
sem prejuízo dos vencimentos do seu Cargo ou Função.

CAPÍTULO III - DA ASSISTÊNCIA AO FUNCIONÁRIO

Art. 162. Nos trabalhos insalubres e naqueles que ofereçam riscos de vida ou periculosidade, executados pelos
funcionários, a Prefeitura é obrigada a fornecer-lhes gratuitamente equipamentos de proteção à saúde, bem como a
conceder-lhes os direitos previstos na legislação federal pertinente.
Parágrafo único. Para a concessão dos direitos de que trata este artigo, o julgamento, sempre que houver
necessidade, será feito por uma Comissão designada pelo Prefeito Municipal.

Art. 163. O Município prestará assistência ao funcionário municipal e sua família.


Parágrafo único. O Plano de Assistência compreenderá:
I - Assistência médica, dentária, farmacêutica e hospitalar;
II - Previdência, seguro e assistência judiciária;
III - Financiamento para aquisição de casa própria;
IV - Curso de aperfeiçoamento e especialização profissional em matéria de interesse municipal;
V - Centro de aperfeiçoamento moral e intelectual para o funcionário e família;
VI - Centros de recreação, repouso e férias.

Art. 164. Para prestação da assistência prevista no artigo anterior, a Prefeitura instituirá contribuição compulsória aos
seus funcionários não filiados à Previdência Social, cabendo-lhe suplementar, de sua parte, em igual importância.
§ 1º Poderá ser estabelecida contribuição facultativa aos funcionários ou pessoal variável, vinculados a Instituição de
Previdência Social, a fim de ser-lhes concedidos os benefícios não previstos naquele órgão.
§ 2º As contribuições a que trata este artigo, serão depositadas em conta especial e aplicadas unicamente nos fins
estabelecidos por este Capítulo.

Art. 165. O Prefeito Municipal, através de Decreto, baixará o Regulamento de Assistência do Funcionário.

CAPÍTULO IV - DO DIREITO DE PETIÇÃO E DE RECORRER

Art. 166. É assegurado ao funcionário o direito de requerer ou de representar e pedir reconsideração.


§ 1º O requerimento ou representação será dirigido à autoridade competente para decidi-lo, após o visto do superior
hierárquico imediato do representante.
§ 2º O pedido de reconsideração será dirigido à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira
decisão, não podendo ser renovado.
§ 3º O requerimento ou representação e o pedido de reconsideração de que trata este artigo deverão ser
despachados no prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 167. É assegurado ao funcionário o direito de recorrer das decisões finais que o prejudiquem.
§ 1º O recurso poderá ser interposto no prazo de 15 (quinze) dias, da data da publicação ou da ciência pessoal da
decisão recorrível.
§ 2º O recurso deverá ser despachado no prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 168. O pedido de reconsideração e o recurso não têm efeito suspensivo e o que for provido terá efeito retroativo à
data do ato impugnado.

Art. 169. O direito de pleitear na esfera administrativa prescreverá:


I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de que decorrerem demissão, cassação de aposentadoria ou de
disponibilidade;
II - em 120 (cento e vinte) dias nos demais casos.
Parágrafo único. O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição uma só vez,
observada a legislação federal sobre a prescrição quinquenal.

TÍTULO III - DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS DE ORDEM SANITÁRIA


CAPÍTULO I - DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO

Art. 170. Vencimento é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao padrão ou
referência fixados em lei.
Parágrafo único. É vedada a prestação de serviço gratuito.

Art. 171. Remuneração é a retribuição paga ao funcionário pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao padrão
ou referência fixados em lei, acrescido das vantagens pessoais de que seja titular.

Art. 172. O funcionário, que não estiver no exercício do cargo, somente poderá perceber vencimento ou remuneração
nos casos previstos em lei.

Art. 173. O funcionário perderá:


I - O vencimento ou remuneração do dia, se não comparecer ao trabalho, digo, serviço, salvo os casos previstos
neste Estatuto;
II - Um terço do vencimento ou remuneração diária quando comparecer ao serviço, dentro da hora seguinte à
marcada para o início dos trabalhos ou quando se retirar até uma hora antes de findo o período de trabalho, sem que
para isso, tenha autorização do seu superior, a qual deve ser dada somente em casos absolutamente justificados ou
por necessidade do serviço;
III - Um terço do vencimento ou remuneração durante o afastamento por motivo de prisão em flagrante preventiva,
pronúncia ou condenação por crime inafiançável, denúncia desde seu recebimento, por crime funcional, com direito à
diferença, se absolvido;
IV - Dois terços do vencimento ou remuneração, durante o período do afastamento em virtude de condenação, por
sentença definitiva, a pena que não determine demissão.

Art. 174. O vencimento ou remuneração e o provento do funcionário só poderão sofrer os descontos autorizados por
lei.

CAPÍTULO II - DAS VANTAGENS


Secção I - Disposições Gerais

Art. 175. Além do vencimento ou remuneração, poderão ser deferidas as seguintes vantagens aos funcionários:
I - diárias;
II - auxílio para diferença de caixa;
III - auxílio-natalidade;
IV - auxílio-doença, hospitalar e funerário;
V - salário-família;
VI - gratificações;
VII - abono anual.

Secção II - Das Diárias

Art. 176. Ao funcionário municipal que, por determinação do Prefeito, se deslocar temporariamente deste Município no
desempenho de suas atribuições, ou em missão ou estudo desde que relacionados com a função que exerce, será
concedida, além do transporte, a diária a título de indenização das despesas de alimentação e pousada, nas bases
fixadas em regulamento.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica nos casos de missão de estudo fora do País.

Secção III - Do Auxílio para Diferença de Caixa

Art. 177. A diferença de caixa e o auxílio concedido aos tesoureiros e caixas que, no desempenho de suas atribuições,
paguem ou recebam em moeda corrente, que fica fixado em 5% (cinco por cento) sobre o valor do vencimento e
vantagens desses cargos.

Secção IV - Do Auxílio Natalidade

Art. 178. O Auxílio Natalidade, para os funcionários municipais que não desfrutar desse benefício através de instituição
de previdência em que estão filiados, é devido após um ano de efetivo exercício:
I - à servidora gestante, pelo parto;
II - ao servidor, pelo parto de sua esposa e não servidora.
§ 1º Considera-se parto, para efeito deste artigo, o evento ocorrido após o sexto mês de gestação.
§ 2º Em caso de parto com nascimento de mais de um filho serão devidos tantos Auxílios Natalidade quantos forem
os mesmos.
§ 3º Preenchidas as condições regulamentares, será devido à viúva ou ao responsável legal, o direito ao recebimento
do Auxílio Natalidade, caso o servidor haja falecido antes de verificar-se o parto.

Art. 179. O Auxílio Natalidade consistirá em uma quota única correspondente ao valor do salário-mínimo vigente no
Município de Itápolis, destinando-se a auxiliar as despesas do parto e outras resultantes do nascimento do filho.

Art. 180. Sendo um dos cônjuges contribuinte de instituição de previdência social, o outro não terá direito ao Auxílio
Natalidade do Município.

Secção V - Do Salário-Família

Art. 181. O salário-família será concedido a todo funcionário municipal, ativo ou inativo:
I - por filhos menores de 18 (dezoito) anos;
II - Por filho inválido;
III - Por filho estudante, que frequentar curso secundário ou superior, em instituto de ensino oficial ou particular
reconhecido, e que não exerça atividade lucrativa, até a idade de 24 (vinte e quatro) anos.
§ 1º Os benefícios deste artigo será concedido a partir da admissão do funcionário.
§ 2º Compreendem-se neste artigo os filhos de qualquer condição, os enteados, os adotivos, e o menor que viver sob
guarda e sustento do funcionário.

Art. 182. Fica assegurado ao cônjuge "superstite" ou ao representante legal pelos filhos do casal e percepção do
salário-família a que tinha direito o funcionário falecido, nas mesmas bases e condições estabelecidas nesta Secção.

Art. 183. Quando o pai e a mãe forem funcionários ou inativos e viverem em comum, o salário família será concedido
apenas a um deles.
§ 1º Se não viverem em comum, será concedido ao que tiver os dependentes sob sua guarda.
§ 2º Se ambos os tiverem, será concedido a um e outro dos pais, de acordo com distribuição dos dependentes.

Art. 184. O funcionário e o inativo são obrigados a comunicar o setor competente, dentro de 15 (quinze) dias, qualquer
alteração que se verifique na situação dos dependentes, da qual decorra supressão ou redução no salário-família.
Parágrafo único. A inobservância desta disposição determinará responsabilidade do funcionário ou do inativo.

Art. 185. O salário-família será pago juntamente com os vencimentos, remuneração, salário ou provento.

Art. 186. O salário-família não poderá sofrer qualquer desconto, nem ser objeto de transação e consignação em folha
de pagamento, nem sobre ele será baseada qualquer contribuição.

Art. 187. O valor do salário-mínimo, digo, salário-família será fixado em lei especial - em importância nunca inferior a
5% (cinco por cento) do salário-mínimo.

Art. 188. Ao pai e à mãe equiparam-se o padrasto e a madrasta e, na falta destes, os representantes legais dos
incapazes.

Art. 189. Não será pago salário-família nos casos em que o funcionário nada perceba a título de vencimento ou
remuneração.

Secção VI - Do Auxílio-Funerário

Art. 190. A família do funcionário falecido em exercício, em disponibilidade ou aposentado, ou à pessoa que provar ter
feito as despesas com o seu sepultamento, será concedido, pelo Município, a título de Auxílio-Funeral, a importância
correspondente a 2 (dois) salários-mínimos vigentes no Município de Itápolis, na data do óbito.
Parágrafo único. O disposto neste artigo, também será aplicado quando do falecimento das viúvas pensionistas do
Município.

Art. 191. Ao funcionário ativo, aposentado ou em disponibilidade que, na data do seu falecimento, contar com 10 (dez)
anos de serviço, o Município cederá, gratuitamente, um terreno perpétuo com a respectiva carneira.

Secção VII - Do Abono Anual

Art. 192. No mês de dezembro de cada ano, a todo funcionário municipal, inclusive os aposentados e em
disponibilidade, bem como às viúvas pensionistas, será pago pelo Município um Abono igual ao vencimento, provento
ou pensão, no referido mês e na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço prestado.
§ 1º As ausências e licenças em que não ocorrer desconto nos vencimentos do funcionário, não serão deduzidas para
os fins previstos neste artigo.
§ 2º As frações iguais ou superiores a 15 (quinze) dias, serão havidas como mês integral, aplicável também nos
casos de admissão e demissão do funcionário.

Secção VIII - Das Gratificações

Art. 193. Conceder-se-á gratificação:


I - pela prestação de serviço extraordinário;
II - pela execução ou colaboração em trabalhos técnicos ou científicos, fora das atribuições normais do cargo;
III - pela execução de trabalho de natureza especial, com risco de vida saúde;
IV - pela participação em órgão de deliberação coletiva;
V - pelo exercício de encargo de auxiliar ou de membro de banca ou comissão de concurso.

Art. 194. Terá direito à gratificação por serviço extraordinário o funcionário que for convocado para a prestação de
trabalhos fora do horário normal de expediente a que estiver sujeito.

Art. 195. A gratificação pela prestação de serviços extraordinários será determinada pelo Diretor da Diretoria, a que
estiver subordinado, o funcionário convocado.
§ 1º A gratificação será paga por hora de trabalho prorrogado ou antecipado, na mesma razão percebida pelo
funcionário em cada hora, de período normal, com acréscimo de 20% (vinte por cento).
§ 2º A prestação de serviço extraordinário não poderá exceder a 2 (duas) horas diárias de trabalho.
§ 3º Em se tratando de serviço extraordinário noturno ou aos domingos, feriados e dias em que não haja expediente,
assim entendidos ou prestados no período compreendido entre 18 (dezoito) e 6 (seis) horas, o valor da hora será
acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).

Art. 196. É vedado conceder gratificação por serviço extraordinário, com objetivo de remunerar outros serviços ou
encargos.
§ 1º O funcionário que receber importância relativa a serviço extraordinário que não prestou será obrigado a restituí-lo
de uma só vez, ficando ainda sujeito a punição disciplinar.
§ 2º Será responsabilizada a autoridade que infringir o disposto no "caput" deste artigo.

Art. 197. Será punido com pena de suspensão e, na reincidência, com a demissão, a bem do serviço público, o
funcionário:
I - que atestar falsamente a prestação de serviço extraordinário;
II - que se recusar, sem motivo justo, à prestação de serviço extraordinário.

Art. 198. A convocação de funcionário para prestar serviço extraordinário deverá ser previamente autorizada pelo
Prefeito, em solicitação formulada, por escrito, pelo Diretor do funcionário, justificando a necessidade da medida.

Art. 199. A gratificação pela execução ou colaboração em trabalhos técnicos ou científicos de utilidade para o Serviço
Público Municipal, será arbitrado pelo Prefeito após a conclusão dos trabalhos, ou previamente, quando for o caso.

Art. 200. A gratificação pela prestação de trabalho com risco de vida ou saúde, será regulamentada através de Decreto
do Executivo.

Art. 201. A gratificação, prevista nos itens IV e V do art. 163 será fixada pelo Prefeito, em cada caso.

Art. 202. O adicional por tempo de serviço será conferido ao funcionário à razão de 5% (cinco por cento) por cada
quinquênio de serviço e será sempre proporcional aos vencimentos, acompanhando-lhe as oscilações.
§ 1º O funcionário fará jus á sexta-parte dos vencimentos ou remuneração ao completar 25 (vinte e cinco) anos de
Serviço Público Municipal de Itápolis, a qual será calculada sobre o vencimento somado ao adicional por tempo de
serviço.
§ 2º Os adicionais, de que trata este artigo, incluindo a sexta parte referida no parágrafo anterior, incorporar-se-ão aos
vencimentos para todos os efeitos e serão pagos juntamente com eles ou com a remuneração.

Art. 203. Para a contagem do tempo de serviço, os prazos serão contados por dias corridos, excluindo-se todas as
ausências, salvo férias, Licença-Prêmio, falta abonada, acidente em serviço e licença a gestante.
Art. 204. O adicional por tempo de serviço será pago juntamente com os vencimentos, a partir do mês seguinte em que
o funcionário completar o período necessário.

Art. 205. O funcionário que exercer cumulativamente os cargos ou funções, terá direito aos adicionais de que trata esta
Secção, somente em relação ao cargo ou função que optar.

Art. 206. O ocupante de Cargo em Comissão fará jus aos adicionais previstos nesta Secção, calculados sobre o
vencimento desse cargo, enquanto nele permanecer.

Art. 207. Ao funcionário no exercício de cargo em substituição aplica-se o disposto no artigo anterior.

Art. 208. Para efeito dos adicionais a que se refere esta Secção, será computado o tempo de serviço na forma
estabelecida no artigo 96 e § 2º do artigo 116.

LIVRO III - DO REGIME DISCIPLINAR


TÍTULO I - DOS DEVERES, DAS PROIBIÇÕES E DAS INCOMPATIBILIDADES
CAPÍTULO I

Art. 209. São deveres do funcionário:


I - Comparecer á repartição nas horas de trabalho ordinário e nas do trabalho extraordinário, quando devidamente
convocado, executando os serviços que lhe competirem;
II - Cumprir ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais;
III - Desempenhar com zelo e presteza os trabalhos de que for incumbido;
IV - Tratar com urbanidade os companheiros de trabalho e as partes, atendendo-os sem preferências pessoais;
V - Providenciar para que esteja, sempre em ordem, no assentamento individual, sua declaração de família;
VI - Manter espírito de solidariedade e de colaboração com os companheiros de trabalho;
VII - Apresentar-se convenientemente trajado em serviço;
VIII - Guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e sobre os despachos, decisões, providências;
IX - Representar a seu Chefe imediato sobre todas as irregularidades de que tiver conhecimento, ocorridas na
repartição em que servir, ou às autoridades superiores, por intermédio do respectivo chefe, quando este não tomar em
consideração sua representação;
X - Residir no distrito onde exerce o cargo ou em localidade vizinha mediante autorização, se não houver
inconveniência para o serviço;
XI - Zelar pela economia do material do Município e pela conservação do que for confiado à sua guarda e utilização;
XII - Atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro assunto, digo, serviço:
a) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;
b) à expedição das certidões requeridas para defesa de direitos.
XIII - Apresentar relatórios ou resumos de suas atividades, nas hipóteses e prazos previstos em lei, regulamento ou
regimento;
XIV - Sugerir providências tendentes à melhoria e aperfeiçoamento do serviço.

CAPÍTULO II - DAS PROIBIÇÕES

Art. 210. Ao funcionário é proibido:


I - referir-se de modo depreciativo, pela imprensa ou rádio em informação, parecer ou despacho às autoridades e atas
da administração pública; (NR) (redação estabelecida pelo art. 2º da Lei Municipal nº 843, de 23.12.1977)
II - retirar, sem prévia autorização da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III - atender a pessoas, na repartição, para tratar de assuntos particulares;
IV - promover manifestação de apreço ou desapreço e fazer circular ou subscrever lista de donativos no recinto da
repartição;
V - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal;
VI - coagir ou aliciar subordinados com objetivos de natureza partidária;
VII - praticar a usura em qualquer de suas formas;
VIII - pleitear como procurador ou intermediário, junto às repartições públicas municipais, salvo quando se tratar de
percepção de vencimentos ou vantagens de parente até o 2º grau;
IX - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o regime ou o serviço público;
X - receber propinas, comissões presentes e vantagens de qualquer espécie, em razão das atribuições;
XI - empregar material do serviço público em serviço particular;
XII - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de encargos que lhe
competir ou a seus subordinados;
XIII - exercer atribuições diversas das de seu cargo ou função, ressalvados os casos previstos em lei ou regulamento;
XIV - ausentar-se do serviço sem prévia autorização por escrito da chefia do Pessoal; (NR) (redação estabelecida
pelo art. 3º da Lei Municipal nº 843, de 23.12.1977)
XV - manifestar-se, publicamente, sobre questões políticas, enquanto estiver no exercício do cargo ou função. (AC)
(inciso acrescentado pelo art. 2º da Lei Municipal nº 807, de 23.05.1977)

Art. 210. (...)


I - referir-se, de modo depreciativo, pela imprensa ou rádio, em informação, parecer ou despacho, às autoridades
e atos da Administração Pública, podendo, porém, em trabalho assinado, apreciá-lo do ponto de vista doutrinário ou
de organização do serviço, com o fito de colaboração e cooperação;
XIV - ausentar-se do serviço sem prévia autorização de sua chefia; (redação original)

CAPÍTULO III - DAS ACUMULAÇÕES REMUNERADAS

Art. 211. É vedada a acumulação remunerada, exceto:


I - a de juiz e um cargo de professor;
II - a de dois cargos de professor;
III - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico.
§ 1º Em qualquer dos casos, a acumulação somente é permitida quando haja correlação de matéria e compatibilidade
de horários.
§ 2º A proibição de acumular se estende a cargos, funções ou empregos em autarquias, empresas públicas de
sociedades de economia mista.
§ 3º A proibição de acumular proventos não se aplica aos aposentados, quanto ao exercício de mandato eletivo,
cargo em comissão ou do contrato para prestação de serviços técnicos ou científicos.

Art. 212. Não se compreende na proibição de acumular, desde que tenha correspondência com a função principal, a
percepção de vantagens relacionadas às gratificações.

Art. 213. Verificado, mediante processo administrativo, que o funcionário está acumulando, fora das condições
previstas neste Capítulo, será ele demitido de todos os cargos e funções e obrigado a restituir o que indevidamente
houver recebido.
§ 1º Provada a boa-fé, o funcionário será mantido no cargo ou função que exercer a mais tempo.
§ 2º Em caso contrário, o funcionário demitido ficará ainda inabilitado pelo prazo de 5 (cinco) anos, para o exercício
de função ou cargo público municipal.

Art. 214. As autoridades civis e os chefes de serviços, bem como os Diretores, que tiverem conhecimento de que
qualquer dos seus subordinados está em gozo de acumulação proibida, farão a devida comunicação ao órgão
competente, para os fins indicados no artigo anterior.

TÍTULO II - DA DISCIPLINA
CAPÍTULO I - DA RESPONSABILIDADE

Art. 215. Pelo exercício irregular de suas atividades, digo, atribuições, o funcionário responderá civil, penal e
administrativamente.

Art. 216. A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo, que importe em prejuízo para a Fazenda
Municipal ou para terceiros.
§ 1º O funcionário será obrigado a repor de uma só vez, a importância do prejuízo causado à Fazenda Municipal, em
virtude de alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entradas nos prazos legais.
§ 2º Nos demais casos, a indenização de prejuízos causados à Fazenda Municipal poderá ser liquidado mediante o
desconto em folha, nunca excedente da 5ª (quinta) parte dos vencimentos ou remuneração, na falta de outros bens que
tenham, digo, respondam pela indenização.
§ 3º Tratando-se de danos causados a terceiros, responderá o funcionário perante a Fazenda Municipal, em ação
regressiva, proposta depois de transitar em julgado a decisão de última instância que houver condenado a Fazenda a
indenizar o terceiro prejudicado.

Art. 217. A responsabilidade penal será apurada nos termos da legislação federal aplicável.

Art. 218. O funcionário é administrativamente responsável por seus atos e omissões, perante as autoridades que lhe
forem hierarquicamente superiores.
Parágrafo único. A responsabilidade administrativa não exime o funcionário das responsabilidades civil ou penal, que
couber, nem do pagamento da indenização.

CAPÍTULO II - DAS PENALIDADES


Secção I - Das Penas e seus Efeitos

Art. 219. São penas disciplinares:


I - Advertência;
II - Repreensão;
III - Multa;
IV - Suspensão;
V - Destituição de função;
VI - Demissão;
VII - Cassação da aposentadoria e disponibilidade.

Art. 220. As penas previstas nos itens II a VII serão sempre registradas no prontuário individual do funcionário.
Parágrafo único. As anistias não implicam o cancelamento do registro de qualquer penalidade, que servirá para
apreciação da conduta do funcionário, mas nele se averbará que, por virtude de anistia, a pena deixou de produzir os
efeitos legais.

Art. 221. As penas disciplinares terão somente os efeitos declarados em lei.


Parágrafo único. Os efeitos das penas estabelecidas neste Estatuto são os seguintes:
I - A pena de multa implica a perda, para efeitos de antiguidade, de tantos dias quantos aqueles que
corresponderem os vencimentos perdidos;
II - A pena de suspensão implica:
a) na perda dos vencimentos ou remuneração durante o período da suspensão;
b) na perda, para efeitos de antiguidade, de tantos dias quantos tenham durado a suspensão;
c) na impossibilidade de promoção no semestre abrangido pela suspensão;
d) na perda da Licença-Prêmio na forma prevista neste Estatuto;
e) na perda de direito à licença para tratar de assunto particular no período de um ano, a contar da expedição da
suspensão.
III - A pena de demissão simples importa:
a) na exclusão do funcionário dos quadros do serviço municipal;
b) na impossibilidade de reingresso do demitido ao Serviço Público Municipal, antes de decorridos dois anos de
aplicação da pena.
IV - A pena de demissão qualificada com a nota "a bem do serviço público", importa na exclusão do funcionário e
impossibilidade definitiva de seu reingresso nos Quadros do Serviço Público Municipal;
V - A cassação da aposentadoria e da disponibilidade importa desligamento do funcionário aposentado ou em
disponibilidade do serviço público, sem direito a qualquer provento.

Art. 222. O funcionário que, dentro de cinco anos contados da data da primeira condenação, for por três vezes
condenado na pena de multa, ou duas vezes na de suspensão por período que, somados, excedam de 120 (cento e
vinte) dias, passará a ocupar o último lugar na escala de antiguidade para efeito de promoção.

Art. 223. Não pode ser aplicada a cada funcionário, pela mesma infração, mais de uma pena disciplinar.
Parágrafo único. A infração mais grave absorve, as mais leves.

Secção II - da Aplicação das Penas

Art. 224. Na aplicação das penas disciplinares, serão consideradas a natureza e a gravidade da infração e os danos
que dela provierem para o Serviço Público Municipal.
Art. 225. A pena de advertência será aplicada verbalmente em casos de natureza leve de serviço e sempre no intuito
do aperfeiçoamento profissional do funcionário.

Art. 226. A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos seguintes:
I - reincidência das infrações sujeitas à pena de advertência;
II - de desobediência e falta de cumprimento dos deveres previstos nos incisos VII a XIII do artigo 209.

Art. 227. A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será aplicada:
I - até 30 (trinta) dias, ao funcionário que, sem justa causa, deixar de se submeter a exame médico determinado por
autoridade competente;
II - nos casos de falta grave, ou reincidência de infração a que foi aplicada a pena de repreensão.
Parágrafo único. Quando houver conveniência para o serviço, a pena de suspensão poderá ser convertida em multa
até 50% (cinquenta por cento) por dia do vencimento ou remuneração, obrigando, nesse caso, o funcionário a
permanecer em serviço.

Art. 228. A pena de demissão será aplicada nos casos de:


I - crime contra a administração pública;
II - abandono do cargo ou falta de assiduidade;
III - incontinência pública, conduta escandalosa e embriaguez habitual;
IV - insubordinação grave em serviço;
V - ofensa física em serviço contra funcionário ou particular, salvo em legítima defesa;
VI - aplicação irregular dos dinheiros públicos;
VII - lesão aos Cofres Públicos e dilapidação do Patrimônio Municipal;
VIII - corrupção passiva nos termos da Lei Penal;
IX - transgressão de qualquer dos itens dos arts. 210 e 211, deste Estatuto;
X - Incompetência para o desempenho da função que ocasione prejuízos aos cofres municipais ou prejudique o
andamento dos serviços. (AC) (inciso acrescentado pelo art. 4º da Lei Municipal nº 843, de 23.12.1977)
§ 1º Considera-se abandono do cargo, a ausência do serviço, sem justa causa, por mais de 30 (trinta) dias
consecutivos.
§ 2º Considera-se falta de assiduidade, para os fins deste artigo, a falta ao serviço, durante o período de 12 (doze)
meses, por mais de 60 (sessenta) dias interpoladamente, sem justa causa.

Art. 229. O ato de demissão mencionará sempre a causa da penalidade e seu fundamento legal.
Parágrafo único. Atenta à gravidade de infração, a demissão poderá ser aplicada com a nota "a bem do serviço
público".

Art. 230. Será cassada a aposentadoria e a disponibilidade se ficar provado que o Inativo:
I - praticou falta grave no exercício de cargo;
II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública;
III - aceitou representação de Estado Estrangeiro, sem prévia autorização do Presidente da República;
IV - praticou usura em qualquer de suas formas.
§ 1º Será igualmente cassada a disponibilidade do funcionário que não assumir, no prazo legal, o exercício do cargo
em que for aproveitado.
§ 2º Será também cassada a disponibilidade ou aposentadoria ao infrator dos artigos 210 e 211 deste Estatuto. (AC)
(parágrafo acrescentado pelo art. 5º da Lei Municipal nº 843, de 23.12.1977)

Art. 231. Para efeito da graduação das penas disciplinares, serão sempre tomadas em conta todas as circunstâncias
em que a infração tiver sido cometida e as responsabilidades do cargo ocupado pelo infrator.
§ 1º São circunstâncias atenuantes da infração disciplinar, em especial:
I - o bom desempenho anterior dos deveres profissionais;
II - a confissão espontânea da infração;
III - a prestação de serviços considerados relevantes por lei;
IV - a provocação injusta de superior hierárquico.
§ 2º São circunstâncias agravantes da infração disciplinar, em especial:
I - a combinação com outros indivíduos para a prática da falta;
II - o fato de ser cometida durante o cumprimento de pena disciplinar;
III - a acumulação de infrações;
IV - a reincidência.
§ 3º A acumulação dá-se quando duas ou mais infrações são cometidas na mesma ocasião, ou quando uma é
cometida antes de ter sido punida a anterior.
§ 4º A reincidência dá-se quando a infração é cometida antes de passado 1 (um) ano sobre o dia em que tiver findado
o cumprimento da pena imposta em consequência de infração anterior.

Art. 232. Prescreverá em 2 (dois) anos, as faltas sujeitas à repreensão, multa ou suspensão e em 4 (quatro) anos, as
faltas sujeitas à pena de demissão, respeitado o disposto no parágrafo único deste artigo e a cassação de
aposentadoria ou de disponibilidade.
Parágrafo único. A falta também prevista na Lei Penal como crime, prescreverá juntamente com eles.

Secção III - Da Competência Disciplinar

Art. 233. A aplicação das penas de advertência e repreensão é da competência de todas as autoridades administrativas
em relação a seus subordinados.

Art. 234. Além do disposto no artigo anterior, são competente par a aplicação das penas disciplinares:
I - O Prefeito Municipal nos casos de demissão, cassação da aposentadoria e da disponibilidade, multa e suspensão
por mais de 30 (trinta) dias;
II - Os Diretores de Diretoria, nos demais casos.
§ 1º Os superiores hierárquicos são sempre competentes para aplicar penas de competência de seus inferiores.
§ 2º Nenhum superior poderá delegar a subordinados a sua competência para punir.

CAPÍTULO III - DA PRISÃO ADMINISTRATIVA E DA SUSPENSÃO PREVENTIVA

Art. 235. Cabe ao Prefeito ordenar a prisão administrativa de qualquer responsável pelos valores e dinheiros
pertencentes à Fazenda Municipal, ou que se acharem sob a guarda desta, nos casos de alcance ou omissão em
efetuar as entradas nos devidos prazos.
§ 1º O Prefeito comunicará o fato imediatamente à autoridade judicial competente para os devidos efeitos e
providenciará no sentido de ser realizado, com urgência, o processo de tomada de contas.
§ 2º A prisão administrativa não poderá exceder a 90 (noventa) dias.

Art. 236. A suspensão preventiva, até 30 (trinta) dias, prorrogáveis por mais 30 (trinta) dias, poderá ser ordenada pelo
Prefeito Municipal em despacho motivado, desde que o afastamento do funcionário seja necessário para que este não
venha a dificultar a apuração da falta cometida.

Art. 237. Durante o período de prisão administrativa ou suspensão preventiva, o funcionário perceberá 1/3 (um terço)
do vencimento ou remuneração.

Art. 238. O funcionário terá direito:


I - à contagem de tempo de serviço e diferença de vencimento relativa ao período em que tenha estado preso ou
suspenso, quando o processo não houver resultado pena disciplinar, ou este se limitar à repreensão;
II - à contagem do período do afastamento que exceder do prazo da suspensão disciplinar aplicada;
III - à contagem do período de prisão administrativa ou suspensão preventiva e ao pagamento do vencimento ou
remuneração e de todas as vantagens do cargo, desde que reconhecida a sua inocência.

TÍTULO III - DO PROCESSO DISCIPLINAR E SUA REVISÃO


CAPÍTULO I - DA SINDICÂNCIA

Art. 239. A autoridade que tiver ciência ou notícia de irregularidade no Serviço Público Municipal é obrigada a
determinar sua apuração imediata por meio de sindicância administrativa.
Parágrafo único. A autoridade que determinar a instauração da sindicância, fixará prazo, nunca inferior a 30 (trinta)
dias para a sua conclusão, prorrogáveis até o máximo de 15 (quinze) dias à vista de representação motivada do
sindicante.

Art. 240. As sindicâncias serão abertas por Portarias ou Ato, em que se indiquem seu objeto e um funcionário ou
Comissão de 3 (três) funcionários para realizá-la.
Parágrafo único. Quando a sindicância houver de ser realizada por apenas um sindicante, este designará outro
funcionário para secretariar os trabalhos, mediante aprovação do superior hierárquico do sindicato.

Art. 241. O processo das sindicâncias será sumário, feitas as diligências necessárias à apuração das irregularidades e
ouvido o sindicato e todas as pessoas envolvidas nos fatos, bem como peritos e técnicos necessários ao
esclarecimento de questões especializadas.
Parágrafo único. Terminada a instrução da sindicância, a autoridade sindicante apresentará relatório circunstanciado
do que foi apurado, sugerindo o que julgar cabível ao saneamento das irregularidades e punição dos culpados ou a
abertura de processo administrativo, se forem apuradas infrações puníveis com as penas de demissão, cassação de
aposentadoria ou de disponibilidade.

CAPÍTULO II - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO


Secção I - Disposições Gerais

Art. 242. As penas de demissão de funcionário de cassação de aposentadoria ou de disponibilidade só poderão ser
aplicadas em processo administrativo, em que se assegure ampla defesa ao processo.

Art. 243. São competentes para a instauração do processo administrativo o Prefeito e os Diretores de Diretorias.

Secção II - Da Instrução do Processo Administrativo

Art. 244. O processo administrativo será instaurado pela autoridade competente (art. 239) por expediente em que
especifique, digo, especifique o seu objeto e designe a autoridade processante.

Art. 245. O Processo administrativo será realizado por uma Comissão composta de 3 (três) funcionários, na forma do
artigo anterior.
§ 1º A autoridade competente, no ato da designação da Comissão Processante, indicará um dos funcionários para,
como seu presidente, dirigir-lhe os trabalhos.
§ 2º O presidente da Comissão designará um funcionário para secretariá-la, que poderá ser um dos membros da
Comissão.

Art. 246. A autoridade processante, sempre que necessário, dedicará todo o tempo aos trabalhos do processo, ficando
seus membros, em tal caso, dispensados dos serviços na repartição, durante o curso das diligências e elaboração do
relatório.

Art. 247. O prazo para a realização do processo administrativo será de 30 (trinta) dias, prorrogáveis por mais de 30
(trinta) dias, mediante autorização da autoridade que determinou a sua instauração, e nos casos de força maior.
§ 1º A autoridade processante, imediatamente após receber o expediente de sua designação, dará início ao processo,
determinando a citação pessoal do indiciado, a fim de que possa acompanhar todas as fases do processo, marcando
dia para a tomada de seu depoimento.
§ 2º Achando-se o indiciado em lugar incerto, será citado por Edital, com prazo de 15 (quinze) dias.
§ 3º Se o fundamento do processo for o abandono do cargo ou função, a autoridade processante fará divulgar Edital
de Chamamento pelo prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 248. A autoridade processante procederá a todas as diligências necessárias, ao esclarecimento dos fatos,
recorrendo, quando preciso for, à técnicos ou peritos.

Art. 249. Não poderá ser encarregado de proceder à sindicância, nem fazer parte da Comissão Processante, mesmo
como secretário deste, parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, do
denunciante ou indiciado, bem como o subordinado deste.
Parágrafo único. Ao funcionário designado incumbirá comunicar, desde logo, à autoridade competente, o
impedimento que houver, de acordo com este artigo.

Art. 250. Os atos, diligências, depoimentos e as informações técnicas ou periciais serão reduzidos a termo nos autos
do processo.
§ 1º Dispensar-se-á o termo, no caso de informações técnicas ou de perícia, se constar de laudo junto aos autos.
§ 2º Os depoimentos testemunhais serão tomados em audiência, sempre que possível, na presença do indicado e de
seu defensor, para tanto devidamente cientificados.
§ 3º É facultado ao indiciado ou ao seu defensor reperguntar as testemunhas, por intermédio do Presidente, que
poderá indeferir as reperguntas que não tiverem conexão com a falta, consignando-se no termo as reperguntas
indeferidas.
§ 4º Quando a diligência exigir sigilo em defesa do interesse público, dela só se dará ciência ao indiciado depois de
realizada.

Art. 251. Se as irregularidades objeto do processo administrativo constituírem crime, a autoridade processante
encaminhará cópia das peças necessárias ao órgão competente para a instauração de inquérito policial.

Secção III - Da Defesa do Indiciado

Art. 252. A autoridade processante assegurará ao indiciado todos os meios indispensáveis à sua plena defesa.
§ 1º O indiciado poderá constituir procurador para tratar de sua defesa.
§ 2º No caso de revelia, a autoridade processante designará, de ofício, um funcionário ou advogado que se incumba
da defesa do indiciado revel.

Art. 253. Tomado o depoimento do indiciado, nos termos do § 1º do art. 250, terá ele vista do processo na repartição,
pelo prazo de 5 (cinco) dias, para preparar sua defesa prévia e requerer as provas que deseja produzir. Havendo dois
ou mais indiciados, o prazo será comum e de dez (10) dias, após o depoimento do último deles.

Art. 254. Encerrada a instrução do processo, a autoridade processante abrirá vistas dos autos ao indiciado ou seu
defensor, no prazo de 15 (quinze) dias para apresentar suas razões de defesa final.
Parágrafo único. À vista dos autos será dada na repartição, onde estiver funcionando a autoridade processante e
sempre na presença de um funcionário devidamente autorizado.

Secção IV - Da Decisão do Processo Administrativo

Art. 255. Apresentada a defesa final do indiciado, a autoridade processante apreciará todos os elementos do processo,
apresentando o seu relatório, no qual proporá, justificadamente, a absolvição ou a punição do indiciado, indicando,
nesta última hipótese, a pena cabível e seu fundamento legal.
Parágrafo único. O relatório e todos os elementos dos autos serão remetidos à autoridade que determinar a abertura
do processo, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data da apresentação da defesa final.

Art. 256. A autoridade processante ficará à disposição da autoridade competente, até a decisão final do processo, para
prestar qualquer esclarecimento julgado necessário.

Art. 257. Recebidos os elementos, previsto no parágrafo único do artigo 255, a autoridade que determinou a abertura
do processo, apreciará as conclusões da autoridade processante, tomando as seguintes providências no prazo máximo
de 5 (cinco) dias:
I - Se discordar das conclusões do relatório, designará outra Comissão ou autoridade para reexaminar o processo e,
no prazo máximo de 5 (cinco) dias, propor o que entender cabível, ratificando ou não o relatório;
II - Se acolher as conclusões do relatório da autoridade processante, no prazo máximo de 5 (cinco) dias:
a) aplicará a pena proposta, se for competente;
b) remeterá o processo ao Prefeito, com sua manifestação, para aplicação da pena sugerida, quando esta for de
competência dessa autoridade.

Art. 258. O Prefeito deverá preferir a decisão no prazo de 10 (dez) dias, prorrogáveis por mais 5 (cinco) dias.
§ 1º Se o processo não for decidido no prazo deste artigo, o indiciado reassumirá automaticamente o exercício do
cargo, aguardando aí o julgamento.
§ 2º No caso de alcance ou malversação de dinheiro público, apurados nos autos, o afastamento se prolongará até a
decisão final do processo administrativo.

Art. 259. Da decisão final do processo são admitidos os recursos e pedidos de reconsideração previstos neste Estatuto.

Art. 260. O funcionário só poderá ser exonerado a pedido, após a conclusão definitiva do processo administrativo a que
estiver respondendo e desde que reconhecida sua inocência.
Art. 261. A decisão definitiva proferida em processo administrativo, só poderá ser alterada através do Processo de
Revisão.

CAPÍTULO III - DA REVISÃO DO PROCESSO DISCIPLINAR

Art. 262. A qualquer tempo poderá ser requerida a revisão da sindicância ou do processo administrativo de que resultou
a pena disciplinar, quando se aduzirem fatos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do requerente.
§ 1º A revisão só poderá ser requerida pelo funcionário punido, salvo o disposto no parágrafo seguinte.
§ 2º Tratando-se de funcionário falecido ou desaparecido, a revisão poderá ser requerida por qualquer pessoa
constante do seu assentamento individual.

Art. 263. Correrá a revisão em apenso aos autos do processo originário.


Parágrafo único. Não constitui fundamento para revisão a simples alegação de injustiça da penalidade.

Art. 264. Na inicial, o requerente pedirá dia e hora para inquirição das testemunhas que arrolar.

Art. 265. Concluído o encargo da Comissão Revisória, em prazo que não excederá de 30 (trinta) dias, será o processo
com o respectivo relatório, encaminhado ao Prefeito, que o julgará no prazo de 30 (trinta) dias.

Art. 266. Julgada procedência a revisão, tornar-se-á sem efeito a penalidade imposta, estabelecendo-se todos os
direitos por ela atingidos.

LIVRO Nº IV - DOS FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA MUNICIPAL, DE SERVIÇOS AUTÔNOMOS E DO PESSOAL


VARIÁVEL
CAPÍTULO I - DOS FUNCIONÁRIOS DA CÂMARA MUNICIPAL E DE SERVIÇOS AUTÔNOMOS

Art. 267. As disposições deste Estatuto aplicam-se não somente aos funcionários municipais, bem como aos
funcionários da Câmara Municipal, Servidores Autônomos, ou outros setores da administração que eventualmente
sejam criados com as modificações previstas neste capítulo. (NR) (redação estabelecida pelo art. 5º da Lei Municipal nº
843, de 23.12.1977)
Parágrafo único. Estão incluídos entre os funcionários municipais os inativos, afastados e os em disponibilidade.

Art. 267. As disposições deste Estatuto aplicam-se aos servidores funcionários da Câmara Municipal e de Serviços
Autônomos, com as modificações previstas neste Capítulo. (redação original)

Art. 268. Compete ao Presidente da Câmara Municipal:


I - Os atos de provimento dos cargos públicos da Câmara Municipal e os de exoneração de seus funcionários;
II - A determinação de abertura de sindicância ou de processo administrativo, visando a apurar irregularidades
verificadas no serviço administrativo da Câmara;
III - A aplicação, a seus servidores, das penas previstas neste Estatuto;
IV - A decisão do processo de revisão.

Art. 269. Sem prejuízo da competência do Presidente da Câmara, cabe ao Diretor Geral ou órgão equivalente à
aplicação das penas de advertência e suspensão até 30 (trinta) dias, fora de sindicância ou de processo administrativo.

CAPÍTULO II - DO PESSOAL VARIÁVEL

Art. 270. O pessoal variável será admitido ou contratado no regime da Consolidação das Leis do Trabalho e legislação
suplementar, observados os princípios estabelecidos neste Capítulo.
Parágrafo único. São as seguintes as Categorias de Pessoal Variável do Município:
I - Pessoal contratado para obras;
II - Pessoal contratado, para funções de natureza técnica ou especializada;
III - Pessoal contratado, para o exercício de função de cargo público.

Art. 271. A contratação do pessoal previsto no artigo anterior, nos órgãos da administração municipal centralizada ou
descentralizada, far-se-á observado o seguinte:
I - As contratações devem ser precedidas de justificativa com a indicação expressa de sua efetiva necessidade e dos
recursos orçamentários para a respectiva despesa;
II - Os contratos serão feitos, observada a formalização prevista na Consolidação das Leis do Trabalho;
III - Os salários serão fixados em leis específicas, não podendo serem inferiores ao Salário-Mínimo vigente na
Região;
IV - Quando se tratar de pessoal especializado ou técnico, além da apresentação da Carteira Profissional, "Curriculum
Vitae", títulos e indicação de experiência profissional;
V - As contratações deverão ser feitas no regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
VI - Sempre que possível e dependendo dos serviços a serem efetuados ou se o contrato não tiver prazo certo de
duração, deverá ser estipulado período experimental correspondente aos primeiros 90 (noventa) dias;
VII - Os encargos previdenciários serão obrigatoriamente recolhidos em estabelecimentos de crédito;
VIII - Para todas as contratações serão exigidos a apresentação de atestado médico de sanidade e abreugrafia por
entidades oficiais ou que forem indicadas pela Prefeitura;
IX - O contratado não poderá ser comissionado em qualquer outro setor da administração.

Art. 272. Não se aplica aos contratados no regime da Consolidação das Leis do Trabalho e legislação suplementar
qualquer dispositivo deste Estatuto referente a vencimentos ou salários, férias, horário, afastamentos, licenças,
Licença-Prêmio, adicional por tempo de serviço e outros direitos e vantagens, nem o regime disciplinar.
Parágrafo único. Os direitos e vantagens e o regime disciplinar, aplicáveis ao pessoal contratado nos termos do
presente Capítulo são aqueles previstos na Legislação Trabalhista.

Art. 273. O contratado será responsabilizado civilmente pelos danos causados, por culpa ou dolo, à administração
municipal, bem como criminalmente aos termos do artigo 327 do Código Penal.

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 274. O dia 28 de outubro será consagrado ao funcionário público municipal.

Art. 275. Contar-se-ão por dias corridos os prazos previstos neste Estatuto.
Parágrafo único. Na contagem dos prazos, salvo disposições em contrário, excluir-se-á o dia de começo e incluir-se-á
o dia do vencimento. Se esse dia cair em sábado, domingo, feriado ou ponto facultativo, o prazo considerar-se-á
prorrogado até o primeiro dia útil.

Art. 276. São isentos de quaisquer pagamentos os requerimentos, certidões e outros papéis que, na ordem
administrativa, interessem ao servidor público municipal, ativo ou inativo.

Art. 277. Por motivo de convicção filosófica, religiosa ou política, nenhum funcionário poderá ser privado de qualquer
dos seus direitos, nem sofrer alteração em sua atividade funcional.

Art. 278. Nenhum funcionário poderá ser transferido de ofício, no período de 6 (seis) meses anterior e no de 3 (três)
meses posterior as eleições.

Art. 279. É vedada a transferência ou remoção de ofício do funcionário investido em cargo eletivo, desde a expedição
do diploma até o término do mandato.

Art. 280. Ficam revogadas as disposições em contrário, especialmente as das Leis Municipais números 163, de
31/12/1945; 182, de 20/08/1947, 275, de 24/04/1962 e 440, de 10/08/1966.

Art. 281. Este Estatuto entrará em vigor na data de sua publicação.

Itápolis, 24 de Setembro de 1974.

Dr. Carlos Antonio Dultra


Prefeito Municipal

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