Code Du Travail RCA Compresse
Code Du Travail RCA Compresse
RÉluslrquE CnNrRe.
CHEF DE I"'ETAT Unité' Dignité'Tt ar,6il
LOI NO , 1 | .
PORTANT
CODEDU TRAVAILDE LA
REPUBLIQUE
CENTRAFRICAIN
E
L'ASSEMBLEE
NATIONALE
A DELIBERE
ET ADOPTE,
LE PRËSIDENT
DE LA REPUBLIQUE/
CHEFDE L'ETAT
PROMULGUE
LA LOI DONTLATENEUR
SUIT:;iII
!,w
LOI N" 09.004
CODEDUTRAVAILDE LA REPUBLIQUE
PORTANT
CENTRAFRICAINE
SOMMAIRE
T I T R EP R E M I E R
GS
DISPOSITION ENERALES
CHAPITRE
PREMIER
'1à 3)
et des Définitions(articles
Du Champd'Application
l . - D uc h a m p d ' a p p l i c a t i o n .
SEcTloN
It : - Desdéfinitions,
SEcTtoN
C H A P I T RIEI
Desprincipesfondamentaux
(articles
4 à 14)
TITREII
PROFESSIONNELS
DESSYNDICATS ET DE LA REPRESENTATION
D UP E R S O N N E L
CHAPITRE
PREMIER
(articles
DesSyndicatsProfessionnels 15 à 56)
| : - De I obletdessyndicats
SEcTloN professionnels,
de leurconstitution
et de leurdissolution.
S E c T l o Nl l : D e l a l i b e r l és y n d i c a l e t d e l a p r o t e c t i o d
nu d r o i t
Syndical.
s E c T l o Nl l l : D e l a c a p a c i t éc i v i l ed e s s y n d i c a t sp r o f e s s i o n n e l s
S E c T l o Nl V : D e s M a r q u e ss y n d i c a l e s .
S E c T l o NV : D e s c a i s s e ss p é c i a l e sd e s e c o u r sm u t u e e l t de retraite.
S E C T I O NV l . D e su n i o n sd e s s y n d i c a t s .
essyndicats.
S E c T l o NV l l : D e l a r e p r é s e n t a t i v idt é
S E c T l o NV l l l . D e s a s s o c i a t i o nosu g r o u p e m e n tdse t y p e p r o f e s s i o n n e l .
C H A P I T RIEI
et de la protectiondes représentantsdu
De la représentation
personnel(afticles57 à 93)
du personnel.
I : De la représentation
SECTION
Sous- SECTloru
1 : Desdéléguésdu personnel'
Sous- SEGTION
2: Desdélégués syndicaux.
Sous- SECTIoN
3 : Descomitésd'entreprises
Sous- SECTION et de sécurité.
4 : Descomitésd'hygiène
TITREIII
DU CONTRATDE TRAVAIL
PREMIER
CHAPITRE
Du contratde travailindividuel
(articles
94 à 160)
générales
I Desdispositions
SECTION
du contrat
ll . De la conclusion
SECTION
Sous - SECTION
1: Du contratà duréedéterminée
Sous - SECTION
2: Du contratà duréeindéterminée.
du contratde travail
sEcTloNlll : De I'exécution
s o u s- S E C T l o t1t : D e l a p é r i o d ed ' e s s a i
S o u s- S E C T I O2N: D e s o b l i g a t i o ndse s p a r t i e s '
S o U SS E C T I O3N: D u r è g l e m e nitn t é r i e u r '
S E c T l o Nl V D e l a s u s p e n s i o d n u c o n t r ad t e travail
S E c T l o NV : D e s m o d i f i c a t i o ndsu c o n t r a d t e travatl.
S E c T l o NV l . D e l a r é s i l i a t i odnu c o n t r a d
t e travail
t e travaip
s o u s s E c T t o N1 . D e l a r é s i l i a t i odnu c o n t r a d
- l e n d a n lta
p é r i o d ed ' e s s a i .
S o U s- S E c T l o N2 : D e l a r é s i l i a t i odnu c o n t r a d l durée
t e t r a v a ià
déterminée.
l durée
t e t r a v a ià
s o U SS E c T l o N3 : D e l a r é s i l i a t i odnu c o n t r a d
indéterminée.
S o u s- S E C T I O4N: D u P r é a v i s.
S o u s- S E C T l o tst : D u r è g l e m e ndt e s s a l a i r e se t d e s i n d e m n i t éds e
licenciement en cas de rupturedu contratde
travail.
S o u s- S E C T I O6N: D e s d o m m a g e s - i n t é r ê t s
II
CHAPITRE
(articles161à 174)
De l'apprentissage
C H A P I T RIEI I
Du tâcheronnat(articles175à 179).
CHAPITRE IV
du perfectionnement
De la formationprofessionnelle, et de
la reconversionprofessionnelle 180à 185)
(arlicles
V
CHAPITRE
186à 196)
Descontratsspéciaux(articles
S E C T I O|N. D u c o n t r a d
t e t r a v a ià
l domicile
S E C T I OlN
l : D u c o n t r adt e t r a v a ià
l t e m o so a r t i e l
CHAPITRE
VI
D e s c o n v e n t i o n se t d e s a c c o r d sc o l l e c t i f sd e t r a v a i l
(articles197 à 216\
S E C T I O N| : D e l a n a t u r ee t d e I a v a l i d i t éd e l a c o n v e n t i o n
S E c T l o Nl l : D e s c o n v e n t i o ncso l l e c t i v essu s c e p t i b l eds' ê t r eé t e n d u e s
e t d e l a p r o c é d u r ed ' e x t e n s i o n .
S E G T I OlN l l : D u c o n t e n ud e s c o n v e n t i o ncso l l e c t i v essu s c e o t i b l e s
d'êtreétendues
S E c T l o Nl V : D e s a c c o r d sc o l l e c t i fds ' é t a b l i s s e m e n t
SECTION V : Des conventionscollectivesdans les services,
e n t r e p r i s eest é t a b l i s s e m e n tps u b l i c s .
S E c T l o NV l : D e l ' e x é c u t i odne l a c o n v e n t i o n
CHAPITRE
VII
D u c a u t i o n n e m e (nat r t i c l e2s1 7à 2 2 0 ) .
TITREIV
DU SALAIRE
C H A P I T RP
ER E M I E R
du salaire(articles
De fa détermination 221 à230)
CHAPITRE
II
Du paiementdu salaire(articles
231à240)
| : Du modede paiement
SECTION
ll : Desprivilèges
SECTION de la créance
de salaire
lll : De la prescription
sECTloN de paiement
en matière de salaire
CHAPITRE
III
Desretenuessur salaires(articles
241à243)
CHAPITRE
IV
Deséconomats(articles
244à 246)
TITREV
DESCONDITIONS DU TRAVAIL
GENERALES
CHAPITRE
PREMIER
De la duréedu travail(adicles
247à249)
II
CHAPITRE
III
CHAPITRE
IV
CHAPITRE
sEcTloN| : Du travaildesenfants
SEcTloNll : Despiresformesde travaildes enfants
V
CHAPITRE
(adicles
Du travaildes personneshandicapées 264 à272)
VI
CHAPITRE
Du repos hebdomadaire(articles
273 à 279)
CHAPITRE
II
De l'lnspection
du Travail(articles
318à 329)
CHAPITRE
III
CHAPITRE
IV
De l'lnspectionMédicaledu Travail(ariicles
334à 336)
CHAPITRE
V
Du Conseilnationalpermanentdu travail(articles
337 à 339)
CHAPITRE
VI
Du pfacement(articles340à 344)
TITTREVIII
DESDIFFERENDS
DU TRAVAIL
CHAPITRE
PREMIER
Des différendsindividuels(articles
345 à 366)
sEcTloN
| : Du règlementà I'amiable
SEcTloN
ll : Du règlement
contentieux
CHAPITRE
II
Du différendcollectif(articles
367à 386)
t : De la conciliation
sEcTtoN
SECTIONll : De I'arbitrage
l l : D e l a g r e v ee t d u l o c k- o u t
S E C T I OlN
TITREIX
DESPENALITES
(articles
387a 394)
TITREX
DESDISPOSITIONSTRANSITOIRES ET FINALES
(articles
395 a 398)
LE PRÉSIDËNTDE LA RÉPUBLIQUE pRrce,rNt:
RÉluslrquE CnNrRe.
CHEF DE I"'ETAT Unité' Dignité'Tt ar,6il
LOI NO , 1 | .
PORTANT
CODEDU TRAVAILDE LA
REPUBLIQUE
CENTRAFRICAIN
E
L'ASSEMBLEE
NATIONALE
A DELIBERE
ET ADOPTE,
LE PRËSIDENT
DE LA REPUBLIQUE/
CHEFDE L'ETAT
PROMULGUE
LA LOI DONTLATENEUR
SUIT:;iII
!,w
T I T R EP R E M I E R
D E SD I S P O S I T I O N
GSENERALES
C H A P I T RP
ER E M I E R
D UC H A M PD ' A P P L I C A T I O
DNE SD E F I N I T I O NEST D E S
P R I N C I P EFSO N D A M E N T A U X
S E C T I O NI
D U C H A M PD ' A P P L I C A T I O N
-auxMagistrats et ar-ixFonctionnaires;
- auxOffjciers, Sous- Officiers et aux Hommesde troupe,
- a u xp e r s o n n edl se l a G a r d e
Républicaine;
- aux travailleurs indépendants.
SECTION
II
D E SD E F I N I T I O N S
A r t . 3: A u s e n sd u p r é s e nCt o d e o, n e n r e n d
par:
T R A V A I L L E UoRu S A L A R I E :t.o u t ep e r s o n n ep h y s i q u e ,
q u e l sq u e
ltl"H.: son -l![Link]"u,_." religion et sa nationatité,
qui s,estengagée
activitéprofessionnelle, moyennant rémuneration, sousla
:::jï:
olrectron et I'autoritéd,une autre peisonne physiqueou
p u b l i q uoeu p r i v é ea, p p e l é e m p l o y e u i , morale
P o u r l a d é t e r m i n a t i odne i a q u a l i t éc l e t r a v a j l l e u r ,
compte il ne sera tenu
n i d u s t a t ujtu r i d i q udee l , e m p l o y e unri d
, e c e l ud i e l , e m p l o y;é
: toutepersonne physique,ou moratede clroirpubticou
:y?lOyEYR
prtvequi utiliseles servicescj,unou de plusieurs
travailleurs "lrli
en vertqi,
o uncontrat
detravarl
.
- l
E N T R E P R I S. tEo u t ee n t i t e c o n o m i q udee f o r m ej u r i d i q udee t e r m i n e e
e t c o n s t i t u 6peo u ru n ep r o d u c t i odne b r e n sd e s t i n 6as l a v e n t eo r rn n r r r
lafourniture de servicesremun6r6s.
U n ee n t r e p r i spee u tc o m p r e n d p
r el u s t e u 6
r st a b l i s s e m e ;n t s
C O N T R AD TE T R A V A I L A D U R E ED E T E R M T N E: E
t o u tc o n t r a q
t ui
prendfin d l'arriv6e du termefix6 par les parties,par 6crit,aLlmoment
d es a c o n c l u s i o, n
S U S P E N S I ODNUC O N T R A T
D E T R A V A I L i:n t e r r u p t i omno m e n t a n 6 e
de l'ex6cution de toutou partiedes obligations contractuelles ;
R E S I L I A T I ODNU C O N T R A T
D E T R A V A I L: a c t ep a rt e q u ell' u n ed e s
partres exercesondroitde mettrefin au contratdu travail,
A C C O R D C O L L E C T I F D ' E T A B L I S S E M E NOTU A C C O R D
D ' E T A B L I S S E M E:NcTo n v e n t i ocno l l e c t i vdee t r a v a i lq u i , c o n c l u e
dans le cadre d'un etablissement entre un employeuret une ou
plusieurs organisations syndicales repr6sentatives, a pourobjetsoit de
d6terminerles conditions de travaiiet les garantiessocialesdans
l'6tablissement, soit au contraired,adopterdes dispositions d,une
conventioncollectivenationaleet de prevoir des clauses plus
favorables;
E C O N O M A Tt :o u t eo r g a n i s a t i o n
u l , e m p l o y epurra t i q u d
ei r e c t e m e n t
ou indirectementla vente ou la cessionde marchandises aux
travailleurs
de l'entreprise pourleursbesoins personnels ou normaux;
DISCRIMINATION : toute distinction,
exclusionou pr6f6rence
ayant
pour effetde d6truireou d,alt6rerl,egalite
de traitement
en matiere
d'emploiou de profession
:
TRAVAILFORCEOU OBLIGATOIRE : tout travailou servlceexige
d ' u n i n d i v i dsuo u sl a m e n a c ed , u n ep e i n eq u e l c o n q ueet p o u rt e q u e l
leditindividu ne s'estpasoffertde pleingre,
ENFANT: toutepersonne
Ag6ede moinsde 1Bans:
REGLEMENT INTERIEUR : documentetablipar le chef d,entreprise
sous r6servede sa communication aux deleguesdu personnel. Son
contenuest limiteexclusivement aux rdglesielativesb l,organisation
techniquedu travail,dr la disciplineet iux prescriptions
c6ncernant
I'hygiene
et la s6curit6
n6cessaired la bonnemarchede l,entreprise;
GREVE:arrdtde travailconcert6et collectif
decidepar tout ou partie
destravailleurs
en vue d'appuyer
des revendications
professionneires;
LOCK-OUT:fermeturetotale ou partiellede l,enrreprrse
w
ou d e
l'6tablissement
parl'employeur
drl,occasion
d,unconflitde travail.
C H A P I T RI E
I
D E SP R I N C I P EFSO N D A M E N T A U X
S E C T I O IN
D E SA V A N T A G EASC Q U I SE T D U C A R A C T E R E
D ' O R D RPEU B L I C
A r t . 4: L e s t r a v a i l l e uqr su i b 6 n e f i c i e n
d te s a v a n t a g eisn d i v i d u e cl so n s e n t i s
prealablement d I'entreeen vigueur du pr6sentCode,au titred,une
d6cisron unilat6rale de l,employeur ou cJ,un groupement patronal, d,une
claused'un contratde travail,d,uneconven-tion '
collective, d,unaccord
d'etablissement, du reglementlnt6rieurde l,entreprise ou d,usages,
conttnuent a en beneficierpendantleurdur6elorsquecesavantages
sont superieurs d ceuxquileursontreconnus parle pr6sentCode.
A r t . s: Sous reservede derogations expfesses, les dispositions du pr6sent
u o o e d L r t r a v a i ls o n t d , o r d r ep u b l i c E
. n c o n s 6 q u e n c teo, u t e r d g l e
resultantd'une decisionunilaterale cle l,employeur, ci,uncontratde
travailou d'uneconvention ou d,unaccordd,etablissement qui leur est
contraire ainsiqu'auxtextesprispourleurapplication est nullede plein
drort.
Cependant, le caractdre
d'ordrepublicne faitpasobstacledrce que les
garantiesou.droitssup6rieurs d ceux prevuspar le pr6sent Code
sotentaccordes auxtravailleurs
pard6cisionunilat6rale de l,employeur
ou..d'un
groupement patronal,
par un contratde travail,uneconvention
collective
ou desusages.
sEcTtoN
tl
DE LA LIBERTEDE TRAVAILET DE LA LIBERTED,ENTREPRISE
- en tantqctesanction
pouravoirparlicipe
d desgreves.
Art. 8 : N'estpas consrd6re commet r a v a i lf o r c e o u o b l i g a t o i raeu s e n s d u
pr6sent Code:
- touttravailou service
exrgeen vertudes roissur Ie servicemiritaire
et affect6d destravauxd'uncaractdre purement militaire
;
- touttravailou service
d6coulant des obligations ctvrques norrnales
descitoyens Centrafricains definjes parla'ioi:
- tout travailou service
exig6d,un individucomnTeconseqLlence
o ure condamnation prononc6epar une d6cisionjudiciaire,d la
condrtton que Ie travailsoit ex6cut6sous la surveillance et le
contr6le des autorit6s publiques et ledit individu ne
-[Link]
soitni conc6de
nj. mis d la dispositiondes parliculier.o,
priv6es; morales
- touttravailou service
exigedansle casde forcemajeure: guerres,
sinistres ou menacesde-sinistresincendies, inondations, famine,
tremblement de terre,epid6mies et 6pizooties vrotentes, invasions
d'animaux, d'insectesou de parasitesvegetaux nuisibles
g6n6ral,toutescirconstances "Oang.r. et, en
mettanten ou nsquantde
mettreen dangerIa vie ou resconditions normir". d,exisience
l ' e n s e m bol eu d , u n ep a r t i ed e l a p o p u l a t i o n ; de
- tout travailou service
ex6cut6en applicationd,un Decret de
requisition;
- tout travail ou
service d,interOtg6neral effectu6 avec le
consentement desint6resses.
SECTION IV
D E SL I B E R T E P
S U B L I Q U EE
ST I N D I V I D U E L L E S
D EL ' E G A L I T E
D ' E M P L OEI T D EL A R E M U N E R A T I O N
Art.10: A c o n d i t i o ndse t r a v a 6
i l 9 a l e ss,a l a i re g a l
S E C T I O NV I
D EL A L I B E R T E
D ' A , S S O C I A T IE
OTND E
N E G O C I A T I OCNO L L E C T I V E
Art.12: Les travailleurs, sans distinctiond,aucunesorte, ont le droit de
s'organiser librement,
de constituerciesorganisationsde reurchoixet
a [Link],
dans te res[ectJe la Constitution,
des
fllO!::".l.
lotset reglements en vigueuret des statutspour la d6fensede leurs
inter6tsprofession
nelsef corporatistes.
A r t . 1 3: La libert6syndicarea pour coroilarrera ribre d6termination
conditions des
de travairpar voiecrendgociation
coilective
et ra libert6de
recourir
d des moyensde pressioniegaux,notamment la grdve,dans
lesconditions
fix6espar le prdsentCode.
SECTION
VII
DE LA FORMATION
PROFESSIONNELLE
A r t . 1 4: L'accdsd la formation
professionneile
est garantia tousrestravaiileurs,
sansaucunediscrimination,dans les conditionsfix6espar le pr6seni
Code.
C H , A P I T RPER E M I E R
D E SS Y N D I C A TPSR O F E S S I O N N E L S
S E C T I O NI
DE L'OBJETDESSYNDICATS PROFESSIONNELS,
D E L E U RC O N S T I T U T I O
ENT D EL E U RD I S S O L U T I O N
A r t . 1 5: Lessyndicats professionnels
ont exclusivement
pourobjetl,6tucle
et la
defensedes droitsainsique des jnt6retsmatbrielset
moraux,tant
collectifs
qu'individuels,
des personnesou entreprises
viseespar leurs
statuts.
A r t .2 3 : Le Bureaude toutsyndicat
doitcomprendre au minimunr:
- un Pr6sidentou un Secretaire
G6n6ral;
- un Vice-president
ou un Secr6taire
Gen6ralAdjoint;
- un Tresorier.
SECTION
II
D EL A L I B E R T E
S Y N D I C A LE
ET D E L A P R O T E C T I O N
D U D R O I TS Y N D I C A L
Art.30: tt est interdit d tout
'uo^pu'runun"l'rr..u*,""J::"1:l:,fl"".Pi::i:,,i:#l;
arreter sesdecisions, en ce qui concerne notamment, l,embauche,
la
et, ta. repartitiondu travail,fu formuiiln professionneile,
::.i:-1,-"
tavancement,la 16mun6ration et l,ociroid avantagessoclaux,des
mesures
de discipline
et de cong6diement.
Le chefd'entreprise
ou se_s
representants
moyende pressionen faveur ou ne doiventemployeraucun
a t,encoriti"'o
rnu organisation
syndicalequelconque.
Art.31: prisepar Iemployeur
l:rl:I'artrcle
Tg*ri" et jugeecontraire
'comme-;til; aux dispositions
de 30 est consid6r6e
dommages - int6r6ts. ; oonne tieu d des
S E C T I O NI I I
D EL A C A P A C I TC
E I V I L ED E SS Y N D I C A T S
PROFESSIONNELS
Arf 14
Les syndicats professionnelsjourssent
de la personnalite [Link]
ont le droit d'[Link] peuvent,
exercertousresdroitsfeserv6sd parlie devanr toute juridiction ,
la civite'i-etativement
aux faits
113!uislntun .pr6judice
corporation
direct ou indirectd l,int6retcoltectifcte
ta
qu'ilsrepresentent.
A r t .3 6 ; Lessyndicats professionnelspeuventacqu6rir sansautorsation, a titre
gratuitou d titreon6reux,des
biens,r,"i,nlu,.t ii,.,-luro,"".
Art.37: Les immeubleset res objets mat6riers
reunions' mobiriersn6cessairesaux
aux bibriothdoues et services cruoocumuntation
de formationdes syndicatsprofessio et aux cours
nneissl-n*tlns"ais issanres
Art.3B: syndicats professionnels peuvent
!",.
subventionner cr6er, administrerou
des [Link]
tefLs que : rnstitutions
prevoyance,caissesde [Link], de
faO"iat"_".,"f.|ampsd,experiences,
ceuvTesd'6ducationscientifique,
publications agricole ou sociale, cours et
int6ressant
Ia profession"ifu,VnOi"Jt.
Art.39: Les syndicatsprofessionners
peuventsubventionnerdes soci6t6s
cooperatives
de productionou de consomrution
soctales. 1t d,autres
activit6s
peuventtoutefois6treassist6s
e t e u rs y n d i c aotu d e l e u ru n i o ns y n d i c a l e .du secretaireadministratif
",::i:,:g:g..
o
S E C T I O NI V
D E SM A R Q U E S Y N D I C A L E S
Art.43: Les syndicats
peuventd6poser,dans les conditionsd6termineespar
decretpris en Conseildes Ministressur propositionconjointe
du
Ministre
en chargedu Travailet celuidu Com'merce,
leursmarquesou
Iabeis.
lls peLrvent
dds lors,en revendiquer
la propriet6exctustve
clansles
conditions
prevuesparleditdecret,
SECTION
V
t)
D E SC A I S S E S P E C I A L ED
SES E C O U R S
MUTUELS E TD E R E T R A I T E S
Art.45: Les peuvent,en,seconformant
_syndicats aux disposrtions
constituerentre leurs menrbresdes caisses des lois e n
vtgueur,
secouTs
mutuelset de retrartes. specralesd e
S E C T I O NV I
D E SU N I O N S
D ES Y N D I C A T S
Art.4B: Les*syndicats professionnelsregulidrement
rbrementse concerterpour l,etude constrtues,peuvent
et la d6fensede reursint6r6ts
6conomiques,
industriels,
commerciaux ut agricoies,
tls peuventlibrement
s'uniret formerdes federations
des, unrons pr6fectorares professionnelles,
ou 169ionares, des conf6d6rations oLl
centratessyndicalesnationajesdl
leur [Link] s,affilierd des
organisationssyndicalesinternationales
d; tr;;;;ileurset d,employeurs.
Art.49: Une,.fed6rationprofessionnelle_regroupe,sur le ptan national,les
1yn91c3ts appartenant
d une m6meproiurrionou a un m6mesecteur
d'activites.
S E C T I O NV I I
D EL A R E P R E S E N T A T I VD
I TEESS Y N D I C A T S
Art. 53 : Po,ur
6trerep,
f6sentative,
uneorganisationsyndicaledoitavoirune
audrencesuffisante
dansIe secteurd,activite
et geographique
quiest le
?ql: ,l cadreprofessionnel
doit
et geographique plus targe,l,audience
toujours6tre consid6r6""or".""[Link]'[Link] |organisation
est repr6sentative dans une ou plusieursentreprises6mptoyant
ensembleau moinsquinzepour cent (i S%)des salaries
travaillant
oansIesecteurprofessionnelet geographique concerne.
Art.55 : L'audience
,toujours d'un syndicatou d,une organisation d,employeurs doit
6treconsider6e cgmmesuffisante, soit lorsqu,il|."grorpuuu
moils t191!epourcent(30%)desentreprises Ju secteur96o-9raphique
ou d'activite
qui est le sien,.soit
lorsqu,iiregroLrpe Oeseitre"prises qui
emploientensembleau moinsvingtcinqpJur cent (25%)des salaribs
travaillant
dansle secteurgeographique ou d,activitequtest le sien.
SECTION
VIII
D E SA S S O C I A T I O N
OSU G R O U P E M E N TDSET Y P E
PROFESSIONNEL
Art.56 : a-ssoci,ations ou groupements d caractere
-Le_1 professionnel en milieu
r u r c luru u r o a t nc o n s t t t u epsa r d e s t r a v a i l l e uer sn v u e
d e l , e x e r c i ceen
c o m m u nd e l e u r p r o f e s s i o np,o u r l , e n t r e p r i sdee
prestation t r a v a u xo u I a
de servicespublicsou privesentiantdans l,exercic"dgrJg
(w
"'L
y compris la vente des produits
lr-:o-t:.r,r,ol
Iranstormes faorrques,travailles,
ou extraits
[Link]-asJ;il;",f:;."r::,i$,:;.SH#iJ::":.fi -- - '" " ,l:#:::#
I ' a p p l i c a t idoensa r t i c l e.s1 61, 8 ,
1 g ,u i Z g .
E l l e sp e u v e n: t
pourle louer,,pr€ter ou repaftrr
l:i1:,r
qur entreles membresiout ce
est necessaire d l,[Link] de leur protu"rion,
matidrespremidres,. "Lacntnes,
notammenten
[Link]"nts, engrars,
semences, plantes, _ _ortil:,
animaux et matieres alimentarrespourbetail;
"ntremise,gratuitepourla ventedesprodurts
l:?l:: l"rf
exctusrvement provenant
du travail personnelou Oes exptoltations
membresde l,association des
faciliter
.uttu *ntJ pur des expositions,
annonces, publications, -
groupements
sanspouvoirop6rersousleurnom de commande "t d ";pJJ;ti;;,
et "ors le,r rerponsabilite.
C H A P I T RIEI
D E L A R E P R E S E N T A T IE
OTND E L A P R O T E C T I O N
-'
R E P R E S E N T A ND S P E N S O I T T V E I ' 'D E S
TU
sECTtoN
I
DE LA R E P R E S E N T A TD
IOUN
PERSONNEL,
Art.57: Sont consid6rescommerepr6sentants
presentCode: du personnel
au sens du
- lesdelegues clupersonnel ;
- l e sd e l 6 g u essy n d i c a u x ;
- lesdelegues au comit6d,entreprise;
- lesdel6gues au comit6d,Hygiene et de Securit6.
S O U SS E C T I O N
1
D E SD E L E G U ED
SUP E R S O N N E L .
Art.58: Les,del6gues du personnelsont obligatoirement erus dans tous res
:,:!]:1e.1"r,:.en Repubtique Cenrra'rricain" "l ,ort emptoy6sau
(1'1)travaiileursalsujettisaux
I:llt,olru
uooe Leur mandatestde deux(02) Olpositions du pr6sent
[Link]-JJ6trereelus.
Art.59: L'effectif d prendreen con,srderation est celuides travailleurs
habituellement dans l,etabliss.r"rt. pr,_i' L*"ourronn"l occupes
commeoccupehabituellen considere
n u n t ' t l c o n v i e ndt e c o m p r e n d re n' s y s
p e r s o n npeel r m a n e n t , du
(tu
n
- t e sa p p r e n t i s ,
- l e st r a v a i l l e uernsg a g 6ds I ' e s s a; i
- l e s t r a v a i l l e uer sn g a g e o
s u r e m u n 6 r e sd l , h e u r o eu d la iourn6e.
m a i sd e f a q o na s s e zr e g u l i e rpeo u rt o t a l i s ear u , c o u r sd ' u n ea n n e e ,
I ' e q u i v a l ednets i x( 6 )m o i sd e t r a v a a
i l u s e r v i cdee I ' e n t r e p r i s e .
Art.60: Le chef d'etablissement ou son representant est cnarge,sous la
supervision de l'lnspecteur du Travailei des Loissocialesdu ressort
d e l ' o r g a n i s a t ei ot d
n u d 6 r o u l e m ednet s6 l e c t j o n s .
16
,L^e !ecoyrs .n'estrecevable que s,ilest introduiidansles quinze(15)
l o u r sq u is u i v e nl ta d e s i g n a t i o
dnud e l e g u 6 .
L e T r i b u n adle G r a n d el n s i a n c se t a t u e
d a n sl e s d i x ( 1 0 )j o u r s ,s a n s
ftaisni formede proc6dure et sursimpleavertissement donnetrois(3)
loursd l'avance d touteslespartiesintbresseei,
La d6cision
du Tribunal
de GrancieInstance
d'[Link] pourvoi est inlroduit, estd6f6reedevantla Cour
instrult,
fuge Jans tes formeset
delaisprevusen matiere6tectorale.
Touslesactesjudiciarres
sonten cettematidre,
sontenregistr6s dispenses
de timbreet
gratuitement.
Art.71:
!"t lo,f: du ou desderegues syndicaux sontport6sa raconnarssance
"i r"prisedansiesconditions fix6espar arr6t6du Minjstreen
li^:l:tl du Travair.
cnarge [s croivent etreaffichesrrr-o"Jpunnuauxr6serv6s
a u xc o m m u n i c a t i os ny sn d i c a t e s .
Les [Link]
d des 16unionsqur ont lieu a
chefd'enireprise
ll:]tlltiye,du nu ,ont pu.-irp";i;;i". sur tesheures
trxees ci-dessus.
Art.73 : de,det6gu6
:::l:?:l"p syndicat
ne sontpasincompatibtes
-' ' avecles
autres tonctions
de repr6sentants
du p"rronnui
Art.74. mgnOaj ctudelegue
!g syndical
prendfinp a rl a 1 6 s i l i a t i d
ouncontraI
:J?v3rl, Ia ta perte des conditionsrequises poyr dt ^e
demission,
oesrgnation oupard6cision
judiciaire.
W
(l
t8
S O U SS E C T I O N
3
D E SC O M I T EDS' E N T R E P R I S E
Art. 75 : Des comrtesd'entreprise sont instituesdans toutesles entreprises
commerciales,industrielles,
forestidres
et agricoles,
quellequ,ensoit la
formejuridique
et employant au moinscinqu-ante
(50)salaries
A 1'exception
de I'employeurou de son representant, tes autres
memDTes du comit6d'entreprise
sont 6lus pour trois (03) ans. Leur
mandatestrenouvelable.
La composrtiondescomit6scl,entrepriseainsique leurfonctionnement
sontfixespar arr6t6du Ministre
en chargeOufravaiiprisaprdsavisdu
Nationalpermanent
Corrseil du Travail.
A r t . 7 6: Le comit6d'entreprisecoopdreavec l a d i r e c t i o n
d l ' a m 6o r a t i o nd e s
conditionscollectivesde travailet de v r e d u p e r s o n n e l
a i n s iq u e d e s
regtementsqui s,y rappoftent.
Ig
ArL /9 : Les membresdu comite d,entreprise
sont tenus au secret
llolssionnel pour tous.
les renseignementr-1"' nutrruconfidentielle
ont pris connarssancea io".rrion l-u
i.:l ll:
toncttons r,.*"r.i"" de teurs
Art.B0 : ,],[Link]'uneentreprise
,f:t:lr au seinde laquelea ete institue
un comit6d'entreprise n,atteint
pfr. fu,"rii .oliul pr"uud I,article
par suitede r6cluction 75,
de leffeciifd, ;";;;;;;lur motif6conomique
ou toute autre cause, te comit6
fonctionner. d,entreprise peut continuerd
Tor-rtefois,
si au boutde six (06)moisI'effectif
dessousdu seuitsocialrequis,ti,;p;;t*; destravailleurs resteen
li'.rrnuuit et des Lojs
ressodpeut,.[Link],employeur
::.:1-"r
cru 9, prononcer
personnel, et ta d6legation
la dissolution,r,
"oritE iLnrrepnse.
Art.81 ; Un arrdt6-du Ministreen,chargedu Travailpris
National PermanentcruTravairpeutautoriser apresavisdu Conseil
ra creationdes sections
d,entreprisedans les Jt"frl*.r"rt,
1:,-:-,11"
entrepnse et employant relevant d,une
au moinstrente(30).ulur,",
S O U SS E C T I O N4
D E SC O M I T E D
S ' H Y G I E NEET D E SECURITE
Art.82 : ll estobligatoirement
institue
un comit6d,hygiene
et de securit6
roureentrepriseou 6tablis dans
0 tra
comprisr". t,"uuuirru,il"iffi T;?,::""::: j;.[".X,:,j, ) vairreursy
Lesentreprises
de moins trente.(30)salariespeuventse regrouper
sur un pran professionlgr
-d^eou interprofession
ner en vue de ra
d'un comite d,hygidne,
d;?"*1;;i des conditjons
;:Hlllr,,". de
regroupantpIusieurs entreprises
- - doivent
- - '- creerun comit6
l:^:.:,111,,::,
o nygteneet de s6currt6
interentrepriser.
Art.83 : du,Travail
l]tf"-.l?rr- et desLoissocialesdu ressort
peut,en fonction
ae la naturedes travauxet des risques
exposes particutierc auxquetssont
lestravailleurs,
imposer dansun Oefai quin.e
constrtution Je
"ijcurite (15)joursla
d un comit6 d,hygiene"t..-Ol
ela'rrssement, entreprise dans tout
ou chantierm6mesr 'effectitdestravaiteurs
estinf6rieurd celuipr6vuA l,article
pr6cedent.
de l,lnspecteur
f.1^^1"?]:i"., du Travaitet des Lois s
susceptible
de recours s est
hi6rarch
ique.
20
Art. 84 : u a n s t o u t ea u t r ee n t r e p r i s e
o u e t a b l i s s e m eonut i i n , e x r s tpea s
comited'hygieneet cie de
deiegues delegues du personnel sont d'orftce
d lhysiene"':i:'j[:rii:
Art. 85 : Les representants
des travailleurs
sttigeant aLrcomit6d,hygiene
sont6tuspar le^personnel. et cle
::::lt:
et cresconnaissances lts doivent
posseder des aptitudes
techniques en matidre O,frygiene
et de securit6
Art. 86 :
comite
::il,li:.."J[.,i[:'#:.,"j"x";
:':#:qll],1:r:,:'ff
doitintervenir
dansten,oi,qri.r:i i,!;il;ii". oereurmandat
Art. 87 : d'hygieneet de,securitea pour
^a:j:llt6
elaDlrssements missioncl,inspecter
les
en vue de. s,assurerde I,applicaiion
.j55";;[Link]
l69islativeser r6qtementair",uinri ciesdispositions
d'hygidne et de s6iurite. ;;" en matidre
Art. BB:
:{Ji? " TIJIL?; j.,
j,,""
[:']:fi :' tJ".":
: !l# b]i:,x:,iJes'a-ttributions ffi 3tiJ
*i,:ffi?':T:Tru:[i! o'" tesoetaiis ciescomite;
S E C T I O NI I
DE LA PROTECTION DESREPRESENTANTS
D UP E R S O N N E L
Art.89 :
'emproyeur "*o,.u'ffi':Ti';,,.J"J:il:'
Tout ltcenciement
d,un
pr6alable
"r rin r"i:i,:y:",1#
de I'lnspecteuicrurrivair J ou.'ro'ir"r"ol,u,us
du ressort.
Toutefois,
en cas de [Link]
lmmediatement etablie,l,employeur peutprononcer
la mised pied provisoirede l,inter6ss6
decisondefinitive en attendantla
de r'rnspecteur
cru rruuu,rui o"uJ Loissociares.
rcenc'ementest refus6parrcelui-ci' Si re
enerssupprim6s la mise dr piedest annulee ei ses
de plein
Art. 90 :
[Link]
^al:T-u,"l"ur,.du 'piiceOJnr,
socjales qur est saisi d,une
::T1ld"motiv6e [Link]
d'autorisation dr|a,ticre ooitrendreune
oecrsron dansundelaimaximum
dep6tde la demande ljr"ri"isol jourssuivant
le
au bureau de I,lnspection
du resson.
hr:ll{,',:"{,%:,ii::::ii::"[.?"T::r!?
retusoppos6parcelui_ci, :1,:,i:
esr nutet de nuleffet.
A r t , 9 1: de refusde reintegration,
5i. ' a.?r:
d utorisatd i oen l i c e n c i e m e n t d la suitedu rejet , d ud,unedemande
d , u n r e p r e s e n t a n t p e r s o n n epl a r
l r n s p e c t e udru T r a v a i ol u p a r
f e V i n i s t r ee n ' . t ] u r g " d u T r a v a i lo u
encore, endernier ressort,
parleTribunal
,,[Link]],;;r,Li,#:rr":W
t e n u o e p a y e ra u r e p r e s e n t a n d tu p e r s o n n e o
l ,u t r e l e s s a l a i r e s
s u s p e n d u sd, a n s l e u r i n t e g r a l i t ed, e s d o m m a g e s- i n t e r O t s
proportionnels d l'anciennet6 du travailleur et en fonctionde la qravit6
d e l a p r 6 s e n toeb s t r u c t i o n .
T I T R EI I I
DU CONTRATDE TRAVAIL
C H A P I T RP
ER E M I E R
DUCONTRATDE
TRAVAILINDIVIDUEL
S E C T I O NI
D E SD I S P O S I T I O N
GSENERALES
Art. 94 : Les contratsde travailsont pass6slibrementet sous feservedes
dispositions
de I'article
95 du [Link] sont conclusdans les
formesqu'ilconvientaux partiescontractantes La preuve
d,adopter.
peutetrerapport6epartousmoyens.
SECTION
II
D E L A C O N C L U S I ODNUC O N T R A T
S O U SS E C T I O N
1
D E L A D U R E ED U C O N T R A T
A r t .1 0 2: Le contrat
de travailpeut6treconclupour:
- u n ed u r 6 ed 6 t e r m i n e e ;
- r n e d u r e ei n d e t e r m i n 6 e
S O U SS E C T I O N
1
D UC O N T R A A
T D U R E ED E T E R M I N E E
A r t .1 0 3: Le contratde travaild dur6ed6termineeest un contratqui prendfin d
I'arrivee.
du termefixe par les parlies,p a r e c r i t ,a u m o m e n td e s a
concluston.
24
Art.105 S i l e c o n t r adt e t r a v a icl o m p o r i e u n e c l a u s ed e r e n o u v e l e m e netn,
principe,celui-cidemeureiacultatrf
fn .onrJqr"nce, le refus d,y
p r o c e d enr ' e s t a b u s i fq u e l o r s q u e
l e m o t i f i n v o q u er e l e v ed , u n e
i n t e n t i odne n u r r e
o u d , u n ei n i m i t ip6e r s o n n ; i l ; . ; ; " t , a c t i v ist ey n d i c a l e
d ut r a v a r l l e u r .
En vue
.d'evitertoute equtvoque,l,employeur
I'embauche, doit, au moment cle
communiquei tous'tes 6te;;;i. ;;r;Jitioru. d,6ctairer
travailleur
surla dur6eapproximative te
du contrat.
A r t . 1 0 9: Les contrats2r duree determin6ed terme
imprecispeuvent
sans limitationde nombreet sans changement dtre
renouvel6s
nature. de leur
La restriction
des renouveementssanslimitation
dansle cacre de
ans
1::1,,(92) [Link]'applique
pasaux renouvellemenrs
ou contratde
travaila dur6ed6termineea termeimprecis.
Art.111 Le contrat de travaild dureed6tenrinee
le remplacement d terme imprecrs, conclupour
d'un travailleurt;*t";i;";"ri aDsentpeut etre
r e s j l i ep a r d e c i s i o nu n i l a t e r a l e
O , , u f u i i e j, O , l o r cq r " c e l u i _ cl ,i a
e x e c u tpee n d a nsti x
1 6 )m o i sa u m o t n s .
A r t .1 1 2 : Les contratsd dur6ed6termrnee qui ne satisfontpas aux exigences
prevuesauxafticles108et .jr r soniieprit#il;r;"
rndeterminee
A r t .1 1 3: Touterupturede contratde travail
d dureed6termin6e
prononceeen
cictessus
I;,oJ?J,','.i,.::J::'5in,lnon'uu' o*i" iiu, d dommases-
'r::)'::'l:ir11:tav?nlages detoutes
natures
re satariea"u"r!;
;; iont
pendantIa perioderestantd courir
;rtqu'uriu,..,iu];;r;;l"t"ter
Si la [Link]
irreguliere
est clufait
sontdlla chargede l,[Link] l,employeur,
les indemnit6s
dues
si [Link]
irreguriere
est Ie fartdu travaileur,les incremnit6s
sontd la chargede celui_cr, dues
oucorurnir
:::::::Jl,=*,,*,=
A r t .1 1 6 : Le contratde travaild dureeind6termin6e
pas etefixepar les parties est celuidont le termen,a
au momentde sa conclusion. En l,absence
d'ecrit,le contratde travaita Ouree
pouruneperiodeind6terminee Oei"rri*" ".t reput6 6treconclu
"t t'"ngagu;uni
- ' iu"ilavaitteur
"" ' ' considere
commedefinitjf deslejourOetemnau"ctri.
Art.117: A l'exception
des contratsde travaild termeimprecrs,
cestravairLLii;;;;;i;;."";ages
auxquelssont
:::ilir::]"'contrats
a raJournee pouruneoccupation a lheureou
ou"out" oril"u"i ;";e; J r"i, a"l"
({#
ao
J o u r n edee, l a s e m a i noeu d e l a q u i n z a i n teo, u sl e sc o n t r a tcsl et r a v a ial
dureeddtermin6e 6crrtsou ne comportant pas cletermeprecis,fixes
d e sl e u rc o n c l u s i oonu c o n c l u ps o r r ' r n " O r i *
, r p e r i u r r ed d e u x( 0 2 )
ans,sontr6put6s6tred dur6eind6terminee
A r t .1 1 8: S i l e t r a v a i l l e ue rs t m a i n t e n e
u n s e r v i c ed l , e x p i r a t i od ne l a p 6 r i o d e
d'essaiou de son renouvellement ou si la perioi" c."[Link] n,apas ete
formellement stipulee,les partiessont definitivement
contratd dur6eind6termrn6e. liees par un
L'autorit6
competente pour accorderle visa doit taire connaitresa
oecrsron --
dansles trente(30)joursqui suiventla r6ceptiondu coTtrat
//l'j
l,t-tr
SECTION
III
D EL ' E X E C U T I ODNUC O N T R A D
T ET R A V A I L
S O U SS E C T I O N
1
D EL A P E R I O D D
E'ESSAI
Art.121 L'ex6cutiond'un contrat de travail d
dur6e indetermineedoit
commencer par unep6rioded,essaistipulee
obligatoirement par e"n:t,
contresignee
par les deuxpartiesdds f,ungugu;unt
maximale et dont la dur6e
varieselonla cat6gorie
professiorinei
le du travailleur.
d'essaistipuleeposterieurement
d t,ex6cution
ctucontrat
]:Yj:
de ryri"g"
travail
estnulleet de nuleffet.
butctepermertre
d I,emptoyeur de lLrger des aptitudes
l"ll^.:l
p ^:f:r
rotessron nelleset du comportement du-travajlleur et d ce dernier
d'apprecier les conclitions
generalesde travaii,,t;t-,yg,un"
dansl'entreprise. et de s6curite
28
A r t . 1 2 5: L e r e n o u v e l l e m ednetl , e s sjad o i te t r e
n o t i f i ep a r e c r i ta u t r a v ai l l e u r
a v a n tl ' e x p i r a t i o
dne l a p e r i o d ei n i t i a l ed,a n sl e s O e t a i s u i v a n t s ,
drspositions plusfavorables sauf
:
- j o u r sa v a n tl a f i n d e l a p 6 r i o d e
9uyt (2) d , e s s atro r s q u , e lel es t c l e
huit(B)jours,
j o u r sa v a n t a f i n d e p 6 r i o d e
d , e s s at io r s q u , e lees t d , u n( 1 )
::1.(9)
- q u i n z e - ( 1 i5o)u r sa v a n tr a f i n d e p e r o d e
d , e s s arro r s q u , e iel es t d e
d e u x( 2 )o u t r o i s( 3 )m o i s .
En l'absence d'informationprealable
du travailleuret, sauf
consentement
de ce clernjer,
la p6rioded,essaiprenctfin d la date
pr6vue,
A r t . 1 2 6: n'apasinformele travailleur
31,,^u]T],oy"rr.
s l compterenouveler danslescjelaisci_dessus et
l,essai,il doit:
- soitavojrl,accord du travailleur;
dansla n6gative, luiverserune indemnite compensatnce
cloit,
o m m es u i t: fix6e
' huit(B)joursde saiairerorsque
raperioded,essar
est de deux (2)
mois;
. (15)jours de salajre lorsquela p6rioded,essai
3uinr.9.
trois est de
(3)mois.
S O U SS E C T I O N
2
DESOBLIGATIONS
DESPARTIES
Art. 127 : Nonobstant toutes dispositions
particulidres
pr6vuesau contratde
travail,lespartiessontassujetties auxoOtigationsci_apres
:
P o u rl ' e m p l o y e u r
- offrirun emploiau travailleur
et lui procurerl,6quipement
et ies outils
necessaires d la bonneex6cution de sa tAche;
- assurerau travaireur une r6mun6ration d6centeconformement aux
dispositionsdu pr6sentCodedu Travailet [Link],des conventions
collectives,
accordsd'6tablissements et textesiJglementaires
;
traitefavecdignitele travailleur
;
prendredes mesuresnecessa tres pour assurerles conditions
d'hygiene et de s6curit6,
de santeau travailselonles normesen la
matlere,
delivrerau travailleur,
des la rupturedu contratd e t r a v a i l ,u n
certificat
de travail.
P o u rl e t r av ai l l eur
- executerpersonnellement
et correctement
Ia tdche qui lui est
assign6e;
- o b s e r v el er si n s t r u c t i o dn es I ' e m p l o y e u r
r e "l a t *i v easu xc o n d i t i o ndse
travail, auxreglesd'hygiene et de s6curite-;
usagede l'6quipement
et des outilsmis d sa drsposition
lll:
p r e n a n ts oi n ; en y
S O U SS E C T I O N
3
D UR E G L E M E NI T
NTERIEUR
A r t . 1 2 9I Le rdglement int6rieurest un clocument etablipar Ie chefd,entreprise
sousr6servede la communication dontil est faifmentlon
alineadu [Link] contenu 'u".lusivement
au trolsieme
uri fir,te aux
reglesrelativesd I'organisationtectrniqueJ, ir"rrii a ta disciplineet
auxprescriptionsconcernant l,hygiene et f" *"liiie necessaire
bonnemarchede l,entreprise. a la
t0
A r t1
. 30: l l e s ti n t e r dar trl ' e m p l o y edu,ri n f l l g d
eer sa m e n d e s .
A r t .1 3 1: L e t r a v a i l l eduor i tt o u t es o n a c t i v i tper o f e s s i o n n e l l e
d l , e n t r e p r i ssea,u f
d e r o g a t i osnt i p u l e ed a n s l e c o n t r a tl.l n e p e u t ,
sans autonsatron
expressede l'employeur, exeTcer en dehorsde son tempsde travail
aucune autre activited caractereprofessionnel
susceptiblede
concuTrencer I'entreprise ou de nuirea la bonneex6cutron desservices
convenus.
Les dispositionsqui pr6cedent
ne sonttoutefoispas applicables
travailleurs aux
saisonniers ou occasronners,
ni aux travarteurs
tituraires
0 un contrat
6critconclupourunedureejnferieure
d sjx (6)mois.
Est nulleciepleindroit,touteclaused,uncontratportant
pour le travaillerrr, interdiction,
d'exeTcerune activitequelconque
drI,expiration
de
soncontTat.
SECTION
IV
D EL A S U S P E N S I ODNU C O N T R A D
T ET R A V A I L
A r t .1 3 2: t ^
suspenston
du contratde travailest une interruption
d e l'ex6cution
momentanee
de toutou partiedesobligations "ontiJciuerres
A r t .1 3 3: Le contrat
de travailestsuspenclu danslescasci-apres:
- fermeture 6ventuelle de l,entreprise ou de l,6tablissement
par suite
du d6part de I'emoloyeursous les drapeauxou
une periode
obligatoire
d,instruciion militaire
;
- servicemilitairedu travailleur
et pendantles p6riodesobligatoires
d'instructionmilitaire
;
. aosencedu travailleurr6sultant
d,un accidentde travailou de
maladies professionnellesdansla limitefixeepar la reglementation
en vigueur;
absence du travailleur limiteed six (6) moisen cas d,accident
ou de
maladies nonprofessionnels ;
absencede la femmesalari6e,pendantla periode
de cong6 de
maternit6;
absencedu travailleur
due d la gardea vue ou d la d6tention
preventive;
aosence du travailleur
pouruneformation syndicale
;
absencedu travailleurpour I'exercice
d,unmandatelectifou d,une
lonctionpolitique
;
absencedu travailleuren cas de greveou de lock_out
chOmagetechniqLre ;
miseir pied ; /dF
",{
31
- mobilisation;
- disponibilit6
A r t .1 3 4: En casde maladies ou d'accidents nonprofessionnels des travailleurs
consrates par un medecin ugiee, iu*froyuw esr tenu de
::I:rt
v e r s e rd, a n sl a l i m i t en o r m a l e p r e a v i s ,
du u n e r n d e m n j teeg a l e a u
montant de sa r6muneration pendant la dureedu-l,[Link].u
LorsqueIe travailleur
a ete engag6parcontratA dureedeterminee
comportant aucuneclause,relative ne
pourle calculde I'indemnit6 u, pruuuir,
il est tait ref6rence,
Cu ,uf uOi",-uux"
clispositions
d,unarr6te
3i"Y11,f en,charse du rravaitp;i;h;;';ffnou consejr
rermanenidu Travail National
un d6cretprisen conseir.
des rVrinistres
Permanent apresaviscruconseirNationar
du travaildeterminele quantumde parlicipation
CaisseNationalecleSecurjt6 de la
Socialeau paiementde cesindemnit6s.
A r t .1 3 5: Lesdroitsdestravailleurs.,pour les caspr6vusdrl,article 134ci_dessus,
notamment'anciennete, r'incremnit6 dl-r"iii*ti"i et ra reint6gration
d e p l e i nd r o i td a n sl e u re m p l o is, o n tg a f a n t i s ,
par le pr6sent e n t o u t6 t a t de cause,
Code.
SECTION
V
D E SM O D I F I C A T I O D
NUS C O N T R AD
T ET R A V A I L
Art.136: Lorsqu'en raisondes difficuites 6conomiquesgraves
"le ou d,evdnements
tmpr6vusrelevantde la force
I'entreprise majeure, fonctionnement de
est rendueconomiquemeni ou mat6riellement
ot-tparticulidrement impossible
difficile,f,empfoyeur-
puri'!nir,."g", Ia mise en
gholaqe technique de tout o, purtiuJu .5ii#onn"r, sous
de lautorisation prearabrede r,rnspecteur r6serve
soctales uu riauair et des Lois
du ressort.
Ladur6edu ch6mage techniqueestde
une seulefoisau coursde la m6me trojs(03)moisrenouvelable
ann6e.
en Conseildes Ministres,
aprdsavisdu ConseilNatjonal
91"1.^.j:!prj.
du rravair,
fixetesmodalite,
o,rpprilJ,oi'du
pr6sent
;;,:l:1r".,
Art'137: s'ir survient unemodification dansrasituation juridique de 'emproyeur
:3liiT"tt q.?j uuniu,- fusion, transformation
l e, n o u v eel m p l o y euu r ur " . r r t J . o i io " , u pde
m r s ee ns o c i 6 t :u::"tti:n,
e fonds,
[""0* ru"
a n c i e n st r a v a i l l e u rasv e c
l e u ru n d i u n n u t " ,
s o l t d e d e m a n d e ra ' , a n c i e n
employeurou. oroiisiJiaux oes rravaiileursDansce
derniercas,le :"^g].:1,,:r.,tes
nouvelemployeur
en donnantrapriorite nrocdj € !e nouveauxrecrulements
auxancienstravaire
///w
\-v)-
.-l
32
L a c e s s a t r odne I e n t r e p r i s es,a u fl e c a s d e f o r c em a 1 e u r en,e d i s p e n s e
p a s l ' e m p l o y e ud re r e s p e c t el re s r e g l e se t a b l i e se n c a s d e r e s i l i a t i odne
conIraI.
commedes
judiciairen'6tantpas consid6r6es
La failliteet la liquidation
^^^ ,.1^ {^.^^
, , , a J ccu,r,l ^-^ - p a r t i e sn e p e u v e nrte n o n c ear 1 ' a v a n caeu
,*^i^,,-^
d le d e m a n d edre sd o m m a g eisn t e r 6 t s .
d r o i et v e n t u e
SECTION
VI
D E L A R E S I L I A T I ODNUC O N T R AD
T ET R A V A I L
S O U S . S E C T I O1 N
D EL A R E S I L I A T I ODNU C O N T R A P
TENDANT
LA PERIODE D'ESSAI
SOUS-SECTIO
2N
DE LA RESILIATION DU CONTRATDE TRAVAIL
A D U R E ED E T E R M I N E E
Lorsqueles negociations
pr6vuesci_dessus
n,ontpas pu aboutird un
accordou si malgreles mesuresenvisag6es cerlainslicenciements
s'averent
n6cessaires,
r'emproyeur
doiteta6tir
Iordredestii^i;"[Link].7s/l
"1--
34
e n t e n a nct o m p t ed e sa p t i t u d epsr o f e s s i o
nenl l e sd, e l a n c r e n n edt ea n s
l e n t r e p n seet d e s c h a r q e sf a m i l i a l edse s
t r a v a i l l e u rDs a. n st o u s l e s
cas, l'ordredes licencLments doit tenir compteen pnorite des
aptitudes professionnelles.
Toutefois,
en casde forcemajeure,
lespartiessonttenuesclerespecter
lesreglespr6vuesauxdispositions
du pr6sentCode
Art.144: Les licenciements
prononces par l,employeur
pasreelset fond6ssontnulset clenul dont les motifsne sont
effei.
En cas de licenciement injLrstifie,
si l,annulation
cie celui_ci
et/ou la
16iniegration
du travailleur
ne sontpas possibles, I,employeurest tenu
de verseTarl travailleur
en sus des droitsl6gaux,des dommages_
interets.
Art, 145: La demission peutr6sulter soitde l,initrative du travailleur soitdu faitde
l ' e m p l o y e uDr 'a n sc e d e r n i e rc a s , e f l ed o n n e
i i " , u u r d g r e m e ndte
toutesrndemnit6s l6gales.
A r t .1 4 6 : Le departd la retraite est la cessation de toutesactivit6s salari6espar
le travailleur admisd fairevaloirses droitsa tu,."truitull intervient
l'initiatid v e l ' e m p l o y eouur d u t r a v a r l l eduar n s a
p a rl a l o i . l e s ' c o n d i t i o n s
defrnies
SOUS.SECTIO4N
DU PREAVIS
Art.148 Toute rupture du contrat de travail d
dur6e indetermin6eest
subordonn6e d un pr6avisdonn6par la p;ie;ui;n prendI,initiative.
En l'absence de convention collective ou si la questiondu pr6avisn,est
pas trait6edans la convention, la p6riode de preavisse pr6sente
commesuit:
- huit(B)jourspourles travailleurs
payesd l,heure,a l a t A c h e ,d I a
J o u r n e de ,l a s e m a i n oe u d l a q u i n z a i n e ;
- u n ( 1 ) m o i sp o u rl e st r a v a i l l e u r s
p a y e sa u m o i s;
- d e u x( 2 )m o i sp o u rl e sa g e n t s
- trois(3)moispourlescadres.d e m a i t r i se t a s s i m i l e s ;
ry,
Art,149. Le pr6aviscommence
d, il;;;;;"",i.:JJl,:#.:1oiranc aRresra cratede
notirication
A r t .1 5 0 Pendantla dureedu or6avis,
l,employeur et le travailleur
sont tenus au
respectde toutesles obhgatrons
qui leur incombent.
rn vue de Ia recherchr
|"11' p,l113,
1''i'le""i" g:tlifi,iJ::":i;"HTf::,i:HH:
a sonchoixglobatementouheurei;r;;;;", ;r;;i pteinsataire
La partiedr l'egardO"-,li1.1l,-"
respectees, ces obligations ne sefarentpas
nepeutse voiri,mposerun delaiie prJru,[Link].
aesdommages_int6r6ts pr6judice
qu,elte'jugerait
o"nliu"[Link].!nou,.
A r t .1 5 1: ro_uterupturede contrat
d,dur6e indetermjnee sans que le delai de
preavrsait 6t6 integralement
observeemporteobligationpour la pariie
responsable, de versera.l,ar-rtre
p",ii", ;;; i;#;X,tu oont te
correspondd la remuneration montant
qu'aurait et ;tr" ";;;i;;;s de toute nature
b6neficie le travarlteur
.;;";i; ili"'ii"Jp,.u""isqui n,aurait
paset6effectivement
respect6.
Cependant, la rupturedu contratpeutintervenjr
Iautelourde, sanspreavisen cas de
sousreserve.d" f,[Link]".'i"'i,
-" iq '\
lrra,.ti"n
Jv' comp6tente
en ce qui concerne la gravite
de la faute.
Art. '152: Touteruptureabusivedu contrat
peutdonnerljeu drdes
rnterets.
Lajuridiction
""rlij:it;".il; clommages
il;lrr'Jr, ,nu enqu6te
sur
j:^t^^:1u."[Link] les circonstances..de la rupture
'"OLdu contrat. Les
ilcenctementseffectu6s sans_
ttcenctements motif fegitim;, meme que les
motiv6soar les opinionsdu travairreur,
syndicale,
son appartenan son activit6
tce ou non d un syndicatd6termrne,
abuslfs soni
Sont6galementabusifs:
- les licenciements
individuelsou collectifsd6cid6s
procedures pr6vues en violationdes
aux disposition.
Ouiu pruru,iiu
toi
- de 16integration
du travaiileur,
d l,expiration
sl:.I:tu.
uspension; de la p6riodede
i""j''il":::l?j":11"-11!,avoir
des procedurea unouo"u
d6pose
- - -ri vvYvos une
ur prainte
rc prdrrlteoupanlclp6
ou parricipe
d
d
un employeur
[: :ll?j;f], iilil; * #i5;i:?,::"Jil';:,*:
vtolationqa||Aa,,A^^:^;- : .contre
:gf::.*.nt:n
lesautorit6s
administratives
en raison de
il;;i;#,i
/16
"(
l/.
S O U S - S E C T I5O N
D U R E G L E M E NDTE SS A L A I R E S
E T D E SI N D E M N I T E S
D EL I C E N C I E M E E
NNT C A SD E R U P T U RD EU
C O N T R AD T ET R A V A I L
A r t .1 5 3 Touterupturedu contratde travaildonnelieuau profitdu travailleur au
reglement [Link] salaireet les indemnites cloivent
6tre
p a y 6 sd e s l a c e s s a t i odnu s e r v i c e
o u d a n su n d e l a m
i aximum decinq
( 0 5 )l o u r s .
S O U S_ S E C T I O N
6
DESDOMMAGES - INTERETS
A r t .1 5 5 : La ruptureinjustifiee
du contratde travailpar I'unedes partiesouvre
droitauxdommages- pourl,autrepartie,
int6r6ts
A r t .1 5 6: Le_montantdes dommages-interOts est fix6 comptetenude tous les
elementsqui peuventjustifierl,existence et determiner l,6tenduedu
prejud icecause,notamment :
- lorsquela responsabilit6 rncombeau travailleur,du prejudice
subipar l'employeur
en raisonde l,inexecution du contratde travail;
- lorsqueIa responsabilit6 incombed I'employeur, des usages,de la
naturedesservices engag6s, de I'anciennet6, des services,de I'Age
du travailleur
et des dioitsacquisir quelquetitreque ce soit de Ia
situation
familiale
du travailleur.
Ces dommages-int6r6tsne se confondentni avec l,indemnit6 pour
l'inobservationdu preavisni avecl,indemnit6 de Iicenciement.
A r t .1 5 7: Lorsqu'untravailleur ayantrompuabusivement un contratde travail
engaged nouveausesservices, le nouvelemployeur est solidairement
responsable du dommagecaus6au precedentemployeurdans les
trois(03)cassuivants :
- q u a n dr le s td 6 m o n t rq6u ' i e
l s ti n t e r v e ndua n sl e d 6 b a u c h a g; e
- q u a n di l a e m b a u c h 6 u n t r a v a i l l e uqru , i ls a v a i td e j d rI i e r p a r u n
contratde travail ;
i1
- q u a n dr l a c o n t i n u
ce travailleLrr un travailleur
apresavoirappnsque
u1u11 f^1otl'per
.:'tro
?::: seme
.{j{:ilffi,l::'
ouir a
:ilJ:T:n;n'i::;
-iti'"ar"n,,"
:r"ffJil"'|,,ilil.3:ii detravail " contrat
s'agitde.;;t;;i ;;Jl1!re travailleur
6taitvenua t'expiraiion,"Jil.:,i
:[Link];o"',lli#""i!'l
,11?:"UH;[Link]
* m i:,1
A r t .1 5 8 :
5n;:l::,'il'€:6,fT,"^1::pourIinobservation-
;""
i;ly. -,?[f$'",i.,. du pr6avis
et res
[l [Link]i ;i,
i",s :l:,?i:?::.lr,
n i;
A r t .1 5 9:
'*:t ducontrat
?;J:iJlili&:J:lli:'me soumis
auxdispositrons
de
' aLtorit6; ; ;";;'i: ;;;iJ,:':::?;i,":€"J:; " r".q,i"J"ijil'i.,il
:,f,"
A r t .1 6 0:
"1"*"p;;: touttravairreur
3tl,i"** ::til'l' peutexiserde son
indiquant c-ommages interdts, un cerlificitar truulii
d".[Link];;;;-:e
ute
::_t €t",d;l; ; ;;. "';;,?l; :.ilL.:,i:::
ff1,il:'lll":||,l:Tri|i:ifde;:i#
timbre ffi.X1
S:::*,?;l1
ut i;uniugi,t*ment
meme " Ju toute srii
neconstituant
ni oorisati;d;l"rlfl"njntt"nt uut,"Jormu-r"
CHAPITRE
II
DE L'APPRENTISSAGE
SECTION
I
DELA NATUREET DE-LA
FORMEDU CONTRAT
D'APPRENTISSAGE
A r t .1 6 1: [Link],apprentissac
complete
:il:#?,,t""["J"ff
;ll*:";.;#:lffJ:?f{i,irf ,,:iin:ffi
T
uneformation professionnelle,methodique
e ,.; ;r;; i]i et
s'obligeun r"torrJ"rJi."^oll-elonet6eapprenti
et parlequel";ll; _'";
execuier,..;;;;;;;;;l,lij[::::iJ:'j'J;*1."X{;*;::i::":;;
Le contratdoit 6tre
con
exempr :?: ilb.,.",i:#ne denurite|| est
o"t",, oi"i[;;,:;,i;::"
A r t .1 6 2:
::,i;'::'#1:?l::J::1t"" estetabri
entenant
compte
desusases
et
tt contienten particulier :
- l e sn o m sp, r e n o m s , 6 o r
sociale; - e' profession,
domicile
du maitreou la raison
l e sn o m s ,p r e n o m s ,
d g e e t d o m i c i l ed e l , a p p r e n t i
;
,]R
S E C T I OIN
II
D E SD E V O I R D
S E SM A I T R E S
Art.170: Le ma?tredoit prevenirsansretardies parents
[Link] de l,apprenti ou leurs
cas de maladies,
,i,UaLn.u o",,fe
a mottver
leurintervention toutlaitde nature
t'apprenti
dans ta nTesuTe des forcesde celui_ci
ll:.:ill?i"*
Iravaux et services qu,aux
qui se rattachent
drl,exercicedJ sa profession.
Art. 171 : Le maitredoittraiter|aoprenti
en bonpdrede famireet ruiassurerres
llirlqyfr conditionsde togement, ;; ;il;;"
securite autravail d,hygieneet de
Si [Link],ecrireet cornpter
sa premidre ou s,iln,apas encoretermin6
education rerigieuse,r" ,uit* J"t iui,' ,ru ruiaccorderre
tempset la libert6necessaires porl.,[Link]"n
Art.172: Le [Link] a l,apprentiprogressivement et compldtement
ran,le m6tierou la profession speciaie qri f"it i,"Ul"tclucontrat.
Le maitredelivredr 'u O?,-O",l,apprentissage
cerlificat
constatant un congeci,acquit ou
I'ex6currondu contrat
SECTION
IV
D E SD E V O I R D
S EL ' A P P R E N T I
A r t ,1 7 3; L'apprentidoit d son maitre
oDerssance dans le cadre de l,[Link],
et respect.I doit|aiderpur..on
sesaptitudes i*,iuir"uun.,u mesurede
et de sesforces.
dontle tempsd,apprentissage est termin6passeun examen
-,4^1ry,.",u1,,
.evant I'organisme desion6'apre. uuiJJu c*[Link]'iutionurpermanent
," certificati'apriiudepr"[Link]"*"ir"
:: :,rX.* tuiest d6lrvreen cas
t*apprentiesttenude rattri
III:: o'"*';;;;;;.'.,i,':f
prusde quinze(.15) .i';:[JS
jours.
ffiet::#5:?5ni:I"
Art.174: L'embauche
commeouvrie
d,af
ere;il;; "ff
:lil: :'f;nJTff %"J
:::::1t
centre
de formation
professionnelle
*i [Link]"
[::3:,:l
profitdelapersonne iiune indemniteau
physique
ou moraleresponsable
de l,apprenti.
Iout nouveaucontratd,aopre-ntissage
prec6dentes conclusansque le ations
aient ete rempllescompletement
resolul6galement ou sans rit ete
estnul de pleindroit.
40
C H A P I T RIEI I
D UT A C H E R O N N A T
Art. 17S: Le t6cheron
rit,";;;;;;;:^,:,i::iI" d,ouvraseo: yl ,o:. - entrepreneur
'u"*t"oX:t reurfournir qui,d
rnatieresoor,.',i!'i i;oJiilug"J
ut ru,
servtces "tlJ;"J,t-
et c passe"";;;;tt;;;r'avarr oLrla forrrnitLrre
de certains
po* t'[Link]
nnant,il riiHj[1; ;;:; ;i;i l:']:ilJi,,'""
moye I3ffiI XJi"ffi
f"l
Art.176: Lorsque le c ou,
I ' l n s p e c t e u r , ' l l t [ ' ^t a t 6 e r o n neast tecrit jl est soumisau visa
de
u ,n" ou.,u,.#l:ryul, "t d;; L;;";t du ressortaccompasne
i;;;;,j #rares
situation
et'ad
res
se,Ji"*ilf*j':"ixIl;'
T'i"jii;ii
ou ,lln^plu9i.*r
H' j
lffi ",:"i;
: ffj H
Li,Li:H""";i#lJ,i,:,.
ff?:;:j :L?l;::::- derecrutement
deia
Art.177:
dansresaterrers,
.]:ffi,]":""ffiJ",.r""J,,,""::,ites masasins
ou
li;Hlh:;!;,,;r=%"iSli:":"",0"i:"J,:::ru
;"t
Quandles travauxsont
;#,;;j "ff"l:::,3;,:;J;,,.":,jI:,!:",es
ate,iers,
r,:g::t!:e; ut6chero
: Jl.,:j',X?lt5l n,,""" po oL j, o"::,#",1':L
n.u jll
?ll;,,".1
ffi,:TJii::: .",t:1,
"il :"ilf rsessociaIes
i:::nl X1,,"#J::??;,,?"
dispose
danstoustescasd,uneactron
,:ilX;jl"T."rr recursoire
contre
Art.178: Le. tacheronest tenu
j".,:m;r
d,i
i[?i cheron,renome,
$"",6
,::;:,::iJ: xj!:i ":x{:
resateriers,,..;n;;;il"",T,|;ii.?,li,,,t3
ll doit afficherdans
les
sarairesdil t,# iL;J depaie des
rT,",ry;
r:,"JX',i"#,,:"",,
*:,"s
Art, 179: L^'entrepreneur doit affiche
ra.h"',;;; ;;;; Hl,ffi ii: i::: u.".: eue
nirdjour
l#j:"'
C H A P I T RIEV
D EL A F O R M A T I OPNR O F E S S I O N N E L L E ,
D UP E R F E C T I O N N E M E N T
E TD EL A R E C O N V E R S I O
PNROFESSIONNELLE
Art.'180: La formation professionnelle iniiialea pourbutde donneruneformation
g e n e r a l et h 6 o r i q u ee t p r a t i q u ee n v u e c i e l , a c q u i s i t i o n
d,une
qualification professionneile sanctionn6e par un diplomeou un certificat
reconnu etdelivr6parle Ministre en chargedu Travailou Ie Ministreen
chargd e e l ' E du c a t i oNn ationale.
A r t . ' 1 8:1 La formationcontinueou perfection
nementprofessionnel a pourobjet
de permettre l'adaptationpermanente cles travailleursaux
cnangements des techniqueset des conditionsde travailet de
favoriserleurformationsocialepar l,accesaux clifferents
njveauxde
qualification.
A r t .1 8 2: La reconvefsion
professionnelle
a pourbutde permettre
a un travailleur
de changer
de specialite
ou de proiession.
Art.183: L'Etat, Ies Etablissementspublics ou priv6s de tormation,les
organisationsprofess
ionnelleset syndicales,
les organisations
non
gouvernementales concourentaux activit6s de formation, de
perfectionnement
et de reconversion
professionnels,
Art.'l84: L'activite des diff6rents organismes publicsou priv6scharg6sde la
formation, du perfectionnement et de la reconversionprofessionnels
est coordonnee et d6velopp6e sur Ia base d,unprogrammenational
6 t a b lpi a rl e sp o u v o i rpsu b l i c s .
Ce programme
consiste
d:
- developper des politiques
et programmes completset concert6s
d'orientation et de formations
proiess
ionnelles en 6tablissant
une
relation6troiteentre l,orientation et les actionsde formationet
d ' e m o l o: i
- tenir comptedes besoinsr6els en formation,des possibilites
d'emploiainsique des objectifs6conomiques,
sociauxet culturels
du pavs,
42
CHAPITRE
V
D E SC O N T R A T S
SPECIAUX
S E C T I O NI
D UC O N T R A D
T ET R A V A I L
A DOMICILE
Art. 186: Le con travaila domrcrle est certripar lequet
u*"r." T1^0",dor;icir;;r:";;,J ';:, untr personne
r", io".d:ol lreux desonchoix:
activite
lY,,,1l::l;;iq; ;il;;:;'"es
jnvuederarrlarisation
dfii:_*a;;,.*#,#lli;,iiH: :;:
Art. 187 : Le contrat de travail
emploveurc d domir:ila
rapiece.
ruro'mJ
a :lt* re travailreur
Jnll';i;',",1?,1?l-'
\'ullra[a c1ur6e
d6termjnee
er un
orrd'untravaird
A r t . 1 8 8: U ne m p k
t s" rtn travai
ton,"n,n',131'';[Link]-:iq d domicile
r rusrnrorination.
rriuuntulurr cloittenjrun registre
- Iesnomet pr6noms,
6tatmatrimc
_ r,acrresse du travai,eur,
du rieuoir rerravair
,i"i,;,,.::::;:i:"
- ie type, le prix, la
- qualit6
" -'
et 'a
li quantitedu mat6riel
i'employeLrrau travaiileur fournipar
,
- rerype,la qualit6et
la quantit6 du travailrequis
_ la dateet le lieuoir ;
le produitfinidoit6tre
_ rendu;
te montant et Iaformede remuneratron.
S E C T I O NI I
DUCONTRATDE TRAVAIL
A TEMPSPARTTEL
Art. 1Bg: Sontconsic
dur6ede,,li::,: :::.,travaireurs d rariesdont ra
qui resurteil?"|::l:':' u't i;f6|.;;;"tu,Iil
...,,-""uiiJr'''
l1llr'.'-":'"
du notns un tiers(1/3)d celle
du travailo],u.,'^uf'":utron
oactiuitJ #""::;':;il:ff flffin :XIijT;tff
o,Y'uX?,];,*;
Art.190
^a.:TJ:U?ur-esr renu
deconsuttertesr
oranche d,ac "oncern6" du personner
du travair .tluitu ,;;r;;;;epresentants
t tntroduction de ia
, ;;""U;;:e' ou de 'exrension
resteset ',"j!Tl:I:11?'"t"
Jequres ,u. informer
applicables
, .;,noi"tl3'i"i:,i" des
E n t o u te t a td e c a u s e ,
sociared s u r e s s o r t . i l d o .i t.i n
. ifi o
v ,r ,m
, resIt r,I,rn,s p e c t e u r
d u T r a v a iert d e sL o i s
Art. 191: Les travailler
condrtions -temps partielsdo
'mptoispecifiqu;;;;j.,.["'t"nt
d'"{t^,^1 6tfe inform6s^deIeurs
/di,'
",4-
111
Art. 192 de rravaitd tempspartietdoit
f,"::iJft conrenirtes informations
- la qualification du salari6;
- l e se l 6 m e n d
t se I a 1 6 m u n e r a t i o n ;
- la dureehebdomadaire
ou le casecheant, mensuelle
detravail;
- la r6partition de la d
recas6cheanr, resjours
derasemajne
ou
,"; ;!ffii,lJ.r!1,";i:;J,*
Arf 4o'r.
Les travailleurs
d tempspartielregoivent
oontb6neficient Ia m€me
" ," protection
que celle
lestravailleur"
a fif"i. i"rp..
A r t .1 9 4:
e tempsparlietne doiventpas percevorr
^l-3;^tr1y1lt9urs
qu rrssort t'availreurs au seutmotif
d ternpsparlrel,un .uLiru o" base inferieur
d pleintemps." trouuunl a
::H;iffi:i""ailler-rrs dansune,itrllioi
A r t .1 9 5: Sans prdjudicede la nossibilite
de proc6derd des rrcenciements
pour
motifs 6conomiques, techniqr.; ;;";;;sulil]oo"
travailleurd'untransfert, iravaila t"rpJ pf"i. .a ,. refus par te
^d,un , un travaila temps
ne peut constituer un motif t6gitime
f#il;:.ll*-versa de
A r t .1 9 6: un arr6tedu Ministre
en,chlge du Travail,prisapres
National permanent clu Travail, avtscjuConseil
complementaires fixe ie rjgirnu des heures
applicables
au travaila iurpl pu",ii.r
CHAPITRE
VI
DESCONVENTIONS
ET DESACCORDS
COLLECTIFS
DE TRAVAIL
SECTIONI
DELA NATUREET DE LA VALIDITE
DE LA CONVENTION
Artf97: la convention collectiveclu travailest un accord
conditions
de travailconcluentreO,rn"pu,t,'f 6crit relatifaux
oe plusieurs i-r"Jpresentantsd,unou
syndicatsou groupements professionnlts
d'autrepart,une ou plusieurs de travailleurs
et
organisations
syndicates d,employeurs
me
ntd'em
pro!"";;; ;; J,'ii,,i",r",em
proveu
rs
ff J:Jji[t;: i#ffi
ra convention peut mentionner
trav-ailleurs
que cellesdes [Link] plus favorablesaux
.dispositions
d6rogerauxdispositionl"o:orore rOgtuments;n vi;i
-ueur' EllT,nepeut
pubtic
('If
".\
L e s c o n v e n t i o nc so l l e c t j v edse t e r m i n elnetu rc h a m pd ' a p p l i c a t i o n
qui
p e u te t r en a t r o n ar le, g i o n aolu I o c a l .
La convention
collective
doit pr6voirdans quellesformeset d quelle
epoqueellepourra6tred6nonc6e,renouvelee ou r6vrsee.
Elledoitpr6voirnotammentla dureedu preavisqui doit pr6ceder
la
denonciation.
45
o r g a n r s a t r oqnusry a d h e r e n t
oonne deviennent ainsq
i u e t o u sc e u xq u i ,a u n
membres , moment
ou .". orgun-i;io"iJ^
Lorsque i'employeur".,
ce travail, clausesde la convention collective
cesclauses f:,l:.1l-u.,
s,appiiquent ,u, "onirutr.j""t"ruuu,,
conclusavec
Danstout 6tablissement
on
r,'
llt.u: .",
;;t*,';;, , "."?["
saut
disposrtions :i#iilt:i
plusfavorablu, g" H"flii:f :iil J!i;
pori e, ir"*il"err"J
oes contratsindividuels auxrapportsn6s
ou d'equipe.L, Jonuuntion
tescategories colrective
;,::[Link]:""r:r:",-T", p.r"*."r"ii"s de ra branche
SECTION II
D E SC O N V E N T I O N S
C O L L E C T I V ES
SU S C E P T I B L E S
D ' E T R EE T E N D U
, Fi#l3ilr^iPRoCEDURE
Art.202: A la demandede I'une.d_es.
organisations
o_e travaiileursint6resseesl syndicales
", d,employeurs
. ou
repr6sentatives ""[Link],.
rrava ^,,_"[Link] plus
ou o" "u-o."nr" Ii,.-11,1","^"
ir provoq,
","-iu,]i,
J,i"$i,".
".ll,L"fi y ffiii::l ;::'1i
;.1?"
conclusion
d,uneconvention
co'ective-
i, ,-**if
,uyun, i:
po* objetcle
:::i;,f:#?,i",
ff":m;y lhil :ijn:i[t,,t.;,,n" bra
nche
rr.""h
"'Jl,: *YrYl#.,,fi
,ii" *i,s edu rravaiI d6term
ine lacomposition de
de_sorsanisatio.;,;;,.'1X^,^p:Ti,iS?3;,.tiJ,.",
i:y]r." q"t, tesrepresentant.
0". oduiir"ti".". il,,.T:i
i?lffiij'"s d,emproyeurs
ou,j c"rrri":X".:Ti:::i'
U:
la commission
mixteestpresideepar re
ou son representant. Y s ' r v Ministre
r v r r r r r D ten
er e chargedu Travair
P?'ddans
r:,i:H,-'JTI::,J"Sil'.".i"::iY: semettre
d'accord
suTuneou
du Travair
"t d;;";; la convention,
l'lnspecteui
;;"a,tntroduire
desparties,inie"ri,;
I j,:Jli;": "1*: *; ;1ii#
;ff ilff ,:: :",'..,:
&ry-
q.
116
S E C T I O INI I
D UC O N T E N D
U E SC O N V E N T I O N
CS OLLECTIVES
SUSCEPTIBLE S
D ' E T R EE T E N D U ' S
A r t . 2 0 3: Lesconventrons
collectjves
susceptibles
d,6treetenduescomprennent
obligatoirement
lesdispositions
concernant:
- le libre exercicedu drojt synclical
et ia liberle ci,opiniondes
travailleurs;
- lessalaires applicables parcategories professionnerres ,
- lesmodalit6s cJ,ex6cution et lestauxdes heuressupplementarres du
travailde nuiiet desjoursnonouvrables
;
- tadur6ede la perioded,essaiet celledu preavis
,
- l e .r, e g i m ej u r i d i q u ea p p r i c a b raeu x
d 6 1 6 9 u 6dsu p e r s o n n e ra,u x
deleguessyndicaux,ar-rxdelegues
des"comitescl,hygiene,de
s6curit6et auxd6l6gLres descomit6sd,entreprrses ;
- la proc6dure de revision, de modification et de denonciation de tout
ou partiede la convention collective;
- le_s modalites d'appreciation ciuprincipe de l,egalit6 de remun6ration
pourlesfemmes,lesenfantset les
handicapei;
- les congespay6snotammentIa fixation
travailleurs de reur duree pour res
recrutes horsdu tieuO,emptli;
- l'interdictlon du harcdlement sexuelsur les lieux ""' du travail,tel que
pr6vuet puniparte Codep6natcentraiii";;
Art.204: Lesconventions
collectives peuvent6galement
enumdration contentr
sansquecette
soitlimitative
:
- tesprimesd,anciennet6
et d'assicluite
;
- I'indemnrte
pourfraisprofessionnels
et assimjl6s
- lesindemnit6s
de deplacements temporaires;
- une tndemnit6
eventuelle de sujetionsp6cialed,6loignemeniou de
rapatriement
pourlestravailleurirecrutest orcJu lieud,emploi;
- tesmodalit6s
d'attribution
de la primede panier,
- l e sc o n d t t i o ngse n e r a l eds, u n er 6 m u n 6 r a t i o n
a u 'r e n o e m e nsti u n t e l
modede remun6ration est [Link]" ;'.-.
- majoratlon pourtravauxpenibles, dangereux et insalubres ;
- les conditions d,embauche et de licenciement des travailleurs sans
que [Link] [Link]"inte au ribre
du syndicat par le travailleur choix
; i,l t
uf-
fl
les c on d i t r o n s d_'_
n ,ryn_rn,,i, s a t r o ne t d e f o n c t i o n n e m e ndt e
t a p p r e n t l s s aegted e l a f o r m a t i opnr o f e s s i o n n e l l e
la branche d a n sl e c a d r ed e
d'activrt6 consid6r6e ;
- les conditionsparLiculieres
de travatldes femmes et des
entreprises Jeunes
!:i: su troruant
Oun,iu .r-lurrlp
d,apptication
o e t ac^."1rlr:.
onvention ;
- l e s m o d a l i t 6dsu c a u t i o n n e m evni st e
au chapitre
VIll du p16sent
titre;
dr temps partieloLr r6duitde cefiaines
l:tqlgi
travailleurs categoriesde
et leursconditions Oeremunerationl
- Lorganisation, la gestionet le financenrent
des servicessociauxet
medlco_ sociaux.
- les,conditions particuridresdu travairdurantre reposnecrcl0madaire
et durantlesjoursferi6s;
- les procedures conventio
nnellesd,arbitrage suivant,esquellessont
ou peuvent 6treregleslesconfitscollectifs"de je
survenrr,entre les travailleurs travail
susceptibtes
et ies u*pLV"rr. li6s par la
convention.
Art. 205:
lanl Je cas oir une conventron
d'activite
colectiveconcernantune branche
d6termin6e a 6t6conclue,r, fu pLn nuiil'natou r6gional,
conventions collectives les
concluessur le planinter-r6gional,169ional
rocaladoptentcetteconvention ou
o, .[Link]". ;;;;. disposiiionsaux
conditionsde travaildans les r6gionsou tes tocaiites.
p-revoir
des dispositions Ellespeuvent
nouvelleset des clauseiplusfavorables aux
travailleurs.
Art. 206: Lorsquelescirconstances |exigent,une convention coflective
concrue
nationalpour une branched,actjvite d6termin6e-;t-q;]
:l^Ty:-",
presente. des dispositions
plus favorabtesaux iiavailleurs, peut 6tre
rendueobligatoirepourlesautresbranches
oecretprissur proposition o, ,[Link]" d,activit6s
par
du Ministre;;;;A;,lr'fravail aprdsavis
du ConseilNational permanentdu Travarl.
et des sanctions CJtteextensron des effets
de Ia convention
[Link] [Link] dur6eet les
conditionspr6vuesparladiteConvention.
Art.207: Lorsqu'unem6me entrepriseexerce
plusieurstypes d,activit6s
soumrsesd diff6rentesconventions
. collectives,ta convention
applicable est cellequi pr6voit
OesOisposition.'ii* tuuorrUlesaux
travailleurs
SECTION
V
DES CONVENTIONS
COLLECTIVES DANSLES SERVICES,
ENTREPRISEST E T A B L I S S E M E NPTU
SB L I C S
Art'211: LorsqueIe personnerdes services,entrepriseset 6tabrissements
publics n'est pas soumis d un statut particulier,
des conventions
collectives
peuvent6tre concruesconform6ment aux dispositions
du
presentchapitre.
Art.212: Lorsqu'uneconventioncollectivefait I,objet d'un d6cret portant
extension, elleest,en l,absence de dlspositions contraires,
applicable
aux services,entrepriseset 6tablissements publics vis6s par la
presentesectionqui, en raisonde leur natureet de leur activite,se
t r o u v e npt l a c 6 d
s a n ss o nc h a m pd , a p p l i c a t i o n .
49
S E C T I O NV I
D EL ' E X E C U T I ODNEL A C O N V E N T I O N
A r t . 2 1 3: Les organisations des travailleurs ou d,employeurs liees par une
convention collective ou r:naccordpr6vua I'articie 210 ci_dessus sont
d. ne,rienfarrequi soitde natured en compromettre ta toyale
::11:.:
executron t l.l e s n e s o n t g a r a n t i eds e c e t t ee x e c u i i o qn u e d a n s l a
mesured6terminee parla convention.
[Link].214 li6esparuneconvention
l:t,?in-.l:-rl,"ns collective
du travait,
peuvent
proprenom, intenterune actionen dommages_int6r6ts
:l [Link]
l'encontre dr
de toutesautresorganisations,
de leurspropresnrembres ou
de toutespefsonnesliees par ja convention ou accord,et qui en
violeraientlesengagements contractes.
A r t .2 1 5: lieesparuneconvention
"t: collective
ou d l,accordprevudr
'.o.' !:ttol:ur
. Iu ct-oessus peuvent intenterune action
.u\'l en dommages_
interets contreles [Link] groupementsli6s par la
convention ou I'accord
et quivioleraient
leseigagements contract6s.
A r t . 2 1 6 : Lesorganisations, qui sontli6espar uneconvention collective,
peuvent
exeTcer touteslesactionsqui naissent de cetteconvention collective
ou
accorden faveurde leursmembres, sansavoira justifierd,unmandat
de l'interesse.
pourvuque celui_ci artete avertiet n,aitpasd6clar6s,y
opposef.L'interesse peut toujoursintervenir d l,instanceengag6een
raisonde I'int6rdt
collectif
que la r6solutiondu litigepeutpr6senterpour
sesmembres.
C H A P I T RV
EI I
D UC A U T I O N N E M M E N T
Art.217:, T^outchef d'entreprisequi se fait remettrepar un travailleurun
cautronnementen numeraireou en tjtresdoiten delivrerrec6piss6
mentionner et le
sansd6laiet en detailsur Ie registre
d,emproyeurprevu
presentCode. au
A r t .2 1 8: T o u tc a u t i o n n e m e
dno ti t6 t r em i se n d e p 6 dt a n su n d e l a d
i , u n( 0 1 ) m o i s
de sa reception par l,employeur. tvtenfion Ou cautionnement
1O1ter
de s-ond6p6test faitesur Ie regisired,employeur et
et
'suivi.u Justifi6e un par
certificat de dep6ttenu d la disp-osition C, de-l,lnspection du
Travailet desLoissociales du ressort.
Le Ministre en chargedu Travailfixe par arr6t6les modalitesde
depdtainsiquera ristedes caissespuniiques ce
et Ls nanqueshabiritees
a ie [Link] caissesd,6pargnedoiventaccepter
ce depdt et
delivrerun livretspecialdistinciOJ cetuique te tiavaif
poss6der feur peut d6jd
ou acqu6rirulterieurement.
Art.219: Le retrattde toutou partiedu cautionnement
ne peut 6tre effectr-r6
que
sousle doubleconsentement ei du travajlleur,ou stus
de l,employeur
(dtb'
-1
50
celuide l'und'euxhabilitea cet effetpar une d6cisionde {a
civilecompetente. luridiction
T I T R EI V
DUSALAIRE
CHAPITRE
PREMIER
D EL A D E T E R M I N A T I O
DNUS A L A I R E
Art.221. Le salaireestla contrepartie
du travailfourni.
La [Link]
comprend le salairede baseet tousautresavantages
pay6s directementou rndirectement en espdce,ou en nature par
auxtravajlleurs.
I'employeur
A r t . 2 2 2 : A conditions
6galesde travajl,de qualification
professionnelle
et de
rendement, le salaireest6galpourtouslestravailieurs
quelsquesoient
leur origine,leur sexe et leur Age clansles conditionsprbuue.
pr6sent au
titre.
Art.223: Lorsqu'untravailleur
est deplacedu faitde I'employeurpourex6cuter
un contratde travailhorsde sa r6sidence frabiiuelle,
l,employeur
est
tenude lui assurerun logementou, d d6faut,lui payerune Indemnite
compensatrice.
Les conditionsd'attribution
de ces primespeuventfaire |,objetdes
dispositions
specialesdes conventions collectivesou des contrats
individuels
de travail.
5l
Art.226 : Desarrdtes du Ministre en chargedu Travailprisaprdsavisdu Conseil
N a t i o n aPle r m a n ednut T r a v a fi il x e n t :
- les salairesminimainterprofession nels garantis et les salaires
m i n i m a g r i c o l egsa r a n t i(sS M I G - S M A ;G )
- lescasdanslesquels le logement
doii6trefourni,sa valeurmaxima
de remboursement et les conditionsauxquelles il doit repondre,
notamment au regardde l'hygiene
ei pourassurerla protectiondes
femmeset desjeunesfillesnevivantpasen famille;
- les 169ionset les cat6gories pour lesquellesest
de travailleurs
obligatoire d'unerationjournalidre
Ia fourniture des vivres,la valeur
maximale de remboursement de celle-ci,
le detail en narureer en
poids des denr6es alimentairesde premiere n6cessit6 la
composant, les conditionsde sa fourniturenotamment par la mise
en cultureduterrainr6serv6d ceteffei;
- les cas dans lesquelsdoiventetre conc6deesd'autresfournitures
que cellesvis6esaux articles223 et 224, les modalitesde leur
attribution
et lestauxmaximade remboursement.
4,rt.227: A defautde conventions collectivesou dansleursllencedesarret6sdu
Ministreen chargedu Travailpris apres avis du ConseilNational
Permanent du Travailfixent:
- lessalairesminimacorrespondants parcat6gorie
professionnelle ;
- lestauxminimades heuressuppl6mentaires et du travailde nuitou
[Link]
nonouvrables ;
- lesmodalit6sd'attribution des primesd'anciennete
et d'assiduit6.
Art.228: La r6mun6ration
d'untravaild la tdcheou aux pidcesdoit6trecalcul6e
de tellesortequ'elleprocureau travailleur
de capacit6moyenneen
travaillant
normalement, un salaireau moins6gal ri celuidu travailleur
r6mun6r6au temps,effectuant untravailanalogue.
Aucunsalairen'estd0 en casd'absence,en dehorsdes caspr6vuspar
la 169lementation
et saufaccordentreles parties.
52
Les montants d prendreen consideration d ce titresont la moyenne
m e n s u e l dl ee se l 6 m e n tvsi s e sd l , a l i n epar e c 6 d e n t .
Toutefois,
la periodesur laquelle
s,effectue
ce calculn,excedepas les
douzemoisde serviceayantprecede la cessation
Ju travail.
C H A P I T RIEI
D U P A I E M E ND
TUS A L A I R E
sECTloN I
D U M O D ED EP A T E M E N T
A r t . 2 3 1: Le salairedoit6trepay6en monnaieayantcourslegalnonobstant
stipulation toute
contraire.
Le paiementde toutou partie-ou
sararre
en arcoor
ou en boissons alcoolis6es
estinterdit.
Le parementde tout ou partiedu salaireen natureest
egalement
interdit,
sousreservedes dispositions
du chapitrepremtercIupr6sent
titre.
53
Les travailleurs
absentsle jour de la payepeuventretirerleursalaire
aux heuresnormalesd'ouverture de la caisseet conform6ment au
reglementinterieu
r de l'entreprise.
Art.234' Le paiementdu salairedoit 6tre constatepar une piecedress6eet
certifieepar l'employeurou son [Link] pidces sont
conservees parI'employeur danslesm6mesconditions que les pidces
comptableset doivent €tre pr6sent6esd toute requisitionde
l'lnspecteur
du Travailet des Loissocialesdu ressort.saufd6roqation
autoris6eparcelui-ci,
L'acceptation
sansprotestation ni r6servepar le travailreur
d'unbuletin
de paiene peutvaloirrenonciation clesa partau paiement de tout ou
partiedu salaire,
des rndemnit6s et des accessoires du [Link] lui
sont dus en vertudes dispositions r6grementaires ou contractLreles.
Ellene peutvaloirnonpruscomptearr6ieet regreau sensdu codecivil
et du codede proc6durecivile.
S E C T I O NI I
DESPRIVILEGES
DE LA CREANCEDE SALAIRE
Art.236 : Les sommesdues aux entrepreneurs de tous les travauxayant le
caractdrede TravauxPublicsne peuvent6trefrappdesde saisie_
arr6t,
ni d'opposition
au prejudice
desouvriers
auxquers iessaraires
sontdus.
Lessommesduesaux ouvriers poursalairesontpay6esde pr6ference
d celleduesauxfournisseurs.
s E c T t o Ni l l
55
D EL A P R E S C R I P T I O
E NM A T I E R E
D EP A I E M E N T
DE SALAIRE
Art.240 : L'actionen paiement
de salairese prescritpar cinq(5) ans pourtous
lestravailleurs.
La prescripiion
courtd partirde Ia dated compterde laquellele salaire
est exigrble.
Elle est suspendue lorsqu'ily a comptearrete,ceclule,
obligationou citationen justice non p6rimeeou saisinedevant
l'lnspecteur
du Travailet desLoissociales du ressort.
C H A P I T RIEI I
D E SR E T E N U ESSU RS A L A I R E
Art.241 : En dehorsdes pr6levements obligatoires,
des remboursements de
cesslonconsentie dansle cadredesdispositions pr6vuesi\ I'arlicle
226
[Link] consignations qui peuvent6tre prevuespar les conventions
collectives et les contrats,il ne peut 6tre fait de rerenuessur tes
appointements ou salairedu travailleur
que par saisie_arr6tou cession
volontarre souscritedevantle Magistrat du iieude la r6sidence ou de
l'lnspecteur du travail et des Lois socialesdu ressort pour le
remboursement d'avanced'argent consentiepar l,employeurau
travailleur
Toutefois,
Iorsquele Magistratou l,lnspecteurdu Travajlet des Lois
socialeshabited plusde vingt(20)km, il peuty avoirconsentement
r6ciproqueet 6crit devantle chef de I'uniteidministrativela plus
proche.
Les acomptes
sur un travailen coursne sont pas consider6scomme
qesavances.
56
prelevements sont nullesde plein [Link] sommesretenuesau
travailleur en violation des dispositions ci-dessus, porlentint6r6td son
profitau tauxlegaldepuisla dateou ellesauraientd0 6trepay6eset
p e u v e net t r er 6 c l a m e epsa r l u ij u s q u , a
p r e s c n p t i o nl e, c o u r se n e t a n t
s u s p e n dpue n d a nl a t d u r 6 ed u c o n t r a t
C H A P I T RIEV
DESECONOMATS
Art'244: Est consid6r6ecomme6conomattouteorganisation ou |emproyeur
pratiquedirectementou indirectement
Ia vente ou ra cession de
marchandises aux travaifleurs
de Ientreprisepour reurs besorns
personnels
et normaux.
Leseconomats
sontadmissousla triplecondition
suivante:
- lestravailleurs
ne sont pasobligesde s,yravitailler;
- Ia ventedes marchandises
est faiteexcrusivement
au comptantet
sansbenefice;
- la comptabirite
du ou des 6conomatsde |entreprise
estentidrement
autonome et soumiseau contr6re
d'unecommission de surveiflance
elueparlestravailleurs.
5l
Art.246 : Und6cretprisen Conseildes Ministres
aprdsavisdu ConseilNational
Permanentdu Travaild6termineles conciitions d'ouverture
et de
fonctionnement
des6conomats.
T I T R EV
D E SC O N D I T I O NGSE N E R A L EDSU T R A V A I L
C H A P I T RPER E M I E R
DE LA DUREEDU TRAVAIL
4,rt.247; Estconsider6
commedur6edu travail,le tempspendantlequelIa loi
autorise
l'employeur
d occuperle travailleur.
Art.24B: Danstousles 6tablissements non agricoles
publicsou prives,lalcsou
religieux,m6me s'ils ont un caractdred,enseignemenr ou oe
bienfaisance,la dur6edu travaildesemplov6sou ouvrierstravaillant
d
tempsd la tAcheou aux pieces,ne peutexiederquarante(40)heures
parsemaine.
CHAPITRE
II
D UT R A V A I LD E N U I T
Art. 250 : Le travaileffectu6entrevingtdeux (22) heureset cinq (5) heuresdu
matinesten toutesaisonconsid6r6e commetravailde nuit.
Art.251: La dur6eminimaledu reposde nuitdes jeunestravailleurs6g6s de
moinsde dix huit(18)ans ne peut6treinf6rieure
d douze(12)heures
cons6cutives.
C H A P I T R IEI I
D UT R A V A I D
L ES FEMMES
58
Art' 252: La femmene peut6tre maintenue dans un emproiainsiTeconnu au-
dessusde ses forceset doit6treaffect6ed un emproi
convenabre. Si
celan'estpaspossible,
Ie contratdoit6treresili6du fuitOuf;"mpfoyu*
avec paiementde |indemnit6de pr6aviset re
cas echeanroe
I'indemnit6de licenciementIorsqu,e,eremplit les
conclitionset
eventuellement
desdommages_inter'6ts.
Art' 253: Toutefemmeenceintedont r'6tatactuera et6 medicarement
constate
ou dontla grossesseest ap_parente,peutquitterIe travailsanspr6avis
et sansavoird payerde ce faituneindemnii6
de rupturede contrat.
A I'occasionde son accouchement et sansque cetteinterruption
servicepuisseetre consid6r6ecomme une cause de
de rupturede
contrat,toute femme a le droit de suspenclre son pendant
quatorze(14) semainesconsecutives, travail
dont six (06) semaines
ant6rieures
et huit(08)semaines
post6rreuresd Ia d6livrance.
cettesuspension peLrt
6treprorong6e
cietrois(03)semaines
en cas de
maladied0mentconstat6epar un medecinagreeet
grossesse resurtant
oe ra
ou des [Link]|,employeurne peut
l u id o n n ecr o n g e .
cette affectation
temporairene peutavoird'effetexc6dantra dur6ede
ragrossesse et prend
fin ddsque |etatde santede Iafemmeruipermet
de retrouverson emploiinitial.
Le changement d'affectation
ne doit entraineraucunediminutionde
r6mun6ration. Toutefois,lorsqu,untel changementintervient e
l'initiative
de ra sarari6e,
remaintiende ra remuneration est subordonne
a unepr6sence d,un(01)an dansl,entreprise d la dateretenuepar le
Medecin comme6tantcelledu d6butde la grossesse.
Art.255: Toutefemmeenceintea droit pendantla periodede quatorze(.14)
semaines
auxsoinsgratuitset dria moitiedu sarairequ,eileperceva
i\'";rn[)
u)'t,.-
_ t
59
momentde la suspensron
du contratde travail, elleconservele droit
auxprestations
en nature.
Touteconvention contraire
est nule de [Link] ra
partdu m6decinou de la sagefemme
dansl,estimation
de la datede
laccouche,ment ne peutempecher unefemmede recevorr
laquelle l,indemnite
ir
ellea droitd compterde la datedu certificatmedicaljusqu,d
celled laquellel,accouchement se produit.
Art.256 : Pendantune p6riodede quinze(15) mois
d compterde la date de
reprtse, la merea droitd des repospourallaitement remunerescomme
tempsde travail,
Art.260: l'lnspecteur
du Travailet des Lois socialesdu ressonpeut requ6rir
desenfantspar un M6decinCurravaiiou toutautre
l:)ll::
agreeen vuede v6rifiersi le travatldontilssont Medecin
charg6sn,excdde
pas ^
leursforces.
Cetterequisition
estdedroitd tad"r;;l; ;; i;iz,;"E;.ril
tzt-'
-t
60
L o r s q u el e M e d e c r nr e q u i sp a r l ' l n s p e c t e u
d ru T r a v a i el t d e s L o i s
socrales attesteque le travailconfi6ir l'enfantest reconnuau-dessus
de ses forces, l'employeurest tenu de l'affecterd un emploi
convenable. Dansle cas contraire, le contratdoit6treresiliedu fait de
l'employeu a rv e cp a i e m e ndt e s i n d e m n i t 6dsu e s l o r s q u ' ri le m p l i lt e s
conditions et,le casecheantdesdommages-inter6ts.
DESPIRESFORMESDE TRAVAILDESENFANTS
CHAPITRE
V
DU TRAVAILDESPERSONNES
HANDICAPEES
62
Art.272. Un arr€teconjointdu Ministreen charqedu Travailet du Minisireen
c h a r g ed e l a S a n t eP u b l i q u ep, r i s J p r e s a v i s d e l a C o m m i s s i o n
Techniqued'Orientationet de Reclassementprofessionneldes
Travailleurs Handicapes, d6terminela nature des travauxet les
cat6gories d'emplois interdits aux personnes handicap6es ainsique la
nature des handicapsphysiquesou mentaux n,ouvTantaucune
p o s s i b i l idt eI ' e m b a u c h e .
CHAPITRE
VI
D U R E P O SH E B D O M A D A I R E
A,rt.273 Le reposhebdomadaire
estobligatoire.
ll doit avoir une duree minimalede vingt quatre (24) heures
consecutives.
Certains6tablissements
dont la liste est d6termin6epar arr6t6du
Ministreen chargedu Travailsont admis de plein droit au repos
hebdomadaireparroulement.
61
Art.279. Lorsquele reposhebdomadaire est donn6collectivement d l'ensemble
du personnel,l'employeurest tenu d'afficherd l,avanceaux endroits
prevusd ceteffet,un planning
comportant lesjourset heuresdu repos
par roulementet les noms des travaijleurs soumisd ce 169ime
particulier.
C H A P I T RV
EI I
D E SC O N G E S
ANNUELS
PAYES
Art.280 : Tout ouvrier,employeou apprentrcles 6tabljssements industriels,
commerciaux, artisanaux,agricoles,m6me s,ilsont la forme d,une
coop6rativeet tout salari6des professionslib6rates,des soci6t6s
civiles,
associationset groupementsde quelquenaturequece sott,ont
orortcnaqueanneed un cong6payedrla chargede l,employeur dans
lesconditions
fix6esau pr6sentchapitre.
Art.281 : sauf disposrtions prus favorabresdes contratsindividuers ou des
corventionscollectives, le travailleur,
qui, au cours de l,anneede
ref6rence,
justifieavoir6t6 occup6chezle m6meemptoyeur pendant
un temps6quivalent d un minimumd,un(01)moisde travaileiTectif,a
droitd un congedontla dur6eest determin6e d raisonde deux(0i)
loursouvrables par moisde travailsansque la dur6etotaledu cong'e
exigible
ne puisseexc6dertrente(30)joursouvrables.
64
4rt.284. La dur6edu cong6annuelpeut6tremajor6een raisonde l'anciennete
selon les modalit6squi sont d6termin6es
par convention
ou accord
collectif
de travail.
Art.287 : Le travailleur
est libredu choixdu lieude jouissance
de son con96.
Art. 288: L'employeur doitverserau travailleur,
d l'occasion
de son conge,une
allocation,
qui ne peut6treinf6rieure qui auraitete
d la r6mun6ration,
perguependantla periodede cong6si le salari6avait continu6d
travailler.
Cette r6muneration comprendoutre le salairemoyen,les
indemnit6s,primes et commissionsdiversesdont b6n6ficiaitle
travailleur
au coursdesdouze(12)moispr6c6dents soncong6.
C H A P I T RV
EI I I
D E SC O N G E S P E C I A U X
65
SECTION
UNIQUE
D E SC O N G E S
D EF O R M A T I ODNEC A D R E SE TD E
PARTICIPATION AUXACTIVITES SPORTI'CSIr [Link]
Art. 2Bg: DansIa limiteannuelle de trente(30)joursmrnimanon deductibles
d,r.*nge paye,des_conges'speciaux de
9-1T:: non remun6r6s peuvent
etre accordes au travailleur
afinde luipefmettre,
selontescas:
- de suivreun stageofficiel
d'6ducationsportiveou culturelle
;
la Centrafricainedans une comperition
!:^::.1i"-r"nte,r
sporttve .Repubtique
ou culturellenationaleou internationale;
- d'assjster d desactivit6ssyndicales auxquellesil estdel69ueen
vertud'unmandatregulier.
Art.290 : Les travailleurs
desireuxde participer
aux activitesprevuesd l,article
pr6c6dentdoiventen fairela demande.
CHAPITRE
IX
DES VOYAGESET TRANSPORTS
Art.291: "".Uagedu salari6,de son conjointet des enfants
l:^.^n:l:^0,"
arnsr que les fraisde transportet des bigages drcharge
sont d la cnargeje
l'employeur danslescassurvants :
- du lieude recrutement
au lieud'emploi;
- [Link]
.d'emploiau lieu de sa r6sidencehabituelle, en cas de
rupture du contratde travailqu,ellequ,ensoitta "auru
;
du travailleur,
de son conjoint,d,unenfantd chargeou de
_11.[Link]
Ioute autrepersonne vivanthabitueilement aveclur;
- du lieud'emploiau lieu
oe recrutement et vice versaen cas de
cong6.
Art.292: Le travailleur
qui a cess6touteactivit6au sein de l,entreprrse
et quiest
d^ans1'attentedu moyen de transport.f,"i.i pui I,employeur
regagnerle rieude sa r6sidencehabituere, pour
conservere b6n6ficedes
avantagesen naturey comprisle logement,.;iiVliiu, et
a droitd une
ry
66
Indemnite egaled la remun6ration
qu,ilauraitpergues,ilavaitcontinue
d travailler.
En casd'utilisation
cl,[Link]
plus6conomique,
pr6tendre
qu,auremboursement il ne peut
desfrais";g;;;'
g"lqj. de transport
f:.,tfavail. ne sont pas comprisdansIa dur6edu contrat
de
Art. 295 : Toutlravailleur.
[Link].u cesse toute activiteau sein
0rspose . d,uneentreprise
d'und6laide deux(02)ansa compteiOulour
de ta cessation
chezleditemployeur pour r6clamer ses oroitsen matidrede
::j?r1L
conge,de voyageet de transport.
Toutefois,
lesfraisde [Link] l,employeur
de d6placement qu,encas
effectif
du travailleur.
Art. 296 : Les dispositionsdu pr6sentchapitrene peuventconstituer
d l'application un obstacle
de rareqrementationsur r". "onJitionrd'admission
s6jourdesetrangers et de
ei R6publique cunioti"uinu]"'
Le travailleura le droitd,exigerle versement
[Link] rapatriement en especesdu montant
d la-chargel"l;"rnpl"V"* oans les limitesdu
cautionnement qu,iljustifieavoirvers6.
Art.297: tesconventions co|ectives,
resaccordsd'.tabrissemenr ou rescontrats
individuers
du travairpeuventaccorderauxtravaiileurs
dispositions
plusfavoiabres re beneficedes
que ceresmentionn6es au pr6senttitreen
matierede cong6 et de voyage m6me
si les iravailleursont 6te
engag6ssurplace.
TITREVI
D E L ' H Y G I E N ED, EL A S E C U R I TE
ET D EL A S A N T EA U T R A V A I L
C H A P I T RP
ER E M I E R
D EL ' H Y G I E NEET D EL A S E C U R I T E
Ils pr6cisent
dansquellesconditionsl'lnspecteur
du Travailet des Lois
socialesdu ressortou le M6decinlnspecteurdu Travaildoitrecourira
la procedurede miseen demeure.
Art.301 La mise en demeuredoit 6tre faite par 6crit soit sur le registre
d'employeur,
soitpar lettrerecommand6eavecaccus6de r6ception.
Art.304 La prevention
et la reparationdes accidentsdu travailet des maIadies
4
profession
nellesfontI'objetd'une loisp6ciale
Lesentreprises doiventmettreen placeun servicem6dicalet sanjtaire
inter-entrep riseou cr6erdes dispensaires ou infirmeries communesd
un grouped'entreprises ou d'etablissem ents suivantles modalitesd
Trxerpararret6conjoint du Ministre en chargedu Travairet du Ministre
e n c h a r g ed e l a S a n t 6 p u b l i q u ea p r e s- a v i s d u C o n s e i N
l ational
Permanent du Travail.
C H A P I T RIEI
DE LA SANTEAU TRAVAIL
Art. 305: Touteentreprise ou tout etablissement de quelquenaturequ,ilsoit,
publicou priv6,laic ou religieux,civil ou militaire,y
comprisceux
rattach6sd l'exercicedes professions lib6raleset ceux dependant
d'associations
ou de syndicatsprofessionnels doit assLtrerun servrce
me0rcalet sanitaire
au profitde sestravailleurs
et de leursfamilles.
Toutefois,chacunedes entreprisesou chacundes etablissements
particrpant
au fonctionnementdes servicesprecit6srestetenud,avoir
uneinfirmerie
avecsalled'isolement
pourlescasd'urgence.
Art. 306: Un arr6teconjointdu Ministreen chargedu Travailet du Ministre
en
chargede la Sant6 publique,pris apres avis du Conseil
National
Permanentdu Travail,determineles modalit6s d executionde cette
obligation.
6g
A r t .3 1 1: L'employeur
doitfaire6vacuer
surla formation
m6dicale
la plusproche
lesbless6s
et lesmaladestransportables
nonsusceptibles
parlesmoyensdontil dispose. d,etretraites
C H A P I T RIEI I
D E SQ U E S T I O NDSUV I H i S I D A , A ULX
I E U XD UT R A V A I L
A r t .3 1 3: Les questjonsdu VIH/SIDAdoivent6tre consid6r6es
probldmelie au [Link] organisatrons comme u n
d,employeurs
et o e
t r a v a i l l e uornstl ' o b l i g a t i d
oen:
- participer
pleinement ir l,6laboration
et d la diffusiondes normes,
directives,
politiques et cadresde r6f6rences6thiquesen faveurdes
programmes de luttecontrele VIH/SIDA ;
- veillerd ce que les travailjeurs
infect6sou affect6ssoientproteg6s
contretoutesformesde stigmatisation j
et de discrimination
- encourageret favoriser|accdsdes travai|eursaux conseirset tests
volontaires,aux traitementset aux programmes
psycho- d,assistance
socialesur leslieuxdu travail.
A r t .3 1 4: Tout d6pistagesyst6matique, obrigatoire
. ou sans re consentement
€clair6 du travaiileur,
en vue de I'obltention
o'emprorou de promotion
est formellementprohibe.
Art. 3,|5: Toutlicenciement
de travairieur
fondesur restatutde s6ropositivit6
ou suppos6au VIH/SIDAest nul et de nul effet r6er
et ouvre droit d
16paration.
D UM I N I S T E RDEU T R A V A I L ,
l0
D EL ' I N S P E C T I ODNUT R A V A I L ,
D E L ' I N S P E C T I OMNE D I C A LD
E UT R A V A I L
ET
D U C O N S E IN
L A T I O N AP
L E R M A N E NDTU T R A V A I L
C H A P I T RP
ER E M I E R
D UM I N I S T E RDEUT R A V A I L
A r t .3 1 7: Le Ministdre du Travaire-stchargede toutesresquestrons
tes conditionsdes travailleurr, int6ressant
E. ;";;;;nl. ou ru main d,ceuvre,
I'orientation,
la formationprofessionne,e
main d'ceuvre, ei L'perfectionnement de la
la rr6decrnedu travailet la s6curite
sociale,
ll est egalementcharge,en liaison
Etrangeres,de toutei...les q, avec" Ie lVinistere
des Affaires
".tionr- inie*.r"nt l,Organisation
Internationaledu Trav:
interess6s
pu,tu,prootJ*"ito5,1lr3,itt"s organismesinternationa ux
CHAPITRE
II
DE L'INSPECTION
DUTRAVAIL
A r t .3 1 8: L'lnspectiondu Travailet des Lois socialesest
l'ex6cution charg.e d,assurer
de toutestes o "[Link]"tif et 169temenraire,
concernant .d:l?:lti;i.
les conditions et de la protectiondeJtravailleurs
dans I'exercice
o" ,u* orir:!.lravail
Art.319: Les Inspecteursdu [Link]
des Lois
tourn6eset de leursenou€tesdans sociares ont I'initiative
de reurs
le;;;;l; tegislation et de ta
169lementation
en vigueuren matidrede travail.
Pourl'exercice
de leurmission,lesservices
des Loissocialesdisposent d,lnspections
du Travailet
de locaux";il;;;" ' fagonappropriee
d leursbesoinset accessibles
a [Link]"tJi...i.t""
des [Link] des Lois socialesest fix6 par
._,Le^statut
oecretpris en Conseildes Minrstres,;;;;;;r;;". du Ministreen
cnargedu Travail.
Art. 320: Les Inspecteurs du [Link] des Lois socialespretent
,et< de
[Link],Appet: sermentpar
::l^1"::* bienrioeremlniiemptirreurcharge
et oe ne pas r6v6ler,[Link],resavoirquitteleur'rurv,"",tes secrets
l:,,j*i':."u"r et, en generar,tes proJJJs"lle"xproitation
pourrarent prendreconnaissance dontits
dansl,exercice O" lurrafonctions>>"
I
W'
t:l
Touteviolation de ce serment
estpunieconform6ment
auxdispositions
d u C o d eP € n a l .
Les contrdleurs
du TravairprOtent
sermentdevantle Tribunarcivil du
ressort.
CHAPITRE
III
DESMOYENSDE CONTROLE
Art. 330 : personne,qui se proposed'ouvrirune entrepflseou un
l:Yt:
[Link]
de quelquenatureque ce soit,doitau pr6alable
en faire
la declaration
d l'lnspection
du Travair
et des Loissociaresdu ressort.
Doivent6tre d6clar6sdans les m6mes conditions,tes cas
de
transformation,
de cessjonou de transfert
et fermeture
d,entreprise
ou t,
d'etablissement.
W
14
un arr6t6du Ministree1 chqlqedu Travailpris,apresavisdu
Nationalpermanent Conseil
du rravailfixe:
- lesmodalit6s de cetted6claration;
le delaidanslequellesentreprises
existantes
dolventeffectuer
cette
d6claration.
de par les entreprisesexistantes,de
::r^^T:91tites .production
rensergnementsp6riodiques
surla situation
Jun-',uin
d,euvre.
A r t . 3 3 1: L'employeur doit tenirconstamment
regrstre d jour, au lieu o,exploitation,
un
dit < registred,employeur
r, OL,iiil'_Oite est fixe par arrOte
g:.yil.]T [Link] durravairp',i;;;,;".';;;du conseilNationar
rermanentdu Travail
Ce registre
qui doitetrecoteet paraphepar
des Loissocjales l,lnspecteur
du Travailet
du resson,comprend troispartjes.
- ta premidrepartiecomprendles
personneset le contratde renseignements concernantles
tous tes tiavaitleurs
occup6sdans
l'entreprise,
- la deuxidmerenfermetoutesres
indications
concernant re travair
effectue,
Ie salaireet lescong6s,
- la troisidmeest r6serv6eaux
visas, mises
-iravait
en demeure et
observations appos6spar I,lnspecteur
sociales. du et des Lois
d'[Link]
a
lravailet des Lois socialesqui peut la disposition
f:^:"ql*tr." de t,tnspecteur
du
-[Link].i[],."ii"0",,
un ,uqrerir, rnopin6ment, sans
d6ptacement et sur-te_champ, ru
tescinq(05) 6tre conserve
anssuivant'tu
d;;;;;;u mention
qui y a ete
5:ffi::-
Certainesentreprisesou 6tablissements
d'entreprises ainsique certainescat6gories
ou d'6tablissement peuvent6treexemptesde l,obligation
,1:^Pili,registre d'employeur en raisonde leur srtuation,
Tar0re
rmportance ou de la naiurede leuractivrt,e, arrete de leur
duTravait iar
pris,aprdsavisduConseir'[Link].r du Ministre
permanent
du
;l"i:i*.
Art.332: ll estconstitu6
un dossierdu travailleur
conserve par l,organisme
public
de l'emploidu lieu d,emploi,qui
doit en communrquer copie d
l'lnspecteur
du Travailet des Loisiociafeld; r;;l
Tout travailleur
embauch6fait l,objetdans les soir
heures,d'une d6cra
raiionetabrie
par.r,empioye
dernierauxorganismes u,""lT;,=::J"t"o^1,:)
oubrics
d'emproi et'de'rasecurit6sociare.
d6clarationmentionne cette
le nomet t,uoi."rs"o" tl!,iiily"rr, ra
l'entreprise,
tousles renseignements nature de
utiressur l,6tatciviret l,identit6
du
travailleur,
saprofession, les emplois
qr,ir. pr".iJ";;";i oJc"u;.\Z A
@
0ate de l'embauche, le nom du precedent
contrat,la classification employeur, la naturedu
professionnelle,I,emploftenu et un certificat
m6dicat,eventue,ement' re rieu-ie ;r;;;#
-juiirrunt
d,origineet ta date
en R6pubriquecentrafric;in;:
:,:jj;""? d,un travaiileur
Touttravailreur
[Link]
doit faire'obiet d,unedecraration
memes
conditions
muntlonnuniL
datedesond6part
Syii;,,iilLj:s
derniercas, un ctossierdoit n6anmorns
?:::-::
oemande du travailleur. €tre ouvertsur
Avec le consentement
du^travailleur
prendre le d6l6guedu personnelpeut
connaissance
du oossrer
Un arret6cluMinistre en chargedu
-oil;;#'i;rt
Travailpris,aprdsavisdu Conseil
Nationatpermanentou rraiail,
declarations, modalitesde ces
Ies modificationsdans la situationdu travailleurqui
oorvent
fairel,objetd,uned6claration
Art.333: p"l I'organisme
lljlj l:r]r pubticde t,emptoi
unecanede travaitd tout
Iravareurconformement auxdispositions
Oet,articLpr6cedent.
etabtie
3:,j:^::1", l'6tat d,aprestes .indjcations
mentronner port6esau dossier,doit
civilet la professionexerc6efar le travailleur.
La photographie de l,interess6- ou, d defaut,tout autre el6ment
d identification
doit,si possibte, figuier;rr-i;;'n" pr6vueau pr6sent
CHAPITRE
IV
DE L'INSPECTION
MEDICALE
DU TRAVAIL
Art. 334 : Po^url'ex6cutiondes tdcnes rmparties
lravail,les M6decinsInsoecteurs d l,lnspection Medicaledu
du [Link] sormi" aux m6mes
obligationset jouissent;".: ,i;;; pr";ilt"#J
aux Inspecteurs du Travailet des Lois
"[Link] f,uecerres
d6votues
319,321et 325du pr6sentCode. par les articles
cependant,les M6decinsInspecteurs
du Travailne sont habilites
ni a
procdsverbauxo,inrractions,
::H:::":"' ;';";;;"[Link] ra mise en
76
LesTechniciens
desantepeuvent 6treautoris6s
Mddecins d assurer'interim
cies
Inspecteurs
duiravail"rl .u, d;l.u"ricl
Inspecteurs
duTravail
agisseni
enliaison
l-^"^.^I99".,r: avectes
sociJres
ll'#;::lil: :: l?;;i:il"11s,Lors etcooperent
aveceuxd
Art. 336 : [Link] preventiondesaffections professionnelles,les
Medecins Inspecteursdu travailsontautoris6s d faire,auxfins
[Link],ur"f., rnuiiJu,
L"lil!,r":
resproduits misesen ceuvreet
utilis6s
C H A P I T RVE
DU CONSEIL
NATIONALPERMANENT
DU TRAVAIL
Art. 337 : aupresdu l\rlhistreen chargedu Travair
ll,::,^.i5,1ye
alaloguesocialdenomm6Conseil un organede
Nationliperman"ntdu Travail,en
a b r e g eC N p T .
CHAPITRE
VI
DU PLACEMENT
Art. 340 : Le placementdes demandeursd,emploi
Ministre en chargedu Travart. reldve de l'autorit6du
Art. 341 : Les operations de placementsont effectu6es
. gratuitement
par les
servicesou organismes publicspourles demanjeursd,emploi.
peuvent6trerealis6es Elles
par les organismes priv6sde placementdans
les conditions
d6termin6espar arr6t6du Ministre
prts,aprdsavisdu ConseilNational en chargeciuTravail
permanent du Travail.
Art. 342 . L'ouverture
desbureauxou officespriv6sde placement
l'agr6ment est soumised
pr6alable
du Ministreen'chargeO, ir*uif
Art. 343 : L'organism p ueb l i co u p r i v ed e l , e m p l o
a ip o u rm i s s i o ndse :
- recueilliret analyser toutesles informations relatives d l,emploi, aux
metiers,au ch6mageet d la formailon professionnelte qu,ildiffuse
aupresdes decideurs, planificateurs, operateurs
gestionnaires economiques ou
de programmes publics ou priv6s:
- recueillir,centraseret publierlesoffreset demandes d,emploi ;
- informer et orienterles demandeurs d,emploiet les personnesen
actrvit6
en matidred,emploi,de carriereet sur tes possibilit6s
promotion cie
ou de reconversion professionnelle ;
- prospecter auprdsdes employeurs pourconnaitrereursbesoinsen
placement, en formation professionnelle ou peJectionnement
apporterl'aideet le conseilnecessaires et leur
au renforcementdes
capacit6s d g6n6rerdesemplois,
- aiderd l'integration au secteurmoderneclesentites6conomiques
6voluant dansle secteurinformel;
-
T9n9rdes6tudesprospectives et d,evaluation relatives d l,emploi et
A la formation professionnerre;
- concevoir, financeret suivrel,ex6cution des projetset programmes
lj9s la formationprofessionnelle, au perfetttonnementet au
3
oeveloppement desactivit6s g6n6ratrices d;emplois.
Art. 344 : d'assurerIe plein emploide la main-d,ceuvre
5i .ry"pris
decret nationale,un
en Conseildes Ministressur proposiiion du Ministreen
apresavisdu Conseir ruationatFermanent
du Travait,
:*t!:-lyli?rait
reglemente l'embauche destravailleurs
de nationalit6
etrangere.:7t
({q_
I
t8
T I T R EV I I I
D E SD I F F E R E N DDSUT R A V A I L
C H A P I T RP
ER E M I E R
D E S D I F F E R E N DISN D I V I D U E L S
SECTION
I
D UR E G L E M E NATL , A M I A B L E
Art. 345 : Les diff6rends
individu du travailsont soumisd la
procedureinstitu6e"rtiiJt#,,i?lectifs
Art. 346 :
obtigatoire
devantr,tnspecteur
du Travair
53#:: [1,:lest et desLois
Art.347: [Link] rdgremenl d 'amiabre
du [Link]
individuer
du travail
esradress6e
par6critd I,lnspection
C, fruu"[Link]
Art.348: Lesparties
sonttenuesde se presenter
convocation aujouret d l,heure
fixespar la
del'tnspecteur
au'rravait-et
iJJlli.=ro"iur".
Le refusde se pr6senterestpuniconformdment
auxtextesen vigueur.
La convocation doit 6tre remisecontred6charge
.
oupartoutautre sur cahierde
moven o*runiil.-s.,"nties
depreuve
HffiT,ffi:t
Les partiespeuventse f,
par un responsable assisterou repr6senter,
pour I'employeur
des ratre
rinii";ffi:?J:,tt"""i{:eshumaines'
iieregre pourletravailr"rl
pu',n
t-e mandataire doit6tre en possession
ellet,et doitjouird,unpouvoir d,un6critqui le designed cet
de decision
Lorsqueles circonstancu.-]^"]]g"n1,
soctales l,lnspecteur
du Travailet des Lois
peutrequ6rirla presencedu mandant.
A r t . 3 4 9 : La tentative
de conciliation .fravail
g"y:11 l,lnspecteur
du et des Lois
exc6der
deux (02),"i, J [Link]" tapremidre
;:.jilT,[:,[Link] s6ance
L'affaire
est class6esans,[Link]
repr6sent6 demandeurn,estpas pr6sentou
sansmotifvatabtedrtrois
fo:1 c";;;;;,'ils src.".riuu.
Lorsquele d6fendeur ne se presentepas ou n,estpas
trois(03)convocationssuccessives, ju" repr€sent6
d
r,rn,.pu"iuu
r. #;; :;5i::,.J?",?
6l' I .
79
s o c r a l eest a b l iut n p r o c e sv e r b adl e c a r e n c qe u , i l
t r a n s m eatu T r i b u n a l
ou I ravall
sEcTtoN
tl
D UR E G L E M E NDTUC O N T E N T I E U X
Art 354 Les Tribunaux du Travailconnaissentde diff6rendsindividuels
pouvant
s'eleverentreles travailleurs
et les employeursd
'd,hygienel,occasrondu contrat
de .travail,
des conditionsde travail, ei de s6curit6,des n
detravait etmatadies
professionnJle.,
cu [Link]"
J;;Z:";i;W
l:::giJ"
80
pour se pr,
-.ontrlt
ll'r#;:,^'.Ipetents
",
P;?noncersur tous les cliff6rends
a..orru"tii.
^relatifs
coljectives
^ll!.of
,,u, su,,.' ottJ ::5fr:li:it5;_
iYL#!I",:t;J:
l,occasion s,6rend
auxdiffere nds_
ne!"unir",t"ruul
ff Tf::i." irr"r r" a
Leur ""T.?-1t"1.:s,6tend
aussi aux
contrerestatr]"l"rc aux casactions recursoires
pr6vr-rs
des
;[:"JJ,T:::" d |arlicte177 du
Art' 355: LeTribunalrcompelent
peut egalement, estceruidu rieudutravair. Toutefois
en cas d;-;rptr'; [Link] Ietravai,eur
Tribunal or,r.lie1 ,
cre,""i;l";;;t 5;.ir,, . de travair,sarsrrre
condition queceuxci soientsliuellrl,territoire 91 domicile
de t,emproyeur,
a
centrafricain
A r t . 3 5 6 : L e sT r i b u n a u x
d u T r a v asi lo n ti u q e sd€ droit
droitsociat. ii; ;;,,"1::1.:^",1^l:qes communen rnatidre de
sonrsous,. l1?.^t:ft [Link] par ies rvragrsrrats
de t,ordre
judicraire
r tuleltedu Ministre en
chargede taJustice. et
Art.357: L e T r i b u n adlu T r a v a ei l s t
c o m p o sd6e .
_ un president,-
lVagistratnomm6 par d6cret
Ministre encharge sur propositiondu
o" [Link].",,',
- deux asl employeurset de deux
lltliurs
,,,u1u;ru. assesseurstravailleurs
figurantJ:,::,?,?:J|,:#SS:n:::il,Tilf
- ;T,5lHT:fr",J:i"#
Le [Link]^ulloesignep"o:ui',
iXuqru affaire,tes assesseurs
et .travaiGurs
emproyeurs
ipp't"rrr, d racat6gorie
int6ress6e.
Au cas oi
de l,une ou l,autrecategorie
^les^_assesseurs
presenten,- _ dOment
:::J;::?'".::^se_ o".l g presidentteurLdresseune
assesseurs,:T il:: : " ne,""n:, deI ouve ||e "ur"n"u.ou_i1,n11,iX au,"
Ungreffier
d6signe
purrunrr:[Link]"ie
raJusticeestattach6au Tribunar.
Art'358'
hfi,ff::.;iif-fl gre suppteants
et
sontnommespararr6t6conjorntdu
proposrtion duMinistre
[Link];
oJtls'ljYlityail i;;il" ,r,
;"::;iil",:1",,t,::
il,miU"{f.^1:l}|i!inil::l:JJff
par des organisations
repr6sentativJrPresent6es syndicales
iu, ptr.
t?,i'.T:tT:Jl doivent
exercererrectivement
pendant
J;J': : :opr6ants
leurd6signation
ou l'avoir
trois(03),n. ", #l,Trotive exercJ
*.i::::ij,:srassesseurs tituraires
ou suppt6ants
esrde deux
R1
Lorsquela dur6edu mandatest expiree,les
assesseurs
titulaires
ou
[Link]. en fonctionjusqu,dla
nominatlonde nouveaux
[Link] d6laine doitpasexcedertrois(3)mois.
Lesassesseurs
doiventjustifier
de rajouissance
politiques. de leursdroitscivrrset
L' initiative
de^cetteactionappartientaLrpresidentdu Tribunar
Travailou au procureur du
cteta nepuUiiqie.
Dans un delai,d,un (01) mois,d datercle Ia convocation,
verbalde la s6anced_ecomparution Ie procds
est adressepar le pi6sidlnt Ou
Tribunal
du Travailau procureurde la Republique.
Ce procdsverbal.
est transmispar Ie procureurde la R6publique
sonavisau Ministre avec
en chargede IaJustrce.
Par arr6t6motiv6du Ministreen chargede la
Justice,les peines
sulvantes
peUvent6treprononC6es:
_ l ac e n s u r e ,
- la suspension pourun tempsquine peutexc6dersix (6)mois
;
- Ia d6ch6ance.
Tout assesseur
contrelequella decheance
a 6t6 prononc6e
6tredesigne ne peut
d nouveauauxm6mesfoncttons.
Art. 360 : Les assesseurs prdtentdevantIe Tribunaldu Travaildu ressort,
sermentsuivant: le
82
Art. 362 t - a p r o c 6 d u rdee v a n lt e s , T r i b u n a u x
pour l'execution d u T r a v a iel s t g r a t u i t eE. n o u t r e ,
des iugements rendusa leur jrofit les travailleurs
b6n6ficient de l,assistance tcralTe.
JUo
Art. 363 : L'actionest rntroduite
pard6craration oraieou 6critefaiteau secr6taire
Tri9ynqt,
Inscription
en est faite*r, ,n-r-ujirtr,"
!f,
cet ienu spdciatement
dr
[Link] extraitde cetteinscription uriOJtrr" a Ia partieayant
rntroduit
l'action.
Sauf
.en. ce qui concerneles avocatset les representants des
organisationssyndicales,
le mandatdes partiesJoit 6treconstitu6
par
Art.365:
P,:*:":j:: l.]l: tedemandeurnecomparair paset ne
justifie
pasd'uncas::i':."tion,
deforcemajeure, la cause"r, ,-rv5J
"irpari".
J,i i;:::rii:
l].i#::::::Ti::^q{'19 seure
fois"t ,uronr".r-rJ. p"ri
la demandeprimitive,d pernede dech6ance.
83
Si le defendeurne comparaitpas et ne lustifiepasd,uncas de force
majeureou s'iln'a paspresent6 ses moyenssousformede memoire,
defaut est donn6contrelui et le Tribunalstatuesur le m6ritede la
demande.
CHAPITRE
II
D UD I F F E R E NCDO L L E C T I F
SECTION
I
D EL A C O N C I L I A T I O N
Art.367: Toutdiff6rendcollectif
doit6treimm6diatement notifieoar les partiesd
l'lnspecteur
du Travailet des Loissocialesdu ressortou au Directeur
du Travaillorsquele conflit s'etend sur le ressortde plusieurs
InspectionsRegionales du Travail,qui les convoqueet proceded la
conciliation.
L'lnspecteur
du Travailet des Loissocialesou le Directeur
du Travail
convoquea nouveau lespartiesdanslesquarante_huit (48)heures.
En casde carence,
il dresseprocds-verbal
qu'iladressed lajuridiction
comp6tente.
84
Art. 369: En cas d'6checde la conciliation,
l,lnspecteur
du Travailet des Lois
Sociales ou le Directeur
ou rravaij.;;;";rq""
sur l'6tatdu differendaccompagn6 ;ans detaiun rapport
de documents et renseignements
aupresiient
soins, ,riilrnui'j,
l_".^1:]ll:r^plr,res
la
,r, Travait
auxfinsde
sarslne
de la Commission
d,arbitrage.
U,nu..[Link]
du rapportestremiseimm6diatement
et au Ministre d chacuneclesparties
en chargeciuTravail.
SECTION
II
DEL'ARBITRAGE
Art. 370: L'arbitrage
des diff6rends
cotectifsnon regr6spar Ia conciriation
est
assureparun conseild,arbttrage
ainsicompJse:,
- [Link] de la Courd,Appeldesign6par le pr6sident
de la Courd,Appeldu ressort.
- Membres,deux assesseursemployeurs
et deux assesseurs
"'"yant aucuninterdtdans te confiitet nomm6sparmi
I1:l,l"S
resassesseurs destribunauxdu travailpard6cisionOupresiOeni
Je
la Courd,Appeldu ressort.
Art.371: Le rapportet re dossier6tabrispar re
conciriateur
sont transmisau
Conseild'Arbitrage.
ry 85
dessyndicats et requerir
despartiesla production de toutdocumentou
rensergnement d'ordre6conomique, comptable, financier,statistique
ou
administratif
susceptiblede lui 6treuttlepourl,accomplissement de sa
[Link] peut recouriraux officesd,expertsnotamment d'experts
comptables agreeset g6n6ralement de toute personnequalifiees
susceptiblede l'eclairer.
Art.373: Le Conseild'Arbitrage doit rendresa sentencedans les quinze(1b)
';oursqurs-uiventla receptiondu dossier,
saufle casd,impossibilite
dont
il doitjustifier
dansla sentence.
Elleestdepos6e
au greffedu Tribunal
du Travailcomp6tent.
Art. 374: A l'expiration
d'un d6laide quatre(04)joursfrancsd compterde la
notification
et si aucunedes partiesn;a manifest6son opposition, la
sentence acquiert forceex6cutoire
dansles conditions
fixeesd I'article
352.
L'opposition
est form6e,d peinede nullite,par lettrerecommand6e
avec avis de receptionadresse au greffede la Cour d,Appeldu
ressort.
La proc6dure
de conciliation
et d,arbitrage
estgratuite.
Art.376: Les sentences arbitrares
qui ont acquisforceex6cutorrepeuventfaire
I'objetd'unrecourspourexcdsde pouvoirou violation
de la loi.
ce recoursest introduit
et jug6 dans rescr6rais,
formeset conditions
determin6es
parla loi regissant
Iorganisation
et re fonctronnement des
Tribunaux
Administratifs. ,t [)
lAtu,
c")./'
86
S E C T I O INI I
D E L A G R E V EE T D UL O C K - O U T
Art. 377 La grdveest un arr6tde travailconcerte
partie des travaijleursen et collectif
decid6par tout ou
vue d,appuyerdes revendications
profess
ionnelles.
Art. 378: La grdvene romptpas le contratde
travailsauffauterourdeimputable
au travailleur.
Son exercicenu ,urruii Ooniler"
I'employeur lieu de la part de
d desmesures discrrminatoire,
un ,lti"ru
et d'avantages de r6mun6ration
sociaux.
Toutlicenciement
prononc6
en violationdu presentafticleest nul de
ptejn droit.
87
La listeclesentreprisesconcern6es et res modarites
ceuvredu serviceminimumsontd6termtn6es de ra mrse e n
paruriet. O, Ministree n
d, Travait,aprds avis du Conseitfrfationur
permanentd u
9::.:g:
employeurs,
le paiement
auxtravailleurs
desjournees
l:,il i* perdues:
satatres de
B8
membresdes chambresde commerce, l,interdiction
de participer,
sous une formequelconque, d une entreprise de travauxou un
marchede fournitures
pourle comptede l,Etat,descirconscriptio
ns
administratives
ou descommunes.
La grevedeclenchee aprdsformationde l,opposition d la sentence
arbitralen'entraine
pas rupture
du contratde travail.
TITREIX
DESPENALITES
Art. 387 : Le presenttitrefixe les penalit6s
applicables
aux auteursd,infractions
auxdispositionsdu presentCode.
Art.3B8: S o n t p u n i sd ' u n ea m e n d ed e 2 5 . 0 0 0e 5 0 0 . 0 0 0f r a n c sC F A , t o u t
membrechargede l'administrationou de la directiond,un syndicat,
auteurd'infraction aux disposions des articles15,1g,24 et'54 du
pr6sentCode.
Art. 389: S o n tp u n i sd ' u n ea m e n d ed e 1 0 O . O 0a O
1. 0 0 0 . 0 0d0ef r a n c sC F A:
- Iesauteursd'infractions aux dispositions des articles129,130,j43,
178, 179, 226,227 alin6a5, 229,2sB,2Sg,27S, z}i, 282,283,286
a l i n e a2 , 3 0 b ,3 0 7 , 3 0 83,1 0 ,3 1 1 ,3 3 0e t 3 4 2;
- Ies auteursde faussesdectarations relativesaux statuts,noms et
qualit6s de membrescharg6sde |administration ou radirection
d'un
syndicat;
- I'usurpation de titrede membrecharg6de l,administration
ou de la
d i r e c t i odn' u ns y n d i c a t ,
- les auteursd'infractions
aux dispositions
de l,arr6t6pr6vud l,article
226 alinla 1erdu pr6sentCode.
- lesauteurs d'infractions auxdispositions des conventions colectives
ayantfait I'objetd'un d6cretd'extension en matidrede salaire,
prime,indemnit6s et de tousavantages 6valuables en espdces.
Art. 390 : S o n tp u n i sd ' u n ea m e n d ed e 2 0 0 , 0 0a0 1 . 5 0 0 . 0 0f 0
r a n c sC F A:
- les auteursd'infractions
aux dispositions
des articles231,232, 241
alinea1, 251et2S2ci-dessus ;
- toute personnequi commetdr I'egardd,un travailleur affilied un
syndicatun acte de djscrimination tendantd porteratteinted la
Iibertesyndicale
en matidred,emploi ;
- [Link] qui porteatteinted l,exercice169ulier
des fonctions
de d6legue du personner ;
- Ioutepersonne qui contraint
un travailleurd s'embaucner contreson
g16ou qui I'emp6che de s,embaucher ou de se rendred sontrayail
/(tJ/
89
e t ,d ' u n em a n i d r ge 6 n 6 r a l ed ,e r e m p l il re so b l i g a t i o ni m
s p o s 6 epsa r
contrat;
- toutemployeur, fondede pouvoirou pr6pos6,qurportesciemment
sur le registre
d'employeurou toutautredocument des attestations
mensongeres rerativesd ra dur6e et aux conditionsde travail
accomprrpar re travai|eur,ainsi que tout travailleuraui fait
sciemment usagede cesattestations.
A r t .3 9 1 : Nonobstantl": dispositionsdu Code p6nal, est punie d,un
T p l s : l l e m e n t d ' u n ( 0 1 ) a n e t d , u n ea m e n d ed e 2 , 5 0 0 . 0 0 0d
:[Link]
.uuude lrancsCFAou l,unede cesdeuxpeinesseulement, toute
personne quis'opposed l'ex6cution desobligations ou d I'exercice des
pouvoirs quiincombent aux Inspecteurs du Tiavailet desLoissociales,
auxM6decins Inspecteurs du Travailet auxContrdleurs du Travail.
ll en estde memedes usurpateurs
de cesfonctions.
Art. 392. Despeinesd'enrp risonnerrentcl'un(Ol) moisd six (06)moispeuvent,
en outre,6trerequises en casde recrdive dansles casd,infractions aux
d i s p o s i t i odness a r t i c l e1s2 0 ] 3 0 , 2 3,12 4 1 , 2 5 1, 2 5 2 , 2 S g , 2 7 3 , 2 8 1
282,283,286,2BB,30Sdu presentCode. ,
L'emprisonnementest obligatoirement
prononc6en cas de recidiveet
chaquefoisque |auteurdes infractions
vis6esd |artrcre390 ci-dessus
est l'undesmembrescharg6de l,administration
ou de la direction
d,un
synotcat.
90
Art. 396 : Les conventionscollectiveset accords d,6tabljssement
signes
a n t e r i e u r e m eanut p r e s e n C
t o d e r e s t e nut n u i g ; " r , e n c e l l e sd e s
dispositions qui ne lui sontpascontraires. Les travailreurs continuent d
!31eti9rer les avantages prevus par les conventions coilectives et
accordsd'6tablissement lorsqu'ilssont superieursd ceux que leur
reconnait le pr6sentCode.
Art. 397: Destextes169lementaires
fixentles modalites
d,applrcatron
du pr6sent
Code.
E^;+ ^
Bangui,
LE GENERAL
D?RMEE
FrangoisBOZIZE
91