Dumas Alexandre Le Comte de Montecristo b1
Dumas Alexandre Le Comte de Montecristo b1
A lexand re D um as
A U D IO
CIDEB
!
■f
Alexandre Dumas
Le début du succès
Fils d 'u n général, petit-fils d'un m arquis norm and et d'une esclave
noire de Saint-D om ingue, A lexandre D avy de La Pailleterie, dit
Dumas, est né le 24 juillet 1802 à Villers-Cotterêts, dans l'Aisne. À la
m ort de son père, le jeune Alexandre n'a que quatre ans. Il est alors
élevé par sa mère qui, malgré ses efforts, lui donne une éducation
p lu tô t m édiocre. À q u a to rz e ans, il d e v ie n t clerc de n o taire et
découvre les deux grandes passions de sa vie : les fem m es et la
littérature. À l'âge de vingt ans, il se rend à Paris pour faire fortune.
Grâce à sa calligraphie, il entre dans les bureaux du duc d'Orléans,
4
mais ses intérêts sont ailleurs : il fréquente les salons littéraires, lit et
écrit beaucoup. En 1829, sa pièce Henri III et sa cour triom phe à la
Comédie-Française. Alexandre Dumas connaît alors un très grand
succès littéraire et financier. Entre 1830 et 1840, il écrit énormément
(ch ro n iq u es h isto riq u e s , pièces de th é â tre , rom ans) e t fait de
nom breux voyages : Suisse, Belgique, Italie... À partir de 1840, ses
grands rom ans historiques, écrits en collaboration avec A uguste
Maquet, sont publiés sous la forme de romans-feuilletons. En 1844, il
connaît un immense succès populaire avec la publication de deux de
ses œuvres les plus connues : Les Trois Mousquetaires et Le comte de
Monte-Cristo.
Le comte de M onte-Cristo
Publié sous la forme d 'u n roman-feuilleton dans le Journal des débats,
puis dans le Siècle (1844-1845), Le comte de Monte-Cristo réunit des
éléments du roman noir et du roman policier : complots, m eurtres,
coups de théâtre, rebondissements... Le point de départ de l'histoire
s'appuie sur un fait divers authentique que Dumas a trouvé dans un
recueil publié en 1838, Mémoires historiques tirées des archives de la
police de Paris. Dans cet ouvrage, il découvre le dram e de François
Picaud, l'homme qui lui a inspiré le personnage d'Edm ond Dantès.
D énoncé à to rt com m e agent anglais, P icaud passe sept ans en
prison. À sa sortie, il se venge en commettant trois meurtres, mais il
sera lui-même assassiné par celui qui lui avait révélé le nom de ses
dénonciateurs.
Grâce à l'énorm e succès du livre, Dumas achète un terrain au Port-
M arly , p rè s de P aris, su r leq u el il fa it c o n s tru ire u n c h â te a u
Renaissance, baroque et gothique qui prendra le nom de Château de
Monte-Cristo.
La fin de la prospérité
C ependant, A lexandre D um as dépense au ssitô t l'a rg e n t gagné.
Accablé de dettes et de procès, essuyant échecs politiques sur échecs
politiques, il s'exile et fait de nom breux voyages à l'étranger : il
séjourne en Belgique, en Russie, en Italie... En 1869, il s'installe en
Bretagne pour travailler à son D ictionnaire de cuisine. Fatigué et
malade, il m eurt le 5 décembre 1870 à Puys, près de Dieppe, dans la
demeure de son fils.
C o m p r é h e n s io n é c rite
delf Q Lisez attentivem ent le dossier, puis dites si les affirm ations
suivantes sont vraies (V) ou fau sses (F).
A‘ >
V F
1 Alexandre D umas a vécu au XVIIIe siècle. □□
2 Il n ’a que q u a tre ans lorsque sa m è re m eurt. □□
3 Il o btient son prem ier succès avec la pièce Henri III
e t sa cour. □□
4 Dumas e s t un h o m m e qui voyage beaucoup. □□
5 Les Trois M ousquetaires et Le co m te de Monte-Cristo
so n t ses deux oeuvres les plus connues. □ □
6 Le com te de M onte-Cristo e st une oeuvre
autobiographique. □ □
7 Grâce au succès de ce roman, il fait
construire le c h â tea u d ’If. □□
8 L’écrivain e s t tr è s dépensier e t subit des échecs
politiques. □□
9 Un an a v a n t sa m ort, il s ’exile à l’étranger. □□
La trahison
Personnages
9
T;e comte de Monte-Cristo
l’a p a s e m p ê c h é d ’a r r i v e r à b o n p o r t , d it l’a r m a t e u r d ’u n t o n
satisfait.
— C’e s t e x a c t , r é p o n d D a n g la r s e n j e t a n t à E d m o n d u n r e g a r d
plein de h a in e h Mais q u a n d le c a p i t a i n e e s t m o r t, D a n t è s a p ris le
c o m m a n d e m e n t s a n s d e m a n d e r l’a v is d e p e r s o n n e . Et il n o u s a
f a i t p e r d r e , s a n s a u c u n e ra is o n , u n j o u r e t d e m i à l’île d ’Elbe, au
lieu de r e n t r e r d i r e c t e m e n t à M arseille.
— En t a n t q u e s e c o n d , c ’é t a i t s o n d e v o i r d e p r e n d r e le
c o m m a n d e m e n t . P a r c o n t r e , il a e u t o r t d e s ’a r r ê t e r à l’île d ’Elbe
s a n s a u c u n e r a i s o n . D a n t è s ! c r i e l’a r m a t e u r p o u r s e f a i r e
e n t e n d r e . Je v o u d r a i s v o u s p a r l e r !
— Je finis la m a n o e u v r e e t j ’a r riv e , m o n s i e u r M orrel !
— V ous vo ye z , il se c ro it d é jà c a p i t a i n e l'a jo u te D a n g la rs , irrité.
U n e fois la m a n o e u v r e t e r m i n é e , E d m o n d r e j o in t l’a r m a t e u r e t
le c o m p ta b le . Ce d e r n i e r s ’élo ig n e d e s d e u x h o m m e s .
— P o u r q u o i v o u s ê t e s - v o u s a r r ê t é à l’île d ’Elbe ? d e m a n d e
:*
l’a r m a t e u r à E d m o n d .
— P a r c e q u e le c a p i t a i n e , a v a n t d e m o u r i r , m ’a v a i t d o n n é
l’o r d r e d e r e m e t t r e u n e l e t t r e a u g r a n d m a r é c h a l B e r t r a n d , un
a m i de N a p o lé o n .
— C o m m e n t v a l’E m p e r e u r ? d e m a n d e M orrel à v o ix b a s s e .
— Il a l’a ir d ’a lle r bien.
— V ous l’a v e z d o n c vu ?
— Oui, lo r s q u e j ’é t a i s c h e z le g r a n d m a r é c h a l .
— L’E m p e r e u r e s t u n g r a n d h o m m e . .. V ous a v e z b ie n f a i t de
s u iv re les o r d r e s d u c a p i t a i n e Leclère. Mais s u r t o u t , n e p a r le z à
p e r s o n n e d e la l e t t r e q u e v o u s a v e z r e m i s e a u m a r é c h a l ... c e la
1. La h a in e : f o r t e h o s t i l i t é .
10
Le comte de Monte-Cristo
p o u r r a i t v o u s c o m p r o m e t t r e . Bien, c o n t i n u e - t - i l à voix h a u t e , si
v o u s a v e z fini, je v o u s in v ite à d în e r c h e z moi.
— Je v o u s r e m e r c i e , m o n s i e u r M orrel, m a i s je s o u h a i t e t o u t
d ’a b o r d r e n d r e v is ite à m o n p è re , pu is à M e rc é d è s.
— V ous a v e z r a is o n , D a n tè s .
— Ah... m o n s i e u r Morrel... P o u r r ie z - v o u s m ’a c c o r d e r u n c o n g é
d e q u i n z e j o u r s , j e v o u s p r i e ? M e r c é d è s e t m o i, n o u s d e v o n s
n o u s m a r ie r , e t puis, je d o is m e r e n d r e à Paris.
— Il n ’y a a u c u n p r o b l è m e , m o n c h e r E d m o n d . V o u s d e v e z
j u s t e ê t r e de r e t o u r d a n s t r o i s m o is, c a r le P h araon ne p e u t p a s
p a r t i r s a n s s o n c a p ita in e ...
— S a n s s o n c a p i t a i n e ? s ’é c r i e D a n t è s , f o u d e j o i e . V o u s
s o u h a i t e z d o n c m e n o m m e r c a p ita in e ?
— A b s o lu m e n t ! Au fait, Edm ond, q u e p e n s é z - v o u s de D a n g la rs ?
— C’e s t u n b o n c o m p t a b l e , m a is je c ro is q u e n o u s n e p o u r r o n s
j a m a i s ê t r e a m is . Il n e m ’a im e p a s b e a u c o u p ...
»‘
— M e rc i, m o n c h e r E d m o n d , v o t r e j u g e m e n t e s t t o u j o u r s
im p a r tia l. Allez, n e p e r d e z plus d e t e m p s ! C o u re z r e t r o u v e r v o t r e
p è re e t v o tre bien -aim ée !
— Au rev o ir, m o n s i e u r M orrel, e t mille fo is m erci.
Le j e u n e m a r i n s e p r é c i p i t e c h e z s o n p è r e q u ’il d o i t
m a l h e u r e u s e m e n t l a i s s e r seu l c h a q u e fo is q u ’il p a r t e n m e r . Ce
d e r n i e r l’accueille c h a l e u r e u s e m e n t . L o r s q u ’E d m o n d lui a n n o n c e
q u ’il s e r a b i e n t ô t c a p i ta in e , il p le u r e d e joie.
— Je vais g a g n e r p lus d ’a r g e n t m a i n t e n a n t , e t t u p o u r r a s vivre
p lu s c o n f o r t a b l e m e n t , d it le je u n e m a rin . R e g a r d e ! Je t ’ai r a p p o r t é
q u e lq u e s c a d e a u x d e m o n v o y a g e : d u c a f é e t du t r è s b o n t a b a c !
À ce m o m e n t - l à , q u e l q u ’un f r a p p e à la p o r t e . C’e s t leu r v oisin,
C a d e r o u s s e , un h o m m e qui a « d e s lè v r e s qui d i s e n t u n e c h o s e e t
le c œ u r qui e n p e n s e u n e a u t r e ».
12
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ La trahison
CHAPITRE 1
— J’ai a p p r is p a r n o t r e a m i D a n g la r s q u e t u é t a i s d e r e t o u r e t
je s u is v e n u p o u r a v o i r le p la isir d e t e s e r r e r la m a in , m o n b o n
E d m o n d . Au fa it, on m ’a d it q u e t u allais d e v e n i r rich e, p u i s q u e t u
v a s ê t r e n o m m é c a p i ta in e , n ’e s t - c e p a s ? J e p e n s e q u e c e la f e r a
p la is ir à M ercédès...
— T r è s c e r t a i n e m e n t , r é p o n d n é g l i g e m m e n t E d m o n d . Et je
v o u d r a i s , d it- il e n s e t o u r n a n t v e r s s o n p è r e , t e d e m a n d e r la
p e r m is s i o n , c h e r p a p a , d ’a lle r la r e jo in d r e .
— C e tte belle M e r c é d è s ! Elle a b e a u c o u p d e p r é t e n d a n t s , m o n
c h e r E d m o n d , in s in u e s o u r n o i s e m e n t 1 C a d e r o u s s e . Ne p e r d s p a s
d e t e m p s ! Va lui a n n o n c e r t o u t d e s u i t e la b o n n e n o u v e lle !
E dm ond sa lu e son p è re e t p a r t r e tr o u v e r M e rcéd ès.
C a d e r o u s s e q u i t t e lui a u s s i le v i e u x D a n t è s e t v a r e j o i n d r e
D a n g la rs qui a t t e n d i m p a t i e m m e n t s o n r e t o u r .
— A lo r s ? Il t ’a p a r l é d e s o n e s p o i r d e d e v e n i r c a p i t a i n e ?
d e m a n d e le c o m p t a b l e à C a d e r o u s s e .
— Oui, e t de m a n i è r e t r è s a r r o g a n t e . Il m é r i t e r a i t d e n e p a s le
d ev en ir !
— Il n e l’e s t p a s e n c o r e e t p e u t - ê t r e m ê m e q u ’il n e le s e r a
j a m a i s ! Q u a n t à s o n a m o u r e u s e , il a u r a b ie n d e s d é c e p t i o n s , je
p e n s e ...
— Que v e u x - t u d ire ?
— Eh bien, f ig u r e - t o i q u e M e r c é d è s e s t t o u j o u r s a c c o m p a g n é e
d ’u n j e u n e h o m m e q u ’elle a p p e lle « m o n c o u s in », m a is j ’ai b ien
l’i m p r e s s io n q u e ce « c o u s in » lui f a i t la c o u r . E d m o n d e s t allé la
r e jo in d re . A t t e n d o n s d e v o ir ce qui v a s e p a s s e r ...
1. S o u r n o is e m e n t : d e m a n i è r e h y p o c r i t e .
13
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
V F
1 Nous so m m e s en 1815, dan s le sud de la France. □□
2 Edmond D antès e s t un jeune m arin de vingt ans. □□
3 L’a r m a te u r du Pharaon s’appelle m on sieur Morrel. □□
4 Danglars e s t apprécié de t o u t l’équipage. □□
5 Le capitaine Leclère dit à Edmond de s ’a r r ê te r à l’île d’Elbe. □
6 Edmond doit r e m e ttr e une lettre a d ressé e à Napoléon. □□
7 Monsieur Morrel n ’approuve pas l’a ttitu d e d ’Edmond. □□
8 Edmond doit se m arier avec Mercédès. □□
9 Monsieur Morrel n o m m e Edmond capitaine du Pharaon. □□
10 Danglars e t Caderousse a pprécient E dmond Dantès.
4
• *
□□
^ Lisez atten tivem en t le tex te, puis répondez aux questions.
14
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
15
4 Personne qui dirige un ba te a u : 1 e ______ T ______
5 H om m e d’équipage : un _ A ____
6 S’approcher du quai, pour un b a te a u : _ C _________
7 Propriétaire d ’un b ate a u qui tr a n s p o r te des m archandises :
un M ________
8 Lieu qui reçoit e t abrite les b a te a u x : l e T
P r o d u c t io n é c rite e t o ra le
16
Le complot
C a d e r o u s s e e t D a n g l a r s s ’a s s o i e n t à la t e r r a s s e d ’u n c a f é e t B Ë '
c o m m a n d e n t à boire.
Un p e u p lu s loin, d e v a n t u n e m a i s o n du village d e s C a t a la n s ,
u n e belle j e u n e fille a u x c h e v e u x n o ir s e t a u x y e u x é t i n c e l a n t s
s e m b l e a t t e n d r e q u e l q u e c h o s e a v e c i m p a tie n c e . À s e s c ô té s , un
j e u n e h o m m e se b a l a n c e s u r u n e c h a is e . Il a l’a ir d é ç u e t t r i s t e .
— P o u r q u o i r e f u s e z - v o u s d e m ’é p o u s e r , M e r c é d è s ? V o t r e
m è r e a u r a i t b én i ce m a r i a g e , v o u s le s a v e z bien.
— F e r n a n d , je n e v o u s ai j a m a i s m e n t i : je v o u s a im e , oui...
m a is c o m m e u n f r è r e ! V ous s a v e z b ie n q u e m o n coeur b a t p o u r
u n a u tr e . A c c e p te z m o n a m itié , F e r n a n d . C’e s t la se u le c h o s e q u e
je p u is s e v o u s o ff r ir !
F e r n a n d se lève, f a i t q u e l q u e s p a s e t r e g a r d e M e r c é d è s d r o it
d a n s les y e u x .
— V ous ê t e s s û r e , M e r c é d è s ?
— Oui. J ’a i m e E d m o n d D a n t è s , e t j e n ’é p o u s e r a i p e r s o n n e
d ’a u tr e .
F e r n a n d e s t d é s e s p é r é , m a is t o u t à c o u p s o n r e g a r d s ’illum ine.
— Et s ’il d e v a i t m o u r i r ?
— Je m o u r r a i s a u s si.
17
Le comte de Monte-Cristo
— Et s ’il v o u s o u b lia it ?
— M e rc é d è s ! crie u n e voix a u loin.
C’e s t E d m o n d qui arriv e . Il c o u r t v e r s M e rc é d è s e t la p r e n d d a n s
s e s b ra s. Mais p e n d a n t q u ’il la s e r r e c o n t r e lui, il se s e n t o b s e r v é . Il
t o u r n e la t ê t e e t a p e r ç o i t le c o u sin d e M e r c é d è s , p â le c o m m e la
m o r t . D a n t è s lui t e n d la m a i n p o u r le s a l u e r , m a i s F e r n a n d se
d é t o u r n e . E d m o n d c o m p r e n d la s itu a t io n à l’i n s t a n t m ê m e .
— Je n e p e n s a i s p a s t r o u v e r u n e n n e m i c h e z toi, M e rc é d è s.
— Tu t e t r o m p e s , E d m o n d , t u n ’a s p a s d ’e n n e m i, ici. F e r n a n d
v a t e s e r r e r la m a in c o m m e il le f a i t a v e c t o u s s e s a m is, p o u r s u i t
M e r c é d è s e n r e g a r d a n t F e r n a n d qui, m a l g r é s a h a i n e p o u r s o n
rival, n e s a it p a s r é s i s t e r à s a co u sin e .
il s ’a p p r o c h e d ’E d m o n d p o u r o b é i r à M e r c é d è s , lui s e r r e à
p e in e la m a in e t s ’e n v a i m m é d i a t e m e n t .
« Je su is si m a l h e u r e u x ! » p e n s e - t - i l e n s ’é lo ig n a n t. « C o m m e
je v o u d r a i s m e d é b a r r a s s e r d e c e t h o m m e ! »
— Où c o u r s - t u c o m m e ç a ? crie D a n g la r s , a lo r s q u e F e r n a n d
p a s s e s u r la place. V ien s d o n c t ’a s s e o i r a v e c n o u s !
F e r n a n d s ’a r r ê t e e t a p e r ç o i t D a n g la rs e t C a d e r o u s s e i n s ta llé s
s o u s u n p l a ta n e .
— Tu as l’air d ’un h o m m e qui a été re je té p a r une fe m m e , c o n tinu e
C a d ero usse un peu ivre ', en r e g a r d a n t F e rn a n d s ’approcher.
F e r n a n d se la is s e t o m b e r s u r u n e c h a is e e t c o m m e n c e à
p l e u r e r d e d é s e s p o ir .
— Il p a r a î t q u e D a n t è s v a b i e n t ô t é p o u s e r M e r c é d è s , a j o u t e
C a d e r o u s s e , e t q u ’il v a, e n plus, d e v e n ir c a p i t a i n e du P haraon.
— Ce n ’e s t p a s e n c o r e fa it, d it le c o m p t a b l e à voix b a s s e .
D a n g la r s r e g a r d e C a d e r o u s s e , pu is F e r n a n d e t p e n s e :
1. Ivre : qu i a b u t r o p d 'a l c o o l .
18
Le comte de Monte-Cristo
« L’u n e s t i v r e d ’a lc o o l e t l’a u t r e d ’a m o u r . Je n e p e u x p a s
c o m p t e r s u r e u x . Je d o i s a g i r s e u l e t v i t e c a r le s f i a n ç a i l l e s 1
d ’E d m o n d e t d e M e r c é d è s a u r o n t lieu a p r è s - d e m a i n . M ais, j ’y
p e n s e ... E d m o n d d o it a lle r à P a ris p o u r r e m e t t r e la l e t t r e q u e le
g r a n d m a r é c h a l lui a d o n n é e ... Ah ! M on c h e r D a n tè s , t u n ’e s p a s
e n c o r e m a r ié e t t u n e s e r a s p e u t - ê t r e j a m a i s c a p itain e... »
Puis, il s ’a d r e s s e a u c o u sin de M e r c é d è s :
— Ah, F e r n a n d , j ’a i m e r a i s t a n t p o u v o ir v o u s a id e r ! Il d o i t bien
y a v o ir u n e solutio n...
— Oui, m a is la q u elle ? J’a v a is p e n s é le p o i g n a r d e r 2, m a is s ’il
m e u r t , elle m e u r t a u s si.
— Je n e v e u x p a s q u e D a n t è s m e u r e , m o i. C’e s t m o n a m i,
i n t e r r o m p t C a d e r o u s s e c o m p l è t e m e n t ivre..
— D a n t è s n e d o i t p a s o b l i g a t o i r e m e n t m o u r ir ... Le m a r i a g e
p e u t n e p a s a v o ir lieu, m ê m e si D a n t è s r e s t e e n vie... Il s u f f i t q u e
les m u r s d ’u n e p r is o n les s é p a r e n t , a j o u t e D a n g la rs.
— Et v o u s c o n n a i s s e z u n m o y e n d e le f a i r e e m p r i s o n n e r ?
d e m a n d e F e r n a n d , i n t é r e s s é . V ous a u s s i, D a n g la rs , v o u s a v e z d e s
r a is o n s de h a ïr D a n tè s , n ’e s t - c e p a s ?
— A b s o l u m e n t p a s ! Je v o u s v o is m a l h e u r e u x , c ’e s t t o u t . Je
f a is s i m p l e m e n t c e la p o u r v o u s a id e r. Mais si m o n a id e ne v o u s
i n t é r e s s e pas..., d it le c o m p t a b l e e n f a i s a n t s e m b l a n t d e s e lever.
— A t t e n d e z , D a n g l a r s ! Q uelle i m p o r t a n c e , a p r è s t o u t ! Je le
d é t e s t e , e t je n ’ai p a s h o n t e d e l’a v o u e r . T r o u v e z u n m o y e n , e t je
l’e x é c u t e r a i , p o u r v u q u e D a n t è s n e m e u r e p as.
À c e s m o t s , D a n g la r s s e r a s s o i t e t d e m a n d e q u ’o n lui a p p o r t e
de qu oi é c rire .
1. Les f ia n ç a ille s : p r o m e s s e d e m a r i a g e .
2. P o ig n a r d e r : f r a p p e r a v e c u n c o u t e a u .
20
La trahison
CHAPITRE 2
— Et voilà, m o n c h e r F e r n a n d , c o m m e n t p o u r r a i t f i n a l e m e n t
se r é a lis e r v o t r e rêv e.
— Oui, m a is ce s e r a i t u n e in f a m ie ! a j o u t e C a d e r o u s s e .
— Mais je p l a i s a n t e , v o y o n s , d it D a n g la rs . Je s e r a is v r a i m e n t
d é s o lé s ’il a r r i v a it q u e lq u e c h o s e à ce c h e r E d m o n d !
Le c o m p t a b l e f r o i s s e la l e ttr e , p u is la j e t t e n é g l i g e m m e n t s o u s
la t a b le . P e u d e t e m p s a p r è s , C a d e r o u s s e e t D a n g la r s s e l è v e n t
p o u r p a r tir . Ce d e r n i e r r e m a r q u e a v e c s a t i s f a c t i o n q u e F e r n a n d ,
qui n ’a p a s q u i t t é d e s y e u x l’e n d r o i t o ù s e t r o u v e la l e t t r e , e n
p r o f i t e p o u r la r é c u p é r e r d i s c r è t e m e n t e t la c a c h e r d a n s s a
p o c h e . Le c o m p t a b l e e s t m a i n t e n a n t p r e s q u e s û r q u ’E d m o n d
D a n tè s ne d e v i e n d r a j a m a i s c a p ita in e ...
1. L’u s u r p a t e u r : n o m d o n n é à N a p o l é o n p a r l e s r o y a l i s t e s .
21
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
■*-. ■ ? D E F M
1 Elle a les cheveux noirs e t les yeux étincelants. □□□□
2 C’est un cousin que Mercédès aime com m e
un frère. □□□□
3 C’e s t l’h om m e que Mercédès veut épouser. □□□□
4 Il éprouve de la haine pour Edmond Dantès. □□□□
5 C’e s t le rival de Fernand. □□□□
6 Il a été rejeté par une fem me. □□□□
7 Il trouve le m oyen de faire e m prisonner
Dantès. □□□□
8 Il récupère la le ttre qui a été je té e sous
la table. □□□□
22
Q Lisez a t te n ti v e m e n t le te x te, puis ré p o n d e z aux questions.
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
1 Triste..............................................................
2 Un ennem i .............................................
3 Haïr.................................................................
4 Soûl.................... .............................................
5 Consigner .............................................
6 A dm ettre .............................................
7 Déguiser .............................................
8 Le lieu.............................................................
9 Reprendre .............................................
10 Certain .............................................
23
Q Associez chaque m ot à l’image correspondante.
24
C H A P IT R E 3 $ f
Les fiançailles
D e u x j o u r s p l u s t a r d o n t lie u le s f i a n ç a i l l e s d ’E d m o n d e t d e B P i
M ercédès. Les a m is de D a n tè s e t les m a r i n s du n a v ire le P haraon
s o n t p r é s e n t s . La jo ie s e lit s u r le u r v i s a g e c a r t o u s a p p r é c i e n t
E d m o n d e t M ercédès. L’a r m a t e u r a s s i s t e lui aussi à la f ê te , ce qui
c o n f ir m e a u x y e u x d e t o u s la p r o m o t i o n d ’E d m o n d a u g r a d e de
c a p ita in e . À ta b le , C a d e r o u s s e s ’e s t a ssis p r è s du p è r e d ’E d m o n d e t
c e t e x c e l l e n t r e p a s le r e n d e n c o r e p lu s a i m a b l e a v e c la fa m ille
D a n tè s. E d m o n d e t M e rc é d è s s o n t a v e u g lé s p a r leur b o n h e u r . Ils
ne r e m a r q u e n t p a s le s o u r ir e cruel de F e r n a n d qui s e m b le a t t e n d r e
q u elq u e ch ose. C a d e r o u s s e n ’a plus q u ’un v a g u e s o u v e n ir d e ce qui
s ’e s t p a s s é d e u x j o u r s a u p a r a v a n t . Q u a n t à D a n g l a r s , il e s t
n e r v e u x e t il n e p e r d p a s d e v u e F e r n a n d . T o u t à c o u p , a u b e a u
m il ie u d e s r é j o u i s s a n c e s ', u n b r u i t c o n f u s d e p a s , m ê l é à un
cliquetis 2 d ’a r m e s , c o u v re le b r o u h a h a 3 d e la fê te .
— Au n o m d e la loi ! g r o n d e s o u d a i n u n e voix.
1. L es r é j o u is s a n c e s : f ê t e .
2. U n c liq u e t is : b r u i t d ’o b j e t s m é t a l l i q u e s .
3. Le b r o u h a h a b -u it c o n fu s et a s s e z fort.
25
Le comte de Monte-Cristo
1. U n m a n d a t d ’a r r ê t : o r d r e d ’i n c a r c é r a t i o n .
2. U n e v o it u r e : à c e t t e é p o q u e , c a r r o s s e .
26
Le comte de Monte-Cristo
28
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
29
G r a m m a ir e
L ’a c c o rd du p a rtic ip e p a s s é a v e c avoir
Le participe passé s ’accorde en genre e t en no m b re avec le c om plém ent
d ’objet direct lorsque celui-ci précède l’auxiliaire avoir.
Il a récupéré la lettre. Il l’a récupérée.
On p eu t avoir com m e COD :
• un pronom personnel com plém ent d ’objet direct (me, te, le, la, nous,
vous, les).
La lettre ? Il L'a rem ise au com m issaire.
le pronom relatif que.
La lettre que tu as je té e sous la table.
un p ronom inte rrog a tif (lequel, laquelle, lesquels, lesquelles).
Lesquelles avez-vous rapportées ?
un groupe nominal.
Quelles m archandises a-t-il récupérées ?
Si le COD e s t r e p ré se n té p a r le pronom en, le participe passé e s t
toujours invariable.
Des lettres ? Je n ’en ai pas reçu.
1>
Q Accordez le participe passé lorsque cela e st nécessaire.
bonnes.
6 La stu p e u r avait envahi chacun des invités.
7 II a no m m é Danglars capitaine, mais il lui a précisé que c’était
tem poraire.
8 Le prisonnier e s t invité à suivre les soldats. Il les a suivi.......... sans
rien dire.
30
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
P r o d u c t io n é c rite et o ra le
Q Jouez la scène de l’arrestation d’Edmond (de « Au nom de la loi »
jusqu’à « essayons plutôt d’aider D antès »). D éfinissez le ton utilisé
par chaque personnage (ton ém u d’Edmond, ton autoritaire du
com m issaire, etc.).
31
C H A P IT R E 4
L’interrogatoire
[Link]
P r e n o n s le t e m p s d e f a i r e la c o n n a i s s a n c e d e m o n s i e u r d e
V illefort c a r c ’e s t lui qui d é c i d e r a de la vie d ’E d m o n d D a n tè s . Âgé
d e v i n g t - s e p t a n s , ce f e r v e n t r o y a l i s t e o c c u p e d é j à u n p o s t e
i m p o r t a n t d a n s la m a g i s t r a t u r e , p u i s q u ’il e s t s u b s t i t u t d u
p r o c u r e u r d u r o i . De p l u s , il v a b i e n t ô t é p o u s e r u n e j e u n e
a r i s t o c r a t e , m a d e m o i s e l l e de S a i n t - M é r a n , qui a p p a r t i e n t à l’u n e
d e s p lus i m p o r t a n t e s f a m ille s d e l’é p o q u e . M o n sie u r de V illefort
e s t d o n c p r o m i s à u n bel a v e n i r . M a l h e u r e u s e m e n t , s o n p è r e ,
m o n s i e u r N o ir tie r , e s t u n b o n a p a r t i s t e fid è le e t d é v o u é , ce qui
m e n a c e en p e r m a n e n c e son av en ir. P o u r faire o u b lie r ce p è re
b o n a p a r t i s t e à la f a m ille r o y a l is te d e s a f i a n c é e , il d o it d o n c se
m o n t r e r in fle x ib le a v e c les c o n s p i r a t e u r s . M o n s ie u r d e V illefort
p e n s e à t o u t c e la l o r s q u ’il q u i t t e la m a i s o n de s a f u t u r e é p o u s e
p o u r a lle r se p r o n o n c e r s u r le c a s d ’E d m o n d D a n tè s .
M o n sie u r M orrel c o n n a î t un p e u m o n s i e u r de Villefort, e t c ’e s t
p o u r c e t t e r a i s o n q u ’il s ’e s t r e n d u a u p a la is de j u s t i c e : il v e u t
p la id e r la c a u s e d ’E d m o n d h II s a i t q u e V illefort e s t r o y a lis te , m a is
1. P l a i d e r l a c a u s e d e q u e l q u ’u n : p a r l e r e n s a f a v e u r .
32
La trahison
CHAPITRE 4
il s o u h a i te t o u t de m ê m e fa ire a p p e l à s a b o n té . L o rsq ue m o n s i e u r
d e V i l l e f o r t a r r i v e , l’a r m a t e u r s e p r é c i p i t e v e r s lui e t le p r i e
d 'é p a r g n e r ce p a u v r e E d m o n d D a n tè s , un h o m m e b o n e t h o n n ê t e ,
e t un e x c e lle n t m a r i n . Le s u b s t i t u t du p r o c u r e u r d u 'r o i r e g a r d e
Morrel av e c m é p r is e t lui dit :
— On p e u t ê t r e u n h o m m e b ien d a n s la vie p riv é e e t d a n s s o n
tra v a il, e t ê t r e c o u p a b le a u n iv e a u p o litiq u e . V ous le s a v e z bien,
v o u s , m o n s i e u r M o r r e l..., lui d i t V i l l e f o r t e n i n s i s t a n t s u r les
d e r n i e r s m o ts .
M o rre l r e s t e s a n s v o ix , c a r il e s t e n e f f e t b o n a p a r t i s t e . Le
m a g i s t r a t le s a lu e f r o i d e m e n t e t e n t r e d a n s le p a la is d e ju s ti c e .
A p rès s ’ê t r e in s ta llé à s o n b u r e a u , m o n s i e u r de V illefort o r d o n n e
tle fa ir e e n t r e r le p r is o n n ie r . L’i n t e r r o g a t o i r e c o m m e n c e .
— Q ue f a is ie z - v o u s lo r s q u e v o u s a v e z é t é a r r ê t é ?
— J ’é ta is s u r le p o i n t d e m e f i a n c e r a v e c u n e je u n e f e m m e q u e
l'a im e d e p u is t r o i s a n s , r é p o n d E d m o n d .
C e tte p h r a s e t o u c h e le s u b s t i t u t c a r elle lui r a p p e lle s a p r o p r e
e x is t e n c e . On l’a d é r a n g é p o u r d é t r u i r e le b o n h e u r d ’u n h o m m e
c o m m e lui, un h o m m e qui lui a u s s i v a se m a r ie r , qui lui a u s s i e s t
h e u r e u x ! Au f u r e t à m e s u r e de l’i n t e r r o g a t o i r e , V illefort se s e n t
de plus e n plus p r o c h e d ’E dm o n d .
— M o n sie u r D a n tè s , v o u s d ite s n e p a s a v o ir d ’e n n e m is , m a is
p e u t - ê t r e q u e c e r t a i n s d e v o s a m is o u de v o s c o n n a i s s a n c e s s o n t
m v i e u x : v o u s allez ê t r e c a p i t a i n e à d i x - n e u f a n s e t v o u s allez
< p o u s e r u n e jo lie f e m m e qui v o u s a im e . C ela s u f f it p o u r f a i r e d e s
d o u x ! L ise z la l e t t r e d e d é n o n c i a t i o n e t d i t e s - m o i si v o u s
r e c o n n a is s e z l’é c r i tu r e .
D a n tè s lit a t t e n t i v e m e n t la l e ttr e , p u is r é p o n d :
— Je ne c o n n a is p a s c e t t e é c r itu r e . Mais on d ir a it q u e j ’ai un
ennem i.
33
Le comte de Monte-Cristo
34
Le comte rte Monte-Cristo
36
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
37
^ R em ettez les phrases dans l’ordre chronologique de l’histoire.
R B
1 Edmond D antès □ □
2 Monsieur de Villefort □ □
3 Monsieur Noirtier □ □
4 Monsieur Morrel □ □
38
G r a m m a ir e
L e s c o n n e c te u rs lo g iq u e s
11 'S connecteurs logiques établissent un lien entre deux phrases. On utlilise :
• parce que, puisque, car pour exprim er la cause.
Il occupe un p o ste im p o rta n t puisqu'il e st su b stitu t du procureur du roi.
- alors, donc, ainsi pour exprim er la conséquence.
Monsieur Villefort e s t donc prom is à un bel avenir.
• pour, afin de pour exprim er le but.
Pour vous aider, je vais détruire la principale charge qui pèse sur vous...
- mais, par contre, alors que pour exprim er l’opposition.
Villefort est royaliste alors que son père e st bonapartiste.
■ bien que (+ subjonctif), cependant pour exprim er la concession.
Bien que le su b stitu t se sen te proche d ’Edmond, il le condam ne.
P ro d u c tio n é c rite e t o ra le
O Vous êtes victime d’une injustice : trouvez les argum ents pour vous
défendre.
39
Le château d’If
O n c o n d u i t D a n t è s a u p o r t e t o n le f a i t m o n t e r à b o r d d ’u n e ft f
p e t i t e e m b a r c a t i o n . Il a c o n f i a n c e e n V ille fo rt e t il n e s ’é t o n n e
p a s d e c e d é p a r t i n e x p l i q u é . C e p e n d a n t , l o r s q u e la b a r q u e
s ’é lo ig n e d u q u ai, il c o m m e n c e à s ’in q u ié te r .
— Où m ’e m m e n e z - v o u s ? d e m a n d e - t - i l à l’un d e s g e n d a r m e s .
— V ous le s a u r e z b ie n tô t.
— Je v o u s e n p rie , j ’ai b e s o in de le s a v o i r !
— R e g a r d e z a u t o u r d e v o u s, lui d it le g e n d a r m e .
D a n tè s a p e r ç o i t a u loin le r o c h e r n o ir s u r lequel se d r e s s e le
c h â t e a u d ’If.
— Mais... Je n e c o m p r e n d s p a s . Le c h â t e a u d ’If e s t u n e p r is o n
d ’É t a t où v o n t s e u l e m e n t les p r i s o n n i e r s p o litiq u e s i m p o r t a n t s .
Moi, je n ’ai c o m m i s a u c u n c r im e e t m o n s i e u r d e V illefo rt m ’a v a it
prom is...
E dm o n d c o m p re n d alo rs que t o u t e sp o ir e s t p e rd u e t p o u r
é c h a p p e r a u s o r t qui l’a t t e n d , il t e n t e de se j e t e r à la m e r . Mais
le s g e n d a r m e s r é u s s i s s e n t à le r e t e n i r . P e u d e t e m p s a p r è s ,
l’e m b a r c a t i o n a r r iv e s u r l’île. On c o n d u i t D a n tè s d a n s u n e cellule.
40
Le comte de Monte-Cristo
1. Un écu : a n c ie n n e m o n n a ie .
42
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
V F
1 On fait m o n te r Edmond à bord d ’une p e tite em barcation. [
/ Le château d ’if e st une prison d’État.
3 Arrivé sur l’île, Edmond e s t conduit dan s une cellule.
4 Edmond d e m a n d e au geôlier de voir son père et
Mercédès.
5 Un abbé e st au cacho t parce qu’il a o ffe rt de l’a rgen t
en échange de sa liberté.
6 Edmond prend un couteau e t m en ace le geôlier.
7 Q uatre soldats e m m è n e n t Edmond d a n s un cachot.
3 Désespéré, Edmond te n te de
a Q se je t e r à la mer.
b □ corrom pre le gendarm e,
c Q j e te r le g e n d a rm e à la mer.
43
Selon le geôlier, un prisonnier pe u t désirer
a □ de l’e au e t du pain,
b Q ] du pain, de l’eau e t du vin.
c Q du pain, de l’eau e t de la paille pour dormir.
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
44
Q Associez la fin de chaque expression à son début.
P r o d u c t io n é c rite e t o ra le
45
WMÊBÊUÊ3M
C H A P IT R E 6
1. L es m a l l e s : b a g a g e s .
46
Le comte de Monte-Cristo
F e r n a n d e s t a l l é r e j o i n d r e M e r c é d è s c h e z e l l e . La j e u n e
c a t a l a n e e s t folle d e d é s e s p o i r e t F e r n a n d , qui s o u f f r e d e la vo ir
si t r i s t e , ju r e q u ’il r e s t e r a a u p r è s d ’elle. Le p è r e D a n tè s , lui, a t a n t
de p e in e p o u r s o n fils q u ’il e n t o m b e m a la d e . M orrel, d e s o n c ô té ,
a e s s a y é p a r t o u s les m o y e n s d e v e n i r e n a id e à E d m o n d , m a is
t o u s s e s e f f o r t s o n t é t é in utiles. C a d e r o u s s e n e se p a r d o n n e p a s
ce qui s ’e s t p a s s é , m a is a u lieu d ’a g ir, il s ’e n f e r m e c h e z lui p o u r
bo ire e t e s s a y e r d ’o ub lier. D a n g la r s e s t é v i d e m m e n t le s eu l à ê t r e
tra n q u il le e t h e u r e u x : il s ’e s t a s s u r é s a p la c e à b o r d du P haraon.
V i l l e f o r t a d o n c d é c i d é d e p r é v e n i r L o u i s X V III d e la
c o n s p i r a t i o n d o n t il e s t l’o b j e t . S ’il a v e r t i t l u i - m ê m e le roi, il
o b t i e n d r a s a r e c o n n a i s s a n c e , il e m p ê c h e r a q u e le n o m d u
c o n s p i r a t e u r , c ’e s t - à - d i r e c e lu i d e s o n p è r e , n e s o i t r é v é l é e t
s u r t o u t , il s a u v e r a s a c a r r iè r e .
C e p e n d a n t , m a lg r é les e f f o r t s d u s u b s t i t u t , N a p o lé o n r e m o n t e
s u r le t r ô n e q u e lq u e s jo u r s plu s t a r d . M q n s ie u r M orrel t e n t e a lo rs
d ’i n t e r v e n i r d e n o u v e a u a u p r è s d e V i l l e f o r t . C e d e r n i e r ,
c o n v a in c u q u e la c h u t e d e l’E m p e r e u r e s t i m m i n e n t e , n e p e u t p a s
r e l â c h e r D a n t è s s a n s r i s q u e r p o u r lui e t s a c a r r iè r e . P o u r n e p a s
év e ille r les s o u p ç o n s d e M orrel, V ille fo rt f a i t s e m b l a n t d e v o u lo ir
a id e r D a n tè s .
— La s e u l e s o l u t i o n e s t d ’é c r i r e u n e l e t t r e a d r e s s é e a u
m i n i s t r e d e la J u s t i c e , e x p l i q u e - t - i l s u r u n t o n q u i s e v e u t
b ien v e illa n t.
— M a i s c o m m e n t s e r o n s - n o u s s û r s q u ’e l l e a r r i v e r a ?
s ’in q u iè t e M orrel.
— N ous a llo n s l’é c r ir e e n s e m b l e e t je p r e n d r a i m o i - m ê m e soin
de la fa ir e p a r v e n i r .
V illefo rt d ic t e la l e t t r e à l’a r m a t e u r .
48
La trahison
CHAPITRE 6
49
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
3 Villefort sait
a Q que sa réaction est honnête,
b Q q u’il sacrifie un innocent à son ambition.
50
O Uelisez le chapitre, puis m ettez une croix dans la ou les case(s)
correspondant au caractère de chaque personnage.
C D VD F MO M V
Ambitieux(-se)
( :ourageux(-se)
I >ésespéré(e)
I>évoué(e)
l autif(-ve)
Indifférence)
tranquille
I leureux(-se)
51
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
Horizontalement
2 Contraire d 'innocence.
5 On en a lorsque l’on a conscience d ’avoir mal agi.
7 Expression de la douleur accom p agn ée de larmes.
8 Contraire de réussite. 1
9 Aider quelqu’un qui
en a besoin.
2
□
□ □ □ □ □ □ □ □ □ □ □
Verticalement
4
1 Personne qui exécute
une co ndam nation.
5
□□
3 Qui va se produire □ □ □ □ □ □ □
trè s bientôt. □ Q .. □ □
4 Doutes sur □ O r □ □
les intentions Z 3f ■7 □ □ □ □ □ □ [ .
de quelqu’un.
□ *, □ □
6 Libérer.
* □ □ □ □ [
□
»□ □ □ □ □ □ □ [
P ro d u c tio n é c rite e t o ra le
d elf Q Un(e) de vos am i(e)s se trouve dans le besoin. Que feriez-vous pour
l’aider ? De quoi seriez-vous capable ?
DELF Vos sentim ents envers une personne que vous appréciez ont changé.
Expliquez pourquoi.
52
m [Link]
l lu ; in a p r è s le r e t o u r du roi s u r le t r ô n e , u n i n s p e c t e u r g é n é r a l se
f e n d d a n s les p r i s o n s p o u r u n c o n t r ô l e . Il v is it e les c e llu le s les
iliifs a p r è s les a u t r e s e t d e m a n d e a u x p r i s o n n i e r s s ’ils o n t d e s
i n l a m a t i o n s à f a i r e . T o u s r é p o n d e n t d e f a ç o n u n a n i m e : la
liberté !
53
Le comte de Monte-Cristo
d e p u is d i x - s e p t siè c le s ! Je n e v o u s d e m a n d e p a s d e m e lib é re r,
m a is de m e d o n n e r d e s ju g e s p o u r q u e m o n p r o c è s a it lieu.
— On v e r r a , a j o u t e l’in s p e c te u r , é m u p a r le d is c o u r s d u je u n e
h o m m e . Qui v o u s a in t e r r o g é ?
— M o n s ie u r d e Villefort. Il a é t é b o n p o u r m oi a u m o m e n t de
l’a r r e s t a t i o n .
— Je p e u x d o n c c ro ire t o u t ce q u ’il a é c r it d a n s v o t r e d o s s i e r ?
— V ous p o u v e z le c ro ire s u r p a ro le , a f f i r m e D a n tè s .
L’i n s p e c t e u r s e r e n d e n s u i t e d a n s le c a c h o t d u d e r n i e r
p r is o n n ie r , celui d ’u n vieil a b b é ita lie n , e m p r i s o n n é d e p u is 1811.
O n le d it fo u p a r c e q u ’il p r é t e n d p o s s é d e r u n i m m e n s e t r é s o r :
l’a b b é F a r i a p r o m e t à c h a q u e p e r s o n n e q u i e n t r e u n e g r o s s e
s o m m e d ’a r g e n t e n é c h a n g e de s a lib e r té .
— Q ue v o u le z - v o u s ? d e m a n d e l’i n s p e c t i u r .
L’a b b é F aria se t r o u v e a u milieu d e la pièce, a s s is à l’i n t é r i e u r
d ’u n c e rc le t r a c é p a r t e r r e . Il e s t e n t r a i n de d e s s i n e r d e s lignes
g é o m é t r i q u e s . Dès q u e l’i n s p e c t e u r e n t r e , il se lève r a p i d e m e n t .
— J e s u i s h e u r e u x d e v o u s v o i r , m ê m e si v o u s m ’a v e z
d é r a n g é ... Je f a is a is d e s calculs t r è s i m p o r t a n t s .
Il se t a i t u n i n s t a n t , pu is il d it à l’i n s p e c t e u r :
— J’ai d e s r é v é l a t i o n s à v o u s faire...
— V o u s v o y e z b i e n q u ’il e s t f o u , m u r m u r e le g a r d i e n .
M a i n t e n a n t , il v a v o u s p r o p o s e r d e l’a r g e n t .
— Je suis n é à R o m e , c o n t in u e l’a b b é , e t p e n d a n t v i n g t a n s , j ’ai
é t é s e c r é t a i r e d u c a r d in a l Rospigliosi. J ’ai é té a r r ê t é e n 1811... je
m e d e m a n d e e n c o r e p o u r q u o i. Je v o u d r a i s p a r l e r a v e c v o u s , seul
à se u l. En é c h a n g e d e m a l i b e r t é , je p e u x d o n n e r u n e é n o r m e
s o m m e d ’a r g e n t à v o t r e g o u v e r n e m e n t .
— Nous c o n n a isso n s v o tre h i s t o i r e , m o n s i e u r , e t le
g o u v e r n e m e n t n 'a p a s b eso in de v o t r e a r g e n t , r é p o n d l’in s p e c te u r .
54
Le comte de Monte-Cristo
— Si je n e s o r s j a m a i s d e p ris o n , si je m e u r s s a n s a v o ir r é v é lé
m o n s e c r e t à p e r s o n n e , ce t r é s o r s e r a p e r d u ! P o u r q u o i n e p a s
v o u lo ir e n p r o f i t e r ?
— À l’e n t e n d r e , o n le c ro ir a i t p r e s q u e , d it l’i n s p e c t e u r à voix
basse.
— Je v o u s dis la v é r it é , ce t r é s o r e x is te ! s ’in d ig n e l’a b b é .
— Ê te s - v o u s b ie n n o u r ri ? i n t e r r o m p t l’i n s p e c t e u r p o u r m e t t r e
fin à l’e n t r e t i e n .
L’a b b é c o m p r e n d q u ’il n ’o b t i e n d r a rie n de c e t h o m m e n o n plus.
— P a rte z , je n ’ai plu s rie n à v o u s dire.
E t il s e r e m e t à s e s c a l c u l s . L’i n s p e c t e u r s o r t d u c a c h o t ,
c o n v a in c u lui a u s s i q u e c e t a b b é e s t c o m p l è t e m e n t fo u.
C o m m e il l ’a p r o m i s à E d m o n d D a n t è s , l ’i n s p e c t e u r v a
e x a m i n e r s o n d o s s i e r d a n s le b u r e a u d u g o u v e r n e u r , m a i s le
r a p p o r t e s t fo rm e l : D a n tè s e s t un b o n a p a r tis te e n ra g é , e t un
c o m m e n t a i r e r é c e n t p r é c is e q u ’il f a u t g a r d e r ce p r i s o n n i e r so u s
h a u t e s u r v e illa n c e . L’i n s p e c t e u r n e p e u t d o n c m a l h e u r e u s e m e n t
r i e n f a i r e p o u r lui, m a i s E d m o n d n e le s a i t p a s e t e s p è r e d e
n o u v e a u r e v o ir la lu m iè r e du jo u r . T rois a n s p lus t a r d , il d o it se
r e n d r e à l’é v i d e n c e : il ne s o r t i r a j a m a i s d e c e t t e p r is o n ! Le plus
n o i r d e s d é s e s p o i r s s ’e m p a r e d e lui : la m o r t lui s e m b l e le
m e ille u r m o y e n d e m e t t r e fin à s e s s o u f f r a n c e s e t il d é c id e d e se
la is s e r m o u r i r d e fa im .
Un soir, t r è s affaib li, il e n t e n d u n b r u i t s o u rd , de l’a u t r e c ô t é
du m u r. Un r a t ? U n e h a ll u c i n a t io n ? La folie ? Le b r u i t c o n tin u e ,
pu is E d m o n d e n t e n d u n e s o r t e d ’é b o u l e m e n t b.. E s t- c e u n a u t r e
p r i s o n n i e r qui, c o m m e lui, c h e r c h e la lib e r té ? E d m o n d r e p r e n d
e sp o ir, m a is n e s e r a - t - i l p a s e n c o r e d é ç u ? Il d é c id e d ’e n a v o ir le
1. U n é b o u le m e n t : c h u t e d e m a t é r i a u x .
56
La trahison
CHAPITRE 7
■i r n r n e t e t il c o m m e n c e à d o n n e r , lui a u s s i, d e s c o u p s c o n t r e le
mu h si la p e r s o n n e c h e r c h e r é e l l e m e n t à s ’é v a d e r , elle p r e n d r a
i” ur e t le b r u it s ’a r r ê t e r a i m m é d i a t e m e n t . Dès le p r e m i e r cou p,
h b r u i t c e s s e : p l u s d e d o u t e , c ’e s t b ie n u n p r i s o n n i e r . . . T r o is
In u tile s j o u r n é e s p a s s e n t . .. t o u j o u r s p a s d e b ru it. Puis, il e n t e n d
pi 1 1m q u e lq u e c h o s e d e l’a u t r e c ô t é d u m u r . Fou de joie, il d é c id e
I 1 * v e n ir e n a id e a u t r a v a i l l e u r in v is ib le . Il c a s s e s a c r u c h e , e n
1 1
|*i i 1 1 p è r e q u e l q u e s m o r c e a u x e t c o m m e n c e à g r a t t e r le m u r .
Api es q u e l q u e s j o u r s d e t r a v a i l i n t e n s e , D a n t è s e s t a r r ê t é p a r
[ U tir g r o s s e p i e r r e . Il e s t c o m p l è t e m e n t d é c o u r a g é , l o r s q u e
I nmiilain, il e n t e n d u n e vo ix d ’o u t r e - t o m b e .
Qui ê t e s - v o u s ? lui d e m a n d e la voix.
lit v o u s ? r é p o n d D a n tè s .
Je su is u n m a l h e u r e u x p r i s o n n ie r . D e p u is c o m b ie n d e t e m p s
I f P " . vo u s e n f e r m é ?
D epuis le 28 f é v r i e r 1815, e t v o u s ?
D epuis 1811.
I i.m tès s e n t u n f r is s o n lui p a r c o u r i r le d o s : l’h o m m e a p a s s é
I q u a t r e a n s d e p l u s q u e lu i e n p r i s o n ! C e t t e i d é e lu i e s t
| lir .u p p o r ta b le , m a is la jo ie d e p o u v o ir e n f in p a r l e r à q u e l q u ’u n e t
ilr Ilouvoir p a r t a g e r s e s s o u f f r a n c e s lui r e d o n n e e sp o ir.
- Je p e n s a is q u e ce m u r d o n n a i t s u r la m e r , r e p r e n d l’h o m m e .
■ j r v o u l a i s p l o n g e r d a n s la m e r e t n a g e r j u s q u ’à l’îl e la p l u s
I p r o c h e . A insi, j ’é t a i s s a u v é ! J ’é t a i s lib r e ! À p r é s e n t , t o u t e s t
I p e r d u ! Adieu !
Non, n e m e laissez pas, ne m ’a b a n d o n n e z p a s ! crie E dm ond,
i Dur. s o m m e s d e u x m a i n t e n a n t ! Je p o u r r a i v o u s a i d e r , n o u s
I » iili rons fuir e n se m b le . Nous p a r le r o n s d e s g e n s qu e n o u s a im o n s !
I <• t o n d e D a n t è s e s t t e l l e m e n t s i n c è r e q u e le p r i s o n n i e r se
l u l v i e c o n v a i n c r e . Ils r é u s s i s s e n t à f a i r e t o m b e r le d e r n i e r
57
Le comte de Monte-Cristo
m o r c e a u d e m u r q u i le s s é p a r e . L o r s q u e l’h o m m e a p p a r a î t ,
D a n t è s le s e r r e d a n s s e s b r a s . S o n n o u v e a u c o m p a g n o n a les
c h e v e u x b la n c s e t p o r te u n e lo n g u e b a rb e n o ire. Ses ép ais
s o u r c i l s s o u l i g n e n t u n r e g a r d p e r ç a n t . Il d o i t a v o i r e n v i r o n
s o i x a n t e - c i n q a n s . L’a b b é F a r i a s e p r é s e n t e à E d m o n d e t lui
e x p liq u e q u ’il e s t e m p r i s o n n é p o u r d e s r a i s o n s p o litiq u e s .
— L o r s q u e j ’ai é t é a r r ê t é , j e c o n n a i s s a i s p a r c œ u r c e n t
c i n q u a n t e liv re s. Je les c o n n a i s e n c o r e e t je m e les r e p a s s e les
u n s a p r è s les a u t r e s p o u r n e p a s les o u b lie r. V o u s v o y e z , je ne
m ’e n n u i e j a m a i s . Q u a n d j ’é t u d i e , j ’o u b l i e le p r é s e n t e t m a
c a p tiv ité .
D a n tè s é c o u t e c e t h o m m e e t a d m i r e s a d é t e r m i n a t i o n , lui qui
s ’e s t r é s i g n é e t n ’a j a m a i s p e n s é à s ’e n f u i r . L es i d é e s e t la
p e r s o n n a l i t é d e l’a b b é d o n n e n t à D a r ï t e s d e l’é n e r g i e e t du
courage pour s u rm o n te r sa souffrance.
F aria lui e x p liq u e a u ss i c o m m e n t il a f a b r iq u é les i n s t r u m e n t s
I*.
qui lui o n t s e rv i p o u r s a t e n t a t i v e d ’é v a s id n , e t c e u x q u ’il u tilise
p o u r é c r ir e e t é t u d ie r .
— Je v o u s m o n t r e r a i t o u t cela q u a n d v o u s v ie n d r e z m e voir.
D a n t è s e s t d e p l u s e n p l u s é m e r v e i l l é p a r le s f a c u l t é s d e
l’a b b é . « P e u t - ê t r e q u e c e t h o m m e , si i n t e l l i g e n t e t si c u l tiv é ,
p o u r r a c o m p r e n d r e le s r a i s o n s d e m o n m a l h e u r » p e n s e - t - i l .
V o y a n t D a n t è s p e r d u d a n s s e s p e n s é e s , l ’a b b é F a r i a lu i
dem ande :
— À quoi p e n s e z - v o u s , m o n a m i ?
— Je p e n s e q u e je su is i g n o r a n t , e t q u e je n e su is m ê m e p a s
c a p a b le de c o m p r e n d r e la r a is o n d e m a c a p tiv ité .
— V o y o n s v o i r . R a c o n t e z - m o i v o t r e h i s t o i r e , d i t l’a b b é e n
s ’a s s e y a n t s u r le lit d ’E d m o n d .
58
C o m p r é h e n s io n é c rite et o r a le
V F
I l'ous les prisonniers disent à l’inspecteur qu ’ils veulent
leur liberté. □□
Edmond ne te n te pas d ’expliquer sa situation, □□
t Edmond d e m a n d e que son procès ait lieu. □□
'1 Edmond a confiance en Villefort. □□
fS I .'abbé Faria p ro m e t une grosse som m e d ’a rgent en
échange de sa liberté. □□
(i I .'inspecteur accepte la proposition de l’abbé. □ □
/ I.c dossier de Dantès confirme qu ’il e s t bo napartiste. □ □
M Après trois ans, Edmond est sûr q u ’il ne sortira
jamais de prison. □□
'• Edmond rep ren d espoir quand il re n co n tre un prisonnier
qui te n te de s ’évader. □□
H) Le prisonnier e st un hom m e jeune e t ignorant. □□
Iirm ettez les phrases dans l’ordre chronologique de l’histoire.
59
g Q Edmond e t l’abbé fo n t to m b e r le dernier m orceau de m u r qui
les sépare.
h Q L’inspecteur exam ine le dossier de Dantès, mais il ne p e u t rien
faire p ou r lui.
i Q Edmond pen se que Faria p o u rra pe u t-ê tre c om p re n dre la
raison de sa captivité.
j Q L’inspecteur se rend ensuite dan s le cachot de l’abbé Faria.
k Q Les idées e t la personnalité de l’abbé do n n e n t du courage à
Edmond.
1 Q L’inspecteur va dan s le c ach ot où se trouve Edmond.
mo Écoutez a tten tivem en t l’enregistrem ent, puis com plétez les phrases.
E n r ic h is s e z v o tr e v o c a b u la ir e
60
l □ Faire com m e si de rien n ’était.
2 Être généreux.
3 | Très bien c onnaître quelque chose.
A Être sûr de quelque chose a p rè s l’avoir vérifié.
A | | Si vous e n avez envie.
0 | Ne pas apprécier quelqu’un.
7 | | Parler avec franchise.
o un trô n e c un tr é s o r e de l’a rg e n t
li un ra t d des cheveux blancs f un sourcil
61
G r a m m a ir e
Le d is c o u rs d ire c t e t le d is c o u rs in d ire c t
Le discours direct e st la transcription ex acte des paroles ou des pensées
de quelqu’un. Il e st introduit par des guillemets. Le discours indirect
rapporte les propos de quelqu’un par l’intermédiaire d’un n arrateur.
Discours direct L’inspecteur d it : « Nous so m m es le 30 juillet 1816. »
Discours indirect L’inspecteur d it que nous som m es le 30 ju illet 1816.
Lorsque l’on p asse du discours direct au discours indirect, la ph rase
subit des tr a n s fo rm a tio n s au niveau :
• des tem p s (si le verbe de la principale e s t au passé).
62
Les châteaux de Dumas
t i ln'llcmi de Monte-Cristo
i r i )'i,uv au succès des Trois Mousquetaires et du comte de Monte-
ii i:> i|ti' Alexandre Dumas achète un domaine au Port-Marly, près
i l'an . Un 1844, il y fait construire le château de M onte-Cristo,
uni un château Renaissance, qui devient la demeure principale de
ci i h un Dans le parc à l'anglaise, il y a de nombreuses grottes et
m ailes, ainsi q u 'u n petit château néogothique. Surnom m é « le
le,ni d'il », ce dernier servira de cabinet de travail à Dumas.
63
Le château d’If
Situé sur une petite île proche de M arseille, le château d 'If a été
construit au début du XVIe siècle à la dem ande de François Ier afin de
protéger le port de Marseille. En 1634, cette forteresse devient une
p ris o n d 'É ta t. A p rè s 1689, de n o m b re u x p r o te s ta n ts s e ro n t
e m p riso n n é s et m o u rro n t d a n s les c e llu le s d u c h â te a u d 'If.
>
Contrairement à la légende, le Masque de fer et le m arquis de Sade
J?''
n 'o n t jamais été incarcérés dans cette prison. Le château d'If doit
surtout sa notoriété au célèbre rom an d'Alexandre Dumas, Le comte
de Monte-Cristo, même si José Custodio Faria et Edmond Dantès n'y
ont vraisemblablement jamais « séjourné ».
C o m p r é h e n s i o n é c rite
Q Lisez a tten tivem en t le dossier, puis dites s ’il s ’agit du château de
Monte-Cristo (MC) ou du château d’If (IF).
MC IF
1 Il a été c o n stru it en 1844. □ □
2 Il est situé sur une île proche de Marseille. □ □
3 Il devient prison d ’État en 1634. □ □
4 C’est Alexandre Dumas qui l’a fait construire. □ □
5 Il se trou ve près de Paris. □ □
6 C’e st une espèce de forteresse. □ □
7 C’e st un c h â te a u Renaissance. □ □
8 Il doit sa no to rié té au com te de M onte-Cristo. B □
64
Le trésor de Monte-Cristo
’.ilih é p o se p lu s ie u r s q u e s t i o n s à D a n t è s s u r les é v é n e m e n t s de
i vie q u e , p a r i g n o r a n c e o u p a r n a ï v e t é , ce d e r n i e r n ’a p a s
i n m p ris . Il e x p liq u e à D a n t è s q u e ce s o n t la ja lo u s ie e t l’a m b i t i o n
|ni o n t p o u s s é D a n g la r s à é c r ir e c e t t e l e t t r e . Il e s t é v i d e n t q u e
ri [Link] a im a it M e r c é d è s e t qu e , lui a u s s i, a v a i t i n t é r ê t à le v o ir
li‘*l >.i naître. Il d e m a n d e e n s u i t e à E d m o n d c o m m e n t s ’e s t d é r o u lé
"ii i n t e r r o g a t o i r e . F a ria en c o n c lu t que V ille fo rt e s t
ri i .i i n e m e n t u n h o m m e t r è s a m b i t i e u x . En b r û l a n t la l e t t r e , il
Ir 11 u is a it u n e p r e u v e c o n t r e s o n p è r e , N o i r t i e r d e V ille fo rt, e t
ion p a s c o n t r e E d m o n d . Si q u e l q u ’un a v a i t lu c e t t e le ttr e , c ’é t a i t
'« v e n ir de V ille fo rt qui é t a i t b risé ... p a s celui d ’E d m o n d . C e t t e
h i n iè re n ou ve lle f a i t p e r d r e à D a n tè s t o u t e s s e s illusions. L’a b b é
ise à s o n j e u n e a m i le t e m p s d e r e p r e n d r e s e s e s p r i t s a v a n t
<I ijo u te r :
l’a u r a is m ie u x f a i t de ne p a s v o u s é c la ir e r s u r v o t r e vie.
P o u rq u o i ? lui d e m a n d e E d m o n d , s u r p r is .
P a rc e q u ’un n o u v e a u s e n t i m e n t v a m a i n t e n a n t g u id e r v o s
|uv. la v e n g e a n c e !
65
Le comte de Monte-Cristo
66
Le comte de Monte-Cristo
1. U n e c r iq u e : p e t i t g o l f e .
2. U n lin c e u l : d r a p q ui s e r t à e n v e l o p p e r u n c a d a v r e .
C o m p r é h e n s io n é c r ite e t o ra le
69
8 L’abbé déclare à Edmond
a Q que ce tr é s o r es t désorm ais perdu pour to u t le monde,
b Q q u’il e st com m e son fils e t que ce tr é s o r lui app artient,
c Q que rien ne l’a consolé de la solitude et de la prison.
70
' Chez les Romains, on enseigne la lecture e t l’écriture
aux e n fa n ts à p a rtir de neuf ans.
P ro d u c tio n é c r ite et o ra le
71
La fuite
« Je s u i s d e n o u v e a u s e u l e t j e n e s o r t i r a i d e c e c a c h o t q u e \ T
lo r s q u e je s e r a i m o r t , e n v e l o p p é d a n s c,ét h o rrib le linceul, c o m m e
C l ■
F a ria » p e n s e D a n tè s .
U ne idée lui t r a v e r s e a lo rs l’e s p rit...
« P o u rq u o i n ’y a i-je p a s p e n s é p lu s t ô t ?! P u is q u ’il n ’y a q u e les
m o r t s qui p e u v e n t s o r t i r d ’ici, il s u f f i t q u e je p r e n n e la p la c e de
Fa ria e t je s e r a i d e n o u v e a u libre ! »
E d m o n d t r a n s p o r t e le c a d a v r e d a n s s o n p r o p r e c a c h o t e t le
m e t d a n s s o n lit. Il e m b r a s s e u n e d e r n i è r e fois s o n a m i, r e t o u r n e
d a n s le c a c h o t d e l’a b b é e t s e g l i s s e d a n s le s a c d e t o i l e . Le
l e n d e m a i n , o n v i e n t c h e r c h e r le c o r p s p o u r le p o r t e r a u
c i m e tiè r e , d u m o in s , c ’e s t ce q u e c r o it E d m o n d . Mais à la p r is o n
d ’If, le se u l c i m e t i è r e , c ’est... la m e r ! D a n t è s s ’e n r e n d c o m p t e
lo r s q u ’il se s e n t j e t é d a n s le vide. Q u e lq u e s s e c o n d e s p lu s t a r d , il
se r e t r o u v e d a n s l’e a u , m a i s il r é u s s i t à s o r t i r d e s o n s a c e t à
r e m o n t e r à la s u r f a c e , s a in e t s a u f , e t s u r to u t ... libre !
Il c o m m e n c e à n a g e r e n e s p é r a n t q u e le s g a r d i e n s n e le
v e r r o n t p a s . E d m o n d D a n tè s e s t u n e x c e lle n t n a g e u r : s ’il a rriv e
72
La trahison
CHAPITRE 9
s u r l’île la p lu s p r o c h e , il s e r a s a u v é . Il n a g e p e n d a n t p lu s d ’u n e
h e u r e : il e s t é p u i s é , il a f a i m e t s o i f , il s e n t s e s f o r c e s
l’a b a n d o n n e r , m a i s la c h a n c e lui s o u r i t e n f i n c a r il a p e r ç o i t u n
b a te a u . Il a p p e lle a u s e c o u r s e t d a n s u n d e r n i e r e f f o r t, il t e n t e de
l’a t t e i n d r e . M ais u n e v a g u e l’e m p o r t e , l’e a u s a lé e le s u f f o q u e ...
« C’e s t la fin » p e n s e - t- il . T o u t à c o u p , il se s e n t a r r a c h é d e l’e a u
e t q u e lq u e s s e c o n d e s plu s t a r d , il s e r e t r o u v e allo n g é s u r le p o n t
du b a t e a u où il s ’é v a n o u it. D eux m a r i n s , à la f o rc e de le u r s b r a s ,
l’o n t t i r é h o r s d e l’e a u . L o r s q u ’il r e p r e n d c o n n a i s s a n c e , il f a i t
c r o i r e à s e s n o u v e a u x c o m p a g n o n s q u ’il e s t le n a u f r a g é d ’u n
b a t e a u qui s ’e s t é c h o u é 1 la veille c o n t r e les ro c h e r s . Le c a p i t a i n e
de la J e u n e -A m é lie c r o it à l’h is to ir e d ’E d m o n d e t l’e n g a g e c o m m e
m arin .
M a i n t e n a n t q u ’il e s t libre, E d m o n d n e p e n s e q u ’à s e v e n g e r .
C 'e s t p o u r c e t t e r a i s o n q u ’il s ’e s t s e u l e m e n t e n g a g é p o u r t r o i s
m o is . Il p e n s e à t o u t le m a l q u ’il p o u r r a f a i r e à s e s e n n e m i s ,
lo r s q u ’il p o s s é d e r a le f a m e u x t r é s o r e n t e r r é d a n s l’île d e M o n te -
Cristo. Mais c o m m e n t fa ir e p o u r a t t e i n d r e c e t t e île ? La c h a n c e
lui s o u r i t a l o r s u n e s e c o n d e f o is . En e f f e t , le c a p i t a i n e d e la
Je u n e -A m élie , u n c é lè b r e c o n t r e b a n d i e r , d é c id e de f a ir e é t a p e s u r
l’île d e M o n te - C r is to a v a n t d ’a lle r é c h a n g e r d e s m a r c h a n d i s e s s u r
u n e a u t r e île. C’e s t u n e o p p o r t u n i t é à ne p a s m a n q u e r ! L o r s q u ’ils
. i b o r d e n t d a n s l’île, E d m o n d , s o u s p r é t e x t e d e p a r t i r c h a s s e r ,
c o m m e n c e à e x p l o r e r l e s l i e u x . Il s u i t a v e c p r é c i s i o n l e s
in d ic a tio n s q u e lui a v a i t d o n n é e s F a r ia e t a r riv e à l’e n d r o i t e x a c t
où d e v r a i t se t r o u v e r le t r é s o r . Il c r e u s e d ’a b o r d a v e c s a p io c h e ,
p u is f a i t s a u t e r le r o c h e r a v e c d e la p o u d r e d e s a l p ê t r e 2 : il
1. S ’é c h o u e r : p o u r u n b a t e a u , t o u c h e r le f o n d e t s ’i m m o b i l i s e r .
2. Le s a lp ê t r e : ici, p o u d r e e x p l o s i v e .
73
Le comte de Monte-Cristo
d é c o u v re a lo rs un e s c a lie r qui d e s c e n d d a n s u n e g r o t t e t r è s
som bre.
« Je suis p e u t - ê t r e f o u d ’a v o ir c r u à l’e x i s t e n c e d e ce t r é s o r ... »
p e n s e - t- il. « F a r ia s ’e s t p e u t - ê t r e t r o m p é ? Non, c’e s t i m p o s s ib le !
Mais q u e l q u ’u n e s t p e u t - ê t r e d é jà v e n u le r é c u p é r e r ? »
Il r e s t e u n i n s t a n t im m o b ile d e v a n t c e t t e o u v e r t u r e , p u is il se
d é c id e à d e s c e n d r e . Il a r r iv e d a n s u n e p r e m i è r e g r o t t e : il d o it
d é c o u v r i r u n p a s s a g e qui d e v r a i t l’a m e n e r d a n s u n e s e c o n d e
g r o t t e o ù s e t r o u v e le t r é s o r . Il c r e u s e « d a n s l’a n g l e le p lu s
élo ig né de la s e c o n d e o u v e r t u r e », j u s q u ’a u m o m e n t où s a pioc he
r e n c o n t r e u n e c e r t a i n e r é s i s t a n c e . À l’a id e d e s e s m a in s , E d m o n d
d é g a g e la t e r r e q u i r e c o u v r e le c o u v e r c l e d ’u n c o f f r e e n b ois.
Plus de d o u te , le t r é s o r e s t bie n là !
C ’e s t a v e c u n e é m o t i o n i n t e n s e î j u ’E d m o n d s o u l è v e le
c o u v e rc le du c o f f r e : il e s t ébloui M Le c o f fr e e s t re m p li d ’o r e t de
p ie r r e s p r é c ie u s e s .
'V
D a n t è s r e p a r t a v e c s e s c o m p a g n o n s j u s q u ’à L iv o u r n e o ù il
v e n d q u e l q u e s d i a m a n t s . Il q u i t t e la J e u n e - A m é l i e e t s e s
c o m p a g n o n s c a r s o n e n g a g e m e n t e s t t e r m i n é . A v a n t d e p a r tir , il
o f f r e un b a t e a u e t u n é q u ip a g e à s o n a m i J a c o p o à qui il d e m a n d e
d ’aller à M arseille p o u r s ’i n f o r m e r s u r M e rc é d è s e t s u r s o n p è re .
Il a p p r e n d ain si q u e s o n p è r e e s t m o r t e t q u e M e rc é d è s a d is p a r u .
E d m o n d r e t o u r n e à M arseille, m a is il p r e n d p lu s ie u r s i d e n t i t é s
p o u r n e p a s se f a i r e r e c o n n a î t r e : il d e v i e n t Lord W ilm o r e o u bien
e n c o r e l’a b b é Busoni. C’e s t ainsi d é g u is é q u ’il v a c h e z C a d e r o u s s e
p o u r e n t e n d r e s o n h is to ir e . T o u t ce q u e lui r a c o n t e C a d e r o u s s e
c o r r e s p o n d e x a c t e m e n t à ce q u ’a v a i t im a g in é F aria. Il a p p r e n d
a i n s i q u e s o n p è r e e s t m o r t e t q u e c ’e s t e f f e c t i v e m e n t p a r
1. É b lou i : ici, é m e r v e i l l é .
74
Le comte de Monte-Cristo
j a l o u s i e q u e F e r n a n d e t D a n g la r s o n t d é n o n c é E d m o n d c o m m e
a g e n t b o n a p a r t i s t e . En r e v a n c h e , m o n s i e u r M o r r e l a e s s a y é
p lu s ie u r s fo is d ’i n t e r v e n i r e n f a v e u r d ’E d m o n d , a u péril de s a vie.
— A u j o u r d ’h u i , m o n s i e u r M o r r e l v i t d a n s la m i s è r e , lui
a n n o n c e C a d e r o u s s e s u r u n t o n p l e i n d e t r i s t e s s e . C ’e s t u n
h o m m e ruiné... Q u e v o n t d e v e n ir s o n fils e t s a fille ? P e r s o n n e n e
v e u t é p o u s e r u n e fille r u in é e . V ous v o y e z , lui c o m m e m oi, n o u s
a v o n s é t é b o n s e t v e r t u e u x e t n o u s n o u s r e t r o u v o n s d a n s la
m is è r e , t a n d i s q u e F e r n a n d e t D a n g la r s o n t f a i t f o r t u n e . Et
p o u r t a n t , ce s o n t e u x les c o u p a b le s !
L’a n c ie n c o m p t a b l e d u P h a ra o n e s t e n e f f e t d e v e n u le b a r o n
D a n g l a r s , e t F e r n a n d , le c o m t e d e M o r c e r f . D a n t è s a p p r e n d
é g a l e m e n t q u e M e r c é d è s , m a lg r é t o u t e s s e s r é ti c e n c e s , a fini p a r
a c c e p t e r d ’é p o u s e r F e r n a n d d o n t elle a e u u n j-ils n o m m é A lb e rt.
D a n t è s s e f a i t a u s s i p a s s e r p o u r u n e m p l p y é d e la m a i s o n
T h o m s o n e t F ren ch p o u r e n s a v o i r d a v a n t a g e s u r m o n s i e u r d e
V illefort. En f e u i l l e t a n t les r e g i s t r e s d e la p ris o n , il c o m p r e n d q u e
l’a b b é F a r i a a v a i t e n c o r e u n e f o i s r a i s o n . Il t r o u v e a u s s i la
d é n o n c i a t i o n é c r i t e p a r D a n g la r s q u ’il c a c h e d i s c r è t e m e n t d a n s
s a p o c h e . C’e s t p o u r s a u v e r s a c a r r i è r e q u e V i l l e f o r t l’a f a i t
a c c u s e r . Enfin, c ’e s t s o u s le d é g u i s e m e n t d e S im b a d le M a rin q u ’il
s a u v e d e la r u in e e t d e la m i s è r e la f a m il le M orrel. Il s u p p r i m e
t o u t e s le s d e t t e s d e la m a i s o n q u i s ’é t a i e n t a c c u m u l é e s p a r
m a l c h a n c e e t n o n p a r m a l h o n n ê t e t é , e t il o f f r e un d i a m a n t à
Julie, la fille de m o n s i e u r M orrel, p o u r q u ’elle se m a rie .
76
C o m p r é h e n s io n é c r ite e t o r a le
>^iU* Q Écoutez atten tivem en t l’enregistrem ent du chapitre, puis rem ettez
les phrases dans l’ordre chronologique de l’histoire.
77
Q Quels élém ents im portants apprend-on sur les personnages ?
Edmond D antès
Mercédès
Fernand
Danglars
Monsieur Morrel
Caderousse
E n r ic h is s e z v o tr e v o c a b u l a i r e
1 La nage .......................................................
2 La pensée *.....
3 La m o rt .................................... ..................
4 La réussite ............................ ........ ....... .........
5 La vengeance ...................................... U.............
6 L’espoir .......................................................
1 Q Appeler a connaissance.
2 E ] R em on ter à b compte.
3 Q Se rend re c la surface.
4 [ E Reprendre d au secours.
78
Q A ssociez chaque m ot à l’image correspondante.
P ro d u c tio n é c r ite et o r a le
79
R endez-vous sur le site w w w .[Link] .
C liquez ensuite sur l’onglet S tudents, puis sur la catégorie Lire e t
s ’entraîner. C hoisissez enfin votre niveau et le titre du livre pour
accéder aux liens du projet Internet.
B Vous avez décidé d ’aller visiter le château d ’If avec votre classe.
Vous devez organisez le voyage. Pour cela, cliquez sur la rubrique
« Les visites et les tarifs » et sur « Les inform ations pratiques »,
puis répondez aux questions.
t
►Vous envoyez une lettre au château d ’If pour prévenir de votre
arrivée. À quelle adresse écrivez-vous ?
►Vous devez décider de la date de visite. Le château est-il ouvert
toute l’année ?
►Vous décidez de partir au mois d ’avril. Q uelles sont les horaires
de visite ?
k Dans votre classe, vous êtes 25 élèves. Vous êtes âgés de 18 à
20 ans et vous êtes accom pagnés de trois adultes. C om bien
allez-vous payer la visite au total ?
►Vous choisissez une visite com m entée en français. C om bien de
tem ps dure-t-elle ? Que ne devez-vous pas oublier de faire ?
t Vous êtes à M arseille. Pour vous rendre sur l’île, vous devez
prendre le bateau. Où le prenez-vous ? Vous prenez le prem ier
bateau qui part de M arseille. À quelle heure arrivez-vous à If ?
Com bien de tem ps dure le trajet de retour ? À quelle heure part
le dernier bateau ?
80
m m
Personnages
84
Le comte de Monte-Cristo
86
La vengeance
CHAPITRE 1
88
7 Monte-Cristo e st toujours accom pagné d ’une
a [ ] jeune fe m m e née à Athènes.
b Q belle esclave grecque,
c Q fe m m e qui voudrait le quitter.
8 À la fin du déjeuner,
a Q ] Monte-Cristo saluent les invités e t s ’en va.
b Q Albert v e u t p ré s e n te r M onte-Cristo à ses parents,
c Q Monte-Cristo re s te seul avec les invités.
En a t t e n d a n t l’a r r i v é e du c o m t e , A l b e r t r a c o n t e à s e s a m i s s a
(1) a v e c M o n te -C ris to . F ra nz e s t r e ç u d a n s un
so m p tu e u x palais chez un certain (2) ............................... qui e s t en fait
M o n t e - C r i s t o . Les a m i s d ’A l b e r t d o u t e n t d e l’e x i s t e n c e d e ce
personnage quand, so u d ain , on
a n n o n c e s o n a r r i v é e . Le c o m t e d e M o n t e - C r i s t o a p p a r a î t p lu s
(3) .................................. q u ’un roi e t plus (4) .................................. q u ’un
p rince : un v é ritab le (5) .................................. m ê m e s ’il se m b le un peu
( 6 ) .................................D’ailleurs, Franz d ’Épinay a conseillé à Albert de
faire a tte n tio n au c o m te de M onte-Cristo : il donn e l’im p ression de
venir d ’un a u tre m on de com m e un (7) ................................. Albert pense
que sa mère le voit co m m e un hom m e v ra im e n t ( 8 ) .................................
89
h
E n r ic h is s e z v o tr e v o c a b u la ir e
Les hom ophones s o n t des m o ts qui se p ro n o n c e n t de la m ê m e façon,
mais qui o nt une o rth o g ra p h e e t un sens différents.
Il raconte à ses am is sa rencontre avec ce héros sorti d'un conte (histoire)
des Mille e t une nuits.
Ce soir, nous som m es invités chez le co m te (titre de noblesse) de
Monte-Cristo.
1 ta n t, te m p s
C’e st le plus grand b and it de to u s l e s , ila i m e ..................
voler les gens !
2 dans, d ents
Il a une loge r é s e r v é e ................... chaque thé â tre .
Le co m te vous prie de l’excuser, il a mal a u x ......................
*.
3 cette, sept
....................fe m m e e s t une jeune esclave qu’il a achetée pour
..................... écus.
4 mers, mère
L a ....................d ’Haydée a été vendue avec sa fille.
Le c om te en a u r a tra v e rs é d e s ....................d an s sa vie !
5 met, mais
La co m tesse e st te r r o r is é e , il ne s ’en aperçoit pas.
I l .....................son ch apeau et s’en va.
6 fin, faim
Ils avaient t e l l e m e n t ..................... q u ’ils se je tè r e n t sur le repas.
L a ..................... ne justifie pas les moyens.
P r o d u c tio n é c r ite e t o ra le
-CF Q Vous allez vous installer avec vos parents dans une autre ville. Que
faites-vou s pour vous adapter à votre nouvelle vie ?
90
Edmond Dantès (Robert Donat) et l’abbé Faria (O.P. Heggie) dans le film
T he C o u n t o f M on te-C risto de Rowland V. Lee.
D u m a s ,
e n t r e p e tit e t g r a n d é c r a n
Un auteur très adapté
Dumas a toujours été un écrivain très apprécié des scénaristes et des
réalisateurs. En effet, son écriture se m arie particulièrem ent bien
avec la m ise en scène c in é m a to g ra p h iq u e . Les n o m b re u x
rebondissements, les descriptions et la maîtrise du suspense sont les
ingrédients qui font le succès de chaque adaptation de ses rom ans au
cinéma.
Des débuts du cinéma à nos jours, on com pte plus de trois cents
adaptations des œ uvres de Dumas, aussi bien au ciném a q u 'à la
télévision. Les réalisateurs n'hésitent pas à prendre de nom breuses
libertés par rap p o rt aux œ uvres de l'écrivain. Mais cela n 'a u ra it
sûrem ent pas gêné ce dernier qui acceptait les m odifications si le
résultat était bon. D 'ailleurs, lorsqu'il devait adapter l'une de ses
œuvres au théâtre, Dumas était le premier à changer l'histoire !
91
Et Monte-Cristo ?
Edm ond Dantès, héros ténébreux et vengeur, a inspiré de nombreux
réalisateurs dont Henri Pouctal, qui réalise la première adaptation
française en 1917. Régulièrem ent, des cinéastes du m onde entier
proposent des versions plus ou moins traditionnelles du rom an de
Dumas. En 2006, par exemple, Francesco M archetti transform e le
rom an en music-hall, Il Conte di Montecristo « The Musical ». Quelques
années auparavant, Mahiro Maeda réalise une série d 'anim ation de
vingt-quatre épisodes (Gankutsuou).
La télévision aussi a porté cette histoire à l'écran : en 1998, Josée
D ayan donne à M ercédès les traits d'O rnella M uti, et à Edm ond
Dantès ceux de Gérard Depardieu.
D u cin ém a m u e t ju s q u 'à n o s jo u rs , D u m a s, e t Le comte de
M on te-C risto e n p a rtic u lie r , re ste d o n c u n e v é rita b le so u rc e
d'inspiration pour le septième art.
X 7 V*A ' * ' !
C o m p r é h e n s io n é c r ite ->
d e l f^^ Lisez a tte n tiv e m e n t le dossier, puis d ites si les affirm ations
suivantes son t vraies (V) ou fausses (F).
V F
1 Il y a peu d ’a d a p ta tio n s ciném atographiques des
œ u v re s de Dumas. □ □
2 L’a d a p tatio n des r o m a n s de Dumas au cinéma
n ’e s t pas facile. □ □
3 Il existe plus de trois cents a d a p ta tio n s du Comte
de Monte-Cristo. □ □
4 Dumas interdisait de tra n s f o r m e r ses histoires. □ □
5 Le com te de M onte-Cristo a se ulem en t
é té a d a p té au cinéma. □ □
6 G érard Depardieu a joué le rôle de Monte-Cristo. □ □
92
La maison d’Auteuil
m [Link]
Le c o m t e d e M o n te - C r is to h a b i t e à P a ris, d a n s u n a p p a r t e m e n t
s u r les C h a m p s - E ly s é e s . C e p e n d a n t, il d é s ir e a c h e t e r u n e m a i s o n
de c a m p a g n e p r è s d e la c a p ita le , à A uteuil.
— À Auteuil ? d e m a n d e n e r v e u s e m e n t Bertuccio, so n i n t e n d a n t .
M o n te - C r i s to n ’a p a s r e m a r q u é la r é a c t i o n d e s o n s e r v i t e u r ,
m a i s l o r s q u ’ils a r r i v e n t s u r l e s l i e u x , le c o m p o r t e m e n t d e
B e rtu c c io d e v i e n t de plu s e n plus é t r a n g e . Il r e f u s e t o u t d ’a b o r d
d ’e n t r e r d a n s la m a is o n .
— Il y a d e s d iz a in e s de m a i s o n s à v e n d r e à A uteuil, e t v o u s ,
v o u s a v e z cho isi celle d u 28, r u e d e la F o n ta in e ... la m a i s o n du
c r im e !
— Mais q u e d i t e s - v o u s , B e rtu c c io ? E n t r e z a v e c m oi, s ’il v o u s
plaît.
L’i n t e n d a n t o b é i t f i n a l e m e n t a u c o m t e a v e c u n e c e r t a i n e
h é s i t a t i o n . Les d e u x h o m m e s t r a v e r s e n t p lu s ie u r s p iè c e s, p u is ils
a r r i v e n t d a n s le ja r d in . B e rtu c c io s ’é c rie a lo r s :
— N on ! N ’alle z p a s p lu s loin ! V o u s v o u s t r o u v e z à l’e n d r o i t
e x a c t où il a é t é t u é !
93
Le comte de Monte-Cristo
— M a is e n f i n , e x p l i q u e z - v o u s ! d i t le c o m t e s u r u n t o n
au to ritaire.
— C’e s t d a n s c e t t e m a i s o n q u ’h a b i t a i t le m a r q u i s d e S a i n t -
M é r a n . Sa s e u le e t u n iq u e fille s ’é t a i t m a r i é e a v e c m o n s i e u r de
V illefort.
— Je c o n n a is les C o rse s, B e rtu c c io ! Il s ’a g it d 'u n e h is t o i r e de
v e n d e t t a , n ’e s t - c e p a s ?
— Oui... j ’a v o u e , r é p o n d B e r t u c c i o . Et c ’e s t ici q u ’elle s ’e s t
a c c o m p lie .
— Mais p o u r q u o i v o u s ê t e s - v o u s v e n g é du m a r q u i s d e S a in t -
M é r a n ? d e m a n d e le c o m te .
— Je n e v o u la is p a s m e v e n g e r d e lui, m a is de l’in f â m e m a r i de
s a fille, m o n s i e u r d e V illefort.
— R a c o n te z - m o i t o u t e l’h is to ir e d e p u is Jé d é b u t, B ertu c cio .
— C’é t a i t e n 1815. A p rè s la d é f a i t e de N a p o lé o n , les r o y a l i s t e s
o n t f a i t a s s a s s i n e r les s o l d a t s qui a v a i e n t servi l’E m p e r e u r . Mon
g r a n d f r è r e e n f a i s a i t p a r t i e . . . Je s u i s a llé v o i r le p r o c u r e u r
V illefort e t je lui ai d e m a n d é d e r e t r o u v e r les a s s a s s i n s d e m o n
f r è r e . C’e s t s o n rô le a p r è s t o u t ! Et v o u s s a v e z ce q u ’il m ’a d it ? Il
m ’a d it q u e c’é t a i t m o n f r è r e qui é t a i t u n t r a î t r e l, p u i s q u ’il a v a i t
servi N apoléon, q u e c’é t a i t lui le v é r ita b le a s s a s s in ! « M o n sie u r »,
lui ai-je d it a lo rs, « je v o u s d é c la r e la v e n d e t t a ! Et v o u s s a v e z ce
q u e c ela v e u t d ire p o u r u n C o rse ? Cela signifie, m o n s ie u r , q u e je
v o u s t u e r a i ! ». S u r c e s m o ts , je m e su is e n fu i. À p a r t i r d e ce j o u r -
là, je n ’ai p a s a r r ê t é d e le su iv re . Il d e v a i t s e n t i r m a p r é s e n c e , c a r
p a r t o u t o ù il a lla it, j ’é t a i s là, à q u e l q u e s p a s d e lui. Je m e s u is
r e n d u c o m p t e q u ’il v e n a i t s o u v e n t à A uteuil, d a n s c e t t e m a is o n ,
pour ren co n trer une fem m e.
1. U n t r a î t r e : ici, p e r s o n n e q u i e s t i n f i d è l e à u n e c a u s e .
94
La vengeance
CHAPITRE 2
— C o n n a is s e z - v o u s le n o m de c e t t e f e m m e ?
— N o n , m a i s j e s u i s s û r q u e le b e a u - p è r e d e m o n s i e u r d e
V ille fo rt, le m a r q u i s d e S a i n t - M é r a n , lo u a it c e t t e m a i s o n à u n e
j e u n e v e u v e d e d i x - n e u f a n s . J ’a v a i s d é c i d é d ’a c c o m p l i r m a
v e n g e a n c e d a n s c e t t e m a i s o n , m a i s je v o u l a is a t t e n d r e le b o n
m o m e n t . En o b s e r v a n t la j e u n e f e m m e q u e v e n a i t v o ir m o n s i e u r
d e V i l l e f o r t , j ’ai d é c o u v e r t q u ’e ll e é t a i t e n c e i n t e b U n s o i r ,
p e n d a n t q u e j ’a t t e n d a i s V illefort d a n s le ja r d in , p r ê t à lui s a u t e r
d e s s u s p o u r le t u e r , je l’ai vu a r r i v e r a v e c u n e b ê c h e 2 d a n s u n e
m a in e t u n p e t i t c o f f r e d a n s l’a u t r e . E n s u ite , il s ’e s t p e n c h é p o u r
c r e u s e r un t r o u e t, à ce m o m e n t - l à , je m e suis j e t é s u r lui a v e c
m o n p o ig n a r d e n c r i a n t : « Je su is B e rtu c c io , je v ie n s a c c o m p lir
m a v e n d e t t a ! ». Je l’ai f r a p p é e t il e s t t o m b é à t e r r e . J ’ai a lo r s
p e n s é q u e le c o f f r e c o n t e n a i t u n t r é s o r . Je l’ai d o n c p r i s ,
p e r s u a d é q u ’il p o u r r a i t s e r v ir à la f e m m e d e m o n f r è r e .
— Ah ! V o u s ê t e s d o n c d e v e n u à la f o i s c r im i n e l e t v o l e u r .
F é lic ita tio n s , B e rtu c c io ! V ous ê t e s u n bel i n t e n d a n t ! d é c la r e le
c o m t e s u r u n t o n iro n iq u e .
— A t t e n d e z , é c o u t e z la s u ite . D a n s le c o f fr e , il n ’y a v a i t p a s
d ’a r g e n t... il y a v a it... u n n o u v e a u - n é !
— L’e n f a n t d e m o n s i e u r d e V ille fo rt e t d e c e t t e j e u n e v e u v e ,
c o n c lu t p e n s i f le c o m t e d e M o n te -C ris to .
— J’ai d o n c d é c id é d e g a r d e r l’e n f a n t e n p e n s a n t q u e la f e m m e
d e m o n f r è r e s e r a i t h e u r e u s e d e s ’e n o c c u p e r . Quelle e r r e u r ! Elle
a é le v é B e n e d e t t o c o m m e s o n fils, m a is p lu s elle é t a i t b o n n e a v e c
lui, p lu s il d e v e n a i t m é c h a n t . Q u e lq u e s a n n é e s p lu s t a r d , il lui a
vo lé t o u t s o n a r g e n t e t elle e n e s t m o r t e , la p a u v r e f e m m e ! Voilà
1. E n c e in t e : q u i a t t e n d u n e n f a n t .
2. U n e b ê c h e : o u t i l q u i s e r t à r e t o u r n e r la t e r r e .
95
Le comte de Monte-Cristo
p o u r q u o i je s o u f f r e d e p u is q u e n o u s s o m m e s e n t r é s d a n s c e t t e
m aison.
— Ne v o u s i n q u ié t e z p a s , B e rtu c c io . P e u t - ê t r e q u ’un jo u r , v o u s
s e r e z v e n g é v o u s aussi...
Le le n d e m a in , le c o m t e se r e n d c h e z D a n g la rs , d e v e n u b a r o n
e t b a n q u i e r , p o u r o b t e n i r un c r é d i t illim ité . Les r é f é r e n c e s de
M o n te - C r is to s o n t e x c e lle n te s e t D a n g la rs e s t d o n c ob lig é
d ’a c c e p t e r s a d e m a n d e .
— V o us n ’ê t e s p a s u n c lie n t c o m m e les a u t r e s , dit-il. Je su is à
v o t r e e n t i è r e d is p o s itio n , m o n s i e u r le c o m t e .
D a n s s o n e n t h o u s i a s m e , le b a r o n in s i s te p o u r lui p r é s e n t e r s a
f e m m e . C e lle - c i e s t t r è s i m p r e s s i o n n é e p a r la r i c h e s s e e t la
r é p u t a t i o n du c o m t e .
Q u e lq u e s jo u r s p lu s ta r d , m a d a m e d q jV ille fo rt f a it, p a r
h a s a r d , la c o n n a i s s a n c e du c o m t e d e M o n te - C r is to . A lors q u ’elle
s e p r o m è n e a v e c s o n fils à A u te u il, le s c h e v a u x de s a v o i t u r e
s ’e m b a l l e n t 1 p r è s d e la m a i s o n du c o m t e . L a c a lè c h e s e d irig e
d r o i t c o n t r e u n a r b r e , m a i s le c o m t e , q u i a s s i s t e à la s c è n e ,
o r d o n n e à so n s e r v i t e u r d ’i n te r v e n ir . Ali, r a p id e c o m m e l’éclair,
r é u s s i t à a r r ê t e r le s c h e v a u x , e t s a u v e la v ie d e m a d a m e d e
V ille fo rt e t celle de s o n fils. G râ c e à u n e liq u e u r é t r a n g e , M o n te -
C r is to r a n i m e l’e n f a n t qui s ’é t a i t é v a n o u i d e p e u r . M a d a m e de
V illefort e s t e x t r ê m e m e n t r e c o n n a i s s a n t e e n v e r s M o n te -C r is to .
— M o n sie u r le c o m t e , je v o u s r e m e r c i e d ’a v o ir s a u v é la vie de
m o n É d o u a rd chéri...
— C’e s t s u r t o u t m o n s e r v i t e u r q u ’il f a u t r e m e r c i e r , r é p o n d le
c o m t e e n d é s i g n a n t Ali d ’un g e s t e de la m a in .
— É d o u a rd , r e m e r c i e ce b o n s e r v ite u r ...
1. S ’e m b a lle r : e n p a r l a n t d ’u n c h e v a l , é c h a p p e r a u c o n t r ô l e d u c a v a l i e r .
96
— Il e s t t r o p laid, d it l’e n f a n t .
— P a u v r e E d o u a r d , ce d o it ê t r e le c h o c de l’a c c id e n t. E x c u sez -
le. Mais d ite s - m o i... V ous p r é p a r e z v o u s - m ê m e t o u s c e s r e m è d e s ,
m o n s i e u r le c o m t e ? d e m a n d e m a d a m e d e Villefort, i n t é r e s s é e .
— Oui, c a r j ’ai é t u d i é la c h im ie . Et g r â c e à l’e x e m p l e d u roi
M i t h r i d a t e h j ’ai é v i t é la m o r t p a r e m p o i s o n n e m e n t p l u s i e u r s
fois. Il s ’a g it d ’h a b i t u e r p r o g r e s s i v e m e n t s o n c o r p s à u n p o is o n :
il f a u t p o u r c e la e n p r e n d r e u n e p e t i t e d o s e c h a q u e jo u r.
— J e c o m p r e n d s . . . P a r e x e m p l e , si j e p r e n d s u n e d o s e d e
b r u c in e 2 le p r e m i e r jo u r , p u is d e u x le s e c o n d , e t ainsi d e s u ite ,
j ’a r r iv e à s u p p o r t e r u n e d o s e qui s e r a i t m o r t e lle p o u r n ’i m p o r t e
qui. C’e s t b ie n c e la ?
— C’e s t t o u t à f a i t cela, d it le c o m t e . Je vois q u e les p o is o n s
n ’o n t p a s de s e c r e t p o u r v o u s, m a d a m e .
G ê n é e , m a d a m e d e V il l e f o r t n e r é p o n d p a s . P e u d e t e m p s
a p r è s , elle r e m e r c i e e n c o r e u n e fo is le c o m t e e t s ’e n va.
Le so ir m ê m e , le g e s t e h é r o ïq u e d u s e r v i t e u r du c o m t e d e v i e n t
le s u j e t d e t o u t e s le s c o n v e r s a t i o n s p a r i s i e n n e s . De p lu s , c e t
é v é n e m e n t p e r m e t à M o n te - C r is to d e r e n c o n t r e r e n f in m o n s i e u r
d e V illefo rt. En e f f e t , ce d e r n i e r s e r e n d c h e z le c o m t e p o u r le
r e m e r c i e r d ’a v o i r s a u v é s a f e m m e e t s o n fils. C e t t e v i s i t e e s t
i n s u p p o r t a b l e , m a i s f o n d a m e n t a l e p o u r M o n t e - C r i s t o : il s a i t
m a i n t e n a n t q u e s a v e n g e a n c e e s t in é v ita b le .
1. M ith r id a te : s e l o n la l é g e n d e , le ro i M i t h r i d a t e VI a u r a i t p r i s d u p o i s o n
à p e t i t e d o s e s p o u r s ’e n i m m u n i s e r .
2. La b r u c in e : p o i s o n v i o l e n t .
98
C o m p r é h e n s io n é c r ite e t o ra le
ELF^^ Lisez a tte n tiv e m e n t le chapitre, puis cochez les p h rases qui
correspondent à l’histoire.
99
Q Lisez atten tivem en t le chapitre, puis rem ettez les phrases dans l’ordre
chronologique de l’histoire.
 ‘ ;
,* *'■' ''■>1 1
E n r ic h is s e z v o tr e v o c a b u l a i r e i-
' *4
Le s e n s p ro p re e t le s e n s fig u ré
Un m o t possède un sens concret qui lui e s t propre. Mais il p eu t avoir
ég alem en t une signification abstra ite : on dit alors q u’il e s t employé au
sens figuré.
Elle en e st m orte la pauvre fe m m e ! (Malheureuse, sens propre)
Ce p la t e st pauvre en graisses. (Il contient une faible quan tité de quelque
chose, sens figuré)
Dites si les m ots soulignés sont em ployés au sen s propre (P) ou au sens
figuré (F), puis associez chaque phrase à sa signification.
1 | 11 | Un m a n te a u de laine. a Un vêtem en t.
2 E | Q Un m a n te a u de neige. b Qui recouvre quelque chose.
100
5 Q Q Un plat salé. a Dont le prix e s t tr è s élevé,
6 [ ] [ ] Une addition salée. b Qui contien t du sel.
G r a m m a ir e
L ’e m p lo i de l’im p a rfa it e t du p a s s é c o m p o s é
L’imparfait e t le p assé com posé so n t deux te m p s du passé.
• On utilise l’im parfait pour : décrire une situation, un é tat, un
paysage ; parler de ses habitudes ; indiquer une durée indéfinie.
Le m arquis de Saint-M éran louait cette m aison à une jeu n e veuve.
101
Haydée et
monsieur Noirtier
Le c o m t e d e M o n t e - C r i s t o d é c id e d ’e m m e n e r H a y d é e , s a j e u n e P5 3
e s c l a v e g r e c q u e , à l’O p é r a . L es P a r i s i e n s o n t la m a u v a i s e
h a b i t u d e d ’a r r i v e r l o r s q u e le s p e c t a c l e e s t d é j à c o m m e n c é : le
p r e m i e r a c t e se d é r o u le d o n c s o u v e n t d a n s u n g r a n d b r o u h a h a .
A lb ert de M o rc e rf e s t en c o m p a g n ie de so n am i C h â te a u -
R e n a u d . Les d e u x h o m m e s s o n t e n t r a i n d e p a r l e r e t d e r ir e ,
l o r s q u ’ils v o ie n t a r r i v e r m a d a m e D a n g la r s d a n s la loge d ’e n fa c e .
Elle e s t a c c o m p a g n é e de s o n am i, Lucien D e b ra y , e t de s a fille,
E ugénie.
— A lb e rt, v o t r e f u t u r e é p o u s e e s t t r è s b elle, r e m a r q u e
C hâteau-R enaud.
— V o u s a v e z r a i s o n , m a is j ’a i m e les b e a u t é s p lu s f é m i n i n e s ,
co m m e V énus !
— V ous ê t e s difficile, A lb e r t ! R e g a r d e z p l u t ô t de ce c ô té - là ,
d a n s la lo ge d u c o m t e d e M o n t e - C r i s t o . A v e z - v o u s r e m a r q u é
c e tte b eau té grecque ?
— Oui, c’e s t H a y d é e , s o n esc la v e .
102
Le comte de Monte-Cristo
M o n te -C r is to q u i t t e s a loge q u e lq u e s i n s t a n t s p o u r se r e n d r e
d a n s celle de m a d a m e D a n g lars.
— C o m m e v o t r e a m i e g r e c q u e e s t belle, m o n s i e u r le c o m t e ,
d it E ugén ie à M o n te - C r is to .
Puis, elle s ’a d r e s s e a u p è r e d ’A lb e rt qui v i e n t d ’a r r i v e r :
— V o u s e n a v e z d é j à v u d ’a u s s i b e l l e s à la c o u r d u p a c h a
T e be lin ?
— Q u e f a i s i e z - v o u s à la c o u r d u p a c h a ? d e m a n d e M o n t e -
C risto, é t o n n é .
— J ’é t a i s g é n é r a l d e s t r o u p e s d u p a c h a , r é p o n d le c o m t e de
M o rcerf.
P e n d a n t ce t e m p s - l à , H a y d é e s ’e n n u i e e t c h e r c h e d e s y e u x le
c o m t e de M o n te - C r i s to . L o r s q u ’elle l’a p e r ç o i t e n c o m p a g n i e d u
c o m t e de M o rc e rf, elle p o u s s e un cri e t s ’é v a n o u it.
— On d ir a it q u e v o t r e a m ie se s e n t m al, m o n s i e u r le c o m t e , lui
d it Eugénie.
M o n te -C r is to s a lu e m a d a m e D a n g la r s e t se d irige v e r s s a loge.
Q u a n d il a rriv e p r è s d e la belle H a y d é e , celle-ci, e n c o r e t r è s p âle,
lui p r e n d la m a in .
— Qui e s t c e t h o m m e a v e c lequel t u p a r l a is ? d e m a n d e - t - e l l e
d ’u n e voix t r e m b l a n t e .
— C’e s t le c o m t e d e M o rc e rf. Il é t a i t a u se r v ic e d e t o n p è r e , je
crois.
— Au se rv ic e de m o n p è r e ? C’e s t u n t r a î t r e ! Il a f a i t f o r t u n e
e n v e n d a n t m o n p è r e a u x T urcs. Je n e p e u x p a s s u p p o r t e r la v u e
d e c e t h o m m e u n i n s t a n t de plus.
Mais le c o m t e de M o r c e r f n ’e s t p a s le seul tr a îtr e ...
104
La vengeance
CHAPITRE 3
Il y a v i n g t - t r o i s a n s , E d m o n d D a n t è s d e v a i t r e m e t t r e u n e
l e t t r e d e N a p o lé o n à m o n s i e u r N o ir tie r de V illefort. Le fils d e ce
d e r n i e r , m o n s i e u r d e V ille fort, a l o r s s u b s t i t u t d u p r o c u r e u r du
roi, a v a i t i n t e r c e p t é c e t t e l e t t r e e t , p a r a m b i t i o n , il a v a i t f a i t
e m p r i s o n n e r E d m o n d D a n tè s .
M a i n t e n a n t , m o n s i e u r N o ir tie r v it d a n s la m a i s o n d e s o n fils.
Le v ie il h o m m e e s t c o m p l è t e m e n t p a r a l y s é e t il p a s s e s e s
j o u r n é e s d a n s u n f a u t e u i l r o u l a n t p o u s s é p a r B arro is, s o n v ie u x
d o m e s tiq u e . M o n sieu r N o irtier a im e b e a u c o u p sa p e tite -fille ,
V a le n tin e , la s e u le e n f a n t du p r e m i e r m a r i a g e de so n fils. Celle-ci
a d o r e s o n g r a n d - p è r e e t p o u r le c o m p r e n d r e , elle a i n v e n t é u n
s y s t è m e in g é n ie u x . Le v ie u x N o ir tie r r é u s s i t à s ’e x p r i m e r g r â c e à
s e s p a u p i è r e s 1 : il cligne u n e fois d e s y e u x 2 p o u r d ire « oui », e t
d e u x fois p o u r d ir e « n o n ».
A u j o u r d ’h u i, m o n s i e u r e t m a d a m e d e V i l l e f o r t s o n t v e n u s
a n n o n c e r u n e g r a n d e n o u v e lle à m o n s i e u r N oirtier.
— N o u s a v o n s d é c i d é d e m a r i e r V a l e n t i n e , e t le m a r i a g e se
f e r a d a n s tr o is m o is, lui a n n o n c e Villefort.
Les y e u x d u v ie illa rd r e s t e n t s a n s e x p r e s s io n .
— N o u s a v o n s c h o i s i p o u r V a l e n t i n e u n g a r ç o n p a r f a i t : le
b a r o n F ra n z d ’Épinay, a j o u t e m a d a m e d e V illefort.
À ce n o m , u n é c la ir t r a v e r s e le r e g a r d d u vieillard e t s e s lè v re s
se m e t t e n t à t r e m b l e r .
— Mon p è r e , v o u s d e v e z p e n s e r a u b o n h e u r d e v o t r e p e t i t e -
fille e t o u b lie r la h a i n e q u e v o u s a v e z é p r o u v é e e n v e r s le p è r e de
F r a n z . En 1815, s a m o r t e s t r e s t é e u n m y s t è r e . On n ’a j a m a i s
1. U n e p a u p i è r e : p e a u q u i c o u v r e l’œ i l p o u r le p r o t é g e r .
2. C lig n e r d e s y e u x : f e r m e r e t o u v r ir r a p i d e m e n t les y e u x .
105
Le comte de Monte-Cristo
106
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
V F
1 Monte-Cristo se trouve à l’Opéra en compagnie
d ’Haydée. □□
2 Les Parisiens arriven t toujours a v a n t le débu t du
spectacle. □□
3 Madame Danglars arrive seule d a n s sa loge. □□
4 Albert doit se m arier avec Eugénie. □ □
5 Le père d ’Albert était simple soldat à la cour du pacha
Tebelin. □□
6 Haydée s ’évanouit lorsqu’elle voit Monte-Cristo avec
le com te de Morcerf. □□
7 Le c om te de Morcerf a toujours été un fidèle serviteur
du père d ’Haydée. □□
8 Monsieur Noirtier, a b an do nné p a r son fils, vit chez
sa petite-fille. □□
9 Valentine arrive à com m uniquer avec son grand-père. □□
10 Monsieur Noirtier e st trè s h eureux que Valentine
épouse Franz d ’Épinay. □□
11 Valentine aime Franz d ’Épinay. □ □
12 Noirtier d éshérite Valentine pour q u ’elle n ’épouse pas
Franz d ’Épinay. □ □
^ Lisez a tten tivem en t le chapitre, puis répondez aux questions.
107
i
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
Associez chaque m ot à l’image correspondante.
108
@ Complétez la grille à l’aide des définitions.
H orizontalem ent
3 Titre honorifique.
8 Perdre connaissance. (S’)
9 Richesse.
10 Rendre impossible quelque chose.
Verticalem ent
1 Union.
2 Renoncer.
4 Confesser.
5 Priver quelqu’un
de son héritage.
6 Trouver le te m p s
long. (S’)
7 Femme. □□Cl
□
□
□
□
P r o d u c t io n é c rite e t o ra le
109
P R O JE T IN T E R N E T ^
Les O péras de Paris
R endez-vous sur le site w w w .b la c k c a t-c id e b .c o m . Cliquez ensuite sur
l’onglet Students, puis sur la catégorie Lire et s ’entraîner. C hoisissez
enfin votre niveau et le titre du livre pour accéder aux liens du projet
Internet.
Visitez chacun des deux Opéras, lisez leur présentation, puis
répondez aux questions.
^ Quel est le nom de chacun des deux O péras ?
k En quelle année ont-ils été inaugurés ?
k C om m ent s ’appellent les architectes qui les ont construits ?
k Q uelles sont leurs particularités du point de vue architectural ?
► Lequel des deux est le plus m oderne ?
► Q uelles sont les dim ensions de leur salle de spectacle ?
► Lequel de ces deux O péras préférez-vous ? Pourquoi ?
O FFICIEL D E S V ISITES
PALAIS GARNIER, PLACE DE L'O PÉR A 7 5 0 0 9 PARIS | OPÉRA BASTILLE, PLACE DE LA BASTILLE 7!
110
La fin de Danglars
et le repas à Auteuil
Le c o m t e d e M o n t e - C r i s t o s o u h a i t e d é t r u i r e la f o r t u n e d e
D a n g la rs. La c h o s e e s t d ’ailleu rs a s s e z s im p le à ré a lis e r. Il v a au
b u r e a u d u t é l é g r a p h e qui se t r o u v e à la t o u r d e M o n t l h é r y , à
e n v ir o n t r e n t e k il o m è t r e s d e Paris.
— C h e r m o n s i e u r , d it-il a u t é l é g r a p h i s t e , c o m b i e n d ’a r g e n t
gagnez-vous p ar an ?
— U n e m i s è r e , m o n b r a v e m o n s i e u r , e t q u a n d j e s e r a i à la
r e t r a i t e , j e n e s e r a i p a s a s s e z r i c h e p o u r m ’o f f r i r u n e p e t i t e
m aiso n et m e re p o se r tran q u illem en t.
— J ’ai p e u t - ê t r e u n e p r o p o s i t i o n i n t é r e s s a n t e à v o u s f a ir e .
M a i s d ’a b o r d , r é p o n d e z f r a n c h e m e n t à c e t t e q u e s t i o n :
c o m p r e n e z - v o u s les sig n e s q u e v o u s t r a n s m e t t e z ?
— A b s o lu m e n t p a s , s a u f les s ig n e s é l é m e n t a i r e s , c o m m e c e u x
qui in d iq u e n t les p a u s e s , p a r e x e m p le .
— Voilà, d it M o n te - C r is to e n d é p o s a n t d e s b illets d e b a n q u e
s u r la t a b le , je v o u s o f f r e c e t t e b elle s o m m e d ’a r g e n t qui v o u s
p e r m e ttr a de vous a c h e te r une m aiso n avec un te rra in e t de vous
a s s u r e r u n e belle r e t r a i t e .
— Mon rê v e ! Et q u e d o is-je f a ir e e n é c h a n g e ?
111
Le comte de Monte-Cristo
Le c o m t e p r e n d u n e feuille d e p a p i e r d a n s s a p o c h e .
— Il s ’a g i t s e u l e m e n t d e c h a n g e r le s s i g n e s q u i v o u s s o n t
t r a n s m i s p a r v o t r e c o r r e s p o n d a n t d e d r o i t e p a r c e u x q ui s o n t
é c r its s u r c e t t e feuille d e p a p ie r.
Le té lé g r a p h is te se laisse f a c ile m e n t co n v a in c re . S a tis fa it d e s a
p e t ite visite à M on tlhéry, le c o m te de M o n te -C risto r e n t r e ch ez lui
e t a t t e n d p a t i e m m e n t les e f f e ts du « f a u x » té lé g r a m m e . Le r é s u l ta t
ne se fa it p a s a t t e n d r e : le m in is tè r e d e l’In té rie u r r e ç o it e n e f f e t
p a r le t é l é g r a p h e la n o u v e l l e d u r e t o u r d u r o i d ’E s p a g n e ,
e m p r i s o n n é à Bourges. Un am i d e m o n s ie u r D ang lars qui tra v a ille
a u m i n i s t è r e p r é v i e n t i m m é d i a t e m e n t le b a r o n . C e lu i-c i v e n d
a u s s i t ô t la to ta lité de s e s a c tio n s e sp a g n o le s qui r is q u a ie n t en e f f e t
de p e r d r e t o u t e leur v aleur. D anglars e s t t r è s e o n t e n t d ’av o ir réu ssi
à v e n d r e à te m p s , m a is les a u t r e s b a n q u ie rg fse v o ie n t d é jà ruinés,
L_. '!** 1 -
p u is q u ’ils o n t e u la nouvelle t r o p ta r d . C e p e n d a n t, le le n d e m a in , un
jo u r n a l a n n o n c e : « Le roi d ’E sp agn e n ’e s t p a s re v e n u s u r le t r ô n e .
C’é t a i t u n e e r r e u r du té lé g r a p h e . » Le r e n v e r s e m e n t de la b o u r s e
f a it p e rd r e à D a n gla rs la plus g ra n d e p a r tie de s a fo r tu n e .
Q u elq u e t e m p s a p r è s , le c o m t e d e M o n te - C r is to in v ite d a n s sa
m a i s o n d e c a m p a g n e c e r t a i n e s de s e s c o n n a i s s a n c e s p a r i s ie n n e s .
M a x im ilie n M o r re l, le fils d e l’a r m a t e u r , a r r i v e le p r e m i e r . Le
c o m t e le c o n s i d è r e e t l’a im e c o m m e s ’il é t a i t s o n p r o p r e fils.
L o r s q u e m a d a m e D a n g l a r s a r r i v e d e v a n t la m a i s o n , e lle
d e v i e n t e x t r ê m e m e n t p â le . Elle e s t s u iv ie de s o n m a r i, e n c o r e
b o u le v e r s é p a r s e s p e r t e s f in a n c iè r e s . Le c o m t e de M o n te - C r is to
a é g a le m e n t in v ité de n o u v e lle s c o n n a is s a n c e s : A n d ré a
C a v a lc a n ti e t s o n p è r e , d e s p r in c e s ita lie n s e n p o s s e s s i o n d ’u n e
f o r t u n e c o lo s s a le . A n d r é a C a v a l c a n ti a n n o n c e q u ’il e s t v e n u e n
F rance pour ch e rc h e r une épouse.
112
La vengeance
CHAPITRE 4
M o n s ie u r e t m a d a m e de V ille f o r t a r r i v e n t les d e r n i e r s .
B e rtu c c io d e m a n d e à M o n te -C r is to de lui p a r l e r e n p rivé.
— E x c u s e z -m o i, m o n s i e u r le c o m t e , m a is je d e v a is v o u s p a r l e r
d e t o u t e u r g e n c e . C e t t e f e m m e b lo n d e a v e c les d i a m a n t s . ..
— V ous v o u le z p a r l e r de m a d a m e D an glars...
— Oui. Eh bien, c ’e s t elle ! C’é t a i t la f e m m e e n c e i n t e ! Celle qui
é t a i t a v e c V ille f o rt ! Mais... c e t h o m m e là -b a s ... m a i s c ’e s t lui,
c ’e s t le p r o c u r e u r du roi... celui q u e j ’ai a s s a s s i n é ! C o m m e n t a - t -
il f a i t p o u r r e s s u s c i t e r ? C’e s t im p o s s ib le !
— Il f a u t c r o ir e q u ’il a s u r v é c u à s e s b le s s u r e s ...
— Mon Dieu ! s ’e x c la m e B e rtu c c io . V o u s a v e z o r g a n is é u n b ien
é t r a n g e d în e r, m o n s i e u r le c o m t e !
Le s o u r i r e a u x l è v r e s , le c o m t e v a r e j o i n d r e s e s i n v i t é s .
Q u e lq u e s i n s t a n t s plu s t a r d , B e rtu c c io a n n o n c e q u e le d î n e r e s t
serv i.
P e n d a n t le r e p a s , les in v ité s p o s e n t b e a u c o u p d e q u e s t i o n s à
M o n te - C r is to s u r c e t t e m a is o n e t s u r le m y s t è r e qui l’e n t o u r e . À
la fin du d în e r, le c o m t e le u r p r o p o s e de la v isite r. M o n s ie u r de
V illefort d it à v oix b a s s e à m a d a m e D a n g la r s :
— N ous d e v o n s y a lle r n o u s aussi...
Le c o m t e c o m m e n c e à f a i r e v i s i t e r la m a i s o n . Il s ’a r r ê t e
d e v a n t u n e p o r t e e t d it à s e s in v ité s :
— C e tte c h a m b r e e s t p a r tic u liè r e m e n t i n té r e s s a n te . On d it
q u ’u n d r a m e y a e u lieu. Je n ’ai rie n t o u c h é : c’e s t la s e u le p iè c e
qui n ’a p a s é t é r e f a it e .
À ces m o ts , m a d a m e D a n g la rs se m e t à tr e m b le r . Seul
m o n s i e u r d e V i l l e f o r t , q u i s e t r o u v e d e r r i è r e e lle , s ’e n r e n d
c o m p te .
— R e p r e n e z - v o u s , lui m u r m u r e - t - i l à l’oreille.
113
Le comte de Monte-Cristo
T o u s les in v ité s s o n t u n a n i m e s : c e t t e p iè c e e s t v é r i t a b l e m e n t
si n is t r e .
— On d ir a it q u ’u n c r im e a é t é c o m m i s ici ! s 'e x c l a m e m a d a m e
d e Villefort.
M a d a m e D a n g la rs, qui ne r é u s s it p lu s à c o n tr ô le r ses
é m o t i o n s , s o r t b r u s q u e m e n t d e la p ièce.
— M a d a m e D a n g l a r s a r a i s o n . Q u i t t o n s c e lie u l u g u b r e e t
a llo n s d a n s le ja r d in , p r o p o s e M o n te - C r is to . V o y e z -v o u s, je su is
t o u t à f a it d ’a c c o r d a v e c m a d a m e de V illefort. Moi a u s si, je crois
q u ’un c rim e a é t é c o m m i s d a n s c e t t e m a is o n .
U n e f o is d a n s le j a r d i n , le c o m t e p r e n d le b r a s d e m a d a m e
D a n g l a r s e t celui d e m o n s i e u r d e V ille fo rt. Il r a c o n t e c o m m e n t
s e s j a r d i n i e r s o n t d é c o u v e r t , e n c r e u s a n t p r è s d ’u n a r b r e , u n
c o f f r e d a n s lequel se t r o u v a i t le s q u e l e t t e 1 d ’u n n o u v e a u - n é .
— Je p e n s e m ê m e q u e c e t e n f a n t a é t é e n t e r r é T i v a n t !
T o u t le m o n d e r e m a r q u e à c e t i n s t a n t l’é m o t i o n de m a d a m e
D a n g la rs .
— Il n e s ’a g i t p e u t - ê t r e p a s d ’u n c rim e ... Et p o u r q u o i d i t e s -
v o u s q u e c e t e n f a n t a é t é e n t e r r é v iv a n t ? d e m a n d e V illefort.
— C’e s t sim ple, m o n s i e u r le p r o c u r e u r d u roi : s ’il é t a i t m o r t ,
p o u r q u o i l’a v o i r e n t e r r é ici e t p a s d a n s u n c i m e t i è r e ? f a i t
r e m a r q u e r le c o m te .
— Et que f a it- o n a u x in f a n tic id e s 2 ? d e m a n d e A n d ré a
C a v a lc a n ti, v i s i b l e m e n t i n t é r e s s é p a r la d is c u s s io n .
— On le u r c o u p e le c o u ! N’e s t - c e p a s , m o n s i e u r de V illefort ?
r é p o n d le c o m t e e n r e g a r d a n t le p r o c u r e u r .
1. Le s q u e l e t t e : e n s e m b l e d e s o s d u c o r p s .
2. Un in fa n tic id e : p e r s o n n e qui t u e v o l o n t a i r e m e n t u n e n f a n t , e n
p a rtic u lie r un n o u v e a u -n é .
114
Le comte de Monte-Cristo
Le le n d e m a in , m a d a m e D an glars, le v is a g e c a c h é s o u s le voile
s o m b r e d e s o n c h a p e a u , se r e n d a u c a b i n e t du p r o c u r e u r d u roi.
Celui-ci lui r a c o n t e ce qui s ’e s t r é e lle m e n t p a s s é à Auteuil, le j o u r
d e so n a c c o u c h e m e n t. Il lui explique q u ’il p e n s a it que l’e n f a n t é t a i t
' ti*.
m o r t - n é e t q u ’il a v a it d o n c décidé de l’e n t e r r ê r d a n s le ja rd in .
— P e n d a n t q u e j e c r e u s a i s u n t r o u p o u r y m e t t r e le c o f f r e
c o n t e n a n t l’e n f a n t , j ’ai é t é a t t a q u é p a r u n C o r s e , u n c e r t a i n
B e rtu c c io , qui v o u la i t v e n g e r s o n f r è r e . Q u e lq u e s m o is p lu s t a r d ,
a p r è s m a g u é r is o n , je suis r e t o u r n é à la m a i s o n d ’A uteu il. J ’a v a is
p e u r q u e c e t h o m m e v i e n n e r é c u p é r e r le c o f f r e e t m ’a c c u s e
d ’a v o i r a s s a s s i n é l’e n f a n t . J ’ai c h e r c h é le p e t i t c o f f r e d a n s le
j a r d i n , m a i s il a v a i t d i s p a r u . M o n t e - C r i s t o a d o n c m e n t i : il ne
p e u t p a s a v o ir t r o u v é u n c o ff r e e t e n c o r e m o in s un s q u e l e t t e à
l’in té r ie u r .
M a d a m e D a n g la r s se s e n t d e p lu s e n p lu s m al.
— M on e n f a n t e s t d o n c v i v a n t ! c rie -t- e lle , e n la r m e s .
— Oui... Mais je m e d e m a n d e v r a i m e n t p o u rq u o i M o n te -C ris to a
m e nti... Je dois a b s o l u m e n t r e t r o u v e r n o t r e fils p o u r c o m p r e n d r e ...
116
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
6 Monte-Cristo p ré te n d qu ’un
a Q tr é s o r a été découvert dans le jardin.
b Q coffre a été e n terré dans le jardin.
c Q sq ue le tte de nouveau-né a é té découvert dans le jardin.
117
7 Pe n d an t le repas, m onsieur Danglars
a □ a compris q u’il é ta it accusé d’infanticide,
b Q a été c harm é p a r Andréa Cavalcanti.
c Q s’e st disputé avec Albert de Morcerf.
118
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
Substantifs Verbes
Le repos
La ruine
Le m ensonge
La blessure
Une découverte
Le charm e
H onorer
Guérir
Discuter
Finir
►►► P R O J E T IN T E R N E T i «
Le télégraphe
R endez-vous sur le site w w w .b la c k c a t-c id e b .c o m . Cliquez ensuite sur
l’onglet S tu d e n ts, puis sur la catégorie Lire e t s ’entraîner. C hoisissez
enfin votre niveau et le titre du livre pour accéder aux liens du projet
Internet.
119
(g |g p [Link]
120
Le comte de Monte-Cristo
En v o y a n t s a g r a n d - m è r e m a l a d e , V a le n tin e n ’a p a s le c o u r a g e
d e lui a v o u e r q u ’elle a i m e M a x im ilie n M o r re l. La m a r q u i s e d e
S a i n t - M é r a n m é p r i s e 1 e n e f f e t les g e n s qui n e s o n t p a s n o b le s.
C o m m e n t p o u r r a i t - e l l e a lo r s a c c e p t e r q u e s a p e tite - f i lle é p o u s e
M axim ilien, le fils d ’u n a r m a t e u r ? V a le n tin e d o it d o n c o b é ir a u x
d ern ières vo lo n tés de sa g ran d -m ère.
Le s o ir m ê m e , la m a r q u i s e d e S a i n t - M é r a n r e n d s o n d e r n i e r
s o u p ir. Elle a j u s t e e u le t e m p s d e r e n c o n t r e r le f u t u r é p o u x de
V a le n tin e , F r a n z d ’É p in a y . Le m é d e c i n d e fa m ille , t r è s i n q u ie t ,
d e m a n d e à V illefort de lui p a r le r e n t ê t e - à - t ê t e .
— J ’ai q u e lq u e c h o s e d e t r è s i m p o r t a n t à v o u s dire. M a d a m e
d e S a in t- M é r a n a é t é e m p o i s o n n é e , c o m m e s o n m a ri !
— M ais e n f i n , d o c t e u r , c ’e s t i m p o s s i b l ë ! P e r s o n n e n ’a v a i t
i n t é r ê t à l’e m p o i s o n n e r !
— En ê t e s - v o u s s û r ? d e m a n d e le m é d e c i n . Qui h é r i t e d e s
b ie n s d e la m a r q u i s e ?
— Ma fille, V a le n tin e . C’e s t la s e u le h é r i t i è r e de m a d a m e de
S a in t- M é r a n . Mais c ’e s t im p ossible, ce n ’e s t p a s u n e m e u r t r i è r e 2 !
— M o n s ie u r de V ille fo rt, je n e v e u x a c c u s e r p e r s o n n e . C’e s t
v o u s le m a g i s t r a t , c ’e s t à v o u s d e s a v o ir ce q u e v o u s d e v e z fa ire .
A v a n t de m o u r ir, la m a r q u i s e d e S a i n t - M é r a n a f a it p r o m e t t r e
a u p r o c u r e u r d u ro i d e c é l é b r e r i m m é d i a t e m e n t le m a r i a g e .
Q u e lq u e s jo u r s plu s t a r d , le n o t a i r e a r r i v e c h e z les V illefort p o u r
é ta b l ir le c o n t r a t de m a r i a g e e n t r e V a le n ti n e e t F ra n z d ’É pinay.
Au m o m e n t d e la s i g n a t u r e , B a rro is a p p a r a î t .
— M o n sie u r N o irtie r de V illefo rt d é s ire p a r le r à m o n s ie u r
F r a n z d ’Épinay.
— M ais... m o n s i e u r d ’É p i n a y n e p e u t p a s q u i t t e r le s a l o n
1. M é p r is e r : c o n s i d é r e r q u e l q u ’u n c o m m e i n f é r i e u r .
2. U n m e u r t r ie r : a s s a s s i n .
122
La vengpniHT
CHAPITRf 5
123
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
DELf Q Lisez a tte n tiv e m e n t le chapitre, puis d ite s si les a ffirm ation s
suivantes sont vraies (V) ou fausses (F).
V F
1 Les Saint-M éran v o n t à Paris pour le m ariage de
Valentine. □□
2 Pend ant le voyage, les époux Saint-M éran m eurent. □□
3 Valentine avoue à sa g ran d-m ère son a m o u r pour
4
Maximilien Morrel. □□
La m arquise re n c o n tre le f u tu r époux de Valentine
a v a n t de mourir. □ □
5 Le médecin a n n on ce à Villefort que les Saint-Méran
o n t été empoisonnés. □□
6 Valentine e st la seule héritière de m a d a m e de
Saint-Méran. □□
7 Monsieur Noirtier d e m a n d e à Franz d ’Épinaÿ de venir
8
dans son a p p a rte m e n t. □□
Monsieur Noirtier fait lire à Franz une lettre
>
qui concerne la m o r t de son père. □□
9 Franz apprend que le duel n ’était pas loyal. □ □
10 Franz d ’Épinay ne s a u ra jam ais qui a tu é son père. □ □
124
Q Parmi ces trois lettres, cochez celle qui correspond aux circonstances
tragiques de la m ort du père de Franz.
G r a m m a ir e
Le g é ro n d if
Le gérondif se form e avec le participe p ré s e n t du verbe (radical du
verbe + -ant) précédé de la préposition en.
Il exprime la sim ultanéité de deux actions réalisées par le m ê m e sujet.
En vo y a n t sa g ra nd -m ère malade, Valentine n ’a pas le courage de lui
avouer q u ’elle aim e Maximilien Morrel.
Ne dites pas cela, dit Valentine en lui p r e n a n t la main.
Il p eu t aussi exprim er le tem ps, la m an ière ou la cause.
Monsieur Noirtier com m unique en c lig n a n t des yeux.
125
Q Transform ez les phrases en utilisant un gérondif.
3 Elle devient la seule héritière si elle p erd ses g ran ds-p arents.
126
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
A djectif ou Verbe ou
Substantif
participe passé expression verbale
Le scandale ê t r e .............................
L’é to n n e m e n t ê t r e ............................
La honte ê t r e ............................
L a ................................. haineux haïr
127
C H A P IT R E 6
128
La vengeance
CHAPITRE 6
— Q u ’a v e z - v o u s à d i r e p o u r v o t r e d é f e n s e , m o n s i e u r d e
M o r c e r f ? d e m a n d e le p r é s i d e n t .
Le c o m t e d e M o r c e r f n e r é p o n d p a s , p u i s il s e l è v e
b r u s q u e m e n t e t s o r t d u tr ib u n a l. La s e n t e n c e d e h a u t e t r a h i s o n
e s t p r o n o n c é e d e v a n t t o u t e l’a s s e m b lé e .
A lb e r t se s e n t d é s h o n o r é e t n ’a q u ’u n s e u l e t u n i q u e d é s i r :
v e n g e r l’h o n n e u r d e s a f a m i l l e . Il e s t c o n v a i n c u q u e c ’e s t
D a n g l a r s qui a t o u t o r g a n i s é p o u r m a r i e r s a fille à u n h o m m e
p lu s ric h e q u e lui. Il s e r e n d c h e z le b a n q u i e r p o u r le p r o v o q u e r e n
d u e l, m a i s D a n g l a r s lui e x p liq u e q u e c ’e s t le c o m t e d e M o n te -
C risto qui l’a e n c o u r a g é à f a ir e ces r e c h e r c h e s s u r le p a s s é de s o n
p è r e . Et c ’e s t lors d e c e t t e e n q u ê t e q u ’u n j o u r n a l i s t e a d é c o u v e r t
la t r i s t e v é r ité . A lb e r t s e p r é c ip ite a l o r s c h e z le c o m t e d e M o n te -
C risto, q u ’il c ro y a it ê t r e s o n am i, e t p o u r v e n g e r l’h o n n e u r d e s a
f a m ill e , il le p r o v o q u e e n d u e l : ils s e b a t t r o n t le l e n d e m a i n à
l’a u b e . D é s e s p é r é e , m a d a m e de M o r c e r f s e r e n d le s o i r m ê m e
c h e z M o n te - C r is to p o u r t e n t e r de s a u v e r A lb e rt.
— E d m o n d , je v o u s e n prie, ne t u e z p a s m o n fils ! i m p l o r e - t -
elle à g e n o u x .
— Ne p r o n o n c e z p a s ce n o m , m a d a m e d e M o r c e r f !
— C’e s t p o u r t a n t b ie n le v ô t r e ! Et v o u s s a v e z b ien q u e je su is
M e r c é d è s ... P o u r q u o i c o n t i n u e z - v o u s à m ’a p p e l e r m a d a m e d e
M orcerf?
— P a rc e q u e M e r c é d è s e s t m o r t e , m a d a m e .
— E d m o nd ! Pourq uo i p a r le r de c e t t e t r a h i s o n ? Pourquoi voulez-
v o u s p u n ir t o u t e m a fa m ille p u i s q u e j e s u is la s e u le c o u p a b l e ?
C oupable de n e p a s v o u s a voir a t t e n d u e t d ’av o ir c é d é à F e r n a n d !
— Je crois d e v in e r , m a d a m e , q u e v o u s n e s a v e z p a s p o u r q u o i
j ’ai é t é a r r ê t é , n ’e s t - c e p a s ? d e m a n d e le c o m te .
— En e f f e t, je l’ig n o re , r é p o n d - t- e ll e .
129
Le comte de Monte-Cristo
— J ’ai é t é e m p r i s o n n é p a r c e q u e D a n g l a r s , le j o u r d e n o s
f ia n ç a ille s, a é c r it u n e l e t t r e q u e F e r n a n d s ’e s t c h a r g é d ’e n v o y e r
à V illefort, il y a m a i n t e n a n t v i n g t - t r o i s a n s . Et c e t t e l e ttr e , dit-il
e n la d o n n a n t à M e r c é d è s , m e d é n o n ç a i t c o m m e a g e n t
b o n a p a r t i s t e . Quel m e n s o n g e !
— Ê te s - v o u s s û r d e ce q u e v o u s a f f ir m e z ?
— Oui, m a d a m e , c o m m e je su is s û r q u e F e r n a n d a d é s e r t é la
veille d e la b a ta ille d e W a t e r l o o , q u ’il a s e rv i d e gu id e e t d ’e s p io n
à l ’a r m é e f r a n ç a i s e e n E s p a g n e , e t q u ’il a a s s a s s i n é s o n
b i e n f a i t e u r le p a c h a Ali T e b e l i n . J u s q u ’à p r é s e n t , il e s t r e s t é
im p u n i, m a is m oi, M e r c é d è s , je v o u s ju r e q u e je m e v e n g e r a i !
— E d m o n d , je v o u s e n p r i e , e n s o u v e n i r d e n o t r e a m o u r !
V e n g e z -v o u s s u r les c o u p a b le s, v e n g e z - v o u s s u r môi, m a is n e v o u s
v e n g e z p a s s u r m o n fils... Ne d e v e n e z p a s l’a s s a s s i n de m o n fils !
M o n te - C r is to lui p r e n d le b r a s e t l’a id e à se re le v e r.
— V o u s vo ulez q u ’il vive ? Eh bien, il v iv ra ! Et moi, je m o u rra i...
— N on, E d m o n d , v o u s n e m o u r r e z p a s , le d uel n ’à u r a p a s lieu !
— Il a u r a lieu, M erc é d è s, e t v o u s ne v o u s r e n d e z p a s c o m p t e du
s a c rific e q u e je fa is e n m o u r a n t m a i n t e n a n t . Il n e f a u t p a s a v o ir de
c œ u r lo r s q u ’on d é cid e de se v e n g e r ! d it t r i s t e m e n t M on te-C risto .
M e r c é d è s r e m e r c i e le c o m t e e t d is p a r a î t. E d m o n d e s t p lo n g é
d a n s u n e tr is te s s e a bso lu e e t il voit d ’un seul coup s ’é crouler l’édifice
d ’u n e v e n g e a n c e q u ’il a v a it c o n s tr u ite d a n s les m o in d r e s détails.
Le l e n d e m a i n m a t i n , à l ’a u b e , M o n t e - C r i s t o s e r e n d e n
c o m p a g n i e d e s e s d e u x t é m o i n s , M a x im ilie n M o rre l e t le b e a u -
f r è r e d e celui-ci, à l’e n d r o i t o ù d o it a v o ir lieu le duel.
U n e f o is s u r p la c e , il r e n c o n t r e le s d e u x t é m o i n s d ’A l b e r t,
a i n s i q u e le j o u r n a l i s t e B e a u c h a m p e t F r a n z d ’É p i n a y . D ix
m i n u t e s plu s t a r d , le v i c o m t e de M o rc e r f a r r iv e . Il s o u h a i t e p a r l e r
a u c o m t e a v a n t de c o m m e n c e r le duel.
130
Le comte de Monte-Cristo
— Je d é s ir e q u e t o u t ce qui s e r a d it m a i n t e n a n t a u c o m t e s o it
r é p é t é . Je v o u la is v o u s t u e r c a r je p e n s a i s q u e v o u s v o u lie z p u n ir
m o n p è r e p o u r s a t r a h i s o n e n v e r s le p a c h a . Mais j ’ai a p p r i s p a r
m a m è r e le m a l q u ’il v o u s a f a it. Je t i e n s à v o u s p r é s e n t e r m e s
e x c u s e s . V ous a v e z e u r a i s o n d e v o u lo ir v o u s v e n g e r !
Le c o m te , les l a r m e s a u x y eu x , t e n d la m a in à A lb e rt p o u r lui
m o n t r e r q u ’il a c c e p t e s e s e x c u s e s .
A lb e rt r e n t r e c h e z lui. Il s a i t ce q u ’il d o i t f a ir e : q u i t t e r P a ris le
p lu s r a p i d e m e n t p o ssib le . Sa m è r e , qui a d é c id é de le su iv re , e s t
e n t r a i n de p r é p a r e r les v a lis e s l o r s q u ’elle v o it a r r i v e r B e rtu c c io ,
l’i n t e n d a n t d u c o m t e . Il lui a p p o r t e u n e l e t t r e : M o n te - C r is to lui
o f f r e u n e p e t i t e m a i s o n à M arseille a in s i q u ’u n e g r o s s e s o m m e
d ’a r g e n t p o u r q u ’elle r e c o m m e n c e u n e n o u v e lle vie a v e c s o n fils.
P e n d a n t ce t e m p s , m o n s i e u r de M o r c e r f se r e n d c h e z M o n te -
C risto : il v e u t c o m p r e n d r e p o u rq u o i s o n f ifs jh ’a p a s t u é M o n te -
C r is to m a is s u r t o u t , d e q u o i il s ’e s t e x c u s é , Dès q u ’il a r r i v e , le
c o m t e lui r a p p e lle t o u t e s les t r a h i s o n s q u ’il a c o m m is e s .
— Oui, m a is m a lg r é t o u s m e s t o r t s , o n s a i t qui je suis, m oi !
Mais vous... v o u s qui v o u s c a c h e z d e r r i è r e t o u t e c e t t e r i c h e s s e e t
v o s a ir s d e n o b l e s s e , v o u s qui a p p a r a i s s e z q u e l q u e f o i s s o u s le
n o m de S im b a d le M a rin ou s o u s le n o m d e M o n te -C risto ... Qui
ê t e s - v o u s r é e l l e m e n t ? d e m a n d e le c o m t e d e M orcerf.
— Tu d e v r a i s p o u r t a n t r e c o n n a î t r e le v is a g e d ’u n h o m m e q u e
t u a s tr a h i p o u r lui v o le r s a fiancée...
— E d m o n d !?... E d m o n d D a n tè s !?
A p rès av o ir p r o n o n c é ce n o m , le c o m t e de M o rc e rf s e p ré c ip ite
i m m é d i a t e m e n t c h e z lui e t s ’e n f e r m e d a n s s o n b u r e a u . Au
m o m e n t o ù A l b e r t e t M e r c é d è s p a s s e n t le p o r t a i l p o u r q u i t t e r
d é fi n iti v e m e n t leu r h ô te l p articu lier, ils e n t e n d e n t un c ou p d e feu.
Ils c o m p r e n n e n t q u ’ils n e r e v e r r o n t plus j a m a i s F e r n a n d M ondego.
132
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
133
0 Lisez attentivem en t le chapitre, puis dites qui a dit quoi : Mercédès (M)
ou Monte-Cristo (MC).
M MC
1 Ne tuez pas m on fils ! □□
2 Pourquoi parler de c e tte trah iso n ? □□
3 Vous ne savez pas pourquoi j ’ai été a r r ê té ? □□
4 Quel m ensonge ! □ □
5 Je vous jure que je m e vengerai ! □ □
6 Ne devenez pas l’assa ssin de m on fils ! □ □
7 Eh bien, il vivra ! □□
8 Il ne fa u t pas avoir de c œ u r lorsqu’on décide de se venger. □□
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
■ù'
Q Retrouvez dans le chapitre les m ots chaque image.
134
^ Complétez les phrases avec les m ots proposés.
P r o d u c tio n é c rite e t o ra le
delf Q Vous êtes-vou s déjà senti(e) trahi(e) ? D ites par qui et racontez les
circonstances.
135
Valentine, coupable
ou victime ?
. ‘ :
La m o r t a e n c o r e f r a p p é c h e z le s V i l l e f o r t . Le s e r v i t e u r d e ( E S
m o n s i e u r N o irtie r, B a rro is, m e u r t e m p o i s o n n é a p r è s a v o ir bu u n
v e r r e d e lim o n a d e 1 d e s t i n é à s o n m a î t r e . Le m é d e c in r e m a r q u e
u n e n o u v e lle fois q u e la s e u le p e r s o n n e qui p r o f i t e de la m o r t de
N o ir tie r e s t V a le n tin e , s o n u n iq u e h é r it iè r e . Villefort e s t tr o u b lé :
il n e s u p p o r t e p a s l’i d é e q u e s a p r o p r e f ille p u i s s e ê t r e u n e
c rim in e lle . P a r p e u r d u s c a n d a le , il v e u t p u n ir lu i- m ê m e l’a s s a s s i n
e t il d e m a n d e a u m é d e c i n , le seul à c o n n a î t r e le s e c r e t, de n e rien
dire.
Peu d e t e m p s a p r è s le duel, M axim ilien r e n d v is ite à V a le n tin e .
Elle e s t t r è s i n q u i è t e e t n e s e m b l e p a s e n b o n n e s a n t é . S o n
g r a n d - p è r e , m o n s i e u r N o irtie r, v e u t a b s o l u m e n t P é lo ig n e r d e la
m aison.
1. La l i m o n a d e : b o i s s o n à b a s e d ’e a u , d e j u s d e c i t r o n e t d e s u c r e .
136
La vengeance
CHAPITRE 7
— G r a n d - p è r e v e u t m ’a m e n e r à la c a m p a g n e . Il d it q u e l’a ir
p u r m e f e r a du bien , d it V a le n tin e à M axim ilien.
— C’e s t u n e b o n n e id é e : je t r o u v e e n e f f e t q u e v o u s a v e z l’a ir
t r è s f a t ig u é e .
— G r a n d - p è r e m e so ig n e a v e c s e s m é d i c a m e n t s : j ’e n p r e n d s
u n p e u c h a q u e jo u r.
E lle p r e n d le v e r r e d ’e a u p o s é s u r la t a b l e , a v a l e le
m é d i c a m e n t e t p e r d a u s s i t ô t c o n n a i s s a n c e . M a x im ilie n se
p r é c i p i t e p o u r t e n t e r d e la r a n i m e r , m a i s c ’e s t in u tile . N o i r t i e r
r e g a r d e c e t t e s c è n e les y e u x p le in s de d o u le u r . Il f a it c o m p r e n d r e
à M a x im ilie n q u ’il v e u t lui p a r le r . À l’a id e d u d i c t i o n n a i r e , il lui
e x p liq u e q u e V a l e n tin e r is q u e elle a u s s i d e m o u r i r e m p o i s o n n é e .
M a x i m i l i e n n ’a p l u s u n e s e c o n d e à p e r d r e : il f a i t a p p e l e r le
m é d e c i n e t c o u r t c h e z le seul am i s u r lequ el il p u is s e c o m p t e r , le
c o m t e de M o n te -C ris to .
— Q u ’a v e z - v o u s , M a x im ilie n ? P o u r q u o i ê t e s - v o u s si p â le ?
d e m a n d e le c o m te .
— V a le n tin e de V illefort, la f e m m e q u e j ’a im e , e s t e n t r a i n de
m o u rir... Q u e lq u ’u n e s s a i e d e l’e m p o i s o n n e r ! J ’ai b e s o in d e v o t r e
a id e !
— C o m m e n t ! V o u s a i m e z la fille d e c e t t e f a m ille m a u d i t e ?
d e m a n d e le c o m t e e n c o lè re .
E t il p e n s e : « J e n e p o u r r a i d o n c j a m a i s m e v e n g e r d e
V i l l e f o r t ? » M a x im ilie n e s t s u r p r i s p a r l’é t r a n g e r é a c t i o n d u
c o m t e . M o n te - C ris to r e s t e sile n c ie u x, p u is a j o u t e :
— G a r d e z e s p o ir, M axim ilien. Je s u is là e t je veillerai s u r v o u s.
F a ite s-m o i c o n fia n c e : V a le n tin e ne m o u r r a pas. M a in te n a n t,
la is s e z -m o i !
E n t r e - t e m p s , le m é d e c i n e s t a r r i v é c h e z les V ille f o r t. Il e s t
137
Tje comte rie Monte-Cristo
t r è s s u r p r i s q u e V a l e n t i n e n e s o i t p a s la c o u p a b le , c o m m e il le
c r o y a i t . Le d o c t e u r e x a m i n e la j e u n e fille e t s e r e n d c o m p t e
q u ’elle v it e n c o r e . Il e s t se u l a v e c N o ir tie r d a n s la c h a m b r e e t il
c o m p r e n d q u e celui-ci v e u t lui p a rle r.
— C’e s t é t r a n g e , V a l e n t i n e e s t e n c o r e e n v ie . V o u s s a v e z
é v i d e m m e n t q u ’elle a é t é e m p o i s o n n é e c o m m e les a u t r e s , lui d it
le m é d e c in .
N o i r t i e r c l i g n e u n e f o i s d e s y e u x . S o u d a i n , le r e g a r d d u
m é d e c i n s ’éclaire.
— V a le n tin e n ’e s t p a s m o r t e , c a r v o u s lui a v e z d o n n é c h a q u e
j o u r u n e p e t i t e d o s e de p o is o n p o u r h a b i t u e r s o n corps..., dit-il e n
r e g a r d a n t N oirtier.
Le m é d e c i n lit d a n s les y e u x d u v ie illa r d le b o n h e u r d 'a v o i r
s a u v é la vie de s a p e tite - f ille .
— P o u r le m o m e n t , elle e s t s a u v é e . Mais-si l'a s s a s s i n le s a i t e t
d é c id e d e c h a n g e r d e p o is o n , elle r i s q u e d e m o u r i r , c e t t e fo is,
a j o u t e le m é d e c in . Je d o n n e r a i d e s o r d r e s p o u f q u e p e r s o n n e n e
s ’a p p r o c h e d ’elle s a n s m o n a u t o r i s a t i o n .
M a lg r é c e s p r é c a u t i o n s , V a l e n t i n e e s t a u lit a v e c u n e f o r t e
f iè v re d e p u is u n e s e m a i n e . C h a q u e n u it, elle d élire : t o u t d ’a b o r d ,
elle c r o it v o ir u n e f o r m e b la n c h e s ’a p p r o c h e r de s o n lit e t r e m p l ir
s o n v e r r e , p uis u n e f o r m e n o ir e a p p a r a î t e t r e m p l a c e le v e r r e p a r
u n a u t r e . U n e n u i t , e l l e r e c o n n a î t la f o r m e b l a n c h e : c ’e s t
m a d a m e de V illefort ! A u s s i t ô t a p r è s , la b ib lio th è q u e s ’o u v r e e t la
f o r m e n o ire a p p a r a î t .
— V ous ê te s... le c o m t e de M o n te -C ris to ..., d it-e lle d ’u n e voix
f ié v r e u s e .
— Je s u i s v e n u p o u r v o u s s a u v e r , c o m m e m e l’a d e m a n d é
M axim ilien. Ne b u v e z p a s c e t t e e a u ! A v e z - v o u s r e c o n n u la f o r m e
blanche ?
138
Tje, comte de Monte-Cristo
— Oui, c ’e s t m a d a m e d e Villefort.
— Elle e s s a i e de v o u s e m p o is o n n e r .
— Mais p o u r q u o i ? d e m a n d e V a le n tin e .
— P a rc e q u e m a d a m e de V ille fo rt e s t p r ê t e à t o u t p o u r s o n
fils, m ê m e à t u e r . Si v o u s m o u r e z , t o u t l’a r g e n t q u e v o u s a v e z
h é r i t é d e v o s g r a n d s - p a r e n t s r e v i e n t à E d o u a r d . Elle a a u s s i
e s s a y é d e t u e r N o irtie r, m a is s a n s s u c c è s , c a r v o t r e g r a n d - p è r e
e s t im m u n i s é c o n t r e le p o is o n g r â c e à la b r u c in e c o n t e n u e d a n s
s e s m é d i c a m e n t s . Mais elle e s s a i e r a d ’u n e a u t r e m a n iè r e .
— J ’ai c o n f i a n c e e n v o u s c a r v o u s ê t e s l’a m i d e M a x im ilie n .
D ite s -m o i ce q u e je d o is faire...
— V ous d e v e z b o ir e ceci, dit-il e n lui t e n d a n t u n a u t r e v e r r e .
Vous v o u s e n d o rm ire z p r o f o n d é m e n t e t v o u s vous rév eillerez
d a n s u n a u t r e p a y s où v o u s r e t r o u v e r e z M axim ilien.
V a le n tin e r e g a r d e M o n te - C r is to d a n s les y ë u x , p o r t e le v e r r e à
s e s lè v re s, b o it e t s ’e n d o r t .
Le l e n d e m a i n m a t i n , o n a n n o n c e la m ort* d e la j e u n e fille.
M axim ilien s ’e f f o n d r e d e d o u le u r . D é s e s p é r é , il t e n t e de m e t t r e
fin à s e s jo u r s , m a i s M o n t e - C r is t o , qui veille s u r lui, l’e m p ê c h e
d ’a c c o m p lir ce g e s t e f a ta l.
140
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
DELF '|Jj' Écoutez a tten tivem en t l’enregistrem en t du chapitre, puis rem ettez
les phrases dans l’ordre chronologique de l’histoire.
141
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
a un sirop d un pa n se m e n t g un spray
b un sachet e des ampoules h une crèm e
c une seringue f un th e r m o m è tr e i des g ou ttes
UD
un un un
•C:
.
un □□ □□
142
F Q Trouvez dans le te x te le contraire des m ots suivants.
1 Renoncer ............................................
2 S’endorm ir ...........................................
3 Blanche .............................................
4 Coupable ............................................
5 Sauver .............................................
6 Rassurée ............................................
7 Le m alheur ............................................
8 Se fe rm e r ............................................
P r o d u c t io n é c rite e t o ra le
d elf Q Vous avez m angé des cham pignons vénéneux lors d’un repas chez des
amis. Imaginez ce qui s ’est passé quand vous êtes rentré(e) chez vous.
143
Andréa Cavalcanti
(^ fjjjÿ [Link]
P e n d a n t ce t e m p s , d a n s la fa m ille D a n g l a r s , t o u t s e m b l e a l le r
p o u r le m ie u x . En e f f e t , m o n s i e u r e t m a d a m e D a n g la rs o n t r é u s s i
à c o n v a in c r e E ug é nie d ’é p o u s e r le j e u n e n o b le italien.
Le j o u r d u m a r i a g e , t o u t P a r i s e s t r é u n i c h e z la f a m i l l e
D a n g l a r s . T o u t e s t p r ê t p o u r la c é r é m o n i e e t la s i g n a t u r e d u
c o n t r a t q u a n d s o u d a in , la police a rriv e .
— Qui p a r m i v o u s s ’a p p e lle A n d r é a C a v a lc a n ti ? d e m a n d e un
c o m m is s a ir e .
T o u s le s r e g a r d s s e t o u r n e n t v e r s A n d r é a q u i, q u e l q u e s
s e c o n d e s plus t a r d , e s t e n c e r c lé p a r les policiers.
— Mais... v o u s n e p o u v e z p a s a r r ê t e r le p r i n c e C a v a l c a n t i ,
su p p lie D a n g la rs, qui se v o it d é jà ru in é e t d é s h o n o r é .
— P r in c e ? N o n, m o n s i e u r . C e t h o m m e e s t u n v o l e u r e t u n
a s s a s s i n , r é p o n d le c o m m is s a ir e .
Un cri de s t u p e u r t r a v e r s e la salle.
C’e s t m o n s i e u r d e V illefort qui e s t c h a r g é d u p r o c è s du f a u x
p r i n c e ita lie n . A p r è s la m o r t d e s a fille V a le n ti n e , le p r o c u r e u r
s ’e s t e n f e r m é d a n s s o n b u r e a u : il n e v i t p l u s q u e p o u r s o n
144
La vengeance
CHAPITRE 8
tr a v a il. Le j o u r du p r o c è s , V illefort s e r e n d c h e z s a f e m m e a v a n t
d ’a lle r a u p a la is d e ju s tic e .
— M a d a m e , o ù a v e z - v o u s c a c h é le p o i s o n q u e v o u s a v e z
u t i l i s é p o u r t u e r le s S a i n t - M é r a n , le s e r v i t e u r B a r r o i s e t m a
p a u v r e e t t e n d r e fille ? dit-il d ’u n a ir g r a v e .
M a d a m e d e V ille fo rt f a i t s e m b l a n t d e n e p a s c o m p r e n d r e .
— Mais... q u e d i t e s - v o u s ?
— I n u t i l e d e n i e r , j e s a i s t o u t ! C ’e s t v o u s q u i l e s a v e z
e m p o i s o n n é s ! V o u s d e v e z ê t r e p u n ie , dit-il a v e c ra g e .
— M o n s ie u r ! M o n s ie u r ! Ayez p itié d e m oi ! im p lo r e m a d a m e
d e Villefort.
— V ous n e p o u v e z p a s m o u r i r s u r l’é c h a f a u d 1 c a r ce s e r a i t le
d é s h o n n e u r p o u r n o t r e n o m e t p o u r n o t r e fils E d o u a rd . Je v o u s
co n se ille d o n c , m a d a m e , d e r e t r o u v e r ce p o iso n . Et s ’il v o u s en
r e s t e q u e l q u e s g o u t t e s , s a c h e z les u tilis e r ... Il f a u t q u e j u s t i c e
s o it f a ite .
— L a is se z -m o i v iv re ! Je v o u s e n prie... Je su is v o t r e f e m m e !
— Oui, m a is v o u s ê t e s u n e m e u r t r i è r e . Un jo u r , v o u s p o u r r ie z
u tilis e r ce p o is o n c o n t r e v o t r e p r o p r e e n f a n t . Je v o u s laisse. V ous
s a v e z ce q u ’il v o u s r e s t e à f a ire . Je v a is a u p a la is d e j u s t i c e p o u r
d e m a n d e r la p e in e de m o r t c o n t r e u n a s s a s s i n . Si, à m o n r e t o u r ,
v o u s ê t e s e n c o r e v iv a n te , je v o u s e m m è n e r a i m o i- m ê m e su r
l’é c h a f a u d . A dieu, m a d a m e .
M a d a m e d e V ille f o r t e s s a i e u n e n o u v e lle fo is d e c o n v a i n c r e
s o n m a r i de la l a i s s e r v iv re , m a i s le p r o c u r e u r e s t in fle x ib le . Il
e n f e r m e à d o u b l e t o u r m a d a m e d e V ille f o r t d a n s s a c h a m b r e ,
m e t la clé d a n s s a p o c h e e t se r e n d a u p a la is de ju s tic e .
1. L’é c h a f a u d : l i e u d e s t i n é à l’e x é c u t i o n d ’u n c r i m i n e l .
145
L.e...cinitfi...d£..[Link].
Le p r o c è s d e celui q u i s e f a i s a i t a p p e l e r A n d r é a C a v a l c a n t i
d é b u t e a p r è s l’a r r iv é e du p r o c u r e u r . I n t e r r o g é p a r le p r é s i d e n t du
t r i b u n a l , l’a c c u s é r e f u s e t o u t d ’a b o r d d e d o n n e r s a v é r i t a b l e
id e n tit é .
— Je s u is n é à A u te u i l d a n s la n u i t d u 27 a u 2 8 s e p t e m b r e
1817, ré p o n d -il.
V illefort, qui e s t e n t r a i n d ’é c r ir e q u e l q u e c h o s e , lève la t ê t e e t
d e v i e n t livide. Il c r o is e le r e g a r d de l’a c c u s é qui n e le q u i t t e p a s
d e s y e u x , c o m m e s ’il v o u la i t v o ir c h a c u n e d e s e s r é a c t io n s .
— Q u e lle e s t v o t r e p r o f e s s i o n ? c o n t i n u e le p r é s i d e n t d u
tr ib u n a l.
— Je su is v o le u r, m a is a u s s i a s s a s s i n d e p u is peu.
À c e s d e r n i è r e s p a r o l e s , d e s m u r m u r e s d e d o n s t e r n a t i o n se
f o n t e n t e n d r e d a n s t o u t e la salle.
— A c c e p te z - v o u s m a i n t e n a n t de d ire v o t r e n o m ?
— Je v o u d r a is , m a is je n e le c o n n a is p a s . Je c o n n a is s e u l e m e n t
celui d e m o n p è re .
— D ite s le n o m d e v o t r e p è r e , alors.
— M on p è r e e s t p r o c u r e u r d u ro i : il s ’a p p e l l e m o n s i e u r d e
V illefort, dit-il e n f i x a n t le p r o c u r e u r .
D a n s la s a lle d u t r i b u n a l , les g e n s i n s u l t e n t l’a c c u s é . A p r è s
q u e l q u e s m i n u t e s d e b r o u h a h a , le p r é s i d e n t d e m a n d e le s ile n c e
e t l’i n t e r r o g a t o i r e r e p r e n d .
— J e v o u s d o i s q u e l q u e s e x p l i c a t i o n s , c o n t i n u e le j e u n e
h o m m e s u r u n t o n t r è s tr a n q u i lle . À m a n a i s s a n c e , m o n p è r e a
d it à m a m è r e q u e j ’é t a i s m o r t - n é . P o u r é v i t e r le s c a n d a le , il a v a i t
d é c i d é d e m ’e n t e r r e r v i v a n t , m a i s a u m o m e n t d ’a c c o m p l i r c e t
i n f a n t i c i d e , il a é t é p o i g n a r d é p a r u n c e r t a i n B e r t u c c i o . C e t
h o m m e m ’a a l o r s c o n f i é à s a b e l l e - s œ u r q u i m ’a a p p e l é
146
Le comte de \loiilc-Crbtu
B e n e d e t t o e t m ’a é le v é c o m m e s o n p r o p r e fils. Ces g e n s o n t é t é
b o n s p o u r m o i... Je l ’a d m e t s : j e s u i s c o u p a b l e d e n o m b r e u x
c r im e s , m a is c ’e s t m o n p è r e le p lu s c o u p a b le , e t je le m a u d i s ! Je
ne c o n n a i s p a s m a m è r e , m a is elle e s t in n o c e n t e .
À c e s m o t s , on e n t e n d u n cri d a n s la salle : m a d a m e D a n g la rs
v i e n t d e s ’é v a n o u ir.
— N o u s a v o n s b e s o in d e p r e u v e s ! crie le p r é s i d e n t .
— V o u s a v e z b e s o in d e p r e u v e s ? r é p è t e le j e u n e h o m m e . Mon
p è r e , v o u le z - v o u s q u e je d o n n e d e s p r e u v e s ?
V i l l e f o r t s ’e s t le v é d e s o n f a u t e u i l : il t r e m b l e d e t o u s s e s
m e m b r e s . T o u s les r e g a r d s s o n t t o u r n é s v e r s lui.
— T o u t ce q u e ce j e u n e h o m m e a d it e s t vrai..., a v o u e -t-il.
U n b r o u h a h a s ’é l è v e d e n o u v e a u d a n s la sall'e d u t r i b u n a l .
M o n s ie u r d e V illefort e n p r o f i t e p o u r s o r tir . 11 .p e n se m a i n t e n a n t
q u e s a f e m m e e s t d e v e n u e c rim in e lle à c a u s e d e lui, à c a u s e de
s o n in f lu e n c e : lui seu l e s t le v ra i c o u p a b le ! Il se r a p p e lle ce q u ’il
lui a d i t a v a n t d e p a r t i r : il u tilis e a lo r s le c o u r a g è qui lui r e s t e
p o u r s e p r é c i p i t e r c h e z e l l e e t l ’e m p ê c h e r d e c o m m e t t r e
l’i r r é p a r a b l e . À p e i n e a r r i v é , il c o u r t d a n s la c h a m b r e d e s a
f e m m e : elle e s t d e b o u t d e v a n t lui, un v e r r e à la m a in .
— C’e s t f a i t ! a n n o n c e - t - e l l e .
S u r c e s m o t s , elle s ’e f f o n d r e p a r t e r r e , s a n s vie. P a n iq u é e t
d é s e s p é r é , V illefort s e m e t à c h e r c h e r s o n fils. Il se dirige v e r s la
c h a m b r e du p e t i t g a r ç o n : l’e n f a n t e s t là, a llo n g é s u r le c a n a p é . Il
s e m b l e d o r m i r p r o f o n d é m e n t . R a s s u r é , V ille f o r t le p r e n d d a n s
s e s b r a s e t le s e r r e t r è s f o r t c o n t r e lui. Il r é a lis e a lo rs q u e le coeur
de l’e n f a n t n e b a t p lu s. S on fils e s t m o r t , lui a u s si. Il se lève, le
c o r p s de l’e n f a n t d a n s les b r a s , e t t r o u v e s u r la t a b l e u n m e s s a g e
de s a f e m m e .
148
La vengeance
CHAPITRE 8
V illefort e s t fo u d e d o u le u r . Il s e r e n d d a n s l’a p p a r t e m e n t de
m o n s i e u r N o ir tie r . S o n p è r e e s t là, e n c o m p a g n i e du c o m t e d e
M o n t e - C r is to . En v o y a n t V illefort, le c o m t e c o m p r e n d a u s s i t ô t
q u e s a v e n g e a n c e s ’e s t a c c o m p l i e , m a i s il n e s a i t p a s e n c o r e
j u s q u ’à q u e l p o i n t . M o n t e - C r i s t o s ’a v a n c e v e r s V i l l e f o r t , le
r e g a r d e d a n s les y e u x a v e c u n s o u r ir e plein d e h a in e .
— Qui ê t e s - v o u s ? lui d e m a n d e V illefort.
— V ous n e v o u s s o u v e n e z p a s d e m oi ? Moi, q u e v o u s a v e z j e t é
a u c a c h o t, q u e v o u s a v e z p riv é d e lib e r té , d ’a m o u r ...
— V ous ê te s ... E d m o n d D a n t è s !
V ille f o r t p r e n d E d m o n d p a r le p o i g n e t e t le c o n d u i t d a n s la
c h a m b r e où se t r o u v e n t les c a d a v r e s de s a f e m m e e t d e s o n fils.
— R e g a r d e z ! R e g a r d e z , c o m m e v o u s v o u s ê t e s b ie n v e n g é !
D e v a n t les d e u x c o r p s s a n s vie, E d m o n d c o m p r e n d q u ’il e s t
allé t r o p loin : il d o i t m a i n t e n a n t c o m m e n c e r à p a r d o n n e r .
P o u r V ille f o r t, il n ’y a p lu s r i e n à f a i r e : le m a l h e u r e u x e s t
d e v e n u f o u . Le c o m t e d e M o n t e - C r i s t o p e n s e a l o r s q u ’il d o i t
s a u v e r le d e r n i e r : D a n g la rs .
149
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
DELF Lisez le chapitre, puis dites si les affirm ation s suivantes sont
vraies (V) ou fau sses (F).
V F
1 Les Danglars o n t convaincu leur fille d ’ép o u se r le prince
Cavalcanti.
2 Le jour du mariage, la police vient a r r ê te r Danglars.
3 En réalité, Andréa Cavalcanti e st un voleur et un assassin. □ □
4 Villefort va voir sa fem m e avant d’aller au palais de justice. [
5 Villefort accuse sa fe m m e d ’être une voleuse.
6 Andréa Cavalcanti connaît seulem ent le nom de sa mère. □ □
7 Monsieur de Villefort e s t le père d ’A ndrea Cavalcanti.
8 Villefort dit qu ’A ndrea e s t un m enteur.
9 Lorsque Villefort arrive chez sa femme, elle est déjà morte. [
10 H eureusem ent, son fils e st encore en vie.
-A
VI/lU zjH z,
S-e '■
[Link] Se. ce :
: ____
Y ^K Su [lïyuL, ; ____
j Su p e/ie,
Se. h- Mèsie, : _
0 Lisez a tten tivem en t l’article, puis répondez aux questions.
E n ric h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
151
^ A ssociez chaque m ot à l’im age correspondante.
P r o d u c tio n é c rite e t o ra le
delf Q Selon vous, Andréa Cavalcanti est-il coupable ? A-t-il des circonstances
attén u an tes ? Justifiez votre réponse.
152
/
Epilogue
A p r è s le m a r i a g e m a n q u é d e s a fille, m o n s i e u r D a n g l a r s v e u t E ®
c o m m e n c e r u n e n o u v e lle vie e t il s ’e n f u i t e n Italie e n e m p o r t a n t
l 'a r g e n t d e s c lie n t s d e s a b a n q u e . M a l h e u r e u s e m e n t p o u r lui, il
e s t c a p t u r é e t r e t e n u p r i s o n n i e r d a n s u n c a c h o t p a r le plu s g r a n d
b a n d i t d ’Ita lie , V a m p a . Q u e l q u e s j o u r s p lu s t a r d , il r e ç o i t u n e
é t r a n g e visite...
— M a is... M o n t e - C r i s t o . . . q u e f a i t e s - v o u s ici ? d e m a n d e
D an g lars.
— M o n te - C r is to n ’e s t p a s m o n v é r i t a b l e n o m . V ous n e m ’a v e z
p a s e n c o r e r e c o n n u ? Je s u i s c e lu i q u e v o u s a v e z e n v o y é e n
p r i s o n p a r a m b i t i o n . Je s u is celui q u e v o u s a v e z v e n d u , liv ré ,
d é s h o n o r é ... Je su is E d m o n d D a n tè s . Je v o u la is v o u s c o n d a m n e r à
m o u r i r d e fa im , c o m m e v o u s l’a v e z f a i t a v e c m o n p è r e , m a i s j e
v o u s p a r d o n n e c a r m oi a u s si, je dois ê t r e p a r d o n n é .
À c e s m o t s , D a n g la r s t o m b e à g e n o u x , d é s e s p é r é . E d m o n d s e
p e n c h e v e r s lui p o u r l’a i d e r à se re le v e r.
153
Le (‘omtç,,(,le M onter-C iista
— Oui, je v o u s p a r d o n n e .. . v o u s a v e z p lu s d e c h a n c e q u e les
a u t r e s : l’u n s ’e s t s u ic id é e t l’a u t r e e s t d e v e n u fo u . P r e n e z c e t
a r g e n t , dit-il e n lui t e n d a n t d e s billets.
D an tès s o rt en m u r m u r a n t ces d e rn ie rs m o ts à V am pa :
— Il e s t libre, la is se -le p a r ti r .
Q u e l q u e s j o u r s p l u s t a r d , le c o m t e , e n c o m p a g n i e d e
M ax im ilien M orrel, se r e n d à M arseille p o u r v o ir M e rc é d è s. Il lui
d it q u ’il l’a p a r d o n n é e e t q u ’elle n e d o it p a s s ’i n q u ié t e r p o u r s o n
fils : il v e ille ra t o u j o u r s s u r lui. Les d e u x h o m m e s p a r t e n t e n s u i t e
p o u r l’île d e M o n te - C r is to .
U n m a t i n , M ax im ilie n se réveille e t n ’e n c r o it p a s s e s y e u x :
V a l e n tin e e s t là, p r è s d e lui, b ie n v i v a n t e . Elle lui r a c o n t e a lo r s
t o u t c e q u ’a f a i t le c o m t e p o u r lui s a u v e r la v ie .'M a x im ilie n v e u t
le r e m e r c i e r , m a is il e s t t r o p t a r d : M o n te - C r is to e s t d é jà p a r t i. Le
s e r v i t e u r du c o m t e d o n n e a lo rs u n e l e t t r e à M aximilien.
154
C o m p r é h e n s io n é c rite e t o ra le
156
«æuv-'i
E n r ic h is s e z v o tre v o c a b u la ir e
P ro d u c tio n é c rite e t o ra le
157
158
T E S T F I N A L
H orizon talem en t
1 Ensemble des os du corps.
5 Pierre précieuse verte.
7 Argent d e m a n d é en échange de la liberté d ’une p e rso nn e enlevée.
9 Qui a trop bu.
10 Au th éâ tre , c o m p a rtim e n t avec plusieurs sièges.
11 Boisson à base d ’eau, de jus de citron e t de sucre.
12 Promesse de mariage.
1□ □ □ □ □ □ □ □ □
V erticalem ent □ 3
2 Qui a tte n d un enfant. 4 □ □
6 □ 5 □ □ □ □ □ □ □ □
3 Peau qui couvre l’œil
pour le protéger. □ □ □ □ 8
^ □ □ □
4 Drap qui s e rt à
□ 9 □ □ □ □
envelopper un cadavre.
□ □ » □ □ □ □ □ □
6 Petit golfe. □ □ □ □
8 Personne infidèle à
□□□□□□□□ □
une cause.
12
159
T E S T F I N A L
Le co m te de Monte-Cristo
Autre(s) nom(s) : ......................
Métier(s) : ...................................
Époux(-se)/compagnon(-ne) :
Enfants : .....................................
Monsieur Danglars
Autre(s) nom(s) : ......................
Métier(s) : ...................................
Époux(-se)/compagnon(-ne) .
Enfants : .....................................
M onsieur Morrel
Autre(s) nom(s) : ......................
Métier(s) : ...................................
É poux(-se)/compagnon(-ne) :
E nfants : .....................................
M onsieur de Villefort
Autre (s) nom (s) : ......................
Métier(s) : ...................................
É poux(-se)/compagnon(-ne) :
Enfants : .....................................
Le c o m te de M orcerf
Autre(s) nom(s) : ......................
Métier(s) : ...................................
Époux(-se)/compagnon(-ne) :
Enfants : .....................................
M adam e de Morcerf
Autre(s) nom(s) : ......................
Métier(s) : ...............................
Époux(-se)/compagnon(-ne) :
Enfants : .....................................
160
Stadtbibliothek Berlin - Mitte N 1 1 < 0 7 6 1 9 8 4 9 4 5 6
ec
iiiinii ni 11
Philipp-Schaeffcr-Bibliothek 456 Ql
E d m on d D a n tè s e s t un je u n e m a rin qui se m b le p r o m is à un bel
a v en ir. M ais le jo u r de s e s fia n ç a ille s , il e s t a r r ê té , a c c u sé à to r t
d ’ê tr e un a g e n t b o n a p a r tiste e t e n fe r m é d an s le ch â te a u d ’if. A près
q u a to rze a n n é e s de c a p tiv ité , il r é u s sit à s ’éch ap p er e t s ’em p are du
tr é s o r de l’île de M on te-C risto. D ev en u riche e t p u issa n t, il n ’a plus
qu’un e id ée en t ê t e : se v en g er. '&
T out au lo n g de l’h is to ir e v o u s tr o u v e r e z :
d e s e x e r c ic e s de g ra m m a ire, de v o ca b u la ire, de c o m p réh en sio n
e t d ’e x p r e s s io n é c r ite e t o ra le ;
d e s a c tiv ité s ty p e s DELF,
d e s d o s s ie r s : Les c h â te a u x d e D u m a s e t D u m a s, e n tr e p e t i t e t
g ra n d écran ;
d e s p r o je ts In te r n e t ;
un t e s t fin a l ;
un CD au d io a v e c l’e n r e g is tr e m e n t d ’u n e p a rtie du te x te .
Niveau Un
Niveau Deux
Niveau Trois
Niveau Quatre