0% ont trouvé ce document utile (0 vote)
294 vues56 pages

Demain 12ème Année No. 1, 21 05 1937 07 1937

Demain 12ème année No. 1, 21 05 1937 07 1937

Transféré par

Janitaire
Copyright
© © All Rights Reserved
Nous prenons très au sérieux les droits relatifs au contenu. Si vous pensez qu’il s’agit de votre contenu, signalez une atteinte au droit d’auteur ici.
Formats disponibles
Téléchargez aux formats PDF, TXT ou lisez en ligne sur Scribd
0% ont trouvé ce document utile (0 vote)
294 vues56 pages

Demain 12ème Année No. 1, 21 05 1937 07 1937

Demain 12ème année No. 1, 21 05 1937 07 1937

Transféré par

Janitaire
Copyright
© © All Rights Reserved
Nous prenons très au sérieux les droits relatifs au contenu. Si vous pensez qu’il s’agit de votre contenu, signalez une atteinte au droit d’auteur ici.
Formats disponibles
Téléchargez aux formats PDF, TXT ou lisez en ligne sur Scribd

A ir 1 ’ Année. N* 1.

REVUE D’ASTROLOGIE SCIENTIFIQUE JUILLET 1937


D’IDEES NOUVELLES ET D’ANTICIPATIONS

SOMMAIRE :

Un Bilan ! G.-l b
Horoscope de M.DeMan,MinistredesFinances.
G. ANTARES.
L’Astrologie animale. V tede h er bais de t h u n .
La Grande Pyramide (Suite.) J. VARAGNAT.
Pronostics généraux pour Juillet 1937. STELLA
Critique des pronostics de Stella pour Avril.
Guide journalier pour juillet 1937. VEGA
Les enfants du 22 mai au 21 juin 1937. VEGA
Concours astrologique d’interprétation : texte des
meilleures réponses.
Livres, Revues, Echos, Nouvelles, Petit
courrier.

M. H. DE MAN,
Ministre des Finances,
auteur du Plan du Travail.

Belgique 4 fr. 75
Ce numéro : 4ô page: France : 4 Ir. 75
Suisse : 0 fr. 90
Jii,!.·■ï’Iïïlllüll.ü::>,î 'T : :.|!|IT " ¡■.!||l!lli!:l r,:ill!l!"·ulillljJüTJIT!lir 'IITIi' ¡ll’lg j
"i; ti'· I I·· li! .1TIH 'ü'i' îl'

V O IC I LE________ 'i

j CINHELIUM
du Professeur CAMBIER
L'appareil astronomique de prix modéré
qui permet
de représenter et de comprendre L

d'un seul coup d'œil -


tous les phénomènes astronomiques
et astrologiques :
les Directions, les Maisons, etc.
Pour tous renseignements, écrire : ~
INSTITUT DE r ec her c hes :
ASTRO - DYNAMIQUES ;
Avenue de Sumatra, 6, BRUXELLES

Appareil breveté n* 289-292, 21 nov. 1930==


adopté par les Universités et Ecoles supé g
rieures.
... jj;T u d ij’TT!;!T.!''': '':T;iiliiiliiirT Ï..IHIIIT.".: iiliT : .I j i l : Ji. iiiiï il!·.:

... " t t .:. r a iiiL iiT T '. " T . . · '

p FUJCTÜÀfiÔÏÎS B O Ü ^ ÏÉ R É r^ i
[ et INFLUENCES COSMIQUES S
L-.__ ----------------------------------------------- ___ I ÿ
Précis d'Astrologie financière et mondiale. £
Le seul livre qui réunisse autant de matériaux et de révélations sur une question ÿ
passionnante et d’intérêt immédiat. J;
Contient des graphiques et des diagrammes pour les années 1820 à 1940
et des prévisions annuelles jusqu'en 1940.
UN FORT VOLUME DE 200 PAGES. PAPIER DE LUXE.— Belgique : 50 francs. H
Etranger : 13 belgas.
En vente aux Editions de la Revue DEMAIN i
Avenue de Sumatra, 6, Bruxelles (Longchamp). J

~~Cc Lvre, édité en 1933, prévoyait pour 1936 (page 174) : =


•i L'année 1936 est une nouvelle année de crise : crise immobilière, crise sociale, g
méccmentements, grands bouleversements. G uerre possible, bien qu’un pronostic
case sur des indications d’ensemble soit fort risqué. Des difficultés sociales, plus ou
moins révolutionnaires, paraissent plus probables. Année t r èS dure. >
VOYEZ SES PREDICTIONS POUR 1937-1940. ÿ
.: ■?;-.lLi:-.ii!fL,î;... : T..UMliLliüJtüp· Jülllllllllillid Lj||||lllll!"i:;t!lir .¡.¡üLIllliLiilii .lll'iillli.ilîai^
« il l ll l lN I I I M « .il·! :1 iir' J’.'J·· ;'i:. .·'·■ !=¡’/¡•¡i.’.gm! !·! 1 . ¿if. ' ¡y : JW 1"1,¡zr ?ü' i:N ' !. !?>’ <■?. · . A-üilîlÜifflUIKIhDiL^a^iJ
iii
iii
in D R L S L L e V m n r l d □ d e a A ll
L E
ré ré a u u to e e u x p
c. le
iiM O A C ’A ts e p p n b C s u P c R e C o u k lil
C Y E IE S
-. R
o o t
rè n ·r i il
iii
T L t q F p S 6 d iiJ -.: E n n
ri O
q c te lo U so ito E mH s A d U
M o U o A W 1 N tr g d T 2 l’ tis C e o .e N d u R o fo B u P p R
te i ; û lW
é ’A u u M f n E /- C a iq O ' R a mH z se se e n ya L n le m
im e h O
t , n 1 d S e R d is R la O C
rc
ve
lé U s le llo ilo n g L i u . e A is E . u IC e O u p -•d A
a C o
il
M l E ws F u e L fr E o e cc O
e S P R p n
it
t t . e ir N
e r n lB
p X
h N m lè Y n a fr à
. a e IG a o s E S io o é IT t D ye ? T m u ^^
iii su e s o T e A , e u O — . IO n u ,
o IL e s N ri t N r s P P E U p IQ ré mo r IO p
in
iii n je q T h p H . N A t lti P s. —T 5 ffr s t a l c e
iii e IA u A ip h ro ( s S 0 a l e O e a . C a U e e N te
im st e T ie E u P P —D v C m H ve E le e c tit N n u — T rv E p s
: IR s (M R e o
e E I p Re p n n M tt te o re rt ie
n L .
t e
t IO s la U S A n é é t d E CD u a IO ti C d
sit
i.i
1 E e io o O b m B u lo
a ch re u A s b d n D o d s —
im 7 t n N a c S o s L
ci S e n . .
ci d
ma S
r i re N sp e N u N t E n e h e
^ .4 x c E e T i — — 2 r d T , sr o N
u é o so o c à S . s m è
q
ra
3 D p , D Hu
o ). IC n Re s e ct E 0 s is S c n u D L
e p lt C ks —
A O o n e C g u ,
à .N rr C in s ti
o n e u S
.0 E rs o E e e
ce R u R R ie E ri sa
n E o L
rIa a n s e
2 R T L i : iD R s r E d E c o re b n I s u
in o ra ffis r . is u
ti
o u P O n A I a O A 1 e e r u ma e T o s n ' tr V m o
. L n r R d e s O n r n e T
S E n > e
ili o a d N e R sc a
P
—A n r E e t S a k N d G b l 2 c vu . mm 1 d a , — n té u d ’ O E d r rti o a n
a e S l) m S e 1 te e d e m 0 C it b a N s m e S ré S e it c
l S . .
s f S
t o H Y tr 2 / u e ch — V io o n u o jo a e x d . p
s le st
a T t
P P ité ce E ro u . , r m me s. e
n à O N n n x u u e tt rt o n ,s u E
ra
ro R s v .
— ys — r L m— C b : e a f R U t é ig x o a A a —
c x L , d

tq lo t T
g h a e n v
1 S
1 q s n ca ig n it
s R it
rt o
, n m E
sp E , io
r A iu n a l
g F n o U d s a s e s T o e
b e O y e D ra su
d : ve
e E s h L e p u ré
n o n Il e ê P 6
e S la d
E P o c n . it A p
y m d - as n e . G u e T e
e p
s t o n q d IC t in m H ,
ct S
u , me s o n e e fo e . l e e l jo u p ù s u e L
. e
d s e P O
r w- —o s e u A v ito o n e E
s u n t a S u é N
la
r e n L a -e F cis le
t g Cr rg d tt re T in e n d ro n n S ts a B
e 1
e c
i s a 4 C d e r s I d n s o o
to d o a r ré si
t 8 , lle o
m d id ll 0 , za ro a n R ’d E e e n je u e s . re n s g isr B E R
u vo e ’a e d s s e O re t, e s .t tr t s n r R
ta q u p u cl p a 2 n i xi ce O A A t N l e e — d t n n é 3 U
s
n st . a a lifo 7 e
, , L st tiio M p s : t g s a a u u e s
N xu 4
ri a u re ru t r (
a o C ss g r T e
su S
. u o d a b n rt n " e .1 X
f i e d e n H o N te -W ro n U yc n r n rsq e tr o ré n ci S c 1 lle 4 ve
s s o n lo a o s ia ig f ic C lo s Ch mu n o le a o
e s 'd
u 8 s .0 E
su o d c n g l f c . d Ho L F re - ti u i n fé n u m p o 0 L
r d lu e u u ie if
e o
h p e o Hg
ie u E lo n me a e
n t e r ce s l é n n 0 N 7 u
d u m re a o ( lo E g
ra
d d m e p ri t p 2
. ° L
e ito e l , rn a ta -
S rg A E , n e N b la l n s m te 8 E e
CR r e e o so o e
d r se
IR
m C n jo n : é e d lo rte re .- n ie LE d Y ie ce z o e s n i ce p n e 1 S
te 2 d )i e 8 e s Ms R e h . e -v t ch
s r
é t n d e st u (G 7
a o e u r r d ié t . r g u 9 a x E o re o o d t a ti e d iu t d 4 “
n ms n 2 ,t siv .) : . ri — p le
u s e p u s a o o 4. 3 .
d mt a u o e — .s e 1 o u e a ra u e u n e é n ( D
e u lla c ,
Is e . 3 — S ci t, A é p s.
D t n to s y .. 3 L
. e d x ilte p lin i 5 e ri o u e re r
l it ile ta to c u (
rc e sr a R
o N
n g e d b b m ir n s n a n ri o t
rto q m
e B D o E
e e m e f A cn
o o e
rt e t é s;
t n si u r e
a n
e 2 r v ta a to a x ra b e
s n u n n p c
se v
té sé o e , h m
, v t n 5 T u in to i n . o t o te co p ig o n to s tr
a u m n g M
o p t . h e , cs n s le n a u u o n ie s o u v s ’e y) a
u é in n v e u p ss u u ir ar o u . in c
B s r e m g a L — . n e P a m le r r i
e d
r s te so e is r n ) h
ru i
o
su l o — m ys l o b me p s u , g g A
x a d r Re d B n S rd e e a n le e ri s e a
e b q i n o n e d p e c n t re n la d g la se d a g m
s su s lv o é A n h i B ç p ,o ts se é a c d u e m e
lle o u
n m
’i ic e c d n d t q
V t: d
o e o r . cl ra o p
’ o b i it n le a tn
re
IN
s n e
p ru ll ri ..
p
, icm m: u e l 4 o lg it u é e P n n a t mn )
. e s
o Ne i B s ta 0 cc iq r te m vu o o ti p e d q
r s ci e ito L . n n u le a e u n ti
e o o r u n e u
rt a d 1 is e e ir f u
e e s la rn i ­ , r s s n ­ n t , e
»
—à u
r e n e n so . : l
­ ­ t , sr l­

j· J j
·sws m m * . æ r a m D a H m E M S iw

V IEN T DE ^"*^1 i
PARAITRE

SYNTHÈSE j
3 DE

L’INTERPRÉTATION ï
A S T R O L O G IQ U E
d'après les Principaux Auteurs Modernes

par le Vicomte Ch. de HERBAIS de THUN


l'auteur de < SYNTHESE DE L'ŒUVRE DE PAUL CHOISNARD.

Il est éminemment utile que, de temps à autre, un livre paraisse, qui soit L.
d’un genre différent de ceux qui ont été publiés jusqu’alors, livre qui opère “
la synthèse de tous les enseignements en cause et fasse en quelque sorte
le point.
Le Vicomte de Herbais de Thun, qui est un lecteur infatigable, un cher- =5
cheur érudit et qui, en plus de ces qualités et de ces dons possède un g
sens de la méthode poussé aux limites extrêmes, était tout désigné pour
faire cette mise au point en ce qui concerne l'interprétation astrologique, g
Déjà, en publiant son ouvrage « Synthèse de l’œuvre de Pau! Choisnard », g
il était parvenu à condenser en un seul livre tout l’essentiel de ce que II
P. Choisnard a publié en de nombreux volumes. Le Vicomte de Herbais g
de Thun a fait de même en ce qui concerne l’interprétation astrologique, J
compilant tout ce qui a paru d’intéressant sur ce sujet en ces dernières
années, notant tous les points principaux, les comparant, les opposant, les g
éliminant. Et de ce gigantesque travail, il est demeuré, on ne peut pas §
dire une thèse, mais tout au moins tous les éléments nécessaires pour la g
préparation de la thèse définitive. j
Suivant en cela un principe qui leur est cher, les Editions de la Revue Ü
DEMAIN se sont efforcées, malgré les difficultés matérielles de l'heure j|
présente, de mettre ce livre à la portée de toutes les bourses. L'ouvrage, g
au format 16x24, comporte 250 pages de texte massif et ne coûte que g
5 35 francs belges en Belgique et 30 francs français ou 8 belgas à l’étranger, g
H Autant dire que l’auteur compte pour rien le travail considérable que lui J
g a occasionné la rédaction de l’ouvrage. §

S En vente aux Editions de la Revue D E M A IN I


i ■ ■
R AVENUE DE SUMATRA, 6 - BRUXELLES 1
M * B
@ chez nos annonceurs et chez les principaux libraires. g
■ ' =
| Table des matières sur demande. j
§ n
12· Année, n° 1. 21 MAI 1937 JUILLET 1937

D E H À IN
Revue d'astrologie scientifique, d'idées nouvelles
et d'anticipations
C. C. Postaux
Téléphone 43.14.07 Bruxelles 174.33 (Demain)
Paris 1800.28 (G.-L. Brahy)
Avenue de Sumatra, 6, BRUXELLES (Longchamp)

D irecteur-fondateur : G ustave-Lam bert BR A H Y


Expert-comptable.
Administrateur-fondateur de l'institut Central Belge
de Recherches Astro-dynamiques.
Rédacteur en chef : V icom te Charles de HERBAIS de TH U N
Ingénieur A. E. M.
Représentant commercial pour la France :
M. HIBON, rue Jouye-Rouve, 10, Paris. — Ch. P. Paris 1490.44.

Un bilan!
A NOS LECTEURS, ABONNES ET AMIS.
Ce numéro est le premier de notre D O U Z IE M E A N N E E de
parution !
Q u ’on nous permette à ce sujet — et qu’on l ’excuse — un retour
en arrière.
Si « Demain » était une revue ordinaire, lancée suivant la meil­
leure formule commerciale, nous n’en ferions rien ! Mais « Demain »
défend une idée, et une idée d'avant-garde I Cela vaut qu’on me­
sure le chemin parcouru.

Douze années de lutte.


Douze années ! Vous représentez-vous, chers lecteurs, ce que cela
totalise d'efforts et de sacrifices? Songez que cette revue a vu le
jour au temps où le mot seul d ’astrologie amenait sur les lèvres un
sourire railleur. Je vous dis que, dans ces douze années de lutte
incessante, il y a quelques années d ’efforts exceptionnels qui ont né­
cessité une opiniâtreté farouche, car, à ce moment nous étions
seuls en lice ; il nous a fallu braver l ’ironie, l ’indifférence, le scepti­
cisme et la mauvaise foi, les difficultés matérielles, les lassitudes
morales ! Il nous a fallu oeuvrer double pour limiter le déficit qui
croissait continuellement dans notre budget !

1
H · D E M A IN llllllllîlllllllUHIIIIIIIIIIIinillimiyilllllllllllllllllllHIII

Nous aurions pu, comme tant d'autres, vivre de notre profession,


les pieds dans nos pantoufles, H y a douze ans, on nous disait :
« Oui, vous avez la foi des jeunes de trente ans, vous vous croyez
sûrs de vous. Mais songez que dans un pays de matérialisme comme
la Belgique, aucune revue scientifique ne peut subsister sans appuis
officiels. Vous allez perdre de l'argent et vous surmener inutile­
ment. »

Le succès.
Nous avons voulu néanmoins tenter l ’expérience, groupant nos
efforts et nos moyens. Certes oui, nous avons dû payer de notre
personne; nous avons dû engloutir des sommes importantes pour
maintenir notre revue en vie ; nous avons même cru un instant que
tous ces sacrifices n aboutiraient à rien. E t puis, progressivement,
le succès est venu ; l'opinion a été conquise ; le public, éclairé par
la logique des faits, par la valeur des arguments, a commencé à
suivre nos efforts avec sympathie. C e n'est pas ce qu'on peut appeler
un succès commercial, mais aujourd’hui la revue « Demain » est
régulièrement envoyée dans vingt-huit pays différents ; elle est
distribuée dans toutes les villes principales de Belgique, de France
et de Suisse.

Physionomie de la lutte actuelle.


Certes, la lutte continue l Nous avons des détracteurs, des envieux
et il reste surtout chez certains journalistes obstinés dans leur igno­
rance ou leur parti-pris, de nombreux sceptiques à convaincre.
Il faut reconnaître d'ailleurs que plusieurs écrivains parmi ceux
qui sont venus à l'astrologie dans ces dernières années, l'ont plutôt
desservie. Plus préoccupés de gains matériels immédiats que de
science véritable, ils ont envahi le sillon tracé par leurs aînés et la
terre fraîchement labourée a été piétinée et durçie à nouveau.
Ces affairistes trop pressés disparaîtront d'eux-mêmes de l'arène
astrologique ; le public apprendra vite à [aire la distinction entre le
vrai et le [aux astrologue. La science prendra le pas un jour sur le
charlatanisme.

Un mot à nos lecteurs.


En attendant, à vous tous, chers lecteurs, abonnés et amis qui
nous soutiennent, les uns depuis peu, les autres depuis plus long­
temps, quelques-uns depuis le début, à vous tous qui avez été les té­
moins de notre effort continuel pour mieux [aire, nous disons toute
notre gratitude !
E t puis, très gentiment, nous voudrions encore, à l'occasion de
cet anniversaire, vous dire quelques mots.

2
Desiderata contradictoires, critiques stériles.
Etre Directeur d'une revue n'est pas une sinécure! Nous lisons
chaque jour des souhaits tellements différents, tellement contradic-
toires, que nous en demeurons pantois,
« Pourquoi, nous écrit l'un de vous, n'abordez-vous pas telle ru­
brique? » « Surtout, nous dit un autre, ne traitez pas ce sujet 1 >
Un troisième fait l'observation : « V o u s êtes trop scientifique! »
Un autre, au contraire, s'insurge en disant que nous ne le sommes
pas assez ! Parfois la politique s'en mêle ! « Etes-vous donc devenus
fascistes? s'écrie l'un, que vous faites le thème de Franco et pas
celui de Caballero? »
Mais voici par ailleurs une lettre où nous lisons : « Vos idées dé­
mocratiques m'étonnent ; on dirait que vous attendez avec impa­
tience le grand chambardement de l'ère du Verseau ! Le monde
actuel vous parait-il donc si mauvais? E t par quoi remplaceriez-vous
l'argent et l ’or? »
E t de nouveau, nous voilà plongés dans un embarras bien com­
préhensible. L'homme sans parti-pris deviendrait-il donc suspect
à tous?

Un vœu.
A ces correspondants, dont les lettres constituent autant de mar­
ques d'intérêt, auxquelles nous sommes très sensibles, nous vou­
drions exprimer le vœu suivant : « Soyez constructifs, ne nous faites
pas de critiques stériles ! Nous cherchons à [aire du travail qui vous
intéresse et vous soit utile. Aidez-nous ! Vous voulez le thème de
Caballero? Ecrivez-nous donc : Voulez-vous publier le thème de
Caballero ; voici la date, le lieu et l'heure de naissance. »
Vous voulez critiquer un article, une thèse? Rédigez vos argu­
ments de façon à intéresser tous les astrologues. La revue y gagnera
en intérêt ; vous aurez rendu service à tout le monde et vous nous
aurez donné la marque d'encouragement que nous apprécions le plus.

Politique, élections et parti-pris.


Surtout, en ce moment, où les passions politiques sont exacerbées
jusqu'à déchaîner des conflits fratricides, ne nous prêtez pas des
opinions que nous ne professons pas ! En [ace de ces luttes poli­
tiques et sociales, nous voulons rester des hommes libres. S'il nous
arrive d'émettre une opinion, elle dérive de l'astrologie, non d'un
concept politique.
A ce sujet, certains d'entre vous nous ont demandé pourquoi nous
avons dédaigné l'occasion exceptionnelle qui s'offrait à nous d'émet­
tre un pronostic sur les élections belges. Le Ciel nous en garde !
Si nous avions hasardé quelque opinion sur ce sujet, la politique
s'en serait immédiatement emparée I Que serait devenue la science
dans tout cela?

3
IIIIIIIIIIII1IIIHI1IIIIII1II1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIHIII11III1II1IIII lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

D ’ailleurs à quoi bon ? Le succès de M . Van Zeeland ne faisait


aucun doute et l’horoscope de M . Degrelle, que nous avons publié
en 1936, ne montrait que luttes sans succès immédiats. Le tout était
de savoir si le 11 avril était une date heureuse pour la Belgique, si
le rexisme serait anéanti ainsi que les partis qui font corps avec lui.
Or, nous aurions été forcés de dire que le 11 avril était une date
fatidique, susceptible d ’ouvrir des complications nouvelles. Et, de
fait, les discordes politiques semblent avoir empiré depuis : remanie­
ments politiques, projet d'amnistie, recrudescence du mouvement
séparatiste, etc.
Les passions sont trop déchaînées pour que nous touchions de
trop près à la politique en ce moment. La moindre erreur commise
— qui n’est pas toujours le fait de l’astrologue — prendrait des
proportions inouïes !

Deux poids, deux mesures.


E t voilà encore une des inconséquences du scepticisme ou de la
mauvaise foi des détracteurs de l ’astrologie. Un médecin peut se
tromper, un mathématicien de même ; un journaliste peut raconter
les pires inepties ; tout cela est admis, normal ; mais un astrologue
doit être infaillible. Telle est l ’opinion!
N ’est-ce pas un non-sens, une profonde injustice?
Par contre, si nous voulons que l’astrologie achève la conquête
des esprits, sachons en parler avec mesure, sans bluff ; présentons là
telle quelle est, comme une science en voie d ’évolution, comme tou­
tes les autres sciences.
Rien ne fait plus de tort auprès des esprits sérieux que de leur
présenter l’astrologie comme un art divinatoire infaillible. Le pro­
phète qui veut se gonfler comme la grenouille de la fable revient
vite à sa mesure première.
Que tout ceci, chers lecteurs et amis, soit notre mot d ’ordre à
partir de maintenant. C et été, divers Congrès vont avoir lieu ; lais­
sons leur le champ libre pour de l’utile besogne. Le temps fera le
reste !

G.-L. B.

PRIX DE VENTE DE LA REVUE EN FRANCE.

Par suite d'une erreur d'impression dont nous ne nous sommes aperçus
qu'après le tirage de la couverture, le prix de fr. 4.50 a été imprimé sur
notre numéro 12, alors que nous avions annoncé que le prix serait porté
à fr. 4.75 à partir de ce fascicule.
Nous avons donc remis les choses au point et dorénavant « D EM AIN » se
vendra en France au prix de fr. 4.75 comme nous en avertissions nos lec­
teurs dans notre numéro 11, à la page 467.

4
Illlll.. . . .. .... ....1
HOROSCOPE DU MOIS

L’Horoscope du Ministre H. De Man,


Le thème de nativité de M. Henri De Man se présente d’une
façon si remarquable que quiconque possède les rudiments de la
science astrologique a immédiatement l’impression d’avoir affaire à
une entité peu commune et dont on ne pourrait certes pas dire
qu’elle manque de personnalité. En effet, six facteurs importants en
signes cardinaux et trois planètes angulaires suffiraient déjà à sou­
ligner l’étoffe du natif autant que le caractère notoire de sa destinée.
Une note importante est fournie par la présence dans la Balance
à l’Ascendant, d’Uranus, conjoint à Jupiter mais carré à Saturne.
Ceci qualifie d’emblée le sujet comme étant un original, un indé­
pendant, un homme aimant la liberté mais aussi un réformateur, un
partisan du progrès, féru d’idées sociales nouvelles mais qui tendent
à bouleverser quelque peu l’ordre établi. Ce besoin de transformer,
de régénérer les choses est d’autant plus marqué que nous trouvons
également le Soleil dans le signe du Scorpion. Ces configurations
en font encore un curieux, un investigateur, fin psychologue et for­
tement attiré vers les problèmes sociaux.
Pour qui a vu personnellement M. De Man ou même pour ceux
qui ne connaissent son apparence physique que par les photos ou
le cinéma, ce thème se révèle assez éloquent car l’on y retrouve
cette impression Vénus-Uranus-Saturne qui le caractérise. Tout en
étant aimable, sociable, magnétique, parfois nerveux, brusque et
impulsif dans ses gestes (Uranus en Balance) l’on discerne cepen­
dant la forte tonalité saturnienne qui tout en assombrissant son teint
donne une impression de profondeur, de sagacité, de calcul, de
réflexion méthodique. Un détail amusant mais typique, c’est que
M. De Man est un fumeur invétéré et à ce point de vue fait concur­
rence à M. Herriot ; or, le Soleil opposé à Neptune en fournit l’ex­
plication ; l’on a même l’impression, l’aspect étant réputé maléfique,
que M. De Man fume trop, au point de s’intoxiquer complètement.
En ce qui concerne le caractère, la dissonance Uranus-Saturne-
Vénus dans les signes cardinaux doit faire du natif un être assez
difficile, peu maniable. S’il est idéologue et intéressé vers les
hommes à un point de vue collectif et social, il l’est beaucoup moins
individuellement et nous avons l’impression qu’il peut se montrer
assez froid, brusque et exclusif dans ses rapports habituels. Toute­
fois la Lune dans les Poissons indique que la sensibilité ne fait pour­
tant point défaut et placée dans la 6me Maison, cette planète tout en
expliquant le dévouement à la cause de la démocratie, laisse entre­
voir un faible pour les petites gens, les miséreux, les malades, les
animaux, pour tout ce qui a besoin de protection.
Uranus à l’Ascendant et Mercure en Maison III dans le Sagit-

5
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIH
D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

taire soulignent l’indépendance de la pensée autant que l'érudition


et l’attrait vers les vastes problèmes. Comme Uranus régit la Mai­
son V et Mercure la 9mo, il n’est nullement étonnant que M. De Man
soit capable d’enseigner certaines matières savantes philosophiques
ou psychologiques dans les langues étrangères ; en fait, il a donné
des cours de psychologie sociale et parle couramment quatre langues.
Avec Vénus, son gouverneur dans le Capricorne, il devait tôt ou
tard se sentir attiré vers la politique, tandis que Saturne en éléva­
tion et conjoint au M.-C. a permis la consécration de ses ambitions
de ce côté. Comme l’une des deux planètes précitées se trouve en
Maison IV et que l’autre se trouve dans le signe public du Cancer,
qu’en outre la Lune est placée en VI, il n ’est nullement étonnant
que M. De Man ait voulu servir la cause de la démocratie. La liaison
entre les Luminaires et Neptune illustrent encore davantage les
tendances socialistes.

Pour ce qui concerne la réussite sociale, ce thème ressemble à


ceux de la plupart des hommes politiques éminents, à savoir que
Saturne et Uranus jouent un rôle important, que nombre de facteurs
se trouvent dans les angles et avec de fortes dissonances, ce qui

6
lllioilllllllllllllhllllllll!llillli|illi!iflllllllllllllilllllll D E M A IN llllllllllllllllllllllliw

implique la prédestination à une carrière mouvementée et à une vie


de luttes. Uranus à l’Ascendant passablement affligé est pres­
que toujours l’indice d’une existence peu commune où alternent les
succès et les revers mais où les événements se manifestent toujours .
d’une façon brusque. Le côté indépendant de la nature du sujet a
pu jouer un rôle important dans certains changements radicaux,
dans des revirements soudains ; on a l’impression que M. De Man,
après des efforts remarquables dans une direction déterminée a pu
subitement rompre avec un entourage ou avec une tâche qui mena­
çait son indépendance ; le désir de liberté d’action et de pensée aura
toujours empêché le natif de s’enchaîner, de s’inféoder.
Saturne est cependant responsable de son accession à une position
d ’avant-plan dans la politique. Nous avons toutefois l’impression que
ce n'est pas complètement de plein gré que M. De Man aura
accepté le portefeuille de Ministre. Le sextile de Mars en XI sur
Saturne indiquerait que des amis puissants l'ont stimulé, ont fait
pression sur lui ou en tout cas ont fortement contribué à son élé­
vation.
Comment se présente d’une façon générale la carrière politique
de M. De Man? Le thème révèle bien un idéologue, un technicien,
un érudit, un homme capable d'élaborer des systèmes savants de
réforme, mais qui malgré cela est toujours enclin à laisser à d’autres
l’exécution de ses projets (Mars maître de VII placé en XI). Cette
liaison Saturne en Cancer sextile à Mars en XI et dans la Vierge
montre que la consécration de sa carrière réside bien dans la mise
en pratique de ce fameux Plan du Travail dont il est l'auteur réputé.
L’on retrouve dans ces seules positions et aspects non seulement les
projets relatifs au contrôle de l'industrie lourde mais aussi à l’orga­
nisation du crédit, à l’économie dirigée, à de vastes travaux publics.
A observer d’ailleurs que les signes du Cancer et du Capricorne au
méridien ont un rapport étroit avec les notions d’économie, de res­
trictions budgétaires, tandis que Vénus et Saturne dans ces mêmes
signes en aspect de Mars maître de II jettent une lueur sur cer­
taines tentatives d’étatisation des finances. Il nous paraîtrait que les
portefeuilles de la Prévoyance Sociale ou des Travaux Publics ré­
pondraient le mieux à ses possibilités; dans les domaines tels que la
Finance il semble devoir rencontrer des complications insidieuses.
Le succès de M. De Man sera-t-il de longue durée? Nous ne le
pensons pas. Saturne au Milieu du Ciel rétrograde et en exil, carré
à Uranus et opposé au gouverneur Vénus, ferait craindre une chute
soudaine, un revers de la carrière qui sera dû, soit à des boulever­
sements sociaux, soit à la propre faute du natif. Il y a tout lieu de
craindre que les conditions ultimes d ’existence pourront être pré­
caires, surtout à la suite d'une sorte de disgrâce, d’un renversement
de position. L’opposition du Soleil dans le Scorpion à Neptune
dans le Taureau et en VIII, conjoint à Algol, serait l’indice d’une
menace d'étouffement, d’intoxication ou d’affection assez grave
de la gorge ; notez d’ailleurs que les afflictions de Venus

7
llllllHIIIIIIHIlinillHllllllllllilÏÏnmïÏHnnÏÏiiiïîÏÏÎÏÏn^^Mg^aK^Bg^^MÏÏiïiïlllllllllllUIHIIIIIIIIinillllllllllllllllHlllllhlIIIIIII

(maître de VIII) renforcent ces indications. Dans ces conditions,


nous serions tentés de dire à M. De Man : « Ne fumez pas trop,
soignez votre gorge ». A titre d’indication complémentaire, nous di­
rons que l’estomac, les reins, la gorge, l’épiderme et le sang veineux
sont des points relativement faibles de son organisme.
Pour ce qui concerne son avenir immédiat, nous lui prédisons
encore quelques succès assez marquants entre la présente période et
1941. En 1939 notamment il pourrait atteindre l’apogée de sa car­
rière. L’avenir nous dira si nous avions raison.
ANTARES.

Fédération internationale des


astrologues scientifiques
A l'occasion du IV ra * Congrès d'astrologie scientifique de Paris, se tiendra une
assemblée générale de la Fédération des Astrologues Scientifiques, dans la Salle
des Congrès de l'Exposition, le samedi 24 juillet 1937, à 9 heures du matin.
L'ordre du jour comprendra les points suivants :
1) Rapport du Président et décharge donnée à celui-ci pour l'exécution de son
mandat ;
2) Organisation ;
3) Statuts ;
4) Examen des Membres de la Fédération ;
5) Election des Vice-Présidents et des représentants des pays ;
6) Election des Membres des commissions diverses ;
7) Cotisation ;
8) Choix du lieu où se tiendra le prochain Congrès international ;
9) Divers.
Seuls les membres de la Fédération ou les personnes ayant reçu une invitation
personnelle peuvent assister à l'assemblée générale. Pour l’obtention des cartes
d'invitation, on est prié de s’adresser directement au Président de la Fédération,
le Dr. H. KORSCH, 19, Siegstrasse, Düsseldorf.

LISTE DE SOUSCRIPTION EN FAVEUR DE LA REVUE


Tous les dons, si minimes soient-ils, sont accueillis avec reconnais­
sance, Leur liste est publiée chaque mois dans la Revue, avec le nom
des donateurs. Ceux-ci peuvent, bien entendu, exiger que seules leurs
initiales soient mentionnées ou encore le pseudonyme sous lequel ils
nous transmettent leur envoi.
Anonyme, A n v e r s .......................fr. 40.—
M. Lautz,Paris (10 fr. fr.) . . . . 13.25
Total précédent. . 646.—
Total de notre nouvelle liste : fr. 699.25
Un cordial merci à nos aimables correspondants.

8
lllllllllllllillllllllllllllllllllllllllllllllllllliniinillllil
îinillllllllHlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllhl D E M A IN
P A G E S D O C U M E N T A IR E S

Astrologie animale
APPLICATIO N A L'ELEVAGE DU CHEVAL DE COURSE
ET A L’ART VETERINAIRE.

Voici le premier d'une série d'articles consacrés à


l'astrologie animale en général, et chevaline en parti-
culier.
O n y lira en quoi l'astrologie peut être intéressante
dans ce domaine : ne fût-ce, par exemple, que pour dé­
terminer le moment le plus favorale aux saillies, ou pour
savoir si tel ou tel cheval a l'étoffe d'un krack, ou non.
N e souriez pas / E t soyez d'avance rassurés l Cette
étude n'a pas pour but de frôler l’équivoque / Les courses
de chevaux existent, c'est un fait; et c’est peut-être dom­
mage I Le marché du terme existe aussi à la Bourse, et
c'est peut-être plus déplorable encore I M ais que l’astro.-
logie puisse arriver à fournir des pronostics exacts dans
ces deux domaines essentiellement matériels, positifs,
contrôlables ; dites-vous bien que c’est tout simplement
prodigieux I C ’est la preuve la plus tangible de la réalité
des influences astrales.
Lisez cet article et ceux qui suivront sans dédain.
Le problème a fait, ces derniers temps, plus de progrès
qu’on ne pourrait le penser,

1. Exposé général.
Quoique puissent en penser certains sceptiques endurcis, de plus
en plus clairsemés, l’Astrologie est une Science.
Elle a son code, ses formules, ses principes.
Elle est en mesure de prouver l’exactitude de ses déductions,
basées sur l’observation.
Celles-ci sont généralement plus certaines et à plus long terme que
les prévisions météorologiques établies également d’après l’obser­
vation.
Son utilité, en ce qui concerne la destinée de l’homme, ses caracté­
ristiques, ses maladies, les accidents qui le menacent, n'est plus à
démontrer.
Que faut-il en dire au point de vue animal?

9
h lllllllllllllllllllllllllll» D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Tous les êtres vivants sont formés de cellules, presque identiques,


constituées de la même façon, percevant et émettant des vibrations.
Lakhowski affirme que les animaux sont sensibles à des gammes
de radiations, qui sont inconnues pour l’homme. Il en donne des
exemples suggestifs.
C’est plus qu’il n’en faut pour comprendre et admettre que l’ani­
mal, aussi bien que l’homme, est soumis aux influences astrales et
que, lors de sa naissance, il subit l’action de l’état vibratoire du
moment, au point d’en être tributaire pendant toute la durée de
sa vie.
Nous n’insisterons pas davantage sur cette question de principe.
Nous admettrons que tout animal relève des lois de l’Astrologie,
adaptées bien entendu à sa nature particulière. Ceci étant posé, com­
ment faut-il envisager le problème de l’application de l’astrologie à
l’étude d’une race d ’animaux déterminée?
Nous prendrons comme exemple les chevaux de course, sur les
caractéristiques desquels on possède de nombreux documents, pu­
bliés notamment par les livres, les revues et les journaux sportifs.
Nous examinerons dans cette étude :
1° La documentation qui existe à ce jour quant à l’astrologie
chevaline.
2° La nomenclature des questions à envisager.
3° Les méthodes de recherche préconisées.
4° Le domaine vétérinaire.
5° La documentation nouvelle à constituer.

1° D O C U M EN TA TIO N ASTROLOGIQUE
ANTERIEURE.
Elle est des plus sommaire.
Çà et là, quelques auteurs, tels Choisnard et Kerneiz, ont écrit
une courte phrase signalant la possibilité d ’étudier le cheval astro­
logiquement ou mentionnant l’existence de tablettes, relatives à des
horoscopes de chevaux, découvertes dans les ruines de Ninive et
déposées au Muséum de Londres.
Un seul petit livre de 150 pages existe à notre connaissance,
« Horoscopes of 100 Great Horses », édité en 1915 par « The De-
mocrat News Press », W arren, Arkansas, dont l’auteur est David
Hollins, pseudonyme de M. J.-A. Watkins, Los-Angeles, Califor­
nie, qui a également publié « Horse racing and relatiuity ».
Le livre d ’Hollins fut cité, il y a quelques années par la revue
anglaise « Starlove », qui en publia des extraits. Il est particulière­
ment intéressant, parce que ses 100 horoscopes de chevaux sont éta­
blis d ’après les heures de naissance que l’auteur parvint à recueillir.

10
Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllM

Différents détails sont donnés sur les sujets envisagés; des règles
sont formulées quant à la vitesse, à l’allure et à la détermination
du sexe.
Nous avons nous-même, après une entrée en matière insérée dans
« Demain », n° 1, 21 mai 1936, page 9, publié une analyse complète
de ce livre en une série d’articles, parus dans le journal « Sport"
Elevage », à Bruxelles, de novembre 1936 à février 1937. Un de ces
articles, relatif au sexe et à la Trutine d’Hermès, fut reproduit dans
« L'Eperon », nouvelle revue sportive de luxe, (n° 2, février 1937),
éditée à Paris, 45, rue Boissy d’Anglas.
Là semblent s’arrêter les écrits concernant cette question.
On voit qu’il reste beaucoup à faire pour édifier une téorie ration­
nelle et scientifique de l’astrologie chevaline.
En réalité, tout est à faire.
Nous laissons de côté les méthodes plus ou moins cabalistiques,
appliquées en Angleterre particulièrement, pour pronostiquer les
gagnants dans les courses. Sépharial notamment écrivit un livre à
ce sujet, « The Silver Key »,
A notre point de vue spécial actuel, il est sans intérêt.
2° QUESTIONS A ENVISAGER.
Si les publications, concernant l’astrologie animale en général,
chevaline en particulier, sont très peu nombreuses, il n’en résulte pas
que personne ne s'en soit préoccupé. Il existe au contraire certai­
nement des chercheurs modestes, qui l’ont étudiée, sans faire con­
naître publiquement les résultats de leurs travaux. Peu à peu, lorsque
l’élan sera donné, ces travaux viendront au jour et fourniront des
indications précieuses.
Parmi ces chercheurs, qui eurent confiance dans l’efficacité des
considérations astrologiques, nous mentionnerons le docteur-vété­
rinaire François Breton, 31, avenue Daumesnil, à Saint-Mandé,
membre du Conseil Supérieur de l’Elevage et de l’Académie Vété­
rinaire de France, ancien chef de clinique de l’école d’Alfort.
M. Breton a rédigé un programme méthodique et rationnel des
documents à réunir et des recherches à poursuivre.
En voici le texte :
1° Obtenir des heures exactes de naissance, pour orienter les
thèmes, et, dès maintenant, faire des thèmes en notant les positions
des planètes, et voir, pour une même catégorie de sujets, comment
elles se placent.
2° Classer, dans chaque espèce, les individus d’après leurs « vo­
cations ».
Chevaux et Equidés .· — a) vitesse, galop, saut, trot; —* che­
vaux de course. *—

11
Lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN linilllllllllllllllllllllllllHIIIliWllllllllllllllllllllllll

b) Endurance, fond.
c) Traction, démarrage, tirage; — chevaux de trait.
d) Production des jeunes, fécondité, transmission des caractères
scientifiques et vocations.
Nous ajouterons : l’examen des particularités physiques, les ma­
ladies, les accidents, la mort prématurée.
Ce programme a toute l’ampleur désirable; il ne semble pas né­
cessaire d'en imaginer un autre.

3° M ETHODES PRECONISEES.
Le procédé classique, qui consiste à dresser la carte du ciel pour
la date, l’heure et le lieu de la naissance, est évidemment le meilleur,
puisqu'il donne exactement les positions planétaires dont les vibra­
tions ont impressionné le sujet au moment même où il manifestait
son existence extra-utérine.
Il faut alors interpréter cette carte en tenant compte de la race
du sujet, de ses conditions normales de vie et de son hérédité.
Or, il n’existe jusqu’ici aucune doctrine publiée quant à l’astro­
logie chevaline; on est donc contraint de baser ses déductions uni­
quement sur des analogies d’effets, d'après les règles établies et
contrôlées pour l’espèce humaine.
Les astrologues, désireux d’écrire quelque chose d’inédit, ont là
une belle occasion d ’exercer leur sagacité; nous leur promettons un
succès certain auprès des praticiens.
A l’absence de directives, momentanée espérons-le, vient s’ajou­
ter une très grosse difficulté.
Il n’a jamais été d’usage jusqu’ici, chez les éleveurs ou dans les
haras, de noter exactement les heures de naissance des poulains.
Les préposés à la surveillance des juments en gésine, qu’on appelle
en France, les « naisseurs » affreux néologisme inconnu du petit
Larousse, se moquent de vous, si vous leur signalez l’utilité de cette
notation, en les invitant à la retenir.
Il faudra quelque temps et de nombreuses recommandations pour
faire disparaître ce scepticisme ironique.
Astrologiquement, l’ignorance du moment exact de la naissance
oblige l’interprétateur à raisonner d ’après des généralités et des
hypothèses, puisqu'il se trouve dans l’impossibilité d’orienter la carte
céleste comme elle doit l’être par rapport au Zodiaque.
Il doit donc utiliser une méthode approximative.
Celle qui nous a paru la plus adéquate est une méthode chiffrée
que nous allons décrire rapidement. Elle est analogue à celle qui fut
imaginée par M. Brahy, pour l’étude astrologique de l’économie
financière et qui est exposée dans son livre « Fluctuations boursières

12
Illlllllllllllllllllíllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN
et influences cosmiques », ouvrage universellement apprécié par tous
ceux qui s’occupent couramment des mouvements des valeurs mo­
bilières.
M. René Lagier s’en est inspiré récemment pour écrire, sur le
même sujet, une volume intitulé « La Bourse subit-elle les influences
planétaires? ».
La théorie de M. Brahy lui a permis de formuler à l’avance des
pronostics, qui se sont révélés exacts dans une proportion impres­
sionnante.
Nous nous proposons de vérifier, d’après les mêmes principes, les
règles que l'auteur américain Hollins a formulées, notamment quant
à certains aspects planétaires susceptibles, d’après lui, de donner
aux chevaux une « vitesse innée » plus ou moins grande.
Hollins a considéré un nombre important de chevaux, remarqua­
bles par leur vitesse dans les courses. Il possédait leurs heures de
naissance; il a dressé les thèmes; leur étude a démontré que, dans
chacun d ’eux existaient « toujours » des aspects majeurs entre cer­
taines planètes dites de vitesse : la Lune, Mercure, Jupiter, Mars et
Uranus.
Au système « individualiste », qui correspond à l’interprétation
d’un thème établi pour une heure précise, nous substituons un sys­
tème en quelque sorte « collectif », qui permet d’apprécier et de
chiffrer les influences générales en jeu pendant une journée.
Le système « individualiste » s’applique uniquement au poulain
né à la date, à l'heure d ’après lesquels la carte céleste est établie.
Le système « collectif » peut s'appliquer à tous les poulains, nés
le même jour, quels que soient les lieux et les heures.
Nous nous conformons d’ailleurs, par ce système, à la 11· règle
d'Hollins, ainsi conçue :
« La « vitesse innée » dépend des positions relatives des planètes,
abstraction faite du moment de la naissance. »
Nous donnerons, dans un prochain article, l’exposé technique dé­
taillé de la méthode que nous préconisons, en indiquant les bases
chiffrées qui peuvent être provisoirement adoptées.
Nous nous bornerons aujourd’hui à signaler ses principales divi­
sions et leur portée.
On prend en considération des valeurs, attribuées aux aspects
entre planètes, dites « de vitesse » par Hollins : la Lune, Mercure;
Jupiter, Mars et Uranus, on observe des orbes déterminés. On éta­
blit les calculs, heure par heure, pour la Lune, jour par jour pour les
autres planètes moins rapides.
On tient compte des différents aspects en action simultanément,
on additionne leur valeurs respectives et on obtient ainsi, pour une

13
'Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN lllllllllllllllllllllllllllllllHlllllllinillllllllllllllllllHlllll

certaine journée et pour une heure de cette journée, un chiffre que,


par hypothèse, on admet être, dans une certaine mesure, en corres­
pondance avec la « vitesse innée » d’un cheval de course, qui serait
né au moment considéré.
Supposons qu’il s'agisse effectivement d’un cheval, détenteur de
nombreuses victoires, nous dresserons la carte céleste pour le mo­
ment où s’est produit le maximum de la valeur des aspects retenus et
nous vérifierons si l’interprétation de cette carte correspond exacte­
ment aux états de service du cheval. S’il n’en est pas ainsi, nous
chercherons par tâtonnements un autre moment donnant plus de
concordance.
Ce procédé n’est autre que celui préconisé par Choisnard, sous le
nom de loi des maxima et des minima.
Signalons dès à présent que plusieurs vérifications effectuées don­
nent des résultats satisfaisants et montrent que l’application de la
méthode doit-être poursuivie.
On sait que les chevaux se reproduisent toujours et uniquement
dans une même période de l’année, comprise sensiblement entre le
1" février et le 31 mai.
Cette particularité permet de dresser facilement, année par année,
des tables qui indiquent, pour chaque jour de la période, le maximum
des valeurs attribuées aux aspects lunaires et planétaires, retenus
comme producteurs de vitesse.
Si, d’autre part, on possède une liste de chevaux de course, excel­
lents, bons, médiocres ou mauvais, dont on connaît seulement la date
de naissance, sans son heure exacte, on peut, en comparant cette
liste aux tables mentionnées ci-dessus, vérifier si réellement, dans
une proportion démonstrative, il y a corrélation entre le chiffre total
qui marque les influences des aspects et les qualités réelles de vitesse
des chevaux considérés. Des tables en question on peut en outre
tirer des déductions susceptibles de faciliter beaucoup l’interpréta­
tion en astrologie chevaline.
En effet, les cycles, plus ou moins réguliers, des aspects plané­
taires, rapportés à la période intermittente de reproduction, février-
mai, peuvent se présenter de telle façon que certains de ces aspects
se forment pendant cette période, plus fréquemment que d’autres,
on pourra peut-être ainsi noter des correspondances avec des carac­
téristiques plus ou moins rares, relevées sur quelques chevaux.
Fait analogue aux phénomènes de variations de production du
blé ou du vin, suivant l'importance des taches solaires.
Il importait de donner cet aperçu sommaire des différents pro­
blèmes qui peuvent être étudiés et résolus de cette façon.

14
’ 4° DOMAINE VETERINAIRE.

Les docteurs vétérinaires ont une formation scientifique profes­


sionnelle totalement étrangère à l’astrologie. Il n’en fut jamais ques­
tion dans leurs études; ce qu’ils ont pu en entendre dire était plutôt
défavorable et même hostile, puisque, il y a quelques années encore,
on la condamnait sans rémission et d’ailleurs sans la connaître.
Il ne faut donc pas s’étonner, quand on aborde le sujet devant un
praticien vétérinaire, de voir se dessiner sur ses lèvres un sourire
sceptique. S’il est quelque peu discourtois, il n'hésite même pas à
hausser les épaules et à vous qualifier en lui-même de « toqué ».
Ces préventions disparaîtront peu à peu; déjà quelques esprits sé­
rieux se livrent à l’étude de la question; ils sont peu nombreux
encore, mais il se multiplieront, ils feront des adeptes, ils entraîne­
ront la conviction. Dans un avenir prochain, les résultats qui seront
obtenus ouvriront les yeux des négateurs les plus convaincus.
C’est à nous, qui préconisons l’application de l’astrologie à l’art
vétérinaire, qu'incombe le devoir de démontrer son efficacité et sa
valeur.
Il est tout naturel que bon nombre de médecins soient venus à
l’astrologie plus rapidement que les vétérinaires; ils avaient les
exemples des anciens médecins, qui tous étaient astrologues.
En outre, il existe une doctrine astrologique médicale, tandis qu’il
n’en a pas encore été établi en matière vétérinaire. Ceci ne pourra se
faire que graduellement, moyennant des recherches persévérantes.
Dans ces conditions, il serait illusoire d’espérer rencontrer immé­
diatement, dans les milieux vétérinaires, de nombreuses adhésions;
il ne faut compter, pour le moment, que sur quelques collaborateurs,
épris d ’idées et de méthodes nouvelles et assez indépendants pour
dédaigner les railleries des adversaires et même des collègues.
Si le nombre est restreint, la qualité pourra se révéler remarquable.
Bien que nous soyons totalement incompétents, au point de vue
médical comme au point de vue vétérinaire, nous ne croyons pas
avancer une remarque absurde, en disant que le diagnostic médical
est plus facile à formuler que le diagnostic vétérinaire, pour la bonne
raison que, dans le premier cas seulement, le sujet traité est en
mesure d’exprimer ce qu’il ressent.
Or, si certains médecins, dont le nombre augmente chaque jour,
ont jugé nécessaire d'adjoindre aux méthodes usuelles d’information
l’établissement du thème astrologique du patient, afin d’être nette­
ment fixés sur son tempérament et sur ses prédispositions maladives,
l’introduction du même élément dans la pratique vétérinaire s’avé­
rerait beaucoup plus utile encore.
Sans insister davantage sur ces considérations d’ordre psycholo-

15
[illllllllllllllllllllllllllllllllïliilllliw^^^

gique, nous aborderons le point de vue objectif de l’astrologie vété­


rinaire.
Il y a lieu pour commencer, d’utiliser, par analogie, les principes
de l’astrologie médicale et de vérifier, d ’après un grand nombre
d'exemples, s’ils sont applicables aux animaux que l’on envisage et
dans quelle mesure.
Ce sont les chevaux de course qui nous intéressent en premier lieu.
Nous ne saurions mieux faire que de nous inspirer d’un remar­
quable exposé, commencé dans « L'Eperon » de février par le doc­
teur Charles Marchai et intitulé : « Causerie du vétérinaire ».
L’auteur envisage les difficultés de l’élevage et de l’entraînement,
les inconnus et les impondérables du problème à résoudre, l’incerti­
tude des systèmes basés sur les lois de l’hérédité et de la féconda­
tion, les insuccès de la science et la réussite de la nature toute seule,
les graves dangers d’une évolution trop brusque provoquant l’épui­
sement.
Il aborde l’examen du facteur endocrinien qui, en ces temps der­
niers, fut l'objet d’études approfondies, particulièrement pour la race
humaine.
Il parlera prochainement du cœur et des accidents que peut pré­
senter son fonctionnement.
Comment l'astrofogie peut-elle intervenir utilement dans ces dif­
férentes questions ?
En dehors de la détermination du tempérament, des points faibles
de la constitution, des menaces de maladies ou d’accidents, qu'elle
est en mesure de prévoir, ainsi que le prouvent chaque jour les ap­
plications de l’astrologie humaine, elle peut fournir des indications
précieuses quant à l’hérédité et aux glandes endocrines.
Les éleveurs attachent avec raison une réelle valeur aux lois
usuelles de l’hérédité; mais ceci n’est pas absolu.
L’expérience prouve souvent que deux sujets de premier ordre
peuvent parfaitement donner un produit des plus médiocres. Pour­
quoi? Les physiologistes les plus érudits ne le disent pas. L’astro­
logie ne le dira pas non plus, dans tous les cas, mais elle pourra
vérifier s'il existe certaines concordances entre les cartes célestes de
naissance des auteurs et celle du descendant, montrant que chez
celui-ci se retrouvent différentes caractéristiques relevées chez les
premiers.
Or, les recherches de Paul Choisnard ont établi qu’entre de telles
cartes il existait plus fréquemment des concordances qu’entre celles
de sujets sans aucune parenté.
Quant aux glandes endocrines, qui ont donné lieu déjà à de nom­
breuses études physiologiques, médicales ou vétérinaires, leur étude
n ’a pas été indifférente aux auteurs astrologiques et radiethésistes.

16
Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim D E M A IN llllûllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

M mo Chantereine et le docteur Brétéché ont publié dans le Bulle*


tin de la Société Astrologique de France (n° 14, d’avril-juin 1933)
un article sur les instabilités endocrines, d’où nous extrayons les
règles suivantes :
1° C’est par l’intermédiaire des glandes endocrines que les astres
influencent notre physiologie et nos réactions psychologiques.
2° Tout se passe comme si les planètes continuaient à irradier de
la direction première selon laquelle nous avons été d’abord frappés.
3° Nous subissons les influx actuels selon leurs aspects propres
et ceux qu’ils peuvent présenter avec les influx de naissance.
Ce qui et vrai pour l’homme, l’est certainement pour d’autres êtres
animés, les chevaux en particulier.
Le docteur Lenclos, dans «L'Etude objective du Tempérament»
a examiné, d ’après Léopold Lévi, les syndromes endocriniens et
leurs correspondances avec les planètes.
Le terrain est donc nettement préparé pour permettre à l’astro­
logie de contribuer à l’examen du facteur endocrinien, recommandé
par le docteur Marchai.
Faut-il, en astrologie chevaline, s’occuper de la « glande pinéale »,
à laquelle les occultistes attribuent une puissance spirituelle spéciale
en ce qui concerne l’homme.
Elle est, paraît-il, très peu importante chez le cheval, mais en est-il
ainsi quant à la « glande pituitaire », qui exercerait une forte in­
fluence sur le développement sexuel et, par conséquent, sur les ca­
ractéristiques reproductives d’un sujet ?
5° D O C U M EN TA TIO N NOUVELLE.
Nous avons dit précédemment qu’il existait de nombreux rensei­
gnements publiés quant aux chevaux de course, mais ils sont dissé­
minés dans les collections des journaux et revues et dans des livres
spéciaux.
En tous cas, ils n ’ont jamais été réunis dans le but de servir à
des études astrologiques.
Pour le passé, il faut donc procéder à une reconstitution de cette
documentation, en l’établissant de façon à faciliter les comparaisons
astrologiques.
A première vue, il nous semble qu’une classification, par année et
par date, est à recommander.
Elle permettra en effet de confronter les tableaux annuels (pé­
riodes février-mai), relatifs aux influences planétaires chiffrées,
avec les états de service des sujets inscrits dans la classification.
Les heures de naissance étant généralement inconnues, l’interpré­
tation se révélera particulièrement délicate, mais cependant le pro­
blème n ’apparaît pas insoluble.

17
Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN liiiilinliiiniliiiliiiiiiihhiiillniiM

Pour l’avenir, il importe d’insister auprès des éleveurs et de leurs


associations afin qu’on veuille bien généraliser l’annotation des
heures de saillie des juments et des heures de naissance des pou­
lains, aussi exactement que possible.
Dès que la conviction de l’utilité primordiale de ces renseignements
aura pénétré dans les milieux hippiques, on les obtiendra facilement.
En ce qui concerne les saillies, on sait qu'il s’écoule toujours entre
elles et les moments exacts de conception un certain laps de temps,
d’une durée inconnue. L’indication n'est cependant pas superflue,
par exemple, pour les recherches relatives au sexe et au moment
probable de la naissance correspondante, car elle permet des recou­
pements et des vérifications.
Il nous reste à donner un aperçu d ’une série de questions, qui
concernent l’élevage et l’entraînement et dans lesquelles la consi­
dération des influences astrales peut intervenir d’une façon efficace.
Nous avons pris pour base un excellent livre, qui nous a été com­
muniqué : « L ’entraînement du cheval de course », par Clément
Duval, 1924, Lecaplain, Edit., 16, rue Marignan, Paris.
« Le problème, posé chaque année par la nature qui cache jalou­
sement ses secrets, dit l’auteur, est de déterminer la valeur du pou­
lain de pur sang, pris dans l’établissement d’élevage.
» On tient compte davantage des rameaux généalogiques que de
l’aspect, mais on ignore la puissance de l’énergie à l’état latent
chez le jeune poulain.
» C’est l’entraînement qui se charge de résoudre la problème.
» On cherchera à développer les qualités naturelles :
qualités physiques : puissance, durée, souplesse du mécanisme;
qualités morales : énergie, endurance, courage.
» Les chevaux peuvent se diviser en quatre classes :
1° Cheval de grand ordre, disputant les prix importants ;
2° Cheval de second ordre, courant les grands handicaps ;
3° Cheval de classe moyenne, employé dans les courses ordinaires ;
4° Cheval de prix à réclamer, manquant de qualités ou difficile à
entraîner. >
Il résulte de ce qui précède que l’entraîneur connaîtra les qualités
de ses sujets par une observation « a posteriori ».
Pourquoi, après s’être débarrassé des préventions vulgaires con­
cernant 1astrologie, n aurait-il pas à coeur de s’éclairer au moyen
des indications « a priori » que peut donner l’examen des influences
astrales ?
Celui-ci, montrant les caractéristiques innées d’un sujet, révélera
précisément, entre autres choses, cette inconnue : « Puissance de
l’énergie à l’état latent chez le jeune poulain ».
(A suivre,) Vte Ch. de HERBAIS de TH U N .

18
llllllllllUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIN
D E M A IN ÇIIIIIIUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM

La Grande Pyramide
Monument Astronomique et Prophétique.
( Voir « Demain », n° 12, X I me année,)
Le chapitre X V III du Livre des Morts, qui décrit le système du
monde, tel qu'on le comprenait à Héliopolis (La cité du Soleil, près
de laquelle fût érigée la Grande Pyramide), à l'époque des pre­
mières dynasties, ne nous est connu que par quelques rares exem­
plaires datant des 1l me et 12me dynasties... Chacun des versets qui
le composent avait déjà été interprété de trois ou quatre façons diffé­
rentes... Quinze siècles plus tard, le nombre des significations avait
considérablement augmenté... (12)
Vous voyez donc quel crédit on peut accorder au Livre des
Morts!... C’est loin d’être aussi solide que des faits, que le Zodiaque
de Dendérah, que les piliers du temple de Karnac, que la Grande
Pyramide elle-même, qui commence à parler, que le Sphinx...
Il y a bien Manéthon, cependant? (13) Oui, il y a Manéthon;
prêtre et historien égyptien, et auteur des Tables Synchroniques
Egyptiennes. Mais il ne faut pas perdre de vue que les originaux
furent consciencieusement « tripatouillés » par Sa Grandeur l’Ëvê-
que de Césarée, Eusèbe, Arménien, et ce, à tel point, qu’un auteur
très probe (14), l’accusa «d'avoir mutilé l'histoire de la façon la
moins scrupuleuse »... Ce même Eusèbe procéda de la même façon
avec les « Annales astronomiques » chaldéennes, de Bérose, grand
prêtre du Temple de Bel... Il n ’y eut pas que Bunsen pour avoir pris
Eusèbe en flagrant délit. Ainsi, Socratès, historien grec du V me
siècle, et Syncellus, patriarche de Constantinople, au V IIIme siècle,
l’avaient dénoncé «comme un impudent contrefacteur (15). Quoi­
qu’il en soit, nous savons avec certitude que le calendrier égyptien
avait été établi en l’an 4.241 avant notre ère (16); donc, nous de­
vons, si nous écoutons la Science officielle, admettre qu'une très
grande nation qui avait étudié, la chose est absolument hors de
doute, le cours des astres pendant des millénaires, le Zodiaque de
Dendérah est toujours là pour le prouver, n ’avait même pas de
calendrier!!! Faire remonter le début de la Civilisation Egyptienne à
4.500 ans avant notre ère, alors que de telles preuves d’une évi­
dente culture, qui nous reportent des milliers et des milliers d’années

(12) Guide au Musée de Boulacq, pp. 148 et 149.


(13) Du 3 m * siècle av. J.-C.
(14) Bunsen : La place de l’Egypte dans l’histoire, p. 200.
(15) Doc. Sec. I., p. 13.
(16) Encyclopédie par l’image. Lettre E. - Egypte. - Hachette.

Î9
■illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN
plus tôt, est assez ahurissant !... Oh! la Science admet bien, prudem­
ment, qu’une Egypte « préhistorique » pré-pharaonnique, avait exis­
té. Mais la Science n’a pas été jusqu’à lui attribuer, ni le Sphinx,
ni la Grande Pyramide... (17)

Coup d'œil sur l'origine des Pyramides.


Alors. Qui?... Quand?...
Tous les égyptologues consciencieux furent frappés du fait de
trouver, sans soudure apparente, une civilisation merveilleuse de
savoir, bien avant les dynasties...
« ... L'Egypte, dès le début, apparaît mûre, vieille et complètement
dépourvue de toute époque mythique et héroïque, comme si le pays
n'avait jamais eu de jeunesse... » (18)
Le professeur Owen : « ... L'Egypte est citée comme ayant été
une communauté civilisée et gouvernée, bien avant Ménès... » (19)
Le professeur Winchell : « ... A l'époque de Ménès, les Egyp­
tiens formaient déjà un peuple civilisé et nombreux. Manéthon nous
dit que Athotis, le fils du premier Ménès, fit construire le palais de
Memphis... que c'était un médecin et qu'il laissa des ouvrages sur
l'anatomie... » (20)
Hérodote nous signale dans Euterpe, (CXLII), « que l'histoire
écrite que possédaient les prêtres égyptiens remontait à environ
12.000 ans avant son époque ... » (21).
Et l’on pourrait multiplier les citations! Vous voyez donc, que
d’une part, la Science fait remonter à 4.500 ans au plus, le début de
la civilisation égyptienne, avec le premier Ménès; que d’autre part,
et la tradition orale, qui remontait dans un passé très lointain, et les
écrits, soit du Livre des Morts, soit de Manéthon, soit de Hérodote,
laissent la place à une civilisation bien antérieure, au sujet de la­
quelle nous ne savons pas grand chose... Il faut donc conclure que
certains faits, trop importants pour être écrits, ne furent pas trans­
mis oralement, ou bien alors s'atténuèrent dans la mémoire des
prêtres, puis disparurent... Evidemment, le souvenir d’un déluge
perdura dans leur mémoire, comme dans celui de bien d’autres

(17) Le Calendrier égyptien que l'on adopte comme « presque > un point de
départ n’implique pas la non-existence de millénaires de civilisation, avant. Pas
plus que la date : avant J.-C...
(18) Atlantis, de Donelly, p. 23.
(19) Doc. Sec., 3, p. 419.
(20) V o ir « Demain >, numéro du 21 fév. 1937.
(21) Doc .Sec. Vol. 3, p. 419.

20
nations. Le Noé biblique, le Xisouthros chaldéen eurent leurs pen­
dants au Mexique d’aujourd'hui; au Lanka d’alors, qui est le Ceylan
de nos jours, comme aux Indes, etc.
Eh! bien, voici une extrait des vieux commentaires :
« Le Grand Dragon ne respecte que les Serpents de Sagesse, les
Serpents dont les traces se trouvent aujourd'hui sous les Pierres
Triangulaires... » (22) Comprenez le Dragon comme un catacylsme;
les Serpents de Sagesse comme étant les Grands Initiés de tous les
pays, à toutes les époques, et les Pierres Triangulaires, comme les
Pyramides...
Fantaisie, direz-vous? Rien, ni ici, ni ailleurs, n’est affirmé sans
être corroboré ; Stanislas W ake nous dit (23) : « ... U est indis­
cutable que le Déluge a toujours été associé, dans les légendes des
peuples orientaux, non seulement aux Pyramides, mais aussi aux
constellations... »
Continuons : « ... Nous savons que dans le passé, la constellation
du Dragon se trouvait au pôle de la sphère céleste. Dans les tem­
ples stellaires, le Dragon était la plus haute constellation. Il est
singulier de constater combien étroitement ces constellations corres­
pondent dans leur ordre respectif et par l'étendue, de leur ascension
droite avec les événements notés au sujet du Déluge... » (24)
Commencez-vous à voir clair?
Le vicomte de Rougé, égyptologue très érudit, nous signale que :
« ... Champollion, stupéfait, constata qu'il avait sous les yeux
ce qui restait de la liste des dynasties embrassant les époques my-
thyques (Rougé voulait ménager les susceptibilité) les plus recu­
lées... Dès les premiers mots de ce curieux papyrus, nous sommes
obligés (à regret) d'en arirver à la conviction qu'en remontant même
à l'époque de Ramses, (notez les efforts pour atténuer l’effet), ces
traditions sont exactement telles que Manéthon nous les a trans­
mises (preuve absolue que Eusèbe a laissé ce passage intact pour
les besoins de sa cause, à lui), nous y voyons figurer comme Rois
d'Egypte, les Dieux Seb, Osiris, Set, Horus, T hot, Hermès et une
longue succession de siècles est assignée, comme durée, au règne
de chacun d'eux... » (25).
Il s’agit ici du Papyrus d’Abydos qui est authentique, et confirme
Manéthon.

(22) Il s’agit Ici des vieux, très vieux commentaires des Stances de Dzyan.
St. XII. - Shloka 49. V oir Doc. Sec., vol. III. .
(23) Great Pyramid, p. 143.
(24) Knowledge, de Richard A. Proctor; p. cité dans Great Pyramid, de S. Wake,
p. 243, op. clt. pp. 81 et 82.
(25) De Rougé : Annales de Philosophie Chrétienne, X XX II, pp. 41 et 42. —
Conf. De Mirvllle : Pneumatologle, III, p. 18.

21
Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
D E M A IN llllllllllllllllinillllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllh

Hérodote est assez net quand il a vu lui-même. Or, voici qui cor­
robore tout ce qui précède : « ... Les prêtres égyptiens montrèrent à
Hérodote les statues de leurs rois humains et aussi de leurs Pontifes-
Pironis... Ils affirmèrent aussi à Hérodote qu aucun historien ne
pourrait jamais comprendre ou écrire l'histoire de ces rois super­
humains... > (26)
Terminons par cet aperçu : « ... U y a aussi des passages souter­
rains (27) et des retraites sinueuses que des hommes experts dans
les anciens mystères, grâce auxquels ils devinèrent l'approche d'un
déluge, construisirent, dit-on, en divers endroits, de peur que le
souvenir de leurs cérémonies sacrées ne fût perdu... » (28). Voici un
passage qui est extrêmement suggestif et intéressant; il n’a l’air de
rien et, cependant vous pouvez en déduire : que l’on est loin d’avoir
T O U T découvert dans la Pyramide; il reste toujours d’autres
« chambres » à trouver; que les calculs, que nous ne connaissons pas
encore, permirent aux prêtres initiés de calculer la date du Déluge;
que la Pyramide avait une tout autre destination que celle d’un
tombeau; que la Pyramide est bien antérieure au Déluge... La véra­
cité du passage est tout simplement confirmée par le fait que l’on a
découvert tout récemment, un passage ignoré jusqu’alors, qui va de
la Grande Pyramide à la suivante, celle de Képhren (29).
Il nous confirme simplement, mais formidablement, les vieux com­
mentaires : « ... Les puissants accomplissent leurs grandes œuvres
et laissent derrière eux d'impérissables monuments, pour rappeler
leur visite, chaque fois qu'ils pénètrent sous notre voile... » (30).
QUAND? Q U A N D ?
Veuillez vous reporter aux articles précédents, qui traitent de
l’Antiquité de l’Astrologie, à la partie « Egypte »; veuillez vous sou­
venir du Zodiaque de Dendérah, qui est une preuve absolument
irréfutable de connaisance et d ’observations astronomiques; et main­
tenant, voici : « ... En admettant que le long et étroit passage des­
cendant qui part de l'entrée, était dirigé vers l'étoile polaire des
constructeurs de la Pyramide, les astronomes ont prouvé que, l'an
2170 av. J.-C., le passage était orienté sur Alpha du Dragon, qui
était alors l'étoile polaire. M . Richard A . Proctor, l'astronome, après
avoir établi que l'étoile polaire occupait la position requise environ de

(26) De Mlrville, lid.; pp. 16-17 : Hérodote est né en 484 av. J.-C.
(27) V o ir Barbarin, p. 40. Le professeur S. Hassan vient, en 1936, de trouver
un souterrain, sous la Pyramide.
(28) Ammien Marcellin; cité dans Doc. Sec. ill, p. 535.
(29) Professeur Sélin Hassan, le Caire, en 1935 et 1936; les fouilles continues
dans ce secteur.
(30) Doc. Sec., Il, p. 159.

22
Illlllllllllllllllllllllinilllllllllllllllllllllllllllllllllllüllll D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Van 3350 au. J.-C. aussi bien qu'en Van 2270, ajoute : chacune de
celles-ci correspondrait auec la position du passage descendant de
la Grande Pyramide, mais les égyptologues nous disent qu'il est
hors de doute que la première de ces époques est beaucoup trop
reculée... » (31). Exact, mais pourquoi les dates font-elles peur?
Et le Zodiaque de Dendérah? Il prouve absolument l’observation
pendant trois années sidérales, des positions stellaires ! Or, en pro­
cédant par recoupement, nous arrivons à ceci :
• La Pyramide est une construction particulière, qui n’a d’équiva­
lentes que celles du centre Amérique (32); le souvenir d’un cata­
clysme est encore présent, par suite de tradition orale, dans la mé­
moire des hommes; notons en passant qu'il ne s’agit pas d'une pluie
de 40 jours ou de 40 ans, mais d'un cataclysme occasionné par l’eau.
Nous avons à ce sujet deux dates qu’il n’est guère possible d’étayer
scientifiquement, et pour cause; on ne sait rien historiquement du .
Christ, a plus forte raison de ces époques plutôt lointaines; l’une de
ces dates est 9564 av. J.-C.; elle est trop près de nous car les
prêtres, en parlant de la Pyramide qui fût, ne le perdez pas de vue,
construite avant le Déluge, auraient donné des détails sur elle ;
l’autre date, qui concerne, non pas l’engloutissement de la dernière
île d'Atlantide, mais la grande catastrophe, est : 75025 av. J.-C.
La date de 9564 ne correspondrait pas avec la position de Dhruva
(Alpha du Dragon) en face du couloir descendant; par contre, les
observations du Zodiaque de Dendérah, qui prouvent trois années
sidérales, nous font reculer à 78.000 ans environ, car la Pyramide
annonça le Déluge, donc, était déjà construite... Vous pourrez, si ça
vous chante, étudier à fond les Zodiaques égyptiens, surtout celui
de Dendérah dans l’ouvrage de Denon : Voyage dans la Basse et
la Haute Egypte, surtout le Volume II. Quoique cet ouvrage date de
1822, on n ’a encore rien fait de mieux (33). Et pour quiconque peut
associer deux idées, logiquement, la certitude s'établira seule, de
l'immense antiquité de la Pyramide, monument astronomique parfait,
qui, à lui seul, prouve de façon péremptoire l’archaïsme de la Science
des Astres...

Comment a pu être construite la Pyramide?


Comment !...
Nous avons vu, par quelques citations d ’anciens écrits, que la
construction de la Pyramide de Koufou, fût l’œuvre des Grands
(31) The O rlgln & sîgnlficance of the Great Pyramid, pp. 6 et 7, de Stanlland
Wake.
(32) De tradition atlantéenne.
(33) V oir aussi Dupuis, qui donne des détails dans : O rigine de tous les cultes,
ou Religion Universelle. — Paris, 1835-1837.

23
D E M A IN IIIIIMIIIIIIIIUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIi

Etres, révérés par des millions ¿ ’Egyptiens; or, il est curieux de


constater que Gérard de Nerval disait que « les pyramides avaient
servi aux mystères, et que Orphée et Moïse y avaient reçu leur
initiation.., »
Ed. Schuré est du même avis : « ... Les archéologues ont vu pen­
dant longtemps dans le sarcophage de la Grande Pyramide de
Giseh, le tombeau du Roi Sésostris, sur la foi d'Hérodote qui n était
pas initié, et auquel les prêtres égyptiens n'ont guère confié que des
amusettes et des contes populaires. Mais les rois d'Egypte avaient
leurs sépultures ailleurs. La structure intérieure et bizarre de la P y­
ramide prouve qu'elle devait servir aux cérémonies de l’initiation et
aux pratiques secrètes des prêtres d'Osiris... » (34)
Diderot, l’encyclopédiste, au dire de Barbarin, approcha la solu­
tion de plus près, en disant que : « ... Les Pyramides étaient desti­
nées à transmettre certaines connaissances et des données histori­
ques. » (35)« En réalité, ce peuple, qui était alors parvenu à un
haut degré de civilisation matérielle, n'avait à sa disposition que des
moyens mécaniques assez réduits. Sans doute les connaissances des
initiés étaient grandes, et probablement très supérieures à celles des
plus grands savants de notre époque. Elles n'étaient pas nécessal-
ment les mêmes, mais semblent avoir été d'un ordre plus élevé.'» (36)
Oui, et ajoutons qu’il fallut un savoir infiniment plus grand, et sur­
tout plus général sur tous sujets, à celui qui « pensa » la Pyramide,
et la fit ériger, que celui, très fragmentaire, de nos savants mo­
dernes. En effet, veuillez vous replacer, par la pensée, dans le cadre,
dans le temps et dans l’espace ; les Egyptiens ignoraient toute trac­
tion animale, cheval ou éléphant, à plus fort raison nos tracteurs;
de plus, il faut envisager, non seulement la Pyramide, mais des
monuments comme Karnak. On y voit encore, de nos jours, dans la
salle Hypostsyle, des colonnes qui ont le diamètre de la colonne
Vendôme, et sur lesquelles C EN T hommes tiendraient; il a fallu les
monter à vingt-cinq mètres de hauteur, ces énormes blocs de pierre
dure! Leur poids? 4 à 800 tonnes! Cela pour prévenir l’histoire de
la construction par plan incliné! Donc, l’énigme commence à l’ex­
traction; comment, par quel moyen a-t-on pu, à cette époque, ex­
traire de pareils blocs?
Viollet le Duc prétendait que cela avait pu se faire avec des
coins de bois sec, arrosés ensuite. Théoriquement, la chose est pos­
sible, mais pratiquement, c'est radicalement infaisable.
Ensuite, les carrières se trouvaient de l’autre côté du Nil, à des

(34) Ed. Schuré : Les Grands Initiés, p. 149. Note.


(35) Le Secret de la G rande Pyramide. — Barbarin, p. 6.
(36) Ibid., p. 10.

24-
Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiihiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiih D E M A IN hlllllllllllllllllllllllllllllllllHIIIIIIIIUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIHl

centaines de kilomètres; comment dégager les blocs du chantier, les


charger sur quoi? pour les faire traverser le Nil? et ensuite, les dé­
charger, et surtout les amener à pied d’œuvre? Comment? à bras
d ’hommes? Impossible! L’Egypte n’est pas un pays de bois; et sans
bois pour établir une chaussée, des rouleaux, sans chevaux ni élé­
phants, rien qu’à bras d’hommes, la chose devient un problème im­
possible à résoudre. Hérédote nous raconte ce que. dirent les prêtres;
évidemment, mille et dix mille hommes qui tiraient sur un seul bloc!
Et comment a-t-on pu faire tenir tant de cordages sur un seul bloc?
Mais il n’y avait pas assez de place! Et puis, comment mettre les
dits cordages? Dessus et dessous le bloc? Le poids du bloc aurait
coupé les cordes au premier tirage? Par côté? Le bloc n’aurait pas
bougé, car le tirage s’effectuait de bas en haut, sous un angle faible,
mais suffisant pour que les cordes glissent!
Nous n’allons pas réfuter nous-même l’impossibilité du plan incliné
et du procédé raconté par Hérodote; il fût certainement de bonne
foi; mais il ne redit que ce que les prêtres lui disaient; et, ces derniers
ne surent jamais comment, par quel procédé les blocs furent posés
l’un sur l’autre, ou seulement amenés; ils cherchèrent, eux aussi,
l’explication que nous cherchons nous-même; mais comme ils igno­
raient nos machines, ils firent comme ils purent pour expliquer le
fait, avec les moyens dont disposait alors l’Egypte... Et c’est ce récit
que Hérodote nous a transmis...
Des millénaires et des millénaires avaient passé sur la mémoire
des hommes entre la construction de la Pyramide et Hérodote...
et le même problème qui se pose encore de nos jours a du empêcher
bien des ingénieurs égyptiens (!) de dormir pour tenter de le ré­
soudre... Ce fût vraisemblablement la solution la plus commode qui
fut adoptée, et transmise, sans tenir compte de ses impossibilités
pour une construction pareille...
Et pourtant ils sont encore là, ces monuments! Et le Sphinx et les
Pyramides, et la salle hypostyle de Karnak... (37)
Il est curieux que personne n ’ait songé à faire un rapprochement
entre les constructions architecturales de l’Egypte et celles . de
l’Amérique centrale et du Pérou; elles ont pourtant bien des points
communs. Et les anciens écrits mayas sont prodigieusement sem­
blables aux écrits hiératiques de l’ancienne Egypte. (38).
(37) Toutes ces difficultés s’appliquent au Sphinx, dont l’âge est sans doute
celui de la pyramide :
< Dans une Inscription de la 4 M * dynastie, Il est parié du Sphinx comme d’un
monument dont l'origine se perdait dans la nuit des temps, qui avait été trouvé
fortuitement sous le règne de ce prince, enfoui par le sable du désert, sous lequel
Il était oublié depuis de longues générations... »
Extrait de : Fr. Lenormant. Histoire d’Orlent. vol. Il, p. 55. — La 4 “ · dynastie
nous reporte à 4.000 ans av. J.-C. — en chronologie courte...
(38) Les mystères sacrés chez les Mayas, etc., de Le Plongeon, p. 127.

25
Ainsi donc, on peut logiquement enchaîner : la première civilisa­
tion que vit l’Egypte de bien avant Menés, venait, déjà très avancée,
de l’Atlantide... Affirmation osée!... Et il est encore curieux que
personne, jusqu’à présent, n’ait songé à Vitruvc Pollion (39) et à
sa loi des proportions qui, sans doute, fût celle qui servit à la
construction de ces monuments... « C ’est grâce à la perfection divine
de ces proportions architecturales, que les Anciens pouvaient con~
struire ces merveilles des âges... leurs Temples, Pyramides, etc.,
montrent qu'ils avaient des pouvoirs mécaniques, auprès desquels
l'habileté moderne n'est qu'un jeu d'enfant... » (40)
Faut-il revenir sur le fait que... « les Anciens se se servaient ni de
mortier, ni de ciment; ni d'acier, ni de fer pour tailler les pierres, et
cependant, elles sont travaillées de façon si artistique que, dans bien
des endroits, on aperçoit à peine les jointures, et bien de ces pierres,
-~au Pérou, notamment, ont 38 pieds de long, 18 de large, 6
d'épaisseur; dans la forteresse de Cuzco, il y a des pierres plus
grandes encore... » (41).
Comment Vitruve Pollion eut-il vent de cette loi des proportions?
il ne nous l'a pas dit... Nous ne savons pas... Il est vrai que ce que
nous savons au sujet du Sphinx, de la Grande Pyramide, de tous
ces monuments mystérieux éparpillés un peu partout, jusqu’à l'îler
de Pâques, est bien peu de chose... Le mystère s’accentue encore,
quand nous pénétrons dans le cœur même de la Pyramide de
Giseh...
(A suivre.) J. VARAGNAT.
(V oir réponses de M. Varagnat, page 44.)

(39) Du premier siècle av. J.-C. — Auteur d’un traité < De architectura », dédié
à Auguste. C ’est de ce traité dont il s’agit.
(40) Kenealy : Book of God, p. 118.
(41) Doctrine Secrète, vol. I, p. 196, d'après Acosta.

NOTRE SIXIEME CONCOURS ASTROLOGIQUE.


PALMARES. (Rectification.)
Une mise en page particulièrement difficile et délicate de notre
numéro 12, due à la quantité extrême de matière a fait que, par
inadvertance, le nom de M. Semenoff, d ’Oran, qui devait figurer
page 539, a été supprimé avec deux lignes de texte.
Nous nous en excusons vivement auprès de M. Semenoff en si­
gnalant qu’il avait bien relevé, dans son interprétation, une impos­
sibilité pour le sujet de maîtriser ses penchants, ainsi que des alter­
natives de confiance en soi et de doute, qui sont très exacts.

26
Illlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

PAGES PRATIQUES

Pronostics généraux
pour juillet 1937
A la demande de nos abonnés d’outre-mer, nos prévisions sont publiées avec
deux mois d'avance. Il n'est donc pas possible, dans ces conditions, qu'elles s'ap­
puient sur aucun fait ou autre indice susceptible d'orienter ou de faciliter leur Inter­
prétation. Elles peuvent donc être considérées comme des prévisions originales et
purement astrologiques. Elles sont contrôlées ici-même, après leur échéance.

Si nous nous contentons d’observer les grandes lignes des événe­


ments, leur acheminement en profondeur, nous devons admettre
qu’en juillet 1937, le monde sera au maximum de ses possibilités
pour cette année.
En effet, le trigone Uranus-Neptune en formation va se reser­
rant sans cesse pour atteindre son orbe la plus étroite (à 3 1/2 de­
grés environ) en juillet.
Cette configuration indique que des projets, des accords ou des
initiatives d ’envergure seront mis en avant vers le milieu de cette
année ; ils ne seront encore qu’ébauchés, ne prendront pas forme
définitive, mais constitueront cependant d’excellentes bases de dé­
part pour des négociations, des améliorations, des amplifications et
des progrès futurs.
Peu à peu le monde retourne à la raison et au bon sens ; après
avoir détruit pendant des années, il songe à reconstruire ; cette
reconstruction ne sera achevée que vers 1940 ; pour en arriver là
plusieurs étapes seront nécessaires. Le milieu de l’année 1937 sera
une de ces étapes.
Plusieurs conclusions peuvent se tirer de cette constatation astro­
logique.
Tout d ’abord, que la date du 4mo Congrès International d’Astro-
logie Scientifique a bien été choisie puisqu’elle coïncide précisément
avec le maximum provisoire du trigone Uranus-Neptune.
Ensuite, quelque chose de beaucoup plus important, d'intérêt plus
vaste : Tandis que, de 1929 à 1936, les mêmes planètes divergeaient
dans leur action, à cause d ’un aspect de sesqui-carré qu’elles for­
maient (et qui s’est reproduit une douzaine de fois successivement),
on a vu les doctrines fascistes s’imposer et entrer en lutte ouverte
avec les formules démocratiques et communistes. De là sont nés ces
conflits, le plus souvent sanglants, qui ont trouvé leur expression la
plus atroce dans la guerre civile d'Espagne.
A présent, Uranus et Neptune tendant à conjuguer progressive­
ment leurs efforts, à s’appuyer mutuellement. Nous allons donc voir
peu à peu les doctrines fascistes et les doctrines de gauche se péné­
trer mutuellement, s'apprécier l’une l'autre. Les erreurs et les défauts

27
lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllinilllllllllUIIII D E M A IN rnimnïïïnïïnn^^
vont s’affirmer au grand jour ; les qualités vont apparaître de même.
Plus d’entente et de compréhension en résulteront.
Or, pour qui n'est pas aveuglé par un parti-pris quelconque, il est
certain que ces deux formules politiques ont leur part de bien et
de mauvais. L’idée fasciste apporte l’organisation que les partis de
gauche ne possèdent pas encore (l’exemple de l’Exposition de Paris
en est une preuve frappante), tandis que les partis démocratiques
maintiennent bien haut le flambeau sacré de la liberté et de l’esprit
d'initiative, si chers à l’homme. Une formule qui fusionnerait ce
qu'il y a de meilleur dans ces deux politiques ferait faire au monde
un progrès dont on n’a pas d’idée. La politique de bas étage dont
nous souffrons actuellement aurait vécu, et ce serait déjà un grand
bien.
Logiquement, le milieu de cette année devrait donc voir se prépa­
rer, sinon s’accomplir, le début d’une grande œuvre d’apaisement
politique, social et économique. Sans doute cette époque verra-t-elle
s’ébaucher des accords importants appelés au plus grand retentis­
sement, et le conflit espagnol lui-même, s’il ne s’est pas apaisé
d’ici là, pourrait-il en bénéficier.
Nous laissions déjà pressentir cet état de choses en septembre
dernier lorsque nous écrivions dans nos pronostics généraux pour
l’année 1937 :
« JUILLET, — N ’a pas encore d'histoire bien marquante, semble-
t-il, car on épilogue moins sur les perspectives heureuses que sur les
autres. Nous retrouvons ici cependant un indice d'excès, de vio-
lence, d'exagération, d'abus d'autorité et de désordre, mais qui sem-
ble étouffé dans l'oeuf, car les astres veulent l’apaisement et dispo-
sent aux concessions. Les jours les plus douteux à cet égard se
placent vers le milieu du mois. Vague d'autoritarisme en Europe
centrale ou organisation draconienne.
» Quelques troubles politiques en Angleterre, progrès démocrati­
ques ou politique organisée en Irlande ou au Portugal (ou dans
l’Ouest de l’Europe); possibilité d ’initiatives ou d'accords impor­
tants. A u x Etats-Unis progrès dans l'organisation générale et efforts
persévérants pour améliorer les conditions existantes. Probabilité de
temps assez frais dans nos régions, peut-être même pluvieux. »
Ajoutons à ces quelques lignes, toujours dans un sens général, que
l’époque la plus propice aux grands accords, aux initiatives à longue
portée se place entre le 5 et le 10 juillet. Il y a vers le milieu du mois
des possibilités de séismes, d ’incendies, d’excès et de désordres.
D ’ailleurs, à partir de cette, les difficultés tendront à s’accroître en
général.
La Belgique peut encore se ressentir intérieurement des secousses
prévues pour juin ; le thème du Roi en porte la trace : Saturne y est
en carré du M.-C. et proche de l’Ascendant, tandis qu’Uranus
transite le Nœud descendant. Mais elle bénéficie d’accords interna­
tionaux.
Du côté de l’Angleterre, une orientation nouvelle, des change-

28
Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllüllllllliumi D E M A IN lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

ments profonds sont à envisager, soit dans la structure financière,


soit dans l’organisation politique ou sociale. Cette orientation semble
heureuse, bien qu’elle porte plutôt à l’exagération, aux largesses, à
l'inconséquence ; elle semble comporter des accords diplomatiques
ou économiques, et les revendications éventuelles du monde travail­
leur recevront pleine satisfaction.
L’Europe Centrale est moins favorisée ; le mécontentement sem­
ble y grandir et le pouvoir politique y est moins sûr. Rien de défi­
nitif ne semble cependant à signaler, mais des luttes ou violences y
sont possibles.
Changements politiques probables en Extrême Orient sous la
pression des partis du peuple.
Aux Etats-Unis, enfin, — dans l’Est surtout — peu d’avantages
et de progrès réels en perspective ; au maximum plus d’esprit de
compréhension dans les rapports sociaux. Les milieux agricoles pour­
raient être privilégiés, et certaines difficultés ou oppositions pour­
raient être créés au gouvernement. La mort violente d’un personnage
en vue y est probable : industriel, gouverneur ou homme politique.
Tout au moins une forte attaque ou quelque préjudice est-il indiqué.
On voit aussi la possibilité de fortes dépenses. Des catastrophes,
accidents ou violences sont probables dans l’Ouest.
Au total, période féconde, surtout au point de vue intellectuel,
scientifique et législatif, et qui sera vraisemblablement marquée par
d’importants acquits.
STELLA.
* * *

Critique des pronostics de Stella


pour avril 1936
Une nouvelle fois, notre collaborateur Stella avait vu juste en ce
qui concerne le déroulement des événements qu’il prévoyait pour
le mois d’avril dernier.
Il signalait que, dans le but de se mettre à la hauteur du progrès,
le monde entier devrait transformer une partie des méthodes dont il
s’est servi depuis fort longtemps afin de les adapter aux nécessités
nouvelles, aux conditions créées par l’évolution constante des idées
qui s’acheminent insensiblement vers un ordre social nouveau.
Stella faisait prévoir : « une série d'accords nouveaux et d'initia­
tives dans tous les domaines ». Nous avons assisté à toute une série
d’entrevues et de conférences qui constitueront les bases de nou­
veaux traités ou accords : entrevue Mussolini-Schussnig à Venise ;
visite de M. Eden sur le Continent ; tractations diverses relatives à
la neutralité de la Belgique en cas de conflit entre ses voisins ; invi­
tation faite à M. Van Zeeland de se rendre aux Etats-Unis en vue

29
hllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllHlllllllllllllllll D E M A IN hlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

d'étudier la possibilité d'abaissement de certaines barrières douaniè­


res pour faciliter la reprise économique mondiale ; conférence d’Oslo;
conférence de Montreux, etc.
Quant à l’initiative prise par Lord Landsbury, ancien leader du
parti travailliste anglais, de rendre visite personnellement à Hitler
en vue d’obtenir du Führer des garanties pour l’organisation de la
paix en Europe, elle répond pour le moins à : « des méthodes plus
hardies, plus subtiles verront le jour, on innovera davantage ». C'est
bien, en effet, la première fois que l’on voit un chef de parti rendre
visite à Hitler pour lui proposer d’unir ses efforts aux siens pour
que des conflits n’éclatent plus en Europe occidentale.
Stella faisait remarquer également que de « graves complications
et difficultés seront à surmonter et que les accords seront lents et
pénibles ». Et de fait, les nombreuses entrevues et conférences n’ont
guère jusqu’à présent produit d’effets vraiment nets.
Pour avril, Stella disait encore : « Il faut citer avant tout comme
fort probables, de nouvelles fluctuations ou manoeuvres cambistes, »
Les faits lui ont donné raison car il fut en effet question à diverses
reprises aux Etats-Unis d’une revalorisation du dollar, d’une dimi­
nution du prix de l’or. Ces nouvelles furent démenties et confirmées
plusieurs fois, mais elles sont bien l’expression du pronostic, de même
que les hauts et bas que subit le franc français qui se déprécia sensi­
blement jusqu’au moment où M. Blum modifia partiellement sa poli­
tique et renonça à l'emprunt de 10 milliards qu’il avait envisagé, ce
qui provoqua une reprise de la monnaie. Nous avons ici la
confirmation de cette autre phrase que Demain publiait relativement
à avril : « La France traverse un passage périlleux »; l’équilibre
budgétaire ne paraît guère facile à établir chez nos amis français ; les
fréquentes menaces de grèves sur les chantiers de l’Exposition,
l’avancement extraordinairement lent des travaux n’augurent guère
d’un succès pour cette manifestation internationale. Il est à craindre
que, si une revirement ne se manifeste pas dans l’organisation géné­
rale de l’entreprise d’envergure que constitue cette Exposition, celle-
ci ne soit un fiasco, ce qui ne tirerait pas la France de ses difficultés.
Il était fait mention aussi « d'action délibérée, violente même, évo~
quant Vidée de luttes, de conflits, de menées insidieuses et même
d'activité destructrice et révolutionnaire ». Or, qu’avons-nous vu, au
lendemain des élections du 11 avril. Dès qu’ils apprirent la défaite
de M. Degrelle, les activistes lui tournèrent le dos pour reprendre
ouvertement leur propagande séparatiste qui avait perdu de son
acuité, depuis l’accord conclu entre le parti rexiste et le V.N.V.
Une manifestation en l’honneur de Borms, le président du Conseil
des Flandres de sinistre mémoire, fut même organisée. C’est bien là
à n'en pas douter, de l’activité destructrice et révolutionnaire puis­
que ce mouvement a pour but essentiel de détruire la Belgique.
« Situation difficile en Europe Centrale et finances secouées »,
semble bien en harmonie avec les déplacements du Dr. Schacht, pré­
sident de la Reichsbank, à Bruxelles, Londres, Prague, etc.; ces

30
llllllllllllllllllllUIIIItlIIIIIIIIIIIIIIHIIÎllllllllllllllllllllll
D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

voyages ayant certainement comme raison première la situation


financière fort précaire de l’Allemagne.
Stella parlait aussi d'opposition possible contre Hitler qui serait
tenue en échec. Le clergé allemand, en effet, jusqu’à présent a tou­
jours résisté au nazisme assez ouvertement. En avril l’opposition se
manifesta même d'une manière plus nettement marquée. Cependant,
le dernier discours d'Hitler fait penser que si le clergé ne se soumet
pas, il pourrait lui en cuire puisque Hitler signifia : « Nous ne
pouvons tolérer que l’autorité, qui est l’autorité du peuple allemand,
soit compromise par n’importe qui. Cela compte pour tout le monde.
Si les autorités religieuses tentent, par des mesures, des écrits, des
encycliques, d’usurper des droits qui appartiennent à l’Etat, nous
les réprimerons et nous les renverrons à leur activité religieuse et à
leur devoir. »
« Troubles ou violences du côté des Indes anglaises » correspon­
daient à la mise en application de la nouvelle Constitution de l'Inde
que certains petits Etats ne voulurent pas accepter et contre laquelle
ils s’insurgèrent.
Aux Etats-Unis, Stella prévoyait « des conditions météorologie
ques violentes ». Il est à peine nécessaire de rappeler les pluies tor­
rentielles avec inondations désastreuses de l'Ohio. On a parlé de
500.000 dollars de dégâts. De plus, vers le 25 on enregistra un
cyclone d’une rare violence.
Quant aux possibilités d'épidémies et de maladies infectieuses,
elles furent confirmées par 300 cas de scarlatine à Pinneberg en
Allemagne et par une peste bubonique en Egypte qui fit beaucoup
de victimes (les premières estimations citaient déjà 150 personnes).
En ce qui concerne la République Espagnole, Stella prévoyait
« quelle traverserait une crise à partir de mi-mars, qui serait certai­
nement très dangereuse au point de vue de son existence même ».
Rappelons l’offensive déclenchée contre Madrid qui faillit provo­
quer l’encerclement de la capitale et le déroulement subséquent des
événements qui aboutit tout récemment à la destruction de villes
comme Guernica, ville sacrée pour les Espagnols ; de tels faits,
intensifiant de plus en plus les passions des partis en présence, ne
permettent guère d ’envisager un rapprochement possible entre les
frères ennemis qui pourraient au contraire se séparer à jamais.
Enfin pour avril, Stella avait prévu de violentes tempêtes sur
l'Atlantique et l'on a pu constater qu’au début du mois surtout, plu­
sieurs bateaux se trouvèrent en perdition. Quant au temps de nos
régions, il se réchauffa plutôt au-dessus de la moyenne en avril et
la « tendance demeura humide ». Il n’est pas nécessaire, pensons-
nous d ’insister sur l'exactitude de ce pronostic !

R. B.

31
Iinnilllllllllllllllllllllllllllllnilllllllllllllllllllilll^
D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllH

Guide astrologique journalier


pour juillet 1937»
Ce guide journalier, publié à la demande de nombreuses personnes, ne signifie
pas que les Indications données soient valables uniformément pour tous. La destinée
de chacun dépend avant tout de son thème de naissance personnel. Néanmoins, en
s’inspirant des directives reprises au présent guide, il est certain qu'on s'assurera le
maximum de chance dans toute initiative, ces directives étant scientifiquement et
synthétiquement étudiées pour correspondre è des conseils précis.

ASPECT GENERAL DU MOIS. — Les Influences de ce mois sont favorables en


général et le trigone Uranus-Neptune en formation est à son maximum. Il semble
que l’on recherchera la paix, qu’on s’efforcera d’attirer à soi des sympathies,
qu’on cherchera à se créer de la popularité. Les affections seront franches et
sincères, empreintes de noblesse, de magnamité, de bonté, de bienveillance. Une
ouverture d'esprit particulièrement propice permettra d’envisager les situations
dans un esprit de concorde, et les échanges de vues se feront en toute honnêteté.
On travaillera avec courage et énergie; on déploiera beaucoup d’activité dans
un but vraiment constructif en mettant tout en œuvre pour atteindre à une amé­
lioration de la vie sociale. L'attrait pour l’art, les plaisirs et les choses de luxe sera
assez marqué, mais sans exagération.
Les meilleurs jours du mois seront les 12, 22 et 31 ; parmi les moins bons,
citons les 10 et 15.

JEUDI 1 " : > Ses.-q. J 6 i>, □ 0 .


Journée d'imprudences, d'activité irréfléchie et téméraire pouvant provoquer des
accidents surtout à la tête (coups ou blessures). On peut aussi craindre des mi­
graines ou des dérangements de l’estomac.

VENDREDI 2 : J) Q 2 L S.-s. $.
On peut craindre des déboires financiers par opérations insuffisamment préparées
ou ambition excessive. Quelques satisfactions sociales ou intimes sont possibles
l'après-midi.

SAMEDI 3 : )) / / et d W . Ses.-q. tp , - / / ?, * $ , * ©.
Journée apportant beaucoup d’opportunités en matière d’art, principalement
pour ce qui touche les créations ou compositions artistiques. Il sera toutefois préfé­
rable de mûrir les projets au cours de la journée et de ne passer à la réalisation
que tard dans la soirée, moment où les influences seront particulièrement pro­
pices, l’inspiration venant è propos doubler l’imagination.

DIMANCHE 4 : J) A y , A , d ? - / / et Opp. r f .
Propice aux œuvres d’inspiration, surtout dans les arts de forme, tels sculpture,
peinture, par exemple. Beaucoup de chance régnant ce jour-là, on peut augurer
des réalisations Intéressantes tant artistiquement que financièrement. Pour le reste,
il faut craindre des actes Impulsifs, peut-être même violents, des Initiatives Irréflé­
chies qui provoqueraient sans doute des déboires ou ennuis divers.

32
Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllml D E M A IN lillllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll]

LUNDI 5 : ) * 1? , Ses.-q. et / / y .
Convient au travail courant et routinier, mais ne semble pas è choisir pour
entreprendre des opérations financières, le jugement risquant d'être faussé ou fai­
sant preuve d’hésitations.

MARDI 6 : D □ y ·
Les idées seront confuses. Jour peu propice à la conclusion de contrats, aux
transactions commerciales, aux études scientifiques, aux écritures, rapports et rela­
tions avec les proches.

MERCREDI 7 : D / / y , * /¿l, - □ \ , Ses.-q. <$.


Des créations, innovations ou transformations, mêmes hardies, soit artistiques,
soit pratiques et utilitaires ont beaucoup de possibilités de réussir. Toutefois, tout
n'ira pas sans aléas, car II faut prévoir des déboires, des complications ou des
difficultés, par suite d’attitudes trop entières ou d’intransigeance.

JEUDI 8 : I) / / et A cT< d O . d et 5 , Opp. y .


Bien que comportant des influx excellents pour toutes Initiatives Intellectuelles
ou scientifiques, cette journée pourrait ne pas donner tous les résultats que l’on
en attendait; les décisions seront vraisemblablement très impulsives, les initiatives
non suffisamment mûries avant d'être mises en pratique. On pourrait aussi, par
orgueil, ne pas vouloir reconnaître une erreur et gâter ainsi les belles promesses
de la Journée.

VENDREDI 9 : )) * Ç, A ï , - / / V·
Conviendrait très bien pour l’étude de questions éducatives ou d'organisation
artistique, ainsi que pour les oeuvres de longue haleine. Une certaine chance per­
met d’envisager, le matin principalement, l’achat d’un billet de la loterie. Les
liens de famille peuvent être raffermis, mais des imprévus peuvent se présenter
dans les deux sens, plutôt favorablement, cependant.

SAMEDI 10 : ]) □ Jÿ, Ses.-q. 1? , □ S.-s. y , ( g A d ) ·


L’esprit paraît bien orienté pour pousser des recherches ou études dans les
sciences occultes ou mystérieuses; mais le manque de patience, l'impulsivité
extrême empêcheront d’agir avec la pondération, le calme nécessaires. Au total,
on doit s’attendre à peu de résultats positifs, à des échecs ou retards, dus à l’exci­
tation, à l’irritabilité qui auront caractérisé la journée.

DIMANCHE 11 : ) / / tp , □ $, Ses.-q. y .
Une grande Instabilité, du vaclllement, de l’indécision dans les idées et les
sentiments rendront les rapports sociaux et Intimes peu agréables. On pourrait se
jouer de l'affection des autres tout en accordant la sienne avec parcimonie.

LUNDI 1 2 : ) A W. d 0- * rf. " /O ·


Une des plus prometteuses journées du mois. L’Imagination, l'intuition, l'inspira­
tion étant particulièrement développées, on peut s’attaquer à tout travail Intellec­
tuel ou scientifique. Des créations ou innovations heureuses peuvent voir le jour
en chimie ou en pharmacie; les facultés seront spécialement orientées vers les
recherches difficiles dans les sciences mystérieuses ou occultes, où l'on pour­
suivra avec conviction les études entreprises. On rencontrera évidemment des
obstacles, mais la fougue de travail les emportera aisément.

MARDI 13 : > A ! [ , U , — Ses.-q. Jÿ, Opp. ^>.


Journée à influences mélangées; favorable, surtout le matin, au tiavait intel-

33
•Jlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllil D E M A IN . .........
lectuel, scientifique, juridique, à tout ce qui requiert une discrimination nette et
saine dans le jugement ; on peut aussi risquer sa chance. Mais, dès midi, les confi­
gurations maléfiques entrent en action et font craindre des imprévus, échecs brus­
ques, circonstances inattendues, ainsi que des accidents ou chutes avec atteinte
à la tête.

MERCREDI 14 : ) A ?·
Cette configuration permet d’augurer des relations sociales et sentimentales
agréables, des succès en littérature, en poésie et dans les arts. Elle pourrait con­
venir en principe pour acheter un billet de loterie (aux premières heures du jour
principalement).

JEUDI 15 : > □ Z i, □ O . Ses.-q. $.


Une dés moins bonnes journées du mois. On se montrera sans doute très imbu
de sa propre personne, hautain, orgueilleux et fier, ce qui ne rendra guère les
relations faciles; les rapports sociaux sont du reste peu favorisés. De plus la santé
sera troublée (tube digestif, estomac, foie, reins et circulation sanguine en géné­
ral). Possibilités de malchance en affaires.

VENDREDI 16 : }) / / iÿ , □ y .
Des décisions impulsives, des chicanes agressives, éclatant soudainement et
sans raison apparente, caractériseront cette journée, marquée par ailleurs d'im ­
prévus, d'ennuis inopinés.

SAMEDI 17 : Opp. Jÿ, Ses.-q. T?, d d 2f.


Des influx extrêmement contradictoires se présentent ce jour-là. Les aspects
lunaires favorables sont prometteurs de chance; ils permettent même d’envisager
des opérations financières très heureuses, l’achat d’un billet de loterie. Mais II y
a une ombre au tableau : les entreprises risquent d'être hâtives, impulsives, irré­
fléchies, ce qui provoquera probablement des échecs, des déconvenues ou des
complications. O n ne peut aboutir qu’à condition d’être raisonnable et de ne
pas vouloir voir trop grand.

DIMANCHE 18 : > A et / / Q , / / V . A ï - / / < $ ·


Comporte beaucoup de chance pour les affaires à long terme et transactions
immobilières. Toutes activités Intellectuelles, surtout en rapport avec l’éducation,
la philosophie, la religion pourraient être développées ce jour-là. Quelques mou­
vements de vivacité, voire des accès de colère sont possibles. Il y a aussi à
signaler des dangers d’accidents ou d'incendies.

LUNDI 19 : )) A S - Ses.-q. O . Opp. ?, □ tp.


Journée convenant particulièrement pour discuter des questions philosophiques,
religieuses ou juridiques en faisant preuve d’un esprit large.
En matière de sentiments, probabilités d’entraînements faciles; les affections ont
du reste tendance à se disperser, à se partager; quelques troubles de santé pour­
raient s’ensuivre. Journée peu prometteuse en général.

MARDI 20 : > Ses.-q. 5 . Ses.-q. lÿ .


Il faut s'attendre à des discussions, à des chicanes survenant soudainement et
présentant un caractère assez acerbe, surtout en matière de lois, de philosophie
ou de religion.

MERCREDI 21 : ) / / U . - □ ï . / / d-
Les influx font prévoir beaucoup d’initiatives, un travail poussé énergiquement,

34
Iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiih D E M A IN |IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII1III1III1IIIIIIIIIIIIIIIIIUIIII1IIIIIHII!|

mais se développant avec une Impulsivité souvent intempestive qui fait craindre
des échecs ou déconvenues nombreuses. Des accidents ou chutes Intéressant la
tête ou les genoux sont dans l'ordre des choses possibles, sans grande gravité
toutefois.

Le ciel en juillet 1937.

JEUDI 22 : D / / 0 , A K . / / ?. A d
La plus belle journée du mois. Tous les espoirs sont permis, surtout dans les
initiatives à longue portée. L'inspiration et l’intuition permettront de trouver des
formules nouvelles, originales, innovations ou transformations, dont la mise en pra­
tique peut amener des résultats heureux. La chance se déversant à foison, on
peut acheter un billet de loterie ou miser aux jeux de hasard. Beaucoup de satis­
factions seront retirées des rapports sociaux et intimes. Bonne journée de récupé­
ration pour les personnes malades. Excellente journée pour l’astrologie et les
sciences occultes.
VENDREDI 23 : J) , / / y — Opp. 0 , Ses.-q. Ç, Ses.-q. / / Jÿ et
Ne promet qu’en ce qui concerne les travaux Intellectuels, éducatifs, artistiques
ou scientifiques (Industries). Pour le reste, les sentiments seront très éparpillés, pas
toujours sincères. On peut s’attendre à des tromperies ou trahisons. Des compli­
cations de tous genres, retards, déconvenues, enchevêtrements de situations, im­
prévus soudains sont à prévoir. Pour ce qui est de la santé, les personnes dont la
circulation est défectueuse pourraient être incommodées.

35
hllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll'll
D E M A IN illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllH

SAMEDI 24 : D □ Jÿ, Opp. U - A ?·


Bonne Journée pour s'occuper d'arts modernes ou techniques ou d’œuvres so­
ciales et humanitaires. Elle est propice aussi aux choses sentimentales. Toutefois
elle ne s'écoulera pas sans discussions, parfois assez âpres, ou sans déconvenues.

DIMANCHE 2 5 . > □
Activité trè énergique, mais plutôt querelleuse, agressive, plus destructive que
constructive.

LUNDI 26 : ) * Jÿ, / /
Très vide d’aspects, cette Journée n’est guère saillante; au cours de la matinée
on se fera aisément des illusions, prenant un peu ses désirs pour des réalités.
La soirée sera meilleure; elle permettra d'aborder du nouveau, des créations origi­
nales, de réaliser des progrès.

MARDI 27 : J) Opp. tp , / / T?, Ses.-q. © , □ ? - * U , A cT


Les mauvais Influx agissent surtout le matin : ils font prévoir des relations
sociales peu favorables, beaucoup de complications, retards, ennuis, circonstances
confuses et chaotiques, ainsi que des troubles de santé. L’après-midi est plus pro­
pice; elle permet des Initiatives ou recherches dans les domaines de l'occultisme
ou des sciences mystérieuses et aussi de risquer sa chance. Le Jugement sera beau­
coup mieux assis; il serait préférable de remettre les décisions à prendre à l’après-
midi ou à la soirée.

MERCREDI 28 : )) A 0, d (0 A Ses.-q. ?, Ses.-q. J , / / y .


Les activités ordonnées, méthodiques peuvent jouir d'appuis importants de la
part d'autorités ou de personnes en vue; mais il faut se garder d ’initiatives irré­
fléchies ou brusquées dont on ne pourrait guère prévoir d’issues favorables. Toute­
fois la santé paraît devoir être bonne et on peut profiter des influences favorables
de ce Jour pour présenter une requête, solliciter un appui ou l’aide de personnes
puissantes.

JEUDI 29 : D □ 2 i, * ?, / / 5 .
Journée prometteuse de satisfactions Intimes et intellectuelles très agréables.
Des mérites artistiques, par exemple, pourraient être appréciés et encouragés.
Mais II ne faut guère choisir cette date pour traiter d’affaires légales, financières
ou Juridiques; car, le jugement étant trop hâtif, on commettrait aisément des
erreurs.

VENDREDI 3 0 : )) A y - Ses.-q. tp , / / Jÿ, □ 0 .


Les toutes premières heures de la Journée conviendraient à l’étude, surtout de
questions artistiques ou éducaitves, mais la suite est beaucoup moins favorable.
On est exposé à s'illusionner ou à voir les idées se confondre, s'embrouiller, man­
quer de netteté. De plus, des Imprévus ou accrocs soudains sont possibles et la
santé sera troublée (circulation, cœur ou gorge).

SAMEDI 31 : > d V. A V. A 4. / O·
Excellente Journée, presque aussi favorable que le 22. On peut avoir ce Jour-là
des éclairs d'inspiration ou d'intuition mettant sur la vole d'idées originales, de
transformations, améliorations ou Innovations touchant la vie matérielle et dont
on pourra tenter Immédiatement la réalisation, car on disposera de beaucoup de
chance pure. Les amateurs de < gros lots > pourront acheter des billets de
loterie. Les malades sentiront, en général, une amélioration de leur état de santé.

36
RESUME. — D'une façon générale, les meilleurs jours du mois de juillet seront
les 3, 12, 18, 22 et 31 ; les moins favorables paraissent être les 1, 7, 10, 15, 19
et 30. Conviennent aux travaux intellectuels les 4, 8, 13, 19 et 30 ; aux oeuvres
d’inspiration et d'intuition les 4, 8, 17, 22 et 31 ; pour la pratique des arts ou
pour se livrer aux douceurs de la vie Intime, les 4, 9, 14, 24 et 29 ; mais les
11, 15, 19, 23 et 27 ne paraissent guère prometteurs dans les mêmes domaines.
Pour effectuer des changements ou voyager sont à conseiller les 8, 12, 23 et 27 ;
mais, dans la mesure du possible, Il vaudrait mieux ne pas se déplacer les 1, 4,
7, 10, 17, 25 et 28. Enfin des accidents sont possibles les 1, 7, 10 et 17.

OPERATIONS. — Les opérations pourront être entreprises avec le maximum


de chances de rétablissements rapide du 9 au 22 et notamment les 12, 18 et 22 ;
à la rigueur, les 3 (soir), 4, 7, 17, 21, 26 (soir), 27, 28 et 31 (après-midi). Dans la
mesure du possible, il ne faut pas opérer la tête les 1, 2, 28 et 29; la gorge, les
3, 4, 30 et 31; l’estomac les 7 et 8; les Intestins ou le foie du 11 au 13 à midi ;
les reins et les organes abdominaux du 13 à midi au 15; la prostate, le rectum ou
le gros intestin du 16 au 18 à midi et les yeux du 23 à midi au 25.

Les indications qui précèdent sont évidemment d'ordre général; des dates tout è
fait appropriées peuvent être éventuellement calculées pour chacun suivant son
cas particulier. En effet, il est préférable de ne pas opérer lorsque la Lune se
trouve dans le signe oriental du thème, et II est souhaitable que l'état du ciel au
moment de l'opération soit en aussi bonne harmonie que possible avec les confi­
gurations de la naissance.

VEGA.

POUR PARAITRE DANS NOS PROCHAINS NUMEROS :

— Description d'un astrolabe persan, par M. H. Michel, avec de nombreux et ma­


gnifiques clichés. L'abondance de matière ne nous a pas permis de commencer
la publication de cet article dans le présent fascicule.
— Chirologie astrologique. — Très Intéressant article du chirologue spécialiste
Jean-L.-B. Léonard, qui fait un rapprochement entre sa science et l'astrologie.
*- Neptune, thème de sa découverte, par Janduz, qui constituera une très inté­
ressante étude de l'auteur de I’« Encyclopédie astrologique française » sur les qua­
lités et défauts de la décevante planète dont les effets nous sont encore très
Imparfaitement connus.
— Effets prolongés de certaines directions progressées, par M “ * Y. Trltz. — Article
dans lequel l'auteur fait part du résultat de recherches personnelles qu'elle ne
cesse de faire dans les domaines encore imparfaitement connus. Les conclusions
de M “ ’ Tritz viennent appuyer celles auxquelles le Dr. Ferrière a abouti dans son
étude sur la maladie de Nietzsche. (V oir < Demain >, n° 12, X I e année.)
— L'article de M “ · Verhulst-Dubay, annoncé dans notre numéro 12, sur l'impor­
tance du 19“ ’ degré des signes fixes dans le thème de la Belgique.

Toujours désireux de satisfaire ses nombreux lecteurs et


amis, D E M A IN leur offre pour commencer sa X II“· année de
parution un numéro plus copieux que d’habitude : 48 pages.

37
D E M A IN

Caractéristiques générales des enfants


qui naîtront du 22 mai au 21 juin 1937«
Les enfants qui naissent chaque année entre ces deux dates, approximativement,
se trouvent placés, pour une bonne part, sous l’influence du signe des Gémeaux
que le Soleil traverse à cette époque. Le signe des Gémeaux est à la fols un
signe d'air et un signe mutable, dont le gouverneur est Mercure. Il donne une
nature vive, alerte, nerveuse, une taille généralement mince. Les personnes in­
fluencées par le signe des Gémeaux possèdent une capacité d’assimilation remar­
quable; elles apprennent avec une facilité étonnante les choses les plus diverses,
mais elles n’acquièrent d'habitude que ce que l’on appelle < un vernis > car elles
n’approfondissent pas les sujets étudiés; très changeantes d'idées elles ne par­
viennent pas à s’attacher à un même travail pendant longtemps. Leur pouvoir
d’adaptation est aussi très grand, c'est pourquoi elles ne sont jamais embarrassées
dans la vie. Si elles perdent une situation elles peuvent entreprendre n’importe
quelle autre occupation.
Les gens des Gémeaux ont la conversation agréable car ils s'expriment aisé­
ment, ils ont un langage coloré et descriptif, souvent accompagné d'une foule
de gestes expressifs qui contribuent à donner de l'attrait à leurs explications.
Toutefois il faut reconnaître que, dans un entretien avec des natifs des Gémeaux,
il est parfois malaisé d’émettre un avis, car l'interlocuteur, très bavard, n’en
laisse pas le loisir. Doués d’une excellente mémoire et ayant appris < de tout
un peu > ils donnent l’impression d'une érudition très étendue, étant à même
d'aborder tous les sujets. La facilité d'expression, le besoin de parler, fait souvent
des natifs des Gémeaux des < moulins à paroles >, ce qui éloigne d’eux certaines
sympathies; voulant à tout prix exprimer leurs opinions ils le font sans s'inquiéter
si les personnes auxquelles ils s'adressent les partagent ou non, à tel point qu'ils)
peuvent devenir importuns; de plus leur besoin d’éloquence les entraîne souvent
à parler à tort et à travers.
Cependant, cette réserve faite, il faut reconnaître que les gens des Gémeaux
sont généralement recherchés en société, car ils peuvent tenir tout un auditoire
sous le charme d’une conversation pleine de verve et d'entrain. Enfin leur facilité
à s'adapter fait qu’ils s'entendent avec les caractères les plus divers, et leurs con­
naissances multiples leurs permettent d'entrer en relation aussi bien avec l’intel­
lectuel qu’avec l’artiste manuel, le voyageur, le commerçant, le chimiste, ou le
médecin.
Ils aiment le changement continuel, sont d'humeur vagabonde et adorent les
voyages. D'une nervosité très grande ils attachent une importance considérable
aux détails et s'exagèrent les difficultés, mais ce sont d’excellents auxiliaires pour
toutes les occupations intellectuelles ou scientifiques (secrétaires, intermédiaires,
représentants, voyageurs, etc.). Ils possèdent souvent aussi une facilité spéciale
pour apprendre les langues. La diffusion, la dispersion de leurs idées les incite
souvent à poursuivre deux idées ou deux occupations simultanément.
Au point de vue santé, ils doivent surveiller les nerfs, car le surmenage leur
est néfaste. Les poumons et les bronches sont aussi des points vulnérables.
En matière de sentiments le besoin de changements continuels les rend Instables
et peu fidèles, mais les émotions presque exclusivement cérébrales qu'ils éprou­
vent les rendent très délicats. Leur vie affective comporte peu de sensualité, le
cerveau et la raison dominant toujours les sens.
En principe les meilleures chances d’entente se rencontrent avec les personnes
nées fin septembre début octobre ou fin janvier début février.

38
Illlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll^ D E M A IN hlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Les enfants qui naîtront cette année du 21 au 25 mal seront gais, optimistes,
sincères, assez exhubérants, généralement réfléchis et pondérés dans leurs actes;
Ils auront un jugement assez net et exact, mais seront toutefois par moments im­
pulsifs et inconsidérés; leur grande vivacité peut les exposer à des Imprudences,
à des exagérations, à un trop grand désir de s’affirmer. En matière d’argent ils
seront probablement dépensiers.
Ceux’ qui viendront au monde du 26 au 31 mai 1937 disposeront d’une intuition
assez remarquable, principalement dans le domaine des choses concrètes. En
matière de relations sentimentales ils seront démonstratifs à l’excès; de plus ils
dépenseront facilement, principalement dans le but de paraître car ils seront
plutôt vaniteux.
Prétentieux, orgueilleux, infatués d’eux-même., tels seront les enfants nés du
1 " au 5 juin. Très indulgents pour leurs propres défauts ils se laisseront facile­
ment entraîner par des émotions à la fois mentales et sensuelles. Ils pourront être
joueurs, peu loyaux, et seront peut-être entraînés dans des aventures dangereuses.
Ceux qui verront le jour du 6 au 10 juin seront d'un esprit rêveur, indécis,
confus, ayant des Idées chaotiques; ils seront nourris d'illusions et s'excuseront
eux-mêmes, ils seront toujours prêts à discuter et à se fâcher facilement; ils auront
des conceptions plutôt révolutionnaires et excentriques, utopiques et irréalisables.
Quand ils seront calmes, leur jugement sera bon, et ils pourront manifester des
idées larges, surtout quand II s'agit de traiter d'affaires matérielles.
Les enfants qui naîtront du 11 au 15 juin seront plus ou moins nonchalants,
paresseux, plus portés vers les frivolités et les plaisirs que vers le travail; toutefois
ils auront un assez bon jugement.
Parmi les natifs du 16 au 21 juin 1937 on trouvera des esprits aptes aux études
scientifiques et littéraires, pondérés, réfléchis, prudents en général, quoique Im­
pulsifs à certains moments, (ils peuvent alors prendre des décisions brusquées et
maladroites). Ils aimeront la discussion, l'argumentation, ils seront assez coléri­
ques s’ils sont contredits et, dans les moments d’échauffement de l’esprit, leur
jugement sera faussé, précipité. En matière de sentiments ils seront très passionnés,
romanesques, et pencheront vers les unions inconventionnelles.

VEGA.
w ★w

Notre 6e Concours Astrologique


Réservé à l'interprétation.
Publication des deux premiers travaux primés.

Comme convenu, nous publions ci-après le texte des réponses de


M . fi. 5. Gleadow et de M me Y. Tritz, primées à notre 6m9 Concours
Astrologique.
Rappelons que le palmarès et les commentaires ont paru dans
notre dernier numéro et que les passages imprimés en italiques sont
ceux qui sont inexacts ou douteux.

39
Réponse de M. R. S. Gleadow.

I. - MORALITE.
Elle fait ce qu’elle veut et se justifie après (dominant ’¿<01. O, cT )·
C’est sa volonté le seul critère ( 111, d affligé). Pas vraiment vi­
cieuse (O Asc. A T? , > =±= non affligée), désirs personnels l’empor­
tent ( ’¿<HL, ï mauvais).

II. - CARACTERE.
Aime la paix mais fait la guerre ( D $ =±=, O 01, d T ). Grand
sens de sa propre importance ( 0 W Iro ), dépression, besoin de
s’affirmer (0-i> angulaire). Nerveuse, grande activité mal dirigée,
se croit plus intelligente qu’elle ne l’est ( Jÿ 5 en Ir ®sans aspect,
pas de signes de terre). Emotions violentes, rancunière (%< 01).
Pas commode (dominant 0 Ht d ) , sauf quand elle réus­
sit ( 0 ) . Résolution, batailleuse (ni), peu de contrôle ( £ mal
placé), pas vraiment courageuse ( d cadent, opposition ). Man­
que de méthode ( 5 sans aspect). Voudrait être affectueuse ( ?=^),
montre difficilement tendresse (? ï opposition d ) . Théoriquement
idéaliste (V F®, 4 en air, ) A etc.)
Parle trop (iÿ 5 en I).

III. SANTE.
Pas très bonne (interrelation des maisons 1, 6, 8, et leurs maîtres),
mais constitution pas faible ( 0 Asc. A 4 S ) . L’hérédité pater­
nelle donne tendance aux rhumatismes ( ? d ? O ). Foie très
bon (2i 5 A Asc.), élimination par les reins défective (? =±= affli­
gée), d’où acidité habituelle, qui donne par réaction des maux de
tête (oposition d T ) surtout avant les règles (transits de > ).
Cœur pas très solide ( 0 d ï ), mais marche assez bien. Trop
nerveuse (lÿ y en I)) se croit facilement malade, se guérit diffici­
lement (maître de I en V I). Dérèglements mentaux possibles pen­
dant des maladies ( y en I sans aspect). S’empoisonne facile­
ment, toxémie constitutionnelle ( 0 Asc. en îïL, 0 affligé, mau­
vais reins [?]). Vitalité irrégulière ( 0 d V e n I).
IV. MARIAGE.
Non ( d maître de I, opposition Ç maîtresse de V II). L’esprit de
collaboration ( > ? 5 ) est trop écrasé par le sentiment du MOI
(ni, W Ir ® maison). Les expériences sexuelles se montrent déce­
vantes (Ç d ï oposition d ) -

40
Illlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll
D E M A IN Illllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

V. - ENFANTS.

a. ) Oui, pourquoi pas? ( D sans affliction, Asc. en eau A U S ) .


b. ) Peu. ( )) cadente en =2=, pas très fertile). Aussi les accouche­
ments abîmeraient facilement la santé (connection des maisons I,
VI, VIII, V ).
c.) Garçons. (Dominant O V, maître du thème dans le T, )> ? b
cadentes), donc tempérament plutôt actif et masculin.

Réponse de Mme Y. Tritz.

1° Que pensez-vous de la moralité ?


Sujette à des périodes de dépression, de révolte instinctive, des­
tructive même (Mars maître de l’Asc. étant opposé à Saturne et à
Vénus) avec retour à l’équilibre ordonné (Jupiter trigone Asc.).

41
2° Que pensez-vous du caractère ?
Agressif, énergique, volontaire, dominateur, capable coups de tête,
emportements (Asc. Scorpion conjoint Uranus), capable de rai­
sonnement, original, curieux, pratique, rusé, tatillon (Mercure en 1),
ambitieux (Saturne en 12), instinct dominant parfois la raison (Vé­
nus opposé Mars), capable méthode et circonspection (Mercure
demi-sextile Saturne, Capricorne pointe maison 3), débrouillard
(Lune demi-sextile Uranus), tendance à l’isolement (Saturne en
12), capacité dévouement (9une trigone Neptune, Jupiter trigone
Asc.), atitrance vers les choses mystérieuses, opiniâtreté avec toute-
[ois [acuité d'adaptailité; consciencieux et sensile, (Lune maître de
9 en Balance) aussi logique et bon sens. Pénétration esprit, tendan­
ces aux inimitiés (Mercure en 1 et Scorpion).
3° Que pensez-vous de la santé ?
L’Ascendant en Scorpion donne une grande puissance de résis­
tance, mais une santé toujours ébranlée pouvant occasionner longue
réclusion dans maison de santé ou hôpital (Saturne en 12 opposé à
Mars); des troubles nerveux, des excès, inflammations, fièvres,
avec danger accident ou blessure à la tête (Vénus en 12 opposé à
Mars en Bélier), le maître de la maison 6 en 1 confirme les malaises
répétés ainsi que la conjonction Vénus-Saturne, de plus Vénus en
12 maître de 7 peut causer une maladie venant du mariage ou à la
suite d ’un procès. Le maître de 4 en 1 donne la résistance néces­
saire.
4° Le mariage s ’annonce,-t-il heureux ?
Matériellement oui, chances gains, successions (maître 2 en 8)
peu favorable sentimentalement, danger discussions, séparations
(Vénus en 12) peut être seulement morale si certaines planètes s’ac­
cordent avec celles du conjoint.
5° Voyez-vous des enfants ?
Oui. Poissons pointe de 5, ascendant Scorpion, signes féconds
tous deux, planètes fécondes en signes fertiles (Lune-Vénus en Ba­
lance).
6° Peu ou beaucoup ?
Peu et c’est mieux, car danger de les perdre, ou tracas et soucis
à leur sujet (Saturne en 12).
7° Filles ou garçons ?
Filles (Ascendant signe féminin ainsi que degré et signe pointe
de 5, Neptune maître 5 trigone Lune; Lune conjointe Vénus Ba­
lance) .
Yvonne TR ITZ.

42
W M iW B IIIhillhlIIIIM aM D E M A IN IIIHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

CHRONIQUE DU IV"· CONGRES INTERNATIONAL


Paris, 17 au 25 Juillet 1937.

La Société Astrologique de France nous informe que les inscriptions au Congrès


seront closes le 15 juin prochain. Nous prions donc nos lecteurs qui ont l'intention
d'assister aux travaux du Congrès de s'inscrire sans retard. Les conditions sont les
suivantes : 35 francs pour les membres de la S.A.F. ou pour les membres des
sociétés étrangères ; 50 francs pour les Isolés. On peut aussi s'inscrire comme
membre de la S.A.F. et bénéficier ainsi du prix de faveur; les cartes délivrées à
partir de mal seront valables jusqu'en juillet 1938 et donneront droit d'assister aux
réunions hebdomadaires de la Société pendant la saison 1937-1938.
Voici une nouvelle liste de congressistes Inscrits depuis la mise en pages de
notre dernier numéro :
France :
D r ALLENDY, directeur du Groupe d'Etudes Philosophiques et Scientifiques,
Paris ;
M**10 Michelle PASCAL et D r GAYES, Paris ;
M. Louis GASTIN (ARCTURUS), Nice ;
M. E. J. FOURNIER, Grenoble ;
M. J. WEBER-MARSHALL, Ingénieur, Paris ;
M roc Yvonne TRITZ, Thionville ;
M. Alexandre VOLGUINE, Nice ;
M. Edouard SYMOURS, Chaville ;
M. l'Abbé BLANCHARD, Châtenay ;
M. Mario CASARTELLI, Paris ;
M. P. RIGEL, Harcourt.
Allemagne :
M. Erich Cari KUHR, Berlin ;
M. Arno-Martin LANTTZCH-NOTTZEL, Düsseldorf ;
M. W ilhelm Th. H. WULFF, Hambourg.
Angleterre :
M m0 A. SUBBURY HURREN, Londres ;
M. Fred WARD, Hastings (Sussex).
Pologne :
M. A. PRENGEL, Président de la Société Astrologique de Pologne.
Autriche :
M. W alter FRIEDJUNG, Vienne.
Italie :
M n, ° Loretta ALHAIOUE, Trieste ;
M m0 ARGELIA, Milano ;
D r Pietro G RAG N O LIN I, Genova.
Egypte :
M “ ’ Louisette LECHAUT, Le Caire.
Dans notre numéro du 21 juin nous publierons la liste complète des communi­
cations, dont le nombre dépasse déjà la trentaine. Comme on peut le voir, ce
Congrès officiel est assuré du plus large succès et il doit constituer une étape mar­
quante dans l'histoire de l’Astrologie, ne fut-ce que par la mise au point de la
Fédération Internationale des Astrologues Scientifiques (F.I.A.S.), organisme dont
le but est de faire reconnaître officiellement l’Astrologie dans les divers pays.

43
lllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllBllllllllllllllllllH DEM A IN
PETIT COURRIER

A plusieurs lecteurs — à propos d’une petite perfidie.


Votre Indignation nous touche profondément, mais ne vous frappez donc pas I
L'homme a prouvé qu'il n'est guère étouffé par les scrupules; son manque de
tact, sa mégalomanie et sa susceptibilité maladive l'ont d'ailleurs brouillé avec
tous ceux qui ne l'encaissent pas délibérément. Il considère l'astrologie comme
une distraction mondaine et il a cru qu'il lui suffisait de paraître pour devenir une
espèce de Pape, signant des décrets et des bulles ayant force de loi. C est un
être qui ne se sent vivre que lorsqu’il fait beaucoup de bruit ; il est à I astrologie
ce que le jazz est à la musique. D'ailleurs le public ne s’y trompe pas ; ses livres
se vendent déjà au rabais sur les quais de Paris.
Μ. R. V., Rochefort s./Mer. — M m * S. C., Cannes. — Μ. J. S., Liège et d’autres
encore.
Grand merci, chers correspondants, pour les intéressants documents que vous
nous communiquez. Permettez-nous toutefois de vous demander de peser vos
lettres avant de les poster : nous sommes forcés d’acquitter une taxe sur presque
tous vos envois. Ce sont là des frais dont seule l’Administration des Postes tire
profit, mais qui grèvent notre budget. Merci d'avance pour l’attention que vous
voudrez bien apporter à vos prochaines expéditions.

Petit courrier de Mr. Varagnat.


(Suite de la page 26.)

M. G. G..., BELFORT. — Le passage d’Hérédote en question est extrait de la


< La Sagesse antique à travers les âges », du Dr. Pascal, page 32, 6me ligne. Ce
passage est un extrait de < Histoires », d’Hérodote, tome II. — Vous demandez,
je crois, « la version originale, en texte grec ».
Veuillez ne pas perdre de vue que l’original des « Histoires > d’Hérodote est
perdu ; nous n'avons que des copies, exactement comme les < Commentaires > de
César, ou encore les Evangiles... Pour ces copies, toutes les grandes bibliothèques
d'Europe, les ont. Voyez à la Bibliothèque Nationale.
Non, je ne connais pas les ouvrages de M. R. M. Gottefossé, et n'en puis rien
dire. — Pour l'Atlantide, il y a eu surtout deux auteurs : Manzi et Scott-Eliott, aux­
quels on peut se référer. Cette question est encore controversée; souhaitons qu'un
peu de lumière nous arrive, mais jusqu'à présent, on peut à la rigueur, présenter
un très fort ensemble de présomptions en faveur de l'Atlantide, ensemble ayant
bien la valeur d'une épreuve, mais rien de plus...
— A propos de la Pyramide, plusieurs correspondants trouveront la réponse à
leur demande dans le cours de l'étude.

— M. H. P..., LAUSANNE. — Reçu votre notice qui sera citée au cours de


l'étude. — Les deux problèmes que vous résolvez sont bien effleurés dans cette
étude ; aussi bien d'autres. Il serait à souhaiter que d'autres chercheurs se mettent
à l'œuvre, et ainsi la Pyramide livrerait son septuple secret...

44
Illlllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll D E M A IN llllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll

Livres, Revues, Echos, Nouvelles.

REGARDE... ET CONNAIS-TOI TOI MEME, par Hélène de HARVEN. - Edit.


Henriquez, 43a, rue du Pépin, Bruxelles, 1936. — Prix : 30 francs.
Excellent livre de 235 pages, dont le titre ne laisse pas supposer qu'il contient
une documentation astrologique précieuse. Il a en outre le mérite d’établir une
liaison judicieuse entre l’astrologie, la chirologle et la physiognomonie, trois Scien­
ces dont l’étude prouve à l’évidence l'influence des rayons cosmiques qui mar­
quent leur empreinte sur tous les individus, tant au point de vue physique qu’au
point de vue mental.
Une série de gravures fort bien venues montrent les types planétaires dans les
deux sexes.
Ajoutons que tout en étant bourré de renseignements techniques utiles ; le texte
n'est nullement fatiguant à suivre, l'auteur ayant su le rédiger en un style attrayant.

ASTROLOGIE LUNAIRE, par A. VOLGUINE. - Edit. Cahiers Astrologiques,


12, rue Clément Roassal, Nice. 125 pages. 18 fr. fr. — 2me édition.
Dans un précédent compte rendu nous avons dit tout le bien que nous pensions
de ce livre qui remet en mémoire, chez les astrologues, le rôle important de la
Lune qui semble avoir été un peu négligé par les modernes. Différentes additions
intéressantes complètent le premier exposé de l’auteur.

DE NEDERLANDSCHE ASTROLOGISCHE KALENDER VO O R HET JAAR 1937.


Edition < De Mystieke W ereld >. Voorburg. Z. H., Hollande.
Voici un calendrier astrologique pour 1937, en langue néerlandaise, qui plaît non
moins par sa belle présentation que par la valeur de son contenu. Comme innova­
tion intéressante cet almanach comprend non seulement des éphémérides journa­
lières pour les positions du Soleil et de la Lune, leurs levers et couchers, les
aspects mutuels et lunaires, mais aussi un guide journalier pour chacun des mois
de l’année. Nous y trouvons encore des renseignements relatifs à la visibilité des
planètes pour nos régions pour chaque· mois. Parmi les articles particulièrement
dignes d’intérêt nous mentionnerons ceux qui traitent les sujets suivants : < La
transition entre l’Ere des Poissons et celle du Verseau >; < Pierres précieuses et
amulettes >; < Astrologues fameux de 1450 à 1700 >; < Influences des principales
étoiles fixes », etc. Bref, tous nos lecteurs familiarisés avec la langue de Vondel
trouveront dans cet Almanach matière à de fécondes réflexions et à des applica­
tions utiles.

LE SECRET DES MAINS, par Henri COGNIE. - Edit. Imprimerie Centrale. 27,
avenue Auber, Nice, 1936. — Prix : 6 francs français.
Ce compte rendu, en 25 pages, d’une conférence faite à la Société d’Etudes
Psychiques de Nice, le 26 mars 1936, expose clairement l’historique et les principes
généraux de la chirologie ainsi que les résultats auxquels peut conduire l’examen
scientifique des mains. La lecture de la rubrique relative à l’interprétation est parti­
culièrement recommandable. Elle recommande sagement la prudence, la discrétion
et la prudence et formule les principes qu'il est important de ne pas perdre de vue.

45
LES DIAGNOSTICS EXTRAORDINAIRES, par le Docteur E. V A N DEN DUNGEN.
Edit. Echos des Sciences mystérieuses, 22-27, Impasse du Moulin Vert,
Paris, 1937. — Prix : 15 francs français.
Les nouvelles méthodes dans l’art de guérir ont fait depuis quelques années des
progrès considérables. Elles sont défendues par des praticiens d’élite qui doivent
lutter continuellement contre la routine et souvent, hélasl contre une opposition
en sourdine presque officielle.
La plupart de ces méthodes se réfèrent aux Sciences dites « mystérieuses » qui,
disent les éditeurs, tendent à le devenir de moins en moins, pour le plus grand
bien de l'humanité.
Après avoir rappelé les principaux savants, propagateurs de ces méthodes, le
Docteur Van den Dungen examine les procédés de diagnostic par les yeux, les
ongles, les mains, par la colonne vertébrale, par la radiesthésie et la graphologie.
Ce petit livre de 130 pages est un excellent exposé objectif de la question.
C. H. T.

COURS ORAUX D’ASTROLOGIE SCIENTIFIQUE.


Les cours oraux organisés par l’institut Central Belge de Recherches Astro-
dynamlques vont se terminer très prochainement.
Les examens ont été fixés aux dates ci-après :
Pour la 1r * année d’études (cours préliminaire) : mardi 1<r juin à 20 heures.
Pour la 2“ * année d’études (cours d'interprétation) : dimanche 30 mal, à 9 h. 30
du matin pour la partie théorique et à 14 heures pour la partie pratique.
Rappelons que ces épreuves auront lieu 3, rue des Quatre Fils Aymon, dans le
local où se donnent ordinairement les leçons et que les examens sont accessibles
à tous. Ils sont gratuits pour nos élèves; les autres personnes auront à acquitter
un droit d’inscription de 20 francs.
Il sera procédé à la remise des diplômes aux étudiants qui auront subi l'épreuve
avec succès, le vendredi 18 juin 1937, à 20 heures, dans le local ci-dessus désigné,
au cours d’une séance publique à laquelle sont invitées toutes les personnes qui
portent de l’intérêt aux efforts déployés par notre organisme pour répandre l’astro­
logie scientifique.
Signalons, dès maintenant, à ceux qui désirent se faire inscrire aux cours oraux
de la saison prochaine que, pour la session 1937-1938, trois degrés d’enseignement
seront organisés :
1® Pour ceux qui veulent entreprendre l'étude de l’astrologie, mais qui furent
empêchés de suivre nos leçons l’an dernier, un nouveau cours pour débutants.
2* A l’intention des étudiants plus avancés qui peuvent justifier de connaissances
basiques suffisantes et pour nos élèves diplômés de première année, un cours
d’interprétation.
3® Enfin un cours supérieur pour les lauréats de notre deuxième année et pour
les personnes qui cherchent à acquérir une connaissance approfondie des méthodes
de prévisions des événements. (Les candidats non diplômés auront toutefois à jus­
tifier des capacités Indispensables pour qu’ils puissent suivre avec fruit nos exposés.)
La reprise des leçons aura lieu au début d’octobre et nos lecteurs trouveront
dans les prochains numéros de DEMAIN toutes les indications utiles au sujet des
cours dont nous parlons ci-dessus.
Nous ne doutons pas que nos élèves seront nombreux à partir d’octobre prochain
si nous en jugeons par la quantité de lettres que nous recevons de personnes qui
manifestent le désir d'apprendre l’astrologie et qui regrettent de n’avoir pas eu
connaissance, l’an dernier, de la reprise de nos leçons.

46
1

- Studio Astrologique *
de la Revue DEMAIN
AVIS A NOS LECTEURS ET CONSULTANTS

Depuis près d'un an, handicapés que nous étions par un accroissement
Important du nombre de consultations, nous ne parvenions pas, malgré la
meilleure volonté, à répondre aux demandes, à moins de cinq à six
semaines de délai. Pareille situation ne pouvait s’éterniser.

Nous avons donc progressivement pris les dispositions nécessaires, et


sommes dès à présent en mesure de fournir nos avis dans un délai de 2 à 4
semaines seulement, selon les genres de travaux.

La saison d'été est d'ailleurs toujours moins laborieuse que la saison


d’hiver, de sorte que nous espérons pouvoir maintenir ce délai et, même,
le réduire encore.

En conséquence, vous avez tout intérêt è nous consulter sans attendre


l’automne ou l’hiver prochains, époques pendant lesquelles nous serons de
nouveau surchargés. En nous consultant maintenant, vous serez vite et
bien servis.

Quelle que soit la question qui vous préoccupe, une étude astrologique
personnelle, spécialement appropriée à votre cas, à votre cas exclusif, vous
donnera les meilleures directives. Journellement nous recevons des témoi­
gnages de personnes qui, ayant suivi nos conseils, parfois même à contre­
cœur, nous disent leur satisfaction d’avoir agi ainsi.

Dites-vous toujours qu'une étude astrologique sérieuse est comme un guide


de chemin de fer : elle donne l’heure du meilleur départ et la direction
la plus profitable.

Si vous ne l'avez pas encore reçue, notre brochure explicative vous don­
nera tous renseignements utiles. Demandez-la, sans engagements aucun.

Studio Astrologique de la Revue DEMAIN


Avenue de Sumatra, 6, BRUXELLES (Longchamp). Tél. 43.14.07

47
— LE PLUS SERIEUX DES ENSEIGNEMENTS I 1 !

COURS PAR CORRESPONDANCE


D'ASTROLOGIE SCIENTIFIQUE
organisé par l'institut Central Belge de Recherches Astro-dynamiques.
Sous la direction de M. Gustave-Lambert BRAHY.

Un cours par correspondance doit être clair, précis et complet, sans longueurs
inutiles. Nos Cours réunissent ces conditions : ils développent un ENSEIGNEMENT
LOGIQUE ; ils donnent et expliquent, AVEC FIGURES A L’APPUI, toutes les no­
tions Indispensables à la saine compréhension du sujet; Ils cherchent à RENDRE
L’ASTROLOGIE VIVANTE ET ATTRACTIVE, et non à l'analyser comme un corps
sans âme; Ils vous amèneront à raisonner l'astrologie comme n’importe quelle autre
science et à ne rien accepter sans justification essentielle; ils visent également à
être AUSSI LIMITES QUE POSSIBLE. Au lieu de vous donner des centaines de
pages de notions détaillées, que l’on peut trouver dans certains excellents manuels
d’astrologie récemment publiés, ils vous donnent L'ESSENCE MEME DE CES
LIVRES, et vous apprennent à étudier utilement par vous-mêmes I

Nos Cours d'astrologie scientifique par correspondance constituent un guide


sûr qui évitera à l'étudiant les tâtonnements, les difficultés, les erreurs et les pertes
de temps, autrement Inévitables. Ils raccourcissent des deux tiers la durée normale
de formation d'un astrologue.

Le Cours par correspondance de l'institut Central Belge de Recherches Astro-


dynamiques a été divisé en trois parties (une quatrième partie — Spécialisations —
devant y être ajoutée par la suite).

1° Notions astronomiques indispensables (avec figures) et calculs motivés du


thème astrologique (dans tous les cas). Cette partie est essentielle; en effet
c’est là qu'on rencontre le plus d’erreurs et d’ignorance, même chez certains
professionnels.

2° Les bases de l'interprétation astrologique et leur logique, l’étude de la per­


sonnalité, du succès, des chances de fortune, de la santé, de la vie sentimen­
tale, de l’orientation professionnelle, etc... Cette deuxième partie explique le
pourquoi de l'interprétation, et l’on verra que la tradition a été souvent rap­
portée sous une forme trop étriquée, quoique ses bases soient exactes.

3° Les directions ou calculs des événements futurs et leurs justifications ou


clefs : directions symboliques, secondaires, primaires, thèmes solaires, etc...
Mêmes les directions primaires seront ici rendues facilement accessibles.
Le prix de chaque partie du cours a été fixé provisoirement à 250 francs belges
ou 60 belgas (étranger). Le cours entier à 625 francs ou 150 belgas (étranger). Ces
prix comprennent la correction des exercices accompagnant chaque leçon.

Les étudiants ayant suivi avec fruit les trois parties du cours obtlen-
nent un certificat susceptible d'être homologué par la Fédération
S® belge et la Fédération internationale des astrologues scientifiques.

On peut s'inscrire au siège de l’institut de Recherches Astro-dynamiques, ’


6, avenue de Sumatra, Uccle. Verser au compte-chèques Bruxelles n° 174.33 (Edi­
tions DEMAIN) ou Paris 1800.28 (G.-L. Brahy).

Renseignements et sommaire sur demande.

48
Connaissez-vous
les BULLETINS FINANCIERS
édités par l'INSTITUT DE RECHERCHES ASTRO-DYNAMIQUES
Avenue de Sumatra, 6, BRUXELLES (Longchamp)

L’Institut de Recherches Astro-dynamiques publie trois bulletins financiers : l'un


mensuel, qui parait vers le 20 ou le 25 de chaque mois, donne des directives générales
sur les tendances probables des marchés durant le mois suivant, c'est-à-dire qu'il
signale les mouvements essentiels avec des dates-repères aussi nettes que possible.
L'autre bulletin, hebdomadaire (ancien bl-mensuel), paraît au commencement de cha­
que semaine et donne, outre des commentaires en rapport avec les événements ré­
cents ou imminents, les tendances boursières probables pour chaque jour, en cours de
séô.ice Le service du bulletin hebdomadaire comprend celui du bulletin mensuel. Le
tirage de ces bulletins est limité à 75 exemplaires, afin de réserver nos indications à
une élite et de ne pas favoriser des spéculations excessives.
En mars, juin, septembre et décembre paraissent également des bulletins trimestriels
qui to n 1, adressés gracieusement à nos abonnés mensuels et hebdomadaires.
Parmi !cs indications données par le bulletin hebdomadaire figure ce que nous avons
apf.elé l’index boursier présumé. Cet index vise à chiffrer, sous une forme malhéma-
i.qi u, la valeur totale de tous les influx cosmiques en vigueur au jour étudié; non pas
: - . i ’einent des influx qui sont à leur maximum ce jour-là, mais de tous les influx possi-
peu importe qu'ils soient en voie de naissance ou d’expiration, à leur minimum
ou u ieur apogée; pourvu qu’ils agissent tant soit peu, ils sont enregistrés à leur valeur
c . 1 mative. Cet index ne donne évidemment pas une courbe absolument parallèle à
courbe boursière, mais il s’en rapproche très sensiblement et souvent même d’une
façon frappante; il synthétise en tout cas les tendances économique, politique et sociale
qui conditionnent les fluctuations des valeurs. Cet index est d’ailleurs accompagné de
commentaires et indications auxiliaires qui permettent de l’approprier facilement. En
dernière analyse l'opinion de l’institut, est formulée pour chaque jour et chaque période.
Inutile de dire que c’est là un véritable travail de bénédictin, mais les résultats obte­
nus depuis la publication de cet Index boursier présumé ont été remarquables. Pour
vous en convaincre il suffit de· vous reporter au diagramme boursier pour 1934 paru
dans le n° 8 (9e année) de la revue, et dont un spécimen vous sera envoyé sur simple
demande. Même d’un jour à l’autre, les variations des cours peuvent être assez nette­
ment prévues, grâce surtout aux indications complémentaires qui accompagnent
l’index boursier présumé.
Il va de soi qu'en aucun cas les Bulletins financiers de l'institut de Recherches Astro-
dynamiques ne constituent de la divination. Ils ne représentent, en somme, que l’appli­
cation à la Bourse d’un bulletin analogue aux prévisions météorologiques publiés par
les Observatoires. Tout comme ces dernières prévisions, les pronostics fournis par les
Bulletins financiers de l’institut de Recherches Astro-dynamiques sont susceptibles de
se réaliser avec un sérieux pourcentage de probabilités (environ 85 %) sans plus. De
ce fait ils permettent véritablement d’éliminer les risques des opérations sur valeurs
mobilières.
Les lecteurs de la Revue qui désirent obtenir les conditions d’abonnements ou des
renseignements plus précis sont priés de s’adresser personnellement à
M. Gustave-Lambert BRAHY,
Directeur de l’institut de Recherches Astro-dynamiques,
Avenue de Sumatra, 6, à Bruxelles (Longchamp).
Elles liront d’ailleurs avec fruit l'ouvrage de M. G.-L. Brahy : Fluctuations boursières
et Influences cosmiques, qui expose l'idée maîtresse du système.

NOS BULLETINS
En avril nous avions annoncé des probabilités de
mouvements dans les changes et effectivement le dollar
et le franc français ont fléchis tous les deux.
ASTRONOMIE PRATIQUE DES ETOILES FIXES
pour leur utilisation rationnelle en astrologie
par Léon LASSON.
Morin de Villefranche, Cardan, Régiomontanus, tous ceux qui -furent astronomes
en môme temps que < maîtres » astrologues, savaient placer rationnellement les
étoiles .fixes dans un thème. Aujourd’hui, quand on se sert des étoies fixes, on le
fait en dépit du bon sens et les résultats ne sont pas brillants. Dans ce domaine,
comme dans les autres, il faut faire de l'astrologie astronomique. g
C'est pour celà que cette nouvelle brochure sur les < ETOILES FIXES » apporte : 0
des réponses aux « pourquoi » et aux < comment > que pose cette délicate question; S
des preuves statistiques ; 1
des tables pratiques donnant d'un coup d'œil la « position vraie » de 105 vto.îe«; 1
fixes, sous toutes les latitudes. *
En vente, au prix de 10 francs français (ou 15 francs belges) J
AU X EDITIONS DE LA REVUE « DEMAIN » h
et chez nos annonceurs. il

EIDO-CHIROGRAPHIE
Directeur : Jean-L.-B. LEONARD

STUDIO PSYCHOTECHNIQUE
9, rue de Portugal, BRUXELLES
Téléphone : 37.99.23

Analyse des formes et des lignes de la main.


Pour personnes ne pouvant se déplacer, envoyer les empreintes.
RENSEIGNEMENTS GRATUITS SUR DEMANDE.

•:îg ;·!-?:·i :: C.TW::· -···· 'ww ’!;■•¡'«nu?. r<:«ii.Ti:!:.«iiii' i.ï iüt '.1iW-iitWiini«^^^
I BULLETIN D’ABONNEMENT |
R Monsieur le Directeur de DEMAIN Li.
1 Avenue de Sumatra, 6
S B R U X E L L E S (Longchamp)
g Veuillez m’inscrire pour un abonnement d'un an à votre revue; ¿3
g je verse à votre compte chèque » Paris 1800.28 (G.-L. Brahy) St
| vous envoie par mandat · Bruxelles 174.33 (Demain) Ri
| [ 48 fr. belges (pour la Belgique et le Grand-Duché de Luxembourg) §
\ 12,50 belgas ou 45 francs fr. ou 9 fr. suisses ou 4 florins (France, Ff
la somme de < Suisse, Hollande et pays, de l'Union postale). ÿ
Î 1 4 belgas (Angleterre, Italie, E.-Unis et autres pays hors Union g
postale). g
Veuillez me faire parvenir la revue à partir du n° ................................... paru le S
21 .................... ............................ (Bien spécifier la date de parution, la Revue jj
paraissant toujours avec deux mois d’avance sur l'époque que ses pronostics g
concernent : en mars pour mai, et ainsi de suite.) ü Ü
m g
Nom et prénoms ................................................................................. (Signature) g
Adresse ....... :.......................................................... J
Localité .................................................................................... 70 |
s
Avenue de Sumatra, 6, BRUXELLES (Longchamp) ■ ■ ■ ■ ■ ■
Vous pouvez vous procurer, sur simple versement au compte postal Bruxelles
174.33 (Demain) ou Paris 1800.28 (G.-L. Brahy), les éditions suivantes :

CARTES DU CIEL pour horoscopes, avec indications des étoiles fixes. Modèle déposé.
Prix : 6 francs les 25; Etranger : 1 belga 50 les 25 (ou 5,50 fr. fr).
20 > les 100; > 5 > les 100 (ou 18 fr. fr.)
Q U ’EST-CE QUE L'ASTROLOGIE? par G.-L. Brahy. - Une brochure de vulga­
risation, 32 pages, avec clichés et figures. — Prix : 5 francs; Etranger : 1 belga
(3.60 fr. fr.).
ENQUETE ASTROLOGIQUE SUR LA CATASTROPHE DE PATURAGES par
G.-L. Brahy et R. Brihay. Une brochure 32 pages. Etude détaillée, avec tableaux,
de 54 cas de mineurs mo-ts collectivemen;. — Prix : 4 francs; Etranger : 1 belga
(3.60 fr. fr.).
COMPTE-RENDU DU 2e CONGRES INTERNATIONAL D'ASTROLOGIE SCIENTI­
FIQUE, (Bruxelles, 15-20 juillet 1935). Une forte brochure de 142 pages repro­
duisant in extenso le texte de 23 communications avec de romb'eux schémas et
photographies. Tirage limité Derniers exemplaires — Prix : Belgique : 15 Panes;
Etranger : 3 belgas 75 (12,50 fr. fr.).
FLUCTUATIONS BOURSIERES ET INFLUENCES COSMIQUES, par G.-L. Brahy. -
Dans ce livre entièrement nouveau, qui intéressera tous les capitalistes e: tous
les hommes d'affaires, l'auteur détaille les effets constatables des fo’ ces cosmi­
ques sur les sociétés et les masses. C ’est là un véritable précis d’astrologie finan­
cière et mondiale, exposant minutieusement les règles qui permettent de prévoir
le déroulement probable des événements à n'importe quelle époque, les hausses
et les baisses boursières, les fluctuations journalières des marchés. L’étude porte
sur les années 1820 à 1940.
Un fort volume de plus de 200 pages, grand format 16x24, contenant de
nombreux clichés, tableaux et diagrammes. — Prix 50 francs Etranger : 13 bel­
gas (48 fr. fr.). Edition de luxe, avec dédidace de l’auteur : 75 francs. Etraraer :
18 belgas (65 fr. fr.).
SYNTHESE DE L'ŒUVRE DE PAUL CHOISNARD, par le vicomte Ch. de Herbais
de Thun. — Un livre de 160 pages, format 16x24.
La matière des quelque 30 ouvrages édités par Choisnard est condensée dans
ce livre, avec toutes ses conclusions et caractéristiques. L'exposé par rubriques
successives, la remarquable coordination des textes en rendent la consultation
facile. Ce livre est indispensable aux étudiants. — Prix : 35 francs; Etranger :
9 belgas (32 fr. fr.).
SYNTHESE DE L'INTERPRETATION ASTROLOGIQUE D’APRES LES PRINCIPAUX
AUTEURS MODERNES, par le Vicomte Ch. de Herbais de Thun. (V o ; r annonce
spéciale en tête de la Revue.)
MANUEL PRATIQUE D’ASTROLOGIE, par G. Antarès, avec préface de Gustave-
Lambert Brahy. — Le manuel le plus complet paru à ce jour, comportant plu­
sieurs chapitres entièrement originaux, une liste des principales villes du monde
avec leurs latitude et longitude, une liste des principales étoiles fixes et toutes
indicaions concernant l’heure officielle et l’heure d’été dans différents pays.
Table des matières sur demande. Un fort volume de près de 3C0 pages, fo r mat
16x22. 2 e édition revue et augmentée. — Prix : 28 francs (Belg que); Etranger :
7 belgas (25 fr. fr.).
LIVRES EPUISES (fournis d’occasion seulement; prix donnés à titre Indicatif; nous
consulter) :
Comment dresser votre horoscope, par O. de Landtsheer. Prix : plus ou
moins 4 à 6 belgas.
Contribution à l’Etude de l’Astro-dynamique, par G.-L. Brahy (très recher­
ché). Prix : plus ou moins 50 belgas.
P. S. — En cas d’envoi contre remboursement, nous majorons notre décompte de
2 francs (0,40 belga) pour couvrir nos frais d’écritures et de déplacement.
L B g S s
. ■
W = I Z g g n k f
5 g - - e
i¿ ?
Y 5
C - . d m M
n
X u o
K 4 II
we r m n
M / l ,e c rt
e
X V 1 C s q a n e
A E I 7 p u cl
N II N E 5 L n
t/ Q E E l e u t
. v u P P a l .l i
S V N H I P .f e H n e
L T o B d s d E HT è C m
O a u e it e MP p o t
e T m
(
d I l s o o
E u
M s e
i Oé
.8 e E E
4 D
R psor n 1
e v Ae b s
o R N u E s d l U id
C r E a n 9 r Rel f S a
e a
p G *o r s h 3 D
I D ID s v i t
e
i
e P d R E A 1
l R E l m
é
I sutc e ro 0 9 o t e
, u A S t a S N 3 S i c s e
A s A 1 d t- d ri i 7 u
rt h
e n
l
m T i R L G E
I éd e e 1 T T Qs r p qa A .t
C d U it
o A c t s s 9 R r u s
p v i r a i 6 E 3 ( U o p d
H e I o n I
T b m
mn
N Ü 1 Oe d p e e u ’
,. 1 T V élli a s 0 5
l. d R r a u t T A T re j tc n
S i v a
A 0 o ,s
1 e E a n Eg ( E N I ’l
D t u
T 0 s i
n . a tn 1
i a 8 r.f n h l e s
,6 C u - P 1 s N S
A ) I n
E è r e
D p r 8 : 7 o
j é n f
I n m o ü lu

r a I A
rii 5
G utar r. R
u O
' g E P° R e . A ti u e ) E Ne
e u t c
. u o
e N d r d P
r .s
s S E t c p
h u
d
C se e o U N A ,
e S o rp p
e C ) C m s e
p S R t q o
I c
A e a e 3 ( C I
S . u lc d
e ei o '
l
a S t E n
d tc 0
5 D
I d
O S e u r L 6
m ltv
o el
M e s p G A e
) s
i ru e
t
é N s d d a . U
c
a S e O u é g E ;
n s a
t se S i
i
q
A s
U u C c ill cn
a ,
u p C a é : u 1 B A A 1 b T d DT t S c L
e X p t
a 4 3 ,6 U V 0 e A e o h 3
, l s 5 ss / s
t R s v
i u é p re e
l
é U o u e 4 R E X I X . i s
n s ri n p ,8
B M m g ) , S N ll s O e i
e tii e u l a
u p t a l
L r rf
u d . c t e
o , s S v
e .
ru E e A A o ri T s
L
I n T e e ru ti S
e
e m c is
i m A
e
.x L m- d M u ri o
e t
c e e n
E st E e e U s p s u . , n p d u
g a T A s . o . v c o r
e e
U p S é n f é T Mu ra R e tr s
R é n d r S l l
a i X E r E g e s a s d
é e a é m o
ri C p e l
ig n â re
ir t p M U p h s Ot e
. cn C ir a ê Μt
S o i c R
ra J- h R s tr md o o
l o o é p S o a o ’ n c a . u l
a L
P id
R q a n c t
a Hm é A s u y Aet I
I u d 4 c e a I u l
o i a
n ir s
d
, tl o
e n l s
b V B
X e 6 q n ir
m M D v g
u d n e rt S s d e l
e ci R
I . se .2 : i
q E o o i c s lo o tr s A
m 5 u e u e o c e e t
o
. e 2 u e P p d e n s s . i t P
é Dc I
R
p 1 e é ' i'l
m n s p . R ig
a e t r U ro ri I
r f 0 , r u è P lP p . é Pv o L er e E
im .r ,s 9 A R ir
o n p rt c e a h s s
i s ,
é
ie r e i
a n n a A n Up
N d o e p l d c ë ts S c y c
Co N
P 1 I i u r e u h r e n I
e a 5 D q ss e — e
l te ’l o
s c ih e
r q d C
E M u n n s e t s è e a
n r e d io F , s e o u n n E
R e n d c r e t p e
t e c
B si L .s r o a t e h s s c e
E e n c Ae i , , e s (
F
e E .. d r c . t q
l
g C e e o ’ ^
A e
ll te R Mu r
a
S u a i n
i
q H x 4 l
p
mA d a c
u T f h a e
i ig o c
e
! a n tr s e n
e .r - ­ s ­ , ­ )
.
1 I.L M Ä

Vous aimerez peut-être aussi