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Primeros Pobladores de la Tierra

La Prehistoria es el período que abarca desde la aparición de la especie humana hasta la invención de la escritura, caracterizado por cambios lentos y el desarrollo de las primeras sociedades humanas. Los seres humanos se distinguen por su capacidad de lenguaje, pensamiento abstracto y la creación de herramientas, lo que les permitió modificar su entorno y desarrollar cultura. Este documento también aborda el proceso de hominización y la evolución de las especies, destacando la teoría de Charles Darwin sobre la adaptación y variación de las especies a lo largo del tiempo.

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Primeros Pobladores de la Tierra

La Prehistoria es el período que abarca desde la aparición de la especie humana hasta la invención de la escritura, caracterizado por cambios lentos y el desarrollo de las primeras sociedades humanas. Los seres humanos se distinguen por su capacidad de lenguaje, pensamiento abstracto y la creación de herramientas, lo que les permitió modificar su entorno y desarrollar cultura. Este documento también aborda el proceso de hominización y la evolución de las especies, destacando la teoría de Charles Darwin sobre la adaptación y variación de las especies a lo largo del tiempo.

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1.

La "Prehistoria"
H (+INFO)

El cerebro humano El período histórico que abarca desde la aparición de la


El tamaño relativo del cerebro humano especie humana hasta la invención de la escritura se conoce,
es mucho mayor que el del resto tradicionalmente, con el nombre de "Prehistoria". Es el período
de las especies animales. El cerebro de
más largo, ya que los cambios que se produjeron en su transcurso
un hombre adulto hoy es mucho más
fueron muy lentos.
grande que el de un elefante, mientras
que su cuerpo es, notoriamente, menor
en tamaño.
En los animales, el cerebro está Los primeros pobladores del mundo
compuesto básicamente por la
T r a d i c i o n a l m e n t e , se d e n o m i n a P r e h i s t o r i a a toda l a historia h u m a n a anterior
llamada materia blanca, que permite
a l a invención de la escritura, es decir, l a historia antes de l a h i s t o r i a . Esta c o n -
las funciones que son automáticas
cepción d e l período se r e l a c i o n a c o n el h e c h o de que, p o r m u c h o t i e m p o , los
y reiterativas, básicamente las de
historiadores p r i v i l e g i a r o n las fuentes escritas. Por ese m o t i v o , se consideraba
supervivencia (alimentarse, reproducirse,
q u e l a H i s t o r i a había c o m e n z a d o c u a n d o los p u e b l o s e m p e z a r o n a u t i l i z a r la
escapar del peligro). En cambio, el
escritura.
cerebro humano está compuesto por
E n la actualidad, para referirse a este período, que abarca desde la aparición
materia blanca y un mayor porcentaje
de la especie h u m a n a en l a Tierra hasta la invención de la escritura, se suele u t i -
de materia gris que es, justamente,
lizar el c o n c e p t o de primeras sociedades humanas, o b i e n , el de sociedades
aquella donde se generan el habla y
ágrafas, es decir, s i n escritura. Para el estudio de este período se u t i l i z a n f u e n -
el pensamiento abstracto. El cerebro
tes materiales y visuales, m u c h a s de ellas recuperadas a través de excavaciones
humano tiene además circuitos
arqueológicas.
neuronales especializados; por ejemplo,
la llamada zona de Broca, que controla
el habla. La especie humana
La especie h u m a n a tiene u n a serie de características particulares que l a defi-
n e n c o m o t a l y l a d i s t i n g u e n de otras especies a n i m a l e s . E n p r i m e r lugar, los
seres h u m a n o s son gregarios, es decir, su v i d a transcurre e n grupos. Esta carac-
terística es s i m i l a r a la de otros mamíferos, c o m o los felinos y los p a q u i d e r m o s .
Pero a diferencia de esos animales, la especie h u m a n a c a m i n a erguida sobre sus
piernas, tiene pulgares opuestos, que le o t o r g a n m a y o r p o s i b i l i d a d de prensión,
y posee u n lenguaje (+ INFO).
E l lenguaje h u m a n o es m u y peculiar, es m u c h o más que u n a e m i s i ó n de
s o n i d o s que e x p r e s a n sensaciones i n m e d i a t a s , c o m o " p e l i g r o " , " c o r t e j o " , o
relaciones c o m o " h a m b r e - c o m i d a " . E n los seres h u m a n o s , los s o n i d o s e m i t i -
dos, o sea, el habla, s o n expresión de u n a conceptualización: el h o m b r e p r i m e -
ro piensa y luego n o m b r a . El lenguaje p e r m i t e a la especie h u m a n a anticiparse
a u n a acción o situación y planificar a partir de ella.
A través d e l lenguaje, los seres h u m a n o s c o n o c e n , c o m p r e n d e n y m o d i f i -
c a n el m e d i o e n el que v i v e n . E l uso d e l lenguaje p e r m i t e realizar abstraccio-
nes conceptuales. Por ejemplo, el s o n i d o " c o m i d a " i n v o l u c r a m u c h a s más ideas
que "satisfacer el h a m b r e " . Entre otras cosas, evoca u n a situación social y u n
c o n j u n t o de gustos.
L a p o s i b i l i d a d de a n t i c i p a c i ó n p e r m i t e a los seres h u m a n o s modificar la
n a t u r a l e z a ; p o r ejemplo, el ser h u m a n o c u a n d o tiene frío se acerca al fuego, al
igual que cualquier mamífero, pero, además, le puede dar a ese elemento otros
usos y, también, crearlo. L a p r i m e r a modificación de la naturaleza que realizó
la especie h u m a n a fue l a f a b r i c a c i ó n de h e r r a m i e n t a s para usos específicos.
En esta i m a g e n p u e d e Los seres h u m a n o s , al m o d i f i c a r la naturaleza, realizan u n a creación exclusiva-
o b s e r v a r s e la posición mente h u m a n a : la cultura.
e r g u i d a y el p u l g a r o p u e s t o M e d i a n t e e l l e n g u a j e , l a especie h u m a n a p u e d e , a d e m á s , transmitir sus
y prensil del h o m b r e ,
e x p e r i e n c i a s a las nuevas generaciones y, de esta manera, evitan que esas nue-
e n c o m p a r a c i ó n c o n las
características d e u n m o n o .
vas generaciones tengan que repetir los aprendizajes de sus mayores.

34
Digitalizado por Sergio A. Vegas
CONCEPTOS CLAVE

Primeras Periodización
u
sociedades humanas Proceso de
Lenguaje hominización

(+INF0)
Periodización
El h o m b r e , c o m o especie, surgió hace alrededor de cuatro m i l l o n e s de años
en la región de Etiopía, e n el c o n t i n e n t e a f r i c a n o . M u y l e n t a m e n t e estos p r i -
ERAS G E O L Ó G I C A S
meros seres h u m a n o s f u e r o n p o b l a n d o el p l a n e t a e n su c o n j u n t o . Esta o c u -
pación d e l t e r r i t o r i o fue m u y l e n t a y siguió diversos c a m i n o s . L a búsqueda y
ocupación de estos nuevos espacios dependió, por l o general, de las necesida- Era Duración
des a l i m e n t i c i a s de los grupos h u m a n o s y, también, de las posibilidades técni-
cas para superar dificultades. L a h i s t o r i a de la o c u p a c i ó n del espacio terrestre Precámbrica
4 . 5 0 0 a 5 4 0 m i l l o n e s d e años
antes d e l p r e s e n t e .
es, entonces, l a de c ó m o los grupos h u m a n o s se r e l a c i o n a r o n c o n la naturale-
za y la m o d i f i c a r o n . 5 4 0 a 2 5 0 m i l l o n e s d e años
Paleozoica
Pero los seres h u m a n o s n o f u e r o n los primeros seres vivos del planeta, sino antes d e l presente.

que aparecieron en u n período m u y reciente desde el p u n t o de vista geológico. 2 5 0 a 6 5 m i l l o n e s d e años


Mesozoica
Los geólogos u t i l i z a n u n a periodización para m e d i r los c a m b i o s e n el planeta. antes d e l presente.

B planeta vivió cuatro eras geológicas: precámbrica, paleozoica, m e s o z o i c a y


6 5 m i l l o n e s d e años a 3 . 0 0 0
Cenozoica
cenozoica, cada u n a de ellas s u b d i v i d i d a en edades. Recién en la era cenozoi- años antes d e l p r e s e n t e .

ca, en el período terciario, apareció el ser h u m a n o (+ INFO).


Los a r q u e ó l o g o s , p o r su parte, h a n d i v i d i d o l a h i s t o r i a de l a h u m a n i d a d
en diferentes edades a partir de las h e r r a m i e n t a s c o n s t r u i d a s p o r el h o m b r e ,
d e p e n d i e n d o de los materiales, de las t é c n i c a s de f a b r i c a c i ó n y de los usos
dados a estos i n s t r u m e n t o s . Las edades arqueológicas s o n la Edad de piedra y
la Edad de los metales. C a d a edad, a su vez, tiene sub-períodos.
I ...y Estrategias de estudio
En este capítulo estudiarán a los p r i m e r o s grupos h u m a n o s e n dos grandes
r-eríodos de l a E d a d de p i e d r a : el Paleolítico y el N e o l í t i c o . A m b a s épocas se
n g u e n p o r l a organización social, los patrones de a s e n t a m i e n t o y las for- Para comprender que el hombre
mas culturales de las sociedades, las formas de conseguir a l i m e n t o s , las herra- apareció en un período muy reciente
m i e n t a s u t i l i z a d a s , etc. E l p e r í o d o Paleolítico c o m e n z ó , a p r o x i m a d a m e n t e , para la historia de la vida en el planeta
hace 2 m i l l o n e s de años y duró hasta hace 10.000 años. L a d i f e r e n c i a f u n d a - Tierra, observen el cuadro sobre las
tal entre a m b o s períodos es que d u r a n t e el Paleolítico los grupos h u m a - eras geológicas y la línea de tiempo
nos eran cazadores-recolectores, mientras que en el período Neolítico d o m i - sobre las edades arqueológicas. T e n g a n
>n la agricultura y la g a n a d e r í a . H a c i a el f i n a l d e l Neolítico, los grupos en cuenta que la vida sobre el planeta
. m a n o s i n c o r p o r a r o n el trabajo de los metales. P r i m e r o , e l a b o r a r o n piezas existe desde la era precámbrica, pero los
de cobre y p o s t e r i o r m e n t e , m e d i a n t e l a a l e a c i ó n de ese m e t a l y e l e s t a ñ o , mamíferos y, posteriormente, el hombre
o b t u v i e r o n e l b r o n c e . A l g u n o s p u e b l o s d o m i n a r o n el trabajo d e l h i e r r o , e l surgieron durante la era cenozoica.
metal más resistente.

EDADES ARQUEOLOGICAS

\ 2 millones 600.000 100.000 40.000 10.000 8.000 5.000 3.000


de años


antes del
presente

EDAD DE LOS
METALES
Cobre

Bronce

Hierro

EDAD DE LA PIEDRA

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Digitalizado por Sergio A. Vegas
C+INFO)
El proceso de hominización
Se d e n o m i n a proceso de h o m i n i z a c i ó n al proceso a través del c u a l la especie
La evolución de las especies h u m a n a se formó y c a m b i ó hasta tener las características actuales. C o m p r e n d e
El pionero en brindar una teoría sobre tanto cambios biológicos, es decir, m o d i f i c a c i o n e s físicas que gradualmente dis-
la evolución de las especies fue Charles t i n g u i e r o n a l a especie h u m a n a hasta llegar a la f o r m a biológica actual, c o m o
Darwin (1809-1882), naturalista inglés características culturales.
que se dedicó a la observación de
Según la t e o r í a de l a e v o l u c i ó n , f o r m u l a d a p o r p r i m e r a v e z p o r C h a r l e s
distintas especies, quien concluyó que
D a r w i n (+ INFO), las especies s u f r e n m o d i f i c a c i o n e s b i o l ó g i c a s a l o largo d e l
estas variaban según épocas y lugares
t i e m p o . Estas m o d i f i c a c i o n e s o m u t a c i o n e s están r e l a c i o n a d a s c o n c a m b i o s
a partir de su adaptación al medio.
e n el m e d i o a m b i e n t e e n el que v i v e n . ¿ C ó m o se p r o d u c e n esas m o d i f i c a c i o -
Sus posturas fueron recogidas por la
nes? Los i n d i v i u o s de u n a especie presentan diferencias en sus características.
comunidad científica y, actualmente,
A l g u n a s de esas v a r i a n t e s s o n p o s i t i v a s , p o r q u e les p e r m i t e n v i v i r e n deter-
con algunas variaciones y observaciones
m i n a d o s a m b i e n t e s . C u a n d o o c u r r e n c a m b i o s e n el a m b i e n t e , se p r o d u c e l a
a la teoría original, todos los científicos
selección de a q u e l l o s i n d i v i d u o s c o n las mejores a d a p t a c i o n e s , es decir, c o n
siguen sus postulados.
las características que les p e r m i t e n v i v i r y sobrevivir e n él. Los organismos que
s o b r e v i v e n a los c a m b i o s s o n los más aptos y podrán r e p r o d u c i r s e e n m a y o r
c a n t i d a d . Así, e n las siguientes generaciones, más i n d i v i d u o s de l a p o b l a c i ó n
irán p r e s e n t a n d o esa característica que les p e r m i t i ó s o b r e v i v i r a sus p r o g e n i -
Glosario tores. D e esta m a n e r a , algunas especies se t r a n s f o r m a n y se a d a p t a n a nuevas
c o n d i c i o n e s , y otras desaparecen.
* Primates: Mamíferos con D e a c u e r d o c o n las i n v e s t i g a c i o n e s de los especialistas, l a especie h u m a n a
extremidades terminadas en cinco surgió a partir de la evolución de u n a rama particular de los p r i m a t e s , llamados
dedos, con el pulgar oponible a los h o m í n i d o s . E l proceso de h o m i n i z a c i ó n c o m e n z ó , hace u n o s cuatro m i l l o n e s
demás dedos, lo que les permite de años, c u a n d o los bosques d e l África o r i e n t a l se t r a n s f o r m a r o n e n sabanas
agarrar objetos; y los ojos en la parte semidesérticas. Los p r i m i t i v o s h o m í n i d o s que h a b i t a b a n esas sabanas sufrieron
central de la cabeza, lo que posibilita paulatinos cambios biológicos que les p e r m i t i e r o n adaptarse a las nuevas c o n -
una visión periférica. De los primates d i c i o n e s ecológicas. P r i m e r o , a s u m i e r o n u n a posición erguida, que les p o s i b i -
evolucionaron distintos tipos de monos litaba u n a m a y o r v i s i b i l i d a d entre los pastizales altos y que liberaba sus patas
(chimpancés, gorilas y orangutanes) y delanteras, que se t r a n s f o r m a r o n e n m a n o s para manejar objetos. Además, su
el hombre. rostro se a p l a n ó y, c o m o c o n s e c u e n c i a , sus ojos q u e d a r o n u b i c a d o s de m a n e -
* Sabana: Llanura extensa ubicada ra f r o n t a l , l o que les permitió u n a mejor visión periférica. Por último, su capa-
en climas tropicales, con vegetación c i d a d craneal a u m e n t ó y su cerebro fue capaz de operaciones c o m p l e j a s que,
herbácea y árboles dispersos, cuya j u n t o c o n el desarrollo de sus cuerdas vocales, f a c i l i t a r o n el paso de los sonidos
altura no supera los diez metros. articulados al desarrollo del h a b l a c o m p l e j a .
Generalmente, son zonas de transición
entre bosques y estepas.

Australopiteco
La e v o l u c i ó n de

los h o m í n i d o s .

Homo
sapiens

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Las ramas del proceso de hominización
ACTIVIDADES
El proceso de hominización fue m u y lento y los cambios fueron paulatinos. E n
la actualidad, los paleontólogos consideran que h u b o varias ramas de homínidos Estrategias de estudio
que se desarrollaron más o m e n o s al m i s m o t i e m p o e n el c o n t i n e n t e africano.
Pero solo u n a de esas ramas d i o origen al h o m b r e m o d e r n o .
1. Subrayen en estas páginas aquellas
La primera rama apareció en el África oriental, hace unos 4 m i l l o n e s de años,
características de los homínidos que son
y se la conoce c o n el n o m b r e de australopiteco. Estos h o m í n i d o s tenían u n a
biológicas y aquellas que son culturales,
posición erguida y eran capaces de usar herramientas simples.
es decir, producto de la acción humana.
La s e g u n d a r a m a fue el h o m o habilis, q u e vivió e n t o d o el África hace
2. A r m e n en sus carpetas un cuadro
2 m i l l o n e s de años. Se lo l l a m a así porque tenía la " h a b i l i d a d " de fabricar herra-
sinóptico para cada rama de homínido
mientas sencillas y construir sus propias viviendas rudimentarias.
donde se distingan claramente las
El homo erectus surgió hace 1,5 m i l l o n e s de años y fue el p r i m e r h o m í n i d o
características de cada uno. D i s e ñ e n el
cuyos restos se h a n encontrado fuera del África. Este h o m í n i d o refino el arte de
cuadro dividido en cuatro columnas con
ricar herramientas y alcanzó el d o m i n i o del fuego.
los siguientes títulos:
Hace u n o s 100.000 años apareció el hombre de Neanderthal, l l a m a d o así
• Tipo de homínido
porque sus primeros restos f u e r o n encontrados en el valle (thal, e n alemán) de
• Cuándo vivió
..nder, en la actual A l e m a n i a . Este h o m í n i d o tenía rasgos m u y similares a los
• Dónde vivió
hombres m o d e r n o s y era cazador. Fabricaba herramientas más elaboradas, de-
• Características principales
sarrolló u n lenguaje capaz de expresar ideas complejas y enterraba a sus muertos.
Dividan el cuadro en tantas filas como
Por último, hace u n o s 100.000 años, surgió en el África el h o m o sapiens,
sean necesarias para incluir todos los
el a n t e p a s a d o d i r e c t o d e l h o m b r e m o d e r n o . E l h o m o sapiens y el h o m b r e
tipos de homínidos mencionados en esta
it N e a n d e r t h a l c o n v i v i e r o n hasta hace u n o s 20.000 años e n el África, Asia y
página.
Europa.

Los primeros h o m í n i d o s

Referencias
A Océano • Australopiteco
Glacial Ártico Homo habilis
• Homo erectus Si ingresan al sitio w w w . y o u t u b e . c o m ,
. Hombre de Neanderthal y en su buscador tipean "La guerra del
f u e g o " , encontrarán fragmentos de la
película de ese nombre, dirigida por Jean
jacques A n n a u d . A n a l i c e n : ¿Qué ramas
de la hominización están presentes?

i
¿En qué se distinguen una de la otra?
¿Qué importancia tiene el fuego para los
personajes? ¿Cómo se relacionan con el
medio ambiente y entre ellos?

Océano
[Atlántico

Escala gráfica
0 2.000 4.000 km
" I I I I

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2. El período Paleolítico
(+INFO)
El período conocido con el nombre de Paleolítico es el más largo
Depredadores en la historia de la humanidad. C o m e n z ó aproximadamente
La obtención de alimentos durante el hace dos millones de años y culminó alrededor de 10.000
período Paleolítico se realizaba a partir
años antes del presente. En ese largo lapso, los seres humanos
de una actividad depredadora,
recorrieron los primeros tiempos de su historia y produjeron
es decir, aprovechando la capacidad de
alimentarse de otras especies. En esto, cambios que, muy lentamente, modificaron la relación del seri^
la especie humana no se distingue de humano con el ambiente.
otros animales. Sin embargo, estableció
una diferencia fundamental cuando a
su capacidad biológica de ser carroñero La alimentación: de carroñeros a cazadores
le agregó una capacidad cultural, la de
El Paleolítico fue el p r i m e r período en la historia de la h u m a n i d a d . Durante esta
fabricar herramientas que lo convirtieron
etapa, la especie h u m a n a se diferenció progresivamente de los animales p o r el
en cazador.
t i p o de relación que sostenía c o n el a m b i e n t e n a t u r a l , al que m u y l e n t a m e n t e
fue m o d i f i c a n d o .
Los p r i m e r o s h o m b r e s eran c a r r o ñ e r o s , es decir, se a l i m e n t a b a n de restos
de a n i m a l e s muertos, a b a n d o n a d o s p o r otros predadores, o que habían m u e r -
to de f o r m a n a t u r a l . También se a l i m e n t a b a n de los frutos que crecían de mane-
ra silvestre, de huevos y de pequeños animales que habitaban en espacios acuáti-
cos, c o m o tortugas o moluscos. Esta f o r m a de alimentación, al aprovechar lo que
el m e d i o les ofrecía, n o requería la utilización de herramientas específicas n i de
u n a organización social particular. Los grupos h u m a n o s se trasladaban c o n t i n u a -
mente en búsqueda de alimentos.
C o n el paso del t i e m p o , los seres h u m a n o s c o m e n z a r o n a cazar para conse-
guir a l i m e n t o . La c a z a requería la utilización de h e r r a m i e n t a s y, también, cierta
organización entre los i n d i v i d u o s para coordinar la actividad. Se supone que las
presas buscadas eran animales medianos y grandes, c o m o l o atestiguan los restos
de las pinturas encontradas en cuevas. Estos animales, que v i v e n en manada, n o
podían ser cazados de manera i n d i v i d u a l , y este fue el m o t i v o por el cual los seres
h u m a n o s del Paleolítico crearon las p r i m e r a s f o r m a s d e o r g a n i z a c i ó n s o c i a l .
Las presas cazadas eran generalmente mamíferos herbívoros, ya que estos a n i m a -
Durante el Paleolítico, les son menos agresivos y más lentos que los carnívoros, v i v e n en grupos grandes
los hombres aprendieron de i n d i v i d u o s y son más fáciles de localizar porque suelen pastar cerca de cursos
a hacer instrumentos de de agua (+ INFO).
piedra, c o m o esta hacha
La caza se c o m p l e m e n t a b a c o n la r e c o l e c c i ó n de otros a l i m e n t o s : p o r ejem-
con m a n q o de madera.
plo, huevos y diversas especies vegetales, c o m o cereales y frutos silvestres; y c o n
la p e s c a de variedades acuáticas, c o m o peces y moluscos.
Estos c a z a d o r e s - r e c o l e c t o r e s eran n ó m a d e s , es decir, se trasladaban c o n -
t i n u a m e n t e s i g u i e n d o a las m a n a d a s de a n i m a l e s y b u s c a n d o frutos para a l i -
mentarse. E l desarrollo de estas actividades económicas requirió de la h a b i l i d a d
h u m a n a para fabricar herramientas.

Los hombres del Paleolítico utilizaban los


elementos que les brindaba la naturaleza
para su a l i m e n t a c i ó n y para la f a b r i c a c i ó n
de sus herramientas.

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Paleolítico
Poblamiento
Cazadores-recolectores
7 Herramientas
Grupos humanos

(+INF0)
En constante movimiento
la búsqueda de a l i m e n t o s , los g r u p o s h u m a n o s f u e r o n , p a u l a t i n a m e n t e ,
La d a t a c i ó n de los restos
p o b l a n d o distintas partes del globo. C o m o l a fuente de a l i m e n t o tenía u n lími-
La mejor forma de datar restos
itural, los grupos h u m a n o s n o podían ser m u y grandes, se cree q u e estaban
orgánicos antiguos, es decir, determinar
compuestos, e n general, p o r entre v e i n t e y sesenta personas, y n i n g ú n g r u p o
su antigüedad, es mediante la técnica
superaba las cien personas. Es posible que, e n varios m o m e n t o s y de manera per-
de medición por c a r b o n o 14. El
:-.ente, estos se d i v i d i e r a n y buscaran por caminos distintos sus fuentes de ali-
carbono 14 es un radioisótopo (los
tos. Se supone que las distintas corrientes h u m a n a s fueron p o b l a n d o , de esta
isótopos son átomos de un mismo
manera, los diversos espacios.
elemento químico que tienen distinta
Esta o c u p a c i ó n d e l t e r r i t o r i o e r a m u y p a r t i c u l a r , y a q u e estos g r u p o s
masa; por extensión, un radioisótopo
nanos eran n ó m a d e s . Cada u n o ocupaba u n territorio familiar, c o n o c i -
es un isótopo radioactivo), que se
d o , de m a n e r a t e m p o r a r i a , y se trasladaba d e n t r o de él según l a d i s p o n i b i l i -
encuentra en todos los seres vivos.
dad de agua, a l i m e n t o y abrigo, e n las distintas épocas d e l a ñ o .
Cuando un ser vivo muere, la cantidad
E n u n p r i n c i p i o , los h o m b r e s b u s c a b a n a b r i g o e n f o r m a c i o n e s naturales,
de carbono 14 que contiene su
c o m o cuevas o l o m a d a s . L e n t a m e n t e , c o m e n z a r o n a u t i l i z a r , según el m e d i o
organismo se va desintegrando a una
en e l q u e vivían, algunas v i v i e n d a s p r e c a r i a s , elaboradas c o n pieles de a n i -
velocidad estable (se reduce a la mitad
males, rocas y ramas. Estas v i v i e n d a s podían armarse y desarmarse fácilmente.
cada 5.730 años). Si se calcula la
do e l g r u p o se trasladaba, dejaba atrás ramas y rocas, y t r a n s p o r t a b a las
cantidad de carbono 14 que contenía
—.•eles utilizables. M u c h o s de esos elementos, q u e q u e d a b a n c u a n d o los grupos
el organismo al momento de morir y
a b a n d o n a b a n u n lugar, f u e r o n los que p e r m i t i e r o n que los arqueólogos recons-
se conoce la que actualmente posee, es
fcuyeran c ó m o vivían esos primeros seres h u m a n o s (+ INFO).
posible establecer la fecha en que un
organismo murió y, por lo tanto,
su antigüedad.
Difusión del h o m o sapiens e n el planeta

175 Referencias
• Restos fósiles del Australopiteco (-4.000.000 a - 1.600.000)
Océano Difusión del Homo erectus (-180.000 a -50.000)
í • Restos fósiles del Hombre de Neanderthal (-120.000 a-30.000)
Glacial Ártico Difusión del Homo sapiens

Avance glaciar (-120.000 n-in nnn) -35.000 a - 1 5 ^ 0 ° - ^

Océano
Pacífico

D u r a n t e e l Paleolítico, los h o m b r e s
construían v i v i e n d a s d e s m o n t a b l e s ,
q u e p o d í a n ser t r a s l a d a d a s c u a n d o
c a m b i a b a n d e habitat.

Escala gráfica
) 2.000 , ' 4 . 0 0 0 km
I I I ~< •••

Digitalizado por Sergio A. Vegas


Las herramientas
Las p r i m e r a s h e r r a m i e n t a s f u e r o n s i m p l e m e n t e elementos naturales - r o c a s
para partir frutos, ramas para alcanzarlos, piedras filosas para separar la carne del
cuero de u n a n i m a l - , que eran utilizados en el m o m e n t o y luego, desechados.
Hace alrededor de dos o tres m i l l o n e s de años, los h o m b r e s c o m e n z a r o n a
fabricar herramientas. Las primeras eran m u y simples: rocas golpeadas entre sí
para p r o d u c i r filos; o formas más específicas, c o m o los p r i m i t i v o s cuchillos y
hachas, según sus necesidades. Estas herramientas f u e r o n haciéndose, progresi-
vamente, más complejas y sofisticadas, y ya n o f u e r o n abandonadas, sino c o n -
servadas y perfeccionadas.

La p r i m e r a técnica de fabricación de herramientas fue la p e r c u s i ó n : se trabaja-


ba g o l p e a n d o u n a roca c o n t r a otra para p r o d u c i r f i l o . Más adelante, se utilizó
la técnica de t a l l a , m e d i a n t e la c u a l u n a roca daba f o r m a a otra, p r o d u c i e n -
do u n filo doble. Más adelante, hace a p r o x i m a d a m e n t e 40.000 años, c o m e n z a -
r o n a fabricarse herramientas más complejas, para realizar diversas tareas y c o n
m a y o r precisión, hechas c o n otros materiales, c o m o huesos o m a d e r a s .
Las excavaciones arqueológicas realizadas en Europa, Asia y África muestran
que en los diferentes espacios naturales se u t i l i z a b a n herramientas distintas. Por
e j e m p l o , e n Asia a b u n d a b a n los mazos y e n E u r o p a , las hachas. Estas diferen-
cias, probablemente, se d e b a n a la d i s p o n i b i l i d a d de materiales de cada lugar,
para fabricar herramientas, y el uso que se les daba, de acuerdo c o n el t i p o de
animales que se cazaban.
N o es p o s i b l e e n t o n c e s h a b l a r de u n d e s a r r o l l o l i n e a l , d o n d e u n t i p o de
herramienta sucede a otra, s i n o de varios c a m i n o s distintos, de ensayo y error,
Las h e r r a m i e n t a s d e l Paleolítico e r a n por m e d i o de los cuales los primeros seres h u m a n o s forjaron sus primeras herra-
f a b r i c a d a s c o n p i e d r a s t a l l a d a s , a las q u e mientas, t r a n s f o r m a n d o así su m e d i o natural.
a v e c e s se les i n c o r p o r a b a u n m a n g o d e
m a d e r a para utilizarlas, p o r e j e m p l o , c o m o
h a c h a s . L o q u e se h a c o n s e r v a d o h a s t a el
El dominio del fuego
p r e s e n t e s o n las p a r t e s d e p i e d r a .
Para los primeros grupos h u m a n o s , el d o m i n i o del f u e g o implicó u n
c a m b i o importantísimo, tanto por sus usos c o m o por l o que significó
en términos de c o n t r o l de los elementos naturales.
El fuego se utilizaba para cocer alimentos, para abrigarse, defender-
se de otros depredadores, alumbrarse en las noches y c o m o u n a herra-
m i e n t a más, y a que c o n él se podía, p o r e j e m p l o , acorralar a n i m a l e s
de caza y calentar piedras para p r o d u c i r otras herramientas.
L o s especialistas c o n s i d e r a n q u e es m u y p r o b a b l e q u e los seres
h u m a n o s h a y a n a p r e n d i d o a crear el fuego a partir de la observación
de su presencia e n la n a t u r a l e z a ; p o r e j e m p l o , e n i n c e n d i o s p r o v o -
cados p o r la caída de u n rayo, y por la e x p e r i m e n t a c i ó n . Las formas
más sencillas de p r o d u c i r fuego i n c l u y e n frotar ramas secas o golpear
dos piedras, entre sí, para generar chispas, a las que rápidamente se
agregan hojas y cortezas secas para que se e n c i e n d a n .

Un hombre enciende
el f u e g o m e d i a n t e la
técnica d e la f r o t a c i ó n .

40
Digitalizado por Sergio A. Vegas
las formas de organización social ACTIVIDADES
C o m o y a v i e r o n , el límite natural a la d i s p o n i b i l i d a d de alimentos f u n c i o n a b a /
c o m o freno para el c r e c i m i e n t o de la población h u m a n a . Los hombres y muje- Conceptos y relaciones
res del Paleolítico vivían en grupos n o m u y grandes, llamados b a n d a s .
Las bandas estaban integradas p o r n o más de c i e n i n d i v i d u o s , relacionados
entre sí a través de vínculos de parentesco. Podían tener u n jefe, probablemen- 1 O r g a n i c e n la información sobre
te u n líder c o n o c e d o r de las fuentes de a l i m e n t o s . Su liderazgo era i n f o r m a l y el período Paleolítico en una red
podía ser reemplazado p o r otro líder que guiara mejor al grupo en sus activida- conceptual, de acuerdo con el siguiente
des de subsistencia. esquema.
Dentro de estos grupos h u m a n o s existían algunos m i e m b r o s que n o podían 2. Indiquen, sobre las flechas, las
proveerse de a l i m e n t o s p o r sí m i s m o s : los n i ñ o s . Los m i e m b r o s a d u l t o s d e l relaciones entre los distintos conceptos.
grupo los a l i m e n t a b a n y c u i d a b a n hasta que estaban e n c o n d i c i o n e s de colabo-
rar en la búsqueda de alimentos.
Nómades Organización
Los h o m b r e s y mujeres d e l Paleolítico n o vivían m u c h o s a ñ o s ; se c a l c u l a social
que su esperanza de v i d a " se h a l l a b a entre los t r e i n t a y cuarenta años, dadas
¡as duras c o n d i c i o n e s de v i d a y alimentación. Además, las actividades cazado-
-¿5 los hacían m u y propensos a tener accidentes, a causa de los cuales morían o
quedaban m u t i l a d o s . Los i n d i v i d u o s demasiado heridos, enfermos o viejos que
•ir
PALEOLITICO
no podían seguir al grupo e n su m o v i m i e n t o constante, es probable que fueran
dejados atrás.
Cazadores- Herramientas
recolectores

Blctividades sociales
búsqueda d e a l i m e n t o s era u n a a c t i v i d a d grupal, que realizaban todos los
m i e m b r o s d e l g r u p o e n c o o p e r a c i ó n . Para la caza, el g r u p o rodeaba la m a n a -
da a cazar, i n t e n t a n d o separar u n o o varios i n d i v i d u o s del c o n j u n t o ; algunos
hombres producían sonidos para dirigir los animales h a c i a otros cazadores del
erupo, que les daban muerte. E n otra partida de caza, las funciones de los parti- Glosario
cipantes podían cambiarse entre sí.
E n el Paleolítico n o existía u n a división d e l trabajo o especialistas; t o d o s * Esperanza de vida: Cantidad de años
s miembros del g r u p o p a r t i c i p a b a n de la a c t i v i d a d p r i n c i p a l : la búsqueda de promedio que se espera que viva una
itos, refugio y agua. Probablemente, existió u n a d i v i s i ó n s e x u a l de las persona en una sociedad determinada.
s. es decir que h o m b r e s y mujeres cumplían distintas f u n c i o n e s . Se cree
oae la caza era u n a a c t i v i d a d m a s c u l i n a y las mujeres se dedicaban a cuidar de
ta campamentos, de los n i ñ o s , los ancianos y los enfermos del grupo, y de la
• c a e c c i ó n de frutos en las cercanías de los campamentos.

A n i m a l e s d e c a z a p i n t a d o s e n las p a r e d e s d e u n a c u e v a .

T ó t e m e n S t a n l e y Park,
Vancouver, Canadá.
Los g r u p o s h u m a n o s
d e l Paleolítico a d o r a b a n
animales y objetos
d e la n a t u r a l e z a q u e
s i m b o l i z a b a n distintas
cualidades, c o m o p o r
e j e m p l o , la f u e r z a
y el v a l o r .

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3. El período Neolítico
Durante este período se produjo una transformación fundamental
en la historia de la humanidad: la aparición de la agricultura y
la domesticación de animales. Estas transformaciones implicaron
también cambios en la organización social y en los patrones
de asentamiento de los grupos humanos.

La "revolución" neolítica
E n e l p e r í o d o Neolítico, l a h u m a n i d a d p r o d u j o u n c a m b i o trascendental e n su
Glosario
relación c o n e l m e d i o . L a invención de l a agricultura y l a ganadería convirtió a
los seres h u m a n o s e n productores, es decir, e n creadores de a l i m e n t o s . Esto sig-
* Glaciación: Período de formación de
n i f i c a que los hombres n o se l i m i t a b a n a aprovechar l o que les ofrecía el m e d i o ,
inmensas masas de hielo (glaciares)
s i n o que intervenían e n el proceso de producción.
que invadieron grandes extensiones
Los investigadores utilizan el concepto de domesticación de plantas y anima-
de tierra. Durante la última glaciación,
les para referirse a este proceso. La domesticación i m p l i c a la producción, a v o l u n t a d
que duró alrededor de 100.000 años
del h o m b r e - a u n q u e c o n las limitaciones naturales del período-, e n primer lugar,
y terminó hace aproximadamente
de cantidades de alimentos y, e n segundo lugar, de modificaciones de las especies
10.000 años, hielos del Polo Norte
domesticadas (por ejemplo, producir espigas de trigo c o n más granos o mejorar l a
ocuparon casi toda Europa y gran
calidad de la leche y la carne de los rebaños a través de distintos tipos de pasturas).
parte de América del Norte.
Este c a m b i o fue t a n i m p o r t a n t e que m u c h o s autores se refieren a este período
de transformación c o m o revolución neolítica.

Espacio y tiempo
Las p r i m e r a s f o r m a s de agricultura a p a r e c i e r o n h a c e a l r e d e d o r de 1 0 . 0 0 0
a ñ o s a. C . e n l a región c o n o c i d a c o n e l n o m b r e de Media L u n a Fértil, e n e l
África y A s i a , e n l o s valles de l o s ríos N i l o , Tigris y Eufrates. M u y l e n t a m e n -
te, l a a g r i c u l t u r a se e x t e n d i ó p o r e l resto de las regiones africanas y asiáticas y
por Europa. Sin embargo, la agricultura coexistió durante m u c h o tiempo c o n
las prácticas cazadoras-recolectoras e n distintos espacios geográficos. De h e c h o ,
hasta el día de hoy, e n algunas regiones todavía existen grupos h u m a n o s dedica-
A p a r i c i ó n y d i f u s i ó n d e la agricultura
en Asia, el África y Europa dos, casi exclusivamente, a esas actividades económicas.
Los investigadores e x p l i c a n que l a a g r i c u l -
tura se i n i c i ó e n esa región p o r q u e era p a r t i -
Mar Negro c u l a r m e n t e apta, gracias a l a f e r t i l i d a d de sus
suelos, l a d i s p o n i b i l i d a d de agua y e l c l i m a
t e m p l a d o q u e l a caracterizó l u e g o de l a últi-
m a glaciación . E n otros lugares del g l o b o , e n
c a m b i o , l o s c l i m a s fríos p e r s i s t i e r o n d u r a n t e
Mar \
Mediterráneo
más t i e m p o e i m p i d i e r o n e l d e s a r r o l l o de l a
agricultura.
Es posible que la agricultura se iniciara c o m o
u n a actividad derivada de l a recolección, debi-
d o a q u e los grupos h u m a n o s periódicamen-
Mar
Rojo Escala gráfica te volvían a lugares c o n o c i d o s , d o n d e crecían
400 SJMm
ciertos frutos e n distintos m o m e n t o s d e l año.
(

Referencias También p u d o haber c o n t r i b u i d o a su aparición


Introducción de la agricultura

• i Antes de 9000 a.C. J la disminución relativa de l a c a n t i d a d de pro-


De 9000 a 7000 a.C.
ductos de l a caza, que llevó a los grupos h u m a -
De 7000 a 5000 a.C.
De 5000 a 3000 a.C. nos a a u m e n t a r cada vez más su provisión de
Cultivos principales
Cebada y trigo frutos y a ocuparse más de ellos. C o n el tiempo,
Mijo
Arroz la observación y l a necesidad de alimentación
h i c i e r o n que algunos grupos h u m a n o s cuida-
ran las plantas durante el período de crecimien-
Escai ráfica
aí to, y posteriormente realizaran l a siembra.
' í.rM 4.000 km.

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OS CLAVE
Agricultura
y ganadería
77 D i v i s i ó n del t r a b a j o
Producción
Sedentarismo de excedentes

OINFO)
os primeros cultivos
: rimeros c u l t i v o s , p o r varias razones, f u e r o n cereales. E n p r i m e r lugar, se
Espacios nuevos y combinados
trata de plantas que crecen e n a b u n d a n c i a de m a n e r a silvestre, y su siembra,
La manera más sencilla de abrir nuevos
cuidado y recolección es relativamente sencilla. E n segundo lugar, los granos se
espacios para el cultivo fue a través
pueden almacenar p o r u n período de t i e m p o m a y o r que otros a l i m e n t o s , c o m o
del desbroce y la roza. El desbroce
frutas U h o r t a l i z a s , que se p u d r e n más r á p i d a m e n t e . E n tercer lugar, cereales
consiste en talar un conjunto de árboles
de distintos tipos, c o m o el trigo y la cebada, p u e d e n intercalarse e n su p r o d u c -
y quitar sus raíces. La roza comprende
c i ó n a l o largo d e l a ñ o (cereales de i n v i e r n o y de verano), l o que p e r m i t e u n a
la quema de manera controlada de
d i s p o n i b i l i d a d de a l i m e n t o s casi c o n s t a n t e . Por ú l t i m o , los cereales s o n u n a
algunas porciones de terreno para
i m p o r t a n t e fuente de proteínas e h i d r a t o s de c a r b o n o . U n a c a n t i d a d d e t e r m i -
eliminar pastos y arbustos. Estas técnicas
nada de cereales cubre mejor las necesidades a l i m e n t a r i a s de las personas que
permiten "limpiar" un terreno para
i m i s m a c a n t i d a d de frutas y hortalizas. Por ese m o t i v o , los cereales t i e n e n u n
luego sembrarlo.
mayor r e n d i m i e n t o por espacio c u l t i v a d o que otras especies vegetales, es decir,
Durante miles de años, no se utilizó
un espacio c u l t i v a d o c o n cereales puede cubrir las necesidades de alimentación
ningún tipo de fertilización de la tierra.
de más personas que ese m i s m o espacio c u l t i v a d o c o n otras especies.
Eso hacía que, luego de algunos años de
Lentamente, el c u i d a d o progresivo de las especies vegetales fue modificándo-
cultivo, las tierras fueran abandonadas
las y haciéndolas más fuertes, es decir, más resistentes a las variables climáticas
ya que perdían su fertilidad. Al cabo
las rendidoras, al lograr que cada espiga p r o d u j e r a m a y o r c a n t i d a d de gra-
de algún tiempo de descanso, es decir,
- :s. Esta modificación, probablemente, se p r o d u j o al seleccionar, e n el m o m e n -
de no utilizarlas para cultivar y permitir
t o de la recolección, los granos más fuertes y mejores para ser sembrados e n l a
el crecimiento de hierbas silvestres, la
siguiente t e m p o r a d a . Así, la h u m a n i d a d c o m e n z ó a m o d i f i c a r sensiblemente el
fertilidad se reconstituía y podían ser
espacio d o n d e habitaba. C o m o parte de ese proceso, f u e r o n abriéndose nuevos
usadas nuevamente para el cultivo. En
terrenos para el c u l t i v o , t a l a n d o y q u e m a n d o bosques para sembrar más semi-
los años de descanso, esas tierras eran,
llas en u n territorio más a m p l i o (+ INFO).
probablemente, ocupadas por animales
salvajes o bien por rebaños de
animales domesticados. Es así c o m o
Los inicios de la ganadería
la agricultura se c o m b i n a b a con la
lifícil precisar cuándo l a h u m a n i d a d comenzó a practicar l a r e p r o d u c c i ó n y
ganadería.
c r í a de animales para l a alimentación c o m o u n a a c t i v i d a d e c o n ó m i c a precisa,
l o s restos de animales encontrados en campamentos y aldeas p u e d e n correspon-
M á s hembras que machos
der a la caza y n o son indicios seguros de domesticación.
Para asegurarse la reproducción de los
Sin embargo, las investigaciones p e r m i t e n afirmar que los primeros animales
rebaños de animales, los humanos del
d : mesticados f u e r o n los perros, durante el período Paleolítico. Estos animales,
Neolítico privilegiaban el cuidado
lirroñeros también, probablemente se acercaban a los c a m p a m e n t o s y c o m e n -
de las hembras y mataban a los machos
z a r o n así a v i v i r j u n t o a los h u m a n o s . Es posible que los grupos h u m a n o s los
para alimentarse. Para que un rebaño
hayan utilizado para rastrear las piezas de caza.
se reproduzca o crezca en su tamaño,
Los especialistas creen que los i n i c i o s de l a ganadería p u e d e n haber sido acci-
es más importante tener hembras que
dentales. Es probable que esta a c t i v i d a d h a y a c o m e n z a d o c u a n d o los h o m b r e s
machos, dado que un solo macho puede
empezaron a atraer animales medianos, c o m o ovejas o cabras, hacia los campa-
preñar a varias hembras.
mentos, d o n d e seleccionaban, entre los machos o los más viejos, a los que i b a n
; matar para alimentarse, protegiendo a las hembras y a los jóvenes para que se
reprodujeran (+ INFO). Más tarde, c o m e n z a r o n a cuidar los rebaños, poniéndolos
i salvo de otros depredadores y p r o m o v i e n d o su reproducción. Es posible que
; n ese m o m e n t o , además de l a carne, c o m e n z a r a n a aprovecharse la leche y las
pieles de los animales.

Variedades primitivas de trigo.


La selección d e s e m i l l a s h i z o q u e ,
p a u l a t i n a m e n t e , las e s p i g a s f u e r a n
más fuertes y más rendidoras.

Digitalizado por Sergio A. Vegas


i
f l C+INFO]
De nómades a s e d e n t a r i o s
La introducción de la agricultura y la ganadería p r o d u j o que, lentamente, c a m -
Depredadores y productores
biaran los tipos de asentamiento poblacionales. E l c u i d a d o constante de a n i m a -
Las actividades económicas productivas
les y plantas llevó a los h o m b r e s d e l Neolítico a establecerse de m a n e r a p e r m a -
son aquellas en las que el hombre
nente o semipermanente e n u n m i s m o lugar, d a n d o i n i c i o así al sedentarismo.
crea o produce los bienes de manera
C o n el t i e m p o , la ocupación permanente de u n espacio llevó a que aparecieran
consciente y a su voluntad; por ejemplo,
las aldeas.
la agricultura y la ganadería. En la
U n a aldea estaba f o r m a d a p o r varias f a m i l i a s , cada u n a de las cuales tenía
agricultura, la producción de alimentos
su p r o p i a v i v i e n d a y su p r o p i a tierra agrícola y rebaños, que trabajaban i n d i v i -
se realiza a través de la siembra de •
d u a l m e n t e , mientras que cooperaban entre sí para algunos trabajos más c o m -
mayores espacios y de la variedad
plejos; p o r ejemplo, la defensa d e l p o b l a d o , la búsqueda de materiales de fabri-
de semillas plantadas. En la ganadería, la
cación (madera o piedras) e i n c l u s o , las incursiones de caza.
creación de alimentos se realiza a través
Estos a s e n t a m i e n t o s se u b i c a r o n , p o r l o general, e n lugares fértiles, c o n
del fomento de la reproducción de los
acceso a cursos de agua y a bosques. L a c a l i d a d de los suelos y la cercanía d e l
animales. A diferencia de la agricultura
agua e r a n f u n d a m e n t a l e s para el d e s a r r o l l o de l a a g r i c u l t u r a y l a ganadería.
y la ganadería, la pesca, la recolección
Las reservas naturales de madera eran m u y importantes y a que este material se
de frutos silvestres, la tala de árboles y la
usaba para construir herramientas y viviendas, y c o m o c o m b u s t i b l e . L a agricul-
caza son actividades depredadoras, en
tura y la ganadería n o d e s p l a z a r o n c o m p l e t a m e n t e la caza y l a recolección de
las que los seres humanos no producen
frutos silvestres. Los hombres siguieron realizando prácticas depredadoras e n l a
los bienes, sino que aprovechan lo que
pesca, la búsqueda de leña y la caza (+ INFO).
el medio natural les ofrece. Recién en
N o existe u n ú n i c o m o d e l o de asentamiento. E n algunos lugares, l a agricul-
el siglo xx, se comenzaron a practicar
tura y la ganadería se p r a c t i c a b a n de m a n e r a s e m i n ó m a d e , i n t e r r e l a c i o n a d a s
formas que implican la producción de
c o n la caza y la recolección. E n esos casos, las personas creaban asentamientos
mayores bienes y su conservación; por
semipermanentes, a los que volvían periódicamente según las estaciones.
ejemplo, la creación de criaderos de
Por otra parte, el proceso de d e s a r r o l l o de la a g r i c u l t u r a y l a sedentariza-
peces y moluscos, la reforestación luego
c i ó n se d i o e n diferentes t i e m p o s , de acuerdo c o n los espacios d i s p o n i b l e s . E n
de la tala y la prohibición de la caza en
Europa el proceso fue más tardío, probablemente, p o r q u e se prolongó p o r más
algunos momentos del año (ejemplo:
t i e m p o el c l i m a frío, p r o d u c t o de la última glaciación.
durante la época de nacimientos y cría).

Las viviendas
A l establecerse de manera permanente e n u n lugar, los gmpos h u m a n o s c o m e n -
zaron a construir viviendas c o n otras finalidades y c o n otros elementos. Las hicie-
r o n más sólidas, y a que se esperaba que duraran más t i e m p o . Según la d i s p o n i b i -
l i d a d de elementos naturales se u t i l i z a r o n troncos y piedra para los c i m i e n t o s y
las paredes, y paja o h e n o para los techados. También se usaron diversos tipos de
tierra (barro, arcilla, etc.) para fijar la f o r m a de las paredes y techados, y u n i r los
elementos de madera o piedra.

Piedras p u l i d a s q u e , sujetas
a un mango de madera,
eran utilizadas p o r los p r i m e r o s
a g r i c u l t o r e s p a r a r o t u r a r la t i e r r a .

La a r q u e o l o g í a e x p e r i m e n t a l r e a l i z a r e c o n s t r u c c i o n e s d e las f o r m a s
d e v i d a d e las p r i m e r a s s o c i e d a d e s h u m a n a s . E n e s t a f o t o se o b s e r v a
la r e c o n s t r u c c i ó n d e v i v i e n d a s d e u n a a l d e a neolítica.

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ACTIVIDADES
Diferentes trabajos
El desarrollo de la a g r i c u l t u r a y la ganadería, j u n t o c o n el establecimiento de Cambios y permanencias
patrones de a s e n t a m i e n t o p e r m a n e n t e s , p r o v o c a r o n q u e p a u l a t i n a m e n t e se
rollara u n a especialización de las tareas que llevó a u n a m a y o r división 1. Lean atentamente el siguiente texto.
del trabajo.
" E l h o m b r e tuvo que i n v e n t o r
La agricultura y la ganadería requerían de trabajos distintos, espaciados a l o
h e r r a m i e n t a s especiales p a r a l a
largo del año en m o m e n t o s de m a y o r y m e n o r trabajo. L a agricultura i m p l i c a -
a g r i c u l t u r a . L a a z a d a de m a d e r a p a r a
ba varios m o m e n t o s de intenso trabajo: la preparación de la tierra y la siembra,
l a b r a r l a tierra; l a h o z de m a d e r a o
y en segundo lugar, la cosecha. Luego, dejaban que los animales domésticos,
de hueso p a r a segar los cereales; el
iecir, el ganado m e n o r y las aves de corral, ingresaran a la tierra agrícola a
m o l i n o de m a n o , p a r a triturarlos. Los
alimentarse de los restos, llamados "rastrojos". U n a vez finalizada la cosecha se
cereales h a b r í a n de ser a l m a c e n a d o s
procedía a la t r i l l a , proceso m e d i a n t e el c u a l se separan los granos de las espi-
y cocinados lentamente; así n a c i ó l a
J n a parte de los granos se guardaba para la siguiente cosecha y la otra se
técnica de l a alfarería. Así pues, e n
molía. La m o l i e n d a consistía e n secar el grano y luego m a c h a c a r l o hasta obte-
el Neolítico, el h o m b r e incrementó el
ner h a r i n a c o m o f o r m a de conservar el a l i m e n t o .
número de h e r r a m i e n t a s . El c a m b i o
E n los m o m e n t o s del año de m e n o r trabajo agrícola y ganadero, los hombres
en l a f o r m a de v i d a del h o m b r e era
¿el Neolítico desarrollaban u n a gran variedad de trabajos, necesarios para el
propicio a los inventos. Los ratos de
sostenimiento del grupo; entre ellos, la fabricación y reparación de h e r r a m i e n -
ocio c o n que se a l t e r n a b a el trabajo
tas la construcción y reparación de viviendas, la búsqueda de bienes recolecta-
en l a a g r i c u l t u r a p r o p o r c i o n a b a n
bles (pesca, tala, etc.), la conservación de alimentos y la m a n u f a c t u r a textil.
tiempo para l a actividad inventiva.
Kara fabricar vestimentas, los h o m b r e s d e l Neolítico u t i l i z a b a n fibras vege- El h o m b r e , a d e m á s , h a b í a a d q u i r i d o
tales o lanas de a n i m a l e s . C o n esos materiales p r i m e r o creaban h i l o s , d e s h i - el h á b i t o de c o n t r o l a r l a n a t u r a l e z a
l a c l i a n d o y estirando las fibras vegetales o animales c o n dos dedos; luego d e l en beneficio propio, u n hábito que
h i l a d o , se realizaba el tejido de las prendas. M u c h a s veces los tejidos eran teñi- lo estimularía en l a búsqueda de
dos c o n fibras vegetales. ulteriores perfeccionamientos".
S a m u e l L i l l e y . Hombres, máquinas e historia,
M a d r i d , A r t i a c h , 1973 (adaptación).
Una división del trabajo más compleja
2. H a g a n una lista con las herramientas
C o n el t i e m p o , cada habitante del p o b l a d o fue desarrollando u n a especialidad;
mencionadas en el texto. A g r e g u e n a
r o r ejemplo, el trabajo de la madera o d e l m e t a l para fabricar herramientas, el
la lista otras herramientas del período
trabajo c o n arcilla para fabricar vasijas, etcétera.
Neolítico mencionadas en este capítulo.
Esta e s p e c i a l i z a c i ó n se relaciona í n t i m a m e n t e c o n u n a m a y o r división del
3. M e n c i o n e n tres razones propuestas
trabajo, que ya n o era solamente sexual, c o m o en el Paleolítico, sino por oficios.
por el autor para explicar la aparición de
Así aparecieron los alfareros, los cesteros, los techistas, los artesanos del metal y
herramientas durante el Neolítico.
la madera, etc. Estas especializaciones se c o m b i n a b a n siempre c o n la agricultura
i . Expliquen la relación entre
ganadería, es decir que las personas eran, a la vez, campesinos y artesanos.
la invención y el uso de nuevas
herramientas y la división del trabajo
propia del período.

D u r a n t e el N e o l í t i c o ,
los h o m b r e s y m u j e r e s
tejían e n t e l a r e s m a n u a l e s

M o r t e r o d e p i e d r a . Para realizar
la m o l i e n d a , l o s a g r i c u l t o r e s
neolíticos u t i l i z a b a n a r t e f a c t o s ,
c o m o el d e esta i m a g e n u
otros más s i m p l e s , c o m p u e s t o s
por una piedra chata sobre
la q u e t r i t u r a b a n los g r a n o s
golpeándolos c o n otra piedra.

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4. El proceso de urbanización
En la región de la Media Luna Fértil en el África y Asia, tuvo
lugar por primera vez un acontecimiento fundamental
para la historia humana: el proceso de urbanización. Este
proceso, lento y complejo, se caracterizó por la creación de
ciudades, el desarrollo de nuevas actividades económicas y
la complejización de las relaciones en el interior de los grupos
humanos, con la aparición de grupos sociales diferenciados.

C a m b i o s e n la población a l d e a n a
Las primeras aldeas neolíticas eran m u y pequeñas y, p r o b a b l e m e n t e , alberga-
b a n n o más de diez familias que c o o p e r a b a n entre sí. C o n el paso d e l t i e m p o
y el a f i a n z a m i e n t o de las actividades p r o d u c t i v a s , la población fue creciendo,
ya que las p o s i b i l i d a d e s de crear y almacenar a l i m e n t o así l o permitían. Poco
a p o c o , las aldeas f u e r o n a u m e n t a n d o de t a m a ñ o y c o m e n z a r o n a relacionar-
se entre sí c o m o unidades distintas, m u c h a s veces a través del i n t e r c a m b i o de
su producción. Progresivamente, dejaron de ser autosuficientes y necesitaron
recurrir, cada vez más, al intercambio de productos c o n otras aldeas, especial-
mente para conseguir materiales c o m o sílex, cobre, estaño y ámbar.
E l a u m e n t o de la población y la especialización de trabajos p r o d u j e r o n que
algunas personas desarrollaran aún más su especialidad y dejaran de trabajar
en la producción de alimentos, especialmente en el caso de los artesanos meta-
lúrgicos y ceramistas. Así, los p r o d u c t o r e s de a l i m e n t o s debían generar u n a
c a n t i d a d suficiente para alimentar n o solo a los que n o podían trabajar p o r su
edad (niños y ancianos), sino t a m b i é n a los que n o producían sus propios ali-
mentos, c o m o los artesanos.

Las p r i m e r a s c i u d a d e s
Las primeras ciudades surgieron e n la región de la M e d i a L u n a Fértil. Existen
diversas teorías acerca del origen de estas ciudades. Algunos investigadores supo-
n e n que su formación se relacionó c o n la necesidad de emprender trabajos de
riego mayores - p o r ejemplo, la construcción de canales en la M e s o p o t a m i a asiá-
t i c a - que necesitaban la colaboración de varias aldeas para concretarse. Otros
v.uir iui.aTnvvju.\.".Uicx;ü.iítprip<; se fueron f o r m a n d o , en f o r m a gradual, a partir de
J

centros de comercio, visitados periódicamente por miembros de distintas aldeas


alejadas entre sí. Para otros, se relacionó c o n u n a necesidad defensiva de varias
aldeas que se unían c o n ese fin.
Estas teorías n o necesariamente se e x c l u y e n entre sí; en las excavaciones de
diferentes ciudades se h a n e n c o n t r a d o rastros de aquella época, que p e r m i t e n
concluir sobre la existencia de artesanos especializados, centros de reunión (pro-
bablemente comerciales), construcciones defensivas, y también trabajos hidráu-
licos que, c o n seguridad, necesitaron de u n a gran parte de la población para ser
realizados.
Fueron tantos y tan profundos los cambios que se produjeron durante el pro-
ceso de urbanización que algunos especialistas u t i l i z a n el c o n c e p t o de revolu-
c i ó n urbana para referirse a ese período de la h u m a n i d a d .
S e g ú n las c o n d i c i o n e s d e la región d o n d e
se e s t a b l e c í a n , los m a t e r i a l e s d e q u e
disponían y las n e c e s i d a d e s d e f e n s i v a s , l o s
g r u p o s h u m a n o s d e l Neolítico construían
distintos tipos de viviendas.

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« CONCEPTOS CLAVE
Excedentes Ciudades
Aldeas G r u p o s sociales

• I Ciudad y campo Glosario


E n la actualidad, los espacios urbanos y rurales se e n c u e n t r a n claramente dife-
. d a d o s . Las primeras ciudades, sin embargo, se e n c o n t r a b a n e n estrecha rela- Bienes creados a partir
ción c o n su m a r c o rural, e n espacios que resultan difíciles de d i s t i n g u i r e n la del trabajo manual (la palabra significa
actualidad, pero que sus habitantes diferenciaban claramente. "hecho con las manos") de una o
Los habitantes de las p r i m e r a s ciudades eran, e n su mayoría, trabajadores varias personas; por ejemplo, vestidos,
campesinos. Solo algunos grupos dentro de la c i u d a d n o se dedicaban a p r o d u - herramientas, recipientes, etcétera.
cir alimentos, sino manufacturas . M u y lentamente, los espacios urbanos, inte- * Materias prirn Materiales primarios
grados p o r centros de comercio, talleres artesanales y edificios públicos d o n d e a partir de los cuales se producen otros
residían las autoridades, se f u e r o n diferenciando de los espacios rurales. bienes o manufacturas; por ejemplo,
granos para hacer harinas, arcilla para
I Especialistas producir vasijas y maderas para realizar
Los artesanos y los comerciantes p r o n t o se c o n v i r t i e r o n en especialistas, dedi- herramientas.
:¿dos al ejercicio de actividades diferentes a las de producción de a l i m e n t o s , * Población acti Conjunto de las
s especialistas eran indispensables para el desarrollo urbano. personas que trabajan y, así, sostienen
La producción de herramientas se complejizó, especialmente a partir de la a la población no activa (niños y
introducción del trabajo c o n metales: p r i m e r o el cobre, luego el bronce y final- ancianos).
mente, e n algunos lugares, el hierro. A l m i s m o t i e m p o , c o m e n z a r o n a utilizarse
materias primas que n o necesariamente se h a l l a b a n cerca de la c i u d a d de ori-
gen, sino que debían conseguirse en otras regiones. Así aparecieron los comer-
ciantes, dedicados a vender especialidades locales y a conseguir bienes que n o se (+INF0)
producían localmente.

Cambios en la alimentación
da e n las aldeas y ciudades neolíticas era, considerablemente, menos acci- Los primeros cereales que cultivaron
dentada que d u r a n t e el período Paleolítico. L a producción de a l i m e n t o s , que los seres humanos fueron el trigo y la
?odía incrementarse a m e d i d a que la población aumentaba su tamaño, otorgaba cebada. Los investigadores calculan
un abastecimiento más variado y constante de bienes, que permitían u n a mejor que hacia el 12.000 a . C , en Egipto se
ilimentación (+ INFO). De este m o d o , la expectativa m e d i a de v i d a se extendió comenzó a fabricar harina machacando
algunos años. Las personas más ancianas y aquellos c o n alguna dificultad física semillas con piedras. C o n esas semillas
rxidieron ser alimentados, al igual que los niños, gracias a la producción de la mezcladas con paja, partículas minerales
población activa . y agua se elaboraron los primeros panes,
cocidos entre piedras previamente
calentadas. En distintas regiones de Asia
y el África se cultivaron arvejas, hortalizas
y arroz. En la medida en que los
hombres dominaron la producción de
Pintura rupestre de
caballos, toros y ciervos, plantas, se dedicaron a la domesticación
e n la c u e v a d e L a s c a u x , de animales para aprovechar la leche
Francia. y la carne. En un largo proceso que se
extiende, aproximadamente, entre el
10.000 a.C. y el 1500 a . C , se produjo
la domesticación de cerdos, ovejas,
cabras, vacunos, caballos y aves de
corral.

Hachas de bronce
d e l p e r í o d o Neolítico

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^ Glosario Diferenciación y jerarquización social
Los artesanos e s p e c i a l i z a d o s y los c o m e r c i a n t e s f u e r o n p a u l a t i n a m e n t e dife-
* Excedente de producción: Bienes que
renciándose de los productores de a l i m e n t o (es decir, los campesinos), n o solo
se producen más allá de la necesidad
p o r sus actividades, sino t a m b i é n p o r sus formas de v i v i r y vestir. Sus a c t i v i -
de autosostenimiento del productor.
dades hacían que fueran más ricos que los campesinos y así p u d i e r o n adquirir
Los excedentes de producción agrícola
bienes más refinados y lujosos.
eran aquellos alimentos que no eran
Por otra parte, surgieron e n las ciudades nuevos especialistas: las autoridades
consumidos por el campesino, sino
públicas y religiosas. Estos grupos estaban alejados de las actividades e c o n ó -
que eran entregados a otros grupos
micas productivas o comerciales, y se d e d i c a b a n a l a organización de trabajos
(artesanos, comerciantes, sacerdotes) a
públicos, c o m o la construcción de calles, fortificaciones y canales de riego, y a
través del intercambio o de la ofrenda.
la organización del culto religioso, mediante el c u i d a d o de los altares, las ofren-
das a los dioses y l a realización de los rituales. Estos grupos no productores
vivían gracias al a p r o v i s i o n a m i e n t o de bienes q u e les otorgaba l a p o b l a c i ó n
productora (campesinos, artesanos y comerciantes). Los sacerdotes y f u n c i o n a -
Representación d e u n h e c h i c e r o rios públicos de la c i u d a d eran los que m a y o r prestigio tenían e n la sociedad y
en u n a pintura rupestre hallada e n se diferenciaban d e l resto p o r su poder, sus riquezas y sus funciones.
A r g e l i a , África.

Las autoridades
E n las aldeas neolíticas surgieron autoridades o jefes, probablemente personas
ancianas o sabias, que conocían los ciclos agrícolas y los rituales religiosos para
invocar la fertilidad de las plantas y los animales. Inicialmente estas autoridades
trabajaban c o m o campesinos, a la par del resto de la aldea. S i n embargo, el creci-
m i e n t o de la población y de la producción aldeana permitió que algunas perso-
nas se alejaran de la producción y se dedicaran a otras funciones, mientras eran
sostenidos p o r los excedentes* que producía el resto de la aldea.
E n las ciudades, las autoridades p r o b a b l e m e n t e t u v i e r a n su o r i g e n e n los
sacerdotes, especialistas religiosos, y a que era e n los templos y lugares de culto
d o n d e se a l m a c e n a b a n los bienes excedentes. Las funciones de las autoridades
urbanas eran velar por el bienestar del c o n j u n t o de la población, a través de los
cultos religiosos, la organización de trabajos comunes y la provisión de la defen-
sa de la ciudad.

E n la d é c a d a d e 1 9 5 0 , el a r q u e ó l o g o británico j a m e s M e l l a a r t descubrió
los r e s t o s d e la c i u d a d neolítica d e C a t a l H ü y ü k , e n la a c t u a l Turquía.
^ v ^ W m n ' X ^ **** " Se t r a t a b a d e u n a c i u d a d m u y p e c u l i a r , y a q u e las casas se a p r e t a b a n
unas c o n t r a otras, sobre u n a ladera. Todas eran rectangulares, c o n
t e c h o s p l a n o s y n o tenían p u e r t a d e e n t r a d a . Se accedía a ellas
p o r m e d i o d e u n a e s c a l e r a d e m a n o . Se c r e e q u e
sus h a b i t a n t e s la c o n s t r u y e r o n d e e s a m a n e r a
p o r r a z o n e s d e f e n s i v a s , d a d o q u e así n o ... ,¡ - ¡
tuvieron q u e amurallarla. j-rv^"

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5. Los primeros pobladores
de América
En el continente americano, los períodos Paleolítico y
Neolítico tuvieron características similares al resto del mundo.

Pintura rupestre q u e representa


El poblamiento americano siguió patrones y rutas similares
una m a n a d a d e bisontes. a las del poblamiento del resto del planeta. La agricultura
americana, por otro lado, fue un foco original, que no tuvo
relación con el proceso originado en el Cercano Oriente.

El poblamiento americano
El p o b l a m i e n t o americano se p r o d u j o durante el último período glacial. E n ese
m o m e n t o , l a temperatura m e d i a de la Tierra disminuyó de m a n e r a significati-
va, l o cual provocó que u n a parte m a y o r de agua se congelara y descendiera así
el n i v e l del mar. C u a n d o esto ocurrió, algunas zonas que antes estaban cubier-
tas de agua p u d i e r o n ser recorridas a pie p o r las personas, c o m o p o r ejemplo el
espacio que h o y ocupa el estrecho d e B e r i n g .
A l o largo de la franja de tierra descubierta del estrecho de Bering, se formó
u n paso terrestre que fue transitado p o r personas que, p r o v e n i e n t e s de A s i a ,
pasaron a América, probablemente e n búsqueda de manadas de animales para
cazar. Este p o b l a m i e n t o se p r o d u j o e n oleadas, es decir, por grupos sucesivos de
personas que ingresaron a l continente, e n u n l a r g o p r o c e s o que comenzó alre-
dedor de 40.000 años atrás y c u l m i n ó hace 10.000 años.
Bastante más tarde, hace alrededor de 3.000 años, y a pasado el período de
g l a c i a c i o n e s y c u a n d o e l estrecho de B e r i n g estaba n u e v a m e n t e bajo agua,
otros grupos de personas l l e g a r o n a América, e n embarcaciones, a través d e l
océano Pacífico.
E n América se desarrollaron culturas que n o t u v i e r o n c o n t a c t o a l g u n o c o n
las d e l resto del m u n d o hasta l a llegada de los españoles, e n el siglo xv.
Rutas migratorias hacia
y dentro de América
La ocupación del continente
El perído c o m p r e n d i d o desde la llegada d e l h o m b r e a
Océano Glacial Ártico América y su difusión e n e l c o n t i n e n t e es c o n o c i d o c o m o
p e r í o d o P a l e o i n d i o . Los g r u p o s h u m a n o s e r a n e n t o n c e s
c a z a d o r e s - r e c o l e c t o r e s . Es m u y probable que la ocupación
del c o n t i n e n t e siguiera los pasos de las manadas de grandes
animales, c o m o m a m u t s y bisontes. C o m o e n el norte el frío
era m u y intenso, las manadas y los seres h u m a n o s siguieron
a v a n z a n d o h a c i a el Sur, p o b l a n d o las llanuras templadas de
lo que h o y son los Estados U n i d o s . La migración de los ani-
Océano
Atlántico males se d e t u v o e n América C e n t r a l ; s i n embargo, algunos
grupos h u m a n o s siguieron m i g r a n d o y p o b l a n d o l e n t a m e n -
te t o d o el c o n t i n e n t e .
Océano
Pacífico El p o b l a m i e n t o d e t o d o e l c o n t i n e n t e fue u n proceso
AMERICA
m u y lento, que duró miles de años. Los restos h u m a n o s más
DEL SUR
antiguos de Mesoamérica datan de hace 22.000 años, aproxi-
OCEANÍA m a d a m e n t e . E n la z o n a a n d i n a , los restos más antiguos tie-
n e n alrededor de 11.000 a ñ o s . Restos de esa antigüedad se
h a n e n c o n t r a d o también e n el sitio Agua de l a C u e v a , e n la
p r o v i n c i a de M e n d o z a , e n la A r g e n t i n a . Los últimos grupos
migrantes se instalaron e n Tierra del Fuego hace, aproximada-
mente, 8.000 años.
[Reí Escala gráfica
tiento de pooJacióny 5.000

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Poblamiento Cazadores-recolectores
Migraciones Agricultura y ganadería

período Paleoindio
js inicios del período Paleoindio, los grupos h u m a n o s sobrevivían gracias a
b caza de grandes animales, c o m o m a m u t s y bisontes. Estos animales se e x t i n -
: o n rápidamente, probablemente p o r u n a combinación de cambios climáti-
cos y predación de los hombres. Los animales cazados a partir de entonces eran
más pequeños, c o m o vicuñas o guanacos, probablemente en variedades d i s t i n -
tas de las actuales. Esta actividad siempre se c o m b i n a b a c o n la r e c o l e c c i ó n de
Esqueleto de un m a m u t
frutos y semillas silvestres, así c o m o de huevos.
A l igual que los cazadores-recolectores asiáticos, africanos y europeos, los
robladores del período P a l e o i n d i o eran n ó m a d e s ; aunque esto n o significa que
m i g r a r a n p o r t o d o el c o n t i n e n t e , s i n o que d i s t i n t o s grupos se i n s t a l a r o n e n
espacios geográficos específicos. Existían grupos c a z a d o r e s - r e c o l e c t o r e s en las
regiones de l l a n u r a e n el norte (hoy Estados U n i d o s ) ; e n la región mesoameri-
.¿r.a México y Centroamérica); e n la región a n d i n a (en el actual Perú) sobre
: rulas del Pacífico; e n el sur (hoy, la Argentina, el Brasil, C h i l e ) . E n los extre-
mos del continente p r e d o m i n a b a n grupos de recolectores y pescadores.
Según las regiones, se u t i l i z a b a n c o m o v i v i e n d a s salientes rocosas (en zonas
¿Iras y cordilleranas), tiendas transportables realizadas c o n pieles (como e n el
extremo sur) o b i e n , chozas cónicas, hechas de ramas (en América Central). Es
m u y posible que cada grupo ocupara u n espacio que recorría anualmente, dete-
niéndose en diferentes lugares según las estaciones.
Estos grupos estaban o r g a n i z a d o s e n b a n d a s , de a p r o x i m a d a m e n t e v e i n t e
personas, que c o o p e r a b a n entre sí para c o n s e g u i r a l i m e n t o s y defenderse de
depredadores o de otros grupos h u m a n o s . Fabricaban sus v e s t i m e n t a s c o n ele-
mentos que a p r o v e c h a b a n de la caza, c o m o cueros y pieles, y t a m b i é n de l a
recolección, c o m o fibras vegetales, que u t i l i z a b a n m u c h a s veces - j u n t o c o n los
•endones- c o m o hilos, que cosían c o n agujas de hueso o espinas.

|: s grupos p a l e o i n d i o s d e s a r r o l l a r o n u n a i m p o r t a n t e c a n t i d a d
de h e r r a m i e n t a s , necesarias para cazar o recolectar. L a m a y o -

¡É 5
e estas herramientas estaban hechas de madera y piedra, Pintura rupestre q u e representa
v de elementos que o b t e n í a n de la caza y la pesca, c o m o ¿ g u a n a c o s e n la p r o v i n c i a d e
Santa Cruz, Argentina.
huesos, espinas y tendones, c o m b i n a d o s entre sí.
Las primeras herramientas d e l P a l e o i n d i o tenían u n a
forma particular, llamada p u n t a c l o v i s , y eran utilizadas •
para la caza de ganado mayor, c o m o mamuts, bisontes
v jabalíos americanos, que rápidamente se extinguie-
ron en el c o n t i n e n t e . F i n a l m e n t e , las h e r r a m i e n t a s
más utilizadas, c o m o los arcos y las flechas, se ade-
c u a r o n para la caza de g a n a d o m e n o r . También se
usaban las precursoras de las boleadoras, que enreda-
r a n las patas de los animales para que estos cayeran
ÍSÍ, sujetarlos y darles muerte.

_ - a h e r r a m i e n t a característica d e l P a l e o i n d i o es la l l a m a d a
' o u n t a c l o v i s " , u n a h o j a d e p i e d r a t a l l a d a p o r presión c o n u n
a n a l h a s t a la m i t a d d e la p i e z a q u e servía p a r a i n s e r t a r la p u n t a
i p a l o d e la l a n z a . Se c r e e q u e la u s a b a n p a r a c a z a r m a m u t s .
SJ n o m b r e p r o v i e n e d e la l o c a l i d a d d e C l o v i s , e n N u e v o M é x i c o
Estados U n i d o s ) , d o n d e e n 1 9 2 9 f u e r o n e n c o n t r a d a s piezas c o n
estas características.

55
Digitalizado por Sergio A. Vegas
Las regiones a n d i n a
La a g r i c u l t u r a e n América
y mesoamericana
L a a d o p c i ó n de las prácticas agrícolas y ganaderas e n América fue u n proce-
so o r i g i n a l q u e o c u r r i ó , c o n a l g u n a d i f e r e n c i a t e m p o r a l , e n dos r e g i o n e s :
M e s o a m é r i c a y la región andina.
Mesoamérica es u n a región m u y extensa que c o m p r e n d e los territorios del
centro y sur de M é x i c o , Belice, G u a t e m a l a , El Salvador y parte de H o n d u r a s .
Océano
Se trata de u n espacio que presenta u n a gran d i v e r s i d a d geográfica, climáti-
Atlántico
Norte ca, vegetal y a n i m a l , c o n t a n d o d e n t r o d e l área c o n zonas tropicales, t e m p l a -
Región -i • ^¿^'.
c

mesoamericana das y desérticas. L a región a n d i n a c o m p r e n d e los territorios d e l centro y sur


de la c o r d i l l e r a de los A n d e s y se extiende a lo largo de los actuales países del
Ecuador, el Perú, B o l i v i a , norte de C h i l e y norte de la A r g e n t i n a . Esta región
también presenta u n a fuerte diversidad geográfica, climática, vegetal y a n i m a l
e n sus diferentes z o n a s : la costa, la sierra y la selva. E n a m b o s espacios, los
primeros pasos h a c i a la d o m e s t i c a c i ó n de p l a n t a s y a n i m a l e s datan de hace
7.000 años, a p r o x i m a d a m e n t e .
Océano
Pacífico E n la región a n d i n a es probable que la domesticación de animales haya sido
anterior a la agricultura, ya que allí la c a l i d a d de los suelos y el c l i m a son más
adversos. C o m o es u n a z o n a m o n t a ñ o s a , la variación de temperatura entre el
"%K* Océano
día y la noche es m u y brusca; solo en los p e q u e ñ o s valles es posible el c u l t i v o
1- Limite del lecho y subsuelo. lí J ' V
Atlántico de cereales. E n la región mesoamericana, los primeros i n d i c i o s de agricultura se
2- Limite exterior del Río de la Plata. % p Cf
localizaron e n la z o n a t e m p l a d a del valle de M é x i c o .
U

3- Umite lateral marítimo $¡ J


argentino-uruguayo. Sj- S
Escala gráfica \ /
0 1.500 3.000 km
>!. I _L I 1 (Arg.) La región andina
E n la región a n d i n a se d e s a r r o l l a r o n c u l t u r a s s e d e n t a r i a s que d o m e s t i c a r o n
plantas y animales de la región, c o m b i n a n d o su producción c o n la recolección
de m o l u s c o s y peces e n las zonas costeras, y la e x p l o t a c i ó n de m a d e r a e n las
zonas serranas. La variedad climática de la región, p r o d u c t o de la altura, h i z o
que las aldeas a g r í c o l a s tuvieran la f o r m a de asentamientos dispersos. Esto sig-
n i f i c a que distintas familias, unidas p o r vínculos de parentesco, h a b i t a b a n dis-
tintos espacios climáticos (costa, sierra, selva) y así conseguían proveerse para su
supervivencia de elementos producidos e n los distintos espacios.
E n la zona costera se producían ajíes, tomates, calabazas, frijoles y se abaste-
cían de peces y moluscos. E n la zona de m o n t a ñ a , se cultivaban maíz, frijoles y
coca (en la sierra) y papa y q u i n o a (en la puna). Allí también se c u i d a b a n reba-
ños de llamas y alpacas, utilizadas para el transporte y la provisión de lanas, más
que para a l i m e n t o . E n la zona de selva, los cultivos eran coca, algodón, y u c a ,
m a n í y frutas.

E n Mesoamérica se c u l t i v a r o n diferentes variedades de


maíz, adaptadas a diferentes espacios geográficos; la
yuca, especialmente en el sur, y el cacao. U n a peculiari-
dad mesoamericana es que n o existían especies a n i m a -
les aptas para la ganadería. Las proteínas de carne que
c o m p l e m e n t a b a n la dieta vegetal se obtenían por m e d i o
de la caza de venados, patos y serpientes, y de la recolec-
c i ó n de tortugas, moluscos, insectos y gusanos.

M o r t e r o d e l Neolítico a m e r i c a n o ,
l l a m a d o d e " v a i v é n " p o r su f o r m a .

56
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(+INFO) 1. Los orígenes de la ]
organización estatal
Gobiernos vitalicios
y hereditarios
Hacia el año 3000 a. C , se organizaron los primeros Estados de la
La monarquía (del griego: "gobierno
Historia. La unión basada en las relaciones de parentesco o en
de uno solo") es la forma de gobierno de
un Estado en el que la autoridad principal la vecindad inmediata, característica de las aldeas, se transformó
está centralizada en una persona. en una unidad más amplia en la que las personas, aunque no fuesen
Generalmente, esta autoridad es vitalicia familiares ni se conocieran todas, tenían necesidades que las llevaron
y hereditaria. El gobernante recibe el a organizarse. En estos primeros Estados tuvo lugar la aparición
nombre de "rey" (del latín, rex), aunque de la escritura, innovación trascendental para la vida humana.
las denominaciones utilizadas para ese
cargo variaron según las tradiciones
locales. Por ejemplo, en Egipto recibió
el nombre de "faraón". El poder del rey
El Estado: gobierno, leyes y tributos
puede ser absoluto o limitado. Durante El Estado es u n a f o r m a de organización política y jurídica. Su existencia i m p l i -
la Antigüedad, el poder de los reyes ca la formación de u n gobierno, es decir, u n a a u t o r i d a d que se ejerce sobre u n
tuvo carácter absoluto, por lo tanto, su territorio y sus habitantes.
autoridad era incuestionable. Las primeras formas de gobierno fueron las m o n a r q u í a s . E l poder se concen-
traba e n u n a persona, el rey o m o n a r c a , q u i e n ejercía su autoridad acompañado
p o r colaboradores o funcionarios. T a m b i é n c o n t a b a c o n u n ejército, para la
defensa del territorio y para asegurar la obediencia de los habitantes si presenta-
b a n resistencias. L a autoridad del rey era incuestionable, porque se suponía que
ejercía su poder por m a n d a t o d i v i n o o que él m i s m o era u n dios (+ INFO).
Después de m u c h o s siglos f u e r o n s u r g i e n d o otros m o d o s de o r g a n i z a r los
gobiernos, c o m o la democracia, en la c i u d a d griega de Atenas, d o n d e el poder
estaba distribuido e n instituciones políticas integradas p o r varias personas.
El Estado es también u n a f o r m a de o r g a n i z a c i ó n jurídica, ya que se rige por
leyes o normas que son necesarias para la c o n v i v e n c i a de los habitantes. E n ese
sistema jurídico se establece l o que está p r o h i b i d o y los castigos ante los i n c u m -
p l i m i e n t o s . Las primeras leyes se transmitían e n f o r m a oral, pero c o n el correr
del t i e m p o , en algunos Estados, se fijaron p o r escrito.
Para sostener la organización estatal, el g o b i e r n o percibe impuestos. E n los
primeros Estados, la población debía c o n t r i b u i r a la realización de obras públi-
cas y el m a n t e n i m i e n t o de los f u n c i o n a r i o s y de los soldados, entre otras o b l i -
Para la residencia de los
gaciones. Para esos fines, tenía que entregar aportes en especie o en trabajo,
monarcas se construían
importantes palacios. Vista llamados tributo. L a organización estatal favorecía la realización de tareas,
del palacio real de Persépolis. imposibles de ejecutar en f o r m a i n d i v i d u a l . Por ejemplo, la coordinación
UE laS tempOSad&S de Siembra y de CQSecha, la construcción de acequias y
¡4 ;„ canales o el reparto de granos en épocas de h a m b r u n a .

Estatuilla que representa


Diferentes tipos de Estado
a un gobernante de la
ciudad m e s o p o t á m i c a Las características d e l Estado v a r i a r o n de acuerdo c o n la
de Uruk, hacia el sociedad y la época e n que se desarrollaron. Entre los dife-
a ñ o 4 0 0 0 a. C . rentes Estados del m u n d o antiguo podemos distinguir:
• Las ciudades-Estado. O r g a n i z a c i o n e s estatales cen-
tradas e n u n a c i u d a d . C a d a c i u d a d era i n d e p e n d i e n t e ,
tenía su p r o p i o gobierno, leyes y f u n c i o n a r i o s . Por ejem-
plo, las ciudades sumerias de la M e s o p o t a m i a antigua.
• Los reinos. Estados que u n i f i c a r o n u n vasto territorio I
que comprendía varias ciudades y las regiones rurales bajo
su d o m i n i o . Por ejemplo, el R e i n o A n t i g u o en Egipto.
• Los imperios. Estados que tendieron a expandirse y
establecer su autoridad y c o n t r o l sobre otros Estados. Por
ejemplo, el Imperio Egipcio, el Imperio Persa o el Imperio
Romano.

64

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CONCEPTOS CLAVE
Estado
Ciudad-Estado
Imperio
77
Glosario

Nacimiento y función de la escritura * Civilizaciones: Los historiadores


En las sociedades urbanas surgió u n a i n n o v a c i ó n f u n d a m e n t a l : la escritura. L a denominan "civilizaciones" a las
aparición de los sistemas de escritura estuvo relacionada c o n u n a serie de necesi- sociedades urbanas organizadas en
dades sociales. E n p r i m e r lugar, sirvió para anotar l a cantidad de productos (por Estados y con sistemas de escritura.
ejemplo, granos o ganado) que tenían las poblaciones y, así, establecer el cobro
de impuestos. Luego, también, fue u t i l i z a d a para dejar t e s t i m o n i o de las accio-
nes de los gobernantes y de las características de sus creencias y divinidades, para
redactar leyes y para elaborar obras literarias. L a existencia de testimonios escri- AL MISMO TIEMPO
tos ha p e r m i t i d o que los historiadores c o n o z c a n las peculiaridades de las prime-
ras civilizaciones h u m a n a s . Por ello, el surgimiento de la escritura se considera
En la época en que en el Cercano Oriente
u n h i t o para establecer el i n i c i o de la Historia.
se formaban los primeros Estados, gran
Entre las escrituras de las civilizaciones más antiguas se encuentran: la cunei-
parte del continente europeo estaba
forme de la M e s o p o t a m i a asiática, la jeroglífica de E g i p t o y las surgidas e n l a
atravesando el período Neolítico.
C h i n a y la India.


ACTIVIDADES

A
Escritura r o m a n a Escritura g r i e g a Escritura fenicia

f Pasado y presente

A E S A R i DlVl» Relean el contenido de estas


.AiMQAVGGFR páginas.
Elaboren una definición de Estado
y expliquen sus funciones.
IARAN1DVM: Respondan:
a. ¿Qué tipo de gobierno tuvieron los
primeros Estados? ¿En qué creencias se
basaba el poder del rey?
b. ¿A qué necesidades sociales
respondió el surgimiento de la escritura?
Elaboren una definición de
"tributo". ¿Con qué fines el Estado
establecía los tributos?
5. En nuestra cotidianeidad, la palabra
"tributo" tiene otro significado. Piensen
cómo es utilizado actualmente ese
término y expliquen la diferencia con el
término histórico.
A v e r i g ü e n qué tipos de Estado
existen en el m u n d o actual. ¿Qué
cambios y permanencias respecto del
mundo antiguo pueden reconocer?

Escritura h e b r a i c a Escritura c u n e i f o r m e Escritura india Escritura c h i n a

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2. La Media Luna
(+INFO) de las Tierras Fértiles
En las m á r g e n e s de los grandes ríos, c o m o el Nilo y el Eufrates,
El Cercano y el Lejano Oriente
surgieron sociedades que brindaron particulares contribuciones
Cercano Oriente es un término creado
por los europeos del siglo xix, quienes al desarrollo de la historia humana. Estas sociedades no pueden
consideraban "cercanas" las zonas pensarse en forma aislada, sino c o m o integrantes de una
del Nilo, del Tigris y el Eufrates, y las época durante la cual, mediante relaciones de hostilidad o
diferenciaban de las regiones "lejanas" de c o o p e r a c i ó n , compartieron algunos aspectos económicos,
de la China y la India a las que por eso
políticos y culturales.
denominaban "Lejano Oriente".

Un scei lai i» i geográfico muy Fértil


El C e r c a n o Oriente es u n a región e n l a que convergen tres continentes: Europa,
Otras p á g i n a s Asia y el África. Se conoce c o m o " M e d i a L u n a de las Tierras Fértiles" el escena-
rio geográfico que f o r m a u n arco i m a g i n a r i o que u n e las regiones del C e r c a n o
Para repasar el origen de la agricultura Oriente e n el que fue posible aprovechar el agua de los ríos para el c u l t i v o . Sus
relean la página 44, del capítulo 2. extremos los c o n f o r m a n los valles del N i l o e n Egipto y el del Tigris y el Eufrates
También vuelvan a observar el mapa de e n la M e s o p o t a m i a asiática (+ INFO).
esa página sobre la aparición y difusión
de las prácticas agrícolas y reconozcan
en él la región de la Media Luna de las Importancias de los grandes ríos
Tierras Fértiles. Las primeras organizaciones estatales surgieron a orillas de importantes ríos:
• E n e l C e r c a n o O r i e n t e : el Nilo, e n E g i p t o ; y el Tigris y el E u f r a t e s , e n la
Mesopotamia.
• E n el Lejano Oriente: el Indo y el Ganges, e n la India; y el Amarillo, e n la
China.
Las c o n d i c i o n e s naturales de estas regiones, c o n tierras aptas para el c u l t i v o
y c o n facilidades para l a c o m u n i c a c i ó n , favorecieron la organización de socie-
dades que tenían la agricultura c o m o a c t i v i d a d e c o n ó m i c a f u n d a m e n t a l . Estas
sociedades, que crecieron cerca de las vertientes de agua, suelen recibir la deno-
m i n a c i ó n de s o c i e d a d e s o c i v i l i z a c i o n e s h i d r á u l i c a s , y a que a p r e n d i e r o n a
c o n t r o l a r las i n u n d a c i o n e s p r o d u c i d a s p o r los ríos y a desarrollar diversas téc-
nicas de riego para aprovechar mejor las c o n d i c i o n e s que b r i n d a b a el c o m p o r -
t a m i e n t o fluvial. La m a g n i t u d de estas obras requería u n a organización central,
c o n capacidad para organizarías y dirigirlas. Esta es u n a de las c o n d i c i o n e s que
i m p u l s a r o n el s u r g i m i e n t o de los primeros Estados.

• La Media Luna N
de las Tierras
Fértiles
EUROPA

Mor
Mar Negro
Caspio
o í

8
e
«9í
%
o y
áneo
\ a s i a

Egipto
Bajorrelieve e n piedra q u e representa u n
Trópico d e Cáncer
carro d e guerra, originario del palacio del rey
a s i r i o A s s u r b a n i p a l , e n N í n i v e , s i g l o vn a . C . AFRICA
Escala gráfica
0 2.000 4.000 km
I I I I

Referencia
M e d i a Luna d e las Tierras Fértiles

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Sociedades hidráulicas Asiánicos
Media Luna de Semitas
las Tierras F é r t i l e s Indoeuropeos

Los pueblos de la Antigüedad


Los investigadores actuales u t i l i z a n u n criterio lingüístico para distinguir a los ACTIVIDADES
pueblos de la Antigüedad. I n c l u y e n e n u n m i s m o g r u p o a todos los pueblos
que se d e s p l a z a r o n desde u n m i s m o lugar de o r i g e n y h a b l a b a n lenguas c o n Estrategias de estudio
características c o m u n e s , y, p o r l o t a n t o , compartían aspectos culturales s i m i -
lares. E l análisis de los t e s t i m o n i o s escritos a través de la c o m p a r a c i ó n de las 1. Relean el texto de esta página:
lenguas que u t i l i z a b a n permitió establecer u n a clasificación general en pueblos a. ¿Qué nombres recibieron los pueblos
asiánicos, pueblos semitas e indoeuropeos. de la Antigüedad según el criterio
• A s i á n i c o s . Su o r i g e n n o se c o n o c e c o n e x a c t i t u d . Es probable que fueran lingüístico? ¿Qué pueblos integraban
pueblos que se p u s i e r o n e n m o v i m i e n t o desde Asia c e n t r a l y que l l e g a r o n a l cada grupo?
Cercano Oriente entre el cuarto y el tercer m i l e n i o antes de C r i s t o . Si b i e n sus b. Identifiquen los adelantos bélicos
lenguas n o estaban relacionadas directamente, tenían la característica c o m ú n que llevaban consigo los indoeuropeos.
de ser lenguas aglutinantes, es decir que c o m b i n a b a n palabras invariables según c. Piensen e i n t e r c a m b i e n ideas
s fijas. Entre estos pueblos, se destacaron los s u m e r i o s , que se asentaron en con sus compañeros sobre el efecto
.a M e s o p o t a m i a asiática. que pueden haber tenido para los
• Semitas. Provenientes de la península Arábiga, c o m e n z a r o n a migrar alre- pueblos asentados en las zonas donde
dedor del tercer m i l e n i o a. C . Entre ellos se puede m e n c i o n a r a los hebreos, los irrumpían.
acadios, los f e n i c i o s , los a s i r i o s y los c a l d e o s . U n caso particular son los egip- 2. O b s e r v e n los mapas de ambas
cios que pertenecían a u n g r u p o de o r i g e n i n c i e r t o que recibió el n o m b r e de páginas y respondan:
c a m i t o - s e m í t i c o , porque su lengua estaba emparentada c o n las habladas en el a. ¿Qué significa la denominación
África y, a la vez, c o n las semitas. " M e d i a Luna de las Tierras Fértiles"?
• I n d o e u r o p e o s . Su n o m b r e p r o v i e n e de u n g r u p o de lenguas e m p a r e n t a - b. Identifiquen los pueblos que se
das, que se d i f u n d i e r o n e n el n o r t e de la I n d i a , E u r o p a e Irán, derivadas de asentaron en esa región.
u n a lengua madre h a b l a d a h a c i a el iv m i l e n i o a. C . Sobre su origen geográfico
existen diferentes teorías. Se s u p o n e que provenían d e l norte de Europa, d e l
centro de Asia o de las zonas cercanas al m a r Negro y al mar C a s p i o . Los i n d o -
europeos a v a n z a r o n h a c i a las zonas de tierras fértiles d e l C e r c a n o O r i e n t e , e n
sucesivas oleadas o invasiones. Hacia el 2000 a. C , se p r o d u j o la p r i m e r a o l e a -
d a i n d o e u r o p e a , i n c o n t e n i b l e , pues traían elementos bélicos desconocidos por
los pueblos sedentarios locales: la utilización de caballos y carros de guerra. E n
esta oleada llegaron los h i t i t a s , los aqueos, los j o n i o s y los e o l i o s , entre otros.
Alrededor del a ñ o 1200 a. C , se p r o d u j o la s e g u n d a o l e a d a i n d o e u r o p e a . E n
rsa o p o r t u n i d a d i r r u m p i e r o n los l a t i n o s , los m e d o s , los persas y los d o r i o s .

Clasificación lingüística de los pueblos de la A n t i g ü e d a d

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(+INFO) 3. Egipto: el territorio de los faraones
La unión del Alto Egipto fue el primer gran Estado unificado de la Historia.
y el Bajo Egipto Una civilización milenaria que asombra por su continuidad,
La tradición histórica egipcia dice que de alrededor de 2.500 años, y la singularidad de su escritura
fue Menes el dirigente que unió "las jeroglífica, sus grandes obras de irrigación y sus manifestaciones
dos tierras" bajo un solo gobierno.
artísticas.
No se sabe si Menes existió o si fue un
personaje legendario. Hay certezas de
que hubo un enfrentamiento militar
entre las aldeas del Alto y el Bajo Egipto. El espacio geográfico: la importancia del Nilo
El Sur venció al Norte y, de esta forma, E n e l nordeste d e l c o n t i n e n t e a f r i c a n o , a l o largo d e l río N i l o , se desarrolló
se unificó el territorio en un solo Estado h a c i a el a ñ o 3000 a. C . u n a de las más i m p o r t a n t e s culturas del m u n d o a n t i -
regido por un monarca. Se instaló así, guo: Egipto.
alrededor del tercer milenio antes de la E l N i l o nace e n u n a serie de lagos y arroyos del África o r i e n t a l y, luego de
era cristiana, un único gobierno para recorrer más de 6.900 kilómetros, desemboca en el M a r Mediterráneo. Gracias a
todo Egipto. su presencia y a sus inundaciones anuales, el desierto cede el paso a la tierra fér-
t i l . Todos los años, las lluvias que se p r o d u c e n en las nacientes del río aumentan
su caudal. La creciente del río provoca que las aguas del N i l o i n u n d e n el valle y
• Territorio egipcio
depositen allí gran c a n t i d a d de l i m o : u n a especie de barro, que el río fue arras-
t r a n d o a l o largo de su recorrido, que fertiliza el suelo. D u r a n t e algunos meses,
u n a i m p o r t a n t e franja que bordea ambas márgenes d e l río permanece bajo el
agua. Esas i n u n d a c i o n e s s o n las que f e r t i l i z a n el suelo y e v i t a n que l a z o n a sea
u n desierto, c o m o el resto de l a región. Pero para poder aprovechar los benefi-
cios de esas i n u n d a c i o n e s fue necesario u n gran esfuerzo c o n j u n t o de los habi-
tantes del a n t i g u o E g i p t o . C o m o l a crecida del río era regular y predecible, los
pobladores d e l a n t i g u o Egipto a p r e n d i e r o n a c o n t r o l a r sus efectos y a cultivar
e n las épocas más c o n v e n i e n t e s d e l a ñ o . Esta a c t i v i d a d requería u n a acción
c o n j u n t a ; p o r ese m o t i v o , los historiadores a f i r m a n que el N i l o fue el "factor
u n i f i c a d o r de E g i p t o " .
También se h a descripto a Egipto c o m o u n a región aislada, n o porque care-
ciera de i n t e r c a m b i o s comerciales o culturales c o n e l exterior, sino p o r q u e sus
barreras n a t u r a l e s d i f i c u l t a r o n durante m u c h o t i e m p o que el territorio fuera
i n v a d i d o p o r otros p u e b l o s . A l este y a l oeste, el t e r r i t o r i o está r o d e a d o por
desiertos; a l norte, el M a r Mediterráneo servía de barrera, y a que d e b i d o a las
rudimentarias técnicas de navegación pocos se aventuraban al mar; y al sur, el
valle del N i l o f o r m a b a u n a " g a r g a n t a " estrecha, de fácil c o n t r o l para los egip-
cios: la p r i m e r a catarata.

Los orígenes de la civilización egipcia


Antes del año 3000 a. C , el territorio egipcio estaba integrado p o r aldeas agru-
padas en dos zonas:
• al sur, el Alto Egipto, o c u p a d o por el valle del N i l o ;
Los e g i p c i o s l l a m a b a n Hapi al río N i l o , y • al norte, el Bajo Egipto, o c u p a d o p o r el delta que f o r m a el N i l o antes de
l o c o n s i d e r a b a n u n d i o s q u e le d a b a v i d a desembocar e n el Mediterráneo.
a la r e g i ó n .
C a d a aldea tenía u n tótem, es decir, u n objeto o u n a n i m a l al que adoraban
y c o n s i d e r a b a n su protector. E n algunas de esas aldeas rendían c u l t o a u n h a l -
cón, d e n o m i n a d o Horus. Esos adoradores de H o r u s d o m i n a r o n p o r l a fuerza a
las restantes aldeas e i m p u s i e r o n a su dirigente c o m o rey. Se formó así el primer
r e i n o , d e n o m i n a d o tinita porque su capital estaba e n la c i u d a d de Tinis, e n el
A l t o Egipto (+ INFO).

H o r u s , r e p r e s e n t a d o c o n la c o r o n a , q u e s i m b o l i z a
la unificación d e l A l t o y el B a j o E g i p t o .

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CONCEPTOS CLAVE
Poder absoluto / / Nomos
Monarquía teocrática • Centralización y
Faraón d e s c e n t r a l i z a c i ó n estatal

La organización política Glosario

E n el Estado e g i p c i o , e l p o d e r estaba c o n c e n t r a d o e n u n a p e r s o n a : e l rey o


* Dinastía: Serie de soberanos de la misma
f a r a ó n . Era l a m á x i m a a u t o r i d a d política, m i l i t a r y religiosa. Podía dictar las
familia o que se consideran emparentados.
leyes, hacerlas aplicar y a d m i n i s t r a r justicia. E l cargo d e l faraón era hereditario
Manetón, historiador egipcio del
y su poder, absoluto. Los egipcios consideraban al faraón u n dios v i v i e n t e , u n
siglo ni a. C , agrupó a los reyes egipcios
Horus, el dios halcón, o Ra, el dios sol. Por ese m o t i v o , su autoridad era incues-
en 31 dinastías, que ocuparon el gobierno
tionable. Esta f o r m a de Estado e n la cual la a u t o r i d a d es u n rey que se conside-
durante más de dos milenios.
ra u n a d i v i n i d a d o u n representante de ella se d e n o m i n a m o n a r q u í a t e o c r á t i -
ca (del griego, théos, " d i o s " y kratos, " p o d e r " ) .
C u a n d o u n faraón asumía su cargo se celebraba u n a ceremonia d e n o m i n a d a
'la procesión alrededor del m u r o " , e n la que el n u e v o rey debía correr alrededor
del m u r o e n t o r n o d e l palacio, d e l i m i t a n d o e n su recorrido, simbólicamente, el (+INF0)
territorio de Egipto. E l círculo que trazaba era considerado u n espacio sagrado y
s i m b o l i z a b a que el faraón era dueño de t o d o Egipto y le dispensaba su protec-
La escritura egipcia
ción mágica.
La primera escritura egipcia fue
El palacio d o n d e vivía el faraón era u n e d i f i c i o m u y i m p o r t a n t e y lujoso. Los
jeroglífica, integrada por signos y figuras
egipcios l o l l a m a b a n " l a g r a n casa", n o m b r e d e l c u a l derivó la palabra faraón
que expresaban una frase. Se esculpía
(del latín, Pharao-dnis; d e l hebreo, par'oh; y del egipcio, pr", "casa grande").
sobre piedra, con gran esmero, o sobre
A su muerte, los egipcios i n d e n t i f i c a b a n a l faraón c o n Osiris, el dios de los
una superficie lisa con un pincel. C o m o
muertos, y l o reverenciaban e n su t u m b a o "casa de e t e r n i d a d " . C o m o el cargo
el sistema era muy lento, posteriormente
de faraón era hereditario, c u a n d o u n faraón moría, debía sucederlo su h i j o ; de
se desarrolló un tipo de escritura más
esta manera, se f o r m a b a n dinastías* o familias reinantes.
veloz llamada "hierática", utilizada
por los sacerdotes. M u c h o más tarde
os funcionarios del Estado unificado
surgió una variante aún más estilizada,
La
L, tarea más importante de los primeros gobiernos del antiguo Egipto fue estable-
la "demótica". Los escritos hieráticos
cer u n Estado unificado e n torno a la figura del faraón. E l rey n o m b r a b a a diver-
y demóticos se hacían sobre papiros,
sos funcionarios, que eran sus colaboradores y estaban a cargo de diversas tareas:
fabricados con fibras de la médula de
• E l visir: era el f u n c i o n a r i o m á s i m p o r t a n t e . Supervisaba los trabajos hidráu-
esta planta, preparadas especialmente.
licos, las tareas agrícolas y el c o m e r c i o .
Se escribía con pluma de caña y tintas
• L o s nomarcas: g o b e r n a b a n los nomos, es decir, las regiones d o n d e se
extraídas de vegetales. La escritura
h a b í a n a g r u p a d o las a n t i g u a s aldeas. E r a n d e s i g n a d o s d i r e c t a m e n t e p o r e l
egipcia pudo ser descifrada gracias al
faraón; se encargaban de inspeccionar los canales, su m a n t e n i m i e n t o y f u n c i o -
descubrimiento de la "Piedra Roseta"
n a m i e n t o , y también d e l cobro de los impuestos.
en 1798, durante la campaña de los
• Los sacerdotes: se dedicaban al c u l t o de los dioses y a las ceremonias fune-
ejércitos de Napoleón Bonaparte en
rarias. Los designaba el faraón y podían pasar luego a otro servicio, es decir que
Egipto. Esta piedra registra un decreto
no ejercían su cargo de por v i d a .
egipcio del siglo M a. C . escrito con
• Los escribas: leían y escribían los d o c u m e n -
diferentes sistemas: jeroglífico, demótico
tos, l l e v a b a n el registro de la c a n t i d a d de granos
y griego. El conocimiento del griego
cosechados y o r g a n i z a b a n las tareas para las obras
permitió descifrar por comparación la
públicas. Eran f u n c i o n a r i o s m u y importantes,
escritura egipcia.
ya q u e la escritura era m u y c o m p l e j a y secreta, y
n o se pretendía e x t e n d e r l a a otros sectores de la
Piedra Roseta: f a m o s a p i e d r a q u e permitió
población (+ INFO).
a J u a n F. C h a m p o l l i o n , a r q u e ó l o g o
El faraón retribuía a los f u n c i o n a r i o s c o n la francés, d e s c i f r a r l a e s c r i t u r a
entrega de tierras, q u e e s t a b a n e x c e p t u a d a s d e l jeroglífica.
pago de tributos.

Escena d e u n censo d e g a n a d o .
Los e s c r i b a s , s e n t a d o s , r e a l i z a n
su t a r e a s o b r e p a p i r o s , m i e n t r a s
el i n s p e c t o r se m a n t i e n e d e p i e .
Imagen d e u n a t u m b a d e Tebas.

R e l i e v e q u e m u e s t r a a u n visir d e l faraón Ramsés II,


j u n t o a s u m u j e r , a s i s t i e n d o a la purificación d e
ofrendas. Lo acompañan familiares y u n sacerdote,
q u e se d i s t i n g u e p o r s u c a b e z a ^ a p a d a .

Digitalizado por Sergio A. Vegas


• El Reino A n t i g u o Períodos d e unión y períodos d e dispersión
A l o largo de su h i s t o r i a , E g i p t o vivió varios períodos de u n i f i c a c i ó n o c e n -
t r a l i z a c i ó n e s t a t a l y períodos de d i s g r e g a c i ó n o d e s c e n t r a l i z a c i ó n estatal.
Durante las épocas de centralización estatal se f o r m a b a n reinos o imperios c o n
gobiernos poderosos. E n otros períodos, c u a n d o la a u t o r i d a d central era más
débil, los dirigentes de los n o m o s adquirían m a y o r i n d e p e n d e n c i a . Se producía
entonces u n a desorganización estatal, y la u n i d a d general del reino se perdía.
Los historiadores l l a m a n a estas épocas "períodos i n t e r m e d i o s " .
• R e i n o A n t i g u o ( 3 0 0 0 a. C . - 2 1 9 0 a. C ) : dinastías III a V I . Las primeras
dinastías egipcias estaban centradas en t o r n o de la c i u d a d de T i n i s , ubicada en
el A l t o Egipto. Entre la III y la V I dinastía, la capital se trasladó a M e n f i s , c i u -
dad c o n u n a situación geográfica más adecuada para controlar el norte y el sur.
Fue u n período de prosperidad de la civilización egipcia: se realizaron grandes
obras públicas; se c a n a l i z a r o n el delta y parte d e l N i l o ; se impulsó la e c o n o -
mía agrícola y ganadera; se desarrollaron la religiosidad egipcia y sus grandes
creencias y se c o n s t r u y e r o n grandes pirámides en h o n o r de tres faraones de la
IV dinastía (Keops, Kefrén y M i c e r i n o ) . D u r a n t e esta época, E g i p t o n o ejerció
dominación sobre ningún pueblo del exterior; solo m a n t u v o contactos comer-
ciales c o n sus vecinos.
• P r i m e r P e r í o d o I n t e r m e d i o (2190 a. C . - 2 0 5 2 a. C ) : dinastías VII a X . E n
tiempos de los faraones de la V I dinastía, ganaron m a y o r poder los gobernado-
res de los n o m o s que integraban el Estado egipcio. Estos nomarcas o a d m i n i s -
tradores locales se separaron del poder central y c o n t r o l a r o n su región. C o m o
consecuencia, se perdió el gobierno u n i f i c a d o y se inició u n período de desor-
ganización e c o n ó m i c a y social c o n o c i d o c o m o el P r i m e r Período I n t e r m e d i o .
Durante esta etapa se d e b i l i t a r o n las creencias antiguas y el respeto por la auto-
ridad del faraón. D e b i d o a que los nomarcas se apoderaban de los tributos y n o
los e n v i a b a n a la administración real, en épocas de malas cosechas c o m e n z ó a
extenderse la h a m b r u n a , ya que el g o b i e r n o n o recibía los granos necesarios
para prevenir este p r o b l e m a . Entonces, se p a r a l i z a r o n las grandes obras públi-
cas y se expandió el b a n d o l e r i s m o p o r el territorio.
• R e i n o M e d i o o t e b a n o ( 2 0 5 2 a. C . - 1 7 7 8 a. C ) : dinastías X I a X I I . E n
Tebas, c i u d a d d e l v a l l e d e l N i l o , los faraones de la dinastía X I r e o r g a n i z a r o n
el Estado e g i p c i o y restauraron la u n i d a d c o n t r o l a n d o a los n o m a r c a s . Así se
f o r m ó el R e i n o M e d i o , l l a m a d o así p o r q u e se u b i c a t e m p o r a l m e n t e entre el
R e i n o A n t i g u o y el Imperio N u e v o . D u r a n t e ese período, se trasladó la capital
de M e n f i s a Tebas, se repararon las grandes obras de infraestructura, se resta-
bleció el c o m e r c i o y se r e n o v a r o n las creencias. El poder se c o n c e n t r ó n u e v a -
m e n t e en la figura d e l faraón. También se p r o d u j o u n a r e n o v a c i ó n religiosa:
c o b r a r o n gran i m p o r t a n c i a dos d i v i n i d a d e s : u n dios tebano l l a m a d o Amón, y
Osiris, dios de los muertos, de la vegetación y la f e c u n d i d a d .
• S e g u n d o P e r í o d o I n t e r m e d i o (1778 a. C . - 1 5 7 0 a. C ) : dinastías XIII a
X V I I . E n este período se p r o d u j o la desorganización del R e i n o M e d i o . Las ten-
dencias a la separación latentes en los funcionarios locales fueron a u m e n t a n d o
y, finalmente, r o m p i e r o n la u n i d a d del Estado. A esta situación se le sumaron las
rivalidades entre los miembros de la familia real.
Finalmente, pueblos de origen asiático i n v a d i e r o n Egipto y se instalaron en el
delta del N i l o . Los egipcios les dieron el n o m b r e de hicsos, que significa "gober-
nantes de países extranjeros". D e b i d o a la desorganización que sufría el Estado
egipcio, los hicsos coronaron c o m o rey a u n o de sus jefes. De esta manera, Egipto
sufrió la primera dominación extranjera en su territorio.

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• El Imperio N u e v o

• Imperio Nuevo (1570 a . C.-715 a . C ) : dinastías XVIII a X X V . U n a dinastía —

de origen tebano, l a X V I I I , logró expulsar a los hicsos y reorganizó n u e v a m e n -


ASIA MENOR
te el Estado. Esta dinastía i n t r o d u j o u n a innovación i m p o r t a n t e : comenzó u n a
política de conquistas territoriales que llevaron las fronteras efectivas del país a
territorios lejanos e n Asia y el África. Los egipcios realizaron esta expansión u t i - Mar Mediterráneo
i z a n d o caballos y carros de guerra, c o m o habían a p r e n d i d o de sus d o m i n a d o -
res, los hicsos. D u r a n t e los reinados del faraón A h m o s i s y sus sucesores se rea-
l z a r o n expediciones a N u b i a , Libia, Palestina y Siria. Estas dos últimas regiones
Sinaí
rran m u y importantes para l a comunicación entre e l Cercano Oriente y el mar
ARABIA
Mediterráneo. Este imperio duró alrededor de 5 0 0 años.
Durante e l r e i n a d o de Thutmosis III, e l i m p e r i o logró l a m a y o r expansión
Territorial, desde e l Eufrates hasta l a cuarta catarata d e l N i l o . C o n posteriori-
Tebas M a r

dad, los problemas internos h i c i e r o n perder a Egipto su i m p e r i o asiático. Luego,


"ó Primera Catarata* -Rojo
Egipto cayó e n sucesivas d o m i n a c i o n e s extranjeras: asiría (siglo vn a. C ) ; persa
• vi a. C ) ; griega, con Alejandro M a g n o (siglo iv a. C ) , y romana (siglo i a. C ) .

Referencia Escafa gráfica


Imperio Nuevo 0 300 600 km

3000 a. C. 2500 a. C. 2000 a. C. 1500 a. C. 1000 a. C. 500 a. C.

715 a. C en adelante:
Dominación asiría,
persa, griega y r o m a n a
S e g u n d o Período
Intermedio.

ACTIVIDADES

Conceptos y relaciones

1. a. C o m p l e t e n en sus carpetas un cuadro como el del modelo siguiente:

Reino Antiguo Primer Período Reino Medio Segundo Período Imperio Nuevo
Intermedio Intermedio

Etapa

Características
políticas (Estado
unificado o
descentralizado)

Características
económicas,
sociales y religiosas

b. Reflexionen sobre la evolución histórica de Egipto y el cuadro que realizaron: ¿qué relaciones pueden encontrar entre los
cambios políticos, económicos, sociales y religiosos?
2. Expliquen:
a. ¿Cuáles fueron los factores que condujeron a la aparición de períodos de descentralización estatal?
b. ¿En qué período histórico alcanzó mayor extensión el territorio controlado por los egipcios?
71

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(+INFO)
4. La economía y la sociedad
El calendario y las crecidas del antiguo Egipto
del Nilo
La coordinación de las actividades Los antiguos egipcios llamaban a su tierra Kemet o Kemi,
económicas y la realización de que significa "tierra negra", en alusión al aspecto de la tierra
ceremonias religiosas determinaron la
cuando se deposita el limo, una vez producidas las cíclicas
necesidad de crear un calendario. Los
inundaciones de las m á r g e n e s del Nilo. Allí vivían sus habitantes
egipcios crearon un calendario solar
teniendo en cuenta la crecida del Nilo dedicados esencialmente al cultivo.Posteriormente, fueron
y la observación del cielo. La crecida los griegos quienes denominaron " E g i p t o " a ese territorio.
del Nilo era regular y al aparecer
determinada estrella en el horizonte
oriental junto al Sol (al amanecer) La agricultura como actividad fundamental
comenzaba la inundación. De manera
La e c o n o m í a egipcia estaba basada e n la agricultura, actividad a la que se dedi-
que calcularon la cantidad de días
caba la m a y o r parte de l a p o b l a c i ó n . E l c u l t i v o de l a tierra dependía d e l río
transcurridos entre las dos crecidas del
N i l o , que c o n sus crecidas irrigaba y fertilizaba el suelo (+ INFO).
Nilo y obtuvieron un año de 365 días,
Los c u l t i v o s más i m p o r t a n t e s eran el trigo y l a cebada; c o n ellos, se elabo-
formado por 12 meses de 30 días,
raban los a l i m e n t o s primordiales, el p a n y la cerveza. C o n el l i n o , los egipcios
más 5 días complementarios de fiestas
c o n f e c c i o n a b a n las vestimentas. La agricultura se c o m p l e m e n t a b a c o n algunas
religiosas.
actividades ganaderas. C r i a b a n reses, cabras y cerdos. También cazaban aves y
practicaban la pesca e n el N i l o .

Representación d e e s c e n a s agrícolas e n el p a n e l
d e la t u m b a d e u n f u n c i o n a r i o d e la dinastía X I X .

E l c o m e r c i o c o n el exterior o comercio a larga distancia estaba reservado para


el g o b i e r n o c e n t r a l . E l único que podía comerciar era el faraón, q u i e n c o n t r o -
laba la organización de grandes e x p e d i c i o n e s comerciales. Estas e x p e d i c i o n e s
estaban destinadas a conseguir en el extranjero los productos inexistentes e n el
territorio egipcio, c o m o el cobre y las turquesas del Sinaí, y el cedro y el estaño
de F e n i c i a . E l g o b i e r n o egipcio exportaba cereales, rollos de papiro, oro y pro-
ductos de artesanías locales.
Además, los habitantes egipcios practicaban u n p e q u e ñ o comercio interior.
C o m o n o existía la m o n e d a , u t i l i z a b a n el trueque, es decir, el i n t e r c a m b i o de
productos que consideraban de v a l o r semejante. Se i n t e r c a m b i a b a n artesanías,
objetos de v i d r i o , cerámicas, objetos de madera y de m e t a l . Para el c o m e r c i o a
larga distancia, los egipcios estimaban el v a l o r de sus productos en oro.
La explotación de los metales preciosos también era u n a a c t i v i d a d reservada
— „ al gobierno, ya que la acumulación de riqueza acrecentaba el tesoro real.

El tributo y los censos


Los habitantes de Egipto estaban obligados a entregarle al Estado c o n t r i b u c i o -
nes o t r i b u t o s . Se tributaba al faraón, y a que para los egipcios todas las tierras
le pertenecían. Cada año el gobierno hacía u n censo; es decir, enviaba a los f u n -
c i o n a r i o s a visitar los c a m p o s y realizar u n registro de los granos y el g a n a d o
existentes. Sobre l a base de este registro, se establecían los tributos que debía
aportar cada c a m p e s i n o al faraón. E l n o m a r c a recogía el t r i b u t o e n cada pro-
v i n c i a y m a n d a b a u n a parte al granero real. Los productos de las huertas y del
c a m p o eran almacenados en este granero. E n los n o m o s también había depósi-
tos d o n d e se almacenaba u n a parte de los tributos de la región.
Esta e s t a t u i l l a h a l l a d a e n la t u m b a d e M e k e t r e II
Los tributos eran u t i l i z a d o s p o r el Estado para diversas cuestiones, c o m o el
( d e la dinastía XI) t e s t i m o n i a o t r a d e las f o r m a s
e n q u e se a p r o v e c h a b a n los r e c u r s o s d e l río
pago de los f u n c i o n a r i o s que integraban el g o b i e r n o , el i n t e r c a m b i o c o n otros
N i l o : la p e s c a . Estados y el reparto de los granos almacenados entre la población en épocas de
malas cosechas.

7 2
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Comercio a Censo
larga d i s t a n c i a O r g a n i z a c i ó n social { || ® ,M *' •

La c lización social
l a sociedad e g i p c i a estaba o r g a n i z a d a e n f o r m a p i r a m i -

. liiHiiiumii
dal. E n el vértice de la pirámide del poder se encontraba el
faraón, considerado u n a d i v i n i d a d viviente, la persona más
importante de la sociedad egipcia. E l faraón concentraba la
l u t o r i d a d política, militar y religiosa. Por debajo del faraón,
-y. "
>e u b i c a b a n los sectores sociales privilegiados, que o c u -
paban los cargos d e l g o b i e r n o : funcionarios del Estado,
sacerdotes, escribas, nomarcas y jefes militares. Estos
: :ores estaban exentos del pago de tributo.
. Durante los períodos intermedios, algunos de los nomar-
cas, los gobernantes de los n o m o s que integraban el Estado
egipcio, enriquecidos por la posesión de tierras, se sintieron
1
i la altura del rey y l l e g a r o n a enfrentarse c o n él. De este
modo se provocó la disgregación estatal. I m a g e n d e u n a s a c e r d o t i s a e g i p c i a . En la
s o c i e d a d e g i p c i a la m u j e r n o e s t a b a r e l e g a d a .
Los artesanos y los comerciantes c o n f o r m a b a n u n grupo social interme-
Podía t e n e r b i e n e s p r o p i o s y si e l e s p o s o moría,
d i o . Generalmente, cumplían sus tareas e n la casa del faraón o en los templos; o c u p a b a la j e f a t u r a d e la f a m i l i a .
trabajaban la p i e d r a o la madera, o se d e d i c a b a n a la alfarería, los tejidos y la
metalurgia. Los más hábiles gozaban de mejor posición. Cocinero, cervecero
E n la base de la sociedad estaban los campesinos, que se dedicaban al cultivo y mujer moliendo granos.

vían e n aldeas. Se los consideraba h o m b r e s libres. Trabajaban parcelas, que


!es asignaba el Estado, y también las tierras del faraón, de los f u n c i o n a r i o s y de
o s templos.
Además, pagaban tributos en especie y a y u d a b a n e n la construcción de las
rrandes obras públicas, c o m o las pirámides, los diques, los palacios, etcétera.
También, existían esclavos que eran extranjeros, tomados c o m o prisioneros
de guerra u obtenidos por c o m p r a . Pero su número era reducido y n o desempe-
ñaban u n papel importante en la sociedad n i en la economía egipcia.

mu

Economía y actores sociales

Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y, en
Elaboren con un compañero un panorama general de la actividad económica
el buscador del sitio, tipean: "Egipto,
y de la sociedad en el antiguo Egipto. Para realizar esta tarea:
documental sobre una de las grandes
i Relean los temas vinculados a la sociedad egipcia y su economía, civilizaciones", pueden ver un viaje
desarrollados en estas páginas. ilustrado sobre la historia y la geografía
2. Realicen un informe escrito que contenga las siguientes cuestiones: del pueblo egipcio. A n a l i c e n : las
a. La actividad económica fundamental de Egipto, la importancia del río descripciones geográficas (nombres
Nilo, sus principales productos y los tipos de comercio: el comercio a larga utilizados para designar al país y al río
distancia (quién lo controlaba, mercaderías que se importaban y exportaban), en la Antigüedad, trayecto del Nilo,
el comercio local (entre quiénes se realizaba, qué artículos se intercambiaban y zonas geográficas limítrofes y por
con qué sistema). qué los griegos llamaron " d e l t a " a la
b. La organización social: la figura social más importante, los grupos sociales, desembocadura del Nilo), la narración
las actividades que realizaban, respectivamente; la existencia de esclavos. de la evolución histórica de Egipto
c. El pago de tributos (en qué consistía, quiénes debían tributar y quiénes (períodos, ciudades capitales, faraones
mencionados). O b s e r v e n los lugares
estaban exentos). La forma en que el gobierno determinaba la cantidad de
que se destacan en el "viaje a través
tributo que debía aportar la población y con qué fines se utilizaba.
del N i l o " (pirámides, sitios funerarios,
Incluyan en el informe dibujos o imágenes alusivos.
templos, etc.). R e s p o n d a n : ¿Cuál es la
4 . Piensen y escriban un título adecuado para su trabajo.
última sorpresa del viaje? ¿Qué lugares les
gustaría conocer? ¿Por qué?
—5r^¡

73
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5. La religión del pueblo egipcio
El desierto o "tierra roja" era para los egipcios el territorio de
los difuntos. Allí se excavaban las sepulturas, se levantaban las
pirámides y los templos. La sociedad egipcia empleaba mucho
esfuerzo en tallar grandes piedras, moldear toneladas de oro y
realizar bellas pinturas y esculturas para los sitios funerarios porque,
de acuerdo con sus creencias, así se aseguraba la eternidad.

La creencia en varias divinidades


La característica sobresaliente de la religión egipcia era el politeísmo, es decir,
la creencia e n varios dioses. Antes de l a p r i m e r a unificación estatal, cada región
adoraba a sus propios dioses. C u a n d o se organizó el Reino A n t i g u o , el gobierno
estableció u n culto oficial y algunos dioses f u e r o n venerados e n t o d o el territo-
rio. U n dios imperante era Ra, el dios sol, creador del m u n d o .
El c u l t o de los dioses o c u p a b a u n p a p e l s i g n i f i c a t i v o e n l a v i d a de los egip-
cios. E l p u e b l o e g i p c i o construía v i v i e n d a s para los dioses (templos), prepara-
b a n comidas, bebidas y realizaba fiestas e n su h o n o r . Es posible que h a y a n visto
algunas películas e n las cuales se representa a los los egipcios realizando sacrifi-
cios h u m a n o s ; s i n embargo, es u n a representación errónea; este p u e b l o n o reali-
zaba sacrificios h u m a n o s e n h o n o r de sus dioses.
A cambio de las ofrendas, los egipcios esperaban recibir favores divinos, porque
consideraban a los dioses, e n general, bienhechores. Todos los días se celebraban
ceremonias e n los templos, a cargo de los sacerdotes, de las que también participaban
la familia real y los funcionarios. La población podía hacer pedidos a los dioses, cuan-
U n f u n c i o n a r i o e g i p c i o y su esposa
do sus estatuas eran exhibidas en las procesiones durante las grandes ceremonias.
r i n d e n c u l t o a d i v i n i d a d e s estelares. Durante el Imperio N u e v o , el faraón A m e n o f i s IV pretendió i m p o n e r el culto a
Decoración d e u n a t u m b a e n Tebas. u n único dios, Atón. Amenofis ("Amón está satisfecho") cambió su nombre por el
de Akhenatón ("el servidor de Atón") y trasladó la capital, Tebas, a u n a ciudad cons-
truida especialmente para el dios, El A m a r n a . Pero el nuevo culto n o sobrevivió a su
fundador. Su sucesor, Tutankamón, restableció el culto tradicional politeísta.

Los dioses principales y sus formas de r e p r e s e n t a c i ó n


Los egipcios v e n e r a b a n a algunos animales, c o m o el c o c o d r i l o y e l toro; a ele-
m e n t o s de l a naturaleza, c o m o la tierra, y al río N i l o (Hapi). L a f o r m a de repre-
sentación cié l6S dieses variaba": podían tener aspecto fiumanc, animal o la c o m -
binación de ambos. Los dioses más importantes f u e r o n :

Horus. Dios halcón, g r a n dios T h o t . D i o s d e la p a l a b r a ,


A m ó n . D i o s d e la c i u d a d d e T e b a s ,
d e los e s p a c i o s vacíos y d e l c i e l o . la v e r d a d y la sabiduría.
el m i s t e r i o s o , el o c u l t o . D i o s d e la l u z
Considerado el creador
Se \o representaba con cabeza y de\ a'we, tamb\én de \a fecundidad.
d e l a e s c r i t u r a y el
d e halcón y c u e r p o d e h o m b r e . T u v o s u a u g e d u r a n t e el R e i n o M e d i o
p r o t e c t o r d e los e s c r i b a s .
T a m b i é n s e l o c o n s i d e r a b a el S o l y el Imperio. Fue asimilado a Ra y
Representado como un
n a c i e n t e . Tuvo gran i m p o r t a n c i a c o n s i d e r a d o r e y d e los d i o s e s c o n e l
h o m b r e c o n cabeza d e ave,
e n los i n i c i o s d e l I m p e r i o A n t i g u o , n o m b r e d e Amón-Ra.
y a q u e se creía q u e los f a r a o n e s a n o t a b a los r e s u l t a d o s e n

eran su i m a g e n viviente. el "¡uicio d e l o s M u e r t o s " .

A n u b i s . D i o s d e los m u e r t o s Osiris. D i o s d e l m á s allá, el q u e Isis. D i o s a d e la l u n a ,


y d e la m o m i f i c a c i ó n . j u z g a b a las a l m a s d e l o s d i f u n t o s . S e l o p r o t e c t o r a d e l o s niños y la
Representado c o n figura representaba c o n figura h u m a n a , c o n f e r t i l i d a d . E r a la e s p o s a d e
h u m a n a y cabeza d e chacal, u n látigo p a r a c a s t i g a r y u n g a n c h o p a r a O s i r i s y la m a d r e d e H o r u s .
c o n t r o l a b a la b a l a n z a e n el detener, q u e utilizaba e n el "juicio d e Se la r e p r e s e n t a b a c o m o
" j u i c i o d e los M u e r t o s " . los M u e r t o s " . T a m b i é n se l o c o n s i d e r a b a una mujer q u e llevaba e n
el S o l p o n i e n t e , el d i o s d e l a v e g e t a c i ó n su c a b e z a d o s c u e r n o s q u e
y l a f e c u n d i d a d . Era la d i v i n i d a d q u e enmarcaban u n disco.
gozaba de mayor popularidad.
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6. Los pequeños Estados
(+INFO) en la Mesopotamia asiática
Cambios en la d e s e m b o c a d u r a En la M e s o p o t a m i a asiática, situada en el extremo oriental
de los ríos m e s o p o t á m i c o s de la M e d i a Luna de las Tierras Fértiles, surgieron diversas
El Tigris y el Eufrates nacen en los sociedades urbanas. Hacia el a ñ o 3000 a. C , c o n f o r m a r o n
montes de Armenia. Sus crecidas
p e q u e ñ o s Estados independientes o ciudades-Estado.
inundan el sur mesopotámico y,
Posteriormente, surgieron los primeros imperios que
finalmente, desaguan en el golfo
Pérsico. En la Antigüedad, ambos unificaron la r e g i ó n en un solo Estado.
ríos desembocaban por separado en
forma casi paralela. C o n el paso del
tiempo, se acumuló gran cantidad de Características singulares d e las
los sedimentos que arrastraban. Estos
c o n d i c i o n e s geográficas
sedimentos rellenaron la zona del
golfo donde arribaban. Por eso, en la La M e s o p o t a m i a (del griego, " t e r r i t o r i o entre ríos") es l a región u b i c a d a entre
actualidad, ambos ríos al desembocar los ríos Eufrates y Tigris (+ INFO). C o m o era u n a z o n a de fácil acceso desde el
confluyen en un solo cauce llamado África, Asia o Europa, y atractiva p o r las c o n d i c i o n e s de su p r o d u c t i v o suelo, se
Shatt al-Arab (en árabe, "costa de los convirtió e n u n lugar de tránsito de variados pueblos.
árabes"), hasta la desembocadura en el E n l a M e s o p o t a m i a p u e d e n distinguirse dos zonas geográficas:
golfo Pérsico. • La Baja Mesopotamia, al sur: u n a l l a n u r a c o n tierras fértiles, gracias a las
i n u n d a c i o n e s fluviales. E n ese lugar se asentaron los sumerios o someros y la
región t o m ó entonces el n o m b r e de Súmer. Posteriormente, l l e g a r o n pueblos
de o r i g e n semita, c o m o los acadios y los amorreos. L o s s u m e r i o s f u e r o n los
creadores de la escritura cuneiforme.
) A L M I S M 0
TIEMPO • L a Alta Mesopotamia, al norte: z o n a de m o n t a ñ a s , c o n c l i m a m u y riguro-
so y poca vegetación. E n esta región se establecieron los asirios, u n p u e b l o de
Durante la etapa en que las ciudades origen semita.
sumerias rivalizaban entre sí, Egipto
atravesaba el período histórico
correspondiente al Reino Antiguo. • La r e g i ó n d e la M e s o p o t a m i a asiática

\» La Alta y \a Ba\a
M e s o p o t a m i a asiática

Digitalizado por Sergio A. Vegas


Mesopotamia Escritura cuneiforme
Ciudades-Estado Recursos naturales
estratégicos

(+INF0)
Las ciudades-Estado d e Súmer
-„:ededor d e l a ñ o 3 0 0 0 a. C , los sumerios se asentaron en el sur de l a Baja
La escritura cuneiforme
M e s o p o t a m i a . Era u n a z o n a m u y fértil, pero que sufría constantes e irregulares
La escritura cuneiforme hace cinco mil
f u n d a c i o n e s . Los sumerios construyeron la primera red de canales y acequias
años fue la realización cultural más
rara controlarlas. Así p o s i b i l i t a r o n que u n suelo tan fértil fuera cultivado.
importante de los sumerios. Adoptada
A diferencia del pueblo egipcio, los sumerios n o f o r m a r o n u n gran Estado que
luego por todos los habitantes de la
unificara el territorio de la Baja M e s o p o t a m i a , sino que c o n f o r m a r o n pequeños
Mesopotamia, se convirtió en el sistema
:ados independientes.
utilizado durante siglos en gran parte del
Cercano Oriente. Su nombre proviene
de la forma de "cuña" que tienen
Los s u m e r i o s se o r g a n i z a r o n e n diversas ciudades-Estado. C a d a c i u d a d era
sus caracteres. Era un sistema que,
_r. Estado independiente, c o n su p r o p i o gobierno y sus propias leyes. Las ciuda-
inicialmente, se basaba en pictogramas,
:r>-Estado sumerias eran políticamente autónomas pero conservaban a f i n i d a d
es decir, dibujos que representaban cosas
cultural entre sí, porque compartían la lengua, las creencias, las costumbres y la
e ideas. Por eso también se la llamó
escritura (+ INFO).
ideográfica. Su aprendizaje era muy difícil,
Su p r i m e r centro de ocupación fue Eridu, luego Ur y Uruk. Posteriormente,
porque era necesario conocer el significado
fundaron otras ciudades, c o m o Lagash, Nippur y Kish.
de alrededor de 3.000 signos. Luego
A estas ciudades-Estado también se las l l a m a ciudades-templo, porque cada
los escribas la simplificaron sustituyendo
u n a c o n su territorio circundante estaba gobernada desde u n t e m p l o . E l gober-
los ideogramas por formas más simples
nante era el sumo sacerdote o patesi, que representaba a la d i v i n i d a d en la tierra.
(puntos y signos) que representaban
Por ese m o t i v o , su poder era incuestionable. E n el templo, el sumo sacerdote, ade-
sonidos.
— ás de oficiar las ceremonias de culto, decidía l a distribución de tierras para las
i cavidades agrícolas, la construcción y m a n t e n i m i e n t o de las obras hidráulicas y 0 L a e s c r i t u r a c u n e i f o r m e se r e a l i z a b a
e¿ registro, c o n t r o l y almacenamiento del tributo. Además, en el edificio del c o n un punzón d e l g a d o
remplo, los artesanos realizaban sus labores, los escribas aprendían su ofi- d e caña o h u e s o , s o b r e

• y se organizaban o recibían las expediciones comerciales. tablillas d e arcilla


f r e s c a , q u e l u e g o se
Posteriormente, e l s u r g i m i e n t o de c o n f l i c t o s entre las ciudades
p o n í a n a s e c a r al
sumerias p o r el a p r o v e c h a m i e n t o d e l agua o por aspiraciones de sol o se c o c i n a b a n .
i r m i n a c i ó n p r o d u j o u n c a m b i o e n l a figura gobernante. E l jefe F i n a l m e n t e , se
militar o ensi de cada c i u d a d se convirtió e n l a m á x i m a a u t o r i - s e c a b a n y se
c o n s e r v a b a n . Se
dad y los sacerdotes se dedicaron exclusivamente al culto. E l poder
u t i l i z a b a la a r c i l l a
• residía e n el t e m p l o , sino e n el palacio, c o n s t r u i d o para la porque era un
~ a x i m a a u t o r i d a d política que, desde allí, dirigía l a defensa de l a material a b u n d a n t e en
rrudad y las demás cuestiones del Estado. la r e g i ó n .

ACTIVIDADES

Análisis de cartografía histórica

1. Relean la página dedicada al espacio geográfico de Mesopotamia y Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y, en el


elaboren un mapa de la región que muestre las zonas en que se dividía, los ríos buscador del sitio, tipean: M e s o p o t a m i a ,
e v o l u c i ó n de la escritura c u n e i f o r m e ,
principales, Egipto y el río Nilo.
pueden ver una explicación práctica
2. Busquen información en un mapa físico de los continentes africano, europeo
de c ó m o escribían los sumerios.
y asiático.
A n a l i c e n : ¿Qué materiales utilizaban?
a. Localicen el desierto arábigo, la costa Siria, el golfo Pérsico, los montes de
¿Qué símbolos de la vida cotidiana se
Armenia, la meseta de Irán y la meseta de Anatolia. muestran en el documental? ¿Por qué les
b. C o m p l e t e n con estos datos el mapa que confeccionaron. parece que se los eligió? ¿Qué relación
c. C o l o r e e n la zona correspondiente a la Media Luna de las Tierras Fértiles. pueden establecer entre el tamaño de las
d. Elaboren un texto de pocas líneas para acompañar el mapa, y explicar las tablillas y la utilidad de la escritura para
condiciones geográficas de la Mesopotamia que la convirtieron en un lugar las actividades económicas? ¿Con qué
atractivo para diferentes pueblos. sistemas de escritura actuales relaciona el
video a la escritura cuneiforme?

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7. Los primeros imperios semíticos
F| (+INFO) Los incesantes conflictos militares entre las ciudades-Estado
sumerias fueron minando su fortaleza. Su debilitamiento fue
La ciudad de Lagash aprovechado por los semitas, que instalaron una nueva forma
Los guteos sometieron a las ciudades- de gobierno en la región, el imperio.
Estado de la región y las obligaron a
pagarles tributo. Sin embargo, la ciudad
de Lagash se resistió al dominio guteo El Imperio A c a d i o
y conservó una relativa independencia.
E n el segundo m i l e n i o a. C . los acadios, grupos n ó m a d e s de o r i g e n semita, se
Uno de sus gobernantes, Cudea (2144-
asentaron e n l a z o n a central de l a Baja M e s o p o t a m i a . L a mayoría se instaló en
2124 a. C ) , la embelleció, ordenó
las ciudades sumerias, atraídos por su p r o s p e r i d a d . E n K i s h alcanzó i m p o r t a n -
obras de riego y de saneamiento e hizo
cia u n f u n c i o n a r i o de o r i g e n acadio que destronó a l rey y o c u p ó su lugar c o n
construir templos.
el n o m b r e de S a r g ó n I. Este rey acadio siguió u n a política de e x p a n s i ó n terri-
t o r i a l , m e d i a n t e l a c u a l logró c o n q u i s t a r las ciudades-Estado sumerias, t e r m i -
n a n d o c o n su a u t o n o m í a . Así, organizó el primer gran E s t a d o u n i f i c a d o de la
M e s o p o t a m i a (2350 a. C.-2200 a. C ) .
El I m p e r i o Acadio e x t e n d i ó su d o m i n i o hasta Siria, e n l a costa del
Mediterráneo, y controló las rutas comerciales, marítimas y terrestres que llega-
b a n a l a región. Su capital fue Akkad, f u n d a d a sobre l a antigua c i u d a d sumeria
de K i s h . E l poder de su rey era r e c o n o c i d o por casi todas las ciudades mesopo-
támicas. Sus autoridades políticas eran gobernadores, obedientes de las órdenes
del palacio real instalado e n A k k a d .
La lengua acadia se extendió por l a M e s o p o t a m i a , r e e m p l a z a n d o a l a sume-
ria. E n c a m b i o , se m a n t u v o l a escritura c u n e i f o r m e creada p o r los sumerios y
m u c h a s de sus costumbres y creencias.
El Imperio A c a d i o duró alrededor de 150 años, hasta que n o p u d o detener las
invasiones de los guteos o guti, u n p u e b l o p r o v e n i e n t e de los M o n t e s Zagros,
quienes d o m i n a r o n la región p o r más de u n siglo (+ INFO).

Los imperios semíticos: el Imperio A c a d i o


y el Primer Imperio B a b i l ó n i c o

Armenia Media
Mar
Caspio \
Nínive

Estela d e N a r a n , q u e c e l e b r a la
victoria d e Naran-Sin, tercer rey d e Chipre
Siria
los a c a d i o s , p o s i b l e m e n t e n i e t o d e Medos
S a r g ó n I, s o b r e u n p u e b l o d e l o s Mar Mediterráneo
montes Zagros.
Babilonia
sZ^piam
^ V ^ " Palestina Súmer
Persas

Egipto

Arabia

Imperio acadio.
; Imperio amorreo o Antiguos babilónicos.

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Imperio
Acadios
T Amorreos
M o n a r q u í a absoluta

El Primer Imperio Babilónico ACTIVIDADES


Cerca d e l año 2 0 0 0 antes de C r i s t o , los amorreos, p u e b l o n ó m a d e de o r i g e n
semita, se establecieron en el norte de la Baja M e s o p o t a m i a . P a u l a t i n a m e n t e ,
—•/ Cambios
i y permanencias
a d o p t a r o n la l e n g u a acadia y la escritura c u n e i f o r m e , y l o g r a r o n el d o m i n i o
político y m i l i t a r de la región. Relean las páginas de este capítulo
Su rey más i m p o r t a n t e fue Hammurabi (1728 a. C.-1686 a. C ) , q u i e n orga- desde la instalación de los sumerios hasta
nizó u n g r a n Estado c e n t r a l i z a d o c o n c a p i t a l e n l a c i u d a d de Babilonia. E l la formación de los imperios semíticos.
reino t o m ó el n o m b r e de Primer Imperio B a b i l ó n i c o . D u r a n t e su r e i n a d o se 2. Teniendo en cuenta la forma
realizó u n a i m p o r t a n t e reorganización del Estado babilónico: de organización estatal durante el
• E n materia política, la M e s o p o t a m i a se convirtió en u n estado unificado predominio sumerio, ¿qué cambios
bajo la autoridad de u n solo rey. impusieron los semitas al respecto?
• E n el aspecto religioso, se i m p u s o c o m o la d i v i n i d a d más i m p o r t a n t e a ¿Qué diferencia existía entre los
M a r d u k , u n dios babilónico. Estados que formaron los sumerios y los
• E n materia legislativa, se redactó el célebre Código de Hammurabi, u n o Estados que formaron los semitas?
de los d o c u m e n t o s más antiguos de leyes establecidas p o r escrito. Respecto de los estados semitas, ¿qué
• E n el aspecto cultural, aunque los amorreos tenían su p r o p i a lengua, adop- forma de gobierno perduró en ellos?
taron la de sus antecesores acadios, que ya estaba m u y d i f u n d i d a en la región, y ¿Por qué el gobierno tenía carácter
la consagraron c o m o lengua oficial para la M e s o p o t a m i a . teocrático?
El poder babilónico perduró hasta la invasión de diversos pueblos de origen ¿Por qué los gobiernos sumerios
indoeuropeo, c o m o los hititas y los casitas. tenían un carácter absoluto y teocrático?
Elaboren una síntesis sobre los
cambios y permanencias encontrados

Las monarquías absolutas y teocráticas


A l i g u a l que e n E g i p t o , la m o n a r q u í a absoluta era el t i p o
de g o b i e r n o de los i m p e r i o s semitas. E l poder político, m i l i -
tar, e c o n ó m i c o y religioso se centraba en el rey. Este decidía
sobre todas las cuestiones d e l Estado (entre otras, las leyes,
la justicia y la e c o n o m í a ) y t a m b i é n dirigía las ceremonias ' ^—~~7

religiosas. Su p o d e r era vitalicio y hereditario; a l m o r i r lo


sucedía u n o de sus hijos. Estas monarquías tenían t a m b i é n
...
u n carácter t e o c r á t i c o , p o r q u e estos pueblos c o n s i d e r a b a n -

que el rey era u n representante de las d i v i n i d a d e s . Por eso,


su poder era incuestionable.
L o s h a b i t a n t e s d e l i m p e r i o care-
cían de derechos políticos, pues n o
podían elegir el g o b i e r n o n i ser ele-
gidos, n i oponerse a la a u t o r i d a d de
la m o n a r q u í a . Los f u n c i o n a r i o s eran
n o m b r a d o s d i r e c t a m e n t e p o r el rey
y o b e d e c í a n sus ó r d e n e s . T a m p o c o
la p o b l a c i ó n tenía p l e n o s derechos
c i v i l e s , y a q u e su v i d a , sus b i e n e s
y su l i b e r t a d d e p e n d í a n de su obe-
diencia a las decisiones del rey.

Estela d e l r e y d e N a m m u ( 2 1 0 0 a. C ) .
El rey, u b i c a d o e n la p a r t e s u p e r i o r ,
es s a l u d a d o p o r u n a d i o s a .

Restos d e la m u r a l l a d e B a b i l o n i a . Las
ciudades estaban protegidas p o r murallas

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(+INFO) 8. Economía, sociedad y creencias
en la Mesopotamia
La habilidad en los cálculos
Los sumerios crearon para sus cálculos y Durante la Antigüedad, las sociedades establecidas en la
un sistema basado en el cómputo por Mesopotamia asiática desarrollaron, al igual que los egipcios,
seis (sistema sexagesimal). Es decir importantes innovaciones económico-sociales, bellas
que los números que sirven como manifestaciones artísticas y los primeros testimonios escritos
base para calcular son el 6 y el 12. Este
de la historia. /
procedimiento es más complejo que el
decimal (basado en el 5 y el 10). Los
sumerios dividieron el día en 24 horas e La a g r i c u l t u r a c o m o base d e la economía
idearon un reloj de agua para medirlas.
La a g r i c u l t u r a era l a base de l a e c o n o m í a de l a M e s o p o t a m i a . Los sumerios,
En la actualidad, utilizamos el sistema
c o m o y a v i e r o n , c o n s t r u y e r o n u n a d m i r a b l e sistema de canales, que c o n t r i -
sexagesimal en la medición del tiempo
b u y ó a a u m e n t a r l a superficie de c u l t i v o y al desarrollo agrícola de l a región.
(horas, minutos y segundos) y también
Los pueblos que, posteriormente, d o m i n a r o n la M e s o p o t a m i a se o c u p a r o n de
cuando nos referimos a una docena o a
m a n t e n e r y r e n o v a r este sistema de irrigación. Los p r o d u c t o s de c u l t i v o más
media docena de alguna mercadería.
i m p o r t a n t e s f u e r o n los cereales, c o m o el trigo y l a cebada, y los frutos de la
p a l m e r a (dátiles). También se criaban ovejas y cabras, de las que obtenían lana,
leche y carne.
Glosario El g o b i e r n o y sus escribas c a l c u l a b a n y c o n t r o l a b a n la c a n t i d a d de las cose-
chas para exigir el tributo a los agricultores. Los campesinos, además de entre-
* Esclavo: Persona que está bajo el
gar parte de sus cosechas, debían c o n t r i b u i r c o n su trabajo en l a construcción
dominio o propiedad de otra (sea el
de canales, diques y edificios públicos. Los artesanos pagaban t r i b u t o c o n sus
Estado o un particular), que puede ser
productos o c o n labores especiales para el t e m p l o o el palacio, y los c o m e r c i a n -
comprada o vendida y que ha perdido
tes, c o n mercaderías (+ INFO).
su capacidad de disponer libremente
L a M e s o p o t a m i a carecía de m a t e r i a s p r i m a s básicas, c o m o l a m a d e r a , l a
de sí misma. El estatus social de los
p i e d r a y los metales. Para obtenerlas se o r g a n i z a b a n i m p o r t a n t e s e x p e d i c i o -
esclavos era considerado inferior al de
nes comerciales a Fenicia, Egipto y A n a t o l i a , y a zonas más lejanas del Oriente
una persona libre.
n a v e g a n d o a través del golfo Pérsico. Las ciudades m a n t e n í a n entre sí activos
vínculos comerciales. E l c o m e r c i o se realizaba mediante el trueque, y a que los
Escena de caza d e u n ciervo ( m o l d e d e terracota mesopotámicos n o conocían la m o n e d a . A u n q u e tenían algunos elementos
del p a l a c i o d e M a r i ) . Los c a m p e s i n o s trabajaban c o m o medidas de valor; p o r ejemplo, lingotes de m e t a l sellados o d e t e r m i n a d a
la t i e r r a c o n a z a d a s y c o n u n a r a d o d e m a d e r a c a n t i d a d de cereales.
tirado p o r bueyes. También pescaban y c a z a b a n
a n i m a l e s silvestres.

La organización social
E l s u m o sacerdote o patesi de las primeras ciudades sumerias y, p o s t e r i o r m e n -
te, el rey eran las personas más i m p o r t a n t e s de l a sociedad m e s o p o t á m i c a . L a
f a m i l i a y los f u n c i o n a r i o s d e l rey, los sacerdotes y los grandes jefes m i l i t a r e s
c o n f o r m a b a n u n grupo social privilegiado. C o n t a b a n c o n grandes extensio-
nes de tierra y rebaños y n o tenían que pagar t r i b u t o . Pero el rey podía despo-
jarlos de sus bienes si así l o decidía.
E l sector social i n t e r m e d i o estaba i n t e g r a d o p o r artesanos y comerciantes.
Los artesanos trabajaban al servicio del rey o del t e m p l o y, también, en f o r m a
particular. Fabricaban la mayoría de los objetos, i n c l u s o los artísticos. M u c h o s
artesanos vivían e n las ciudades. Los comerciantes t e n í a n u n a posición más
a c o m o d a d a . Se e n c a r g a b a n d e l c o m e r c i o a larga d i s t a n c i a . Recorrían vastos
Barca utilizada territorios y podían realizar beneficiosos intercambios.
p o r los Los campesinos o a g r i c u l t o r e s f o r m a b a n el g r u p o s o c i a l m á s n u m e r o s o .
mesopotámicos Vivían e n aldeas cercanas a las m u r a l l a s de las c i u d a d e s . Se d e d i c a b a n a las
para transportar
tareas agrícolas y ganaderas y a algunas labores artesanales sencillas. Artesanos,
sus p r o d u c t o s p o r
el g o l f o Pérsico. comerciantes y campesinos debían prestar t r i b u t o al Estado.
E n l a M e s o p o t a m i a , a diferencia de Egipto, el n ú m e r o de esclavos" era m u y
alto. G e n e r a l m e n t e , se c o n v e r t í a n e n esclavos los p r i s i o n e r o s de guerra o las
personas libres que n o podían pagar sus deudas. E n la M e s o p o t a m i a , el esclavo
podía obtener su libertad, p o r ejemplo, comprándosela a su a m o .
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Trueque Ley d e l T a l i ó n
Tributo Politeísmo
C ó d i g o d e leyes

El Código d e H a m m u r a b i AL MISMO TIEMPO

El c ó d i g o dictado p o r H a m m u r a b i contiene gran variedad de n o r m a s que c o n -


El reinado de Hammurabi en la
densan antiguas costumbres de la c o m u n i d a d y otros artículos o r i g i n a d o s e n
Mesopotamia coincidió con el fin
necesidades d e l m o m e n t o e n que se redactó. L a obra realizada durante el rei-
del Reino Medio en Egipto.
nado de H a m m u r a b i es i m p o r t a n t e porque representa l a más antigua c o d i f i c a -
c i ó n e s c r i t a d e las leyes. E l código regulaba las relaciones familiares (como el
m a t r i m o n i o y el divorcio), las cuestiones económicas (por ejemplo, los tributos,
el comercio y la propiedad) y el castigo ante la perpetración de delitos (como el
h o m i c i d i o , el robo y las lesiones).
Los delitos eran castigados c o n severas sanciones, i n c l u s o c o n la muerte. U n o
de los p r i n c i p i o s que se aplicaba era la d e n o m i n a d a L e y d e l T a l i ó n ("ojo p o r
ojo, diente por diente"), por el c u a l q u i e n cometía u n d e l i t o era castigado c o n
una pena semejante al daño que había p r o d u c i d o . Pero las penas aplicadas p o r
'.os delitos n o eran las mismas para todos, sino que guardaban relación c o n el
írupo social al que pertenecía q u i e n las había c o m e t i d o . Es decir que n o existía
el p r i n c i p i o de i g u a l d a d ante la ley que rige en la legislación actual. E l código
dividía a la sociedad e n h o m b r e s libres y esclavos. Los delitos c o m e t i d o s p o r
^os esclavos c o n t r a los h o m b r e s libres se castigaban c o n m a y o r severidad. A
pesar de esta desigualdad jurídica, la i m p o r t a n c i a histórica del código radica
en que las normas por escrito se c o n v i r t i e r o n en leyes del Estado que reempla-
zaron a los actos de venganza privada de las familias.

IT ACTIVIDADES

Análisis de fuentes
El C ó d i g o d e H a m m u r a b i f u e e n c o n t r a d o e n 1 9 0 2 y se
c o n s e r v a e n el M u s e o d e l L o u v r e , e n París. En la i m a g e n se v e
u n d e t a l l e d e la " e s t e l a d e d i o r i t a " ( r o c a s i m i l a r al g r a n i t o ) , d e
Lean los siguientes artículos del Código de Hammurabi y luego
u n p o c o más d e d o s m e t r o s d e a l t u r a , d o n d e el d i o s S h a m a s h
realicen las consignas: e n t r e g a las leyes a H a m m u r a b i .

A r t . 55. " S i u n h o m b r e abre su a c e q u i a p a r a regar


A r t . 204. "Si u n h o m b r e libre golpea en l a m e j i l l a a otro
luego se descuida y deja que el a g u a se lleve el c a m p o de
hombre libre, p a g a r á u n a c a n t i d a d de m e t a l de p l a t a " .
su vecino, p a g a r á u n a indemnización en cebada según
A r t . 205. " S i el esclavo de u n h o m b r e g o l p e a e n l a
l a cosecha de su v e c i n o " .
m e j i l l a a l hijo de u n h o m b r e , que le corten u n a oreja".
A r t . 95. " S i u n h o m b r e libre h a prestado g r a n o o
J o a q u í n S a n m a r t í n (ed.), Códigos legales de tradición babilónica,
m e t a l , s i n testigos n i contrato, perderá c u a n t o prestó".
Barcelona, Trotta, 1 9 9 9 (adaptación).
A r t . 128. " S i u n h o m b r e libre t o m a u n a esposa pero
n o extiende u n contrato escrito, esa m u j e r n o es su 1. Identifiquen el aspecto social que regula cada artículo;
esposa". por ejemplo, relaciones familiares, actividades económicas o
A r t . 141. " S i l a esposa de u n h o m b r e que vive e n l a castigos.
casa del h o m b r e p l a n e a irse y es desconsiderada c o n 2 . R e s p o n d a n por escrito:
su m a r i d o , que se lo p r u e b e n ; si su m a r i d o d e c l a r a su a. ¿En qué ocasiones los hombres libres debían realizar un
v o l u n t a d de divorcio, que el m a r i d o t o m e a otra m u j e r contrato por escrito? ¿Qué consecuencia tenía el no hacerlo
y que l a p r i m e r a v i v a c o m o u n a esclava en casa de su de este modo?
marido". b. Expliquen en qué consistía la ley del Talión y en cuáles de
A r t . 143. " S i u n a m u j e r n o h a g u a r d a d o su cuerpo, estos artículos puede observarse este precepto.
h a estado saliendo, h a d i l a p i d a d o su casa y h a sido c. ¿El Código establecía la igualdad ante la ley? Subrayen las
desconsiderada c o n su m a r i d o , a esa m u j e r l a tirarán a l frases de los artículos que fundamenten su respuesta.
agua". 3. El sometimiento de personas a la esclavitud fue un
A r t . 196. " S i u n h o m b r e libre deja tuerto a otro fenómeno que se mantuvo en el mundo a lo largo de los
h o m b r e libre, lo d e j a r a n tuerto". siglos y su abolición fue un proceso lento que duró hasta
A r t . 199. " S i u n h o m b r e libre deja tuerto a l esclavo el siglo xix. Reflexionen sobre la tarea realizada y escriban
de otro h o m b r e libre, p a g a r á u n a c a n t i d a d de m e t a l de unas líneas para defender los derechos que les eran negados
plata". a los esclavos en la Mesopotamia.

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i
9. El Imperio Hitita en Anatolia I
(+INFO)
Hacia el a ñ o 2000 a. C , se produjo en el Cercano Oriente la
primera gran invasión de pueblos indoeuropeos. En esa oleada
Un nombre debatido llegaron, entre otros, los casitas, los mitanios y los hititas.
El término "hitita" originó debates
Los mitanios se instalaron en el norte de la Mesopotamia y los
entre los especialistas. N o se sabe
casitas, en el sur. Los hititas se establecieron en Anatolia y con
cómo se llamaba este pueblo a sí
mismo. El nombre de "hititas" utilizado el correr del tiempo lograron organizar un poderoso imperio.
actualmente proviene del Antiguo
Testamento de la Biblia, que los
menciona de este modo. Los asirios, sus
Un imperio de origen indoeuropeo
vecinos, los llamaban hatti, nombre de Los hititas llegaron a A n a t o l i a c o n la primera invasión indoeuropea del 2000 a. C.
una población que vivía en la región Allí se m e z c l a r o n y d o m i n a r o n a las poblaciones locales. Desde las regiones que
antes de la irrupción hitita, y a su imperio o c u p a r o n i n i c i a l m e n t e se e x p a n d i e r o n y organizaron u n imperio, que pervivió
lo denominaban "el país de Hatti". alrededor de cinco siglos (+ INFO).
La ciudad capital de los hititas, Hatussas, estaba ubicada en las inmediaciones
de u n río de la región central de Anatolia, en u n sitio cercano a la actual ciudad
turca de Bogazkóy. E l I m p e r i o H i t i t a estaba gobernado por u n a m o n a r q u í a . El
poder del rey era hereditario y su persona se consideraba elegida p o r los dioses
para ejercer el cargo.

a g u e r r e r a y diplomática
El Imperio Hitita en su é p o c a
de m a y o r e x t e n s i ó n La e x p a n s i ó n territorial de los hititas a partir de su instalación en el Asia M e n o r
duró m u c h o t i e m p o y fue u n a c o m b i n a c i ó n de v i c t o r i a s m i l i t a r e s y alianzas
diplomáticas. Los hititas contaban c o n u n a importante organización militar, que
u t i l i z a b a elementos p r o p i o s de los pueblos i n d o e u r o p e o s : carros de guerra y
caballos para el combate. A sus recursos bélicos, desconocidos por los pueblos
sedentarios de la región, le s u m a b a n ataques sorpresivos. Cerca del 1650 a. C ,
saquearon la c i u d a d de B a b i l o n i a , pero luego se retiraron. Así provocaron, junto
c o n los casitas, la caída del Primer Imperio Babilónico.
Instalados en A n a t o l i a , los hititas se e x p a n d i e r o n por el sur hacia Siria, terri-
torio c o d i c i a d o por sus bosques ricos en maderas para las construcciones y por-
que sus costas p e r m i t í a n el acceso a la n a v e g a c i ó n p o r el M a r Mediterráneo,
733 \ .Kadesh por el que llegaron a la isla de C h i p r e .
E n K a d e s h , los ejércitos hititas se e n f r e n t a r o n c o n las fuerzas m i l i t a r e s del
Mar Mediterráneo •§
i Imperio N u e v o de los egipcios, que c o n t r o l a b a n parte de la región. Finalmente,
<3
h i t i t a s y egipcios f i r m a r o n u n tratado de paz p o r el c u a l se c o n v i r t i e r o n en
Estados aliados frente a la amenaza de nuevas incursiones de pueblos indoeuro-
Referencias
Zona de influencia
peos. L a expansión egipcia por Siria se detuvo a partir de ese m o m e n t o . E n u n a y
hitita
Escala gráfica
Zona de influencia
otra parte, los reyes juraron c u m p l i r el pacto frente a sus dioses. De esta forma, el
0 200 400 km
egipcia .
MbfRoió. tratado estaba avalado por la autoridad d i v i n a .
E l I m p e r i o Hitita vivió su
m o m e n t o de m a y o r e s p l e n -
dor entre los años 1350 a. C . y
1200 a. C , c u a n d o se p r o d u -
jo la segunda gran invasión de
pueblos indoeuropeos, a la que
n o p u d o sobrevivir. Los frigios I
y los lidios se asentaron e n sus I
territorios del Asia Menor.

C a r r o h i t i t a s e g ú n u n r e l i e v e e g i p c i o p r o v e n i e n t e d e l I m p e r i o N u e v o . El
c a r r o d e g u e r r a e r a u n v e h í c u l o c o n d o s r u e d a s , m u y e f i c a z p a r a la l u c h a
p o r q u e d a b a m u c h a m o v i l i d a d a l o s g u e r r e r o s . Tenía l u g a r p a r a tres
personas, u n c o n d u c t o r y d o s c o m b a t i e n t e s , q u e utilizaban flechas para
m a y o r e s d i s t a n c i a s y l a n z a s e n los e n f r e n t a m i e n t o s cercanos.
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C+INFO) 1. Los pequeños Estados de Fenicia
Los fenicios, de origen semita, estaban instalados en la costa
Un nombre en colores de Siria, comprendida entre los montes del Líbano y el mar
El nombre de Fenicia y el de sus
Mediterráneo. La región que ocuparon, llamada luego Fenicia,
habitantes, los fenicios, tuvo origen
es una costa abierta que permite la navegación y en la que soplan
en la expresión griega fíniki que
quiere decir "rojizo". De esta forma, vientos en dirección a la isla de Creta y Egipto. Gracias a estas
los antiguos griegos se referían a los condiciones, los fenicios se convirtieron en uno de los primeros
comerciantes y pobladores de las pueblos navegantes de la historia.
ciudades-Estado de la costa de Siria,
posiblemente por los colores rojizos
que utilizaban para teñir sus telas. La Las ciudades-Estado fenicias
civilización fenicia fue muy importante
Los f e n i c i o s estaban organizados e n pequeñas c i u d a d e s - E s t a d o i n d e p e n d i e n -
en su época, pero, como quedaron
tes entre sí, y separadas p o r relieves rocosos. N o c o n f o r m a r o n n u n c a u n Estado
pocos vestigios directos de su historia,
u n i f i c a d o , las ciudades solo se aliaban t e m p o r a l m e n t e para defenderse frente a
la conocemos a partir de textos de otros
u n enemigo c o m ú n . Sus ciudades más importantes fueron B i b l o s , S i d ó n y T i r o
pueblos que tuvieron contacto con
( + INFO).
ella, en particular los asidos, babilonios
C o m o el territorio que h a b i t a b a n era m o n t a ñ o s o y p o c o apto para la agricul-
y griegos. Los escasos testimonios
tura, m u c h o s fenicios se d e d i c a r o n a las a c t i v i d a d e s c o m e r c i a l e s a través de la
históricos de la población fenicia se
n a v e g a c i ó n p o r el Mediterráneo, pues l a vía m a r í t i m a era más favorable que
encuentran, principalmente, en la isíá la terrestre para el contacto c o n otras regiones.
de Cerdeña, el sur de España y la isla La i n d e p e n d e n c i a política fenicia duró hasta el siglo vm a. C . Luego sufriere:
de Chipre. sucesivamente las d o m i n a c i o n e s de los imperios Asirio, Neobabilónico y Persa.
E l espacio geográfico que o c u p a b a n estaba e s t r a t é g i c a m e n t e u b i c a d o : al sui;
estaba e n contacto c o n Egipto y al norte, c o n la M e s o p o t a m i a y el Asia M e n c i
A El territorio de los fenicios Por ese m o t i v o , p r o n t o se convirtió e n u n cruce c o m e r c i a l i m p o r t a n t e , ir
codiciado p o r los grandes imperios que se f o r m a r o n en el Cercano Oriente.

A
Forma de gobierno y composición social
Las múltiples ciudades-Estado fenicias tenían su p r o p i o g o b i e r n o a u t ó n o m o .
C a d a c i u d a d estaba gobernada por u n rey, c u y o poder n o era absoluto, porque
Líbano
compartía sus decisiones c o n u n C o n s e j o de A n c i a n o s . Este o r g a n i s m o estaba
Mar compuesto por cien miembros, que eran ricos mercaderes. Su función era aseso-
Mediterráneo rar al monarca en cuestiones de política y economía atinentes a la c i u d a d .
T¡ro¿--f r

Los c o m e r c i a n t e s a d i n e r a d o s eran el grupo social más i m p o r t a n t e . O c u p a b a n


Lago de Genetaret' ^
los cargos de gobierno y decidían las cuestiones económicas y sociales. E l resto de
Desierto
de la población la c o m p o n í a n los artesanos, los cargadores y los t r i p u l a n t e s de las
Escata gráfica Siria
aof^Ticio f\ 200 km
n a v e s . También había e s c l a v o s , que los fenicios o b t e n í a n de las zonas donde
" ) J Muerto
I I I comerciaban.

La bandera actual del Líbano tiene


c o m o s í m b o l o central un cedro,
probablemente elegido por los célebres
bosques que cubrían su territorio.

El bosque m á s famoso del Líbano es el de Besharre. Tiene algunos


9 cedros c o n una a n t i g ü e d a d estimada en m á s de 1.500 años, c o n
una altura de 35 metros y troncos que tienen de 12 a 14 metros
de d i á m e t r o .

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Ciudades-Estado U Colonización
C o l c

Consejo de Ancianos Colonias y factorías


Alfabeto Politeísmo

[Actividades mercantiles y expansión territorial


El trueque mudo
. o m e r c i o era l a p r i n c i p a l a c t i v i d a d económica de los fenicios. L a agricultura
Según referencias del historiador griego
i poco desarrollo, y a que su suelo n o era apto y solo p u d i e r o n practicarla e n
Heródoto, los fenicios solían practicar el
¿s laderas de las montañas.
"trueque m u d o " . Esta práctica era una
La a c t i v i d a d c o m e r c i a l de los fenicios consistía e n el i n t e r c a m b i o de obje-
manera original de negociar sin tener
• K fabricados por ellos y e n el transporte, c o m p r a y v e n t a de mercaderías pro-
contacto directo con los compradores.
íientes de m u y diversos orígenes. Entre los siglos x i y v m a. C , los fenicios
Los fenicios se acercaban a una costa,
K c o n v i r t i e r o n e n l o s d u e ñ o s d e l c o m e r c i o m a r í t i m o p o r el M e d i t e r r á n e o .
dejaban sus productos en la playa y
Navegaron por el mar Mediterráneo y el o c é a n o Atlántico y se a v e n t u r a r o n e n
regresaban a sus naves. Los habitantes
zonas desconocidas hasta ese m o m e n t o . Se los considera los m á s i m p o r t a n t e s
del lugar se aproximaban para observar
intermediarios de la época entre Oriente y Occidente.
las mercaderías, ponían junto a ellas el
D e b i d o a su expansión marítima, e n las áreas costeras del Mediterráneo, los
valor que consideraban justo, ya sea
fenicios f u n d a r o n numerosas f a c t o r í a s ( e m p l a z a m i e n t o s temporales) y c o l o -
en mercancías o en metales preciosos,
nias (asentamientos urbanos permanentes).
y se retiraban. Los fenicios entonces se
Para sus transacciones u t i l i z a b a n el t r u e q u e , porque n o conocían la m o n e d a
dirigían nuevamente a la playa y, si el
como i n s t r u m e n t o de i n t e r c a m b i o ( + INFO).
precio les parecía adecuado, lo tomaban
y dejaban la mercadería. Si el precio no
stros artesanos
los convencía, volvían a sus barcos a
fenicios desarrollaban u n a importante a c t i v i d a d a r t e s a n a l . Sus carpinteros,
esperar otra oferta.
bres y constructores de naves gozaban de gran prestigio e n todas las regiones
con las que t o m a b a n contacto.
Entre sus actividades artesanales se destacaron:
• L a c o n s t r u c c i ó n d e b a r c o s . Los h a c í a n de dos t i p o s : r e d o n d o s para el
comercio y l a r g o s para la guerra. Los " r e d o n d o s " eran naves pequeñas c o n dos
bancos de remeros. Los "largos" tenían e n la proa u n espolón p u n t i a g u d o , que
ervía para embestir, y tres filas de remeros, por lo que se los llamaba t r i r r e m e s ,
ira construirlos utilizaban madera de cedro, de m u y buena calidad, extraída de
- frondosos bosques. Este tipo de madera era valorada por su resistencia al frío,
i calor, la h u m e d a d y el envejecimiento.
• L a o r f e b r e r í a y e l t a l l a d o . Fueron excelentes orfebres, trabajaron c o n gran
labilidad los metales. C o n oro y plata fabricaban alhajas; c o n el bronce, armas y
rrensilios de uso doméstico. También confeccionaban diversos objetos e n cobre
rstaño. Además, se destacaban e n el t a l l a d o de piedras preciosas y d e l mar-
¡L c o n el que hacían peines, estatuillas y mangos de diferentes objetos. M u c h a s
estatuillas se realizaban e n serie, es decir, u t i l i z a n d o moldes que permitían lograr
copias idénticas, para venderlas e n cantidad.
• E l t e j i d o y e l t e ñ i d o d e telas. Sus tejidos eran m u y apreciados e n las zonas
Representación de una escena de carga de un
donde comerciaban, sobre t o d o por sus colores. La especialidad de los fenicios
barco fenicio. Se distinguen los cargadores,
eran las telas y tejidos de color púrpura. Para lograr ese color, utilizaban u n a sus-
transportando las mercancías, los tripulantes
rancia obtenida de u n molusco de las costas del Mediterráneo, el múrice. Eran los aprestando la nave y la supervisión de los
nicos que conocían la forma de lograr este apreciado tono, c o n el que se distin- comerciantes.
cuían las personas adineradas y poderosas.
• L a p r o d u c c i ó n d e l v i d r i o . Fabricaban v i d r i o transparen-
te y coloreado; c o n él c o n f e c c i o n a b a n objetos de variada üti-
B c i ó n , c o m o los vasos y recipientes para líquidos, m u y esti-
mados e n el Cercano Oriente.

Barco de guerra fenicio. Los griegos los llamaban


hippos (en griego, "caballo"), porque solían
tener la proa levantada en forma de caballo para
embestir a otras embarcaciones en las batallas.

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Intercambios culturales
A través de su a c t i v i d a d c o m e r c i a l , los f e n i c i o s c o n t r i b u y e r o n a crear víncu-
los entre las c i v i l i z a c i o n e s mediterráneas, f a v o r e c i e n d o el i n t e r c a m b i o c u l t u -
r a l entre ellas. Así, las costumbres, las artes y las ideas se t r a n s m i t i e r o n de u n
pueblo a otro.
E n sus expresiones arquitectónicas y artísticas, los fenicios c o m b i n a r o n ele-
m e n t o s de las diferentes regiones c o n las que t o m a r o n c o n t a c t o . R e c i b i e r o n
p r i n c i p a l m e n t e la i n f l u e n c i a de la c u l t u r a egipcia (por ejemplo, e n la construc-
ción en piedra) y de los pueblos de la M e s o p o t a m i a (por ejemplo, en el diseño
de sus figuras escultóricas).

La difusión del alfabeto en el tiempo y el espacio


El c o m p o n e n t e más n o v e d o s o de la civilización fenicia fue la utilización de u n
alfabeto propio.
El alfabeto, es decir, la serie de letras que f o r m a n u n i d i o m a , fue la última
Cabeza escultórica fenicia
procedente de Cartago.
etapa de u n proceso de evolución de la escritura. Representa u n a gran simplifi-
cación respecto de los c o m p l i c a d o s sistemas existentes hasta su surgimiento. El
alfabeto f e n i c i o u t i l i z a b a p u n t o s para las vocales y veinte o treinta signos que
representaban los s o n i d o s simples de las consonantes, c o n los que se podían
hacer múltiples c o m b i n a c i o n e s silábicas. La utilización d e l alfabeto se relacio-
naba c o n sus actividades comerciales, pues los fenicios necesitaban u n sistema
simple para registrar sus numerosas transacciones comerciales.
La utilización del alfabeto tuvo, además, u n a consecuencia de carácter social
al ser s i m p l e y p r á c t i c o , posibilitó el acceso a la l e c t u r a y la escritura a u n a
m a y o r c a n t i d a d de personas. Los otros sistemas, c o m o el jeroglífico o el cunei
f o r m e , c o n cientos de signos y figuras, solo eran c o n o c i d o s p o r los escribas y
altos f u n c i o n a r i o s y requerían m u c h o s años de aprendizaje.
SI Ingresan a www.youtube.com y, en
Durante m u c h o t i e m p o se pensó que
el buscador del sitio tipean "Fenicios I"
el sistema alfabético era u n a invención
verán un documental sobre las principales
fenicia. E n la actualidad, los investiga-
actividades de este singular pueblo de
dores e s t i m a n más probable que h a y a
la Antigüedad. Analicen: ¿Cuáles eran
sido u n a creación de diversos pueblos
los talentos o virtudes de los fenicios
que les permitieron destacarse en la semitas que habitaban en la z o n a y que
conformación de una red comercial los f e n i c i o s i n v e n t a r o n u n o p r o p i o ,
por el Mediterráneo y ser los "señores a partir de los y a existentes. E l aporte
c u l t u r a l de los f e n i c i o s fue, s i n d u d a , \f —«- j
del mar"? ¿Qué aprendieron de otros
pueblos para poder comerciar? ¿Cuándo d i f u n d i r l o p o r t o d o el m u n d o c o n o c i -
comenzaron a surcar los mares? ¿Qué d o de la época. L a m a y o r parte de los
regiones enlazaban sus rutas marítimas? alfabetos d e l Asia central y de Europa,
¿Cuáles fueron las zonas más alejadas i n c l u y e n d o el griego, t u v i e r o n su o r i -
que alcanzaron navegando por el gen en el fenicio que también es la base
océano Atlántico en el norte y en el i
del abecedario actual.
sur, respectivamente? ¿Qué ventajas 4 **•
presentaba la escritura alfabética para
organizar el almacenaje y la compra-
venta de la gran cantidad y variedad de Los fenicios, a finales del 1200 a. C , idearon un
artículos que comerciaban los fenicios? alfabeto lineal, f o r m a d o por veintidós signos que

¿Cuáles eran los conocimientos que se escribían de derecha a izquierda y cuya grafía

debían dominar los comandantes de t o m a b a el n o m b r e de objetos c o m u n e s que W


c o m e n z a b a n con el sonido consonantico para facilitar
las naves? ¿Por qué les parece que
su m e m o r i z a c i ó n . Los numerosos textos que escribieron
estos conocimientos eran importantes y
en materiales p o c o resistentes, c o m o el papiro y el cuero,
necesarios para los fenicios? no se conservaron.

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(+INFO) 3. Los nuevos imperios
Un ejército temible en la Mesopotamia asiática
El ejército asirio contaba con arqueros
y piqueros que utilizaban un escudo A mediados del primer milenio a. C. surgieron en la Mesopotamia
redondo de cuero y un casco de metal asiática los imperios Asirio y Neobabilónico, que terminaron con
en la cabeza coronado en su cima con la independencia política de los Estados más pequeños, como los
ornamentos, que solían ser plumas. que habían fundado los hebreos y los fenicios.
Sus armas eran arcos, flechas, lanzas y
espadas cortas. Las primeras armas se
hacían en bronce. Luego, cuando los
El Imperio as ir;'-?
hititas propagaron la utilización del hierro,
fabricaron sus armas con este metal. Hacia el 2500 a. C , los asirios, de origen semita, se asentaron en la z o n a d e n o m i -
Tenían vigorosos jinetes y carros de guerra nada Alta M e s o p o t a m i a , correspondiente al Tigris superior. Durante el segundo
de dos ruedas muy ligeros, tirados por m i l e n i o antes de Cristo n o adquirieron i m p o r t a n c i a política e n la región y reci-
dos o tres caballos. Empleaban algunas bieron la influencia cultural de los sumerios y demás pueblos mesopotámicos.
máquinas de guerra, como el ariete, E n t i e m p o s de H a m m u r a b i f u e r o n c o n q u i s t a d o s y pasaron a integrar parte
viga gruesa que tenía en su extremo la del Imperio Babilónico. A l producirse la p r i m e r a invasión de los pueblos i n d o -
imagen de la cabeza de un monstruo y europeos e n el 1600 a. C , Asiría sufrió el c o n t r o l de los h i t i t a s . H a c i a el año
que servía para abrir las murallas. Además, 1200 a. C , c u a n d o se inició la segunda oleada i n d o e u r o p e a y cayó el Imperio
construyeron torres cuadradas de madera H i t i t a , los asirios p u d i e r o n liberarse. P o s t e r i o r m e n t e , a d o p t a r o n las armas y
muy altas, que ubicaban sobre plataformas estrategias de los i n d o e u r o p e o s y las p e r f e c c i o n a r o n . C o m e n z a r o n entonces
con ruedas, donde iban los guerreros para u n a política expansiva en n o m b r e de su dios Assur.
tener buena visión del enemigo. También E l rey a s i r i o e n c a b e z a b a las c o n q u i s t a s , q u e se r e a l i z a b a n a n u a l m e n t e
excavaban túneles para llegar a los muros durante la p r i m a v e r a . C o n el rey Sargón II (722-705 a. C ) , Asiria alcanzó gran
de las ciudades atacadas. i m p o r t a n c i a . Senaquerib, su h i j o , estableció la capital del i m p e r i o e n Nínive.
Posteriormente, c o n el rey A s s u r b a n i p a l (668-626 a. C.) se consolidó u n gran
I m p e r i o , q u e i n t e g r a b a B a b i l o n i a , S i r i a , P a l e s t i n a y l l e g a b a i n c l u s o hasta
Egipto, d o n d e los asirios t o m a r o n p r i m e r o la c i u d a d c a p i t a l , M e n f i s , y luego
llegaron hasta la c i u d a d egipcia de Tebas.
Los fenicios, los israelitas y m u c h o s pueblos de la península de Irán, entre
ellos los m e d o s , f u e r o n s o m e t i d o s a t r i b u t o p o r el p o d e r asirio. Las ciudades
asirías se e m b e l l e c i e r o n c o n m a g n í f i c o s m o n u m e n t o s , gracias a los gravosos
tributos cobrados a los pueblos d o m i n a d o s .

Conquistas y relación con los pueblos sometidos


La política de c o n q u i s t a d e l I m p e r i o A s i r i o n o tenía u n a estructura organiza-
Bajorrelieve del m u r o del palacio de da; consistía básicamente e n el c o n t r o l m i l i t a r de zonas sometidas a t r i b u t o .
Assurbanipal, en N í n i v e , en el que se Los p r o c e d i m i e n t o s de los conquistadores asirios eran de gran ferocidad: inva-
representa al rey cazando a caballo.
dían los territorios, t a l a b a n los c a m p o s , c o r t a b a n las cabezas a los m u e r t o s y
t o m a b a n a los p r i s i o n e r o s c o m o esclavos. Las ciuda-
des eran saqueadas y arrasadas. D e b i d o a esta m o d a -
lidad, el ejército asirio era t e m i d o p o r las poblaciones
vecinas (+ INFO).
El Imperio Asirio duró dos siglos. E l temor que ins-
piró su ejército despertó en los pueblos subordinados
u n p r o f u n d o deseo de liberación. Fue c o n este obje-
t i v o que los caldeos y los medos sellaron u n a alianza
m i l i t a r que provocó, f i n a l m e n t e , la caída del Imperio
Asirio en el año 612 a. C .

JOS

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• El Imperio Asirio

i
.EPT05 CLAVE
Imperio ¡j Tributo
Monarquía absoluta Permanencias culturales
Conquista territorial mesopotámicas
militar Politeísmo

El Imperio Neobabilónico Otras páginas


aldeos eran u n pueblo semita que se instaló e n el sur de la M e s o p o t a m i a , es
Para repasar la formación del Primer
decir, la llamada Baja M e s o p o t a m i a , durante el primer m i l e n o antes de Cristo. La
Imperio Babilónico y la importancia del
• g i ó n e n la que se asentaron t o m ó el n o m b r e de C a l d e a .
reinado de Hammurabi, relean la página
Los caldeos se instalaron e n la antigua ciudad de B a b i l o n i a , se asimilaron a los
82 del capítulo 3.
pueblos de la región y a d o p t a r o n la c u l t u r a mesopotámica. E n el siglo v i a. C ,
aron c o n los medos, p u e b l o de la región v e c i n a de Irán, para derrotar a l
imperio Asirio. Los medos desde el norte y los caldeos desde el sur atacaron c o n -
juntamente a los d o m i n a d o r e s asirios y los d e r r o t a r o n , luego de dos años de
(+INF0)
tacha. La poderosa ciudad asiría de Nínive quedó en ruinas.
A partir del t r i u n f o sobre los asirios se inició e n la M e s o p o t a m i a el "resurgi-
miento de B a b i l o n i a " . Así, l a historia de los caldeos quedó u n i d a a la ciudad de
Babilonia, d o n d e m i l años atrás había f l o r e c i d o el P r i m e r Imperio Babilónico,
con su célebre rey H a m m u r a b i . Por eso, el Imperio C a l d e o recibe el n o m b r e de
\ u e v o I m p e r i o B a b i l ó n i c o o I m p e r i o N e o b a b i l ó n i c o ( + INFO).
N a b u c o d o n o s o r II, q u i e n gobernó entre el 604 a. C . y el 562 a. C , expandió
[ imperio por Siria, Fenicia y llegó a Egipto. C u a n d o los caldeos conquistaron el
LO de Israel, deportaron a la familia real y a gran parte de la población hebrea
:a B a b i l o n i a . L a c i u d a d de Jerusalén fue arrasada y el palacio real, las v i v i e n -
v las murallas, destruidos. E n esa época comenzó para los hebreos el período
m o c i d o c o m o c a u t i v e r i o b a b i l ó n i c o . N a b u c o d o n o s o r II también sitió l a c i u -
u d fenicia de Tiro, que ofreció resistencia durante trece años. Finalmente, esta
_:ad acordó la paz, convirtiéndose en tributaria del Imperio Neobabilónico.
D u r a n t e el r e i n a d o de N a b u c o d o n o s o r II, l a c i u d a d de B a b i l o n i a logró su
mayor esplendor y se convirtió e n l a m a y o r capital de la época. La i n d e p e n d e n -
:-. política babilónica se m a n t u v o hasta que, e n el 539 a. C , los persas invadie-
ron su territorio y lo i n c o r p o r a r o n a sus d o m i n i o s imperiales.
Estética, formas de vestir
y grupos sociales
Los rasgos estéticos de las personas y
sus objetos o prendas son símbolos de
diferenciación social y, según las épocas,
pueden ser factores de discriminación.
En la Mesopotamia, los hombres ricos
usaban una larga túnica de lana o lino
ceñida al pecho con una correa de cuero
y varios mantones. Llevaban turbantes
o gorros puntiagudos, preciosas joyas
y un bastón con empuñadura tallada.
Sus barbas eran largas y cuadradas.
CHIPRE
Las mujeres ricas lucían muchas joyas
ida •^
Mar Mediterráneo íp
Babilonia y largas túnicas ceñidas a la cintura.
me;
Teñían sus uñas con un polvo de hojas
ELAM
secas. Las casadas llevaban un velo
ins-
sobre sus cabezas. Las esclavas tenían
ido EGIPTO prohibido su uso. Los artesanos y
ib je
campesinos usaban túnicas cortas lisas
anz:
y no podían llevar barbas largas, porque
)erk -ó \ \
estas eran un emblema de distinción
í reservado para los hombres poderosos.
La mayoría de la población andaba
Referencias
descalza, salvo los ricos que tenían
Imperio caldeo
con Nabucodonosor
sandalias, tejidas o de cuero, sujetas
al tobillo con una cuerda.

107
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4. Formación del Imperio Persa i
(+INFO)
Los persas crearon el imperio más grande de la A n t i g ü e d a d ,
anterior al Imperio Romano. La superioridad de su ejército,
Las ventajas de la basada en la táctica del asalto con arqueros a caballo, llamados
utilización del hierro
"los inmortales", facilitó su e x p a n s i ó n . El Imperio Persa fue
La técnica de la utilización del hierro
un m o d e l o para los grandes Estados de la A n t i g ü e d a d , por su
implicó varias ventajas para las
poblaciones que la conocían. En primer eficaz o r g a n i z a c i ó n . Se sostuvo durante dos siglos hasta que
lugar, es un mineral abundante, por en el 330 a. C. fue conquistado por Alejandro de M a c e d o n i a .
lo que su costo es menor que el del
bronce, que se obtiene de una aleación
entre cobre y estaño. Esto permitió que
Singularidades de la región geográfica
los artesanos y los campesinos tuvieran La meseta d e Irán, corazón del Imperio Persa, se extiende al este del río Tigris
herramientas más baratas. Además, el entre el m a r C a s p i o y el golfo Pérsico. Las tierras fértiles se c o n c e n t r a n e n las
hierro tiene mayores propiedades de laderas de sus m o n t a ñ a s y e n los valles de los repliegues m o n t a ñ o s o s .
firmeza y durabilidad que otros metales. Esta meseta está l i m i t a d a al oeste, p o r los m o n t e s Zagros, que la separan de
Las herramientas agrícolas hechas con la M e s o p o t a m i a ; al este, p o r el valle del río Indo; al norte, p o r el mar Caspio; al
hierro servían para trabajar en suelos más sur, p o r el golfo Pérsico y el océano índico.
compactos y las armas de los soldados
fueron más potentes y resistentes.
El u n t a m i e n t o indoeuropeo; medos y persas j
Los medos y los persas pertenecían a la familia lingüística de los i n d o e u r o p e o s .
Este c o n j u n t o de pueblos se expandió p o r el C e r c a n o Oriente e n dos grandes
irrupciones, p r o v o c a n d o cambios e n el m a p a político de las regiones d o n d e se
Otras p á g i n a s asentaron. E n su primera invasión, hacia el 2000 a. C , c o n m o v i e r o n a las regio-
nes d o n d e penetraron por la utilización del caballo y los carros de combate. En
Para repasar los orígenes de la familia la segunda invasión, hacia el 1200 a. C , el uso del hierro e n la fabricación de las
lingüística de los indoeuropeos, relean armas los transformó e n victoriosos combatientes (+ INFO).
el t e x t o y o b s e r v e n el m a p a d e la
Durante l a segunda oleada indoeuropea, los m e d o s y los persas se instalaron
p á g i n a 6 7 , d e l c a p í t u l o 3.
en la meseta iraní. Los m e d o s se asentaron e n los valles de los montes Zagros, en
la z o n a de Irán paralela a Asiría, mientras que los persas l o h i c i e r o n e n el sur, en
la z o n a que rodea al golfo Pérsico. Por otra parte, los l i d i o s y los f r i g i o s se esta-
b l e c i e r o n e n A n a t o l i a ; los l a t i n o s , e n l a península Itálica, y los d o r i o s , e n las
regiones griegas.
La meseta de Irán

Mar s'
dé;Aral~

. Ecbatana
Escala gráfica
400 8 0 0 km Mar SIRIA ^ %
Mediterráneo

Pasargada
•Persépolis
PERSIA

ARABIA

Escala gráfica ° Omán


f p Los primeros asentamientos 800 km
0 1 400
de medos y persas 1 1
' ,v —- -
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Condiciones Invasiones indoeuropeas
geográficas Expansión territorial

Es medos: la organización
• primer reino en Irán
5 medos eran originariamente u n p u e b l o de pastores, que al asentarse e n los
les de los montes Zagros c o m e n z a r o n a practicar la agricultura, c o m p l e m e n t a -
: : n la ganadería. Estaban divididos e n tribus, que se unían en situaciones de
:gro. por ejemplo, frente a u n enemigo común.
Er.tre los siglos ix y vm a. C , fueron sometidos a tributo por el Imperio Asirio.
ir.es del siglo v m a. C , si b i e n c o n t i n u a b a n bajo el poder asirio, los medos
ranizaron u n Estado y c o n q u i s t a r o n a los persas. Su c i u d a d capital se llamaba
r a t a ñ a (situada a 300 kilómetros al oeste de la ciudad de Teherán, actual capi-
de Irán). F i n a l m e n t e , e n el siglo vi a. C , el rey m e d o estableció u n a alianza
i el rey de B a b i l o n i a y juntos enfrentaron y derrotaron a los asirios, p o n i e n d o
así a su imperio. E n el reparto de los territorios asirios por los vencedores, los
s se adueñaron de la A l t a M e s o p o t a m i a y el Irán occidental. Pero su d o m i -
> duró hasta que surgió u n n u e v o poder, el de sus vecinos, los persas.

Representación del rey persa Ciro.

• origen del Imperio Persa


versas o r i g i n a r i a m e n t e estaban d i v i d i d o s e n diez o doce t r i b u s , q u e n o
: i hacer alianza frente a u n enemigo c o m ú n ; p o r ello, sufrieron l a d o m i n a -
meda. H a c i a el 550 a. C , el jefe de u n a de esas tribus, C i r o , logró aliar a
lodos los persas para derrotar a los medos y tomar Ecbatana, su c i u d a d capital.
A diferencia de l a c r u e l d a d que ejercían los asirios c o n los pueblos d o m i n a - Estrategias de estudio
¡ios. C i r o siguió u n a hábil política de negociación c o n los medos. Así logró u n i -
±car a toda las poblaciones de la meseta de Irán e n u n solo reino c o n aspiracio- Relean la página dedicada a las
nes de expansión. Estableció l a capital e n la c i u d a d de Susa (en el sur de Irán, singularidades del espacio geográfico del
:erca de la actual c i u d a d de Shiraz), de la que era originario. Según la tradición, Imperio Persa y observen los mapas:
iro pertenecía a la f a m i l i a Aqueménida, descendientes de A q u e m e n e s , legen- Elaboren un mapa que represente los
dario rey que se creía había d i r i g i d o a los persas hacia su asentamiento e n el sur continentes europeo, asiático y africano.
la meseta de Irán. Ubiquen sobre el mapa: la meseta iraní,
la península Itálica, Grecia y la región de
Anatolia o Asia Menor.
Relean en estas páginas el tema sobre
el asentamiento indoeuropeo en
el 1200 a. C. Distingan sobre el mapa,
con distintos cotores, tas regiones donde
se asentaron los pueblos indoeuropeos de
la segunda oleada. Coloquen los
nombres correspondientes a cada pueblo.
3. Elaboren un breve texto para
explicar las características de la segunda
oleada indoeuropea. Aclaren qué
ventajas les ofrecía a esos pueblos la
utilización del hierro, en relación con las
poblaciones asentadas anteriormente
que desconocían esta técnica.

Ruinas de la ciudad de Ecbatana.

113
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5. La organización del Imperio Persa
El gran imperio de los persas tenía una estructura bien
organizada. Esta buena o r g a n i z a c i ó n era imprescindible para
su supervivencia, debido a la gran variedad de países de diversas
tradiciones, creencias, lenguas y actividades e c o n ó m i c a s que
c o n f o r m a b a n su extenso Estado.

La expasión territorial del Imperio Persa


El rey C i r o inició u n proceso de e x p a n s i ó n t e r r i t o r i a l . E n p r i m e r lugar se diri-
gió h a c i a e l oeste, d o n d e se e n c o n t r a b a n las regiones proveedoras de hierro.
Representación de Darío I,
rey de los persas.
E n las costas del Asia M e n o r conquistó el reino de L i d i a , famoso por su riqueza
y p o r ser centro de rutas comerciales. E n el 547 a. C , se apoderó de Sardes, su
c i u d a d c a p i t a l . F i n a l m e n t e , incorporó las ciudades griegas de la costa d e l mar
Egeo, que bajo la h e g e m o n í a persa p e r d i e r o n su i n d e p e n d e n c i a política y eco-
n ó m i c a . Se dirigió luego h a c i a el sur y se e n f r e n t ó al I m p e r i o Neobabilónico.
que c o n q u i s t ó r á p i d a m e n t e . E n e l 5 3 9 a. C , i n c o r p o r ó sus t e r r i t o r i o s a los
d o m i n i o s persas y entró victorioso a la c i u d a d de B a b i l o n i a .
C i r o fundó u n gran i m p e r i o , s i g u i e n d o u n a política de t o l e r a n c i a religiosa
y c u l t u r a l , q u e favoreció e l m a n t e n i m i e n t o de su d o m i n o . Entre otras m e d i -
das, p e r m i t i ó e l regreso de los hebreos c a u t i v o s e n B a b i l o n i a a sus tierras en
Palestina y la reconstrucción de su t e m p l o e n Jerusalén.
A su muerte, su h i j o y sucesor, C a m b i s e s (529-522 a. C.) c o n t i n u ó la política
de expansión y conquistó Egipto en el 525 a. C .
D a r í o (521-485 a. C ) , sucesor d e C a m b i s e s , p e r t e n e c i e n t e a l a f a m i l i a
Aqueménida, fue e l g r a n o r g a n i z a d o r d e l i m p e r i o , y c o n q u i e n las fronteras
Tributarios en un bajorrelieve
alcanzaron su m á x i m a extensión. Darío conquistó p o r el este todos los territo-
del palacio de Persépolis.
rios hasta el valle d e l río I n d o y, por el oeste, llegó hasta Tracia, e n el c o n t i n e n -
te europeo. D e este m o d o , el gran Imperio Persa se extendía desde el río N i l o en
Egipto hasta el valle del Indo, e n la India.
• El Imperio Persa y sus etapas
de expansión

Referencias
• H Centro territorial persa
Imperio de Ciro
Conquistas de Cambises ^Omán
Conquistas de Darío
Escala gráfica
Camino real 0 500 1.000 km Mar Arábigo
I I I I 1

114
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CONCEPTOS CLAVE
Expansión territorial / / Grupos sociales
Monarquía absoluta privilegiados
Funcionarios imperiales Organización económica
tributaria

B reinado de Darío
Durante el reinado de Darío, e n el 490 a. C , las ciudades griegas del Asia M e n o r
se rebelaron c o n t r a el p o d e r persa, apoyadas p o r la i m p o r t a n t e c i u d a d griega Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y en
d e Atenas. Esto provocó el p r i m e r e n f r e n t a m i e n t o entre griegos y persas, que el buscador del sitio ingresan "Grandes
c u l m i n ó c o n el fracaso de Darío. D i e z años después, Jerjes, su h i j o y sucesor, Civilizaciones: M e s o p o t a m i a " , pueden
n t e n t ó nuevamente conquistar las ciudades griegas por m e d i o de u n poderoso ver un documental sobre la evolución
e e r c i t o que avanzó hacia el territorio griego. Tras varias batallas, Jerjes fracasó histórica de la región desde los orígenes
—ente a las ciudades griegas q u e se u n i e r o n para enfrentar al v i g o r o s o e n e m i - de la vida sedentaria hasta la formación y
go. La expansión persa se d e t u v o e n el oeste ante la resistencia griega. E l largo caída del Imperio Persa.
e n f r e n t a m i e n t o entre griegos y persas recibió el n o m b r e de Guerras Médicas, Analicen: ¿Qué invenciones culturales
j o r q u e los griegos confundían a los persas c o n los medos. se enumeran inicialmente para afirmar
que la zona fue "cuna de las primeras
El Imperio Persa sobrevivió hasta que e n el 330 a. C . , A l e j a n d r o de M a c e d o n i a
civilizaciones humanas"? ¿Cuáles son las
incorporó ese territorio a su i m p e r i o .
condiciones geográficas que se describen
(temperaturas, lluvias, recursos naturales,
etc.)? ¿Qué ciudades, reinados e imperios
|EI rey y sus funcionarios se destacan por orden cronológico?
¿Cuáles son los aspectos culturales (por
La forma de gobierno del Imperio Persa era u n a monarquía absoluta. E l poder ejemplo, en qué tipo de construcciones,
del rey era indiscutible, pues era el elegido por su dios A h u r a - M a z d a para gober- formas de escritura, explotación de
nar. E l rey era, además, u n guerrero q u e m o n t a b a a caballo, tiraba d e l arco y los recursos naturales, etc.) en los que
i c a l i z a b a ejercicios físicos e n f o r m a i m p e c a b l e . Se l o designaba c o m o el gran pueden verse permanencias a lo largo
tey o Rey de Reyes. Era el juez supremo y el p r i n c i p a l jefe del ejército. de los siglos? Al final del documental, se
El rey Darío otorgó u n a estructura sólida al i m p e r i o , organizándolo e n veinte afirma que la derrota persa por Alejandro
rcovincias o satrapías. Para la administración de este vasto i m p e r i o , el m o n a r - M a g n o marca el fin de una era y el inicio
ntaba c o n la colaboración de varios f u n c i o n a r i o s . de otra: ¿a qué etapas se refiere?
• Los sátrapas g o b e r n a b a n u n a p r o v i n c i a o satrapía, c o m o representantes
del rey. Se e n c a r g a b a n de c a l c u l a r y o r g a n i z a r el c o b r o de los t r i b u t o s de la
región y eran la m á x i m a a u t o r i d a d j u d i c i a l e n los territorios a su cargo. Pero
rcito n o estaba a su cargo, sino d i r i g i d o p o r u n jefe militar, que obedecía
solamente las órdenes del rey.
• Los secretarios reales se o c u p a b a n de asesorar a los sátrapas y de vigilar el
c u m p l i m i e n t o de las órdenes monárquicas.
• Los inspectores c o n t r o l a b a n los intereses del rey y v i g i l a b a n las acciones
de los sátrapas. Se los llamaba "los ojos y oídos del rey", porque recorrían todo el
imperio y le i n f o r m a b a n al monarca si se cumplían sus órdenes. Tenían el poder
j ¿ destituir al sátrapa si consideraban que n o actuaba c o n fidelidad hacia el rey.
El Imperio Persa t u v o su p r i m e r centro político e n la c i u d a d de Susa y, poste-
lente, e n las ciudades de Pasagarda y Persépolis. Sardes, e n el Asia M e n o r ,
otra de sus ciudades importantes.

relación con los pueblos sometidos


organización i m p e r i a l de los persas t u v o la h a b i l i d a d de c o m b i n a r la u n i d a d
!a diversidad. Si b i e n los persas respetaban las costumbres, lengua, creencias
ltura de las zonas d o m i n a d a s , i m p o n í a n l a centralización para el pago de
tos y la obligación de prestar servicios militares.
Para m a n t e n e r su a u t o r i d a d , generalmente c o n c i l i a b a n c o n los grupos d i r i -
mes de cada región, a l o s q u e i n c o r p o r a b a n al g o b i e r n o i m p e r i a l persa,
que los cargos m á s i m p o r t a n t e s del i m p e r i o y del ejército estaban reserva-
a f u n c i o n a r i o s de origen persa o m e d o .
C a d a u n a de las veinte satrapías del i m p e r i o debía entregar a n u a l m e n t e su
n b u t o e n especie, de acuerdo c o n l a producción de la región (cereales, lingotes
3e metal, piedras preciosas y artesanías). Por ejemplo, Egipto enviaba trigo y los
Esfinge de D a r í o I en el Palacio de
medos, ganado (ovejas y muías).
Susa, realizada mediante la técnica
de relieve sobre ladrillo.

1 1 5
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(+INFO)
El eficaz cobro de tributos
La educación v e
I /"J /Ti -mercial
C

en la sociedad persa Las actividades económicas se v i e r o n favorecidas p o r los c a m i n o s que construye-


Según Heródoto, después del valor y r o n los persas para el desplazamiento de los ejércitos y para facilitar el pago de los
del esfuerzo militar, el mayor mérito tributos. Las c o n t r i b u c i o n e s de las distintas regiones a la administración i m p e -
de un persa consistía en tener muchos rial llegaban a las ciudades capitales c o n n o r m a l i d a d y p u n t u a l i d a d . E l m a y o r
hijos. Durante su educación, que e m p r e n d i m i e n t o fue la construcción del G r a n C a m i n o Real de 2.400 kilómetros
duraba desde los cinco hasta los de extensión, que cruzaba t o d o el C e r c a n o O r i e n t e desde la c i u d a d de Sardes,
veinte años, a los niños y jóvenes e n A n a t o l i a , hasta Susa, e n Irán. E n el borde del c a m i n o había cientos de pos-
les enseñaban tres cosas: montar a tas, es decir, lugares de a p r o v i s i o n a m i e n t o y descanso.
caballo, disparar el arco y decir la C o m o la u n i d a d i m p e r i a l o f r e c i ó m a y o r s e g u r i d a d , fácil d e s p l a z a m i e n -
verdad, porque mentir era considerado to y u n i f i c ó el sistema de pesos y m e d i d a s , se i n c r e m e n t a r o n los i n t e r c a m -
una grave infamia. Ningún hijo se b i o s c o m e r c i a l e s . Los mercaderes persas se d e s p l a z a r o n c o n sus flotas p o r el
presentaba ante su padre antes de Mediterráneo y a p r o v e c h a r o n los puertos de Fenicia y de Asia M e n o r . A l impe-
cumplir los cinco años. Hasta esa edad r i o l l ega b a n caravanas comerciales de la I n d i a y de la C h i n a . E l c o m e r c i o d i o
vivía y se criaba con las mujeres de i m p u l s o a las actividades artesanales de los persas. Se destacaban, entre otras,
la casa. C o n esta actitud se trataba los tejidos de lujo, la realización de variadas joyas de oro y plata, y la elabora-
de evitar que el padre se disgustase si ción de coloridos mosaicos y bellas alfombras.
el niño por algún motivo moría en sus Darío ordenó acuñar unas monedas de oro, llamadas dáñeos, que n o se u t i -
primeros años de vida, dado que a los l i z a b a n para el c o m e r c i o , sino para conservar el tesoro real, c o m o símbolo de
padres les preocupaba la sobrevivencia prestigio y poder. Posteriormente también se acuñaron monedas de plata.
de sus herederos varones debido a que
la mortalidad infantil en la Antigüedad
era muy alta. La sociedad
L a sociedad estaba d i v i d i d a e n grupos c o n diferentes jerarquías, p r i v i l e g i o s y
ocupaciones. E l grupo social privilegiado y el más i m p o r t a n t e estaba integrado
por el rey, la f a m i l i a real, los gobernantes de las provincias, los sacerdotes y los
magos. Los sacerdotes dirigían el c u l t o y eran consejeros políticos de los reyes o
Cabra alada realizada en oro.
de los gobernadores de p r o v i n c i a s . También podían administrar justicia, basán-
Su figura simbolizaba la vida
y el crecimiento.
dose e n la ley del talión. Los integrantes del g r u p o social p r i v i l e g i a d o estaban
exentos del pago de i m p u e s t o s . A este g r u p o social t a m b i é n p e r t e n e c í a n los
integrantes de la f a m i l i a aqueménida, entre cuyas mujeres el rey estaba obliga-
d o a elegir esposa. Los cargos más importantes de la administración i m p e r i a l y
del ejército eran ocupados por los persas y los medos (+ INFO).
Los grupos sociales n o privilegiados estaban c o n f o r m a d o s por los artesanos,
i ^ J ^ m e t c w n t e ^ ^ l / i s j a r r p a e s i r i a s J j i s . m e t c a d e t e s dedicados a l c o m e r c i o de
larga distancia tenían u n a situación e c o n ó m i c a más holgada, porque lograban
obtener importantes ganancias c o n sus negocios.

Dáricos persas.

116
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(+INFO) 1. La formación del pueblo griego: I
los reinos creto-micénicos
El mito de Teseo
Los primeros griegos ocuparon zonas de las costas e islas del
y el Minotauro
mar Egeo y de la Grecia continental. Primero se desarrolló una
Los mitos son relatos muy importantes
para las civilizaciones antiguas por su importante cultura aborigen en la isla de Creta. Con la llegada de
carácter religioso o sagrado. Explican, los pueblos indoeuropeos, se organizaron nuevas unidades políticas
por ejemplo, el origen del mundo, de alrededor de centros palaciegos con una cultura homogénea
ciertos fenómenos naturales o de las conocida como "micénica" o "heládica".
instituciones. Uno de los mitos griegos
más conocidos es el del Minotauro,
que algunos especialistas creen que Los primeros griegos
representa la liberación de la ciudad
El N e o l í t i c o en el territorio actual de G r e c i a c o m e n z ó a p r o x i m a d a m e n t e e n el
de Atenas del control que, suponen,
6000 a. C . c o n el trabajo de la piedra, la cerámica y la domesticación de plan-
en algún momento ejercieron sobre
tas y animales. Estas técnicas, probablemente, provenían de A n a t o l i a y fueron
ella los cretenses. El mito cuenta que
d i f u n d i d a s e n las islas y el c o n t i n e n t e griego por viajeros que cruzaban el mar.
la mujer del rey Minos de Creta había
E l c o m i e n z o de la e d a d d e l b r o n c e se sitúa alrededor del 3000 a. C . Esta tecno-
dado a luz a un animal monstruoso,
logía también llegó a través de migraciones desde el Cercano Oriente.
mitad hombre y mitad toro. Minos,
Restos arqueológicos fechados entre el 2200 y el 2100 a. C . i n d i c a n que en eso>
horrorizado, le ordenó al artesano
años se produjo u n a importante destrucción en varios lugares, c o m o la Argólide.
Dédalo que construyera un laberinto
el Ática, islas del Egeo y la z o n a de Troya. Esos registros c o n f i r m a n la presencia de
para que el Minotauro nunca pudiera
pueblos de origen i n d o e u r o p e o . La lengua griega sería el resultado de la m u t u a
salir de allí. El monstruo se alimentaba
i n f l u e n c i a entre la lengua de esos pueblos indoeuropeos y la que h a b l a b a n los
de jóvenes atenienses que eran enviados
habitantes del lugar. Estas influencias se e v i d e n c i a n también e n la aparición de
al rey como tributo cada siete años.
nuevos estilos de cerámica y en los cambios e n las prácticas funerarias.
Teseo, hijo del rey de Atenas, se incluyó
entre los jóvenes para terminar con
los sacrificios. Ariadna, hija de Minos,
En la isla de Creta, una sociedad de palacio
se enamoró de Teseo y, para que
encontrara la salida del laberinto, le dio La i s l a de C r e t a , situada e n el centro d e l Mediterráneo o r i e n t a l , se m a n t u v e
un oviJJo de hilo pue el héroe sujetó en al m a r g e n de estos procesos m i g r a t o r i o s . Entre los años 2 0 0 0 y 1600 a. C , se
la entrada y fue soltando durante su c o m p l e t ó la revolución u r b a n a y surgió e n la isla u n a floreciente civilización,
recorrido. Luego de matar al Minotauro, i n f l u i d a por Egipto y el C e r c a n o Oriente, l l a m a d a m i n o i c a , e n recuerdo de un
Teseo huyó con sus compañeros hacia legendario rey l l a m a d o M i n o s (+ INFO).
Atenas junto con Ariadna, pero la El centro político de la civilización minoica era el palacio de Cnosos, una enorme
abandonó en la isla de Naxos. construcción similar a u n laberinto decorado c o n fabulosos frescos. Allí los arqueólo-
gos encontraron artesanías de excelente calidad, como joyas, vasos y sellos de piedra.
El r e f i n a m i e n t o de esta c u l t u r a se e v i d e n c i a e n su o r i g i n a l sistema de escri-
t u r a denominada lineal A, utilizado únicamente por los escribas de palacio
que escribían sobre tablillas de arcilla cruda. Los especialistas creen que, inicial-
Otras páginas
mente, esta escritura estuvo i n s p i r a d a e n los jeroglíficos egipcios, y que luego
derivó e n u n sistema más elaborado que n u n c a p u d o ser descifrado.
Si quieren repasar el concepto de Hacia el 1500 a. C . apareció u n n u e v o tipo de escritura, derivado del lineal A,
"revolución urbana", pueden volver a llamado l i n e a l B, que se usaba para escribir el griego arcaico. Es probable, enton-
leer las páginas 50 y 51, del capítulo 2. ces, que los habitantes de Grecia continental en ese m o m e n t o controlaran la isla.
La existencia de tablillas en las que se registraban la producción agrícola tri-
b u t a d a p o r los c a m p e s i n o s , los rebaños de ovejas y la p r o d u c c i ó n de la lana
c o n f i r m a n que el palacio era también el centro a d m i n i s t r a t i v o de la economía.
A través de esos registros t a m b i é n se sabe que C r e t a c o m e r c i a b a telas de lana
por m e d i o de u n a i m p o r t a n t e flota marítima.
N o hay rastros de u n a organización m i l i t a r n i de la construcción de templos.
Solo había algunos lugares sagrados dedicados a los ritos religiosos. Poco después
del 1400 a. C , u n desastre natural destruyó el palacio de Cnosos. Desaparecido el
centro político, se m a n t u v i e r o n las comunidades campesinas dispersas.

Ejercicios de tauromaquia. Fresco del palacio de Cnosos. C o n frecuencia las representaciones


artísticas cretenses muestran prácticas de tauromaquia, es decir, la lidia de toros.

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Los primeros griegos ( Centros palatinos
Época del bronce Surgimiento de
Reinos creto-micénicos la escritura

. Glosario
11 recia continental, hacia el 1600 a. C , Micenas se convirtió en u n centro de
* Centros palatinos: Centros ligados a
zran poder. J u n t o c o n esa importante civilización guerrera se desarrollaron otros
la estructura del palacio.
"tros políticos independientes en el continente y las islas del Egeo; entre ellos,
Pilos, Tirinto, Tebas, Argos y Atenas. Sin embargo, los historiadores l l a m a n micé-
nica a la civilización organizada sobre esos centros, por la i m p o r t a n c i a que t u v o
el reino micénico.
Desde el 1400 a. C , c o m e n z a r o n a construirse palacios fortificados m o n u -
mentales. Los micénicos desplazaron a los cretenses, t o m a r o n su sistema de escri-
tura y c o n t r o l a r o n las vías marítimas d e l Mediterráneo, a través de las cuales
f Conceptos y relaciones

difundieron sus cerámicas y artesanías. 1 Relean las páginas sobre los reinos
El palacio tenía u n lugar central en la organización social y la e c o n o m í a . A creto-micénicos y respondan: ¿qué
'.a cabeza de esta sociedad se encontraba u n rey, l l a m a d o wanax, secundado por similitudes y diferencias encuentran
jefes militares. E l basileus, u n personaje c o n ascendiente social, se encargaba de entre estas sociedades y las del Cercano
vincular a la gente del palacio c o n las comunidades aldeanas. Oriente que estudiaron en los capítulos
Los f u n c i o n a r i o s de p a l a c i o c o n t r o l a b a n d i r e c t a m e n t e ciertas actividades, anteriores?
c o m o la cría de ganado, la confección de paños de lana y la construcción de bar- 2 . Diseñen una red conceptual para
cos. También se encargaban del comercio de larga distancia, que los proveía de esquematizar las relaciones económicas
materiales exóticos y metales. entre los distintos grupos sociales en los
El palacio poseía tierras que ponía en explotación de manera directa para la hor- reinos micénicos.
ticultura y la producción de cereales (trigo y cebada), v i n o , aceite de oliva y lino. 3. ¿Qué papel cumplía la escritura y
El p e r s o n a l d e l p a l a c i o era m a n t e n i d o directamente p o r m e d i o d e l otorga- quiénes controlaban ese recurso en estas
m i e n t o de raciones de alimentos que n o tenían que p r o d u c i r , o b i e n se les sociedades?
cedían tierras del palacio para que p u d i e r a n mantenerse por sí m i s m o s . M u c h o s 4. Investiguen la leyenda de Dédalo
artesanos del palacio trabajaban bajo el sistema tarasija: recibían medidas estipu- e ícaro, que está vinculada al mito de
ladas de materia p r i m a para alcanzar cierto n i v e l de producción. Se lograba así Teseo y el Minotauro. Expliquen cómo
un alto grado de especialización en la confección de perfumes, carros, armas y se relacionan esos mitos.
objetos de cuero y de bronce.
Los campesinos entregaban parte de sus cereales c o m o tributo y, probable-
mente, intercambiaban c o n el palacio la cerámica de baja calidad, las legumbres,
v algunos animales, c o m o cerdos y cabras. Esta estructura económica a veces se
reproducía en sub-centros palatinos dependientes. La acumulación de recur-
• Grecia en la época
sos en el palacio permitía u n resguardo para los períodos críticos.
micénica y la arcaica

Caída de la Mar Negro

TRAGA
civilización micénica
MACED0NIA
Alrededor d e l 1200 a. C , h u b o u n perío- p Ñapóles
Tarento Vergina,
do c a r a c t e r i z a d o p o r m o v i m i e n t o s de •Troya

\c
/Metaponto*
Mar
Mar
p u e b l o s e n t o d o el c e r c a n o O r i e n t e y el Tirreno TESALIA Pérgamo
•Xrotona Egeo
LIDIA
Mediterráneo oriental, que afectaron t a m - T Mar „ ^ r™**?- • Claidmenes «Sardes
Delfos.BEOOA'Eretna *JON|A
bién a los hititas, los griegos y los egipcios. .tej io Jónico
Tebas* Atgpas *Efeso
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Una a u n a , las fortificaciones micénicas fue-
CAR|A

Agrigento PEL0P0NES0 ARCÓLIDA PAROS NAX0S •


., . .Esparta Halicarnaso LICIA
ron destruidas. A l g u n o s historiadores aso- CelaU f Pilos* lACONIA
cian estos sucesos a la llegada de u n n u e v o
Cnosos
pueblo de o r i g e n i n d o e u r o p e o , los dorios. CRETA
Es p r o b a b l e que los d o r i o s h a y a n arriba-
M a r M e d i t e r r á n e o
do a l c o n t i n e n t e griego e n u n p a u l a t i n o
m o v i m i e n t o que afectó p r o f u n d a m e n t e las
sociedades existentes. Los palacios, c o m o
centros de c o n t r o l político y e c o n ó m i c o ,
desaparecieron de l a s o c i e d a d o c c i d e n t a l Referencias Escala gráfica
300 600 km
por u n larguísimo período. • Colonias griegas _l
J I

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(+INFO) 2. El mundo homérico
(siglos xii al vm a. C.)
El alfabeto griego
Los historiadores llaman "mundo homérico" a las sociedades
C o n los palacios desapareció la "lineal B"
y la escritura reapareció después de griegas que existieron en el Mediterráneo oriental durante el
la "época oscura", de forma diferente. período que transcurre entre la caída de los reinos micénicos,
Los griegos de Eubea fueron los primeros en el siglo xn a. C., y el siglo vm a. C. El nombre hace referencia
que la usaron nuevamente. Algunos al poeta Homero, a quien se le atribuyen dos poemas épicos,
de sus comerciantes, que estaban en
La ¡liada y La Odisea, primeros escritos que aparecen durante
contacto con los fenicios y hablaban
un período marcado por la ausencia de fuentes escritas.
ambas lenguas, comenzaron a utilizar el
alfabeto fenicio modificado para escribir
la lengua griega. Así, sumaron algunos
signos para representar los sonidos de las
vocales griegas, que no existían en los El f i n de los reinos micénicos tuvo consecuencias de larga duración. A l desapare-
alfabetos semíticos, y dejaron de utilizar cer los palacios que eran los antiguos centros políticos, las comunidades de aldea
algunas consonantes que el griego no se i n d e p e n d i z a r o n . Los registros arqueológicos i n d i c a n que h u b o u n a i m p o r t a n -
tenía. Esta modificación fue fundamental, te caída demográfica*. M u c h o s asentamientos fueron abandonados y se buscó el
pues la mayoría de los alfabetos que abrigo de lugares de difícil acceso para mejorar la capacidad defensiva. E n gene-
escriben las vocales derivan de esta ral se p r o d u j o u n proceso de empobrecimiento de la sociedad. U n indicador
invención griega. Quienes hicieron uso importante de ello es el a b a n d o n o de las construcciones e n piedra y la desapari-
de esta escritura no eran especialistas ción de los objetos preciosos, c o m o alhajas y otros artículos de lujo.
escribas, sino gente común con fines P a u l a t i n a m e n t e se i m p u s o el uso d e l hierro e n lugar d e l b r o n c e para las
diversos. Esto significó realmente una armas y las herramientas. Las e c o n o m í a s campesinas s i m p l i f i c a r o n su produc-
democratización de la cultura. ción, se a i s l a r o n , y d i s m i n u y e r o n los i n t e r c a m b i o s e c o n ó m i c o s , especialmen-
te los de largo alcance. U n a de las consecuencias centrales de este proceso fue
la desaparición de la escritura, a n t e r i o r m e n t e c o n t r o l a d a p o r los escribas de
palacio. Entre el 1200 y el 800 a. C , n o existen evidencias de registros escritos
y, e n consecuencia, es u n a época m u y difícil de reconstruir; p o r eso este perío-
do es l l a m a d o también época oscura.
La baja demográfica se detuvo a fines del siglo xi a. C . y se revirtió a comienzo-
del siglo x a. C . Alrededor del 1050 a. C , se produjo u n lento m o v i m i e n t o migrato-
rio de los griegos del continente hacia las costas mediterráneas de Anatolia.

Los poemas homéri: ds


A p r o x i m a d a m e n t e entre el 800 y el 750 a. C , reaparecen registros escritos en
cerámicas y piedra (+ INFO) y c o n posterioridad, entre el 750 y el f i n de ese siglo,
los primeros poemas épicos en lengua griega, La Ilíada y La Odisea.
El tema central de estas narrativas gira alrededor de u n a guerra entre los grie-
gos y los habitantes de la ciudad de Troya, en u n a fecha cercana al 1200 a. C .
Se h a d i s c u t i d o i n t e n s a m e n t e sobre la c o n v e n i e n c i a de aceptar c o m o verí-
alfabeto griego d i c a la i n f o r m a c i ó n de estos p o e m a s . A l g u n o s datos se c o r r e s p o n d e n c o n la
representado en geografía y la historia, c o m o la existencia de los palacios c o n grandes tesoros,
una c e r á m i c a . los carros de guerra y el p r e d o m i n i o d e l bronce. Pero la organización de pala-
c i o p o c o tiene que ver c o n l o que t r a n s m i t e n las t a b l i l l a s de " l i n e a l B " ; p o r
ejemplo, el poeta desconoce la función m i l i t a r que cumplía u n carro y que los
m u e r t o s e n la época m i c é n i c a eran enterrados, n o cremados. L a m a y o r parte
Glosario
de los poemas son básicamente míticos; sin embargo, c o n s t i t u y e n u n a preciosa
* Caída demográfica: Disminución de fuente de información sobre el contexto del siglo vm a. C , época e n que se pro-
la cantidad de población. Se puede d u j o esta obra. A pesar de que el poeta v o l u n t a r i a m e n t e quiere presentar u n a
dar por una baja en la cantidad sociedad más arcaica que la suya, aparecen elementos propios de su época. Esto
de nacimientos, un aumento en la ocurre especialmente e n La Odisea, d o n d e son retratados m o m e n t o s de la v i d a
cantidad de muertes, o por la suma de c o t i d i a n a de los grupos aristocráticos.
ambas situaciones.

30
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Oikos Desaparición
Época del hierro de la escritura
Empobrecimiento Economía
económico campesina

La sociedad del oikos > Glosario

undo representado en los poemas homéricos se centra e n las acciones de los


* Aristocracia: Clase social caracterizada
i r i s t ó c r a t a s , llamados basileus, término griego que significa " r e y " y que t a m -
por sus privilegios y su poder económico.
•rién se aplica a los poderosos de esa época.
La v i d a social se organizaba alrededor de la residencia familiar, c o n sus inte-
grantes, llamada oikos, u n a u n i d a d productiva orientada hacia el auto-consumo
de la f a m i l i a que la poseía. E l oikos de las familias ricas era la p r o p i e d a d de u n
basileus y podía i n c l u i r varios edificios, tierras y trabajadores d e p e n d i e n t e s , la (+INFO)
voría de condición libre, que labraban la tierra y cuidaban el ganado.
También existía u n grupo externo al oikos, formado por hombres sin acceso a
Mito y religión
ta tierra, los thetes, que a veces eran incorporados c o m o jornaleros temporarios.
Los griegos eran politeístas y crearon
En el á m b i t o doméstico, los nobles eran atendidos p o r s e r v i d o r e s l i b r e s y
complejas narrativas donde intervenían
esclavos, estos últimos productos del trueque, la c o m p r a o el saqueo. Para aten-
los dioses, los hombres y los héroes o
der la casa, los nobles preferían a las esclavas, porque podían convertirse e n c o n -
semidioses, resultado de las uniones
gas de los hombres de la familia y su descendencia era habitualmente incor-
entre los dos anteriores. Los dioses
:>orada en el grupo familiar. La parte central de la casa era la sala de los banquetes
tenían diferentes poderes, y encarnaban
donde los nobles se reunían para comer y beber recostados en literas. Era h a b i -
fenómenos naturales, acciones o
tual que allí escucharan música, se recitaran poemas y m i t o s (+ INFO), o se discu-
cosas. Estos atributos podían variar
tiera de temas diversos.
en distintos lugares para las mismas
deidades. Zeus, dios del cielo y el
Las relaciones de hospitalidad y la aristocracia trueno, era el más poderoso. Entre
Los vínculos de alianza entre los nobles se establecían a través d e l m a t r i m o n i o otros, podemos nombrar a Poseidón,
v de la h o s p i t a l i d a d . Esta última era u n a relación personal entre i n d i v i d u o s de dios del mar; Ares, dios de la guerra;
rango social equivalente que los obligaba a prestarse ayuda m u t u a . Se sostenía en Atenea, de la sabiduría; A p o l o , de la
un código de ética aristocrática que marcaba la costumbre. La alianza se afirmaba luz y el sol; A f r o d i t a , del amor, y Hera,
con el i n t e r c a m b i o d e regalos, entre los que se consideraban más valiosos los del matrimonio y los nacimientos. Los
cójetos de bronce o hierro, c o m o calderos, escudos, armas o incluso pedazos de dioses establecían relaciones entre sí y
metal e n b r u t o . E l recuerdo de estas alianzas era cuidadosamente registrado e n también con los hombres. Por ejemplo,
La m e m o r i a e n u n á r b o l g e n e a l ó g i c o de parientes y aliados que se r e m o n t a b a Hera estaba casada con Zeus y Heracles
«arias generaciones. era hijo de Zeus y la mortal Alcmena.
El poder de estos señores sobre la c o m u n i d a d o demos era relativo, pues depen- Se creía que los dioses
[ día de su riqueza personal y de sus alianzas privadas c o n otros nobles. Se trataba habitaban en el monte
de una s o c i e d a d d e jefatura relativamente inestable, e n la que u n o de los nobles Olimpo, la montaña
¿ra considerado el primero entre sus iguales y asumía el carácter de rey o basileus. más alta de Grecia, en
Sus funciones eran de arbitro de los conflictos, legislador y comandante. la región de Tesalia.
La a c t i v i d a d g u e r r e r a era u n aspecto central e n l a v i d a de los aristócratas.
3uena parte de sus riquezas provenían de e x p e d i c i o n e s de saqueo o piratería.
.Algunos historiadores s u p o n e n que, si existe u n hecho histórico e n el origen de
los poemas homéricos, podría tratarse de u n a de estas guerrillas que, c o n el paso
del t i e m p o y l a transmisión de boca e n boca, habría t e r m i n a d o p o r convertirse
en u n enfrentamiento descomunal.

Estatua q u e representa

a Atenea, diosa griega

de la sabiduría.

Heracles captura a Cerbero,


perro d e tres cabezas q u e
custodiaba la entrada del
Hades, morada de los
muertos.

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isiodo v la economía campesina
La organización del oikos c a m p e s i n o solo se conoce a través de l a información
* Producción intensiva: Sistema de
que b r i n d a e l p o e m a Los trabajos y los días, de Hesíodo, escrito e n l a z o n a de
producción agrícola que se basa en la
Beoda, e n Grecia continental, a fines del siglo vm a. C . o principios del siguiente.
intervención de abundante mano de
Esta estructura social, probablemente, varió p o c o e n el largo plazo; p o r eso, se
obra sobre campos poco extensos, con
puede utilizar su modelo para estudiar todo el período.
períodos cortos o nulos de barbecho.
A diferencia del oikos aristocrático, el campesino era m u c h o más modesto. Se
* Barbecho: Tierra de labranza que se
trataba de u n a u n i d a d d o m é s t i c a o r i e n t a d a a l a u t o c o n s u m o , c o n f o r m a d a por
deja en descanso durante un tiempo
u n a f a m i l i a nuclear y tal vez algún esclavo para ayudar e n las tareas de l a casa
para que recupere sus nutrientes.
y e n las agrícolas. L a casa era, por l o general, u n a choza de adobe reforzada con
palos, y u n techo de paja. E n los terrenos circundantes a l a casa había algunos
animales domésticos, c o m o cabras, ovejas, cerdos y aves de corral. U n índice de
ACTIVIDADES cierta r i q u e z a era poseer u n par de bueyes para tirar d e l arado. C o m o los ani-
males de tiro necesitan terrenos extensos para pastar, solían compartirse entre
Estrategias de estudio varios campesinos. Los que n o poseían bueyes, labraban l a tierra m a n u a l m e n t e
u t i l i z a n d o l a azada.
Desarrollaban u n a a g r i c u l t u r a i n t e n s i v a basada e n l a producción de cerea-
1
1. Busquen información en libros o en
les y legumbres. P l a n t a b a n p r i n c i p a l m e n t e cebada, más resistente a las sequías
Internet sobre el mito de los trabajos de
que otros cereales, a u n q u e m e n o s n u t r i t i v a , y t a m b i é n trigo. L a rotación c o n
Heracles, también llamado "Hércules".
las legumbres y el pastoreo d e l ganado m e n o r e n l a tierra e n barbecho cons-
¿Qué características de la mitología
tituía u n m e c a n i s m o efectivo de fertilización n a t u r a l q u e sostenía l a p r o d u c -
griega encuentran en ese relato?
ción intensiva. Tenían huertos c o n hortalizas y árboles frutales. Plantaban vides
2. A diferencia de Homero que
para producir v i n o y extraían aceite prensando e l fruto del o l i v o , que era usado
presentaba a los nobles como guerreros
c o m o a l i m e n t o y combustible para las lámparas.
que despreciaban el trabajo manual,
Hesíodo lo valoraba. Lean los consejos
que le dio a su hermano Perses y luego
respondan: Estas residencias domésticas estaban generalmente agrupadas e n aldeas c o n las
"Trabaja, Perses, p a r a que te tierras de c u l t i v o a su alrededor. Las parcelas de tierra familiares, señaladas por
aborrezca e l h a m b r e y te q u i e r a accidentes naturales o bloques de piedra, p o r l o general n o eran linderas, sino
l a venerable Deméter [diosa de l a que estaban fragmentadas y dispersas. L a distancia entre las parcelas hacía que
agricultura] de h e r m o s a c o r o n a y se ubicaran e n áreas c o n características geográficas y climáticas diferentes. Esta
llene de a l i m e n t o t u c a b a n a ; pues situación beneficiaba a las aldeas campesinas ya que se podían c o m b i n a r las dis-
el h a m b r e siempre a c o m p a ñ a a l tintas p r o d u c c i o n e s y e n caso de que, p o r c o n d i c i o n e s climáticas adversas, se
h o l g a z á n . [...] Por los trabajos se perdiera l a producción de u n lugar, se c o m p e n s a b a c o n l o que se producía en
h a c e n los hombres ricos e n g a n a d o y otros lugares.
opulentos; y si trabajas te a p r e c i a r á n Había tierras c o m u n e s que eran utilizadas para la recolección de frutos, plan-
m u c h o los i n m o r t a l e s [es decir, los tas silvestres, hongos y leña, l a caza y e l pastoreo de los cerdos. E n las costas se
dioses] y los mortales, pues aborrecen c o m p l e m e n t a b a l a alimentación c o n l a pesca.
e n g r a n m a n e r a a los h o l g a z a n e s . Los campesinos griegos, a l igual que los nobles, generaban u n sistema de inter-
El trabajo n o es n i n g u n a d e s h o n r a , cambio de favores. Establecían vínculos de ayuda m u t u a c o n familiares y vecinos,
l a i n a c t i v i d a d es u n a d e s h o n r a . Si a quienes recurrían e n m o m e n t o s de crisis para obtener alimentos, granos, herra-
trabajas p r o n t o te tendrá e n v i d i a e l mientas y, a veces, colaboración e n el trabajo.
indolente a l volverte r i c o " .

Hesíodo, Los trabajos y los días.

a. Según Hesíodo, ¿por qué es


importante el trabajo?
b. ¿Qué papel desempeñan los dioses en
relación con el trabajo de los hombres?

0 Réplicas de lámparas de aceite


griegas de los siglos vi y v a. C .

132
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(+INFO) 3. La Grecia arcaica
(siglos vm al v a. C.)
Hacia el siglo vm a. C , los griegos En el siglo vm a. C , c o m e n z ó una nueva etapa en la historia
sistematizaron el uso de las armas que de Grecia, conocida como la Grecia "arcaica", que se extendió
dieron nacimiento a la falange. Las hasta el siglo v a. C. Las principales características de este
armas defensivas eran el yelmo, una
período son la reaparición de la escritura, la expansión
coraza o peto, grebas (protecciones
territorial de los griegos y la integración de la aldea y el oikos
para las piernas) y un gran escudo
redondo llamado "hoplón". Las armas en una estructura mayor, la polis.
ofensivas eran la espada y la lanza o
pica. Se llamaba hoplitas, nombre
derivado de "hoplón", a los infantes que La crisis del siglo vm a. C y el nacimiento de la polis
formaban la falange. Se trataba de una
A partir del siglo vm a. C , las c o m u n i d a d e s griegas c o m e n z a r o n a expandirse
formación en orden cerrado, en la que
e n el territorio; se m u l t i p l i c a r o n en f o r m a acelerada y o c u p a r o n rápidamente
los soldados presentaban sus escudos
las tierras disponibles. Pero la ocupación de tierras n o se realizó en forma igua-
unidos unos en sucesión con los otros
litaria, sino que los grupos aristocráticos se adueñaron de mayores porciones de
y avanzaban con las picas en ataque.
tierras que los demás grupos sociales. Esa situación provocó u n a crisis social en
La longitud de la fila se combinaba
la mayoría de las c o m u n i d a d e s que, e n m u c h o s casos, t e r m i n a r o n f i j a n d o sus
con la profundidad de las columnas
límites por m e d i o de conflictos militares.
de hombres alineados. El peso de las
Durante este período, se p r o d u j o u n proceso de cohesión de las aldeas y los
armas hacía que los movimientos fueran
oikos que d i o n a c i m i e n t o a la polis o ciudad-Estado. Este proceso se d e n o m i n a
lentos, pero la falange en movimiento
sinecismo. E n general, esta evolución se produjo en términos puramente políti-
era muy difícil de detener, incluso
cos, aunque en algunos casos incluyó u n proceso de conquista sobre otras aldeas
por la caballería que poco a poco
o el traslado de grupos h u m a n o s a u n único centro.
fue perdiendo peso en el ejército. Su
Los grupos nobles t u v i e r o n u n papel activo en esta etapa y adquirieron mayor
eficiencia dependía de la capacidad de
poder sobre las c o m u n i d a d e s aldeanas. La monarquía perdió peso y surgieron
maniobra, que radicaba esencialmente
instituciones rotativas y c o n mandatos limitados, ocupadas por los nobles. Los
en la preparación de los infantes para
ex magistrados c o n f o r m a r o n consejos c o n funciones de gobierno. También se
actuar de manera coordinada.
m a n t u v i e r o n expresiones de participación c o m u n i t a r i a campesina que ya exis-
tían, c o m o las asambleas.
Los altares primero, y luego los templos, t u v i e r o n u n papel central en el sine-
cismo. Toda c o m u n i d a d se colocaba bajo la protección de u n a d i v i n i d a d .

La expansión colonial
La consecuencia "externa" de la crisis fue la búsqueda de nuevas tierras. Algunas
comunidades organizaron expediciones; otras, en situaciones de sequías y ham-
brunas, directamente expulsaron a miembros de la c o m u n a . Los griegos se expan-
dieron, entre los siglos vm y vn a. C , sobre territorios costeros del Mediterránec
en el sur de Italia y Sicilia —región l l a m a d a la M a g n a Grecia—, y llegaron hasta
Francia y España, el norte del África y las costas del M a r Negro.
Las ciudades que se f u n d a r o n eran independientes de las metrópolis*. Se las
emplazaba cerca de u n curso de agua dulce, en lugares elegidos, rodeadas con
murallas para que estuvieran b i e n defendidas. Su centro era u n a plaza pública o
agora, donde se construía el t e m p l o . Las mejores tierras circundantes se dividían
en parcelas y, a diferencia de las ciudades de origen, se distribuían en propiedad
Representación en una c e r á m i c a
privada de forma igualitaria entre los colonos. Los colonizadores eran grupos
de hoplitas en c o m b a t e .
p e q u e ñ o s , pero b i e n o r g a n i z a d o s m i l i t a r m e n t e y todos e n edad de c o m b a t i r ' C U 1

(+ INFO). Las relaciones c o n los nativos del lugar c o l o n i z a d o v a r i a b a n del some- ^ e m

t i m i e n t o a la integración.
Los colonos podían ser originarios de diferentes comarcas. Para solucionar las
Glosario
disputas que surgían en algunas colonias, se comenzaron a escribir códigos de leyes.
Esta práctica pasó a las polis del territorio griego, donde aparecieron legisladores. E n
es
* Metrópolis: Se dice de una ciudad
Esta e x p a n s i ó n a u m e n t ó de m a n e r a i m p o r t a n t e el i n t e r c a m b i o c o m e r c i a ) ' nflue

respecto de sus colonias.


entre las diferentes regiones. Ciertas fundaciones, llamadas emporios, t u v i e r o n ^ ' ^ 6

u n interés básicamente relacionado c o n el comercio.

134
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:ONCEPTOS CLAVE
7/
Aumento demográfico II La polis aristocrática
Ocupación de tierras "Invención" de
Expansión colonial la política

(+INF0)
la política: legisladores y tiranos
jrisis del siglo v m a. C . t u v o consecuencias "externas", c o m o el proceso de
Las mujeres griegas
colonización, pero también consecuencias "internas", ligadas c o n las transforma-
Las mujeres griegas eran ciudadanas,
d o n e s que o c u r r i e r o n en el seno de las c o m u n i d a d e s . A pesar de que la polis se
porque formaban parte activamente
encontraba bajo el poder de la aristocracia, los grupos que f o r m a b a n el pueblo
de sus comunidades y estaban
idemos, en griego) p r o n t o presionaron para obtener mejoras económicas y socia-
protegidas por las leyes. Sin embargo,
les. Algunos de ellos fueron integrados tempranamente; en especial, los c a m p é -
sus derechos eran restringidos, ya que
is m á s ricos, pequeños propietarios de tierras convocados para formar parte
no podían participar de las actividades
del ejército, y a que podían costearse el a r m a m e n t o básico de los h o p l i t a s . Las
políticas que realizaban los hombres.
iades que h i c i e r o n esto se c o n v i r t i e r o n p r o n t o en potencias militares porque
Eran consideradas como "menores de
lograron organizar ejércitos más poderosos. Esos campesinos p r e s i o n a r o n para
e d a d " en términos jurídicos; por eso,
ricipar de manera más activa en el gobierno de las ciudades.
debían permanecer bajo la autoridad
Esta integración condujo a estructuras políticas m á s d e m o c r á t i c a s m e d i a n -
de un tutor, que era su marido, padre o
re la participación de los grupos populares. Sus actores principales f u e r o n dos:
hermano mayor. N o obstante, tenían un
por u n lado, los legisladores, es decir, los magistrados que redactaron códigos
importante protagonismo en los rituales
legales, y por el otro, los tiranos, aquellos que gobernaron alterando las institu-
religiosos y las festividades de la ciudad.
ciones de las polis. Los tiranos, en general, llevaron adelante reformas políticas
Su papel central era la administración del
c o n el apoyo del demos.
oikos, donde estaban confinadas, junto
con sus esclavas, en el gineceo, lugar
H s reformas políticas y la participación donde no podían entrar los hombres.
Buena parte de las reformas políticas que t u v i e r o n lugar e n las ciudades griegas Por otra parte, ellas podían transmitir la
r e u n i e r o n a imitación de lo que sucedía en las colonias. Allí las condiciones para ciudadanía, como en el
ios campesinos eran más igualitarias y en las metrópolis se aspiró a lo m i s m o . El siglo v a. C . en
i r e i o n a r de los legisladores ayudó a definir, a través de los códigos, el alcance de Atenas, donde el
Jos derechos individuales en el seno de las comunidades. E n los códigos también ciudadano era
guiaban las formas de gobierno y los criterios de participación comunales, considerado
griegos llamaban a ese código politeia, que puede traducirse c o m o "constitu- c o m o tal
rrón"; en ese texto, se establecían leyes del ámbito privado y público. cuando era
La inclusión de los miembros de la c o m u n a e n la politeia los hacía portadores hijo de padre
de esos derechos, es decir, los convertía en ciudadanos. Los códigos garantizaban y madre
la capacidad de los ciudadanos de ejercer sus derechos frente a los magistrados y ateniense.
fueces. Las mujeres (+ INFO) y los niños tenían restringidas las prácticas políticas
y jurídicas, mientras que los esclavos y los extranjeros las tenían prohibidas. Mujer de la
A u n q u e los tiranos pertenecían a aristocracia griega
lase aristocrática, m u c h a s veces representada en una c e r á m i c a

r r t u a b a n a f a v o r d e l demos p a r a
acceder al p o d e r y c o m p e t i r c o n
sus pares. E l p u e b l o p r e s i o n ó para
rener u n acceso i g u a l i t a r i o a la tierra,
;ro en general n o logró reformas agra-
;
amplias. E n su lugar, o b t u v o benefi-
Actores sociales
y consecuencias
d o s políticos m e d i a n t e u n a m a y o r par-
pación en el gobierno de la polis. E n 1 Observen el mapa de la página 129
algunas ciudades esto allanó el c a m i - y reconozcan algunas de las ciudades
n o hacia la democracia, palabra que fundadas durante el proceso de
quiere decir " p o d e r del p u e b l o " (de colonización.
kmos, pueblo y kratos, poder). 2 . Realicen un cuadro sinóptico sobre
las consecuencias internas y externas
de la crisis del siglo vm a. C . en las
comunidades griegas.
En esta cerámica se puede apreciar la 3 , Describan brevemente la acción
influencia oriental que recibió el arte desarrollada por los siguientes actores
griego entre el 750 y el 650 a. C . históricos: fundadores, legisladores
y tiranos.

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5. La Grecia clásica
Glosario
(siglos v y iv a. C.)
* Liturgia: Prestación de un servicio Los historiadores denominan " é p o c a clásica" a los siglos v y
público que podía tener diferentes iv a. C. de la historia griega. Esto es así porque las instituciones
formas. En este caso, entre ellas,
fundadas en la polis, construidas sobre los modelos de Atenas y
financiación por parte de los ciudadanos
Esparta, alcanzaron su máximo desarrollo, para después entrar
de obras, festivales, juegos, etcétera.
* Guerras Médicas: La denominación es
en crisis.
de origen griego; proviene de medos,
nombre que les dieron los griegos a los
persas, confundiéndolos con otro pueblo
Griegos y persas
de la misma región. Entre el 490 y el 480 a. C . , los griegos y los persas se enfrentaron e n dos grandes
guerras, conocidas c o m o Guerras Médicas* (+ INFO). A c o m i e n z o s del siglo v a. C.,
los persas a q u e m é n i d a s c o n t r o l a b a n extensos t e r r i t o r i o s : S i r i a y P a l e s t i n a ,
Egipto y L i b i a , A n a t o l i a , y desde l a M e s o p o t a m i a hasta el I n d o . Entre los pue-
C+INFO) blos tributarios d e l gran rey persa se e n c o n t r a b a n las ciudades griegas del Asia
M e n o r . Estas se rebelaron, pero f u e r o n derrotadas por los persas que avanzaron
hacia el occidente o c u p a n d o Tracia y M a c e d o n i a , e n Grecia c o n t i n e n t a l . Luego
Entre la civilización se dirigieron hacia e l sur y t o m a r o n l a isla de Eubea y, f i n a l m e n t e , pasaron a la
y la barbarie p l a n i c i e de Maratón, a u n o s 40 kilómetros de Atenas. Allí se e n f r e n t a r o n c o n
Heródoto, a través de su Historia, es la los atenienses y f u e r o n derrotados; entonces, se retiraron de f o r m a temporaria
mejor fuente para conocer el conflicto hacia el Asia M e n o r .
entre griegos y persas. A lo largo de A n t e l a p o s i b i l i d a d de u n a futura invasión persa, e l general y estadista ate-
los siglos, este enfrentamiento fue niense Temístocles impulsó l a construcción de u n a gran flota de 200 trirremes
presentado como una lucha entre la pagada c o n l a p l a t a de las m i n a s d e l sur d e l Ática. E l m a n t e n i m i e n t o de las
civilización y la barbarie. De hecho, naves, así c o m o los sueldos de sus remeros - l a mayoría de ellos de l a clase de
Heródoto llama a los persas: "bárbaros", los thetes-, se costeaban mediante liturgias* a cargo de ciudadanos ricos. Hacia
palabra con que los griegos identificaban el 480 a. C . , e l rey Jerjes c o m e n z ó u n a segunda invasión, m o v i l i z a n d o alrede-
a aquellos que no hablaban su lengua, d o r de 200.000 combatientes y 1.000 n a v i o s . Las poleis griegas c o n f o r m a r o n
es decir que balbuceaban (decían "bar- u n a liga militar encabezada p o r Esparta que derrotó e n varias batallas a los
bar"). Aristóteles, en su obra Política, persas. A través del paso de las Termopilas, d o n d e fueron retrasados p o r u n des-
argumentaba que los persas eran tacamento espartano que se i n m o l ó hasta e l último de sus soldados, los persas
naturalmente propensos a la esclavitud. i n v a d i e r o n Beocia y t o m a r o n l a c i u d a d de Atenas que había sido evacuada por
Sin embargo, la civilización persa era Temístocles. La f l o t a griega derrotó a l a persa e n S a l a m i n a y M i c a l a , mientras
enormemente refinada, tanto o más que que sus falanges se i m p u s i e r o n e n Platea.
la griega, y continuó siéndolo durante
toda la Antigüedad.
La Liga de Délos
Hacia e l f i n a l de este enfrentamiento, los espartanos dejaron el c o m a n d o de la
alianza militar, que fue t o m a d o por Atenas. E n e l 478 a. C . , se decidió prolongar
Un trirreme ateniense. Esta e m b a r c a c i ó n
esta alianza de forma indefinida, llamándola Liga de Délos. Su tesoro se encontra-
alcanzaba gran capacidad de maniobra por
la a c c i ó n de tres hileras de remeros que la ba e n el santuario de Apolo, e n la isla de Délos, donde se reunían sus miembros.
m o v í a n y, c o n el espolón del frente, e m b e s t í a n U n a gran c a n t i d a d de ciudades d e l Egeo contribuían a l m a n t e n i m i e n t o de
a los barcos enemigos para hundirlos. u n f o n d o c o m ú n para solventar u n ejército e n operaciones, a través de d i n e r o
o de c o n t r i b u c i o n e s c o n barcos y h o m b r e s . Supuestamente, todos los partici-
pantes de l a liga tenían u n v o t o i g u a l i t a r i o e n u n a asamblea c o m ú n , pero e n
la práctica Atenas terminó controlándola a causa de su poder. M i e n t r a s las res-
tantes ciudades preferían aportar dinero, los atenienses, c o n esos fondos, cons-
truían barcos e n l o s astilleros d e l P i r e o . Así, d a b a n trabajo a sus artesanos y
pagaban los sueldos de los marineros que contrataban entre los thetes, m u c h o s
de los cuales n o tenían tierras para sustentarse.

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;0NCEPT05 CLAVE

Polis clásica
Griegos y persas
Liga délico-ática
77 Liga espartana
Guerra del
Peloponeso

(+INF0)
i^Hricles, la democracia radical y el imperialismo
:ia el 461 a. C , después de l a muerte de Enaltes, P e r i c l e s se convirtió e n el
El rival de Pericles
¡ caudillo del demos y se p r o f u n d i z a r o n las políticas d e m o c r á t i c a s (+ INFO). Varios
Cimón (510-450 a. C.) fue un general
nechos c o n t r i b u y e r o n a que esto ocurriera. Por u n lado, el creciente poder de la
y político ateniense, miembro de una
nota ateniense, la base real de su poderío militar, que descansaba sobre el reclu-
familia aristocrática, que tuvo repetidas
| tamiento de los sectores m á s pobres de la sociedad, los thetes. Las clases h o p l i -
veces el apoyo popular y especialmente
rormadas por los sectores propietarios medios y altos, habían p e r d i d o peso y
el de los miembros de la nobleza.
rrestigio. La boulé y la Asamblea, d o n d e el demos hacía pesar su número, a u m e n -
Sostuvo una posición pro-espartana y se
taron su poder de decisión junto c o n el desarrollo de l a p o l í t i c a i m p e r i a l i s t a de
enfrentó con Efialtes y Pericles, los jefes
i t r o l sobre otras poleis que se instrumentaba a través de la Liga de Délos.
de la facción democrática. Aristóteles,
Las preocupaciones centrales del gobierno democrático pasaron a estar relacio-
en la Constitución de los atenienses,
nadas c o n los asuntos exteriores. Rendiciones de cuentas y listas de los cobros de
dice que Cimón poseía una hacienda
los tributos a las ciudades de la Liga eran confeccionadas por comités de trabajos
principesca y que desempeñaba las
públicos y tesoreros de los templos, d o n d e se empleaban los recursos económi-
liturgias públicas con gran lujo. También
I eos. Estos fondos provenían directamente de la administración del tesoro común,
menciona que mantenía a muchos de
l e v a d o desde Délos a la Acrópolis de Atenas c o n el argumento de que allí esta-
los de su demos, que podían obtener
nejor protegido. L a remodelación de la Acrópolis, la construcción de nuevos
diariamente alimento en su casa, y que
:trnplos y la creación de obras de arte se solventaron c o n ese dinero. También se
sus fincas estaban abiertas para el que
mejoraron las instalaciones del puerto del Pireo, que fue u n i d o a Atenas por unas
quisiera disfrutar de la cosecha. Plutarco,
[ murallas llamadas los " M u r o s Largos", para garantizar que durante u n asedio la
en su Vida de Cimón, cuenta que lo
Jad pudiera conectarse c o n el exterior por m e d i o de su flota.
acompañaban unos jóvenes bien vestidos
que les daban sus capas a los pobres
l i a redistribución de los recursos y deslizaban dinero en sus manos.
Pericles impulsó la r e t r i b u c i ó n m o n e t a r i a por el ejercicio de ciertos cargos ofi- Aristóteles se queja de la política de
ciales. Los q u i n i e n t o s consejeros de la boulé y los arcontes recibieron u n a paga Pericles, porque dice que actuaba como
f anual. Los jueces, que eran sorteados de entre los 6.000 que se elegían a n u a l m e n - Cimón, pero con el dinero de la polis.
obraban u n jornal por cada día en que administraban justicia. Esta paga per-
mitía que hasta los ciudadanos más pobres p u d i e r a n dedicarse de manera c o m -
rleta al ejercicio de las funciones políticas, l o que de otra f o r m a n o se h u b i e r a
logrado. También se compensaba c o n u n jornal a quienes asistían a las reuniones
de la Asamblea y a los festivales religiosos, cuando se hacían representaciones de
medias y comedias.
El poder de Atenas e n l a Liga llevó a que algunas ciudades trataran de sepa-
I iarse de ella. Esparta apoyó los desacuerdos pues observaba c o n recelo el creci-
I miento ateniense. L a respuesta militar de Atenas e n esos casos fue dura, llegando
-ees a esclavizar a los rebeldes. E n algunos casos se asentaron cíemeos en esas
lades. Se trataba de ciudadanos atenienses pobres a quienes se les otorgaban
lotes de tierra para que se m a n t u v i e r a n . D e esta manera, Atenas lograba u n doble
rropósito: se liberaba de u n a presencia conflictiva, a la vez que instalaba guarni-
I dones en las ciudades rebeldes.

Busto d e Pericles.

Teatro de Epidauro.

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^ Glosario
La Guerra del Peloponeso
D u r a n t e los años que s i g u i e r o n a las guerras c o n los persas, los espartanos se
* Hegemonía: Supremacía que una
refugiaron en u n a política aislacionista. Su poder estaba centrado en la L i g a d e l
población, un Estado o conjunto de
P e l o p o n e s o , alianza que incluía a la m a y o r parte de las ciudades de la región.
Estados ejerce sobre otras poblaciones,
H a c i a m e d i a d o s d e l siglo v a. C , se p r o d u j e r o n c o n f l i c t o s m i l i t a r e s entre
debido a su mayor potencial económico,
aliados de esta liga y los atenienses, quienes regían la Liga de Délos, a causa de
político o militar.
la agresiva política que i m p u l s a b a Pericles, pero n o se llegó a u n enfrentamien-
to abierto entre ambos Estados. M e d i a n t e la firma de u n tratado, la l l a m a d a P a z
de los T r e i n t a Años (445 a. C ) , q u e d a r o n configurados dos b l o q u e s a n t a g ó n i -
cos que buscaron el apoyo de las ciudades que permanecían neutrales.
r Pero la paz n o llegó a durar treinta años y la g u e r r a se inició e n el 431 a. C .
Si ingresan en el sitio www.youtube.com • c o m o c o n s e c u e n c i a de v a r i o s c o n f l i c t o s c o n C o r i n t o , a l i a d o de la L i g a d e l
y en su buscador tipean "Desastre en Peloponeso, que tenía u n a i m p o r t a n t e flota de cien trirremes. Entre otras accio-
Atenas. Guerra del Peloponeso" van nes, los corintios a p o y a r o n la revuelta de Potidea contra la Liga de Délos, cuyo
a encontrar un documental producido puerto era importantísimo para Atenas e n la ruta de los barcos mercantes que
por el History Channel dedicado a este llevaban el trigo a su c i u d a d desde el M a r Negro.
conflicto bélico. Observen las imágenes
y escuchen atentamente
el relato en off y los comentarios de Distintas estrateaias militares
los historiadores que participan de ese Atenas y Esparta eran dos p o t e n c i a s m i l i t a r e s h e g e m ó n i c a s diferentes, u n a
programa. Analicen: ¿Qué diferencias marítima y la otra terrestre. Los atenienses trataron de n o enfrentar a la infantería
existían entre Esparta y Atenas en materia enemiga que era superior, realizaron incursiones marítimas rápidas y bloquearon
política y militar? ¿Cuáles fueron las puertos enemigos. A c e p t a r o n el consejo de Pericles de encerrarse e n los M u r o s
causas del conflicto? ¿Cuál fue el papel Largos dejando los campos a merced de las invasiones periódicas de las tropas del
de las ciudades aliadas de Esparta y de
Peloponeso. Estas medidas n o t u v i e r o n consecuencias económicas, puesto que
Atenas en el desarrollo de la guerra?
el puerto del Pireo c o n t i n u a b a f u n c i o n a n d o n o r m a l m e n t e y la ciudad podía ser
¿Por qué el documental se titula
abastecida. S i n embargo, generó descontento, especialmente entre los propieta-
"desastre en Atenas"? ¿Qué aportes
rios de tierras. Por otra parte, el h a c i n a m i e n t o d e n t r o de las m u r a l l a s llevó al
les brinda el documental para la
comprensión del tema? brote de u n a e p i d e m i a en el 429 a. C , que p r o d u j o u n a gran m o r t a n d a d . Entre
los fallecidos se encontraba el propio Pericles.
E n el 415 a. C , u n a fracasada invasión de Atenas a Siracusa, e n Sicilia, ter-
m i n ó c o n la pérdida de más de doscientos barcos y u n a gran c a n t i d a d de h o m -
bres. Ese fue el c o m i e n z o d e l d e c l i v e d e l p o d e r ateniense. De todas maneras,
Esparta, para v e n c e r a Atenas, recibió u n i n m e n s o a p o r t e de o r o p e r s a , que
solventó la flota que triunfó sobre la ateniense. E n el año 404 a. C , la Asamblea
ateniense f i n a l m e n t e capituló. D e b i e r o n entregar todas sus naves y derrumbar
los M u r o s Largos y las murallas del Pireo. Entonces se i m p u s o u n g o b i e r n o de
corte oligárquico, c o n o c i d o c o m o de los T r e i n t a T i r a n o s , que inició u n a san-
grienta persecución política contra los líderes democráticos. E n p o c o menos de
u n año, sin embargo, los defensores de la democracia c o n s i g u i e r o n reimplantar
el gobierno democrático.
E l f i n del siglo era testigo de m u c h o s interrogantes abiertos p o r la G u e r r a
del Peloponeso. Las hegemonías y las alianzas d e l período de la guerra habían
demostrado que la polis n o podía mantener su autonomía n i en el p l a n o político
n i en el militar.

Busto de Atenea y una lechuza en


tetradracmas atenienses, las m o n e d a s
m á s habituales en el m u n d o griego
hasta la é p o c a de Alejandro M a g n o .

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LDel mito al logos
Logos e n griego s i g n i f i c a " p a l a b r a " , pero e n t a n t o m e d i t a d a o r a z o n a d a . P o r
extensión se aplica al discurso o argumentación, y también al p e n s a m i e n t o y la
ciencia. D u r a n t e el siglo v i a. C , e n la c i u d a d de M i l e t o , se inició u n proceso de
construcción de saberes r a c i o n a l e s , el logos, que dejaba de lado la religión, es
decir, el m i t o . Los primeros "físicos" de J o n i a b u s c a r o n el origen del cosmos a
partir de fenómenos naturales, ignorando deliberadamente el papel de las d i v i n i -
dades, que era central para las cosmogonías o teogonias . Para estos pensadores,
la idea de u n o r d e n cósmico se sostenía e n reglas o leyes, y n o e n el poder o l a
v o l u n t a d de u n dios. Ello derivó e n relaciones fundadas e n elementos geomé-
tricos y aritméticos totalmente despojados de cualidades religiosas. Estos crite-
rios m a r c a n u n a diferencia central c o n el período griego anterior y c o n las c i v i -
lizaciones del C e r c a n o Oriente.

filosofía y la historia
primer saber de los griegos fue u n a reflexión m o r a l y política sobre los funda-
íentos de u n n u e v o o r d e n h u m a n o , el de la polis t o m a d a c o m o centro, c o m o
Máscaras trágicas
Dsmos. La filosofía, e n el sentido de " a m o r p o r la sabiduría", fue la d i s c i p l i n a
del teatro griego.
ladre a partir de la cual se desarrollaron saberes particulares. Los primeros filó-
DÍOS, c o m o Tales, A n a x i m a n d r o , Parménides y Zenón, entre otros, s o n l l a m a -
DS presocráticos y solo se conservan fragmentos de sus obras. Los filósofos más El origen de la tragedia
iportantes fueron Sócrates (470-399 a. C ) , q u i e n t u v o p o r discípulo a P l a t ó n Según Aristóteles, el origen de la tragedia
127-347 a. C ) , q u i e n , a su vez, fue maestro de A r i s t ó t e l e s (384-322 a. C ) . se encuentra en el ditirambo, una
crates n o dejó escritos, pero se conoce su pensamiento p r i n c i p a l m e n t e a par- improvisación coral en honor del dios
• de la obra de Platón. Este último escribió gran cantidad de obras en forma de Dioniso en el Ática. Luego evoluciona
álogos; entre ellas, El Banquete, La República y Las Leyes. Aristóteles escribió u n a hacia el drama trágico, especialmente a
asta obra; sus textos más importantes son La Metafísica y La Política (+ INFO). partir de las modificaciones que impone
La h i s t o r i a nació c o m o d i s c i p l i n a e n Grecia, c o n H e r ó d o t o de H a l i c a r n a s o , Esquilo (525-456 a. C ) , quien introduce
acia mediados del siglo v a. C . A diferencia de la poesía épica, c o m o La Ilíada y un segundo actor, máscaras y coturnos .
i Odisea, los fenómenos maravillosos y las acciones de los dioses n o tienen lugar Sófocles (495-406 a. C.) incluye luego a
esta narrativa. Se presentan explicaciones racionales y las causas son el resulta- un tercer actor y una mayor complejidad
5 de las acciones humanas. La palabra " h i s t o r i a " e n griego está relacionada c o n psicológica de los personajes. Eurípides
la raíz de "saber" por haber visto u oído algo, por l o que quiere decir "investiga- (480-406 a. C ) , finalmente, introduce el
ción" basada e n la observación. Heródoto volcó en su Historia el resultado de sus realismo en la tragedia. La comedia era
investigaciones sobre las causas del enfrentamiento entre los griegos y los persas. una representación cómica, y el autor más
conocido es Aristófanes (444-385 a. C ) .
Las obras, que trataban temas y
problemáticas centrales para la sociedad,
se escribían para ser representadas una
Análisis de fuentes
única vez en festividades religiosas. El
pueblo reunido en esas ocasiones elegía
1. Lean el fragmento de un discurso de Pericles, que corresponde al momento
las mejores obras.
en que se había desatado la peste y los atenienses comenzaban a flaquear.

" N o penséis que l u c h a m o s por u n a sola cosa, esclavitud o libertad, sino


que está e n juego l a pérdida de u n i m p e r i o y el riesgo de sufrir los odios que
habéis suscitado en el ejercicio del poder. Y a este i m p e r i o y a n o es posible Glosario
renunciar, si es que a l g u i e n , debido a su m i e d o e n l a presente situación
o a s u deseo de t r a n q u i l i d a d , pretende hacer el p a p e l de h o m b r e bueno a * Cosmogonía Relato mítico sobre los
este respecto. Este i m p e r i o que poseéis y a es c o m o u n a tiranía: conseguirla orígenes del mundo.
parece u n a injusticia, pero a b a n d o n a r l a constituye u n peligro". * Teogonia Relato mítico sobre el
Tucídides, Historia de la Guerra del Peloponeso. origen de los dioses.
Calzado de suela alta para
¿Qué piensa Pericles sobre el imperio ateniense?
hacer parecer más altos a los actores.
¿Por qué creen que Pericles entiende que abandonar el imperio constituye
un peligro?
145
Digitalizado por Sergio A. Vegas
6. El siglo iv a. C. y la crisis
BI C+INFO) de la polis
La Guerra del Peloponeso marcó un cambio para la historia de
La liberación de los ilotas
Grecia. La polis fue desplazada por la monarquía, como marco
Los tebanos invadieron Laconia
en el 369 a. C . Los ilotas mesenios para la civilización; las técnicas militares evolucionaron hacia
inmediatamente se rebelaron y se aliaron una profesionalización, y la igualdad política de los ciudadanos
a los ejércitos invasores. El general fue cuestionada por la creciente desigualdad económica.
Epaminondas reforzó la independencia
de los mesenios fundando la polis
de Mesene. Allí acudieron mesenios
El Imperio Espartano
exiliados de todas las regiones de Grecia La v i c t o r i a de Esparta significó u n c a m b i o de a m o para las que dependían de
para alcanzar la ciudadanía y tierras. Atenas. L i s a n d r o , el general t r i u n f a d o r , instaló g u a r n i c i o n e s espartanas sobre
Esto reavivó la discusión sobre el alcance las ciudades "liberadas" y c o m e n z ó a cobrarles u n t r i b u t o . Este flujo de riquezas
de la institución de la esclavitud. Para se c o n c e n t r ó en m a n o s de la pequeña minoría que administraba el i m p e r i o , lo
los griegos, los ilotas eran esclavos, que profundizó las diferencias sociales entre los ciudadanos.
y una ciudad de esclavos resultaba Las f a m i l i a s ricas a c a p a r a r o n la tierra a través de la c o m p r a , que e n teoría
una paradoja porque el ciudadano estaba p r o h i b i d a , y l a clase h o p l i t a g r a d u a l m e n t e d i s m i n u y ó . C o m o conse-
era equivalente al hombre libre por cuencia, a Esparta cada vez le costaba más m o v i l i z a r ejércitos propios y depen-
excelencia. Aquellos que sostenían día de los periecos, los ilotas y de sus aliados militares. A n t e u n i n t e n t o de rebe-
que algunos hombres naturalmente lión por parte de los grupos sociales inferiores, el gobierno aplicó la represión y
eran propensos a la esclavitud, c o m o ejecutó a su cabecilla.
Aristóteles, se oponían a quienes
pensaban que la esclavitud era el
resultado de situaciones contingentes Cambio de hegemonía: el dominio de Tebas
como la guerra. De todas maneras, esas
Entre el 395 y el 386 a. C , u n a alianza integrada p o r Tebas, C o r i n t o , Atenas
diferentes opiniones no ponían en duda
y Argos se enfrentó c o n Esparta. A u n q u e Esparta logró victorias p o r tierra, fue
el criterio dominante de justificar su
derrotada en el mar por los aliados, quienes, ayudados por los persas, expulsaron
existencia.
muchas guarniciones espartanas de ciudades del Egeo y del Asia M e n o r . Esta guerra
finalizó c o n la "Paz del Rey", de escasa duración.
A comienzos de la década del 370 a. C , los atenienses organizaron u n a segun-
da liga naval. E n el 371 a. C , los tebanos deshicieron al ejército espartano en la
batalla de Leuctra, que marcó el ocaso de Esparta y el cambio de la h e g e m o n í a
militar. Las bajas sufridas por la infantería h o p l i t a espartana redoblaron la esca-
sez de soldados y p r o f u n d i z a r o n la crisis social i n t e r n a . Nuevas alianzas mili-
tares, c o m o la Liga arcadia en el norte del Peloponeso, buscaron independizarse
de Esparta. Los tebanos liberaron a Mesenia y Esparta n u n c a se recuperó de este
golpe e c o n ó m i c o ( + INFO). El breve ciclo del poder tebano finalizó c o n la muerte
de su destacado general E p a m i n o n d a s .

En 1977, el a r q u e ó l o g o griego Manolis Filipo II: el ascenso de Macedonia


Andronikos descubrió la t u m b a de Filipo II.
En su interior, se hallaron valiosos objetos, Macedonia era u n a región del norte de Grecia, donde
entre ellos, este baúl de oro c o n un sol, la polis n o se había desarrollado. Hasta mediados del
símbolo de los reyes de M a c e d o n i a , grabado
siglo iv a. C , había tenido u n a m o n a r q u í a débil con-
en su tapa. Dentro del baúl había restos
humanos, posiblemente los de Filipo,
trolada por u n a aristocracia terrateniente. Sin embargo,
y una corona funeraria de oro c o n adornos cuando el rey Filipo II llegó al poder (355 a. C ) , logró
de hojas de roble y bellotas. controlar a la aristocracia y construir u n poderoso ejér-
cito c o n el que i n t e r v i n o en las regiones del norte.
F i l i p o organizó u n a caballería pesada f o r m a d a por
la aristocracia, y fortaleció la falange de infantes, cuya
a r m a p r i n c i p a l era u n a larga l a n z a de seis m e t r o s .
E m p r e n d i ó c a m p a ñ a s que le p e r m i t i e r o n c o n q u i s -
Representación tar ciudades que estaban bajo la hegemonía de Atenas
de Filipo II.
en la z o n a de la Calcídica. Luego se expandió hacia la
z o n a de Tesalia y amenazó el centro de Grecia.
146
-~—y Digitalizado por Sergio A. Vegas
;ONCEPTOS CLAVE
El Imperio Espartano / / La monarqu
Cambio de macedonia
las hegemonías Crisis de la polis

(+INF0)
L a batalla de Queronea y la unificación
[del mundo griego
Los cambios militares
; a m e n t o d e l p o d e r de M a c e d o n i a se h i z o sentir p o r su i n t e r v e n c i ó n e n l a Durante el siglo iv a. C , se produjeron
política de las ciudades griegas. E n Atenas, el líder de la facción democrática, importantes cambios militares en
Demóstenes, se pronunció e n contra de este proceso. E n cambio, m u c h o s griegos, el mundo griego. Los ejércitos de
mo los de Argos y Mesenia e n el Peloponeso, se apoyaron e n el poder de Filipo ciudadanos progresivamente fueron
« a garantizar las libertades locales e n c o n t r a de Esparta. E n l a m i s m a Atenas reemplazados por tropas mercenarias
algunos veían e n F i l i p o a la persona capaz de controlar la presión democrática y ejércitos profesionales que podían
radical y de encarnar el sueño de u n a unidad política panhelénica (+ INFO). realizar campañas por largos períodos.
Hacia el 340 a. C , el expansionismo macedonio sobre la región de Tracia Además, surgieron nuevas técnicas
a m e n a z ó l a ruta d e l trigo de Atenas. Además, l a creciente i n t e r v e n c i ó n e n l a militares. Ya en la Guerra del Peloponeso,
a de Eubea alertó a los tebanos. Por eso, tebanos y atenienses se a l i a r o n c o n - los atenienses habían usado tropas
M a c e d o n i a , pero f u e r o n v e n c i d o s e n la batalla de Q u e r o n e a e n el 338 a. C. ligeras (los peltastas y los honderos)
te t r i u n f o llevó al poder a los grupos políticos p r o - m a c e d o n i o s e n las diferen- para hostigar a los hoplitas. La falange
tes ciudades, que o r g a n i z a r o n la Liga de Corinto. Así, el m u n d o griego se u n i - tebana profundizó las columnas de la
ficó bajo la h e g e m o n í a m a c e d ó n i c a . infantería, lo que explica su victoria
sobre Esparta. Filipo II incorporó el uso
de la caballería, en desuso en la época
clásica, combinada con la infantería. Para
Durante el siglo iv a. C , se produjo u n cambio de las representaciones políticas, es
esta época se desarrollaron las técnicas
decir, e n l a m a n e r a e n que l o s griegos p e n s a b a n sus i n s t i t u c i o n e s políticas.
de asedio de ciudades fortificadas y el
Durante el siglo anterior, n o ponían e n duda que la polis era el marco institucio-
uso de maquinarias de guerra, como
propio de la v i d a e n c o m u n i d a d . Pero los acontecimientos políticos y milita-
las empleadas por Alejandro. Este
res posteriores los h i c i e r o n cambiar de opinión.
general también utilizó tropas de reserva
Para m u c h o s griegos la m o n a r q u í a aparecía c o m o u n a solución a l a crisis per-
para volcar al campo de combate en
manente que resultaba de la l u c h a política e n l a p o l i s . E l ateniense J e n o f o n t e
momentos críticos y pasó los generales a
escribió u n a biografía que alababa al rey persa C i r o . Isócrates, también atenien-
la retaguardia.
propuso establecer u n a alianza p a n h e l é n i c a , bajo u n a figura hegemónica,
rara conquistar el O r i e n t e . L a figura de F i l i p o II se ajustaba a ese planteo, pero Falange m a c e d o n i a .
Isócrates aspiraba a u n a empresa c o m ú n y n o a u n a conquista del m u n d o griego,
no finalmente sucedió.
Platón y Aristóteles r e f l e x i o n a r o n sobre los sistemas políticos basados e n las
instituciones de la polis para tratar de que n o estuvieran sujetos a la inestabi-
lidad. E n La República, Platón i m a g i n ó u n a p o l i s utópica, pero e n sus escritos
más tardíos, Las leyes y El Político, fue crítico de esas primeras ideas. Aristóteles,
e n La Política, trató de llegar a u n resultado r a c i o n a l a través del análisis de las
constituciones griegas, c o m p a r a n d o sus ventajas y contradicciones. Estos auto-
res v a l o r a b a n las c o n s t i t u c i o n e s aristocráticas e n las cuales los c i u d a d a n o s n o
estaban ligados a las f u n c i o n e s p r o d u c t i v a s y disponían de t i e m p o libre para
dedicarle a la política.
Glosario

1BJ3HSBI
* Panhelénico: Relativo a la totalidad de
Grecia (el prefijo " p a n " significa "todos").

f
* Peltastas: Se llamaba así a los infantes
Pasado y presente que llevaban un escudo de mimbre
pequeño y liviano (llamado pelta), sin
1. Busquen en libros o en Internet información sobre las siguientes armadura, lo que les permitía una gran
festividades religiosas panhelénicas: los juegos olímpicos, los juegos píticos y movilidad.
los juegos ístmicos. Escriban un informe explicando dónde se desarrollaban,
cada cuánto tiempo, con qué motivo y qué actividades incluían.
2 . Comparen los juegos olímpicos de la Grecia antigua con los que se
celebran en el m u n d o actual. Señalen las semejanzas y las diferencias.

147
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7. La expansión helenística
^ Glosario
Los griegos conquistaron Anatolia, Egipto, Siria, Palestina y
* Sátrapas: Significa "protector de la Persia, a fines del siglo iv a. C. Algunos de esos territorios
tierra"; así se llamó a los gobernadores
se perdieron pronto, pero el Cercano Oriente y Egipto
de las provincias del imperio Persa.
quedaron bajo la influencia griega hasta la conquista de Roma.
Darío I dividió a su imperio en veinte
provincias o satrapías. Alejandro
Después de la muerte de Alejandro M a g n o , en esas regiones
conservó este sistema de gobierno se conformaron los reinos helenísticos.
durante su imperio. Los sátrapas
se encargaban del cobro de los
impuestos, controlaban a los oficiales
locales y a las tribus, y eran los jueces
El siguiente paso m i l i t a r i m a g i n a d o p o r F i l i p o era la c o n q u i s t a de Persia. Pero
supremos de la provincia.
e n el año 336 a. C . fue asesinado a puñaladas c u a n d o estaba a p u n t o de casarse.
* Prosquinesis: Saludo persa. Cuando
Las causas de su muerte n o son claras, pero p r o b a b l e m e n t e estén relacionadas
se encontraban dos persas del mismo
c o n algún c o n f l i c t o p a s i o n a l . Sorprendentemente, las doce estatuas de los dio-
rango, se besaban en los labios a
ses que habían pasado e n procesión en la b o d a estaban seguidas por la decimo-
modo de saludo; si uno era de rango
tercera del m i s m o F i l i p o . La mayoría de los griegos n o habría considerado acep-
ligeramente inferior, besaba al otro
table esta u n i ó n de sus dioses c o n u n m o r t a l , pero esta i n n o v a c i ó n anticipaba
en la mejilla; cuando era de un rango
algunos de los p r o f u n d o s cambios que se darían e n p o c o t i e m p o más.
muy inferior, se postraba frente al otro.
La sucesión de F i l i p o fue p o c o d i s p u t a d a . Su h i j o A l e j a n d r o - l u e g o b a u t i -
zado " A l e j a n d r o M a g n o " (el g r a n d e ) - se h i z o rápidamente cargo d e l t r o n o y
I e l i m i n ó a los potenciales rivales. Fuera de M a c e d o n i a , Iliria y luego Tebas se
(+INF0) levantaron, pero fueron rápidamente reprimidas p o r los m a c e d o n i o s de mane-
ra sangrienta. Los restantes griegos, especialmente los atenienses y espartanos,
se m a n t u v i e r o n expectantes, pero n o t o m a r o n n i n g u n a i n i c i a t i v a .
Alejandro, el fundador
de ciudades
Alejandro realizó una gran actividad La conquista del Oriente
civilizadora, como continuación E n el 334 a. C , después de dejar Grecia a cargo del general Antípatro, Alejandro
de la que había iniciado su padre, cruzó el Helesponto y comenzó la campaña del Oriente derrotando a los persas
Filipo. Muchas de esas "fundaciones" e n el río Gránico, en A n a t o l i a . E n esos territorios designó sátrapas de origen
alejandrinas ya eran en realidad centros macedonio y cobró t r i b u t o s sobre el territorio, pero n o sobre las ciudades. En la
de población. Algunas se fundaron c o m o costa de A n a t o l i a fundó sus primeras c i u d a d e s , acción que luego multiplicaría
poleis, es decir, comunidades cívicas con (+ INFO). E n la batalla de Iso, e n el norte de la costa fenicia, Alejandro derrotó al
magistraturas y asambleas; otras eran rey persa Darío, q u i e n se d i o a la fuga.
simples asentamientos militares. N o A l t o m a r los grandes puertos fenicios de Tiro y Gaza, controló la flota persa
todas tuvieron un mismo objetivo. En d e l Egeo y aseguró su r e t a g u a r d i a . L u e g o se dirigió a E g i p t o , d o n d e f u n d e
algunos casos se priorizaron los aspectos A l e j a n d r í a , la p r i m e r a de las grandes ciudades que llevarían su n o m b r e , y la
militares; en otros, las ciudades fueron mayor del m u n d o helenístico.
pensadas para albergar a los griegos E l sacerdote d e l oráculo de A m ó n aseguró a A l e j a n d r o su filiación d i v i n a .
que vivirían allí, gobernando sobre los Entonces, A l e j a n d r o se asumió c o m o faraón, u n dios e n v i d a , e i m p u l s a d o por
grupos indígenas, con la intención de esta condición, se dirigió a M e s o p o t a m i a y en el 331 a. C . venció en la batalla
recrear las condiciones de su país. final al rey Darío. Poco después tomó Babilonia y Susa, la capital del reino persa
y se apropió de su gran tesoro.
A la muerte de Darío, A l e j a n d r o se c o r o n ó rey de Persia y empezó a llevar
algunos de sus atributos. Esta o r i e n t a l i z a c i ó n de los usos y costumbres, c o m o
la v o l u n t a d de i m p o n e r la p r o s q u i n e s i s , u n saludo persa, disgustó a sus compa-
ñeros. El descontento derivó e n u n a presunta conspiración, que provocó la eje-
cución de m u c h o s de ellos. S i n embargo, en algunos casos, A l e j a n d r o t u v o que
ceder a algunos requerimientos, ante el descontento de las tropas.
Alejandro continuó su campaña hasta la India; conquistó Bactria y Sogdiana y
retornó a la M e s o p o t a m i a . E n todos estos territorios fundó varias ciudades. E n el
año 323 a. C , murió imprevistamente e n B a b i l o n i a a causa de u n a enfermedad,
después de beber e n exceso en u n banquete.

Imagen de Alejandro M a g n o en un mosaico de una villa de


Pompeya, probablemente copia de otro del siglo i a. C .

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Conquistas de Alejandro/ Monarquía helenística
Reinos de los diádocos Polis helenística
Helenización

Glosario
n cambio en la imagen del poder Gobierno de una sola persona
reinado de A l e j a n d r o a n u n c i ó m u c h o s de los aspectos que luego d o m i n a r o n que impone su voluntad y autoridad.
el m u n d o griego posterior. L a figura m o n á r q u i c a c o n u n poder a u t o c r á t i c o , * Mecenazgo: Protección que daba el rey
más propia de la tradición oriental, terminó imponiéndose entre los griegos. E l a los artistas e intelectuales.
poder de A l e j a n d r o se sostuvo n o solo e n sus virtudes extraordinarias c o m o jefe * Helenización: Adopción de rasgos y
militar, sino también e n los elementos religiosos que l o acercaban a u n a divini- costumbres de los griegos.
zación. C o n las ciudades estableció relaciones de autocracia velada, d o n d e la
concesión de derechos de autonomía era p r o d u c t o de su decisión y se sostenía,
fondo, e n la amenaza p o r su capacidad de represión. Anticipó también las
(+INF0)
funciones de mecenazgo que t u v i e r o n los monarcas helenísticos, f o m e n t a n d o
ia cultura al rodearse de artistas, historiadores y otros intelectuales.
La h e l e n i z a c i ó n n o afectó e n p r o f u n d i d a d los territorios del Oriente, salvo El aporte de la numismática
las regiones ya expuestas a ese proceso. Por el contrario, la transformación e n el La numismática es una ciencia auxiliar
ercicio del poder alteró p r o f u n d a m e n t e las c o n d i c i o n e s políticas e n el m u n d o de la historia que estudia las monedas y
griego. N i n g u n o de los generales que c o m b a t i e r o n entre sí para heredar el i m p e - medallas. A veces estas fuentes materiales
rio de A l e j a n d r o t u v o la audacia de i m a g i n a r otro m o d e l o de poder. L a monar- son centrales para cooperar en la
quía pasó a ser la f o r m a p r o p i a del gobierno de los griegos y la polis, e n tanto datación de los hallazgos arqueológicos.
l>tado, desapareció c o m o u n a o p c i ó n p o l í t i c a . E n l o e c o n ó m i c o h u b o u n a Su estudio no solo permite entender
regración que se ve a través de la numismática (+ INFO). A l e j a n d r o los aspectos económicos de un período
acuñó u n a m o n e d a u n i f o r m e e n el i m p e r i o , q u e d u r a n t e los histórico, sino que ayuda a observar
doscientos a ñ o s siguientes, fue e m i t i d a p o r los reyes y las los mecanismos de publicidad y
udades. Su i m a g e n se m a n t u v o e n ellas c o m o u n a bús- difusión de mensajes políticos.
queda de l e g i t i m i d a d p o r parte de sus sucesores y p o r - Se debe de tener en cuenta
que remitía a u n a m o n e d a que o r i g i n a r i a m e n t e había que en la Antigüedad era uno
sido confiable por la pureza del m e t a l . de los pocos mecanismos
de difusión masiva de las
imágenes y mensajes cortos
que estaban impresos en
sus caras.

M o n e d a c o n el rostro de
Alejandro M a g n o emitida
p o r Lisímaco (305-281 a. C ) .

Las conquistas de A l e j a n d r o M a g n o

A
'° Danubio

Mar Negro
Alejandría
Heraclea
# Sínope 'de Escata

Esparta CAPADOCIA
Halicarnaso

Alejandría/ C~
de Isa* /VO.<f
Mar <
Mediterráneo
Damasco

Panetonion
Alejandría
Alejandri* Opiena
Menfis"
ARAB INDIA
5>
Referencias
EGIPTO 2
Imperio de Alejandro Magno
Mar «i Itinerario de Alejandro
ROJO «•••— Itinerario de Cratero 325 a.C
Tebas.
\ « . Expedición marítima de Nearco 325 a.C.
• Ciudades fundadas por Alejandro

151
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1. El Lacio antiguo y el origen
Glosario de la civitas 1
* Foi Espacio abierto en el centro de
La llanura del Lacio (en latín, Latium), región del centro-oeste de
las ciudades romanas, con funciones la península itálica, es el sitio donde se instaló la ciudad de Roma.
mercantiles y políticas. A su alrededor Sus habitantes recibían el nombre de latinos y eran un grupo de
se levantaban los principales edificios pueblos de origen indoeuropeo, asentados en aldeas dispersas.
públicos. Hacia el siglo vn a. C , comenzó un período de sinecismo en
comunidades mayores que dieron origen a las ciudades latinas.

2> Otras páginas Las primeras poblaciones


Hacia el 1200 a. C , durante la ú l t i m a fase d e l b r o n c e , e n la península Itálic-
Si no recuerdan el concepto de se p r o d u j e r o n cambios importantes, entre ellos, u n a u m e n t o d e m o g r á f i c o . Los
"sinecismo", revisen la página 1 34, en el investigadores r e l a c i o n a n este i n c r e m e n t o de la población c o n la creación de
capítulo 5, donde se explica y se usa por mejores herramientas para c u l t i v a r y la aparición de u n a producción agrícola
primera vez. más sofisticada. Por otra parte, v a r i a r o n las costumbres funerarias de los habi-
tantes de esta región: pasaron d e l a i n h u m a c i ó n a l a i n c i n e r a c i ó n . Además
e n este período c o m e n z ó u n p r o c e s o de d i f e r e n c i a c i ó n e n c u l t u r a s locales
(+INF0) que hacia el i n i c i o de la época del hierro, en el 1000 a. C , ya estaba m u y avan-
zado. E n la región d e l norte y oeste de Italia, los etruscos y los l a t i n o s ocupa-
r o n nuevos hábitats y crearon grandes asentamientos que f u e r o n la base de las
El mito de la fundación futuras ciudades etruscas.
de Roma La ocupación del actual sitio d o n d e se u b i c a R o m a se r e m o n t a a la época de!
Los romanos explicaban su origen con h i e r r o . Allí se e n c o n t r a r o n restos de p o b l a d o s f o r m a d o s p o r chozas de adobe
una leyenda. Según ese relato, para evitar c o n techos de paja. También se p u d o demostrar que h u b o u n c r e c i m i e n t o cons-
que los hermanos gemelos R ó m u l o y tante de la población y u n a u m e n t o de la riqueza material.
Remo, descendientes de la casa real A fines d e l siglo vm a. C , se registran cambios i m p o r t a n t e s e n la estructura
de AJba Loriga, accedieran al trono, un social- Los ajuares funerarios encontrados e n la z o n a -joyas, calderos y trípodes
usurpador colocó a los tiiños en una de bronce, armaduras y c a r r o s - i n d i c a n el s u r g i m i e n t o de u n a aristocracia. De
cesta y los abandonó a orillas de un río. esa época s o n las tumbas de cámara, d o n d e se enterraba a sucesivos miembros
Gracias a una loba, que los amamantó de u n a f a m i l i a . Esta práctica e v i d e n c i a u n a organización social basada e n la
como si fueran sus hijos, los niños no f a m i l i a e x t e n s a o gerts.
murieron de hambre. Al tiempo, un
grupo de campesinos los rescató. Ya
adultos, Rómulo y Remo volvieron a Alba, El sinecismo r o m a n o
repusieron al legítimo monarca en su El surgimiento de las estructuras u r b a n a s en R o m a estuvo i n f l u i d o por la polis
trono y decidieron levantar una ciudad griega y la ciudad etrusca. A partir del siglo vm a . C , los griegos habían fundado
en el lugar donde habían sido rescatados colonias y establecido contacto c o n los itálicos.
de las aguas. Sin embargo, al fundar A fines del siglo vn a. C , debido al a u m e n t o de la población, los asentamien-
Roma, se enfrentaron y Rómulo asesinó tos l a t i n o s existentes e n las c o l i n a s se e x p a n d i e r o n y u n i e r o n , e n u n proceso
a Remo. Rómulo pobló la ciudad con de sinecismo similar al o c u r r i d o en G r e c i a . Sus habitantes c o m e n z a r o n a utili-
sus compañeros, pastores, campesinos zar la piedra para construir edificios y m o n u m e n t o s , y a p l a n i f i c a r los espacios
y esclavos fugitivos de las ciudades de urbanos. L a p r i m e r a m a n i f e s t a c i ó n de esos avances fue la p a v i m e n t a c i ó n de!
los alrededores, y se convirtió en su f o r o , en el 620 a. C . L u e g o se levantaron las p r i m e r a s construcciones en pie-
primer rey. Para obtener mujeres, los dra, c o n techos de tejas: la sede real o R e g i a y el p a l a c i o del senado o C u r i a .
romanos raptaron a las del pueblo vecino Posteriormente, se construyó el t e m p l o de la
de los sabinos, con quienes finalmente d e i d a d protectora de la c i u d a d , Júpiter, e n el
establecieron una alianza. En el m o n t e C a p i t o l i o . Estos elementos m a r c a n la
siglo i a. C , Varrón, un intelectual aparición de u n Estado c o n c a p a c i d a d para
romano, impuso su opinión de que Roma m o v i l i z a r a los aldeanos, c o n el f i n de reali-
había sido fundada en el año 753 a. C . zar obras públicas ( + INFO).
Alrededor del 700 a. C , los etruscos prime-
ro y los latinos después c o m e n z a r o n a utilizar
u n a escritura elaborada a partir d e l alfabeto
Sarcófago etrusco griego. L a e m p l e a r o n c o n fines comerciales.
del siglo vi a. C.
758 administrativos y sociales.

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Lacio antiguo
Etruscos
Sinecismo
7. Monarquía
Civitas
Reformas políticas

Otras páginas
monarquía r o m a n a
Relean en las páginas 138 y 139, del
historiadores actuales n o tiene certezas acerca del c o m i e n z o y la duración del
capítulo 5, los textos acerca de las
ríodo de la m o n a r q u í a romana. Los r o m a n o s escribieron su p r o p i a historia
reformas de Solón y Clístenes.
en los siglos n y i a. C . La monarquía había tenido lugar m u c h o t i e m p o antes.
Los r o m a n o s sostenían que el p r i m e r rey había sido Rómulo y que luego l o
habían sucedido otros seis. Sin embargo, para los especialistas, las figuras de Rómulo
sus tres sucesores n o parecen ser personajes históricos, sino más b i e n figuras míti- Glosario
s. Se cree, sin embargo, que el c o m i e n z o de la monarquía estuvo relacionado
con los cambios producidos hacia fines del siglo vn a. C . y que dieron comienzo al lomic Asamblea donde el pueblo
desarrollo de la ciudad-Estado. Su origen se sitúa cerca del año 625 a. C , fecha más romano votaba. En los comicios no se
probable que la que indica el m i t o de la fundación de Roma (753 a. C ) . deliberaba, solo se votaba.
Los d o c u m e n t o s de la época p e r m i t e n saber que la m o n a r q u í a r o m a n a era
licia y electiva. C u a n d o el m o n a r c a moría, el poder volvía a m a n o s del c o n -
de los jefes de las familias extensas, que elegía u n sucesor y sometía la deci-
sión a la aprobación popular. El pueblo estaba d i v i d i d o e n tres tribus, y estas a (+INF0)
su vez en curias ("reunión de varones"). L a asamblea que reunía a las curias se
llamaba comicio curiado.
El gobierno de Servio Tulio
Los últimos tres reyes aparecen en los d o c u m e n t o s de f o r m a más clara c o m o
La primera medida de Servio Tulio fue
ñguras históricas. Sus nombres señalan u n a ascendencia etrusca. Según el histo-
impulsar una reforma similar a la del
riador Tito L i v i o , alrededor del 530 a. C . llegó al poder el anteúltimo rey, Servio
griego Solón, con la intención de lograr
Tulio (+ INFO). Este rey fue asesinado por su sucesor, Lucio Tarquino, en el 535 a. C .
el apoyo de los sectores populares y
cuien i m p u s o u n gobierno autoritario, hasta que fue destituido por la aristocracia
así sostenerse contra la opinión de la
en el 508 a. C .
aristocracia. Organizó un censo que
Italia en los o r í g e n e s de R o m a permitió identificar a los ciudadanos de
acuerdo con su nivel de riqueza. Por
encima quedó el grupo de ciudadanos
que podía solventarse el armamento
necesario para formar parte de la
infantería hoplita. La medida permitió
duplicar la capacidad militar de los
romanos y convirtió a Roma en una
ciudad muy poderosa en el Lacio. Servio
también creó los comicios centuriados,
que reunían al pueblo en unidades
llamadas centurias, y reorganizó las tribus
como circunscipciones territoriales donde
los ciudadanos eran registrados al nacer.

Brindisi ACTIVIDADES
Ñapóles

Casos comparados
CERDEÑA
1. Lean el mito de la fundación de
Roma y c o m p á r e n l o con la información
arqueológica. ¿Creen que se puede
hablar de una "fundación" de Roma?
M o r 2 . C o m p a r e n las reformas griegas de
SICILIA Mar
Agrigento Solón y Clístenes con la de Servio Tulio.
Jónico ¿Por qué puede decirse que la de Servio
CARTAGO Slracusa
lj~ fue una reforma popular?
O 3. ¿Con qué espacio de la polis griega se
Escala gráfica
200 puede comparar el foro romano?

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2. La república y la expansión
Glosario

imperial (508-133 a. C.) 1


* Orden: Posición social de un grupo
Entre el 508 y el 133 a. C., se produjo la organización y luego la
jurídicamente definido de la población,
con privilegios e incapacidades en expansión de la república. Roma conquistó un imperio que
uno o más campos de la actividad se extendía desde las islas británicas hasta el norte de África,
gubernamental militar, económica, y desde la península ibérica hasta el Asia Menor. El Mediterráneo
religiosa, etcétera. se convirtió en su mar interior.

El goId6 aristocrático v el suroimiento de la reoública


(+INF0)
E n el a ñ o 508 a. C , luego de la expulsión del ú l t i m o rey p o r sus abusos, los
aristócratas t o m a r o n el c o n t r o l del g o b i e r n o y establecieron u n a distribución
El ejército romano
de poderes entre sus m i e m b r o s . C r e a r o n entonces u n a magistratura integrada
Todos los ciudadanos romanos
por dos m i e m b r o s : el c o n s u l a d o . Los cónsules eran elegidos p o r los c i u d a d a -
podían ser alistados c o m o soldados
nos reunidos en los c o m i c i o s centuriados y n i n g u n o de ellos podía realizar u n a
entre los 17 y los 60 años. Desde
acción sin el c o n s e n t i m i e n t o de su colega. Así, la m o n a r q u í a fue reemplazada
los 45, se mantenían c o m o tropas de
por u n gobierno oligárquico c o n participación popular.
reserva para defender las ciudades.
Las p r i n c i p a l e s f u n c i o n e s d e l c o n s u l a d o eran políticas y m i l i t a r e s : eran los
De acuerdo con el censo, el pueblo
generales d e l ejército y, a la vez, t e n í a n el p o d e r de c o n v o c a r a las asambleas
estaba repartido por riqueza en cinco
populares, los c o m i c i o s , d o n d e se elegían los magistrados y se v o t a b a n las leyes
clases. Las tres primeras, que poseían
Las funciones religiosas q u e d a r o n en m a n o s de u n sacerdote.
dinero suficiente para comprar sus
Desde la i n s t a l a c i ó n de este sistema, los c o m i c i o s c e n t u r i a d o s v o t a r o n las
propias armas, eran convocadas para
leyes propuestas p o r los cónsules y, desde el p r i m e r año de la república, funcio-
conformar la i n f a n t e r í a pesada. Las
n a r o n c o m o t r i b u n a l e s de a p e l a c i ó n para los casos de sentencias capitales. Este
dos clases restantes integraban una
derecho de apelación se llamó provocatio. E n caso de emergencia se n o m b r a -
infantería ligera de apoyo logístico. En
ba u n d i c t a d o r p o r seis meses, que actuaba c o m o jefe m i l i t a r y d e l Estado, por
la medida en que hubo problemas de
e n c i m a de los cónsules.
alistamiento, se fue bajando el mínimo
de riqueza necesario para formar parte
de la infantería pesada y el Estado se El conflicto de los órdenes: patricios y plebeyos
hizo cargo de los costos. A fines del D u r a n t e la é p o c a de la m o n a r q u í a , u n g r u p o a r i s t o c r á t i c o fue a d q u i r i e n d o
siglo II a. C , se incorporó a la última cada vez más p r i v i l e g i o s . A sus integrantes se los d e n o m i n a b a p a t r i c i o s , pala-
clase social: los proletarios, a la que se bra que refiere a los padres de las familias más poderosas. Las prerrogativas que
le pagaba un salario. La unidad militar o s t e n t a b a n eran religiosas, y consistían e n descifrar los a u g u r i o s , es decir, la
básica del ejército era la l e g i ó n . La v o l u n t a d de los dioses, l o que les daba el m o n o p o l i o de los cargos religiosos.
legión contaba, aproximadamente, con P r o b a b l e m e n t e los patricios c o n f o r m a r o n u n p r i m i t i v o consejo d e l rey, cuyos
unos 5.000 infantes y 300 jinetes. Estaba m i e m b r o s eran elegidos por el m o n a r c a . También integraban el cuerpo exclusi-
dividida en unidades llamadas cohortes, v o de la caballería del ejército, designado p o r el rey.
y estas en centurias, dirigidas por un E n la época republicana, los privilegios religiosos de los patricios se transfor-
centurión. m a r o n progresivamente en políticos. E l c o n s u l a d o y el s e n a d o , integrados por
los ex magistrados, t e r m i n a r o n siendo controlados por los patricios.
Durante los primeros años de la república, el accionar de los magistrados era
despótico. Por ese m o t i v o , la gente que n o era de o r i g e n p a t r i c i o , la p l e b e , se
rebeló contra los gobernantes. E n el 494 a. C , estalló u n a revuelta de ciudadanos,
disconformes c o n la manera e n que los magistrados ejercían el poder. Esta suble-
vación se conoce c o m o la secesión p l e b e y a , porque esos ciudadanos se separa-
r o n de R o m a y se negaron a combatir, en u n m o m e n t o militar crítico ( + INFO). L O S
plebeyos se o r g a n i z a r o n políticamente para lograr la igualdad de derechos con
los patricios y esto derivó en u n enfrentamiento, que se conoce c o m o c o n f l i c t o
de los órdenes , que duró hasta el año 367 a. C , en que la sanción de u n conjun-
to de leyes decretó esa igualdad definitiva.

Busto de L J. Bruto, aproximadamente del


300 a. C. En las familias nobles romanas, la
escultura reforzaba el culto a los antepasados.

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República Leyes de las XII tablas
Patricios y plebeyos Conquista de Italia
Imperio mediterráneo

(+INF0)
¡Las instituciones plebeyas
Después de l a secesión, los plebeyos organizaron instituciones propias. N o m b r a r o n
a los t r i b u n o s de l a plebe, a semejanza de los cónsules, los declararon personas Las deudas y la secesión
sagradas e inviolables y juraron protegerlos. Por ese m o t i v o , si alguien agredía a plebeya
'. :>s tribunos de la plebe, podría ser condenado a pena de muerte. El historiador Tito Livio cuenta que
Los t r i b u n o s eran elegidos en la asamblea plebeya, l l a m a d a concilio d e la en un momento en que la guerra era
plebe. Fueron investidos c o n el poder de intercesión, que consistía en la capaci- inminente, la ciudad de Roma estaba
dad de reclamar por u n plebeyo ante el abuso de los magistrados patricios, garan- dividida entre patricios y plebeyos por
tizando su derecho a la provocatio o apelación. la cuestión de la esclavitud por deudas.
Los plebeyos construyeron u n t e m p l o para sus dioses y n o m b r a r o n ediles p l e - Ese conflicto se vio agravado por la
beyos, magistrados encargados de mantener el t e m p l o . E n la práctica, c o m o h a n situación de un hombre que apareció
i n a l a d o algunos historiadores, esta organización plebeya significó la creación de en el foro cubierto con harapos,
u n Estado dentro del Estado. Los plebeyos presionaron para que estas organiza- descuidado y hambriento, quien había
ciones fueran reconocidas c o m o instituciones de la civitas. comandado en algún momento una
E n el 450 a. C , después de varios años de enfrentamientos, patricios y pié- centuria y había realizado hechos
is acordaron n o m b r a r u n cuerpo de diez m i e m b r o s para que redactaran u n militares de valor. Al ser interrogado
; x l i g o legal, c o n o c i d o c o m o leyes d e las x n t a b l a s porque fue escrito sobre por la multitud sobre la causa de su
: : c e tablillas, que garantizara la igualdad para todos. U n año después, los cón- penosa situación, el centurión contó
sules i m p u l s a r o n la votación de u n a serie de leyes que reconocían a las organi- que mientras él estaba en la guerra, sus
zaciones plebeyas. U n p r i m e r grupo de esas leyes equiparaba los p l e b i s c i t o s , es tierras habían sido devastadas, su granja
decir, lo votado por el c o n c i l i o de la plebe, c o n las leyes votadas en los comicios incendiada y sus bienes saqueados.
regulares. U n segundo grupo de leyes se ocupaba de reafirmar el derecho de ape- Entonces se le habían reclamado los
l d e n de todos los ciudadanos, y u n tercer grupo ratificaba el carácter sacrosanto impuestos y había contraído una deuda
r inviolable de la persona de los tribunos. que, incrementada por los intereses, le
había hecho perder tocios sus bienes,
y finalmente hasta su propio cuerpo.
L¿ i m p o r t a n c i a de las leyes de las xn tablas radica e n que fijaban la ley r o m a n a La multitud se levantó entonces
r o r escrito, es decir, la ley dejaba de estar enmarcada en el ámbito de las costum- contra los magistrados que permitían
bres y se formalizaba. E l código de las xn tablas reglamentaba diversos aspectos esas situaciones, lo que finalmente
~e la vida r o m a n a , c o m o el derecho d e l padre de vender a su h i j o ; de abando- desembocó en la retirada de la plebe
narlo, en caso de que fuera deforme; el poder que adquiría el m a r i d o sobre su hacia el monte Sacro y su negativa a
mujer en el m a t r i m o n i o , y la prohibición del casamiento entre patricios y plebe- combatir.
v i s iley que rápidamente fue abolida).
La tabla m estaba t o t a l m e n t e dedicada a las d e u d a s . Allí se establecían los
— ecanismos para favorecer u n acuerdo entre el acreedor y el deudor, en el que
•e formalizara el c o m p r o m i s o del d e u d o r de pagar la deuda c o n su trabajo. E n
;aso de que n o se lograra el a c u e r d o , las leyes a u t o r i -
zaban al acreedor a p o n e r e n v e n t a al d e u d o r . D e este
do, el d e u d o r se t r a n s f o r m a b a e n esclavo. Este t i p o
;e e s c l a v i t u d p o r d e u d a s , e n R o m a , se l l a m a b a nexum.
1 : m o n o existía aún u n a e c o n o m í a monetaria, las deu-
se r e l a c i o n a b a n c o n p r é s t a m o s de granos, h e r r a -
mientas o a n i m a l e s necesarios para el trabajo agrícola.
Los campesinos que quedaban obligados por la deuda se
: s f o r m a b a n así en trabajadores dependientes de los
más ricos.
La cuestión de las deudas agudizó el c o n f l i c t o de los
órdenes ( + INFO). Después de u n período de gran enfren-
a m i e n t o , m e d i a n t e u n a ley d e l 367 a. C , los plebeyos
p u d i e r o n acceder al c o n s u l a d o . U n o s años después, se
les permitió postularse para el cargo de c e n s o r e s , los
nincionarios que elaboraban el censo.

Templo romano del siglo i a. C.

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O t r a s páginas La e x p a n s i ó n militar y el control del M e d i t e r r á n e o
Desde la época monárquica, los r o m a n o s f o r m a b a n parte de u n a coalición c o n
Para repasar sus conocimientos sobre
otras ciudades latinas. Compartían c o n ellas u n c o n j u n t o de privilegios sociales
Cartago y el enfrentamiento con los
y jurídicos que luego t u v i e r o n u n a expresión legal, el d e r e c h o l a t i n o . Pero c o n
romanos, relean las páginas 100 y 101,
el i n i c i o de la república, esos vínculos se q u e b r a r o n . Se declaró entonces u n a
del capítulo 4.
guerra entre las ciudades latinas. Los r o m a n o s g a n a r o n esa guerra y se queda-
r o n c o n el c o n t r o l de la liga. E l ejército de R o m a c o m e n z ó entonces u n proceso
de expansión.
Durante los siglos v y iv a. C , se f u n d a r o n en los confines del Lacio c o l o n i a s
(+INF0) l a t i n a s c o n gobiernos i n d e p e n d i e n t e s , c o n f o r m a d a s p o r c i u d a d a n o s romanos
y de otras ciudades, que p a s a r o n a f o r m a r parte de la coalición. L a i n t e n c i ó n
de los r o m a n o s era asegurar el c o n t r o l d e l territorio ante la a m e n a z a de i n v a -
Las p r o v i n c i a s r o m a n a s sión de otros pueblos, c o m o los sabinos, los volscos y los ecuos. A c o m i e n z o s
Los romanos gobernaron las provincias
del siglo iv a. C , los romanos se e x p a n d i e r o n hacia Etruria y luego hacia el mar
con ex magistrados a quienes se les
Adriático, al someter a los u m b r o s . H a c i a el sur, c o n q u i s t a r o n a los samnitas y
prorrogaba el mandato por uno o dos
o c u p a r o n los territorios de las ciudades griegas, d e r r o t a n d o a Tarento, la más
años. Se los llamaba propretores o
poderosa de ellas. H a c i a el 250 a. C , los r o m a n o s habían o c u p a d o la totalidad
procónsules. A diferencia de Italia,
de las zonas central y sur de Italia.
las provincias estaban sujetas al pago
de un tributo que el gobernador
se encargaba de recaudar. Esta Las g u e r r a s púnicas
administración se realizaba con un La expansión enfrentó a R o m a c o n la otra gran p o t e n c i a del Mediterráneo occi-
reducido cuerpo de funcionarios, d e n t a l , C a r t a g o . R o m a y C a r t a g o se e n f r e n t a r o n e n tres guerras, las dos pri-
libertos y esclavos, y los magistrados de meras de gran m a g n i t u d . Estas guerras f u e r o n d e n o m i n a d a s "guerras púnicas",
las diferentes ciudades del territorio. apelativo que proviene de pünici n o m b r e usado por los r o m a n o s para los carta-
gineses y sus ancestros fenicios.
L a p r i m e r a g u e r r a p ú n i c a (264-241 a. C.) se desató a
Los pueblos itálicos hacia el causa de la intervención de los r o m a n o s e n M e s i n a , en la isla
siglo iv a. C. de Sicilia. C o n el a p o y o de la c i u d a d griega de Siracusa, los
r o m a n o s l o g r a r o n ocupar el sur de la isla, c o n s t r u y e r o n u n a
Referencias flota y, f i n a l m e n t e , v e n c i e r o n a los cartagineses e n el mar.
Umbros
Romanos y latinos
Etruscos Los cartagineses se v i e r o n obligados entonces a abandonar
Samnitas
Sicilia y pagar u n botín e n dinero. E n Sicilia se creó la prime-
Griegos
ra p r o v i n c i a r o m a n a ( + INFO).
E n el período de entreguerras, R o m a se e x p a n d i ó h a c i a
el norte y, t a m b i é n , o c u p ó tierras e n la región de Iliria, en
G r e c i a . C a r t a g o , p o r su parte, se f o r t a l e c i ó e x p a n d i é n d o -
se h a c i a la P e n í n s u l a Ibérica, c u y a r i q u e z a m i n e r a ayudó
para su recuperación militar. Este c r e c i m i e n t o inquietó a los
romanos que declararon la s e g u n d a g u e r r a a los cartagineses
(218-201 a. C ) . Los cartagineses f o r m a r o n u n a alianza c o n el
. reino de M a c e d o n i a , y el general cartaginés A n í b a l , que inva-
Mar dió Italia p o r los Alpes, logró que se le u n i e r a n los pueblos
Tirreno galos y también algunos aliados itálicos de los romanos. Esta
l ( / segunda guerra fue sangrienta y obligó a los romanos a enro-
lar gran cantidad de hombres a costa de u n enorme esfuerzo.
Los r o m a n o s l l e g a r o n a u t i l i z a r 26 legiones e n u n a ñ o , en
M
Mar diferentes frentes l o c a l i z a d o s e n Italia, S i c i l i a y G r e c i a . La
Jónico última fase de la guerra se desarrolló en el África, d o n d e los
cartagineses f u e r o n derrotados d e f i n i t i v a m e n t e . C o m o c o n -
secuencia, Cartago debió pagar u n a gran suma c o m o i n d e m -
nización y destruir la totalidad de su flota.
La t e r c e r a g u e r r a (149-146 a. C.) fue m e n o r y llevó a la
destrucción de Cartago y la creación de la p r o v i n c i a r o m a -
n a d e l África.

162
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Las conquistas y los resultados de la expansión (+INF0)
La e x p a n s i ó n de R o m a h a c i a el O r i e n t e c h o c ó c o n los intereses de los reinos
helenísticos. E n G r e c i a , los r o m a n o s i n t e r v i n i e r o n e n los c o n f l i c t o s i n t e r n o s
:c:ra del reino de M a c e d o n i a , al que c o n v i r t i e r o n e n u n a p r o v i n c i a luego El reparto del botín
i c í d o d e f i n i t i v a m e n t e en el 167 a. C . El r e i n o seléucida progresivamente Polibio (209-127 a. C ) , historiador
?oder en el Oriente a m a n o s de los partos. A mediados del siglo n a. C . , griego del período romano, escribió
no h e l e n í s t i c o podía aspirar a enfrentarse a R o m a . En O c c i d e n t e , en sus Historias que los tribunos
?1 siglo ii a. C . , se p r o d u j o l a c o n q u i s t a del territorio de H i s p a n i a , a l romanos eran quienes distribuían el
. r en dos provincias. botín en las legiones. De acuerdo con
35 c o n s e c u e n c i a s e c o n ó m i c a s de esta fabulosa expansión m i l i t a r se h i c i e r o n la importancia de la ciudad asaltada,
sentir de manera p r o f u n d a en la sociedad r o m a n a . Los t r i b u t o s que pagaban los elegían el número de soldados para
territorios anexados, entre el 146 y el 120 a. C . , alcanzaban la suma a n u a l de alre- tomar el botín, pero nunca más de la
dedor de 45 toneladas de plata. Esta d i s p o n i b i l i d a d de recursos c o n d u j o a u n espec- mitad de los hombres ya que el resto
tacular a u m e n t o del gasto e n obras públicas, e n R o m a , y al reparto de alimentos permanecía en sus líneas. Cuando los
entre los sectores de más bajos recursos. Otra consecuencia fue también e l gran designados regresaban con el botín,
aumento de h o m b r e s e s c l a v i z a d o s , que se contaban p o r miles: 30.000 en Tarento, después de su venta, los tribunos
80.000 e n Cerdeña, 150.000 en Epiro, 18.000 en el África y 10.000 en H i s p a n i a . repartían su producto en partes
Las tierras conquistadas pasaron a formar parte del tesoro r o m a n o , en cali- iguales entre todos, incluyendo a los
dad de ager publicus (tierra pública). Los soldados y generales se e n r i q u e c i e r o n enfermos, los vigilantes y los enviados a
gracias a los b o t i n e s ( + INFO). L O S gobernadores, por su parte, lo h i c i e r o n a tra- realizar cualquier servicio. La referencia
vés de diversos mecanismos, c o m o compras de tierras a bajos precios, a p r o p i a - a la venta supone que grupos de
ción de parte d e l t r i b u t o recolectado y extorsión a los provinciales. mercaderes acompañaban a las
E n m e n o s de u n siglo, R o m a pasó de su c o n d i c i ó n de sociedad c a m p e s i n a a legiones en las campañas para reducir
la de la c i u d a d más rica d e l Mediterráneo. esos botines, que podían incluir joyas,
obras de arte, armas y esclavos.

• La expansión romana durante la república

ACTIVIDADES
Referencias
Territorio romano (100 a.C.)
Territorio obtenido hacia el 58 a.C.
Casos comparados
K del Territorio obtenido hacia el 44 a.C.
Territorio obtenido hacia el 31 a.C.
t f>¿T ¡ «orfe Estados clientes 1. Repasen las características del
funcionamiento de las asambleas
Océano romanas o comicios. Compárenlas con
Atlántico
Norte la asamblea ateniense.
2. Establezcan un paralelismo entre el
problema de las deudas en Roma y en
Atenas. Comparen cómo se resolvió ese
problema en ambos casos.
3. ¿Pueden encontrar semejanzas entre
el proceso político ateniense de los siglos
vi-v a. C. y el proceso político romano de
los siglos v-iv a. C ?

163
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3. De las reformas agrarias
j- Glosario a la crisis de la república
* Usufructo: Derecho de uso de un bien Entre el 133 y el 27 a. C., se agudizaron los conflictos sociales
sin obtener su propiedad efectiva. por la distribución de los recursos que generaba el Imperio
* Orden ecuestre: Grupo de los caballeros Romano. Las guerras civiles entre las distintas facciones llevaron
romanos fijado de acuerdo con un
a la crisis de la república y la concentración del poder político.
censo, inmediatamente inferior al de los
senadores. Junto con estos conformaban
las clases sociales más ricas.
La c u e s t i ó n agraria
La expansión militar implicó la apropiación de u n a gran cantidad de tierras, que
pasaron a l tesoro de R o m a c o m o tierra pública. U n a parte fue v e n d i d a o alqui-
(+INF0) lada p o r e l fisco; otra, entregada e n p r o p i e d a d p l e n a a ciudadanos r o m a n o s en
lotes individuales o e n colonias. E l resto fue cedido e n usufructo a los anteriores
propietarios o a los romanos que se hiciesen cargo de las parcelas. Los principales
El sufragio secreto beneficiarios fueron los miembros de las clases senatorial y ecuestre que, a cam-
El voto en los comicios romanos bio del pago de u n pequeño m o n t o , las ocuparon a largo plazo. Esa apropiación
originariamente era dicho frente al i n m e n s a de tierras enriqueció e x t r a o r d i n a r i a m e n t e a las clases aristocráticas y
cónsul o pretor. A fines del siglo 11 a. C , aumentó de manera m u y p r o n u n c i a d a el contraste entre esas clases, los campesi-
se impusieron reformas conocidas nos pobres y los proletarios (los que solo poseían su prole, es decir, su familia).
como "leyes de la balota", lo que E n e l 133 a. C , Tiberio Graco, de origen noble, impulsó, desde el tribunado
hace referencia a la urna en donde se de la plebe, u n a reforma agraria. La ley aprobada por l a asamblea popular obli-
depositaban unas tablillas enceradas, gaba a redistribuir entre los r o m a n o s pobres las tierras ocupadas por los grupos
que los ciudadanos usaban para votar provilegiados. Entre las varias razones que i m p u l s a r o n esta reforma se encontra-
"sí" o " n o " a la ley propuesta por el ba el r e c o n o c i m i e n t o de que había menos hombres disponibles para el ejército
magistrado que convocaba el comicio. por el a u m e n t o de los esclavos, la necesidad de u n reparto más equitativo de las
C i c e r ó n (106-43 a. C ) , un senador riquezas producidas por el i m p e r i o y la búsqueda de rédito político e n contra de
conservador, opinaba en su Tratado otra facción que disputaba e l poder. La idea de T i b e r i o G r a c o era a u m e n t a r la
sobre las leyes que la autoridad de los clase de los campesinos c o n recursos para ser enrolados c o m o hoplitas.
nobles había sido destruida por las leyes La reforma agraria afectó p r o f u n d a m e n t e los intereses de m u c h o s aliados ita-
del sufragio, que impedían conocer las lianos y de los senadores, q u e c o n s i d e r a b a n que esas tierras eran propias por
opiniones de los ciudadanos. haberlas ocupado durante largos períodos.

Optimates y populares
Después de l a aprobación de l a ley de reforma agraria, las tierras públicas recupe-
radas fueron cedidas a nuevos colonos. S i n embargo, cuando Tiberio se presentó
para ser elegido nuevamente c o m o t r i b u n o , fue l i n c h a d o por los partidarios de
los grupos senatoriales afectados por l a ley en u n a asamblea. U n o s años después,
su h e r m a n o , Cayo Graco, r e t o m ó e l i m p u l s o de las reformas, pero t a m b i é n
fue asesinado. La política r o m a n a d i o paso, progresivamente, a la v i o l e n c i a que
enfrentaba a los grupos populares y los grupos aristocráticos. Surgieron entonces
bandas armadas que controlaban los espacios públicos.
C o m o consecuencia de las reformas de los Graco, la aristocracia romana se divi-
dió en dos facciones: los optimates, que pretendían la concentración de las rique-
« zas producidas por l a expansión e n las clases altas, y los populares, que plantea-
ban una distribución más equitativa. Los tribunos de la plebe impulsaron muchas
Denarios (moneda de plata de 4,54 gramos
veces medidas populares, c o m o la instrumentación del v o t o secreto, las distribu-
de peso) que representan a ciudadanos romanos
votando. El primero corresponde al año ciones gratuitas o a bajo costo de alimentos, y el c o n t r o l sobre los gobernadores
11 3 a. C. y muestra a un ciudadano, en una y jefes militares en los juicios por corrupción ( + INFO). Mientras tanto, en las pro-
pasarela, recibiendo una tablilla para votar, vincias las compañías de publícanos, grupos de caballeros ricos asociados econó-
mientras que otro deposita la suya en la urna.
micamente, licitaron el cobro de los impuestos provinciales y la explotación de
La moneda que está al lado es de L. Casio
Longino, del año 63 a. C .
minas y otros servicios, adelantando enormes sumas de dinero al fisco. Los exce-
sos a l a hora de cobrar los impuestos generaron revueltas e intervenciones milita-
res. L a enorme concentración de riquezas favoreció la corrupción política.

166
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Reforma agraria Sociedad esclavista
Optimates Guerra de los aliados
y populares Guerras civiles

Glosario
Una sociedad esclavista
Los romanos explotaron masivamente a los esclavos. La expansión militar de los * Expósitos: Niños abandonados por
siglos ni y II a. C . reforzó este proceso. Mientras la economía r o m a n a se enrique- sus padres y criados como esclavos en
cía, se incorporaban esclavos en el ámbito doméstico, en los talleres de los artesa- otros hogares.
nos, en las tareas agrícolas - c o m o trabajadores o c o m o supervisores y m a y o r d o - * Pontífice máximo: Principal de la
mos-, en la educación, en el comercio, etcétera. religión romana.
Excepto en la política y en la m i l i c i a , los esclavos podían desarrollar práctica-
mente cualquier ocupación. También realizaban las tareas más brutales, c o m o el
duro trabajo e n las m i n a s , que realizaban j u n t o c o n los c o n d e n a d o s a trabajos
forzados.
(+INF0)
E n general, los esclavos se obtenían a través del comercio. M u c h o s de los v e n -
cidos e n las guerras eran trasladados a los mercados u r b a n o s y v e n d i d o s allí.
Otros esclavos eran ciudadanos libres raptados p o r piratas y bandidos, hijos de Las reformas de César
esclavas, o niños expósitos . C o m o respuesta a la opresión y el maltrato, era fre- César otorgó tierras a los veteranos de
cuente que los esclavos se fugaran. sus ejércitos, en Italia y en las provincias.
También estableció a 80.000 colonos
La guerra de los aliados civiles, aliviando las condiciones de la
El reparto de tierras públicas y la apropiación de más tierras, p o r parte de los plebe de Roma. Redujo el número de
romanos, c o n el f i n de fundar colonias, afectaban a los pueblos itálicos que, así, beneficiarios de los repartos gratuitos de
iban perdiendo su p a t r i m o n i o . Por otro lado, c o m o los itálicos habían contribui- granos a los radicados en la ciudad
do c o n sus hombres a la expansión romana, pretendían que les fuera otorgada la de Roma. Incorporó nuevos miembros
igualdad política c o n los romanos. Por esos motivos, entre el 91 y el 89 a. C , los en el senado. Realizó una reforma en el
itálicos se sublevaron contra R o m a . E n ese enfrentamiento, v e n c i e r o n los roma- calendario ajusfándolo al solar: convirtió
nos. Sin embargo, los vencedores f i n a l m e n t e otorgaron el derecho de ciudada- los 355 días del calendario republicano
nía a los vencidos. Los itálicos, entonces, dejaron de pagar tributos y o b t u v i e r o n en los 365 del juliano.
el derecho a tener gobiernos locales, que l l a m a r o n municipios. Este proceso de El mes del año en
integración de r o m a n o s e itálicos contribuyó a unificar la lengua y las c o s t u m - que nació lleva
bres, lo que se conoce c o m o proceso de r o m a n i z a c i ó n . su nombre:
julio. i

Las guerras civiles


Las largas c a m p a ñ a s militares habían creado en el ejército fuertes vínculos de
n d e l i d a d . Los generales o t o r g a b a n tierras a sus soldados y estos, a su vez, los
apoyaban en sus a m b i c i o n e s políticas. De este m o d o , la lealtad al Estado fue Julio César,
reemplazada p o r la lealtad al general. C o n frecuencia p r e v a l e c i e r o n las r i v a l i - obra de Rubens
dades personales, que p o r l o general c o n c l u í a n e n e n f r e n t a m i e n t o s armados. (1577-1640).
Estas luchas c o n f o r m a r o n las guerras civiles romanas, que t u v i e r o n c o m o pro-
tagonistas a generales victoriosos.
E n el 83 a. C , al regresar de u n a c a m p a ñ a en Asia, los ejércitos del general
L u c i o Sila, v i n c u l a d o c o n los sectores oligárquicos, atacaron R o m a y enfrenta-
ron a los seguidores del general M a r i o , representante de los intereses d e l tribu-
no y el p a r t i d o popular, q u i e n había m u e r t o u n o s años antes. Sila triunfó, fue ACTIVIDADES
m b r a d o dictador p o r el senado y c o n c e n t r ó así t o d o el poder. Luego de dos
•ños de dictadura, se retiró a la v i d a privada. Causas y consecuencias
La tendencia a la concentración del poder c o n t i n u ó . E n el 70 a. C , tres gene-
rales, Pompeyo, César y Craso, c o n c e r t a r o n u n a a l i a n z a para apoderarse d e l 1. Reconozcan las causas de las
¿obierno. Por esta unión, c o n o c i d a c o m o Primer Triunvirato, se repartieron los reformas agrarias de ios Graco.
mandos militares de España (Pompeyo), G a l i a (César) y Oriente (Craso). 2. Identifiquen las consecuencias
U n a vez finalizada la conquista de la Galia, César se negó a devolver el m a n d o sociales, económicas y políticas de estas
las legiones; así se inició u n a nueva guerra civil en contra de los ejércitos sena- reformas. ¿Quiénes vieron afectados sus
toriales c o m a n d a d o s p o r P o m p e y o . Derrotados los p o m p e y a n o s en el 45 a. C , intereses por estas decisiones? ¿Por qué?
rsar fue elegido dictador perpetuo, jefe del ejército c o n el título de imperator, 3. ¿Qué relación tuvo la cuestión agraria
pontífice m á x i m o (+ INFO). E n el 44 a. C , fue asesinado c o m o p r o d u c t o de con la guerra de los aliados?
_ina conjura senatorial, desatándose nuevamente la guerra c i v i l .

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H (+,nfo) 4. El principado y la paz romana
(27 a. C.-235 d. C.)
Cleopatra, la última reina
ptolemaica C o n el fin de las guerras civiles se abrió un período de
Cleopatra (69-30 a. C.) fue la última establidad política que se extendió durante un poco más de
representante de la dinastía de los dos siglos y que, por eso, recibe el nombre de "paz romana".
ptolomeos, reyes griegos descendientes
La república fue reemplazada como forma de gobierno por
de Ptolomeo I -general del ejército de
el principado, una forma disimulada de autocracia.
Alejandro M a g n o - que gobernaban
Egipto desde el siglo ni a. C .
Había sido amante de César
durante la campaña contra El fin de las guerras civiles
Pompeyo, en Egipto.
La concentración del poder instalado por César fue rechazada por algunos secto-
Conoció luego a Marco
res, especialmente la oligarquía y los defensores de la república. E n el año 44 a. C ,
Antonio, de quien se
César adoptó a su sobrino nieto Octavio, y muchos interpretaron que preparaba su
enamoró, y juntos se
sucesión. Ese m i s m o año, durante u n a sesión del Senado, Julio César fue asesinado.
enfrentaron a Octavio,
Se inició entonces en Roma la última fase de las guerras civiles republicanas.
siendo finalmente
César dejó c o m o su heredero a O c t a v i o , q u i e n j u n t o c o n M a r c o Antonio, el
derrotados por este. C o n
más fiel lugarteniente de César, y Lépido formaron, e n el 43 a. C , u n triunvirato,
la creación de la provincia
institución compuesta por tres dictadores que durarían en sus cargos cinco años.
del Egipto desapareció
Su misión era restablecer el o r d e n e n los territorios para " f u n d a r la república".
el último de los reinos
Juntos, los t r i u n v i r o s o r g a n i z a r o n la persecución de los asesinos de César, u n a
helenísticos.
guerra que duró casi diez años y c u l m i n ó c o n el establecimiento de numerosas
proscripciones políticas.
Estatua de Cleopatra, según una A partir del 36 a. C , O c t a v i o profundizó sus intentos p o r concentrar el poder.
representación típica de Egipto.
Por u n lado, obligó a Lépido a abandonar su cargo y lo n o m b r ó pontífice máxi-
m o . A l m i s m o t i e m p o , c o m e n z ó u n a c a m p a ñ a de desprestigio c o n t r a M a r c o
A n t o n i o , a q u i e n presentaba c o m o p a r t i d a r i o de l a barbarie y l a m o n a r q u í a
frente a la r o m a n i d a d y la república, d e b i d o a la relación que m a n t e n í a c o n la
reina egipcia C l e o p a t r a (+ INFO).
O c t a v i o se apoyó especialmente e n los sectores i t a l i a n o s m u n i c i p a l e s , que
luego f u e r o n p r o m o v i d o s a los rangos senatoriales y ecuestres. E n el 31 a. C .
O c t a v i o venció a las tropas de A n t o n i o y C l e o p a t r a e n la batalla de A c c i o . Poco
después, A n t o n i o y Cleopatra se s u i c i d a r o n .

Julio César Augusto


Octavio estableció u n sistema de carácter monárquico, pero de apariencia republi-
cana, y adoptó el n o m b r e de J u l i o César A u g u s t o . Los dos primeros nombres los
heredó de su padre adoptivo. E n el 27 a. C , el senado le otorgó el título de Augusto,
que significa "venerable" o " d i g n o de h o n o r " . Para n o utilizar el título de rey (títu-
lo rechazado por los romanos posiblemente porque les recordaba la dominación
etrusca) se hacía llamar príncipe, es decir, " e l primero entre los ciudadanos".
A u g u s t o se convirtió, rápidamente, en el h o m b r e más poderoso de su época.
Producto de la guerra c i v i l , contaba c o n u n gran ejército, al que sumó las tropas
de M a r c o A n t o n i o , y u n e n o r m e b o t í n de guerra o b t e n i d o en E g i p t o . Augusto
Estatua de Augusto en ropas militares. En su
fue i n v e s t i d o t a m b i é n de los poderes de c ó n s u l y t r i b u n o ; así, a c u m u l ó todas
condición de heredero de Julio César -quien
había sido divinizado después de su muerte-,
las a t r i b u c i o n e s de los magistrados e n f o r m a v i t a l i c i a . Esta c o n c e n t r a c i ó n del
Augusto era considerado el hijo de un dios. Por poder t e r m i n a b a c o n dos rasgos típicos de la república r o m a n a : las m a g i s t r a -
eso, las representaciones de su persona tendieron turas c o l e g i a d a s , es decir, integradas p o r más de u n m i e m b r o ; y la a n u a l i d a d ,
a identificarlo con Apolo. En esta escultura, sus es decir, la t e m p o r a l i d a d de los m a n d a t o s . Más tarde t a m b i é n recibió el título
pies descalzos lo igualan a las representaciones
de p o n t í f i c e m á x i m o . C o n el título de imperator, le fue adjudicado el m a n d o de
de los dioses y los héroes. En algunas provincias,
se organizaron cultos al emperador; mientras que todas las fuerzas de tierra y mar.
en otros casos se asoció su figura a divinidades Este título d i o n o m b r e al régimen inaugurado p o r Augusto; desde entonces, se
locales, c o m o ocurrió en Egipto donde ingresó llamó i m p e r i o a este sistema en el cual el imperator gobernaba sin restricciones.
en la lista de los faraones.
A u g u s t o m u r i ó e n el 14 d . C . y su sucesor, T i b e r i o , fue e l e g i d o entre los
m i e m b r o s de su familia, lo que estableció de h e c h o u n a sucesión d i n á s t i c a .
170
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Principado Unificación cultural
Expansión Clientelismo
económica Patronazgo

Los intelectuales y el poder ^ Glosario


El f i n de la república y el c o m i e n z o del p r i n c i p a d o fue u n a época rica en expre-
siones artísticas y p o l í t i c a s . C o m o el caso de C i c e r ó n (106-43 a. C ) , q u i e n a * Epístolas: Cartas. Cicerón dejó una
través de sus tratados y epístolas , además de sus i n t e r v e n c i o n e s c o m o orador importante colección de ellas. Era
en la justicia y el senado, apoyó la facción de los optimates. A l acceder al poder, habitual que los romanos las retocaran
Augusto buscó el apoyo de intelectuales y artistas para reforzar su proyecto polí- y las ordenaran, antes de publicarlas
tico. D u r a n t e esta época, Tito Livio (59 a. C.-17 d . C.) escribió su m o n u m e n t a l c o m o una colección completa.
Historia. Mecenas, u n o de los consejeros más cercanos del emperador, se rodeó de * Patronazgo: Relación de intercambio
poetas c o m o Virgilio y Horacio, y los sostuvo económicamente. recíproco entre personas de desigual
Augusto le encargó a V i r g i l i o que escribiera La Eneida, u n p o e m a mítico c o n posición social. El p a t r o n o utiliza
el f i n de g l o r i f i c a r el i m p e r i o (+ INFO). Ovidio (43 a. C.-17 d . C ) , q u i e n escri- su influencia para asistir o proteger
bió poemas amorosos y Las Metamorfosis, u n a obra que recoge gran parte de la a otro, quien entonces se vuelve su
mitología grecorromana, se enfrentó c o n Augusto y murió e x i l i a d o . E n la gene- cliente y, a cambio, provee ciertos
ración siguiente, Tácito (55-120 d . C.) relató en sus Anales la v i d a de los empe- servicios a su protector. La relación,
radores hasta el f i n del siglo i . beneficiosa para ambos, puede
terminar favoreciendo a alguno
de los dos polos, en general, a quien
La organización del imperio
detenta mayor poder.
La administración i m p e r i a l tenía u n n ú m e r o reducido de f u n c i o n a r i o s y des-
cansaba e n el a p o y o que le b r i n d a b a n las aristocracias centrales y p r o v i n c i a -
les. E l c o n t r o l m i l i t a r y la administración de justicia estaban e n m a n o s de los
g o b e r n a d o r e s , que pertenecían a la clase senatorial o a la ecuestre. La recolec-
ción de los tributos recaía e n los senados locales, llamados curias, cuyos m i e m - (+INF0)
bros recibían el n o m b r e de c u r i a l e s o d e c u r i o n e s . Los gobernadores y curiales
gozaban de u n a a m p l i a d i s c r e c i o n a l i d a d e n l a recolección; podían apropiarse
La Eneida
de parte de los tributos, que luego eran enviados al tesoro i m p e r i a l .
La Eneida, de Virgilio, cuenta la historia
E n cada p r o v i n c i a , el g o b e r n a d o r residía e n u n a c i u d a d m e t r o p o l i t a n a , y
de Eneas, un noble que huye con su
durante parte d e l año recorría los restantes m u n i c i p i o s para a d m i n i s t r a r jus-
familia cuando los griegos destruyen la
ticia. A su vez, cada m u n i c i p i o a d m i n i s t r a b a a través de la c u r i a u n t e r r i t o r i o
ciudad de Troya. Eneas se dirige a Italia
dependiente. E l i m p e r i o era u n a constelación de ciudades, c o n sus respectivos
luego de pasar por Cartago, donde
territorios, que dependían de la metrópolis, que a su vez dependía de R o m a .
abandona a la reina Dido, enamorada,
Los curiales se relacionaban c o n los aristócratas r o m a n o s -senadores y caba-
quien antes de suicidarse lo maldice,
l l e r o s - p o r m e d i o de v í n c u l o s de c l i e n t e l i s m o , l o que les p e r m i t í a o b t e n e r
justificando así el futuro enfrentamiento
favores y cargos en la administración l o c a l y c e n t r a l . A su vez, el e m p e r a d o r
con Roma. Después de varias aventuras
f u n c i o n a b a c o m o u n gran p a t r o n o , o t o r g a n d o favores políticos y e c o n ó m i c o s
termina asentándose en el Lacio, y funda
a su e n t o r n o político. Los políticos más poderosos eran los que obtenían favo-
una dinastía de donde descenderán
res imperiales, que a su vez podían distribuir entre sus clientes. De esta manera,
Rómulo y Remo. Esta historia mítica
el Estado r o m a n o estaba o r g a n i z a d o c o m o u n a gran red de p a t r o n a z g o que
es una continuación de los poemas
redistribuía los beneficios d e l i m p e r i o entre los distintos escalones de la a d m i -
homéricos. Liga la fundación de Roma
nistración. L a cabeza de esa red era el emperador, luego venían los senadores y
con los griegos y explica, a través del
caballeros, luego los curiales, los m i e m b r o s del ejército y f i n a l m e n t e , las masas
mito, la victoria de los romanos sobre
urbanas que recibían distribuciones gratuitas de alimentos, entre otras cosas.
Grecia como una venganza por la
impiedad de la destrucción de Troya y la
matanza de sus habitantes.

Eneas contándole
la historia de Troya a Dido.
Dibujo de P. Cuérin

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(+INFO)
La paz r o m a n a
E l período d e l p r i n c i p a d o se e x t e n d i ó hasta el a ñ o 235. Se s u c e d i e r o n varias
dinastías de emperadores, pero todas estuvieron caracterizadas por tener el c o n -
trol militar c o m o base del poder, i n c l u s o la c o n o c i d a c o m o de los emperadores
filósofos (+ INFO). Esta en realidad n o fue u n a dinastía, puesto que los emperado-
res asociaron a sus sucesores e n v i d a c o m o hijos adoptivos. D u r a n t e este perío-
do, el i m p e r i o llegó a su máxima extensión geográfica. Se i n c o r p o r a r o n regiones
Augusto (27 a. C.-14 d . C ) , de la Britania, G e r m a n i a , Tracia, A r m e n i a y Dacia (al norte del río D a n u b i o ) .
Tiberio (14-37), Si b i e n h u b o conflictos políticos e n algunas sucesiones imperiales, en gene-
Calígula (37-41), ral fue u n a época de t r a n q u i l i d a d . Bajo el g o b i e r n o de Marco Aurelio, e n el
Claudio (41-54), 165, se desató u n a gran peste, probablemente de viruela, que t u v o graves c o n -
Nerón (54-68). secuencias e c o n ó m i c a s . L a posterior dinastía, integrada p o r los descendientes
de Septimio Severo, fue más inestable, la inflación de la m o n e d a y los conflic-
Dinastía d e ios Flavios tos políticos c o m e n z a r o n a agudizarse, j u n t o c o n la presión de los pueblos limí-
Vespasiano (68-79), trofes sobre las fronteras, especialmente los partos y los germanos. Los Severos
Tito (79-81), fueron militares de carrera que llegaron al poder apoyados p o r las legiones, y se
Domiciano (81-96). los conoce c o m o la dinastía militar.
D u r a n t e el período de los Severos se desarrolló de m a n e r a i m p o r t a n t e el
Dinastía d e los A n t o n i n o s derecho. U l p i a n o (170-218), el jurista más i m p o r t a n t e de la época, escribió u n
Nerva (96-98), m a n u a l de p r o c e d i m i e n t o s para los gobernadores de las p r o v i n c i a s . Además,
Trajano (98-117), sostuvo que las decisiones del príncipe tenían fuerza de ley. Así, todas las cartas,
Adriano (117-138), edictos o resoluciones judiciales se consideraban "constitucionales" (+ INFO).
Antonino Pío (138-161),
Marco Aurelio (161-180),
Cómodo (180-192).
• El Imperio R o m a n o d u r a n t e el p r i n c i p a d o

Dinastía de los Severos


Septimio Severo (193-211),
Caracalla (211-217),
Macrino (217-218),
Heliogábalo (218-222),
Alejandro Severo (222-235).

OI OINF0)

Las constituciones imperiales


En la dinastía de los Severos se
desarrolló de manera importante el
derecho y la jurisprudencia. Ulpiano
(170-218), el jurista más importante
de la época junto con Paulo, escribió
que las decisiones del príncipe tenían
fuerza de ley. De esta forma, todas las
cartas, edictos o resoluciones judiciales
se consideraron "constituciones".
Ulpiano también escribió un manual de
procedimientos para los gobernadores
de las provincias, desarrollando los
principios de la burocracia del Estado.

172
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(+INFO)
La expansión económica
Entre fines del siglo n a. C . y mediados del n d. C , se produjo u n importante pro-
ceso de e x p a n s i ó n e c o n ó m i c a . A u n q u e n o existen estadísticas que puedan anali- Las villas italianas
zarse, los historiadores cuentan c o n algunos elementos que les permiten reconocer Los romanos denominaban "villas"
este crecimiento económico. Por ejemplo, el aumento en la cantidad de naufragio a las granjas de tamaño medio que
de barcos mercantes es u n signo del a u m e n t o de los i n t e r c a m b i o s comerciales. se localizaban en las cercanías de las
También se puede observar el desarrollo de la metalurgia y, a través del estudio de ciudades y en las áreas rurales. Eran
los huesos de animales, el incremento del consumo de carne que d i o por resultado trabajadas por esclavos y hombres
el crecimiento de la talla promedio de los habitantes del imperio. libres, llamados colonos, que
H u b o u n i m p o r t a n t e i m p u l s o de l a u r b a n i z a c i ó n . D u r a n t e su i m p e r i o , arrendaban lotes de tierras de los que
Roma era u n a c i u d a d gigantesca c u y a población se estima cercana al millón de obtenían una variedad de productos
habitantes, u n a cifra que recién alcanzaría Londres durante el siglo xix. E l apro- agrícolas para abastecer el consumo de
v i s i o n a m i e n t o de esta enorme c i u d a d podía lograrse p o r la acción c o n j u n t a d e l los centros urbanos y, especialmente,
Estado, que organizó r e p a r t o s de a l i m e n t o s a bajo precio o gratuitos, y los par- de la ciudad de Roma. C o n una
ticulares, que o r i e n t a r o n la producción de las áreas rurales cercanas para satisfa- frecuencia semanal, se celebraban
cer el c o n s u m o u r b a n o . Las provincias de Sicilia y África e n v i a b a n anualmente distintos tipos de mercados, urbanos
u n a flota c o n granos, c o m o pago del tributo. Estos barcos también transporta- y rurales. Los pequeños campesinos
b a n v a j i l l a de mesa trabajada en cerámica que se vendía e n Italia. E l aceite de podían participar en ellos, pero
oliva y el v i n o de H i s p a n i a , y posteriormente el aceite africano abastecieron el normalmente tenían una producción
c o n s u m o i t a l i a n o y de otras p r o v i n c i a s . Las granjas italianas producían granos orientada hacia el autoconsumo.
y animales de corral para vender e n R o m a (+ INFO).
El m á r m o l se usaba para revestir los edificios, y la producción de l a d r i l l o s y
tejas alcanzó u n gran i m p u l s o por el desarrollo u r b a n o . U n o de los principales
consumí dores de mercancías era eJ ejército, ya que Jos soldados cobraban salarios
en dinero. Los asentamientos de las legiones eran polos económicos que obligaban
Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y en
al abastecimiento de alimentos, ropas, armas, etc. U n a parte de estas mercaderías
el buscador del sitio tipean: "Zonas
r:a provista por los talleres imperiales y otra, por los comerciantes particulares.
arqueológicas de Pompeya y/o
Herculano", podrán realizar un paseo
La integración política y cultural virtual por esas ciudades romanas,
El crecimiento e c o n ó m i c o estuvo a c o m p a ñ a d o p o r u n a progresiva integración. observar una reconstrucción de sus calles,
El proceso de r o m a n i z a c i ó n influyó p r i n c i p a l m e n t e e n las clases urbanas c o n negocios y casas particulares, y conocer
ciertos recursos económicos y en las aristocracias provinciales. Para realizar u n a un poco más de cerca algunas de las
técnicas que desarrollan los arqueólogos
carrera política era necesario el e s t u d i o d e l l a t í n . Las escuelas de retórica se
para conocer el pasado.
diseminaron p o r las ciudades del i m p e r i o y, p o r l o general, las clases dirigentes
eran bilingües, es decir que c o n o c í a n el griego y el latín.
L a a r i s t o c r a c i a sufrió u n p r o c e s o de h o m o g e n e i -

ti
z a c i ó n ; así, p o r e j e m p l o , n o existían grandes
diferencias entre u n n o b l e h i s p a n o y u n o
de Siria. Los emperadores y la clase polí-
Causas y consecuencias
tica p r o v e n í a n de t o d o s los r i n c o n e s
d e l i m p e r i o . S i n e m b a r g o , los c a m -
p e s i n o s c o n s e r v a r o n sus l e n g u a s y Relean los textos de esta página y
costumbres tradicionales y fueron respondan:

m e n o s permeables a este p r o c e s o 1 . ¿Qué consecuencia creen que tuvo la


de a c u l t u r a c i ó n . H u b o u n a pro- urbanización en relación con el comercio?
gresiva tendencia a unificar el dere- 2. La ciudad de Roma llegó a tener
cho para todos los subditos y, e n el en el siglo i alrededor de un millón de
212, el emperador C a r a c a l l a e m i t i ó habitantes. ¿Qué efectos pudo haber
u n e d i c t o p o r el c u a l s a n c i o n a b a la tenido esa concentración demográfica
e x t e n s i ó n de l a c i u d a d a n í a r o m a n a a en su entorno rural?
todos los hombres libres del i m p e r i o . 3. Caracalla igualó jurídicamente a los
ciudadanos romanos, cuyo número se
estima en alrededor de 60.000.000.
Anforas romanas que servían c o m o
contenedores de granos o fluidos para ser ¿Cuáles creen que fueron los resultados
transportados o almacenados. de esa decisión?
Digitalizado por Sergio A. Vegas 173
(+INFO) 5. La crisis del siglo m
y el dominado
El edicto de precios máximos
Diocleciano intentó realizar una reforma
Entre el 235 y el 284, la presión militar externa sumada a los
monetaria que no resultó eficaz, puesto
que devaluó la moneda y los precios
conflictos políticos internos desembocó en una crisis que llevó
aumentaron, dando paso a un proceso al desmembramiento del imperio. Con el acceso al poder de
inflacionario. Para tratar de controlar Diocleciano, la situación se estabilizó.
los precios emitió un edicto donde se le
ponía un precio máximo a gran cantidad
de mercancías, salarios y servicios. El La anarquía militar y la presión externa
edicto no logró frenar la inflación y, E n el 235, A l e j a n d r o Severo, último emperador de la dinastía de los Severos, fue
por el contrario, desarrolló un mercado asesinado. A partir de ese m o m e n t o , comenzó u n período de conflictos internos
negro sobre muchos de los productos. agudos, que afectó a gran parte del i m p e r i o . E n el curso de c i n c u e n t a años fue-
r o n n o m b r a d o s 25 emperadores. E n Oriente, los persas sasánidas c o m e n z a r o n a
presionar e n la frontera. Después, los germanos i n v a d i e r o n las fronteras del R i n y
los godos cruzaron el D a n u b i o . Sus tribus, antes dispersas, c o m e n z a r o n a unirse
Glosario además de experimentar u n crecimiento demográfico. E l i m p e r i o n o p u d o hace:
frente a estos ataques simultáneos c u a n d o a la vez había l u c h a s i n t e s t i n a s .
* Burocracia: Organización del Estado E n las regiones de G a l i a (260-274) y de Siria (262-272), se o r g a n i z a r o n dos
regulada por normas que establecen r e i n o s i n d e p e n d i e n t e s que l o g r a r o n estabilizar la situación militar. E l primero
un orden racional para gestionar los se e x p a n d i ó a H i s p a n i a y B r i t a n i a , m i e n t r a s q u e el segundo i n c l u y ó a Egipto
asuntos públicos. Esto también supone hasta q u e a m b o s f u e r o n r e c u p e r a d o s p o r el e m p e r a d o r A u r e l i a n o . A u n q u e
criterios de especialización en las este emperador estabilizó la situación política y m i l i t a r , durante su gobierno se
funciones. aceleró la inflación m o n e t a r i a hasta que el sistema de la m o n e d a quebró. Esta
* Devaluación: Reducción del valor situación provocó u n serio deterioro del c o m e r c i o . E n las regiones occidentales
nominal de una moneda. En el caso de de la G a l i a , ante la crisis del Estado, h u b o l e v a n t a m i e n t o s s o c i a l e s , llamados
las monedas en metálico, supone una "bacaudas", que i n v o l u c r a r o n t a n t o a bandas armadas de c a m p e s i n o s y escla-
menor cantidad de metal precioso en la vos, c o m o de señores locales c o n ejércitos propios. F i n a l m e n t e , f u e r o n controla-
aleación respecto del valor que se indica. dos por el emperador D i o c l e c i a n o .
* Mercado negro: Mercado clandestino
donde no se cumplían los precios
fijados por el Estado. La reforma del Estado
D i o c l e c i a n o llegó al poder e n el 284. C o m o otros emperadores de ese períod
n o era u n aristócrata s i n o u n m i l i t a r de carrera. Organizó u n sistema suceso-
rio l l a m a d o t e t r a r q u í a (que literalmente significa " g o b i e r n o de cuatro"), segur,
el c u a l n o m b r ó a dos emperadores augustos para q u e cada u n o gobernara una
mitad dei imperio. Los dos augustos n o m b r a r o n simultáneamente a dos cesares.
De este m o d o , el i m p e r i o quedaba bajo el m a n d o de dos cesares y dos augustos
Los augustos se encargaban de la defensa del i m p e r i o y los cesares los ayuda-
b a n y reemplazaban e n caso de i m p e d i m e n t o o muerte. El sistema n o funcione
pero instaló d e f i n i t i v a m e n t e la d i v i s ó n d e l i m p e r i o e n dos, porque facilitaba su
administración: O r i e n t e , de h a b l a griega, y O c c i d e n t e , d o n d e se hablaba latín
D i o c l e c i a n o multiplicó el número de provincias, reduciendo su territorio para
que los gobernadores las c o n t r o l a r a n mejor; separó las f u n c i o n e s a d m i n i s t r a -
tivas y m i l i t a r e s , y reforzó el n ú m e r o de soldados de los ejércitos. Así, d e b i d o l
al a u m e n t o d e l n ú m e r o de f u n c i o n a r i o s d e l Estado, se constituyó u n a n u m e -
rosa b u r o c r a c i a . Para solventar esta reorganización, D i o c l e c i a n o puso e n man
c h a u n a r e f o r m a i m p o s i t i v a que gravaba la capacidad p r o d u c t i v a de l a tierra. I
C o n ello logró u n importante a u m e n t o de la recaudación. Sin embargo, l a crisis
monetaria llevó a l trueque y a l cobro de los impuestos e n especie (+ INFO).
Durante el g o b i e r n o de D i o c l e c i a n o , la r e l i g i ó n r o m a n a entró e n crisis. Lasl
creencias de los r o m a n o s se o r g a n i z a b a n alrededor de u n p a n t e ó n d e dioses
cuya figura p r i n c i p a l era Júpiter; era s i n c r é t i c a , es decir que incorporaba nuev:-s|
dioses. Sin embargo, la masiva i n f l u e n c i a de religiones orientales puso e n crisisl
Ruinas de la ciudad de Palmira, el culto r o m a n o . Por eso, D i o c l e c i a n o trató de i m p o n e r c o m o única religión d d
en la Siria actual. i m p e r i o a la r o m a n a y persiguió brutalmente a los cristianos.
174
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I
Crisis del siglo ni Invasiones externas
Anarquía militar Dominado
Tetrarquía Reorganización del Estado

La dinastía de C o n s t a n t i n o Glosario

El f i n de la tetrarquía abrió u n a nueva etapa de guerras civiles que c u l m i n a r o n ,


* Paganismo; Se identifica así a las
e n el 312, c o n el acceso de Constantino al poder e n O c c i d e n t e . Hasta el 324,
religiones que no aceptaban la Biblia
C o n s t a n t i n o cogobernó c o n el emperador del Oriente, L i c i n i o . Luego se enfren-
como revelación divina; podrían ser
taron y, finalmente, C o n s t a n t i n o derrotó a L i c i n i o . De esta manera, quedó c o m o
monoteístas, como el zoroastrismo y
único emperador hasta su muerte en el 337.
el mitraísmo, o politeístas, como las
C o n C o n s t a n t i n o se reestableció la sucesión dinástica, puesto que lo sucedie-
religiones griega, romana o egipcia.
r o n sus hijos. C o m o este emperador pertenecía a u n a f a m i l i a cristiana, p e r m i -
* Apóstata: Para los cristianos, aquel
tió la libertad de cultos, aunque m a n t u v o las prácticas ceremoniales paganas* y
que niega la fe en Jesucristo.
recién se bautizó en su lecho de muerte.
A l i g u a l que l o h a b í a h e c h o D i o c l e c i a n o , C o n s t a n t i n o estableció su corte
en O r i e n t e , la región más próspera d e l i m p e r i o . Allí fundó u n a n u e v a capital,
Constantinopla, sobre la a n t i g u a B i z a n c i o , lugar estratégico p o r sus excelen-
tes puertos naturales y c o m o p u n t o de contacto entre Asia y Europa. Construyó
unas m u r a l l a s que v o l v i e r o n i n e x p u g n a b l e a la c i u d a d . D u r a n t e el período de
gobierno de C o n s t a n t i n o , floreció n u e v a m e n t e el poder r o m a n o en u n a época
de relativa paz y estabilidad. Sus sucesores f u e r o n todos cristianos, excepto su
sobrino, J u l i a n o , ferviente pagano, l l a m a d o p o r eso " e l apóstata"*.

JAN nointiU
La sociedad rural ^?m^rlt1^HÜilUKI^I1*fttlllHÍWL(ÍÍ»4Í
Los colonos del f i n de la república y el p r i n c i p a d o eran campesinos arrendata- !iIi,(»i»i,Mi,;.nti jÍ5Tn,tfe.HiWiM']
rios libres, es decir que alquilaban tierras por contratos de c i n c o años, mediante i. í' um i'i',iifW,i'i.it.Ii.,*»ííÁá¿g
elpaj?o de u n a renta a n u a l al p r o p i e t a r i o . Sin embargo, las reformas fiscales de
D i o c l e c i a n o y C o n s t a n t i n o p r o g r e s i v a m e n t e t r a t a r o n de evitar la m o v i l i d a d Kill l l i l l J O N U K.-ll Til+CNTd

de los c a m p e s i n o s . C o m o la realización de los censos era c o m p l e j a y costosa,


estos dos emperadores buscaron extender el plazo entre u n censo y otro.
Representación de Constantino
Para ello, era necesario que las condiciones económicas n o se alterasen. Por ese presidiendo una reunión de obispos,
motivo, las leyes restringieron el m o v i m i e n t o de los colonos tributarios, o b l i - en el Concilio de Nicea.
gándolos a permanecer e n el lugar d o n d e se los censaba. De esta forma, los "fija-
ron a la tierra". Si la tierra se vendía, los colonos debían permanecer e n ella por
el interés del fisco. Esto favoreció también los intereses de los terratenientes, que
tuvieron garantizada la m a n o de obra para trabajar sus tierras.
Por otro lado, la práctica de asentar a los esclavos en la tierra para evitar
mantenerlos se acrecentó c o n la disminución de los intercambios comer-
ciales. Los esclavos con casa recibían u n huerto c o m o p e c u l i o , para
que allí produjeran sus alimentos, trabajando el t i e m p o restante e n
las tierras del señor, llamadas d o m i n i o . Los esclavos casi colonos
recibían u n a tierra en arriendo, por la cual debían pagar u n a renta
a su a m o ; de esta f o r m a , trabajaban e n idéntica f o r m a que los
colonos libres, aunque desde el p u n t o de vista legal n o lo eran.
Se puede decir que h u b o u n proceso de homogeneización del
trabajo de la clase campesina, a pesar de la permanencia de las
diferencias jurídicas. D u r a n t e todo este período se m a n t u v o
también u n a clase de campesinos pequeños propietarios.

Estatua del dios Mitra sacrificando a un toro. El mitraísmo


orovenía de la India; ingresó en el Imperio Romano, a
rravés de Persia, durante el siglo i. Mitra era el dios de la
ÜZ solar. Su culto tuvo una gran difusión en el imperio,
especialmente entre los soldados, y durante los primeros
i glos compitió con el cristianismo.

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j Glosario Los pueblos b á r b a r o s
Los r o m a n o s l l a m a b a n b á r b a r o s a los pueblos que vivían fuera de las fronteras
* Pai En latín se decía foedus; de allí
del i m p e r i o . H a c i a mediados d e l siglo iv, tribus hunas de l a z o n a central del
el nombre de los aliados, foederati, de
Asia c o m e n z a r o n a desplazarse hacia el oeste presionando a los g e r m a n o s de la
donde deriva "federados".
Europa del este y central. Desde el 356, el emperador J u l i a n o realizó campañas
en l a Galia, e n l a frontera del R i n , contra f r a n c o s y alamanes.
Los godos de la costa occidental del M a r Negro n o p u d i e r o n contener el avan-
ce h u n o y p r e s i o n a r o n c o n t r a l a frontera r o m a n a del D a n u b i o . A u n o de estos
grupos, los visigodos, e l emperador r o m a n o les permitió asentarse e n el interior
del I m p e r i o de O r i e n t e , e n l a región de los Balcanes. E n 378, los v i s i g o d o s se
I Actores sociales levantaron contra los r o m a n o s y los enfrentaron e n l a batalla de Adrianópolis.
d o n d e el emperador r o m a n o Valente I murió y sus ejércitos fueron aniquilados.
;
Lean el siguiente fragmento y luego Fue u n a de las peores derrotas de los romanos.
respondan a las consignas. L a p r i m e r a c o n s e c u e n c i a de l a aplastante derrota d e l I m p e r i o R o m a n o de
Oriente fue el t r o n o vacante que Valente dejó e n C o n s t a n t i n o p l a . Antes de que
"Si u n colono ajeno fuera
el caos se adueñase de Oriente, el emperador de Occidente y sobrino del difun-
encontrado t r a b a j a n d o e n l a p r o p i e d a d
to, G r a c i a n o , encargó su gobierno a l general h i s p a n o Flavio Teodosio, que fue
de otro, este deberá restituirlo a s u
coronado e n 379 y que fue c o n o c i d o c o m o Teodosio I el Grande.
l u g a r de origen [es decir, el l u g a r donde
h a b í a sido censado], t a m b i é n deberá
p a g a r e l tributo de capitación [pago La dinastía teodosiana
" p o r c a b e z a " , es decir, p o r persona] del Desde fines del siglo iv, el i m p e r i o entró e n u n a etapa de conflictos m i l i t a r e s
c o l o n o p o r e l t i e m p o que estuvo c o n graves c o n los pueblos bárbaros. Teodosio t u v o u n a política flexible, y trató de
él. Los colonos que q u i e r a n escapar, establecer pactos c o n los godos; por ejemplo, les otorgó tierras a c a m b i o de sus
que sean encadenados y reducidos a l a servicios militares, c o n l o que se convertían e n aliados federados. S i n embargo
condición servil, de m a n e r a que h a g a n los bárbaros eran grupos armados difíciles de controlar, que, ubicados e n el inte-
c o m o esclavos l o que les corresponde rior del imperio, tenían sus propios intereses y proyectos.
como libres". íeoaosio aeaaro ei cristianismo como religión oricial üei imperio y persigu/:'
Ley de C o n s t a n t i n o del 3 3 2 . a los otros cultos, llamados "paganos". También persiguió a los cristianos que n c
seguían la interpretación d o m i n a n t e de la Iglesia, quienes eran catalogados como
T. ¿Qué actores sociales se beneficiaban
"herejes", que quiere decir "desviados". C u a n d o murió Teodosio, l o sucedieron
con el tributo de capitación?
sus hijos, A r c a d i o en O r i e n t e y Honorio en O c c i d e n t e . A m b o s ejercieron gobier-
2. ¿Quiénes debían pagarlo en el caso que
nos débiles, pero la situación se volvió especialmente crítica en Occidente.
se describe en la fuente?
3. ¿Qué ocurría con la condición jurídica
del colono?
4. ¿Cuál era el papel del Estado en esta Mar
A
cuestión? del
Norte

Océano O S
U N
Atlántico
BJiRCUNDjOS.
Lutecia 9 fctA*NES
VÁNDALOS
Tffnartíuiroi.

VISIGODOS

Mar Negro
Adrianópolis^
Constantinopla
Tarraco

Hispalis

Mar

n e

t El Imperio Romano
a fines del siglo iv
y los pueblos b á r b a r o s Escala gráfica
0 400 800 km
176 I I I I 1

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7. La disolución del Imperio
(+INFO) Romano de Occidente
Los visigodos y el saqueo A comienzos del siglo v, los germanos quebraron las defensas
de Roma del río Rin e ingresaron en el Imperio Romano. Como consecuencia
En el 410, los visigodos, reforzados de la disolución del Imperio Romano de Occidente, se formaron
por los restos de un gran ejército de entidades políticas menores, los reinos romano-germánicos.
germanos derrotado por los romanos
En Oriente, el imperio continuó existiendo.
en el 406, asediaron la ciudad de Roma
y finalmente la saquearon. Los romanos
sintieron que era el fin del imperio Las invasiones g e r m á n i c a s y el fin del imperio
porque la ciudad de Roma no había sido
tomada desde el 390 a. C . A l a muerte de Teodosio e n e l 395, los visigodos asentados e n los Balcanes, a l
m a n d o de su rey Alarico, se levantaron contra los romanos. A pesar de que fueron
derrotados en más de u n a ocasión, lograron mantener su poder m i l i t a r (+ INFO).
Finalmente, en el 418, se incorporaron c o m o federados y se asentaron a orillas del
río Ródano, en el oeste de la Galia.
Otras paginas E n e l 406, u n a c o n f e d e r a c i ó n de alanos, suevos y v á n d a l o s cruzó el R i n
e ingresó e n l a G a l i a . A l m i s m o t i e m p o , h u b o u n m o t í n de las tropas romanas
de Britania que c o n t r o l a r o n zonas de la G a l i a e H i s p a n i a . Los ejércitos romanos
Para recordar qué significaba que un
priorizaron el c o n f l i c t o i n t e r n o mientras los germanos atravesaron la Galia y se
pueblo se incorporara c o m o "federado",
instalaron en H i s p a n i a . U n grupo de vándalos y alanos cruzó por el estrecho de
pueden consultar la página 176, de este
Gibraltar c o n q u i s t a n d o el norte del África. Esta pérdida debilitó e n o r m e m e n t e
mismo capítulo.
al i m p e r i o ya que eran las únicas provincias que todavía podían pagar tributos.
Los hunos se asentaron e n l a z o n a central de E u r o p a y, e n e l 440, Atila se
convirtió e n su jefe, i n i c i a n d o u n a serie de campañas m u y agresivas e n la z o n a
de los Balcanes. E n el 451, los h u n o s i n v a d i e r o n la Galia pero fueron derrotados
por tropas romanas y federados visigodos. U n par de años después, A t i l a murió
y su r e i n o se d e s p l o m ó . Para entonces los germanos c o n t r o l a b a n casi t o d o el
Occidente. Los francos ocupaban la Galia del norte; los burgundios y alamanes,
la central; los visigodos, la Galia del suroeste y parte de H i s p a n i a ; los suevos, l a
z o n a de G a l i c i a , y los vándalos, el África. F i n a l m e n t e , el último emperador del
Occidente fue depuesto por los ostrogodos en el norte de Italia, e n el 476.

Atila, rey de los hunos.

Referencias
* Itinerario de los
pueblos germanos
i Itinerario de
los visigodos
Escala gráfica
Las invasiones Itinerario de
los hunos 400 800 km

germánicas
182

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Invasiones germánicas^ Crisis del imperio en Occidente
Pueblos bárbaros Pervivencia del imperio
Reino vándalo del Africa en Oriente
Reconquista de Justiniano

(+INF0)
Los vándalos y la conquista del África
Después de haber estado durante, a p r o x i m a d a m e n t e , quince años en H i s p a n i a ,
bajo el r e i n a d o de Geiserico, los v á n d a l o s y los alanos c r u z a r o n al norte d e l El vandalismo
África y se dirigieron hacia el este, d o n d e se encontraban las provincias romanas El conocimiento sobre el reino vándalo
más ricas. Hacia el 435 habían conquistado Mauritania y N u m i d i a . El emperador proviene mayormente de fuentes
Valentiniano III les cedió esas tierras c o n v a l i d a n d o c o n u n pacto u n a situación de católicas que tuvieron una visión muy
hecho. E n el 439, los vándalos quebraron ese acuerdo y sitiaron y conquistaron la negativa de la ocupación germánica
ciudad de Cartago, o c u p a n d o las provincias del África Proconsular y la Bizacena, por el conflicto que se desató con la
que eran las más prósperas. E l emperador de Oriente, Teodosio II, trató de orga- iglesia arriana. Acusaban a los vándalos
nizar u n a fallida expedición para reconquistar esas provincias, pero debió aten- de producir masacres, torturas,
der la presión de los h u n o s en los Balcanes. E n el 442, u n n u e v o tratado imperial destrucciones de edificios, sacrilegios
convalidó el control de los vándalos sobre el África. Esto fue el c o m i e n z o del f i n y confiscaciones. Esto se reforzó por
del Imperio de Occidente, que perdía así las únicas provincias que aún estaban el saqueo y destrucción de Roma en
en condiciones de aportar tributos c o n los cuales se pagaban los ejércitos. el 455. Algunos de esos hechos son
C o n la capital en Cartago, Geiserico asentó sus tropas en la Proconsular, expro- reales, pero fueron magnificados
piando las fincas. E l resto de las tierras de N u m i d i a y Bizacena quedaron en manos por el conflicto religioso. El término
de los romanos y debieron pagar tributos. También se i m p u s o de manera violenta "vandalismo", que señala la destrucción,
a la iglesia arriana y persiguió a los católicos. Los vándalos tuvieron u n a política sin fundamento, de monumentos y
de e x p a n s i ó n m a r í t i m a y llegaron a controlar Sicilia, Córcega, Cerdeña y las islas obras de arte, es relativamente nuevo.
Baleares. E n el 455, saquearon la ciudad de Roma y sometieron a pillaje las costas Fue utilizado por primera vez por el
italianas del sur controlando las rutas mediterráneas occidentales. obispo Gregorio de Blois, en relación
con las acciones de los revolucionarios
franceses en 1 794. En realidad, los
Una economía próspera
vándalos no actuaron de manera
Hasta la expansión de Justiniano, los vándalos m a n t u v i e r o n el c o n t r o l sobre su
diferente a c o m o lo hacían otros pueblos
reino. Todo el excedente de riquezas que antes iba hacia R o m a quedó en el África,
en las guerras.
lo que enriqueció especialmente a las aristocracias militares vándalas. La arqueo-
logía ha demostrado que, al contrario de lo que sostuvieron tradicionalmente las
fuentes católicas, los v á n d a l o s n o d e s t r u y e r o n t o d o lo que e n c o n t r a r o n e n
las regiones que o c u p a r o n (+ INFO). Luego de u n p r i m e r período de destrucción
Glosario
ligado c o n la conquista, m a n t u v i e r o n las instituciones romanas y buena parte de
las construcciones monumentales previas. También m a n t u v i e r o n las exportacio-
* M o r o : Los habitantes de la Mauritania,
nes de aceite, que alcanzaban a todas las costas del Mediterráneo, aunque c o m e n -
en el norte del África, eran llamados
zó u n a suave caída hasta el siglo vn.
" m a u r i " por los romanos. De allí deriva
A l g u n o s sectores de l a a r i s t o c r a -
el nombre " m o r o " .
cia r o m a n a c o l a b o r a r o n activamente
* Epigrafía: Ciencia que tiene por objeto
con el g o b i e r n o vándalo que aspira-
el estudio de las inscripciones sobre
ba a heredar el c o n t r o l político sobre
materiales duros, básicamente la piedra
el O c c i d e n t e que antes t e n í a n R o m a
y la cerámica, pero también madera,
y Ravena. Las regiones que q u e d a r o n
metal y hueso.
fuera del d o m i n i o vándalo hacia el 450
ya n o registraban el c o n t r o l del i m p e -
rio. A pesar de e l l o , la v i d a u r b a n a
c o n t i n u ó , y s i g u i e r o n e x i s t i e n d o las
ciudades más importantes. Las aristo-
cracias locales de o r i g e n m o r o ' m a n -
t u v i e r o n formas de v i d a romanizadas
que se p u e d e n observar a través de la
p e r v i v e n c i a de i n s c r i p c i o n e s estudia-
das por la epigrafía .

Saqueo de Roma por los vándalos, obra de


Heinrich Leutemann (1824-1904).

Digitalizado por Sergio A. Vegas 183


Los códigos de Teodosio y Justiniano
Teodosio II ordenó l a compilación de las leyes vigentes
e n e l i m p e r i o , e n u n código, o b r a q u e fue t e r m i n a d a
en el 438. E l emperador de Occidente, V a l e n t i n i a n o III,
t a m b i é n l o p u s o e n v i g e n c i a . Este c ó d i g o recoge e l
m o d e l o de la codificación anterior realizada por códigos
privados e n l a época de D i o c l e c i a n o . L a m a y o r parte de
las leyes corresponden a l derecho público; u n a m e n o r
parte, a l derecho privado, y e l ú l t i m o l i b r o , a l dere-
cho eclesiástico, d o n d e también se recogen leyes c o n -
tra los heréticos.
La intención de los realizadores de la compilación era
tener la totalidad de las constituciones imperiales orde-
nadas de f o r m a accesible, puesto que eran tan extensas
que resultaban imposibles de manejar. Se buscaba evitar
las superposiciones y descartar las leyes obsoletas. S i n
embargo, el resultado n o fue satisfactorio y J u s t i n i a n o
revivió este proyecto cuando asumió su gobierno.
La n u e v a codificación, c o n o c i d a c o m o C ó d i g o de Justiniano, se promulgó La emperatriz Teodora,
en el 529 e impedía e l uso de otras fuentes d e l derecho. R e c o p i l a b a c o n s t i t u - esposa de Justiniano. Detalle
de un mosaico de Ravena.
ciones imperiales desde l a época de A d r i a n o , que gobernó entre el 117 y el 130,
hasta J u s t i n i a n o . U n a segunda edición d e l Código, e n él 534, fue a c o m p a ñ a d a
por las leyes nuevas emitidas e n l a época de J u s t i n i a n o , las Novelas. Se confec-
cionó u n libro l l a m a d o Digesto, c o n fragmentos de las obras de grandes juristas
romanos, antecedentes del derecho. También se realizó u n m a n u a l introductorio
para los estudiantes, l l a m a d o Instituciones. Estos cuatro libros se resumían bajo
el n o m b r e de Cuerpo del Derecho Civil. Esta obra fue retomada e n e l siglo x i , e n
Italia, para l a enseñanza legal y t u v o u n a gran i n f l u e n c i a e n el derecho europeo
que luego pasó a América.

El Imperio R o m a n o d e O r i e n t e bajo el g o b i e r n o d e Justiniano A ACTIVIDADES


Análisis de cartografía
histórica
Océano
Atlántico REINO Observen los mapas de las páginas 182
Norte DELOS
FRANCOS y 185 y resuelvan las consignas.
Verona 4
Turln. v ¡ w | ¡ f

Ravena^
Génova
Mar Negro 1. Analicen las consecuencias del
r

REINO EXARCADO %
DE LOS BE RAVENA «Es Trebisonda
FECTURA
VISIGODOS
CÓRCEGA ¿IBA
Roma"
JUMA Constantinopla desplazamiento de los hunos sobre los
Córdoba Adrianópoíis ;*Ñicomedia
Ñapóles Tesaiónica pueblos bárbaros.
«Cartagena W o f Nicea
Malaga ^ a _ ifSflOi Esmirna 2. Enumeren los pueblos bárbaros
Aíenas '•Éfeso

/^Cartago
.Antioqufa que invadieron el Imperio Romano de
Damascti
, ' ' RODAS
Occidente. ¿Cuáles de esos pueblos
1
Cnossos
Tiro .
CRETA
aparecen asentados en el territorio del
Mar Mediterráneo
^ Cirene,—^ imperio en el mapa de esta página?
Referencias '——Alejandría -

Imperio de 3. Ubiquen la capital del Imperio


Justiniano
* Campañas de Escala gráfica Romano de Oriente. ¿Sobre qué
Justiniano 400 800 km
territorios se extendía la autoridad del
emperador de Oriente?

Digitalizado por Sergio A. Vegas 185

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