Primeros Pobladores de la Tierra
Primeros Pobladores de la Tierra
La "Prehistoria"
H (+INFO)
34
Digitalizado por Sergio A. Vegas
CONCEPTOS CLAVE
Primeras Periodización
u
sociedades humanas Proceso de
Lenguaje hominización
(+INF0)
Periodización
El h o m b r e , c o m o especie, surgió hace alrededor de cuatro m i l l o n e s de años
en la región de Etiopía, e n el c o n t i n e n t e a f r i c a n o . M u y l e n t a m e n t e estos p r i -
ERAS G E O L Ó G I C A S
meros seres h u m a n o s f u e r o n p o b l a n d o el p l a n e t a e n su c o n j u n t o . Esta o c u -
pación d e l t e r r i t o r i o fue m u y l e n t a y siguió diversos c a m i n o s . L a búsqueda y
ocupación de estos nuevos espacios dependió, por l o general, de las necesida- Era Duración
des a l i m e n t i c i a s de los grupos h u m a n o s y, también, de las posibilidades técni-
cas para superar dificultades. L a h i s t o r i a de la o c u p a c i ó n del espacio terrestre Precámbrica
4 . 5 0 0 a 5 4 0 m i l l o n e s d e años
antes d e l p r e s e n t e .
es, entonces, l a de c ó m o los grupos h u m a n o s se r e l a c i o n a r o n c o n la naturale-
za y la m o d i f i c a r o n . 5 4 0 a 2 5 0 m i l l o n e s d e años
Paleozoica
Pero los seres h u m a n o s n o f u e r o n los primeros seres vivos del planeta, sino antes d e l presente.
EDADES ARQUEOLOGICAS
•
antes del
presente
EDAD DE LOS
METALES
Cobre
Bronce
Hierro
EDAD DE LA PIEDRA
35
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C+INFO)
El proceso de hominización
Se d e n o m i n a proceso de h o m i n i z a c i ó n al proceso a través del c u a l la especie
La evolución de las especies h u m a n a se formó y c a m b i ó hasta tener las características actuales. C o m p r e n d e
El pionero en brindar una teoría sobre tanto cambios biológicos, es decir, m o d i f i c a c i o n e s físicas que gradualmente dis-
la evolución de las especies fue Charles t i n g u i e r o n a l a especie h u m a n a hasta llegar a la f o r m a biológica actual, c o m o
Darwin (1809-1882), naturalista inglés características culturales.
que se dedicó a la observación de
Según la t e o r í a de l a e v o l u c i ó n , f o r m u l a d a p o r p r i m e r a v e z p o r C h a r l e s
distintas especies, quien concluyó que
D a r w i n (+ INFO), las especies s u f r e n m o d i f i c a c i o n e s b i o l ó g i c a s a l o largo d e l
estas variaban según épocas y lugares
t i e m p o . Estas m o d i f i c a c i o n e s o m u t a c i o n e s están r e l a c i o n a d a s c o n c a m b i o s
a partir de su adaptación al medio.
e n el m e d i o a m b i e n t e e n el que v i v e n . ¿ C ó m o se p r o d u c e n esas m o d i f i c a c i o -
Sus posturas fueron recogidas por la
nes? Los i n d i v i u o s de u n a especie presentan diferencias en sus características.
comunidad científica y, actualmente,
A l g u n a s de esas v a r i a n t e s s o n p o s i t i v a s , p o r q u e les p e r m i t e n v i v i r e n deter-
con algunas variaciones y observaciones
m i n a d o s a m b i e n t e s . C u a n d o o c u r r e n c a m b i o s e n el a m b i e n t e , se p r o d u c e l a
a la teoría original, todos los científicos
selección de a q u e l l o s i n d i v i d u o s c o n las mejores a d a p t a c i o n e s , es decir, c o n
siguen sus postulados.
las características que les p e r m i t e n v i v i r y sobrevivir e n él. Los organismos que
s o b r e v i v e n a los c a m b i o s s o n los más aptos y podrán r e p r o d u c i r s e e n m a y o r
c a n t i d a d . Así, e n las siguientes generaciones, más i n d i v i d u o s de l a p o b l a c i ó n
irán p r e s e n t a n d o esa característica que les p e r m i t i ó s o b r e v i v i r a sus p r o g e n i -
Glosario tores. D e esta m a n e r a , algunas especies se t r a n s f o r m a n y se a d a p t a n a nuevas
c o n d i c i o n e s , y otras desaparecen.
* Primates: Mamíferos con D e a c u e r d o c o n las i n v e s t i g a c i o n e s de los especialistas, l a especie h u m a n a
extremidades terminadas en cinco surgió a partir de la evolución de u n a rama particular de los p r i m a t e s , llamados
dedos, con el pulgar oponible a los h o m í n i d o s . E l proceso de h o m i n i z a c i ó n c o m e n z ó , hace u n o s cuatro m i l l o n e s
demás dedos, lo que les permite de años, c u a n d o los bosques d e l África o r i e n t a l se t r a n s f o r m a r o n e n sabanas
agarrar objetos; y los ojos en la parte semidesérticas. Los p r i m i t i v o s h o m í n i d o s que h a b i t a b a n esas sabanas sufrieron
central de la cabeza, lo que posibilita paulatinos cambios biológicos que les p e r m i t i e r o n adaptarse a las nuevas c o n -
una visión periférica. De los primates d i c i o n e s ecológicas. P r i m e r o , a s u m i e r o n u n a posición erguida, que les p o s i b i -
evolucionaron distintos tipos de monos litaba u n a m a y o r v i s i b i l i d a d entre los pastizales altos y que liberaba sus patas
(chimpancés, gorilas y orangutanes) y delanteras, que se t r a n s f o r m a r o n e n m a n o s para manejar objetos. Además, su
el hombre. rostro se a p l a n ó y, c o m o c o n s e c u e n c i a , sus ojos q u e d a r o n u b i c a d o s de m a n e -
* Sabana: Llanura extensa ubicada ra f r o n t a l , l o que les permitió u n a mejor visión periférica. Por último, su capa-
en climas tropicales, con vegetación c i d a d craneal a u m e n t ó y su cerebro fue capaz de operaciones c o m p l e j a s que,
herbácea y árboles dispersos, cuya j u n t o c o n el desarrollo de sus cuerdas vocales, f a c i l i t a r o n el paso de los sonidos
altura no supera los diez metros. articulados al desarrollo del h a b l a c o m p l e j a .
Generalmente, son zonas de transición
entre bosques y estepas.
Australopiteco
La e v o l u c i ó n de
los h o m í n i d o s .
Homo
sapiens
Los primeros h o m í n i d o s
Referencias
A Océano • Australopiteco
Glacial Ártico Homo habilis
• Homo erectus Si ingresan al sitio w w w . y o u t u b e . c o m ,
. Hombre de Neanderthal y en su buscador tipean "La guerra del
f u e g o " , encontrarán fragmentos de la
película de ese nombre, dirigida por Jean
jacques A n n a u d . A n a l i c e n : ¿Qué ramas
de la hominización están presentes?
i
¿En qué se distinguen una de la otra?
¿Qué importancia tiene el fuego para los
personajes? ¿Cómo se relacionan con el
medio ambiente y entre ellos?
Océano
[Atlántico
Escala gráfica
0 2.000 4.000 km
" I I I I
(+INF0)
En constante movimiento
la búsqueda de a l i m e n t o s , los g r u p o s h u m a n o s f u e r o n , p a u l a t i n a m e n t e ,
La d a t a c i ó n de los restos
p o b l a n d o distintas partes del globo. C o m o l a fuente de a l i m e n t o tenía u n lími-
La mejor forma de datar restos
itural, los grupos h u m a n o s n o podían ser m u y grandes, se cree q u e estaban
orgánicos antiguos, es decir, determinar
compuestos, e n general, p o r entre v e i n t e y sesenta personas, y n i n g ú n g r u p o
su antigüedad, es mediante la técnica
superaba las cien personas. Es posible que, e n varios m o m e n t o s y de manera per-
de medición por c a r b o n o 14. El
:-.ente, estos se d i v i d i e r a n y buscaran por caminos distintos sus fuentes de ali-
carbono 14 es un radioisótopo (los
tos. Se supone que las distintas corrientes h u m a n a s fueron p o b l a n d o , de esta
isótopos son átomos de un mismo
manera, los diversos espacios.
elemento químico que tienen distinta
Esta o c u p a c i ó n d e l t e r r i t o r i o e r a m u y p a r t i c u l a r , y a q u e estos g r u p o s
masa; por extensión, un radioisótopo
nanos eran n ó m a d e s . Cada u n o ocupaba u n territorio familiar, c o n o c i -
es un isótopo radioactivo), que se
d o , de m a n e r a t e m p o r a r i a , y se trasladaba d e n t r o de él según l a d i s p o n i b i l i -
encuentra en todos los seres vivos.
dad de agua, a l i m e n t o y abrigo, e n las distintas épocas d e l a ñ o .
Cuando un ser vivo muere, la cantidad
E n u n p r i n c i p i o , los h o m b r e s b u s c a b a n a b r i g o e n f o r m a c i o n e s naturales,
de carbono 14 que contiene su
c o m o cuevas o l o m a d a s . L e n t a m e n t e , c o m e n z a r o n a u t i l i z a r , según el m e d i o
organismo se va desintegrando a una
en e l q u e vivían, algunas v i v i e n d a s p r e c a r i a s , elaboradas c o n pieles de a n i -
velocidad estable (se reduce a la mitad
males, rocas y ramas. Estas v i v i e n d a s podían armarse y desarmarse fácilmente.
cada 5.730 años). Si se calcula la
do e l g r u p o se trasladaba, dejaba atrás ramas y rocas, y t r a n s p o r t a b a las
cantidad de carbono 14 que contenía
—.•eles utilizables. M u c h o s de esos elementos, q u e q u e d a b a n c u a n d o los grupos
el organismo al momento de morir y
a b a n d o n a b a n u n lugar, f u e r o n los que p e r m i t i e r o n que los arqueólogos recons-
se conoce la que actualmente posee, es
fcuyeran c ó m o vivían esos primeros seres h u m a n o s (+ INFO).
posible establecer la fecha en que un
organismo murió y, por lo tanto,
su antigüedad.
Difusión del h o m o sapiens e n el planeta
175 Referencias
• Restos fósiles del Australopiteco (-4.000.000 a - 1.600.000)
Océano Difusión del Homo erectus (-180.000 a -50.000)
í • Restos fósiles del Hombre de Neanderthal (-120.000 a-30.000)
Glacial Ártico Difusión del Homo sapiens
Océano
Pacífico
D u r a n t e e l Paleolítico, los h o m b r e s
construían v i v i e n d a s d e s m o n t a b l e s ,
q u e p o d í a n ser t r a s l a d a d a s c u a n d o
c a m b i a b a n d e habitat.
Escala gráfica
) 2.000 , ' 4 . 0 0 0 km
I I I ~< •••
Un hombre enciende
el f u e g o m e d i a n t e la
técnica d e la f r o t a c i ó n .
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las formas de organización social ACTIVIDADES
C o m o y a v i e r o n , el límite natural a la d i s p o n i b i l i d a d de alimentos f u n c i o n a b a /
c o m o freno para el c r e c i m i e n t o de la población h u m a n a . Los hombres y muje- Conceptos y relaciones
res del Paleolítico vivían en grupos n o m u y grandes, llamados b a n d a s .
Las bandas estaban integradas p o r n o más de c i e n i n d i v i d u o s , relacionados
entre sí a través de vínculos de parentesco. Podían tener u n jefe, probablemen- 1 O r g a n i c e n la información sobre
te u n líder c o n o c e d o r de las fuentes de a l i m e n t o s . Su liderazgo era i n f o r m a l y el período Paleolítico en una red
podía ser reemplazado p o r otro líder que guiara mejor al grupo en sus activida- conceptual, de acuerdo con el siguiente
des de subsistencia. esquema.
Dentro de estos grupos h u m a n o s existían algunos m i e m b r o s que n o podían 2. Indiquen, sobre las flechas, las
proveerse de a l i m e n t o s p o r sí m i s m o s : los n i ñ o s . Los m i e m b r o s a d u l t o s d e l relaciones entre los distintos conceptos.
grupo los a l i m e n t a b a n y c u i d a b a n hasta que estaban e n c o n d i c i o n e s de colabo-
rar en la búsqueda de alimentos.
Nómades Organización
Los h o m b r e s y mujeres d e l Paleolítico n o vivían m u c h o s a ñ o s ; se c a l c u l a social
que su esperanza de v i d a " se h a l l a b a entre los t r e i n t a y cuarenta años, dadas
¡as duras c o n d i c i o n e s de v i d a y alimentación. Además, las actividades cazado-
-¿5 los hacían m u y propensos a tener accidentes, a causa de los cuales morían o
quedaban m u t i l a d o s . Los i n d i v i d u o s demasiado heridos, enfermos o viejos que
•ir
PALEOLITICO
no podían seguir al grupo e n su m o v i m i e n t o constante, es probable que fueran
dejados atrás.
Cazadores- Herramientas
recolectores
Blctividades sociales
búsqueda d e a l i m e n t o s era u n a a c t i v i d a d grupal, que realizaban todos los
m i e m b r o s d e l g r u p o e n c o o p e r a c i ó n . Para la caza, el g r u p o rodeaba la m a n a -
da a cazar, i n t e n t a n d o separar u n o o varios i n d i v i d u o s del c o n j u n t o ; algunos
hombres producían sonidos para dirigir los animales h a c i a otros cazadores del
erupo, que les daban muerte. E n otra partida de caza, las funciones de los parti- Glosario
cipantes podían cambiarse entre sí.
E n el Paleolítico n o existía u n a división d e l trabajo o especialistas; t o d o s * Esperanza de vida: Cantidad de años
s miembros del g r u p o p a r t i c i p a b a n de la a c t i v i d a d p r i n c i p a l : la búsqueda de promedio que se espera que viva una
itos, refugio y agua. Probablemente, existió u n a d i v i s i ó n s e x u a l de las persona en una sociedad determinada.
s. es decir que h o m b r e s y mujeres cumplían distintas f u n c i o n e s . Se cree
oae la caza era u n a a c t i v i d a d m a s c u l i n a y las mujeres se dedicaban a cuidar de
ta campamentos, de los n i ñ o s , los ancianos y los enfermos del grupo, y de la
• c a e c c i ó n de frutos en las cercanías de los campamentos.
A n i m a l e s d e c a z a p i n t a d o s e n las p a r e d e s d e u n a c u e v a .
T ó t e m e n S t a n l e y Park,
Vancouver, Canadá.
Los g r u p o s h u m a n o s
d e l Paleolítico a d o r a b a n
animales y objetos
d e la n a t u r a l e z a q u e
s i m b o l i z a b a n distintas
cualidades, c o m o p o r
e j e m p l o , la f u e r z a
y el v a l o r .
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3. El período Neolítico
Durante este período se produjo una transformación fundamental
en la historia de la humanidad: la aparición de la agricultura y
la domesticación de animales. Estas transformaciones implicaron
también cambios en la organización social y en los patrones
de asentamiento de los grupos humanos.
La "revolución" neolítica
E n e l p e r í o d o Neolítico, l a h u m a n i d a d p r o d u j o u n c a m b i o trascendental e n su
Glosario
relación c o n e l m e d i o . L a invención de l a agricultura y l a ganadería convirtió a
los seres h u m a n o s e n productores, es decir, e n creadores de a l i m e n t o s . Esto sig-
* Glaciación: Período de formación de
n i f i c a que los hombres n o se l i m i t a b a n a aprovechar l o que les ofrecía el m e d i o ,
inmensas masas de hielo (glaciares)
s i n o que intervenían e n el proceso de producción.
que invadieron grandes extensiones
Los investigadores utilizan el concepto de domesticación de plantas y anima-
de tierra. Durante la última glaciación,
les para referirse a este proceso. La domesticación i m p l i c a la producción, a v o l u n t a d
que duró alrededor de 100.000 años
del h o m b r e - a u n q u e c o n las limitaciones naturales del período-, e n primer lugar,
y terminó hace aproximadamente
de cantidades de alimentos y, e n segundo lugar, de modificaciones de las especies
10.000 años, hielos del Polo Norte
domesticadas (por ejemplo, producir espigas de trigo c o n más granos o mejorar l a
ocuparon casi toda Europa y gran
calidad de la leche y la carne de los rebaños a través de distintos tipos de pasturas).
parte de América del Norte.
Este c a m b i o fue t a n i m p o r t a n t e que m u c h o s autores se refieren a este período
de transformación c o m o revolución neolítica.
Espacio y tiempo
Las p r i m e r a s f o r m a s de agricultura a p a r e c i e r o n h a c e a l r e d e d o r de 1 0 . 0 0 0
a ñ o s a. C . e n l a región c o n o c i d a c o n e l n o m b r e de Media L u n a Fértil, e n e l
África y A s i a , e n l o s valles de l o s ríos N i l o , Tigris y Eufrates. M u y l e n t a m e n -
te, l a a g r i c u l t u r a se e x t e n d i ó p o r e l resto de las regiones africanas y asiáticas y
por Europa. Sin embargo, la agricultura coexistió durante m u c h o tiempo c o n
las prácticas cazadoras-recolectoras e n distintos espacios geográficos. De h e c h o ,
hasta el día de hoy, e n algunas regiones todavía existen grupos h u m a n o s dedica-
A p a r i c i ó n y d i f u s i ó n d e la agricultura
en Asia, el África y Europa dos, casi exclusivamente, a esas actividades económicas.
Los investigadores e x p l i c a n que l a a g r i c u l -
tura se i n i c i ó e n esa región p o r q u e era p a r t i -
Mar Negro c u l a r m e n t e apta, gracias a l a f e r t i l i d a d de sus
suelos, l a d i s p o n i b i l i d a d de agua y e l c l i m a
t e m p l a d o q u e l a caracterizó l u e g o de l a últi-
m a glaciación . E n otros lugares del g l o b o , e n
c a m b i o , l o s c l i m a s fríos p e r s i s t i e r o n d u r a n t e
Mar \
Mediterráneo
más t i e m p o e i m p i d i e r o n e l d e s a r r o l l o de l a
agricultura.
Es posible que la agricultura se iniciara c o m o
u n a actividad derivada de l a recolección, debi-
d o a q u e los grupos h u m a n o s periódicamen-
Mar
Rojo Escala gráfica te volvían a lugares c o n o c i d o s , d o n d e crecían
400 SJMm
ciertos frutos e n distintos m o m e n t o s d e l año.
(
44
OINFO)
os primeros cultivos
: rimeros c u l t i v o s , p o r varias razones, f u e r o n cereales. E n p r i m e r lugar, se
Espacios nuevos y combinados
trata de plantas que crecen e n a b u n d a n c i a de m a n e r a silvestre, y su siembra,
La manera más sencilla de abrir nuevos
cuidado y recolección es relativamente sencilla. E n segundo lugar, los granos se
espacios para el cultivo fue a través
pueden almacenar p o r u n período de t i e m p o m a y o r que otros a l i m e n t o s , c o m o
del desbroce y la roza. El desbroce
frutas U h o r t a l i z a s , que se p u d r e n más r á p i d a m e n t e . E n tercer lugar, cereales
consiste en talar un conjunto de árboles
de distintos tipos, c o m o el trigo y la cebada, p u e d e n intercalarse e n su p r o d u c -
y quitar sus raíces. La roza comprende
c i ó n a l o largo d e l a ñ o (cereales de i n v i e r n o y de verano), l o que p e r m i t e u n a
la quema de manera controlada de
d i s p o n i b i l i d a d de a l i m e n t o s casi c o n s t a n t e . Por ú l t i m o , los cereales s o n u n a
algunas porciones de terreno para
i m p o r t a n t e fuente de proteínas e h i d r a t o s de c a r b o n o . U n a c a n t i d a d d e t e r m i -
eliminar pastos y arbustos. Estas técnicas
nada de cereales cubre mejor las necesidades a l i m e n t a r i a s de las personas que
permiten "limpiar" un terreno para
i m i s m a c a n t i d a d de frutas y hortalizas. Por ese m o t i v o , los cereales t i e n e n u n
luego sembrarlo.
mayor r e n d i m i e n t o por espacio c u l t i v a d o que otras especies vegetales, es decir,
Durante miles de años, no se utilizó
un espacio c u l t i v a d o c o n cereales puede cubrir las necesidades de alimentación
ningún tipo de fertilización de la tierra.
de más personas que ese m i s m o espacio c u l t i v a d o c o n otras especies.
Eso hacía que, luego de algunos años de
Lentamente, el c u i d a d o progresivo de las especies vegetales fue modificándo-
cultivo, las tierras fueran abandonadas
las y haciéndolas más fuertes, es decir, más resistentes a las variables climáticas
ya que perdían su fertilidad. Al cabo
las rendidoras, al lograr que cada espiga p r o d u j e r a m a y o r c a n t i d a d de gra-
de algún tiempo de descanso, es decir,
- :s. Esta modificación, probablemente, se p r o d u j o al seleccionar, e n el m o m e n -
de no utilizarlas para cultivar y permitir
t o de la recolección, los granos más fuertes y mejores para ser sembrados e n l a
el crecimiento de hierbas silvestres, la
siguiente t e m p o r a d a . Así, la h u m a n i d a d c o m e n z ó a m o d i f i c a r sensiblemente el
fertilidad se reconstituía y podían ser
espacio d o n d e habitaba. C o m o parte de ese proceso, f u e r o n abriéndose nuevos
usadas nuevamente para el cultivo. En
terrenos para el c u l t i v o , t a l a n d o y q u e m a n d o bosques para sembrar más semi-
los años de descanso, esas tierras eran,
llas en u n territorio más a m p l i o (+ INFO).
probablemente, ocupadas por animales
salvajes o bien por rebaños de
animales domesticados. Es así c o m o
Los inicios de la ganadería
la agricultura se c o m b i n a b a con la
lifícil precisar cuándo l a h u m a n i d a d comenzó a practicar l a r e p r o d u c c i ó n y
ganadería.
c r í a de animales para l a alimentación c o m o u n a a c t i v i d a d e c o n ó m i c a precisa,
l o s restos de animales encontrados en campamentos y aldeas p u e d e n correspon-
M á s hembras que machos
der a la caza y n o son indicios seguros de domesticación.
Para asegurarse la reproducción de los
Sin embargo, las investigaciones p e r m i t e n afirmar que los primeros animales
rebaños de animales, los humanos del
d : mesticados f u e r o n los perros, durante el período Paleolítico. Estos animales,
Neolítico privilegiaban el cuidado
lirroñeros también, probablemente se acercaban a los c a m p a m e n t o s y c o m e n -
de las hembras y mataban a los machos
z a r o n así a v i v i r j u n t o a los h u m a n o s . Es posible que los grupos h u m a n o s los
para alimentarse. Para que un rebaño
hayan utilizado para rastrear las piezas de caza.
se reproduzca o crezca en su tamaño,
Los especialistas creen que los i n i c i o s de l a ganadería p u e d e n haber sido acci-
es más importante tener hembras que
dentales. Es probable que esta a c t i v i d a d h a y a c o m e n z a d o c u a n d o los h o m b r e s
machos, dado que un solo macho puede
empezaron a atraer animales medianos, c o m o ovejas o cabras, hacia los campa-
preñar a varias hembras.
mentos, d o n d e seleccionaban, entre los machos o los más viejos, a los que i b a n
; matar para alimentarse, protegiendo a las hembras y a los jóvenes para que se
reprodujeran (+ INFO). Más tarde, c o m e n z a r o n a cuidar los rebaños, poniéndolos
i salvo de otros depredadores y p r o m o v i e n d o su reproducción. Es posible que
; n ese m o m e n t o , además de l a carne, c o m e n z a r a n a aprovecharse la leche y las
pieles de los animales.
Las viviendas
A l establecerse de manera permanente e n u n lugar, los gmpos h u m a n o s c o m e n -
zaron a construir viviendas c o n otras finalidades y c o n otros elementos. Las hicie-
r o n más sólidas, y a que se esperaba que duraran más t i e m p o . Según la d i s p o n i b i -
l i d a d de elementos naturales se u t i l i z a r o n troncos y piedra para los c i m i e n t o s y
las paredes, y paja o h e n o para los techados. También se usaron diversos tipos de
tierra (barro, arcilla, etc.) para fijar la f o r m a de las paredes y techados, y u n i r los
elementos de madera o piedra.
Piedras p u l i d a s q u e , sujetas
a un mango de madera,
eran utilizadas p o r los p r i m e r o s
a g r i c u l t o r e s p a r a r o t u r a r la t i e r r a .
La a r q u e o l o g í a e x p e r i m e n t a l r e a l i z a r e c o n s t r u c c i o n e s d e las f o r m a s
d e v i d a d e las p r i m e r a s s o c i e d a d e s h u m a n a s . E n e s t a f o t o se o b s e r v a
la r e c o n s t r u c c i ó n d e v i v i e n d a s d e u n a a l d e a neolítica.
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ACTIVIDADES
Diferentes trabajos
El desarrollo de la a g r i c u l t u r a y la ganadería, j u n t o c o n el establecimiento de Cambios y permanencias
patrones de a s e n t a m i e n t o p e r m a n e n t e s , p r o v o c a r o n q u e p a u l a t i n a m e n t e se
rollara u n a especialización de las tareas que llevó a u n a m a y o r división 1. Lean atentamente el siguiente texto.
del trabajo.
" E l h o m b r e tuvo que i n v e n t o r
La agricultura y la ganadería requerían de trabajos distintos, espaciados a l o
h e r r a m i e n t a s especiales p a r a l a
largo del año en m o m e n t o s de m a y o r y m e n o r trabajo. L a agricultura i m p l i c a -
a g r i c u l t u r a . L a a z a d a de m a d e r a p a r a
ba varios m o m e n t o s de intenso trabajo: la preparación de la tierra y la siembra,
l a b r a r l a tierra; l a h o z de m a d e r a o
y en segundo lugar, la cosecha. Luego, dejaban que los animales domésticos,
de hueso p a r a segar los cereales; el
iecir, el ganado m e n o r y las aves de corral, ingresaran a la tierra agrícola a
m o l i n o de m a n o , p a r a triturarlos. Los
alimentarse de los restos, llamados "rastrojos". U n a vez finalizada la cosecha se
cereales h a b r í a n de ser a l m a c e n a d o s
procedía a la t r i l l a , proceso m e d i a n t e el c u a l se separan los granos de las espi-
y cocinados lentamente; así n a c i ó l a
J n a parte de los granos se guardaba para la siguiente cosecha y la otra se
técnica de l a alfarería. Así pues, e n
molía. La m o l i e n d a consistía e n secar el grano y luego m a c h a c a r l o hasta obte-
el Neolítico, el h o m b r e incrementó el
ner h a r i n a c o m o f o r m a de conservar el a l i m e n t o .
número de h e r r a m i e n t a s . El c a m b i o
E n los m o m e n t o s del año de m e n o r trabajo agrícola y ganadero, los hombres
en l a f o r m a de v i d a del h o m b r e era
¿el Neolítico desarrollaban u n a gran variedad de trabajos, necesarios para el
propicio a los inventos. Los ratos de
sostenimiento del grupo; entre ellos, la fabricación y reparación de h e r r a m i e n -
ocio c o n que se a l t e r n a b a el trabajo
tas la construcción y reparación de viviendas, la búsqueda de bienes recolecta-
en l a a g r i c u l t u r a p r o p o r c i o n a b a n
bles (pesca, tala, etc.), la conservación de alimentos y la m a n u f a c t u r a textil.
tiempo para l a actividad inventiva.
Kara fabricar vestimentas, los h o m b r e s d e l Neolítico u t i l i z a b a n fibras vege- El h o m b r e , a d e m á s , h a b í a a d q u i r i d o
tales o lanas de a n i m a l e s . C o n esos materiales p r i m e r o creaban h i l o s , d e s h i - el h á b i t o de c o n t r o l a r l a n a t u r a l e z a
l a c l i a n d o y estirando las fibras vegetales o animales c o n dos dedos; luego d e l en beneficio propio, u n hábito que
h i l a d o , se realizaba el tejido de las prendas. M u c h a s veces los tejidos eran teñi- lo estimularía en l a búsqueda de
dos c o n fibras vegetales. ulteriores perfeccionamientos".
S a m u e l L i l l e y . Hombres, máquinas e historia,
M a d r i d , A r t i a c h , 1973 (adaptación).
Una división del trabajo más compleja
2. H a g a n una lista con las herramientas
C o n el t i e m p o , cada habitante del p o b l a d o fue desarrollando u n a especialidad;
mencionadas en el texto. A g r e g u e n a
r o r ejemplo, el trabajo de la madera o d e l m e t a l para fabricar herramientas, el
la lista otras herramientas del período
trabajo c o n arcilla para fabricar vasijas, etcétera.
Neolítico mencionadas en este capítulo.
Esta e s p e c i a l i z a c i ó n se relaciona í n t i m a m e n t e c o n u n a m a y o r división del
3. M e n c i o n e n tres razones propuestas
trabajo, que ya n o era solamente sexual, c o m o en el Paleolítico, sino por oficios.
por el autor para explicar la aparición de
Así aparecieron los alfareros, los cesteros, los techistas, los artesanos del metal y
herramientas durante el Neolítico.
la madera, etc. Estas especializaciones se c o m b i n a b a n siempre c o n la agricultura
i . Expliquen la relación entre
ganadería, es decir que las personas eran, a la vez, campesinos y artesanos.
la invención y el uso de nuevas
herramientas y la división del trabajo
propia del período.
D u r a n t e el N e o l í t i c o ,
los h o m b r e s y m u j e r e s
tejían e n t e l a r e s m a n u a l e s
M o r t e r o d e p i e d r a . Para realizar
la m o l i e n d a , l o s a g r i c u l t o r e s
neolíticos u t i l i z a b a n a r t e f a c t o s ,
c o m o el d e esta i m a g e n u
otros más s i m p l e s , c o m p u e s t o s
por una piedra chata sobre
la q u e t r i t u r a b a n los g r a n o s
golpeándolos c o n otra piedra.
C a m b i o s e n la población a l d e a n a
Las primeras aldeas neolíticas eran m u y pequeñas y, p r o b a b l e m e n t e , alberga-
b a n n o más de diez familias que c o o p e r a b a n entre sí. C o n el paso d e l t i e m p o
y el a f i a n z a m i e n t o de las actividades p r o d u c t i v a s , la población fue creciendo,
ya que las p o s i b i l i d a d e s de crear y almacenar a l i m e n t o así l o permitían. Poco
a p o c o , las aldeas f u e r o n a u m e n t a n d o de t a m a ñ o y c o m e n z a r o n a relacionar-
se entre sí c o m o unidades distintas, m u c h a s veces a través del i n t e r c a m b i o de
su producción. Progresivamente, dejaron de ser autosuficientes y necesitaron
recurrir, cada vez más, al intercambio de productos c o n otras aldeas, especial-
mente para conseguir materiales c o m o sílex, cobre, estaño y ámbar.
E l a u m e n t o de la población y la especialización de trabajos p r o d u j e r o n que
algunas personas desarrollaran aún más su especialidad y dejaran de trabajar
en la producción de alimentos, especialmente en el caso de los artesanos meta-
lúrgicos y ceramistas. Así, los p r o d u c t o r e s de a l i m e n t o s debían generar u n a
c a n t i d a d suficiente para alimentar n o solo a los que n o podían trabajar p o r su
edad (niños y ancianos), sino t a m b i é n a los que n o producían sus propios ali-
mentos, c o m o los artesanos.
Las p r i m e r a s c i u d a d e s
Las primeras ciudades surgieron e n la región de la M e d i a L u n a Fértil. Existen
diversas teorías acerca del origen de estas ciudades. Algunos investigadores supo-
n e n que su formación se relacionó c o n la necesidad de emprender trabajos de
riego mayores - p o r ejemplo, la construcción de canales en la M e s o p o t a m i a asiá-
t i c a - que necesitaban la colaboración de varias aldeas para concretarse. Otros
v.uir iui.aTnvvju.\.".Uicx;ü.iítprip<; se fueron f o r m a n d o , en f o r m a gradual, a partir de
J
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« CONCEPTOS CLAVE
Excedentes Ciudades
Aldeas G r u p o s sociales
Cambios en la alimentación
da e n las aldeas y ciudades neolíticas era, considerablemente, menos acci- Los primeros cereales que cultivaron
dentada que d u r a n t e el período Paleolítico. L a producción de a l i m e n t o s , que los seres humanos fueron el trigo y la
?odía incrementarse a m e d i d a que la población aumentaba su tamaño, otorgaba cebada. Los investigadores calculan
un abastecimiento más variado y constante de bienes, que permitían u n a mejor que hacia el 12.000 a . C , en Egipto se
ilimentación (+ INFO). De este m o d o , la expectativa m e d i a de v i d a se extendió comenzó a fabricar harina machacando
algunos años. Las personas más ancianas y aquellos c o n alguna dificultad física semillas con piedras. C o n esas semillas
rxidieron ser alimentados, al igual que los niños, gracias a la producción de la mezcladas con paja, partículas minerales
población activa . y agua se elaboraron los primeros panes,
cocidos entre piedras previamente
calentadas. En distintas regiones de Asia
y el África se cultivaron arvejas, hortalizas
y arroz. En la medida en que los
hombres dominaron la producción de
Pintura rupestre de
caballos, toros y ciervos, plantas, se dedicaron a la domesticación
e n la c u e v a d e L a s c a u x , de animales para aprovechar la leche
Francia. y la carne. En un largo proceso que se
extiende, aproximadamente, entre el
10.000 a.C. y el 1500 a . C , se produjo
la domesticación de cerdos, ovejas,
cabras, vacunos, caballos y aves de
corral.
Hachas de bronce
d e l p e r í o d o Neolítico
Las autoridades
E n las aldeas neolíticas surgieron autoridades o jefes, probablemente personas
ancianas o sabias, que conocían los ciclos agrícolas y los rituales religiosos para
invocar la fertilidad de las plantas y los animales. Inicialmente estas autoridades
trabajaban c o m o campesinos, a la par del resto de la aldea. S i n embargo, el creci-
m i e n t o de la población y de la producción aldeana permitió que algunas perso-
nas se alejaran de la producción y se dedicaran a otras funciones, mientras eran
sostenidos p o r los excedentes* que producía el resto de la aldea.
E n las ciudades, las autoridades p r o b a b l e m e n t e t u v i e r a n su o r i g e n e n los
sacerdotes, especialistas religiosos, y a que era e n los templos y lugares de culto
d o n d e se a l m a c e n a b a n los bienes excedentes. Las funciones de las autoridades
urbanas eran velar por el bienestar del c o n j u n t o de la población, a través de los
cultos religiosos, la organización de trabajos comunes y la provisión de la defen-
sa de la ciudad.
E n la d é c a d a d e 1 9 5 0 , el a r q u e ó l o g o británico j a m e s M e l l a a r t descubrió
los r e s t o s d e la c i u d a d neolítica d e C a t a l H ü y ü k , e n la a c t u a l Turquía.
^ v ^ W m n ' X ^ **** " Se t r a t a b a d e u n a c i u d a d m u y p e c u l i a r , y a q u e las casas se a p r e t a b a n
unas c o n t r a otras, sobre u n a ladera. Todas eran rectangulares, c o n
t e c h o s p l a n o s y n o tenían p u e r t a d e e n t r a d a . Se accedía a ellas
p o r m e d i o d e u n a e s c a l e r a d e m a n o . Se c r e e q u e
sus h a b i t a n t e s la c o n s t r u y e r o n d e e s a m a n e r a
p o r r a z o n e s d e f e n s i v a s , d a d o q u e así n o ... ,¡ - ¡
tuvieron q u e amurallarla. j-rv^"
El poblamiento americano
El p o b l a m i e n t o americano se p r o d u j o durante el último período glacial. E n ese
m o m e n t o , l a temperatura m e d i a de la Tierra disminuyó de m a n e r a significati-
va, l o cual provocó que u n a parte m a y o r de agua se congelara y descendiera así
el n i v e l del mar. C u a n d o esto ocurrió, algunas zonas que antes estaban cubier-
tas de agua p u d i e r o n ser recorridas a pie p o r las personas, c o m o p o r ejemplo el
espacio que h o y ocupa el estrecho d e B e r i n g .
A l o largo de la franja de tierra descubierta del estrecho de Bering, se formó
u n paso terrestre que fue transitado p o r personas que, p r o v e n i e n t e s de A s i a ,
pasaron a América, probablemente e n búsqueda de manadas de animales para
cazar. Este p o b l a m i e n t o se p r o d u j o e n oleadas, es decir, por grupos sucesivos de
personas que ingresaron a l continente, e n u n l a r g o p r o c e s o que comenzó alre-
dedor de 40.000 años atrás y c u l m i n ó hace 10.000 años.
Bastante más tarde, hace alrededor de 3.000 años, y a pasado el período de
g l a c i a c i o n e s y c u a n d o e l estrecho de B e r i n g estaba n u e v a m e n t e bajo agua,
otros grupos de personas l l e g a r o n a América, e n embarcaciones, a través d e l
océano Pacífico.
E n América se desarrollaron culturas que n o t u v i e r o n c o n t a c t o a l g u n o c o n
las d e l resto del m u n d o hasta l a llegada de los españoles, e n el siglo xv.
Rutas migratorias hacia
y dentro de América
La ocupación del continente
El perído c o m p r e n d i d o desde la llegada d e l h o m b r e a
Océano Glacial Ártico América y su difusión e n e l c o n t i n e n t e es c o n o c i d o c o m o
p e r í o d o P a l e o i n d i o . Los g r u p o s h u m a n o s e r a n e n t o n c e s
c a z a d o r e s - r e c o l e c t o r e s . Es m u y probable que la ocupación
del c o n t i n e n t e siguiera los pasos de las manadas de grandes
animales, c o m o m a m u t s y bisontes. C o m o e n el norte el frío
era m u y intenso, las manadas y los seres h u m a n o s siguieron
a v a n z a n d o h a c i a el Sur, p o b l a n d o las llanuras templadas de
lo que h o y son los Estados U n i d o s . La migración de los ani-
Océano
Atlántico males se d e t u v o e n América C e n t r a l ; s i n embargo, algunos
grupos h u m a n o s siguieron m i g r a n d o y p o b l a n d o l e n t a m e n -
te t o d o el c o n t i n e n t e .
Océano
Pacífico El p o b l a m i e n t o d e t o d o e l c o n t i n e n t e fue u n proceso
AMERICA
m u y lento, que duró miles de años. Los restos h u m a n o s más
DEL SUR
antiguos de Mesoamérica datan de hace 22.000 años, aproxi-
OCEANÍA m a d a m e n t e . E n la z o n a a n d i n a , los restos más antiguos tie-
n e n alrededor de 11.000 a ñ o s . Restos de esa antigüedad se
h a n e n c o n t r a d o también e n el sitio Agua de l a C u e v a , e n la
p r o v i n c i a de M e n d o z a , e n la A r g e n t i n a . Los últimos grupos
migrantes se instalaron e n Tierra del Fuego hace, aproximada-
mente, 8.000 años.
[Reí Escala gráfica
tiento de pooJacióny 5.000
54
período Paleoindio
js inicios del período Paleoindio, los grupos h u m a n o s sobrevivían gracias a
b caza de grandes animales, c o m o m a m u t s y bisontes. Estos animales se e x t i n -
: o n rápidamente, probablemente p o r u n a combinación de cambios climáti-
cos y predación de los hombres. Los animales cazados a partir de entonces eran
más pequeños, c o m o vicuñas o guanacos, probablemente en variedades d i s t i n -
tas de las actuales. Esta actividad siempre se c o m b i n a b a c o n la r e c o l e c c i ó n de
Esqueleto de un m a m u t
frutos y semillas silvestres, así c o m o de huevos.
A l igual que los cazadores-recolectores asiáticos, africanos y europeos, los
robladores del período P a l e o i n d i o eran n ó m a d e s ; aunque esto n o significa que
m i g r a r a n p o r t o d o el c o n t i n e n t e , s i n o que d i s t i n t o s grupos se i n s t a l a r o n e n
espacios geográficos específicos. Existían grupos c a z a d o r e s - r e c o l e c t o r e s en las
regiones de l l a n u r a e n el norte (hoy Estados U n i d o s ) ; e n la región mesoameri-
.¿r.a México y Centroamérica); e n la región a n d i n a (en el actual Perú) sobre
: rulas del Pacífico; e n el sur (hoy, la Argentina, el Brasil, C h i l e ) . E n los extre-
mos del continente p r e d o m i n a b a n grupos de recolectores y pescadores.
Según las regiones, se u t i l i z a b a n c o m o v i v i e n d a s salientes rocosas (en zonas
¿Iras y cordilleranas), tiendas transportables realizadas c o n pieles (como e n el
extremo sur) o b i e n , chozas cónicas, hechas de ramas (en América Central). Es
m u y posible que cada grupo ocupara u n espacio que recorría anualmente, dete-
niéndose en diferentes lugares según las estaciones.
Estos grupos estaban o r g a n i z a d o s e n b a n d a s , de a p r o x i m a d a m e n t e v e i n t e
personas, que c o o p e r a b a n entre sí para c o n s e g u i r a l i m e n t o s y defenderse de
depredadores o de otros grupos h u m a n o s . Fabricaban sus v e s t i m e n t a s c o n ele-
mentos que a p r o v e c h a b a n de la caza, c o m o cueros y pieles, y t a m b i é n de l a
recolección, c o m o fibras vegetales, que u t i l i z a b a n m u c h a s veces - j u n t o c o n los
•endones- c o m o hilos, que cosían c o n agujas de hueso o espinas.
|: s grupos p a l e o i n d i o s d e s a r r o l l a r o n u n a i m p o r t a n t e c a n t i d a d
de h e r r a m i e n t a s , necesarias para cazar o recolectar. L a m a y o -
¡É 5
e estas herramientas estaban hechas de madera y piedra, Pintura rupestre q u e representa
v de elementos que o b t e n í a n de la caza y la pesca, c o m o ¿ g u a n a c o s e n la p r o v i n c i a d e
Santa Cruz, Argentina.
huesos, espinas y tendones, c o m b i n a d o s entre sí.
Las primeras herramientas d e l P a l e o i n d i o tenían u n a
forma particular, llamada p u n t a c l o v i s , y eran utilizadas •
para la caza de ganado mayor, c o m o mamuts, bisontes
v jabalíos americanos, que rápidamente se extinguie-
ron en el c o n t i n e n t e . F i n a l m e n t e , las h e r r a m i e n t a s
más utilizadas, c o m o los arcos y las flechas, se ade-
c u a r o n para la caza de g a n a d o m e n o r . También se
usaban las precursoras de las boleadoras, que enreda-
r a n las patas de los animales para que estos cayeran
ÍSÍ, sujetarlos y darles muerte.
_ - a h e r r a m i e n t a característica d e l P a l e o i n d i o es la l l a m a d a
' o u n t a c l o v i s " , u n a h o j a d e p i e d r a t a l l a d a p o r presión c o n u n
a n a l h a s t a la m i t a d d e la p i e z a q u e servía p a r a i n s e r t a r la p u n t a
i p a l o d e la l a n z a . Se c r e e q u e la u s a b a n p a r a c a z a r m a m u t s .
SJ n o m b r e p r o v i e n e d e la l o c a l i d a d d e C l o v i s , e n N u e v o M é x i c o
Estados U n i d o s ) , d o n d e e n 1 9 2 9 f u e r o n e n c o n t r a d a s piezas c o n
estas características.
55
Digitalizado por Sergio A. Vegas
Las regiones a n d i n a
La a g r i c u l t u r a e n América
y mesoamericana
L a a d o p c i ó n de las prácticas agrícolas y ganaderas e n América fue u n proce-
so o r i g i n a l q u e o c u r r i ó , c o n a l g u n a d i f e r e n c i a t e m p o r a l , e n dos r e g i o n e s :
M e s o a m é r i c a y la región andina.
Mesoamérica es u n a región m u y extensa que c o m p r e n d e los territorios del
centro y sur de M é x i c o , Belice, G u a t e m a l a , El Salvador y parte de H o n d u r a s .
Océano
Se trata de u n espacio que presenta u n a gran d i v e r s i d a d geográfica, climáti-
Atlántico
Norte ca, vegetal y a n i m a l , c o n t a n d o d e n t r o d e l área c o n zonas tropicales, t e m p l a -
Región -i • ^¿^'.
c
M o r t e r o d e l Neolítico a m e r i c a n o ,
l l a m a d o d e " v a i v é n " p o r su f o r m a .
56
Digitalizado por Sergio A. Vegas
(+INFO) 1. Los orígenes de la ]
organización estatal
Gobiernos vitalicios
y hereditarios
Hacia el año 3000 a. C , se organizaron los primeros Estados de la
La monarquía (del griego: "gobierno
Historia. La unión basada en las relaciones de parentesco o en
de uno solo") es la forma de gobierno de
un Estado en el que la autoridad principal la vecindad inmediata, característica de las aldeas, se transformó
está centralizada en una persona. en una unidad más amplia en la que las personas, aunque no fuesen
Generalmente, esta autoridad es vitalicia familiares ni se conocieran todas, tenían necesidades que las llevaron
y hereditaria. El gobernante recibe el a organizarse. En estos primeros Estados tuvo lugar la aparición
nombre de "rey" (del latín, rex), aunque de la escritura, innovación trascendental para la vida humana.
las denominaciones utilizadas para ese
cargo variaron según las tradiciones
locales. Por ejemplo, en Egipto recibió
el nombre de "faraón". El poder del rey
El Estado: gobierno, leyes y tributos
puede ser absoluto o limitado. Durante El Estado es u n a f o r m a de organización política y jurídica. Su existencia i m p l i -
la Antigüedad, el poder de los reyes ca la formación de u n gobierno, es decir, u n a a u t o r i d a d que se ejerce sobre u n
tuvo carácter absoluto, por lo tanto, su territorio y sus habitantes.
autoridad era incuestionable. Las primeras formas de gobierno fueron las m o n a r q u í a s . E l poder se concen-
traba e n u n a persona, el rey o m o n a r c a , q u i e n ejercía su autoridad acompañado
p o r colaboradores o funcionarios. T a m b i é n c o n t a b a c o n u n ejército, para la
defensa del territorio y para asegurar la obediencia de los habitantes si presenta-
b a n resistencias. L a autoridad del rey era incuestionable, porque se suponía que
ejercía su poder por m a n d a t o d i v i n o o que él m i s m o era u n dios (+ INFO).
Después de m u c h o s siglos f u e r o n s u r g i e n d o otros m o d o s de o r g a n i z a r los
gobiernos, c o m o la democracia, en la c i u d a d griega de Atenas, d o n d e el poder
estaba distribuido e n instituciones políticas integradas p o r varias personas.
El Estado es también u n a f o r m a de o r g a n i z a c i ó n jurídica, ya que se rige por
leyes o normas que son necesarias para la c o n v i v e n c i a de los habitantes. E n ese
sistema jurídico se establece l o que está p r o h i b i d o y los castigos ante los i n c u m -
p l i m i e n t o s . Las primeras leyes se transmitían e n f o r m a oral, pero c o n el correr
del t i e m p o , en algunos Estados, se fijaron p o r escrito.
Para sostener la organización estatal, el g o b i e r n o percibe impuestos. E n los
primeros Estados, la población debía c o n t r i b u i r a la realización de obras públi-
cas y el m a n t e n i m i e n t o de los f u n c i o n a r i o s y de los soldados, entre otras o b l i -
Para la residencia de los
gaciones. Para esos fines, tenía que entregar aportes en especie o en trabajo,
monarcas se construían
importantes palacios. Vista llamados tributo. L a organización estatal favorecía la realización de tareas,
del palacio real de Persépolis. imposibles de ejecutar en f o r m a i n d i v i d u a l . Por ejemplo, la coordinación
UE laS tempOSad&S de Siembra y de CQSecha, la construcción de acequias y
¡4 ;„ canales o el reparto de granos en épocas de h a m b r u n a .
64
•
ACTIVIDADES
A
Escritura r o m a n a Escritura g r i e g a Escritura fenicia
f Pasado y presente
• La Media Luna N
de las Tierras
Fértiles
EUROPA
Mor
Mar Negro
Caspio
o í
8
e
«9í
%
o y
áneo
\ a s i a
Egipto
Bajorrelieve e n piedra q u e representa u n
Trópico d e Cáncer
carro d e guerra, originario del palacio del rey
a s i r i o A s s u r b a n i p a l , e n N í n i v e , s i g l o vn a . C . AFRICA
Escala gráfica
0 2.000 4.000 km
I I I I
Referencia
M e d i a Luna d e las Tierras Fértiles
H o r u s , r e p r e s e n t a d o c o n la c o r o n a , q u e s i m b o l i z a
la unificación d e l A l t o y el B a j o E g i p t o .
Escena d e u n censo d e g a n a d o .
Los e s c r i b a s , s e n t a d o s , r e a l i z a n
su t a r e a s o b r e p a p i r o s , m i e n t r a s
el i n s p e c t o r se m a n t i e n e d e p i e .
Imagen d e u n a t u m b a d e Tebas.
715 a. C en adelante:
Dominación asiría,
persa, griega y r o m a n a
S e g u n d o Período
Intermedio.
ACTIVIDADES
Conceptos y relaciones
Reino Antiguo Primer Período Reino Medio Segundo Período Imperio Nuevo
Intermedio Intermedio
Etapa
Características
políticas (Estado
unificado o
descentralizado)
Características
económicas,
sociales y religiosas
b. Reflexionen sobre la evolución histórica de Egipto y el cuadro que realizaron: ¿qué relaciones pueden encontrar entre los
cambios políticos, económicos, sociales y religiosos?
2. Expliquen:
a. ¿Cuáles fueron los factores que condujeron a la aparición de períodos de descentralización estatal?
b. ¿En qué período histórico alcanzó mayor extensión el territorio controlado por los egipcios?
71
Representación d e e s c e n a s agrícolas e n el p a n e l
d e la t u m b a d e u n f u n c i o n a r i o d e la dinastía X I X .
7 2
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Comercio a Censo
larga d i s t a n c i a O r g a n i z a c i ó n social { || ® ,M *' •
La c lización social
l a sociedad e g i p c i a estaba o r g a n i z a d a e n f o r m a p i r a m i -
. liiHiiiumii
dal. E n el vértice de la pirámide del poder se encontraba el
faraón, considerado u n a d i v i n i d a d viviente, la persona más
importante de la sociedad egipcia. E l faraón concentraba la
l u t o r i d a d política, militar y religiosa. Por debajo del faraón,
-y. "
>e u b i c a b a n los sectores sociales privilegiados, que o c u -
paban los cargos d e l g o b i e r n o : funcionarios del Estado,
sacerdotes, escribas, nomarcas y jefes militares. Estos
: :ores estaban exentos del pago de tributo.
. Durante los períodos intermedios, algunos de los nomar-
cas, los gobernantes de los n o m o s que integraban el Estado
egipcio, enriquecidos por la posesión de tierras, se sintieron
1
i la altura del rey y l l e g a r o n a enfrentarse c o n él. De este
modo se provocó la disgregación estatal. I m a g e n d e u n a s a c e r d o t i s a e g i p c i a . En la
s o c i e d a d e g i p c i a la m u j e r n o e s t a b a r e l e g a d a .
Los artesanos y los comerciantes c o n f o r m a b a n u n grupo social interme-
Podía t e n e r b i e n e s p r o p i o s y si e l e s p o s o moría,
d i o . Generalmente, cumplían sus tareas e n la casa del faraón o en los templos; o c u p a b a la j e f a t u r a d e la f a m i l i a .
trabajaban la p i e d r a o la madera, o se d e d i c a b a n a la alfarería, los tejidos y la
metalurgia. Los más hábiles gozaban de mejor posición. Cocinero, cervecero
E n la base de la sociedad estaban los campesinos, que se dedicaban al cultivo y mujer moliendo granos.
mu
Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y, en
Elaboren con un compañero un panorama general de la actividad económica
el buscador del sitio, tipean: "Egipto,
y de la sociedad en el antiguo Egipto. Para realizar esta tarea:
documental sobre una de las grandes
i Relean los temas vinculados a la sociedad egipcia y su economía, civilizaciones", pueden ver un viaje
desarrollados en estas páginas. ilustrado sobre la historia y la geografía
2. Realicen un informe escrito que contenga las siguientes cuestiones: del pueblo egipcio. A n a l i c e n : las
a. La actividad económica fundamental de Egipto, la importancia del río descripciones geográficas (nombres
Nilo, sus principales productos y los tipos de comercio: el comercio a larga utilizados para designar al país y al río
distancia (quién lo controlaba, mercaderías que se importaban y exportaban), en la Antigüedad, trayecto del Nilo,
el comercio local (entre quiénes se realizaba, qué artículos se intercambiaban y zonas geográficas limítrofes y por
con qué sistema). qué los griegos llamaron " d e l t a " a la
b. La organización social: la figura social más importante, los grupos sociales, desembocadura del Nilo), la narración
las actividades que realizaban, respectivamente; la existencia de esclavos. de la evolución histórica de Egipto
c. El pago de tributos (en qué consistía, quiénes debían tributar y quiénes (períodos, ciudades capitales, faraones
mencionados). O b s e r v e n los lugares
estaban exentos). La forma en que el gobierno determinaba la cantidad de
que se destacan en el "viaje a través
tributo que debía aportar la población y con qué fines se utilizaba.
del N i l o " (pirámides, sitios funerarios,
Incluyan en el informe dibujos o imágenes alusivos.
templos, etc.). R e s p o n d a n : ¿Cuál es la
4 . Piensen y escriban un título adecuado para su trabajo.
última sorpresa del viaje? ¿Qué lugares les
gustaría conocer? ¿Por qué?
—5r^¡
73
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5. La religión del pueblo egipcio
El desierto o "tierra roja" era para los egipcios el territorio de
los difuntos. Allí se excavaban las sepulturas, se levantaban las
pirámides y los templos. La sociedad egipcia empleaba mucho
esfuerzo en tallar grandes piedras, moldear toneladas de oro y
realizar bellas pinturas y esculturas para los sitios funerarios porque,
de acuerdo con sus creencias, así se aseguraba la eternidad.
\» La Alta y \a Ba\a
M e s o p o t a m i a asiática
(+INF0)
Las ciudades-Estado d e Súmer
-„:ededor d e l a ñ o 3 0 0 0 a. C , los sumerios se asentaron en el sur de l a Baja
La escritura cuneiforme
M e s o p o t a m i a . Era u n a z o n a m u y fértil, pero que sufría constantes e irregulares
La escritura cuneiforme hace cinco mil
f u n d a c i o n e s . Los sumerios construyeron la primera red de canales y acequias
años fue la realización cultural más
rara controlarlas. Así p o s i b i l i t a r o n que u n suelo tan fértil fuera cultivado.
importante de los sumerios. Adoptada
A diferencia del pueblo egipcio, los sumerios n o f o r m a r o n u n gran Estado que
luego por todos los habitantes de la
unificara el territorio de la Baja M e s o p o t a m i a , sino que c o n f o r m a r o n pequeños
Mesopotamia, se convirtió en el sistema
:ados independientes.
utilizado durante siglos en gran parte del
Cercano Oriente. Su nombre proviene
de la forma de "cuña" que tienen
Los s u m e r i o s se o r g a n i z a r o n e n diversas ciudades-Estado. C a d a c i u d a d era
sus caracteres. Era un sistema que,
_r. Estado independiente, c o n su p r o p i o gobierno y sus propias leyes. Las ciuda-
inicialmente, se basaba en pictogramas,
:r>-Estado sumerias eran políticamente autónomas pero conservaban a f i n i d a d
es decir, dibujos que representaban cosas
cultural entre sí, porque compartían la lengua, las creencias, las costumbres y la
e ideas. Por eso también se la llamó
escritura (+ INFO).
ideográfica. Su aprendizaje era muy difícil,
Su p r i m e r centro de ocupación fue Eridu, luego Ur y Uruk. Posteriormente,
porque era necesario conocer el significado
fundaron otras ciudades, c o m o Lagash, Nippur y Kish.
de alrededor de 3.000 signos. Luego
A estas ciudades-Estado también se las l l a m a ciudades-templo, porque cada
los escribas la simplificaron sustituyendo
u n a c o n su territorio circundante estaba gobernada desde u n t e m p l o . E l gober-
los ideogramas por formas más simples
nante era el sumo sacerdote o patesi, que representaba a la d i v i n i d a d en la tierra.
(puntos y signos) que representaban
Por ese m o t i v o , su poder era incuestionable. E n el templo, el sumo sacerdote, ade-
sonidos.
— ás de oficiar las ceremonias de culto, decidía l a distribución de tierras para las
i cavidades agrícolas, la construcción y m a n t e n i m i e n t o de las obras hidráulicas y 0 L a e s c r i t u r a c u n e i f o r m e se r e a l i z a b a
e¿ registro, c o n t r o l y almacenamiento del tributo. Además, en el edificio del c o n un punzón d e l g a d o
remplo, los artesanos realizaban sus labores, los escribas aprendían su ofi- d e caña o h u e s o , s o b r e
ACTIVIDADES
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7. Los primeros imperios semíticos
F| (+INFO) Los incesantes conflictos militares entre las ciudades-Estado
sumerias fueron minando su fortaleza. Su debilitamiento fue
La ciudad de Lagash aprovechado por los semitas, que instalaron una nueva forma
Los guteos sometieron a las ciudades- de gobierno en la región, el imperio.
Estado de la región y las obligaron a
pagarles tributo. Sin embargo, la ciudad
de Lagash se resistió al dominio guteo El Imperio A c a d i o
y conservó una relativa independencia.
E n el segundo m i l e n i o a. C . los acadios, grupos n ó m a d e s de o r i g e n semita, se
Uno de sus gobernantes, Cudea (2144-
asentaron e n l a z o n a central de l a Baja M e s o p o t a m i a . L a mayoría se instaló en
2124 a. C ) , la embelleció, ordenó
las ciudades sumerias, atraídos por su p r o s p e r i d a d . E n K i s h alcanzó i m p o r t a n -
obras de riego y de saneamiento e hizo
cia u n f u n c i o n a r i o de o r i g e n acadio que destronó a l rey y o c u p ó su lugar c o n
construir templos.
el n o m b r e de S a r g ó n I. Este rey acadio siguió u n a política de e x p a n s i ó n terri-
t o r i a l , m e d i a n t e l a c u a l logró c o n q u i s t a r las ciudades-Estado sumerias, t e r m i -
n a n d o c o n su a u t o n o m í a . Así, organizó el primer gran E s t a d o u n i f i c a d o de la
M e s o p o t a m i a (2350 a. C.-2200 a. C ) .
El I m p e r i o Acadio e x t e n d i ó su d o m i n i o hasta Siria, e n l a costa del
Mediterráneo, y controló las rutas comerciales, marítimas y terrestres que llega-
b a n a l a región. Su capital fue Akkad, f u n d a d a sobre l a antigua c i u d a d sumeria
de K i s h . E l poder de su rey era r e c o n o c i d o por casi todas las ciudades mesopo-
támicas. Sus autoridades políticas eran gobernadores, obedientes de las órdenes
del palacio real instalado e n A k k a d .
La lengua acadia se extendió por l a M e s o p o t a m i a , r e e m p l a z a n d o a l a sume-
ria. E n c a m b i o , se m a n t u v o l a escritura c u n e i f o r m e creada p o r los sumerios y
m u c h a s de sus costumbres y creencias.
El Imperio A c a d i o duró alrededor de 150 años, hasta que n o p u d o detener las
invasiones de los guteos o guti, u n p u e b l o p r o v e n i e n t e de los M o n t e s Zagros,
quienes d o m i n a r o n la región p o r más de u n siglo (+ INFO).
Armenia Media
Mar
Caspio \
Nínive
Estela d e N a r a n , q u e c e l e b r a la
victoria d e Naran-Sin, tercer rey d e Chipre
Siria
los a c a d i o s , p o s i b l e m e n t e n i e t o d e Medos
S a r g ó n I, s o b r e u n p u e b l o d e l o s Mar Mediterráneo
montes Zagros.
Babilonia
sZ^piam
^ V ^ " Palestina Súmer
Persas
Egipto
Arabia
Imperio acadio.
; Imperio amorreo o Antiguos babilónicos.
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Imperio
Acadios
T Amorreos
M o n a r q u í a absoluta
Estela d e l r e y d e N a m m u ( 2 1 0 0 a. C ) .
El rey, u b i c a d o e n la p a r t e s u p e r i o r ,
es s a l u d a d o p o r u n a d i o s a .
Restos d e la m u r a l l a d e B a b i l o n i a . Las
ciudades estaban protegidas p o r murallas
La organización social
E l s u m o sacerdote o patesi de las primeras ciudades sumerias y, p o s t e r i o r m e n -
te, el rey eran las personas más i m p o r t a n t e s de l a sociedad m e s o p o t á m i c a . L a
f a m i l i a y los f u n c i o n a r i o s d e l rey, los sacerdotes y los grandes jefes m i l i t a r e s
c o n f o r m a b a n u n grupo social privilegiado. C o n t a b a n c o n grandes extensio-
nes de tierra y rebaños y n o tenían que pagar t r i b u t o . Pero el rey podía despo-
jarlos de sus bienes si así l o decidía.
E l sector social i n t e r m e d i o estaba i n t e g r a d o p o r artesanos y comerciantes.
Los artesanos trabajaban al servicio del rey o del t e m p l o y, también, en f o r m a
particular. Fabricaban la mayoría de los objetos, i n c l u s o los artísticos. M u c h o s
artesanos vivían e n las ciudades. Los comerciantes t e n í a n u n a posición más
a c o m o d a d a . Se e n c a r g a b a n d e l c o m e r c i o a larga d i s t a n c i a . Recorrían vastos
Barca utilizada territorios y podían realizar beneficiosos intercambios.
p o r los Los campesinos o a g r i c u l t o r e s f o r m a b a n el g r u p o s o c i a l m á s n u m e r o s o .
mesopotámicos Vivían e n aldeas cercanas a las m u r a l l a s de las c i u d a d e s . Se d e d i c a b a n a las
para transportar
tareas agrícolas y ganaderas y a algunas labores artesanales sencillas. Artesanos,
sus p r o d u c t o s p o r
el g o l f o Pérsico. comerciantes y campesinos debían prestar t r i b u t o al Estado.
E n l a M e s o p o t a m i a , a diferencia de Egipto, el n ú m e r o de esclavos" era m u y
alto. G e n e r a l m e n t e , se c o n v e r t í a n e n esclavos los p r i s i o n e r o s de guerra o las
personas libres que n o podían pagar sus deudas. E n la M e s o p o t a m i a , el esclavo
podía obtener su libertad, p o r ejemplo, comprándosela a su a m o .
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Trueque Ley d e l T a l i ó n
Tributo Politeísmo
C ó d i g o d e leyes
IT ACTIVIDADES
Análisis de fuentes
El C ó d i g o d e H a m m u r a b i f u e e n c o n t r a d o e n 1 9 0 2 y se
c o n s e r v a e n el M u s e o d e l L o u v r e , e n París. En la i m a g e n se v e
u n d e t a l l e d e la " e s t e l a d e d i o r i t a " ( r o c a s i m i l a r al g r a n i t o ) , d e
Lean los siguientes artículos del Código de Hammurabi y luego
u n p o c o más d e d o s m e t r o s d e a l t u r a , d o n d e el d i o s S h a m a s h
realicen las consignas: e n t r e g a las leyes a H a m m u r a b i .
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i
9. El Imperio Hitita en Anatolia I
(+INFO)
Hacia el a ñ o 2000 a. C , se produjo en el Cercano Oriente la
primera gran invasión de pueblos indoeuropeos. En esa oleada
Un nombre debatido llegaron, entre otros, los casitas, los mitanios y los hititas.
El término "hitita" originó debates
Los mitanios se instalaron en el norte de la Mesopotamia y los
entre los especialistas. N o se sabe
casitas, en el sur. Los hititas se establecieron en Anatolia y con
cómo se llamaba este pueblo a sí
mismo. El nombre de "hititas" utilizado el correr del tiempo lograron organizar un poderoso imperio.
actualmente proviene del Antiguo
Testamento de la Biblia, que los
menciona de este modo. Los asirios, sus
Un imperio de origen indoeuropeo
vecinos, los llamaban hatti, nombre de Los hititas llegaron a A n a t o l i a c o n la primera invasión indoeuropea del 2000 a. C.
una población que vivía en la región Allí se m e z c l a r o n y d o m i n a r o n a las poblaciones locales. Desde las regiones que
antes de la irrupción hitita, y a su imperio o c u p a r o n i n i c i a l m e n t e se e x p a n d i e r o n y organizaron u n imperio, que pervivió
lo denominaban "el país de Hatti". alrededor de cinco siglos (+ INFO).
La ciudad capital de los hititas, Hatussas, estaba ubicada en las inmediaciones
de u n río de la región central de Anatolia, en u n sitio cercano a la actual ciudad
turca de Bogazkóy. E l I m p e r i o H i t i t a estaba gobernado por u n a m o n a r q u í a . El
poder del rey era hereditario y su persona se consideraba elegida p o r los dioses
para ejercer el cargo.
a g u e r r e r a y diplomática
El Imperio Hitita en su é p o c a
de m a y o r e x t e n s i ó n La e x p a n s i ó n territorial de los hititas a partir de su instalación en el Asia M e n o r
duró m u c h o t i e m p o y fue u n a c o m b i n a c i ó n de v i c t o r i a s m i l i t a r e s y alianzas
diplomáticas. Los hititas contaban c o n u n a importante organización militar, que
u t i l i z a b a elementos p r o p i o s de los pueblos i n d o e u r o p e o s : carros de guerra y
caballos para el combate. A sus recursos bélicos, desconocidos por los pueblos
sedentarios de la región, le s u m a b a n ataques sorpresivos. Cerca del 1650 a. C ,
saquearon la c i u d a d de B a b i l o n i a , pero luego se retiraron. Así provocaron, junto
c o n los casitas, la caída del Primer Imperio Babilónico.
Instalados en A n a t o l i a , los hititas se e x p a n d i e r o n por el sur hacia Siria, terri-
torio c o d i c i a d o por sus bosques ricos en maderas para las construcciones y por-
que sus costas p e r m i t í a n el acceso a la n a v e g a c i ó n p o r el M a r Mediterráneo,
733 \ .Kadesh por el que llegaron a la isla de C h i p r e .
E n K a d e s h , los ejércitos hititas se e n f r e n t a r o n c o n las fuerzas m i l i t a r e s del
Mar Mediterráneo •§
i Imperio N u e v o de los egipcios, que c o n t r o l a b a n parte de la región. Finalmente,
<3
h i t i t a s y egipcios f i r m a r o n u n tratado de paz p o r el c u a l se c o n v i r t i e r o n en
Estados aliados frente a la amenaza de nuevas incursiones de pueblos indoeuro-
Referencias
Zona de influencia
peos. L a expansión egipcia por Siria se detuvo a partir de ese m o m e n t o . E n u n a y
hitita
Escala gráfica
Zona de influencia
otra parte, los reyes juraron c u m p l i r el pacto frente a sus dioses. De esta forma, el
0 200 400 km
egipcia .
MbfRoió. tratado estaba avalado por la autoridad d i v i n a .
E l I m p e r i o Hitita vivió su
m o m e n t o de m a y o r e s p l e n -
dor entre los años 1350 a. C . y
1200 a. C , c u a n d o se p r o d u -
jo la segunda gran invasión de
pueblos indoeuropeos, a la que
n o p u d o sobrevivir. Los frigios I
y los lidios se asentaron e n sus I
territorios del Asia Menor.
C a r r o h i t i t a s e g ú n u n r e l i e v e e g i p c i o p r o v e n i e n t e d e l I m p e r i o N u e v o . El
c a r r o d e g u e r r a e r a u n v e h í c u l o c o n d o s r u e d a s , m u y e f i c a z p a r a la l u c h a
p o r q u e d a b a m u c h a m o v i l i d a d a l o s g u e r r e r o s . Tenía l u g a r p a r a tres
personas, u n c o n d u c t o r y d o s c o m b a t i e n t e s , q u e utilizaban flechas para
m a y o r e s d i s t a n c i a s y l a n z a s e n los e n f r e n t a m i e n t o s cercanos.
90
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C+INFO) 1. Los pequeños Estados de Fenicia
Los fenicios, de origen semita, estaban instalados en la costa
Un nombre en colores de Siria, comprendida entre los montes del Líbano y el mar
El nombre de Fenicia y el de sus
Mediterráneo. La región que ocuparon, llamada luego Fenicia,
habitantes, los fenicios, tuvo origen
es una costa abierta que permite la navegación y en la que soplan
en la expresión griega fíniki que
quiere decir "rojizo". De esta forma, vientos en dirección a la isla de Creta y Egipto. Gracias a estas
los antiguos griegos se referían a los condiciones, los fenicios se convirtieron en uno de los primeros
comerciantes y pobladores de las pueblos navegantes de la historia.
ciudades-Estado de la costa de Siria,
posiblemente por los colores rojizos
que utilizaban para teñir sus telas. La Las ciudades-Estado fenicias
civilización fenicia fue muy importante
Los f e n i c i o s estaban organizados e n pequeñas c i u d a d e s - E s t a d o i n d e p e n d i e n -
en su época, pero, como quedaron
tes entre sí, y separadas p o r relieves rocosos. N o c o n f o r m a r o n n u n c a u n Estado
pocos vestigios directos de su historia,
u n i f i c a d o , las ciudades solo se aliaban t e m p o r a l m e n t e para defenderse frente a
la conocemos a partir de textos de otros
u n enemigo c o m ú n . Sus ciudades más importantes fueron B i b l o s , S i d ó n y T i r o
pueblos que tuvieron contacto con
( + INFO).
ella, en particular los asidos, babilonios
C o m o el territorio que h a b i t a b a n era m o n t a ñ o s o y p o c o apto para la agricul-
y griegos. Los escasos testimonios
tura, m u c h o s fenicios se d e d i c a r o n a las a c t i v i d a d e s c o m e r c i a l e s a través de la
históricos de la población fenicia se
n a v e g a c i ó n p o r el Mediterráneo, pues l a vía m a r í t i m a era más favorable que
encuentran, principalmente, en la isíá la terrestre para el contacto c o n otras regiones.
de Cerdeña, el sur de España y la isla La i n d e p e n d e n c i a política fenicia duró hasta el siglo vm a. C . Luego sufriere:
de Chipre. sucesivamente las d o m i n a c i o n e s de los imperios Asirio, Neobabilónico y Persa.
E l espacio geográfico que o c u p a b a n estaba e s t r a t é g i c a m e n t e u b i c a d o : al sui;
estaba e n contacto c o n Egipto y al norte, c o n la M e s o p o t a m i a y el Asia M e n c i
A El territorio de los fenicios Por ese m o t i v o , p r o n t o se convirtió e n u n cruce c o m e r c i a l i m p o r t a n t e , ir
codiciado p o r los grandes imperios que se f o r m a r o n en el Cercano Oriente.
A
Forma de gobierno y composición social
Las múltiples ciudades-Estado fenicias tenían su p r o p i o g o b i e r n o a u t ó n o m o .
C a d a c i u d a d estaba gobernada por u n rey, c u y o poder n o era absoluto, porque
Líbano
compartía sus decisiones c o n u n C o n s e j o de A n c i a n o s . Este o r g a n i s m o estaba
Mar compuesto por cien miembros, que eran ricos mercaderes. Su función era aseso-
Mediterráneo rar al monarca en cuestiones de política y economía atinentes a la c i u d a d .
T¡ro¿--f r
¿Cuáles eran los conocimientos que se escribían de derecha a izquierda y cuya grafía
98
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(+INFO) 3. Los nuevos imperios
Un ejército temible en la Mesopotamia asiática
El ejército asirio contaba con arqueros
y piqueros que utilizaban un escudo A mediados del primer milenio a. C. surgieron en la Mesopotamia
redondo de cuero y un casco de metal asiática los imperios Asirio y Neobabilónico, que terminaron con
en la cabeza coronado en su cima con la independencia política de los Estados más pequeños, como los
ornamentos, que solían ser plumas. que habían fundado los hebreos y los fenicios.
Sus armas eran arcos, flechas, lanzas y
espadas cortas. Las primeras armas se
hacían en bronce. Luego, cuando los
El Imperio as ir;'-?
hititas propagaron la utilización del hierro,
fabricaron sus armas con este metal. Hacia el 2500 a. C , los asirios, de origen semita, se asentaron en la z o n a d e n o m i -
Tenían vigorosos jinetes y carros de guerra nada Alta M e s o p o t a m i a , correspondiente al Tigris superior. Durante el segundo
de dos ruedas muy ligeros, tirados por m i l e n i o antes de Cristo n o adquirieron i m p o r t a n c i a política e n la región y reci-
dos o tres caballos. Empleaban algunas bieron la influencia cultural de los sumerios y demás pueblos mesopotámicos.
máquinas de guerra, como el ariete, E n t i e m p o s de H a m m u r a b i f u e r o n c o n q u i s t a d o s y pasaron a integrar parte
viga gruesa que tenía en su extremo la del Imperio Babilónico. A l producirse la p r i m e r a invasión de los pueblos i n d o -
imagen de la cabeza de un monstruo y europeos e n el 1600 a. C , Asiría sufrió el c o n t r o l de los h i t i t a s . H a c i a el año
que servía para abrir las murallas. Además, 1200 a. C , c u a n d o se inició la segunda oleada i n d o e u r o p e a y cayó el Imperio
construyeron torres cuadradas de madera H i t i t a , los asirios p u d i e r o n liberarse. P o s t e r i o r m e n t e , a d o p t a r o n las armas y
muy altas, que ubicaban sobre plataformas estrategias de los i n d o e u r o p e o s y las p e r f e c c i o n a r o n . C o m e n z a r o n entonces
con ruedas, donde iban los guerreros para u n a política expansiva en n o m b r e de su dios Assur.
tener buena visión del enemigo. También E l rey a s i r i o e n c a b e z a b a las c o n q u i s t a s , q u e se r e a l i z a b a n a n u a l m e n t e
excavaban túneles para llegar a los muros durante la p r i m a v e r a . C o n el rey Sargón II (722-705 a. C ) , Asiria alcanzó gran
de las ciudades atacadas. i m p o r t a n c i a . Senaquerib, su h i j o , estableció la capital del i m p e r i o e n Nínive.
Posteriormente, c o n el rey A s s u r b a n i p a l (668-626 a. C.) se consolidó u n gran
I m p e r i o , q u e i n t e g r a b a B a b i l o n i a , S i r i a , P a l e s t i n a y l l e g a b a i n c l u s o hasta
Egipto, d o n d e los asirios t o m a r o n p r i m e r o la c i u d a d c a p i t a l , M e n f i s , y luego
llegaron hasta la c i u d a d egipcia de Tebas.
Los fenicios, los israelitas y m u c h o s pueblos de la península de Irán, entre
ellos los m e d o s , f u e r o n s o m e t i d o s a t r i b u t o p o r el p o d e r asirio. Las ciudades
asirías se e m b e l l e c i e r o n c o n m a g n í f i c o s m o n u m e n t o s , gracias a los gravosos
tributos cobrados a los pueblos d o m i n a d o s .
JOS
i
.EPT05 CLAVE
Imperio ¡j Tributo
Monarquía absoluta Permanencias culturales
Conquista territorial mesopotámicas
militar Politeísmo
107
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4. Formación del Imperio Persa i
(+INFO)
Los persas crearon el imperio más grande de la A n t i g ü e d a d ,
anterior al Imperio Romano. La superioridad de su ejército,
Las ventajas de la basada en la táctica del asalto con arqueros a caballo, llamados
utilización del hierro
"los inmortales", facilitó su e x p a n s i ó n . El Imperio Persa fue
La técnica de la utilización del hierro
un m o d e l o para los grandes Estados de la A n t i g ü e d a d , por su
implicó varias ventajas para las
poblaciones que la conocían. En primer eficaz o r g a n i z a c i ó n . Se sostuvo durante dos siglos hasta que
lugar, es un mineral abundante, por en el 330 a. C. fue conquistado por Alejandro de M a c e d o n i a .
lo que su costo es menor que el del
bronce, que se obtiene de una aleación
entre cobre y estaño. Esto permitió que
Singularidades de la región geográfica
los artesanos y los campesinos tuvieran La meseta d e Irán, corazón del Imperio Persa, se extiende al este del río Tigris
herramientas más baratas. Además, el entre el m a r C a s p i o y el golfo Pérsico. Las tierras fértiles se c o n c e n t r a n e n las
hierro tiene mayores propiedades de laderas de sus m o n t a ñ a s y e n los valles de los repliegues m o n t a ñ o s o s .
firmeza y durabilidad que otros metales. Esta meseta está l i m i t a d a al oeste, p o r los m o n t e s Zagros, que la separan de
Las herramientas agrícolas hechas con la M e s o p o t a m i a ; al este, p o r el valle del río Indo; al norte, p o r el mar Caspio; al
hierro servían para trabajar en suelos más sur, p o r el golfo Pérsico y el océano índico.
compactos y las armas de los soldados
fueron más potentes y resistentes.
El u n t a m i e n t o indoeuropeo; medos y persas j
Los medos y los persas pertenecían a la familia lingüística de los i n d o e u r o p e o s .
Este c o n j u n t o de pueblos se expandió p o r el C e r c a n o Oriente e n dos grandes
irrupciones, p r o v o c a n d o cambios e n el m a p a político de las regiones d o n d e se
Otras p á g i n a s asentaron. E n su primera invasión, hacia el 2000 a. C , c o n m o v i e r o n a las regio-
nes d o n d e penetraron por la utilización del caballo y los carros de combate. En
Para repasar los orígenes de la familia la segunda invasión, hacia el 1200 a. C , el uso del hierro e n la fabricación de las
lingüística de los indoeuropeos, relean armas los transformó e n victoriosos combatientes (+ INFO).
el t e x t o y o b s e r v e n el m a p a d e la
Durante l a segunda oleada indoeuropea, los m e d o s y los persas se instalaron
p á g i n a 6 7 , d e l c a p í t u l o 3.
en la meseta iraní. Los m e d o s se asentaron e n los valles de los montes Zagros, en
la z o n a de Irán paralela a Asiría, mientras que los persas l o h i c i e r o n e n el sur, en
la z o n a que rodea al golfo Pérsico. Por otra parte, los l i d i o s y los f r i g i o s se esta-
b l e c i e r o n e n A n a t o l i a ; los l a t i n o s , e n l a península Itálica, y los d o r i o s , e n las
regiones griegas.
La meseta de Irán
Mar s'
dé;Aral~
. Ecbatana
Escala gráfica
400 8 0 0 km Mar SIRIA ^ %
Mediterráneo
Pasargada
•Persépolis
PERSIA
ARABIA
Es medos: la organización
• primer reino en Irán
5 medos eran originariamente u n p u e b l o de pastores, que al asentarse e n los
les de los montes Zagros c o m e n z a r o n a practicar la agricultura, c o m p l e m e n t a -
: : n la ganadería. Estaban divididos e n tribus, que se unían en situaciones de
:gro. por ejemplo, frente a u n enemigo común.
Er.tre los siglos ix y vm a. C , fueron sometidos a tributo por el Imperio Asirio.
ir.es del siglo v m a. C , si b i e n c o n t i n u a b a n bajo el poder asirio, los medos
ranizaron u n Estado y c o n q u i s t a r o n a los persas. Su c i u d a d capital se llamaba
r a t a ñ a (situada a 300 kilómetros al oeste de la ciudad de Teherán, actual capi-
de Irán). F i n a l m e n t e , e n el siglo vi a. C , el rey m e d o estableció u n a alianza
i el rey de B a b i l o n i a y juntos enfrentaron y derrotaron a los asirios, p o n i e n d o
así a su imperio. E n el reparto de los territorios asirios por los vencedores, los
s se adueñaron de la A l t a M e s o p o t a m i a y el Irán occidental. Pero su d o m i -
> duró hasta que surgió u n n u e v o poder, el de sus vecinos, los persas.
113
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5. La organización del Imperio Persa
El gran imperio de los persas tenía una estructura bien
organizada. Esta buena o r g a n i z a c i ó n era imprescindible para
su supervivencia, debido a la gran variedad de países de diversas
tradiciones, creencias, lenguas y actividades e c o n ó m i c a s que
c o n f o r m a b a n su extenso Estado.
Referencias
• H Centro territorial persa
Imperio de Ciro
Conquistas de Cambises ^Omán
Conquistas de Darío
Escala gráfica
Camino real 0 500 1.000 km Mar Arábigo
I I I I 1
114
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CONCEPTOS CLAVE
Expansión territorial / / Grupos sociales
Monarquía absoluta privilegiados
Funcionarios imperiales Organización económica
tributaria
B reinado de Darío
Durante el reinado de Darío, e n el 490 a. C , las ciudades griegas del Asia M e n o r
se rebelaron c o n t r a el p o d e r persa, apoyadas p o r la i m p o r t a n t e c i u d a d griega Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y en
d e Atenas. Esto provocó el p r i m e r e n f r e n t a m i e n t o entre griegos y persas, que el buscador del sitio ingresan "Grandes
c u l m i n ó c o n el fracaso de Darío. D i e z años después, Jerjes, su h i j o y sucesor, Civilizaciones: M e s o p o t a m i a " , pueden
n t e n t ó nuevamente conquistar las ciudades griegas por m e d i o de u n poderoso ver un documental sobre la evolución
e e r c i t o que avanzó hacia el territorio griego. Tras varias batallas, Jerjes fracasó histórica de la región desde los orígenes
—ente a las ciudades griegas q u e se u n i e r o n para enfrentar al v i g o r o s o e n e m i - de la vida sedentaria hasta la formación y
go. La expansión persa se d e t u v o e n el oeste ante la resistencia griega. E l largo caída del Imperio Persa.
e n f r e n t a m i e n t o entre griegos y persas recibió el n o m b r e de Guerras Médicas, Analicen: ¿Qué invenciones culturales
j o r q u e los griegos confundían a los persas c o n los medos. se enumeran inicialmente para afirmar
que la zona fue "cuna de las primeras
El Imperio Persa sobrevivió hasta que e n el 330 a. C . , A l e j a n d r o de M a c e d o n i a
civilizaciones humanas"? ¿Cuáles son las
incorporó ese territorio a su i m p e r i o .
condiciones geográficas que se describen
(temperaturas, lluvias, recursos naturales,
etc.)? ¿Qué ciudades, reinados e imperios
|EI rey y sus funcionarios se destacan por orden cronológico?
¿Cuáles son los aspectos culturales (por
La forma de gobierno del Imperio Persa era u n a monarquía absoluta. E l poder ejemplo, en qué tipo de construcciones,
del rey era indiscutible, pues era el elegido por su dios A h u r a - M a z d a para gober- formas de escritura, explotación de
nar. E l rey era, además, u n guerrero q u e m o n t a b a a caballo, tiraba d e l arco y los recursos naturales, etc.) en los que
i c a l i z a b a ejercicios físicos e n f o r m a i m p e c a b l e . Se l o designaba c o m o el gran pueden verse permanencias a lo largo
tey o Rey de Reyes. Era el juez supremo y el p r i n c i p a l jefe del ejército. de los siglos? Al final del documental, se
El rey Darío otorgó u n a estructura sólida al i m p e r i o , organizándolo e n veinte afirma que la derrota persa por Alejandro
rcovincias o satrapías. Para la administración de este vasto i m p e r i o , el m o n a r - M a g n o marca el fin de una era y el inicio
ntaba c o n la colaboración de varios f u n c i o n a r i o s . de otra: ¿a qué etapas se refiere?
• Los sátrapas g o b e r n a b a n u n a p r o v i n c i a o satrapía, c o m o representantes
del rey. Se e n c a r g a b a n de c a l c u l a r y o r g a n i z a r el c o b r o de los t r i b u t o s de la
región y eran la m á x i m a a u t o r i d a d j u d i c i a l e n los territorios a su cargo. Pero
rcito n o estaba a su cargo, sino d i r i g i d o p o r u n jefe militar, que obedecía
solamente las órdenes del rey.
• Los secretarios reales se o c u p a b a n de asesorar a los sátrapas y de vigilar el
c u m p l i m i e n t o de las órdenes monárquicas.
• Los inspectores c o n t r o l a b a n los intereses del rey y v i g i l a b a n las acciones
de los sátrapas. Se los llamaba "los ojos y oídos del rey", porque recorrían todo el
imperio y le i n f o r m a b a n al monarca si se cumplían sus órdenes. Tenían el poder
j ¿ destituir al sátrapa si consideraban que n o actuaba c o n fidelidad hacia el rey.
El Imperio Persa t u v o su p r i m e r centro político e n la c i u d a d de Susa y, poste-
lente, e n las ciudades de Pasagarda y Persépolis. Sardes, e n el Asia M e n o r ,
otra de sus ciudades importantes.
1 1 5
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(+INFO)
El eficaz cobro de tributos
La educación v e
I /"J /Ti -mercial
C
Dáricos persas.
116
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(+INFO) 1. La formación del pueblo griego: I
los reinos creto-micénicos
El mito de Teseo
Los primeros griegos ocuparon zonas de las costas e islas del
y el Minotauro
mar Egeo y de la Grecia continental. Primero se desarrolló una
Los mitos son relatos muy importantes
para las civilizaciones antiguas por su importante cultura aborigen en la isla de Creta. Con la llegada de
carácter religioso o sagrado. Explican, los pueblos indoeuropeos, se organizaron nuevas unidades políticas
por ejemplo, el origen del mundo, de alrededor de centros palaciegos con una cultura homogénea
ciertos fenómenos naturales o de las conocida como "micénica" o "heládica".
instituciones. Uno de los mitos griegos
más conocidos es el del Minotauro,
que algunos especialistas creen que Los primeros griegos
representa la liberación de la ciudad
El N e o l í t i c o en el territorio actual de G r e c i a c o m e n z ó a p r o x i m a d a m e n t e e n el
de Atenas del control que, suponen,
6000 a. C . c o n el trabajo de la piedra, la cerámica y la domesticación de plan-
en algún momento ejercieron sobre
tas y animales. Estas técnicas, probablemente, provenían de A n a t o l i a y fueron
ella los cretenses. El mito cuenta que
d i f u n d i d a s e n las islas y el c o n t i n e n t e griego por viajeros que cruzaban el mar.
la mujer del rey Minos de Creta había
E l c o m i e n z o de la e d a d d e l b r o n c e se sitúa alrededor del 3000 a. C . Esta tecno-
dado a luz a un animal monstruoso,
logía también llegó a través de migraciones desde el Cercano Oriente.
mitad hombre y mitad toro. Minos,
Restos arqueológicos fechados entre el 2200 y el 2100 a. C . i n d i c a n que en eso>
horrorizado, le ordenó al artesano
años se produjo u n a importante destrucción en varios lugares, c o m o la Argólide.
Dédalo que construyera un laberinto
el Ática, islas del Egeo y la z o n a de Troya. Esos registros c o n f i r m a n la presencia de
para que el Minotauro nunca pudiera
pueblos de origen i n d o e u r o p e o . La lengua griega sería el resultado de la m u t u a
salir de allí. El monstruo se alimentaba
i n f l u e n c i a entre la lengua de esos pueblos indoeuropeos y la que h a b l a b a n los
de jóvenes atenienses que eran enviados
habitantes del lugar. Estas influencias se e v i d e n c i a n también e n la aparición de
al rey como tributo cada siete años.
nuevos estilos de cerámica y en los cambios e n las prácticas funerarias.
Teseo, hijo del rey de Atenas, se incluyó
entre los jóvenes para terminar con
los sacrificios. Ariadna, hija de Minos,
En la isla de Creta, una sociedad de palacio
se enamoró de Teseo y, para que
encontrara la salida del laberinto, le dio La i s l a de C r e t a , situada e n el centro d e l Mediterráneo o r i e n t a l , se m a n t u v e
un oviJJo de hilo pue el héroe sujetó en al m a r g e n de estos procesos m i g r a t o r i o s . Entre los años 2 0 0 0 y 1600 a. C , se
la entrada y fue soltando durante su c o m p l e t ó la revolución u r b a n a y surgió e n la isla u n a floreciente civilización,
recorrido. Luego de matar al Minotauro, i n f l u i d a por Egipto y el C e r c a n o Oriente, l l a m a d a m i n o i c a , e n recuerdo de un
Teseo huyó con sus compañeros hacia legendario rey l l a m a d o M i n o s (+ INFO).
Atenas junto con Ariadna, pero la El centro político de la civilización minoica era el palacio de Cnosos, una enorme
abandonó en la isla de Naxos. construcción similar a u n laberinto decorado c o n fabulosos frescos. Allí los arqueólo-
gos encontraron artesanías de excelente calidad, como joyas, vasos y sellos de piedra.
El r e f i n a m i e n t o de esta c u l t u r a se e v i d e n c i a e n su o r i g i n a l sistema de escri-
t u r a denominada lineal A, utilizado únicamente por los escribas de palacio
que escribían sobre tablillas de arcilla cruda. Los especialistas creen que, inicial-
Otras páginas
mente, esta escritura estuvo i n s p i r a d a e n los jeroglíficos egipcios, y que luego
derivó e n u n sistema más elaborado que n u n c a p u d o ser descifrado.
Si quieren repasar el concepto de Hacia el 1500 a. C . apareció u n n u e v o tipo de escritura, derivado del lineal A,
"revolución urbana", pueden volver a llamado l i n e a l B, que se usaba para escribir el griego arcaico. Es probable, enton-
leer las páginas 50 y 51, del capítulo 2. ces, que los habitantes de Grecia continental en ese m o m e n t o controlaran la isla.
La existencia de tablillas en las que se registraban la producción agrícola tri-
b u t a d a p o r los c a m p e s i n o s , los rebaños de ovejas y la p r o d u c c i ó n de la lana
c o n f i r m a n que el palacio era también el centro a d m i n i s t r a t i v o de la economía.
A través de esos registros t a m b i é n se sabe que C r e t a c o m e r c i a b a telas de lana
por m e d i o de u n a i m p o r t a n t e flota marítima.
N o hay rastros de u n a organización m i l i t a r n i de la construcción de templos.
Solo había algunos lugares sagrados dedicados a los ritos religiosos. Poco después
del 1400 a. C , u n desastre natural destruyó el palacio de Cnosos. Desaparecido el
centro político, se m a n t u v i e r o n las comunidades campesinas dispersas.
. Glosario
11 recia continental, hacia el 1600 a. C , Micenas se convirtió en u n centro de
* Centros palatinos: Centros ligados a
zran poder. J u n t o c o n esa importante civilización guerrera se desarrollaron otros
la estructura del palacio.
"tros políticos independientes en el continente y las islas del Egeo; entre ellos,
Pilos, Tirinto, Tebas, Argos y Atenas. Sin embargo, los historiadores l l a m a n micé-
nica a la civilización organizada sobre esos centros, por la i m p o r t a n c i a que t u v o
el reino micénico.
Desde el 1400 a. C , c o m e n z a r o n a construirse palacios fortificados m o n u -
mentales. Los micénicos desplazaron a los cretenses, t o m a r o n su sistema de escri-
tura y c o n t r o l a r o n las vías marítimas d e l Mediterráneo, a través de las cuales
f Conceptos y relaciones
difundieron sus cerámicas y artesanías. 1 Relean las páginas sobre los reinos
El palacio tenía u n lugar central en la organización social y la e c o n o m í a . A creto-micénicos y respondan: ¿qué
'.a cabeza de esta sociedad se encontraba u n rey, l l a m a d o wanax, secundado por similitudes y diferencias encuentran
jefes militares. E l basileus, u n personaje c o n ascendiente social, se encargaba de entre estas sociedades y las del Cercano
vincular a la gente del palacio c o n las comunidades aldeanas. Oriente que estudiaron en los capítulos
Los f u n c i o n a r i o s de p a l a c i o c o n t r o l a b a n d i r e c t a m e n t e ciertas actividades, anteriores?
c o m o la cría de ganado, la confección de paños de lana y la construcción de bar- 2 . Diseñen una red conceptual para
cos. También se encargaban del comercio de larga distancia, que los proveía de esquematizar las relaciones económicas
materiales exóticos y metales. entre los distintos grupos sociales en los
El palacio poseía tierras que ponía en explotación de manera directa para la hor- reinos micénicos.
ticultura y la producción de cereales (trigo y cebada), v i n o , aceite de oliva y lino. 3. ¿Qué papel cumplía la escritura y
El p e r s o n a l d e l p a l a c i o era m a n t e n i d o directamente p o r m e d i o d e l otorga- quiénes controlaban ese recurso en estas
m i e n t o de raciones de alimentos que n o tenían que p r o d u c i r , o b i e n se les sociedades?
cedían tierras del palacio para que p u d i e r a n mantenerse por sí m i s m o s . M u c h o s 4. Investiguen la leyenda de Dédalo
artesanos del palacio trabajaban bajo el sistema tarasija: recibían medidas estipu- e ícaro, que está vinculada al mito de
ladas de materia p r i m a para alcanzar cierto n i v e l de producción. Se lograba así Teseo y el Minotauro. Expliquen cómo
un alto grado de especialización en la confección de perfumes, carros, armas y se relacionan esos mitos.
objetos de cuero y de bronce.
Los campesinos entregaban parte de sus cereales c o m o tributo y, probable-
mente, intercambiaban c o n el palacio la cerámica de baja calidad, las legumbres,
v algunos animales, c o m o cerdos y cabras. Esta estructura económica a veces se
reproducía en sub-centros palatinos dependientes. La acumulación de recur-
• Grecia en la época
sos en el palacio permitía u n resguardo para los períodos críticos.
micénica y la arcaica
TRAGA
civilización micénica
MACED0NIA
Alrededor d e l 1200 a. C , h u b o u n perío- p Ñapóles
Tarento Vergina,
do c a r a c t e r i z a d o p o r m o v i m i e n t o s de •Troya
\c
/Metaponto*
Mar
Mar
p u e b l o s e n t o d o el c e r c a n o O r i e n t e y el Tirreno TESALIA Pérgamo
•Xrotona Egeo
LIDIA
Mediterráneo oriental, que afectaron t a m - T Mar „ ^ r™**?- • Claidmenes «Sardes
Delfos.BEOOA'Eretna *JON|A
bién a los hititas, los griegos y los egipcios. .tej io Jónico
Tebas* Atgpas *Efeso
0limpB
%CSS: *"» o m -Míleto
Una a u n a , las fortificaciones micénicas fue-
CAR|A
129
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(+INFO) 2. El mundo homérico
(siglos xii al vm a. C.)
El alfabeto griego
Los historiadores llaman "mundo homérico" a las sociedades
C o n los palacios desapareció la "lineal B"
y la escritura reapareció después de griegas que existieron en el Mediterráneo oriental durante el
la "época oscura", de forma diferente. período que transcurre entre la caída de los reinos micénicos,
Los griegos de Eubea fueron los primeros en el siglo xn a. C., y el siglo vm a. C. El nombre hace referencia
que la usaron nuevamente. Algunos al poeta Homero, a quien se le atribuyen dos poemas épicos,
de sus comerciantes, que estaban en
La ¡liada y La Odisea, primeros escritos que aparecen durante
contacto con los fenicios y hablaban
un período marcado por la ausencia de fuentes escritas.
ambas lenguas, comenzaron a utilizar el
alfabeto fenicio modificado para escribir
la lengua griega. Así, sumaron algunos
signos para representar los sonidos de las
vocales griegas, que no existían en los El f i n de los reinos micénicos tuvo consecuencias de larga duración. A l desapare-
alfabetos semíticos, y dejaron de utilizar cer los palacios que eran los antiguos centros políticos, las comunidades de aldea
algunas consonantes que el griego no se i n d e p e n d i z a r o n . Los registros arqueológicos i n d i c a n que h u b o u n a i m p o r t a n -
tenía. Esta modificación fue fundamental, te caída demográfica*. M u c h o s asentamientos fueron abandonados y se buscó el
pues la mayoría de los alfabetos que abrigo de lugares de difícil acceso para mejorar la capacidad defensiva. E n gene-
escriben las vocales derivan de esta ral se p r o d u j o u n proceso de empobrecimiento de la sociedad. U n indicador
invención griega. Quienes hicieron uso importante de ello es el a b a n d o n o de las construcciones e n piedra y la desapari-
de esta escritura no eran especialistas ción de los objetos preciosos, c o m o alhajas y otros artículos de lujo.
escribas, sino gente común con fines P a u l a t i n a m e n t e se i m p u s o el uso d e l hierro e n lugar d e l b r o n c e para las
diversos. Esto significó realmente una armas y las herramientas. Las e c o n o m í a s campesinas s i m p l i f i c a r o n su produc-
democratización de la cultura. ción, se a i s l a r o n , y d i s m i n u y e r o n los i n t e r c a m b i o s e c o n ó m i c o s , especialmen-
te los de largo alcance. U n a de las consecuencias centrales de este proceso fue
la desaparición de la escritura, a n t e r i o r m e n t e c o n t r o l a d a p o r los escribas de
palacio. Entre el 1200 y el 800 a. C , n o existen evidencias de registros escritos
y, e n consecuencia, es u n a época m u y difícil de reconstruir; p o r eso este perío-
do es l l a m a d o también época oscura.
La baja demográfica se detuvo a fines del siglo xi a. C . y se revirtió a comienzo-
del siglo x a. C . Alrededor del 1050 a. C , se produjo u n lento m o v i m i e n t o migrato-
rio de los griegos del continente hacia las costas mediterráneas de Anatolia.
30
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Oikos Desaparición
Época del hierro de la escritura
Empobrecimiento Economía
económico campesina
Estatua q u e representa
de la sabiduría.
131
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Glosario
isiodo v la economía campesina
La organización del oikos c a m p e s i n o solo se conoce a través de l a información
* Producción intensiva: Sistema de
que b r i n d a e l p o e m a Los trabajos y los días, de Hesíodo, escrito e n l a z o n a de
producción agrícola que se basa en la
Beoda, e n Grecia continental, a fines del siglo vm a. C . o principios del siguiente.
intervención de abundante mano de
Esta estructura social, probablemente, varió p o c o e n el largo plazo; p o r eso, se
obra sobre campos poco extensos, con
puede utilizar su modelo para estudiar todo el período.
períodos cortos o nulos de barbecho.
A diferencia del oikos aristocrático, el campesino era m u c h o más modesto. Se
* Barbecho: Tierra de labranza que se
trataba de u n a u n i d a d d o m é s t i c a o r i e n t a d a a l a u t o c o n s u m o , c o n f o r m a d a por
deja en descanso durante un tiempo
u n a f a m i l i a nuclear y tal vez algún esclavo para ayudar e n las tareas de l a casa
para que recupere sus nutrientes.
y e n las agrícolas. L a casa era, por l o general, u n a choza de adobe reforzada con
palos, y u n techo de paja. E n los terrenos circundantes a l a casa había algunos
animales domésticos, c o m o cabras, ovejas, cerdos y aves de corral. U n índice de
ACTIVIDADES cierta r i q u e z a era poseer u n par de bueyes para tirar d e l arado. C o m o los ani-
males de tiro necesitan terrenos extensos para pastar, solían compartirse entre
Estrategias de estudio varios campesinos. Los que n o poseían bueyes, labraban l a tierra m a n u a l m e n t e
u t i l i z a n d o l a azada.
Desarrollaban u n a a g r i c u l t u r a i n t e n s i v a basada e n l a producción de cerea-
1
1. Busquen información en libros o en
les y legumbres. P l a n t a b a n p r i n c i p a l m e n t e cebada, más resistente a las sequías
Internet sobre el mito de los trabajos de
que otros cereales, a u n q u e m e n o s n u t r i t i v a , y t a m b i é n trigo. L a rotación c o n
Heracles, también llamado "Hércules".
las legumbres y el pastoreo d e l ganado m e n o r e n l a tierra e n barbecho cons-
¿Qué características de la mitología
tituía u n m e c a n i s m o efectivo de fertilización n a t u r a l q u e sostenía l a p r o d u c -
griega encuentran en ese relato?
ción intensiva. Tenían huertos c o n hortalizas y árboles frutales. Plantaban vides
2. A diferencia de Homero que
para producir v i n o y extraían aceite prensando e l fruto del o l i v o , que era usado
presentaba a los nobles como guerreros
c o m o a l i m e n t o y combustible para las lámparas.
que despreciaban el trabajo manual,
Hesíodo lo valoraba. Lean los consejos
que le dio a su hermano Perses y luego
respondan: Estas residencias domésticas estaban generalmente agrupadas e n aldeas c o n las
"Trabaja, Perses, p a r a que te tierras de c u l t i v o a su alrededor. Las parcelas de tierra familiares, señaladas por
aborrezca e l h a m b r e y te q u i e r a accidentes naturales o bloques de piedra, p o r l o general n o eran linderas, sino
l a venerable Deméter [diosa de l a que estaban fragmentadas y dispersas. L a distancia entre las parcelas hacía que
agricultura] de h e r m o s a c o r o n a y se ubicaran e n áreas c o n características geográficas y climáticas diferentes. Esta
llene de a l i m e n t o t u c a b a n a ; pues situación beneficiaba a las aldeas campesinas ya que se podían c o m b i n a r las dis-
el h a m b r e siempre a c o m p a ñ a a l tintas p r o d u c c i o n e s y e n caso de que, p o r c o n d i c i o n e s climáticas adversas, se
h o l g a z á n . [...] Por los trabajos se perdiera l a producción de u n lugar, se c o m p e n s a b a c o n l o que se producía en
h a c e n los hombres ricos e n g a n a d o y otros lugares.
opulentos; y si trabajas te a p r e c i a r á n Había tierras c o m u n e s que eran utilizadas para la recolección de frutos, plan-
m u c h o los i n m o r t a l e s [es decir, los tas silvestres, hongos y leña, l a caza y e l pastoreo de los cerdos. E n las costas se
dioses] y los mortales, pues aborrecen c o m p l e m e n t a b a l a alimentación c o n l a pesca.
e n g r a n m a n e r a a los h o l g a z a n e s . Los campesinos griegos, a l igual que los nobles, generaban u n sistema de inter-
El trabajo n o es n i n g u n a d e s h o n r a , cambio de favores. Establecían vínculos de ayuda m u t u a c o n familiares y vecinos,
l a i n a c t i v i d a d es u n a d e s h o n r a . Si a quienes recurrían e n m o m e n t o s de crisis para obtener alimentos, granos, herra-
trabajas p r o n t o te tendrá e n v i d i a e l mientas y, a veces, colaboración e n el trabajo.
indolente a l volverte r i c o " .
132
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(+INFO) 3. La Grecia arcaica
(siglos vm al v a. C.)
Hacia el siglo vm a. C , los griegos En el siglo vm a. C , c o m e n z ó una nueva etapa en la historia
sistematizaron el uso de las armas que de Grecia, conocida como la Grecia "arcaica", que se extendió
dieron nacimiento a la falange. Las hasta el siglo v a. C. Las principales características de este
armas defensivas eran el yelmo, una
período son la reaparición de la escritura, la expansión
coraza o peto, grebas (protecciones
territorial de los griegos y la integración de la aldea y el oikos
para las piernas) y un gran escudo
redondo llamado "hoplón". Las armas en una estructura mayor, la polis.
ofensivas eran la espada y la lanza o
pica. Se llamaba hoplitas, nombre
derivado de "hoplón", a los infantes que La crisis del siglo vm a. C y el nacimiento de la polis
formaban la falange. Se trataba de una
A partir del siglo vm a. C , las c o m u n i d a d e s griegas c o m e n z a r o n a expandirse
formación en orden cerrado, en la que
e n el territorio; se m u l t i p l i c a r o n en f o r m a acelerada y o c u p a r o n rápidamente
los soldados presentaban sus escudos
las tierras disponibles. Pero la ocupación de tierras n o se realizó en forma igua-
unidos unos en sucesión con los otros
litaria, sino que los grupos aristocráticos se adueñaron de mayores porciones de
y avanzaban con las picas en ataque.
tierras que los demás grupos sociales. Esa situación provocó u n a crisis social en
La longitud de la fila se combinaba
la mayoría de las c o m u n i d a d e s que, e n m u c h o s casos, t e r m i n a r o n f i j a n d o sus
con la profundidad de las columnas
límites por m e d i o de conflictos militares.
de hombres alineados. El peso de las
Durante este período, se p r o d u j o u n proceso de cohesión de las aldeas y los
armas hacía que los movimientos fueran
oikos que d i o n a c i m i e n t o a la polis o ciudad-Estado. Este proceso se d e n o m i n a
lentos, pero la falange en movimiento
sinecismo. E n general, esta evolución se produjo en términos puramente políti-
era muy difícil de detener, incluso
cos, aunque en algunos casos incluyó u n proceso de conquista sobre otras aldeas
por la caballería que poco a poco
o el traslado de grupos h u m a n o s a u n único centro.
fue perdiendo peso en el ejército. Su
Los grupos nobles t u v i e r o n u n papel activo en esta etapa y adquirieron mayor
eficiencia dependía de la capacidad de
poder sobre las c o m u n i d a d e s aldeanas. La monarquía perdió peso y surgieron
maniobra, que radicaba esencialmente
instituciones rotativas y c o n mandatos limitados, ocupadas por los nobles. Los
en la preparación de los infantes para
ex magistrados c o n f o r m a r o n consejos c o n funciones de gobierno. También se
actuar de manera coordinada.
m a n t u v i e r o n expresiones de participación c o m u n i t a r i a campesina que ya exis-
tían, c o m o las asambleas.
Los altares primero, y luego los templos, t u v i e r o n u n papel central en el sine-
cismo. Toda c o m u n i d a d se colocaba bajo la protección de u n a d i v i n i d a d .
La expansión colonial
La consecuencia "externa" de la crisis fue la búsqueda de nuevas tierras. Algunas
comunidades organizaron expediciones; otras, en situaciones de sequías y ham-
brunas, directamente expulsaron a miembros de la c o m u n a . Los griegos se expan-
dieron, entre los siglos vm y vn a. C , sobre territorios costeros del Mediterránec
en el sur de Italia y Sicilia —región l l a m a d a la M a g n a Grecia—, y llegaron hasta
Francia y España, el norte del África y las costas del M a r Negro.
Las ciudades que se f u n d a r o n eran independientes de las metrópolis*. Se las
emplazaba cerca de u n curso de agua dulce, en lugares elegidos, rodeadas con
murallas para que estuvieran b i e n defendidas. Su centro era u n a plaza pública o
agora, donde se construía el t e m p l o . Las mejores tierras circundantes se dividían
en parcelas y, a diferencia de las ciudades de origen, se distribuían en propiedad
Representación en una c e r á m i c a
privada de forma igualitaria entre los colonos. Los colonizadores eran grupos
de hoplitas en c o m b a t e .
p e q u e ñ o s , pero b i e n o r g a n i z a d o s m i l i t a r m e n t e y todos e n edad de c o m b a t i r ' C U 1
t i m i e n t o a la integración.
Los colonos podían ser originarios de diferentes comarcas. Para solucionar las
Glosario
disputas que surgían en algunas colonias, se comenzaron a escribir códigos de leyes.
Esta práctica pasó a las polis del territorio griego, donde aparecieron legisladores. E n
es
* Metrópolis: Se dice de una ciudad
Esta e x p a n s i ó n a u m e n t ó de m a n e r a i m p o r t a n t e el i n t e r c a m b i o c o m e r c i a ) ' nflue
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:ONCEPTOS CLAVE
7/
Aumento demográfico II La polis aristocrática
Ocupación de tierras "Invención" de
Expansión colonial la política
(+INF0)
la política: legisladores y tiranos
jrisis del siglo v m a. C . t u v o consecuencias "externas", c o m o el proceso de
Las mujeres griegas
colonización, pero también consecuencias "internas", ligadas c o n las transforma-
Las mujeres griegas eran ciudadanas,
d o n e s que o c u r r i e r o n en el seno de las c o m u n i d a d e s . A pesar de que la polis se
porque formaban parte activamente
encontraba bajo el poder de la aristocracia, los grupos que f o r m a b a n el pueblo
de sus comunidades y estaban
idemos, en griego) p r o n t o presionaron para obtener mejoras económicas y socia-
protegidas por las leyes. Sin embargo,
les. Algunos de ellos fueron integrados tempranamente; en especial, los c a m p é -
sus derechos eran restringidos, ya que
is m á s ricos, pequeños propietarios de tierras convocados para formar parte
no podían participar de las actividades
del ejército, y a que podían costearse el a r m a m e n t o básico de los h o p l i t a s . Las
políticas que realizaban los hombres.
iades que h i c i e r o n esto se c o n v i r t i e r o n p r o n t o en potencias militares porque
Eran consideradas como "menores de
lograron organizar ejércitos más poderosos. Esos campesinos p r e s i o n a r o n para
e d a d " en términos jurídicos; por eso,
ricipar de manera más activa en el gobierno de las ciudades.
debían permanecer bajo la autoridad
Esta integración condujo a estructuras políticas m á s d e m o c r á t i c a s m e d i a n -
de un tutor, que era su marido, padre o
re la participación de los grupos populares. Sus actores principales f u e r o n dos:
hermano mayor. N o obstante, tenían un
por u n lado, los legisladores, es decir, los magistrados que redactaron códigos
importante protagonismo en los rituales
legales, y por el otro, los tiranos, aquellos que gobernaron alterando las institu-
religiosos y las festividades de la ciudad.
ciones de las polis. Los tiranos, en general, llevaron adelante reformas políticas
Su papel central era la administración del
c o n el apoyo del demos.
oikos, donde estaban confinadas, junto
con sus esclavas, en el gineceo, lugar
H s reformas políticas y la participación donde no podían entrar los hombres.
Buena parte de las reformas políticas que t u v i e r o n lugar e n las ciudades griegas Por otra parte, ellas podían transmitir la
r e u n i e r o n a imitación de lo que sucedía en las colonias. Allí las condiciones para ciudadanía, como en el
ios campesinos eran más igualitarias y en las metrópolis se aspiró a lo m i s m o . El siglo v a. C . en
i r e i o n a r de los legisladores ayudó a definir, a través de los códigos, el alcance de Atenas, donde el
Jos derechos individuales en el seno de las comunidades. E n los códigos también ciudadano era
guiaban las formas de gobierno y los criterios de participación comunales, considerado
griegos llamaban a ese código politeia, que puede traducirse c o m o "constitu- c o m o tal
rrón"; en ese texto, se establecían leyes del ámbito privado y público. cuando era
La inclusión de los miembros de la c o m u n a e n la politeia los hacía portadores hijo de padre
de esos derechos, es decir, los convertía en ciudadanos. Los códigos garantizaban y madre
la capacidad de los ciudadanos de ejercer sus derechos frente a los magistrados y ateniense.
fueces. Las mujeres (+ INFO) y los niños tenían restringidas las prácticas políticas
y jurídicas, mientras que los esclavos y los extranjeros las tenían prohibidas. Mujer de la
A u n q u e los tiranos pertenecían a aristocracia griega
lase aristocrática, m u c h a s veces representada en una c e r á m i c a
r r t u a b a n a f a v o r d e l demos p a r a
acceder al p o d e r y c o m p e t i r c o n
sus pares. E l p u e b l o p r e s i o n ó para
rener u n acceso i g u a l i t a r i o a la tierra,
;ro en general n o logró reformas agra-
;
amplias. E n su lugar, o b t u v o benefi-
Actores sociales
y consecuencias
d o s políticos m e d i a n t e u n a m a y o r par-
pación en el gobierno de la polis. E n 1 Observen el mapa de la página 129
algunas ciudades esto allanó el c a m i - y reconozcan algunas de las ciudades
n o hacia la democracia, palabra que fundadas durante el proceso de
quiere decir " p o d e r del p u e b l o " (de colonización.
kmos, pueblo y kratos, poder). 2 . Realicen un cuadro sinóptico sobre
las consecuencias internas y externas
de la crisis del siglo vm a. C . en las
comunidades griegas.
En esta cerámica se puede apreciar la 3 , Describan brevemente la acción
influencia oriental que recibió el arte desarrollada por los siguientes actores
griego entre el 750 y el 650 a. C . históricos: fundadores, legisladores
y tiranos.
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5. La Grecia clásica
Glosario
(siglos v y iv a. C.)
* Liturgia: Prestación de un servicio Los historiadores denominan " é p o c a clásica" a los siglos v y
público que podía tener diferentes iv a. C. de la historia griega. Esto es así porque las instituciones
formas. En este caso, entre ellas,
fundadas en la polis, construidas sobre los modelos de Atenas y
financiación por parte de los ciudadanos
Esparta, alcanzaron su máximo desarrollo, para después entrar
de obras, festivales, juegos, etcétera.
* Guerras Médicas: La denominación es
en crisis.
de origen griego; proviene de medos,
nombre que les dieron los griegos a los
persas, confundiéndolos con otro pueblo
Griegos y persas
de la misma región. Entre el 490 y el 480 a. C . , los griegos y los persas se enfrentaron e n dos grandes
guerras, conocidas c o m o Guerras Médicas* (+ INFO). A c o m i e n z o s del siglo v a. C.,
los persas a q u e m é n i d a s c o n t r o l a b a n extensos t e r r i t o r i o s : S i r i a y P a l e s t i n a ,
Egipto y L i b i a , A n a t o l i a , y desde l a M e s o p o t a m i a hasta el I n d o . Entre los pue-
C+INFO) blos tributarios d e l gran rey persa se e n c o n t r a b a n las ciudades griegas del Asia
M e n o r . Estas se rebelaron, pero f u e r o n derrotadas por los persas que avanzaron
hacia el occidente o c u p a n d o Tracia y M a c e d o n i a , e n Grecia c o n t i n e n t a l . Luego
Entre la civilización se dirigieron hacia e l sur y t o m a r o n l a isla de Eubea y, f i n a l m e n t e , pasaron a la
y la barbarie p l a n i c i e de Maratón, a u n o s 40 kilómetros de Atenas. Allí se e n f r e n t a r o n c o n
Heródoto, a través de su Historia, es la los atenienses y f u e r o n derrotados; entonces, se retiraron de f o r m a temporaria
mejor fuente para conocer el conflicto hacia el Asia M e n o r .
entre griegos y persas. A lo largo de A n t e l a p o s i b i l i d a d de u n a futura invasión persa, e l general y estadista ate-
los siglos, este enfrentamiento fue niense Temístocles impulsó l a construcción de u n a gran flota de 200 trirremes
presentado como una lucha entre la pagada c o n l a p l a t a de las m i n a s d e l sur d e l Ática. E l m a n t e n i m i e n t o de las
civilización y la barbarie. De hecho, naves, así c o m o los sueldos de sus remeros - l a mayoría de ellos de l a clase de
Heródoto llama a los persas: "bárbaros", los thetes-, se costeaban mediante liturgias* a cargo de ciudadanos ricos. Hacia
palabra con que los griegos identificaban el 480 a. C . , e l rey Jerjes c o m e n z ó u n a segunda invasión, m o v i l i z a n d o alrede-
a aquellos que no hablaban su lengua, d o r de 200.000 combatientes y 1.000 n a v i o s . Las poleis griegas c o n f o r m a r o n
es decir que balbuceaban (decían "bar- u n a liga militar encabezada p o r Esparta que derrotó e n varias batallas a los
bar"). Aristóteles, en su obra Política, persas. A través del paso de las Termopilas, d o n d e fueron retrasados p o r u n des-
argumentaba que los persas eran tacamento espartano que se i n m o l ó hasta e l último de sus soldados, los persas
naturalmente propensos a la esclavitud. i n v a d i e r o n Beocia y t o m a r o n l a c i u d a d de Atenas que había sido evacuada por
Sin embargo, la civilización persa era Temístocles. La f l o t a griega derrotó a l a persa e n S a l a m i n a y M i c a l a , mientras
enormemente refinada, tanto o más que que sus falanges se i m p u s i e r o n e n Platea.
la griega, y continuó siéndolo durante
toda la Antigüedad.
La Liga de Délos
Hacia e l f i n a l de este enfrentamiento, los espartanos dejaron el c o m a n d o de la
alianza militar, que fue t o m a d o por Atenas. E n e l 478 a. C . , se decidió prolongar
Un trirreme ateniense. Esta e m b a r c a c i ó n
esta alianza de forma indefinida, llamándola Liga de Délos. Su tesoro se encontra-
alcanzaba gran capacidad de maniobra por
la a c c i ó n de tres hileras de remeros que la ba e n el santuario de Apolo, e n la isla de Délos, donde se reunían sus miembros.
m o v í a n y, c o n el espolón del frente, e m b e s t í a n U n a gran c a n t i d a d de ciudades d e l Egeo contribuían a l m a n t e n i m i e n t o de
a los barcos enemigos para hundirlos. u n f o n d o c o m ú n para solventar u n ejército e n operaciones, a través de d i n e r o
o de c o n t r i b u c i o n e s c o n barcos y h o m b r e s . Supuestamente, todos los partici-
pantes de l a liga tenían u n v o t o i g u a l i t a r i o e n u n a asamblea c o m ú n , pero e n
la práctica Atenas terminó controlándola a causa de su poder. M i e n t r a s las res-
tantes ciudades preferían aportar dinero, los atenienses, c o n esos fondos, cons-
truían barcos e n l o s astilleros d e l P i r e o . Así, d a b a n trabajo a sus artesanos y
pagaban los sueldos de los marineros que contrataban entre los thetes, m u c h o s
de los cuales n o tenían tierras para sustentarse.
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;0NCEPT05 CLAVE
Polis clásica
Griegos y persas
Liga délico-ática
77 Liga espartana
Guerra del
Peloponeso
(+INF0)
i^Hricles, la democracia radical y el imperialismo
:ia el 461 a. C , después de l a muerte de Enaltes, P e r i c l e s se convirtió e n el
El rival de Pericles
¡ caudillo del demos y se p r o f u n d i z a r o n las políticas d e m o c r á t i c a s (+ INFO). Varios
Cimón (510-450 a. C.) fue un general
nechos c o n t r i b u y e r o n a que esto ocurriera. Por u n lado, el creciente poder de la
y político ateniense, miembro de una
nota ateniense, la base real de su poderío militar, que descansaba sobre el reclu-
familia aristocrática, que tuvo repetidas
| tamiento de los sectores m á s pobres de la sociedad, los thetes. Las clases h o p l i -
veces el apoyo popular y especialmente
rormadas por los sectores propietarios medios y altos, habían p e r d i d o peso y
el de los miembros de la nobleza.
rrestigio. La boulé y la Asamblea, d o n d e el demos hacía pesar su número, a u m e n -
Sostuvo una posición pro-espartana y se
taron su poder de decisión junto c o n el desarrollo de l a p o l í t i c a i m p e r i a l i s t a de
enfrentó con Efialtes y Pericles, los jefes
i t r o l sobre otras poleis que se instrumentaba a través de la Liga de Délos.
de la facción democrática. Aristóteles,
Las preocupaciones centrales del gobierno democrático pasaron a estar relacio-
en la Constitución de los atenienses,
nadas c o n los asuntos exteriores. Rendiciones de cuentas y listas de los cobros de
dice que Cimón poseía una hacienda
los tributos a las ciudades de la Liga eran confeccionadas por comités de trabajos
principesca y que desempeñaba las
públicos y tesoreros de los templos, d o n d e se empleaban los recursos económi-
liturgias públicas con gran lujo. También
I eos. Estos fondos provenían directamente de la administración del tesoro común,
menciona que mantenía a muchos de
l e v a d o desde Délos a la Acrópolis de Atenas c o n el argumento de que allí esta-
los de su demos, que podían obtener
nejor protegido. L a remodelación de la Acrópolis, la construcción de nuevos
diariamente alimento en su casa, y que
:trnplos y la creación de obras de arte se solventaron c o n ese dinero. También se
sus fincas estaban abiertas para el que
mejoraron las instalaciones del puerto del Pireo, que fue u n i d o a Atenas por unas
quisiera disfrutar de la cosecha. Plutarco,
[ murallas llamadas los " M u r o s Largos", para garantizar que durante u n asedio la
en su Vida de Cimón, cuenta que lo
Jad pudiera conectarse c o n el exterior por m e d i o de su flota.
acompañaban unos jóvenes bien vestidos
que les daban sus capas a los pobres
l i a redistribución de los recursos y deslizaban dinero en sus manos.
Pericles impulsó la r e t r i b u c i ó n m o n e t a r i a por el ejercicio de ciertos cargos ofi- Aristóteles se queja de la política de
ciales. Los q u i n i e n t o s consejeros de la boulé y los arcontes recibieron u n a paga Pericles, porque dice que actuaba como
f anual. Los jueces, que eran sorteados de entre los 6.000 que se elegían a n u a l m e n - Cimón, pero con el dinero de la polis.
obraban u n jornal por cada día en que administraban justicia. Esta paga per-
mitía que hasta los ciudadanos más pobres p u d i e r a n dedicarse de manera c o m -
rleta al ejercicio de las funciones políticas, l o que de otra f o r m a n o se h u b i e r a
logrado. También se compensaba c o n u n jornal a quienes asistían a las reuniones
de la Asamblea y a los festivales religiosos, cuando se hacían representaciones de
medias y comedias.
El poder de Atenas e n l a Liga llevó a que algunas ciudades trataran de sepa-
I iarse de ella. Esparta apoyó los desacuerdos pues observaba c o n recelo el creci-
I miento ateniense. L a respuesta militar de Atenas e n esos casos fue dura, llegando
-ees a esclavizar a los rebeldes. E n algunos casos se asentaron cíemeos en esas
lades. Se trataba de ciudadanos atenienses pobres a quienes se les otorgaban
lotes de tierra para que se m a n t u v i e r a n . D e esta manera, Atenas lograba u n doble
rropósito: se liberaba de u n a presencia conflictiva, a la vez que instalaba guarni-
I dones en las ciudades rebeldes.
Busto d e Pericles.
Teatro de Epidauro.
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^ Glosario
La Guerra del Peloponeso
D u r a n t e los años que s i g u i e r o n a las guerras c o n los persas, los espartanos se
* Hegemonía: Supremacía que una
refugiaron en u n a política aislacionista. Su poder estaba centrado en la L i g a d e l
población, un Estado o conjunto de
P e l o p o n e s o , alianza que incluía a la m a y o r parte de las ciudades de la región.
Estados ejerce sobre otras poblaciones,
H a c i a m e d i a d o s d e l siglo v a. C , se p r o d u j e r o n c o n f l i c t o s m i l i t a r e s entre
debido a su mayor potencial económico,
aliados de esta liga y los atenienses, quienes regían la Liga de Délos, a causa de
político o militar.
la agresiva política que i m p u l s a b a Pericles, pero n o se llegó a u n enfrentamien-
to abierto entre ambos Estados. M e d i a n t e la firma de u n tratado, la l l a m a d a P a z
de los T r e i n t a Años (445 a. C ) , q u e d a r o n configurados dos b l o q u e s a n t a g ó n i -
cos que buscaron el apoyo de las ciudades que permanecían neutrales.
r Pero la paz n o llegó a durar treinta años y la g u e r r a se inició e n el 431 a. C .
Si ingresan en el sitio www.youtube.com • c o m o c o n s e c u e n c i a de v a r i o s c o n f l i c t o s c o n C o r i n t o , a l i a d o de la L i g a d e l
y en su buscador tipean "Desastre en Peloponeso, que tenía u n a i m p o r t a n t e flota de cien trirremes. Entre otras accio-
Atenas. Guerra del Peloponeso" van nes, los corintios a p o y a r o n la revuelta de Potidea contra la Liga de Délos, cuyo
a encontrar un documental producido puerto era importantísimo para Atenas e n la ruta de los barcos mercantes que
por el History Channel dedicado a este llevaban el trigo a su c i u d a d desde el M a r Negro.
conflicto bélico. Observen las imágenes
y escuchen atentamente
el relato en off y los comentarios de Distintas estrateaias militares
los historiadores que participan de ese Atenas y Esparta eran dos p o t e n c i a s m i l i t a r e s h e g e m ó n i c a s diferentes, u n a
programa. Analicen: ¿Qué diferencias marítima y la otra terrestre. Los atenienses trataron de n o enfrentar a la infantería
existían entre Esparta y Atenas en materia enemiga que era superior, realizaron incursiones marítimas rápidas y bloquearon
política y militar? ¿Cuáles fueron las puertos enemigos. A c e p t a r o n el consejo de Pericles de encerrarse e n los M u r o s
causas del conflicto? ¿Cuál fue el papel Largos dejando los campos a merced de las invasiones periódicas de las tropas del
de las ciudades aliadas de Esparta y de
Peloponeso. Estas medidas n o t u v i e r o n consecuencias económicas, puesto que
Atenas en el desarrollo de la guerra?
el puerto del Pireo c o n t i n u a b a f u n c i o n a n d o n o r m a l m e n t e y la ciudad podía ser
¿Por qué el documental se titula
abastecida. S i n embargo, generó descontento, especialmente entre los propieta-
"desastre en Atenas"? ¿Qué aportes
rios de tierras. Por otra parte, el h a c i n a m i e n t o d e n t r o de las m u r a l l a s llevó al
les brinda el documental para la
comprensión del tema? brote de u n a e p i d e m i a en el 429 a. C , que p r o d u j o u n a gran m o r t a n d a d . Entre
los fallecidos se encontraba el propio Pericles.
E n el 415 a. C , u n a fracasada invasión de Atenas a Siracusa, e n Sicilia, ter-
m i n ó c o n la pérdida de más de doscientos barcos y u n a gran c a n t i d a d de h o m -
bres. Ese fue el c o m i e n z o d e l d e c l i v e d e l p o d e r ateniense. De todas maneras,
Esparta, para v e n c e r a Atenas, recibió u n i n m e n s o a p o r t e de o r o p e r s a , que
solventó la flota que triunfó sobre la ateniense. E n el año 404 a. C , la Asamblea
ateniense f i n a l m e n t e capituló. D e b i e r o n entregar todas sus naves y derrumbar
los M u r o s Largos y las murallas del Pireo. Entonces se i m p u s o u n g o b i e r n o de
corte oligárquico, c o n o c i d o c o m o de los T r e i n t a T i r a n o s , que inició u n a san-
grienta persecución política contra los líderes democráticos. E n p o c o menos de
u n año, sin embargo, los defensores de la democracia c o n s i g u i e r o n reimplantar
el gobierno democrático.
E l f i n del siglo era testigo de m u c h o s interrogantes abiertos p o r la G u e r r a
del Peloponeso. Las hegemonías y las alianzas d e l período de la guerra habían
demostrado que la polis n o podía mantener su autonomía n i en el p l a n o político
n i en el militar.
filosofía y la historia
primer saber de los griegos fue u n a reflexión m o r a l y política sobre los funda-
íentos de u n n u e v o o r d e n h u m a n o , el de la polis t o m a d a c o m o centro, c o m o
Máscaras trágicas
Dsmos. La filosofía, e n el sentido de " a m o r p o r la sabiduría", fue la d i s c i p l i n a
del teatro griego.
ladre a partir de la cual se desarrollaron saberes particulares. Los primeros filó-
DÍOS, c o m o Tales, A n a x i m a n d r o , Parménides y Zenón, entre otros, s o n l l a m a -
DS presocráticos y solo se conservan fragmentos de sus obras. Los filósofos más El origen de la tragedia
iportantes fueron Sócrates (470-399 a. C ) , q u i e n t u v o p o r discípulo a P l a t ó n Según Aristóteles, el origen de la tragedia
127-347 a. C ) , q u i e n , a su vez, fue maestro de A r i s t ó t e l e s (384-322 a. C ) . se encuentra en el ditirambo, una
crates n o dejó escritos, pero se conoce su pensamiento p r i n c i p a l m e n t e a par- improvisación coral en honor del dios
• de la obra de Platón. Este último escribió gran cantidad de obras en forma de Dioniso en el Ática. Luego evoluciona
álogos; entre ellas, El Banquete, La República y Las Leyes. Aristóteles escribió u n a hacia el drama trágico, especialmente a
asta obra; sus textos más importantes son La Metafísica y La Política (+ INFO). partir de las modificaciones que impone
La h i s t o r i a nació c o m o d i s c i p l i n a e n Grecia, c o n H e r ó d o t o de H a l i c a r n a s o , Esquilo (525-456 a. C ) , quien introduce
acia mediados del siglo v a. C . A diferencia de la poesía épica, c o m o La Ilíada y un segundo actor, máscaras y coturnos .
i Odisea, los fenómenos maravillosos y las acciones de los dioses n o tienen lugar Sófocles (495-406 a. C.) incluye luego a
esta narrativa. Se presentan explicaciones racionales y las causas son el resulta- un tercer actor y una mayor complejidad
5 de las acciones humanas. La palabra " h i s t o r i a " e n griego está relacionada c o n psicológica de los personajes. Eurípides
la raíz de "saber" por haber visto u oído algo, por l o que quiere decir "investiga- (480-406 a. C ) , finalmente, introduce el
ción" basada e n la observación. Heródoto volcó en su Historia el resultado de sus realismo en la tragedia. La comedia era
investigaciones sobre las causas del enfrentamiento entre los griegos y los persas. una representación cómica, y el autor más
conocido es Aristófanes (444-385 a. C ) .
Las obras, que trataban temas y
problemáticas centrales para la sociedad,
se escribían para ser representadas una
Análisis de fuentes
única vez en festividades religiosas. El
pueblo reunido en esas ocasiones elegía
1. Lean el fragmento de un discurso de Pericles, que corresponde al momento
las mejores obras.
en que se había desatado la peste y los atenienses comenzaban a flaquear.
(+INF0)
L a batalla de Queronea y la unificación
[del mundo griego
Los cambios militares
; a m e n t o d e l p o d e r de M a c e d o n i a se h i z o sentir p o r su i n t e r v e n c i ó n e n l a Durante el siglo iv a. C , se produjeron
política de las ciudades griegas. E n Atenas, el líder de la facción democrática, importantes cambios militares en
Demóstenes, se pronunció e n contra de este proceso. E n cambio, m u c h o s griegos, el mundo griego. Los ejércitos de
mo los de Argos y Mesenia e n el Peloponeso, se apoyaron e n el poder de Filipo ciudadanos progresivamente fueron
« a garantizar las libertades locales e n c o n t r a de Esparta. E n l a m i s m a Atenas reemplazados por tropas mercenarias
algunos veían e n F i l i p o a la persona capaz de controlar la presión democrática y ejércitos profesionales que podían
radical y de encarnar el sueño de u n a unidad política panhelénica (+ INFO). realizar campañas por largos períodos.
Hacia el 340 a. C , el expansionismo macedonio sobre la región de Tracia Además, surgieron nuevas técnicas
a m e n a z ó l a ruta d e l trigo de Atenas. Además, l a creciente i n t e r v e n c i ó n e n l a militares. Ya en la Guerra del Peloponeso,
a de Eubea alertó a los tebanos. Por eso, tebanos y atenienses se a l i a r o n c o n - los atenienses habían usado tropas
M a c e d o n i a , pero f u e r o n v e n c i d o s e n la batalla de Q u e r o n e a e n el 338 a. C. ligeras (los peltastas y los honderos)
te t r i u n f o llevó al poder a los grupos políticos p r o - m a c e d o n i o s e n las diferen- para hostigar a los hoplitas. La falange
tes ciudades, que o r g a n i z a r o n la Liga de Corinto. Así, el m u n d o griego se u n i - tebana profundizó las columnas de la
ficó bajo la h e g e m o n í a m a c e d ó n i c a . infantería, lo que explica su victoria
sobre Esparta. Filipo II incorporó el uso
de la caballería, en desuso en la época
clásica, combinada con la infantería. Para
Durante el siglo iv a. C , se produjo u n cambio de las representaciones políticas, es
esta época se desarrollaron las técnicas
decir, e n l a m a n e r a e n que l o s griegos p e n s a b a n sus i n s t i t u c i o n e s políticas.
de asedio de ciudades fortificadas y el
Durante el siglo anterior, n o ponían e n duda que la polis era el marco institucio-
uso de maquinarias de guerra, como
propio de la v i d a e n c o m u n i d a d . Pero los acontecimientos políticos y milita-
las empleadas por Alejandro. Este
res posteriores los h i c i e r o n cambiar de opinión.
general también utilizó tropas de reserva
Para m u c h o s griegos la m o n a r q u í a aparecía c o m o u n a solución a l a crisis per-
para volcar al campo de combate en
manente que resultaba de la l u c h a política e n l a p o l i s . E l ateniense J e n o f o n t e
momentos críticos y pasó los generales a
escribió u n a biografía que alababa al rey persa C i r o . Isócrates, también atenien-
la retaguardia.
propuso establecer u n a alianza p a n h e l é n i c a , bajo u n a figura hegemónica,
rara conquistar el O r i e n t e . L a figura de F i l i p o II se ajustaba a ese planteo, pero Falange m a c e d o n i a .
Isócrates aspiraba a u n a empresa c o m ú n y n o a u n a conquista del m u n d o griego,
no finalmente sucedió.
Platón y Aristóteles r e f l e x i o n a r o n sobre los sistemas políticos basados e n las
instituciones de la polis para tratar de que n o estuvieran sujetos a la inestabi-
lidad. E n La República, Platón i m a g i n ó u n a p o l i s utópica, pero e n sus escritos
más tardíos, Las leyes y El Político, fue crítico de esas primeras ideas. Aristóteles,
e n La Política, trató de llegar a u n resultado r a c i o n a l a través del análisis de las
constituciones griegas, c o m p a r a n d o sus ventajas y contradicciones. Estos auto-
res v a l o r a b a n las c o n s t i t u c i o n e s aristocráticas e n las cuales los c i u d a d a n o s n o
estaban ligados a las f u n c i o n e s p r o d u c t i v a s y disponían de t i e m p o libre para
dedicarle a la política.
Glosario
1BJ3HSBI
* Panhelénico: Relativo a la totalidad de
Grecia (el prefijo " p a n " significa "todos").
f
* Peltastas: Se llamaba así a los infantes
Pasado y presente que llevaban un escudo de mimbre
pequeño y liviano (llamado pelta), sin
1. Busquen en libros o en Internet información sobre las siguientes armadura, lo que les permitía una gran
festividades religiosas panhelénicas: los juegos olímpicos, los juegos píticos y movilidad.
los juegos ístmicos. Escriban un informe explicando dónde se desarrollaban,
cada cuánto tiempo, con qué motivo y qué actividades incluían.
2 . Comparen los juegos olímpicos de la Grecia antigua con los que se
celebran en el m u n d o actual. Señalen las semejanzas y las diferencias.
147
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7. La expansión helenística
^ Glosario
Los griegos conquistaron Anatolia, Egipto, Siria, Palestina y
* Sátrapas: Significa "protector de la Persia, a fines del siglo iv a. C. Algunos de esos territorios
tierra"; así se llamó a los gobernadores
se perdieron pronto, pero el Cercano Oriente y Egipto
de las provincias del imperio Persa.
quedaron bajo la influencia griega hasta la conquista de Roma.
Darío I dividió a su imperio en veinte
provincias o satrapías. Alejandro
Después de la muerte de Alejandro M a g n o , en esas regiones
conservó este sistema de gobierno se conformaron los reinos helenísticos.
durante su imperio. Los sátrapas
se encargaban del cobro de los
impuestos, controlaban a los oficiales
locales y a las tribus, y eran los jueces
El siguiente paso m i l i t a r i m a g i n a d o p o r F i l i p o era la c o n q u i s t a de Persia. Pero
supremos de la provincia.
e n el año 336 a. C . fue asesinado a puñaladas c u a n d o estaba a p u n t o de casarse.
* Prosquinesis: Saludo persa. Cuando
Las causas de su muerte n o son claras, pero p r o b a b l e m e n t e estén relacionadas
se encontraban dos persas del mismo
c o n algún c o n f l i c t o p a s i o n a l . Sorprendentemente, las doce estatuas de los dio-
rango, se besaban en los labios a
ses que habían pasado e n procesión en la b o d a estaban seguidas por la decimo-
modo de saludo; si uno era de rango
tercera del m i s m o F i l i p o . La mayoría de los griegos n o habría considerado acep-
ligeramente inferior, besaba al otro
table esta u n i ó n de sus dioses c o n u n m o r t a l , pero esta i n n o v a c i ó n anticipaba
en la mejilla; cuando era de un rango
algunos de los p r o f u n d o s cambios que se darían e n p o c o t i e m p o más.
muy inferior, se postraba frente al otro.
La sucesión de F i l i p o fue p o c o d i s p u t a d a . Su h i j o A l e j a n d r o - l u e g o b a u t i -
zado " A l e j a n d r o M a g n o " (el g r a n d e ) - se h i z o rápidamente cargo d e l t r o n o y
I e l i m i n ó a los potenciales rivales. Fuera de M a c e d o n i a , Iliria y luego Tebas se
(+INF0) levantaron, pero fueron rápidamente reprimidas p o r los m a c e d o n i o s de mane-
ra sangrienta. Los restantes griegos, especialmente los atenienses y espartanos,
se m a n t u v i e r o n expectantes, pero n o t o m a r o n n i n g u n a i n i c i a t i v a .
Alejandro, el fundador
de ciudades
Alejandro realizó una gran actividad La conquista del Oriente
civilizadora, como continuación E n el 334 a. C , después de dejar Grecia a cargo del general Antípatro, Alejandro
de la que había iniciado su padre, cruzó el Helesponto y comenzó la campaña del Oriente derrotando a los persas
Filipo. Muchas de esas "fundaciones" e n el río Gránico, en A n a t o l i a . E n esos territorios designó sátrapas de origen
alejandrinas ya eran en realidad centros macedonio y cobró t r i b u t o s sobre el territorio, pero n o sobre las ciudades. En la
de población. Algunas se fundaron c o m o costa de A n a t o l i a fundó sus primeras c i u d a d e s , acción que luego multiplicaría
poleis, es decir, comunidades cívicas con (+ INFO). E n la batalla de Iso, e n el norte de la costa fenicia, Alejandro derrotó al
magistraturas y asambleas; otras eran rey persa Darío, q u i e n se d i o a la fuga.
simples asentamientos militares. N o A l t o m a r los grandes puertos fenicios de Tiro y Gaza, controló la flota persa
todas tuvieron un mismo objetivo. En d e l Egeo y aseguró su r e t a g u a r d i a . L u e g o se dirigió a E g i p t o , d o n d e f u n d e
algunos casos se priorizaron los aspectos A l e j a n d r í a , la p r i m e r a de las grandes ciudades que llevarían su n o m b r e , y la
militares; en otros, las ciudades fueron mayor del m u n d o helenístico.
pensadas para albergar a los griegos E l sacerdote d e l oráculo de A m ó n aseguró a A l e j a n d r o su filiación d i v i n a .
que vivirían allí, gobernando sobre los Entonces, A l e j a n d r o se asumió c o m o faraón, u n dios e n v i d a , e i m p u l s a d o por
grupos indígenas, con la intención de esta condición, se dirigió a M e s o p o t a m i a y en el 331 a. C . venció en la batalla
recrear las condiciones de su país. final al rey Darío. Poco después tomó Babilonia y Susa, la capital del reino persa
y se apropió de su gran tesoro.
A la muerte de Darío, A l e j a n d r o se c o r o n ó rey de Persia y empezó a llevar
algunos de sus atributos. Esta o r i e n t a l i z a c i ó n de los usos y costumbres, c o m o
la v o l u n t a d de i m p o n e r la p r o s q u i n e s i s , u n saludo persa, disgustó a sus compa-
ñeros. El descontento derivó e n u n a presunta conspiración, que provocó la eje-
cución de m u c h o s de ellos. S i n embargo, en algunos casos, A l e j a n d r o t u v o que
ceder a algunos requerimientos, ante el descontento de las tropas.
Alejandro continuó su campaña hasta la India; conquistó Bactria y Sogdiana y
retornó a la M e s o p o t a m i a . E n todos estos territorios fundó varias ciudades. E n el
año 323 a. C , murió imprevistamente e n B a b i l o n i a a causa de u n a enfermedad,
después de beber e n exceso en u n banquete.
Glosario
n cambio en la imagen del poder Gobierno de una sola persona
reinado de A l e j a n d r o a n u n c i ó m u c h o s de los aspectos que luego d o m i n a r o n que impone su voluntad y autoridad.
el m u n d o griego posterior. L a figura m o n á r q u i c a c o n u n poder a u t o c r á t i c o , * Mecenazgo: Protección que daba el rey
más propia de la tradición oriental, terminó imponiéndose entre los griegos. E l a los artistas e intelectuales.
poder de A l e j a n d r o se sostuvo n o solo e n sus virtudes extraordinarias c o m o jefe * Helenización: Adopción de rasgos y
militar, sino también e n los elementos religiosos que l o acercaban a u n a divini- costumbres de los griegos.
zación. C o n las ciudades estableció relaciones de autocracia velada, d o n d e la
concesión de derechos de autonomía era p r o d u c t o de su decisión y se sostenía,
fondo, e n la amenaza p o r su capacidad de represión. Anticipó también las
(+INF0)
funciones de mecenazgo que t u v i e r o n los monarcas helenísticos, f o m e n t a n d o
ia cultura al rodearse de artistas, historiadores y otros intelectuales.
La h e l e n i z a c i ó n n o afectó e n p r o f u n d i d a d los territorios del Oriente, salvo El aporte de la numismática
las regiones ya expuestas a ese proceso. Por el contrario, la transformación e n el La numismática es una ciencia auxiliar
ercicio del poder alteró p r o f u n d a m e n t e las c o n d i c i o n e s políticas e n el m u n d o de la historia que estudia las monedas y
griego. N i n g u n o de los generales que c o m b a t i e r o n entre sí para heredar el i m p e - medallas. A veces estas fuentes materiales
rio de A l e j a n d r o t u v o la audacia de i m a g i n a r otro m o d e l o de poder. L a monar- son centrales para cooperar en la
quía pasó a ser la f o r m a p r o p i a del gobierno de los griegos y la polis, e n tanto datación de los hallazgos arqueológicos.
l>tado, desapareció c o m o u n a o p c i ó n p o l í t i c a . E n l o e c o n ó m i c o h u b o u n a Su estudio no solo permite entender
regración que se ve a través de la numismática (+ INFO). A l e j a n d r o los aspectos económicos de un período
acuñó u n a m o n e d a u n i f o r m e e n el i m p e r i o , q u e d u r a n t e los histórico, sino que ayuda a observar
doscientos a ñ o s siguientes, fue e m i t i d a p o r los reyes y las los mecanismos de publicidad y
udades. Su i m a g e n se m a n t u v o e n ellas c o m o u n a bús- difusión de mensajes políticos.
queda de l e g i t i m i d a d p o r parte de sus sucesores y p o r - Se debe de tener en cuenta
que remitía a u n a m o n e d a que o r i g i n a r i a m e n t e había que en la Antigüedad era uno
sido confiable por la pureza del m e t a l . de los pocos mecanismos
de difusión masiva de las
imágenes y mensajes cortos
que estaban impresos en
sus caras.
M o n e d a c o n el rostro de
Alejandro M a g n o emitida
p o r Lisímaco (305-281 a. C ) .
Las conquistas de A l e j a n d r o M a g n o
A
'° Danubio
Mar Negro
Alejandría
Heraclea
# Sínope 'de Escata
Esparta CAPADOCIA
Halicarnaso
Alejandría/ C~
de Isa* /VO.<f
Mar <
Mediterráneo
Damasco
Panetonion
Alejandría
Alejandri* Opiena
Menfis"
ARAB INDIA
5>
Referencias
EGIPTO 2
Imperio de Alejandro Magno
Mar «i Itinerario de Alejandro
ROJO «•••— Itinerario de Cratero 325 a.C
Tebas.
\ « . Expedición marítima de Nearco 325 a.C.
• Ciudades fundadas por Alejandro
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1. El Lacio antiguo y el origen
Glosario de la civitas 1
* Foi Espacio abierto en el centro de
La llanura del Lacio (en latín, Latium), región del centro-oeste de
las ciudades romanas, con funciones la península itálica, es el sitio donde se instaló la ciudad de Roma.
mercantiles y políticas. A su alrededor Sus habitantes recibían el nombre de latinos y eran un grupo de
se levantaban los principales edificios pueblos de origen indoeuropeo, asentados en aldeas dispersas.
públicos. Hacia el siglo vn a. C , comenzó un período de sinecismo en
comunidades mayores que dieron origen a las ciudades latinas.
Otras páginas
monarquía r o m a n a
Relean en las páginas 138 y 139, del
historiadores actuales n o tiene certezas acerca del c o m i e n z o y la duración del
capítulo 5, los textos acerca de las
ríodo de la m o n a r q u í a romana. Los r o m a n o s escribieron su p r o p i a historia
reformas de Solón y Clístenes.
en los siglos n y i a. C . La monarquía había tenido lugar m u c h o t i e m p o antes.
Los r o m a n o s sostenían que el p r i m e r rey había sido Rómulo y que luego l o
habían sucedido otros seis. Sin embargo, para los especialistas, las figuras de Rómulo
sus tres sucesores n o parecen ser personajes históricos, sino más b i e n figuras míti- Glosario
s. Se cree, sin embargo, que el c o m i e n z o de la monarquía estuvo relacionado
con los cambios producidos hacia fines del siglo vn a. C . y que dieron comienzo al lomic Asamblea donde el pueblo
desarrollo de la ciudad-Estado. Su origen se sitúa cerca del año 625 a. C , fecha más romano votaba. En los comicios no se
probable que la que indica el m i t o de la fundación de Roma (753 a. C ) . deliberaba, solo se votaba.
Los d o c u m e n t o s de la época p e r m i t e n saber que la m o n a r q u í a r o m a n a era
licia y electiva. C u a n d o el m o n a r c a moría, el poder volvía a m a n o s del c o n -
de los jefes de las familias extensas, que elegía u n sucesor y sometía la deci-
sión a la aprobación popular. El pueblo estaba d i v i d i d o e n tres tribus, y estas a (+INF0)
su vez en curias ("reunión de varones"). L a asamblea que reunía a las curias se
llamaba comicio curiado.
El gobierno de Servio Tulio
Los últimos tres reyes aparecen en los d o c u m e n t o s de f o r m a más clara c o m o
La primera medida de Servio Tulio fue
ñguras históricas. Sus nombres señalan u n a ascendencia etrusca. Según el histo-
impulsar una reforma similar a la del
riador Tito L i v i o , alrededor del 530 a. C . llegó al poder el anteúltimo rey, Servio
griego Solón, con la intención de lograr
Tulio (+ INFO). Este rey fue asesinado por su sucesor, Lucio Tarquino, en el 535 a. C .
el apoyo de los sectores populares y
cuien i m p u s o u n gobierno autoritario, hasta que fue destituido por la aristocracia
así sostenerse contra la opinión de la
en el 508 a. C .
aristocracia. Organizó un censo que
Italia en los o r í g e n e s de R o m a permitió identificar a los ciudadanos de
acuerdo con su nivel de riqueza. Por
encima quedó el grupo de ciudadanos
que podía solventarse el armamento
necesario para formar parte de la
infantería hoplita. La medida permitió
duplicar la capacidad militar de los
romanos y convirtió a Roma en una
ciudad muy poderosa en el Lacio. Servio
también creó los comicios centuriados,
que reunían al pueblo en unidades
llamadas centurias, y reorganizó las tribus
como circunscipciones territoriales donde
los ciudadanos eran registrados al nacer.
Brindisi ACTIVIDADES
Ñapóles
Casos comparados
CERDEÑA
1. Lean el mito de la fundación de
Roma y c o m p á r e n l o con la información
arqueológica. ¿Creen que se puede
hablar de una "fundación" de Roma?
M o r 2 . C o m p a r e n las reformas griegas de
SICILIA Mar
Agrigento Solón y Clístenes con la de Servio Tulio.
Jónico ¿Por qué puede decirse que la de Servio
CARTAGO Slracusa
lj~ fue una reforma popular?
O 3. ¿Con qué espacio de la polis griega se
Escala gráfica
200 puede comparar el foro romano?
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República Leyes de las XII tablas
Patricios y plebeyos Conquista de Italia
Imperio mediterráneo
(+INF0)
¡Las instituciones plebeyas
Después de l a secesión, los plebeyos organizaron instituciones propias. N o m b r a r o n
a los t r i b u n o s de l a plebe, a semejanza de los cónsules, los declararon personas Las deudas y la secesión
sagradas e inviolables y juraron protegerlos. Por ese m o t i v o , si alguien agredía a plebeya
'. :>s tribunos de la plebe, podría ser condenado a pena de muerte. El historiador Tito Livio cuenta que
Los t r i b u n o s eran elegidos en la asamblea plebeya, l l a m a d a concilio d e la en un momento en que la guerra era
plebe. Fueron investidos c o n el poder de intercesión, que consistía en la capaci- inminente, la ciudad de Roma estaba
dad de reclamar por u n plebeyo ante el abuso de los magistrados patricios, garan- dividida entre patricios y plebeyos por
tizando su derecho a la provocatio o apelación. la cuestión de la esclavitud por deudas.
Los plebeyos construyeron u n t e m p l o para sus dioses y n o m b r a r o n ediles p l e - Ese conflicto se vio agravado por la
beyos, magistrados encargados de mantener el t e m p l o . E n la práctica, c o m o h a n situación de un hombre que apareció
i n a l a d o algunos historiadores, esta organización plebeya significó la creación de en el foro cubierto con harapos,
u n Estado dentro del Estado. Los plebeyos presionaron para que estas organiza- descuidado y hambriento, quien había
ciones fueran reconocidas c o m o instituciones de la civitas. comandado en algún momento una
E n el 450 a. C , después de varios años de enfrentamientos, patricios y pié- centuria y había realizado hechos
is acordaron n o m b r a r u n cuerpo de diez m i e m b r o s para que redactaran u n militares de valor. Al ser interrogado
; x l i g o legal, c o n o c i d o c o m o leyes d e las x n t a b l a s porque fue escrito sobre por la multitud sobre la causa de su
: : c e tablillas, que garantizara la igualdad para todos. U n año después, los cón- penosa situación, el centurión contó
sules i m p u l s a r o n la votación de u n a serie de leyes que reconocían a las organi- que mientras él estaba en la guerra, sus
zaciones plebeyas. U n p r i m e r grupo de esas leyes equiparaba los p l e b i s c i t o s , es tierras habían sido devastadas, su granja
decir, lo votado por el c o n c i l i o de la plebe, c o n las leyes votadas en los comicios incendiada y sus bienes saqueados.
regulares. U n segundo grupo de leyes se ocupaba de reafirmar el derecho de ape- Entonces se le habían reclamado los
l d e n de todos los ciudadanos, y u n tercer grupo ratificaba el carácter sacrosanto impuestos y había contraído una deuda
r inviolable de la persona de los tribunos. que, incrementada por los intereses, le
había hecho perder tocios sus bienes,
y finalmente hasta su propio cuerpo.
L¿ i m p o r t a n c i a de las leyes de las xn tablas radica e n que fijaban la ley r o m a n a La multitud se levantó entonces
r o r escrito, es decir, la ley dejaba de estar enmarcada en el ámbito de las costum- contra los magistrados que permitían
bres y se formalizaba. E l código de las xn tablas reglamentaba diversos aspectos esas situaciones, lo que finalmente
~e la vida r o m a n a , c o m o el derecho d e l padre de vender a su h i j o ; de abando- desembocó en la retirada de la plebe
narlo, en caso de que fuera deforme; el poder que adquiría el m a r i d o sobre su hacia el monte Sacro y su negativa a
mujer en el m a t r i m o n i o , y la prohibición del casamiento entre patricios y plebe- combatir.
v i s iley que rápidamente fue abolida).
La tabla m estaba t o t a l m e n t e dedicada a las d e u d a s . Allí se establecían los
— ecanismos para favorecer u n acuerdo entre el acreedor y el deudor, en el que
•e formalizara el c o m p r o m i s o del d e u d o r de pagar la deuda c o n su trabajo. E n
;aso de que n o se lograra el a c u e r d o , las leyes a u t o r i -
zaban al acreedor a p o n e r e n v e n t a al d e u d o r . D e este
do, el d e u d o r se t r a n s f o r m a b a e n esclavo. Este t i p o
;e e s c l a v i t u d p o r d e u d a s , e n R o m a , se l l a m a b a nexum.
1 : m o n o existía aún u n a e c o n o m í a monetaria, las deu-
se r e l a c i o n a b a n c o n p r é s t a m o s de granos, h e r r a -
mientas o a n i m a l e s necesarios para el trabajo agrícola.
Los campesinos que quedaban obligados por la deuda se
: s f o r m a b a n así en trabajadores dependientes de los
más ricos.
La cuestión de las deudas agudizó el c o n f l i c t o de los
órdenes ( + INFO). Después de u n período de gran enfren-
a m i e n t o , m e d i a n t e u n a ley d e l 367 a. C , los plebeyos
p u d i e r o n acceder al c o n s u l a d o . U n o s años después, se
les permitió postularse para el cargo de c e n s o r e s , los
nincionarios que elaboraban el censo.
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O t r a s páginas La e x p a n s i ó n militar y el control del M e d i t e r r á n e o
Desde la época monárquica, los r o m a n o s f o r m a b a n parte de u n a coalición c o n
Para repasar sus conocimientos sobre
otras ciudades latinas. Compartían c o n ellas u n c o n j u n t o de privilegios sociales
Cartago y el enfrentamiento con los
y jurídicos que luego t u v i e r o n u n a expresión legal, el d e r e c h o l a t i n o . Pero c o n
romanos, relean las páginas 100 y 101,
el i n i c i o de la república, esos vínculos se q u e b r a r o n . Se declaró entonces u n a
del capítulo 4.
guerra entre las ciudades latinas. Los r o m a n o s g a n a r o n esa guerra y se queda-
r o n c o n el c o n t r o l de la liga. E l ejército de R o m a c o m e n z ó entonces u n proceso
de expansión.
Durante los siglos v y iv a. C , se f u n d a r o n en los confines del Lacio c o l o n i a s
(+INF0) l a t i n a s c o n gobiernos i n d e p e n d i e n t e s , c o n f o r m a d a s p o r c i u d a d a n o s romanos
y de otras ciudades, que p a s a r o n a f o r m a r parte de la coalición. L a i n t e n c i ó n
de los r o m a n o s era asegurar el c o n t r o l d e l territorio ante la a m e n a z a de i n v a -
Las p r o v i n c i a s r o m a n a s sión de otros pueblos, c o m o los sabinos, los volscos y los ecuos. A c o m i e n z o s
Los romanos gobernaron las provincias
del siglo iv a. C , los romanos se e x p a n d i e r o n hacia Etruria y luego hacia el mar
con ex magistrados a quienes se les
Adriático, al someter a los u m b r o s . H a c i a el sur, c o n q u i s t a r o n a los samnitas y
prorrogaba el mandato por uno o dos
o c u p a r o n los territorios de las ciudades griegas, d e r r o t a n d o a Tarento, la más
años. Se los llamaba propretores o
poderosa de ellas. H a c i a el 250 a. C , los r o m a n o s habían o c u p a d o la totalidad
procónsules. A diferencia de Italia,
de las zonas central y sur de Italia.
las provincias estaban sujetas al pago
de un tributo que el gobernador
se encargaba de recaudar. Esta Las g u e r r a s púnicas
administración se realizaba con un La expansión enfrentó a R o m a c o n la otra gran p o t e n c i a del Mediterráneo occi-
reducido cuerpo de funcionarios, d e n t a l , C a r t a g o . R o m a y C a r t a g o se e n f r e n t a r o n e n tres guerras, las dos pri-
libertos y esclavos, y los magistrados de meras de gran m a g n i t u d . Estas guerras f u e r o n d e n o m i n a d a s "guerras púnicas",
las diferentes ciudades del territorio. apelativo que proviene de pünici n o m b r e usado por los r o m a n o s para los carta-
gineses y sus ancestros fenicios.
L a p r i m e r a g u e r r a p ú n i c a (264-241 a. C.) se desató a
Los pueblos itálicos hacia el causa de la intervención de los r o m a n o s e n M e s i n a , en la isla
siglo iv a. C. de Sicilia. C o n el a p o y o de la c i u d a d griega de Siracusa, los
r o m a n o s l o g r a r o n ocupar el sur de la isla, c o n s t r u y e r o n u n a
Referencias flota y, f i n a l m e n t e , v e n c i e r o n a los cartagineses e n el mar.
Umbros
Romanos y latinos
Etruscos Los cartagineses se v i e r o n obligados entonces a abandonar
Samnitas
Sicilia y pagar u n botín e n dinero. E n Sicilia se creó la prime-
Griegos
ra p r o v i n c i a r o m a n a ( + INFO).
E n el período de entreguerras, R o m a se e x p a n d i ó h a c i a
el norte y, t a m b i é n , o c u p ó tierras e n la región de Iliria, en
G r e c i a . C a r t a g o , p o r su parte, se f o r t a l e c i ó e x p a n d i é n d o -
se h a c i a la P e n í n s u l a Ibérica, c u y a r i q u e z a m i n e r a ayudó
para su recuperación militar. Este c r e c i m i e n t o inquietó a los
romanos que declararon la s e g u n d a g u e r r a a los cartagineses
(218-201 a. C ) . Los cartagineses f o r m a r o n u n a alianza c o n el
. reino de M a c e d o n i a , y el general cartaginés A n í b a l , que inva-
Mar dió Italia p o r los Alpes, logró que se le u n i e r a n los pueblos
Tirreno galos y también algunos aliados itálicos de los romanos. Esta
l ( / segunda guerra fue sangrienta y obligó a los romanos a enro-
lar gran cantidad de hombres a costa de u n enorme esfuerzo.
Los r o m a n o s l l e g a r o n a u t i l i z a r 26 legiones e n u n a ñ o , en
M
Mar diferentes frentes l o c a l i z a d o s e n Italia, S i c i l i a y G r e c i a . La
Jónico última fase de la guerra se desarrolló en el África, d o n d e los
cartagineses f u e r o n derrotados d e f i n i t i v a m e n t e . C o m o c o n -
secuencia, Cartago debió pagar u n a gran suma c o m o i n d e m -
nización y destruir la totalidad de su flota.
La t e r c e r a g u e r r a (149-146 a. C.) fue m e n o r y llevó a la
destrucción de Cartago y la creación de la p r o v i n c i a r o m a -
n a d e l África.
162
Digitalizado por Sergio A. Vegas
Las conquistas y los resultados de la expansión (+INF0)
La e x p a n s i ó n de R o m a h a c i a el O r i e n t e c h o c ó c o n los intereses de los reinos
helenísticos. E n G r e c i a , los r o m a n o s i n t e r v i n i e r o n e n los c o n f l i c t o s i n t e r n o s
:c:ra del reino de M a c e d o n i a , al que c o n v i r t i e r o n e n u n a p r o v i n c i a luego El reparto del botín
i c í d o d e f i n i t i v a m e n t e en el 167 a. C . El r e i n o seléucida progresivamente Polibio (209-127 a. C ) , historiador
?oder en el Oriente a m a n o s de los partos. A mediados del siglo n a. C . , griego del período romano, escribió
no h e l e n í s t i c o podía aspirar a enfrentarse a R o m a . En O c c i d e n t e , en sus Historias que los tribunos
?1 siglo ii a. C . , se p r o d u j o l a c o n q u i s t a del territorio de H i s p a n i a , a l romanos eran quienes distribuían el
. r en dos provincias. botín en las legiones. De acuerdo con
35 c o n s e c u e n c i a s e c o n ó m i c a s de esta fabulosa expansión m i l i t a r se h i c i e r o n la importancia de la ciudad asaltada,
sentir de manera p r o f u n d a en la sociedad r o m a n a . Los t r i b u t o s que pagaban los elegían el número de soldados para
territorios anexados, entre el 146 y el 120 a. C . , alcanzaban la suma a n u a l de alre- tomar el botín, pero nunca más de la
dedor de 45 toneladas de plata. Esta d i s p o n i b i l i d a d de recursos c o n d u j o a u n espec- mitad de los hombres ya que el resto
tacular a u m e n t o del gasto e n obras públicas, e n R o m a , y al reparto de alimentos permanecía en sus líneas. Cuando los
entre los sectores de más bajos recursos. Otra consecuencia fue también e l gran designados regresaban con el botín,
aumento de h o m b r e s e s c l a v i z a d o s , que se contaban p o r miles: 30.000 en Tarento, después de su venta, los tribunos
80.000 e n Cerdeña, 150.000 en Epiro, 18.000 en el África y 10.000 en H i s p a n i a . repartían su producto en partes
Las tierras conquistadas pasaron a formar parte del tesoro r o m a n o , en cali- iguales entre todos, incluyendo a los
dad de ager publicus (tierra pública). Los soldados y generales se e n r i q u e c i e r o n enfermos, los vigilantes y los enviados a
gracias a los b o t i n e s ( + INFO). L O S gobernadores, por su parte, lo h i c i e r o n a tra- realizar cualquier servicio. La referencia
vés de diversos mecanismos, c o m o compras de tierras a bajos precios, a p r o p i a - a la venta supone que grupos de
ción de parte d e l t r i b u t o recolectado y extorsión a los provinciales. mercaderes acompañaban a las
E n m e n o s de u n siglo, R o m a pasó de su c o n d i c i ó n de sociedad c a m p e s i n a a legiones en las campañas para reducir
la de la c i u d a d más rica d e l Mediterráneo. esos botines, que podían incluir joyas,
obras de arte, armas y esclavos.
ACTIVIDADES
Referencias
Territorio romano (100 a.C.)
Territorio obtenido hacia el 58 a.C.
Casos comparados
K del Territorio obtenido hacia el 44 a.C.
Territorio obtenido hacia el 31 a.C.
t f>¿T ¡ «orfe Estados clientes 1. Repasen las características del
funcionamiento de las asambleas
Océano romanas o comicios. Compárenlas con
Atlántico
Norte la asamblea ateniense.
2. Establezcan un paralelismo entre el
problema de las deudas en Roma y en
Atenas. Comparen cómo se resolvió ese
problema en ambos casos.
3. ¿Pueden encontrar semejanzas entre
el proceso político ateniense de los siglos
vi-v a. C. y el proceso político romano de
los siglos v-iv a. C ?
163
Digitalizado por Sergio A. Vegas
3. De las reformas agrarias
j- Glosario a la crisis de la república
* Usufructo: Derecho de uso de un bien Entre el 133 y el 27 a. C., se agudizaron los conflictos sociales
sin obtener su propiedad efectiva. por la distribución de los recursos que generaba el Imperio
* Orden ecuestre: Grupo de los caballeros Romano. Las guerras civiles entre las distintas facciones llevaron
romanos fijado de acuerdo con un
a la crisis de la república y la concentración del poder político.
censo, inmediatamente inferior al de los
senadores. Junto con estos conformaban
las clases sociales más ricas.
La c u e s t i ó n agraria
La expansión militar implicó la apropiación de u n a gran cantidad de tierras, que
pasaron a l tesoro de R o m a c o m o tierra pública. U n a parte fue v e n d i d a o alqui-
(+INF0) lada p o r e l fisco; otra, entregada e n p r o p i e d a d p l e n a a ciudadanos r o m a n o s en
lotes individuales o e n colonias. E l resto fue cedido e n usufructo a los anteriores
propietarios o a los romanos que se hiciesen cargo de las parcelas. Los principales
El sufragio secreto beneficiarios fueron los miembros de las clases senatorial y ecuestre que, a cam-
El voto en los comicios romanos bio del pago de u n pequeño m o n t o , las ocuparon a largo plazo. Esa apropiación
originariamente era dicho frente al i n m e n s a de tierras enriqueció e x t r a o r d i n a r i a m e n t e a las clases aristocráticas y
cónsul o pretor. A fines del siglo 11 a. C , aumentó de manera m u y p r o n u n c i a d a el contraste entre esas clases, los campesi-
se impusieron reformas conocidas nos pobres y los proletarios (los que solo poseían su prole, es decir, su familia).
como "leyes de la balota", lo que E n e l 133 a. C , Tiberio Graco, de origen noble, impulsó, desde el tribunado
hace referencia a la urna en donde se de la plebe, u n a reforma agraria. La ley aprobada por l a asamblea popular obli-
depositaban unas tablillas enceradas, gaba a redistribuir entre los r o m a n o s pobres las tierras ocupadas por los grupos
que los ciudadanos usaban para votar provilegiados. Entre las varias razones que i m p u l s a r o n esta reforma se encontra-
"sí" o " n o " a la ley propuesta por el ba el r e c o n o c i m i e n t o de que había menos hombres disponibles para el ejército
magistrado que convocaba el comicio. por el a u m e n t o de los esclavos, la necesidad de u n reparto más equitativo de las
C i c e r ó n (106-43 a. C ) , un senador riquezas producidas por el i m p e r i o y la búsqueda de rédito político e n contra de
conservador, opinaba en su Tratado otra facción que disputaba e l poder. La idea de T i b e r i o G r a c o era a u m e n t a r la
sobre las leyes que la autoridad de los clase de los campesinos c o n recursos para ser enrolados c o m o hoplitas.
nobles había sido destruida por las leyes La reforma agraria afectó p r o f u n d a m e n t e los intereses de m u c h o s aliados ita-
del sufragio, que impedían conocer las lianos y de los senadores, q u e c o n s i d e r a b a n que esas tierras eran propias por
opiniones de los ciudadanos. haberlas ocupado durante largos períodos.
Optimates y populares
Después de l a aprobación de l a ley de reforma agraria, las tierras públicas recupe-
radas fueron cedidas a nuevos colonos. S i n embargo, cuando Tiberio se presentó
para ser elegido nuevamente c o m o t r i b u n o , fue l i n c h a d o por los partidarios de
los grupos senatoriales afectados por l a ley en u n a asamblea. U n o s años después,
su h e r m a n o , Cayo Graco, r e t o m ó e l i m p u l s o de las reformas, pero t a m b i é n
fue asesinado. La política r o m a n a d i o paso, progresivamente, a la v i o l e n c i a que
enfrentaba a los grupos populares y los grupos aristocráticos. Surgieron entonces
bandas armadas que controlaban los espacios públicos.
C o m o consecuencia de las reformas de los Graco, la aristocracia romana se divi-
dió en dos facciones: los optimates, que pretendían la concentración de las rique-
« zas producidas por l a expansión e n las clases altas, y los populares, que plantea-
ban una distribución más equitativa. Los tribunos de la plebe impulsaron muchas
Denarios (moneda de plata de 4,54 gramos
veces medidas populares, c o m o la instrumentación del v o t o secreto, las distribu-
de peso) que representan a ciudadanos romanos
votando. El primero corresponde al año ciones gratuitas o a bajo costo de alimentos, y el c o n t r o l sobre los gobernadores
11 3 a. C. y muestra a un ciudadano, en una y jefes militares en los juicios por corrupción ( + INFO). Mientras tanto, en las pro-
pasarela, recibiendo una tablilla para votar, vincias las compañías de publícanos, grupos de caballeros ricos asociados econó-
mientras que otro deposita la suya en la urna.
micamente, licitaron el cobro de los impuestos provinciales y la explotación de
La moneda que está al lado es de L. Casio
Longino, del año 63 a. C .
minas y otros servicios, adelantando enormes sumas de dinero al fisco. Los exce-
sos a l a hora de cobrar los impuestos generaron revueltas e intervenciones milita-
res. L a enorme concentración de riquezas favoreció la corrupción política.
166
Digitalizado por Sergio A. Vegas
Reforma agraria Sociedad esclavista
Optimates Guerra de los aliados
y populares Guerras civiles
Glosario
Una sociedad esclavista
Los romanos explotaron masivamente a los esclavos. La expansión militar de los * Expósitos: Niños abandonados por
siglos ni y II a. C . reforzó este proceso. Mientras la economía r o m a n a se enrique- sus padres y criados como esclavos en
cía, se incorporaban esclavos en el ámbito doméstico, en los talleres de los artesa- otros hogares.
nos, en las tareas agrícolas - c o m o trabajadores o c o m o supervisores y m a y o r d o - * Pontífice máximo: Principal de la
mos-, en la educación, en el comercio, etcétera. religión romana.
Excepto en la política y en la m i l i c i a , los esclavos podían desarrollar práctica-
mente cualquier ocupación. También realizaban las tareas más brutales, c o m o el
duro trabajo e n las m i n a s , que realizaban j u n t o c o n los c o n d e n a d o s a trabajos
forzados.
(+INF0)
E n general, los esclavos se obtenían a través del comercio. M u c h o s de los v e n -
cidos e n las guerras eran trasladados a los mercados u r b a n o s y v e n d i d o s allí.
Otros esclavos eran ciudadanos libres raptados p o r piratas y bandidos, hijos de Las reformas de César
esclavas, o niños expósitos . C o m o respuesta a la opresión y el maltrato, era fre- César otorgó tierras a los veteranos de
cuente que los esclavos se fugaran. sus ejércitos, en Italia y en las provincias.
También estableció a 80.000 colonos
La guerra de los aliados civiles, aliviando las condiciones de la
El reparto de tierras públicas y la apropiación de más tierras, p o r parte de los plebe de Roma. Redujo el número de
romanos, c o n el f i n de fundar colonias, afectaban a los pueblos itálicos que, así, beneficiarios de los repartos gratuitos de
iban perdiendo su p a t r i m o n i o . Por otro lado, c o m o los itálicos habían contribui- granos a los radicados en la ciudad
do c o n sus hombres a la expansión romana, pretendían que les fuera otorgada la de Roma. Incorporó nuevos miembros
igualdad política c o n los romanos. Por esos motivos, entre el 91 y el 89 a. C , los en el senado. Realizó una reforma en el
itálicos se sublevaron contra R o m a . E n ese enfrentamiento, v e n c i e r o n los roma- calendario ajusfándolo al solar: convirtió
nos. Sin embargo, los vencedores f i n a l m e n t e otorgaron el derecho de ciudada- los 355 días del calendario republicano
nía a los vencidos. Los itálicos, entonces, dejaron de pagar tributos y o b t u v i e r o n en los 365 del juliano.
el derecho a tener gobiernos locales, que l l a m a r o n municipios. Este proceso de El mes del año en
integración de r o m a n o s e itálicos contribuyó a unificar la lengua y las c o s t u m - que nació lleva
bres, lo que se conoce c o m o proceso de r o m a n i z a c i ó n . su nombre:
julio. i
Eneas contándole
la historia de Troya a Dido.
Dibujo de P. Cuérin
OI OINF0)
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Digitalizado por Sergio A. Vegas
(+INFO)
La expansión económica
Entre fines del siglo n a. C . y mediados del n d. C , se produjo u n importante pro-
ceso de e x p a n s i ó n e c o n ó m i c a . A u n q u e n o existen estadísticas que puedan anali- Las villas italianas
zarse, los historiadores cuentan c o n algunos elementos que les permiten reconocer Los romanos denominaban "villas"
este crecimiento económico. Por ejemplo, el aumento en la cantidad de naufragio a las granjas de tamaño medio que
de barcos mercantes es u n signo del a u m e n t o de los i n t e r c a m b i o s comerciales. se localizaban en las cercanías de las
También se puede observar el desarrollo de la metalurgia y, a través del estudio de ciudades y en las áreas rurales. Eran
los huesos de animales, el incremento del consumo de carne que d i o por resultado trabajadas por esclavos y hombres
el crecimiento de la talla promedio de los habitantes del imperio. libres, llamados colonos, que
H u b o u n i m p o r t a n t e i m p u l s o de l a u r b a n i z a c i ó n . D u r a n t e su i m p e r i o , arrendaban lotes de tierras de los que
Roma era u n a c i u d a d gigantesca c u y a población se estima cercana al millón de obtenían una variedad de productos
habitantes, u n a cifra que recién alcanzaría Londres durante el siglo xix. E l apro- agrícolas para abastecer el consumo de
v i s i o n a m i e n t o de esta enorme c i u d a d podía lograrse p o r la acción c o n j u n t a d e l los centros urbanos y, especialmente,
Estado, que organizó r e p a r t o s de a l i m e n t o s a bajo precio o gratuitos, y los par- de la ciudad de Roma. C o n una
ticulares, que o r i e n t a r o n la producción de las áreas rurales cercanas para satisfa- frecuencia semanal, se celebraban
cer el c o n s u m o u r b a n o . Las provincias de Sicilia y África e n v i a b a n anualmente distintos tipos de mercados, urbanos
u n a flota c o n granos, c o m o pago del tributo. Estos barcos también transporta- y rurales. Los pequeños campesinos
b a n v a j i l l a de mesa trabajada en cerámica que se vendía e n Italia. E l aceite de podían participar en ellos, pero
oliva y el v i n o de H i s p a n i a , y posteriormente el aceite africano abastecieron el normalmente tenían una producción
c o n s u m o i t a l i a n o y de otras p r o v i n c i a s . Las granjas italianas producían granos orientada hacia el autoconsumo.
y animales de corral para vender e n R o m a (+ INFO).
El m á r m o l se usaba para revestir los edificios, y la producción de l a d r i l l o s y
tejas alcanzó u n gran i m p u l s o por el desarrollo u r b a n o . U n o de los principales
consumí dores de mercancías era eJ ejército, ya que Jos soldados cobraban salarios
en dinero. Los asentamientos de las legiones eran polos económicos que obligaban
Si ingresan a w w w . y o u t u b e . c o m y en
al abastecimiento de alimentos, ropas, armas, etc. U n a parte de estas mercaderías
el buscador del sitio tipean: "Zonas
r:a provista por los talleres imperiales y otra, por los comerciantes particulares.
arqueológicas de Pompeya y/o
Herculano", podrán realizar un paseo
La integración política y cultural virtual por esas ciudades romanas,
El crecimiento e c o n ó m i c o estuvo a c o m p a ñ a d o p o r u n a progresiva integración. observar una reconstrucción de sus calles,
El proceso de r o m a n i z a c i ó n influyó p r i n c i p a l m e n t e e n las clases urbanas c o n negocios y casas particulares, y conocer
ciertos recursos económicos y en las aristocracias provinciales. Para realizar u n a un poco más de cerca algunas de las
técnicas que desarrollan los arqueólogos
carrera política era necesario el e s t u d i o d e l l a t í n . Las escuelas de retórica se
para conocer el pasado.
diseminaron p o r las ciudades del i m p e r i o y, p o r l o general, las clases dirigentes
eran bilingües, es decir que c o n o c í a n el griego y el latín.
L a a r i s t o c r a c i a sufrió u n p r o c e s o de h o m o g e n e i -
ti
z a c i ó n ; así, p o r e j e m p l o , n o existían grandes
diferencias entre u n n o b l e h i s p a n o y u n o
de Siria. Los emperadores y la clase polí-
Causas y consecuencias
tica p r o v e n í a n de t o d o s los r i n c o n e s
d e l i m p e r i o . S i n e m b a r g o , los c a m -
p e s i n o s c o n s e r v a r o n sus l e n g u a s y Relean los textos de esta página y
costumbres tradicionales y fueron respondan:
La dinastía de C o n s t a n t i n o Glosario
JAN nointiU
La sociedad rural ^?m^rlt1^HÜilUKI^I1*fttlllHÍWL(ÍÍ»4Í
Los colonos del f i n de la república y el p r i n c i p a d o eran campesinos arrendata- !iIi,(»i»i,Mi,;.nti jÍ5Tn,tfe.HiWiM']
rios libres, es decir que alquilaban tierras por contratos de c i n c o años, mediante i. í' um i'i',iifW,i'i.it.Ii.,*»ííÁá¿g
elpaj?o de u n a renta a n u a l al p r o p i e t a r i o . Sin embargo, las reformas fiscales de
D i o c l e c i a n o y C o n s t a n t i n o p r o g r e s i v a m e n t e t r a t a r o n de evitar la m o v i l i d a d Kill l l i l l J O N U K.-ll Til+CNTd
Océano O S
U N
Atlántico
BJiRCUNDjOS.
Lutecia 9 fctA*NES
VÁNDALOS
Tffnartíuiroi.
VISIGODOS
Mar Negro
Adrianópolis^
Constantinopla
Tarraco
Hispalis
Mar
n e
t El Imperio Romano
a fines del siglo iv
y los pueblos b á r b a r o s Escala gráfica
0 400 800 km
176 I I I I 1
Referencias
* Itinerario de los
pueblos germanos
i Itinerario de
los visigodos
Escala gráfica
Las invasiones Itinerario de
los hunos 400 800 km
germánicas
182
(+INF0)
Los vándalos y la conquista del África
Después de haber estado durante, a p r o x i m a d a m e n t e , quince años en H i s p a n i a ,
bajo el r e i n a d o de Geiserico, los v á n d a l o s y los alanos c r u z a r o n al norte d e l El vandalismo
África y se dirigieron hacia el este, d o n d e se encontraban las provincias romanas El conocimiento sobre el reino vándalo
más ricas. Hacia el 435 habían conquistado Mauritania y N u m i d i a . El emperador proviene mayormente de fuentes
Valentiniano III les cedió esas tierras c o n v a l i d a n d o c o n u n pacto u n a situación de católicas que tuvieron una visión muy
hecho. E n el 439, los vándalos quebraron ese acuerdo y sitiaron y conquistaron la negativa de la ocupación germánica
ciudad de Cartago, o c u p a n d o las provincias del África Proconsular y la Bizacena, por el conflicto que se desató con la
que eran las más prósperas. E l emperador de Oriente, Teodosio II, trató de orga- iglesia arriana. Acusaban a los vándalos
nizar u n a fallida expedición para reconquistar esas provincias, pero debió aten- de producir masacres, torturas,
der la presión de los h u n o s en los Balcanes. E n el 442, u n n u e v o tratado imperial destrucciones de edificios, sacrilegios
convalidó el control de los vándalos sobre el África. Esto fue el c o m i e n z o del f i n y confiscaciones. Esto se reforzó por
del Imperio de Occidente, que perdía así las únicas provincias que aún estaban el saqueo y destrucción de Roma en
en condiciones de aportar tributos c o n los cuales se pagaban los ejércitos. el 455. Algunos de esos hechos son
C o n la capital en Cartago, Geiserico asentó sus tropas en la Proconsular, expro- reales, pero fueron magnificados
piando las fincas. E l resto de las tierras de N u m i d i a y Bizacena quedaron en manos por el conflicto religioso. El término
de los romanos y debieron pagar tributos. También se i m p u s o de manera violenta "vandalismo", que señala la destrucción,
a la iglesia arriana y persiguió a los católicos. Los vándalos tuvieron u n a política sin fundamento, de monumentos y
de e x p a n s i ó n m a r í t i m a y llegaron a controlar Sicilia, Córcega, Cerdeña y las islas obras de arte, es relativamente nuevo.
Baleares. E n el 455, saquearon la ciudad de Roma y sometieron a pillaje las costas Fue utilizado por primera vez por el
italianas del sur controlando las rutas mediterráneas occidentales. obispo Gregorio de Blois, en relación
con las acciones de los revolucionarios
franceses en 1 794. En realidad, los
Una economía próspera
vándalos no actuaron de manera
Hasta la expansión de Justiniano, los vándalos m a n t u v i e r o n el c o n t r o l sobre su
diferente a c o m o lo hacían otros pueblos
reino. Todo el excedente de riquezas que antes iba hacia R o m a quedó en el África,
en las guerras.
lo que enriqueció especialmente a las aristocracias militares vándalas. La arqueo-
logía ha demostrado que, al contrario de lo que sostuvieron tradicionalmente las
fuentes católicas, los v á n d a l o s n o d e s t r u y e r o n t o d o lo que e n c o n t r a r o n e n
las regiones que o c u p a r o n (+ INFO). Luego de u n p r i m e r período de destrucción
Glosario
ligado c o n la conquista, m a n t u v i e r o n las instituciones romanas y buena parte de
las construcciones monumentales previas. También m a n t u v i e r o n las exportacio-
* M o r o : Los habitantes de la Mauritania,
nes de aceite, que alcanzaban a todas las costas del Mediterráneo, aunque c o m e n -
en el norte del África, eran llamados
zó u n a suave caída hasta el siglo vn.
" m a u r i " por los romanos. De allí deriva
A l g u n o s sectores de l a a r i s t o c r a -
el nombre " m o r o " .
cia r o m a n a c o l a b o r a r o n activamente
* Epigrafía: Ciencia que tiene por objeto
con el g o b i e r n o vándalo que aspira-
el estudio de las inscripciones sobre
ba a heredar el c o n t r o l político sobre
materiales duros, básicamente la piedra
el O c c i d e n t e que antes t e n í a n R o m a
y la cerámica, pero también madera,
y Ravena. Las regiones que q u e d a r o n
metal y hueso.
fuera del d o m i n i o vándalo hacia el 450
ya n o registraban el c o n t r o l del i m p e -
rio. A pesar de e l l o , la v i d a u r b a n a
c o n t i n u ó , y s i g u i e r o n e x i s t i e n d o las
ciudades más importantes. Las aristo-
cracias locales de o r i g e n m o r o ' m a n -
t u v i e r o n formas de v i d a romanizadas
que se p u e d e n observar a través de la
p e r v i v e n c i a de i n s c r i p c i o n e s estudia-
das por la epigrafía .
Ravena^
Génova
Mar Negro 1. Analicen las consecuencias del
r
REINO EXARCADO %
DE LOS BE RAVENA «Es Trebisonda
FECTURA
VISIGODOS
CÓRCEGA ¿IBA
Roma"
JUMA Constantinopla desplazamiento de los hunos sobre los
Córdoba Adrianópoíis ;*Ñicomedia
Ñapóles Tesaiónica pueblos bárbaros.
«Cartagena W o f Nicea
Malaga ^ a _ ifSflOi Esmirna 2. Enumeren los pueblos bárbaros
Aíenas '•Éfeso
/^Cartago
.Antioqufa que invadieron el Imperio Romano de
Damascti
, ' ' RODAS
Occidente. ¿Cuáles de esos pueblos
1
Cnossos
Tiro .
CRETA
aparecen asentados en el territorio del
Mar Mediterráneo
^ Cirene,—^ imperio en el mapa de esta página?
Referencias '——Alejandría -