Manual de Emergencias Aquaticas1
Manual de Emergencias Aquaticas1
INTRODUÇÃO
Embora as praias sejam um grande atrativo para turistas e o local onde ocorre o maior número de
salvamentos, não é na orla e sim em águas doces onde ocorre o maior número de afogamentos
com morte. É importante conhecermos o perfil das vítimas e as razões que facilitam o afogamento,
pois nestes dados serão baseados o planejamento mais adequado e as medidas de prevenção
necessárias para cada área em particular.
Nos dados abaixo realizamos o planejamento mais adequado e medidas de
prevenção necessárias para cada área em particular .
Estimativa do local de óbitos por afogamento no Brasil
(SOBRASA - 2022)
Águas naturais – 89,9%
Água doce – 76,3%
30% rios com correnteza
19% represa
8,3% remanso de rio
6% lagoas
7% inundações
3% baía
1,5% cachoeiras
1,5% córrego
Praias oceânicas – 13,6%
Embarcações - 1,4%
As maiorias dos afogados são pessoas jovens,
saudáveis, com expectativa de vida de muitos
“PREVENIR É SALVAR anos, o que torna imperativo um atendimento
imediato, adequado e eficaz, que deve ser
EDUCAR PARA NÃO SE AFOGAR!” prestado pelo socorrista imediatamente após
Vilela & Szpilman, 2014 ou mesmo quando possível durante o
incidente, ainda dentro da água. O
atendimento pré-hospitalar a casos de
afogamento é diferenciado de muitos outros,
pois necessita que se inicie pelo socorro
dentro da água. Este atendimento exige do
socorrista conhecimento do meio aquático
para que não se torne mais uma vítima.
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AFOGAMENTOS
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DEFINIÇÃO
O afogamento ocorre em qualquer situação em que o líquido entra em contato com as vias aéreas
da pessoa em imersão (água na face) ou por submersão (abaixo da superfície do líquido). Se a
pessoa é resgatada, o processo de afogamento é interrompido, o que é denominado um
afogamento não fatal. Se a pessoa morre como resultado de afogamento, isto é denominado um
afogamento fatal. Qualquer incidente de submersão ou imersão sem evidência de aspiração deve
ser considerado um resgate na água e não um afogamento. Termos como "quase afogamento"
(near-drowning), "afogamento seco ou molhado", "afogamento ativo e passivo" e "afogamento
secundário (re-afogamento horas após o evento)" ou apenas “submersão” são obsoletos e devem
ser evitados.
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AFOGAMENTOS
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Se a pessoa é resgatada viva, o quadro clínico é determinado pela quantidade de água que foi
aspirada e os seus efeitos ao sair da água.
Se a Reanimação cardiopulmonar (RCP) for necessária, o risco de dano neurológico é
semelhante a outros casos de parada cardíaca. No entanto, o reflexo de mergulho e a
hipotermia usualmente associadas com afogamento podem proporcionar maiores tempos de
submersão sem sequelas. A hipotermia pode reduzir o consumo de oxigênio no cérebro,
retardando a hipóxia celular, o que explica casos de sucesso na RCP realizadas em pacientes
com tempo prolongado de submersão onde supostamente não teriam chances de recuperação
sem danos permanentes.
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AFOGAMENTOS
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CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO TIPO DE ÁGUA (importante para campanhas de prevenção):
1 - Afogamento em água Doce: piscinas, rios, lagos ou tanques.
2 - Afogamento em água Salgada: mar.
3 - Afogamento em água salobra: encontro de água doce com o mar.
4 - Afogamento em outros líquidos não corporais: tanque de óleo, lama ou outros líquidos.
QUANTO Á CAUSA DO AFOGAMENTO (identifica a doença associada ao afogamento):
1 - Afogamento Primário: quando não existem indícios de uma patologia associada ao
afogamento, ou seja houve uma subestimação do risco ou uma super estima da competência
aquática do indivíduo que o levou ao afogamento.
2 - Afogamento Secundário: quando existe alguma causa que tenha impedido a vítima de se
manter na superfície da água e, em consequência precipitou o afogamento: Drogas (36,2% - mais
frequente o álcool), convulsão, traumatismos, mal súbito (doenças cardíacas), patologias
pulmonares, acidentes de mergulho e outras.
Usualmente a cãibra não se caracteriza como
O primeiro passo na classificação
afogamento secundário já que não pode ser
responsabilizada por um afogamento, como ex: da gravidade do afogamento é
nadadores, surfistas e mergulhadores enfrentam cãibras diferenciarmos entre RESGATE e
dentro da água com frequência e não se afogam por AFOGAMENTO.
esta razão.
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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PREVENÇÃO são todas as ações que evitam a ocorrência do afogamento como estudamos na
linha do tempo do afogamento. Basicamente são divididas em 2 tipos:
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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Mais de 95% dos afogamentos podem ser evitados com apenas 5 medidas a cada cenário,
atividade ou risco. Os cards abaixo exemplificam isso de forma resumida, mas ainda existem
muito mais dicas para acessar em www.sobrasa.org.
O programa MUNICÍPIO+RESILIENTE
inclui todos os nosso programas de
prevenção.
Clique no logo ao lado para saber mais.
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AFOGAMENTOS
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Faça um
manequim de
RCP
FOLDER
EMERGÊNCIAS
AQUÁTICAS
Cadeia de
Sobrevivência
em Afogamento
Baixe nossa
recomendação sobre
instrução e atendimento
em tempos de COVID-19
Cadeia de
Sobrevivência em
alta, imprima e fale
aos seus alunos
ALERTA
Atividades realizadas dentro da
água devem SEMPRE ter
supervisão de Prof. de natação
e/ou guarda-vidas. SEGURANÇA É
A NOSSA PRINCIPAL MISSÃO.
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AFOGAMENTOS
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Baixe em alta
resolução
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AFOGAMENTOS
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Em parceria com
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AFOGAMENTOS
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3
atitudes simples fazem
a maior diferença na
redução dos
afogamentos
Compreenda Implemente
o problema dos sua intervenção e
afogamentos em reavalie
sua área 1 3
2
Escolha a
clique na figura para ver melhor intervenção
INTERVIR
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AFOGAMENTOS
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ASSISTA O VÍDEO
EMERGÊNCIAS AQUÁTICAS
NUNCA entre na água para Ajude um
salvar, jogue um material afogado ligando
flutuante e aguarde o 193
profissional chegar
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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Respeite as
Ajude
sinalizações
ligando
193
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AFOGAMENTOS
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3. Se houver infiltração,
1. Ao sinal de aumento do 2. Se tem água dentro de casa, rachaduras, barulho estranho,
nível de água, acondicione vá imediatamente para áreas ou movimentação de
seus pertences de valor. mais altas e acione 193 ou 199. postes/árvores, abandone
imediatamente a casa.
9. Se pego em correnteza,
8. Fique longe das flutue com a barriga para cima
7. Transmita alarme aos
e os pés a frente e acene por
vizinhos. correntes de água. socorro. Se possível arranje um
material de flutuação.
10. Nunca tente salvar alguém entrando na água, ligue 193, jogue algum material flutuante e
CLIQUE NAS IMAGENS aguarde os profissionais chegarem.
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AFOGAMENTOS
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Baixe figurinhas
para usar em suas
redes sociais
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AFOGAMENTOS
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4.000 voluntários
realizam
diariamente mais
de 13 ações Mais de 220.000
presenciais em seguidores nas redes
prevenção de sociais
afogamento em
algum ponto do
Brasil
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AFOGAMENTOS
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Em parceria com
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AFOGAMENTOS
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Eventos de prevenção
Ferramentas
Desenhos animados
Como usar
os gibis?
Água doce praias Inundações
Gibis de prevenção
em afogamento
Casas+seguras Piscinas
Esporte
Água doce Inundações Praias Piscinas
Cursos EAD
casa
Top
mensagens
Jogos on-line
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AFOGAMENTOS
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OURO
“Selo Ouro”
(técnico-educativo)
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AFOGAMENTOS
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Identificar um caso de afogamento antes ou durante a sua ocorrência possibilita tomar atitudes
mais precocemente e evitar o agravamento da situação. Preste mais atenção nas pessoas ao seu
redor na praia, em rios/lagos ou piscina e antecipe as pessoas que podem se afogar.
Qualquer atitude de ajuda deve ser precedida pelo reconhecimento de que alguém está se
afogando. Ao contrário da crença popular, o banhista em apuros não acena com a mão e
tampouco chama por ajuda. Principalmente o sexo masculino no qual o afogamento é mais
frequente. O banhista encontra-se tipicamente em posição vertical, com os braços estendidos
lateralmente, batendo com os mesmos na água. Indivíduos próximos da pessoa em sufoco podem
achar que ele está apenas brincando na água. A pessoa pode submergir e emergir sua cabeça
diversas vezes, enquanto está lutando para se manter as vias áreas acima da superfície. As
crianças geralmente resistem de 10 a 20 segundos em tal luta, enquanto os adultos resistem por
mais tempo (segundos a minutos) antes da submersão. Como a respiração instintivamente tem
prioridade, a vítima de afogamento geralmente é incapaz de gritar por socorro. Ao reconhecer um
afogamento, a prioridade inicial é dar o alarme que um incidente está em curso. Peça que alguém
ligue 193 (Corpo de Bombeiros) ou 192 (SAMU) e avise o que está acontecendo, aonde é o
incidente, quantas pessoas estão envolvidas e o que já fez ou pretende fazer. Se não houver
acesso ao 192/193, avise sempre um amigo ao lado do que pretende fazer. Só então o socorrista
deverá partir para ajudar a realizar o resgate.
Reconheça o afogado
Fora da água
Pessoas nos extremos da idade.
Obesos ou com aparência cansada.
Alcoolizados.
Portando objetos flutuantes.
Turistas, imigrantes ou estranhos ao ambiente
Na água
Entra na água de forma não usual.
Nada sem se deslocar.
Você pode salvar muitas vidas sem Em local de maior risco.
entrar na água, apenas usando o bom Nada contra a força da correnteza.
censo no reconhecimento destas
Sinais de uma vítima já se afogando
potenciais vítimas e prevenindo. Expressão facial assustada ou desesperada.
Afunda e volta a flutuar em pé.
Cabelo na face.
Nada na vertical e não na horizontal.
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AFOGAMENTOS
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Tempo a
Ordem de realização do Grau de
Característica do Conduta na água
prioridade socorro antes afogamento
banhista e na areia
em socorrer da submersão possível
da face/corpo
Tranquilo, e colabora
com o resgate, pois não se
Usualmente >
3 - Verde deu conta da Resgate Orientação e liberação.
5 minutos
possibilidade iminente do
afogamento.
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AFOGAMENTOS
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Mantenha a calma – a maioria das pessoas morre por conta do desgaste muscular
desnecessário na luta contra a correnteza.
Flutue e acene por socorro. Só grite se realmente alguém puder lhe ouvir, caso contrário você
estará se cansando e acelerando o afogamento. Acenar por socorro geralmente é menos
desgastante e produz maior efeito.
No mar, uma boa forma de se salvar é nadar ou deixar se levar para o alto mar, fora do alcance
da arrebentação e a favor da correnteza, acenar por socorro e aguardar. Ou se você avistar um
banco de areia tentar alcançá-lo.
Em rios ou enchentes, procure manter os pés à frente da cabeça, usando as mãos e os braços
para dar flutuação. Não se desespere tentando alcançar a margem de forma perpendicular
tente alcançá-la obliquamente, utilizando a correnteza a seu favor.
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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Materiais Improvisados
Salvamentos por lançamentos: Quando o afogado estiver fora de
alcance do braço ou da extensão do corpo, o socorrista poderá
utilizar uma toalha ou peças do vestuário (cinto, camisa ou
casaco), um remo, vara ou galho de árvore.
Poste de segurança: Qualquer pessoa pode fazer um “poste de segurança” semelhante ao poste
com a bóia salva-vidas. Utiliza-se neste caso material improvisado. No lugar da bóia utiliza-se um
recipiente com volume acima de 4 litros que possa ser lacrado com uma tampa, de preferência de
plástico. A corda de 6 a 12 metros é amarrada ao poste de um lado e a garrafa no outro lado.
Aproximadamente três dedos de água, deverão estar contidos dentro do recipiente para dar direção
quando for lançado.
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AFOGAMENTOS
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Após prover flutuação e parar o processo de submersão, retirar a vítima da água é essencial, a
fim de proporcionar um tratamento definitivo ao processo de afogamento. Várias estratégias
para esta retirada podem ser usadas. Ajudar a vítima a sair da água apontando direções e locais
mais próximos e mais seguro para sair. Sempre que possível tentar ajudar a retirar a vítima sem
entrar totalmente na água, utilizando técnicas de salvamento, tais como, jogar algum
equipamento, tipo corda, vara, galho de arvore e outros.
Se tudo mais falhar, o socorrista leigo pode então considerar sua entrada na água sabendo que a
entrada de uma pessoa inexperiente na água para salvar alguém é extremamente perigosa e não
é recomendado. A fim de mitigar o risco durante um socorro desta natureza deve-se levar
sempre um objeto de flutuação para ajudar a vítima e reduzir o risco ao leigo/socorrista de ser
afogado junto.
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AFOGAMENTOS
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Se sua alternativa passa por realizar o socorro entrando dentro das água, siga essas
orientações e muito CUIDADO:
Ao visualizar o afogado em necessidade de socorro dentro da água
• Considere ajudar sem entrar na água;
• Peça que chamem por socorro 193/192;
• Pegue um material de flutuação (isso é fundamental a sua segurança);
• Retire roupas e sapatos que possam pesar na água e dificultar seu deslocamento. É válida a
tentativa de se fazer das calças um flutuador, porém isto costuma não funcionar se for sua
primeira vez.
• Escolha o melhor local de acesso ao afogado (maior rapidez e segurança);
• Nade para o afogado mantendo sua visão nele e avalie: QUAL O NÍVEL DE CONSCIÊNCIA.
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RASO
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FUNDO
aquático SOBRASA
Utilize sempre um
Equipamento de flutuação
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AFOGAMENTOS
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Com equipamento – Pode ser realizado com apenas um socorrista que deve ter treinamento para
tal procedimento. O tipo de material deve ser escolhido conforme o local do resgate. O material
de flutuação deve ser utilizado no tórax superior, promovendo uma espontânea hiperextensão do
pescoço e a abertura das vias aéreas.
Nota: Casos de ventilação dentro da água não são possíveis de serem realizados com barreira de
proteção (máscara), por impossibilidade técnica, sendo aconselhável a realização do boca-a-boca.
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AFOGAMENTOS
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O TRANSPORTE em PRAIAS
A TRANSIÇÃO DA ÁGUA PARA O SECO
O transporte ideal da água para a areia é a
técnica Australiana. Este tipo de transporte
reduz a incidência de vômitos e permite
manter as vias aéreas permeáveis durante
todo o transporte.
Coloque seu braço esquerdo por sob a axila
esquerda da vítima e trave o braço esquerdo.
O braço direito do socorrista por sob a axila
direita da vítima segurando o queixo de
forma a abrir as vias aéreas, desobstruindo-
as, permitindo a ventilação durante o
transporte.
Em casos suspeitos de trauma cervical, utilize sempre que possível à imobilização da coluna
cervical durante o transporte até a areia ou a borda da piscina. Quando possível utilize uma
prancha de imobilização e colar cervical, ou improvise com prancha de surf.
O posicionamento da vítima para o primeiro atendimento em área seca deve ser paralela à do
espelho d'água, o mais horizontal possível, deitada em decúbito dorsal, distante o suficiente da
água a fim de evitar as ondas. Se estiver consciente, coloque o afogado em decúbito dorsal a 30º.
Se estiver ventilando, porém inconsciente coloque a vítima em posição lateral de segurança
(decúbito lateral sob o lado direito).
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AFOGAMENTOS
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AFOGAMENTOS
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RESUMO SOCORRO
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Casos clínicos
Veja VÍDEO de
Instrução
AFOGAMENTOS
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As tentativas de drenagem da água aspirada são extremamente nocivas e devem ser evitadas. A
manobra de compressão abdominal (Heimlich) nunca deve ser realizada como meio para eliminar
água dos pulmões, ela é ineficaz e gera riscos significativos de vômitos com aumento da aspiração.
Durante a ressuscitação, tentativas de drenar água ativamente, colocando a vítima com a cabeça
abaixo do nível do corpo, aumentam as chances de vômito em mais de cinco vezes, levando a um
aumento de 19% na mortalidade. Em estudo australiano constatou-se que o vômito ocorre em
mais de 65% das vítimas que necessitam de ventilação de urgência e em 86% dos que necessitam
de respiração assistida ou RCP. Mesmo naqueles que não necessitam de intervenção após o
resgate, o vômito ocorre em 50%. A presença de vômito nas vias aéreas pode acarretar em maior
broncoaspiração e obstrução, impedindo a oxigenação alem de poder desencorajar o socorrista a
realizar a respiração boca a boca. Em caso de vômitos, vire a cabeça da vítima lateralmente e
remova o vômito com o dedo indicador usando um lenço ou aspiração e continue prestando a
assistência ventilatória – NÃO TENTE ASPIRAR A ESPUMA.
Uma das decisões mais difíceis é como tratar uma vítima de afogamento corretamente. Baseado
nessa necessidade, um sistema de classificação foi desenvolvido no Rio de Janeiro em 1972, revisto
em 1997 e revalidado em 2001 para orientar guarda-vidas, socorristas e profissionais de saúde em
geral, no tratamento dos afogados. Esse sistema foi baseado na análise de 41.279 casos de
afogamento resgatados, dos quais 5,5% necessitaram de cuidados médicos. Essa classificação
engloba todo o suporte desde o local do incidente até o hospital, recomenda o melhor tratamento
e prevê o prognóstico para cada severidade. É baseado na gravidade das lesões identificadas na
cena do afogamento utilizando apenas variáveis clínicas. Veja a Classificação da gravidade do
afogamento e seu tratamento básico (algoritmo 1)
Baixar a classificação
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AFOGAMENTOS
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Se houver resposta do afogado ele está vivo, e indica ser um caso de resgate
3
ou grau 1, 2, 3, ou 4. Coloque em posição lateral de segurança
(preferencialmente sobre
Sociedade Brasileira o lado direito) e aplique o tratamento apropriado
de Salvamento
aquático SOBRASA
para o grau de afogamento. Avalie então se há necessidade de chamar o
socorro avançado (ambulância), aguardar o socorro chegar ou fazer a própria
remoção ao hospital.
Se não houver resposta da vítima (inconsciente) e for possível ligue 193/192
ou peça a alguém para chamar a ambulância ou o guarda-vidas, e;
JÁ CADÁVER
Vítima com tempo de submersão acima de
1 hora ou com sinais físicos óbvios de morte
(rigor mortis, livores e/ou decomposição
corporal). Conduta: NÃO iniciar
ressuscitação - encaminhar o corpo ao IML.
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220.000 Seguidores
nas mídias sociais
25 milhões
de impressões/ano
Faça parte de uma troca diária
de informações sobre
Sociedade Brasileira de Salvamento
afogamento,aquático entre
SOBRASA para o grupo
SOBRASA no Telegram
https://t.me/sobrasa
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A água aspirada pode obstruir total ou parcialmente a faringe e pode atingir os alvéolos onde
impede totalmente (raro) ou parcialmente (frequente) a troca de oxigênio (hematose), ou ainda
o afogado pode ter realizado esforço tão violento na tentativa de se salvar que sua força
muscular para respirar pode esgotar-se reduzindo o próprio esforço de respirar após alguns
minutos.
O afogamento é definido como a entrada de água em vias aéreas (aspiração), e isto pode
ocorrer em quantidade mínima (grau 1) ou extrema (4 a 6), o que vai acarretar na variação da
dificuldade na troca de oxigênio no pulmão. Quanto maior a quantidade de água aspirada maior
a dificuldade da obstrução das vias áreas e hematose e mais grave a hipoxemia resultante. Nos
casos de Resgate e Grau 1 onde não há hipóxia, a respiração ofegante e a taquicardia são
resultados do exercício físico violento realizado para se salvar, e normalizam rapidamente com o
repouso de 5 a 20 minutos, ao contrário daquela decorrente de hipoxemia que só cedem com o
uso de oxigênio (grau 2 a 6).
USO DE OXIGÊNIO (O2)
Existe no mercado uma grande infinidade de equipamentos que
permitem a utilização de oxigênio. Descrevemos resumidamente a
seguir os materiais utilizados pelos profissionais de saúde no
ambiente pré-hospitalar (portátil), em casos de afogamento. O uso
de equipamentos mais avançados e importantes como a entubação
oro-traqueal e o uso de respiradores artificiais não serão abordados
neste manual. Nasal (tipo óculos)
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Durante suas ações, convide
os participantes a se tornarem
um VOLUNTÁRIO.
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