í
SOBRE L A I N S T R U M E N T A C I Ó N D E L A COSMOLOGÍA
INCA E N EL SITIO ARQUEOLÓGICO DE MORAY
JOHN EARLS E I K E N E S I L V E R B L A T T
" ¿ Q u é ciencia habrá el W a m a n i d e n t r o de estos cerros?"
campesino de
Huancasancos
Introducción
E n u n trabajo reciente (Earls y S i l v e r b l a t t 1978a) nos hemos
dedicado a demostrar q u e la cosmología a n d i n a p r o p o r c i o n a u n a
representación de la realidad física y social d e l m u n d o en armonía
con aquella derivada de la ciencia o c c i d e n t a l . N o obstante, señala-
mos unas diferencias sobresalientes de f o r m a entre la cosmología
a n d i n a y la cosmología n e w t o n i a n a , base de toda la ciencia occiden-
t a l hasta los comienzos d e l siglo x x . Estas diferencias se m a n i f i e s t a n
más claramente en l o que toca a las propiedades geométricas del
cosmos y la relación d e l ser h u m a n o con él. N o t a m o s además, que
en estos aspectos la cosmología andina más b i e n se asemeja a las
cosmologías relativísticas d é l a época poseinsteiniana (vale n o t a r
Universidad Nacional Autónoma de México. Mexico 1981.
aquí que ya hace varios decenios W h o r f (1967:269) h a b í a i d e n t i -
La tecnología en el mundo andino.
ficado las mismas semejanzas de f o r m a a través de su análisis d e l
universo de los h o p i de N u e v o M é x i c o ) . Se puede decir q u e la
Runakunap Kawsayninkupaq Rurasqankunaqa.
cosmología a n d i n a c o m p a r t e una f o r m a geométrica de " n o orien-
En Heather Lechtman y Ana María Soldi:
t a b i l i d a d " con la de las cosmologías modernas. O sea, n o existen
p u n t o s absolutos de referencia intrínsecos en el universo m i s m o ;
al c o n t r a r i o una referencia de orientación ha de especificarse en
relación a algún observador cognoscitivo. A s i m i s m o , t o d a persona
puede definirse " a l c e n t r o " d e l sistema, y los "centros c o m u n e s "
t i e n e n que definirse socialmente. E x p l i c a m o s que tales " c e n t r o s "
del m u n d o a n d i n o c o m o el Lago T i t i c a c a , el Cusco, o V i l c a s h u a -
m á n , f u e r a n definidos c u l t u r a l m e n t e pero hasta l o posible e n
c o n f o r m i d a d c o n las características singulares de la geografía y la
444 KARLS Y SILVERBLATT
climatología d e l c o n t i n e n t e . T a m p o c o en l a cosmología a n d i n a
se separan t a n categóricamente las dimensiones d e l espacio de las
del t i e m p o ; t a l separación d i m e n s i o n a l es u n a x i o m a de l a geome-
tría euclidiana que subraya el universo n e w t o n i a n o . ^
E n este trabajo vamos a enfocarnos en el t e m a de l a " i n s t r u -
m e n t a c i ó n " de la cosmología a n d i n a . L a pregunta es, ¿ c ó m o se
podría t r a n s f o r m a r l a e n unas ciencias c o n técnicas propias q u e
p u d i e r a n aplicarse a los problemas de interés a la m i s m a c i v i l i -
zación? E n p r i m e r lugar, tenemos que aclarar l o q u e queremos
expresar con el t é r m i n o " i n s t r u m e n t a c i ó n " , y examinar c ó m o
se la puede adaptar a una cosmología y sus transformaciones. D e
ahí esperamos llegar a una interpretación d e l s i t i o arqueológico
de M o r a y q u e queda en la región de M a r a s , Cusco.
A l hablar de " i n s t r u m e n t a c i ó n de u n a c o s m o l o g í a " , nos refe-
rimos al proceso de manejar conscientemente las propiedades de
la cosmología en cuestión con el f i n de lograr unos resultados
materiales específicos. C o m o ya señalamos ( 1 9 7 8 a ) , u n a cosmo-
logía debe c o m p r e n d e r el c o n j u n t o de conceptos q u e expresan el
o r d e n básico del universo: las entidades que l o c o m p o n e n , la
geometría de su espacio y t i e m p o , las fuerzas y reglas p r o i n o t o r a s
d e los acontecimientos naturales y sociales, y además la clasifica-
ción de esos f e n ó m e n o s en u n patrón coherente. L a ubicación
de los seres h u m a n o s en relación a esas fuerzas y reglas, p e r m i t e
la incorporación de éstas en ios procesos sociales; ya que así se
, . Pri,nera foto aérea de Moray tomada por a -P„^d.aon Sh^ppee-^^^^^^^^
establece una armazón d e metodologías i n s t r u m e n t a b l e s .
de una foto que apareció en el Geographical Review 22 (1932) E l mvernadero
N o es necesario que enfaticemos las dificultades resultantes ' ue aparece a la extrema >zqmerda fue el objeto de nuestro estudio.
de las condiciones complejas de la geografía y ecología q u e tenían
que enfrentar los incas e n l a construcción d e su organización
estatal. Las grandes obras de la ingeniería agronómica j u n t o c o n
una tecnología sofisticada de logística y comunicaciones, presu-
p o n e la existencia de u n cuerpo d e c o n o c i m i e n t o s científicos b i e n
avanzados. D e b e m o s suponer que esta ciencia siguiera desarro-
llándose en diferentes etapas a través de la historia a n d i n a . U n
d o c u m e n t o a n ó n i m o d e l siglo x v i (1906) describe c o n bastante
detalle esa evolución tecnológica q u e marcaba l a construcción d e l
sistema a d m i n i s t r a t i v o i n c a . Ese d o c u m e n t o y el proceso q u e
1 E l trabajo de campo de Earls en la comunidad de Sarhua (Prov. de
Víctor Fajardo, Depto. de Ayacucho) entre los años 1966-68, fue subven-
cionado por la fundación Wenner-Gren a través de R . T . Zuidema y la
Universidad de Huamanga. Earls y Silverblatt regresaron a Sarhua en 1974
mediante una beca otorgada por el Colegio de Rackham; la Fundación
Nacional de Ciencias de los E E . U U . subvencionó el trabajo de campo en
el Cusco de Earls; mientras la Fundación Doherty hizo igual para Silverblatt
para la temporada empezando junio 1975. Además de agradecer a estas
instituciones, queremos agradecer al Sr. Eustaquio Messco, guardián de las
ruinas de Moray.
INSTRUMENTOS D E COSMOLOGÍA INCA 445
describe ha sido estudiado en detalle p o r u n o de nosotros (Earls
1976).
A l a vez queremos insistir en que siempre h a n de surgir contra-
dicciones e n t r e las representaciones cosmológicas d e l m u n d o y
las constricciones de la realidad m a t e r i a l y social. Parece que u n
salto en e l proceso d e l desarrollo c i e n t í f i c o está enraizado en
u n a acumulación d e tales contradicciones ( p o r e j e m p l o e n t r e
los símbolos d e l p a r a d i g m a y su c o n t e n i d o m a t e r i a l ) , de m o d o
que el paradigma conceptual v i e n e a i m p e d i r l a observación de
entidades que i n t e r v i e n e n en las constricciones materiales del
a m b i e n t e , y la i m p l e m e n t a c i ó n de suficientes acciones i n t e n c i o -
nales. Estas d i f i c u l t a d e s p u e d e n ocasionar una reestructuración
p r o f u n d a d e l paradigma cosmológico o t a m b i é n p u e d e n ocasio-
nar u n colapso catastrófico en l a evolución del e m p e ñ o científico.
E x i s t e n varias culturas en d o n d e l a instrumentación de sus cosmo-
logías ocasiona contradicciones de t a l m a g n i t u d que p r o d u c e n
resultados t o t a l m e n t e contraproducentes para su v i a b i l i d a d . C o m o
ejemplos podemos citar a los k o g i de l a Sierra N e v a d a de Santa
M a r t a en C o l o m b i a ( R e i c h e l - D o l m a t o f f 1 9 5 3 ) , la sociedad capi-
talista d e l m u n d o occidental m o d e r n o ( M a r x 1867, 1885, 1894),
y p r o b a b l e m e n t e l a civilización clásica de los mayas en sus últimas
etapas. E m p e r o l a civilización i n c a , p o r l o menos d u r a n t e el
reino largo de H u a y n a Capac, parece haber logrado u n a etapa de
a r m o n í a entre el sistema cosmológico c o n c e p t u a l y su i n s t r u m e n -
tación científica, en términos de los requisitos de la realidad
ambiental.
El sitio de Moray
Las ruinas incaicas de M o r a y se h a l l a n a unos 7 k m a l oeste
del p u e b l o de M a r a s en el d e p a r t a m e n t o d e l Cusco. Consiste en
4 concavidades grandes, c o m o escudillas, que parecen cavadas
i i d c n t r o de la P a m p a de M a r a s , a l l a d o sureño del río U r u b a m b a .
Están rodeadas p o r andenes de formas circulares o ehpticas, cuyas
circunferencias a u m e n t a n desde el a n u l a r d e l f o n d o hasta,el más
;ill() (ver f i g . 1). E n t r e las concavidades e interconectándolas,
li;iy ohas estructuras y sistemas de andenes. D e las 4, la conca-
vi<l:i(l ( ¡ u c se ubica en la posición más sureña d e l c o m p l e j o {Hatun
iMi/vi/) es la de m a y o r t a m a ñ o , y ha sido el f o c o de nuestros
("Hliidios. Desde la p a m p a que c o l i n d a c o n esta concavidad hasta
ku Idiidi), la alUira varía entre 70 a 100 metros. Los andenes mis-
tiiiin ( ( i m p K i i d c n una a l t u r a de 25 metros desde la base a sus
liinitrN Nupfilores, a u n q u e los de los niveles más altos son los
mrtii tl("<liii/;i(liis y difíciles a d e f i n i r . E l diámetro d e l n i v e l m á s
IMiihindi» ( i i . l ) ( d e f i n i d o w r el a n i l l o de andenería q u e sostiene
• I m'Hiiitdii nivel, e t c é t e r a , m i d e 30.5 metros; el d i á m e t r o d e l
446 EARLS Y S I L V E R B L A T T
segundo n i v e l ( n . 2 ) es 44 metros, o sea la anchura d e l segundo
a n d e n es 7.25 m e t r o s . A l a vez q u e se asciende, las anchuras de
los andenes t i e n d e n a d i s m i n u i r , ocasionando u n p e r f i l aproxi-
m a d a m e n t e parabólico. E n el noveno n i v e l (n.9), el radio h o r i -
z o n t a l m e d i d o d e l perpendicular a l centro (n.1.0) d e l p r i m e r
n i v e l (o sea el más p r o f u n d o ) , m i d e 62 metros en el eje norteño
( N ) , pero solamente 49.6 metros en el eje occidental ( 0 ) . Esta
discrepancia se debe a la f o r m a más b i e n elíptica de estos andenes
superiores (figs. 2, 3).
M á s arriba de los andenes en el l a d o n o r t e ñ o , las vertientes
rocosas de la concavidad ascienden m u y escarpadamente, f o r m a n -
d o u n " h o r i z o n t e " b i e n alto visto desde adentro del sitio. E n la
dirección a l suroeste el octavo andén ( n . 8 ) se extiende en u n a
p a m p i t a a r t i f i c i a l , t a l que el " h o r i z o n t e " p o r allá parece más bajo
(visto desde a d e n t r o ) . Esta diferencia aparente en la altura d e l
h o r i z o n t e tiene m u c h a i m p o r t a n c i a , c o m o veremos más adelante,
pues d e t e n n i n a las relaciones entre el sol y la sombra que se
p r o d u c e n en el sistema. Además hay unas peculiaridades en la
f o r m a d e l h o r i z o n t e norteño que se relacionan con unas observa-
ciones astronómicas que se describirán en adelante.
A u n q u e varios autores h a n p r o p o r c i o n a d o unas breves d e s c r i p
ciones de M o r a y ( p o r ejemplo R o w e 1 9 4 4 ) , p o r l o general, la
mayoría h a n aceptado la interpreiación de L u i s A . Pardo (1956)
q u i e n propuso que el lugar servía c o m o u n a n f i t e a t r o . U n a excep-
ción n o t a b l e es la tesis universitaria de Patricio A r r o y o (1974)
q u i e n sostiene q u e el sistema de andenes servía c o m o " i n v e r n a -
deros" para la aclimatización de plantas a nuevos ambientes
climáticos. Su hipótesis de que M o r a y se construyó c o n fines
agrícolas, concuerda con nuestros resultados, y t a m b i é n c o n las
tradiciones de los habitantes actuales de las comunidades vecinas.
Propondremos que además de ser u n a estación agrícola experi-
m e n t a l . M o r a y servía para efectuar una coordinación entre los
ciclos de productos agrícolas correspondientes a diferentes c o n d i -
ciones ecológicas m e d i a n t e la observación de los ciclos astronó-
micos anuales (Earls 1 9 7 6 ) . E n este t r a b a j o vamos a sugerir unos
mecanismos por los cuales la cosmología inca f u e i n s t r u m e n t a d a
en M o r a y m e d i a n t e una metodología m u l t i d i s c i p l i n a r i a que
emplea informaciones y datos de etnografía, la e t n o h i s t o r i a , la
arqueología, la chmatología y la astronomía. Será u n análisis pre-
h m i n a r — y por eso t e n t a t i v o — pues aún n o se h a c o n c l u i d o la
investigación. ^
2 Debemos señalar que en otro trabajo (Earls 1976), se mencionó unos
resultados obtenidos en Moray y su aporte al estudio del documento anónimo
ya referido. E n dicho estudio aún no se habían observado varios fenómenos
que se describen aquí.
[UJ] B j n i i v
448 EARLS Y S I L V E R B L A T T
A la, l u z de las consideraciones ya esbozadas e n la introducción,
cuando visitamos a las ruinas por p r i m e r a vez, nos impresionó
t a n t o la geometría singular d e l sitio, c o m o l a tradición l o c a l de
su utilización agrícola. N o s pareció que u n estudio p r o f u n d o y
m u l t i d i s c i p l i n a r i o podría llevar a una comprensión de la ciencia
e ingeniería inca, y d e l m u n d o en que ésta se i n s t r u m e n t a b a en
los términos d e los p r i n c i p i o s de su cosmología. C o n la p a r t i c i -
pación valiosa i n i c i a l de G a r y U r t o n , empezamos a t o m a r m e d i -
das de unas variables ecológicas en u n n ú m e r o seleccionado de
andenes p o r los ejes a l oeste y a l n o r t e d e l centro ( n . 1 . 0 ) d e l p r i -
m e r n i v e l d e l " i n v e r n a d e r o " m a y o r ( a d o p t a n d o el t é r m i n o de
A r r o y o 1 9 7 4 ) . Colocamos unos t e r m ó m e t r o s de l a b o r a t o r i o
e n los suelos a unos 10 c m de p r o f u n d i d a d para registrar las
temperaturas; a la vez, con otros i n s t r u m e n t o s , registramos las t e m -
peraturas d e l aire, las humedades relativas, y las presiones baromé-
tricas. Las posiciones preferidas para registrar estas cifras son el
centro (1.0) del p r i m e r n i v e l ( n . l ) , e l tercer andén ( n . 3 ) ,
el q u i n t o andén (n.5), el noveno andén (n.9), y el duodécimo
andén a l n o r t e ( n . l 2 . N ) . ( O sea, las del eje a l oeste son 3.0,
5.0, 9.0, las del n o r t e 3 . N , 5 . N , 9 . N , 1 2 . N , y la d e l centro 1.0).
Además procuramos registrar las mismas variables en u n a posi-
ción encima d e l sistema a l oeste ( " c o n t r o l " = C.O.) con el f i n
de compararlas con las medidas tomadas en el p r o p i o sistema.
S i m u l t á n e a m e n t e nos pusimos a buscar cualquier a l i n e a m i e n t o
astronómico que podía encontrarse en la geometría d e l sistema
(ver f i g . 3).
L a tradición de la gente local sostiene que " h a y diferentes
climas allí a d e n t r o " , y además nos c o n t ó el señor E u s t a q u i o M e s -
sco ^ que u n anciano d e l lugar le h a b í a d i c h o q u e los incas
enfocaban la l u z d e l sol y la l u n a hacia adentro de t a l manera
que siempre era reluciente. Estaría fuera d e l contexto de este
trabajo u n análisis detallado de las cifras climáticas registradas.
Basta decir que tales resultados d e m u e s t r a n u n a c o m p l e j i d a d tre-
m e n d a en la estructura climatológica de los andenes, l o cual
b á s i c a m e n t e respalda las afirmaciones d e la gente de la zona.
L a característica más sobresaliente d e l sistema climatológico es
q u e por l o general las temperaturas de los suelos en los andenes
superiores son s i g n i f i c a t i v a m e n t e mayores q u e las de los ande-
nes al f o n d o (ver figs. 4, 5). Esta gradiente térmica es más
acentuada desde los meses de la estación de heladas ( j u n i o ) hasta
el comienzo de las lluvias fuertes en d i c i e m b r e . E n esa época, la
gradiente de las temperaturas máximas tiene u n p r o m e d i o de 5
a 1 0 ° C entre los andenes inferiores y los superiores. ( P o r ejem-
p l o , los valores máximos registrados en el 24 de j u l i o en el eje
o c c i d e n t a l eran: 1 . 0 : 1 1 ° C ; 3 . 0 : 1 1 . 5 ° C ; 5 . 0 : 1 8 ° C ; 9 . 0 : 1 7 . 2 ° C ; y
Montecillo B
puesto
I m e d i o d r a astromómlco
^ 11:40 A . M . '
3.N 3 ° nivel al n o r t e
5.0 5 ° nivel al o e s t e
O 10 50 m
r-ig. 3. Moray, Invernadero Grande. L a trayectoria del sol observada en el agua de la Ñusta (n. 9) por reflección. Las horas del
sol y sombra están indicadas para el din 5 de julio de 1976.
INSTRUMENTOS D E COSMOLOGIA INCA 451
C.O.:20.5''C —que equivale a u n a gradiente p r o m e d i o de unos
6 ° C . ) E n la época de lluvias, la gradiente es menos marcada
debido al efecto l i o n i o g c n i z a d o r de la saturación p l u v i a l a u n q u e
sigue manifestándose (entre 2 a 5 ° C ) . L a gente m i s m a reconoce
esta gradiente ncgaliva, pues solamente prepara su chuño en los
dos andenes del fondo.-'' L a tendencia general de los andenes
del sistema es a registrar temperaturas inferiores a la del c o n t r o l
( C . O . ) ; o sea el sisiciiia tiene u n efecto " r e f r i g e r a d o r " e n rela-
ción a la pnm])a afuera.
A d e m á s del gradiente t e r m o m é t r i c o v e r t i c a l , hemos registrado
oscilaciones fuciles cu la distribución de las temperaturas d e l
sucio cu iiudcucs individuales ( e l p l a n o h o r i z o n t a l ) , a través
del a f í n . Por e j e m p l o , en la m i c r o z o n a 1 2 . N la t e m p e r a t u r a máxi-
ma v a r i ó c n t i f O.S'C el 5 de j u l i o hasta 2 1 . 5 ° C e n enero; o sea
iii \'iuiiu'iún f s l a c i n n a l era de unos 2 1 ° C . E n comparación, en la
poNicióii 1,0 i i l l o i i d o , la t e m p e r a t u r a sólo varió desde 11 hasta
1H,4"C c u l o » mismos días y meses; es decir, q u e l a variación
I ' I M idiinl ( m ; í \ i i i i a ) era m u c h o m á s reducida —solamente 7 u
'• < l'.ii u d i c i ú i i a esas complejidades, está e l h e c h o de q u e las
leiii|M'iiilurii(t del suelo p u e d e n variar bastante d e n t r o de u n
milii i M i i l n i en la misma hora d e l m i s m o día. N o t a m o s q u e en
t'l t i i i r i r i i I I . ' ) la posición norteña registró u n a t e m p e r a t u r a m á x i m a
.1. M.^-C. i n i n i h a s la d e 9.0 d i o 1 7 . 2 ° C a las 13.30 p . m . del
' I d i ' julio.
A |)<",ai tic estas variaciones enigmáticas, y a veces aparente-
i i i i i i l f ( i m h a d i c t o r i a s , h a y unas reglas sistemáticas q u e rigen las
dii lias lliu'lnaciones. Ifís m o v i m i e n t o s d i u r n o s y anuales d e l sol
ii llaves del liori/ontc, ocasionan unas notables oscilaciones en la
f(MilÍKiiniciÓM de las relaciones entre el sol y la sombra. Es decir
i|U(' lii trayectoria del sol en interacción c o n la f o r m a d e l h o r i z o n t e
\ lii c s l n u l u i a geométrica de los andenes m i s m o s , d e t e r m i n a l a
|tiu|M»ii lúii del sol y sombra q u e cualquier p u n t o d e l invernadero
VM II recibir d i a r i a m e n t e en el c i c l o a n u a l . C u a n d o el " m o n i t o r "
(" M'u la l í n e a que separa u n área en dos partes — u n a q u e
' I I r i r e l sol, y la o t r a en la s o m b r a ) sobrepasa u n a posición
l i l i la t c m p c r a l u r a del aire a u m e n t a d r a m á t i c a m e n t e (ver figs.
<• : • ) ; til de! suelo t a m b i é n va c a m b i a n d o , pero más despacio y
i\i iiiiiuera menos a b r u p t a . Estos efectos se registran en las m e d i -
' I r . ilJMiiias. E u f i n i c i ó n de esto, calculamos que la proporción
I i d i o del sol y sombra recibida e n u n a posición dada está
" l ' i iiilcicsaiik' iiiciicionar que según mucha gente de la ciudad del
' Iti Iriiipenihira de los andenes aumenta con la profundidad. Hasta
• •••ii. hi AiKiyo loniparte esta noción equivocada. Algunos aún han sugerido
liik MicHN ciillivahan coca y ají en el fondo. Nuestros resultados y la
|ti4i M I I lili I I I i(iii:i(la de los moradores niega categóricamente esta posibihdad.
-* H u m e d a d r e l a t i v a del aire
452 EARLS Y S I L V E R B L A T T
relacionada al valor de la t e m p e r a t u r a p r o m e d i o sobre la m i s m a
duración t e m p o r a l . Así pues, la relación entre m o v i m i e n t o s sola-
res y temperaturas de los suelos en los andenes es u n o de los
factores determinantes detrás de las fluctuaciones climáticas
citadas.
Sin embargo, el factor solar n o basta para explicar t o d a la
peculiaridad d e l sistema, pues el gradiente termométrico vertical
es más p r o n u n c i a d o precisamente en aquellos segmentos que
reciben la m i s m a proporción de sol y sombra por largos periodos
del a ñ o . Este h e c h o i m p l i c a la existencia de otros mecanismos
determinantes de la estructura climatológica del sistema que inter-
actúan c o n el factor solar. Los mecanismos involucrados en u n
segundo factor d e t e r m i n a n t e todavía carecen de una explicación
satisfactoria. N o s parece que debe tratarse de la acción de unas
variables meteorológicas. U n a podría hallarse e n l a circulación
de los vientos ocasionada por la estructura geométrica de M o r a y ;
y otra en la evaporación diferencial de l a h u m e d a d . A consecuen-
cia de la f o r m a de la estructura de M o r a y , la radiación solar refle-
jada p o r la concavidad daría origen a u n f e n ó m e n o de convección
térmica y consecuentes corrientes convectivas. E m p e r o , es o b v i o
que este asunto necesita m u c h o más investigación y análisis antes
de que se le entienda.
L a i m p o r t a n c i a de estos factores para la producción agrícola
es evidente. L a variación y el p r o m e d i o de las temperaturas d e l
suelo d e t e r m i n a n los límites efectivos del t i p o de c u l t i v o apro-
p i a d o . A s i m i s m o , la velocidad del c a m b i o relativo e n la p r o p o r -
ción d e l sol y sombra en u n p e r i o d o de t i e m p o , d e t e r m i n a n el
d e s e n v o l v i m i e n t o d e l ciclo v i t a l de u n a p l a n t a . Así vemos c ó m o
M o r a y p u d o servir c o m o u n centro para el c u l t i v o de muchas dife-
rentes especies y variedades de p r o d u c t o s . Sus numerosos regí-
menes ambientales h i c i e r o n posible la experimentación en l o que
se refiere a velocidades de c r e c i m i e n t o de plantas. M e d i a n t e h i -
bridizaciones y otras técnicas, se habría p o d i d o mejorar la adap-
t a b i l i d a d de tales cultivos a distintas zonas ecológicas naturales
que corresponderían a las zonas artificiales de M o r a y . E n o t r o
lugar se ha d i s c u t i d o la p o s i b i l i d a d de u n a coordinación astronó-
m i c a entre las ecozonas efectivas de diferentes regiones geográ-
ficas del i m p e r i o p o r m e d i o de estructuras de simulación a m b i e n t a l
c o m o M o r a y (Earls y S i l v e r b l a t t 1978b). Por desgracia, el sitio se
dejó de c u l t i v a r hace 15 años, y aún en ese entonces se l o cultivaba
c o n papas en los tres andenes inferiores y con cebada en los
superiores. A c t u a l m e n t e se encuentra u n a gran m u l t i p l i c i d a d de
plantas silvestres, de atributos medicinales y/o mágicos.
Para este trabajo, l o i m p o r t a n t e es q u e se h a establecido que
existe en el pensamiento a n d i n o u n p a r a d i g m a ( e n el sentido de
454 E A R L S Y SILVERBLATT
K u h n 1970) q u e relacionaba de manera coherente la verticalidad
a l t i t u d i n a l con unas categorías climatológicas de m o d o q u e se
pudiese construir u n sistema con las propiedades de M o r a y . L a
instrumentación de t a l paradigma queda b i e n demostrada por
los trabajos de M u r r a (1975) ( q u i e n a la vez, l o estableció c o m o
u n paradigma científico para la antropología en los A n d e s ) . Su
conceptualización está i n d i c a d a i n d i r e c t a m e n t e p o r los estudios
de Z u i d e m a y Q u i s p e ( 1 9 7 3 ) , entre otros. E n este m o m e n t o que-
remos enfatizar que los incas disponían de u n m í n i m o de cono-
cimientos sistemáticos que, en c o m b i n a c i ó n con la ingeniería
(famosa por sus l o g r o s ) , podrían haber p o s i b i l i t a d o la construc
ción de M o r a y con los propósitos de la experimentación y coor-
dinación agrícola que hemos sostenido.
A l no aceptar esta interpretación, hay que desechar las distor-
siones climáticas y ecológicas observadas, c o m o unos meros acci-
dentes al l a d o de algún "propósito r i t u a l " , etc., n o especificable.
C o m o evidencia a d i c i o n a l , vale n o t a r que el sitio a la vez que
incorpora u n elaborado sistema de irrigación, está ubicado en una
zona (la Pampa de M a r a s ) que recibe u n m í n i m o de lluvias en
comparación a las demás partes del V a l l e d e l U r u b a m b a . Por con-
siguiente se podía sujetar las varias microzonas del sistema a u n
c o n t r o l m a y o r en c u a n t o a la distribución de las aguas. A d e m á s ,
unos documentos d e l siglo x v i ( V i l l a n u e v a 1970: 1-148) i n d i c a n "monitor", el 25 de septiembre 1976, esta llegando simultánea-
que la gente de la zona d e M a r a s , " q u i e n eran d e l I n c a " , sembra- 1. ü) y a la Ñusta n. 9 (a la extrema derecha de la foto).
b a n en Y u c a y (1970: 52) d o n d e h a b í a tierras especiales para la
experimentación agrícola ( M u r r a 1975: 4 8 - 4 9 ) . A raíz de éste y
otros indicios n o cabe d u d a que M o r a y pertenecía a l vasto com-
p l e j o agrícola del V a l l e de Y u c a y (ahora el V a l l e del U r u b a m b a ) ,
y que estaba a r t i c u l a d o c o n las otras grandes estructuras de ande-
nerías estatales en Pisaq, C h i n c h e r o s , Yucay, O l l a n t a y t a m b o y
M a c h u Picchu.
E n términos de estas funciones debiera existir en M o r a y unos
aparatos para realizar las medidas astronómicas necesarias para el
c o n t r o l de las condiciones climáticas vigentes en diferentes partes
de los andenes e n los diferentes tiempos del a ñ o . A pesar de n o t a r
una serie de indicaciones astronómicas indirectas, c o m o las estruc-
turas en la parte d e n o m i n a d a Intiwatana pata, n o podíamos vis-
l u m b r a r la acción de tales mecanismos. Después de observar en
el p e r i o d o d e l solsticio de j u n i o unas interacciones d e l sol y la
sombra con dos montículos curiosos, ya logramos i d e n t i f i c a r los
supuestos aparatos c o n alguna seguridad.
Ubicados en los niveles 8 y 9 a unos metros a l oeste del eje nor-
t e ñ o d e l gran invernadero, hay dos protuberancias de piedra que
asoman de la superficie de los dos andenes correspondientes. A u n -
que estas protuberancias ( q u e m i d e n a p r o x i m a d a m e n t e 1 m e t r o
INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 455
- I ) '.(111 piirt-c de la estructura geológica n a t u r a l d e l lugar,
•iii'M Illas cuidadoso demuestra que estaban esculpidas en
en la piedra, o r i g i n a l ; es o b v i o p o r su f o r m a y posi-
• niiiplía alguna función en el sistema. Sin embargo,
lu iiiiiyor parte del a i i o n o podíamos observarlas en n i n -
' is])ccial c o n f e n ó m e n o s astronómicos. Pero ya en
iiiiiiccliatamente anteriores a l a d v e n i m i e n t o del sols-
'iliiiiiiiN que cerca de mediodía, u n a sombra echada p o r
•Milc se ajiroximó y subió a l costado la protuberancia n . 9,
iiU' lu s()iiil>reó t o t a l m e n t e (ver fíg. 7 ) . Después de u n
i l i l c i m i n a d o (de m a y o r duración e n los días del solsti-
i i i i i ) , la sombra retrocedió h a s t a q u e la protuberancia se
i l M i l ,\,- nuevo p o r e l resto de l a tarde. E s t a p r o t u b e r a n -
' < 'I la iiu'iios destrozada de las dos, y cuenta c o n u n hueco
M i ity.nlar (¡carecido a una escudilla n a t u r a l ) , esculpida
lili Niiptrior. B a s á n d o n o s en u n o s i n f o r m e s d é l a s crónicas
• iiiiN liadiciones modernas q u e se r e f i e r e n a u n a t é c n i c a
.|t< oliscrvar la reflección del sol en u n a superficie de agua,
. lili siil>sc( ncnte a M o r a y colocamos u n a taza de agua e n
lijlii (le la protuberancia para observar y registrar la trayec-
I «i>l S(>l)rc el h o r i z o n t e . E n esta época del solsticio inver-
tí l i del sol llega a su límite n o r t e ñ o , a l a v e z q u e s u
n i c i i d i o n a l en el cielo desciende a su m í n i m o . E l
ii' m i s i n o al n o r t e del invernadero' t i e n e u n p e r f i l marcado-
iiKiiilecillos separados p o r una depresión. E n el p e r i o d o
i l , pl sol (observado en e l agua) parece salir d e l l a d o d e l
i i m i i l c c i l l o ( A ) en la m a ñ a n a , para b a ñ a r la p r o t u b e r a n -
II lii/. mientras pasa encima de la depresión (ver f i g .
m e d i o d í a desaparece detrás d e l segundo m o n t e c i l l o ( B ) ,
' uní II la p r o t n l x ; r a n c i a en la sombra. M a s luego, el sol
' I r el otro lado d e l m o n t e c i l l o B , n u e v a m e n t e b r i l l a n d o '
' |ii(itiil)(iaiKÍa p o r la duración d e l día. C u a n d o se obser-
I c i i ú n i c i i o s en l a dicha taza d u r a n t e el curso d e l día,.
|iie el sol se levanta y se p o n e dos veces c o n s e c u t i v a m e n t e .
I sitio el 23 de j u l i o este efecto ya h a b í a dejado d e
debido a l a retrocesión d e l c a m i n o del sol hacia e l
M I O Hc nota, este efecto tiene u n a duración t e m p o r a l l i m i -
i emil lle^u a su m á x i m a extensión en el d í a d e l solsticio
V Ne(.;iiraineiile m a r r a b a u n segmento d e t e r m i n a d o d e l
' iilMidtlilo i i n | i i i i l a u l c . •*
I tlcMiiliiiiiiinito accidental de este fenómeno y a nuestra
'1 de .Hii (liuaiión temporal, no tomamos medidas suficientes
iilii luli'i iiadiimenle. Planificamos conducir un programa de
•|ilít |ii(ipiii(ioiinr/i cifras más exactas. E n el 5 de julio el Sol
'1 I 2 i l 5 pan. y "se levantó" a las 1:25 p.m. Como señalamos
456 EARLS Y SILVERBLATT
INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 457
M i e n t r a s realizábamos estas observaciones, f u i m o s i n f o r m a d o s
i i i i i i r . l a Pachacuti Y a m q u i (1950; ver Z u i d e m a y Q u i s p e 1973;
p o r unas pastoras oriundas de l a región, que las protuberancias
lÍMiIs y S i l v e r b l a t t 1978a). Este diagrama t a m b i é n i n d i c a el m o d o
se l l a m a n Ñustas (doncellas o princesas). Son encantos, o sea
tU" inicracción de estas dases de entidades y provee u n p a r a d i g m a
son peligrosas para la gente m o r t a l p o r ser las " h i j a s de l a Pacha-
l>iiia {'ulcnder la interacción de ellas c o n los sentidos h u m a n o s .
mama". Esta información nos impulsó a revisar el a l i n e a m i e n t o
\Hh , de entrar e n el e m p l e o de este p a r a d i g m a , tenemos q u e
d e las dos Ñustas en relación con la v e r t i e n t e rocosa c o l i n d a n t e
• nii aderar o t r a cuestión a l a base de t o d a ciencia y tecnología.
c o n e l último andén ( 1 2 . N ) e n esta sección (ver f i g . 8). Cavada
L i causalidad queda a l m e o l l o de l a problemática de toda
b o r i z o n t a l m e n t e d e n t r o de l a faz d e l a pared rocosa, encontra-
( i n i c i a ; o cm términos m á s generales, l a manera de i n s t r u m e n t a r
m o s u n a cueva de f o r m a m á s o menos rectangular, con u n a entra-
tiiiu cosmología a l f i n de efectuar acciones intencionales, i n v o -
da de unos 1.2 metros cuadrados y de p r o f u n d i d a d igual. (Recorda-
lueru l a noción de la causalidad. E n los términos de este trabajo
m o s acá que t o d a cueva se relaciona con l a Pachamama e n el
p o d n i i o s aceptar que u n a causalidad efectiva, esencialmente pre-
s i m b o l i s m o a n d i n o . ) A l f r e n t e de ésta ubicamos los restos d e unas
*ii|iniic una " c a d e n a " d e relaciones simbólicas que p o s i b i l i t a n l a
estructuras de p i e d r a ya destrozadas. I,as dos Ñustas son colineares
niiiccpUialización d e u n a " c a d e n a " de f e n ó m e n o s y procesos
c o n l a boca de la cueva, cuya orientación a l i n t e r i o r sigue la mis-
nuil eriales y sociales necesariamente consecutivos en u n c o n t e x t o
m a línea. L a cueva m i s m a está ubicada en el p u n t o al n o r t e del
d e l i i n i l a d o . Por la palabra "cadena causal" queremos designar a
c e n t r o (1.0) del i n v e r n a d e r o . N i la cueva, n i los segmentos de
nuil j(iai(|uía de relaciones ordenadas, t a l que la ejecución de u n a
los mismos andenes d i r e c t a m e n t e debajo, reciben el sol en este
iipeiaeión o proceso i n t e n c i o n a l presume e l c u m p l i m i e n t o anterior
p e r i o d o d e l a ñ o . Y a h e m o s n o t a d o q u e el suelo del andén 12. N
il( lina o más de una serie de operaciones precondiciones —siendo
n o se calienta más de 0.5° C en estos días del a ñ o . E n el 4 de j u l i o
ella', mismas el resultado de una previa ejecución analógica.
su m á x i m o se m i d i ó a 0.5° C y su m í n i m a a 0.0° C . E n el m i s m o
I''.ii la lengua quechua l a noción de causalidad recibe bastante
día registramos en 9. N temperaturas d e 5° C ( m á x ) y 2.5° C
I i ' iiVn lingüística e n menores o mayores grados de abstracción.
( m í n ) ; mientras en 9.0 las medidas correspondientes eran 16.5° C
I .1 palahia ruykuy quiere decir " i n c i t a r , causar, ocasionar" ( L a r a
( m á x ) y 4.8° C ( m í n ) . ( N o tenemos cifras para l a posición 12.0
I ' í 7 l : 243); también se l e emplea en la f o r m a de sufijo para
d e b i d o a la destrucción allá; l a 9.0 es l a posición más alta que
IIHIK ai lina interacción causante. Es la palabra con menos i m p l i -
m e d i m o s en los andenes a l l a d o oeste.)
• I ' iiiiics abstractas. E l verbo t'ijsiy se traduce p o r " D a r p r i n c i p i o ,
A u n q u e hace f a l t a más investigación y análisis de estos f e n ó - l i l i l í e i i u i c n t o — F u n d a r " ; mientras e l sustantivo t'ijsi significa
menos ( y otros acontecimientos coincidentes que n o hemos m e n - ' III.a. origen, raíz, c i m i e n t o , p r i n c i p i o " ( L a r a 1 9 7 1 : 286). Jorge
c i o n a d o ) , el p a r a d i g m a que hemos propuesto nos p e r m i t e i n t e r - I I I l ' ) | l : 1002) traduce toekksiy así: " f u n d a r , estribar en f u n -
pretar las Ñustas c o m o los aparatos q u e marcaban l a articulación i i - |iiiiicr base o f u n d a m e n t o , f u n d a m e n t a r " . D e eso enten-
t e m p o r a l entre los ciclos eco-climatológicos del sitio con el ciclo ipii la palabra t'iqsiy ( e n la ortografía m o d e r n a o f i c i a l )
a n u a l solar. E n las próximas secciones vamos a emplear estos I 11 iiiM ¡(')n de causalidad en u n c o n t e x t o más abstracto,
resultados al volver a l a cuestión d e l proceso conceptual de la 11 icjHescuta en asociación c o n una acción de causalidad
instrumentación de la cosmología a n d i n a . I y t i e l e r m i n a n t e para las acciones consecuentes. Es decir,
' I oiilleva el c o n t e x t o que d e f i n e y l i m i t a el área de acción
La causalidad y su instrumentación social andina . 1 . I''.sla ace])ción sobresale aún m á s claramente en la palabra
iii?*lii l'ekksinmyu— "cosmos, el universo, l a redondez d e l
Antes de poder i n s t r u m e n t a r s e efectivamente, u n a ciencia tie-
•.ferii ( v i e s l i a l , m u n d o , planeta que h a b i t a m o s " ( L i r a 1944:
n e que proveer respuestas establecidas a las cuestiones tocantes
!'',! siilijo muyu expresa la p r o p i e d a d de redondez o circu-
a las entidades f u n d a m e n t a l e s q u e c o m p o n e n el universo, y sus
I I m i t o c o m o d e u n m o v i m i e n t o circular o giro ( L i r a 1944:
modos de interacción entre sí y c o n los sentidos h u m a n o s ( K u h n
ANÍ se pnetle a f i r m a r que el universo o cosmos i m p l i c a u n a
1970: 5 ) . C o m o muchos autores h a n señalado, l a representación
M i l i ' eiiiisalidad i n i c i a l asociada con u n m o v i m i e n t o dinámico
m á s c o m p l e t a de l a clasificación de las entidades f u n d a m e n t a l e s
l . l creador d i l universo, o sea e l s í m b o l o de su fuerza
en la cosmología i n c a , se encuentra en el famoso diagrama d e l
malerial, es 'l"iqs¡ Wiraqucha. L a palabra wiraqucha invo-
en el texto, ya había dejado de manifestarse en el 23 de julio; mientras en \o d e una separación ontogenética o i n t e r f a z o r i -
el 31 de mayo el efecto fue primeramente notado pero no medido. • lUre doN clases d e fenómenos ( Z u i d e m a 1962; 1964: 165-
458 EASLS Y SILVERBLATT
170) u órdenes (Earls y S i l v e r b l a t t 1978a). Así t'iqsi wiraqucha
conlleva el s e n t i d o de una causalidad ontogenética que d e l i m i t a
t o d o contexto y realizaciones potenciales en los subórdenes más
específicos que se l e derivan. A p r o p i a d a m e n t e T'iqsi Wiraqucha
está representado c o m o el nexo superior en el diagrama de Pacha-
c u t i Y a m q u i ( q u e presentamos m u y e s q u e m á t i c a m e n t e en la
f i g . 9). •
C o m o antes m e n c i o n a m o s , este diagrama f u n c i o n a c o m o u n
paradigma que expresa la cosmología inca y que, a la vez, i n d i c a
su m o d o de instrumentación. E n nuestro análisis previo, exami-
namos las categorías de fenómenos simbolizados en el diagrama.
Además describimos la circulación dinámica y el o r d e n de las i n -
Fig. 9. Representación esquemática del paradigma de Pachacuti Yamqui.
Hiii.Air
I 9 7 H a ) . Así t'iqsi wiraqucha
il oiilogciiótica que d e l i m i t a
iidcs en los subórdenes más
iiidanicntc T'iqsi Wiraqucha
Hor en el diagrama de Pacha-
\\y e s q u e m á t i c a m e n t e en la
1
tlingrama f u n c i o n a c o m o u n
I inca y que, a la vez, i n d i c a
iieslio análisis previo, exami-
siud)olizados en el diagrama,
inámica y el o r d e n d e las i n -
. cueva
r \asl W i raqocKo. • ñusta 9
• ñusta 8
lal •>K- Venus ']
i de. lo^ t i i r d e •
Bio5 perico
aradigma de Pachaeuti Yamqui. Fig. 8. Moray. Invernadero Grande. Una vista del horizonte norte del sistema observado
desde el nivel 3.0 al sur.
INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 459
teracciones entre sus entidades fundamentales q u e se realizan p o r
la intervención social p r o d u c t i v a (Earls y S i l v e r b l a t t 1978a). E l
lector quizás se habrá dado cuenta de la elección de metáforas
para la causalidad en la lengua quechua sacada de la construcción
arquitectónica. Por esta metáfora la noción de causalidad andina
{t'iqsiy) i n c o r p o r a u n sentido de creación constructiva y ordenada.
E l diagrama de Pachacuti Y a m q u i m i s m o , en las palabras de su
d i b u j a n t e , representa el T e m p l o del Sol, cimentado encima de
u n a base arquitectónica de andenerías (pata).
C o n el f i n de detallar c ó m o estas relaciones simbólicas del
diagrama se traducen en unas praxis científicas, tenemos q u e exa-
minarlas en relación a u n e n c i f r a m i e n t o q u e p o s i b i l i t a la concep-
tualización e instrumentación de sistemas social-administrativos.
N o obstante, en el texto que a c o m p a ñ a el diagrama o r i g i n a l ,
Pachacuti Y a m q u i explica las relaciones entre todas las categorías
e n términos genealógicos. Así pues, son las relaciones genealó-
gicas que proveen el armazón conceptual para simbolizar las otras
foirmas de relaciones sociales. W i r a q u c h a es el tatarabuelo andró-
geno de los h u m a n o s q u e están en el n i v e l i n f e r i o r . D e b a j o de él,
la descendencia parte e n dos líneas: el Sol (su h i j o ) engendra
las generaciones subsecuentes de seres masculinos; mientras la
L u n a (su h i j a ) engendra la línea de las generaciones femeninas.
Este diagrama está encifrado c o m o el subparadigma para las rela-
ciones de parentesco en la sociedad inca, c o m o está i l u s t r a d o p o r
Pérez Bocanegra ( 1 6 3 1 ) . É s t e ha sido analizado p o r Z u i d e m a
( 1 9 7 2 ) , y las reglas y pautas delineadas siguen f u n c i o n a n d o hasta
la a c t u a l i d a d (Earls 1 9 7 1 ) . Esta c o n t i n u i d a d es i m p o r t a n t e , pues
vamos a ilustrar la conceptualización d e causalidad efectiva me-
d i a n t e una estructura social-administrativa actual cuyas interaccio-
nes internas i g u a l m e n t e están expresadas en una lengua genealó-
gica. Esta estructura a que nos referimos es una organización
administrativa autóctona que f u n c i o n a en la c o m u n i d a d de Sarhua
(Provincia de V í c t o r Fajardo, D e p a r t a m e n t o de A y a c u c h o ) .
E l sistema a d m i n i s t r a t i v o de los varayuq en Sarhua ha sido
descrito ya en u n n ú m e r o de publicaciones ( P a l o m i n o 1970, 1971;
Earls 1971, 1973a, 1973b) y su s i m i l a r i d a d estructural al diagrama
de Pachacuti Y a m q u i ha sido demostrada rigurosamente. E n los
]Dárrafos siguientes vamos a revisarlo e s q u e m á t i c a m e n t e .
Sarhua se d i v i d e en dos partes {ayllus) patrilineales y n o loca-
liz.ados, llamados Saviíqa y Q u l l a n a . E l ayllu Sawqa está asociado
con el brazo derecho, la llaqta o pueblo central, y los " o r i g i n a r i o s " ,
mientras O u l l a n a se asocia c o n el brazo i z q u i e r d o , la p e r i f e r i a ,
y los "forasteros". Cada ayllu se a d m i n i s t r a p o r su p r o p i o sistema
de autoridades rotativas —los varayuq; y se obliga a cada h o m b r e
460 EARLS Y SILVERBLATT INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA I N C A 461
casado a p a r t i c i p a r c o m o varayuq ( e l q u e lleva l a vara) e n el SK- en Siuhua. E l sistema de los varayuq, entonces, es u n a réplica, d e l
t e m a de su ayllu correspondiente. Los dos sistemas de varayuq |wuidi|4nia de Pachacuti Y a m q u i en el n i v e l social, el n i v e l
se d i v i d e n jerárquicamente en 4 rangos de oficios. Según u n or- ilel liiugo más bajo en el d i c h o paradigma. Por ser u n reencifra-
den r o t a t i v o cada persona sirve u n año empezando en el rango I I l í e n l o de esto, su manera de efectuarse i n t e r n a m e n t e debe repli-
más bajo, "descansa" p o r 5 a 10 años, y entonces vuelve a l sis- t a i los mecanismos básicos de la instrumentación que opera en
tema para t o m a r la posición siguiente en el rango superior (ver el paradigma cosmológico.^ A h o r a discutiremos l a i n s t r u m e n t a -
f i g . 10). ( I I I I I electiva que caracteriza los varayuq.
E l orden descendiente de m a n d o está expresado más simple-
Autoridades nacionales l i i c i i l c e u el t é r m i n o brazo: para el Alcalde Vara todos los rangos
inferiores son sus brazos que i n s t r u m e n t a n sus instrucciones; de
m u d o igual, cada rango, a su vez se refiere a los rangos inferiores
Sawqa eoino sus brazos. Así los alguaciles son brazos para todos los
"^^^^^ Qullana viiraviKi de los rangos superiores. Inversamente, d e l p u n t o de
visla lie cada rango i n f e r i o r , ellos se d i r i g e n a los oficiales supe-
r b i v s con el t é r m i n o tayta-mama (padre m a d r e ) ; o sea para los
Alcalde vara illHiuicitcs, todos los demás oficiales y sus esposas son sus tayta-
lltiiiiiii, pero para los campos solamente l o son los alcalde vara.
I I'',iile simbolismo genealógico d e l o r d e n de m a n d o está aún más
t'|í'iiiplilicado p o r el término qañ churiaq — u n a palabra que se
iMiplea sinónimamente para brazo. Para los oficiales de los rangos
Campo ^ 2 3 2 i i i i ' i i i i n l i d s , SUS superiores son sus tayta-mama a la vez que sus
1^
1 i , o brazos son sus qari-churiaq. Este t é r m i n o l i t e r a l m e n -
le <|iiieu- decir " e l que engendra varones", y conlleva u n sentido
I '
• I ' M ' i('>ii dirigida hacia el f u t u r o . O t r o s sinónimos de qari-churiaq
Regidor ^ 2 l i l i I I I su asociación con u n a orientación t e m p o r a l a l porvenir.
Tiiiii los tayta-mama sus brazos o qari-churiaq son a s i m i s m o sus
¥iif>hihil<tiiki o espíritu santo —términos que t a m b i é n se e m p l e a n
|iimi (lesi(.;nar el próximo m u n d o d e l f u t u r o o hanaq pacha (ver
t l i l i / l ' ) 7 \o 1 9 7 5 ) . C o m p a r e m o s los dos términos de s i m -
Alguacil IIMII, .iriitn ).;euealógica: tayta-mama es u n t é r m i n o de referencia
t i l lili I I , (pie más b i e n define u n c o n t e x t o d e l sistema en que u n o
• u l n a ; al c o n t r a r i o qari-churiaq d e f i n e u n a acción i n t e n c i o n a l
l i i v o l v i m i e n t o d i n á m i c o . Por l o t a n t o , u n o se establece en
iilexlo- ya d e f i n i d o p o r su tayta-mama para instrum,entar las
" •. del f u t u r o m e d i a n t e su qari-churiaq. A s i m i s m o u n o es
• / . ( M I /(i/ri(/f/ para su tayta-mama — q u i e n d e f i n e el c o n t e x t o d e n t r o
Maqtas ! ! I il I ' tiene que m a n i o b r a r ; p e r o en el proceso m i s m o u n o
Fig. 10. L a organización de los varayuq en Sarhua con los nombres ilileeieiidcj en u n contexto p r o p i o de tayta-mama para
de los oficiales indicados para cada rango.
liíiliajo eslanios hmitándonos a un solo ejemplo de la instrumen-
C o m o se puede ver p o r una s i m p l e inspección, los diagramas .1 l i d paradigma cosmológico andino. Huelga decir que la estruc-
9 y 10 son isomórficos ( t a l c o m o presentados a q u í ) ; o sea, se •.islcma rigurosamente ha sido demostrada ser un homomorfismo
iiiiplifiración de una estructura análoga) tanto del sistema de
p u e d e trazar u n a conexión 1:1 desde cada elemento (o cale
\ vil lis reales del incanato, como del sistema de ceques (Earls
goría) y relación d e l diagrama de Pachacuti Y a m q u i , a u n ele 'iK). Silverblatt (1976) ha mostrado cómo seiTÍa como para-
m e n t ó y relación correspondiente en el sistema de los varayuq I ' iilii iicióii de la jerarquía política inca.
462 EARLS Y S I L V E R B L A T T INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 463
orientar la instrumentación f u t u r a de sus p r o p i o s qari-churixtq. iidniinistraliva de M o r a y . E n la próxima sección para emplear u n a
A n a l ó g i c a m e n t e , el acto de nacer c o m o h i j o de tayta ( p a d r e ) y i i i i ' i i i i a concepción de la causalidad, vamos a examinar su instru-
mama ( m a d r e ) particulares, m i e m b r o s de u n o de los dos ayllus, i M ( i i i . H i(')n en u n sistema c i e n t í f i c o . ^
d e f i n e el c o n t e x t o de referencia ( Q u l l a n a o Sawqa) en el cual se
i n s t r u m e n t a su p r o p i a vida y luego la de sus h i j o s . V a l e reiterar ( uiiiiiiilogía y tecnología
aquí u n asjoecto de l a lengua quechua que hemos descrito en o t r o
l Illa manera p o r la cual se expresa l a dialéctica en el pensamiento
lugar (Earls y S i l v e r b l a t t 1978a), l o cual f u e c i t a d o en u n trabajo
Miidiiio es m e d i a n t e la palabra tinkuq (encuentro o fusión). E n
hngüístíco de W o l k y Soto (1975: 4 ) :
el i i i i l o de o r i g e n s a r h u i n o la palabra tinkuq se refiere a la
i i i i A ' e i s i b i l i d a d del proceso histórico social en el cual la i n f l u e n c i a
E n el aspecto lingüístico, la lengua Quechua demuestra u n mayor n I i|imea entre los dos ayllus resulta e n la creación y el m a n t e n i -
interés en el tiempo exacto (en la orientación de tareas), en el H M . i i l o (le la c o m u n i d a d entera. E n el caso de M o r a y ya hemos
tiempo futuro, mientras su interés retrospectivo demuestra una pre-
'\i .1 i i l o e()ino dos tipos de cielos distintos — e l ciclo del a ñ o solar
ocupación mayor con la fidelidad de la información.
V lim cielos ccoclimatológicos parecen intercalarse m e d i a n t e las
i i b i e i v u e i o i i c s de los fenómenos asociados c o n la protuberancia
La palabra churiaq p r o v i e n e del v e r b o churiyay que L i r a traduce Siitlil, !,()s dichos ciclos se l l a m a n mita en Q u e c h u a ; mientras
por " E n g e n d r a m i e n t o , acto de engendrar, engendrar, procrear, IMII 1 ( m u c n l r o s o intercalaciones entre los cielos se d e n o m i n a n
p r o d u c i r hijos, generar, dar existencia a seres semejantes" (1944: i<-i'ni (lúinseca 1966: 30-31).
1 4 8 ) . E n su sentido más abstracto la relación de esta palabra c o n
va m e n c i o n a m o s , la Ñusta en M o r a y está considerada
el concepto de la causalidad es b i e n evidente. Si i n t e r p r e t a m o s el
' 1111,1 " h i j a de la Pachamama" según la tradición l o c a l . A la
m o d e l o de Pachacuti Y a m q u i en los términos del análisis ante-
\ilii l'iiiluniiama e j e m p l i f i c a el d o m i n i o f e m e n i n o y agrícola en
rior de Sarhua, vemos que Tiqsi Wiraqocha es el tayta-mama de
I l • i i l h i i a iiiidina. E n otras regiones, Juan N ú ñ e z d e l Prado (1974:
las demás categorías d e l universo, quienes c o m o sus "descendien-
I 11 I i ' i K (nitrado q u e ciertas rocas q u e asoman de l a tierra son
tes" o "creaciones", son sus churiaq o i n s t r u m e n t a d o r e s del f u t u r o .
llamadas Ñustas, y se las considera como' manifestaciones
Además, cada generación de descendencia establece el c o n t e x t o
luiiiiaina, una simbolización análoga a la de M o r a y . E n l o
para d e l i m i t a r una causalidad efectiva f u t u r a , en una jerarquía
' 1 sn connotación agrícola, t a n t o los i n f o r m e s de las cróni-
inclusive de i n s t r u m e n t a c i ó n . Por e j e m p l o , l a interacción entre
1 (lulos modernos de la región de Huancasancos ( D e p t o .
la tierra y el agua (los " p a d r e s " y " m a d r e s " de los seres h u m a n o s ) ,
'ii'liit) y de Pisaq ( C u s c o ) , i n d i c a n que las saramamas
establece el c o n t e x t o a m b i e n t a l para las obras intencionales de la
i|e maíz, o sea las mejores mazorcas seleccionadas para
h u m a n i d a d . Es el h o m b r e que, p o r su intervención social, puede
l i i K ciH amainas (madres de la coca), papamamas (madres
m a n i p u l a r este c o n t e x t o y , después de haber t o m a d o conciencia
' i ' f ) , etcétera, están en u n a relación de " h i j a s " c o n la
del universo, crear de nuevo sus propias condiciones de existencia.
|ior ser las manifestaciones específicas de su f e r t i l i -
Así hay una dialéctica explícita e n t r e l a instrumentación social
ii. 1,1 |,niia {Mama Quilla) c o m o l a Pachamama se rela-
y el paradigma conceptual la c u a l está expresada p o r el término
M I r , lluvias y la irrigación de campos agrícolas. E n t i e m -
t'iqsi muyu ( e l c o s m o s ) .
e |>er,s'onificaba l a L u n a c o m o una doncella hermosa
Por m e d i o de este análisis, ya estamos en el c a m i n o hacia una I r . (Iiaeras p o r u n c á n t a r o de agua {paccha); esta
comprensión de la conceptualización de la causalidad y su i n s t r u - M i f n a l m e n t e se aplica a la T i e r r a ( C a r r i ó n C a c h o t
m e n t a c i ó n e n l a cosmología a n d i n a . V e m o s que la realización
de una causalidad resulta de l a identificación consciente de una
• i i ' i i i l i n i i c n t o , podemos relacionar el origen y circu-
persona con el " p u n t o de referencia" (pasado) que le ha engen-
• r. (los manantiales y las lluvias beneficiosas) y
drado ( " l e g i t i m i z a d o " ) , el cual d e l i m i t a el campo de acción pre-
Illa al d o m i n i o f e m e n i n o — l a L u n a y la Pacha-
sente para la instrumentación de u n f u t u r o i n t e n c i o n a l . Estos
I I .oiiilieau c o m o una doncella o Ñusta. Así se ve
sistemas a d m i n i s t r a t i v o s q u e se organizan en términos de una
rotación de gente p o r una jerarquía de oficios son b i e n caracterís I i " ' i '' (li-rivM li'igicamcnte de nuestro trabajo en que mostramos
ticos de las culturas andinas. C o m o veremos, es m u y probable 'iiicipios y leyes rigen tanto en el dominio social como
q u e algún sistema semejante se hallara subyacente a l a operación il imilfiial (Karls y Silverblatt 1978a, 1978b).
464 EARLS Y SILVERBLATT INSTRUMENTOS DE COSMOLOGIA INCA 465
establecida una cadena de representaciones simbólicas necesarias distintas: a ) a una jerarquía de las divinidades de los cerros (según
q u e m a r c a n los pasos claves en la biosfera para la producción su p o d e r ) ; b ) a una jerarquía de unidades administrativas; c ) a
agrícola. E n los ritos asociados con esos pasos, unas mujeres espe- los curacas de etnias soeiopolíticas en la región de A y a c u c h o .
ciales solían identificarse con tales símbolos para realizar las tareas Además hay o t r o m o d o de desdoblar el Kamaq Pacha, e igual-
ceremoniales correspondientes. E n l o que toca a la intervención m e n t e a la Pachamama, que reencifra los símbolos del paradigma
simbólica masculina, Carrión C a c h o t sigue: cosmológico con u n c o n t e n i d o nuevo.
Hay una tradición repubhcada por O r t i z (1973: 39-44) según
U n dios masculino que reside en las altas cumbres; que perso- la cual los hijos de la Pachamama y Pacha Kamaq después d e
nifica al Sol, que fecunda a la tierra; que transmite su poder
unas aventuras largas se t r a n s f o r m a n en la L u n a y el Sol. Estos
generatriz, mediante la "unión d i v i n a " con la diosa lunar; ejerce
Ilijos i n i c i a l m e n t e eran llamados wiUka, que h t e r a l m e n t e quiere
su obra benefactora auspiciando la construcción de trabajos hidráu-
licos, y mediante el auxilio de agentes o servidores personificados decir " n i e t o " en el quechua m o d e r n o . Así esta historia d o c u m e n t a
en los más espectables animales del medio geográfico (1955: 5 2 ) . iin proceso de inversión conceptual, pues los " a b u e l o s " en el para-
digma —la L u n a y el S o l — son los " h i j o s " de sus " n i e t o s " {Pacha-
E n este caso tenemos una cadena simbólica masculina, personi- mama y Pachakamaq). E m p e r o t a l contradicción circular, p e r m i t e
ficada en la acción solar en relación a las altas cumbres. E s t á aso- la conceptualización de o t r a serie de cadenas causales derivadas
ciada con las obras necesarias de ingeniería hidráulica y encuentra di; Pachakamaq/Pachamama que son encabezadas p o r el Sol y l a
su tinkuq con la cadena f e m e n i n a en la organización operacional l a m a de nuevo. T o m a n d o en cuenta que este rango b i o t e r r e n a l
de la producción. i's el n i v e l que constricciona el c a m p o de acción social y econó-
Se debe m e n c i o n a r aquí que t a n t o M o r a y m i s m o c o m o el gran mico, veremos que, c o m o símbolos en este c o n t e x t o , los cuerpos
cerro a l suroeste, W a y ñ u n m a r k a (lugar de m o r i r ) son conside- celestes v a n a operar solamente en f u n c i ó n d e la práctica agrícola
rados c o m o Apus ( d e i d a d de los cerros que simbohza los ancestros (l'iaris 1 9 7 8 ) . E n este nuevo papel ya hemos v i s t o la función
sagrados de u n l i n a j e , población, o u n i d a d política; sinónimo con delermínante d e l Sol en M o r a y ; ahora vamos a trazar los demás
Wamani en A y a c u c h o ) a quienes siempre se les b r i n d a n en con- eslabones y sus símbolos en las cadenas causales que llegan a l
j u n t o . Así los podemos i d e n t i f i c a r a M o r a y ( u n a escudilla cavada liiikuq en el m i s m o l u g a r (ver fíg. 11).
hacia adentro c o n connotaciones f e m e n i n a s ) y W a y ñ u n m a r k a I'ai el diagrama de Pachacuti Y a m q u i , V e n u s ocupa el rango
(la c u m b r e hacia arriba con connotaciones masculinas) c o m o los d e b a j o del dios solar p o r ser su h i j o . Pero en los términos de la
componentes de u n solo sistema c o n c e p t u a l ; veremos la i m p o r t a n - iidmiiiistración estatal de la producción agrícola, el inca ( c o m o
cia de esta asociación más adelante. Hilmiuistrador s u p r e m o ) f u n c i o n a c o m o el i n s t r u m e n t o del Sol en
E n otros lugares (Earis 1973a; Z u i d e m a 1974) se ha mostrado el m u n d o . S i m b ó l i c a m e n t e él es el " h i j o d e l S o l " , l o c u a l l e g i t i -
q u e cada u n o de los rangos del diagrama de Pachacuti Y a m q u i ruizu su m a n d a t o de a u t o r i d a d . E l inca m i s m o se i n s t r u m e n t a
puede ser desdoblado en dos o más subrangos. E n el caso de las i n e d i a i i l c sus gobernadores locales y oficiales nobles especialistas,
divisiones en cuatro subrangos, se ocasiona u n r e e n c i f r a m i e n t o l . l l i l i i l o más a m p l i o para designar estos altos f u n c i o n a r i o s era
de l a cadena cosmológica en las entidades que c o m p o n e n el ( c o m o Wamani en A y a c u c h o ) , y ellos mismos se realizaban
rango correspondiente. Por ejemplo, t a n t o los cuatro rangos de | N t i m e d i o de su m a n d a t o sobre los hatun runa (la gente c o m ú n
seres h u m a n o s e n los sistemas de varayoq, c o m o la terminología I I p l e b e y a ) . L a administración general de las obras de construc-
del parentesco, son cuadriparticiones que reencifran el n i v e l de M i i i i ai(|iiitcctónica, hidráulica, etcétera, seguramente estaba c o n -
la sociedad pero en relaciones de subcategorías b i e n diferentes. ' I |i|iiali/,ada a base de esta organización jerárquica.
E n su representación paradigmática, el diagrama de Pachacuti I'iiIIIlela a esta jerarquía administrativa-social, existe otra cadena
Y a m q u i ya presenta una subdivisión en el rango biosférico en la n l i i i l K ' i l i e a <|ue especificaba la cadena de la administración a m b i e n -
cadena masculina. É s t a consiste en la separación entre las dos liil S i m p l i f i c a n d o el asunto, el inca c o m o símbolo ocupaba una
entidades que s i m b o l i z a n la T i e r r a — u n a masculina, el Kamaq l " ' * . l i K'iii análoga en esta cadena c o m o e n aquélla, pero el término
Pacha y otra f e m e n i n a , la Pachamama. \ / ' i ( ii(l(|uicrc o t r o sentido. Aquí, Apu d e n o m i n a a las divinidades
Y a se ha m o s t r a d o c ó m o el rango d e l Kamaq Pacha puede des- •I" l i i i t c e ñ o s relacionados a linajes, ayUus u otros grupos sociales.
doblarse en c u a t r o rangos de W a m a n i s (Earls 1973a). E m p e r o ' ' |)a])cl los Apus son considerados los dueños de los a n i -
estos W a m a n i s p u e d e n referirse a p o r l o menos tres categorías ( i l i o s bienes terrenales; los hombres mortales se relacionan
INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 467
466 EARLS Y S I L V E R B L A T T
con ellos para provocar causalidades en la naturaleza. I g u a l m e n t e ,
d e este m o d o nos percatamos c ó m o los hombres —"los agentes
o servidores"— de los Apus radicados en "las altas c u m b r e s " ,
i n s t r u m e n t a b a n la construcción de las obras hidráulicas, etcétera,
c o m o en M o r a y .
H a y una tradición pan-andina en que se dice que los incas trans-
f o r m a r o n las piedras en animales, y a latigazos las o b l i g a r o n a
amontonarse f o r m a n d o las paredes para andenes o edificios según
las intenciones d e l i n c a . N o s h a n asegurado que M o r a y fue cons-
t r u i d o en esta m a n e r a , y que el cerro W a y ñ u n m a r k a así proveyó
al inca las piedras para el Cusco (señor Messco nos i n f o r m ó que
hay una cantera inca de piedras a l l í ) . Podemos entender m e j o r
esas ideas si recordamos que en varias ocasiones los f u n c i o n a r i o s
incaicos se vestían c o m o animales para ejecutar ciertas tareas
especiales. Esta personificación entonces, simbolizaba la expresión
d e l proceso de la causalidad e instrumentación efectiva en este
c o n t e x t o . E n resumen, la cadena masculina incorporada en Pacha
Kamaq consiste del Sol c o m o cuerpo celeste y símbolo de la legi-
t i m i d a d inca, el i n c a m i s m o , los Apus, y sus "agentes", a veces
simbolizados c o m o animales, quienes d i r e c t a m e n t e intervenían en
la naturaleza.
A h o r a podemos resolver el concepto de la Pachamama en cuatro
niveles comenzando p o r la L u n a . E n esta conceptualización de
la L u n a , se la trata c o m o o t r o d e t e r m i n a n t e en l a siembra de d i -
ferentes clases de cultivos (se s i e m b r a n los cereales en la fase
creciente y los tubérculos en la fase m e n g u a n t e ) . I g u a l m e n t e ya
hemos resuelto el Sol de esta manera a l enfocar su i n s t r u m e n t a -
ción astronómica en relación a la ecología de M o r a y (ver f i g . 11).
Por u n proceso análogo a l que identificó el lugar del inca en la
cadena de instrumentación solar, podemos i d e n t i f i c a r la posición
' iI I II iii«(ruiiiciitación de las cadenas de causalidad en Moray. '
de l a coya en l a cadena f e m e n i n a . L a coya era tratada c o m o la
h i j a de la L u n a , ejecutaba muchas de sus funciones en términos
d e este contexto de referencia ( G u a m a n Poma 1956 I : 187; Sil-
A/H/» r n ]¡i cadena m a s c u l i n a . A q u í debemos recordar q u e
v e r b l a t t 1 9 7 6 ) . Evidencias adicionales señalan que la coya ins-
•IMIMIU iip\i v u'í/í;ííini en su c o n j u n t o a ú n podían s i m b o l i z a r
t r u m e n t a b a su m a n d a t o y c o n o c i m i e n t o p o r m e d i o de u n a sub-
I " d i M N iii.is( i i l i i i o " m e n c i o n a d o p o r Carrión C a c h o t . Análo-
jerarquía de mujeres nobles llamadas Ñustas y en realidad las
iiio.s sugerir que la Ñusta en M o r a y representaba e l
hijas de la coya se l l a m a b a n Ñustas. Existe m u c h a i n f o r m a c i ó n ,
ir./i/.v eu su c o n j u n t o . Las Ñustas c o m o funcionarías
t a n t o de las crónicas c o m o de las prácticas modernas, que e l en-
l i i i b i i i n i a d m i n i s t r a d o las tareas de l a experimentación
f o q u e de esta administración f e m e n i n a f u e d i r i g i d o a l a p r o d u c -
ción y experimentación agrícola ( S i l v e r b l a t t 1 9 7 6 ) . T a l e s consi- Miiculias eu su aspecto simbólico de " m a n i f e s t a c i o n e s "
deraciones nos p e r m i t e n c o n c l u i r que estas Ñustas d e b i e r o n dis- I. 11 l'iii haiiiama, estaban identificadas con esas piedras
p o n e r d e una organización de "agentes o servidores" femeninos
para la aplicación c o t i d i a n a de las tareas correspondientes. Así iii (|ni licjuos q u e r i d o resaltar a través de esta exposi-
podemos d e d u c i r q u e las Ñustas en la cadena f e m e n i n a t u v i e r o n iie el diaf',iama de Pachacuti Y a m q u i f u n c i o n a c o m o u n
u n papel a d m i n i s t r a t i v o en el sistema t o t a l , que correspondía a l 1 (imMiohVjco o científico, puesto que establece u n a
EARLS Y SILVERBLATT INSTRUMENTOS D E COSMOLOGIA INCA 469
serie d e modalidades aplicables a las condiciones causativas necesa- lo» dos ciclos estriba e n el h e c h o q u e e l c i c l o solar es u n a cadena
rias en muchas diferentes esferas y órdenes d e l a civilización inca. (•l)S{Tval)1c pero n o i n f l u e n c i a b l e , m i e n t r a s los factores d e l c i c l o
E n el caso de M o r a y hemos t r a t a d o d e averiguar c ó m o se l e rc()ló);i((>, tienen q u e ser maniobrados para i n i c i a r y m a n t e n e r
podía aplicar para elucidar las cadenas d e causalidad efectivas una sciucucia d e p r o d u c t i v i d a d agrícola. L a clave para lograr
que tendrían q u e o c u r r i r si e l s i t i o hubiese f u n c i o n a d o t a l c o m o ION icsullados agrícolas deseados queda e n poder crear u n a artícu-
todas las otras evidencias sugieren. C o n t a l propósito derivamos IdciÓM máxima entre esta cadena y l a cadena solar, o sea e n
los esquemas para dos cadenas a d m i n i s t r a t i v a s y simbólicas q u e lo^íiar u u tinkuq e n t r e dos mitas.
s o n : a ) de acuerdo c o n l o que se conoce d e l a organización esta- V.s claro que l a articulación de estos dos ciclos debía d e i n s t r u -
t a l inca en general; b ) de acuerdo c o n las tradiciones aún existen- ini'iilaise m e d i a n t e l a coordinación d e las dos cadenas de a d m i n i s -
tes entre la población l o c a l acerca d e l sitio; c ) d e acuerdo c o n I I l i c i ó n jerárquica a n t e r i o r m e n t e identificadas; u n a conclusión q u e
las estrictamente necesarias para l a construcción y m a n t e n i m i e n t o l i i i i i l i i é n se justiñca en la representación d e l paradigma m i s m o
de u n lugar c o n tales fines científicos. A l a l u z d e estas conside- lie l'aeliaeiili Y a m q u i (Earls y S i l v e r b l a t t 1 9 7 8 a ) . E n t o n c e s l a
raciones y l o s resultados d e nuestro trabajo asociado (Earls y ( u i i n l i i i e c i ó i i d e l sitio con u n a estructura geométrica q u e p r o d u -
Silverblatt 1978a), tomamos como p u n t o de partida el nivel del jpiii luN iiiraeterísticas astronómicas y climatológicas (gradientes
sistema biosférico, pues son las constricciones de este n i v e l q u e I r i i i i t i m é l r i c a s ) observadas, debía ser obra d e l a administración
más d i r e c t a m e n t e i n t e r v i e n e n e n l a organización agrícola. Así i i i i i n n i l i i i a . L a administración f e m e n i n a habría t e n i d o q u e p l a n i -
p u d i m o s reubicar e l S o l y l a L u n a , " e n u n a unión d i v i n a " , aden- I I • I I ' , a i l i v i d a d e s agrícolas — e l o r d e n y l a secuencia d e los
t r o d e estos subesquemas a l abstraer sus propiedades físicas q u e a )ri>piados a los numerosos ciclos ambientales d e l s i t i o .
constriñen l a producción agrícola. S i n embargo, nos f a l t a exa- II l i l i I I I u w e i v a d o este p u n t o solsticial d e l ciclo solar p o r las
m i n a r l a articulación ( o tinkuq) entre las cadenas e n c u a n t o a Il (Il "iiiiiic, de la l u z e n el agua d e l a Ñusta. Esta observación
su instrumentación e n M o r a y . tl»l«'iiii(iiiiilii eiilonces e l día desde e l cual se podría calcular l a
C o n este propósito vamos a examinar u n m i t o m o d e r n o q u e lrt«ii II iiii|iia(la de la L u n a para e l sembrío d e las varias clases
es b i e n d i f u n d i d o e n l a región a n d i n a . E n su f o r m a más s i m p l e il». i i i l l v i m " p e i s o n i ñ c a d a s " e n las otras " h i j a s d e l a Pacha-
explica q u e u n a pastorita e n l a p u n a estaba descansando sobre II neii, las Saramamas, Papamamas, Ocamamas, etcétera.
una piedra c u a n d o ocurrió el p r i m e r l e v a n t a m i e n t o d e l S o l e n • illneiisióii d e la sección anterior, señalamos q u e se ins-
el p r i m e r día del m u n d o . E l Sol e m p r e ñ ó a l a m u c h a c h a . Y des- ' I IIIW causalidad efectiva m e d i a n t e l a identificación d e l
pués de cuatro meses ella d i o n a c i m i e n t o a l inca, q u i e n después n l i l i p i m í o d e referencia a p r o p i a d o e n la cadena simbó-
e m p e z ó a realizar las obras d e l m u n d o . Esta alegoría i d e n t i f i c a i ' i i iiliKiiia. Este a r g u m e n t o conlleva l a implicación lógica
al inca c o m o h i j o d e l S o l e n u n a m u j e r q u i e n l e c o n c i b i ó c u a n d o lia ( o ])er.sonas) que observaba e l Sol e n \a Ñusta,
el Sol l a a l c a n z ó sobre u n a p i e d r a . E s t e e n g e n d r a m i e n t o sugiere I i i l e i i l i f i e a d o c o n ésta c o m o " h i j a " d e l a Pachama-
analogías c o n los f e n ó m e n o s observados e n relación c o n l a Ñusta 1» iiiiiiMialos ])i()ductivos —las Saramamas, Papamamas,
de M o r a y e n e l p e r i o d o solsticial d e l i n v i e r n o ; pues l a pastorita 1 leali/ar. l''slc proceso de identificación, además
del m i t o , p o r su asociación explícita c o n l a p i e d r a , debe expresar i'ietlad intrínseca d e l p a r a d i g m a conceptual, es
una p r o p i e d a d general d e l a categoría " Ñ u s t a " e n relación c o n 'iiiielia.s descripciones d e prácticas antiguas y m o -
el S o l . Miplo, A v i l a (1966) describe c ó m o u n a m u j e r
A través d e l lenguaje m í t i c o , esta h i s t o r i a parece expresar l a ' I n i c i ó la limpieza d e acequias, se identifíeó c o n
necesidad p r i m o r d i a l d e l a interacción entre dos cadenas de il'le del origen d e l a irrigación. Y e n l a c o m u n i -
acontecimientos simbolizados c o m o masculina y f e m e n i n a , para iiilH'lii lu.s esposas de los varayoq conscientemente
lograr una causalidad p r o d u c t i v a . E n e l caso de M o r a y ya hemos >i»lír i|iir Iii ( ' ( K i i i o l o g l a y su expresión en este diagrama
descrito l a interacción d e u n ciclo solar c o n u n ciclo eco-clima- iiiiit liiip.ii liisloiia de evolución. En otros estudios
tológico. A h o r a podríamos i d e n t i f i c a r l a cadena m a s c u l i n a e n 'I l'J'/fi) (|iic l i a l a n de la reestructuración de la or-
el ciclo solar, y p o r extensión, l a cadena f e m e n i n a e n l a i n s t r u - •1 y n (inóiiiica inca asociada con el nombre del
111» l i l i l í n ' i ' K l i i i i l i i i a c i ó n del paradigma cosmológico,
m e n t a c i ó n d e l ciclo eco-climatológico y s u transformación dialéc-
iriiiirliiilnilii conceptual abrió nuevos caminos pa-
tica en u n c i c l o d e p r o d u c t i v i d a d agrícola. L a distinción e n t r e
470 EARLS Y SILVERBLATT INSTRUMENTOS DE COSMOLOGÍA INCA 471
se i d e n t i f i c a n con la Pachamama en la m i s m a ceremonia l a b o r a l t^AiiKiÓN C A C H O T , Rebeca
(Isbell 1973). 1955 " E l culto al agua en el antiguo Perú", Revista del Museo
Nos es casi i m p o s i b l e ofrecer una interpretación más detallada Nacional, Lima 2 ( 2 ) .
en l o que se refiere a las observaciones mismas, y a las técnicas EAIU.S, Jolm
y medidas hechas en M o r a y , d e b i d o a los resultados i n c o m p l e t o s 1971 " T h e Structure of M o d e r a Andean Social Categories",
de nuestro estudio ( n i t a m p o c o podemos regresar en el t i e m p o Journal of the Steward Anthropological Society 3 (1).
para m i r a r a l o que h a c í a n ) . Sin embargo, es difícil ignorar 1973a " L a organización del poder en la mitología quechua", en
la coincidencia entre ciertos f e n ó m e n o s astro-ecológicos asocia- Ideología meseánica del mundo andino, Juan Ossio, ed;,
dos c o n las Ñustas y las relaciones simbólicas ya esbozadas. N o t a - Ignacio Prado Pastor, L i m a .
m o s u n c o n t e n i d o simbólico en la observación que la Ñusta (n. 197^1) Andean Continuum Cosmology, Ph.D. tesis, inédito, U n i -
9 ) n o recibe el Sol d i r e c t a m e n t e en el mediodía d u r a n t e el m i s m o vcrsity of Illinois, Champaign-Úrbana.
p e r i o d o solsticial c u a n d o tampoco la tierra recibe u n a semilla para i')76 "Livolución de la administración ecológica inca", Revista
la siembra. Por consiguiente quisiéramos sugerir que l a gente de del Museo Nacional, Lima 42: 207-245.
entonces m a n i p u l a b a i g u a l m e n t e sus modelos conceptuales ( t a l I'J7S " L a coordinación de la producción agrícola en el Tawan-
c o m o el m i t o m e n c i o n a d o ) para expresar imposibihdades en las l i u s i i y u " , Actas del primer congreso internacional sobre
cadenas de causalidad — n i las Ñustas n i la tierra " r e c i b e n " en ciillivos andinos, M. E . Tapia y M a r i o Villarroel, eds.. La
t i e m p o s d e t e r m i n a d o s . T a m b i é n recordamos que las dos Ñustas Paz.
( n . 8 y n . 9 ) estaban alineadas con la cueva d i r e c t a m e n t e e n c i m a ICANIH, )O1UI C Irene S I L V E R B L A T T
del segmento n o r t e ñ o , d o n d e los andenes superiores, en esta 1V7HH " L a realidad física y social en la cosmología a n d i n a " . Actas
t e m p o r a d a , q u e d a n en una sombra c o n t i n u a . E n estos días, la del Congreso Internacional de Americanistas, t . 4, París.
t e m p e r a t u r a que se registra allí apenas descongela el agua d e l l'J/íili "Investigaciones interdisciplinarias en Moray, Cusco", en
suelo. F i n a l m e n t e , este p e r i o d o de n o receptibiíidad en el ciclo illitohisloria y antropología andina, M . K o t h de Paredes
f e m e n i n o , indispensable para el c o m i e n z o d e l nuevo, puede tener y A . Castclli, eds.. Centro de Proyección Cristiana, L i m a .
su c o n t r a p a r t e simbólico. Ésta sería u n a interpretación de nuestra I • i'^A M A H T I ' . ! . , César
observación que en el solsticio de d i c i e m b r e (el p e r i o d o de insola- l''fifi " L a (onuniidad de Cauri y la Quebrada de Chaupiwa-
ción m á x i m a ) el sol se p o n e detrás de l a c u m b r e d e l cerro lanca", Cuadernos de Investigación, n i i m . 1 . Universidad
Wayñunmarca. Este cerro, que antes i d e n t i f i c a m o s c o m o u n Nai I I I I I M I I Icrmilio Valdizán, Huánuco.
c o m p o n e n t e del sistema de M o r a y , significa " l u g a r de m o r i r " y ' l'iiMA ni'. A Y A I . A , Felipe
por esto marcaría la llegada de l a trayectoria f i n a l . I ii iiiirva corómica y buen gobierno, Luis Bustios Calvez,
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