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Historia

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Sig.: [Link]. (URU) ACE ana V


Tit.: Anales históricos del Urugua
Reg.: 1915 v. 5
Cód.: 1008317

•»Y
EDUARDO ACEVEDO

OBRAS HISTÓRICAS

Anales Históricos
del Uruguay
TOMO ν

Abarca los Gobiernos de Idiarte


Borda, Cuestas, Batlle y Ordóñez,
Williman y Batlle y Ordóñez, desde
1894 hasta 1915

"CASA A. BARREIRO Y R A M O S " S. A.


MONTEVIDEO
f, ^\rr /νκα Α ίλ) fiC-L/QvctZU.
j
INDICE DEL TOMO V
índice del Tomo V

ι
ADMINISTRACIÓN DK DON JUAN IDIARTK BORDA — 1894-1897
CAPITULO Τ
Movimiento político, página 7
La sesión permanente de los veintiún días. Es electo Presidente de la República
<lon Juan Idiarte Borda, página 7. — El -plan político de la época, 8. — La pri-
mera palabra del nuevo mandatario, 9. — Presidente que mande!, 9. — La reforma
constitucional, 10. — Cuestiones constitucionales, 10 — Asuntos internacionales.
Durante la discusión de límites entre la Argentina y Chile, 11. — La revolución
de Río Grande, 11. — Tratados comerciales, 12. — Edificios para legaciones, 12. ·—
Rumores de revolución, 12. •— La primera revolución de Aparicio Saravia, 13. —
La segunda revolución de Aparicio Saravia, 14. — Bases de pacificación. Al inau-
gurarse las sesiones ordinarias de 1897, 15. — Trabajos de paz, 16. — Tentativa
para organizar la Unión Cívica, 18. — El proceso político repercute en el Parla-
mento, 19. •— Se acentúa el movimiento abstencionista, 19. — Las elecciones de
1896 se realizan en pleno estado de guerra, 20. — La protesta política se inten-
sifica después de los comicios, 21. — «Someterse o dimitir», 21. — Las asambleas
del teatro Cibils, 22. •—· En honor de don Tomás Gomensoro, 23. — Reglamenta-
ción del derecho de reunión, 24. — La libertad de imprenta durante la Adminis-
tración Idiarte Borda. La primera mordaza, 24. — La segunda mordaza, 25. —
La Asamblea contra la mordaza, 26. — La paz a todo trance, 27. — El asesinato
del Presidente de la República, 27.

CAPITULO II
Movimiento económico, página 29
Población. Censos departamentales, página 29. — Movimiento demográfico en
toda la República, 30. — La mortalidad en las capitales de ambas márgenes del
Plata,' 30. — Migración, 31. ·— Comercio exterior, 32. — Nuestro comercio exterior
comparado con el de otros países de Sudamérica, 33. — Las imiportaciones, 34. ·—
El comercio de tabacos, 36. — Las exportaciones, 37. — La lana, 39. — Los cueros
vacunos, 40. .— Productos uruguayos con etiqueta argentina, 41. — Nuestro co-
mercio con el Brasil, 42. —^ Reglamentación del comercio de tránsito, 42. — Me-
tálico amonedado, 44. — Comercio interno, 44. :— Movilización de la propiedad
territorial, 44. —• Se hace efectivo el cumplimiento de la ley de Sistema Métrico
Decimal, 45. — Movimiento de navegación, 45. — Carga efectiva movilizada en
el Puerto de Montevideo, 46. — Siniestros marítimos, 47. —· La construcción del
Puerto de Montevideo, 47. — Obras portuarias y de canalización en varios depar-
694 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

t a m c n t o » , I!). — L o s b e n e f i c i o s d e l d i q u e J a c k s o n - C i b i l s , 50. — F e r r o c a r r i l e s . 50. —


L a v i e j a c u e s t i ó n d e l o s f e r r o c a r r i l e s d e l O e s t e , 52. — T r a n v í a s , 53. — T e l é f o n o s .
54. — T e l é g r a f o s , 54. — P u e n t e s y c a m i n o s , ñt. — L a i n d u s t r i a g a n a d e r a , 54. —
C a r n e c o n s u m i d a p o r l a p o b l a c i ó n , 54. — L a z a f r a s a l a d e r i l , 55. — E l c o m e r c i o d e
c a r n e s , 56. — P r e c i o s d e l t a s a j o , 5ti. — A c u á n t o a s c e n d í a n l o s g a s t o s s a l a d e r i l e s
e n 1895, 57. — C r e a c i ó n d e l D e p a r t a m e n t o d e G a n a d e r í a y A g r i c u l t u r a , 57. —
S e ñ a l e s p a r a o v e j a s , 58. — L a g r a n e x p o s i c i ó n d e 1835. C o n c l u s i o n e s v o t a d a s p o r
el C o n g r e s o d e G a n a d e r í a y A g r i c u l t u r a , 58. — L a 1 a g r i c u l t u r a , 59. — E l v a l o r
d e u n a c o s e c h a , 60. — L a E s c u e l a A g r o p e c u a r i a d e T o l e d o , 61. — E x t i n c i ó n d e
l a f i l o x e r a , 62. — L a i n d u s t r i a t a b a c a l e r a , 62, — O t r a s i n d u s t r i a s . L e y e s d e f o -
m e n t o , 62. — L a p e s c a d e l o b o s , 63. — M i n a s d e o r o , 63. — L a i n d u s t r i a p e d r e r a .
64. — L a p r o d u c c i ó n d e v i n o , 64. — C ó m o s e a p r e c i a b a l a S e c c i ó n U r u g u a y a e n
l a E x p o s i c i ó n d e C h i c a g o , 64. — N ú m e r o d e p a t e n t a b l e s , 64. — M o v i m i e n t o d e
o b r e r o s . H u e l g a s , 64. — L e g i s l a c i ó n b a n c a r i a . L i q u i d a c i ó n d e l B a n c o N a c i o n a l ,
65. — L a s p é r d i d a s m u l t i m i l l o n a r i a s d e l B a n c o N a c i o n a l , 66. — F u n d a c i ó n d e l
B a n c o d e l a R e p ú b l i c a , 66. — L a c a r t a o r g á n i c a d e l B a n c o d e l a R e p ú b l i c a , 67. —
C ó m o s e f o r m ó el c a p i t a l i n i c i a l d e l B a n c o d e l a R e p ú b l i c a , 68. — E l e n c a j e y la
e m i s i ó n d e l o s B a n c o s , 69. — E l B a n c o H i p o t e c a r i o , 69. — B o l s a d e C o m e r c i o , 69. —
A c u ñ a c i o n e s d e p l a t a , 70. — D e s r n o n e t i z a c i ó n d e l o s c ó n d o r e s c h i l e n o s , 70. — L e -
g i s l a c i ó n de t i e r r a s , 71.

CAPITULO III

Movimiento administrativo, página 72


R e n t a s y g a s t o s , p á g i n a 72. — E l p r o d u c t o d e l a s r e n t a s , 72. — L e g i s l a c i ó n
t r i b u t a r i a . E l i m p u e s t o d e A d u a n a , 73. — L a C o n t r i b u c i ó n I n m o b i l i a r i a . 73. —
P a t e n t e s d e G i r o , 70. — T i m b r e s y P a p e l S e l l a d o , 77. — I m p u e s t o s i n t e r n o s d e
c o n s u m o , 77. — P r e s u p u e s t o G e n e r a l d e G a s t o s , 77. — E l a t r a s o d e l o s p a g o s , 78. —
L o s C e r t i f i c a d o s d e T e s o r e r í a , 78. — E l a t r a s o d e l o s p a g o s en 1897, 79. — E l n ú -
m e r o d e e m p l e a d o s p ú b l i c o s , 79. — L e y e s d e j u b i l a c i ó n , 8 1 . — D e u d a s P ú b l i c a s .
L a D e u d a F l o t a n t e , 82. — M o n t o d e l a D e u d a , 83. — P r e c i o d e l a D e u d a , 84. —
L a s d e u d a s y l a p o b l a c i ó n , 84. —- L a e n s e ñ a n z a p r i m a r i a , 85. — S u e l d o d e los
m a e s t r o s , 86. — H o m e n a j e s e s c o l a r e s , 86. — Un g r a v e c o n f l i c t o e s c o l a r , 87. — U n a
i n i c i a t i v a d e la L i g a P a t r i ó t i c a d e l a E n s e ñ a n z a 87. — L a e n s e ñ a n z a u n i v e r s i -
t a r i a , 87. — E n la. F a c u l t a d d e M e d i c i n a . F u n d a c i ó n d e l I n s t i t u t o d e H i g i e n e E x -
p e r i m e n t a l , 89. — M é d i c o s i l u s t r e s q u e r e g r e s a n . 9 0. — E l t r i u n f o cb- u n h o m e ó p a t a ,
90. — L i c e n c i a s t e m p o r a r i a s a f a v o r d e p r o f e s i o n a l e s e m i g r a d o s , 90. — N ú m e r o
de e s t u d i a n t e s , 90. — B i b l i o t e c a U n i v e r s i t a r i a , 91. — D e s t i t u c i ó n d e p r o f e s o r e s .
91. — C o n f l i c t o s u n i v e r s i t a r i o s , 9 1 . — L o s R a y o s R o e n t g e n e n l a c l a s e d e F í s i c a ,
92. — S u b s i d i o s y b e c a s , 92. — A d m i n i s t r a c i ó n d e J u s t i c i a . C r e a c i ó n d e J u z g a d o s .
92. — C ó d i g o s y l e y e s . E l C ó d i g o d e P r o c e d i m i e n t o P e n a l y el C ó d i g o d e C o -
m e r c i o , 92. — L e y e s d i v e r s a s 94. — E s t a d í s t i c a j u d i c i a l . M o v i m i e n t o d e c a u s a s
e n l o s T r i b u n a l e s y J u z g a d o s , 95. — C u á l e r a el n ú m e r o d e p r e s o s , 96. — F u s i -
l a m i e n t o s , 96. — I n s u f i c i e n c i a d e l a P e n i t e n c i a r í a , 97. — Se r e a l i z a n t r a b a j o s p a r a
c o n s t r u i r u n a C á r c e l d e M u j e r e s , 97. — E l a s e s i n a t o d e l j o v e n T o m á s B u t l e r , 98. —
R e f o r m a d e l a r a n c e l d e c o s t a s , 98. — C o n f l i c t o s d e j u r i s d i c c i ó n . L a i n t e r v e n c i ó n
d e l o s m a g i s t r a d o s e n l a p o l í t i c a m i l i t a n t e , 98. — E m b a r g o d e d i e t a s l e g i s l a t i -
v a s , 99. — I n t e r e s e s m u n i c i p a l e s . E l e s c u d o d e a r m a s d e l a c i u d a d d e M o n t e v i -
d e o , 100. — P e r m i s o s d e e d i f i c a c i ó n , 100. — S e r v i c i o m e t e o r o l ó g i c o , 100. — D e s -
t r u c c i ó n de l a s p l a y a s , 1 0 1 . — U n a g r a n i n u n d a c i ó n , 1 0 1 . — E l l a b o r a t o r i o Q u í -
m i c o M u n i c i p a l , 101. — A l u m b r a d o d e l a c i u d a d d e M o n t e v i d e o , 1 0 1 . Ingresos
m u n i c i p a l e s , 102. — C o n c u r r e n t e s a l o s e s p e c t á c u l o s p ú b l i c o s , 102. — H i g i e n e
p ú b l i c a . H o s p i t a l e s y a s i l o s , 102. — L a p r i m e r a a p l i c a c i ó n d e l a l i n f a R o u x e n
M o n t e v i d e o , 103. — U n e j e m p l o s u j e r e n t e , 103. — D e s t i t u c i ó n d e l a C o m i s i ó n de
C a r i d a d , 103. — E l s e r v i c i o d e a g u a s c o r r i e n t e s , 104. — R e g l a m e n t a c i ó n d e l a
p r o s t i t u c i ó n , 104. —· D e n u n c i a o b l i g a t o r i a d e l a s e n f e r m e d a d e s i n f e c t o - c o n t a g i o -
s a s , 105. — L a c l a u s u r a d e l a s e s c u e l a s p o r r a z o n e s s a n i t a r i a s , 105. — R e o r g a -
INDICE DEL TOMO Y 695

h i z a c i ó n d e l C o n s e j o d e H i g i e n e , 105. — A c u e r d o s s a n i t a r i o s , 105. — L o s e s c á n d a l o s
d e l l a z a r e t o , 106. — P o l i c í a . E l p e r s o n a l d e g u a r d i a s c i v i l e s , 106. — U n d é f i c i t
d e o r i g e n e l e c t o r a l , 106. — L o s a c c i d e n t e s e n l a v í a p ú b l i c a , 106. — S e r v i c i o d e
i n c e n d i o s , 107. — E l e j é r c i t o . N ú m e r o d e s u s s o l d a d o s , 107. — L a A c a d e m i a M i -
l i t a r , 107. — M e d a l l a s c o n m e m o r a t i v a s d e l a c a m p a ñ a d e l P a r a g u a y , 108. — H o n -
r a n d o a l o s p r o c e r e s . I n a u g u r a c i ó n d e l a e s t a t u a d e d o n J o a q u í n S u á r e z , 108. —
L a s e c c i ó n P r o P a t r i a d e l A t e n e o d e M o n t e v i d e o , 108. — E l s e r v i c i o d e C o r r e o s ,
109. — L a c u e s t i ó n r e l i g i o s a . L a s l e y e s d e R e g i s t r o d e E s t a d o C i v i l y d e m a t r i -
m o n i o c i v i l y l a i g l e s i a , 109. — L a c r e a c i ó n d e l a r z o b i s p a d o , 110.

II
ADMINISTRACIÓN DE DON JUAN L. CUESTAS — 1897 - 1903
CAPITULO I

Movimiento político, p á g i n a 115


Los p r i m e r o s actos del P r e s i d e n t e Cuestas, p á g i n a 115. — Se r e a n u d a n las
g e s t i o n e s de paz, 116. — B a s e s del convenio de paz, 116. — Los g a s t o s de g u e -
rra, 118. ·— R e p a t r a c i ó n de e m i g r a d o s , 119. — L a c a n d i d a t u r a Cuestas, 119. -—
Destierro de senadores, 120. — Se intensifica la l u c h a c o n t r a la A s a m b l e a , 121. —
VA decreto de disolución, 123. — I n s t a l a c i ó n del Consejo de E s t a d o , 124. — Los
p r i m e r o s actos del Consejo de E s t a d o , 125. —• Leyes electorales, 126 — L a ley de
R e g i s t r o Cívico P e r m a n e n t e , 126. — Ley de elecciones, 127. — P r e l i m i n a r e s d"
g u e r r a , 129. — El m-otín m i l i t a r del 4 de julio de 1898, 130. — El a c u e r d o electoral.
132. •— P r o p a g a n d a a favor άβ la inscripción, 133. — De a l a r m a en a l a r m a , 133. ·—
Los comicios de 1898, 134. — E n la v í s p e r a de la v u e l t a al r é g i m e n institucional.
La invasión del coronel Tezanos, 135. — La elección de] P r e s i d e n t e del Senado, 13.3. —
Elección de P r e s i d e n t e de la República, 138. — Las presidencias u r u g u a y a s , 139. —
Las relaciones del P r e s i d e n t e C u e s t a s con el P a r t i d o N a c i o n a l i s t a en 1899, 139. —
Los comicios parciales de s e n a d o r en 1900, 140. — El P a r t i d o Nacionalista rechaza el
acuerdo, 141. — El a m b i e n t e era, sin e m b a r g o , de concordia cívica, 141. — Un p a r é n -
tesis de olvido de la influencia directriz, 143. — E n la víspera de los comicios g e n e -
l a l e s de 1901, 143. — T r a b a j o s a favor del a c u e r d o electoral, 144. — Los p a r t i d o s acep-
tan f i n a l m e n t e una f ó r m u l a de acuerdo, 146. — Los factores del acuerdo, 147. — Los
comicios de 1901, 147. — D e s t i e r r o s y prisiones en el ú l t i m o año de la Adminis-
tración Cuestas, 148. •— Ultimos comicios de la A d m i n i s t r a c i ó n Cuestas, 148. -—
La p r e n s a d u r a n t e la A d m i n i s t r a c i ó n Cuestas, 149. — Cuestiones c o n s t i t u c i o n a l e s .
Alcance de la institución m i n i s t e r i a l , 149. — El derecho de interpelación, 149. —
N a t u r a l i z a c i ó n de e x t r a n j e r o s , 150. — Los m i l i t a r e s en el Cuerpo Legislativo.
150. •— T r a t a d o s i n t e r n a c i o n a l e s . E l a r b i t r a j e obligatorio, 150. — El P r e s i d e n t e
a r g e n t i n o v i s i t a al P r e s i d e n t e C u e s t a s , 151. — El a s u n t o de la b a r c a italiana
«María Madre», 152. — D u r a n t e la g u e r r a e n t r e E s p a ñ a y E s t a d o s Unidos, 153. —
T r a t a d o s de comercio, 153. — Convenciones t e l e g r á f i c a s , 153. — Se r e ú n e en Mon-
tevideo el Congreso Científico L a t i n o Americano, 153. — E l p r o b l e m a presidencial
en l a s p o s t r i m e r í a s de la A d m i n i s t r a c i ó n Cuestas, 154. — Los p r o g r e s o s del Uru-
guay, 156.

CAPITULO II

Movimiento económico, p á g i n a 158


Población. E l censo de 1900, p á g i n a 158. — La población de toda la R e p ú -
blica, 160. — Movimiento demográfico, 160. — Los n a c i m i e n t o s por d e p a r t a m e n -
tos, 162. — L a m o r t a l i d a d infantil. 162. — P r i n c i p a l e s c a u s a s de l a s defunciones.
162. — Movimientos m i g r a t o r i o s , 163. — Comercio exterior, 163. — Clasificación
696 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

de l a s importaciones, 1G4. — E l combustible. I m p o r t a c i ó n de carbón de piedra,


166. — L a s exportaciones, 167. — E n t r a d a s y salidas de metálico, 169. — Oscila-
ciones del cambio, 170. •— E l comercio con el Brasil, 170. — Comercio de t r á n s i t o ,
170. — E l comercio del Río de la P l a t a , 171. -— Comercio i n t e r n o , 173. —· F u n d a -
ción del C e n t r o Comercial de I m p o r t a d o r e s y M a y o r i s t a s , 173. — Movilización de
l a p r o p i e d a d t e r r i t o r i a l , 174. — Movimiento de n a v e g a c i ó n , 174. —• Obras del
P u e r t o de Montevideo. Sanción del p r o y e c t o Guerard, 175. — C o n t r a t a c i ó n de l a s
o b r a s p o r t u a r i a s , 177. — I n a u g u r a c i ó n de las o b r a s p o r t u a r i a s , 179. —• La p r o -
fundidad del p u e r t o , 179. •— L a s o b r a s de s a n e a m i e n t o , 180. — Derechos de faros,
180. — Siniestros en n u e s t r o p u e r t o , 180. — O t r a s o b r a s p o r t u a r i a s , 181. — Bu-
ques e n t r a d o s al dique J a c k s o n - Cibils, 181. — F e r r o c a r r i l e s , 181. — T r a n v í a s , 184. —
P a s a j e r o s t r a n s p o r t a d o s por los t r a n v í a s , 18S. — Telégrafos, 185. — Teléfonos,
186. — Caminos, 186. — P u e n t e s y balsas, 186. — Lo i n v e r t i d o en vialidad, 1S7. —
G a n a d e r í a . L a e x i s t e n c i a de g a n a d o s , 187. — La zafra saladeril, 188. — Nuevas
f o r m a s de explotación de l a c a r n e , 188. — La v e n t a de g a n a d o al peso, 189. •—
L a m a t a n z a de v a c a s y t e r n e r o s , 190. — E l consumo de la población de M o n t e -
video, 190. — Exposiciones - ferias, 190. — E l p r i m e r estudio de la t r i s t e z a en
el U r u g u a y , 190. — L a s g r a n d e s m a r c a s del ganado, 191. — Los r e g i s t r o s g e n e a -
lógicos, 191. —· L a m e j o r a de la r a z a caballar, 191. — L a a g r i c u l t u r a , 191. — L o s
m o l i n e r o s piden la admisión t e m p o r a r i a del trigo, 192. — I m p o r t a c i ó n de semillas
de trigo, 192, — Valor de la cosecha, 193. — La v i t i c u l t u r a , 194. — F i e s t a del
árbol, 194. — O t r a s i n i c i a t i v a s . L a fabricación de tejidos, 195. — F a b r i c a c i ó n y
refinación de azúcares, 195. — F a b r i c a c i ó n de alcoholes, 196. — T e n t a t i v a s p a r a
establecer u n a fábrica de Portland, 196. — F a b r i c a c i ó n de papel, 196. — Minería,
197. — R e g l a m e n t a c i ó n de la pesca, 197. — El a r r o z con cascara, 197. — N ú m e r o
de p a t e n t a b l e s , 197. — H u e l g a s , 198. — L a t i e r r a fiscal, 199. — Bancos y monedas.
P r o s i g u e la liquidación del Banco Nacional, 199. — Una reacción formidable c o n t r a
los factores del d e s a s t r e , 200. — El papel de curso forzoso, 200 — Movimiento
de a l g u n a s c u e n t a s del Banco de la República, 201. — El encaje y la emisión de
todos los bancos, 202. — E l Monte de Piedad Nacional, 203. — El Banco H i p o t e -
cario, 203. — Acuñación de monedas, 204. — Bolsa de Comercio, 204.

CAPITULO 1.11

Movimiento a d m i n i s t r a t i v o , página -'"'


R e n t a s y gastos. El déficit de 1897, p á g i n a 20«. — L'na cifra s u g e s t i v a , 209. —
Legislación t r i b u t a r i a . El impuesto de Aduana, 209. — Cuáles eran las m e r c a d e -
r í a s que m á s r e d i t u a b a n a la Aduana, 210. — Derechos de exportación. 210. —
La Contribución Inmobiliaria, 211. — I m p u e s t o s i n t e r n o s de consumo, 211. —
P a t e n t e s de Giro, 212. — I m p u e s t o de herencias, 212. — P r e s u p u e s t o General de-
Gastos, 213. — El p r e s u p u e s t o a q u e n d e y allende el P l a t a , 214. — E m b a r g o s de
sueldos, 215. — U n a ley g e n e r a l de sueldos, 215. — El pago de los p r e s u p u e s t o s .
215. R e f o r m a de las Clases P a s i v a s , 216. — Deuda pública. Las n u e v a s emi-
siones, 219. — E l m o n t o de la Deuda Pública, 220. — E l peso de la deuda y las
fuerzas del país, 221. •— Sumas a b s o r b i d a s por el servicio de la Deuda, 221. —
I d e a l i z a c i ó n de l a D e u d a Consolidada, 222. — Precio de l a Deuda, 222. — E n s e -
ñ a n z a u n i v e r s i t a r i a . El n ú m e r o de alumnos, 223. — El plan de estudios secunda-
rios, 223. — E s t u d i o s de v e t e r i n a r i a , 223. — El n ú m e r o de reprobados, 224. —
R e g l a m e n t a c i ó n de las p r u e b a s de examen, 224. — E n la F a c u l t a d de Medicina,
225. Otros incidentes ruidosos, 225. — Sobre a c u m u l a c i ó n de empleos, 226. •—
U n a g r a n fiesta en la Universidad, 226. — E l Ateneo de Montevideo. I n a u g u r a c i ó n
de su g r a n edificio, 226. — E n s e ñ a n z a p r i m a r i a , 227. — Supresión de los e x á m e -
nes a n u a l e s , 228. — R e f o r m a s a la ley de educación común, 228. — E n s e ñ a n z a
a g r o p e c u a r i a , 229. — I n s t i t u t o de sordomudos, 229. — E l m o n u m e n t o a J o s é P e d r o
Várela, 229. — L a política m i l i t a n t e en l a e n s e ñ a n z a p r i m a r i a , 230. — Compra
de t e x t o s escolares, 230. — Congreso de I n s p e c t o r e s , 230. — Museo Pedagógico,
INDICE DEL TOMO V 697

230. — Censo escolar de Maldonado, 230. — La Escuela de Artes y Oficios, 230. —


Biblioteca Nacional. Fundación del Museo Histórico, 231. — Administración de
Justicia. Proyecto de creación de la Alta Corte, 231. — Códigos, 231. — Leyes
diversas, 232. — Construcción de cárceles, 232. — Tres medidas excelentes, 234. —
Menores abandonados, 234. — Fusilamientos, 234. — El derecho de gracia, 234. —
Movimiento de los Tribunales y Juzgados, 234. — Número de presos, 236. ·— In-
tereses municipales. La Convención municipal de 1S99, 236. — El servicio de alum-
brado, 238. — Aguas corrientes, 239. — Venta de leche y de carne, 239. •— Par-
ques públicos, 240. — Para corregir las inundaciones, 240. — Nombres de las
plazoletas, 240. —· Servidumbre de alineación, 241. — Coronas fúnebres, 241. —
La perrera municipal, 241. •—• Permisos de edificación, 241. — Obras municipales,
242. — Ley de rodados, 242. — Fiesta de la locomoción, 242. — Ingresos y egre-
sos municipales, 242. •— Las rentas de la Municipalidad de Montevideo durante
un decenio, 243. — El servicio del Empréstito Municipal, 243. — El palacio Le-
gislativo y el palacio de Gobierno, 244. — Higiene pública. Hospitales y asilos,
244. — Instalación de nuevos servicios, 245. — El hospital Pereira-Rossel, 245. •—
La Jucha contra la tuberculosis, 245. — Supresión del torno, 245. — El curande-
rismo, 246. -— En la Sociedad de Medicina, 247. — Medidas de desinfección en las
peluquerías, 247. — Policía sanitaria internacional, 247. — Creación del Tesoro
de Caridad, 247. — El servicio policial, 248. — El ejército de línea. Su composi-
ción en 1899, 249. •— Un montón de ascensos, 249. — Interpelaciones acerca de
castigos, 249. — La Escuela Naval, 250. — Homenajes y festejos patrióticos, 250. —
Honores fúnebres, 251. — Correos. Incorporación de la mujer a los servicios
postales, 252. — Espectáculos públicos. Las corridas de toros, 252. ·— El número
de concurrentes a los espectáculo^ públicos, 253. — La cuestión religiosa. Erec-
ción del arzobispado, 254. — Un proyecto de ley de divorcio, 254. — Los bata-
llones en las iglesias, 254. — La ley de Conventos, 254.

III
GOBIERNO I)E DON JOSÉ BATLLE Y ORDÓÑEZ — 1903 - 1907
CAPITULO i
Movimiento político, página 259
El programa del señor Batlle y Ordóñez, página 259. — Es elegido Presidente
constitucional don José Batlle y Ordóñez, 259. — La primera revolución de Apa-
ricio Saravia, 260. —• Voces de paz y voces de guerra, 261. — Preparativos de
defensa, 261. — Trabajos de pacificación, 262. — El derramamiento de sangre a
que se refería el Mensaje, 264. — Otros crímenes, 264. — Gestiones encaminadas
a asegurar la estabilidad de la paz, 265. — Los partidos se aprontan para la
lucha, 266. — De nuevo la guerra civil. Las causas de la guerra, 267. — Al ini-
ciarse la guerra. Actitud de la minoría nacionalista, 270. — Organización de la
defensa, 271. — Cesan en sus cargos los legisladores nacionalistas, 272. — Res-
ponsabilidades pecunarias de los revolucionarios. La ley de interdicciones, 272. —
Acciones de armas. La batalla decisiva, 272. — Gestiones de pacificación, 274. —
Bases de pacificación, 275. —• Un programa para el nuevo período de paz, 277. —
Los grados conferidos por los nacionalistas, 277. — Nuevas voces de revolución,
277. •— La pacificación definitiva, 278. — Colazos de la guerra. La mina del ca-
mino Goes, 279. — La Junta Central de Auxilios, 280. — El costo de los sumi-
nistros y perjuicios de guerra, 280. — La libertad de imprenta. Durante la re-
volución de marzo de 1903, 281. — Durante la revolución de 1904, 281. — Durante
el año 1906, 283. •— El número de diarios, 283. — Asuntos internacionales. La
jurisdicción de las aguas del Río de la Plata y del Río Uruguay, 284. — El caso
del coronel Pampillón, 284. — Prosigue el reclamo relativo a la barca «María
698 ANALES HISTÓRICOS DEL URUOUAV

Madre», 285. — L l e g a el canciller n o r t e a m e r i c a n o , 286. — Convención Sanitaria


I n t e r n a c i o n a l , 287. — H o m e n a j e a A r t i g a s , 287. — N u e s t r a s cuestiones con el B r a -
sil, 287. — Diversos c o n g r e s o s i n t e r n a c i o n a l e s , 287. — R e f o r m a de la C o n s t i t u -
ción, 288. — R e f o r m a de las leyes electorales, 288. — Los comicios de enero d>-
1905, 290. — Cómo se d i s t r i b u í a el electorado en todo el país, 291. — E n las elec-
ciones de 1906, 292. — El P a r t i d o Colorado f o r m u l a u n a declaración de principios.
293. — P r e p a r a t i v o s p a r a la elección presidencial de 1907, 293.

CAPITULO H
Movimiento económico, p á g i n a 294
Población. Movimiento demográfico, p á g i n a 294. — Migración, 296. — Comer-
cio exterior, 297. — L a s i m p o r t a c i o n e s por c a t e g o r í a s , 297. — Las e x p o r t a c i o n e s .
299. — Comercio de t r a n s i t o , 300. — El c o n t r a b a n d o de tabacos, 301. — I m p o r t a -
ción y fabricación de vinos, 302. —· Algunos m e r c a d o s especiales, 303. — P r i n c i -
pales m e r c a d o s de n u e s t r o i n t e r c a m b i o , 304. — Comercio i n t e r n o , 305. — Quitas
y esperas, 305. — R e g l a m e n t a c i ó n de l a s v e n t a s a plazo, 305. — Movilización cic-
la propiedad t e r r i t o r i a l , 305. ·— I m p o r t a c i o n e s de oro, 306. — Movimiento de n a -
vegación. P r o s i g u e l a construcción del P u e r t o do Montevideo, 306. — La zona
franca, 308. — F a r o s , 308. — Siniestros m a r í t i m o s , 308. — Las g a b e l a s a la na-
vegación, 309. — Obras de navegación en los d e p a r t a m e n t o s del litoral y del in-
terior, 309. — F r a n q u i c i a s a los astilleros, 310. — F e r r o c a r r i l e s , 310. — Caminos
y p u e n t e s , 311. —• T r a n v í a s , 312. — Los p r i m e r o s automóviles, 313. — Telégrafos.
314. — Los teléfonos en 1904, 314. — I n d u s t r i a g a n a d e r a . Los saladeros, 314. —
La i n d u s t r i a frigorífica, 316. — El consumo de tasajo en el Brasil, 316. — P r o -
sigue el r e f i n a m i e n t o de las razas, 318. — Pérdidas en el g a n a d o ovino, 319. —
Exposiciones - F e r i a s y Congresos r u r a l e s , 319. — C o n t r a la depreciación de los
cueros, 319. — E s t a d í s t i c a agrícola, 320. — Distribución de semillas, 321. — I m -
portación de forrajes, 321. — E x p o r t a c i ó n de h a r i n a s , 322. — Colonización, 323. —
E n s e ñ a n z a Agronómica, 324. — \'iñedos, 324. — Tabacales, 324. —. Fiesta de las
flores, 324. — I n d u s t r i a s e x t r a c t i v a s . T r a b a j o s de minería, 325. — Piedra y arena.
325. — R e g l a m e n t a c i ó n de la pesca, 325. — La pesca de anfibios, 325. — E s t í m u -
los a la fabricación de azúcar, 326. — E m p r e s a s i n d u s t r i a l e s del lisiado, 327. —•
Varias iniciativas, 327. —· Títulos a Ubicar T i e r r a s Fiscales, 328. — [Link] del
E s t a d o , 328. — C u e s t i o n e s o b r e r a s . L a h u e l g a s , 328. — Ho'rario obrero, 329. —
Bancos. El Banco de la República, 329. — T e n t a t i v a s p a r a a u m e n t a r la emisión
menor, 330. — El monopolio de la emisión, 331. — Balances bancarios, 331. — Caja
Nacional de A h o r r o s y Descuentos, 331. — Banco Hipotecario, 332. — El interés
legal del dinero, 332. — Cambios e x t r a n j e r o s , 332. — Bolsa de Comercio, 333. —
Tipos de cotización de los fondos públicos, 333. — El crédito a q u e n d e y allende
el P l a t a , 334.

CAPITULO 111

Movimiento administrativo, p á g i n a 335


R e n t a s y g a s t o s . La situación del tesoro el 1." de marzo de 1903, p á g i n a 335. —
Medidas de contralor, 338. — I m p u e s t o s . Revisión de las t a r i f a s de avalúos, 33S. —
E l a r a n c e l consular, 339. •— Derechos de exoneración, 339. — C a p a t a c í a s de A d u a n a ,
339. — P r o d u c t o s del impuesto de Aduana, 340. — Contribución Inmobiliaria.
341. —• P a t e n t e s de Giro, 343. ·— T i m b r e s y Papel Sellado, 344. — I m p u e s t o de
herencias, 345. — I m p u e s t o s i n t e r n o s de consumo, 346. — El P r e s u p u e s t o General
de Gastos, 346. — Los p r e s u p u e s t o s al día, 351. — Los p r e s u p u e s t o s del Río de
la P l a t a , 351. — E l sueldo de los empleados públicos. L i m i t a c i o n e s a los m a n d a -
m i e n t o s de e m b a r g o s , 351. — Quedan s u p r i m i d a s las r e b a j a s de sueldos, 351. —
Costo del palacio legislativo, 352. — Creación de la Caja de J u b i l a c i o n e s Civiles,
352. — Los m i l i t a r e s sin derecho a la jubilación, 353. — D e u d a s públicas, 353. —
Conversión de deudas, 354. — D e u d a Amortizable, 355. — Monto de l a s Deudas I'ú-
INDICE DEL TOMO V 699

Micas, 355. — Medidas de c o n t r a l o r en los expedientes. El papel n u m e r a d o , 355. —


Localización de la D e u d a Consolidada, 356. — E n s e ñ a n z a p r i m a r i a . Número di-
escuelas y de alumnos, 356. — Construcción de edificios escolares, 356. — Jira.«
escolares, 356. — Cursos p a r a adultos, 357. — L a política en la escuela, 357. —
E s t u d i o s m a g i s t e r i a l e s , 357. — H e r b e r t Spencer y l a r e f o r m a escolar, 357. —
E n s e ñ a n z a u n i v e r s i t a r i a . Un período de g r a n movimiento, 357. — I n a u g u r a c i ó n de
los cursos de 1905, 357. — Creación de f a c u l t a d e s u n i v e r s i t a r i a s , 359. — Creación
de i n s t i t u t o s , 362. — C o n t r a t a c i ó n de profesores e x t r a n j e r o s y creación de bolsas
de viaje a los e s t u d i a n t e s s o b r e s a l i e n t e s , 362. — Liceos d e p a r t a m e n t a l e s , 363. —
Orientación de l a e n s e ñ a n z a s e c u n d a r i a . N o r m a s t r a z a d a s por el R e c t o r de la Uni-
versidad, 364. — F a c u l t a d de Derecho, 367. — F a c u l t a d de Medicina, 369. — R e -
g l a m e n t a c i ó n de la F a c u l t a d de A g r o n o m í a y V e t e r i n a r i a . Los estudios de a g r o -
nomía, 370. — P a r a e s t i m u l a r el t r a b a j o personal, 372. — Concentración de l a s
funciones técnicas, 373. — A u t o n o m í a u n i v e r s i t a r i a , 374. — Articulación de la en-
s e ñ a n z a p r i m a r i a con la s e c u n d a r i a , 375. — R é g i m e n de exoneración de e x á m e n e s ,
375. — Las razones en pro y en c o n t r a del r é g i m e n de exoneraciones, 376. — A m -
pliación del r e g l a m e n t o de exoneraciones, 382. — Aprobaciones y reprobaciones,
382; — E s t a d í s t i c a de e x á m e n e s , 383. — E l a u m e n t o de un quinquenio, 384. •—
Construcción de edificios u n i v e r s i t a r i o s , 386. — Bibliotecas u n i v e r s i t a r i a s , 389. —
Los estudios históricos, 389. — Biblioteca Nacional, 390. — A d m i n i s t r a c i ó n de
J u s t i c i a . Alta Corte, 390. —· Comisiones r e v i s o r e s de códigos, 390. — C o n t r a la
p e n a de m u e r t e , 391. — U n a c a u s a ruidosa, 391. ·— E s t a d í s t i c a judicial, 392. —
Movimiento de cárceles, 393. — I n t e r e s e s m u n i c i p a l e s . Ley o r g á n i c a de J u n t a s
Económico - A d m i n i s t r a t i v a s , 395. — P a r q u e s , paseos y caminos, 396. ·— El ser-
vicio de la luz eléctrica, 397. — T r a n s f o r m a c i ó n del O b s e r v a t o r i o Meteorológico
Municipal, 397. — El c i g a r r o en los t r a n v í a s , 397. — F i n a n z a s municipales, 398. ·—
Higiene pública. H o s p i t a l e s , 398. — Asistencia pública n o c t u r n a , 399. — Obras
de s a n e a m i e n t o , 400. — C a m p a ñ a c o n t r a l a tuberculosis, 400. — L a g o t a de leche,
400. — P a t r o n a t o de m e n o r e s , 401. — R e g l a m e n t a c i ó n de la p r o s t i t u c i ó n , 401. —
Exposición de H i g i e n e , 402. — J u e g o s olímpicos, 402. — R e c u r s o s de la Comisión
de Caridad. T e n t a t i v a s p a r a s u p r i m i r la lotería, 402. — Policía. El n ú m e r o de
g u a r d i a s civiles de Montevideo, 403. — P a r a u n i f o r m a r p r o c e d i m i e n t o s policiales,
403. — La policía y las c a s a s de juego, 403. — El servicio de incendios, 403. —
I n g r e s o s policiales, 403. — Ejército. E m p l e o s m i l i t a r e s de línea a los oficiales de
la G u a r d i a Nacional, 404. — Se a u m e n t a el ejército de linea, 404. — Creación de
la J u n t a de A d m i n i s t r a c i ó n Militar, 404. — H u n d i m i e n t o de la c a ñ o n e r a «Rivera»,
404. — T r a s l a c i ó n de la e s t a t u a de don J o a q u í n Suárez, 404. — R e p a t r i a c i ó n de
los r e s t o s del doctor J u a n Carlos Gómez, 405. — L l e g a n los r e s t o s del ex P r e s i -
dente C u e s t a s , 405. — L a m u e r t e del g e n e r a l Mitre, 405. — I n a u g u r a c i ó n del m o -
n u m e n t o de Diego L a m a s , 405. — L a efeméride del 25 de agosto, 405 — Cambio
de denominación al pueblo de Nico Pérez, 406. — Correos, 406. — T e a t r o s , 406. —
La cuestión religiosa. L a ley de conventos, 406. — H o m e n a j e a León XIII, 407. •—
P r e l i m i n a r e s de la ley de divorcio, 407. •— L a s i m á g e n e s religiosas en las casas
de caridad. 407. — La Universidad desaloja a los dos Cristos de Montevideo, 408.

IV
GOBIERNO » E L DOCTOR CLAUDIO WILLIMAN — 1907-1911
CAPITULO I

Movimiento politico, p á g i n a 411


E l doctor Claudio W i l l i m a n es elegido P r e s i d e n t e de la República, p á g i n a
411. — H o m e n a j e al P r e s i d e n t e saliente, 411. — L a p r i m e r a t e n t a t i v a revoluciona-
ria de 1910, 412. — Medidas l e g i s l a t i v a s que provoca el m o v i m i e n t o fracasado,
700 AXALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

414. — L a s e g u n d a r e v o l u c i ó n d e 1910, 414. — G a s t o s c a u s a d o s p o r l a revolución,


416. — P r e p a r a n d o la c a n d i d a t u r a presidencial del señor B a t l l e y Ordóñez. E l
p r o g r a m a del candidato, 416. •—• L a política i n t e r n a c i o n a l d u r a n t e la A d m i n i s t r a -
ción W i l l i m a n . E l d e b a t e sobre jurisdicción de las a g u a s del Río de la P l a t a .
417. — Nuevos actos de desconocimiento de la jurisdicción u r u g u a y a , 419. —· E l
P r e s i d e n t e W i l l i m a n r e ú n e u n a J u n t a de Notables, 420. — La t r i a n g u l a c i ó n del
Río de l a P l a t a , 422. — E l P r e s i d e n t e W i l l i m a n da c u e n t a del estado del con-
flicto en 1910, 422. •—• L a solución, 422. — N u e s t r a s relaciones con el B r a s i l . El
condominio de las a g u a s fronterizas, 423. — La conferencia i n t e r n a c i o n a l de la
paz en 1907. H o n r o s a a c t i t u d del U r u g u a y , 424. — T r a t a d o con los E s t a d o s Uni-
dos, 427. •— Congresos i n t e r n a c i o n a l e s , 427. — Elogios al U r u g u a y , 427. ^— El
m o v i m i e n t o electoral. Los comicios g e n e r a l e s de 1907 y 1910, 428. — R e f o r m a s
electorales, 428. — El P a r t i d o N a c i o n a l i s t a en los comicios de 1907 y 1910, 430. —
A c t i t u d que a s u m e n los colorados a n t e la a b s t e n c i ó n n a c i o n a l i s t a . Ofrecimiento
de b a n c a s a los n e u t r a l e s , 431. — L a f ó r m u l a del j u r a m e n t o , 432. — La l i b e r t a d
de i m p r e n t a , 432. — T e n t a t i v a s p a r a o r g a n i z a r nuevos p a r t i d o s , 433. — L a v i s i t a
del P r e s i d e n t e a un b u q u e de g u e r r a e x t r a n j e r o , 433. — L a r e f o r m a de la Cons-
titución, 433.

CAPITULO J.[

Movimiento eooiiömico, p á g i n a 43»


Población del U r u g u a y . E l censo de 1908, p á g i n a 435. — Número de h a b i t a n t e s ,
435. — Cómo crecía l a población, 435. —Clasificación de los h a b i t a n t e s , 435. —
N ú m e r o de c i u d a d a n o s y de g u a r d i a s nacionales, 4 38. — La salud de la población,
438. —= Difusión de la v a c u n a , 438. — Número de h o g a r e s y viviendas, 438. —
N ú m e r o de p r o p i e t a r i o s de bienes raíces, 439. — La población clasificada p o r
profesionales, 439. — Movimientos demográficos, 440. — Movimientos m i g r a t o r i o s ,
441. -— P e r m i s o s de edificación, 442. — Comercio exterior, 442. — N u e s t r o s p r i n -
cipales mercados, 442. — Clasificación de n u e s t r a s importaciones, 443. — Clasi-
ficación de n u e s t r a s exportaciones, 444. —· Marcas de fábrica, 445. — Comercio
interior, 446. P r o y e c t o de construcción de u n Mercado de F r u t o s , 446. •— Ven-
t a s e hipotecas, 447. — Operaciones a plazo, 447. — Movimiento de n a v e g a c i ó n .
Buques e n t r a d o s a todos los p u e r t o s de la República, 447. — C a r g a efectiva movi-
lizada en el P u e r t o de Montevideo. 448. — I n a u g u r a c i ó n de las o b r a s p o r t u a r i a s
de Montevideo, 449. — R é g i m e n de explotación del P u e r t o . Nacionalización .de los
servicios p o r t u a r i o s , 450. •—• Ampliación de l a s o b r a s p o r t u a r i a s , 451. — Tonelaje
de los buques, 452. — Organización de la zona franca, 453. — P a r o s . Reducción
del i m p u e s t o , 454. — Siniestros, 454. — Nuevos p u e r t o s , 455. — N a v e g a c i ó n de los
ríos i n t e r i o r e s , 455. — Diques y astilleros, 456. — Servicio de p r á c t i c o s lemanes,
456. L a n a v e g a c i ó n aérea, 456. — F e r r o c a r r i l e s , 456. — T r a n v í a s , 458. •— T e -
légrafos, 458. -— Teléfonos, 459. ·— Obras de vialidad, calles, avenidas, caminos,
p u e n t e s y r a m b l a s , '459. — Sistemas de p a v i m e n t a c i ó n , 460. — L a r a m b l a Sud,
460. — G a n a d e r í a . E l censo de 1908, 460. — Número de establecimientos, p e r s o n a l
de t r a b a j o , producción y salarios, s e g ú n el censo de 1908, 461. — Superficie de
los e s t a b l e c i m i e n t o s a g r o p e c u a r i o s , 462. — I n d u s t r i a saladeril, 463. — La i n d u s -
t r i a frigorífica, 463. — C a r n e p a r a el a b a s t o de la población, 465. — Peso y p r e -
cio de los g a n a d o s , 466. — Exposiciones - ferias de g a n a d e r í a , 466. — Refinación
de l a s r a z a s g a n a d e r a s , 467. — R e o r g a n i z a c i ó n a d m i n i s t r a t i v a de los servicios
a g r o p e c u a r i o s , 467. — O r g a n i z a c i ó n de la policía v e t e r i n a r i a , 467. — El v a l o r de
l a r i q u e z a g a n a d e r a , 468. — O r g a n i z a c i ó n de l a s fuerzas r u r a l e s , 468. — A g r i c u l -
t u r a . E s t a d í s t i c a de los cultivos m á s difundidos, 468. ·—· E x p o r t a c i ó n de p r o d u c t o s
agrícolas, 469. — E l t r i g o de Montevideo a la cabeza de los t r i g o s del mundo,
469. — L a l u c h a c o n t r a l a l a n g o s t a , 470. — T r a b a j o s de colonización, 470. —
P l a n t a c i o n e s de t a b a c o , 470. — A r b o r i c u l t u r a , 471. — Medios de m e j o r a r la si-
t u a c i ó n de l a g e n t e p o b r e de c a m p a ñ a , 471. •— I n d u s t r i a s e x t r a c t i v a s . Minas de
oro,-472. — R e g l a m e n t a c i ó n de la pesca, 473. -— El estanco del alcohol, 473. •—
INDICE DEL TOMO V 701

La producción de vinos, 474. — E n e r g í a eléctrica, 475. — E s t a d í s t i c a de los es-


t a b l e c i m i e n t o s i n d u s t r i a l e s , 476. — Cifras c o m p a r a t i v a s , 477. — P r e m i o s en las
exposiciones, 478. — Compañías de s e g u r o s , 478. — Cuestiones o b r e r a s . Ley de
a c c i d e n t e s del t r a b a j o , 478. — E s t a d í s t i c a de los accidentes del t r a b a j o , 479. —
H u e l g a s , 480. — A l g u n o s salarios, 480 — Legislación de t i e r r a s , 481. — Bancos,
m o n e d a s , Bolsa. E l Banco de la República, 481. — L a emisión y el encaje, 481. —
Depósitos y colocaciones, 481. — Utilidades, 482. — E l monopolio de la emisión,
482. — Caja Nacional de A h o r r o s y D e s c u e n t o s , 482. — T e n t a t i v a s p a r a n a c i o n a -
lizar el B a n c o H i p o t e c a r i o , 483. — Acuñación de piezas de níquel, 483. — E l
sólido r é g i m e n m o n e t a r i o del U r u g u a y , 483. — Bolsa de Comercio, 484. — R e o r -
ganización de l a Bolsa de Comercio, 485.

CAPITULO III

Movimiento a d m i n i s t r a t i v o , p á g i n a 486
R e n t a s y g a s t o s . E l s u p e r á v i t del ejercicio 1906 - 1907, p á g i n a 4.86. — Ejer-
cicio 1907-1908, 486. — Ejercicio 1908-1909, 487. —- Ejercicio 1909 - 1910, 488. —
Aplicación de los s o b r a n t e s , 488. — R e o r g a n i z a c i ó n de m i n i s t e r i o s , 489. — E d i -
ficios p a r a los P o d e r e s Públicos, 489. — Sistema t r i b u t a r i o . El i m p u e s t o de A d u a n a ,
485. — Contribución I n m o b i l i a r i a , 490. — P a t e n t e s de Giro, 493. — P a p e l Sellado
y T i m b r e s , 493. —· I m p u e s t o s I n t e r n o s de Consumo, 493. — I m p u e s t o de herencia*.
494. — E l a r a n c e l consular, 494. — P r e s u p u e s t o G e n e r a l de Gastos. Su m o n t o en
1907 - 1908, 494. — Los g a s t o s d e p a r t a m e n t a l e s , 495. — El p r e s u p u e s t o g e n e r a l de
1908 - 1909, 495. — Supresión del ú l t i m o descuento sobre los sueldos, 496. •— Caja
de J u b i l a c i o n e s . L a Caja Civil, 497. —'- L a Caja E s c o l a r , 498. — E l m o n t e p í o m i -
litar, 498. — I n e m b a r g a b i l i d a d de los sueldos, 498. — Deudas P ú b l i c a s . C o n t r a t a -
ción de e m p r é s t i t o s , 499. — Movimiento de la D e u d a Pública, 499. — Circulación de la
D e u d a Consolidada en Montevideo y Londres, 499. — Tipos de a m o r t i z a c i ó n de las deu-
das, 500. — D i v e r s a s deudas, 5 0 1 . — L a e n s e ñ a n z a p r i m a r i a . N ú m e r o de escuelas y de
alumnos, 5 0 1 . — L l e g a a 1,000 el n ú m e r o de escuelas públicas, 502. — La m e z q u i n d a d
de los sueldos del p e r s o n a l e n s e ñ a n t e , 502. — Construcción de edificios escolares, 502.
— Creación de u n a escuela de sordomudos, 502. — E s c u e l a s n o c t u r n a s p a r a a d u l t o s .
502.·—Creación del Cuerpo Médico Escolar, 503.—-Supresión de e x á m e n e s anuales,
508. — E d m u n d o De Amicis y los niños de n u e s t r a s escuelas públicas, 503. — E l m o -
n u m e n t o a José P e d r o Várela, 503. — "Premios a la virtud, 503. — E n s e ñ a n z a u n i -
v e r s i t a r i a . R e o r g a n i z a c i ó n de la Universidad, 504. — C o n t r a t a c i ó n de profesores
e x t r a n j e r o s , 505. — El r é g i m e n de exoneración de e x á m e n e s en el C o n g r e s o I n -
t e r n a c i o n a l de E s t u d i a n t e s A m e r i c a n o s , 506. — E n s e ñ a n z a Secundaria, 506. —
Construcción de edificios u n i v e r s i t a r i o s , 507. — B o l s a s de viaje, 507. — E s t u d i o s
históricos, 508. — P r e p a r a c i o n e s del I n s t i t u t o de H i g i e n e E x p e r i m e n t a l , 508. —
L a población u n i v e r s i t a r i a , 508. — U n a p r o t e s t a de la j u v e n t u d u n i v e r s i t a r i a ,
509. — Subvención al Ateneo y a L a Lira, 509. — Biblioteca Nacional, 509. —
A d m i n i s t r a c i ó n de J u s t i c i a . Creación de la A l t a C o r t e de J u s t i c i a , 510. — T r a -
bajos de codificación, 510. ·— E l derecho de los c o l a t e r a l e s en m a t e r i a de h e r e n -
cia, 810. — Los derechos de los hijos n a t u r a l e s , 510. — La p e n a de m u e r t e y la
p e n a de P e n i t e n c i a r í a , 511. — R e c u r s o s de casación y revisión en m a t e r i a cri-
minal, 511. •—• Creación de u n Cuerpo de G u a r d i a s de Cárceles, 511. — R e g l a -
m e n t a c i ó n de sociedades a n ó n i m a s , 511. ·—· Los concordatos, 511. — E s t a d í s t i c a
de l a j u s t i c i a penal, 512. — Cárceles de Policía, 512. — I n t e r e s e s m u n i c i p a l e s .
Creación de las I n t e n d e n c i a s , 513. — L a ley de J u n t a s E c o n ó m i c o - A d m i n i s t r a -
t i v a s , 514. — P a r q u e s , a v e n i d a s y b a l n e a r i o s , 514. — C o m p l e m e n t a n d o el plan
de embellecimiento edilicio, 515. — O t r a s mejoras, 515. — E l j u e g o de a z a r en
los b a l n e a r i o s . 516. — F i n a n z a s m u n i c i p a l e s , 517. — O r d e n a n z a s m u n i c i p a l e s . E l
uso del s o m b r e r o en los t e a t r o s , 517. — T a r i f a s de c a r r u a j e s , 518. — I n s t i t u t o
Físico - Climatológico y p a r a la Predicción del Tiempo, 518. •—· A g u a s c o r r i e n t e s ,
518. — A s i s t e n c i a pública. N ú m e r o de e n f e r m o s en los h o s p i t a l e s y asilos, 518. —
702 ANALES HISTÓRICOS DEL· URUGUAY

R e o r g a n i z a c i ó n de los asilos, 519. — I n a u g u r a c i ó n de nuevos hospitales, 520. —


Creación de la copa de leche, 520. — L a - l u c h a c o n t r a la tuberculosis, 520. — La
l u c h a c o n t r a l a viruela, 521. — R e g l a m e n t o de la prostitución, 522. — I n s t i t u t o
A n t i r r á b i c o , 522. — Inspecciones D e p a r t a m e n t a l e s de H i g i e n e , 522. — Obras de
s a n e a m i e n t o , 522. — Medidas c o n t r a el cólera, 522. — Niños a b a n d o n a d o s , 523. —
El servicio de f a r m a c i a s , 523. — R e o r g a n i z a c i ó n de l a A s i s t e n c i a Pública, 523. —
P r e s u p u e s t o de la A s i s t e n c i a Pública, 523. — Uso de los r u b r o s de ingreso, 524. —
Policía, 525. — E l ejército de linea. Se a u m e n t a el n ú m e r o de plazas por efecto
d e los m o v i m i e n t o s revolucionarios, 525. — C o m p r a de a r m a m e n t o s , 526. —r Un
a c t o de insubordinación m i l i t a r , 526. — N u e s t r a m a r i n a de g u e r r a , 526. — H o n o -
res públicos. A r t i g a s ; 527. — O t r a s d e m o s t r a c i o n e s p a t r i ó t i c a s , 528. — Correos.
528. — E s p e c t á c u l o s públicos. L a s c o r r i d a s de toros, 529. — J u e g o s olímpicos,
529. — T e a t r o s , 529. — L a cuestión religiosa. Relaciones con el Vaticano, 530. —
La e n s e ñ a n z a de l a religión en l a s escuelas, 530. — E l divorcio, 530. — E l P r e s i -
d e n t e W i l l i m a n v e t a l a ley de s u p r e s i ó n de h o n o r e s m i l i t a r e s a l a Iglesia, 531. —-
Expedición de copias de libros p a r r o q u i a l e s , 531. — L a fórmula de j u r a m e n t o
p a r l a m e n t a r l o , 531.

V
ADMINISTRACIÓN DE DON JOSÉ BATLLE Y ORDÓÑEZ — 1911 - 1915
CAPITULO I

Movimiento político, p á g i n a 535


E l señor José B a t l l e y Ordóñez es elegido, por s e g u n d a vez, P r e s i d e n t e de
l a República, p á g i n a 535. — Los r u m o r e s de revolución y la estabilidad de la paz,
535. — Los comicios p a r c i a l e s de s e n a d o r en 1912, 537. — Los comicios g e n e r a -
les en 1913, 537. — Elección de s e n a d o r e s en 1914, 539. — Relaciones i n t e r n a c i o -
nales." Queda i n c o r p o r a d o el a r b i t r a j e a diversos t r a t a d o s , 539. — Ratificación
de l a s convenciones de L a H a y a , 540. — Convenciones con el Brasil, 540. — De-
m o s t r a c i o n e s al Brasil, 540. — E s t r e c h a n d o vínculos i n t e r n a c i o n a l e s , 540. — In-
c i d e n t e con I t a l i a . El a s u n t o de la «María Madre», 541. — Varios c o n g r e s o s y con-
venciones i n t e r n a c i o n a l e s , 542. —· N u e s t r a n e u t r a l i d a d en l a c o n t i e n d a europea,
543. — Limitaciones al derecho de reunión, 543. — L a r e s i d e n c i a del P r e s i d e n t e
de la República, 543. — La r e f o r m a constitucional, 543. — E n que consistía el
c a p í t u l o principal de la reforma, 544. — L a m a y o r í a del Senado explica su a c -
titud, 544.
CAPITULO II

Movimiento económico, p á g i n a 546


L a población, p á g i n a 546. •— Movimiento \ ' e g e t a t i v o de la población, 546. —
P r i n c i p a l e s f a c t o r e s de m u e r t e , 547. — M o r t a l i d a d infantil, 547. — Nacimientos
ilegítimos, 548. — Movimientos m i g r a t o r i o s , 549. — La acción de a m b o s factores
de crecimiento en t r e s quinquenios, 549. — F o m e n t o de la inmigración, 549. —
Comercio exterior, 550. — P r i n c i p a l e s m e r c a d o s de n u e s t r o i n t e r c a m b i o , 550. —
P r o d u c t o s de exportación, 551. — L a crisis económica de 1913 y 1914, 552. — R e -
g l a m e n t a c i ó n del tráfico, 553. •— Comercio i n t e r n o . De la c a m p a ñ a a Montevideo,
553. — L a s ferias f r a n c a s como r e s o r t e s de a b a r a t a m i e n t o de l a vida, 554. —
F u n d a c i ó n de c e n t r o s comerciales, 554. — C o n t r a l o r de l a s p e s a s y medidas, 555 —
Movilización de l a p r o p i e d a d t e r r i t o r i a l , 555. — Movimiento de n a v e g a c i ó n . Nú-
m e r o y t o n e l a j e de los b u q u e s e n t r a d o s , 555. — D a t o s c o m p a r a t i v o s m á s a m -
plios, 656. — C a r g a efectiva m o v i l i z a d a en el P u e r t o de Montevideo, 556. — L a s
o b r a s p o r t u a r i a s , 557. — Adquisición de t e r r e n o s de L a Teja, 558. — P r o d u c t o de
l a s p a t e n t e s a f e c t a d a s al P u e r t o , 559. — Gastos de p u e r t o , 559. — P u e r t o de l a
INDICE DEL TOMO V 70S

Coronilla, 560. — Siniestros m a r í t i m o s , 560. — Monopolio del cabotaje nacional,


561. — Navegación de los ríos i n t e r i o r e s . 561. — Utilización de los s a l t o s y
caídas de a g u a , 562. — C o m p r a de t r a s p o r t e s m a r í t i m o s , 562. —• F e r r o c a r r i l e s .
562. — F l e t e s de los f e r r o c a r r i l e s , 564. — Creación de un fondo p e r m a n e n t e p a r a
la c o n s t r u c c i ó n de ferrocarriles, 565. — T e n t a t i v a s p a r a a m p l i a r la red de f e r r o -
c a r r i l e s , 565. — C o m p r a del F e r r o c a r r i l y T r a n v í a del Norte, 566. — T r a n v í a s , a u -
tobuses y a u t o m ó v i l e s , 566. •— C o n t i n ú a n l a s p r u e b a s de aviación en el U r u g u a y ,
567: •— T e l é g r a f o s y teléfonos, 567. •— C o n g r e s o de vialidad, 568. — R a m b l a Sud-
américa, 569. — P a v i m e n t a c i ó n de calles u r b a n a s , 569. — P l a n de avenidas. Sus-
pensión de los t r a b a j o s de c o n s t r u c c i ó n del Palacio de Gobierno, 569. ·— Valor
de l a s o b r a s p ú b l i c a s c o n s t r u i d a s , 569. — R e o r g a n i z a c i ó n del m i n i s t e r i o , 570. —
P l a n de o b r a s y servicios d e s t i n a d o a a u m e n t a r la capacidad p r o d u c t o r a del U r u -
guay, 570. — L a s Inspecciones de A g r o n o m í a y V e t e r i n a r i a , 570. — Las estacio-
nes A g r o n ó m i c a s , 572. — E s t a b l e c i m i e n t o s de l e c h e r í a y a v i c u l t u r a , 575. —• La
producción de árboles. E l Vivero de Toledo. E l Día del Árbol, 576. —• Selección de
semillas. L a semilla de pedigree,. 576. — La a g r i c u l t u r a en secano, 577. — Día del·
Árbol, 577. — Organización de la D e f e n s a Agrícola, 578. —• P a r a e s t i m u l a r el
d e s e n v o l v i m i e n t o i n d u s t r i a l . E n favor de l a s g r a n j a s y de l a s p l a n t a c i o n e s de
árboles, 578. — Organización del crédito r u r a l , 579. — E n favor de la colonización.
580. — D i v e r s a s leyes e s t i m u l a d o r a s de la producción nacional, 581. —• E l F r i -
gorífico Nacional, 583. — I n s t i t u t o s de Geología y P e r f o r a c i o n e s , de Química I n -
d u s t r i a l y de Pesca, 584. —- N u e s t r a política económica y la n o r t e a m e r i c a n a , 587. —
Oficina de Exposiciones. Museos p e r m a n e n t e s de la producción nacional, 587. —
C o n g r e s o s R u r a l e s , 588. — Exposiciones - F e r i a s , 588. — Policía v e t e r i n a r i a . La
l u c h a c o n t r a la s a r n a , 589. — La. l u c h a c o n t r a la tuberculosis, 5O0. —· Decomisos
realizados por la Policía V e t e r i n a r i a , 590. — Movimiento de la T a b l a d a de Mon-
tevideo, 591. — E l consumo de ,1a población de c a m p a ñ a , 593. — Monto total de
los a n i m a l e s faenados, 593. — L a i n d u s t r i a saladeril, 594. — La faena de los fri-
goríficos, 596. — L a fábrica de F r a y Bentos, 596. — L a s existencias g a n a d e r a s .
597. — N ú m e r o de e s t a b l e c i m i e n t o s a g r o p e c u a r i o s , 598. — S i s t e m a s de m a r c a s .
Construcción de t a b l a d a s y m a t a d e r o s modernos, 598. — I n d u s t r i a agrícola. El
v a l o r de l a s cosechas de t r i g o y de maíz, 600. — Utilización de los residuos sala-
deriles, 601. — M a q u i n a r i a agrícola, 601. — V i t i c u l t u r a , 601. — P l a n t a c i o n e s de
tabaco, 602. — Seguros agrícolas, 602. — I n v a s i ó n de l a n g o s t a , 602. — O t r a s in-
d u s t r i a s . Minería, 602. — La pesca de lobos, 607. — La producción a z u c a r e r a , 607. —
E l monopolio del s e g u r o . Su explotación por el E s t a d o , 607. — Otros monopolios.
El del alchol, 609. — E l monopolio del t a b a c o , 610. — Monopolio de la energía
eléctrica, 611. — Número de p a t e n t a b l e s , 613. — E s t a d í s t i c a i n d u s t r i a l , 614. —
Cuestiones o b r e r a s . R e g l a m e n t a c i ó n del t r a b a j o . Las pensiones a la vejez, 614. —
Otros p r o y e c t o s de legislación obrera, 616. — N ú m e r o de obreros. Accidentes
del t r a b a j o , 616. — H u e l g a s , 617. — T a r e a s de la Oficina del Trabajo, 618. —
Legislación de t i e r r a s , 618. — Legislación b a n c a r i a . Nacionalización del B a n n i
de l a República, 620. — R e p e r c u s i ó n b a n c a r i a de la crisis de 1913, 622. — Me-
didas i m p u e s t a s por la conflagración europea., 623. — A l g u n o s r u b r o s de los
b a l a n c e s b a n c a r i o s , 624. — E l d e s e n v o l v i m i e n t o del Banco de la República, 625. —
Utilidades del Banco de l a República, 626. — T a s a de los cambios e x t r a n j e r o s ,
626 — Caja Nacional de A h o r r o s y Descuentos, 627. — E l a h o r r o , 627. — La
c a n t i d a d de oro e x i s t e n t e en el país, 627. — La colaboración del c a p i t a l inglés,
628. — Nacionalización del Banco H i p o t e c a r i o , 628. — Monto de l a s operaciones
del Banco Hipotecario, 629. — Operaciones de Bolsa, 630. — Los i n d u s t r i a l e s en-
t r e g a n u n a placa de oro al P r e s i d e n t e Batlle, 631.

CAPITULO III

Movimiento administrativo, p á g i n a 632


R e n t a s y g a s t o s , p á g i n a 632. — Legislación t r i b u t a r i a . Los derechos de A d u a n a ,
634. — Contribución I n m o b i l i a r i a , 636. — P a t e n t e s de Giro, 639. — I m p u e s t o s
704 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

internos de Consumo sobre los tabacos y alcoholes, 640. — Ley de vinos, 641. •—
Impuesto de Herencias, 643. — Presupuesto General de Gastos, 643. — Descuentes
sobre los sueldos, 647. — Clasificación de empleos y categorías de sueldos, 647. •—
Jubilaciones y pensiones. La Caja Civil, 647. — Caja Escolar de Jubilaciones, 649. —
Caja Militar, 650. — En defensa de los medios de vida, 650. — Deudas Públicas,
650. — Suspensión de las amortizaciones, 651. — Emisión de deudas, 652. — Lo-
calización de los títulos de Deuda Externa, 653. —• Cotización de las deudas Pú-
blicas, 653. — Enseñanza primaria, 654. — Construcción de edificios escolares,
656. — Por la salud de los niños, 657. — Ejercicios militares en las escuelas pú-
blicas, 657. ·—• Cursos de vacaciones, 658. — La enseñanza ,de los débiles mentales,
658. — Escuela Nacional de Ciegos, 658. — Homenaje a doña María Stagnero de
Munar, 658. — La Escuela Elbio Fernández, 659. — El texto único, 659. — En-
señanza universitaria. Creación de 18 liceos, y de una sección de enseñanza se-
cundaria para mujeres, 659. ·—• Reorganización del plan de estudios de la Escuela
de Comercio, 660. — Duración de las funciones de los catedráticos de la Univer-
sidad y establecimiento de un régimen de sueldos progresivos, 660. — Matrícu-
las y exámenes, 661 — Productos del Instituto Experimental de Higiene, 662. ·—
Escuelas de Agronomía y Veterinaria, 662. — Cultura artística, 663. — Enseñanza
industrial, 663. — La parte de recursos destinada a la enseñanza pública, 663. —
Dos juicios importantes acerca del Uruguay, 664. — Biblioteca Nacional, 664. —
Administración de justicia. Revisión de Códigos, 665. ·— Varias leyes de impor-
tancia, 666. — Protección de menores, 667. — Datos estadísticos, 667. — Movi-
miento de presos en las cárceles, 669. — Cárceles policiales, 670. — Intereses
municipales. Parques y avenidas, 670. — Balnearios. Establecimiento de la ruleta,
671. —· Reglamento de educación, 672. — Pavimentación asfáltica, 672. — Riego
con agua del mar, 672, — Finanzas municipales, 672. — Se cambia la rotación
de las horas, 675. — Asistencia pública. Los hospitales, 675. — Servicio de ur-
gencia, 676. —• Instituto de Radiología, 676. — Campaña contra la viruela, 677. —
Una tentativa para reglamentar el funcionamiento de las Sociedades de Socorros
Mutuos, 678. — Educación Física, 678. — Campaña contra el alcoholismo, 678. —
Campaña contra la tuberculosis, 679. — Obras de saneamiento. Municipalización
de la red cloacal de Montevideo, 679. — Cloacas y aguas potables en los depar-
tamentos de campaña, 680. — El consumo de aguas corrientes en Montevideo,
680; — Recursos de la Asistencia Pública, 681. — Policía, 682. — Ejército de
línea. Reorganización de los estudios en la Academia Militar, 682. — Número de
las unidades militares, 683. — Sobre adjudicación de jerarquías militares, 683. —
Carta topográfica del territorio nacional, 684. — Honores públicos. Glorificación
de Artigas y de su obra, 684. — Himnos y banderas, 684. —• Abolición de la
conmemoración de los duelos nacionales, 684. — Honores al ex Presidente doctor
Julio Herrera y Obes, 685. — Honores al doctor José Pedro Ramírez, 685. —
Los bustos de Arechavaleta y Blixen, 686. — Homenajes a extranjeros, 686. •—
Correos, 686. — La Oficina Internacional de Correos, 687. — Para facilitar la
circulación de los diarios, 687. — La mujer en el Correo, 687. — Estadística pos-
tal, 687. — Espectáculos públicos. Las corridas de toros, 688. — Contra el box
y otros juegos, 688. — Dos ordenanzas municipales relativas a los espectáculos
públicos, 689. — Reorganización de los servicios de estadística, 689. —• La cues-
tión religiosa. La ley de Conventos, 689. •— El juramento de los ediles, 689. •—
El divorcio unilateral, 690. — Reconstrucción de las veredas de la Catedral, 690. —
Supresión de los honores militares en los actos religiosos, 690.

• • • •
I

ADMINISTRACIÓN DE DON JUAN TDIARTE BORDA

(1894 - 1897)
CAPITULO I

MOVIMIENTO POLITICO

La sesión p e r m a n e n t e de los veintiún días. E s electo Presidente de la República


don J u a n I d i a r t e Borda.

El mandato constitucional del_doctor H e r r e r a y Obes terminaba el 1.°


de m a i ^ o J d e l ^ M i j ? * ^ e ^ í s m o ^ d í a " s e ι reuniói'ÜáTAsamblea' Generar, pon asis-
teiicl£ IffQiPcTesu^~mieMb"?o'sr'para ía'elfe'c'Eió'n ^de nuevo "Presidente de la

Recogidas las boletas, resultó que don Alejandro Chucarro había obte-
nido 42 votos; don Tomás Gomensoro, 40; don Luis Eduardo Pérez, 2, y
don José María Muñoz, 1. Ninguno de ellos alcanzaba el mínimo de 45 votos,
necesario p a r a ser proclamado Presidente dé la Képablicá."*"""
, ,l
'' ""HniJo1"tl'8s*1ïu*êvas''votaciones', con""85' legisladores presentes, durante las
cuales don Tomás Gomensoro alcanzó a tener 43 votos y don Alejandro
Chucarro 42.
"Al terminar jfl,, .pilarla... votación sonaron las 12 de la noche, y el_Pre-
sidenp^HefreT^ que, "naïïîeiïïïcTTerminado eT" plazo
S e ^ s u m a n d a t o , "debía resignármela mando^ejn manos ffeT^llf^tä^liit'^'ä'Ä'.^giJÄa'.o,
WîffTBTO^Sn^tewàHr'Y^fC'en eí acto*aSandonä'la presidencia de la Asamblea
Geflfiral y se dirigió a l a Casa de Gobierno, Tpara t o m a r posesión del Poder
Ejecutivo, de acuerdo con disposiciones expresas de la Constitución dé la
itepuljïïca, t e r m i n a n d o · Ό Ο Π · e l l o l a ' s e s i ó n ' p e r m a n e n t e del 1.° de marzo.
Todos los batallones de la guarnición de Montevideo estaban formados
en la plaza Constitución y a lo largo de la calle Sarandí, bajo el mando del
general Miguel A. Navajas y del jefe del Estado Mayor, general Casimiro
García, dos de los comandantes de batallón que habían encabezado el motín
militaT del 15 de enero de 1875 contra el gobierno constitucional del doctor
Ellauri y a favor de la dictadura de don Pedro Várela.
L a sesión se reanudó al día siguiente, con resultados igualmente nega-
t i v o s ; aunque con u n a notable variante en la lista de candidatos: Don Tomás
Gomensoro obtuvo 43 votos, el doctor José E. Ellauri 41 votos y don Alejandro
Chucarro 1 voto. E n el curso d e esta sesión, dos diputados denunciaron a la
C á m a r a que la tropa de línea, estacionada en la plaza Constitución, había
8 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

cargado las armas. Y, confirmando la denuncia, se presentó luego en el salón


de la Asamblea un oficial de línea para comunicar al presidente que las
tropas habían procedido así con el propósito de disolver uña manifestación.
Prosiguió la sesión permanente en los días 3, 5, 6, 7, 8 y 9, con los
mismos candidatos y los mismos resultados negativos, obteniendo Gomensoro
43 votos, Ellauri 43 y Chucarro 1, en medio de,grandesι agitaciones^gnjas calles
de la ciudad y en los contornos de"*ía plaza Constitución, siew^r^ogagSdZ'ä'vor
l^^^j^^^ä^PS^^^^0"^^1^0^^ manifestaciones populares en honor cfe'dön
"tfômas Gomensb*ro y de los generales Máximo Tajes y Luis Eduardo Pérez, más
de u n a vez matizadas con incidentes de sangre provocados por la Escolta Pre-
sidencial. .
El presidente del Senado en ejercicio del Poder Ejecutivo propuso en esos
mismos días, como fórmula conciliatoria, la continuación de su interinato por
un año, con un Ministerio que ofreciera garantías a los partidos en pugna. Pero
esa fórmula fué rechazada por las agrupaciones independientes que presidían
los generales Tajes y Pérez.
La sesión permanente del 10 de marzo se estrenó con un Mensaje del Pre-
sidente en ejercicio, urgiendo la solución de la crisis. La paz y el orden, decía,
están garantidos, pero la situación política indefinida apareja trastornos econó-
micos y administrativos.
El día 12 alcanzó la candidatura Ellauri los 45 votos, por haberse plegado
a ella «1 diputado Tavolara del grupo gamensorista y don Prudencio Ellauri
(hermano del candidato), este último después de un debate promovido por
don José María Muñoz, sobre validez del voto de hermano a hermano, que
fué resuelto afirmativamente por la mayoría de la Asamblea. Pero el doctor
Ellauri renunció, invocando la falta de unanimidad, y a u n q u e la Asamblea le
pidió el retiro de su renuncia, él la mantuvo.
La candidatura Ellauri fué luego sustituida por la de don Alcides Montero,
y la de Gomensoro por la del general Luis E d u a r d o Pérez, sin alcanzarse el
quorum constitucional, dentro de un ambiente caldeado por cambios militares,
que la opinión pública interpretaba como resortes de presión contra la fracción
independiente de la Asamblea.
A los 21 días y después de 40 votaciones sucesivas; triunfó, por 47 votos
la candidatura ' de dolîTtian" 1 ÎHTaïte* Sorcía,* "uno "de * los componentes del grupo
paTlameñTáríb*'que había respondido a l a s canaTflírttría'S'de lös señores Chucarro,
Ellauri y Montero.

E l plan político de la época.

\ La lucha había sido larga y reñida.


J De un lado, la fracción parlamentaria que respondía al doctor Herrera y
•Obes. que, a u n q u e âTejà'db constítücionalmente del Gobierno, seguía mane-
jando todos los resortes por intermedio del presidente del S e n a d ö n T ä M a sido
bautizada"*con el nombre de «colectivista» en r a z ó n ' d e que cada vee que la
ofra~fra"dt:ió'ñ proponía candidaturas de transacción, que no figuraban en sus
filas",líontestaba: «no son de la colectividad», no podemos votarlas. La firmeza
fíoñ qu"é"1aus miembros s"e* tiiaatöhläh' vinculados al tex" Presidente H e r r e r a les
válfó'la''designación de «incondicionales» por la prensa independiente y' de
«inconînovïblës» por la prensa „oXÍGiai. «El Siglo» remontaba la filiación política
deTcóT^TívTsmo &}jM^QMÍe de 1874 y î S T ï ï . ' o sea áT círculo'así bautizado por
el doctor J u a n Carlos Gómez, porque "anteponía'" los~n*ombreS a las institu-
« l o t ^ ^ W ' g l i b l e r n o ' p é r s b n a l al gobierno"de principios.
Del ö'ÖföT e n g r u e s o déj/Partido Colorado, con los generales Máximo Tajes
y Luis Eduardd^P^rez* y don Tomás Gomensoro a la cabeza.
LosraieaÍ89!É¡o*s de la Asamblea se distribuían, por partes aproximadamente
t GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 9

iguales, |n4rew^^dj^%,:frj.ecJ9,r|¡es. De ahí lo largo y reñido de la^Juchai(l.e„,[Link]


2Ï ïfas del mes de m^arzo. " ' ••--^~~. -.™ »•—·*-·»
'"Yolïall^as versiones imparciales de la época concuerdan, como lo hemos
dicho en otro capituló, en que eT't>lair'pblîïfco'';ae/ïv'é$'*'îliîfëêïaente H e r r e r a con-
sistía en impedir la elección presidencial o, más bien dicho, en sustituir la
elección por un interinato del presidente del Senado, durante el cual se abor-
daría la reforma constitucional, se suprimiría el artículo prohibitivo de la
reelección de los presidentes y volvería el mismo doctor H e r r e r a al gobierna
por otros cuatro años.
E n t r e los actos de presión encaminados a orientar los votos en ese sentido,
señalaba ía opinión5 imblTca' él cambio brusco de la jefatura del batallón 3.° de ι
Cazadores durante él período álgido de los 2'Í días. Se esperó la hora en quel
el batallón atendía el servicio de plaza, distribuido en diversas partes de la/
ciudad, para enviar al cuartel un nuevo jefe, al mismo tiempo que el antiguo;
era llamado a la Casa de Gobierno donde se le comunicaba su cese. «La Nación»,·
el órgano más caracterizado del oficialismo, lanzaba a su t u r n o frecuentes
boletines, en que amenazaba a los legisladores independientes con palabras tan
graves como estas: «Votar por Gomensoro importa destruir todo lo que se ha
adoptado con tanto trabajo, importa votar por la reacción; persistiendo los
gomensoristas en su voto, van a crear una situación de violencia, de la que
ellos solos serán responsables ante el país y ante la historia».
No eran palabras en el vacío. Ellas se pronunciaban en circunstancias en
que lá*^pÍa^^ons't'ífucTon"y sus alrededores" estabJ,n^Oíizados dé fusiles y caño-
nè^ *ÎSia*^1'âA^Tre_arôn^de jefes qué y'a' habían organizado un motín y creado
a

una díc^íaduraT^y "à raíz^ de actos de violencia para impedir manifestaciones


pólmíares'ardón,'ío1n^is**Gbmensoro y a los generales Tajes y Pérez.
"' '''JP,e*ro"ní*Tas amenazas, ni los actos de violencia de la Escolta Presidencial,
pudieren'a^spîyef^a'Îf acción ïndépèn'diënte. Y fué entonces, lante la actitud de
riÍBll§fe*fifc1ía"oPe I s a f r á e c i ó n , y ante el temor de perder là partida, que el «eolec-
t W î ^ ^ " l e ^ r ^ O T v î o ' v " a ir a ià'eI^ç^o^'''c(êl_''docÎ6f7EU^urï,' primero, y a la
elección dêT'sÎfitSr'TdÎârtë Borda, después.
^~*x*EfienÎufti1ffî(Sii'èÎ*1ÎëWëHsmo había sufrido una verdadera derrota.
WWW****»***''** . , , « .· -ï'.i -<» ·' "•· : * - ^ - V f ~ * . ' > . A * » ; x » . ^ : - ~ ' >·: - ; -s-. ^ • • , - . . • . , ,„, ,.„ . v .. _ . .

lia p r i m e r a p a l a b r a del nuevo m a n d a t a r i o .

«Siento en este momento verdaderamente histórico para mí, dijo el se-


ñor Idiarte Borda al prestar j u r a m e n t o , la necesidad suprema de manifestaros
que en el desempeño de las funciones del cargo con que he sido investido, será
mi n o r t e y no me guiará otra aspiración, que el bien de la patria, el respeto
más sincero por las prescripciones de nuestro Código político que acabo de
j u r a r y el fiel y exacto cumplimiento de las leyes que haya dictado o que
dicte en virtud de su voluntad soberana la Honorable Asamblea General.»

¡Presidente que m a n d e !

Tal eTa lo que pedía la opinión piíblica en esos momentos. El ex Presidente


doctor Herrera, que a pesar de haber fracasado en su plan de impedir la elec-
ción presidencial seguía ejerciendo una influencia decisiva en la Asamblea,
pbaTaa,*t¥äÄJ'ä*jä'r< eficazmente todavía en favor de la [Link] constitucional y
convertir la presidencia del señor Idiarte Borda en un interinato análogo al
quë'Taùbiera ej'éTc1do™(el^5i^gidénte 'del' Senado.'"
v « ^ ^ y j ^ j ^ ' u g ^ . ^ ^ n ^ £ - r f 0 ^ q * u e n 0 se juzgaba al principio con fuerzas para
r o . n r p ^ ^ ^ " ^ Ï M î a s v " q i f e ' í o ligaban a sil antecesor, 'entendió que las, pruebas
d'Î"ïn^^^^fëfi<;la'que le pedía la prensa podría darlas en forma iftfSP^istifftS
defffTOrtealeTos,*pM{io,piös' acuerdos gubernativos. ""* - · » • -«.^-¿¡wi«*
10 ANALKS HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Pocos meses después de la constitución del nuevo Gobierno, y a raíz de


varias denuncias de malos tratamientos militares, un soldado se escapó de su
cuartel y buscó asilo en la Legación argentina. El Ministro de Relaciones, doc-
tor Luis Piñeyto del Campo, hablando del incidente en uno de los acuerdos
de gobierno, se refirió a la leva, como procedimiento de remonta, y a la
precaria situación de los soldados, agregando que en tales condiciones el
ejército tenía que remontarse entre forzados y criminales. Bastó esa crítica,
expuesta en forma suave y moderada, para que el Presidente pronunciara un
«no permito», que en adelante debía establecer y estableció el silencio o la
umfofrm3ad de opiniones en los acuerdos gubernativos.
El doctor Piñeyro del Campo envió en el acto renuncia indeclinable de
su cargo, y al mismo tiempo dirigió una carta particular al señor Idiarte
; Borda, en la que se refería a las palabras que había pronunciado en el acuerdo,
i · palabras, decía, que no daban «motivo suficiente para que el Presidente, levan-
j¡ j tando la voz y con ademán duro, increpara al Ministro, diciéndole que estaba
{ ! ofendiendo la dignidad de las a r m a s nacionales y le previniera, que no le p'ér-
î \ mítía continuar expresando cargos semejantes».

La reforma constitucional.

La legislatura de 1888, como hemos dicho en su oportunidad, había decre-


tado que el interés nacional exigía la reforma de la Constitución de la República.
Una segunda legislatura, la de 1893, había propuesto una modificación
sustancial en el procedimiento para abordar la reforma constitucional: en vez
de las tres legislaturas sucesivas llamadas a declarar de interés la reforma,
a proyectar las enmiendas y a discutir, rechazar o sancionar esas enmiendas,
bastaría que cualquier legislatura decretase la necesidad de la reforma, para
que en el acto se procediera a la elección de u n a Asamblea Constituyente encar-
gada de proyectar y sancionar las enmiendas que ella misma juzgase conve-
niente introducir. Tal era la fórmula que había prevalecido en las postrimerías
de la Administración Herrera.
Tocaba, pues, a la legislatura de 1894 aceptar o rechazar la efectividad de
esa fórmula, dando o no andamiento al plan que se atribuía al Presidente
H e r r e r a de eliminar el artículo prohibitivo de la reelección presidencial.
La Cámara de Senadores votó el rechazo a mediados de año, poniendo tér-
mino con ello al procedimiento de la reforma constitucional. Pero el señor Idiarte
Borda, que no quería todavía romper con su antecesor, lejos de juzgar fra-
casado el plan, resolvió llevarlo adelante. Al convocar á elecciones parciales
de senador, a fines del mismo año 1894, estableció que los candidatos debían
llevar a la Cámara poderes especiales para reformar la Constitución.
Dos años después, en 1896, volvió a figurar en al orden del día la re-
forma constitucional. La Comisión de Legislación de la Cámara de Diputa-
dos produjo un informe en que se establecía que a pesar del rechazo del
Senado, el proyecto no estaba enterrado y debía la Cámara considerarlo de
nuevo. Y así quedó resuelto. Pero transcurrió el período ordinario y luego
transcurrió el período extraordinario, sin que la reforma fuera considerada.
Es que ya la influencia del ex Presidente se había esfumado y empe-
zaba el señor Idiarte Borda a mandar realmente.

Cuestiones constitucionales.

La Comisión de Legislación de la Cámara de Diputadlos planteó una


cuestión de importancia al ocuparse del informe de la Comisión Permanente
relativo al período de julio de 1893 a febrero de 1894. La Comisión Per-
manente, decía en su dictamen, es irresponsable y' la Cámara debe limitarse
GOBIERNO DK IDIARTE BORDA 11

a enterarse d e su informe o memoria, sin aprobar o reprobar su contenido.


Durante el receso hace las veces de Asamblea y los actos por ella realizados
tienen el mismo carácter q u e los de la Asamblea. Sólo en los casos de con-
flicto entre la Comisión P e r m a n e n t e y el Poder Ejecutivo, agregaba, es que
puede intervenir la Asamblea.
Olvidaba la Comisión de Legislación, al sostener esa tesis, que la Co-
misión P e r m a n e n t e es u n a simple delegación, y q u e sus actos, como Comi-
sión delegada, pueden y deben quedar sujetos a la sanción de la Asamblea.
Otra cuestión de importancia planteó insistentemente la prensa con mo- >
tivo del ejercicio del derecho de interpelación, sosteniendo que si las Cámaras
pueden llamar a su seno a los ministros y exigirles explicaciones, están lógica-
mente facultadas para opinar acerca de esas explicaciones, aceptándolas o
rechazándolas, contra la tesis que ya empezaba a abrirse camino, según la cual
a raíz de u n a interpelación, lo único que podían hacer los legisladores era
votar ley'es que impidieran la repetición de los hechos materia de la interpelación,!
o promover juicio político al Presidente y a los ministros autores de esos hechos.«

Asuntos internacionales. D u r a n t e l a discusión d e límites e n t r e . l a Argentina y


Chile.

El año 1895 fué de intensa expectativa, con motivo de la extrema tiran-


tez d e relaciones e n t r e la Argentina y Chile.
«El Siglo», partiendo de la base de q u e el Uruguay no podía hacer res-
petar su neutralidad y d e que su puerto quedaría a merced de la escuadra
más fuerte, planteó el problema de la neutralidad garantida, ya planteado en
1853 bajo la Administración Giró, por el doctor Andrés Lamas que invocaba
el ejemplo de la Bélgica neutralizada en 1830 por las mismas potencias q u e
se la habían disputado; en 1859, bajo la Administración Pereyra, por el doc-
tor Cándido Joanicó en un proy'ecto de ley que fué sancionado por u n a d e
las d o s r a m a s del Cuerpo Legislativo; y en 1865, bajo el Gobierno de Aguirre
que comisionó con ese objeto al propio doctor Joanicó. No se t r a t a r í a de un
protectorado, decía ese diario, ni de limitar en ningún sentido la soberanía
nacional, sino pura y simplemente de u n a declaración de Inglaterra, Francia,
Italia, España y Estados Unidos, destinada a garantir la neutralidad votada
por la Asamblea.
El gravé litigio terminó, felizmente, mediante un acuerdo honroso que
sometía el problema de límites al arbitraje del Gobierno inglés. Ya el afio
anterior había terminado en igual forma, por el fallo arbitral del Gobierno
d e ' W a s h i n g t o n , el litigio secular de las Misiones entre la Argentina y el
Brasil.

I-a revolución de R í o Grande.

La Provincia de Río Grande permaneció en estado de guerra_ civil con


el Gobierno Federal hasta mediados de 189,5, emanando de esa situación fre-
cuentes i η curs i o η es al territorio oriental,. ac9jnpañaaas""¿re asesinatos y saqueos
flue
r
:mantenían" en c o n t i n u o ' s o b r e s a l t o a nuestros nabitantes de la frontera.
• '('»iiiiiM«iin ι I . ^ » ο , ι ^ φ , , Α , , ^ , .-,.,.•.., ,-.....-•-..•.•• .·..•--.-. ι ν ί ί ; » . . ι V-.i,,.- •-•·•-
En el curso d e esa lucha, que fue larga y sangrienta, desembarcaron en
las costas de Rocha alrededor de dos mil tripulantes de los barcos de la es­
cuadra brasileña plegados a la revolución y abandonados luego. Casi todos
esos tripulantes o soldados fueron traídos a Montevideo y alojados y man-
tenidos por la Comisión Nacional de Caridad. Nuestra Cancillería gestionó y
obtuvo, además, que el Gobierno brasileño renunciara al castigo de los su-
blevados y consintiera en su regreso.
12 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

El jefe civil de la revolución, era el doctor Gaspar Silveyra Martins.


i Contra él existía una orden de destierro expedida d u r a n t e la Administración
| del doctor H e r r e r a y Obes, pero no cumplida en virtud del compromiso mo-
! ral contraído por aquel eminente estadista de no ir a la frontera y quedar
residenciado en Montevideo. La violación del compromiso dio margen ai
Gobierno del señor Idiarte Borda para hacer efectivo el destierro, dando con
ello mérito a una interpelación de la Cámara de Diputados. El destierro era
una pena que el Poder Ejecutivo no tenía el derecho de aplicar. Pero la
Cámara, después de oír las explicaciones ministeriales, según las cuales el
| caso debía juzgarse por el derecho de gentes y no por nuestra Constitución.
! resolvió pasar a la orden del día.

Tratados comerciales.

El tratado de comercio entre el Uruguay y la Alemania negociado du-


rante esta Administración, excluía del tratamiento de la nación más favorecida
las ventajas, exenciones y privilegios que el Uruguay acordase a la Argentina,
al Brasil y al Paraguay, siempre que no se extendiesen a otro país, ni se
aplicasen a productos similares a los alemanes, ni se refiriesen a la nave-
gación.

Edificios para legaciones.

La Asamblea aprobó en 1895 un protocolo suscrito por las dos canci-


llerías del Plata, mediante el cual se declaraba que los edificios de las
legaciones de uno y otro país quedaban exentos del impuesto territorial «con-
tinuando no obstante dichos inmuebles sujetos como hasta aquí, agregaba
la ley, al dominio eminente, con las salvedades relativas a¡ principio de la
extraterritorialidad».

Humores de revolución.

Desde los primeros momentos de la Administración Idiarte Borda em-


pezaron a circular rumores de revolución blanca, dándose como cabeza diri-
gente a don Abdón Aroztegui. El Ministro de Gobierno, don Miguel Herrera
y Obes, procuró contrarrestar el efecto de esos rumores con una circular a
los jefes políticos, encaminada a tranquilizar a los trabajadores rurales.
«La autoridad policial debe hacerse temer, les decía, con severidad ine-
xorable del malhechor que perturbe la tranquilidad y lleve la amenaza y la
alarma al seno pacífico de nuestros habitantes; pero al mismo tiempo es
necesario que inspire confianza y' s? haga, puede decirse, la compañera inse-
parable del vecindario honesto y laborioso, que sólo desea protección para
su vida y la seguridad de su t r a b a j o . . . Los jefes políticos no tienen ya
que combatir ni destruir influencias del caudillaje, que están felizmente
m u e r t a s . . . La autoridad del Gobierno domina sin obstáculos desde el pala-
cio presidencial hasta el último confín de la República; y la misión de los
delegados del Poder Ejecutivo se reduce puramente a administrar o fomentar
adelantos y a civilizar sobre la base del cumplimiento estricto de la ley y
el respeto a las libertades y derechos de todos los habitantes de sus respec-
tivos departamentos.»
La inquietud' política aumentó al finalizar el año 1894, con motivo ele
haberse ordenado al segundo jefe del batallón 4.° de Cazadores que no per-
mitiera la entrada al cuartel del primer jefe. Las medidas precaucionales
adoptadas en ese momento, y algunos tiros disparados por los centinelas,
llevaron la a l a r m a a toda la población. El diario oficial dijo que sólo se tra-
taba de una mala interpretación. Pero la destitución subsiguiente del coronel
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 13

Usher, jefe del cuerpo y la renuncia del Jefe del Estado Mayor, general Ca-
simiro García, se encargaron de demostrar que había algo más grave en el
fondo.
El Presidente resolvió destruir la mala impresión causada por ese suceso,
con una demostración militar que tuvo lugar al cumplirse el primer año de
su Administración. Todos los soldados de los batallones, con sus jefes y
oficiales a la cabeza, desfilaron por el domicilio del señor Idiarte Borda en
la noche del 21 de marzo de 1895, llevando en sus manos hachas encendidas.
Esa marcha' decretada oficialmente por el Estado Mayor, que imitaba la
más espontánea de la época de Latorre, cuando el batallón 1.° de Cazadores
escribía con ramitos de violetas el nombre y apellido del dictador en los can-
teros de la plaza Independencia, dio lugar a la prensa para recordar a título
de ejemplo alto y dignificante, el caso del coronel argentino que se presentó
un día en el despacho del Presidente Sarmiento, para felicitarle por su cum-
pleaños, y que recibió, por ese acto de adulación, la orden de presentarse
preso en el Estado Mayor.

La primera revolución de Aparicio Sara via.

Durante el año 1895 [Link] nuevo, con mucha insistencia, rumores


de revolución blanca. Y explotando esos rumores, y el más grave de inmi-
nente guerra entre Chile y la Argentina, pidió y obtuvo el Gobierno un cré-
dito de dos millones y medio de pesos, con destino a compra de armamentos.
Los rumores de revolución se intensificaron considerablemente en el
curso del año 1896 y h a s t a tuvieron honda resonancia en la Cámara de Dipu-
tados, como consecuencia de un pedido de explicaciones del doctor Ciganda
al Ministro de Gobierno, acerca de prisiones en el Departamento de San José,
que. fueron bien documentadas por el interpelante, pero q u e no impidieron
que la mayoría de la Cámara se declarara satisfecha con las explicaciones
dadas.
•Pero fué recién al aproximarse los comicios de noviembre que la revo-
lución estalló y' entonces mismo fué como u n a especie de protesta coñTra
él acio"electoral a l que sólo iban a v5{BT^¥*"é%ifieníos oíiciaíés. AparTcïo
¡TámmrW^ririrT^^ u ñ a parte con-
siderable de la campaña al frente de 700 u 800 hombres, casi todos ellos
desarmados, y en la imposibilidad, por eso mismo, d é l a c e r frente a las
fuerzas perseguidoras al mando de los comandantes Barrióla y Gutiérrez
y del general Muniz. La crónica militar sólo registra un choque, ocurrido
en Cerro Largo, a consecuencia del cual tuvieron los revolucionarios ocho
muertos y diez heridos.
Al darse cuenta a la Asamblea de la terminación del movimiento revo-
lucionario, decía el Presidente Borda que los alzamientos en las proximidades
de la frontera t e r r e s t r e y del litoral uruguayo, tenían por objeto sustraer ;'
fuerzas a la ciudad de Montevideo y facilitar el desembarco de una expidi-/
ción de 600 hombres «que calzarían alpargatas para no hacer ruido y que/
llevarían boinas blancas como distintivo», que estarían provistos de puñales/
bombas explosivas y dinamita para apuñalar a los guardias civiles y tran-
seúntes y atacar a los cuarteles.
La policía se incautó de algunas bombas en la estación del ferrocarril
de San José y arrestó a varias personas, entre ellas el agrimensor don Carmelo ι
Cabrera.'Pero de la revolución de las boinas y alpargatas, como la denominaba la f
prensa, nadie se ocupó, juzgándola como una simple fantasía de los pesquisantes \
oficiales de la época.
14 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

La segunda revolución de Aparicio Saravia.

Apenas pacificado el país, empezó a hablarse de una nueva revolución


y el Gobierno .reanudó su plan de medidas defensivas, sobre la base de la
creación de las comandancias militares al Norte y' al Sur del río Negro, a
cargo de los generales "Villar y Amuedo.
En los primeros días de marzo de 1897 volvió el Poder Ejecutivo a di-
rigirse a la Asamblea, para darle cuenta de que fuertes partidas con divisa
blanca se habían levantado en varios departamentos; que el caudillo Julio
Barrios había invadido por la frontera de Rivera; que en el litoral argentino
había numerosos grupos que respondían a Aparicio Saravia y Juan Francisco
Mena.
Cuatro sangrientos combates se libraron en el curso de los tres primeros
meses de esta campaña revolucionaria.
El primero de ellos entre el ejército del general Muniz y el ejército de
Aparicio Saravia en Arbolito. En su parte oficial decía el general Muniz al
Presidente Borda que la fuerza revolucionaria constaba de 1,000 hombres;
que la pelea había durado cinco horas; que los revolucionarios habían tenido
un centenar de muertos; que el caudillo Chiquito Saravia había llevado una
desesperada carga a lanza, «que el regimiento 3.o de Caballería de línea
había contenido, produciéndose un violento combate cuerpo a cuerpo, donde
operaban el mauser, la lanza, la espada y el revólver, hasta caer examine
el propio Chiquito Saravia, herido de tres balazos, una estocada y un hachazo
en el cráneo».
El segundo entre el ejército de la comandancia al Sur del río Negro y
las fuerzas del jefe del Estado Mayor del ejército revolucionario Diego La-
mas, en Tres Arboles. En su parte oficial decía el jefe gubernista que al
alcanzar a los revolucionarios había hecho avanzar al coronel Abreu por la
izquierda y al coronel Plores por la derecha, pero que el enemigo estaba «atrin-
cherado en fuertes posiciones y no había sido posible desalojarlo». Agregaba
que había «experimentado pérdidas de consideración». Un telegrama del Obispo
Isasa, del mismo día de la batalla, anunciaba que a nueve leguas del Paso de
los Toros había como 100 heridos y que faltaban brazos para enterrar, a los
muertos. «Se comenta, agregaba, la humanidad de ambos combatientes con
los heridos». Pocas horas después la Cruz Roja traía al hospital de Caridad.
45 de esos heridos.
El tercero entre el ejército del general Melitón Muñoz, fuerte de 4,00d
hombres, y el ejército de Aparicio Saravia, compuesto de 3,000 hombres, en
Cerros Colorados.
El cuarto entre el ejército del general Villar y el ejército revolucionario
a cargo de Aparicio Saravia y Diego Lamas en Cerros Blancos. Según el parte
oficial del general Villar los revolucionarios habían tenido 170 muertos y
400 heridos y' las fuerzas gubernistas 45 muertos y 106 heridos. La versión
nacionalista atribuía 6,000 hombres al ejército de Villar y 3,000 al de Apa-
ricio Saravia y calculaba las bajas de este último en 68 muertos y 40 heridos.
Después de estos encuentros, que ocurrieron en los meses de marzo, abril
y mayo, sobrevino un período de correrías, que se prolongó hasta el mes de
junio, en que ocurrió otro combate entre el ejército del general Muniz y las
fuerzas revolucionarias del coronel Trías en Aceguá. El general Muniz calcu-
laba sus bajas en 12 muertos y 35 heridos y las del ejército revolucionario
en 150.
Tres observaciones salientes sugería al pueblo el cuadro de esta guerra
civil: la reacción radical contra el degüello de los heridos; la pequenez rela-
tiva de las fuerzas en pugna; el despilfarro administrativo.
Los adversarios heridos eran solícitamente atendidos en uno y otro
campo, revelándose con ello que habían desaparecido los odios salvajes de
GOBIERKO DK IDIARTE BORDA 15

las anteriores contiendas. La crónica de la época sólo exceptúa de esa co-


rriente humanitaria al comandante gubernista Ciríaco Sosa. Pero la excep-
ción era tan formidable, que la prensa oficial se creyó obligada a exigir que
el comandante Sosa acusara a los que le habían imputado el degüello de
prisioneros.
En cuanto al número de los revolucionarios bastará recordar que la
revolución del año 1870 congregó, en torno del general Timoteo Aparicio, al-
rededor de 14,000 soldados, dentro de una población general de 400,000 ha-
bitantes, mientras que la revolución de Aparicio Saravia sólo alcanzó a
reunir la tercera parte de ese ejército, a pesar de haberse duplicado la po-
blación del país. Es que una fracción considerable del Partido Blanco, estaba
con su caudillo el general Muniz del lado del Gobierno, y otra, en que
actuaban caudillos tan prestigiosos como los coroneles Pampillón y Saura,
permanecía al margen de los sucesos, y sus dirigentes hasta se dejaban arres-
tar por la policía, resueltos a no embarcarse en la contienda.
El despilfarro administrativo, eí enoritfe des^i.}|a.r.fρ ,;4e los,. .d^n&[Link] pú-
blicos *ä'\i'&T',ïïa6à'''pfet^ traducirse en la frase «puntadal
falta» con que el jefe de la proveeduría apuraba a las costureras para quel
trabajaran de cualquier modo, aunque dejando sin coser los ponchos y ves-I
tuarios, porque lo esencial era percibir cuanto antes las estupendas ganancias'
del negocio.

liases de pacificación. Al inaugurarse las sesiones oi'dinni'ias de 1897.

Puede decirse que los trabajos de pacificación empezaron antes de la


'segunda campaña de Aparicio Saravia, pero cuando ya era inminente la ini-
ciación de esa campaña. «El Siglo» había señalado una base: la convocatoria del
país a nuevos comicios. Dos diputados nacionalistas, el doctor Evaristo Ci-
ganda y el agrimensor don Francisco J. Ros, se encargaron de formularla
el mismo día en que se reunía por primera vez la legislatura emanada de los
comicios de noviembre de 189 6, <los comicios del estado de sitio», como los
denominaba la prensa, por haberse practicado cuando ya el país estaba mi-
litarizado a consecuencia de la primera campaña de Aparicio Saravia.
Refiriéndose el doctor Ciganda a la convocatoria del país a nuevos co-
micios y a la renuncia del Presidente de la República, dos fórmulas muy
corrientes en esos momentos de grandes angustias, dijo acerca de lo primero:
«S-i los acontecimientos nos pusieran en el caso de optar entre la per-
manencia del Cuerpo Legislativo y el bienestar del p a í s . . . yo sería el pri-
mero que daría el ejemplo y exhortaría a senadores, diputados y' suplentes
respectivos a presentar renuncia colectiva, probando al país que ese sería el
menor de los sacrificios que podría hacerse en homenaje a la restauración
política.»
Y agregó, refiriéndose al señor Idiarte Borda:
«Tome altura, ensanche su horizonte sensible, tenga la clara visión de
la paz, desarme el espectro ensangrentado de la guerra entre hermanos, piense
que el poderío pasa como un ensueño y que la responsabilidad moral queda
y se trasmite: obedezca los consejos de sus amigos: transe o dimita. Pero
si se muestra rebelde a todos estos propósitos de salvación personal y de
salvación pública, cuando los acontecimientos hayan creado otro doctor Pi-
zarro (referencia al senador argentino, que pidió y obtuvo su dimisión al
Presidente Juárez Celman a raíz de la revolución del P a r q u e en 1890), que
reclame desde el Congreso como medida salvadora de la salud pública su
dimisión, entonces que no pretenda asirse al apostrofe de traidores, porque
esta palabra no tiene sentido para un ciudadano que habiendo tenido en sus
manos el insigne p o d e r . d e salvar la suerte del país, ha preferido entregarlo
16 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

a los azotes de la miseria, a las a m a r g u r a s de la desesperación y a los ho-


rrores de la g u e r r a civil.»
El señor Ros leyó la nota de renuncia de su banca, escrita de tiempo atrás
y que presentaría el día en que se produjera el alzamiento de Saravia.
Luego de trazar en ella el cuadro pavoroso de la guerra civil, decía que
el Cuerpo Legislativo era el llamado a promover la salvación del país, rea-
lizando un acto desinteresado y patriótico, dictando una ley que anulara los
registros cívicos existentes y abriera otros nuevos en el mes de noviem-
bre, en cuya fecha renunciarían todos los legisladores que no resultaran con-
firmados en sus bancas por la voluntad popular.
La Asamblea escuchó en silencio ambos discursos. ; Nadie replicó a los
oradores, a pesar de que todos estaban obligados moralmente a decir algo
de sus diplomas y algo del Presidente que los había expedido en ausencia
del pueblo elector!

Trabajos ele paz.

En mayo de 1897, después de los primeros combates, volvieron a rea-


nudarse los trabajos de pacificación. Varios ciudadanos se reunieron con ese
objeto, y algunos legisladores hablaron de fórmulas basadas en la reforma
electoral y en el restablecimiento de la libertad de la prensa. Esos trabajos
encontraron repercusión simpática en Montevideo, y entre los numerosos orien-
tales radicados en Buenos Aires. Hasta el Senado argentino dirigió una mi-
nuta de comunicación al Presidente Uriburu, haciéndole saber la satisfac-
ción que experimentaría ese Cuerpo si el Poder Ejecutivo interpusiera sus
buenos oficios a fin de que la guerra civil del país hermano llegara a una
solución pacífica y digna.
Pero recién en el mes de julio, terminado el primer ciclo de combates y
d u r a n t e el paréntesis en que ambos ejércitos se aprestaban para concurrir
de nuevo a los campos de batalla, se intensificaron los trabajos. La Comisión
Permanente pidió informes al Ministro de Gobierno acerca del estado de las
gestiones de paz y entonces se supo lo siguiente:
Que el doctor Aureliano Rodríguez Larreta, emigrado en Buenos Aires,
había pedido a don Manuel Lesa que le gestionara un salvo conducto, para
trasladarse en misión de paz al campamento revolucionario; que el Presi-
dente de la República había acordado esa autorización; que los trabajos de
paz debían realizarse sobre la base del reconocimiento y acatamiento de los
poderes constitucionales; que el doctor Rodríguez Larreta y' el agrimensor
don Luis Machado habían salido en el acto con rumbo al campamento revo-
lucionario, gestionando y obteniendo del Presidente Idiarte Borda una sus-
pensión de hostilidades, mientras se tramitaban las fórmulas de paz; que los
comisionados habían propuesto a los jefes del ejército revolucionario las si-
guientes bases de pacificación: seis jefaturas políticas, con ciudadanos sur-
gidos de las filas del partido en armas, elegidos mediante un acuerdo con-
fidencial; compromiso de los miembros del Cuerpo Legislativo de llevar a la
Presidencia de la República, el 1.» de marzo de 1898, al doctor José Pedro
Ramírez o a don Tomás Gomensoro o a don Jacobo A. Várela; sanción de
una ley de amnistía; reposición en sus grados de todos los militares dados
de baja; entrega de un auxilio de $ 200,000 a los revolucionarios; reforma
de la ley electoral, como medio de que todos los orientales quedaran garan-
tidos en el goce del sufragio. Agregó el Ministro de Gobierno que los jefes
del ejército revolucionario exigían la elección del doctor José Pedro Ramírez
para Presidente de la República y el nombramiento de 8 jefes políticos de
acuerdo con el Directorio del Partido en armas y que el Presidente había
rechazado las bases.
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 17

Un fuerte grupo de legisladores empezó a colaborar entonces en los


trabajos de pacificación. La Asamblea se componía de 88 senadores y diputa-
dos. La fracción pacifista contaba con 46 de esos legisladores embarcados en
un plan que propendía a liberalizar el régimen de la prensa amordazada
por el Poder Ejecutivo; a conceder a los revolucionarios una ley de amnis-
tía y auxilios pecunarios para que pudieran regresar a sus hogares; a rea-
lizar trabajos de propaganda a favor de la concesión de algunas jefaturas
a ciudadanos del Partido Blanco: a reformar la legislación electoral y a plan-
tear con anticipación el problema de la Presidencia de la República, que de-
bía solucionarse el 1.° de marzo de 1898.
Ese mismo grupo publicó un manifiesto en que formulaba dos de sus
compromisos: el relativo a la reforma electoral y el relativo a la elección
presidencial.
Con respecto al primero ofrecía votar «una ley de elecciones tan liberal
y completa como lo requerían nuestros progresos políticos y las aspiraciones
del país».
«Ese problema, decía refiriéndose al segundo, dejará de serlo en cuanto
las corrientes de la opinión, libremente desarrolladas a favor de la tranquilidad,
el bienestar y los esfuerzos de todos, constituyan el factor más eficiente de
acuerdo para los e l e c t o r e s . . . Cuanto más pronto venga la paz, mayor será
el plazo disponible para que la opinión pública y los miembros del Cuerpo
Legislativo uniformen su criterio en la designación de un candidato que sa-
tisfaga las aspiraciones nacionales.»
A principios de agosto llegaron de Buenos A:ires en misión de paz los
doctores J u a n José de Herrera y Juan Angel Golfarini. «El Siglo» lanzó la
idea de un gran acto popular encaminado a precipitar los trabajos de paci-
ficación. Y la Cámara Nacional de Comercio, auxiliada por la Asociación Ru-
ral, los estudiantes de la Universidad y varios centros comerciales, consiguió
dar forma práctica a esa idea, organizándose así una columna de más de 30,000
personas, que recorrió las calles de Montevideo en forma impresionante. El
héroe de ese día fué el doctor Juan Carlos Blanco, a quien un numerosísimo
grupo de ciudadanos rodeó y aclamó como candidato a la Presidencia de la
República.
La mayoría parlamentaria, que colaboraba en los trabajos de pacificación,
publicó entonces 'otro manifiesto en el que ratificaba y ampliaba sus decla-
raciones anteriores en los términos que subsiguen:
«Al mostrarnos propicios a la idea de la pacificación, no ha podido ocul-
társenos que ella era impracticable sin concesiones recíprocas. Para hacer
efectiva una coparticipación razonable de los revolucionarios en los destinos
públicos, se imponía acceder al nombramiento de autoridades de su filiación
política en algunos departamentos, y el Poder Ejecutivo al consentirlo y ellos
al proceder a dicha conformidad, concluirían por colocarse en un término me-
dio razonable prudencial, entre el triunfo completo de unos y' la derrota ab-
soluta de otros, resolviéndose la contienda por los principios reguladores de
la equidad en materia de política interna. . . Estando en semejante situación
de ánimo, se comprenderá que la sanción de una amplia ley de amnistía para
los delitos políticos, la reposición en sus antiguos grados a los que los hu-
biesen perdido por incorporarse a las filas revolucionarias, la expedición de
cédulas a las viudas y huérfanos de los que hubieren muerto en aquella con-
dición y' la entrega de una suma para resarcir quebrantos revolucionarios, son
cláusulas que tienen nuestra adhesión anticipada. Se ha hablado también
de promover la sanción de una ley de elecciones tan liberal y completa como
lo requieren nuestros progresos políticos y las aspiraciones del país. Diremos
al respecto que ese compromiso y'a lo hemos contraído anticipadamente de
propia voluntad, como un acto que nos imponen nuestros deberes de legisla-
dores. Más por eso mismo no vacilamos en renovarlo, convencidos de que él
•18 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

constituye una de las bases más firmes de la pacificación de la República y


fija rumbos ciertos a la tarea patriótica del porvenir.»
El ejército revolucionario estaba en esos momentos acampado en Aceguá
y allí obtuvieron los doctores H e r r e r a y Golfarini una propuesta de paz, en
la que se establecía la proclamación de la candidatura presidencial del doc-
tor José Pedro Ramírez, dos ministerios y seis jefaturas, una ley que asegu-
rase la efectividad del sufragio, la reincorporación de los militares dados de
baja y una indemnización de guerra. Dos de esas condiciones, la proclama-
ción presidencial y los ministerios, fueron más tarde eliminadas.
Al mismo tiempo que los doctores Herrera y Golfarini obtenían esa pro-
puesta en el campamento de Aceguá, llegaba de Buenos Aires otra fórmula
concreta del Comité de Guerra, que establecía la reforma de la legislación
electoral, la creación de la Alta Corte de Justicia, la constitución de un nuevo
Ministerio y' 8 jefaturas a los nacionalistas.
El doctor Carlos Berro, representante del Comité, publicó a la vez una
nota en que decía que el ejército revolucionario" planteaba como base funda-
mental el problema del 1.° de marzo de 1898 y exigía que fuera solucionado
en forma que asegurase un gobierno de moralidad, de justicia y de respeto
a todos los derechos políticos y muy especialmente al sufragio. Agregaba que
el Presidente de la República había, rechazado esa fórmula, ofreciendo en
cambio 4 jefaturas, que los revolucionarios no aceptaban como base aislada.
Ante esa nota del doctor Berro, el Ministro de Gobierno doctor Miguel
Herrera y Obes dio por terminadas las negociaciones de paz.
Tal era el estado de los trabajos de paz el 23 de agosto de 1897, 48
horas antes del asesinato del Presidente Idiarte Borda.
Pero antes de seguir adelante, necesitamos completar el cuadro de la
situación política del país, hablando de los partidos que actuaban en esos
momentos y de la mordaza que pesaba sobre la prensa.

Tentativa p a r a organizar la Unión Cívica.

Desde febrero de 18 9 6 empezó un fuerte movimiento a favor de la concu-


rrencia a los comicios que debían tener lugar a fines de ese año.
Más de 500 jóvenes se reunieron en el Hotel Balneario (actual sede
de la Intendencia de Guerra y de la Facultad de Matemáticas) respondiendo
a una iniciativa de don José G. Busto, para constituir una Unión Cívica sobre
las siguientes bases:
«Respeto a todas las opiniones políticas y' religiosas, y propaganda para
la unión transitoria de todos los ciudadanos, mientras no sea una verdad en
la República el régimen de las instituciones libres, sin pedir a nadie el sacri-
ficio de sus afecciones de partido o de escuela; ejercicio de la acción cívica
en todas sus manifestaciones; propaganda continua a favor de la inscripción
y de la reforma electoral; reivindicación absoluta de la libertad del sufragio y
condenación del fraude que hace imposible la elección de legítimos repre-
sentantes del pueblo; exaltación de principios y de candidaturas que tiendan
a constituir gobiernos honrados,, que respeten las libertades públicas y sean
ejemplos vivos de acatamiento legal y de moralidad administrativa; organi-
zación de clubes seccionales y departamentales; fundación de sociedades de
tiro que contribuyan a desarrollar la educación física y militar de los ciu-
dadanos.» ,
Hubo otra reunión en el teatro Cibils, bajo la presidencia del doctor
Pablo de María. Pero el giro que tomaban los acontecimientos políticos no
era como para infundir confianza en el éxito de los trabajos, y las opiniones
se dividieron.
«La Unión Cívica, decían en su manifiesto los partidarios de la inscrip-
ción, proclama bien alto la ineludible necesidad moral de que los orientales
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 19

dejen de figurar como simples pobladores de la República, y' exhorta a todo?


los que no se sientan preparados para la servidumbre, a tentar un supremo
esfuerzo de opinión que ponga a raya la prepotencia de la oligarquía que se
ha apoderado de todos los puestos de origen popular y amenaza perpetuarse
en ellos, diciéndose depositaría de la voluntad de la Nación, cuando ni si-
quiera tiene la representación legal del partido cuyo nombre invoca y' explota.»
«No es posible, contestaba el manifiesto abstencionista, concurrir seria-
mente a ninguno de los actos del sufragio, mientras subsistan la ley y las
prácticas que entregan la calificación del título de ciudadano a tribunales
creados expresamente para darlo a quien lo usurpa o lo convierte en instru-
mento de servilismo, y' quitarlo a quienes lo han dignificado con sus méritos
y virtudes.»
Con el propósito de buscar nuevas fórmulas, pasaron ambos proyectos a
estudio de una comisión, terminando con ello el patriótico plan a que res-
pondía la Unión Cívica, porque ya no volvieron a reunirse más sus com-
ponentes.

El proceso político repercute en el Parlamento.

Tan grande era el movimiento de protesta contra el Gobierno, aún den-


tro de la Asamblea Legislativa, que el representante por Paysandú don
Eduardo H. Picardo, resolvió abandonar su banca, invocando la carencia de
acción del grupo independiente «contra los desmanes del Poder Ejecutivo. . .
la ocultación de las r e n t a s n a c i o n a l e s . . . los escándalos f i n a n c i e r o s . . . la
política personal que día a día se acentúa ahogando toda iniciativa parla-
mentaria tendiente a conservar los principios institucionales». Y otro diputado
de la misma fracción independiente, don Eduardo Flores, comentando esa
renuncia, agregaba: «Las elecciones se han hecho y se hacen por el Poder
Ejecutivo sin consultar a los partidos. El sufragio entre nosotros, en vez de
ser un derecho, es una corrupción; yo creo que aquí representamos tenden-
cias o voluntades personales tan importantes como se quiera, pero creo que
nosotros, colorados o blancos, los que aquí nos sentamos, no tenemos nin-
guna representación de nuestros partidos políticos. . . Las elecciones pró-
ximas tendrán el mismo carácter, continuará la misma tendencia del extran-
gulamiento del su/ragio, triunfando como siempre los deseos del que manda
y brillando el pueblo por su ausencia».
Las nuevas elecciones de 1897 se estaban preparando en los mismos
moldes de las de 1893. E'l propio señor Idiarte Borda, que al principio de su
Administración había tratado de reaccionar contra la ley que integraba la?
J u n t a s Electorales con funcionarios de su dependencia, se entregó luego de
lleno a las funciones electorales y hasta salió una vez de Montevideo y se
fué a Rivera, para unir a sus parciales a la sombra de una enorme bandera
en que se leía esta leyenda: «Loor al Pisistrato uruguayo».

Se acentúa, el movimiento abstencionista.

Al aproximarse los comicios, tres de los clubes colorados de Montevideo.


presididos por los doctores Joaquín de Salterain, Saturnino A. Camp y José
[Link] Massera, proclamaron la abstención, «evidenciada desde años atrás.
decían, la participación del Poder Administrador en los actos más libérrimos
que la Constitución de la República acuerda. . . reducida y coartada la liber-
tad de sufragio por una serie de prácticas electorales que nos hacen retro-
ceder h a s t a la época más luctuosa de nuestra dolorosa y agitada vida
política...»
Un mes antes de la elección, el directorio del Partido Nacionalista pu-
20 AXA-LES -HISTÓRICOS DEL URUGUAY

blicó un manifiesto en que proclamaba la abstención y a la vez desautori-


zaba los rumores de revolución que ya corrían en esos momentos.
«Contemplamos la sucesión de nuestros gobiernos, decía el directorio en
su manifiesto, en conspiración constante contra las instituciones políticas y,
a pesar de esta situación tan anómala, fuera del Partido Nacional, ninguna
agrupación cívica independiente prosigue sólida organización, ni emprende
trabajos que tengan la altura exigida por el patriotismo ante la subversión
i m p e r a n t e . . . Por más que la política desatentada, provocativa y sediciosa
de la fracción que impera, en su afán de perpetuar la usurpación, pudiera
a r r a s t r a r obligadamente a los partidos populares, en un futuro más o menos
lejano, a reivindicaciones violentas, este directorio, convencido de que inter-
preta fielmente la voluntad de sus correligionarios, considera que no ha
llegado la oportunidad de declararse inadecuado para llenar los deberes de
su c a r g o . . . Desautoriza, en consecuencia, a toda personalidad, centro u
organización que dentro del Partido Nacional pudiera ocasionar movimientos
anárquicos o pretendiera sustraer de la dirección política de este directorio
o parte alguna de su partido, para hacerle adoptar una linea de conducta
aventurada o temeraria.»

Las elecciones de 1896 se realizan en pleno estado de guerra.

Cuando llegó el día de los comicios el país estaba en armas, convulsio-


nado por la primera invasión de Aparicio Saravia.
Dando cuenta de los sucesos, decía el Presidente de la República a la
Comisión Permanente, horas después de la celebración de los comicios:
«El caudillo Aparicio Saravia, al frente de 500 o 600 aventureros como
él, penetra por los departamentos de Tacuarembó y Cerro Largo, dividiendo
sus elementos en varios grupos, atacando diligencias e incendiando y sa-
queando una de las importantes casas de Cerro Largo, entre cuyos escombros
se encontró asesinado un niño de 13 años, hijo del general Justino Muniz.
Así se inició, como tenía que iniciarse y como tendrá que seguir, esa invasión
realmente vandálica, introduciendo el terror en la campaña. Había, pues,
que combatirla fuertemente y someterla cuanto antes a las autoridades del
país, y para ello el Poder Ejecutivo se vio en el caso imprescindible de
reforzar las ρ lirias de loaos los departamentos y de movilizar las milickis de campaña,
que se han puesto en su persecución y bien pronto la someterán a la acción
del Gobierno.»
En su Mensaje de apertura de las sesiones ordinarias del Cuerpo Legis-
lativo, en febrero de 1897, trató el Presidente Miarte Borda de suprimir el
vicio de nulidad absoluta del acto comicial practicado en pleno estado de
guerra.
«La aplicación, decía, de las medidas de seguridad para el pleno resta-
blecimiento del orden, recién vino a limitar en parte los derechos de reunión
el día 3 de diciembre, es decir, algunos días después de haberse verificado en
toda la República las elecciones», sin perjuicio de expresar en otra parte del
mismo Mensaje, que el país «había podido asistir en los últimos días de noviembre
a los criminales atentados que se perpetraban contra la paz pública y el orden
institucional», aunque con el agregado de qne el movimiento había quedado
limitado «a una zona restringida cerca de la frontera terrestre, sin repercusión
en los demás departamentos, pudiendo así celebrarse las elecciones con toda
tranquilidad».
Pero los despachos telegráficos publicados oportunamente por la prensa
no dejaban lugar a dudas acerca del verdadero estado del país al tiempo de
consumarse las elecciones. EJ 26 de noviembre comunicaba el jefe político
de Cerro Largo que el general Muniz había perseguido a los revolucionarios,
GOBIERNO DK I D I A H Ï E BOKDA 21

inflingiéndoles 5 muertos y varios heridos; y el 27, el jefe del 3." de Caba-


llería, coronel Gutiérrez, anunciaba al Presidente que en la pelea del día
anterior, habían tenido los revolucionarios S muertos y 10 heridos.
Adviértase que los comicios se realizaron el 2 9 de noviembre, o sea dos
días después de la expedición del último de esos despachos.
Enumerando las medidas vigentes el día mismo en que se celebrabran
los comicios, decía «El Siglo»:
«Las lineas telegráficas están intervenidas; todas las comisarías de cam-
paña han sido reforzadas; el general Muniz, el coronel Escobar y otros jefes
están ya al frente de sus divisiones de guerra ; los batallones están acuarte-
lados y algunas de sus compañías han salido a campaña; en el Departamento
de Minas se han efectuado varias prisiones; de los vapores que hacen la ca-
rrera a Buenos Aires han sido bajados a tisrra algunos pasajeros; varios jefes
nacionalistas han sido expulsados de Montevideo.»
Las urnas del Departamento de Montevideo sólo recibieron ese día 4,02 5
balotas a favor de la lista oficial de 11 titulares; 54 balotas a favor de una
segunda lista, y 1 balota a favor de otra. En conjunto 4,070 votos, en su
mayoría de soldados y guardias civiles. La inscripción, que había sido extre-
madamente pobre, a causa del movimiento abstencionista del Partido Blanco,
del Partido Constitucional y del Partido Colorado independiente, ascendía a
7.158.
Recuérdese que el censo municipal de 1889 daba 14,470 orientales de
20 años arriba y 8,938 de más de 14 años, que en 1896 se encontraban ya
en situación de votar.
E'ran los comicios más fraudulentos que había presenciado el país, aun-
que sin actos de violencia personal, que ya no se requerían, porque en los
escrutinios era donde se hacían, en caso necesario, todas las manipulaciones.

ha protesta política se intensifica después de los comicios.

Al finalizar el año 18 9 6 el Club Colorado Rivera resolvió hacer un lla-


mado a todos sus correligionarios, ante el aislamiento político en que se
debatía el Gobierno y la inminencia de una segunda y más formidable revo-
lución del Partido'Blanco.
«El Club Colorado Rivera, decía el manifiesto publicado en esa oportu-
nidad, declara que la situación anormalísima porque atraviesa la República,
exige un esfuerzo viril y supremo de los ciudadanos, a objeto de restablecer
en ella el reinado de la libertad, del orden y' de las i n s t i t u c i o n e s . . . Y, en
consecuencia, resuelve que su comisión directiva, asumiendo la representación
que le corresponde, haga un llamado al patriotismo de nuestros correligionarios
(>n todo el país y les exhorte urgentemente a agruparse en una organización
fuerte y disciplinada, en salvaguardia de los grandes principios y tradicio-
nes del Partido y en bien y prosperidad de la patria.»

«Someterse o dimitir».

El año 1S97 se estrenó con dos formidables artículos del doctor Juan
Carlos Blanco, publicados en «El Siglo», bajo el título «Someten«- o üit,iilirt>.
«Los orientales se van de todas partes, decía el doctor Blanco refirién-
dose a la emigración en masa que provocaba la crisis política, parece que su
tierra los rechaza y' que buscar en ella trabajo, protección, derechos cívicos,
fuera intentar un delito, fuera usurpar lo que pertenece a otros que no son
orientales, ni tampoco extranjeros identificados con nuestras afecciones y
nuestros dolores. . . Retornan algunos de ellos con bandera revolucionaria y
es en esos momentos cuando tienen lugar las elecciones, estando los cim'.a-
22 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

danos en la revolución o en los cuarteles». Y luego de trazar el cuadro luc-


tuoso de la administración pública, agregaba:
«En tal estado de cosas, que oprime, que agobia, que lleva la zozobra y
la agitación a todas partes, es de suprema necesidad pacificar, tranquilizar
los espíritus, dar garantía a todos los ciudadanos, elevar la política guber-
nativa a la a l t u r a que señala el patriotismo con medidas salvadoras, radicales,
empezando por la amnistía franca y leal de los revolucionarios y siguiendo
por la convocación a elecciones que nunca pudieron realizarse por el estado
de convulsión y de alarma en que se encontraba el país, y si esto no se hace,
es necesario bajar del mando, dimitir de una vez esa autocracia que al señor
Idiarte Borda puede parecerle, en su delirio terrible, misión divina, pero que
todos contemplan como algo de grotesco y vergonzoso, que aspira a subli-
marse por la s a n g r e . . . ¿No hay remedio que venga de los hombres que están
en el p o d e r ? . . . Pues entonces es necesario reunir fuerzas y llamar a todos
a la vida pública, para constituir una base formidable de opinión que obligue
al gobernante por su inmenso poder moral a cambiar la política, a hacer
prácticas las reivindicaciones cívicas porque claman los ciudadanos y todas
las clases trabajadoras del país.»

Las asambleas del teatro Oibils.


El Club Colorado Rivera, de acuerdo con los términos de su manifiesto,
tomó a raíz de esos artículos, la iniciativa de una reunión pública en el teatro
Cibils, con el propósito de proceder a la organización del Partido. La Policía,
a la que se dio aviso de la convocatoria, prestó su asentimiento con varias
limitaciones: que la asamblea debía concretarse a los trabajos de organización
del Partido y limitarse a ese objeto pacífico y concreto; que la reunión debía
tener lugar exclusivamente en el interior del teatro y t e r m i n a r antes de las
7 de la tarde; que un comisario concurriría a la asamblea para hacer cum-
plir estrictamente lo resuelto.
Después de esa reunión hubo otra en el mismo local, con asistencia de
4,000 ciudadanos, y de ella surgió una prestigiosa comisión directiva, en la
que figuraban don Tomás Gomensoro, el doctor Domingo Mendilharzu, don
José Batlle y Ordóñez, don Jacobo A. Várela, el doctor Juan Campisteguy',
don José Saavedra, don Joaquín C. Márquez, el doctor Saturnino A. Camp, el
doctor Joaquín de Salterain y el doctor Carlos Travieso.
E n t r e los oradores de esas reuniones se destacaron los señores J u a n
Carlos Blanco, José Batlle y Ordóñez, Domingo Mendilharzu y Eduardo Flores.
«Todo ha sido conculcado y avasallado en los últimos tiempos, decía
el doctor J u a n Carlos Blanco. La obra demoledora ha venido de los gobier-
nos y el país reclama ahora que la obra de reconstrucción, de paz, de libertad,
se emprenda por los hombres abnegados de este partido y' sea secundada por
todos los ciudadanos que amen las instituciones y pugnen realmente por su
t r i u n f o . . . El Club Rivera puede volver tranquilamente a sus ardorosas se-
siones, que deja su iniciativa en las grandes alturas, allí donde aparece la
cabeza venerable de don Tomás Gomensoro, de aquél que hizo la paz de abril
y que pudo reconciliar a todos los orientales consumando la obra del 72. Nunca,
señores, m á s necesaria que en las circunstancias actuales, la reconciliación
y la paz, porque todos las demandan, porque las exigencias públicas no dan
espera, porque en la h o r a que transcurre no hay gobierno que responda a
su misión y el país se encuentra librado al acaso, sin dirección patriótica
inteligente y sin acción salvadora que venga de los gobernantes.» ,
«No puede hacerse mejor elogio de la elevada tendencia y propósitos de
una comunidad política, agregó el doctor Domingo Mendilharzu, que esa acti-
tud 'de sus hombres de guerra, que renuncian a las perspectivas que les ofre-
cen los campos de batalla en una lucha con sus adversarios tradicionales, por
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 23

los triunfos incruentos y' pacíficos de la democracia. . . En 1851 declaramos


que no había vencidos ni vencedores. . . Más tarde, cuando reaparecieron impla-
cables las discordias civiles, otro virtuoso varón renovó el olvidado pacto de
fraternidad. La Providencia en sus altos designios ha prolongado sus días a ese
venerable ciudadano, numen tutelar de esta asamblea, para que asistiera a esta
hermosa reacción cívica y presenciara las claridades de esta aurora que alegra
el corazón.»
«Hay que reorganizar aceleradamente al Partido Colorado, expresó el se-
ñor José Batlle y Ordóñez; hay que devolverle su prestigio, hay que restable-
cer su influencia en el Poder; hay que reorganizar sus ejércitos y hay que
restaurar el prestigio que ejercían sus caudillos sobre nuestras milicias ciuda-
danas. Hecho esto y cuando nuestra actitud no pueda ser atribuida a cobardía
ni a debilidad, hay que invitar a nuestros viejos enemigos a deponer las
armas, a compartir con nosotros los beneficios de la paz, a dirimir la ya secular
contienda en el terreno de las leyes, alrededor de las urnas, y a entrar así.
bajo la égida del Partido Colorado, en una era de verdad institucional, de
fecunda libertad, de orden y de sólido e ilustrado progreso.»

En honor de don Tomás Gomensoro.

La nueva comisión directiva del Partido Colorado promovió en seguida


la organización de una procesión cívica en honor del ex Presidente de la Re-
pública don Tomás Gomensoro, «con el propósito, decía la invitación al público,
de demostrar los sentimientos de paz y de anhelo por nuestras instituciones
que experimenta todo el país, formando parte de ese mismo acto el desfile
de la concurrencia por el frente de la casa de don Tomás Gomensoro en ho-
menaje a los méritos de ese »iudadano cuya personalidad condensa las aspi-
raciones públicas».
Un grupo de ciudadanos de todos los partidos, adhirió al homenuje y pu-
blicó un manifiesto en ese sentido. También adhirió en forma entusiasta la
juventud universitaria.
Pero el Presidente Idiarte Borda, que se daba cuenta del vacío en que
quedaba, dictó un decreto prohibiendo' el mitin. «La actitud asumida por el
club político que promueve este mitin, decía el Ministro de Gobierno, doctor
Miguel H e r r e r a y Obes, es evidentemente subversiva, según resulta de todos
ios discursos pronunciados por los miembros de su comisión directiva en la
última reunión pública celebrada en el teatro Cibils; y en cuyos discursos,
recibidos con estruendosas aclamaciones y asentimiento, se proclamó el derro-
camiento de los poderes constituidos y se incitó al ejército nacional a que.
desconociendo la autoridad del Gobierno, se lanzara a un motín militar».
La comisión directiva del Partido Colorado publicó entonces un mani-
fiesto en que invitaba al pueblo de Montevideo a desfilar, en forma individua!
y silenciosa, por la casa - habitación de don Tomás Gomensoro y al comercio
a entornar sus puertas.
Llegado el día señalado para el homenaje, se realizó el desfile, un desfile
interminable por el número de los manifestantes, y a su vez el comercio en-
tero^ cerró o entornó las puertas para que sus dependientes concurrieran a la
demostración.
La segunda revolución de Aparicio Saravia, que tuvo lugar a raíz de la-
reuniones políticas de que acabamos de hablar, aproximó a la Casa de Go-
bierno a varios de los ciudadanos que se habían distanciado de ella, como
los generales Máximo Tajes y Luis Eduardo Pérez, a título de unificación
colorada frente al movimiento blanco. Pero la may'oría de los que habían
• concurrido a esas reuniones, continuaron en su campo, lejos del Gobierno
que repudiaban, a u n q u e aprovechando todas las oportunidades para colabo-
rar en los trabajos de paz.
24 AÑALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Reglamentación del derecho de reunión.

La prohibición del homenaje a don Tomás Gomensoro, dio lugar a que


el doctor Carlos María Ramírez presentara a la Cámara de Senadores, de
que formaba parte, un proyecto de ley reglamentario del derecho de reunión.
Toda reunión de sociedades científicas, industriales o gremiales en lo-
cales cerrados, decía el proyecto, es absolutamente libre, a condición de
que sea suscrita por la respectiva autoridad social. De igual libertad goza-
rán los clubes políticos, dentro de sus propios locales. P a r a la celebración
de reuniones fuera de la sede social, pero en locales cerrados, es indispen-
sable el aviso previo a -la Policía. Para la celebración de reuniones en locales
abiertos o procesiones cívicas, se requiere el permiso previo de la Policía.
La autoridad policial otorgará sin demora ese permiso, si la reunión o ma-
nifestación es de día, y lo acordará o negará si es de noche.
Véase la forma en que quedó sancionado a mediados del mismo año:
«Λ) Toda reunión de sociedades, de día o de noche, en locales cerrados,
es absolutamente libre, aunque la invitación se extienda al público, siem-
pre que ella sea suscrita por la respectiva autoridad social. De igual liber-
tad gozarán los clubes políticos en las reuniones de eus afiliados.
«B) Fuera de esos casos, se requerirá aviso previo a la autoridad poli-
cial con indicación de sitio y objeto.
«C) Para las reuniones en locales abiertos o en sitios de uso público
o para procesiones cívicas y cortejos populares en calles o caminos, se re-
querirá aviso previo 'a la autoridad policial, con determinación precisa del
objeto de la reunión y de su itinerario. La autoridad policial adoptará las
precauciones necesarias y jamás consentirá que dos o más actos se celebren
el mismo día y a la misma hora.
«])) Si esos mismos actos tuvieren que celebrarse de noche, deberá
pedirse permiso y' la autoridad policial podrá acordarlo o negarlo.
«Para las reuniones B) y C), se requerirá que el aviso en el primer caso
y la solicitud en el segundo, sean firmados por tres vecinos de la localidad
con indicación de domicilio, quienes serán responsables de las infracciones
que se cometan contra la ley.
«El Poder Ejecutivo queda facultado para suspender el régimen de esta
ley en las localidades donde se haya desarrollado una epidemia y también en
los casos del artículo 81 de la Constitución.»

La libertad de imprenta d u r a n t e la Administración Miarte Borda. La primera


mordaza.

Al estallar la primera revolución de Aparicio Saravia, aplicó el Gobierno


una fuerte mordaza a la prensa.
«Diríjase circular, decía en su decreto de 1.° de diciembre de 1896.
a las jefaturas políticas, para que en ei día prevengan a los propietarios,
administradores de imprenta y editores de hojas periódicas, que desde la fe-
cha y hasta nueva disposición, deben abstenerce en absoluto de comentar la
situación política actual y de publicar de cualquier modo noticias que sobre
el movimiento de fuerzas armadas provengan de informaciones particulares,
debiendo atenerse únicamente a las publicaciones oficiales que hará la au-
toridad por medio de un boletín e s p e c i a l . . . Queda igualmente prohibido
a la prensa todo ataque personal o político a las personas que componen los
poderes públicos de la Nación. . . A los que infrinjan esta disposición se les
aplicará como pena la suspensión del diario y' la clausura del establecimiento
tipográfico donde se haya editado, mientras duren las causas que han moti-
vado las medidas extraordinarias del Poder Ejecutivo.»
GOBIERNO DE IDIAKTE BOKDA 25

Este decreto permaneció en vigencia hasta la disolución de las fuerzas


revolucionarias, a fines del mismo mes de diciembre, y sirvió de base para
suspender la publicación de «El Nacional» y de «La Tribuna Popular», cuyas
imprentas fueron clausuradas «de la manera más regular y correcta», decía e!
Gobierno en su Mensaje a la Asamblea.
«El Siglo» invocó contra ese decreto la ley de 18 73, según la cual las
facultades extraordinarias del Poder Ejecutivo autorizadas por el artículo 81
de la Constitución, están limitadas por los artículos S3, 136 y 143, que esta-
blecen respectivamente que el Presidente de la República no puede privar a
individuo alguno de su libertad personal y en el caso de exigirlo así urgente-
mente el interés público, se limitará al simple arresto de la persona, con
obligación de ponerla en el perentorio término de 2 4 horas a disposición de
juez competente; que nadie puede ser penado ni confinado, sin forma de
proceso y sentencia legal; que la seguridad individual no puede suspenderse
sino con anuencia de la Asamblea General o de la Comisión P e r m a n e n t e y' en
caso extraordinario de traición o conspiración contra la patria, y entonces
solamente para la aprehensión de los delincuentes.
E'n la sala de redacción del mismo diario hubo una reunión de periodis-
tas a la que también fueron invitados los doctores José Pedro Ramírez.
Juan Carlos Blanco, Gonzalo Ramírez, Angel Floro Costa, Domingo Men-
dilharzu, Carlos María de Pena, Luis Melián Lafinur, José Pedro Massera
y Blas Vidal (hijo) y, como resultado del largo cambio de ideas que tuvo
lugar, se dirigió a la Comisión P e r m a n e n t e una nota que concretaba así las
conclusiones a que se había arribado:
«Miembros distinguidos del foro nacional opinan que el decreto del Po-
der Ejecutivo es inconstitucional, dado su origen, pues las medidas prontas
de seguridad están limitadas expresamente por el texto de la Constitución
y por la ley interpretativa de 1873 y porque no está en las facultades del
Poder Ejecutivo en ningún caso el crear delitos e imponer penas.» Pero,
prescindiendo de ese punto constitucional, reclamamos contra «las imposi-
ciones arbitrarias del Poder Ejecutivo en cuanto revelan el propósito de
convertir en sistema general y' permanente un recurso transitorio de auto-
ridad empleado contra la prensa al producirse la revolución que encabezó
Aparicio Saravia. Mantener esa medida prohibitiva cuando, según declaración
oficial, han desaparecido las causas que servían al Poder Ejecutivo para de-
cretarlas, es declarar la suspensión indefinida de la libertad de imprenta . . .
La prensa que conope sus derechos, no puede prescindir de los deberes de su
misión. No lamenta, sin embargo, la lesión violenta e injustificada de sus
intereses. Señala con dolor estos retrocesos políticos y morales, porque ellos
hieren, ante todo, los más altos intereses del país. . . La dignidad, la cultura,
la civilización de nuestra patria quedan así comprometidas, desde que en la
dirección de los destinos públicos asoma todavía persistentemente la ten-
dencia tiránica y el espíritu estrecho de otras épocas».
Al pie de esta nota estaban las siguientes firmas: por «El Siglo», Eduardo
Acevedo y Miguel Alvarez SusvieLi; por «La Razón», Carlos María Ramírez
y Carlos Búrmester; por «La Constitución», Alfredo E. Castellanos; por «La
España». Federico Escalada; por «El Día», José Batlle y Ordóñez, Antonio
Bachini y Arturo Brizuela; por «La Tribuna Popular», Arturo Jiménez Pastor
y José A. Lapido; por «El Telégrafo Marítimo», Juan 3. Buela: por «L'Union
Française», Borón Dubard; por L'Italia», F. Odizini Sagra; por «Montevideo
Times», J. M. Dentone.

La segunda mordaza.

Al producirse el segundo levantamiento de Aparicio Saravia dictó el Go-


bierno un niievo decreto restrictivo de la libertad de imprenta, que permaneció
26 ANALES HISTÓRICOS DEL t'KUGUAV

en vigencia d u r a n t e .cerca de cinco meses, desde el 3 de marzo hasta el 2i


de julio de 1897.
Los diarios, decía el decreto, deben «abstenerse en absoluto de comentar la
situación política actual y' de publicar de cualquier modo noticias que sobre
el movimiento de fuerzas armadas provengan de informaciones particulares,
debiendo atenerse únicamente a las publicaciones oficiales que h a r á la auto-
ridad por medio de un boletín e s p e c i a l . . . Queda igualmente prohibido a la
prensa todo ataque personal o político a las personas que componen los po-
deres públicos de la N a c i ó n . . . A los infractores se les aplicará como pena
la suspensión del diario y la clausura del establecimiento tipográfico por
donde se haya editado, mientras duren las causas que han motivado las
medidas extraordinarias».
Acababa de adquirir la administración de «El Siglo» un fonógrafo, el
primer aparato de ese género que ponía en venta el comercio de Montevideo,
y en el acto empezó a funcionar en la sala de la redacción, p a r a dar a cono-
cer a los suscriptores del diario las noticias militares que el decreto impedía
publicar. Fueron tranquilas, a u n q u e muy llamativas, las primeras audiciones,
hasta que una tarde se presentó un grupo de marcianos (designación que<
seguía utilizando la prensa desde los fraudes electorales de 1893) que des-
cargaron sus revólveres sobre el aparato, en la creencia de que la voz ema-
naba directamente de una persona que estaba debajo de la mesa.
La administración del diario adquirió un segundo aparato, y las audi-
ciones se reanudaron, hasta que un comisario de policía que invocaba órde-
nes gubernativas terminantes ordenó su absoluta suspensión.
La publicación de «El Día» sufrió un pequeño paréntisis d u r a n t e este
período, por infracción del decreto restrictivo de la libertad de imprenta.

La Asamblea contra la mordaza.

A mediados del mes de julio presentó don Francisco Bauza a la Cámara


de Senadores, de que formaba parte, un proyecto de ley' por el cual se esta-
blecía que la libertad de imprenta podía ser limitada en los casos de con-
moción interior o de ataque exterior; que esa limitación nunca podría ser
absoluta; que ella duraría 90 días como máximo y' se referiría solamente a
las noticias de guerra y a la apreciación de los actos militares de los funcio-
narios públicos; que el fiscal acusaría a los diarios que imputaran al Presi-
dente y a los Ministros los delitos especificados en el artículo 26 de la Cons-
titución.
El Senado invitó al Ministerio a concurrir a los debates. Pero el Presi-
dente Idiarte Borda se negó a ello; «Tratándose de un asunto grave y trascen-
dental, decía en su Mensaje, que requiere especial meditación y estudio de
la situación extraordinaria y excepcional porque pasa el país y no habiendo
podido tampoco el Presidente de la República celebrar acuerdo general de
Ministros para tomarlo en consideración, por hallarse algunos de ellos au-
sentes de la capital, el Poder Ejecutivo se ve en la necesidad de excusar su
inasistencia a la discusión del proyecto referido, dejando su resolución librada
al alto criterio y al patriotismo del Honorable Senado».
No. por eso quedó estancado el proyecto. Todo el mundo estaba de acuerdo
en que no podía ni debía prolongarse por más tiempo un decreto que suprimía
en absoluto la libertad de imprenta y que ya contaba con cuatro y medio
meses de vigencia. Y en ambas Cámaras quedó rápidamente sancionado.
El Gobierno, no dándose por vencido, lo devolvió con observaciones,
a título de que las facultades extraordinarias que el artículo 81 confería
al Presidente eran «ilegislables»; pero a la vez dictó un decreto por el cual,
invocando el anhelo de la Asamblea, limitaba el régimen restrictivo a las,
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 27

noticias y operaciones de la g u e r r a y a la apreciación, de lös actos militares


de los funcionarios públicos que intervinieron en ella.
La Comisión P e r m a n e n t e , en vista de que el decreto devolvía a la
prensa su libertad, resolvió aplazar la consideración del veto hasta el pe-
riodo d e las sesiones extraordinarias. El resultado que la Asamblea procu-
raba por medio de la ley, se había conseguido efectivamente por medio de
un decreto y no había para qué prolongar los debates.

L a paz a todo trance.

La primera palabra de la prensa al recuperar su libertad, fué en favor


de la paz.
Pudo temerse al principio de la guerra, decía «El Siglo», que resur-
gieran los viejos odios partidistas. Pero los temores fueron de corta dura-
ción, porque «el colectivismo» buscó y obtuvo el apoyo de u n a fracción im-
p o r t a n t s del Partido Blanco, triunfando con ella en Arbolito. Saravia, a su
turno, proclamó en su manifiesto la disolución de los viejos partidos y la
necesidad de formar otro nuevo, ;y el mismo Comité de Guerra que había
dedicado varios capítulos del manifiesto a instaurar proceso al Partido Colo-
rado, concluyó por expresar, en una nota al general en jefe del ejército, que
la lucha no se había iniciado contra los colorados, sino contra la pequeña
oligarquía que usurpaba la representación de ese Partido.

El asesinato del Presidente d e la República.

La situación política del señor Idiarte Borda se había ido complicando,


como se ve, bajo la presión del rechazo de las fórmulas de paz, del escán-
dalo de los comicios, l e ^ a j n j ^ a ä ^ ^
d'6T",,a,e8.pïlÎà"rT(?*aQministrativo y del movimiento de oposición de todos los
partidos. ,
,pw
**2r 1 ráíz de los sangrientos combates dé Arbolito y Tres Arboles, el joven
J^uan Antonio Raveca abocó su^revólver al cuello del señor Idiarte Borda,
en^ome'Sôs J iin' e i : q1ïe' éste descéndía^aei'* carruaje y 'entraba a su c a s a - h a b i -
tación d e la calle 18 de Julio, sin lograr herirlo, porque el arma no podía
hacer fuego por defectos de preparación y dio tiempo al coronel J u a n Turenne, ]
edecán del Presidente, para precipitarse sobre el agresor y desarmarlo.
Explicando su actitud, dijo el agresor ante el Juzgado «que quería m a t a r
al Presidente, porque no hacía la felicidad del país, ni conseguía la paz, ni
gobernaba con los dos partidos».
Ravecca estaba matriculado en el aula de Geografía General de la Uni- •<
versidad. Al tomarse la lista y' pronunciarse su nombre hubo aplausos, sin *
que el catedrático, don Faustino Sayagués Lasso, asumiera alguna actitud, ¡
E l Presidente de la República se apresuró a destituir al profesor.
Cuatro meses después, el 25 de agosto, a raíz del rechazo de la última
fórmula de paz, otro joven, Avelino Arredondo, que presenciaba el desfile
d e la comitiva presidencial que había concurrido al tedeum de la Catedral
y se dirigía a pie hacia la Casa de Gobierno, se abría camino a través de
l a fila de soldados escalonados en la calle Sarandí, frente a la plaza Cons-
titución, y avanzando sobre el Presidente, lo ultimaba con un tiro de revólver.
En su declaración ante el Juzgado del Crimen, dijo Arredondo que su
plan databa de cinco a seis meses a t r á s y que se había ido alejando de todos
sus amigos, para no comprometer a ninguno de ellos. Más adelante, des-
pués :φ& cumplida su condena, manifestó en un reportaje, que no había te-
nido cdmplices; que a nadie había comunicado sus planes; que no había leído
los diarios del día del atentado; que su plan tenía una semana de incuba-
ción; que le paréela una injusticia la desgracia que pesaba sobre el país, a
28 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

causa de la guerra, y que fué así que se resolvió a matar al causante de


esa guerra; y' que desde el principio resolvió herir de frente, como lo hizo,
sin t r a t a r de escaparse, porque estaba resuelto a morir.
J u a n Antonio Ravecca, que era menor de edad en el momento de la
agresión, fué condenado a tres años de Penitenciaría. El Tribunal hizo cons-
tar en su sentencia «que el encausado se encontraba en un estado patológico
próximo al desequilibrio de sus facultades mentales, influyendo también en
su ánimo los sucesos que por ese entonces se desarrollaban en el país a in-
ducirlo a realizar el delito que se le i m p u t a b a . . . Hacía constar a la vez la
sentencia «que el revólver de que se habla valido Ravecca no se encontraba
en estado de hacer fuego por tener puesta la vaqueta».
Más llena de alternativas fué la causa seguida a Arredondo.
El veredicto de primera instancia establecía que el agresor había dispa-
rado un tiro de revólver contra el Presidente y lo había muerto, aunque se
se ignoraba el órgano lesionado (uno de los jurados insistió en que no es-
taba probado que la bala hubiera producido la m u e r t e ) ; y que había proce-
dido con obsecación y arrebato, dados los excepcionales momentos porque
atravesaba el país. El Fiscal había pedido 19 años de Penitenciaría. Pero el
Juez del Crimen redujo la pena a 13 años.
El veredicto de segunda instancia estableció que no estaba probado que
el tiro hubiera producido la muerte de Idiarte Borda; que Arredondo había
procedido estimulado por el patriotismo y el deseo de prestar un servicio a
la patria; que había obedecido a sugestiones populares y a la prensa diaria
que señalaba al primer mandatario como dilapidador de las rentas públicas,
como conculcador de las leyes y' como causante de la guerra civil que en-
tonces flagelaba al país. La sentencia del tribunal de acuerdo con ese vere-
dicto, absolvía de culpa y pena al procesado.
El jurado de tercera instancia reprodujo las declaraciones del veredicto
anterior. Pero esta vez el Tribunal, en vez de aceptar el veredicto como base
de su sentencia, empezó por declarar que no era dable a los jurados sacar
consecuencias jurídicas de los hechos y menos fijar causas justificadas o ate-
nuantes del delito; que aunque era cierto que no estaba probado que la bala
hubiera producido la m u e r t e del señor Idiarte Borda, Arredondo tenía que
ser penado con 8 a 10 años de Penitenciaría como autor de atentado contra
la vida del Presidente del la República. Concluía la sentencia, imponiendo al
procesado 5 años de Penitenciaría.
No se había practicado la autopsia y de ahí emanaban las declaracio-
nes contradictorias de los veredictos. El médico de policía doctor Grolero.
que examinó el cadáver a raíz del suceso, había declarado en el sumario que
la m u e r t e debió ser instantánea, que la arteria aorta debió ser perforada
en un sitio muy próximo al corazón. Y tal era el único antecedente médico
que existía.
En cuanto a las' sugestiones de la prensa, cabe decir que la mordaza
impuesta por el Gobierno del señor Idiarte Borda acababa de quedar sin
efecto y que los diarios todos parecían haberse puesto de acuerdo para pre-
dicar la necesidad de la paz. Se encontrará, sin duda, en los artículos de
esos días, apreciaciones vehementes inspiradas en altos sentimientos patrió-
ticos. Pero por más que se lea, no se encontrará en ellos una sola línea que
pudiera sugerir a nadie la idea del asesinato político que, como decía «El
Siglo», no por ser político, dejaba de ser crimen.

• *
CAPITULO II

MOVIMIENTO ECONÓMICO

Población. Censos departamentales.


Los jefes de policía, auxiliados por numerosas comisiones populares, le-
vantaron en 1894 y 1895 los censos de casi todos los departamentos del litoral
e interior, y' en vista de sus resultados resolvió el Gobierno en 189 6 el le-
vantamiento del censo general, de acuerdo con la ley de 18 73, por inter-
medio de una comisión que presidiría don Nicolás Granada. Nada se hizo
acerca de esto último, y tenemos que limitarnos entonces a extractar algunas
de las cifras de los censos parciales, aisladamente, y no en forma de cuadro,
por falta de uniformidad en su forma de presentación.
Florida: 30,454 nacionales y 3,441 extranjeros. Menores de 15 años que
asisten a la escuela, 2,106; que no asisten, 13,567. Mayores de 15 años al-
fabetos, 9,476; analfabetos, 8,476.
Soriano: 27,532 nacionales y 5,052 extranjeros. Mayores de 5 años alfa-
betos, 14,358; analfabetos, 13,386.
Canelones: 64,575 habitantes. Número de casas en la parte urbana.
4,273 (de ladrillo 3,594, de piedra 30, de terrón 428, de zinc 221) y en la
parte rural, 14,599 (de ladrillo, 1,492; de piedra, 143; de terrón, 12,422:
de zinc, 542.
Tacuarembó: 26,525 habitantes. Niños que asisten a la escuela, 1,147.
Total de niños de 5 a 15 años, 6,894. Número de casas, 3,282 (de material.
1,177, de terrón, 2,105).
Treinta y Tres: 21,330 habitantes (orientales 19,460). Niños de 5 a
10 años que asisten a la escuela, 1,308; que no asisten, 4,218. Número de
casas, 3,034 (de ladrillo 555, de piedra 168, de terrón 2,261. de madera 50).
770 estancias, 614 puestos de estancia, 496 chacras, explotadas por 1.246
propietarios, 338 arrendatarios, 687 agregados, 138 puesteros, 17 capataces
y 23 encargados. Hectáreas de montes naturales, 21,608.
Rivera: 5,789 habitantes, sobresaliendo los orientales (2,534) y los bra-
sileños (2,586). Niños de 6 a 14 años, 1,464. Concurren a escuelas públicas
592 y a privadas 56. Número de casas 790 (396 de material, 29 de material
y paja, 355 de terrón y 10 de t e j a ) .
Flores: 14,480 habitantes (orientales 13,037). Niños de 5 a 15 años.
4,368. Concurren a la escuela, 1,225; no concurren, 3,143.
Colonia: 36,994 habitantes (orientales 30,623). Niños de 5 a 15 años
que saben leer. 4,437; que no saben, 5,930.
San José: 30,072 habitantes (orientales 28,973). Niños de δ a 15 años
que saben leer, 3,299; que no saben, 6,020. Número de propietarios territo-
riales,· 1,838 ; de arrendatarios, 2,182; de capataces, 101; de agregados, 610.
Minas: 23,460 habitantes (orientales 21,223). Niños de 5 a 15 años que
saben leer, 2,173; que no saben, 5,007. Número de propietarios, 1.744; de
arrendatarios, 928; de encargados, 139; de agregados, 1,050.
Durazno: 27,154 habitantes (orientales 24,154). Niños de 5 a 15 años
que saben leer, 2,930; que no saben, 6,057. Número de propietarios, 1,738;
de arrendatarios, 1,310; de encargados, 153; de agregados, 1,367. Casas de
material, 1,554; de terrón, 2,073.
30 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Movimiento demográfico en toda la República.

El Registro del Estado Civil del período que recorremos arroja las si-
guientes cifras:

AÑOS ,; M a t r i m o n i o b Nacimientos Defunciones

28,486 13,843
4,154 30,403 12,119
. . 4,073 31,001 12,776
. . 'l 2,746 26,922 12,222

Proporción de hijos n a t u r a l e s : 23,02 % en 1894; 24,53 % en 1895;


25,10 % en 1896, y' 22,60 % en 1897.
Véase cuáles eran los principales factores de muerte en este período:

1804 1895 180« 1887


I

Bronco - pneumonía 333 305 433 349


Cáncer 340 341 411 400
Difteria 228 175 275 144
'íastroenteritis infantil 495 359 467 593
Meningitis simple . 370 412 487 478
Pneumonía . . . . 467 321 384 320
Tifus 572 221 162 311
Tuberculosis 1.2S3 1,161 1,211 1,242

Adviértase que en cada relación anual de diagnósticos figura una gruesa


partida bajo los títulos «Se ignora», «Falta de asistencia médica», «Defectos
del certificado», que comprende 4,221 defunciones en 1894; 3,787 en 1895:
3,786 en 1896; 3,435 en 1897; y que buena p a r t e de esas defunciones co-
rresponde, sin duda alguna, a las ocho enfermedades que hemos enumerado.
Loe menores de 1 año figuran con la cifra de 3,464 en 1894; con la de
3,313 en 1895; con la de 3,587 en 1896; con la de 3,036 en 1897.
Ampliando la edad hasta los 9 años, las defunciones infantiles ascien-
den a 5,836 en 1894; a 5,393 en 1895; a 6,085 en 1896; a 4,964 en 1897.
Son guarismos enormes que, como hemos tenido oportunidad de decirlo
ya, debían preocupar y preocupaban a nuestros médicos, aunque sin alcan-
zarse nunca eficaces resultados, por defectos de organización y de recursos
de la Asistencia Pública.
El índice de la natalidad, o sea el número de nacimientos por cada grupo
d e mil habitantes, era de 40,52 en 1 8 9 1 ; de 38,53 en 1892; de 3,6,61 βη^ΙδθΒ:
de 36,69 en 1894 y de 38,34 en 1895.

La mortalidad en las capitales de ambas márgenes del Plata.

De un euadro del doctor Joaquín de Salterain, acerca del movimiento de


la mortalidad en Montevideo y en Buenos Aires durante los 6 años corridos
d e 189:3 a 1898, extractamos las siguientes cifras:
GOBIERNO DE IDIARTK ΒΟΚΟΛ ;-îi

Ι! MOXTKVTDEO BUENOS AIRES


ANOS ]Γ "
i! P o b l a c i ó i Mortal i dad Proporción Población Mortalidad Proporción

II
1893 . . .|i 200,000 3.169 ' 1 S ,S4 ','• 580,371 13,000 22,39 ';.
] S !» I . . .|¡ 215,000 3.078 14j75 » 603,012 13,702 22,79
1895 . . .| 215,000 2.^3 i3i,¡8 , 677,125 14,947 22,07 v
3
1S96 . . .'! 216,000 ·057 14,15 >-, 762,095 13,04 5 19,16 -.
1S97 . . .il 217,000 2.S96 ÍSi34 » 738,4M 14.21 6 16,SI >..
1S9S . . . ij 218,000 3.007 13.79 •> 20,63 ' · .

Proporción media del quinquenio! 14,21 'U

Las condiciones sanitarias de Montevideo con relación a las de Buenos


Aires en ese período, resaltan bien en la proporción de los porcentajes: 14
defunciones por cada grupo de mil habitantes en Montevideo, contra 20 en
Buenos Aires.

Migración.

El movimiento de pasajeros entre los puertos de la República y los puer-


tos extranjeros, d u r a n t e los cuatro años transcurridos de 1893 a 1896, está
reflejado en las siguientes cifras:

Pasajeros Pasajeros Saldos


AÑOS entrados salidos favorables
l)

1 7 1,462 67,911 3,554


71,304 61,338 9,966
1S95 . 55,418 50,180 5,238
S 0,1 84 74.19.1 5,941

Limitándonos al Puerto de Montevideo, he aquí el movimiento de entra-


das'y salidas durante el quinquenio 1 8 9 3 - 1 S 9 7 .

Entradas Entradas Salidas S a l i d a s p a r a la


AÑOS de u l t r a m a r Ή- l a A r g e n t i n a para ultramar Arg-ontina

1893 9.543 45,828 0,339 10.231


1894 11,875 4 3,0 99 6,016 12,002
1895 9,158 35,231 6,387 34,4111
1896 10,505 53,641) 5.91^ 5 3,9 9 2
1897 9,140 49,546 6,779 19.010

La pobreza de la corriente inmigratoria y la angustiosa situación finan-


ciera, dieron base al Gobierno para suprimir desde 189 0 la Comisaría Ge-
neral de Inmigración, que era la encargada de dar alojamiento, comida y
colocación a los inmigrantes.
El movimiento de entradas y salidas entre el Puerto de Montevideo y
los puertos de ultramar, durante los 21 años transcurridos desde 1877 hasta
32 AXALES HISTOKICOS DEL URUGUAY

1897 arroja una entrada de 260,007 pasajeros y' una salida de 168,829, con
un saldo favorable de 91,178.

Comercio exterior.
Durante el quinquenio 1 8 9 3 - 1897 mantuvo el Uruguay el siguiente mo-
vimiento comercial (las importaciones con arreglo a la tarifa de avalúos y las
exportaciones con arreglo a los precios corrientes de p l a z a ) :

Importación Exportación TOTAL·

ι ¡I
1S93 ! $ 13.671,6-10 27.681,373 |! $ 47.353,013
1894 j| » 23.800,370 33.479,511 ¡I » 57.279,881
1895 » 25,386,106 32.543,644 ¡ 57.929,750
1S96 » 25.530,185 30.403,084 55.933,269
1S97 ( a ñ o de g u e r r a . . . . ',, » 19.512,216 29.319,573 48.831,789

Véase en que proporción actuaban en ese período los principales países


de nuestro intercambio (porcentaje más bajo y porcentaje más alto d u r a n t e
el quinquenio) :

P AISES Κ η nuestras importaciones Kn n u e s t r a s ex iortacione5:


i1
1
l'.iglatevr a η el 24,82 r." al 33,70 •;;- Del 5.9 9 c/o al 15,25 c
Francia » 9,3S » » 10,04 » » 16,21 » » 20,33 »
lïrasil . » 5,66 » » S.74 » » 19,85 » » 24,00 »
1iélsica >> 5.39 » » 6,70 » » 12.75 » » 17,69
Estados Unidos -> 5,63 » » 7,72 » » 5,17 > > >> 9,84 »
Cuba . — — » 0,05 » 1,57 » «
España 7,68 » > 9,3 S » » 0.9 2 » » 2,60 »
Italia . » S,58 » » 10,14 » » 1.57 » » 2,45 »
Alemania V 11.37 » >
; 11,69 » » 4.34 » 10,45 »

También figuraba la Argentina, con un porcentaje de 6,08 a 15,21 <„


en la importación y de 13,69 a 17,89 en la exportación, pero englobados en
el primer caso los artículos de procedencia europea movilizados por el co-
mercio de tránsito y en el segundo los productos uruguayos exportados por
intermedio del puerto de Buenos Aires.
Ampliando los términos de comparación, lie aquí el movimiento del co-
mercio exterior del Uruguay' durante los seis quinquenios transcurridos de
1866 hasta 1895:

QUINQUENIOS Importación Exportación TOTAL·

1S66-1870 80.202,504 61.591,633 141.794,137


1871-1875 84.412,497 73.063,921 157.476.41S
1S76-1SS0 79.202,591 S3.516,726 162.719,317
1881-1885 106.241,545 117.526,631 223.768,176
1886-1890 143.476,537 125.531,862 269.008,399
1891-1895 106.240,832 146.654,617 252.895,449
GOBIERXO DE IDIARTE BORDA 33

El descenso de la importación en 1876 - 1880 corresponde a la liquida-


ción de la crisis de 1874, y el de 1 8 9 1 - 1895 a la liquidación de la crisis de
1890. La cifra de las importaciones crece en el segundo quinquenio, baja en
el tercero y vuelve a subir fuertemente en los otros dos, para descender en el
último. Son oscilaciones que reflejan el grado de bienestar económico de la
población.
La columna de las exportaciones aumenta, en cambio, constantemente,
desde el primero hasta el último quinquenio, sin un solo período de retroceso
ni de estacionamiento, bajo la presión del desenvolvimiento de las fuerzas
económicas del país.
Comparando las cifras extremas, se ve que en el transcurso de los 3 0 años,
la importación experimenta un aumento de 26 millones y' la exportación otro
más considerable de 85 millones.

Nuestro comercio exterior comparado con el de otros países de Sudani erica.


Este nuevo cuadro permite comparar el comercio exterior del Uruguay,
de la Ai'gentina y d© Chile, d u r a n t e el quinquenio 1 S 9 0 - 1 8 9 4 :

! IMPORTACIONES EXPORTACIONES
AÑOS
Uruguay ! Argentina Chile Uruguay | Argentina ' Chile
ι ! 1

1S90 . . . 5 3 2.364,627 : $ 142.240,812 $ 67.S89.079 $ 29.085,519 $ [Link],993 1 $ 67.678,262


1S91 . . . ¡» 18.978,420 > 67.207,380 » 63.684,737 » 26.998,270 » 99.723.211 i» 65.701.S11
1892 . . . » IS.40 1,296 ·> 91.481,163 » 78.003,104 ' » 25.951,819 » 112.767,826 í » 64.205.03S
1S93 . . . » 19.671,640 •» 96.223,628 » 68.235,874 » 27.681,373 » 94.099,159 j» 71.245,114
ISOt . . » 23.S00.370 » 92.7S8.625 » 54.4S3.616 » 33.479,511 » 101.6S7.976 » 72.040,420

Las oscilaciones de la corriente importadora clel Río de la Plata ema-


nan de la crisis de 1890; y las de la exportación de la desigualdad de las
cosechas agrícolas y del precio de los productos ganaderos. De acuerdo con la
población que asignaban a los tres países las estadísticas de la época, cada
habitante del Uruguay importaba % 30 y exportaba 43; cada habitante de
la Argentina importaba % 23 y exportaba 25, y cada habitante de Chile im-
portaba $ 18 y exportaba $ 24.
Indicamos a continuación los principales productos del intercambio de
esos países en 1894:
Urugitay. — En la importación: materias primas, materiales y máquinas,
6 millones; tejidos, 5 millones; comestibles, 4 millones; bebidas, 3 millones;
ropa hecha, un millón y medio; ganado, un millón. En la exportación: pro-
ductos ganaderos y saladeriles, 28 millones; productos agrícolas, 4 millones.
Argentina. -— E'n la importación: materias textiles, tejidos y cordelería,
26 millones; hierro y sus artefactos, 14 millones; substancias alimenticias,
10 millones; combustibles, 9 millones; bebidas, 7 millones; maderas y sus
artefactos, 5 millones; ropa hecha y confecciones, 4 millones; substancias
y productos químicos, 4 millones; papeles y sus artefactos, 3 millones. En la
exportación: productos ganaderos,. 60 millones; productos agrícolas, 3 2 mi-
llones; productos industriales, 4 millones.
Chile. — En la importación: productos alimenticios, 12 millones; mate-
terias primas, 10 millones; máquinas, instrumentos y útiles industriales, 9
millones^ tejidos, 7 millones; artículos para el servicio doméstico, 3 millones;
vestuarios, joyas y artículos de uso personal, 2 millones. En la exportación:
minería (especialmente salitre), 61 millones; agricultura, 9 millones.
He aquí el valor proporcional de lo importado y exportado por cada
habitante del Uruguay desde 1890 hasta 1897;
3
34 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

1
ΛΧ 0 S Im portación Expoi tación j TOTAL·

j
1S90 . $ 45,81 $ 11,16 86,97
1S91 . » 26,79 » 38,12 » 64,91
1892 . 25,26 35,62 60,8S
1S93 » 26,29 37,00 » 63,29
1894 30,66 » 43,12 73,78
1895 » 32,02 41,05 37,07
1
1S96 . . » 31,17 » 37,13 68,30
1897 » 23 21 » 34.S7 58,08

Las importaciones.

Después de conocer las cifras globales del comercio exterior del Uruguay,
veamos cuáles eran sus principales componentes d u r a n t e el quinquenio 1892-
1896:

1892 1893 1894 1895 1896

I
Animales vivos . 173,570 565,705 929,502 $ 1.805,670 $ 1.990,973
Substancias alimenti-
cias 4.313, 657 4.298 269 » 4.071,334 4.327 ,356 4.165,945
Bebidas 2.653, 575 2.6S5,425 , » 2.992,566 3.295 332 2.953.5S7
Tabacos 303, 599 270, 147 » 254,646 21S : 629 250,723
Textiles 4.679, 309 5.511, 103 » 7.067,561 6.S24, S10 6.661,363
Aceites no comestibles 391, 566 410, 746 » 417,199 490, 957 460,433
Colores y tintes í>7, 138 S3,537 ' » 97,632 117: 647 | » 129,350
Productos químicos 377, 316 3 71,247 » 449,5S0 470 947 |» 476,701
Maderas 633, 830 j» 608, 705 » 1.095,773 1.116.,245 !» 1.233,205
Papeles 381, 437 í » 355, 303 ;» 358,162 383 884 | » 469,752
Cueros 152, 528 j» 142, 906 :» 161,295 207 376 | » 213,739
Hierro y acero . 1.218, S35 ι » 1.477, S90 » 1.701,219 1.759 ,780!» 1.579,737
Otros metales 600, 134 í » 604, 1S4 ,» 794, S94 S17 502 . » 919,92S
Piedras y cristales 1.159, 54ó ; » 1.144,3S1 |» 1.818,077 1.772 79S \ » 1.697,710
Diversos 1.045, 392 |» 1.040, 75 8 !» 1.406,061 1.444 ,241 !» 1.732,759
legaciones y empresas 196, 4 6S . » 101, 1 3 4 '•••> 174,867 2S2 923 ; » 595,281

TOTAL· . . . 'i S IS.404,296 $ 19.671,640 $ 23.S00.370 ? 25.3S6.106 $ 25.530,18:

Algunas de las oscilaciones de este cuadro emanan del ensanche de la


producción nacional. E s el caso de las bebidas. La producción nacional de
vino, cerveza, alcohol y licores, en constante aumento, abate año t r a s año la
corriente de importación de los artículos similares. Otras emanan del contra-
bando. E s el caso del tabaco. El consumo aumenta siempre, no obstante el
descenso de los despachos oficiales de la Aduana, y ello a expensas der^comercio
clandestino fuertemente estimulado en la frontera terrestre por los derechos
de importación y por la falta de vigilancia. Otras emanan del ahorro de la
población, de que la población restringe sus consumos en las épocas de crisis,
de liquidación de las crisis y de. marasmo general de los negocios.
GOBIERNO DE 1DIARTE BORDA 35

Las cifras que subsiguen permiten conocer el diverso grado de desarrollo


de algunos de los rubros de importación en un período más extenso de tiempo:

i Ropa P a r a la
ANOS Población Hebillas ¡Comestibles' Ί abacos
i hecha industria
._ [
1S77 ! 410,000 $ 2.043,671 $ 3.035,532 i ? 519,434 $ 1.269,419 $ 3.307,987
1851 I 505,207 » 3.1SS.705 ! ,> 3.90S,746 , » 3S2.524 » 777,446 » 5.231.69S
1 SSO | 596,463 » 3.469,237 ; » 4.2SS.566 ' » 479,922 ; » 942,191 » 5.075,295
J S 31 ! 70S.168 » 2.99S.161 ι » 4.317,317 » 273,132 » 964,115 » 4.535,371

En la columna correspondiente a ropa hecha y confecciones figuran el


calzado y la ropa blanca en esta proporción descendente emanada de la compe-
tencia nacional:

ANOS Calzado Ropa blanca

1877 321,204 ? 482,394


1881 112,756 » 352,904
1886 64,213 » 383,718
1S91 39,945 » 419,369

Del rubro bebidas, destacamos los siguientes artículos:

Cerveza
Aguardiente i Caña Vino c o m ú n ι Cerveza
ANOS D o c e n a s de
Liitros ¡ Ritros Ritros Ritros
botellas
I !
187 7 II 778,676 2.436,476 | 21.559,385 25,695 23,195
1S81 1.400,044 2.084,676 20.555,666 39.262 27,814
1S86 540,518 2.537,640 | 22.694,654 59.235 36,961
1S91 2.342,042 ( I n c l u i d o on ¡ 21.183.61 1 6 5.5i'< η
a;1, u a r i l i e n t o ï

lili los d o c e a ñ o s t r a n s c u r r i d o s d e s d e 1SS4 h a s t a 1SH5. d e s p a c h o la


A d u a n a 2 8 5 . 4 0 6 , 8 9 8 litros de vino c o m ú n , con u n v a l o r oficial de $ 3 5 . 3 7 5 , 2 1 0 ,
q u e se distribuye así p o r a ñ o s :

AÑOS Ritros Valor oficia! ANOS Ritros Valor oficial

1884 . . • · 23.014,053 5 2.S42.771 1S90 . . . . ' 29.370,703 ? 3.659,986


1885 . . • - 24.763,212 » 3.067.242 1S91 . . . . 21.505.61S » 2.649,192
1886 . . • • 22.227,698 » 2.746,393 1S92 . . . . 18.541.09 7 » 2.266,503
1887 . . • · : 25.375,483 » 3.130,766 1893 .' . . . IS. 230,000 » 2.249,653
1888 . . 26.187,461. » 3.320,489 1894 . . . . ; 20.290,627 » 2.490,512
1889 . . . . ;; 33.592,886 » 4.202,058 1895 . . . . 1 22.308,070 » 2.749,739
36 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Son cifras que denuncian relativo estacionamiento. Pero si se las compara


con la población, entonces revelan descenso considerable. En 1884 el despacho
aduanero fué de 23 millones de litros para una población de 560,000 habitantes,
mientras que en 1895 fué de 22 millones de litros para una población de 792,000
habitantes.

El comercio de tabacos.
Durante el período 1 8 9 0 - 1 8 9 5 el comercio importador despachó en la
Aduana la cantidad de cigarros, tabacos y cigarrillos que expresamos a conti-
nuación ( k i l o g r a m o s ) :

Cigarros fle T a b a c o en Tabaco negro Cigarrillos en


ANOS hoja hoja en cuerda cajillas

1 I
1
1S90 105,765 ! 850,308 | 546,303 2,752
1891 5,740 ! 491,762 276,579 476
1S92 4,522 ; 631,077 255,311 5
1893 4,943 i 519,195 175,803 —
1894 5,890 j 452,742 135,724 12
1895 5,893 ¡ 384,421 91,216 30

Adviértase que la ley de octubre de 1890 y la de enero de 1891 elevaron


fuertemente los derechos de Aduana: a $ 6 «1 kilo de cigarros habanos y a
50 centesimos el kilo de tabaco en hoja y negro en rama, aparte del 5 %
adicional que y'a existía.
Vamos a ampliar los términos de comparación, para que resalte más la
obra del contrabando, poniendo frente a frente el valor de las importaciones
de cigarros, cigarrillos y tabacos en el trienio 1 8 7 2 - 1 8 7 4 y en el trienio
1892-1894:

|! !
Valor j <"alor
ANOS
!i ANOS

1872 . !• ? 548,355 1892 $ 330,599


1873 » 583,882 1893 » 270,147
1874 ; » 594,676 1894 ! » 254,64 6
• !|
1.726,912 5 S55.392
L $

El despacho aduanero descendió a la mitad, a pesar de haber aumentado


la población de la República de 330,000 y 440,000 habitantes en que don Adolfo
Vaillant la calculaba en 1870 y 1875, a" 728,000 y 776,000 en que la fijaba la
Dirección de Estadística d u r a n t e los años 1892 y 1894.
En la esperanza d e combatir una i m p o r t a n t e corriente de contrabando,
que se mantenía a la sombra de las plantaciones de tabaco en los departamentos
fronterizos, dictó el Gobierno en 1895 un decreto sobre tránsito t e r r e s t r e del
tabaco nacional. Las guías se expedirían previa presentación de un certificado
del comisario de la sección en que estuviese ubicada la plantación de tabaco;
los cultivadores tendrían que hacer sus declaraciones a n t e el comisario y éste:
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 37

llevaría un registro especial; el Ministerio de Hacienda procedería al nombra-


miento de comisionados encargados de comprobar la exactitud de las decla-
raciones.
Pero el contrabando continuó después del decreto, con la misma inten-
sidad que antes, a causa de la falta de vigilancia en la frontera.

Ijas exportaciones.

La Dirección de Estadística clasificaba así en este período nuestro comer-


cio de exportación:

1803 1804 isao 1S0T

A n i m a l e s en pie . . '$ 710,3S3 $ 8 7 1 , 3 9 8 ; $ 1.004,479 $ 1.400,528'$ 781,778


P r o d u c t o s de g a n a d e - ;
r
ría y saladeros . . » 25.736,944 » 2S.1S9,911 .» 27.474,987 » 26.41S.59G » 26.884,575
P r o d u c t o s de la a g r i - i • !
cultura !» 746,126 » 3.946,625 j» 3.735,776 » 2.018,985 \» 1.202,674
Otros productos . . !:» 391,980» 344,523 » 237,059 » 352,866 » 354,958
Varios h» 5,224 » 3,511 » 58S » 1.3,992 » 12,435
C o n s u m o de los b u q u e s » 90,716 1» 123,543 » 90,655 » 108,117 » 83,153

!;$ 27.681,373 ¡$ 33.479,511 ;$ 32.543,644 $ 30.403,084 ¡$ 29.319,573

El rubro productos de ganadería y saladeros abarca diversos artículos


que es conveniente individualizar, porque ellos constituyen la base de nuestro-
desenvolvimiento económico. He aquí por quinquenios los principales de esos
artículos:

1 "
1885-JS89 1800-1804
l_
Carne tasajo . kilos 191.52S,7S3 211.362,934
Cueros vacuno« . número S.959,458 10.287,293
Cerda . kilos 4.423,094 4.873,771
Ceniza y huesos
Cueros yeguarizos
» ¡ 74.833,000 72.703,791
número ; 91,491 178,743
» >; kilos 3.454,568 539,367
» de c a r n e r o 37.690,799
K x t r a e t o de c a r n e
» 26.649,244
» 2.813,800 3.191,444
Lana . . . . 170.722.997
Grasa y sebo.
» 1 13.767,563
» S6.SS3.560 78.179,570

Sefiala este cuadro un crecimiento sensible en la exportación de tasajo,


de extracto de carne y de cueros vacunos y, en cambio, descenso en la exporta-
ción de lana, a consecuencia de una epizootia que azotó al ganado ovino.
Ampliamos en este tercer cuadro los términos de comparación en. materia
de comercio de carnes:
38 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Carne conservada Extracto Tasajo

1877 Kilos 2.744,198 372,517 22.95S.0S3


1881 a.864,494 333,315 27.S52.920
1886 3.607,351 621,143 32.332,180
1891 711,564 33.59S.Ï95
1S94 22,344 (¡4S.S74 55.812,929

Las remesas de carnes conservadas que en 1881 habían alcanzado un


límite muy halagador, declinaron fuertemente hasta desaparecer casi del todo.
E r a un artículo muy demandado en Europa, pero que luego fué sustituido por
otros productos similares que aquí no se elaboraban. En cambio, las remesas
del extracto Liebig llegaron casi a duplicarse de 1877 a 1894 y la carne tasajo
a duplicarse con notable exceso en el mismo periodo.
Véase el valor oficial de esos productos en los dos años extremos:

Carne conser\-ada ! Extracto Tasajo

1877 70,141 372,518 2.207,466


1894 4,469 2.271,059 5.719,029

La fuerte oscilación de valores emana simultáneamente de la cantidad


exportada y de la diferencia de los aforos oficiales.
Durante el decenio 1 8 8 8 - 1 8 9 7 se produjeron las siguientes exportaciones
de carnes, cueros, lanas y harinas:

Extracto Cueros ' Cueros 1


Iasajo Lanas Harinas
AÑOS — de carne vacunos ovinos — —
Kilos ICilos Kilos
Kilos Xúmero Kilos

isss . . . 49.505,534 576,053 3.906,696 6.395,969 38.120,953 15.764,826


1 SS9 ¡ 38.077,472 5 19,95 4 3.621,300 11.161,863 45.433,529 3S1.699
18 90 ' 3S.2SS.119 820,670 5.012,41 1 •!.668,168 21.939.517 555,460
1S 9 J 33.59S.795 711,564 3.63S,110 4.090,556 25.910.0S9 177,271
1892 39.807,462 522,851 3.767,946 1.729,284 27.971,S31 132,345
1893 !. 43.S75.629 4S7.4SÔ 3.991,914 6.649,505 28.7SS.S42 11.537.96S
1894 55.812,929 64S.S74 4.164,202 6.511,731 39.157,334 33.S7S.205
1895 55.024,873 579,792 3.071,288 6.S26.5S1 50.765,037 19.362,598
1S96 55.293,521 701,347 3.004.91S 7.S65,635 42.850,227 17.714,348
1897 45.753,767 394,270 3.086,196 7.102,644 51.678,340 11.454,191

Se nota en los cinco primeros productos alguno que otro progreso, pero
ante todo marcada tendencia al estacionamiento, y en el último, alternativas
acentuadísimas, obra de la pérdida de las zafras, pero dentro del mismo estan-
camiento, porque sólo en tres años alcanza a ser sobrepujado el nivel de 1888.
GOBIERNO DE IDIARTK BOUDA 39

La lana.

Vamos a ampliar los datos relativos a la lana y a los cueros lanares,


mediante las siguientes cifras correspondientes a cinco etapas del período
1877 - 1894:

Cueros Cueros
Lana
lanares de eorderito

1877 Kilogramos 3.18-1,255 ! 7.1-16,005


1881 3.620,164 1 68.-1(1.", 16.182,475
1886 7.183,673 31.673,643
1891 •1.090,556 161,827 25.910,039
1894 6.511,731 119.755 39.157,334

Valores oficiales:

Cueros lanares Cueros de corderito Lana

-
1877 3 416,933 8 39S 2.744,541
1894 » 1.247,207 » 21,762 9.061.013

Comparando los dos años extremos se nota duplicación en la cantidad de


kilogramos de lana y cueros lanares y' triplicación en lo que atañe a los precios
de esos productos.
E'ste nuevo cuadro del período 1885 - 190 5 denuncia en cuanto a la lana
el movimiento progresivo del refinamiento de las razas, y en cuanto a los cueros
lanares el estancamiento del [Link] ganadero:

Kilos Kilos
ANOS Kilos de lana de cueros AXOñ Κ los de lau de cueros
lanares lanares
• = - - - • • -
-----
18,85 29.363,649 6.1172.033 ι S91 1 II 9 4 9
•>5 '
1S8[¡ 31.673,643 6.9S3.673 1892 2 7.¡ 71 .891 1.833,386
1887 26.20.8,223 7.09-1,728 1893 2.8. "" 88 842 6.780,558
18SS 38.120,953 6.589,012 18 9-1 6.631,4 6o
1889 15.433,529 11.1 73.301 1 895 50.765.03' 6.92 i,163
1S90 2 1.989.51,• 1.940,995

En los once años, 3G5 . 333,567 kilogramos de lana y 72 . 2 72.640 kilogramos-


de cueros lanares. La más acreditada de las revistas comerciales de la época
calculaba la lana al precio de $ 0,24 el kilo y los cueros lanares a $ 0,16,
obteniendo entonces como producto total de la exportación del período 8 5 mi-
llones de pesos para la lana y 12 millones para los cueros lanares. Y agre-
gaba, que al promedio de 1,50 kilo por cabeza, podía calcularse la existencia
ganadera del último año entre 30 a 33 millones de ovinos.
La casa Malmann y C.a fijaba así por zafras la exportación de 1888 a 1894:
40 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

ANOS Fardos Kilos

1888 - 89 . 78,378 39.194,000


1889 - 90 . 52,085 26.042,500
1890 - ai . 46,107 23.053,500
1891 - 92 . 58,669 29.334,500
1892 - 93 . 70,000 35.000,000
1893 - 94 . 83,000 41,500,000

La misma casa exportadora atribuía el descenso de la segunda y tercera


safras a la sequía y a la subsiguiente mortandad de ovejas, y en cuanto a
•precios, los fijaba en progresión ascendente hasta 18 89 y en pleno descenso
después. Véase en qué for ma :
1888 por el kilo S 2,91
1SS9 3,78
1890 3,00
1891 2,35
1802 2,46
1893 2,15

Los cueros vacunos.


De la estadística aduanera de 1877 a 1894 tomamos las siguientes cifras:
!
' N ú m e r o de ! Número Val or oficial V a l o r oficial
AÑOS
c u e r o s s a l a d o s |d e c u e r o s secos. de os salados de los secos

1877 082,667 432,'327 $ 4.145,314 $ 836,845


1881 . ¡ 687,754 1.455,552 — •—
1886 . . 834,49S 913,448 — —
1891 . ; S10.308 ' 1.008,747 — —
1894 . ; 1.160,694 921,407 » 4.730,162 » 1.715,341
La columna de los cueros salados denuncia un progreso casi siempre
•constante, con tendencia a la duplicación de las cifras; y la de los cueros
secos, aumento muy notable hasta 1881 y luego descenso y tendencia al
estancamiento. .
He aquí otro cuadro más detallado que abarca las exportaciones corres-
pondientes al período 1885 - 1895:
!
CUEROS VACUNOS SALADOS CUEROS VACUNOS SECOS
ANOS •!' - " • • Ί
;Núm. de cueros Va l o r o f i c i a l Xûm. de cueros Val or oficial

1885 . ¡ 711,174 ? 3.440,452 1.233,591 3.084,777


1886 . 834,498 >> 4.020,395 912,448 » 2.283,225
1887 . . 644,263 » 3.051,468 858,4S6 » 1.748,824
1888 . . 952,722 » 4.601,691 1.000,626 » 2.001,253
1889 . 760,969 ·>> 3.6S9,555 1.049,681 » 2.099,462
1890 . SS0.904 » 4.422,85 í J.625,303 » 3.301,168
1891 . . 810,308 » 4.200,547 1.008,747 » 2.017,494
1892 . 948,271 » 4.607,519 935,702 » 1.871,404
1893 . . 920,936 » 4.470,429 1.075,021 » 1.971,804
1894 . . 1.160,694 ι » 4.730,162 921,407 » 1.715,344
1895 . . 871,816 » 4.076,113 663,628 » 1.950,896
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 41

En el curso de los once años el número de cueros sufre alternativas de


aumento y de retroceso con tendencia al estancamiento, y el precio tendencia
al estancamiento en los cueros salados, y tendencia a la baja en los secos,
hasta el penúltimo año, en que se opera una fuerte reacción.
La casa Lagemann y C. a formulaba así por zafras los precios más altos;
y los precios más bajos, durante el periodo 1 S 7 7 - 1 S 9 3 (por 100 k i l o s ) :

ZAFRAS Cuero.s rio novillo Cueros (le1 v a c a

1S77 7S . . 19,35 a $ 22,76 Do $ [Link] a ·? 19,6<·


1S7S • 79 . 19,64 » » 21,34 17,93 » » 19,35
21,62 » 21,34 » » 23,90
1S7U • 50 . . » 23,90
20,49 » 19,35 » » 20,20
1SS0 51 . . » 22,48
19,92 » 19,61 » » 21,05
1SS1 S 2 . » 21,90
1552 • 53 . 21,34 » » 22,76 19,35 » » 21,OS
1553 · 54 . 20,17 » » 22,76 18,21 » » 20,77
1554 • 85 . . 20,49 » » 22,19 17,OS » » 20,77
1SS5 56 . 16,23 » » 19,61 15,66 » » 19,22
1SS6 - 57 . . 17,93 » » 21,34 17,93 » » 21,34
1S87 • 13,10 » » 16,23 12,80 » » 18,50·
1S8S S9 . . 15,04 » » 16,51 13,39 » » 16,51
! 16,80
1889 90 . . 15,37 » » 18,21 12,80 » »
1890 • ii 15,37 » » 18,21 11.38 » » 15,09
1891 · 92 . . 13,39 » » 15,37 11,09 » » 13.6T

1S92 • 93 . .
il 14,81 » » 16,80 10,81 » » 14,8Î
1893 94 . 14,24 ;> » 16,00 9,11 » » 13,00
Ij 21,00
1894 95 . 15,25 » » 23.011 12,00 » »
Durante la faena de 1 8 7 9 - 8 0 el valor de los cueros osciló d e $ 2 1 a $ 2 4
en números redondos. Doce años más tarde, en la faena de 1 8 9 1 - 1 8 9 2 , la
oscilación fué de 13 a 15 para los cueros de novillo y de 11 a 14 para los
de vaca. Todas las cifras revelan' marcada tendencia a la baja, hasta la zafra
última, en que se produce una fuerte reacción bajo la influencia de tres factores
accidentales: la larga sequía de los años anteriores, que había obligado a los
estancieros a matar los terneros para salvar las madres; la demanda de cueros
emanada de la guerra chino - japonesa, y la formación de un sindicato norte-
americano que había'acaparado gran parte de la producción nacional.

Productos uruguayos con etiqueta argentina.

Utilizando las mayores facilidades de embarque, una parte de nuestra


corriente de exportación, procedente de Salto, Paysandú, Río Negro y Colonia,
se hacía entonces por intermedio del puerto de Buenos Aires. Los productos
así exportados, ascendieron a 8 millones de pesos en el quinquenio 1 8 8 5 - 1889
y a cerca de 19 millones en el quinquenio 1890 - 1 8 9 4 . Un cuadro estadístico
de la Dirección de Aduanas, correspondiente al año 1896, asignaba a la corriente
de exportación de las receptorías de Salto, Paysandú, Mercedes, Independencia
y Colonia, con destino al puerto de Buenos Aires, 7.925,611 kilos de lana..
6.045,829 kilos de tasajo, 2.368,997 kilos de sebo, 11.156,661 kilos de mafz
y 10.923,322 kilos de trigo.
Los productos exportados por intermedio del puerto de Buenos Aires,
marchaban a Europa confundidos con la producción similar argentina, y m á s
de una vez se pensó en la conveniencia de estampar en los envases el mercado/
de procedencia, sin arribarse a la sanción de fórmulas prácticas.
42 ANALES HISTÓRICOS DEL· URUGUAY

Nuestro comercio con el Brasil.


Nuestro comercio por m a r y por tierra con el Brasil, incluido en las cifras
globales de los cuadros que anteceden, alcanzó las siguientes cifras d u r a n t e
el período que recorremos:

1804 isas 1S9C 1807

I m p o r t a d o del Brasil:

Por mar . 1 .115,783 1 266,435 1.246,386 $ 845,293


» tierra » S2S.069 » 952.052 » 198,515 » 775,33i

$ 1.943,852 2 218,487 i .444,901 1.620,627

E x p o r t a d o al B r a s i l :

Por mar . . . . $ 7.097,221 794,148 5 .655,159 5.506,103


» tierra » 938,903 » 1 087,629 » 1 .587,875 » 432,853

$ 8.036,124 6 882,077 $ 7.243,034 $ 5.939,156

Tanto la corriente de importación, como la*corriente de exportación reve-


lan, dentro de sus alternativas, manifiesta tendencia al descenso.
Reglamentación del comercio de tránsito.

Nuestro Gobierno prohibió en 189 5 el reembarco en tránsito para el


Brasil de varias mercaderías (sederías, puntillas, encajes, pieles curtidas, nai-
pes, guantes, tabacos y' cigarros) y limitó a 15 días el depósito de las demás
mercaderías en los almacenes fiscales de Rivera y' San Eugenio. Invocaba el
decreto que las facilidades acordadas para el tránsito libre de derechos a los
países limítrofes, estimulaba la restitución clandestina de las mismas merca-
derías a nuestro territorio. Otro decreto del mismo año reglamentó en forma
minuciosa la expedición de Guías de Tránsito Terrestre a los departamentos
fronterizos. Se exigiría en adelante una relación duplicada, con especificación
de envase, cantidad, marcas, números, denominación y clase, peso o medida
del contenido de los bultos. Llegados los vehículos a su destino, se haría una
confrontación por los inspectores, aplicándose, en caso de discrepancia, las
multas de contrabando. Invocaba el decreto que las guías eran utilizadas muchas
veces para disfrazar operaciones de contrabando y asegurar la circulación de
las mercaderías contrabandeadas en todo el territorio nacional.
E r a n dos golpes de maza que recibían las corrientes de tránsito, empujadas
así hacia la costa argentina donde encontraban, en cambio, toda clase de
facilidades.
Una de las principales casas importadoras de Montevideo calculaba en
diez millones de pesos el importe de los géneros y artículos de tienda que
n u e s t r a plaza enviaba anualmente a Río Grande. Pero prevenía que la
corriente iba decayendo, por la ventaja que ofrecían los puertos de Buenos
Aires y La P l a t a ; por la depreciación de la moneda brasileña; por la guerra
civil de Río Grande, y por la reglamentación uruguaya para combatir el contra-
bando.
GOBIERNO DE IDIARTE BOKDA 43

Refiriéndose a este último factor, recordaba la misma casa importadora,


que varios años antes había resuelto nuestra Aduana que las mercaderías pro-
cedentes de puertos argentinos o brasileños, que pasasen en tránsito por terri-
torio uruguay'o, quedaran sujetas a declaración como si estuvieran destinadas
a nuestro propio consumo. Había que declarar, por ejemplo, el contenido de un
cajón de mercaderías procedentes de Río de Janeiro con destino a Santa Ana.
E r a muy pequeña la cantidad de mercaderías a que se aplicaba la disposición
aduanera; pero ella dio mérito a que las aduanas del Brasil y de la Argentina
dictaran análogas medidas con relación a las corrientes uruguayas, resultando
así nuestro país víctima de la reglamentación por él iniciada.
Supongamos, agregaba, que una casa de Montevideo quiere enviar 10 piezas
ele casimir a Río Grande, por vía de Santa Rosa. La Aduana oriental exige un
manifiesto en papel sellado, un permiso original de reembarco, también en
sellado, y cuatro copias. P a r a Porto Alegre, sólo exige la marca y el número
del envase, en razón de que las facturas que debe expedir el Consulado brasileño
no piden más. Si el cajón va para Buenos Aires, se contenta nuestra Aduana
con un simple permiso que especifica el número y la marca del envase; pero
en cambio, el Consulado argentino exige a las agencias de vapores dos declara-
ciones de carga, con especificación de contenido. Si el cajón va destinado a la
Asunción y el buque hace el viaje directamente, no hay que declarar el conte-
nido; pero si hace escalas, entonces la Aduana argentina procede exactamente
como si el reembarco fuera para Buenos Aires y' exige el nombre del remitente,
el puerto de embarque, el nombre del consignatario, la marca, el número y envase,
la clase y cantidad de cada género y la firma del cargador.
Otra grave disposición aduanera señalaba la información que extractamos.
Un comerciante de Río Grande pide a Montevideo un cajón de sombreros.
La casa vendedora puede optar entre la vía del Salto y la vía de Concordia.
Para la vía del Salto, que es la que conviene a nuestros intereses, requiere la
Aduana de Montevideo un manifiesto, un permiso y cuatro copias, con el nú-
mero y marca del cajón, la cantidad de sombreros, el número de la tarifa de
avalúos a que corresponde, y, como remate, los riesgos a correr en caso de
que la confrontación descubra un error cualquiera. Para la vía de Concordia,
basta un manifiesto de reembarco, sin declaración de contenido.
El comercio de Montevideo, tan obstaculizado con estas medidas y las
del año anterior, g*estionó y' obtuvo en 1896 algunas facilidades de importancia
destinadas a entonar las corrientes de tránsito.
Por un primer decreto se autorizó el tránsito terrestre por las vías férreas
de Rivera y San Eugenio, sin limitación alguna de mercaderías. Las cargas lle-
gadas a las ciudades de Rivera y San Eugenio, podían fraccionarse, pero a
condición de mantener intactos los bultos o envases. No podía retornarse desde
esos puntos para el interior de la República ninguna mercadería extranjera,
salvo las de origen brasileño.
Por un segundo decreto se autorizó el reembarque de la Aduana de Monte-
video a la de Santa Rosa, por ferrocarril. Los permisos indicarían bulto, clase,
marca y número y el manifiesto iguales anotaciones. Las mercaderías serían
transportadas por mar desde el muelle hasta el ferrocarril y colocadas en vago-
nes que los funcionarios aduaneros cerrarían y sellarían. Una vez llegadas
las mercaderías a Santa Rosa, podrían fraccionarse las cargas, pero no los bultos.
Sólo en casos excepcionales se autorizaba el despacho para el consumo o el
retorno a Montevideo.
Ya hemos dicho también, al ocuparnos de la Administración Herrera y
Obes, que nuestra Cancillería entabló reclamos contra los decretos reglamen-
tarios argentinos.
44 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Metálico amonedado.

El movimiento de metálico amonedado entre el puerto de Montevideo y


los puertos extranjeros, arroja las siguientes cifras:

1804 1S95 1806

Entrada 4.727,639 $ S.132,826 $ 8.417,749


Salida . . . . 2.139,852 » 3.186,461 » 7.607,744

Saldos favorables 7S7 $ 4.946,365 $ 810,005

La tasa de los cambios internacionales, ligeramente favorable al país,


coincide con la superioridad de las corrientes de importación de metálico.
Véasn en qué forma (cambio a la par, 51 1/16 sobre Londres y 5,36 sobre
Francia):

CAMBIO BANCARIO A 90 DIAS


Λ NOS
Sobre L o n d r e s Sobre P a r í s

1894 51 a 52 Ya 5.34 a 5,43


1895 51 H a 52 5,37 a 5,43
1896 51 Vs a 51 % 5.35 a 5,42
:1897 50 % a 51 % 5,32 a 5,44

•Comercio interno.
De la relación de productos nacionales enviados a la capital por los depar-
tamentos de campaña, extractamos las siguientes cifras:

I8»r> 189Ö 1807

Fluvial Terrestre Fluvial ¡Terrestre Fluvial [Terrestre

Cueros vacunos, nú
mero 125,397: 270,505' 191,726; 242,657! 132,425 347,054
Lanares, número 137,471 | 2.368,202; — [ 3.153,482 ¡i 14,135 2.890,940
» kilos . 853,877 i — i: 1.116,120 | — J 792,606
Lana » . 1.490,100 J34.434.711 ¡j 3.650,290 ¡ 31.909,353¡ 2.334,542 28.947,069
Maíz » 6.8S9,131 ¡73.217,959 ¡| 4.195,453 ! 79.160,36S¡! 1.519,963 6.261,273
Trigo » 16.778,485 ¡79.457,251 ¡¡24.31 8,667 • 39.004,536 ¡115.654,61053.394,76S
N ú m e r o de ve'hícu
los . . . . 41,972 I 41,0801! — 33,394

Movilización de la propiedad territorial.

He aquí el valor de las fincas y' terrenos vendidos y el monto de los capi-
tales prestados ¡con garantía hipotecaria, d u r a n t e los 8 años corridos de 1890
a 1897:
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 45

Registro Registro
A NOS de v e n t a s de hipotecas

1S90 29.273,198 22.569,360


1891 22.267,3S1 13.545,253
1892 16.208,601 7.709,675
1893 15.117,768 0.823,51S
1894 13.090,425 fi.078,659
1S95 16.019,824 5.609,979
1396 15.243,816 5.409,288
1897 11.060,444 6.160,782

Después de la crisis de 1890 se inicia en una y en otra columna un movi-


miento de baja y luego de estancamiento que abarca los períodos presidenciales
de Herrera y de Idiarte Borda.

Se hace efectivo el cumplimiento de la ley de Sistema Métrico Decimal.

La ley de Sistema Métrico sancionada por la legislatura de 1862 perma-


necía en desuso todavía. Ni las autoridades públicas, ni el comercio la apli-
caban. La Asamblea resolvió en 1894 hacerla efectiva, mediante la aplicación
de multas graduales de $ 25 la primera vez, de 50 la segunda y de 100 la tercera.
Dicha ley, decía la Asamblea en su resolución, será rigurosamente obliga-
toria en todas las transacciones civiles y comerciales, así como en la redacción
de cuentas, facturas, precios corrientes, boletos, recibos, escritos de contabilidad
y en toda publicación oficial o particular que vea la luz en la República y' en
la que se haga uso de pesas y medidas.

Movimiento de navegación.

El cuadro que s-ubsigue demuestra el número y tonelaje de los buques entrados


en todos los puertos de la República, durante la Administración Idiarte Borda
(al puerto de Montevideo corresponden los números 1, 2 y 3 y a los de las
receptorías el 4. El número 2 indica los buques de u l t r a m a r con salida para
los ríos, que las estadísticas anteriores englobaban con los del número 1) :

1S04 | 1SÖ5

Buques Tonelaje Huques Tonelaje


— -- 1
1) U l t r a m a r . 1,237 1.724,907 1,278 1.858,589
2) » 609 1.015,409 546 899,860
Î) Cabotaje . 2,450 569,4SS i 2,476 533,666
41 Receptorías 10,379 2.594,914 8,621 2.100,772

14,675 5.904,718 12,921 ! 5.392.S87


1
46 ANALES HISTÓRICOS DEL I'RUGUAY

189« 1S¡>7

Buques i Tonelaje Buques ' Tonelaje

1,263 1.991,554 1,126 1.904,626


2) » 726 1.261,289 654 1.206,670
2,699 701,5SS 2,4,39 621,408
10,613 2.916,177 i 9,956 3.004,575

15,301 ! fi.870,608 14,175 , 6.737,277

L a b a n d e r a n a c i o n a l e s t a b a e n a r b o l a d a p o r el s i g u i e n t e n ú m e r o d e b u q u e s

ANOS Buques Tonelaje

1894 6,209 1.513,970


1895 6,046 1.584,117
1896 6,964 2.196,047
1897 6,028 2.191,599

E n los 20 a ñ o s a n t e r i o r e s , el m o v i m i e n t o d e buques entrados se d i s t r i b u í a


a s í por q u i n q u e n i o s y p r o m e d i o s a n u a l e s :

PROMEDIO ANUAX,
Buques Tonelaje
QUINQUENIOS
entrados de r e g i s t r o 1
Buques Tonelaje

54,724 10.307,789 10,945 : 2.061,558


59,049 13.251,462 ¡ 11,810 2.650,292
79,793 24.694,714 15,958 4.938.943
71,271 26.754.22S 14,254 | 5.350.845

Carga e f e c t i v a m o v i l i z a d a e n el P u e r t o de M o n t e v i d e o .

H e a q u í el t o n e l a j e e f e c t i v o m o v i l i z a d o e n el P u e r t o d e M o n t e v i d e o p o r los
b u q u e s entrados y salidos, d u r a n t e los c u a t r o a ñ o s del p e r í o d o q u e r e c o r r e m o s ,
s e g ú n los c á l c u l o s de la D i r e c c i ó n de E s t a d í s t i c a , b a s a d o s en q u e los v a p o r e s
d e s e m b a r c a b a n en M o n t e v i d e o el 9,35 % de su t o n e l a j e y e m b a r c a b a n el
1 0 , 2 4 %, y los b u q u e s d e v e l a u n 30 r/c m á s :

ANOS Ultramar Cabotaje TOTAL·

1894 650,639 547,684 1.198,323


1S95 631,647 592,021 1.223,668
1896 624,108 604,871 1.228,979
1897 623,858 570,441 1.194,299

El promedio de los 15 a ñ o s a n t e r i o r e s h a b í a sido c a l c u l a d o a s í ( e n t r a d a s y


salidas reunidas) :
GOBIERNO »F, IDIARTE BORDA 47

QUINQUENIOS ;En el quinquenio Promedio anual

1SS0 - S4 ri.464.19-t 1.092,839


1S85 - S9 6.620,40 1 1.324,081
1890 - 94 5.(582.740 1.136,549

Con motivo de los estudios para la contratación de las obras del Puerto
de Montevideo, la Dirección de Aduana practicó un extracto minucioso de los
documentos respectivos, obteniendo los siguientes datos en el curso del ejercicio
económico 1 8 9 5 - 9 6 :

Entradas de ultramar Kilogramos 145.811,192


» » los ríos » 171.915,572
Salidas para ultramar » 300.216,729
» » los ríos » 205.2S6,754

En conjunto, 1.123,230 toneladas métricas, cifra que se aproxima mucho


a los cálculos de la Dirección de Estadística.

Siniestros marítimos.
En 1894 naufragaron 12 buques en nuestras costas, perdiéndose 2 y sal-
vándose 10. En 1895 el número de siniestros subió a 22, salvándose 14 y
perdiéndose 8, entre los que figuraba el vapor «Ciudad de Santander». En
1896 hubo 16 naufragios, salvándose 12 y perdiéndose 4, entre los prime-
ros la barca «Danón», arrancada al mar y puesta a flote por la empresa de
salvataje de los señores Lussich.
Una estadística correspondiente a los 15 años corridos de 1881 a 1895
arrojaba un total de 19 7 siniestros (35 vapores y 162 veleros), con una pér-
dida de 101 buques (de eilos 17 en el banco Inglés, 13 en el Puerto de Mon-
tevideo y 6 en la isla de Lobos).

La construcción del P u e r t o de Montevideo.

A mediados de 1894 fué promulgada una ley que autorizaba al Poder Eje-
cutivo para proceder al estudio definitivo del Puerto de Montevideo, por
medio de una comisión compuesta de miembros del Departamento Nacional
de Ingenieros y uno o dos ingenieros extranjeros de notoria competencia en
cuestiones hidráulicas que hubieran realizado obras de puerto. La comisión
quedaba encargada de practicar el estudio del régimen de la bahía, obras de
abrigo exterior y sistema de obras con arreglo, en lo posible, a las siguientes
normas: las dársenas debían situarse en las costas Norte y Oeste de la ciudad;
el antepuerto debía tener una superficie mínima de 240 hectáreas,, las dársenas
un ancho mínimo de 200 metros y las ramblas una longitud mínima de 8,000
metros; el puerto, el antepuerto y el cañal de entrada debían tener una pro-
fundidad mínima de 21 pies en aguas bajas ordinarias. La comisión debería
informar también acerca del sistema más conveniente para conservar esa pro-
fundidad; obras necesarias para evitar el desagüe de los caños maestros en la
bahía y obtener el saneamiento del puerto; plan de instalaciones terrestres
anexas al puerto, y memoria descriptiva y pliego de condiciones para el llamado
a, licitación. Quedaba autorizado el Poder Ejecutivo para invertir hasta
$ 150,000 en los estudios. Terminado el trabajo, deberían ser pasados los
antecedentes a la Asamblea General.
48 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGl/AY

Un año después la Asamblea dividía en dos partes los estudios del puerto.
La primera comprendía el estudio del régimen de la bahía, que sería prac-
ticado por la empresa Luther, bajo la inspección de la Comisión Nacional del
Puerto, integrada con un ingeniero geógrafo de reconocida competencia.
La segunda comprendía la cenfección del proyecto definitivo por interme-
dio de esa misma comisión, integrada con uno o dos ingenieros de compe-
tencia reconocida en cuestiones hidráulicas, que hubieran ejecutado obras
de puerto.
El Gobierno integró en el acto la primera comisión con el ingeniero geó-
grafo don J u a n Gustavo Tolkmith, que había sido contratado en Alemania por
nuestra Legación. Y poco después integró la segunda comisión con los inge-
nieros Adolfo Guerard (francés) y Ernesto Kümmer ( a l e m á n ) , ambos recomen-
dados p o r ' s u s respectivos gobiernos a nuestras legaciones. Vale la pena de
recordar que cuando «El Siglo» lanzó la idea de la contratación de técnicos
extranjeros en esa forma, que asesoraran a las comisiones nacionales, hubo
fuertes protestas entre los que juzgaban erróneamente que el procedimiento era
vejatorio para la dignidad nacional. Pero las protestas se tornaron en aplausos,
una vez conocidos los excelentes nombramientos hechos por el Gobierno.
La empresa Luther inició los estudios a mediados de 1895, sobre la base
de un contrato en que se establecía como precio de sus trabajos la suma de
$ 110,000, incluidos los honorarios del técnico extranjero a contratarse.
Y al finalizar el mismo año, los ingenieros K ü m m e r y' Guerard presen-
taban el anteproyecto del plan de obras del puerto,; antepuerto y canal de en-
trada, con un cálculo dé gastos que subía a $ 16.600,000 en el caso de rea-
lizarse todo el plan y a 12.700,000 en el caso de aplazarse la construcción de
un dique y de varias obras. El puerto, antepuerto y' canal de entrada, debe-
rían tener la. profundidad de 7 metros; pero las obras de manipostería se
construirían de tal manera que en cualquier momento pudiera darse a las
aguas una profundidad de 8 metros.
«El Siglo», invocando que en esos mismos momentos construían los as-
tilleros europeos buques de 25 pies de calado, insistía en la necesidad de ir
de inmediato a los 8 metros. Y, combatiendo a la vez un reportaje de «La
Nación» de Buenos Aires al Ministro de Fomento, *don J u a n José Castro, en
que ese ilustrado funcionario establecía que las obras debían pagarse con
sus propios proventos, sostenía «El Siglo» que no debía recargarse la nave-
gación, que el régimen administrativo del puerto debía orientarse en el sentido
de facilitar la entrada de los buques con franquicias, en vez de alejarlos con
gabelas.
Expresaban en su informe los señores K ü m m e r y Guerard que el lodo
de la rada impedía el acceso de buques de más de 5 metros de calado y que
por esa circunstancia los grandes barcos tenían que fondear fuera de la bahía,
sobre fondos de 7 metros en barro blando. Y agregaban que los gastos de
lanchaje a que ello daba lugar, subían a $ 1,50 por tonelada de 40 pies cúbi-
cos, a- $ 1,40 por tonelada de 1,000 kilos y a $ 1,10 por metro cúbico fuera
de la rada, y a la mitad en el interior de la rada, aparte del derecho de $ 0,80
por eslingaje y transporte a los depósitos fiscales que cobraba la Aduana.
El anteproyecto fué aprobado de inmediato y el ingeniero Guerard quedó
encargado de la confección del plano definitivo, tarea a la que dio término
al finalizar el año 1896.
Había llegado la oportunidad de pasar todos los antecedentes a la Asam-
blea, de acuerdo con cláusulas expresas de la. ley de 1894. Pero el Poder
Ejecutivo resolvió por sí y ante sí llamar de inmediato a propuestas' y apla-
zar la intervención de la Asamblea p a r a después de agregados los nuevos'
antecedentes.
El plazo para la licitación venció en enero de 189 7. Sólo concurrieron
dos casas constructoras, la de Pearson y la de Greemwood y' Walker, ambas
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 49

de la plaza de Londres, ftor efecto de la primera revolución de Aparicio Sa-


ravia en diciembre del año anterior. Al tiempo de abrirse las propuestas, en
febrero de 1897, ya asomaba la segunda revolución nacionalista, y la contra-
tación de las obras del puerto quedó necesariamente aplazada hasta la Ad-
ministración Cuestas.

Obras portuarias y de canalización en varios departamentos.

Al mismo tiempo que así corrían los trámites preliminares para la cons-
trucción de las obras del puerto de Montevideo, el Ministro de Fomento, don
Juan José Castro, daba instrucciones para emprender el estudio del puerto
de la Colonia en forma de franquear la entrada y permanencia abrigada de
buques de 21 pies de calado, y del puerto de Maldonado; y la canalización del
río Negro, desde su confluencia hasta la ciudad de Mercedes, del arroyo de
Las Vacas, del arroyo Rosario, del arroyo San Salvador y del arroyo San Juan.
Los estudios debían practicarse por el Departamento de Ingenieros integrado
con el ingeniero Tolkmith, bajo la dirección inmediata del ingeniero Víctor
Benavídez.
La Asamblea autorizó a su turno al Poder Ejecutivo para canalizar el Paso
de Almirón en el río Uruguay; conceder a la empresa J u a n Lacaze y C. a la
construcción del puerto del Sauce en el Departamento de la Colonia, y contratar
con don Eduardo Cooper la construcción del puerto de la Coronilla en el
Departamento de Rocha.
El canal del Almirón debería tener una profundidad de 12 pies en aguas
bajas ordinarias y 15 en aguas normales y su costo debería cubrirse conSay'uda
de un empréstito de $ 150,000 a cargo de la Municipalidad de Paysandú, con
la garantía del 1 c/r de la Contribución Inmobiliaria de dicho Departamento.
El puerto del Sauce sería explotado d u r a n t e 2 o años por la empresa conce-
sionaria. Las tarifas de entrada, permanencia y muellaje deberían ser apro-
badas por el Poder Ejecutivo. Pasado el plazo, las obras pertenecerían al Estado.
El nuevo puerto tendría una superficie dragada de 12 hectáreas como mínimo
y una profundidad de 6 metros y 10 centímetros en aguas bajas ordinarias y
estaría habilitado para las operaciones de importación y exportación. La em-
presa delinearía un pueblo en las proximidades.
El producto del impuesto de exportación sobre la piedra y arena del
Departamento de la Colonia alcanzó en el decenio 1 8 8 4 - 1 8 9 4 a $ 293,369.
comprendidos,los embarques realizados en los puertos de la Colonia, Riachuelo.
Rosario, Nueva Palmira, Carmelo y' Sauce (la parte de este último se reducía
a % 33,733), según un estudio muy minucioso del Consejo del Departamento
de Ingenieros.
La Comisión de Hacienda de la Cámara de Diputados que practicó ei
mismo estudio, hacía constar en su informe que cada mil kilos de piedra expor-
tada tenía que pagar en el Uruguay 8 centesimos por concepto de exportación
y 10 centesimos por concepto de Instrucción Pública, y en Buenos Aires, 73
centesimos por concepto de derecho de importación; y cada mil kilos de arena,
iguales derechos de exportación en el Uruguay y 2S centesimos de importación
en la Argentina. Tanto la piedra como la arena soportaban además el recargo
de $ 2 por concepto de transporte. Como resultado de una carga tan pesada,
la industria pedrera argentina había ido tomando incremento, y, para demos-
trarlo reproducía la Comisión de Hacienda la siguiente escala descendente del
producto de los derechos de exportación recaudados por la Colonia d u r a n t e los
6 años corridos desde 1888 hasta 1894: % 61,085, $ 60,539, % 33,623, $ 15,096,
$ 14,681 y % 19,715.
La construcción del puerto del Sauce respondía, entre otras cosas, al fo-
mento de nuestra industria pedrera.
El puerto de la Coronilla tendría una profundidad mínima de 21 pies en
50 ANALES HISTORIÓOS DEL URUGUAY

aguas bajas ordinarias. Su costo'no bajaría de $ l'?500,000. Durante 50.años


el concesionario gozaría del privilegio exclusivo de las operaciones de carga,
descarga y' almacenaje. El Poder Ejecutivo podría intervenir en las tarifas
una vez que las utilidades excedieran del 8 c/r, anual. La empresa podría ex-
propiar hasta 2,500 hectáreas, con destino a la formación de un pueblo que se
denominaría Atlántida. Vencido el plazo de la concesión, las obras pasarían
al Estado.
Decía don Eduardo Cooper en su exposición que él se proponía construir
en la Coronilla un puerto de embarque para el ganado en pie con destino al
Brasil; que invertirla $ 1.500,000 en rompeolas, ramblas y muelles, 1.500,000
en cinco grandes vapores, y el resto, hasta completar el capital de 4.000,000
en obras complementarias. A un kilómetro y medio de la costa ya se encon-
traban aguas profundas de 10 metros. Más adelante podría pensarse en una
línea férrea de la Coronilla a la Colonia (600 kilómetros), con la cual se podría
realizar en 15 horas el viaje hasta Buenos Aires y obtener una economía de
20 a 24 horas sobre el tiempo invertido por los buques de ultramar.

Los beneficios del dique Jackson - Cibils.

Los señores Jackson y Cibils se presentaron al Gobierno en 1S95 solicitando


exención de impuestos a favor de su dique del Cerro y, fundando su pedido,
exponían así la situación de la empresa:
«El dique fué construido sin privilegios ni garantías de ninguna especie.
Su costo asciende a $ 529,333 por concepto de terrenos y construcciones, y
agregando la maquinaria y el capital en giro, $ 800,000. Durante los 15 años
que lleva de funcionamiento la empresa ha obtenido una entrada total de
$ 215,526, lo que representa un promedio anual de $ 14,368. Deducidos los
impuestos, que ascienden a 3,940, queda reducido el beneficio anual a $ 10,427,
equivalente al mezquino interés de 1,30 % sobre los % 800,000. En cambio,
los trabajos realizados en el dique han dejado en el país, por concepto de com-
posturas, lanchaje, -depósitos y víveres, $ 238,584 anuales y en los 15 años
$ 3.578,773.»

Ferrocarriles.

Al finalizar el año 1897 tenía la República 1,624 kilómetros de vías férreas


en explotación. He aquí las cifras principales de los balances dé las empresas
concesionarias de esas vías:

C E X T R A L DEL· URUGUAY Y E X T E N S I O N E S E S T E Y NORTE.

IS94-05 IS05-96 1S90-87

Pasajeros número | 603,109 692,031 636,577


Carga transportada, toneladas ' 514,094 492,163 410,359
Ingresos ? 2.059,800 $ 1.997,310 % 1.685,945
Gastos ! » 957,435 » 998,483 » 970,471
Ganancias ¡i » 1.102,363 ] » 998,826 ; » 715,472

El número de pasajeros aumenta en el segundo ejercicio y declina en el


tercero; la carga declina constantemente y' lo mismo ocurre con los ingresos y
las utilidades líquidas. Adviértase que casi todo el tercer ejercicio corresponde
a la revolución de Aparicio Saravia.
GOBIERNO DE IDIARTK BORDA Öl

MIDLAND.

1894 1895 1896 1897

!!
Pasajeros. número ¡ 17,021 20,2 8 6 21,438 23,082
Carga . Kgras. : 31.561,930 41.19S.620 3S.048,767 28.872,070
Entradas . . . .' $ 161,718 S 198,262 $ 176.575 $ 159,841
Gastos. .'i » 123,916 » 15 8,7-15 > 183.609 » 147,399

El número de pasajeros aumenta constantemente, el movimiento de carga


aumenta en el segundo período y declina en los demás, y lo mismo ocurre con
los ingresos.

NOROESTE (SALTO A C U A E B I M ) .

1894 1895 1896 18tt7

Pasajeros. numero 16,552 17,389 16,US I 11,770


Carga . Kgms. 48.933,962 42.353,960 34.465,026 ! 25.400,728
Entradas . $ 185,731 $ 170,601 , $ 158,33S ' $ 129,912
Gastos. » 139,412 » 148,049 ' » 137,559 I » 131,196

El número de pasajeros aumenta en el segundo período y declina en los


otros. La carga y los ingresos declinan en todos.

NORTE (ISLA D E CABELLOS A SAN E U G E N I O ) .

1894 1895 1896 189Γ

Pasajeros. 5,030 5,517 ;>,35o 7,682


numero
Carga . 21.613,397 20.422,190 13.107,278 10.517,343
Kgms.
Entradas . 73,074 S 71,698 $ 51,237 $ 49,823
Gastos. 54,559 » 74.499 » 79.457 » 73,378

El número de pasajeros aumenta en todos los períodos, pero la carga y


los ingresos disminuyen en todos ellos.

URUGUAYO D E L E S T E (OLMOS A LA S I E R R A ) .

1895-9« 1896-97

Pasajeros . número i 8.6S4 7.462


Carga toneladas ',\ S,2S6 9,749
Entradas .i s 20.17S 19.307

Los pasajeros disminuyen, pero la carga aumenta. La sección de Olmos a


La Sierra fué abierta al servicio público d u r a n t e el período presidencial que
recorremos.
52 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

NORTE ( M O N T E V I D E O A LOS . C O R R A L E S D E ABASTO.

ι I
J894 1S»5 ΙϋΟβ 1897
1 !

Pasajeros. . . número 32,001 33.S42 32,317 28,968


i'arga . . . . Kgms. 1.524,014 2.340,916 3.559,980 , 1.631,150

El número de pasajeros aumenta en el segundo año y declina en los sub-


siguientes. La carga transportada, constituida por la carne del matadero, au-
menta durante los tres primeros años y declina fuertemente en el último bajo
la presión de la guerra civil, que traba la circulación de los ganados en la
campaña.

La vieja cuestión «Je los ferrocarriles del Oeste.

El resonante asunto del Ferrocarril del Oeste, iniciado durante la Adminis-


tración Tajes, tuvo su solución administrativa en las postrimerías de la Presi-
dencia del doctor H e r r e r a y Obes y la ratificación legislativa durante la Admi-
nistración del señor M i a r t e Borda.
E'n febrero de 1894 se firmó entre el Poder Ejecutivo y la casa Baring
un arreglo ad referéndum, por el cual quedaba rescindido el contrato sobre emi-
sión de Bonos de Ferrocarriles por 1.444,000 libras esterlinas destinados a
cubrir los gastos de construcción de la línea. El Banco Nacional traspasaba a
Baring $ 1.000,000 en títulos hipotecarios ya caucionados en Londres y una
segunda hipoteca sobre el establecimiento ganadero de Currumalán en la Repú-
blica Argentina, dados en garantía de 390,000 libras esterlinas. Le cedía tam-
bién 565 acciones de Currumalán. A su turno, Baring se daba por pagado de
200,000 libras esterlinas procedentes de letras que había girado el Banco
Nacional por orden y cuenta de don Eduardo Casey.
La casa Baring estaba en liquidación y entre los factores muy lejanos de
su caída podían figurar como hemos dicho ya, la suspensión de pagos del Banco
Nacional y la suspensión del servicio de nuestras deudas públicas.
El Cuerpo Legislativo ratificó el arreglo, poniendo término con ello a la
serie de acciones y' reclamos surgidos del contrato d e construcción de los
ferrocarriles del Oeste.
En el curso del mismo año se proyectó la transferencia de la concesión de
esos ferrocarriles a la «Compañía Uruguay Limitada», sobre la base del depósito
de 1.200,000 libras esterlinas nominales constituido en Londres de acuerdo con
el contrato de creación de la Deuda Consolidada de 1891.
Pero el proyecto no encontró ambiente en el seno de la Asamblea y enton-
ces la Compañía Uruguay, que había intervenido como empresa constructora
por cuenta de los concesionarios de la línea, entabló gestiones para el reem-
bolso de sus gastos. Adviértase que el doctor José Pedro Ramírez, abogado
de la compañía, reconoció en un estudio jurídico inserto en «El Siglo» de la
época, que los materiales embarcados en E u r o p a y las obras construidas, repre-
sentativas de un capital de 500,000 libras esterlinas, «habían desaparecido en
sus cuatro quintas partes». ·
El Poder Ejecutivo dictó al año siguiente un decreto por el cual declaraba
caducado el contrato de construcción de los ferrocarriles del Oeste. La Compa-
ñía Uruguay Limitada se presentó de inmediato ante los Tribunales, para obte-
ner la revocación de ese decreto. Existían, sin duda, vicios de procedimiento,
desde que el contrato prevenía que todas las diferencias que surgieran deberían
someterse al fallo Arbitral. .Eso en cuanto a la forma, que en cuanto al fondo,
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 53

no cabía discusión, desde que la empresa había faltado al cumplimiento del


contrato y había realizado además la venta simulada del Ferrocarril del Norte,
que representaba para el Estado la pérdida de un millón y medio de pesos.
Pero antes de que los Tribunales pronunciaran la última palabra surgió
el problema de la fundación del Banco de la República, sobre la base de un
empréstito que debía lanzarse en la plaza de Londres, y los suministradores de!
capital aprovecharon la oportunidad para exigir la solución inmediata de la
controversia entre el Estado y la Compañía Uruguay Limitada, suscribiéndose
con tal motivo dos contratos, que la Asamblea Legislativa aprobó a mediados
de 1896.
Por el primero de ellos recibía la Compañía 29 7,000 libras esterlinas
efectivas, a cargo del depósito de 1.200,000 libras nominales de Deuda Conso-
lidada constituido en Londres por el concordato de 1891 para asegurar la termi-
nación del ferrocarril a la Colonia. Según el dictamen de la Comisión de Ha-
cienda del Senado, de aquella suma correspondían 157,000 libras a materiales
y el resto a indemnización, obteniéndose por ese medio que el comisionado finan-
ciero don Ernesto Cassell, de Londres, se comprometiera a realizar el empréstito
de un millón de libras esterlinas destinado a capital del Banco de la República.
Por el otro recibía don J u a n B. Médici 600,000 libras nominales, rema-
nente del mismo depósito de Londres y los materiales de la Compañía Uruguay
Limitada, para la construcción de 3 00 kilómetros desde San José hasta Mer-
cedes, con ramales a la Colonia y al puerto del Sauce. El concesionario Médici,
tendría la explotación de la línea durante 60 años, pasado cuyo término que-
daría el Estado como dueño exclusivo de las obras.
En resumidas cuentas, el depósito de 1.200,000 libras esterlinas nominales
que el concordato de 1891 destinó para asegurar la construcción del ferrocarril
de Montevideo a la Colonia, se repartía por partes iguales entre la antigua
compañía constructora y' la nueva, pero ya sin el a r r a n q u e de Montevideo a la
Colonia, sino desde San José a la Colonia.
E n t r e los anexos del Mensaje del Poder Ejecutivo figuraba una carta de
don Francisco Leónidas Barreto, primitivo concesionario de la red del Oeste,
a su apoderado el doctor Julio Herrera y Obes, en que aceptaba la transfe-
rencia a Médici, mediante el pago de 12,000 libras esterlinas al contado y'
100 libras esterlinas por kilómetro, amén de un lote de acciones integradas
de la nueva compañía y la cancelación de una cuenta de 46.311 del Banco Na-
cional en liquidaciÓH. Agregaba el señor Barreto que pedía eso no para él,
sino para sus socios los señores Caimirí y Cleminson.
Médici se apresuró a vender sus derechos a la Empresa del ferrocarril Cen-
tral del Uruguay y la construcción de la linea a Mercedes y la Colonia empezó
de inmediato.
Tal fué la última etapa de la negociación de la red del Oeste, iniciada,
como lo hemos dicho en su oportunidad, mediante un contrato ruinoso en que
el Estado se obligaba a pagar 6,0 0 0 libras esterlinas oro por kilómetro en
bonos de 6 '-/c de interés aforados al 85 %, a raíz de haber afirmado ante la
Asamblea que existían proyectos por 4,000 y'por 4,500 libras esterlinas!

Tranvías.

Las empresas de tranvías de Montevideo movilizaron el siguiente número


de pasajeros d u r a n t e el período que venimos recorriendo:
1894
• • · · . . 16.982,666 1896 . . . . . . . 19.776,313
1895
· · · · . . 18.181,749 1S97 18.210,967

El capital de funcionamiento estaba constituido por 528 vagones ν 3,467


caballos.
54 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Teléfonos.
Las dos empresas de Montevideo tenían 3.439 abonados y 13,440 kiló-
metros de a l a m b r e en 1897. Una de ellas pidió y obtuvo autorización para
extender sus servicios hasta los departamentos de Canelones, San José y Florida.
El Poder Ejecutivo resolvió en este período ligar las comisarías de cam-
paña mediante una red cuyo costo calculaba en $ 250,000, al abrir las sesiones
extraordinarias del Cuerpo Legislativo en 1895. Un año después, y en idéntica
oportunidad, anunciaba el Presidente que el Estado había construido 840 kiló-
metros de líneas telefónicas y 432 de líneas telegráficas.

Telégrafos.

Las siete empresas telegráficas que funcionaban a la sazón tenían 5,471


kilómetros de alambre en 1897, no incluidos los de los ferrocarriles, que suma-
ban 1,601. Esas siete líneas expidieron el siguiente número de telegramas:

1894 283,150 1896 342,800


1895 332,477 1897 319,419

Puentes y caminos.

He aquí el número de obras de vialidad realizadas por las J u n t a s Econó-


m i c o - A d m i n i s t r a t i v a s de los departamentos del interior y' litoral d u r a n t e los
cuatro años transcurridos desde 1894 hasta 189 7:

| I -,
1894 1S95 18ÍMÍ 1807
i

Puentes construidos . IS 20 65 16
» compuestos . 24 42 73 43
Calzadas construidas . 35 88 71 52
» compuestas . 79 124 ,122 74
Ό
Caminos abiertos . 12 ! 7" 5
» compuestos . 121 314 1 294 222

La industria ganadera.
Los expertos más autorizados de la época atribuían a la República, en
los comienzos del año 1893, una existencia de 8.000,000 de animales vacunos.
De ese stock rebajaban el 10 % (800,000), por concepto de las grandes mortan-
dades del año, y el 15 % (2.160,000) que atribuían a las faenas saladeriles y al
consumo de la población y agregaban el 30 % por concepto de procreos, obte-
niendo entonces para 1894 la cifra de 8.324,000 animales vacunos, que al pro-
medio d e % 5 que regía en la época, permitía apreciar ese ramo de la ganadería
en $ 41.620,000.

Carne consumida por la población.

La población del Departamento de Montevideo, que ascendía a 261,182


almas en 1896, consumió el siguiente número de animales durante el quinque-
nio 1 8 9 3 - 1 8 9 7 :
GOBIERNO DE IDIARÏE BORDA 55

SU EQUIVALENTE
Il N U M E R O D E ANIMALES EN KILOS
AÑOS '; (161 por Vacuno y 23 por Ovino)
il Vacunos Ovinos Vacunos Ovinos

1893 ¡I 132,240 09,392 21.290,640 1.366,016


1S94 Il 140,179 55,607 22.568,819 1.27S,P61
1895 Ί 140,709 51,701 22.663,809 1.1S9.123
1S96 : 142,754 48,974 22.983,394 1.126,402
¡897 142,451 52,921 22.934,611 1.217,1 Sl·"

En 189 4 se publicó por primera vez el resultado del servicio veterinario


en los Corrales de la Barra, que estaba a cargo del doctor Heraclio Rivas.
Según el cuadro respectivo habían sido decomisados 44 animales en 189 2,
46 en 1893 y 84 en 1894. La clasificación del último año arrojaba 22 por enfer-
medades febriles, 16 por contusiones, 19 por tuberculosis, 24 por actinomicosis,
1 por infección pútrida, 1 pfcr ictericia y 1 por tumores.
El cuadro de 1896 arrojaba 45 decomisos totales (40 vacunos y 5 ovinos),
y 24 decomisos parciales por concepto,'principalmente, de fiebres, contusiones
y fatigas ( 1 8 ) , hemoglobinuria ( 1 0 ) , tuberculosis (7) y actinomicosis ( 2 1 ) .

La zafra saladeril.

He aquí el número de animales vacunos faenados por los saladeros del


Río de la Plata durante las cuatro zafras correspondientes a la Administra-
ción Idiarte Borda:

Uruguay Argentina

1S93 - 91 846,100 638,200


1894 - «5 869,500 732,800
1S95 - 96 703,900 473,500
189 6 - 97 670,900 481,000

E'n u n a y o t r a m a r g e n d e l P l a t a l a p r o d u c c i ó n a u m e n t a e n l a s e g u n d a
zafra por efecto de la g u e r r a civil de R í o G r a n d e y del a l t o p r e c i o del c h a r -
q u e , y declina en la s u b s i g u i e n t e .
Un c u a d r o e s t a d í s t i c o m á s a m p l i o , q u e a b a r c a los 2 0 a ñ o s c o m p r e n d i -
d o s d e s d e 1 S 7 5 h a s t a 1 8 9 5 . d i s t r i b u y e a s í p o r q u i n q u e n i o s la m a t a n z a sa-
laderil:

Q U Τ Ν Q U Ε Ν 1 CS Uruguay Argentina
i
í
1875 - 80 2.947,926 2.S52.200
1881 - 85 . Ί 3.519,699 2.126,100
1886 - 90 . j 3.375,093 2.736,958
1891 - 95 i 3.723,400
56 ANALES HISTÓRICOS DEL, URUGUAY

La faena uruguaya se intensifica en el segundo quinquenio, baja en e!


tercero y reacciona en el último. La argentina desciende en el segundo quin-
quenio, y luego reacciona, poniéndose al nivel de la producción uruguaya.

El comercio de carnes.

De los libros de los señores Matta y Carulla, importantes corredores de


tasajo, reproducimos las siguientes cantidades quiquenales de carne expor-
tada por los saladeros uruguayos y' los saladeros argentinos desde 18 6 7 hasta
1891 ( q u i n t a l e s ) :

! SALADEROS ' SALADEROS


QUINQUENIOS Ί URUGUAYOS ; ARGENTINOS
i l - - • •— ----- -ι
i¡ A l Brasil A Cuba Al Brasil A Cuba

1 3.884,900 3.862,970
1.649,700
1.430,500 '. 3.935,000 3.286,000
1877-81 i 1.898,630 1.128,800 i 3.859,680 2.601,100
1882-86 ! 3.204,065 898,870 4.439,960 2.220,330
¡
1887-91 || 3.093,530 720,560 4.974,130 2.205,200

La exportación uruguaya al Brasil baja sensiblemente en el segundo y


tercer quinquenios y reacciona en el cuarto, obteniendo un nivel que no al-
canza a mantener en el último quinquenio. La exportación a Cuba baja
persistentemente.
La corriente argentina aumenta casi sin interrupción para el Brasil y dis-
minuye para Cuba.

Precios del tasajo.


Las estadísticas brasileñas asignaban al consumo local de Río de Janeiro
las siguientes cantidades y precios durante el quinquenio 1 8 8 9 - 1 8 9 3 :

1
Kilos Precio por kilo
AÑOS
consumidos en r e i s

1
18S9 . 37.623,532 ISO a 400
1890 . . . . 41.170,094 200 » 520
1891 42.209,085 320 » 520
1892 . . . 45.594,690 320 » 700
1893 . 43.223,090 360 » 1.100

El cambio brasileño descendía fuertemente en esos momentos y tal era


la causa de la aparente valorización del tasajo. Desde 27 peniques había caído
a 9,11, lo que traducía una depreciación del 300 % en el papel circulante.
Los saladeros uruguayos pagaban en la Tablada $ 13,50 por novillo y
$ 8,90 por las vacas en la zafra de 1893 - 1894 y respectivamente 15,25 y 10,13
en la zafra 1 8 9 4 - 1895. Eran esos los precios medios, aunque por los buenos
novillos de invernada alcanzaban a pagar los saladeros del Cerro hasta $ 20
y $ 24 en 1893.
La Aduana brasileña gravaba en 1896 la importación u r u g u a y a a razón
de 70 reis por kilogramo de tasajo y 200 reis por kilogramo de sebo. Según
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA

los cálculos corrientes de la época cada novillo producía término medio 100
kilos de carne y 35 de sebo y' estaba gravado, en consecuencia, por 14,000
reis.
El mercado de Cuba cotizaba el tasajo a los siguientes precios, según los
datos de la casa exportadora Carrau y C.a (reales fuertes, equivalentes a 12
centesimos uruguayos) :

IS'J-l Por cada 11 ' i k i l o s 17 1Í r e a l e s a 20 "·...


1 s ·.) 5 > U ii » 13 » i » •> 1 < "• : ':

Allí también crecían constantemente los derechos de Aduana. En 1.892


rada 100 kilos de tasajo pagaban $ 2,40. Poco después el derecho era elevado
a $ 3,60, y eso mismo con el propósito de ir subiendo, porque casi en seguida
se preocupaban las Cortes de Madrid de dar un salto mucho mayor en la
escala de los derechos, como represalia por nuestras tarifas a los vinos de
España y a los cigarros de la Habana.

A cuánto ascendían los gastos saladeriles en 1895.

Uno de los más importantes saladeristas del Cerro formulaba así, a fines
de 1895, los gastos que tenía que soportar la producción tasajera:
a) En Montevideo, por cada animal faenado, derecho de exportación,
,!
i? 0,70; tablada, 0,05; sal, 0,23; carbón, 0,03; cascos vacíos, 0,24; arrenda-
miento, 0,15; lanchaje, 0.20; comisiones, 0,07; trabajo personal, 1,35. En con-
junto, $ 3,02.
El promedio de la faena de 1892 - 93 había sido de $ 2,8S y el de 1893 - 94
de $ 2,77.'
b) Gastos en Rio de Janeiro, por la carne de cada animal faenado, al pro-
medio de 90 kilos por cabeza y al cambio medio de 12 peniques por 1,000 reis:
flete marítimo, $ 0,63; derechos de importación (154 reis por kilo), comi-
siones, gastos, descuentos, seguros, etc., $ 3,25. En conjunto $ 3,88.
Suma total: $ 6,90 por animal faenado.
Las carnes, agregaba el mismo saladerista, se cotizan actualmente en Río
de Janeiro de 4S0 a 600 reis el kilo. Tomando el precio medio de 540, resulta
para los 90 kilos de' cada animal faenado $ 8,46. Deducidos los gastos, queda
un remanente de $ 1,46 por concepto del negocio de carnes, al que hay que
agregar, naturalmente, el cuero, el sebo y demás productos y subproductos
de saladero.

Creación del Departamento de Ganadería y Agricultura.

El Poder Ejecutivo pidió a la Asamblea en 1895 la refundición de la


Oficina de Inmigración y Colonización, Escuela de Agricultura de Toledo.
Sección de Marcas y Señales y Comisión Nacional de Viticultura, bajo la deno-
minación de Departamento de Ganadería y Agricultura, con un amplio pro-
g r a m a que el Mensaje concretaba así: adquirir y difundir todos los conoci-
mientos que puedan ser útiles a la ganadería y a la agricultura en su más
amplia acepción; obtener, propagar y' distribuir semillas de plantas de cultivo
convenientes al desarrollo agrícola del país; dirigir, impulsar y' vigilar la inmi-
gración y colonización con arreglo a las leyes vigentes sobre la materia; dirigir
y organizar la enseñanza agrícola teórico - práctica en campos de experimen-
tación o en las escuelas experimentales de agricultura y ganadería establecidas
o por establecerse.
Un año después, quedaba creado el Departamento Nacional de Ganadería
y Agricultura, bajo la dependencia del Ministerio de Fomento.
58 -ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Señales p a r a ovejas.
En 1894 se inició ante el Gobierno una gestión encaminada a implantar,
con carácter obligatorio, el sistema de numeración progresiva propuesto por el
señor J u a n Carlos Blanco Sienra, consistente en 10 signos o incisiones, cinco i
en cada oreja, representativos de los números simples, que permitían formar
numerosas combinaciones y dar entonces a cada estanciero una señal propia e
inconfundible. Pero el sistema no contaba con la consagración de la experiencia
y el proyecto quedó subordinado a nuevos estudios.

La g r a n exposición de 1895. Conclusiones votadas por el Congreso de ganadería


y agricultura.

La Sociedad Rural pidió y obtuvo autorización en 189 4 para celebrar


una exposición nacional en la antigua plaza de a r m a s (local actualmente desti-
nado a construcción del Palacio Municipal). La exposición se realizó al año
siguiente con ayuda de un subsidio de $ 50,000 votados por la Asamblea.
Abarcaba una sección de ganadería, una sección de agricultura, una sección de
artículos fabriles y una sección de maquinarias, todas ellas muy bien organi-
zadas y que daban una idea exacta de las industrias agropecuarias y ramos
anexos en esos momentos.
En el salón principal de la exposición funcionó además un Congreso de
Ganadería y Agricultura bajo la presidencia del doctor Carlos María de Pena,
con asistencia de m á s de 300 ganaderos, agricultores y personas versadas en
cuestiones de economía política, ganadería y agricultura, que planteó y estudió
importantes temas del día, relacionados con la colonización agropecuaria, la
vialidad y el saneamiento de la propiedad territorial. He aquí algunas de las
conclusiones votadas:
«Deben registrarse todos los actos jurídicos que afecten el dominio de los
bienes raíces y sus desmembraciones, so pena de que no puedan invocarse con-
t r a terceros sino desde la fecha de su inscripción en el registro. Debe dictarse
una ley sobre tierras fiscales que admita la prescripción a favor de los posee-
dores y promueva la formación del catastro.
«Debe estimularse el crédito rural mediante la creación de bancos popu-
lares y cajas, según el plan ideado en Alemania e Italia y otorgando a algún
banco actual o que en lo porvenir se funde, ciertos privilegios y favores, a
condición de que establezca una sección de crédito rural con ramificación en
la campaña y preste a los agricultores y hacendados sobre letras renovables o
amortizables a largos plazos y con moderado interés.
«Los ganados deben venderse al peso, como medio de estimular los engor-
des, dando ejemplo los poderes públicos y municipales mediante la colocación
de corrales - básculas en la Tablada. Es necesario modificar y perfeccionar los
vagones de ferrocarriles destinados al transporte de ganados y abaratar los
fletes.
«Debe promoverse el fomento de nuestras industrias madres con la crea-
ción inmediata del Departamento de Ganadería y' Agricultura, dotado de am-
plias atribuciones.
«Para mejorar la vialidad rural debe nombrarse comisiones populares en
todas las secciones de campaña, encargadas de proyectar y dirigir los trabajos,
sobre la base de recursos del vecindario y de las J u n t a s Departamentales.
«Es urgente descentralizar las rentas y dotar a las J u n t a s de amplias facul-
tades en todo lo relativo a vialidad, imponiéndoseles, no obstante, un régimen
de severa fiscalización y el deber de publicar mensualmente el estado de la
recaudación Θ inversión de los fondos.
«Los poderes públicos deben fomentar la creación y' conservación de bos-
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 59

ques. Los estancieros deben a su vez plantar bosques en las colinas, que ser-
virán de rodeo en verano y mejorarán los pastos de las laderas.
«Debe organizarse por intermedio de la Sociedad Rural un registro gana-
dero calcado en el que existe en Inglaterra.
«Los campos deben tenerse holgados y con praderas artificiales.
«En materia de enseñanza rural, debe propeiulerse a la reforma de los
programas vigentes de las escuelas públicas y a la creación de escuelas ambu-
lantes y' aumento de escuelas fijas, con inclusión de la educación cívica, y de
las nociones teórico - prácticas de agricultura y zootecnia; debe aumentarse el
sueldo de los maestros; establecerse cada tres años el censo; crearse una
escuela de agricultura y un servicio meteorológico nacional.
«No hay conveniencia en imponer sacrificios y esfuerzos considerables para
estimular oficialmente la inmigración en la República, mientras nuestra situa-
ción económico - financiera no permita facilidades de capital y de crédito, de-
biendo entre tanto limitarse la acción oficial a a m p a r a r y proteger la inmi-
gración espontánea, a establecer en cada departamento un centro agrícola sobre
la base de que el colono paieda hacerse propietario en 10 años y a proteger
a las empresas colonizadoras mediante exoneración de impuestos y otras
medidas.
«Urge propender al levantamiento del censo general de la República.
«E'n materia de viticultura, debe procederse a la regeneración de los
actuales viñedos, con vides americanas y las variedades que hayan dado mayor
rendimiento en nuestro suelo.
«Urge establecer una oficina química que reglamente y vigile la venta de
bebidas alcohólicas.
«Conviene reformar el Código Rural.
«Las policías de campaña deben reclutarse entre individuos de buenas
costumbres y de cierto nivel intelectual, aumentándose para ello los sueldos y
dándose ciertas comodidades, de que hoy carecen, a las comisarías de campaña.»
También se discutió en el seno del Congreso la conveniencia de proceder
al saneamiento de la titulación territorial, mediante la adaptación del registro
Torrens. Pero faltó tiempo para uniformar los pareceres y no fué posible for-
mular conclusión alguna sobre el particular.

I*a agricultura.

Del grado de progreso alcanzado por la agricultura en este período, ins-


truye el siguiente resumen de la estadística levantada por las jefaturas de
policías, de acuerdo con las instrucciones del Ministerio de Fomento:

1802 ι S!>:¡ 1S1I4

H e c t á r e a s ele ι π μ - ο 150,219 2 0 7,3 M 2 2113,701!


Hectolitros sembrados 151.6117 J9Ï.52S 2115,1! 2
» cosechadυs 1 .160,642 2. 000.71 Ρ 3 . 1 12.01 1
H e c t á r e a s de m a í z . 10o,S70 137.1SK 125,73 1
Hectolitros sembrados •1S.2 20 [Link].") 50.S37
» cosechados 1 .233.502 1.110,33 5 1 . S.-J1.5S2

Rendimiento por hectárea sembrada y por hectolitro de semilla:


60 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

1802 1S93 ij 1884


! ;í ~
Trigo ', Maíz Trigo i Maíz ¡I T r i g o ' Maíz

Cosechado por hectárea . 7,29 11,65 0,69 8,16 14,73


» » hectolitro 7,65 25,58 10,70 25,51 30,94

El número de agricultores que trabajaban por su cuenta era de 21,3 2 4


en 1892, de 22,238 en 1893, de 21,045 en 1894. Esos agricultores se clasifi-
caban así, del doble punto de vista de su nacionalidad y de sus derechos a la
tierra cultivada :

AΝ O S Uruguayos Extranjero? Propietarios Arrendatarios

1892 . . . . ! 10,353 10,971 10,853 10,471


1S93 . . . . ! 10,764 11,474 11,566 10,672
1894 . . . . 10,780 10.265 10,853 10,191

He aquí, finalmente, el número de personas ocupadas en los trabajos


agrícolas :
1S92 37,762
1893' 44,964
1894 40,751

El valor d e una cosecha.


Don Arsenio Lermitte, importante corredor de cereales, refiriéndose a
la cosecha de trigo de 1895, decía que había sido calculada en 200.000,000
de kilos, sobre la base de un rendimiento de 8 a 10 por 1; pero que el resultado
había sido de 15 % y' en casos excepcionales de 30 y hasta de 50, rendimiento,
verdaderamente fenomenal en nuestras tierras empobrecidas. Los cálculos de
plaza habían subido por efecto de ello a 300.000,000 de kilos, que se distri-
buían así:

P a r a consumo y semilla . 120.000,000


P a r a e x p o r t a c i ó n ríe t r i g o 120.000,000
P a r a e x p o r t a c i ó n de h a r i n a s 60.000,000

Al precio medio de $ 1,50 los 100 kilos, subía el valor de la cosecha de-
trigo a $ 4.500,000 y agregados los gastos de acarreo, barraeaje, lanchaje y
bolsas vacías (1.500,000) a $ 6.000,000.
El mismo corredor calculaba la cosecha de maíz en 77 millones de kilos
y su valor al tipo de $ 1,60 los 100 kilos, con el agregado de los gastos
de acarreo, bolsas, etc., en $ 1.400,000.
En conjunto, siete y medio millones de pesos en números redondos, para
los dos renglones principales de la agricultura nacional.
Las cosechas de 1894 y 1895 fueron realmente excepcionales y' provocaron,
como es natural, u n a fuerte baja en los precios, que no permitió a los agri-
cultores compensar las estrecheces de los cuatro o cinco años anteriores.
Bajo la presión del desaliento que causaban el trigo a $ 1,50 y el maíz
a $ 1,60 los 100 kilos, formuló así el ingeniero don Carlos A. Arocena, jefe
GOBIERNO DE IDIAKTK BORDA 61

de un importante establecimiento agropecuario de Paysandú, el siguiente ba-


lance de una chacra de 80 hectáreas:
Capital de instalación: ranchos, arados, rastras, bueyes y caballos, sega-
dora, carreta y aperos de labranza: $ 1,024; gastos anuales de semillas, ali-
mento de una familia compuesta de 7 personas de trabajo, hilo y aceite para la
segadora, alquiler de trilladora, bolsas, fletes, arrendamiento de campo y
deterioros de capital, $ 1,185, sin calcular el interés del capital; cosecha.
calculando un buen rendimiento de 9 00 kilos por hectárea, al precio de $ 1,5 0
los 100 kilos, $ 1,080.
En resumen, $ 105 menos que el monto de los gastos.
P a r a combatir el desaliento que cundía, aconsejaba el ingeniero Aroccna
la evolución hacia la granja agropecuaria, como medio de asociar la ganadería
y la agricultura.
Otra de las dificultades con que luchaba la agricultura de los departa-
mentos de campaña, era la carestía de los fletes. Un progresista estanciero de
Tacuarembó destinó parte de su campo a la labranza, y' obtuvo en 189 6 una
espléndida cosecha. Pero como él mismo lo hizo público, al formular el cálculo
de los gastos, especialmente los' fletes ferrocarrileros, resultó que desaparecía
totalmente el valor de la cosecha, y entonces se abstuvo de dirigir sus remesas
a Montevideo.
Y otro de los contratiempos, lo constituía la langosta, que en 1893 apa-
reció en grandes mangas, reanudando la obra de devastación consumada en
1890 y 1891.
Una ley de 1897 autorizó al Poder Ejecutivo para permitir la libre impor-
tación de trigo de semilla. E r a una medida persistentemente reclamada por la
Asociación Rural.

La Escuela Agropecuaria de Toledo.

En 1894 se dio comienzo a la organización de la Escuela de Agricultura y


Granja Experimental en el campo fiscal de Toledo, propuesta durante el go-
bierno anterior por el Ministro de Fomento, don J u a n Alberto Capurro.
La ley sancionada en ese año dispuso que la Escuela de Agricultura ten-
dría el programa de las escuelas públicas de tercer grado, complementado
con principios de Historia Natural, Zootecnia, Veterinaria, Botánica General,
Meteorología agrícola, Agricultura, .Arboricultura, Viticultura, Matemáticas.
Química, Física, Maquinaria agrícola, Industrias rurales, Dibujo, Economía
y Legislación rural y' Contabilidad agrícola; y que la Granja haría experi-
mentos sobre los principales cultivos, haría ensayos, practicaría el análisis
de las tierras, estudiaría los insectos nocivos y la formación de viveros de
cepas americanas. En la Escuela tendrían cabida hasta 50 alumnos y 25 ca-
pataces. Bastarían dos años de estudio para adquirir el diploma de capataz
rural. Se procedería a la contratación, en el extranjero, de un director coa
$ 3,600 al año, y habría además dos profesores superiores y uno de enseñanza
primaria.
En los mismos momentos en que se procuraba dar nuevo impulso a la
Escuela de Toledo, aunque sin resultados prácticos, como veremos después.
se suprimía la Escuela Agropecuaria que funcionaba en Florida, de acuerdo
con un dictamen suscrito por don Teodoro Alvarez, don Enrique Diez Ocampo
y don José B. Miranda que terminaba así:
«E'n los 10 años que hace que funciona esta titulada Escuela Agrope-
cuaria, no ha producido el más mínimo beneficio; nada se ha enseñado en
ella; no se ha hecho otra cosa que malgastar los recursos que se habían en-
tregado por el Estado y por los particulares, sin que nadie de los que estaban
en el deber de hacerlo, haya denunciado al Gobierno públicamente al menos.
la escandalosa ineficacia de esta institución.»
62 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Extinción de la filoxera.

La filoxera seguía haciendo estragos en casi todos los viñedos. El Go-


bierno nombró en 189 4 una comisión compuesta de don Lucas Herrera y
Obes, don Pablo Varzi, don Carlos M. de Pena, don Carlos Búrmester, don
Luis Lerena Lenguas, don Federico Vidiella, don José Arechavaleta y don
Pedro Margat, para proyectar un plan de campaña contra esa plaga. Y de
acuerdo con lo aconsejado por la comisión y' aprobado por el Poder Ejecutivo,
la Asamblea dictó al año siguiente una ley por la que se creaba una comisión
central honoraria, con inspectores rentados y subcomisiones departamentales;
se reglamentaba la importación y circulación de vides y sarmientos, y se or-
denaba la exploración de todos los viñedos, para determinar las zonas filo-
xeradas.
La estadística de 1897 arojaba una existencia de 824 viñedos, con 3,610
hectáreas, 15,243,268 cepas, una vendimia de 7.388,562 kilos de uva y una
población trabajadora compuesta de 1,784 peones.

La industria tabacalera.

El ingeniero agrónomo don Domingo L. Simoes fué comisionado en


1895 para practicar el examen de los tabacales del Departamento de Rivera;
y produjo un informe en que decía que era enorme el contrabando fronterizo
y que era difícil combatirlo, por las facilidades que ofrecía la frontera al
pasaje de las cargas y a la vez por la lentitud de los trámites que quitaba
todo aliciente a las denuncias, puesto que las mercaderías quedaban inu-
tilizadas antes 'de que pudieran ser entregadas al denunciante. La genera-
lidad de los plantadores, agregaba el señor Simoes, carece de aptitudes para
la industria a que se dedica.

Otras industrias. Leyes de fomento.

Una ley de 1894 autorizó al Poder Ejecutivo para contratar con el doctor
Fructuoso Pittaluga el establecimiento de una fábrica y refinería de azúcar,
con ? 250,000 de capital. Durante 5 años el concesionario podría importar
azúcares centrífugos, pagando 50 milésimos por kilo, azúcares terciados,
pagando 2 centesimos por kilo, y melazas, l i b r e s ' d e derecho. Esa concesión
fué'transferida a una compañía belga, representada por don Mauricio Hachte,
con capital de 600,000 francos.
Dos años después fueron aprobados los estatutos de la Refinería y
Destilería del Uruguay con un capital de 3.000,000 de francos y un pro-
grama amplio en que entraba la fabricación y refinación de azúcar, la elabo-
ración de alcohol y la plantación de remolacha.
Mediante otras leyes de estímulo a la producción nacional fué rebajado
en 1894 el derecho de importación sobre la arpillera, del 25 % al 10 %,
con el propósito de impulsar la fabricación de bolsas; se eximió en 1896
de derechos de importación la pasta de fibra vegetal, destinada a la fabri-
cación de papel; y se autorizó en 189 7 la devolución del impuesto interno
de consumo a la cerveza que exportasen las fábricas nacionales.
Al discutirse otra de las leyes protectoras, relativa al planteamiento
de una fábrica de paños proyectada por el señor Buhigas, denunció la prensa
que algunos de los legisladores estaban asociados al concesionario. La Cá-
m a r a nombró una comisión investigadora, y', después de largos y acalorados
debates declaró, por 39 votos contra 11, que no estaban probadas las acu-
saciones.
GOBIERNO DE ID1AKTK BORDA (i3

L a p e s c a ele l o b o s .

L a A s a m b l e a r e s o l v i ó en 1 8 9 5 q u e la p e s c a de l o b o s en l a s c o s t a s del
E s t e , q u e h a s t a e n t o n c e s e r a c o n c e d i d a a d m i n i s t r a t i v a m e n t e , f u e r a en lo
s u c e s i v o s a c a d a a l i c i t a c i ó n p ú b l i c a , p a r a e v i t a r los g r a n d e s e i n c a l i f i c a b l e s
a b u s o s de q u e h e m o s t e n i d o o p o r t u n i d a d d e h a b l a r a n t e s d e a h o r a . E s a n u e v a
ley c r e ó u n i m p u e s t o de 40 c e n t e s i m o s p o r piel y 8 c e n t e s i m o s p o r carta
10 k i l o s de a c e i t e , con d e s t i n o a o b r a s p ú b l i c a s y c a m i n o s de R o c h a y
Maldonado.
U n a e s t a d í s t i c a l e v a n t a d a p o r el J e f e P o l í t i c o d e M a l d o n a d o , d o n E l i a s
D e v i n c e n z i , e s t a b l e c í a l a s s i g u i e n t e s c i f r a s , c o m o b a l a n c e de los 21 a ñ o s
corridos de 1873 a 1893:

303,640 pieles a $ 4,70 cada una S 1 . i Li 7,108


50,165 a r r o b a s de aceite a $ 1,40 > C0.1SS
Gastos de f a e n a e i m p u e s t o s » 380,248

L a C o m i s i ó n de H a c i e n d a de la C á m a r a de D i p u t a d o s , q u e c o m p l e t ó l o -
d a t o s con los de 18 9 4, f o r m u l a b a e s t e n u e v o b a l a n c e :

Número de pieles . 324,403


A r r o b a s de aceite 54,231
Derechos m u n i c i p a l e s S G7,035

Producto obtenido:

Valor de las pieles a $ 4,70 c/u 1.524,694


Aceite a $ 1,20 la a r r o b a . 65,007

Gastos:

Arrendamiento a 6 y 7,000 p e s o s anuales .·> 208,035


G a s t o s do f a e n a , fletes, etc > 159,480
Comisiones 33,000

8 400,510

U t i l i d a d e s de la e m p r e s a , $ 1 . 1 8 9 , 2 5 4 . o sea p o r a ñ o $ 5 4 , 0 5 7 .
A d v i é r t a s e , sin e m b a r g o , q u e t a n t o el s e ñ o r D e v i n c e n z i c o m o la C o m i s i ó n
de H a c i e n d a , p a r t í a n , en c u a n t o a la c a n t i d a d de p i e l e s , de la d e c l a r a c i ó n
d e la e m p r e s a c o n c e s i o n a r i a p a r a el p a g o del i m p u e s t o , y en c u a n t o a p r e c i o s ,
d e u n p r o m e d i o m u y b a j o , c o m o q u e las p i e l e s f i n a s se c o t i z a b a n al doble
y al t r i p l e d e l tipo a d o p t a d o .
L a licitación d e 1 8 9 5 p e r m i t i ó o b t e n e r al E s t a d o el p r e c i o a n u a l de
$ 3 2 , 0 0 0 , c o n t r a el de 7,000 v i g e n t e d e s d e el a ñ o 1 S S 5 .

M i n a s d e oro.

L a e x p l o t a c i ó n m i n e r a s e g u í a en d e c a d e n c i a . E l m i n e r a l b e n e f i c i a d o
( 3 , 6 4 1 t o n e l a d a s e n 1 8 9 4 ; 7,834 en 1 8 9 5 ; 4.193 en 1 8 9 6 ) dio u n p r o d u c t o
en oro, r e s p e c t i v a m e n t e , d e 34, 6 1 y 55 k i l o s .
E n el p r i m e r o d e esos a ñ o s , la C o m p a ñ í a Gold F i e l d of U r u g u a y , q u e
e r a la m á s i m p o r t a n t e de Cuñapirú, suspendió t o t a l m e n t e sus trabajos, a raíz
d e la n e g a t i v a de los a c c i o n i s t a s a r e f o r z a r el c a p i t a l de 1 0 0 , 0 0 0 l i b r a s
e s t e r l i n a s y'a i n v e r t i d o en la e x p l o t a c i ó n .
64 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

La industria pedrera.

De la corriente de exportación alimentada por la industria pedrera de


n u e s t r a s receptorías del Uruguay, dan idea estas cifras, presentadas a la Cá-
m a r a de Senadores en 189 5: \

AXOS T o n e l a d a s de piedra Toneladas de a r e n a


í

1.S90 3S1.169 ' 2715,145


1S!U .126,560 115,640
1S92 6S.412 S7.422
1S93 64.679 110,403
1S94 \x 7:5,412 125,105

La producción de vino.

Los viticultores y corredores del ramo calculaban la producción nacional


de 1894 entre 14 a 15.000 bordelesas (28 a 31,000 hectolitros) y la de 1895
entre 18 a 20 mil bordelesas (37 a 41,000 hectolitros) y fijaban sus pre-
cios a razón de $ 8 el hectolitro, lo que arrojaba alrededor de $ 300,000.

Como se apreciaba la Sección Uruguaya en la exposición de Chicago.

A la Exposición de Chicago, celebrada en 1894, fueron llevados muchos


de los productos de la industria uruguaya, y v de la impresión causada por
nuestros muestrarios dan idea estas palabras escritas en el álbum que esta-
ba a la e n t r a d a del pabellón:
De J. M. Gibbons, jefe del departamento de premios, sección de Artes
Liberales:
«En medio de todo lo más adelantado, está la pequeña, pero vigorosa
gigante, Uruguay.»
De la baronesa de Wilson, vicepresidente del Congreso General, sección
de Educación:
«Loor al Uruguay y a sus hijos, que han invadido de lleno el hermoso
camino de la ilustración y del trabajo.»

Números) de patentables.

En 1890 había en toda la República 18,773 industriales, comerciantes


y profesionales que pagaban Patentes de Giro (10,19 5 correspondían al
Departamento de Montevideo). Los capitales declarados montaban a $ 69.137,683
(51.031,162 de Montevideo). El número de dependientes ascendía a 12,019 y
el de los obreros a 16,922 (7,303. y 11,098 de Montevideo).

Movimiento de obreros. Huelgas.


Los obreros empezaron a organizarse activamente en 1895, con el pro-
pósito de obtener mejoras de horario y' de salario y de recurrir a la huelga
en caso necesario.
Uno de los gremios que encabezaba el movimiento, el de los albañiles,
fué el primero en declararse en huelga y no en forma pacífica, sino en forma
agresiva para los que continuaban en el trabajo. La J u n t a Económico-
Administrativa de Montevideo se dirigió en el acto al Gobierno, pidiendo el
j e t i r o de la personalidad jurídica a la «Sociedad de Obreros Albañiles y
GOBIERNO DB IDIAETE BORDA 65

Anexos de Mutuo Mejoramiento» y el Gobierno, luego de oir al Fiscal, hizo


lugar al pedido. «La Sociedad de Albañiles, decía el Fiscal de Gobierno, ha
desnaturalizado el objeto de su institución, al t r a t a r con amenazas de impedir
el trabajo de los demás».
Las huelgas continuaron en todo el curso del año siguiente. Los esti-
badores, los cocheros, los guardatrenes, los zapateros, los obreros de carrua-
jes, los carpinteros, los pintores, los herreros, los tipógrafos y los vendedores
de diarios, abandonaron en diversos períodos el trabajo, a la espera de un
aumento en los salarios o de una disminución en los horarios. Los tipógrafos
conquistaron el horario de 8 horas para el turno de día y de 7 horas para
el turno de la noche.

Legislación bancaria. Liquidación del Banco Nacional.

La moratoria de tres años acordada a la liquidación del Banco Nacional,


durante la Administración Herrera y Obes, vencía en marzo de 1895.
En la víspera del vencimiento del plazo el Poder Ejecutivo presentó un
proyecto de ley, por el cual se acordaba una nueva moratoria de dos años.
La liquidación se realizaría administrativamente, por intermedio de una
comisión compuesta por el contador general de la Nación, el jefe de la Ofi-
cina de Crédito Público y' un gerente contador. El pago de los depósitos
judiciales se atendería íntegramente cuando los giros no excedieran de
$ 15,000 y hasta el 50 % en los demás casos, mientras la Oficina de Crédito
Público no tuviera recursos para ello. Los nuevos depósitos judiciales se
harían en la misma Oficina de Crédito Público.
E n t r e los documentos que acompañaba el Poder Ejecutivo figuraba un
informe de la comisión liquidadora, que abarcaba el período transcurrido
desde julio de 1892 hasta febrero de 1895. La comisión aforaba los fondos
públicos y acciones de la cartera del Banco, en $ 1.147,030. Sobresalían en
ese rubro, 11,260 acciones de la Luz Eléctrica, aforadas en $ 844,500;
3,746 acciones de la Sociedad de Colonización y Fomento, aforadas en
$ 131,110; 800 acciones del Ferrocarril y Tranvía del Norte, aforadas en
$ 160,000. Y tasaba 60 propiedades inmuebles, entre fincas, terrenos y
campos en $ 756,754.
La Comisión de Hacienda de la Cámara de Diputados resolvió dar al
proyecto una orientación más práctica y rápida. Los depósitos de la Junta
Económico - Administrativa, que ascendían a $ 1.986,892, se cubrirían de
inmediato mediante la entrega de acciones y terrenos; los depósitos judi-
ciales y' la emisión circulante, que ascendían a $ 1.864,912 y los créditos
simples, que subían a $ 1.023,996. se cubrirían también de inmediato con
títulos de Deuda Pública.
La ley de liquidación de 1896, surgida de ese plan, creó una comisión
liquidadora de tres miembros nombrados por el Gobierno de acuerdo con el
Senado; prorrogó las moratorias por dos años más, y creó la Deuda de
Liquidación con un servicio de 6 <~/r. de interés y 4 r/r, de amortización acu-
mulativa y a la puja. La nueva deuda se aplicaría ene una i>< ni!ieoción del jfl r/¡.
al pago de los depósitos judiciales de 1891 ($ 922,438); de los depósitos
judiciales de 1870 y 1875 ($ 44,897); de la emisión circulante ($ 53:!,977 »:
de los depósitos administrativos del Ferrocarril Midland ($ 47,000). Monto.
con la boniflcacióifdel 20 % ($ 309,662), % 1.857,976. Y *¡,¡ b< nilira ci im ιιΐι/ιι-,κι,
al pago de varios créditos de particulares, por $ 344,921; de los depósitos
de algunas dependencias del Estado, por $ 24,233; del saldo de la Junta
Económico-Administrativa de Montevideo, por 150,000 y de las Comisione«
Departamentales de Obras Públicas, por $ 289,749. Monto, $ 808,904.
A la Junta Económico - Administrativa de Montevideo se le entregaban,
además 14,260 acciones de la empresa de la Luz Eléctrica y 3 5 hectáreas de
66 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

terrenos en las proximidades de la playa Ramírez. La explotación de la luz


eléctrica se haría por intermedio de una empresa a r r e n d a t a r i a y' los terrenos
de la playa Ramírez se destinarían a la formación de un parque urbano.
A la Comisión Nacional de Caridad le adjudicaba la misma ley 50 hec-
t á r e a s de campo en Melilla, con destino a un sanatorio de tuberculosos.
El Poder Ejecutivo quedaba autorizado para reservar otras propiedades con
destino a oficinas públicas, escuelas y comisarías.
Los depósitos judiciales continuarían haciéndose en la Oficina de Cré-
dito Público, a disposición exclusiva de los juzgados y' tribunales que los
hubieran decretado.
Del monto autorizado de la deuda de liquidación ($ 2.668,000), sólo
alcanzó a emitirse $ 2.406,324.'

Las pérdidas multiniillonarias del Banco Nacional.


El balance presentado por la comisión liquidadora, en febrero de 1895.
o sea al vencimiento de la moratoria de t r e s años concedida por la ley
de 1892, fijaba así las cuentas más gruesas del pasivo:
Adeudado a la J u n t a Económico - Administrativa de Montevideo, $ 1.986,892;
adeudado al Gobierno, cuenta general, cuenta especial del 5 % adicional de
Aduana y servicio de deudas públicas, $ 2.026,784; adeudado por depósitos
judiciales, $ 922,437; adeudado por billetes, $ 556,352. En conjunto:
$ 5.492,465.
A esas cuatro partidas del balance había que agregar el capital del Banco
($ 10.000,000), la Deuda de Garantía dada a los accionistas para constituir
el Banco Hipotecario ($ 4.000,000), cuyo servicio de 4 % de interés y 1 %
de amortización absorbería $ 8.200,000 en 41 años; el Empréstito Brasileño
por $ 3.500,000, con un servicio de 5 % de interés y 1 % de amortización, que
absorbería $ 7.700,000 en 33 y' 2/3 de años, y varios créditos particulares
por % 819,135.
En conjunto: % 32.211,600.
El activo del balance de febrero de 1895 ascendía en números redondos
a $ 9.983,984. Pero adviértase que>los deudores eran insolventes en su inmensa
mayoría y' que las propiedades y acciones estaban aforadas a precios excesiva-
mente altos. Para la Comisión de Hacienda de la Cámara de Diputados, -pasaban
de ocho millones las cuentas incobrables. Y así tenía que ser, si se considera que el
Banco Nacional era la caja a que acudían todos los especuladores de Bolsa, los
grandes y los chicos, destacándose entre los primeros don Eduardo Casey, que
llegó a adeudar él sólo 5 y Ί/> millones de pesos, o sea más de la mitad del
capital del Banco.

Fundación del Banco de la República.


Tal era el desastroso estado de la liquidación del Banco Nacional cuando
el Presidente Idiarte Borda, reanudando las persistentes gestiones de su ante-
cesor, presentó a la Asamblea, en diciembre de 1895, su proyecto de fundación
del Banco de la República, sobre la base de un empréstito de 5 % de interés
y 1 % de amortización, hasta el montó necesario para obtener $ 5.000,000
efectivos. J u n t a m e n t e con ese proyecto presentaba otro el Gobierno por el cual
se entregaba a la compañía concesionaria del ferrocarril a la Colonia 300,000
libras esterlinas, equivalentes a $ 1.410,000 oro, que se tomaVían del depósito
de 1.200,000 libras de Deuda Consolidada constituido en Londres para asegurar
la terminación del ferrocarril a la Colonia.
Expresaba el Poder Ejecutivo en su Mensaje que aún cuando la concesión
había sido anulada, era necesario pagar los gastos hechos, que podían estimarse
en 500,000 libras y que además se facilitaba con ello el lanzamiento del empréstito
destinado a la fundación del Banco de la Bepública.
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 67

Mediante esa operación, decía el Poder Ejecutivo, se propiciará el Estado


«la buena voluntad de elementos financieros importantes de la plaza de Londres,
que habrían alegado cualquier dificultad, tanto por lo que respecta a la dispo-
nibilidad de 1.200,000 de libras esterlinas en deuda, cuanto por las facilidades
de otro orden para operaciones de crédito externo, que, como la realización de
un empréstito para fundar una institución bancaria, estarían dispuestos a
patrocinar, siempre que se concertase con ellos un arreglo equitativo por el
cual les fuera posible resarcirse en algo de los caudales comprometidos en la
operación de construcción de los ferrocarriles del Oeste».
Recuérdese, en cuanto a resarcimiento de pretendidos perjuicios, que el
Estado era la única víctima, como que tuvo que cargar con la compra simulada
del tranvía del Norte por un millón y medio de pesos; y' en cuanto a materiales
y gastos, la declaración del abogado de la empresa constructora, doctor José
P. Ramírez, según la cual los materiales de obras aforados en 500,000 libras
«eran valores que habían desaparecido en sus 4|5 partes».
Tenía que ser, pues, y fué muy fuerte, la oposición de la prensa indepen-
diente contra la creación del nuevo establecimiento de crédito. Estaban a la
vista los escombros del Banco Nacional. E'l régimen de gobierno no había va-
riado. Los mismos hombres que habían presidido el derrumbe del Banco Na-
cional estaban en el gobierno y era de temerse, en consecuencia, que bajo su
influencia tuviera igual destino el Banco de la República que se trataba de
fundar.
Hubo también protestas en el Parlamento.
Existe un decreto del Poder Ejecutivo, dijo el doctor Campisteguy, que
declara caducado el contrato de construcción de los ferrocarriles del Oeste y
ha expresado el Ministro de Hacienda en el seno de la Comisión de Fomento,
que el costo de los materiales que se van a entregar al Estado sube a 150,000
libras esterlinas. Pues bien, esas 150,000 libras esterlinas constituyen una prima
del empréstito que se va a realizar. Si la operación de los ferrocarriles no se
realiza, tampoco se realiza el empréstito.
El grupo de banqueros que se hace cargo del empréstito, manifestó el
diputado Picardo, exige como condición ineludible para la realización del
empréstito el arreglo de los ferrocarriles del Oeste.
Los materiales de los ferrocarriles, agregó el señor Bachini, no valen
80,000 libras y el tístado va a pagar 300,000!
Pero la mayoría del Cuerpo Legislativo obedecía al Gobierno y' los pro-
yectos fueron votados.

La carta orgánica del Banco de la República.

La ley de 1896 autorizó la fundación del Banco de la República, con un


capital de S 10.000,000 efectivos, representados por $ 12.000,00o nominales
en acciones.
De acuerdo con sus disposiciones, la primera mitad del capital sería entre-
gada por el Estado y la segunda suscrita por los particulares. La concesión
sería por 30 años. Se establecerían sucursales o agencias en las capitales de
todos los departamentos, con ayuda del 40 % del capital inicial.
El Banco podría emitir billetes mayores hasta el duplo de su capital reali-
zado y gozaría del privilegio exclusivo de emitir billetes menores de $ 10 hasta
el 50 % del mismo capital. Una vez vencidas las concesiones acordadas a los
bancos particulares para emitir billetes de $ 10 arriba, adquiriría el Banco de
Ja República el monopolio de la emisión.
Todos los depósitos judiciales se harían en el Banco, pero se garantizaría
su reembolso con títulos de Deuda Pública. Tendría a la vez el Banco el depó-
sito d e los fondos procedentes de las oficinas recaudadoras de rentas públicas.
68 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Habría un encaje de oro igual al 40 % de la emisión mayor y de los


depósitos a la vista.
El Banco habilitaría el establecimiento de cajas rurales. Haría el servicio
de las deudas públicas. Fundaría un Monte de Piedad Nacional, cuyos préstamos
no podrían devengar más del 18 % anual. Estaría exento de Contribución Inmo-
biliaria por los edificios de sus oficinas y de Papel Sellado, Timbres y' cualquier
otro impuesto nacional o municipal.
Abriría al Gobierno una cuenta corriente en descubierto basta $ 1.000,000,
mientras el capital fuera de % 5.000,000 y del doble cuando fuera de
$ 10.000,000.
El directorio se compondría de un presidente y seis vocales. Su elección
correspondería totalmente al Estado, mientras no se cubrieran las acciones de
la segunda serie. Pero una vez cubiertas, el Estado nombraría presidente y
dos vocales y los accionistas el resto.
El directorio podría nombrar y destituir el personal del Banco y fijar sus
dotaciones de acuerdo con el Poder Ejecutivo mientras no se cubrieran todas
las acciones.
Podría el Banco acordar créditos en descubierto hasta $ 80,000, como
máximo, a una misma persona o sociedad, necesitándose el voto de tres direc-
tores en los préstamos hasta 30,000 y de cinco en los de may'or cantidad.
Tales eran las bases capitales de la nueva institución de crédito.
Al tiempo de su sanción funcionaban dos bancos particulares emisores,
el Banco de Londres del Río de la Plata y el Banco Italiano del Uruguay,
con un encaje global (balance del mes de abril) de $ 6.756,173 y una emisión
circulante de $ 4.048,600.

Cómo se fortnó el capital inicial del Banco <le la República.

El Poder Ejecutivo quedaba autorizado, a la vez, para adquirir el capita!


inicial del Banco ds la República mediante la contratación de un empréstito
que produjera los % 5.000,000 correspondientes al Estado. E'l empréstito gozaría
del 5 al 6 % de interés y del 1 % de amortización acumulativa y a la puja;
tendría la garantía del 5 yz % de la renta aduanera, y sería emitido a un tipo
proporcional al de cotización de la Deuda Consolidada, con un margen para su
colocación, que no podría exceder del 4 V· r/c sobre el valor de los títulos que
se emitieran.
Al lanzar el empréstito la Deuda Consolidada se cotizaba en Londres al
51 y, c/c. Y véase cómo explicaba el Directorio el resultado de la operación:
La equivalencia del Empréstito del 5 % con la Deuda Consolidada del
3 y2 % era de 73,574 %, y a ese tipo fué lanzado el empréstito. Hecha la
rebaja del 4 y, % de comisión a favor de los prestamistas, y de 0,76 por
diferencias de plazo entre la realización del empréstito y' la emisión de los
títulos, resultó el tipo de 69,314 %, representativo de $ 7.834,900 nominales
y de $ 5.352,330 efectivos. Sobre esa cantidad hubo necesidad de hacer una
nueva rebaja de $ 352,230, por concepto de comisiones y honorarios de los
interventores, quedando entonces reducido el saldo definitivo a $ 5.000,000.
El resultado era verdaderamente deplorable, como se ve. Agregúese que
del oro obtenido hubo que entregar a la compañía constructora de los ferro-
carriles del Oeste 297,000 libras esterlinas, a cambio de la mitad del depósito
de Deuda Consolidada existente en Londres, que fué traspasada al Banco de
la República para su liquidación.
La nueva institución de crédito empezó a funcionar en octubre de 189 6
con un directorio del que formaban parts don José María Muñoz, como presi-
dente, don Manuel Lessa, don Eduardo Rolando, don José María Irisarri,
don Federico Capurro, don Diego Pons y don J u a n Maza.
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 69

El encaje y la emisión de los bancos.

Durante los dos primeros años de la Administración Idiarte Borda sólo


funcionaban dos bancos emisores: el Banco de Londres y el Banco Italiano.
En 1896 empezó a funcionar el Banco de la República. Véase el estado de las
cuentas de Caja y Emisión de esos bancos en el mes de diciembre de los años
1 8 9 4 - 1897:

A N O S ¡I Encaje Emisión
_ _ ^ = _ „ . - ^ ^ _ _ " _

:
1S94 í 5.708,955 3.782,180
1895 ,¡ 5.905,393 3.474,970
1S96 4 7.883,193 4.197.S70
1897 ;¡ 6.778,735 4.521,590

La época era de estancamiento en los negocios, rigiendo en materia de


conformes las siguientes tasas bancarias:
1894, de 7 a 9 %• 1895, de 6 a 8 %; 1896, de 5 y, a 7 %. ·

El Banco Hipotecario.

El Banco Hipotecario siguió luchando con grandes dificultades durante


todo este período. Como consecuencia de la interdicción decretada en los pleitos
que le seguía el Banco Popular de Río de Janeiro, de que antes hemos hablado,
se fueron aplazando todas las ventas, en forma tan gravosa y en tal cantidad
que, al llegar la oportunidad de reanudar los remates en virtud de haber sido
levantada la interdicción, tuvo el Banco que pedir, por falta de compradores,
la adjudicación de las propiedades en pago de sus créditos.
Los tenedores de cédulas, que se daban cuenta de la imposibilidad de
restablecer el servicio completo de 6 '/r, propusieron al directorio, y éste aceptó,
un convenio mediante el cual regiría hasta diciembre de 189 6 el interés del 4 %
en efectivo y el resto en bonos provisorios.
Damos a continuación el monto circulante de las Cédulas y' Títulos Hipote-
carios, el valor de las propiedades que el Banco tuvo que recibir por falta de
compradores en las ejecuciones judiciales, la parte de Cédulas correspondiente
a esas mismas propiedades y los beneficios líquidos obtenidos en cada año:

Cédulas y Títu- Propiedades Cédulas sobre beneficios


ANOS
los c i r c u l a n t e s adjudicadas esas propiedades líquidos anuales

1S93 S 9.090,400 $ 391,646 329,609 41,182


1S94 » 8.688,800 » 811,600 733,400 73,202
1895 » 7.547,400 » 1.547,200 1.281.S00 4S.434
1S96 . » 6.854,700 ! » 2.873,135 2.799.200 61,282

Bolsa de Comercio.

La Bolsa de Comercio movilizó en 1S9 5 un valor nominal de 13 y y2 millo-


nes de pesos en títulos de deuda, cédulas hipotecarias y acciones de compañía,
por un precio efectivo de 6 millones de pesos oro en números redondos.
Dos años después, en 1897, con la fundación del Banco de la República
y el optimismo despertado por el cambio de rumbos del Gobierno de Cuestas,
70 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

el valor nominal movilizado se aproximó a 65 millones y el valor real o efec-


tivo a 21 millones.
He aquí el movimiento progresivo de 1895 a 1897:

¡
A ÑOS ¡ Valoi nominal Valor efectivo

1895 ' $ 13.594,995 6.173,521


1S96 . » 38.685,210 » 13.561,157
» 64.688,104 » 20.678,359

Véase cuáles eran los papeles que principalmente negociaba la bolsa en


esa época:
En 1895: Deuda Consolidada, $ 3.994,981 nominales por 1.923,684 efec-
tivos; Deuda Interior, $ 2.247,960 por 1.070,647; Acciones del Banco Hipo-
tecario, 2.766,200 por 313,149; Cédulas Hipotecarias, 1.070,500 por 416,020.
El papel de juego era la acción del Banco Hipotecario, que estaba muy de-
preciada.
En 1896: Acciones del Banco Hipotecario, $ 18.854,300 nominales, por
4.232,375 efectivos; Deuda Consolidada, 6.711,329, por 3.296,126; Acciones
del Banco Transatlántico, 4.218,900 por 98,284. Los papeles de juego eran las
acciones del Banco Hipotecario y las del Banco Transatlántico, estas últimas
casi reducidas al valor de la cartulina.
En 1897: Deuda Consolidada, $ 24.663,558 nominales por 10.161,998 efec-
tivos; Acciones del Banco Hipotecario, 31.529.800 por 4.972,716. Seguían ac-
tuando como papel de juego las acciones del Banco Hipotecario. Del grado de
las oscilaciones surgidas del cambio de régimen político en agosto de 1897,
da idea el salto de los Certificados de Tesorería: del 53 % a que se cotizaban
en agosto de 1896 al 98 % que valían en noviembre de 189 7.

Acuñaciones de plata.

Durante la Administración Idiarte Borda fué acuñado el último millón


de pesos plata de la serie de $ 3.000,000 autorizada por la ley de 1892.
Ya hemos indicado, al ocuparnos de la Administración Herrera y Obes,
en qué condiciones se hizo la contratación de ese millón y cuáles fueron las
pérdidas para el Tesoro Público.

Desmonetización de los cóndores chilenos.

El cóndor chileno, equivalente a $ 8,8 2, que era una de las monedas más
abundantes de nuestra plaza, empezó a encontrar trabas en 189 6, a causa de
la antigüedad de las piezas y del desgaste causado por su uso en el mercado.
Con el propósito de eliminar esas trabas, la Cámara Nacional de Comercio
y los gerentes de bancos resolvieron acordar una tolerancia máxima de 103
miligramos sobre el peso de 15,253 miligramos que fijaba la ley. El Gobierno
adhirió en el acto a lo acordado por los bancos.
Pero esa tolerancia, lejos de mejorar, empeoró la situación de la plaza, a
consecuencia de la creciente importación de piezas defectuosas. El cóndor que-
daba ya proscripto como moneda, desde que en cada transacción era necesario
recurrir a la balanza. Y los bancos resolvieron entonces dejar sin efecto el con-
venio y' comprar las piezas al peso y exportarlas en seguida como lingotes.
Gracias a ello, la circulación quedó saneada en breves meses. En sólo 45 días
fueron embarcadas 420,997 Y¿ cóndores, equivalentes a $ 3.713,198 y los
embarques prosiguieron hasta redondear la cifra de 4 y y2 millones de pesos.
GOBIERNO DE I D I A E T E BORDA 71

Nadie había sospechado que la moneda chilena existiese en tal cantidad.


Todos los cálculos hechos con anterioridad resultaban raquíticos. Al practicarse
el arqueo de los cinco bancos de emisión que funcionaban en junio de 1891,
durante la crisis causada por la quiebra del Banco Nacional y del Banco Inglés
del Río de la Plata, resultó una existencia de 100,000 cóndores y sobre esa
base llegó a calcularse en 200,000 el stock de 1896, o sea la mitad de la
cantidad exportada en los primeros embarques.
Vale la pena de agregar que esa fuerte sangría de metálico no causó alte-
ración ni en el tipo del interés ni en la rapidez de las transacciones, y que el
mercado continuó en condiciones normales, exactamente como antes de efec-
tuarse los embarques de oro.

Legislación <le tierras.

Por un primer decreto de 1894 nombró el Poder Ejecutivo una comisión


compuesta de los doctores Joaquín Requena, Martín Berinduague, Manuel B.
Otero, Abel J. Pérez y Ruperto Pérez Martínez, para proyectar un plan de
registro general de la propiedad territorial.
Por un segundo decreto del año siguiente fué comisionado el agrimensor
don Melitón González para reunir y sistematizar todos los elementos y mate-
riales relacionados con la propiedad territorial existentes en los archivos del
Estado y preparar los trabajos necesarios para la creación del Departamento
Nacional de Catastro.
El Poder Ejecutivo, decía este último decreto, se propone llevar a cabo
el catastro geométrico parcelario y el registro de la propiedad territorial, con
el fin de obtener el arreglo definitivo y el saneamiento de la propiedad raíz,
dando a la vez a la administración pública elementos reguladores para la per-
cepción de la renta, por el conocimiento de la riqueza nacional y la distribución
equitativa del impuesto.
El promedio de los avalúos de la propiedad rural, decía el señor Melitón
González al aceptar el nombramiento, es de $ 13,60 por hectárea. Y com-
parando la extensión superficial de la República con la declarada para el
pago de la Contribución Inmobiliaria, resulta una diferencia de 35,984 kiló-
metros cuadrados, que al tipo del promedio anterior y aplicando la cuota del
6 V-i '/ce, daría un producto anual de $ 318,000.
Complementando el plan formuló finalmente el Ministerio de Fomento,
a cargo entonces de don Juan José Castro, un proyecto de catastro geomé-
trico y parcelario que, por efecto de la guerra civil de 1897, quedó olvidado
en las carpatas legislativas.
También organizó el Gobierno comisiones departamentales integradas
por el juez letrado, Jefe Político, Inspector de Instrucción Primaria, Agento
Fiscal y Administrador de Rentas, con el encargo de formar el inventario de
las propiedades fiscales, municipales y escolares.
La memoria de Hacienda correspondiente al ejercicio 1 8 9 4 - 1 8 9 5 fijaba
así la superficie fiscal reconocida a diversas personas y corporaciones:
En títulos a ubicar, 215,767 hectáreas; en escrituras públicas, 1G3.S62
hectáreas.

• •
CAPITULO III

MOVIMIENTO ADMINISTRATIVO

R e n t a s y gastos.

Don J u a n Idiarte Borda abrió su presidencia con un excelente Mensaje


a la Asamblea, por el que pedía la suma de $ 350,000, con destino a gastos
eventuales y extraordinarios de todos los ministerios, durante el último tri-
m e s t r e del ejercicio 1894-1895. La Administración H e r r e r a y Obes habla
gastado en los 9 primeros meses del mismo ejercicio, $ 600,000, a pesar de
que lo autorizado para el ejercicio completo sólo llegaba a $ 220,000. Y era
por ello que el nuevo gobernante pedía un crédito suplementario.
Parecía revelar ese Mensaje el propósito de ajustar en adelante la m a r -
cha administrativa a la ley de presupuesto. Pero los hechos se encargaron
bien pronto de probar que el sistema ya implantado, lejos de quedar en
desuso, se arraigaba cada día más y que paralelamente a los gastos presu-
puestados seguían corriendo los votados por simples decretos administra-
tivos.
Al pasar a la Asamblea las cuentas de 1 8 9 4 - 1 8 9 5 , advertía el Presi-
dente Idiarte Borda que el ejercicio 1 8 9 3 - 1 8 9 4 había cerrado con un dé-
ficit de $ 1.042,891; que dicho déficit había sido cubierto con r e n t a s de
1 8 9 4 - 1 8 9 5 , y que este último ejercicio quedaba con otro saldo deudor de
$ 1.109,190.
Los presupuestos tenían un atraso de seis meses en febrero de 1895.
La memoria de Hacienda correspondiente a 1 8 9 4 - 1 8 9 5 , limitaba el
déficit a $ 837,090, incluidos los Certificados de Tesorería por $ 750,640.
Los Estados Generales de ese ejercicio arrojaban un ingreso de
$ 27.800,646, incluidos 1.000,000 de la acuñación de plata, 3.500,000 en Certi-
ficados de Tesorería, 2.000,000 del Banco Nacional y 3.500,000 del Empréstito
Brasileño.
El presupuesto vigente fijaba los gastos en $ 13.6 45,000 y' calculaba los
recursos en 15.350,000. El superávit era de 1.700,000 pesos, lo que no impidió
que los pagos tuvieran un atraso de cinco meses.
Al adjuntar las cuentas del ejercicio 1 8 9 5 - 1 8 9 6 , anunciaba el Poder
Ejecutivo un déficit de ? 1.670,419, incluyendo los Certificados de Tesorería
en circulación por ? 1.213,230.
En agosto de 1897, al terminar la Presidencia del señor Idiarte Borda,
el atraso de los presupuestos se aproximaba a 9 meses, como que todavía esta-
ban pendientes de conversión los Certificados de Tesorería correspondientes a
diciembre del año anterior. Y ello a pesar de las leyes de mayo de ese año,
que autorizaban la aplicación de la patente del 2 14 % de importación a gas-
tos de guerra y del Empréstito Extraordinario de 18 9 7, por cuatro millones,
destinado a gastos de guerra y pagos del presupuesto.
¿Habrían bajado acaso las rentas?

El producto de las rentas.

He aquí el cuadro de las recaudaciones, según los estados de la Contaduría


General de la Nación publicados por la Dirección de Estadística (no computa-
dos los rubros de jubilados en comisión y descuentos de montepíos, que giraban
alrededor de $ 500,000):
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 73

El de A d u a n a de M o n t e
EJERCICIOS Todos los impuestos
video exclusivamente

1883 - 1890 16.960,154 $ 10.630,009


1890 - 1891 14.485,363 » 8.302,S06
1591 - 1S92 13.985,820 » 7.890,353
1592 - 1893 13.994,988 » 7.823,595
1593 - 1894 15.326,614 » 8.976,680
1894 - 1895 15.945,623 i 9.349,037
1895 - 1S96 16.899,492 » 9.635,393
1S96 - 1897. 15.548,734 a 8.119,750

Desde 1890 se produce un fuerte descenso como consecuencia de la crisis


de ese año. En 1893 empieza la reacción y el nuevo impulso continúa hasta
1897, en que, por efecto de la guerra civil, vuelve a predominar el descenso.
Son movimientos que coinciden con los de la Aduana de Montevideo o, más
bien dicho, con el consumo de la población, que se encoge o se amplía según
el grado de bienestar económico de los habitantes.
Es necesario advertir que no todos los cuadros de la Contaduría partían
d e las mismas bases. Así, por ejemplo, los presentados por el Presidente de
la República al Inaugurar las sesiones ordinarias de la Asamblea en febrero
de 1894, establecían estas otras cifras:

Sin incluir montepíos


Incluyéndolos
y j u b i l a d o s en comisión

Rentas de 1889 - 90 $ 16.066,892 16.521,892


1890 - 91 » 12.707,784 13.162,784
1891 - 92 » 11.685,606 12.140,606
1892 - 93 » 11.500,648 11.955,648

Pero ellas no abarcan los impuestos creados con motivo de la crisis de


1890, y contienen 'otras »modificaciones emanadas del distinto criterio seguido
al agrupar los ingresos.

Legislación t r i b u t a r i a . E l impuesto de Aduana.

Nuestros derechos de Aduana habían ido creciendo gradualmente bajo


la presión de las exigencias financieras, hasta exceder a los vigentes en la
República Argentina.
Durante el período que recorremos, el derecho general de importación era
del 25 % en la Argentina y del 38 V2 c/o en el Uruguay'. El de exportación,
se reducía en la Argentina al 2 % sobre las carnes saladas y al 4 % sobre
los demás productos, en tanto que nosotros cobrábamos derechos específicos
mucho más pesados. A ese desnivel tan grande entre los dos centros de atrac-
ción de la inmigración europea, agregábase la falta de elasticidad de nuestras
tarifas, transformadas en ley desde 1888, frente a las argentinas que eran
renovadas todos los años, para t o m a r en cuenta la baja de los precios emanada
de la concurrencia y de los progresos de la técnica industrial.
El valor oficial de nuestras importaciones era en 18 9 6 de 25 y y2 millo-
nes y sobre esa cantidad percibía el Pisco 10 millones en números redondos,
carga enorme teniendo en cuenta sobre todo la deficiencia de los aforos ofi-
ciales o, más bien dicho, el precio excesivo asignado a muchos de los artículos
extranjeros. Los cálculos más autorizados de la época reducían a $ 20.000,000
74 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

el valor aproximado de la importación de aquel año. Quiere decir entonces


que el Uruguay cobraba 10 millones sobre 20 millones, mientras que la Argen-
t i n a percibía 22 y % millones sobre u n a importación que se aproximaba a
93 millones.
He aquí algunos casos reveladores de la falta de armonía entre los
valores oficiales y los precios de plaza:
Una pipa de vino tinto español, de la mejor marca, valía en el puerto de
embarque, $ 20, en los depósitos aduaneros de Montevideo, 28, y después
de despachada, 60.
Un litro 'de caña habanera, de 20 grados de fuerza alcohólica, valía en el
puerto de Montevideo 6 centesimos y pagaba 14 centesimos de derecho de
importación.
Un millar de cigarros Upman valía en los depósitos aduaneros de Monte-
video ? 170, y luego d e despachados 270. Un millar de cigarros Murías valía
en nuestros depósitos fiscales, $ 46 y' después del despacho 110.
Citamos los artículos de consumo que daban pretexto al Gobierno español
para recurrir, en son de represalias, contra el tasajo. Pero podríamos alargar
la lista, abriendo al azar cualquier página de la tarifa de avalúos. El metro
de piqué blanco p a r a chaleco, de 70 centímetros de ancho, valía en Francia
de 1 % a 2 y2 francos, y nuestra tarifa lo aforaba a $ 1, a la vez que estimaba
la docena de chalecos en $ 3,60 y cobraba sobre esa suma el 53 %. El metro
de paño grueso y ordinario de lana, valía en Francia de 4 a 5 francos y pagaba
en nuestra Aduana 75 centesimos de derechos, a la vez q u e el paño fino, de
menor peso, pagaba el 25 %.
E r a n ya muy altos los derechos de Aduana. Pero las circunstancias finan-
cieras apremiaban constantemente y el Poder Ejecutivo y la Asamblea, lejos
de inclinarse a la baja, se inclinaban al aumento.
Las leyes de enero de 1896 establecieron una patente adicional de impor-
tación de 2 % % a cargo de la Dirección de Impuestos Directos, como medio
de evitar que fuera incluida en el porcentaje de derechos aduaneros afectados
al servicio de la Deuda Pública; derechos del 5 al 25 % sobre los arados, las
botellas vacías, los cajones desarmados, las máquinas y' otros artículos que
hasta entonces estaban exentos de impuestos; derechos internos de consumo
sobre los tabacos, cigarros y cigarrillos importados o de fabricación nacional,
a razón de 5 centesimos por cada 10 cigarrillos, % 1 por cada centenar de
cigarros habanos, 40 centesimos por cada centenar d e cigarros no habanos,
y 40 centesimos por cada kilo de tabaco, todo ello bajo forma de estampillas.
A l a vez, rebajaban los derechos de Aduana sobre los cigarros y tabacos, a
30 centesimos el kilo de tabaco en hoja o en cuerda, a $ 3 el kilo de cigarros
habanos, a $ 1 el kilo de cigarros de otras procedencias.
Varias leyes posteriores declararon libre la exportación de cerveza nacio-
nal y l a importación del trigo para semilla y del cloruro de cal.
He aquí el monto de las recaudaciones a d u a n e r a s en toda la República
desde 1880 hasta 1897:

I
QUINQUENIOS Producto total Promedio anual

1880 - 1884 $ 29.588,622 % 5.917,724


1885 - 1889 » 42.838,647 » 8.567,729
1890 -1894 » 46.317,147 » 9.263,429
GOBIERNO DE IDIARTE BOEDA

ANOS Producto total AÑOS Producto total

1S94 $ 10.203,763 | 1896 10.261,82!)


!
1S95 » 10.624,265 1897 S.550,57:-!

El año 1894, primero de la Administración Idiarte Borda, es de aumento


considerable sobre el promedio anual obtenido hasta entonces, y el impulso
continuó en 1895. Pero luego desciende en 1896, por efecto del malestar
político, y sigue descendiendo mucho más todavía en 1897, por efecto del
estado de guerra civil en que se encontraba el país.

La Contribución Inmobiliaria.

La ley de Contribución Inmobiliaria para el ejercicio 1895 - 1S9C gravaba


las propiedades urbanas, suburbanas y rurales de toda la República, con una
cuota uniforme de 6 V2 %, las dos primeras sobre el valor de la tierra y las
construcciones, y la última, exclusivamente sobre el valor de la tierra. Las pro-
piedades suburbanas estaban recargadas con el 25 %, siempre ciue no tuvieran
cultivada la tercera parte de su extensión como mínimo, ni sirvieran de
asiento a un establecimiento fabril, ni estuvieran ocupadas por cabanas de
animales puros. Mantenía la declaración del año anterior, pero tanto el Pisco,
como los particulares podrían reclamar ante un jurado compuesto de un
perito de cada p a r t e y un tercero designado por los otros dos. Todas las
propiedades c r a i e s seguían sometidas al aforo por zonas.
Véase el monto de los capitales territoriales declarados por los contribu-
yentes en cuatro períodos distintos, y la distribución de esos capitales del
punto de vista de la nacionalidad de sus dueños:

¡ Contribuyentes _, ... Contribuyentes


ANOS -. -, , Sus capitales Sus capitales
0
extranjeros
I orientales ]
1.885 . . . . !j 26,816 ! $ 129.331,173 29,999 S 158.209,620
1S90 . . . . || 24,946 » 129.130,344 25,243 » 136.741,215
1895 . . . . || 32Í318 » 138.733,167 29,544 » 137.072.84S
1896 . h 35,618 » 143.399.920 31,080 » 137.555,801

La propiedad territorial estaba, como se ve, distribuida casi por mitades


entre la población nacional y' la población extranjera, gracias a la liberalidad
de nuestras leyes y a las facilidades otorgadas al extranjero para vincularse
al suelo y radicar aquí su hogar, con innegables ventajas de los puntos de
vista económico y político.
En las cifras de 1896 figuraba el Departamento de Montevideo con 15.392
contribuyentes y un capital de $ 128.S09,062.
Los núcleos urbanos de toda la República tenían 31,509 casas bajas y
2,786 casas altas en 1S95. (Al Departamento de Montevideo correspondían
13,762 de las primeras y 2,633 de las segundas). En las zonas rurales había
9,066 casas de material y 13,297 de adobe.
He aquí el producto de la Contribución Inmobiliaria durante los cuatro
años 1893 - 1897:
76 ANALES HISTÓRICOS DKL URUGUAY

1S93 - 94 $ 1.S20.824 1895 - 96 ? 1.844,858


1894-95 » 1.829,356 1S96 - 97 » 1.708,203

Patentes de Giro.

La ley de Patentes de Giro dictada en 189 5, con destino al Departamento


de Montevideo, establecía 15 categorías de patentes fijas y una serie de paten-
tes proporcionales. Las patentes fijas corrían desda $ 5 hasta $ 2,000.
La octava, con cuota de $ 200, comprendía entre otras, las casas de cambio,
barracas, almacenes por mayor, registros, destilerías y fábricas de licores:
la novena, con $ 300, los tranvías y mercados particulares; la décima, con
$ 400, la Bolsa de Comercio y' las compañías de seguros; la undécima, con
$ 500, las instituciones bancarias en general sin emisión, ni depósitos, ni
descuentos; la duodécima, con $ 750, las empresas de luz eléctrica; la décima
tercera, con $ 1,000, los bancos de depósitos y descuentos; la décima cuarta,
con $ 1,500, las empresas de gas y aguas corrientes; la décima quinta, con
$ 2,000, los bancos de emisión, reñideros de gallos y casas de bailes públicos.
Las patentes proporcionales se regían, en los talleres con máquinas a vapor,
por el número de caballos de fuerza motriz; en las profesiones de abogado,
médico y sastre, por el valor locativo; en las embarcaciones, por el tonelaje;
en las casas amuebladas, fondas y hoteles, por el número de cuartos de hospe-
daje; en las cigarrerías, peluquerías, mercerías, tiendas, zapaterías, librerías
y almacenes, por el capital en existencias; en las casas importadoras, por el
capital movilizado el año anterior.
La ley correspondiente a los departamentos del litoral e interior, inspi-
rada en el propósito de estimular la actividad de la campaña, contenía 12
categorías de patentes fijas, también desde $ 5 a $ 2,000. Pero la séptima,
de $ 100, se aplicaba a los mercachifles, comisionistas de casas extranjeras y
casas de préstamos; la octava, de $ 150, a las barracas y fábricas de jabón y
velas; la novena, de $ 200, a las destilerías, fábricas de licores, almacenes por
mayor y registros; la décima, de $ 300, a las empresas de faros; la undécima,
de $ 1,000, a los reñideros de gallos y tiros a la paloma; y la duodécima,
de $ 2,000, a las casas de bailes públicos. Las patentes proporcionales obede-
cían al mismo criterio que las de la capital, pero estaban muy rebajadas.
P a r a los departamentos fronterizos de Artigas y Rivera, existían nuevas fran-
quicias, pues sólo pagaban patente los despachos de bebidas, las mesas de
billar, los mercachifles, los reñideros de gallos, las casas de bailes públicos y
algunos ramos de comercio, como los de cigarrerías, tiendas, mercerías, zapa-
terías, roperías, almacenes, ferreterías, mueblerías, bazares y joyerías.
En 1894 anotaba la estadística de toda la República 18,209 patentables,
con un capital declarado de $ 55.956,920, y 10,697 dependientes, 14,549 obre-
ros, y un valor locativo de $ 347,361. El Departamento de Montevideo entraba
en esas cifras con 9,532 contribuyentes y un capital de $ 38.478,089.
Al año siguiente figuraban 18,285 contribuyentes con un capital de
$ 69.586,289, y 10,924 empleados, 15,128 obreros y un valor locativo de
$ 383,128. Al Departamento de Montevideo correspondían 9,725 contribu-
yentes, un capital de $ 51.934,604, 6.383 empleados, 9,660 obreros y $ 278,662
de alquileres.
Véase el monto de las recaudaciones de 1887 a 1896:

QUINQUENIOS I Producto total Promedio anual

!
1887 - 1891 ? 5.073,188 $ 1.014,637
1892 - 1896 » 4.478,591 ; » 895,718
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 77

El primer quinquenio abarca el período de inflazón de la Administración


Tajes, mientras que el segundo corresponde al período de liquidación de la
crisis de 1890. De ahí el descenso de la renta.

Timbres y Papel Sellado.

Al presentar la ley de Timbres y Papel Sellado para 189o, el Poder Eje-


cutivo propuso y obtuvo, como medio de combatir las defraudaciones, que
los documentos sin timbres perdieran su acción ejecutiva y sólo pudieran
hacerse valer en juicio ordinario, y que los recibos por alquileres, extendidos
en iguales condiciones, perdieran sus efectos jurídicos. Ya se habían decretado
ambas cosas e n ' l a ley de 1 8 8 9 - 1 8 9 1 , pero sin éxito, a causa de la enorme
desproporción entre la falta y su castigo.
Monto de las recaudaciones:

EJERCICIOS Papel Sellado Timbres

1S93 - 94 360,009 201,026


1894 - 95 371,575 231,742
1895 - 96 378,308 .232,688
1896 - 97 331,261 206,858

Impuestos internos de consumo.

La fabricación nacional de alcohol, cerveza y fósforos tuvo el siguiente


movimiento en el quinquenio 1 8 9 2 - 1 8 9 6 :
ι Ρ roducto
!L i t r o s de alcoh ol(Litros de cerveza Cajas de fósforos
! del i m p u e s t o

1S92-93 . . .
.1 2.126,409 1 1.642,645 20.0S9.872 S 430,414
"1893-94 . . .
. , 1.363,198 1.949,891 33.055,200 » 409,711
1S94-95 . . . . 2.047,148 1.505,481 35.295,600 » 479,722
1895-96 . . . . 2.004.S9S 1.287,590 36.758,000 » 521,818
1S96-07 . . . . 2.080,443 1.238,463 33.760,000 » 480,183

Montevideo tenía en 1897 cinco fábricas de fósforos, cuatro de alcohol y


una de cerveza y los departamentos de campaña cuatro de cerveza y una
de alcohol.

Presupuesto General de Gastos.

La ley de presupuesto correspondiente al ejercicio 1 8 9 4 - 1 8 9 5 fijaba el


monto de los gastos públicos en $ 13.(547,925, así distribuidos (no incluida
la Municipalidad de Montevideo) :
Boder legislativo $ .".05,489
Presidencia de la República » 62,014
Ministerio de Relaciones Exteriores » 117,107
» » Gobierno » 2.213,693
» * Hacienda » S32.026
*' » Fomento » 953.346
» » Guerra » 1.730,507
Obligaciones de la Nación (deudas $ 5.925,071) . . . . » 7.233,410
78 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

La J u n t a Económico - Administrativa de Montevideo tenía un presu-


puesto de gastos de $ 870,442 y' para cubrirlo disponía, entre otros recursos,
del impuesto de abasto y tablada ($ 260,000); del impuesto de rodados
($ 160,000); del'impuesto de serenos ($ 100,000); del impuesto del alum-
brado ($ 90,000); del impuesto de salubridad ($ 100,000).

E l atraso de loe pagos.

Los empleados públicos, que percibían una remuneración mezquina, y


que por la falta de regularidad en los pagos tenían que enajenar sus suel-
dos a precios de h a m b r e a los compradores que ocupaban la mayor p a r t e de
los escritorios de los Arcos de la Pasiva en -la plaza Independencia, eran
a r r a s t r a d o s ante los Juzgados, en tal número y con tal violencia que el Go-
bierno se consideró obligado a adoptar medidas que garantizaran la tranqui-
lidad del ambiente administrativo.
La estadística oficial anotó en el curso de los primeros ocho meses del
año 1894, la cifra enorme de 2,020 decretos nuevos de interdicciones, ema-
nados de ventas de sueldos, en su mayoría por tiempo indefinido. El empleado
que no percibe sueldo, decía el Poder Ejecutivo, comentando la cifra, pierde estí-
mulos y rebaja el servicio público. P a r a contener el derrumbe administrativo,
prescribía el decreto que en adelante las oficinas públicas sólo admitirían y
cumplirían el embargo de la tercera parte de los sueldos, de conformidad con
las disposiciones generales del Código de Procedimiento Civil. La Universidad
pidió una aclaración y el Gobierno declaró entonces que no quedaba prohibida
la venta de sueldos y que lo único que se reglamentaba era la intervención de
las oficinas públicas en esas ventas.
El decreto era inatacable en cuanto a los sueldos futuros. Pero no en
cuanto -a los sueldos vencidos, que constituían una propiedad exclusiva de los
empleados, de la que éstos podían hacer el uso que mejor les conviniera.

Los Certificados d e Tesorería.

Otra medida más discutible adoptó el Poder Ejecutivo: la emisión de Certi-


ficados de Tesorería, al portador, que se entregarían mes a mes a los empleados
y que se chancelarían a medida que lo permitiera la situación del tesoro público.
Empezaba por establecer en su decreto de enero de 1895 que el atraso en
el pago de los presupuestos obligaba a los empleados o pensionistas a sacrificar
sus haberes a precios usurarios. Actualmente, agregaba, la enajenación de suel-
dos se hace por medio de certificados a nombre personal, que expenden los
habilitados, y esos documentos sin carácter oficial sólo son conocidos y explo-
tados por un pequeño número de compradores de sueldos. Y concluía estable-
ciendo que en los primeros 10 días de cada mes la Tesorería General de la
Nación efectuaría el pago total de las planillas correspondientes al mes anterior,
en metálico o en su defecto en Certificados de Tesorería convertibles en metá-
lico al anunciarse el pago efectivo del presupuesto. La Tesorería quedaba
facultada para cubrir en esa forma los cuatro presupuestos de setiembre, octu-
bre, noviembre y diciembre que estaban pendientes de pago en esos momentos.
Realizaba con ello el Poder Ejecutivo u n a evidente invasión de atribuciones.
Los Certificados de Tesorería, eran verdaderos títulos de Deuda Pública, y su
emisión sólo podía ser autorizada por el Cuerpo Legislativo. No se t r a t a b a de
u n a simple documentación de sueldos vencidos, para que el empleado pudiera
levantar fondos, sino de u n a verdadera cancelación de los sueldos personales y
de una emisión eustitutiva de títulos de deuda al portador.
Ése decreto y otro análogo sobre emisión de cautelas promovieron una
ruidosa interpelación de la Cámara de Diputados, en la que el orador interpe-
lante dijo que desde el año 1875 el pueblo no elegía diputados; que desde esa
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 79

fecha memorable era el Presidente de la República quien llenaba las bancas


del Senado y de la Cámara; que si el señor Idiarte Borda pasaba por encima
de los más altos preceptos constitucionales, era porque juzgaba, según la frase
de «El Siglo», que el Parlamento era una simple oficina administrativa!
Pero después de un largo debate la Cámara resolvió sencillamente pasar
a la orden del día.
Forzoso es reconocer, sin embargo que, gracias a los Certificados de Teso-
rería, los empleados públicos no perdieron tanto en sus venta.s de sueldos, como
perdían antes. El tipo de cotización de los Certificados osciló durante los años
1894, 1895 y 1896, del 86 al 98 %, por efecto de la regularidad con que fun-
cionaba, la caja de la Oficina de Crédito Público encargada de la amortización.

Kl atraso de los pagos en 1897.

La ley' de Presupuesto de 1S94 - 95 rigió durante los demás ejercicios de la


Administración Idiarte Borda, por efecto de prórrogas sucesivas, votadas casi
siempre a raíz de debates sobre proyectos de presupuestos que no alcanzaban
a quedar sancionados.
El desequilibrio financiero se fué acentuando a causa de la falta de regula-
rización de los pagos efectivos, en tal forma que, al finalizar el año 1897,
quedaban diez meses pendientes de cancelación en metálico.
Y, sin embargo, como lo hacía notar más t a r d e la Comisión de Hacienda
del Consejo de Estado al ocuparse del origen de los atrasos que gravitaban sobre
la Administración Cuestas, la comparación de los gastos presupuestados con el
producto de las rentas públicas permitía calcular sobrantes en vez de déficit.
El presupuesto de 1 8 9 4 - 95, decía la Comisión, prorrogado hasta 1 8 9 7 - 98,
representaba en los cuatro ejercicios un monto de $ 54.591,703, entre sueldos
y gastos, contra $ 59.688,000 a que ascendían las rentas recaudadas, según lo
revelan las siguientes cifras:

1S94-95 ' $ 15.120.941,66 I 1S96-97 S 14.257.722,7S

1S95-9G » 16.052.153,18 1S97-9S (cálculo) . . » 14.257.722,7S

El número de empleados públicos.

El Ministro de Hacienda, don Federico R. Vidiella, publicó en 189 5 un


cuadro circunstanciado de los empleados públicos activos que figuraban en
las distintas reparticiones de la Nación. Llegaban a 13,557. Véase cómo se
distribuían:
Cuerpo Legislativo 165
P r e s i d e n c i a de l a R e p ú b l i c a 41
. M i n i s t e r i o de G o b i e r n o 5,925
* >
· Guerra 4,742
8
» F'omento 1,396
-'> » Hacienda 1,237
* » Relaciones Exteriores 51

Más de la mitad de los empleados activos pertenecían a las policías (4,119)


y al ejército de línea (3,850 soldados y clases).
Las Clases Pasivas tenían a su turno un conjunto de 3,575 jubilados y
pensionistas, en cuyo número se destacaban la lista 7 de setiembre con 1,19 9
jefes y oficiales, las viudas y menores militares con 1,08 6 y' los jefes ν oficiales
de reemplazo con 481.
A.n Conjunto, 17,132 empleados, jubilados y pensionistas.
q u e el
Λ A Proyecto de presupuesto para 1 8 9 5 - 9 6 , redactado poco
después de publicado el cuadro que acabamos de reproducir, elevaba ya a 3,726
80 ANALES HISTÓRICOS DEL· URUGUAY

el número de jubilados y pensionistas clasificados en los siguientes rubros,


con u n a asignación total de $ 1.400,000:
Jubilados 142
Menores p e n s i o n i s t a s 390
Inválidos ". 240
Viudas e hijos de los T r e i n t a y T r e s 6
Viudas y menores militares 1,084
Pensionistas militares 23
C i u d a d a n o s de la I n d e p e n d e n c i a 18
Jefes y oficiales de reemplazo 582
Jefes y oficiales de la l i s t a 7 de s e t i e m b r e 1,241

Otro cuadro interesante se encargó de publicar, en los mismos momentos,


la Oficina de Escalafón Militar; una lista de revista de abril de 1895, que arro-
jaba el siguiente número de jefes y oficiales en actividad:
Tenientes generales 2
Generales de división 11
» » brigada 19
Coroneles efectivos 82
» graduados 91
Tenientes coroneles efectivos 195
» » graduados 13
Sargentos mayores efectivos 33<S
» » graduados. 15
Capitanes 492
» graduados 4
Ayudantes mayores 11
Tenientes [Link] 444
» 2,os 370
Alféreces 567
2,646

¿Cómo y en qué forma se multiplicaban así las ciases pasivas y las clases
militares activas?
De la misma publicación de la Oficina del Escalafón Militar resulta que
en los días 17 y' 22 de febrero de 18 94 (postrimerías de la Administración He-
r r e r a y Obes), se habían otorgado, con venia del Senado o sin ella, 600 ascensos
(1 de teniente general, 6 de generales de división, 10 de brigada, 30 de coronel
efectivo, 52 de coronel graduado, 71 de teniente coronel efectivo, 3 de teniente
coronel graduado, 9 6 de sargento mayor, 114 de capitán, 8 6 de teniente 1.°,
57 de teniente 2.° y 70 de alférez).
«El Heraldo», diario del propio doctor Herrera, se apresuró a decir, con
el propósito de atenuar la gravedad extraordinaria de esas dos hornadas, que
d u r a n t e los cuatro años de la administración de aquel ciudadano se habían
conferido 831 ascensos en esta forma: 371 en los batallones y escuadrones; 189
en las reparticiones militares y policiales y 271 en cuartel y reemplazo. Pero
lo que no resultaba claro de la explicación es que estuvieran comprendidas en
ella las cifras de despedida del mes de febrero.
Durante la Administración Idiarde Borda se publicó también un cuadro
relativo a los 21 meses corridos desde mayo de 1894 hasta febrero de 1896, en
que figuraban los 269 ascensos que subsiguen: 5 de guardia marina, 98 de
alférez, 50 de teniente 2.o, 22 de teniente 1.°, 39 de capitán, 21 de sargento
mayor, 12 de teniente coronel y 21 de coronel.
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 81

Al discutirse en la Cámara de. Diputados el proyecto de presupuesto para


el ejercicio 189 6 - 9 7, expresó el miembro informante, doctor Juan Campisteguy,
que los sueldos, servicios y gastos internos de la administración pública, absor-
bían $ 8.697,968. Agregó que en esa cantidad, figuraba el Ministerio de Guerra
con $ 3.136,431, y explicando la enormidad de la cifra dijo que las listas
activas y pasivas del ejército registraban 2,646 jefes y oficiales y que por eso
y otras causas los ejercicios 1 8 9 4 - 9 5 y 1 8 9 5 - 9 6 , que debían haber cerrado
con un superávit de dos millones, iban a clausurarse con un déficit casi de igual
suma, si se computaban los Certificados de Tesorería y' las liquidaciones por
concepto de proveedurías y vestuarios. Aunque el Ministro de Hacienda replicó
en el acto que existía un encaje de $ 2.000,000 para responder a la conversión
de los Certificados, los hechos se encargaron de comprobar que el déficit existía
y que los Certificados sólo podían chancelarse mediante su transformación en
Deuda Pública Consolidada.
Es justo agregar que la actitud del Poder Ejecutivo al multiplicar los em-
pleos militares por simple decreto, a despecho de terminantes disposiciones
constitucionales, se correlacionaba con la actitud de la Asamblea al votar leyes
de jubilaciones y pensiones en la misma forma rumbosa con que aquél procedía.
Ante la avalancha de pensiones y con el propósito de que los legisladores
pudieran apreciar bien la magnitud de la carga que echaban sobre los contri-
buyentes, pedía «El Siglo» en 189 5 que esas leyes, en vez de decretarse en el
curso del año, se expidieran y despacharan en un solo mes, el de abril, por ejem-
plo, de acuerdo con el previsor consejo dado por el Ministro Necker al Parla-
mento francés.
Vale la pena de recordar que a mediados de 1896, en lo más crudo de los
apremios financieros, se votaron los legisladores dietas de 15 pesos diarios.
Computadas las 88 bancas que existían a la sazón, resultaba una planilla de
$ 500,000 y con los gastos de secretarla 600,000 anuales, o lo que es igual,
$ 1.800,000 cada legislatura de 3 años.
La legislatura que empezó a funcionar a raíz de la conclusión de la Guerra
Grande, costaba $ 66,000 al año; la de Berro, 73,000 y' la de Ellauri 170,0,00.
Adviértase que uno de los leaders del aumento invocó en plena Cámara
a favor de su tesis, que los legisladores eran víctimas de las «pechadas» y que
era para sostenerlas que tenían que recibir dietas más altas!

Leyes de jubilación.

Dos importantes leyes de jubilación fueron presentadas a la legislatura


de 1896; una de ellas, con destino a los empleados civiles en general, obra del
doctor Antonio María Rodríguez, y otra, con destino a los maestros e inspectores
de enseñanza primaria, obra del doctor Evaristo Ciganda. La primera quedó
detenida por algún tiempo en las carpetas parlamentarias y sólo pudo ser
sancionada algunos años después. La segunda, en cambio, quedó rápidamente
convertida en ley.
La ley de Jubilaciones y' Pensiones Escolares, votada en el propio año 1S9G,
creaba una caja especial administrada por un directorio autónomo, compuesto
de la Dirección de Instrucción Pública y los directores de los internatos norma-
les, dotada de los siguientes recursos: el 3 % de los sueldos del personal ense-
ñante, el 5 % del impuesto de herencias, la diferencia de un mes de sueldo en
los casos de ascenso, el 3 % del sueldo de los maestros que no hubieran pagado
montepío y1 que quisieran hacer valer sus servicios a los efectos de la jubilación,
y un aporte transitorio del Estado, consistente en el 3 % del presupuesto escolar
d u r a n t e 10 años.. Los maestros podrían jubilarse con sueldo íntegro, sin nece-
sidad de justificar inutilización, siempre que tuvieran más de 25 años de ser-
vicios y la edad de 55 años en el hombre y 45 en la mujer. También podrían
jubilarse, justificando inutilización, los que tuvieren más de 10 años de servicios.
)S;

S2 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

La jubilación sería de tantas 25 avas partes del sueldo, cuantos fueran los años
de servicios. Los sobresueldos no serían tomados en cuenta para el cómputo de
la jubilación. Ninguna jubilación podría exceder del sueldo íntegro devengado
en el último puesto. La viuda y los hijos legítimos y solteros de los maestros
tallecidos, tendrían derecho a una pensión equivalente a la mitad de la jubila-
ción que hubiera correspondido al causante. También tendría pensión la madre
viuda y desvalida del maestro soltero fallecido.
Antes de votarse esta ley practicó la Comisión de Hacienda de la Cámara
de Diputados un cálculo prolijo, encaminado a averiguar si la Caja de Jubila-
ciones y Pensiones adquiriría los recursos necesarios para hacer frente a sus
compromisos, y en presencia de sus resultados, afirmó que el porvenir estaba
asegurado «con las precauciones que se adoptaran para impedir abusos en el
otorgamiento de las jubilaciones y pensiones».
Más adelante se encargó él propio Cuerpo Legislativo de abrir puerta franca
a los abusos, con leyes que aumentaban considerablemente los egresos, sin
dotar a la Caja de ingresos equivalentes, fallando por esa causa el pronóstico
de la Comisión de Hacienda, que era exacto en los momentos en que se
formulaba.
El personal enseñante hizo una hermosa demostración de simpatía y
agradecimiento al doctor Ciganda.
Varios años más tarde, en 1904, la Asamblea hizo extensivos los beneficios
de la Caja de Jubilaciones a los Institutos Normales y a los empleados admi-
nistrativos del organismo escolar.

Deuda« Públicas. La Deuda Flotante.

Por un Mensaje de 1894 pidió el Poder Ejecutivo a la Asamblea que


incluyera en la Deuda Flotante el saldo de un empréstito del Banco Comercial
al Gobierno de Ellauri. Ese saldo, que sólo era de $ 24,826 en 1874, había
ido aumentando, por efecto de la capitalización trimestral de intereses del
12 «/o, hasta la cantidad de % 234,714, y' seguía creciendo.
Por un decreto del año siguiente estableció el Gobierno que todo tenedor
de créditos reconocidos y liquidados comprendidos en la Deuda Amortizable,
en los Consolidados de 1882, en los Billetes del Tesoro y en las Cuotas de
Amortización (créditos diferidos), por cantidades adeudadas desde 188 6 hasta
1890, y cualquier otro crédito anterior a ese último año, podrían canjear sus
documentos nominativos por cautelas al portador, convertibles a la vista, en
títulos de una deuda futura, no autorizada todavía, que se llamaría Deuda
Amortizable, 2.a serie.
Era una evidente invasión de atribuciones dado el precepto constitucional
que atribuye privativamente a la Asamblea la creación y reglamentación de la
Deuda Pública. Y una invasión tanto más notable, cuanto que ya estaba trami-
tando en la Asamblea un proyecto de consolidación de las mismas deudas flo-
tantes y diferidas procedentes de los rubros que subsiguen:

A m o r t i z a b l e diferida % 1.244,9ä3
Consolidados 18S6 » 146,661
Billetes del Tesoro » 169,994
Déficit de 1886 - 1890 » 617,545

En conjunto % 2.179,133, aparte de un cálculo de la Contaduría que lle-


gaba a $ 1.278,518 por concepto de expedientes en trámite.
Ya hemos dicho, al ocuparnos de la creación de los Certificados de Teso-
rería, gue la Cámara de Diputados interpeló al Ministro de Hacienda por el
decreto de los Certificados y por el decreto de las cautelas, pero que después
de un largo debate, en que el diputado interpelante declaró que el Cuerpo Legis-
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 83

lativo era un simple resorte que se movía a impulsos del Presidente de la


República, resolvió la may'oría pasar a la orden del día.
Entre las deudas flotantes figuraban también los préstamos y subsidio?
del Brasil a los Gobiernos de Suárez, Giró, Pereyra y Flores, en 1851 y 1866.
con monto primitivo de $ 3.168,746, la primera vez para voltear a Rosas y la
última para concurrir a la campaña del Paraguay. En 1896 fué enviado a Río de
Janeiro, en misión especial, el doctor Carlos de Castro. E'n el programa de
esa misión entraban el arreglo de la deuda de subsidios y la libre navegación
de las aguas fronterizas. Pero en la Cancillería de Rio de Janeiro sólo liabia
ambiente para el arreglo de la deuda y a ella se concretaron los estadistas
brasileños.
De acuerdo con el convenio ad referendum que entonces se ajustó el Uru-
guay entregaría por concepto de capital e intereses de los préstamos y' subsidios
de ambas guerras u n a deuda de $ 5.000,000 con un servicio de 5 % de interés
y $ 100,000 anuales de amortización, suprimiría el derecho de exportación sobre
el ganado en pie con destino a Río Grande y' concedería una rebaja aduanera
del 20 % a favor de la yerba mate y otros productos brasileños. El Brasil,
por toda compensación, se obligaría a-no alzar más los derechos al tasajo.
Nuestro Gobierno encontró aceptable ese convenio, en que todas las ven-
tajas eran para el Brasil, y lo pasó al Cuerpo Legislativo.
Durante el último año de la Administración Idiarte Borda fué autorizada
la emisión del Empréstito Extraordinario de 1897, destinado a gastos de guerra
y pago de presupuestos, por la cantidad de 4 millones, con un servicio de 6 %
de interés y 2 % de amortización acumulativa y a la puja, garantizado con el
producto del impuesto interno de consumo sobre los cigarros y tabacos. El Po-
der Ejecutivo quedaba autorizado para entregar los títulos en pago por el 80 %
de su valor escrito.
Al aconsejar la sanción de la ley decía la Comisión de Hacienda del Senado
que el descenso de la renta del ejercicio 1 8 9 6 - 1 8 9 7 , todavía inconcluso, era
de $ 1.563,055, correspondiendo a la Aduana 1.411,000.
También fué autorizado en esa oportunidad el Gobierno para aplicar a
gastos de guerra la patente adicional de importación creada dos años antes.
Corresponden finalmente a la Administración Idiarte Borda la Deuda de
Liquidación por $ 2,460,324 con destino al pago de los créditos exigibles del
Banco Nacional, y el Empréstito "Uruguay'o por $ 7.834,900, destinado a la fun-
dación del Banco de la República.

Monto de la Deuda.

He aquí el movimiento de la Deuda Pública durante el período que vamus


recorriendo:

Monto anual
AÑOS Emisión anual ülmis
circulante

;
1S94 $ 3.500,000 312.007,925 $ 106.600,053
1895 — 312.007,925 » 104.9 67,415
1896 » 16.286,149 » 328.294,074 ; » 118.786,387
1897 » 4.000,000 332.294,074 ; » 120.765,097
1898 » 5.017,400 337.311,474 ¡ » 124.425,395
84 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Véase cómo se distribuían los títulos de la Deuda Consolidada del Uruguay


entre las plazas de Londres y Montevideo a partir del año 1892, en que se inició
el cumplimiento del concordato de 1891 (en libras e s t e r l i n a s ) :

AÑOS 1In Ijondres En Montevideo

1S92
1 16.623,460 $ 2.645,010
1S93 » » 16.926,460 » 2.342,040
1
1894 » » 16.7S2.740 » 2.485,760
1895 » » 16.701,000 » 2.323,460
1S96 » » 16.458,710 » 2.233,420

El servicio anual de la Deuda Pública y de las Garantías de Ferrocarriles,


absorbía las siguientes cantidades (en la primera columna figura el servicio de
la Deuda solamente y en la segunda el mismo servicio y' las Garantías de
Ferrocarriles) :

1S92 $ 4.004,089 ! $ 4.933,509


1893 » 4.000,840 » 4.873,066
1894 » 4.111,440 • » 4.904,823
1895 » 4.738,373 ; » 5.525,835
1896 » 5.331,781 j » 6.232,835
I

Precio de la Deuda.

Señalan las siguientes cifras los tipos más altos y más bajos de nuestras
dos principales deudas en la Bolsa de Montevideo:

Deuda Consolidada Interior Unificada


ANOS
(3 Vs. %) (4 % )

1S94 ¡I D e 35,40 % a 48 % D e 34,30 % a 48,90 %


i!
1895 ji D e 44,30 % a 52,40 % D e 45,20 % a 49,80 %
1896 '•-, D e 43,30 % a 52,80 % D e 43,40 % a 54 %
1897 ( a ñ o d e g u e r r a ) . . i; D e 36,SO % a 45,20 % D e 3S % a 46 %

Las deuda« y la población.

En 1896 apareció este cuadro en una publicación oficial del Gobierno inglés
(libras e s t e r l i n a s ) :
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 85

INTERESES
DEUDA PUBLICA
Y AMORTIZACIÓN
Por habitante
PAÍSES Anual por habitante

1SS:¡ 3 893

s r> t S Ό S D £ S II
Austi'ia-llungrí — 9 4 12 — 0 •i 10
Austria (apart« — 3 12 S — 0 10 10
H u n g r í a (apar 7 12 8 11 55 i 0 13 S 0 3 1
llélgica 12 10 7 13 19 7 0 9 7 0 9 7
¡Sulgaria . 0 10 ö 1 11 S 0 1 0 0 3 4
Dinamarca 5 S 2 4 9 S 0 5 3 0 4 2
Egipto . . 13 19 0 15 9 11 0 12 5 0 11 11
Francia 22 2 1 34 7 0 1 S 5 1 6 5
Alemania . 0 10 7 1 15 11 0 0 :; 0 1 3
Inglaterra — 17 11 8 — 0 13 1
Grecia . 9 4 8 14 5 3 0 7 3 0 5 3
México. — 3 3 1 V2 — » 2 ίο y2
Xotterlands . 19 1 4 19 6 6 0 12 3 ι 0 •< } 10
Noruega 3 1 9 3 7 9 0 ú 4 0 i 5
Perú . . . — • 1 5 0 — 0 1 10
I'ortug*aí .
Rusia europea 5 4 10 5 13 S 0 4 3 0 5 4
España. 15 13 5 16 1 3 0 12 3 0 12 7
Suecia . 2 14 6 3 4 2 0 2 8 ; 0 2 11
Turquía — 4 16 0 — 0 1 6
E s t a d o s Unidos 7 5 9 4 3 3 0 4 2 0 1 7
I'rugiiay . 20 4 6 26 9 0 0 IG 10 0 19 2

La F r a n c i a era el país más recargado, y después de Francia, el Uruguay.

La enseñanza primaria.

El siguiente cuadro d e m u e s t r a el movimiento de las escuelas públicas


d u r a n t e el decenio '1887- 1896:

Alumnos Alumnos Costo ele la enseñanza


AÑOS lOscueias Maestros
inscriptos por maestro por alumno

I
!
1SS7 366 673 3 0.5 72 45 !
. s 15,85
1SSS 380 694 32,731 47 ; » 15,95
1SS9 412 772 32,726 44 » 18,27
1S90 470 831 3S.747 46 » 16.85
1S91 483 863 43.676 50 » 13.27
1S92 4 91 879 •15.953 52 » 12,06
1893 494 917 46.124 1 50 •> 13.12
1S94 515 986 17,35 6 ! 48 » 11,98
1S95 * 523 1,013 50,012 49 » 13,19
1S96 533 1,041 51,312 49 » 14,18
86 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Comparando las cantidades extremas, resulta que en el curso de los 10 años


hubo un aumento de 167 escuelas, de 368 maestros y de 20,740 alumnos
inscriptos.
E'n 1897 el número de escuelas públicas subió a 535; pero el número de
alumnos inscriptos se redujo a 45,614, por efecto del estado de guerra civil
en que se encontraba la República.
La enseñanza privada estaba atendida en 1896 por 379 escuelas, con 22,689
alumnos inscriptos.

Sueldo de los maestros.

He aquí el sueldo anual que ganaban los maestros en la.época de José


Pedro Várela y 15 años después:

187S 18Ö3

M a e s t r o s (le [Link] g r a d o $ 1,500 1,080


» » 2.° » » 1,080 680
» . » [Link] » » 660 486
A y u d a n t e s d e [Link]- g r a d o » 660 540
» » 2.° » » 456 340
» » [Link] » » 360 30.0
Maestros rurales . » 420 486
Fronterizos . . . . 540

Con excepción de los maestros, rurales, que habían obtenido un pequeño


aumento, todos los demás habían sido castigados por la ley de presupuesto,
que alcanzó a reducir la asignación efectiva de los ayudantes de [Link] grado a
$ 2 8 mensuales!
Con razón era tan exiguo el número de aspirantes al magisterio. En 1894
sólo concurrían 80 alumnos a los Institutos Normales (49 al de señoritas y
31 al de varones).
Una ley de 1897 dio carácter permanente al diploma magisterial, derogando
la disposición de la ley de Educación Común de 1877, sej¡ún la cual el maestro
que hubiera dejado pasar cuatro años sin ejercer el profesorado sólo podría
reingresar mediante la revalidación de su título por nuevo examen.

Homenajes escolares.
La Dirección de Instrucción Pública resolvió en 1894 iniciar trabajos a
favor de la erección de un monumento a José Pedro Várela. Poco después la
comisión especial designada con ese objeto, que presidía el doctor Carlos María
de Pena, publicaba un manifiesto en que invitaba al pueblo a llevar adelante
el gran homenaje decretado.
En ese mismo año recibió el doctor Francisco A. Berra el nombramiento
de Director de Escuelas de la Provincia de Buenos Aires. El doctor Berra era
argentino, pero era aquí en Montevideo donde había adquirido su envidiable
bagaje científico y el renombre de pedagogista eminente que le franqueaban en
su patria la dirección de la enseñanza pública. La Sociedad de Amigos de la
Educación Popular, el Ateneo de Montevideo, las autoridades escolares y el
magisterio de toda la República, resolvieron despedirlo con una honrosísima
demostración que se realizó en el salón de actos públicos de La Lira.
GOBIERNO DE IDIABTE BORDA 87

Un grave conflicto escolar.

Al finalizar el período presidencial que vamos recorriendo ocurrió un grave


conflicto entre los vocales de la Dirección de Instrucción Pública y' el Inspector
Nacional, don Urbano Chucarro, presidente de la corporación. Los primeros
suspendieron al señor Chucarro y pidieron al Gobierno que gestionara su desti-
tución, invocando desacatos a resoluciones que estaba obligado a cumplir y
falta absoluta de aptitudes para llenar su cometido. «Su completa ineptitud,
cada día más notoria, decían los vocales en su nota, llega hasta el extremo
de no saber leer y escribir con mediana corrección, lo que le lia quitado toda
autoridad moral ante la opinión pública y especialmente a n t e el personal ense-
ñante y demás funcionarios de la administración escolar». Pero el Podar Eje-
cutivo declaró que la suspensión era ilegal y en cuanto a la gestión pública,
que «no era admisible la tacha de ineptitud, que recién se formulaba, después
de largos años de proficua labor común, sin alteración sensible, en sus respec-
tivas funciones oficiales».

Una iniciativa de la Liga Patriótica de la Enseñanza.

La Liga Patriótica de la Enseñanza fundó en 1895 una escuela agropecuaria


en el Departamento de Paysandú, utilizando una chacra fiscal de 150 cuadras,
cedida por el Gobierno. El programa de trabajos iniciales comprendía un estu-
dio práctico de semillas.

La enseñanza universitaria.

A grandes y acaloradas controversias había dado lugar la activa y fecunda


actuación universitaria del doctor Alfredo Vásquez Acevedo, y fué a raíz de
una de esas controversias, en 1896, que numerosos universitarios resolvieron
hacerle una demostración pública y entregarle un álbum en que hacían constar
que a dicho ciudadano se debían «los inmensos progresos realizados en los
últimos diez años».
De nuevo en el Rectorado, presentó el doctor Vásquez Acevedo en ese mis-
mo año un plan de reformas encaminado a dar la mayor eficacia a la enseñanza.
Aumentaba la duración de algunos cursos, introducía reformas substan-
ciales en los programas y reglamentaba en la siguiente forma los exámenes: en
la Facultad de Derecho: prueba escrita los reglamentados y prueba escrita y
oral los libres; en la Facultad de Medicina: interrogaciones orales y ejercicios
prácticos; en la Sección de Enseñanza Secundaria: la misma forma que en la
Facultad de Derecho, con excepción de las siguientes asignaturas: Matemáticas,
ejercicios escritos e interrogaciones orales: Historia Natural, ejercicios de reco-
nocimiento e interrogaciones orales; Física y Química, ejercicios prácticos e
interrogaciones; Cosmografía, interrogaciones sobre la bóveda celeste, formu-
ladas de noche; Geografía, trazado de mapas e interrogaciones orales; Francés,
ejercicios prácticos; Dibujo, ejercicios prácticos.
Y daba varias reglas o normas para la enseñanza, entre las que figuraban
las que indicamos a continuación:
«Los profesores deben tener muy presente, en el desempeño de sus tareas,
que la enseñanza de que están encargados no tiene en vista solamente instruir,
sino educar, ésto es, desarrollar y adiestrar las aptitudes mentales de sus dis-
cípulos, formar el carácter y' el corazón de éstos y marcar sus ideales como
hombres y como ciudadanos. . . Todas las ciencias que tengan un objeto fijo
deben estudiarse con el objeto por delante. Cuando no fuera posible estudiar
los mismos objetos materiales, se estudiarán éstos en sus imitaciones corpo-
rales. Cuando aún éstos falten, se recurrirá a las representaciones figuradas. . .
88 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

El estudiante debe aplicar sus propias facultades al conocimiento de todas las


cosas. J a m á s debe el profesor suplir con sus aptitudes las del alumno, ni em-
plear la exposición mientras éste pueda conocer por sí mismo lo que se t r a t a
de enseñarle. El profesor debe dirigir y el alumno investigar. . . Nunca debe
enseñarse antes lo que Naturaleza exige que se enseñe después. Lo primero
que el estudiante debe conocer en las ciencias de observación, es todo lo que
sea fenómeno. Conocidos los fenómenos se debe pasar a las relaciones concretas.
Los conocimientos concretos deben preceder siempre a los abstractos y jamás
se pasará a una idea general sino partiendo de ideas particulares. Por fin,
no debe intentarse la adquisición de ningún conocimiento inductivo o deductivo,
si el estudiante no posee las nociones precisas que dan base a la inducción o
deducción. El profesor debe tener un gran dominio sobre sí mismo para no
precipitar la enseñanza en obsequió de un éxito pronto. Guárdese de anticipar
opiniones. Espere a que el discípulo las forme como natural consecuencia de
las ideas que vaya adquiriendo.
«Para la enseñanza de las ciencias físicas y naturales los profesores no
deben olvidar que les es mucho más provechoso preparar sus lecciones en los
mismos gabinetes o laboratorios, en medio de los aparatos, instrumentos y
colecciones, partiendo de la exposición material de los experimentos, que estu-
diarlos en los libros con abstracción completa de los objetos que van a tener
que manejar y que hacer pasar a la vista de sus discípulos; porque es en la
Naturaleza, más que en los libros donde ellos deben buscar inspiraciones para
u n a enseñanza que debe ser elemental, práctica y siempre apropiada a las
inteligencias medias, y porque la ciencia que deben enseñar es la que conviene
a todo el mundo y' no la ciencia más elevada o más detallada, reservada para
las Facultades.
«Los profesores, en todas las asignaturas que lo permitan, deben propender
a fijar y asegurar los conocimientos adquiridos por sus discípulos por medio de
ejercicios de aplicación de esos conocimientos, fuera de las horas de clase, for-
mando hábitos de estudio y de observación. Así, en Matemáticas, deben enseñar
a sus discípulos ejercicios de cálculos y resolución de problemas; en Gramática
e Idiomas, constantes ejercicios de composición; en Literatura, la lectura de
trozos y libros selectos; en Historia Natural, Física, Cosmografía, etc., trabajos
de observación o de investigación de fenómenos sencillos; en Historia, la adqui-
sición de datos sobre determinados sujetos o personajes.
«Nunca se dará por terminada la enseñanza de los conocimientos que for-
men la materia de una lección, para pasar a otra, sin que seis alumnos por lo
menos, en las clases que tengan más de 20, y 3 en las clases que tengan
menos, hayan hecho el resumen de tales conocimientos. Para asegurarse de
que no ha ido ni demasiado lejos, ni demasiado a prisa, el profesor no se
guiará por los trabajos o por las contestaciones de los discípulos más selectos,
sino por el aprovechamiento que demuestren los que constituyen el término
medio de desarrollo intelectual y de aplicación de todos los alumnos.
«Hay siempre gran conveniencia en provocar y' fomentar en los estudiantes
el espíritu de examen y de comprobación de todo lo que se les enseña; pero los
profesores deben esforzarse por conciliar ese espíritu con el respeto debido
a las autoridades científicas, acostumbrando a la vez a los alumnos a no aven-
t u r a r juicios y opiniones sin el suficiente conocimiento del asunto o sin la
debida meditación.»
Desde 1894 empezaron a funcionar las Facultades de Derecho y Matemá-
ticas y la Sección de Enseñanza Secundaria en el amplio edificio de la calle
Cerrito, ocupado actualmente por la Facultad de Matemáticas, dándose allí,
desde ese momento, mayor orientación práctica a la enseñanza.
Las autoridades universitarias pidieron y obtuvieron también que el Go-
bierno dirigiera un Mensaje al Cuerpo Legislativo a favor de la derogación del
artículo de la ley de 1889, que instituía exámenes extraordinarios en julio, para
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 89

los que no hubieran podido hacerlo en noviembre. «Hasta el mes de julio, decía
el Mensaje, fundando la reforma, sólo se preocupan los estudiantes de los exá-
menes extraordinarios. Lo aseguran todos los profesores. Y cuando llega el mes
de julio quedan de hecho suspendidas las clases, porque los alumnos tienen
que rendir examen y los profesores tienen que integrar las mesas examinadoras».

E n la Facultad de Medicina. Fundación del Instituto de Higiene Experimental.

Las autoridades universitarias pidieron en 189 5 la creación del Instituto


de Higiene Experimental, con un programa de trabajos que abarcaba la reali-
zación de cursos prácticos de higiene y' bacteriología, investigaciones higiénicas,
preparación de vacunas, formación de un museo de higiene. Solicitaban a la
vez autorización para confiar la regencia del Instituto al profesor italiano
don José Sanarelli.
El pensamiento encontró favorable acogida en la Casa de Gobierno y en
el seno de la Asamblea, y en consecuencia, la Universidad procedió a la contra-
tación del doctor Sanarelli, sobre la base de un sueldo anual de 20 mil francos
y una partida de $ 400 mensuales para gastos de funcionamiento del laboratorio.
Pocas semanas después del arribo a Montevideo del joven y eminente
bacteriólogo, moría Pasteur.
«Creo en la ciencia y en la paz, había dicho tres años antes, agradeciendo
el homenaje de Francia, al cumplir los 70 años de edad. Creo que ambas triun-
farán de la ignorancia y de la guerra. Creo, por lo tanto, que el porvenir es
de los benefactores de la humanidad.»
La Universidad de Montevideo resolvió rendir una demostración a su me-
moria y el encargado de llevarla a cabo fué el doctor Sanarelli, mediante una
magnífica síntesis de la obra imperecedera del gran investigador francés.
La inauguración oficial del Instituto de Higiene recién tuvo lugar en
marzo de 1896, por estar en obras el edificio en que debía funcionar.
«La creación del Instituto de Higiene Experimental, dijo en esa oportu-
nidad el Rector doctor Alfredo Vásquez Acevedo, representa para nuestra agru-
pación social la aparición de una defensa valiente y poderosa contra enemigos
terribles que han llevado y llevan aún el espanto a los hogares y la ruina a
los intereses materiales. El va a encargarse de estudiar ese mundo infinita-
mente pequeño, en que se encuentra, según los datos de la ciencia moderna,
el génesis de todas las enfermedades; él va a investigar las causas locales que
pueden influir en el desarrollo y propagación de los organismos que componen
ese mundo.»
El Uruguay, como se encargó de hacerlo constar el rector, era el primer
país de la América del Sud que planteaba un establecimiento de ese género,
en condiciones tan amplias del doble punto de vista de su persona! directivo y
de los aparatos y laboratorios de primer orden puestos a su servicio.
Un año más tarde, en febrero de 189 7, salía de ese laboratorio, tan bien
dirigido y tan bien equipado, el anuncio ele que el doctor Sanarelli liab.'a des-
cubierto y aislado el bacilus de la fiebre amarilla, y' a raíz de ello la confirma-
ción oficial del descubrimiento, en una conferencia sensacional dada por el
propio descubridor en el teatro Solís, en presencia de nuestro cuerpo medico
y de numerosos representantes del Cuerpo Médico brasileño.
Tal fué la primera e importante etapa de la obra del Instituto de Higiene
Experimental de Montevideo. La segunda, destinada a la preparación del reme-
dio contra la enfermedad, de mucha resonancia al principio y que permitió al
doctor Sanarelli obtener fuertes utilidades por el traspaso de su fórmula a
una empresa comercial, quedó luego relegada a planos secundarios y más
t a r d e absolutamente olvidada.
Durante esa segunda etapa se presentó en el laboratorio del Instituto de
Higiene el doctor Antonio Quesada, médico residente en el Paso de los Toros,
90 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

ofreciendo su cuerpo para una inyección de estudio de la toxina extraída del


bacilus de la fiebre amarilla. Ya anteriormente el doctor Sanarelli había hecho
varias experiencias en seres humanos, según se declaró públicamente en el seno
de la Sociedad de Medicina, al discutirse si debía o no accedersë a la solicitud
del doctor Quesada (la voz pública, conïplementando la declaración, agregaba
que las experiencias se habían realizado en el Manicomio) ; pero los médicos
encargados de estudiar el caso, dijeron que el doctor Quesada padecía de una
afección al hígado, que hacía muy peligroso el ensayo, y la autorización fué
denegada.

Médicos ilustres que regresan.

El mismo año en que la Universidad iniciaba sus gestiones a favor de la


creación del Instituto de Higiene Experimental, llegaban a Montevideo el doc-
tor Alfredo Navarro, interno laureado de los hospitales de París, y' el doctor
Luis Demicheri, jefe de clínica del profesor Wecker, laureado por la Academia
de Medicina de París (uno y otro así lo expresaban en sus avisos profesionales).
E'l doctor Navarro, había hecho sus estudios médicos en París en la forma
brillante de que hemos hablado en otro lugar. El doctor Demicheri los había
cursado en Montevideo y había hecho su especialidad bajo la dirección del doc-
tor Joaquín de Salterain, quien al darle una carta de presentación para el
profesor Wecker, decía: «Se trata de un precioso libro a la rústica, que a usted,
eximio maestro, le corresponde encuadernar».

El triunfo de un homeópata.

Pero no todo eran flores para la Facultad de Medicina y para los médicos.
Los homeópatas, sin diploma, se encargaban de poner las espinas.
Uno de los perseguidos por el Consejo Nacional de Higiene Pública, por
ejercicio ilegal de la medicina, monseñor Estrázulas y Lamas, se presentó a la
Asamblea pidiendo una modificación expresa del Código Penal, o en su defecto
«una autorización personal para ejercer la homeopatía».
Y la Asamblea acordó al solicitante la autorización que pedía y, lo que es
más asombroso, con el voto de muchos hombres ilustrados. Uno de ellos invo-
caba que la venta de productos homeopáticos hacíase libremente por personas
ajenas a los estudios médicos, porque esos productos ningún daño podían causar.
Otro de los oradores decía, que monseñor Estrázulas venía ejerciendo su pro-
fesión desde antes de la creación de la Facultad de Medicina, y que podía se-
guir ejerciéndola, como lo habían hecho algunos abogados anteriores a la
creación de la Universidad, de acuerdo con un reglamento que hasta permitía
doctorarse con la sola presentación de una tesis.

Licencias temporarias a favor de profesionales emigrados.

La guerra civil que tenía por teatro a Río Grande, trajo a Montevideo a
muchos profesionales brasileños, y nuestro Cuerpo Legislativo, deseando pro-
porcionarles medios de vida, dictó una ley por la que se acordaban licencias
temporarias, sin previo examen de reválida. La Comisión de Legislación del
Senado, al patrocinar el proyecto, invocaba los tratados de Derecho Interna-
cional Privado de Montevideo, que reconocían la validez de los diplomas univer-
sitarios expedidos por las naciones adhérentes.

Número de estudiantes.

Véase cual era en este período el número de los estudiantes matriculados


en la Sección de Estudios Preparatorios y' en las tres Facultades superiores:
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 91

1S85 1800 Í8»7

= = - - - - - - • - - "
i
!1
Preparatorios 278 2S3
270
Derecho . 74 125 221
Medicina . . 129 126 lili
-Matemáticas 6S ' 6 (i 5S

5-1 η | 5S7 6S1

La estadística del último año del resumen que antecede distribuía así
los alumnos: Facultad de Derecho: abogacía 79, notariado 88, contabilidad 54;
Facultad de Medicina: medicina 97, farmacia 13, odontología 1, obstetricia 8;
Facultad de Matemáticas: ingeniería 33, arquitectura 17, agrimensura 8.

Biblioteca Universitaria.

La Biblioteca Universitaria tenía en 189 6 el siguiente número de volú-


menes: en la Facultad de Derecho, 4,560; en la Facultad de Medicina, 2,374;
en la Facultad de Matemáticas, 2,108 y en la Sección de Enseñanza Prepara-
toria, 4,203. En conjunto, 13,245 volúmenes.

Destitución de profesores.

En el curso de la segunda revolución de Aparicio Saravia el Poder Eje-


cutivo dirigió un Mensaje a la Asamblea, dando cuenta de que había destituido
a los catedráticos de la Facultad de Medicina, doctores Alfredo Vidal y Fuen-
tes y Arturo Berro, y al catedrático de la Sección de Enseñanza Secundaria,
don Faustino Sayagués Lasso, a los dos primeros porque se habían plegado
al movimiento revolucionario, y' al último, porque habiéndose hecho una mani-
festación de simpatía en el aula de Geografía al estudiante Rabecca, autor de
una tentativa de asesinato contra el Presidente de la República, el catedrático
no había reprimido ese acto de glorificación del delito.
Hubo disidencias en el seno de la Comisión de Legislación acerca de las
atribuciones del Senado para resolver el punto, juzgándose por algunos de los
oradores que debía convocarse a la Asamblea General, única habilitada en
materia de medidas etxraordinarias. Señalando la gravedad del caso, expresó el
doctor Julio H e r r e r a [Link] que un senador, amigo del Gobierno, había decla-
rado en el seno de la Comisión de Legislación que, a título de medidas prontas
de seguridad, podía el Presidente hasta decretar fusilamientos. E'l Presidente
resolvió cortar el debate, retirando el Mensaje y pasando otro análogo a la
Asamblea General, en el que se prescindía del profesor Sayagués Lasso. El Men-
saje pedía aprobación de la medida. Pero la Asamblea resolvió acordar venia
para la destitución.

Conflictos universitarios.

Dos conflictos de resonancia ocurrieron en 189 5. Uno de ellos sobre adul-


teración de diplomas y otro sobre insuficiencia de diplomas.
En el primer caso intervenía el Decano de la Facultad de Matemáticas,
ingeniero Víctor Benavídez. Su diploma estaba adulterado y el Consejo Univer-
sitario pidió la destitución del Decano. Como el Poder Ejecutivo nada resol-
viera, el doctor Pablo de María elevó renuncia del Rectorado que ejercía, pro-
92 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

vocando con ello la medida exigida por la autoridad universitaria. Más tarde
el ingeniero Benavidez se presentó a rendir examen general de ingeniería, y
fué aprobado por unanimidad.
En el segundo caso el Consejo Universitario declaró que el nombramiento
de «Miembro Asociado del Instituto de Londres» que exhibía el ingeniero don
Andrés Llovet, era insuficiente para otorgar el diploma nacional. Pero el Go-
bierno declaró lo contrario y, entonces, el doctor de María volvió a elevar renun-
cia de su cargo.

I/os rayos Roentgen en la clase de Física.


Desde el año 1896 empezó en nuestra Universidad el estudio de los rayos
Roentgen, bajo la dirección del catedrático de Física, doctor Claudio Williman,
de su ay'udante el bachiller Angel Maggiolo y de don Joaquín Olarán, obtenién-
dose fotografías nítidas de varios objetos a través de cubiertas opacas. E r a n las
primeras experiencias de ese género que se hacían en el Río de la Plata.

Subsidios y becas.

La legislatura de este período acordó a la librería Barreiro, editora de la


importante obra <de don Francisco Bauza «Historia de la dominación española
en el Uruguay», una subvención de $ 3,000, y al pintor Carlos María H e r r e r a
una beca de $ 9 60 anuales para completar sus estudios en Europa.

Administración de Justicia. Creación de Juzgados.

Por iniciativa de la Jefatura de Policía de Montevideo fueron creados en


1896 dos Juzgados de Instrucción, con el exclusivo cometido de instruir suma-
rios y remitirlos a los juzgados correspondientes. Actualmente se pierde mucho
tiempo, decía la Comisión de Legislación de la Cámara de Diputados al patro-
cinar el proyecto, y, lo que es peor, no se hace la investigación rápidamente a
raíz del suceso. La carga, agregaba, resulta, por otra parte, pesadísima para
los jueces únicos, como basta a demostrarlo el hecho de llegar a 449 los suma-
rios a cargo del Juzgado Correccional y a 33 6 los del Juzgado del Crimen.

Códigos y leyes. El Código de Procedimiento Penal y el Código do Comercio.

El Poder Ejecutivo pasó a la Asamblea en 189 4 un proyecto de Código de


Procedimiento Penal redactado por el doctor Alfredo Vásquez Acevedo y estu-
diado por una comisión compuesta por el autor de la obra y' los doctores Gon-
zalo Ramírez, Pablo de María, Antonio María Rodríguez y Eduardo Brito del
Pino.
Muchas e importantes reformas envolvía el proyecto. Descentralizaba la
administración de justicia, acordando jurisdicción a los jueces departamentales;
establecía los Juzgados de Instrucción; obligaba a los jueces a presidir personal-
mente las diligencias de prueba y a t e r m i n a r los sumarios en 30 días; esta-
blecía una Sala del Tribunal exclusivamente para lo criminal; prescribía el
juicio oral para todos los procesos en que el Fiscal pidiera pena de m u e r t e
o penitenciaría por más de cuatro años, debiendo entonces producirse la
prueba en presencia de juez y de los jurados; castigaba con multas al juez hara-
gán; establecía una oficina de estadística criminal, «nuevo laboratorio de expe-
rimentación científica nacional», decía la Comisión revisora, «que nos incorpo-
r a r á al movimiento innovador del viejo continente y' que contribuirá a que no
incurramos injustamente en el reproche de que, por no estudiar el delito en sus
causas, tendremos siempre los criminales que merecemos».
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 9?,

F u n d a n d o una de las reformas más importantes, agregaba la comisión en


su informe:
«El juez, en presencia del testimonio oral, dice Mittermaier, procede como
el historiador que se apoya en las declaraciones de los testigos que han presen-
ciado los hechos pasados, como fundamento de la verdad de su narración.
La actitud de los testigos, sus vacilaciones, reticencias, su fisonomía en el acto
en que deponen, son a menudo preciosos y necesarios elementos para juzgar
de la verdad de sus declaraciones. Pero es por demás evidente que el proceso
escrito que contiene el resultado del examen de testigos, no puede producir
estas circunstancias y es por esta razón que conviene a los bien entendidos inte-
reses de la administración de justicia que los testigos depongan en presencia
del tribunal que debe fallar la causa.»
Algunas de las novedades del proyecto, como la creacción de los Juzgados
de Instrucción Criminal, fueron de inmediato desgajados y convertidas en ley.
Pero el proyecto quedó encarpetado en la Comisión de Legislación.
La reforma del Código de Comercio fué abordada por don Joaquín C.
Márquez, mediante un proyecto de ley de quiebras que el Gobierno pasó a
estudio de una comisión compuesta de los doctores Eduardo Brito del Pino,
Antonio María Rodríguez, Ovidio Grané, Abel J. Pérez y' Ruperto Pérez Mar-
tínez. Tendía a combatir los procedimientos abusivos de la época. El primitivo
Código de Comercio, promulgado en I860, establecía que tanto los síndicos
provisorios, como los jueces-comisarios, serían sorteados de una lista de 20
comerciantes formulada anualmente por el Tribunal Superior de Justicia. Una
ley de 1878 suprimió el juez-comisario y dispuso que el síndico provisorio fuera
nombrado por los acreedores. Pero fueron tantos los males causados por esa
innovación, que en 1885 se estableció que así los síndicos provisorios, como
los definitivos, serían nombrados directamente por el Juez de la quiebra, de
una terna constituida por los mayores acreedores. Era una traba, pero no lo
suficientemente eficaz para combatir a los acaparadores de concursos y a sus
procedimientos de compra y refundición de pequeños créditos legítimos y de
simulación de créditos importantes.
P a r a sanear el ambiente de los Juzgados de Comercio proponía el señor
Márquez que el nombramiento de síndico provisorio se hiciera por el juez
de la quiebra, de una lista de 20 comerciantes formada anualmente por la
Cámara Nacional de Comercio; que el nombramiento de síndico definitivo, fuera
el resultado del sufragio de las dos terceras partes de acreedores presentes que
reunieran las tres cuartas partes de los créditos admitidos o, en su defecto,
de las tres cuartas partes de acreedores que reunieran los dos tercios de cré-
ditos, y que en la misma forman nombraran los acreedores una J u n t a de vigi-
lancia encargada de fiscalizar a los síndicos. Volvíase así, en lo fundamental,
al sistema del Código de 1866.
Otra reforma importante del proyecto consistía en reemplazar las mora-
torias por concordatos preventivos y autorizar ademas al fallido y a los acree-
dores para arreglar su situación en cualquier momento prescindiendo del resul-
tado de la calificación de la quiebra.
E'l Código de Comercio de la Argentina y' del Uruguay, redactado, como ¡o
hemos demostrado oportunamente, por el doctor Eduardo Acevedo, recibía en
esos mismos momentos la consagración europea, por boca del doctor Vidari, el
eminente profesor de la Universidad de Pavía, comentador del proyecto de
Código de Comercio de Italia, que él había contribuido a redactar.
«Estos dos Códigos, decía el doctor Vidari, refiriéndose al del Uruguay y
la Argentina, que figuran entre las obras legislativas más importantes de nues-
tro tiempo y que es lástima sean casi ignorados entre nosotros, desde que por el
método legislativo o por la copia y bondad de las disposiciones que contienen,
deberían ser tomados como modelo por cualquiera que se proponga legislar
el derecho c o m e r c i a l . . . En esta disposición y distribución de las materias
94 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

(agregaba, luego de examinar los libros y títulos) nuestra mente se halla satis-
fecha; allí la idealidad orgánica encuentra una adecuada 'correspondencia con
la realidad orgánica; allí sentimos que tenemos por delante u n a obra armónica-
mente modelada en todas sus partes; allí la ley es verdaderamente un orga-
nismo jurídico.»

Leyes diversas.

La Asamblea estableció en 189 5 que a los tres años de haberse realizado


una cesión de bienes, en que no existiera acusación de ocultación o de fraude,
debería el juez otorgar carta de pago al deudor que lo solicitare, extinguiéndose
con ello los derechos y créditos existentes al tiempo de la cesión de bienes.
Una prescripción extraordinariamente corta, como se ve, y peligrosa por
lo mismo, dadas las dificultades inherentes a la documentación de la mala fe en
los juicios de quiebra.
Otra ley del mismo año estableció que el Gobierno no podía otorgar, salvo
el caso de obtener autorización legislativa, contratos de alquiler o de arrenda-
miento de obras, por un plazo mayor del correspondiente al período presidencial
del contrato.
Esa ley, emanada de una iniciativa del doctor Carlos María de Pena, ex
Ministro de Hacienda de la Administración Herrera, respondía al propósito de
impedir que en las postrimerías de una presidencia se hicieran contratos rui-
nosos a cargo de la administración subsiguiente. »
El Gobierno del señor Idiarte Borda la devolvió con observaciones, pero la
Asamblea la ratificó por 3 7 votos contra 17.
«El seguro de vida constituido en favor de los herederos de la persona
que lo contrae, es un bien de propiedad exclusiva de los mismos herederos y no
responde en ningún caso a los créditos que el constituyente quedara debiendo
a su fallecimiento.»
Tal fué la importante medida adoptada por la legislatura de* 1896 para
estimular el seguro de vida y estabilizar la tranquilidad de los hogares. Pero
el privilegio no era absoluto: sólo se extendía a los seguros que no excedieran
de 20 mil pesos. La parte que excediera del límite legal, quedaba sometida
a la legislación común y contra ella, en consecuencia, podían accionar los
acreedores del constituyente.
Regían en el Uruguay' dos leyes en materia de defensa judicial: la de 1874,
que establecía que para abogar a n t e los, juzgados y tribunales, no se necesitaba
más requisito que el título o poder que acreditara la personalidad del litigante;
y el Código de Comercio, que establecía que los litigantes que se presentaran
por sí o por medio de apoderado o de procurador, no necesitaban firma de
letrado.
La ley de 18 9 7 reaccionó contra ese régimen de libertad. En adelante los
juzgados y tribunales deberían rechazar todo escrito sin firma de letrado, salvo
cuando la parte misma accionara o se defendiera. Quedaban exceptuados de
la firma de letrado los escritos muy simples, llamados procuratorios, y los que
se presentaran en localidades donde no hubiera por lo menos cinco abogados.
Tratábase de una reforma estimulada por los abogados, más que por los
intereses de la administración de justicia. Los males que se denunciaban enton-
ces, tenían que continuar y han continuado después de la sanción de la ley,
porque emanaban fundamentalmente de la falta de energía de los jueces para
mantener la disciplina judicial, cumplir extrictamente los plazos, liquidar rápi-
damente los procesos-y desechar los recursos y' trabas exclusivamente encami-
nados a entorpecer la administración de justicia.
La ley de escribanos sancionada en 1897 estableció que todo aspirante al
ejercicio de la profesión que no fuera bachiller o maestro de segundo o tercer
grado, debería rendir un examen de ingreso de dos horas de duración, sobre
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 95

Gramática y Composición, Aritmética, Geografía, Historia Natural, Constitución,


Dibujo Lineal, Geometría, Física, Cosmografía, Historia Universal e Historia
Natural, con arreglo a los programas escolares. El aspirante que fuera apro-
bado en ese examen, debería seguir los cursos universitarios de Derecho Civil.
Derecho Comercial, Derecho Internacional Privado y Procedimientos Judiciales,
y realizar una práctica de dos años en una escribanía con protocolo y de un
año en una escribanía actuaría. Terminados los cursos, habría un examen
general de una hora y otro teórico - práctico de dos horas, ambos en la Univer-
sidad. Antes de la expedición del diploma, debería a la vez el aspirante acreditar
su ciudadanía, 25 años, honradez y buenas costumbres.
Una ley votada dos años antes había establecido que mientras no se creara
el archivo general en las necesarias condicionas de seguridad y buena conser-
vación, podrían los escribanos conservar los protocolos en su poder, pero una
vez que la Asamblea creara ese archivo todos los protocolos irían allí, con
excepción de los correspondientes a los dos últimos años.

Estadística judicial. Movimiento de causas en los Tribunales y Juzgados.

Durante los cuatro años del período que vamos recorriendo tuvieron los
Tribunales y Juzgados el siguiente movimiento de causas:

1SÍ)4 1SOÓ 1S0C 1SÖ7

Tribunales:
N ú m e r o de c a u s a s . 3,852 3,403 3,525 2,431
Sentencias definitivas 493 540 444 343

J u z g a d o s de Comercio:
N ú m e r o de c a u s a s . 6,949 7,622 7,320 6,741
Sentencias definitivas . . 331 328 323 306
J u z g a d o s d e lo C i v i l :
N'úmero de c a u s a s 7.59.S 8,042 9,319 8,722
Sentencias definitivas 634 916 944 SIS
J u z g a d o L e t r a d o de M o n t e v i d e o :
N ú m e r o de c a u s a s i n i c i a d a s 1,124 1,063 995 1,036
Sentencias definitivas . . . . 9 31 1,017 825 10:;

J u z g a d o s L e t r a d o s de c a n n u i ñ
N ú m e r o de c a u s a s iiviciadas 5.593 5,733 5,362 4,325
Sentencias definitivas . . . . 3.U21 3,527 2,8 70 2,23N

J u z g a d o s del C r i m e n :
N ú m e r o de c a u s a s e n t r a d a s . . . . 875 4 79 371
De ellas, por h e r i d a s g r a v e s . -- 235 115 100
» » por homicidio 194 141 153
Juzgado Correccional:
N ú m e r o de c a u s a s i n i c i a d a s 5 33 688 CU 64-1
De e l l a s , p o r p e l e a y h e r i d a s . . . 165 232 2-19 256
» » por hurto 21 5S 11 33
» » por robo 76 47 36 7S
> » por desacato 159 1 46 us 221.1

J u z g a d o s de P a z de t o d a la R e p ú b l i c a
N ú m e r o de c a u s a s de su j u r i s d i c c i ó n . 6,237 5,865 5,722 4,918
De ellas, p o r c o b r o de pesos 2,079 2,516 2,459 1,916
» » por desalojo 1,783 1,9 19 1,965 1,928
96 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Cuál era el número de presos.


Véase ahora el número de presos entrados a la Penitenciaría, a la Cárcel
Correccional y Preventiva y a las cárceles policiales de toda la República, con
especificación de las principales causas determinantes de la prisión:

1SÖ4 1895 18SMJ 1S97

Penitenciaría:
Presos entrados (hombres) 181 83 102 63
» » (mujeres) 63 73 60 85
Principales causas:
Por heridas 55 39 ! 41 32
» homicidio . . . . 112 37 43 33
» robo 26 31 44 31

Cárcel Correccional:
Entradas 807 — 966 847
Principales causas:
Heridas 240 280 222
Desacato 90 — S4 76
Robo 106 — 86 108
Homicidio . . . . 79 — 136 75

Cárceles policiales en toda la Repú-


blica:
Presos entrados (hombres) . . . . 10,055 11,661 9,382 6,048
» » (mujeres) . . . . 1,253 1,589 1,201 999
Principales causas:
Escándalo 2,630 3,219 2,545 1,512
Ebriedad 234 269 185 76
Pelea 1,518 2,138 1,591 940
Desacato a la autoridad 5S9 773 577 258
Homicidio 108 131 105 147
Abigeato 276 377 27S 325
Heridas 723 S73 S40 651
ijesioney 505 755 633 273
Robo 1,068 901 l¡77 594
Infracciones municipales y policiales 1,061 1,074 SS5 490

Fusilamientos.
En 1894 fueron ejecutados los reos Feliciano Figueroa, en Canelones;
José Picón, en el Carmelo y Marcelino Silva, en Mercedes; los tres por homi-
cidio. El padre del primero, al despedirse de su hijo, dijo: «Supo m a t a r ; que
sepa morir». Y el hijo murió sonriendo.
Al año siguiente fué ejecutado en el patio de la Penitenciaría, también por
asesinato, Tomás Duarte.
Era tan poco edificante la actitud del público que afluía al cumplimiento
de las condenas, que el Consejo Penitenciario se vio obligado a limitar a 100
el número de personas que podrían presenciar la/ ejecuciones, invocando «esce-
nas y manifestaciones, por parte de los concurrentes, que no podían ser
toleradas».
GOBIBRNO DE 1DIARTE BORDA 97

Insuficiencia de la Penitenciaría.

Montevideo sólo contaba en esa época con la actual Cárcel Preventiva Y


Correccional, que también servía de Penitenciaría, y el antiguo taller de ado-
quines d e la calle Yi, ocupado actualmente por la Policía, con su gran patio
abierto, donde se aglomeraban los presos d u r a n t e 12 a 14 horas diarias.
La Cárcel Preventiva tenía 2 32 celdas y ya en 1896 estaban allí alojados
300 penados.
El número total de penados y encausados llegaba a 700.
No es asustadora la estadística de la Cárcel Penitenciaria y Correccional
decía el secretario del Consejo Penitenciario, doctor Gabriel Terra, comen-
tando esa cifra. Durante el año 1892 ingresaron 433 procesados, siendo 139
por homicidio, 13 4 por heridas, 24 por robo y los demás por pelea, complici-
dad, sospechas, etc. Al año siguiente bajaron las entradas a 311, sobresaliendo
entre ellas 92 por homicidio, 83 por heridas y 29 por robo. Y en 1894 a 244,
figurando 112 por homicidio, 55 por heridas y 26 por robo. Son menos halagado-
ras, agregaba, las cifras de la Cárcel Correccional. En 1892 entraron allí 829
presos; en 1893, 474; y' en 1894, 807, de los cuales 240 por heridas, 106 por
robo, 90 por desacato, 79 por homicidio, 26 por pelea. Hay también en la
cárcel, concluía el doctor Terra, señalando una de las llagas de la justicia
penal, individuos que desde hace tres años esperan sentencia definitiva, con
la particularidad de que algunos han sido absueltos en primera instancia, y
otros están condenados en primera instancia a una pena menor que el tiempo
de prisión que ya han sufrido.
Las cárceles carecían de talleres, y más de una vez dio lugar la vida de
forzosa holganza en que vivían penados y encausados a tentativas de alza-
miento o de evasión. En 189 5 los penados se amotinaron, mataron a dos
vigilantes e hirieron a otro, y con ayuda de las llaves de los mismos vigi-
lantes, abrieron las puertas de todas las celdas y procuraron huir. Pero una
descarga del cuerpo de guardia que a nadie hirió, fué suficiente para resta-
blecer el orden. A raíz de este alzamiento dictó la Asamblea una ley por la
cual se autorizaba al Consejo Penitenciario, mientras no se organizaran ta-
lleres en las cárceles, a utilizar a los penados en trabajos públicos, fuera de
las zonas urbanas, y en obras ajenas a las contratadas por empresas parti-
culares.
No gozaban ciertamente de comodidades ¡os habitantes de nuestras cár-
celes. Pero, en cambio, tenían mesa pasable. Véase el régimen alimenticio que
establecía en 1894 el Consejo Penitenciario, de acuerdo con un dictamen médico
suscrito por los doctores Elias Regules, Juan B. Morelli y Angel Brian:
«Desayuno: y2 litro de infusión de café preparado en la proporción de 10 ki-
los de café por 100 de agua y una galleta de 60 gramos. Almuerzo: y, litro de
caldo con 60 gramos de arroz o fideos; 300 gramos de carne cocida, 250 gramos
de pan blanco. Comida: y, litro de caldo con vegetales, 300 gramos de carne
asada, 250 gramos de pan blanco. Los jueves y domingos, se podrá agregar el
maíz y sustituir el puchero por el guisado. Vino. 250 gramos, una vez por
semana, a los penados de buena comportación.»

Se realizan trabajos p a r a construir una Cárcel de Mujeres.

El Poder Ejecutivo se dirigió en 18 9 4 a la Asamblea en demanda de


autorización para construir una Cárcel de Mujeres y Menores.
Apoyando el pensamiento, hacía constar la Comisión de Legislación y' Fo-
mento de la Cámara de Diputados, que llegaba a 340 el número de mujeres que
habían desfilado por la Penitenciaría durante los 6 años corridos desde 1890
hasta 1896 y que a la Cárcel Policial de Montevideo entraba todos los meses un
centenar de menores.
98 ANALES HISTÓRICOS DEL URUGUAY

Dos años después volvía a insistir el' Poder Ejecutivo en su pensamiento y


pedía y obtenía u n a ley por la que se destinaban 4 hectáreas de los terrenos fis-
cales de P u n t a Carretas p a r a la construcción de una Cárcel de Mujeres y Asilo
Correccional de Menores.
Una sociedad de señoras, que presidía la esposa del Presidente de la
República, doña Matilde Baños de Idiarte Borda, organizó en el acto suscrip-
ciones populares y kermeses que produjeron la cantidad líquida de $ 32,038.
Y ante ese resultado se ordenó el levantamiento de planos, con ánimo de pro-
ceder de inmediato a la ejecución de las obras. Pero, como lo veremos más
adelante, surgieron dificultades que obligaron a cambiar de rumbo.

El asesinato del joven Tomás Butler.


Grande y larga resonancia tuvo el asesinato del joven Tomás Butler, ocu-
rrido en las calles de Montevideo, a fines de 1895. Una versión de origen nacio-
nalista, relacionaba el asesinato con un cartel recordatorio de las sangrientas
escenas del 11 de octubre de 1891, que la víctima habría hecho colocar en la
puerta de la casa del ex Presidente doctor H e r r e r a y Obes. Otra versión de ori-
gen «colectivista», establecía que el joven Butler se había suicidado, para que
sus correligionarios pudieran presentarlo como víctima del Partido Colorado.
Y u n a tercera versión atribuía el suceso a venganzas p u r a m e n t e personales.
E r a n dos los acusados. La sentencia de segunda instancia, revocatoria de
la anterior, decretó la libertad de ambos, obteniendo con ello un triunfo llama-
tivo la defensa del doctor Pedro Figari.

Reforma del arancel d e costas.

E'l Tribunal Pleno resolvió abordar en 1896 el estudio y' revisión del aran-
cel de costas y publicó con tal motivo un proyecto de rebajas que dio lugar a
interesantes controversias. Sus impugnadores sostenían que las costas consti-
tuían un verdadero impuesto, que solamente el Poder Legislativo podía modi-
ficar. Decían también que perteneciendo a particulares varias de las oficinas
actuarías, sólo después de expropiadas esas oficinas podrían alterarse sus emo-
lumentos. Y agregaban que si lo que se quería era abaratar la administración
de justicia, debía tenerse en cuenta que al encarecimiento concurrían no tanto
las costas, como los demás gastos judiciales. Uno de los abogados consultados,
el doctor José Pedro Ramírez, recordaba que en un expediente todavía en trá-
mite había una planilla de $ 14,000, en la que el actuario sólo figuraba con
$ 374, y otra de $ 3,880, en la que el actuario sólo recibía $ 230. Lo que hay
que suprimir, continuaban diciendo los impugnadores, es la tramitación inútil.
Ya en 1887 había promovido idéntica oposición un proyecto presentado
por el Poder Ejecutivo a la Asamblea.

Conflictos de jurisdicción. La intervención de los magistrados en la política


militante.
A principios de 1897, cuando se preparaba la segunda invasión de Apa-
ricio Saravia y se organizaban los colorados independientes para iniciar una
vigorosa campaña contra el Gobierno, la Comisión Permanente dirigió un Men-
saje al Poder Ejecutivo para que advirtiera al Tribunal Pleno, al Supremo Tri-
bunal Militar y a los Tribunales d e Apelaciones, que la función judicial era
incompatible con la intervención en las luchas políticas, y les previniera que
debían abstenerse de concurrir a estas últimas, bajo apercibimiento de ser
llamados a responsabilidad «por la mala comportación que eso importa, decía,
y por los ejemplos perniciosos que entraña para los demás magistrados del orden
judicial en general».
GOBIERNO DE IDIARTE BORDA 99

La Minuta de la Comisión Permanente, se apresuró a contestar el Tribunal


Pleno, habla de una incapacidad existente, cuando en realidad no existe ley1 al-
guna que la declare, y solamente en el caso de existir una ley es que los magis-
trados judiciales tendrían que optar entre la conservación de su puesto y el
ejercicio pleno de sus derechos políticos.
El Tribunal, por otra parte, agregaba la nota, no considera que la Comi-
sión P e r m a n e n t e tenga facultades para hacer ninguna advertencia. De acuerdo
con la Constitución está facultada para hacerlo con el Poder Ejecutivo, pero
no con el Poder Judicial. En 1875 la Comisión P e r m a n e n t e hizo saber al Tri-
bunal la sorpresa que le había causado una sentencia del Juez del Crimen,
doctor J u a n Andrés Vázquez, por la que se declaraba inconstitucional la ley
de curso forzoso de ese año, y pedía qus dicho juez fuera sometido a juicio
de responsabilidad. Poco después se creyó también facultada la Comisión Per-
manente para manifestar la extrañeza de que fuera destituido de su oficina el
escribano don Pedro P. Díaz. Y en ambos casos, terminaba la nota, la actitud
del Tribunal fué la misma: negatoria del derecho de hacer advertencias al
Poder Judicial, sin que la Comisión P e r m a n e n t e llevara adelante el incidente.
El propio Tribunal Pleno, a la vez de desconocer así la facultad de hacer
advertencias, dirigió una circular a los magistrados de su dependencia en la
que les decía que no había ley alguna que obligara a cumplir la acordada judi-
cial de mayo de 1882, que recomendaba a los jueces que se abstuvieran de
toda participación activa y principal en la política. Poseído, sin embargo, el
Tribunal, agregaba la circular, «de la conveniencia pública de toda abstención
de los miembros del Poder Judicial en los actos políticos que no sean absoluta-
mente indispensables para el ejercicio tranquilo de sus derechos de ciudadano,
se limita a recordar la recomendación que hacía la citada acordada».
La acordada a que se refería el Tribunal expresaba en su preámbulo la
necesidad de que los magistrados judiciales observaran una conducta absolu-
tamente imparcial, especialmente en pueblos nuevos, combatidos por frecuentes
luchas políticas, y terminaba con las siguientes palabras:
«Haciendo presente a los jueces la conveniencia que existe, por los deberes
del cargo que desempeñan y por el propio interés de la Administración de Jus-
ticia, de que se abstengan de todo acto o manifestación pública de carácter
político que no sea indispensable para el tranquilo ejercicio de sus derechos
de ciudadanos, así como de todos aquellos que puedan distraerlos de su misión
judicial, comprometiendo a los ojos del público su imparcialidad y circuns-
pección.»
En esos mismos ilías, que eran de intensa agitación política contra el
Presidente Idiarte Borda, fué acusado el sargento mayor don Juan P. Iribar
por injurias a los Poderes Públicos y el Ministro de la Guerra dirigió una nota
al Supremo· Tribunal Militar, en la que advertía que el doctor J u a n Carlos
Blanco, defensor del acusado, había empleado en uno de sus escritos «frases
descomedidas y acusaciones tendientes a deprimir a los Poderes Públicos, cuyo
origen legal se desconoce y cuyos actos se presentan como emanaciones de una
oligarquía triunfante sobre la ruina de las instituciones», y pedía que el Tri-
bunal hiciera uso de su superintendencia. Contestó el Tribunal Militar «que, de
acuerdo en tesis general con el concepto jurídico de la nota, adoptaría medidas
para evitar su repetición».

Embargo de dietas legislativas.

El Juzgado de Comercio libró mandamiento de embargo en 1895 sobre las


dietas d e un senador. Pero el Senado se negó a dar cumplimiento al mandato
judicial, invocando la inembargabilidad de las dietas, y el incidente quedó ter-
minado.
100 ANALES HISTÓRICOS DEI, URUGUAY

Estaba en trámite un proyecto de inembargabilidad. Pero era evidente


que mientras ese proyecto no se convirtiera en ley, regía el Código de Proce-
dimientos, en cuy'o cuerpo de leyes no existía excepción alguna a favor de los
legisladores.

Intereses municipales. El escudo de a r m a s de la ciudad de Montevideo.

A pedido de la J u n t a Económico - Administrativa de la capital practicó


el doctor Andrés Lamas un importante estudio acerca del escudo de armas
de la ciudad de Montevideo, en el que concillaba así la abolición histórica de
los símbolos monárquicos, con el derecho del pueblo a conservar las distincio-
nes acordadas por méritos efectivos:
«El Cerro, tal como nos lo presentan las medallas del Cabildo; sobre
el Cerro la corona de olivos atravesada por una corona mural (en sustitu-
ción de la corona r e a l ) , palma y espada (concedidas por la reconquista de
1806; contorneando el escudo el lema de la Provincia Oriental «Con libertad
ni ofendo ni temo»; en los flancos las dos banderolas tricolores del escudo
de la Provincia, a las que podría agregarse las banderas nacionales, símbo-
los de la independencia de la República esforzadamente defendida por la
ciudad de Montevideo.»
La J u n t a Económico-Administrativa pidió a la Asamblea General que
prestara su aprobación al escudo y la Asamblea dictó en seguida una ley pol-
la que se establecía lo siguiente:
«El escudo de armas llevará en su centro el Cerro, en la cima de éste
la Fortaleza y a su pie el mar, como símbolo de la ciudad de Montevideo,
todo sobre campo de plata, bordura de azur; el lema de Artigas en letras
de oro «Con libertad ni ofendo ni temo»; en la parte superior corona mural,
atributo característico de todo escudo de ciudad; en aspa y sobresaliendo
en cada ángulo una espada y' una palma, la primera como recuerdo de las
titánicas luchas que ha sostenido Montevideo, tanto en la época colonial como
en la independencia, y la segunda como expresión de sus homéricas victorias;
todo encerrado en una corona de laurel como tradición de su gloria legendaria.»

Permisos de edificación.

Véase el número de permisos expedidos por la Municipalidad de Mon-


tevideo desde 1877 hasta 1897 (metros de f r e n t e ) :

edificación Reedificación Reparaciones

18ST τ 1889 . . (Administración Tajes) 2,094 57 463


1890 - 1893 . . ( A d m i n i s t r a c i ó n H e r r e r a ) 2,044 16 876
1 S 9 4 - 1 8 9 7 . . Í.-Wlminisl r a c i ó n T. B o r d a ) 1,433 89 416

El movimiento de edificación iniciado durante el período de la Admi-


nistración Tajes, se mantuvo durante la Administración Herrera, aunque sólo
al principio, porque en seguida empezó a decaer y el descenso continuó en
tevideo desde 1877 hasta 1897 (metros de frente) :

Servicio meteorológico.

El doctor Alberto Gómez Ruan