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Biblioteca Virtual de Castilla-La Mancha. Vértice. #42, 3/1941.
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ARQUITECTURA
Como Venecia se ha logrado en perfección pictórica, Sevilla se ha
logrado en perfección arquitectónica. A la Venus adriática le tienta la
pompa y la alegoría del color, musas y gracias del Veronés y del Tiziano.
En Sevilla todo es vuelo y sintaxis de la piedra, hemistiquio aquí del arco
y la columna. De antiguo le viene la. vocación, de casta. Solo que ella no
es castiza, sino, al revés, estatua y musa clásica, mármoles de Itálica,
antigüedad. Todo es linaje aquí, todo es historia. Hay que plantearse la
ciudad hasta su raíz y verla crecer hasta su cielo. Por clásica, de Roma
tiene los cimientos, los principios. Quiero decir el principio. De católica
tiene la mente, la universalidad, la Universidad. Quiero decir la cultura,
isidoriana luz de edades de tinieblas. En San Isidoro vemos, justamente,
su primer arquitecto, aquel que con plomada de cristiano saber sobre pie
dras clásicas levanta el edificio de la Cultura de Occidente. Sus “Etimo
Sevilia. Aspecto de i’o Catedral y cruz de la Lonja.
logías", como u'n Vitrubio, nos ayudan a entender de dónde fluyen los
estilos arquitectónicos de Sevilla y a entreleer otras cosas profundas sobre
cielo. Se puede respirar esta plenitud en muchas cosas e intenciones. Yo
su pintura. Desde Murillo hasta Velázquei. Y desde lo plateresco de las
le he vivido en coincidencia de lo teológico y político, orfebrería y
Casas Consistoriales hasta Aníbal González, en quien lo clásico vuelve
piedra, dogma, gremio, selva de documentos. Y América a la mano. No
a ser sobornado por lo árabe y lo alarife, y la columna retorna a ser
es el centro de la ciudad, dicen los guías. En efecto: es el centro del
sultanita del silencio, mora de traje blanco entre cristales. Y las azoteas.
Orbe y de muchas Indias, que, con todo, caben en un archivo. Parece
★
decir el lugar: “El mundo soy yo." Y más. Porque esta placita es la
El Alcázar, prólogo de las aguas donde la arquitectura se diluye en sus conciliar de toda España, con anticipación a Concilios ecuménicos. La fe
temblores en los estanques, fasces en sederías de dormidos verdes, engra ha levantado sobre ella, como cúpula, un raso de abril, el dogma de la
sados de oro. Una cadencia, una rosa, una nube, una torre de sueños... ¿Es Inmaculada. Coincidimos en. la pintura con Velázqu'ez y Murillo. “Ave
esto una elegía? Sí. Melancolía de los dorados reyes tristes del Romancero. María que llena eres de Gracia...” La Virgen y la ciudad.
Almotamides de todas sus fuentes, cristales de la tarde, surtidores y pena. ★
u e n t a Jacobo de la V orágine aquella Bienaventuranza clave de la liturgia, por esa perezosa ignorancia de los
glo para ingresar en la Orden del Císter. E l cual era tan deli
pueblos de clima cálido que viven o acampan casi necesa
Orden, sintiéndose contritos por aquella supina ignorancia Cielo para sostener el equilibrio de las cigüeñas y las es
suya, pusiéronle un maestro para que le enseñase . las le padañas, puede decirse que viven perennemente “bajo pa
tras elementales. T odo fué en vano. Se sucedieron días y lio” ; que viven familiarizados con la contigüidad de la li
lecciones con la rotación de un artificio de noria que re turgia, y que, a veces, casi la desconocen en absoluto. Esta
bosara de sus arcaduces todo un abecedario de letras in es la más exacta razón folklórica de esa saeta, con duen
tactas, de lecciones que no acertaban a fecundar la inefa des de “soleá” que tanto huele a vaharadas de vino de
ble ignorancia del lego. M ejor dicho: cón la perseverante Jerez como al incienso de los turíbulos sacros, encendidos
pedagogía de su aula monástica, la Com unidad no consi ante los “pasos” oscilantes, la candelería de cristal, ébano
guió que el lego aprendiese otra cosa más que estas solas y plata, las canastillas, los respiraderos y los frontales ba
palabras: “ ¡Ave M a ría Purísim a!” Las cuales, como suele rrocos de las Vírgenes.
decirse, apenas si se le caían de la boca, a guisa de toda H ubo en Sevilla un sinfín de artesanos o menestrales,
oración, en momento alguno del día. Y cuando el lego feligreses de tal o cual collación, hermanos de ésta o aqué
m urió y fué enterrado en el huerto del Monasterio, cuen lla Cofradía, penitentes fervorosos o nazarenos vitalicios
ta la leyenda que una purísima azucena nació sobre su por tradición familiar, que depositaron sus votos en las
tumba, y que en cada uno de sus pétalos aparecieron es urnas electorales de lá República ignorando que con ello,
critas, con letras de oro, las palabras divinas que nos abri inconscientemente, atizaban el pabilo de las teas incendia
rán las puertas del cielo a todos los buenos cristianos: rias que habrían de convertir en pavesas y en informes le
Los monjes, asombrados por el extraordinario milagro, ginería sevillana, ¡Aquella techumbre, desplomada sobre el
comenzaron a quitar la tierra que cubría la sepultura del alma de Sevilla, que sepultó a la V irgen de la Hiniesta!
lego, y su asombro tuvo levitaciones de aparición angéli Y ese mismo menestral sevillano, cofrade de la Virgen
ca cuando descubrieron que las raíces de aquella azucena de la Esperanza, que fué forzosamente jubilado de su fer
maravillosa, cuyos pétalos nombraban a la M adre de Nues vorosa penitencia anual, como un nazareno retirado por
tro Señor por su más dulcísimo nombre, nacían en la misma otra “ley de A za ñ a ” , es, en su ignorancia, pese y gracias
boca del lego muerto. Entonces comprendieron los monjes a ella, otro bienaventurado que ganará en su día el Reino
con qué purísima devoción habían sido pronunciadas en de los Cielos. Y no será difícil que en un barbero de ba
vida aquellas bienaventuradas palabras de la leyenda áurea: rrio sevillano, nazareno de la Cofradía de San G il, por
‘‘¡Ave M a ría Purísim a!" ejemplo, se repita el edificante m ilagro del lego de la O r
Así, Sevilla, es decir, el pueblo sevillano, siente la reli den del Císter, y que, al morir, nazca sobre su sepultura
giosidad por sus Vírgenes muy a la manera del bienaven otra azucena maravillosa en cuyos pétalos aparezca la le
turado lego analfabeto, que, pese a su ignorancia y, quizá yenda áurea que diga, incluso con las faltas de ortografía
gracias a ella, gozó del Reino de los Cielos. Ajenos a la ¡propias del caso: “ ¡Mare mía e la Esperansa!”
Plaza de Armas.—
Cuzco.
S E M A N A S A N T A
PASION Más tarde, la ira desatada cebará su furia en el hombre del manto
gris. Luego, el camino entre un pueblo soez y borracho de su traidón.
Jesús y sus discípulos suben lentamente por la ladera del Monte ¡Es tan pesado el leño para sus fuerzas!
de los Olivos. Abajo, el arroyo del Cedrón, bañado en luna, finge una A l final sólo queda un madero en lo alto de un roquedal, formando
espada de plata. tosca cruz, y la agonía máxima de un hombre, que es Dios.
En la negrura de la noche, que viste luto por el día muerto, una
salmodia de ruego al Padre hende los aires. Urnas funerarias, sepulcros tallados por imagineros de dioses, mo
Pasos y rumor de armas, antorchas que son charcos de luz, vienen numentos, escenografía de panteón de Jesús y ángeles pintados de ro
a alumbrar el nocturno horror de Getshsemaní. Huerto adentro, los sada carne y alas de tornasol.
discípulos huyen— rumor de ramas rotas y fantasmas de sombras— , y Mujeres con mantilla y peina— anacronismo—-. En el día, ni luz
en el gran charco de luz que reflejan cascos y armaduras, el Elegido ni penumbra, ambiente cálido de gestación de lluvia de dolor. Perfu
queda solo. me en los rosarios de nácar, plata y Cristos desmesurados, de bálsamo ¡
de recuerdo de la más Humana Pasión.
E l Consejo solemne de los setenta— muros acolchados, almohadones
y sedería— finge en parodia un tribunal. Atardecer. Llanto en la madre, hiel en la boca, lanzada en el cos
La momia de Annás— ocre y pergamino— silba y gorgotea inarti tillar, llagas en manos y pies y sangre de Dios en las sienes profanadas
culadas palabras de juez astuto. del cuerpo agonizante de Jesús.
Desfile de testigos en remedo de justicia, y, al fin, yérguese el es Temblar de conciencias ávidas de redención, rasgar de vestiduras, .
queleto del Sumo Sacerdote para lanzar— el sarmiento de los dedos ten morir de saduceos, y en la turbia conciencia del ladrón, resurgir de
te»*—el veredicto del Sanhedrin. luz y armonía de perdón.
Comienza el oro del día, y el cortejo solemne de los sententa se dirige
II
hacia la torre Antonia, llevándole a El en el centro.
Sigue el cortejo. Pilatos escamoteó el cadáver que fingía sueño de santo. Annás dió
Ni un canto funeral. Silencio rasgado por los sollozos de quien siem- su orden y rompió un ídolo futuro. Los discípulos salvaron a Jesús
pre le amó. Y en el revivir actual de la bíblica tragedia, la nota aguda que no murió en la Cruz. ¿Y no pudo, acaso, el jardinero cuidadoso
se escapa lenta, en gorjeo, y termina en alarido de alma desgarrada llevarse aquel cuerpo para cuidar su jardín?...
en “saeta”. El rumor crece, se expande, se ensancha, y siempre las suspicacias
Sigue el cortejo. miserables de paganos descreídos atribuyen al robo su obscuro error.
Retorno de enterradores fúnebres, aniquilados de espíritu, de alma Y en esta paz de cementerio se siente arrullo de canciones, fragan
pobre, como barca sin timón. cias de florecer de jardín y umbría de amores muertos entre cipreses
Tristeza inaudita en los hogares cristianos. y resucitados entre almendros llenos de la nieve de su flor y olor vital
de tierra húmeda calentada por el sol.
¡Viernes Santo! Recuerdo de la Pasión de ayer, dejas la estela
~ sombría del “más allá” encerrada entre losas de piedra, y soles pa
Él ha resucitado. Fué el milagro. Lo nunca logrado, el triunfo so
ganos con el cuerpo blindado de acero, y en la testa las águilas del
bre el dolor, el triunfo sobre la muerte.
orgulloso Imperio.
¡Guardia pobre e inútil para el cadáver de un Dios! El rumor crece, se expande, se ensancha.
Se llena el aire de ruidos de campanas, bullen los espíritus cris
III tianos en el resucitar gozoso. Jerusalén vió su templo destruido y reedi
ficado en tres días, y la ciudad se inunda de máxima luz.
RESURRETIO
“Puedo derribar el templo de Dios, hecho de mano de hombre, y
Accionadas por cien manos se abren lentamente las puertas del en tres días levantar otro, que no esté hecho de mano de hombre."
templo, y a la seda de luz del amanecer comienza el rito. ¡Se ha levantado el sol tras las peladas montañas del Jordán!
9
Biblioteca Virtual de Castilla-La Mancha. Vértice. #42, 3/1941.
®ópúo j> üerbab be la Rem ana H>anta
Por JO S E M ARIA DEL REY CABALLERO'
El hecho de la Semana Santa sevillana sujetó desde largos años la atención de famosos cerebros y las miradas de ojos invada-'
blemente maravillados. Al tema, atrayente, se consagraron artículos, capítulos y libros enteros, y fuerza es decir que no siempre el
profuso caudal de prosa y verso despertado por la tiesta religiosa corrió parejas con la fidelidad y el tino conseguidos en la Ínter-;
prefación de lo que a lo externo es esplendor y boato y, en suma, rico espectáculo, poro en lo profundo está señalado por la huella
de un impresionante rigor sagrado y transido de un sentido fervoroso auténtico y privativo.
La clave de esta desarmonia entre cuantía y calidad de los textos pudiera residir en que el fenómeno’ de la Semana Santa se
villana ha de ser contemplado desde dentro, o sea meditado o reflejado con un pensamiento que irrumpa al papel impregnado ya
de la razón última del ambiente donde la liturgia interior y las ceremonias de la calle acontecen.
Muchas plumas notables incurrieron, al realizar su discurrir descriptivo, en yerros de bulto y deformaron la visión del conjun
to de actos de la Semana Mayor o de un episodio de ella, simplemente por la carencia del dominio del medio sevillano. Y al con
trario, por poseer este conocimiento, esta compenetración ineludible, numerosos artículos modestos, desnudos de galas literarias y
aun defectuosos de forma, lucieron, con la falta de ornato superficial, el esencial acierto de una fiel autenticidad interpretativa. La
pluma inexperta que trazó estos trabajos y la cabeza que los ideó acertaron a rimar sus palabras con la verdadera voz interior, que
aprisionaba la causa medular y la espiritual raíz sobre las que la indefinible grandeza de la Semana Santa monta sus soportes.
Hemos escrito ya la palabra "indefinible", y hubiéramos podido emplear otras de análogo o cercano sentido, como "inexpresa
ble" o "inenarrable", para relacionarlas con el tema de la Semana Santa sevillana, que es difícil porque no tiene visibles linderos
que enmarquen o encaucen la expresión y porque posee imponderables que se conv ierten en escala por la que lo sobrenatural des
ciende a la tierra para diluirse en ella humanizándose, pero influyendo al par en la materialidad terrena una aureola celeste. Por
que el escritor, o el espectador, no acertó a caminar por esta escala, pudo afirmar que la Semana Santa sevillana es solemnidad
de escaso fondo religioso, o, cayendo más en la sima del error, que es una fiesta irreverente. La Semana Santa de Sevilla encie
rra una antítesis que queda resuelta por milagrosa conjunción, y esta antitesis, de la austeridad y la gracia, halla la oposición de
sus dos elementos en el escenario y en la conmemoración, o, más exactamente, en la impresión que el ambiente físico y las esce
nas representadas marcan en el sevillano. Es el calendario el que nos ofrece la primera explicación: la Semana Santa está enclavada
en el radiante umbral de la primavera, y el sevillano es irreme diablemente sensible al esplendor de su sol y a la pureza de su
cielo, aumentados hasta la hipérbole en esta sazón del año. El pueblo, que es actor sincero en el espectáculo impar de la Semana
Santa, aparece decididamente influido por la alegría voluptuosa de una meteorología dulce, y, por otra parte, la delicada película j
cordial del alma sevillana, fervorosa, resulta herida por el sufrimiento de Cristo y la pena de la Virgen, expresados en las con
torsiones violentas de los cuerpos cárdenos de los Crucificados o en las brillantes lágrimas de los bellos rostros de las Dolorosas,
Cuando el luto cuaresmal acentúa sus negruras es ya inminente y súbito el júbilo de la Pascua. Y es precisamente el silendo
que los bronces de la Giralda guardan Jueves y Viernes Santo el que promete urgente el repique de las campanas al aleluya
la Gloria. Imaginad por qué compleja manera ha de fundirse la disposición del sevillano hacia lo risueño con la doliente huella que
en su fina sensibilidad impone la vista de la agonía divina o de la soledad de la Virgen, manifestados por el buril del imaginero.
Mientras que la mirada y los pensamientos se entristecen, porque el verismo de la talla acertó a subrayar uno de los trances acer
bos de la Pasión del Señor, el olfato del espectador enfervorizado está poseído por la caricia de un penetrante olor de azahar que
exhalan los naranjos de las calles de Sevilla, y a la lágrima, que denuncia el duelo de la Madre divina, el sol, deslumbrador, le
arranca los" rayos más refulgentes. Las cofradías no desfilan por calles sombrías, sino ante casas de claros colores, donde las r*
mas de las rejas florecen con las mejores rosas. E l hondo dolor de las escenas de la Pasión discurre en Sevilla como el poeta cantó:
dolor “en amistad con las rosas". Pero no se neutraliza el dolor, sino que se acrisola y acendra, pues se acoge con seriedad, sin
patetismo ni aspaviento, como se percibe con naturalidad el gozo que lo califica. De aquí, de la confluencia de la tristeza y 1a
alegría, arranca la explicación de lo inexplicable, que fundamenta y constituye la actitud de la ciudad ante su anual acontecimiento-
Un acontecimiento metafísico, como es la Semana Santa, no puede ser juzgado con aire de frivolidad y de ligereza, para llegar
prestamente a la falsa conclusión de que es un festejo contaminado de aires de pagania o un espectáculo insincero, porque poi
igual exhibe ejemplos de severo fervor y cuadros de apasionamiento desordenado. Rotundamente: ni lo uno, ni lo otro; la Sema
na Santa es la presencia de Sevilla en cuerpo y alma, y porque los elementos antagónicos se resuelven en ella con victoria de una
gracia que vive profana y se unge en religiosidad creemos que es la madrugada del Viernes Santo la que puede constituir el índice
y la síntesis de toda la festividad. En la madrugada, cuando la noche tiene en su profundo abismo evidencia del plenilunio, las an-
tiguas cofradías de penitencia pespuntean las calles de la ciudad con las sombras de los
negros “nazarenos”. El Silencio y el Cristo del Calvario sobrecogen y enmudecen, el
Señor del Gran Poder extiende en la muchedumbre el reguero de la oración, y cuando
las estrellas ceden a la creciente luz de su fondo y el brillo de la luna le defiende, en
pérdida ya, su puesto en el cielo, la Virgen de la Esperanza, de la Macarena, la de Tria-
na y la de los Gitanos reciben, a la naciente claridad solar, las saetas más depuradas. Las
flores y las luces que llenan los “pasos" amortajan ya el dolor de las Dolorosas; las ca
lles de los barrios desembocan a los campos floridos y el silencio de la mañana deja su
hueco a la lumbre del sol. Ya todo es misterioso y nada es inexplicable porque se en
tiende por escalofríos de emoción. Puesto que el espectáculo es inaccesible para contem
plarlo desde su cúspide el espectador consagra amoroso afán para huir de tópico y se
da de lleno a los reales fragmentos decisivos y bellos: en cualquier esquina hay una pá
gina inmemorable. Pero como el sevillano es generoso de su tesoro le ufana llevar de la
mano de su inteligencia al visitante para que sea partícipe en la magnitud de sus rique
za y, pues tratamos de combatir el tópico que vela la verdad de la Semana Santa, nada
mejor que denunciar la realidad exacta de ella que parte, con el favor de Diqs, de la
fecha del Domingo de Ramos, 6 de abril.
I'iiíd' Morirrio:
E
L desconocimiento, en suelo de una pena o para hablarle de su alegría. El cofrade, ín
' muchos casos, del timamente, vuelca su corazón, y pide, llora o ríe ante ella con
hondo fervor popular sevi la fe ciega drl creyente. Por último, el nazareno, al acompañar
llano ha originado ur_ error por las calles de la ciudad a su Cristo o a su Virgen, se siente
de pura ignorancia en la más feliz que aquellas personas ajenas a la Hermandad que pre
valoración de su Semana sencian su paso con la admiración reflejada en sus rostros.
Santa. H ay quienes, ante Si en algunos detalles inevitables la Semana Santa sevillana
su presencia, señalan sor ofrece motivos para pensar que no todo en ella es espontáneo,
prendidos determinadas ma la sinceridad es la nota predominante y la más apreciable. El
nifestaciones, que disminu desfile de la Cofradía por el barrio, su recorrido por las calles
yen, a su juicio, el sentido apartadas de la carrera oficial, la presencia de cada procesión
religioso de la fiesta, consi por las vías más recoletas de Sevilla y todo un conjunto de su
derándola más bien conver cedidos emocionantes que se observan, demuestran que lo espon
tida en una demostración táneo es la característica más acusada de esta gran prueba de
pagana. Claro que estas obsevaciones sólo atienden a ciertas par religiosidad.
ticularidades nacidas de la familiaridad con que son tratadas las
Se ha analizado en sus más varios aspectos la Semana Santa
imágenes, o del deserden apreciado en el desfile de algunas Cofra de Sevilla. Muchos escritores la consideran como una bella
días, y también de la extrañeza producida por el hecho de que expresión de arte, otros hablan de ella como una auténtica mani
una saeta se aplauda o se rechace enérgicamente por el pueblo. festación de fe religiosa, o simplemente, como algo espectacular
Pero estas exteriorizaciones quedan siempre relegadas a los ojos de magnificencia inigualada. Pero pocas veces se ha estudiado
de un fino observador que sabe y comprende cómo ese ir ’smo desde un punto de vista a nuestro juicio interesantísimo: como
pueblo, a través de su fe informe, cultiva su espíritu durante florecimiento o exaltación artesana.
todo el año, y prepara con su actividad constante la conmemo La mayoría de las Hermandades de Sevilla, en su origen,
ración de la Pasión de Nuestro Señor. Cada Hermandad se pre son congregaciones característicamente gremiales, creadas en
ocupa permanentemente del culto a sus imágenes, y celebra con torno a la devoción de su Patrón. Las distintas instituciones y
exactitud periódica el septenario en honor a la Virgen, o el cada profesión u oficio fundan alguna Cofradía. Los medidores
quinario dedicado al Cristo; las funciones principales de cada de la Alhóndiga instituyen la Entrada en Jerusalén; los pana
titular, y una Comunión general, a la que acuden todos los her
deros fundaron el Prendimiento del Señor y Nuestra Señora de
manos. Puede decirse que el desfile procesional es un episodio Regla; los magistrados y la curia civil quedaron inscritos en la
más en la vida de la Hermandad, en cumplimiento de una obli Hermandad del Cristo de Pasión; los patronos de barco se con
gación marcada en las Reglas: la Estación de Penitencia a la gregaron en la Cofradía de la Oración del Huerto y Nuestra
Santa Iglesia Catedral. Si, de otra parte, puede parecer impro Señora del Rosario; los escribanos públicos fundan la de la Bo
pio, a primera vista, que a una fiesta de índole espiritual se la fetada y Dulce Nombre de María; los caballeros Veinte y cuatro
revista de abundantes riquezas materiales y de fasto inusitado, quedaron inscritos en la del Santo Cristo de San Agustín; el
motivo esgrimido también para tacharla de profana, no hay que comercio se alistó en la Cofradía de la Vera Cruz, y los títulos
olvidar que es de todo punto imposible poner trabas a un pue de Castilla, en la Soledad de San Lorenzo. A fines del siglo XVI
blo que, espléndido e imaginativo de por sí, ha acumulado toda fundan los estudiantes de la Universidad la Hermandad del San
la generosidad de que es capaz por temperamento humano y ¡por tísimo Cristo de Burgos, y los castellanos nuevos, la de Nuestro
pasión de su propia alma, para rendir así mejor culto y devoción Padre Jesús de la Salud y Nuestra Señora de las Angustias. Los
a la Majestad del Señor y a los Misterios de su Pasión y Muerte. cocheros que prestaban servicio a los caballeros, títulos y per
La Semana Santa sevillana, en todos sus momentos, repre sonas distinguidas de la ciudad crean la Cofradía de Nuestro
senta una prueba de máxima expresión de fe. Durante sus días, Padre Jesús de las Tres Caídas y Nuestra Señora de Loreto, y
las gentes, sin proponérselo, andan en silencio por la ciudad; los catalanes instituyen la de la Conversión del Buen Ladrón
los Oficios religiosos adquieren en todas sus iglesias incompa y Niuestra Señora de Montserrat. Forman parte los herreros de
rable solemnidad; envuelve a Sevilla un ambiente singular y úni la Hermandad del Santísimo Cristo del Buen Fin y Nuestra Se
co, y cada cofrade arde en deseos de un mayor esplendor para ñora de la Palma; los mareantes, de la de Nuestra Señora de la
su Hermandad, objeto que constituye para él un motivo perma Esperanza, de Triana; y a la Hermandad del Santísimo Cristo
nente de legítimo orgullo. E n el transcurso del año acude con de la Fundación y Nuestra Señora de los Angeles pertenecen
frecuencia a la imagen titular en demanda de amor, para con- los negritos, que en elevado número existían en Sevilla a prin-
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cipios del siglo X V I, y a los que ampara y socorre dicha Co la Semana Santa venidera puede ser una ejecutoría magnífica
fradía. Entre otras muchas que podríamos citar, la Hermandad que muestre Sevilla a los ojos de aquellos que, encargados de
de Nuestra Señora de la Esperanza se forma inicialmente por conceder este honor y este título de justicia, aún puedan vaci
los dueños y jornaleros de las huertas de la Macarena. lar en la decisión. Entendemos que en el desfile de las proce
Evidentemente, el espírtiu que ha animado el esplendor li siones sevillanas queda de manifiesto, sin género de dudas, la
túrgico de estos días ha sido originado de modo principalísimo culminación alcanzada por casi todos los gremios que en ellas
en el mismo espíritu de artesanía. Por esta razón consideramos participan, y que aquellas expresiones artesanas que, por im
hoy el desfile de las Cofradías sevillanas como una suprema propias, no se asoman a este conjunto tienen, sin embargo, ca
revisión del grado de perfeccionamiento y belleza logrado por bida y realidad en otros aspectos de la vida sevillana, cabida y
cada uno de los distintos oficios. realidad apreciables en un simple recorrido por la ciudad. Su
Lia técnica y el gusto que se aprecian en cuantos factores cede así con la cerámica, la ebanistería, la herrería o forja, la
intervienen en la Semana Santa de Sevilla es un buen ejemplo albañilería, la imprenta, etc. Se hace preciso decir que, dentro
que da fuerza a nuestra afirmación. Repujadores, tallistas, pla de la gran capacidad del obrero sevillano, lo que indiscutible
teros, bordadores, cereros, tejedores de seda, doradores, etcé mente le hace superior es la depurada medida de su gusto, pro
tera, se han superado a sí mismos en una escala quizá no al ducto espontáneo de su imaginación y de la rigurosa y clásica
canzada por ninguna otra ciudad española. Las maravillosas ca tradición del arte sevillano.
nastillas de los pasos del Desprecio de Herodes, Cristo de las Si el aspecto religioso, fundamental en la Semana Santa de
Siete Palabras, Oración del Huerto, Quinta Angustia, Carrete Sevilla, significa una de las más esplendorosas exaltaciones de
ría, Sagrada Mortaja, Cristos del Gran Poder, del Amor, de la la liturgia católica, como forma o expresión de maravillosa ar
Expiración y del Calvario; y los brocados, varales e insignias tesanía, constituye una gran prueba concreta de su florecimien
de los pasos de las Vírgenes de la Macarena, Amargura, Pa to, una tangible realidad en la que difícilmente puede aventajar
trocinio, la Esperanza de Triana, la Concepción, la del Valle a Sevilla ciudad alguna de España. Las personas designadas
y la del Mayor Dolor y Transpaso, entre otros muchos, son para decidir la concesión del preciado tituló de capitalidad de
muestras irrebatibles del grado de superación a que han llega los oficios artísticos genuinamente españoles, deben meditar,
do los oficios en Sevilla. ante el gran desfile de las procesiones de Sevilla, sobre la res
Se habla ahora de otorgar la capitalidad de la artesanía es ponsabilidad de resolver justamente el grave problema que tie
pañola a una de sus ciudades. Con tal motivo estimamos que nen planteado.
17
MEDITACION J GUI A
Por M. SAN CH EZ DEL ARCO
Más de cuatro siglos labraron esta maravilla, ornamentaron esta pom b Palma, cuyas reglas datan de 1696; la Entrada en Jerusalén y Santí
pa. La torma procesional que reviste en Sevilla la evocación de los sa simo Cristo del Amor, Hermandad que se fundó en 1598 para llevar has
grados misterios de la Pasión, y cómo el rito se desplaza desde el templo ta las cárceles el amor del divino pecho...
a la calle, y ya en ella predica y exalta con imágenes vivas, es obra de LU N E S S A N T O
la Cofradía, y la Cofradía es obra numerosa de tiempo y personas, es
■coincidencia y continuidad. La Cofradía, con sus reglas y con su rigor Nuestro Padre Jesús de las Penas y Nuestra Señora de los Dolores,
canónico, es una prolongación eclesiástica. Los seglares celebran el oficio de la parroquia de San Vicente, de 1875; el Cristo de las Aguas, de San
de Semana Santa, que, considerada en las calles de Sevilla como obra de Jacinto, que data de 1750; la Expiración, del Musco, de 1575...
pueblo, es la más bella y armoniosa expresión de fe y de liturgia. El rito
se enriquece con oraciones vivas. La "saeta” es un fracto insospechado. M A RT ES SANTO
El pueblo interpreta el drama sacro, y su canción dolorosa se prolonga
en un lamento: la "saeta”, divino oficio de la calle que canta y llora. Para En el siglo que corre fundaron los estudiantes una Cofradía. La pre
meditar la Pasión y rememorarla en penitencias, desborda del templo la side el Cristo de la Buena Muerte; del siglo xvil data la Presentación
universalidad del Drama. La Cofradía es el cauce y la ligazón litúrgica de Jesús al Pueblo, de la iglesia de San Benito; la Candelaria, de San N i
y canónica de la Iglesia con el Pueblo. Para entender y precisar la Se colás; la de Jesús ante Anás, del xvi, reorganizada en 1920; la del Cristo
de las Misericordias, de este siglo...
mana Santa de Sevilla, hemos de llegar a ella por el Gradual de cuatro
siglos. E l viajero que por vez primera presencia sus procesiones, está en M IE R C O L E S S A N T O
peligro de desorientarse. Desde la Cruz de guia al "paso" de Virgen,
La Cofradía de San Bernardo— el Cristo de la Salud y la Virgen del
se solicita y se apresa la atención con cien motivos ornamentales y bri
llantes: banderas, estandartes, varas, bocinas, túnicas, sayas, coronas, po Refugio— , de 1765; la Piedad, del Baratillo; el Cristo del Buen Fin, de
la iglesia de San Antonio de Padua; el Prendimiento de Jesús, instituida
tencias, mantos, palios... ¿Y las imágenes? Los ojos han de ir hasta los
,a fines del siglo xvi, en la desaparecida iglesia de Santa Lucia, por el
labios expirantes de Cristo, hasta las lágrimas de María. Hasta la es
Gremio de panaderos; el Cristo de Burgos, Cofradía fundada por estu
cueta anatomía hemos de llegar, a través de los oros estallantes de cua diantes en el siglo xvi, en la iglesia de San Pedro; la de las Siete Pala
tro siglos barrocos; hasta el desnudo espíritu de las profecías cumplidas bras y Nuestra Señora de la Cabeza, fundada en 1561; la Sagrada Lan
hemos de llegar, a través de la liturgia meridional. Bajemos, para ello, zada, de 1612...
las gradas de cuatro siglos y salgamos al encuentro de las Cofradías que
JU E V E S S A N T O
empiezan a escribir sus reglas y a encargar sus imágenes. Y a en 1412 ha
llamos memoria de la Cofradía de Nuestra Señora de la Hiniesta; pero De 1535 data la Cofradía del Sagrado Decreto de la SantísimiT^rri-
los datos más precisos, que reúnen el abad Gordillo, Cea Bermúdez, Gon nidad, que, con el emblema trinitario, hace estación la tarde del Jueves'
zález de León y, sobre todos, Bermejo— que es quien más noticias aco Santo. Él arzobispo Mena fundó por los años de 1390 a 1400 el Hospi
pia, para servir luego a mil articulistas que ni siquiera le citan— , nos dan tal de los Negros, y en él se originó la Cofradía del Cristo de la Fun-
el siglo xvi como molde de las Cofradías de penitencia. Los Gremios es dacicto y Nuestra Señora de los Angeles; ya en 1554 esta Cofradía de
tán en su apogeo. Sevilla recibe en su Arenal la opulenta marea. Por esclavos tuvo igualdad de trato en la gran libertad redentora de nuestra
el rio sube la riqueza de Indias, en barras de plata, en panes de oro, en Religión. El Cristo de la Exaltación y Nuestra Señora de las Lágrimas;
fabulosas esmeraldas, en redondas y limpias margaritas. Sederos, plate la de las "Cigarreras", o de Nuestra Señora de la Victoria, de la capilla
ros, entalladores, bordadores, forjadores, gentes de la mar que descansan de la fábrica de tabacos; el primor de marfil y pálido oro de la Ora
tierra adentro y estipulan sus contrataciones. Sevilla trabaja y comercia. ción del Huerto y Nuestra Señora del Rosario, de Monte Sión, nota aé
.Al. cimbel de su riqueza llegan los artistas. ¡Buen ambiente para los ofi rea, como nube de incienso entre la densidad de oros de las demás Co
cios nobles! La Iglesia rige la vida. Las Cofradías, en torno a sus de fradías; manto y palio que son como espuma de la mar, por donde na
vociones tutelares, agrupan a los Gremios. En tiempos de la Pasión, en vegaban sus piadosos fundadores de 1588. El Descendimiento y Quinta
las horas de penitencia, el templo no basta. La procesión de disciplinan Angustia de María; la maravilla de la Coronación de Espinas y Nuestra
tes, de larga carrera y varias estaciones, lleva ya sus simulacros sobre Señora del Valle, que se fundó en 1450; la Hermandad de Pasión, cuyo
Cristo es la más impresionante obra de Martínez Montañés: Cruz sobre
andas y recuerda, en la ciudad placentera y rica, cómo fué la agonia de
los hombros de Jesús...
Cristo, cómo fué su muerte desnuda. Eso hace la Cofradía, que traduce
Estamos ya en
en simulacros portátiles las tremendas palabras de los sermones. La re V IE R N E S S A N T O
tórica impresionante se hace plástica. Las palabras que describen los tor
mentos de Jesús y el dolor de María se fijan en imaginería realista. Aquí La madrugada solemne une luz de sol y de luna, sosteniendo la ar
están Juan de Mesa, Martínez Montañés, el capitán Cepeda, Duque Cor monía de las horas. ¡Las dos campanadas de San Lorenzo, en tibio baño
nejo, Pedro y Luisa Roldán, Hita del Castillo... “Así fué la calle de la lunar; aquel San Gil, bullicioso otro tiempo, ahora desierto y con huellas
Amargura; ésta es la sangre de Cristo; éstas son las lágrimas de M a de incendio! La luna sobre el río, que se para aguardando a la Esperan
ría..." Esto había que decírselo a los suntuosos y dorados siglos XVI y za de Triana... E l Silencio, el Gran Poder; la Esperanza de la Maca
xvil, trepidantes de guerras y navegaciones. rena, la de Triana; el Cristo del Calvario, el de los Gitanos... Las plu
Y a está aquí la procesión. Veamos a Jesús y a María. En los divi mas tocaron mil veces los motivos de esta madrugada sevillana; pero los
nos rostros, nuestros ojos, con lágrimas de veras. Corazón limpio y blan motivos siguen intactos, filón recóndito, vena pura que no alumbra por
do; inteligencia clara, aunque se nublen los ojos... Músicas de bandas o artesianas trazas. Apenas si José M aria Izquierdo esbozó amanecer y ma
capillas— la marcha fúnebre o el pregón fantasioso de los clarines— ; la ñana en la Resolana y San Gil: "Memorándum y Desiderata”, dijo, y
"saeta", tracto intuitivo, y un rumor como de mar lejano. Y a está aquí ya era bastante... Unas fechas, ahora, y postrémonos esta madrugada al
la procesión: diecinueve siglos, a Jerusalén; cuatro siglos, a Sevilla. Vea paso de los siglos: 1564 marca la fundación del Silencio; 1431, la del
mos la procesión por dentro, que es por' donde van las mejores proce Gran Poder; 1590, la de la Esperanza macarena; 1590, la de la Espe
siones: derechas al corazón. ranza trianera; también, años del xvi, el Calvario, y el xvil, el Cristo
de los Gitanos, que estaba en San Román.
D O M IN G O D E R A M O S
Hemos llegado a las horas finales. Están ya en la calle las últimas
“Y a está la primera en la calle.” A través de los seis días, no hay Cofradías: el barrio de la Carretería nos da el Cristo de la Salud y Nues
tra Señora de las Tres Necesidades; Nuestra Señora de la Soledad, del
un orden fijo de antigüedad— de día con día— ni de sucesión de repre
convento de San Buenaventura; la Expiración, el Patrocinio; la Cofra
sentaciones plásticas con arreglo al curso de la Pasión. Así, vemos el día de la O, también de Triana, el Nazareno de las Tres Caídas, San Isi
jueves el Misterio de la Santísima Trinidad, que decreta el cumplimiento de doro; San Pablo, la de Montserrat; la Piedad, Santa Marina, y San Lo
las profecías; así, vemos el Domingo de Ramos a Cristo crucificado, y en la renzo cierra sus puertas tras el "paso” de la Soledad...
mañana del viernes, al claro sol macareno, la sagrada Sentencia del Señor. Pasaron las Cofradías. En el aire, todavía el eco de un clarín. Una
Este año es “la primera” la Hermandad de creación más reciente, nubecilla de incienso flota en el viento primaveral, que el azahar impreg
la de Nuestro Padre Jesús de la Victoria y María Santísima de la Paz, na. El suelo queda encerado por el gotear de los cirios, y es escurridizo.
que aprobó sus Reglas el día 2 de mayo de 1939, organizada por un Si no se ha entendido bien, si no nos hemos situado bien sobre esta
grupo de ex combatientes. Cuando regresa a su templo, la antigua er tierra de aluvión que es el suelo de Sevilla, podemos resbalar con el pie
mita de San Sebastián, cruza de noche el encanto, en silencio y som y, lo que es peor, con el juicio. Por eso hemos de colocarnos en la ave
bra, del Parque de María Luisa, y por la fronda pasan los blancos na nida de cuatro siglos que han interpretado para la eternidad— siglo de
los siglos— el drama de Jesús Redentor, y a la liturgia que el iCánon rige
zarenos y el jardín se ilumina con la viva candelería de los “pasos",
añadieron liturgia de corazones, emoción de pueblos y gremios, arte de
con las llamas de los cirios votivos de los nazarenos que rescataron
¡os años más ricos, luz de cera virgen para alumbrar el dolor de Jesús
España. En orden de salida sigue a esta Cofradía la "Sagrada Cena Sa y María, que caminan por las calles de Sevilla con el paso humano que
cramental” y la “Virgen del Subterráneo”, de Omnium Sanctorum, cuyo llevaron por las calles de Jerusalén. El oro no es más que ofrenda sim
origen se remonta a la primera mitad del siglo XVI; la Virgen de la Hinies bólica; el arte no es más que medio y representación. Miremos, y sigamos
ta y el Cristo de la Buena Muerte, de San Julián, que ya en 1480 forma el paso de Jesús, que va hacia el pueblo, es decir, hacia el Calvario. Así
ban Hermandad; la de la Estrella, de Triana, que en 1560 fundaron los na quisieron que miráramos nosotros aquellos cofrades que nos ven desde la
vegantes que iban a Indias; la maravillosa Amargura, de San Juan de lejanía de cuatro siglos.
18
FERNANDO VILLALON
El silencio no previene
dicha más fiel y segura
que oir de una Virgen pura
el gesto que le mantiene.
¡Qué bien tu sonrisa tiene
la paz de la hierba unida!
III
LA CRUCIFICACION Y EL DESCENDIMIENTO DE JE S U C R IS T O Tapiz de fin del siglo XVI . — (Museo de tapices de" Angers)
Fotos L. Arenas.
E l Cristo de la Expiración, el
Cachorro, el Cristo de la Buena
Muerte y el Señor del Gran Poder,
en las procesiones sevillanas.
¿Cómo vino y por qué que fluencias que sobre ellas ejer
cómo emociona hasta el punto de que llegue a “tirar pellizcos" dudar que este arte “jondo” se transformó y evolucionó entre
que hacen daño?... He ahí lo “jondo”. nosotros más de una vez antes de adquirir esa sobriedad y
Ese dolor íntimo y característico lo dan las notas de la ese dramatismo que le caracteriza.
guitarra y las modulaciones del “cantaor”, sobre todo en la Con la “seguiriya", la guitarra y el “cante" no pueden
“seguiriya gitana”, a condición de que esté bien dicha, porque utilizarse acrobacias ni fantasías. El baile tampoco admite fri
hay que decirla mejor que cantarla. volidades ni fiorituras. Si se baila la “seguiriya" hay que ha
Así lo hicieron sus grandes intérpretes Silverio y Manuel cerlo con el corazón y sin respirar. O mejor aún, ha de ser
Los satélites de la “seguiriya gitana”, el “polo” y la “caña", esta forma sería yo, por ejemplo, capaz de bailarla en un
las “serranas” y la “soleá", que están dentro del cante "jon templo sin profanarle. Hasta parece que el sonido rítmico y
do”, son para mí mucho más inferiores. Sólo la "seguiriya” grave de las cuerdas obliga a recurrir a la liturgia.
es un arte de pureza singular que, escuchándola con devo Como nadie hasta ahora se había decidido a bailar la " se
ción y constancia, llega a purificar el alma lo mismo que una guiriya”, yo tampoco me atrevía, temiendo cometer un sacri
E l origen de la “seguiriya”, como el de la raza gitana, pa era labor merecedora de emprenderse, a condición de respetar
rece ser de procedencia indostánica. Solamente en algunos la técnica rítmica, evocar el origen y expresar en la danza
dialectos de la India se encuentran gran cantidad de vocablos la emoción y el sentimiento del "cante” y la guitarra, fundien
“romanis”. Escuchando, además, la música indostánica y vien do su espíritu con la plástica arquitectónica.
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33
La hbrera de ln
calle de Carretas.
La mantilla es una prenda puramente española, reducción que casi solamente la utilizaban las mujeres de vida airada,
del manto, como indica en diminutivo esta voz. Hasta el si lo que explica la tardanza en extenderse su uso al resto de
glo X V III no empezaron a llevarla las mujeres de esta con las damas españolas.
dición social copiando su uso de la maja barriobajera, famo Dam os aquí algunos retratos de G oya en los cuales la
sa por su donaire y :su sandunga. Pero ya antes, desdé el si mantilla tiene todo el garbo posible sobre los cuerpos juncales
glo X V II, se usaba la mantilla larga de bayeta o paño, aun de estas mujeres.
La marquesa de
las Mercedes.
La du<] u es a
de A l b a .
A
fiebre, o al arrastrarse a lo largo de la senda remojando las llagas
en su propia pestilencia, mientras repasaba la larga teoría de en el polvo del camino, pensaba en su hermano Josué.
sus miserias, vióse sorprendido poi1 los ruidos del gentío que se ¡Con qué placer ocuparía el puesto que sólo a él, como mayor,
acercaba al monte. correspondía! ¿Era delito suficiente tener un año más, para con
Primero se alegró. ¡Hacía tanto tiempo que el rumor del pueblo quistar tal cantidad de odio en un hermano? Ahora sería feliz.
no llegaba a sus oídos! Sobreponiéndose al desgarrón de sus en- Dos veces cambiaron de hojas las higueras que festoneaban el ca
canijados tendones, se incorporó y a través del velo blanquecino mino desde que un atardecer,, declarara ante la ley que su herma
que ante sus ojos tejiera la enfermedad, contempló emocionado el no mayor, Ibrahim, estaba lleno de extrañas manchas oscuras. Y
espectáculo de las multitudes en camino. dos años, también, cuando al gritó de "¡leproso!” lo arrojó infa
memente, para no volver a ocuparse más de su persona.
N i en tiempos pasados, cuando vivía en aquella casita blanca
pegada, con insistencia de vida, a las faldas del torrente Hebrón, Hoy bacía, precisamente, una luna que pasó por el camino bar
entre cedros que acuchillaban con su larga simetría de puntas el cia la vecina ciudad, y lleno de odio se arrojara encima de él,
con ánimo de contagiarle su lepra, pero Josué, más fuerte, lo apa
cíelo azul purísimo, viera tanta gente reunida.
leó brutalmente hasta dejarlo medio muerto, y despojándose de
Era bastante instruido, y aparte de la cultura que le proporcio
las vestiduras contaminadas emprendió su interrumpida senda.
nara el viejo Salem, conocía por su oficio de mercader muchos dia
Una voz serena y vigorosa se interpuso entre b u s sombríos pen
lectos y razas. Sin embargo, hasta él llegaban voces nuevas, que
samientos. A veces parecía el rumor de fuerte tempestad; otras, la
hablaban lenguas desconocidas; veia gente de todas las clases (so
ciales y glebas, sin que su mente, ágil a pesar de la desgracia que suave musiquilla del blando viento entre los olivos; las más, ct-
le oprimía, pudiera precisar el motivo de tal reunión. lestial endecha o canto de gloria, cual nunca saliera de las cítaras
Ldego reaccionó. Era un leproso, y con arreglo a la ley debía de los mejores tañedores.
huir, so pena de ser descubierto y apedreado; pero no pudo. Creyóse engañado cuando el eco llevóle las palabras:
' Una voz secreta lo mantenía fijo en su sitio; y, pegándose más "Bienaventurados los pobres de espíritu, porque de ellos es el
y más al hueco de tierra y roca que su cuerpo pudría, quedó a reino de los cielos.”
la espectativa. "Bienaventurados los misericordiosos, porque ellos alcanzarán la
Por otra parte, estaba ansioso de un espectáculo así. De tarde misericordia."
en tarde, si sus dolores lo permitían, bajaba renqueando al camino "Bienaventurados los que lloran, porque ellos serán consolados."
de Betel e imploraba una limosna. A veces, el óbolo depositado Caían las máximas como bálsamo en su corazón. Echado hada
caritativamente por el viandante, sabíale a hiel y quemaba su mano adelante, los ojos muy abiertos y las manos hacia atrás, apoyadas
con ardor de vergüenza, al reconocer en el donante alguna de las sobre los menudos guijarritos de la cueva, oyó el resto del ser
muchas personas familiares de antaño. món. A pesar de la posición violenta a que sometía su maltrecho
Luego sonreía; debajo de la capa de harapos, roña y lepra que cuerpo, no notaba dolor alguno.
lo cubría, nadie hubiera adivinado al Rico IbrahimT Un místico silencio y miradas de intensa devoción rodeaban al
Sólo un recuerdo lastimaba su alma: el olvido de los familiares. orador. Este, como un rosario de melodías, desgranaba sus frases,
A ciencia cierta sabían dónde esperaba la muerte, y ni una sola y hasta el aire, y las chicharras que en los calcinados agujerillos
vez acudieron, como él hubiera deseado, a tirarle unas cuantas mo lanzan sin descanso, de sol a sol, su monótono sonido, y todos los
nedas de las muchas que les sobraban o a dejar con miedo una seres vivientes del contorno, habían interrumpido sus sonidos.
cesta de viandas. Ibrahim el leproso seguía con respiración entrecortada el sermón.
Siempre medio muerto de hambre, retenido en su cubil por la Un extrañó peso le era quitado poco a poco del pecho; diestra
39
Biblioteca Virtual de Castilla-La Mancha. Vértice. #42, 3/1941.
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DE SA N T IA G O DE CHILE
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y ^ e c ía Santa Teresa de Avila que el aprovechamiento del alma no está en saber mucho, sino en amar mucho. Por
eso dejamos para otros las razones de saber y nos reservamos las del amor, que nuestra alma aprovechada
nos devuelve en música de recuerdos. Con ella cantaremos sin cantar la hazaña del capitán español Pedro de Valdivia t
en este cuarto centenario de la fundación de la ciudad de Santiago, que sentimos como edificada en la sangre.
En la larga lista de los viajeros que dejaron testimonio escrito de sus viajes a Chile, durante los siglos XVIII y
X IX , incluida la de Mariano Picón-Salas y Guillermo Feliu Cruz en el libro titulado Imágenes de Chile, apenas apa
rece algún nombre español y escasas traducciones al castellano de los numerosos libros franceses e ingleses. Pero esto, que
alguna vez se ha citado como indiferencia española, tiene la clara explicación de que al español le es imposible sen
tirse viajero donde encuentra su idioma y su religión y sus costumbres, y sobre ésta, la explicación de que mientras
otros escribían, los españoles se entregaban al esfuerzo de engrandecer esas ciudades que franceses e ingleses mira
ron como turistas, las más de las veces con el pintoresquismo de quien realiza una hazaña sólo por viajar fuera de
su país, y de quien en todo, por serle extraño, encuentra motivo para el asombro y para cierto amable desdén. Sí
son pocos los libros españoles durante esos siglos sobre la América española, son, en cambio, mucho para el honor
de ese nombre la sangre mezclada y la inteligencia y el esfuerzo con que contribuimos al engrandecimiento de esas
ciudades, que ya pueden cantar y regalar historia a otras de la América que no es española.
Si se formase otro censo de las ciudades aparte del censo de población en el que aportan tanto caudal los ape
llidos españoles, censo de viajeros fieles al recuerdo, estamos seguros de que también el alma nuestra sería la más aprove
chada por el amor. No en balde la sangre tiende puentes sobre los mares y al pisar la tierra, tras un mes de na
vegación, nos devuelven el saludo en nuestra propia lengua o con nuestra propia voz.
Durante la guerra llegamos a Chile cincuenta y cuatro camaradas arrancados a la furia de la revolución roja
de Madrid por solicitud del Gobierno chileno. Al desembarcar en el puerto de Valparaíso— de quien dijo un via
jero, que había llegado a muchas partes, que sólo en aquella ocasión supo bien lo que era llegar en toda su pleni
tud— nuestro primer asombro fué el perder la noción de la distancia. Se hacía increíble para nosotros haber tro
pezado con España en el momento en que España parecía más lejos por término del viaje,
Al día siguiente, en la ciudad de Santiago tuvimos que buscar la referencia de los Andes para saber que aquella
ciudad no era una ciudad española. Nuestros primeros pasos nos llevaron a la Catedral, situada en la plaza de
Armas. Tras de la .misa paseamos por los soportales, leyendo con deleite los rótulos de los comercios y los ape
llidos de sus propietarios. Los buenos días de los saludos repetidos en la calle eran los mismos buenos días que
parecieron ahogados en el mar durante la travesía, y ahora, al cabo del tiempo, al recordar a cada uno de nuestros
amigos de allá, se hace increíble que para llegar hasta ellos sea preciso atravesar dos mares o un mar y una in- ¡
mensa cordillera. i'
Cuando se ven y se sienten así las ciudades es muy difícil escribir sobre ellas, porque están ya incluidas en lo
que escribimos. Otra cosa es decir desde la extranjería, como decía un oficial inglés en sus Memorias, con respecto
a las chilenas: “Cuando van a misa siempre llevan traje negro con una mantilla.” Esto, para un español del XIX,
por sabido se calla. ¿De qué otra forma puede ir a misa una señora?
Ir a América y volver sin sentir la necesidad de contar nada extraordinario es privilegio de españoles. Como lo
es el contar a acada instante cosas pequeñas del viaje por necesidad.
Los que allí fueron conmigo, en estas fechas del centenario habrán sentido esta música de recuerdos, que están
seguros despierta una música igual en la lejana y próxima ciudad que ha celebrado su cuarto centenario.
S. R,
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GEOGRAFIA CORDIAL DE
Biblioteca Virtual de Castilla-La Mancha. Vértice. #42, 3/1941.
Por G E R M A N V E R S A R A D O N O S O
HISPANOAMERICA CHILE
Biblioteca Virtual de Castilla-La Mancha. Vértice. #42, 3/1941.
agradece* a la Naturaleza, puesto que para llegar a su desarrollo actual fué necesario
el espíritu animoso de una raza que 'se enorgullece de su obra y de su origen.
Los aborígenes araucanos defendieron bravamente sus dilatadas posesiones y bata
llaron hasta desaparecer, cuando no se fundieron con los españoles. A ún hoy admira
la aventura de los conquistadores, y sorprendo encontrar todavía en los bosques im pe
netrables del Sur restos de viejas fortalezas hispanas medio ocultas entre la maleza.
E l espíritu hispánico pervive entre los chilenos vigorosamente. Todo lo que se re
fiere a España no permanece ajeno a la sensibilidad cordial de mi país. Y precisamente
en estos días, a cuatrocientos años de distancia de aquellas jornadas trascendentales, ha
celebrado la ciudad de Santiago el aniversario do su lejano nacimiento con solemnes
actos oficiales, en los que el Presidente de la República, ¡D. Pedro Aguirre, y el E m
bajador de España, Marqués de Luca de Tena, mantuvieron con su presencia y su pa
labra el recuerdo invariable y eterno del sólido vínculo espiritual.
Por G A B R IE L G A R C IA ESPIN A
a esta página mi recuerdo emocionado de Santiago de Chile, la espléndida ciudad suramericana que ahora
T r a ig o
cumple cuatrocientos años. Nuestra historia—la nuestra y la chilena— se aprieta allí en estas cuatro centurias, se hace
deprisa, empujada por la inercia creadora de los mejores siglos hispánicos, y madura en esta sazón entrañable de nacio
nalidades vigorosas y de ciudades inmensas.
Chile conmemora en estos dias el cumpleaños de su capital. En 1541 y en un valle claro y abierto, apoyado en las
estribaciones de la cordillera andina, comienza su vida la ciudad de Santiago. No quiero evocar recuerdos históricos:
aventureros, nobles, gobernadores, presidentes... Todo se esconde apresuradamente en el breve entramado de esos cua
tro siglos. Sólo me llama en esta hora la presencia reciente y vigorosa del Santiago que yo conocí, hace poco, en dra
máticos momentos españoles.
Desde el Cerro de San Cristóbal— modesta orografía que levanta su vértice con gracia a la sombra del gigante
andino— se derrama la mirada del viajero por el vasto perímetro de la ciudad. Sube el funicular la empinada ladera y
crece el interminable paisaje ciudadano. Ya en la cumbre de aquel Igueldo santiaguino se goza la presencia de la urbe
con una plenitud completa. La Alameda, ancha y despejada, la divide en dos mitades. Al pie del San Cristóbal el otro
Cerro de Santa Lucía, aún más tímido en dimensiones, suple su falta de talla con el verde caudaloso de su fronda y con
una mayor intimidad ciudadana.
Por un lado se alarga el valle mansamente hacia el mar. Al otro, tropieza la mirada con el frente amurallado de la
cordillera en su trecho más ambicioso de cielos. Sólo atraviesan aquel baluarte colosal el atrevido dibujo del ferrocarril
trasandino y el vuelo audaz de las líneas aéreas comerciales.
Al socaire de tan aparatosa geografía se adorna y embellece, luminosa y joven, la capital chilena. En su tercer cen
tenario, allá hacia 1841, un cronista de la época la describía así: "La ciudad :se extiende en manzanas rectangulares de
cuatrocientos ocho pies por cada lado, separadas unas de otras por calles de cuarenta y dos pies de ancho. La direc-.
ción de las calles es más o menos de norte a sur y de oriente a poniente, y son empedradas con guijas, llevando a los
costados aceras enlosadas. Las acequias corren por el centro de las calles, y durante cierta parte del día pasa por ellas
una buena cantidad de agua del río Mapocho, que confina a la ciudad en su parte norte y oriente. Estas corrientes ha
cen que Santiago sea la ciudad más limpia tal vez de toda la América del Sur." Y sigue la vieja crónica con esta lu
minosa descripción llena de vida, de ruido y de colores: "La plaza de Armas es un centro rebosante de animación.
El pilón del centro se encuentra siempre rodeado de los aguadores, que se reúnen allí para llenar sus barriles con agua.
Los baratillos en derredor de la plaza surten toda clase de artículos y atraen a muchos compradores. A lo largo de las
aceras se encuentran gran número de canastos con diversos productos del país. Se ven hombres de a caballo, con su
poncho y sombrero de paja, que atraviesan la plaza a todo galope. Y también toda clase de veihículo's:. coches tirados
por cuatro caballos, calesas, birlochos, sin olvidar la pesada carreta, todos ellos siguiendo su respectivo camino...”
"Después de las dos de la tarde— continúa el cronista— y hasta la puesta del sol no se ve casi un alma en la plaza
de Armas. Las tiendas cierran sus puertas y todo el mundo duerme la siesta. Como a eso de las seis vuelve otra vez la
animación. Se abren las tiendas y la Plaza se llena de señoras que hacen sus compras o que van o vuelven del paseo
de la Alameda. Las señoras andan solas por la calle y con la ca
beza descubierta, salvo cuando llevan una mantilla o alguna flor
del jardín en el cabello.”
Hace cien años esta era la deliciosa pintura de Santiago. Aún
hoy, al tomar posesión del asfalto santiaguino con la firme pisada
viajera, salta alegre el recuerdo de aquella plaza de Armas— en
trevisto en el relato del viejo reportaje—ante esta Plaza de hoy
noble y ciudadana, llena de empaque, ’ de siglo veinte y de gorrio
nes alborotadores.
Viví en Santiago unos meses de obligado destierro en las ho
ras más duras de la guerra española. Cuando pude reintegrarme a
la Patria, traje ya metida en el alma para siempre, la imagen múl
tiple y peregrina de aquella ciudad, lejana ahora, pero inmediata
como nunca, urgente y despierta, en el ansia constante de mi re
cuerdo americano.
¡Cuatrocientos años sobre el ámbito inmenso de Santiago!...
Tierna edad para la vida de un pueblo, pero tiempo suficiente allí
para la granazón de una firme nacionalidad y de una urbe esplén
dida. En Europa, en todo el mundo antiguo, las viejas ciudades
abrumadas de historia aguantan con paciencia y cansancio el peso
de los siglos. En América, no. Cuatro centurias sólo son en San
tiago la presencia admirable de una ciudad joven y hermosísima,
abierta al sol meridional bajo el abrigo portentoso de los Andes.
Este breve homenaje para el solemne cumpleaños santiaguino
apenas sabe insinuar la certeza de mi emoción. Yo la vivo, sin
embargo, grave y ligera, próxima y distante, con el puro sentido
de una doble ciudadanía sentimental.
Señalamos 110 lia mucho, al memorar los fas tif/uo y tuvo el singular intento di» resucitar aspectos de lo que fué la
tos de la fundación de Santiago en 1541, por vichi (*11 los estrados, por los siglos X V I I y X V I I I , de esa apartada Ca
don Pedro de Valdivia, que las gentes de Chi pitanía General del reino.
le fueron siempre fervorosas del pasado espa No fué un jugar a siglos pretéritos ; fueron cuadros con escenas ani
ñol y oficiantes solemnes en el ara de su añosa madas, históricamente ajustados y reconstituidos, según las veneradas
Con priuiJegio, tradición. costumbres españolas en sus manifestaciones fam iliar, oficial y popular:
Imprejfiten ¿LtdridyCH c¿ft de P*r- L a ciudad que fundara el capitán extremeño un sarao en una casa procer, no recordamos si la del conde de la Con
res [Link]íí[Link] 6 9 . y a la que Carlos V confiriera en 1552 el t'tu- quista o la de los marquesas de Villapalm a ; una recepción en el palacio
lo de M uy Noble y de M uy Leal, tuvo una vida del Gobernador, que bien pudo sor I >. Francisco López de Zúñiga, mar
E íl 4 tijjaío a rreifítsm^tJís <1 precaria. Incendiada primero por los indios fué qués de Baides, o el maestro de Campo D . Alonso de Figueroa, nombrado
luego destruida por los terremotos de febrero gobernador por el virrey D . García Sarmiento de Sotomayor, conde de
de 1570 y del 13 de mayo de 1647, y sucesiva
S alv a tie rra : y 1111 paseo en el taja m a r del río— obra costosa de manipos
mente sacudida en 1657, 16SS y 1730. No pudo, por estos azares, surgir
tería debida al enérgico corre gidor L>. Manuel Luis de Zañartu— , donde
opulenta como la plateresca Lim a u otras capitales de virreynato hasta
se congregaban señalados días, hasta la hora dol Angelus, damas, caba
entrado el siglo X V I I I .
lleros y pueblo. M undo criollo que constituía la poco cosmopolita ciudad
Este progresar lento y dificultoso dióle fisonomía indeleble a la pere
grina urbe y recio temple a sus hijos, porque es la voluntad la que labró en el siglo X V I I I .
a este pueblo de dura piedra andina. E 11 estos tres escenarios actuaron, con sentido innato, numerosas fa
Los albores de Santiago son de silencio y de quietud, fundiéndose a milias, 110 representando sino que desdoblándose con natural desenvoltu
sí misma en la caldera de su intacta tradición. Sus casas bajas, tímidas, ra en sus propios antepasados. Nunca se legitimó mejor la herencia de
como encogidas por el incierto amago del temblor de tierra, paivcían arro la sangre, de la cortesanía y de las costumbres. Porque la evocación ma
dilladas a la sombra tutelar de sus conventos. L a vida es triste y monó ravillosa puso de manifiesto dos cosas: el abolengo de los viejos linajes
tona. Las campanas y el paso de la ronda son las únicas cosas que suenan santiaguinos y el fervor por una tradición religiosamente guardada e in
alto en la ciudad. Las comunicaciones, escasas y tardías— distantes del tactamente conservada.
m ar itinerante— , suscitan dificultades que sólo resuelve la incógnita Y se abrieron los arcones de cedro y los cofres de cuero y las cómo
del tiempo. E l comercio sigue los riesgos de aquélla. das de jacarandá, de sándalo y de alcanfor para dejar salir amorosamen
E n esta placidez, en esta fecunda soledad, se desliza el alborecer de te— donde dormían dos siglos de recuerdo fam iliar, de recuerdo espa
la vida santiaguina. No nos extrañemos que uno- de los pasatiempos de ñol— las valiosas joyas y los revesados adorezos de las abuelas, los páli
la clase hidalga, de esos descendientes de los fundadores, de los dignata dos damascos, los viejos trajes, las peinas de carey, en fin, cuanto acopio
rios de la colonia y de la aristocracia del clero y de las armas— donde se de refinamiento ataviaba la indum entaria de esa época.
mantenía toda la pureza del abolengo español— , no fuesen más allá de Y se compuso el estrado con magníficos muebles de palo santo de
las tertulias familiares que alguna que otra vez se remontaban a saraos. tallas complicadas, bargueños historiados y sillones de guadamecí de tra
L’n día de santo era un acontecimiento en nuestra vida de sociedad, a za m onacal; cornucopias esculpidas y espejos de lunas desvaídas; velo
veces solemnizado por la presencia del gobernador o del oidor de la A u
nes retorcidos y arañas de plata con flecos de c rista l; brasei^os de cobre
diencia. Las recepciones no podían tener el boato ni el brillo inusitado
pulidos como onzas, alfombras, tapices y cuanto objeto formaba el hogar
de que se preciaba la corte de L im a , sede del v irre y ; peio en rumbo y
patricio de antaño y también el de hogaño.
engreimiento Santiago seguía las normas de la ciudad tres veces coronada.
¿De dónde salió tan larga riqueza artística y suntuaria, tanta me
nudencia maravillosa conservada al través de siglos en los hogares de
Santiago con la que se puede reconstituir el patrimonio artístico que allí
quedó? Fueron llevadas de España por esos caballeros que pasaban a
Entremos una vez más en el regalado santuario del recuerdo, ya que Indias. Porque si nuestra vida colonial fué algo retardada por desen
recordar nos procura la amable y delicada emoción de volver a vivir... volverse en la más lejana de las Américas, tenía, sin embargo, una pres
Hace bastantes años— no tantos como para creernos viejos ni tan tancia esclarecida y un vivir refinado que se lo daban sus pobladores,
poco como para querer disim ular los que Dios se ha servido consentir cuyo entono hidalgucsco se cifraba en el lustre de su alcurnia, en sus
nos— , digamos veinticinco, los suficientes para que la memoria nos asis hechos de armas y en los servicios al rey. No en balde llegaron a Chile
ta a recordar, celebróse en Santiago una suntuosa y original fiesta de los vástagos de las más rancias casas vascas y andaluzas, castellanas y
sociedad que hará época en varias generaciones. Se llamó Santiago A n extremeñas. “Los pueblos de Chile están poblados de noble gente”, decía
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una real Cédula dada en Valladolid a 21 de abril de 1557, por el so sinas en una algarabía de pregones. Y el sereno cantó la hora melancó
berano. lica del Angelus diciendo Avemaria. Y el alguacil pidió un Padrenuestro
Nunca el monumental escenario del Teatro Municipal vióse más es por el alma de algún ajusticiado...
pléndidamente alhajado que para esa evocación española con fines de Tal la singular y romántica fiesta de “Santiago Antiguo”, que nues
filantropía. tra memoria ha querido recordar, ya que recordar' procura la suave emo
A llí aparecieron linajudas damas con basquina, faldas de gorgoián o ción de volver a vivir...
faldellín de campana, calzadas de chapín con virillas de perlas y tacón Tradición, recuerdo, que en Santiago alentó, desde el crepúsculo de
alto. X arrogantes caballeros cruzados, con gorgueras de tul y chalecos la Colonia— encontrando el refugio más incontaminado y resistente— , el
bordados, luciendo bandas y cruces. arrojado pensamiento de la España fundadora. Esta gran tierra nutricia,
Y al paseo del T ajam ar llegaron las carrozas y los birlochos tirados con la cual convivimos por espacio de siglos, y de la que no podemos ni
por muías ricamente enjaezadas. Y el pueblo desplegó, en curiosa mu queremos hablar sino con afecto y veneración.
chedumbre, su originalidad de color con trajes de tintas vistosas, como Chile será fíel a la suya, como lo es en su cielo la estrella Polar, y
la variedad de sus mercadurías. Y se vendieron los cestos de junco, las esté bajo el amparo de la Cruz del Sur.
ollit'as perfumadas, de Talagante, canastillos de Linares, los pulidos ju F e r n a n d o B rt jn e r P r ie t o ,
guetes de corozo, pan de la “gente”, rosquillas, alfajores, frutas y golo C. de la Real Academia de la Historia.
t íÁ a /e a e /ír/e n o ó . o /íin y a n a
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ron los días de luto oficial y las exequias del egregio desaparecido,
4RTAS CREDENCIALES
&
El M inistro de Asuntos Exteriores, Sr. Serrano S úñer; el Ministro Vicesecretario E l camarada Jest'is Ercilla, nuevo Director general de Prensa, en el acto
• del Partido y otras personalidades inauguran el grupo de casas, construido por A u de la toma de posesión de su cargo, a la cual asistieron ¡los Subsecretarios
xilio Social, en la calle de Bravo M urillo para alojamiento de familias de obreros. de Prensa y Propaganda y Gobernación, camaradas Tovar y Lorente.
A L E /VI A M I A
s o bre'" un puente construido por tos pontoneros alemanes sobre el Danubio.
Ét&ie
escuadrilla de aviones
a to r p e d o s ,
' zas aéreas
de las Reales
i n gl esa s. |
Soldados australianos-, amantes
de la fotografía, cultivando sus
aficiones a orillas del N i l o.
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¿ A V E N ID A Q U E IP O D E ________________ S E V I L L,
E
l
mismo tiempo para no perder el contacto durante las horas de asueto y solaz.
Y al efecto, al calor de varias charlas y reuniones, nace entonces en Sevilla el Centro Mercantil, que queda instalado en la calle Ceina, número 68.
M ás tarde cambia su nombre primitivo por el de Círculo Mercantil. Y cambia también el local, pasando a ocupar uno mucho más espacioso que
da a las calles de Sierpes y Tetuán. Parecía que ésta iba a ser su sede primitiva, pero el aumento de socios y las necesidades de las nuevas secciones
que requerían las actividades sociales e industriales, les hace de nuevo trasladar su domicilio, pasando al local que hoy ocupa, en la calle más conocida
de Sevilla, la popularísima calle de Sierpes, desde donde irradia su labor invisible pero bienhechora y tangible sobre todo el comercio y la industria
sevillana.
En el año 39 se refunde con la Unión Comercial y toma el nombre definitivo de Círculo de la Unión Mercantil.
Intimamente ligado a la historia políticosocial sevillana, en el Círculo de la Unión Mercantil nació la Federación Económica de Andalucía, y
Patio principal.
allí, igualmente, gracias a sus gestiones, se consiguió en el año 34 la salida de las Cofradías. Inhibidas y asustadas las autoridades, sólo por el tesóii
y decidida voluntad de quienes se agrupaban en el Circulo Mercantil, pudo aquella Semana Santa ver sus imágenes en las calles de Sevilla.
A l llegar el glorioso Movimiento el Círculo Mercantil recabó su puesto en la lucha, y a sus expensas se construyó un hospital de sangre, con
100 camas, -cuyo montaje y sostenimiento fue mantenido con todo el desinterés y espíritu patriótico de sus socios. Como dato estadístico baste la
cifra de 300.000 pesetas aportadas a diversas suscripciones por el Círculo.
En el aspecto cultural, baste recordar que por su tribuna han pasado todas aquellas personalidades relevantes en el campo del Arte o en los'
del Comercio y la Industria.
Hasta hace poco tiempo— y en un futuro próximo se han de reanudar—■
tenía establecidas clases para hijos y empleados de sus socios, a las que
concurrían más de seiscientos alumnos.
Esta es, a grandes rasgos, la cosecha de aquella semilla que vertieron hace más de setenta años los comerciantes industriales sevillanos.
Para terminar, y a título puramente informativo resta decir que el Círculo de la Unión Mercantil cuenta hoy con más de tres mil socios, entre
los que existen hombres de las más variadas profesiones y actividades, regidos por D. Manuel Navarro Gautier, como Presidente, y D . Juan Gon
zález Serna, Secretario.
[Link]
J ___ 4N la C. N . S. de Lorca se encuentran sindicadas todas las acti A l fusionarse la Cám ara Sindicato Agrícola con la C. N. S. lo
vidades comerciales, agrícolas e industriales que constituyen la cal, la Delegación se hizo cargo del activo y pasivo de la misma,
potencia económica de la ciudad, existiendo los Sindicatos de la e igualmente se hizo cargo de la C a ja de Ahorros y Préstamos que
Construcción, M etalurgia, de la Piel, Confecciones liberales, A g ri en aquélla funcionaba, y cuyo capital se cifró en unas 275.000 pe
cultura, Papel y Artes Gráficas. setas.
D ía por día se acrecienta la importancia de estos Sindicatos, al Los préstamos que en la actualidad se efectúan se conceden
acrecentar el número de sus afiliados. Cinco mil existen en estos única y exclusivamente a los afiliados a la C. N . S., que así han
momentos, siendo los Sindicatos más importantes los de Curtidos, podido verse libres de las garras de la usura.
Tejidos, Agricultura y Alpargateros. E l servicio de Seguro Obrero, establecido también por esta De
Citemos éste, como posible ejemplo de la importancia de las legación, garantiza a los obreros sindicados en todo lo que se re
industrias de esta hermosa región, y veamos cómo esta rama de fiere a seguro de accidentes, subsidios, vacaciones, etc., etc.
riqueza, al parecer nimia, creada en 1900, y que desde entonces ha Con el fin de evitar el paro del Sindicato de la Construcción,
supuesto el bienestar de varias familias, merece, como todo cuanto en su Sección de la M adera, que sufre las naturales dificultades
constituye pieza menuda del gran engranaje nacional, consideración que trae consigo la carencia de cola, tan precisa a su artesanía,
y alabanza. proyecta esta Delegación Sindical la instalación de una fábrica de
La Sección Alpargatera cuenta en Lorca con 1 1 fabricantes de dicho artículo en la propia ciudad.
gran importancia, y emplea 1.600 obreros. Rinde una producción Justo es consignar también, como prueba evidente de la labor
anual de 250.000 docenas, y actualmente se emplean, según un de captación y de justicia que se viene realizando en esta Delega
cálculo aproximado, los siguientes materiales en su desarrollo: ción Local, que todas cuantas desavenencias han surgido entre em
720.000 metros de lona, 700.000 kilos de yute, 72.000 kilos de presarios y obreros quedaron resueltas satisfactoriamente en pla
cáñamo, 300.000 kilos de goma, 120.000 metros de cinta y 375.000 zos inmediatos, y que asimismo ha organizado, en beneficio de
kilos de hilo. cuantos trabajan, vacaciones domingueras a la inmediata playa de
L A B O R S IN D IC A L Aguilas.
M ás de doscientos afiliados han aprovechado los beneficios de
Existen en esta Delegación Sindical dos servicios, mejor dicho, sol, descanso y alegría de estas excursiones, a las cuales salieron
dos instituciones, que merecen la exaltación y el elogio: la Caja provistos de agradable comida, buen tabaco y el excelente hu
de Ahorros y Préstamos para los afiliados (única en la región) y mor que siempre proporciona saber pagados todos los gastos del
el Seguro Obrero. viaje.
P O R diversas razones, y como más fundamentales por la Puerto, Yalladolises, Cañada 1Iermosa, Cañada de San Pe
falta de espíritu de sindicación en esta provincia, pro dro, Ermita de los Dolores, Santiago y Zaraiche, Arboleja,
ducto del recelo que el elemento productor sentía hacia el Ouitapellejos, Barqueros y Avileses.
Sindicato después de la desastrosa experiencia marxista, Se han constituido los Grupos Naranjeros de las Her
hasta mediado el pasado año esta Delegación provincial mandades Sindicales de Labradores e Industria y Comercio
arrastró una vida pobre y lánguida. en los pueblos de Albudeite, Campos del Río, Ojos, Muía,
A l hacerse carg'o de la misma el camarada Luis Carras Archena, Torreagüera, Alquerías, Beniel, Beniaján, Espi
co Gómez encontró unos servicios defectuosamente monta nardo, Puebla de Soto, Aljezares, Torres de Cotillas, Al
dos y unos organismos locales en período embrionario de guazas, Villanueva del Segura, El Palmar, Santomera, Cie-
formación. Ardua ha sido la labor desarrollada para con za, Alhama, Librilla, Alcantarilla, Totana, Ulea, Abarán,
seguir colocar a esta provincia en el lugar que le correspon Aledo, Blanca, Ceutí y Lorquí.
día, desde el punto de vista de la Organización sindical, Se constituyeron las Delegaciones siguientes: regional
comparada con otras de igual categoría. del Sindicato de la N aranja y provinciales de los Sindicatos
Cierto es que quedan muchas cosas por hacer, pero no Nacionales Textil, del Olivo, de la Piel y de Espectáculos
es menos cierto que se ha trabajado sin descanso, y produc públicos.
to de esta labor son los hechos que se mencionan a continua H an quedado constituidos los Departamentos de Políti
ción, si bien en su enumeración se prescinde de detalles y ca A graria, Política Industrial y Política Social, Obra Sin
de actividades de menor importancia. dical del Hogar, 18 de Julio, Asesoría Jurídica, C. R. A.
A l ser designado el actual Delegado provincial comen S. S., etc.
zaron las gestiones preparatorias para la celebración de la H an sido entregados a Sindicatos y sindicados artícu
fiesta de Exaltación del Trabajo. El 18 de julio de 1940 los según los datos aproximados que se consignan a conti
marca un nuevo período en la vida de esta Delegación. M i nuación :
llares de productores desfilaron por las calles de Murcia,
dando muestras de evidente pujanza y disciplina, llevando
Patatas para siembra............... 550.000 kilos.
al ánimo de todos que los Sindicatos en Murcia comenza
Idem para consumo................ 500.000 —
ban a plasmar una realidad.
Judías para siembra................ 20.000 —
E n el mes de diciembre de 1940 se hizo entrega a los
Piensos en general................... 2.200.000 —
agricultores de 160 cabezas de ganado de labor.
Abonos intervenidos ............... 1.750.000 —
E n agosto del mismo año tuvo lugar el veraneo de los
Semillas varias ........................ 1.500.000 —
productores an el Hogar Descanso de Aguilas, adquirido
por la Delegación para estos fines. Eos gastos ocasionados
fueron satisfechos por los empresarios tras gestiones acer Asimismo: lonas, 170.000 metros; cáñamo, 100.500 ki
tadas del Delegado provincial. También la cantidad inverti los ; artículos intervenidos por Abastos para usos industria
da en la adquisición del edificio ha sido recaudada por ges les, 350.000, y en menor cantidad, cola fuerte, alcohol des
tión del mismo Delegado. naturalizado, anzuelos, algodones, etc.
A su gestión se debe la normalización en su desenvolvi Por virtud de la ley de U nidad Sindical han quedado
miento de las Delegaciones locales creadas. Posteriormen incorporadas o adheridas a la C. N. S. las siguientes entida
te y de modo sucesivo se han creado los siguientes Organis des: Agrupación Sindical Agrícola de Productores, Sindi
mos sindicales: Delegaciones locales de Puerto Lumbreras cato Agrícola El Progreso de Jum illa, Sindicato Agrícola
y Alcázares; Subdelegaciones de Espinardo, Aljucer, San de Blanca, Agrupación de Sericicultores de Levante, Sindi
Benito, El Palmar, Ea Raya, Santomera, Alquerías, Puen cato Agrícola de Cabezo de Torres, Caja Rural Cooperati
te Tocinos, L a Ñora, Jabalí Nuevo, Beniaján, Corvera y va Católica A graria de M olina de Segura, Sindicato de
Albatalía. Dentro del término municipal se han creado las Agricultores de Yecla, Sindicato Agrícola Caja de Ahorros
Hermandades de Labradores de Churra, Monteagudo, Ca de ídem, Sociedad Benéfica Instructiva de La Ñora, Monte
bezo de Torres, Guadalupe, Los Garres, Verdolay, Santo pío de Dependientes de Comercio y Banca de Murcia; Agru
Angel, Sangonera la Seca, Sangonera la Verde, Nonduer- pación de Conserveros de Alicante y Murcia, Gremio de Ex
mas, Era Alta, Esparragal, Puebla de Soto, Rincón de Be- portadores de Pimentón y otros de menor importancia.
niscornia, Rincón de Seca, Cobatillas, M atanzas, Zeneta, Se prescinde en estas notas de la exposición de nume
Zaranclona, Raal, Santa Cruz, Llano de Brujas, Jabalí Vie rosísimas actividades sindicales, que, por tener un carácter
jo, Torreagüera, Los Ramos, La M urta, Lo Jurado, Ba individualizado y ser tantas, harían interminable esta breve
ños y Mendigos, Venta de la Virgen, Los Martínez del Memoria. .
Í ^ I Q U E Z A principal y estimada de esta industriosa villa del partido judicial de la Palma de]
Condado es su producción vinícola, tan abundante, bien seleccionada y valiosa, que da legítima
nombradla a los ricos mostos de este rincón andaluz.
Diez millones de cepas se cultivan en los campos de Bollullos, asegurando trabajo y bienestar
a sus vecinos, La tierra andaluza, fértil y generosa con sus hijos, quiere hacerles vivir con sus
propios recursos. Y así va consiguiéndolo, pese a las dificultades de una época que altera lo que
por tradición tenía recursos propios.
Cuando llegan sus fiestas, en los días que festejan sus vecinos a la patrona celestial, la V ir
gen de las Mercedes, 12, 13, 14 y 15 de septiembre, ferias y romerías aniñan la imaginación y
las costumbres de aquellos hombres que trabajan sin fatiga todo el año para acrecentar y mejo
rar la industria de los vinos, rama tan importante en la economía nacional.
Rige el Ayuntamiento de Bollullos con todo acierto y energía D. Antonio Noble Delgado, y
es secretario del mismo D. Pedro Azacate Montiel. La difícil labor a realizar encuentra en am
bos camaradas todo el esfuerzo de sus inteligencias y su firme interés patriótico.
La economía municipal se desenvuelve con un extraordinario acierto, habiendo quedado casi
enteramente liberada de sus pasadas dificultades.
Se han pavimentado y alcantarillado las calles de Miguel de Cervantes, Pérez Merchante,
Delgado Hernández, Alférez Guitart, etc. La plaza de la Iglesia, emplazamiento de la Casa Con
sistorial, quedará muy en breve completamente reformada.
La villa tiene una extensión de 4.851 hectáreas, encontrándose el terreno muy parcelado, di
vidido entre más de dos mil propietarios.
En estrecha colaboración con el Ayuntamiento, la Delegaciófn Sindical Local lleva a efecto
diversas obras de mejoramiento obrero. Y a tiene aprobado por el Municipio la construcción de
más de cien viviendas protegidas, y este proyecto benéfico y humano ha de ser muy en breve una
realidad. '
M uy interesante también la idea en vías de realización de invertir parte del capital del Sin
dicato Católico Agrícola, hoy dentro de la Delegación Sindical, en una Fundación de Sale-
sianos para niños pobres.
Hermandades, Sindicatos de Labradores, todos cuantos ofrecimientos, en fin, hizo la Falan
ge en sus Puntos concretos, van siendo en los pueblos de España tangente realidad. Así lo de
muestran en Bollullos del Condado el Sindicato Local del Vino y la Hermandad de Industria
y Comercio.
La C. N. S., vigilante siempre y siempre alerta en su labor de protección y estímulo, ha efec
tuado ya varios repartos a los labradores de materias que les son precisas al mejoramiento de
sus tierras: abonos, sulfatos, etc.
Delegado de esta Local de Sindicatos es el camarada José María Delgado Jiménez.
Secretario, Mariano Delgado Jiménez.
Tesorero, Miguel Verdayo Pérez.
El número de afiliados a este Sindicato asciende a 1.642.
Nombres de los píincipales exportadores de vinos: D. Francisco Vallejo Moliné, D. Fran
cisco Ramos M antí, D. Salvador García Jiménez, D. Juan Márquez, D. B. Coronel y D. Alonso
Valdayo Terriza.
De aceites, los Sres. D. Antonio Noble Delgado, D. José Celestino Verdier, D. M. Camacho
Díaz, etc.
AYUNTAMIENTO DE
ALMONTE (Huelva)
Cuna de la Falange leonesa, como dijimos más arriba, fertilizó con la sangre de sus treinta Caídos
las raíces de su fe. La Corporación local ha conmemorado el sacrificio de sus héroes en una lápida que
destaca sobre los -muros de entrada de su templo parroquial. Y proyecta ofrecer un severo monumento
a su memoria, que se alzará en una de sus recoletas y melancólicas plazas, ambiente denso, categoría W w ' §L "«p K H H V
religiosa para el recuerdo de quienes isupieron ofrecerse en holocausto por su Dios y por su Patria.
Todas las ramas de la Falange activa y militante en iLa Bañeza cuentan con numerosos elementos y
viven prósperamente {¡Sección Femenina, Frente de Juventudes, 1.“ y 2.a línea), y existen con gran vi-
talidad Sindicatos y la institución falangista por excelencia Auxilio Social, donde son atendidos diaria-
miente, entre niñois y adultos, 200 personas.
La industria bañezana, logrado romper su marasmo, avanza de día en día con su perfeccionamiento
y apertura de nuevos horizontes; prueba inequívoca de elk> es la importante fábrica azucarera, las dos
fábricas de harinas y las dos de pastas para sopas, las dos de cerería, las de cerámica y mármol arti-
ficial, las de chocolate y caramelos, la de curtidos, las de carpintería, la de toneles, la de cuchillería, j H fcfV**4* «
tantas otras que, aunque de menos importancia, han hecho de un pueblo exclusivamente agrícola y co- *»•' |jP /".Jlfjí
mercial un pueblo intensamente industrial.
Su agricultura, gracias en su mayor parte a la iniciativa particular y últimamente a la orientación Imagen de N. P. J E S U S N AZA
que la Cám ara Oficial Provincial Agrícola comienza a efectuar con su iniciado Campo de Demostra R E N O , que se venera en la iglesia
ciones y Centro de Enseñanzas Rurales, establecidos en amplios y adecuados terrenos cedidos por el
del mismo nombre
M unicipio bañezano, tiene gran importancia, y sus explotaciones más, preferentes, dedicadas al viñedo
en gran escala y árboles frutales, hortalizas, alubias, patatas y remolacha, le hacen un centro agrícola Fo to L . V IG A L
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