BIBLIOTECA DE BOLSILLO
Historia económica
de la población mundial
k
GARLO M. CIPOLLA
Historia económica
de la población mundial
Traducción castellan a de
Jordi Beltran
CRITICA
Barcelona
Prinieia edición en B ibijotbc 'a dh Boi sillo : diciem bre de 2000
Quedan rigurosam eníe prohibidas, sin la autorización escrita de los titulares del c o jy yrig h t,
bajo las sanciones establecidas en las leyes, la reproducción total o parcial de esta <')bra
por cualquier medio o procedimiento, comprendidos la reprograt'ía y el tratamiento
inforinático, y la distribución de ejem plares de ella mediante alq u iler o préstam<.> públicos.
Título original:
q/' W o rld P o p u la fio u
¡h e E co n o m ic H is to rv
Penguin Book Ptd.,_Harmondsworth, M iddiesex, 7.“'’ ed., 1978
Diseño de la colección: Joan Batallé
(D 1962 y 1978: Cario M. C ip olla
© 1978 de la traducción castellana para España y Am érica:
E d it o r ia l C r ít ic a , S .L ., Provenga, 260, 08 008 B arcelona
ISBN: 84-843 2-14 6-0
Depósito legal: B. 4 7 .5 8 7 -2 0 0 0
Impreso en España
2000. —RO M A N Y A /VALLS, S .A ., C apellades (Barcelona)
M a n lio, dilectissimo jratri,
p ro b o viro necnon
m edico praeclaro,
in Omni parte humanitatis
versuto
D. D, D.
PREFACIO A LA PRIMERA EDICIÓN
El t r a n s p o r t e rcip id o y b a r a t o h a s i d o u n o d e l o s p r i n c i p a l e s
f r u t o s d e la R e v o l i í c i ó n I n d u s t r i a l . Las d i s t a n c i a s s e h a n a c o r
t a d o a u n r i t m o a s o m b r o s o . El ??7undo p a r e c e ?77c7s p e q u e ñ o
c a d a día, a la v e z q u e , súbita777ente, entra77 e)7 c o n t a c t o , n o
s i e m p r e a m i s t o s o , s o c i e d a d e s q t í e d u r a o i t e 777Íle72Íos ve7jía72
práctica777e72te ig 7 2 orá n d ose u n a s a o tr a s . En 72uestras r ela -
cio77es, e72 la p o l í t i c a y 0 2 la econo777Ía, 0 2 la orga72ÍzaciÓ72 d e la
saltad y e72 la e s t r a t e g i a m ilita r , 72o s v e m o s o b l i g a d o s a a d o p t a r
U72 n u e v o pu72to d e vista . E72 U72 mo777e72to d a d o d e l p a s a d o l a _
g e 72t e t u v o q u e a b a n d o n a r s u pu72to d e v i s t a urba720 o r e g í o -
72al p a r a a d o p t a r o t r o d e Í72dole n a c i o n a l . H o y d í a 72o s o t r o s
y n u e s t r a for777a d e pe72sar t e n e m o s q u e a j u s t a r n o s a u n pu72-
t o d e v í s t a global. Eal C07770 e s c r i b i ó Bertra72d R u s s e l l : «E l
777U72do s e h a co 7 2 v er tid o e n U72 s o l o l u g a r , 720 so la m e7 2 te p a r a
e l a s t r ó n o m o , s i n o tambié72 p a r a e l ciudada720 c o r r i e n t e » .
El p r e s e n t e l i b r o tr a ta d e d e s c r i b i r d e s d e U77 pu72to d e
v i s t a g l o b a l e l d e s a r r o l l o d e la h u m a n i d a d e72 s u e 7 n p e ñ o m a
t e r i a l : s u crecÍ777Íento e n 72tÍ7nero y 77iveles d e v id a . D e s d e e l
m is m o p u n to d e vista glob a l, h e tra ta d o d e to ca r a lg u n o s
d e l o s alarma72tes proble?77as C077 l o s q u e a c t u a l m e n t e s e e n
f r e n t a la huma72idad: la e x p l o s i ó n d e m o g r á f i c a , la c r e c i e n t e
7 7ecesidad d e r e c u r s o s c 7 2 e r g é tico s , la d i f u s i ó n d e l c o n o c i m i e n
10 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
t o t é c n i c o y e l p a p e l d e la e d u c a c i ó n e n u n a s o c i e d a d i n
dustrial.
La p r e p a r a c i ó n d e e s t e l i b r o h a c o n s t i t u i d o u n a t a r e a s u
m a m e n t e a m b i c i o s a . P o r s u e r t e , c o n t é c o n la a y u d a d e i l u s
tres a m igos y colega s a q u ien es ex p loté co n in d ecen te pertin a
cia . L n t r e m i s v i c t i m a s m á s i l u s t r e s d e b o c i t a r a M i s s P h y l l i s
D ean e, G r e g o r y G rossm an, A lex ander G ersh en k ro n , H a r v ey
L eib en s tein , M artin H o fb a u m y H e n r y R o so v s k y . A dam P e p e -
lasis y G e o r g e R ich a rd so n l e y e r o n e l m a n u s cr ito e n t e r o y m e
h ic ie r o n u n sin fin d e critica s y s u g e r e n c ia s d e gra n va lor. M is
a m i g o s J o h n G u t h r i e y J o h n S c o t t , a si c o m o m i s a l u m n o s
'Victoria C h ick , E liz a b e th C o n n e r , VPalter A b b o t t , H a r o l d
Ja ck so n y H ans P alm er, m e a yu d a ro n a r e s o lv e r lo s p r o b l e
m a s U n g ü i s t i c o s . En c u a n t o a F r a n c a Z e n n a r o , m i s e c r e t a r i a ,
s i g u e f i r m e m e n t e c o n v e n c i d a d e q u e la é p o c a d e la e s c l a v i t u d
t o d a v ia n o ha t o c a d o a su fin. A t o d o s e l l o s q u ie r o e x p r e s a r
l e s m i g r a t i t u d y , al m i s m o t i e m p o , t r a n q u i l i z a r l e s d i c i e n d o
q u e a n i n g u n o s e l e c o n s i d e r a r á r e s p o n s a b l e d e la s o p i n i o n e s
e x p r e s a d a s e n e s t e libro.
B erk eley, C alifo rn ia, octubre de 1 9 6 0 .
PREFACIO A LA TERCERA EDICION
Q u isiera h a cer ex ten siv o m i a g ra d e cim ien to a m is a m i
g o s L e n n a r t J o r b e r g y V. P a r e t t i , q u i e n e s t u v i e r o n la a m a
b i l i d a d d e a y u d a r m e a p o n e r al d í a a l g u n a s d e la s e s t a d í s t i
ca s p u b lica d a s en e l p r e s e n t e libro.
Pavía, Italia, julio de 1965.
P R E F A C IO 11
PREFACIO A LA QUINTA EDICIÓN
E s la q u i n t a e d i c i ó n h a s i d o r e v i s a d a c u i d a d o s a m e n t e y
p u e s t a al dia. A g r a d e z c o a M i s s M a r y B e r g e n , M r. W . G h a m -
b e r l a i n , al p r o f e s o r K w a n g c h i h C h a n g y al p r o f e s o r G r e g o r y
G rossm a n su s c o n s e jo s y ayuda.
B erk eley, C alifo rn ia, verano de 1 9 6 9 .
PREFACIO A LA SEXTA EDICIÓN
h a p o b la ció n m u n d ia l s ig u e a u m en ta n d o , s e am plían in
ce s a n te m e n te n u estro s co n o cim ie n to s so b r e lo s tiem p o s his
t ó r i c o s y p r e h i s t ó r i c o s , la h u m a n i d a d s e v e a t o r m e n t a d a p o r
un n ú m ero crecien te d e p rob lem a s q u e no p a recen ten er s o
lu ció n . E scribir e s t e lib ro f u e in d u d a b le m e n t e m ás fá cil q u e
t e n e r l o al d í a y s a l v a r l o d e u n p e l i g r o q u e s e c i e r n e s o b r e
n o s o t r o s y la s c o s a s q u e n o s r o d e a n e n e s t e m u n d o q u e c a m
b ia d e m o d o a l u c i n a n t e : la p é r d i d a d e v i g e n c i a .
Eugene, O regón, verano de 1 9 7 2 .
AGRADECIMIENTO
Estoy en deuda con gran número de editores y autores que
me permitieron citar pasajes de sus obras y utilizar cifras ya pu
blicadas. Debo expresar de manera especial mi agradecimiento a
los siguientes:
Abelard-Schuman Ltd. de Londres por permitirme citar un
pasaje de Man, t h e maker, de R. J. Forbes (Londres-Nueva York,
1958); Doubleday & Co. de Nueva York por autorizarme a citar
un pasaje de Back o f h isto r y , de W . Howells (Nueva York, 1954);
Elarper & Brothers de Nueva York por un pasaje de A d v e n t u r e s
ivith t h e m is s i n g link, de R. A. Dart (Nueva York, 1959); Geor-
ge G. Harrap & Co. de Londres y a la Indiana University Press
por perm itirm e reproducir la figura 16 y la 75 de P o w e r a n d p ro-
d u c t i o n {Energy f o r m an en la edición americana), de H. Thir-
ring; al profesor Dudley Kirk por permitirme reproducir la figu
ra 46 de su libro Europeas p o p u l a t io n in t h e i n t e r w a r y e a r s (Nue
va York, 1946); a la Viking Press de Nueva York por el permiso
para citar un pasaje de T h e c h a l l e n g e o f 7nan's f u tu r e , de H.
Brown (Nueva York, 1954).
ÍL
C apítulo 1
LAS DOS REVOLUCIONES
N ueve son los p rin cip ales p lan etas que h ay en el sistem a
so lar. U no de ello s es la T ie rra . Es uno de los m ás próxim os
a l S o l, uno de los m ás pequeños en lo que hace a su d iám e
tro y uno de los m ás densos. Q uizás su d en sid ad sea la m a
yo r d e todas.
L a T ie rra se h alla rev estid a de una tenue p elícu la de m a
te ria denom inada « v id a » .
La película es sumamente tenue, tanto que su peso apenas
sobrepasará una billonésima [m il m illonésim a] parte del
peso del planeta que la sostiene [ . . . ] [E s] tan insignificante
su tamaño que sólo con grandes dificultades podrían de
tectarla los seres de otros planetas, y pasaría ciertamente
desapercibida a los observadores situados en otras partes de
nuestra galaxia [ . . . ] Es insustancial, fláccida y sensible en
extremo, tanto que bastaría un leve movimiento cósmico
para destruirla rápidamente. Sin embargo, sometida a cam
bios constantes, esta envoltura de cosas vivas ha existido sin
interrupción durante la mayor parte de la historia de la
tierra.^
1. Brown, 1954, p. 3. (En la bibliografía se dan los detalles com
pletos de los libros que se citan en las notas a pie de página.)
16 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
E l «h o m b re » form a p arte de esta en v o ltu ra ten ue y v iv a .
P ero su aparición fue m uy tard ía. En la T ie rra ya h ab ía v e r
m es hace casi 4 5 0 m illon es de años, peces sin boca hace 4 0 0
m illo n es de años, escorpiones 3 5 0 m illo n es de años, peces con
espinas 3 0 0 m illon es de años, anfibios 2 7 0 m illon es de años,
rep tiles 2 5 0 m illon es de años, insectos alados 2 2 5 m illo n es
de años, saltam ontes 2 1 5 m illo n es de años, p ájaro s 140 m i
llo n es de años, m arsup iales 80 m illon es de años.^ E l hom bre
en su form a actu al { h o m o s a p i e n s ) apareció h ará m edio m i
lló n de años. P ara entonces otras m uchas especies ya se h a
b ían extin gu id o y todas las que ex isten hoy d ía ya llev ab an
m ucho, m uchísim o tiem po en la T ierra.
L a R e v o l u c ió n A g r íc o l a
D urante m iles de años, el hom bre v iv ió como un anim al
de rap iñ a. D urante m ucho tiem po, los únicos m edios de sub
sisten cia con que contó el hom bre fueron la caza, la pesca, los
fruto s silv estres que recogía y los otros hom bres que m ataba
y se com ía. T al como evocaba con gran fuerza un an tiq u ísim o
texto sum erio, « a l aparecer sobre la T ierra, la especie hum ana
no conocía el pan ni los tejid o s. E l hom bre andaba a gatas.
C om ía h ierb a directam en te con la boca, ig u a l que los an im a
le s, y b eb ía el agua de los arroyos».^ A ndando el tiem po , fue
inventando y d esarro llan do ciertas técnicas y h ab ilid ad es
— co rtar p ied ras, fab ricar arm as esp eciales, co n struirse m e
dios de tran sp o rte— , pero siguió inm erso en el m arco gen e
ra l de u n a econom ía b asad a en la rap iñ a. Los nuevos in v en
tos servían únicam ente p ara aum en tar su eficacia p ara cazar,
2. Zeuner, 1958, p. 365.
3. Citado por Pirenne, 1950, vol. I, p. 4.
LA S DOS R E V O L U C IO N E S 17
pescar y m atar. «E l hom bre v iv ió como un verd ad ero ser p ri
m itiv o , cacando y recogiendo frutos y v erd u ras silv estres,
d u ran te toda su existen cia conocida, d e ja n d o _ap arte un p e
ríodo eq u iv alen te al uno por ciento de la m ism a.
La p rim era de las grandes revoluciones económ icas ocurrió
hace relativ am en te poco tiem po: el descub rim ien to de la
agricu ltu ra y de la p o sib ilid ad de dom esticar a los anim ales.
En el O riente M edio el cultivo y la dom esticación in ci
pientes se desarrollaron después de 1 0 .0 0 0 a .C .’ A ctu alm en
te se acostum bra a d istin g u ir en tre dos fases p rin cip ales: la
P ro to n eo lítica, que abarca ap ro xim adam en te el período en tre
9 0 0 0 y 7 0 0 0 a.C ., y la N eo lítica, es d ecir, el período com pren
dido aproxim adam ente en tre 7 0 0 0 y 5 5 0 0 a.C . E n lo que
se refiere a la econom ía, es en la fase P ro to n eo lítica donde
h ay indicios de que estaba en m archa la R evolució n N eo líti
ca, esto es, el paso de la recolección de alim entos a su p ro
ducción. A l lleg ar el período N eolítico, la a g ricu ltu ra y la g a
n ad ería estaban ya bien estab lecidas y se h ab ía llegad o al n i
vel básico representado por las com unidades que h ab itab an
en poblados y se dedicaban eficazm ente a cu ltiv ar la tie rra .
H e aq u í algunos de los p rin cip ales hallazgos correspondientes
a aquel período. A parecieron huesos de carneros do m estica
dos en la p arte superior d el estrato B de la cueva de Shani-
d ar, en las estribaciones de las m ontañas de Z agros. L a data-
ción por el radiocarbono fechó los restos en alred ed o r de
8 5 0 0 a.C . M ás o m enos p o r'a q u e lla s m ism as fechas h ab ía
gente que h ab itab a en sitios abiertos en K arim S h ah ir y Z aw i
C hem i Sh an idar. T am bién esta gente ten ía carneros do m esti
cados.^ Las excavaciones que se llev aro n a cabo en las la
deras in terio res de la co rd illera de Zagros proporcionaron
4. Howells, 1959, p. 143.
5. Para todo lo que sigue, cf. Braidwood y W illey, 1962, v Mellaart,
1965,
6. Mellaart, 1965, p. 20; Clark, 1969, pp. 84-85.
18 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
F ig u r a 1
L os lu g a r e s d e la a g ricu ltu ra i n c i p i e n t e e n e l O r i e n t e M e d i o
p rueb as de que en Jarm o , Ira q , había ex istid o una com uni
d ad agríco la asentada en un poblado. A l p arecer, el poblado
estuvo h ab itad o en tre 7 0 0 0 y 6 5 0 0 a.C.^ Ix)s h ab itan tes de
Jarm o dom esticaban cabras y cu ltivab an la cebada, así como
trigo de dos clases distintas.®
7. Braidwood, 1961, p. 130.
8. Braidwood, 1961, p. 127.
1^
LAS DOS R E V O LU C IO N E S 19
Las excavaciones realizadas en el v alle del m ar M u erto ,
P alestin a, concretám em e en el oasis de Jericó , revelaro n los
espectaculares restos de un asentam iento de p rincipios del
N eolítico, de cuando el hom bre aún no h abía em pezado a
fabj^icar cacharros de barro. E l asentam iento se h allab a ro
deado por un sólido m uro de p ied ra, de un m etro noventa
y cinco centím etros de ancho, que por algunos puntos se
alzaba h asta alcanzar una altu ra de tres m etros sesenta cen
tím etro s. P or la p arte de dentro, flanqueaba el m uro una to
rre circu lar de unos nueve m etros de alto. Según la datación
por el radiocarbono, el poblado se d esarro lló después de
8 0 0 0 a.C . La torre y las defensas d atan de 7 0 0 0 a.C.^
En la m eseta de A n ato lia, en H acilar, existen restos de
un asentam iento neolítico que, según el m étodo d el radio-
carbono, datan de 7 0 0 0 a.C . aproxim adam ente. U nos q u i
nientos años después, una gran ciudad n eo lítica florecía en
K atal tlüjuk.^^
La in vestigació n arqueológica en el sudoeste de A sia pro
gresa m uy ráp idam en te y lo que se publica al respecto pronto
deja de ten er validez.^* Sin em bargo, cabe afirm ar con cierta
segu rid ad que los cim ientos de la v id a en asentam iento en el
viejo m undo se rem ontan al sudoeste de A sia en tre el noveno
y el séptim o m ilenio a.C . A l parecer, esto ocurrió a llí donde
los prototipos de los p rim itivo s anim ales dom ésticos y p lan
tas ex istían en estado salv aje y donde los cam bios ecológicos
que m arcaron la transición hacia el clim a n eo term al ^ estim u
laron al hom bre a concentrarse en d eterm in ad as especies como
fuentes de alim entos.
9. Kenyon, 1960, p. 44. Vcase también Kenyon, 1957, pp. 82-84, y
Kenyon, 1959, p. 9.
10. Mellaart, 1967, pp. 15-66.
11. La última edición de la obra clásica del profesor Clark sobre
prchistory ofrece un resumen muy útil de los recientes descubri
mientos arqueológicos y del volumen, considerablemente aumentado, de
dataciones hechas por el radiocarbono.
12. Clark, 1969, p. 84. -
F ig u r a 2
Las zonas d e la a g rictd tu r a i n c i p i e n t e e n e l c o n t i n e n t e a m e r ic a n o
LAS DOS R E V O L U C IO N E S 21
E n el continente am ericano se in vestigaro n cuatro zonas; a
sab er: el sudoeste a m eiicaiio , la zona sur de X am aulipas, el
v a lle de T ehuacán y la costa p eruana (véase la figura 2 ). P a
rece ser que se h iciero n algunos experim entos de dom estica
ción de p lan tas en M eso am érica en tre 7 0 0 0 y 5 0 0 0 a.C ., pero
la dom esticación a escala de cierta im portancia no em pezó
h asta después de 5 0 0 0 a.C . y , en el caso de la costa d el P erú ,
h asta después de 4 0 0 0 a.C.^^ En com paración con lo acaeci
do en el O rien te M ed io , A m érica se d esarro lló no sólo m ás
ta rd e , sino tam bién a un ritm o penosam ente len to . En el
v a lle de T ehuacán la dom esticación de p lan tas se conocía ya
en el período de 5 0 0 0 a 3 5 0 0 a.C ., pero d u ran te el período
com prendido en tre 3 5 0 0 y 2 3 0 0 a.C . las p lan tas silv estres y
la caza siguieron represen tando cerca d el 7 0 por ciento de la
d ie ta hum ana. P or otra p arte, la producción de alim entos y
la a g ricu ltu ra com un itaria no aparecieron h asta cerca de
1 5 0 0 a.C.^"^ En el P erú no hubo poblados v erd ad eram en te
perm anentes h asta 7 5 0 a.C.^^ En com pensación, a los hom
bres d el N eolítico m esoam ericano les corresponde el m érito
de do m esticar una de las p lan tas m ás productivas de cuan
tas conoce el hom bre. Las m ás an tiguas m azorcas de m aíz
dom esticado h allad as al norte de la ciud ad de M éxico y en la
m ism a cap ital datan de alred ed o r de 3 0 0 0 a.C . Se calcula que
las que se encontraron en el v a lle de T ehuacán datan ap ro x i
m adam ente de 5 0 0 0 a.C.^^ En cuanto al P erú , la influencia
m esoam ericana en form a de m aíz dom esticado apareció a lre
dedor de 1 4 0 0 _a.C.*^
¿C u ál fue el origen d el desarro llo am ericano? F ueron
los in m igran tes neolíticos quien es in tro d ujero n la ag ricu ltu ra
13. MacNeish, 1964, y MacNeish, 1965.
14. MacNeish, 1964, pp.20-28.
15. MacNeish, 1965, p. 89.
16. MacNeish, 1964, pp.6-7.
17. Braidwood y W illey, 1962, p. 335.
22 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
en A m érica? ¿ O fue m ás b ien fru to de un descub rim ien to
in d ep en d ien te Hecho por los in d íg en as? b o s erud ito s sen
p artid ario s de la segunda hip ó tesis.
En ta l caso, debem os p en sar sobre el O rien te? No
h ay ninguna d ud a de que la R evolució n N eo lítica se exten d ió
h acia el este p artien d o d el O rien te M ed io . C erca de las o ri
lla s del m ar C aspio, alred ed o r de 5 8 0 0 a.C ., la gente q u e
v iv ía en- la cueva de B elt dom esticaba cabras y ovejas. Es
seguro que en 5 3 0 0 a.C . ya v iv ía en la cueva gente que h a
b ía em pezado a fab ricar cacharros de barro y a cosechar el
grano, adem ás de criar cerdos y , más ad elan te, v a c a s . A l fi
n alizar el sexto m ilen io , la R evolución N eolítica ya h ab ía a l
canzado D jeitum en T u rk m en istán del sur. A ntes de 3 5 0 0
a.C . había llegad o al B eluchistán del norte procedente de Irá n
v ía Seistán y el v alle del río Helmand.^^ A lred ed o r de
2 0 0 0 a.C . en exten sas zonas de la In d ia fuera de S in d , el
P u n jab , U ttar P rad esh , S au rash tra — e incluso dentro de es
tas regiones— h ab ía una cu ltu ra campesina-pastoral.^*^ E n el
A sia o rien tal C hina nos p lan tea un problem a no resuelto to
d av ía, ya que en su caso las teorías sobre la invención in d e
pen dien te y la im portación del ex terio r resu ltan igu alm en te
plausibles.^^ ¿F u ero n los in m igran tes neolíticos procedentes
de O ccidente quienes trajero n la R evolución N eo lítica al A sia
o rie n ta l? ¿ O hubo a llí otra zona n uclear in d ep en d ien te de
dicha rev o lu ció n ? Si en C hina se produjo una R evolució n
A gríco la in d ep en d ien te, posiblem ente la m ism a tuvo lu g ar
en el norte d el p aís, en la región que se ex tien d e alred ed o r de
las confluencias de los tres grandes ríos: H uangho, Fenho y
W e ish u i. En cuanto al centro d el sur, h ay algunas pruebas
18. Coon, 1957, cap. 4; 1958, p. 143.
19. Fairservis, 1956, p. 356; Masson, 1961, pp. 203-205; Clark, 1969,
p. 208.
20. Sankalia, en Braidwood y W illey, 1962, p. 71.
21. Clark y Piggott, 1965, p. 156.
- LAS DOS R E V O L U C I O N E S 23
que ap untan hacia la p o sib ilid ad de que una evolución h o rtí
cola p rim itiv a com enzara algún tiem po después de 1 0 .0 0 0
a.C . V ario s m iles de años después vem os en esta zona la
aparición de cu ltivad o res de grano y es probable que esto
tu v iera relació n con el d esarro llo de u n a civilizació n agrícola
en el n o r t e P e r o todo esto no son m ás que h ip ó tesis. En
com paración con C hina, el Jap ó n se d esarro lló relativ am en te
r - i : : ^...: : : : : : 1 1- Asia Occidentaí
^________________ i... I Egeo y Levante
r ........... "III................. Egipto
Balcanes, valle del Danubio
^ j m llilllll ' y sur de Rusia
^ ..........i;il ..I... ■ Su r de Italia
n i - Iberia, Francia, Lagos suizos
r~ —....jiii 111 ■
1... : r : .... Lejano Oriente
L ____ m - Región Báltica
Islas Británicas
L _ ^ ----- 1------------ 1------------1------------ 1------------1------------ 1------------ r
a . c. 8 0 0 0 7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000
L o s p rin cip io s de /a agricultura
P a s o a las culturas q u e utilizaban m e ta le s
F ig u r a 3
La d i fu s i ó n d e la d e v o l u c i ó n A grícola
tarde. No fue h asta el siglo i i i a.C .-q u e se sentó en e l Jap ó n
la base de u n a sociedad cam pesina al in tro d u cirse el cu ltiv o
d el arroz y em pezar la cu ltu ra Y ayo i.^
A A frica y E uropa la R evolució n N eo lítica llegó desde
22. Chang, en Braidwood y W illey, 1962, pp. 179-180. Cf. también
Fairservis, 1959, p. 139; Bishop, 1933, pp. 389-404; Chang, 1963, y Chang,
1967; Ping-Ti Ho, 1969.
23. Clark, 1969, pp. 239-240.
24 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
e l área n uclear d el O rien te M ed io . En el v a lle d el N ilo , las
excavaciones llev ad as a cabo en las o rillas d el lago F ayum
d ejaro n al descubierto depósitos y silos de grano que d atab an
de alrededores de 4 3 0 0 a.C . B ajando por el N ilo h acia el
su r, la revolución alcanzó N aqada alred ed o r de 3 7 0 0 a.C ., el
Sudán (S h ah ein ab ) posiblem ente en 3 2 0 0 a.C . m ás o m enos
y K enia (H yrax H ill) aproxim adam ente en 3 0 0 0 a.C.^"* E ste
m ovim iento h acia el sur .se vio retard ad o si no co m p leta
m ente detenido por los grandes pantanos situados d etrás de
las fuentes d el N ilo. P arece ser que el A frica su b sah arian a
jam ás aportó nada im portante a la producción de alim entos'
o a cu alq u iera de las dem ás form as de una econom ía m ás d e
sarro llad a. En el A frica occidental el cu ltivo de p lan tas, y
p robablem ente la dom esticación de las m ism as, no pudo a l
canzar proporciones de una v erd ad era producción de a li
m entos hasta principios del p rim er m ilenio a.C .^
M ien tras tan to , desde el área n u clear d el O rien te M ed io ,
la revolución se extendió hacia E uropa. E l D anubio y el M e
d iterrán eo fueron las rutas que la nueva form a de v id a u ti
lizó para in v ad ir el O ccidente (fig. 4).^^ E ntre 4 5 0 0 y 2 0 0 0 a.C .
se desarrolló una econom ía agrícola en las tierras que ahora
conocem os como los B alcanes, Ita lia , F ran cia, E spaña, H u n
g ría , Suiza, A lem an ia, H o lan da, D inam arca, las Islas B ritá
nicas y E scandinavia. P ara 1500 a.C . el ú ltim o reducto e u
ropeo de la econom ía basada ex clu siv am en te en la caza era
la zona de tundras y bosques de coniferas que se ex ten d ía
desde las costas noruegas a través d el norte de Eurasia.^^
24. Braidwood, 1961, p. 148; Colé, 1954, pp. 2 16-217; Clark, 1969,
pp. 185 ss.
25. Clark, en Braidwood y W illey, 1962, pp. 27 y 28.
26. Cf. Hawkes y Woolley, 1963, pp. 238-254.
27. En general véase Gordon Childe, 1958, especialmente caps. 2 y 3;
Piggott, 1954; Clark y Godwin, 1962, p. 2 1 ; Nougier, 1950; Bailloud, 1955;
Zeuner, 1958, pp. 72-109; Quitta, 1967, p. 264, y la importante biografía
escandinava que se cita y resume en Becker, 1955, pp. 749-766.
i
o 2800-4000 a. C.
Q 4000-5200 a. C.
0 5200 a. C.
F igura 4. — difusión de la agricultura a Europa desde el sudoeste de Asia trazada mediante
el método de radiocarbono. F uente; Clark, 1969, p. 121 (por cortesía de la Cambridge University Press).
26 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
F ig u r a 5
La d i f u s i ó n d e la R e v o l u c i ó n A grícola a E uropa
A ndando e l tiem po, la R evolución A gríco la se exten dió
p o r todo el m undo. Los cazadores pasaron a ser «m a rg in a le s»
en todos los sentidos de la p alab ra.
Algunos eran marginales por hallarse remotos y aislados li
teralmente en los confines del mundo: los bosquimanos del
-sur de Africa, los nativos de A ustralia, de las islas Andamán
en la bahía de Bengala y en la Tierra del Fuego, en la punta
de América del Sur. La mayoría de ellos han sido margina
les en sus recursos y territorio y han sobrevivido hasta nues
tros días porque lo que poseían no ha sido codiciado por
L
LAS DOS R E V O LU C IO N E S 27
nadie, como sucedió con el último reducto bosquimano en
el desierto de Kalahari o el terreno yermo y las zonas árti
cas de Siberia y América.^*
En 1780 d.C . hacía ya m ucho tiem po que la fase cazado
ra h abía sido abandonada por casi toda la h um an id ad , a la
vez que los últim o s reductos de los cazadores se veían in v a d i
dos por los triu n fan tes agricu lto res.
1 750 1 80 0 1850 1900 1950
L o s p rin cip io s de la industrialización
4 0 a 21 % de la p o b la c ió n activa e m p le a d a en la agricultura
M e n o s de! 2 0 % de la p o b la c ió n activa e m p le a d a en la agricultura
F ig u r a 6
La d i fu s i ó n d e la R e v o l u c i ó n I n d u stria l
28. Howells, 1954, p. 120.
I
I— I— \— I— \
—r
o “100 Millas 600
Otíice of PoDulation Research,
Princeton University
Figura 7. —
í«s5íí,.
Porcentaje de la población dependiente de la agricultura en Europa, por divisiones
tfí> CL O Ü a ¡2- CL ^
^ O) >3 ^ 00 2 ÍL !xí ai CL
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HH
LAS DOS R E V O L U C IO N E S 29
L a R e v o l u c ió n I n d u s t r ia l
L uego, avanzado ya el siglo x v i i i, nació la segunda revo
lución: la R evolución In dustriáis^ In g la terra fue su cuna. Su
difusión fue ráp id a. En 1850 ya h ab ía penetrado en B élgica,
F rancia, A lem an ia y los E stados U nidos.
En 1900 ya h ab ía llegad o a Suecia, al norte de Ita lia y
R usia. E l Jap ó n , que h ab ía tardado en im p o rtar de C h in a la
R evolución A grícola en los siglos an terio res a Jesu cristo , fue
el p rim er país asiático que im portó la R evolución In d u stria l
en el siglo x x . D espués de 1 9 5 0 , la R evolución In d u stria l
se extendió hacia la In d ia, C hina, A m érica del Sur y Á frica
(fig. 6 ).
D ondequiera que p en etrase, la R evolución In d u stria l in
troducía en la estru ctu ra toda de la sociedad un conjunto ge
neral de cam bios que hacían que la in d u stria fuese e l sector
productivo predom inante en vez de la agricu ltu ra. E l avance
de los agricultores se vio detenido y , de hecho, se transform ó
en una ráp id a retirad a. Es m uy probable que en 1 7 0 0 la
proporción de la población m u n d ial activa que se dedicab a
a la agricu ltu ra fuese superior al 80 por ciento. En 1 95 0 era
alrededor del 60 por ciento (véanse las tab las 1 y 2 ) y siguió
dism inuyendo ráp id am en te. P uede que no esté m uy lejan o
el día en que la proporción de agriculto res que h ay en el
mundo no sea m ayor que la de cazadores a fines d el siglo x v iii.
A unque actualm ente la in d u stria tiende a p red o m in ar,
M no podem os decir que el m undo tien d a a estar pobU do por
ii obreros in d u striales. L a m ayor p arte de los m iem bros activos
de una sociedad agrícola se dedican a tareas relacionadas con
Í
Hi»^ 29. Sobre la Revolución Industrial, véanse, entre otros, Mantoux, 1928;
Ashton, 1950; Deane, 1967; Hartwell, 1967; Landes, 1969; Mathias, 1969»
T abla 1
P o r c e n t a j e d e la p o b l a c i ó n a c tiv a e m p le a d a en la a g ricu ltu r a
en países seleccionados, 17Ó0, 1870, 1900 y 1970
Alrededor Alrededor Alrededor Alrededor
Países de 17.50 de 1850 de 1900 de 1950
A fric a
A rg elia . . . . 81
E gipto . . . . 70 65
M arruecos francés 67
Sudáfrica. 60 33
Túnez . . . . 70
A m érica
A rg en tin a 25
B rasil . . . . 61
Canadá . . . . 42 20
E E .U U .............................. 65 38 13
M éxico . . . . 70 61
A sia
China . . . 70
India . . . . 74
Jap ón . . . . 71 48
M alaya . . . . 65
P akistán . . . . 80
T ailandia 86
E uropa -
A lem ania 35 24
A u stria . . . . 60 ■ 33
Bélgica . . . . 50 27 12
C hecoslovaquia 38
D inam arca 49 47 25
España . . . . 70 - 68 50
Francia . . . . 76 52 42 30
G ran Bretaña 65 22 9 5
G recia . . . . 48
Irlanda . . . . 48 45 40
LAS DOS R E V O L U C IO N E S 31
Alrededor Alrededor Alrededor Alrededor
Países de 1750 de 1850 de 1900 de 1950
-
Italia . . . . 60 42
Noruega . . . . 65 41 26
Países Bajos . 44 31 20
P olonia . . . . 82 77 57
P ortugal . . . . 65 48
Suecia . . . . 75 65 54 21
Suiza . . . . 35 16
T urquía . . . . 86
Y ugoslavia 78
Oceanía
A u stralia 25 22
N ueva Zelanda . 30 18
U R SS . . 90 85 56
T abla 2
P o r c e n t a j e d e la p o b l a c i ó n a ctiv a e m p l e a d a e n la a g ricu ltu r a
p o r c o n t i n e n t e s , 1900 y 1950
Zonas 1800 _ 1900 1950
E u r o p a ....................................... 51 39
América del Norte 80 38 13
Latinoamérica . . . . 54
Sudeste de Asia . . . . 76 75
Africa del Norte . . . . -
73
R u s i a ....................................... 80 45
Mundo . 85 70 60
32 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
la a g ricu ltu ra. En un a sociedad in d u stria l u n a proporción
m ucho m enor, en tre e l 30 y el 5 0 por cien to , trab a ja en la
in d u stria p ropiam ente d ich a; d el resto , buena p arte se dedica
a d iversas activ id ad es, tales como el gobierno, la b an ca, los
seguros, las profesiones lib erales y toda clase de em presas pro
ductoras de servicios p ara las que los econom istas y los es
tad ístico s han elegid o la denom inación de «secto r te rc ia rio »
a fa lta de o tra m e jo r P r o b a b le m e n t e los. progresos d e la
«au to m atizació n » harán que descienda aún m ás el porcentaje
de la población activ a que realm en te trab aja en la «in d u s
tr ia » . 31
¿Q ué c la se d e r e v o l u c ió n ?
Con dem asiada frecuencia los h isto riad o res han puesto la
e tiq u e ta de «re v o lu c ió n » a los cam bios que constantem ente
se producen en el curso de la h isto ria. D etectaron un a « R e
volución U rb an a» en los albores de la h isto ria, un'a. «R e v o lu
ción C o m ercial» en la E uropa d el siglo x i, una «esp ecie de
R evolució n In d u s tria l» en la H o lan d a del siglo x i, y una « R e
volución In d u s tria l» en la In g la terra d el siglo x i i i . Sin em
b argo , todas estas «re v o lu c io n e s», al m enos desde n uestra
p ersp ectiv a, tu v iero n m uy poco de revo lucio n ario . P ro d u je
ron algunos cam bios, pero no alteraro n el carácter fun d a
m en tal de la econom ía de las sociedades en cuyo seno tu v ie
ron lu g a r. C uando aparecieron las p rim eras «c iu d a d e s » , las
sociedades que exp erim en taro n el nuevo fenóm eno siguieron
siendo fun d am en talm en te agrícolas y las «c iu d a d e s» no p"a-
30. Sobre el concepto del «sector terciario», véanse Clark, 1957;
Bauer y Yamey, 1951, pp. 741-755; Minkes, 1955, pp. 366-373.
3 1. Fourastié, 1949, p. 74.
LAS DOS R E V O L U C IO N E S 33
saron de sim ples órganos de un m undo agríco la un poco
m ás com plejo. A m enudo no eran más que los centros de re
caudación de las ren tas agrícolas. T al como ha señalado el
profesor F ran k fo rt: « L a gran d ivergen cia en tre la ciudad y
el cam po, en tre la v id a ru ral y la urbana es, bajo la form a
con que nos era conocida, fruto de la R evolución In d u s tria l» .
De m odo p arecid o , el entusiasm o y la h a b ilid a d em pleadas
por los m ed iev alistas para d escrib ir a los m ercaderes, b an
quero s, fab rican tes de tex tiles y la v id a en las ciudades sirvió
p rin cip alm en te para ocultar a la persona de cu ltu ra m edia — y
con frecuencia a los m ism os m ed iev alistas— el hecho de que
incluso las sociedades m ás d esarro llad as de la E uropa m e
d iev al siguiero n siendo fundam entalm ente agrarias. La frac
ción de la población activa y de los recursos dedicada al co
m ercio y a la fabricación era pequeña, la m ayor p arte d el co
m ercio estab a relacionado con los productos agrícolas, los
fam osos m ercaderes y banqueros solían ser terraten ien tes en
p arte (d el m ism o m odo que la m ayoría de los artesanos y m a
rinos eran cam pesinos a rato s) y, finalm ente, como verem os
m ás ad elan te, la m ayor p arte de la energía u tiliz ad a provenía
en realid ad de la ag ricu ltu ra.
La R evolución A grícola de 10.000 a.C. y la R evolución In
d u strial del siglo x v iii d .C ., por otra parre, crearon brechas
profundas en la continuidad del proceso histó rico . Con cada
una de estas dos revoluciones, em pieza una «h isto ria n u e
v a » , una h isto ria dram ática y com pletam ente ajena a la an
terio r. La co n tin u id ad en tre el hom bre de las cavernas y los
constructores de las p irám id es se rom pió, del m ism o modo
que se rom pe toda continuidad en tre el lab rad o r de la a n ti
güedad V el operario de la m oderna estación n uclear.
En este contexto, el térm ino «rev o lu c ió n » no q u iere d e
cir, ni m ucho m enos, que los cam bios rep resen taran acci-
32. Frankfort, 1951, p. 57.
34 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
den tes súbitos sin nin gun a relació n con las situaciones y evo
luciones an terio res. S alta a la vistíi nne la R evolución In
d u stria l fue el producto de los cam bios cu ltu rales, sociales y
económ icos que se h ab ían producido en la E uropa occiden
tal en tre los siglos x i y xvii.^^ Y aunque casi no sabem os nada
sobre el origen de la R evolució n A gríco la, tenem os el con
vencim iento de que encontró el cam ino preparado por los
cam bios habidos en « e l n ivel de c u ltu ra » así como en la «co n
dición n atu ral d el m edio a m b ie n t e » .C a d a una de las «re v o
lu cio n es» tuvo sus raíces en el pasado, pero, al m ism o tiem
po, cada una de ellas produjo una honda d esgajad u ra respecto
de este m ism o pasado.'^ ‘ La p rim era «re v o lu c ió n » transform ó
en agriculto res y pastores a los que hasta entonces cazaban y
recogían alim entos silvestres. La segunda hizo que los a g ri
cultores y pastores se transform aran en los operarios de « e s
clavos m ecánicos» alim entados con energía inanim ada.
33. CipoIIa, 1967, pp. 15-36.
34. Braidwood, 19 6 1, p. 100, y 1960, p. 134.
35. Al describir la «invención de la agricultura» en el viejo mundo,
el profesor Clark escribió que «tratar un proceso tan prolongado y que trajo
consigo un cambio tan sutil en la actitud de los hombres respecto de los
animales y las plantas como si se tratara de un invento o incluso una serie
de inventos en el campo de la tecnología es a todas luces confundir su natu
raleza». Saca la conclusión de que «la Revolución Neolítica no fue ni una
revolución ni neolítica: antes bien fue una transformación iniciada por las
comunidades del Paleolítico inferior y llevada a término por las del Mesolí-
tico» (Clark, 1969, pp, 71-72). En una vena parecida, al referirse a la secuen
cia de Tehuacán en el nuevo mundo (véase la página 21), el doctor MacNeish
escribió que «hicieron falta unos 6.000 años para que los rasgos neolíticos
evolucionaran hasta convertirse en un complejo único. Evidentemente, esto
sugiere una evolución neolítica más que una Revolución Neolítica» (Mac
Neish, 1965, p. 93). No pongo en duda la sabiduría de los comentarios
hechos por Clark y MacNeish. Todas las definiciones ad hoc y su validez
descansan en lo que uno quiera demostrar. En el presente libro empleo el
término Revolución Neol'tica o Agrícola no en relación con la velocidad,
sino con el carácter revf lucionario de un cambio que, dejando aparte su
rapidez o su lentitud, tjansformó a los cazadores y recolectores de frutos
en pastores y agricultores.
C a p ít u l o 2
LAS FUENTES DE ENERGIA
E l hom bre tiene necesidades de diverso tip o . U nas, las
básicas, son de carácter fisiológico: com er y b eb er. O tras son
elem en tales: v estirse y calen tarse. F in alm en te, tien e unas n e
cesidades «d e alto n iv e l» , por decirlo así: le e r, escuchar m ú
sica, v ia ja r, d iv ertirse. No h ay un lím ite sup erio r p ara las
necesidades hum anas, pero sí h ay uno in ferio r, a sab er: los
alim entos m ínim os que el hom bre n ecesita p ara v iv ir.
L a n atu raleza, m agn itu d y form a de las- necesidades h u
m anas v arían según el am b ien te cu ltu ral y geofísico, la clase
so cial, la edad, la e statu ra, el sexo, el tipo y grado de ac tiv i
dad. La gam a de diferen ciació n es realm en te am p lia en lo
que se refiere a las necesidades menos elem en tales. P ero in
cluso hay d iferen cias no tab les en las necesidades m uy e le
mentales.^
1. De dos poblaciones con la misma estructura de edad y estatura
media, la que viva a una temperatura anual media de 23 °C necesitará
cerca de un 7 por ciento menos de calorías que la que viva a una tempe
ratura media de 10 °C. La influencia de la estatura es tal que, si todo lo
demás es igual, una población en la que el varón adulto normal pese
65 kilogramos necesitará cerca de un 15 por ciento más de calorías que
una población en la que el varón adulto normal pese sólo 50 kilogramos.
36 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
E l hom bre satisface sus necesidades de form as m uy d is
tin ta s, em pleando un a gam a m uy v ariad a de artículo s y ser
v icio s: pan, carne, vin o , leche, algodón, lan a, co m b ustib le,
p ap el, acero, electricid ad , gas, etcétera. P ara lle v a r la cuenta
en térm inos reales de una gam a de tan ex trao rd in aria h ete
ro gen eid ad , uno de los m edios a nuestro alcance consiste "en
referirse al valo r energético de cada una de las cosas que la
com ponen. P ara este fin, gen eralm en te se u tiliz a un a u n id ad
q u e denom inam os « c a lo ría » . U na k ilo calo ría (k c a l) rep re
sen ta el eq u ivalen te de la can tidad de calor que es necesaria
p ara elev ar en un grado centígrado la tem p eratu ra de- un
kilo gram o de agua. U n k ilo vatio -h o ra es el eq u iv alen te de
8 6 0 kilocalorías.^ Un caballo de vapor-hora lo es de 6 4 1 ,7
k ilo calo rías y una un id ad térm ica b ritán ica lo es de 0 ,2 5 2 ki-
lo calo rías.
A p esar de su aparente sencillez, este sistem a resu lta su
m am ente problem ático y sólo puede u tiliz arse si se d eja un
Con el mismo peso del cuerpo, las hembras adultas necesitan cerca de un
20 por ciento menos de calorías que los varones adultos de la misma edad.
También se calcula que entre adultos de la misma estatura la necesidad
calórica disminuye a razón de alrededor de un 5 por ciento por cada década
después de los treinta años de edad (Keys, 1958, pp. 28-29). Si, como punto
de referencia, definimos arbitrariamente al hombre como un varón de veinti
cinco años de edad, 65 kilogramos de peso, sano y capacitado para el trabajo
activo, viviendo en una zona templada (temperatura anual media 10 °C)
y trabajando ocho horas al día en una ocupación que no sea sedentaria pero
que sólo de vez en cuando le obligue a hacer tareas físicas duras, entonces
podemos dar por sentado que este hombre, por término medio, necesita
3.200 kcal/día durante todo el año. Jamás se ha comprobado^ que el trabajo
de un minero del carbón comporte el gasto de más de 4.000 kcal/día. Esta
cifra puede considerarse el límite máximo de requisitos alimenticios. En el
otro extremo, los oficinistas sedentarios gastan cerca de 2.400 kcal/día.
(Passmore, 1962, p. 388).
2. A l calcular el numero de kilovatios-hora producidos en una central
térmica en base a las kilocalorías de combustible consumido, generalmente
se adopta la proporción aproximada de 2.700 kcal = kW/h. Sin embargo,
esta proporción es convencional y arbitraria, ya que la verdadera varía según
el tipo de combustible y el tipo de antigüedad de la central.
LAS FUENTES DE E N E R G IA 37
am plio m argen de aproxim ación. U na de las p rin cip ales d i
ficultades la p lan tea la conversión de los eq u iv alen tes: su
valoración llev a consigo una serie de cálculos arb itrario s p ara
trata r de exp resar una form a de en ergía en térm inos propios
de o tra, p ara v alo rar las eficiencias m edias y factores de car
ga de las aplicaciones p rin cip ales y p ara tasar la fuerza m o
triz de las m áquinas en servicio.
«D e l m ism o m odo que una p elo ta de celu lo id e colocada
sobre un chorro de agua se m an ten drá en su lu g ar y g ira rá
m ien tras h aya en ergía, tam bién la v id a depende de ese flujo
de e n e rg ía .» ^ L a en ergía es la capacidad p ara hacer un tra
bajo. Se reconocen v arias clases, pero las que m ayor im p o r
tancia tienen p ara los organism os vivos son la m ecánica, la
quím ica, la rad ian te y la calorífica.
Todos los organism os deben trab ajar p ara v iv ir y, por
co nsiguiente, necesitan energía poten cial p ara u tiliz a rla . A l
igual que todos los dem ás organism os vivos, el hom bre nece
sita en ergía. R equiere d iariam en te de 2 .0 0 0 a 3 .5 0 0 calo rías,
según el sexo, la edad, el trabajo que desem peña y las condi
ciones am bientales. A dem ás, necesita unos dos litros de agua
y trece kilos y m edio de aire al día. Por lo dem ás, el hom bre
mismo produce energía. La m ayor parte de la energía que reci
be se p ierde en form a de calor: un adulto d esarro llad o irrad ia
una can tidad de calor eq u ivalen te a la producida por una bom
b illa eléctrica de 75 vatios. De la energía restan te, una parte
se usa en procesos quím icos, otra (alred ed o r d el 10 por cien
to) es ex p u lsad a d el cuerpo en form a de desperdicios y u n a
porción aparece finalm ente en form a de activ id ad n erv io sa y
m ecánica. No podem os m edir adecuadam ente el v alo r en er
gético de la activ id ad nerviosa, pero sí podem os v alo rar ap ro
xim adam ente el v alo r energético de la activ id ad m ecánica.
Se ha calculado que el rendim iento m edio d el cuerpo hum ano
3. Hartiey, 1950, p. 105.
38 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
en tan to que m áq u in a v aría d el 10 al 25 por ciento según el
tipo de trab ajo , la rapidez con que se b aga y la h ab ilid ad d el
in d iv id u o que lo llev e a cabo. E l ad iestram ien to puede afec
ta r no tab lem en te el ren d im ien to m ecánico d el trab ajo m us
cu lar. En la lite ra tu ra científica se citan ejem plos en que las
m ejoras han llegad o h asta un 37 por ciento. Sin em bargo,
por lo gen eral se reconoce que, p ara realizar un trab ajo con
tin u ad o , el m áxim o ren d im ien to hum ano que cabe esp erar
es de alred ed o r d el 18 por ciento de la en ergía recib id a.
E l hom bre puede u tiliz a r la en ergía que él produce p ara
dom inar y aprovechar otras form as de en ergía. C uanto m ás
éxito tenga al hacerlo, m ayor será su control del m edio am
b ien te y su consecución de objetivos que no estén relacio
nados estrictam en te con una existen cia animal.^ E scribió
C arlyle:
El hombre es un animal que utiliza herramientas. Débil de
por sí y de escasa estatura, se apoya sobre una base, harto
insegura, de cerca de medio pie cuadrado [ . . . ] Tres quintales
son una carga aplastante para él; el novillo lo lanza por los
aires como a un trapo viejo. Sin embargo, sabe utilizar he
rramientas. Sin herramientas no es nada. Con herramientas
lo es todo.
L a c o n v e r s i ó n d e l a e n e r g ía
Lar en ergía está a la disposición del hom bre en cuanto
éste conoce sus fuentes y es capaz de dom inarlas económ ica
m en te. E ntonces el problem a p rin cip al resid e en cómo tran s
fo rm ar esta en ergía en una form a específica en un tiem po y
Tugar seleccionados y a un coste conveniente.
4. Amar, 1920, pp. 186-198; Pyke, 1950, p. 27.
5. Una aproximación amplia al tema se encuentra en Ostwald, 1909;
Zimmermann, 1951, cap. 5; W hite, 1954.
LAS FUENTES DE E N E R G IA 39
P ara reso lv er este problem a el hom bre debe u tiliz a r v a
rios tipos de convertidores U na m áquina de vapor^ por ejem
plo, es un convertidor que transform a la en ergía calorífica en
en ergía m ecánica cuando y donde se desee. H ay que tener
en cuen ta que toda transform ación de en ergía en trañ a consu
mo y p érd id as. L a producción de en ergía ú til (es d ecir, en la
form a d efin itiv a que sea n ecesaria) o b ten ida por m edio de la
transform ación es siem pre m enor que la en ergía absorbida
por la m áquin a. L a eficiencia técnica de un co n vertido r la
d eterm in a la proporción aritm ética en tre la producción ú til
y el to tal absorbido. M u y a m enudo, p ara obtener en ergía en
la form a y en el m om ento precisos, h ay que lle v a r a cabo v a
rias transform aciones sucesivas. N atu ralm en te, esto acarrea
p érd id as sucesivas que se ven determ in adas por el ín dice de
eficiencia técnica de los divérsos convertidores utilizad o s su
cesivamente/* Por ejem plo, las calderas m odernas pueden con
v ertir en calor aproxim adam ente el 88 por ciento de la energía
quím ica del p etróleo; las turbinas de vapor m odernas tran s
forman el calor en energía m ecánica con una eficiencia de
aproxim adam ente el 4 7 por ciento; a continuación los gen e
radores pueden llegar a convertir en electricid ad hasta un 9 9
por ciento de la energía m ecánica producida por las turb inas
de vapor. A sí, la eficiencia conjunta del entero sistem a de
convertidores usado para la producción de electricid ad a p artir
de com bustible fósil viene determ inada como sigue: 8 8 / 1 0 0
X 4 7 / 1 0 0 X 9 9 / 1 0 0 =:= 4 1 Xr .
L a eficiencia e c o n ó m i c a de un convertidor se m ide por el
coste por un id ad de la en ergía ú til que el convertidor p ro d u
ce com parado con el coste por u n id ad de la en ergía ú til p ro
ducida por otros convertidores. E l coste de la en ergía ú til
producida por un convertidor lo d eterm in a una serie de fac
tores v ariab les tales como la eficiencia técnica d el co n vertid o r,
6. CECA, 1957, pp. 14-15.
40 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
SU coste de producción, su d u rab ilid ad y caída en desuso, el
coste de hacerlo funcionar y el precio v igen te para la fuen te
de en ergía que u tilic e .
D esde nuestro punto de v ista , es justificab le considerar
que las p lan tas y los anim ales son co n vertido res. E l Sol es la
fuen te p rim aria de en ergía. E l Sol descarga en ergía por m e
dio de la transm utación n u clear de hidrógeno a helio y de esta
en ergía es de lo que depende la v id a en la T ierra. La can tid ad
de en ergía solar que p en etra en la atm ósfera de la T ierra es
ap roxim adam ente 15,3 X 10^ cal/m "/año. La radiación solar
en el suelo (luz solar d irecta más luz reflejada en el firm a
m ento) v aría en tre un m áxim o de 2 0 0 a 220 k ilo calo rías
por centím etro cuadrado por año en una zona desértica y un
m ínim o de 70 k ilo calo rías por centím etro cuadrado por año
en las zonas polares. Las selvas de las zonas llu vio sas tro p ica
les reciben entre 120 y 160 k ilo calo rías; una gran parte de
E uropa entre 80 y 120. Solam ente las plantas verdes son ca
paces de u tiliz ar esta en ergía para sin tetizar com puestos o rgá
nicos com plejos. Sea cual sea la sum a total de en ergía solar
que alcanza la superficie de la T ierra, sólo un 25 por ciento
de la m ism a tiene las lo n gitudes de onda capaces de estim u
lar la fotosíntesis. Las p lan tas, por m edio del proceso de
fo to sín tesis, transform an la luz so lar, el agua, el dióxido
de carbono y los m inerales en m aterias orgánicas que, en
d iversas proporciones, contienen los tres com ponentes p rin
cipales del alim ento hum ano, a sab er: h id rato s de c a r
bono, p ro teín as y grasas. R esum ien d o , las p lan tas son con
v ertid o res que transform an la luz so lar en una form a de
en ergía quím ica.
Los anim ales com estibles son convertidores en tanto que
transform an un tipo de en ergía quím ica en otro que es m ás
adecuado o valioso para el hom bre. En efecto, los anim ales
com estibles pueden asim ilar p lan tas o p artes de p lan tas que
LAS FUENTES DE E N E R G IA 41
el hom bre no es capaz de d ig e rir y tran sfo rm arlas en p ro teí
nas y grasas an im ales que el hom bre sí puede asim ilar. Es m ás,
dado que las p ro teín as anim ales tien en un valo r n u tritiv o
m ayor que el de los h id rato s de carbono, de vez en cuando
el hom bre estim a co nveniente u tiliz a r an im ales a modo de
co n vertid o res aun cuando los alim en ta con p lan tas que él m is
mo podría consum ir d irectam en te.
D esde un punto de v ista p uram en te técnico, la m ayoría
de las p lan tas y an im ales no son co n vertido res dem asiado
eficientes. Se denom ina eficiencia fo to sin tética a la eficiencia
con que las d iversas especies de p lan tas co n vierten la en er
gía rad ian te del sol en la en ergía q uím ica del protoplasm a de
las p lan tas. En las poblaciones n atu rales de p lan tas, la e fi
cien cia fo to sin tética suele ser d el orden del 1 al 5 por ciento.
Los an im ales, al d esarro llar los tejid o s de sus cuerpos, que
p ueden serv ir de alim en to p ara el hom bre, d isip an en form a
de calo r una gran proporción de la en ergía q u ím ica d el pro
to p lasm a de las p lan tas. Las eficiencias de crecim ien to del g a
nado vacuno de engorde criado en terrenos de pastos son
d el orden d el 11 por ciento neto y el 4 por ciento bruto.^
A l com er p lan tas, el hom bre recibe so lam ente una frac
ción (d e l 1 al 5 por cien to ) de la en ergía so lar que recibiero n
las p lan tas. A l com er an im ales, consum e ún icam en te una
fracción de la en ergía qu ím ica que contenían las p lan tas que
los an im ales se h ab ían com ido, es d ecir, una fracción de una
fracción de la- en ergía ab so rb id a por las p lan tas. A sí, desde
el p un to de v ista de la can tid ad de en ergía ú til producida fi
n alm en te, el co n v ertid o r rep resen tad o por la com binación
p lan ta-an im al sufre un a doble p érd id a. Se h a calculado que,
com parada con la de m aíz, la producción de carne de b u ey
7. La eficiencia de crecimiento bruto es la proporción de calorías de
crecimiento por encima de las calorías consumidas, mientras que la eficiencia
de crecimiento neto es la proporción de calorías de crecimiento por encima de
las calorías asimiladas. Todos estos problemas se tratan en Phillipson, 1969.
W
42 H IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
p resen ta sólo un 10 por ciento de eficiencia en la u tilizació n de
la tierra para calo rías de en ergía: dicho de otro m odo, im agi
nem os una pequeña superficie de tierra que produzca 3 0 .0 0 0
calo rías d iarias en form a de cereal. E sta can tid ad de alim ento
p o d ría sostener a unas diez personas. Pero si el cereal se em
p lea p ara producir ganado bovino, las 3 0 .0 0 0 calorías de grano
ren d irían aproxim adam ente 3 .0 0 0 calo rías en form a de carne,
y 3 .0 0 0 calorías darían alim ento sólo a una persona en lugar
de diez. E sta es la razón fundam ental por la que las sociedades
pobres dependen m ás de los h id rato s de carbono v egetales
q u e de las proteínas anim ales. En realid ad , puede 'darse el
caso de que a un anim al que se h aya com ido una p lan ta se lo
com a otro anim al y que a éste se lo com a un tercero y así
sucesivam en te. A tal secuencia de acontecim ientos la deno
m inam os «cad en a a lim e n tic ia ». A una m edia de eficiencia eco
ló gica d el 10 por ciento, por cada 1 .0 0 0 calorías de m ateria
v e g e ta l consum ida por hervíboros solam ente 100 calorías
p asan a los carnívoros y de éstas únicam ente 10 alcanzan el
sig u ien te n iv el de carnívoros. Estos sencillos hechos e x p li
can por qué:
a ) raram en te pasan de cinco los eslabones de una cadena
alim en ticia ;
b ) p ara aprovechar al m áxim o, en calid ad de alim en to ,
la en ergía solar atrap ad a por las p lan tas, el hom bre d eb ería
h acerse h ervíb o ro ;
c ) ^en el caso de que el hom bre siga siendo om nívoro, el
aprovecham iento m ás económico de la en ergía so lar conver
tid a en la en ergía quím ica de la p ro teín a an im al consiste en
e l consum o de carne de anim ales h ervíb o ro s. De hecho, la
m ayo r p arte de los anim ales dom ésticos que el hom bre u tili
za p a ra alim en tarse son hervíboros.®
8. Para todo lo precedente, véase Phillipson, 1969.
LAS FUENTES DE E N E R G IA 43
Sin em bargo, el hom bre aprovecha los an im ales no sólo
pa»*a alim en tarse. Los anim ales dom ésticos su m in istran en er
gía m ecánica al hom bre. L a eficiencia de los an im ales de
tiro en su calid ad de convertidores que transform an la en er
gía quím ica (fo rraje) en en ergía m ecánica p uede calcu larse
según una escala del 3 al 3 por ciento.^
A l hacer su aparición sobre la T ie rra , el h o m o s a p i e n s se
encontró con que ya ex istían anim ales y p lan tas co n v ertid o
res. D urante m iles y m iles de años — de hecho, d u ran te la
m ayor p arte de su h isto ria— el h o m o s a p i e n s fue incapaz de
hacer algo m ejor que correr de un lado a otro tratan d o de
cap turar o recoger todas las plan tas y an im ales com estibles
que se le ponían delan te. Su conocim iento q ued ab a lim itad o
en esencia a lo que era com estible y lo que no lo era.
Sem ejan te estado de cosas no puede h ab er sido m uy có
modo. El hom bre gastaba todo su tiem po y en ergía en la b ú s
queda de alim entos, confiando p rin cip alm en te en la buena
suerte y en su h ab ilid ad para dar m uerte a an im ales salv ajes
o a otros hom bres. El ham bre era una am enaza constante que
obligaba a la gente al in fan ticid io y al can ib alism o . A sim ism o,
como aún no había aprendido a dom esticar an im ales y no
conocía ninguna otra fuente de en ergía, los m úsculos eran la
única fuerza m ecánica de que disponía.
En diversos m itos se afirm a que los an im ales poseyeron
el fuego antes que el hom bre. A unque parezcan fan tástico s,
es probable que haya algo de verdad en tales m itos. Los a r
queólogos m odernos no excluyen la posibilidael de que el aus-
tralopiteco subhum ano dom inase el fuego, aun que el asunto
9. Baum, 1953, pp. 289-291; Pirie, 1962, p. 408.
10. El perro ya había sido domesticado en los tiempos mesolíticos, al
menos antes del octavo milenio antes de Jesucristo, pero, como señala
Piggott (1965, pp. 33-34), «en este caso la domesticación no implica ningún
cambio en la economía básica, sino que simplemente intensifica y hace más
eficientes las técnicas para cazar, como el invento de un tipo nuevo de
trampa o el perfeccionamiento del anzuelo». Cf. también Zeuner, 1963.
44 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
sigue siendo objeto de discusión. H ay pruebas co ncluyentes
de que se u tiliz ó el fuego en la de C h u ku tien (C h in a),
donde se encontraron restos fosilizados de un grupo de sin án
tropos. E sto d em o straría que el fuego fue dom inado en A sia
en tre 4 5 0 .0 0 0 y 3 5 0 .0 0 0 a.C . P robablem ente esta técnica lle
g aría más tarde a E uropa. [Link] prim eros indicios seguros se
h allaro n en el curso de excavaciones arqueológicas realizad as
en In g laterra y en E spaña. T ales indicios datan ap ro x im ad a
m ente de 2 5 0 .0 0 0 -2 0 0 .0 0 0 a .C ."
A unque no se tardó mucho en descubrir el fuego, no to
dos los_ grupos hum anos del P aleo lítico llegaro n a conocerlo
o a ap ro vech arlo . A lgunos cazadores lo u tilizab an y otros no.
T am bién se ha com probado que quienes utilizab an el fuego
en un pasado m u y rem oto lo hacían solam ente p ara calen
tarse o p ara p ro tegerse contra los anim ales de rap iñ a. Su
aplicación a la cocción de los alim entos d ata de las p o strim e
rías del P leisto cen o .
E l fuego p erm itía al hom bre aprovechar las p lan tas no
co m estib les, aum entando así la en ergía a su disposición. A s i
m ism o, al u tiliz a r dicha en ergía para calen tarse, podía av en
tu rarse en zonas que hasta entonces le eran inhóspitas.
Con el tiem po , el h o m o s a p i e n s em pezó a hacer progresos
en otro sentido. T al como se in dica en el capítulo an terio r, el
hom bre perfeccionó sus técnicas para cazar y m atar y ap ren
dió a la b ra r la p ied ra, fab ricar h erram ien tas p rim itiv as y
am aestrar al p e r r o . N o obstante, todos estos d escu b rim ien
tos, in cluid o el aprovecham iento del fuego, sólo sirv iero n
para au m en tar la eficiencia del hom bre en la explotación de
11. Oakley, 1955, pp. 36-48; Oakley, 1956, pp. 102-107. Sobre el aus-
tralopiteco en particular, véase también Dart, 1959, pp. 156-158.
12. Una primera aproximación a este tema se encuentra en Boraz, 1959,
pp. 36-52, y en la importante bibliografía que él cita en las páginas 104-106.
Acerca de la importancia de la domesticación del perro, véase la nota 10 de
la página 43 del presente libro.
LAS FUENTES DE E N E R G IA 45
ios dos grupos de con vertidores biológicos: las p lan tas y los
anim ales. F un dam en talm en te siguió siendo un p arásito , aun
que cada vez m ás eficiente.^^ E n tal situación, la «eco n o m ía»
podía ex p an d irse sin causar perjuicio s a la p ro sp erid ad fu
tura solam ente en la m edida en que la destrucción an ual de
anim ales y* p lan tas no fuera sup erio r al índice de reposición
de unos y o tras. T oda expansión que sobrepasara este punto
crucial solam ente podía efectuarse a expensas de una con
tracción en el fu tu ro . P ara vencer este obstáculo, el hom bre
tuvo que aprender a co n tro lar y aum entar las p lan tas y an i
m ales disp o n ib les o, en su defecto, a descubrir nuevas fuen
tes de en ergía. Los dos problem as serían resueltos por las
revoluciones A grícola e In d u stria l resp ectivam ente.
L a R e v o lu c ió n A g r íco la
En efecto, la R evolución A grícola consistió en el proceso
por m edio d el cual el hom bre llegó a controlar, aum en tar y
m ejorar sus d isp o n ib ilid ad es de plantas y anim ales.
Como se in dica en el cap ítu lo 1, no sabem os por qué o
cómo se produjo esta revolución. Sabem os que tuvo lu gar
después del final de la ú ltim a glaciación. Es m uy probable
que los cam bios clim áticos in terv in iesen en ella. T am bién es
razonable suponer que los prim eros hom bres que em pezaron
a dom esticar plan tas y an im ales ad q u irirían poderes de ob
servación y exp erim en tació n . Con toda p ro b ab ilid ad , la R e
volución A gríco la se vio precedida por progresos cu ltu rales
de cierta im portancia.
13. Como prueba de cuán eficiente podía ser el «parásito» tenemos la
extensión de los osarios de animales que dejaron los cazadores paleolíticos.
En Solutré (Francia) se han contabilizado más de diez mil esqueletos de
caballo y en Predmost (Checoslovaquia) se han encontrado casi mil esque
letos de mamut.
46 Pí IS T O R IA E C O N Ó M IC A DE LA P O B L A C IÓ N M U N D IA L
P isam os terreno m ás firm e cuando tratam os de v alo rar las
p rin cip ales consecuencias de la revolución. En prim er lu g ar, al
au m en tar el control sobre las d isp o n ib ilidades de los dos g ru
pos de convertidores biológicos, aum entaron tam bién las po
sib ilid ad es de contar con una fuente de alim entos más am
p lia y m ás segura. A p arte d el perro, los prim eros anim ales
que se dom aron fueron las ovejas y las cabras. La producción
de leche ya era conocida en M esopotam ia en 3 0 0 0 a.C . La do
m esticación de anim ales p ara el transporte y no sólo para la
obtención de carne, leche y p ieles fue un avance relativam en te
p o sterio r. La castración como m edio de dom inar la trem enda
potencia d el toro se descubrió en el A sia occidental antes de
4 5 0 0 a.C . L a dom a del caballo de las estepas no tuvo lu g ar
antes de la p rim era m itad d el segundo m ilenio a.C . (en la re
gión del B ajo V olga y H u n g ría). E l caballo de los bosques fue
dom ado a p rincipios del segundo m ilenio a.C . en Suecia y po
d ría haber tenido lu g ar en cu alq u ier otra p a r t e .S e g ú n M a-
ju m d ar, la aparición d el caballo en la In d ia tuvo lu gar a lre
ded o r de 2 5 0 0 a.C.^^ La dom esticación del toro y del caballo
b rin d ó al hom bre una fuen te com pletam ente nueva de en er
g ía m ecánica. En lo que se refiere a la dom esticación de las
p la n ta s, una de las p rin cip ales razones d é la im portancia de los
cereales fue que el grano podía alm acenarse durante largos p e
ríodos sin que su friera d eterio ro alguno.
L a can tid ad to tal de en ergía a disposición de la especie
hum an a — en ergía quím ica de las plantas y anim ales com es
tib le s, calor de las p lan tas, fuerza de los anim ales de t i r o -
aum entó a un ritm o inconcebible en las antiguas sociedades
paleolíticas.^^ Las poblaciones crecieron por encim a de todos
14. Zeuncr, 1963, pp. 201-244 y 299-337; Piggott, 1965, pp. 35-36 y
95-97.
15. Majumdar, 1965, vol. I, p. 198.
16. Aquí hay que poner de relieve el carácter peculiar e individual
de los progresos del viejo mundo en comparación con los de la América
LAS FUENTES DE E N E K G IA 47
los «te c h o s» an terio res. S u rgiero n p o b lad o s y apareció la
vida en com unidad. Se hizo posib le la acum ulació n de un exce
dente social. A parecieron grupos sociales lib res de la b ú sq u ed a
continua de alim entos. Con la d ivisió n d el trab ajo se h icie
ron posibles form as m ás elevad as de a c tiv id a d y de reflexión
sosegada. Se abrieron p o sib ilid ad es h istó ricas nuevas y v as
tas. E m pleando un térm ino m uy co rrien te en tre arqueólogos
y antropólogos, direm os que la fase d el « s a lv a jis m o » h ab ía
tocado a su fin.
Los diez m ilenios que m ás o m enos sep aran el principio
de la R evolució n A gríco la de los in icio s de la In d u stria l
fueron testigos de un gran núm ero de d escu b rim ien to s e in
novaciones que aum entaron el control hum ano sobre las fu en
tes de en ergía.
La a g ricu ltu ra exp erim en tó u n sin fín de m ejo ras. Se do
m esticaron nuevas especies de p lan tas. Se d ifu n d iero n y acli-
m atizaron las ya d o m esticadas, logrando q u e se ad ap taran a
clim as y suelos diversos. Y en el curso de este m ism o proceso
todas resu ltaro n m ejoradas. B uen ejem plo de ello nos lo ofre
ce el m aíz, que en seis m il años o m enos evolucionó y de ser
una p equeñ a h ierb a silv estre cuyas esp igas no eran m ayores
que las fresas actuales pasó a ser uno de los cereales m ás p ro
ductivos d el m undo.
A l m ism o tiem po, se in ven taro n h erram ien tas y técnicas
prehistórica. En América la agricultura mixta, que entraña la domesti
cación de mamíferos grandes y el cultivo de cereales, nunca se consiguió
hasta la llegada de los_ europeos en tiempos modernos. La falta de una
especie salvaje adecuada y, por ende, la imposibilidad de domesticar un
animal eficiente de tiro como alternativa a la tracción y al esfuerzo humanos
representó que la civilización que fue posible edificar en las Américas se
basó necesariamente en el derroche del esfuerzo humano, para lo cual no
se conocía ninguna alternativa ni mejora, cf. Clark y Piggott, 1965, pp. 172-
173. En el Account de sus viajes a Nueva Inglaterra en 1638 y 1663, John
Josselyn comentó ácidamente (p. 99): «Ganado manso no tienen ninguno
[los nativos], excepto piojos y perros».
17. Mangelsdorf, 1954, p. 4 10.
L
48 H IS T O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M U N D IA L
esp eciales. En algún m om ento situ ad o en tre 6 0 0 0 y 3 0 0 0 a.C .
se inventó el arado y el azadón [Link] rejas de los arados o rien
tales de la p reh isto ria y la an tigü ed ad se hacían de m adera
y no servían más que p ara trab a ja r los terrenos llam ado s « l i
g e ro s». P ero no tardó en d escu b rirse la técnica para trab ajar
los m etales. En 3 0 0 0 a.C ., en M eso p o tam ia, ya de vez en
cuando se fundían m in erales p ara e x tra er h ierro . En el U r
sum erio y en el M edio E gipto se han encontrado objetos de
h ierro que d atan de 3 0 0 0 a.C . D espués de 1400 a.C . el h ierro
se fun día y trab ajab a a gran escala. La adopción y difusió n
d el h ierro y los m etales p ara fab ricar re ja s de arado y otros
aperos agrícolas p erm itió que em pezaran a trab ajarse las tie
rras « d u r a s » . Las civilizacio n es griega e itá lic a no h ab rían
sido posibles sin todos estos ad elan to s.
T am bién se hiciero n d escub rim ien to s y progresos en la
irrigació n , la fertilizació n artificial y la rotación de los c u lti
vos. Es probable que la rotación trip le de los cu ltivo s
ya se conociera en la G recia clásica en el siglo iv a.C.^^ T o
dos estos adelantos fueron refinándose a través de los si
glos, en las épocas clásica y m ed iev al. Las d istin tas so cieda
des los perfeccionaron según las necesidades y req u isito s con
cretos del am biente en que v iv ían . Eue una acum ulación len ta
pero irre sistib le de conocim ientos, en riquecido s d ía a d ía por
la exp erien cia y la observación p ráctica y tran sm itid o s de
generación en generación, de una región a otra.
De m odo p aralelo , se hiciero n progresos en la exp lotación
por p arte d el hom bre de las criatu ras v ivas «n o n -sap ien tes».
Se dom esticaron más animales,^^ a la vez que se m ejoraban
por m edio de la h ib rid ació n y se d ifu n d ían en áreas geográfi
cas m ás exten sas. T am bién se progresó m ucho en el aprovechá
is. Sobre la historia de la azada, el azadón, el arado y diversas téc
nicas agrícolas, véase, entre otros, Forde, 1955, pp. 378-393 y 432-437.
19. Heichelheim, 1956, p. 326.
20. Sobre la historia de la domesticación de los animales, véase Zeu-
ner, 1963.
LAS FUENTES DE E N E R G IA 49
m iento de la en ergía m ecánica de los anim ales de tiro . E l
descubrim iento de la rueda^ la técnica de los arreos y el in
vento de la h errad u ra co n stituyero n acontecim ientos de su
p rem a im portancia.
No sabem os a ciencia cierta cuándo se descubrió la ru ed a.
P ero sí sabem os que alrededo r de 3 0 0 0 a.C . en Sum er y en
el v alle del Indo se u tilizab an vehículos con rued as. Su uso
se extendió a E gipto, y p osiblem ente a C hina, antes de
1 50 0 a.C . E l ejem plo más antiguo que de una rueda de carro
hecha de m adera se ha encontrado en E uropa es el de una
senda n eo lítica ex isten te en los P aíses B ajos y d atad a p ro v i
sionalm ente en 1900 a.C . No obstante, debido a la fa lta de
carreteras y puentes adecuados, el em pleo de veh ículo s ro
dados para el transporte in terio r no tuvo lu g ar h asta épocas
recientes.
E l hom bre aprendió m uy pronto a enganchar cab allo s y
bueyes a carros y arados. E l hecho constituyó un gran paso
hacia el aprovecham iento de la en ergía m ecánica de los an i
m ales de tiro y la técnica de e n g an ch e. o colocación de los
arreos fue m ejorando grad u alm en te en el transcurso d el tiem
po. E l buey era más fácil de enganchar que el cab allo . T oda
vez que el cuello del buey se extien d e h orizontalm ente desde
el cuerpo, en vez de alzarse en form a de cresta como el d el
caballo, y como su colum na v erteb ral form a un contorno de
hueso delan te del cual es fácil colocar el yugo, ya en tiem pos
m uy p rim itivo s fue fácil in v en tar un arnés satisfacto rio . Sin
em bargo, era im posible ap licar la m ism a solución al cab allo .
E l tipo m ás antiguo de arnés equin o , el que su jeta al an im al
por la gargan ta y la b arriga, consiste en una cincha que rodea
21. Needham, 1954, vol. IV, 2.“ parte, pp. 73 ss. El tipo delantero, sin
embargo, no se descubrió hasta el siglo x iv de nuestra era (Gille, 1956, p. 79)
y en todo caso los carros no pudieron utilizarse de forma general para el
transporte antes de que apareciera una red de caminos adecuados. Hasta
hace poco, la mayor parte del transporte por tierra se hacía por medio de
muías y caballos de carga, elefantes y camellos.
50 H IST O R IA E C O N O M IC A DE LA P O B L A C IO N M UN D IAL
el v ien tre y la parte posterior de la región costal; sobre dicha
cincha se h alla situado el pum o de trcirríón. Con el hn de
q u e d a cincha no se deslizase hacia atrás, los antiguos la com
binaron con una correa que cruzaba diagonalm ente la cruz
d el caballo a la vez que le rodeaba la gargan ta. In ev itab le
m ente, el resultado de ello era que el anim al se ahogaba en
cuanto tratab a de tirar de algo, con lo que se reducía la efi
ciencia del cuadrúpedo. A pesar de este defecto, este tipo de
arnés gozó de gran difusión tanto en el espacio como en el
tiem po. Lo encontram os en p inturas caldeas de principios
d el tercer m ilenio antes de Jesucristo en adelante, en Sum er,
A siria y E gipto desde 1500 a.C. En la E uropa occidental y
en el Islam no se conoció sino hasta 600 d.C . y durante
los últim os siglos de la Edad M edia seguía utilizándose en
algunas partes del V iejo M undo. Sin em bargo, al pasar el
tiem po, se inventaron arneses equinos más eficientes. En C hi
na el prim er arnés en form a de correa que ceñía el pecho
apareció alrededor del siglo i i i a.C. Tam bién en C hina, el
arnés de collera, cuya eficiencia es perfecta, apareció en el si
glo I a.C . Su llegad a a Europa tuvo lu gar aproxim adam ente
en el siglo ix d.C.^^
O tra aportación im portante fue el descubrim iento de la he
rrad u ra. Las excavaciones arqueológicas realizadas en A u stria
hacen pensar que fue inventada por los celtas que habitaban
en los A lpes alrededor de 400 a.C.,^^ pero transcurrió mucho
tiem po antes de que fuera am pliam ente adoptado en la E u
ropa occidental. Sin ella, un caballo o un buey desgastaba rá
p idam en te sus patas al trab ajar en terreno duro y bastaba
un a pequeña herida para d ejar incapacitado perm anentem ente
a un anim al que por lo dem ás estaba sano y era ú til. La in-
22. Needham, 1954, vol. IV, 2.“ parte, pp. 304-330.
23. Heichelheim, 1956, p. 325.
LAS FU E N T E S DE EN ERG IA 51
troducción de la h errad u ra aum entó considerablem ente la
eficiencia y duración tanto del caballo como del buey.
T am bién h ab ría que citar aq u í h erram ien tas tales como el
m artillo , las tenazas, la sierra, el torno de alfarero , el telar, la
p ren sa, los diversos tipos de en gran ajes, la palanca, el to rn i
llo , la cuña y la polea (q u e, dicho sea de paso, al parecer no
conocían los constructores de las p irám id es). El ejem plo más
antiguo de torno de alfarero que ha sobrevivido hasta n ues
tros días procede de U r y data de 3 2 5 0 a.C . Se u tilizab a re
gu larm en te en C reta a principios de la época M inoica m edia
y la difun d iero n por el M ed iterrán eo los colonizadores g rie
gos, etruscos y cartagineses. No hay evidencia de que se h ila
ra y te jie ra con an terio rid ad al N eolítico, aunque los primitÉ
vos pueblos cazadores u tilizab an cordones e hilos p ara su
je ta r, lig a r y coser. Las fibras v egetales y la lana se contaban
en tre los prim eros m ateriales que se hilaro n y tejiero n por
todo el O rien te M edio y E gipto. En F ayum se encontraron
fragm entos de lino que databan aproxim adam ente de 4 5 0 0
a.C . E l tejido de algodón más antiguo que se conoce procede
de M ohenjodaro, In d ia, y data de alrededor de 2 5 0 0 a.C .
Por d esgracia, el descubrim iento de estas técnicas y sus suce
sivos perfeccionam ientos siguen siendo anónim os y p erten e
cen al cap ítulo m ás oscuro de la h isto ria
Todo lo dicho hasta ahora sirve para ilustrar el carácter
fundamental de los adelantos que tuvieron lugar entre la
Revolución Agrícola y la Industrial. Tales adelantos aumen
taron la eficiencia con que el hombre aprovechaba la energía
de sus propios músculos, así como la de los convertidores ve
getales y animales. A decir verdad, parece como si la especie
humana pasara siglos y milenios perfeccionando el descubri-
24. Derry y Williams, 1960, pp. 244-260; Needham, 1954, vol. IV ,
2.® parte; Colé, 1965.
52 H IST O R IA E C O N O M IC A DE L A PO BLA C IO N M U N D IA L
m ien to básico d el N eolítico. Las excepciones m ás im p o rtan tes
a esta tendencia gen eral fueron el m olino de agua, el de
v ien to y la barca de v ela.
L a h isto ria d el invento del m olino de agua resu lta com
p licad a. T al como ha escrito el profesor N eedham : «Q u izás
la ru ed a h id ráu lica horizontal y la v ertical fueron dos irrven-
tos enteram ente d istin to s». Por otro lad o , la datación com
p a ra tiv a de la fuerza h id ráu lica en tre C hina y O ccidente nos
lle n a de p erp lejid ad ; ya que es un caso ev id en te de sim u lta
n eid ad ap roxim ada. Los m olinos de agua eran conocidos en
O ccidente en el siglo I a.C ., pero d u ran te al menos dos siglos
su núm ero siguió siendo r e d u c i d o S e g ú n algunos auto res,
la adopción del m olino de agua en toda la E uropa occidental
no se produjo h asta que em pezaron a escasear los esclavos
como m ano de obra.^^ P uede que esta explicació n p eque de
sim p lista, pero es un hecho in d u d ab le que este tipo de m o
lin o se im puso en la E dad M ed ia. En la E uropa m ed iev al, los
m olinos de agua ya no se u tilizab an únicam ente para m oler
el grano y p ren sar las aceitunas, sino que se ap licab an tam
b ién a otras actividades productivas tales como la fab rica
ción de tejidos y papel y la producción de h i e r r o E l em pleo
de m olinos de agua en la fabricación de tejido s exp lica el ex
trao rd in ario crecim iento que la producción te x til exp erim en tó
en la In g laterra del siglo A fines del siglo x v i i i , fu n
cionaban en E uropa m ás de m edio m illón de m olinos de agua,
gran núm ero de los cuales tenían m ás de una rued a. En C h i
n a, la aparición d el m olino de agua coincidió m ás o m enos
con su aparición en O ccidente. Paradójicam ente", sin em bargo,
la p rim era vez que se habla de que en C hina h abía m olinos
de agua no es en relación con la operación de hacer g ira r las
25. Moritz, 1958, pp. 134-139; Derry y Williams, 1960, pp. 250-252.
26. Bloch, 1935, pp. 538-563; Gille, 1956, pp. 67-69.
27. GiUe, 1954, pp. 1-15.
28. Carus-Wilson, 1941, pp. 39-50,
L A S F U E N T E S DE E N E R G IA 53
m uelas, sino con la com plicada tarea de in su flar aire en los
fuelles em pleados en m etalu rgia.^
Los m olinos de viento aparecieron en P ersia en e l si
glo VII de n u estra era. E l m olino de v ien to de los persas te
nía un eje v ertica l. Seguram ente los chinos d el norte cono
cieron el m olino de vien to de los persas d u ran te el siglo x i i i .
En E uropa este tipo de m olino hizo su aparición hacia fines
del siglo XII. E xiste una tradición p ersisten te según la cual
la idea de los m olinos de viento la trajero n los prim eros cru
zados al regresar a E uropa. E l m olino de vien to o cciden tal,
cuyo eje es h o rizo n tal, sin em bargo, fue d istin to d el p ersa
desde el p rin cip io , tanto que casi cabe afirm ar que fue un in
vento nuevo D esde N orm andía se exten d ió ráp id am en te a
Francia, In g la terra , los P aíses B ajos, el n o rte de A lem an ia y
la zona del B áltico , m ientras que en la E uropa cen tral y
oriental no apareció hasta después d el siglo x v .
La aparición de las barcas de v ela d ata de m uy an tiguo .
No tardaron en ser adoptadas en gran p arte d el m undo. E l
prim er indicio de su existen cia que se conoce se conserva en
el M useo B ritán ico . En dos v asijas p red in ásticas de estilo am-
ratiense procedentes del M edio E gipto vem os grabado algo
que indudablem ente es una barca de v ela. Las vasijas d atan
probablem ente de alrededo r de 3 5 0 0 a.C . C ontam os tam
bién con am plia evidencia de que las barcas de v ela ya su r
caban el M ed iterrán eo o rien tal en 3 0 0 0 a.C.^^
El descubrim iento y la difusión de estos tres co n vertid o
res — el m olino de agua, el de viento y la barca de vela^— p er
m itieron al hom bre aprovechar la energía d el agua y d el v ien to .
E specialm ente la barca dem ostró su capacidad p ara contri-
29. Needham, 1954, vol. IV , 2.“ parte, pp. 366-435.
30. Usher, 1959, pp. 172-173; Needham, 1954, vol. IV , 2.* parte,
PP- 555-568; Derry y Williams, 1960, p. 254.
31. Le Barón Bowen, 1960, pp. 117-131. Las dos vasijas están catalo
gadas con los números 36326 y 35324.
54 H IST O R IA E C O N Ó M IC A DE L A P O B L A C I Ó N M U N D IA L
b u ir en gran m anera al crecim iento económ ico. No fue por
puro acciden te que todas las grandes civilizaciones d c l p asa
do se d esarro llaran alrededo r de ríos navegables o a las o ri
lla s de m ares pequeños, in terio res y fácilm ente n avegab les.
Sin em bargo, no debem os ex ag erar la im portancia de los
tres convertidores nuevos. H asta la E dad M ed ia el hom bre
no u tilizó p len am en te los m olinos de agua y de v ien to . A d e
m ás, cuando am bos tipos fueron adoptados de form a gen e
ra l, sus características técnicas los restrin giero n a ciertas áreas
geográficas y a sectores m uy concretos de la activ id ad eco
nóm ica. P or o tra p arte, tanto los m olinos de agua como los
de vien to ten ían una fuerza lim itad a por u n id ad . En el si
glo X III, los m olinos de agua que funcionaban en O ccidente
estab an dotados de ruedas cuyo diám etro era de 1 a 3,5 m e
tros y su fuerza era, por lo tanto, de 1 a 3,5 caballos vapor.
En el siglo x v ii, ya fue posible construir ruedas con un d iá
m etro de 10 m etros, pero la m ayoría de los m olinos seguían
construyéndose con ruedas de 2 a 4 m etros de d iám etro . Los
constructores p referían aum entar el num ero de ruedas en
lu g a r de afro n tar los m uchos problem as que acarreaba la con
centración de la en ergía en una sola rueda. Los m olinos de
v ien to ten ían m ás fuerza y fácilm ente alcanzaban una m edia
de 10 a 30 caballos vapor por un id ad , aunque, por m otivos
obvios, este tipo de m olino nunca llegó a estar tan exten dido
como el de agua. L a gam a de po sib ilidades de la b arca de
v e la era m ucho más am plia. Pero hasta el siglo x v de n u es
tra era la navegación, debido en p arte a razones técnicas y en
p arte a las necesidades defensivas, siguió dependiendo fu e r
tem ente del poten cial hum ano, a la vez que la vela se u t ili
zaba ún icam en te para obtener energía complementaria.^^
32. Pueden citarse las galeras fenicias y romanas, la nave vikinga, la
galera medieval del Mediterráneo y la canoa de vela polinésica. También es
interesante el hecho de que los países del norte tardaron mucho tiempo
en conocer la vela. Según se alega, apareció en Holanda en el siglo i d.C.
L A S F U E N T E S DE EN ERG IA 55
T a l vez convendría com entar de paso que, desde tiem pos
tnny an tigu o s, el carbón, el asfalto , el petróleo y el gas n a
tu ral se h ab ían em pleado esporádicam ente como com bustible
para calefacción e ilum inación en zonas específicas. No obs
tan te, se tratab a de casos m uy aislados y excepcionales y su
relevan cia p ara el sum inistro gen eral de en ergía fue siem pre
m uy in sign ifican te.
E n resum en , cabe decir sin m iedo a equivocarse que
h asta la R evolució n In d u stria l el hom bre continuó confiando
p rin cip alm en te en las p lan tas, anim ales y otros hom bres p ara
la obtención de en ergía: las plan tas como alim ento y com
b u stib le, los anim ales como alim ento y fuente de en ergía m e
cánica, los dem ás hom bres para obtener en ergía m ecánica.
El aprovecham iento de las dem ás fuentes disponibles — p rin
cipalm ente la fuerza d el vien to y d el agua— no pasó de ser
lim itad o . No h ay evid en cia que nos p erm ita efectu ar v alo ra
ciones cu an titativ as precisas, pero en base a los rasgos g e
nerales podem os aven turarnos a d ecir que en tre el 80 y el
85 por ciento d el to tal de en ergía obtenido en cu alq u ier m o
m ento an terio r a la R evolución In d u stria l debió de ten er su
origen en las p lan tas, los anim ales y los hom bres.
Como es obvio, la proporción exacta en que el vien to y
el agua suplem entaban las dem ás fuentes básicas de energía
variaba según la sociedad y la época. D el m ism o m odo, tam
bién v a ria b a la eficiencia con que se exp lo tab an todas las
fuentes disp o n ib les. Los responsables de estas d iferen cias
eran las p autas e in stitu cio n es cu ltu rales, los n iveles de tec
nología, el que se estu v iera en gu erra o en paz y el m edio
geofísico. P or las razones que fuesen, la d isp o n ib ilid ad per
cápita de en ergía d eb ía de v a ria r señaladam ente de una socie-
y todavía en el año 560 d.C. el historiador bizantino Procopio escribía de los
ingleses: «Esos bárbaros no utilizan la vela, sino que dependen completa
mente de los remos». El uso de las velas se extendió a las tierras vikingas
durante los siglos v i y v iii de nuestra era (Brondsted, 1960, p. 18).
56 H IST O R IA E C O N Ó M I C A DE L A PO BLA CIÓ N M U N D IAL
dad agrícola a o tra. No h ay que recu rrir a argum entos espe
ciales para convencerse de que el consum o per cáp ita de
en ergía en la E uropa o ccidental debió de ser m ucho m ás alto
en el siglo x i i i que en el v i i , o que el ciudadano m edio de
R om a del siglo i de n u estra era debió de co n tro lar m ucha
m ás en ergía (sin ten er en cuenta la m ano de obra esclava)
que cu alq u ier cu ltiv ad o r neo lítico de Jarm o en 5 0 0 0 a.C .
No obstante, el hecho de q u e, dejando ap arte el trab ajo
m uscular d el hom bre, las p rin cip ales fuentes de en ergía fu e
ran siem pre las p lan tas y los anim ales debió de poner lím ites
a la posible expansión d el sum in istro energético en cu alq u iera
de las sociedades agrícolas d el pasado. En este sentido, el
factor que sienta los lím ites en ú ltim a in stan cia es la dispo
n ib ilid a d de tierras. H ab ría que añ ad ir q u e, a pesar del pro
greso m ás o m enos continuo, la eficiencia de la explotación
de las plan tas y los anim ales siguió siendo relativ am en te b aja
h asta la R evolución In d u stria l. T o davía a fines d el siglo x v ii
de n u estra era, en las zonas m ás avanzadas de E uropa los ín
dices de ren d im ien to del trigo plantado en b u en a tie rra no
h ab ían pasado del 5 y el 8 y raram en te alcanzaban el 10.^^
Es im p o sib le, por no d ecir im procedente, calcu lar cuál
sería el m áxim o teórico de sum in istro de en ergía per cápita
en una sociedad agríco la an terio r a la R evolució n In d u strial
que contase con n iveles óptim os de tecno logía, d istrib ució n
de los ingresos, un am biente c u ltu ral y social, aportación de
c ap ital y así sucesivam ente. P ero probablem ente no es im
p o sib le hacer un cálculo -aproxim ado d el m áxim o histórico.
E n efecto, teniendo presentes las sociedades agrícolas con
tem poráneas — en las q u e, en cierta m edida, se ha d esarro
llad o el em pleo de n uevas fuentes de en ergía— , cabe decir
q u e, ap arte de un puñado de trib u s p rim itiv as que llev aro n
h asta extrem os in creíb les la práctica de quem ar m adera, la
33. Slicher van Bath, 1963, pp. 47-53.
LAS F U E N T E S DE E N E R G IA 57
m ayo ría de las sociedades agrícolas d el pasado debieron de
ten er un consum o glo b al de en ergía p er cáp ita por debajo de
las 1 5 .0 0 0 calo rías d iarias, posiblem ente m enos de 1 0 .0 0 0 .
A dem ás, la m ayor p arte d el consum o real se ap licab a a los
alim entos y a calen tarse. L a difusió n de la esclav itu d fue
ju stam en te una de las consecuencias de esta escasez gen eral
de otras form as de en ergía d isp o n ib le.
La R e v o l u c ió n I n d u stria l
Si la R evo lució n A gríco la fue el proceso en v irtu d del
cual el hom bre llegó a controlar e in crem en tar la gam a de
convertidores biológicos (p lan tas y an im ales), podem os con
sid erar que la R evolució n In d u stria l es el proceso que p erm i
tió la exp lotación a gran escala de n uevas fuentes de en ergía
por m edio de convertidores inanim ados V istas las cosas
desde esta p ersp ectiva, se com prende fácilm en te el papel clave
que la llam ad a «rev o lu ció n cien tífica» de los siglos x v i y x v ii
jugó en la configuración del destino de la humanidad.^^ De
hecho, fue la «rev o lu ció n cien tífica» la que dio al hom bre las
34. El énfasis que tradicíonalmente se ha puesto en la industria algo
donera puede deformar fácilmente nuestra visión de la verdadera naturaleza
de la Revolución Industrial. Como acertadamente se ha escrito, el desa
rrollo de las manufacturas textiles inglesas- a fines del siglo x v iii y principios
del X I X ‘«encaja mejor como apéndice de la evolución de la vieja industria
que como se suele presentar, es decir, como principio de la nueva [ ...]
Hay continuidad entre el desarrollo de Lancashire y el W est Riding durante
el siglo X V I I I y las cosas del mundo de la prerrevolución industrial. Aunque
no hubiesen existido Crompton ~y Arkwright, la Revolución Industrial
hubiese sido posible» (Hicks, 1969, p. 147).
35. Las conquistas filosóficas y científicas posteriores a 1500 se descri
ben en Stearns, 1943; Hall, 1954; Jones, 19 6 1; Dijksterhuis, 19 6 1; Boas,
1962; Butterfield, 1962.
58 H IST O R IA E C O N O M IC A DE L A PO BLA C IO N M U N D IA L
h erram ien tas conceptuales que le p erm itiero n do m in ar n u e
vas «fueiites de eriei^ ia. h a iiiveSli^¿iCiori consciente y siste
m ática de los fenóm enos d el m edio am biente en que v iv ía el
hom bre se h abía convertido en uno de los rasgos cu ltu rales
fun d am en tales de la E uropa m oderna desde los días d el R e
nacim iento. En el noroeste europeo los siglos x v i y x v ii
fueron asim ism o testigos de un n o tab le acontecim iento m er
can til que favoreció la acum ulación de riqueza m aterial y de
h ab ilid ad es em p resariales. En In g laterra estos adelantos c u l
tu rales y económ icos coincidieron con la escasez de una fo r
m a trad icio n al de en ergía (la m adera) u n id a a la abundancia
d el carbón. T al como en cierta ocasión escribió W . S. Jev o n s,
fue la «u n ió n de ciertas cu alid ad es m entales afo rtun adas con
unos recursos m ateriales de índole to talm en te p e c u lia r» lo
que dio por resultad o la fórm ula ex p lo siv a.
Todo em pezó con el vapor. «E l vapor es un in g lé s» , como
reza el viejo dicho. En la segunda m itad d el siglo x v i i i . J a
m es W a tt perfeccionó descubrim ientos an terio res y construyó
una m áquina de vapor cuyas características técnicas y eco
nóm icas contribuyeron a su am plia adopción. Com enzó sus
experim entos alrededor; de 1 7 6 5 . La u tilizació n com ercial
em pezó después de 1785 y en m ayor m edida después de
1820.'^’ Las m áquinas de vapor se utilizaron- en las a ctiv id a
des m etalúrgicas y tex tiles, así como en las m inas de carbón
y en el tran sp o rte por superficie. De hecho, al disponerse de
m ayo r fuerza m ecánica, fue posible p ro ducir m ás carbón y
tran sp o rtarlo a una velo cidad enorm em ente m ayor. A su vez,
m ás carbón significó m ás fuerza m ecánica.
E l carbón pasó a ser un elem ento estratégico en la ap a
rición y difusión de la civilizació n i n d u s t r i a l P r o d u j o una
ráp id a expansión de la en ergía disponible con su consiguien-
36. En 1820 en Birmingham había solamente sesenta máquinas con
una «fuerza total en caballos vapor» de 1.000. C£. Hartley, 1950, pp. 108-109.
37. W rígley, 1962.
LAS F U E N T E S DE E N E RG IA 59
te aplicación a la calefacción, ilu m in ació n , transportes te
rrestres y m arítim o s y casi todas las dem ás clases de in d u s
trias. E scribió Jev o n s:
El carbón no está al lado sino muy por encima de todas las
demás materias primas. Es la energía m aterial del país, la
ayuda universal, el factor de todo lo que hacemos. Con el
carbón casi todas las hazañas son posibles o fáciles; sin él,
nos vemos arrojados otra vez a la pobreza laboriosa de los
tiempos primitivos.
A lrededo r de 1 8 0 0 , la producción m un d ial de carbón as
cendía a cerca de 15 m illones de toneladas anuales. En
1860, había ascendido a 132 m illones de toneladas por año,
con un ecpñvalente energético de unos 1 .0 5 7 m illones de me-
gavatios-hora. En 1 9 0 0 , la producción había alcanzado apro
xim adam ente 701 m illon es de to neladas, cuyo eq u ivalen te
en energía eran cerca de 5 .6 0 6 m illones de m egavatios-hora.
En 1950, las cifras correspondientes eran 1 .4 5 4 m illones de
toneladas v 1 1.632 m illones de m egavatios-hora (tab la 4).
El n lim ero y la capacidad de las m áquinas de vapor crecieron
rápidam ente a lo largo del siglo x ix (véase tabla 3).
No tardó en ponerse en m archa una interacción acum u
lativa. El ex trao rd in ario crecim iento de la energía disponible
estim uló el crecim iento económ ico, que a su vez actuó de
estím ulo para la educación y la investigación científica, las
cuales llevaro n al descubrim iento de nuevas fuentes de en ergía.
La m áquina de ém bolo accionado por vapor fue objeto
de sucesivos perfeccionam ientos y finalm ente, en 1 8 4 4 , el
aprovecham iento del vapor como fuerza m otriz se vio revo
lucionado por la invención de la tu rb in a de vapor. C orría el
ano 1890 cuando en la ciudad de N ew castle se instaló por
prjm era vez una tu rb in a Parsons en una cen tral eléctrica. P os
teriorm ente, en 1 8 9 2 , se in staló otra en C am bridge.
M ientras tan to , en la década de 1 85 0 a 1 8 6 0 , un quím i-
60 H IST O R IA E C O N Ó M I C A DE L A PO B L A C IÓ N M U N D IA L
T abla 3
C apacidad d e to d a s las m áq u in as d e v a p o r
( e n m ile s d e ca b a llo s d e v a p o r )
1840 1850 1860 1870 1880 1888 1896
Gran Bretaña 620 1.290 2.450 4.040 7.600 9.200 13.700
Alemania 40 260 850 2.480 5.120 6.200 8.080
Francia 90 270 1.120 1.850 3.070 4.520 5.920 -
Austria 20 100 330 800 1.560 2.150 2.520
Bélgica 40 70 160 350 610 810 1.180
Rusia 20 70 200 920 1.740 2.240 3.100
Italia 10 40 50 330 500 830 1.520
España 10 20 100 210 470 740 1.180
Suecia — — 20 100 220 300 510
Países Bajos — 10 30 130 250 340 600
Europa 860 2.240 5.540 11.570 22.000 28.630 40.300
Estados Unidos 760 1.680 3.470 5.590 9 .110 14.400 18.060
Mundo 1.650 3.990 9.380 18.460 34.150 50.150 66.100
co escocés llam ad o Jam es Y oung h ab ía establecido las bases
para refinar el petróleo. Surgió entonces un ávido interés por
el petróleo. T rad icio n alm en te, éste era subido a la superficie
en cubos por trab ajad o res que se in tro d ucían en pozos cava
dos a m ano. En 1857 el coronel E dw in L. D rake anunció
bruscam ente que podía obtener petróleo perforando las rocas.
No obtuvo en Tespuesta más que m ofas y b u rlas, pero al cabo
del tiem po la «ch iflad u ra de D ra k e » dio resultado . T ras ase
gu rarse la ayud a de un h errero y de sus dos hijo s, deseosos
de ser sus «p e rfo ra d o re s», en la tarde del sábado 27 de agos
to de 1859 el talad ro de D rake abrió de repente una h en d id u
ra de unos q u in ce' centím etros y el petróleo brotó rugiendo
a la superficie. El talad ro había penetrado el suelo rocoso de
P en n sylvan ia a una profundidad de 21 m etros. D urante la
tarde sigu ien te D rake empxezó a bom bear y llenó de líquid o
negro todos los b arriles de w h isk y que había vacíos en Titus-
L A S F U E N T E S DE E N E RG IA 61
ville. En el año sigu ien te, 1 8 6 0 , se estab leciero n 6 0 0 com pa
ñías p etro leras en Pennsyb^a»^^^ em pezó el d esarro llo de
la in d u stria norteam ericana de los pozos de p etró leo , señ alan
do un hito en la h isto ria de este com bustible. En 1 8 6 0 , el in
geniero francés J . E. L enoir paten tó una m áquina de gas.
Unos quince años después, el doctor N. A . O tto construyó
una m áquin a de gas basándose en el p rincipio del ciclo de
cuatro tiem pos. En 1 8 8 5 , em pezaron a circu lar con éx ito por
las carreteras los autom óviles Benz y D aim ler, dotados de
m otores de petróleo que funcionaban en base al ciclo de O tto.
A principios del siglo x ix , los fenóm enos de la e le c tric i
dad solam ente tenían in terés p ara los académ icos. Sin em
bargo, en 1 8 2 2 , M ich ael F arad ay hizo que un alam bre que
transportaba una corriente eléctrica girase alrededo r de un
polo m agnético. En 1 8 3 1 , descubrió el principio d el tran s
form ador y , en el m ism o año, descubrió tam bién que podía
generarse electricid ad haciendo g irar un disco de cobre en tre
los dos polos de un im án. De esta m anera nació la in d u stria
eléctrica. En 1 8 7 0 , ya se disponía de generadores de tipo
práctico para producir co rrien te continua o altern a. P or
aquellos años, E dison inventó la lám p ara incandescente. En
la E xposición de V ien a de 1883 se exhibieron prácticam ente
todos los aparatos eléctricos propios de la v id a m oderna: ca
lienta-platos, sartenes, cojines, sábanas, etc., pero el consum o
a gran escala de electricid ad vino después de la evolución de
la lám para incandescente. É sta estim uló el crecim iento de las
redes de distrib ució n , así como la producción de grandes can
tidades de electricid ad en las cen trales, haciendo que b ajase el
costo del kilovatio-hora h asta que la utilización de otros ap a
tatos eléctricos resultó e c o n ó m ic a .E l prim ero de los g ran
des proyectos hidroeléctricos fue el que se puso en m archa.
38. Forbes, 1958, p. 292.
62 H IST O R IA E C O N Ó M IC A DE LA PO B L A C IÓ N M U N D IA L
T abla 4
P r o d u c c i ó n m u n d ia l d e e n e r g í a inanimada, 1860-1970
Gasolina Gas Energía
Carbón Lignito Petróleo natural natural hidráulica
Años ^-------------------------------------.---------- a (mil (millones
millones megavatio-
(millones de toneladas) mO hora) Total
1860 13 2 6 6
1870 204 12 1 --- — 8
1880 314 23 4 — — 11
1890 475 39 11 — 3,8 13
1900 701 72 21 — 7 ,1 16
1910 1057 10 8 45 — 15 ,3 34
1920 1193 15 8 99 1,2 2 4 ,0 64
1930 1217 19 7 19 7 6,5 5 4 ,2 12 8
1940 1363 319 292 6,9 8 1 ,8 19 3
1950 1454 361 523 13 ,6 1 9 7 ,0 332
1960 1809 874 1073 4 6 9 ,0 689
1970 1808 793 2334 1 0 7 0 ,0 1144
• ' (equivalente en m illones de m egavatio hora de electricidad)
1860 1057 15 — — — 6 1078
1870 1628 30 8 — — 8 1674
1880 2511 58 43 — — 11 2623
1890 3797 97 10 9 — 40 13 4056
1900 5606 179 213 — 75 16 6089
1910 8453 271 467 — 162 34 9387
1920 9540 394 1032 14 254 - 64 11298
1930 9735 493 2045 78 575 1 2 8 13054
1940 10904 798 3037 83 867 19 3 15882
1950 11632 902 5439 16 3 2088 3 3 2 2 0556
1960 14472 2184 llf5 9 ■ 4971 689 33475
1970 14464 1982 24274 11342 1144 53206
F u en tes: ONU, 1956, pp. 21-2S. El profesor Paretti tuvo la amabilidad
de calcularme las cifras correspondientes a 1960 y 1970.
LA S F U E N T E S DE E N E R G IA 63
en 1 8 9 5 , en las cataratas de N iágara. E ra un proyecto g ig an
tesco, pero era tan escasa la ex p erien cia que se poseía sobre
la transm isión de la fuerza eléctrica que en 1 8 8 6 , al in iciarse
el proyecto, la com pañía exp lo tad o ra ni siq u iera h ab ía d e
cidido lo que h aría con la fuerza ob ten ida de las cataratas.
Todos estos descubrim ientos aceleraron el ritm o d el pro
ceso. C uanta m ás en ergía se producía, m ás en ergía se buscaba.
El hom bre recurrió al sol, las m areas, el calor de la tie rra , las
aguas tropicales y la electricid ad atm osférica. L uego, sobre
m ediados d el siglo x x , descubrió q u e, m ed ian te el proceso de
fusión o fisión, podía obtenerse en ergía de los átom os.
Todos estos adelantos han producido un aum ento extra-
ordinario cle la energía de que dispone el hom bre. La tabla 4
ilustra este progreso y sus com ponentes básicos.
El to tal de la producción m u n d ial de en ergía in an im ada
comercial ascendió aproxim adam ente a 1 .1 0 0 m illones de
m egavatios-hora, en 1 8 6 0 . En 1 9 0 0 , h ab ía subido a cerca de
6.100 m illones y , en 1 9 6 0 , h abía alcanzado los 3 3 .0 0 0 m i
llones aproxim adam ente. La curva in d ica que el índice m e
dio de crecim iento global es de alrededor d el 3 1/4 por cien
to anual (com puesto). H ay m otivos para creer que la curva
de producción exagera el crecim iento de los rec|uisitos en er
géticos d u ran te el período 1 8 6 0 -1 9 0 0 , período en que las
fuentes com erciales de en ergía desbancaron en gran m edida
las fuentes existen tes a la sazón: la m adera, etc. Por el con
trario, la curva se queda corta al in d icar el aum ento de los
requisitos en el período 1 9 0 0 -1 9 5 0 , ya que en estos años se
^registraron grandes aum entos en la eficiencia de utilizació n
de la energía. De hecho, no parece descabellado afirm ar qu e,
durante el m edio siglo com prendido en tre 1900 y 1 9 5 0 , el
índice de crecim iento de los requisito s m undiales de energía
ntil durante períodos lib res de guerras y depresiones no fue
64 H IST O R IA E C O N Ó M IC A DE L A PO BLA CIÓ N M U N D IA L
in ferio r al 4 por ciento anual e incluso pudo alcanzar un 6 por
ciento anual
A la la rg a , el crecim iento de la producción de en ergía fue
m uy superior al crecim iento dem ográfico. Por co n siguien te, la
m ed ia m u n d ial de d isp o n ib ilid ad per cáp ita aum entó a lo
largo de todo el siglo pasado. Sin em bargo, los prom edios
to tales per cáp ita significan m uy poco. En modo alguno puede
d ecirse que el increm ento del sum inistro de en ergía guardase
proporción con el aum ento de la población en las d istin tas
p artes d el m undo. E l resultado de ello es una gran d esig u al
dad en la d istrib u ció n m un d ial de en ergía consum ible. La ta
bla 5 ilu stra lo que acabo de decir y m uestra datos corres-
T abla 5
P ro d u cto (1 9 ^ 0 ) y consumo de energía (1 9 5 2 ) per cápita
en países seleccionados
Consumo
de energía
Producto per cápita
per cápita (megavatio-
($) hora)
Países
A B
[Link]. 1830 1830 6 2 ,1
R eino U nido 1133 875 3 6 ,6
Francia 968 714 18 ,8
U R SS . 816 1 3 ,0
Italia . 545 321 5 ,5
India . 2 ,7
N o ta : L o s productos per cápita de la columna A se han valorado según
los precios en EEUU, y los de la columna B según los precios relativos
europeos. Las cifras sobre el consumo de energía incluyen el consumo de
leña y de esquito bituminoso.
39. ONU, 1956, pp. 11-13,
LA S FU E N T E S DE E N E RG IA 65
pendientes al consum o per cáp ita de en ergía inanim ada en
una serie de países seleccionados. La m ism a tabla indica que
evidentem ente ex iste cierta correlación en tre los ingresos per
cápita y el consum o per cáp ita de en ergía in an im ad a. T am bién
es obvio que el consum o p er cáp ita de en ergía in an im ada
tiende a ser" superior a los 20 m egavatios-hora anuales
( = 2 0 .0 0 0 k ilo vatio s-h o ra) en los países in d u strializad o s. La
cifra sigue aum entando a m edida que más y más países se
mueven ráp id am en te en la m ism a dirección. A sí, pues, puede
decirse que en una etapa avanzada de in d ustrializació n las
necesidades-de en ergía per cáp ita tienden a sobrepasar el nivel
de los 50 m egavatios-hora por año.
Es im p o rtan te tener en cuenta que el elevado consum o de
energía per cáp ita no sólo q u iere decir que hay m ás en ergía
para el consum o, la calefacción, la ilum in ació n , los electrodo
m ésticos, los autom óviles, e tc ., sino que tam bién hay m ás
para la producción, es d ecir, se dispone de más en ergía por
trabajador y , por co n siguien te, es m ayor la p ro d u ctiv id ad
de la m ano de obra.
A unque sólo sea para fines puram ente d escrip tivo s, p u e
de resu ltar ú til hacer una distin ció n entre la energía anim ada
o fisiológica (la que' generan las p lan tas, anim ales, b acterias,
nioho, hongos, etc., y que a su vez se d iv id e en en ergía bió-
tica y en ergía m uscular) y la en ergía inanim ada o puram ente
física (q u e se obtiene d el v ien to , del agua, de la tu rb a, de
com bustibles fó siles, de otros m in erales, d el m ovim iento de
las m areas, del calor de la T ie rra , de los elem entos rad io
activos, etc.).
D esde este punto de v ista , cabe decir que, al in tro d u cir
la explotación a gran escala de nuevas fuentes de en ergía, la
R evolución In d u stria l cam bió dram áticam ente las p autas del
presupuesto energético de las sociedades hum anas. A n ivel
agrícola, toda sociedad hum ana dispone de un sum in istro de
energía per cáp ita m uy lim itad o y que en su m ayor p arte es
66 H IST O R IA E C O N O M I C A DE L A PO BLA C IO N M U N D IA L
de ín d o le fisiológica. A n iv el in d u stria l, las d isp o n ib ilid ad es
d e energía son m ucho y prin cip alm en te de tipo ina-
n im ad o . En los E stados U nidos, por ejem plo, la aportación
d e l carbón, los com bustibles líq u id o s y gaseosos y la fuerza
h id rá u lic a al consum o to tal de en ergía pasó de m enos del
10 por ciento d el to tal en" 1 8 5 0 a m ás del 95 por ciento a l
red ed o r de 1950.'^
L a en ergía in an im ad a procede en p arte de fuentes que o
b ien son in ago tab les o bien se rep iten ; por ejem plo, la fuerza
h id rá u lic a , el v ien to o la m ad era. En este grupo tam bién
d eb ería in clu irse la en ergía solar d irecta (u tilizo el ad jetivo
« d ir e c ta » p o rq u e, en esencia, la fuerza h id ráu lica, el vien to y
la m ad era son en ergía so lar co n v ertid a). O tros tipos de en er
g ía in an im ad a, por co n tra, se o b tienen de fuentes ireem pla-
zab les. T al es el caso d el carbón, el lig n ito , el p etróleo y el
gas n a tu ra l.
H a sta el m om ento la base esen cial de la R evolución In
d u stria l ha sido la explotación de la en ergía in an im ad a proce
d en te de fuen tes irreem p lazab les. En 1 9 7 0 , más de dos te r
cios de la en ergía que se aprovechaba en el m undo procedía
d e tales fuen tes.
Com o he señalado an terio rm en te, las fuentes irre e m p la
zab les son el carbón, el p etró leo , el gas n atu ral y el lig n ito .
Se han form ado en base ál d ió xid o de carbono y el agua e x is
ten tes en los organism os v iv ien tes y por influencia de la ra
d iació n so lar. P odríam os d ecir q u e son «lu z solar alm acena
d a » . L a h isto ria de n u estras felices generaciones podríam os
re su m irla diciendo que d u ran te m illo n es y m illones de años
se alm acenó y acum uló riq u eza. L uego, uno de los m iem
bros de la fam ilia descubrió aq u el tesoro acum ulado y em pezó
a m alg astarlo . A nosotros nos ha tocado v iv ir en pleno d e
rro ch e. H o y día la hum an idad consum e m ás carbón en un
40. Schurr y Netschert, 1960, p. 36.
L A S F U E N T E S DE E N E R G IA 67
solo año d el que se generó en cien siglos m ás o m enos d u
rante el proceso de carbonización.
A causa de ello se nos p lan tea el sigu ien te problem a:
^H asta cuándo podrá d u rar sem ejan te derro ch e? L a actu al po
blación d el m undo crece con m ayor rapidez que nunca.
Aun es m ás rápido el crecim iento de las necesidades en ergé
ticas debido a la in d u strializació n de las sociedades subdesa
rrolladas y los nuevos progresos de las ya d esarro llad as. Nos
enfrentam os con un problem a acucian te: « la s esperanzas de
v id a » de las reservas de com bustibles fó siles. D uran te los
últim os años se han hecho m uchos cálculos en este sen tid o ;
algunos son p esim istas, otros son o p tim istas. Sin em bargo.
F ig u r a 8
Prod u cción mundial de carbón
N o ta : La curva superior refleja una estimación de 7,6 X 10^^ toneladas
métricas como suma de carbón utilizable; la inferior refleja una estimación
de 4,3 X 10^^ toneladas métricas. La curva que asciende hasta el máximo de
la gráfica indica la tendencia en caso de que la producción continuara aumen
tando al ritmo actual de 3,56 por ciento anual. La cantidad de carbón ex
traído y quemado en el período 1870-1970 viene representada por la mancha
tiegra de la izquierda.
F u en te: M. King Ilubbert, «The Energy Resources of the Earth»,
copyright 1971 Scientific American, Inc., todos los derechos reservados.
41. Véase Schurr y Netschert, 1960, p. 295, y Hubbert, 1971, pp. 31-40.
68 H IST O R IA E C O N Ó M IC A DE L A P O B L A C I Ó N MUNDIAL.
80 por 100 en 64 a ñ o s
F igura 9
Producción mundial de petróleo
N o i a ; Lri prod ucc ión vi ene señidada sobre la base de las e s t i r n a c i o n o
de petrtSleo h n a lm e n t e pr odu cid o. La cu rv a A refleja una e st im ac ió n de
2. 1 0 0 X 10” ba rri le s y la curva B una e st im ac ió n íle 1.350 X 10” ba rr i le s”
|•UFNTF: M. King H u b b c r t , « I he F n e r g y Re so ur ce s of the E a r th » .
copvright 1971 Scientific A m e r ic a n , Inc.. todos los de re ch os reserv'ados.
todos coinciden en que indudablem ente lleg ará un día en
que tales reservas se agotarán.
V ista en su totalidad la historia de la raza hum ana, «su d e
pendencia de los com bustibles fósiles para obtener energía no
pasa de ser un breve episodio».'*" Las figuras 8 y 9 lo dem ues
tran claram ente. H ay que encontrar fuentes de energía altern a
tivas para su stitu ir a los com bustibles fósiles si se quiere im
p ed ir que la hum anidad vuelva a un n ivel de activid ad agrí-
42 . T h i r r i n g . 1958, p. 21 8.
LAS FU EN TES DE ENERGIA 69
T abla 6
(m il m illones de megavatio-hora de equivalente en electricidad)
Producción
Carbón 12 ,0
Lignito y turba 1,3
P etróleo y
gasolina norm al 7,7
G as natural 2,7 _
Energía hidráulica 0,4
C om bustibles vegetales 4 ,6
Energía anim al 0,3
2 9 ,0 de los cuales 10 ,4 producidos en Am érica
del N orte
5 ,5 producidos en Europa
occidental
5 ,0 producidos en Europa
oriental
Pérdidas y en U R SS
En plantas procesadoras 3,6
En transm isión 0 ,1
En utilización 14 ,0
O tros 1,1
18 ,8
"Producción menos pérdidas
10 ,2 de los cuales 0,3 utilizados en agricultura
0 ,8 utilizados en transportes
5 ,8 utilizados en industria
3,3 utilizados en usos
domésticos
F up: n t e : ONU, 1^)56, pp. 3-35.
i
70 HISTORIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL
cola que significaría una reducción dram ática y penosa tanto
de la hum anidad en sí como de sus niveles de v id a. Los des
cubrim ientos científicos que se están llevando a cabo nos
M á q u in a s C o n s u m o de c o m b u s tib le K g l k W h
Savery
Newcomen
Watt
Watt
Máquinas Cornish
Máquinas Cornish
Expansión triple
Turbina de Parsons
Turbina de vapor
Turbina de aire caliente
Turbina de vapor
10 20
Eficiencia técnica %
F ig u r a 10
La eficiencia técnica de las máquinas de vapor, 1698-195^
F u en te: Thirring, 19:58.
brin dan más de una solución. No obstante, la explotación
p ráctica de estas soluciones dependerá en gran m edida de
que las sociedades hum anas sean capaces de reun ir el cap ital
necesario p ara aprovechar económ icam ente las clases más
« d ifíc ile s » de energía. A decir verdad, «rep resen ta m ucho
m ás trabajo v iv ir de los ingresos que v iv ir del cap ital acum u
lado de las eras geológicas»."*^ La sustitución de las fuentes
irreem p lazab les de energía inanim ada por otras fuentes in a
gotables constituye uno de los problem as principales de la
segunda fase de la Revolución In d u strial. Pero no es este el
único problem a.
A lrededor de 1 95 2 , la producción m undial de energía
43. Darwin, 1953, p. 75.
LAS FU E N TE S DE ENERGIA 71
(incluyendo la an im al y los com bustibles v egetales) rozaba
los 2 9 .0 0 0 m illon es de iiiegavaí.ios-hora por año. D e éstos,
solam ente unos 1 0 .0 0 0 m illones se aprovechaban realm en te.
El resto, es d ecir, dos tercios de la producción to tal, s e p e r
d ían (tab la 6).
L a en ergía puede perderse de m uchísim as m aneras. Se
producen p érd id as en la producción y el tran sp o rte. T am bién
F igura 11
M ejoras en la eficiencia técnica de diversos tipos
de máquinas
Fu e n t e ; C h a u n c e y S t a r r , « E n e r g y a n d P o w e r » , c o p y r i g h t 1971 Sc ie n ti h c
Am er ic an , Inc., todos los d e re ch o s r e se rv a d o s.
12 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL
en el proceso de interconversión de com bustibles. Y , final
m ente, se sufren p éid id as considerables al convertir el calor
en energía m ecánica, debido, por ejem plo, a la generación de
calor superfino, la evaporación del agua de refrigeració n, la
fricción m ecánica, la com bustión defectuosa, la im perfecta
transferencia d el calor y el hecho de que el factor de carga
sea bajo. Las m ayores pérdidas se producen a n ivel de con
sum idores, donde hoy d ía casi la m itad del sum inistro in icial
de energía se p ierd e en form a de calor desperdiciado durante
la utilización.
Lo que todo esto significa es que el hom bre sigue siendo
sum am ente ineficiente en lo que respecta al aprovecham iento
de la energía inanim ada. En cierto modo somos como los
prim eros agricultores neolíticos. En efecto^ adolecían de una
deficiencia to tal en la utilización de los convertidores — p lan
tas y anim ales— que acababan de aprender a controlar. H i
cieron falta muchos m iles de años, así como una cadena in a
cabable de descubrim ientos, para que el hom bre perfeccio
nara su eficiencia en la explotación del hallazgo básico de la
R evolución A grícola. De modo parecido, todavía hay que
progresar mucho para alcanzar un grado satisfactorio de efi
ciencia en la utilización de los convertidores inanim ados. La
larga m archa ya ha em pezado. La m áquina de vapor de W a tt
poseía una eficiencia técnica del 5 por ciento, m ientras que
F i gur a 12
Eficicricra de c o n v e r t i d o r e s de energía
N ota; La eficiencia oscila e nt re menos del 5 por cie nto para la l á m p ar a
i n c a n d e s c e n te c o rr ie n te y el 99 por cie nto para los g ra n d e s g en e ra d o re s de
e le ct r ic id a d . Las eficiencias in d ic ad as son a p r o x i m a d a m e n t e los mejores v a lo
res a lc a nz ab le s con la tec n ol o gía actual.
Fuente: Glan de M . S u m m e r s , « T h e Co nv ers ió n of Einergy». co py ri gh t
1971 Scicntific A m e r ic a n , Inc., todos los derechos reservados.
G e n e fa d o r e lo c ln c o
M o to r e l é c t r i c o qrar^de
B a le ría d e o 'la s s e c a s 90
C a ld e ra d e va o o r o ra n o e
H orno d o m é s tic o de qas
80
A c u m u la d o r
70
H o rno d o m é s tic o de p e tró le o
P equeño m oto r e lé c tric o
Pila d e G r o v e 60
G o lle te d e c o m b u s t ib le liq u id o
T urb in a d e v a p o r
P lanta e lé c t r ic a a v a p o r
Láser q a s e o s o 40
M o to r D ie se l
T u rb in a d e g a s d e a v ió n
T urb in a d e q a s in d u s tria l
L á m p a r a d e alta in t e n s id a d
Láser s ó lid o 30
M otor d e a u to m ó v il
L á m p a ra flu o re s c e n te 20
M otor W a n k e l
C élula s o la r 10
L o c o m o to ra de vapor
Par t f ^ r m o e l é c l r i c o
L am para in c a n d e s c e n te
74 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA POBLACIÓN MUNDIAL
las m odernas turbinas de vapor llegan al 40 por ciento (figs. 10
y 11), El increm ente más acentuado J e la ejaciencia en la
conversión energética de com bustible duran te este siglo ha
sido obtenido por la in dustria de la electricidad. En 1900
menos del 5 por ciento de la energía contenida en el com bus
tible era convertido en energía eléctrica. H oy la eficiencia
m edia es del 40 por ciento aproxim adam ente. El aum ento se
ha logrado en gran m edida increm entando la tem peratura del
vapor que penetra en las turbinas que hacen girar los gene
radores eléctricos, y construyendo unidades generadoras m a
yores. No hay duda de que se han logrado notables progresos,
pero aún queda mucho cam ino por recorrer.
Lo m alo de la ineficiencia no radica exclusivam ente en lo
que se desperdicia, sino en los estragos que resultan de ella.
E l tratam iento inadecuado de los com bustibles produce unos
residuos que rápidam ente están envenenando el m edio am
b ien te y transtornando el delicado eq u ilib rio ecológico. In
cluso es posible que salga perjudicada' nuestra propia heren
cia genética.
En el año 1 96 5 , el sector norteam ericano de conversión
de energía obtuvo un 4 por ciento de su producción de los
generadores hidroeléctricos y un 0,1 por ciento del com bus
tib le nuclear. E l resto se sacó de los com bustibles fósiles.
D ada nuestra ineficiencia actual, debem os considerar « s u
cio s» a los com bustibles fósiles. A l m ism o tiem po que apro
vecham os sólo una pequeña "fracción de su contenido energé
tico, descargam os sobre el m edio am biente enorm es can ti
dades de m onóxido de carbono, hidrocarburos, anhídrido sul
furoso, óxidos de nitrógeno, m acropartículas, calor no apro
vechado y ruido.
Lo que debem os ev itar es encontrarnos con que las m i
nas se nos han agotado y no nos queda espacio para alm ace
nar los residuos contam inantes.
C a p ít u l o 3
PRODUCCION Y CONSUMO
El hombre necesita capital para obtener energía. Y nece
sita aún más capital para explotar con fines productivos la
energía obtenida. La acumulación de capital es condición ne
cesaria para la supervivencia y el progreso de cualquier so
ciedad. A la inversa, la supervivencia y el progreso de una
sociedad es en cierto modo la medida de la capacidad que
para acumular capital y utilizarlo eficientemente tiene dicha
sociedad.
Indudablemente existe una correlación entre el capital y
la producción. En una economía basada en la caza las necesi
dades de capital son muy limitadas: un puñado de huesos
—utilizados a guisa de herramientas o armas^— y (en el caso
de culturas más desarrolladas) arcos, flechas y utensilios de
piedra. En una economía agrícola la calidad y magnitud del
capital necesario son muy distintas: semillas, fertilizantes, ara
dos y otros aperos de labranza, animales de tiro, silos, moli
nos, embarcaciones, carretas y así sucesivamente. Cuanto ma
yor sea la producción, más capital se necesitará. Por otra
parte, también es verdad que cuanto mayor sea la produc
76 M ISTÜ RIA HCO NO M ICA Dü LA POBLACION MUNDIAL
ción, m ayor será tam bién la posibilidad de acum ular cap ital
No contam os con d ates suficientes sobre las pauta de
producción, consum o y acum ulación de cap ital en una eco
nom ía dependiente de la caza. A sí, pues, en el presente ca
p ítu lo lim itarem os nuestro análisis a las pautas que general-
iñente se dan en las sociedades agrícolas y en las in d u striales.
La s o c ie d a d a g r íc o l a
La acum ulación de cap ital se hace posible gracias al aho
rro. Solam ente renunciando al consumo en el presente podrá
una sociedad dedicar sus recursos a la producción de equipo
cap ital. P or regla general, se reconoce que en una sociedad
agrícola el ahorro per cápita es — en térm inos absolutos—
m uy bajo, ya que tam bién lo son los ingresos per cáp ita. E sta
circunstancia se ve m uy agravada por el modo en que se u ti
lizan los recursos ahorrados. Tem plos, p irám ides, m ansiones,
jo yas, guerras y dem ás suelen absorber una gran p arte de los
recursos exprim idos de los ingresos. A dem ás, una de las ca
racterísticas típicas de las sociedades p rein d ustriales es lo in a
decuado de su sistem a de transportes. G eneralm ente no CLien-
tan con un sistem a de transporte para grandes m asas. A su
vez, las com unicaciones son costosas e inseguras. Por consi
gu ien te, toda sociedad p rein d u strial se ve obligada a d esti
nar a sus reservas una parte de la producción m uy superior
a la que con tal fin destinan las sociedades in d u striales. Esto
es aplicable a todo tipo de m aterias prim as, pero m uy en es
pecial a las de prim era necesidad. Estas reservas vienen a
ser una especie de inversión, es decir, de acum ulación de ca
p ita l, pero de carácter «estab ilizad o r». En una sociedad ag rí
cola la inversión destinada al «d esarro llo » suele ser muy re
ducida.
PRO D UCCIO N Y CONSUMO 77
Se ha dicho que las necesidades de cap ital de una socie
dad varían a lo largo de las sucesivas etapas. A sí, por ejem
plo, p ara pasar de una organización económ ica de tipo agríco
la a otra in d u strial, una sociedad se v erá obligada a hacer
grandes esfuerzos para reu n ir el cap ital necesario para la
transición. Si ésta es g rad u al, el proceso puede resu ltar re
lativam en te fácil, sin sobresaltos. Por el contrario, si la tran
sición tien e que efectuarse en m uy poco tiem po, el proceso
será forzosam ente penoso. En tal caso, el cap ital « in d u s tria l»
hay que extraerlo de unos ingresos que siguen siendo « a g rí
co las». C uanto más súbita sea la transición, m ayores serán
las dificultades.
P ara que la transición llegue a buen puerto, una socie
dad deberá alcanzar un nivel absoluto de acum ulación de ca
p ital, una especie de «n iv e l m ínim o crítico ». De no ser así,
la transición será im posible. Pero una sociedad agrícola no
puede in d u strializarse aum entando más allá del «m ín im o crí
tico » el volum en total de arados de m adera o azadones que
produzca. Sería igual que suponer que los cazadores pueden
convertirse en agricultores tallando más piedras y fabricando
más flechas. De hecho, para la acum ulación de cap ital se
necesitan unos cam bios cuya naturaleza es a la vez c u alita
tiva y cu an titativ a. Los cam bios cualitativo s significan que la
población activa debe aprender nuevas técnicas y que el to
tal de la población tiene que adoptar nuevas pautas de vid a.
Este problem a lo com entarem os más adelante, en el cap ítu
lo 6. De m om ento bastará con tener presente que la necesidad
de nuevas técnicas puede significar que hará falta más capi
tal Con el fin de in vertirlo en la educación.
En todas las sociedades agrícolas del pasado vemos que,
debido principalm ente a las lim itaciones de las fuentes de
energía que se conocían y explotaban, la gran m ayoría de la
gente apenas lograba satisfacer sus necesidades más elem enta
78 H ISTO RIA ECO N O M ICA DE LA PO BLACIO N MUNDIAL
les: alim entos, vestidos y v iv ien d a. Incluso la satisfacción de
estas necesidades m ás bien dejaba* que desear. L ógicam ente,
la m ayor p arte de los recursos disponibles se destinaba a la
agricu ltu ra, los tex tiles y la construcción.
De estos tres sectores, la agricu ltu ra es siem pre el p re
dom inante. E lla absorbe la m ayor parte del cap ital y de la
m ano de obra disponibles. A dem ás, representa el eje en torno
al cual tienden a girar todas las dem ás actividades. La cons
trucción req u iere grandes cantidades de m adera y para la fa
bricación de tex tiles se necesitan m aterias prim as — lana o
lin o , algodón o seda-— que tam bién son productos «d e l
cam p o ».
A l m argen constatam os siem pre la presencia de algún
tipo de com ercio que en gran m edida depende de los produc
tos agrícolas (granos, vinos, especias, m adera, etc.) y de los
tex tiles. A tendiendo a la m ano de obra em pleada, el com er
cio constituye generalm ente un sector de poca im portancia y
los com erciantes, una m inoría. P ero el com ercio desem peña
siem pre un papel estratégico y dinám ico. P erm ite la especia-
lización y el m ejor aprovecham iento de los recursos disponi
bles. Sus fluctuaciones tienen gran im portancia para toda la
econom ía. La h isto ria nos dem uestra invariablem ente que
a llí donde el com ercio floreció, los niveles dem ográficos y
económ icos fueron los más altos que podían alcanzarse den
tro de la gam a de posibilidades agrícolas. De hecho, casi to
das las grandes civilizaciones agrícolas del pasado preindus
tria l se fundaron en la expansión d el sector m ercantil. Y fue
p recisam ente la expansión exagerada de dicho sector en los
siglos XVII y XVIII lo que creó en In g laterra las precondicio
nes m ateriales para el nacim iento de la R evolución In d u strial.
PRO D UCCIÓ N Y CONSUMO 79
La s o c ie d a d in d u s t r ia l
G racias a la explotación de nuevas fuentes de en ergía, a
la m ayor abundancia de cap ital y al em pleo más eficiente de
los factores de producción, los ingresos reales per cápita son
m uy superiores en las sociedades in d u striales que en las ag rí
colas. En consecuencia, la d ieta de la m asa que form a dicha
sociedad es generalm ente de m ejor calidad. Tam bién suelen
producirse m ejoras en el v estir y en la vivien da. Se satisfacen
a escala m asiva nuevas- y «m ás elev ad as» necesidades hum a
nas. De hecho, aum enta de form a más que proporcional el
gasto ocasionado por la satisfacción de tales necesidades, en
tre las que cabe citar el transporte, la asistencia m édica, la
educación, las diversiones, etc. A sí, lo que se gasta en com ida
aum entará en térm inos absolutos, pero dism inuirá en tanto
que porcentaje del to tal de gastos privados.
En lo que se refiere a la explotación de nuevos tipos de
en ergía y a las nuevas pautas de consum o, se advierte un
descenso general de la im portancia relativ a de la agricu ltu ra,
que tam bién sufre debido a que los dem ás sectores p roducti
vos tienden a depender menos" de ella. La in dustria de la
construcción u tiliza acero y cem ento en vez de m adera. La tex
til em plea fibras artificiales (rayó n , dacrón, etc.) en lu gar de
las n atu rales. La farm acéutica ha reem plazado las especias
y hierbas por productos quím icos. Incluso la in d ustria a li
m entaria sigue la m ism a p au ta: las píldoras vitam ínicas des
bancan a la fruta n atu ral y en vez de vino se bebe Coca C ola.
Se ha dicho que de todas las cosas que el hom bre usaba an
tes de la R evolución In d u strial casi el 80 por ciento procedía
de los reinos vegetal y an im al; al reino m ineral le correspon
día solam ente un 20 por ciento aproxim adam ente.^ No po-
1. Mathcr, 1944, pp. 55-56.
80 HISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA P O B L A C I Ó N MUNDIAL
demos creernos ciegam ente estas cifras, pero no hay duda de
que son ú tiles a modo de guía. A l producirse la R evolución
In d u strial, cam bia radicalm ente la situación que tales cifras
describen y se produce una m arcada dism inución, tanto del
porcentaje total de la población activa que. se dedicaba a la
agricu ltu ra como de la proporción de los ingresos derivados
del sector agrícola. A l m ism o tiem po, se produce gen eral
m ente una gran expansión en los nuevos sectores clave: el
quím ico, el m etalúrgico y el m ecánico.
Como es n atu ral, en una sociedad in d u strial la ciencia y
sus métodos contribuyen en gran m anera a la producción. Por
consiguiente, el índice de crecim iento de una sociedad in
d u strial acusa en gran m edida la influencia de los recursos
que se dediquen a la investigación y a la educación, así como
de la eficiencia con que se aprovechen tales recursos. E llo no
q u ita im portancia a las inversiones que se efectúen en con
cepto de capital m aterial reproducible, ya que la incorpora
ción de los nuevos conocim ientos al proceso productivo exige
la sustitución de los bienes de equipo existen tes por otros
nuevos. Por otra parte, dado que el carácter de una sociedad
in d u strial es sum am ente dinám ico, tanto su cap ital m aterial
como el hum ano corren peligro de que se acelere su caída en
desuso. Por lo tanto, es preciso dedicar grandes cantidades
de recursos al adiestram iento y read iestram ien to de la gente,
del m ism o modo que tam bién hay que em plearlos en cons
tru ir y reem plazar los bienes de equipo.
Las estadísticas sobre el desarrollo económico de Europa
y los Estados U nidos durante los últim os cien años son un
vivo ejem plo de algunas de las pautas bosquejadas b rev e
m ente en los párrafos anteriores.
La mano de obra aum entó al crecer la población v, an
dando el tiem po, fue m ayor la proporción de ella que se vio
absorbida por los sectores secundario y terciario a expensas
P R O D U C C IO N Y CO NS UM O 81
de la agricu ltu ra. Los datos que ilustran esta tendencia ya los
Hemos visto en el capitulo 1 (tafc/las 1 y 2 ), PP- '30 31. A largo
plazo, tam bién aum entó notablem ente el volum en absoluto de
acum ulación de cap ital. Proporcionalm ente, este capital acu
m ulado tendió cada vez más a serlo en form a de m aquin aria y
equipo duradero de producción en detrim ento de la construc
ción y las reservas (cf. las cifras de la tabla 7 correspondien
tes a los Estados U nidos).
T abla 7
Vor?nación de capital neto en los Estados Unidos
(porcentaje de valores m edios)
1869-1898 1909-1938
Equipo duradero de producción . . . . 14 22
C o n s t r u c c i ó n .......................................... 71 49
A dición neta a las r e s e r v a s .................................. 18 12
Cargos netos en reclamaciones contra países
extranjeros . . . . . . . —3 17
100 100
F u en te: Kuznets, 1946, p. 5,5.
No menos im portante que estas cifras de crecim iento fue
el perfeccionam iento de la eficiencia de su utilizació n . Según
algunos econom istas, entre 1909 y 1949 aum entó en un 3 1 ,5
por ciento el cap ital em pleado por Hombre-Hora en el sector
privado no agrícola de la econom ía norteam ericana. A este au
m ento d el cap ital debería Haber correspondido otro de cerca
del 10 por ciento en la producción per cápita. En vez de ello ,
la producción por Hora-hombre subió en un 105 por ciento.
Los cálculos de esta clase no son tan exactos como parecen, ya
82 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA PÓBLACIÓN MUNDIAL
que se basan en cierto núm ero de suposiciones arb itrarias y no
es d ifícil dem ostrar que algunas de éstas forzosam ente subes
tim an la aportación del equipo capital.^ Pero aunque sea posi
b le poner en tela de juicio la exactitud de las cifras, no lo es
d ud ar de que en una sociedad in d u strial gran p arte del creci
m iento económico se debe a los cam bios técnicos, a la m ejor
educación de la fuerza laboral y rendim ientos no constantes a
escala.
E l crecim iento de las inversiones (m ano de obra y capi
ta l) y su utilización cada vez más eficiente ocasionaron una
expansión extrao rd in aria de la producción. É sta aum entó
m ás rápidam ente que la población, por lo que a la larga se
registró un increm ento de los ingresos per cápita.
En la tabla 8 se resum e el crecim iento de la población y
deJ producto nacional, global y per cáp ita, d u raiu e el siglo
pasado en varios países seleccionados. En la tabla 9 se indica
la p érdida de im portancia que en todas partes sufrió el sector
agrícola en lo que se refiere a la form ación de los ingresos glo
b ales. H uelga decir que todas las cifras que se dan en am bas
tablas son hipotéticas y que los m árgenes de error son am
plio s.
E l papel clave en todo este desarrollo lo jugó el sector
in d u strial.
En los Estados U nidos, entre 1901 y 1 93 5 , el volum en
de la «producción in d u stria l» ^ aum entó en una m edia anual
d el 3*,7 por ciento; el producto in d u strial por persona au
m entó en un prom edio anual del 2,4 por ciento. En la E uro
pa occidental la m edia anual de aum ento de la «producción
2. Véanse todas en Bowen, 1963, y en la bibliografía que se cita.
3. La «producción industrial» se define aquí como la producción resul
tante de la minería, la explotación de las canteras y la fabricación.
4. Ln el sentido en que el término se emplea en este capítuio. ia
Europa occidental se define en la tabla 11.
PR OD UC CIO N Y CONSUMO. 83
T abla 8
í n d i c e s d e c r e c i m i e n t o d e la p o b la ció n , p r o d u c t o nacional
y p r o d u c t o p e r cápita a p r e c i o s c o n s t a n t e s en p a íses s e l e c c i o n a d o s
d e s d e m e d i a d o s d e l sig lo XIX a m e d i a d o s d e l s ig lo XX
Porcentaje medio
de cambio anual
Producto
Producto nacio-
Países Período Período Pobla- nació- nal per
inicial final ción nal cápita
Reino U nido 18 6 0 -6 9 19 4 9 -5 3 0,8 2,2 1,3
Francia 18 4 1 -5 0 19 4 9 -5 3 0 ,1 1,5 1,4
Alem ania . 18 6 0 -0 9 19 5 0 -5 4 1,0 2,7 1,5
Suecia . 18 6 1 -6 8 19 5 0 -5 4 0,7 3,6 2 ,8
Italia . 18 6 2 -6 8 19 5 0 -5 4 0,7 1,8 1,0
Rusia y U R SS . 18 7 0 19 5 4 1,3 3 ,1 1,5
Estados Unidos 18 6 9 -7 8 19 5 0 -5 4 1,7 4 ,1 2 ,0
Canadá 18 7 0 -7 9 19 5 0 -5 4 1,8 4 ,1 1,9
Japón . 18 7 8 -8 7 19 5 0 -5 4 1,3 4 ,2 2 ,6
A ustralia 1898-
19 0 3 19 5 0 -5 4 1,7 2 ,8 1,0
F u en te: Kuznets, 1959, pp. 20-21.
in d u strial» fue del 2,3 por ciento, m ientras que la del pro
ducto in d u strial por persona fue del 1,6 por ciento.
Todas estas cifras son hip o téticas y se ven sujetas a am
plios m árgenes de error. C oncretam ente, las cifras de las ta
blas 8, 10 y 1 1 hay que tom arlas con gran reserva. D ebido a' lo
rudim entario del procedim iento que utilizam os para m edir la
producción in d u strial y la renta nacional, en las estadísticas
correspondientes a la riqueza producida se incluyen tanto los
5. La «producción industrial» se define aquí tal como ya lo fue en el
caso de los Estados Unidos (véase nota 3, p. 82) con la adición de la
producción de electricidad y gas.
84 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE L A POBLACIÓN MUNDIAL -
T abla 9
P o r c e n t a j e c o r r e s p o n d i e n t e a la a gricu ltu ra
en l o s i n g r e s o s n a cio n a les d e p a íses s e l e c c i o n a d o s
Países 1770 1870 1970
Canadá . 5
Francia . 45 6
A lem ania 30 3
G ran Bretaña 45 15 3
Italia 57 9
Japón 63 7
Suecia 43 4
Estados Unidos 30 3
Rusia 55 22
India 45
Brasil 14
T abla 10
P r o d u c c i ó n m und ia l
Energía Hierro en
(mil lingotes Acero
millones (millones Vmillones
Años mega- de to- de to-
vatios) neladas ) neladas)
18Ó0 . _
5
1870 . 1,7 13 1
1900 . 6 ,1 40 29
1910 . 9,4 70 60
1920 . 1 1 ,3 60 72
1929 . 13 ,1 10 0 12 1
1940 . 15 ,9 10 2 14 2
19 ^ 0 . 2 0 ,6 13 4 18 9
1960 . 33,5 260 380
F u h n tes: Paraa 1laí e n e rg í a , véase la tab la 4, p. 62 ; para el hi erro en
li ngotes, B ri ti sh Iron and Steel F e d e r a ti o n , S ta tistic a l Y e a rh o o k fo r 1 9 5 4 :
para el acero, C E C A , 1957 (2), pp. 22-23.
PRODUCCION Y CONSU MO 83 -
subproductos indeseables como los servicios y el equipo ne
cesarios p ara deshacerse de ellos. Sin em bargo, aun teniendo
en cuenta todo e sto ,“ es innegable que la producción de ar
tículos y servicios deseados aum entó espectacularm ente en
O ccidente en el período 1800 a 1 9 7 0 . Lo m ism o sucedió
con el n iv el de vid a.
T abla 11
C recim iento de la producción industrial en la Europa occidental
y los Estados Unidos, 1901-19Ó5
índice general índice de la
de la producción producción
industrial industrial
Población (volumen) por persona
(millones) 1938 = 100 (W.E; 1933 = 100)
Años
EO EEUU. EO [Link]. EO [Link].
19 0 1 . 19 3 ,0 7 7 ,6 44 33 37 74
19 13 . 2 1 6 ,6 9 7 ,2 69 66 31 10 9
19 2 9 . 2 3 4 ,0 1 2 1 ,8 86 12 4 60 16 3
1937 . 2 4 3 ,7 12 9 ,0 10 2 12 7 67 16 0
1933 . 2 8 4 ,1 16 3 ,2 17 7 291 10 0 283
19 6 0 , 3 0 0 ,3 18 0 ,7 231 334 12 4 298
N o ta : EO = Europa occidental = Países miembros de la OEEC (Aus
tria, Bélgica, Dinamarca, Francia, Alemania, Grecia, Irlanda, Italia, Luxem-
burgo. Países Bajos, Noruega, Sarre, Suecia, Turquía, Reino Unido).
F u en tes: Paretti y Bloch, 1936, tablas, 2, 28 y 30. El profesor Paretti
tuvo la amabilidad de calcularme los datos correspondientes a 1960.
El crecim iento global de la producción m undial hizo que
aum entase m uchísim o el grado de interdependencia de los
diversos p aíses. A decir verdad, la rapidísim a expansión de
Es com unicaciones a larga distancia y del comercio internacio-
86 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE L A POBLACIÓN MU ND IAL
n al fue a la vez condición y resultado del desarrollo económ i
co m aiieiiai.
T a i í i .a 12
Cifras mundiales de millas ferroviarias
y tonelajes m arítim os
Navios mercantes
a vela a vapor
Ferrocarriles (tonelaje bruto,
(miles de millas) miles de t)
18 50 24 9 .1 0 0 280
18 6 0 67 13 .0 0 0 780
18 7 0 13 0 13 .5 0 0 2 .0 5 0
18 8 0 230 13 .8 7 0 4 .4 0 0
18 9 0 3 80 10 .5 4 0 8 .2 8 5
19 0 0 490 7 .2 4 5 2 2 .3 7 0
1910 640 4 .6 2 5 3 7 .2 9 0
19 3 0 7 75 1.58 5 6 8 .0 2 5
19 5 0 770 720 8 4 .5 8 0
Por m uy im presionantes que resu lten , las cifras que se
reproducen en la tabla 12 subvaloran sensiblem ente el pro
greso de las com unicaciones. P or un lado, dichas cifras no
tienen en cuenta el aum ento de velocidad de trenes y b u
ques y el perfeccionam iento de los sistem as ferroviarios de
control, todo lo cual perm itió u tiliz a r con m ucha más eficien
cia el cap ital disponible.^ P or otro lad o , a las cifras de la
tab la 11 debería añadírseles las relacionadas con el progreso
de la m otorización y d el transporte fluvial y aéreo. E ntre
1948 y 1970 el tráfico aéreo c iv il registró los siguientes pro
gresos a escala m undial
6. El tráfico de carga por ferrocarril aumentó de 3.300.000 millones de
toneladas netas-kilómetro en 1960 a 5.015.000 millones en 1970.
PR OD UC CIO N Y CON SU M O 87
Miles de millones de
km-ton ciadas
Años km-pasajero carga correo
-
1948 . 21 0,4 0 ,2
1958 . * * 85 1,7 0,5
1970 . • 385 10 ,7 2 ,8
T anto en E uropa como en los E stados U nidos el creci
m iento de la producción in d u strial se vio acom pañado por un
cam bio notable de la im portancia relativ a de los diversos sec
tores de la fabricación in d u strial. En los párrafos precedentes
y a hemos hecho referencia a este fenóm eno y a sus causas.
Pasem os ahora a calib rar algunos de sus aspectos c u an titati
vos. A principios del siglo x x , la alim entación y los tex tiles
represen taban el 47 por ciento del to tal de la producción in
d u strial de la E uropa occidental y el 44 por ciento de la de
los E stados U nidos. En 1955 los dos sectores representaban
solam ente el 21 por ciento en la E uropa occidental y el 19 por
ciento en los E stados U nidos.
D urante el m ism o período, la in d u stria del m etal pasó de
un 16 a un 34 por ciento en la E uropa occidental y de un
10 a un 41 por ciento en los E stados U nidos. De modo p a
recido, los productos quím icos pasaron de un 5 a un 14 por
ciento en E uropa y a un 13 por ciento en los Estados U n i
dos. En 1 9 5 5 , los sectores quím icos y del m etal represen
taban conjuntam ente el 48- por ciento de la producción in
d u strial europea y el 54 por ciento de la estadounidense.^
L a expansión de los ingresos reales per cápita perm itió
drásticas m ejoras de los niveles de v id a, así como la satis
facción m asiva de necesidades superiores a las puram ente e le
m entales. Los siguientes indicadores servirán para demos-
7. Cambios paralelos tuvieron lugar en la composición por materias
primas del comercio internacional, cf. Baldwin, 1959, p. 55, tabla 5.
88 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MU N D IAL
trar los niveles de consum o que toda sociedad in d u strial a l
canza o so brepasa:
Energía consumida per cápita por año (megavatio-
h o r a ) .................................................. ........ más de 20
P orcentaje de analfabetism o (entre la población
de diez y más a ñ o s ) .................................................. menos de 5
M aestros de escuela elem ental por cada 1 .0 0 0 habi
tantes ............................................................................ más de 5
M édicos por cada 1.0 0 0 habitantes . . . . más de 1
Esperanza de vida al nacer (a ñ o s ).................................. más de 60
T otal de alim entos: calorías per cápita y por día . más de 2 .5 0 0
Proteínas anim ales: onzas per cápita y por día . más de T
G asto en alim entos y bebida como porcentaje del
total de gastos privados . . . . . . menos de 40
Porcentaje de la población entre 18 y 2 5 años
que va a la e s c u e la .................................................. más de 25
El «consum o de en erg ía» pertenece a la m ism a clase de
m edidas que el «PN B per c á p ita », la «carg a anual tran sp o rta
da per cáp ita» o el «num ero de teléfonos y coches por cada
1 0 .0 0 0 h ab itan tes». A unque sem ejantes indicadores gozan de
gran popularidad entre lo s econom istas no los he incluido
aquí porque a veces resultan sum am ente engañosos. A unque
sirven como m edida aproxim ada de los niveles de consum o, a
m enudo son considerados una m edida del b ien estar hum ano,
lo cual es una equivocación. El consum o y el b ien estar son
cosas totalm ente d istin tas. Como dijo K. E. B oulding:
las productividades de un sistema son esencialmente costos
del mismo, y no sus recompensas o rendimientos. Puede que
un país que goce de clima agradable, que tenga una población
bien alimentada y con buena salud, y cuya cultura fomente
los placeres útiles, sencillos y baratos, tenga un PNB per cá
pita muy inferior al de un país cuyo clima sea malo, que
posea una gran industria de defensa y una cultura que fo-
T abla 1.3
Composición por sectores principales de la producción industrial
en la Europa occidental y en los Estados Unidos, 1901-1955
Europa occidental Estados Unidos
1901 1913 1929 1937 1955 1899 1914 1929 1937 1955
T otal de fabricación . lOÜ 100 100 100 100 100 100 100 100 100
A lim entos 27 19 16 15 13 24 20 14 15 11
T extiles . . . . 20 18 14 12 8 20 19 11 12 8
M etales básicos . 7 10 10 10 9 9 10 10 9 9
Productos del m etal . 16 24 27 28 34 10 13 33 31 41
Productos químicos . 5 6 10 10 14 5 6 8 10 13
O tros . . . . 25 24 23 25 22 32 32 24 23 18
Fuente; Paretti y Rloch. 19^6. tabla 18 Lü que se en tiende por Europa occidental en esta tabla se define e
la tabla
90 H ISTO R IA ECO N O M ICA DE LA POBLACION MUNDIAL
mente la infelicidad del individuo. Sin embargo, es posible
que la población del prirne.r pí»í« este mucho mejor que la
del segundo
T a bla 14
P o r c e j ft a j e d e c o m p o s i c i ó n d e l c o n s u m o p r iv a d o
e n p a ís es s e l e c c io n a d o s , 1930
Reino
[Link]. Unido Francia Alemania Italia
A lim en tos . . . . 2 2 ,1 3 1 ,3 3 8 ,4 4 1 ,2 4 6 ,4
Bebidas alcohólicas . 1,4 2 ,0 9,4 2 ,9 7,2
Tabaco . . . . 1,5 1,7 1,2 1.5 1,5
V estidos y textiles dom és
ticos .................................. 13 ,7 12 ,7 1 1 ,3 13 ,1 1 5 ,1
V iv ie n d a .................................. 3,7 5 ,9 4 ,6 5,4 4,3
C om bustible, luz y agua . 6,4 7 ,6 3,0 2,8 1,9
A rtícu los domésticos . 15 ,4 10 ,0 7,8 9 ,1 1,4
Servicios dom ésticos y p er
sonales . . . . 2, 6 4, 4 2, 8 2, 8 3, 5
E quipo y servicios de
transporte . . . . 15 ,2 5 ,0 4 ,8 4 ,0 4 ,0
Servicios de com unicación' 1 ,1 0 ,7 0 ,4 0 ,2 0,3
D iversiones . 5 ,4 9,4 8,0 8,2 7 ,4
Salud . . . . 3,4 4,2 4,7 5 ,5 1,6
Educación . . . 2 ,6 3,3 3 ,1 3 ,1 4 ,5
V a r i o s .................................. 5 ,5 1,8 0,6 0 ,2 1,1
10 0 ,0 10 0 ,0 10 0 ,0 10 0 ,0 10 0 ,0
F u en te: Gilbert, 1958, p, 60.
Una vez d icho to d o esto, hay que añadir que la «b u e n a
a lim en ta ció n , la b uen a salud y una cultu ra que fo m e n te los
8. Boulding, 1970, pp. 44-46.
PRODUCCION Y CONSUMO 91
placeres ú tile s» distan mucho de ser las condiciones en que
v ivían .y viven las sociedades nretndustriales. La abyecta m i
seria ha sido siem pre el nivel de vida de las m asas de las
sociedades agrícolas. Puede que algunas sociedades in d u stria
les piensen que gozan de gran consumo pero de ningún b ien
estar. Las sociedades agrícolas no gozan ni de una cosa ni
de la otra. H oy día las tres cuartas partes de la hum anidad
siguen sujetas a niveles de vida agrícolas. D esean desespera
dam ente gozar de «b uen a alim entación y buena sa lu d ». Su
gran esperanza consiste en su frir la R evolución In d u strial.
E ntre las m uchas dificultades que deben superar estas m asas
agrícolas quizás la m ayor sea el hecho de que se m ultip lican
a un ritm o aterrado r. Es aquí donde debem os volver nues
tra atención al problem a dem ográfico.
C apítulo 4
NATALIDAD Y MORTALIDAD
La s o c ie d a d p r im it iv a
Los seres primitivos que viven de la caza y de los ali
mentos que recogen -—ya se trate de hombres prehistóricos,
de modernos aborígenes australianos o de esquimales con
temporáneos— son siempre escasos en número y sumamen
te dispersos. Así lo confirman las investigaciones antropoló
gicas y arqueológicas. El consenso general en este sentido es
que la densidad entre tales pueblos es excesiva aunque su ín
dice sea sólo de dos personas por milla cuadrada.' La densidad
de población de los pigmeos contemporáneos del África cen-
1. Véanse Ratzel, 1891, 2.® parte, pp. 255-264; Forde, 1955, p. 376;
Krzywicki, 1934, pp. 52-58; Braidwood y Reed, 1957, pp. 21-23; Piggott,
1965, pp. 28 y 32, oscilando los promedios «calculados por analogía» de
tres a trece personas por 100 millas cuadradas. Supone que «las partidas
de cazadores constarían de veinte a veinticinco personas con mayor proba
bilidad que de números más elevados; cincuenta sería el límite [ ...] en
un grupo de cuatro a cinco familias, totalizando no más de veinticinco
personas, unas cinco serían hombres adultos capaces de dedicarse eficazmente
a la caza mayor».
94 H ISTO RIA ECO N O M ICA DE LA PO BLACIO N JvlUNDIAL
tral es del orden de 0,2 habitantes por kilóm etro cuadrado.
Su biom asa es tan sólo dos veces m ayor que ia de ios chim
pancés que habitan en una zona com parable (3 ,6 kg/km '' en la
selva de G hana). Es probable que sólo un puñado de grupos
pescadores situados de modo muy fav o rab le,h aya registrado
densidades m ayores a un habitante por kilcSmetro cuadrado.
De hecho, la densidad real variab a notablem ente, no sólo de
una zona a otra, sino tam bién a tenor de los cam bios clim á
ticos, la difusión o desaparición de la caza y el crecim iento y
decadencia de las diversas culturas. Es tan grande la d iferen
cia entre los valores de densidad de diversas sociedades que
no tendría sentido sacar su prom edio. Sin em bargo, las den
sidades más altas son tan bajas que resultan más significativas
que cualquier prom edio que pudiéram os sacar. Como han
dicho Acsádi y N em eskéri, «a juzgar por las estaciones fune
rarias, el tam año de las poblaciones paleolíticas probable
mente no era m ayor que el de una fam ilia ex ten sa».
H ace algún tiem po, era común la creencia de que la fe
cundidad del hom bre prim itivo era inferior a la del hom bre
civilizado y que esta era la causa principal de la escasez num é
rica de las sociedades p aleolíticas. A ctualm ente, esta teoría
no suele h allar eco. No poseemos cifras fidedignas, pero la
evidencia in directa corrobora la opinión de que las poblacio
nes p aleo líticas presentaban un elevado índice de m o rtali
dad. En v ista de que la especie sobrevivió, debem os recono
cer que la fertilid ad del hom bre p rim itivo tam bién era m uy
alta.^
Los elevados índices de m ortalidad y fertilid ad coinci
dían con la brevedad del prom edio de vid a. T am bién en este
caso nos encontram os con el problem a de la extrem a escasez
de inform ación, por lo que podemos expresar nuestro con-
2. W olfe, 1933, pp. 35-60.
NATALIDAD Y M O R T A L I D A D 95
cepto solam ente en térm inos cuan titativo s aproxim ados.^ Ana-
lizando 1g3 restos xosili-t^aooo de 187 europeos d el grupo
N eanderthal, V allo is averiguó que «m ás de la tercera p arte
m urió antes de alcanzar la edad de 20 años, m ientras que la
gran m ayoría del resto m urió entre los 20 y los 4 0 años. M ás
a llá de este lím ite, h ay solam ente 16 in d ivid uo s, la m ayoría
de los cuales m urió con toda seguridad entre los 40 y los
50 años de edad»."^ W eid en reich analizó los restos fo siliza
dos de 38 individuos de la población sinantrópica de A sia
(grupo m uy anterior al N eanderthal) y confirmó en gran m e
dida los resultados obtenidos por V allo is. De los 38 sinántro
pos fue posible calcular la edad probable que 22 de ellos
tenían al m orir. A l parecer, 15 m urieron antes de cum plir
14 años, 3 entre los 15 y los 29 años, 3 entre los 40 y los 50
y parece ser que solam ente 1 pasó de los 50 años.^ D iversos
factores quitan valor a estas cifras, por lo que su verdadero
significado es sum am ente dudoso. En efecto, hacen referen
cia a gente de d istin tas generaciones, tienden a ignorar la
m ortalidad in fan til y el núm ero de personas cuyos restos fu e
ron analizados es dem asiado reducido para co n stitu ir una
m uestra digna de confianza. Pese a todo, la evidencia obte
nida con respecto a las sociedades cazadoras de los trempos
históricos generalm ente concuerda con estos hallazgos. R ara
m ente se llega a los cincuenta años de edad y « e l centro de
gravedad de estas sociedades se m ueve hacia los grupos de
edad inferior».^
En lo que respecta a las causas de la m uerte, W eid en
reich observó claros indicios de m uerte vio len ta en la m a
yor parte de los restos fosilizados de hom bres prehistóricos.^
3. Sobre la precariedad de las estadísticas vitales basadas en restos
humanos, c£. Vallois, 1960, pp. 187 y 195.
4. Vallois, 1937, p. 525, Cf. también Vallois, 1960, p. 196.
5. Weidenreich, 1949, pp. 194-195.,
6. Krzywicki, 1934, pp. 243-254.
7. Weidenreich, 1949, p. 196.
96 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA POBLACIÓN MUNDIAL
K rzyw icki llegó a una conclusión parecida en el caso d el
hom bre p aleolítico de tiem pos históricos; observo que las
causas más frecuentes de la m uerte eran el in fan ticid io , la
guerra y la caza de cabezas.^ A csádi y N em eskéri señalan que,
en general, la m uerte estaba estrecham ente relacionada con
«accid en tes, violencias y enferm edades producidos por facto
res del entorno n atural o por cambios del m is m o » .E n cierto
modo, la baja densidad dem ográfica era una protección contra
las epidem ias. Es verdaderam ente difícil ver cómo las en fer
m edades contagiosas podrían haber tenido la im portancia que
tienen en otras condiciones demográficas entre aquellas pobla
ciones de núm ero reducido y organizadas en bandas pequeñas
que m erodeaban por territorios de poca extensión. Sin em bar
go, poco cuesta creer que la enferm edad y el ham bre debieron
cobrarse num erosas vidas hum anas entre las sociedades p a
leo líticas y mesolíticas,^® especialm ente entre los niños.
L as S O C IE D A D E S A G R ÍC O L A S
Fuese por razones m ilitares o fiscales, las sociedades a g rí
colas em pezaron pronto a interesarse por su im portancia n u
m érica. M ed ian te la in terpretación de los datos que han so
b revivido hasta nuestros días y con la ayuda de la evidencia
arqueológica, no es im posible calcular aproxim adam ente los
to tales dem ográficos y las densidades correspondientes a las
8. K r z y w i c k i , 19 34 , pp. 10 1- 11 4.
9. A c s á d i y N e m e s k é r i , 1 9 70 , p. 181.
10. En lo que respecta a la enfermedad, toda la evidencia disponible
parece indicar que el hombre primitivo era más resistente que el actual
a las infecciones nocivas causadas por las bacterias. Véase Weidenreich,
1949, p. 203,
NATALIDAD Y M O R T A L ID A D 97
sociedades de aquellos tiem pos rem otos. Sin em bargo, en lo
que respecta a la fertilid ad y a la m ortalidad, la inform ación
disponible no em pieza hasta un período m uy avanzado. En
relación con algunas zonas de E uropa, se conocen datos de
las postrim erías del siglo x v i. No obstante, se trata de un
caso excepcional. G eneralm ente, los datos disponibles em
piezan a encontrarse en fechas m uy posteriores. La recopila
ción m eticulosa de estadísticas detallad as exige una cultura
de orientación cu an titativ a y con una capacidad de o rgan i
zación que, dejando aparte unas pocas excepciones, no son
características de las sociedades agrícolas o pastorales. La ev i
dencia que nos brindan las inscripciones funerarias apenas nos
p erm ite sacar conclusiones con sentido en relación con el
prom edio de duración de la vida.^^
A unque sea deficiente, el m aterial disponible parece
justificar algunas conclusiones generales. C om paradas con
los datos de la época rom ana, las condiciones m edievales de
m ortalidad procedentes de fuentes paleodem ográficas de la
Europa central no reflejan cambios sustanciales. Toda so
ciedad agrícola — ya fuera la Italia del siglo x v i, la
F rancia del siglo x v ii o la In d ia del x ix — tiende a seguir
unas pautas definidas en la estructura y las fluctuaciones de
los índices de n atalid ad y m ortalidad. Los índices brutos de
n atalid ad son invariablem ente m uy altos: entre el 35 y el
55 por m il, m ientras que el prom edio de hijos nacidos de una
m ujer «c a sa d a» (u tilizo la palabra «c asad a» en su sentido
más am plio) al finalizar su período de fertilid ad (a los cua
renta y cinco o cincuenta años) es de cinco como m ínim o. Den--
tro de los lím ites indicados, el valor real del índice de n ata
lid ad en una sociedad agrícola determ inada v aría de acuerdo
con num erosos factores: la edad y la com posición sexual de
11. Sobre las grandes dificultades que comporta el cálculo del prome
dio de duración de la vida basándose en las inscripciones funerarias, véase
Henry, 1957, pp. 149-152, y Henry, 1959, pp. 327-329.
98 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAI
la población, las condiciones san itarias y económ icas, el p re
dom inio de la gu erra o de la paz y finalm ente, aunque no por
ser lo menos im portante, factores socioculturales como pue
den ser la actitud hacia el m a tr im o n io ,h a c ia el control de la
n atalid ad , etc. Los índices de m ortalidad son tam bién m uy
elevados, pero n o r m a l m e n t e son inferiores a los de n atalidad.
P o r lo gen eral, oscilan entre el 30 y el 40 por m il.
La población de una sociedad agrícola se caracteriza por
que su índice norm al de crecim iento es de 0,5 a 1 por
ciento anual. Con el fin de dar sentido a esta cifra, citaré un
ejercicio de aritm ética astronóm ica realizado por P . C. Put-
nam : si la raza hubiese nacido de una pareja que v iv ía no
12. El porcentaje de mujeres que se casan entre los 15 y los 50 años
y su edad al contraer matrimonio influyen poderosamente en el número de
nacimientos en una sociedad determinada. Por otra parte, la actitud ante
el matrimonio se halla bajo la fuerte influencia de las costumbres y los
valores sociales. En las sociedades agrícolas había una gran diversidad de
actitudes con respecto al matrimonio. Según el viajero inglés F. Moryson, al
finalizar el siglo xvi, «en Italia el matrimonio es en verdad un yugo, y nada
fácil sino tan penoso que hermanos que en ninguna parte mejor se
avienen discuten entre ellos para estar libres del matrimonio y el que
voluntariamente o por persuasión toma esposa para continuar su estirpe
tendrá la seguridad de que su esposa y el honor de ésta serán tan respe
tados por el resto, aparte de sus liberales contribuciones a su manteni
miento, con el fin de tener libertad para gozar de las mujeres en general.
Con la cual libertad viven más felizmente que otras naciones. Pues en
aquellas frugales comunidades los solteros viven con pocos gastos y pocos
remordimientos sienten a causa de la fornicación, la cual se considera un
pecado leve que fácilmente absuelven los confesores» (Hughes, 1903,
pp. 156 y 409; Cipolla, 1965, pp. 578-579). En China, por el contrario, el
padre Matthew Ricci observó, a finales del siglo xvi, que «no se aprueba
el celibato y se permite la poligamia» (Gallagher, 1953, p. 97), y en las
postrimerías del siglo x v iii Barrow (1805, pp. 398-399) observó que «la
opinión pública considera que el celibato es deshonroso y se atribüye una
suerte “de infamia al hombre que continúa soltero pasada una cierta edad».
En la India el matrimonio durante la prepubertad se convirtió en una
costumbre después 'del siglo vi de nuestra era (Kapadia, 1958, pp. 138-166),
mientras que en la Alemania del siglo x vi «las mujeres raramente se casan
hasta haber cumplido los veinticinco años de edad» (Hughes, 1903, p. 296).
Véase, también, Hajnal, 1965.
NATALIDAD Y M O R T A L ID A D 99
mucho antes del descubrim iento de la agricu ltu ra — digam os
oue
j en 10,0 00 a .d .- \7 ^^emb^os se esen mu tipli-
*
cado desde entonces a razón del 1 por ciento anual, actual-
niente la población m undial form aría una esfera de carne v i
viente cuyo diám etro sería de muchos m iles de años luz y se
m u ltip licaría con una velocidad rad ial que, dejando aparte la
relativ id ad , sería m uchas veces más rápida que la luz/^ Esto no
ha sucedido porque durante toda la h isto ria dem ográfica de
las sociedades agrícolas, los índices de m ortalidad han d e
m ostrado una notable tendencia a alcanzar unos «p ico s» re
currentes, dram áticos y súbitos que llegan hasta niveles de
150, 300 e incluso 5 0 0 por m il. En unas pocas ocasiones es
tos «p ic o s» coincidieron con guerras. P ero es mucho más
frecuente que fueran el resultado de epidem ias y plagas de
ham bre que aniquilaron a buena parte de la población ex is
tente. A m enudo se habla de la fam osa M u erte N egra como
si hubiese sido un desastre excepcional. Sin duda tan infor
tunado caso m erece ser citado aparte, ya que la plaga azotó
a la to talidad de E uropa más o menos sim ultáneam ente. Pero
hay que tener en cuenta que la súbita desaparición de una
quinta o tercera parte de la población, incluso de la m itad,
era una catástrofe que se repetía de vez en cuando a escala
local. Las estadísticas recopiladas por el padre M ols en re la
ción con la E uropa m edieval y del R enacim iento son prueba
elocuente de estos desastres.^"^ La in ten sid ad y frecuencia de
los «p ico s» controlaban la im portancia num érica de las so
ciedades agrícolas.
Las grandes fluctuaciones del índice de m ortalidad deno
tan que el control del m edio am biente es inadecuado. La den
sidad dem ográfica de las sociedades agrícolas tendía a crecer
de modo desproporcionado con su capacidad técnica para
controlar las fluctuaciones de las cosechas y las enferm eda-
13. Putnam, 1950, p. 18.
14. Mols, 1955, vol. II, pp. 425-484.
100 HISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL
des epidém icas. Siem pre que una población agrícola dada
crecía, más allá, de un «tech o » determ inado, aum entaba la
probabilidad de que se produjesen catástrofes repentinas que
reducirían drásticam ente la población m ism a (fig. 17).
En tiem pos norm ales, la m ortalidad infan til representaba
una gran proporción de las m uertes. De cada 1.000 recién na
cidos, solían m orir de 200 a 400 antes de transcLirrido un
año. M uchos de los que quedaban fallecían antes de los siete
años. Un famoso m édico del siglo x v i, Jerónim o C ardano de
P av ía, solía afirm ar que podía curar a cualquiera a condición
de que el paciente no fuera más joven de siete años ni más
viejo de setenta.
E l gran núm ero de m uertes entre niños y jóvenes reb aja
ba drásticam ente el prom edio de duración de la vida. Toda
la inform ación disponible sobre num erosas sociedades p are
ce in dicar que las esperanzas «a g ríc o la s» de vid a al nacer
presentan un prom edio de veinte a trein ta y cinco años y
que de los que llegan a cum plir los cinco años pocos tienen
m uchas probabilidades de sobrepasar los cincuenta.
E l predom inio de los altos índices de n atalid ad ejerce
efectos peculiares sobre la com posición por edades de las
poblaciones agrícolas: el núm ero de personas jóvenes es m uy
elevado. G eneralm ente, entre una tercera parte y la m itad
de la población es m enor de 15 años; dicho de otro m odo, la
p irám ide dem ográfica de una sociedad agrícola tiene una base
15. Cardan, 1962, p. 180.
16. Dublin, Lotka y Spiegelman, 1949, pp. 28-43; Stolnitz, 1954-1955,
pp. 27-28; Burn, 1953, pp, 1-31; Bellido, 1955, pp. 117-123; Russell, 1958,
pp. 22-32.
17. A l comparar estas cifras con las citadas a proposito de la fase de
la caza, hay que tener presente que los restos que se conservan desde
los tiempos paleolíticos son principalmente de adultos. Así, pues, st se
calculase el promedio de edad en base a los datos recogidos por Vallois o
por Weidenreich, habría la tendencia a hacer caso omiso* de la mortalidad
entre los niños y los adolescentes.
NATALIDAD Y M O R T A L I D A D 101
m uy am plia. D esde el punto de v ista de un econom ista, esto
significa que la población no activa represen ta una carga pe
sada para la activa. Es esta una de las razones por las que
las sociedades agrícolas ponen los niños a trab ajar a edades
tem pranas.
L a R e v o l u c ió n I n d u s t r ia l
T am bién aquí la R evolución In d u strial cam bia d rástica
m ente el panoram a general.
H asta ahora, todas las sociedades que se han in d u stria li
zado parecen haber experim entado la desaparición casi to tal
de los «p ico s» recurrentes del índice de m o rtalidad. Las ra
zones de ello son m ú ltip les. Los nuevos conocim ientos cien
tíficos sobre las plantas y la gan adería, la extrao rd in aria m e
jo ra de los transportes, los progresos de la m edicina y la sa
nidad, etc. Todo ello ha perm itido al hom bre enfrentarse con
las plagas de ham bre y las enferm edades epidém icas. De las
tres causas principales de los «p ic o s», dos han sido contro
ladas, al menos de m om ento. P or desgracia, no podem os de
cir lo m ism o de la tercera: la agresión. De hecho, el progreso
técnico que perm itió al hom bre controlar el ham bre y las ep i
dem ias aum entó tam bién su eficiencia d estru ctiv a. Es este
uno de los elem entos que proyectan una som bra sin iestra so
bre el futuro de las sociedades in d u striales.
La R evolución In d u strial tam bién perm itió que se h i
cieran progresos en lo que Sauvy denom ina la «m u erte nor
mal»,^® esto es, el índice de m o rtalid ad en tiem pos norm ales.
Los progresos m édicos y san itario s, la m ejora de la nutrición
y el alza de los niveles de vida han elim inado prácticam ente
18. Sauvy, 1958, pp. 31-70.
T abla \3
1
índices brutos de natalidad y mortalidad (por mil) en países seleccionados, 1750-1950
índices de natalidad índices de mortalidad
1751 1801 1851 1905 1950 1751 1801 1851 1905 1950
Países 1755 1805 1855 1909 . 1755 1805 1855 1909
Á frica
E g ip to ........................ 45 ,2 . 44,4 26,3 19 ,1
U nión Sudafricana . 23,1 8,7
(población blanca)
lérica
Canadá ........................ 27,1 9,0
M é x ic o ........................ 46,0 43,5 32,9 16,2
Estados Unidos . 30,0 23,3 13;4 9,6
Argentina . . . . 40,0 23,3 2 0 ,1 9,0
B r a s i l ........................ 43,0 19,0
Chile . . . . ' . 4 6 ,6 44,6 34,0 33,0 33,2 15,0
Venezuela . . . . 43,6 42,6 29,8 10,9
1
a
C h i n a ........................ 43,0 25,0
India . . . , . 48,0 24,9 43,0 16,1
Pakistán . . . . 19,0 12,2
Japón ........................ 3 1,9 28,2 20,9 10,9
Europa
Alem ania 34,6
A ustria
Bélgica
Dinamarca
España
Finlandia 45,3 38,4 36,3
Francia 35,0 31,7 26,1
G recia .
Hungría
Inglaterra y Gales 35,0 34,0 33,9
Irlanda
Italia .
Noruega 34,4 28,2 32,5
Países Bajos
Portugal
Reino Unido
Suecia . 37,1 31,4 31,8
Suiza . 29.0
Yugoslavia
Rusia . 48.0
m
32,3 16 ,2 27 ,2 18,3 10,3
15,6 12,4
2 5 ,1 16,9 16,2 4 2 ,5
28 ,4 18,6 14,1 9,2
33,7 2 0 ,2 24,5 10,9
3 1,0 2 4 ,5 28,6 24,7 28,2 17,7 10,1
2 0 ,1 20 ,6 26,3 2 4 ,1 19,5 12,7
33 ,6 2 0 ,0 20,3 7,1
36 ,3 2 1 ,0 25,7 11,3
26,7 15,9 30,0 23,0 2 2,7 15,1 1 1 ,6
23 ,4 2 1 ,3 17,2 12,7
32,6 19,6 2 1,7 9,8
26,7 19 ,1 25,0 2 4 ,1 17,3 14,1 9,1
30,0 22 ,7 14,7 7,3
33,5 24 ,4 2 1,6 12,2
16,3 ’ 1 1,7
25 ,6 16,4 26,3 24 ,4 2 1,7 14,6 10,0
26,4 18 ,1 23 ,6 16,5 10 ,1
30,3 13,0
45,8 26 ,7 40 ,0 29 ,5 9,7
T abla 16
Cálculos del índice hmto de nalalidad, 1960-1965 y 1965-1970,
y del índice bruto de reproducción, 1965-1970,
en las principales zonas y regiones del mundo
índice de natalidad índice
Zonas bruto de
reproducción
1960-1965 1965-1970 1965-1970
1
T otal m undial . . . . . 3 5 ,1 33 ,8 2,3
Regiones más desarrolladas . . . . 2 0 ,5 18,6 1,3
Regiones menos desarrolladas . . . 42 ,0 4 0 ,6 2,7
Este de A s i a ......................... ................. 34,0 3 1,5 2,0
Región c o n tin e n ta l . . . 3 6 ,1 3 3 ,1 2 ,1
Ja p ó n . . . . . . . . 17 ,2 18,0 1,0
Resto del este de Asia , . ■ 38,7 34 ,7 2,5
Sur de Asia . . . . . . . .4 5 ,1 44,3 3 ,0
C entro del Sur de A sia , .. . .4 5 ,4 44,4 3,0
Sudeste de Asia . . . . . 4 4 ,6 44 ,2 3,0
Sudoeste de Asia . . . • : . 44 ,0 4 3 ,6 3 ,1
E u r o p a ......................... . 18,7 18,0 1.3
Europa occidental . . . . 18,2 17,5 1,3
Sur de Europa . . . . 20 ,7 19,4 1,3
Europa oriental . . . . . 17,5 17,3 1.2
N orte de Europa . . . .. . 17,9 17,6 1,3
U nión Soviéfica .
Á frica
Á frica occidental
Á frica oriental
Á frica central .
Á frica del N orte
Á frica del Sur
Am érica del N orte
Latinoam érica >
Sudam érica tropical
C ontinente centroam ericano
Sudam érica tem plada .
C a r i b e ........................
Ocea nía . . .
A ustralia y Nueva Zelanda .
M elanesia . . . . ;■
Polinesia v M icronesia .
Fuhntk: un, 1971,
22,4 17 ,9 1,2
46 ,9 46 ,8 3 ,1
49 ,0 4 8 ,8 3,2
46 ,4 4 6 ,6 3 ,1
4 5 ,0 ' 45,3 , 2,9
47,5 46 ,9 3 ,2
40,3 40 ,7 2,7
22,7 19,3 1,4
3 9 ,1 38 ,4 2,7
4 0 ,7 • 3 9 ,8 2 ,8
4 4,6 43 ,7 3 ,1
26 ,8 26 ,3 1,8
36,7 35 ,0 2,4
2 7 ,1 2 4 ,5 1,7
2 2 ,6 20 ,2 1,4
42,4 4 1 ,7 2,9
4 1,5 39 ,7 2,9
T abla 17
Cálculos del índice bruto de mortalidad, 19604965 y 1965-1970,
y de esperanza de vida al nacer, 1965-1970,
en las principales zonas y regiones del mundo
índice de mortalidad Esperanza
Zonas y regiones de vida
1960-1965 1965-1970 1965-1970
T otal mundial 15 ,1 14 ,0 53
Regiones más desarrolladas . , . 9,0 9 ,1 70
Regiones menos desarrolladas . 18,8 16 ,1 50
E ste de A s i a ........................................... 16,5 14 ,0 52
Región c o n tin e n ta l.............................. 18,3 , 15,3 50
Japón . . . . . . . . . 7, 3 7, 0 í 71
R esto del este de A s i a ........................ 10,4 9,7 60
Sur de A sia ............................... ...... 20,3 16,8 49
C entro del sur de A sia . . , . 2 0 ,9 17,2 48
Sudeste de A sia . . . . 19,3 1 6 ,1 50
Sudoeste de A sia . . . . . 17,4 15,6 51
E u r o p a ........................ ...... . . 10,2 10,2 71
E uropa o c c id e n ta l............................... 1 1 ,0 1 1 ,0 72
Sur de E u ro p a . . . . . 9,4 9,3 70
E uropa oriental . . . . . 9,4 9,5 71
N orte de Europa . . . . 1 1 ,2 1 1 ,1 72
U nión Soviética .
Á frica . . .
A frica occidental
A frica oriental
A frica central .
Á frica del N orte
A frica del Sur
Am érica del N o rte .
Latinoam érica
Sudam érica tropical
Continente centroam eric:ano
Sudam érica tem plada
Caribe
Oceanía . . . .
A ustralia y Nueva Zelanda
M elanesia .
Polinesia y M icronesia
F uente: UN, 1971.
7,2 7,7 70
22,8 2 1,3 43
25 ,2 24,3 39
2 3,6 2 1,8 42
2 6 ,1 24,3 39
19 ,1 16,9 50
17,9 17,4 48
9,3 9,4 70
10,9 10,0 60
1 1 ,1 10,0 60
1 1,2 10,1 60
9,3 9 ,1 65
12,0 10,9 58
10,2 10,0 65
8,7 ' 8,7 72
18,2 17,6 47
10,5 8,8 61
1 08 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE L A POBLACIÓN M U N D IA L
Tabla 1 8
M orta lid a d infantil (to ta l d e m u e r t e s in fa n tiles
p o r ca d a m il n a c i m i e n t o s d e cria tura s v iv a s )
e n p a ís e s s e l e c c i o n a d o s , h. 1800, h. 1900, 1930 y 1963-1966
Países h. 1800 h. 1900 1950 1965-1966
Suecia . . . . 190 96 22 13
Países Bajos . 147 26 14
N oruega . . . . 88 27 17
D inam arca 126 32 19
Suiza . . . . 1 39 32 17
G ra n B retaña 145 33 20
F inlandia 135 42 18
Francia . . . . 1 90 1 49 53 22
Bélgica . . . . 1 53 53 24
Irlan d a . . . . 1 02 47 25
A lem ania 207 55 24
A u stria . . . . 221 66 28
Italia . . . . 1 68 68 34
España . . . . 1 95 69 35
E uropa occidental (prom edio) . 14 8 45
N ueva Zelanda 75 23 18
A u stralia 97 24 18
Estados Unidos . 16 2 33 23
Canadá . . . . 41 23
Jap ó n . . . . 1 51 60 19
Rusia . . . . 260 81 27
M éxico . . . . 96 61
India . . . 232 - 12 7
C hile . . . . 264 1 53 107
Í U E N T E S : Los dat os c o r r e s p o n d i e n t e s a E u r o p a p r o c e d e n de C h a s t e l a n d ,
1960. p. 4 8; los dat os sobre los pa íse s no e u r o p e o s p r oc ed e n de F e b v a y y
Oo'/e. 1954, p. 390, C h a n d r a s e k k a r , 1959, pp . 88 -8 9; los de R u s i a , de K a n t n e r .
196 0, p. 4 0, y Urcanis, 1963, p. 9 1 ; los d e los E E . U U . , del B u r c a u o£ Ccn-
sus, 1960, p. 28.
N ATA LI D AD Y MORTALIDAD 109
Edad V a ro n es 1750 H e m b ra s
90- I
1935
F igura 13
Pirám ides demográficas: Suecia, 1750-193d
I'UtNTE: Historisk Statistik for Sverige.
lio H ISTO RIA E C O N O M I C A DE L A P O B L A C I O N MU N D IAL
m uchas en ferm edades, a la vez que reducían la incidencia de
m uchas otras. E l índice de m o rtalid ad «n o rm a l» ha sido re
ducido y en las sociedades in d u striales tiende a estar por
debajo del 13 por m il (tab la 15).
Una de las cosas que más contribuyeron a la caída del ín
dice de m ortalidad «n o rm a l» fue la drástica reducción de la
m orra lidad in fan til y adolescente. En las sociedades in d u stria
les las m uertes in fan tiles tienden a ser menos de 33 por cada
mil nacim ientos de criatu ras vivas (tab la 18). Esto, unido al
hecho de que se controlan m uchas enferm edades y a que los
n iveles de v id a son m ejores, ha aum entado notablem ente el
prom edio de duración de la vida. En las sociedades in d u stria
les la esperanza de v id a de una persona al nacer tiende a ser
sup erio r a los 60 años.^^
M ás adelan te com entarem os el com portam iento del índice
de n atalid ad al su frir el im pacto de la R evolución In d u strial.
De m om ento nos lim itarem os a decir que en cu alq u ier socie
dad in d u stria l tiende a oscilar por debajo del 20 por m il (ta
bla 16) V que la fertilid ad total es de dos a tres hijos p o r
m ujer casada al finalizar su período fértil. Siendo bajo el
índice de n atalid ad de las sociedades in d u striales, la p irám i
de dem ográfica es relativam en te estrecha por la base y rela
tivam ente am plia en las secciones m edia y superior (fig. 13).
En los años cincuenta, en F rancia, al igu al que en Suecia, las
personas de 63 o m ás años de edad represen taban más del
10 por ciento de la población to tal. M ien tras las sociedades
agríco las se enfrentan al problem a de cómo u tiliz ar su gran
num ero de niños, las in d u striales tienen que resolver el pro
blem a de cómo u tiliz a r su elevado núm ero de personas de
edad. E l problem a no es fácil, especialm ente debido a que,
dado el gran dinam ism o de las sociedades in d u striales, a sus
ancianos no se les considera depositarios vivos de sab id u ría y
19. S t ol ni tz , 1 9 ‘5 4-1 95‘>; C h a s t e l a n d , 1960, pp. 58-88. V é a n s e ta m b ié n
las ta bl a s 17 v 19.
N AT AL ID AD Y MORTALIDAD 111
conocim ientos, sino que se les tienen por reliq u ias in ú tiles
d el pasado.
N iv e l a c ió n d e lo s ín d ic e s d e
N A T A L ID A D Y M O R T A L ID A D
Las observaciones que acabam os de hacer parecen d ar a
en ten d er que para cada uno de los tres tipos básicos de o rga
nización económ ica ex iste — al m enos en potencia— un m e
canism o de eq u ilib rio que controla el crecim iento dem ográfi
co. En el caso de las sociedades cazadoras-pescadoras supo
nem os — de modo más b ien vago, teniendo en cuenta a lg u
nas prácticas anticonceptivas prohibidas e incluyendo el in-
T a b l a 19
Espera/7za de vida al nacer y a los sesenta años
en países seleccionados, 1900-1930
Al nacer A los sesenta
Años EO Rusia [Link]. India EO Rusia [Link].
Hacia 1 9 0 0 47 32 48 23 14 14 15
Hacia 19 5 0 67 67 69 32 17 19 18
N o ta : E O = E u r o p a o c c i d e n t a l — A n s i r i a . Ikdg ica , D i n a m a r c a , F i n l a n
d ia , F r a n c i a , A l e m a n i a . G r a n B r e t a ñ a . I r l a n d a , I t a l i a , P a í s e s Ba jos , N o r u e g a ,
E s p a ñ a , S u e c i a . S u i z a . Lc'»s d at o s so br e los Testados U n i d o s se refieren ú n i c a
m e n t e a la p o b la c i ó n b l a n c a .
l iiKNTRS; C^hasreland, 1960, p. 7 1 ; US Bu reau of C e n s u s , 1960, pp. 24 -2 5;
S. U. S S S R . 1962, p. 608.
fan ticid io en el índice de m o rtalid ad — que el m ecanism o
eq u ilib rad o r consistía en que el elevado índice de m o rtalid ad
112 H ISTORIA ECONOMICA DE LA POBLACION MU N D IAL
ig u alab a al tam bién elevado ín d ice de n atalid ad . En cuanto a
si estos índices fluctuaban m ucho o poco, sencillam ente no
lo sabem os. En lo que resp ecta a las sociedades agrícolas, po
dem os afirm ar con m ayor segu rid ad que en el caso an terio r
que el m ecanism o co n sistía en un elevado índice de m o rtali
d ad , sujeto a grandes fluctuaciones, que ten ía a raya al índice
de n atalid ad , tam bién elevado pero más estab le. E l índice
de m o rtalid ad era norm alm ente in ferio r al de n atalid ad , por
lo que la población ten d ía a aum en tar. Sin em bargo, los « p i
co s» catastróficos d el índice de m o rtalid ad elim in ab an el « e x
ced en te» dem ográfico. Luego el ciclo v o lv ía a em pezar. En
el caso de las sociedades in d u striales, parece ser que el m eca
nism o co n sistiría p rin cip alm en te en aju star el índice de n ata
lid a d a un ín dice de m o rtalid ad m uy b ajo . C uanto m ás suelto
sea el aju ste del prim ero con el segundo, m ayor es la proba
b ilid a d de que reaparezcan los «p ic o s» a guisa de d isp o siti
vos eq u ilib rad o res. « S i nos reproducim os como conejos, a la
larg a tendrem os que m o rir como co n ejo s.»
E stos m ecanism os jam ás han sido rígidos h asta el punto
de estab ilizar por com pleto una p o b la c ió n .E n cu alq u ier
fase, los índices de n atalid ad y m o rtalid ad pueden v a ria r. A si
m ism o, y especialm ente en lo que hace a las sociedades ag rí
colas, los períodos de paz y prosperidad tienden a reducir la
20. Carlson, 1955, pp. 1437-1441. Existe una incompatibilidad a largo
plazo entre los índices de fertilidad y mortalidad que sean notablemente
divergentes. La razón de ello se encuentra en lo absurdo del incremento
geométrico continuo. Véase Coale, 1959, p. 36, y también más adelante la
página 131, nota 7.
21. En este texto el término equilibrio no se utiliza para expresar
estabilidad absoluta, sino para indicar la ausencia de un movimiento impor
tante y sostenido de crecimiento o decadencia. «Las poblaciones naturales
tienden a fluctuar en torno a alguna cifra de equilibrio. Hace tiempo que
los biólogos reconocen este hecho [ ...] Desde una perspectiva a corto plazo,
las poblaciones se hallan en un equilibrio aproximado solamente, pero,
vistas desde la escala temporal del Pleistoceno, las poblaciones humanas
que aumenten lentamente pueden considerarse esencialmente en equilibrio»
(Bartholomew y Birdsell, 1953, p. 494).
N AT AL ID AD Y MORTALIDAD 113
frecuencia de los «p ic o s» catastróficos del índice de m orta
lid a d m ientras que los períodos de gu erra y desorden tien den
a au m en tarla. E stas circun stan cias p erm iten m asivos m ovi
m ientos dem ográficos, bien sea hacia arrib a o hacia abajo. Los
«c ic lo s» dem ográficos seculares de C hina antes del siglo x ix
y la « g r o s s e ' W e l l e n » de la población alem ana son ejem
plos típicos de esta clase de m ovim iento.
Si es cierto que los m ecanism os de eq u ilib rio tienen flexi
b ilid ad suficiente para p erm itir un crecim iento o dism inución
im portantes de una población, tam bién es cierto que su e x is
tencia condiciona y lim ita la gam a de posibles m ovim ientos.
A dem ás, los m ovim ientos que tienen lu g ar dentro de los lí
m ites perm itidos por los m ecanism os de eq u ilib rio son gene
ralm ente el resultad o de un d esarro llo cu ltu ral o político con
creto y localizado, por lo que están lim itad o s geográfica
m ente.
Las «exp lo sio n es dem ográficas» que acom pañaron a las
R evoluciones A grícola e In d u stria l m uestran , por el co n tra
rio, características m uy d istin tas. A nte todo, como siguen a
la difusión de la revolución, tienen lu g ar a escala m u n d ial.
En segundo lu g ar, su in ten sid ad y m agnitud tien d en a ser
excepcionales. En realid ad , di ríase que duran te cada una de
las dos revoluciones la población «se d esco n tro la». C abe con
siderar que estas explosiones fueron resultad o de la ru p tu ra
del m ecanism o de eq u ilib rio predom inante. El lapso de tiem
po que tran scurre antes de que un nuevo eq u ilib rio su stitu ya
al an terio r es el período d u ran te el cual la población «s e d es
con tro la» y explota.
Sobre la p rim era de las dos revoluciones no disponem os
de suficiente in fo rm ació n -p ara poder d etectar cómo y por
qué se rom pió un m ecanism o de eq u ilib rio y otro nuevo vino
a reem plazarlo. Pero estam os m uy bien inform ados sobre el
22. Ta Chcn. 1946. pp. 4-6.
23, Mackenroth, 1953. pp. 112-119.
114 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE L A POBLACIÓN M U N D IA L
m ecanism o explosivo de la segunda revolución. En este caso,
las pautas gen erales son las sigu ien tes. E l punto de p artid a
(e l eq u ilib rio de la fase ag ríco la) es un elevado ín dice de
n atalid ad (3 5 -5 5 por m il) y un elevado (n orm alm ente 30-40
por m il) y m uy fluctuante (h asta 1 5 0 -3 0 0 -5 0 0 por m il)'ín d ic e
de m o rtalid ad . Con la R evolución In d u stria l tien den a desa
p arecer los h o rrib les «p ic o s» d el segundo ín dice citado. Este
hecho por sí m ism o forzosam ente in iciará un crecim iento in
só lito , ya que el índice norm al de m o rtalid ad es ya inferior
al de n atalid ad desde el principio y los «p ic o s» catastróficos del
de m o rtalid ad constituían un elem ento v ita l para el m ecanis
mo eq u ilib rad o r de antes.^"^ Sin em bargo, aq u í no term in a la
h isto ria. T am bién el índice «n o rm a l» de m o rtalid ad registra
un m ovim iento descendente bajo el im pacto de los progre
sos realizados por la m edicina y la san id ad , así como de la
m ejora de la d ieta. A la larg a, el ín d ice de n atalid ad tam bién
d eb ería descender, pero bajo la influencia de num erosas y
d istin tas fuerzas cu ltu rales, in stitu cio n ales y económ icas, este
ín d ice da m uestras de poseer cierto grado de resisten cia. En
efecto, se ajusta a la presión del índice de m o rtalid ad por me-
24. Helleiner, 1957. Buen ejemplo lo ofrece la India contemporánea.
Entre 1891 y 1921 un nivel de fertilidad alto y casi constante se combinó
con índices de mortalidad relativamente elevados pero íluctuantes. Los
índices de mortalidad fluctuaban en respuesta a las plagas de hambre produ
cidas por las perdidas de las cosechas y -por la incidencia de epidemias de
consideración. El resultado consistió en un aumento muy leve de la pobla
ción. A lo largo del período 1891-1921 el crecimiento total fue de poco
más del 5 por ciento, es decir, un promedio de menos de una sexta parte
del 1 por ciento anual. Después de 1921, mientras el nivel de fertilidad y
de mortalidad «normal» permanecieron constantes, desaparecieron los «pt"
eos» súbitos y violentos del índice de mortalidad debidos a las epidemias
y al hambre. Debido a que después de 1921 no se produjo ninguna cala
midad de esta clase que alcanzara proporciones importantes, se registró un
índice de crecimiento que durante el período 1921-1951 ha sobrepasado el
1 por ciento anual. Coale y Iloover, 1958, pp. 29, 31 y 54. Un caso similar
fue el crecimiento de la población italiana en el siglo x v iii y principios
del X I X , \’éase Cipolla, *1965.
NATALIDAD Y MORTALIDAD 115
F ig ura 14
La transición demográfica en Suecia
mostrada según tasas estandarizadas
dio de un retraso (fig. 14), cuyo alcance puede ser n egligib le
o considerable.^'' F rancia e In g laterra (in cluyen do el P aís de
G ales) son buenos ejem plos de d istin tas form as de desarro llo .
25. En algunos casos el retraso puede agravarse aún más debido a que
en el mismísimo principio del proceso el índice de natalidad no sólo no
responde a la «atracción» del de mortalidad, sino que de hecho, aunque sea
116 H ISTO RIA E C O N O M I C A DE L A POBLACION M U N D IA L
En am bos casos la desaparición de los «p ic o s» de m o rtalid ad
dejó un vacío incontrolado entre el índice de n atalid ad y el de
m o rtalid ad y provocó una explosión dem ográfica. Sin em b ar
go, m ien tras que en F rancia el índice de n atalid ad no tardó
en segu ir al de m o rtalid ad , en In g laterra y G ales el prim ero
respondió a la presión con notable retraso y el vacío aum entó
co n siderablem ente hasta 1 8 2 0 , añadiendo más leña al creci
m iento explosivo.
H asta ahora nos hem os ocupado de sociedades que p a
saron por un proceso de in d u strializació n . No o b stan te, hoy
d ía somos testigos de un fenóm eno nuevo e in teresan te. D es
pués de ad q u irir la capacidad técnica para controlar las en
ferm edades, las sociedades in d u strializad as sin tiero n y siguen
sintiendo el im pulso h u m an itario de b rin d ar asisten cia m é
dica a las sociedades que básicam ente to davía son agrícolas.
Las consecuencias de tal im pulso han sido h o rrib les.
En E uropa los conocim ientos que contribuyeron a controlar
la m ortalidad se adquirieron poco a poco, por lo que la po
blación creció de m odo gradual. En los países subdesarrolla
dos,, en cambio, los conocim ientos acumulados durante dos
siglos se han vu elto accesibles de la noche a la mañana y,
p or consiguiente, los índices de m ortalidad han descendido
con una rapidez muy superior a la que jamás se registró en
la E uropa occidental. En C eilán, para citar un caso extrem o
pero m uy ilu strativo , el m osquito palúdico ha sido ex ter
m inado con D DT y las m uertes bajaron de 2 2 a 12 por mil
durante un breve tiempo, tiende a moverse en dirección contraria. La causa
de esto puede ser, por ejemplo, un descenso de la edad media de los
matrimonios.
26. La explicación que se ofrece en el texto se denomina general
mente «teoría de la transición demográfica». Si bien nadie niega la validez
de la misma como descripción a grandes rasgos de los hechos, de vez en
cuando la teoría ha sido criticada por re-presentar una serie de asociaciones,
más o menos imparciales y no específicas, entre amplias tendencias sociales
y económicas y la fertilidad. Cf. Van Nort y'K aron, 1955.
z
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O
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H
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o
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F igura 15
Tendencias calculadas y conjeturales en los índices de natalidad y mortalidad
F uente: UN, 1971.
118 H IST O R IA E CO N O M ICA DE LA PO BLACIO N M U N D IAL
durante los siete años comprendidos entre 1945 a 1952 (in
mediatamente después de rociar con DDT los focos palúdicos,
el índice de mortalidad bajó del 20 al 14 por mil en un solo
año: 1946-1947). En Inglaterra y Gales se tardó setenta
años para lograr el mismo descenso. En M auricio el des
censo de 27 a 15 muertes por mil, que costó cien años en
Inglaterra y Gales, también se logró en unos siete años.^^
El descenso repentino del índice de m o rtalid ad , unido al
hecho de que algunos países de los llam ados «su b d esarro
lla d o s» no están preparados para los cam bios cu ltu rales que
com porta la R evolución In d u stria l (esp ecialm en te en lo que
respecta al control de la n a ta lid a d ), ocasiona un dram ático
ensancham iento del «v acío dem ográfico» (fig. 15). V olviendo
al ejem plo de C eilán , el descenso vertiginoso de la m o rtali
dad no se vio acom pañado por ningún cam bio apreciab le en
la fe rtilid a d : el ín dice bruto de n atalid ad ha seguido siendo
sup erio r al 40 por mil.^® En otros casos, la dism inución de la
m o rtalid ad se vio acom pañada, de hecho, por un inoportuno
aum ento de la fe rtilid a d . En M ad agascar, un tercio de la po
blación fem enina era estéril a causa de las enferm edades v e
néreas. L a asisten cia m édica que in tro d ujero n los blancos
causó, ju n to con el descenso de la m o rtalid ad , el increm ento
de la fertilidad.^'^ A llí donde se dé un índice de n atalid ad
propio de una sociedad agrícola y un índice de m o rtalid ad
propio de una sociedad in d u strial la explosión dem ográfica
forzosam ente alcanzará proporciones alarm an tes. En C eilán
los índices anuales han seguido la sigu ien te evolución;
2/. P. E. P,, cd ., 1956. p. 12. S o h r e el caso d e .Mauricio, cf. ta m bi én
I í o l m b e r g , 1 9 6 2 , pp . 3-29.
28. I ’a c u b c r . 195 6 . p. 7 5 7 : S a r k a n , 1957.
2 9. O l i v i e r , 1935.
N A T A L ID A D Y M O R T A L ID A D 119
índice de índice d e índice de
n atalidad m o rtalidad crecim iento natural
(p o r m il) ( p o r m il) (p o r m il)
19 0 0 -19 0 9 38 29 9
19 10 -19 19 38 30 - 8
19 2 0 -19 2 9 40 27 13
19 3 0 -19 3 9 37 24 13
1 9 4 0 -1 9 4 9 37 18 19
19 5 0 -19 5 9 38 11 27
En M auricio era del 5 por m il en 1 9 3 6 -1 9 4 0 y del 29 por
mil en 1958. El índice era del 28,1 por m il en el sudeste de
A sia y del 3 3 ,6 por m il en la A m érica C en tral en 1 9 6 5 -1 9 7 0
(tab las 16 y 17).
D esde el punto de v ista dem ográfico, lo único que nece
sitan los países sub desarro llado s con exceso de población es
red u cir sus índices de n atalid ad a unos n iveles razonables.
P ero en cierto m odo esta reducción e stá relacio n ada con una
serie de m ejoras im portantes de los n iveles de v id a. Y estas
m ejoras son m ás d ifíciles de conseguir cuanto m ayor es la
presión dem ográfica. Si el ín dice de producción de cap ital es 3,
es decir, si hacen falta tres u n id ad es de cap ital p ara producir
una un id ad de ingresos, entonces, con un crecim iento d e
m ográfico d el 2 por ciento an u al, cada año h ay que in v e rtir
el 6 por ciento de los ingresos netos sólo p ara m antener el
m ism o n iv el de v id a de esa población que habrá aum entado.
Si el crecim iento dem ográfico es d el 3 por ciento an u al, será
necesario in v e rtir el 9 por ciento de la ren ta nacional p ara
conseguir el misrrio resu ltad o . C uanto m ayor sea el índice de
crecim iento dem ográfico, m ás d ifícil será zafarse de la tram pa
m altu sian a. E ntonces se pone en m ovim iento una esp iral
viciosa. D ebido al elevado ín d ice de crecim iento dem ográfi
co, se hace d ifíc il la «in d u stria liz a c ió n ». Como no h ay « in
d u strializació n », los índices de n atalid ad y de crecim iento
120 HISTORIA KCO NÓ M ICA DE LA PO BLACIÓ N l^UN DIAL
dem ográfico perm anecen altos. C iertam en te h ay que encon
tra r üna solución. E xiste una íuL om patibilidad a largo plazo
en tre los índices altos de fe rtilid a d y los índices bajos de
m o rtalid ad . No im portan los progresos tecnológicos que nos
traiga el futuro , a la larg a o bien b ajará la fe rtilid a d o sub irá
la m o rtalid ad . H ay que alcanzar el e q u ilib rio . P ero , ¿cuándo
se alcanza? ¿ Y de qué m an era?
C apítulo 5
¿CUÁNTA GENTE?
E l c r e c im ie n t o d e m o g r á f ic o y lo s n iv e l e s d e v id a
M i primera aproximación al problema demográfico fue pura
mente matemática. Pero inmediatamente me di cuenta de
que la verdadera esencia del problema era biológica. Esta
conclusión me llevó a estudiarlo de forma experim ental y
controlada en el laboratorio.
Con estas palabras un científico americano llamado Pearl em
pezó, hace unas décadas, un libro titulado T h e b io lo g y o f p o -
p u la t i o n g r o iv t h .
El estudio al que hacía referencia lo llevó a cabo en un
laboratorio empleando una «criatura apropiada»: la d r o s o -
p h t la m e la n o g a s te r .
Se trata de una mosca pequeña, una especie de versión en
miniatura de la mosca doméstica vulgar, que se ve en en
jambres alrededor de la fruta podrida o en fermentación o
allí donde se hayan dejado expuestos al aire líquidos hechos
de fruta, como la sidra y el vinagre.
122 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MU N D IAL
E scogió un grupo — «A d án y E va, unos cuantos niños p e
queños (larv as) y otros c u a n t O c » iiíños (c iis á lid a s )» — y lo en
cerró en una b o tella especial donde había colocado alim entos
apropiados. De esta form a m ontó un «m icrocosm o d íp tero ,
un universo de espacio lim itad o pero bien eq u ip ad o ». S egu i
dam ente se dispuso a observar m ien tras « la n atu raleza seguía
su curso aco stum b rado ».
A su debido tiempo nacerán más hijos, ya que mamá y papá
no eluden el cumplimiento de los principales deberes y pri
vilegios biológicos. Algunos morirán. Otros crecerán y ten
drán descendencia propia. Finalmente, los mayores morirán,
pero no sin que antes se haya acumulado a su alrededor una
nutrida multitud de descendientes de diversas generaciones.
En resumen, en este pequeño universo se habrá desarrollado
una población.
Basándose en los censos de «p o b lació n » que llev ab a a cabo
con frecuencia, cada dos o tres d ías, el exp erim en tad o r llegó
F ig u r a 16
La c u r v a l o g ís t i c a
¿CUÁNTA GENTE? 123
a la conclusión de que « la mosca d r o s o p h i l a sigue la curva
lo gística en su cieciiiiicntw ciCíií[Link] bajo condiciones ex-»^
p erim en tales co n tro lad as» (fig. 16).
A continuación, P earl dedicó esfuerzos inagotables a d e
m o strar que el crecim iento de la población hum ana sigue
tam bién las pautas de la curva lo gística. Y como siem pre h ay
m ucha gente d isp uesta a v alerse de sencillos in strum en to s
m atem áticos para ex p licar fenóm enos sociales m uy com ple
jos, la tesis d el em inente gen etista se hizo m uy p o p u lar a la
sazón.
En realid ad , cu alq u ier generalización que se base en el
exp erim en to de P earl es más bien d iscu tib le. E l crecim iento
de una población hum ana presen ta unos elem entos p ecu lia
res que lo d iferen cian del de, por ejem plo, una población de
d r o s o p h i l a m e l a n o g a s t e r . B asta recordar que los ingresos y
recursos están d istrib u id o s desigualm en te en tre la población
hum ana y que el hom bre ha aprendido a controlar e in cre
m en tar, al m enos dentro de ciertos lím ites, los alim entos y
recursos de que dispone. Es d ecir, ha utilizad o los progresos
de la tecnología y la organización p ara ensanchar la « b o te lla »
en la que v iv e. Es m ás, tam poco en tre los anim ales suceden
siem pre las cosas con la fluidez que una curva lo gística su
giere. Con frecuencia una población pasa de la raya y enton
ces es necesaria alguna catástrofe de m enor o m ayor im p o r
tancia p ara que se ajuste a los n iveles de capacidad m áxim a
(fig. 17). La h isto ria de la población europea en tre los años
1000 y 1500 de nuestra era se ajusta más a la curva irre g u
lar de la figura 17 que a la plácida curva logística de la figu
ra 16.
A m bos m odelos dan por sentado que una población de
criatu ras v iv ien tes tiende a crecer h asta el lím ite de los re
cursos disp o n ib les. Sin em bargo, en la v id a social de m uchas
especies de anim ales superiores se im ponen una especie de
«derechos te rrito ria le s» que im piden que toda la especie se
124 H IST O R IA ECO N Ó M ICA DE LA PO BLACIÓ N MUND IAL
en cu en tre an te un a catástro fe m altu sian a. En estos casos la
p resió n m altu sian a recae sobr >ría de in d ivid uo s des-
F igura 1/
E je m p lo d e p o b la c ió n q u e ha p asad o d e la ra y a
y q u e, p o r c o n sig u ie n te , se a ju sta a tr a v é s de u n a se rie
d e o sc ila c io n e s a l n iv e l d e cap acid ad m á x im a
plazados y d esvalid o s, m ientras que la población se m antiene
a un n ivel sensiblem ente in ferio r al m áxim o de densidad po
sible.^ Es fácil probar que la « te rrito ria lid a d » funciona tam-
1. La «territorialidad» se ha descubierto observando el comportamiento
sociah de los pájaros y de los mamíferos. Los efectos de la «territorialidad»
sobre la población han sido resumidos del siguiente modo: «En caso de
aumentar la población, la densidad de la población local no sigue aumen
tando indefinidamente. En vez de ello, la defensa territorial empuja a los
individuos hacia situaciones marginales y de esta forma no se agotan los
recursos del hábitat óptimo. La mayor parte de los individuos desplazados
no sobrevive, pero puede que algunos encuentren zonas no explotadas que
representen un hábitat adecuado y de este modo se extiende el alcance de
la especie. El resultado es que la población tiende a mantenerse en o por
debajo de la densidad óptima en el hábitat preferido y el excedente de indi
viduos se ve empujado hacia zonas marginales a las que deben adaptarse o
morir» (Bartholomew y Birdsell, 1953, p. 485).
CUÁNTA GEN TK? 125
bien en tre los hombres.^ A dem ás, en el com portam iento de la
población hum ana hay otros elem entos de clara o rigin alid ad .
L a d r o s o p h i l a m e l a n o g a s t e r u tiliz a la p rovisión de agar que
h ay en la b o tella sim plem ente para crecer num éricam ente. E l
hom bre aprovecha los recursos disponibles para crecer n u
m éricam ente y , adem ás, p ara m ejorar sus n iveles de v id á. En
las sociedades hum anas — al m enos en las civilizad as— el
«te c h o » d el crecim iento dem ográfico puede que lo fije «n o la
capacidad a n iv el de sub sisten cia, sino la capacidad a un
n iv el de v id a deseado o convencional».^
<£C uáles son los m ecanism os que d istrib u yen los recursos
en tre las dos altern ativ as de u tilizació n : e l crecim iento d e
m ográfico y la m ejora de los n iveles de v id a ? La resp uesta
es d eb atib le. No cabe duda de que la d esigu al d istrib u ció n
de los ingresos ju gab a un papel clave en las sociedades a n ti
guas. D esde los prim eros días de la h isto ria de la h u m an i
d ad, la aparición de clases p riv ilegiad as de sacerdotes y a ris
tócratas ha desviado los recursos hacia unas form as de v id a
m ás elevadas y ha im pedido que el aum ento de la producción
disponible se viese p len am en te absorbido por el crecim iento
de la población. La d esigu ald ad de la d istrib ució n de los in
gresos y el sim ple hecho de que el índice de crecim iento de
la producción in d u strial fuese sensiblem ente superior al d el
crecim iento dem ográfico d u ran te un largo período debieron
de ser factores clave, d u ran te la R evolución In d u stria l, p ara
la im plantación de unos n iveles de v id a superiores que com pi
ten con la propensión n atu ral a procrear. T am bién h ay que
tener en cuenta que las clases bajas im itan a las altas, d el
m ism o modo que las sociedades «su b d esa rro lla d as» im itan
a las «d e sa rro lla d a s».
Sean cuales fueren las razones y los m ecanism os, lo cier
to es que desde su aparición en este p lan eta la sociedad hu-
Forde, 1953, pp. 373-374; Bates, 1955. pp. 68-76.
Taylor, 1955, p. 50.
1 26 H IST O R IA ECO N O M ICA DE LA PO BLACIO N M U ND IAL
m ana ha increm entado su núm ero y m ejorado sus n iveles de
v id a.”-C^ueda jpor resolv^er, p-or supuesto, si la distrío ucio n de
los recursos disponibles en tre « c a n tid a d » -y «c a lid a d » ha sido
lo m ejor que podía hacerse. E ste problem a lo discutirem os
m ás ad elan te. De m om ento in ten tarem o s ev alu ar el creci
m iento cu an titativ o .
L a R e vo lu c ió n A g r íc o la
Como señalé en el capítulo 1, toda la evidencia de que
disponem os parece in dicar que alrededo r de 1 0 .0 0 0 a.C . toda
— o casi toda— la población hum ana que había en este p la
neta seguía viviendo de la caza, la pesca y la recolección de
frutos silvestres. Luego, en el cap ítulo 4, exp liq u é que una
sociedad de cazadores o pescadores raram ente alcanza un pro
m edio de densidad de una persona por m illa cuadrada. P a r
tiendo de estas suposiciones, y teniendo en cuenta que algu
nas zonas de la tie rra no son h ab itab les, no es descabellado su
poner que en vísp eras de la R evolución A gríco la no podía
haber más de 20 m illones de personas en la T ierra. D ebem os
considerar que esta es la cifra m áxim a. El m ínim o podríam os
fijarlo en unos 2 m illon es. P ro b ab lem en te la población real
oscilaba en tre los 5 y los 10 m illon es de personas."^
L a R evolución A grícola perm itió a la especie hum ana so
b rep asar este techo. E l hom bre ensanchó la b o tella de P earl
y la población hum ana aum entó superando todos los n iv e
les hasta entonces posibles. Si bien es correcto considerar que
e l aum ento dem ográfico fue una consecuencia de la R evolu-
4. lÍLixley, 199/, p. 1/2; Durand, 1958, p. 29; Deevey, 1960, pp. 196-
197.
^'CUÁNTA G E N T E ? 127
ción A gríco la, no hay que p asar por alto la p o sib ilid ad de
que dicho aum ento ebLÍmulaia' a vez la d ifusió n de la re
volución. La propagación de los procedim ientos p rim itiv o s de
cu ltivo fue un proceso de difusión tecnológica que puede ex
plicarse de dos m aneras d iferen tes, que no necesariam ente se
excluyen una a otra. Según el modo de explicación de la d ifu
sión c u ltu ral, las tensiones de la civilización y los saberes
tecnológicos se habrían transm itido de un grupo a otro con
independencia de todo desplazam iento geográfico significativo
del grupo. Frente a esta explicación, la difusión puede im agi
narse como función del crecim iento y del desplazam iento de
la población. Se ha probado m atem áticam ente que si el creci
m iento dem ográfico coincide con una activid ad m igrato ria
local m odesta, aleato ria en cuanto a su dirección,, tendrá lu gar
una onda de expansión dem ográfica que progresará a una ve
locidad radial constante. A m m erm ann y C avalli-Sforza descu
brieron que la propagación de la agricu ltu ra del O rien te P ró
ximo hacia Europa se com pagina bien con el m odelo tipo
«onda de av an ce», y que posiblem ente se caracterizab a por
un índice de difusión global de aproxim adam ente un k iló m e
tro por año.* Los hom bres del N eolítico iban de un lu gar a otro
en busca de tierras cu ltiv ab les y estas m igraciones co n tri
buían a d ifu n d ir el descubrim iento básico d el N eolítico. Las
m igraciones eran m otivadas por el hecho de que la a g ri
cultura p rim itiv a era de tipo nóm ada y ro tato rio . T am bién
es posible que obedecieran a la p resión dem ográfica y a la
« te rrito ria lid a d » .
El crecim iento dem ográfico que acom pañó y siguió a la
R evolución A grícola generalm ente se_ trad u cía — al m enos en
las prim eras fases— en una m u ltip licació n de los asen tam ien
tos m ás que en el engrandecim iento de los que ya ex istían .
A m m e r m a n n y -C^avalli-Sforza, 1973, pp. 345 ss.
128 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA POBLACIÓN M U N D IA L
E l Jericó n eo lítico abarcaba una zona de cerca de 10 acres,
Jarm o una de 3 acres aproxim adam ente, K atal H ü ju k cerca
de 32 acres y D jeitum 1 acre m ás o m enos. En la E uropa
p reh istó rica el asentam iento de K aranovo, cerca de Starcevo,
en B u lg aria, llegó a ten er de cincuenta a sesenta casas d u
ran te toda su h isto ria (de 6 0 0 0 -2 0 0 0 a .C .), de m anera que su
población sería de unas 3 0 0 personas. E l poblado de Koln-
L in d en tal, al sudoeste de C olonia, posiblem ente co n taría con
un a población de h asta 3 0 0 personas, según los cálculos. E l
poblado n eo lítico de B ark aer, en Ju tla n d ia , no puede h ab er
dado cabida a m ás de 300 o 4 0 0 personas. E l poblado d el
N eolítico m edio situado a o rillas d el F edersee, al sur de
W ü rttem b erg , A lem an ia, no ten ía m ás de veinticinco casas
de 6 a 9 m etros de largo , por unos 4 ,5 de ancho.
M ás ad elan te, con el advenim iento de form as superiores
de v id a, el perfeccionam iento de las técnicas y organizaciones
pro ductivas y los m ayores n iveles de civilizació n , las d en si
dades dem ográficas aum entaron m uy n otab lem en te y su rg ie
ron ciudades y poblados grandes, m ucho m ás extensos que
los antiguos cam pam entos de los hom bres de prin cip io s del
N eolítico. No o b stan te, hay que ten er presen te que en todo
el m undo las ciudades de más de 1 0 0 .0 0 0 h ab itan tes sig u ie
ron siendo m uy raras hasta la R evolución In d u stria l. A m e
nudo se dan cifras m uy altas, pero por lo gen eral no son m ás
que enorm es exageraciones. Sin ir m ás lejo s, en la E uropa
d el siglo XVI la población de una ciudad norm al era de 5 .0 0 0 -
2 0 .0 0 0 h ab itan tes y cu alq u ier concentración de más de 2 0 .0 0 0
habitantes era considerada una gran ciudad. A través de los
siglos, en todo el m undo, la histo ria de las sociedades agríco
las fue en esencia la h isto ria de unos m icrocosm os num ero
sos y m ás o m enos aislados. L as sociedades eran re la tiv a
m ente pequeñas y las fam ilias relativ am en te grandes y, en
tre otras cosas, esta relación exp lica el p ap el de la fam ilia en
el m undo agríco la. .
CUÁNTA GENTE? 129
Se ha señalado que en vísperas de la R evolución A gríco la,
alred ed o r de 1 0 .0 0 0 a.C ., la especie hum ana debía de ascender
a c u alq u ier cifra situ ad a entre los 2 y los 2 0 m illones de p er
sonas.
^En vísp eras de la R evolución In d u stria l, aproxim adam ente
en el 1 75 0 de n uestra era, el to tal de la población m u n d ial d e
b ía de o scilar en tre 6 5 0 y 8 50 m illones de personas. P ro b a
blem ente cerca del 80 por ciento de esta población se h allab a
concentrada en E urasia (tab la 2 0 ).
_ H a y v arias razones para creer que el to tal alcanzado en
1 75 0 era absolutam ente in só lito . La cifra de 7 5 0 ± 100 m illo
nes es en cierto modo el m áxim o «h istó ric o » correspondiente
a la fase agrícola de la h isto ria del hom bre. E l m áxim o « te ó ri
co » h ab ría podido ser mucho más alto con una m ejor d istri
bución de los ingresos, una organización p ro d uctiva m ás efi-
T a b l a 20
C álculo d e la p o b l a c i ó n m undial, 1750-19Ó0
(cifra s e n m i l lo n e s )
Zona
(kmO 1750 1850 1950
Total mundial. 135 750 =t 1 0 0 1 .2 0 0 ± 100 2 .4 8 5 { 5 %)
África. 30 100 (?) 100 (?) 217
América . 42 15 zb 5 60 di 10 328
Asia . . . 27 500 di 5 0 750 d: 50 1.3 5 5
Europa 5 120 10 210 392
Oceanía 9 2 (?) 2 13
URSS 22 30 =b 5 60 di 5 180
F u en tes: Las cifras que se estiman para 1750 y 1850 son una versión
revisada de los cálculos de Wilcox y Carr-Saunders. Los totales correspon
dientes a 1950 son cálculos ajustados de la población a medio año según lo
calculado en U.N. Demographic Yearhook, 1971.
130 H IST O R IA ECO N O M ICA DE LA POBLACIO N M U ND IAL
cíen te y la difusió n de técnicas agrícolas avanzadas y nuevas
clases de cu ltivo s en las d iversas zonas agrícolas y en los re
ductos de los últim o s cazadores p aleo lítico s (especialm ente en
las A m éricas y A u stra lia ). De hecho, hay claros ijidicio s de
que la especie hum ana to davía se h allab a en expansión. Es pro
b ab le que en tre 1 650 y 1750 la población m undial creciera a
razón de un 0 ,3 -0 ,4 por ciento anual.^
L a R e v o l u c ió n I n d u s t r ia l
E ntonces vino la R evolución In d u stria l y se produjo la ex
plosión dem ográfica. U na vez más el aum ento de la población
3000
2500 - 1950 d. C. 2.485 millones
2000
h 1900 d. C. 1.600 millones
1500
1850 d. C. 1.200 millones
10 00 1800 d. C. 9 1o millones
1750 d. C. 750 millones
10 0 __i
I r 1 r r 11950
10000 a. c. d. C.
1750 d. C.
F igura 18
E l crecim ien to de la población humana mundial
6. UN, 1953, p. 12. Para el notable crecimiento de la población china
de 1680 a 1775, véase Ping-Ti Ho, 1959, pp. 266-270.
(í
V*C(kU Á N T A GENTE? 1 31
absorbió en gran p arte las conquistas m ateriales hechas por el
hom bre al clorniliax bu m eólo am b ien te. ~
En el capítulo an terio r hem os visto el m ecanism o de la e x
plosión dem ográfica provocada por la R evolución In d u strial.
V eam os ahora cuáles fqeron los resultados de dicha explosión.
En 1 7 5 0 , el total de la población d el m undo era de 6 5 0 a 850
m illones de personas. En 1 8 5 0 , era de 1.100 a 1.300 m illones.
En 1900, rozaba los 1 .6 0 0 m illones. En 1 9 5 0 , se aproxim aba
a los 2 .5 0 0 m illones. En 1 97 5 , sobrepasaba los 4 .0 0 0 m illo
nes y, actualm en te, aum enta con m ayor rapidez que nunca.
El índice m edio de crecim iento anual era, aproxim adam ente,
un 0,7 por ciento en 1 8 5 0 -1 9 0 0 y alrededor del 1 por ciento
en 1 9 0 0 -1 9 50 . La cifra era del 1,8 por ciento en 19 50-1960 y
de cerca del 2 por ciento en 1 9 6 5 -1 9 7 0 (tab la 2 2). C ada ano
nacen más de 70 m illones de individuos. Al contem plar un
diagram a en el que, bajo una persp ectiva de largo alcance, se
m ostraba el reciente crecim iento de la población m undial (f i
gura 18), cierto biólogo dijo que tenía la im presión de h allarse
ante la curva de crecim iento de los m icrobios que poblaban un
cuerpo atacado súbitam ente por alguna enferm edad infecciosa.
El hom bre «b a c ilo » se está apoderando del m undo
El é x o d o e u r o p e o
La explosión dem ográfica no se produjo sim ultáneam ente
en todo el globo. Empezó en E uropa, ya que fue a llí donde
comenzó la R evolución In d u strial.
7. A un índice de crecimiento del 1.5 por ciento anual, la población
niundial. que ya sobrepasa los 4.000 millones, será el doble dentro de 46 años.
Si el índice de crecimiento por año es del 2 por ciento, el doble se alcanzará
132 H IS T O R I A ECONOMICA DE LA POBLACIÓN M UNDIAL
E n t r e 1 7 3 0 y 1 9 3 0 la p o b l a c i ó n d e E u r o p a ( i n c l u y e n d o la
R u s ia e u ro p e a ) creció del m o d o s ig u ie n te : ^
17 3 0 a p ro x im ad am en te 143 m illo n es
1800 » 187 »
1830 » 263 »
1900 » 400 »
1913 » 468 »
1950 » 330 »
En e s t e p e r í o d o el p o r c e n t a j e d e la p o b l a c i ó n e u r o p e a r e s p e c t o
a la m u n d i a l p a s ó d e a p r o x i m a d a m e n t e el 2 1 p o r c i e n t o e n
1 8 0 0 al 2 2 p o r c i e n t o en 1 8 3 0 y a p o r lo m e n o s e l 2 3 p o r
c ie n to en 1 9 0 0 . Sin e m b a r g o , esta s c ifra s no nos c u e n ta n to d a
la h i s t o r i a . E m p u j a d o s p o r la p r e s i ó n d e m o g r á f i c a i n t e r n a y
c o n la v e n t a j a d e su s u p e r i o r i d a d t e c n o l ó g i c a — u n a d e c u y a s
m a n i f e s t a c i o n e s f u e la s u p e r i o r i d a d d e su p o d e r m i l i t a r — lo s
e u r o p e o s se e s p a r c i e r o n p o r t o d o el m u n d o , a v e c e s p a c í f i c a
m e n t e y o t r a s no. S e i n s t a l a r o n e n la s A m é r i c a s y e n A u s t r a l i a
y llegaro n a co n tro la r Á frica y A sia. « E l gran éx o d o eu ro p e o
h a s i d o el m o v i m i e n t o m i g r a t o r i o m á s i m p o r t a n t e d e la e d a d
m o d e r n a y tal v e z el m a y o r d e t o d a la h i s t o r i a d e la h u m a
n id ad .»
H oy día esa expansión sigue despertando em ociones v io
len tas en todo el m undo. M uchos pueblos lucharon ferozm en
te contra ella y no cabe ninguna duda de que la expansión
en 34 años. El índice de incremento demográfico que se registra actual
mente no puede continuar. Aunque uno sea relativamente optimista sobre
los recursos naturales, tanto reales como en potencia, del mundo y sobre el
efecto que las conquistas de la tecnología surtan en la producción de
alimentos y otros artículos necesarios, resulta más que evidente que en un
futuro no muy lejano el índice de natalidad mundial tiene que bajar o
el de mortalidad tiene que subir. Véase Brand, 1959, p. 27.
8. UN, 1953, p. 11.
9. UN, 1953, p. 98.
? oblación mundial, 1930-1970
Cálculo de la población a medio año índice índice
Zonas Área (millones) de na- de mor
(W ) talidad talidad
1930 1940 1930 1960 1963 1970 1963-70 1963-70
Á f r i c a ............................... 3 0 .3 19 164 19 1 2 17 270 303 344 46 20
Á frica del N orte . 8 .3 2 3 39 44 51 65 75 87
Á frica tropical 125 14 7 16 6 205 228 257
A m é ric a ............................... 4 2 .0 8 1 242 274 328 412 460 511 30 10
Am érica del N orte . 2 1 .3 1 5 134 144 166 199 214 228 18 0y
Latinoam érica 2 0 .3 6 6 108 130 162 2 13 246 283 39 10
A s i a .............................. 2 7 .5 3 2 1120 12 4 4 13 5 5 16 4 5 18 3 3 2056 38 15
Este de A sia . . . . 1 1.7 5 7 591 634 657 780 ' 852 930 31 13
Sur de A sia . . . . 15 .7 7 5 529 6 10 698 865 981 1126 ' 44 16
E u r o p a .............................. 4 .9 3 6 355 380 392 425 445 462 18 10
O c e a n ía .............................. 8 .5 1 1 10 11 13 16 18 19 24 10
U R S S ............................... 2 2 .4 0 2 , 179 195 180 214 231 243 18 8
T otal m undial . . . . 13 5 .7 8 1 2070 2295 2485 2982 3290 3635 34 14
F uente: UN, 'D em ographic Y earbook s.
134 H ISTO RIA ECONOMICA DE “EA POBLACION MU N D IAL
europea a m enudo asum ió un crudo cariz de explotación y
opresión. Pese a ello , no es d ifícil m antener la tesis de que
fue m enos cruel y sangrienta que la m ayoría de las dem ás
«ex p an sio n es» habidas en la histo ria de la hum anidad. H ubo
algo épico en aquella m igración que presenció cómo ^los
europeos se esparcían por todo el m undo, construyendo fe
rro carriles, creando ciudades y puertos, abriendo canales, po
blando zonas desérticas, cultivando nuevas tierras y edifi
cando fábricas, hospitales, m isiones y escuelas.
El prom edio anual de la em igración europea a u ltram ar as
cendió a unos 3 7 7 .0 0 0 individuos en el período 1846-1'890,
a cerca de 9 1 1 .0 0 0 en 1 8 9 1 -1 9 2 0 y a alrededor de 3 6 6 .0 0 0
en 1921-1929.*'^ En to tal, más de 50 m illones de europeos
buscaron nuevos hogares en u ltram ar en tre los años 1 8 4 6
y 1930.^^ El grueso de esta em igración correspondió a N or
team érica, principalm en te a los Estados U nidos. En 1 9 3 0 ,
había unos 20 m illones de personas nacidas en E uropa que
v ivían en otros continentes; casi 14 m illones de ellas estaban
en N o rteam érica, unos 5 m illones en L atinoam érica (p rin c i
palm ente en la A rgentina y en el B rasil) y algo más de 1 m i
llón en A u stralia v S u d áfrica.’’
Las cifras que citaré a continuación ilustran m uv bien
la creciente im portancia relativa que la población de origen
europeo tuvo hasta la prim era m itad del siglo xx. Según
cálculos del profesor K uczynskiA la población «b lan ca o cau
cásica» de la T ierra era de casi 200 m illones en 1800 y de
unos /00 m illones en 1930. El total de la población m u n d ial
era de unos 9 1 0 y 2 .0 1 0 m illones respectivamente.*'^ E sto
quiere decir que la población caucásica representaba cerca del
10. U N . 1953. P- 100.
11. Cdn- -S.íiin J érs . 193ÍX p. 4"^. y Ki r k, 1946, pp. /2-96.
12. U.N. 1953. P 101.
13. K u c z y n s k i. UM3. vo
14. U N , 1953, P- 11.
1
¿CUÁN TA GENTE? 135
2 2 por ciento de la especie hum ana en 1 8 0 0 y alred ed o r d el
35 por ciento en 1 9 3 0 .
La a l im e n t a c ió n d e la s n u eva s bo c a s
L a propagación de la raza blanca por todo el m undo fo
m entó la difusión de la R evolución In d u stria l, d el m ism o
modo que la m igración de los agriculto res de principios d el
N eolítico h ab ía contribuido a la difusión de la R evolució n
A gríco la. L a colonización d el O este norteam ericano, la in a u
guración de las prirneras fábricas de algodón en B om bay, la
construcción de los prim eros ferro carriles en A rg en tin a y
C hina fueron sin excepción fenóm enos estrictam en te re la
cionados con la expansión europea.
H o y d ía ha pasado y a la p rim era ronda de la explosió n
dem ográfica m undial. E uropa, A m érica d el N orte y R u sia
han alcanzado o están a punto de hacerlo un eq u ilib rio dem o
gráfico de tipo « in d u s tria l» , es d ecir, con índices bajos de
n atalid ad y m o rtalid ad . Nos enfrentam os ahora con la segun
da ronda, que prom ete ser aún m ás explosiva que la p rim era.
En A sia, Sudam érica y A frica se está registran d o un creci
m iento dem ográfico de una m agnitud sin precedentes. Los ín
dices de crecim iento de estos tres continentes oscilan entre
el 2 y el 3 por ciento anual (tab la 2 2).
En el capítulo an terio r se describe el m ecanism o de la
explosión dem ográfica en las zonas «su b d e sa rro lla d a s». P asa
remos ahora a considerar lo que ello en trañ a. E v id en tem en te,
el p rim er problem a que nos llam a la atención es el de la n u
trición. En 1 9 6 1 , año en que este lib ro fue escrito o rig in a
riam ente, puse de relieve que las p rin cip ales consecuencias
económ icas estaban relacionadas con el problem a de «a lim e n ta r
las nuevas b o cas». E scribí entonces:
136 H ISTO RIA E C O N Ó M I C A DE LA POBLACIÓN MU N D IAL
Un ejemplo que hace al caso es la India. Se calcula que por
el año 1918 había en la India 315 millones de habitantes. El
promedio anual de grano disponible para alimentar a la
población india era a la sazón de unas 20 onzas per cápita.
En 1945 la población había aumentado hasta cerca de los
400 millones. Por consiguiente, el promedio diario de grano
había bajado hasta unas 15 onzas per cápita. La situación
empeoró después de 1945 y los alimentos disponibles per
cápita disminuyeron considerablemente entre 1945 y 1952
[ . . . ] Se trata de un caso típico de trampa maltusiana. Por
desgracia, no es el único. Cualquiera que haya visto la po
breza y sus consecuencias en las zonas rurales de China, In
dia o Egipto no dudará de la realidad de las comprobaciones
m altusianas, aunque ponga reparos a los cálculos aritm éti
cos hechos por M althus.
T ran scurrido s diez años, cada vez somos más conscientes
de que el problem a de «a lim e n ta r las nuevas b ocas» no es el
único ni el m ás d ifícil de reso lver. A m edida que la población
m u n d ial crece, d iríase que aum entan las dificultades y que
lo hacen de form a m ás que proporcional. La ciencia m edica
y la salud p úb lica han obtenido resultados espectaculares d u
ran te los últim os cien años. P osiblem ente este progreso nos
ha llen ad o de una confianza excesiva acerca de nuestra capa
cidad para com batir las epidem ias. No se puede negar a prio~
r i la p o sib ilid ad de que surjan nuevos tipos de epidem ias
cuyos efectos m ortíferos podrían cogernos por sorpresa. Esto
es una p o sib ilid ad rem ota en una sociedad ordenada e in
d u strializ ad a, pero se está convirtiendo en una am enaza in
m in en te en este m undo social y políticam ente revuelto en el
que un núm ero desm esuradam ente grande de personas se h a
cina en regiones pobres e in salub res. A dem ás, a m edida que
aum enta la producción in d u strial, asistim os im potentes a la
acum ulación de subproductos y desechos que son nocivos p ara
la v id a o im posibles de elim in ar. Las m aterias prim as esen-
¿CUÁN TA GENTE? 137
cíales son cada vez más escasas y — lo que es m ucho peor—
tam b ién em pezam os a su frir la escasez de cosas como el aire
p uro , el agua lim p ia y el silencio rep arado r, cosas que a n u es
tros antepasados ni en sueños se les hubiese ocurrido consi
d erar como productos sujetos a las leyes de la econom ía, por
la sen cilla razón de que todo el m undo disponía de ellos en
ab undancia. La concentración hum ana en la gran m egalópoli
parece ser condición in h eren te, in ev itab le de la in d u stria liz a
ción m oderna y está creando tensiones sociales y transtornos
psicológicos cuya n atu raleza d estru ctiv a es alarm an te. P a ra
dó jicam en te, nuestras ciudades van decayendo al m ism o tiem
po que se hacen m ás grandes.
A un que uno se niegue a aceptar la in q u ietan te id ea de que
ya es dem asiado tarde, resu lta d ifícil lib rarse de la d esagrad a
ble im presión de que para un futuro próxim o no cabe p re
ver m ás que un em peoram iento de la situación gen eral. Con
el fi n de m ejorar sus pobres n iveles de v id a, los países subde
sarrollados y los que están en vías de desarrollo tienen que
pasar su revolución in d u strial. Si fracasan, están condenados
a la abyecta m iseria. Si triun fan , con trib uirán en gran m edida
a aum en tar los problem as de contam inación y agotam iento
que hoy día atorm entan a nuestro planeta.
¿ C uánta g e n t e ?
T anto si observam os las cosas desde el punto de vista
de las necesidades hum anas, como si lo hacem os desde la
p ersp ectiva del d esp ilfarro hum ano, hay que reconocer que
el futuro inm ediato se nos presenta problem ático.
D esde el punto de vista económ ico, no tiene sentido el
argum ento de que queda mucho espacio deshabitado en re-
T abla 22
00
índices medios anudes que se calculan y cantidades absolutas de incremento natural
de la población, 1960-1965 y 1965-1970, en las principales zonas y regiones del mundo C/5
H
O
Cantidades medias >
» índices, por 1000 anuales (millones) rn
n
Zonas y regiones C
1 1960-1965 1965-1970 1960-1965 1965-1970 2
0'
2
T otal m u n d i a l ..................................... 19,4 19,8 6 1 ,1 68 ,2 n
>
Regiones más desarrolladas 1 1 ,5 9,5 1 1,5 10,0
a
Regiones menos d esarro llad as. 23 ,2 24 ,5 4 9 ,6 5 8 ,2 m
Este de A s i a ..................................... 17,5 17,5 14,4 ’ 15,5 r
>
Región c o n t i n e n t a l ........................ 17,8 17,8 12 ,1 12,9
*0
Japón ........................................... 9,9 1 1,0 0,9 1,1 O
D3
Resto del este de A sia . . . . 28,3 2 5 ,0 1,4 1,5 r
>
Sur de A s i a ........................................... 2 4,8 27 ,5 2 3 ,1 2 8 ,6 n
C entro del sur de A sia . . . . 24 ,5 2 7,2 15,6 1 9 ,1 C'
z
Sudeste de A s i a ............................... 25,3 2 8 ,1 5,9 7,5
2
Sudoeste de A s i a ........................ 26 ,4 28,2 1,6 2,0 c
z
Europa ........................................... 8.4 7,8 3,7 3,4 2
Europa o c c i d e n t a l ......................... 7,2 6,3 1,0 0,9 >
r
Sur de E u r o p a ............................... 1 1 ,3 10 ,1 1,4 1,2
Europa o r i e n t a l'............................... 8,1 7,8 0,8 0,8
N orte de E u ro p a ............................... 6.7 6,6 0,5 ■0,5
U nión Soviética . . . . 15,2
Á f r i c a ........................ ‘ . . . . 2 4 ,1
Á frica o c c id e n ta l........................ ...... 23,8
Á frica o r i e n t a l ........................ ...... 22 ,8
Á frica c e n t r a l ........................ 18,9
Á frica del N o r te ........................ 28,4
Á frica del S u r .............................. 2 2 ,4
Am érica del N orte . . . . . 13,4
L a t i n o a m é r i c a ........................ 28 ,2
Sudam érica tropical . . . . . . 29 ,6
C ontinente centroam ericano . 33,4
Sudam érica tem plada . . 17,5
Caribe . . , '.................. 24,7
O c e a n ía ................................................. 16,9
A ustralia y Nueva Zelanda . . . . 13,9
M e l a n e s i a ..................................... 24,2
Polinesia y M icronesia . . . . 3 1,1
Fuente: UN, 1971.
10 ,2 3,4 2,4
2 5 ,5 7,0 8,3
2 4 ,5 2,2 2 ,6
2 4 ,8 1,8 2 ,1
2 1 ,0 0 ,6 0,7
30 ,0 2,0 2,4
23 ,3 0 ,4 0,5
2,2 n.,
9,8 2,7 n
28 ,4 6 ,6 7,6 G
2:
2 9 ,8 3,8 4.3
3 3 ,6 1,7 2,0 >
0
17,2 0,6 0,7 w
2 4 ,1 0,5 0.6 z
H-í
0,2 0,2 w
14 ,5 •V
1 1 ,5 0.2 , 0,2
2 4 ,1 0,0 0,0
30 ,9 0,0 0,0
-.0
14Ü H ISTO RIA ECONÓMICA DE LA POBLACIÓN M U N D IA L
giones tan inhóspitas como el d esierto d el S ah ara o la ju n
g la b ra sile ñ a . Se n ecesitarían gran des inversiones p ara hacer
que la v id a fuese soportable en tales lu gares. L a v erd ad era
d isyu n tiv a está en tre in v e rtir grandes recursos para q u e,
pongam os por caso, otro b illó n de personas v iv a en zonas
in h ó sp itas del m undo o, en vez de ello , u tiliz a r los m ism os
recursos para m ejorar la v id a de la población actu al.
A pesar de las regiones d esérticas y despobladas que
quedan en la T ierra, uno tiene v erd ad eram en te la im presión
de que la R evolución In d u strial ha p erm itid o que la esp e
cie hum ana aum entase num éricam ente y ex ten d iera su con
tro l sobre el m edio am biente h asta el punto en que se ven
seriam en te am enazados los eq u ilib rio s sobre los que descan
sa la v id a en este p lan eta. Nos olvidam os fácilm en te de que
la estru ctu ra económ ica que el hom bre ha creado se apoya
enteram en te en los recursos y procesos n atu rales de la T ie
rra. La activ id ad económ ica depende de la capacidad de la
T ierra para sum in istrar m aterias prim as con las que p ro d u
cir alim entos y absorber desechos. Sin estos factores, no
e x istiría n ni las m ás ru d im en tarias activ id ad es económ icas
de las que depende la existen cia d el hom bre.
E ste problem a, que por su propia n atu raleza es de gran
co m p lejidad, puede p lan tearse, si se desea, en térm inos m ás
bien toscos y sencillos. Si bien hicieron falta cien mil años
para que la población hum ana del m undo llegase a los 4 .0 0 0
m illones, ahora scSlo se necesitarán treinta años para añadir
otros 4 .0 0 0 m illones. A nte el actual índice de aum ento, p u e
de calcularse que dentro de seiscientos años habrá tantos se
res hum anos en la T ierra que cada uno de ellos dispondrá
sólo de un m etro cuadrado para v iv ir. No hace falta decir
que esto no puede suceder jam ás. Algo lo im pedirá. Pero,
f-;qué es este algo? La respuesta de M althus a esta turbadora
pregunta era: «A u n q u e no podam os siem pre p redecir el modo,
podem os con certeza predecir el hecho».
C a p ít u l o 6
UNA ÉPOCA DE TRANSICIÓN
Uno de los m otivos que se repiten a lo largo de este lib ro
es que a los tres tipos básicos de organización económ ica
— cazadora, agrícola e in d u strial— corresponden tres esca
las de n iveles económicos y dem ográficos sobre los que fu n
cionan las sociedades hum anas. Los capítulos an terio res los
d ed iq u é a la valoración de estas escalas. A hora nos ocupa
rem os del concepto según el cual cuando una sociedad pasa
de un tipo de organización económ ica a otro el hecho en tra
ña una serie de cam bios drásticos de índole cu ltu ra l y social.
G ozam os de una perspectiva idónea para d etectar la im
p o rtancia de tales cam bios, ya que nosotros m ism os vivim os
en una época de transición. H ace tres generaciones los cam
pesinos represen taban m ás de los dos tercios de los h ab itan
tes de la T ierra. D entro de otras tres generaciones, m enos
de un tercio v iv irá «en el cam p o ». L a R evolución In d u stria l
se está extendiendo por todo el m undo. Somos testigos de
que los cam bios son «n o sólo in d u striales, sino tam bién
sociales e intelectuales».^ Somos testigos de que la revolución
1. Ashron, 1930, p, 2.
142 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL.
tecnológica va acom pañada — como observó S ten d h al— por
una revolución «d an s les h ab itudes. Ies idees, les croyances»/
E stá surgiendo un nuevo estilo de vid a m ientras otro d esa
parece p ara siem pre. Sabem os qué es lo que está d esap are
ciendo, pero no sabem os qué es lo que debem os esp erar. La
n u estra es una época de transición adem ás de una época de
in certid u m b re y an gu stia.
C ada uno de los aspectos de la v id a tiene que engranarse
con los nuevos modos de producción. Los lazos fam iliares
están en decadencia y dan paso a perspectivas más am plias
p ara grupos sociales, m ás grandes. E l ahorro in d iv id u al cede
ante los servicios sociales colectivos, los beneficios no d is
trib u id o s y los im puestos. Se abandona la educación filosófica
y com pleta de la m inoría en favor d el ad iestram ien to técnico
de la m ayo ría. La intuición artística debe retroceder ante la
p recisió n técnica. Como p arte esencial del proceso de in d u s
trializació n deben su rgir nuevas in stitucio n es ju ríd icas, n u e
vos tipos de p ropiedad y dirección, d istin tas form as de d is
trib u ir los ingresos, nuevos gustos, valo res e id eales.
De hecho, cuando la «in d u stria liz a c ió n » se produce g ra
d u alm en te, estos_ cam bios so cioculturales tienen lu gar m e
d ian te un proceso eq u ilib rad o a tenor de los cam bios eco
nóm icos. P ero cuando la «in d u stria liz a c ió n », como hoy día
sucede en m uchas regiones atrasad as, es acelerada a rtificial
m en te, pued e que el m arco sociocultural se m uestre m ás re a
cio al cam bio que la estru ctu ra económ ica. En tal caso, puede
que el m arco so ciocultural estático rep resen te un obstáculo
fo rm id ab le y anule cuantos esfuerzos se hagan en pos de la
in d u strializació n . E sta es la razón por la que algunas socie
dades q u e, v o lu n tariam en te o a la fuerza, aceleran el ritm o
de in d u strializació n sienten — de form a m ás o m enos em ocio
n al— la ap rem ian te necesidad de recu rrir a m ovim ientos re-
2. Stendhal, 1925, vol. I, p. 91.
UNA ÉPOCA DE TRAN SICIÓN 143
volucionarios de m atiz po lítico y social. L a revolución socio-
p o lítica es un cam ino d esigu al que perm ite salv ar el obstácu
lo so cio cu ltu ral. Todas las desdichas y pen alidades que luego
se presen tan form an p arte d el precio de la in d u strializació n .
(j H a s t a d ó n d e po d em o s l l e g a r ?
P o sib lem en te, la gente que vivió en la E uropa occiden
tal en tre 185 0 y 1913 v ivió la edad de oro de la in d u stria li
zación. Las exposiciones internacionales de Londres y P arís,
la torre E iffel de P arís y la M ole A n to n ellian a de T u rín fu e
ron la expresión del optim ism o sin lím ites de aq u ella época.
Sin em bargo, prim ero im perceptiblem ente y luego de form a
cada vez más m arcada, la situación cam bió. A m edida que
progresa la in d u strializació n , los beneficios de las nuevas u n i
dades de producción in d u strial dism inuyen al tiem po que
aum entan sus costes sociales y económ icos. En los países d e
sarrollados el aum ento de la in d ustrializació n está creando
m u ltitu d de problem as en todos los aspectos de la v id a : en el
cam po ecológico y en el de las relaciones hum anas, en el de
la n utrició n como en el de la educación, a n ivel m aterial y a
nivel e sp iritu a l. M ien tras lucham os por resolver un problem a
sin q u erer cream os otro nuevo. Es una p esad illa de la que
no nos dim os cuenta hasta hace m uy poco y casi de rep en te.
Como he dicho an terio rm en te, cada vez es m ás fuerte n uestra
im presión de que la R evolución In d u strial ha p erm itido que
la especie hum ana aum entase num éricam ente y ex ten d iera su
control sobre el m edio am biente hasta el punto en que se ven
seriam en te am enazados los eq u ilib rio s sobre los que descan
sa la v id a en este p lan eta. D urante dem asiado tiem po, e x ci
tados por nuestro progreso, hem os perm itido que nos cega-
144 HISTORIA ECONÓMICA Dl ^ LA POBLACIÓN MUNDIAL
sen nuestros propios inventos. A hora em pezam os a pregun
tarnos h asta dónde podem os lleg ar. Indicio de que nos h a lla
mos en una nueva fase es el hecho de que algunas personas
responsables aboguen por una p o lítica de «crecim ien to eco
nóm ico cero ».
Aún no llevamos mucho tiempo instalados en este paisaje
de minas y centrales eléctricas; no hace mucho que hemos
empezado a vivir en este hogar nuevo que todavía no hemos
terminado de construir. Todo ha cambiado tan rápidamente
a nuestro alrededor: las- relaciones humanas, las condiciones
de trabajo, las costumbres. Nuestra misma psicología ha sido
sacudida hasta sus más íntimos rincones [ . . . J
Somos todos bárbaros jóvenes que seguimos asombra
dos ante nuestros propios inventos. Para el colonialista es la
conquista lo que da sentido a la vida. El soldado desprecia
al agricultor, pero ¿acaso no es el objetivo de la conquista
instalar a este mismo agricultor? Excitados por nuestro pro
greso hemos utilizado hombres para construir ferrocariles,
levantar fábricas y perforar pozos petrolíferos y nos hemos
olvidado de que todo esto lo hicimos para servir a los hom
bres. M ientras duró la conquista_ nuestra moral fue la del
soldado, pero ahora tenemos que colonizar, tenemos que cons
truir este nuevo hogar que todavía no ha adquirido un sem
blante vivo y humano. Para una generación el problema con
sistió en construir; para la otra el problema es cómo vivir
allí.^
Y a he m encionado algunos de los indicios que m uestran
cuáles son los n iveles a los que puede lleg ar una sociedad in
d u stria l. No hay duda de que la in d u strializació n trae con
sigo una m ejora ex trao rd in aria del n ivel m edio de vid a m a
te ria l. P ero no por ello hay que suponer que el m undo in
d u strial sea necesariam ente bueno. En los m ecanism os que
3. A. de Saint-Exupéry, 1939, pp. 63-67.
U NA EPOCA DE TRAl^SICIO N 145
em pleó la R evolución In d u strial p ara exten d erse no hay nada
que garan tice a p r í o r i que el resultad o m aterial se u tiliz a rá
p ara fines buenos. A m enos que la h um anidad haga un tre
m endo esfuerzo para educarse a sí m ism a, no se puede d es
cartar por com pleto la p o sib ilid ad d^ que, a la larga, la R evo
lu ció n In d u stria l rep resen te una calam id ad desastrosa p ara
la raza hum ana.
El pasad o b io l ó g ic o d e l h o m b r e
Podem os estu d iar el problem a desde otro punto de v ista .
D urante m ás de nueve décim as p artes de su ex isten cia, toda
la raza hum ana ha vivid o en un estado de salvajism o to tal.
F ue sólo recien tem en te, al descubrirse la ag ricu ltu ra, que el
hom bre ha em prendido una trayecto ria d istin ta. Los aconteci
m ientos que siguieron a la p rim era revolución fueron acum u
lativ o s. U na vez quedaron controladas las fuentes b iológicas
de en ergía — anim ales y p lan tas— , el hom bre pasó a dom i
n ar otras fu en tes, m ien tras la acum ulación de conocim ientos
p erm itía exp lo tar con creciente eficiencia la en ergía recién
co n quistada. C uanto m ayor era el control del hom bre sobre
su m edio am biente, m ayor era tam bién la oportunidad de
am p liarlo .
P uede que diez m il años parezcan un período m uy largo ,
pero desde la persp ectiva de toda la h isto ria de la T ierra y de
la hum an idad, diez m il años son un breve fragm ento. Es algo
v erdaderam en te ex trao rd in ario que en unos diez m il años el
h o m o s a p i e n s haya pasado de salv aje a conquistador, no sólo
de este m undo, sino tam bién del espacio ex terio r. A d ecir
verd ad , sem ejante logro parece aún más notable si, en lu g ar
de m edir el tiem po que fue necesario para ello por m edio de
nuestro acostum [Link] patrón cronológico — el año so lar— ,
146 H ISTO RIA ECO N Ó M ICA DE LA PO BLACIO N M U N D IAL
lo hacem os en térm inos de generaciones. Si tenem os en cuen
ta que la R evolución N eo lítica se d ifun d ió en E uropa en tre
5 0 0 0 y 2 0 0 0 a.C . y partim os de la base de que a cada gen e
ración le corresponden unos vein ticin co años, verem os que
son poco m ás de 150 las generaciones que separan a cada
europeo de su «h o rrib le y b ru ta l» antepasado.
En realid ad , este es el gran in terro g an te. D ebido a un
proceso acum ulativo , el progreso técnico d el h o m o s a p i e n s
fue rap idísim o . En pocas generaciones — relativ am en te h a
blando— el hom bre ha llegad o a co n tro lar su m edio am
biente y a dom inar las fuerzas m ás poderosas' de la n a tu ra
leza. P ero, ¿h asta qué punto ha m ejorado la calid ad de él
m ism o?
No podem os cerrar los ojos ante el origen d el hom bre:
un anim al repugnante, carnívoro y can íb al. F u era p resap ien
te o sap ien te, el hom bre, el m ayor de los anim ales que se
alim en tan de carroña, no le hacía ascos a la carne de cu al
q u iera de sus com petidores, aunque se d iera el caso de que
éstos fueran de su propia carne y sangre."^
C ierto escrito r m oderno y o p tim ista, al m ism o tiem po
que reconoce que « e l canibalism o ha sido una práctica común
h asta hace p o co », dice de modo tajan te que «co m erte a tu
enem igo m uerto o b eb erte su sangre u tilizan d o su cráneo
como copa ha sido señal de la m ayor adm iración y del deseo
de ad q u irir sus v irtu d es. D esde el principio fue una prueba
de reconocim iento esp iritu al y de form a sim bólica perdura
en la com unión cristiana».^ M e te m o .q u e siem pre han sido
y siguen siendo pocos los seres que v erían con buenos ojos
sem ejante prueba de «recon ocim iento e s p iritu a l» . P ero d ejan
do eso ap arte, m e parece que debem os cu id ar de no confun
d ir la lógica de los hechos. No se trata de que los crím enes
del hom bre llev en forzosam ente una m arca de «e sp iritu a li-
4. Dart, 1959, pp. 127-128.
5. Berrill, 1957, p. 85.
U NA E P O C A - DE TRAN SICIO N 147
d a d » , sino que se trata m ás b ien de que, cuando el hom bre
in ten tab a hacer algo « e s p ir itu a l» , no podía o cultar la m arca
de su origen.
D urante m iles y m iles de años, d u ran te m ás de las nueve
décim as p artes de la existen cia d el hom bre, el m ás cru el de
los procesos selectivos em peoró p ro gresivam en te la situ ació n ,
co n trarrestad o , sólo de form a p arcial, por un factor « b u e n o »:
la «co o p eració n ». A sí evolucionó el hom bre, esa «c ria tu ra
creada y elegid a p ara cazar [ . . . ] esa criatu ra cuyas cap acid a
des biológicas están engranadas a la v id a de un cazador».^
C iertam en te, la R evolución N eolítica no in terru m p ió el
proceso selectivo que favoreció el éxito y la m u ltip licació n
d el tipo agresivo. E l proceso siguió funcionando b ien h asta
los tiem pos «c iv iliz a d o s» y en gran m edida sigue funcio nan
do hoy d ía, cuando el hom bre es capaz de dom inar fuerzas
inm ensam ente poderosas y cuando su eficiencia — para el bien
o para el m al— ha increm entado espectacularm en te. T al como
la h isto ria reciente ha dem ostrado dram áticam en te, un hom
b re solo o un pequeño grupo de in d iv id u o s puede provocar
catástrofes in d escrip tib les que afectan no a este o a aq u el
grup o , a esta región o a la de m ás a llá , sino a todo el m undo
y a la to talid ad de la especie hum ana. Como en cierta ocasión
escribió el n atu ralista K. Lorenz:
un observador que sin ningún prejuicio contemplase desde
otro planeta al hombre tal como es hoy día, llevando en la
mano la bomba atómica, fruto de su inteligencia, y en su
corazón el impulso agresivo heredado de sus antepasados an-
tropoides, impulso que esta misma inteligencia no puede
controlar, no profetizaría una vida muy larga para la espe
cie. Contemplando la situación como ser humano al que la
misma afecta personalmente, parece una pesadilla.’
6. Coon, 1958, pp. 8 y 212.
7. Lorenz, 1966, p. 49.
148 H ISTO RIA ECO N O M ICA DE LA PO BLACIO N M U N D IAL
Es in q u ietan te v er que to davía hoy, incluso en los países
m ás avanzados, en am plios sectores de la sociedad hum ana
se alab a la agresiv id ad como si fuese una v irtu d — o, cuando
m enos, una cu alid ad valio sa— y se la propaga constantem ente
en las p elículas y en la televisió n . N ecesitam os un a cruzada
contra la v io len cia y la agresivid ad . N ecesitam os, por encim a
de todo, educar a la gente en la to leran cia y la am ab ilid ad .
Com o en cierta ocasión dijo H . G . W e lls , el futuro de la h u
m an idad depende d el resultado de una carrera en tre la ed u
cación y la catástro fe. N ecesitam os m ejorar la calid ad del
hom bre.
¿ C alidad o ca n tid a d ?
L a m ejora cu a litativ a de la especie hum ana no co n stituye
necesariam ente una altern ativ a al crecim iento cu an titativ o .
P ued e que una población más num erosa signifique m ayor n ú
m ero de p o sib ilid ad es en la d ivisió n del trabajo y las econo
m ías de escala. E stas posibilidades pueden co n trib u ir al cre
cim iento de los ingresos per cáp ita, a la m ejora de los n iv e
les de v id a y de la educación. Sin em bargo, cabe que m ás allá
de cierto punto la cantidad y la calid ad com pitan en tre sí.
A fines del siglo x v i i i, durante un v iaje a través de C hina en
calid ad de secretario p articu lar del conde de M acartn ey, em ba
jad o r d el rey de In g laterra, Jo h n B arro w fue testigo de una
escena p ecu liar:
De las numerosas personas que se apiñaban en las orillas
del gran canal [de C antón], varias se habían apostado en la
alta y saliente popa de un viejo bajel que, por desgracia, ce
diendo bajo el peso, arrojó a todo el grupo al canal. Aunque
UNA EPOCA DE TRAN SICIO N 149
numerosas embarcaciones navegaban por las inmediaciones,
ninguna fue llamada para acudir a socorrer a los que se de
batían en el agua;, se observó que un individuo se afanaba
recogiendo con su bichero el sombrero de un hombre que
se estaba ahogando.^
E sto sucedió así porque sobraban los hom bres y escasea
ban los som breros. De haber sido al revés, la h isto ria h ab ría
sido com pletam ente d istin ta. Es trágicam en te in ev itab le que,
a m edida que los hom bres vayan abundando en dem asía en
relación con otros recursos, su valo r m argin al d ism in u ya y la
d ign id ad de la vida hum ana sufra el correspondiente d e te
rioro. P ara salv agu ard ar el valor y la san tidad de la v id a h u
m ana, es im p erativo que el hom bre no se convierta en la m ás
b arata de todas las m aterias prim as.
No h ay resp uesta para la pregunta de si los recursos d is
ponibles se han d istrib u id o bien entre la cantidad y la cua
lid a d a lo largo de toda la h isto ria de la hum anidad. E ntre
otras cosas, la p regun ta com porta algo que o bjetivam ente es
im p o sib le, a saber: la valoración de toda clase de pautas y
valores éticos y cu ltu rales. No obstante, hay algunos facto
res que ta l vez perm itan hacerse una idea gen eral de cuál ha
sido la tenden cia. C uando hace unos diez m il años tuvo lu gar
la R evolución N eolítica, había menos de 10 m illones de per
sonas en la T ierra, como hemos visto anteriorm en te. En el
año 1930 de nuestra era la cifra era de casi 2 .3 0 0 m illones.
A hora b ien , cerca del 30 por ciento de los adultos incluidos
en esta cifra correspondía a personas totalm ente analfabetas
(tab la 2 3 ). Basta echar un sim ple vistazo a estas cifras para
v er en seguida que una proporción excesiva de los recursos
disponibles se consum ió en aras del increm ento cu an titativ o
de la hum an idad a expensas de su m ejora cu alitativ a.
T enem os que in v ertir una p arte m ayor de nuestros re-
8. Barrow, 1805, p. 112.
150 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL
T abla 23 d
b
í n d i c e s d e a l fa b e t i s m o a d u lto q u e s e calculan E
e n la p o b l a c i ó n m und ia l, 19ÓO
eí
d<
Cálculo Cálculo
de población de los índices ec
Zonas de 15 y más de alfabetismo
años de edad adulto
(millones) (porcentaje)
M u n d o .................................. ........ 1587 55-57
Africa
Áfric a del Norte . . . . 40 10-15
Tropical y del Sur 80 15-20
América
América del Norte 126 96-97
América Central . . . . 30 5 8-6 0 cri
América del Su r . . . . 67 5 6-6 8
Asia
Sudoeste ........................................... 37 20-2 5
Sudcentral . . 287 15 -20
Sudeste . . . . . . 102 30-35
Este . ........................................... 404 50-5 5
Europa
Norte y occidental . 102 98-99
Central . . . . . . 96 97-9 8
Sur . . . ^ . . . 95 7 9 -8 0
La
U R S S ................................................... 112 89-90 la e
es
Oceanía . . _ .................................. 9 90-9 5 riq i
F u en tes: UNESCO, 1957, p. 15, y Cipolla, 1969.
za j
rige
cursos en la m ejora cu a litativ a d el hom bre. Como dijo Ju liá n
H u x le y , debem os colocar la calid ad con sentido por encim a 9
1
UNA E P O C A DE TR A N S IC IO N 151
de la can tid ad sin sentido. E l sector público y el p rivado d e
ben hacer un esfuerzo conjunto p ara alcanzar este o b jetivo .
En este sen tido , no h ay que o lv id ar que lo que hace fa lta no
es solam ente m ás conocim ientos técnicos. Lo que e l hom bre
de nuestros días n ecesita desesperadam ente es la clase de
educación que le p erm ita aprovechar sabiam ente las técnicas
que posee.
Vivimos en una época en la que el hombre, señor de todas
las cosas, no es dueño de sí mismo. Se siente perdido en me
dio de su propia abundancia [ . . . ] Al hombre moderno le
está sucediendo lo que se dijo del regente durante la minoría
de edad de Luis XV: tenía todos los talentos salvo el ta
lento para aprovecharlos.^
R ecien tem en te, un conocido y rep utad o econom ista es
crib ió :
no sabemos cuál es el propósito de la vida, pero si fuera la
felicidad, entonces daría igual que la evolución se hubiese
detenido hace mucho tiempo, ya que no hay ninguna razón
para creer que los hombres sean más felices que los cerdos o
los peces. Lo que distingue a los hombres de los cerdos es
que aquéllos gozan de mayor control sobre el medio ambien
te y no que sean más felices. Partiendo de esta base, el creci
miento económico es muy de desear.
L a crítica fun d am en tal que se hace en esta m uestra de lógica
la escribió P lató n ( E u t i d e m o s , X I) hace siglos: « L a riqueza no
es un a bendición por sí m ism a; si la gu ía la ign o ran cia, la
riq u eza es un m al peor que la pobreza, ya que tiene m ás fu er
za p ara em p ujar las cosas hacia donde no deben ir; si la d i
rigen la sab id u ría y el conocim iento, la riqueza es una ben-
9. Ortega y Gasset, 1932, p. 47.
• 10. Lewis, 1955, p. 421.
152 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION M UNDIAL
d ició n ». E l «co n tro l sobre el m edio am b ien te» puede ser
utilizad o como lo fue en C o ven tiy y H iro sh im a. Si este es
el propósito de la v id a hum ana, entonces yo , en lo que a m í
resp ecta, p referiría ser cerdo. No sabem os en qué consiste
la felicid ad hum ana. P ero sí sabem os en qué no consiste.
Sabem os que la felicid ad hum ana no puede p ro sp erar a llí
donde predom inen la in to leran cia y la b ru talid a d . N ada hay
m ás peligroso que el conocim iento técnico cuando no va
acom pañado por el respeto a la v id a y los valo res hum anos. La
introducción de técnicas m odernas en lu gares que siguen do
m inados por la in to leran cia y la agresiv id ad co n stitu ye algo
sum am ente alarm an te. Como escrib í en otra p arte: «A d ie s A
trar a un salv aje en las técnicas avanzadas no lo convierte
en una persona civ iliz ad a; no hace m ás que transform arlo en A
un salvaje eficien te»." E l progreso ético debe acom pañar al
desarrollo técnico y económ ico. M ien tras enseñam os técnicas, A
debem os enseñar tam bién el respeto a la d ign id ad , el valor A
y , de hecho, la san tid ad de la p erso n alid ad hum ana. Es nece
sario actuar con urgen cia para que la u ltim a fase no resu lte
peor que la p rim era. A
A
A
Bí
11. Cipolla, 1969, p. l i o .
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ÍNDICE DE FIGURAS
I. Los lu ga res ele la a g r ic u lt u r a in cip ie n te en el O r i e n
te M e d i o . . . . . . . . . . 18
2. Las zonas de la agriceiltura in cip ie n te en el c o n tin e n te
a m e r ic a n o . . . . . 20
3. La difusicSn de la R e v o lu c ió n A g ríco la . 23
4. La difu sió n de la a g r ic u lt u r a a Eurc:)pa d esd e el s u
d o este de Asia trazada m e d ia n te el m é to d o de radio-
c a rb o n o . . . . . . . . . . . 23
5. La difu sió n de la R e v o lu c ió n A gríco la a Liu'opa . 26
ó. La difu sió n de la Revcdución In d u stria l . 27
7. P o r c e n t a j e de la p oblación d e p e n d ie n t e de la a g r i c u l
tura en E u r o p a , por d ivisio n e s m e n o res, alredecbu-
de 1 9 3 0 ........................................................................................................ 28
8. P ro d u c c ió n m u n d i a l de carbó n . . . . . . 67
9. P r o d u c c ió n m u n d ia l de p etró leo . . . . . -68
10. La eficiencia técnica de las máejuinas de va p o r, 1698-
1955 70
11. M e j o r a s en la eficiencia técnica de d iv e rso s tipos de
m a q u in a s . . . . . . . . . . 71
12. Eficiencia de c o n v e rtid o r e s de e n e r g ía . . . 73
13. P i r á m i d e s d em o g ráfica s: S u e c ia , 17 5 0 - 1 9 3 5 . 109
14. T e n d e n c i a s c a lc u la d a s y co n je tu ra le s en los índices
de n a ta lid a d y m o r ta lid a d . . . 113
15. La transición d em og ráfica en Suecia m o s tra d a segéin
tasas e s ta n d a r iz a d a s . . . . . . 116
J
170 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACION MUNDIAL
16 . La c u r v a log ística . . . . . . . . 122
17. E je m p lo de població n qtie ha pasado d e la r ay a y q u e ,
por c o n s i g u ie n t e , se a ju sta a través de una serie de
o scilacio n es al nivel de c a p a c id a d má.xima . 124
18. El c r e c im ie n t o de la p o b la c ió n h u m a n a m u n d ia l . 130
ÍNDICE DE TABLAS
1. P o r c e n t a j e de la p ob lació n a c tiv a e m p l e a d a en la a g r i
c u l t u r a en países selecc io n a d o s, 1 7 5 0 , 1 8 5 0 , 1 9 0 0 y
1950 ......................................................................... . 30
2. P o r c e n t a j e de la pob lació n a c tiv a e m p l e a d a en la a g r i
c u lt u r a por c o n tin e n te s, 1 9 0 0 y 1 9 5 0 . . . . 31
3. C a p a c id a d de todas las mác]uinas de v a p o r . . . 60
4. P ro d u cc ió n m u n d i a l de e n e r g í a i n a n i m a d a , 1 8 6 0 - 1 9 7 0 62
5. P r o d u c to ( 1 9 5 0 ) y c o n su m o de e n e r g ía ( 1 9 5 2 ) per cá-
p ita en países seleccio nado s . . . . . . 64
6. In g r e so s m u n d i a le s de e n e r g ía . . . . . . 69
7. F o r m a c ió n de capital neto en los E stado s U n ido s . .. 81
8. í n d i c e de c r e c im ie n to de la p o b lació n , p ro d u c to n a
cion al y p ro d u c to per cá p ita a precios co n sta n te s en
p aíses seleccio nado s d e sd e m e d ia d o s del siglo x i x a
m e d ia d o s del siglo x x . . . . . . . . 83
9. P o r c e n t a j e c o r r e s p o n d ie n te a la a g r ic u lt u r a en los in
greso s n ac io nales de países seleccio nado s . . . 84
10. P r o d u c c ió n m u n d ia l . . . . . . . . 84
1 1 . C r e c i m i e n t o de la p ro d ucció n in d u str ia l en la E urop a
o ccid en tal y los E stados U n id o s, 1 9 0 1 - 1 9 5 5 . . . 85
12. C ifr a s m u n d i a le s de m illa s f e r r o v ia r ia s y ton elajes m a
r ítim o s . . . . . . . . . . 86
13. C o m p o sic ió n por sectores p rin c ip a le s de la pro ducció n
i n d u str ia l en la E uropa o c c id e n ta l y en los E stados
U n id o s , 1 9 0 1 - 1 9 5 5 ......................................................................... 89
j
172 H ISTORIA E C O N O M I C A DE LA POBLACION M U N D IA L
14. P o r c e n t a je de co m p o sició n del co n su m o p r i v a d o en
países seleccionaflos, 1 9 5 0 . 90
15. í n d i c e s b ru to s d e n a ta lid a d y m o r t a l id a d en p aíses se
le ccio n a d o s, 17 5 0 - 1 9 5 0 ............................................................... 102
16. C á lc u lo s del índice b ru to de n a t a li d a d , 1 9 6 0 - 1 9 6 5 y
1 9 6 5 - 1 9 7 0 , y del índice b ru to de rep ro d u c c ió n , 1965-
1 9 7 0 , en las p rin cip a le s zonas y r egio n e s del m u n d o . 104
17. C álc u lo s del índice b ru to de m o r t a l id a d , 1 9 6 0 - 1 9 6 5 y
1 9 6 5 - 1 9 7 0 , y de esp eran za d e v id a al nacer, 1965-
1 9 7 0 , en las p rin cip a le s zonas y regio n e s del m u n d o . 106
18. M o r t a l i d a d infantil en países se le c c io n a d o s, b. 1 8 0 0 ,
h. 1 9 0 0 , 195 0 y 1 9 6 5 - 1 9 6 6 . . . . . . . 108
19. E sp eran z a de vida al nacer y a los sesen ta años en
países seleccio nado s, 1 9 0 0 - 1 9 5 0 . . . . , 111
20. Chálenle:» de la poblacicSn m u n d i a l, 1 7 5 0 - 1 9 5 0 . 129
21 . Pc^blación m u n d i a l, 1 9 3 0 - 1 9 7 0 . . . . 133
22. í n d i c e s m edios a nu ales c]ue se ca lc u lan y c a n tid a d e s
a b so lu ta s de in c r e m e n to n a tu r a l de la p ob lació n ,
1 9 6 0 - 1 9 6 5 y 1 9 6 5 - 1 9 7 0 , en las p rin c ip a le s zonas y
regiones del m u n d o . . . . . . . . 138
23. í n d i c e s de a lfa b e tis m o a d u lto cjue se ca lc u la n en la
poblacicSn m u n d i a l, 1 9 5 0 . . . . . . . 1 5 0 aj
al
A
ai
ai
ar
as
A
au
au
a2
ba
Ba
Be
Be
Bej
bie
boi
ÍNDICE ALFABÉTICO
a c e i t u n a s , 52 b u e y e s , 4 9, 50
ace ro, 8 4 buques, 86
a c u m u l a c i ó n d e c a p i t a l , 75 ss.
Á f r i c a , 24-26
a g r e s i v i d a d h u m a n a , 145-152 c a b a ll o , 46, 49 -50
agricultura c ab r a, 22, 4 6
c o n s u m o de c ap i ta l po r, 78 c a d e n a a l i m e n t i c i a , 42
p o r c e n t a j e d e p o b la c i ó n en, 29 c a lo r ía s n e c e s a r i a s , t e m p e r a t u r a y.
p o r c e n t a j e en el in g r e s o n a c i o 3 5 ss.
na l, 84 c a n i b a l i s m o , 43, 146-147
a g r i c u l t u r a in c i p i e n t e , 17 ss. c ar b ó n , 55, .59, 66
a l f a b e t i s m o , ín di c es de, 150 C a r d a n o , J e r ó n i m o , 100
A m é r i c a del S u r, 29 c az ad o re s « m a r g i n a l e s » , 26-27
a n a l f a b e t i s m o , 149 c e b a d a , 18
a r a d o , 48 ss. C e i l á n , 116-118
ar né s, 49-50 ce rd o, 22
as fal to , 55 c i u d a d e s , 33, 127-128, 137
A s i a , s u d e s t e de, 119 c o m b u s t i b l e s fósiles, 67-68
a u s t r a l o p i t e c o , 43 c om er ci o, 78, 85
a u t o m a t i z a c i ó n , 32 c o m u n ic a c io n e s , i^6
az a d ó n , 4 8 c o n s u m o , p a u t a s de, 75 ss., 88-90
co nv e rs ió n de la e n e r g í a , 38-43
c r e c i m i e n to de la p o b la c i ó n , 98-100,
b a rc as d e vela, 53 101, l i o , 137-139, 148-149
B a r k a e r ( J u t l a n d i a ) , 128 n i v e l e s d e v i d a y, 121 ss.
B e l u c h i s t á n , 22 CLiltiv^os, rotación tr ip l e de los, 48
B e lt , c u e v a de , 22 cuñ a, 51
Be nz, K a r l , 61
b i e n e s t a r , 91
b o m b a a t ó m i c a , 147 C h i n a , 2 2; 23, 4 9, 50, 52, 109, 148
174 H ISTO RIA ECONOMICA DE LA POBLACIÓN M U N D IA L
C h u k u t i e n , c u e v a de, 44 F a y u m , 2 4, 51
F e d ^ ’*see 1.28
f e r t i li d a d , índices de, 101 ss., 118-
D a i m l e r , G o t t l i e b , 61 120
D D T , c a m p a n a del (en C e i l á n ) , fe rt il iz a ci ón ar tific ial, 48
116-118 foto sín tes is. 40, 41
d e n s i d a d de p o b la c i ó n , 93-94, 96, 99, fu ego, d o m in io del, 43-44
126-128, 137-139
D j e i t i i m , 22, 128 gas n a tu ra l, 55, 66
d o m e s t ic a c ió n , 17-18, 21, 22, 45 -4 6 gr an o, 24 , 46, 52
D r a k e , E. L., 61
g u e r r a , 99-101
E d i s o n , T h o m a s , 61
e d u c a c i ó n , 77, 143 ss., 151 ss. H a c i la r , 19
ef iciencia de un c o n v e r t i d o r de e n e r h a m b r e , 43, 96, 9 9. 114
g ía h e r r a d u r a , 50
a n i m a l , 39-43, 69 h ib r i d a c ió n , 48
h u m a n o , 37-38 hi d ro e lé c tr ic a , c o r r ie n t e , 61
p l a n t a s , 40-42 hierro, p r od u cc ió n de, 52, 84
técnico, 39-42, 61-65, 69 ss. hilado , 51-52
E g ip to , 51, 53 1 Ivrax híill. 24
e le c t r i c i d a d , 59-61
e n e r v í a , 37-38
a t ó m i c a , 63, 73 India, 22, 29, 114, 1 36
c o n s u m o de, 55-57, 59-66 in d u s tr i a li z a c ió n
p r o d u c c ió n m u n d i a l de, 61-65, 69, c r e c i m i e n t o de po bla ció n e, 119,
70, 84 120
so lar, 66 precio de la, 143
e n g r a n a j e s , 51 ir ri ga c ió n , 48
e p i d e m i a s , 96, 99 - 1 0 0 , 101, 114, 136
e q u i l i b r i o , m e c a n is m o s de, 111-112,
1 13-114 j a p ó n , 23, 29
e sc la v o s, m an o d e ob ra, 52 j a r m o , 18, 128
e s p e r a n z a de vi da lericó, 19, 128
de las r e se rv a s de c o m b u s t ib le s
fósiles, 66-67
del h o m b r e , 94- 98, 99-111 K ar a n o v o ( B u l g a r i a ) , 128
Europa Katal H ü j u k , 19, 128
e c o n o m ía ag rí co la en, 24-25, 3 3, K ó ln - L i n d e n t a l , 128
34 K enia, 24
e m i g r a c i ó n y e x p a n s i ó n en, 131 ss. k i lo c al o rí a, 36
p o b la c i ó n , 131 ss.
Le noir, J . E., 61
F a ra d a v , M i c h a e l , 61 lign ito , 6 6
INDICE A L F A B E T I C O 175
m a í z , 2 1 , 47 p l a n t a s , 41-43 , 4 5 , 4 6
m a r t i l l o , 51 po b la c i ó n b l a n c a , 134
ivlaur ici o, 118 po lea , 51
m i g r a c i o n e s , 127 p r e n s a , 51
M o h e n j o d a r o , 51 p r o d u c c ió n i n d u s t r i a l , 8 2 ss.
m o l i n o de a g u a , 52, 53-54
m o l i n o de v i e n t o , 52-53
m o r t a l i d a d , í n d i c e s de , 9 4, 97-98, rejas d e ar ado , 48
101, 102-103, 106-10 7, 108 ss., re p r o d u c c ió n , í n d ic e de, 104-105
117, 118 R e v o l u c i ó n A g r í c o l a , 16 ss., 33 ss..
m o r t a l i d a d i n f a n t i l , 99 - 1 1 0 45 ss., 114, 126 ss.
m o r t a l i d a d « n o r m a l » , 110 re v o l u c i ó n cie ntífica , 57 ss.
M u erte Negra, 99 R e v o l u c i ó n I n d u s t r i a l , 29 ss., 57 ss.,
101 ss., 130 ss., 140, 143-145
ru e d a , d e s c u b r i m i e n t o de la, 49
n a t a l i d a d , ín d ic e s de, 94, 97 ss., 102-
105, 117
N e a n d e r t h a l , h o m b r e de, 9 5 si erra, 51
N iá g a r a , c a t a r a t a s , p r o y e c to , 63 si n á n tr o p o , 4 4
Nil o , v a ll e de l, 24 S u d á n , 24
n i v e l e s de v i d a , 87 -9 1, 113
c r e c i m i e n t o d e la p o b la c i ó n y,
121 ss. T a m a u l i p a s , 20, 21
T e h u a c á n , 20, 21
tejido, 51
O rto , N. A ., 61 telar, 51
ov e ja , 17, 23 , 46 tenazas, 51
textil es, 52, 78
tiro d e la n t e r o , 49-50
pa íse s s u b d e s a r r o l l a d o s , 67 , 116-119, tor nillo, 51
133-135, 136 torno de al fa r er o , 51
p a la n ca . 51 toro, 46
P a l e s t i n a , 19 tr a n sp o rt e aere o, 86
p a p e l. 52 tr an sp o rt e a n i m a l , 46, 49-50
P ear l, e x p e r i m e n t o de, 122 trigo, 18, 56
perro, 4 6
Per sia, 53
Perú, 21 vaca, 22
Ipetróleo, 6 6 x'apor, m á q u i n a de. 39, 58-59. 71
in d u s t r i a de l, 60 t u r b i n a de, 59
m ot or es de, 61 vías f e rr o v ia ri a s , 86
il
176 H ISTO RIA ECONÓMICA DE LA POBLACIÓN MUNDIAL
Watt, James, 58 V o u n g , J a m e s , 60
y u g o , 49
Yayoi, cultura, 23 Z a w i C h e m i , 17
ÍNDICE
Prefacios . . . . . .
A grad ecim ien to . . . 13
C ap ítu lo 1. — Las d o s . r e v o l u c i o n e s 13
La R evolución A grícola 16
La R evolució n In d u strial 29
(fQué clase de rev o lu ció n ? . 32
C ap ítu lo 2. — Las f u e n t e s d e e n e r g í a 33
La conversión de la energía . 38
La R evolució n A grícola 43
La R evolució n In d u strial 37
C ap ítu lo 3. — P r o d u c c i ó n y c o n s u m o 73
La sociedad agrícola . . . 76
La sociedad in d u strial . 79
C ap ítu lo 4. -r—N a t a l i d a d y m o r t a l i d a d 93
La sociedad p rim itiv a . 93
Las sociedades agrícolas 96
La R evolució n In d u strial 101
N ivelación de los índices de n atalid ad v m ortalidad 111
178 H IST O R IA E C O N Ó M IC A DE LA PO B LA C IÓ N M U N D IA L
C ap ítu lo 3. — ¿ G u a n ta g e n t e ? . . . . 121
El crecim iento clem ográílco y los n iveles de vida 121
La R evolución A grícola . . . - . 126
El éxodo europeo . . . . . . . 131
La alim entación de las nuevas bocas . 135
¿C u án ta gen te? . . . . . . . 137
C ap ítu lo 6. — Una é p o c a d e t r a n s i c i ó n . 141
¿H asta dónde podem os lle g a r? . . . . 143
El pasado biológico del hom bre . . . . 145
¿C alid ad o can tid ad ? . . . . . . 148
B ib lio grafía . . . . . . . . . 153
Indice de figuras . . . . . . . . 169
ín d ic e de tablas . . . . . . . . 171
Indice alfabético . . . . . . . . 173
GARLO M. CIPOLLA
Historia económica de la población mundial
Autor de libros breves y brillantes, el profesor Cipolla nos ofrece
en éste la mejor síntesis histórica que existe sobre la evolución de
la humanidad desde la revolución agrícola hasta nuestros días.
Aquí se describen las grandes tendencias seguidas por la pobla
ción mundial en su desarrollo demográfico y en su aprovecha
miento de los recursos económicos disponibles, y se asedian los
grandes problemas con que han de enfrentarse en la actualidad
los seres humanos: el crecimiento demográfico, la escasez de los
recursos energéticos disponibles, la difusión del conocimiento
técnico o el papel que ha de desempeñar la educación en las
sociedades desarrolladas surgidas de la revolución industrial.
GARLO M. CIPOLLA (1922-2000) ha sido uno de los mayores
historiadores del siglo XX. Catedrático de Historia económica
en las universidades de Pavía y Berkeley, es autor, entre otros
libros, de Allegro ma non troppo (1991), Entre la historia y la
economía. Introducción a la historia económica (1991), La odi
sea de la p lata española (1999) y Las m áquinas del tiempo y de la
guerra (1999), todos ellos publicados por CRÍTICA.
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