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Historia Territorial Mapuche en Chile

Este documento trata sobre los procesos territoriales y las tierras del pueblo mapuche desde la prehistoria hasta el siglo XVIII. Se describe la ocupación del territorio mapuche en la zona central y sur de Chile desde hace 10,000 años y la resistencia mapuche a la conquista española entre los siglos XVI y XVIII. Finalmente, se analiza la ocupación mapuche de las tierras al sur del río Biobío y la articulación entre los territorios mapuches al sur y al norte de dicho río.
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Historia Territorial Mapuche en Chile

Este documento trata sobre los procesos territoriales y las tierras del pueblo mapuche desde la prehistoria hasta el siglo XVIII. Se describe la ocupación del territorio mapuche en la zona central y sur de Chile desde hace 10,000 años y la resistencia mapuche a la conquista española entre los siglos XVI y XVIII. Finalmente, se analiza la ocupación mapuche de las tierras al sur del río Biobío y la articulación entre los territorios mapuches al sur y al norte de dicho río.
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CAPTULO II

Territorio y Tierras Mapuche


NDICE
Parte I
Presentacin..................................................................................................................
..
715
Procesos Territoriales en el Mapunche Wajontu Mapu: Prehistoria y Resistencia
Anticolonial (Siglo XVI
VIII)...........................................................................................
717
1. C a t e g o r a s Te r r i t o r i a l e s
Mapuches..................................................................................
717
2. Prehistoria. Indgena: Asentamientos y territorios en la zona central y centro sur de
Chile...............................................................................................................................
..
717
3. D e s l i n d e s Te r r i t o r i a l e s : S .
XVI.........................................................................................
718
4. L a r e s i s t e n c i a y c a d a d e l P i k u n M a p u : 1 4 7 0
1557.......................................................
718
5. R e b e l i n M a p u c h e e n l a A r a u c a n a : 1 5 5 0
1604...........................................................
719
6. R e d u c c i n t e r r i t o r i a l y c o n s t i t u c i n d e l a
fronteras..........................................................
719
7. Subsistencia de los Pueblos de Indios en el Pikun Mapu; Autonoma territorial y
P a r l a m e n t o s e n l a A r a u c a n a : S .
XVIII.............................................................................
720
8. O c u p a c i n d e l P w e l M a p u o P u e l M a p u : s i g l o s X V I I y
XVIII............................................
721
9. Situacin del territorio y las tierras mapuches en los albores de las Repblicas de
C h i l e y
Argentina..............................................................................................................
722
I. P r e h i s t o r i a i n d g e n a e n e l t e r r i t o r i o
mapuche.................................................................
723
1. Prehistoria en Chile central. Desde sus albores hasta la conquista del
Tawantinsuyu.................................................................................................................
..
723
1.1. Los cazadores del Perodo Paleoindio: Los primeros conquistadores (10.000 8000
a o s a n t e s d e
Cristo).......................................................................................................
724
1.2. El Perodo Arcaico en Chile Central: Los cazadores especializados (8000 600 aos
a n t e s d e
Cristo)................................................................................................................
725
1.3. Periodo Agroalfarero Temprano: Los primeros horticultores y ceramistas de Chile
Cent r al . ( 800/ 600 aos ant es de Cr i st o 900 aos despus de
Cristo).........................
726
1.4. Perodo Agroalfarero Intermedio Tardo: El Complejo Aconcagua en Chile Central
( 9 0 0 1 4 7 0 a o s d e s p u s d e
Cristo)..............................................................................
729
1.5. Perodo Agroalfarero Tardo: El Inka en Chile Central. (1470 1536 aos despus de
Cristo).............................................................................................................................
..
733
2. P r e h i s t o r i a e n C h i l e c e n t r o
sur.................................................................................... 736
2.1. r e a d e c o b e r t u r a d e l a
informacin................................................................................
737
2.2. Introduccin....................................................................................................................
.. 737
2.3. E v e n t o s c u l t u r a l e s y u b i c a c i n e s p a c i a l y
temporal......................................................... 738
2.3.a Perodo I. Primeras ocupaciones humanas del territorio Centro Sur de Chile durante
el Pleistoceno o poca glacial final (Perodo
Paleoindio)....................................................
738
2.3.b. P e r o d o
Arcaico................................................................................................................
739
2.3.c P e r o d o A l f a r e r o
Formativo..............................................................................................
742
2.4. P r i m e r c o m p o n e n t e a l f a r e r o -
pitren..................................................................................
743
NDICE
2.4.a. A s e n t a m i e n t o s
habitacionales......................................................................................... 744
2.4.b. S i t i o s
Funerarios.............................................................................................................. 745
2.5. S e g u n d o c o m p o n e n t e a l f a r e r o f o r m a t i v o - e l
vergel......................................................... 746
2.5.a. S i t i o s
cementerios............................................................................................................ 747
2.5.b. A s e n t a m i e n t o s c o m u n i t a r i o s d e u s o
peridico................................................................. 748
2.5.c. A s e n t a m i e n t o s d e o r i g e n h i s t r i c o o d e
contacto............................................................ 749
2.6. D i s t r i b u c i n R e g i o n a l , Te r r i t o r i o y
Poblacin................................................................... 750
2.7. Si t i os ar queol gi cos ent r e el maul e y chi l o zona cent r o sur de
Chile............................ 752
II. P r o c e s o s t e r r i t o r i a l e s e n e l m a p u n c h e m a j o n t u m a p u
(1550-1818)................................ 754
1. Wa j o n t u m a p u p i k u n c h e ( L i m a r i - B i o
Bo)........................................................................ 754
1.1. F r o n t e r a n o r t e d e l w a j o n t u
mapu..................................................................................... 754
1.2. P o b l a m i e n t o y d i v i s i n t e r r i t o r i a l d e l
pikunmapu.............................................................. 755
2. I n v a s i n h i s p a n a : l a u s u r p a c i n t e r r i t o r i a l y r e d u c c i n
indgena...................................... 761
3. T r a y e c t o r i a c o l o n i a l d e l a s t i e r r a s d e l o s p u e b l o s d e
indios............................................. 767
4. Def ens a y s uper v i v i enc i a de l as t i er r as de l os puebl os de
indios................................... 772
5. A l g u n o s P u e b l o s d e I n d i o s
Extinguidos........................................................................... 775
6. Los intentos de reduccin y remates de tierras mapuche a fines de la
colonia............... 777
7. Ter mi no de l a Encomi enda y r epobl ami ent o de l os puebl os de
indios............................ 778
8. Cr eaci n de Nuevos asent ami ent os Mapuche al t r mi no de l as
encomiendas.............. 780
9. L a s t i e r r a s ma p u c h e d e l P i k u n ma p u a f i n e s d e l p e r i o d o
colonial.................................... 781
10. L o s p u e b l o s d e i n d i o s e n l o s a l b o r e s d e l a r e p u b l i c a
chilena.......................................... 782
3. Futal mapu bafkeh che o lafkenche, naq che o nagche y wente
che........................... 785
3.1. D e s l i n d e s t e r r i t o r i a l e s e n e l s i g l o
XVI.............................................................................. 785
3.2. R e b e l i n M a p u c h e e n l a A r a u c a n a : 1 5 5 0
1604........................................................... 790
3.3. Reduccin territorial y constitucin de la fronteras: de la Guerra Defensiva
a l a F r o n t e r a d e l B i o
Bio................................................................................................... 794
3.4. E l s i s t e m a d e l o s
parlamentos......................................................................................... 796
3.5. Autonoma territorial y Parlamentos en la Araucana: de la Rebelin
d e 1 7 2 3 a l P a r l a m e n t o d e
Tapihue..................................................................................
802
3.6. Situacin del territorio mapuche en los albores de las Repblicas de Chile:
El Parlamento de Negrete de
1803.................................................................................. 811
4.
Pwel mapu la articulacin del pwelmapuy el gulumapu: siglo XVI a
XVIII...................... 813
1.
Antecedentes
preliminares............................................................................................... 813
2.
Los Factores que incidieron en la articulacin del Gulumapu con el
Pwelmapu............. 814
3.
La ocupacin Mapuche del Pwelmapu en los S. XVI a
XVIII........................................... 815
NDICE
4.
Delimitacin Geogrfica del
Pwelmapu.......................................................................... 816
5. Caractersticas Demogrficas.....................................................................................
!.
817
5.1. L o s a l g a r r o b e r o s o P u e l c h e s d e C u y o ( P a m p a s
Serranos).............................................
817
5.2. L o s P a m p a s d e l S u r d e
Crdoba.....................................................................................
817
5.3. L o s
Pewenches................................................................................................................
818
5.4. L o s W i j i c h e s
Serranos.....................................................................................................
821
5.5. L o s
Tewelches.................................................................................................................
822
6. Los Pr ocesos Mi gr at or i os Mapuches al Pwel Mapu en el Si gl o
XVIII..............................
822
7. L a s r e l a c i o n e s c o m e r c i a l e s
fronterizas............................................................................
833
8. L a s g u e r r a s
intestinas......................................................................................................
834
9. La consolidacin de Cuarto Ftal Mapu Mapuche y su reconocimiento
a t r a v s d e l P a r l a m e n t o d e L o n q u i l m o ,
1784...................................................................
835
5. Waj ontu wi j i mapu del tol ten al Seno de Rel oncavi (si gl os XVI al
XIX)...........................
835
5.1 E l Te r r i t o r i o
Wijiche..........................................................................................................
835
5.2. P r d i d a y R e c u p e r a c i n d e l Te r r i t o r i o
(1558-1604).........................................................
836
5.3. D e f e n s a d e l Te r r i t o r i o I n d g e n a
(1604-1793)...................................................................
837
5.4. L a s i t u a c i n d e l W i j i m a p u e n l o s a l b o r e s d e l a
Repblica...............................................
844
S n t e s i s P a r t e
I.................................................................................................................
845
P i k u n
Mapu......................................................................................................................
845
F t a l M a p u B a f k e h c h e o L a f k e n c h e , N a q c h e y
Wenteche...........................................
846
M a p u o
Wijimapu.............................................................................................................
847
P w e l
Mapu.......................................................................................................................
848
Parte II
E l t e r r i t o r i o y l a s t i e r r a s m a p u c h e a i n i c i o s d e l a
Repblica.....................................
850
II. E l
pikunmapu...................................................................................................................
852
1. E l i n t e n t o d e e x t e r m i n i o d e l o s P u e b l o s D e
Indios..........................................................
852
2. L a s m e n s u r a s d e l o s P u e b l o s d e
Indios..........................................................................
854
III. L o s f t a l m a p u s d e l a
Araucania.......................................................................................
856
1. L a G u e r r a a M u e r t e y e l P a r l a m e n t o d e Ta p i h u e d e
1825...............................................
856
2. E l d e s p l a z a m i e n t o d e F r o n t e r a s e n e l Te r r i t o r i o
Mapuche..............................................
862
3. Reduccin y usurpacin de tierras mapuches en los Siglos XIX y
XX..........................
865
4. L o s r e s u l t a d o s d e l a o c u p a c i n d e l t e r r i t o r i o
mapuche....................................................
869
4.1. Ocupacin del territorio mapuche bajo infiltracin entre el ro Bio Bio y el Malleco -
L e b u ( 1 8 6 0
1930)..........................................................................................................
869
NDICE
4.1.a. E l A l t o B i o
Bo..................................................................................................................
870
4.1.b. L a z o n a d e l B i o B o a l
Malleco................................................................................................
871
4.1.c. L a s i t u a c i n d e A r a u c o e n t r e 1 8 6 0 y
1930.......................................................................
873
5. L a Oc u p a c i n d e l o s t e r r i t o r i o s d e Ma l l e c o a Ma r i q u i n a
Panguipulli............................
875
6. E l R e p a r t o Te r r i t o r i a l d e l a
Araucania..............................................................................
877
6.1. L o s r e m a t e s d e
tierras.....................................................................................................
877
6.2. L a c o l o n i z a c i n c o n N a c i o n a l e s y
Extranjeros.................................................................
880
6.3. L a r a d i c a c i n d e l o s
mapuche.........................................................................................
886
6.3.a L a r a d i c a c i n e n c o l o n i a s d e
indgenas...........................................................................
886
6.3.b. Radicaciones por sentencias judiciales de la Corte de Apelaciones de Concepcin y
e l J u z g a d o d e L e t r a s d e A n g o l ( 1 8 7 5 a
1882).....................................................................
888
6.3.c. R a d i c a c i n c o n T t u l o s d e M e r c e d
(1884-1929)..............................................................
889
7. Las Leyes de Di vi si n de l as Comuni dades Mapuche ( 1930
1973).............................
892
8. Radicacin con Ttulos Gratuitos Ministerio de Tierras y Colonizacin y Juzgado de
Indios..............................................................................................................................
..
895
9. L o s J u z g a d o s d e I n d i o s y l a p e r d i d a d e t i e r r a s
mapuches..............................................
890
10. R e f o r m a A g r a r i a y r e c u p e r a c i n d e t i e r r a s m a p u c h e s
(1962-1973)................................
901
11. Contra Reforma Agraria: Devolucin, remate y divisin en los ex asentamientos
m a p u c h e .
(1973-1990).....................................................................................................
904
12. Tr a n s f e r e n c i a d e t i e r r a s f i s c a l e s a c o mu n i d a d e s ma p u c h e s
(1980-1990)......................
906
13. D i v i s i n d e l o s T t u l o s d e
Merced....................................................................................
906
14. Si t uaci n act ual de l as comuni dades mapuche de l a VI I I y I X
Regiones........................
908
IV. E l
wijimapu.......................................................................................................................
909
1. E l W i j i m a p u a i n i c i o s d e l a
repblica................................................................................
909
2. L o s T t u l o s d e
Comisario.................................................................................................
910
3. U s u r p a c i o n e s d e t i e r r a s m a p u c h e -
wijiche...........................................................................
914
4. L a s t i e r r a s m a p u c h e w i j i c h e y l o s c o l o n o s
alemanes..........................................................
915
5. L a C o l o n i z a c i n A l e m a n a e n e l t e r r i t o r i o
wijiche.................................................................
917
6. La f ront era Mari qui na Pangui pul l i en l a segunda mi t ad del Si gl o
XIX...............................
919
7. L a e x p a n s i n l a t i f u n d i s t a s o b r e l a s t i e r r a s
wijiche...............................................................
922
8. I n o p e r a n c i a d e l a s l e y e s d e p r o t e c c i n d e t i e r r a s ma p u c h e
1893-1903..........................
928
9. L a r a d i c a c i n c o n T t u l o s d e
Merced...............................................................................
929
10. P r o p i e d a d s u c e s o r i a l y l a r a d i c a c i n c o n T t u l o s
Gratuitos.............................................
933
11. Di vi si n de comuni dades con t i t ul o de merced y usurpaci ones de
tierras.......................
935
NDICE
12. Perdidas de tierras mapuche por revocacin de ttulos de merced por sentencia
J u z g a d o s d e I n d i o s
(1930-1972)..................................................................................... 935
13. R a d i c a c i n d e l a f a m i l i a m a p u c h e c o n t t u l o s
gratuitos...................................................
937
14. L o s f u n d o s p a r t i c u l a r e s y l a L e y d e l a P r o p i e d a d
Austral................................................
937
15. Reivindicacin y recuperaciones de tierras.................................................................... 940
16. L a R e f o r m a A g r a r i a e n e l
Wijimapu.................................................................................
945
17. L a s t i e r r a s w i j i c h e s d e s p u s d e
1973..............................................................................
945
17.1 D e s t i n o d e l a s t i e r r a s
expropiadas...................................................................................
945
17.2 T r a n s f e r e n c i a s d e t i e r r a s f i s c a l e s o c u p a d o s p o r
wijiches................................................
947
17.3. D i v i s i n d e l a s c o m u n i d a d e s w i j i c h e s c o n T t u l o s d e
Merced.........................................
948
17.4. L a p e q u e a p r o p i e d a d
indgena.....................................................................................
948
17.5. C o m u n i d a d e s o c u p a n t e s d e f u n d o s
particulares.............................................................
948
18 S i t u a c i n a c t u a l d e l a s c o m u n i d a d e s m a p u c h e d e l
Wijimapu.........................................
949
V. La Ley Indgena N 19.253: apl i caci n y resul tados en el terri tori o
mapuche.................
950
VI. P w e l
mapu..................................................................................................................
.....
954
1. L o s A y j a r e w e M a p u c h e d e l P w e l M a p u e n e l S i g l o
XIX..................................................
954
2 D e s p l a z a m i e n t o d e
Fronteras..........................................................................................
956
3. P r i m e r G o b i e r n o R e p u b l i c a n o ( 1 8 1 0
1833)..................................................................
957
4. L a Gu e r r a Of e n s i v a : L a s Ca mp a a s d e l De s i e r t o ( 1 8 3 3
1885)....................................
957
4.1. E x p e d i c i n d e
Rosas.......................................................................................................
958
4.2. E x p e d i c i n d e
Roca.........................................................................................................
959
VI Conclusiones..................................................................................................................
..
961
Bibliografa.....................................................................................................................
..
965
Anexos
Mapas............................................................................................................................
..
958
Presentacin
El presente documento constituye el informe de investigacin Tierras y Territorio Mapuche por
encargo de la Comisin de Trabajo Autnoma Mapuche, para ser presentado a la Comisin de Verdad
Histrica y Nuevo Trato.
El objetivo de este estudio es dar cuenta de la evolucin del territorio y de las tierras mapuches
desde la prehistoria (12.500 aos a.p.) hasta las primeras dcadas del sigloXIX.
Este anlisis comprende los territorios del Mapunche Wajontu Mapu, correspondientes al Gulumapu y
al Pwel Mapu, cuyas respectivas reas territoriales son: El Gulumapu, se extiende entre el ro Limar, por
el Norte, hasta la Isla Grande de Chilo, por el Sur, desde la Cordillera de Los Andes al mar Pacfico. El
Pwel Mapu, se extiende entre el ro IV y el ro Diamante, por el Norte, hasta el ro Limay por el Sur, siendo
su lmite Este el ro Salado en las cercana de Buenos Aires y el Oeste la Cordillera de Los Andes.
El presente informe considera el anlisis prehistrico del Mapunche Wajontu Mapu, focalizado en dos
reas de influencia: desde el ro Choapa hasta el ro Itata, y desde este ltimo hasta el seno de
Reloncav. Adems, son analizados los antecedentes territoriales del poblamiento Mapuche en el
Gulumapu y en el Pwel Mapu, que comprenden los Ftalmapus Pewenche, Mapuche y Wijiche en ambos
lados de la Cordillera de Los Andes y el Ftalmapu Pikunche en la vertiente occidental de la Cordillera
con presencia exclusiva en el Gulumapu. Estos antecedentes territoriales corresponden al perodo de
resistencia anticolonial mapuche comprendido entre los siglos XVI y principio del XIX.
Para la elaboracin de este documento han sido consultados antecedentes documentales,
bibliogrficos y cartogrficos, los que han sido analizados e interpretados a la luz de las categoras
territoriales de la gente de la tierra.
Considerando los procesos histricos en el Mapunche Wajontu Mapu la informacin ha sido ordenada
y sistematizada para dar cuenta de los procesos particulares de cada unidad territorial, y de sus
respectivos procesos histricos territoriales. Asimismo, el estudio da cuenta del papel que jugaron las
distintas unidades jurisdiccionales de los linajes mapuches dentro de estos territorios: Ftalmapu,
Ayjarewe y Lof o Cavi.
En el caso del Pikunmapu (territorio del Norte del Bo Bo y hasta el ro Limar), se identifica el
territorio y sus deslindes, se determinan las jurisdicciones territoriales asociadas al poblamiento, se
analiza el proceso de resistencia mapuche a la ocupacin hispana y, posteriormente, los mecanismos de
dominacin impuestos por el conquistador, en particular aquellos que dicen relacin con el reparto del
territorio y la reduccin de las tierras mapuches. El estudio concluye con el anlisis de las formas de
pervivencia de estos asentamientos a lo largo de todo el perodo colonial.
En el caso de los territorios al Sur del Bo Bo y localizados en la vertiente occidental de la Cordillera
de Los Andes, se identifican los Ftalmapus y sus deslindes, se determinan las jurisdicciones territoriales
asociadas al poblamiento, se analizan los procesos de ocupacin y prdida territorial, la resistencia
mapuche y la recuperacin de espacios territoriales y, finalmente, las relaciones fronterizas y las
relaciones intertnicas.
En el Pwel Mapu, se describe la diversidad de poblamiento, las relaciones intertnicas, los antecedentes
histricos territoriales del proceso de ocupacin mapuche y se determinan las jurisdicciones territoriales
de los Ftalmapu.
Estos resultados se presentan como captulos especficos y se hace una introduccin descriptiva de
los procesos comprendidos en el Mapunche Wajontu Mapu, a partir de la reflexin y anlisis de los
antecedentes especficos disponibles para el estudio de cada territorio.
Introduccin
Procesos territoriales en el mapunche wajontu mapu: prehistoria y resistencia
anticolonial (siglo XVI XVIII)
1. Categoras Territoriales Mapuches
En el presente documento han sido adoptadas las categoras territoriales expuestas en el documento
titulado Las identidades Territoriales. Bases y Fundamentos desde una perspectiva del conocimiento
Mapunche y que se fundan en la conviccin expresada por sus autores de utilizar conceptos
provenientes del Mapunche Kimn, que ha estado ausente de la bibliografa occidental en la materia.
Las categoras utilizadas corresponden a las siguientes:
Mapu, se define como tierras y se utiliza para definir los diferentes espacios en el mundo Mapuche. A
partir de este concepto se construyen otras categoras territoriales como Lof Mapu, Bafkeh Mapu o Ftal
Mapu. Al mismo tiempo, el Mapu no solo refiere a lo tangible, a lo material, sino que tiene una dimensin
espacial que permite situar todas las dimensiones de la vida en el universo, en este sentido esta usada la
expresin Mapu en la expresin Mapuche Wenu Mapu.
Mapunche Wajontu Mapu, denota la pertenencia del che al Universo y se usa para describir el
territorio ocupado por la gente de la tierra, el mapuche.
Mapu, alude a espacios
Ftal Mapu o Fta El Mapu, corresponde a las identidades territoriales, integradas por
conglomerados menores como son loa ayjarewe, los que a su vez estn consitudos por otras
parcialidades como son los rewe, conformados por unidades bsicas fundamentales ms pequeas que
se denominan Lof
A partir del Fta El Mapu, se hace referencia a la idea de territorialidad que posee el Pueblo Mapuche
como tal y que tiene como concepto rector a la nocin de Mapunche Wajontu Mapu. El que a su vez esta
macro categora territorial est compuesto por dos grandes identidades territoriales: Gulu Mapu y Pwel
Mapu, identidades separadas por el Pire Mapu, que corresponde al cordn montaoso de la Cordillera de
Los Andes.
El Gulu Mapu, en la concepcin del Mapunche Kimn, se extiende entre el Pire Mapu y el Fta
Bafkeh o mar Pacfico; y el Pwel Mapu, tierras ubicadas al oriente del Pire Mapu.

2. Prehistoria Indgena: asentamientos y territorios en la zona central y centro-
sur de chile
Para comprender cmo se constituye el territorio cultural que posteriormente conformar el
Mapunche Wajon Mapu, se realiza un estudio y sntesis comprensiva de sus antecedentes prehispnicos
en las zonas Central y Centro-Sur de Chile, en trminos de cmo las sucesivas poblaciones habitaron y
domesticaron este extenso territorio. Siguiendo un orden cronolgico, que se inicia hace ms de 10 mil
aos antes del presente y termina con la llegada de los conquistadores Inka, se exponen y discuten los
principales acontecimientos histrico-culturales que conforman la prehistoria indgena, desde los
cazadores de megafauna de fines de la Era Glacial, hasta la constitucin de las comunidades sedentarias
y agromartimas distribuidas en la precordillera, valle longitudinal y litoral costero de todo este territorio.
La arqueologa indica que las diversas poblaciones que aqu habitaron se desarrollaron a travs de
procesos culturales semejantes, aunque a lo largo de su prehistoria conformaron al menos dos entidades
tnico-sociales diferentes que la arqueologa denomina Complejo Cultural Aconcagua y Cultura El Vergel.
Cada una de ellas se expresan claramente al momento del contacto europeo en la zona central y centro-
sur de Chile, equivalentes a territorios culturales, por su unicidad. Se establece tambin la existencia de
una tercera identidad, todava poco conocida, asentada en la frontera entre ambas zonas.
3. Deslindes Territoriales en el siglo XVI
Los deslindes territoriales del Mapunche Wajontu Mapu, al contacto con los espaoles, en la mitad
del siglo XVI se extenda en el Gulu Mapu, desde el ro Limar, por el Norte, hasta la Isla Grande de
Chilo, por el Sur, el mar Pacfico y la Isla Mocha, por el Oeste, y la Cordillera Los Andes, por el Este.
En el Pikun Mapu, al norte del Bo Bo, la presencia mapuche se extenda hasta el ro Limar, pero
desde el ro Maipo el territorio comenzaba a ser compartido con comunidades del Pueblo Diaguita. Sin
embargo, la mayor densidad de poblacin mapuche se verificaba hasta la Cuenca del ro Aconcagua. En
la poca, tambin se encontraban algunos asentamientos de poblacin Mitimae trada por el Inca y
asentadas en las cuencas del ro Aconcagua y Mapocho. Por el Oeste, la presencia mapuche se extenda
por toda la Costa y ocupaba los valles costeros. Por el Este, estos asentamientos se emplazaban en el
Valle Central ocupando territorio de la pre-cordillera. Los mapuches del Pikun Mapu eran denominados de
distintas formas: Indios Chile, Mapochoes, Pikones, Promaukaes o de acuerdo al nombre del Cacique o
lugar donde vivan, apareciendo en las crnicas o documentos de la poca colonial como Tagua Tagua,
Cachapoales, Cauquenes y Maulinos, entre otras denominaciones derivadas del Logko principal o de su
localizacin geogrfica.
Al Sur del Bo Bo los Ftal Mapu, se extendan hasta la Fta Wapi Chilhue o Isla Grande de Chilo.
Identificndose las siguientes identidades territoriales:
En el Gulu Mapu: Bafkeh Che o Lafkenche (gente de la Costa, sector poniente de la cordillera de
Nahuelbuta), Naq Che o Naqche (abajinos, vertiente oriental de la cordillera de Nahuelbuta), Wente
Che (arribanos, pre - cordillera de Los Andes). Estas identidades del Gulumapu se les denomin por los
cronista y otros Pueblos contemporneo como: Moluches, Aucaes, Araucanos y Voroganos.
En el Pire Mapu: Pehue Che o Pewenche, Wiji Che o Wijiche e Ina Pire Che. A su turno, a los Wijiche
o Veliches dependiendo de su ubicacin geogrfica los cronistas les denominaron como: Cuncos (La
Unin), Chauracahuines o Juncos (Osorno) y Payos (Costa de Queilen a Quelln )
En la vertiente oriental de la Cordillera de Los Andes se emplazaba el Pwel Mapu, el que estaba
conformado por las siguientes identidades territoriales: Ragkl Che o Ranquelches, Mamuj Che, Chazi
Che y Pwel Wiji Che o Wijiches Serranos. Los cronistas usaron la denominacin Pampas, Aucaes o
Indios de Chile para denominar a los Ranquelches y Manzaneros para identificar a los Wijiches serranos.
4. La resistencia y cada del Pikun Mapu: 1470 1557
La resistencia Mapuche a los primeros proceso de ocupacin de su territorio se divide en dos
perodos: El primero, caracterizado por la oposicin a la colonizacin Incaica, la que en inicialmente
ocup hasta el ro Maule. Los mapuches fueron denominados por el Inca como Promaukaes (Guerreros
Monteses), la resistencia mapuche hizo retroceder al Inca hasta la Angostura de Paine y el ro Maipo.
Esta ocupacin Incaica se mantuvo al Norte del Ro Maipo hasta la llegada de las huestes espaolas. El
segundo perodo, corresponde a la resistencia a la invasin hispana, iniciada por Diego de Almagro y
continuada por Pedro de Valdivia, que ingresa por el camino del Inca al Mapunche Wajontu Mapu en el
ao 1540, internndose en el Valle del ro Mapocho y fundando un Fuerte en el cerro Huelen. Esta
incursin hispana fue resistida en el Pinkun Mapu entre los aos 1541 a 1557, lo que signific la
destruccin de las villas de La Serena, Santiago y Concepcin, y culmin con la derrota y muerte de
Lautaro, en Peteroa, a orillas del ro Mataquito, frustrando el avance estratgico de recuperacin territorial
propiciado por el Toki, quedando el Pikun Mapu definitivamente sometido al dominio de la Corona
espaola.
5. Rebelin Mapuche en la Araucana: 1550 1604
Pedro de Valdivia, una vez asentada la ocupacin en el Pikun Mapu y fortificado Santiago, se
aventura hacia el Sur en el ao 1549, enfrentndose con las fuerzas mapuches en el paraje de Andalin,
en el mes de Febrero de 1550, encuentro en el cual triunfan las huestes espaolas. Posteriormente, es
fundada la ciudad de Concepcin, y en el ao 1552 Valdivia se interna al sur del Bo Bo, para fundar la
ciudad de Imperial, Valdivia, Villarrica, Angol y levantar los fuertes de Arauco, Tucapel y Purn, ocupando
militarmente el territorio. Mientras los espaoles fundaban ciudades al interior del territorio Mapuche, la
gente de la tierra preparaba la rebelin ante el invasor.
En 1553 los guerreros mapuches dan muerte a Pedro de Valdivia, en el combate de Tucapel,
encuentro blico al que le sigue la destruccin de todas las villas levantadas por los espaoles.
Tras el triunfo mapuche y la retirada de los espaoles, Lautaro decide emprender la liberacin del
Pikun Mapu y acompaado de 700 guerreros se dirige al Norte, siendo sorprendido por el enemigo
mientras dorma a orillas del ro Mataquito, muriendo en ese hecho, en Abril de 1557.
A la muerte de Lautaro le suceden el vejamen y muerte de los hroes mapuches Galvarino y
Caupolicn. Los enfrentamientos entre mapuches y espaoles en este perodo culminan con la victoria
mapuche en Curalaba, a orillas del ro Lumaco, el 23 de Diciembre de 1598. En este suceso, liderado por
Pelentaru, se consolida la frontera Mapuche al sur del Bo Bo.
6. Reduccin territorial y constitucin de la fronteras.
La reduccin territorial en el Pikun Mapu se produce con la llegada de los espaoles en 1540, los que
imponen el dominio y su jurisdiccin. La legitimidad de la conquista se sustent en la Bula Intercaetera de
1493, que permiti el reparto de las tierras indgenas en mercedes para el espaol y la radicacin en
Pueblos de Indios para el Mapuche. La poblacin indgena qued sometida al sistema de encomiendas y,
a pesar de la resistencia hasta mediados del siglo XVI, sus tierras prontamente fueron enajenadas
quedando reducidos los asentamientos mapuches a una escasa proporcin de lo que originalmente
tenan.
A fines del siglo XVI las tierras mapuches del Pikun Mapu se encontraban reguladas por el sistema
legal de dominacin hispano, y a partir de los inicios del siglo XVII las tierras de los llamados Pueblos de
Indios son mensuradas, en un primer momento por Gins de Lillo, entre 1603 y 1605, para la zona de
Aconcagua al ro Maipo, y para las dems reas se realizaron las mensuras por las autoridades locales
en base a las ordenanzas de Gins de Lillo y la tasa de Esquilache. A consecuencia de lo anterior, se
constituyeron Pueblos de Indios entre los ros Limar y Bo Bo, cuya poblacin fue constantemente
desarraigada de sus lugares de orgenes por el sistema de encomienda, sin que con ello se extinguiera la
propiedad indgena en el rea.
En el territorio al Sur del Bo Bo el Pueblo Mapuche goza de autonoma territorial y poltica, la que se
haba logrado en los hechos, luego de la victoria de Curalaba y consolidada en el derecho a travs del
Parlamento de Quillin en 1641 y de Yumbel en 1692.
En el territorio de los Cuncos, el Wiji Mapu, a partir del ao 1608, en que se declara la esclavitud del
indgena, la gente de la tierra ser sometida a lo largo de todo el siglo XVII a una guerra esclavista,
impulsada por los espaoles desde Calbuco y Carelmapu, lugares desde los cuales se hacan las
incursiones hacia Osorno, provocando el despoblamiento de todo el territorio comprendido entre los ros
Maulln y Maipu, en las cercanas de Purranque. Esta situacin, a su vez, produce una expansin
territorial Wijiche hacia las Pampas orientales, en el Pwel Mapu, generando una avanzada Wijiche sobre
el Territorio Pewenche.
7. Subsistencia de los Pueblos de Indios en el Pikun Mapu; Autonoma territorial
y Parlamentos en la Araucana: S. XVIII
Durante el siglo XVIII los pueblos de indios en el Pikun Mapu se encuentran sometidos -algunos de
ellos- a un proceso de prdida y enajenacin de sus tierras y la desaparicin de sus asentamientos,
proceso que se da con especial fuerza en el valle de Santiago. En otras zonas los pueblos de indios ven
reducida su poblacin debido al traslado forzado a las encomiendas, lo que genera ocupacin de parte de
sus tierras por espaoles y mestizo. A fines del siglo XVIII se declara el trmino de la encomienda y la
obligacin de restituir la mano de obra indgena a su pueblos originales, cuando esto no es posible los
hacendados generan radicaciones de indgenas en las propias haciendas. Los pueblos de indios quedan
sometidos al pago de tributo a la corona, obligndolos, en contra de las propias disposiciones espaolas,
a arrendar parte de sus tierras, lo que provoca la instalacin dentro de las tierras indgenas de mestizos,
espaoles y otras castas.
Durante este siglo los mapuches reivindican sus tierras ante las autoridades espaolas, solicitando se
les devuelvan aquellas que se encuentran en manos de espaoles. Esto genera un proceso de
resistencia cuya principal caracterstica es impedir, a veces sin xito, que se efecten mas reducciones y
enajenaciones de sus tierras. Es importante resaltar que la calidad de tierras indgenas de los pueblos de
indios se mantiene ms all del trmino de la colonia.
En el territorio mapuche, al sur del Bo Bo, se comienza a desarrollar un importante comercio
fronterizo el que redunda en constantes abusos cometidos por los capitanes de amigos contra los
indgenas, obligndolos a trabajar en las fortificaciones y hacindolos objeto de mltiples engaos
comerciales. Todo ello, conduce a la rebelin de Quechereguas y concluye con el abandono de los
establecimientos espaoles ubicados al Sur del Bo Bo.
A partir del ao 1764, se comienza a desarrollar una nueva poltica espaola que es la construccin
de ciudades y villas en la Araucana, iniciativa frustrada por el maln de Curianco, en 1766.
Este perodo concluye con el Parlamento de Tapihue en 1774, donde se reconoce la soberana de la
corona espaola, la jurisdiccin mapuche al sur del Bio Bio, se regula la relacin corona pueblo
mapuche a travs de los caciques embajadores, se mantiene la libertad del territorio, se declara al
indgena como vasallo de un mismo rey y se establecen restricciones a las migraciones de poblacin de
un lado a otro del territorio.
En el Wiji Mapu, durante el siglo XVII operan dos frentes de ocupacin territorial hispana, uno de
Valdivia y otro de Chilo. En el sector de Valdivia, la expansin comienza a partir del 1700 con las
incursiones de misioneros, instalacin de fuertes militares y la constitucin de la propiedad rural
espaola, a orillas del ro Bueno, en 1750. Desde la Isla Grande de Chilo, los sucesivos intentos por
abrir el camino que los unira por tierra con la ciudad de Valdivia genera una estrategia basada en
incursiones militares y mltiples intentos de reconocimiento para la ocupacin del territorio.
En 1792, tras la rebelin de Ro Bueno y la derrota Wijiche, se iniciar la ocupacin del territorio
logrando el Espaol redescubrir y refundar la ciudad de Osorno, propiciando para ello la realizacin del
parlamento de Quilicahun y el Tratado de las Canoas de 1793, por el cual los mapuches ceden las tierras
para el reasentamiento espaol, permiten la instalacin de misiones y se someten a las leyes espaolas.
Durante los aos posteriores los Llanos de la Unin y Chauracahun se transforman en propiedad
agrcola espaola, la que dividir el territorio Wijiche entre el Pilmaiquen y el Rahue.
8.- Ocupacin del Pwel Mapu o Puel Mapu: siglos XVII y XVIII
Concluida la guerra de Arauco, comienza a constituirse una espacio fronterizo que se consolida entre
los aos 1650 y 1800 y que se extiende por la vertiente oriental de la Cordillera de Los Andes hasta la
pampa trasandina, entre los ros Limay por el Sur, hasta el ro IV por el Norte.
Este territorio es objeto de ocupacin territorial por el pueblo mapuche durante este perodo,
producindose un proceso de asentamiento de Ftalmapus mapuches en la pampa y al mismo tiempo un
proceso de asimilacin y homogenizacin cultural de otros pueblos existentes en este territorio, todos los
cuales adoptaron la lengua y modos de vida mapuche.
El proceso de ocupacin se consolida en el siglo XVIII a travs de las incursiones maloqueras de
grupos pertenecientes al pueblo mapuche, cuyos objetivos en los distintos perodos histricos fue generar
alianzas estratgicas para apoyar la guerra librada en Arauco con los Espaoles, tanto las llamada guerra
de Arauco como los levantamientos posteriores, y promover el comercio fundamentalmente de ganado a
travs del cual los mapuches surtan los centros de distribucin del Valle Central de Chile que provean
los nuevos polos comerciales como por ejemplo Potos.
Durante este perodo se produjeron importantes procesos migratorios mapuches siendo el ms
relevante el de los Ragklche cuyos Ayjarewes se instalaron en las riberas del ro chadileuv y el sector
del Salinas Grandes.
A travs del Parlamento de Lonquilmo en 1784 la autoridades coloniales del Reino de Chile
reconocieron expresamente la existencia del Pwel Mapu, haciendo expresa mencin a que integran el
cuarto Ftalmapu Mapuche los Pwelche e Indios Pampas, desde Malalhue y fronteras de Mendoza hasta
el Mamj Mapu, situados en las Pampas de Buenos Aires, los que conforman un cuerpo y parcialidad con
Pwelche y Pewenches de Maule, Chilln y Antuco e intentan incorporar a estas parcialidades al proceso
de negociacin parlamentaria que se desarolla en el Gulu Mapu.

Es caracterstico del Pwel Mapu durante el S. XVIII, 1711 a 1785, las malocas protagonizadas
fundamentalmente por los Ayjarewe y Conas Mapuches. Estas incursiones blicas se efectuaban
mediante importantes alianzas intertnicas entre los distintos pueblos que habitaban las pampas
orientales y significaron un duro golpe para la estabilidad del Virreinato del Ro de la Plata y,
fundamentalmente, de los hacendados espaoles, lo que oblig a los espaoles a buscar una forma de
establecer la paz en el Pwel Mapu, lo que se logra con el acuerdo de paz al que convoca el Maestre de
Campo Amigorena, el 30 de Junio de 1799 en el Fuerte de San Carlos, donde Amigorena reconoce como
cacique principal al Logko Carripilon, autoridad mxima de los Ranquelches, quin se ala a los
espaoles en comn acuerdo con los Pewenches. Fuera del acuerdo siguen los Wijiches, quienes son
declarados enemigos.

9. Situacin del territorio y las tierras mapuches en los albores de las
Repblicas de Chile y Argentina
El territorio mapuche en los albores de la constitucin de las Repblicas de Chile y Argentina tena
por deslindes que demarcaban su espacio de independencia, en el Gulu Mapu, el ro Bo Bo y Laja, por
el norte. Por el Este, el mar pacfico, desde el Bo Bo hasta aproximadamente San Jos de la Mariquina,
sobre el ro del mismo nombre. Por el sur, una lnea que suba por San Jos de la Mariquina hasta
Panguipulli Riihue, atravesando la cordillera y siguiendo en el Pwel Mapu por el ro Limay, deslindando
al Este con el Ro Salado y al Norte con el Ro Diamante.
En las zonas adyacentes a este territorio independiente se podan distinguir las siguientes realidades.
Al norte del Bo Bo y hasta el Limar, subsistan buena parte de los pueblos de indios y de los nuevos
asentamiento de comunidades mapuches dentro de algunas haciendas.
Estos pueblos de Indios, con la instauracin de la primera Junta de Gobierno intentaron ser reducidos
a unas pocas unidades y en ellas someterlos a un proceso definitorio de asimilacin cultural y econmica,
cuyo proyecto no fue posible efectuar debido a la reinstauracin del gobierno espaol entre los aos 1814
y 1817, que volvi a establecer la poltica de proteccin de tierras de los siglos anteriores.
Solo a partir de 1823, el gobierno de Chile legisl sobre las tierras de pueblos de indios, e insisti
sobre su mensura y remate con la ley en 1830, con lo que se consolid la usurpacin de parte de las
tierras indgenas del Pikun Mapu, subsistiendo los Pueblos de Indios y la calidad de tierras indgenas de
los mismos.
El territorio mapuche mantena espacialmente los deslindes logrados a principios de la Colonia, luego
reconocido a travs de mltiples parlamentos, que se extenda entre el ro Bio Bio por el norte y el Toltn,
por el sur, y que fue refrendado nuevamente en 1803, en el Parlamento de Negrete.
I. Prehistoria indigena en el territorio mapuche
1. Prehistoria en chile central
Desde sus albores hasta la conquista del Tawantinsuyu
Para los propsitos de esta sntesis prehistrica, se considerarn las variables medioambientales y
ecogeogrficas de esta regin en trminos de los recursos de subsistencia que ofrecen, ya que son
esenciales para comprender la naturaleza del poblamiento indgena y los tipos de asentamientos
desarrollados a travs del tiempo.
Desde la perspectiva ecogeogrfica, el territorio considerado como Chile Central se extiende desde el
ro Choapa por el norte, hasta el ro Maule, por el sur, incluyndose en esta regin, las cuencas de los
ros Aconcagua, Mapocho, Maipo, Cachapoal y Mataquito.
Si bien es cierto que desde hace 10 mil aos atrs (fines del perodo glacial e inicios del Holoceno
Temprano), las grandes unidades geomorfolgicas de la zona central no han cambiado sustancialmente,
si lo ha hecho el paisaje -asociado a cambios en el clima con perodos ms hmedos o de mayor aridez-,
la vegetacin y la topografa, configurndose hace ms de tres mil aos las condiciones actuales. Por
ejemplo, las intensas ocupaciones de cazadores-recolectores en el norte de la cuenca del Mapocho (rea
Batuco, Lampa y Chacabuco) no pueden comprenderse sin considerar las antiguas formaciones
boscosas existentes, que ofrecan potenciales recursos vegetacionales y cotos de caza privilegiados, hoy
prcticamente extinguidas por la desecacin y su histrica sobreexplotacin. O, la ocupacin del litoral
costero por parte de poblaciones pescadoras en lugares que hoy en da son terrazas muertas y alejadas
de la costa por las fluctuaciones del nivel del mar producidas por las glaciaciones. Por ltimo, la extincin
de la megafauna en el Holoceno Tempran,o que implic grandes cambios en el modo de vida de las
primigenias poblaciones cazadoras, de sus lugares de asentamiento y sus tecnologas.
De acuerdo a ello y para estudiar y comprender la prehistoria de Chile Central, los arquelogos han
establecido en la actualidad tres unidades morfolgico-ambientales en funcin de los recursos de
subsistencia y las posibilidades complementarias que ofrecen a la poblacin y al asentamiento humano
(sensu Fallabella y Stehberg 1986). Estos son:
1. La cordillera y precordillera
Se encuentra muy prxima al valle central y conectada a travs de las quebradas que bajan y nutren
las principales cuencas hdricas de Chile Central. Esta ofrece una variedad de pisos ecolgicos
distribuidos en tramos cortos, con diversidad de recursos vegetacionales y faunsticos, pastizales y
vegas, recursos lticos y minero-metalrgicos, y zonas aptas para la horticultura, permitiendo el
asentamiento humano el ao corrido a travs del traslado por las distintas ecozonas. Aunque los Andes
son elevados en este sector, presenta varios pasos trasandinos que han permitido el movimiento y
contacto constante de las poblaciones hacia un lado y otro de la cordillera durante toda la prehistoria. La
cordillera de la costa, por su parte, con menores elevaciones y bastante disminuida hacia el sur de Chile
Central, presenta valles intermontanos ricos en recursos vegetacionales silvestres de recoleccin y un
buen potencial agrcola.
2.
El Valle central
Este incluye el valle longitudinal o depresin intermedia que se extiende al sur del cordn de
Chacabuco, y el rea de las principales cuencas hidrogrficas tales como Aconcagua, Maipo y
Cachapoal, todas las cuales, con sus extensas planicies, valles y rinconadas, son potenciales zonas para
la agricultura. Hasta antes que se incorporara la tecnologa hidrulica, las primeras poblaciones
agroalfareras de la regin, ocuparon las rinconadas y riberas de ros para aprovechar sus suelos frtiles y
aguas durante los secos veranos que caracterizan la regin. Ms tarde, la utilizacin de estas tecnologas
como el riego artificial, permite a la poblacin aumentar sus espacios de asentamiento y actividad
agrcola hasta ocupar gran parte del valle central. Las zonas de transicin vegetacional, como las que se
producen entre los bosques esclerficos de espinos y algarrobales (chaarales, al decir de los primeros
cronistas que describen el valle), tpicos del borde septentrional de la gran cuenca de Santiago y el llano
que se le sucede, fueron en tiempos prehispnicos bastantes ms densos que en la actualidad y por
tanto, espacios privilegiados para un importante asentamiento humano, debido a la disponibilidad de una
amplia gama de flora, fauna y recursos hdricos.
3. El litoral costero
Comprende una franja litoral geomorfolgica continua y bien diferenciada que se extiende desde
aproximadamente Papudo por el norte hasta la desembocadura del ro Maule, por el sur. Esta rea
incluye adems de los recursos de subsistencia propios del litoral costero (mamferos, peces y aves,
crustceos y mariscos), aquellos de los mbitos lacustres cercanos y el de las desembocaduras de ros y
esteros (Aconcagua, Maipo y Maule); en estos ltimos se utilizaron sus frtiles terrazas para actividades
hortcolas y como recurrentes vas de circulacin natural hacia los valles interiores de Chile Central. Estas
zonas presentan mltiples y diversas ocupaciones humanas, desde los ms tempranos y mviles grupos
de cazadores-recolectores del perodo Arcaico hasta las ms permanentes sociedades agroalfareras
tardas, que explotaron de manera continua los variados recursos que ofreca esta ecozona.
1.1. Los cazadores del Perodo Paleoindio:

Los primeros conquistadores (10.000 8000 aos antes de Cristo).
Chile Central ha tenido una larga historia de poblamiento humano que se extiende desde hace por lo
menos 11 mil aos. A fines del perodo glacial, encontramos a pequeas comunidades de cazadores-
recolectores instaladas en las riberas de la antigua laguna de Tagua Tagua (en la VI Regin), despus de
un largo proceso de migracin desde Norte Amrica, luego de cruzar el Estrecho de Bering tras la caza
de grandes mamferos hoy extintos, como el mastodonte, milodn o perezoso gigante, caballo americano
y ciervos de los pantanos. Aunque en Chile existen otras notables evidencias de estas ancestrales
ocupaciones, como en el norte semi rido (Quebrada de Quereo), en la zona de los bosques lluviosos del
sur (Monte Verde) y en la patagonia austral del pas (Cueva Fell), slo Tagua Tagua ha entregado
registros fehacientes de ocupaciones humanas asociadas al consumo de megafauna.
Estos primeros cazadores americanos, a quienes los arquelogos han llamado paleoindios, as
como al estadio de desarrollo cultural que los describe, se ubicaron en Tagua Tagua para acechar y cazar
a estos grandes animales que quedaban entrampados en los pantanos del lugar, para lo cual utilizaron
una sencilla pero eficiente tecnologa como grandes bloques de piedra y lanzas armadas con filosas
puntas de proyectil de cuarzo finamente talladas. Aunque no hay claros registros al respecto, estos
grupos debieron complementar sus actividades de subsistencia con la recoleccin de vegetales y la caza
de animales menores; sin embargo, se les define como cazadores especializados estrechamente
relacionados a la megafauna. Los investigadores piensan que esta misma especializacin contribuy a la
extincin de estos grandes animales, cuyo destino ya estaba definido por los cambios climticos que se
sucederan a fines del periodo glacial. La desaparicin de su principal recurso alimenticio, oblig a estos
grupos de cazadores a reorientar sus actividades de subsistencia, estimulando profundos cambios
sociales y tecnolgicos, dando origen a una nueva etapa de desarrollo cultural que los arquelogos han
denominado Perodo Arcaico.
1.2. El Perodo Arcaico en Chile Central:
Los cazadores especializados (8000 600 aos antes de Cristo)
Las manifestaciones ms antiguas de esta nueva etapa cultural, que se extiende entre 8000 y 600
a.C. en Chile Central, se registran en el territorio cordillerano andino, correspondiente a grupos de
cazadores-recolectores adaptados a una vida ms mvil y a la caza de animales menores como el
guanaco, huemul, zorros y roedores e instalados con sus campamentos bases en refugios o aleros
rocosos. Ejemplos de ello son los sitios arqueolgicos de El Manzano en el ro Maipo y Piuquenes, en la
cuenca superior del Aconcagua. Para el valle central no se conocen ocupaciones habitacionales de este
perodo, sin embargo, en Cuchipuy, ubicado en las inmediaciones de San Vicente de Tagua-Tagua, se
registra uno de los cementerios ms intensamente utilizados por estas poblaciones arcaicas entre el 6000
y 3700 a.C. En la costa, por estas mismas fechas, se desarrolla un proceso ms o menos similar a las
otras regiones ecolgicas, por parte de grupos de cazadores-recolectores especializados en la
explotacin de los recursos marinos del litoral y mar adentro y que dejaron como registro extensos
basurales conchferos junto a sus lugares de residencia. Evidencias de estas primeras poblaciones
costeras se han encontrado en Punta Caraumilla, al sur de Valparaso, y se remontan hace unos 8500
aos; stos y otros registros culturales similares han sido agrupadas en el denominado Complejo
Papudo. Hacia el 2000 a.C., numerosas familias estaban ocupando toda la costa de Chile Central,
especialmente los mbitos de lagunas litorales e interior inmediato, subsistiendo de la caza y la
recoleccin de plantas silvestres y mariscos y otros productos del mar; as lo evidencian el registro de
innumerables sitios arqueolgicos, entre los cuales destacan Laguna El Peral, en Santo Domingo y la
caverna de Quivolgo, en la desembocadura del ro Maule.
Los 7 mil aos que dura este perodo refleja el conservador estilo de vida de estos grupos de
cazadores recolectores tanto terrestres como martimos. Sin embargo, hacia el ltimo tercio del perodo
se comenzarn a experimentar paulatinos cambios tecnolgicos y en los patrones de asentamiento de
estas poblaciones, motivados por el mayor conocimiento del medioambiente que habitan y la diversidad y
potencialidad de los recursos de subsistencia que este les aporta. Entre ellos, se destacan cambios en
las formas y tipos de instrumental de piedra, disminuyendo por ejemplo el tamao de las puntas de
proyectil, seguramente a consecuencia de la introduccin del arco y la flecha como artefactos tiles para
la caza de fauna menor, de sus cuchillos, raspadores y cepillos para desempear funciones ms
especializadas. Por otra parte, aumenta la actividad recolectora de vegetales con el consecuente
desarrollo de variados instrumentos para su molienda; esto mismo permite a la poblacin familiarizarse
con los ciclos reproductivos de las plantas para posteriormente comenzar a experimentar hacia el final del
perodo Arcaico, la domesticacin de algunas especies silvestres, tales como la qunoa, porotos,
calabazas y maz.
La alta movilidad de la poblacin fue una de sus caractersticas ms relevantes, desplazndose
estacionalmente por todo el perfil transversal del territorio de Chile Central, durante el tiempo fro
recluidos en las playas litorales, desembocaduras de ros y valles intermontanos y en los meses estivales
rondando los contrafuertes cordilleranos andinos, en las vegas y pastizales de altura en procura de la
caza del guanaco y materias primas como obsidianas y jaspes para el tallado de sus principales
artefactos lticos.
1.3.- Perodo Agroalfarero Temprano.
Los primeros horticultores y ceramistas de Chile Central
(800/600 aos antes de Cristo 900 aos despus de Cristo)
Hacia el final del ltimo milenio antes de Cristo comienzan a manifestarse en Chile Central las
primeras evidencias de domesticacin de plantas y la manufactura de cermica. Como consecuencia de
esto, se inicia el proceso de produccin de alimentos y de sedentarizacin de las poblaciones en torno a
pequeas aldeas nucleadas ms permanentes, inaugurndose con ello un nuevo estadio de desarrollo
prehistrico, que por sus caractersticas innovadoras en todos los aspectos culturales, los arquelogos
han denominado como perodo Formativo o Agroalfarero Temprano o Inicial. Estos cambios no habran
podido suceder sin el bagaje cultural, social y tecnolgico acumulado por las antiguas poblaciones
arcaicas conocedoras de su realidad ecogeogrfica y que compartan de alguna manera una tradicin
con otros grupos formativos de los Andes del Centro Sur, quienes haban inaugurado este proceso varios
siglos antes, como por ejemplo en los valles desrticos del norte de Chile.
El gran cambio que significaron estas innovaciones y la variabilidad con que se presentaban en el
registro arqueolgico, llev a los investigadores a pensar que aquellas fueron producto de la irrupcin de
una nueva poblacin en la regin venida desde ms al norte, donde estos procesos estaban ya en
desarrollo, como en el norte semirido. Sin embargo, las condiciones geogrficas de Chile Central han
propiciado, desde el inicio de su poblamiento, una cadena de interacciones culturales interregionales con
mayor o menor nfasis con los valles transversales septentrionales, la regin transandina y la zona del
centro-sur de Chile, y a la vez que conlleva una fisonoma ecolgica y desafos propios al sustrato
poblacional que lo habita. Estas caractersticas posibilitan respuestas y formaciones socioculturales
diversas, las que han definido a la mayora de los desarrollos culturales de la etapa Formativa en el Area
Andina. De acuerdo a ello, durante este perodo se presentan en Chile Central una gran variedad de
sistemas culturales conviviendo en diferentes estadios de desarrollo, algunos de los cuales tienden a
conservar su modo de vida de cazadores-recolectores arcaicos (Comunidades Iniciales), otros se
vinculan fuertemente con tradiciones del Norte Chico como la Tradicin Bato-, o que adquieren un
importante desarrollo espacial y temporal con caractersticas muy locales, tal como el Complejo Llolleo.
Aunque la situacin descrita resulta un tanto simplista, expone la dinmica compleja que poseen los
procesos culturales del pasado, no slo en esta regin, lo que se reflejar en una gran diversidad en el
registro material y en los modos de adaptacin de las poblaciones en el curso de su devenir.
Por ahora, en Chile Central no hay claridad respecto del origen de la tecnologa cermica y la
hortcola que surgen a la par para definir un nuevo estadio de desarrollo durante este perodo. Los pocos
registros arqueolgicos que existen, tampoco sealan una fase de experimentacin de estas
revolucionarias tecnologas, ya que en estas primeras comunidades iniciales aparecen bien
desarrolladas hacia finales del primer milenio antes de la Era. As, en la costa se encuentran registros de
las primeras cermicas alrededor de 860 a.C, en Punta Curaumilla, asociada a poblaciones pescadoras
de tradicin arcaica. O vasijas de uso domstico con mamelones en el borde, pertenecientes a
comunidades con asentamientos ms estables en los valles interiores, que practican intensamente la
recoleccin y la molienda de vegetales silvestres y que probablemente ya comenzaban con una
rudimentaria horticultura del maz, porotos, y calabazas, tal como se aprecia en los sitios arqueolgicos
de ENAP-3, en Concn o en Radio Estacin Naval, de la Quinta Normal en Santiago.
Tampoco no hay consenso respecto del origen que tendran estos rasgos culturales junto a otros que
comparten estas diversas poblaciones agroalfareras de Chile Central, como el uso de adornos labiales
(tembet) y orejeras, adems de pipas cermicas en forma de T -probablemente para el consumo de
alucingenos-. Hasta ahora, se manejan dos hiptesis alternativas, la que plantea que fueron tradas a la
regin por nuevas poblaciones procedentes tanto del Norte Chico como del noroeste argentino (Cultura
Agrelo), o por el contrario, habran sido las propias comunidades cazadoras-recolectoras locales las que
lentamente integraron y adaptaron estas tecnologas forneas a travs del contacto cultural que
fomentaba la movilidad interregional que los caracterizaba.
Alrededor del 300 a.C. comienzan a aparecer en la costa central una serie de manifestaciones
culturales semejantes, que los arquelogos agruparon en una tradicin cultural denominada Bato, segn
la localidad epnima de la V Regin. Sus evidencias se distribuyen por el litoral desde Petorca, por el
norte, hasta la desembocadura del ro Maule, por el sur, en el valle central en las cuencas del
Aconcagua, Maipo y Cachapoal y en la precordillera de Chile Central, con una extensin temporal que
alcanza hasta alrededor del 600/700 d.C. Sus sitios ms representativos se encuentran en la costa y
comprenden Arevlo 1, 2 y 3 , en San Antonio y Playa El Bato 1 y 2, en Ventanas. Esta tradicin
representa a grupos humanos de horticultores y ceramistas que recogen algunos elementos de la anterior
tradicin inicial (cermica con mamelones, uso del tembet y pipas), desarrollan un estilo alfarero
particular, con ollas, jarros y cntaros la mayora de un solo color, decorados con modelado, diseos
geomtricos grabados, incisos, en ocasiones con pintura negativa o con aplicacin de hierro oligisto;
muchas de sus cermicas comparten un aire de familia con aquellas de los grupos contemporneos del
Norte Chico (Cultura Molle) y del centro oeste argentino, tales como el asa-puente, y sus formas que se
inspiran en vegetales y animales.
Estos grupos vivan preferentemente en las terrazas litorales, con asentamientos pequeos
semipermanentes ubicados cerca de vertientes, lo que les permita explotar tanto los recursos marinos
(de playa y mar adentro) como continentales (vegetales y mamferos menores). Complementaban su
dieta alimenticia con una horticultura en pequea escala de maz, calabazas y qunoa. Solan enterrar a
sus muertos en forma aislada y bajo los pisos de las viviendas con un escaso ajuar funerario, nunca con
alfarera pero adornados con tembets, orejeras y pipas. La alta movilidad de estos grupos, que tuvieron
su base en el litoral costero, se manifiesta en un sinnmero de sitios semipermanentes ubicados tanto en
el valle como en la precordillera central, aprovechando de esta manera el uso alternado de los diferentes
pisos ecolgicos y recursos que ofrece este territorio. A pesar que entre estos sitios su patrn de
asentamiento y formas de entierro, por nombrar algunos rasgos culturales, son comunes, existen
variaciones en sus maneras de fabricar cermica, reflejando una diversidad de respuestas locales por
parte de estas unidades familiares frente a los requerimientos del medio que habitaban. En el valle
central se instalaron a moler las semillas de los abundantes algarrobos de los llanos xerfitos y
realizaban incursiones a las quebradas y vegas altoandinas tras la caza de guanacos. Aunque no hay
certeza an, es posible que por esta poca los grupos Bato, ya familiarizados con la etologa de este
camlido silvestre, comenzaran su proceso de domesticacin, o al menos, de amansamiento inicial.
Entre el 150 y 900 d.C. se desarrolla el Complejo Llolleo, inicialmente identificado en la costa central.
Por algunas centurias coexiste con la Tradicin Bato y comparten con ella varios rasgos culturales. Sin
embargo, estos grupos presentan una mayor densidad poblacional y sitios habitacionales ms complejos
y comparativamente con Bato, tienen una mayor dispersin espacial y densidad ocupacional en la zona
central y, por tanto, sus evidencias presentan diferencias y algunos nfasis particulares expresados en su
cultura material y en sus tipos de asentamiento. Se le registra, por el norte desde el valle de Illapel y
Petorca (con escasas evidencias) hasta el ro Maule, con una mayor concentracin del Maipo al sur, y
especialmente en el curso del ro Cachapoal. Las comunidades Llolleo siguen enterrando a sus muertos
bajo el piso de las habitaciones, aunque a veces forman pequeos cementerios aislados de sus
viviendas, con un ajuar funerario ms diverso compuesto de vasijas de cermica, adornos corporales,
piedras horadadas e instrumentos de molienda. Los prvulos fueron enterrados en urnas de cermica, un
patrn de entierro que compartirn con otros desarrollos culturales contemporneos de ms al norte,
como El Molle y del centro-oeste argentino. Esta usanza funeraria tan caracterstica de las sociedades
formativas andinas, desaparecer en las culturas ms tardas, como en el Complejo Aconcagua y se
mantendr en El Vergel, el desarrollo agroalfarero prehispnico tardo de la zona centro-sur mapuche,
aunque en este caso destinado a adultos. Tambin practicaron la deformacin intencional de sus
cabezas, indicando posiblemente el surgimiento de diferencias sociales o de rango al interior de estas
comunidades.
De acuerdo a los diversos sitios con componentes Llolleo registrados en el litoral, y cuencas del
Maipo y Cachapoal, sus viviendas se ubicaran preferentemente en terrazas fluvio-lacustres, como en
Laguna El Peral o rinconadas abrigadas entre cerros, cercanos a cursos de agua, que permiten la fcil
inundacin de los terrenos para la horticultura cuando no existe todava un manejo de tcnicas de
regado. En cuanto a los asentamientos costeros, estos se encuentran ms hacia los valles interiores,
sugiriendo que la actividad agrcola era preponderante y los recursos marinos un complemento. Las
comunidades Llolleo no tenan una especializacin concreta en un tipo de actividad econmica, ms bien
estuvieron adaptados en cuanto al uso eficiente de los recursos que los diversos medioambientes les
ofrecan a travs del perfil costa/cordillera. Este complejo cultural tiene una importante presencia en el
valle central y con sus particularidades culturales, como lo demuestra el extenso cementerio del Parque
La Quintrala, en Santiago, que, entre sus rasgos, presenta fuertes vinculaciones con los grupos Llolleo
costeros. Sitios como ste y otros ubicados en el valle, representan la cada vez ms importante actividad
hortcola que desarrolla esta comunidad. Tambin, las manifestaciones Llolleo presentan particularidades
y semejanzas en los diversos espacios ecolgicos que ocupa. Sin embargo, en esta ocasin y gracias a
que se cuenta con un cmulo de informacin diversa, esta situacin se interpreta como reflejo de la
complejidad alcanzada en la organizacin social de los grupos Llolleo. Esta estara estructurada a partir
de unidades familiares con distintos grados de cohesin, integrada a su vez con otras unidades
residenciales vecinas, posiblemente a travs de lazos de parentesco y linajes.
Una de las caractersticas ms notables de estos grupos, es su alfarera, diversa en la forma y sus
funciones, pero homognea en su estilo y maneras de fabricarla. Esto denota un grado de
especializacin artesanal y cierta organizacin del trabajo, adems de reflejar con ello alguna clase de
identidad social o grupal. Realizaron grandes vasijas para almacenar lquidos, ollas y cntaros para
cocinar alimentos y otras piezas exquisitamente decoradas para uso ritual y/o como ajuar funerario. Entre
estas ltimas destacan vasijas con formas de animales y seres humanos, algunos con atributos
fantsticos, como seres bicfalos que nos hablan de las estructuras de su pensamiento mtico o ritual.
Algunas de estas cermicas guardan estrechas semejanzas, en cuanto formas y tcnicas de fabricacin
con aquellas del Complejo Pitrn del centro-sur de Chile, en algunas centurias coexistente. An ms, se
ha planteado, incluso, que estos mismos elementos cermicos podran ser indicadores para postular a
los grupos Llolleo en relacin con Pitrn, como partcipes del sustrato tnico de los mapuches histricos.
En varios sitios de Chile Central aparecen los grupos Llolleo compartiendo espacios con gente de
tradicin Bato, e incluso, con otras comunidades todava no bien definidas arqueolgicamente, que
presentan fuertes vinculaciones culturales con otras poblaciones, tanto del Norte Chico (El Molle), como
del centro sur de Chile (Pitrn). Son los casos de los cementerios de Parque La Quintrala, ya nombrado,
o Chiihue, en el curso medio del ro Maipo, donde se ha enterrado a gente con ajuares cermicos Llolleo
pero adornados con el tpico tembet de Tradicin Bato. Esto demuestra, quizs, la integracin de dos
entidades culturales diferentes que comparten un mismo espacio, a travs de nexos sociales de ndole
por ahora desconocida.
Por otra parte, en la cuenca del Cachapoal, est presente tambin la coexistencia de Llolleo y Bato,
esta vez combinando el rasgo urna funeraria para prvulos del primero con el uso de tembet, del
segundo. Sin embargo, tambin demuestran el desarrollo de elementos culturales propios, como el uso
reiterado y frecuente de pipas para fumar algn tipo de alucingeno en actividades de cohesin social,
registrado en La Granja, un sitio que se ha consignado como de caractersticas ceremoniales o rituales.
Las poblaciones Bato y Llolleo asentadas en esta regin meridional presentaran ciertas singularidades
respecto de aquellas del centro y norte de Chile Central. Por una parte, se cree que stas tendran una
mayor relacin con las comunidades que habran habitado al sur del ro Maule / Itata -una zona de
transicin ecolgica y cultural hacia la regin Centro Sur de Chile de los mapuches histricos,
arqueolgicamente muy poco estudiada-, y por otra, que su existencia se prolonga ms all de la poca
en que surge el complejo cultural Aconcagua, desarrollo cultural caracterstico del Perodo Agroalfarero
Intermedio Tardo del Chile Central, previo a la llegada del Inka, y que en esta zona tiene escasos y
aislados registros de su existencia.
En ocasiones, aislados elementos de tradiciones forneas a la regin, como estilos cermicos de la
cultura Molle del valle del ro Hurtado, aparecen en contextos Bato ubicados en la precordillera, como es
el caso del cementerio y sitio habitacional de Chacayes, en la cuenca superior del ro Maipo,
demostrando conexiones entre los grupos pastoriles de los valles transversales del Norte Chico y los de
esta regin. Algo similar ocurre posteriormente, entre 400 y 800 d.C., donde en varios aleros ubicados en
las estribaciones precordilleranas de Chile Central, como en la cuesta de Chacabuco y en El Arrayn, del
Mapocho superior, se registran asociados a ocupaciones de Tradicin Bato, piezas cermicas cuyo estilo
se vincula a poblaciones de la fase Las Animas, un sustrato cultural de la cultura Diaguita del Norte
Chico, caracterizado por finas decoraciones en rojo sobre un enlucido de hierro oligisto.
Hasta la fecha, la aparicin de nuevos estilos cermicos forneos entre 400 y 800 d.C., que acusan
contactos con poblaciones del Perodo Medio del Semirido no alcanzan a provocar grandes cambios en
las tecnologas y modos de vida de las poblaciones receptoras Bato y LLolleo, como para postular un
nuevo estadio de desarrollo ms complejo o avanzado, equivalente a un Perodo Medio, como en el
Norte Chico y anterior al Perodo Agroalfarero Intermedio Tardo. Aparentemente, esta situacin slo
refleja los tradicionales contactos interculturales que por siglos han venido estableciendo las
conservadoras poblaciones agroalfareras tempranas de Chile Central, las cuales, en algunas reas, se
desarrollan sin solucin de continuidad hasta la aparicin de la Cultura Aconcagua.
A modo de sntesis, se puede decir que el perodo Agroalfarero Temprano en Chile Central est
representado principalmente por dos entidades socio-culturales, la Tradicin Bato y el Complejo Llolleo,
las que coexistieron por varios siglos durante un perodo de experimentacin y bsqueda de estabilidad
que los llev a desarrollar modalidades de adaptacin y sistemas culturales particulares en esta regin.
La gente Bato ocup dos hbitats fundamentalmente, los lomajes litorales con sus quebradas y valles
interiores y los mbitos cordilleranos, con una tendencia a instalarse en reas al norte de la cuenca del
Maipo. Su cultura material acusa contactos e influencias con los grupos Molle del Norte Chico y aquellos
del sector trasandino. A diferencia de la Tradicin Bato, las comunidades Llloleo se concentraron en torno
a las rinconadas de los grandes valles fluviales, asentndose preferentemente al sur del Maipo
Especialmente a travs de su cermica, se denotan vinculaciones con la cultura Pitrn del centro sur de
Chile, con quienes tambin comparten un sistema de asentamiento-subsistencia basado principalmente
en actividades de recoleccin y caza y horticultura incipiente, muy semejante a los de los mapuche
histricos.
1.4. Perodo Agroalfarero Intermedio Tardo:
El Complejo Aconcagua en Chile Central (900 1470 aos despus de Cristo)

Cuando hacia 900 d.C. algunas comunidades agroalfareras tempranas todava sobrevivan en el
norte y sur de Chile Central, surgen en el centro mismo de este territorio las primeras manifestaciones
culturales de una nueva poblacin o entidad tnica-social, que los arquelogos denominan Complejo
Aconcagua. Esta nueva entidad cultural marcar el inicio en Chile Central del Perodo Agroalfarero
Intermedio Tardo y caracterizar todo su desarrollo. En su fase final, los grupos Aconcagua caen bajo los
conquistadores Inka, pasando stos y su territorio a formar parte del dominio ms austral del imperio del
Tawantinsuyu.
El rea de dispersin de esta poblacin, registrada por sus lugares de asentamientos habitacionales
y/o cementerios y su cultura material, es muy amplia y de carcter regional, la cual integra de manera
complementaria los cajones cordilleranos, la depresin intermedia y la franja costera de Chile Central (V y
VI Regiones y Regin Metropolitana). En un principio, es probable que compartieran el mismo territorio
que ocuparon los antiguos grupos del Agroalfarero Temprano, tal como se atestigua en algunos sitios del
Cajn del Maipo, en el extenso asentamiento de El Mercurio, en el ro Mapocho y en sitios de conchales
del litoral central.
Sus evidencias se extienden desde el valle de Aconcagua por el norte (tramos inferior y medio),
donde se encuentra su mayor concentracin y de la cual deriva su denominacin arqueolgica, en las
cuencas del ro Mapocho y Maipo y, por el sur, hasta el Cordn de Angostura, donde se cierra esta ltima
cuenca. Ms all de este lmite natural, entrando a los siguientes valles del ro Cachapoal y Maule, las
evidencias Aconcagua comienzan a diluirse y a tornarse dispersas, no slo por la falta de investigacin
en el rea, sino porque los escasos registros existentes o aparecen sobre poblaciones de raigambre
LLolleo (La Granja, por ejemplo) o en una poca casi de contacto Inka, asociados a una serie de otros
elementos y contextos culturales muy diferentes a los del norte, correspondientes a otras entidades
sociales propias de esta regin, de naturaleza an no determinada (sitios de Cerrillos de Chada, Cerro la
Compaa, Hacienda Cauquenes, Tilcoco, etc.). Por el momento, pareciera ser que en la poca del
complejo Aconcagua esta rea fue habitada por grupos que mantuvieron sus tradiciones agroalfareras
tempranas, desarrollando relaciones y contactos con la vertiente trasandina (Huarpes ?) y con el centro-
sur de Chile, regin esta ltima donde algunas de sus rasgos culturales superviven hasta la poca
colonial.
Al otro lado de la Cordillera de los Andes, se han encontrado evidencias de este Complejo en
asociacin a desarrollos culturales locales al sur de Mendoza, reflejo de una larga historia de contactos
interculturales entre ambas vertientes cordilleranas que antecede a la poca Aconcagua.
La zona de Angostura fue en tiempos preincaicos, no solo un lmite geogrfico natural del territorio
Aconcagua, sino una suerte de frontera cultural blanda con las poblaciones que habitaban al sur del
Cachapoal (cuenca del Maule). Hacia el norte, el lmite parece ms preciso, no excediendo ms all del
valle de Aconcagua. En los vecinos valles de La Ligua e Illapel, la arqueologa no ha detectado
evidencias efectivas de ocupaciones Aconcagua, como su singular alfarera y cementerios, pese a que
hasta estas zonas alcanz la presencia de las entidades agroalfareras tempranas Bato y Llolleo. De
todas maneras, no deja de llamar la atencin el hallazgo aislado en esta regin de algunos elementos
culturales que la vinculan con territorios de ms al sur, como clavas y pipas quitras, comunes en el valle
central y a contextos llamados pre-mapuches an no del todo comprendidos. Por ahora, lo nico que se
constata es que el Complejo Aconcagua, a travs de todo su desarrollo, actu mayormente como
receptor de influencias culturales provenientes del Norte Chico y reas aledaas trasandinas (Fases Las
Animas, Diaguita Clsico y Diaguita-Inka) y no viceversa. Evidencias de un flujo contrario estn por
descubrirse, y en la actualidad esta particular situacin de la entidad Aconcagua, es un lgido tema de
discusin en la arqueologa regional actual.

El origen de la poblacin Aconcagua es todava una gran incgnita de la prehistoria regional. Entre
las hiptesis ms aceptadas por los investigadores y de acuerdo a las evidencias existentes, est la que
plantea que no descenderan de los antiguos grupos del Perodo Agroalfarero Temprano, pues no se
aprecian continuidades culturales ni procesos de evolucin local, salvo aquellas que tienen que ver con
un modo ms o menos compartido de aproximarse y ocupar un mismo paisaje, recursos y territorios. Por
el contrario, muchos de los rasgos culturales que le dan fuerte identidad a este Complejo, como su
alfarera y la manera de enterrar a sus difuntos, parecen antagnicos con los de sus antecesores en la
regin. Esta situacin, que constata el rompimiento de una tradicin relativamente homognea de
alrededor de mil aos de duracin, sera producto del arribo de una nueva poblacin, probablemente
procedente del centro oeste argentino y/o altiplano boliviano, mediado o escalado por entidades
culturales del Norte Chico. Estas apreciaciones se basan principalmente en las formas y decoracin de la
alfarera Aconcagua y en ciertos aspectos que caracterizan su organizacin social. Una hiptesis
alternativa que est surgiendo en la actualidad (Cornejo 1997 y Cornejo Com.Pers.2002), es aquella que
explica el origen de este complejo cultural a partir de un profundo cambio producido en el seno de la
poblacin agroalfarera temprana, promovido por el arribo a la regin de nuevas ideas y tecnologas que
formaban parte de una esfera de co-tradicin andina ms amplia; stas habran sido rpidamente
integradas y posteriormente desarrolladas por los futuros Aconcagua, con caracteres propios,
oponindose como en todo cambio revolucionario a las estructuras sociales e ideolgicas de la sociedad
imperante.
El patrn de asentamiento Aconcagua difiere segn la zona ecogeogrfica de que se trate. El litoral
costero es ocupado consistentemente dejando como improntas extensos conchales, muchos de los
cuales haban sido ocupados previamente por gente del Complejo LLolleo. Se aprecian pisos
habitacionales con mltiples fogones e improntas de lo que pudieron ser postes para sujetar livianas
ramadas. Entre sus restos se hace evidente la complementariedad de recursos con los valles inmediatos
a la costa, reflejando adems ocupaciones recurrentes bajo un patrn de movilidad estacional en torno a
la recoleccin y preparacin de alimentos obtenidos de la flora y fauna marina (p.e. deshidratacin de
pescado y algas). La presencia de instrumentos de molienda en la mayora de los sitios cercanos al
litoral, donde es posible adems practicar horticultura, reflejara una relativa estabilidad del asentamiento
de pequeas unidades familiares con actividades econmicas especializadas.
En la Zona Central, las ocupaciones Aconcagua son considerables y de cobertura regional. Sus
asentamientos se encuentran dispersos por todos los hbitat ecolgicos que caracterizan la regin y su
distribucin refleja la integracin econmica alcanzada por estos grupos en funcin de una estrategia
estacional de subsistencia diversa, complementaria y muy flexible. Los sitios estn emplazados en las
cabeceras de las ms importantes cuencas hidrogrficas de la regin, en zonas vegetacionales de
transicin (ecotono de la cuesta de Chacabuco-Colina-Huechn) y en los mbitos lacustres. Se pueden
distinguir distintos tipos de asentamiento, entre ellos, los abiertos y extensos sin evidencias de
estructuras habitacionales, como el de Laguna de Batuco, otros con aisladas viviendas rectangulares
construidas con quincha (barro o turba con paja) y pisos preparados (Blanca Gutirrez, en Lampa),
asentamientos con caractersticas de poblados organizados, como el de Huechn, mltiples abrigos
rocosos o casas de piedra, en el borde e interior precordillerano, como en la Dehesa y El Arrayn de la
cuenca del Mapocho, o Estero Cabeza de Len o El Manzano, en el Cajn del Maipo.
Estudios recientes que apuntan a comprender la diversidad de asentamientos de este Complejo,
considerando la funcin de ellos y los materiales culturales que se les asocian, estn revelando grandes
diferencias segn la zona ecogeogrfica implicada. As se encuentra que en el sector precordillerano, lo
Aconcagua, aparece integrado en ocupaciones de grupos cazadores-recolectores especializados que
mantienen una tecnologa ltica de raigambre arcaica. De otro lado, en la costa, las evidencias de este
Complejo sugieren que se est ante poblaciones con asentamientos semipermanentes, especializadas
en la caza y recoleccin marina, las que denotan cierta independencia cultural respecto de la gentes
Aconcagua del interior (p.e. no comparten el patrn funerario). Una situacin parecida se colige de la
descripcin en fuentes coloniales tempranas de la poblacin indgena de Chile Central, en que se refieren
a la gente de la costa como pescadores y parientes de los grupos del valle, quizs pertenecientes a un
mismo linaje. Por ltimo, se plantea que es en el valle central, especialmente en las cuencas del Maipo y
Mapocho, donde se expresara ms puramente el Complejo Aconcagua, el ncleo de su asentamiento y
de su territorio, como una comunidad esencialmente agrcola, que complementa sus recursos de
subsistencia con la caza y recoleccin tanto terrestre como marina a travs, o en cooperacin de, estas
otras poblaciones especializadas diferentes o ligadas a los Aconcagua.
Entre los sitios ms importantes de la cultura Aconcagua se encuentran sus cementerios de tmulos
que corresponden, junto a su industria alfarera, a una de sus caractersticas materiales ms identitarias.
Se localizan preferentemente en el valle central y rara vez se les registra en la costa, lo que apoya la idea
de que el ncleo central de asentamiento de este complejo se encuentra en la primera zona mencionada.
Localmente se denomina a los tmulos como ancuvias, que significa segn el Diccionario de la RAE
sepulturas de los indios chilenos. Indagando en el trmino, encontramos que para Rodolfo Lenz
(1905-1910:132), el concepto podra ser de origen mapudungn, y aludir a la misma sepultura, de
acuerdo a su significado si se descompone en anc y va, que quiere decir cosa seca [como un
cuerpo humano o rbol] y podrido, respectivamente. Esto no deja de ser sugerente para referirse a una
sepultura con momias en este territorio, que sin poca polmica, se ha vinculado reiteradamente a una
entidad proto-mapuche.
Estos cementerios, que parecen verdaderas necrpolis cumplieron un importante rol social y
religioso en la comunidad. Se caracterizan por grandes concentraciones de tmulos redondos o
elipsoides, entre 16 hasta ms de 300 unidades, segn el sitio, construidos como montculos de tierra de
entre 30 cm y 1 m de altura. Bajo ellos enterraron a sus deudos, de manera individual o colectiva,
acompaados por un ajuar compuesto de variadas vasijas de cermica, adornos de cobre, collares de
concha y malaquita, instrumentos musicales, como flautas de piedra, semejantes a las del Norte Chico y
a las pifjka del rea mapuche e implementos de molienda. Algunos de los cementerios ms notables se
encuentran en Lampa (Chicauma), Huechn, en Chacabuco y Bellavista, en San Felipe.
Esta manera de enterrar a sus muertos, en un lugar especial, lejos del rea habitacional y bajo
montculos, rompe fuertemente el tipo de entierro bajo el piso de las viviendas que caracterizaba a los
anteriores pueblos Bato y Llolleo, sealando una de las ms fuertes oposiciones de esta cultura. A la vez,
los patrones que se detectan en la distribucin espacial de las tumbas, los rasgos fsicos de la poblacin
y el tipo de ajuar funerario que los acompaan, han permitido inferir interesantes aspectos socioculturales
y de cosmovisin del complejo Aconcagua. Estos apuntan a la presencia de algn nivel de jerarqua al
interior de la comunidad y en relacin con otros grupos, con una organizacin social y territorial ordenada
posiblemente a travs de un principio de dualidad ejercido en los distintos valles y sobre un territorio
salpicado de acuerdo a los recursos que disponan. Haciendo un parangn con la realidad de los
mapuche histricos y basados en las fuentes coloniales que describen a la poblacin indgena de la zona
al tiempo del contacto, es posible suponer la existencia de jefaturas o cacicazgos a cargo de importantes
linajes regionales con un prestigio basado en la posesin, control y capacidad de redistribucin de ciertos
recursos econmicos vitales para la poblacin, tales como rebaos de animales, productos agrcolas,
accesos y control sobre otros territorios y recursos a travs de sistemas de parentesco, etc.
Se piensa que este nivel de organizacin sociopoltica alcanzada por la gente Aconcagua junto a las
otras caractersticas culturales sealadas, debi ser un factor de atraccin -que a la vez facilit- el
establecimiento de relaciones del Estado Inka con la poblacin local.
El otro aspecto identitario de esta poblacin es su industria alfarera. Ella se caracteriza tambin por
romper con los patrones alfareros anteriores, agregando nuevas formas cermicas (especialmente
escudillas y platos), tecnologas ms depuradas y estilos decorativos, abandonndose el modelado e
incorporando la policroma de diseos geomtricos realizados con pintura negra y blanca sobre una
superficie de color anaranjado (salmn) o engobada de rojo. Los contextos alfareros Aconcagua son
diversos por sitio y regin y ello estara indicando diferencias cronolgicas respecto a los contactos
interculturales que esta entidad estableci a lo largo de su desarrollo con los grupos vecinos del Norte
Chico y del centro oeste argentino.
Del conjunto total se reconocen principalmente tres tipos cermicos con particulares estilos
decorativos, todos los cuales coexisten ms o menos en el tiempo, pero con distribuciones porcentuales
diferentes en el territorio de este complejo. Esto ha entregado argumentos para sostener que habra
habido al menos dos grandes poblaciones, una asentada en el valle homnimo y otra localizada en las
cuencas del Mapocho y Maipo. El ms conocido y recurrente en la cuenca del Mapocho y Maipo, y que
perdura hasta el contacto Inka, es el denominado Tipo Aconcagua Salmn, con escudillas y jarros de
uso diario y mortuorio, muchos de ellos decorados con un motivo llamado trinacrio, que consiste en tres
aspas que a partir de un crculo central giran a la izquierda o a la derecha del espectador. Otros diseos
de este tipo cermico se vinculan con estilos de la cermica Diaguita Clsica, como tringulos
escalerados opuestos. Un grupo cermico que tiende a asociarse a los momentos antes y durante el
contacto Inka del complejo, es el tipo Aconcagua Rojo Engobado, con motivos de cruces diametrales, el
cual se presenta preferentemente en el valle de Aconcagua. Un tercer tipo es el Aconcagua Tricromo
Engobado cuyos diseos acusan indudable influencia Diaguita-Inka y suele estar en contextos donde el
Aconcagua Salmn de los valles Mapocho/Maipo es prcticamente inexistente.
Hacia el sur del ro Maipo y del Cachapoal aparece un estilo de cermica algo diferente a los
anteriores, denominada Centro-Sur, en contextos inmediatamente pre-inkas y de contacto, cuyo origen,
distribucin y asociaciones son todava escasamente conocidos. Se trata de una cermica en la que
dominan los diseos geomtricos, entre ellos la cruz diametral, lneas paralelas y tringulos opuestos por
el borde. En un momento se pens que este estilo podra ser una proyeccin tarda del Complejo
Aconcagua en la regin, pero ms bien acusa elementos estilsticos que la vinculan con culturas
agroalfareras tardas y de contacto incaico del sector transcordillerano (Viluco). En ocasiones, estos
diseos incluyen el uso de pintura especularita, del mismo tipo de la que aparece formando parte de los
contextos alfareros tardos del Complejo Aconcagua, especialmente en sitios del tramo superior del valle
homnimo (p.e. Cementerio de Bellavista).
Los resultados de las ltimas investigaciones arqueolgicas acerca de esta cultura en sus diversas
manifestaciones regionales y tipos de sitios, permiten reconocerles un sistema econmico agromartimo,
con un nfasis agrcola basado en un inicial manejo hidrulico (acequias y canales de regado) para el
cultivo de maz, calabazas, porotos, qunoa y zapallo, y con prctica de una incipiente ganadera con
guanacos amansados (el chiliweke que describen los registros coloniales). Por ahora, la arqueologa no
ha podido demostrar que la gente Aconcagua manejara llamas domsticas, tal como ocurra
tempranamente en otras regiones del Area Andina. Esta actividad fue introducida por los Inka en su
conquista de Chile Central, junto a otra serie de aportes y avances tecnoeconmicos, tal como lo
atestiguan los registros arqueolgicos y las fuentes histricas.
La caza de animales menores y la recoleccin de vegetales (principalmente semillas, bulbos,
tubrculos y gramneas silvestres), fueron actividades no menores en la economa de subsistencia de
estas poblaciones, mantenidas desde tiempos inmemoriales. La gran cantidad de sitios arqueolgicos en
el litoral costero con intensas ocupaciones demuestra la importancia que tuvieron tambin los recursos
marinos (pesca y recoleccin) y depsitos salinos asociados, como complemento de sus actividades
productivas, posiblemente, explotados a travs de contingentes de poblacin pescadora, quienes luego
distribuan sus productos valle adentro. La explotacin de recursos minero-metalrgicos como el oro y el
cobre, abundantes en las estribaciones de ambas precordilleras (Andes y de la Costa), fue tambin
desarrollada por los Aconcagua, aunque a baja escala. As lo atestiguan sitios de extraccin y fundicin
registrados en la cuenca superior del Maipo. Esta actividad adquiri relevancia durante la corta
permanencia Inka en Chile Central, pues el potencial minero de la regin, el que inclua la experiencia y
conocimiento en estas materias de la poblacin local, fue uno de los principales atractivos que tuvo el
imperio del Tawantinsuyo para dominar este austral territorio.

1.5. Perodo Agroalfarero Tardo:
El Inka en Chile Central (1470 1536 aos despus de Cristo)
En los valles y la precordillera de Chile Central an se conservan testimonios de la expansin y
anexin del ltimo territorio y ms meridional alcanzado por el imperio de Tawantinsuyu, unos 60 aos
antes de desaparecer bajo los conquistadores hispanos. Fortalezas, santuarios religiosos en cerros,
cementerios y restos de sus redes camineras, que se despliegan desde el valle de Aconcagua por el
norte, hasta la cuenca del ro Cachapoal, representan las evidencias materiales del dominio Inka ejercido
sobre este territorio y su poblacin local. Este proceso ocurri bastante rpido y de manera violenta, a lo
ms una decena de aos para que los distintos pueblos nativos de Chile Central, entre ellos los
representados en el Complejo Cultural Aconcagua, perdieran su independencia poltica y sufrieran una
serie de cambios en sus modos de vida.
De acuerdo a las crnicas espaolas, la conquista Inka de este territorio se habra verificado entre
1470 y 1493, durante el reinado de Tupa Inca Yupanqui, llegando en su avance hasta el ro Maule, siendo
detenidos por la poblacin indgena que habitaban ms al sur, a la que denominaron purun aucas o
promaucaes, en alusin a su belicosidad y no sometimiento. Sin embargo, la arqueologa demuestra que
el avance Inka no lleg ms all del Cachapoal, tal como lo evidencia la ltima fortaleza Inka o pukara
ubicada en Cerro Grande de la Compaa, a unos pocos kilmetros al norte de Rancagua. Tambin, hay
indicios que los Inka habran arribado a Chile Central unos 50 u 80 aos antes de lo que informan las
crnicas, junto a representantes de la poblacin Diaguita del Norte Chico.
Los Inka para mantener su imperio deban incrementar sus recursos econmicos, disponer de nuevos
contingentes de poblacin para el servicio de la mita que era un modo de tributar al Estado, sin dejar de
considerar la necesidad de cada nuevo gobernante Inka de demostrar su poder forjando sus propias
riquezas y conquistas. En este contexto, se plantea que una de las principales motivaciones que tuvieron
los Inka para conquistar este territorio austral, distante 3 mil kilmetros de Cuzco, era que estaban en
conocimiento de los abundantes recursos minero-metalrgico que ste posea, junto a una poblacin
suficiente para su explotacin y produccin.
El sometimiento de los nativos de Chile Central fue un gran desafo para el Tawantinsuyu, pues eran
un pueblo muy diferente al de las otras poblaciones septentrionales de tradicin andina sujetas al
Imperio, como Atacameos o Diaguitas. No compartan con ellos ni un sistema de organizacin poltico-
social dual, ni tenan una economa agraria o ganadera semejante, con tecnologa hidrulica o manejo de
llamas. Su campaa se vi facilitada porque llegaron a conquistar estas tierras acompaados de
autoridades y gente del pueblo Diaguita ya al servicio del Imperio, con los cuales la poblacin local de
Chile Central tenan una larga historia de relaciones culturales.
Una de las ms tempranas acciones de conquista realizadas por los Inka cuando arribaron al primer
valle de Chile Central el de Aconcagua, importante por sus riquezas, demografa y ubicacin
estratgica- fue organizar a la poblacin bajo un sistema de organizacin poltica dual, como aquella
imperante en gran parte del rea Andina prehispnica. Seguramente, aprovecharon las estructuras
sociales y realidad poltica preexistente de las gentes representadas por el Complejo Cultural Aconcagua.
Las crnicas describen a dos jefaturas de probable origen local establecidos por el Inka, Michimalongo y
Tanjalongo, quienes se hicieron cargo de la mitad superior e inferior del valle de Aconcagua,
respectivamente. En la estructura dual andina, el jefe de arriba siempre tiene preeminencia y ms poder
que el de abajo, as lo demuestra la visita que Michimalongo hiciera al Cuzco como signo honorfico del
sistema de alianzas que el Inka estableca con los jefes de los pueblos dominados y la etimologa de sus
nombres en mapudungn. Por sobres ambos, estaba Quilacanta asentado en Quillota, cuzqueo y
representante directo del Inka en este territorio. A la llegada de Almagro a Chile Central, Quilacanta se
someti fcilmente a las fuerzas espaolas, lo que provoc la enemistad de los pueblos locales,
obligndolo Michimalongo a replegarse al valle del Mapocho.
Los Inka dejaron innumerables huellas materiales de su presencia, especialmente obras viales y
arquitectnicas hasta este momento desconocidas en este territorio. Ellas estn representadas por ms
de 50 tipos de asentamientos inka de diferente ndole y funcin, como un sistema de caminos o red vial,
postas camineras o tambos, centros administrativos, fortalezas o pukaras, cementerios, adoratorios en
cerros y cumbres andinas, y canales de regado.
El Camino del Inka o kapac am era la columna vertebral del Estado Inka, a travs del cual
controlaban y administraban su extenso imperio. Por l recorran las noticias, los ejrcitos de conquista y
los recursos econmicos necesarios. Se han encontrado registros de estas redes viales principalmente al
norte de la cuenca del ro Mapocho y en el valle superior del Aconcagua. Las crnicas espaolas
mencionan que el Camino del Inca llegaba a extramuros de Santiago, por Huechuraba, seguramente el
ramal transversal que vena por Los Andes-Colina, desde el otro lado de la cordillera, de la provincia de
Cuyo. Hacia el sur, desde Maipo a Cachapoal, su trazado solo se ha podido inferir conectando los restos
de varios centros administrativos y fortalezas Inka, con antiguos caminos coloniales que los habran
reutilizado, junto al registro en crnicas espaolas de puentes del inka sobre los principales ros de
estos valles. Tambin se han localizados restos de algunos tambos o posadas camineras construidas a la
vera de los caminos, que consistan de unos pocos recintos rectangulares con muros de piedra canteada
abiertos a un patio central.
Las fortalezas defensivas o pukara, una de las obras arquitectnicas ms sobresalientes de los Inka
en Chile Central, fueron necesarias para afianzar su poltica de conquista. Reflejo de ello son los pukara
distribuidos estratgicamente en todo el territorio que controlaban, desde el valle de Aconcagua (fortaleza
El Trtaro), pasando por la cuenca del Maipo (Cerro Chena), hasta el borde norte del ro Cachapoal
(Cerro Grande de La Compaa, tambin llamado Cerro del Inga). Todos se han erigido sobre la cima de
colinas o cerros que dominan una amplia visibilidad, con recintos pircados y muros de circunvalacin
defensivos. En ellos se apostaban contingentes guerreros y otros funcionarios mantenidos por la
poblacin local de la vecindad, con la misin de garantizar el dominio Inka en esta regin.
La poltica imperial Inka no implicaba solamente imponer sus propias estructuras econmico-
administrativas en el territorio y poblacin conquistada, sino tambin efectuar una colonizacin simblica
de el mismo. Los instrumentos para ello fueron la imposicin de su lengua franca, el quechua, y an ms
importante, la religin oficial del Estado. Evidencias de los primero son la gran cantidad palabras
comunes, topnimos y etnnimos quechuas que se fueron integrando en la lengua nativa, el
mapudungn, y otras que han sobrevivido hasta el da de hoy en el idioma castellano. Respecto de su
religin y prctica, donde el culto al sol era una de sus principales manifestaciones, ha quedado reflejado
en los dos santuarios de altura ubicados en las principales cumbres de este territorio, en el cerro
Aconcagua y en El Plomo, frente a Santiago. En este ltimo lugar se realiz el sacrificio al dios sol o inti,
de un nio de alta posicin social, que luego de embriagarlo fue enterrado vivo junto a una serie de
ofrendas de metal y concha. Estos ritos de sacrificio humano o kapaqocha en las montaas, fueron
caractersticos del dominio simblico y religioso ejercido por los Inka en estos territorios del Collasuyu.
La importancia de los cerros en la cosmovisin Inka, como espacios marcadores de territorios
naturales y simblicos, entre otras condiciones, tambin se manifiesta en su relacin con la poblacin
nativa. Son los casos de los cerros Xeg Xeg, en Doihue, cerca de Cachapoal y Mercachas, en el valle
superior del Aconcagua, ambos ubicados en los extremos del territorio bajo dominio cuzqueo. En el
primero, un cerro cuyo nombre alude al importante mito de creacin mapuche, se encontr una sepultura
mltiple con un ajuar funerario entre los que destacaban cermicas de estilos Inka, Diaguita-Inka y
Aconcagua. Suponiendo que este cerro podra haber tenido un significado simblico para la poblacin
local prehispnica semejante a como fue y es para los mapuche actuales, posiblemente estos registros
que renen las tres tradiciones culturales de esa poca, representen la apropiacin simblica de estos
territorios, sellando con estos entierros y ofrendas algn tipo de alianza poltica entre los dominados y
conquistadores. Por otra parte, en el cerro Mercachas, que se eleva sobre una importante rea de
poblamiento Aconcagua y est en una posicin estratgica para controlar el acceso a la regin desde los
Andes, se encontraron evidencias Inka-Diaguitas, mas no de carcter defensivo ni administrativo, y en
sus faldeos ocupaciones Aconcagua (cementerio). Estos hechos llevaron a plantearse a los
investigadores de la regin la hiptesis de que estos registros pueden aludir a una misma situacin que la
manifestada en el cerro Xeg Xeg, pero en el otro extremo del territorio bajo dominio Inka.
El sitio de Cerrillos de Chada, ubicado en las cercanas de Angostura de Paine y sobre terrenos con
gran capacidad agrcola, presenta caractersticas similares a Mercachas con ocupaciones Inka-Diaguitas
no defensivas en su cima, asociado a un extenso asentamiento habitacional Aconcagua en el valle
contiguo. En este caso, este sitio ha sido interpretado a partir de sus registros arqueolgicos e histricos
tempranos, como una suerte de guarnicin o centro de abastecimiento de productos alimenticios y
enseres (conserva algunos depsitos o colqas), estratgicamente emplazado en la ruta de conquista al
sur, justo entre dos fortalezas o centros administrativos Inka (Chena y La Compaa).

La conquista Inka trajo aparejada adems una serie de cambios econmicos e innovaciones
tecnolgicas en la poblacin local Aconcagua. Entre los ms significativos estuvo la introduccin de la
ganadera de llamas y alpacas, especialmente de la primera como animal para el transporte, carne y
lana, pues se ha comprobado que, hasta su arribo a la regin, la poblacin manejaba solamente al
camlido silvestre o guanaco, a travs de su captura y amansamiento. Junto con ello, se incorporaron
tcnicas textiles ms avanzadas, de tradicin andina, para la confeccin de atuendos y otros objetos, con
las fibras de estos camlidos domsticos y el algodn, posiblemente trado de uno de sus centros de
produccin de ms al norte (valle de Copiap). Por los escasos y mal conservados registros existentes,
se sabe que antes de ello, se sirvieron de las fibras del guanaco y algunas otras vegetales para la
vestimentas utilizando una tecnologa textil bastante simple.
Por otra parte, la horticultura del maz, porotos, calabazas y otros productos cultivables practicada en
ese entonces por la poblacin Aconcagua, se vio favorecida con la introduccin de las tcnicas
hidrulicas, con las que desarrollaron y extendieron los canales de regado y acequias, probablemente
preexistentes. Gracias a ello, se aumentaron las tierras de cultivo y la capacidad productiva agrcola a fin
de que los Inka pudieran almacenarla y distribuirla sobre una poblacin mucho ms numerosa.
La actividad minero-metalulrgica de la poblacin Aconcagua, experiment tambin con los Inka un
notable desarrollo con la introduccin de nuevas tecnologas de extraccin y produccin, como en los
lavaderos de oro de Marga Marga y su centro de produccin metalrgico ubicado en Cerro La Cruz, en
Quillota. Los registros arqueolgicos indican que en este ltimo sitio, los Inka utilizaron a la poblacin
Aconcagua como mano de obra especializada al servicio del Inka (mitas), y supervisado por funcionarios
Diaguitas.
Todos estos cambios introducidos por los Inka en apenas dos generaciones, produjeron gran impacto
en la poblacin local de raigambre Aconcagua, afectando distintos mbitos de su vida y costumbres. La
alfarera del pueblo Aconcagua es una de las materialidades que mejor refleja esta relacin de poder
establecida entre conquistadores y conquistados. A pesar de ser aquella un importante medio de
expresin de su identidad, acept desde sus inicios una serie de elementos estilsticos de la cermica
Inka y Diaguita-Inka, tanto en formas como en diseos alfareros, producindose una alfarera de carcter
hbrido donde confluan las tres tradiciones culturales. Poco despus termin por diluir su fisonoma
propia hasta desaparecer prcticamente de estos valles de Chile Central durante la poca de la conquista
espaola.
Ms all de la frontera poltica que los Inka establecieron con sus fortalezas en la cuenca del
Cachapoal, se extenda un territorio habitado por una poblacin de apariencia cultural muy diferente a los
Aconcagua, que detuvieron el avance hacia el sur de estos primeros conquistadores. Los espaoles le
llamaron a este territorio provincia de los purumaucas, rescatando el nombre con que los Inka
denominaron a esta poblacin en alusin a su espritu belicoso y a su condicin de gente salvaje o no
civilizada dentro de la perspectiva de este imperio. Estos mismos aucas o araucanos fueron los que
pusieron freno unos aos ms tarde al primer intento de los conquistadores hispanos, matando a su
principal representante, Pedro de Valdivia. Varias otras evidencias inka distribuidas entre Angostura y el
norte del Maule, como en Rengo, Coinco, Doihue y Cerro La Muralla, en Tagua Tagua, se suman al
contexto de los pukara Inka de Chena y Cerro Grande La Compaa, para demostrar una suerte de
sistema defensivo de carcter regional.
Pero al mismo tiempo, los constantes encuentros blicos entre los Inka y los purumaucas y las
relaciones polticas que de ello derivaba, fueron estableciendo una suerte de frontera cultural que
permiti el arribo de influencias y prstamos culturales inka a estos territorios nunca antes sometidos y
que la arqueologa y la historia temprana se han encargado de identificar. Entre ellos destacan algunos
prstamos tecnolgicos como herramientas agrcolas, tcnicas textiles y metalrgicas, decoracin de
algunos tipos cermicos y en ciertos aspectos de su organizacin laboral, como el mingaco que practican
los actuales mapuche, llamado en quechua minga, el uso del quipu, un instrumento de contabilidad Inka
basado en cuerdas con nudos, utilizado por los mapuche para el registro de informacin numrica muy
sencilla en el contexto de sus estrategias guerreras. De la misma manera, las huellas de estos y otros
prstamos culturales Inka se manifiestan hasta el da de hoy en los innumerables vocablos de origen
quechua presentes en la lengua mapudungun.
2. Prehistoria en Chile centro - sur
Algunas aproximaciones desde la arqueologa para la interpretacin de territorios culturales en
pocas prehispnicas en la zona centro sur de chile.
2.1. rea de cobertura de la informacin.
Se presenta un cuerpo de antecedente arqueolgicos sobre el estado actual de las investigaciones
de la arqueologa regional de la Zona Centro Sur de Chile, comprendida entre el ro Maule y el Golfo de
Reloncav, el que se complementa con la utilizacin de algunos datos histricos y etnohistricos para
aportar a la construccin de los perodos culturales iniciales de esta zona ecogeogrfica y cultural. Se
pretende adems entregar una primera aproximacin interpretativa que sirva como propuesta para
discutir la conformacin de territorios culturales a partir de la ms temprana evidencia humana en la
poca glacial (Perodo Paleoindio) y del arcaico, pero profundizando el anlisis en el perodo alfarero con
las nuevas sociedades prehispnicas que llegaron a la zona y que constituyeron el escenario cultural
existente a la llegada de los conquistadores espaoles.
Aspectos metodolgicos del tratamiento de los datos:
El texto pretende seguir un relato integra por los siguientes componentes:
a) definicin de las unidades de anlisis utilizadas y sus limitaciones (perodos, complejos y
asentamientos);
b) divisin, seleccin y agrupacin de los sitios por: sus manifestaciones materiales distintivas,
formas de utilizacin y ubicacin espacial y de los recursos, y por sus delimitaciones temporales
tentativas;
c) interpretacin de la anterior agrupacin de sitios como espacios culturales compartidos en
trminos de distribuciones espaciales que permitiran hipotetizar la conformacin de algunos
territorios pre conquista hispnica.
2.2. Introduccin
Escribir una sntesis sobre la arqueologa del rea que nos ocupa significa relatar y organizar los
escasos datos con los que contamos, formular un discurso igualmente fragmentario, recrear una
historia ocurrida sin lugar a dudas perfectible, y hasta ahora recurrentemente olvidada en el
desarrollo de la arqueologa en nuestro pas (Navarro y Adn,1998:20).
Por ahora contamos en el rea con investigaciones que solo recientemente se tornan
sistemticas y continuas en sectores delimitados por la constitucin de problemticas a resolver; con
vestigios materiales dispersos producto de saqueos o disturbaciones de sitios y/o por provenir de
colecciones de particulares. Los sitios se caracterizan adems por poseer una pobre y diferencial
conservacin de los restos, fundamentalmente materiales trabajados en piedra (lticos) y fragmentos
cermicos ms que piezas completas, asimismo los datos bioantropolgicos siguen siendo muy
fragmentarios (enterratorios humanos). La mayor parte de los hallazgos cuenta solo con fechados
tentativos y no absolutos y son an reducidas las investigaciones que ofrecen una clara estratigrafa
(ordenacin contextual y temporal de los restos y del registro), si bien en la ltima dcada se han
intensificado los estudios interdisciplinarios que han arrojado como aporte intentos de reconstruccin
paleoambiental de los contextos. Todo lo anterior configura un panorama cultural parcial del pasado.
En algunos casos donde las investigaciones han sido sistemticas y regionales podemos confiar en
que estos conjuntos materiales son fiables porque poseen cierta unidad cultural identificable que
evidencian conductas sociales del pasado, circuitos de recorrido e influencias y la ocupacin
recurrente de ciertos espacios ecogeogrficos en el tiempo, lo que nos acerca a aportar a la
interpretacin de la constitucin de territorialidades.

En este proceso de consolidacin de espacios y de territorios desde la ms temprana historia de
poblamiento fue esencial la vinculacin cada vez ms ntima de estos grupos humanos con ciertos
mbitos naturales, tal como lo distinguen Dillehay (1997) y Aldunate (1989).
a) He tomado la forma de tratamiento de los antecedentes arqueolgicas de esta zona propuesta por
las autoras Castro y Adn (2001) quienes ordenan y realizan el anlisis a partir de los documentos
etnohistricos para determinar asentamientos y territorios, de manera de documentar y
contrastarlos con los arqueolgicos a travs del uso de la unidad bsica de anlisis que es el
asentamiento, el que puede utilizarse tentativamente como sinnimo de comunidad. Plantean la
posibilidad de llegar a dirimir entre las entidades arqueolgicas y el caracterizar a los grupos sociales
tras ella bajo la denominacin de comunidad- campamento poblado ..., como una unidad bsica de
anlisis en interaccin, entendiendo que los datos aportados por la arqueologa poseen la calidad de
los recogidos por cualquier especialista en ciencias sociales. Las autoras distinguen dentro del
asentamiento a: A.-sitios habitacionales, B.-funerarios, C.- comunitarios de uso peridico y D.-
fortificaciones, los cules ... se usan como referentes concretos para discutir caractersticas de los
sistemas de asentamiento que poseen una larga tradicionalidad como es la territorialida.. (Op. Cit:
6). Destacando unidades de asentamientos ..que son visibles en un espacio local o
regional (7).
Es decir un patrn de asentamiento es la expresin compleja de varios sitios contemporneos
integrados en una red regional, y que en situaciones normales generalmente est modelado
(sistema) sobre la base del ambiente natural y con relacin a la eleccin y toma de decisiones para la
obtencin de recursos (Tomado de Jochim 1981 y Aldunate, et al 1986 en Castro y Adn, 2001) (7).

Asimismo quiero destacar que los eventos culturales del pasado prehispnico que destaco para
entender la forma y lugares donde se fueron produciendo el poblamiento del territorio sureo a travs
del tiempo los orden clsicamente por perodos entendiendo que estos representan una delimitacin
arbitraria pero necesaria.
2.3. Eventos culturales y ubicacin espacial y temporal
2.3.a. Perodo I. Primeras ocupaciones humanas del territorio Centro Sur de Chile durante
el Pleistoceno o poca glacial final (Perodo Paleoindio)
Los contextos culturales para estos momentos tempranos son ms escasos que para los otros
perodos culturales pero su tratamiento es ineludible pues en el estudio de estos contextos se ha
podido entender a los pueblos actuales, ... gran parte de los rasgos culturales que hasta hoy (los)
caracterizan se han originado en un largo proceso de adaptacin humana a estas australes regiones
fruto de una vinculacin gradual e ntima con los ecosistemas de bosques (Navarro y Adn,1997;
20).
No se han encontrado hasta ahora evidencias derivadas de varios sitios que permitan entender
espacialmente (arqueologa del paisaje) la conformacin de los primeros asentamientos en la Zona
Centro Sur, cuestin que es un problema generalizado a lo largo de Chile, sino que ellas se
concentran en la actual X Regin y en un sitio, si bien estas evidencias deben ser entendidas dentro
de un proceso cultural a nivel global que ocurri tanto en Norteamrica como en Sudamrica
contemporneamente (Dillehay, 1984). Los primeros pobladores de estos lugares australes estaban
organizados en grupos familiares (bandas) de cazadores y recolectores (as) que practicaban la
movilidad residencial y que fueron exitosos en la colonizacin de los distintos ecosistemas
americanos, llegando al actual sur de Chile hace al menos 13000 aos donde comenzaron a
aprender a habitar el bosque siempreverde del valle y practicaron excursiones espordicos a la costa
del Pacfico.
Estos grupos familiares tuvieron una densidad de poblacin baja, dejando escasos restos de su
cultura material la que ha perdurado bajo condiciones ambientales excepcionalmente ptimas (en
estratos de turbas) a travs de miles de aos, restos que reflejan pensamientos y creencias
complejas manifestadas en rituales (chamnico) y que por ende responden a un modo de vida que se
nutri de una adaptacin exitosa y sostenible en los bosques hmedos templados como ocurri en el
sitio de Monte Verde (Puerto Montt) (Dillehay, 1996 ). La superacin de las limitaciones ambientales
fue definitiva pues las condiciones eran muy diferentes a las actuales, un clima mas fro, parte de los
sectores cubiertos por los glaciales, un nivel de costa del Pacfico distinto al que hoy conocemos y
una fauna de gran tamao (megafauna) diferente a la actual. La coexistencia de estos seres
humanos con mastodontes y paleolamas en un denso bosque defini formas de apropiacin de los
recursos inclinadas ms a la recoleccin que a la caza, si bien los ocupantes de Monte Verde
aprovecharon carne, piel, huesos y dientes (defensas) de los mastodontes, pero no produjeron
puntas de lanza ni de proyectil en piedra para cazarlos, en cambio se especializaron en la seleccin y
uso de maderas, en la recoleccin de recursos no maderables como frutos, en el conocimiento y
seleccin de plantas comestibles (papa silvestre entre otras) y de plantas medicinales (boldo)
(Dillehay, 1996).
No se recuperaron restos seos o enterratorios en Monte Verde pero posiblemente en ese
perodo inicial ya hubiesen ingresado al rea distintos grupos culturales pues el otro indicio temprano
es el sitio de Tagua Tagua en la Zona Central (Nuez, 1989) que comparti condiciones ambientales
similares con Monte Verde aunque los habitante de Tagua Tagua en la zona central de Chile se
situaron a la orilla de un lago, pero los contextos materiales recuperados son distintos en ambos
sitios ya que en este ltimo lugar se encontraron puntas de piedra cola de pescado vinculados a la
caza de mastodontes.
Existen vacos significativos para la comprensin de los eventos culturales ocurridos para el
segmento de tiempo comprendido entre los 13000 y casi 10000 aos atrs que constituye el
momento final del Pleistoceno por falta de investigacin y problemas de registros. Otro vaco de
informacin se produce en los primeros milenios del Holoceno, es decir entre 10.000 y 7.000 aos.
Sin embargo recientemente el sitio Alero Marifilo en la zona lacustre del Calafqun arroj una fecha
de 9900 aos atrs (Adn 2001), la fecha ms temprana para toda la zona centro sur despus de
Monte Verde, lo que ha permitido entender que por ese entonces los grupos humanos ya estaban
realizando excursiones temporales a la precordillera y alimentndose de recursos recolectados en el
lago y de la caza de fauna pequea (pudu).
No obstante la transicin hacia el perodo arcaico bajo las actuales condiciones ambientales
represent para la poblacin humana inicial o temprana innumerables cambios culturales,
condiciones de adaptacin ya fortalecidas que permiti que se establecieran en agrupaciones
mayores y plasmaran su identidad en conjuntos materiales diferenciables entre unos grupos y otros
(tipos de artefactos lticos como puntas, cuchillos, raederas, adornos, etc) y en la constitucin de
sitios multifuncionales.
2.3.b. Perodo Arcaico
Durante este perodo se produjeron cambios profundos en las sociedades que poblaron esta
zona centro sur, las que posean mayor experiencia en organizacin social y en tecnologas
especializadas para la recoleccin y la caza, producto de un conocimiento ms ntimo y la expresin
de conductas seguramente flexibles para su establecimiento en distintos ecosistemas producto del
cambio ambiental global que se haba producido en los milenios anteriores. Los movimientos
espaciales de estos grupos entre zonas ecogeogrficas complementarias fueron siendo recurrentes,
ahora con circuitos estacionales y establecieron una ligazn ms estable y profunda con
determinados mbitos geogrfico-ambientales, creando as una forma de territorialidad que se
materializ y se reconoce por grandes asentamientos a lo largo de prcticamente toda la costa
pacfica surea y por asentamientos menos permanente en la depresin intermedia y en la
precordillera. La recoleccin y domesticacin de plantas fueron las actividades econmico-
apropiativas fundamentales que se haban inaugurado en el perodo anterior. Las poblaciones
crecieron, hubo desarrollos tecnolgicos totalmente identificables en los instrumentos lticos y seos,
en los artefactos ceremoniales y en los adornos corporales como pendientes y colgantes, dejando un
legado visible en la forma de entierros aislados y colectivos de sus seres queridos a los que
acompaaron con elementos de ajuar funerario diferenciado para hombres, mujeres y nios. Sobre
todo en entierros de individuos hiperflectados y amarrados o enfardados, enlucidos con pigmento rojo
y una prctica de quema del lugar donde se depositaba el cuerpo.

El actual territorio del sur estaba siendo poblado entonces intensamente por los grupos arcaicos
que se desplazaron conectndose entre distintos vectores espaciales. Uno fundamental y
recientemente identificado es el establecido entre habitantes costeros de Valdivia (X Regin) y
Chaitn (XI Regin) (Stern et al, 2002) por va martima el que hipotticamente podramos extender
hasta la costa septentrional de esta zona, Cauquenes. Un segundo eje lo situamos entre la costa
pacfica, la cordillera de los andes y la vertiente oriental de la misma. No podemos precisar an si los
circuitos de movimientos espaciales se originaban desde el oriente al occidente o viceversa, lo
concreto es que gran parte de los asentamientos ms grandes y representativos se les ha encontrado
en playas abiertas del litoral del Pacfico en terrazas costeras cercanas a confluencia de ros y
lagunas. Estos sitios muestran gran profusin de materiales lticos, seos, fogones y entierros
(asentamientos complejos o multifuncionales nucleados). Hay otros asentamientos que son ms
restringidos espacialmente, y por tanto, presumiblemente protagonizados por solo parte del grupo
mayor, tambin de funcin habitacional o residencial y que se ubican en aleros y cuevas del valle y
en la zona precordillerana. En ellos hay que esperar todava mayores investigaciones pues sus
contextos diversos en artefactos y formas de ocupacin del espacio pueden representar un panorama
ms complejo y diverso culturalmente del arcaico. En Quillen 1 y Quino 1 que son alero y cueva
respectivamente se encontraron conjuntos de artefactos en una secuencia estratigrfica que permite
sostener que fueron ocupados por varios cientos de aos o ms en determinados segmentos de
tiempo de su rutina de movilidad pero que a la vez permite hipotetizar que fueron ocupados
indistintamente por grupos tnicos diferentes. En Quillen 1 la ocupacin ms antigua no datada es de
ocupantes que posean puntas pedunculadas de basalto, similares a las del sitio de Cuchipuy en la
Zona Central de Chile, vecino a Tagua Tagua, fechado este ltimo en 8070 y 6160 aos atrs. Quillen
1 posteriormente fue reocupado por un grupo o grupos que portaban distintas formas de puntas
triangulares de obsidiana datadas en 4740 aos atrs. El panorama de la cueva de Quino 1 tampoco
representa un contexto fcil de asignar porque su registro es variado pero tiene un enterratorio de
adulto en posicin genuflexa o flectado (fetal). Lo importante es que tanto Quillen 1 como Quino 1
continuaron siendo ocupados hasta el alfarero.
Ejemplos de los asentamientos litorales amplios se concentran a lo largo de toda la costa desde
su lmite septentrional actual son; Quivolgo, Cerro Las Conchas, Pahuil, y Reloca habitados en ese
entonces por pobladores que posean un equipo tecnolgico apropiado para la pesca, conocan al
parecer la prctica de la navegacin, de la cual an no se tienen escasos registros arqueolgicos
confiables; practicaban una economa martima, con aparejos de pesca y, arpones para la caza de
mamferos marinos. (Selles, en Gaete et al, 1997, Saavedra, en Gaete et al, 1997).
Ms al sur tanto en la desembocadura del Budi, como en Queule, lmite meridional de la IX
Regin, se han encontrado numerosas puntas de basalto lanceoladas de este perodo que son
emparentadas con el complejo ayampitin o ayampitinense (Menghin, 1962) de la zona andina al norte
de Mendoza, aunque localmente no se han fechado los contextos pues toda la costa fue
dramticamente alterada por el tsunami de 1960 (Dillehay, 1976; Navarro y Pino 1994; Navarro,
2000).
Al sur de Queule, est el reconocido lugar de Chan Chan de donde proviene el conjunto de
puntas definido originalmente como complejo Chanchanense por Menghin (1962) y que ha sido
estudiado posteriormente en forma sistemtica en el sitio Chan Chan 18 (Navarro), el cul dio
fechas entre 5600 y 5000 entendiendo a partir de este sitio una secuencia de 500 aos que muestra
sobre todo la cotidianidad de estos grupos. Muy cerca de la costa se establecieron por temporadas
largas familias que vivieron en toldos pequeos alrededor de un fogn circunscrito por piedras lajas
en la terraza costera muy cerca de la lnea de alta marea donde levantaron sus carpas de cuero en
forma de paravientos. Sus numerosos fogones estaban nucleados cerca unos de otros pero adems
haban otros fogones ms grandes posiblemente utilizados para otras actividades comunitarias. Eran
al igual que los de Cauquenes pescadores con economa mixta, ya que consuman y aprovechaban
todo tipo de recursos provenientes del ecosistema marino, del bosque siempreverde cercano (olivillo,
temu y pitra) y de la laguna costera hoy desaparecida, tales como aves marinas y de tierra, zorros y
coipos, peces, lobos marinos y algunos cetceos como delfines y ballenas. Trabajaron sus
herramientas en talleres cercanos a sus hogares y tambin usaron otros espacios de este
asentamiento complejo para el faenamiento de sus presas. Sus puntas son lanceoladas de basalto y
se encontraron algunas escasas de obsidiana gris o riolita, materia prima que proviene del sector
austral de Chaitn, ms de 500 km al sur de este sitio, de manera que es viable sostener que
utilizaron botes para conseguir conectar estos dos puntos tan distantes o ejes. En estratos inferiores
del mismo sitio aparecieron puntas triangulares de obsidiana, esto nos demuestra que no fue un slo
grupo el que se estableci por pocas all y tanto los portadores de las puntas lanceoladas de
tradicin ayampitinense como los de puntas triangulares estuvieron emparentados al menos en
tiempos que los antecedieron por un mismo origen andino, aunque correspondieron seguramente a
distintas etnias.
Se encontr un entierro de un individuo masculino adulto de morfologa fsica o contextura frgil y
dolicoide, hiperflectado decbito lateral derecha con su cabeza hacia el sur y mirando al oriente. Este
patrn de entierro ha sido hasta ahora el representativo de los distintos grupos que conformaron el
arcaico (Navarro, 2001). Recientemente en el sitio de Piedra Azul, cerca de Puerto Montt en el Golfo
de Reloncav, pudimos detectar otro asentamiento multifuncional de canoeros con puntas semejantes
a las de Chan Chan 18 pero con presencia adems de otras herramientas de piedra especializadas
(desangradores). El mismo panorama cultural o patrn de asentamiento constatamos en el sitio
Puntilla Tenglo en Puerto Montt (Gaete y Navarro, 2002), donde se reproduce una
complementariedad entre borde mar y bosque, ambientes que posean una variedad de recursos
suficientes para la permanencia en la zona con cierta movilidad espacial derivada de su modo de vida
canoero. Igualmente un entierro colectivo en Piedra Azul (Constantinescu, 2.000) ha constatado
ciertos aspectos caractersticos del modo de vida de estos pobladores (as) del arcaico. La dieta era
aportada por los moluscos, los que eran al menos en parte importante recolectados por mujeres (no
se dispone de evidencia de individuos masculinos) que buceaban sistemticamente en pos de ellos, y
tambin por nios desde muy temprana edad.

Es interesante destacar que todos los restos seos recuperados exhibieron en las extremidades
superiores y a altura de la cintura escapular una musculatura que imprimi en los huesos la evidencia
de actividades reiteradas correspondientes a la accin de recolectar y transportar recursos
alimentarios, utilizando probablemente redes o impulsando embarcaciones. El ritual interpretable del
contexto funerario (con ajuar) corresponde solo a infantes muy pequeos de escasos meses de edad
enterrados con la prctica de enfardados en posicin hiperflectada, preferentemente decbito lateral
derecho, asociados a eventos de quemas y presencia de ocre rojo, con ajuares depositados en la
regin del crneo, correspondientes muy probablemente a collares de los cuales fue posible
recuperar pendientes de dientes de zorro y cuentas de conchas. La mayora de estos nios murieron
por anemia, es decir un tipo de patologa que afect a recin nacidos. La esperanza de vida para las
mujeres (considerando que las muestra est compuesta por 2 individuos adultos) parece bordear los
30 aos de edad (Gaete y Navarro, 2003).
Puedo sostener a manera de sntesis que los arcaicos expresaban sus identidades culturales a
travs de la produccin y uso de ciertos artefactos emblemticos como son las puntas de morfologa
lanceoladas, tradicin que en toda Amrica se desarroll y se hizo representativa en fechas
anteriores al 8000 a.C. en el cono sur, extendindose hasta la zona de los canales sureos y
patagnicos del extremo sur (Las Guaitecas, Lancha Packewaia, etc) (Bate, 1989) y que se le ha
reconocido aqu localmente como complejo chanchanense (emparentado al ayampitn), adems de la
presencia de otros conjuntos de puntas, las triangulares de obsidiana que no se han definido como
complejo pero cuya conexin con los andes y la vertiente oriental es indiscutible. Sin embargo hay
que agregar adems la existencia menos frecuente de otro tipo de puntas las pedunculadas,
registradas en el valle de la IX Regin en Quillen 1 y que he vinculado con el sitio de Pichicuy de la
Zona Centra de Chile de antigedad mayor o aparicin ms temprana que las lanceoladas en la zona
centro sur.
No sabemos si existieron sitios abiertos como los costeros en el valle porque este ha sido
profundamente disturbado y transformado por actividades antrpicas actuales y subactuales como
desforestacin, agricultura extensiva, construccin. Si sabemos que las cuevas y aleros fueron
recurrentemente considerados como asentamientos de habitacin por estos pobladores hasta
avanzado el perodo alfarero siguiente.
Probablemente estos arcaicos formaron redes de asentamientos similares a lo largo del litoral en
base a familias que actuaban como unidades productivas bsicas y en determinadas pocas del ao
que se congregaban en unidades poblacionales mayores ya constituidos en las playas entre
Cauquenes, Chilo y Las Guaitecas (sitios de la Isla Grande de Chilo, y de Melinka) hacia el 6000 y
permanecieron como grandes asentamientos extensos y complejos hasta al menos el 3000 en la
costa de la X Regin (Navarro, 2001), consolidando economas marinas, cazadoras marinas,
recolectoras del bosque y pescadoras del Pacifico (Gaete, et al. 1992). Estas establecieron
relaciones con otros grupos o etnias que habitaban tanto el valle como la precordillera y que hasta
ahora aparecen como las que otorgan el primer sustrato poblacional manifestado en el Alero Marifilo
en el lmite del Pleistoceno y Holoceno con un estrato ocupacional datado en cerca de 5000 antes del
presente y con un entierro de un nio de alrededor de 10 aos hiperflectado que no exhibi ajuar
ltico, sino nicamente de hueso (Adn, coms pers.) y que por ahora no permite emparentarlo o
diferenciarlo a los otros sitios. Estos asentamientos sobre todo los de la zona precordillerana
pudieron ser solo paraderos temporales en un circuito de movilidad ms amplio.
Lo que si sabemos es que todos los sitios arcaicos de la costa tienen continuidad ms o menos
continua (interrumpida por momentos de desocupacin) hasta el alfarero, perodo siguiente que
desgraciadamente se encuentra escasamente estudiado en el litoral del Pacfico.
2.3.c.- Perodo Alfarero Formativo
He decidido obviar la discusin de si se le puede llamar formativo a su expresin en la Zona
Centro Sur porque creo que fundamentalmente complica el entendimiento en vez de enriquecerlo.

Las fases cermicas poco definidas del extremo sur de Chile pueden considerarse como una
expresin de la cultura Formativa del extremo sur del continente, en la medida en que reflejan una
serie de patrones de adaptacin desarrollados en los bosques subrticos y septentrionales de
Sudamrica (Dillehay 1989: ).
El alfarero o formativo est deficientemente definido para el sur de Chile, primero porque
fundamentalmente los mayores sitios del valle intermedio han sido destruidos por actividades
antrpicas recientes, y porque la investigacin en arqueologa slo ha definido este en base a dos
tipos de asentamientos: cementerios que son los ms numerosos y por escasos lugares de
ocupaciones o residenciales, en los que se carece generalmente de fechados y de trabajos mas
sistemticos aunque se ha progresado en los ltimos aos (Adn et al 2000, 2001).
Los nicos yacimientos de residencia hasta ahora reconocidos son :
Los Catalanes (Los Angeles); Pucn 6 en la Pennsula de Pucn y Alero Marifilo en Calafqun, y
su magra representatividad de materiales genera muchas interrogantes no resueltas.
La primera pregunta para este perodo es que sucedi con los pobladores arcaicos, y hasta ahora
la hiptesis propuesta que subsiste es una inmigracin de familias afuerinas a la regin provenientes
de sectores costeros de la Zona Central, del complejo Llolleo en el primer milenio de la era cristiana,
a travs de los cules irrumpe la cermica (aparece por primera vez en la zona centro sur) con
tcnicas alfareras y de horticultura que sugieren procesos culturales ya maduros que se resimbolizan
y transforman en su nuevo escenario.
Por lo tanto falta mucho para la reconstruccin de patrones culturales o modos de vida y
determinacin de patrones de asentamiento, pero tambin es posible hipotetizar que los antiguos
pobladores arcaicos se mestizaron con los alfareros formativos recin llegados. El inicio de este
perodo formativo para el sur lo podemos situar alrededor de la primera o segunda centuria despus
de Cristo. Se les continua llamando poblaciones alfareras formativas porque aqu experimentaron
procesos culturales propios relacionados con la adaptacin y residencia en determinados mbitos
ecogeogrficos fundamentalmente en sectores lacustres precordilleranos, en el otro lado de los
andes, en aleros y cuevas de la precordillera, en asentamientos abiertos en el valle o depresin
intermedia y finalmente en el litoral pacfico en las terrazas costeras y en las estribaciones de la
cordillera de la costa. No hay indicios de que la nueva poblacin alfarera (una etnia?) haya cambiado
completamente el patrn preexistente de vida, es decir la recoleccin sigui siendo esencial tanto en
los mbitos precordilleranos como costeros y por ende tambin en la vertiente oriental, pero la
ingresin de este componente cultural distinto se traduce en la presencia de tipos de cementerios
distintos reducidos al parecer a familiares en las zonas lacustres pues no se conoce de ellos en la
costa pacfica, un patrn funerario distinto, nuevas modalidades estratgicas de subsistencia
matizadas con las preexistentes y la irrupcin de alfarera compleja y con diseos que se transforman
en una identidad que me atrevo a decir especfica y propia de los ambientes sureos.
Gran nmero de cementerios excavados...en el valle central de la regin, han proporcionado
datos valiossimos sobre estilos especficos de cermica asociados con costumbres funerarias y
bienes indicativos de diferenciacin social. Estos datos supondran la existencia de determinados
niveles de complejidad social y la presencia de capas sociales en las culturas cermicas (Dillehay,
1989: 104).
2.4. Primer componente alfarero- pitren
Los arquelogos (as) le han llamado desde Menghin (1962), complejo Pitrn. Al comienzo los
estudios no eran continuos ni abarcaban un segmento regional como para poder establecer una red
de relaciones y analogas culturales, de manera que se defini el complejo por el sitio tipo, el
primero definido contextualmente como fue el yacimiento de Pitrn encontrado en el fundo de
Mollenhauer en las cercanas del Lago Panguipulli y del Cerro Pitrn.
Pitrn ha sido dividido por sus fechas en temprano y tardo y responde a la presencia de grupos
que hasta hace poco se pensaba que tenan mayor movilidad y que se situaron en la precordillera,
valle y lado oriental de los andes en grupos familiares reducidos siguiendo un patrn de movilidad
entre al menos valle y cordillera de los andes. No obstante gracias al estudio del sitio Huimpil
(Gordon, 1983) y a dos cementerios originados por los trabajos del by pass hoy da (Ocampo, 2001)
se debe cambiar la nocin que se tena, entendiendo que las agrupaciones humanas situadas en el
valle al sur y norte de Temuco fueron de dimensiones mayores, tal vez de linajes y, que los sitios
Pitrn, Challupn y los restantes del sector lacustre de Calafqun, Panguipulli y Villarrica responden a
incursiones o transhumancias estacionales para buscar recursos, establecer alianzas o nexos con las
poblaciones all asentadas y que esto se produjo hacia la costa con menor nfasis posiblemente.
Pitrn tiene su expresin espacial entre el Bio Bio y el norte del Reloncav como eje norte sur y
entre la costa Pacfica y el sector oriental de la cordillera de los Andes: Neuqun y Rio Negro como
eje este-oeste.
Dataciones por termoluminiscencia para la zona (Adn y Mera....) sitan su ms temprana
presencia en 600 d. C., pero en la costa de Queule y Chan Chan se encontr cermica Pitrn y hay
un fechado por termoluminiscencia que hay que corroborar de 150 d. C. (Navarro, 2001).
Al complejo se le reconoce por su cermica principalmente moncroma de superficie muy fina al
tacto, de paredes delgadas, con pintura resistente negro sobre rojo (improntas de hijas con tcnica de
ahumado) y en la cul predominan los jarros (metawe), con adornos zoomorfos y antropomorfo,
algunas bandas con asa puente y asas bifurcadas.
2.4.a. Asentamientos habitacionales:
Ocuparon principalmente la Cordillera de Nahuelbuta en ambas estribaciones, el sector de los
lagos de Lleu lleu; la precordillera andina, el valle en cursos medios de los ros y tambin la costa (en
menor proporcin pues su registro aqu es fragmentario) (Quirz, 1997; Mera y Adn, 1997).
Hacia el 1200 d.C., tienen contemporaneidad o coexistencia los asentamientos con el segundo
complejo El Vergel al menos en el Calafqun. El Vergel aparece alrededor del 1000 d.C. en la parte
septentrional o norte de Angol.
Socialmente el complejo Pitrn se manifiesta en asentamientos familiares reducidos en el mbito
precordillerano a modo de bandas (Aldunate, 1989) habitando las riberas de lagos y ros con
movilidad residencial. Sus principales actividades econmicas eran la caza y la recoleccin y
posiblemente seran los iniciadores de la horticultura y de la domesticacin de animales en estas
regiones (Castro y Adn, 2001). En la zona del Calafqun practicaron una economa mixta con
nfasis en la recoleccin de recursos del bosque y del lago y la caza de animales pequeos,
estableciendo circuitos de movilidad hacia las pinaleras. (Navarro y Adn, 2003).
He credo pertinente ampliar los antecedentes de estos grupos Pitrn para entender lo que
ocurri en la vertiente oriental andina, especficamente en las provincias de Neuqun y Ro Negro,
Argentina, en el Alero Los Cipreses (Silveira 1996) y en Cueva Haichol (Fernndez 1988-90) donde
tambin hay secuencias de ocupaciones amplias en el tiempo como las de Quilln 1 y Quino 1 y
estaran relacionados con contactos o formas de asentamientos emparentables al sistema de
veranadas (Navarro y Adn, 2003). En Los Cipreses se registr una ocupacin desde el 3.490 A.P.
hasta el perodo histrico reciente (S. XIX), evidenciando contactos pre-hispnicos y post-hispnicos
con el rea araucana chilena (Silveira, op.cit.:107). Por otro lado la Cueva Haicho ubicada cerca del
Paso Internacional Pino Hachado al pie de los abruptos relieves de la falda oriental de la Cordillera
Andina en un ambiente con abundante vegetacin arbustiva, con formaciones arbreas del bosque
caducifolio y con presencia del pehun, posee dos niveles alfareros uno correspondiente a los
primeros aos de la era cristiana y el segundo datado en una fecha cercana al 800 d. C. Se trata en
general de fragmentos cermicos moncromos, dos pipas incompletas y un jarro completo del mismo
tipo. Otros sitios reportados por Hadjuk en Bajo Aelo en las cercanas del Lago Alumin
complementan la presencia de sitios o paraderos habitacionales y cementerios con presencia de
pipas T invertida de piedra, torteras, tembet (que es un elemento que hasta ahora nunca ha
aparecido en la zona centro sur pero que si est en el complejo El Bato de la zona central de Chile),
cuentas de collar de malaquita (del norte), puntas de obsidiana pequeas triangulares y manos y
morteros de piedra, asociados a restos de frutos del pewen carbonizados y cuentas de conchas de la
costa del Pacfico en una fecha tarda para Pitrn, 1050 d. C. y contempornea con El Vergel.
2.4.b. Sitios Funerarios
Numerosos sitios de cementerios han sido ubicados en la zona del valle, Cordillera de
Nahuelbuta asociados a cuencas fluviales de esta cordillera y al norte y sur de Temuco (Huimpil) y en
la zona del ro Cautn, as como tambin en la zona lacustre del Calafqun y en la Isla Mocha.
En la precordillera los entierros son individuales y se trata de cementerios familiares reducidos en
espacios altos o seleccin de sectores a media cota del cerro, con visibilidad hacia los andes y los
volcanes (Adn y Alvarado..).
La ocupacin documentada en la Cueva de los Catalanes en el valle registrada tambin en el
cementerio de La Terea (Monlen, J. 1979 y Stehberg, R. 1980) arroj una antiguedad de 740 d.C
(Adn, L. y R. Mera 1996) y documenta el uso de un espacio de valle relacionado con la explotacin
estacional del recurso pin en la cordillera de Nahuelbuta y con algunas pequeas lagunas como la
de Los Alpes y la de Tijeral inmediatamente en sus inmediaciones, y a una distancia mayor con el
lago Lanalhue y la laguna Lleulleu.

Asimismo al norte de la ciudad de Temuco los aleros Quillen-1 y Quino-1 plantean una
territorialidad especifica relacionada posiblemente con las actividades de recoleccin del pewen. El
primer sitio Quilln-1 (Valdes et al. 1982) se localiza en la quebrada de El Teatro en un espacio
conformado por otros sitios de inters que estratigrficamente distingue una secuencia desde niveles
arcaicos hasta los ltimos con alfarera tarda del estilo Valdivia. Tambin el sitio alero Quino-1
(Snchez e Inostroza 1985) en la Comuna de Traiguen producto de una posterior evaluacin del
asentamiento (Quiroz, et al. 1997) ilustra la ocupacin en la depresin intermedia de poblaciones
alfareras tempranas, aprovechando los recursos del bosque, de vegas y cursos de agua, con
especializacin en la caza de unidades familiares de Lama guanicoe (guanacos). La ocupacin de
este alero habra sido de grupos alfareros tempranos que estacionalmente llegaron all a cazar con
puntas de proyectil almendradas y triangulares de base cncava o recta elaboradas en basalto,
cuarzo, jaspe y obsidiana.
Actualmente el escenario se ha dinamizado y problematizado, dado que la recuperacin de ms
de 600 piezas cermicas como parte del ajuar de tumbas individuales y colectivas producto de los
recientes hallazgos de dos cementerios Pitrn vecinos a la ciudad de Temuco por el impacto del By
Pass abren nuevas interpretaciones pues la presencia en plena depresin intermedia o valle de estos
asentamientos funerarios permiten configurar un panorama de organizacin social totalmente distinta
a las anteriores presunciones (emanadas del tratamiento de los sitios precordilleranos) con una
mayor complejidad y posiblemente nucleacin para entender a este complejo de Pitrn, con
cementerios amplios, una mayor poblacin, diferenciacin de gnero en cuanto al ajuar funerario y a
estilos de ceramios (metawe) de formas antropomorfas femeninas, tumbas con ms de un cuerpo,
muchas tumbas juntas y la presencia de torteras (relacin con la textilera), todo lo cul habla de una
gran complejidad material, simblica y por ende sociocultural para esa poca.
Estos antecedentes se suman a los ya conocidos y hacen coherente la existencia del sitio
cementerio de Huimpil que arroj una edad de 600 d. C. y que Dillehay ya refera como interpretacin
general en cuanto a demostrar nuevos patrones con una orientacin a una vida mas sedentaria y
aglutinada territorialmente, con la adopcin de ....la horticultura, y tambin hacia formas de
organizacin mas complejas. Estos patrones se entienden mejor a partir de los escritos etnohistricos
de los invasores espaoles del siglo XVI que describen tanto el sistema econmico mixto basado en
la pesca y recoleccin de alimentos forestales, como la articulacin de una red de comunidades
horticultoras estables (Dillehay, 1989:101). Hoy Castro y Adn (2001) sostienen que la presencia de
estos cementerios recientemente descubiertos ...documentan cementerios de mayores dimensiones
que podran comprometer a sistemas de linajes o agrupaciones sociales mas complejos aportando
mayor variabilidad al panorama cultural del Formativo Temprano (op cit: 17).
2.5. Segundo componente alfarero formativo- el vergel
El complejo El Vergel tiene dos fases o momentos: moncromo o Vergel 1 y bcromo o Vergel 2,
y que como una expresin tarda contina hasta despus de la conquista hispnica.
El Vergel aparece entre el 1100 d. C. y 1500 d. C. (Adn y Mera 1997), entre Angol y la Zona de
Huilo, inmediatamente al sur de Toltn. En El Vergel bcromo se reconocen jarros asimtricos, urnas
y jarros simtricos y comparten caractersticas de formas y estilos con Pitrn, adems de pipas de
piedra y cermica, instrumentos musicales (pitos), piedras horadadas, hachas votivas o cetros de
mando y abundantes manos y morteros de piedra.
Bullock (1970) que investig inicial y profundamente este complejo le puso el nombre de
kofkeche (1970). Aldunate lo delimita a las cercanas de Angol, en los faldeos orientales de esta, en
las cuenca del ro Imperial y del Cautn, en la costa desde Concepcin a Tira, y en las cercanas de
Temuco. Prcticamente no hay datos concretos de asentamientos habitacionales o residenciales
pues en el poca de Bullock no se practicaron excavaciones sistemticas.
Latcham amplia la recuperacin de urnas funerarias al norte de la costa de Concepcin, en Tira,
pero son predominantes en Angol, Arauco y el valle del Cautn, aunque segn Aldunate, Tira sera
una derivacin costera del complejo con la diferencia que all se encontraron jarros cuencos, y
algunas botellas bcromas en rojo oscuro o negro sobre blanco, con chevrones en bandas y diseos
geomtricos (Aldunate, 1989).
En la zona precordillerana de Pucn, en la Pennsula del mismo nombre se estudi parte del sitio
habitacional Pucn 6 (Dillehay, 1983, Navarro 1979) el que manifest una temporalidad amplia que
involucr a poblaciones del arcaico final hasta poblaciones del alfarero post hispnico. Tiene
fragmentos cermicos prehispnicos relacionados con El Vergel fechados en 1219 d.C.. Sostenemos
que representa una manifestacin de contacto o contempornea con lo conocido en el rea para la
primera fase del Vergel (Aldunate, 1989) ; si bien en esa poca el patrn de vida recolector de
bosque y lagos que ya haban practicado los grupos del complejo Pitrn en los niveles anteriores del
mismo sitio eran compartidos por varios grupos tnicos distintos. Los fragmentos cermicos de Pucn
6 son fragmentarios y la muestra es poco representativa como para precisar mayormente esta
presencia, pero las evidencias hasta ahora conocidas hablan de formas de habitar este espacio que
reflejan ciertos patrones forjados en los mbitos andino-lacustres desde el arcaico.
Pucn 6 fue un lugar habitacional donde ocurrieron actividades domsticas, como la de molienda
de alimentos estacionales como el pin, la avellana y otros vegetales diversos de recoleccin de
recursos del bosque (Navarro y Adn, 2003).
En la zona precordillerana recientemente se han delimitado nuevos contextos residenciales de El
Vergel pero son dispersos y poco potentes; Antilef 1 y Musma 1 y son de uso extensivo del espacio
y movilidad residencial, igual caso que en Pitrn (Castro y Adn, 2001).
La situacin de tipos de asentamientos es similar en la vertiente oriental, tal como se observa en
el alero Los Cipreses (Silveira, 1996) y en Haichol que representaran lo que llamamos fase local
lacustre y subandina del Complejo Pitrn.
Hay otro registro que es muy interesante, se trata de un sitio habitacional permanente en la isla
Mocha datado en 1050d. C. a 1640 d. C., que estara demostrando un asentamiento aglutinado en
forma de casero (Snchez, 1997).
Se presume entonces un patrn de asentamiento ms aglutinado en El Vergel y esto es de
extrema importancia pues el escaso desarrollo de las investigaciones arqueolgica impide una
reconstruccin mas cercana al modo de vida de esta cultura o complejo, sobre todo si se conecta con
la interpretacin de zonas de significacin ceremonial y comunitarias de Lumaco y de Purn, donde la
data de sitios ceremoniales que hay que integrar a la de otros sitios, pero que no pudieron estar
totalmente desvinculados de aquellos residenciales, puede permitir la dilucidacin de un patrn
territorial muy complejo con la organizacin de la poblacin para tareas comunitarias conjuntas como
sera la construccin de montculos ceremoniales.
2.5.a. Sitios cementerios
Respecto de este complejo hay igualmente mejor conocimiento de los sitios de cementerios, los
que son bien reconocidos por las urnas funerarias de cermica, pero que renen distintas
modalidades de enterramiento; cuerpos rodeados de piedra, simples entierros en posicin extendida,
wampo o canoa funeraria. La mayora de los sitios de cementerios estn ubicados cerca de los ros
de manera que es coherente pensar que sus asentamientos residenciales no se ubicaban lejos de
ellos. Los contextos ilustran actividades de horticultura y de apropiacin de recursos del bosque de
roble y de plantaciones en riberas hmedas, complementado con la recoleccin terrestre
(precordillerana) y martima y algo de caza.
Las actividades agrcolas, presumible presencia de semillas de quinoa en una urna, gran
predominancia de hallazgos aislados de hachas de mano, de piedras horadadas, de algunas
excepcionales estatuillas de piedra y una produccin alfarera madura, al igual que la de Pitrn, pero
con formas de mayor dimensin como las urnas o contenedoras de cuerpos, implica el pensar en que
la domesticacin de alimentos ya estaba totalmente consolidada.
Bullock hasta 1970 alcanz a reconocer 41 sitios que seran unidades familiares, alrededor de
tres urnas conjuntas, otros sitios con numerosas formas de entierros directos sin urna, otros con
cistas de piedras, y otras sepulturas con piedras planas encima.
El sitio funerario de Padre Las Casas seala la complejidad y diversidad de las costumbres
funerarias pues all se encontr la modalidad funeraria mestizada de wampo (urna de canoa de
madera) y urna cermica fechada en 1280 d. C.
El sitio de Alboyanco en las cercanas de El Vergel y del rio Hueque pese a ser una sola urna
cermica pero de una excepcional conservacin que entrega la posibilidad de recuperacin del
contexto completo, nos ha permitido entender la complejidad del ajuar funerario, el que refleja varios
aspectos destacables y formativos compartidos con las culturas andinas:- tcnicas textileras
complejas de torcedura y de diseo, - tratamiento de lana de llama, morfologa craneal emparentada
a la actual poblacin mapuche con presencia de deformacin craneana por cuna (kupkwe) y el
trabajo de la madera en una cuchara antropomorfa cuyo estilo se relaciona con otra encontrada en
la zona de Neuqun.
El Vergel por lo tanto pese a que debe ser retomado como un estudio especial que puede aportar
a dilucidar la problemtica de territorialidad y de relaciones intertnicas de las ltimas centurias antes
del choque con las huestes espaolas, genera una batera de interrogantes, algunas de las cules
pueden irse al menos ordenando mediante una analoga de rasgos culturales externos con algunos
locales que nos parece pertinente al menos enunciar, para encontrar las derivaciones u origen que
puede estar explicando procesos que comenzaron a plasmarse mucho tiempo antes que la presencia
de El Vergel en la zona y es justamente su fuerte raigambre andina (Navarro y Aldunate, 2002), .. se
sugiere que esta zona debi ser un laboratorio para el estudio de procesos transicionales....
Alboyanco es un ejemplo de un proceso de andinizacin en el sur de Chile por sus textiles, la cuchara
de madera... etc. Los textiles recuperados que evidencian el dominio de tecnologas caractersticas
de tejidos formativos de los Andes, el manejo de la llama (Lama glama), las vestimentas, la presencia
de cucharas elaboradas de madera, el probable hallazgo de semillas de zapallo y quinoa en un
contexto de innovaciones agrcolas, la inhumacin en urnas, y los contextos cermicos que tienen
evidente relacin con la cermica formativa de la zona central de Chile, son indicios claros que por el
1300 d. C. las sociedades del sur del ro Bio Bio estn dando un paso ms en el camino hacia un
proceso cultural de nivel continental (Navarro y Aldunate, 2002:219).
La cermica rojo sobre blanco o tipo Valdivia registrada fundamentalmente en la zona ms
meridional del centro sur, pero de la que adems se tiene registro tambin en el rea oriental andina,
tiene una permanencia temporal que se prolonga hasta los comienzos de la Repblica y si bien su
dispersin es entre Bio Bio y Puerto Montt se concentra en la zona de Valdivia, apareciendo por una
parte profusamente en la costa en contextos no bien delimitables (residenciales o cementerios)
(Navarro, 1995), pero si en ajuares funerarios del siglo XIX en el valle. Como otro dado importante es
la mencin de que dos sitios contemporneos y muy tardos como Pitraco 1 y Ralipitra podran
reflejar la diversidad cultural o responder a una funcin no entendida por ahora, ya que el primero,
Pitraco 1 tiene ajuares funerarios con cermica moncroma tipo Pitrn y el segundo tiene cermica
Valdivia, lo que podra seala la coexistencia de diversidad cultural incluso en momentos tardos.
2.5.b. Asentamientos comunitarios de uso peridico.
Se trata de sitios que hasta hace algunas pocas atrs (20 o incluso 10 aos) no se haban
considerado como sitios sino como hallazgos de tipo aislado y son los de uso fumatorio como lo es el
Sitio La Granja en la zona central (Westfall, 1993). Es un espacio distinto y de carcter significativo
relacionado con prcticas rituales: juntas sociales y /o fertilidad, reciclaje ritual de piedras de
molienda, etc. Estos sitios ceremoniales corresponden al alfarero intermedio tardo (fase tarda Pitrn
y Fase Vergel 1 y 2)
Gracias a la arqueologa del paisaje (Criado Boado, 1997) se ha podido comenzar a entender
ciertos lugares que en vez de aportar con amplios restos materiales por el contrario prcticamente no
arrojaron cultura material o muy pobre y de rasgos especficos, por ejemplo las pipas, otro ejemplo
que hay que revisar pueden ser las clavas celafomorfas y hachas votivas. Estos rasgos aislados
hasta hace poco fueron considerados como hallazgos sin contexto definido, pero si se relacionan con
otro estudio especfico acerca de manifestaciones monumentales de tipo ceremonial (Dillehay,1986,
1992) como son la construccin de tmulos o cuel, un tipo de arquitectura religiosa en la zona
mapuche, podramos estar ante la presencia de grandes extensiones espaciales de funcin simblica
ceremonial. Los cueles son cerritos de tamao mediano considerados por Dillehay como un
espacio pblico, desde al menos 1200 d. C. hasta el siglo XIX concentrados en el sector de Lumaco
pero que en realidad se distribuyen entre Malleco y Valdivia y que tienen su propio nombre conocido
solo por los lderes religiosos (machi) del lugar, que adems se sitan dentro o en las cercanas de
Gijatuwe o lugares de celebracin del Gijatun (Dillehay, 1992).
Latcham a comienzos del siglo pasado inform por primera vez de estos tmulos, incluyendo la
funcin de enterratorio de personas importantes. Es preciso aclarar que gran parte de los entierros de
El Vergel tienen un pequeo tmulo sobre el cuerpo. Dillehay sostiene, siguiendo los estudios
etnogrficos de la religiosidad mapuche, que el espacio de este pueblo tiene dos mundos uno etreo
y otro que es el mundo ancestral (wenu mapu). Al norte de Lumaco en el lado oeste del ro del mismo
nombre y en el lado sur de los pantanos de Purn. Todos los cueles estn ubicados en la cima de un
corredor continuo que va de norte a sur de las colinas bajas que dan al ro (Dillehay 1986: 186).
Todos los cueles tienen una vista vasta del territorio y del valle, son de dimensiones entre 8 a 25
m de dimetro y de 1 a 9 metros de alto, de formas cnicas, o elpticas. Cada uno est cruzado al
menos por una huella. Estn construidos de tierra sin piedras y cada uno asociado con fragmentos de
cermica prehispnica tarda, pero todos poseen cermica histrica o contempornea y poseen
adems su nombre local designado por la machi. Posiblemente era una distincin social. Hasta ahora
no ha sido posible asociar estos cueles a otros rasgos de la cultura material pues son pocas las
investigaciones, estas deben contar con el permiso de las comunidades y es un sector invadido por
las forestales, Lumaco, y de alta sensibilidad por parte de las comunidades. Muchos de estos cueles
estn en terrenos privados, pero lo realmente relevante al menos para quin suscribe este informe es
que estamos ante espacios ceremoniales de alta complejidad que pueden estar asociados a otros
hallazgos que insisto hasta ahora aparecen como aislados como son los conjuntos de pipas y tal vez
las clavas.
Numerosos sitios las adscriben pero hasta ahora haban pasado como un rasgo de funcin
ceremonial ms y estn presentes en el sitio Los Catalanes, estratos alfareros 1 y 2 sin fechados y
son dos boquillas de pipa una de cermica color marrrn y una negra pulida, la que tentativamente se
la ha asociado a Pitrn.
Estn tambin en el sitio Lago Ranco que corresponde a una fase tarda del complejo Pitrn y
que Westfall (1993) la asigna al complejo fumatorio de Pitrn.
Es sin embargo en El Vergel donde aparece una gran cantidad de pipas entre 1100 y 1300 d.C.
en los rios Bio Bio y Toltn, en la costa, y tambin en Queule y Chan Chan. En el sector de
Nahuelbuta, en Purn, Contulmo, Lanalhue, Caete, Paicav, Antiquina, Quidico y en Tira, en el
Valle de Temuco y el Calafqun asociado a Pitrn (sitio Challupen), ms al norte en la Cuenca del
Maule hay gran evidencia de ellas durante el alfarero temprano en la desembocadura del Maule y en
la Isla Mocha. Westfall sostiene que hay una larga tradicin fumatoria en la zona centro sur desde el
600 d. C que perdura hasta ahora. Las crnicas avalan esta costumbre arraigada en el pueblo
mapuche durante la poca de la conquista hispnica y durante los parlamentos indgenas-espaoles.

El uso de pipas est documentado en los cronistas que destacan que se hacan con ella
invocaciones a los antepasados y a los espritus protectores. En una tumba con cermica Valdivia
posthispnica tambin apareci colocada una pipa de piedra como ofrenda funeraria al lado derecho
del crneo.
En Pitraco I, Nueva Imperial en una tumba de un platero haban dos boquillas de pipa de forma
oval datado en 1800 d. C. aproximadamente. Su presencia no es generalizada ya que en Chol Chol,
en el cementerio El Membrillo que data de los siglos XVIII y XIX, no se rescataron pipas. Los polos
centrales de la profusin de pipas se ubican en Angol, en ambas vertientes de la Cordillera de
Nahuelbuta. En Contulmo hay pipas comunales de mas de una boquilla de aspiracin en la cuales se
pueden haber insertado tubos de colihue y tienen diseo de cabeza de animales (Westfall,). En
Maquehue se encontr una ceflica.
2.5.c. Asentamientos de origen histrico o de contacto.
Fortificaciones. Se destaca el carcter etnocntrico de las mayora de los estudios de arqueologa
histrica. Reyes (2001) postula que se debe considerar no solo la parte blica de conflicto sino el de
las relaciones intertnicas.
Yo propondra incluso el carcter ms amplio, relaciones intertnicas en territorios de fronteras
intra etnias americanas y estas en su distinta relacin con los conquistadores espaoles. Len (1989
y 1995) centra su estudio al sur del Toltn donde hay una serie de complejos defensivos (Castro y
Adn, 2001) en Villarrica, Ranco, Maihue y Riihue ...configurando una red lacustre piedmontana
desde Villarrica al Riihue, la cual habra sido empleada por la alianza puelche-Wijiche (Castro y
Adn, 2001). Otras investigaciones permitieron reconocer 13 fortificaciones entre hispanos y
poblacin nativa local (Harcha et al. 1993), asimismo se abren nuevas identificaciones de sitios (10)
en el rea oriental del lago Villarrica (Mera et al. 2001), para el sector de Curarrehue y del lago
Calafqun: fuertes de Pitrn, al sur del lago Calafqun y Puraquina al poniente de Villarrica con
fechados y materiales prehispanos (Castro, Adn, 2001-pp15).
Por otra parte la cermica Pitrn no se abandona totalmente en la poca tarda y el lmite an no
es fcil de establecer en ese sector entre la poca pre y posthispnica, ya que esta cermica se la
encuentra en Curarrehue y Calafqun en una continuidad durante el perodo histrico.
En consecuencia no es posible asegurar que los asentamientos detectados en la localidad de
Curarrehue, al igual que los del Toltn, correspondan al siglo XVI. Ms an en virtud de que no
detectamos cermica o algn otro resto de carcter hispnico podra plantearse que son
prehispnicos y que estaran documentando una situacin de conflicto anterior entre diferentes
grupos mapuche (Castro y Adn, 201- 16).
Como sostiene Aldunate (1989.) aparentemente en los espacios lacustres subandinos del lado
chileno durante el desarrollo de Pitrn trado y coexistentemente con El Vergel estaran teniendo
lugar la persistencia del primero como expresin oriental, lo que es congruente con tardas
dataciones obtenidas en el sitio Pitrn, 1000+/- 100 d.C. (UCTL 887) (Adn y Mera 1997) y en el sitio
Los Lagos en la localidad homnima: 915 +/- 100 d.C. (UCTL 885) (Adn y Mera, op. cit.), lo que
confirma la coexistencia, despus del 1000 d.C., de diferentes grupos alfareros formativos, pero que
compartieron espacios comunes al menos en ciertas pocas del ao y posiblemente expresando un
modo de vida igualmente distinto. Asimismo, la presencia de cermica con pintura negativa rojo-
negro, caracterstico del Complejo Pitrn en el sitio histrico temprano de Santa Sylvia en Caburgua,
avala la idea de la marcada tradicionalidad de los habitantes de estos sectores en su manera de
producir alfarera.
2.6. Distribucin Regional, Territorio y Poblacin
Relacionado con sistemas de parentesco
Dicen Castro y Adn (2001) que puede establecerse un lmite territorial para El Vergel entre el
Toltn y el Cordn Mahuidanche- Lastarria, el que actu como un lmite para la dispersin de este
complejo y para la permanencia de los grupos Pitrn en los sectores lacustres de la precordillera
andina y la seccin meridional.
Sabemos que es prioritario comprender estos patrones de habitar el rea a travs de un estudio
sistemtico de aleros y cuevas, hasta ahora un tipo de asentamiento escasamente excavado en
nuestra vertiente occidental andina, aportndonos evidencias de refugios donde se practic algo de
caza, pero mayormente recoleccin lacustre y de recursos vegetales del bosque. No obstante los
aleros de Quillen I y Quino I en el valle, evidencian la movilidad de ciertos grupos entre zonas altas y
bajas.
Si pensamos en la dificultad de separar eventos y por ende grupos tnicos sobre todo en el
sector precordillerano y oriental andino y si coincidimos en sostener que los eventos que ayuda a
esclarecer la data arqueolgica no permiten ofrecer un lmite preciso o arbitrario entre ellos porque
son parte de procesos sociales, polticos, culturales e ideolgicos dinmicos, vemos que Silva (1991)
entrega un panorama igual de complejo de relaciones intertnicas a travs de documentos
etnohistricos avanzado el siglo XVII, es decir reflejaba esta situacin que se constata con los datos
arqueolgicos del perodo previo.
En la zona de dispersin de las araucarias en ambas vertientes de la cordillera de los andes: 37
24? Lat S (volcn Antuco) hasta 40 30 S (volcn Lann) y en el oriente 37 50 S (Cajn de los
Trolopes) hasta 40 10 S (Lago Lacar) hasta el siglo XVII cohabitaban Pewenche primigenios o
habitantes prehispanos cordilleranos y de las pinaleras. Cazaban animales, recolectaban sal, tenan
una lengua propia, eran corpulentos, musculosos y menudos de aproximadamente 1.70 m, dolicoides
y de crneos altos. En la porcin norte de Neuqun y en la zona sur cuyana (incluida la cordillerana)
actuaban preponderantemente cazadores de tipo hurpido. En cambio en los territorios bajos del
este, cazadores pmpidos, todava libres de la invasin masiva de los Tewelche septentrionales (pero
en parte aculturados por estos) hegemonizaban al centro sur neuquino (Silva 1991: 438), mientras
que al sur de los ros Limay y Negro estaban los Tewelche septentrionales y hay que mencionar a los
poyas (pmpidos) canoeros de NahuelWapi. Casamiquela a la vez a la franja de ambas vertientes
andinas la denomina de una continuidad socio-cultural. La continuidad seran los Pwelche. Los
cazadores recolectores del Limay Negro y Agrio y Neuqun de tipo pmpido estaban aculturados por
los Tewelche y adems en el verano bajaban a los valles mapuche. Pineda y Bascuan hablan de los
Pewenche de Villarrica (pp 441).
Es decir por lo menos durante el siglo XVI a ambas laderas andinas haba una diversidad cultural
y tnica que no es al parecer tan distinta de la que podemos insinuar con los datos arqueolgicos
sobre los tipos de asentamientos. En las cuencas lacustres para el mismo perodo se determina la
presencia de canoeros Pewenche y se sospecha de una relacin con aquellos de NahuelWapi, estos
ltimos seran de filiacin surea, canoeros chonos, fuguidos. Por lo mismo me permito slo
recordar que la vinculacin de grupos en estos sectores ya se sustentaba durante el arcaico, al
menos en los 5000 o 6000 aos atrs.
Una idea que motiva a seguir investigando es llegar a precisar la profundidad temporal de estos
ciclos de veranada e invernada, hasta el da de hoy vigentes. En el pasado estos modos de vida con
sus ciclos de movilidad regulados quizs por el nfasis en la recoleccin, y no por el pastoreo como
es hoy da, debieron reflejar asentamientos con distintos grados de movilidad. Nos referimos a
aquellos intregrados por pequeos grupos de individuos que iban tras la caza mayor en los cordones
ms altos y que llegaban hasta la pampa, o viceversa, buscando adems materias primas para sus
herramientas. Este tipo de sitios que an no han sido estudiados, pudieron estar complementados
por otros tipos de asentamientos de familias que se establecan en las pinaleras del Villarrica o iban
a las veranadas desde otros sectores ms lejanos. De ser as la zona fue escenario de la
coexistencia de distintos grupos, incluso de algunos que provendran desde la costa pacfica en un
movimiento anual y de otros pampinos mucho ms distantes. Tambin puedo sostener que las
territorialidades o territorios culturales se fueron plasmando tempranamente en distintos puntos de la
zona centro sur de Chile, una principal fue la costera marina extensa hasta los canales y vinculada
con diversos puntos isleos (Mocha, isla de Chilo, Melinka), otra es la consolidada con un patrn de
movilidad gil y estacionario en ambas vertientes de la cordillera de Los Andes, la que pudo haber
estado favorecida por el conocimiento ms profundo de estos espacios andinos y subandinos
lacustres a partir del arcaico y que se reflejaron en patrones diferenciados de entender y manejar
este paisaje cambiante (pensando en las erupciones). Lo fundamental sera plantear tal vez que no
existieron fronterastnicas, al menos el registro no lo pemite en momentos anteriores a la conquista
hispnica, sino espacios conformados por la expresin de distintas colectividades culturales,
complejos o sociedades, llmemoslas como sea posible, tanto en la costa, valle y andes, los cules
desde muy temprano experimentaron el proceso de colonizacin conectados en una lgica de
percepcin espacial, cultural y simblica relacionada a la transhumancia estacional o tal vez a la
ocupacin dinmica de los territorios donde los recursos de los bosques de notofagus y de
araucarias; los de los lagos, de los volcanes y los del mar pudieron ser apropiados. La permanencia
de los grupos en el valle, cerca de la Cordillera de Nahuelbuta, y cerca de los grandes ros aport a
las condiciones para un cambio cualitativo hacia otras actividades y formas de vida que se fueron
diversificando con la introduccin de prcticas hortcolas y agrcolas, nuclendose ms y significando
sus espacios territoriales tal vez mediante una arquitectura o monumentalidad del paisaje como es el
caso de los cueles.
2.7. Sitios arqueolgicos entre el maule y chilo zona centro sur de chile
Trabajo sobre orgenes y constitucin de territorios culturales pre conquista hispnica
I. Paleoindio
1.-Monte Verde: 13000 aos en las cercanas del aeropuerto de Tepual, en Puerto Montt, cerca de
Maulln (Dillehay 1984, 1989).
II.- Arcaico o precermico
Cauquenes a Puerto Montt:
Costa:
2.- Quivolgo (2040 A.P.)
3.- Reloca (5000- 4850 A.P.)
4.- Cerro Las Conchas
5.- Pahuil
6.- Isla Mocha
7.- Morgilla
8.- Tubul
9.- Bellavista
10.- Queule
11.- Chan Chan (5600-5000 A.P.). Norte de Valdivia
12.- Piedra Azul. El sitio arqueolgico 10 PM 014 (UTM 683,000 E 5.404,150 N). Seno de Reloncav,
baha de Chamiza, sector Piedra Azul, Comuna de Puerto Montt, Provincia de Llanquihue, X Regin de
Los Lagos.
13.- Puntilla Tenglo
14.- Conchal Gamboa (Chilo)
Zona Intermedia o valle:
15.-Alero Marifilo. Arcaico Inicial 9800 A.P. Lago Calafqun, en sector de Challupen, entre Licanray y
Coaripe (sector septentrional de la X Regin)
16.-Alero Quillen 1 (4740 A.P.). Norte de Temuco.
17.- Alero Quino 1
III Cermico:
Complejo Pitrn
Costa:
18.- Tranaquepe
19.-Loncotripay (Tira)
20.- Sitio: Parcela 31-1 en ISLA MOCHA (1050 d. C. a 1640 d.C.)-

Zona Intermedia o valle:
21.-Campus Andrs Bello (300-1100 d.C.) UFRO, ciudad de Temuco
22.- Padre Las Casas (Temuco).
23.Quepe (al sur de Temuco)
24.Huimpil Norte de Temuco
25.- Liceo Industrial (Temuco)
26.-Shell Norte (Temuco)
27.- Lau-Lao (Gorbea)
28.-La Terea (cerca de El Vergel, Angol)
29.- Cueva de Los Catalanes (Los Angeles)
30.-Licanco Chico (By Pass, sur de Temuco)
Precordillera:
31.- Pitrn (Panguipulli).
32.-Los Chilcos (Challupen) en el Calafqun
Pampa o zona oriental andina (Argentina)
33.- Bajo Aelo (lago Alumin)
34.-Montculo Angostura (cerca del Lago Alumin, Paso Icalma)-Cuenca del Bio Bio.
35.-Cueva de Haichol
36.-Alero Los Cipreses
Complejo el Vergel
36.-Alboyanco (1300 d.C.) Angol.
37.-Llenquehue (cerca de Caete)
38.-Fundo Cancura (cerca de Angol)
39.-Fundo El vergel (cerca de Angol)
40.-Quinta Bell (cerca de Angol)
41.-Pucn 6 (Pennsula de Pucn)
42.-Cueles: Kukalleco e Isla Katrileo norte de Lumaco en el lado oeste del ro del mismo nombre y en el
lado sur de los pantanos de Purn.
3.-Los Sauces.
Valle intermedio X Regin
44.-Los Lagos (Pitrn Tardo)
45.-Poblacin Lago Ranco
IV Histrico
46.-Gorbea 3 siglo XIX
47.- Ralipitra 1 siglo XIX
II. Procesos territoriales en el mapunche majontu mapu
(1550-1818)
1. Wajontu mapu pikunche (limari- bio bio)
1.1. Frontera norte del wajontu mapu
Mapunche Wajontu Mapu es el concepto mapuche que nombra al territorio en su totalidad y dentro de
este identificamos un rea territorial denominada Pikunmapu o tierras ubicadas al norte del ro Bio Bio y
que llegaba en virtud de la existencia de asentamientos mapuche hasta la cuenca el ro Limari. El
Wajontu Mapu Pikunche, en el siglo XVI limitaba con otros pueblos en fronteras con franjas de
coexistencia territorial; por el norte con los Diaguitas; por el Este con Diaguitas y Pwelche ( Huarpes-
Chiquilllanes y Pewenches); por el Oeste con el mar pacifico y por el sur con el resto del territorio
mapuche, el ro Bio Bio de por medio. Una parte del pikunmapu, desde el ro Limar hasta el ro Maipo se
encontraba bajo dominio del Inca, regin que formaba parte del Collasuyo cuzqueo.
El pinkunmapu fue sometido a un particular proceso histrico, que lo diferencio de los procesos
ocurridos al sur del Bio Bio durante todo el periodo colonial siglos XVI, XVII y XVIII-, donde los
mapcuehs ultra Bio Bio lograron mantener la independencia territorial. An as, estos territorios y
poblacin constituan una continuidad con los de ms al sur, siendo parte del mismo pueblo, de la
cultura , de las dinmicas de la sociedad mapuche, y de la misma identidad dada por la dinamica entre
linajes y territorios y sometidos a procesos histricos distintos durante el periodo de colonizacin
espaola.
La frontera septentrional del Mapunche Wajontumapu a principio del siglo XVI era la cuenca del ro
Limar hasta all se reconocan asentamientos de poblacin mapuche, pero el ro Aconcagua apareca
como deslinde de la preeminencia mapuche y en los que los espaoles sealaron que se encontraban los
indios Chili. Sin embargo, exista hasta el ro Limar, un rea de coexistencia territorial de asentamientos
mapuche con asentamientos Diaguitas.
Para avalar la presencia mapuche en un territorio compartido, sealamos los testimonios que en
1633 hicieron en Santiago ante el Oidor de la Real Audiencia Pedro Machado de Chvez, los mapuche o
indio Chile, llamados Alonso y el Logko Marcos todos asentados en pueblo de indios de Sotaqu ubicado
a orillas del ro Lmari, alegando por la posesin de sus tierras que correspondan a los Lof formados en
Cogoti y Combarbal, territorios que habitaban desde antes de la llegada de los espaoles. En la visita al
sitio se recogieron los testimonios de los mapuche. El viejo Logko Juan Guentemanque y el indio Llau
Llau reivindicaron las tierras desde el Vall de Cogot pasando por Combarbala hasta Pama: Habr cien
aos antes ms o menos que mi abuelo vino de Santiago y se pobl aqu con veinte indios y otro cacique
llamado Quepuemehuelen que an no era cristiano cuando vinieron los espaoles y dieron la paz y con
otros veinte el cual mi abuelo se pobl en tierras del valle del ro de Cogot que es donde naci mi
padre. Tambin el Logko Kare Kare de Huana, seala que el padre de Guentemanque le haba contado
que su gente haba poblado el valle de Cogot, ..ah estuvieron muchos aos hasta que por la justicia
espaola que vinieron a estas tierras los redujeron al valle de Sotaqu para que tuviesen doctrina y se les
administraran los santos sacramentos. Otro tesminonio dado por el cacique Salvador sealaba que su
padre escucho decir ...muchas veces que el abuelo del cacique Juan Guentemanque habra venido
desde Santiago a poblar el valle Cogot.
Las evidencias culturales de la presencia mapuche hasta las cercanas del ro Limari, al ao 1535,
fecha de la irrupcin hispana, son aportadas por Gernimo de Bibar el que escribi que existan
diferencias culturales entre los valles de Lmar y Combarbala, pues a partir de este ltimo se hablaba
una lengua distinta que era la misma hasta el Valle de Chile o Acancagua.
Ms al sur, en la zona comprendida entre los ros Aconcagua y Maipo aunque los Ayjarewes mapuche
ocupaban prcticamente todo el territorio, aparecan algunas zonas compartidas de asentamientos de
poblacin mapuche y diaguita. A la llegada del inca en 1470, se instala poblacin quechua, diaguita y de
otras zonas trada como mitimaes, trasladada para trabajos tributarios que se asent en algunos sectores
de los Ayjarewes mapuche de la cuenca de Santiago y el Aconcagua.
Las fronteras entre pueblos indgenas no eran rgidas, compartan territorios de asentamientos, rutas
de comercio, espacios econmicos y de intercambio cultural, aunque suponemos, que muchas veces
estas relaciones no estaban exentas de conflictos. Ello no impidi los acuerdos como ocurri con la
alianza mapuche-diaguita para resistir la entrada el espaol. Hacia la Cordillera de los Andes zona de
poblamiento temporal mapuche, la frontera del Wajontumapu pikunche se relacionaba con otros pueblos
cazadores recolectores y agricultores transandinos, con los que se establecieron intercambios, con los
llamados Puelche, formados por Chiquillanes, Pewenche y Huarpes, y Diaguitas. Lo mismo ocurra con
las relaciones al interior del territorio del pikunmapu, donde se estableca la complementariedad de las
economas para diversificacin de la dieta e intercambio de productos y manufacturas como parte del
trueque, entre los diversos Lof y Ayjarewes situados en territorios con caractersticas ambientales y
productivas particulares.
1.2. Poblamiento y division territorial del pikunmapu
La distribucin de la poblacin mapuche en el pikunmapu, desde Limar hasta Concepcin, ocupaba
espacios geogrficos que comprendan principalmente valles intermontanos de las cuencas de los ris
Limar, Choapa y Aconcagua. Rinconadas con aguas, bosques y suelos planos y bordes de esteros y rios
en la zona de la precordillera, en el valle central y en los valles y planicies de la cordillera de la costa y el
litoral. Todo estos espacios asociados a las cuenca de los ros Mapocho, Maipo, Cachapoal, Mataquito,
Maule e Itata. Existan sectores con menos densidad de asentamiento entre las zona de los ros Claro y
Laja en la depresin central, debido a la presencia de una geografa vegetacin de espinos y suelos
volcnicos, que daban un aspecto seco y un medio ambiente ms limitado en recursos naturales. En
general, los asentamientos se verifican en las orillas de los ros y en los valles costeros donde exista
grandes bosques, abundancia de aguas, lagunas y pesca marina y lacustre. Los territorios menos frtiles
eran ocupado como zonas de caza, pastoreo y recoleccin y asentamiento temporales.
La organizacin social de los mapuche del pikunmapu, corresponda a familias vinculadas por linaje
que tenan un asentamiento territorial basado en relaciones de parentesco, como la relacin existente en
el valle de Aconcagua entre MichimaLogko y Tanjalonco, que eran nombrados Logkos principales del
valle. Al momento de contacto con el espaol eran to y sobrino respectivamente, como lo indica el padre
Rosales Llego la nueva entrada del Mariscal Almagro, y sus espaoles, al valle de Aconcagua..., y los
caciques Michamalonco y Tanjalonco su sobrino, llamaron a ....
Entre los muchos linajes mapuches que ocupaban la zona del Limari al Bio Bio, a los inicios del
contacto mapucheespaol en el siglo XVI, se pueden destacar los Logko (MichimaLogko, InviraLogko),
los hueno (Antihueno); los gualguen ( Quirogualguen); los pillan (Guaunpillan, Melipillan ); los
milla (Loncomilla); los pangue (Malopangue);los llanga() ; los manque (Chinguaimanque); los
lande y muchos otros, como se puede apreciar en el cuadro siguiente:

Algunos logros del pikunmapu siglo xvi
LOGKO O CACIQUE LUGAR AO
Michimalonco Valle de Aconcagua 1541
Tanjalonco Valle de Aconcagua 1541
Chinguaimanque Valle de Aconcagua 1541
Aloande Santiago 1541
Turioande Santiago 1541
Maquinanpe Santiago 1541
Inviralongo Santiago 1549
Perquitalongo Santiago 1549
Antehueno Santiago 1549
Landagueno Santiago 1549
Catarongo Santiago, Tobalaba 1552
Quirogualguen Santiago, Vitacura 1552
Nimaogualguen Santiago, Vitacura 1552
Guara Guara Santiago, oriente 1546
Guandalongo Santiago, entre el Mapocho y el Maipo 1549
PianeLogko Lampa 1541
Victolio Lampa 1552
Loncopillan Lampa 1552
Guahunpillan Lampa 1552
Quilacanta Indio del Peru 1541
Longomilla Maipo 1541
Elicosa Maipo 1545
Quelengari Maipo. Cauquin ribera sur. 1545
Guachinpilla Maipo , ribera del ro 1547
Hernando Maipo ribera del ro 1549
Painavillo y Lonquie 1541
Conelquenau, y otros.. 1541
Fuente: Len (1991:87-88).
1.2.A. Ftalmapus, Ayjarewe y Lof en el pikunmapu
La estructura de organizacin territorial mapuche del Mapunche Wajontu Mapu se constituyo como
Lof que corresponden a familias agrupadas en un territorio al mando de un Logko. Varios Lof forman el
Ayjarewe, que agrupa a varias pequeas parcialidades territoriales distribuidas en un territorio
determinado y que se encuentran unidos por lazos de parentesco. Estas categoras son observables en
el pikunmapu, ya que en los documentos coloniales, en espacial los relativos a las encomiendas,
aparecen constantemente, los caciques principales y los caciques sujetos. Por lo general los caciques
principales corresponden a los izol Logkos y los caciques sujetos a los representantes de los Lof. La
agrupacin de varios Ayjarewes forma el Ftalmapu o Futalmupu, que es un territorio extenso vinculado
entre s por lazos de parentesco, alianzas sociales y culturales y econmicas, y en especial militares.
En muy probable que en la zona del Aconcagua hasta el Mataquito, existiera un Ftalmapu,
conducido por el izol Logko Michimalonco, ello a juzgar por lo sealado por Mario de Lobera, al
referirse al parlamento de paz de Santiago, efectuado en 1541, que reuni a los Logkos entre la cuenca
del Aconcagua hasta el Mataquito bajo el mando de un Logko principal. La estructuracin jerrquica de
esta junta podra estar dando cuenta de una de la existencia de un Ftalmapu formada por los Ayjarewes
cuyos Logkos concurrieron al parlamento. En efecto, al parlamento de Santiago: ... concurrieron los
principales capitanes y cabezas del Reino: entre los cuales estaban el capitn Jaujalongo,
Chingaymanque, Apoquindo, Butacura (Vitacura) Lampa, Maipolipilln, Colina, Melipilla, Peumo, Pico,
Poangue, Cachapoal, Teno, Gualemo, y el General Michimalongo.
Tambin es posible reconocer y nombrar como Ayjarewe a todos los pueblos de indios que se
constituyeron durante el periodo colonial, ya en cada uno de ellos aparece un Logko principal y Logkos
secundarios de los Lof, subordinados a la autoridad del Ayjarewe, los que de acuerdo a los nombres
corresponden al mismo linaje. Los ejemplos son varios:
El LogkoVitacura o Futacura, era el principal del lugar ubicado en el cerro San Luis a orilla del
Mapocho. Los caciques subalternos que tenan sus Lof cercanos al lugar e incluso en la ribera norte del
ro Mapocho eran Palabanda, Pujalongo, Perimalongo, Tongui, Catalonde, Longopilla, de este ltimo
dependan Trinquimanqu y Gualtilina. En el caso de Apoquindo, dependan de los Logko Picuncahue,
con su Lof en el sector de Lo Fontecilla, Tabuncura en el sector - de Las Mercedes y Mayecura. El pueblo
de Nuoa o uohue, estaba a cargo del cacique Longomavico o Aponchonique y dependan de este los
caciques Malti y Tocalevi. En el caso de Tobalaba, conocido como Tobalahue o Tobalahuen tena por
izol Logko del Ayjarewe a Catacingo y como caciques subalternos de los Lof a los Logkos, Vanga,
Mantepn, Pameurongo, Condatongo, Anguaguay y Parapuchi. El Ayjarewe de Macul, el cacique principal
del Ayjarewe era Longomoro y sus caciques subalternos Inviralongo, Pilquintalongo, Antihueno y
Landahueno. El Ayjarewe de Gualemo de Teno, al sur de Santiago, tena entre otros caciques o Logkos a
Aloande, Turlopande y Naquindo.
Una de las caractersticas de estos Ayjarewes, era la dispersin de los asentamientos y la ocupacin
de territorios de uso permanente y uso temporal, los que eran parte de una gran jurisdiccin, por lo que
numerosos pueblos de indios tenan potreros en la cordillera, tierras que eran comunitarias como los
pueblos de indios de Aconcagua, Nancagua, Gonza, Rapel, Chanco, Colina y Lampa.
Ricardo Latcham, en base a informacin histrica del siglo XVI, reconstruye los Ayjarewes y Lof
mapuche para la zona comprendida entre los ros Itata y Bio Bio ...que en tiempo de la conquista era uno
de los baluartes de los indgenas , y zona bastante poblada. Reconoce la existencia seis Ayjarewes con
sus respectivos lof. Los Ayjarewes nombrados eran; Coelemu, entre el ro Itata y el Estero Bureo;
Peguco, entre el ro Itata y el Andalin; Rere y Hialqui(sin delimitacin); Llancamilla, entre el Itata y el ro
Bio Bio, y Rarinlevu, entre el ro Laja y el Bio Bio , al oriente de la actual ciudad de Los Angeles.
AYJAREWE LOF
COELEMU
(Llamado Gualemo por los espaoles)(Entre el ro
Itata y el estero Bureo)
Coelemu
Otohue
Coihueco
PEGUCO (Entre el ro Itata y el ro Andalin) Talcahuenu
Aquelpangue
Arana
Puchacay
Andalin
RERE Hueln - Hueln
Cahuiungue
Guachumvida
Talcamvida
HUALQUI O GUALQUE Laleufu
Quilacoya
Yecutun
Hualqui o Gualque
Talcahuenu
LLANCAMILLA (Entre el ro Itata y la margen norte
del ro Bio Bio)
Tolmilla
Quelenmapuco
RARINLEVU O RANRILEVU O RALINLEVU
(Entre el ro Laja y Bio Bio, al oriente de la actual
ciudad de Los Angeles)
S/I
Fuente: Latcham :1922.
Es necesario sealar que si bien estas estructuras territoriales mapuches eran preexistente al
contacto con el espaol, tambin fueron trascendentes, pues se mantuvieron durante el periodo colonial
de dominacin hispana, aunque reducida la cabida de sus jurisdicciones. En efecto, los Ayjarewes y los
Lof mapuche del pikunmapu fueron en parte reconocidas por el espaol, al momento que se formaron los
pueblos de indios, donde una porcin de las tierras le fueron reconocidas al Logko principal. Los Lof
mapuche se mantuvieron como asentamientos localizados en las tierras ancestrales asociadas a los
recursos naturales, conservando los mapcuhe su organizacin socio cultural y las relaciones de
parentesco y linaje. Un ejemplo, de la perviviencia de la estructura tradicional mapuche del Ayjarewe y a
su base los Lof, es el pueblo de indios de Vichuquen.
En el pueblo de indios de Vichuquen, en la segunda mitad del siglo XVI (1579),
corresponda a un espacio de asentamiento disperso formado, al menos , por las
parcialidades de Chaicague, Llico y Queconmeo. Estas no solo equivalen a un conjunto
de unidades sociales, sino tambin a una forma de organizacin del territorio, el cual
se encuentra segmentado por el conjunto de unidades familiares agrupadas en torno a la
autoridad y figura de un cacique.

.. Vichuquen habra estado conformado por una sere de subconjuntos , los que
ocuparan niveles de jerarqua diversos dentro de la estructura econmica, poltica y
ceremonial de Vichuquen. En cuanto a la unidad socio-territorial, Vichuqun podra ser
considerado un amplio espacio conformado por las parcialidades de Llico, Queconmeo y
Chaicague que reconocan la autoridad de los caciques Anteguanteguelen, Cachumilla y
Mauroquinto, respectivamente.
El Ayjarewe de Vichuquen tena como izol Logko o cacique principal a Perquinlebo y como Logko
locales o caciques a Guelemanque, Antaguentelen de Llico, Cachumilla de Queconmeo y Mauroquinto de
Chaicague. Se asocia a este pueblo de Vichuqun a Tenguanguelen de Huenchullami y al cacique
Llemanque trasladado a Chigualoco. Al parecer, el Ayjarewe de Vichuquen fue incluso ms extenso, y se
extenda ms al sur de la desembocadura del ro Maule, puesto que en 1602, en la encomienda
concedida a Juan de Azocar se seala que se le entregan indios de los pueblos de Chanco y Loanco los
cuatro de ellos naturales del pueblo de Chanco llamados Pedro Tureoman, Alvaro Talcapil, Alonso
Curalebo y Pedro Guerepangue, sujetos al cacique de Vichuqun.
Lo anterior confirma como el pikunmapu se estructuraba en base a la organizacin territorial
mapuche y que esta se mantuvo incluso despus de la invasin hispana. A la organizacin social y
poltica del territorio, se debe agregar la organizacin cultural y sagrada que formaban parte de la
geografa del territorio, como los cerros Tren-Tren, que constituyeron parte del Az mapuche. Los
existencia de los cerros Xeg Xeg se encontraban en todo el territorio bajo el dominio espaol, segn
describe el padre Rosales...Y en todas las provincias hay algn Ten Ten, y cerro de grande veneracin,
por tener credo que en se salvaron sus antepasados del Diluvio general. Diversos autores, relatan la
presencia de los cerros Xeg Xeg, localizndolos cerca de Peumo y Doihue en el valle del Cachapoal,
Chada en el sector sur del Valle del Maipo y Curimon en el valle del Aconcagua.
2. Invasin hispana: la usurpacin territorial y reduccin indgena
2.1. Apropiacin y Reparto Territorial del Pikunmapu
La invasin de los territorios indgenas por parte de la Corona Espaola a partir de 1540, signific que
las tierras dominadas militarmente pasaran a formar parte del Patrimonio Real, para luego proceder a su
reparto a las huestes hispanas a travs de las mercedes reales, reservandose a los indgenas pequeas
porciones territoriales, que constituyeron bolsones de mano de obra para ser encomendadas en favor del
invasor.
As, la poltica de dominacin impuesta en el pikunmpu estuvo conformada de la apropiacin del
territorio, el reparto de este a los conquistadores, la reduccin de los mapuche a Pueblos de Indios y la
imposicin del sistema de encomienda, consistente en disponer de la mano de obra indgena para ser
trasladada desde sus asentamientos poriginales, hasta las haciendas formadas por el espaol.
El reparto territorial indgena se efectu en virtud de la bula Intercaetera dictada por Alejandro VI, el
3 de Mayo de 1493, invocndo dioses lejanos y ajenos a la cosmovisin y religin indgena. En el se auto
otorgaban el derecho a disponer de las tierras bajo ocupacin militar. El texto de la bula deca: ... por la
autoridad de Dios, omnipotente concedida a San Pedro y del Vicariato de Jesucristo que ejercemos en la
tierra, .... a vos vuestros herederos los reyes de Castilla y Len, perpetuamente, por la autoridad
apostlica, a tenor de la presente, donamos, concedemos y asignamos (las tierras indgenas sometidas
bajo ocupacin militar), y a vos y vuestros herederos ... seores con plena , libre y omnmoda potestad,
autoridad y jurisdiccin os hacemos, constituimos y diputamos.
A los dominados el hispano les reconoca el derecho a administrar las tierras de la reduccin y
disponer de ellas, lo que facilito en un primer momento la venta y enajenacin de muchas de ellas. Solo
a principios del siglo XVII se iniciara un proceso de mensura y proteccin de las tierras mapuche
constituyndose los llamados Pueblos de Indios. El resto del territorio quedo en poder de la Corona que
dispuso de ellos, a travs de sus conquistadores, para la formacin de la propiedad hacendal.
Entre los procedimientos de apropiacin directa de territorios indgenas y desalojo de la poblacin se
encontraba el Requerimiento de Palacios Rubio que era invocado para legitimar ante la Corona hispana
la toma de posesin. Pedro de Valdivia, al momento de la fundacin del fuerte y villa de Santiago,
convoco a los loncos del valle del Mapocho para leerles el requerimiento, imponindole al lonco Huelen
Huala la usurpacin del cerro Huelen y las tierras aledaas, y por la misma lo obligo a cambiar la
residencia desde su Lofmapu a Talagante, y de este lugar llevo a Santiago a los mitimaes del inca para el
servicio personal.
La fundacin de Santiago fue el primer acto de usurpacin legal de tierras mapuche, el que se
acompaado por el despojo de los Lof Mapu de los indios Guaicoches (gente de la quebrada con agua)
que tenan sus posesiones en las tierras ubicadas ubicadas detrs del cerro Manquehue, las que se
comenzaron a denominar La Dehesa del Rey. Los Guaicoches despus del desalojo, fueron llevados a
Tango, luego los trasladados a Pealolen y finalmente se le adjunto al pueblo de indios de Apoquindo.
2.2. Los Pueblos de Indios
La constitucin de los pueblos de indios fue parte de la poltica hispana para asentar a los mapuches
en parte de las tierras ancestrales, correspondientes a sus Lof y Ayjarewes, con esto deslindar la
propiedad indogena para destinar el resto de las tierras a la constitucin de la propiedad hispana. Por
tanto, la radicacin de los mapuche del pikunmapu en los pueblos de indios, se debi... nicamente a la
poltica de reduccin y constitucin de la propiedad indgena desde los primeros momentos de la
conquista... La preocupacin de las autoridades por obtener la reduccin de los indios, persegua el
establecimiento de dos formas diversas de propiedad de la tierra: la individual y la colectiva o bienes de
la comunidad.
Esta poltica de radicacin se comenz a aplicar a partir de 1580 con la Tasa de Gamboa que instruyo
sobre la conservacin y mensura de tierras indgenas, como reaccin a los constantes procesos de
perdida y usurpacin. Sin embargo, el proceso de constitucin de la propiedad mapuche en el
pikunmapu se formalizara con las mensuras de Gines de Lillo entre 1603 y 1605, que mide las tierras
indgenas que an existan entre el Maipo y el Aconcagua y que se haban salvado del primer proceso de
enajenacin y usurpacin. Las ordenanzas de Gines de Lillo y las instrucciones contenidas en la Tasa de
Esquilache, sern las que se utilizaran durante todo el periodo colonial, es decir los siglo XVII y XVIII para
constituir los pueblos de indios en el Pikunmpau, entre Limar y ro Bio Bio.
El concepto pueblo de indio impuesto por el espaol no corresponde a una aldea o villa como se
pueda pensar, sino que a un conjunto de tierras agrupadas en un solo pao o distribuido en varios
posesiones dentro de la jurisdiccin de un Logko. Cuando se radico en tierras de un solo Lof, el pueblo
de indios quedo comprendiendo un solo pao, como ocurrio con los pueblos de indios de Tobalaba, Macul
y Apoquindo. En cambio, cuando la radicacin del pueblo de indios se efectu considerando al Logko
principal de un Ayllarrehue, las tierra quedaron distribuidas en varios parcialidades como ocurri con los
pueblos de Vichuquen, y Lora en la costa del Mataquito.
Las radicaciones en pueblos de indios, se caracterizaban por tener cabidas variables de superficies lo
que dependa del tamao de la poblacin, pues las ordenanzas de Lillo, establecan una superficie de
tierra a entregar en forma individual al Logko (10 cuadras), indios (5 cuadras), viudas (3 cuadras) ms
tierras comunitarias.
Las tierras reconocidas a los llamados pueblos de indios en general consideran en las mensuras las
zonas pobladas y de localizacin de rucas, las tierras agrcolas (generalmente reconocidos como
propiedad individual) y terrenos de pastajes de animales (como propiedad comunitaria), quedando fuera
del reconocimiento los terreno de recoleccin y caza y de uso sagrado y verandas, suelos de valle y rulo
de uso temporal y muchos otros que constituan los territorios de los Ayjarewes. Los terrenos no
reconocidos al mapuche se llamaron terrenos vacuos o vacantes para la asignacin de las mercedes de
tierras.
De all que se solo se reconocieran entre el ro Limari hasta el Bio Bio, norte chico y la zona central,
solo porciones de las tierras originarias de los mapuche que subsistan con tierras a principios del siglo
XVII.
2.3. Mercedes de Tierras la constitucin del latifundio espaol sobre las tierras del
pikunmapu.
Las mercedes de tierras constituyeron la forma en que los espaoles repartieron las tierras del
pikunmapu y dieron origen a la propiedad hacendal. Las primeras mercedes estuvieron asociadas a las
encomiendas de mano de obra, y se establecieron cerca de los asentamientos originarios de los
mapuches, cercando las tierras ocupadas ancestralmente por los mapuches.
Algunos de los jefes de conquista y autoridades indianas tuvieron atribuciones para repartir tierras y
solares. Las primeras mercedes las hizo el Cabildo Antiguo y el Gobernador Valdivia, pero su asignacin
quedo inconclusa debido a que en el asalto mapuche a Santiago de 1541, se incendiaron los archivos.
Con posterioridad al levantamiento de Michimalonco se reanudo las entrega de mercedes de tierras,
repartindose rpidamente el valle de Santiago y Aconcagua.
En la cuenca del valle de Santiago, las primeras mercedes se solicitaron sobre las tierras ocupadas
directamente por los mapuche e inmediatas a la poblacin indgena. En 1546 se pedan las primeras
confirmaciones. As en los sectores conocidos como Apoquindo, Vitacura, Tobalaba, uoa y Macul se
constituyeron mercedes de tierras a favor de Juan Jufr, compaero de Pedro de Valdivia, de Francisco
de Aguirre, Juan Fernndez de Alderete, Francisco de Villagra, Juan de Cuevas, Juan Zurbano, Francisco
Raudona y Pedro Gonzalez de Utrera, que correspondan a Lof y Ayjarewes de uoa y Macul. En el
caso de Francisco de Villagra solicito las tierras del Logko Martn en Macul y en ellas se repartieron
chacar y caballerizas. Con estas disposiciones los propios espaoles no respetaban su ordenamiento
jurdico de resguardo de las tierras ocupadas por mapuche, violando las disposiciones que instruan
salvaguardar las propiedad indgenas y sus terrenos. En otros casos se opto por salvaguardar las tierras
indgenas, ante las solicitudes de algn espaol, como ocurri en las riberas del ro Maipo, donde a
Pedro de Villagra se le negaron las tierras del lonco Guachimpilla, el que estaba asignado como
encomendado a otro espaol.
El reparto de mercedes de tierras en Santiago se acabo entre los aos 1575 y 1580, y despus de
1591 solo se efectuaron mercedes de las demasas y vacantes. La situacin al sur de Santiago era
distinta; Desde el ro Maipo hasta Concepcin y Bio Bio, la distribucin fue muchsimo ms lento, pues el
tiempo del Gobernador Juan Henrquez se hicieron numerosas mercedes y an se las encuentra a fines
del siglo XVII.
En efecto, en Vichuqun durante el siglo XVII an se continuaba la entrega de mercedes de bastas
extensiones que formaron un mosaico que cubra las tierras de la cordillera de la costa y el valle central,
siendo una de las ms importantes la entregada a Pedro de Home Pesoa en 1631 que abarcaba todas
las tierras vacantes entre las lagunas de Vichuqun y la laguna de Caguil, llamada tambin laguna los
Choros.Las mercedes de tierras otorgadas en la zona fueron envolviendo a la laguna de Vichuqun, el
paraje de la Higuerilla, las lagunas de Torca y el Totoral del Agua Dulce..., el asiento y boca de Llico, la
laguna de Boyeruca, espacio adems reorientado por la estancia y por la produccin de sal..., como
igualmente sucedi con el espacio comprendido entre la boca de la laguna de Bucalemu y la laguna de
Caguil, cercana del estero de Nilague, rea donde el espaol desarroll una actividad importante
relacionad tanto con la ganadera como con la produccin de sal.
Asimismo, el reparto del pikunmapu y la constitucin del dominio hacendal espaol, trajo numerosos
conflictos con los mapuche que se opusieron a la perdida y usurpacin de sus tierras, exigiendo a los
espaoles que se les respetasen las tierras dejadas como reduccin u ocupadas materialmente de forma
permanente y temporal.
Hacia mediados del siglo XVII, las zonas ms importantes y codiciadas de las primeras ciudades
chilenas, Santiago y La Serena, se encuentran repartidas en mercedes y tienden a convertirse en
compactas estancias. Las nuevas adquisiciones deben proceder de compraventas, dotes, herencias,
donaciones y dems formas de derecho privado. Los espaoles excluidos de la capa de los grandes
propietarios, por falta de capitales necesarios para la compra de tierras o por no poder enlazarse con las
familias poseedoras, no pueden tener ya tierras propias, se va marcando la estratificacin social.

Durante la primera mitad del siglo XVIII, las autoridades hispanas comenzaron a cuestionar el
sistema de asentamiento rural y de la gran propiedad de las tierras, promoviendo la idea de hacer
nuevos propietarios, solicitando se supriman las mercedes de tierras de gran extensin para entregar
medianas propiedades y beneficiar a numerosa poblacin asentada en las villas y ciudades de reciente
creacin. Es as, como el Oidor Martn de Recabarren en 1738 enva una carta al Rey sealando la
necesidad de una mensura general de tierras por la imprecisin de los deslindes de las propiedades y la
necesidad que por medio de ella se regule la extensin de las haciendas ya que han existido
concesiones de tierras excesivas sealando que ... las dos tercias partes o ms de los actuales
[pobladores] no tiene tierras que cultivar. Pidiendo que se repartan las tierras vacantes y modificar la
propiedad eclesistica.
2.4. Encomiendas de Indios y traslado de poblacin
2.4.a.- La encomienda
El tema de la encomienda es fundamental para entender la situacin de los Pueblos de Indios del
pikunmapu, pues este sistema de obligacin de trabajo provoc la disminucin de la poblacin de los Lof
y Ayjarewes debido al traslado de gran parte de la poblacin mapuche a las haciendas, lo que significo
baja presencia o despoblamiento en las tierras reducidas y la vez procesos de usurpacin de las tierras.
Las encomiendas fueron asignadas por mandato del espaol para proveerse de mano de obra y fue
el primera retribucin de la conquista territorial, que obligaba a la poblacin mapuche a trabajar para el
espaol durante largo periodos del ao, siendo trasladados desde sus Lof hasta las haciendas del
espaol formadas a su vez por la expropiacin de territorio y las mercedes de tierras que se auto
concedan. El rgimen de indgenas de la Gobernacin de Chile signific un sacrificio casi completo del
sistema de pueblos o reducciones, propiciando la legislacin metropolitana y por las ordenes religiosas
en toda Amrica, a favor de la encomienda, y ms tarde, del asentamiento en estancias de los
espaoles.
La fuentes de sustraccin de la mano de obra encomendada, segn Gngora (1976) fueron las
pequeas tenencias de los indgenas dentro de las chacras y estancias de los espaoles, multiplicadas a
expensas de los pueblos, las que constituyeron durante los siglos XVI y XVII la forma ms utilizada por
los propietarios de proveerse de mano de obra.
La explotacin de la mano de obra mapuche en las hacienda y el desarraigo casi permanente de sus
tierras del que se aprovechaban los espaoles, llev rpidamente a un proceso de despoblamiento o
reduccin sensible de la poblacin de los pueblos de indios, lo que obligo a que se regulara la prestacin
de servicios de los encomendados.
En 1621, se dicto la Tasa de Esquilache, que ordeno la divisin de los indgenas en varios grupos de
trabajo con el fin de que pudieran volver a sus pueblos a sembrar y cosechar. Estableci el siguiente
calendario de trabajo; a mediados de noviembre deberan salir los mapuche desde sus pueblos para
cumplir un periodo de trabajo comprendido entre el 1 de diciembre hasta el 15 de marzo. El da 16
deberan volver a sus pueblos para la cosecha y el 24 de abril reanudaran la mita hasta el 8 de octubre.
Al trmino de cada periodo el grupo de indgenas debera volver integro a su pueblo. Estas disposiciones,
no fueron cumplidas en muchos casos, ya que el traslado sucesivo de la mano de obra entre una y otra
hacienda de los encomenderos, y las distancias de traslado impedan que se respetaran las ordenanzas,
lo que favoreca a los espaoles.
Aunque regulado el tiempo de trabajo y servicio, la jornada laboral diaria no lo estaba, tampoco las
formas de explotacin del mapuche, pues la carga de trabajo al que eran sometidos por el encomendero
eran abrumadoras: En Melipilla, en la estancia de Gualemo, en 1679, los indios tienen tierras y reciben
adems una racin semanal de charqui, pero declaran que no tiene ms de tres das libres, que deben
trabajar en las fiestas, pues el encomendero- que es dueos de la estancia-los abruma con las faenas de
pastoreo, las labranzas, las largas conducciones y tienen a veces que limosnar su alimento. Los pagos
de salario en ropa estn fuertemente atrasados, un rasgo generalizado en este siglo en Chile.
2.4.b.- Los traslados de poblacin
Los traslados de poblacin desde un pueblo de indios a otro, o de un pueblo a una hacienda fue el
comn denominador que ayudo a la disminucin constante de poblacin mapuche en los asentamientos
originarios. Esto fue posible debido a que el poder espaol someti a los mapuche y otros indgenas al
sistema de encomienda, obligando a todos los hombres de entre 18 y 50 aos a servir en la haciendas
de sus encomenderos, los que provoco que en los pueblos de indios solo quedase poblacin en su
mayora infantil, de jvenes mujeres y adultos, muchos de estos trasladados para servicio personal. El
traslado de poblacin muchas veces sirvi al espaol para impulsar usurpaciones de las tierras a travs
de la ocupacin directa de los terrenos abandonados y para fundar proposiciones de confinamiento de
pueblos de indios a unos pocos asentamientos, cuestin que aunque se intento dio pocos resultados,
pues la poblacin mapuche a pesar del constante desarraigo y traslados mantuvo la memoria y la
reivindicacin de sus tierras.
Son numerosos los traslados de poblacin mapuche. Para formarse una visin de estos
procedimientos describimos algunos casos que permiten entender la situacin de constante migracin
forzada que en muchos caso se transformo en desarraigo definitivo y otros un poderoso aliciente para
volver a sus tierras ancestrales, los que fue regulado en 1621 por la Tasa de Esquilache.
Algunos casos de traslados de poblacin son los siguientes:
En la zona de Pirque al sur de Santiago, los indios que fueron de la encomienda de Rodrigo de
Quiroga, ocuparon y cultivaron como dueos el valle de Cochancache correspondiente a las tierras
ubicadas entre la junta del ro Maipo y Clarillo, y el camino real a Chada - y como arrendatarios tambin
cultivaron Pirque...que el cacique Lienagual sembr en esas tierras como arrendatario de ellas... hasta
que ...Rodrigo de Quiroga se llev a sus indios a Apoquindo, esas tierras quedaron desamparadas, no
quedando en ellas ningn indio. El encomendero Francisco de Aguirre en el siglo XVI ... cambi la
encomienda de Gualemu en Teno a Andacollo, en Codao haba una encomienda trasladada de Catentoa
o de Aconcagua, que tuvo un nuevo traslado a fines del siglo XVIII a Navidad. En 1602-3, en las hacienda
de Macul se concentraban diversos indgenas desde yanaconas e indios de servicio personal venidos
de Peteroa y de otros pueblos del Maule. Y en 1697, dos terceras partes de los mapuche del pueblo de
Indios de Chacabuco, son trasladados por el encomendero Pedro Gutirrez de Espejo a la hacienda de
San Pedro, quedando el otro tercio de las familias a cargo de los cultivos y cuidado del ganado.
Casos de traslados completos de un pueblo a otro es el ocurrido en el pueblo de indios de Chada a
fines del siglo XVIII, que ocurri debido a la presin ejercida sobre sus tierras por parte de los
hacendados. [...] se han trasladado todos los indios del pueblo de Chada al de Codegua que esta en
medio de la Hacienda.... Traslados de poblacin por litigio de tierras ocurren en 1628 en Quilicura, al ser
trasladada la poblacin a Talagante, que corresponda a una de las parcialidades del mismo ayllarrehue,
como se desprende de la declaracin efectuada por el Logko Calbin que sealan en otro juicio que su
posesin es inmemorial en los terrenos de Talagante
El periplo de la mano de obra, al que eran sometidos los indgenas por sus encomenderos recorra de
norte a sur. Los encomenderos ante la falta de poblacin comenzaron a congregar ms de una
encomienda en una sola estancia. As las encomiendas de Liguiemo, Tango y Tobalaba, se congregaron
en Putupur en el valle de Quillota y luego fueron trasladados a la estancia de Peteroa en el Maule.
Finalmente, al quedar vacante la encomienda, los indgenas fueron radicados en Mallaca en tierras
dejadas por los encomenderos en Quillota, pero alegando no ser de all los indgenas volvieron a
Ligueimo. Hacia el norte de Aconcagua, otro ejemplo de traslado y concentracin de distintas
encomiendas de varios pueblos de indios en una sola hacienda era lo que ocurra en 1630 en La Ligua,
donde aparte de los indgenas del valle se encontraban encomendados ...algunos beliches, indios de
Putaendo e indios de Codegua a su vez Gran nmero de indios de La Ligua y los de Curimn , Apalta y
Llopeo estaban asentados en la Hacienda de Pullally. Tambin fueron mudados a ese lugar las
encomiendas de Rapel y Pucoa.
Este constante periplo laboral de la poblacin mapuche encomendada llevo a que La Tasa de
Esquilache considerara una solucin jurdica para evitar el despoblamiento de los pueblos de indios y a la
vez de las haciendas, dispuso que los indgenas que a la fecha se encontraran fuera de sus lugares
originarios de residencia por ms de diez aos se quedaran en el lugar donde se encontraban radicados
y los indgenas que se encontraran ausentes por menos tiempo deberan volver a sus pueblos. Al
pregonarse, en 1621, la Tasa de Esquilache en Curimn, partido de Aconcagua, se estableci que los
indios de los pueblos de Aconcagua, Curimon y Apalta se encontraban dispersos en las estancias
vecinas a La Ligua, as como en las minas cercanas con sus mujeres e hijos y durante muchos aos
sin mudarse, o bien en Santiago.
Aunque la Tasa de Esquilache, regulo el tiempo de trabajo, la cabida mnima de tierras de los pueblos
de indios y trabajo en las haciendas, esta no evito la disminucin de poblacin en los pueblos de indios.
Otros traslados de poblacin fueron efecto de la fundacin de villas espaolas, tanto a principios del
periodo colonial con la fundacin de Santiago y cuando a mediados del siglo XVIII, se activa una poltica
de fundacin de villas, encontraremos nuevos desplazamientos de indios debido a esta causa. El caso
ms conocido es el del pueblo de indios de Melipilla donde la poblacin fue trasladada desde su
asentamiento original y llevados al Bajo junto al ro Maipo y para fundar la villa de Curacav.
3. Trayectoria colonial de las tierras de los pueblos de indios
3.1. El pikunmapu despus de la ocupacin militar y la derrota mapuche
Las tierras mapuche del pikunmapu a partir de 1540 comenzaron a ser objeto de reduccin mediante
diversos mtodos de enajenacin y usurpacin. El primero de ellos correspondi a la apropiacin de todo
el territorio mediante la bula intercaetera que permiti a los espaoles disponer de las tierras del
pikunmapu y entregar las mercedes a los espaoles para que formaron las haciendas, muchas de las
cuales se instalaron sobre las tierras de los Lof mapuche.
El espaol no tuvo una poltica de radicacin del mapuche hasta 1580, antes de esa fecha se dedico
a respetar parcialmente las posesiones indgenas para asegurar el repoblamiento mapuche luego de la
dispersin y reduccin demogrfica ocurrida con la guerra de resistencia mapuche (1541-1550). El
reconocimiento jurdico hispano que los mapuche podan disponer de sus bienes, favoreci y alent la
ventas y remates de tierras, proceso que duro todo el siglo XVI. Solo a fines de este siglo, los espaoles,
ante los procesos de reduccin de las tierras mapuche, provocada por el traslado de la poblacin a las
encomiendas, las presiones por ocupar y apoderarse de las tierras indgenas, llevo a que se nombrara un
Protector de Naturales para que administrara los pueblos de indios, con sus Lof y Ayjarewes y entre otras
funciones estuvo autorizar las enajenaciones de tierras. Solo a comienzos del siglo XVII se dictaron
ordenanzas y tasas destinadas a resguardar las tenencia de tierras mapuche y constituir la propiedad
indgena por medio de las mensuras de los pueblos de indios.
3.2. Las ventas de tierras mapuche durante el siglo XVI
La venta de tierras de las comunidades y pueblos de indios comenzaron a efectuarse desde el inicio
de la dominacin espaola del pikunmapu, pues por Cedula Real de 1540 se admiti la compraventa de
tierras a indgenas con presencia del Oidor, lo que estimulo a que desde los primeros aos del dominio
hispano las tierras mapuche de la zona entre Limari y Bio Bio, y en especial en los sectores cercanos a
Santiago, quedaran sometidas a un proceso de enajenacin.
Aos ms tarde, en 1571, otra cedula estableci que la venta de tierras mapuche debera efectuarse
en remates pblicos, en las justicias en pblica almoneda y anunciarse pblicamente treinta das antes
de la subasta. La autoridad de Solrzano confirmo la necesidad de la intervencin de la justicia, del
protector y de dar los treinta pregones de acuerdo con las cdulas citadas.
Esta formalidades del derecho indiano fueron observadas en los remates y adjudicacin de tierras de
indgenas, pero ello no fue garanta para que en el acto legal se verificara la usurpacin y el engao. El
procedimiento para la venta y enajenacin de las tierras consista en demostrar que la enajenacin de las
tierras en forma total o parcial de un pueblo de indio era beneficioso para estos, que las tierras una vez
en poder de los espaoles comenzaran a pagar tributo o sesmo. Para avalar la conveniencia de
enajenar, los espaoles deban concurrir con testigos, entre los que frecuentemente se inclua el
administrador del Pueblo de Indios y luego dar treinta pregones para que concurrieran los interesados al
remate pblico. Finalmente se realizaba la subasta y la transferencia al espaol adjudicatario,
verificndose la mayora de los remates en el valle de Aconcagua y Santiago.
La presin sobre las tierras mapuche aumento a fines de la ltima dcada del siglo XVI, con el
termino del ciclo de la explotacin aurfera y la reconversin econmica hacia la agricultura, para los que
era necesario ... aumentar sus disponibilidades de suelo para empresas agrcolas en una poca en que
se estaban verificando cambios en la economa del reino, en orden a suplementar la decadencia de la
produccin aurfera con nuevas actividades econmicas.

Las adjudicaciones de tierras mapuche constituan un gran negocio para los adquirientes, debido a
que el precio pagado al indgena aumentaba inmediatamente al pasar a dominio del espaol, el que
luego enajenaba parte de la tierra y recuperaba la inversin. Esta especulacin se presentaban en varios
pueblos de indios. En el de Aculeo .. una parte de las tierras compradas el 26 de abril de 1599 por
Gaspar Hernndez de la Serna a los indios de Aculeo, se traspasaba pocos meses despus, el 1 de
octubre del mismo ao, a Alonso Navarro, por 50 pesos de oro, es decir, por el precio que haba pagado
por el total.
En muchos casos de ventas de tierras indgenas no existi presencia de dinero, pues el traspaso fue
hecho gratuitamente y a cambio del exclusivo establecimiento de un rdito, es decir, de un renta o
beneficio de la explotacin si saber el tiempo por el que se otorgara al mapuche. Era un pago a plazo
con la misma explotacin de la tierra enajenaba. Los casos de este tipo de ventas de tierras para el
periodo entre 1590 y 1600 corresponden a los pueblos de indios de Aculeo, Pelvn, Rapel, Melipilla Pico,
Tanco (Tango), Peumo y Pomaire, todos lugares cercanos a Santiago, ubicados en valles de buenas
tierras agrcolas.
Para proceder a poner las tierras en subasta era necesario la intermediacin del protector de
naturales. En 1588, el protector Luis de la Torre present una solicitud en nombre de los Logkos de
Pomaire, don Pedro Revo y don Alonso Pelquihuan, para que parte de las tierras del Ayjarewe, ubicadas
en Puangue pudiesen ser rematadas, atestiguando que estaban sin uso. La solicitud fue aprobada y se
efectu el remate, adquirindolas en mismo encomendero de Pomaire. Lo mismo ocurre a los indgenas
de Rapel que venden las tierras de un quebrada ubicada a cinco leguas del pueblo de indios, llamadas
tierras de Terao que es donde entra el mar y que se llama Llebunechico.
3.3. Constitucin de los Pueblos de Indios
Hasta 1580 las tierras mapuche pertenecientes a un Lof o Ayjarewe, tenan un reconocimiento tcito
de su existencia. Sin embargo, el avance expropiador y usurpador de los hacendados, el traslado en la
mano de obra a las encomiendas, la reduccin de la poblacin y abandono productivo debido a la
imposibilidad de trabajarlas por estar sirviendo obligado en las haciendas, llevo a la necesidad de
deslindarlas para determinar la propiedad indgena respecto del resto de las tierras, y dejarlas sometidas
al tributo real, para los que fue necesario implementar mensura y delimitacin de terrenos, tratando de
establecer su extensin y cabida, y con ello la reduccin de los mapuche a los llamados pueblos de
indios.
Para ello se dicto la Tasa de Gamboa, pregonada en Santiago el 8 de mayo de 1580 por el
Gobernador Martn Ruiz de Gamboa, la que daba cuenta del virtual estado de esclavitud en que se
encontraban los indgenas en las encomiendas, haciendo cada vez ms difcil la existencia de los
pueblos de indios, por lo que dispuso que entre el ro Choapa y el Maule, lo siguiente; .. ordeno y mando
que los espaoles que fueren corregidores de los dichos distritos reduzcan a pueblos los dichos indios
para que vivan juntos y ordenados polticamente..".
La Tasa de Gamboa era una medida poltica tendiente a reducir a los mapuche a pueblos con el fin
de regular el tributo, y liberarlos del trabajo exclusivo para el encomendero, obligndolos a pagar tributo
en trabajo y especies.
La formacin de los Pueblos de Indios quedo reglamentada en la Tasa de Gamboa, que dispuso que
cada uno de ellos deba tener media legua en circulo, como tierras mnimas para sustentarse,
sealandose que los terrenos deban ser elegidos por los corregidores y los Logkos: quel corregidor y los
caciques y seores principales de su distrito elijan la comarca y tierra que se ha de hablar, teniendo
consideracin que sean saludables y que sean frtiles y abundantes de fruto y mantenimientos de buena
tierra para sembrados y cogerlos y de pastos para criar ganados y de montes y arbolados y de buenas
aguas... Elegido el sitio se ordenaba levantar la poblacin en lugares que gocen de aires libres
espacialmente de los norte y habindose de edificar en la ribera de cualquier ro sea de la parte oriente,
de manera que saliendo el sol de primero en el pueblo que en el agua y darn y repartirn a los
pobladores solares y tierras bastantes y harn que edifiquen y hagan sus casas... y que siembren para si
y para sus tributos ... y que hagan sementeras para la comunidad (op.cit. Gligo 1962: 136)
Complement la medida de Ruiz de Gamboa el nombramiento de los Protectores de Indgenas en
1583, institucin que deba velar por la integridad de las tierras y el cumplimiento de las normativas por
parte de mapuches y encomenderos. Sin embargo, las disposiciones de la Tasa de Gamboa duraron
poco tiempo debido a la oposicin de los encomenderos, que temieron quedarse sin mano de obra
indgena para las labores mineras y ganaderas, derogndose su vigencia el 1 de octubre de 1584,
volvindose al rgimen de la tasa de Santilln.
Aos despus, en 1592 se dieron a conocer las Instrucciones de Loyola, tendientes a regular la
produccin de los terrenos de los pueblos de indios, las que debido a la disminucin de la poblacin por
la disminucin de la tasa de natalidad y el traslado de la poblacin de hombres a los obrajes, estancias y
minas, haca que las tierras quedaran en importantes superficie sin cultivar, prohibiendo que estas no
podran ser ocupadas ni adquiridas por los espaoles. Adems, instrua al administrador espaol de los
pueblos de indios que las tierras y productos trabajados en comunidades cuando hubiesen excedentes
deban asegurar su venta, en especial la produccin de las vias y del vino. Aunque estas disposiciones
establecan la proteccin de las tierras mapuche, ella no fue suficiente para impedir la venta de las tierras
que se seguan produciendo a fines del siglo XVI.
3.4. La rebelin mapuche de 1598 y Las mensuras de Gines de Lillo. (1603- 1605)
La mensura de tierras realizada por Gines de Lillo tuvo como motivo principal la preocupacin del
gobernador Alonso de Ribera de radicar y proteger las tierras de los pueblos de Indios, y a la vez afianzar
la poltica de reduccin de los mapuche en los terrenos que an conservaban en los pueblos de indios.
La mensura de tierras fue una causa directa de la victoria mapuche en Curalaba, que obligo a un
repliegue de poblacin espaola a la zona central y a las reas marginales del sur. En el pikunmapu, las
mensuras buscaban resolver algunos de los problemas de conflictos de tierras entre espaoles y de
mapuches con estos, debido a la presin por conquistar la tierras para cultivos y las constantes
usurpaciones que sufran los Pueblos de Indios. El objetivo poltico de la mensura era provocar una
distensin con los mapuche del pikunmapu, ante la inestabilidad de las fronteras del sur, restituir las
tierras que en parte hubiesen sido usurpadas y asegurar y consolidar la propiedad hacendal espaola.
Deca la orden de mensura que conforme a la voluntad de Su Majestad los dichos indios sean
desagraviados e amparados en las tierras que bastantemente hubieron menester....
Antes de Gines de Lillo, el Gobernador Alonso de Ribera encomend las mensuras al licenciado Juan
de Morales Negrete, pero este no pudo desarrollarlas nombrndose en su reemplazo a Melchor Jfre
del Aguila, el que inicio las labores en 1602, pero la mensura qued inconclusa, al solicitar que se
aclarara la legalidad de las mercedes de tierras desde el primer cabildo en adelante y la validez de la
propiedad constituida en tierras de los pueblos de indios, haciendo una radiografa de las usurpacin de
tierras y preguntando por la legalidad de estas y de toda la propiedad de las tierras en poder del espaol.
Tambin Jufre, peda que se ordenase por el Gobernador que los encomenderos que tuviesen
ganados en los pueblos de indios los retirasen, debido a que les quitan a los pueblos de indios los
mejores sitios y pastos para sus ganados, y sus cultivos se ven destruidos por el ganado del
encomendero. Las preguntas de Jufr no fueron respondidas y despus de un ao se procedi a nombrar
en su reemplazo a Gines de Lillo como nuevo mensurador general, para las tierras comprendidas entre
Choapa y Cauquenes.
El nombramiento del Gines de Lillo sealaba lo siguiente: ...os elijo, nombro y sealo por juez
visitador general de tierras de la dicha ciudad de Santiago y sus trminos, desde el pueblo de los
Cauquenes hasta el Chuapa, para que trayendo vara alta de la real justicia, hagais visita general de todas
las tierras de la dicha ciudad y de sus trminos y todas las personas que las tuviesen, por cualquier
razn de ttulos que exhiban ante vos para que veais el derecho con que las poseen y el perjuicio y
dao con que se dieron las dichas tierras y desagravieis y hagais restituir a los indios naturales y los
pueblos de sus comunidades en aquellas que en su perjuicio e dao con que sedieron se hubieren
provedo , llamadas e odas las partes, e con la menor costa que pudiere... .
Al ordenanza general se adjuntaba el instructivo especifico para la mensura y restitucin de las tierras
de pueblos de indios basado en una proporcin entre poblacin y superficie de tierras: ...que a los dichos
indios e pueblos les queden y tengan suficiente cantidad de tierra para su labra y crianza, dejndoles
bastante copia, conforme al nmero de indios que hubiere...
Gins de Lillo se envisti del cargo el 11 de agosto de 1603 y el 21 de agosto inicio las mensuras
hasta 1605 pero no cumpli con la mensura de todo el territorio. Solo alcanzo desde Quillota hasta el
Maipo, incluyendo Melipilla, Puangue y Acuyo oValle de Casablanca.
Las tierras entregadas por Gines de Lillo a los pueblos de indios consideraban propiedad individual y
propiedad comunitaria y se otorgaba en proporcin a la poblacin, tanto a los caciques, viudas y
mocetones. Algunos ejemplos de los resultados alcanzados por la mensura de los Pueblos de Indios son
los siguientes; En Apoquindo se entregaron 427 cuadras, en Pico 191 cuadras, en Macul 18 cuadras, por
existir juicio de tierras entre encomendero e indgenas. En Lampa y Colina se entregaron 352 cuadras en
propiedad individual y 577 cuadras en comunidad. En Chiigue o Pelvin se les entrego 310 cuadras.
La empresa de mensura de Choapa a Cauquenes, era irrealizable para un solo perito, alcanzando
Gines de Lillo en dos aos a la cuenca del Maipo y Aconcahua. Con posterioridad, las ordenanzas de
Lillo siguieron vigentes, aplicndose a los pueblos de indios al sur del Maipo y al norte del Aconcagua.
3.5. Las mensuras de pueblos de Indios con posterioridad a Gines de Lillo
Con posterioridad a las mensuras de Gines de Lillo, sus ordenanzas se mantuvieron vigentes para
todo el periodo colonial. Esta forma de sealar y medir tierras sirvi de modelo para operaciones
semejantes en otros pueblos y se la conoci bajo el nombre de ordenanzas de Lillo. As, en algunos
autos sobre las tierras de Codegua del ao 1639, el Protector General pide que a los naturales se les
deje las necesarias conforme a las ordenanzas y a lo que ha usado y usa... No hay duda que la
aplicacin en el tiempo de esta disposicin cubro todo el periodo indiano.
En algunas zonas de pikunmapu, los mapuches para exigir la mensura de las tierras deban recurrir a
las autoridades del poder colonial con el fin que se les hiciera justicia y se les restituyeran sus dominios
usurpados. Es el caso del pueblo de indios de Sotaqu, donde los mapuches instalados all, por el
traslado desde los valles interiores para el trabajo encomendado en la hacienda de Limari, exigen la
restitucin de las tierras de Cogot, Combarbala y Pama, y solicitan que se les midan como disponen las
ordenanzas. Dichas tierras las tenan usurpadas y suplicaban a la Real Audiencia los amparase en sus
legtimos derechos(...) La mensura de tierras la realiz Jernimo de Miranda entre 1633 y 1636 (...) El
protector les otorgo la posesin para ganado en el valle de Combarbal y Pama. En Cogot, pidieron la
restitucin de tierras para sembrar y hacer pueblo
En otras zonas al sur de Santiago, las mensuras se ordenan para regiones mayores. En el partido de
Itata, ubicado al sur del Maule y al norte de Concepcin, las mensuras de tierras a los Ayjarewes
mapuche o pueblos de indios se dispusieron en 1642 por Auto de la Real Audiencia de 31 de Enero, en
virtud de la solicitud efectuada por el fiscal defensor de indgenas, quin pidi el cumplimiento de la Real
Provisin de 6 de Julio de 1641 que ordenaba la mensura para el pueblo de Punual y los dems pueblos
de indios o Ayjarewe del partido de Itata. En el sector costero las tierras del Ayjarewe de Vichuqun o
pueblo de indios haban sido reducida constantemente y en 1642 se mandaron a medir con el fin de
disponer del resto de los terrenos para la constitucin de las mercedes de tierras. En dicha mensura a
cada indgena en virtud de su posicin socio econmica se le asignaron cuadras de tierras se mando
que los caciques he indios tenan y posean muchsimas tierras mas en dicho pueblo y su contorno.
En 1642 una nueva instruccin de la Real Audiencia asociada a la Tasa de Esquilache, vino a
complementar las Ordenanzas de Lillo, al considerar la entrega de tierras a los indgenas ausentes del
pueblo de indios y que no se haban considerado en las mensuras efectuadas hasta ese ao, lo que
perjudicaba las estrechas tierras que se les dejaba a los mapuche en su poder. La instruccin de 1642
ordenaba entregar una legua de tierra en cuadro, (2.116 hectreas aproximadamente), repartiendo a los
cacique o Logko 10 cuadras, a cada indgena tributario o reservado 5 cuadras ausente o presente; 3
cuadras a las viudas y 24 a cada diez indios para su comunidad. Lo que sobrara quedara para la
comunidad y la crianza de ganados, majadas y porteros. Esta disposicin se aplicara en muchos casos
durante el siglo XVII y XVIII, y se verifica en los pueblos de Codegua en 1628 y en 1688, Chada en 1690,
y en Malloa en 1700 a 1727, donde adems de las tierras individuales se miden las tierras comunitarias.
Esta poltica cambia con ocasin de medirse las tierras del pueblo de indios de Rancagua a principios
del siglo XIX, al que solo se le reconocen las tierras de tenencia individual y no se reconocen las tierras
comunitarias de los mapuches de Rancagua. En efecto, En 1806, el Fiscal de la Real Audiencia, como
protector General de Indios, obtuvo que se entregasen a los naturales de Rancagua ciertas tierras de las
que haban sido desposedos. Para ello, se procedi a matricular a los indgenas de los pueblos de
Codegua, Peumo y Rancagua, sealndoles diez cuadras al cacique, cinco a los indios , y tres a las
indias viudas. No hay en este caso asignacin de tierras de comunidad lo que, por lo dems, ocurre con
frecuencia.
4. Defensa y superviviencia de las tierras de los pueblos de indios
La situacin de los pueblos de indios entre 1600 y fines del 1700 se caracteriza, por el masivo
traslado de mano de obra mapuche desde sus tierras hasta las haciendas, quedando los pueblos de
indios con poca poblacin, en general la no tributaria, y con parte de las tierras abandonadas
forzosamente, pero de acuerdo al mismo ordenamiento jurdico del dominador espaol, las tierras
seguan siendo de propiedad de los indgenas, los que dispondran de ellas cuando quisieran volver,
como ocurri en numerosos casos, sin que la recuperacin de las tierras estuviese exenta de conflicto y
juicios. Los mapuches recurrieron a defensa jurdica de sus tierras solicitando al Protector de indgenas
que se les respetaran las tierras que ancestral o legalmente les pertenecan. De all que existen
numerosos juicios que se ventilan ante las autoridades espaolas durante los siglos XVII y XVIII. La
supervivencia de estos se mantiene durante estos siglos como lo atestiguan las numerosas visitas de
autoridades del poder espaol y de la iglesia. Finalmente, los intentos por hacer desaparecer los pueblos
de indios se procuran como ultima medida antes de la dictacin de la extincin de la encomienda en
1789.
4.1. Defensa de la tierras mapuches en los pueblos de indios
Durante los siglos XVI, XVII y XVIII, los mapuches debieron defenderse de las usurpaciones
realizadas por los hacendados a travs de la accin judicial de defensa y reivindicacin, recurriendo al
protector de indgenas o directamente a las autoridades. Una revisin sumaria demuestra que en algunos
casos los mapuche pierden sus tierras, pero en la mayora logran mantenerlas a pesar de la situacin de
desmedro y dominacin en la que se encontraban. Relatamos algunos casos:
En 1642, en el pueblo de Aculeo, los mapuche son arrinconados por los capitanes Francisco Ortiz y
Domingo Garca Corbalan y por Francisco de Salinas. El Logko del pueblo de indios exige al protector de
indgenas el respeto por las tierras que establecan las ordenanzas. De all que la Real Audiencia el 31 de
Enero, dictaminara que los acusados deberan esperar la entrega de las tierras faltantes a los mapuches,
para luego ocupar las sobrantes.

En 1652 el cacique Cristbal Guenumanque de Vichuquen, denuncia que los mapuches son
despojados paulatinamente de sus tierras. Reclama ante las autoridades hispanas y solicita la restitucin
de las tierras de Llico (Yllo) que han sido usurpadas en los aos pasados por los espaoles, tomndose
algunas de esta que pertenecan a la parcialidades indgenas del pueblo de indios. Este pleito permite
reconocer ciertos aspectos de la tendencia sealada sobre la constriccin de la territorialidad indgena
de Vichuqun. Claramente, a los indios se les estn quitando sus tierras y adems, se les sta
ordenando el espacio, pues se seala que en 1642 se haba realizado la mensura del pueblo y que a
cada indio, en funcin de categora socio-econmica , se le haban asignado las cuadras de tierra
correspondientes.
En Pomaire, los mapuche disponan desde 1604 de 320 cuadras de tierras dejadas por la mensura
de Gins de Lillo a 2 caciques y 48 tributarios, pero los conflictos de tierras con los hacendados vecinos,
Mendoza y Agero, y las usurpaciones haban reducido con el tiempo las cabidas territoriales, ya que en
1679 la remensura del pueblo de Pomaire arrojo un total de 196 cuadras; eran entonces 1 cacique, 24
tributarios y 3 viudas. Los mapcuhe renuevan la demanda de tierras, insistiendo en la recuperacin de lo
usurpado para lo que interponen a travs del Protector de Indios el reclamo. La reivindicacin fue
rechazada por la por la Real Audiencia de Santiago, la que ordeno entregar a cada indgena las tierras
de las ordenanzas (las mismas dada por Lillo es decir: 10 cuadras al cacique, 5 a cada tributario, 3 a las
viudas, y 24 cuadras en comn por cada 10 indios) incluyendo a los mapuches presentes y ausentes,
como si fueran naturales; si faltaban tierras para cumplir con la distribucin deban tomarse de las
estancia vecinas y los espaoles que haban recibido mercedes de tierras del pueblo deban seguir
poseyendo, pero pagando un canon a la Caja de censos de indios.
En 1698, los mapuche de Rapel lograron hacer reconocer sus derechos a la tierra que se encontraba
usurpada, al ser amparados en sus tierras y ordenada la reparticin de estas de acuerdo a las
ordenanzas que establecan una legua de largo por otra legua de ancho. Por esos aos, en Tagua Tagua
los mapuches se defendan de los intentos de usurpacin por parte de propietarios espaoles.
En 1710, en Malloa, los mapuche iniciaron juicio contra Santiago de Larran y Vicua, el que haba
comprado 1500 cuadras a Isabel de Reyes, la que a su vez haba usurpado las tierras de Malloa, una vez
que estos en el 1700 fueron trasladados a Aculeo como encomendados y al volver vieron que sus tierras
vacantes estaban en manos de particulares, logrando que se les restituyeran las tierras en 1719 y a
Larran (la Ryan) solo le reconoceran las tierras sobrantes de la mensura.
En 1746 en Codegua, un largo juicio de tierras fue llevado por los mapuche en contra de la Hacienda
de Rancagua, de propiedad de los Jesuitas del Colegio Mximo de San Miguel. El conflicto comenz en
1628 cuando Catalina de los Ros gano la merced de tierras indgenas de Codegua en ausencia de los
mapuches que haban sido trasladados encomendados a La Ligua. Las tierras despus de largos aos
pasaron a formar parte de la Hacienda de los Jesuitas, pero el Protector de Indios, sealo que dichas
tierras estaban a disposicin de los mapuches para cuando volvieran de las encomiendas. Al no poder
volver a recuperar las tierras, iniciaron el juicio reivindicativo en 1746 logrando que las tierras de Codegua
se les restituyeran en virtud de las ordenanzas de Lillo y la Real Audiencia.
En 1750 en Coelemu los mapuche del pueblo de indios se trababan en juicio con los espaoles
respecto de las usurpaciones de tierras de que eran objeto por los hacendados vecinos. En dicha ocasin
para que se respetaran las tierras los Jesuitas se invocaban el respeto de las ordenanzas de Lillo y de la
Tasa de Esquilache en cuanto a respetar la cabida mnima de tierras..
En Peumo, la resistencia mapuche por la defensa de las escasas tierras que conservaban se expreso
durante el siglo XVIII, con motivo de los intentos del prroco de apellido Ziga de establecer una villa en
las tierras indgenas... a pesar de estar casi extinguido el pueblo, tuvo la tenaz resistencia del cacique
Catrileo y no consigui cambiar la ndole de su parroquia doctrina. La insistencia por fundar la villa
para avanzar en la evangelizacin y formar nuevas parroquias, llevaba a discutir acerca de la poblacin
mapuche de Peumo. Unico incoveniente que dicho terreno para fundar la villa de Peumo- pertenece a
la encomienda de indios del Pueblo de Peumo,... pero quedn slo 11, fuera de mujeres y chicos... por lo
que pudieran stos agregarse al pueblo de Codeu, que dista tan solamente dos leguas o al pueblo de
Copequn (Pelequn?) que dista diez, y hay muy pocos indios en l, o al de Tagua Tagua que dista diez.
El Cacique de Peumo Cipriano Catileu se opuso al cura doctrinero y mantuvo su decisin de defensa de
sus tierras, logrando que en 1763 se nombrara un defensor de indgenas. Aos ms tarde Ambrosio O
Higgins en 1793 oficiaba para que se informe de la oposicin del Cacique de Peumo, Nicolas Catrileu.
Peumo y otros pueblos de indios pervivieron en el tiempo, y a fines del periodo colonial an mantena las
tierras de la primera mensura. El Dr. Ziga encargado de elaborar un informe acerca de los pueblos de
indios de la de Codehua, Rancagua y Peumo deca un ao antes de que llegara el el siglo XIX, el 13 de
enero de 1799: El pueblo de indios de esta mi doctrina de Peumo consta de 550 cuadras de tierras
todas muy pinges, con abundancia de aguas. Los indios que son casados alcanzan a 23, los que tienen
las tierras correspondientes, las que ocupan en siembras y algunos arriendan alguna parte recibiendo
el precio correspondiente.
4.2. Extincin y Superviviencia de los pueblos de indios
En 1614, la visita del licenciado espaol Hernando Machado de Chavez, contabilizo la existencia de
48 pueblos en el distrito de Santiago- Choapa a Cauquenes- y de los 2.345 indios de pueblo, solo 696
residan en ellos, el resto estaba arraigado en las estancias de los encomenderos o trabajando
libremente. En esta misma zona , a mediados del siglo XVII se contabilizaban los pueblos de indios
existentes. Fray Gaspar de Villarroel en informe al Gobernador don Marin de Mujica anotaba en las
doctrinas de Choapa a Cauquenes, la existencia de los siguientes pueblos: Choapa, La Ligua, Quillota y
Mollaca, Curimon, Aconcagua, Putaendo, Apalta, Colina, Lampa, El Salto, Huechuraba, Quilicura,
Melipilla, Guachn, Llopeo, Pico, Apoquindo, Macul, Guaycoche, Tango, Aculeo, Chada, Maypo, El
Principal, Malloa , Tagua Tagua, Copequn, Rapel, Colchagua, Pichidegua, Peumo, Nancagua, Teno y
Rauco, Peteroa, Lora, Gualemo, Mataquito, Gonza, Ponihue, Vichuquen, Huenchullami, Duao, Rauqun,
Pocoa, Putagan, Cauquenes y Chanco. Posteriormente se incluye Longomilla donde existen numerosos
asentamiento de indgenas.
En los corregimientos de Santiago y Melipilla, el 2 de diciembre de 1785 se informaba que los
pueblos de indios eran en el corregimiento de Santiago: Lampa con 9 familias y 143 cuadras de tierras;
Macul, con 10 familias y 72 cuadras; Curamapu o Carrizal, con 6 familias y 250 cuadras y Talagante, 6
familias y 339 cuadras. En el corregimiento de Melipilla, estaban las cinco que se indicaban: Llopeo, con
8 familias y 203 cuadras; Chiige, con 6 familias y 150 cuadras; el Bajo de Melipilla, con 6 familias y 400
cuadras; Pomaire, con 24 familias y 300 cuadras y Gallardo, con 20 familias y 200 cuadras.
En el mismo ao, 1785, se nombraban los pueblos de indios de la zona del Maule; Huenchullami, de
ms de 1.400 cuadras y 47 personas, de los cuales 14 eran indgenas puros y el resto mestizos; Lora con
1.900 cuadras de terreno, tena 20 mapuches, 26 mestizos, y 52 familias clasificadas como inquilinos
agregados al pueblo, con un total de 238 personas; Vichuqun, con ms de 1.700 cuadras y 31 indios, de
los que se catalogaban 19 mapuches, 22 familias de inquilinos con 85 personas y el pueblo de Gonza o
la Huerta de Mataquito, de 146 cuadras que corran a lo largo del ro Mataquito, con 16 indios y 11
familias de inquilinos comn total de 59 personas.
Ms la sur del Maule , en el partido de Itata, en 1782, la visita del Corregidor Jos Santos
Mascayano daba cuenta de los pueblos de indios que se encontraban repartido a orillas del ro Itata y en
la costa: Meipo (44 indgenas), Cobquecura,(44), Noneche (12), Colpuyado (36), Mela (52), Paun (87),
Pirumavida (107), Coelemu o Ranquil o Ranquilcahue (47), Pumaguil (104) Longun o Puraligue (32) y
Maitenco (25).
5. Algunos Pueblos de Indios Extinguidos
Los factores de extincin de algunos pueblos de indios durante el periodo de dominacin espaol
estuvieron asociados a la poltica de usurpacin y enajenacin territorial en los primeros aos de la
colonia que hicieron desaparecer importantes pueblos de indios o comunidades indgenas debido al
traslado y despoblamiento de territorios, como el caso de los pueblos de Huechun y Pico en el valle del
Puangue, cuya suerte fue la desaparicin, sin que las mensuras del siglo XVII llegaran a constituir la
propiedad de sus tierras, y tampoco existieron reclamos reivindicativos en los aos siguientes. El pueblo
de Huechun corri igual destino, en 1584 apareca cercado por las tierras de su encomendero y en 1628
aparece extinguido por la usurpacin de sus tierras y traslado de la mono de obra encomendada. El
pueblo de indios de Pico, que recibe la mensura de Gins de Lillo en 1602, reconocindoles 200 cuadras,
aos despus son despojados por Diego Gonzlez Montero, su encomendero, a pesar de lo anterior
hasta 1771 subsiste un ncleo indgena, sin saberse si estos son parte los antiguos mapuches asentados
o de otros trados por la hacienda .
Un segundo factor de desaparicin de pueblos de indios fue la fundacin de Santiago y la expansin
posterior acompaado por el proceso presin y usurpacin sobre las tierras indgenas inmediatas. Es as
como al primer acto expropiatorio al Logko Huelen Huala, realizado en 1541 para la fundacin de
Santiago, le sigue el traslado de los indios Guaicoche desde La Dehesa a Apoquindo en el siglo XVI,
estos a principios del siglo XVIII, iniciaron un proceso de reivindicacin de tierras, volviendo las a ocupar
y solicitando que se les restituyeran 80 cuadras de tierras que por herencia de sus antepasados les
correspondan en Pealolen, tierras que haban sido asignadas luego del traslado y que ahora estaban
en poder del Convento de Santa Clara. La Congregacin reclam por la toma realizada por los indgenas
y logro que la Real Audiencia decretara el desalojo de los indgenas en 1731.
En los sectores cercanos a la ciudad de Santiago las tierras indgenas ya casi se haban extinguido o
se encontraban ocupadas por los espaoles durante los primeros aos del siglo XVII. El pueblo de
Tobalaba presentaba una situacin precaria, ya que el encomendero Juan de Barros haba trasladado a
la poblacin quedando solo el Cacique don Fernando o Apuncheme con 2 o 3 indgenas ms. Estos
conservaba solo un retazo de las tierras originales reconocidas por el espaol, pues el resto se las haba
apropiado Pedro de Lisperguer. En el caso de los pueblo de indios de Macul, el cacique Martn que
posea por derecho de radicacin por un total de 200 varas de cabezada (ancho) y 400 de largo, luego de
su muerte su esposa e hija mantuvieron un pleito de tierras con el encomendero del pueblo y hacendado
espaol Juan Jofr. En 1603 Gines de Lillo seala que en el Pueblo de Macul solo vivan en el Pueblo
tres o cuatro indios y la viuda del cacique a la que dejo 3 cuadras de frente por 6 de ancho, mientras se
fallaba el pleito. En el caso del Pueblo de Apoquindo, las tierras se encontraban ocupadas por el cacique
Diego Guanaquero y 37 indgenas ms, los que tenan una posesin reconocida de 427 cuadras (666,12
hectreas), las que se encontraban enteramente ocupadas por el capitn Martn de Zamora. En el caso
de lo pueblos de uoa y Vitacura a comienzos del siglo XVII han desaparecido como asentamientos de
indios, probablemente por traslado de la poblacin, y se han transformado en tierras de nadie, siguiendo
ocupadas las tierras por espaoles pobres y algunos descendientes de los indgenas que vuelven a sus
antiguos asentamientos. En el siglo que viene los rancherios indgenas de Macul, Apoquindo, y Tobalaba,
terminaran siendo aldeas mestizas con el mismo destino que Vitacura y uoa. Es as como en el siglo
XVIII se produce la extincin de los retazos de pueblos que quedaban. Los indgenas del Pueblo de
Tobalaba fueron trasladados en 1701 por el encomendero Antonio Carvajal y Saravia a su estancia de
Quillota, recogiendo a varios otros que se encontraban en otros lugares, dejando despobladas las tierras
de Tobalaba. En el caso del pueblo de Apoquindo, la extincin fue lenta debido a que la autoridad
espaola no reconoci derecho de herencia a los indgenas que moran y al quedar las tierras vacantes
las asignaba otros moradores concedindose los retazos a otras personas y en 1739, parece extinguida
la encomienda y en le ao 1759 el Pueblo de Tobalaba ya no exista segn informe de los Oficiales
Reales al Presidente de Chile.
La fundacin de nuevas villas espaolas durante el siglo XVIII fue otro factor de desaparicin de
pueblos de indios de sus asentamiento originales, aunque siguieron perviviendo en otros sectores de
traslados, en ellos fueron sometidos a presin de los espaoles por capturar sus nuevas tierras. En los
traslados, de estos pueblos siempre se verifica una sensible reduccin de tierras ya que solo se
respetaban las tierras a cada mapuche presente y no a los ausentes como ocurri con anterioridad.
En 1742, al fundarse la villa de Melipilla se mensuraron nuevamente las tierras sealadas por Gins
de Lillo a los mapuche en 1602 que alcanzaban a 400 cuadras en Melipilla y 380 cuadras en Pichidegua,
pero la nueva mensura arrojo 392,75 y 332,72 cuadras respectivamente. En el caso de Melipilla estas
tierras se redujeron al momento de ser trasladados al lugar llamado El Bajo cerca del ro Maipo, donde se
les asigno una superficie de 111 cuadras, ms 53 para ejido y tierras comunes, si bien stos estaban
atravesados por el camino que iba de la villa al ro, lo que les quitaba seguridad para el pastaje de sus
pocos animales.... El Bajo, que a fines del XVIII careca de encomendero, manifestaba en 1771 una
tendencia al incremento de poblacin: ese ao tena 32 indios adultos, 18 indias y 56 menores de ambos
sexos. Pero en 1798 la poblacin aparece ya muy disipada: son solamente un cacique, su hermano, 2
tributarios, 3 viudas, 2 solteras y 8 casadas.
La extincin de pueblos de indios fue parcial y se localizo principalmente en torno a Santiago,
desaparecieron por abandono total de las tierras o por el traslado de la poblacin a las encomiendas.
Otros pueblos de indios desaparecieron por usurpacin de tierras y cuando los mapuche no efectuaron
accin de reivindicacin de sus tierras. An as la mayora de los pueblos conservaron sus tierras y el
dominio de ellas durante toda el periodo colonial, no estando exentos de procesos de reduccin por
usurpacin o de acciones promovidas para confinarlos.
6. Los intentos de reduccin y remates de tierras mapuche a fines de la colonia
La idea de reducir en nmero a los pueblos de indios, fue tomando fuerza a mitad del siglo XVIII,
promovida por el corregidor Jos Santos Mascayano antes de 1750. Se pretenda reunir los pueblos de
indios en unos pocos asentamientos. Alentaba esta propuesta la idea de ganar nuevas tierras cultivables
para los espaoles y a la vez de terminar con la presencia de comunidades mapuche en el pikunmapu,
argumentado que los pueblos de indios tenan poca poblacin presente y muchas tierras vacantes, sin
sealar que la poblacin se encontraba en las encomiendas y que la propiedad indgena constituida
deba preservarse y respetarse como lo sealaban las propias disposiciones hispanas. De all, que los
interesados en la reduccin y subasta de las tierras indgenas no llegaran tan lejos, a pesar de efectuar
los intentos por acabar con gran parte de los pueblos de indios, e insistir en la dcada de 1780 con la
misma proposicin de Mascayano, para colocarse a resguardo de las mediadas que a fines de esa
dcada se impondran. Es decir, el termino de las encomiendas y la restitucin de la mano de obra a sus
pueblos originales, y por tanto la recuperacin de las tierras vacantes por parte de los mapuche.
En 1785 el Presidente Benavides, trato de reducir los pueblos de Santiago a uno solo, proponiendo
que se les llevara al lugar llamado San Antonio y que las tierras de los pueblos fuesen sacada a remate,
cuestin que se ordeno el 25 de Agosto de 1786. Fue as como las tierras de los pueblos de Lampa,
Carrizal o Curamapu y Chiige fueron rematadas y despus se dispuso que se les trasladara a las
mapuche afectado a Pomaire, sin embargo el empeo por reducirlos y enajenar sus tierras quedo
suspendido, luego de haberse rematado las tierras de los pueblos de indios de Lampa y Chiigue, y en
Carrizal el remate no se llevo a efecto, pues la cacica se opuso a la medida. A pesar del remate de las
tierras, los mapuches siguieron viviendo en ellas y el proyecto de traslado y reduccin quedo inconcluso.
Pocos aos despus, el intento de reduccin se trato de implementar en el partido de Itata. En 1789,
el subdelegado del partido de Itata, pidi a la Intendencia de Concepcin aprobar el proyecto de reunir
todos los pueblos en el de Cobquecura, sealando que las tierras de los dems pueblos de indios
deberan rematarse entregando lo recaudado a los indgenas. El proyecto tampoco prospero porque al
pretender ocupar la misma disposicin de lo hecho para los pueblo de Melipilla, esta no era aplicable a
las subdelegaciones de Chillan, Itata y Cauquenes.
En el mismo ao, 1789, un vecino de la villa de San Agustn de Talca, haciendo primar sus intereses
particulares solicito al Gobierno, que se trasladaran a los mapuches del pueblo de Huenchullami al de
Vichuquen. Las tierras de Huenchullami eran vecinas de su hacienda, y para promover el traslado
argumentaba que con este cambio los indgenas contribuiran junto de a los de Vichuquen al
abastecimiento de pescado del reino. Su inters era acceder a las 1.400 cuadras de tierras que posea el
pueblo de Huenchullami. Pero a pesar de haberse censado los pueblos de indios de la zona el proyecto
quedo detenido en 1789, por Cedula de 8 de Agosto.
Los intentos de algunas autoridades y personas influyentes por reducir, aislar y terminar con los
pueblos de indios del pikunmapu, quedaron frustrados a poco andar dejando a varios Lof mapuche sin
tierras. El resto de los pueblos de indios subsisti, manteniendo la calidad jurdica de las tierras y su
carcter indgena, a pasar de la ocupacin parcial de algunas de estas debido al despoblamiento por
traslado de los habitantes y durante todo el periodo de la encomienda constituyo siempre una reserva de
tierras de los mapuches. Como seala Jean Borde, que: ... es importante hacer notar que, aunque los
indios haban sido ocupados en las labores de la estancia, la propiedad jurdica de sus tierras no
haba desaparecido, y seguramente siempre subsisti all un pequeo ncleo poblado por indios viejos
ya reservados de servicio, aunque no faltaban las transgresiones de deslinde por los estancieros
vecinos.
7. Termino de la Encomienda y repoblamiento de los pueblos de indios
Fue en 1789, cuando el presidente de Chile, Ambrosio Higgins dicto con fecha 7 de Febrero el edicto
de termino de la encomienda, obligando a los encomenderos a terminar y liberar a los indgenas de Chile
servicio personal en las haciendas establecidas en el norte, centro y sur de Chile, sealando que los
mapuche encomendados deban volver a sus pueblos, prohibiendo que las tierras indgenas fueran
ocupados bajo cualquier forma de tenencia por espaoles, mestizos y otras castas. Esto significaba que
los mapuche que servan en las terratenencias hispanas volveran a las tierras de sus Ayjarewe y Lof que
an conservaban, las que haban sido mensuradas en los siglo XVII y XVIII y constituan la propiedad
indgena del Pikunmapu, entre los ro Aconcagua y Bio Bio. El edicto de 7 de febrero de 1789 sealaba
lo siguiente:
que de hoy para en lo subcecibo, ningn Encomendero pueda por si, ni por medio de sus
mayordomos, ni otros sirvientes, obligar a ningn indio al traxajo de Minas, Chacar,
obrages, Ingenios, u otras granjeras de Encomendero.... Que en concequencia de todo
esto desde el precente da los susodichos Naturales que han estado reducidos a estos
trabajos, quedan con entera libertad de restituirse a sus respectivos Pueblos, de donde
han sido sacados contra su voluntad con aquel motivo, para que en las Tierras que les
pertenecen por sus ttulos puedan aplicarse a la labranza de ellos, y exercitarse en la
crianza de ganado, y dems gneros de industrias que e notros tiempos han
practicado.....Qu de aqu adelante ninguno encomendero, ni otro persona espaola,
Mestizo u otra persona cualquier casta, se introduzca a sembrar en las Tierras
pertenecientes a dichos Naturales de orden de los Encomenderos, ni por arrendamientos
que hagan alos mismos Indios, o sus principales, y mandones.... Que a ms de esto...
los expresados encomenderos no tienen mas derecho, ni pueden exigir de dichos Indios
otro servicio que el Tributo sealado en las Leyes....
La ordenanza de Ambrosio Higgins, fueron ratificadas por la Cedula Real de fecha 3 de abril de 1791
y la por cdula de 10 de Junio de 1791 se cancelaron las encomiendas particulares en Chile,
ordenndose pasarlas al patrimonio real y que los mapuche desde sus pueblos directamente a la arcas
reales de la corona.
Como Higgins dicto su edicto de termino de la encomienda estando en la ciudad de La Serena, el
comisionado espaol, Ramn de Rozas comenz su trabajo de visita de las encomiendas en esta zona
del norte del pas, que haba formado parte del territorio del pueblo Diaguita y el que adems posea
algunos ancestrales asentamientos mapuche. El 22 de febrero, Rozas inicio la visita de las haciendas
Limar enviando a los indgenas al pueblo de Sotaqu, Huamalata y El Tambo. En la encomienda de
Huana, Valle del Limari, los indgenas eran del pueblo de Sotaqui. En caso de los indios de Choapa, se
les indico que deberan asentarse en Chalinga, donde se creo una reduccin indgena pues los ex
encomendados no tenan tierras donde volver.
Sin embargo, no todos los indgenas se les restituyeron a sus antiguas tierras. Los hacendados
terratenientes influyentes en el poder local idearon la poltica de entregar tierras de sus haciendas a los
mismos mapuches para asentarlos y continuar contando para sus trabajo con la mano de obra liberada
del servicio personal.
Aunque se libero al mapuche del trabajo obligado en las haciendas se mantuvo la carga del tributo,
que significaba que los habitantes del pikunmapu deberan pagar con productos u otras formas
valorables, los impuestos al rey. Esta forma de explotacin y el proceso de empobrecimiento sistemtico
al que haban sido sometidos por el sistema de dominacin espaol, como no haber recibido salario en el
trabajo de las haciendas, sino pago en ropa y algunos terrenos de cultivo y crianzas, obligo a los
mapuche a arrendar parte de las tierras que tenan en los antiguos Lof y Ayjarewe para saldar el tributo
exigido. Los espaoles en virtud de sus intereses violaron la disposicin que ordenaba no hacer uso de
las tierras mapuche en los llamados Pueblos de Indios, buscando disposiciones legales anteriores que
los favorecieran, para lo que hicieron uso de la Ordenanzas de Intendentes de 28 de enero de 1782, que
se aplicaba en el Pikunmapu o Chile central desde 1786, con lo que consiguieron el arriendo de tierras
por los pueblos de indios con el fin de hacer cancelacin del tributo exigido.
Esta disposiciones fueron cumplidas en forma parcial, pues no todos los mapuche fueron liberados
del trabajo encomendado por los espaoles, ya que en varias haciendas se mantuvo la encomienda
hasta muchos aos despus. As en el ao 1811, numerosos mapuche se encontraban entre las fuerza
de trabajo en las encomiendas de Choapa, Combarbal, Bajo de Melipilla y Agua Clara en Quillota.
En muchos casos el repoblamiento de los Ayjarewes originales o Pueblos Indios no fue fcil, en
especial en la zona de mayor intervencin espaola y constitucin de la propiedad hacendal latinfundiaria
del territorio del Pikunmapu, como los valles de Aconcagua, Santiago, Rancagua, Mataquito y el Maule y
donde las tierras de los Ayjarewes originales se encontraban en gran parte usurpadas por los
hacendados, por ocupantes espaoles pobres y mestizos, o por la expansin de ciudades y fundaciones
de villas. Sin embargo, en algunos casos la larga defensa de tierras mapuche permitir el repoblamiento
de los Ayjarewes. Es el caso de las tierras del Ayjarewe de Codehua, en el sector de Rancagua, donde
las tierras haban sido defendidas por los mapuche en numerosos juicios y a la fecha disponan de los
terrenos de forma libre. As, la poblacin mapuche de Codegua que haba sido trasladada a la hacienda
El Ingenio en el sector La Ligua, pudo reasentarse en sus tierras originales.
El conflicto por la recuperacin de tierras de los Ayjarewe sigui vigente durante este periodo,
exigiendo los mapuche que se les restituyeran las tierras usurpadas. Fue el caso de la encomienda que
se encontraba en la hacienda de Purutun de propiedad de Constanza Marn y Azua, donde los mapuches
provenan del Pueblo de Indios de Ponige, y que se les haba trasladado a la Hacienda Romeral y luego
a Purutun donde se encontraban al momento de dictarse la liberacin de la mano de obra. Esta hacienda
se haba formado sobre tierras del pueblo de indios y por tanto los mapuche exigieron tierras en mismo
lugar, y aunque la propietaria sealo que no eran tierras indgenas, el Fiscal Protector de Indios, estimo
que los mapuche tenan plenos derechos para establecer la reduccin dentro de las tierras de la
hacienda Purutun, restituyndoles su patrimonio de acuerdo a las ordenanzas. El acuerdo entre el
Presidente y propietario Jos Toms de Azua, consisti en la entrega de tierras en lugar ubicado a tres
cuadras de las casas patronales, radicacin el que paso a llamarse Pueblo de Agua Clara.
Tambin, se produjeron conflictos en otras encomiendas, debido a que la mano de obra mapuche que
trabajaba en el servicio personal no tena procedencia clara, debido a los constantes traslados y haber
pasado a formar parte de los indios de hacienda, trasladados desde lugares remotos. O donde los
encomenderos hacendados como repudio a las disposiciones que librarn la mano de obra
simplemente negaron la informacin de su procedencia. Fue el caso de la encomienda de Codao cercana
a la ciudad de Rancagua, en la que el Marquz de Villa Palma de Encalada, gozaba del prestacin de
servicios de 200 mapuche, que se suponan originarios de los Ayjarewe de Aconcagua o de Concepcin y
que haban prestado servicio durante 90 aos como encomendados. Este neg informacin y a la vez
decreto la expulsin tal como lo sealaba la ordenanza de Higgins, y a la vez se opuso a la posibilidad de
entregar tierras al interior de su hacienda de acuerdo a las ordenanzas para la radicacin de los
mapuche. De esta manera, el gobierno espaol debi intervenir y al no poder devolverlos a las tierras
originales, los llevo al Ayjarewe de Rapel (Navidad) donde los asent entregndole las tierras sobrantes
del pueblo de indios. Otra versin seala que el presidente acepto el ofrecimiento de compra de tierras
fuera de la hacienda, comprando en 1794 parte de las tierras del pueblo de Rapel, correspondiente a 160
cuadras en 800 pesos.
Estas radicaciones venan a repoblar los antiguos Ayjarewe, o a recuperar tierras perdidas, que
haban sido apropiadas por los hacendados vecinos a los pueblos de indios. Adems existieron casos
donde los hacendados y encomenderos prefirieron mantener la mano de obra mapuche dentro de las
haciendas, efectuado radicaciones de mapuche al interior de la hacienda, otorgndole propiedades
pequeas pero que los mapuche supieron exigir los derechos establecidos en las ordenanzas de
constitucin de la propiedad indgena.
8. Creacin de Nuevos asentamientos Mapuche al trmino de las encomiendas
A parte del repoblamiento de los Ayjarewes y recuperacin parcial o total de las tierras dejadas
vacantes en los pueblos de indios, con posterioridad al trmino de la encomienda, decretado el 7 de
enero de 1789 se formaron varias radicaciones de mapuche dentro de las mismas haciendas en que se
encontraban encomendados. Esta poltica de ofrecimiento de tierras la impulso el gobierno al advertir que
los encomenderos en respuesta al trmino del servicio personal de la encomienda comenzaron a lanzar a
los mapuche fuera la terratenencia, sin hacerse cargo de restituirlo a sus Ayjarewes o pueblos de indios
de los que haban sido sacados. La respuesta hacendal, llevo a la intervencin del propio presidente de
Chile, para hacer ver la injusticia que cometan los hacendados al lanzar a los indgenas y a la vez
convencerlos de lo conveniente que les podra significar radicar a los mapuche dentro de sus extensas
haciendas. Comentando en carta al Rey de fecha 15 de agosto de 1790, el presidente Higgins, seala
sobre el asunto:
...intentaron, algunos de los encomenderos, arrojarlos de los lugares en que los haban mantenido y
que buscasen ellos sus matorrales o se arbitrase el modo de darles tierras en que vivir. Esta pretensin
que era general solo lleg a entablar por dos o tres de los encomenderos... aquietados todos y
convencidos de la injusticia...(designaron) un canto de sus haciendas las tierras necesarias para
acomodar los indios que no mantenan desocupados sus antiguos pueblos...
En efecto, a fines del siglo XVIII en muchas de las haciendas donde los mapuche se encontraban
encomendados, se efectuaron radicaciones entregndoles tierras dentro de la propiedad hacendal. Estos
casos fueron a lo menos 14, donde se formaron nuevos pueblos de indios y propiedad mapuche. Entre
estos se nombran los de las haciendas Illapel, Pullally y La Palma, en las que se otorgaron tierras a los
mapuche formndose nuevos asentamientos indgenas, sobre las tierras que ancestralmente le
pertenecan ancestrales y que le fueron usurpadas tres siglos atrs, durante la invasin hispana.
Uno de estos casoS fueron las encomiendas de las haciendas de Illapel y Pullally ubicadas en el
Pikunmapu septentrional. Se encontraban encomendadas 142 familias en su mayora mapuche que
comprendan un total de 450 personas, provenientes de los Ayjarewe de Curimon, Apalta del valle de
Aconcagua, La Ligua, Llopeo, Rapel y Paucoa. All, el Marques de la Pica, Jos Santiago Yrarrazabal,
alegando que las familias indgenas no tenan tierras originarias donde regresar y con el fin de mantener
la mano de obra en el lugar ofreci tierras para que se redujeran, radicaran y asentaran cerca de la
hacienda. Entrego para el asentamiento mapuche los terrenos denominados Estancilla de Varas y Valle
Hermoso y el presidente Higgins acepto esta reduccin el 23 de marzo de 1789, midindose 120
cuadras regadas, 200 cuadras de montes planos y sin agua, lo que significaba que solo se entregaban 2
cuadras a cada persona. Los mapuche no aceptaron el asentamiento, y exigieron que se respetaran las
ordenanzas de Gines Lillo, que correspondan a 10 cuadras al Logko, cinco cuadras a cada mapuche y
un cuarto ms, lo que implicaba un total de 800 cuadras de pan llevar (tierras de cultivo). No sabemos si
se entregaron la totalidad de las tierras exigidas, pero si que se formo el asentamiento mapuche en las
estancia de Valle Hermoso y Estancilla de Varas, ya que el 6 de Junio de 1789, el propietario de la
hacienda cedi las tierras ante el escribano de Santiago.
En la hacienda La Palma, en el distrito de Santiago, el propietario de la encomienda ofreci a los
mapuche 25 cuadras para la radicacin. El Logko, no acepto el ofrecimiento solicitando que debera
entregrseles el potrero de engorda de ganado de la hacienda, y luego de la disputa obtuvo que se le
otorgaran un mejor y ms amplio lugar dentro de la hacienda para su radicacin.
El capitulo del termino de la encomienda y del repoblamiento de los ayllareghues y radicacin de los
mapuche dentro del Pikunmapu, fue aprobado por el Rey por la cdula de 10 de Junio de 1791, en la que
declaro que los indios encomendados quedaban bajo la jurisdiccin de la Corona y a los indgenas
deberan entregrseles las tierras necesarias para la agricultura y ejidos con arreglo a las leyes del Libro
6 de Recopilacin.
9. Las tierras mapuche del Pikun mapu a fines del periodo colonial
Despus de la liberacin de los mapuches del pikunmapu del trabajo obligatorio en las encomiendas,
se decreto su reasentamiento en los pueblos de indios y la radicacin dentro de las haciendas. A cambio
del termino de trabajo obligado deberan pagar el tributo a la Corona, el que era imposible de ser
sufragado por los mapuche, debido al largo proceso de expoliacin sufrido durante todo el periodo de
dominacin colonial que ya comprenda los siglos XVI, XVII y XVIII, y que haba significado a los Lof y
Ayjarewes la perdida total o de importantes porciones territoriales debido a enajenaciones forzadas,
usurpaciones y remates arbitrarios propiciados por la sistema de dominacin espaol.
La capacidad econmica de los mapuche se vio reducida a condiciones extremas, puesto que bajo el
sistema de explotacin de la fuerza de trabajo en las encomienda solo se les aseguro su reproduccin
mnima y en ningn caso se les permiti la acumulacin de riqueza. La dominacin espaola les impuso
el obligado pauperismo, reducindoles las tierras, despojados de aperos de trabajo, herramientas,
insumos de produccin y animales, pero sometidos a la carga impositiva de la Corona, la que se deba
pagar en dinero o produccin de alimentos o bienes. Los Logkos de los Ayjarewes o pueblos de indios
que subsistieron alegaron al espaol que no podan pagar los tributos, ante lo cual los espaoles
obligaron a los mapuche a que arrendaran las tierras para completar el pago de los impuestos, lo que a
su vez violaba las disposiciones del presidente de Chile de 1789, pero resolva la recaudacin impositiva.
El tributo constitua entonces una nueva modalidad de expoliacin de los mapuche del pikunmapu.
De esta forma las estrategias de subsistencia de los mapuches de los Ayjarewes del pikunmapu a
fines del siglo XVIII y XIX consistan en diversos modos de trabajo, arrendamiento y no pago de los
impuestos. Los mapuches del pueblo de Melipilla, a los que se le haban quitado su tierras para la
fundacin de la villa y trasladados a El Bajo junto al ro Maipo, deban arrendar las tierras sobrantes para
pagar el tributo, llegando a tener 53 arrendatarios en 1792. El Logko de Llopeo, en 1796 sealaba que la
pobreza de su pueblo se deba a la usurpacin de tierras, a que deban arrendar bueyes para los cultivos
y a que exista un poltica de los hacendados locales de no contratarlos mano de obra mapuche,
impidindoles generar ingresos por la va del trabajo fuera del pueblo. En Pomaire, los mapuches
complementaban sus ingresos de sobrevivencia, trabajando los hombres en Santiago y las mujeres en la
fabrica de loza de greda. Los mapuche de Chiige vivan como inquilinos de la hacienda formada sobre
sus tierras desde el momento en que les fueron rematadas por la autoridad espaola en un acto de
arbitrariedad extrema, cuando en 1787 pretendieron reducirla la poblacin de varios pueblos de indios de
Santiago a una sola reduccin, cuestin que no se concreto, pero donde igualmente las tierras fueron
rematadas a Jos Antonio Alcalde, viviendo hasta ese momento cmo inquilinos del adjudicatario del
remate y aos ms tarde, en 1803, se les obligo a que desocupar las tierras y trasladarse a otro pueblo
de indios, pero prefirieron quedarse como inquilinos de la hacienda Chiige. Los mapuches de Gallardo,
deban dedicarse a la pesca, debido a que gran parte de sus tierras se encontraban usurpadas y por lo
pequeo de la extensin que posean no les alcanzaba y para sostenerse deban arrendar parte de estas.
El Logko de Talagante, en 1793 deba arrendar sus tierras para obtener rentas que le permitieran pagar
los tributos. Los mapuches de Agua Clara, asentados en la hacienda La Palma, se declaraban
insolventes para el pago del tributo por lo que fueron allanadas sus casas en busca de bienes,
confiscndoseles pequeas producciones de caamo. En Rancagua, se ordenaba en 1796 el pago del
tributo en trigo, maz o cualquier efecto, pero los mapuche declaraban que an as no lo podan cancelar.
En el caso de los pueblos de indios de Peumo y Coado, en 1799 deban los tributos desde el ao
1793, que corresponda a 8 pesos y 4 reales al ao. El encargado de la recaudacin Juan Jos Martnez
de Luco, efectu el recorrido acompaado del Logko Catileu, pero no logro que los mapuche depositaran
el tributo, a pesar de cobrarlo todos los aos. En 1799, las 23 familias mapuche, deban arrendar parte de
sus tierras que en total alcanzaban a 550 cuadras.
An as, los pueblos de indios mantuvieron parte importante de sus tierras y la larga resistencia
anticolonial, permita an reconocer numerosos pueblos de indios en la geografa del norte chico y la
zona central, que correspondi al pikunmapu mapuche.

10. Los pueblos de indios en los albores de la republica chilena
Durante la revolucin independentista de los chilenos, la primera Junta de Gobierno constituida el 18
de Septiembre de 1811, estableci nuevas disposiciones respecto de los mapuche del pikunmapu, sin
renunciar a la vieja idea de reducir an sus tierras, trasladar y agrupar a la poblacin a fin de hacer
posible y ms efectiva la asimilacin cultural y terminar con la resistencia cultural imponindoles un
modelo de vida que solo era atractivo para el legislador. Adems, de la igualdad de derecho del indgena
que no pasaba de ser una declaracin formal, por que en la practica no los poda ejercer debido a la
discriminacin social y cultural que se haba impuesto en la sociedad detentadora del poder, lo nico que
haca era desamparalo de sus tierras y eliminar el rgimen de proteccin de sus propiedad que aunque
imperfecto se haba mantenido durante la colonia, pero la igualdad de derecho, era para el resto de la
sociedad pues se facultaba para adquirir las tierras de indgenas y a estos para vender.
En 1813, la Junta de Gobierno formada por Francisco Antonio Prez, Jos Miguel Infante y Agustn
Eyzaguirre, dicta un reglamento para constituir nuevos pueblos de indios, rescatando iniciativas llevadas
adelante en periodos pretritos, en especial las del Proyecto colonial de Prez de Uriondo, que se
destaco por sacar a remate las tierras de los pueblos de indios. Estos nuevos pueblos de indios
promovidos por los chilenos buscaban la reagrupacin y reduccin de todos los mapuches ...en dos ,
tres o ms de los mismos pueblos designados por una comisin. Promova la formacin de villa
formales dentro de los mismo pueblos de indios y la construccin de una iglesia con su respectivo
...cura, sotacura o capelln, una casa consistorial, una carcel, una escuela de primera letras, escritura i
doctrina cristiana, i sern delineadas con la regularidad, aseo y polica convenientes. Para cada familia de
indios se formara una casa de quincha o rancho, con dos departamentos, a lo menos, i tambin su cocina
i despensa, todo bien aseado.
El reglamento legal chileno respecto de los mapuches del pikunmapu, refleja la ideologa del nuevo
Estado; terminar por la va formal con la resistencia cultural que haba permitido al mapuche sobrevivir a
la dominacin espaola, para ser asimilado por el poder civilizador del Estado, el que pretenda introducir
en los pueblos de indios las instituciones de disciplinamiento social y adoctrinamiento, negando el
reconocimiento de la identidad y cultura mapuche.
Tampoco, el reglamento se hace cargo de la restitucin de derechos a las tierras que se les haba
usurpados y a la indemnizacin por usufructo de estas por tercero avalados por el estado espaol.
Respecto, a la constitucin de la propiedad se extenda en mismo modelo disciplinamiento y reduccin,
promoviendo la pequea propiedad individual y descartando la entrega de tierras comunitarias y
reconocimiento de las existentes en esta calidad, como si haba ocurrido en las ordenanzas espaolas;
Cada indio tendr una propiedad rural ya sea unida a su casa, si es posible, i de no, en las
inmediaciones de la villa. De ella podrn disponer con absoluto i libre dominio; pero sujetos a los
estatutos de polica y nuevas poblaciones, que podrn aadir o modificarse por la comisin. .
A la vez, se promova abiertamente el mestizaje y la asimilacin, al procurar que en las nuevas villas
residieran tambin espaoles, pudiendo mezclarse libremente las familias en matrimonios y dems actos
de la vida natural y civil. El objeto de esta medida era, ocioso parece decirlo, destruir por todos los
modos la diferencia de castas en un pueblo de hermanos... (Silva 1962:201), y terminar con las
comunidades mapuches asentadas en Chile central, pues el mismo proyecto en su articulo V sealaba
que la construccin de estas nuevas villas se financiara con el remate de todas las tierras de los pueblos
de indios de Chile central o territorio del pikunmapu, nombrndose para estos efectos una comisin
formada por Juan Egaa. Joaqun Echeverra y Gabriel de Tocornal.
Favoreci la continuidad de las comunidades mapuche de pikunmapu, la inestabilidad poltica de la
poca, que llevo a que se restituyera en Chile el poder del Monarca espaol en 1814, dejndose de lado
el reglamento de reduccin y asimilacin propuesto por los chileno de la primera Junta de Gobierno. Al
restablecerse el gobierno espaol, se retomo una poltica indgena de resguardo de las tierras mapuche,
restableciendo el cargo de Protector de Indgenas, que en su ejercicio seala en 1816 que el pueblo de
indios de Llopeo, cercano a Melipilla haban 18 familias mapuche que tenan 65 inquilinos espaoles con
301 individuos y 204 animales, por lo que se pidi el desalojo de los espaoles y la restitucin de las
tierras mapuches de acuerdo a como lo sealaban las ordenanzas espaolas. Esta disposicin viene a
restablecer el dominio mapuche sobre la propiedad, ya que se i bien los mapuche debieron arrendar las
tierras para el pago del tributo a la corona entre 1789 y 1811, tambin al repoblar sus pueblos de indios
encontraron a numerosos ocupantes que se haban ausentado en su ausencia.
Las instrucciones del Protector General de Indgenas espaol tampoco se cumplieron puesto que en
1818, se constituyo el nuevo Gobierno Republicano de Chile, con Bernardo OHiggins como Director
Supremo, en que nuevamente se dictaron disposiciones que afectaran el destino de los pueblos de indios
y las tierras mapuche del pikunmapu.
Una de las primeras leyes dictadas por el Gobierno Chileno republicano fue el Bando Supremo de 4
de Marzo de 1819, por medio del cual se le otorgo la ciudadana a los indgenas y se les eximio del
tributo personal con el que la corona los haba gravado desde el inicio del proceso de dominacin: ...El
sistema liberal que ha adoptado Chile no puede permitir que esa porcin preciosa de nuestra especie
contine en tal estado de abatimiento. Por tanto, declaro que para lo sucesivo deben ser llamados
ciudadanos chilenos, y libre como los dems habitantes del Estado.
Esta disposicin legislativa reconoce a los mapuche la plena capacidad para celebrar toda clase de
contratos, para la defensa de sus causas, contraer matrimonio, comerciar, elegir las artes que tengan
inclinacin, y ejercer la carrera de las letras y las armas, para obtener los empleos polticos y militares
correspondientes a su aptitud. A la vez se les exonera del pago de contribuciones personales impuestas
en condicin a su clase, a consecuencia de su nueva calidad de ciudadanos libre e iguales a todos los
habitantes de la Repblica, dejando s de ser vasallos del rey.
La segunda disposicin que afectaran las tierras de los mapuches del pikunmapu, las que haban
logrado conservar desde el periodo colonial en los antiguos Ayjarewe llamados despus por el espaol
pueblos de indios, fue la Ley de 10 de Junio de 1823, dictada por el Director Supremo Ramn Freire, la
que reconoca la existencia y subsistencia de los pueblos de indios en la zona central, norte y su del pas
y la necesidad de mensurarlos nuevamente no para respetar la propiedad indgena constitua en base
alas ordenanzas del periodo el espaol, sino para medir dentro de estas las posesiones indgenas y el
resto declararlo propiedad del Estado o fiscal, con lo cual decreta un acto arbitrario de usurpacin de
derechos territoriales que afectaban a los mapuche del pikunmapu, pues solo le sera reconocida una
porcin de las tierras y el resto las declarara fiscales para luego tasarlas, determinar sus deslindes y
rematarlas a favor del Estado. Esta disposicin en la practica significo que en solo decreto se contena la
reduccin de las tierras mapuches de los pueblos de indios de la zona central y la apropiacin por el
Estado del resto de su patrimonio el que a la vez se beneficiara de la venta de las tierras usurpadas
legalmente, formando la pequea propiedad dentro de los pueblos de indios con numerosos rematantes.
En efecto esta ley ordenaba:
1.- Que cada uno de los intendentes de las provincias nombre un vecino con el respectivo agrimensor,
se instruya de los pueblos de indgenas que existan, o hayan existido en su provincia.
2.- Que midan i tasen las tierras sobrantes pertenecientes al Estado.
3 Que lo actual posedo segn ley por los indgenas, se les declara en perpetua i segura propiedad.
4 Que las tierras sobrantes se sacarn a publica subasta, hacindoles los pregones de la lei en las
ciudades y villas cabeceras, i remitan sus respectivos expedientes a las capitales de provincias para que
dando el ltimo pregn i verificado su remate, se vendan de cuanta del Estado.
5.- Que los remates se harn por porciones, desde una hasta diez cuadras, para dividir la propiedad, i
proporcionar a muchos el que puedan ser propietarios.
En este ltimo articulo el estado pretende resolver en parte el acceso ala tierras de los numerosas
poblacin rural, pero no dispone en ningn caso la obligacin de la subdivisin de las haciendas y
estancias que prcticamente mantenan ocupadas con dilatados territorios todo las tierras del pikunmapu.
Las disposiciones no se aplicaron en la zona de Chile central, como haba comenzado a realizarse en
Osorno y Chilo, lo que obligo a dictar el Decreto de 28 de Junio de 1830, que ordena la ejecucin de la
Ley de 1823 y dispone la enajenacin de los terrenos sobrantes del Estado a cargo de una comisin
integrado por un vecino designado por el Intendente de la respectiva provincia y un agrimensor, de
conformidad al artculo 1 de la Ley de 1823.
Los resultados de la aplicacin fue la reduccin de las tierras de disposicin mapuche en la zona
central, y la enajenacin de parte de su patrimonio que haban logrado conservar durante el periodo de
dominacin colonial, para beneficiar a mestizos, espaoles y otras castas, ahora todos chilenos, con las
tierras indgenas. Un ejemplo de lo obrado por el Estado Chileno es lo ocurrido con las tierras del
ayllarrehue de Peumo, donde los espaoles formaron pueblo de indios del mismo nombre y los Logkos
lograron conservar en un largo conflicto durante le periodo colonial. Es as como a fines del periodo
colonial el Ayjarewe de Peumo y su Lof, eran dirigidos por el Logko Diego Antipelay gobern hasta 1744,
siendo sucedido por Jos Catileu, hijo de la hermano del Logko y Juan Charagilla, luego su hijo Nicolas
Catileu, asumio el cargo de Logko, que apareca ejercindo el cargo en 1795. Las tierras del ayjarewe de
Peumo en 1799 alcanzaban a 550 cuadras, y sera esta superficie de tierras las que sern sometidas a la
reduccin decretada por el Estado chileno con la ley de 10 de Junio de 1823 y el Decreto de 28 de Junio
de 1830.
En efecto, En 1830 el agrimensor general, Francisco Tagle Echeverra, pas a medir el 4 de
diciembre el pueblo de indios de Peumo y a valorizar (avaluar) las tierras sobrantes pertenecientes al
Fisco. Eran las del pueblo 582 cuadras y un cuarto de pan llevar y 141 de cerros. Las pertenencias de
los indios eran 139 y las de la parroquia 5, del Fisco 438 y un cuarto, pero 220 litigiosas, por tanto 218 y
un cuarto, que a 50 pesos cada una con agua y de pan llevar, dan 10.912 pesos. Las de cerros a 4
pesos cuadra son 546 pesos. Las tierras del Fisco quedaron formando un cuerpo (Hanisch 1963:132).
Estos resultados, significan que solo un 25% de las tierras originales se reconocieron como propiedad
mapuche, el 1% de la parroquia y el 74% se declaro fiscal, de las que un 40 % se encontraba en litigio
por estar ocupada por arrendatarios de los mapuche.
La situacin de los dems pueblos de indios del pikunmapu, corrieron la misma suerte, al ser
reducidas sus tierras por la accin del Estado Chileno. An as, esta reduccin ostensible de la propiedad
ancestral mapuche, no termino, por lo menos durante todo el siglo XIX con la estructura social y cultural
mapuche de estos pueblos, pues en 1874 las autoridades tradicionales an pervivan, como lo atestiguo
el Intendente de Santiago, Benjamn Vicua Mackenna en su visita a Pomaire, donde encontr que el
pueblo de indios era gobernado por un Logko o cacique.
Hasta la actualidad se reconocen estos asentamientos mapuche en la geografa del valle central y el
norte chico, aunque con su identidad escondida, en la medida que la historia de ellos ha sido negada y
omitida, borrada por el paso del tiempo en su expresin tnica, pero viva la memoria su pasado
mapuche. Estos asentamientos indgenas en la actualidad se reconocen como comunidades tradicionales
o zonas de minifundio, localizados entre los ros Limar y Bio Bo y visibles en el mapa de la propiedad
rural. En La Ligua, el pueblo de indios formado a fines del siglo XVIII por la donacin de tierras del
Mrquez de Pica, entregadas a mapuches encomendados en las haciendas de Illapel y Pullally, hoy se le
conoce como la Comunidad de Varas. Tambin, los recuerso de viejos descendientes del pueblo de
indios de Lampa, comentaban de la Cancha de Gijatun que exista en la planicie de un cerro inmediato al
poblado.
3. Ftal mapu bafkehche o lafkenche, naq che o naqche y wenteche
3.1. Deslindes territoriales en el siglo XVI
A la llegada de los espaoles, el territorio mapuche se encontrabaa encontrado densamente poblado,
no obstante la dispersin de sus habitantes, asunto del que se sorprendieron los primeros visitantes
quienes esperaban llegar a un vasto territorio despoblado y del que dan testimonio los cronistas, al
sealar que los conquistadores quedaron admirados con la cantidad de poblacin que encontraban en
su marcha hacia el sur. Es lo que ms impresion a quienes incursionaban en la aventura de la fundacin
de ciudades, encabezada por Valdivia. La ms alta concentracin fue encontrada cruzando el ro Itata.
Haba ciertas reas, ciertamente, ms pobladas que otras. Una de las mayores concentraciones estaba
en lo que hoy es la provincia de Arauco, esto es, en la falda martima de la Cordillera de Nahuelbuta, y
tambin en su falda oriental, hacia los llanos centrales. Sin embargo, las planicies y llanos, generalmente
cubiertos de bosques, eran de menor densidad.
Al respecto, estudios posteriores han sealado que La zona de Arauco junto con la vertiente oriental
de Nahuelbuta (Angol y Puren) y el extremo sur de esta cadena montaosa (Imperial), parecieron haber
sido los lugares ms densamente poblados. El camino rodeaba al Lanalhue y cruzaba la cordillera
aproximadamente por el mismo sitio en que hoy se encuentra el boquete que une Contulmo con Puren,
estimandose para la Regin de la Araucana una poblacin aproximada a los 500.000 habitantes.
Coincidente con ello el Capitn de Ejrcito, cronista y testigo desde los primeros das de conquista,
Mario de Lobera relata que la expedicin de Pedro de Valdivia hacia el sur se encontraban multiplicidad
de habitantes en su derrotero, ya pasando por Arauco, por Tucapel, por Puren, desde donde pasaron a
la Provincia de Tabon, no menos frtil y hermosa que las pasadas y tan poblada de gente que en un slo
lugar haba catorce mil indios sin otros muchos que haba en su comarca. Por todas estas tierras salan
los indios as hombres como mujeres por los caminos a ver los espaoles,... multitud de moradores hasta
que finalmente llegaron a la provincia de Cauten, que era el fin de su designio.
Del mismo modo, llegados a la provincia de Cautn, el cronista relata que -desde la altura- no se ve
otra cosa sino poblaciones. Verdad es que no son pueblos ordenados, ni tienen distincin uno de otro de
suerte que se puedan contar tantos pueblos, mas solamente est una llanada de casas, algo apartadas
unas de otras, con sus parcialidades distintas, de las cuales reconoce cada una a su cacique, sin tener
que entender con el cacique de las otras.
En cuanto a la distribucin espacial, a la llegada del espaol el territorio mapuche se extenda,
Desde el ro Itata por el norte hasta el golfo de Reloncav y desde el mar a la cordillera se hallaban
distribuidas las varias secciones indgenas que con nombres diferentes y disposiciones especiales,
constituan la gran familia tnica llamada araucana por los conquistadores.
En dicho espacio, no obstante las diferencias que se podan encontrar a medida que se avanzaba al
sur, y desde el mar hacia la cordillera, todas las parcialidades formaban parte de un mismo pueblo, el que
se distribua del modo siguiente, comenzando por el territorio Bafkehche:
Desde el Biobio hasta el ro Calle Calle se sucedan las comunidades ms densas i escalonadas de
araucanos de todo el territorio indgena. Al iniciarse la conquista, la rejin de la costa, lauquen-mapu,
desde el Bio Bio hasta el Toltn, era la parte en que la poblacin se apretaba en condiciones superiores a
las otras secciones tnicas. Principiando por la Baha de Arauco, se escalonaban para el sur los indios
araucanos, que dieron nombre a todos los del territorio: los Mareguanos, los de Collico, de Quiapo,
Curanilahue, Tucapel, Pilmaiquen, Paicav, Ilicura, Lleulleu, Quidico y Tira. En la margen septentrional
del curso inferior del ro Imperial estaban los de Trovolhue y Nehuente, y en la orilla izquierda tuvieron
su asiento las tribus de Puauchu, el Bud y el Toltn, donde an se conservan en bastante nmero los
descendientes de famosos caciques.
Luego, al describir las diferentes parcialidades que formaban parte del ser araucano, y a partir de los
vivientes asentados al oriente de la Cordillera de Nahuelbuta, seala que stos tenan el nombre de
naqches, abajinos, que les daban los dems indios; los del valle de Nacimiento a Carahue,
particularmente desde Angol hasta Traiguen, formaban el lelvun-mapu o pas de los llanos; los de las
tierras altas pertenecan al huentu-mapu, donde habitaban los belicosos huenteches o arrivanos... Todos
los indios de las rejiones enumeradas distinguan a los que habitaban en el sur del ro Quepe, sin
distincin de lmites, con el nombre e Wijiches.
A diferencia de lo sostenido por Guevara, Ricardo Latcham -si bien se refiere al mismo territorio-
distingue dos grupos humanos claramente diferenciados, sealando que esta extensa zona consiste en
dos regiones etnogrficas distintas, separadas por el ro Toltn. La primera la podemos llamar Araucana
o tierra de los araucanos y la segunda, la regin o tierras de los Wijiches, incluyendo en esta
denominacin, todas aquellas tribus que en tiempos de la dominacin espaola, habitaban al sur del
ltimo ro
Al respecto, Latcham hace un exhaustivo detalle de los habitantes de la Araucana, de sus creencias
y organizacin social, descripcin de la cual rescatamos y sistematizamos Las Divisiones Geogrficas de
la Araucana en el Siglo XVI.
FTALMAPU AYJAREWE LOF
ITATA A BIO BIO COELEMU
(Entre el ro Itata y el estero
Bureo)
Coelemu, Otohue,
Coihueco
PEGUCO (Penco)
(Entre el ro Bureo y el ro
Andalin)
Talcahuenu,
Aquelpangue, Arana,
Puchacay, Andalin
RERE
(ambos mrgenes del Ro Claro)
Hueln Hueln,
Cahuiungue,
Guachumvida,
Talcamvida,
HUALQUI O GUALQUE
(entre el ro Quilacoya y el mar)
Laleufu, Quilacoya,
Yecutun, Hualqui o
Gualque, Talcahuenu
LLANCAMILLA
(Entre el ro Itata y la margen
norte
del ro Bio Bio)
Tolmilla,
Quelenmapuco
RARINLEVU O RANRILEVU O
RALINLEVU
(Entre el ro Laja y Bio Bio, al
oriente de la actual ciudad de Los
Angeles)
S/I
BAFKEH MAPU
(Regin costera entre los ros
Bio Bio y Toltn)
MARIHUENU o HUENUREHUE
(Desde el ro Bio Bio hasta el ro
Carampangue)
Neculhuenu,
Pailahuenu,
Tolpillanca,
Anthuenu, Colcura,
Marihuenu,
Huenurehue,
Chelchelevo,
Coilevo,
Quiapeo,
Cahuihuenu, Tuben
ARAUCO
(Entre el ro Carampangue, la
costa de Arauco, el ro Lebu y la
Cordillera Nahuelbuta)
Panguerehue,
LlagWapi, Quidico,
Quiapo, Levo,
Colico, Arauco,
Andalicn,
TUCAPEL
(Entre el ro Lebu y el ro Lleu
Lleu, el mar y la Cordillera de
Nahuelbuta)
Molhuilli, Lincoyn,
Pilmaiquen, Tucapel,
Paicavi, Ancalemo,
Tomelemu,
Cayucupil, Ilicura,
Vutalebu
LICANIEVU
(Entre el ro Lleu Lleu y el ro Tira
y, el mar y la cordillera de
Nahuelbuta)
Chamacodo o
Chamaco,
Lemolemo, Villoto,
Colcuimo, Relemo,
Pillurehue,
Vilurehue, Povinco,
Licanlebu, Tira
RANQUILHUE O RANCLHUE
(Entre el ro Tira y el ro Cautn)
Ranclhue,
Quinahuel,
Pellahuen, Claroa,
Rangaloe,
Trovolhue,
Moncolhue.
CAUTEN (Entre el ro Imperial y
Cautn)
Pelulcura, Lamocavi,
Coyamrehue,
Celolebo, Budi
LELFN MAPU
(Llanos del Valle Central,
entre el ro Bio Bio y Toltn)
CATIRAY
(Entre el ro Bio Bio, hasta
Negrete y la Cordillera de la
Costa)
Pirenmauida,
Liucura, Pilumrehue,
Coyamco, Geuche,
Mayurehue,
amcurehue,
Armco, Tabolevo,
Curalevo, Quilalemu,
Chipino, Peterehue,
Millapoa
CHACAICO
(Entre los ros Huequen y
Renaico)
Viluqun, Chacaico
PUREN
(Entre Angol, Traiguen, la
Cordillera de Nahuelbuta y el ro
Rehue)
Guadaba, Puren,
Coyamcahuin,
Lumaco, Tomelemu,
Coipolevu,
Picoiquen, Engolmo,
Leburpu,
Voquilemu
REPOCURA
(A ambos lados del ro Chol Chol,
desde el ro Colpi o Pangueco
hasta el ro Cautn y desde la
Cordillera de Nahuelbuta hasta los
cerros de Nielol)
Nielol, Repocura,
Colpilln, Voigeco
BOROA
(Al sur del ro Cautn , entre los
ros Boroa y Quepe)
Boroa
INA PIRE MAPU
(Regin Subandina, entre
el BioBio y el Toltn)
MALVEN
(Entre el ro Bio Bio, los cerros de
Pemehue y el ro Renaico)
Malvn, Rucalhue,
Quilaco.
COLHUE
(Entre los ros Renaico y Malleco)
Colhue
QUECHEREHUE O
QUECHEREHUA
(Entre los ros Huequen y
Traigun)
Quechurehue,
Adencul, upangue,
Quilahueque
QUILLINCO
(Entre los cursos superiores del
ro Cautn y Toltn)
MAQUEHUE
(Entre los ros Quepe y Cautn y al
oriente los ros Huichahue y
Cautn)
Maquehue,
Quincholco,
Chumilemo,
Puellocavi, Alihueco,
Ailnhue, Purumen
PIREN MAPU
(Regin de la nieve, la
Cordillera de Los Andes en
los nacimientos de los ros
Itata y Toltn)
QUILCOLCO
(Entre los ros Duqueco y Bio Bio)
Mincoya
Coquilpoco
Atarachina
Iguamamilla
Iguandepern
Millanahuel
Maricaiveo
Inaculicn
Alcanrehue
Calbulicn
Chauquenahuel
RUCALHUE
(A orillas del ro Bio Bio aguas
arriba de Santa Brbara)
Titilco
Memocoiputongo
Queuco
CALLAQUI
(Desde el ro Callaqui, cercano al
volcn Laja hasta el Volcn
Callaqui)
S/I
LOLCO
(Ente los Volcanes Callaqui y el
Volcn Lonquimay)
S/I
LIUCURA S/I
HUENCHULAFQUEN
(Alrededores del lago Riihue)
S/I
WIJI MAPU
(Tierra de la Gente del Sur,
entre
el ro Toltn y el ro Bueno)
MARICGA O MARIQUINA
(A ambos lados del curso medio
del ro Cruces)
CHESQUE
(Al norte del ro Cruces)
HUENUHUE O GUANAHUE
(Alrededores del lago Panguipulli)
NAGHTOLTEN
( Ro Toltn, ro Donguil hasta el
mar)
QUEULE
(Al sur del anterior hastala costa y
al Este con Maricga)
PIDHUINCO
HUADALAFQUEN
(Margen norte del ro Calle Calle,
hasta la mar y con los Aillarehues
de Queule y Maricga).
REIHUE O RIIHUE
(Contornos del lago Riihue)
QUINCHILCA
(Ocupaba ambos costados del ro
del mismo nombre).
CUDICO (Entre los ro Futa y
Chaiguin hasta la mar)
COLLICO
(Entre los rios Futa y Calle Calle,
al norte del Cudico).
DAGHLIPULLI
(Al suroriente del Ayjarewe de
Collico)
QUECHUREHUE
(Entre los rios Toltn y Allipen)
RANCO
(Alrededores del lago Ranco).
CHAWRA KAWIN
( Rio Bueno a Seno
de Reloncavi)
COIHUECO
(Al sur de Osorno y en las
inmediaciones del ro del mismo
nombre).
CUNCO
(Alrededor de La Unin)
QUILACAHUIN
(Entre el ro Bueno y el ro Rahue,
el estero Folilco y la mar)
TRUMAO
(Entre el ro Bueno y el ro
Chaiguin y la costa)
LIPIHUE
(Entre los ros Llico y Maulln)
LEPILMAPU
(Probablemente en la costa al sur
del estuario del ro Maullin)
CARELMAPU
(Entre el ro Maulln , el ro San
Jos y la Costadle esturio
Reloncavi).
CALBUQUEN
(Al oriente del anterior)
3.2. Rebelin Mapuche en la Araucana: 1550 1604
Desde el momento en que se inauguran las relaciones entre el pueblo mapuche y las huestes, se da
una permanente beligerancia entre las partes: es el choque entre el invasor y el invadido.
En los inicios, a partir del ao 1492, las incursiones blicas hispanas se dirigen hacia el rea
pichunche, quienes se refugian en los pukaras, a fin de proteger a los suyos e impedir el acceso de los
invasores a los frutos de la tierra, lo que en la prctica- redund en que la sociedad indgena picunche
se debilitara, ya que hubo que dedicar los esfuerzos a la defensa de la invasin y dejar de lado las
labores de siembra y cosecha. De otro lado, se sucedieron los continuos asaltos de los espaoles a los
pukars a fin de aprovisionarse de alimentos.
En cierto modo, la primera frontera entre el mundo araucano y el mundo hispano se fija en el ro
Maule, deslinde que se mantiene hasta la dcada de 1550, momento en que los espaoles perciben que
la conquista del rea que se extiende entre Copiap y dicho ro se encuentra asentada y ser
permanente en el tiempo. Por otro lado, la poblacin indgena haba descendido a niveles tales que
hacan imposible el tener mano de obra, fundamental para hacer realidad las ansias de riqueza del
conquistador espaol.
A ello hace referencia Mario de Lbera, quien relata que Desde el primer da que los espaoles
entraron en esta tierra de Chile siempre fue su principal intento ganar los estados de Arauco y Tucapel,
por ser los ms principales de Chile, as por la hermosura y fertilidad de la tierra, como por la gran
abundancia de oro que hay en sus minas, y aunque diversas veces lo haban intentado, siempre se
volvan antes de llegar a donde deseaban por no ser menor la ferocidad y valenta de la gente araucana y
tucapelina que su riqueza y abundancia.
Del texto citado se induce que la zona situada al sur del ro Maule contaba con dos elementos
fundamentales que la hacan apetecible para el espaol: abundancia de oro y de poblacin indgena.
A ello se sumaban las noticias de la belleza del lugar a conquistar y la variedad y multiplicidad de
alimentos que en dichos parajes se cobijaban:
Verdaderamente todas estas tierras de Arauco y Tucapel, y las dems circunvecinas son tan
excelentes en todo que parecen un paraso en la tierra; los mantenimientos son en tanta abundancia, que
no hay que comprar ni vender cosa de ellas, sino tomar cada uno lo que quisiere de esos campos de
Dios, los cuales estn ricos de todas las cosas necesarias, como maz y otros granos, frutas y legumbres;
y no es menor la hermosura de los valles cerros y callados que no hay pie de tierra perdido, pues todo
est lleno de mantenimientos de los hombres y cuando menos de pastos para los ganados, donde hay
ovejas sin nmero, y otras muchas reces, fuera del ganado vacuno que despus de la entrada de los
espaoles, es tan sin tasa, que se lo lleva de balde el que quiere.
En dicho espritu, de expansin territorial y de bsqueda de riquezas, una vez que Pedro de Valdivia
concluy haber dejado la ciudad de Santiago bien fortalecida con todos los vecinos y mineros y otros
moradores, sali con ms de trescientos hombres escogidos, y fue marchando hasta llegar a un puerto
de la provincia de los paramocaes donde estaba un caudaloso ro; el cual pasaron todos en balsas que
hicieron de enea.
As, Valdivia y sus trescientos hombres, acompaados de un contingente importante de indios
auxiliares, parten desde Santiago a fines de 1549, para encontrarse con los conas mapuches en el paraje
de Andalin, el da 24 de Febrero de 1550.
De acuerdo a los testimonios de la poca, el contingente araucano no estaba ajeno a lo que estaba
sucediendo con los pueblos indgenas asentados ms al norte ni desconoca los objetivos de los
invasores. Por el contrario, las tropas mapuches estaban prevenidas habindose comunicado y
concertado todos los de aquellas provincias, como son la de Nube, Itata, Renoguelen, Guachimavida,
Mareande, Gualqui, Penco y Talcahuano, se nombra como autoridad mxima a Aynabillo, a quien
cometieron el plenario dominio, y potestad de mandar en toda la tierra sin aguardar parecer de nadie, y
una vez elegido mandaron aviso de ello por toda la tierra, notificando a todos de su eleccin y
ordenndoles que acudiesen a la guerra, y muy en particular a los bravos araucanos y tucapelinos, que
estaban a veinte leguas del lugar donde l fue electo.
La batalla de Andalin significa el triunfo de los espaoles, muriendo en ella alrededor de 10.000
indios y slo 1 espaol (al decir de Mario de Lvera), influyendo en los guerreros araucanos la cada de
un aerolito, en el que creyeron ver algn tipo de designio.
Pocos das despus, el 1 de marzo de 1550, y a dos leguas del lugar en que se libr la batalla, Pedro
de Valdivia funda la ciudad de La Concepcin Inmaculada de la Madre de Dios y Seora Nuestra, a la
que la sucede la fundacin de los fuertes de Arauco, Tucapel y Purn, y la ciudad de Los Confines, actual
Angol, Imperial, Valdivia y Villarrica.
Con ello, el espaol no slo pretende levantar poblaciones y hacer posesin en lugares estratgicos,
el objetivo es extraer riquezas, oro principalmente, y hacerse de mano de obra indgena, sea a travs de
la encomienda o a travs de la abierta esclavitud, bajo el subterfugio de tomar indios en guerra.
Respecto a la extraccin del preciado material, clarificadora es la imagen que nos entrega Alonso de
Gngora y Marmolejo, quien presenta a Pedro de Valdivia ante 800 indios sacando oro, y para
seguridad de los espaoles que en las minas andaban mando a hacer un fuerte donde pudieran estar
seguros. Estando en esa prosperidad grande le trajeron una batea llena de oro. Este oro le sacaron sus
indios en breves das. Valdivia habindolo visto no dijo ms, segn me dijeron los que se hallaron
presentes de estas palabras: desde agora comienzo a ser seor. As sucedi en Villarrica, que a la
extraccin de inimaginables cantidades de oro debe su nombre, en Talcamvida, Quilacoya, Marga
Marga, Carelmapu, Las Cruces, entre otros.
Paralelamente, al fundar Concepcin se estaba dando una seal poltica de gran trascendencia: sera
el centro de la conquista espaola, all residiran en buena parte del ao los Gobernadores hasta
avanzado el siglo XVIII- y sera, junto con la ciudad de Valdivia, el centro de operaciones militares y
comerciales de los representantes de la corona. As, apenas fundada la villa de Concepcin, se
distribuyen los solares y se entregan indios en encomienda, y a medida que se va poblando se va
cumpliendo con la otra va de conquista, se irn levantando los conventos religiosos de Santo Domingo,
San Francisco, La Merced, San Agustn.

En este contexto, y as como una vez dej la ciudad de Santiago a resguardo del ataque de la gente
de la tierra, Valdivia ahora lo hara con la villa de Concepcin, y decide adentrarse en la Araucana por el
camino de la costa, por la vertiente oriental de la Cordillera de Nahuelbuta.
A poco andar, funda la ciudad de Imperial, en 1552; en Febrero de 1553 funda la ciudad de Valdivia,
ordena fundar Villarrica, levanta los fuertes de Arauco, Tucapel y Puren; y a fines de 1553 funda la Ciudad
de los Confines, Angol.
No obstante la relativamente fcil campaa de las huestes espaolas, la que haba tenido encuentros
espordicos con los indgenas, stos estaban preparando un gran levantamiento, se estaba inaugurando
la Guerra de Arauco, la que con diferentes matices, intensidad e interpretaciones, ser el escenario en
que se desarrollarn los futuros encuentros.
Fundamental en esta etapa ser el levantamiento indgena de Tucapel, en que los mapuches,
dirigidos por Caupolican, atacarn una y otra vez a 200 espaoles, produciendo el agotamiento de las
fuerzas invasoras y aprehendiendo a Pedro de Valdivia, a quien se le da muerte el 25 de Diciembre de
1553, a lo que sigui el devastamiento de los fuertes y pequeas villas levantadas por los espaoles,
extendiendo luego los ataques hacia la zona central.
Pocos das despus, el 26 de Febrero de 1554, el gento mapuche ataca en Marihueu a la tropa
espaola, y lo hace de la misma forma como lo haba hecho en Tucapel, a travs de continuas oleadas
de guerreros, para lo que utilizaban a su favor el cabal conocimiento del territorio.
Lo que quedaba del ejrcito espaol hua despavorido hacia el valle central, en cambio, los
mapuches entraban victoriosos a Concepcin, ciudad en la que no se encontraron con ningn habitante,
y que una vez saqueada fue incendiada por completo.
Haba sucedido a en su cargo a Pedro de Valdivia don Francisco de Villagra, quien atac
sorpresivamente a las fuerzas de Lautaro, que avanzaban hacia el norte, en las orillas del ro Mataquito,
en un lugar prximo a Peteroa, en la madrugada del 2 de abril de 1557, muriendo junto a Lautaro una
cantidad cercana a los 700 combatientes mapuches.
Mudo testimonio de la derrota de los hombres de la tierra y de la soberbia espaola, la cabeza de
Lautaro es llevada a la ciudad de Santiago, donde es enterrada en una lanza y exhibida en la Plaza
Mayor, como trofeo y como escarmiento.
A Villagra le sucede Garca Hurtado de Mendoza, hijo del Virrey del Per y Marqus de Caete,
quien lo nombra Gobernador, y se embarca en Per en el verano de 1557- con un ejrcito de religiosos
y 300 soldados, adems de una flota de barcos cargados de municiones y alimentos.
Garca Hurtado de Mendoza recala -luego de un largo periplo- en la Isla de Quiriquina, cercana a la
destruida Concepcin, donde ordena levantar un fuerte, el fuerte de San Luis, escenario del siguiente
encuentro blico, en el que la recin trada plvora y un contingente nuevo le significaran una derrota
para los Araucanos. No obstante la derrota, Garca Hurtado de Mendoza haba conocido en carne propia
el arrojo y valenta de la gente de la tierra, de los que hasta entonces slo tena noticias.
No obstante los efectos que tuvieron los arcabuces en los mapuches, se enfrentaron a poco andar
con las renovadas fuerzas espaolas, en el combate de Lagunillas, el 8 de Noviembre de 1557. Si bien
ningn bando sali victorioso, Garca Hurtado de Mendoza hizo gala de un gran ejrcito, el que los
cronistas describen como de unos 550 espaoles fuertemente armados, unos 4.000 indios auxiliares y
unos 1.000 caballos, y de una incomparable crueldad con los cautivos en combate, sometiendo a
deleznables torturas a los caciques y coronando su actuar cortando los brazos a Galvarino.

A fines de mes, especficamente el 30 de Noviembre, se produce un nuevo combate, en Millarapue,
donde las fuerzas mapuches son derrotadas, Galvarino y un nmero importante de caciques son
ahorcados, y Caupolican es apresado y llevado a Tucapel, lugar donde es condenado a morir empalado
en una estaca.
A diferencia de lo que pensaban los estrategas espaoles, las torturas y vejmenes a que eran
sometidos los caciques cautivos, en conjunto con los abusos y explotacin de que eran objeto los indios
encomendados, iban produciendo un sentimiento unificador en un pueblo hasta entonces disperso.
En el ao 1561 Francisco de Villagra sucede a Hurtado de Mendoza, encontrndose con una
situacin de guerra latente, lo que era agravado por que se comenzaron a dictar normas a fin de proteger
a los indios encomendados, en forma de ordenanzas reales, las que sealaban el inters de la corona de
que el encomendero cobrara al indgena una serie de tributos, reemplazando el antiguo y anhelado
trabajo obligatorio a que estos eran sometidos, rdenes a las que el hacendado espaol se negaba.
Los Gobernadores espaoles se sucedan uno a otro, as como los encuentros blicos, sin que se
llegara a la imposicin total de una parte sobre otra. Y as como continuaban los abusos, continuaban los
combates. Los mapuches triunfan en Lincoyn, los espaoles triunfan en Reinohueln y Tolmilln.
Finalmente, en 1592 es nombrado Gobernador Martn Garca Oez de Loyola, quien ser partcipe
de un hito en la historia del pueblo mapuche, y sobre todo, del desarrollo posterior de los hechos.
Si bien los combates y encuentros blicos se sucedan, con mayor o menor intensidad, a fines de
1598 se acude a un suceso fundamental, suceso que marcar la Guerra de Arauco y las relaciones a
futuro entre el pueblo mapuche y las huestes espaolas.
Hasta entonces las intenciones hispanas de hacerse del territorio mapuche no se han amilanado,
realizando para ello sucesivas incursiones, en una de las cuales Oez de Loyola se diriga a la ciudad de
Los Confines, cuando es sorprendido por las tropas mapuches en las orillas del ro Lumaco.
Dicho encuentro se produce el 23 de diciembre de 1598, en Curalaba, y significa la victoria de la
gente de la tierra, dirigida por el hbil Toki Pelantaru, trayendo con ella a muerte del Gobernador Martn
Garca Oez de Loyola y de unos 3.000 espaoles, y la destruccin de toda presencia hispana al sur del
BioBio.
El triunfo de Curalaba no era una victoria ms, al contrario, era al inicio de un levantamiento general y
con ello cambi el curso de la guerra de Arauco. All se demostr la superioridad militar de los
mapuches. Pelantaru destruy todas las ciudades al sur del BioBio; Valdivia fue incendiada, se
despoblaron Angol e Imperial y Villarrica fue destruida y olvidada por doscientos ochenta y tres aos. Las
ciudades fundadas al interior del territorio no volvieron a construirse hasta la ocupacin de la Araucana
en el siglo XIX.
En conjunto con lo anterior, a la colonia espaola entra en una profunda crisis, obligando a la
creacin de un ejrcito profesional, el que ser mantenido desde el extranjero a travs del Real Situado;
la colonia espaola se empobrece mucho al cerrarse los lavaderos de oro de Valdivia; y finalmente, los
indgenas del norte se refugian en la Araucana, despoblando el valle central.
Por otro lado, la agricultura, que a principios de siglo era muy modesta, con el pasar de los aos, al
igual que la ganadera, adquiri algn grado de desarrollo y a fines del siglo XVI era una actividad de
importancia, en la medida que la minera la fue perdiendo, fruto de su temprano agotamiento.
Lo anterior era acrecentado por el aumento de la demanda de alimentos en Per y Potos, y en el
mbito interno, de la poblacin. Los cronistas de la poca le dan la categora de importantes centros de
produccin agrcola a Santiago, Osorno y Valdivia.
En sntesis, con la rebelin de 1598, se produce una gran crisis alimentaria, de exportador se pasa a
importador, y la economa colonial se recupera pero slo a nivel interno, con el crecimiento del ejrcito
espaol, ya que gran parte de la produccin se consuma con los dineros del Real Situado.
Finalmente, se ingresaba a otra etapa de la relacin entre los espaoles y los mapuches: se fija
como frontera el ro Bio Bio, y toma fuerza la idea de la Guerra Defensiva, ideal representado por el
Misionero Jesuita Luis de Valdivia.
3.3. Reduccin territorial y constitucin de la fronteras:
De las Guerra Defensiva a la Frontera del Bio Bio
No obstante la ola de destruccin de ciudades en el sur de chile, entre los aos 1598 y 1602, fruto
del levantamiento mapuche generado por la Victoria de Curalaba, haban otras razones que incidieron en
el cambio poltico adoptado por la corona espaola, como fueron el arribo de barcos y navos de piratas y
corsarios holandeses en el Sur de Chile, especficamente en Chilo. Ello pona en peligro no slo el
dominio de dichos espacios territoriales, sino tambin llevaba en s la posibilidad de alianzas entre
elementos forneos y las diferentes parcialidades indgenas.
Por otro lado, debe tenerse claro las siete poblaciones que se fundaron durante el siglo XVI entre el
ro Maule y el territorio de Osorno, aunque eran las ms florecientes del reino, albergaron slo a un
nmero reducido de conquistadores que, por lo general, no era superior al de 100 vecinos mal
comunicados entre s, establecidos en un territorio poblado de indgenas hostiles, cuyo nmero era varias
veces superior.
Como fuere, es nombrado el veterano guerrero de Flandes Alonso de Ribera, y ser quien llevar a
cabo la propuesta de Guerra Defensiva, si bien su principal representante fue el Misionero Luis de
Valdivia, quien estaba tratando de evangelizar a los naturales desde el ao 1593, ingresando libremente a
la Araucana y hablando con facilidad la lengua de la tierra.
En trminos ideolgicos, el concepto de Guerra Defensiva se fundaba en la Bula Papal "Sublimis
Deus" (1537), la que entre sus preceptos ordenaba la que los indios no estaban privados de su libertad ni
del dominio de sus cosas, como tampoco podan ser esclavizados, as como la propagacin de la fe
deba ser voluntaria, no impuesta por la fuerza.
En trminos prcticos, el sacerdote Luis de Valdivia propona que se prohibieran las malocas, que
las ciudades y fuertes de la frontera se poblaran suficientemente para resistir al enemigo, sin que hubiese
necesidad de ms presidios y milicias; que se abrogara el servicio personal de los indgenas, dejndolos
en libertad y reducidos a pueblos, donde pudieran ser adoctrinados y que no pudieran ser esclavizados
No obstante las buenas intenciones del misionero, la poltica en cuestin era contradictoria con otras
normas dictadas por la corona espaola, como es la Real Cdula de 26 de Mayo de 1608 que autoriza la
esclavitud de indios hombres mayores de diez aos y medio y mujeres mayores de nueve aos y medio
que fueren sorprendidos con armas en la mano, a fin de premiar con ellos a la soldadezca e incluso a los
indios amigos, en la medida que a estos ltimos se les extraera del trabajo forzado o persona. A ello se
agregaba que los menores pasaba a formar parte del servicio personal de quienes los capturasen, hasta
la edad de 20 aos.
Paralelo a estas medidas se crea un ejrcito profesional, con 2.000 efectivos, financiado a travs del
Real Situado.
El hecho es desde 1610 en adelante se aplica en la Capitana General de Chile el sistema de Guerra
Defensiva, lo que implic que se prohibieron las correras espaolas ms all de la lnea de frontera del
Bio Bio, se anul la Real Cdula de 1608 que permita la esclavitud indgena y se prohibi el servicio
personal de indgenas, lo que fue reemplazado por una contribucin en dinero. Felipe II deleg amplios
poderes a Luis de Valdivia para dirigir la guerra defensiva, fundar misiones y enviar misioneros a la
Araucana. Sin embargo, en la prctica el sistema nunca pudo ser efectivamente aplicado en el conflicto
con los mapuches, no obstante los esfuerzos desplegados por el Padre Valdivia.
En este contexto se encuentran los Parlamentos de Cateray y Paicav. En el mes de mayo de 1612,
en las Paces de Cateray participaron ms de 500 asistentes, y el Padre Luis de Valdivia se dirigi a los
ulmenes, capitanes y conas en representacin del Rey de Castilla, sealando entre los beneficios de la
paz el que vendr la abundancia de todos los bienes y multiplicarn sus hijos y ganados, y se acabar
este aborrecimiento y odio que hay entre Espaoles e indios, y se convertir en hermandad, en buena
vecindad y compaa, en amor y amistad grande; y ellos vendrn a comprar lo que hubieren de
menester, agregando los acuerdos que se lograron en la Asamblea: No hacer guerra a los espaoles ni
robarles animales. Devolver a los cautivos que hubieren en Cateray y aconsejar a otras provincias que
hicieren lo mismo. Permitir la entrada de misioneros a su territorio. Consentir que mensajeros
atravesasen la provincia. Avisar a los espaoles la llegada de barcos ingleses.
A cambio de ello, y ante las amenazas de los guerreros mapuches, el ejrcito espaol se vio obligado
a desmantelar el Fuerte de San Jernimo, como prueba irrefutable de que se llagaba a un momento de
paz, haciendo innecesaria la presencia del enclave fortificado, as como la devolucin de piezas
(esclavos) y de dos caciques puestos en cautiverio. En los mismos trminos, y slo 6 meses despus, el
26 de Noviembre de 1612, se desarrolla el Parlamento de Paicav, al que asisten representantes de las
parcialidades de Elicura y mensajeros de Puren, llegando a acuerdos de paz en los mismos trminos que
en Cateray.
Si bien entre 1616 y 1620 Felipe III prolong la aplicacin de este sistema de guerra en Chile, fueron
los mismos gobernadores de la Capitana General quienes seguan siendo partidarios de la guerra
ofensiva y de hecho la practicaron al margen de las ordenanzas. Entre 1613 y 1616 Alonso de Ribera
entr repetidas veces al territorio de la Araucana y para simular que con estas expediciones, que se
dirigan especialmente a la localidad de Purn, no se violaban las rdenes reales, expres que se hacan
con el pretexto de proteger a los indios amigos de las continuas ofensivas de los rebeldes, yendo las
tropas espaolas como auxiliares
A modo de ejemplo, en1615 Alonso de Ribera organiza una expedicin a Puren de 700 indios amigos
y 500 espaoles de resguardo, para luego informar pas el ro Bio Bio para entrar en Puren donde hice
los mayores daos al enemigo, ...quitseles mucha comida, matronsele algunos y se prendieron otros
En definitiva, ya sea porque la sociedad colonial dependa econmicamente del Real Situado, que
tendera a desaparecer si la Guerra Defensiva se asentaba, sea porque la soldadezca y encomenderos
no estaban dispuestos a renunciar a sus intereses seoriales, sea porque las autoridades no tenan real
voluntad poltica de llevar a cabo sus preceptos, sea porque la captura de indios continu siendo una
prctica comn, o bien porque las incursiones mapuches a las villas espaolas continuaron, la Guerra
Defensiva tuvo una corta vida.
En ello tambin incide las continuas malocas realizadas al norte del Bio Bio por conas mapuches, ya
sea para rescatar indios esclavos o capturar animales, especialmente caballos.
A las incursiones sealadas, se suma la presin que ejercen las autoridades espaolas radicadas en
Chile hacia sus superiores monrquicos, destacando entre ellas la carta que envan los vecinos del
Cabildo de Santiago en 1616 al Rey, en la que solicitan ...se haga la guerra a fuego y sangre.
De todo lo anterior se desprende que -a partir de Enero de 1626- vuelva en gloria y majestad la
guerra ofensiva, lo que incide en que los encuentros blicos se sucedan en el tiempo, y quedando en la
memoria mapuche el triunfo en Las Cangrejeras, en un memorable combate dirigidos por el intrpido
Lientur y en el que es apresado entre muchos otros espaoles- el capitn y Maestre de Campo
Francisco Nez de Pineda y Bascun, autor de El Cautiverio Feliz.
Sin embargo, poco tiempo despus, el ejrcito de conas dirigido por Quempuante y Butapichn son
vencidos en el ao 1631 en La Albarrada. Todo ello da pie para instaurar una nueva poltica: Los
Parlamentos
3.3. El sistema de los parlamentos
La Importancia de los parlamentos de Cateray y Paicav, radica en que son el antecedente inmediato
del las Paces de Quillin, parlamento realizado en el ao 1641, que ratificar solemnemente y en derecho
la frontera del Bio Bio entre espaoles y mapuches, adems de reconocer entre dicho ro y el Toltn un
espacio territorial cuya jurisdiccin no corresponda a las autoridades espaolas, sino a las autoridades
mapuches, los que se comienzan a relacionar como nacin autnoma con los representantes de la
corona espaola.
A instancias del Marqus de Baides, don Luis Lpez de Ziga, se desarrolla en los llanos de Quilln,
en el mes de Enero de 1641, un concurrido Parlamento, del que participaron las ms importantes y
poderosos Logkos de la Araucana: Chicaguala, de Maquehua, que contaba a la sazn con mil lanzas,
Loncopichn, con tres mil lanzas, Butapichn, quien representaba a los capitanes, generales y Logkos, y
el intrpido Lientur, quien habl a nombre de los conas, de los guerreros de Arauco.
Una vez finalizados los discursos se firmaron las siguientes condiciones de paz: El Gobernador los
dejaba libres en su territorio y sin que pudieran ser reducidos a esclavitud, obligndose adems a no
permitir que ningn espaol pisase sus tierras, a no ser los misioneros jesuitas, y a destruir el fuerte de
Angol; todo lo cual equivala a reconocer de hecho la independencia de Arauco y a declararse vencido e
impotente el ejrcito espaol al retroceder la lnea de sus fronteras con la destruccin de Angol, como en
efecto se llev a cabo luego despus. He ah pues reconocida por un acto oficial la soberana de Arauco.
En cambio, los Araucanos se obligaban a entregar los cautivos, a permitir la entrada de los misioneros a
su territorio y a combatir a los enemigos de los espaoles, como por ejemplo a los corsarios ingleses y
holandeses que intentaban desembarcar en las costas de la Araucana y hacer alianza con los araucanos
para combatirlos a ellos
En la prctica, los resultados del Parlamento sern los siguientes: reconocimiento de la
independencia de los mapuches en el territorio que se extenda al sur del Biobo hasta el Toltn;
despoblamiento de Angol por parte de los espaoles; permiso para la entrada de misioneros al territorio
indgena para evangelizar; devolucin y canje de prisioneros, entre los que se contaban un nmero
importante de mujeres espaolas cautivas. A ello se agregaba el dar fin a la encomienda, institucin que
era causa de la mayora de los males indgenas.
Con el Parlamento de Quillin se inauguraba una nueva forma de relacin entre los espaoles y la
gente de la tierra, por lo menos existe un compromiso formal de ambas partes respecto de hacer realidad
los acuerdos convenidos. Mencin aparte merece la esperanza de los misioneros jesuitas, quienes ven
en ellos un frtil camino para realizar la evangelizacin.
A fin de dar a conocer los resultados del Parlamento de 1641, el Gobernador ordena celebrar en 1647
un nuevo Parlamento, tambin en los llanos de Quilln, y otro en 1651, en Boroa, el 24 de Enero, el que
en palabras del Padre Diego de Rosales acabose con gran regocijo de todos el juramento de las paces y
fue este da el ms festivo que se ha visto en Chile, por no haberse visto jams, sino es hoy, todo Chile
de paz desde Copiap a Chilo, sin que hubiese en todo el reino indio, ni provincia ni guerra; que si bien
muchas veces y en tiempos de estos gobernadores se han celebrado paces, siempre ha quedado alguna
provincia de guerra, pero ahora no qued provincia que no se hallase en este parlamento y diese la paz a
Dios y al Rey
No bien se firmaban las paces y se lograban acuerdos de sobrevivencia, la convivencia pacfica entre
mapuches y espaoles llegaba a su fin al poco tiempo, generalmente a causa de incursiones espaolas
en busca de indios esclavos, o bien a causa de malocas indgenas en busca de recuperar esclavos y
capturar animales.
Sin embargo, aparte de dichas incursiones, hubieron momentos en que se produjeron levantamientos
de importancia mayor, los que han sido conocidos como rebeliones generales, es el caso de la gran
rebelin de 1654.
La historia nos ensea que corra el ao 1654 cuando naufrag en las costas de Valdivia una
embarcacin, de la cual los indios cuncos extrajeron los bienes que llegaban a la costa y dieron muerte a
los sobrevivientes. A causa de lo anterior, y con el argumento de vengar la afrenta (no obstante el tener
como motivacin tomar indios en guerra, y por tanto, esclavos), el maestre de campo Juan de Salazar
realiz una expedicin punitiva compuesta por 900 soldados y 1.500 indios amigos que salen desde el
fuerte de Nacimiento. Muchos de ellos murieron al cruzar el Ro Bueno, donde comenzaba la frontera
cunca. Fracasada la empresa, al ao siguiente (1655) parte desde Concepcin una nueva expedicin
espaola, estimulada por el mismo deseo de tomar indios en esclavitud.
Paralelamente, en Febrero de 1655 se levantaba la Araucana entera, alcanzando hasta el ro Maule,
levantamiento del cual fue culpado el Gobernador Acua y Cabrera, cuado de Juan de Salazar, a
quienes las autoridades espaolas de la poca los acusaron de slo tener inters pecuniario, el que
satisfacan con la captura de esclavos, y que esa habra sido precisamente la causa del levantamiento
indgena.
Lo anterior implic la eliminacin de cualquier presencia espaola al sur del BioBio, la destruccin de
todas las estancias hasta el Maule y el despoblamiento de Chilln. Asegurada nuevamente la frontera en
el ro Bio Bio, y ante la orden de la corona espaola de prohibir la esclavitud de indios, se desarrollar en
adelante un perodo de relativa paz, no obstante que cada tanto hubieran encuentros blicos menores y
focalizados.
A fines del siglo XVII, en los llanos de Yumbel, se produce un nuevo encuentro entre las autoridades
espaolas, asentadas en la Capitana General de Chile, y las autoridades locales representantes de una
multiplicidad de Ayjarewes repartidos en cuatro Butanmapus segn su modo estn los tres en el hueco
que hace a la cordillera nevada y en el mar y el otro pasada la cordillera nevada del lado del oriente, y
estn compuestos en cuatro lneas, de norte a sur, donde ellos residen, y por cada Butanmapu se siguen
sus comunicaciones, de confidente a confidente, y tiene cada Butanmapu por su lnea ms de cien
leguas de longitud y ocho a diez leguas de latitud.
El Parlamento de Yumbel, que se desarrolla en Diciembre de 1692 y al que asisten ms de 5.000
personas, 200 caciques y alrededor de 500 mocetones, el Gobernador y Capitn General del Reino de
Chile Thomas Marn de Poveda haba convocado a fin de comunicar el deseo que asiste a sus Majestad
Catlica de que gozasen el beneficio principal de la paz que tocaban y otras cosas tocantes a la religin.
La importancia territorial de dicho encuentro, que en definitiva se convocaba para tratar temas
religiosos, radica en que la corona espaola, a travs de sus representantes, reconoca la autoridad de
los caciques, desista de sus intentos por avanzar hacia la Araucana, trataba a los habitantes al sur del
Bio Bio como vasallos de la corona, ya no como brbaros e incivilizados, levantaba la necesidad de una
paz duradera y reconoca la autonoma de la gente de la tierra.
Por otro lado, se reconoca los constantes agravios de los que haba sido objeto el pueblo mapuche y
ahora slo se les solicitar la autorizacin para que religiosos ingresen al territorio del que la corona
espaola no tiene jurisdiccin.
Al respecto, el intrprete relat que el gobernador haba viajado a Espaa, informando a su majestad,
quien le mand que viniese a gobernar a estas provincias y a solicitar el mayor bien de los indios, y
mantenerlos en paz y justicia no permitiendo que se les hagan molestias ni agravios, finalmente a
tratarlos y a que sean tenidos por Vasallos de su Majestad como lo son los dems sujetos a su corona
gozando enteramente su libertad. En sntesis, se reconoce formalmente el ser vasallo del mismo rey,
asunto que a los mapuches no les significaba dejar de lado sus autoridades, y que significaba el
reconocimiento espaol como iguales a quienes haba denostado y demonizado y, an as, no haba
podido vencer.
A las autoridades indgenas se les ofreca paz duradera, estar quietos en sus tierras gozando de sus
haciendas, familias y ganados y stos se deban comprometer a permitir la difusin de la doctrina
catlica en su territorio, a fin de poder lograr una comunin religiosa y vencer algunas dificultades que
ocasiona el modo de vivir que tienen los indios, para lo cual el Gobernador solicita a las autoridades
indgenas admitan misioneros que los instruyan y bauticen y los casen segn orden de Nuestra Santa
Madre Iglesia y esto solo aquellos que voluntariamente solo quisieren ser Cristianos (P.34)
A nombre de los mapuches, quien en primer lugar dirigi sus palabras a los asistentes al Parlamento
fue Luis Guilipel, en cuya jurisdiccin se realizaba el encuentro, lo que agradeca e invitaba a aceptar las
propuestas del Gobernador despus de los errores pasados. Lo anterior fue apoyado por el cacique
Guenchunaguel, de Calbuco, consejero del Ftalmapu de Guilipel, quien luego de sealar las
conveniencias de la paz y reconocer la voluntad real, plantea que slo pona el reparo que en la ley
Catlica no se admita mas que una mujer, y que en la que ellos vivan con multiplicidad de ellas, pues
ser el continuo vivir de su usanza, y mantenerlas las mujeres de chicha y vestuario en que fundaban su
grandeza y ostentacin, alocucin que cont con el apoyo de la multitudinaria asistencia.
A fin de salvar el entuerto, el Gobernador Marn de Poveda plantea que dicha objecin no era ms
que fruto del desconocimiento de la doctrina, y que sta no prohiba las criadas para el servicio y podan
casarse con una mujer y que las dems se tratasen como sirvientes y de este modo no se impedan los
ostentaciones de sus personas, y con esto tenan quien asistiese a las distribuciones de sus casas,...
pues de ello resultaba apartarse solamente de la costumbre de dormir con ellas.
Finaliz el encuentro con las palabras del cacique Anulabquen, del Ftalmapu Bafkehche, quien
cerr su discurso entregando al seor Capitn General los bastones que tena en las manos de los
caciques de cuatro Ftalmapus y qued concluso el parlamento.
Siguiendo a Leonardo Len, slo puede juzgarse las palabras e intenciones de los caciques
asistentes al parlamento a al luz de los hechos siguientes, es decir, se entra a un perodo de respeto
mutuo entre la Corona y el mundo mapuche, de crecimiento de las relaciones mercantiles fronterizas y,
de una manera u otra, de relaciones pacficas. Al respecto, Len seala que a los caciques slo se les
peda la conversin paulatina al catolicismo. La propuesta del gobernador no inclua la instauracin de la
institucionalidad imperial, el cobro de tributos o impuestos, la construccin de fuertes o villas, la apertura
de caminos ni el servicio del ejrcito; solamente se mencion a los misioneros y a los capitanes de
amigos como agentes exclusivos de la corona en la regin. El ro Bio Bio segua siendo una frontera
entre ambos mundos. Los caciques demostraron estar conscientes que el precio que se les peda por la
paz y la autonoma era relativamente menor, ms todava si ello significaba solamente autorizar la
construccin de misiones en sus comarcas.
A los antecedentes expuestos, que tendrn gran trascendencia en el desarrollo posterior de las
relaciones entre el Estado espaol y el mundo mapuche, se suma la gran concurrencia de caciques y
autoridades mapuches, como tambin la multiplicidad de espacios territoriales representados, que
presentamos a continuacin:
Lof (Reduccin) Logko (Cacique)
Colcura Anteli, Guenual, Lleubalican
Arauco Cheuquecan, Ancaguenu, Painemilla, Cheuquemilla
Carampangue Labquemguere, Curipiden
La Albarrada Guenchuguere, Conguebude
Yndes Rrepu Quilipile, Melguamanque, Gualullanca
Lavapie Ybunchen, Alcaman, Guiquili
Quidico Penipillan, Categuaguelen
Quiapo Curimal, Millanco, Togomacha
Rrampuel Curelipi, Teiguepillan
Lebo Yrib labquen, Paillan, Lienquen, Naguelgueche
Carammauida Aigopillan, Millalonco, Llebuelican
Lincoia Guentegueno, Biuchalab, Colocolo, Cambitar
Tucapel Curian, Udaman, Pichuman, Chodque, Tagomal
Cayocupil Anteni, Coliepi, Aucallanca, Marinaguel
Molguilla Guilipel, Aigopillan, Colelan
Pangue Loncoan, Painamun
Chan Leubu Liempi, Puicon, Picuman
Danqueleo Paillalican, Guenchupangui, Napoman, Nancupil, Colepi
Traboelboro Cheuquene, Lienllanca, Maripel, Guerima
Antequina Fogoante, Puicoante, Upallante, Guechucoi, Guebiante, Pichunante
Lleulleu Pillantur, Amali, Paillante, Caiancura
Eguide Paiguigelu, Quilatur, Pillulai, Ancamenu
Raguelgue Mannao, Naguelante, Guentequl, Maliguenu, Guenudane, Quinellanca,
Ruguillanca, Neuclean
Coicomo y
Relomo
Nebaltar, Lleubulican, Melillanca, Lloncollanca
del Salado Caiamacra, Guaquinilo, Lincolab, Guichulap
Tirua Amoibueno, Gueracan, Marilebu, Cincomalco, Guentelican, Lleubalican
Guenimavida Curibanco, GuiriaToki, Guelevi
Taleo Llancabilo, Tanacal, Caiomari, Cuilipel
Quilligui Poelpague, Quinchamengue, Pailaqueupu, Ygueipillan, Colepague, Curiguala
Curicuien Quintelemu, Quenanaguel, Loncopangue, Talgacuidi, Guenupangui,
Llecamanque, Leubapillan
Budi Millanaguel, Paillaguere, Reuguigala, Peinenanco
Rucacura Curianco, Naguelgueno, Cheuquelile
Talcamavida Cheuquecan, Guiracacheo, Gueicumilla, Guiricheo, Curellanca
Santa Juana Curemalin, Butapichun, Llanoaguena, Inacar, Naupiante
Angol Curipel, Aioguere, Eviqui, Suiq, Quinchaltur, Manquedebu, Mariguen, Millapi
Mininco Marique, Anaquen, Marcollanca
Guadava Reinanco, Pailacura, Tureman, Llancamal, Guicumilla
Arquen Queputur, Caniuqueupu, Cadiburi, Antequeo, Guaipquita
Yapaguere Guelene, Lilpulli, Millallanc, Ancamilla, Calleguere
Puren Paguianca, Yenepillan, Tanamai
Guepin Minchellanca, Calbucan, Lincancura
Llopeoian Millaguin
Mantupulli Chobquecura, Calbuleo, Mallalonco, Curipi, Guerapi
Lumaco Calbuman, Carimanque, Gueiculupel, Nagpi, Tecaman, Guaniman
Renico Ancatur, Aigui, Guilipel
Didaico Quelerman, Udalebe, Antetipai
Colpi Catrillanca
Guellol Piutimella, Chiuea
Pubinco Guaiquimilla
Repocura Gueiculep, Millananco, Ancallu, Guanquelonco, Cabrapagui, Pichintur,
Reuqueante, Catellanca, Calbamanque, Tanamaico, Ranmanque
Boroa Guenubilo, Maripil, Guircananco, Quinelama, Nancamal, Pilcollanca,
Quechambilu, Guenman, Naguelcura, Licancura, Licancura, Buchamalal,
Caterupai, Guercapie, Reinaguel, Antecura
Cholchol Calbuquea, Reumaylabquen, Chiguicura, Mencollanca, Cariqueo
Tolten el Alto Millaio, Llanqueman, Maribulo
La Imperial Naguelguala, Antipal, Chaguegueno, Calbuguenu, Maribilu, Gunchullanca,
Ligueque
Quechucaguin Guilipel, Paioibilo
San Cristobal Huilipel, Llancamali
Santa Fe Lientur, Milaguala, Guiragueno, Tureupil, Paillacheo
Bureu Quinchaleubu, Guaiquiguere, Guenopillan, Guanquepai, Reuqueiembe,
Guaiquian, Elpuente, Reuqueante, Llanquemanque, Cambimante
Molchen Guenullanca, Quedeante, Udalevi, Quentequen, Punalevi, Millachigue,
Linculeubu, Millal, Paillachet, Lincota, Naguelguere, Querupichun, Paillacan,
Rapian, Deumanguin, Quenteguere
Colgue Curelama, Biemche, Ancalleo, Ybuinchet, Llancamilla
Monquico Cheuquileu, Llanquelican, Millaguenin, Deanllanca, Yngaipillan, Calbulemu,
Naguelguala, Raipilqui, Mariguala, Guentelabquen, Tanconpai, Leplipe, Anteleui,
Caiomilla
Malleco Paguinamon, Ayllapan, Catepillan, Naguelpan, Catelpan, Paguianca, Udaleui,
Llancanao, Lepicalquin
Chacaico Maloanco, Lipaygueque, Menchelab, Tagomilla, Teimellin, Catheren,
Yaupillanquen, Malolab
Choque Choque Paillaguanque, Quetulevi, Painemal, Quechereguas, Paillalican, Colompillan,
Camulevi
Adeuil Colicheo, Pellucambi, Millalicar, Millaie, Cheuquelinco, Gueitalabquen
Requen Guechapillan, Catheguer, Altigue, Meliguere, Millalicar, Huenchullanca,
Pichuncura, Dugueleui
Birquen Anteranai, Ancamilla, Leniguenu, Loncollanco
Pellamalin Loncoanco, Queligueno, Gueracan, Ninanco, Millarelmo, Guenucal, Paillalican
Llameco Guenchunaguel, Loncotipai, Aielguen, Quelabichhun, Ricananco, Calbuanco,
Pichunante
Calbuco Gauminaguel, Paguinamun, Butapichun, Caurapague
Maquehua Catalbquen, Permanllanca, Painequeo
Chomui Millapal, Millaguala, Antegueala, Caiopilqui
Champulle Neipague, Liencura, Cadepoco
Quellaino Lipicalquin
Lalguen Codeguala
Rregue Curaleb, Cheugdu, Lemullanca
Cura Puitillanca, Guiquipagui
Guambal Raiguechun
Peulla Ancachevo
Aquelen Millachigue
Tempuelo Calbunanco, Guenchuante
Cudeleubu Malihueno, Biatipai
Chaguel Guencullanca
Loncopitriu Quedetur, Marillanca, Tenamante
Compudo Millante, Ancaguala, Pucareo, Curequelebe
Quilacura Colicheo, Pichanante, Millabende, Catemapo
La Villarrica Picheguala, Luanchiun, Curenanque, Curenaguel
Pucon Millamanque, Antetipai
Lolco Loncotipai, Quilenpangui, Ligainanco, Butapi
Ranquel Curiquien, Millaguenu
Anguaiecu Chenquenaguel, Llallinguanque
Temenco Lemunan, Anenaguel
Icalma Talcapillan
Lolquinco Millatipai
Rucachiroy Lucanaquien
Guachipen Peranaguel
TufTuf Cadepague
Proquena Rainecuelen
Malloe Guenavilo, Guelmellanca
Fuente: Expediente del Parlamento celebrado con los indios en la Plaza de San Carlos de Austria,
llamado comnmente Yumbel, fuera de las murallas, en el campo, en 16 de Diciembre de 1692
En los mismos trminos anteriores, y refrendando lo sealado en Yumbel, se desarrolla en Choque
Choque un nuevo parlamento en 1693, cerrando un siglo que comenz con la Victoria de Curalaba, con
la fijacin de la frontera en hispano mapuche en el Bio Bio, continu con la experiencia de la guerra
defensiva, inaugur el sistema de Parlamentos y termin con el reconocimiento formal de un extendido
territorio jurisdiccional mapuche, entre el Bio Bio y el Toltn, el que se mantendr inclume durante toda
la colonia.
3.5. Autonoma territorial y Parlamentos en la Araucana: de la Rebelin de 1723 al Parlamento
de Tapihue
No obstante que fruto de los Parlamentos reseados, y que en la lnea de frontera se desarrollaban
grados crecientes de relaciones comerciales, en la Araucana de principios del siglo XVIII se viva una
paz inestable, sujeta en cualquier momento a resquebrajarse, y algunos momentos ms lgidos, a
quebrarse.
Como sealramos, los encuentros blicos entre espaoles y mapuches no cesaban, pero no
pasaban de ser encuentros espordicos, focalizados, los que alcanzan niveles de enfrentamientos
mayores durante el siglo XVIII en dos ocasiones: entre 1723 y 1726, y entre 1766 y 1771.
La primera de las rebeliones se produce entre la primavera de 1723 y el verano de 1724, momento
en que se levantan todos los Ayjarewes de BioBio al sur, fruto de los mltiples abusos cometidos por los
Capitanes de Amigos con los mapuches, al ser estos ltimos obligados a trabajos forzados y al servicio
personal, y por las especulaciones comerciales del maestro general del ejrcito, Manuel de Salamanca,
que se sirvi de los capitanes de amigos y de la presin que poda ejercer sobre los mercachifles, para
crear una especia de monopolio en el comercio con los naturales y que deriv en imposiciones abusivas
y hasta maltrato. Segn muchos testimonios de la poca, los capitanes de amigos, respaldados por su
jefe superior violentaron la voluntad de los indios y se acumul un fuerte descontento.
En definitiva, el 9 de marzo de 1723, es asesinado el Capitn de Amigos de la parcialidad de
Quechereguas Pascual Delgado, quien se haba atrado el odio de los indios por la arrogante soberbia
con que los trataba y por los castigos crueles y arbitrarios que les infliga
Con la muerte del Capitn de Amigos se inici la rebelin general. A ello le sigui el saqueo y
destruccin de las haciendas cercanas, con el consiguiente robo de animales, y el paso a las
inmediaciones de Purn, para luego avanzar al la Isla de la Laja, mientras en forma paralela se
mantenan incomunicados los fuertes espaoles, se sumaban a los llanistas los mapuches del
lafquenmapu (costinos) y los Cuncos.
Finalmente, A causa de la rebelin, el gobernador Gabriel Cano y Aponte estim que los fuertes
avanzados al sur del Biobio no se justificaban, porque slo eran puestos de vigilancia y que no habiendo
plan de extender la dominacin no prestaban utilidad real, originando gastos y preocupacin
innecesarios.
Con el despoblamiento de la Araucana por parte de los espaoles, se llega a un nuevo Parlamento,
el que se realiza en Negrete el 13 de febrero de 1726, que se centr en regular las relaciones
comerciales fronterizas y cuyo resultado principal fue el prohibir el monopolio comercial de los oficiales.
En los llanos de Negrete, el Gobernador Cano y Aponte propuso las condiciones de paz, entre las
que se sealaba el que los mapuches deban deponer las armas, reconocerse vasallos del Rey de
Espaa y enemigo de sus enemigos, no oponerse a la reconstruccin de fuertes al sur del Bio Bio, y
aceptar la evangelizacin de los misioneros. De ello se deduce que los intereses expansionistas
espaoles, si bien se congelaban, continuaban vivos.
En todo caso, las resoluciones ms importantes tuvieron que ver con la regulacin del comercio, el
que es reglamentado ya que por cuanto de los conchavos nacen los agravios que han dado motivo en
todo tiempo a los alzamientos por hacerse stos clandestinamente, sin autoridad pblica, todo en
contravencin de las leyes que a favor de los indios deben guardarse, ser conveniente que los tengan
libremente pero reducidos... a tres o cuatro ferias al ao o las ms que juzgaren necesarias y pidieren...

Fruto de la paz concertada, las hostilidades se reducen notablemente, si bien no totalmente, como
era la costumbre, y la generalidad de las escaramuzas encontraban su causa en abusos de los
espaoles.
Como sea, el siglo transcurre en la Araucana, espacio en el que se est incubando una nueva
rebelin, que revienta en el ao 1766, y en la que tiene mucho que ver una nueva poltica a desarrollar en
el territorio jurisdiccional mapuche: la construccin de pueblos.
Lo anterior se desarrolla en el siguiente contexto. Antonio de Guill y Gonzaga es nombrado por
Carlos III de Capitn General y Gobernador de Chile y a poco de tomar posesin del cargo (4 de Octubre
de 1762) decide erigir poblados en la Araucana, a fin de concentrar en ellos a la poblacin indgena,
asunto que desde inicios del siglo XVIII se vena realizando al norte del Bio Bio.
Los objetivos de la fundacin de pueblos eran religiosos y polticos, ya que concentrar a los
mapuche era ponerlos al alcance de los misioneros para que stos pudieran evangelizarlos. La
dispersin dificultaba una comunicacin permanente con los religiosos y, por lo tanto, la enseanza de la
doctrina. La reduccin era dirigida, a dems, a controlar, vigilar y disciplinar a los naturales e impedir sus
prcticas ancestrales. Era segn Bartolom Meli, el instrumento esencial para el cambio que se
pretenda en los indios, que era hacerlos pasar de la infidelidad al cristianismo y de la barbarie a la vida
poltica.
A fin de llevar a cabo dicha poltica, en el Parlamento realizado en Nacimiento en 1764 Guill y
Gonzaga plantea a las autoridades mapuches el reunirse a pueblos en el paraje que quisiesen y en el
nmero de familias que tuviesen por conveniente para cada uno, segn lo sealara en carta al Rey.
Adems de sus intenciones, en dicha misiva sealaba al monarca la aceptacin de los caciques de
Angol, Mininco, Lucn, Culln, Repocura y Maquehua. Segn el encargado de las obras, el maestre de
Campo Salvador Cabrito, a ellas se fueron sumando los indgenas de Requen, Malleco, Marben,
Quechereguas, entre otros. As, las autoridades hispanas centraban sus esfuerzos en convencer a las
otras parcialidades mapuches, como tambin a enviar a cada nuevo pueblo herramientas, hachas,
bueyes, con el objeto de llevar adelante los trabajos.
En conjunto con lo anterior, el Maestre de Campo decretaba autorizaciones para el levantamiento de
pueblos a caciques que as lo solicitaren, como es el caso del cacique de Angol Juan Lebulabquen, a
quien se le autoriz la construccin de pueblos en Ranco, Meseta, Albarrada, Melilupu, Llico, Quirico,
Quiapo, Deunco y Lebu.
El maestre de campo, adems de la autorizacin, entregaba al peticionario los elementos de trabajo y
la orden de que, en definitiva, el nombre del nuevo poblado era prerrogativa del gobernador.
En definitiva, si bien no hay claridad respecto de la totalidad de villas realmente levantadas, y de
cuantas quedaron slo en el nombre o en la intencin, el Gobernador Guill y Gonzaga informa de la
fundacin de las siguientes villas:
En el partido de Angol las villas de San Carlos, San Miguel y San Julin, en el de
Rocalge la de Nuestra seora de la Pursima concepcin, en el partido de Marben San
Ignacio de Marben, San Antonio de Burn, San Javier de Chacaico, San Juan de Dios de
Requen, San Borja de Malleco y San Juan Evangelista de Quechereguas, en el partido
de Tucapel hasta Tira, en distancia de veinticinco leguas la costa, la Asuncin de
Lleulleu, los Remedios de Caramavida, Belem de Marquilla, la Soledad de Pagne,
Dolores de Tucapen, Natividad de Cuinco, Nieves de Yecumavida, Carmen del Alma,
Candelaria de Collico, Trnsito de Hique, la Paz de Rimeguelme, Consolacin de
Gueric, Mercedes de Tenapegue, Guadalupe de Raihue, Atocha de ATokinga y Loreto
de Paical. En la jurisdiccin de Arauco, las villas de San Joaqun de la Mazeta, los
Santos Reyes de Rauco, San Esteban de Melipulu, San Blas de Llico, San Nicols de
Tolentino de Guirico, San Benito de Quiapu, San Vicente Ferrer de Deunco, San Salvador
de Lobu y San Rafael de la Alberrada
No obstante los trabajos realizados, y el parecer de las autoridades hispanas respecto del acuerdo de
los mapuches en cuanto a aceptar ser reducidos a pueblos de indios, el 25 de diciembre de 1766 se
produce un importante levantamiento indgena, en el que se abalanzan en forma simultnea un gran
nmero de indgenas sobre las villas levantadas o en construccin, quemando las casas y destruyendo
las iglesias de las misiones, obligando a la mayora si no todos- los hispanocriollos a refugirse en los
fuertes aledaos al Biobio o a arrancar hacia el norte de dicha frontera fluvial.
Si bien la rebelin, conocida como el maln de Curianco, fue generalizada, su extensin en el
tiempo no lo fue y lleg a su fin en la medida que la intencin de fundar pueblos qued slo en eso, en
intencin.
De acuerdo a Villalobos, las alteraciones iniciadas en 1765 derivaron de la intensificacin de las
relaciones pacficas,... que era factible agrupar a las reducciones en pueblos si se lograba convencer a
los caciques y su gente, para lo cual se dispusieron los fondos, encargando la direccin a Capitanes de
Amigos y Misioneros, y los caciques ordenaron trabajar la madera.
Sin embargo, contina Villalobos, la vida en pueblos contrariaba completamente las costumbres y
creencias de los nativos, cuya vida se organizaba en aldeas de rucas dispersas y relativamente alejadas.
Adems, los pueblos significaran el sometimiento a los blancos, controlarlos mejor y quizs obligarlos a
trabajar para ellos. Por esas causas, comenzaron a resistir las rdenes y, finalmente, se alzaron, cayeron
sobre las obras y obligaron a huir a los pobladores hispanocriollos que se haban establecido en ellas. No
hubo matanzas, sin embargo.
El levantamiento de los indgenas de los Llanos, que eran los ms afectados, ces inmediatamente
que las autoridades dejaron sin efecto la fundacin de los pueblos. Pero hasta 1770 hubo intranquilidad y
se efectuaron operaciones en el sector costero de Arauco y en la Isla de la Laja para contener a los
Pewenches...
Las autoridades espaolas reaccionaron ante la rebelin mapuche y plantean un cambio de la poltica
a desarrollar para la sumisin de los naturales.

As, el mismo Gobernador Guill y Gonzaga, que en carta al rey escrita en 1765 le relataba que le
sealaba que a los caciques que eligieran dnde y cmo levantar las villas en pos de vivir como
racionales con seguridad para sus casas, familias, haciendas y muebles escriba al monarca Carlos III,
en 1767, la conveniencia de hacerles guerra hasta sujetarlos hasta perpetua obediencia o aniquilar a los
rebeldes sacndolos a todos de sus tierras y distribuyndolos por el Reino, especialmente por las
Provincias de Coquimbo, Copiap, Huasco y sus despoblados, y distribuyendo a las mujeres y prvulos
por las haciendas del Reino, de modo que no llegue a unirse ni congregarse, ni quede familia de ellos en
sus propias tierras, que siendo las ms frtiles y ricas en minas, se pueblen inmediatamente de
espaoles para que no les permitan la entrada a los indios...para lo cual slo se necesitan fusiles, plvora
y balas.
Situacin especial ocurra con los Pewenches de ultracordillera, a quienes el Gobernador Guill y
Gonzaga proyect hacer extensivo el plan de erigir ciudades en su Ftalmapu, como tambin de
desarrollar un proceso evangelizador. Para dicho fin, se realiz un encuentro entre el maestre de campo y
el gran Logko Levian, quien fue acompaado de Pewenches de San Lorenzo y Villucura. Si bien los
Pewenches en un principio aceptaron la idea, a desarrollar en Rucalhue, luego no mostraron inters ni
compromiso, tambin en el inters de no cambiar su forma de vida.
Finalmente, entre el 21 y el 29 de diciembre de 1774, en los llanos de Tapihue, a 2 leguas de la Plaza
de Yumbel, se lleva cabo un concurrido Parlamento, al que asisten los caciques e indios principales y
mocetones de los cuatro Ftalmapus, o cantones de los indios que habitan desde la otra banda del ro
Biobio hasta la jurisdiccin de Valdivia, y de mar a cordillera incluso los Pewenches
Con gran pompa y boato, se ungi como representante de los cuatro Ftalmapus al Cacique
gobernador de Angol Agustn Curiancu, siendo el mximo representante de la corona espaola el
Capitn General, Gobernador y Presidente de la Real Audiencia Agustn de Jauregui, quien comenz su
discurso planteando su grave disconformidad con los hechos que se sucedieron en el levantamiento de
1769-70, haciendo una descarnada descripcin de la sublevacin de los Pewenches, naqches y
Bafkehches contra la autoridad militar apostada en la frontera, para luego agregar su satisfaccin por el
recobrado ambiente de paz que reinaba desde los Parlamentos de Negrete (1771) y de Santiago (1772).
Como fuere, sus palabras, ya refirindose al Parlamento del que estaban formando parte comenzaban
as: Les amonesto y requiero en nombre del rey la ms debida y firme fidelidad a su Soberana,
queriendo con ello dejar claro el que si bien respetaba la autoridad indgena, sta deba sujetarse a la
voluntad de una autoridad superior: el Rey de Espaa.
El conjunto de capitulaciones del presente Parlamento hablan de los intereses que guan la poltica
de la Corona hacia la Araucana, y se refieren, en lo principal, a lo que sigue:
Ratificar el nombramiento de Caciques embajadores, quienes residirn en la ciudad de Santiago, y
tendrn plenos poderes y facultades, a fin de tratar y acordar todo lo relativo a la mantencin de la paz,
como objetivo comn de sus mismas naciones y la de los espaoles; reconocimiento de la soberana de
la Corona, obligacin de obedecer sus reales ordenes y prestarle servicios en la medida que la
autoridad real lo requiera; se reconoce al indgena como fiel vasallo del mismo Rey, con lo que se creaba
un vnculo directo entre el mapuche y el rey; se encarga a los mapuches el no permitir en sus tierras
espaoles, mulatos, negros ni yanacona, a fin de no perturbar la paz mapuche; se encarga a los caciques
castigar a aquellos miembros de sus reducciones que pasaren a robar a la Isla de la Laja, Arauco u otros
parajes de espaoles; que los indgenas son libres y no han de valer ni subsistrir las ventas que se
hicieren de cualquiera pieza porque la ha de perder el comprador.
La distribucin de los asistentes al Parlamento, de acuerdo a los Ftalmapus y el lugar especfico del
que provienen es la siguiente:
LLANISTAS ARRIBANOS, INAPIREMAPU O FTALMAPU DE LA CORDILLERA
Lof Reduccin Logko (Caciques) Capitanejos Koha
(Mocetones)
San Cristobal Gobernador: Clemente Curilemu; Domingo
Pilquileb, Cristobal Millaleb
1 12
Payllige Domingo Necultipai 12
Santa Fe Gobernador: Ignacio Levigeque;
Juan Guilleguangue, Julin Millanamun, Miguel
Lebuepillan,
1 56
Marben Gobernador: Juan Pyllaman 1 18
Bureu Francisco Mariluan 1 12
Mulchen Alonso Millabidi, Francisco Ydalevi 1 12
Colgue Gobernador:Agustn Leguelemu;
Juan Pichiancu, Martn Guichulab, Martn
Cunilemu, Lorenzo Caniulab, Francisco
Cheuquemilla
1 38
Requen Juan Paineguir, Martn Calleuir,
Lorenzo Minchequeupu,
Ignacio Raiqueupu
1 14
Reaico Gobernador:Cristobal Cheuquelemu; Francisco
Talcapillanca
1 33
Malleco Gobernador: Francisco Ayllapan; Felipe
Panianca, Andrs Naipangui
1 30
Chacaico Gobernador: Domingo Llaubulemu,
Juan Catrirupay
1 22
Quechereguas Gobernador: Cristobal Traipilabquen; Domingo
Naguelbur, Miguel Rucalab, Jos Colipichun,
Francisco Guaiquilabquen
4 50
Llamuco Gobernador: Juan Naminahuel;
Juan Anenanul, Francisco Vilumilla, Francisco
Guircaancu
1 18
Tuf Tuf Gobernador: Curiguillin y Cordoba;
Juan Sandoval, Pedro Rucalabad, Francisco
Cayupil, Antonio Painecura, Domingo
Casaquipo, Jos Leviguala, Diego Quidilabquen,
Francisco Vilamilla, Juan Canilabquen,
FranciscoLienlabquen,
Mauricio Nincolav, Luis Marilapa, Marcelo
Millagual
67
LLANISTAS DE ANGOL, FTALMAPU DE LOS LLANOS
Lof Reduccin Logko (Caciques) Capitanejo
s
Koha
(Mocetones
)
Talcamavida Gobernador: Andrs Curipil;
Francisco Llancamilla, Javier
Ancalevi, Segundo Cheuquianti
1 18
Santa Juana Gobernador: Isidro Guaiquiguirri;
Augustn Levilpan, Pedro Meliene,
Ignacio Guechual
1 12
Angol Gobernador: Augustn Curiancu;
Manuel Marihuenu, Ignacio Apelevi,
Juan Guenupillan, Juan
Guenupichun, Bartolo Millalevi,
Pedro Quidalevi,
Juan Calbeguenu, Juan Linconao,
Sebastian Tramilla,
Francisco Guaiquillanca
120
Puren el Viejo Gobernador:Augustn Quintripillan;
Ignacio Antelab, Francisco Yenepil,
Pedro Guechuguro, Alonso
Cariman,
Juan Paillalay, Antonio Coyllipi
38
Minas Gobernador: Juan Pilconanco;
Juan Callelebi, Pedro Cheuquelepi
39
Lumaco Francisco Quenonogal,
Francisco Quilancun
20
Canglo Francisco Quichalipu, Juan Paillavi,
Alonso Tragolab,
Francisco Gualiquilabquen
1 26
Deuco Juan Levique, Francisco Antemilla,
Juan Maripil, Juan Antequeu,
Antonio Guinaypillan

Guadava Gobernador: Juan Guichalab
Maquegua Gobernador: Juan Antumilla;
Francisco Conancumilla,
Alonso Lepiguala, Martn
Quidilabquen, Francisco marivilu,
Francisco Llancavilu, Jacisnto
navarrete
2 34
Noguen Fernando Guechuqueupe, Angel
Pallanti
1 9
COSTINOS, LABQUENMAPU O FTALMAPU DE LA COSTA
Reduccin Caciques Capitanejos Mocetones
Mochita Gobernador: Joseph Reynancu;
Juan Huentelemu, Pedro Udalevi
2 19
San Pedro Miguel Ancalican 7
Colcura Gobernador: Pascual Meliqueupu;
Luis Chiguyallanca
14
Alberrada Gobernador: Francisco Neculbud;
Ignacio Reuqueant
12
Arauco el Viejo Juan Mariani 6
Meseta Ignacio Callupichan 3
Casas Viejas Felipe Guaiquiir 8
Millatabu Juan Llancanahuel 4
Merilupu Ramn Udalevi 7
Lavapie Juan Guayquilican 4
Quidico Juan Catricau 6
Yani Matas Lienpi 9
Llico Juan Ancalevi 6
Lacoy Matas Millalabquen 5
Quiapo Juan Marilevi 8
Lebu Ramn Chicahuala, Juan Levilican 8
Molguilla Gobernador:Ignacio Llancalahuenu 16
Yenico Agustn Quilentaro 14
Tucapel Gobernador: Antonio Catrileu;
Miguel Antemanque, Juan Colipil, Ramn
Lienan, Bernardo Llancaman

Caramavida Rafael Guenchuguala, Pedro Iloncoli 13
Cayocopil Juan Marinan 12
Traniboro Juan Antillanca, Martn Pormollanca 12
Linquehue Francisco Guenulabquen, Bartolo Melien 15
Panilhue Gobernador: Marcos Guenchunau;
Joseph Pillantu, Francisco Millaleb
19
Choque Pedro Huentecol, Jacinto Millanau 7
Cura Francisco Lipillanca 7
Llencan Juan Antiman 2
Lleuler Agustn Yaupi, Francisco Caniuli 3
Tranaquepe Francisco Marileb 3
Quidico Juan Curilabquen 3
Tirua Gobernador: Martn Curimilla;
Francisco Guentelemu,
Martn Liencoanti, Pedro Millacaniu, Juan
Pilquiant, Francisco Ybuencheu, Lorenzo
Tokillanca
2 28
Yecumahuida Gobernador: Felipe Ynalican;
Felipe Ynalican, Alonso Guenumancu, Joseph
Calbullanca, Pedro Calbuir,
Luis Puiancu

Peaucho Gobernador: Francisco Ymilqueu
Rucacura Gobernador: Juan Pilquiant
LLANISTAS MERIDIONALES
Lof Reduccin Logko (Caciques) Capitanejos Koha
(Mocetones)
Boca de Imperial Gobernador: Juan Cheuquecoyan; Francisco
Guenuvilu, Ignacio Painecura, Francisco
Canihuante,
Ignacio Pichunmanque,
Antonio Liencura, Antonio Guechuguala,
Bartolo Guirirlevi, Francisco Naguelvilu,
Toms Guenchupan, Felipe Collamanti,
Francisco Buricoyan,
Pascual Mochaguala,
Ignacio Cuyupichun, Juan Buricoyan, Ignacio
Calbulemu,
Francisco Calvumanque,
Bartolo Guelquenav, Ignacio Naguelpil,
Francisco Paipil, Asencio Payllaquen
98
Imperial Felipe Caullaman 11
Imperial Alta Gobernador: Lorenzo Caniuleumu;
Toki General: Juan Painelebu;
Gabriel Catrillanca, Luis Cariancu, Francisco
Quinteguere, Martn Marilab, Juan Antiir,
Martin Quintrequeo, Alonso Calbulemu, Felipe
Quedecoyan, Juan Trunecoy, Francisco
Manqueguala, Cristobal Malillanca, Joseph
Nacuenti, Nicols Millagual, Martn Marinau,
Pedro Cuyubileun, Jacinto Imiguala, Ignacio
Nahuelpillan
44
Boroa Gobernador: Pedro Ignaitaru;
Alonso Utaman, Pedro Payllableu, Alonso
Colimilla, Alonso Gamillanca
1 55
Cholchol Gobernador: Antonio Trabollanca;
Felipe Navarrete, Juan Navarrete, Bartolo
Navarrete, Juan Ychanvilo,
Ramn Quilanquinque, Juan Chiguailab
1 33
Repocura Gobernador: Pedro Guaquiguenu;
Juan Guircolao, Nicols Nahuelpillan, Antonio
Couepan, Juan Debunleo,
Juan Mariant
46
REDUCCIONES SOMETIDAS
Lof
Reduccin
Logko (Caciques) Capitanejos Koha
(Moceton
es)
Partido de Itata Bartolo Rogolpan, Nicols
Lepimanque, Jos Maripillan,
Alejo Alcamen,
Juan Payllapoco, Pablo
Unumancu, Pedro Chacon,
Manuel Pichiantu,
Miguel Cachillanca, Juan Piseco,
Pedro Corovilo, Pablo
Vircapichun,
Juan Turuante
42
Partido de
Chillan
Lucas Quinchamal, Pablo
Lopabidi, Manuel Catrillanca
23
FTALMAPU PEWENCHE
Lof Reduccin Logko (Caciques) Capitanejos Koha
(Mocetones)
Villucura Gobernador: Juan Levian;
Pascual Guillaquiin, Pedro Curilepi,
Llanquelevi, Coviante,
2 63
Quieco Andrs Curiancu 2 38
Quilaco Gobernador: Lorenzo Colgueman
Cule Matel Malean
Lolco Gobernador: Ignacio Pailabquen;
Manuel Manquelevi, Francisco Tokilevi
1 13
Antuco Gobernador: Juan Manquelab;
Francisco Catrihuenu,
Ignacio Levimanque
2 66
Neuquen Andrs Curripil 1 18
Alico Narciso Cheuinun 1 6
Fuente: Divisin realizada por Leonardo Leon en Ntram N32, 1993, Ediciones Rehue Ltda., Acta del Parlamento de Tapihue
3.6. Situacin del territorio mapuche en los albores de las Repblicas de Chile: el
Parlamentode Negrete de 1803
En trminos espaciales, la distribucin territorial y poblacional de la Araucana, en los inicios del siglo
XIX, es recogida por el Fraile Francisco Xavier Ramrez, quien en el ao 1805 informa a los Reyes
Catlicos de la siguiente distribucin:
Divisin poltica de los ftalmapus
FTAL
MAPU
DESCRIPCION AYJAREWE REWE HBTS. HOMBRES MUJERES
BAFKEH
MAPU
De la costa o
martimo
Arauco, Tucapel,
Lleulleu o
Ranquilhue, Tirua,
Cautn o
Ymperial, Collico,
Boroa, NagTolten
o Tolten el Bajo
100 40.000 13.000 27.000
LELFN
MAPU
De Angol o de los
Llanos
Encol, Puren,
Repocura,
Maquehue,
Ymperial Alta
50 30.000 10.000 20.000
INA PIRE
MAPU
Corre por el pie, o
faldas
occidentales de
Los Andes
Marven, Colhue,
Chacaico,
Quecheregue,
Guenague
43 20.000 6.000 4.000
PIRE
MAPU
Andino, tierra de
los Pewenches
Quilaco,
Rucalge,
Callaqui y Lolco
29 10.000 3.000 7.000
WIJI
MAPU
Del sur Tolten, La
Mariquina,
Ganigue, Niebla,
Valdivia, Arique,
Quinchilca, Rio
Bueno, Cudico,
Dagllupulli,
Osorno
sobre
150
12.000 5.000 7.000
Fuente: FR. FRANCISCO XAVIER RAMIREZ, Cronicon Sacro- Imperial de Chile, Fuentes para el estudio de la colonia,
transcripcin de Jaime Valenzuela M., Direccin de Bibliotecas Archivos y Museos, Centro de Investigaciones Diego Barros Arana,
Santiago, 1994, pginas 67 -71
El cuadro transcrito da luces sobre la distribucin espacial en la Araucana, el que se mantiene
inclume desde aquel lejano Parlamento de 1641, momento en que se reconoce la frontera entre la
sociedad espaola y la sociedad mapuche en el ro Bio Bio.
Al respecto, es tambin fundamental analizar la importancia que tuvo polticamente el ltimo
Parlamento entre las autoridades mapuches y las autoridades coloniales espaolas. Nos referimos al
Parlamento de Negrete, celebrado los das 3,4 y 5 de marzo de 1803.
En el campo de Negrete, comparecieron los Gobernadores de los cuatro Ftalmapus con
doscientos treinta y nueve caciques y cantidad de capitanejos y respetados hasta el nmero de mil y
tantas personas, colocndose en lugar y asiento que les estaban preparados, a quienes se dirigi
don Pedro Quijada, Brigadier de los ales Ejrcitos y Comandante del Batalln de Infantera de
Frontera, quien presidi el parlamento en la forma siguiente: Tengo la mayor complacencia, caciques
principales, mis amigos, de veros hoy congregados en este campamento para celebrar el Parlamento
General con los cuatro Ftalmapus que comprende la tierra desde el ro Bo-Bo al sur, hasta los
pases ms meridionales del continente, y desde el mar a la cordillera, para luego pasar a exponer
las capitulaciones. En su Artculo 1, las partes reconocen por Rey y Seor Natural al poderoso
Soberano Seor Don Carlos Cuarto, del cual son vasallos, y como tales amigos de sus amigos y
enemigos de sus enemigos
Luego, en trminos territoriales, tienen vital importancia los artculos 2 y 6, que en sntesis
plantean: Libre comercio que podran hacer los naturales en todas las plazas, villas y ciudades del
Reino transitando libremente por todos nuestros caminos y tierras, con las especies que conduzcan,
y del mismo modo los espaoles por las suyas, franquendose los caminos recprocamente
libres (art 2);
6.- Que hallndose esta mar llena de embarcaciones extranjeras con pretexto de pescar Ballena,
se introducen sagazmente en sus costas, como ya sucedi en las de Tira en los ltimos aos
durante la guerra con la nacin Britnica, que no deben permitir de ningn modo el cumplimiento de
las ordenes del Rey y tambin por los graves perjuicios que les resultaran de tratar con unas
naciones que solo aspiran a introducirse en sus tierras hacindose dueos de ellas con destruccin
de sus habitantes, como ya tiene acreditada la experiencia, aadiendo que para el caso de guerra
con cualesquiera nacin extranjera, deben por obligacin de buenos vasallos concurrir
personalmente a la defensa de estos dominios de S.M. siempre que se hallen atacados, conforme lo
tienen prometido y jurado los cuatro Ftalmapus, cuya obligacin se les recuerda ahora, a fin de que
cuando llegue el caso ocurran armados y bien montados a unirse con las tropas del Rey a las
rdenes de sus jefes, y embarazar cualesquiera desembarco que se intente en las costas de este
Reino mantenindose mientras duren estas expediciones, con las raciones que se asiste en tales
casos a todas las tropas, cuerpos y milicias de espaoles.
El primer da se eligi como representante de los cuatro Ftalmapus al Gobernador de la
Reduccin de Angol Don Francisco Curinagel, y a continuacin hablaron el Logko Tranamilla de la
Reduccin de Temulemu, al que le siguieron Ciento y tantos caciques se explicaron en los mismos
trminos poco ms o menos con expresiones tan vivas de reconocimiento que acreditaban la nueva
disposicin de sus corazones para observar todo lo prevenido, y siendo ya las cuatro de la tarde
suplicaron cesase la Parla, que se continuara en el da siguiente
El da siguientecontinu el Gobernador Curinagel en los mismos trminos que el da
antecedente con los que an restaban y no haban recibido sus palabras, cuya Parla y contestacin
de ciento veintisiete Caciques, dur hasta las cuatro y media de la tarde.
Finalmente, el da 5 se dirigieron a la asamblea el cacique Gobernador de Maquegua Vilumilla, su
hermano Coygenjir, Chicaguala y Pichuman; los caciques Pewenches de Callaqui, Quilaco y
Huinquin, llamados Coliman, Liupay y Coygemn; el Cacique de Cura Millalem, por consejo de sus
parciales Ggir, Pagitur; los caciques de Angol, Maquegua, Lobcoyn; los caciques Gobernadores
de Arauco, Tucapel, Tira, Boroa, de la Imperial, y lo mismo los de Angol, Repocura, Maquegua,
Chacayco, y generalmente todos lo Llanos, dijeron que los tratados del libre comercio estaban en su
fuerza e Igualmente dijeron los Gobernadores de los cuatro Ftalmapus, generalmente todos los
Caciques congregados, que de ningn modo permitiran en sus costas, embarcaciones ni gentes
extranjeras como ya lo tenan ofrecido en otros Parlamentos, pues no ignoraban sus designios
depravados, y que los caciques de Arauco, Tucapel, Boroa, de la Imperial y de toda la ribera del mar
hasta Valdivia deban de ser los ms celosos, como ms interesados y que el resto de los
Ftalmapus ayudara gustoso a cualesquier caso de esta naturaleza para lo sucesivo aadiendo que
por lo que hace el comercio y escrupulosa conducta en las pampas y provincias de Buenos Aires
tienen acreditada su buena fe en estos ltimos aos
Reproducimos casi en su totalidad los artculos 2 y 6, enla medida que stos son esenciales
para entender la autonoma poltica y la jurisdiccin territorial mapuche en los Ftalmapus
emplazados en el Wijimapu.
As entendido, el artculo 2 no es otra cosa que un Tratado de Libre Comercio entre las partes
contratantes, y el artculo 6 es un tratado de defensa recproca, artculos que por s solos, o los dos
en conjunto, hablan de una nacin independiente o soberana, no se entiende de otra manera la
posibilidad de que un Estado puede celebrar tratados de libre comercio con otro Estado y tratados de
defensa recproca.
En definitiva, y siguiendo a Leonardo Leon, En la Araucana, hasta fines del siglo XIX, no hay
historia de los vencidos. En realidad, lo que ocurri en esta historia fue que los araucanos lucharon y
triunfaron. El triunfo fue reconocido cuando la corona de Espaa abandon definitivamente los planes
de expansin y conquista, desisti de sus planes de abastecer de mano de obra esclava a las
estancias de Chile central...La guerra termin cuando el rey y sus representantes, finalmente
expresaron su respeto por los guerreros de Arauco, que a costa de tanta sangre y sacrificios
consiguieron que la poltica del despojo y el abuso se transformara en una propuesta de coexistencia
pacfica.
4. Pwel mapu
La articulacin del pwel mapu y el gulumapu: siglo XVI a XVIII
1. Antecedentes preliminares
La invasin de la Araucana por el conquistador gener un duro enfrentamiento que se tradujo en una
fuerte resistencia indgena, que se conoce como la pica guerra de Arauco que se desarroll entre el
Siglo XVI y XVII.
En una primera etapa el principal objetivo perseguido por el conquistador con la invasin del territorio
mapuche, era obtener mano de obra indgena que le permita potenciar la economa colonial, basada en
la explotacin minera, y articularla con la metrpoli. El inters territorial de los hispanos por el
Wajonmapu, se expresaba ms que en la apropiacin de la tierra como recurso en si misma en la
bsqueda de yacimientos minerales, particularmente de oro. Por esta razn, algunos autores han
sealado con nfasis que la guerra de Arauco, al menos en sus inicios, era ms bien una guerra por el
hombre ms que por el territorio.
La bsqueda del oro hizo ms cruenta la Guerra de Arauco. La resistencia indgena slo poda ser
interpretada en el ideario del conquistador como un incoado intento por evitar el descubrimiento del
preciado metal. Sin embargo, a medida que se exacerbaba la ambicin del conquistador se refortaleca la
resistencia mapuche, que culmin en 1593 con la gran victoria de Curalaba donde las fuerzas Mapuches
al mando del Pelantaru se impusieron sobre el conquistador consolidando la frontera al Sur del Bo Bo
Concluida la guerra de Arauco, comienza a constituirse un espacio fronterizo que se consolida en el
siglo XVIII con la integracin del Gulumapu y el Pwel Mapu.
2. Los Factores que incidieron en la articulacin del Gulumapu con el Pwel Mapu,
son los siguientes
1) Cambios en la economa del Siglo XVII:
El surgimiento del polo econmico de Potos, alent una produccin especializada en varias regiones
del continente, una de las cuales fue el Valle Central de Chile, que corresponde al Pikunmapu, bajo
dominacin espaola a partir de fines del siglo XVI. La actividad econmica del Valle Central, antes
bastante deprimida por el agotamiento de las exiguas fuentes de minerales, se concentr en la
explotacin de sebos, cordones, cueros y cereales.
Este hecho hizo cesar la presin hispana sobre el territorio mapuche al sur del Bo Bo, toda vez que
el proyecto econmico colonial poda prescindir de las potencialidades econmicas de ese territorio y
aprovechar las ventajas inexploradas del frtil Valle Central del Pikunmapu.
En este nuevo escenario, el invasor abandona la Araucana y favorece una convivencia ms
armnica entre Mapuches y Espaoles.
Los Mapuches, por su parte, liberados de la demanda inminente de la guerra, dirigen su mirada hacia
las pampas orientales, donde una creciente masa ganadera que crece y se desarrolla como ganado
cimarrn en la estepa pampeana, comienza a concitar su inters.
Se inicia el perodo de los maloqueros, que concurran a las pampas en busca de ganado cimarrn
libremente reproducido en dichas latitudes, los que comercializaban en la Araucana con mercaderes
provenientes del Valle Central, transformndose en una importante fuente de abastecimiento de los
mercados mineros y un eje articulador del trfico comercial entre el Valle Central de Chile y las Pampas.
FLUJOS ECONOMICOS DE LA FRONTERA S. XVII
TERRITORIO (de hacia) PRODUCTOS
Pwel Mapu (Pampa) Araucana Ganado, hierro y sal
Araucana Pwel Mapu (Pampa) Textiles, azcar, alcohol, yerba mate, etc.
Araucana Pikunmapu (Valle Central) Ganado y ponchos
Pikunmpau (Valle Central) Araucana Ail, hierro, azcar, alcohol, yerba mate, etc.
Pikunmapu (Valle Central) Polos Mineros Charqui, sebo, etc.
Fuente: Pinto (1996): 23; Len (1991).
2) El surgimiento de un mecanismo del dilogo y entendimiento, como fueron los
parlamentos:
La incidencia mapuche en el florecimiento de la economa colonial del reino de Chile fue
determinante en la celebracin de los parlamentos, los que tuvieron lugar desde mediados del siglo XVII
(1640 Parlamento de Quillin) y particularmente en el siglo XVIII. La regularidad con que se celebraron
estos parlamentos permite sustentar la hiptesis de que estos acuerdos fueron la fuente jurdica a travs
de la cual se defini la relacin conquistador Pueblo Mapuche.
Sobre los parlamentos y su relevancia en el siglo XVIII, escribe Leonardo Len: El parlamento era un
congreso masivo atendido por las mas altas autoridades del reino y la jefatura tribal araucana, adems de
conchavadores, comerciantes, soldados y mozetones. Segn los datos proporcionados por Len el
promedio de asistentes a los parlamentos del siglo XVIII fue de 4.000 personas, los que eran mantenidos
por todo el tiempo que durara el parlamento, 4 o 5 das, con fondos reales, y en los cuales las partes
involucradas hacan despliegue de su podero militar, econmico y poltico para agasajarse
recprocamente.
El parlamento asegur la paz en la frontera y constituy un mecanismo recurrente cuando la
inestabilidad amenazaba el territorio. Como acertadamente concluye Jorge Pinto, el parlamento
resguardaba un cmulo de intereses, que lo transformaron en una instancia clave para normar las
relaciones intertnicas en la Araucana, garantizando la paz, generando las bases para que la economa
funcionara y promoviendo acuerdos que favorecieran las alianzas intertnicas en funcin de objetivos
comunes.
3) Cambios estructurales en la sociedad indgena:
En este territorio fronterizo tambin resurge una sociedad indgena distinta que se transforma,
readecundose a los nuevos requerimientos de la economa indgena antes cazadora recolectora y
que se transforma en una economa complementaria y dependiente de la economa colonial, proveedora
de ganado y sus sub - productos , sal y textiles y consumidora de productos del conquistador como ail,
azcar, yerba mate, alcohol, entre otros.
Una sociedad indgena que modifica su estructuras polticas sociales y econmicas. Surgen los
Ulmenes, lderes cuyo prestigio depende de la acumulacin de bienes y se modifican las estructuras
productivas, fundamentalmente en el mbito de los productos textiles (ponchos), donde se reemplaza la
economa de excedentes por una economa a escala.
Lo expuesto no significa que la frontera est libre de tensiones. La tranquilidad de la frontera se ve
afectada por diversas hostilidades durante el S. XVIII, dando origen a una prolfica sucesin de
parlamentos, talvez las situaciones de conflicto ms relevantes en dicho perodo histrico fueron el Malon
de Curiamku y la guerra de 1770. No obstante, al sur del Bo Bo reina cierta estabilidad. Las relaciones
fronterizas en trminos generales se desarrollan con la estabilidad que exige un territorio libre donde
convergen los intereses polticos y econmicos de indgenas y conquistadores. No ocurre lo mismo en la
vertiente oriental de la Cordillera de Los Andes, en el territorio conocido en la lengua de los cronistas
como La Pampa, el Desierto o Tierra Adentro. All, resurge el enfrentamiento, y el Pueblo Mapuche
libera un nueva gesta: la guerra de maloca conquistando el territorio que conformar el Pwel Mapu
Mapuche.
3. La ocupacin Mapuche del Pwel Mapu en los S. XVI a XVIII
La ocupacin mapuche del Pwel Mapu durante los Siglos XVI a XVIII, se desarrolla en el marco de
una multiplicidad de relaciones intertnicas de alta complejidad que se desarrollan en las Pampas
trasandinas y que concluyen con la hegemona cultural de la lengua y formas de vida de origen Araucano
o Mapuche, que termina imponindose a todos los grupos tnicos que habitan el territorio en dicho
perodo histrico.
Los fundamentos que impulsaron la expansin territorial mapuche hacia el Pwel Mapu fueron al
menos dos y corresponden a perodos histricos diferenciados. En un inicio, comienzo del S. XVII, las
incursiones mapuches al Pwel Mapu tena por objeto cerrar alianzas militares con los indgenas de la
zona trasandina y a mediados del siglo procurarse ganado cimarrn para la manutencin de los conas
que guerreaban en la guerra de Arauco y sus respectivas familias, es decir, obedeca a una estrategia
militar que buscaba la defensa del Gulumapu al Sur del Bo Bo. Durante el S. XVIII, perodo en que se
consolida el Pwel Mapu, la ocupacin tiene un fundamento principalmente econmico. El perodo
comienza con la incursiones mapuche en procura de ganado cimarrn para su comercializacin y, una
vez exterminado este recurso, contina con los malones organizados contra las estancias hispano
criollas de Buenos Aires, Crdoba, San Luis y Mendoza.
4. Delimitacin Geogrfica del Pwel Mapu
A mediados del S. XVIII, poca en la cual se consolida la ocupacin Mapuche del territorio, la
delimitacin geogrfica del Pwel Mapu corresponda a todo lo que hoy conforman las provincias de
Buenos Aires, Sur de Santa F, de Cordoba, de San Luis y Mendoza.
La frontera entre el Pwel Mapu y la actual provincia de Buenos Aires era a 1750 los fortines y
guardias situados en la lnea conformada por los villorrios de San Nicols, San Antonio de Areco Lujn
y Merlo, continuando la lnea de frontera hacia la costa del ro de la Plata pasando por el pueblo de
Magdalena. Posteriormente, esta frontera se desplaz hasta el ro salado, la que permaneci hasta las
primeras dcadas del S. XIX.

Por el norte, en las provincias de Crdoba y Mendoza, la frontera estaba determinada por el ro IV y
Diamante.
Por el Sur, el ro Colloncura y Limay, tambin conocidos como ro Negro.
La ocupacin del Pwel Mapu se efectu a travs de la utilizacin de una red propia de caminos
indgenas, denominada en la poca como caminos de los chilenos, pues todos convergan en los pasos
cordilerranos y eran utilizados por los mapuches para arrear ganado hacia el Gulumapu, trasladarse entre
las tolderas apostadas en las pampas o ejecutar malones.
Las sendas ms importantes eran:
Desde Carmen de Patagones, por el valle del ro Negro hacia las provincias chilenas de Concepcin,
Arauco, Valdivia y Llanquihue.
Desde Baha Blanca, por el valle del ro Colorado hacia Malbarco, Antuco, cordillera de Pichachen y
del Viento, hacia las provincias de Linares, Maule, Concepcin y Arauco.
Desde la zona de las lagunas Carhu y Puan en direccin a Salinas Grandes, Trar Lauquen y Lihuel
Calel, hacia el valle del ro Colorado.
Desde el norte y oeste de la provincia de Buenos Aires, zonas de 9 de Julio, Melincu, Junn y Blanca
Grande, hacia Trenque Lauqun, Juan Nainc, Poitahue, Meuc (sobre el ro Salado), Cerro
Chachahun y Cerro Payn llegaban a la cordillera por las nacientes de los ros Atuel, Grande y
Barrancas, para desembocar en direccin a Colchagua, Curic, Talca, Linares, uble y Maule.
5. Caractersticas Demogrficas
Lo impenetrable del territorio pampeano impide contar con informacin que de cuenta exhaustiva de
los indgenas que poblaban la Pampa antes que se constituyera el Pwel Mapu. Sin embargo, las
crnicas dan cuenta exacta de los pueblos indgenas que habitaban la periferia pampeana en el S. XVI y
los identifica como: Huarpes, Pwelche Cuyanos o Algarroberos (tambin llamados genricamente
Pampas Serranos) y Pampas del Sur de Crdoba Estos grupos ocupaban terrenos aledaos a la Pampa
Central y pudieron haber habitado este territorio en algn perodo de su historia.
Hacia el Sur, en direccin a los Valles del Neuquen, se localizaban los Pewenches y los Wijiches
Serranos, quienes habitaban indistintamente la vertiente oriental y occidental de la Cordillera de Los
Andes, dando cuenta de una presencia muy temprana del Pueblo Mapuche en esas latitudes.
A continuacin haremos una breve Resea de los Indgenas de la Pampa antes de la consolidacin
del Pwel Mapu y de sus principales caractersticas etnogrficas:
5.1. Los algarroberos o Pwelche de Cuyo (Pampas Serranos)
Estos pueblos habitaban la zona de Cuyo Mendoza. Los antecedentes documentales del Siglo XVI,
registran que en la zona de Cuyo habitaban una serie de agrupaciones a quienes se les denominaba con
el nombre genrico de Pwelche, lo que lengua mapuche significa gente del Este.
A esta nominacin respondan grupos como los Oscoyanes, Chiquiyanes y Morcoyanes.
Algunos autores, destacan que estos grupos hablaban una lengua probablemente emparentada con
la lengua Huarpe, sus ms inmediatos vecinos, a la que se le conoca como lengua de la tierra,
alentiac o millcayac

y de la que proviene la voz yan que significa gente.
Estos pueblos Pwelche de Cuyo limitaban por el Norte con Los Huarpes y por el Sur con los
Pewenches. Ms que la cordillera misma ocupaban las laderas orientales y el pie de montaa situado
entre el ro Barrancas Colorado, que los separa de los Pewenches, y el ro Diamante que constituan el
lmite entre ellos y los Huarpes.
Es probable que la denominacin de Pwelche, haya provenido de su relacin con los Pewenches y
hayan tenido que ver con la forma utilizada por estos ltimos para denominarlos, la que alude a su
ubicacin geogrfica pues en lengua mapuche significa gente del Este.
5.2. Los Pampas del Sur de Crdoba
Las crnicas proveen de una gran cantidad de nombres para identificar a los habitantes de la Pampa,
al parecer dichos nombres no dan cuenta de grupos tnicamente diferenciado, sino que aluden al nombre
del Cacique principal y a su localizacin geogrfica. Surgen denominaciones como Querandes, Pampas
e incluso Aucaes, cada una de las cuales habra surgido en pocas diferentes, lo que demuestra los
procesos de transformacin de los grupos pampinos producto de las relaciones intertnicas que se van
desarrollando en ese territorio hasta su homogenizacin por la presencia Mapuche, proceso al que deben
su denominacin de Aucaes.
Los cronista identificaron estos grupos indgenas en el Siglo XVI y XVII, y segn los relatos estaban
localizados en las regiones de Carcara y Buenos Aires. En principio les llamaron Querandes (S. XVI) y
luego simplemente Pampas (S. XVII). Conforme a la tsis de Tomas Falkner, habran estado
emparentados con grupos conocidos como Taluhet, Dihuihet, Chechehet y Leuvuches y, por lo tanto, su
lengua parece haber sido el Het, de cual slo se conocen algunos vocables.
Casamiquela, refirindose ms expresamente al origen tnico de estos pueblos resalta la filiacin
Tehuelche de los Indios Querandes, argumentando que los primeros en el Siglo XVI habran poblado los
alrededores de Buenos Aires.
Existe amplio consenso sobre la multiplicidad de relaciones intertnicas que se produjeron en las
pampas en los Siglos XVI y XVII. Sin embargo, tambin hay consenso, que en los comienzos del S. XVIII,
una continua corriente de inmigrantes Mapuches de Chile, portadores de una cultura distinta a la de los
Pampas Het, se fueron adueando de estos territorios. Hacia 1750, ya dominaban las sierras y las
llanuras, de manera que en el ltimo tercio del S. XVIII y hasta la campaa de Roca en 1879, los
habitantes indgenas de toda la Pampa eran sin excepcin mapuches parlantes.
De la relacin entre los indios Pampas y los Mapuches o Araucanos ya da cuenta un proceso criminal
de 1680 1681 seguido por don Jos Cabrera y Velazco, hijo y sucesor de Jernimo Luis III, seguido
contra Los Indios Pampas de su jurisdiccin. En dicho proceso, uno de los testigos del juicio manifiesta
que:
... en ocasin de haber salido a vaquear vacas cimarronas lo embistieron 200 brbaros
de los indios que llaman Pampas ... Dichos indios, expresa el querellante daban
grandsimo fomento a la guerra de Chile, ya que intercambiaban con los indios aucas
(alzados) y canjeaban con ellos gran cantidad de ganado, caballos y yeguas. Dichos
indios, guerreros o alzados (aucas) pagaban a los pampas las provisiones dichas en
esclavos, y en virtud de dicho comercio se hallaban en su poder mas de trescientos
esclavos y chinas que les vendan los indios chilenos.
5.3. Los Pewenches
Al parecer los Pewenches eran de un origen tnico distinto a los mapuche y hablaban una lengua
diversa. Los investigadores se refieren a estos grupos Pewenches como Pewenches Primitivos. No
obstante, Latcham, sin desvirtuar las diferencias tnicas que se observaron por los cronista entre estos
Pueblos a la poca de los primeros contactos, sostiene la tsis de que parte de la raza Mapuche fue
formada por primitivos Pewenches y pampanos que en tiempos portohistricos se infiltraron
paulatinamente en los Valles transcordilleranos

.
Posteriormente, estos Pewenches Primitivos en una fecha no determinada asimilaron la cultura y
lengua Mapuche, producto probablemente de las caractersticas exogmicas de su cultura o de la intensa
interaccin con grupos mapuches que circulaban hacia las pampas trasandinas a travs de los boquetes
cordilleranos ocupados por los Pewenches.
Bengoa refirindose a este proceso de integracin cultural seala que a mediados del S. XVII, los
Pewenches fueron araucanizados, y a comienzos del S. XIX no se diferenciaban casi de los mapuches
del valle, salvo por algunas costumbres particulares y ciertos rasgos fenotpicos como su tamao,
adems de las caractersticas propias del lugar donde vivan.
Los primeros contactos:
Mario de Lofera hacia 1563 en una incursin a la codillera nevada describe a los Pewenches como:
Son indios de diferentes talles y aspectos de los dems indios de Chile, porque todos sin
excepcin son delgados y sueltos, aunque no menos dispuestos y hermosos, por tener
los ojos grandes y rasgados, y los cuerpos muy bien hechos y altos. El mantenimiento de
esta gente casi de ordinario es: piones sacados de unas pias de diferentes hechuras y
calidad as ellas como sus rboles.
La localizacin geogrfica de los Pewenches era la Cordilerra de Los Andes entre los nevados de
Chilln por el Norte y Lonquimay, alto Bo Bo por el Sur. En la vertiente oriental del macizo Andino, se
localizaban al Oeste de la cuenca del Alumin y en la regin de la pampa de orqun .
Segn referencias de Vicente Carvallo y Goyeneche, se dice que Martn Ruz de Gamboa de hallaba
en Concepcin, pero que no pudo descansar en ella porque los Pewenches infestaban la provincia de
Chilln , lo que lo oblig a mover su ejrcito hacia la cordillera, donde bati a los Pewenches y fund la
ciudad de Bartolom de Gamboa.
Su presencia en la vertiente oriental de la Cordillera de Los Andes es constatada en 1563 en las
crnicas de Pedro Mario de Lofera.
Mario de Lofera en su camino hacia el mar del norte en 1563, menciona haber encontrado Indios
muy bravos que se interpusieron en su andar:
a) Uno de estos ncleos tena su habitat en la regin del amplio valle del Alto Neuquen y su
subsidiario el ro Varvarco.
b) Un segundo grupo, el ms numeroso y guerrero, era el de la regin de los ros Trocomn y
Reileuv.
c) Un tercer grupo ocupaba el cajn de Trolope y la regin de Caviahue.
d) Un cuarto ncleo se hallaba establecido en la regin de las salinas de Pich Neuquen, Huitrin,
Chorriaca y Truiquico.
e) Un quinto grupo, es el de la pampa de orquin, regiones adyacentes de Ranquiln y costa del
ro Mocn o Agrio
f) Un sexto grupo, estara localizado en Vuta Cuyn, lugar actual de Pulmar y veranada, en su
tiempo, de Reuquecura.
Adems, existan grupos en la zona de los lagos del Sur trasandino,esto es: Lago Moquehue, lago
Alumin, el de Ruca Choroy, el de Quill, el de las Caballadas, el del Lanin y sus contornos, el del Rincn
de los Pinos y el de la Cordillera de Catan Lil, incluido el valle del Rahue.

Morla Vicua dice: Desde el ao 1593, en el primer parlamento celebrado por el gobernador don
Martn Garca Oez de Loyola, toman parte los Pewenches, indios que se extendan hasta ms all de la
falda oriental de la Cordillera
En 1594, segn Miguel de Olaverra, y en 1627, segn el Capitn Juan Fernndez, ya se les
observaba en los valles interandinos, con predominio en el Neuquen.
En 1641, ao de la primera expedicin del Padre Rosales por va de Villa Rica y paso de Paimn a
Epu Lafqun, anota que al norte de esta regin se han ubicado algunos Pewenches.
En 1653 Rosales los encuentra tambin en NahuelWapi, lo que quiere decir que hubo un proceso de
expansin Pewenche desde Pichachn al Sur, unas ciento treinta leguas en longitud, pero una anchura
de legua y media sobre la cordillera.
La senda Pewenche
Para sus incursiones por allende y aquende Los Andes, los Pewenches utilizaban principalmente el
denominado sendero de los Pewenches o boquete del Antuco, este paso cordillerano, posteriormente,
ser ocupado por mapuches y comerciantes hispanos criollos (conchavadores), transformndose en el
principal paso trasandino a travs del cual se articula el Gulumapu con el Pwel Mapu. Este sendero,
describe Bengoa, se diriga desde la Argentina al lago Laja y bajaba al ro Trubunleo por un portezuelo
situado entre el Volcn Antuco y la Sierra Velluda, para continuar a la Isla de la Laja por el Valle del ro
Laja, al lado del fortn Antuco, situado en este punto precisamente para cortar el paso trasandino.
Conforme a estos antecedentes habran sido Los Pewenche, quienes iniciaron el proceso migratorio
hacia Las Pampas muy tempranamente, dedicados principalmente al comercio de la sal, que extraan de
los ros salobres existentes en la vertiente oriental de la cordillera de Los Andes (hoy Argentina), desde
donde sacaban bloques de sal que comercializaban en la zona austral y centro de Chile. En este
intercambio comercial los Pewenches, fueron pioneros en trasladar las costumbres y lengua mapuche al
territorio pampeano.
Algunos autores llaman la atencin sobre el hecho de que los Pewenches a pesar de su temprana
mapuchizacin no estaban integrados polticamente, socialmente, econmicamente y/o militarmente con
Los Mapuches. As, se seala que ocasionalmente, y bastante adentrado el S. XIX, Los Mapuches
hicieron con los Pewenches algunas alianzas estratgicas, que se fundaron en la importancia de estos
ltimos en controlar los pasos fronterizos hacia las Pampas.
Sobre el punto argumenta Latcham: ... los Pewenches muy raras veces se aliaron con los araucanos
contra los espaoles y si es verdad que a menudo hacan incursiones en las estancias era ms por pillaje
y robo de animales que en guerra formal... Prosigue ... an despus de formar el cuarto bultalmapu, que
inclua a todos los indios cordilleranos orientales, no tomaban parte en las reuniones y convenios de los
araucanos, y en los parlamentos no fueron recibidos por los gobernadores en el mismo da con aquellos,
sino en un da especial. En la misma lnea de argumentacin se cita el parlamento de Lonquilmo de 1784
donde tras detallar la participacin de los Ftalmapus mapuches se describe la participacin Pewenche
como sigue:
al tercer da se repitieron las mismas formalidades y ceremonias, y reproduce el orador
la misma arenga al butal mapu subandino y escuchado y traducido por el intrprete, pasa
el mismo cacique a saludar brevemente a los Pewenches, que no asisten al congreso en
calidad de votantes sino en clase de convidados, y es el cuarto parlamento en que se
apersonan porque no tienen un Ftalmapu y si son capaces de alianza la tienen con el
martimo.
Por su parte, Carvallo y Goyeneche, quin se refiere a los tres Ftalmapus Mapuche, especifica que
el cuarto Ftalmapu llamado Pire Mapu (tierra nevada en lengua Mapuche) y que correspondera
precisamente al territorio Pewenche se agrega solamente en el S. XVIII. No obstante prosigue:
Jams fueron comprendidos en ellos (en aquellos butalmpaus), los serranos, Pwelche,
Pewenches, Wijiches y Tewelche; y que los residentes del Toltn no concurrieron nunca a
los parlamentos celebrados con gobernadores, ni tomaron parte en las guerras internas
ni contra los establecimientos de frontera. Esta divisin ha sido muy antigua y si los
habitantes de los Andes hubieran constituido parte de esta nacin, debieron concurrir a
los parlamentosy nunca se presentaron fueron convocados a ellos, siendo asi que los
Pwelche, Pewenches y Wijiches serranos salan a comerciarcon los espaoles y
traficaban por las provinciasde Colchagua, Maule Chilln y plaza de la frontera.
Sobre estas apreciaciones nos parece consignar que la conducta Pewenche se inscribe en las
caractersticas autonmicas que son propios de la estructura socio poltica del Pueblo Mapuche, donde
cada Lof, ayllarewe y ftal Mapu goza de la independencia jurisdiccional para definir sus propias alianzas
estratgicas, en funcin de consideraciones circunstanciales respecto de las cuales los caciques son
soberanos en la toma de decisiones. Por lo que resulta aventurada la conclusin de que este actuar
determina la no integracin Pewenche a la Nacin Mapuche cuando es reconocido incluso por los
mismos tratadistas citados la inclusin de esta identidad territorial al cuarto Ftal Mapu Mapuche.
El Padre Francisco Ramrez, se refiere al butalmpau Pewenche conocido como Pire Mapu, indicando
que constaba de los Ayjarewes de Quilolco, Rucalhue, Callaqui y Lolco, agregando que se emplazaban
sobre territorio en el que antiguamente vivan los Chiquillanes, lo que denota que este asentamiento es
posterior al desplazamiento de los Pewenche hacia el Norte por la expansin de Wijiches Serranos,
segn veremos en el prximo prrafo dedicado a estos ltimos.
5.4. Los Wijiches Serranos
Los Wijiches serranos posteriormente llamados manzaneros- habitaban al igual que los Pewenches
la vertiente oriente de la cordillera, se les denominaba serranos para distinguirlos de las agrupaciones
Wijiches que conformaban el Ftal Mapu del mismo nombre en pleno corazn del Gulu Mapu. Sobre sus
orgenes se especula que son producto de la fusin de Tewelche con mapuches. Tambin se seala que
por su localizacin en la franja oriental de la Cordillera de Los Andes debiera escudriarse sus
potenciales vnculos de origen con los Pwelche del norte, los cuyanos o algarroberos (oscoyanes,
chiquiyanes, morcoyanes etc.) de ascendencia Huarpe. Tambin se les vincula con los Pewenches y hay
quienes sostienen que son de origen Pewenche pero que se denominan Wijiches por su localizacin al
Sur del Territorio.
Sobre su identidad cultural Mapuche nadie discute. Se trataba de un pueblo guerrero en claro
proceso de expansin hacia el Norte, sobre territorio Pewenche, a quienes desplazaron hasta apropiarse
de la casi totalidad de su territorio, obligndolos a replegarse a las Montaas de Malalhue, las que
debieron ser disputadas por los Pewenches a sus poseedores Goicos, los Oscoyanes y Chiquiyanes.
Los Wijiches Serranos confinaban con los Pewenches por el norte, hasta una linea imaginaria que,
desde la porcin transversal del Agrio, se extenda hasta Lonquimay, en las cercanas del actual paso de
Pino Hachado. El ro Picn Leufu (ro del Norte), lo que denota una toponimia propia del pueblo Wijiche
ya que este ro se encontraba al norte de su territorio. Por el Sur se extienden hasta el ro Limay o Negro.
5.5. Los Tewelche
Tal y como revela Mateo Martinic, los Tewelche vivieron confinados a sus territorios ancestrales desde
tiempos inmemoriales en la Patagonia, pero alcanzaron la norpatagonia donde tuvieron contacto con los
habitantes de la Pampa, con quienes tuvieron alianzas y enfrentamiento en diversas pocas de la
historia.
En este proceso de alianzas y enfrentamientos, incursionaron hasta los alrededores de la provincia
de Buenos Aires. Las crnicas y relatos de poca dan cuenta de duros enfrentamientos intertnicos entre
Tewelches y Wijiches a fines del S. XVIII y comienzos del S.XIX, asi como de algunas alianzas
maloqueras con Indios Aucaes.
Producto de estas contiendas intertnicas, fundamentalmente con los Wijiches, es posible que se
haya generado una rpida extincin numrica de los Tewelche, desapareciendo totalmente de distritos
como San Julin y Puerto Deseado, donde haban sido avistados entre los S. XVI y XVIII.
6. Los Procesos Migratorios Mapuches al Pwel Mapu en el Siglo XVIII
6.1. La Migracin de los Ragklche hacia la Pampa
Una de las principales migraciones a fines del S. XVIII y comienzos del S. XIX hacia la Pampa habra
sido la de Los Ragklche, quienes se asentaron en el territorio pampeano y, en el parecer de la mayora
de los autores, seran uno de los principales agentes araucanizadores o mapuchizadores de la Pampa
Argentina.
Que los Ragklche eran portadores de la cultura y lengua Mapuche es una verdad irrefutable. Sin
embargo, respecto a los orgenes de los Ragklche existe mayor cuestionamiento. Para algunos stos
son grupos de origen mapuche que deben el gentilicio de Ragklche a la presencia en el ro Chadileuv
de carrizos o caaverales. Para otros autores, los Ragklche son de origen Pewenche y deben esta
denominacin al hecho de provenir de Rankel o Ranquil, una de las tres facciones Pewenches, junto a
Malalhue y Vavarco, localizada a los pies del Volcn Copahue, que estaba gobernada por el cacique
Carripilun.
La consolidacin del Pwel Mapu corresponde a la poca del asentamiento en la Pampa de los
Ragklche Pampeanos, los cuales segn la mayora de los autores eran indios mapuches originarios del
Gulu Mapu, que dominaron a los Pueblos pampeanos y peripampeanos preexistentes, imponiendo su
lengua y su cultura.
Otras teoras, sugieren que Los Ragklche se originan de la unin de grupos Tewelche de origen
patagnico, los que fueron en su etapa final invadidos y transculturizados por los Araucanos o Mapuches
en el proceso de Araucanizacin.
Jorge Fernndez, desarrolla una teora alternativa segn la cual los Ragklche pampeanos fueron
Pewenches del Neuquen, habitantes de un lugar denominado Rankil Lom, quienes alrededor de 1770
emigran al Mamj Mapu, donde se fusionan con Pwelche y Winkas.
El Mamj Mapu, sufri varias expansiones y contracciones. Sin embargo, la generalidad de los
autores localizan su escenario histrico en la regin noreste central de la actual provincia de La Pampa,
en la Repblica Argentina, habindose extendido al extremo meridional de las provincias de San Luis y
Crdoba.
El lmite norte, corresponda a la lnea que una los parajes de Leplep, Agustinillo, el Monte de la
Vieja y la Laguna del Cuero. En lagunas pocas el lmite se extendi hasta las Pulgas, sobre le ro quinto
(V), e incluso hay testimonio que lo localizan en las riberas del ro cuarto (IV). Hacia el sur se extendi
sobre el sector de Las Salinas. Oeste el lmite de era el Chazi bewf o ro salmuera.
Principales Recursos: La zona en el sector oriente estaba poblada de Calden, lo que determin
que los Indios Ragklche, sus principales habitantes, le asignaran el nombre al territorio de Mamj Mapu
(pas de lea o pas arbolado).
El gegrafo Lallement describa el Caldenal, a fines del S. XIX, sealando que abarcaba una amplia
superficie, pudiendo observarse hermosos bosques de Caldenes a ambos lados el ro quinto el que
transit en 1881, desde Villa Mercedes por un camino de Indios.
Otra especie que se observaba en el territorio, aun cuando no con la misma densidad que los
Caldenes, eran los Algarrobos, de cuya baya los Indios hacan una valiosa utilizacin. La baya era
utilizada como alimento, bebida alcohlica mediante su fermentacin y/o para servir de forraje a los
animales.
La presencia Ranquel en la pampa data de 1775. Por esos aos, la documentacin colonial comienza
a dar cuenta de la presencia de un nuevo grupo aborigen en la Pampa, los que en principio eran
confundidos con los Pewenches, pero que pronto comienzan a imponer su identidad tnica, es la casta
de Los Ragklche.
Los primeros contactos entre espaoles y ragklche
El coronel de milicias Jos Benito Acosta, al frente