O primeiro conselho é o mais difícil

Por Guilherme Abdala
Cadeiras em conselhos de administração não se abrem com processo seletivo. Elas se abrem com confiança. Com rede. Com visibilidade. E é justamente aí que muitas mulheres continuam esbarrando.
7 de julho de 2025
| Governança

Cadeiras em conselhos de administração não se abrem com processo seletivo. Elas se abrem com confiança. Com rede. Com visibilidade.

E é justamente aí que muitas mulheres continuam esbarrando.

Segundo a pesquisa Women at the Top, apenas 12% das cadeiras em empresas abertas no Brasil são ocupadas por mulheres. O dado é baixo, mas a questão principal está em outro lugar: o primeiro convite.


O primeiro assento muda o jogo

Para muitas executivas, o maior obstáculo não está em se preparar para a função. Está em ser considerada para ela. A ausência de mulheres no board não se explica por falta de qualificação. Na verdade, é o contrário: segundo o estudo, as conselheiras da amostra possuem, em média, mais certificações e mais formação que seus pares homens.

O que falta não é preparo. É visibilidade.

O primeiro assento funciona como uma chancela simbólica. A partir dele, o nome entra no circuito, começa a ser cogitado em outras composições. Começa a ser visto como parte do grupo. Ele muda a percepção do mercado.

“Entrar no primeiro conselho é como conseguir o primeiro emprego. Você precisa furar a bolha.” — Janete Anelli

Quando a visibilidade pesa mais do que currículo

Boa parte dos conselhos ainda funciona com base em indicação informal — muitas vezes restrita a círculos masculinos. O problema não é a ausência de nomes femininos preparados. É que eles simplesmente não são lembrados.

Isso exige uma outra estratégia: não basta estar pronta. É preciso ser vista. Ter posicionamento, articulação e rede. E deixar claro que o conselho é, sim, um objetivo.

Como disse a própria Janete: “Se ninguém souber que você quer estar ali, como vão te indicar?”

Quando a oportunidade chega, vem junto a cobrança


Não é raro que a mulher que entra no primeiro conselho sinta que precisa se provar o tempo todo.

“Preciso falar três coisas muito inteligentes logo no começo da reunião para me levarem a sério.” — Beatriz Amary Faccio

Ela não é só uma conselheira. É, muitas vezes, a única mulher da sala. E isso carrega um peso que vai além da pauta. O que deveria ser um início se transforma, em alguns casos, numa constante necessidade de validação.

Quando a vaga chega, ela ainda não vem inteira


Hoje, o mérito vem depois do convite. E o convite continua sendo distribuído de forma desigual. Esse bloqueio inicial revela mais do que uma dificuldade de carreira. Ele mostra como ainda operam os filtros de entrada nos espaços de decisão.

O mérito importa, claro. Mas não é ele que determina quem recebe o primeiro convite. Quem decide isso é o capital social — e ele ainda circula entre os mesmos nomes.


A pergunta, então, não é se existem mulheres prontas.

É quem está disposto a ser o primeiro a dizer: “é ela.”

GUILHERME ABDALA

Sócio | Divisão de Vendas e Marketing

Administrador de Empresas com ênfase em Marketing e Especialista em Gestão Empresarial pela UFRGS. Guilherme trabalhou com pesquisa de mercado e clima organizacional para grandes empresas e em 2011 iniciou sua carreira recrutando executivos para alta gestão.

Também investidor em fundo de capital de risco, é reconhecido no mercado como um dos principais especialistas em cargos executivos e referência na área e é um entusiasta do recrutamento como ferramenta de transformação. Ao longo de sua trajetória, tem auxiliado empresas de médio e grande porte e de diversos segmentos na contratação de líderes estratégicos em projetos de alta complexidade.

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Quando a construção civil aquece, o mercado executivo responde

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O novo eixo da logística brasileira não está onde você pensa

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FINTECHS: POTENCIAL, EXPECTATIVAS E FATORES DE CRESCIMENTO

O grande desafio das fintechs é descobrir onde está a geração de renda por usuário. Elas possuem volumosas carteiras de clientes, mas precisam descobrir como rentabilizá-las, além de enfrentar um segundo contratempo: crescer rápido e evitar a cópia de grandes empresas.

FINTECHS: POTENCIAL, EXPECTATIVAS E FATORES DE CRESCIMENTO

O grande desafio das fintechs é descobrir onde está a geração de renda por usuário. Elas possuem volumosas carteiras de clientes, mas precisam descobrir como rentabilizá-las, além de enfrentar um segundo contratempo: crescer rápido e evitar a cópia de grandes empresas.
Decisões estratégicas impulsionadas por
inteligência de dados.