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FRONTEIRAS DA
TEORIA DO DIREITO
Richard A. Posner
wmfmartinsfontes
3. A teoria econémica normativa do direito:
do utilitarismo ao pragmatismo
‘A cincia econdmica sempre esteve intimamente
dad reforma soa Da defesa da lite-comércio por Adam
Smith & apologia do monetarismo, do servigo militar fac
tativo e do imposto de renda negative por Mitton Fried-
rman, passando pela crtien benthamista das lei elativa
2 usura e pela defesa keynesiana do gasto defiitaio em
tempo de depresio, os economistas sempre considers
natural tadusir seus diagndsticos de patologias econ
cas em recetas de cura. Bes rramente julgaram necessirio
construir uma ponte entre 0 "ser" ¢ “ever ser”, ot sa,
langar bases flosieas para o uso da economia como ha
cincia normative nZo meramente posiiva. Apesar de tot
chamado a atengio de economistas importantes, como
‘Paul Samuelion © Amartya Sen o amo da cléncia econo.
mica que aborda com rigor a questio da normatividade da
‘economia, a “economia do bem estar, sempre fol unt
to marginalizado, quase do mesmo modo como a stca na
rmedieina ¢ marginalzada nesta tea, Os economists con
Soguem se safarde matores problemas mesmo quando so
regligentes em relagao 4 normatividade de sua cncia,
porque geralmente podem recorer a um objetiva cami
‘mente acelto, como a manimizagao do valor da producto,
fem verde precsarem defender um objetivo qualquer Mos
trando-nos de que modo uma mudanga na politica econ}.
‘mica ou nas esrutiras econémicas nos aprosimnata dense98 rowunas ba TEORA DO DITO
objetivo, cles sto capazes de fazer ua afirmacio normat-
‘sem precsarem defender suo pemissa fundamentals
‘esi, les cansoguem mantero debate no ive eco,
rave o race gra em for dot meios eno dose
Conseguem demonstra, por empl, ue 9 cartelzagbo
provoch uma redugo no valor da produgbo. Porta uma
fer que a maximaacio desse var € um objtve ger
mene actito em urns sociedade votada para ocométn a
Politicos reagirioe sero promulgada es que dimimuam a
Seaigualade ou pelo menos, ea mascarem Ese € un
dos motives que nos leva acre qu a8 sociedad onde
fs pessoas bg ves para expresar seus sessetimentos di
{etamente ou por meio do voto tendem a sr mals eels
Go que a sotedades repressors.
'No que concerne inva, eu dscordo de Jon Rawls,
pois no's vejo coma urna sola totalmente ma? inve-
Jr, de um modo cutioso, um tipo de alicerce para a s0-
lade. Atsnés dela nos dentifaniossentimnertalmente
om individos diferentes de nds sentimos suas alegias
Geinda que como nossos sofimenos)e seus sfretos
24 ob Rams A Tory of sti, pp 590-4 (1971) ad Une
tii jin So Pl Fr a)
|ATEORIA ECONOMICA NORMATIVA DO DIEITO we
Gena que como nos latin) © opento da nv Eo
SGratomo, mas o melo-term entre rej e altruism € 8
{hulferenga para com os oueos De qualquer modo, nna
Mfcledade em que o sistema de dietos de propredade ©
Soscontoton €aufictentemene robust para due sx
Se afl pejuicaraqueles que estao em melhor sitiagio
Coma finlade de drinuir a ineja de alguém a inven &
“Gir exnulo ao empenho «a0 sucesso ~empenio ems
Perar os outros, mas nao em empittos para bao, Raw
Sinica exstenca da “ieweja benigna”, & qual chama
cmulagho”™ Mas le no considera a possbiidade de que
cma soeiedade que proj a psoas contra atos de >=
{Encia dfamagao e outros por de agreseao por parte dos
Invejosos termine transmutando am inveja em bos ive
jn Rens pasa 0 largo dessa possibile porque acred-
1G que a tea ca culagdo sto snlimentos diferentes ©
‘nie o mesmo sentimento exeriorzado de manele dile-
Tsten'h iveja evista como sinal de hosiidade, enquanto
‘Nemuiagio épercbida como um forma ce aciraga0, O>
Jhucjoabe port, sera0 levados por nua ioveja au esfrg0
Somat da mean mane gue Aconece cm"o:eM =
nore desde que a organizagao politica c economica da
cade tome amino constativo tha fi que odes
Tratvo, Kans de quel Rawise um distinto seguir const
Ulerave a "waidade competiiva movida pela ive ur dos
Stmulos esencas que levam o homer apereigoe suas
Spies narra ;
"Saja epee da enc emt, ch pode
ser mais epuia quando as dferengas de renda sto peque-
oso que quando alo grandes pols € mais fl Meni
See im posta quanto ngatneent, com pessoas
{guats'a nos Sem civida 0 comportamento dos aad
(Beygee que a inveja no G uma fungio das grandes ite
‘upon apne Pa age pp 8 ane ee sg, 2 8 1.128 _powiRas DA TE0RUA DODREATO
rengas de senda, Tocquevileachava que “mats igualdade
tend a produit comparagestnvejosas: quando se tornam
‘ais ia 0 indivduos veem aun desigualdade como
igo cada vez mais dif detolem™” Na medi em que 9
‘agulhdo da inveja deta de produirguadade eo tecdo
pltico tora-se demasiado fl para conter com Segu-
‘Fangs osimpulsos destrtivas da wea a desigualdae pode
tomna-se ua forga devestabiadora. Masse Toequesle
att certo, mais desigualdade pode ser lgo menos dsesta-
blzador do que menos desipualdade
‘A questo mais geral. por, € que as consequenclas
polticas da desigaaldade nio sto determinades pelo grou
Ge desigualade cla distibuigio de ronda entre a popula-
So, mas sm pla regio ética ou emocional a isso™ Um
ompromiss social forte cam a igvaldade de opornida”
des, como o que existe nos Extadoe Unidos, pode etext os
Sentiments de inva (Gem rfearo empenino em ser bem
“cadide) ao fossr Com que a uaa porega ser uma Con
Sequéneia do mento pessoa, d sorte ou de outs cond
Ges inocentes ou vitosas, © nip ua ratifiasio da ex.
Ploragi, da dacrminagao © de outasinjstias, ou una
Fecompensa por essns price Sent for verdade, 9 mad
Inlzagto da fgusldade de oportunidades pode teduir 25
presses pela redistbuigao © a9 metmo fempo, pels a
$2bes que fi apresentl tomar a disibuigdo de rena mais
desig. Enetant, 2 igusidace de oportunilades pode
‘oacerbara inva precisament por dar impressio dé que
arena resulta da sorte e nfo do mérto(breado ve mes
tho of abutos encicos fem consderados pelo da
sorte, como pensa Rawls) senda portanto arbitra ou por
tenfataar as eferengas de capaciade dese tnodo, a
thar os pedeores na competigio pela Superiordade Bem
i Rayne Bader “The Lage Feat’,
venta 380 To
snd ve #30 UH Quod. 7 mn a
ATEORIA EoONOMAICA NORMATIVA DO DIREIO ws
pica prianto,a questo de aber de que modoa igual
{Beall a ive eo amor propo e, consequentemente, a
‘staiidade pltics, Os dads empicosapreventados por
Som Teltzman no sentido de que iguakdade precede ef
tite 0 datibutemo sagerem ue inwea da condigao
{Ios ieos io a fowga snot das pons igulas”
Toma dacasdo tem implicgoes sobre outa questo: a
de saber até que ponta o dro dove protege a propidade.
Tor um ido forte protogio a eses direitos lear osiste-
tr econtinico a opetar com maior eficenca © que rest.
‘em uma tenda media maior ems melhores opatanila-
{Jes exomoanics. Por auto ad esa proteo pe sere
Ge um ponto em que qussquer medidas redistibutvas,
Comoa tbutago progres, sam considerads incon
factonas oa inacataveis por wolarem os diets de pro-
fredade. Se so ocorer ea dsigualdade de renda amet
Tara o ponto em que a ima exjareparaio, a vlvala de
(Scape que ¢oprocease democraio stars fechada ea e5-
pe que 60
tc pa per amin ver amend. ea
i rotaan paleo soja flee osuficinte para reagit
WiSssiengoee por igualdade quando estas independen:
iSinente de stent radieadas a inveja ou em qualguer outro
‘mcip cu sentimento, se torarem urgentes. vantage
Jeo etnocatia como sstema politico € ua eapacade de
Serv ds mediadora entre a ualdade ea establidade
[A hipstese que formule apiesenita ‘uta relagio: de
propor dveta entre estabiidacte politica e renda métia
oasieaments porque cidadaos de um pals rico tém gran-
{de interesse ne establidade poli e dispGem de recrs0s
[paca empregar medidas repressivas “civlizadas” que 30
eran grandes tessentimentos para com 0s rcos) mas ne
Fhnuma corelagio entre esabilade poltic eigualdade de
end, {preciso agora confrontar essa hipotese com os da
“Som Pettaman, “The Growth of Govern” 23 fa of aw and
ano126 RONTEIRAS DA TEORA D9 RETO
os empitios, © que fago na Tabela 3.1. As vases que
‘medema exabidace poltica no sentido ats ett Como
isco de expropringao,o numero de golpes de Estado a
frequtacla das mudanos exraconsitcicnals de regime)
junto com agueas que mde iberdade poiea(ecom,
promisso com Extado de deta eum "indice de iberdade
Enscado nas iberdades cvs e nos diets politico), tm
sou content de regres calla em elo uma vay
Hivel de menaurago da gualdae de renda (a rlgio de
proporgioenze »renda fair dos 20 por conto mas po.
bres e rend fama dos 20 por cent mais cos) bem
ome om eae 3 renda més na saciedadee s mua
{as porque passa ena renda (que podem ser Coneidradas
Aesttallzadoas), Come os pases reunidos a abel fe
tem ents em muitos aspctospotencaiment evans
para sesldad oli tim dagen tam
tneluovarévelsregonats Dune peeito que as margens
Alero tenham vardnlos diferentes em cada pals"
‘Atabelaconsia de has pats pate A presenta as
regress nas quais as vases dependents 2 dies
[Nessas represses, quanto maior # variével dependent,
tanto “melhor” por exemplo um aor maivalo parsons,
co de expropriagi significa que osc & tenor). Na pate
5, que apresnta a regressties nas ais a wave de
penddents sto crumeragies de eventos (como o numero
{Te golpes de Estado), quant maior avarsvel dependent,
tea Emer vi de ‘noon ie ab per ents rea 30
Pisces le reine van Sa masta,
mpmage ra ties eon 3 cher earceacterr sae ees
ee es Fete St 13 har! of re Et ad
A TEORIAECoNOMICA NORMATIVA DO DREITO ww
tanto “pir” (por exemple mis goipes de Estado). As es-
peclicagoes erem lgeiramientepaa o> dois conjuntos de
Reyressdes. Quem dessjar mais dette pode peat deta-
mente a mim
“0 sial do coeficiente da varvel de aldade deren-
da ¢etatatamente een nivel conven]
por cent Gnicado por uma extn! com valor abso
T superiora 196) im apenas duss das regressdes: Numa
Glas squela que rata das martes pot violencia politica, 0
Sal é negativo, on quo indica uma com a
maior despialdade te venda eniveis de violencia plea
Tedurides Na outa, pontm (qusla que cle 0 dice de
lbedade} a corelagao & entre maior igualdade de rena ¢
menos [Link] tm conjanto, esas regres
Shes no sugerem que a redo da deigualdade economica
{onde a aumentara estabidade pola. Para teste minha
hhipotese anterior de que a desigualdade de renda extrema
ppcde ser policamente desestaizacora, substitu (aa
onjunt lo publcado de represen) a varve de igual
lade da Tabla. pelo quadiado dessa varigvel. Oveulado
{Shum aumento de dietenga ent 2 dstribaiglo derenda
‘nals equiatva a menos sativa, Quanto 8 vorsvel de
Jpoallade, esta continuou nio spresentando tmportineia
‘statitie apo o ajste
‘Oizo rena tem tm eto estatsticamente mato
relevant em cinco das equagdes Alem dio, em ste das
Sito equageso sina comporta ae conform presto ae
{abled polca aumenta com uina fenda med ata.
‘Sesio (obinal postive erlvante da Vaelvel gue repre=
Stntaas manfestages eo protests) € apenas apaente, AS
Sociedad estiveis so pares de toleraressas mafesta-
{bes lao enfant, endem a ser consideradas fonts de
{RStoisdde police « costumam sr severamente epi
das nas sacedades instve's on no liberals
Trulia, sinal do coofiente da vrivel vefeente
Asalteagbesna rena éestatiscamente relevant em gua
tro das olla rogrestOes, Nas reprenbes esttistieamente reresp op pt ina ron 'a
co dsc asd gor mgr ey pad paid an eae sed a 0 od
wo wed gee
sro sero euro
uct) ooo) vv)
(wd
custo coro aot
so mate
sensu)
vpundapr sm
spas ap apepal¢1u REEL Mp onnueRD on as mp pun vxSeas uo EEN ape sp Soa
wae130 -ROWTERAS DA TEORLA DODO
levantes,a tana de erescimento eeondmico nos cinco anos
precedents esti associada 4 poucas mortes por violencia
Polis, atm menor mimero de manifestagde de protesto
fa um rsco menor de expropriago. Surpreendentemen-
te, porém, também estéassociada am menor indice de
berdade.
Bsses resitados implicam que o nivel de renda
menos intensdade, 0 aumento'na tends sio ditetamente
proporcionais’ estabilidade politica, enquanto a igualdade
‘de ronda nao guards relagao com esta: importancia des
ses resultados, poréim, € limtade”. As estatsticas econo
‘micas internacionais,sobrettado para os paises mats pobres,
‘do costumam ser confisweis, Quanto abs dads relatos &
politica, ndo sio confdvels nem objetivos. Mas of resulta
flos do meu estudo definitivamente pdem em divida a afr-
‘magio de que a igualdade de renda é um elemento-chave
para establidade politica, Ao mesmo tempo, dio susten-
{agdo a afrmagio de que uma tenda mesa clevada promo
ve essa estabilidade,
‘Uma questo importante nesse context &a diego da
causalidade. Foderia a estabilidade politica ser a causa da
rend média elevada ¢ em crescimento,em ver de sua con-
sequéncia? © uso de variavets independentes defasadas
Sugere que no. Mas regressbes de quadrados minimos
dduasetapas (no apresentadas aqui tealizadas com os mes
mos dados empiricos que utilize! agui no me pemitem
rejetar a hipstese de que a estabiidade politica fomente,
de ato, arenda média elevada e em crescimento. O proces
‘0 causal talvez sea bdireciona, uma vez que ure ambien
te politico estivel no qual all pane aqucles que na es
ds empties ifs dagen prim ensetan a eg
EGP Tey ewe tha Coat Peal Vseeee ees
Rese Me ao a ey Seg
‘nur Pll Scr es a a
_ATEORIA BCONOMICA NORMATIVA DODIREITO im
pita oo dcos cvs estima ovement tanto no.
Falco qunto no pital an. Em fovor dese tee,
[iodo uno ogra economica que enn una re
Sho de pope drctacnteatabiniade poiticaedesen
Solin eambmico™
i ftma ut que as cfeetesunidades de media
da cbse poten tendon sr detamente proper
cat Netand 3. ean sues confontada com d
seek per mediante o cleo de cocicentesde coe
ines rs vrives dependetes dn abla anterior, O>
‘iimtos ene partons inion a probabilande de 0
elem de ctrl ser fever zoo, sto € Je as
SSSR nis estarem comands, Como se cope,
‘iste oem ger fortemente correlate com 1
Sal pres Asin. otc de xpi presenta tna
Ene tou de proporie diets com a comupyio no Bo
‘Seto tm como ua fon sea de propor inesa
Teme. Metlacs que epresiame pau de respao 20 Ba"
Sede dreo eh bade. A compet, por soa Wee Boat
nel propo men com oto de
‘fects eruoto os polpes de Exado apresentam regio
dr pans Inver om o Estado de deo «de propor
SeePaReaem sto giau com a aneeréncas regres
SP Snuledo ecco, anim por dante
Taare rh tit tmnt er ee
eee eee
Bape ore
Seine entaie eetyneteea a
See eee memento
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riers nuice sean sega
Pins cichigam com entrees
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wormage ora nat
“alike com base em utes consideragoes ob aia come
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fet ter 60.a4 -rowTeitas Da TOR DODMETTO
elementos considerados em uma tomada de decisio
‘mais claramente ainda, quando nfo passa cle um exes
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Soe A eee ee Som
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sear ee See, cot, no en
seas gerne em cme inca
wa earns repel pes
ml gs a ay PY Ae Co BS
A TEORIA CONOMICA NORMATIVA Do DIRETO 135
Jo citi da manilzaglo da squeca,e ela no tem a8
‘EEfactensica que tornam intragavel 0 exemplo de Broo”
tne. Esse exemplo, conto, ajuda a mostar porque ds
posigdo para aceite naa'a diposigio para pagae € que
Eeverie aera medida de valor quando s poliia cj castos
{ bonelcos estio endo avaliades viola os diteltos de pro
fricdade como no cao da mess, ox no caso dandaclo
Se temas devido a constugdo de uma represa, Os dretos
{3 propria smn ina protgidos s\n ago do Estado
fortsneulada a ma exigéncie ep de que o> indviduos
pore aftados extjamdhspotes aecto suas consoqun
[Et esses aritos desempesham um importante papel
‘condmico una economia de mercado.
"Em outs prelogbes proferdas na mesma conferéncla
(por Robt Hak, Lewis Koenhauser, Case Sunstein Kip
Viscusi a preocupagio bisca & defender a andie de
‘sto -benefisin contra seus eres. Js Robert rank, Barry
‘Ralere Enc Posner™ desejam introcnir mudangas ign
Gativas esse campo, enquanto,nos textos de Broome,
Marta Nussbaum e Richardson a tonica dominante€ de
Givida quanto 4 valdade e utldade da anaie de custo
“Ghanefico. As visdes defends no texto de Sen, poe mia
‘ven, pares ser um meio terme pereito entre aqui de
Tendidas no segunda eno trea grap, por so vou dis
sts po lin.
cute Ara oof pa sta, Lee Rome
nary Cox er Alien uma of ae Shades MT
on Suc sn Ca ae nae 3 fr
‘Sai son, Whip oc, a Lue fut of gS
ee et Tank, “Wy Cit Belt Auli 0 Cantoea
Fedetlng Cetera age es Pare: Ae Doone pu
thee Mon eC oa se
eae it Ree Ara nr oft Sa136 FRoxTEIRAS DA THORIA DODRAEIO
A andlce esses textos nos eva a descobertasintres-
santes. A primeira delas € que anise cle custo-beneficio
Se sa muito bem do ponte de vista pragmatico, Gequente
‘mente servindo bastante bem a qualsquer objetivos que
[por acato tenhamos. Se, por exemplo, estivermos particu
Tarmonte interessados no bem estar das minors, devemos
[perguntar sea andlise de custo-baneficio presta-se&defesa,
‘Hos interessesdelas, Descobriremos, com base no texto de
\Vizsunh tps ala e= rect hom a cn ng, Veremos tam
‘bém que a utlidade da andlise de custo-benefiio como
critérin de deisio é uma fungio do grau de Independencia
{de dado tipo de procesto deciso estatal em eelaso 3
Fluéna poles, Muitos desses processos so de fto i=
res indugneia politica, em malor ou menor [Link],
inda, que os defensores da andlise de eusto-beneficio apre~
Sentaram argamentos pragmatics persuasivos (com enfo-
{que principamente na tegulamentacao do rsco) em favor
Ga teze de que esse tipo de andlise pode melhorar a qua~
Tidade das decisdes no ambito do Estado. Sunstein coloca
‘muita bem essa questio ao afiemar que a anise de custo-
“enefici pode ser "mais bem compreendida como un ins
frumento pragmético, agnéstico dante das questbes mais
profundas e projtado para ajar as pessoas a fazer julga-
{menos complexos em situagbes que envolvem bens diver
ofp 7h. Flehserva que a valor praticn ela & grande
sobrefudo devido a certs diosinerasinscognitivas que er
Sun apino, mposiem as pessoas de pensar objtitamente,
tomando-se netessério, portant, o tipo de diseplina aco
nal que a anslize ce custo-benelico impoe as decisses. Sen
também menciona, em tom de aprovacio, 0s benefiis ds-
ciplinares da sisténcia na caveza que deve marcato: ju
20s de valor, Quando se aplieaaandlise de custo-beneficio 3
Fegulamentagio de riscos no ambito da satidee da seguran~
{8 por diferentes depos de regulamentagao federais,cesco
brem-se anomaliasestranhas que ninguem defender
Tr ultimo, veremos que alguns textos acetam aval
lade essenciol da andlise de custo-beneficio mas procurarn
ATEORIAECONOMICA NORMATIVA DO DREITO 137
lesenvolver mais 0 aspecto normative desta, mediante al-
teragoes no eritéro de maximizacio da riqueza ou mesmo
dante da recusa em adoti-lo como principio norteador. Es
Ses trabalhoe ganham pouco em plassibilidade nocmativa e
perder muito a0 embrenhar-se em complicagbeseincerte-
as, O melhor éaceitar que andlise de custo-benefcio 830
pode sera tinea regra decisdria sada pelo Estado e que
fla pode ser valiogs quando ueada como um ene 0 tos
‘lementos que gta no prosesso de tomacda de desde,
‘como morirtm os estidos Soe aregulamentagio de isos,
‘Assim empregac, a andlise de custo-beneficioobriga oto
Tmatlor de decsbes a levarem conta es custo de um curso de
‘a¢d0 propesto”,e talver iso seja © maximo que se possa
‘esperar em uma Sociedade democrstica, Se fanto os mem
bros de determinado Grgao estatal quanto os contributes
0 eeitoressouberem, gracasa andlise de custo-benefco,
{que um projto em exame val salar dezesseis lontras-do-
“fara um custo de T milo de délares cada uma,e mesmo
{assim o govema no recur em sa intengdo,entdo minha
Crtea nd tera Fundamento
'Nenlum dos tabathos om qué o autor considera ina
ceitavel a aplcagio da andlse de custo-benetici 3s ques
thes nas qunis ele tem mais interesse sugere uma opcao su
prior para 8 avaliaglo das poltss pablicas. Duvido que
‘gualquer umn deles fosse a favor de juizos politics arbitrd-
‘os, Em ura grand Varitdade de decisbes acerca de gue
bes de interesse pablico, a anilise de custo-beneficio &
Inceitavel™,
‘sarcoma una Catia par bar 9 papel So pita th drs |
‘icine pe ede Pe Ph Pura of Cec
‘cand nce 189035,
anes te coplanar fae fon tea de que oat Be
‘Senco quem (sod rts cea a ng ii138 _RowmIRAs DA TEORIA DO DIREITO
© texto de Hahn poderla ser considerado pesimista
«quanto utldade pra da ans de cust benefic que
Teno eafatizandd, Ele acha que a tendéncia a 80 cag
tsse tpo de anise na eafera do Exod fem apresentada
poucos resultados n sentido de uma regulamenagso ale
Eiciente. Hahn observa qu "mais da matade 675) dase
fulamentages fedoras io passaria mur teste rgoroso de
Esto: beneis que ulizatee os ndmero [davidonore par
Glas} do proprio governo” (pp. 892-5 nota de rodape om
tid). Alem disso, "uma relocagso dos gastos obrignros
tue objetivasse bene as reulmentagoes qu do mais
fetorno a sociedad slvaria até 6O mil vidas por ano sm
‘custo adicional malo” (p 893; nota de rodape omits). Ee
‘Ses mimeror sf chocantes, pelo menos sé eliminarmos 0
[pensamento crcl de que talver nem todas essas 6D rv
‘Sas meregam ser salvas. Os dxtos da andlise de custo-be
nef menonados por Han cerament on
Tews foweritossf0 9 revogagao de uma regulamentagio
au rina peng de as nero em eta a
Piblcas (multe bonias, imagine) e uma resulamentai
{efron sinazagio de esesay ada por sug de
tina erlanga- A experiénca js prowou que polite e,som
dkvida (embora Hahn info enfie este ponto) a inca
bruroeratic, pnt com 0-egoss, epresenesm enormes
‘bstaculos 3 anise de cost -boneico em todas a eas
‘0 stad,
“Tao signiscatvo quanto as alas da andlise de csto-
-benefcios ors & quanto essa rica entrou em voga em
todos os exes do povermo. As obeys tedrcas banal
se de esto beneficio se desintegaram no nivel prtica ©
Possoram ahattarapenas ambient adm. A histo
{a andize de cust benefice, mesmo quando esta asume
ee
See penne einen em
Lee amma
{4 TRORIA BCONDNICA NORMATIVA DO RETO 189
4 forma de ieidade hipgenta aes pincpios de eine,
onfirma una endénca interasional em civego a0 ie
mercado, Aandlse de custo-benefi representa ua en-
tatva de indir principio de mereado na administa
{ho do Estado ou de nd 9 ado a sinular desfechos
fhercadolgies para certs atuagdes Em resto, € uma
tentative de tomar o governo mar semelhante a raat
tile comersal Ext oma delay do lvre-sercdo que
seece Mma fusneln sobre ta decises Bowe
‘ena €a populaidade cescente da anise de custo be
tee € tanto um dos efeitos quanto em menor gra uma
das causa dea deologa
Tan tabez subestie a fequincia com que decibies
administratios tlas sto desfeltas durante a fase de sub
‘rissto ds proensns admins d apreiagso dos po-
“eres competentes ou contomnadas pla exploragio asta
de brcchas legis por parte das empresas eegulamentadas
ator tambon no leva em conta importa do conso-
fe judicial de eonstucionaldade no sentido de conserva
Thonestidede ds andlses de cso benoicio condzdaspe-
{ou dros do governo. Quando a elarnentagbes se ba
‘Sciam em ands ce costo-beefico, por mats ineplas ou
tendenelots que estas jam, os ndivtauos a elas sulios
{Gm como se defender em Juiz apontando os aspects nos
{Guns a andise de custo-beneisn wealizada pelo Estado se
‘Rostou imacionale apresentando outta, superior em su
Ingar E mais ill contestar ume epularnertacso Ine
mente atetada sabre bases gultaias obscura.
‘Kornhauset de sua parte far defesapropmaica isi
cada anise de casto- bene - que consiste em dizer que
‘Sia “requentemente parece aumentar a qualidade das de
Gsoeo" (038) — 6 reonga essa defesa com uma ii ds
tinglo ene julgaraandlise de eto -benefelo segundo um
treo mort global e alga com base nas outs opis
‘vel tata itina & sem did, «abordagem mals ade
{und Deda aint obserar que a analise de cst be
Tlefco vila algun principio moral eejsvel se naohouver140 RONTEIRAS DA TEORUA DO DIRE
contro metodo vive para ia com problema em pata ou
0 todas ss outas opgdes vv renderem resutados ve
até meso os fldaodos morals consieraro pores
Tncomoda-me, porém,« decisaio de Kovnhauser so-
bee o vor deve: Ee et ane a a8rmar que aandige
de cst benef nao ia ved, loa a
ata incisive € uma questi importante, qual voarel
sais alante Para defen no entanto, le apresenta
‘xem quem sun opi (pra im equa, mow
tra que “a anne de custo-benfte no oerece va wa
Hac especie nem meamo do valor da vida de un fi
tmante’ (105), Komhause fina, aceradamente, que
on fumants no fearao necesaramente indented
te de tts projetonpolticos que se propontam, ca um
doles aed ametade o mero eta ders por
‘ncer de pulmo tomar os cgattos menos tng rede
‘riimero de fimantese reduzia ltalidade do cnce de
Plmo: Diss le nfere que noun prin ico de
“slorieasio da vida nem meso para os Fumante Mas
{ue varia nese exemplon nfo €0 valor a ean a6
‘hts connequeneae Go ato defor No prime exon
Plo, o farnante pode continarfunando despreocupada-
‘mente no segundo ele pote toda aaa que le ad
‘ém do cigaro eno teria incore no custo db nce do
pulmo, ainda que este we tate de um custo menor una
‘er que auments sua probbitiade de vobreivonc
‘eque Kore deve te io cob 0 valr da ida
é que aansise de custo -benefio valor acon nfo vids
(valor da vida que os adeptos da anise de custo
nef tee pena eres tenia o-
Ponhamos que se descubr, araes do extudo do com
tamento dos indvidvos, que as pestons er gerletaram
Alispostas a azcar com um custo mismo de $1 para evita
‘sno, de um em um milhso, eser orto por determina
{lo tipo de perigo qe seria eliinado pr cefto proto pro
posto plo gover. Suponhamos ainda que dai miRoes
{A TEORIALCONDMICA NORMATIYADODIREITO aa
de pessoas estejam sujet aes rscoe que 0 proto pro-
post ( qual para simplicar a5 cosas, pressuponto mio
Ter quaisquereuteoe buneicon) custard 89 miles. Uma
Wer fue catia pessoa beneficads (eosicamente) pelo proje-
{o pagafa apenae $1 para. eile 2, perigo, pars um total
tie'S2 mihoes, os Benefils sto menores gue os cto
fara deocrevera questio em ouraspalavras,aestimatva ¢
{que ese projet de salvagio de vidas 6 salve a vida de
Kiss pesca cada uma ds guns “estima 0 valor do out
Siam “apenas” $1 miho &1/0,000001); que, poten
{[Link] beneios tla ode apenas 82 mihdes logo, me-
Rows do que os custos, Coma armel esta & apenas a ex
pecaeo atmtca de una snlie que valoiaa os scs ©
Rioas vidas.
‘Broome apresents um exemplo que iustra as aad
thas de tena valrizat vidas em wee de tscos Sendo o
tutor dois poftos cada um do qua resultaré na morte
Ste ura peson than ouneemo cst (presume-se que todos
{demas evson seam fries), anda que, no pie
rojeo, a mone soja tevllada da imposigao de un ris
Tefmorte deur em un milo cada ura dente mb
{Ingo pessons e que, no segundo projeto, a morte sla @
teaulade da mpoagao de um face de morte de um em mi
{eada una dente mil pessoss.O custo ¢ 0 mesmo mum
Sento ex post mas a avaliagso do projto ex ane exige a
SSheiderago dos custos ex ant, e estes Ao so inlicos
Sonos projtos © ceyuncdo proto € mais oncreso erat,
Porque a pessons ylutam muito mals (provavelmente mi
causa) em subnets a mc aoe Seo quan
Total paga peo grupo de wn milo de pessows para evar
‘taco que Ines di espe € maior que a quads Pog
flo grup de mil pessoas para estar ese out fico, que
Bi guclegue dr reapeitoa eternal pessoas expecicamen-
ter uno o segundo projeto émais neroso.
O testo de sunsteincarosamente vet ua ase:
tica eames da anise de cnstorbencfeo © Jo pensa-
tents econdmnico em geal agua de que ambos sest-cd _ROWTEIRS DA TEORIA DO DRE
‘mam as valivels “Nesveis. Segundo aqueles que teem
Sse tipo decfies as pessoas dis imyportancin demain
tores que podem ser quantiicadosfendmeno este que, se
forwerdadeiyé um bom exemple da operagio da hearin
4 disponibiidade Sunstein arma que alse de custo
“tenefci pole sr utlizad para combater essa hearin
fe promoveraraconalidade na administtagio dos interes”
Ses da sociedad. Ao argument desse modo, conta, ele
{nore em aco ce ctcularidade. so pore, se a asin
etasias cogitvas que o preocupam contaminate © com
PPrtamento do mereado, os pegos nos quis se Dacia van d=
Ise de eusto-benficio no serto uns instramento coniel
de disipinamenta do pensament,
‘Outro problema é que alguns desea “desvios” so, na
‘vesdade,racionais como ofato de que as pessoes pera
melhor quando shes ofeece um contexte do que undo
5 thes pede pars resolver um problema ola. Ademais,
‘inversdo das proferéncias ocoere no porque 9s pesos
Sejm incoerentes, mas porque vas dao melivoresrespostan
quando slo inctadas a buscar na meméra informagoes
due 35 adem dar com o problema da atrbuigao dev
Tor Da mesma manera, ¢raconal tomer mis Os ss no
vos como aquele da energia maces que os antigos com
$quele ela polo causada pela qucima de carvao. Quan.
do um Fico é novo, torna-se diffe avatar seu signieado e
‘ua vartanca. Quando alguma cosa terse acontece ela
Ptimelra vex, como quando usna cianga sal etzand em
Sous coleguinhns de classe, existe pretcupagao natal de
due isso poss sero comego de uma tondencicrm ver de
Xin ato ola, Especicamente nescecxemplo, hi anda a
preocupacio com # possbiidade da ito, Ouca Fonte
Tega de tenon
‘Aiguns dos excmplos de Sunstein podem ser analis
dos a parti de conceitos mais simples gue aqueles usados
por cle Por exemplo nao acredito que 0 conclto de "Wo.
Fantariedade” sea necesssrio ou tl para expicar por que
reagimos de um jt idea ce investi eda das mors
_ATFORIA BCONOAICA NORMATIVA DO DIEITO 143,
tes por acidentes de paraquediama ¢ de outro 3s martes
{iante.0 puto, No primero cao peeebermos que uma
possvel meds do bano cst pra poupar vides conse
Em tazer com que 08 paraqueistasattndoner o para
“iomo.e pase a pacar expores mais seguros. Ao es
{ho tempo, prem, no acedtamos que a maneira menos
‘Dnerosa dc entra morte duran o part sea zra od
Cede tate Os atacand resposabiicade ot
fa provaca ena tse a0 danger a mudangas nes
[ert ovupaconal ou dos nivel de avid das mudangas
tna eofers dos es de apg, como maétodos de prevengio
Ue Sekdentn A ees too ae Brio oat et
Standonaratvdade perigosa Da mesma forma, uma das
tral importantes coneiderages economicas que deve
Ser flay ase esclhero ive adequade de prot
treo assssinato de membros do Eotado a de que estes
tivtduos le muito mals pastes de toque do que ps
Sous comune De modo gue, esse cas, pocemos dspen
Saro medo coo vardvelexlanatra
St mosses gut act oc
buater ay petepybes equivoeadas no processo de dete
hacio decstice beneficion Se val dos imévels de uma
roa despenca’ devido a0 temer iracional de doenas
Sontoglosan deve sco ser incu como custo quando for
prec dees onde constrir um hoopla? FOr umn lado,
este a avec tmacional do mere & reduzitafrga
dium dor sports vantajsos da anise de custo-benes
fio pore entizndono Ge que esa anise estimula um
ppemeamento mais aconal Se'o hospital or constridoe
‘tain nao se infectareny 0 tenor iracional de congo
tenderd a dsapar-se. For outro nfo custo do temor ita
nal spas paca ven cao rea no set de
ue as dee nequivocament, em por stung Foran,
‘exemple dato declini do valor dos Imévels€ um
Cust tangel Algo disso, € um cat com 6 qual deverao
Sear Inclosie oe proprctren de iméwets que no sntam
‘nenhurs tipo de tenor iraional (as urn bene pa14 FROWTEIRAS DA TEORIA DO DIET
0s Individuos destemidos que desejem comprar os imévels
‘deles). Em principio, melhor sokugio para o dilemma 6a de
‘Adler Posner: levar em consideragso os valores iraconais.
S50, e apenas se, for muito improvavel que estes venham a
dissiparse, Porque, nese caso, ato de igrorar os temores
rio ird produzi © beneficio esperado por Sunstein, qual
Soja, © de lovar as pessoas a refer mais. Essa solugio, no
fentanto, é ao mesmo tempo dif de implementar, orgie
{quase nunca se sabe ao certo se um temoréiacional/ein-
capaz de impedir a queda de valor dos imaveis que pode
‘set gerada pelo temor irracional.O segundo pono, porém,
‘uo me preocupa multo, pols o valor dos imveis se rec.
perard uma ver que se dissipem os medos iacionai. A=
jgumas pessoas ganhario com sso e outras perderso, mas
esta 6 Uma preocupagao exclusivamente distributive que
fexcluo de minha concepsao de uma andlise de custo-bete=
ficio legate
‘Viscustdistingue entre “heterogencidade dos sscos
Individuais, heterogeneidade da diposigso individual para
corre iscose diferencas de preferéniia no que concere ix
fvidades que Implicam riseos” (p 847). Na primeiaeate=
fori, ele cloca 0 indice de motaidade por acidente ot
hhorieid, mais alto para os homens que para as mulheres.
Esees exemplos, no entanto,pertencem & segunda catego
ria: as diferencas quanto a dlsposgio para corre isos. Em
‘eral, os homens ndo morrem em acdentes ot so ass
Rados por setem desestrados ox facos, mas sim ponque se
fengajam em atividades mais arscadas, em compaagio
com as muthotes. A ipologia de Viscusi também deta de
Jado uma quarae importante eategoria de heterogeneids
de na avaliagio individual do taco puro gosto pelo pet
80. As atlvidades esportivas eas profssbes perigosas, camo
3 de bombeito, sia valorizadas por seus partcipantes em
parte pelo perigo, co enfrentamento [Link] que ond
‘iduos se sntam mals valiosos,
‘Viscusi preipta-se ao recomendar que o Estado fas
‘campanhas de esearecimento da populagto sabre questes
_ATEORIA BCONOMICA NORMATIVADODIRESTD 145
‘ends amqmtis 0 emrarcog-
deren ts States aera,
scree po Ce ete
Sina aps deve po muta vse cee
seein a ea
Sein ee Oe aot pe
Se ae ee ae
A de ee res pe
tae ic pe eet cae ere
Selieeminds epee Caters
eres ene eee
ce a enone Satin
Se ences es oat
See ee eee ea
seine foe a re ce al
eaten
Sere ene Oe raceeata ee
peo tte oe
beatae
nd poate hae
cna ee eh a
deepens an eee
rd ee Sat as
Faia a eR
eae ar ee eer
a treo taans openers
ote ne ecartar eSe a Eo t
fae ene ero eet
eee ree eee
Ver Rid A. Pene Aga OU Ag pe 19-1, 2720989.ro enxergam, om nenhum momento da vida, nenbuma
Dutra opie melhor quea de iver Desse modo, elas gasta-
Fio.a mesma quantis tanto pars ganar alguns anos de vida
{quanto para ganhar muitos anes de vida, pois ndo veer,
paralelamente a esse gasto, nenhum custo de opartunidade
{para exagerar um pouco) ~ ainda que clas no estejam,
protegidas contra iscosfinancetos por nenhwma forma de
feguridade prvada ou social.
orem, quando a questio nfo éa cura de uma doenga
que afeta os osos, mas simplesmente a reduce de rico,
2 disposi para pagar pode de fato ser inversamente pro”
Pporcional & kdade, com presume Viscus, uma vez que,
Quanto mais velo alguém for, menor sera o benefice que
fesse alguém esperara obter da redugio dos riscos. Outzo
Ponto que vem justificar essa condlusto de que devemos
{omar os recursos destnados a salvar os idosos eredigeco"
‘os ao salvaento dos jovens éofato de que osalvarnen-
{o de uma pessos idosa representa um subsidlo 3 doenga
‘As doeagas concorrem entre si para mata as pessoas. As
Sim, se salvamos uma pessoa de uma doenea, aumentamos
4 probabilidade de que essa pessoa seja morta por outta
‘doenga. Quanto mais velha fora pessoa, mais forte seré a
concoriénda e menos esta se werd mitigada pela elimina
‘ode um dos competidores. € por iso, por exemplo, que a
{otal eliminagio da cancer exerera apenas mn efeto mo
dlesto sobre a longevidade. As vtimas de clincer =, em
‘sun maior parte, pessoas idosas. Se o edzicer poupa essas
pessoas isso aumentara a oportunidace de incidéncia de
Dutra doengas que acometer os idosos. Segundo essa mes
ima linha de racic, 0 ato de saa un iso aumenta a
tsllmativa de custos de seu tratamento meédico. Além disso,
4 alteragio da composiqao etdla de uma sociedade pode
ter consequéncias signifcaivas, ainda que nao necessara
‘mente runs, de natureza tanto econdrnica quanto politica,
‘Viseust levanta (mas em seguida deisa de lado) diel
questo de saberse deveryos destontar da esculo des custos
¢ benefsios a consequénelas para as populagSes futuss,
A TEORIA 8CONOWICA NORMATIVA DO RETO wr
le faz a seguntepengunt: “Os bos [que vio se conee-
{izar no mimo dag 2100 manos] merecer a mesa
tenelo que damos os fiscas que atingem as popula
{hes aus?” (p86) Um dos arguments que podemos
Sprecentar conta kia de deat a mesma ateng a =~
ser tiscos porantoa favor da posta de descont-he de
fossos cfc & o de que hi uma enorme probabidade
{de quo as pesos sejam mo mats es no futur distant,
fin Conseunca de umn progresn cenifico cada vez maior.
‘Mais eopesicaments,& enorme a probabiidade de que ©
fer hurmanose ome muito mals capaz de ciminar os sos
Ssogurang 1 side, Dante dso we dediedssemos noes
recursos de hoe parnaaar ees co, oo levaia uma
{ave md digiugao da rguesn oo longo do tempo. O a
{Bamento decisvo, posse, é ode que no somos capazs de
Frofear acs para Sagut com mi anos.
Robert Frank ofrece wma vaante do enigma de Vis-
cusi Ee snpalizacom a vio segundo a qual "seo fato
de ndo adourmos hoje padrocs mais rigoroaos de qualia
{fe do ar sgniner que does respiratrias srdo mals
Sommung naps pera, ems doengas deve ee
‘erimats ou menos mesma atengao que rece ses
tivesem acomend hoje” (p96) Porm, tendo em visa a
Drobebidade de que, dag a uma gragSo, a cata pare a
Tfaloia das doen fespratra sje ma ie ras ba
fale plano menos onerosa do gue é sual, oau-
tor adit certo ra de desont.
Tank stibut grande importing & renda como um
bem portional Em seu entende“aleula valor sacl de
{imbem de Consus a parti da soma caguilo que os in
‘Eduos gatam com ele £ a mesmo que cleulr valor 0
{nl dos armamenton militares apt da soma das quan
tins que cada pats gosta com els (p.923) Em outa: pala
‘rasa apa aumentara propa renda como uma das
tranobres de uma corida armaments, « este € un fx
{jo somatgo das foras de aus partiipantes ¢ ial 3
{eto Se as pesoas usarem bene de eansume par imbolvas RoNTERAS DA HORNA DODO
za tagosdeseSves de caster, como exceléncia, expel ©
Gignidade, urn aumento geral do nivel de enda pode fazer
om que cas substtuam cetos bens por outro tal cao
Sem obterem ganho algun exw mata de informaglo as
Ind motivos para se duvidar de que ste o principal eeita
do aumento dren ml Em prime gata fend
lativa € importante como sinal de quso ber ma peso
‘Std sesalno. Seo sou pats he paga muito mencedo que
STalguérn que faz am trabao semethante, alguma cls
Sstuerrada a menos que voce tenna resold sbae a
‘ena pecunétia pela rend ndo pecuniria-O nivelamen
qo de long a rendasprivaia as pessoas de mula ino
magi sobre su condigio sail suse perspectv.
Tim segundo lara tenda feativa € Important para
stent obter bens escassos. A capacidade de uma peta
‘ara comprar uma tla de um artiste consagrado, pace
Blo, depende mais de oua rendarelatva do que de sua ren
eaten ai analisn oma de unm pesouse gue
persuntou a alunos de pés-paduagio se ele prefer
{anhar $5000 num cena em que os outros gonhassern
$835.00, ou $100,000 mum condemn que ox fut ga
Hhassem §200.000. A' pesquisa consatou que 8 mata
prefer apelin stuagao. Masel pode tor interpetado
{halo resultado da pesquna-Se arenda pessoal mda fos.
Sc imetade do que & hoje endo ocomease nenlhuma cat
tole, come outa Grande Depress osama guerra de ra
tes proporgoes os pros provavemente acta a metade
fo que Sa0'boe De modo que quem garhasce 350000 no
printeto centiopropasto exis tao. ber de situass0
{fuanto quem gankasse $100.00 no segundo o que sign
{lem mhorsituagao om rao dos dots primstospontos
‘que leva, Vl essltar ainda que mes rgumento sobre
importanciaiormacional da rendarelativapodeexphear
{ argunda consttagao da peaulsn-a de que ox eas
tatavar malo menos ifaressados no periodo eat de
iets do gu em un rena eg fran dav ie
de uma pessas€ um indieadorsmbiguo de “como alg
stds lindo -Um periode de enasnaistongo posape™
ATEORIA EOONOMICA NORMATIVADODIRETO uo
nas indicar que uma pessoa tem um emprego que no exi-
spe tanto dea
"A basa de status por meio da renda é uim mecanismo
desejavel de incentivo, pelo menos numa soctedade bem
‘rganizada,e pode expicar em grande medida, a prospest=
‘acted Estos Unidos, ite éexatamente meu argumen-
toanteror sobre os beneticis sociais da inveja Se ua ps
soa puder atentar sta ineja apenas trabalhando ma
‘duamente, para dese mad colocar-se em pé de igualdade
om as pessoas que ela inveja, a socledade como um todo.
tra beneficarse disso, pois umn individuo nto & eapaz de
ttanaformar a totale do produto socal de seu trballo
‘mais étduo em produto privado. A competicfo por uma
tend mate alta ido é um Jogo de soma zero,
‘ary Adler e Eric Posner pretendem modifica andl
se de eusto-bencficio a fim de atender a algumas da cit
‘as que Ihescostumarn ser digas. Na pratiea, eles querer
Sproximé-la mate de suas bases ullitaista, Minha opiniao
Sbbve isso € que a percepgao das deficiencias da andlse de
tcusto-benefido nao deve afetar © modo como se cond
tessa andlise ainda que deva, Bs vezes, afetar o modo como
‘la € utiizada, f crucial distinguir ent a andlise de custo
beneficio como método de aaliagio ¢ essa mesma andlise
covmo tgra de decisio.A diferenca entre tornar a analise de
Custo-benelicio mais complexa (fim de aproximé-la de
‘Seu idea) e manté-la simples feconhecendose, ao mesmo
tempo, sua incomplete normativa) é semelhante 8 die
renga ene atentar Aquilo que esténo texto e que afta ci
fetamente a linha principal de raciocnio, ¢ atentar para
faguilo que se encontra nas nolas de rodapé e que reflete
juizos subjetvos que, se introduzidos na demonstagio de
Fesultados e no balango Pauimonial propriamente ditos,
tomnaria sua interpretagao obscura,
“An mesmo tempo, intriga-me adocisio de Adler € Pos
ner de exclu os compromissos morals (mesmo quando &
ppossvel quantifies los na forma de dinheiro) do caeulo dos
eneficos ou dos custos de uma polities. Comprcendo a150 RONTEIRAS DATEORA DO DHREFTO
dliferensa entre agit com base em um senso de dever€ agit
‘fim de aumentar a propria felicidad Mas por que exclulr
‘custo da incapacidade de cumprir um dever nos casos om
‘que € possvel expressar esse custo sob a forma de dinhel-
1b? Suponhamos que alguém que nBo espere benefiiar-se
da preseragio do nimero oxstente de espécies acredite,
indo obstante, talvez poreonvico religisa, que seja errado
permite que uma eepéce se extinga como consequénela da
Stvidade humana, Suponhamos ainda que essa pessoa sus
tent sua conviego com seu dinkeito fazendo contribu
«hes lantrpiens.A part dessas contribuigSes, é possivel
inferr ua avaliaglo mplicta e positiva da preservagio das
tspécies & possivel até mesma quantific lana forma de
Ainbeit com um grau de obetvidade adequado e suficien-
te pa qes psta nar La uma ana de isto be-
nef. F-no minim eabve (Sen apreventa um argumento
fem contri do qual tataei mais adiante)argumentar que
{al pessoa incoeeerd num custo real se uma medida do go-
verno causaea extingiode determinada espécie Eo fato de
‘gue a definigao de bem-estar total de Adler e Posner nao
Abrange esve custo & ineufclente para jostifcar sa excl
‘Sho da andlise de custo-beneficio apiesvel a essa media
(0 problema mais grave & que 0s fatores medidos polos
valores contingentesutlizados na andlise de custo-benef
‘So ambiental no podem ser adequadamentecompreendi
los na maior parte das wezes, como compromises morals,
dlotados daquelas curiosas propriedades que intrigam 05,
tutores As pessoas podem adorar a vida selvagem ou ana
tureza edesejar sua preseragio, sem, no enfanto, sentirem,
lum compromisso moral para com elas ou mesmo sem de-
fsejrem estar junto delas, por assim dizer. O deste des
sas cosas € um tpo de aividade de consumo tanto quanto
‘o¥ oabito de manter animais de estimagio ou um jardin
Tie 5 se distingue dessas dias outras atividades porque
‘seu valor € mais dif de med. Em principio, nfo ha cif
renga portanto nenhism paradoxo,em afar que tl
ATHOWIA ECONOMICA NORATIVA DO DITTO ast
lidade de uma pessoa se vera mais reduzida pela etingio
dd guepardo listado do gue por wma inundagio que esta
{gisse seu tapete,O problema é a mensuragio, e € 0 mesmo
{ne ocorte 0 e280 da principio defendlido por Adler e Pos
fee segumido.o qual as preferncias furvdadss na ignordincia,
{assim como as preferéncias adaptatvas)deveriam ser ex-
{Guidas quando se tem confianga ce que elas mudariam de—
pois quea politica fosse posta em pritica. Concordda com
Bes que seria invldvel ponderar custo ou benefcios a par
firds uidace marginal da renda. Nao porque a compara-
{fo das uilidades de pessoas diferentes sea um metodo
fatho em prineipio, mas sim porque o problema da mens
rao € insoldvele, se superado, ainda asim o resultado fi
hal sera uma confisa mistura de consideragbes sobre eli=
‘dneia e equidade.
‘Discord da sugestio deles de que os drys do Esta
do devamn “ignorar as preterénias moralmente questions
‘eis quando else volatem ideias amplamente adotadas
incontestes sobre o comportamento maralmente propria
{20° tp. 1143), Tss0 pode valer para as questoesrelaivas 3
Tornada de decisis, mas é uma atitude quesionavel quando
At questdo € de avalagio. Por exemple, consideremos dois
programa de tratamento de viclados em drogas. Se os dois
Fossem igualmente efcazes,vessem o mesmo custo © um,
ddeles desse aos consumidores de drogas 0 mesmo prazer
‘gue haviam obtide com sina droga legal, mas a outto no
thes desse o mesma prazer entao o pmo svia preferi-
‘veldesde um ponto de vista utilitarists
Txaminertos agora os ts critcos mais severos da and
lise de custo-benetico - Broome, Nussbaum ¢ Richardson,
Broome afirma que, porseraandlise de custo-beneficio um
smeodo de avaleie (embora também possa ser uma Tegra
‘decidir, ela "precaa Fundar-se em uma teoia do valor”
{ip 959, lsso & um jogo de palavras "valor" "avaliaglo")
R anaise de custo-boneficio no precisa “fundar-se” cm.
hada mais profundo ou rigoroso do que uma demonstragao
de que cla fem consequéncins que nésaprecamnos. A malsa2 _mosrERas DA TEORIA DODIEETO
Importante contibuigSo da andlise de custo-beneficio em
tempos recentes fol demonstar, através dos escitos de
Stephen Breyer, Viseus, Sunstein e outeos, de as eel
rmentagSes feleralsconcementes os riseos 3 sepuranga e 4
Side formam uma colcha de retalhos maluca;e,sobretu-
40, que muitas das regulamentagSes 840 ruins justamente
porque nio dbedecem ao critéo do custo-beneicio, Essa
onstatagao & cada vez mais acta e as inicatvas de refor~
‘ma nessa drea vim progredindo, ainda que aos tancos ©
barrancos e apesar de os snalistas dessa rea terem rej
{do implictamente a afirmacio de Broome de que “para f3-
er andlise de custo-beneficio adequadamente, presisamos
‘ema teoria sobre a exceléncla de uma vida” (p. 958).
ara a infelcdade de Broome, ele no consegue apre-
sentar uma teria desse tipo, ainda que sua tentativanesso
sentido seja interessante. Ele afrma que, por uh lado, tr
er ou nao tazer uma pessoa 3 exstencia nao a deb em.
‘methor ou plo stuagao do que aquela na qual cla estarla
dle outro modo, uma vez que, desse outro mexdo, ela nies
taria, por assim dizer. Nao existe out estado ao qual se
‘posta eompararo estado de existéncia de um individ. Foe
Isso 6 impossivelairmar que oacréscimo de outra pessoa a
luma soctedade (por nascimento, alo por imigragso) cle
mais benefcios da que custos, ov mals estos do que bene
Hicos, exciuindo-se os efeitos dese acréscimo sobre wu
‘pessoas. Por cutro lado, porém, podemos imaginar 0 acés-
‘imo dessa pesion a duas sociedades diferentes (sta €a
Unica diferenca cabivel) ¢ croergila em melhor situagio
fem uma do que em outra. A sociedade que a puser em me
Thor sitnagio ter, portanto, um nivel mais alto de wiidade
geral do que a outra, azo pela qual deve ser preferda 10
Signifiea que-o alo de trazer uma nova pessoa & exsténcia
pode sim iar beneficios adiionais Broome most gus
fete & um lgitimo paradoxo. Mas isso nao serd surpresa
para ninguém que tenha algam conhecimento sobre ode:
Bate em torno de que varlvel deve desompenhar 9 papel
de maximando no utltarismo: a ullidade mela Ou atta
‘A TEORIA ECONOMICA NORMATIVADO DIENT 153
ee
Scene eect nen beatae
Sper amina rime acetsecna
So ene eee ee ea
oe een er re ea,
Be pret rere reer a a
eae
es ee cece aes teras
oe
iuceson mn tbe eric
pels a ores
ie reese pees Oe acter
Sette helen retee Smeets
Cacao
sence inte re eee ah
Se cemnirape en nasa eee
lactase oe
oe eae eee tena
peace cee cee tae gee
Ce ci
er ees
eee
Fe oe,
eee
i coe cy Stn154 RONTEIRAS DA TEORIA DO RETO
Broome usa o problema do aquecimento global como
veiculo para especular sobre os efeitos do acréscimo de po-
pulagio sobre o bem-estar da humanidade. Ele comete ©
110 de afrmar que, a0 matat pessoas por meio de enchen-
es, aquecimento global reds a populagso fata “por-
que algumas dessas pessoas tenant tido flhos posterior
mente” (p. 969). Isso sigrificapressupor que o nimero de
fos que uma pessoa tem & fo nao uma questio de es-
Colha, Esse presuposto & also elevou, em outros contex
tos, a previsbes equivocaelas, como aquela de que o nie
to de naccimentos € redirido pelo reimero de abortos. A
redugo de nascimentos nesse caso € menor porque a ques
to do aborto dis respeito,em parte, ao momento de ocor
Fencia dos nascimentos endo 3 quantidade destes. Se uma
‘mulher quer ter dos fiios, improvivel que 0 fato de cla
bortar em sua primeira gravider @ convenca a ter apenas
Lm filo, Da mesma maneira, e multas pessoas monerern
fm enchentes, outras poderso decid ter mais filles, Urn
fasal que perde urn flo numa enchente pode dei ter
‘to ili que no tera ido seo primeiro Nao tivese mor~
ido, Aqui a analogla com o abort (ou, melhor ainda, com
‘abort natural) € muito préxima. Além disso, por resulta
rein em um aumento da quantdade de tetras proporcio
halmente de pessoas, as enchentesletais podem evar &
ronda dos sobreviventes, 6 que, por sua vez, pode (ou no)
[provocar um aumento mo nimero de hos que os sobrew
‘ventes decdido ter
'O niimero de pessoas que serio mortas pelo aquec
‘mento global & absohitamenteindetorminado ¢ 0 efeito
fue tm sumento no indice de mortalidade teria sobre as
Populagdesfuturas € ierto. Além diss, também slo in-
‘sterminadas os beneciosc estos associados 3 uma po-
pulagio fotura maior ou menot, mesmo sem se levar em
Eonta © paradoxo explorado por Broome. Diante de tudo
{sso, ela que a abordagem spropriada para a anlise de
ccusto-beneficio do aquecimento global consstiia simples
mente em gnorar os efeitos desse endmeno sobre o tama
A TEORIA ECONOMICA NORMATIVA DO DIREITO 155
‘nho da populago. Esta & a abordagem alotada no metiou-
{ono estado de Fankhauser, que descobre cuss socias im
portantes do aquecimento gabal som levar em considera
Exo os efeitos demogrdicos deste Imagino se Broome con-
odaca com a abordagem de Fankhauser ou se simples
nente sugeisia 2 abolgto de qualquer tipo de analise de
Custo-benefcio do aquecimento global. Na hipdtese de ele
fazer eos sugestio, pergunto-me que tipo de analise ou
‘eagio ele sugeriia que se adotasse dante do aquecimento
global
‘O texto de Nussbaum tata da tragéalia © da escola
sob cteunstincias trgcas, Pra lustrar esses temos, a at
ora alude tanto a pesa Antigona, de Séfocles, quanto as
proprias difeuldades para coelar os deveres profissonais
Be proessora universitria com 38 obrigagoes familar,
hha comparaglo implicita que a autora faz entre ela propria,
Antigona que se percebe melhor sua concepgio de tage
Sia. Sun pequena tragédia® tem um final feliz ela sugere
(que, ese Tebas adotado algo semelhante Ss cfusulas re
thts & eigito da Primera Emenda a Constitigio dos
Estados Unicos, a peca de Séfodes (ou, antes, a lenda na
{qual esa se baseia) também poderia ter tido um final feliz,
TES nogio de tagédia parece-me ao mesmo tempo dema-
‘ado abrangente e demasiado rsa. Mesmo quando afm,
‘Som um pouco mais de plausblidade do que em seu pro
pio caso qu "no ter iberdade de expresso (.) € sempre
fim tragetia” (p. 1023), Nussbaum exagera a intensidade
in afer tigi. Sera que fot uma tragedia 0 fato de Sha:
espeat ler escrito pega teas rua vociedade em que
teatro er extremamentecensurado?
“Ser fone, iting lt Chang: The an of he
Ce hn a it i eto a
1 tat tances tei geo nena
Sechrest on er
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