Linguagens e Códigos Ciências Da Natureza: 2 Série Ensino Médio
Linguagens e Códigos Ciências Da Natureza: 2 Série Ensino Médio
SARESP 2023
Ciências da Natureza
2a Série
Ensino Médio
2a Série do Ensino Médio
04
Leia o texto para responder às questões de números O texto a seguir é parte de uma campanha contra a vio-
01 e 02. lência doméstica. Leia-o para responder às questões de
números 03 e 04.
A conquista de uma gramática antirracista, ou seja,
de um vocabulário antirracista e que trouxe expressões
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
e palavras como “branquitude”, “lugar de fala”, “privilé-
CONTRA A MULHER. NÃO SE CALE.
gio branco”, “racismo estrutural”, ganhou mais espaço no
SILÊNCIO MATA. FALAR, NÃO!
meio social. Entretanto, esta mesma gramática ainda não
penetrou de fato no Judiciário, que segue encarcerando VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA. PROCURE UMA
pessoas negras com uma lógica baseada no perfilamento DELEGACIA OU UM CENTRO ESPECIALIZADO
racial. Diante desses dados, não há como negar que a pri- DE ATENDIMENTO À MULHER.
são de pessoas negras e periféricas, que são a maioria nos
presídios, faz parte de um sistema injusto e racista. JUNTAS SOMOS MAIS FORTES.
(Jeferson Tenório. Prisão de jovens negros com pouca quantidade (O Globo, 04.08.2023, p. 10)
de drogas é estratégia racista. UOL, 18.07.2023. Disponível em:
https://noticias.uol.com.br/colunas/jeferson-tenorio/)
QUESTÃO 03
No texto, o uso da palavra “entretanto“ contribui para (A) frase verbal afirmativa para reforçar a polêmica da
campanha.
(A) negar que, embora ainda haja preconceito racial, a
prisão de pessoas negras e periféricas resulte de uma (B) frase verbal imperativa para obrigar uma adesão à
atitude do Judiciário contra a gramática antirracista. campanha.
(B) confirmar que, por representar um avanço social, pala- (C) frase interrogativa para lançar dúvidas sobre a
vras e expressões indicativas de uma gramática antir- campanha.
racista se difundiram no Judiciário. (D) frase nominal para introduzir o tema da campanha.
(C) reafirmar que, mesmo promovendo um sistema injus- (E) frase exclamativa para criar um suspense sobre o con-
to e racista, o Judiciário demonstra ser sensível à gra- teúdo da campanha.
mática antirracista.
(D) mostrar que, se o Judiciário aderisse a uma gramática
antirracista, a prisão de pessoas negras e periféricas QUESTÃO 04
deixaria de acontecer.
Três períodos da peça publicitária se encontram correta-
(E) destacar que, apesar de representar um avanço social, mente articulados num único período composto em:
a gramática antirracista ainda não se reflete na postura
do Judiciário. (A) Mesmo que não se cale, silêncio mata, embora
falar, não!
(B) Não se cale, pois silêncio mata, mas falar, não!
QUESTÃO 02
(C) Não se cale, porque silêncio mata, ainda que falar, não!
No texto, a palavra “entretanto“ poderia ser substituída por
(D) Caso não se cale, silêncio mata, porém falar, não!
qualquer uma das seguintes palavras ou locuções:
(E) Não se cale, mas silêncio mata, e falar, não!
(A) no entanto, contudo, todavia.
(B) mas, no entanto, por isso.
(C) portanto, no entanto, consequentemente.
(D) embora, contudo, porém.
(E) por isso, portanto, porém.
Os quadrinhos a seguir foram publicados em uma tira da Leia o texto a seguir, transcrição de um anúncio comer-
cartunista Laerte. Leia-os para responder à questão. cial publicado na Gazeta de Campinas, em 23 de junho
de 1870.
Hotel Universal em Campinas
Rua do Commercio número 43
Este estabelecimento acha-se hoje montado com todo
necessario. Os senhores viajantes ahi encontrarão sempre
bons commodos, salão e quartos mobiliados. Um excel-
lente cosinheiro e muito bons empregados servirão com
a maior promptidão e aceio. Tem constantemente um
completo sortimento de bebidas e refrescos e um sorti-
mento de doces de todas as qualidades. Aprompta qual-
quer petisco sem demora. Recebe pensionistas internos e
externos e manda comida para fóra por muito diminutos
preços. Garante bem servir os freguezes para o que não
poupa nem trabalho nem despeza. Tem cocheira para ani-
maes onde são tratados perfeitamente com abundancia
de capim e milho, e mandando-se laval-os e escoval-os.
(Laerte. Piratas do Tiete. Folha de São Paulo, 06.11.2021, p. C5) Estão a chegar ao mesmo hotel bons bilhares, jogos de
bagatella, xadrez, damas, dominó, etc.
Do exame dessa tira, depreendemos que
(Adaptado de: Guedes, Marymarcia & Berlinck, Rosane (orgs). (2000)
E os preços eram commodos… Anúncios de jornais brasileiros – século XIX.
(A) o emprego de “proibido” ora como substantivo ora São Paulo: Humanitas – FFLCH/USP. p. 280)
como adjetivo nos três primeiros quadrinhos produz
uma situação de incerteza no último quadrinho. A partir da análise desse anúncio, é correto afirmar que
(B) o emprego de “proibido” como substantivo nos três (A) a ocorrência de “laval-os” e “escoval-os” mostra que os
primeiros quadrinhos gera uma ambiguidade que é verbos eram conjugados de forma diferente, com o
desfeita pelo seu emprego como adjetivo no último sufixo número-pessoal “os” sendo flexionado fora da
quadrinho. raiz verbal.
(C) o emprego de “proibido” como adjetivo nos três pri- (B) a ocorrência de palavras como “cosinheiro” e “fregue-
meiros quadrinhos cria uma expectativa que é que- zes” indica que as letras “s” e “z” eram usadas para
brada pelo seu emprego como substantivo no último representar um mesmo fonema, tal como no sistema
quadrinho. ortográfico atual.
(D) o emprego de “proibido” como substantivo nos três (C) seu autor tinha baixo nível de escolarização, o que o
primeiros quadrinhos produz um sentido negativo, levou a escrever várias palavras em desacordo com a
que se torna positivo pelo seu uso como advérbio no norma ortográfica, como “animaes”, “ahi” e “promptidão”.
último quadrinho.
(D) a pronúncia das palavras “excelente” e “cômodos” era
(E) o emprego de “proibido” como advérbio nos três pri- diferente da pronúncia atual, por isso eram escritas com
meiros quadrinhos se contrapõe ao seu emprego consoantes dobradas (“excellente” e “commodos”).
como adjetivo no último quadrinho.
(E) a palavra “aceio”, escrita atualmente com “ss”, sugere
que houve uma mudança na forma de representar os
fonemas representados pela letra “c”.
No texto, a ideia de semelhança fonética está associada (D) “Quem ri por último ri melhor.”
(E) “Quem se mistura com porcos farelo come.”
(A) à origem duvidosa da palavra “forró”, que mostra uma
proximidade sonora tanto com o inglês “for all” quanto
com o galego “forbodó”.
Leia o texto, publicado no jornal O Globo, em 2018, do (A) cariocas deixaram de usar palavras típicas do Rio de
jornalista carioca Gilberto Porcidonio. Janeiro, como “cerveja”, e passaram a usar palavras que
são empregadas por paulistanos, como “breja”.
As gírias ‘daora’ invadiram a nossa praia
(B) cariocas estão travando uma disputa com paulistanos
Os “mano e as mina”, no trampo ou na balada, acham pelo domínio do português, levando à rejeição de
tudo “daora” ou “sussa”, ou só “ficam pistola” se tiver “treta”. palavras como “padoca” e “mano” no Rio de Janeiro.
Não deu para entender? Então, isso é sinal (ou seria semá-
foro) de que as gírias paulistanas desembarcaram no Rio (C) gírias usadas por paulistanos, como “ficam pistola” e
para confundir. Mas a gente pode explicar, assim como “sussa”, vêm se tornando conhecidas no Rio de Janeiro,
qualquer carioca que aderiu ao “paulistanês”. mas nem sempre são compreendidas ou bem aceitas
É o caso da estudante Aline Lopes, moradora de Bento por cariocas.
Ribeiro. Ela usa corriqueiramente expressões típicas da
Terra da Garoa, novas e antigas. (D) paulistanos falam de forma confusa, mas isso não tem
impedido o uso de palavras comuns em São Paulo,
– Falo “que fita”, “fazer um corre” e “breja” – enumera
como “treta” e “feijuca”, por moradores do Rio de Janeiro.
Aline, para lamentar em seguida: Mas “padoca” e “feijuca”
eu não consigo.
(E) palavras como “sussa”, “daora” e “rolezinho” são usadas
O tatuador Thiago Luz, que foi alvo de deboche quan- por paulistanos para indicar situações que são desco-
do chegou ao Rio, há 18 anos, lembra que falar palavras nhecidas por quem vive no Rio de Janeiro.
como “mano” era a senha para virar motivo de piada.
– Eu não podia falar “mano”, “meu”, “rolezinho” e “daora”
que alguém sempre caía em cima. Parecia que eu estava
em outro planeta.
Mas a história de amor com São Paulo não encanta
todos os cariocas. O engenheiro Maurilio Mesquita, que
mora na Tijuca, não disfarça o incômodo. Ele costuma
dizer que o monopólio da língua é disputado entre Rio e
São Paulo, numa espécie de “bipolarização do português”.
– Está na hora de o Iphan (Instituto do Patrimônio His-
tórico e Artístico Nacional) tombar o português falado na
antiga capital do Império – provoca Maurilio.
(Adaptado de: PORCIDONIO, Gilberto.
As gírias ‘daora’ invadiram a nossa praia. O Globo, 22.04.18, p. 16)
São meus filhos que tomam conta de mim (A) parte de um tema sensível, a rebeldia de uma jovem,
Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar e questiona os sentimentos desencontrados dos pais.
Eu moro na rua, não tenho ninguém (B) parte de um tema sensível, a rebeldia de uma jovem, e
Eu moro em qualquer lugar generaliza a atitude dela para todos os jovens.
Já morei em tanta casa que nem me lembro mais
(C) parte de um tema sensível, o suicídio de uma jovem,
Eu moro com meus pais
e induz os pais a reverem seus posicionamentos
É preciso amar autoritários.
As pessoas como se não houvesse amanhã (D) parte de um tema sensível, o suicídio de uma jovem, e
Porque se você parar pra pensar chega a uma mensagem sobre empatia nos relaciona-
Na verdade, não há mentos interpessoais.
Sou uma gota d’água (E) parte de um tema sensível, o suicídio de uma jovem,
e induz os filhos a reverem seus posicionamentos
Sou um grão de areia
rebeldes.
Você me diz que seus pais não o entendem
Mas você não entende seus pais
“Uma mulher, de 86 anos, foi resgatada depois de tra- (A) não foi mantida em situação análoga à de escravidão,
balhar para uma mesma família há 74 anos. Nascida em pois vivia integrada em uma família.
Vassouras, no Centro-Sul do estado do Rio de Janeiro, a
senhora trabalhou para a mesma família desde os 12 anos (B) foi mantida em situação análoga à de escravidão a par-
de idade, por três gerações. tir do momento em que poderia ter se aposentado.
Ela prestou serviço todos os dias, sem oportunidade (C) não foi mantida em situação análoga à de escravidão,
de estudo, férias ou salário. Atualmente, com a idade avan- pois desfrutava de relativa liberdade.
çada, continuava exercendo as funções domésticas como
limpar, passar roupa, fazer comida e cuidar da dona casa.” (D) foi empregada doméstica de uma mesma família por
três gerações.
(Portal CNN, 13 de maio de 2022. Disponível em
https://www.cnnbrasil.com.br. Acesso em 15.08.2023. Adaptado)
(E) foi mantida em situação análoga à de escravidão por
três gerações de uma família.
Leia o soneto do poeta português Luís de Camões. Leia o trecho do ensaio “A vida ao rés-do-chão”, do crítico
Antonio Candido.
Amor, que o gesto humano n’alma escreve,
vivas faíscas me mostrou um dia, A crônica não é um “gênero maior”. Não se imagina
donde um puro cristal se derretia uma literatura feita de grandes cronistas, que lhe dessem
por entre vivas rosas e alva neve. o brilho universal dos grandes romancistas, dramaturgos
e poetas. Portanto, parece mesmo que a crônica é um
A vista, que em si mesma não se atreve, gênero “menor”. Por meio dos assuntos, da composição
por se certificar do que ali via, solta, do ar de coisa sem necessidade que costuma assu-
foi convertida em fonte, que fazia mir, ela se ajusta à sensibilidade de todo o dia. O fato de
ficar perto do dia a dia age como quebra do monumental
a dor ao sofrimento doce e leve.
e da ênfase.
Jura Amor que brandura de vontade (Antonio Candido. Recortes, 1993. Adaptado)
causa o primeiro efeito; o pensamento
Depreende-se do ensaio de Antonio Candido que
endoudece, se cuida que é verdade.
(A) a crônica, por se debruçar sobre a matéria do cotidia-
Olhai como Amor gera num momento, no, é um gênero que abre mão do monumental.
de lágrimas de honesta piedade,
lágrimas de imortal contentamento! (B) a crônica possui valor literário inferior ao romance, por
não dar ênfase aos assuntos graves do cotidiano.
(CAMÕES, Luís Vaz de. Obra completa, 2003)
(C) a crônica, por se debruçar sobre a matéria do cotidia-
A chamada rima rica é aquela que ocorre entre palavras
no, é um gênero que produz a impressão de elevação.
de classes gramaticais diferentes, a exemplo do que se
verifica (D) a crônica, por se debruçar sobre a matéria do cotidia-
no, é um gênero que não focaliza assuntos relevantes.
(A) na primeira e na segunda estrofes.
(E) a crônica possui valor literário inferior à poesia, por
(B) na primeira estrofe, apenas.
não explorar o lirismo que se oculta no cotidiano.
(C) na primeira e na terceira estrofes.
O soneto é construído a partir do recurso reiterado Entre os aspectos favoráveis ao esquema de embalagem
reutilizável, inclui-se
(A) à antítese, com a intenção de expor o enfraqueci
mento paulatino do sentimento amoroso. (A) a verificação contínua de condições de higiene.
(B) à antítese, com a intenção de expor as contradições (B) o retorno dos recipientes ao local de origem.
decorrentes do sentimento amoroso.
(C) o recebimento de bônus ou descontos.
(C) ao pleonasmo, com a intenção de se expor a banali
dade do sentimento amoroso. (D) investimento financeiro na produção de invólucros.
(D) ao eufemismo, com a intenção de expor a ausência de (E) o engajamento das prefeituras de regiões periféricas.
lógica do sentimento amoroso.
(E) ao eufemismo, com a intenção de expor os prazeres
decorrentes do sentimento amoroso.
QUESTÃO 20
Leia o texto para responder à questão. Os dados a seguir referem-se à contaminação por bifenilas
policloradas (PCBs), uma forma de poluente orgânico, em
Choice is our ability to make decisions when presented uma cadeia trófica aquática:
with two or more options. The psychology of choice
explores why we subconsciously make the decisions we Dados em mg/L ou em
do, what motivates those decisions, and what needs these Organismo
mg/kg de gordura
decisions are meant to satisfy.
I don’t know about you, but I get stressed when Água marinha 0,0001 – 0,02
someone asks me what I want for lunch. Food delivery Sedimento 0,005 – 0,16
apps give us hundreds of restaurants willing to bring
our meals right to our door. Entertainment apps give us Fitoplâncton 8,0
thousands of movie titles to choose from on a Friday night. Zooplâncton 10,0
We live in an unprecedented age of options. And that
can make choice difficult. Invertebrados 5,0 – 11,0
Choice is the purest expression of free will – the Peixes 1,0 – 37,0
freedom to choose allows us to shape our lives exactly
how we wish (provided we have the resources to do so). Aves marinhas 110,0
But choice is difficult because it also represents Mamíferos marinhos 160,0
sacrifice. Choosing something inherently means giving up
something else – something we might want tomorrow, or (https://worldoceanreview.com/. Acesso em 05.08.2023. Adaptado)
Leia o texto para responder à questão. O esquema a seguir resume as principais etapas do meta-
bolismo energético:
Em julho de 2023, o Japão foi autorizado a começar
a bombear para o mar mais de um milhão de toneladas GLICÓLISE
– quase o mesmo volume de 500 piscinas olímpicas – de Glicose
água tratada que foi usada para resfriar os reatores der- (6 carbonos)
Estas proibições se devem ao temor de que o consumo 2 grupos acetil como acetil CoA
destes produtos resulte em (2 carbonos)
6 O2 6 H2O
Leia o texto para responder à questão. Considere a filogenia a seguir, realizada a partir de um mes-
mo sítio nucleotídico da cadeia de DNA. Nela, observa-se
Em 2015, o Ministério da Saúde instituiu a campa- que as bases nitrogenadas presentes podem ser adenina
nha Junho Vermelho, de incentivo para novos doadores a (A) ou citosina (C).
fim de manter os estoques dos hemocentros pelo Brasil.
Neste ano, porém, o enfoque é no estado de São Paulo, S4 {C}
onde a situação é de alerta, com estoques da Fundação
Pró-sangue operando em nível crítico, com menos de 40% S2 {A, C}
da sua capacidade e os sangues do tipo O–, O+ e B–, com
menos de 10% da capacidade ideal, de acordo com dados S5 {A}
da Secretaria de Saúde paulista.
(Simone Blanes. Doação de Sangue: Como doar? Quem pode? S1 {A, C}
Quem não pode? Veja, 14.06.2023. Adaptado)
(B) 50%.
Em um estudo da evolução deste grupo, constatou-se que
(C) 6,25%. a espécie ancestral S1 apresentava polimorfia, isto é, cer-
(D) 37,5%. tos indivíduos possuíam adenina e outros, citosina. Porém,
as espécies atuais – S4 a S7 – apresentam apenas uma
(E) 12,5%. das duas possibilidades, citosina em S4, S6 e S7 e adenina
em S5.
Considere o excerto a seguir. Sabendo que o coração de um beija-flor bate com uma
Em 1945, J. Robert Oppenheimer, um físico america- frequência máxima de 20 Hz, ou seja, 20 batimentos a
no, supervisionou o Projeto Manhattan, que desenvolveu cada segundo, qual seria o número de batimentos que o
a bomba atômica. Após o bombardeio de Hiroshima e coração poderia dar durante uma hora, assumindo que ele
Nagasaki, Oppenheimer disse: “Vi a besta abrir a boca.” trabalhasse sempre no maior ritmo possível?
As palavras de Oppenheimer são um lembrete do (A) 72.
poder e da responsabilidade da ciência. A biotecnologia é (B) 720 000.
uma área de pesquisa emergente que tem o potencial de
curar doenças e melhorar a vida das pessoas. No entanto, (C) 72 000.
também tem o potencial de ser usada para criar armas bio- (D) 7 200.
lógicas ou para manipular a genética humana. (E) 720.
(Katie Jennings. Oppenheimer e as lições sobre poder e responsabilidade
para a biotecnologia. Forbes. 28.07.2023)
(D) vetores virais e não virais que dirimem doenças gênicas. Utilizando os conceitos sobre forças de atrito e assumin-
(E) metodologias biológicas de combate a poluentes do que a força de atrito que o ar exerce sobre os corpos
orgânicos persistentes. em movimento é dada por R = k ∙ d · v2, com k sendo uma
constante que depende da área e da forma do corpo, d
sendo a densidade do ar e v a velocidade do corpo, assina-
QUESTÃO 32 le a alternativa que explica corretamente a necessidade de
Leia o texto para responder à questão. esse salto ter acontecido de uma altitude tão grande para
permitir atingir essa velocidade.
O que é um coração artificial?
(A) Trata-se simplesmente de uma questão de tempo de
São bombas que ajudam um ou todos os lados do queda – de quanto mais alto a pessoa saltar, maior será
coração. Elas podem tanto funcionar externamente, com a velocidade terminal atingida.
mangueiras conectadas às veias e às artérias, ou interna-
(B) Devido à grande distância percorrida pelo paraque
mente. Cada bomba cuida de uma função: há a que puxa
dista na queda, o paraquedista pode acumular acele-
o sangue venoso e existe a que distribui o oxigenado para
ração da gravidade, atingindo assim maiores velocida-
o corpo. Como um coração, as bombas precisam trabalhar
des terminais.
sem descanso.
(Coração artificial: entenda em 4 pontos como a técnica funciona. (C) Em grandes altitudes, a densidade do ar é mais baixa,
G1. 23.08.2023) diminuindo assim o atrito do ar e permitindo que a
O uso da bomba cardíaca artificial não é capaz de cumprir velocidade terminal do paraquedista seja maior.
estas duas funções simultaneamente, pois resultaria em (D) Na estratosfera, o ar é muito mais frio do que na
(A) derrame pulmonar nos alvéolos. troposfera, o que o torna mais viscoso, diminuindo
assim o atrito e aumentando a velocidade terminal do
(B) interrupção do processo de hematose. paraquedista.
(C) fluxo sanguíneo com direções opostas.
(E) A velocidade terminal do paraquedista será maior quan-
(D) redução do índice de oxigênio transportado. to maior for o peso do paraquedista, e o peso é mais alto
(E) alteração significativa do retorno venoso. em grandes altitudes, devido à variação na constante g.
Saresp2023 | 013-LC-CN 2.ª Série EM – Cad04 16 Confidencial até o momento da aplicação.
QUESTÃO 35 QUESTÃO 37
Considere hipoteticamente que o foguete que irá trazer as O telescópio Hubble é um equipamento em operação
futuras amostras coletadas pela sonda Perseverance em desde 1990 que permite sondar objetos muito distantes
Marte tenha uma massa total de 500 kg, contando carga e da Terra e possui um espelho côncavo único de 2,4 m de
combustível. A aceleração de um foguete é dada por diâmetro. O espelho do telescópio Hubble conjuga uma
, com E sendo o empuxo do foguete, dado em N, imagem
(A) real e direita.
m sua massa, dada em kg, e g a aceleração da gravidade
no local, dada em m/s2. Assumindo que o empuxo do (B) imprópria.
foguete em questão é constante de 10 kN, que a acelera- (C) virtual e invertida.
ção em Marte é g = 3,7 m/s2 e desprezando o atrito com a
atmosfera, a aceleração inicial do foguete, no momento da (D) real e invertida.
decolagem, será de
(E) virtual e direita.
2
(A) 11,2 m/s
Segundo o modelo de Rutherford para o átomo, os elé- No tratamento de efluentes, é utilizado o cloreto de ferro
trons seriam partículas carregadas negativamente que (III), que necessita ser monitorado para não ultrapassar a
orbitariam o núcleo, onde estaria concentrada a carga concentração máxima dos íons ferro ao final do tratamen-
positiva. No entanto, esse modelo tinha uma falha, pois to, que é de 2,7 × 10 – 4 mol/L. A análise de 200 mL de uma
uma partícula descrevendo movimento circular estaria solução de FeCℓ3 mostrou a presença de 2,4 × 10 – 3 mol de
sujeita a acelerações, e, segundo as equações de Maxwell íons Cℓ –. A concentração de íons Fe3+ na solução analisada
para o eletromagnetismo, toda partícula carregada sujeita é igual a
a acelerações emitiria radiação, perdendo energia e levan-
do ao colapso dos elétrons sobre o núcleo. Bohr viria resol- (A) 1,2 × 10 – 2 mol/L e não atende ao limite de concen
ver esse problema usando a hipótese tração permitido.
(A) da dualidade partícula-onda, que impediria os elé- (B) 4,0 × 10 – 4 mol/L e atende ao limite de concentração
trons de oscilarem para próximo do núcleo atômico. permitido.
(B) do efeito fotoelétrico, que transformariam os elétrons (C) 1,2 × 10 – 4 mol/L e atende ao limite de concentração
em luz assim que eles se aproximassem do núcleo permitido.
atômico. (D) 2,4 × 10 – 3 mol/L e não atende ao limite de concen
(C) do princípio da conservação da quantidade de movi tração permitido.
mento linear, que propunha que o produto massa e (E) 4,0 × 10 – 3 mol/L e não atende ao limite de concen
velocidade dos elétrons deveria se manter constante tração permitido.
sempre.
(E) do princípio da conservação da energia, que propu- A figura a seguir representa dois sistemas fechados e eva-
nha que a energia dos elétrons não poderia diminuir cuados (pressão zero) em que foram adicionados volumes
de intensidade. iguais de duas substâncias, 1 e 2, no estado líquido, à mes-
ma temperatura. Após alguns instantes, verificou-se que
as pressões dos sistemas se estabilizaram, com a substân-
cia 1 atingindo uma pressão de 17,5 mmHg e a substância
QUESTÃO 41 atingindo uma pressão de 442 mmHg.
e trítio
C2H6O + 3O2
Temperatura x
(B) Pressão ∆H = –1 350 kJ
1 2
2CO2 + 3H2O
–1 646
Temperatura
(E) Pressão
2 1
Temperatura
O ácido chiquímico é uma substância extraída de vege- Em um experimento caseiro para a construção de uma pi-
tais e utilizada na indústria farmacêutica. Uma vantagem lha, pregos de zinco e cobre foram inseridos em um limão,
ambiental reside no fato de que sua extração envolve a e a esses pregos foram conectados a fios elétricos, os quais
dissolução em água, não dependendo de solventes orgâ- também foram conectados a um LED, conforme a figura.
nicos. A estrutura do ácido chiquímico está representada
na figura aseguir.
prego de cobre prego de zinco
O OH
limão
lâmpada de LED
HO OH
OH (acdsit.weebly.com. Adaptado)
A avaliação do nível de poluição por matéria orgânica Os corais são animais marinhos que possuem um esque-
de um corpo d’água pode ser feita a partir da medida de leto de carbonato de cálcio (CaCO3). Esse esqueleto tem
p
arâmetros como a demanda bioquímica de oxigênio sua formação a partir da dissolução de dióxido do carbono
(DBO) e a quantidade de oxigênio dissolvido (OD). Consi- gasoso (CO2) em água, conforme representada nos equilí-
dere um rio que passa por uma região onde está instalado brios químicos apresentados na figura.
um laticínio que despeja seus resíduos diretamente em
suas águas. O gráfico que mostra a variação da DBO e do
OD ao longo do rio é:
(A) CO2
DBO
OD
– +
CO2 + H2O HCO3 + H
(B) CaCO3
2+
Ca + CO3
2-
(coral)
DBO
(jovemexplorador.iag.usp.br. Adaptado)
OD
Considerando o efeito da temperatura sobre a solubili
dade de gases em água, um aumento da temperatura das
local de despejo sentido da correnteza águas oceânicas deve provocar
de resíduos do laticínio
(A) aumento da concentração de CO2 dissolvido e, conse-
(C) quentemente, diminuição do pH e favorecimento da
DBO
formação de novos corais.
DBO
OD