“Apenas 35,8 % dos visitantes são turistas“, diz notícia do Público.
Mário Costa, Universidade Autónoma de Lisboa

Viagens de trabalho e negócios trazem a Lisboa mais de metade do número total de estrangeiros. Alojam-se em hotéis de 4 ou 5 estrelas e ficam na cidade 3 a 4 dias. Refere-se neste artigo que, contudo, Lisboa não era um bom local para fazer negócios. Estudos feitos pela empresa de consultoria Howarth Consulting, contratada pela Câmara Municipal, indicaram que cerca de 56,4 % dos visitantes que vêm para fazer negócios são provenientes de França, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos e ficam em Lisboa 4 a 5 noites. 70% são homens entre 35 e 54 anos e vêm sempre para Lisboa, onde fazem as suas dormidas em hotéis como o Sheraton e Méridien. Aqueles que ficam mais tempo acabam por ficar em hotéis de 2 ou 3 estrelas (alemães, italianos e americanos), particularidade de quem passa pela primeira vez em Lisboa e que abrange cerca de 20%. A qualidade dos restaurantes é o que agrada aos estrangeiros, mas o custo de vida está longe de ser barato (é o subtítulo da notícia). Quando comparada a outras grandes cidades do centro da Europa, as preferências vão sempre para Londres, Paris e Genebra; as que estão perto de igualdade ou são consideradas piores são Istambul, Atenas e Dublin, por serem também pouco sossegadas e malcuidadas. O que mais desagrada aos estrangeiros é a falta de limpeza, a falta de animação, o estado do pavimento, a falta de sossego, mas que acabam por serem compensadas pela hospitalidade portuguesa, pelo clima e pelos monumentos. Os homens de negócios veem com interesse a venda de produtos e o sector industrial. 58,4 % dos estrangeiros viaja sozinho e nove por cento viaja com mulher e os outros 25,1% desloca-se em grupos de 1 a 5 pessoas. De todas as notícias, eu escolhi esta por ser a mais relevante, pois mostra o suposto turista dividido em duas categorias: o de negócios e o de lazer. Sendo o de negócios mais visível nas ruas de Lisboa, eu penso que essa presença desempenhou um papel importante pois um turista com interesses meramente económicos no local, vai gastar menos tempo em infraestruturas de lazer do que um turista normal. A própria notícia, de uma forma indireta, explica o porquê disso: Portugal não estava preparado para receber turistas e nem tinha atitudes que tornassem a cidade atrativa o suficiente, mostrando que Lisboa era muito mais um ponto de passagem do que realmente um ponto turístico na Europa.
OpenEdition sugere que esta publicação seja citada da seguinte forma:
alunos (5 de Dezembro de 2022). Lisboa é procurada por homens de negócios. Cidade (In)visível. Recuperado em 21 de Julho de 2026 de https://doi.org/10.58079/mury